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INFORME-NET DTA

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Centro de Vigilância Epidemiológica - CVE Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar

MANUAL DAS DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ÁGUA E ALIMENTOS

CONTAMINANTES QUÍMICOS/INTOXICAÇÃO POR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS

o AGROTÓXICOS

O Brasil é apontado como um dos maiores consumidores de produtos praguicidas

(agrotóxicos) do mundo, tanto aqueles de uso agrícola como os domésticos

(domissanitários) e mesmo de produtos utilizados em campanhas de Saúde

Pública. Devido à falta de controle no uso destas substâncias químicas tóxicas e o

desconhecimento da população em geral sobre os riscos e perigos à saúde,

estima-se que as taxas de intoxicações humanas no país sejam altas. Segundo a

Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que para cada caso notificado

de intoxicação há 50 outros não notificados.

Os agrotóxicos são largamente utilizados em todo mundo, principalmente nos

países menos desenvolvidos. O Brasil está entre os principais consumidores

mundiais de agrotóxicos e não existem estudos suficientes ou controle sobre os

impactos na saúde dos que produzem e dos que consomem os alimentos

impregnados por essas substâncias.

A Lei Federal N.º 7.802 de 11.07.89, regulamentada através do Decreto N.º

98.816, no seu Artigo 2º, Inciso I, define o termo AGROTÓXICOS como: "Os

produtos e os componentes de processos físicos, químicos ou biológicos

destinados ao uso nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de

produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas nativas ou implantadas e de outros ecossistemas e também em ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora e da fauna, a fim de preservá-la da ação danosa de seres vivos considerados nocivos, bem como substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores do crescimento." Essa definição exclui fertilizantes e químicos administrados a animais para estimular crescimento ou modificar comportamento reprodutivo.

O termo AGROTÓXICO, ao invés de DEFENSIVO AGRÍCOLA, passou a ser utilizado, no Brasil, para denominar os venenos agrícolas, após grande mobilização da sociedade civil organizada. Mais do que uma simples mudança da terminologia, esse termo coloca em evidência a toxicidade desses produtos ao meio ambiente e à saúde humana. São ainda genericamente denominados praguicidas ou pesticidas.

Calcula-se que atualmente sejam utilizadas em torno de 1500 substâncias diferentes com ação praguicida (ingredientes ativos) em todo o mundo. A partir destas, são produzidas numerosas misturas (formulações) com outros ingredientes ativos ou com dissolventes, emulsificantes, etc, os quais variam de país para país e, também, de tempos em tempos, com maior utilização dessas substâncias na agricultura, e também em saúde pública, na eliminação e controle de vetores transmissores de enfermidades endêmicas. Há ainda, o uso dessas substâncias no tratamento de madeira para construção, no armazenamento de grãos e sementes, na produção de flores, para combate a piolho e outros parasitas, na pecuária, etc

Entre os grupos profissionais que têm contato com os agrotóxicos, destacam-se:

trabalhadores da agropecuária , de saúde pública, de firmas desinsetizadoras, de transporte e comércio e das indústrias de formulação e síntese. Além da exposição ocupacional, a contaminação ambiental coloca em risco de intoxicação

outros grupos populacionais. Merecem destaque as famílias dos agricultores e a exposição decorrente da utilização de domissanitários. Também é bom registrar que toda a população tem possibilidade de intoxicar-se, principalmente através da ingestão de alimentos contaminados com estas substâncias.

Os agrotóxicos podem causar três tipos de intoxicação: aguda, subaguda e crônica. Essas intoxicações não são reflexo de uma relação simples entre o produto e a pessoa exposta. Vários fatores participam da determinação das mesmas, dentre eles os fatores relativos às características químicas e toxicológicas do produto, fatores relativos ao indivíduo exposto, às condições de exposição ou condições gerais do trabalho. As características clínicas das intoxicações por agrotóxicos dependem, além dos aspectos citados, do fato de ter ocorrido contato/exposição a um único tipo de produto ou a vários deles. Nas intoxicações agudas decorrentes do contato/exposição a apenas um produto, os

sinais e sintomas clínico-laboratoriais são bem conhecidos, o diagnóstico é claro e

o tratamento definido. Em relação às intoxicações crônicas, o mesmo não pode

ser dito. O quadro clínico é indefinido e o diagnóstico difícil de ser estabelecido. Por isso, também é importante conhecer a classificação dos agrotóxicos quanto à

sua ação e ao grupo químico a que pertencem o que é útil para o diagnóstico das intoxicações e instituição de tratamento específico.

Os agrotóxicos são classificados, ainda, segundo seu poder tóxico. Esta classificação é fundamental para o conhecimento da toxicidade de um produto, do ponto de vista de seus efeitos agudos. No Brasil, a classificação toxicológica está

a cargo do Ministério da Saúde.

Deverão ser notificados todos os casos em que houver suspeita da ocorrência de efeitos à saúde humana relacionados à exposição a agrotóxicos, sejam estes efeitos agudos ou crônicos. Os casos suspeitos, atendidos por todas as unidades de saúde (públicas, privadas e filantrópicas), assim como de conhecimento de

quaisquer pessoas, deverão ser notificados à vigilância epidemiológica, vigilância

sanitária e centros de atendimentos às intoxicações.

No Quadro 1 abaixo, o resumo dos principais sinais e sintomas agudos e crônicos:

Quadro 1

- Sinais e sintomas de intoxicação por agrotóxico segundo o tipo de

exposição

Sinais e

Exposição

Sintomas

Única ou por curto período

Continuada por longo período

Agudos

cefaléia, tontura, náusea, vômito, fasciculação muscular, parestesias, desorientação, dificuldade respiratória, coma, morte.

Hemorragias, hipersensibilidade, teratogênese, morte fetal.

Crônicos

paresia e paralisias reversíveis, ação neurotóxica retardada irreversível, pancitopenia, distúrbios neuro- psicológicos.

Lesão cerebral irreversível, tumores malignos, atrofia testicular, esterilidade masculina, alterações neuro-comportamentais, neurites periféricas, dermatites de contato, formação de catarata, atrofia do nervo óptico, lesões hepáticas, etc.

Fonte adaptada: FUNASA (2003, apud Plaguicidas, Salud y Ambiente).

No Quadro 2, podem ser observados os efeitos da exposição prolongada a vários

produtos agrotóxicos. A ocorrência de efeitos neurotóxicos relacionados à

exposição a agrotóxicos tem sido descrita com maior freqüência nos últimos anos.

É o caso das paralisias causadas pela exposição aos organofosforados, que

podem aparecer tanto como um efeito crônico como na forma de uma ação

neurotóxica retardada, após uma exposição intensa, porém não necessariamente

prolongada.

É importante realçar a ocorrência dos distúrbios comportamentais como efeito da

exposição aos agrotóxicos, que aparecem na forma de alterações diversas como

ansiedade, irritabilidade, distúrbios da atenção e do sono. Por último, vale a pena

salientar que sintomas não específicos presentes em diversas patologias,

freqüentemente são as únicas manifestações de intoxicação por agrotóxicos,

razão pela qual raramente se estabelece esta suspeita diagnóstica. Esses

sintomas compreendem principalmente: dor de cabeça, vertigens, falta de apetite, fraqueza, nervosismo e dificuldade para dormir. A presença desses sintomas em pessoas com história de exposição a agrotóxicos, deve conduzir à investigação diagnóstica de intoxicação por esses produtos.

Quadro 2 - Efeitos da exposição prolongada a múltiplos agrotóxicos

Órgão/sistema

Efeito

Sistema nervoso

Síndrome asteno-vegetativa, polineurite, radiculite, encefalopatia, distonia vascular, esclerose cerebral, neurite retrobulbar, angiopatia da retina

Sistema respiratório

Traqueíte crônica, pneumofibrose, enfisema pulmonar, asma brônquica

Sistema cardiovascular

Miocardite tóxica crônica, insuficiência coronária crônica, hipertensão, hipotensão

Fígado

Hepatite crônica, colecistite, insuficiência hepática

Rins

Albuminúria, nictúria, alteração do clearance da uréia, nitrogênio e creatinina

Trato gastrointestinal

Gastrite crônica, duodenite, úlcera, colite crônica (hemorrágica, espástica, formações polipóides), hipersecreção e hiperacidez gástrica, prejuízo da motricidade

Sistema hematopoético

Leucopenia, eosinopenia, monocitose, alterações na hemoglobina

Pele

Dermatites, eczemas

Olhos

Conjuntivite, blefarite

Fonte adaptado: FUNASA (2003, apud Kaloyanova, Simeonova, 1977).

Por fim, há que se fazer a ressalva de que o objetivo desse informativo em relação as informações incluídas aqui são básicas, não esgotando em absoluto esse tema. É recomendável, e mesmo imprescindível para aqueles responsáveis pela atenção aos suspeitos de intoxicação por agrotóxicos, consulta à ampla literatura especializada disponível.

INSETICIDAS

Possuem ação de combate a insetos, larvas e formigas. Os inseticidas pertencem

a

quatro grupos químicos distintos: organofosforados, carbamatos, organoclorados

e

piretoróides, citados abaixo:

 

Organofosforados

(Folidol,

Azodrin,

Malation,

Diazinon,

Nuvacron,

Tamaron, Rhodiatox)

- Características e mecanismo de ação: são compostos orgânicos derivados do ácido fosfórico, do ácido tiofosfórico ou do ácido ditiofosfórico. São inseticidas inibidores de colinesterases. Esse grupo é o responsável pelo maior número de intoxicações e mortes no país. Os inseticidas inibidores das colinesterases são absorvidos pela pele, por ingestão ou por inalação. Ligam-se ao centro esterásico da acetilcolinesterase (AChe), impossibilitando-a de exercer sua função de hidrolisar o neurotransmissor acetilcolina em colina e ácido acético. Atuam no SNC, glóbulos vermelhos, plasma e outros órgãos. Não se acumulam no organismo, contudo é possível o acúmulo de efeitos. Efeitos neurotóxicos retardados podem ocorrer com certos organofosforados. Além das colinesterases, alguns grupos de inseticidas organofosforados podem alterar outras enzimas (esterases), sendo a principal a neurotoxicoesterase. Esta enzima, quando inibida pode determinar neuropatia periférica (membros inferiores) por ação neurotóxica retardada, com surgimento após 15 dias da intoxicação aguda inicial.

- Sinais e sintomas: Poucos minutos a poucas horas após à exposição. Nervosismo, visão turva/embaçada, contrações e convulsões. Geralmente a intoxicação é auto – limitada. Inicialmente, os sintomas e sinais são suor abundante, salivação intensa, lacrimejamento, fraqueza, tontura, dores e cólicas abdominais e visão turva/embaçada. Após são pupilas contraídas (miose), vômitos, dificuldade respiratória, colapso, tremores musculares e convulsões.

- Diagnóstico, tratamento e recomendações: análise de sangue e alimentos ingeridos ou da substância a que se expôs. A atividade da acetilcolinesterase pode ser determinada através de teste específico em sangue total, plasma ou eritrócitos. A acetilcolinesterase eritrocitária é mais específica, sendo também conhecida como acetilcolinesterase verdadeira. Intoxicações graves apresentarão níveis muito baixos e poderá permanecer diminuída por até noventa dias após o último contato. È importante ressaltar que a análise da atividade daquelas enzimas não deve ser utilizada de maneira isolada. O exame pode ser bastante útil, quando entendido e usado como instrumento auxiliar, tanto no diagnóstico clínico, quanto nas ações de vigilância. Diagnóstico diferencial: intoxicação por fungos de ação muscarínica, barbitúricos, medicamentos de ação colinérgica e opióides; traumatismo cranioencefálico, infecção pulmonar e acidente vascular cerebral; síndrome convulsiva e edema agudo de pulmão. Diagnóstico Laboratorial: medida da atividade da colinesterase, CPK, eletromiografia e exames complementares: hemograma, radiografia de tórax, ionograma, gasometria arterial, uréia, creatinina, eletrocardiograma, e outros. Tratamento: manter ventilação adequada através da desobstrução das vias aéreas, aspiração das secreções e, se necessário, ventilação assistida. Além das medidas gerais, utiliza-se sulfato de atropina como sintomático no tratamento das intoxicações por inseticidas inibidores das colinesterases. É indicado o uso de Contrathion como antídoto químico. Na exposição dérmica, fazer descontaminação, lavando áreas atingidas com água fria e sabão neutro, por 20 a 30 minutos; pode-se usar solução de bicarbonato – os fosforados são instáveis em meio alcalino, com atenção especial a cabelos, unhas e dobras cutâneas; não esfregar a pele com força. Na exposição ocular, lavar com água ou solução salina morna, durante 15 a 20 min., pode ser usado colírio anestésico previamente para facilitar o procedimento. Na ingestão de substância ou alimentos contaminados, descontaminar o trato gastrointestinal com lavagem gástrica até 4 a 6 horas após, entubando o paciente; não provocar vômitos pelo risco de aspiração de derivados de petróleo (solventes utilizados nos inseticidas) e que podem evoluir para

pneumonite química; uso de carvão ativado, com laxativos como sulfato de sódio

ou hidróxido de magnésio (para evitar constipação intestinal pelo uso do carvão). Não usar laxantes oleosos leite ou alimentos gordurosos, pois aumentam absorção – agentes tóxicos são lipossolúveis. Em todos os casos a partir de moderada gravidade, usar diazepam EV para controlar fasciculações musculares

e convulsões. Bicarbonato EV para corrigir a acidose metabólica (a correção do

bicarbonato sérico deve ser plena). Controle hidroeletrolítico. Avaliar funções renal

e hepática. Estão contra-indicados a teofilina, aminofilina, morfina, reserpina e

fenotiazínicos, pois podem aumentar a depressão central, colaborar para inibição da colinesterase ou provocar arritmias cardíacas. O socorrista deve proteger-se com luvas e avental de borracha durante a descontaminação do paciente, feita em local ventilado. Pacientes assintomáticos com história de exposição (dérmica, inalatória ou ingestão) a organofosforados devem ser observado por pelo menos 24 horas.

Carbamatos (Carbaril, Temik, Zectram, Furadam, Sevin, Aldicarb)

- Características e mecanismo de ação: são derivados do ácido carbâmico, também inibidores das colinesterases. Trata-se de grupo muito utilizado no país. Os inseticidas inibidores das colinesterases são absorvidos pela pele, por ingestão ou por inalação. Agem de modo semelhante aos organofosforados, mas formam um complexo menos estável com a colinesterase, permitindo a recuperação da enzima mais rapidamente. Diferentemente dos organofosforados, os carbamatos são inibidores reversíveis das colinesterases, porém as intoxicações podem ser igualmente graves. Não se acumulam no organismo, porém, é possível o acúmulo de efeitos.

- Sinais e sintomas: poucos minutos a poucas horas após a ingestão ou outra exposição. Nervosismo, visão turva, contrações e convulsões. Geralmente intoxicação auto – limitado. Inicialmente: suor abundante, salivação intensa, lacrimejamento, fraqueza, tontura, dores e cólicas abdominais e visão

turva/embaçada. Após, pupilas contraídas (miose), vômitos, dificuldade respiratória, colapso, tremores musculares e convulsões.

- Diagnóstico, tratamento e recomendações: análise de sangue e alimentos. A atividade da acetilcolinesterase pode ser determinada através de teste específico

em sangue total, plasma ou eritrócitos. A acetilcolinesterase eritrocitária é mais específica, sendo também conhecida como acetilcolinesterase verdadeira. Intoxicações graves apresentarão níveis muito baixos. Esse exame deve ser realizado pouco tempo após a exposição. É importante ressaltar que a análise da atividade daquelas enzimas não deve ser utilizada de maneira isolada. O exame pode ser bastante útil, quando entendido e usado como instrumento auxiliar, tanto no diagnóstico clínico, quanto nas ações de vigilância. Diagnóstico diferencial: intoxicação por fungos de ação muscarínica, barbitúricos, medicamentos de ação colinérgica e opióides; traumatismo cranioencefálico, infecção pulmonar e acidente vascular cerebral; síndrome convulsiva e edema agudo de pulmão. Diagnóstico laboratorial: medida da atividade da colinesterase (valor diagnóstico

reduzido),

radiografia de tórax, ionograma, gasometria arterial, uréia, creatinina, eletrocardiograma, e outros. Tratamento: manter ventilação adequada através da desobstrução das vias aéreas, aspiração das secreções e, se necessário, ventilação assistida. Além das medidas gerais, utiliza-se sulfato de atropina como sintomático no tratamento das intoxicações por inseticidas inibidores das colinesterases. Na exposição dérmica, fazer descontaminação, lavando áreas atingidas com água fria e sabão neutro, por 20 a 30 minutos, pode-se usar solução de bicarbonato, pois são instáveis em meio alcalino, com atenção especial a cabelos, unhas e dobras cutâneas; não esfregar a pele com força. Na exposição ocular, lavar com água ou solução salina morna, durante 15 a 20 min., pode ser usado colírio anestésico previamente para facilitar procedimento. Na ingestão, descontaminar o trato gastrointestinal com lavagem gástrica até 4 a 6 horas após, entubando o paciente; não provocar vômitos pelo

CPK,

eletromiografia

e

exames

complementares:

hemograma,

risco de aspiração de derivados de petróleo (solventes utilizados nos inseticidas) e que podem evoluir para pneumonite química; uso de carvão ativado, com laxativos como sulfato de sódio ou hidróxido de magnésio (para evitar constipação intestinal pelo uso do carvão). Não usar laxantes oleosos leite ou alimentos gordurosos, pois aumentam absorção – agentes tóxicos são lipossolúveis. Em todos os casos a partir de moderada gravidade, usar diazepam EV para controlar fasciculações musculares e convulsões. Bicarbonato EV para corrigir a acidose metabólica (a correção do bicarbonato sérico deve ser plena). Controle hidroeletrolítico. Avaliar funções renal e hepática. Estão contra-indicados: teofilina, aminofilina, morfina, reserpina e fenotiazínicos, pois podem aumentar a depressão central, colaborar para inibição da colinesterase ou provocar arritmias cardíacas. O socorrista deve proteger-se com luvas e avental de borracha durante a descontaminação do paciente, feita em local ventilado. A ATROPINA bloqueia efeitos da acetilcolina nos receptores muscarínicos e a PRALIDOXIMA (Contrathion®) reverte a colinesterase. Contudo, o Contrathion® não deve ser usado em intoxicações por inseticidas com carbamatos, pois não atuam na colinesterase carbamila e o processo inibitório reverte espontaneamente. Pacientes assintomáticos com história de exposição (dérmica, inalatória ou ingestão) a carbamatos devem ser observado por 6 a 8 horas pelo menos.

Lindane, Mirex)

Organoclorados

(Aldrin,

Endrin,

BHC,

DDT,

Endossulfan,

Heptacloro,

- Características e mecanismo de ação: são derivados de petróleo, compostos à base de carbono, com radicais de cloro, derivados do clorobenzeno, do ciclo- hexano ou do ciclodieno. Foram muito utilizados na agricultura, como inseticidas, porém seu emprego tem sido progressivamente restringido ou mesmo proibido. No Brasil, seu uso foi limitado pela Portaria N.º 329, de 02.09.85, permitindo sua utilização somente no controle a formigas e alguns destes produtos em campanhas de saúde pública. São poucos solúveis em água e solúveis em solventes orgânicos, o que os torna mais tóxicos e de apreciável absorção

cutânea. Além da via dérmica, são também absorvidos por via digestiva e respiratória. Devido à grande lipossolubilidade e a lenta metabolização, esses compostos acumulam-se na cadeia alimentar e no tecido adiposo humano. A eliminação se faz pela urina, cabendo destacar também a eliminação pelo leite materno. Atuam sobre o SNC, resultando em alterações do comportamento, distúrbios sensoriais, do equilíbrio, da atividade da musculatura involuntária e depressão dos centros vitais, particularmente da respiração. São estimulantes do SNC (em altas doses são indutores das enzimas microssômi cas hepáticas). São armazenados no tecido adiposo, em equilíbrio dinâmico com a absorção. Parecem atuar nos canais de cálcio, alterando o fluxo de sódio (sensibilização do miocárdio).

- Sinais e sintomas: em casos de intoxicações agudas, após duas horas aparecem sintomas neurológicos de inibição, hiperexcitabilidade, parestesia na língua, nos lábios e nos membros inferiores, inquietação, desorientação, fotofobia, escotomas, cefaléia persistente (que não cede aos analgésicos comuns), fraqueza, vertigem, alterações do equilíbrio, tremores, ataxia, convulsões tônico- crônicas, depressão central severa, coma e morte. Em casos de inalação ou absorção respiratória, podem ocorrer sintomas específicos como: tosse, rouquidão, edema pulmonar, irritação laringotraqueal, rinorréia, broncopneumonia (complicação freqüente), bradipnéia, hipertensão. Logo após a ingestão, náuseas e vômitos são sintomas proeminentes, podendo ocorrer também diarréia e cólicas. Início: irritabilidade, dor de cabeça, sensação de cansaço e mal-estar. Após:

tonturas, náuseas, vômitos, colapso, contrações musculares involuntárias, convulsões e coma. Manifestações crônicas: neuropatias periféricas, inclusive com paralisias, discrasias sangüíneas diversas, inclusive aplasia medular, lesões hepáticas com alterações das transaminases e da fosfatase alcalina, lesões renais, arritmias cardíacas e dermatoses, como cloroacne.

- Diagnóstico, tratamento e recomendações: assistência respiratória, diazepam para convulsões, monitorização cardíaca por 6 a 8 horas; medidas de

descontaminação - cutânea e gástrica quando pertinente (lavagem gástrica com carvão ativado em doses repetidas (recirculação entero-hepática), se ingestão pequena, utilizar somente carvão ativado, sem lavagem gástrica e catárticos salinos. Não induzir vômitos pelo risco de convulsão e aspiração. Medidas de suporte: corrigir distúrbios hidroeletrolíticos, propanolol para arritmias ventriculares. Avaliação hepática, renal, hematológica, 48 a 72 horas após quadro agudo. Para eliminação, não são efetivas, diálise, diurese forçada e hemoperfusão, devido ao grande volume de distribuição. São contra-indicados: alimentos lipídicos, catárticos oleosos (aumentam absorção) e simpaticomiméticos (risco de arritmias).

Piretróides (Decis, Protector, K-Otrine, SBP)

- Características e mecanismo de ação: são compostos sintéticos que apresentam estruturas semelhantes à piretrina, substância existente nas flores do Chrysanthemum (Pyrethrun) cinenarialfolium. São utilizados como domissanitários ou para uso na agropecuária. São facilmente absorvidos pelo trato digestivo, pela via respiratória e pela via cutânea. São pouco tóxicos do ponto de vista agudo, porém, irritantes para os olhos e mucosas, e principalmente hipersensibilizantes, causando tanto alergias de pele como asma brônquica. Em doses muito altas podem determinar neuropatias, por agir na bainha de mielina, desorganizando-a, além de promover ruptura de axônios. Modo de ação: Estimulantes do SNC. Em doses altas podem produzir lesões duradouras ou permanentes no Sistema Nervoso Periférico. Capacidade de produzir alergias.

- Sinais e sintomas: inicialmente causam formigamento nas pálpebras e nos lábios, irritação das conjuntivas e mucosas e espirros. Depois surgem: coceira intensa, mancha na pele, secreção e obstrução de vias respiratórias, reação aguda de hipersensibilidade, excitação e convulsões.

- Diagnóstico, tratamento e recomendações: medidas de descontaminação

pele: água e sabão; olhos: soro fisiológico ou água durante 15 minutos;

digestiva: carvão ativado, catárticos; alergias e transtornos respiratórios: anti-

histamínicos, broncodilatadores, corticóides; convulsões: anti-convulsivantes

(Diazepam). Em casos de hipersensibilidade severa, tratamento imediato: manter

respiração, adrenalina, anti-histamínicos, corticóides, hidratação/fluídos EV e

outras medidas de suporte.

FUNGICIDAS

São utilizados para o combate a fungos. Existem muitos fungicidas no mercado. Os principais grupos químicos estão descritos abaixo:

Etileno-bis-ditiocarbamatos (Maneb, Mancozeb, Dithane, Zineb, Tiram)

- Características e mecanismos de ação: alguns desses compostos contêm

manganês na sua composição (Maneb, Dithane), podendo determinar

parkinsonismo pela ação do manganês no sistema nervoso central. Outro aspecto

importante refere-se à presença de etileno-etiluréia (ETU) como impureza de

fabricação na formulação desses produtos, já tendo sido observados efeitos

carcinogênico (adenocarcinoma de tireóide), teratogênico e mutagênico em

animais de laboratório. As intoxicações por esses compostos freqüentemente

ocorrem através das vias oral e respiratória, podendo também ser absorvidos por

via cutânea.

- Sinais e Sintomas: nos casos de exposição intensa provocam dermatite,

faringite, bronquite e conjuntivite.

- Diagnóstico, tratamento e recomendações: esvaziamento estomacal com

carvão ativado; para irritação cutâneo-mucosa, tratamento sintomático; no caso de

risco de colapso, oxigenoterapia e vasoconstritores.

Trifenil estânico (Duter e Brestan)

- Características e mecanismos de ação: em provas experimentais, esses

produtos têm promovido uma redução dos anticorpos circulantes em várias espécies de animais.

Sinais

conjuntivite.

-

e

Sintomas:

podem

provocam

dermatite,

faringite,

bronquite

e

- Diagnóstico, tratamento e recomendações: esvaziamento estomacal com

carvão ativado; para irritação cutâneo-mucosa, tratamento sintomático; no caso de risco de colapso, oxigenoterapia e vasoconstritores.

Captan (Ortocide e Merpan)

- Características e mecanismos de ação: este produto é considerado pouco tóxico, sendo utilizado para tratamento de sementes antes do plantio.

- Sinais e Sintomas: foi observado efeito teratogênico - má formação fetal - em animais de laboratório.

- Diagnóstico, tratamento e recomendações: esvaziamento estomacal com

carvão ativado; para irritação cutâneo-mucosa, tratamento sintomático; no caso de risco de colapso, oxigenoterapia e vasoconstritores por via parenteral.

Hexacloro benzeno

- Características e mecanismos de ação: pode causar lesões de pele tipo

acne (cloroacne), além de uma patologia grave, a porfiria cutânea tardia. A exposição a esse produto pode causar aumento do peso hepático, da quantidade

de retículo endoplasmático liso e das monoxigenases dependentes do citocromo

P 450 .

- Sinais e Sintomas: porfiria cutânea com lesões cutâneas, porfirinúria e

fotossensibilização. Há registros de mortes por essa substância. É eliminado do organismo predominantemente pelas fezes.

- Diagnóstico, tratamento e recomendações: esvaziamento estomacal com

carvão ativado; para irritação cutâneo-mucosa, tratamento sintomático; no caso de risco de colapso, oxigenoterapia e vasoconstritores.

HERBICIDAS

São utilizados para combatem ervas daninhas. Esse grupo de agrotóxicos tem tido uma utilização crescente na agricultura nas duas últimas décadas, substituindo a mão de obra na capina em zonas rurais. Seus principais representantes e produtos mais utilizados estão no quadro seguinte:

Bipiridílicos [Paraquat (Gramoxone)]

- Características e mecanismo de ação: é bem absorvido através da ingestão e da pele irritada ou lesionada, sendo a via respiratória a de menor absorção. As intoxicações ocupacionais mais importantes são aquelas relacionadas à absorção por via dérmica. Crianças ingerem o produto pensando ser refrigerante, uma vez que tem cor de Coca-Cola. Além disso, tem sido relatados casos de suicídio em adultos. Altamente tóxico se ingerido (ação rápida); ingestão de volumes superiores a 50 ml é sistematicamente fatal. Lesão inicial: irritação grave das mucosas. Lesão tardia: após 7-14 dias começa a haver alterações proliferativas e irreversíveis no epitélio pulmonar. Seqüelas: insuficiência respiratória, insuficiência renal, lesões hepáticas.

- Sinais e sintomas: a ingestão de Paraquat causa desconforto gastrointestinal

em algumas horas. O início dos sintomas respiratórios e a morte podem ser retardados por vários dias. Causa lesões graves nas mucosas (via oral) e na pele (via dérmica). Sangramento pelo nariz. Mal-estar, fraqueza e ulcerações na boca. Torna as unhas quebradiças. Produz conjuntivite ou opacidade da córnea (contato com os olhos). Provoca lesões hepáticas, renais e fibrose pulmonar irreversível. Em casos graves, a fibrose pulmonar pode levar à morte por insuficiência respiratória em até duas semanas. Os casos de evolução fatal podem ser divididos em três tipos: 1) Intoxicação aguda fulminante, após absorção maciça, ocorrendo óbito por uma combinação de edema pulmonar, oligúria, insuficiência hepática, adrenal e distúrbios bioquímicos; 2) Óbito mais tardio é resultante de edema pulmonar, mediastinite e falência múltipla de órgãos e sistemas e, 3) Fibrose pulmonar tardia iniciando após 4 dias e podendo evoluir por várias semanas normalmente culminando com óbito por insuficiência respiratória.

- Diagnóstico, tratamento e prevenção: Remoção do Paraquat ingerido por lavagem gástrica e uso de catárticos. Prevenção da absorção através da administração de Terra de Füller ou carvão ativado, repetidas quantas vezes forem praticáveis. Remoção do Paraquat absorvido através da hemodiálise ou hemoperfusão. Manter via aérea permeável e assistência respiratória, se necessário. A administração excessiva de O2 pode agravar a lesão pulmonar. Não existe antídoto específico para o Paraquat. Devido a grave e tardia toxicidade pulmonar, é importante o tratamento precoce. Não há tratamento para a fibrose pulmonar. No sentido de prevenir o uso para tentativas de suicídio, a preparação comercial contém substâncias nauseantes e que conferem odor desagradável ao produto.

Glifosato ("Rond-up")

- Características e mecanismo de ação: promove problemas dermatológicos,

principalmente dermatite de contato. Além disso, é irritante de mucosas,

principalmente ocular. Absorção oral – 36%, eliminação – 99% em 7 dias. Adulto com ingestão a partir de 0,5 ml/Kg da formulação comercial necessita avaliação e monitorização hospitalar. Dose de 25 ml tem causado lesões gastro-esofágicas. Não tem ação inibitória de colinesterase.

- Sinais e sintomas: ingestão: irritação de mucosas e trato gastrointestinal,

hipotensão, acidose metabólica, insuficiência pulmonar, oligúria; contato com pele: eritema, ulcerações, formação de vesículas, necrose de pele; contaminação de base de unha: manchas brancas, rachaduras transversais ou perdas de unhas, seguida por regeneração normal; inalação: irritação nasal, epistaxe, cefaléia, tosse; contato com mucosa ocular: inflamação severa da conjuntiva e da córnea, opacidade.

- Diagnóstico, tratamento e prevenção: assistência respiratória, O2, estabelecer via venosa (risco de choque). Lavagem gástrica indicada se dose maior que 0,5 ml/Kg até 4 horas da ingestão, se não ocorrer vômito espontâneo; entubação endotraqueal previne aspiração. Monitorização cardiovascular, respiratória, renal. Hipotensão: fluídos, Trendelemburg, vasopressores. Hemodiálise, se necessário. Endoscopia avalia lesões gastro-esofágicas. Medidas sintomáticas e de suporte. Evolução: pacientes podem parecer bem e desenvolver hipotensão e choque refratário a vasopressores, evoluindo para óbito.

Pentaclorofenol (Clorofen, Dowcide-G)

- Características e mecanismo de ação: há alguns anos não vem sendo

utilizado como herbicida, sendo utilizado como conservante de madeiras e cupinicida. E absorvido pelas vias cutânea, digestiva e respiratória. Esse composto possui na sua formulação impurezas chamadas dioxinas, principalmente

a hexaclorodiben zodioxina (HCDD), que é uma substância extremamente tóxica, cancerígena e fetotóxica. Pode ainda levar ao aparecimento de cloroacne. Estimulam fortemente o metabolismo, com hipertermia, que pode se tornar

irreversível. Não se acumulam no organismo, mas as exposições repetidas podem causar uma acumulação de efeitos.

- Sinais e sintomas: inicialmente - dificuldade respiratória, temperatura muito alta (hipertermia), fraqueza; depois: convulsões, perda da consciência.

- Diagnóstico, tratamento e prevenção: ingestão: eméticos, medidas

provocadoras de vômitos e lavagem gástrica com solução de bicarbonato de sódio

a 5%, demulcentes e óleo de rícino (dissolve os fenóis e retarda a absorção),

carvão ativado. Sintomáticos são utilizados para combate à hipertermia, com medidas físicas (bolsas de gelo, compressas frias), correção dos distúrbios hidroeletrolíticos, tratamento das convulsões com barbitúricos; contaminação cutânea: lavagens corporais abundantes com água e aplicação tópica de óleo de rícino.

Dinitrofenóis (Dinoseb, DNOC)

- Características e mecanismo de ação: compostos com ação semelhante ao

pentaclorofenol. Pessoas que se expõem a esses compostos podem apresentar coloração amarelada da pele. Estimulam fortemente o metabolismo, com hipertermia, que pode se tornar irreversível. Não se acumulam no organismo, mas as exposições repetidas podem causar uma acumulação de efeitos.

- Sinais e sintomas: inicialmente: dificuldade respiratória, náusea, agitação, ruborização cutânea, sudorese, respiração rápida, temperatura muito alta (hipertermia que pode ser fatal), fraqueza, taquicardia, cianose; depois:

convulsões, perda da consciência, colapso e coma.

- Diagnóstico, tratamento e prevenção: o tratamento específico consiste em

banhos de gelo para reduzir a febre, administração de oxigênio e correção do

desequilíbrio hidroeletrolítico. A patologia segue uma rápida evolução - a morte ou recuperação dentro de 24 a 48 horas.

Derivados do ácido fenoxiacético [2,4 diclorofenoxiacético (2,4 D) e o 2,4,5 triclorofenociacético (2,4,5 T)] (Tordon)

- Características e mecanismo de ação: o 2,4 diclorofenoxiacético (2,4 D) é

amplamente utilizado no país, principalmente em pastagens e plantações de cana açúcar, para combate a ervas de folhas largas. É bem absorvido pela pele, por ingestão e inalação, podendo produzir neurite periférica e diabetes transitória no período da exposição. O 2,4,5 triclorofenoxiacético (2,4,5 T) tem uso semelhante ao anterior, apresentando uma dioxina (tetraclorodiben zodioxina) como impureza, responsável pelo aparecimento de cloroacnes, abortamentos e efeitos teratogênico e carcinogênico. A mistura do 2,4 D com o 2,4,5 T representa o principal componente do agente laranja, utilizado como agente desfolhante na Guerra do Vietnã, responsável pelo aparecimento de câncer como linfomas nos veteranos de guerra, e de mal formações congênitas em seus filhos. O nome comercial dessa mistura é Tordon. Baixa ou moderada toxicidade aguda para mamíferos. Pode provocar lesões degenerativas, hepáticas e renais em altas doses, bem como lesões do SNC e neurite periférica retardada. O composto 2,4,5- T apresenta dioxina (TCDD - composto teratogênico).

- Sinais e sintomas: perda de apetite, irritação da pele exposta, enjôo, irritação do trato gastrointestinal, vômitos, dores torácicas e abdominais, esgotamento, fraqueza, fasciculação muscular, confusão mental, convulsões, coma.

Inicialmente: perda de apetite, irritação da pele exposta, enjôo, irritação do trato gastrintestinal; depois: esgotamento, vômitos, dores torácicas e abdominais, fasciculação muscular, fraqueza muscular, confusão mental, convulsões, coma.

- Diagnóstico, tratamento e prevenção: sintomáticos e manutenção. Não há antídoto específico.

o OUTROS GRUPOS IMPORTANTES:

FUMIGANTES

Utilizados para combate a insetos, bactérias: fosfetos metálicos (Fosfina) e brometo de metila. Facilmente absorvidos pela via respiratória e menos pela via dérmica. São importantes irritantes de mucosas.

Brometo de metila

- Características: causa edema pulmonar, pneumonite química, insuficiência circulatória e perturbações neuropsicológicas, como psicoses e tremores (sintomas extrapiramidais).

- Tratamento: gorduras aceleram a absorção do tóxico. Administrar O2,

tratamento contra choque; bicarbonato de sódio a 5%. Tratar eventual edema pulmonar, prevenir penumonite. Dosar metahemoglobina. Monitorar equilíbrio hidroeletrolítico, função renal. Observação por 24 a 48 horas, após remissão dos sintomas.

Fosfina (Fosfeto de Alumínio)

- Características: causa lesões herpéticas, por alterações no metabolismo dos

carboidratos, lipídios e proteínas. Provoca fadiga, sonolência, tremores, dores gástricas, vômitos, diarréia, cefaléia, hipotensão arterial, edema pulmonar e

arritmia cardíaca.

- Tratamento: gorduras aceleram absorção do tóxico. Administrar O2, tratamento contra choque; bicarbonato de sódio a 5%. Tratar eventual edema pulmonar,

prevenir penumonite. Dosar metahemoglobina. Monitorar equilíbrio hidroeletrolítico, função renal. Observação por 24 a 48 horas, após remissão dos sintomas.

RATICIDAS

São produtos utilizados para o combate de roedores e geralmente baseiam-se em aspectos peculiares da fisiologia desses animais. Podem ser usados como iscas e colocados em locais inacessíveis; assim a contaminação ambiental menos provável. Em seres humanos, a contaminação por raticidas ocorre geralmente por ingestão acidental ou com objetivos suicidas.

WARFARIN SÓDICO, MAREVAN [(Raticidas: Warfarin (Ratox, Brumoline, Dorexa, Storm, Mat-Rat, Mata-Rato m7, Mato-Rato Orval, Nexarato, Ratofim, Ri-do-Rato, Sigma, outros), Brodifacoun (Klerat, Ratak 10, Talon), Difenacoun (Ridak), Flocoumafen, Difetialone (Rodilon), Bromadiolone (Fenômeno, Mata-Rato Purina), Clorfacinona, Difacinona, Pindone, Hidroxicumarina (Racumin)]

- Características e mecanismo de ação: são substâncias químicas utilizadas para exterminar ratos e outros tipos de roedores. O mercado dispõe de uma gama de formulações de raticidas, mas também são encontrados produtos manipulados e comercializados clandestinamente. Mecanismo de ação: inibem a formação, no fígado, dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K (II, VII, IX e X). Estes produtos aumentam também a fragilidade capilar em altas doses e/ou pelo uso repetido.

- Sinais e sintomas: náuseas e vômitos podem ocorrer logo após a ingestão, mas na maioria dos casos, inicialmente assintomáticos; sintomas poderão aparecer após dias. A principal manifestação é o sangramento em diversos órgãos:

sangramento gengival, sangramento nasal, tosse com sangue, fezes ou urina com

sangue, hematomas e equimoses. Casos de intoxicação severa: hemorragia maciça (geralmente interna), dor abdominal aguda, choque, coma.

- Diagnóstico e tratamento: Diagnóstico: Tempo de Protrombina (TP), Tempo de

Ativação da Protrombina (TAP). Medidas de Descontaminação: esvaziamento gástrico quando pertinente, carvão ativado em doses seriadas, catártico salino. Antídoto: Vitamina K1 (Fitomenadiona) - Kanakion: 0,6 mg/Kg de peso para crianças, e 10,0 a 20,0 mg para adultos. Estas doses podem ser feitas como dose única ou a cada 8 a 12 horas nos casos graves, administrada por via endovenosa lentamente, não ultrapassando a velocidade de 1,0 mg/min, associada a transfusão de plasma ou sangue fresco, se necessário. Evitar fármacos que alterem metabolismo dos anticoagulantes. A duração do tratamento usualmente é demorada.

ESTRICNINA

-

Características e mecanismo de ação: substância utilizada em medicamentos

homeopáticos. Seu uso como raticida encontra-se proibido, embora haja distribuição clandestina. Seu mecanismo de ação consiste em aumento da excitabilidade reflexa da medula espinal, que resulta na perda da inibição normal da estimulação do neurônio motor, havendo contração simultânea de todos os músculos.

- Sinais e sintomas: a principal manifestação clínica é a convulsão. O quadro

instala-se 30 minutos após a ingestão e se configura pela rigidez dos músculos do pescoço e face, seguido de hiperreflexia e hiperexcitabilidade a tal ponto que o menor estímulo determina convulsões generalizadas, contratura da coluna vertebral e mandíbula, podendo levar a distúrbios respiratórios pelo comprometimento da musculatura torácica e diafragmática. As convulsões são dolorosas, pois não há depressão do SNC. O óbito ocorre entre a 2ª e 5ª crise, por insuficiência respiratória.

- Diagnóstico e tratamento: Diagnóstico - Cromatografia em camada delgada

(CCD) em lavado gástrico, sangue e urina. Medidas gerais: hospitalização imediata e evitar qualquer estímulo ao paciente. Não provocar vômitos pelo risco de convulsões e aspiração. Caso os sintomas não tenham se iniciado, realizar lavagem gástrica, seguida de carvão ativado. Controle das convulsões: o diazepam é o fármaco de escolha por ser também miorrelaxante. Dose: 0,05 a 0,10 mg/Kg, repetido a cada 30 minutos se necessário.

ARSÊNICO - ver mais adiante em METAIS PESADOS

FLUORACETATO DE SÓDIO (Composto 1080)

-

Características e mecanismo de ação: seu uso como raticida é restrito a

situações muito especiais. Uso comercial é proibido. Mecanismo de ação: Potente inibidor do metabolismo celular, causa depleção de energia e morte.

- Sinais e sintomas: desconforto epigástrico e vômito são raros. Apreensão,

alucinações auditivas, nistagmo, fasciculações, alterações da sensibilidade na região da face. Estes e outros sinais neurológicos aparecem gradualmente após um período de latência de várias horas. Excitação do sistema nervoso central (SNC), progredindo a convulsões generalizadas. Severa depressão neurológica, entre ou após os episódios convulsivos pode ocorrer, mas o óbito por insuficiência respiratória é raro em humanos com intoxicação por fluoracetato. Distúrbio de ritmo cardíaco é comum apenas após a fase convulsiva. Pulso alternado, longas seqüências de batimentos ectópicos (freqüentemente multifocal) e taquicardia ventricular podem evoluir para fibrilação ventricular e morte.

- Diagnóstico e tratamento: induzir vômitos imediatamente, se possível.

Lavagem gástrica, a menos que convulsões (ou a eminência delas) tornem impraticável este método. Barbitúricos de ação curta ou benzodiazepínicos podem

ser usados no controle das convulsões. Medidas de suporte: oxigenoterapia e respiração mecânica, se necessário.

OUTROS PRODUTOS: Há ainda os ACARICIDAS (ação de combate a

ácaros diversos); os NEMATICIDAS (ação de combate a nematóides) e os MOLUSCIDAS (ação de combate a moluscos, basicamente contra o caramujo da

esquistossomose), com substâncias específicas ou formulações que podem conter

as substâncias anteriormente descritas.

o METAIS PESADOS

O acúmulo de metais pesados altera a química e biologia dos solos e afeta a

saúde de plantas e animais. Os metais entram na alimentação humana por meio do consumo de carne, leite e peixes, causando sérios problemas à saúde, sendo prejudiciais, pois competem com os minerais saudáveis (zinco, selênio, ferro) nos processos metabólicos. A interferência afeta o aproveitamento de nutrientes e pode tornar impossíveis as reações químicas normais, até ao ponto de causar transtornos graves.

ALUMÍNIO

- Características e mecanismos de ação: está presente em quantidades muito pequenas nos vegetais e animais. Estudos têm relacionado o alumínio com a doença de Alzheimer e outros transtornos mentais próprios da velhice. Alguns trabalhos indicam que interfere na função do magnésio e está relacionado com a debilidade da mucosa digestiva. Reduz a absorção do selênio e do fósforo. As pessoas com insuficiência renal têm facilidade em acumular o alumínio nos ossos.

- Sinais e sintomas: obstipação, dor aguda abdominal, irritações gastrointestinais e náuseas, problemas de pele, falta de energia, amolecimento dos ossos, fígado gordo.

- Fontes: a principal fonte são os aditivos alimentares. Outra fonte é a ingestão regular de medicamentos contra a acidez estomacal, que contêm hidróxido de alumínio. Numa proporção menor, as panelas, frigideiras e papéis de alumínio desprendem partículas que chegam aos alimentos.

- Diagnóstico e Tratamento: no corpo, há entre 50 a 150 mg de alumínio. A

alimentação habitual introduz entre 10 e 110 mg diários, mas o corpo elimina grande parte através da urina, fezes e suor. Os agentes de infiltração orais constituem o tratamento indicado quando se confirma um excesso.

ARSÊNICO

-

Características e mecanismo de ação: arsênio ou arsênico, metal pesado,

sólido, cristalino, acinzentado, ou arsênio branco, trióxido de diarsênio, pó branco, cristalino. Apesar de proibido, é utilizado como raticida de distribuição clandestina. Algumas medicações homeopáticas podem conter arsênico. Alguns arsenicais são ainda utilizados no tratamento de determinadas doenças tropicais. O arsênico é encontrado no solo, na água e no ar e é um poluente ambiente comum. As águas de poços em algumas regiões da América Latina e países da Ásia contém elevadas concentrações de arsênico, que provocam freqüentes intoxicações. A aplicação de herbicidas e pesticidas que contém arsênico aumentou sua dispersão no meio ambiente. Frutas e vegetais tratados com arsenicais são fontes desse elemento, bem como, peixes e moluscos. Também são adicionados às rações para engorda de aves e outros animais. Quantidades pequenas na forma orgânica têm a função fisiológica como nutriente. O arsênico acumula-se, sobretudo, na pele, cabelo e unhas, mas também em órgãos internos. A ingestão média diária de

arsênico é de 300 µg no ser humano. Mecanismo de ação: Liga-se aos radicais

sulfidrila (-SH) de grupos enzimáticos e provavelmente da hemoglobina. São facilmente absorvidos após ingestão ou inalação. A dose letal varia entre 1 a 3 mg/Kg. Dose única potencialmente tóxica entre 5 a 50 mg de arsênico.

- Sinais e sintomas: nas intoxicações agudas as manifestações gastrointestinais podem aparecer dentro de uma hora ou até 12 horas, após ingestão oral, se houver alimento no estômago. Os primeiros sintomas podem consistir de gosto metálico, queimação na boca ou ardência dos lábios, esôfago e estômago, gastrite ou gastroenterite hemorrágica, constrição da garganta e dificuldades para deglutir, dor gástrica excruciante, vômitos em jato, diarréia profusa e dolorosa, e desidratação. Irritabilidade, sonolência, delírio, espasmos musculares, tontura, tremores, paralisia, convulsões, hipóxia, cianose, coma e morte. Em geral verifica-se presença de oligúria, com proteinúria e hematúria; eventualmente anúria. Insuficiência renal aguda. Alteração nas quantidades de glóbulos vermelhos e brancos. Confusão e outros problemas neurológicos. Necrose hepática. Choque hipovolêmico e cardiogênico. Óbito pode sobrevir entre 24h a 4 dias. Exposição por inalação causa dano agudo em vias respiratórias, conjuntivas e pele. Nas intoxicações crônicas os primeiros sinais e sintomas são fraqueza e dores musculares, pigmentação cutânea (pescoço, pálpebras, mamilos e axilas), hiperceratose e edema. Odor de alho na respiração e suor, salivação e sudorese excessivas, estomatite, dor de garganta, prurido generalizado, coriza, lacrimejamento, dormência, ardência ou formigamento de membros, dermatite, vitiligo e alopecia. Também podem ocorrer anorexia, prostração, náuseas, vômitos ocasionais, diarréia ou obstipação e dermatite e ceratose palmoplantar. As unhas costumam apresentar estrias características (linhas transversais brancas de arsênico depositado que costumam aparecer dentro de seis semanas após a exposição). Á medida que a exposição aumenta e progride a intoxicação órgãos como o fígado, ductos biliares, sistema nervoso, e outros podem ser afetados. Pode-se verificar encefalopatias e neurite periférica com paralisia motora e sensorial de extremidades (as pernas, em geral, são mais afetadas que os

braços). A exposição crônica a formas inorgânicas geradas em processos industriais favorece o surgimento de câncer.

- Fontes: Alimentos contaminados. Em geral há pequenas quantidades na terra e, portanto, nos vegetais e animais. Encontra-se também no mar e nos animais marinhos, em especial nos peixes e moluscos. Mas, as principais fontes de contaminação são os herbicidas, praguicidas, bem como as incineradoras de lixo, a combustão de carvão, as fundições de cobre e chumbo, e a água potável. A intoxicação pode ocorrer pela ingestão crônica excessiva de arsênico, encontrado em pesticidas e outros produtos químicos e medicamentos, ou de forma acidental ou intencional (em suicídios ou homicídios). O arsênico na água potável está relacionado com os cancros de pele, pulmões, bexiga e próstata, e também com diabetes, anemia e desordens dos sistemas imunitário, nervoso e reprodutor. Estes efeitos parecem ter origem na sua ação como disruptor endócrino.

Diagnóstico:

Descontaminação externa imediata. Nos casos por ingestão: esvaziamento gástrico até 4 a 6 horas após ingestão, com 1 a 2 litros de água. Carvão ativado, evitar catárticos. Medidas de suporte cárdio-respiratório. Antídoto: dimercaprol ou BAL (Demetal®). Administração intramuscular 3 a 5 mg/Kg de peso a cada 4 horas durante 2 dias, diminuição da dose para 2,5 a 3,0 mg/Kg de peso a cada 6 horas por mais 2 dias, seguido por mais 5 dias com a mesma dose a cada 12 horas. A dose máxima é de 300 mg. Hemodiálise para remover o complexo arsênico-BAL na insuficiência renal. Medidas de suporte: sedação da dor, anticonvulsivantes, correção hidroeletrolítica, uso de aminas vasoativas. A penicilamina é também utilizada com sucesso nas intoxicações agudas e crônicas por arsênico, sendo administrada por via oral em uma dose de 100 mg/kg de peso corporal/dia - a dose máxima não deve exceder a 1 g/dia -, em 4 doses dividas em 5 dias. A exsangüíneotransfusão é o tratamento de escolha para a intoxicação por gás arsina. Nas intoxicações crônicas a avaliação laboratorial do arsênico deve

-

Diagnóstico

e

tratamento:

Teste

de

Reinsch

em

urina.

ser feita através de quantidades existentes no sangue e no cabelo. Investigação das fontes de contaminação. Análise de alimentos, água ou outra fonte.

CÁDMIO

-

Características e mecanismo de ação: em estado natural, encontra-se no

subsolo junto ao zinco. Dentro do corpo humano, pode fazer fracassar as reações químicas em que intervém o zinco. Uma deficiência na obtenção de zinco ocasiona uma maior acumulação de cádmio e danos maiores. Favorece a geração de radicais livres e a formação de cálculos renais. Aumenta a pressão arterial. Deprime o sistema imunitário e está associado a problemas ósseos. É absorvido e acumulado no organismo a uma proporção muito alta: 20% entram no organismo. Os órgãos em que se concentra são o fígado, rins e testículos. O nível de cádmio no ar é mais alto nas cidades industriais, perto das minas de zinco, das fundições de aço e das centrais térmicas e nucleares. Está nos cigarros, em algumas pilhas e material elétrico, bem como nas soldaduras dos tubos galvanizados.

- Sinais e sintomas: De 5 min. A 8 hs após a ingestão, geralmente < 1h.

Duração: Geralmente intoxicação auto – limitada. Náusea, vômitos, mialgia, aumento na salivação, dores de estômago, alterações pós – eruptivas da cor dos tecidos duros dos dentes, gastroenterite e colite tóxicas. Produz danos na medula óssea, dores lombares e nas pernas, que persistem durante anos.

- Fontes: Frutos do mar, ostras, moluscos, lagosta, grãos, amendoins. Os crustáceos e os molusco possuem altas concentrações.

- Diagnóstico e tratamento: Identificação de metais em alimentos. Tratamento de suporte. Como é importante o equilíbrio com o zinco, os cereais integrais dão o zinco de que necessitamos. Os legumes e os frutos secos trazem quantidades extra. Outros minerais nutrientes – ferro, cobre, cálcio, selênio – juntamente com a

vitamina C, favorecem a sua eliminação pela urina. A infiltração com EDTA só está indicada quando a intoxicação é grave.

CHUMBO

- Características e mecanismo de ação: esse metal é muito usado pela indústria

na fabricação de tintas, plásticos, soldas, etc

cálcio, ferro, cobre, zinco e manganésio nos processos enzimáticos. As conseqüências são especialmente graves para a química cerebral e do sistema nervoso. Além disso, compete com o cálcio, depositando-se nos ossos, e é um imunodepressor – reduz a resistência às bactérias e aos vírus.

É o metal pesado mais abundante no ambiente e no nosso corpo. Cerca de 95%

Desloca minerais básicos como o

do chumbo que penetra no organismo é eliminado através das fezes e da transpiração. Os restantes 5% vão rapidamente para os ossos e tecidos moles. Os

nossos esqueletos contêm entre 500 a 1.000 vezes mais chumbo do que os dos nossos antepassados.

- Sinais e sintomas: os primeiros sintomas são dor de cabeça e muscular, fadiga,

emagrecimento, obstipação, vômitos, anemia e dificuldade de concentração. Uma intoxicação maior causa agitação, irritabilidade, perda de memória e de coordenação, vertigens e depressão. Mais aguda, dá origem a fortes dores abdominais, náuseas, vômitos, debilidade muscular e encefalopatia. A intoxicação pode ocorrer através da pele, quando houver alguma ferida, ou por inalação. Os

efeitos: tontura, irritabilidade, dor de cabeça, perda de memória e, nos casos mais agudos, sede intensa, sabor metálico na boca, inflamação gastrointestinal, vômitos

e diarréias. Em crianças, o chumbo provoca retardamento físico e mental, perda da concentração e diminuição da capacidade cognitiva. Em adultos são comuns problemas nos rins e aumento da pressão arterial

- Fontes: o chumbo encontra-se em certas pinturas, na forma de aditivo na gasolina (quase a desaparecer), em rolhas de garrafas, louças, inseticidas,

munições, soldaduras, tubos de abastecimento de água, alimentos produzidos junto a áreas industriais ou vias de transporte (sobretudo as vísceras, a carne e a gelatina), olarias, cosméticos, ar e água. Convém não fazer exercício físico em zonas de tráfego ou de indústrias, não armazenar alimentos em recipientes de barro, não beber água engarrafada e evitar os alimentos susceptíveis de os conter.

- Diagnóstico e tratamento: não é fácil avaliar a quantidade de chumbo

depositada no corpo. A análise do cabelo é a melhor forma de o comprovar. Um aumento do ácido delta aminolevulínico, do eritrócito protoporfirina na urina e do zinco protoporfirina no sangue sugerem uma possível intoxicação com chumbo.

COBRE

- Características e mecanismo de ação: elemento químico de número atômico

29, metal, vermelho, maleável e dúctil, utilizados em ligas de importância. É considerado um nutriente, sendo rara a deficiência de cobre no ser humano. A quantidade presente nos alimentos é mais do que suficiente para suprir as necessidades corpóreas de pouco mais de 100 mg. Não há provas de que o cobre deva ser acrescentado à dieta normal, como medida profilática ou terapêutica, exceto em algumas condições especiais.

- Sinais e sintomas: de 5 min a 8 hs, geralmente < 1h. Duração: geralmente a

intoxicação é auto – limitada. Náusea, vômito, vômito azulado ou esverdeado,

gosto metálico na boca, dor abdominal e diarréia.

- Fontes: Canos, válvulas e utensílios de cobre. Bebidas e outros alimentos altamente ácidos preparados em recipientes de cobre.

- Diagnóstico e tratamento: Tratamento de suporte.

MERCÚRIO

- Características e mecanismo de ação: na natureza é encontrado em três

formas: mercúrio elementar (vapor de mercúrio), sais orgânicos e sais inorgânicos. Os sais inorgânicos são usados como desinfetantes, anti-sépticos, em baterias e explosivos. Os sais orgânicos são usados nos diuréticos, inseticidas, fungicidas, em papéis e plásticos. O mercúrio elementar (vapor de mercúrio) é utilizado em indústrias de aparelhos eletrônicos e na extração mineral de ouro. O mercúrio pode chegar até ao cérebro, infiltrando-se a partir dos pequenos vasos sangüíneos que o irrigam. Também se infiltra no leite materno e no feto. Altera as estruturas das proteínas, desativando os sistemas enzimáticos e causando lesões nas membranas celulares. Os principais prejuízos estão relacionados com o sistema nervoso. O mercúrio elementar é o responsável por grande número de intoxicações agudas e crônicas com graves seqüelas e até morte.

- Sinais e sintomas: de uma semana ou mais. Inalado, o mercúrio atinge o

sistema nervoso central e provoca letargia, inquietação, febre, dor torácica, excitação, hiperreflexia, tremores, taquicardia e hipertensão. Os rins também podem ser prejudicados. A intoxicação também pode ocorrer pela ingestão de alimentos contaminados, principalmente peixes. Enfraquecimento, fraqueza dos pés, paralisia espástica, visão danificada, cegueira, coma. As mulheres grávidas e o feto são especialmente mais vulneráveis. Se o mercúrio tiver sido inalado e a dose for baixa e prolongada, causa fadiga, dor de cabeça, insônia, nervosismo e descoordenação. Se tiver sido ingerido, causa inflamação da boca (gengivite crônica, estomatite (ulcerativa, crônica, etc.), alterações gastrointestinais, náuseas, vômitos e dor abdominal.

- Fontes: peixes expostos ao mercúrio orgânico, grãos, vegetais e legumes

tratados com fungicidas de mercúrio. Amálgamas dentais, termômetros, o desinfetante de mercúrio cromo, alguns medicamentos antiparasitários e laxantes,

cosméticos, cêras para assoalho, água potável, produtos contra pragas. O ar

contaminado das cidades também é uma fonte considerável de contaminação. Os peixes acumulam-no no seu tecido gordo, em especial os de vida longa, como o atum e o peixe espada.

- Diagnóstico e tratamento: análise do sangue, cabelo. Tratamento de suporte.

Desintoxicação: O corpo de um adulto contém entre 10 e 15 mg de mercúrio. Metade encontra-se nos rins, e o resto no sangue, ossos, fígado, vesícula, cérebro e tecido gordo. Cerca de 5 a 10% do mercúrio que entra no corpo fica armazenado, e o resto é eliminado através da urina e das fezes. A análise do cabelo é a melhor maneira de medir a presença de mercúrio no organismo.

TÁLIO

- Características e mecanismo de ação: é utilizado como inseticida, como catalisador em fogos de artifício, na indústria como liga, na fabricação de lentes de óculos e bijouterias e na cintilografia de perfusão cardíaca. A ingestão acidental ou intencional pode ocorrer. Há relatos de surtos por grãos (cereais) contaminados. O tálio é absorvido por via oral, percutânea ou inalação. Liga-se aos grupamentos sulfidrila nas membranas mitocondriais em partes intracelulares, podendo assim atingir todos os órgãos do corpo. A meia-vida de eliminação é de 3 a 15 dias, sendo eliminado principalmente através da urina. A intoxicação grave ocorre após a ingestão de uma dose única superior a 1g ou mg/Kg de peso corporal.

- Sinais e sintomas: de 3 a 4 horas horas após a ingestão. Náusea, vômito,

diarréia, hematêmese, hematoquezia, taquicardia, hipertensão, salivação, mialgias, fraqueza, tremor, ataxia, parestesia, polineuropatia, confusão, convulsões, psicose, coreoatetose, síndrome orgânica cerebral, coma e óbito dependendo da dose. As manifestações mais tardias incluem oftalmoplegia, ptose, estrabismo, paralisia dos nervos cranianos e cabelos quebradiços ou perda dos cabelos. Os efeitos residuais incluem perda de memória, ataxia, tremor e queda do pé.

- Fontes: Alimentos contaminados com inseticidas e exposição ocupacional.

- Diagnóstico e tratamento: análise de urina, cabelo. Por ser radiopaco, é visível

em radiografia abdominal. Os níveis séricos de tálio na intoxicação variam de 1,5 a

30 µmol (30 a 600 µg/dL) e os níveis urinários de 0,05 a 600 µmol/dia (10 a

120.000 µg/dia. O EEG é difusamente anormal e a condução do nervo periférico pode estar retardada. Tratamento: medidas de descontaminação gástrica, excreção renal aumentada e diálise. Monitoramento das condições vitais e suporte. O azul-da-prússia absorve o tálio no trato gastrointestinal por trocar o potássio pelo tálio em sua rede de cristais, evitando assim, a absorção. A dose oral é de 250 mg/Kg de peso corporal. O carvão ativado é tão eficaz quanto o azul-da-prússia no aumento da eliminação fecal por interromper a circulação entero-hepática de tálio. Utiliza-se o manitol ou o citrato de magnésio como laxante para estimular a retirada do tálio.

ESTANHO

- Características e mecanismo de ação: elemento metálico, branco-prateado,

mole, dúctil, maleável, largamente utilizado na indústria. Há vários utensílios domésticos confeccionados com estanho.

- Sinais e sintomas: de 30 a 2 h. Náusea, vômito e diarréia, dor abdominal, dor de cabeça.

- Fontes: Conteúdos metálicos. A intoxicação costuma ocorrer devido à preparação de bebidas e alimentos altamente ácidos em recipientes de estanho. Alimentos industrializados em pó, podem, por erro em maquinário, conter estanho, que em contato com ácidos podem provocar intoxicações.

- Diagnóstico e tratamento: Análises de alimentos. Análise laboratprial de vômito, fezes, urina e sangue. Tratamento de suporte.

ZINCO

- Características e mecanismo de ação: elemento metálico, branco-acinzentado, denso, usado em ligas e diversos outros fins. Há utensílios domésticos confeccionados com zinco. O zinco vem sendo utilizado como nutriente (sal mineral) utilizados em suplementos vitamínicos.

- Sinais e sintomas: poucos minutos a poucas horas apósa ingestão. Dores de estômago e na boca, náusea, vômito, diarréia, mialgias e vertigens.

- Fontes: Conteúdos metálicos com zinco. A intoxicação costuma ocorrer devido à preparação de bebidas e alimentos altamente ácidos em recipientes feitos de zinco. Armazenamento de alimentos ácidos em latas galvanizadas.

- Diagnóstico e tratamento: Análise de alimentos, sangue, urina, vômito, fezes, ou saliva. Tratamento de suporte.

o OUTRAS SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS

Etiologia

Características e Fontes associadas

 

Sinais e sintomas

Diagnóstico e Tratamento

 

Recipiente metálico. O antimônio é um parente próximo do arsênico, sendo

   

menos

venenoso

que

este

último.

O

hidrato

de

antimônio

é

um

gás

muito

tóxico.

O

tratamento

da

PI: 5 min - 8hs, geralmente < 1 h. Duração:

leishmaniose

tem

sido

a

Geralmente auto – limitado. Vômito, paladar metálico. Os efeitos colaterais do tratamento com antimônio incluem miocardite, hepatite e nefrite.

Identificação de metal em bebida ou alimento. Tratamento de suporte.

Antimônio

principal fonte de intoxicação

por essa substância, e outra

 

grande

fonte

 

de

 

contaminação

é

a

poluição

 

industrial

(fábricas

de

fundição

de

metais).

O

antimônio

é

usado

como

elemento

aditivo

na

metalurgia.

 

Etiologia

Características e Fontes associadas

 

Sinais e sintomas

 

Diagnóstico e Tratamento

Intoxicação

por

Carnes curadas, alimentos contaminados, espinafre Exposto a nitrificação excessiva

PI: 1-2 hs. Duração: Geralmente auto – limitado. Náusea, vômito, cólica abdominal, dor de cabeça, vertigem, fraqueza, perda da consciência, sangue de coloração chocolate – amarronzado.

Análise de alimentos e de sangue. Tratamento de suporte, azul de metileno

nitrito

   

PI:

Poucos

min

a

2

hs.

Duração:

 

Fluoreto de sódio

Alimentos dessecados (como o leite em pó, farinha, pó de assar, mistura de bolo ) contaminados com fluoretos de sódio – contidos em inseticidas e rodenticidas

Geralmente auto – limitado. Gosto salgado Ou ensaboado, falta de sensação da boca, vômitos, diarréia, pupilas dilatadas, espasmos, palidez , choque, colapso

Exames de vômitos ou líquidos gástricos. Análise dos alimentos contaminados. Tratamento de suporte

 

Combustível para veículos

 

Assistência respiratória. Tratar broncoespasmo. Ingestão de pequenas quantidades (5-10ml): NÃO fazer esvaziamento gástrico devido alto risco de aspiração e baixa toxicidade sistêmica. CONTRA-INDICADO: Induzir vômitos, alimentos ou laxantes lipídicos (aumentam absorção). Fazer repouso gástrico (4h) para evitar êmese, carvão ativado, catárticos salinos. Avaliar função pulmonar (controle radiológico até o 3º e 5º dia). Ingestão maciça (maior que 30ml) ou quando misturada a substâncias mais tóxicas (p.ex. pesticidas agrícolas): lavagem gástrica cuidadosa com entubação endotraqueal. Equilíbrio hidroeletrolítico, ácido-básico. Avaliar gasometria arterial. Casos graves avaliar função renal e hepática. Para pneumonite química: assistência respiratória (NÃO usar corticóides, NÃO fazer antibiótico profilático). Demais medidas sintomáticas e de manutenção.

automotores

leves,

solventes, iluminação, aquecimento, veículo para pesticidas, limpeza. Depressor do SNC, irritante de pele e olhos e de trato respiratório. Absorção importante por inalação, baixa por via digestiva.

Tosse, dificuldade respiratória, confusão

Gasolina

e

Querosene

mental; taquicardia, náuseas, vômitos. Maior risco: PNEUMONITE QUÍMICA por aspiração.

 

Líquido volátil, inflamável, odor alcoólico quando puro e desagradável quando misturado a impurezas. Utilizado como solvente de

   

tintas, vernizes; combustível, aditivos de gasolina, anticongelantes em radiadores, líquido de freios de veículos, fabricação de bebidas clandestinas. Bebidas clandestinas. É um àlcool venenoso que muitas vezes é misturado a bebidas alcoólicas e também está presente em solventes,

No ínicio, a pessoa fica embriagada, mas depois de algumas horas apresenta confusão mental, respiração acelerada, convulsões e pode ficar inconsciente. Nos casos mais graves, há cegueira

A combinação de distúrbios visuais, acidose metabólica e história de exposição ao metanol, e presença de ácido fórmico na urina, confirmam quadro clínico. Deverá ser instalado logo após a obtenção dos níveis séricos de metanol. Dosagens acima de 40ml/dl indica uso de antídoto específico: etanol (álcool etílico) EV ou VO. Níveis acima de 50mcg/dl e a presença de acidose metabólica indicam uso de etanol + hemodiálise, para melhor prognóstico do caso.

Metanol (álcool metílico, álcool de madeira, carbinol)

irreversível. Intoxicação crônica: primeiros sintomas são

redução dos

campos

visuais e

 

embaçamento da visão. Intoxicação aguda:

ingestão de 15ml causa cegueira, de 70 a 100ml costuma ser fatal.

removedores

e

anticongelantes. Risco tóxico: ingestão acidental e exposição ocupacional (monitorar metanol na urina de trabalhadores expostos).

 

Etiologia

Características e Fontes associadas

 

Sinais e sintomas

Diagnóstico e Tratamento

Benzeno

Solvente. Usado em pesticidas, detergentes, estireno, fenol, ciclohexano, anilina e outros produtos da petroquímica; adesivos, combustíveis, indústria de calçados e cola para

carpetes. Bem absorvido por via oral e pulmonar e pouco por via dérmica. Severo irritante ocular e moderado irritante de pele. Pesticidas, detergentes, estireno, fenol, ciclohexano, anilina e outros produtos da petroquímica; adesivos, combustíveis, indústria de calçados e cola para carpetes. Principal risco:

Na intoxicação aguda, após exposição a

vapores e ingestão: EUFORIA, com cefaléia, tonturas, ataxia, confusão mental

coma nos casos graves, hipertonia

muscular e hiperreflexia associados ao coma. Convulsões ocorrem comumente na presença de asfixia. Ingestão: queimação da mucosa oral, náuseas, vômitos e salivação; pode ocorrer gastrite hemorrágica. Aspiração durante a ingestão ou vômitos causa severa pneumonite química. Morte pode ocorrer por falência respiratória ou fibrilação ventricular Intoxicação crônica: sintomas inespecíficos

e

como anorexia, nervosismo, tonturas, fadiga, letargia, alucinações, parestesias, lesões dermatológicas e discrasias sangüíneas com plaquetopenia, leucemia, aplasia de medula devido ação mielotóxica

Assistência respiratória, se necessário. Ingestão de pequenas quantidades (5 a 10ml): repouso gástrico, para evitar vômitos,

após 4 horas, administrar líquidos frios

fracionados. Controle radiológico. Ingestão maior de 1ml/Kg/peso corporal – lavagem gástrica cuidadosa com intubação endotraqueal para prevenir aspiração. Administrar catárticos salinos. Monitorar eletrocardiograma pelo risco de fibrilação ventricular. Controlar convulsões com benzodiazepínicos. Na contaminação ocular ou pele – lavar abundantemente com água corrente. Se irritação ocular, avaliação oftalmológica. Manter equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-básico. Medidas sintomáticas e de manutenção. Intoxicação Crônica : não existe nenhum tratamento específico ou antídoto. Em suspeita ou

Pneumonite

química

por

do

benzeno.

confirmação de intoxicação crônica, o afastamento da exposição deve ser imediato.

aspiração pulmonar.

 
   

Depressor do SNC e mesmo em baixas concentrações ambientais produz fadiga, fraqueza e confusão mental. Ao contrário

 

do

benzeno, o tolueno não produz anemia

Tolueno

Solvente em tintas, vernizes, removedores, desengraxantes

aplástica e leucemia. Pode sensibilizar o miocárdio aos efeitos arritmogênicos das catecolaminas. O tolueno é irritante da mucosa respiratória e ocular. Abuso crônico de tolueno pode levar a desmielinização difusa do SNC, miopatia e dano renal. Ocorre dermatite na exposição cutânea prolongada. A ingestão de tolueno pode causar irritação da boca, faringe, vômitos e diarréia. Secundariamente aos vômitos podem ocorrer manifestações de tosse, sufocação, broncoespasmo e cianose.

Ingestão de pequenas quantidades (5 a 10ml): repouso gástrico para evitar vômitos. Ingestão maior de 1ml/Kg/peso corporal:

lavagem gástrica cuidadosa com intubação para prevenir aspiração(é mais eficaz nos primeiros 30 min após a ingestão). Assistência respiratória. Controle radiológico. Atenção risco de arritmia cardíaca. Manter equilíbrio ácido - básico. Medidas sintomáticas e de manutenção.

 

Produto químico / Pesticida doméstico. Usado como repelente de traças “bolinhas de naftalina”, desinfetante sanitário, fumigante de solos, sínteses químicas, manufatura de tintas. São cristais brancos e transparentes, extraídos do alcatrão da hulha por solventes orgânicos. Evapora facilmente, a umidade do ar e luminosidade causam sua degradação em poucas horas. Inflamável ou explosivo quando exposto ao calor ou chamas. Naftalina tem rápida absorção oral, sendo também absorvida via inalatória ou dérmica, é potencializada por solventes orgânicos ou lipídio.

Irritação gastro-intestinal, sudorese, irritação do trato urinário; hiper-

Esvaziamento gástrico até 2 horas. Êmese somente imediata e se não houver cânfora associada. Cuidar risco de obstrução mecânica por “bolinha”. Lavagem gástrica com água morna. Carvão ativado, catárticos salinos. Tratamento Geral: assistência respiratória, diazepam se convulsões, hidratação, alcalinização urinária, pode ser necessário transfusão sangüínea. Medidas sintomáticas.

Naftalina

(naftaleno,

nafteno,

branco,

canforado)

alcatrão

alcatrão

excitabilidade, letargia, convulsões, coma. Hemólise em 1-3 dias, insuficiência renal.

Possível metemoglobinemia. Irritante ocular

ou

Dose letal estimada em humanos: 1-2 gramas (cada “bolinha” íntegra pode conter 2 – 3g).

por contato dérmico.

Etiologia

Características e Fontes associadas

Sinais e sintomas

Diagnóstico e Tratamento

 

São ácidos fortes, como

Ingerir esses ácidos provoca dor de garganta forte, sede intensa, vômitos com sangue, dificuldade para engolir e falar. Na

 

Ácidos corrosivos

ácido sulfúrico e ácido nítrico,

por

exemplo.

inalação há irritação na faringe e vias aéreas, o que pode dificultar a respiração.

Cianeto

Está presente na fumaça de incêndio, em plantas -como o caroço de apricot-, laboratórios de pesquisa e indústrias.

dor de cabeça, tontura, náuseas, dor abdominal e ansiedade, seguidos por confusão mental, desmaio, convulsões, inconsciência e morte. Após a inalação, esses sintomas são imediatos, mas após a ingestão podem demorar de minutos a horas.

 

Bismuto

é um metal pesado que raramente causa intoxicação,

Danos renais como nefrite, mal-estar, albuminúria, diarréia, reações de pele e, às vezes, dermatites. A intoxicação por

 

considerado um dos menos tóxicos. É utilizado na

indústria farmacêutica na fabricação de medicamentos de ação gastrointestional; na indústria de cosméticos, utiliza-se o oxicloreto de bismuto em batons, sombras, e outros; Também é utilizado

bismuto é um dos diagnósticos diferenciais na doença de Creutzfeldt-Jakob.

na

indústria metalúrgica e

química.

Fumaça

de

Existem 4.720 substâncias tóxicas na fumaça do cigarro.

vômitos, náuseas, dor de cabeça, dificuldade de respirar e dor de estômago.

 

cigarro e nicotina

A

fumaça tragada pelo

Todo ano, muitas crianças vão parar nos hospitais porque comeram cigarro ou bituca de cigarro e se intoxicaram com a nicotina.

fumante, porém, tem menor quantidade dessas

substâncias, por causa do

 

filtro do cigarro. Já a que fica

no

ar tem três vezes mais

nicotina e monóxido de carbono e 50 vezes mais substâncias cancerígenas.

o BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA. Legislação sobre a matéria. Ver o site: http://www.anvisa.gov.br

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for

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22. SINDIPRETO.

tóxicos.

Fonte

disponível:

Legislação

e

material

sobre

o

assunto.

Ver

site:

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of gastrointestinal diseases. Alimentary Pharmacology and Therapeutics, 1996:

10(4), p: 459.

Texto organizado por Luciana Yonamine, médica veterinária, estagiária do Programa de Aprimoramento Profissional em Vigilância Epidemiológica das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar - IV Turma Ano 2003), em dezembro de 2003. Atualizado em Fevereiro de 2005.