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ACÓLITOS DO ALTAR
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ACÓLITO É MINISTRO DO ALTAR

Ministro é aquele que exerce um ministério, isto é, um serviço.


Etimologicamente acólito significa o que segue o companheiro dos ministros
consagrados.
A celebração litúrgica exige a presença de diversos ministros e ministros
de vária ordem. Um deles é o acólito.
É um ministro do altar. O seu lugar é no presbitério onde tem assento no
lugar mais conveniente, donde mais facilmente possa desempenhar as funções que
lhe estão atribuídas. Destinam-se-lhe as seguintes funções.
a) Leva a Cruz na procissão de entrada a caminho do altar.
b) Transporta os ciriais.
c) Durante a celebração está ao serviço do sacerdote ou do diácono
para o que for necessário, como apresentar o livro, lavar as mãos.
d) No momento da apresentação dos dons (ofertório), ajuda na
preparação do altar.
e) Se for necessário (caso haja procissão com as oferendas), ajuda o
sacerdote a receber os dons do povo.
f) Leva ao altar e entrega ao sacerdote o pão e o vinho.
g) Se houver incenso, entrega ao sacerdote o turíbulo e assiste-o
durante a incensação.
h) Arruma os vasos sagrados depois da purificação.

É conveniente que os diversos serviços sejam distribuídos por vários


acólitos que, consoante a tarefa que desempenham na celebração, passam a
designar-se assim:
a) Cerimoniário (C)
b) Cruciferário (+)
c) Turiferário (T) e Naveteiro (N)
d) Acólito de Altar (Aa) e Acólito ao Livro (Al)
e) Ceroferário (Cr)
f) Acolhedor (Ac)
g) Mitreiro e Acólito ao Báculo (quando o bispo preside à celebração)

A ESTRUTURA HIERÁRQUICA DA ASSEMBLEIA


A assembleia convocada tem uma estrutura bipolar:
a) Aquele que preside; e
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b) Aqueles que assistem (bispo, sacerdotes, diáconos, ministros


instruídos, acólitos).

O edifício sagrado deve manifestar esta estrutura hierárquica da


assembleia:
O Presbitério
Destacado da nave da Igreja é o local onde estão os sacerdotes e os
acólitos. É o centro da ação comum e onde decorrem os ritos principais.

A Nave
Espaço onde se situam os restantes fiéis, deve manifestar a unidade do
Povo de Deus. Deve evitar a formação de grupos entre os fiéis, salvo aqueles que
realizam um serviço na assembleia. É o caso do Grupo Coral, que tem a
necessidade de ter um lugar próprio, para bem desempenhar a sua função.
Porém, o Grupo Coral faz parte da assembleia. os seus membros devem
poder facilmente participar em toda a Liturgia, ver a cerimónia e ir a comunhão.

No presbitério situa-se o seguinte:


Altar, onde são colocados o pão e o vinho durante a oração eucarística, é
simultaneamente, o lugar onde se torna presente o sacrifício da Cruz, é a Mesa do
Senhor. Para a celebração eucarística deve estar sempre coberta com toalha e
corporal. Pode ser fixo ou móvel. Sendo fixo, segundo uma antiga tradição, deve
encerrar relíquias de santos, mesmo não mártires. Sobre o altar ou nas suas
imediações deve se colocar um crucifixo (bem à vista de toda a assembleia) e os
castiçais (tocheiros ou ciriais) prescritos para a celebração.

A Credência, que pode servir também para a purificação dos vasos


sagrados, deve se encontrar nas imediações do altar.
Normalmente ao fundo do presbitério e de frente para o povo, encontra-se
o lugar do presidente da assembleia. A cadeira deve dignificar o serviço daquele
que é imagem de Cristo entre os seus.
Rodeiam a cadeira do presidente os acentos para os outros sacerdotes e
servidores do altar. A sua disposição deve facilitar o desempenho das funções
atribuídas àqueles que os vão ocupar.
Normalmente à entrada do presbitério encontra-se o ambão, donde são
proclamadas as leituras, o salmo responsorial, o precónio Pascal (na Vigília Pascal),
a homilia e a oração dos fiéis. Os comentários e a regência do coro e da assembleia
não devem ser feitos no ambão.
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Durante o Tempo Pascal, o círio pascal permanece no presbitério.

Na igreja encontra-se ainda:


O Sacrário (ou tabernáculo), sólido e imóvel para guardar a reserva da
santíssima Eucaristia. Deve situar-se em lugar de honra, devidamente ornamentado
e apto para a oração, normalmente no presbitério. Diante do sacrário está
continuamente acesa uma lâmpada especial que indica a presença de Cristo.

O Batistério, o lugar onde está a fonte ou a pia baptismal, é reservado a


celebração do baptismo, o primeiro dos sacramentos da Nova Aliança.

O Confessionário é o lugar próprio para a celebração do sacramento da


Penitência.

OS ACESSÓRIOS DO CULTO
Um acólito deve conhecê-los. Vão até a sacrista e aprendam a identificá-
los. Mas não se esqueçam: quem diz sacristia, diz «silêncio» e «recolhimento». É
lá que os sacerdotes se paramentam e preparam para as cerimónias. Também os
acessórios de culto, sobretudo o cálice e a patena, nos merecem a máxima
veneração.
1) Os vasos sagrados
a) Cálice a Patena
Servem para oferecer, consagrar e comungar o pão e o vinho;

b) Píxide ou cibório
Vaso com tampa, destinado a conservar as hóstias consagradas no
sacrário.

c) Custódia
Destinada à exposição solene do Santíssimo Sacramento.

d) Lúnula
Faz parte da custódia. Trata-se de um pequeno semicírculo,
geralmente de metal precioso, que serve para segurar a hóstia.

2) Outros vasos
a) Âmbula
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Vasos destinados a conterem os Santos Óleos (dos catecúmenos, do


Santo Crisma, dos Doentes).

b) Galhetas
Para apresentar no altar vinho e água.

c) Turíbulo e Naveta
Para as incensações e para guardar o incenso.

d) Vasos de Abluções ou Lavandas


Para purificar os dedos do sacerdote.

e) Caldeira e Hissope
Para as aspersões com água benta.

f) Purificador
Encontra-se, com água, junto ao sacrário, para o sacerdote purificar
os dedos quando dá a Comunhão fora da Missa.

3) Panos de altar
Toalhas de Altar.
a) Crismal
Pano que, nos altares consagrados, em sinal de respeito pelas
unções, se coloca entre o altar e a toalha.

b) Corporal
Pano quadrado sobre o qual são colocados directamente a patena e o
cálice, e também a custódia durante a exposição do Santíssimo
Sacramento. Quando não está a ser utilizado, pode guardar-se,
devidamente dobrado.

c) Pala
Pequeno pano quadrado que pode colocar-se, facultativamente sobre
o cálice.

d) Sanguíneo
Pano destinado a enxugar o cálice depois das abluções, bem como a
boca e os dedos do sacerdote que o Sangue e o Corpo de Cristo
tocaram.

e) Manustérgio
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Toalha apresentada pelo acólito ao sacerdote no momento em que


este lava as mãos.

4) As vestes sagradas
a) Alva
Veste comum a todos os ministros.

b) Cíngulo
Cordão que ajusta a alva à cintura.

c) Amito
Espécie de lenço, utilizado para envolver o pescoço, caso a alva seja
decorada.

d) Casula
É, por excelência, a veste do sacerdote para a celebração da Missa.

e) Estola
Os bispos e os padres colocam-na, deixando-a cair sobre o peito. Os
diáconos põem a estola a tiracolo, atravessando-a do ombro esquerdo, sobre o
peito, e prendendo-a do lado direito do corpo.

f) Dalmática
É a veste própria do diácono.

g) Véu de Ombros ou Umeral


Os sacerdotes utilizam-no na bênção e procissão com o Santíssimo
Sacramento.

h) Pluvial ou Capa de Asperges


É usado pelo sacerdote nas procissões e outras funções sagradas,
segundo o que as rubricas prevêem.

i) Roquete e Sobrepeliz
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Espécie de alva mais curta que os sacerdotes usam sobre a batina,


quando em funções litúrgicas.

5) Insígnias episcopais
Bispo, nas celebrações litúrgicas, utiliza as vestes sagradas próprias
daquele que preside. Além das que são comuns aos presbíteros, usa na cabeça, o
solideu (pequeno barrete, cor violeta para os bispos, vermelha para os cardeais, e
branca para o Papa).
As insígnias episcopais usadas pelo bispo são:
a) Anel
Símbolo de fidelidade à Igreja, sua esposa.

b) Báculo
Sinal de múnus pastoral.

c) Mitra e cruz pastoral.

d) Pálio
Usado pelos arcebispos, sobre a casula, nas cerimónias litúrgicas que se
realizam no território sob sua jurisdição.

CORES LITÚRGICAS
1) Usa-se a cor branca
Tempo Pascal e Natal.
a) Festa do Senhor (excepto o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
e a Exaltação da Santa Cruz).
b) Festas e Memórias da dedicação de uma Igreja.
c) Festas e Memória de Nossa Senhora, dos Anjos e dos Santos
(excepto os Apóstolos e Evangelistas e os Mártires).
d) Festa de Todos-os-Santos, nascimento de S. João Batista, S. João
Evangelista, Cadeira de S. Pedro e Conversão de S. Paulo.
e) Missas Rituais, Missas para Diversas Necessidades e Missas Votivas.

2) Usa-se a cor verde


a) Tempo Comum ou Per Annum
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3) Usa-se a cor vermelha


a) Domingo de Ramos e Sexta-Feira Santa.
b) Domingo de Pentecostes.
c) Exaltação da Santa Cruz.
d) Festas dos Apóstolos e Evangelistas.
e) Festas e Memórias dos Mártires.

4) Usa-se a cor roxa


a) Tempo do Advento e Quaresma.
b) Missa de defuntos (também podem usar-se paramentos cor preta).

5) Usa-se a cor rósea (opcional pode manter a cor roxa)


a) 3º Domingo do Advento; e
b) 4º Domingo da Quaresma.

ATITUDES DURANTE A CELEBRAÇÃO

Os acólito, a menos que estejam no exercício de algumas funções que


lhes impeçam, observam as atitudes comuns da assembleia.
1) De pé
a) Desde o início do canto de entrada até Oração Coletas, inclusive no
canto do Glória.
b) Durante o “Aleluia” ou o canto que precede o Evangelho.
c) Durante a Profissão de fé, (Crede) e a Oração dos fiéis.
d) Desde a Oração sobre Oblatas até o fim da Comunhão (se não tiver
que acompanhar um ministro da Eucaristia na comunhão dos fiéis,
senta-se logo que comunga, se estiver fora do presbitério).
e) Durante a Oração depois da Comunhão.
f) Durante os ritos finais e a despedida.

2) De joelhos
a) Desde a epiclise até que termine a elevação do cálice (com «Mistério
da fé…»).
b) Na exposição solene do Santíssimo Sacramento, enquanto o
sacerdote ou o diácono leva e expõe o Santíssimo, e sempre que o
que preside está de joelhos.
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c) No início das celebrações da Paixão de Cristo, na Sexta-Feira-Santa,


quando os sacerdotes se prostram.

3) Sentados (os Cerimoniários não sentam)


a) Durante o canto de Glória;
b) Durante as leituras que precedem o Evangelho e o Salmo
responsorial;
c) Durante a homilia;
d) Durante a preparação dos dons até «Orai irmão…»;
e) Durante o silêncio depois da Comunhão (se o sacerdote se sentar);
f) Durante o canto de ação de Graças;
g) Durante os avisos.

4) Genuflexão
a) Sempre que se entra e se sai de uma igreja cujo sacrário com
Santíssimo esteja visível.
b) À chegada ao presbitério (se aí estiver o sacrário ou o Santíssimo
Sacramento exposto) todos os ministros Que. vão em procissão, dois
a dois, genuflectem, excepto os que transportam objectos a usar na
celebração que se vai realizar.
c) Entre a consagração e a comunhão, se algum ministro (ou outro
membro da assembleia) tiver de passar diante do altar (embora nesse
período, melhor seja que ninguém se desloque).
Observação: Como Se Genuflecte: com a cabeça e o tronco direitos,
leva-se a perna direita um pouco para trás e dobra-se, pausadamente, o joelho
direito até que toque no chão, exactamente ao lado do calcanhar esquerdo e
levanta-se logo. Não se inclina a cabaça nem nos benzemos durante a genuflexão.

5) Inclinação
É sinal de reverência e honra que se presta às próprias pessoas ou às
coisas ou imagens. Há duas maneiras de inclinação: de cabaça (pequena
inclinação) e de corpo (inclinação profunda).

6) Inclinação Profunda
a) Quando o sacrário com Santíssimo não está no presbitério antes e
depois da Missa e sempre que se houver de passar diante do altar.
b) Quando na profissão de fé dizemos «e encarnou», exceto nas
solenidades do Natal e da Anunciação.
c) Quando, antes de comungar, o sacerdote genuflecte.
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d) Quando o sacerdote diz «Eis o cordeiro de Deus…».


e) Sempre que seja necessário passar diante do bispo.
f) O que incensa, ao Santíssimo Sacramento e às pessoas que vai
incensar, antes e depois da incensação.

7) Pequena Inclinação
a) Durante a incensação da Cruz.
b) Quando na «confissão» se diz «Minha culpa, minha tão grande tão
grande culpa».
c) Sempre que seja necessário passar diante do sacerdote.
d) Sempre que se entrega ou recebe algum objeto das mãos do
sacerdote (turíbulo, lavabo, etc.).
e) Quando o sacerdote ou outro ministro abre e fecha a porta do sacrário
(se o sacrário estiver no presbitério).
f) No momento da Comunhão, ao dizer «Amém».
g) Para saudar aquele de quem se recebe a paz e depois deste gesto.
h) À Cruz da sacristia, antes e depois da Missa.

8) Bate-se no peito
Na «confissão», ao dizer-se «minha culpa, minha…» bate-se duas vezes
no peito com a mão direita estendida.

9) Posição das mãos


Durante a celebração, sempre que estão de pé ou de joelhos, ou se
deslocam não transportando objetos, os acólitos põem as mãos juntas, isto é, têm as
mãos diante do peito com as palmas das mãos uma contra a outra e o polegar da
mão direita cruzado sobre o polegar da mão esquerda.
Estando sentados, pousam as palmas das mãos sobre os joelhos.

OBSERVAÇÕES GERAIS
Quando o Santíssimo Sacramento está exposto, não se saúda ninguém.
Deve-se sempre evitar estar de costas, quer para o altar, quer para as
pessoas mais elevadas em dignidade.
Para maior dignidade e beleza do culto, é necessário que as atitudes e
movimentos dos vários acólitos sejam executa uniforme e simultaneamente. Por
exemplo: posição das mãos, andar, ajoelhar, sentar, levantar, genuflectir,
inclinações, bater o peito, etc. O que, naturalmente, exige treino.
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O INCENSO
1) Uso do incenso
Nas liturgias solenes utiliza-se o incenso. O receptáculo que contém o
incenso chama-se naveta, assim designado por ser em forma de um navio antigo.
Com uma colher. O sacerdote deita o incenso sobre o carvão no turíbulo.
O simbolismo do incenso é evidente: o fumo que sobe representa a
oração que se eleva.
A Liturgia envolve o homem na sua totalidade: a música atinge a sua
sensibilidade auditiva; os gestos impressionam os seus olhos; o incenso o seu odor.

2) Como se utiliza o turíbulo


a) Leva-se o turíbulo fechado, na mão esquerda, suspenso pelo
cadeado, de maneira que a cápsula fique apoiada no polegar e no
indicador.
b) O turiferário procurará manter sempre o turíbulo aceso.
c) Dentro do presbitério, o turíbulo deve estar sempre nas mãos do
turiferário (nunca se pendura). Quando não é necessário por longo
tempo, o turiferário - sempre e só o turiferário - leva-o à sacristia.
d) As brasas nunca se sopram.
e) Enquanto o sacerdote incensa, o Cerimoniário deve levantar
levemente a ponta da casula ou de asperges.

3) Como se entrega o turíbulo a um ministro que por sua vez, tenha de


o passar ao sacerdote
Deixa se pender o turíbulo a toda a altura, de modo que o ministro lhe
possa pegar como se descreve a seguir. Quando o bispo preside, o turiferário
procede sempre deste modo, já que compete ao diácono ou ao presbítero
assistente entregar o turíbulo ao bispo, bem como incensar o Presidente e outros
sacerdotes.

4) Como se entrega ao que vai incensar


Pega-se o turíbulo com a mão direita na cápsula e com a mão esquerda
junto aos opérculo. Ao mesmo tempo dirige-se a cápsula para o lado direito e a parte
inferior do turíbulo para a esquerda.

5) Quando se incensa
a) Durante a procissão de entrada.
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b) No início da Missa, incensa-se o altar e a Cruz.


c) Na procissão e na Proclamação do Evangelho.
d) Na apresentação dos dons, incensa-se as ofertas, o altar, a Cruz, o
Presidente, os outros ministros e o povo.
e) À elevação do pão e do vinho (se for costume).

6) Como se incensa
Aquele que vai incensar, mete a extremidade da corrente (junto da
cápsula) entre o polegar e o indicador da não esquerda e, nessa posição, coloca a
mão sobre o peito. Com a mão direita segura a outra extremidade da corrente, um
pouco por cima do opérculo.
Sem mover o corpo nem deslocar a mão esquerda, levanta, a uma certa
distância de si, o opérculo à altura dos olhos - esta elevação chama-se ductus - e
baloiça de frente para cima - este movimento chama-se ictus - antes e depois da
incensação, faz inclinação profunda às pessoas ou às coisas que incensou.
a) Incensa-se com 3 ductus e 3 ictus:
 À elevação do pão.
 À elevação do cálice.
 Durante a bênção do Santíssimo.
 O que preside, se for bispo.

b) Incensa-se com 2 ductus e 3 ictus:


 O que preside à celebração (se não for bispo).

c) Incensa-se com 1ductus e 3 ictus:


 Os concelebrantes e o diácono.
 O povo.

Observação: Estas regras podem ser adaptadas, como aqui o fizemos, mas o
Cerimonial dos Bispos diz diferente (cfr. Caeremoniale Episcoporum nº 92).
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PREPARATIVOS PARA A CELEBRAÇÃO


Tenha-se grande apreço pela Missa celebrada com a comunidade,
sobretudo com a comunidade paroquial, já que esta representa a Igreja Universal
como celebração dominical.
Convém que seja celebrada com canto e com número adequado de
ministros e que cada um faça tudo e só o que lhe compete.

1) Cerimoniário
Arruma todos os livros recomendados para a celebração, prepara o local
por onde vai partir a procissão de entrada e verifica o aparelho sonoro (microfones).

2) Turiferário e naveteiro
Preparam o turíbulo (acendem as brasas e limpam o turíbulo; verifica se
há incenso e põem-no na naveta; verifica se a colher da naveta está limpa).

3) Cruciferário
Leva a Cruz procissional para a sacristia ou para o local donde partirá a
procissão; verifica se a base (da Cruz) está no lugar próprio no presbitério.

4) Os Acólitos (do altar e do livro)


a) Verificam a cor dos paramentos do dia, e arrumam os paramentos do
sacerdote (diácono e dos concelebrantes se for o caso) por esta
ordem:
I. Casula;
II. Estola;
III. Cíngulo;
IV. Alva; e
V. Amito.

b) Na credência:
I. O cálice;
II. Galetas;
III. Corporal;
IV. Sanguíneo;
V. Patena;
VI. Hóstia magna;
VII. Lavabo,
VIII. Jarro e manustérgio;
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IX. Âmbula ou bandeja para a comunhão dos fiéis;


X. Copo com água para todos.

c) Levam para a mesa de onde parte a procissão das oferendas:


I. Píxide ou patena com partilhas para a comunhão dos fiéis.
II. Galhetas com o vinho e a água.

5) Os ceroferários
Preparam os ciriais: pelo menos dois (2) ciriais, podendo ser quatro (4) ou
seis até sete quando a Missa for presidida pelo bispo da Diocese.
Acendem, na Igreja, as velas e as luzes necessárias e renovam a
lamparina do sacrário;
Verificam se há fósforos na sacristia e colocam o pavio na sacristia.

6) Acolhedores
Desempenham algumas tarefas que o Cerimoniário indique.

7) Mitrífero e Baculífero
Devem buscar as vímpas.

A CELEBRAÇÃO
Na sacristia ou no local onde parte a procissão da entrada
a) Os acólitos acolhem os sacerdotes (já com as suas tarefas
preparatórias cumpridas) devidamente revestidos da sua veste litúrgica.
b) O Cerimoniário ajuda o sacerdote a paramentar-se.
c) Os ceroferários acendem os ciriais.
d) O turiferário e o naveteiro aproxima-se para o sacerdote colocar o
incenso no turíbulo.
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A Celebração
Chegada a hora do início da Missa, ao sinal do Cerimoniário, todos os
acólitos “saúdam a cruz” da sacristia e forma-se a procissão de entrada por esta
ordem:
Turiferário com turíbulo fumegante
Ligeiramente recuado e à esquerda do turiferário, o naveteiro
O cruciferário com a cruz, ladeado pelos Ceroferários
Ceroferários e, ao centro deles o cruciferário,
Acólitos
Diácono ou um acólito com o Evangelho
Do lado direito do sacerdote e ligeiramente à frente, o Cerimoniário,
podendo ficar atrás do que preside a Celebração.
Sacerdote
I. Chegados à entrada do presbitério, os acólitos que não levam as
mãos ocupadas, fazem dois a dois, a reverência prevista (cfr.
atitudes durante a celebração) e ocupam os seus lugares.
II. O turiferário e o naveteiro aproximam-se do sacerdote depois
deste beijar o altar. Imposto o incenso, o turiferário entrega o
turíbulo ao sacerdote (pode entregá-lo ao Cerimoniário ou diácono
e este ao sacerdote). Durante a incensação da Cruz todos os
acólitos fazem a saudação prevista. O Cerimoniário, pegando a
ponta direita da casula, acompanha o sacerdote durante a
incensação. Finda esta, o turiferário aproxima-se para receber o
turíbulo.
III. O sacerdote ocupa a presidência. O turíbulo vai para a sacristia e
a naveta é colocada sobre a credência. A Cruz é colocada no seu
lugar. O Evangaliário é colocado sobre o altar. Os ceroferários
colocam, pelo menos, dois ciriais sobre o altar dum lado e do
outra do Evangeliário, e os restantes, apagadas as velas, podem
arrumar-se junto da credência. Todos os acólitos ocupam os seus
lugares. O acólito ao livro apresenta ao sacerdote o Missal para
os ritos iniciais, para a oração colecta.
IV. Finda a oração colecta, todos os acólitos se sentam, depois de o
sacerdote se sentar, exceto os acolhedores encarregados de ir
receber os leitores e os salmistas à entrada do presbitério. Os
acolhedores, antes e depois de exercerem a sua tarefa, fazem ao
sacerdote que preside uma pequena inclinação.
V. Durante a 2ª Leitura, o turiferário vai a sacristia buscar o turíbulo.
VI. No inicio do “Aleluia” (ou outro cântico, conforme o tempo litúrgico
determinar), todos, exceto o sacerdote que preside, se levantam.
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O turiferário e o naveteiro aproximam-se do sacerdote que impõe


e benze o incenso. O que vai proclamar o Evangelho recebe o
Evangeliário. Dirige-se ao ambão com o turiferário à frente e
ladeado pelos ceroferários transportando os ciriais que ladeavam
o Evangeliário.
VII. Depois de o sacerdote (ou diácono) saudar o povo e anunciar o
Evangelho («Leitura do Evangelho de NSJC segundo…»), o
turiferário apresenta o turíbulo. Finda a incensação, o turiferário
retira-se de junto do ambão.
VIII. Durante a proclamação do Evangelho, os ceroferários ladeiam o
ambão voltados um para o outro.
IX. Finda a proclamação do Evangelho, o Evangeliário permanece no
ambão e os ceroferários colocam os ciriais em torno do ambão.
Todos se sentam enquanto o que preside faz a homilia.
X. Após a homilia, o acólito ao livro apresenta o Missal para a
recitação do «Credo». Às palavras «E encarnou pelo Espírito
Santo…e se fez homem» ou «que foi concebido… nasceu da
Virgem Maria». Todos fazem a inclinação prevista (genuflectem
nas solenidades do Natal e Anunciação do Senhor).
XI. Os acolhedores vão à entrada do presbitério receber o leitor da
oração dos fiéis. O acólito ao livro apresenta ao sacerdote o texto
da oração da oração dos fiéis. O leitor só deixa o ambão depois
da oração conclusiva, sendo depois acompanhado pelo
acolhedores à saída do presbitério.
XII. Quando o sacerdote se senta, todos os acólitos que não tenham
funções a cumprir se sentam também. Enquanto os dois acólitos
levam ao altar o Missal, o corporal, o cálice, a patena com hóstias
e o sanguíneo. O Cerimoniário prepara o altar.
XIII. O Cerimoniário organiza a procissão das oferendas. Vem à frente,
seguindo-se o turiferário e os acólitos que trazem a píxide e as
galhetas (poderão ser. por exemplo, os acolhedores). Depois, os
que trazem os cestos com o dinheiro (eventualmente outras
oferendas).
XIV. Logo que a procissão começa a encaminhar-se para o altar, o
sacerdote e os dois acólitos, deslocam-se para o local onde irão
receber as oferendas.
XV. O sacerdote recebe a patena e entrega-a a um dos acólitos que a
coloca sobre o altar. Recebe de seguida as galhetas que entrega
ao outro acólito. Este retira-se com elas para junto da credência.
O Cerimoniário recebe as outras oferendas que os acólitos
colocam em local adequado (nunca sobre o altar).
XVI. Entretanto, o sacerdote ocupa o seu no altar. O acólito ao livro
coloca-se do seu lado esquerdo, ligeiramente recuado, e
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apresenta-lhe o Missal para que possa ler as fórmulas prescritas


para a apresentação dos dons.
XVII. Logo que o sacerdote pouse a patena, o acólito que tem as
galhetas apresenta-as pelo lado direito do sacerdote.
XVIII. Nesta altura, o turiferário vai buscar o turíbulo e o naveteiro a
naveta. Quando o sacerdote pousa o cálice, o turiferário, o
naveteiro e o Cerimoniário, procedem como na letra c). o
Cerimoniário incensa o celebrante, os concelebrantes (se os
houver), os acólitos e o povo. O turiferário retira-se em seguida
para um lugar adequado no presbitério, dando a direita ao
naveteiro.
XIX. Um dos acólitos apresenta o lavabo e o jarro (lavabo na mão
esquerda, jarro na mão direita), e o outro acólito o manustérgio.
Aguardam que o sacerdote se aproxime.
XX. Quando o sacerdote regressa ao centro do altar, o acólito ao livro,
colocando como em q) apresenta-lhe o Missal para «Orai
irmãos…», e para a oração sobre as oblatas. Finda a oração,
apresenta-lhe o Prefácio e, de seguida a Oração Eucarística
previamente determinada.
XXI. Cantando o «Santo» o turiferário impõe incenso no turíbulo e
desloca-se discretamente para a frente do altar, colocando-se de
costas para a assembleia.
XXII. No início da Narração da Instituição todos ajoelham, exceto o
acólito ao livro que continua a seguir no Missal.
 Nota: Um pouco antes da consagração, se for oportuno,
um dos acólitos poderá chamar a atenção dos fiéis com um
toque de campainha. Este pode-se também tocar a cada
elevação, segundo os costumes locais;

XXIII. A cada elevação, permanecendo de joelhos, o turiferário incensa.


XXIV. Quando o sacerdote diz «Mistério da fé», todos se levantam. O
turiferário coloca o turíbulo na sacristia
XXV. Finda a Oração Eucarística, o Cerimoniário abre o Missal nos
Ritos de Comunhão.
XXVI. Se o sacerdote (ou diácono) disser «Saudai-vos na paz de
Cristo», os acólitos saúdam-se. O Cerimoniário e os acólitos que
servem ao altar e ao livro recebem a Paz do celebrante.
a – Quando o sacerdote genuflecte depois da oração
preparatória para a comunhão os acólitos acompanham-no
com uma inclinação profunda.
b – Quando o sacerdote diz «Eis o Cordeiro de Deus…» os
acólitos fazem uma inclinação profunda.
c – Enquanto o sacerdote comunga, os acólitos que estão
preparados para receber a Sagrada Comunhão, dois a dois,
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atrás do altar formam o cortejo de Comunhão, ou, se for isso


o combino, aguardam que o sacerdote lhes leve a
Comunhão. Na sua vez genuflectem e, ao dizerem «Amem»
fazem uma pequena inclinação.
d– Os acólitos com uma bandeja (ou sanguíneo), colocam se
do lado direito do ministro que distribui a comunhão.
Normalmente é o Cerimoniário que acompanha, levando a
bandeja, o sacerdote que preside à celebração.
e– Finda a comunhão dos fiéis, o sacerdote ou outro ministro da
Comunhão, no altar ou na credência, purifica os vasos e as
bandejas. Um dos acólitos, pegando a galheta da água com
a mão direita, aproxima-se pelo lado direito do Ministro que
procede à purificação. Terminadas estas, um dos acólitos
dobra o corporal e o sanguíneo e coloca-os, tal como os
vasos sagrados e as bandejas, sobre a credência.
f– Se antes ou depois da Comunhão dos fiéis houver
necessidade de ir ao sacrário, e este estiver no presbitério,
os acólitos voltam-se para o local onde ele se situa, fazendo
inclinação de cabeça quando se abre e se fecha a porta. Se
o sacrário estiver fora do presbitério, o Cerimoniário e dois
ceroferários (sem ciriais) acompanham o ministro, formando
um pequeno cortejo.
g– Após a Comunhão das fiéis, os acólitos sentam-se se o
sacerdote se sentar.
h– Dito o «Ide em paz…», o cortejo formado como durante a
entrada (excepto o turiferário e o Naveteiro que, sem o
turíbulo e a naveta, tomam lugar atrás dos acolhedores),
dirigem-se para a sacristia.
i– Na sacristia, todos fazem a reverência à Santa Cruz e
respondem à jaculatória dita pelo sacerdote (Ex. V/ «Seja
louvado Nosso Senhor Jesus Cristo»; R/«Para sempre
seja louvado e Sua Mãe Maria Santíssima»).
j– O Cerimoniário ajuda o sacerdote a desparamentar-se.
Todos, ainda paramentados, arrumam aquilo de que estão
encarregados.
k– Os acólitos guardam as suas vestes litúrgicas no local
determinado.

Observações
1. Se a Missa é presidida pelo bispo, é preciso ter em conta que de
acordo com o costume, ele faz uso do seguinte:
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Báculo: durante a procissão de entrada; enquanto escuta a proclamação


do Evangelho e faz homilia, na bênção final; durante a procissão de saída.
Mitra: sempre que se senta (naturalmente, enquanto ministra o
sacramento da Confirmação) e nas circunstâncias que usa o báculo.
Solidéu: durante toda a Missa, excepto desde o início da Oração
Eucarística («O Senhor esteja convosco…») até acabar de distribuir a Comunhão.
Nesta altura, quando o bispo se senta, um acólito deve levar-lhe o solidéu numa
bandeja.

Nota: quando o bispo administra o sacramento da Confirmação. Antes da


celebração prosseguir, o bispo lava as mãos (como em t); no lavabo devem ir
algumas rodelas de limão.
20

TEMPO PASCAL

PARTICULARIDADES DAS CERIMÓNIAS DA SEMANA SANTA


Qualquer cerimónia, de maneira especial aquelas que saem do esquema
habitual, necessita de ser preparada. A Liturgia não se comparece com a
improvisão. Os apontamentos que se seguem destinam-se a chamar atenção para o
cuidado que exige a preparação das cerimónias da Semana Santa, «a Semana
Maior» do ano litúrgico.

SEMANA SANTA
Domingo de Ramos do Senhor.
Procissão inicial
Preparar os ramos para os ministros e para o povo.
O celebrante usa pluvial até ao fim da procissão.
A caldeirinha e hissope, para a benção dos Ramos.
Organizar a procissão: Turiferário e Naveteiro, Cruciferário e 2
Ceroferários, restantes acólitos e outos ministros, celebrante e, atrás, o povo.

No Presbitério
O celebrante despe o pluvial e veste a casula.
Além do ambão, são necessárias mais duas estantes para a leitura da
Paixão.
Quando se lê a Paixão, não são permitidos ciriais nem incenso.
A bênção final tem um formulário próprio.

SAGRADO TRÍDUO PASCAL


Quinta-feita Santa
Missa vespertina da Ceia do Senhor
O sacrário deve estar completamente vazio.
São necessárias partículas Que. cheguem para a Missa de hoje e para a
celebração do dia seguinte.
Ao Glória tocam-se campainhas.
Depois da homilia, o lava pés:
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Prever o local e assentos para o lava pés.


Preparar jarro com água, bacia, 12 toalhas e cesto para colocar as
toalhas depois de usadas.
Organizar o cortejo com as 12 pessoas a quem vão ser lavados os pés.
O celebrante despe a casula.
No final, lava as mãos e veste novamente a casula.
Terminada a distribuição da comunhão deixa-se sob o altar a píxide com
as partículas para a comunhão do dia seguinte
Após a Oração depois da Comunhão, o celebrante incensa o Santíssimo
e põe o pluvial.
Organiza-se uma procissão para o lugar da reposiçaõ: Cruciferário, 2
Ceroferários, Acólitos, outros ministros, Turiferário, Naveteiro, Celebrante e Acólito
com a umbela a cobrir o celebrante.
O celebrante depõe a píxide e incensa novamente.
A cerimónia termina com a desnudação do altar (ou dos altares).
É necessário um cesto para receber as toalhas.
Nota: os paramentos são brancos

Sexta-feira Santa
Celebração da Paixão do Senhor e Adoração da Santa Cruz
Preparar a Cruz (deve estar coberto com um pano roxo) e 2 ciriais.
O altar deve estar desnudado, sem Cruz, sem ciriais sem toalha.
À entrada para a celebração, os acólitos fazem reverência ao altar e
ajoelham (enquanto o celebrante e os outros sacerdotes se prostram).
Durante a celebração não se usa incenso.

Adoração da Cruz
Em procissão, a Cruz é levada ao celebrante (cruciferário e 2 ceroferário).
Os acólitos depois do celebrante e dos outros ministros, passam
procissionalmente diante da Cruz e reverenciam-na (genuflectindo, se for costume,
beijando-a).
Terminada a adoração da Cruz, esta é colocada sobre o altar, ao centro,
ladeado por dois ciriais.
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Comunhão
Na altura da Comunhão, estende-se uma toalha sobre o altar e colocam-
se nele o corporal e o Missal.
O celebrante (ou outros ministro da comunhão), acompanhado de 2
ceroferários e de um acólito (para colocar o umeral e pegar na umbela), vai buscar o
Santíssimo Sacramento ao lugar da reserva.
Os ceroferários colocam os ciriais com as velas acesas de um e do outro
lado do altar.
Finda a Comunhão, tal como foi trazido, a píxide é levada ao lugar de
reserva,
Depois da despedida, 3 acólitos desnudam o altar.

Nota: os paramentos são vermelhos

VIGÍLIA DA PASCOA NA NOITE SANTA


Licenário
Preparar: junto ao altar, um candelabro para receber o círio pascal; no
local da bênção do lume, acender o fogo, levar o turíbulo, a naveta, o círio pascal,
uma lanterna (para o celebrante ler a oração da bênção do lume), Missal e velas
para o celebrante, acólitos e outros ministros.
A igreja deve estar escura (escalar um acólito para apagar e acender as
luzes).
Depois da bênção do lume, o turiferário acende o turíbulo.
Organiza-se a procissão para o presbitério: turiferário e naveteiro,
acólitos, outros ministros, diácono com círio pascal e celebrante (caso não haja
diácono ou outro sacerdote, é o celebrante que transporta o círio).
Depois de se entoar pela segunda vez «Eis a luz de Cristo», os acólitos
acendem as velas do círio pascal e com elas acendem as velas do resto da
assembleia.
As luzes da igreja acendem-se quando se entoa pela terceira vez «Eis a
luz de Cristo», mas as velas do altar só se acendem imediatamente antes do hino
«Glória a Deus nas alturas».
Coloca-se o círio pascal no candelabro.
O que canta o Precónio, incensa o livro e o círio.
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Liturgia da Palavra.
Apagam-se as velas.
Enquanto se lêem as leituras do Antigo Testamento, após cada salmo,
todos se levantam e o cerimoniário apresenta ao celebrante o Missal para a oraçãp.
Quando o celebrante entoa o Glória, tocam-se os sinos ou as
campainhas.
Ao Evangelho não há velas, mas há incenso.

Liturgia Batismal
Colocar junto ao altar: recepiente com água, caldeirinha (sem água),
hissope e toalha; santos óleos e Ritual da Iniciação Crista dos Adultos (se houver
catecúmenos).
Por ocasião da bênção da água, um acólito retira o círio do candelabro,
onde se colocará novamente depois de o presidente o introduzir três vezes na água.
Os acólitos acendem as velas no círio e, como no início, acendem as
velas do povo.
Um acólito com caldeirinha acompanha o celebrante durante a aspersão
do povo.
Segue-se com os baptismos (se houver).

Liturgia Eucarística
Segue-se o cerimonial de costume.

EXPOSIÇÃO E BÊNÇÃO DO SANTÍSSIMO (cerimonial do acólito)

Preparativos
a. Na sacristia, no lugar de costume, prepara-se os paramentos do
sacerdote: amito, alva, cíngulo e estola branca. Se se usar pluvial,
também é branco.
b. O turiferário prepara o turíbulo.
c. Sobre o altar coloca-se uma pianha coberta com um corporal ou
simplesmente um corporal no local onde irá ficar a custódia durante a
exposição.
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d. De cada lado da pianha colocam-se 2 ou 3 ciriais, cujas velas


permanecerão acesas durante a exposição.
e. Junto ao sacrário coloca-se a custódia (se o sacrário estiver for a do
presbitério, prepara-se 2 ciriais, umaral e, eventualmente, a umbela).
f. Em local apropriado coloca-se o genuflexório e a cadeira para o
sacerdote o umeral e o Ritual para a Sagrada Comunhão e do Culto
Eucarístico fora da Missa.

Exposição do Santíssimo
a. Enquanto o sacerdote coloca a hóstia consagrada na custódia, os
acólitos (excepto o turiferário) estão de joelhos, de um e outro lado do
altar voltados para o sacrário.
b. Quando o sacrário está for a do presbitério, organiza-se até ao local
da exposição uma pequena procissão: 2 ceroferários, sacerdote e
acólito com umbela.
c. O sacerdote coloca a custódia sobre o altar. O turiferário e o
naveteiro, ambos de joelhos, apresentam o turíbulo e a naveta.
d. Durante a adoração, os acólitos devem acompanhar as posições do
sacerdote.

Bênção
a. Durante o «Tatum ergo» ou outro cântico apropriado, o turiferário e o
naveteiro de joelhos apresentam o turíbulo e a naveta.
b. Um dos acólitos, no final da oração «Senhor Jesus Cristo, que neste
admirável Sacramento…» coloca sobre os ombros do sacerdote o
umeral.
c. Durante a bênção, até que o sacerdote recolha o Santíssimo, os
acólitos permanecem de joelhos.
d. O turiferário, ajoelha-se à frente do altar, incensa o Santíssimo
durante a bênção (3 ductus de 3 ictus).
e. Quando o sacerdote poisa a custódia, um acólito aproxima-se para
tirar o umeral (caso o sacrário esteja no presbitério) e o turiferário leva
o turíbulo para a sacristia.
f. Depois das jaculatórias de desagravo («Bendito seja Deus…»), o
sacerdote recolhe o Santíssimo e um acólito apaga as velas.
g. Os acólitos genuflectem em simultâneo com o sacerdote e retiram-se.
b – Caso o sacrário esteja fora do presbitério, organiza-se a procissão
aquando da exposição-

DEVOCIONISMO
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Terço
Depois de se enunciar cada Mistério pode se fazer a leitura da Bíblia
indicada e uma pequena meditação. Reza se o Pai nosso, dez Ave Maria e um
Glória ao Pai seguido da seguinte jaculatória:

V: Ó Maria concebida sem pecado


R: Rogai por nós que recorremos a Vós
V: Ó Meu Jesus perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno.
R: Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisar.
Findo os cinco Mistérios do Terço, pode reza-se três Ave Maria por
alguma intenção particular (pelas Missões, pela paz, pela justiça, pelas intenções do
Papa). Tradicionalmente o Terço termina com a recitação da Salve Rainha.

Mistérios Gozosos (rezam-se na Segunda-Feira Sábado)


1º A Anunciação do Anjo a Nossa Senhora
(Lc.1,26-28).
2º A visitação da Nossa Senhora a Santa Isabel
(Lc.1,39-56).
3º O Nascimento de Jesus no Presépio da Belém
(Lc.2,1-11).
4º A Apresentação do Menino Jesus no Templo
(Lc.2,22-23).
5º O Encontro de Jesus no Templo, entre doutores
(Lc.2,42-47).

Mistérios Luminosos (rezam-se às Quinta-Feira).


1º Batismo de Jesus no Jordão
2º Auto-revelação de Jesus nas Bodas de Canã
3º Jesus anuncia o Reino de Deus com o convite à conversão
4º Transfiguração de Jesus
5º Instituição da Eucaristia.

Mistérios Dolorosos (rezam-se às Terças e Sextas-Feiras


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1º A oração de Jesus no horto das Oliveiras


(Lc.22,39-44).
2º A flagelação do Nosso Senhor Jesus Cristo
(Mc.15,11-15).
3º A Coroação de espinhos (Mt.27,27-31)
4º O Caminho de Jesus ao Calvário com a Cruz às costas
(Jo.19,17-20a)
5º A crucifixão e morte do Nosso Senhor Jesus Cristo
(Lc.23,44-46

Mistérios Gloriosos (rezam-se às Quartas e Domingos)


1º A Ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo
(Lc.27,1-6)
2º A Ascensão de Jesus Cristo ao Céu
(Act.1,8-10).
3º A Descida do E. Santo sobre Maria Santíssima e os Apóstolos reunidos
no Cenáculo
(Act.2,1-5).
4º A Assunção de Nossa Senhora ao Céu
(Col.3,1-4).
5º A Coroação de Nossa Senhora, no Céu, como Rainha dos Anjos e dos
Santos
(Ap.11,19)

VIA SACRA
No início da cada estação diz-se a seguinte jaculatória
V: Nós vos adoramos e bendizemos ó Jesus.
R: Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

E no fim de cada estação:


Pai Nosso; Ave Maria, Glória ao Par…
V: Tende piedade de nós Senhor.
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R: Porque somos pecadores.

Estações:
1º Jesus no horto das Oliveiras
(Lc.22,39-45).
2º Jesus traído por Judas e preso
(Lc.22,47-53).
3º Jesus condenado pelo Sinédrio
(Lc.22,63-71).
4º As negações de Pedro
(Lc.22,54-61).
5º Jesus julgado por Pilatos
(Lc.23,1-5.14-19).
6º Jesus flagelado e coroado de espinhos
(Mt.27,26-31).
7º Jesus toma a Cruz
(Mt.27,31).
8º Simão de Cirene ajuda Jesus a levar a Cruz
(Lc.27,26-27)
9º As santas mulheres consolam Jesus
(Lc.23,27-31)
10º Jesus é crucificado
(Lc.23,33-38)
11º Jesus promete paraíso ao ladrão arrependido
(Lc.23,39-43).
12º Jesus na Cruz: a Mãe e João
(Jo.19.25-28).
13º Jesus morre na Cruz
(Jo.19,28-37).

14º Jesus é sepultado


(Jo.19, 38-42).
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Oremos: Olhai propício, Senhor, para esta Vossa família, para a qual
Nosso Senhor Jesus Cristo não hesitou entregar-se às mãos dos malfeitores e
padecer os tormentos da Cruz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é
Deus convosco na unidade do Espírito Santo

ORAÇÃO DO ACÓLITO

Senhor Jesus Cristo,


sempre vivo e presente conosco,
tornai-me digno de Vos servir no altar da Eucaristia,
onde se renova o sacrifício da Cruz,
e vos ofereceis por todos os homens.
Vós, que quereis ser para cada um
o amigo e sustentáculo no caminho da vida,
concedei-me uma fé humilde forte,
alegre e generosa,
pronta para vos testemunhar e servir.
E porque me chamaste ao vosso serviço,
permiti Que Vos procure e Vos encontre,
e, pelo sacramento do vosso Corpo e Sangue,
qe eu permaneça unido a Vós para sempre.
Amém.