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TRT – Rondônia - Acre - 2015

Isolado Noções de Direito do Trabalho


Processo do Trabalho
Técnico Judiciário
Teoria e questões FCC
Aula 00
Prof. Déborah Paiva

Aula Demonstrativa

Olá Pessoal,

As oportunidades para os concursos dos Tribunais Regionais do Trabalho são


diversas!

É com grande satisfação que apresento para vocês um curso Noções de Direito
do Trabalho e Processo do Trabalho, focado no edital do concurso do TRT da
14ª Região que já foi publicado!

A prova será no dia 28 de fevereiro de 2016. A banca é a FCC!

Estamos aguardando mais quatro editais: TRT Pará (banca CESPE), TRT
Santa Catarina, TRT Ceará e TRT Mato Grosso.

Portanto, o melhor investimento que vocês podem fazer, no momento, é não


desanimar e sim seguir em frente, sempre, pois as oportunidades não
cessaram!

Para aqueles que não me conhecem, irei apresentar um pouco do meu


currículo!

Nos últimos anos, ministrei vários cursos na área dos Tribunais Regionais do
Trabalho, AFT, MPU, AGU, PFN e TST.

Há mais de dez anos trabalho com cursos organizados pela FCC!

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Sou autora de um livro de provas comentadas da FCC (3ª edição).

Portanto, posso afirmar com certeza que a FCC mudou o seu perfil em relação à
elaboração das questões nos últimos anos!

Na aula demonstrativa de Direito do Trabalho, de hoje estudaremos o tema


“Equiparação Salarial”, embora ele não tenha sido abordado de forma expressa
no cronograma do edital, considero importante mencioná-lo.

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Estudaremos com base no novo perfil da FCC e no decorrer do curso


resolveremos várias questões de provas de Juiz do Trabalho, Analista Judiciário
e Técnico Judiciário, organizadas pela FCC em 2011/2015. Eventualmente, com
questões mais antigas, pois são importantes para a compreensão da disciplina.

TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA

Dos princípios e fontes do Direito do Trabalho. Dos direitos constitucionais dos


trabalhadores (art. 7.º da CF/88). Da relação de trabalho e da relação de
emprego: requisitos e distinção. Dos sujeitos do contrato de trabalho stricto
sensu: do empregado e do empregador: conceito e caracterização; dos poderes
do empregador no contrato de trabalho. Trabalhador doméstico: conceituação,
direitos e legislação. Lei Complementar nº 150, de 1º de junho de 2015 (Lei do
trabalhador doméstico). Do contrato individual de trabalho: conceito,
classificação e características. Da alteração do contrato de trabalho: alteração
unilateral e bilateral; o jus variandi. Da suspensão e interrupção do contrato de
trabalho: caracterização e distinção. Da rescisão do contrato de trabalho: das
justas causas; da despedida indireta; da dispensa arbitrária; da culpa recíproca;
da indenização. Do aviso prévio. Da duração do trabalho; da jornada de
trabalho; dos períodos de descanso; do intervalo para repouso e alimentação;
do descanso semanal remunerado; do trabalho noturno e do trabalho
extraordinário. Do salário-mínimo; irredutibilidade e garantia. Das férias: do
direito a férias e da sua duração; da concessão e da época das férias; da
remuneração e do abono de férias. Do salário e da remuneração: conceito e
distinções; composição do salário; modalidades de salário; formas e meios de
pagamento do salário; 13º salário. Da prescrição e decadência. Da segurança e
medicina no trabalho: das atividades perigosas ou insalubres. Da proteção ao
trabalho do menor. Da proteção ao trabalho da mulher; da estabilidade da
gestante; da licença-maternidade. Do direito coletivo do trabalho: das
convenções e acordos coletivos de trabalho. Das comissões de Conciliação
Prévia.

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TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA: Da Justiça do Trabalho:


organização e competência. Das Varas do Trabalho e dos Tribunais Regionais
do Trabalho: jurisdição e competência. Dos serviços auxiliares da Justiça do
Trabalho: das secretarias das Varas do Trabalho e dos distribuidores. Do
processo judiciário do trabalho: princípios gerais do processo trabalhista
(aplicação subsidiária do CPC). Dos atos, termos e prazos processuais. Da
distribuição. Das custas e emolumentos. Das partes e procuradores; do jus
postulandi; da substituição e representação processuais; da assistência
judiciária; dos honorários de advogado. Das exceções. Das audiências: de
conciliação, de instrução e de julgamento; da notificação das partes; do
arquivamento do processo; da revelia e confissão. Das provas. Dos dissídios
individuais: da forma de reclamação e notificação; da reclamação escrita e
verbal; da legitimidade para ajuizar. Do procedimento ordinário e sumaríssimo.
Da sentença e da coisa julgada; da liquidação da sentença: por cálculo, por
artigos e por arbitramento. Da execução: da citação; do depósito da
condenação e da nomeação de bens; do mandado e penhora. Dos embargos à
execução. Da praça e leilão; da arrematação; da remição; das custas na
execução. Execução contra fazenda pública. Dos recursos no processo do
trabalho. Processo Judicial Eletrônico: Resolução CSJT nº 136/2014. Provimento
CGJT nº 3, de 20 de agosto de 2014.

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Noções
Questões
Direito do
Trabalho Objetivas
FCC
e Processo

TRT 14ª Região

As aulas de Direito do Trabalho e Processo serão apresentadas no


mesmo dia em arquivos diferentes.

Vejamos a apresentação do curso:

Apresentação do curso: O curso será dividido em 07 aulas

Aula 01: 16/12 Aula 06: 26/01


Aula 02: 23/12 Aula 07: 04/02
Aula 03: 30/12
Aula 04: 12/01
Aula 05: 19/01

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Direito do Trabalho:

Aula 01: Dos princípios e fontes do Direito do Trabalho. Dos direitos


constitucionais dos trabalhadores (art. 7.º da CF/88).

Aula 02: Da relação de trabalho e da relação de emprego: requisitos e


distinção. Dos sujeitos do contrato de trabalho stricto sensu: do empregado e
do empregador: conceito e caracterização; dos poderes do empregador no
contrato de trabalho. Trabalhador doméstico: conceituação, direitos e
legislação. Lei Complementar nº 150, de 1º de junho de 2015 (Lei do
trabalhador doméstico).

Aula 03: Do contrato individual de trabalho: conceito, classificação e


características. Da alteração do contrato de trabalho: alteração unilateral e
bilateral; o jus variandi. Da suspensão e interrupção do contrato de trabalho:
caracterização e distinção.

Aula 04: Da rescisão do contrato de trabalho: das justas causas; da despedida


indireta; da dispensa arbitrária; da culpa recíproca; da indenização. Do aviso
prévio.

Aula 05: Da duração do trabalho; da jornada de trabalho; dos períodos de


descanso; do intervalo para repouso e alimentação; do descanso semanal
remunerado; do trabalho noturno e do trabalho extraordinário.

Aula 06: Do salário-mínimo; irredutibilidade e garantia. Das férias: do direito a


férias e da sua duração; da concessão e da época das férias; da remuneração e
do abono de férias. Do salário e da remuneração: conceito e distinções;
composição do salário; modalidades de salário; formas e meios de pagamento
do salário; 13º salário.

Aula 07: Da prescrição e decadência. Da segurança e medicina no trabalho:


das atividades perigosas ou insalubres. Da proteção ao trabalho do menor. Da
proteção ao trabalho da mulher; da estabilidade da gestante; da licença-
maternidade. Do direito coletivo do trabalho: das convenções e acordos
coletivos de trabalho. Das comissões de Conciliação Prévia.

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Processo do Trabalho:

Aula 01: Da Justiça do Trabalho: organização e competência. Das Varas do


Trabalho e dos Tribunais Regionais do Trabalho: jurisdição e competência. Dos
serviços auxiliares da Justiça do Trabalho: das secretarias das Varas do
Trabalho e dos distribuidores.

Aula 02: Do processo judiciário do trabalho: princípios gerais do processo


trabalhista (aplicação subsidiária do CPC). Dos atos, termos e prazos
processuais. Da distribuição. Das custas e emolumentos.

Aula 03: Das partes e procuradores; do jus postulandi; da substituição e


representação processuais; da assistência judiciária; dos honorários de
advogado. Das exceções. Das audiências: de conciliação, de instrução e de
julgamento; da notificação das partes; do arquivamento do processo; da revelia
e confissão.

Aula 04: Das provas. Dos dissídios individuais: da forma de reclamação e


notificação; da reclamação escrita e verbal; da legitimidade para ajuizar. Do
procedimento ordinário e sumaríssimo. Da sentença e da coisa julgada; da
liquidação da sentença: por cálculo, por artigos e por arbitramento.

Aula 05: Da execução: da citação; do depósito da condenação e da nomeação


de bens; do mandado e penhora. Dos embargos à execução. Da praça e leilão;
da arrematação; da remição; das custas na execução. Execução contra fazenda
pública.

Aula 06: Dos recursos no processo do trabalho.

Aula 07: Processo Judicial Eletrônico: Resolução CSJT nº 136/2014.


Provimento CGJT nº 3, de 20 de agosto de 2014.

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Vamos dar início a nossa aula demonstrativa!

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Tema: Da Equiparação Salarial

Conceito: A equiparação salarial será devida entre dois empregados que


tenham cargos diferentes, desde que eles desempenhem as mesmas funções na
empresa e que todos os outros requisitos da equiparação salarial estejam
presentes.

Vejamos o conceito de equiparação salarial e os requisitos: “Equiparação


salarial é a figura jurídica mediante a qual se assegura ao trabalhador idêntico
salário ao do colega perante, o qual tenha exercido, simultaneamente, função
idêntica, na mesma localidade, para o mesmo empregador.” (Maurício Godinho
Delgado)

Requisitos: Os principais requisitos da equiparação salarial são:

 Identidade de funções (não importa a denominação do cargo);


 Trabalho de igual valor (mesma produtividade e igual perfeição
técnica);
 Mesmo empregador;
 Mesma localidade (município ou região metropolitana);
 Simultaneidade na prestação de serviços;
 Inexistência de quadro organizado em carreira;
 Contemporaneidade na prestação de serviços;
 Diferença de tempo de serviço na função não superior a dois
anos entre o paradigma ou espelho e equiparando;
 O paradigma não poderá ser empregado readaptado.

O fundamento jurídico da equiparação salarial é o princípio da não-


discriminação preconizado no art. 5º, caput e inciso I e art. 7º, XXX, XXXII da
CF/88.

A Equiparação Salarial é um tema muito abordado nas provas e os seus


requisitos estão elencados nas Súmulas 06 e 127 do TST e no Art. 461 da CLT.
Preenchidos os requisitos do art. 461 da CLT e da Súmula 06 do TST, a
equiparação salarial será possível.

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Art. 461 da CLT Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual


valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade,
corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou
idade.

Súmula 06 do TST II - Para efeito de equiparação de salários em caso


de trabalho igual, conta-se o tempo de serviço na função e não no
emprego.

Por identidade funcional devemos entender o fato dos trabalhadores


comparados realizarem o mesmo trabalho, englobando as mesmas atribuições.

Súmula 06 do TST III - A equiparação salarial só é possível se o empregado e


o paradigma exercerem a mesma função, desempenhando as mesmas tarefas,
não importando se os cargos têm, ou não, a mesma denominação.

Observem o que diz o jurista Maurício Godinho Delgado: “O exercício de


cargo/função de confiança não inviabiliza pleitos equiparatórios. Da mesma
maneira esta inviabilidade não ocorre em situações envolventes a trabalho
qualificado ou altamente qualificado”.

§ 1º - Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for
feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre
pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois)
anos.

§ 2º - Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o


empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira, hipótese
em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e
merecimento.

Súmula 06 do TST I - Para os fins previstos no § 2º do art. 461 da CLT, só é


válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo
Ministério do Trabalho, excluindo-se, apenas, dessa exigência o quadro de
carreira das entidades de direito público da administração direta, autárquica e
fundacional, aprovado por ato administrativo da autoridade competente.

§ 3º - No caso do parágrafo anterior, as promoções deverão ser feitas


alternadamente por merecimento e por antigüidade, dentro de cada
categoria profissional.

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§ 4º - O trabalhador readaptado em nova função por motivo de


deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da
Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação
salarial.

É importante dizer que a readaptação é um fato impeditivo da equiparação


salarial. Assim, o fato de estar o paradigma ocupando a função em decorrência
de readaptação previdenciária impossibilitará a equiparação salarial.

BIZU: A simultaneidade no exercício funcional é um requisito que não deriva do


texto consolidado (CLT), mas está implícito na doutrina e jurisprudência.

Súmula 06 do TST IV - É desnecessário que, ao tempo da reclamação sobre


equiparação salarial, reclamante e paradigma estejam a serviço do
estabelecimento, desde que o pedido se relacione com situação pretérita.

Por simultaneidade compreende-se a idéia de coincidência temporal no exercício


das mesmas funções pelos empregados comparados.

Há, ainda, quatro Orientações Jurisprudenciais que tratam do tema, conforme


abaixo transcritas.

Jurisprudência (Súmula e OJ TST):

Súmulas e Orientações Jurisprudenciais que tratam da equiparação


salarial:

Súmula 06 do TST I - Para os fins previstos no § 2º do art. 461 da CLT, só é


válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo
Ministério do Trabalho, excluindo-se, apenas, dessa exigência o quadro de
carreira das entidades de direito público da administração direta, autárquica e
fundacional, aprovado por ato administrativo da autoridade competente.

II - Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual, conta-se o


tempo de serviço na função e não no emprego.

III - A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma


exercerem a mesma função, desempenhando as mesmas tarefas, não
importando se os cargos têm, ou não, a mesma denominação.

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IV - É desnecessário que, ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial,


reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento, desde que o
pedido se relacione com situação pretérita.

V - A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial, embora exercida


a função em órgão governamental estranho à cedente, se esta responde pelos
salários do paradigma e do reclamante.

VI - Presentes os pressupostos do art. 461 da CLT, é irrelevante a circunstância


de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o
paradigma, exceto:

a) se decorrente de vantagem pessoal ou de tese jurídica superada pela


jurisprudência de Corte Superior;

b) na hipótese de equiparação salarial em cadeia, suscitada em defesa, se o


empregador produzir prova do alegado fato modificativo, impeditivo ou
extintivo do direito à equiparação salarial em relação ao paradigma remoto,
considerada irrelevante, para esse efeito, a existência de diferença de tempo de
serviço na função superior a dois anos entre o reclamante e os empregados
paradigmas componentes da cadeia equiparatória, à exceção do paradigma
imediato.

VII - Desde que atendidos os requisitos do art. 461 da CLT, é possível a


equiparação salarial de trabalho intelectual, que pode ser avaliado por sua
perfeição técnica, cuja aferição terá critérios objetivos.

VIII - É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou


extintivo da equiparação salarial.

IX - Na ação de equiparação salarial, a prescrição é parcial e só alcança as


diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o
ajuizamento.

X - O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. 461 da CLT refere-se,


em princípio, ao mesmo município, ou a municípios distintos que, comprovada-
mente, pertençam à mesma região metropolitana.

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Súmula 127 do TST Quadro de pessoal organizado em carreira, aprovado pelo


órgão competente excluída a hipótese de equiparação salarial, não obsta
reclamação fundada em preterição, enquadramento ou reclassificação.

Súmula 455 do TST À sociedade de economia mista não se aplica a vedação à


equiparação prevista no art. 37, XIII, da CF/1988, pois, ao admitir empregados
sob o regime da CLT, equipara-se a empregador privado, conforme disposto no
art. 173, § 1º, II, da CF/1988.

OJ 297 da SDI-1 do TST O art. 37, inciso XIII, da CF/1988, veda a


equiparação de qualquer natureza para o efeito de remuneração do pessoal do
serviço público, sendo juridicamente impossível a aplicação da norma
infraconstitucional prevista no art. 461 da CLT quando se pleiteia equiparação
salarial entre servidores públicos, independentemente, de terem sido
contratados pela CLT.

OJ 296 da SDI -1 do TST Sendo regulamentada a profissão de auxiliar de


enfermagem, cujo exercício pressupõe habilitação técnica, realizada pelo
Conselho Regional de Enfermagem, impossível a equiparação salarial do simples
atendente com o auxiliar de enfermagem.

Atenção: OJ-SDI1-418. Não constitui óbice à equiparação salarial a existência


de plano de cargos e salários que, referendado por norma coletiva, prevê
critério de promoção apenas por merecimento ou antiguidade, não atendendo,
portanto, o requisito de alternância dos critérios, previsto no art. 461, § 2º, da
CLT.

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(FCC - TRT 6 – Juiz do Trabalho – 2015) 7. De acordo com a jurisprudência


pacificada do TST, em relação à equiparação salarial é INCORRETO afirmar que

(A) na ação de equiparação salarial, a prescrição é parcial e só alcança as


diferenças salariais no período de cinco anos que precedeu o ajuizamento.

(B) à sociedade de economia mista não se aplica a vedação à equiparação


salarial prevista constitucionalmente, pois, ao contratar empregados sob o
regime da CLT, equipara-se a empregador privado.

(C) a cessão de empregados não exclui a equiparação salarial, embora exercida


a função em órgão governamental estranho à cedente, se esta responde pelos
salários do paradigma e do reclamante.

(D) constitui óbice à equiparação salarial a existência de plano de cargos e


salários que, referendado por norma coletiva, prevê critério de promoção
apenas por merecimento ou apenas por antiguidade. ERRADA (OJ 418).

(E) é vedada a equiparação de qualquer natureza para efeito de remuneração


do pessoal do serviço público, sendo juridicamente impossível a aplicação da
norma infraconstitucional quando se pleiteia equiparação salarial entre
servidores públicos, independentemente de terem sido contratados pela CLT.

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Desvio de Função

Quando o empregador adota o plano de cargos e salários ou institui o quadro de


carreira, ele deverá cumpri-lo. Sendo assim, quando o empregado for admitido
em determinada função deverá, ao preencher os requisitos descritos no plano
ou no quadro de carreira para a promoção, ser reenquadrado para outra
função.

Há situações na qual o empregado exerce na empresa atribuições de nível


superior hierárquico, descritas no quadro de carreira e está enquadrado em
funções de nível inferior. Neste caso ocorrerá o desvio de função e o empregado
terá direito a receber as diferenças salariais, conforme orientação
jurisprudencial do TST (OJ 125 da SDI- 1 do TST).

OJ 125 da SDI- 1 do TST DESVIO DE FUNÇÃO. QUADRO DE CARREIRA O


simples desvio funcional do empregado não gera direito a novo enquadra-
mento, mas apenas às diferenças salariais respectivas, mesmo que o desvio de
função haja iniciado antes da vigência da CF/1988.

Questões FCC sem comentários:

No decorrer das aulas apresentarei mais questões.

Seguem, apenas, algumas questões para demonstração:

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1. (FCC - TRT 11ª Região – Analista Judiciário – 2012) O empregado João


prestou serviços para a empresa Alfa na unidade fabril do município de São
Paulo por cinco anos, ingressando como ajudante geral. Após seis meses de sua
admissão, passou a exercer as funções de operador de empilhadeira, embora
continuasse registrado como auxiliar de produção. Mário ingressou na empresa
Alfa um ano antes de João, trabalhando na unidade fabril do município de
Osasco, que pertence à mesma região metropolitana de São Paulo. Mário
sempre exerceu as funções de operador de empilhadeira e recebeu salário
superior aquele percebido por João, em razão de possuir maior experiência no
mercado de trabalho, conforme se verifica pelas ocupações anteriores anotadas
em sua Carteira de Trabalho. Conforme previsão legal e entendimento
sumulado do TST, no caso em análise, encontram-se presentes os requisitos
para a equiparação salarial entre João e Mário, devendo haver a condenação da
empresa Alfa por diferenças salariais?

(A) Não, uma vez que os cargos não têm a mesma denominação.

(B) Não, porque o paradigma é mais experiente que o postulante na prestação


de serviços nas funções de operador de empilhadeira.

(C) Sim, porque ambos exerceram as mesmas funções e tarefas,


independentemente da nomenclatura do cargo, não havendo diferença de 2
anos no exercício da mesma função.

(D) Não, porque postulante e paradigma trabalharam na mesma localidade,


mas em municípios distintos.

(E) Sim, porque independente do local da prestação dos serviços e do tempo de


diferença nas funções, trabalhando para a mesma empresa, na mesma função o
salário deve ser igual.

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2. (FCC – Analista Judiciário – TRT SP – 2014) Como decorrência do


princípio constitucional da não discriminação salarial (art. 7o, XXX e XXXI da
CF), a garantia da isonomia salarial fundamenta-se na idéia básica de que a
todo trabalho de igual valor deve corresponder salário igual. Para caracterização
do trabalho de igual valor, gerando o direito à equiparação salarial, é necessário
que sejam preenchidos concomitantemente alguns requisitos, entre os quais
NÃO se inclui

(A) mesma produtividade.

(B) mesma perfeição técnica.

(C) existência de quadro organizado de carreira.

(D) trabalho para o mesmo empregador.

(E) trabalho na mesma localidade.

3. (FCC - Advogado Caixa – 2011) Joana, 25 anos, trabalha na empresa X


desde janeiro de 2008, tendo sido promovida para a função de secretária em
Dezembro de 2010 com salário mensal de R$ 1.000,00. Maria, 26 anos,
trabalha na empresa desde Janeiro de 1999 e ocupa também a função de
secretária desde Janeiro de 2010, porém recebe salário mensal de R$ 1.500,00.
Mônica, 55 anos, trabalha na empresa desde Janeiro de 2007, também
exercendo a função de secretária desde Julho de 2010, mediante salário de R$
1.500,00. Tendo em vista que todas exercem a mesma função, para o mesmo
empregador, na mesma localidade, Joana

(A) não poderá requerer a equiparação salarial tendo em vista que Maria
trabalha na empresa desde Janeiro 1999 e Mônica desde Janeiro de 2007.

(B) poderá requerer a equiparação salarial tendo como paradigmas Maria e


Mônica.

(C) só poderá requer a equiparação salarial tendo como paradigma apenas


Mônica, tendo em vista que Maria trabalha na empresa há mais de dez anos.

(D) poderá requerer a equiparação salarial tendo como paradigma apenas


Maria, tendo em vista que Mônica possui mais de cinquenta anos de idade.

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(E) poderá requerer a equiparação salarial tendo como paradigma apenas


Mônica, desde que notifique necessariamente a empresa para que supra a
irregularidade no prazo máximo de 48 horas e informe o ocorrido ao Sindicato
da categoria.

4. (FCC - Analista Execução de Mandados – TRT 15ª Região – 2014)


Marta, Carla e Isabelle são empregadas do salão de cabelereiro “NBN Ltda.”.
Marta e Isabelle foram contratadas em Janeiro de 2007 e Carla em Junho de
2007 para exercerem a função de auxiliar de cabeleireiro. Em Janeiro de 2008,
Marta passou a exercer a função de cabelereira tendo sido retificada a sua
carteira de trabalho, bem como o seu salário que passou a ser de R$ 3.500,00.
Em Fevereiro de 2009, Carla também passou a exercer as funções de
cabelereira, exercendo tarefas exatamente iguais as funções de Marta, com a
mesma perfeição técnica, mas a sua carteira de trabalho não foi retificada no
tocante a função, apesar do salário de Carla ter alterado para R$ 2.800,00.
Isabelle, somente em Março de 2012 passou a exercer as funções de
cabelereira, exercendo também tarefas exatamente iguais as de Marta e Carla e
com a mesma perfeição técnica, tendo sido retificada a sua carteira de trabalho,
e alterado o seu salário para R$ 2.500,00. Neste caso, no tocante a equiparação
salarial, considerando que o referido salão não possui quadro organizado em
carreira,

(A) somente Isabelle possui o direito a equiparação salarial com Carla.

(B) Carla e Isabelle possuem direito a equiparação salarial com Marta.

(C) não há direito a equiparação salarial entre nenhuma das empregadas.

(D) somente Isabelle possui o direito a equiparação salarial com Marta.

(E) somente Carla possui direito a equiparação salarial com Marta.

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Seguem as questões comentadas:

1. (FCC - TRT 11ª Região – Analista Judiciário – 2012) O empregado João


prestou serviços para a empresa Alfa na unidade fabril do município de São
Paulo por cinco anos, ingressando como ajudante geral. Após seis meses de sua
admissão, passou a exercer as funções de operador de empilhadeira, embora
continuasse registrado como auxiliar de produção. Mário ingressou na empresa
Alfa um ano antes de João, trabalhando na unidade fabril do município de
Osasco, que pertence à mesma região metropolitana de São Paulo. Mário
sempre exerceu as funções de operador de empilhadeira e recebeu salário
superior aquele percebido por João, em razão de possuir maior experiência no
mercado de trabalho, conforme se verifica pelas ocupações anteriores anotadas
em sua Carteira de Trabalho. Conforme previsão legal e entendimento
sumulado do TST, no caso em análise, encontram-se presentes os requisitos
para a equiparação salarial entre João e Mário, devendo haver a condenação da
empresa Alfa por diferenças salariais?

(A) Não, uma vez que os cargos não têm a mesma denominação.

(B) Não, porque o paradigma é mais experiente que o postulante na prestação


de serviços nas funções de operador de empilhadeira.

(C) Sim, porque ambos exerceram as mesmas funções e tarefas,


independentemente da nomenclatura do cargo, não havendo diferença de 2
anos no exercício da mesma função.

(D) Não, porque postulante e paradigma trabalharam na mesma localidade,


mas em municípios distintos.

(E) Sim, porque independente do local da prestação dos serviços e do tempo de


diferença nas funções, trabalhando para a mesma empresa, na mesma função o
salário deve ser igual.

Comentários: Letra C.

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Art. 461 da CLT Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual


valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade,
corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou
idade.

§ 1º - Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for
feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre
pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois)
anos.

§ 2º - Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o


empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira, hipótese
em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e
merecimento.

§ 3º - No caso do parágrafo anterior, as promoções deverão ser feitas


alternadamente por merecimento e por antigüidade, dentro de cada
categoria profissional.

§ 4º - O trabalhador readaptado em nova função por motivo de


deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da
Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação
salarial.

Súmula 06 do TST I - Para os fins previstos no § 2º do art. 461 da CLT, só é


válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo
Ministério do Trabalho, excluindo-se, apenas, dessa exigência o quadro de
carreira das entidades de direito público da administração direta, autárquica e
fundacional, aprovado por ato administrativo da autoridade competente.

II - Para efeito de equiparação de salários em caso de trabalho igual, conta-se o


tempo de serviço na função e não no emprego.

III - A equiparação salarial só é possível se o empregado e o paradigma


exercerem a mesma função, desempenhando as mesmas tarefas, não
importando se os cargos têm, ou não, a mesma denominação.

IV - É desnecessário que, ao tempo da reclamação sobre equiparação salarial,


reclamante e paradigma estejam a serviço do estabelecimento, desde que o
pedido se relacione com situação pretérita.

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V - A cessão de empregados não exclui a equiparação salarial, embora exercida


a função em órgão governamental estranho à cedente, se esta responde pelos
salários do paradigma e do reclamante.

VI - Presentes os pressupostos do art. 461 da CLT, é irrelevante a circunstância


de que o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o
paradigma, exceto se decorrente de vantagem pessoal, de tese jurídica
superada pela jurisprudência de Corte Superior ou, na hipótese de equiparação
salarial em cadeia, se não demonstrada a presença dos requisitos da
equiparação em relação ao paradigma que deu origem à pretensão, caso
arguida a objeção pelo reclamado. (item alterado na sessão do Tribunal Pleno
realizada em 16.11.2010).

VII - Desde que atendidos os requisitos do art. 461 da CLT, é possível a


equiparação salarial de trabalho intelectual, que pode ser avaliado por sua
perfeição técnica, cuja aferição terá critérios objetivos.

VIII - É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo, modificativo ou


extintivo da equiparação salarial.

IX - Na ação de equiparação salarial, a prescrição é parcial e só alcança as


diferenças salariais vencidas no período de 5 (cinco) anos que precedeu o
ajuizamento.

X - O conceito de "mesma localidade" de que trata o art. 461 da CLT refere-se,


em princípio, ao mesmo município, ou a municípios distintos que, comprovada-
mente, pertençam à mesma região metropolitana.

(FCC- Analista Judiciário – área judiciária - TRT 14ª Região - 2011)


Messias e Agildo trabalham na empresa H. Messias pretende a equiparação
salarial com Agildo e para isso consultou sua advogada, a Dra. Mônica, que
lhe respondeu que, para a equiparação salarial, o conceito legal de "mesma
localidade" refere-se, em princípio, ao mesmo município, ou a municípios
distintos que, comprovadamente, pertençam à mesma região metropolitana.

Comentários: CERTA.

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2. (FCC – Analista Judiciário – TRT SP – 2014) Como decorrência do


princípio constitucional da não discriminação salarial (art. 7o, XXX e XXXI da
CF), a garantia da isonomia salarial fundamenta-se na idéia básica de que a
todo trabalho de igual valor deve corresponder salário igual. Para caracterização
do trabalho de igual valor, gerando o direito à equiparação salarial, é necessário
que sejam preenchidos concomitantemente alguns requisitos, entre os quais
NÃO se inclui

(A) mesma produtividade.

(B) mesma perfeição técnica.

(C) existência de quadro organizado de carreira.

(D) trabalho para o mesmo empregador.

(E) trabalho na mesma localidade.

Comentários: Letra “C”. O fundamento jurídico da equiparação salarial é o


princípio da não-discriminação preconizado no art. 5º, caput e inciso I e art. 7º,
XXX, XXXII da CF/88.

A equiparação salarial será devida entre dois empregados que tenham cargos
diferentes, desde que eles desempenhem as mesmas funções na empresa e que
todos os outros requisitos da equiparação salarial estejam presentes.

Os principais requisitos da equiparação salarial são:

 Identidade de funções (não importa a denominação do cargo);


 Trabalho de igual valor (mesma produtividade e igual perfeição
técnica);
 Mesmo empregador;
 Mesma localidade (município ou região metropolitana);
 Simultaneidade na prestação de serviços;
 Inexistência de quadro organizado em carreira;
 Contemporaneidade na prestação de serviços;
 Diferença de tempo de serviço na função não superior a dois
anos entre o paradigma ou espelho e equiparando;
 O paradigma não poderá ser empregado readaptado.

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A existência de quadro de carreira não é requisito para a equiparação salarial. O


quadro de carreira organizado impede a equiparação salarial, uma vez que a
promoção ocorrerá por antiguidade e merecimento.

Art. 461 da CLT Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual


valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade,
corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou
idade.

§ 1º - Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for
feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre
pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois)
anos.

§ 2º - Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o


empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira, hipótese
em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e
merecimento.

Súmula 06 do TST I - Para os fins previstos no § 2º do art. 461 da CLT, só é


válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo
Ministério do Trabalho, excluindo-se, apenas, dessa exigência o quadro de
carreira das entidades de direito público da administração direta, autárquica e
fundacional, aprovado por ato administrativo da autoridade competente.

§ 3º - No caso do parágrafo anterior, as promoções deverão ser feitas


alternadamente por merecimento e por antigüidade, dentro de cada
categoria profissional.

§ 4º - O trabalhador readaptado em nova função por motivo de


deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da
Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação
salarial.

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3. (FCC - Advogado Caixa – 2011) Joana, 25 anos, trabalha na empresa X


desde janeiro de 2008, tendo sido promovida para a função de secretária em
Dezembro de 2010 com salário mensal de R$ 1.000,00. Maria, 26 anos,
trabalha na empresa desde Janeiro de 1999 e ocupa também a função de
secretária desde Janeiro de 2010, porém recebe salário mensal de R$ 1.500,00.
Mônica, 55 anos, trabalha na empresa desde Janeiro de 2007, também
exercendo a função de secretária desde Julho de 2010, mediante salário de R$
1.500,00. Tendo em vista que todas exercem a mesma função, para o mesmo
empregador, na mesma localidade, Joana

(A) não poderá requerer a equiparação salarial tendo em vista que Maria
trabalha na empresa desde Janeiro 1999 e Mônica desde Janeiro de 2007.

(B) poderá requerer a equiparação salarial tendo como paradigmas Maria e


Mônica.

(C) só poderá requer a equiparação salarial tendo como paradigma apenas


Mônica, tendo em vista que Maria trabalha na empresa há mais de dez anos.

(D) poderá requerer a equiparação salarial tendo como paradigma apenas


Maria, tendo em vista que Mônica possui mais de cinquenta anos de idade.

(E) poderá requerer a equiparação salarial tendo como paradigma apenas


Mônica, desde que notifique necessariamente a empresa para que supra a
irregularidade no prazo máximo de 48 horas e informe o ocorrido ao Sindicato
da categoria.

Letra B. Joana poderá requerer a equiparação salarial em relação às duas


paradigmas porque a diferença do tempo de serviço como requisitos conta-se
na função e não no emprego.

Art. 461 da CLT Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual


valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade,
corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou
idade.

Súmula 06 do TST II - Para efeito de equiparação de salários em caso de


trabalho igual, conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego.

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4. (FCC - Analista Execução de Mandados – TRT 15ª Região – 2014)


Marta, Carla e Isabelle são empregadas do salão de cabelereiro “NBN Ltda.”.
Marta e Isabelle foram contratadas em Janeiro de 2007 e Carla em Junho de
2007 para exercerem a função de auxiliar de cabeleireiro. Em Janeiro de 2008,
Marta passou a exercer a função de cabelereira tendo sido retificada a sua
carteira de trabalho, bem como o seu salário que passou a ser de R$ 3.500,00.
Em Fevereiro de 2009, Carla também passou a exercer as funções de
cabelereira, exercendo tarefas exatamente iguais as funções de Marta, com a
mesma perfeição técnica, mas a sua carteira de trabalho não foi retificada no
tocante a função, apesar do salário de Carla ter alterado para R$ 2.800,00.
Isabelle, somente em Março de 2012 passou a exercer as funções de
cabelereira, exercendo também tarefas exatamente iguais as de Marta e Carla e
com a mesma perfeição técnica, tendo sido retificada a sua carteira de trabalho,
e alterado o seu salário para R$ 2.500,00. Neste caso, no tocante a equiparação
salarial, considerando que o referido salão não possui quadro organizado em
carreira,

(A) somente Isabelle possui o direito a equiparação salarial com Carla.

(B) Carla e Isabelle possuem direito a equiparação salarial com Marta.

(C) não há direito a equiparação salarial entre nenhuma das empregadas.

(D) somente Isabelle possui o direito a equiparação salarial com Marta.

(E) somente Carla possui direito a equiparação salarial com Marta.

Comentários: A letra “E” está correta porque somente Carla terá direito à
equiparação salarial porque a diferença de tempo de serviço na função para
ensejar a equiparação salarial não poderá ser superior a dois anos.

Isabelle começou a exercer as funções de cabeleireira em março de 2012.

Art. 461 da CLT Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual


valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade,
corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou
idade.

Súmula 06 do TST II - Para efeito de equiparação de salários em caso de


trabalho igual, conta-se o tempo de serviço na função e não no emprego.

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Por identidade funcional devemos entender o fato dos trabalhadores


comparados realizarem o mesmo trabalho, englobando as mesmas atribuições.

Súmula 06 do TST III - A equiparação salarial só é possível se o empregado e


o paradigma exercerem a mesma função, desempenhando as mesmas tarefas,
não importando se os cargos têm, ou não, a mesma denominação.

Observem o que diz o jurista Maurício Godinho Delgado: “O exercício de


cargo/função de confiança não inviabiliza pleitos equiparatórios. Da mesma
maneira esta inviabilidade não ocorre em situações envolventes a trabalho
qualificado ou altamente qualificado”.

§ 1º - Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o que for
feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre
pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois)
anos.

§ 2º - Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o


empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira, hipótese
em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antigüidade e
merecimento.

Súmula 06 do TST I - Para os fins previstos no § 2º do art. 461 da CLT, só é


válido o quadro de pessoal organizado em carreira quando homologado pelo
Ministério do Trabalho, excluindo-se, apenas, dessa exigência o quadro de
carreira das entidades de direito público da administração direta, autárquica e
fundacional, aprovado por ato administrativo da autoridade competente.

§ 3º - No caso do parágrafo anterior, as promoções deverão ser feitas


alternadamente por merecimento e por antigüidade, dentro de cada categoria
profissional.

§ 4º - O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física


ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de
paradigma para fins de equiparação salarial.

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Processo do Trabalho:
Tema: Organização e funcionamento da Justiça do Trabalho

TST

(3º grau)

TRT (2º grau)

Varas de Trabalho (1º grau)

(Juízes do Trabalho)

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Órgãos da
Justiça do
Trabalho

Juízes do
TST TRT
Trabalho

(FCC – Técnico Judiciário – TRT Rio – 2013) Conforme previsão contida


na Constituição Federal, são órgãos da Justiça do Trabalho no Brasil:

(A) Tribunal Superior do Trabalho, Tribunais Regionais do Trabalho e Juizados


Especiais Trabalhistas.

(B) Tribunal Superior do Trabalho, Tribunais de Justiça e Varas do Trabalho.

(C) Superior Tribunal de Justiça, Tribunais Regionais do Trabalho e Juntas de


Conciliação e Julgamento.

(D) Tribunal Superior do Trabalho, Tribunais Regionais do Trabalho e Varas do


Trabalho.

(E) Supremo Tribunal Federal, Tribunais Regionais do Trabalho e Varas do


Trabalho.

Letra D. De acordo com o art. 111 da CRF/88 são órgãos da Justiça do


Trabalho o TST, os TRTS e os Juízes do Trabalho.

Art. 111 da CRFB/88 Os Órgãos da Justiça do trabalho são:


I-Tribunal Superior do Trabalho;
II- Tribunal regional do Trabalho;
III- Juízes do Trabalho.

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Das Varas do Trabalho:

 É o primeiro grau de jurisdição.


 A Jurisdição das Varas de Trabalho será exercida por um juiz singular.
 Nas comarcas não abrangidas por jurisdição trabalhista, ou seja, nas
quais não haja Vara de Trabalho, aos juízes de direito será atribuída à
jurisdição trabalhista, com recurso para o respectivo TRT.
 Compete às Varas de Trabalho:
a) conciliar e julgar:
I- os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de
empregado;
II- os dissídios concernentes à remuneração, férias e indenização por
motivo de rescisão do contrato individual do trabalho;
III- os dissídios resultantes de contratos de empreitada em que o
empreiteiro seja operário ou artífice;
IV- os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho.
V- as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou
o órgão gestor de mão-de-obra OGMO decorrentes das relações de
trabalho.
b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave;
c) julgar os embargos opostos ás suas próprias decisões;
d) impor multas e demais penalidades relativas aos atos de sua
competência.

Dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT):

 São órgãos de segundo grau de jurisdição.


 Compõem-se de, no mínimo, 07 juízes (art.115, CRFB/88).
 Nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais
de 30 e menos de 65 anos, sendo a escolha mediante lista sêxtupla
das respectivas classes, que serão encaminhadas ao Tribunal que
elaborará lista tríplice e encaminhará ao Presidente da República
que em 20 dias escolherá um de seus integrantes para nomeação.
 1/5 dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade
profissional e membros do ministério Público do Trabalho com mais
de dez anos de efetivo exercício.
 Os demais mediante promoção de juízes do trabalho por
antiguidade e merecimento, alternadamente.

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Do Tribunal Superior do Trabalho (TST):

 É Órgão de terceiro grau de jurisdição.


 Compõem-se de 27 Ministros, brasileiros com mais de 35 anos e menos
de 65 anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação do
Senado Federal por maioria absoluta.
 1/5 serão escolhidos dentre advogados com mais de 10 anos de efetiva
atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com
mais de 10 anos de efetivo exercício.
 Os advogados devem ter notório saber jurídico e reputação ilibada.
 A indicação será feita por lista sêxtupla elaborada pelos órgãos de
representação das respectivas classes, que a enviam para o tribunal que
formará uma lista tríplice, enviando-a ao Poder Executivo que terá o
prazo de 20 dias para escolher um dos indicados para nomeação.
 Os demais serão escolhidos dentre juízes dos Tribunais Regionais do
Trabalho, oriundos da magistratura da carreira indicados pelo próprio
TST.

DICA: As frases abaixo são verdadeiras e são abordadas em provas de


concursos.

 O serviço da Justiça do Trabalho é relevante e obrigatório, ninguém


dele podendo eximir-se, salvo motivo justificado.
 Os órgãos da Justiça do Trabalho funcionarão perfeitamente
coordenados, em regime de mútua colaboração, sob a orientação do
Presidente do Tribunal Superior do Trabalho.
 A Emenda Constitucional 24 de 1999, que extinguiu a representação
classista na Justiça do trabalho acabando com as Juntas de
conciliação e julgamento.
 A Emenda 45/2004 prevê a criação de um Fundo de garantia das
execuções trabalhistas, integrado pelas multas decorrentes de
condenações trabalhistas e multas administrativas oriundas da
fiscalização do trabalho.
 Prevê a criação de um Conselho Superior da Justiça do Trabalho e de
uma Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados
do Trabalho que funcionarão junto do Tribunal Superior do Trabalho.
 A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do
Trabalho funcionará junto ao TST e tem dentre outras funções a de
regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na
carreira.

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 O Conselho Superior da Justiça do Trabalho funcionará também


junto ao TST e exercerá, na forma da lei, a supervisão
administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do
Trabalho de 1º e 2º graus, como órgão central do sistema, cujas
decisões terão efeito vinculante.

(FCC – Analista Judiciário – TRT Rio – 2013) A Constituição da República


Federativa do Brasil apresenta normas relativas à organização e competência
da Justiça do Trabalho. Segundo tais normas, é INCORRETO afirmar que:

(A) o Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros,


escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta
e cinco anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela
maioria absoluta do Senado Federal.

(B) funcionará junto ao Tribunal Superior do Trabalho o Conselho Superior da


Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão
administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho
de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões
terão efeito vinculante.

(C) haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho em cada Estado e


no Distrito Federal, e a lei instituirá as Varas do Trabalho, podendo, nas
comarcas onde não forem instituídas, atribuir jurisdição aos juízes de direito,
com recurso para o respectivo Tribunal de Justiça.

(D) compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações relativas às


penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de
fiscalização das relações de trabalho.

(E) os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete


juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo
Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de
sessenta e cinco anos. Letra C.

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Art. 112 da CF/88 A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas
comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito,
com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.

Vamos, agora, estudar a competência!

Competência

Medida da
jurisdição

Jurisdição

Na Próxima aula falarei de Jurisdição e Competência.

Hoje, falarei, apenas, sobre competência.

Conceito de Competência: A competência é a delimitação da jurisdição, ou


seja, a determinação da esfera de atribuições dos órgãos encarregados da
função jurisdicional.

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 A competência é a medida da jurisdição.


 Todo juiz possui jurisdição, mas nem todos os juízes possuem
competência para julgar determinadas ações.

Vamos apresentar uma situação hipotética:

Exemplificando: Uma empregada doméstica que não recebeu as férias de sua


empregadora interpõe ação na Justiça estadual em umas das Varas de família,
o juiz titular de tal Vara não seria competente para julgar a ação que trate de
direito do trabalho. A Justiça do Trabalho é que será competente para julgar o
conflito entre empregada doméstica e sua empregadora.

Espécies de competência: Absoluta e Relativa.

A Competência absoluta é a competência em razão da matéria, em razão da


pessoa e em razão da função.

DICA: MPF (ABSOLUTA) VT (Relativa)

Para que os meus alunos não se confundam na hora da prova, costumo usar a
sigla MPF para lembrá-los da competência absoluta e VT para lembrá-los da
competência relativa.

Competência
Absoluta

Matéria Pessoa Função

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A competência absoluta é inderrogável pela vontade das partes e o juiz


deverá conhecê-la de ofício (sem que as partes requeiram), não
admitindo prorrogação.

Inderrogável é aquela competência que não poderá ser prorrogada, ou seja, o


juiz que é absolutamente incompetente para julgar determinada ação jamais
tornar-se-á competente. Poderá ser argüida em qualquer tempo e grau de
jurisdição. Deverá ser argüida em preliminar da contestação.

A competência relativa é a competência em razão do valor e do território.

A competência relativa prorroga-se se o réu não argüir a exceção (art. 114


CPC).

Vamos destacar alguns pontos importantes sobre a competência!

Atenção: A Jurisdição é o poder-dever do Estado-juiz de resolver conflitos


intersubjetivos de interesses fazendo atuar a vontade concreta da lei aplicando
o direito material ao caso concreto.

A Competência é a delimitação da jurisdição de cada órgão do Poder Judiciário.

 Veremos alguns conceitos importantes para a prova:

 Competência Originária: É aquela que ocorre quando um


determinado Órgão tem competência para primeiro manifestar-se
sobre a demanda.

 Competência Absoluta: Não poderá ser alterada pelo juiz ou pela


vontade das partes porque envolve interesse público. Na Justiça do
Trabalho como vimos esta competência é em razão da Matéria, da
Pessoa e da Função. Deverá ser declarada de ofício pelo juiz.
Poderá ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição,
independente de exceção (peça processual).

 Competência Relativa: Na Justiça do Trabalho é a competência


Territorial. Deverá ser suscitada por meio de exceção. Não poderá
ser declarada de ofício.

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DICA: A prorrogação de competência é um fenômeno segundo o qual um juiz


inicialmente incompetente torna-se competente. Este fenômeno somente
ocorrerá com a incompetência relativa, nunca com a incompetência absoluta.

Competência
Relativa

Valor VT Território

Competência Absoluta em razão da matéria (Art.114 CRFB/88): Esta


competência determina que quando houver Varas especializadas a competência
será sempre destas.

A competência em razão da matéria no Processo do Trabalho é delimitada em


virtude da natureza da relação jurídica material deduzida em juízo. Portanto,
ela é fixada em razão da causa de pedir e do pedido.

Com o advento da Emenda Constitucional 45 de 2004, a competência em razão


da matéria na Justiça do Trabalho foi ampliada.

A incompetência em razão da matéria é de natureza absoluta e deve ser


declarada de ofício pelo Juiz, independentemente de provocação das partes.

Na Justiça do Trabalho a competência material está determinada pelo art. 114


da CRFB/88 que trata da competência em razão da matéria e da pessoa
também.

A competência material da Justiça do Trabalho é exercida, em regra, no


primeiro grau pelas Varas do Trabalho. Em grau de recurso ordinário ela será
exercida pelos Tribunais Regionais do Trabalho.

Segundo Carlos Henrique Bezerra Leite, o art. 114 da CF/88 revela a existência
de três regras constitucionais básicas de competência material da Justiça do
Trabalho:
a) Competência Material Original;
b) Competência Material Derivada;

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c) Competência Material Executória.

Vamos estudar cada inciso mais adiante. Por ora, apenas, transcrevo o artigo.

Art. 114 da CRFB/88 Compete à Justiça do Trabalho processar e


julgar:
I – as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de
direito público externo e da administração pública direta e indireta da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
II – as ações que envolvem o exercício do direito de greve;
III – as ações sobre representação sindical entre sindicatos, entre
sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores;
IV – os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando
o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição.
V – os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista,
ressalvado o disposto no art.102, I, o;
VI – as ações de indenização por dano moral ou patrimonial,
decorrentes da relação de trabalho;

VII – as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos


empregadores pelos Órgãos de fiscalização das relações de trabalho;
VIII – a execução de ofício das contribuições sociais previstas no art.
195, I, a e II, e seus acréscimos legais decorrentes das sentenças que
proferir.
IX – Outras controvérsias decorrentes das relações de trabalho, na
forma da lei.

A Competência Material Original envolve as ações oriundas da relação de


emprego, os danos morais individuais e coletivos, o acidente de trabalho. O
cadastramento do PIS/PASEP, as ações que tenham como causa de pedir
matéria alusiva ao meio ambiente do trabalho, FGTS, Seguro-Desemprego,
quadro de carreira, dentre outros.

A Competência Material Derivada tem como fundamento a redação do inciso IX


do art. 114 da CF/88.

IX – Outras controvérsias decorrentes das relações de trabalho, na


forma da lei.

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Assim, quando houver lei dispondo que a controvérsia oriunda da relação de


trabalho é da competência da Justiça Comum, com esta prevalecerá até que
venha lei transferindo tal competência para a Justiça do Trabalho.

A Competência Material Executória poderá ser executar as próprias sentenças e


executar as contribuições previdenciárias.

Passaremos, agora, a analisar os incisos do art. 114 da CF/88.

Atenção: Competência Material da Justiça do Trabalho (art. 114 da CF\88)

Art. 114 da CRFB/88 Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I –


as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público
externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios;

SERVIDORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: Com a nova redação do art. 114


da CF/88 a Justiça do trabalho teria competência para julgar os processos
envolvendo servidores públicos, inclusive os estatutários. Acontece que o
Ministro Nelson Jobim deferiu Liminar em sede de ADIN interposta pela
Associação dos Juízes Federais na qual objetivava a inconstitucionalidade do
art. 114, I da emenda constitucional 45/04 no que se refere aos servidores
estatutários.

Em 2006 o plenário do STF confirmou a Liminar e, por isso continua suspensa a


interpretação do inciso I do art. 114 da CF/88 que atribuía à Justiça do Trabalho
competência para julgar os estatutários. Portanto, esta competência é da
Justiça Federal.

Existe uma importante cizânia doutrinária em relação à abrangência do termo


relação de trabalho inserido no art. 114, I da CF/88 pela Emenda Constitucional
45/2004.

1ª corrente. Corrente Ampliativa: Defende que a Justiça do Trabalho após o


advento da Emenda Constitucional 45/04 possui competência para processar e
julgar qualquer demanda oriunda das relações de trabalho desde que o
prestador dos serviços seja pessoa física.

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2ª Corrente. Corrente Ampliativa sem relação de consumo: Esta corrente faz


distinção entre relação de trabalho e relação de consumo com base no que
estabelece o art. 2º da Lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor).
Quando o serviço for prestado a um destinatário final será relação de consumo
e por isso não competirá à Justiça do Trabalho porque na relação de trabalho a
finalidade é negocial.

3ª Corrente. Corrente Restritiva: O alcance da expressão relação de trabalho


seria o mesmo que relação de emprego no que se refere à competência.

É importante falar da Súmula 363 do STJ

Súmula 363 do STJ Compete à justiça estadual processar e julgar a ação de


cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente.

II – as ações que envolvem o exercício do direito de greve;

Neste inciso é importante destacar que as ações que envolvem o exercício do


direito de greve em dissídio individual são de competência das Varas de
Trabalho. Já o dissídio coletivo de greve é de competência do TRT.

Ações de interdito proibitório em greve (ação possessória):

1ª corrente: Não é competência da Justiça do Trabalho.

2ª corrente: È competência da Justiça do Trabalho.

 Compete à Justiça do Trabalho o julgamento de interdito proibitório para


garantir o livre acesso de funcionários e clientes às agências bancárias, sob o
risco de interdição, devido ao movimento grevista (Ag.Rg no CC 101.574-SP,
2ªS, j. em 25/3/2009, Info. 388).

Súmula Vinculante 23 do STF: Competência - Processo e Julgamento - Ação


Possessória - Exercício do Direito de Greve - Trabalhadores da Iniciativa
Privada: A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação
possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos
trabalhadores da iniciativa privada.

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Súmula 189 do TST GREVE. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO.


ABUSIVIDADE A Justiça do Trabalho é competente para declarar a
abusividade, ou não, da greve.

III – as ações sobre representação sindical entre sindicatos, entre sindicatos e


trabalhadores, e entre sindicatos e empregadoresIV – os mandados de
segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver
matéria sujeita à sua jurisdição.

V – os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista,


ressalvado o disposto no art.102, I, o;

VI – as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da


relação de trabalho;

NOVA REDAÇÃO (alteração em 2015):

Súmula nº 392 do TST


DANO MORAL E MATERIAL. RELAÇÃO DE TRABALHO. COMPETÊNCIA DA
JUSTIÇA DO TRABALHO (redação alterada em sessão do Tribunal Pleno
realizada em 27.10.2015) - Res. 200/2015, DEJT divulgado em
29.10.2015 e 03 e 04.11.2015
Nos termos do art. 114, inc. VI, da Constituição da República, a Justiça
do Trabalho é competente para processar e julgar ações de indenização por
dano moral e material, decorrentes da relação de trabalho, inclusive as oriundas
de acidente de trabalho e doenças a ele equiparadas, ainda que propostas pelos
dependentes ou sucessores do trabalhador falecido.

VII – as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos


empregadores pelos Órgãos de fiscalização das relações de trabalho;

VIII – a execução de ofício das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a e


II, e seus acréscimos legais decorrentes das sentenças que proferir.

IX – Outras controvérsias decorrentes das relações de trabalho, na forma da lei.

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(FCC - TRT 1ª REGIÃO Técnico Judiciário Área


Administrativa/2013) Nos termos das previsões da Constituição
Federal e da Consolidação das Leis do Trabalho, compete à Justiça do
Trabalho processar e julgar os crimes contra a organização do
trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema
financeiro e a ordem econômico-financeira.

ERRADA (art. 109, VI da CF/88). A competência será dos juízes


federais.

Observem que a FCC no concurso do TRT-MG abordou diversas questões


sobre o tema organização e competência:

Prova TRT - MG – 2015 – Analista Judiciário:

50. Em relação à competência material da Justiça do Trabalho:


(A) As ações relativas às penalidades administrativas impostas aos
empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho devem ser
julgadas pela Justiça Federal, nos termos do artigo 109 da CF/88.
(B) Desde a promulgação da CF/88, a Justiça do Trabalho é competente para
julgar ações impostas pelos órgãos de fiscalização, em matéria trabalhista, aos
empregadores.
(C) A Emenda Constitucional no 45/04, deu nova redação ao artigo 114 da
CF/88, estabelecendo que cabe à Justiça do Trabalho processar e julgar as
ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores
pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho.
(D) Impõe multas administrativas ao empregador em processos trabalhistas,
nos quais foi constatada a ocorrência de infração aos dispositivos da CLT.
(E) Não é competente, de ofício, para executar as contribuições previdenciárias
das sentenças que proferir.

Comentários: letra C.

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51. Em relação às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho,


(A) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo,nas comarcas não
abrangidas por sua jurisdição,atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para
o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.
(B) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, não podendo,nas comarcas não
abrangidas por sua jurisdição,atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para
o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.
(C) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo,nas comarcas não
abrangidas por sua jurisdição,atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para
o respectivo Tribunal de Justiça.
(D) há, atualmente, no Brasil, 22 Tribunais Regionais do Trabalho, sendo um
em cada Estado, exceto no Estado de São Paulo que possui dois Tribunais
Regionais do Trabalho.
(E) compete aos Tribunais Regionais do Trabalho, julgar os recursos ordinários
interpostos em face das decisões das Varas e também, originariamente, as
ações envolvendo relação de trabalho.

Comentários: Letra A.

Art. 112 da CF/88 A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas
comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito,
com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho.

Prova TRT - MG – 2015 – Analista Judiciário - Oficial:

39. Quanto à organização da Justiça do Trabalho, o Tribunal Superior do


Trabalho compor-se-á de

(A) 27 (vinte e sete) Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35


(trinta e cinco) e menos de 65 (sessenta e cinco) anos, nomeados pelo
Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado
Federal, sendo um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva
atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de
dez anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais
Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelo
próprio Tribunal Superior.

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(B) 25 (vinte e cinco) Ministros, escolhidos dentre brasileiros natos ou


naturalizados com mais de 30 (trinta) e menos de 60 (sessenta) anos,
nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria simples do
Senado Federal, sendo um terço dentre advogados com mais de quinze anos de
efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com
mais de dez anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos
Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados
pelo próprio Tribunal Superior.

(C) 27 (vinte e sete) Ministros, escolhidos dentre brasileiros natos ou


naturalizados com mais de 35 (trinta e cinco) e menos de 75 (setenta e cinco)
anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria
absoluta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, sendo um terço
dentre advogados com mais de cinco anos de efetiva atividade profissional e
membros do Ministério Público do Trabalho com mais de cinco anos de efetivo
exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho
oriundos da magistratura de carreira, indicados pelos Tribunais Regionais.

(D) 25 (vinte e cinco) Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35


(trinta e cinco) e menos de 65 (sessenta e cinco) anos, nomeados pelo
Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado
Federal e da Câmara dos Deputados, sendo um quinto dentre advogados com
mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério
Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, sendo os demais
dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de
carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior.

(E) 20 (vinte) Ministros, escolhidos dentre brasileiros natos com mais de 30


(trinta) e menos de 60 (sessenta) anos, nomeados pelo Presidente da República
após aprovação pela maioria simples do Senado Federal, sendo metade dentre
advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros
do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, e a
outra metade dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da
magistratura de carreira, indicados pelos Tribunais Regionais.

Comentários: Letra A.

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Competência Territorial da Justiça do Trabalho (art. 651 da CLT). A


competência territorial na Justiça do Trabalho é, em regra, atribuída às Varas
de Trabalho. É importante frisar que os TRTs e o TST possuem competência
originária para o julgamento de determinadas causas trabalhistas.

Art. 651 da CLT A competência das Varas de Trabalho é


determinada pela localidade onde o empregado, reclamado ou
reclamante, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido
contratado noutro local ou no estrangeiro.

(FCC – Analista Judiciário – TRT 1ª região – 2013) Minerva, domiciliada


no município de Duque de Caxias, foi contratada no município de Resende
para trabalhar na empresa Olimpo Empreendimentos. Durante todo o
contrato de trabalho trabalhou no município de Friburgo, sede da sua
empregadora. Após três anos de labor, Minerva foi dispensada. Para receber
as verbas rescisórias que não foram pagas, a comarca competente para o
ajuizamento de reclamação trabalhista é a do município de Friburgo, porque
é o local da prestação dos serviços da trabalhadora.

Comentários: CERTA. A regra geral preconizada pelo caput do art. 651 da


CLT estabelece como foro para o ajuizamento da reclamação trabalhista o
lugar da prestação de serviços, ainda que o trabalhador tenha sido
contratado em local diverso.

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(FCC – Técnico Judiciário – TRT Rio – 2013) Hércules, morador de Nova


Iguaçu, foi contratado em Angra dos Reis para trabalhar na empresa Beta &
Gama Produções, localizada no município do Rio de Janeiro. Após oito meses
de trabalho foi dispensado sem justa causa. Na presente situação, a
competência territorial para ajuizar reclamação trabalhista questionando o
motivo da rescisão contratual e postular indenização por danos morais é do
município

(A) de Nova Iguaçu ou Angra dos Reis, sendo opção do reclamante por
atender a sua conveniência.

(B) do Rio de Janeiro, porque é a Capital do Estado e há pedido de


indenização por danos morais.

(C) de Nova Iguaçu, porque é o local do domicílio do reclamante.

(D) de Angra dos Reis, porque é o local onde o trabalhador foi contratado.

(E) do Rio de Janeiro, porque é o local da prestação dos serviços do


empregado.

Comentários: Letra E. A regra geral preconizada pelo caput do art. 651 da


CLT estabelece como foro para o ajuizamento da reclamação trabalhista o
lugar da prestação de serviços, ainda que o trabalhador tenha sido
contratado em local diverso.

Carlos Henrique Bezerra Leite afirma que quando o empregado tenha


trabalhado em diversos estabelecimentos em locais diferentes, será competente
para processar e julgar a ação a Vara do Trabalho do último lugar da execução
dos serviços e não a de cada local dos estabelecimentos da empresa no qual
tenha prestado serviços.

Exemplificando: Um empregado foi contratado em Manaus, trabalhou em


Belém, em Recife e depois foi dispensado em Fortaleza. Neste caso a ação
deverá ser proposta em Fortaleza/CE.

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§ 1º Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial, a


competência será da vara da localidade em que a empresa tenha agência
ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será
competente a vara da localização em que o empregado tenha domicílio ou
a localidade mais próxima.

Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial (aquele que presta
serviços em mais de uma localidade), a regra da competência é dúplice, porque
o empregado poderá ajuizar a ação na localidade em que a empresa tenha filial
e a esta esteja o empregado vinculado ou, em caso de inexistência de agência
ou filial, poderá demandar na localidade de seu domicílio ou no local mais
próximo de seu domicílio.

§ 2º A competência das varas do trabalho, estabelecida neste artigo,


estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro,
desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção
internacional dispondo em contrário.

§ 3º Em se tratando de empregador que promova realização de


atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao
empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou
no da prestação dos respectivos serviços.

É importante ficar claro o que venha a ser “empregador que promova a


realização de atividades fora do local do contrato de trabalho”. O parágrafo 3º é
exceção à regra geral do caput do art. 651 da CLT e deverá ser utilizado
quando o empregador exercer a sua atividade em locais transitórios, eventuais
ou incertos.

Exemplificando: Empresas que promovam a prestação de serviços fora do


local da contratação são: auditorias, atividades circenses, instalação de
caldeiras, reflorestamento, exposições, feiras, desfiles de moda, montadoras,
etc.

Vamos estudar agora alguns importantes institutos em relação à competência:

Prevenção: A Prevenção ocorrerá quando dois juízes forem competentes e for


necessário determinar qual juiz julgará aquela ação.

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Quando os juízes tenham a mesma competência territorial o juiz prevento será


aquele que despachou em primeiro lugar e quando os juízes tiverem
competência territorial distinta será considerado prevento aquele em que
ocorreu a primeira citação válida (arts. 106 e 219 do CPC).

Conexão: A competência relativa poderá ser modificada por conexão e


continência. O art. 102 do CPC será aplicado ao Processo do Trabalho por força
do art. 769 da CLT.

Reza o art. 102 do CPC que a competência em razão do valor e do território,


poderá modificar-se pela conexão ou continência.

O art. 103 do CPC estabelece que duas ou mais ações serão conexas quando
lhes for comum o objeto ou a causa de pedir.

Na Justiça do Trabalho é comum haver conexão entre demandas trabalhistas


que apresentem em comum o mesmo pedido ou a causa de pedir.

Continência: O art. 104 do CPC estabelece que a continência ocorrerá,


quando entre duas ou mias ações sempre que há identidade quanto às partes e
à causa de pedir, mas o objeto de uma por ser mais amplo abrange o das
outras.

No Processo do Trabalho é comum haver continência quando, por exemplo, o


reclamante propõe duas reclamações trabalhistas em face de uma mesma
empregadora, mas o rol de pedidos de uma é mais abrangente do que o de
outra.

Havendo conexão ou continência o juízo competente será aquele do local em


que a inicial trabalhista foi distribuída em primeiro lugar.

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Hora do treino!

Questões FCC:

1. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados TRT– GO- 2008)


De acordo com a CLT, com relação à competência em razão do lugar, não
estando o empregado viajante comercial subordinado a agência ou filial, mas à
matriz da empresa empregadora será competente para apreciar reclamação
trabalhista a Vara

(A) onde está localizada a matriz ou qualquer uma das agências ou filiais da
empresa.

(B) do local da última prestação de serviços realizada pelo reclamante.

(C) do domicílio do reclamante, apenas.

(D) do local da primeira prestação de serviços realizada pelo reclamante.

(E) do domicílio do empregado ou a localidade mais próxima.

2. (FCC – Técnico Judiciário - TRT 11ª Região - 2012) Quanto à


organização, jurisdição e competência da Justiça do Trabalho, é INCORRETO
afirmar que

(A) a Justiça do Trabalho é competente, para processar e julgar as ações entre


trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão
de Obra decorrentes da relação de trabalho.

(B) a competência das Varas do Trabalho, em regra, é determinada pelo local


da contratação ou domicílio do empregado, ainda que tenha sido diversa a
localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao
empregador.

(C) conforme previsão constitucional compete à Justiça do Trabalho processar e


julgar as ações sobre representação sindical entre sindicatos, entre sindicatos e
trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores.

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(D) os Tribunais Regionais do Trabalho serão compostos de, no mínimo, sete


juízes, sendo um quinto dentre advogados e membros do Ministério Público do
Trabalho e os demais mediante promoção de Juízes do Trabalho por antiguidade
e merecimento, alternadamente.

(E) nas localidades em que existir mais de uma Vara do Trabalho haverá um
distribuidor, cuja principal competência é a distribuição, pela ordem rigorosa de
entrada, e sucessivamente a cada Vara, dos feitos que, para esse fim, lhe forem
apresentados pelos interessados.

3. (FCC - Analista Administrativo - TRT 11º Região – 2012) O trabalhador


firmou contrato de trabalho com a empresa no município “Alfa” para prestar
serviços no município “Beta”. A empresa possui sua sede e domicílio no
município “Gama”. Após ser dispensado o trabalhador, que reside no município
“Delta”, resolve ajuizar ação reclamatória trabalhista para receber seus haveres
rescisórios. Neste caso, de acordo com a CLT, deverá ajuizar a reclamatória no
município

(A) “Alfa” porque foi o local onde da celebração do contrato.

(B) “Delta” porque é o domicílio do trabalhador reclamante.

(C) “Gama” porque é o domicílio da empresa reclamada.

(D) “Alfa” ou “Delta” porque o trabalhador poderá optar pelo local da celebração
do contrato ou pelo seu domicílio.

(E) “Beta” porque foi o local da prestação dos serviços.

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4. (FCC – Analista Judiciário – TRT 18ª Região – 2013) A empresa Delta


Participações sofreu fiscalização de natureza trabalhista, ocasião em que o
agente fiscal da Delegacia Regional do Trabalho verificou irregularidade e lavrou
auto de infração com aplicação de multa administrativa. A empresa resolveu
questionar judicialmente essa penalidade administrativa, sendo da competência
material da Justiça

(A) Comum Estadual, por cuidar de questionamento de ato de Delegacia


Regional do Trabalho.

(B) Federal, por se tratar de discussão sobre ato de autoridade federal,


vinculada ao Ministério do Trabalho.

(C) do Trabalho, por força de Emenda Constitucional que lhe atribuiu novas
competências e criou dispositivo específico prevendo essa matéria.

(D) Federal, porque não se discute relação de emprego entre empregador e


empregado.

(E) Estadual em Vara Especializada da Fazenda Pública, por se tratar de


discussão de ato de agente público.

5. (FCC –Analista Judiciário –TST– 2012) Conforme legislação aplicável, em


relação à organização e competência da Justiça do Trabalho no Brasil é correto
afirmar:

(A) O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros,


escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e
cinco anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pelo
Congresso Nacional.

(B) As ações relativas às penalidades administrativas impostas aos


empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho não são da
competência da Justiça do Trabalho, mas sim da Justiça Federal, por se tratar
de modalidade tributária.

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(C) Os Ministros do Tribunal Superior do Trabalho serão compostos por um


quinto dentre advogados com mais de cinco anos de efetiva atividade
profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de cinco
anos de efetivo exercício e os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do
Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, com mais de cinco anos de
efetivo exercício.

(D) A competência das Varas do Trabalho é determinada pela localidade onde o


empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda
que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro.

(E) Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora


do lugar do contrato de trabalho é assegurado ao empregado apresentar
reclamação no foro da celebração do contrato ou na Vara do seu domicílio ou na
localidade mais próxima.

6. (FCC –PGE - SP– 2012) É da competência da Justiça do Trabalho:

(A) Ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e


trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores e ações relativas às penalidades
tributárias e administrativas impostas aos empregadores por órgãos de
fiscalização.

(B) Habeas corpus e habeas data quando o ato questionado envolver matéria
sujeita à sua jurisdição.

(C) Demanda envolvendo servidor público estatutário e exercício do direito de


greve.

(D) Mandado de segurança quando o ato questionado envolver matéria sujeita à


sua jurisdição e conflito de competência com o Superior Tribunal de Justiça em
matéria trabalhista.

(E) Mandado de injunção quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua
jurisdição e ações de indenização por dano moral ou patrimonial decorrentes da
relação de trabalho.

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7. (FCC – Analista Judiciário – TRT GO – 2013) A empresa Delta


Participações sofreu fiscalização de natureza trabalhista, ocasião em que o
agente fiscal da Delegacia Regional do Trabalho verificou irregularidade e lavrou
auto de infração com aplicação de multa administrativa. A empresa resolveu
questionar judicialmente essa penalidade administrativa, sendo da competência
material da Justiça

(A) Comum Estadual, por cuidar de questionamento de ato de Delegacia


Regional do Trabalho.

(B) Federal, por se tratar de discussão sobre ato de autoridade federal,


vinculada ao Ministério do Trabalho.

(C) do Trabalho, por força de Emenda Constitucional que lhe atribuiu novas
competências e criou dispositivo específico prevendo essa matéria.

(D) Federal, porque não se discute relação de emprego entre empregador e


empregado.

(E) Estadual em Vara Especializada da Fazenda Pública, por se tratar de


discussão de ato de agente público.

8. (FCC – Analista Judiciário – TRT GO – 2013) Segundo normas legais


contidas na Consolidação das Leis do Trabalho sobre competência das Varas e
dos Tribunais do Trabalho é INCORRETO afirmar:

(A) A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações entre


trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão
de Obra − OGMO decorrentes da relação de trabalho.

(B) O empregado poderá apresentar reclamação no foro da celebração do


contrato ou no da prestação dos respectivos serviços quando o empregador
promover a realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho.

(C) A competência dos Tribunais Regionais nos casos de dissídio coletivo


determina-se pelo local onde este ocorrer ou pela sede da empresa envolvida
no conflito, cabendo a escolha ao sindicato da categoria econômica.

(D) A jurisdição de cada Vara do Trabalho abrange todo o território da Comarca


em que tem sede, só podendo ser estendida ou restringida por lei federal.

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(E) As Varas do Trabalho são competentes para processar e julgar os dissídios


resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou
artífice.

9. (FCC – Analista Judiciário – TRT 9 Região – 2013) Athenas, residente


na cidade de Apucarana, foi contratada em Londrina para trabalhar como
secretária da Diretoria Comercial da Empresa de Turismo Semideuses Ltda.,
cuja matriz está sediada em Cascavel. Após dois anos de contrato prestado na
filial da empresa em Curitiba, foi dispensada, embora tenha avisado o seu
empregador que estava grávida. Athenas decidiu ajuizar ação reclamatória
trabalhista postulando a sua reintegração por estabilidade de gestante. No
presente caso, a Vara do Trabalho competente para processar e julgar a
demanda é a do município de

(A) Cascavel, em razão de ser a matriz da empresa empregadora que é ré na


ação.

(B) Curitiba, porque nesse caso a comarca competente é a Capital do Estado.

(C) Apucarana, por ser o local da residência da trabalhadora.

(D) Curitiba, por ser o local da prestação dos serviços.

(E) Londrina, porque foi o local da contratação da trabalhadora.

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Questões FCC comentadas:

1. (FCC – Analista Judiciário – Execução de Mandados TRT– GO- 2008)


De acordo com a CLT, com relação à competência em razão do lugar, não
estando o empregado viajante comercial subordinado a agência ou filial, mas à
matriz da empresa empregadora será competente para apreciar reclamação
trabalhista a Vara

(A) onde está localizada a matriz ou qualquer uma das agências ou filiais da
empresa.

(B) do local da última prestação de serviços realizada pelo reclamante.

(C) do domicílio do reclamante, apenas.

(D) do local da primeira prestação de serviços realizada pelo reclamante.

(E) do domicílio do empregado ou a localidade mais próxima.

Comentários: A assertiva abordou o parágrafo 1º do art. 651 da CLT,


portanto, o viajante comercial que não estiver subordinado à agência ou filial
terá o seu domicílio ou a localidade mais próxima como foro competente. Letra
E.
A regra geral preconizada pelo caput do art. 651 da CLT estabelece como
foro para o ajuizamento da reclamação trabalhista o lugar da prestação de
serviços, ainda que o trabalhador tenha sido contratado em local diverso.

Carlos Henrique Bezerra Leite afirma que quando o empregado tenha


trabalhado em diversos estabelecimentos, em locais diferentes, será
competente para processar e julgar a ação a Vara do Trabalho do último lugar
da execução dos serviços e não a de cada local dos estabelecimentos da
empresa, no qual tenha prestado serviços.

Art. 651 da CLT A competência das Varas de Trabalho é


determinada pela localidade onde o empregado, reclamado ou
reclamante, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido
contratado noutro local ou no estrangeiro.

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2. (FCC – Técnico Judiciário - TRT 11ª Região - 2012) Quanto à


organização, jurisdição e competência da Justiça do Trabalho, é INCORRETO
afirmar que

(A) a Justiça do Trabalho é competente, para processar e julgar as ações entre


trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão
de Obra decorrentes da relação de trabalho.

(B) a competência das Varas do Trabalho, em regra, é determinada pelo local


da contratação ou domicílio do empregado, ainda que tenha sido diversa a
localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao
empregador.

(C) conforme previsão constitucional compete à Justiça do Trabalho processar e


julgar as ações sobre representação sindical entre sindicatos, entre sindicatos e
trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores.

(D) os Tribunais Regionais do Trabalho serão compostos de, no mínimo, sete


juízes, sendo um quinto dentre advogados e membros do Ministério Público do
Trabalho e os demais mediante promoção de Juízes do Trabalho por antiguidade
e merecimento, alternadamente.

(E) nas localidades em que existir mais de uma Vara do Trabalho haverá um
distribuidor, cuja principal competência é a distribuição, pela ordem rigorosa de
entrada, e sucessivamente a cada Vara, dos feitos que, para esse fim, lhe forem
apresentados pelos interessados.

Comentários: Letra B.

Art. 651 da CLT A competência das Varas de Trabalho é


determinada pela localidade onde o empregado, reclamado ou
reclamante, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido
contratado noutro local ou no estrangeiro.

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3. (FCC - Analista Administrativo - TRT 11º Região – 2012) O trabalhador


firmou contrato de trabalho com a empresa no município “Alfa” para prestar
serviços no município “Beta”. A empresa possui sua sede e domicílio no
município “Gama”. Após ser dispensado o trabalhador, que reside no município
“Delta”, resolve ajuizar ação reclamatória trabalhista para receber seus haveres
rescisórios. Neste caso, de acordo com a CLT, deverá ajuizar a reclamatória no
município

(A) “Alfa” porque foi o local onde da celebração do contrato.

(B) “Delta” porque é o domicílio do trabalhador reclamante.

(C) “Gama” porque é o domicílio da empresa reclamada.

(D) “Alfa” ou “Delta” porque o trabalhador poderá optar pelo local da celebração
do contrato ou pelo seu domicílio.

(E) “Beta” porque foi o local da prestação dos serviços.

Comentários: Letra E. A regra geral preconizada pelo caput do art. 651 da CLT
estabelece como foro para o ajuizamento da reclamação trabalhista o lugar da
prestação de serviços, ainda que o trabalhador tenha sido contratado em local
diverso.

Art. 651 da CLT A competência das Varas de Trabalho é


determinada pela localidade onde o empregado, reclamado ou
reclamante, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido
contratado noutro local ou no estrangeiro.

§ 1º Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial, a


competência será da vara da localidade em que a empresa tenha agência
ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será
competente a vara da localização em que o empregado tenha domicílio ou
a localidade mais próxima.

§ 2º A competência das varas do trabalho, estabelecida neste artigo,


estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro,
desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção
internacional dispondo em contrário.

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§ 3º Em se tratando de empregador que promova realização de


atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao
empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou
no da prestação dos respectivos serviços.

4. (FCC – Analista Judiciário – TRT 18ª Região – 2013) A empresa Delta


Participações sofreu fiscalização de natureza trabalhista, ocasião em que o
agente fiscal da Delegacia Regional do Trabalho verificou irregularidade e lavrou
auto de infração com aplicação de multa administrativa. A empresa resolveu
questionar judicialmente essa penalidade administrativa, sendo da competência
material da Justiça

(A) Comum Estadual, por cuidar de questionamento de ato de Delegacia


Regional do Trabalho.

(B) Federal, por se tratar de discussão sobre ato de autoridade federal,


vinculada ao Ministério do Trabalho.

(C) do Trabalho, por força de Emenda Constitucional que lhe atribuiu novas
competências e criou dispositivo específico prevendo essa matéria.

(D) Federal, porque não se discute relação de emprego entre empregador e


empregado.

(E) Estadual em Vara Especializada da Fazenda Pública, por se tratar de


discussão de ato de agente público.

Comentários: Letra C. Trata-se da Emenda Constitucional 45 que ampliou a


competência da Justiça do Trabalho alterando o artigo 114 da CF/88.

Art. 114 da CRFB/88 Compete à Justiça do Trabalho processar e


julgar: VII – as ações relativas às penalidades administrativas impostas
aos empregadores pelos Órgãos de fiscalização das relações de
trabalho;

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5. (FCC –Analista Judiciário –TST– 2012) Conforme legislação aplicável, em


relação à organização e competência da Justiça do Trabalho no Brasil é correto
afirmar:

(A) O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros,


escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e
cinco anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pelo
Congresso Nacional.

(B) As ações relativas às penalidades administrativas impostas aos


empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho não são da
competência da Justiça do Trabalho, mas sim da Justiça Federal, por se tratar
de modalidade tributária.

(C) Os Ministros do Tribunal Superior do Trabalho serão compostos por um


quinto dentre advogados com mais de cinco anos de efetiva atividade
profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de cinco
anos de efetivo exercício e os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do
Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, com mais de cinco anos de
efetivo exercício.

(D) A competência das Varas do Trabalho é determinada pela localidade onde o


empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda
que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro.

(E) Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora


do lugar do contrato de trabalho é assegurado ao empregado apresentar
reclamação no foro da celebração do contrato ou na Vara do seu domicílio ou na
localidade mais próxima.

Comentários: Letra D. O TST compõem-se de 27 Ministros, brasileiros com


mais de 35 anos e menos de 65 anos, nomeados pelo Presidente da República
após aprovação do Senado Federal por maioria absoluta. Portanto, está errada
a letra “A”.

As ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores


pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho são da competência da
Justiça do Trabalho, conforme estabelece o art. 114 da CF\88. Está errada a
letra “B”.

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Os Ministros do Tribunal Superior do Trabalho serão compostos por um quinto


dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e
membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo
exercício e os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho,
oriundos da magistratura da carreira. Está errada a letra “C”.

A letra “D” está certa pois o art. 651 da CLT estabelece que a competência das
Varas do Trabalho é determinada pela localidade onde o empregado,
reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha
sido contratado noutro local ou no estrangeiro.

Por fim, a letra “E” está errada porque quando for o caso de empregador que
promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho é
assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do
contrato ou no da prestação dos respectivos serviços.

Art. 651 § 3º da CLT Em se tratando de empregador que promova


realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é
assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração
do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços.

6. (FCC –PGE - SP– 2012) É da competência da Justiça do Trabalho:

(A) Ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e


trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores e ações relativas às penalidades
tributárias e administrativas impostas aos empregadores por órgãos de
fiscalização.

(B) Habeas corpus e habeas data quando o ato questionado envolver matéria
sujeita à sua jurisdição.

(C) Demanda envolvendo servidor público estatutário e exercício do direito de


greve.

(D) Mandado de segurança quando o ato questionado envolver matéria sujeita à


sua jurisdição e conflito de competência com o Superior Tribunal de Justiça em
matéria trabalhista.

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(E) Mandado de injunção quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua
jurisdição e ações de indenização por dano moral ou patrimonial decorrentes da
relação de trabalho.

Comentários: Letra B.

Art. 114 da CRFB/88 Compete à Justiça do Trabalho processar e


julgar:
I – as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de
direito público externo e da administração pública direta e indireta da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
II – as ações que envolvem o exercício do direito de greve;
III – as ações sobre representação sindical entre sindicatos, entre
sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores;
IV – os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o
ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição.
V – os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista,
ressalvado o disposto no art.102, I, o;
VI – as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes
da relação de trabalho;
VII – as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos
empregadores pelos Órgãos de fiscalização das relações de trabalho;
VIII – a execução de ofício das contribuições sociais previstas no art. 195,
I, a e II, e seus acréscimos legais decorrentes das sentenças que proferir.

7. (FCC – Analista Judiciário – TRT GO – 2013) A empresa Delta


Participações sofreu fiscalização de natureza trabalhista, ocasião em que o
agente fiscal da Delegacia Regional do Trabalho verificou irregularidade e lavrou
auto de infração com aplicação de multa administrativa. A empresa resolveu
questionar judicialmente essa penalidade administrativa, sendo da competência
material da Justiça

(A) Comum Estadual, por cuidar de questionamento de ato de Delegacia


Regional do Trabalho.

(B) Federal, por se tratar de discussão sobre ato de autoridade federal,


vinculada ao Ministério do Trabalho.

(C) do Trabalho, por força de Emenda Constitucional que lhe atribuiu novas
competências e criou dispositivo específico prevendo essa matéria.

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(D) Federal, porque não se discute relação de emprego entre empregador e


empregado.

(E) Estadual em Vara Especializada da Fazenda Pública, por se tratar de


discussão de ato de agente público.

Comentários: Letra C. Com o advento da Emenda Constitucional 45 de 2004, a


competência em razão da matéria na Justiça do Trabalho foi ampliada e passou
a prever a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar as ações
relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos
Órgãos de fiscalização das relações de trabalho. Portanto, está correta a letra
“C”.

Na Justiça do Trabalho a competência material está determinada pelo art. 114


da CRFB/88 que trata da competência em razão da matéria e da pessoa
também.

Art. 114 da CRFB/88 Compete à Justiça do Trabalho processar e


julgar:
VII – as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos
empregadores pelos Órgãos de fiscalização das relações de trabalho;

8. (FCC – Analista Judiciário – TRT GO – 2013) Segundo normas legais


contidas na Consolidação das Leis do Trabalho sobre competência das Varas e
dos Tribunais do Trabalho é INCORRETO afirmar:

(A) A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações entre


trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão
de Obra − OGMO decorrentes da relação de trabalho.

(B) O empregado poderá apresentar reclamação no foro da celebração do


contrato ou no da prestação dos respectivos serviços quando o empregador
promover a realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho.

(C) A competência dos Tribunais Regionais nos casos de dissídio coletivo


determina-se pelo local onde este ocorrer ou pela sede da empresa envolvida
no conflito, cabendo a escolha ao sindicato da categoria econômica.

(D) A jurisdição de cada Vara do Trabalho abrange todo o território da Comarca


em que tem sede, só podendo ser estendida ou restringida por lei federal.

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(E) As Varas do Trabalho são competentes para processar e julgar os dissídios


resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou
artífice.

Comentários: Letra C. A letra “C” está errada porque a competência funcional


para processar e julgar os dissídios coletivos é dos Tribunais Regionais do
Trabalho ou do Tribunal Superior do Trabalho, conforme a área de abrangência
do conflito e da representação das categorias envolvidas no conflito de
interesses.

Quando ultrapassar a base territorial de competência de mais de um TRT, a


competência funcional originária será do TST.

As outras letras estão corretas, observem os dispositivos legais


correspondentes:

Art. 643 da CLT § 3o A Justiça do Trabalho é competente, ainda, para


processar e julgar as ações entre trabalhadores portuários e os
operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra - OGMO
decorrentes da relação de trabalho.

Art. 651 da CLT A competência das Varas de Trabalho é determinada


pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar
serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou
no estrangeiro.

§ 3º - Em se tratando de empregador que promova realização de


atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao
empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou
no da prestação dos respectivos serviços.

Art. 650 da CLT A jurisdição de cada Vara do Trabalho abrange todo o


território da Comarca em que tem sede, só podendo ser estendida ou
restringida por lei federal.

Art. 652 da CLT Compete às Varas do Trabalho a) conciliar e julgar:


III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o
empreiteiro seja operário ou artífice;

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9. (FCC – Analista Judiciário – TRT 9 Região – 2013) Athenas, residente


na cidade de Apucarana, foi contratada em Londrina para trabalhar como
secretária da Diretoria Comercial da Empresa de Turismo Semideuses Ltda.,
cuja matriz está sediada em Cascavel. Após dois anos de contrato prestado na
filial da empresa em Curitiba, foi dispensada, embora tenha avisado o seu
empregador que estava grávida. Athenas decidiu ajuizar ação reclamatória
trabalhista postulando a sua reintegração por estabilidade de gestante. No
presente caso, a Vara do Trabalho competente para processar e julgar a
demanda é a do município de

(A) Cascavel, em razão de ser a matriz da empresa empregadora que é ré na


ação.

(B) Curitiba, porque nesse caso a comarca competente é a Capital do Estado.

(C) Apucarana, por ser o local da residência da trabalhadora.

(D) Curitiba, por ser o local da prestação dos serviços.

(E) Londrina, porque foi o local da contratação da trabalhadora.

Comentários: Letra D. Carlos Henrique Bezerra Leite afirma que quando o


empregado tenha trabalhado em diversos estabelecimentos em locais
diferentes, será competente para processar e julgar a ação a Vara do Trabalho
do último lugar da execução dos serviços e não a de cada local dos
estabelecimentos da empresa no qual tenha prestado serviços.

Exemplificando: Um empregado foi contratado em Manaus, trabalhou em


Belém, em Recife e depois foi dispensado em Fortaleza. Neste caso a ação
deverá ser proposta em Fortaleza/CE.

A FCC abordou, exatamente, o que diz o jurista nessa situação hipotética


apresentada. Portanto, Curitiba será o foro competente, pois foi o último local
em que Athenas prestou serviços ao seu empregador. Letra “D” é o gabarito da
questão.

Art. 651 da CLT A competência das Varas de Trabalho é determinada


pela localidade onde o empregado, reclamado ou reclamante, prestar
serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou
no estrangeiro.

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Por hoje é só! Aguardo todos para a nossa primeira aula.

Contem comigo para o que precisarem!

Aguardo vocês, com força total, para a nossa primeira aula e caminhada rumo
ao TRT.

Até lá! Muita Luz! Um forte abraço a todos!

Déborah Paiva

professoradeborahpaiva@hotmail.com

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