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PPRROOCCEESSSSOO PPEEnnaall II PPRRIInnCCÍÍPPIIOOSS PPRROOCCEESSSSUUaaIISS PPEEnnaaIISS EE aaPPllIICCaaÇÇÃÃOO
PPRROOCCEESSSSOO
PPEEnnaall II
PPRRIInnCCÍÍPPIIOOSS PPRROOCCEESSSSUUaaIISS
PPEEnnaaIISS EE aaPPllIICCaaÇÇÃÃOO DDaa
llEEII PPRROOCCEESSSSUUaall PPEEnnaall
mais celeridade se o acusado estiver preso, ser informado de todos os
atos,ter acessoàdefesa técnica,deter a imutabilidadedas decisões
que sejam favoráveis ao réu. O CPP concretiza este princípio quando,
do Presidente da República ou os crimes praticados por
brasileiros no exterior.
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 11
no
art. 261, estabeleceque“nenhum acusado, ainda queausenteou
foragido, será processado ou julgado sem defensor”, e no art. 263, que
IInnQQUUÉÉRRIITTOO PPOOllIICCIIaall
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PPrriinnccííppiiooss pprroocceessssuuaaiiss ppeennoaaPiissro:: cessoPenalbrasileiro
dispõeque, “seo acusado não tiver defensor, o juiz lhenomeará um,
ressalvando o direito do acusado denomear outro ou de defender-se
é regido por princípios, alguns inclusive constitucionais, que
pessoalmente, caso tenha habilitação”.
11 CCoonncceeiittooo:: inquérito policial é o procedimento administrativo
norteiam o processo, dão-lhes a base, as diretrizes fundaemntais
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OOffiicciiaalliiddaaddee::os órgãos incumbidos da persecução criminal
de caráter inquisitório e sigiloso, que visa buscar a materialidade
para o seu desenvolvimento válido. Vejamos:
serão sempre oficiais. Assim, quem investiga é a Autoridade
e autoria acerca de uma infração penal. Trata-se de um proce-
VVeerrddaaddee RReeaalld::iferentemente do processo civil, o Juiz
criminal não ca adstrito às provas trazidas pelas partes aos
autos, podendo ir atrás de outras provas porque ele não se
convence da verdade formal ou convencional. No processo
penal, a verdade é real ou material. Por conta desse princípio,
até mesmo testemunhas que não foram arroladas podem ser
ouvidas, a conssão como qualquer outra prova não tem valor
absoluto, porque a justiça criminal clama por descobrir o que
realmenteaconteceu.
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Policial, quem acusa (em regra) é o Ministério Público e quem
julga é o Judiciário. Esse princípio traz duas r egras importan-
tes: a da oficiosidade e da autoritariedade. Pela oficiosidade,
entenda-se que os órgãos incumbidos da persecução devem
agir deofício, ou seja, sem aguardar provocação. Por autorita-
riedade, leia-sequeaqueles queestão à frente da persecução
estarão sempre revestidos de autoridade (com exceção da
ação penal privada).
dimentopreparatórioparaaaçãopenal.A palavrainquéritonão
existe somente para o procedimento policial. Existem outros
inquéritos.
22 IInnqquuéérriittooss eexxttrraappoolliicc:iiaaaaii))ssiinnqquuéérriittoo ppoolliicciiaall mmiilliittaacrra:: a
cargo deum ocial dapolícia militar, hierarquicamentesuperior ao
policialenvolvidonainfraçãomilitabbr;))iinnqquuéérriittooss ddaass ccoommiissssõõeess
ppaarrllaammeennttaarreess ddee iinnqquuéérriittoo ((:CCsPPãoII))comissões investigatórias
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IInnddiissppoonniibbiilliiddaaddoeein::quérito policial éindisponível. A autoridade
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AAmmppllaa DDeeffeessaa ee CCoonnttrraaddiittóórriiooos::princípiosdocontra-
ditórioeda ampladefesatêmprevisãoconstitucional(art.5º,
LV, da CF). O contraditório está irmanado com o princípio da
ampla defesa, eis quea Constituição Federal visou a dar ao
réu todas as possibilidades dedefesa permitidas em direito.
Para esse exercício, deve o réu ter conhecimento pleno da
acusação que lhe pesa para que dela possa se defender.
Daía necessidadedaregulardenúncia,citação,intimações,
oportunidades de manifestação, laudos etc., sob pena de
nulidade absoluta por violação aos princípios em apreço.
Desse modo, o defensor não pode ter um desempenho sim-
plesmenteformal,contemplativo,sobpena deconsiderar-se
policial nãopoderáarquivá-lo.A açãopenal é indisponível.Nãopode
oMinistérioPúblicodesistir daação.Essa regradaindisponibilidade,
todavia, não se aplica à ação penal privada e às infrações de menor
formadas pelaCâmarados Deputados,SenadoFederal oaumbas
conjuntamente. Elas têm um poder de requisição semelhante ao
das requisições judiciais (têm muito mais poder que o inquérito
policial) e se destinam também a apuração de infrações penais
potencialofensivo.
(art. 58, § 3°, CF);cc)) iinnqquuéérriittoo iinnssttaauurraaddoo ppeellaa CCââmmaarraa ddooss
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IInnaaddmmiissssiibbiilliiddaaddee ddaass pprroovvaass oobbttiiddaass ppoorr mmeeiiooss iillíícciittooss:: DDeeppuuttaaddooss oouu SSeennaaddoo FFeeddeerraall vviissaannddoo aa aappuurraaççããoo ddee iinnffrraaççããoo
no processo penal são inadmissíveis as provas obtidas por meios
ppeennaall pprraattiiccaaddaa eemm ssuuaass ddeeppeennddêênn;ccddii))aaiisnsnqquuéérriittoo jjuuddiicciiaall::
ilícitos, deacordo com dispositivo constitucional (art. 5º, LVI, CF). As
provas não podem ser produzidas com violação as regras penais,
civis,administrativas oumesmoas denaturezaprocessual.Por esse
prisma, a interceptação telefônica sem autorização, o documento
inédito mostrado no julgamento do Tribunal do Júri, a busca e apre-
ensão noturna, são casos de inadmissibilidade.
presidido pelo juiz nos crimes falimentares.
NNoottaa::o verbete 397 da Súmula do STF dispõe que o poder de
polícia da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, con-
soanteaoregimentointerno,compreendeaprisãoem agrante
e a instauração do inquérito.
o réu indefeso.
NNoottaa::a lleeii 1111
669900
ddee 0099 ddee jjuunnhhoo ddee 22m0000o88dicou o CPP, para
33 PPrroocceessssoo xx pprroocceeddiimmeennottooin::quérito policial não podeser
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DDuupplloo GGrraauu ddee JJuurriissddiiççpããaoor::a Ada Pellegrini Grinover,
Antonio Magalhães Gomes Filho e Antonio Scarance Fernandes
que constasse no seu art. 157 que “são inadmissíveis, devendo ser
desentranhadas doprocesso,as provas ilícitas,assim entendidas as
chamado de processo (o que pressupõe uma relação jurídica
preestabelecida). É somente um procedimento, ou seja, uma
Maior, “ é princípio que estrutura constitucional os órgãos autônomo, da chamada decorrente jurisdição da própria superior. Lei
Em outro enfoque, que negue tal postura, a garantia pode ser
extraída do princípio constitucional da igualdade, pelo qual todos
os litigantes, em paridade de condições, devem poder usufruir ao
otabmtidbaésmefemz cvoionlsatçaãronoapnaorármgraasfocpornimsteitiurocidoonareisfeoriudoleagrtaigiso”.quAe:n“osvãaolei
também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando
não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando
spéarriteedsetêamtodsirseeitqoüseencoibardigosacçrõoenso;laopgliiccaamme-snetep.rNinocípprioocsepsrsóop,raioss
doprocesso(princípiosconstitucionaisdo processo-amplade-
fesa, contraditório, motivação das decisões judiciais, publicidade,
as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das
juiz natural etc.), em que haja relação jurídica. No inquriéto policial
menos de um recurso para a revisão das decisões, não sendo
admissível que venha ele previsto para algumas e não para
outras.” (Recursos no Processo Pen,apl . 23)
primeiras”. Dessa forma, a discussão que era acalorada sobre a prova
derivada, pareceencontrar solução na nova lei.
nada disso ocorre: nele não há partes e, então, estas não têm
direitos. É mero procedimento, simples conseqüência de atos
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PPrriinnccííppiioo ddaa IIddeennttiiddaaddee FFííssiiccaa ddoo eJJsuuseiizzp::rincípio, que
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““FFaavvoorr
rreeii””a:: dúvida deve pesar em favor do réu. Se as
sempre esteve restrito à esfera cível, passou a vigorar no Brasil com
ordenados,procedimentais.Comosetrata deumprocedimento
administrativo, está a cargo da administração pública, mais
provas forem dúbias, testemunhas indo em direção oposta, a
a promulgação da Lei 11.719 de 20 de junho de 2008 também na
precisamente sob a presidência da autoridade policial. Dessa
ponto de se inviabilizar a verdade real, deverá o Juiz absolver
esfera criminal, ao determinar que o CPP, no seu artigo 399, §2º que:
forma, os atos irão se suceder, sempre em busca da materiali-
o acusado, pois certamente é melhor absolver um culpado do
“O juiz que presidiu a instrução deverá proferir a sentença.” Dessa
dadeeautoriadainfração,deacordocom opensamento,tutela
que condenar um inocente. Por esse princípio, verica-se que
no processo penal a defesa tem mais recursos e meios a sua
disposição (como os embargos infringentes, os embargos de
nulidade,arevisãocriminal).
forma, o Juiz que procede a colheita de provas, e por isso recebe as
impressões e a força do convencimento das mesmas, julgará com
maiores condições deser justo nesse ato.
e orientação do Delegado que estiver presidindo o inquérito.
Observe-se que, o Ministério Público poderá ter uma participação
no inquérito na medida em que poderá requerer algumas dili-
gências para esclarecimento dos fatos, mas a condução sempre
11 55 JJuuiizz
NNaattuurraallq::uando da ocorrência deuma infração penal
22 AApplliiccaaççããoo ddaa lleeii pprroocceessssuuaall nnoo tteemmppoo ee nnoo eessppaaççoo
estará a cargo da autoridade policial por previsão expressa da
já existe toda uma estrutura jurisdicional apta para processar
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LLeeii PPrroocceessssuuaall PPeennaall nnoo TTeemmpppuoob::licada a lei processual
Constituição Federal e do CPP.
e julgar o infrator. No Brasil é vedado o chamado “Tribunal de
penal, poderá entrar em vigor na data da publicação ou poderá haver
Exceção” em queprimeiroocorreo fatoparadepois secompor,
se escolher, o Juiz ou o Tribunal a julgar o infrator. Dessa
forma, ocorrendo a infração, naturalmente aquele fato chegará
ao conhecimento e tutela do Juiz competente para analisar
aquele caso. Juiz natural signica o juízo pré-constituído, ou
seja, denido por lei antes da prática do crime. Garantia consti-
tucional quevisaaimpedir oEstadodedirecionar ojulgamento,
afetandoaimparcialidadedadecisão.Nessesentido:STJ– HC
4931/RJ – Órgão Julgador: 6ª. Turma – Rel. Min. Luiz Vicente
Cernicchiaro– DJU 20.10.1997, p. 53.136
uma previsão de“vacatio legis”, período em quea lei já foi publicada,
mas não entra em vigor, passa por um tempo de publicidade, para
44 IInnqquuiissiittoorriieeddaaddeete::mo inquéritopolicialcaráterinquisitório.
Nessesentido,nãohácontraditório.Porcontadessecaráter,as
vir a entrar em vigor posteriormente, em data programada. Segundo
diligênciasefetuadasno inquéritoseguemoscritériosestabele-
a regra do art. 2º do CPP, “a lei processual penal aplicar-se-á desde
logo, sem prejuízo dos atos realizados sob a vigência da lei anterior.”
Desse modo, ainda que o crime tenha sido praticado anteriormente
à nova lei, ainda que o processo tenha se iniciado sob a égide da
cidos pela autoridadepolicial, não sofrendo inuência por parte
do averiguado. Assim, seo averiguado quer ouvir testemunhas
no inquérito poderá pedir a sua oitiva, mas o Delegado poderá
decidir se ouve ou não de acordo com o seu entendimento. Já
lei anterior, as leis novas valem imediatamente, ainda quepara fatos
anteriores. P.ex., a lei 11.689/08 extinguiu o protesto por novo júri.
Se um processo do Júri se iniciou antes que a referida lei entrasse
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PPrreessuunnççããoo ddee IInnooccêênncctaiiaam::bém chamado de princípio da
inocência ou do estado de inocência é aquele pelo qual ninguém
pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado da
em vigor, quando o réu for levado a julgamento, o mesmo não
poderá mais valer-se desse expediente. Entretanto, vale lembrar
que algumas regras processuais têm efeito material, pois afetam
emjuízo,poderáaparteproduzira provaquedesejaeparticipar
das demais,quedeverãoser refeitas,parapassarem pelocrivo
do contraditório. EExxcceeççããoo::a exceção se encontra nas provas
periciais que, embora possam ser complementadas em juízo,
não serão refeitas. Em relação às perícias efetuadas no inquérito
existe o princípio do contraditório diferido ou postergado, que
determinaqueasprovas fasedeinquérito, poderão periciais,emborasejamelaboradasna ser discutidas na fasejudicial.
(art. sentença 5º, inc. condenatória. LVII da CF). Também Discutiu-se tem a assento constitucionalidade constitucional das
prisões provisórias em face desseprincípio,mas overbete9da
Súmula do STJ dispõe que essas espécies de prisões não ferem
pena. deliberadamente Diante disso, a liberdade regras que do alterem réu, configurando questões como verdadeira liberdade
provisória ou prisão provisória só se aplicarão a fatos anteriores à
lei para beneciar o réu.
55 NNuulliiddaaddeess::como no inquérito não tem contraditório, os
o princípio da presunção de inocência porque também elas foram
22 22
LLeeii PPrroocceessssuuaall PPeennaall nnoo EEssppaasççeoond::o a infração cometida
eventuais vícios de procedimento não induzem nulidade e
previstas na Constituição Federal e, numa análise contextual
devem ser tidas como exceções ao princípio.
no território nacional, a lei processual penal será aplicada sem
somente interferem no valor probatório da prova ou do indício
prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional
colhido. Por isso, não há nulidade no Inquérito Policial. Nesse
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PPuubblliicciiddaaddeeo::s atos processuais, em regra geral, devem
e as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos
ser públicos comoum coroláriodoprincípiododevidoprocesso
legal, pois quanto mais públicos os atos, maior legitimidade
eles ganham. No Brasil, vigora a publicidade absoluta, em que
todos os atos processuais, audiências, julgamentos, consulta
aos autos, são públicos. Só não serão públicos, por exceção,
os atos que puderem causar escândalo, inconveniente grave
ou perigo de perturbação da ordem, processos esses que
Ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da
República, edos Ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes
sentido: STF, RHC 56.092, DJU 16.6.78, p. 4394)
NNoottaa:: acrescente-se que uma diligência não poderá ser
negada pela Autoridade Policial: o exame de corpo de delito
deresponsabilidade,osprocessosdacompetênciada JustiçaMilitar,
no próprio averiguado.
os processos de competência de Tribunal Especial e os processos
por crimes deimprensa. É considerado em território nacional o crime
66 SSiiggiilloo::o inquérito policial deve ser sigiloso, para preservar
cuja ação, omissão ou resultado, no todo ou em parte, se deu no
território brasileiro. É a chamada tteeoorriiaa ddaa uubbiiqqüüiiddaaddee oouu tteeoorriiaa
a apuração dos fatos. Mas não é sigiloso para o averiguado e
para o seu advogado, que poderão consultar os autos e inclusive
correrão em sigilo.
mmiissttaa. Para efeitos penais, é considerado território as embarcações
trasladar cópias. Negado o acesso, cabe mandado de segraunça
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DDeevviiddoo PPrroocceessssoo LLeeggaanll::inguém será privado de sua
na esfera criminal. A consulta aos autos por advogadouém direito
liberdade e de seus bens, sem que haja o devido processo legal.
e aeronaves públicas ou a serviço do governo brasileiro, onde quer
que se encontrem, e as embarcações e aeronaves particulares que
assegurado pela Lei n. 8.906, de 4.7.94, art. 7º, XIV (EAOAB).
o que reza o art. 5º, LIV da Constituição Federal. O princípio
do devido processo legal (“due processo of law”) assegura que
todos os processos serão desenvolvidos da mesma forma,
com as mesmas garantias, sem inovações personalistas.
Compreende o direito de ser julgado brevemente, e ainda com
É
se
achem no espaço aéreo ou marítimo brasileiro, ou em alto-mar
ou
espaço aéreo correspondente. Ressalte-se que o Código Penal,
em seu art. 7º, adotou a extraterritorialidade, sendo que alguns
crimes cometidos em território estrangeiro deverão ser julgados
77 FFiinnaalliiddaaddeesso::inquérito tem uma dupla nalidade: buscar a
materialidade(certezadainfraçãopenal) eautoria (pelomenos
indícios de autoria) acerca de uma infração. Tendo em vista o
no Brasil. É o caso, p. ex., dos crimes contra a vida ou a liberdade
entendimentodanalidade,seconclui queoinquéritoédispen-
sável (p. ex., quando já estiver formada a materialidade e autoria,
1
WWWWWW MMEEMMEESSJJUURRIIDDIICCOO CCOOMM BBRR
como ocorre muito nas autuações scais), que cabe inquérito para a ação pública, para a
como ocorre muito nas autuações scais), que cabe inquérito
para a ação pública, para a ação privada, para o crime e para a
contravenção, independentedo crimeou da contravenção.
(que o magistrado poderá receber ou não) e; cc)) Não se convencer
fatosdelimitamoâmbitodeapreciaçãodoJuiz.OJuiznãopode
da materialidade, da autoria ou dos dois e requerer o arquivamento
doinquérito.
NNoottaa::a Autoridade Judicial poderá não concordar com o pedido de
88 ““NNoottiittiiaa CCrriimmiinniiss””o:: início do inquérito se dará quando
chegar à autoridade policial a “notitia criminis” (notícia da
ocorrência de uma infração). A “notitia criminisse”ráespontânea
quando alcançada pela Autoridade Policial em suas atividades
rotineiras (p. ex., encontro de corpo de delito, notícia por meios
decomunicação,comunicaçãopor funcionáriossubalternos)ou
será provocada quando a notícia for dada pela vítima, membro
do Ministério Público, Autoridade Judicial ou mesmo em caso
arquivamento do inquérito policial existindo, nesse caso, um conito,
tendo em vista o magistrado não ter capacidade postulatória. Diante
disso, o conito deve ser dirimido pelo Procurador Geral de Justiça,
que é aquele que exerce o cargo mais alto do Ministério Público
Estadual. O Procurador-Geral poderá concordar com o Promotor e
julgar além dos fatos - importaria em julgamento “ultra petita”.
nem fora dos fatos - “extra-petita”. Assim, no processo penal o
réu se defende de fatos, pouco importando a classicação jurídica
dada a eles. O juiz pode dar classicação que quiser quanto aos
fatos, ainda que importe em infração penal mais grave e, para
tanto,nãoprecisaabrirpréviavistapara adefesase manifestar:
determinar o arquivamento dos autos do inquérito, devolvendo os
autos ao Juiz que não terá outra alternativa que não seja arquivar os
autos.Concordandocom oJuiz eachandoqueé casodedenúncia,o
“emendatiolibelli”(nãohásurpresaparao réu);dd))qquuaalliiccaaççããoo
ddoo aaccuussaaddooou, caso esta seja desconhecida, dados pelos
quais se possa identicá-lo (dados físicos característicosee)));
ccllaassssiiccaaççããoo jjuurrííddiiccaa ddooss ffaattooss nnaarrrraatddipooossin::criminador
deagrante.
próprioProcurador-Geral elaboraráadenúnciaounomeará um outro
88 11
EEssppéécciieess::aa)) ““nnoottiittiiaa ccrriimmiinniiss”” ddee ccooggnniiççããoo ddiirreettaa oouu
iimmeeddiiaattaa::é o conhecimento da infração penal pela autoridade
policial no exercício de suas atividades rotineiras (através da tevê,
Promotorparafazê-la,respeitandoo entendimentodaquelePromotor
quenãoestavaconvencidodamaterialidadeouda autoria(em razão
do princípio da independência funcional previsto na Constituição
noqualse enquadraaconduta.É irrelevantequeaclassicação
seja errada, já que o juiz pode condenar o réu por qualquer
classicação jurídica. Se o promotor não classica: inépciffa));
ppeeddiiddoo ddee ccoonnddeennaaççããeooorriittoo pprroocceeddiimmeennttaaallser seguido;gg))
rrooll ddee tteesstteemmuunnhh,aaqssuando houver: seo promotor não arrolar
jornal, delação anônima etc.)bb;))““nnoottiittiiaa ccrriimmiinniiss”” ddee ccooggnniiççããoo
iinnddiirreettaa oouu mmeeddiiaattaaa::autoridade policial toma conhecimento
Federal – art. 127).
testemunhas por ocasião da denúncia, opera-se a prcelusão tem-
É
imperioso compreender que a Autoridade Policial não requer e
através de alguém ou de alguma outra autoridade como p. ex.,
nem arquiva os autos do inquérito, o membro do Ministério Público
a requisição do Juiz, do MP, do Ministro da Justiça nos crimes de
ação pública condicionada (crimecontra a honra do presidente
etc.), representação do ofendido, requerimento do ofendido
não arquiva, requer o arquivamento e, quem efetivamente arquiva o
inquéritoéa AutoridadeJudicial.
Saliente-se que, da decisão do magistrado que arquiva os autos do
inquéritonãocaberecurso,masosautospoderãoser desarquivados,
poral -o juiz nãomais estaráobrigadoaouvir quem a acusação
deseje. A acusação deverá pedir que o juiz ouça a testemunha
comosimples informantedojuízo,sem ocompromissodedizer
averdade:caa critériodojuiz.Seojuiz indeferir a testemunha
arroladanadenúncia,podeinterpor correiçãoparcial;hh))nnoommee,,
nas ações penais privadas;cc)) ““nnoottiittiiaa ccrriimmiinniiss”” ddee ccooggnniiççããoo
ccaarrggoo ee aa ppoossiiççããoo ffuunncciioonnaall ddoo aaccuuss;aaii))ddaaoossrrssiinnaattuurraan::ão
ccooeerrcciittiivvaa::no caso de prisão em agrante.
a qualquer tempo, antes da prescrição, mediante o concurso de
novasprovas.
havendo dúvida quanto à autenticidade da denúncia, trata-se
demera irregularidade.
99
PPrroocceeddiimmeennttoo::
quando se tratar de infração de ação penal
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 22
privada ou pública condicionada à representação, não seinicia
o inquérito sem a autorização por parte da vítima. Requerida a
denúncia Saliente-se não que tem: a deve queixa ser tem assinada dois requisitos por um advogado, a mais que repre- a
sentando a vítima, ou quem a substituiu e deve vir acompanhada
aaÇÇÃÃOO PPEEnnaall
instauração e indeferida pela Autoridade Policial, caberá recurso
administrativo ao Secretário de Segurança Pública, que em última
instância é o “chefe de polícia” nos termos do art. 5º, §2º, do
CPP. Esse recurso é inominado e também a lei não menciona
prazo. Ao revés, no caso de instauração do inquérito, tem-se
admitida a impetração de ordem de “habeas corpus” por parte
doaveriguado,quando,p.ex.,ofato nãoconstituircrime.Assim,
de procuração com poderes especiais.
Em análise mais detida, por essa ótica, vericamos que ssããoo
11 CCoonncceeiittooa::cionar é processar. No tema ação pneal, o que se busca
denir é quem tem a capacidade de processar o responsável pelo
cometimento da infração penal. Trata-se do direito do Estado (revestido
no papel de acusador) ou da vítima de, baseado no mandamento
constitucional (art. 5º, inc. XXXV, CF) que diz que ‘a lei não excluirá
é possível o trancamento de inquérito policial com fundamento
daapreciaçãodoPoder Judiciáriolesãoou ameaçaadireito”,solicitar
no conjunto probatório, quando agrante a divergência entre o
aprestaçãojurisdicional,paraquesejamaplicadasao casoconcreto,
eesssseenncciiaaiiss: a exposição do fato criminoso com todas as suas
circunstâncias, bem como a qualicação do acusado ou es-cla
recimentospelosquaissepossaidenticá-lo,oendereçamento
ou cabeçalho, o requerimento de citação e condenação do
acusado, ser a inicial escrita em vernáculo, ser subscrita pelo
querelante; e não são essenciais: a classicação do crime e o
rol detestemunhas.
conjunto dos fatos descritos na prova e a imputação feita aos
indiciados (TACrimSP, HC 342.256, 2ª Câm., Rel. Juiz Rulli
Júnior, RJTACrimSP 44/279). De início, a Autoridade Policial
pode ter várias linhas de investigação. Porém, com o transcur-
so das diligências, quando os indícios apontarem o principal
suspeito da prática delituosa, é o momento de se providenciar
as normas de Direito Penal.
33 22
DDeennúúnncciiaa
aalltteerrnnaattii:vvéaaaquela que se funda no princípio
da eventualidade. Consiste na exposição alternativa de 2 ou
22 EEssppéécciieess::em regra, no Direito brasileiro, a ação penal é pública,
estando a cargo do Ministério Público que tem legitimação ordinária
paraingressar com aaçãopenal.Em poucos casos,em quenão está
+ condutas cometidas pelo indiciado em que a acusação se
presenteo interessepúblico, a ação será privada eestará a cargo da
o indiciamento do suspeito.
vítima o processamento do ofensor. Nesse caso, se diz que a vítima
satisfaz com o acolhimento de apenas uma delas. É defendida
por Afrânio da Silva Jardim, mas o princípio da ampla defesa não
permite a denúncia alternativa, se a imputação deve ser precisa,
nãopodesergenérica,nemvaga,como admitirqueoréupossa
99
IInnddiicciiaammeennttooo::indiciamento não macula o agente. Não
gerareincidênciaesequer induzmausantecedentes.Oindicia-
11
tem legitimação extraordinária para a ação penal.
ser denunciadopor istoouaquilo?O réunãopoderiaconduzir a
22 11
AAççããoo ppeennaall ppúúbblliiccaaii::nnaacc))oonnddiicciioonnaaddaas::erá pública incondicio-
mento é mero ato administrativo, próprio do inquéitro, conseqüên-
ciadasatividadespoliciaiseconclusão,porparteda autoridade,
que o agente é o principal suspeito nos autos do inquérito. Mas
éuma formalidade, ecomo qualquer formalidade, écercado de
atos burocráticos. Na esteira desse raciocínio, importa dizer que
nomomentodo indiciamento,aAutoridadePolicialdeveráouvir
nada quando, para ingressar com a ação penal, o Ministério Público
não tiver que se submeter à vontade ou autorização de outrem.
Independente da vontade da vítima ou do poder público, o Ministério
Público poderá ou não ingressar com a ação penal, dependendo
exclusivamente de sua convicção e das provas que venham a alicerçar
sua defesa corretamente. A súmula 01 das mesas de processo
penal da USP considera-a ofensiva à ampla defesa.
33
essa convicção;bb)) ccoonnddiicciioonnaaddaaa:: ação continuará sendo pública,
o indiciado (ainda que já tenha sido ouvido), não necessitando
dapresençadeadvogado(queé indispensávelnafasejudicial),
mas com a segurança do acompanhamento de testemunhas
instrumentárias (aquelas que ouvem a autoridade policial ler o
masestarávinculadaauma autorizaçãoparaqueo MinistérioPúblico
possa atuar. Trata-se de uma condição de procedibilidade, sem a qual,
RReepprreesseennttaaççããooa:: representação oferecida pela vítima
para que o Ministério Público possa atuar na ação pública
condicionada é apenas e tão somente uma manifestação de
vontade e, por isso, é informal. É tão informal que poderá ser
feita até verbalmente. É tão informal que pode ser oferecida
ao Delegado de Polícia, ao membro do Ministério Público ou
33
ao Juiz de Direito. Feita a representação, a vítima poderá se
o Ministério Público é parte ilegítima para ingressar com ação. Essa
autorização terá o nome de representação quando quem autoriza
arrepender e se retratar (voltar atrás) e não autorizar mais o
Ministério Público, contanto que se retrate antes do oferecimento
o
Ministério Público a atuar é a vítima e terá o nome de requisição
depoimentoreduzidoatermoparao o assina). Deverá também indagar do depoenteque,em indiciado acerca seguida de sua
quando quem autoriza o “parquet” é o Ministro da Justiça (em casos
vidapregressa,individualizandooseu comportamentopessoal,
políticos determinados naLei).
familiar e societário e o seu sentimento e comportamento antes e
após os fatos. O Delegado de Polícia também colherá a identi-ca
ção dactiloscópica do indiciado. Após a Constituição Federal de
1988, se o indiciado estiver portando uma identicação civil, está
dispensada a identicação dactiloscópica. Todavia, mesmo com
33
PPeettiiççããoo IInniicciiaanlla:: ação pública, a petição inicial é a denúncia e o
MinistérioPúblicoteráo prazode5 (cinco) dias após oencerramento
doinquéritoparaoferecê-laquandoo indiciadoestiverpresoe oprazo
seráirretratável. da denúncia. Após o oferecimento da denúncia, a representação
NNoottaa 11::na lei queprotegea mulher da violência doméstica (Lei
11.340/06 – Lei Maria da Penha) há a possibilidade de reattração,
conquanto seja antes do oferecimento da denúncia em uma
audiência especial para esse m, ouvido o Ministério Público e
perante o Juiz de Direito (art. 16 da Lei 11.340/06).
de 15 (quinze) dias quando o indiciado estiver solto. Passado esse
Poderá caber retratação da retratação, ou seja, a vítima voltar
a identicação civil será colhida a identicação dactiloscópica
prazo, surge para a vítima (se a infração tiver uma vítima em potencial)
a querer processar o ofensor, o que será possível, sedentro do
quando o indiciado for suspeito de prática de homicídio doloso,
o direito de ingressar com ação no lugar do Ministério Público. É a
crimes contra o patrimônio praticados mediante violência ou
aaççããoo ppeennaall pprriivvaaddaa ssuubbssiiddiiáárriiaa ddaa ppúú,bbhillpiiccóaateseem queaação
grave ameaça, crime de receptação qualicada, crimes contra
erapública,mas se tornaráprivada.Nessecaso,o MinistérioPúblico
prazo decadencial.
NNoottaa 22::para a identicação da ação penal a ser seguida em
determinada infração, deve-sesocorrer da própria lei penal. No
a liberdade sexual ou crime de falsificação de documento
poderá aditar a queixa, repudiá-la ou oferecer denúncia substitutiva,
mas, se a queixa-crime estiver tecnicamente perfeita, o Ministério
Públicoguraráapenascomoo scaldalei,aguardandoeventualmá
gerência por parte da vítima que ingressou com a ação penal, mas
não a promoveu adequadamente, caso em que o Ministério Público
retomará a ação penal como parte principal.
No capítulo “ação penal”, a vítima tem participação efetiva quando
ingressa com a ação penal (queixa-crime) ou quando autoriza o
silêncio da lei,aa aaççããoo ppeennaall éé ppúúbblliiccaa iinnccoonnddiicciioonnaaddaa ((.rreeggrraa))
público,houverfundadasuspeitade falsicaçãoou adulteração
do documento de identidade, o estado de conservação ou a
distância temporal da expedição de documento apresentado
impossibilite a completa identicação dos caracteres essenciais,
constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes
qualicações, houver registro de extravio do documento de
identidade e o indiciado não comprovar, em quarenta e oito
Quando após a denição do crime no tipo penal, no mesmo
artigo, em artigos seguintes ou mesmo mais à frente em dispo-
sições comuns o legislador expuser que tal crime “procede-se
mediante representação”, aa aaççããoo sseerráá ppúúbblliiccaa ccoonnddiicciioonnaaddaa
àà rreepprreesseennttaaççãã;ooquando o dispositivo mencionar que a ação
“procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça”, éé
ppúúbblliiccaa ccoonnddiicciioonnaaddaa aa eessssaa rreeqquuiiss; iieççããnooalmente, quando
horas,sua identicaçãocivil.(Lei 10.054/00).
Ministério Público (representação). Porém, a vítima tem que exercer
o dispositivo legal mencionar que tal crime “procede-se mediante
99 22
RReellaattóórriioo FFiinnaaollú::ltimo ato do inquérito, aquele que encerra
esses direitos num prazo que, se não for obedecido, induzirá a
queixa”, aa aaççããoo ppeennaall éé pprriivvaa.ddaa
o procedimento, é o relatório nal da autoridade que presidiu
decadência (causa de extinção da punibilidade prevista no art. 107,
33 44
CCaauussaass ddee eexxttiinnççããoo ddaa ppuunniibbiilliiddaaaddieen::da sobrea ação
o
inquérito. Poderão existir outros relatórios no decorrer do
inquérito, mas serão parciais, pois o que encerra o procedimento
IV
do Código Penal).
penal, é imperioso lembrar que existem várias causas de extinção
O
prazo decadencial em regra é de 6 (seis) meses a contar do
dapunibilidadequeestãodiretamenterelacionadascomo tema
é
o relatório nal. O relatório nal não é peça de acusação. Na
conhecimento da autoria por parte da vítima, mas nos crimes de
em testilha. Existe a rreennúúnncciiaa aaoo ddiirreeiittoo ddee qquuee, iiqxxuaaando
verdade, trata-se de um índice, um resumo, de tudo que se
passou no inquérito. Embora não seja acusatória e nem induza a
obrigatoriedadedeaçãopenal,poderáa autoridaderepresentar
pela decretação da prisão preventiva.
imprensa o prazo é de 3 (três) meses a contar da veiculação da notícia
o ofendido, na ação penal privada, demonstra que não tem
e de 1 (um) mês após a homologação do laudo nos crimes contra a
propriedadeimaterial.
interesseem processar oofensor.Elapoderáser expressa(por
escrito) ou tácita (com atos que se demonstram incompatíveis
33 11
RReeqquuiissiittooss ddaa ppeettiiççããoo iinniiccaiiaadell::núncia e a queixa são pe-
99 33
PPrraazzoo::o prazo para encerramento do inquérito policial,
tições iniciais e, como todas petições iniciais são formais, cercadas
na atitude de quem está ofendido). A renúncia se dá antes do
processo, ou seja, antes do recebimento da queixa. Também se
em regra, é de 30 (trinta) dias quando o indiciado estiver solto
de Tecnicamente, requisitos que, baldada se não a diferença obedecidos, de tornam ações penais, essas peças a denúncia ineptas. e
fala em
ppeerrddããoo ddoo
ooffeennddiiddoo
e
de 10 (dez) dias quando o indiciado estiver preso. Quando o
que a renúncia, mas é efetuada após o recebimento da queixa e,
que tem as mesmas características
indiciado estiver solto, poderão ocorrer sucessivas prorrogações
noprazodoinquérito,enquantonãodecorrero prazoprescricio-
nal. Já quando o indiciado estiver preso e houver necessidade
de prorrogação, ela poderá ser feita, desde que o indiciado
seja colocado em liberdade, por conta do excesso de prazo
queixa são iguais (feitas da mesma forma). O ponto principal da de-
núnciaedaqueixaé queelasdevemdescreverpormenorizadamente
osfatos,para,com isso,darplenascondiçõesdeoacusadoentender
aacusaçãoecom issopoder sedefender (princípiodocontraditório).
porisso,éumato bilateral,ouseja,paravaler,operdãoteráque
ser aceito pelo pretenso ofensor. A renúncia ou o perdão a um dos
Com isso, fatos mal expostos geram nulidadeabsoluta.
ofensores aproveitará a todos. Temos aindappaeerreemmppççããoo, que
só ocorrerá quando a ação for exclusivamente privada. Quando a
vítima ingressa com a ação exclusivamente privada, ela assume
e conseqüente ilegalidade da prisão. Há prazos diferenciados
em leis especiais: Economia Popular é de 10 dias estando o
réu preso ou não; Justiça Federal é de 15 dias; drogas é de 30
(trinta)diasquandoo indiciadoestiverpresoe 90(noventa)dias
quando o indiciado estiver solto (nesse caso sendo renovável
por igual prazo).
Tecnicamente, devem constar da denúnciaaa:)) eennddeerreeççaammeennttoo ddaa
iinniicciiaall::o juízo a quem deve ser dirigida a denúncia - o endereçamento
equivocado não traz conseqüências jurídicas - mera irregularidade
(a denúncia não será rejeitada). Nesse caso importante é o aspecto
o ônus de promover o andamento regular do processo. Se a
vítima, investida na função de querelante, não cumprir aquilo
que lhe cabia na condução da acusação, será sancionada com a
extinção da punibilidade do querelado e arquivameton dos autos.
“competência”; bb)) nnúúmmeerroo ddoo iinnqquuéérriittoo ppoollii;ccicicaa))lleexxppoossiiççããoo ddoo
ffaattoo ccrriimmiinnoossoo ccoomm ttooddaass aass ssuuaass cciirrccuunnssttââonnccréiiuaasss::e defende
O artigo 60 do CPP informa que se considerará perempta a ação
99
CCoonncclluussããooe::ncerradooinquéritopolicial eem setratando
deinfraçãodeação penalprivada,osautoscarãoà disposição
dorequerente(vítimaounasuaausênciaoumorteascendente,
descendente,cônjugeouirmão).Por outro lado,quandoainfra-
çãofor deação penal pública,os autos serãoencaminhados ao
MinistérioPúblico,quepoderá tomartrêsatitudes:aa))considerar
que o inquérito está carecendo de uma complementação e por
isso requerer novas diligências (hipótese em que os autos serão
devolvidos à Autoridade Policial para complementação); bb)) se
convencer da materialidade e autoria, oferecendo a denúncia
44
de fatos. o que xa e delimita a acusação são os fatos narrados na
denúncia e não a tipicação jurídica atribuída pelo promotor. Não se
admite a imputação vaga - a imputação genérica viola o princípio da
reserva legal. A imputação deve ser circunscrita no tipo penal. No caso
penalexclusivamenteprivadaquando: aa))iniciadaesta,oquere-
lante deixar de promover o andamento do processo durante 30
(trinta)diasseguidos; bb)) falecendooquerelante,ousobrevindo
sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir
no processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer
deconcursodeagentes,a denúnciadevedescreveremqueconsistiu
das pessoas a quem couber fazê-lo; cc)) o querelante deixar de
a conduta de cada co-autor ou partícipe. Pode até ser feita de forma
sucinta - mas tem que discriminar a conduta. Deve, também, ser
comparecer,semmotivojusticado,aqualquerato doprocesso
a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de
colocado o liame subjetivo (
com
unidade de desígnios, visando ao
mesmo m, identidade de propósitos etc.). É importante lembrar que
condenação nas alegações naisdd; ))sendo o querelante pessoa
jurídica,estase extinguir sem deixar sucessor.
os fatos narrados na denúncia constituem a própria acusação e os
NNoottaa::transitada em julgado a sentença condenatória, poderão
promover-lhe a execução, no juízo cível, para o efeito da repa-
2
WWWWWW MMEEMMEESSJJUURRIIDDIICCOO CCOOMM BBRR
raçãododano,oofendido,seurepresentantelegal ouseus her- deiros (ascendente,descendente,cônjugeouirmão).O próprio
raçãododano,oofendido,seurepresentantelegal ouseus her-
deiros (ascendente,descendente,cônjugeouirmão).O próprio
art. 91 do Código Penal diz que a sentença condenatória tem o
efeito de tornar certa a reparação do dano causado pelo crime.
Mesmo com a sentença absolutória no juízo criminal, a ação civil
poderá ser proposta quando não tiver sido, categoricamente,
reconhecida a inexistência material do fato, ressalvando-se o
fato de que faz coisa julgada no cível a sentença penal que
reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade,
emlegítimadefesa,emestritocumprimentodedeverlegalou no
exercícioregular dedireito.Quandootitular dodireitofor pobre,
do Presidente da República e do Vice), dos membros dos Tribunais
Superiores, os do Tribunal de Contas da União e dos Chefes de Missão
Diplomáticade caráterpermanente;cc))SSuuppeerriioorr TTrriibbuunnaall ddee JJuuss:ttiiççaa
infrações comuns dos Governadores doEstadoe doDistritoFederal;
infrações comuns e de responsabilidade dos Desembargadores dos
Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, dos membros
dos Tribunais de Conta dos Estados, dos membros e conselhos
dos Tribunais de Conta dos Municípios, dos membros dos Tribunais
Regionais Federais, dos membros dos Tribunais Regionais Eleitorais,
dos membros dos Tribunais Regionais do Trabalho e dos memrobs dos
De acordo com o artigo 301 do CPP, sempre que alguém estiver
em estado de agrância (art. 302, CPP) qualquer um do povo
pode e a Autoridade Policial e seus agentes devem prendê-lo
em agrante. A expressão “agrante” vem do latim “agrantis”
que signica ardente, brilhante, ou do italiano “agrare” queimar,
crepitar, ou seja, é o crime que está “queimando”. Para alguns,
o agrante é a certeza visual do crime.
Como se disse, as hipóteses de estado de agrância estão
Ministérios Públicos queociem nos Tribunaidds;))TTrriibbuunnaaiiss RReeggiioonnaaiiss
a sentença condenatória poderá ser executada na esfera cível
pelo Ministério Público, em nomeda vítima.
FFeeddeerraaiiss: infrações comuns e de responsabilidade dos Juízes da área
desua jurisdição, incluídos os da Justiça Militardea Justiça do Trabalho
enasinfraçõescomunsdos membrosdoMinistérioPúblicodaUnião,
ressalvadaacompetênciada JustiçaEleitoral.
As Constituições dos Estados também fazem previsão de competência
pela prerrogativa da função. Nesse prisma, p. ex., o Estado de São
previstas no art. 302 do CPP, e são elasaa:)) estar cometendo a
infração;bb))acabar de cometer a infraçãocc;))ser perseguido após
cometer a infração; dd)) ser apanhado, num momento posterior,
com instrumentos, armas ou objetos que façam presumir ser o
agente o autor da infração.
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 33
Não prevista no CPP, há outra hipótese de prisão em agrante na
lei que regula a investigação e repressão aos crimes organizados
JJUURRIISSDDIIÇÇÃÃOO EE CCOOMMPPEETTÊÊnnCCIIaa
(Lei 9.034/05) que é o aaggrraannttee rreettaarrddaadd. oo
Paulo prevê a competência para o ee)) TTrriibbuunnaall ddee JJuussttii:ççinaafrações
11 CCoonncceeiittoo::jurisdição etimologicamente vem do latim “iuris”
“dicere”,ouseja,dizer odireito.Noaparelhoestatal,aqueleque
tem a função dedizer o direito éa AutoridadeJudiciária.Assim,
quem tem jurisdição é o Juiz. O membro do Ministério Público
tem atribuição. A Autoridade Policial tem circunscrição. Dessa
forma, se um crime estadual ocorrer dentro de determinado
Estado da Federação, quem tem jurisdição para aquele caso é
penais comuns do Vice-Governador, dos Secretários de Estado, do
Procurador-Geral de Justiça, dos Deputados Estaduais, do Procurador-
Geral do Estado, do Defensor Público-Gearl e dos Prefeitos Municipais;
infrações comuns ecrimes deresponsabilidadedos juízes deDireito,
dos juízes auditores, dos membros do Ministério Público (salvo do
Procurador-Geral de Justiça), do Delegado-Geral de Polícia e do
Comandante-Geral da Polícia Militar.
NNoottaa::a Lei 9.034/95 possibilitou a inltração de agentes de
inteligência em organizações criminosas, o que facilita o desbara-
tamentodaorganização(queémuitodifícil quandoseinvestiga
de fora). Dessa forma, quando o agente inltrado percebe a
ocorrência de um crime e pelo CPPddeevveerriiaaprender em agrante
(art. 301,CPP) na investigação de crimes organizados poderá
continuar investigando e deixar para prender depois.
aa)) PPrriissããoo eemm ffllaaggrraannttee nnooss ccrriimmeess ddee mmeennoorr ppootteenncciiaall
ooffeennssiivvoo
((LLeeii 99
009999//99n55ã))::o
é possível, pois estando o agente
a
Justiça do respectivo Estado. Se for um crime federal quem
tem atribuição é a Justiça Federal daquela regiãaao).)JJuurriissddiiççããoo::
55 CCoommppeettêênncciiaa ppoorr CCoonneexxããoo ee CCoonnttiinnêênncoccniiaaex::ãoea continên-
é o poder atribuído ao Estado para que esse possa aplicar a lei
cia não são exatamente causas de competência, mas são importantes
na medida em que determinam alteração de competência, atraindo
para determinado Juízo um processo que seria de competência de
outro.
lavrado em estadode o termo agrância,seráconduzidoàdelegaciaondeserá circunstanciado (TC) que será encaminhadoops-
teriormenteaoJECRIM,sendooagenteliberado; bb))PPrriissããoo eemm
ao caso concreto, resolvendo as lides.
Acontece que, na Justiça do Estado ou na região da Justiça
Federal, existem milhares de Autoridades Judiciárias e nem
todas cuidarão de todos os casos. Surge, então, a idéia de bb))
aaggrraannttee nnooss ccrriimmeess ppeerrmmaanneennstteeessm::preépossível,anal
o agente estará “cometendo” a infração, tendo em vista que no
crime permanente a consumação se protrai (prolonga) no tempo;
55
11
cc))PPrriissããoo eemm aaggrraannttee nnooss ccrriimmeess hhaabbiittuuéaapiiosss::sível, desde
CCoommppeettêênncciiaan::adamais édoquea delimitaçãodopoder juris-
CCoonneexxããooé::o nexo, a ligação, o liame entre duas ou mais inafrções
ouentredois ou mais agentes.A conexãopoderáser: aa))mmaatteerriiaall(ou
que vericada com antecedência a habitualidadedd;))PPrriissããoo eemm
dicional. Através de sucessivas regras de competência se chega
substantiva):quandoas duasoumaisinfraçõesestiveremligadaspor
aaggrraannttee nnoo ccrriimmee ddee aaççããoo ppeennaall pprriivvéaapddoaas::sível, desde
a quem, dentro do poder judiciário, efetivamentejulgará aquele
que a vítima ratique a prisão em agrante.
crime especíco. Por isso, é muito importante entender que na
esfera processual penal não existe uma só regra de competência.
Temos diversas e muitas vezes aplicadas concomitantemente
regras de competência, como em razão do lugar e da matéria,
pela prerrogativa da função, pela conexão, pela continência, pela
distribuiçãoe pelaprevenção.
laços circunstanciais eb,b))pprroocceessssuuaa(llouinstrumental):quandonão
houve nexo entre as infrações, mas no que diz respeito à prova.
11 11
11
FFllaaggrraannttee pprreeppaarraaddoo oouu pprroovvooccéaaiddleoog::al. Ocorre essa
CCoonnttiinnêênncciiaasi::gnica que uma coisa está contida na outra, sendo
impossível a separação, p. ex., quando duas ou mais pessoas forem
acusadas pela mesma infração ou quando houver concurso de crimes
formal. A regra é que o crime mais grave (em termos de pena) atrai
55
22
espécie de prisão quando a vítima ou a polícia provoca, estimula
a atitudedo agente, quenão teria agido senão fosseesseestí-
mulo. A Súmula 145 do STF xa, por analogia, essa espécie de
prisão como relacionada a um crimeimpossível.
o
menos grave. Por exemplo, a conexão estabelecida entre roubo e
11
11
22
FFllaaggrraannttee eessppeerraaddéoole::gal. Nesse caso, a polícia tem
receptação(prevaleceoroubo).Seos crimestiveremamesmagravi-
22
CCoommppeettêênncciiaa eemm RRaazzããoo ddoo LLuuggoaalurrg::ar competentepara
dade, a competência sermará por prevenção, salvo sehouver mais
infrações em um dos lugares. Por exemlpo, dois roubos em uma cidade
informação de que um crime ocorrerá, mas não intervém na
atuação do agente, só espera a atitude.
julgar determinada infração é o lugar da consumação da mesma,
independente de onde se deu a atividade. Acontece que essa
regracomportaexceções.
NNoottaa 11::éimportantelembrar queaAutoridadePolicial noprazo
e
um roubo em outra cidade (prevalece a cidade com dois crimes).
de 24 (vinte e quatro) horas da lavratura do auto de prisão
O
Tribunal do Júri atrai todos os crimes conexos ou continentes aos
22
11
EExxcceeççõõeessaa:: ))Quandoocrimefortentado:competenteserá
dolosos contra a vida, menos os crimes eleitorais, os crimes militares
em agrante deverá encaminhar cópia à Autoridade Judicial,
encaminhar cópia à Defensoria Pública (se o preso for pobre e
o
lugar em que foi praticado o último ato de execução; bb)) Nos
próprios eas infrações praticadas pelos menores infratores.
não tiver condições de constituir defensor) e entregar ao preso
crimes consumados no estrangeiro: se esse tiver sido iniciado
a
nota de culpa que é a informação ao preso do motivo de sua
no Brasil, competente será o lugar do último ato praticado no
Brasil. Se praticado integralmente no estrangeiro, competente
será a capital do Estado em que o acusado tiver endereço e se
66
CCoommppeettêênncciiaa ppeellaa DDiissttrriibbuuiiççaããcooo::mpetência se rmará pela
distribuição (sorteio) na hipótese de haver mais de uma vara, dentro
da mesma comarca como competentes. Por exemplo, a 1ª e 2ª Vara
prisão e quem a determinou.
NNoottaa 22::quando da apresentação espontânea do acusado, não
poderá haver prisão em agrante.
o acusado não tiver endereço no Brasil, o processo correrá na
Criminal de determinada comarca são igualmente competentes. É
feitoum sorteioentre elas.Em casos excepcionais,todavia,nãoserá
feito o sorteio, tendo em vista o acúmulo de distribuições para um
determinado juízo em detrimento de outro, o que também ocorrerá
entre processos as Câmaras que derem ou entrada Turmas serão dos Tribunais. distribuídos Nesse à Vara, caso, Câmara futuros ou
Turma que não vem sendo sorteada e por isso, comparada com outras,
tem escassez, sem o sorteio.
11 22
PPrriissããoo PPrreevveennttiivvaad::as espécies de prisão provisória, a
capital federal; cc)) Nos crimes contra a vida e nas infrações de
menorpotencialofensivo,competenteseráolugardaatividade,
independente do lugar em que se der a consumação; dd)) Nos
prisão preventiva é a que mais se aproxima da idéia de prisão
cautelar e,comotodas as cautelares,parao decretodessame-
didaextremasão necessáriosdoisrequisitos:“fumusboniiuris”
fundos crimes (art. de estelionato 171, §2º, VI por do meio CP) de competente cheque sem será provisão o lugar em de
que o cheque deveria ser compensado; ee)) Quando o crime se
consuma em mais de um lugar (o que é possível, Por exemplo
ciada e“periculuminmora”.Afumaçado na materialidade e nos indícios bomdireitoestáconsubstan- de autoria. Mas não bsata o
“fumus boni iuris”, épreciso também o “periculum in mora”, que
está representado por um dos fatores a seguir expostos:
, nos crimes permanentes ou continuados), a competência se
aa)) GGaarraannttiiaa ddaa oorrddeemm ppúúbblliiccaa oouu eeccoonnôô:mmhiiáccaasituações
rmará por prevenção (Juiz que tomar a primeira providência,
mesmo na fase de inquérito). Igual destino terá o caso de infração
77 CCoonniittoo ddee JJuurriissddiiççããoooC::apítulo IV do título VI do primeiro livro
que ocorrer na divisa de dois ou mais municípios e houvredúvida
sobreaocorrêncianoterritóriodeumououtro;ff))Quandonãose
souber onde a infração se consumou será competente o lugar
em que o acusado tiver o seu endereço (residência ou domicílio).
Na hipótese do acusado ter mais de um endereço ou nenhum
endereço, a competência sermará por prevenção; gg))No caso
da ação exclusivamente privada aquele que vai entrar com a ação
(vítimaousubstituto)poderáoptarpelolugar daconsumaçãoou
pelo endereço do acusado.
doCPPmencionaa questãodoconitode jurisdição.Quandohouver
dúvida acerca da competência, não é só o mecanismo “exceção
de incompetência” que irá dirimir essa questão. Há a possibilidade
que fazem com que a sociedade saia de sua rotina, faz com
queas pessoas quem apreensivas,quem comentandoo fato
criminoso ocorrido ou aspectos atinentes ao seu autor. Para
se restabelecer a ordem pública, como verdadeira resposta
de ocorrer o conito de jurisdição, positivo ou negativo. aa)) CCoonniittoo
do judiciário à sociedade, o magistrado determina a prisão
ppoossiittiivvoo::ocorrerá quando duas ou mais autoridades se derem por
competentes para um mesmo processobb.))CCoonniittoo nneeggaattiivvoose:: dará
quando duas ou mais autoridades se negarem a julgar determinado
processo por não se acharem competentes. O conito poderá ser
suscitado pela parte interessada, pelos órgãos do Ministério Público
junto a qualquer dos juízos em dissídio ou por qualquer dos juízes ou
do acusado. É o que ocorre, Por exemplo, com os bandidos
perigosos ou com crimes graves, violentos. Outras vezes, o
que tem abalado a rotina é o mercado nanceiro, em crimes e
criminosos que podem abalar a economia. Também, nesse caso,
deve ser dada uma resposta do judiciário, não à sociedade e sim
ao mercado nanceiro;
Tribunais da causa em divergência. A lei menciona que quem dirimirá
bb)) CCoonnvveenniiêênncciiaa ddaa iinnssttrruuççããoo ccrriimm: iiannpaarllisão preventiva é
33 CCoommppeettêênncciiaa eemm RRaazzããoo ddaa MMaattéémrraiiaaté::rias especiais, jus-
o conito é o Tribunal competente. Por Tribunal competente, leia-se
decretada por esse motivo quando o agente atrapalha a instru-
tiças especializadas. Assim, se o crime for eleoitral, a justiça será
aquelequea Constituição Federal prevêpara o caso em concreto ou
a eleitoral. Se o crime for militar próprio, a justiça será a militar
aquelequeas regras deorganização judiciária determinar.
(Obs.: se o crime praticado pelo militar for comum, a competência
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 44
ção criminal, ou seja, quando a colheita de provas é dicultada
pelo agente, ameaçando testemunhas, sumindo com provas,
burlandoperícias.
será da justiça comum). Para os crimes dolosos contra a vida,
cc))AAsssseegguurraarr aa aapplliiccaaççããoo ddaa lleeii pp:eeqnnuaaallndo o agente pode se
o Tribunal do Júri. Para os menores infratores, a vara especial
PPRRIISSÃÃOO EE llIIBBEERRDDaaDDEE
dainfânciaejuventude.Importantedivisãode competênciapela
furtar à aplicação da lei penal, fugindo do distrito da culpa, a A-uto
ridade Judicial pode decretar a prisão do acusadddo;))AAsssseegguurraarr
matéria se dá entre a justiça estadual e a justiça ffeeddeerraall
oo ccuummpprriimmeennttoo ddaass mmeeddiiddaass pprrootteettiivvaass ddee uurrgg: êêinnnscceiiraaida
A competência da justiça estadual será sempre residual, ou seja,
todooresíduo dajustiçafederalseráda justiçaestadual.Então,
11 PPrriissããoo PPrroovviissóórriitaaam:: bém chamada de prisão processual ou prisão
cautelar se destaca no processo penal brasileiro por ser uma forma de
primeiro severica seo crimeéfederal. Não sendo, éestadual.
isolar o agente da sociedade antes de esteser condenado com trânsito
A competência da Justiça Federal está prevista na Constituição
Federal em seu art. 109.
Saliente-se que as contravenções são sempre de natureza
em julgado. Após a Constituição Federal de 1988, com a previsão
constitucional do princípio da inocência (ou presunção deinocência)
as prisões provisórias foram questionadas e editada a Súmula n. 9
pelaLei11.340/06(LeideCombateà ViolênciaDoméstica–Lei
MariadaPenha),as medidas protetivas deurgênciasãodecre-
tadas pelo magistrado para a suspensão da posse ou restrição
do porte de armas, com comunicação ao órgão competente,
nos termos daLei nº.10.826/03,oafastamentodolar,domicílio
oulocal deconvivênciacom a ofendida,aproibiçãodedetermi-
estadual economia e mista também como são o Banco da justiça de Brasil estadual e a Petrobrás. as sociedades de
do STJ
,,
dizendo que as prisões provisórias não ofendem o princípio
dapresunçãode inocência,exatamenteporque asprisõesprovisórias
seus nadas familiares condutas, e entre das testemunhas, as quais: aproximação xando o limite da ofendida, mínimo de de
Segundo a Súmula 38 do STJ, compete à Justiça Comum
Estadual, após a Constituição de 1988, o processo por con-
travençãopenal.
também estão previstas na Constituição Federal.
Ressalte-se, também, que existem várias outras formas de prisão
no ordenamento jurídico nacional, como: aa)) pprriissããoo cciivviill::decretada
distânciaentreesteseoagressor,contatocomaofendida,seus
familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação;
a freqüentação de determinados lugares a m de preservar a
na esfera cível por prazo determinado para o devedor de alimentos
integridadefísica epsicológica da ofendida, a restrição ou sus-
44 CCoommppeettêênncciiaa ppoorr PPrreerrrrooggaattiivvaa ddee FFuunnççããpeoos::soas es-
epara o depositário inel;bb))pprriissããoo ddiisscciipplliinnaaérr::a prisão do militar
peciais têm foros privilegiados. Aqueles que estão no primeiro
escalão dos três poderes têm foros privilegiados. Nesse aspecto,
destacam-se as seguintes cortes como competentes para julgar:
que inclusive não é passível dehabeas corpus; cc)) pprriissããoo aaddmmiinniiss--
pensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a equipe
deatendimentomultidisciplinar ou serviçosimilar ea prestação
dealimentosprovisionaisouprovisórios.Seoagentese opuser
a essas medidas, poderá ser preso preventivamente.
aa))SSeennaaddoo FFeeddeerr:aaillnfrações de responsabilidade do Presidente
da República e do Vice-Presidente da República, dos Comandan-
tes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mes-
ma natureza, conexo com aqueles, dos Ministros do Supremo
Tribunal Federal, dos membros do Conselho Nacional de Justiça
ttrraattiivvaa::embora em desuso, ainda está prevista no CPP e se aplica
ao funcionário público remisso ou omisso (que retarda ou deixa de
recolher ao erário quantia que recebeu pela sua função) e; dd))pprriissããoo
11
22
11
DDeeccrreettaaççããooaa::))aprisãopreventivapoderáser
decretada
ddeenniittiivvaaou pprriissããoo--ppeennaa::se dá quando o agente se recolhe à
prisão para cumprir a pena imposta, após o trânsito em julgado da
sentençacondenatória.
deofícioou arequerimentodaAutoridadePolicial,doMinistério
Público ou da vítima; bb)) poderá ser decretada tanto na fase de
NNoottaa::após a redação dada ao CPP pela lei 11.689/08, as espécies
inquérito quanto na fase judicial e não tem prazo estipulado,
ou seja, o agente poderá car preso preventivamente até a
e do Conselho Nacional do Ministério Público, do Procurador
de prisão provisória passaram a ser 4 (quatro): prisão em agrante,
sentença. Na verdade, o prazo que existe quando o réu está
Geral daRepública,doAdvogado-Geral daUnião; bb))SSuupprreemmoo
TTrriibbuunnaall FFeeddeerr:aainll frações comuns do Presidente da República,
do Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, dos
MinistrosdoSTFedo ProcuradorGeraldaRepública;infrações
comuns e de responsabilidade dos Ministros de Estado e dos
prisãopreventiva,prisãotemporáriaeprisão decorrentedesentença
condenatória sem trânsito em julgado, excluindo-se a prisão pela
pronúncia,pois aprevisãodoravanteéquese omagistradoentender
necessária a prisão do réu no momento da decisão de pronúncia,
presonãoéo daprisãoesim o doinquérito,paraencerramento
da instrução processual etc; cc)) existe previsão para a prisão
preventiva somente para crimes dolosos, e noãpara os culposos;
dd)) para a prisão preventiva está prevista a cláusula “rebus sic
ddeevveerráá ddeeccrreettaarr aa ssuuaa pprriissããoo pprreevvee.nnttiivvaa
stantibus”,ou seja,diantedefatos novos poderáser reavaliada
Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica (ressalvada
11 11
PPrriissããoo eemm aaggrraanndtteea::s espécies deprisãoprovisória,aprisão
a hipótese dos crimes de responsabilidade conexos com os
em agrante é a única que não é decretada pela Autoridade Judiciária.
a necessidade ou não da prisão preventiva. Por isso, a prisão
preventiva poderá ser decretada e revogada quantas vezes
3
WWWWWW MMEEMMEESSJJUURRIIDDIICCOO CCOOMM BBRR
foremnecessárias. a concessão de liberdade provisória independentemente de ança 11 33 PPrriissããoo
foremnecessárias.
a concessão de liberdade provisória independentemente de ança
11 33
PPrriissããoo TTeemmppoorráárraiiaap::risão temporária não está prevista
no CPP, mas na Lei 7.960/89 (Lei de Prisão Temporária). Essa
prisão, em primeiro lugar, visa facilitar as investigações de
crimes graves, previstos na lei ou quando o indiciado não tiver
residência xa ou não fornecer elementos necessários para o-es
clarecimento de sua identidade. Ocscrriimmeess ppaassssíívveeiiss ddee pprriissããoo
sempre que o juiz entender que não estão presentes as hipóteses
que autorizam a prisão preventiva (arts. 311 e 312 do CPP). Mesmo
não havendo ança para essa hipótese, o acusado estará submetido
às condições estabelecidas pelo art. 327, que são as daae:)) compa-
recer perante a autoridade toda vez que for intimado; bb)) não mudar
de residência sem prévia autorização; cc)) não se ausentar de sua
residência por mais de 8 dias sem indicar o lugar onde possa ser
encontrado.
do magistrado errado. É o caso de se suscitar a exceção de
incompetência. Saliente-se que a questão da competência/
incompetência é de ordem pública e pode ser levantada de ofí-
cio e pode o Ministério Público manifestá-la. Se o juiz se reco-
nhecer incompetente, dessa decisão cabe recurso em sentido
estrito. Porém, o contrário não éverdadeiro: seo juiz seder por
competente, dessa decisão não caberecurso.
tteemmppoorráárriiaa ssããooh::omicídio doloso, seqüestro ou cárcere privado,
roubo, extorsão, extorsão mediante seqüestro, estupro, atentado
violentoaopudor,raptoviolento,epidemiacom resultadomorte,
envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou
medicinal qualicado pela morte, quadrilha ou bando, genocídio,
22 33
EExxcceeççããoo ddee IIlleeggiittiimmiiddaaddee ddee PPaaarriltteeeg::itimidadequese
argüi em exceção éa do pólo ativo. E nem poderia ser diferente
22 22
LLiibbeerrddaaddee pprroovviissóórriiaa ccoomm aannaççaaa::nça é um depósito em
garantia. Garantia real de que o acusado que estava preso, ao ser
porque a ilegitimidade do pólo passivo diz respeito ao mérito.
Portanto, a questão é se vericar se quem entrou com a ação
solto não se furtará à aplicação da lei penal, ao revés, acompanhará
penal tinha capacidadepara fazê-lo ou não. Diantedisso, deve
tráco de drogas e crimes contra o sistema nanceiro.
o processo até o nal. Esse depósito (a ança), portanto, acaba ser-
DDeeccrreettaaççããooe::ssa prisão só é decretada em fase de
inquérito (facilitar a investigação). Diferentemente da prisão
preventiva,quepodeser decretadadeocioourequerimento,a
prisãotemporáriadeveser requeridapelaAutoridadePolicialou
peloMinistérioPúblico.Umavez requeridaaprisão temporária,
11
33
11
vindocomoumacaução,que garanteocumprimentodas obrigações
processuais por parte do acusado, pois, se não as cumprir, pode-
rá não resgatar o valor depositado, por conta de qquueebbrraammeennttooda
ança(nãocomparecimentoa atoprocessual regularmenteintimado
ser analisada e relembrada a questão da ação penal (Pública
Incondicionada,PúblicaCondicionadae Privada).Dependendo
do tipo de ação penal o Ministério Público ou a Vítima poderão
ser os titulares, sem contar que, quando pública condicionada
imotivadamente) ou ppeerrddaada ança (não serecolher à prisão após o
o magistrado tem um prazo de 24 (vinte e quatro) horas para
o Ministério Público só terá legitimidade se for legitimado pela
condição de procedibilidade representação da vítima ou requi-
sição do ministro da justiça.
decidir sedecretaounãoa prisãotemporária.Seojuiz decretá-
trânsito em julgado da sentença condenatória). O valor da ança tem
como base o art. 325 do CPP que xa o seu mínimo e o seu máximo
22 44
EExxcceeççããoo ddee LLiittiissppeennddêênnccpiieaalo:: princípio do “non bis in
la, sempre fundamentadamente, esta será por um prazo certo
tendo em vista a pena em abstrato de cada infração e sua referência
idem” ninguém pode ser processado duas vezes pelo mesmo
e determinado. O prazo da temporária, em regra geral, será de
5 (cinco) dias e poderá ser renovado por mais 5 (cinco) dias.
Contudo,paracasosdecrimeshediondosouequiparadosa he-
diondos, o prazo será de 30 (trinta) dias que poderá ser renovado
é o ssaalláárriioo--mmíínniimm,oosendo de um a cem salários-mínimos depen-
dendo do caso, podendo ser reduzida de dois terços ou aumentada
até o décuplo. Com relação aos crimes contra o sistema nanceiro o
valor da ança varia de dez mil a cem mil BTN’s, podendo ser redu-
fato. Essa exceção, então, visa impedir que alguém responda
a dois processos ao mesmo tempo pelo mesmo fato, diga-se,
processos idênticos.Os elementos queidenticam aigualdade
dos processos são: pedido, as partes e a causa de pedir.
por presonãocar mais 30(trinta) detidopor dias.Esgotadooprazodatemporáriae,seo outromotivo,deveráser colocadoem
22 55
EExxcceeççããoo ddee CCooiissaa
JJuullggaaddaa::
fundado no princípio do “ne
quem zida em diz nove é o Juiz décimos para e todas aumentada as infrações até o décuplo. aançáveis. O valor No entanto, da ança o
liberdadeindependentementede alvará desoltura.
Delegado podearbitrar o valor da ança se a infração for punida com
bis in idem”ninguém pode ser sentenciado duas vezes pelo
mesmo fato. As regras são as mesmas da exceção de litispen-
11 44
PPrriissããoo ddeeccoorrrreennttee ddee sseenntteennççaa ccoonnddeennaattóórriiaa sseemm
detenção ou prisão simples.
dência, com a diferença que na exceção de coisa julgada o
ttrrâânnssiittoo eemm jjuullggaaddoono:: momento da sentença condenatória,
22 22
11
IInnffrraaççõõeess lleeggaallmmeennttee iinnaaaannççáávveeiiss ((aarrttss
332233 ee 332244,, CCPPPP))::
réu já foi processado com trânsito em julgado por outro pro-
o magistrado poderá deixar o condenado apelar em liberdade,
aa)) as infrações punidas com reclusão cuja pena mínima seja supe-
ou não. Se não deixar, estará decretando uma espécie de
rior a dois anos; bb)) nas contravenções de vadiagem e mendicância;
prisão provisória, obrigando o condenado, se quiser ver revista
(OBS: texto incoerente com a legislação atual que prevê para as
cesso idêntico. Foi condenado ou absolvido ou teve extinta a
punibilidade, mas, enm, já foi julgado. Não poderá ser julgado
novamentepelo mesmo fato.
a decisão, a recorrer no cárcere. É importantelembrar, quenão
existe nenhum crime que obrigue a prisão quando da condenação
contravenções o procedimento sumaríssimo do JECRIM com a im-
possibilidadedeprisão em agrante); cc)) nos crimes dolosos punidos
33 RReessttiittuuiiççããoo ddee CCooiissaass AApprreeeennddiiddasaassc::oisas apreendi-
(não há vedação em recorrer em liberdade). Atéa novíssima lei
com privação deliberdade, seo réu já tiver sido condenado por outro
de drogas (Lei 11.343/06) no seu artigo 59 diz que nos crimes
previstos nos arts. 33, “caput” e § 1 o , e 34 a 37 daquela Lei, o
réu não poderá apelar sem recolher-se à prisão, ssaallvvoo ssee ffoorr
crime doloso, em sentença transitada em julgado; dd)) quando o réu
for vadio; nos crimes punidos com reclusão, que provoquem clamor
das no inquérito policial ou na fase judicial equejá não interes-
sem mais ao processo poderão ser restituídas ao proprietário.
Através de uma busca, que pode ser pessoal ou domiciliar, po-
público ou que tenha sido cometido com violência ou grave ameaça
dem ser apreendidos e periciados objetos importantes ao feito.
pprriimmáárriioo ee ddee bboonnss aanntteecceeddeenntteeasss,,sim reconhecido na
à pessoa; ee)) no caso do réu ter quebrado ança anteriormente no
sentença condenatória. Verica-se, portanto, que até nesses
casos, ou mesmo em crimes hediondos ou outros equiparados
mesmoprocesso;ff))em caso de prisão civil, disciplinar, administrativa
Alguns deles serão conscados. O consco de bens, previsto
no art. 91, II do Código Penal, é um dos efeitos da sentença
ou militar;gg))seoacusadoestiver em gozo desuspensãocondicional
condenatória, qual seja a perda, em favor da União, ressalvado
a hediondos, poderá o condenado apelar em liberdade. Desse
o direito do lesado ou de terceiro de boa-fé, os instrumentos
modo, o magistrado decretará a prisão do condenado no mo-
da pena ou livramento condicional, salvo se estiver sendo processa-
do por crime culposo ou contravenção aançável;hh)) nos casos que
estiverem presentes os requisitos da prisãopreventiva.
do crime, os produtos do crime ou qualquer bem que constitua
mento da sentença também seguindo os mesmos parâmetros
daprisão preventiva.
proveito auferido pela prática delituosa. Porém, os objetos que
22 22 22
IInnffrraaççõõeess lleeggaallmmeennttee iinnaaaannççáávveeiiss pprreevviissttaass ccoonn--ssttiittuucciioo
não serão conscados podem ser devolvidos.
nnaallmmeennttee::aa)) racismo; bb)) tráco de entorpecentes; cc)) terrorismo; d)
Não havendo dúvidas quanto ao direito do interessado, a re-
22 LLiibbeerrddaaddee PPrroovviissóórréiiaau::mbenefícioque possibilitaaoacu-
sado, que estava preso, acompanhar o restante do processo em
crimeshediondos; ee)) ação degrupos armados civis ou militares con-
tra a ordem constitucional eo Estado democrático.
querimento ou por ordem da autoridade policial (no inquérito)
ou da autoridade judicial (no processo) e se não houver infra-
liberdade. No entanto, não éa única forma desoltura de presos
22 22 33
IInnffrraaççõõeess lleeggaallmmeennttee iinnaaaannççáávveeiiss pprreevviissttaass eemm-- lleeiiss eess
ção, o bem é devolvido imediatamente. Mas, no caso de haver
no Processo Penal. Existem outras formas desesoltar o preso.
ppaarrssaass::aa)) Lei 10.826/03 (Estatuto do Desarmamento):: tornou ina-
Temos o““hhaabbeeaass ccoorrppuussq””u,, esócabequandohouvercoação
ançável o porteilegal dearma com uso permitido edisparo dearma
ou ameaça de coação ao direito de ir, vir e permanecer. Podemos
de fogo. OObbss::o STF tem posicionamento de ser cabível a anç;abb))
mencionar o pedido derreellaaxxaammeennttoo ddaa pprriisscããooomo uma forma
Lei 9.613/98 (Lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores).
desoltura
A CF. no art. 5º, LXV diz que a prisão ilegal deverá ser
infração, o meio para a restituição das coisas apreendidas é
através de um processo incidental (pedido de restituição de
coisas apreendidas) peranteo juiz competente.
NNoottaa::dadecisãosobre restituiçãode coisas apreendidas cabe
apelação, nos termos do art. 593, II do CPP.
imediatamenterelaxadapelaautoridadejudiciária.Aprisãoserá
considerada (Por exemplo, ilegal acusado quando preso ela em não agrante seguir os que parâmetros não estava de no lei
estado de agrância) ou quando houver excesso de prazo (Por
exemplo, excesso de prazo para o encerramento do inquérito
policialderéupresoouo excessodeprazonainstruçãoproces-
NNoottaa::sendo aançável a infração, a liberdadeprovisória éum direito
do acusado preso. Conjugando-se tal assertiva com o mandamento
Constitucional tido, quando a de lei que admitir “ninguém liberdade será provisória levado à prisão com ou ou sem nela ança” man-
(CF, art. 5º, LXVI), a liberdade provisória se torna verdadeiro direito
subjetivo do réu, assim entendido quando seus atributos pessoais –
relacionados ao sujeito – e o crime em si possibilitem o benefício.
44
MMeeddiiddaass AAsssseeccuurraattóórriiaass::
existem algumas medidas que
são tomadas na esfera criminal para possibilitar uma futura
indenizaçãoàvítimanaesferacível,opagamentode despesas
processuais ou penas pecuniárias ao Estado, ou ainda evitar
que o agente obtenha lucro com a prática da infração. São as
sual – criação jurisprudencial dos 81 dias). Consideremos, ainda,
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 55
chamadasmedidasassecuratórias.Asmedidas assecuratórias
o pedido de rreevvooggaaççããoo ddee pprriiss.ããPooor vezes,contandocom as
são: seqüestro, arresto e hipoteca legal.
provas que chegam ao seu conhecimento, o Juiz entende por
QQUUEESSTTÕÕEESS EE PPRROOCCEESSSSOOSS
44
11
decretar a prisão preventiva, p. ex
Nesse caso, a impetração
de uma ordem de “habeas corpus” não terá efeito, em razão de
IInnCCIIDDEEnnTTEESS
SSeeqqüüeessttrrooto:: da vez que houver indícios sucientes de a-u
toria e materialidade e de que o acusado adquiriu bens com o
proveitodocrime,poderáserdeterminadoo seqüestrodebens.
não haver coação. Assim, talvez a opção correta seja pedir a
revogação da prisão decretada, levando ao magistrado novos
O seqüestro pode ser determinado de ofício ou a requerimento
11 QQuueessttõõeess pprreejjuuddiicciiaaiipsso::r vezes, no processo penal, surgem
do Ministério Público, do ofendido ou mediante representação
documentos que comprovem a desnecessidade da medida
extrema. O Juiz, por sua vez, poderá analisar os documentos
questões que devem ser resolvidas antes de o processo chegar ao
seu termo, por se ligarem ao mérito. Dentre essas questões está a
e revogar a prisão ou simplesmente ignorá-los. Se ignorá-los,
da Autoridade Policial tanto de bens móveis quanto de bens
imóveis,tantonafasedeinquéritoquantona fasejudicial quan-
do houver indícios veementes de que o(s) bem(ns) foi(ram)
surgea coação sanável por “habeas corpus”. E há a Liberdade
Provisória.
NNoottaa::até o advento da Lei 11.464/07 os crimes hediondos ou
equiparados a hediondos não eram passíveis de liberdade provi-
sória. Tanto é, que a própria Lei 11.343/06 (Lei de Drogas) prevê
queo acusado detráco de entorpecentes não poderá ter esse
benefício. Todavia, a Lei 11.464/07 modicou a Lei dos Crimes
prejudicial que é um impedimento ao desenvolvimento regular do
processo.
adquirido(s) com o proveito do crime (sem contar a necessida-
aa)) QQuueessttããoo pprreejjuuddiicciiaall hhoommooggêênnqeeuaaa::ndo pertence ao mesmo
de de indícios de materialidade e autoria). O seqüestro é autu-
ramo do direito da questão prejudicada (Por exemplo, a exceção da
verdadenos crimes contra a honra que a admitem);bb))QQuueessttããoo pprree--
jjuuddiicciiaall hheetteerrooggêênneeqaaua:: ndo pertence a ramo diverso da questão
Hediondos para fazer com que os acusados pelos mesmos e
pelos equiparados ahediondos possam gozar dessebenefício.
Assim, embora a lei continue vedando a liberdade provisória paar
alguns casos (Comércio ilegal de armas, Lavagem e ocultação
de bens, direitos e valores, Tráco de drogas, Racismo e Ação
prejudicada (Por exemplo, a ação civil discutindo a propriedade de
um bem prejudicando a ação penal para punição pelo furto).
NNoottaa::de acordo com o art. 92 do CPP que se a decisão sobre a
existência da infração depender da solução de controvérsia que o
juiz repute séria e fundada, sobre o estado civil de pessoas, o curso
da ação cará suspenso até que no juízo cível seja a controvérsia
ado em apartado eadmiteembargos deterceiro nos moldes do
Código de Processo Civil. Não haverá decisão nos embargos
antes detransitar em julgado a sentença condenatória.
NNoottaa::da decisão de seqüestro cabe apelação, nos termos do
art. 593, II do CPP.
44 22
AArrrreessttoo
ee HHiippootteeccaa
LLeeggaaall::expressão “arresto” não
existia no CPP e foi inserida no sistema pela Lei 11.435/06.
A condenação no processo penal dá o direito ao ofendido de
dirimida por sentença passada em julgado, sem prejuízo, entretanto,
de Grupos Armados Civis ou Militares Contra a Ordem Consti-
tucional e o Estado Democrático de Direito), após a mudança
que ocorreu na Lei dos Crimes Hediondos (considerados os
crimesmaisgraves),atendênciada jurisprudênciaé estendera
dainquiriçãodas testemunhas edeoutras provas de naturezaurgen-
te. Em suma, esses incidentes processuais são questões e procedi-
mentos secundários que incidem sobre uma questão ou procedimento
principal, merecendo deslinde antes da principal.
ingressar com uma ação civil “ex delicto” para o ressarcimento
de seus danos. Ocorre que, muitas vezes, o acusado, ainda
durante o processo criminal, começa a dilapidar os seus bens.
Para que não reste frustrada a indenização na esfera cível (in-
cluindoas despesas processuais e penas pecuniárias),poderá
ser promovida uma atitude cautelar ainda na esfera criminal. É
possibilidadedeliberdadeprovisória para todos os casos.
o
móveis sujeitos a penhora. A hipoteca legal os bens imóveis da
caso do arresto ou da hipoteca legal. O arresto grava os bens
A
liberdade provisória poderá ser concedida com ou sem
22 EExxcceeççõõeesso::utra questão que pode surgir no processo é uma defesa
ança.
indireta apresentada pelo acusado em regra no momento da defesa
22 11
LLiibbeerrddaaddee PPrroovviissóórriiaa sseemm aanncaççbaae::aliberdadeprovi-
sóriasem ançaprimeiramentepara:aa))crimes aançáveis, em
que o acusado for pobre e não tiver condições de depositar o
valor da ança (Art. 350 do CPP); bb)) pela regra do “caput” do
artigo 310 do CPP, caberá a liberdade provisória quando o réu
tiver cometido a atitudeacobertado por uma excludentedeilici-
tude(art.23 doCódigoPenal - estadodenecessidade,legítima
prévia chamada exceção, ou “exceptio”. As exceções são defesas
indiretas porque não atacam o mérito da causa. Temos 5 (cinco) es-
pécies de exceções: suspeição, incompetência, ilegitimidade de parte,
litispendência e coisa julgada.
mesma forma. Também dessas medidas assecuratórias corre-
rãoem autos apartados.Serálevantadooarrestoou cancelada
ahipotecalegalse,por sentençairrecorrível,o réufor absolvido
ou for considerada extinta a punibilidade.
22 11
EExxcceeççããoo ddee SSuussppeeiiççããéooa::rgüida para recusar o juiz suspeito, ou
55 IInncciiddeennttee ddee FFaallssiiddaaddpeeo::r escrito, pode ser argüida a fal-
seja, sobre aquele que paira a possibilidade de ser parcial, decorrente
de interesses pessoais, sentimentais (amor, paixão, ódio, vingança,
de defesa, exercício regular de direto e estrito cumprimento do
dever legal); cc)) pela regra do parágrafo único do artigo 310 do
CPP, cabe liberdade provisória sem ança para qualquer infra-
ção quando não estiverem presentes os requisitos da prisão
preventiva (art. 312, 313 do CPP). Para se argumentar esse
pedido de liberdade provisória, é necessária a demonstração
cobiça etc.) que o mesmo venha a nutrir eplas partes ou pela causa em
si. A causa de suspeição também poderá se dar nos Tribunais. Julgada
procedente essa exceção, cam nulos os atos principais e obriga o juiz
ao pagamento das custas no caso de erro inescusável. Se uma das
partes deu causa à suspeição, a mesma não será declarada. Deve ser
argüida na forma de suspeição também o impedimento do Juiz, que se
de que, se o acusado estivesse em liberdade, o Juiz não teria
motivos para decretar a sua prisão preventiva, ou seja, não é
casodegarantiada ordempúblicaoueconômica,conveniência
dará por uma relação objetiva estabelecida como o parentesco, a re-
lação contratual, comercial, empregatícia etc. As causas de suspeição
(e também de impedimento) se estendem aos membros do Ministério
da instrução criminal, assegurar a aplicação da Lei Penal e ga-
Público, aos Peritos, Jurados ou Auxiliares da Justiça.
sidade de documento constante nos autos. O juiz também, de
ofício, poderá proceder a vericação da falsidade. O incidente
será autuado em apartado e a outra parte será ouvida em 48
(quarenta e oito) horas. Se for reconhecida a falsidade por de-
cisão com trânsito em julgado (dessa decisão caberecurso em
sentido estrito), o juiz mandará desentranhar o documento e
remetê-lo, com os autos do processo incidente ao Ministério
Público. A importância desse incidente é nítida, tendo em vista
queaformaçãodas provas noprocessopenal deveráser legíti-
ma,leal,buscandoa verdadereal.Destaque-sequeda decisão
baseada em documento comprovadamente falso, caberá a re-
visão criminal, nos termos do art. 621, II do CPP.
rantir o cumprimento das medidas protetivas de urgência. Em
suma,porvezes atémesmocrimes inaançáveissão passíveis
de liberdade provisória sem ança, pois o parágrafo único do
art. 310 do CPP, acrescentado pela Lei 6.416/1977, possibilitou
22 22
EExxcceeççããoo
ddee IInnccoommppeettêênnccdiiaaia::nte dos vários critérios que
determinam a competência para o processamento e julgamento da
ação penal, determinado processo pode por erro estar sob a tutela
66 IInncciiddeennttee ddee IInnssaanniiddaaddee MMeenntattaantllo:: na fase de inquérito
quanto na fase judicial, de ofício ou a requerimento da Autori-
dade Policial, do Ministério Público, do defensor, do curador,
4
WWWWWW MMEEMMEESSJJUURRIIDDIICCOO CCOOMM BBRR
do ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado, podeojuiz determinar ainstauraçãodoincidentedeinsanidade
do ascendente, descendente, irmão ou cônjuge do acusado,
podeojuiz determinar ainstauraçãodoincidentedeinsanidade
mental do acusado. Esse incidente na verdade é uma perícia
queserá realizada no acusado com o objetivo devericar a sua
sanidade mental no momento da perícia, mas, principalmente,
no momento do crime (ação ou omissão), pois, dependendo
do resultado, poderá ser afastada a culpabilidade do acusado.
Embora seja uma perícia, tem esseincidentealgumas peculia-
ridades: a peça inaugural do incidente é uma portaria do Juiz
determinando a sua instauração e autuação em apartado; a
portaria xa alguns detalhes como a extração de cópias dos
períciaexatamenteparaavericaçãodaextensãodas lesões (leves,
graves, gravíssimas). Tratando-se de perícia complexa que abranja
mais deuma áreadeconhecimentoespecializado,poder-se-ádesig-
nar a atuação de mais de um perito ocial, e a parte indicar mais de
umassistentetécnico.
99
IInnddíícciioossp:: revisto art. 239 do CPP. Indício não é prova. É
uma circunstância que pode levar a uma prova. O indício
autoriza que, por indução, se conclua que há outra ou outras
circunstâncias sobreos fatos. Em regra, só os indícios deauto-
ria (p. ex, “ouvir dizer”) não levam à condenação, embora haja
44
IInntteerrrrooggaattóórriiooo:: interrogatório do acusado tem uma natureza
mista. É uma forma de defesa, mas também tem força probatória. O
pequena parte da jurisprudência que a admita em casos mais
complexos e de difícil prova.
interrogatório é uma prova que não alcança preclusão, isso porque,
o
acusado poderá ser interrogado mais de uma vez, tanto na fase de
1100
BBuussccaa ee AApprreeeennssããoo
1100
DDoommiicciilliiaarrs::alvo quando a própria Autoridade realizar a
autos principais, a nomeação de curador e vista às partes para
apresentarem quesitos; após os autos apartados, são encami-
nhados para os peritos que farão a avaliação do acusado ela-
borandolaudo;após afeiturado laudo,os autos sãodevolvidos
inquérito, quanto na fase processual e até mesmo após a sentença.
NNaa ffaassee ddee iinnqquuéérr,iittpooor não passar pelocrivodocontraditório,está
dispensada a presença do defensor do acusado. Contudo, nnaa ffaassee
pprroocceessssuuaa,lla presença do advogado de defesa é indispensável.
11
Se o acusado não tiver condições de constituir advogado, ser-lhe-á
ao
juízo, as partes se manifestam e o incidente será apensado
diligência, a busca e apreensão domiciliar seráprecedida da ex-
pedição de mandado. O mandado de busca e apreensão domici-
liar será determinado de ofício ou a requerimento e só poderá ser
cumprido durante o dia, salvo quando o morador consentir que
se realizem à noite. O corpo do mandado deve indicar, da forma
aos autos principais. Os autos do processo carão suspensos
atéaelaboraçãodo laudo,salvoquantoàs diligências quepos-
mais precisa possível, a casa em que a diligência ira se realizar
e
o nome do respectivo proprietário ou possuidor e o motivo e os
sam ser prejudicadas pelo adiamento.
nomeado um, mas o interrogatório não será realizado sem a sua pre-
sença. O interrogatório será dividido em duas partes: sobrea pessoa
do acusado e sobre os fatos, sendo que as partes poderão fazer
perguntaspara maioresesclarecimentos.
ns da diligência.
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 66
44
11
DDiirreeiittoo aaoo ssiillêênncciiooo::acusado tem o direito de permanecer ca-
1100
22
PPeessssooaalla:: busca pessoal independe de mandado e será
lado no interrogatório e, esse silêncio não será interpretado como
conssão.
realizada sempre que houver suspeita de que alguém oculte
consigo arma proibida ou objetos obtidos por meios criminosos,
PPRROOVVaaSS EE MMEEDDIIDDaaSS
aaSSSSEECCUURRaaTTÓÓRRIIaaSS
44
OOrraalliiddaaddeen::o interrogatório, está presente o princípio da orali-
dade. As perguntas e respostas deverão ser orais, não se levando
depoimento por escrito. Todavia, não está vedada a consulta a
22
instrumentos de falsicação, munições, instrumentos utilizados
para prática delituosa, objetos necessários para prova proces-
sual penal e cartas que possam elucidar os fatos. É imperioso
11 PPrriinnccííppiiooss qquuee rreeggeemm aass
pprroovvaass::
existem três princípios
fundamentais que regem as provas no processo penal.
apontamentos. tor interprete, salvo Se o se réu o for estrangeiro estrangeiro, conseguir ser-lhe-á se nomeado fazer entender tradu-
11 11
RReellaattiivviiddaaddee ddaass pprroovv:aatssoda prova no processo penal
tem valor relativo, ou seja, nenhuma prova no processo penal
tem valor absoluto. Até mesmo provas contundentes como é o
caso da conssão tem valor relativo. Isso signica que toda p- ro
va, para valer, precisa de um respaldo no contexto probatório,
não podendo estar isolada. Diante disso, e diferentemente do
processocivil,seo acusadoconfessarpoderáserabsolvido,se
as demais provas indicarem essa possibilidade. Assim, pode-
na língua portuguesa. O analfabeto depõe normalmente e, se não
souber assinar o seu nome, é colhida a digital do depoente e tes-
temunhas devem atestar a leitura do depoimento ao depoente. Se
ressaltar lher, se não que importar a busca em pessoal retardamento na mulher ou será prejuízo feita por da diligência, outra mu-
ou seja, a busca poderá ser feita por um homem.
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 77
o interrogado não puder, por problemas físicos e de locomoção,
SSUUJJEEIITTOOSS
comparecer ao fórum para ser interrogado, poderá ser ouvido em
diligência no local em que se encontrar.
PPRROOCCEESSSSUUaaIISS
44 33
CCoonnssssããoon:: ão tem valor absoluto porque deve guardar respal-
do nos demais elementos probatórios.
O CPP reserva um título (VIII do Livro I) para
cuidar das par-
se armar que não existe hierarquia de provas. Toda prova tem
tes envolvidas no processo penal. Relembrem-se, nesse ponto,
o mesmo valor: relativo.
55 PPrroovvaa TTeesstteemmuunnhhaaqllu::alquer pessoa poderá ser testemunha
VVeerrddaaddee rree:aaallprova incumbirá a quem a alegar (art. 156
do CPP), mas, também em dissonância com o processo civil,
no processo penal o Juiz não ca adstrito às provas produzidas
11
22
no processo penal. Até mesmo os menores ou as crianças pode-
rão ser testemunhas. É bem verdade que o menor de 14 (quatorze)
anos não prestará o compromisso de dizer a verdade e, por isso,
os aspectos atinentes ao impedimento e suspeição que estão
sujeitas as partes processuais.
JJuuiizz::sobre o Juiz, manifestou o Código que o mesmo deverá
promover a regularidade do processo e manter a ordem no trans-
11
pelas partes (princípio da verdade formal). No processo penal
não estará sujeito a ser processado criminalmente ou perante a Le-
a verdade é real (ou material), sendo que o magistrado pode
gislação Especial do Estatuto da Criança e do Adolescente. Porém,
correr dos atos. Há singular dúvida na doutrina, todavia, acerca
determinar a produção de provas que não foram requeridas
pelas partes (como a oitiva de testemunha que não foi arrolada
ou a feitura de perícia não solicitada), porque o juízo não ca
vinculado àquilo que as partes trouxeram, o seu objetivo é a
verdadereal.
o seu depoimento é válido como prova. As testemunhas, uma vez
de ser o Juiz parte ou não no processo penal.
convocadas, deverão comparecer para depor, sob pena de serem
conduzidascoercitivamenteese sujeitaremaresponderpor crimede
desobediência, multa e pagamento de custas da diligência.
22 MMiinniissttéérriioo PPúúbblliiccaooo:: Ministério Público, segundo o man-
damento legal (nnoovvaa rreeddaaççããoo ddoo aarrtt
225577 ddoo CCPPPP ddaaddaa ppeellaa
aa)) DDiissppeennssaaddooss ddee ddeeppoorra::scendente, descendente, cônjuge,
lleeii 1111
771199//00)88,
caberá promover, privativamente, a ação penal
11 33
LLiivvrree aapprreecciiaaççããoo
ddaa
pprroo(vvqaaue além de princípio é
irmão, sogro, sogra, genro e nora do acusado, salvo se não for
possível, por outro modo, se obter ou se integrar à prova do fato e
pública e scalizar a execução da lei.
uma regra estabelecida no art. 155 do CPP): para formar a
convicção do Juiz. Por esse princípio, no processo penal, o
Juiz aprecia a prova livremente, não estando vinculado a uma
delas. Assim, ainda que tenham duas testemunhas imputando
de suas circunstâncias; bb)) PPrrooiibbiiddooss ddee ddeeppoorra::quelas pessoas
33 AAccuussaaddoo ee sseeuu ddeeffeennssoosorrb:: re o acusado, se ressalte que
que tem conhecimento dos fatos por conta de uma relação de sigilo
que se estabeleceu entre a testemunha e a parte interessada, por
a culpa ou inocência ao acusado e somente uma dizendo o
conta de função, ministério, ofício ou prossão, que devam guardar
contrário, o Juiz poderá preferir a uma em detrimento das duas,
segredo. Todavia, essas testemunhas poderão depor se forem de-
se essa prova foi mais convincente a ele em consonância com
as demais provas produzidas nos autos. Por esse princípio, o
sobrigadas pela parte interessada.
Cabem paraas testemunhas as mesmas observações feitas aointer-
nenhum poderá ser processado sem defensor. Assim, se não
tiver condição de constituir defensor, ser-lhe-á nomeado um de-
fensor público ou dativo. O momento para a constituição de de-
fensor no processo penal era o do interrogatório e bastava que o
réu dissesse que determinado advogado(a) era seu defensor(a),
independente de mandato procuratório. Todavia, com os novos
procedimentos trazidos pelas
leis 1111
668899
ee 1111
771199
ddee jjuunnhhoo ddee
convenceu. magistrado poderá É claro atémesmo que, por dispositivo rejeitar um constitucional laudo, se essenão (Art. 93, o
IX, CF) toda decisão tem que ser fundamentada, sendo certo
que o Juiz, para rejeitar uma prova deverá expor claramente
os motivos do seu convencimento (ou de sua falta de conven-
cimento), mas terá a livre apreciação da prova para formar a
suaconvicção.
rogatório apontamentos, no que o diz depoimento respeito ao do estrangeiro, princípio da do oralidade, analfabeto a consulta ea oitiva a
22000088, o réu é citado para apresentar defesa escrita e, para esse
em diligência. cc)) TTeesstteemmuunnhhaass iinnssttrruummeennttáárriiqaaussa::ndo do interro-
gatório do averiguado no inquérito policial, que exige a participação
depessoas quetenham ouvidoaleiturado autodeinterrogatóriorea-
lizado, com a nalidadededar a essedepoimento maior idoneidade,
afastandoeventuaisabusos.
ato, precisa de defensor, senão, ser-lhe-á nomeado um. Assim,
esse é o novo momento da constituição de defensor.
Observe-sequea testemunha instrumentária não ouviu o depoimen-
22 PPrroovvaa eemmpprreessttaaddaam::uitas vezes, a prova produzida em
outro processo poderá valer no processo que está se desen-
volvendo, através da reprodução documental. A prova é válida,
mas oJuiz devetomar um cuidadoespecial:vericar seaprova
formada em outro feito, de onde foi transferida, houve o indis-
pensável devidoprocessolegal,com a participaçãoefetivadas
partes,inclusivesujeitando-seao contraditório.
todoacusado,ouviualeituradotermo dedepoimentoescritodoacu-
sado para o próprio acusado, considerando que é esse documento
queserá assinadoposteriormente.
44 OOffeennddiiddooo:: ofendido poderá ter uma postura passiva e ativa
no processo penal. Passivamente ele poderá aguardraeventuais
intimações, depor quando necessário eatémsemo ingressar com
recurso em sentido estrito e apelação, após o prazo do Ministério
Público. Poderá, por outro vértice, ter uma postura ativa e se ha-
bilitar como Assistente de Acusação. Ainda como Assistente de
Acusação, podem se habilitar o representante legal do ofendido,
66 RReeccoonnhheecciimmeennttoo ddee ppeessssooaass ee ccooiiossaaCssP::P regula o reco-
ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do mesmo. Como
nhecimento de pessoas e coisas a partir do art. 226, mas não regula
Assistente poderá propor meios de prova, requerer perguntas a
o reconhecimento fotográco e o reconhecimento de sons. Para o
reconhecimento de pessoas, aquele que for fazer o reconhecimento
33 PPrroovvaa PPeerriicciiaallo::s crimes quenãodeixam vestígios sãocha-
mados de ccrriimmeess ttrraannsseeuunntt.eessPor outro lado, aqueles que
deixam vestígios são chamados de ccrriimmeess nnããoo--ttrraannsseeuunntt.eess
e perguntado sobre as circunstâncias da infração, quem seja ou
Pois bem, toda infração que deixar vestígios (crimes não-tran-
seuntes) devem ser objetodeperíciaenem mesmoa conssão
supre a sua falta. Se um crime que deixar vestígios não passar
por uma perícia, o processo estará eivado de nulidade. As mar-
cas, os vestígios deixados pelo crime são chamados de corpo
de delito e o exame para a sua detecção é chamado de eexxaammee
ddee ccoorrppoo ddee ddeellii,ttqooue teráváriasmodalidades:necroscópico
(nocadáver),lesões corporais (nocorpodealguém vivo),sexo-
lógico (para a vericação de crimes sexuais) etc.
seráconvidadoadescrever apessoaaser reconhecida,oreconheci-
do será colocado, sepossível, ao lado deoutros quecom ela tiverem
qualquer semelhança,sehouver receiopor partedoreconhecedor,a
autoridadeprovidenciaráparaque oreconhecidonãovejao reconhe-
cedor e deve ser lavrado auto pormenorizado do reconhecimento.
Essas mesmas cautelas devem ser tomadas para o reconhecimento
testemunhas, aditar o libelo, participar do debate oral e arrazoar
recursos interpostos por ele mesmo ou pelo Ministério Público.
Do despacho que admitir ou não Assistente de Acusação não
caberá recurso. Quando for ouvido, o ofendido será qualicado
presuma ser o seu autor, as provas que possa indicar, tomando-
se por termo as suas declarações, sendo certo que se não com-
parecer à audiência, poderá ser conduzido coercitivamente.
de objetos. Mas, como se disse, o reconhecimento fotográco e de
NNoottaa 11::a lleeii 1111 o CPP no que diz respeito à pe-s
669900//00a88lterou
NNoottaa 11::com a redação dada pela lleeii 1111
669900
ddee 0099 ddee jjuunnhhoo
ddee 22000088, as perícias no processo penal, em regra, são feitas
por um perito ocial e, na falta desses, dois peritos não ociais.
sons nãoestáreguladopeloCPP e,por isso,nãopodem ser tomadas
como provas, servindo apenas para a investigação. Contudo, não se
pode confundir essa lacuna de regulamentação com a possibilidade
de interceptação telefônica que é regular e prevista legalmente (Lei
9296/96) para crimes punidos com reclusão, por determinação da
AutoridadeJudiciária, pois, na interceptação telefônica as vozes não
serão reconhecidas por um “reconhecedor” esim será efetuada uma
perícia para a identicação.
soa do ofendido, dando-lhe a garantia de que será comunicado
dos atos processuais relativos ao ingresso e à saída do acusado
da prisão, à designação de data para audiência e à sentença e
respectivos acórdãos que a mantenham ou modiquem. Essas
comunicações deverão ser feitas no endereço por ele indicado,
admitindo-se, por opção do ofendido, o uso de meio eletrônico.
Outras garantias dadas ao ofendido pela referida lei é que antes
do início da audiência e durante a sua realização, será reservado
sitos: Para ser a pessoa um perito deverá não ser ocial idônea, são necessários portadoras de alguns diploma requi- de
77
curso superior preferencialmente na área especíca, dentre as
que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do
exame,sendocertoqueos peritos nãoociais prestarãoocom-
promisso de bem e elmente desempenhar o encargo.
NNoottaa 22:: em se tratando de processos por entorpecentes
existem dois laudos. O primeiro, que é um laudo preliminar,
chamado de constatação é subscrito por um só perito, e não
precisa ser ocial, e é suciente para o recebimento da denún-
AAccaarreeaaççããoo::é um meio de prova que pode ser produzido tanto
na fase de inquérito quanto na fase judicial, sempre que houver
conitos de depoimentos. É admitida a acareação entre acusados,
entre acusado e testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou
testemunha com a pessoa ofendida e entre pessoas ofendidas. O
objetivo da acareação ébuscar a verdade real, ou seja, saber, diante
da contradição, quem está falando a verdade, mas, se os depoen-
tes mantiverem a contradição, ou seja, seus depoimentos, deverá
espaço poderá encaminhar separado para o ofendido o ofendido, para se atendimento o juiz entender multidisciplinar, necessário,
especialmente nas áreas psicossocial, de assistência jurí-
dica e de saúde, a expensas do ofensor ou do Estado e
o juízo tomará as providências necessárias à preservação
da intimidade, vida privada, honra e imagem do ofendido,
podendo,inclusive,determina r o segredodejustiçaem rela-
ção aos dados, depoimentos eoutras informações constan-
tes dos autos a seu respeito para evitar sua exposição aos
a
Autoridade vericar a reação do depoente quando reperguntado
meios decomunicação.
cia. Todavia, para a sentença, é necessário o laudo denitivo,
ou toxicológico, que é mais aprofundado e técnico do que o
primeiro, seguindo as regras do CPP.
NNoottaa 33::as perícias poderão ser feitas de forma ddiirreettaa– ana-
sobre os pontos controversos e, com isso, rmar convicção acerca
dosdepoimentos.
55
FFuunncciioonnáárriiooss ddaa JJuussttiiççoaas:: funcionários daJustiça(au-
xiliares,escreventes,escrivão,ociais dejustiça) têm
todas
88
PPrroovvaa DDooccuummeennttaadllo::cumento para o processo penal équalquer
as prescrições sobre suspeição dos juízes, no que
lhes for
lisando diretamente o objeto, local ou pessoa a ser periciada
corporicação do pensamento (escritos, instrumentos ou papéis). A
– ou iinnddiirreettaa–quandohouve adestruiçãooudesaparecimento
fotocópia autenticada de documento tem o mesmo valor que o srci-
do objeto da perícia. A perícia indireta terá por base outros ele-
nal e, em função do princípio da relatividade das provas, mesmo o
documento sem autenticação é válido, relativamente. Os documen-
aplicável, não podendo, por exemplo, o escrivão atuar em pro-
cesso que foi testemunha. Os peritos seguem a mesma linha,
com as mesmas sujeições.
mentos deprovas como documentos etestemunhas.
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 88
NNoottaa 44::regra que não existia antes do advento da lei 11.690/08
tos poderão ser juntados ao processo a qualquer momento, salvo
- as partes no processo penal poderão nomear assistentes
nas proibições expressas da lei como na fase de alegações nais no
CCIITTaaÇÇÃÃOO EE IInnTTIIMMaaÇÇÕÕEESS
técnicos e formular quesitos (art. 159, §3º do CPP). Há casos
de perícias que demandam complementação, como é o caso
do exame de corpo de delito lesões corporais que, após trinta
dias da primeira perícia, muitas vezes tem que ser feita outra
rito do Tribunal do Júri e a vedação de juntada nos 3 (três) dias que
antecedem o julgamento pelo Plenário do Júri.
11 CCiittaaççããoo::é um momento de extrema formalidade no proces-
5
WWWWWW MMEEMMEESSJJUURRIIDDIICCOO CCOOMM BBRR
so penal. E como todo ato formal é burocrático, cercado de de- se-á diretamente pelo
so penal. E como todo ato formal é burocrático, cercado de de-
se-á diretamente pelo escrivão, por mandado, ou via postal com
talhes,quesenãoforem cumpridos podegerar nulidade.Quem
comprovantederecebimento, ou por qualquer outro meio
idôneo;
99 EExxttiinnççããoo ddaa PPuunniibbiilliiddaaaddseee::ntença que extingue a punibi-
é
citado na esfera criminal é o acusado. Só em uma hipótese
bb)) IInnttiimmaaççããoo ddoo MMiinniissttéérriioo PPúúbblliiccoo ee ddoo ddeeffeennssoorr nnoommee: aaddoo
o
acusado não é a pessoa a quem a citação se dirige: quan-
serápessoal.
do o acusado tiver problemas mentais, quando será citado na
pessoa de seu representante legal. A citação, para ser válida,
deverá cumprir uma dupla nalidade: comunicar e chamaaar).)
CCoommuunniiccaarrnão é somente informar, é acima de tudo informar
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 99
lidade não é nemcondenatória e nem absolutória, é declaratória,
não extinguindo o crime e sim a capacidade do Estado de punir
o agente (“ius puniendi”.)As causas de extinção da punibilidade
estão listadas em rol meramente exemplicativo no artigo 107 do
Código Penal.
SSEEnnTTEEnnÇÇaa
com qualidade, é dar todos os detalhes ao acusado do que está
se passando no processo, com o inteiro teor da acusação para
que, com isso, o mesmo possa se defender adequadamente, as-
1100 EEffeeiittooss ddaa sseenntteennççaa ccrriimmiinnaall nnaa eessffeearraaseccníítvveeenllç::a con-
11 MMooddaalliiddaaddeessa::s decisões ou sentenças em sentido amplo são
de três categorias: As decisões interlocutórias simples, as decisões
segurado o princípio constitucional do contraditóribbo)); CChhaammaarr::
interlocutórias mistas e as denitivasaa. )) DDeecciissõõeess iinntteerrllooccuuttóórriiaass
é demonstrar a importância ao réu de responder ao processo
penal; esclarecer ao acusado que no processo penal não existe
somente a defesa técnica - também existe a autodefesa (que tem
ssiimmpplleess::são as que dirimem questões relativas ao regular anda-
mento processual, sem entrar no “meritum cauase” (p. ex., recebimento
da denúncia ouqueixa; decretação da prisão preventivabb);)) DDeecciissõõeess
praticamente o mesmo peso que a defesa técnica), mostrar que
iinntteerrllooccuuttóórriiaass mmiissttaass oouu ddeecciissõõeess ccoomm ffoorrççaa ddee ddseeãonnaiisttiivvaa::
o réu poderá arrolar testemunhas, contraditar as arroladas pela
acusação, constituir advogado e se não tiver condições, ser-lhe
queencerram umafasedoprocedimento,ouaprópriarelaçãoprocessu-
al, sem atacar o mérito (p.ex., rejeição da denúncia ou queixa e pronún-
nomeado um.
cia);cc))DDeecciissõõeess ddeenniittiivvaass oouu sseenntteennççaass eemm sseennttiiddoosppãrroóóappsrriioo::
denatória gera efeitos na esfera cível (faz coisa julgada no cível),
pois faz surgir à vítima o direito de indenização, o direito de pleitear
esse direito em uma ação civil “ex delicto”, cabendo ao Juiz cível
apenas denir o valor daindenização.Por outro lado, asentença
absolutória poderá interferir (fazer coisa julgada) na esfera cível ou
não, dependendo do motivo da absolvição. Assim, por exemplo a
falta de provas da existência do fato, de ter o réu concorrido para a
infração e para a condenação não impedem a discussão na esfera
cível. A absolvição pelo fato não constituir infração penal (poderá
ser civil) e a absolvição pela legítima defesa putativa também não
Frustrado um dos objetivos da citação, esse ato é considerado que solucionam a lide julgando o mérito da causa (p. ex., condenatórias impedem o processo civil. Mas a absolvição pela inexistência do
inválido. Aliás, o art. 363 do CPP informa que o processo terá com- ou absolutórias) ou aquelas que julgam o mérito deenem o juízo, mas
fato, ou pela legítima defesa real, p. ex., impedem o desdobram-en
pletada a sua formação quando realizada a citação do acusado.
Para cumprir essa dupla nalidade, o funcionário encarregado da
não se condena e nem se absolve (p. ex. sentença de extinção da pu- to da discussão na esfera cívAel.sentença de extinção da punibi-
nibilidade).
citação (Ocial de Justiça ou Escrevente Técnico) terá que cumprir
lidade, com exceção daquela que homologa a composição civil no
Juizado Especial Criminal, não faz coisa julgada na esfera cível.
requisitos intrínsecos e extrínsecoRRsee.qquuiissiittooss IInnttrríínnsseeccsooãsso::
22 CCllaassssiiccaaççããood::outrinariamente, as sentenças são classicadas em:
aa))
condenatórias (caso da condenação do réu e imposição de pena),
bb))
1111
IInnttiimmaaççããoo ddaa
sseenntteennççaa::
no rigor do artigo 392 do CPP, a inti-
citação requisitos como que no devem Mandado constar de Citação no corpo ou do no instrumento EditaRRl.eeqquuiissiittooss próprio da
EExxttrríínnsseeccoossd::izem respeitoaocomportamentoquedeveteersse
declaratórias (como as que extinguem a punibilidade, anulam o processo,
de pronúncia de impronúnciacc))),declaratórias negativas (como as que
funcionário no momento da citação.
absolvem) e asdd))constitutivas (como as que concedem a reabilitação).
mação da sentença será feitaaa: ))ao réu, pessoalmente, se estiver
preso;bb))aoréu,pessoalmente,ouaodefensor por eleconstituído,
quando se livrar solto, ou, sendo aançável a infração, tiver-presta
11 22
CCiittaaççããoo ppoorrmmaannddaaddoo ddee cciittaaççãã:ooquando o acusado
do ança;cc))ao defensor constituído pelo réu, se este, aançável,
tiver endereço certo na comarca do processo, mediante a
entrega pessoal do documento por meio de Ocial de Jus -
tiça. São requisitos da citação por mandado: aa)) leitura do
mandado ao citando pelo ocial e entrega da contrafé, na
qual semencionarão dia ehora da citação; bb)) declaraçãodo
ocial, na certidão, da entrega da confrafé, e sua aceitação
ou recusa;
33 RReeqquuiissiittoossa::sentença éelaborada em três partes: relatório, funda-
mentação e parte dispositivaaa)). RReellaattóórriioo oouu eexxppoossii:ççéããoopassado
todo o histórico e cronologia do processo, com o resumo da marcha pro-
cedimental e seus incidentebbs);)FFuunnddaammeennttaaççããoo oouu mmoottiivvaa: oççããJoouiz
ou não, a infração, expedido o mandado de prisão, não tiver sido
encontrado, e assim o certicar o ocial de jusddtiç))am; ediante
edital, nos casos do item “b”, se o réu e o defensor que houver
constituído não forem encontrados, e assim o certicar o ocial de
fará uma exposição dos motivos que o levaram a decidir. Na verdade, se
justiça;ee))mediante edital, nos casos do item “c”, se o defensor que
segue o preceito constitucional de que todas as decisões deverão ser o réu houver constituído também não for encontrado, e assim o
motivadas (art. 93, IX daCF). Nesse diapasão, qualquer decisão, ainda
11 33
CCiittaaççããoo ppoorrpprreeccaattóórriiaa(ou carta precatória): quando
queinterlocutória,total ouparcial,quedecidasobraelgum benefício,que
certicar o ocial de justiçffa));mediante edital, se o réu, não ten-
do constituído defensor, não for encontrado, e assim o certicar
o acusado tiver endereço certo em outra comarca diversa
aplique a pena, que fale sobre a culpabilidade ou inocência do acusado, o ocial de justiça.
da comarca do processo, mediante a entrega pessoal do
documentopor meiode Ocial deJustiça.Observe-sequeo
termo “carta precatória” não é utilizado somente com o ob-
que revogue outra decisão, que movimente o processo etc. deverá ser
fundamentada.Desse modo, a falta de fundamentação, por violação à
Constituição, constitui nulidade absolucct))aDD. iissppoossiittiivvooo:: Juiz decide,
dene o seu pensamento conclui, determinando algo (condenando,
llIInnKK aaCCaaDDÊÊMMIICCOO 1100
jetivo deproceder a citação, mas sempreque o Juiz deuma
comarca (Juízo Deprecante) solicitar algum ato processual
absolvendo, extinguidno a punibilidade, recebendo adenúncia, pronun-
ao Juiz de outra comarca (Juízo Deprecado);
ciandoetc.).
11 44
CCiittaaççããoo ppoorrrrooggaattóórriiaa(ou carta rogatória): quando o
acusado tiver endereço certo em outro País. Também, vale
salientar que a “carta rogatória” será
expedida sempre que
um Juiz no Brasil necessitar de uma providência de um Juiz
no estrangeiro. Não correrá o prazo prescricional no curso
NNoottaa::a sentença deverá ter umacorrelação com a denúncia ou queixa,
entre o fato descrito na peça acusatória e o fato pelo qual o réu está
sendo condenado. Trata-se de uma garantia da defesa que se violada
acarreta nulidade. Os requisitos da sentença estão descritos no artigo
381 do CPP.
da carta rogatória;
11 55
CCiittaaççããoo ppoorrccaarrttaa ddee oorrddeemm: quando a superior ins-
tância, em processos de
competência srcinária, solicita r a
44 ““EEmmeennddaattiioo lliibbeellélliia””::emenda(concerto, ajuste) na acusação. Por
vezes, a acusação padece de um erro eeste erro não foi visto durante a
A coleção Guia Acadêmico é o ponto de partida dos es-
diligência decitação à inferior
instância;
tramitação processual, somente sendo visualizado no momento da sen-
tudos das disciplinas dos
cursos de graduação, devendo
11 66
CCiittaaççããoo ppoorrrreeqquuiissiiççããoo: quando o acusado for militar,
tença. Se esse erro não prejudicar a defesa doréu, o Juiz, no momento
da sentença, poderá corrigir o erro e dar a sentença de imediato, sem
ser complementada com o material disponível nos Links
em respeito às regras militares o Juiz expedirá um ofício ao
e com a leitura de livros didáticos.
Comandante do militar, para que o mesmo possa interceder
e
providenciar a citação de seu comandado. Esse ofício é
chamado derequisição.
precisar belli”, nos baixar moldes os autos do art. para 383 amanifestação do CPP. Ressalte-se do réu. É que a “emendatio o Juiz poderá li- até
Processo Penal I – 2ª edição - 2009
NNoottaa 11: a citação do réu preso será sempre feita por man-
dado, se estiver preso na mesma comarca do processo ou
por precatória, se estiver preso em outra comarca diferen-
mesmo dar uma denição jurídica mais grave do que a dada na acu-sa
ção, pois o acusado em nenhum momento teve prejudicada a sua defesa
(p. ex. se o Promotor na denúncia por um crime deroubo, descrito por-
menorizadamente o roubona inicial, pede a condenação por furto – erro
CCoooorrddeennaaddoorreess::
te
da comarca do processo. Frustrada a citação pessoal,
na acusação – como o réu se defendeu do roubo –se defende dos fatos
o
acusado deverá ser citado por edital, também chamada
enãodacapitulação– o Juiz poderácondená-lopeloroubo,mesmocom
Carlos Eduardo Brocanella Witter,Professor universitário e
decursos preparatórios hámais de 10 anos, Especialista
em Direito Educacional; Mestre em Educação e Semió-
tica Jurídica; Membro da Associação Brasileira para o
Progresso da Ciência; Palestrante; Advogado e Autor
de citação cta ou presumida. A citação por edital deverá
obedecer a um prazo. O prazo do edital será de 1155 ((qquuiinn--
o erro na denúncia).
de
obras jurídicas.
NNoottaa::a nnoovvaa rreeddaaççããoo ddoo aarrtt 338833 ddoo CCPPPP ((ddaaddaa ppeellaa lleeii 11, s11e 771199//0088))
zzee)) ddiiaass quando o acusado estiver em local incerto e não
sabido. O edital de citação indicará: aa)) o nome do juiz que
for possível, na nova capitulação o Juiz proporá a suspensão condicional
do processo, também podendo, se cabível, encaminhar os autopsara o
AAuuttoorr::
a determinar; bb)) o nome do réu, ou, se não for conhecido,
Juiz competente.
Rodrigo Julio Capobianco é advogado militante especia-
lizado em Tribunal do Júri, pós-graduado “lato sensu” em
os seus sinais característicos, bem como sua residência e
Moderna Criminologia pelo IBCCrim/Apamagis, em Direito
prossão, se constarem do processo; cc)) o m para que é
Empresarial pela FMU e em Direito Imobiliário pela FMU,
feita a citação; dd)) o juízo e o dia, a hora e o lugar em
que o
55 ““MMuuttaattiioo lliibbeelllltaii””m:: bém no momento da sentença, poderá o Juiz
vericar que no decorrer da tramitação processual, surgiu uma nov-a si
tuação, elementar ou circunstância, que não estava prevista implícita ou
explícita na denúncia ou queixa. Dessa forma e não tendo o acusado se
defendido dessa situação nova (que não estava implícita ou explícita na
denúncia), o magistrado terá quebaixar os autos parqaueem cinco dias
é Árbitro do TBAM - Tribunal Brasileiro de Arbitragem e
réu deverá comparecer; ee)) o prazo, que será contado do dia
da publicação do edital na imprensa, se houver, ou da sua
axação.Além disso,oedital seráaxadoàporta doedifício
ondefuncionar o juízo eserá publicado pela imprensa, onde
houver, devendo a axação ser certicada pelo ocial que
Mediação, foi Presidente do IBDF - Instituto Brasileiro de
Defesa do Fornecedor gestão 2006/2007, é Professor
em cursos preparatórios da área jurídica desde 1998 nas
áreas de Direito Penal e Processo Penal, é autor das obras
o Ministério Público adite a denúnciSa.e o mesmo não proceder dessa
“Coleção Como sePreparar parao ExamedeOrdem -Di-
a tiver feito e a publicação provada por exemplar do jornal
forma,suscitar-se-áum conito,queserádirimidopeloProcurador Geral
ou certidão do escrivão, da qual conste a página do jornal
reitoPenal”(5aEdição)e“DecisõesFavoráveisà Defesa”
(3a Edição) ambas da Editora Método, São Paulo.
com a data da
publicação. Quando o acusado for citado por
A coleção Guia Acadêmico é uma
publicação da Memes
edital, não comparecer e não constituir defensor, cará sus
penso o curso do processo e do prazo prescricional.
-
de Justiça, nos moldes do art. 28 do CPP. No caso de “mutatio libelli”
cada uma das partes poderão arrolar até 3(três) testemunhas.
NNoottaa::a SSúúmmuullaa 445533 ddoo SSTTimFFpõe a impossibilidade da “mutatio libelli”
em segundo grau
Tecnologia Educacional Ltda. São Paulo-SP.
Endereço eletrônico: www.memesjuridico.com.br
NNoottaa 22::inovaçãotrazidapela
lleeii 1111
771199
ddee 2200 ddee jjuunnhhoo ddee
22000088,quandooréu nãoéencontradoparaa citaçãopessoal
e o ocial de justiça verica que ele está se ocultando para
não ser citado, o ocial de justiça certicará a ocorrência e
66 PPeeddiiddoo ddee aabbssoollvviiççããoo ffeeiittoo ppeellaa aaccuuqssuaaanççdããoooa:: ação penal for
Todosos direitosreservados.É terminantemen teproibida
privada o querelante, em alegações nais deverá, sob pena dpeeremp-
ção, pedir a condenação do quereladoC.ontudo, na ação pública, nada
a reprodução total ou parcial desta
publicação, por qual-
pprroocceeddeerráá àà cciittaaççããoo ccoomm hhoorraa ccee,rrnttaaa forma estabelecida
impede o Ministério Público de pleitear a absolvição doEréoum. agis-
quer meio ou processo, sem a expressa autorização do
autor e da editora. A violação dos direitos autorais caracte-
o
nos - arts. 227 a 229 da Lei
n
5.869, de 11 de janeiro de 1973
riza crime, sem prejuízo das sanções civis cabíveis.
Código de Processo Civil. Completada a citação com hora
trado (Ministério não estará Púbclio vinculado e Defesa) a podendo ao pedido condenar deabsolvição o acusado. feito pelas partes
certa, se o acusado não comparecer, ser-lhe-á nomeado
defensor dativo.
77 CCoonnddeennaaççããcooo::ndenando o acusado, o Juiz mencionará as circuns-
NNoottaa 33:: réu que não comparece ao processo é contumaz e
tâncias agravantes e atenuantes e circunstâncias judiciais previs-
o efeito da contumácia é a revelia.
Entretanto, a revelia no
processo penal tem disparidades com a revelia do processo
civil. Aqui, não se entende como verdadeiros os fatos ale-
gados pelo autor. A revelia no processo penal tem o condão
de não intimar o réu para os demais atos do processo, com
exceção da sentença.
tas no Código Penal, aplicará as penas, declarará a periculosi-
dade e determinará a publicação da sentença. O juiz, ao proferir
sentença condenatória deverá: aa)) mencionar as circunstâncias
agravantes ou atenuantes definidas no Código Penal, e cuja
existência reconhecer; bb)) mencionar as outras circunstâncias
apuradas e tudo o mais que deva ser levado em conta na apli-
cação da pena, de acordo com o disposto nos arts. 59 e 60
22 IInnttiimmaaççããoo::diferentemente da citação, qualquer pessoa
que tiver que tomar ciência de um ato processual será inti-
mado. Na prática as nomenclaturas “intimação” e “notica
ção” se misturam no processo penal. Mas há uma diferença
-
do Código Penal; cc)) aplicar as penas, de acordo com essas
conclusões; dd)) fixará valor mínimo para reparação dos danos
causados pela infração, considerando os prejuí zos sofridos pelo
ofendido. Ressalte-se que o magistrado também decidirá funda-
técnica entre elas: a pessoa é noticada “para” algum ato
mentadamente se é caso de decretar-se a prisão preventiva do
e é intimada “de” algum ato.
aa)) IInnttiimmaaççããoo ddoo ddeeffeennssoorr
acusado ou outra medida cautelar.
ccoonnssttiittuuííddoo,, ddoo aaddvvooggaaddoo ddoo qquueerreellaannttee ee ddoo aassssiisstteenn--
ttee:: far-se-á por publicação no órgão incumbido da publici-
dade dos atos judiciais da comarca, incluindo, sob pena de
nulidade, o nome do acusado. No caso não haja órgão de
publicação dos atos judiciais na comarca, a intimação far-
88 AAbbssoollvviiççããooa::sentença absolutória está prevista no artigo 386 do
CPP, que traz sete hipóteses de absolvição. Vale lembrar que não se
trata de um rol taxativo.
6
WWWWWW MMEEMMEESSJJUURRIIDDIICCOO CCOOMM BBRR