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Composição Básica

Fazer um

Vem do latim compositĭo é a ação e o efeito de compor (juntar várias


coisas e colocá-las em ordem para formar uma só; criar algo). Uma composição
pode ser uma obra artística (literária, musical, etc.) ou científica. Composição
Artística é fator primordial no desenho ou na pintura, na arte figurativa, clássica,
moderna ou abstrata tal como na arte comercial ou na arte pública.
A distribuição dos elementos, o equilíbrio, ritmo, o movimento e a
organização de valores subordinados à unidade do tema e a um centro de
interesse principal, é o que torna possível a criação de um bom quadro.

Contraste

O contraste merece um espaço próprio porque na verdade ele é a base


de toda comunicação visual. Contraste significa fundalmente distinção. É a
distinção de um elemento em relação a outro. Na linguagem visual, o
contraste se encontra essencialmente sob as seguintes formas:

 Equillíbrio – Tensão
 Nivelamento – Aguçamento
 Atração – Agrupamento
 Positivo – Negativo
Movimento e Ritmo
O movimento na comunicação visual pode ser obtido através de vários
recursos, porém todos estão associados à repetição de alguns elementos – ou
seja, ao ritmo com o qual são repetidos.

http://www.linguagemvisual.com.br/movimento-ritmo.php
Teoria da cor

Cor éuma palavra abstrata qe define a qualidade de sensações cromáticas captadas pelo órgão
da visão em presença da luz.

O estudo da cor divide-se em dois conceitos básicos: cor luz e cor pigmento.

O primeiro a estudar a cor luz foi Isaac Newton (físico inglês), fazendo passar um feixe de luz
branca (luz solar), através de um prisma de cristal, mostrando que a luz podia ser decomposta
em faixas luminosas coloridas, cujo conjunto chama-se Espectro Solar. Esta teoria deu origem
à Teoria das Cores, que até hoje vem sendo desenvolvida

A COMPOSIÇÃO NAS ARTES VISUAIS

A composição é a distribuição harmoniosa de um conjunto de elementos visuais, em


que o lugar ocupado pelas figuras, os espaços vazios que as rodeiam, as proporções, todos são
importantes. No desenho,na pintura, na arte figurativa, na arte publicitária, na fotografia, a
composição é vital. Quando harmonizamos elementos de um conjunto, estamos
compondo.

Na composição, a criatividade ocupa um lugar destacado que, unida ao conhecimento


básico, permitirá a descoberta de soluções para problemas que surgem numa composição
plástica. Matisse dizia que: "A disposição da minha pintura tende inteiramente para a
expressão pela composição. O lugar ocupado por figuras e objetos, os espaços vazios que o
cercam, as proporções, tudo tem seu papel".

Para que possamos compor, devemos conhecer dois grupos de elementos


fundamentais que permitirão criar composições agradáveis e atrativas. Esses elementos
fundamentais são: ESTRUTURAIS e INTELECTUAIS.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS

São essenciais para uma composição, pois formam a estrutura do trabalho. Estes
elementos são LINHA, FORMA, TEXTURA e COR.

LINHA: é o desdobramento do ponto em qualquer direção.

A linha tem apenas uma dimensão: o comprimento.

Mas se trabalharmos com ela, cruzando-a,

envolvendo–a, amarrando-a em si mesma,

ela pode criar a ilusão

de espaço, representar volumes, dar impressão


de profundidade, de distância, etc...

FORMA: identificamos os objetos por sua forma externa. No desenho, é através das formas ou
figuras que identificamos nossas ideias procurando simplificá-la.

Forma bidimensional: tem apenas duas dimensões: comprimento e altura; desaparece a ideia
de profundidade; o desenho fica como na superfície e não sugere volume.

Forma tridimensional: é a que possui volume; as formas tridimensionais existem na escultura,


na arquitetura e podem ser representadas em bidimensão dando a ilusão de volume.

TEXTURA: vários materiais têm superfícies diferentes.

Pode-se perceber isso pelo tato, identificando-se a textura

tátil. Ao representarmos as texturas no desenho, usamos o

recurso das linhas, pontos, etc..., para criar a textura visual.


COR: elemento extremamente importante no aspecto final de uma composição; harmoniza as
formas tornando-as agradáveis e atrativas.

ELEMENTOS INTELECTUAIS

Esses elementos da composição são conhecidos através de estudo e pesquisa, usando


os elementos estruturais. Os elementos intelectuais são “sentidos”.

EQUILÍBRIO: é a correspondência “ideal e precisa” em peso, área, tom, cor, etc., entre os vários
elementos de uma composição. O equilíbrio pode ser simétrico e assimétrico:

Simétrico: as formas estão distribuídas de maneira igual de cada lado de um eixo real ou
imaginário (figura a direita).
Assimétrico: o eixo real ou imaginário em relação às formas não existe, mas os elementos da
composição devem equilibrar-se (figura a esquerda).

RITMO: é a repetição de elementos da composição acompanhada de partes semelhantes em


sua origem e desiguais em sua função. Ritmo é ordem de espaços, de formas, de tons e de
cores. O ritmo dá harmonia.

O mais importante é sentir o ritmo.

MOVIMENTO: quando um corpo se move descreve uma


trajetória no espaço. Às vezes, a força do movimento leva toda atenção a um determinado
ponto, como a teia de aranha. Ao percorremos a imagem com os olhos durante a observação
seguindo uma ou várias direções (horizontal, vertical, inclinado e curva), estamos trabalhando
também com o elemento básico do movimento. O movimento funciona como uma ação que
se realiza através da ilusão criada pelo olho humano. Podemos observar uma imagem estática
num papel e parecer que ela está se movimentando para os nossos olhos. Isso acontece
devido à maneira como os elementos básicos são arranjados se combinados entre si para criar
a ilusão do movimento.

UNIDADE: quando você trabalha em grupos, as ideias de uns, completando as dos outros,
unem-se de tal forma que o resultado final, embora um só, é produção de muitos.

Algo semelhante ocorre na composição visual: as partes se unificam, os elementos se


combinam, de maneira a formar um todo harmonioso. Quando, no trabalho criador, uma cor
não combina com as outras, é como se fosse uma nota desafinada. A forma que não tem
afinidade com as outras deve sair da composição ou ser modificada até ajustar-se ao conjunto.
Outras vezes falta o ritmo nas cores ou nas formas; ou, ainda, falta ligação entre os vários
elementos da composição.

Em tais casos, é necessário modificar até que se resolva o problema, conseguindo-se não
apenas uma solução, mas uma solução criativa, original e harmoniosa. Dar unidade é formar
conjunto. Platão disse, simplesmente, que a composição consistia em encontrar e representar:
a variedade dentro da unidade.

Na figura acima, vemos variedade e unidade.

A unidade está nos cestos e a variedade está nas padronagens

CONSIDERAÇÕES SOBRE A COMPOSIÇÃO


Todo o trabalho precisa ter um tema principal,

um ponto de interesse (H), para o qual os

olhos do espectador devem ser imediatamente

atraídos. Nos exemplos (A,B, C, D,E) os

elementos estão mal posicionados.

Embora pareça lógico situar o tema principal

no meio do trabalho, essa solução costuma

criar um resultado monótono – a não ser

que a pessoa já possua um senso estético

muito apurado pela experiência.

É mais seguro situar o tema ligeiramente fora

do centro (G). Pode-se fazer composições

equilibradas, dividindo a área do quadro em

"terços” e situando os pontos de interesse

onde as linhas se cruzam.

REGRA DOS TERÇOS

Divide-se a cena em três, na horizontal, e três, na vertical, evitando que o centro de interesse
fique ao meio. As melhores imagens são aquelas em que o assunto principal não esteja no
centro e sim em um dos quatro pontos de interseção. A colocação em um desses pontos vai
depender do assunto e de como ele deve ser apresentado. No caso de uma paisagem, a
composição torna-se mais interessante se o horizonte estiver acima ou abaixo do meio. O
horizonte não deve ficar no centro do quadro e sim na linha superior ou na inferior quando se
quiser dar mais ênfase ao primeiro plano. Esta é uma regra que deve ser seguida, mas pode-se,
por razões de expressão ou para isolar um objeto do todo, enquadrar de outra maneira.

O ARRANJO DOS MOTIVOS

Ao combinar um conjunto de motivos para a elaboração de uma composição, corre-se


freqüentemente o risco de agrupá-los de maneira desinteressante e monótona. Na verdade,
mesmo a mais simples coleção de objetos pode causar forte impacto, se eles forem
convenientemente agrupados.

Uma primeira recomendação é situar a linha do ângulo de visão acima do centro do


quadro, colocando os motivos a distâncias variáveis dessa linha. Esse tipo de organização
espacial dos elementos garante um sentido de profundidade à composição e permite que os
olhos do observador se movimentem em torno dos objetos. A sobreposição de motivos em
alguns pontos cria espaços interessantes tanto no fundo como no primeiro plano.

Acima de tudo, lembre-se de quebrar a linha do ângulo de visão com alguns ou com
todos os objetos, para que eles não fiquem “perdidos” no primeiro plano do quadro. Os
objetos são trazidos para frente, interrompendo essa linha e dando mais unidade à
composição.
ELEMENTOS DE PROFUNDIDADE
A profundidade é dada por perspectiva, sobreposição, diminuição, claro-escuro. Para
representar o mundo tridimensional numa superfície bidimensional – papel ou tela - é preciso
usar alguns truques que dão a ilusão de volume. Além do efeito de luz e sombra, outra
ferramenta importante é a perspectiva: um conjunto de regras inventadas para simular a
deformação dos objetos com a distância. A cor pode ser usada para aumentar a ilusão de
espaço na pintura.