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COMEÇANDO DO ZERO:

PORTUGUÊS

1- Tipos textuais:
Existem vários modos de se transmitir uma mensagem textual. Podem ser em forma de :
Dissertativo (Expositivo): O objetivo é definir o objeto ou fenômeno apresentado usando as
próprias palavras, ou citações do autor ou de outros autores que tratam sobre o assunto. Não há
intenção de convencer o leitor , apenas de informa-lo sobre o tema; a intenção é apresentar,
expor, discorrer sobre os pormenores que envolvem o conteúdo apresentado.
Argumentativo: O objetivo aqui é problematizar um determinado fenômeno ou objeto, e
imprimir no texto o ponto de vista do autor, utilizando-se de argumentos para se chegar a uma
determinada conclusão.
Dissertativo-argumentativo: Além de expor o objeto ou fenômeno, discorre sobre as
problemáticas que os envolvem e apresentam argumentos a fim de sustentar a tese que é
defendida pelo autor. Comum em dissertações de mestrado e doutorado, por exemplo.
Narrativo: Tem a missão de descrever fielmente os fenômenos ocorridos; compromisso com a
realidade dos fatos. Trata do passado, de situações que ocorreram e estão agora sendo narradas.
Existe o gênero narrativo ficcional ( romances, novelas) e não ficcional ( artigos de jornal).
Descritivo: Apresentar um conceito, um objeto, um fenômeno ou uma instituição ao leitor.
Descrever a ele o funcionamento e dados relativos a existência do que está sendo apresentado.
Injuntivo: Instruções (mando), frases imperativas que compõe o texto. Amontoado de itens
com instruções específicas.

2. Gêneros textuais: O modo como os diferentes tipos textuais são transmitidos: bilhetes,
cartas, panfletos, romances, dissertações, telefonemas etc...)

3. Figuras de linguagem:
Existem muitos métodos para se transmitir uma mensagem através da língua; as figuras de
linguagem são recursos estilísticos que proporcionam ao texto um caráter lúdico e polissêmico,
permitindo aos leitores uma maior variedade de interpretação. Utiliza recursos conotativos para
transmitirem uma mensagem. São exemplos:
Metáfora : Utilização de mensagens subliminares nos textos. Um conteúdo é passado e pode-
se, a partir deste, generaliza-lo para outras situações.
Símile: Comparação entre sentenças. Utilização de termos como: como, tal qual, tal que,
semelhante a...É um tipo de metáfora realizada de modo mais nítido. Onde fica evidente a
comparação pela utilização de palavras comparativas.
Alegoria: imagem que já está cristalizada no imaginário popular e trás significados intrínsecos
e específicos associados a si. Ex: imagem de uma caveira com capuz segurando uma foice é
uma alegoria à morte.
Catacrese: Expressões que se usam de maneira figurada para tratar de determinados temas e
que estão já consagradas na linguagem popular e substituem seus nomes ou mesmo dão nomes a
objetos ou fenômenos que antes não tinham um nome determinado. Ex: nó no estômago; boca
de sino; dente de alho...
Metonímia: Substituição de um termo por outro que acaba generalizando o objeto ou fenômeno
a partir de uma parte do mesmo ou do nome que se convém chama-lo. Ex: Nescau ( ao invés de
chocolate em pó; vi um par de seios, ao invés de dizer uma mulher...etc...)
Antonomásia: Utiliza-se uma expressão que possa caracterizar uma pessoa, ao invés de usar
seu próprio nome. Ex: Olha o ‘mito’ ali; olha o rei do futebol; olha o fenômeno...
Perífrase: Substituição de um nome curto, por uma expressão que o caracteriza. Ex: O rei da
selva( ao invés de leão).
Hipérbole: Uma expressão exagerada a respeito de um dado objeto ou fenômeno.
Eufemismo: Abrandar uma situação, diminuindo seu peso, responsabilidade ou valores
naturais por expressões mais amenas e menos combativas.
Paradoxo: Situações absurdas e/ou contraditórias que se é vivenciada.
Prosopopeia: Atribuição a seres inanimados, de características e capacidades inerentes aos
seres animados. É uma personificação.
Pleonasmo: Redundância. Ex: eu sorri um sorriso; eu desci pra baixo.
Sinestesia: Fusão de sensações , confluência dos sentidos ( tato, visão, olfato, paladar, audição).
Ex: usava um perfume doce; escuto a cor dos passarinhos.
Hipérbato: Consiste na alteração da ordem direta dos termos de uma oração. Uma inversão. Ex:
passarinho, desisti de ter;
Apóstrofe: É uma apelação da voz poética às divindades; sensação de súplica ou lamentação.
Ex: Ó Deus; valha-me nossa senhora
Elipse: Omissão de um termo que deveria estar numa frase. Ex: No mar, lutas e glórias (
omissão do verbo haver)
Zeugma: Omissão de um termo que estava presente na oração. Ex: os políticos são desonestos.
Fazem de tudo para conseguir aumentar seus privilégios em detrimento da população.

ACENTUAÇÃO GRÁFICA:
Oxítona: Quando a última sílaba é tônica
Paroxítona: Quando a penúltima sílaba é tônica
Proparoxítona: Quando a antepenúltima sílaba é tônica
Bisesdrúxula: Quando a sílaba anterior a antepenúltima é tônica. Ex: tomávamo-lo
Quando há apenas uma sílaba ela é uma: Monossílaba tônica ; se essa monossílaba não é
tônica é chamada de : Monossílabos átonos.
Regras de acentuação:

 Monossílabas: O ‘I’ e o ‘U’ tendem a ser naturalmente tônicas, não sendo, geralmente,
necessária a utilização de acento. Como I e U, geralmente, não precisam de acento,
numa palavra monossílaba, só se acentuam as terminadas em : a (as) , e (es), e O (os) já
que I e U são naturalmente fortes e só são acentuadas quando juntas numa mesma
palavra ou quando estão com outras para não confundir o leitor. Ex: pá, gás, Brás, pé,
mês, três, só, nós, sós... Monossílabos terminados em i e u como: ti e tu não precisam
receber acento, pois já são tônicos.

 Oxítonas: Usando a mesma lógica, as oxítonas terminadas em a (as) e (es) em (ens) e o


(os) são acentuadas para que não se caia no erro de falar acentuadamente a primeira
sílaba ( transformando a oxítona em paroxítona) ou se acabe acentuando (na leitura)
indevidamente o i ou o u. Caso a oxítona seja terminada em i ou u, não faz sentido
acentuá-la, pois elas serão tônicas automaticamente sem a necessidade do acento. Ex:
Tatu (o u é naturalmente mais forte então não se corre o risco de se falar tátu), aqui ( o
mesmo fenômeno...) Aracaju ( não precisa do tônico no U, ngm falaria aracáju, pois o U
é naturalmente tônico em relação às outras vogais).

 Paroxítonas: Estas sim, são acentuadas somente as terminadas em i e u. Por que?


Porque se não ler-se-ia o o i ou u como tônicas, o que prejudicaria a palavra. Se elas não
tivessem acento, seriam lidas como oxítonas, por conta da presença do i ou do u na
última sílaba. Se somam a essa regra, todo o UNIVERSO de palavras existentes, desde
que, é claro, não sejam as terminadas em a , e , o am e em ( pelos motivos já
mencionados)...Logo, acentua-se todas as paroxítonas, exceto as terminadas em a, e, o
am e em...

 Proparoxítonas: São TODAS elas acentuadas. Ex: lâmpada; relâmpago...

Exceções e regras especiais:


Sabe-se que ‘i’ e ‘u’ não se acentua, mas essa regra tem uma exceção. ‘i’ e ‘u’ podem ser
acentuados, na verdade devem ser acentuados, quando se tratar de um HIATO onde o i ou o u
são tônicos. A regra é: Não se acentua i ou u tônicos e exceção: A não ser que seja um hiato
onde a segunda letra seja i ou u.
* Se depois do i ou u vier o nh, o assento não ocorrerá. Também não haverá se a vogal i
ou a vogal u não se repetirem. Ex: xiita.

A regra é que se acentue palavras tônicas acompanhadas de i pois se não leria-se o i


como tônico. Entretanto, a mesma regra vale para o u, mas algumas paroxítonas que
tem vogais tônicas que acompanham o u não são acentuadas. Ex: terapeuta,
hermeneuta...A regra então passou a valer para o i também. Palavras paroxítonas onde
vogais ‘o’ e ‘e’estejam acompanhadas do i : ei , oi , também não são acentuadas, para
ser coerente, assim, com o u ( do terapeuta). Logo: heroico, ideia, assembleia, paranoico
etc... não levam acento.
USO DO HÍFEN

1°: Em prefixos terminados em ‘R’ cuja primeira letra da outra palavra seja também ‘R’ E/OU
A SEGUNDA COMEÇE COM H. Ex:
Hiper-real; hiper-raro; inter-racial; super-resistente; super-realista.HIPER-HUMANO.

2° : Em palavras formadas por prefixo ‘Ex’ “vice” e ‘soto”.


Ex-presidente; ex-namorada; vice-presidente; vice-reitor; soto-mestre.

3° prefixos começados com pan ( ou circum, em casos mais raros) cuja primeira letra da palavra
seguinte seja uma vogal ou “N” ou “m”. Ex:
Pan-americano; circum-navegação;

4° Em palavras formadas por prefixos pré; pós e pró; cuja segunda palavra tenha significado
próprio. Ex:
pós-graduação; pré-natal; pró-desarmamento.

5° Em prefixos por palavra terminada em vogal, que tenha a segunda palavra iniciada pela
mesma vogal. Ex:
Anti-inflamatório; anti-imperialista; arqui-inimigo; arqui-irmandade; micro-ondas...
Exceção: Uma exceção a essa regra é o prefixo ‘co’, ainda que a próxima vogal também
comece com o ‘coo’. Ex: cooperação; cooperar; cooperativa.

6° Em palavras por prefixos terminados em vogais, cuja segunda palavra comece com ‘H’:
Extra-humano; pseudo-herói; ultra-humano

7° Em palavras terminadas pelos sufixos tupi-guarani que representam formas adjetivas (


características, qualidades) como AÇU; -GUAÇI; -MIRIM quando o primeiro elemento acaba
em vogal acentuada graficamente ou quando a próxima exige a distinção entre ambos. Ex:
Embu-Guaçu; jacaré-açu ; paraná-mirim

8° nos ‘EM’: Em palavras formadas pelos elementos : “além” “aquém” “recém” “sem”.
Ex: além-mar; aquém-diga ; sem-teto

9° Em palavras iniciadas pelos adjetivos ‘Grão’ e “grã”.


Ex: Grão-mestre; Grã-Bretanha.

10° Em elementos que incluam um artigo. Ex:


Todos-os-Santos;

11° Palavras iniciadas por ‘mal’ ou ‘bem’ cuja segunda palavra comece com vogal ou ‘h’. Ex:
mal-aventurado; bem-aventurado; bem-humorado; mal-estar .
****Quando a palavra é iniciada por ‘bem’, ainda que a segunda palavra seja consoante usa-se
o hífem, mas o mesmo não ocorre com a palavra mal. Ex: bem-querer bem-nascido;
malsucedido, malcriado, malvisto ( enão mal-sucedido, mal-criado e mal-visto , estas estão
erradas).
12° Em palavras que não contém elementos de ligação, mas se unem para formar um fenômeno
ou designar um objeto já conhecido da cultura popular. Ex: conta-gotas; espaço-tempo; guarda-
chuva; ano-luz.

13° Em compostos que designam espécies botânicas e zoológicas. Ex:


Beija-flor; couve-flor; bem-te-vi; erva-doce; sabiá-laranjeira.

14° Existem palavras já consagradas pela língua e que usam hífen. Ex:
Arco-da-velha; cor-de-rosa; pé-de-meia.

**** Quando NÃO se deve usar hífen:


Não se deve usar hífen, quando houver um prefixo terminado em vogal e a segunda palavra
comçada em ‘r’ ou ‘s’; nesse caso, deve-se dobrar o ‘r’ ou ‘s’. Ex: ultrassom; autorrecado;
contrassenso; arquirrival; infrassom...

Do mesmo modo não se deve usar hífen quando uma palavra é terminada em vogal e começa
com uma vogal diferente. Ex:
Autoajuda; intraocular; semiaberto; semiárido; autoesporte; autoestrada;
REGRAS ESPECIAIS:
Quando os prefixos Hiper; inter; e super só haverá hífen se a palavra seguinte começar por “R”
ou “S”. Ex: Hipersensível; Hiper-hidratação; hiperprodução...