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Manual do Proprietário

www.honda.com.br/motos/pos-venda

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informações.
Certificado de Garantia
moto honda da amazônia ltda. Código da Concessionária Vendedora

No do Chassi

Data de Emissão da Nota Fiscal de Venda

/ /

No da Nota Fiscal (Honda) No da Nota Fiscal (Concessionária) No da Bateria

Nome do Comprador

Rua / Avenida

Cidade UF

A Moto Honda da Amazônia Ltda. garante a motocicleta nova distribuída por suas concessionárias durante os primeiros
36 (trinta e seis) meses (com exceção dos itens descritos no Termo de Garantia), já englobando a garantia legal de
90 (noventa) dias, prevista no artigo 26 inciso II do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078
de 11 de setembro de 1990, a contar da data de emissão da nota fiscal de venda emitida pela concessionária, contra
efetivos defeitos de material ou fabricação.

Concessionária vendedora
Termo de Garantia
Concessão da Garantia h) As peças substituídas em garantia são de propriedade da
Os reparos em garantia deverão ser executados em qualquer Honda.
Concessionária de motocicletas Honda no território nacional i) A Honda não se responsabiliza por lucros cessantes ou
e compreendem o reparo e a substituição gratuitos das peças gastos decorrentes do tempo em que a motocicleta ficar
defeituosas, desde que não excluídos pelas observações imobilizada para a execução de qualquer serviço.
constantes abaixo. j) A garantia da bateria terá validade de 1 ano sem limite de
a) Para qualquer reclamação ou serviço dentro da garantia, quilometragem, a partir da data da nota fiscal de venda
é necessário apresentar o Manual do Proprietário/Certifi- da motocicleta.
cado de Garantia.
b) A Honda atende a motocicleta, em garantia, através de Responsabilidade do Proprietário
suas concessionárias de motocicletas Honda no território • Efetuar as inspeções e manutenções recomendadas de
nacional, ficando sujeita à verificação para análise do acordo com as especificações descritas neste manual.
componente defeituoso por parte do Departamento de
• Notificar imediatamente sua concessionária de motocicletas
Serviços Pós-Venda da Honda.
Honda após constatação de alguma irregularidade.
c) Se for constatada a deficiência de material ou fabricação, o
serviço será efetuado gratuitamente com exceção de custos • Apresentar o Certificado de Garantia (parte integrante deste
de transporte, peças e materiais não cobertos pela garantia. manual) ao solicitar reparos.
d) A Honda tem exclusividade nos pareceres e não autoriza • Despesas de mão de obra para a 1a e 2a revisão serão gratuitas
outra pessoa ou entidade a se responsabilizar ou julgar qual- se realizadas dentro do período programado. Componentes
quer defeito apresentado durante a vigência da garantia. de desgaste natural, fluidos e itens de manutenção em geral,
e) A substituição ou reparo, em qualquer circunstância, será são de responsabilidade do proprietário.
da peça defeituosa e outras estritamente necessárias. Em
hipótese alguma haverá a substituição de conjuntos e Responsabilidade da Concessionária
subconjuntos, tampouco da motocicleta. • Preencher o Certificado de Garantia e os itens deste manual.
f) Quando da solicitação da garantia, deverá ser apresentada • Explicar ao proprietário suas responsabilidades e sua impor-
à concessionária a motocicleta e nunca a peça defeituosa tância quanto às manutenções e inspeções.
separadamente.
• Certificar-se de que todos os reparos e inspeções foram
g) A Honda só concederá a garantia se forem executadas as
efetuados conforme as especificações da Honda.
revisões periódicas estipuladas na Tabela de Manutenção,
mediante a apresentação deste certificado com os quadros
correspondentes às revisões já vencidas devidamente
preenchidos e assinados pela concessionária de motocicletas
Honda no território nacional executante do serviço.
1. Itens não cobertos pela garantia d) oxidação/corrosão provenientes da utilização, maresia,
Manutenção: exposição a ambiente corrosivo, lavagem incorreta ou
com produtos agressivos;
As despesas referentes à reposição de itens de manutenção
e) descoloração ou alteração na tonalidade de peças plásticas;
correrão por conta do proprietário. São considerados itens
de manutenção os componentes ou produtos quando f) ocorrências que não afetam a segurança ou o funcio-
aplicados ou substituídos nas revisões periódicas. Abaixo namento normal da motocicleta, segundo a Honda
alguns exemplos: (ex.: sinais de vazamento de óleo, leves tendências dire-
cionais e ruídos mecânicos);
a) calços de ajuste de válvulas, juntas, guarnições, retentores,
g) danos de qualquer natureza decorrentes da utilização
anéis de vedação e velas de ignição;
inadequada da motocicleta (ex.: excesso de peso, impactos
b) custos dos filtros, lubrificantes, combustíveis e materiais de
contra buracos, etc.);
limpeza correm por conta do proprietário.
h) danos ocasionados pelo uso de combustíveis ou lubrifi-
Desgaste natural: cantes não especificados ou de baixa qualidade;
Componentes que sofrem desgaste natural em função do i) danos ocasionados por produtos ou procedimentos de
uso deverão ser periodicamente substituídos, de acordo limpeza e conservação inadequados (origem química ou
com a Tabela de Manutenção ou conforme avaliação das mecânica);
Concessionárias de motocicletas Honda. Estes componentes j) serviços de ajuste e limpeza, não inclusos nas revisões
estão cobertos pela garantia legal de 90 (noventa) dias para gratuitas, correm por conta do proprietário;
os problemas decorrentes de defeitos de peças, fabricação k) defeitos e/ou danos gerais causados por desuso prolon-
ou montagem. Após este período, todas as despesas são de gado (ex.: bateria descarregada, pneus deformados ou
responsabilidade do proprietário. Abaixo alguns exemplos: com rachaduras, etc.);
a) desgaste natural de peças e conjuntos decorrente da l) trincas ou manchas causadas por ação externa de lavagem
utilização da motocicleta, tais como pneus, câmaras de e/ou manuseio;
ar, lâmpadas, corrente de transmissão, pinhão, coroa, m) danos ao motor causados pela aspiração de água durante
componentes do sistema de freio (discos, sapatas, cabos, a pilotagem em terreno alagado;
pastilhas e cubos da roda), amortecedores e cabos em geral; n) danos gerais causados pelo não respeito às instruções de
b) desgaste, superaquecimento ou sobrecarga no sistema utilização, pilotagem e conservação descritas no Manual
de embreagem; do Proprietário;
c) descoloração ou alteração na tonalidade das superfícies o) danos ao sistema elétrico decorrentes do uso de acessórios
(ex.: escapamento, tampas do motor, discos de freio e não originais (alarmes, rastreadores, farol auxiliar,
cubo das rodas); lâmpadas xenon) ou auxílio externo para partida;
p) desgaste por atrito de uso (assento, manoplas, tanque de
combustível, carenagens, etc.)
Outras exclusões da garantia 2. Extinção da garantia
a) Falha dos sistemas de controle de emissões e de combustível A Honda cancelará a garantia se:
causadas por alterações, acidentes, uso inadequado ou a) ocorrer decurso do prazo legal;
utilização de aditivos não incorporados ao combustível, b) não houver o cumprimento das recomendações descritas
além do uso de combustível com especificação discordante nos manuais e/ou Termo de Garantia;
da estabelecida pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) c) ocorrer adulteração do hodômetro (quilometragem);
para uso automotivo, incluindo-se contaminação ou
d) a motocicleta for utilizada além da capacidade estabelecida
adulteração.
como excesso de passageiros, carga e reboque;
b) Falhas ou danos devido à utilização de lubrificantes, com-
e) ocorrerem sinistros causados por fenômenos naturais e/
bustíveis, fluidos ou gases não especificados neste manual.
ou agente externo, tais como incêndios, imersão total ou
c) Pneus: impactos em obstáculos, buracos, guias ou sarjetas parcial, acidentes, roubos, etc;
podem ocasionar cortes e rompimentos dos cordéis
f) reparo ou revisões forem efetuadas fora das concessionárias
internos do pneu ou das paredes laterais, inutilizando-o.
de motocicletas Honda no território nacional;
Os primeiros sintomas dessas avarias são: esvaziamento
imediato, estouro ou surgimento de bolhas nos pneus. g) qualquer uma das revisões não for executada dentro do
Estas avarias não são causadas por defeitos, portanto não prazo estipulado; com tolerância de 900 km a 1.100 km
são cobertas pela garantia. Mesmo quando os pneus, dentro e 1 dia útil para a revisão de 1.000 km e de 5.400 km a
de sua vida útil, forem mantidos com a pressão correta e 6.600 km e 1 dia útil para a revisão de 6.000 km. A partir
alinhados/balanceados corretamente, produzem um ruído desta revisão, a tolerância será de 600 km para mais ou
característico durante a pilotagem, o que é considerado para menos e 1 dia útil;
absolutamente normal. h) for constatada a utilização não prevista da motocicleta,
d) Balanceamento e alinhamento das rodas e pneus desde que como em competições de qualquer natureza;
não necessários como parte de um reparo em garantia. i) forem feitas quaisquer alterações de característica da
e) Recarga de bateria. motocicleta não previstas ou autorizadas pelo fabricante;
f) Danos causados por pedras, granizos, cavacos dentre j) for constatado o uso ou adaptação de peças ou acessórios
outros da mesma natureza. não originais que afetem a qualidade e a segurança da
motocicleta;
g) Danos causados por condições ambientais, fenômenos de
natureza e/ou de produtos não recomendados. k) for constatada avaria no item reclamado;
h) Prejuízos ou despesas decorrentes de: custos com trans- l) o item reclamado tiver sido removido e/ou desmontado
porte, hospedagem, refeição, hospitais e atrasos dentre fora de uma concessionária de motocicletas Honda no
outras da mesma natureza. território nacional.
i) Substituição de peças quanto ao desgaste e ataque de A Moto Honda reserva-se o direito de alterar os termos desta
agente externo. garantia, bem como os seus produtos, a qualquer tempo.
Revisões com Mão de Obra Gratuita
A finalidade da manutenção periódica é manter a motocicleta sempre em condições ideais de funcio­na­­­mento, propor-
cionando uma utilização segura e livre de problemas.
A mão de obra das duas primeiras revisões é gratuita, desde que efetuadas em Concessionárias de motocicletas Honda
no território nacional; os lubrificantes, os mate­riais de limpeza e as peças de manutenção normal ficam por conta do
proprietário. As duas primeiras revisões (1.000 km e 6.000 km) serão efetuadas pela quilometragem percorrida com
tolerância de ±10% (de 900 km até 1.100 km e de 5.400 km até 6.600 km) ou pelo período após a data de compra
da motocicleta: 6 meses ou 12 meses (com tolerância de 1 dia útil quando o prazo do término coincide com sábado,
domingo ou feriado), o que ocorrer primeiro.
 As revisões com mão de obra gratuita só terão validade se efetuadas por uma Concessionária de motocicletas
Honda no território nacional dentro do período estipulado pelo fabricante.
 Os itens que compõem essas revisões são os mencionados na tabela de manutenção no manual.
 Exija da Concessionária Honda o carimbo e a assinatura no quadro de controle das revi­sões periódicas.

0 km 1.000 km ou 6 meses 6.000 km ou 12 meses


(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)
REVISÃO
1ª REVISÃO (mão de OBRA GRATUITA) 2ª REVISÃO (mão de OBRA GRATUITA)
DE ENTREGA
O.S. N ________________________________
o
O.S. No________________________________
Inspeção (km):________________________ Inspeção (km):________________________
O.S.
No________________ Data de Inspeção:_____________________ Data de Inspeção:_____________________
Código Concessionária Executante:________ Código Concessionária Executante:________

DATA:
_____ /_____ /______
Carimbo e Assinatura do Técnico Autorizado da Concessionária Executante Carimbo e Assinatura do Técnico Autorizado da Concessionária Executante
Manutenções Periódicas
12.000 km 18.000 km 24.000 km 30.000 km 36.000 km 42.000 km
ou 18 meses ou 24 meses ou 30 meses ou 36 meses ou 42 meses ou 48 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

48.000 km 54.000 km 60.000 km 66.000 km 72.000 km 78.000 km


ou 54 meses ou 60 meses ou 66 meses ou 72 meses ou 78 meses ou 84 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

84.000 km 90.000 km 96.000 km 102.000 km 108.000 km 114.000 km


ou 90 meses ou 96 meses ou 102 meses ou 108 meses ou 114 meses ou 120 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:
120.000 km 126.000 km 132.000 km 138.000 km 144.000 km 150.000 km
ou 126 meses ou 132 meses ou 138 meses ou 144 meses ou 150 meses ou 156 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS n o OS no OS n o
OS n o
OS n o
OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

156.000 km 162.000 km 168.000 km 174.000 km 180.000 km 186.000 km


ou 162 meses ou 168 meses ou 174 meses ou 180 meses ou 186 meses ou 192 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

192.000 km 198.000 km 204.000 km 210.000 km 216.000 km 222.000 km


ou 198 meses ou 204 meses ou 210 meses ou 216 meses ou 222 meses ou 228 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:
228.000 km 234.000 km 240.000 km 246.000 km 252.000 km 258.000 km
ou 234 meses ou 240 meses ou 246 meses ou 252 meses ou 258 meses ou 264 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS n o
OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

264.000 km 270.000 km 276.000 km 282.000 km 288.000 km 294.000 km


ou 270 meses ou 276 meses ou 282 meses ou 288 meses ou 294 meses ou 300 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:

300.000 km 306.000 km 312.000 km 318.000 km 324.000 km 330.000 km


ou 306 meses ou 312 meses ou 318 meses ou 324 meses ou 330 meses ou 336 meses
(o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro) (o que ocorrer primeiro)

REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO REVISÃO


OS no OS no OS no OS no OS no OS no
DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / / DATA: / /
km: km: km: km: km: km:
MANUAL DO PROPRIETÁRIO
Introdução
Este manual é um guia prático de como cuidar da motocicleta Honda que você acaba de adquirir. Ele contém
informações básicas para que sua Honda possa ser bem cuidada, desde a inspeção diária até a manutenção
periódica, e como pilotá-la corretamente no trânsito.
Sua motocicleta é uma verdadeira máquina de precisão. E como toda máquina de precisão, necessita de
cuidados especiais para garantir um funcionamento tão perfeito como aquele apresentado ao sair da fábrica.
Sua concessionária Honda terá a maior satisfação em ajudá-lo a manter e conservar sua motocicleta. Ela lhe
oferece toda a assistência técnica necessária com pessoal treinado pela fábrica, peças e equipamentos originais.
Aproveitamos a oportunidade para agradecer a escolha de uma Honda e desejamos que sua motocicleta
possa render o máximo em economia, desempenho, emoção e prazer.

Algumas Palavras sobre a Motocicleta


Parabéns por escolher uma motocicleta Honda. Quando você adquire uma Honda, automaticamente passa
a fazer parte de uma família de clientes satisfeitos, ou seja, de pessoas que apreciam a responsabilidade da
Honda em produzir produtos da mais alta qualidade.
Em decorrência da evolução dos requisitos ambientais brasileiros, todas as motocicletas comercializadas em
nosso país a partir de 2003 atendem ao Programa Nacional de Emissões de Poluentes “PROMOT“ – estabele-
cido pelas resoluções CONAMA nº 297/02 e nº 342/03 – motivo pelo qual nossos produtos sofreram ajustes
em seus sistemas de admissão, alimentação de combustível, escapamento, dentre outros.
Para manter sua motocicleta em perfeitas condições de uso, apresentamos a seguir algumas informações
importantes que o ajudarão a entender o seu funcionamento e os cuidados necessários para sua manutenção.
MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.
Rede de Concessionárias Honda

A relação completa de endereços e telefones das Concessionárias Honda


pode ser obtida por meio de um dos canais a seguir:

Internet: Telefone (ligação gratuita):

www.honda.com.br 0800-701 34 32
CB 500X III
Limpeza e Conservação Atenção
Sempre reserve um pouco do seu tempo antes e  Nunca utilize equipamentos de alta pressão
depois de utilizar a motocicleta. Para proteger seu para lavar a motocicleta. Recomendamos lavar
investimento, é fundamental que você seja respon- a motocicleta pulverizando água (em formato de
sável pela manutenção correta de sua motocicleta. leque aberto) sob baixa pressão, a uma distância
A inspeção antes do uso e a manutenção diária, como mínima de 1,2 m da motocicleta.
limpeza e conservação, são tão importantes quanto  Materiais ou cuidados inadequados de limpeza
as revisões periódicas executadas pelas concessio- podem danificar sua motocicleta.
nárias Honda.
 Utilize somente água e xampu neutro para lavar
Você mesmo pode efetuar a limpeza e conservação a motocicleta.
de sua motocicleta. No final deste manual, apresen-
 Nunca utilize solventes químicos e produtos de
tamos os procedimentos de lavagem, conservação,
desativação e ativação de motocicletas que ficam limpeza abrasivos.
 Não utilize lã de aço para limpar os raios e/ou
imobilizadas por muito tempo.
Se você tiver qualquer dúvida, ou se necessitar de rodas.
 Lave a motocicleta com movimentos circulares
serviços especiais, recomendamos entrar em con-
tato com uma concessionária Honda que dispõe de utilizando um pano macio.
técnicos qualificados e treinados pela fábrica, que  Seque a motocicleta utilizando um pano diferente
conhecem perfeitamente sua motocicleta e estão do utilizado para lavá-la.
sempre dispostos a ajudá-lo.  Siga rigorosamente as recomendações relativas
à limpeza e conservação descritas no final deste
manual.

Consulte a página 92 para mais informações.


IV CB 500X

Conservação e Ativação de Motocicletas Oxidação


Inativas Uma das principais consequências da conservação
 Drene o tanque de combustível e pulverize o seu inadequada da motocicleta é o processo de oxidação.
interior com óleo anticorrosivo em spray. A motocicleta é diferente de outros veículos uma vez
 Remova a bateria e carregue-a uma vez por mês,
que tem seu chassi e peças aparentes desprotegidos.
mantendo-a em lugar protegido. Muitos componentes metálicos são expostos devido ao
sistema de fixação utilizado. Todo material metálico
Atenção é passível de oxidação pelo simples contato com o
oxigênio.
Siga rigorosamente as recomendações relativas à Este processo, também conhecido como ferrugem,
limpeza e conservação descritas no final do manual. pode ser acelerado devido ao contato constante com
a água e substâncias salinas.
Consulte a página 92 para mais informações.
O processo de oxidação pode ser facilmente contro-
lado, desde que a limpeza e conservação sejam exe-
cutadas corretamente. Recomendamos ainda outros
cuidados especiais, tais como lavagens constantes,
secagem e aplicação de produtos antioxidantes,
sempre que necessário.
Lembramos que o desgaste natural e a corrosão não
são itens cobertos pela garantia. No final do manual
apresentamos também informações importantes
para ajudá-lo a evitar o processo de oxidação de
sua motocicleta.

(cont.)
CB 500X V

Atenção Garantia
 Lave a sua motocicleta imediatamente após pi- A garantia Honda é concedida pelo período de 3
lotar em regiões litorâneas, em caso de contato anos sem limite de quilometragem a partir da data
com água de chuva, ou após atravessar riachos de compra, dentro das seguintes condições:
ou alagamentos para evitar oxidação. 1. Todas as revisões periódicas devem ser executadas
 Para lavar a motocicleta, use somente água sob
somente em uma concessionária Honda no terri-
baixa pressão e não use lã de aço ou abrasivos tório nacional.
para limpar raios e/ou rodas. 2. Não devem ser instalados acessórios não originais.
3. Não devem ser feitas alterações não previstas ou
Consulte a página 92 para mais informações. não autorizadas pelo fabricante nas características
da motocicleta.

Atenção
Os itens abaixo não são cobertos pela garantia
Honda:
 peças de desgaste natural, tais como vela de ig-
nição, pneus, câmaras de ar, lâmpadas, bateria,
corrente de transmissão, pinhão, coroa, lonas,
pastilhas do freio, sistema de embreagem, juntas,
guarnições, retentores, anéis de vedação e cabos
em geral;
 descoloração, manchas e alteração nas super-
fícies pintadas ou cromadas (exemplo: escapa-
mento);
 corrosão do produto.

Veja mais informações no verso do Certificado de Garantia.


VI CB 500X

Revisões com Mão de Obra Gratuita Combustível Adulterado


A mão de obra das revisões de 1.000 km e 6.000 O uso de gasolina de baixa qualidade ou adulterada
km é gratuita, desde que executadas em concessio- pode:
nárias Honda no território nacional. Essas revisões  diminuir o desempenho da motocicleta;
serão efetuadas pela quilometragem percorrida com  aumentar o consumo de combustível e óleo;
tolerância de ±10% (de 900 km até 1.100 km e de  comprometer a vida útil do motor e causar o seu
5.400 km até 6.600 km) ou pelo período após a data
travamento em casos extremos.
de compra da motocicleta (6 meses e 12 meses), o
que ocorrer primeiro. Defeitos decorrentes do uso de combustível inadequa-
do não serão cobertos pela garantia.
Veja mais informações no verso do Certificado de Garantia.
Nível de Óleo do Motor
Verifique o nível de óleo do motor diariamente, antes
de pilotar a motocicleta, e adicione se necessário.
Consulte a página 55 para mais informações.
CB 500X VII
Ruídos Vibrações
Sua motocicleta é propulsionada por um motor al- O motor desta motocicleta tem o funcionamento al-
ternativo e está em conformidade com a legislação ternativo, característico dos motores automotivos de
vigente de controle de poluição sonora para veículos combustão interna (ciclo Otto). Assim, possui diversos
automotores. componentes com movimentos alternados, sincroniza-
Muitas peças móveis são utilizadas no processo de dos com o eixo do motor e, durante o funcionamento,
fabricação do motor. O mecanismo possui tolerâncias surgem vibrações e ruídos que são absolutamente
de fabricação, seguindo rigorosamente as normas normais e característicos deste tipo de motor.
de engenharia e controle de qualidade de fábrica. As vibrações são transmitidas ao longo de toda a
Dependendo da variação dessas tolerâncias, alguns motocicleta, podendo ser amplificadas, dependendo
motores poderão apresentar ruídos característicos da geometria de cada componente, a exemplo do
diferentes das motocicletas de mesma cilindrada. guidão, para-lama traseiro, tanque de combustível,
Essa variação geralmente é percebida com a alteração dentre vários outros.
térmica do motor e é considerada absolutamente As vibrações podem surgir também ao pilotar sobre
normal. pistas irregulares ou devido ao efeito aerodinâmico
(impacto do ar com diversos componentes ou piloto).
Atenção Vibrações não são caracterizadas como anomalias e
Não remova nenhum elemento de fixação e utilize sim como uma característica de qualquer veículo au-
somente peças originais Honda para evitar ruídos tomotor e, portanto, não são cobertas pela garantia.
desagradáveis.

(cont.)
VIII CB 500X

Ao longo da utilização, as vibrações descritas podem Exaustão dos Gases do Escapamento


ocasionar o afrouxamento de parafusos e compo-
Embora todas as motocicletas produzidas pela Moto
nentes.
Honda da Amazônia estejam em total conformidade
Por isso, siga rigorosamente a tabela de manutenção com o Promot e, portanto, o seu nível de emissão de
e utilize somente peças genuínas Honda. poluentes seja assegurado pela qualidade do projeto
e do processo produtivo, os gases produzidos pela
Atenção combustão no motor apresentam um odor caracte-
Verifique constantemente as condições de todos rístico que pode, eventualmente, impregnar as roupas
os fixadores quando utilizar a motocicleta em e pertences do usuário.
superfícies acidentadas para evitar vibrações de- Uma vez que piloto e passageiro de motocicletas
sagradáveis. estão totalmente expostos às condições ambientais,
tal situação, embora por vezes desagradável, não
configura problema de produto e pode ser agravada
por diversos fatores, entre os quais:
 condições climáticas (temperatura, umidade do ar,
vento, etc.);
 posicionamento da saída do escapamento (baixo
ou alto, próximo ao usuário);
 qualidade do combustível utilizado;
 modo de utilização (cidade ou estrada, baixa ou
alta velocidade, etc.).
CB 500X 1

CB 500X

Todas as informações, ilustrações e especificações incluídas nesta publicação são baseadas nas informações
mais recentes disponíveis sobre o produto no momento de autorização da impressão.
A Moto Honda da Amazônia Ltda. se reserva o direito de alterar as características da motocicleta a qualquer
tempo e sem aviso prévio, sem que por isso incorra em obrigações de qualquer espécie.
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida sem autorização por escrito.
2 CB 500X

Notas Importantes
 Esta motocicleta foi projetada para transportar piloto e passageiro. Nunca exceda a capacidade máxima
de carga (página 13) e verifique sempre a pressão recomendada para os pneus (página 47).
 As ilustrações apresentadas no manual destinam-se a facilitar a identificação dos componentes. Elas podem
diferir um pouco dos componentes de sua motocicleta.
 Esta motocicleta foi projetada para ser pilotada somente em estradas pavimentadas.
 Leia atentamente este manual e preste atenção especial às afirmações precedidas das seguintes palavras:

Cuidado
Indica, além da possibilidade de dano à motocicleta, risco ao piloto e ao passageiro se as instruções não
forem seguidas.

Atenção
Indica a possibilidade de dano à motocicleta se as instruções não forem seguidas.

NOTA
Fornece informações úteis.

3 Anos de Assistência 24 horas


A Honda oferece, pelo prazo de 3 anos, o serviço de Assistência 24 horas que poderá ser usado em uma
eventual emergência.
Consulte as Condições Gerais no folheto “3 Anos de Assistência 24 horas” que acompanha este manual.
CB 500X 3
ÍNDICE INSTRUMENTOS, CONTROLES E
FUNCIONAMENTO 19
ASSISTÊNCIA AO CLIENTE 7 Localização dos Controles............................. 19
Instrumentos................................................. 21
PILOTAGEM COM SEGURANÇA 8 Medidor de Consumo de Combustível........ 23
Regras de Segurança....................................... 8 Ajuste do Mostrador................................... 25
Pilotagem sob Más Condições de Tempo...... 9 Indicadores................................................... 29
Equipamentos de Proteção............................... 9 Interruptores................................................. 30
Modificações................................................. 10 Trava da Coluna de Direção....................... 31
Cuidados com Alagamentos.......................... 10 Partida do Motor........................................... 31
Opcionais..................................................... 10 Troca de Marchas.......................................... 32
Acessórios e Carga........................................ 11 Tanque de Combustível.................................. 33
Acessórios................................................. 11 Abertura da Tampa do Tanque................... 33
Carga....................................................... 13 Fechamento da Tampa do Tanque.............. 33
Compartimento de Armazenamento............... 34
PRECAUÇÕES DE PILOTAGEM 15 Suporte de Capacete................................. 34
Jogo de Ferramentas................................. 35
Cuidados para Amaciar o Motor.................... 15
Porta-documentos...................................... 35
Frenagem..................................................... 15
Sistema de Freio Antibloqueio (ABS)............ 16
Freio-motor............................................... 16
Pilotagem sob Chuva................................. 16
Abastecimento de Combustível....................... 16
Estacionamento............................................. 17
Como Prevenir Furtos................................. 18
(cont.)
4 CB 500X

MANUTENÇÃO 36 Líquido de Arrefecimento............................... 57


Tabela de Manutenção.................................. 36 Verificação do Nível................................... 57
Cuidados na Manutenção.............................. 40 Adição...................................................... 58
Princípios da Manutenção.............................. 40 Substituição............................................... 58
Inspeção Antes do Uso............................... 40 Freios........................................................... 59
Peças de Reposição.................................... 41 Verificação do Nível de Fluido.................... 59
Bateria...................................................... 41 Verificação das Pastilhas............................. 60
Fusíveis..................................................... 43 Ajuste do Interruptor da Luz do Freio.......... 61
Óleo do Motor.......................................... 44 Cavalete Lateral............................................ 61
Fluido de Freio.......................................... 45 Corrente de Transmissão............................... 62
Corrente de Transmissão............................ 45 Deslizador da Corrente.............................. 65
Respiro do Motor....................................... 47 Embreagem.................................................. 65
Líquido de Arrefecimento........................... 47 Verificação da Folga da Alavanca............... 65
Pneus........................................................ 47 Ajuste da Folga.......................................... 66
Filtro de Ar................................................ 50 Acelerador.................................................... 67
Jogo de Ferramentas..................................... 50 Verificação................................................ 67
Remoção e Instalação de Componentes do Folga das Válvulas........................................ 68
Chassi.......................................................... 51 Respiro do Motor........................................... 68
Assento..................................................... 51 Outros Ajustes............................................... 69
Tampas Laterais......................................... 52 Ajuste da Suspensão Traseira..................... 69
Presilhas.................................................... 53 Ajuste da Altura do Para-brisa.................... 70
Bateria...................................................... 53 Ajuste da Alavanca do Freio....................... 71
Óleo do Motor.............................................. 55 Ajuste da Suspensão Dianteira................... 71
Verificação do Nível................................... 55 Ajuste do Facho do Farol............................ 72
Adição...................................................... 55 Espelho Retrovisor...................................... 73
Troca do Óleo e do Filtro de Óleo.............. 56
(cont.)
CB 500X 5
DIAGNOSE DE DEFEITOS 74 INFORMAÇÕES GERAIS 86
O Motor Não Dá Partida (Indicador do sistema Chaves......................................................... 86
imobilizador (HISS) permanece aceso).............. 74 Chave de Ignição...................................... 86
O Motor de Partida Funciona mas o Motor Instrumentos, Controles e Outros Componentes..87
Não Dá Partida......................................... 74 Interruptor de Ignição................................ 87
O Motor de Partida Não Funciona.............. 74 Interruptor do Motor.................................. 87
Superaquecimento (Indicador de temperatura do Hodômetro................................................ 87
líquido de arrefecimento aceso)..................... 75
Hodômetro Parcial..................................... 87
Os Indicadores se Acendem ou Piscam........... 76
Sistema Imobilizador (HISS)........................ 87
Indicador da Pressão do Óleo.................... 76
Catalisador................................................... 88
Indicador de Falha do PGM-FI.................... 76
Porta-documentos...................................... 88
Indicador do ABS....................................... 76
Corte da Ignição........................................ 88
Indicação de Falha do Medidor de Combustível.. 77
Pneu Furado................................................. 78
COMO TRANSPORTAR A MOTOCICLETA 89
Rodas........................................................... 78
Reboque para Motocicletas............................ 90
Roda Dianteira.......................................... 78
Roda Traseira............................................ 80
Falha Elétrica................................................ 82 ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL 91
Bateria Sem Carga.................................... 82 Condições da Motocicleta.............................. 91
Lâmpadas Queimadas............................... 82 Maneira de Pilotar......................................... 91
Fusível Queimado...................................... 85 Condições Externas....................................... 91

(cont.)
6 CB 500X

LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 92 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 104


Equipamentos de Lavagem............................ 93
Como Lavar a Motocicleta............................. 94 IDENTIFICAÇÃO DA MOTOCICLETA 105
Componentes de Alumínio............................. 97 Identificação do Ano de Fabricação............. 106
Painéis ......................................................... 97 Etiqueta com Código de Barras.................... 106
Para-brisa..................................................... 97
Manutenção do Escapamento........................ 98 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS 108

CONSERVAÇÃO DE MANUAL DO CONDUTOR


MOTOCICLETAS INATIVAS 99
Ativação da Motocicleta............................... 101

NÍVEL DE RUÍDOS 102

PROGRAMA DE CONTROLE DE
POLUIÇÃO DO AR 103
Controle de Emissões.................................. 103
CB 500X 7
ASSISTÊNCIA AO CLIENTE
Honda se preocupa não só em oferecer motocicletas econômicas e de excelente qualidade e desempenho, mas
também em mantê-las em perfeitas condições de uso, contando para isso com uma rede de concessionárias
Honda. Consulte sempre uma de nossas concessionárias toda vez que tiver dúvidas ou houver necessidade
de efetuar algum reparo.
Caso o atendimento não tenha sido satisfatório, notifique o Gerente de Serviços da concessionária. Anote o
nome do Gerente de Pós-Venda ou Gerente Geral para sua referência.
Se ainda assim o problema não for solucionado, entre em contato com o Departamento de Relacionamento
com o Cliente Honda, que tomará as providências para assegurar sua satisfação.

NOTA
Para facilitar o atendimento, tenha em mãos as seguintes informações:
Q nome, endereço e telefone do proprietário;
Q número do chassi;
Q ano e modelo da motocicleta;
Q data de aquisição e quilometragem da motocicleta;
Q concessionária na qual efetuou o serviço.

Para assuntos relacionados ao Consórcio Nacional Honda (CNH) e Banco Honda, consulte números espe-
cíficos no site www.honda.com.br
Relacionamento com o Cliente Honda
0800 055 22 21
Horário Atendimento
Segunda a Sexta 8:00 às 20:00 horas Informações, Dúvidas e Sugestões
(dias úteis)
9:00 às 17:00 horas Suporte Técnico
8 CB 500X

PILOTAGEM COM SEGURANÇA 4. Obedeça às leis de trânsito.


 A velocidade excessiva é um fator comum a

Cuidado muitos acidentes. Respeite os limites de veloci-


dade e NUNCA pilote além do que as condições
Pilotar uma motocicleta requer certos cuidados para permitem.
garantir sua segurança. Leia atentamente todas as  Sinalize antes de fazer conversões ou mudar de
informações a seguir antes de pilotar. pista. O tamanho e a maneabilidade da moto-
cicleta podem surpreender outros motoristas.
Regras de Segurança 5. Não se deixe surpreender por outros motoristas.
1. Faça sempre uma Inspeção Antes do Uso (página Fique atento nos cruzamentos, entradas/saídas de
40), antes de acionar o motor. Isso pode evitar estacionamentos, vias expressas e rodovias.
acidentes e danos à motocicleta. 6. Mantenha ambas as mãos no guidão e os pés nos
2. Pilote somente se for habilitado. NUNCA empreste pedais de apoio ao pilotar. O passageiro deve
sua motocicleta a pilotos inexperientes. segurar-se com as duas mãos no piloto ou nas
3. Na maioria dos acidentes entre automóveis e alças traseiras e manter os pés nos pedais de apoio.
motocicletas, o motorista alega não ter visto a 7. Nunca deixe sua motocicleta sozinha com o motor
motocicleta. Para evitar que isso aconteça: ligado.
 ande sempre com o farol ligado; 8. Regule os espelhos retrovisores (página 73).
 use sempre roupas e capacetes de cor clara e 9. Em caso de acidente, avalie a gravidade dos feri-
visível; mentos pessoais e a condição da motocicleta para
 não se posicione em locais onde o motorista
certificar-se de que é seguro continuar pilotando.
possa ter sua visão encoberta. Veja e seja visto. Se necessário, chame socorro especializado. Caso
o acidente envolva terceiros, obedeça às leis per-
tinentes. Assim que possível, procure uma conces-
sionária Honda para inspecionar a motocicleta.
CB 500X 9
Pilotagem sob Más Condições de Tempo Equipamentos de Proteção
Pilotar sob más condições de tempo, como chuva ou
neblina, requer uma técnica diferente de pilotagem Cuidado
devido à redução da visibilidade e aderência dos pneus.
Para reduzir as chances de ferimentos fatais, a
Resolução CONTRAN nº 453, de 26/09/2013,
estabelece a obrigatoriedade do uso do capacete
pelo piloto e passageiro. O não cumprimento desta
implicará nas sanções previstas pelo Código de
Trânsito Brasileiro.
1. Use somente capacetes com o selo do INMETRO.
Ele garante que o capacete atende aos requisitos
de segurança previstos pela legislação brasileira.
A viseira do capacete deve ser transparente (sem
película) e estar totalmente abaixada durante a
pilotagem. Se o capacete for do tipo aberto, use
óculos de proteção para motociclistas. Botas, luvas
e roupas protetoras são essenciais. O passageiro
necessita da mesma proteção.

(cont.)
10 CB 500X

Modificações
Cuidado
A modificação ou remoção de peças originais da
motocicleta pode reduzir a segurança e infringir
as leis de trânsito. Obedeça às normas que regu-
lamentam o uso de equipamentos e acessórios.
1 Cuidados com Alagamentos
Ao trafegar em locais alagados, riachos e enchentes,
1. Protetor de escapamento evite a entrada de água no motor pelo filtro de ar.
2. Esta motocicleta atende à Resolução CONTRAN nº Isso poderá causar o efeito de calço hidráulico, o qual
228, de 02/03/2007, e utiliza sistema de exaustão danificará o motor.
de parede dupla com protetor de escapamento. A entrada de água no motor causará a contamina-
Use roupas que protejam as pernas e os braços. ção do óleo lubrificante. Caso ocorra tal situação,
Não toque no motor e escapamento mesmo após desligue o motor imediatamente e substitua o óleo
desligar o motor. em uma concessionária Honda para certificar-se da
3. Para evitar possível dano à motocicleta ou pertences eliminação da água do motor e execução de revisão
pessoais devido ao aquecimento, não bloqueie ou e manutenção adequada.
restrinja o fluxo de ar ao redor do silencioso com Opcionais
carga ou roupa. Dirija-se a sua concessionária Honda para obter
4. Não use roupas soltas que possam se enganchar informações sobre os opcionais disponíveis para sua
nas alavancas de controle, pedais de apoio, cor- motocicleta.
rente de transmissão ou nas rodas.
CB 500X 11
Acessórios e Carga Acessórios
Os acessórios originais Honda foram projetados
Cuidado especificamente para esta motocicleta. Lembre-
 Para evitar acidentes, sobrecarga e danos, se de que você é diretamente responsável pela
tenha extremo cuidado ao instalar acessórios escolha, instalação e uso correto de acessórios
e acomodar qualquer carga na motocicleta, não originais.
e ao pilotá-la com os mesmos. A colocação Observe as recomendações sobre carga citadas
de acessórios e carga pode reduzir a estabili- anteriormente e as seguintes:
dade, desempenho e limite de velocidade de 1. Verifique o acessório cuidadosamente e sua pro-
segurança da motocicleta. Lembre-se de que o cedência, assegurando-se de que este não afete:
desempenho pode ser reduzido ainda mais com  a visualização do farol, lanterna traseira, sinaleiras
a instalação de acessórios não originais Honda, e placa de licença;
carga mal distribuída, pneus gastos, mau estado  a distância mínima do solo (no caso de protetores);
da motocicleta, e más condições das estradas e  o ângulo de inclinação da motocicleta;
do tempo.  o curso da direção;
 Estas precauções gerais podem ajudá-lo a deci-
 o curso das suspensões traseira e dianteira;
dir se e como equipar sua motocicleta, e como
 a visibilidade do piloto;
acomodar a carga com segurança.
 o acionamento dos controles;
 A estabilidade e a dirigibilidade da motocicleta
podem ser afetadas por cargas e acessórios que  a estrutura da motocicleta (chassi);

estejam mal fixados. Verifique frequentemente a  o torque de porcas, parafusos e fixadores;


fixação da carga e acessórios.  ou exceda a capacidade de carga.

(cont.)
12 CB 500X

2. Carenagens grandes ou para-brisas montados nos 6. Qualquer modificação no sistema de arrefecimento


garfos, inadequados para a motocicleta ou insta- provoca superaquecimento e sérios danos ao motor.
lados incorretamente, podem causar instabilidade. 7. Esta motocicleta não foi projetada para utilizar
Não instale carenagens que restrinjam o fluxo de sistema de alarme. A utilização de qualquer tipo de
ar para o motor. alarme poderá afetar o sistema elétrico da motoci-
3. Acessórios que alteram a posição de pilotagem, cleta. A Honda cancelará a garantia se constatar o
afastando as mãos e os pés dos controles, dificul- uso de algum tipo de alarme.
tando o acesso aos mesmos, consequentemente
aumentam o tempo necessário à reação do mo-
tociclista em situações de emergência.
4. Não instale equipamentos elétricos que possam
exceder a capacidade do sistema elétrico da mo-
tocicleta. Toda pane no circuito elétrico é perigosa.
Além de afetar o sistema de iluminação e sinaliza-
ção, provoca uma queda no rendimento do motor.
5. Esta motocicleta não foi projetada para receber
sidecars ou reboques. A instalação de tais acessó-
rios submete os componentes do chassi a esforços
excessivos, causando danos à motocicleta, além de
prejudicar a dirigibilidade.
CB 500X 13
Carga Capacidade de carga
O peso e a acomodação da carga são muito im- Esta motocicleta foi projetada para transportar duas
portantes para sua segurança. Sempre que pilotar a pessoas: piloto (1) e passageiro (2). A soma dos
motocicleta com um passageiro ou carga, observe as pesos deve ser distribuída em 4 pontos (A, B, C e D).
seguintes precauções: Não exceda a capacidade máxima, pois sua motoci-
1. Mantenha o peso da bagagem perto do centro cleta apresentará melhor estabilidade, dirigibilidade
da motocicleta. Distribua o peso uniformemente, e conforto se for utilizada nestas condições.
em ambos os lados da motocicleta, para evitar Capacidade máxima de carga: 185 kg
desequilíbrios. À medida que se afasta o peso do (Piloto, passageiro, bagagem e acessórios)
centro da motocicleta, a dirigibilidade é afetada.
Transformação de Categoria para Transporte
2. Ajuste a pressão dos pneus (página 47) e a de Cargas
suspensão traseira (página 69) de acordo com Este modelo não é especificado para transporte
a carga e condições da pista. de carga.
3. A estabilidade e a dirigibilidade da motocicleta po- ►► A utilização desta motocicleta para transporte
dem ser afetadas por cargas mal fixadas. Verifique remunerado de carga conforme as Resoluções
frequentemente a fixação da carga. CONTRAN nº 356, de 02/08/2010 e nº 378, de
4. Não prenda objetos grandes ou pesados no gui- 06/04/2011, não é recomendada para este mo-
dão, amortecedores dianteiros ou para-lama. Isso delo. Para o perfeito entendimento dos requisitos
poderia resultar em instabilidade da motocicleta legais relacionados ao transporte remunerado de
ou resposta lenta da direção. carga, leia com atenção o conteúdos das Resolu-
ções CONTRAN nº 356, de 02/08/2010 e nº 378,
5. Para evitar possível dano à motocicleta ou perten- de 06/04/2011 e suas atualizações, disponíveis
ces pessoais devido ao aquecimento, não bloqueie no site www.denatran.gov.br.
ou restrinja o fluxo de ar ao redor do silencioso ►► A Moto Honda da Amazônia Ltda. não se respon-
com carga ou roupa. sabiliza pela instalação de acessórios não originais
de fábrica ou por danos causados à motocicleta
pela utilização destes.
►► A responsabilidade por problemas em acessórios
não originais de fábrica caberá exclusivamente
ao fabricante/fornecedor/instalador do acessório.
14 CB 500X

Distribuição de peso Atenção


(A) Assento dianteiro, (B) Pedal de apoio dianteiro,
 Este modelo não é homologado (ou especifica-
(C) Assento traseiro (centro da roda traseira) e do) para o transporte de semirreboque. Desta
(D) Pedal de apoio traseiro. forma, a utilização do semirreboque nesta mo-
(2) + (1) < capacidade máxima tocicleta é vedada por Lei, conforme estabelece
(menor ou igual)
a resolução CONTRAN nº 197 de 25/07/2006,
complementada pela Resolução nº 273 de
04/04/2008.
 A Moto Honda da Amazônia Ltda. NÃO RE-
COMENDA a instalação e/ou utilização de
semirreboque nesta motocicleta. Para o perfeito
entendimento dos requisitos legais para o uso de
semirreboque, leia com atenção as resoluções
CONTRAN nº 197 e 273, disponíveis no site
(figura ilustrativa) www.denatran.gov.br.
 A Moto Honda da Amazônia Ltda. NÃO SE
Atenção RESPONSABILIZA pela instalação e/ou utilização
Danos causados pelo excesso de carga NÃO de semirreboque nesta motocicleta, bem como
SERÃO COBERTOS pela garantia Honda. Se por danos decorrentes de sua utilização.
estiver em dúvida sobre como calcular o peso  A responsabilidade pela instalação e/ou utiliza-
da carga que pode ser acomodada em sua ção dos semirreboques caberá exclusivamente
motocicleta sem causar sobrecarga e danos ao proprietário desta motocicleta.
estruturais, procure uma concessionária Honda.  Capacidade máxima de tração - CMT: Zero
CB 500X 15
PRECAUÇÕES DE PILOTAGEM Atenção
Cuidados para Amaciar o Motor Se o motor for operado em rotações excessivas,
Os cuidados com o amaciamento, durante os primei- será seriamente danificado.
ros 500 km de uso, prolongarão consideravelmente
Essas recomendações se aplicam a toda vida útil do
a vida útil e aumentarão o desempenho de sua
motor e não somente ao período de amaciamento.
motocicleta.
 Durante os primeiros 1.000 km, pilote a moto- Frenagem
cicleta de modo que o motor não seja solicitado Observe as orientações a seguir:
excessivamente, evitando que as rotações ultrapas-  Evite frenagens bruscas e reduções repentinas de
sem 5.000 rpm. Entre 1.000 e 1.600 km, aumente marchas.
as rotações do motor para 7.000 rpm, mas não  Frenagens bruscas podem dificultar o controle
exceda este limite. da motocicleta.
 Evite acelerações bruscas e utilize marchas adequa-
 Sempre que possível, reduza a velocidade antes
das para evitar esforços desnecessários do motor. de entrar numa curva. Caso contrário, há o
 Nunca force o motor com aceleração total em baixa perigo de derrapagem.
rotação.  Tenha cuidado em superfícies molhadas ou de
 Não pilote a motocicleta por longos períodos em areia e terra.
velocidade constante.  Os pneus derrapam mais facilmente em tais
 Evite operar o motor em rotações muito baixas ou superfícies e a distância de frenagem é maior.
altas.  Evite o acionamento contínuo dos freios.
 Após 1.600 km, o motor poderá ser utilizado com  O acionamento contínuo dos freios, tal como
aceleração total. Entretanto, não ultrapasse a faixa em declives acentuados, pode superaquecê-los
vermelha do tacômetro em hipótese nenhuma. e reduzir sua eficiência. Utilize o freio-motor,
 Durante os primeiros 1.000 km, acione os freios reduzindo as marchas com a utilização inter-
de modo suave para aumentar sua durabilidade mitente dos freios dianteiro e traseiro.
e garantir sua eficiência futura. Evite frenagens  Para máxima eficiência da frenagem, acione os
bruscas. freios dianteiro e traseiro simultaneamente.
(cont.)
16 CB 500X

Sistema de Freio Antibloqueio (ABS) Abastecimento de Combustível


Este modelo está equipado com um sistema de freio
antibloqueio (ABS) projetado para ajudar a evitar o Cuidado
travamento das rodas em frenagens bruscas.
Antes de abastecer, desligue o motor e mantenha
 O ABS não reduz a distância de frenagem. Em
faíscas, chamas e cigarros afastados.
algumas situações, uma motocicleta com ABS pode
necessitar de uma distância maior para frear. Siga as orientações abaixo para proteger o motor e
 O ABS não funciona em velocidades inferiores a o catalisador:
10 km/h.  Use somente gasolina comum de boa qualidade
 A alavanca e o pedal do freio podem recuar um (sem aditivo).
pouco ao aplicar os freios. Isso é uma condição  O uso de gasolina de baixa qualidade pode com-
normal. prometer o funcionamento e a durabilidade do
 Use sempre os pneus recomendados para garantir motor.
o correto funcionamento do ABS.  Não use gasolina deteriorada ou contaminada.
 Evite a entrada de poeira e água no tanque de
Freio-motor combustível.
O freio-motor ajuda a reduzir a velocidade da moto-
cicleta ao soltar o acelerador. Ao enfrentar um declive
acentuado, utilize o freio-motor, reduzindo as marchas
com a utilização intermitente dos freios.
Pilotagem sob Chuva
A superfície da pista fica escorregadia quando mo-
lhada, reduzindo a eficiência da frenagem.
Tenha bastante cuidado ao frear em dias chuvosos.
Se os freios ficarem molhados, acione-os enquanto
pilota em velocidade baixa para ajudar a secá-los.
CB 500X 17
Estacionamento Atenção
1. Pare a motocicleta, coloque a transmissão em  Estacione a motocicleta em local plano e firme
ponto morto e desligue o motor. para evitar quedas. O local deve ser bem venti-
2. Abaixe o cavalete lateral. lado e abrigado.
3. Incline lentamente a motocicleta para a esquerda  Caso estacione em subidas ou superfícies de
até apoiá-la no cavalete. areia ou terra, posicione corretamente a moto-
4. Gire o guidão totalmente para a esquerda. cicleta para evitar queda ou movimento inespe-
►► Girar o guidão para a direita diminui a estabili- rado.
dade da motocicleta e pode causar sua queda.  Caso use uma capa protetora, remova-a antes
5. Posicione o interruptor de ignição na posição de acionar o motor.
(trava) e remova a chave (página 30).  Ao estacionar a motocicleta, evite deixá-la sob ár-
vores ou locais onde haja precipitação de frutas,
Cuidado folhas ou detritos de pássaros para evitar danos
 Não fume ou acenda fósforos próximos à moto- à pintura e demais componentes da motocicleta.
cicleta.  Sempre que possível, proteja sua motocicleta da

 Ao estacionar a motocicleta, certifique-se de que


chuva, especialmente em regiões metropolitanas
materiais inflamáveis não entrem em contato e industriais, para evitar a oxidação causada pela
com as peças quentes. poluição.
 Evite colocar objetos, como capas de chuva,
 Não cubra a motocicleta nem encoste no motor,
silencioso, freios ou outras peças enquanto esti- mochilas, caixas e capacete, sobre o tanque de
verem quentes. combustível, principalmente sobre o respiro da
tampa, para evitar riscos e danos à pintura.
 O motor só deve ser acionado por pessoas que
 O cavalete lateral foi projetado para suportar
tenham prática e conhecimento do produto.
Evite que crianças permaneçam sobre ou perto apenas o peso da motocicleta. Não é reco-
da motocicleta, quando estiver estacionada ou mendável a permanência de pessoas ou carga
com o motor aquecido. sobre a motocicleta enquanto estiver apoiada no
cavalete lateral.
18 CB 500X

Como Prevenir Furtos DADOS DO 1º PROPRIETÁRIO


1. Sempre trave a coluna de direção e nunca esque-
Nome: _____________________________________________________
ça a chave no interruptor de ignição. Isso pode
parecer simples e óbvio, mas muitas pessoas se Endereço:___________________________________________________
descuidam. CEP: Cidade: ___________________
2. Certifique-se de que a documentação da motoci- Estado:___________________________ Tel: ______________________
cleta esteja em ordem e atualizada. Data da compra: _____/__________/_________
3. Estacione sua motocicleta em locais fechados,
sempre que possível.
4. A Moto Honda da Amazônia Ltda. não autoriza:
DADOS DO 2º PROPRIETÁRIO
a) A utilização de dispositivos antifurtos, tais como
alarmes, cortaignição, rastreadores por satélite, Nome: _____________________________________________________
etc. Endereço:___________________________________________________
 A instalação desses acessórios altera o circuito CEP: Cidade: ___________________
elétrico original da motocicleta com o corte, Estado:___________________________ Tel: ______________________
descascamento e solda na fiação principal ou
Data da compra: _____/__________/_________
em outros ramos do circuito elétrico, além de
danificar irreparavelmente a unidade PGM-FI,
pois a mesma é curto-circuitada.
b) A gravação de caracteres nas peças da motoci- DADOS DO 3º PROPRIETÁRIO
cleta pode comprometer seriamente sua dura- Nome: _____________________________________________________
bilidade, criando pontos de oxidação, manchas Endereço:___________________________________________________
e descascamento, etc. Esses danos não são
CEP: Cidade: ___________________
cobertos pela garantia.
5. Preencha ao lado seu nome, endereço, número de Estado:___________________________ Tel: ______________________

telefone e data da compra. Mantenha o Manual Data da compra: _____/__________/_________


do Proprietário sempre em sua motocicleta. Muitas
vezes, as motocicletas roubadas são identificadas
por meio do manual.
CB 500X 19
INSTRUMENTOS, CONTROLES E FUNCIONAMENTO
Localização dos Controles
1 Jogo de ferramentas
1 2 Porta-documentos
2 3 Tampa lateral
Reservatório do fluido
3 4
de freio dianteiro
Ajustador da pré-carga
4 5
da mola dianteira
5 Alavanca do freio
6
dianteiro
6 7 Manopla do acelerador
7 Tampa do gargalo de
8
abastecimento de óleo
8 9 Visor de inspeção
9 10 Filtro de óleo do motor
Parafuso de drenagem
11
10 do óleo do motor
12 Pedal de freio traseiro
11
13 Fusível principal
12 Reservatório do fluido
14
de freio traseiro
13

14
(cont.)
20 CB 500X

15 Para-brisa
15
Ajustador da pré-carga
16
16 da mola dianteira
17 Alavanca da embreagem
17
Tampa do tanque de
18
18 combustível
19 Assento
19 20 Bateria
20 21 Caixa de fusíveis
22 Tampa lateral
21
23 Corrente de transmissão
22 Ajustador da pré-carga
24
da mola traseira
23 Reservatório do líquido
25
de arrefecimento
24
26 Cavalete lateral
25 27 Pedal de câmbio
28 Respiro do motor
26

27

28
CB 500X 21
Instrumentos

3 4

1 2 7

1 Botão SEL 6 Relógio


2 Botão SET Para ajustar o relógio, consulte a página 26.

3 Velocímetro 7 Medidor de combustível


A quantidade de combustível remanescente no tanque
4 Tacômetro quando o indicador (E) começa a piscar é de aproxima-
damente 2,8 litros.
ATENÇÃO
Caso os indicadores do medidor de combustível pisquem
Não opere o motor na faixa vermelha do tacômetro.
repetidamente ou se apaguem, consulte a página 77.
Rotação excessiva pode prejudicar a vida útil do motor.
5 Faixa vermelha do tacômetro
Indica a faixa de rotação excessiva do motor.
(cont.)
22 CB 500X

Hodômetro Hodômetro Consumo atual Consumo médio Consumo de


Hodômetro
parcial A parcial B de combustível de combustível combustível

Pressione o botão SEL


Quando o primeiro segmento "E" do
medidor de combustível começar a piscar

Consumo de combustível reserva , página 24

8 Hodômetro (TOTAL), Hodômetro parcial (TRIP A/B), Inspeção do mostrador


Consumo atual de combustível, Consumo médio de Quando o interruptor de ignição é ligado, todos
combustível (AVG) e Consumo de combustível os modos e segmentos digitais do mostrador são
O botão SEL alterna entre hodômetro, hodômetros exibidos.
parciais A e B, consumo atual de combustível, consumo
médio de combustível e consumo de combustível.
Se alguma parte do mostrador não ficar visível, pro-
cure uma concessionária Honda.
Para zerar o hodômetro parcial, consulte a página 23.
(cont.)
CB 500X 23
Medidor de Consumo de Combustível Zerar os hodômetros parciais, consumo médio
O consumo médio de combustível e o consumo de de combustível e consumo de combustível
combustível serão baseados no hodômetro parcial A. 1. Para zerar o hodômetro parcial A, consumo médio
Consumo atual de combustível de combustível e consumo de combustível juntos,
Indica o consumo atual ou instantâneo de combustível. mantenha pressionado o botão SET com o hodô-
Quando a velocidade da motocicleta é inferior a 7 metro parcial A, consumo médio de combustível
km/h, “ ” é exibido. Se “ ” for exibido em ou consumo de combustível exibido.
velocidade superior a 7 km/h, procure sua conces- Hodômetro Consumo médio Consumo de
sionária Honda. parcial A de combustível combustível

Consumo médio de combustível


ou ou
Exibe o consumo médio de combustível desde a
última reinicialização do hodômetro parcial A. 2. Quando estiverem zerados, “0.0” é exibido em
Quando “ ” é exibido, procure sua concessio- cada indicação.
nária Honda.
Consumo de combustível
Exibe o consumo total de combustível desde a
última reinicialização do hodômetro parcial A.
Quando “ ” é exibido, procure sua concessio-
nária Honda. 3. Em seguida, o mostrador retorna à última indica-
►► Para zerar o consumo médio de combustível e o ção selecionada.
consumo de combustível, consulte a página 23.
ou ou

(cont.)
24 CB 500X

4. Para zerar o hodômetro parcial B, mantenha pres- Mostrador de consumo de combustível reserva
sionado o botão SET com o hodômetro parcial B Quando o primeiro segmento (E) do medidor de com-
exibido. bustível começar a piscar, o hodômetro, hodômetro
Hodômetro parcial B parcial e medidor de consumo de combustível se
alternam para mostrador de consumo de combustível
reserva.
O tanque de combustível deve ser reabastecido o
mais rápido possível.
1 1. Mostrador de consumo
de combustível reserva

Além disso, o hodômetro parcial A, consumo médio


de combustível e consumo de combustível serão
zerados automaticamente ao abastecer mais do que
a reserva de combustível e pilotar a motocicleta por  Pisca quando atingir 0,0 litro.
0,1 km. ►► Quando a quantidade de combustível consumida
É possível ativar ou desativar o modo de reinicializa- for maior que 1,0 litro, o mostrador piscará mais
ção automática ao reabastecer (página 27). rápido.
►► Caso você mude o mostrador para hodômetro, ho-
dômetro parcial, medidor de consumo de combus-
tível ou outras funções (página 22), ele retornará
automaticamente para o consumo de combustível
reserva se os botões não forem pressionados por
aproximadamente 10 segundos. Após abastecer
mais do que a reserva de combustível, o mostrador
retornará ao normal.

(cont.)
CB 500X 25
Ajuste do Mostrador Mostrador habitual
Os seguintes itens podem ser alterados sequencial-
mente.
 Ajuste do relógio Modo de ajuste
 Ajuste do brilho do painel de instrumentos Ajuste do relógio
 Ativação/desativação do modo de reinicialização
automática do hodômetro parcial A, consumo
Ajuste do brilho do painel de instrumentos
médio de combustível e consumo de combustível
 Ajuste do indicador do sistema imobilizador (HISS)
 Alteração da unidade do medidor de consumo de
Ativação/desativação do modo de
combustível
reinicialização automática do
 Alteração da unidade da velocidade e quilometra-
hodômetro parcial A, consumo médio
gem de combustível e consumo
Mantenha os botões SEL e SET pressionados. de combustível
Pressione o botão SET.

Ajuste do indicador do sistema


imobilizador (HISS)

Alteração da unidade da
velocidade e quilometragem

Alteração da unidade do medidor


de consumo de combustível
26 CB 500X

Durante o ajuste, retorna para o mostrador habitual 4. Pressione o botão SET. Os minutos começarão a
quando: piscar.
 O botão não é pressionado em, aproximadamente,
30 segundos.
 O interruptor de ignição é desligado e, em seguida,
ligado.
I. Ajuste do relógio
5. Pressione o botão SEL até que os minutos desejados
1. Gire o interruptor de ignição para a posição sejam exibidos.
(ligado).
►► Mantendo-o pressionado avançam os minutos
2. Pressione e mantenha pressionados os botões SEL rapidamente.
e SET até que as horas comecem a piscar.
3. Pressione o botão SEL até que a hora desejada
seja indicada.
►► Mantendo-o pressionado avançam as horas
rapidamente.
6. Pressione o botão SET. O relógio está definido e,
em seguida, o mostrador muda para o ajuste do
brilho do painel de instrumentos.
CB 500X 27
II. Ajuste do brilho do painel de instrumentos III. Ativação/desativação do modo de reinicia-
É possível ajustar o brilho do painel de instrumentos lização automática do hodômetro parcial A,
em cinco níveis. consumo médio de combustível e consumo
1. Pressione o botão SEL. O brilho é alterado. de combustível
Pode-se ativar ou desativar também o modo de rei-
nicialização automática durante o reabastecimento,
após o 1º segmento (E) do medidor de combustível
começar a piscar. O ajuste inicial é desativado.
1. Pressione o botão SEL para selecionar “ ” (ativar)
ou “ ” (desativar) no modo de reinicialização
automática.

2. Pressione o botão SET. O brilho do painel de ins-


trumentos está definido e, em seguida, o mostrador
muda para ativação/desativação do modo de
reinicialização automática do hodômetro parcial
A, consumo médio de combustível e consumo de
combustível.
2. Para concluir a seleção, pressione o botão SET.
A ativação/desativação do modo de reinicialização
automática está definida e, em seguida, o mos-
trador muda para ajuste do indicador do sistema
imobilizador (o indicador HISS se acende).
28 CB 500X

IV. Ajuste do indicador do sistema imobilizador VI. Alteração da unidade do medidor de


(HISS) consumo de combustível
É possível ajustar o indicador do sistema imobilizador. 1. Pressione o botão SEL para selecionar “km/L” ou
1. Pressione o botão SEL para selecionar “ ” (pis- “L/100km”.
car) ou “ ” (apagar).

Se “mph” estiver selecionado para velocidade e


2. Pressione o botão SET. O indicador do sistema “mile” para quilometragem, o consumo de com-
imobilizador (HISS) está definido e, em seguida, bustível será exibido como “mile/L” ou “mile/gal”.
o mostrador muda para alteração da unidade da
velocidade e quilometragem. mile/L mile/L
V. Alteração da unidade da velocidade e qui-
lometragem
1. Pressione o botão SEL para selecionar “km/h” e
“km” ou “mph” e “mile”.
2. Para finalizar a seleção, pressione o botão SET
ou gire o interruptor de ignição para a posição
(desligado).
NOTA
O controle será alternado automaticamente do modo
2. Pressione o botão SET. A unidade da velocidade de ajuste para o mostrador habitual, se o botão não
e quilometragem está definida e, em seguida, o for pressionado em, aproximadamente, 30 segundos.
mostrador muda para alteração da unidade do Mesmo neste caso, o ajuste efetuado será mantido.
medidor de consumo de combustível.
CB 500X 29
Indicadores 4 Indicador de temperatura do líquido de arrefecimento
Se acende brevemente quando o interruptor de ignição
2 4 6 8 é ligado.
1 3 5 7 9 Caso se acenda durante a pilotagem, consulte a
página 75.
5 Indicador de ponto morto
Se acende quando a transmissão está em ponto morto.
6 Indicador de farol alto
7 Indicador do sistema imobilizador (HISS)
 Se acende brevemente quando o interruptor de igni-
ção é ligado. Se apaga quando a chave corretamen-
te codificada for inserida.

1
 Pisca a cada 2 segundos por 24 horas quando o
Indicador da sinaleira esquerda
interruptor de ignição estiver desligado.
2 Indicador da pressão do óleo 8 Indicador do ABS
Se acende quando o interruptor de ignição é posiciona- Se acende quando o interruptor de ignição é ligado.
do em (ligado). Se apaga ao atingir aproximadamente 10 km/h.
Se apaga quando o motor é acionado.
Caso se acenda durante a pilotagem, consulte a
Caso se acenda enquanto o motor estiver funcionando, página 76.
consulte a página 76.
9 Indicador da sinaleira direita
3 Indicador de falha do PGM–FI
Se acende brevemente quando o interruptor de igni- NOTA
ção é ligado com o interruptor do motor na posição Se algum indicador não se acender quando deveria,
. Se acende quando o interruptor de ignição é procure uma concessionária Honda.
ligado com o interruptor do motor na posição .
Caso se acenda enquanto o motor estiver funcionando,
consulte a página 76.
30 CB 500X

Interruptores 2 Interruptor do motor


Normalmente deve permanecer na posição .
1 ►► Em caso de emergência, mude para a posição
2
(o motor de partida não funcionará) para
desligar o motor.
3 Interruptor de partida
4 Interruptor do pisca-alerta
3 É operado quando o interruptor de ignição estiver
8 7 6 5 4 ligado. Pode ser desligado independentemente da
posição do interruptor de ignição.
1 Interruptor de ignição ►► As sinaleiras continuarão piscando mesmo
Liga e desliga o sistema elétrico e trava a coluna de com o interruptor de ignição posicionado em
direção. (desligado) ou (trava).
►► A chave pode ser retirada quando o interruptor 5 Interruptor da buzina
de ignição estiver posicionado em (desligado) 6 Interruptor das sinaleiras
ou (trava). ►► Ao pressioná-lo as sinaleiras são desligadas.
1. Posição (ligado).
7 Comutador do farol
2 1 Liga o sistema elétrico.
• : Farol alto • : Farol baixo
2. Posição (desligado).
Desliga o motor. 8 Lampejador do farol
3 Pisca o farol alto.
3. Posição (trava).
Trava a coluna de direção.
CB 500X 31
Trava da Coluna de Direção Partida do Motor
Trave a coluna de direção quando estacionar para Siga sempre os seguintes procedimentos de partida,
evitar furtos. Um cadeado em “U” ou dispositivo estando o motor frio ou quente.
similar também é recomendado.
Para travar 3
1. Gire o guidão totalmente para a esquerda.
2. Pressione e gire a chave de ignição para a posição
(trava).
2
►► Caso seja difícil travar, movimente o guidão.
3. Remova a chave.
Para destravar 1
Insira a chave de ignição, pressione-a e gire a chave
para a posição (desligado). 4
2 PRESSIONE
Atenção
1  Se o motor não funcionar em 5 segundos, desligue
a ignição e espere 10 segundos antes de tentar
1 novamente para que a bateria recupere sua carga.
 Manter o motor em marcha lenta ou em alta rotação
GIRE
por um período prolongado pode causar danos ao
motor e ao sistema de escapamento.
 Abrir e fechar continuamente o acelerador ou manter
o motor em marcha lenta por mais de 5 minutos pode
causar a descoloração do tubo de escapamento.
 O motor não ligará se o acelerador estiver
1. Chave de ignição
totalmente aberto.
32 CB 500X

Cuidado Troca de Marchas


A transmissão da sua motocicleta possui seis marchas.
 Nunca ligue o motor em áreas fechadas ou sem
6
ventilação. Os gases de escapamento contêm 5
monóxido de carbono que é venenoso. 4
3
2
Certifique-se de que o interruptor do motor esteja
na posição .
Gire o interruptor de ignição para a posição
(ligado).
Coloque a transmissão em ponto morto (indicador N
aceso). Alternativamente, acione a alavanca de
embreagem para dar partida no motor com a
transmissão engatada e o cavalete lateral recolhido. 1
Pressione o interruptor de partida com o acelerador
totalmente fechado. Se você engatar uma marcha com o cavalete lateral
abaixado, o motor irá desligar.
Se o motor não ligar:
1. Abra completamente o acelerador e pressione o
interruptor de partida por 5 segundos.
2. Efetue os procedimentos normais de partida.
3. Se o motor ligar, abra um pouco o acelerador, caso
a marcha lenta esteja instável.
4. Se o motor não ligar, espere 10 segundos e siga
novamente os procedimentos descritos nas etapas
1 e 2.
►► Se o motor não ligar, consulte a página 74.

(cont.)
CB 500X 33
Tanque de Combustível Abertura da Tampa do Tanque
Abra a capa da fechadura, insira a chave de ignição
3 4
e gire-a em sentido horário para abrir a tampa do
tanque.
Fechamento da Tampa do Tanque
1. Depois de abastecer, pressione a tampa do tanque
até travá-la.
2. Retire a chave e feche a capa da fechadura.
►► A chave não pode ser retirada se a tampa não
1 estiver travada.

2 Cuidado
1. Capa da fechadura  A gasolina é extremamente inflamável e explo-
2. Tampa do tanque siva sob certas condições. Abasteça sempre em
3. Chave de ignição locais ventilados e com o motor desligado.
4. Placa de nível Não permita a presença de cigarros, chamas ou
Combustível recomendado: faíscas na área de abastecimento.
 Ao abastecer, não encha demais o tanque para
 Gasolina comum (sem aditivo)
evitar vazamento pelo respiro da tampa. Não deve
Capacidade do tanque: haver combustível no gargalo do tanque. Se o nível
17,7 litros de combustível ultrapassar a placa de nível, retire
o excesso imediatamente.
►► Abastecimento de combustível, consulte a página 16.

(cont.)
34 CB 500X

Cuidado Compartimento de Armazenamento


 Após abastecer, certifique-se de que a tampa do Suporte de Capacete
tanque esteja bem fechada. O suporte de capacete está localizado sob o assento. A
 A gasolina é um solvente forte e pode causar alça do capacete é fornecida no jogo de ferramentas.
danos se permanecer em contato com as su- 1. Alça do capacete
perfícies pintadas. Se derramar gasolina sobre a 1 2. Argola do capacete
superfície externa do tanque ou de outras peças 3. Suporte de
pintadas, limpe o local atingido imediatamente. capacete
 Seja cuidadoso para não derramar combustível
durante o abastecimento. O combustível der- 2
ramado ou seu vapor podem incendiar-se. Em
1
caso de derramamento, certifique-se de que a
área atingida esteja seca antes de ligar o motor.
 Evite o contato prolongado ou repetido com a
pele, ou a inalação dos vapores de combustível.
 Mantenha-o afastado de crianças.
3

Cuidado
 Não pilote a motocicleta com o capacete no su-
porte. O capacete pode interferir na roda traseira
e suspensão e provocar um grave acidente.
 Use o suporte do capacete somente durante o
estacionamento.
►► Remoção do assento, consulte a página 51.
CB 500X 35
Jogo de Ferramentas Porta-documentos
O jogo de ferramentas está localizado sob o assento. O porta-documentos está localizado na face interna
1. Cinta de borracha do assento.
1 2. Jogo de 1. Porta-documentos
ferramentas 1 2. Cinta de borracha

2
36 CB 500X

MANUTENÇÃO
Tabela de Manutenção
 Procure uma concessionária Honda sempre que necessitar de manutenção. Lembre-se de que são elas
quem mais conhecem sua motocicleta, estando totalmente preparadas para oferecer todos os serviços de
manutenção e reparos.
 A Tabela de Manutenção especifica com que frequência os serviços devem ser efetuados e quais itens
necessitam de atenção. É fundamental seguir os intervalos especificados para garantir o desempenho
adequado do controle de emissões, além de maior segurança e confiabilidade.
 Os intervalos de manutenção são baseados em condições normais de uso. Motocicletas usadas em condi-
ções rigorosas ou incomuns necessitam de serviços mais frequentes. Procure uma concessionária Honda
para determinar os intervalos adequados as suas condições particulares de uso.
Operações Intervalo (nota 1) Ref.
Item
km 1.000 6.000 12.000 18.000 24.000 30.000 36.000 a cada pág.
Linha de combustível Verificar 12.000 —
Nível de combustível Verificar sempre que pilotar 33
Funcionamento do
Verificar e ajustar 12.000 67
acelerador
Filtro de ar Trocar (nota 2) 18.000 50
Respiro do motor Limpar (nota 3) 6.000 68
Vela de ignição Trocar 24.000 —
Folga das válvulas Verificar 24.000 —
Verificar (nota 4) sempre que pilotar 55
Óleo do motor
Trocar (notas 4 e 5) 12.000 56
Filtro de óleo do motor Trocar 12.000 56

(cont.)
CB 500X 37
Operações Intervalo (nota 1) Ref.
Item
km 1.000 6.000 12.000 18.000 24.000 30.000 36.000 a cada pág.
Marcha lenta Verificar 12.000 —
Verificar o nível e
Líquido de arrefecimento 12.000 57
completar
do radiador
Trocar (nota 6) a cada 3 anos 58
Sistema de arrefecimento Verificar 12.000 —
Sistema de controle de
Verificar 24.000 —
emissões evaporativas
Sistema de suprimento
Verificar 12.000 —
de ar secundário
Verificar, ajustar e
Corrente de transmissão a cada 1.000 km 62
lubrificar
Deslizador da corrente
Verificar 12.000 65
de transmissão
Verificar o nível e
6.000 59
Fluido de freio completar
Trocar (nota 6) a cada 2 anos 45
Desgaste das pastilhas
Verificar 6.000 60
de freio
Sistema de freio Verificar 12.000 45, 59
Interruptor da luz do
Verificar e ajustar 12.000 61
freio
Facho do farol Verificar e ajustar 12.000 72
Luzes/buzina Verificar sempre que pilotar —

(cont.)
38 CB 500X

Operações Intervalo (nota 1) Ref.


Item
km 1.000 6.000 12.000 18.000 24.000 30.000 36.000 a cada pág.
Interruptor do motor Verificar sempre que pilotar —
Sistema de embreagem Verificar 6.000 65
Cavalete lateral Verificar 12.000 61
Suspensão Verificar 12.000 69, 71
Porcas, parafusos e
Verificar 12.000 —
fixações
Rodas/pneus Verificar 12.000 47
Rolamentos da coluna
Verificar 12.000 —
de direção

NOTA
1. Para leituras maiores do hodômetro, repita os intervalos especificados nesta tabela.
2. Efetue o serviço com mais frequência sob condições de muita poeira e umidade.
3. Efetue o serviço com mais frequência sob condições de chuva ou aceleração máxima.
4. Verifique o nível de óleo diariamente, antes de pilotar, e adicione se necessário.
5. Troque uma vez por ano ou a cada intervalo indicado na tabela, o que ocorrer primeiro.
6. A substituição requer habilidade mecânica.
Por razões de segurança, recomendamos que todos os serviços apresentados nesta tabela sejam executados
somente nas concessionárias Honda.
CB 500X 39
Controle de substituição do velocímetro
Data da Código da Concessionária Nº da km Indicada no
Carimbo da Concessionária
Substituição Executante Ordem de Serviço Velocímetro Substituído

1ª Substituição
/ /

2ª Substituição
/ /
40 CB 500X

Cuidados na Manutenção Princípios da Manutenção


Cuidado Inspeção Antes do Uso
Para garantir sua segurança, inspecione sempre a
 Em caso de queda ou colisão, verifique as alavancas motocicleta antes de pilotar e certifique-se de corrigir
de freio e de embreagem, os cabos, acessórios e qualquer falha encontrada. É obrigatório fazer a ins-
outras peças vitais quanto a danos. Não pilote a mo- peção antes do uso, pois uma falha de funcionamento
tocicleta se os danos não permitirem uma pilotagem ou até mesmo um pneu furado, pode ser um grande
segura. Procure uma concessionária Honda para contratempo.
inspecionar os componentes principais, incluindo Antes de pilotar a motocicleta, verifique:
chassi, suspensão e peças da direção, quanto a • Motor – verifique o nível de óleo e adicione, se ne-
desalinhamento e danos difíceis de detectar. cessário. Verifique se há vazamentos (página 55).
 Desligue o motor e apoie a motocicleta no cavalete
• Combustível – abasteça o tanque quando neces-
lateral sobre uma superfície plana e firme, antes sário (página 33).
de efetuar qualquer reparo. Espere o motor, silen- • Líquido de arrefecimento – verifique o nível e adi-
cioso, freio e outras peças esfriarem para evitar cione, se necessário. Verifique se há vazamentos
queimaduras. (página 57).
 Acione o motor somente quando solicitado, em
• Sistema elétrico – verifique o funcionamento de
locais bem ventilados. todas as luzes, indicadores e buzina.
 Use somente peças novas genuínas Honda. Peças
• Freios – verifique o funcionamento. Verifique o
de qualidade inferior podem comprometer a nível de fluido de freio e o desgaste das pastilhas
segurança e reduzir a eficiência dos sistemas de dianteiras e traseiras (página 59).
controle de emissões. • Embreagem – verifique o funcionamento e ajuste
 Durante a pilotagem em regiões litorâneas, onde o
a folga da alavanca, se necessário (página 65).
contato com a salinidade e umidade é mais intenso, • Corrente de transmissão – verifique as condições e
tanto a conservação quanto a manutenção devem a folga. Ajuste e lubrifique, se necessário (página
receber atenção especial. 45, 62).
Após o uso da motocicleta nessas regiões, remova • Rodas e pneus – verifique as condições e a pressão
imediatamente os elementos agressivos para evitar de ar. Calibre, se necessário (página 47).
oxidação.
CB 500X 41
• Acelerador – verifique o funcionamento em todas Bateria
as posições do guidão (página 67). A bateria desta motocicleta é selada e isenta de manu-
• Interruptores – verifique o funcionamento dos in- tenção. Não é necessário verificar o nível do eletrólito
terruptores, especialmente do interruptor do motor ou adicionar água destilada. Limpe os terminais da
(página 30). bateria se estiverem sujos ou corroídos.
• Sistema de corte da ignição do cavalete lateral –
verifique o funcionamento (página 61). Atenção
 A remoção das tampas da bateria pode danificá-
Peças de Reposição las, causando vazamentos ou danos à bateria.
Utilize sempre peças genuínas Honda ou equivalentes  Se a motocicleta for permanecer inativa por
para garantir sua segurança. longo período, remova a bateria e carregue-a
totalmente. Guarde-a em local fresco e seco.
Cuidado  Se a bateria permanecer na motocicleta,
 A instalação de peças não originais Honda desconecte o cabo negativo do terminal da
pode tornar sua motocicleta insegura e causar bateria.
acidentes com ferimentos graves ou fatais.  A bateria de sua motocicleta é carregada quando
 Utilize sempre peças genuínas Honda ou equi- o sistema de carga está em funcionamento,
valentes que foram projetadas e aprovadas para durante a utilização da motocicleta em condições
a sua motocicleta. normais de uso. Portanto, para uma maior
vida útil da bateria, recomendamos usar a
motocicleta, pelo menos, uma vez por semana.

(cont.)
42 CB 500X

Limpeza dos terminais da bateria


Cuidado
1. Remova a bateria (página 53).
 A bateria contém ácido sulfúrico (eletrólito). 2. Se os terminais começarem a sofrer corrosão e
O contato com a pele ou os olhos é altamente estiverem cobertos por uma substância branca,
prejudicial e pode causar sérias queimaduras. lave-os com água morna.
Use roupas protetoras e proteção facial durante 3. Se os terminais estive-
o manuseio. rem muito corroídos,
 Em caso de contato com a pele, lave com bas- limpe-os com uma es-
tante água. cova de aço ou lixa. Use
 Em caso de contato com os olhos, lave com óculos de proteção.
água durante, pelo menos, 15 minutos e procure 4. Depois de limpar, reins-
assistência médica imediatamente. tale a bateria.
 Em caso de ingestão, beba bastante água ou A vida útil da bateria é limitada. Consulte uma conces-
leite. Em seguida, tome leite de magnésia, ovos sionária Honda para saber quando trocar a bateria.
batidos ou óleo vegetal. Procure assistência Substitua-a sempre por uma bateria do mesmo tipo
médica imediatamente. e isenta de manutenção.
 Embora seja selada, a bateria produz gases ex-
plosivos. Mantenha-a longe de faíscas, chamas
Atenção
e cigarros. Mantenha o local de carga da bateria A instalação de acessórios elétricos não originais
ventilado. Proteja os olhos sempre que manusear Honda pode sobrecarregar o sistema elétrico da
baterias. motocicleta, descarregando a bateria e, possivel-
mente, danificando o sistema.
 Mantenha a bateria fora do alcance de crianças.
CB 500X 43
Fusíveis NOTA
Os fusíveis protegem os circuitos elétricos da sua Sempre mantenha fusíveis de reserva na motocicleta
motocicleta. Se algum componente elétrico parar de para caso de emergência.
funcionar, verifique e substitua os fusíveis queimados
(página 85).
Em geral, a queima frequente dos fusíveis indica curto- Cuidado
-circuito ou sobrecarga no sistema elétrico. Não use fusíveis com amperagem diferente da
Dirija-se a uma concessionária Honda para executar especificada nem os substitua por outros materiais
os reparos necessários. condutores. Isso poderá causar sérios danos ao
Inspeção e substituição de fusíveis sistema elétrico, provocando falta de luz, perda de
potência do motor e, inclusive, incêndios.
Atenção
Para evitar um curto-circuito, desligue o interruptor
de ignição antes de verificar ou trocar os fusíveis.
Se um fusível estiver queimado, substitua-o por outro
com a mesma amperagem.
►► Para amperagem dos fusíveis, consulte Especificações
Técnicas, página 112.

1. Fusível queimado
44 CB 500X

Óleo do Motor Atenção


O consumo de óleo do motor varia e a qualidade do
óleo piora de acordo com as condições de pilotagem  O óleo é o elemento que mais afeta o desempe-
e tempo decorrido. nho e a vida útil do motor.
Verifique o nível de óleo diariamente, antes de pilotar,  Óleos não detergentes, vegetais ou lubrificantes

e adicione se necessário. Óleo sujo ou deteriorado específicos para competição não são recomen-
deve ser trocado o mais rápido possível. dados.
►► Para verificação do nível de óleo, consulte a página 55.  A Honda não se responsabiliza por danos
causados pelo uso de óleos com especificações
Óleo recomendado para motor: diferentes das recomendadas.
SAE 10W-30 SJ ou superior (ver nota)  Se for difícil encontrar o óleo recomendado, entre
em contato com uma concessionária Honda, que
NOTA sempre estará preparada para servi-lo. A correta
A Honda recomenda a utilização do lubrificante: lubrificação do motor depende da qualidade do
óleo utilizado.
ÓLEO GENUÍNO HONDA
SAE 10W-30 SJ
JASO MA
O uso de aditivos é desnecessário e apenas aumen-
tará os custos operacionais.
CB 500X 45
Fluido de Freio Corrente de Transmissão
Não adicione ou substitua o fluido de freio, exceto em A corrente de transmissão deve ser verificada e
uma emergência. Use somente fluido de freio novo de lubrificada regularmente. Verifique a corrente com
uma embalagem lacrada. Caso necessite adicionar mais frequência se pilotar em pistas irregulares, em
fluido, dirija-se a uma concessionária Honda o mais alta velocidade ou com aceleração rápida constante.
rápido possível. Caso a corrente não se mova suavemente, emita
ruídos estranhos ou apresente roletes danificados,
Cuidado pinos frouxos, O-rings ou elos faltantes, procure uma
 O fluido de freio provoca irritação. Evite o contato concessionária Honda para inspecioná-la.
com a pele e os olhos. Em caso de contato, lave Se a corrente, a coroa e o pinhão estiverem excessiva-
a área atingida com bastante água. Se atingir mente gastos ou danificados, deverão ser substituídos
os olhos, procure assistência médica. por uma concessionária Honda.
 Mantenha-o afastado de crianças.

Atenção
 Use somente o fluido de freio Honda DOT 4
Dentes normais Dentes gastos Dentes
Brake Fluid ou equivalente de uma embala- (substituir) danificados
gem lacrada. (substituir)
 Não misture tipos diferentes de fluidos de freio,
pois eles não são compatíveis. (Exemplo: DOT
4 com DOT 3). Atenção
 Se derramar fluido de freio sobre superfícies Substitua sempre a corrente, coroa e pinhão em
pintadas ou de plástico, limpe o local atingido conjunto. Caso contrário, a peça nova se desgastará
imediatamente. rapidamente.

(cont.)
46 CB 500X

Limpeza e lubrificação da corrente


Após verificar a folga, limpe a corrente, coroa e
pinhão enquanto gira a roda traseira. Use um pano
seco e um limpador específico para correntes com
O-rings, ou detergente neutro. Utilize uma escova de
cerdas macias, caso a corrente esteja suja.
Após limpar, seque a corrente e lubrifique-a com
o lubrificante recomendado. Caso este não esteja
disponível, use óleo para transmissão SAE 80 ou 90.
Lubrificante recomendado: Não utilize equipamentos de limpeza a vapor ou de
alta pressão, escovas de aço, solventes, tais como
Lubrificante específico para correntes com gasolina ou benzina, produtos de limpeza abrasivos,
O-ring limpadores ou lubrificantes não específicos para
correntes com O-rings, pois eles podem danificar os
O-rings de vedação.
NOTA
Evite aplicar lubrificante nos freios e pneus. Não
aplique lubrificante em excesso na corrente para que
não espirre em suas roupas ou na motocicleta com o
movimento da corrente.
CB 500X 47
Respiro do Motor Pneus
Drene os depósitos do respiro do motor com mais Inspecione visualmente os pneus e verifique a pressão
frequência sob condições de chuva ou aceleração com um medidor a cada 1.000 km ou semanalmente.
máxima, bem como após a lavagem ou queda da NOTA
motocicleta. Drene-os também caso fiquem visíveis
A inspeção e o ajuste da pressão devem ser feitos
na seção transparente do tubo (página 68).
sempre com os pneus frios, antes de pilotar.
Se o tubo de drenagem transbordar, o filtro de ar pode
ficar contaminado com óleo de motor, resultando em ►► Para pressão recomendada, consulte Especificações
desempenho inadequado do motor. Técnicas, página 110.
NOTA
Líquido de Arrefecimento
Utilize somente o líquido de arrefecimento recomen- A vida útil dos pneus depende de inúmeros fatores,
dado “Líquido de arrefecimento Honda (líquido de inclusive dos hábitos de condução, condições da es-
cor azul marinho)” é uma solução pré-diluída de trada, carga do veículo, pressão dos pneus, histórico
etilenoglicol e água destilada. de manutenção, velocidade e condições ambientais
(mesmo quando os pneus não estiverem em uso).
Atenção Além disso, as motocicletas possuem sistema de
tração traseira, gerando um maior desgaste do pneu
O uso de outro líquido de arrefecimento ou água traseiro em relação ao dianteiro.
pode resultar em corrosão.
A motocicleta é abastecida na fábrica com uma mis-
tura de 50% de etilenoglicol e 50% de água destilada.
Uma concentração inferior a 40% de etilenoglicol
não oferecerá proteção suficiente contra corrosão e
baixas temperaturas. Uma concentração superior a
60% de etilenoglicol é recomendável somente quando
uma proteção adicional contra congelamento se fizer
necessária.
(cont.)
48 CB 500X

Verificação de danos Verificação de profundidade da banda de


Verifique se há cortes, pregos rodagem
ou outros objetos encravados Verifique os indicadores de desgaste da banda de
nos pneus. Verifique também rodagem. Se estiverem visíveis, substitua os pneus
se os aros apresentam entalhes imediatamente. Para uma pilotagem segura, substitua
ou deformações. os pneus quando atingirem a profundidade mínima
da banda de rodagem.
1. Marca de
localização do
Verificação de desgaste indicador de
desgaste
Verifique os pneus quanto a
sinais de desgaste anormal na
superfície de contato. 1

►► Para profundidade mínima da banda de rodagem,


consulte Especificações Técnicas, página 110.

Cuidado
 Pilotar com pneus excessivamente gastos ou com
pressão incorreta pode causar acidentes com
ferimentos graves ou fatais.
 Siga todas as instruções deste Manual do Pro-
prietário acerca de pneus e manutenção.

(cont.)
CB 500X 49
Substituição
Cuidado
A substituição de pneus deve ser efetuada por uma
concessionária Honda.  Substitua o pneu, se a parede lateral estiver
►► Para pneus recomendados, consulte Especificações perfurada ou danificada. Do contrário, poderá
Técnicas, página 110. ocorrer perda de controle da motocicleta.
 Não ultrapasse a velocidade de 80 km/h nas
Cuidado primeiras 24 horas após reparar os pneus. Não
 O uso de pneus diferentes dos recomendados ultrapasse a velocidade máxima permitida nas
pode prejudicar a dirigibilidade e comprometer vias públicas.
a segurança da motocicleta.  O balanceamento correto das rodas é necessá-

 Não instale pneus com câmara em aros para rio para a perfeita estabilidade e segurança da
pneus sem câmara. Os talões podem não se motocicleta. Não remova nem modifique os con-
assentar e os pneus podem sair dos aros e per- trapesos das rodas. Procure uma concessionária
der pressão, resultando na perda de controle da Honda para balancear as rodas após reparar ou
motocicleta. substituir os pneus.
 Não instale câmaras de ar em pneus sem câ-
mara. Na montagem, podem surgir bolsas de
ar entre a câmara e o pneu, que não podem ser
eliminadas devido à impermeabilidade do pneu,
aro e conjunto aro/válvula. Durante o uso do
pneu, essas bolsas de ar permitem o movimen-
to relativo entre o pneu e a câmara, causando
superaquecimento e danos ao pneu, o que pode
resultar em perda de controle da motocicleta.

(cont.)
50 CB 500X

Filtro de Ar Jogo de Ferramentas


Esta motocicleta está equipada com filtro de ar úmido O jogo de ferramentas encontra-se sob o assento.
(tipo viscoso). Com as ferramentas que compõem o jogo, é pos-
Nunca limpe ou aplique jato de ar, pois isso danificará sível efetuar pequenos reparos, ajustes simples e
o filtro de ar e causará a entrada de poeira. substituição de algumas peças. Os serviços que não
A única manutenção necessária é a sua substituição puderem ser feitos com essas ferramentas deverão ser
de acordo com a tabela de manutenção preventiva executados em uma concessionária Honda.
(página 36).
O filtro de ar deve ser substituído em uma concessio- Ferramentas contidas no estojo:
nária Honda nos intervalos especificados na tabela  Chave para porca cilíndrica
de manutenção.  Chave de boca, 8 x 12 mm

 Chave de boca, 10 x 14 mm

 Chave de fenda padrão/Phillips

 Cabo para chave Phillips/fenda

 Extensão

 Chave Allen, 5 mm

 Chave sextavada, 19 mm

 Chave sextavada, 24 mm

 Alça do capacete

 Extrator de fusíveis
CB 500X 51
Remoção e Instalação de Componentes Remoção
do Chassi 1. Insira a chave de ignição na trava do assento.
2. Gire a chave no sentido horário, com a chave nesta
Assento posição, empurre o assento para trás e para cima.
9 1 2 Instalação
1. Insira a lingueta dianteira no suporte dianteiro e as
3 linguetas traseiras nos suportes traseiros no chassi
e o rebaixo na aba.
8
2. Empurre a parte traseira do assento para a frente
4
e para baixo até travá-lo.
NOTA
 O assento trava automaticamente quando fechado.
 Tenha cuidado para não travá-lo com sua chave
dentro do compartimento.

Atenção
Assegure-se de que o assento está devidamente tra-
5 vado na posição, puxando-o levemente para cima.
7 6
1. Aba
2. Rebaixo
3. Lingueta dianteira
4. Linguetas traseiras
5. Assento
6. Suportes traseiros
7. Suporte dianteiro
8. Trava do assento
9. Chave de ignição
52 CB 500X

Tampas Laterais As tampas laterais direita e esquerda podem ser


removidas da mesma maneira.
1 2 2
Remoção
1. Remova o parafuso A e o parafuso B.
2. Remova as linguetas das borrachas.
3. Solte a aba e remova a tampa lateral.
Instalação
Instale as peças na ordem inversa da remoção.

4
1 3
1. Linguetas
2. Borrachas
3. Aba
4. Parafuso B
5. Parafuso A
CB 500X 53
Presilhas Bateria
Remoção
2 3
1. Pressione a parte central do pino para soltar a
trava.
2. Remova a presilha do orifício.
4
1
1

1. Pino central
Instalação
1. Empurre a parte inferior do pino central.

2. Insira a presilha no orifício.


3. Pressione a parte central do pino para travar a
presilha.

1. Bateria
2. Cinta de borracha
3. Terminal positivo
4. Terminal negativo
54 CB 500X

Remoção Instalação
Reinstale na ordem inversa da remoção. Conecte
Atenção sempre o terminal positivo (+) primeiro. Verifique se
Para evitar um curto-circuito, desligue o interruptor os parafusos e porcas estão apertados firmemente.
de ignição antes de remover a bateria. Ajuste o relógio após reconectar a bateria (página 26).
1. Remova o assento (página 51). ►► Para manuseio correto da bateria, consulte Princípios da
2. Solte a cinta de borracha da parte de trás. Manutenção, página 41.
3. Desconecte o terminal negativo (–) da bateria. ►► Bateria sem carga, consulte a página 82.
4. Desconecte o terminal positivo (+) da bateria.
5. Retire a bateria de seu compartimento, puxando
a placa de borracha. Tome cuidado para não
derrubar as porcas dos terminais.
CB 500X 55
Óleo do Motor Adição
Se o nível de óleo estiver abaixo ou perto da marca
Verificação do Nível inferior, adicione o óleo do motor recomendado até
atingir a marca superior.
Atenção 1. Remova a tampa do gargalo de abastecimento de
Durante a utilização da motocicleta, é natural que óleo.
haja consumo de óleo do motor, portanto, é muito  Para verificar o nível de óleo, mantenha a mo-
importante a verificação constante do nível de óleo tocicleta na vertical, num local plano e firme.
e seu imediato abastecimento, se necessário.  Não abasteça excessivamente.
1. Tampa do  Tenha cuidado para que materiais estranhos
gargalo de não entrem no gargalo de abastecimento.
abastecimento  Em caso de derramamento de óleo, seque-o
de óleo imediatamente.
2. Visor de 2. Reinstale firmemente a tampa do gargalo de
2 inspeção abastecimento.
3. Marca superior
3 4. Marca inferior Atenção
1 A adição excessiva ou insuficiente de óleo pode
danificar o motor. Não misture tipos diferentes de
óleo, pois isso poderá prejudicar a lubrificação e o
4 funcionamento da embreagem.
1. Se o motor estiver frio, acione-o e deixe-o em ►► Para óleo recomendado e orientações acerca da seleção
marcha lenta de 3 a 5 minutos. do óleo, consulte Princípios da Manutenção, página
2. Desligue o motor e espere de 2 a 3 minutos. 44.
3. Apoie a motocicleta na vertical, num local plano e
firme.
4. Verifique se o nível de óleo está entre as marcas
de nível superior e inferior do visor de inspeção.
56 CB 500X

Troca do óleo e do filtro de óleo


A troca do óleo do motor e do filtro de óleo requer fer-
ramentas especiais. Recomendamos que esse serviço
seja feito por uma concessionária Honda.
1. Se o motor estiver frio, acione-o e deixe-o em
marcha lenta de 3 a 5 minutos.
2. Desligue o motor e espere de 2 a 3 minutos.
3. Apoie a motocicleta no cavalete lateral, num local
plano e firme.
4. Coloque um recipiente sob o parafuso de drena- 1
gem para coletar o óleo. 2
5. Para drenar o óleo, remova a tampa do gargalo
1. Parafuso de drenagem
de abastecimento, o parafuso de drenagem e a
2. Arruela de vedação
arruela de vedação.
7. Aplique uma leve camada de óleo para motor no
Cuidado anel de vedação do novo filtro.
8. Instale o filtro novo e aperte-o.
 O motor e o óleo estarão quentes. Tome cuidado
Torque: 26 N.m (2,7 kgf.m)
para não se queimar.
6. Remova o filtro de óleo com a ferramenta especial Atenção
e deixe o óleo remanescente escoar. Verifique se o Use somente o filtro de óleo original Honda. O uso
anel de vedação não está preso ao motor. de um filtro incorreto ou de qualidade inferior pode
NOTA danificar o motor.
Descarte o óleo e o filtro usados respeitando o meio 9. Instale uma nova arruela de vedação no parafuso
ambiente. Coloque o óleo num recipiente vedado e de drenagem e aperte-o.
leve-o ao posto de reciclagem mais próximo. Não
jogue o óleo usado em ralos ou no solo. Torque: 30 N.m (3,1 kgf.m)
CB 500X 57
Líquido de Arrefecimento
Verificação do Nível
1. Apoie a motocicleta num local plano e firme.
2. Mantenha a motocicleta na vertical.
3. Verifique se o nível do líquido de arrefecimento no
reservatório está entre as marcas superior (UPPER)
e inferior (LOWER).

1 2
1. Anel de vedação
2. Filtro de óleo
10. Abasteça o motor com o óleo recomendado 1
(página 44) e instale a tampa do gargalo de 2
abastecimento.
Capacidade de óleo:
Troca do óleo e do filtro: 2,7 litros
Somente troca do óleo: 2,5 litros
11. Verifique o nível do óleo (página 55). 3
12. Certifique-se de que não haja vazamento de óleo.
1. Marca superior (UPPER)
Cuidado 2. Marca inferior (LOWER)
O óleo usado pode causar câncer se permanecer 3. Reservatório
em contato com a pele por períodos prolongados. Se o reservatório estiver vazio ou a perda de líquido
Apesar desse perigo só existir se o óleo for manu- de arrefecimento for excessiva, verifique se há vaza-
seado diariamente, lave bem as mãos com sabão mentos e procure uma concessionária Honda para
e água imediatamente após o manuseio. inspecionar a motocicleta.
58 CB 500X

Adição 1
Se o nível do líquido de arrefecimento estiver abaixo
da marca inferior (LOWER), adicione o líquido de
arrefecimento recomendado (página 47) até atingir
a marca superior (UPPER).
Adicione o líquido somente a partir da tampa do
reservatório e não retire a tampa do radiador.
1. Remova a tampa lateral esquerda (página 52).
2. Remova a tampa do reservatório e adicione o
líquido de arrefecimento observando seu nível.
►► Não adicione acima da marca superior (UPPER).
►► Tenha cuidado para que materiais estranhos
não entrem no reservatório.
1. Tampa do reservatório
3. Reinstale a tampa firmemente.
4. Instale a tampa lateral esquerda. Substituição
A menos que o proprietário possua as ferramentas
Cuidado adequadas e a experiência necessária, recomenda-
mos que este serviço seja efetuado por uma conces-
 Não remova a tampa do radiador enquanto o
sionária Honda.
motor estiver quente. O líquido de arrefecimento
encontra-se sob pressão e pode provocar quei-
maduras ao ser expelido.
 Espere o motor e o radiador esfriarem antes de
remover a tampa do radiador.
 Mantenha as mãos e as roupas afastadas da
ventoinha de arrefecimento, pois seu funciona-
mento é automático.
CB 500X 59
Freios
Verificação do Nível de Fluido
1. Mantenha a motocicleta na vertical, num local plano e firme.
2. Freio dianteiro: Certifique-se de que o reservatório de fluido de freio esteja na horizontal e o nível do
fluido esteja acima da marca inferior (LWR).
Freio traseiro: Certifique-se de que o reservatório de fluido de freio esteja na horizontal e o nível do fluido
esteja entre as marcas inferior (LOWER) e superior (UPPER).
DIANTEIRO 1 TRASEIRO
1

2
2

1. Reservatório de fluido do freio dianteiro 1. Reservatório de fluido do freio traseiro


2. Marca inferior (LWR) 2. Marca superior (UPPER)
3. Marca inferior (LOWER)
60 CB 500X

Se o nível estiver abaixo da marca inferior num dos reservatórios ou se a folga da alavanca e pedal de freio
estiver excessiva, verifique o desgaste das pastilhas de freio. Caso as pastilhas estejam em bom estado, verifique
o sistema de freio quanto a vazamentos. Leve sua motocicleta a uma concessionária Honda para inspeção.
Verificação das Pastilhas
Verifique os indicadores de desgaste nas pastilhas de freio.
Ambas as pastilhas devem ser substituídas se uma pastilha estiver gasta até o indicador de desgaste.
1. Freio dianteiro – Verifique as pastilhas sob o cáliper do freio.
2. Freio traseiro – Verifique as pastilhas de freio pela direita traseira da motocicleta.
Se a substituição for necessária, dirija-se a uma concessionária Honda para efetuar o serviço.
Substitua sempre ambas as pastilhas em conjunto.
DIANTEIRO TRASEIRO
1 1

2 2 2 2
3 3
1. Pastilhas de freio
2. Indicador de desgaste
3. Disco de freio
CB 500X 61
Ajuste do Interruptor da Luz do Freio Cavalete Lateral
Verifique o funcionamento do interruptor da luz 1. Verifique se o cavalete lateral se move livremente.
do freio. Gire a porca de ajuste no sentido A para Se estiver prendendo ou com ruído, limpe a arti-
adiantar o ponto em que a luz do freio se acende, e culação e lubrifique o parafuso de articulação com
no sentido B para retardá-lo. graxa.
Atenção 2. Verifique a mola do cavalete lateral quanto a danos
ou perda de tensão.
Para ajustar o interruptor, gire apenas a porca de 3. Sente-se na motocicleta, coloque a transmissão em
ajuste e não o corpo do interruptor. ponto morto e recolha o cavalete lateral.
4. Ligue o motor, acione a embreagem e engate uma
1 marcha.
5. Abaixe totalmente o cavalete lateral. O motor deve
desligar assim que o cavalete lateral for abaixado.
Se o motor não desligar, procure uma concessio-
B A nária Honda para inspeção.

2
1
1. Interruptor da luz do freio
2. Porca de ajuste

1. Mola do cavalete lateral


62 CB 500X

NOTA
Para verificação e manutenção de alguns itens como
vela de ignição, folga de válvulas, etc. que não estão
descritos no Manual de Proprietário, procure uma
concessionária Honda para realizar os serviços, pois
necessitam de procedimentos e ferramentas especiais.

Corrente de Transmissão Folga da corrente:


35 - 45 mm
Inspeção da Folga
Verifique a folga da corrente em diversos pontos. Se a 4. Movimente a motocicleta para frente e verifique se
folga não permanecer constante em todos os pontos a corrente se move suavemente.
da corrente, alguns elos podem estar engripados 5. Verifique a coroa e o pinhão (página 45).
ou presos. Procure uma concessionária Honda para 6. Limpe e lubrifique a corrente de transmissão (pá-
verificação da corrente. gina 46).
1. Coloque a transmissão em ponto morto e desligue
o motor.
2. Apoie a motocicleta no cavalete lateral num local
plano e firme.
3. Verifique a folga na parte central inferior da cor-
rente entre a coroa e o pinhão.
►► Não pilote a motocicleta se a folga exceder
60 mm.

(cont.)
CB 500X 63
Ajuste 5. Gire ambas as porcas de ajuste um número igual
O ajuste da corrente de transmissão requer ferra- de voltas até obter a folga especificada.
mentas especiais. Procure uma concessionária Honda Gire-as no sentido horário para diminuir a folga.
para esse serviço. Gire as porcas no sentido anti-horário para au-
mentar a folga da corrente. Ajuste a folga num
Atenção ponto intermediário entre o pinhão e a coroa de
Ao ajustar a folga da corrente de transmissão, tome transmissão.
cuidado para não danificar o sensor de velocidade Verifique a folga da corrente (página 62).
da roda e o anel pulsador.
1. Coloque a transmissão em ponto morto e desligue 1
3
o motor.
2. Apoie a motocicleta no cavalete lateral num local
plano e firme.
3. Solte a porca do eixo traseiro.
4. Solte as contraporcas de ambos os lados do braço
oscilante. 4

2 1. Anel pulsador
1 2. Sensor de
velocidade da roda 2
3. Porca do eixo traseiro
4. Porca de ajuste 1. Porca de ajuste
5. Contraporca 2. Contraporca
5
4 3. Extremidade traseira do ressalto de ajuste
3 4. Marca de referência do ajustador

(cont.)
64 CB 500X

6. Verifique o alinhamento do eixo traseiro, certifican- Inspeção do Desgaste


do-se de que as marcas de referência do ajustador Após ajustar a folga da corrente, verifique a etiqueta
se alinhem com a extremidade traseira dos res- indicadora de desgaste. Se a marca de referência
saltos de ajuste. As marcas devem estar ajustadas entrar na faixa vermelha da etiqueta, isso indica
uniformemente. Se o eixo estiver desalinhado, gire que a corrente está excessivamente gasta e deve ser
as porcas de ajuste direita e esquerda até obter o substituída.
alinhamento correto. Verifique novamente a folga
da corrente. Corrente de reposição:
7. Aperte a porca do eixo traseiro. DID 520V0
Torque: 88 N.m (9,0 kgf.m) Se necessário, leve a motocicleta a uma concessioná-
8. Aperte um pouco as porcas de ajuste e, em seguida, ria Honda para fazer a substituição.
aperte as contraporcas, mantendo as porcas de
ajuste fixas com uma chave.
Torque: 21 N.m (2,1 kgf.m) 1
9. Verifique novamente a folga da corrente.

Cuidado
 Caso não use um torquímetro na instalação,
dirija-se a uma concessionária Honda, assim
que possível, para verificar a montagem.
2
 A montagem incorreta pode reduzir a eficiência
do freio.

1. Faixa vermelha
2. Marca de referência
CB 500X 65
Deslizador da Corrente Embreagem
Verifique as condições do deslizador da corrente.
Se o deslizador atingir a linha indicadora de desgaste, Verificação da Folga da Alavanca
substitua-o. Verifique a folga da alavanca da embreagem.
Para efetuar a substituição, dirija-se a uma conces-
sionária Honda. Folga da alavanca da embreagem:
10 – 20 mm
2

1. Folga
1. Linha indicadora de desgaste 2. Alavanca da embreagem
2. Deslizador da corrente de transmissão
Verifique se há dobras ou marcas de desgaste no
cabo da embreagem. Se necessário, procure uma
concessionária Honda para fazer a substituição.
Lubrifique o cabo com óleo de boa qualidade para
impedir corrosão e desgaste prematuros.
66 CB 500X

Ajuste da Folga Ajuste inferior


Ajuste superior Caso o ajustador superior do cabo seja desrosquea-
do até seu limite sem que a folga da alavanca fique
Primeiro ajuste a folga com o ajustador superior do
correta, ajuste a folga do cabo da embreagem com
cabo da embreagem.
a porca de ajuste inferior.
1. Solte a contraporca superior.
1. Solte a contraporca superior e gire totalmente o
2. Gire o ajustador superior do cabo até que a folga ajustador superior do cabo para dentro (para obter
seja de 10 a 20 mm. a folga máxima). Aperte a contraporca superior.
3. Aperte a contraporca superior e verifique a folga 2. Solte a contraporca inferior.
novamente.
3. Gire a porca de ajuste inferior até que a folga da
1 alavanca da embreagem seja de 10 a 20 mm.
4. Aperte a contraporca inferior e verifique novamente
a folga.
1
-

+ 2

2
1. Contraporca superior
2. Ajustador superior do cabo da embreagem -

1. Contraporca inferior
2. Porca de ajuste inferior
(cont.)
CB 500X 67
5. Ligue o motor, acione a alavanca da embreagem e Acelerador
engate a 1ª marcha. Certifique-se de que o motor
não morra e a motocicleta não se movimente para Verificação
frente. Solte a alavanca da embreagem e acelere Com o motor desligado, verifique se a manopla do
gradativamente. A motocicleta deve sair com sua- acelerador funciona suavemente, da posição total-
vidade e aceleração progressiva. mente aberta até a posição totalmente fechada, em
NOTA todas as posições do guidão e se a folga da manopla
Se não obtiver o ajuste adequado ou se a embreagem está correta. Se o acelerador não funcionar suave-
não funcionar corretamente, dirija-se a uma con- mente, fechar automaticamente, ou se o cabo estiver
cessionária Honda para inspecionar a embreagem. danificado, procure uma concessionária Honda para
fazer a inspeção.
Folga no flange da manopla: 2 – 6 mm
1. Folga
2. Flange
1
2
68 CB 500X

Folga das Válvulas Respiro do Motor


A folga das válvulas deve ser verificada e ajustada de Limpeza
acordo com os intervalos especificados na Tabela de
Manutenção (página 36). 1. Coloque um recipiente adequado sob o tubo de
respiro do motor.
Procure uma concessionária Honda para inspecionar
e ajustar a folga das válvulas. 2. Remova o bujão do tubo de respiro do motor.
3. Drene os depósitos num recipiente adequado.
NOTA
4. Instale o bujão do tubo de respiro do motor.
É necessário o uso de uma ferramenta de medição
para este procedimento.
1

Atenção
Válvulas com folga excessiva provocam ruídos no
motor. Já a ausência de folga pode danificar as
válvulas ou provocar perda de potência.

1. Tubo de respiro do motor


2. Bujão do tubo de respiro do motor
CB 500X 69
Outros Ajustes
1
Ajuste da Suspensão Traseira
A suspensão traseira pode ser ajustada de acordo
com a carga transportada e as condições da pista. A B
2
Pré-carga da mola
Para girar o ajustador, utilize a chave para porca
cilíndrica e a extensão, fornecidas no jogo de ferra- 3
mentas (página 35).
O ajustador da pré-carga possui 9 posições. Alinhar (posição-padrão)
A posição-padrão é a 4, quando a marca de refe-
rência do ajustador está alinhada com a extremidade
esquerda do parafuso de fixação inferior do amor- 4
tecedor traseiro.
Gire o ajustador no sentido A para reduzir a tensão da
mola (suavizar) (posições 1 a 3) ou gire-o no sentido
B para aumentá-la (enrijecer) (posições 5 a 9). 5
Tentar girar diretamente da posição 1 para 9 ou vice-
-versa pode danificar o amortecedor.
1. Marca de referência
2. Ajustador
3. Parafuso de fixação inferior
4. Extensão
5. Chave para porca cilíndrica

(cont.)
70 CB 500X

Ajuste da Altura do Para-brisa 2. Instale os parafusos da esquerda e direita nos ori-


O para-brisa possui duas posições de ajuste de altura. fícios da posição baixa ou nos orifícios da posição
1. Remova o para-brisa, retirando os parafusos. alta.
1. Para-brisa
1
2 2. Parafusos
2

Posição baixa Posição alta


CB 500X 71
Ajuste da Alavanca do Freio Ajuste da Suspensão Dianteira
A distância entre a extremidade da alavanca do freio Pré-carga da mola
e a manopla pode ser ajustada.
A pré-carga da mola pode ser ajustada de acordo
Método de ajuste com a carga transportada e as condições da pista.
Gire o ajustador até que os números se alinhem com Gire o ajustador no sentido horário para aumentar a
a seta na alavanca do freio, enquanto empurra a tensão da mola (enrijecer) ou gire-o no sentido anti-
alavanca para frente na posição desejada. horário para reduzir a tensão da mola (suavizar). A
Após o ajuste, verifique se a alavanca funciona cor- posição padrão é a terceira ranhura de alinhamento a
retamente antes de pilotar. partir do topo com a superfície do parafuso do garfo.
NOTA NOTA
Não gire o ajustador além do seu limite. Não gire o ajustador além do seu limite.
Ajuste ambos os garfos com a mesma pré-carga
1 2 A da mola.

1
5

1
4
3
2

4 3 2
1. Seta
2. Ajustador
3. Alavanca do freio 3
4. Manopla 1. Parafuso do garfo
A. Para frente 2. Terceira ranhura
3. Ajustadores
72 CB 500X

Ajuste do Facho do Farol 1. Coloque a motocicleta na posição vertical (sem


O farol é de grande importância para sua segurança. apoiá-la no cavalete), com o centro da roda
Se estiver desregulado, a visibilidade será reduzida dianteira a 10 m de uma parede plana, de
e os motoristas que trafegam em sentido contrário preferência não reflexiva.
terão sua visão ofuscada. 2. Calibre os pneus na pressão especificada.
Com uma inclinação acentuada para baixo, o farol, NOTA
apesar de iluminar intensamente, reduz o campo O peso do passageiro e da carga podem afetar
de visibilidade, trazendo-o para muito perto da consideravelmente a regulagem do farol.
motocicleta. Ajuste-o novamente considerando o peso do passa-
Com uma inclinação nula, o espaço próximo à moto- geiro e da carga.
cicleta será deixado às escuras e, também a grandes
distâncias, a iluminação será deficiente.
Se pilotar à noite, logo perceberá se é ou não ne- Y = máximo 1,2 m
X > Y/5
cessário regular o farol. Mas não deixe de regulá-lo X
antes de sair. Y
menos de 20 cm

10 m
10 m (figura ilustrativa)
NOTA
O facho do farol deve alcançar 100 m, no máximo.

(figura ilustrativa)
menos de 10 cm (figura ilustrativa)
NOTA
Regule o farol na luz baixa. 100 m
CB 500X 73
Ajuste vertical Espelho Retrovisor
O facho do farol pode ser ajustado verticalmente para O espelho retrovisor permite o ajuste do ângulo de
obter o alinhamento correto. visão. Coloque a motocicleta em local plano e sente-
Obedeça às leis e regulamentações locais de trânsito. se nela. Para ajustar, vire o espelho até obter o melhor
1. Remova as presilhas (página 53) e a tampa. ângulo de visão de acordo com sua altura, peso e
posição de pilotagem.
1. Tampa
2. Presilhas

1 2
lelo Para
le
Para lo
2. Gire o ajustador para dentro ou para fora, con-
forme necessário, com a chave Phillips, fornecida Correto
no jogo de ferramentas (página 35).
1. Ajustador
1
A. Abaixa o facho
Atenção
B. Levanta o facho Nunca force o espelho retrovisor contra a haste de
suporte durante a regulagem. Se necessário, solte a
porca de fixação e movimente a haste para o lado
oposto, para facilitar a regulagem.

A
B

3. Instale a tampa e as presilhas.


74 CB 500X

DIAGNOSE DE DEFEITOS O Motor de Partida Não Funciona


Verifique os seguintes itens:
O Motor Não Dá Partida (Indicador
 Verifique se a sequência de partida está correta
do sistema imobilizador (HISS) per- (página 31).
manece aceso)  Certifique-se de que o interruptor do motor está
na posição (página 30).
O Motor de Partida Funciona mas o Motor
 Fusíveis queimados (página 85).
Não Dá Partida
 Conexão solta na bateria ou terminais oxidados
Verifique os seguintes itens: (página 53).
 Se a sequência de partida está correta (página 31).  Condições da bateria (página 82).
 Se há gasolina suficiente no tanque de combustível. Se o problema persistir, procure uma concessionária
 Se o indicador de falha do PGM-FI está aceso. Honda para inspeção.
 Se o indicador estiver aceso, procure uma con-
cessionária Honda o mais rápido possível.
 Se o indicador do sistema imobilizador (HISS) está
aceso.
►► Gire o interruptor de ignição para a posição
(desligado) e retire a chave. Insira-a novamente
e gire o interruptor de ignição para a posição
(ligado). Se o indicador permanecer aceso,
verifique se:
►► Não há outra chave registrada no sistema
imobilizador (HISS) (inclusive chave reserva)
próxima ao interruptor de ignição.
►► Não há lacres ou adesivos metálicos na chave.
►► Caso o indicador ainda permaneça aceso,
procure uma concessionária Honda.
CB 500X 75
Superaquecimento (Indicador de tem- 1. Desligue o motor utilizando o interruptor de ignição
e, em seguida, gire o interruptor de ignição para
peratura do líquido de arrefecimento a posição (ligado).
aceso) 2. Verifique se a ventoinha do radiador está funcio-
O motor está superaquecendo quando: nando e, em seguida, gire o interruptor de ignição
 O indicador de temperatura do líquido de arrefe- para a posição (desligado).
cimento se acende.  Se a ventoinha não estiver funcionando:
 A aceleração fica lenta. Suspeite de falha. Não ligue o motor. Transporte
►► Se isso acontecer, encoste com segurança na sua motocicleta a uma concessionária Honda.
lateral da pista e siga o seguinte procedimento.  Se a ventoinha estiver funcionando:

NOTA Espere o motor esfriar com o interruptor de


Manter o motor em marcha lenta por longos períodos ignição na posição (desligado).
pode fazer com que o indicador de temperatura do 3. Com o motor frio, verifique a mangueira do radia-
líquido de arrefecimento se acenda. dor e veja se há vazamento (página 57).
 Em caso de vazamento:

Atenção Não ligue o motor. Transporte sua motocicleta a


Pilotar com o motor superaquecido pode danificar uma concessionária Honda.
o motor. 4. Verifique o nível do líquido de arrefecimento no
reservatório e, se necessário, adicione-o (página
57).
5. Se as inspeções acima estiverem normais, você
pode prosseguir a pilotagem, ficando atento ao
indicador de temperatura do líquido de arrefeci-
mento.
76 CB 500X

Os Indicadores se Acendem ou Piscam Indicador de Falha do PGM-FI


Se o indicador se acender durante a pilotagem, po-
Indicador da Pressão do Óleo derá haver sérios problemas com o sistema PGM-FI.
Se o indicador da pressão do óleo se acender, encoste Reduza a velocidade e procure uma concessionária
com segurança na lateral da pista e desligue o motor. Honda, o mais rápido possível, para verificação.

Atenção Indicador do ABS


Pilotar com a pressão do óleo baixa pode danificar Se o indicador do ABS se acender em alguma das
seriamente o motor. seguintes condições, isso indica um sério problema
no sistema de freio. Reduza a velocidade e procure
1. Verifique o nível de óleo do motor e, se necessário, uma concessionária Honda, o mais rápido possível,
adicione-o (página 55). para verificação.
2. Ligue o motor.  O indicador se acende e começa a piscar durante

►► Somente prossiga a pilotagem se o indicador a pilotagem.


da pressão do óleo se apagar.  O indicador não se acende quando o interruptor

Aceleração rápida pode acender o indicador da de ignição é girado para a posição (ligado).
pressão do óleo, principalmente se o nível do óleo  O indicador não se apaga quando a motocicleta
estiver baixo. Se o nível do óleo estiver correto e esse ultrapassar 10 km/h.
indicador continuar aceso, desligue o motor e procure Se o indicador do ABS permanecer aceso, os freios
uma concessionária Honda. continuarão operando como um sistema de freio
Se o nível do óleo abaixar rapidamente, a motocicleta convencional, mas sem a função antibloqueio.
poderá apresentar vazamento ou outro problema O indicador do ABS pode piscar caso a roda traseira
grave. Procure uma concessionária Honda para seja girada enquanto a motocicleta é levantada do
inspecioná-la. solo. Neste caso, desligue o interruptor de ignição e
ligue-o novamente. O indicador do ABS se apagará
após a motocicleta atingir 30 km/h.
CB 500X 77
Indicação de Falha do Medidor de
Combustível
Se o sistema de combustível apresentar um erro, todos
os segmentos piscarão ou se apagarão conforme
mostrado.
Se isso ocorrer, procure uma concessionária Honda
o mais rápido possível.
78 CB 500X

Pneu Furado Roda Dianteira


Reparos em pneus furados ou remoção de rodas re- Remoção
querem ferramentas especiais e habilidades técnicas. 1. Estacione a motocicleta em local plano e firme.
Recomendamos que esse serviço seja realizado por
uma concessionária Honda. 2. Cubra o lado direito da roda dianteira e o cáliper
do freio com um pano ou capa protetora.
Após um reparo de emergência, procure uma con-
cessionária Honda para que seja feita a inspeção/ 3. Remova os parafusos de fixação e remova o cáliper
substituição do pneu. do freio direito.
►► Apoie o conjunto do cáliper do freio para que
Cuidado não fique pendurado pela mangueira. Não
torça a mangueira do freio.
 Pilotar a motocicleta com um reparo temporário
é muito perigoso. Se o pneu não for reparado ►► Evite o contato de graxa, óleo ou sujeira nas
corretamente, você poderá sofrer um acidente superfícies do disco ou das pastilhas.
com ferimentos graves ou fatais. ►► Não acione a alavanca do freio enquanto o
 Caso precise pilotar com um reparo temporário, cáliper do freio é removido.
pilote cuidadosamente e não ultrapasse os 50 ►► Tome cuidado para que o cáliper do freio não
km/h, até que o pneu seja substituído. risque a roda durante a remoção.
 Procure uma concessionária Honda, o mais 1. Capa protetora ou
rápido possível, para fazer a substituição. 1 2 pano
2. Parafusos de
fixação
Rodas 3. Anel pulsador
Siga os seguintes procedimentos caso precise remover 4. Bucha lateral direita
a roda para reparar um pneu furado. 5. Sensor de
velocidade da roda
Atenção 6 3 6. Cáliper do freio
5 4
Ao remover ou instalar a roda, tome cuidado para
não danificar o sensor de velocidade da roda e o
anel pulsador.
CB 500X 79
4. Solte o parafuso de fixação do eixo dianteiro e o 4. Instale o cáliper do freio e aperte os parafusos de
eixo dianteiro. fixação.
5. Apoie firmemente a motocicleta e levante a roda Torque: 30 N.m (3,1 kgf.m)
dianteira do chão, utilizando um cavalete para ►► Tome cuidado para que o cáliper do freio não
manutenção ou elevador. risque a roda durante a instalação.
6. Remova o eixo dianteiro, a roda dianteira e as ►► Utilize parafusos de fixação novos para instalar
buchas laterais. o cáliper do freio.
1. Bucha lateral
2
esquerda Atenção
1 2. Eixo dianteiro
3. Parafuso de
Ao instalar o cáliper do freio no garfo, encaixe cui-
fixação do eixo dadosamente o disco de freio entre as pastilhas para
dianteiro não riscá-las.
5. Abaixe a roda dianteira.
3 6. Acione a alavanca do freio e bombeie várias vezes
o garfo.
7. Aperte o parafuso de fixação do eixo.
Instalação Torque: 22 N.m (2,2 kgf.m)
1. Instale as buchas laterais direita e esquerda, em 8. Levante novamente a roda dianteira do solo e ve-
suas posições originais, na roda. rifique se a roda gira livremente depois de liberar
o freio.
2. Pelo lado esquerdo, posicione a roda entre os
garfos e insira o eixo dianteiro na extremidade, 9. Retire o pano ou a capa protetora.
através do garfo esquerdo e do cubo da roda.
3. Aperte o eixo. Cuidado
Torque: 54 N.m (5,5 kgf.m) Caso não use um torquímetro na instalação da roda,
dirija-se a uma concessionária Honda, assim que
possível, para verificar a montagem da roda. A mon-
tagem incorreta pode reduzir a eficiência do freio.
80 CB 500X

Roda Traseira 1 1. Arruela


2. Bucha B
Remoção 3. Porca de ajuste
1. Estacione a motocicleta em local plano e firme. 6 2 4. Contraporca
2. Apoie firmemente a motocicleta e levante a roda 3 5. Corrente de
do chão utilizando um cavalete para manutenção transmissão
6. Eixo traseiro
ou elevador.
3. Solte a porca do eixo traseiro, as contraporcas
e gire as porcas de ajuste de forma que a roda
traseira possa ser movimentada totalmente para 5 4
frente, obtendo a folga máxima da corrente de 6. Remova o eixo traseiro, a arruela, o suporte do
transmissão. cáliper do freio, a roda traseira e as buchas laterais.
4. Remova a corrente de transmissão da coroa, em- ►► Apoie o conjunto do cáliper do freio para que
purrando a roda traseira para frente. não fique pendurado pela mangueira. Não
5. Remova a porca do eixo traseiro e a arruela. torça a mangueira do freio.
1. Anel pulsador ►► Evite o contato de graxa, óleo ou sujeira nas
2 2. Sensor de superfícies do disco ou das pastilhas.
1
velocidade da roda ►► Não acione o pedal do freio enquanto a roda
3. Bucha A é removida.
3 4. Porca do eixo
traseiro
4 5. Arruela
7
6. Porca de ajuste
6 5 7. Contraporca
CB 500X 81
Instalação 2 1. Braço oscilante
2. Suporte do cáliper
1. Para instalar a roda traseira, siga o procedimento do freio
inverso da remoção. 3. Ranhura
►► Tome cuidado para que o cáliper do freio não 4. Ressalto
risque a roda durante a instalação.
3
Atenção
Ao instalar o cáliper do freio, encaixe cuidadosa- 1 4
mente o disco de freio entre as pastilhas para não
riscá-las.
6. Após instalar a roda, acione o pedal do freio
2. Certifique-se de que a ranhura no suporte do várias vezes e verifique se a roda gira livremente
cáliper do freio esteja encaixada no ressalto do após soltá-lo. Se o freio travar ou a roda prender,
braço oscilante. verifique novamente a montagem.
3. Ajuste a corrente de transmissão (página 63).
4. Aperte a porca do eixo traseiro. Cuidado
Torque: 88 N.m (9,0 kgf.m) Caso não use um torquímetro na instalação da
5. Aperte um pouco as porcas de ajuste da corrente roda, dirija-se a uma concessionária Honda, assim
de transmissão e, em seguida, aperte as contra- que possível, para verificar a montagem da roda.
porcas, mantendo as porcas de ajuste fixas com A montagem incorreta pode reduzir a eficiência
uma chave. do freio.
Torque: 21 N.m (2,1 kgf.m)

(cont.)
82 CB 500X

Falha Elétrica Lâmpadas Queimadas


Siga os seguintes procedimentos para a substituição
Bateria Sem Carga de uma lâmpada queimada.
Carregue a bateria com um carregador de baterias
para motocicletas. Cuidado
Remova a bateria da motocicleta antes de carregá-la. Deixe a lâmpada esfriar antes de substituí-la.
Não use um carregador de baterias para automóveis,
pois a bateria pode superaquecer e sofrer danos
NOTA
permanentes.
Se a bateria não funcionar depois de carregada,  Gire o interruptor de ignição para (desligado)
procure uma concessionária Honda. ou (trava), antes de substituir as lâmpadas.
 Use apenas as lâmpadas recomendadas.
Atenção  Verifique se a lâmpada substituída funciona corre-

Partida com bateria auxiliar de um automóvel não é tamente antes da pilotagem.


recomendada, pois pode danificar o sistema elétrico
da motocicleta. ►► Para saber a potência da lâmpada, consulte Especifica-
ções Técnicas, página 112.

(cont.)
CB 500X 83
Farol/Luzes de posição Lanterna traseira/luz do freio
1 1. Luzes de posição 1. Lanterna
2. Farol traseira/Luz de
1
freio

O farol/luzes de posição utilizam várias lâmpadas A lanterna traseira/luz de freio utilizam várias lâm-
do tipo LED. padas do tipo LED.
Se houver um LED que não se acende, dirija-se a uma Se houver um LED que não se acende, dirija-se a uma
concessionária Honda para manutenção. concessionária Honda para manutenção.
84 CB 500X

Lâmpadas das sinaleiras dianteiras e traseiras Lâmpada da luz da placa de licença


1. Retire o parafuso e a bucha. 1. Remova os parafusos, a tampa da luz da placa de
2. Remova a lente da sinaleira. licença e a junta da tampa.
3. Pressione levemente a lâmpada e gire-a no sentido 2. Retire a lâmpada sem girá-la.
anti-horário. 1. Tampa da luz da
1. Parafuso placa de licença
2 3 2. Bucha 1 2. Parafusos
4 3. Junta da tampa
3. Lente da sinaleira
4. Lâmpada 4. Lâmpada
5. Vedação da lente

1
4
5 3

4. Instale uma nova lâmpada e as peças removidas 2


na ordem inversa da remoção.
►► Use somente lâmpada âmbar. 3. Instale uma nova lâmpada e as peças removidas
na ordem inversa da remoção.
CB 500X 85
Fusível Queimado Fusível Principal
 Antes de manusear os fusíveis, consulte Inspeção e 1. Fusível principal
Substituição de Fusíveis, página 43. 2. Conector
Caixa de fusíveis 3. Interruptor magné-
1 2 tico de partida
1. Tampas das caixas
1 4. Fusível principal de
de fusíveis
reserva
2. Fusíveis de reserva

2 4
1. Remova o assento (página 51). 1. Remova a tampa lateral direita (página 52).
2. Remova as tampas das caixas de fusíveis. 2. Solte o conector do interruptor magnético de par-
3. Retire os fusíveis um a um com o extrator de fusíveis, tida.
disponível no jogo de ferramentas, e verifique se 3. Retire o fusível principal e verifique se está quei-
há algum fusível queimado. Sempre substitua um mado. Sempre substitua um fusível queimado por
fusível queimado por outro de mesma amperagem. outro de mesma amperagem.
4. Instale as tampas das caixas de fusíveis.
►► O fusível principal de reserva está localizado
5. Instale o assento.
no interruptor magnético de partida.
Atenção 4. Reinstale as peças removidas na ordem inversa da
remoção.
Se um fusível queimar com frequência, isso indica
curto-circuito ou sobrecarga no sistema elétrico.
Procure uma concessionária Honda para inspecionar
a motocicleta.
86 CB 500X

INFORMAÇÕES GERAIS Para fazer uma cópia da chave e registrá-la no


sistema imobilizador, leve a chave reserva, a placa
Chaves de número da chave e a motocicleta a uma conces-
sionária Honda.
Chave de Ignição ►► Guarde a placa de número da chave em local
Esta motocicleta tem duas chaves de ignição e uma seguro.
placa com o número da chave e um código de barras. 1. Chave de ignição
A chave de ignição contém um chip codificado que 2
2. Placa
é reconhecido pelo sistema imobilizador (HISS) para 3. Número da chave e
ligar o motor. Tenha cuidado ao manusear a chave código de barras
para não danificar os componentes do sistema. 1
 Não entorte as chaves nem coloque objetos pesa-
dos sobre elas. 3
 Evite exposição prolongada ao sol ou altas tempe-
raturas.
 Não esmerile ou fure as chaves nem altere o seu
formato original.
 Mantenha as chaves distantes de objetos eletro-
magnéticos.
Se todas as chaves e a placa de número da chave
forem perdidas, o módulo de controle de ignição/
unidade PGM-FI deverá ser substituído em uma
concessionária Honda. Para evitar que isso aconteça,
tenha sempre uma chave reserva. Se perder uma
chave, faça outra cópia imediatamente.
CB 500X 87
Instrumentos, Controles e Outros Sistema Imobilizador (HISS)
Componentes O sistema imobilizador Honda (HISS) desativa o
sistema de ignição caso uma chave incorretamente
Interruptor de Ignição codificada seja utilizada para ligar o motor. Quando
Deixar o interruptor na posição (ligado) e o motor o interruptor de ignição é desligado, o sistema imo-
desligado irá descarregar a bateria. bilizador (HISS) fica sempre acionado, mesmo que o
indicador do sistema imobilizador (HISS) não esteja
Não gire a chave durante a pilotagem. piscando. Quando o interruptor de ignição é ligado
Um chaveiro de metal pode danificar a área ao redor com o interruptor do motor na posição , o indicador
do interruptor de ignição. do sistema imobilizador (HISS) se acende por alguns
segundos e, em seguida, se apaga para indicar que
Interruptor do Motor o motor pode ser ligado.
Não use o interruptor do motor exceto em uma ►► Caso o indicador do sistema imobilizador não se apague,
emergência. consulte a página 74.
Ao acioná-lo, o motor desligará subitamente, tornan- O indicador do sistema imobilizador (HISS) começa
do a pilotagem insegura. a piscar a cada 2 segundos durante 24 horas depois
Se o motor for desligado com o uso do interruptor que o interruptor de ignição é desligado. Para ativar
do motor, desligue o interruptor de ignição. Caso ou desativar a intermitência do indicador, consulte a
contrário, a bateria irá descarregar. página 27.
Este equipamento opera
Hodômetro em base secundária e,
Quando a quilometragem atingir 999.999, a conta- consequentemente, pode
gem será interrompida e essa indicação será mantida. sofrer interferência prejudi-
cial, inclusive das estações
Hodômetro Parcial de mesmo tipo, e não pode
causar interferência pre-
Se os hodômetros parciais A e B excederem 9.999,9 judicial aos sistemas que
quilômetros, eles retornarão automaticamente para operam em base primária.
0,0.
88 CB 500X

Porta-documentos Catalisador
O manual do proprietário e outros documentos po- Esta motocicleta está equipada com um catalisador
dem ser guardados no porta-documentos, localizado de três vias. O catalisador contém metais preciosos
na face interna do assento. que ajudam a converter hidrocarbonetos (HC),
monóxido de carbono (CO) e óxidos de nitrogênio
Corte da Ignição (NOx) presentes nos gases de escapamento em
Um sensor de ângulo desliga automaticamente o mo- compostos seguros.
tor e a bomba de combustível em caso de queda. Para Catalisadores defeituosos contribuem para a poluição
ativar novamente o sensor, desligue o interruptor de do ar e podem prejudicar o desempenho do motor. As
ignição e ligue-o novamente antes de acionar o motor. peças de reposição devem ser peças originais Honda
ou equivalentes.
Siga estas recomendações para proteger o catalisador
de sua motocicleta.
 Use somente gasolina de boa qualidade sem
chumbo. O uso de gasolina de baixa qualidade
ou adulterada pode danificar o catalisador.
 Mantenha o motor em boas condições.

 Inspecione sua motocicleta em caso de falha


na ignição, contraexplosão, se o motor estiver
morrendo ou se houver algum outro problema
afetando a pilotagem.
CB 500X 89
COMO TRANSPORTAR A MOTOCICLETA Use outra cinta de fixação para evitar que a traseira
da motocicleta se movimente.
Se utilizar um caminhão ou carreta para transportar
sua motocicleta Honda, siga as instruções abaixo. Não transporte a motocicleta deitada. Isso poderá
danificá-la, além de causar vazamento de combustí-
 Use uma rampa para colocar a motocicleta no
vel, o que é muito perigoso.
veículo de transporte.
NOTA
 Certifique-se de que o interruptor de ignição esteja
desligado. A parte traseira da motocicleta pode ser fixada pela
roda ou pelas alças traseiras. Prenda-a de forma que
 Mantenha a motocicleta na vertical, utilizando
a mesma fique na vertical e firmemente fixa. Para
cintas de fixação apropriadas. Não utilize cordas, evitar danos às peças, recomenda-se a proteção da
pois estas podem se soltar, causando a queda da região de contato com as cintas.
motocicleta.
 Mantenha a transmissão engrenada durante o
transporte.
Para manter a motocicleta firmemente no lugar, apoie
a roda dianteira na frente da caçamba do veículo de
transporte. Prenda as extremidades inferiores das duas
cintas de fixação nos ganchos do veículo. Prenda as
extremidades superiores das cintas no guidão (uma
no lado direito e outra no lado esquerdo), próximo
ao garfo. Certifique-se de que as cintas de fixação
não estejam em contato com os cabos de controle,
carenagens ou fiação elétrica.
Aperte ambas as cintas até que a suspensão dianteira
fique comprimida até, no mínimo, metade de seu
curso. Apertá-las excessivamente pode danificar os
retentores dos garfos. Trave as cintas para que não
se soltem durante o percurso.
(cont.)
90 CB 500X

NOTA Reboque para Motocicletas


A Moto Honda da Amazônia Ltda. não se responsa- Os dispositivos de reboque de motocicletas que
biliza pelo frete, estadia do condutor ou veículo, por apoiam a roda traseira no solo, assim como o re-
danos causados durante improvisos emergenciais, boque utilizando corda cambão ou cabo de aço,
nem pelo transporte da motocicleta para a assistên- não devem ser utilizados em hipótese alguma. Caso
cia técnica devido à pane que impeça a locomoção contrário, a bomba de óleo não funcionará. Como
ou execução das revisões periódicas estipuladas na as engrenagens e os rolamentos dos eixos primário
Tabela de Manutenção. e secundário da transmissão são lubrificados sob
pressão, estes serão danificados. Além disso, a sus-
pensão dianteira, a coluna de direção e o chassi da
motocicleta não foram dimensionados para suportar
esforços e vibrações nesse sentido.

Atenção
Danos causados pelo uso de tais dispositivos ou
de outros equipamentos não recomendados pela
Honda não serão cobertos pela garantia.
CB 500X 91
ECONOMIA DE COMBUSTÍVEL Maneira de Pilotar
As condições da motocicleta, maneira de pilotar e O consumo de combustível será menor se a motoci-
condições externas afetam o consumo de combustível. cleta for pilotada de forma moderada. Acelerações
Os cuidados com o amaciamento durante os primei- rápidas, manobras bruscas ou frenagens severas
ros quilômetros de uso também contribuem para este aumentam o consumo.
desempenho. Sempre utilize as marchas adequadas, de acordo com
Condições da Motocicleta a velocidade, e acelere suavemente. Tente manter a
motocicleta em velocidade constante, sempre que o
Para máxima economia de combustível, mantenha tráfego permitir.
a motocicleta em perfeitas condições de uso e utilize
somente combustível de boa qualidade. Condições Externas
Use somente peças originais Honda e efetue todos O consumo de combustível será menor se a motocicle-
os serviços de manutenção necessários nos intervalos ta for pilotada em rodovias planas e de boa estrutura,
especificados, principalmente a regulagem do sistema ao nível do mar, sem passageiro ou bagagem e com
de injeção e verificação do sistema de escapamento. temperatura ambiente moderada. Roupas e capacete
Verifique frequentemente a pressão e o desgaste dos sob medida também contribuem para a economia
pneus. O uso de pneus desgastados ou com pressão de combustível.
incorreta aumenta o consumo de combustível. O consumo será sempre maior com o motor frio.
Porém, não há necessidade de deixá-lo em marcha
lenta por um longo período para aquecê-lo.
A motocicleta poderá ser pilotada aproximadamente
um minuto após ligar o motor, não importando a
temperatura externa. O motor se aquecerá mais
rapidamente e a economia de combustível será maior.
92 CB 500X

LIMPEZA E CONSERVAÇÃO NOTA


Limpe a motocicleta regularmente para manter sua Aplique spray antioxidante somente com o motor frio.
aparência, aumentar a durabilidade e proteger a O excesso pode ser retirado após 24 horas.
pintura, componentes cromados, plásticos ou de
borracha.
Cuidado
Em regiões litorâneas, onde o contato com a maresia
e umidade é intenso, tanto a conservação quanto a Não aplique spray antioxidante nas regiões próxi-
manutenção devem receber atenção especial. Após o mas aos freios.
uso da motocicleta nessas regiões, remova imediata-  Elimine o acúmulo de poeira, terra, barro, areia e
mente os elementos agressivos para evitar oxidação.
pedras. O atrito de pedras e areia pode afetar a
 Em caso de contato com água de chuva, ou após
pintura.
atravessar riachos ou alagamentos, lave e seque  Remova materiais estranhos dos componentes de
a motocicleta imediatamente após o uso. Aplique
fricção, como pastilhas e discos de freio, para não
spray antioxidante nos amortecedores, escapa-
prejudicar sua durabilidade e eficiência.
mento (inclusive parte interna) e demais peças
 Se a motocicleta for permanecer inativa por um
cromadas.
longo período, consulte Conservação de Motoci-
Lave imediatamente após o uso em regiões litorâneas! cletas Inativas.
Aplique spray antioxidante
nas peças cromadas após a lavagem.

(figura ilustrativa)
CB 500X 93
Equipamentos de Lavagem As aletas e tubos de alumínio do radiador serão
danificados se forem submetidos a jatos fortes de
Nunca utilize equipamentos de alta pressão para
água, principalmente se a água estiver misturada a
lavar a motocicleta. O jato direto e a alta temperatura
detergentes com alto teor alcalino/ácido que pode
podem danificar os componentes da motocicleta,
provocar a oxidação do alumínio.
desprender faixas e adesivos, remover a graxa dos
rolamentos da coluna de direção e da articulação da Atenção
suspensão traseira, além de danificar a pintura. Não
aplique produtos alcalinos ou ácidos, pois são alta- Água ou ar sob alta pressão podem danificar algu-
mente prejudiciais às peças zincadas e de alumínio. mas peças da motocicleta.
Recomendamos lavar a motocicleta pulverizando Evite pulverizar água ou ar sob alta pressão (comum
água em formato de leque aberto sob baixa pressão, em lava-rápidos) nos seguintes componentes ou
a uma distância mínima de 1,2 m. Não aplique jatos locais:
d’água diretamente sobre o núcleo do radiador.
 Cubos das rodas
Utilize sob baixa pressão, a uma distância mínima  Interruptores do guidão
de 1,2 m da motocicleta.
 Painel de instrumentos

 Saída do silencioso

 Sob o assento

 Sob o tanque de combustível

 Coluna de direção

 Trava da coluna de direção

 Corrente de transmissão

(figura ilustrativa)  Farol

 Cilindros mestres dos freios

 Filtro de ar
94 CB 500X

Como Lavar a Motocicleta NOTA


O querosene ataca peças de borracha. Proteja-as
Cuidado antes da aplicação.
Antes da lavagem, certifique-se de que o motor e o
escapamento estejam frios. Use sempre luvas apro- Atenção
priadas e botas de borracha para evitar ferimentos.  Solventes químicos e produtos de limpeza
Siga sempre os procedimentos de lavagem descritos abrasivos podem danificar a pintura e as peças
neste manual. metálicas e plásticas da motocicleta.
 Produtos químicos, solventes e detergentes não

Atenção devem ser utilizados em hipótese alguma. Seu


uso provoca sérios danos à motocicleta, tais
Nunca lave a motocicleta exposta ao sol e com o como oxidação das partes metálicas, perda de
motor quente. brilho das peças pintadas e de borracha, e des-
APLIQUE CERA PROTETORA, SE NECESSÁRIO
coloração de outras peças da motocicleta, tais
Lave com movimentos
como tampas do motor.
circulares utilizando
Utilize pano macio.
somente água
Nunca utilize solventes químicos e
e xampu neutro. produtos de limpeza abrasivos!
Nunca
Produto utilize
de limpeza esponja/
abrasivo lã de aço
nas peças
cromadas.
OK

1. Pulverize querosene no motor, escapamento, rodas


e cavalete lateral, e remova os resíduos de óleo e
graxa com um pincel. Incrustações de piche são
removidas com querosene puro. (cont.)
CB 500X 95
4. Se necessário, aplique cera protetora nas super-
Atenção fícies pintadas e cromadas, exceto na superfície
 Não use lã de aço ou produtos abrasivos para do mat (peças plásticas na cor preta). A cera deve
limpar as peças cromadas, pois estes removem ser aplicada com algodão especial ou flanela, em
sua camada protetora iniciando um processo de movimentos circulares e uniformes.
oxidação severa.
 Evite subir com a motocicleta sobre guias ou Atenção
raspar as rodas em obstáculos a fim de evitar A aplicação de massa ou produtos para polimento
danos. pode danificar a pintura.
2. Enxágue com bastante água. 5. Logo após a lavagem, lubrifique a corrente de
3. Lave as carenagens, tanque, assento, tampas laterais transmissão e os cabos do acelerador e da em-
e para-lamas com água e xampu neutro. Use um breagem. Aplique spray antioxidante nas rodas,
pano ou esponja macia. Enxágue completamente a amortecedores, interior e exterior do escapamento
motocicleta e seque com um pano limpo e macio. e demais peças cromadas.
Retire o excesso de água do interior dos cabos.
NOTA
NOTA
Aplique spray antioxidante somente com o motor frio.
 Limpe as peças plásticas com um pano macio ou O excesso pode ser retirado após 24 horas.
esponja umedecidos em solução de xampu neutro
e água. Enxágue completamente com água e seque
com um pano macio.
 Não remova a poeira com um pano seco, pois a
pintura poderá ser riscada.
96 CB 500X

6. Ligue o motor e deixe-o funcionar por alguns


minutos. Cuidado
O interior da lente do farol poderá eventualmente  Não aplique spray antioxidante nas regiões
apresentar condensação de umidade após a próximas aos freios.
lavagem da motocicleta. Ela desaparecerá gra-  A eficiência dos freios pode ser temporariamen-
dualmente acendendo-se o farol com luz alta. te afetada após a lavagem. Teste-os antes de
Mantenha o motor em funcionamento enquanto o pilotar. Pode ser necessário acioná-los algumas
farol estiver aceso. vezes para restituir seu desempenho normal.
 Acione os freios com maior antecedência para
evitar um possível acidente.

APLIQUE CERA PROTETORA, SE NECESSÁRIO

Não aplique spray Nunca utilize esponja de


antioxidante nos freios. (figura ilustrativa) aço nas peças cromadas.
CB 500X 97
Componentes de Alumínio Para-brisa
Os componentes de alumínio sofrem corrosão quando Limpe o para-brisa com uma esponja ou pano macio,
entram em contato prolongado com poeira, lama ou utilizando bastante água. (Evite usar detergentes ou
água salgada. Limpe regularmente os componentes qualquer produto de limpeza químico no para-brisa.)
de alumínio e siga as seguintes recomendações para Seque-o com um pano macio e limpo.
evitar riscá-los:
 Não use esponjas de aço nem produtos abrasivos. Atenção
 Não suba em guias nem encoste contra obstáculos. Para evitar possíveis riscos ou outros danos, use
somente água e uma esponja ou pano macio para
Painéis limpar o para-brisa.
Siga as seguintes recomendações para evitar danos: Se o para-brisa estiver muito sujo, use uma esponja
 Lave cuidadosamente com esponja macia e bas- umedecida em detergente neutro diluído e bastante
tante água. água. Certifique-se de remover todo o detergente.
 Para remover as manchas mais difíceis, use de- (Resíduos de detergente podem provocar trincas no
tergente diluído e enxágue cuidadosamente com para-brisa.)
bastante água. Substitua o para-brisa, se os riscos não puderem ser
 Evite o contato de gasolina, fluido de freio ou removidos e estiverem obstruindo sua visão.
detergentes com os instrumentos, painéis ou farol. Mantenha eletrólito da bateria, fluido de freio ou ou-
tros produtos químicos ácidos afastados do para-brisa
e de sua guarnição. Eles podem danificar o plástico.
98 CB 500X

Manutenção do Escapamento
O tubo de escapamento e o silencioso desta motoci-
cleta são feitos de aço inoxidável.
Devido às altas temperaturas dos gases expelidos,
a curva do escapamento pode sofrer alteração de
coloração em casos críticos. Essa é uma condição
normal, que não altera o funcionamento ou a vida
útil da motocicleta nem prejudica a capacidade do
escapamento de cumprir sua função.
O tubo de escapamento também pode manchar de-
vido à presença de barro, sujeira e outros detritos; o
que é absolutamente normal. Caso isso ocorra, limpe
a área afetada normalmente.
Para remover o barro ou pó, utilize uma esponja
umedecida com solução de xampu neutro e água.
Enxágue e seque com um pano limpo e macio.
A garantia Honda NÃO cobre alterações de coloração
e manchas.
CB 500X 99
CONSERVAÇÃO DE 3. Drene o tanque de combustível num recipiente
adequado.
MOTOCICLETAS INATIVAS
Atenção Cuidado
A bateria de sua motocicleta é carregada quando o A gasolina é altamente inflamável e até explosiva,
sistema de carga está em funcionamento, durante sob certas condições. Drene o tanque num local
a utilização da motocicleta, em condições normais ventilado, com o motor desligado. Não permita a
de uso. Portanto, para maior vida útil da bateria, presença de cigarros, chamas ou faíscas perto da
recomendamos usar a motocicleta, pelo menos, motocicleta.
uma vez por semana por 10 minutos. Pulverize o interior do tanque com óleo antioxidante
Antes de armazenar a motocicleta, efetue todos os em spray. Feche a tampa do tanque firmemente.
reparos necessários. Caso contrário, esses reparos Recomendações para motocicletas inativas
podem ser esquecidos quando a motocicleta for Drene o tanque.
novamente utilizada.
Se a motocicleta for permanecer inativa por um Troque o óleo
longo período, deve-se tomar certos cuidados para do motor.
reduzir os efeitos de deterioração causados pela não
utilização da motocicleta.
1. Troque o óleo do motor e o filtro de óleo.
Lubrifique
2. Certifique-se de que o sistema de arrefecimento a corrente
esteja abastecido com solução de líquido de arre- com óleo.

fecimento na proporção de 50%.


(figura ilustrativa)

(cont.)
100 CB 500X

4. Para impedir oxidação no interior dos cilindros: 5. Remova a bateria. Guarde-a em local protegido,
 Remova os supressores de ruído das velas de não exposto a temperaturas muito baixas nem a
ignição. Utilize um cordão para amarrar os raios solares diretos. Carregue a bateria uma vez
supressores em algum componente plástico da por mês.
carenagem, afastado das velas. 6. Lave e seque a motocicleta. Aplique uma camada
 Remova as velas de ignição e guarde-as em
de cera à base de silicone em todas as superfícies
pintadas, exceto na superfície do mat (peças
local seguro. Não conecte as velas aos supres-
plásticas na cor preta). Aplique spray antioxidante
sores de ruído. nas rodas, amortecedores, interior e exterior do
 Coloque uma colher de chá (10 – 20 ml) de óleo escapamento e demais peças cromadas.
novo para motor no interior de cada cilindro NOTA
e proteja os orifícios das velas com um pano
limpo. Aplique spray antioxidante com o motor frio. O
excesso pode ser retirado após 24 horas.
 Acione o motor de partida por alguns segundos
para distribuir o óleo. Lave e seque a motocicleta!
 Instale as velas de ignição e os supressores de
ruído.
Recomendações para motocicletas inativas

Drene o tanque Remova


de combustível. a vela e
Remova e coloque
carregue 1 colher
a bateria de chá
1 vez de óleo.
por mês.

Calibre Calibre
(figura ilustrativa) os pneus. os pneus.

(figura ilustrativa)
(cont.)
CB 500X 101
7. Lubrifique a corrente de transmissão. Ativação da Motocicleta
8. Retire o excesso de água e lubrifique os cabos de Siga os procedimentos abaixo antes de voltar a usar
controle. a motocicleta:
9. Calibre os pneus na pressão recomendada. Apoie 1. Remova a capa protetora e lave completamente a
a motocicleta sobre cavaletes, de modo que os motocicleta.
pneus não toquem o solo.
2. Troque o óleo do motor, caso a motocicleta tenha
10. Cubra a motocicleta com uma capa apropriada ficado inativa por mais de quatro meses.
(não utilize plásticos ou materiais impermeáveis)
3. Se necessário, recarregue a bateria e instale-a na
e guarde-a num local fresco e seco, com alte-
motocicleta.
rações mínimas de temperatura. Não a deixe
exposta ao sol. 4. Limpe o interior do tanque de combustível e
abasteça-o com gasolina nova.
5. Efetue a inspeção antes do uso (página 40).
Faça um teste, pilotando a motocicleta em baixa
velocidade, em local seguro e afastado do trânsito.
Limpe o interior do tanque de combustível
e abasteça-o com gasolina nova.

Recarregue
Utilize capas apropriadas. a bateria.
Troque o
óleo do
(figura ilustrativa) motor.

(figura ilustrativa)
102 CB 500X

NÍVEL DE RUÍDOS
Este veículo está em conformidade com a legisla-
ção vigente de controle da poluição sonora para
veículos automotores (Resolução CONAMA nº 2 de
11/02/1993, complementada pela Resolução nº 268
de 14/09/2000).
Limite máximo de ruído para fiscalização de veículo
em circulação:
86,63 dB(A) a 4.250 rpm
(medido a 0,5 m de distância do escapamento,
conforme NBR-9714)
CB 500X 103
PROGRAMA DE CONTROLE DE Portanto, a manutenção correta e utilização de PEÇAS
POLUIÇÃO DO AR ORIGINAIS são imprescindíveis para o funcionamento
correto desses sistemas.
CONAMA/Instrução Normativa IBAMA Siga rigorosamente a tabela de manutenção, recor-
rendo sempre a uma concessionária Honda.
Este veículo atende ao
Programa de Controle da Poluição do Ar por Observe rigorosamente as recomendações e es-
Motociclos e Veículos Similares – PROMOT. pecificações técnicas contidas neste manual. Além
de usufruir sempre do melhor desempenho de sua
(Estabelecido pelas Resoluções CONAMA nº 297 Honda, você estará contribuindo para a preservação
de 26/02/2002, nº 342 de 25/09/2003, nº 432 do meio ambiente.
de 13/07/2011, nº 456 de 29/04/2013 e
Instrução Normativa IBAMA nº 17 de 03/09/2013).
Controle de Emissões
Para assegurar a conformidade de sua motocicleta
O processo de combustão produz com os requisitos legais, confirme se os níveis de CO
monóxido de carbono, óxidos de e HC atendem aos valores recomendados em marcha
nitrogênio e hidrocarbonetos, entre lenta, como indicado abaixo (Art. 16 da Resolução
outros elementos. O controle de hi- CONAMA nº 297/02 e Art. 6 da Resolução CONAMA
drocarbonetos e óxidos de nitrogênio nº 432/11):
é muito importante, pois, sob certas
condições, eles reagem para formar Regime de marcha lenta:
fumaça e névoa fotoquímica, quando 1.200 ± 100 rpm
expostos à luz solar. (em temperatura normal de funcionamento)
O monóxido de carbono não reage da mesma forma,
entretanto é um gás tóxico. Valores recomendados de CO (monóxido de carbono):
A Moto Honda da Amazônia Ltda. utiliza sistemas de Abaixo de 0,1% (em marcha lenta)
admissão, alimentação de combustível e escapamento
ajustados para reduzir as emissões de monóxido de Valores recomendados de HC (hidrocarbonetos):
carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos. Abaixo de 200 ppm (em marcha lenta)
104 CB 500X

PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE Os fluidos de freio e de embreagem, baterias e a so-


lução da bateria devem ser manuseados com
A Moto Honda da Amazônia Ltda., sempre BE
M DO PL
E
AN bastante cuidado. Eles apresentam caracterís-
empenhada em melhorar o futuro do nosso
ticas que podem danificar a pintura da moto-

ID

ET
planeta, gostaria de compartilhar este com-

CU
cicleta, causar danos à saúde humana, além

A
promisso com seus clientes.
de representar sério risco de contaminação
Visando a um melhor relacionamento entre do solo e da água, quando descartados sem
COMITÊ ISO 14001

sua motocicleta e o meio ambiente, observe destinação adequada. Manuseie-os com muito
os seguintes pontos: cuidado e descarte com responsabilidade.
A manutenção preventiva, além de preservar e va- Na troca da bateria, além dos cuidados com
lorizar o produto, traz grandes benefícios ao meio sua solução ácida, deve-se encaminhar a
ambiente. peça substituída às concessionárias Honda
O óleo do motor deve ser trocado nos intervalos para destinação adequada, em atendi-
especificados neste manual. O óleo usado deve ser mento à Resolução CONAMA nº 401, de
encaminhado para postos de troca ou concessionária 04/11/2008.
Honda mais próxima. Peças plásticas e metálicas substituídas devem
Produtos perigosos não devem ser jogados em esgoto ser entregues a uma concessionária Honda para
comum. reciclagem, evitando o acúmulo de lixo nas grandes
Pneus usados devem ser levados a uma concessio- cidades.
nária Honda para reciclagem, em atendimento à Modificações, como substituição do escapamento e
Resolução CONAMA nº 258 de 26/08/99. Nunca regulagens do sistema de alimentação, diferentes
devem ser queimados, guardados ou enterrados em das especificadas para o modelo, ou qualquer outra
áreas descobertas. que vise alterar o desempenho do motor, devem ser
Fios, cabos elétricos e cabos de aço usados, quando evitadas. Além de infringir o Novo Código Nacional
substituídos, não devem ser reutilizados, represen- de Trânsito, elas contribuem para o aumento da
tando um perigo em potencial para o motociclista. poluição do ar e sonora.
Eles devem ser encaminhados para reciclagem nas Esperamos que esses conselhos sejam úteis e possam
concessionárias Honda. ser utilizados em benefício de todos.
CB 500X 105
IDENTIFICAÇÃO DA MOTOCICLETA 1. Número de série do chassi
A identificação oficial de sua motocicleta é feita por
meio dos números de série do chassi e do motor, que 1
são necessários para o registro de sua motocicleta.
Esses números devem ser usados também como
referência para a solicitação de peças de reposição.
O número de série do chassi está gravado no lado
direito da coluna de direção. 2. Número de série do motor
O número de série do motor está gravado na parte
superior da carcaça do motor.
Anote os números abaixo
N° de série do chassi:
N° de série do motor: 2
106 CB 500X

Identificação do Ano de Fabricação Etiqueta com Código de Barras


O ano de fabricação de sua motocicleta está indicado Sua motocicleta possui uma etiqueta de garantia
abaixo do número do chassi, em uma gravação de com dois códigos de barras colada no lado direito
4 dígitos. do chassi traseiro. Essa etiqueta será utilizada pelas
3. Identificação do ano de Concessionárias Honda nos processos de revisões e
fabricação solicitações de garantia.
NOTA
3 A etiqueta adesiva é feita de material inviolável,
portanto, não tente removê-la.

Atenção
A gravação do ano de fabricação faz parte da iden-
tificação oficial do modelo (Resolução CONTRAN
nº 024/98 e Portarias DENATRAN nº 017/00 e nº
166/13).

(cont.)
CB 500X 107

Atenção
 Não use equipamento de lavagem de alta
pressão diretamente na etiqueta a fim de não
danificá-la.
 Lã de aço e materiais abrasivos ou de polimento
poderão manchar ou remover a gravação dos
códigos de barras, por isso proteja a etiqueta
adesiva antes da aplicação desses materiais.
 Remova cuidadosamente a poeira da etiqueta
adesiva utilizando um pano seco e macio para
evitar riscos ou remoção parcial ou total da
gravação dos códigos de barras.
108 CB 500X

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
DIMENSÕES
Comprimento total 2.098 mm
Largura total 826 mm
Altura total 1.358 mm
Distância entre-eixos 1.421 mm
Distância mínima do solo 167 mm (carenagem inferior)
Altura do assento 812 mm
PESO
Peso seco 183 kg
CAPACIDADES
2,5 litros (após drenagem)
Óleo do motor 2,7 litros (após drenagem e troca do filtro de óleo)
3,2 litros (após desmontagem do motor)
Tanque de combustível 17,7 litros
Reserva do tanque de combustível 2,8 litros (aproximadamente)
Capacidade do sistema de arrefecimento 1,4 litro
Capacidade de passageiro Piloto e um passageiro
Capacidade máxima de carga 185 kg (piloto, passageiro, bagagem e acessórios)
CB 500X 109

MOTOR
Tipo DOHC, 2 cilindros, 4 tempos, refrigeração líquida
Óleo para motor SAE 10W-30 SJ ou superior (ver nota)
NOTA
A Honda recomenda a utilização do lubrificante:
Óleo do motor recomendado
ÓLEO GENUÍNO HONDA
SAE 10W-30 SJ
JASO MA
Líquido de arrefecimento recomendado Líquido de arrefecimento Honda (líquido de cor azul marinho)
Combustível recomendado Gasolina comum
Diâmetro e curso 67,0 x 66,8 mm
Relação de compressão 10,7 : 1
Cilindrada 471 cm³
Potência máxima 50,4 cv a 8.500 rpm
Torque máximo 4,55 kgf.m a 7.000 rpm
Vela de ignição CPR8EA-9 (NGK)
Folga dos eletrodos da vela de ignição 0,80 – 0,90 mm
Rotação de marcha lenta 1.200 ± 100 rpm
Admissão 0,16 mm
Folga das válvulas (motor frio)
Escapamento 0,27 mm
Sistema de alimentação Injeção eletrônica PGM-FI
Sistema de lubrificação Forçada, por bomba trocoidal
Sistema de partida Elétrica
110 CB 500X

CHASSI/SUSPENSÃO
Cáster/trail 26º 30´ / 109 mm
(medida) 120/70ZR 17M/C (58W)
(marca/modelo) DUNLOP D609F K
Pneu dianteiro
(pressão) 250 kPa (2,50 kgf/cm², 36 psi)
(profundidade da banda de rodagem) mín. 1,5 mm
(medida) 160/60ZR 17M/C (69W)
(marca/modelo) DUNLOP D609 K
Pneu traseiro
(pressão) 290 kPa (2,90 kgf/cm², 42 psi)
(profundidade da banda de rodagem) mín. 2,0 mm
Raio mínimo de giro 2,8 m
Suspensão dianteira (tipo/curso) Garfo telescópico / 140 mm
Suspensão traseira (tipo/curso) Pro-Link / 118 mm
Freio dianteiro e traseiro (tipo) Disco de freio (acionamento hidráulico)
Fluido de freio Honda DOT 4 Brake Fluid
CB 500X 111

TRANSMISSÃO
Tipo 6 velocidades constantemente engrenadas
Embreagem Multidisco em banho de óleo
(tipo) DID 520V0
(elos) 112
(pinhão) 15 dentes
(coroa) 41 dentes
Corrente de transmissão
(folga) 35 – 45 mm
Lubrificante específico para correntes com O-ring.
(lubrificante recomendado) Caso não esteja disponível, use óleo
para transmissão SAE 80 ou 90.
Redução primária 2,029
Redução final 2,733
1ª 3,285
2ª 2,105
3ª 1,600
Relação de transmissão
4ª 1,300
5ª 1,150
6ª 1,043
Sistema de mudança de marcha Operado pelo pé esquerdo
112 CB 500X

SISTEMA ELÉTRICO
Bateria 12 V – 8,6 Ah / YTZ10S ou FTZ10S
Alternador 0,402 kW / 5.000 rpm
Ignição Eletrônica
Fusível principal 30 A
Outros fusíveis 30 A, 15 A, 10 A, 7,5 A
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO
Lâmpada do farol LED
Lâmpada da luz de freio/lanterna traseira LED
Lâmpadas das sinaleiras dianteiras/traseiras 12 V – 21 W x 4
Lâmpada da luz de posição LED
Lâmpada da luz da placa de licença 12 V – 5 W
TORQUE
Parafuso de drenagem do óleo do motor 30 N.m (3,1 kgf.m)
Filtro de óleo 26 N.m (2,7 kgf.m)
Eixo dianteiro 54 N.m (5,5 kgf.m)
Parafusos de fixação do cáliper do freio dianteiro 30 N.m (3,1 kgf.m)
Parafuso de fixação do eixo dianteiro 22 N.m (2,2 kgf.m)
Porca do eixo traseiro 88 N.m (9,0 kgf.m)
Contraporcas do ajustador da corrente de transmissão 21 N.m (2,1 kgf.m)
M a n u a l B á s i c o d e s e g u r a n ç a no T r â n s i T o

Normas Gerais de CirCulação _________________________________________________ 2


1
iNfração e PeNalidade _________________________________________________________ 7
2
reNovação da Carteira NaCioNal de Habilitação ______________________________ 11
3
direção defeNsiva _____________________________________________________________ 12
4
Noções de Primeiros soCorros No trâNsito ___________________________________ 25
5
CoNCeitos e defiNições leGais _________________________________________________ 42
6
siNalização ____________________________________________________________________ 49
7

TE Este Manual Básico de Segurança no Trânsito foi elaborado e revisado pela ABRACICLO –
AN Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e
ORT Similares e seu conteúdo segue as orientações da ABRAMET – Associação Brasileira de Medicina
I MP do Tráfego, do DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito e da Fundação Carlos Chagas, Associação Brasileira dos Fabricantes
de Motocicletas, Ciclomotores,
e não poderá ser reproduzido por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação ou informação Motonetas, Bicicletas e Similares
computadorizada, sem autorização por escrito da ABRACICLO.
www.abraciclo.com.br
2 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

norMas gerais de circulação


1
Detalhadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em mais de 40 artigos, as Normas Gerais de Circulação e Conduta
merecem atenção especial de todos os usuários da via.
Algumas dessas normas podem ser aplicadas com o simples uso do bom senso ou da boa educação. Entre essas destacamos as
que advertem os usuários quanto a atos que possam constituir riscos ou obstáculos para o trânsito de veículos, pessoas e animais,
além de danos à propriedade pública ou privada. Entretanto, bom senso apenas não é suficiente para o restante das normas.
A maior parte delas exige do usuário o conhecimento da legislação específica e a disposição de se pautar por ela.
resuMo das norMas
Nas páginas que seguem, procuramos apresentar de forma condensada um apanhado das principais normas de circulação,
agrupando-as segundo temas de interesse para mais fácil fixação.
Seguir corretamente as determinações implica um processo de aprendizagem e permanente reaprendizagem. No início a tarefa
exigirá um pouco de dedicação, mas com o tempo tudo fica automatizado de novo.
Dê uma boa leitura e procure memorizar o que lhe parecer mais importante. Mas guarde este Manual para referência futura.
Quando o assunto é trânsito, confiar só na memória pode custar caro.
Vamos começar pelas recomendações mais gerais e obrigatórias.
deveres do conduTor
X Ter pleno domínio de seu veículo a todo momento, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à segurança do trânsito;
X Verificar a existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório;
X Certificar-se de que há combustível suficiente para percorrer o percurso desejado.
QueM TeM a preferência?
Atenção aqui. Em vias nas quais não há sinalização específica, terá a preferência:
X Quem estiver transitando pela rodovia, quando apenas um fluxo for proveniente de autoestrada;
X Quem estiver circulando uma rotatória; e
X Quem vier pela direita do condutor, nos demais casos.
Fácil, não? Mas lembre-se: em vias com mais de uma pista, os veículos mais lentos têm a preferência de uso da
faixa da direita. Já a faixa da esquerda é reservada para ultrapassagens e para os veículos de maior velocidade.
Mas as regras de preferência não param por aí. Também têm prioridade de deslocamento os veículos destinados
a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização de trânsito e as ambulâncias, bem como
veículos precedidos de batedores. E a prioridade se estende também ao estacionamento e parada desses veículos.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 3
Mas há algumas coisas a observar. Para poder exercer a preferência, é preciso que os dispositivos de alarme sonoro e iluminação
vermelha intermitente — indicativos de urgência estejam acionados. Se for esse o caso:
X Deixe livre a passagem à sua esquerda. Desloque-se à direita e até mesmo pare, se necessário. Vidas podem estar em jogo;
X Se Você for pedestre, aguarde no passeio ao ouvir o alarme sonoro. Só atravesse a rua quando o veículo já tiver passado por ali.

! Veículos de prestadores de serviços de utilidade pública (companhias de água, luz, esgoto, telefone, etc.)
também têm prioridade de parada e estacionamento no local em que estiverem trabalhando.
Mas o local deve estar sinalizado, segundo as normas do CONTRAN.

Na maior parte das vezes, a circulação de veículos pelas vias públicas deve ser feita pelo lado direito.
Mas às vezes é preciso deslocar-se lateralmente, para trocar de pista ou fazer uma conversão à direita
ou à esquerda. Nesse caso, sinalize com bastante antecedência sua intenção.
Para virar à direita, por exemplo, faça uso das setas e aproxime-se tanto quanto possível da margem
direita da via enquanto reduz gradualmente sua velocidade.
Na hora de ultrapassar, também é preciso tomar alguns cuidados. Vejamos.
ulTrapassagens
Aqui chegamos a um ponto realmente delicado. As ultrapassagens são uma das principais causas de
acidentes e precisam ser realizadas com toda a prudência e segundo procedimentos regulamentares.
alguMas regras Básicas
1. Ultrapasse sempre pela esquerda e apenas nos trechos permitidos.
2. Nunca ultrapasse no acostamento das estradas. Esse espaço é destinado a paradas e saídas de emer-
gência.
3. Se outro veículo o estiver ultrapassando ou tiver sinalizado seu desejo de fazê-Io, dê a preferência.
Aguarde sua vez.
4. Certifique-se de que a faixa da esquerda está livre, e de que há espaço suficiente para a manobra.
5. Sinalize sempre com antecedência sua intenção de ultrapassar. Ligue a seta ou faça os gestos conven-
cionais de braço.
6. Guarde distância em relação a quem está ultrapassando. Nada de “tirar fininho”. Deixe um espaço
lateral de segurança.
7. Sinalize de volta, antes de voltar à faixa da direita.
8. Se Você está sendo ultrapassado, mantenha constante sua velocidade. Se estiver na faixa da esquerda,
venha para a da direita, sinalizando corretamente.
4 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
9. Ao ultrapassar um ônibus que esteja parado, reduza a velocidade e preste muita atenção. Passageiros poderão estar desem-
barcando ou correndo para tomar a condução.

! Os veículos pesados devem, quando circulam em fila, permitir espaço suficiente entre si para que outros veículos
os possam ultrapassar por etapas. Tenha em mente que os veículos mais pesados são responsáveis pela segurança
dos mais leves; os motorizados, pela segurança dos não motorizados; e todos, pela proteção dos pedestres.

proiBido ulTrapassar
A menos que haja sinalização específica permitindo a manobra, jamais ultrapasse nas seguintes situações:
1. Sobre pontes ou viadutos. 4. Nos cruzamentos ou em sua proximidade.
2. Em travessias de pedestres. 5. Em trechos sinuosos ou em aclives sem visibilidade suficiente.
3. Nas passagens de nível. 6. Nas áreas de perímetro urbano das rodovias.
uso de luzes e faróis
O uso das luzes do veículo deve ter em conta o seguinte:
X Luz baixa – durante a noite e no interior de túneis sem iluminação pública durante o dia.
X Luz alta – nas vias não iluminadas, exceto ao cruzar com outro veículo ou ao segui-lo.
X Luz alta e baixa – (intermitente) por curto período de tempo, com o objetivo de advertir outros usuários da via de sua intenção de
ultrapassar o veículo que vai à frente, ou sinalizar quanto à existência de risco à segurança de quem vem em sentido contrário.
X Lanternas – sob chuva forte, neblina, cerração ou à noite, quando o veículo estiver parado para embarque ou desembarque,
carga ou descarga.
X Pisca-alerta – em imobilizações ou em situação de emergência.
X Luz de placa – durante a noite, em circulação.

! Veículos de transporte coletivo regular de passageiros, quando circulam em faixas especiais, devem manter as
luzes baixas acesas de dia e de noite. Isso se aplica também aos ciclos motorizados, em qualquer situação.

pode Buzinar?
Pode. Mas só “de leve”. Em ‘toques breves’, como diz o Código. Assim mesmo, só se deve buzinar nas seguintes situações:
X Para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes;
X Fora das áreas urbanas, para advertir outro condutor de sua intenção de ultrapassá-lo.
olho no velocíMeTro
Diz o ditado que quem tem pressa vai devagar. Mas quando a pressa é mesmo grande todo o mundo quer correr além da conta.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 5
Cuidado! A velocidade é outro grande fator de risco de acidentes de trânsito.

!
Além disso, determina, em proporção direta, a gravidade das ocorrências.
Alguns condutores acreditam que a velocidades mais altas podem se livrar Para estradas não pavimentadas, a
velocidade máxima é de 60km/h.
com mais facilidade de algumas situações difíceis no trânsito. E que trafegar
devagar demais é mais perigoso que andar depressa.
Mas não é assim. Reduzir a velocidade é o primeiro procedimento a se tomar na tentativa de evitar acidentes. A velocidade máxima
permitida para cada via é indicada por meio de placas. Onde não existir sinalização, vale o seguinte:
eM vias urBanas: eM rodovias:
X 80 km/h nas vias de trânsito rápido.  110 km/h para automóveis, camionetas e motocicletas.
X 60 km/h nas vias arteriais.  90 km/h para ônibus e micro-ônibus.
X 40 km/h nas vias coletoras.  80 km/h para os demais veículos.
X 30 km/h nas vias locais.
O motorista consciente, porém, mais do que observar a sinalização e os limites de velocidade, deve regular
sua própria velocidade — dentro desses limites — segundo as condições de segurança da via, do veículo
e da carga, adaptando-se também às condições meteorológicas e à intensidade do trânsito.
Faça isso e Você estará sempre seguro. E livre de multas por excesso de velocidade.
No mais, use o bom senso. Não fique “empacando” os outros sem causa justificada, transitando a velo-
cidades incomumentes baixas.
E para reduzir sua velocidade, sinalize com antecedência. Evite freadas bruscas, a não ser em caso de emergência. Reduza a
velocidade sempre que se aproximar de um cruzamento ou em áreas de perímetro urbano nas rodovias.
parar e esTacionar
Vamos ao básico: pare sempre fora da pista. Se, numa emergência, tiver que parar o veículo no leito
viário, providencie a imediata sinalização.
Em locais de estacionamento proibido, a parada deve ser suficiente apenas para embarque e desem-
barque de passageiros. E só nos casos em que o procedimento não interfira no fluxo de veículos ou
pedestres. O desembarque de passageiros deve se dar sempre pelo lado da calçada, exceto para o
condutor do veículo. Para carga e descarga, o veículo deve ser mantido paralelo à pista, junto ao
meio-fio, de preferência nos estacionamentos.

!
Motocicletas e outros veículos motorizados de duas rodas devem ser estacio- Ao parar o veículo, certifique-se de
nados perpendicularmente à guia da calçada. A não ser que haja sinalização que isso não constitui risco para os
específica determinando outra coisa. ocupantes e demais usuários da via.
6 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

veículos de Tração aniMal


Devem ser conduzidos pela pista da direita, junto ao meio-fio ou acostamento, sempre que não houver
faixa especial para tal fim, e conforme normas de circulação ditadas pelo órgão de trânsito.
duas rodas
Motociclistas e pilotos de ciclomotores e motonetas devem seguir algumas regras básicas:
X Usar sempre o capacete, com viseira ou óculos protetores;
X Segurar o guidom com as

!
duas mãos; É proibido trafegar de ciclomotor nas vias de maior velocidade.
X Usar vestuário de proteção, O condutor de ciclomotor deve se manter sempre na faixa da
conforme as especificações direita, de preferência no centro da faixa. Andar de ciclomotores,
motonetas ou motocicletas sobre calçadas, nem pensar.
do Contran;
X Isso vale também para os passageiros.
BicicleTas
O ideal é mesmo a ciclovia. Mas onde não existir, o ciclista deve transitar nos bordos da pista de rolamento, no
mesmo sentido de circulação regulamentado para a via.
A autoridade de trânsito pode autorizar a circulação de bicicletas em sentido contrário ao do fluxo dos veículos,
desde que em trecho dotado de ciclofaixa. A bicicleta tem preferência sobre os veículos motorizados. Mas o
ciclista também precisa tomar seus cuidados. Deve trajar roupas claras e sinalizar com antecedência todos os seus
movimentos. Siga o exemplo dos ciclistas profissionais, que geralmente levam esses aspectos a sério.
segurança
Para dicas mais precisas sobre como evitar acidentes, consulte o capítulo Direção defensiva. Mas nunca é
demais reprisar algumas dicas básicas:
1. Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores devem circular sempre utilizando capacete com viseira ou óculos
protetor, segurando o guidom com as duas mãos e usando vestuário de proteção.
2. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, na ausência de ciclovia, ciclofaixa ou
acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação,
com preferência sobre os veículos automotores.
Bem, agora Você já tem uma boa ideia do que apresenta o Código de Trânsito Brasileiro em termos de normas de circulação.
Se houver dúvida na interpretação ou no entendimento de algum termo, consulte o capítulo 6 Conceitos e Definições Legais.
O ideal é que Você procure ler o Código em sua totalidade. Informação nunca é demais.

! O Código de Trânsito Brasileiro está disponível no site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) –
www.denatran.gov.br, item Legislação - Código de Trânsito Brasileiro.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 7

infração e penalidade
2 Décadas de uma cultura de impunidade em relação aos crimes de trânsito deixaram os motoristas brasileiros acostumados
a digirir de qualquer jeito, sem prestar muita atenção às regras. Mas a coisa agora deve mudar.
Com o Código de Trânsito Brasileiro, o motorista mal-educado pode ter surpresas desagradabilíssimas. A lei decidiu atacar os
imprudentes batendo onde lhes dói mais: no bolso. O preço das multas subiu para valer. Pode chegar a 900 UFIR, por exemplo,
para quem negar socorro a vítimas de acidentes de trânsito. A estratégia tem tudo para funcionar. Além das multas pecuniárias,
o Código introduz um sistema de pontuação cumulativo que castiga o mau motorista.
penalidades e Medidas adMinisTraTivas
Toda infração é passível de uma penalidade. Uma multa, por exemplo. Algumas infrações, além da penalidade, podem ter uma
consequência administrativa, ou seja, o agente de trânsito deve adotar “medidas administrativas”, cujo objetivo é impedir que o
condutor continue dirigindo em condições irregulares.
As medidas administrativas são: As penalidades são as seguintes:
X Retenção do veículo; X Advertência por escrito;
X Remoção do veículo; X Multa;
X Recolhimento do documento de habilitação (Carteira X Suspensão do direito de dirigir;
Nacional de Habilitação - CNH ou Permissão para Dirigir); X Apreensão do veículo;
X Recolhimento do certificado de licenciamento; X Cassação do documento de habilitação;
X Transbordo do excesso de carga. X Frequência obrigatória em curso de reciclagem.

Por exemplo, dirigir com velocidade superior à máxima permitida, em mais de 50% em rodovias, tem como consequência, além das
penalidades (multa e suspensão do direito de dirigir), também o recolhimento do documento de habilitação (medida administrativa).
É assim: cada infração corresponde a um determinado número de pontos, conforme a gravidade. Confira!
Se Você atingir 20 pontos, terá a Carteira Nacional de Habili-
Gravíssima 7 pontos Multa de 180 UFIR
tação suspensa, de um mês a um ano, a critério da autoridade
Grave 5 pontos Multa de 120 UFIR de trânsito. Para contagem dos pontos, é considerada a soma
das infrações cometidas no último ano, a contar regressivamente
Média 4 pontos Multa de 80 UFIR da data da última penalidade recebida.
Para algumas infrações, em razão da sua gravidade e consequên-
Leve 3 pontos Multa de 50 UFIR cias, a multa pode ser multiplicada por três ou até mesmo por
cinco. A seguir, apresentamos as infrações segundo sua gravidade:
8 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

infrações gravíssiMas
Neste grupo, as multas têm valor de 180 UFIR. Porém, dependendo do caso, este valor pode ser triplicado ou até mesmo multi-
plicado por 5 nas ocorrências mais sérias. As multas mais caras são as seguintes:
1. Deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes de trânsito. 9. Não dar preferência a pedestres cruzando a faixa de pedestres.
Multa: 180 UFIR x 5. Penalidade: Suspensão do direito de Multa: 180 UFIR.
dirigir e recolhimento do documento de habilitação. 10. Dirigir com carteira de habilitação vencida há mais de 30 dias.
2. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra Multa: 180 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção da
substância psicoativa que determine dependência. carteira. Recolhimento do veículo.
Multa: 180 UFIR x 5. Penalidade: Suspensão do direito de 11. Andar na contramão.
dirigir por 12 (doze) meses Multa: 180 UFIR.
3. Participar de pegas ou rachas.
Multa: 180 UFIR x 3. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir. 12. Retornar em local proibido.
Recolhimento da carteira, apreensão e remoção do veículo. Multa: 180 UFIR.
13. Não diminuir a velocidade próximo a escolas, hospitais,

!
Apreensão: o veículo apreendido permanece sob a guarda pontos de embarque e desembarque de passageiros ou
do DETRAN ou da autoridade legal por até 30 dias. O resgate zonas de grande concentração de pedestres.
só se dá mediante pagamento de todas as multas e demais Multa: 180 UFIR.
despesas como guincho e estada do veículo no depósito. 14. Conduzir veículo sem qualquer uma das placas de identifi-
4. Andar por sobre calçadas, canteiros centrais, acostamentos, cação e/ou licenciamento.
faixas de canalização e áreas gramadas. Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão do veículo.
Multa: 180 UFIR x 3. 15. Bloquear a rua com o veículo.
5. Excesso de velocidade superior a 20% do limite em rodovias Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do veículo.
ou a 50% do limite em vias públicas. 16. Estacionar no leito viário em estradas, rodovias, vias de
Multa: 180 UFIR x 3. Penalidade: Suspensão do direito de trânsito rápido e pistas com acostamento.
dirigir e apreensão do documento de habilitação. Multa: 180 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.
6. Confiar a direção a alguém que não esteja em condições 17. Exibir-se em manobras ou procedimentos perigosos. Cantar
de conduzir o veículo com segurança, em função de alguma pneus em freadas e arrancadas bruscas ou em curvas. Fazer
alteração psíquica ou física, ainda que habilitado. malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda.
Multa: 180 UFIR.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir.
7. Condução agressiva em relação a pedestres ou outros veículos.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir. Recolhimento da carteira. Apreensão e remoção do veículo.
Retenção do veículo. Recolhimento da carteira. 18. Transportar criança menor de sete anos ou que não tenha, nas
8. Avançar o sinal vermelho. circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.
Multa: 180 UFIR. Multa: 180 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do veículo.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 9
19. Ultrapassar pela contramão em faixa contínua ou faixa 5. Ultrapassar pelo acostamento.
amarela simples. Multa: 120 UFIR.
Multa: 180 UFIR. 6. Andar com faróis desregulados ou com luz alta que perturbe
20. Transpor bloqueio policial sem autorização. outros condutores.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão do veículo e sus- Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do
pensão do direito de dirigir. veículo até a regularização.
21. Deixar de dar passagem a veículos do Corpo de Bombeiros 7. Excesso de velocidade de até 20% do limite em rodovias, ou
ou a Ambulâncias que estejam em serviço de emergência. de até 50% do limite em vias públicas.
Multa: 180 UFIR. Multa: 120 UFIR.
22. Falsa declaração de domicílio quando do registro, do licen- 8. Seguir veículo em serviço de urgência.
ciamento ou da habilitação. Multa: 120 UFIR. Penalidade: Suspensão do direito de dirigir.
Multa: 180 UFIR. 9. Não guardar distâncias de segurança, lateral e frontal, em
23. Sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de relação a veículos ou à pista.
proteção e vestuário de acordo com as normas e especifi- Multa: 120 UFIR.
cações aprovadas pelo CONTRAN. 10. Ultrapassar veículos parados, em fila, em sinal, cancela,
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do bloqueio viário ou qualquer outro obstáculo.
veículo. Suspensão do direito de dirigir. Multa: 120 UFIR.
24. Transportar passageiro sem o capacete de segurança, ou 11. Virar à direita ou à esquerda em locais proibidos.
fora do assento suplementar colocado atrás do condutor Multa: 120 UFIR.
ou em carro lateral. 12. Dirigir veículos cujo mau estado de conservação ponha em
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do risco a segurança.
veículo. Suspensão do direito de dirigir. Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do
25. Com os faróis apagados. veículo até a regularização.
Multa: 180 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do
veículo. Suspensão do direito de dirigir. infrações Médias
1. Uso de alarme cujo som perturbe a tranquilidade pública.
infrações graves Multa: 80 UFIR. Penalidade: Apreensão e remoção do veículo.
1. Não sinalizar mudanças de direção. 2. Dirigir com fones de ouvido ligados a telefone celular ou
Multa: 120 UFIR. aparelhos de som.
2. Estacionar em fila dupla. Multa: 80 UFIR.
Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo. 3. Estacionar e parar a menos de 5 metros da via perpendicular
3. Estacionar sobre faixas de pedestres, calçadas, canteiros em esquinas.
centrais, jardins ou gramados públicos. Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo.
Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo. 4. Jogar objetos ou derramar substâncias sobre a via a partir
4. Estacionar em pontes, túneis e viadutos. do veículo.
Multa: 120 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo. Multa: 80 UFIR.
10 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
5. Parar por falta de combustível. recursos
Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Remoção do veículo. Após uma infração ser registrada pelo órgão de trânsito, a
6. Andar emparelhado com outro veículo, obstruindo ou per- NOTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO é encaminhada ao endereço do
turbando o trânsito. proprietário do veículo. A partir daí, o proprietário pode indicar
Multa: 80 UFIR. o condutor que dirigia o veículo e também encaminhar defesa
7. Uso de placas de identificação do veículo diferentes daquelas ao órgão de trânsito.
especificadas pelo CONTRAN. A partir da NOTIFICAÇÃO DA PENALIDADE, o proprietário
Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Apreensão das do veículo pode recorrer à Junta Administrativa de Recursos de
placas irregulares. Retenção do veículo até a regularização. Infrações – JARI. Caso o recurso seja indeferido, pode ainda
8. Não dar passagem pela esquerda quando solicitado a fazê-lo. recorrer ao Conselho Estadual de Trânsito – CETRAN (no caso
Multa: 80 UFIR. do Distrito Federal ao CONTRANDIFE) e, em alguns casos es-
9. Parar o veículo sobre a faixa de pedestre na mudança de pecíficos, ao CONTRAN, para avaliação do recurso em última
sinal luminoso. instância administrativa.
Multa: 80 UFIR.
10. Efetuar transporte remunerado de pessoas ou bens quando criMe de TrânsiTo
infringir as
não for licenciado para este fim. Classificam-se as infrações descritas no Có- leis de TrânsiTo
Multa: 80 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do veículo. digo de Trânsito Brasileiro em administrativas, TaMBéM é uM
infrações leves civis e penais. As infrações penais, resultantes faTor de risco
de ação delituosa, estão sujeitas às regras de acidenTe!
1. Dirigir sem os documentos exigidos por lei. gerais do Código Penal e seu processamento
Multa: 50 UFIR. Medidas Administrativas: Retenção do veículo é feito pelo Código de Processo Penal. O infrator, além das
até apresentação dos documentos. penalidades impostas administrativamente pela autoridade
2. Uso prolongado de buzina entre 22h e 6h. de trânsito, é submetido a processo judicial criminal. Julgado
Multa: 50 UFIR. culpado, a pena pode ser prestação de serviços à comunidade,
3. Dirigir sem atenção ou sem cuidados indispensáveis à segu- multa, suspensão do direito de dirigir e até detenção.
rança. Casos mais frequentes compreendem dirigir sem habilitação,
Multa: 50 UFIR. alcoolizado ou trafegar em velocidade incompatível com a
4. Andar por faixa destinada a outro tipo de veículo. segurança da via, nas proximidades de escolas, gerando perigo
Multa: 50 UFIR. de dano, cuja pena pode ser detenção de seis meses a um ano,
5. Uso de luz alta em vias iluminadas. além de eventual ajuizamento de ação civil para reparar prejuízos
Multa: 50 UFIR. causados a terceiros.
6. Ultrapassagem de veículos em cortejo.

!
Multa: 50 UFIR. Este texto está disponível no site
7. Estacionar e parar afastado da calçada (50cm a 1m) www.denatran.gov.br, item Material Educativo.
Multa: 50 UFIR.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 11

renovação da carTeira nacional de haBiliTação


3
O artigo 150 do Código de Trânsito Brasileiro exige que todo condutor que não tenha curso de direção defensiva e
primeiros socorros deve a eles ser submetido, cabendo ao Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN a sua regula-
mentação. Por meio da resolução CONTRAN no 168, de 14 de dezembro de 2004, em vigor a partir de 19 de junho de 2005,
foram estabelecidos os currículos, a carga horária e a forma de cumprimento ao disposto no referido artigo 150. Há três formas
possíveis de cumprimento ao disposto na lei:

realização do curso coM presença eM sala de aula


O condutor deve participar de curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran), ou
por entidades por ele credenciadas, obrigando-se a frequentar de forma integral 15 horas de aula, sendo 10 horas relativas à
direção defensiva e 5 horas relativas a primeiros socorros. O fornecimento do certificado de participação com a frequência de
comparecimento a 100% das aulas pode ser suficiente para o cumprimento da exigência legal.

realização de curso à disTância – Modalidade ensino à disTância (ead)


Curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran) ou por entidades especializadas por
ele credenciadas, conforme regulamentação específica, homologada pelo Denatran, com os requisitos mínimos estabelecidos no
anexo IV da resolução no 168.

validação de esTudo – forMa auTodidaTa


O condutor poderá estudar só, por meio de material didático com os conteúdos de direção defensiva e de primeiros socorros.
Os condutores que participem de curso à distância ou que estudem na forma autodidata devem se submeter a um exame a ser
realizado pelo órgão executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (Detran), com prova de 30 questões, sendo exigido
o aproveitamento de, no mínimo, 70% para aprovação.
Os condutores que já tenham realizado cursos de direção defensiva e de primeiros socorros, em órgãos ou instituições oficialmente
reconhecidas, podem aproveitar esses cursos, desde que apresentem a documentação comprobatória.

! Textos sobre Direção defensiva e Primeiros socorros no trânsito podem ser obtidos no site do
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran): www.denatran.gov.br, item Material Educativo.
12 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
Ser “veloz”, “esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel
direção defensiva como status”, são valores presentes em parte da sociedade.
4 Mas são insustentáveis do ponto de vista das necessidades da
inTrodução vida coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar.
Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualidade
educando coM valores e respeito exige uma tomada de consciência das questões em
O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades jogo no convívio social, portanto, na convivência no trânsito. É
humanas, quatro princípios são importantes para o relaciona- a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito
mento e a convivência social no trânsito. mais humano, harmonioso, seguro e justo.
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual “O bom condutor é aquele que dirige por si e pelos ou-
derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais tros”. Esta máxima, sempre verdadeira, ilustra bem o conceito
para o convívio social democrático, como o respeito mútuo e o do condutor defensivo.
repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude necessária Conduzir defensivamente é exatamente isso, planejar todas as
à promoção da justiça. ações pessoais prevenindo-se contra o comportamento imprudente
de outros condutores, adaptando-se ainda às condições adversas.
O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a
A incapacidade do condutor em antecipar os problemas a serem
possibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para isso, é
enfrentados no trânsito e a intensidade das condições adversas
necessário ter equidade, isto é, a necessidade de considerar as
são fatores determinantes nas causas de vários acidentes.
diferenças das pessoas para garantir a igualdade que, por sua
vez, fundamenta a solidariedade. Direção defensiva ou direção segura é a melhor maneira de
dirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a preservar
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização a vida, a saúde e o meio ambiente. Mas, o que é a direção
da sociedade para organizar-se em torno dos problemas do defensiva? É a forma de dirigir que permite a Você reconhecer
trânsito e de suas consequências. antecipadamente as situações de perigo e prever o que pode
Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, acontecer com Você, com seus acompanhantes, com o seu
que diz respeito à formação de atitudes e a aprender a valorizar veículo e com os outros usuários da via.
comportamentos necessários à segurança no trânsito, à efetiva- Para isso, Você precisa aprender os conceitos de direção de-
ção do direito de mobilidade em favor de todos os cidadãos e a fensiva e usar esse conhecimento com eficiência. Dirigir sempre
exigir dos governantes ações de melhoria dos espaços públicos. com atenção, para poder prever o que fazer com antecedência
Comportamentos expressam princípios e valores que a sociedade e tomar as decisões certas para evitar acidentes.
constrói e referenda e que cada pessoa toma A primeira coisa a aprender é que acidente não acontece por
para si e leva para o trânsito. Os valores, por TrânsiTo acaso, por obra do destino ou por azar. Na grande maioria
sua vez, expressam as contradições e conflitos seguro dos acidentes, o fator humano está presente, ou seja, cabe aos
entre os segmentos sociais e mesmo entre os é uM direiTo
condutores e aos pedestres uma boa dose de responsabilidade.
papéis que cada pessoa desempenha. de Todos!
Toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 13
Os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito estão relacionados com: acidenTe
X Os veículos;  O ambiente; não aconTece
X Os condutores;  O comportamento das pessoas. por acaso,
X As vias de trânsito; por oBra
Vamos examinar separadamente os principais riscos e perigos. do desTino
ou por azar!
riscos, perigos e acidenTes
Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no trabalho, quando consertamos alguma coisa em casa,
brincando, dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando pelas ruas da cidade.
Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as chances
de acontecer um acidente.
Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e suas cargas e geram lesões em pessoas. Nem é preciso dizer que eles
são sempre ruins para todos. Mas Você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:
X O sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e ferimentos, inclusive com sequelas1 físicas e/ou mentais, muitas vezes
irreparáveis;
X Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do trabalho;
X Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e processos judiciais, que podem exigir o pagamento de indenizações e até
mesmo a prisão dos responsáveis.
Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse que
poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção de milhares de casas populares para melhorar a vida de muitos brasileiros. Por
isso, é fundamental a capacitação dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, atendendo à diretriz da “preservação
da vida, da saúde e do meio ambiente” da Política Nacional de Trânsito.
Esta é uma excelente oportunidade que Você tem para ler com atenção este material didático e conhecer e aprender como evitar
situações de perigo no trânsito, diminuindo as possibilidades de acidentes. Estude-o bem. Aprender os conceitos de Direção
Defensiva vai ser bom para Você, para seus familiares, para seus amigos e também para o País.
ManuTenção periódica e prevenTiva
o háBiTo da
Todos os sistemas e componentes do seu veículo se desgastam com o uso. O desgaste de um componente ManuTenção
pode prejudicar o funcionamento de outros e comprometer sua segurança. Isso pode ser evitado, observando prevenTiva e
a vida útil e a durabilidade definida pelos fabricantes para os componentes, dentro de certas condições de uso. periódica gera
Para manter seu veículo em condições seguras, crie o hábito de fazer periodicamente a manutenção preventiva. econoMia e
Ela é fundamental para minimizar o risco de acidentes de trânsito. Respeite os prazos e as orientações do eviTa acidenTes
manual de instruções do veículo e, sempre que necessário, consulte profissionais habilitados. Uma manutenção de TrânsiTo!
feita em dia evita quebras, custos com consertos e, principalmente, acidentes.
(1) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
14 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

pneus
Os pneus têm três funções importantes: impulsionar, frear e manter a dirigibilidade do veículo. Confira sempre:
X Calibragem: siga as recomendações do fabricante do veículo, observando a situação de carga (vazio e carga máxima).
Pneus murchos têm sua vida útil diminuída, prejudicam a estabilidade, aumentam o consumo de combustível e reduzem a
aderência ao piso com água.
X Desgaste: o pneu deve ter sulcos de, no mínimo, 1,6 milímetro de profundidade. A função dos sulcos é permitir o escoamento
da água para garantir perfeita aderência ao piso e a segurança, em caso de piso molhado.
X Deformações na carcaça: veja se os pneus não têm bolhas ou cortes. Essas deformações podem causar um estouro ou uma
rápida perda de pressão.
X Dimensões irregulares: não use pneus de modelo ou dimensões diferentes das recomendadas pelo fabricante, para não reduzir
a estabilidade e desgastar outros componentes da suspensão.
Você pode identificar outros problemas de pneus com facilidade. Vibrações do volante indicam possíveis problemas com o balan-
ceamento das rodas. Veículo “puxando” para um dos lados indica um possível problema com a calibragem dos pneus ou com o
alinhamento da direção. Tudo isso pode reduzir a estabilidade e a capacidade de frenagem do veículo.
sisTeMa de iluMinação
O sistema de iluminação de seu veículo é fundamental, tanto para Você ver bem seu trajeto como para ser visto ver e ser
por todos os outros usuários da via e, assim, garantir a segurança no trânsito. Sem iluminação, ou com ilumina- visTo por Todos
ção deficiente, Você pode ser causa de colisão e de outros acidentes. Confira e evite as principais ocorrências: Torna o TrânsiTo

X Faróis queimados, em mau estado de conservação ou desalinhados: reduzem a visibilidade panorâmica Mais seguro!

e Você não consegue ver tudo o que deveria;


X Lanternas de posição queimadas ou com defeito, à noite ou em ambientes escurecidos (chuva, penumbra): comprometem o
reconhecimento do seu veículo pelos demais usuários da via;
X Luzes de freio queimadas ou em mau funcionamento (à noite ou de dia): Você freia e isso não é sinalizado aos outros moto-
ristas. Eles vão ter menos tempo e distância para frear com segurança;
X Luzes indicadoras de direção (pisca-pisca) queimadas ou em mau funcionamento: impedem que os outros motoristas com-
preendam sua manobra e isso pode causar acidentes.
Verifique periodicamente o estado e o funcionamento das lanternas.
freios
O sistema de freios desgasta-se com o uso e tem sua eficiência reduzida. Freios gastos exigem maiores distâncias para frear com
segurança e podem causar acidentes.
Os principais componentes do sistema de freios são: sistema hidráulico, fluido, discos e pastilhas ou lonas, dependendo do tipo
de veículo.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 15
Veja as principais razões de perda de eficiência e como inspecionar: paRa fReaR
X Nível de fluido baixo: é só observar o nível do reservatório; com seguRança,
X Vazamento de fluido: observe a existência de manchas no piso sob o veículo; é pReciso
X Disco e pastilhas gastos: verifique com profissional habilitado; estaR atento.
X Lonas gastas: verifique com profissional habilitado. mantenha
distância seguRa
Ao dirigir, evite freadas bruscas e desnecessárias, que desgastam mais rapidamente os componentes do e fReios em
sistema de freios. É só dirigir com atenção, observando a sinalização, a legislação e as condições do trânsito. bom estado!

uso correTo dos reTrovisores


Quanto mais Você vê o que acontece a sua volta enquanto dirige, maior a possibilidade de evitar situações de perigo.
Se não conseguir eliminar esses “pontos cegos”, antes de iniciar uma manobra, movimente a cabeça para encontrar outros ângulos
de visão pelos espelhos ou por meio da visão lateral. Fique atento também aos ruídos dos motores dos outros veículos e só faça
a manobra se estiver seguro de que não irá causar acidentes.
o consTanTe aperfeiçoaMenTo
O ato de dirigir apresenta riscos e pode gerar graves consequências, tanto físicas como financeiras. Por isso,
todas as nossas
dirigir exige aperfeiçoamento e atualização constantes, para a melhoria do desempenho e dos resultados. atividades exigem
Você dirige um veículo que exige conhecimento e habilidade, passa por lugares diversos e complexos, nem apeRfeiçoamento
sempre conhecidos, nos quais também circulam outros veículos, pessoas e animais. Por isso, Você tem muita e atualização.
responsabilidade sobre tudo o que faz ao volante. viveR é um eteRno
É muito importante para Você conhecer as regras de trânsito, a técnica de dirigir com segurança e saber apRendizado!
como agir em situações de risco. Procure sempre revisar e aperfeiçoar seus conhecimentos sobre tudo isso.
dirigindo cicloMoTores e MoTocicleTas
Um grande número de motociclistas precisa alterar urgentemente sua forma de dirigir. Mudar constantemente de faixa, ultrapassar
pela direita, circular em velocidades incompatíveis com a segurança e sem guardar distância segura têm resultado num preocupante
aumento do número de acidentes, envolvendo motocicletas em todo o País. Esses acidentes podem ser evitados, simplesmente com uma
direção mais segura. Se Você dirige uma motocicleta ou um ciclomotor, pense nisso e coloque em prática as seguintes orientações:
RegRas de seguRança paRa condutoRes de motocicletas, motonetas e ciclomotoRes motocicletas são como
X É obrigatório o uso de capacete de segurança para o condutor e o passageiro, devidamente os demais veículos:
afivelado e no tamanho adequado; devem RespeitaR os limites
X É obrigatório o uso de viseiras ou óculos de proteção; de velocidade, manteR
distância seguRa e ultRapassaR
X É proibido transportar crianças menores de 7 anos;
apenas pela esqueRda!
X É obrigatório manter o farol aceso quando em circulação, de dia ou à noite;
16 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
X A velocidade deve ser compatível com as condições e circunstâncias do momento, respeitando os limites fixados pela regu-
lamentação da via;
X Ao circular entre veículos, em situação de trânsito parado, ter atenção redobrada e manter velocidade reduzida;
X Condutor e passageiro devem vestir roupas claras;
X Solicite ao “garupa” que movimente o corpo da mesma maneira que você, condutor, para garantir a estabilidade nas curvas;
X Segure o guidom com as duas mãos.
RegRas de seguRança paRa ciclomotoRes
O condutor de ciclomotor (veículo de duas ou três rodas, motorizado, até 50 centímetros cúbicos) deve dirigir pela direita da pista de
rolamento, preferencialmente no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito da pista, sempre que não houver acostamento ou
faixa própria a ele destinada. É proibida a circulação de ciclomotores nas vias de trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas.
condições adversas
As condições adversas que podem causar acidentes de trânsito são:
luz
As condições de iluminação são muito importantes na direção defensiva. A intensidade da luz natural ou artificial, em dado momento,
pode afetar a capacidade do condutor de ver ou de ser visto. Pode haver luz demais, provocando ofuscamento, ou de menos, cau-
sando penumbra. Ao perceber farol alto em sentido contrário, pisque rapidamente os faróis para advertir o condutor, que vem em
sua direção, de sua luz alta. Caso a situação persista, volte a visão para o acostamento do lado direito ao cruzar com ele. Proteja
seus olhos da incidência direta da luz solar. Para isso você poderá usar óculos escuros ou uma viseira de capacete especial que
filtre a luminosidade. Os problemas de luminosidade são mais comuns nas primeiras horas da manhã ou à tardinha. Se possível,
evite trafegar nesses horários. E se tiver mesmo que pilotar, redobre sua atenção. Como sempre, os faróis devem estar acesos.
tempo
Frio, calor, vento, chuva, granizo e neblina. Todos esses fenômenos reduzem muito a capacidade visual do condutor,
tornando difícil a visibilidade de outros veículos. Para o motociclista, a situação é muito pior. A menos que esteja
bem protegido, o piloto sentirá os pingos de chuva como agulhadas na pele. Além de dificultarem a capacidade
de ver e de ser visto, as más condições de tempo tornam estradas escorregadias e podem causar derrapagens,
sobretudo para quem vai em duas rodas. Em situações de mau tempo, é preciso adaptar-se à nova realidade,
tomando cuidados básicos: reduza a velocidade e redobre a atenção. Se o tempo estiver mesmo ruim, deixe a
estrada e espere as condições melhorarem.
Via
Procure adaptar-se também às condições da via. Procure identificar bem o traçado das curvas, das elevações, a largura das
pistas e o número delas, o estado do acostamento, a existência de árvores à margem da via, o tipo de pavimentação, a presença
de barro ou lama, buracos e obstáculos, como quebra-molas, sonorizadores, etc. Evite surpresas. Mais uma vez a velocidade é
chave. Se sentir que a via não está em condições ideais, reduza a velocidade. Lembre-se: a sinalização traz os limites máximos de
velocidade, o que não significa que você não possa ir mais devagar.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 17
Coisas para se lembrar em relação ao estado das vias:
Vias de ConCreto
Sobre o concreto, os pneus têm o atrito ideal. Porém, cuidado com os pontos de junção das placas de concretagem em estradas
antigas. Podem estar desgastadas e apresentar perigo.
PaVimentação asfáltiCa
Andar no asfalto é uma “maciota”. Mas quando a chuva vem, a pista logo fica coberta por uma capa de água que deixa tudo
muito mais perigoso. Com o cair da noite a coisa vai piorando, à medida que a visibilidade em relação a obstáculos naturais da
pista vai se reduzindo. Cuidado.
Pedras soltas e CasCalho
Pistas recém-cobertas com cascalho, ou que por falta de chuva não permitem que as pedras da superfície
se misturem à terra, representam um problema para o motociclista. O equilíbrio e o controle da motocicleta
se tornam bem mais difíceis. Uma boa dica aqui é não acelerar ou frear além da conta, nem entrar muito
fechado nas curvas. Outra boa medida é manter-se ligeiramente fora do banco, apoiado nas pedaleiras.
Em estradas de cascalho, isso lhe dará um pouco mais de equilíbrio.
ChaPas de ferro
Todo motociclista conhece aquelas pranchas de metal comuns em trechos de pista sob reparos. Se estiverem molhadas viram um verda-
deiro rinque de patinação. Previna-se. Identifique com a máxima antecedência a presença dessas chapas e reduza bem a velocidade.
VeíCulo
Para que você possa pilotar com conforto e segurança, seu veículo precisa estar em perfeitas condições de uso e adaptado às
suas necessidades. Preste atenção ao seguinte:
X Assegure-se de que seu capacete e seus óculos estejam limpos e com boas condições de visibilidade. Elimine todo e qualquer
obstáculo ao seu campo visual;
X Adote uma posição adequada, que lhe permita alcançar sem esforço todos os pedais e comandos do guidom. Não se coloque
nem muito próximo nem muito distante do guidom, nem demasiadamente inclinado para frente ou para trás.
X Ajuste os espelhos retrovisores. Você deve ter um bom campo de visão sem que para isso tenha que se inclinar para frente
ou para trás.
X Use as roupas corretas e todo o equipamento de segurança. O passageiro que estiver sendo transportado deve fazer o mesmo.
Lembre-se, esses detalhes salvam vidas.
X Confira o funcionamento básico dos itens obrigatórios de segurança. Se qualquer coisa estiver fora de especificação ou
funcionando mal, solucione o problema antes de colocar seu veículo em movimento.
X Confira se o nível de combustível é compatível com o trecho que pretende cobrir. Ficar sem combustível no meio da rua, além
de muito frustrante, também pode oferecer perigo para todos os usuários da via.
18 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
X Mantenha sua motocicleta, motoneta ou ciclomotor em bom estado de conservação. Pneus gastos, freios desregulados,
lâmpadas queimadas, componentes com defeito, falta de buzina ou retrovisores, amortecedores e suspensão desgastados
são problemas que merecem atenção constante.
TrânsiTo
O motociclista precisa estar avaliando constantemente a presença de outros usuários da via e a interação entre eles no trânsito,
adaptando seu comportamento para evitar conflitos.
Os períodos de pico geralmente oferecem os maiores problemas para o motociclista. No início da manhã, no fim da tarde e
durante os intervalos tradicionais para almoço, o trânsito tende a ficar mais congestionado. Todo mundo está indo para o trabalho
ou voltando para casa. Em períodos como Carnaval, Natal, férias escolares e feriados o congestionamento também é maior. Nos
centros urbanos, os pontos de concentração de pedestres e carros estacionados também são problemáticos.
Preste bastante atenção ao se aproximar de pontos de ônibus ou estações de metrô. Há sempre alguém com pressa, correndo
para não perder a condução. Na correria, acabam atravessando a rua sem olhar.
seu esTado
ConduTor
emoCional
Muito importante também para a prevenção de acidentes é o fator motociclista. O condutor deve estar em Também é muiTo
plenas condições físicas, mentais e psicológicas para pilotar. Várias são as condições adversas que podem imporTanTe. eviTe
afetar o comportamento de um motociclista: fadiga, embriaguez, sonolência, déficits visuais ou auditivos, piloTar se senTir
mal-estar físico generalizado. Pilotar cansado é sempre perigoso. Para evitar a fadiga, tome alguns cuidados: que esTá irriTado
1. Sempre que possível, evite pilotar nas horas de pico. Saia um pouco mais cedo pela manhã. Evite as rotas ou ansioso.
de maior congestionamento, mesmo que precise andar um pouco mais.
2. Adapte-se bem à temperatura. Use roupas leves no calor e agasalhe-se bem no frio. O calor ou o frio excessivo causa irritação
e estresse, além de afetar os reflexos. Use roupas que o façam sentir-se bem, sem abrir mão da segurança.
3. Caso vá cobrir longas distâncias, faça intervalos com frequência, para “esticar as pernas” e ir ao toalete. Não se esqueça de
se alimentar adequadamente também.
4. Se sentir que o cansaço bateu mesmo, pare. Descanse ou durma um pouco.
aBuso na ingesTão de BeBidas alcoólicas
Excessos no consumo de álcool ainda são o principal responsável por acidentes nas ruas e estradas de
nosso país. A dosagem alcoólica se distribui por todos os órgãos e fluidos do organismo, mas concentra-
se de modo particular no cérebro. Cria excesso de autoconfiança, reduz o campo de visão e altera a
audição, a fala e o senso de equilíbrio. Com o álcool, a pessoa se torna presa de uma euforia que, na
verdade, é reflexo da anestesia dos centros cerebrais controladores do comportamento.
O fato é que bebida e direção simplesmente não combinam. O resultado dessa mistura é quase sempre
fatal. E o risco não é só de quem bebe. Os passageiros em um veículo guiado por um condutor embria-
gado frequentemente também são vitimados.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 19

Se beber, não pilote Sob nenhuma hipóteSe. concenTração


Se for a uma festa onde sabe que irá beber, deixe o veículo em casa. Se preferir, deixe as chaves com e reflexos diMinueM
um amigo que não vá beber, ou com o dono da casa, com a recomendação expressa de só lhe devolver MuiTo coM o uso de
depois de se certificar de que você está absolutamente sóbrio. Não seja passageiro de ninguém que álcool e drogas.
tenha bebido mesmo que só um pouco. Mesmo doses pequenas podem comprometer grandemente a aconTece o MesMo se
habilidade do motociclista. E a vítima pode ser você. você não dorMir ou
dorMir Mal!
Maneira de piloTar
O comportamento do motociclista, seu modo de pilotar, também é determinante para a prevenção de acidentes. Quando está
pilotando, deve dar atenção máxima à condução do veículo. Comportamentos inadequados devem ser evitados. Tenha sempre
as duas mãos sobre o guidom. Evite surpresas.
X Não sobrecarregue seu veículo. Leve apenas um passageiro, não exagere na bagagem e não abuse da velocidade. O excesso
de volumes dificulta a mobilidade do condutor do veículo.
X Não se curve para apanhar objetos com o veículo em movimento.
X Não acenda cigarros enquanto estiver pilotando.
X Não se ocupe em espantar ou matar insetos enquanto estiver pilotando.
X Evite manobras bruscas com seu veículo.
X Não beba ou coma nada enquanto pilota.
X Não fale ao telefone enquanto pilota.
O código de trânsito fornece muitas informações que o motociclista deve receber. Além do código, há livros e revistas especializados.
Leia tudo o que puder. Informe-se. O motociclista precisa desenvolver ao máximo sua habilidade. Estamos falando da capacidade
de manusear os controles do veículo e executar com perícia e sucesso quaisquer manobras básicas de trânsito. Precisa saber fazer
curvas com segurança, ultrapassar, mudar de pista com prudência e estacionar corretamente. A habilidade do motociclista se
desenvolve por meio de aprendizado. A prática leva à perfeição. Algumas dicas úteis:
disTância de seguiMenTo
Um dos principais cuidados para evitar colisões e acidentes consiste em manter a distância adequada em relação ao carro que
segue à frente. Esta distância, chamada de Distância de Seguimento (DS), pode ser calculada segundo uma fórmula bastante
complicada que envolve a velocidade do veículo em função de seu comprimento.
Mas ninguém quer sair por aí fazendo cálculos e contas matemáticas enquanto pilota. Por isso, bom mesmo é usar
o bom senso. Mantenha um espaço razoável entre você e o veículo que vai à sua frente. À medida que a velocidade eviTe
aumenta, vá aumentando também a distância, pois precisará de mais espaço para frear caso surja algum imprevisto. colisões,
ManTendo
Atente para a distância a que vem o veículo de trás. Se sentir que o motorista está muito próximo, mude de pista para
disTância
dar-lhe passagem. Lembre-se: não aceite provocações. Muito cuidado com os veículos de transporte coletivo, escolares
segura!
e veículos lentos, que podem parar inesperadamente. Quando estiver atrás de um desses veículos, aumente ainda
mais a distância que o separa dele. Evite também pilotar prensado entre dois veículos grandes. É muito perigoso.
20 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

veículos parados
Atenção ao passar ao lado de veículos parados. De repente alguém pode abrir a porta, levando você ao chão. Olhe para o interior
dos veículos e certifique-se de que estão desocupados.
acidenTes: coMo prevenir
O método que se segue se aplica a qualquer atividade do dia a dia que envolva risco de vida. Assim, pode ser aplicado à pilo-
tagem de uma motocicleta.
Sempre que for guiar um veículo, procure se preparar mentalmente para a tarefa com alguma antecedência. Antes de sair para
qualquer viagem ou passeio, examine bem seu veículo. Em seguida faça a si mesmo as seguintes perguntas:
X Em que estado se encontra o meu veículo? X Estou tomando algum medicamento que poderá afetar a
X Como me sinto física e mentalmente? minha habilidade de pilotar?
X Estou em condições de pilotar? X Poderá ocorrer alguma condição adversa relativa à luz,
X Estou cansado ou descansado, calmo ou emocionalmente tempo, via e trânsito?
perturbado?
Considere bem as respostas a essas autoindagações e só então dê partida ao veículo, depois de colocar o capacete. Se sentir que não
está bem em relação a qualquer dessas respostas, tome a decisão de não colocar o veículo em movimento até resolver o problema.
eviTe colisões por Trás piso Molhado
“Colar” demais no veículo que vai à frente é causa constante de acidentes. Para minimizar os riscos desse reduz a aderência
tipo de acidentes, há algumas coisas que você pode fazer: dos pneus.
1. Inspecione com frequência as luzes de freios para certificar-se de seu bom funcionamento e visibilidade. v elocidade reduzida e
2. Preste atenção ao que acontece às suas costas. Use os espelhos retrovisores. pneus eM BoM esTado

3. Sinalize com antecedência quando for virar, parar ou trocar de pista. eviTaM acidenTes!

4. Reduza a velocidade gradualmente. Evite desacelerações repentinas.


5. Mantenha-se dentro dos limites de velocidade. Trafegar demasiadamente devagar pode ser tão perigoso quanto andar muito depressa.
aQuaplanageM ou hidroplanageM
A falta de aderência do pneu com a pista faz com que ele derrape e o condutor perca o controle do veículo. Esse processo é
chamado de hidroplanagem ou aquaplanagem. Para motociclistas, a menos que haja muito cuidado, é tombo certo.
Alta velocidade, pista molhada, pneus mal calibrados e em mau estado de conservação são os elementos comumente presentes
em ocorrências de aquaplanagem. Para manter-se livre desses riscos, tome os seguintes cuidados:
1. Em dias de chuva, reduza a velocidade.
2. Rode com pneus novos ou em bom estado de conservação, com boa banda de rodagem.
3. Calibre os pneus segundo as especificações do fabricante e do veículo. Verifique a calibragem pelo menos uma vez por semana.
4. Identifique o tipo de pista e assuma velocidade compatível com as condições correntes.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 21

pedesTres
O comportamento do pedestre é imprevisível. Tenha muita cautela e dê sempre preferência aos pedes-
tres. Problemas com o álcool não são exclusividade dos condutores. Pedestres também se embriagam e
geralmente acabam atropelados. Quase todas as vítimas são pessoas que não sabem dirigir, não tendo
portanto noção da distância de frenagem. Muitos são desatentos e confiam demais na ação do condutor
para evitar atropelamentos.
O piloto defensivo deve dedicar atenção especial a pessoas idosas e deficientes físicos, que estão mais
sujeitos a atropelamentos. Igualmente, deve ter muito cuidado com crianças que brincam nas ruas, correndo
entre carros estacionados, atrás de bolas ou animais de estimação. Geralmente atravessam a pista sem
olhar e estão sob alto risco de acidentes.
faixa de pedesTres
aTravessar a
Reduza sempre a velocidade ao se aproximar de uma faixa de pedestres. Se houver pessoas querendo cruzar rua na faixa
a pista, pare completamente o veículo. Só retome a marcha depois que os pedestres tiverem completado a é uM direiTo
travessia. Tome cuidado na desaceleração, para evitar colisões por trás. Advirta os outros condutores quanto do pedesTre.
à presença de pedestres. respeiTe-o!
aniMais
Todos os anos, muitos condutores são vitimados em acidentes causados por animais. Esteja atento, portanto, ao trafegar por
regiões rurais, de fazendas ou em campo aberto, principalmente à noite. A qualquer momento, e de onde menos se espera,
pode surgir um animal. E chocar-se contra um animal, mesmo um animal de pequeno porte como um cachorro, geralmente tem
consequências graves. Ainda mais de veículo de duas rodas. Tome cuidado também ao passar por entre postes ou mourões. Vá
devagar e certifique-se de que não há arame farpado esticado entre as hastes. A consequência de se chocar, de veículo de duas
rodas, contra um fio teso de arame é catastrófica. Ao perceber a presença de animais, reduza a velocidade e siga devagar até
que tenha ultrapassado o ponto em que se encontra. Isso evitará que o animal se sobressalte e, na tentativa de fugir, venha de
encontro ao seu veículo.
BicicleTas
A bicicleta é um veículo de passageiros como qualquer outro. A maioria dos ciclistas, porém, é feita de menores que não conhecem
as regras de trânsito. Por isso, mesmo a chance de acidentes com ciclistas é grande. Além daqueles que se utilizam da bicicleta
apenas como meio de transporte, há também os desportistas, os ciclistas amadores ou profissionais. Estes em geral fazem uso de
todo o equipamento de segurança. Com frequência usam roupas coloridas que permitem sua fácil visualização. Mas, por outro
lado, circulam em velocidades bem altas, sobretudo em descidas. Fique atento com os ciclistas. A bicicleta é um veículo silencioso
e muitas vezes o condutor de outro veículo não percebe sua aproximação. Se notar que o ciclista está desatento, dê uma leve
buzinada antes de ultrapassá-lo. Mas cuidado: não carregue na buzina para não assustá-lo e provocar acidentes.
22 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

ouTras regras gerais e iMporTanTes


Antes de colocar seu veículo em movimento, verifique as condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, sistema
de iluminação e buzina, além de observar se o combustível é suficiente para chegar ao local de destino. Tenha, a todo momento,
domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e com os cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.
Dê preferência de passagem aos veículos que se deslocam sobre trilhos, respeitadas as normas de circulação.
Reduza a velocidade quando for ultrapassar um veículo de transporte coletivo (ônibus) que esteja parado efetuando embarque
ou desembarque de passageiros.
Aguarde uma oportunidade segura e permitida pela sinalização para fazer uma ultrapassagem, quando estiver dirigindo em vias
com duplo sentido de direção e pista única, e também nos trechos em curvas e em aclives. Não ultrapasse veículos em pontes,
viadutos e nas travessias de pedestres, exceto se houver sinalização que o permita.
Numa rodovia, para fazer uma conversão à esquerda ou um retorno, aguarde uma oportunidade segura no acostamento. Nas
rodovias sem acostamento, siga a sinalização indicativa de permissão.
Não freie bruscamente seu veículo, exceto por razões de segurança.
Não pare seu veículo nos cruzamentos, bloqueando a passagem de outros veículos. Nem mesmo se Você estiver na via preferencial
e com o semáforo verde para Você.
Aguarde, antes do cruzamento, o trânsito fluir e vagar um espaço no trecho de via à frente.
Em locais onde o estacionamento é proibido, Você deve parar apenas durante o tempo suficiente para o embarque ou desembarque
de passageiros. Isso, desde que a parada não venha a interromper o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres.
O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do lado da calçada.
Mantenha a atenção ao dirigir, mesmo em vias com tráfego denso e com baixa velocidade, observando atentamente o movimento
de veículos, pedestres e ciclistas, tendo em conta a possibilidade da travessia de pedestres fora da faixa e a aproximação excessiva
de outros veículos, ações que podem acarretar acidentes.
Essas situações ocorrem em horários preestabelecidos, conhecidos como “horários de pico”. São os horários de entrada e saída de traba-
lhadores e acesso a escolas, sobretudo em polos geradores de tráfego, como “shopping centers”, supermercados, praças esportivas, etc.
Mantenha uma distância segura do veículo à frente. Uma boa distância permite que Você tenha tempo de reagir e acionar os
freios diante de uma situação de emergência e haja tempo também para que o veículo, uma vez freado, pare antes de colidir.
respeiTo ao Meio aMBienTe e convívio social
poluição veicular e sonora
A poluição do ar nas cidades é hoje uma das mais graves ameaças à qualidade de vida. Os principais causadores da poluição
do ar são os veículos automotores. Os gases que saem do escapamento contêm monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio,
hidrocarbonetos, óxidos de enxofre e material particulado (fumaça preta). A quantidade desses gases depende do tipo e da quali-
dade do combustível e do tipo e da regulagem do motor. Quanto melhor é a queima do combustível ou, melhor dizendo, quanto
melhor regulado estiver seu veículo, menor será a poluição. A presença desses gases na atmosfera não é só um problema para
cada uma das pessoas, é um problema para toda a coletividade do planeta.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 23
O monóxido de carbono não tem cheiro, nem gosto e é incolor, sendo difícil sua identificação pelas pessoas. Mas é extremamente
tóxico e causa tonturas, vertigens, alterações no sistema nervoso central e pode ser fatal, em altas doses, em ambientes fechados.
O dióxido de enxofre, presente na combustão do diesel, provoca coriza, catarro e danos irreversíveis aos pulmões e também pode
ser fatal, em doses altas.
Os hidrocarbonetos, produtos da queima incompleta dos combustíveis (álcool, gasolina ou diesel), são responsáveis pelo aumento
da incidência de câncer no pulmão, provocam irritação nos olhos, no nariz, na pele e no aparelho respiratório.
A fuligem, que é composta por partículas sólidas e líquidas, fica suspensa na atmosfera e pode atingir o pulmão das pessoas
e agravar quadros alérgicos de asma e bronquite, irritação de nariz e garganta e facilitar a propagação de infecções gripais.
A poluição sonora provoca muitos efeitos negativos. Os principais são distúrbios do sono, estresse, perda da capacidade auditiva,
surdez, dores de cabeça, distúrbios digestivos, perda de concentração, aumento do batimento cardíaco e alergias.
Preservar o meio ambiente é uma necessidade de toda a sociedade, para a qual todos devem contribuir. Alguns procedimentos
contribuem para reduzir a poluição atmosférica e a poluição sonora. São eles:
X Regule e faça a manutenção periódica do motor;
X Calibre periodicamente os pneus;
X Não carregue excesso de peso; preservar o
X Troque de marcha na rotação correta do motor; Meio aMBienTe
é uM dever
X Evite reduções constantes de marcha, acelerações bruscas e freadas excessivas;
de Toda a
X Desligue o motor numa parada prolongada;
sociedade!
X Não acelere quando o veículo estiver em ponto morto ou parado no trânsito;
X Mantenha o escapamento e o silencioso em boas condições;
X Faça a manutenção periódica do equipamento destinado a reduzir os poluentes — catalisador (nos veículos em que é previsto).
você e o Meio aMBienTe
A sujeira jogada na via pública ou nas margens das rodovias estimula a proliferação de insetos e de roedores, o que favorece a
transmissão de doenças contagiosas. Outros materiais jogados no meio ambiente, como latas e garrafas plásticas, levam muito
tempo para ser absorvidos pela natureza. Custa muito caro para a sociedade manter limpos os espaços públicos e recuperar a
natureza afetada. Por isso:
X Não jogue lixo na via, nos terrenos baldios ou na vegetação à margem das rodovias;
X Entulhos devem ser transportados para locais próprios. Não jogue entulho nas vias e suas margens;
X Faça a manutenção, conservação e limpeza do veículo em local próprio. Não derrame óleo ou descarte materiais na via e
nos espaços públicos;
X Ao observar situações que agridem a natureza, sujam os espaços públicos ou que também podem causar riscos para o trânsito,
solicite ou colabore com sua remoção e limpeza;
X O espaço público é de todos, faça sua parte mantendo-o limpo e conservado.
24 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

você e a relação coM o ouTro


Na introdução deste capítulo, falamos sobre o relacionamento das pessoas no trânsito. Para melhorar o convívio o respeiTo
e a qualidade de vida, existem alguns princípios que devem ser a base das nossas relações no trânsito, a saber: à pessoa
e a convivência
dignidade da pessoa huMana solidária TornaM
Princípio universal do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio o TrânsiTo
social democrático. Mais seguro!
igualdade de direiTos
É a possibilidade de exercer a cidadania plenamente por meio da equidade, isto é, a necessidade de considerar as diferenças das
pessoas para garantir a igualdade, fundamentando a solidariedade.
parTicipação
É o princípio que fundamenta a mobilização das pessoas para se organizarem em torno dos problemas do trânsito e suas con-
sequências para a sociedade.
corresponsaBilidade pela vida social
Valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito e à efetivação do direito de mobilidade a todos os cidadãos. Tanto
o Governo quanto a população têm sua parcela de contribuição para um trânsito melhor e mais seguro. Faça sua parte.

! Este texto está disponível no site www.denatran.gov.br, item Material Educativo.

1. Use todos os equipamentos de segurança: capacete, luvas, roupas de couro, botas, tiras
reflexivas, etc. Proteja-se.
2. Ande sempre com os faróis ligados. Se possível, use alguma peça de roupa mais clara, de modo
s a

a permitir melhor visualização do conjunto. Use adesivos refletivos no capacete.


da nç
Ro ura

3. Mantenha-se à direita, sobretudo em pistas rápidas. Facilite as ultrapassagens.


e eg

4. Evite os pontos cegos. Mantenha-se visível em relação aos outros veículos.


br S

5. Não abuse da confiança. Pilote conservadoramente.


so s de
2

6. Evite pilotar sob chuva ou condições de pista escorregadia.


ca

7. Cuidado com os pedestres, sobretudo quando o trânsito estiver parado. Muitos deles atravessam fora da faixa.
Di

8.Evite a proximidade de veículos pesados.


9. Tome cuidado com as linhas de pipa, pois podem estar com “cerol”. As linhas com cerol possuem uma enorme capaci-
dade cortante e é a causa de muitos acidentes graves que podem levar à morte ou deixar sequelas terríveis em suas vítimas.
JAMAIS DISCUTA NO TRÂNSITO OU ACEITE PROVOCAÇÕES.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 25

noções de priMeiros socorros no TrânsiTo


5 inTrodução
educando coM valores
O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras atividades humanas, quatro princípios são importantes para o relacionamento
e a convivência social no trânsito.
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamentais para o
convívio social democrático, como o respeito mútuo e o repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude necessária à promoção
da justiça. O segundo princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade de exercer a cidadania plenamente e, para isso,
é necessário ter equidade, isto é, a necessidade de considerar as diferenças das pessoas para garantir a igualdade que, por sua vez,
fundamenta a solidariedade. Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização da sociedade para organizar-se em torno
dos problemas do trânsito e de suas consequências. Finalmente, o princípio da corresponsabilidade pela vida social, que diz respeito à
formação de atitudes e a aprender a valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito, à efetivação do direito de mobili-
dade em favor de todos os cidadãos e a exigir dos governantes ações de melhoria dos espaços públicos. Comportamentos expressam
princípios e valores que a sociedade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e leva para o trânsito. Os valores, por sua vez,
expressam as contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser “veloz”,
“esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel como status” são valores presentes em parte da sociedade. Mas são insustentáveis
do ponto de vista das necessidades da vida coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar. Mudar comportamentos para
uma vida coletiva com qualidade e respeito exige uma tomada de consciência das questões em jogo no convívio social, portanto, na
convivência no trânsito. É a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito mais humano, harmonioso, seguro e justo.
riscos, perigos e acidenTes
Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no trabalho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando, dançando,
praticando um esporte ou mesmo transitando pelas ruas da cidade. Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando
uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as chances de acontecer um acidente.
Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e suas cargas e geram lesões em pessoas. Nem é preciso dizer que eles
são sempre ruins para todos. Mas Você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:
X O sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e ferimentos, inclusive com sequelas1 físicas e/ou mentais, muitas vezes irreparáveis;
X Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do trabalho;
X Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e processos judiciais, que podem exigir o pagamento de indenizações e ainda
a prisão dos responsáveis.
Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse que
poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção de milhares de casas populares para melhorar a vida de muitos brasileiros.
(1) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
26 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
Por isso, é fundamental a capacitação dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, atendendo à diretriz da “preser-
vação da vida, da saúde e do meio ambiente” da Política Nacional de Trânsito.
Acidentes de trânsito podem acontecer com todos. Mas poucos sabem como agir na hora que eles acontecem.
Por isso, para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação, todos os motoristas terão que saber os procedimentos básicos
no caso de um acidente de trânsito.
Assim, este capítulo traz informações básicas que Você deve conhecer para atuar com segurança caso ocorra um acidente. Para isso, ele foi
escrito de forma simples e direta, e dispõe de um espaço para Você anotar informações que podem ser úteis por ocasião de um acidente.
Mas, atenção: não é objetivo deste capítulo ensinar primeiros socorros que necessitem de treinamento.
Medidas de socorro, como respiração boca a boca, massagens cardíacas, imobilizações, entre outros procedimentos, exigem treina-
mento específico, dado por entidades credenciadas. Caso esses aprendizados sejam de seu interesse, procure uma dessas entidades.
iMporTância das noções de priMeiros socorros
se exisTeM os serviços profissionais de socorro, coMo saMu e resgaTe, por Que é iMporTanTe saBer fazer algo
pela víTiMa de uM acidenTe de TrânsiTo?
Dirigir faz parte da sua vida. Mas cada vez que Você entra num veículo surgem riscos de acidentes, riscos a sua vida e a de outras
pessoas. São muitos os acidentes de trânsito que acontecem todos os dias, deixando milhares de vítimas, pessoas feridas, às vezes
com lesões irreversíveis e muitas mortes.
Cada vez se investe mais na prevenção e no atendimento às vítimas. Mas, por mais que se aparelhem hospitais e pronto-socorros,
ou se criem os Serviços de Resgate e SAMUs (Serviços de Atendimento Móvel de Urgência), sempre vai haver um tempo até a
chegada do atendimento profissional. E, nesses minutos, muita coisa pode acontecer. Nesse tempo, as únicas pessoas presentes
são as que foram envolvidas no acidente e as que passam pelo local. Nessa hora duas coisas são importantes nessas pessoas:
1. O espírito de solidariedade;
2. Informações básicas sobre o que fazer e o que não fazer nas situações de acidente.
São conceitos e técnicas fáceis de aprender que, unidos à vontade e à decisão de ajudar, podem impedir que um acidente tenha
maiores consequências, aumentando bastante as chances de uma melhor recuperação das vítimas.
o Que são priMeiros socorros?
Primeiros Socorros são as primeiras providências tomadas no local do acidente. É o atendimento inicial e temporário, até a chegada
de um socorro profissional. Quais são essas providências?
X Uma rápida avaliação da vítima;
X Aliviar as condições que ameacem a vida ou que possam agravar o quadro da vítima, com a utilização de técnicas simples;
X Acionar corretamente um serviço de emergência local.
Simples, não é? As técnicas de Primeiros Socorros têm sido divulgadas para toda a sociedade, em todas as partes do mundo. E
agora uma parte delas está disponível para Você, neste capítulo. Leve as técnicas a sério, elas podem salvar vidas. E não há nada
no mundo que valha mais que isso.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 27

a seQuência das ações de socorro


o Que devo fazer priMeiro? e depois?
É claro que cada acidente é diferente do outro. E, por isso, só se pode falar na melhor forma de socorro quando se sabe quais
são as suas características. Um veículo que está se incendiando, um local perigoso (uma curva, por exemplo), vítimas presas nas
ferragens, a presença de cargas tóxicas, etc., tudo isso interfere na forma do socorro.
Suas ações também vão ser diferentes caso haja outras pessoas iniciando os socorros, ou mesmo se Você estiver ferido.
Mas a sequência das ações a serem realizadas vai sempre ser a mesma:
1. Manter a calma; 4. Controlar a situação;
2. Garantir a segurança; 5. Verificar a situação das vítimas;
3. Pedir socorro; 6. Realizar algumas ações com as vítimas.
Cada uma dessas ações é detalhada nos próximos itens. O importante agora é fixá-las, ter sempre em mente a sequência delas.
E também saber que uma ação pode ser iniciada sem que a anterior tenha sido terminada. Você pode, por exemplo, começar a
garantir a segurança sinalizando o local, parar para pedir socorro e voltar depois para completar a segurança do local.
Com calma e bom senso, os primeiros socorros podem evitar que as consequências do acidente sejam ampliadas.
coMo ManTer a calMa e conTrolar a siTuação? coMo pedir socorro?
vaMos ManTer a calMa?
Você já viu que manter a calma é a primeira atitude a tomar no caso de um acidente.
Só que cada pessoa reage de forma diferente, e é claro que é muito difícil ter atitudes racionais e coerentes nessa situação: o
susto, as perdas materiais, a raiva pelo ocorrido, o pânico no caso de vítimas, etc. Tudo colabora para que as nossas reações
sejam intempestivas, mal-pensadas. Mas tenha cuidado, pois ações desesperadas normalmente acabam agravando a situação.
Por isso, é fundamental que, antes de agir, Você recobre rapidamente a lucidez, reorganize os pensamentos e se mantenha calmo.
Mas, coMo é Que se faz para ficar calMo após uM acidenTe?
Num intervalo de segundos a poucos minutos, é fundamental que Você siga o seguinte roteiro:
1. Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por impulso; 4. Avalie a gravidade geral do acidente;
2. Respire profundamente, algumas vezes; 5. Conforte os ocupantes do seu veículo;
3. Veja se Você sofreu ferimentos; 6. Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar a
situação e agir.
e coMo conTrolar a siTuação?
Alguém já tomou a iniciativa e está à frente das ações? Ótimo! Ofereça-se para ajudar, solidariedade nunca é demais.
Se ninguém ainda tomou a frente, verifique se entre as pessoas presentes há algum médico, bombeiro, policial ou outro profissional
acostumado a lidar com esse tipo de emergência. Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o controle e comece as ações.
Com calma, Você vai identificar o que é preciso fazer primeiro, mas tenha sempre em sua mente que:
X A ação inicial define todo o desenvolvimento do atendimento; X Você precisa identificar os riscos para definir as ações.
28 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
Nem toda pessoa está preparada para assumir a liderança após um acidente. Esse pode ser o seu caso, mas numa emergência
Você poderá ter que tomar a frente. Siga as recomendações adiante, para que todos trabalhem de forma organizada e eficiente,
diminuindo o impacto do acidente:
X Mostre decisão e firmeza nas suas ações; X Passe as tarefas mais simples, nos locais mais afastados do
X Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos que acidente, às pessoas que estejam mais desequilibradas ou
estiverem próximos; contestadoras;
X Distribua tarefas às pessoas ou forme equipes para executar X Trabalhe muito, não fique só dando ordens;
as tarefas; X Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação rea-
X Não perca tempo discutindo; lizada.
coMo acionar o socorro?
Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor para as vítimas de um acidente. Solicite um, o mais rápido possível.
Hoje, em grande parte do Brasil, podemos contar com serviços de atendimento a emergências.
O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros, os SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou outros tipos de socorro
recebem chamados por telefone, fazem uma triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulâncias equipadas. No próprio
local, após uma primeira avaliação, os feridos são atendidos emergencialmente para, em seguida, serem transferidos a hospitais.
São serviços gratuitos, que têm, em muitos casos, números de telefone padronizados em todo o Brasil. Use o seu celular, o de
outra pessoa, os telefones dos acostamentos das rodovias, os telefones públicos ou peça para alguém que esteja passando pelo
local que vá a um telefone ou a um posto rodoviário acionar rapidamente o socorro.
A seguir estão listados os telefones de emergência mais comuns.
SERVIÇOS E
QUANDO ACIONAR
TELEFONES
Resgate do Vítimas presas nas ferragens.
Corpo de Qualquer perigo identificado como fogo, fumaça, faíscas, vazamento de substâncias, gases, líquidos,
Bombeiros combustíveis ou ainda locais instáveis como ribanceiras, muros caídos, valas, etc. Em algumas regiões do
País, o Resgate-193 é utilizado para todo tipo de emergência relacionado à saúde. Em outras, é utilizado
prioritariamente para qualquer emergência em via pública. O Resgate pode acionar outros serviços quando
193 existirem e se houver necessidade. Procure saber se existe e como funciona o Resgate em sua região.
SAMU – Serviço Qualquer tipo de acidente.
de Atendimento Mal súbito em via pública ou rodovia. O SAMU foi idealizado para atender a qualquer tipo de emergência
Móvel de Urgência relacionado à saúde, incluindo acidentes de trânsito. Pode ser acionado também para socorrer pessoas
que passam mal dentro dos veículos. O SAMU pode acionar o serviço de Resgate ou outros, se houver
192 necessidade. Procure saber se existe e como funciona o SAMU em sua região.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 29

Rodovias Sempre que ocorrer qualquer emergência nas rodovias.


Polícia Rodoviária Todas as rodovias devem divulgar o número do telefone a ser chamado em caso de emergência. Pode ser
Federal ou da Polícia Rodoviária Federal, Estadual, do serviço de uma concessionária ou do serviço público próprio.
Estadual Esses serviços não possuem um número único de telefone, mudam de uma rodovia a outra.
Serviço de Muitas rodovias dispõem de telefones de emergência nos acostamentos, geralmente (mas nem sempre)
Atendimento ao dispostos a cada quilômetro. Nesses telefones é só retirar o fone do gancho, aguardar o atendimento e
Usuário – SAU prestar as informações solicitadas pelo atendente.
Serviços O Serviço de Atendimento ao Usuário-SAU é obrigatório nas rodovias administradas por concessionárias.
Rodoviários Executa procedimentos de resgate, lida com riscos potenciais e realiza atendimento às vítimas. Seus telefones
Federais ou geralmente iniciam com 0800. Mantenha sempre atualizado o número dos telefones das rodovias que Você
Estaduais utiliza. Anote o número da emergência logo que entrar na estrada. Regrinha eficiente para quem utiliza
celular é deixar registrado no aparelho, pronto para ser usado, o número da emergência.
Serviços dos Não confie na memória.
municípios Procure saber como acionar o atendimento nas rodovias que Você utiliza.
mais próximos
Outros recursos Algumas localidades ou regiões possuem serviços distintos dos citados acima. Muitas vezes não têm res-
existentes na ponsabilidade de dar atendimento, mas o fazem. Podem ser ambulâncias de hospitais, de serviços privados,
comunidade de empresas, de grupos particulares ou ainda voluntários que, acionados por telefones específicos, podem
ser os únicos recursos disponíveis.
Se Você circula habitualmente por áreas que não contam com nenhum serviço de socorro, procure saber
ou pensar antecipadamente como conseguir auxílio caso venha a sofrer um acidente.
Além desses números listados anteriormente, Você tem um espaço, na última página deste capítulo, para anotar todos os telefones
que podem ser importantes para Você numa emergência. Anote já, nunca se sabe quando eles vão ser necessários.
Você pode Melhorar o socorro, pelo Telefone
Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os atendentes do chamado de socorro vão fazer algumas perguntas a Você.
São perguntas para orientar a equipe, informações que vão ajudar a prestar o socorro mais adequado e eficiente. À medida do
possível, ao chamar o socorro, tenha respostas para as seguintes perguntas:
X Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, X Número aproximado de vítimas envolvidas;
atropelamento, etc.); X Pessoas presas nas ferragens;
X Gravidade aparente do acidente; X Vazamento de combustível ou produtos químicos;
X Nome da rua e número próximo; X Ônibus ou caminhões envolvidos.
30 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

a sinalização do local e a segurança


coMo sinalizar? coMo garanTir a segurança de Todos?
Você já leu que as diversas ações num acidente de trânsito podem ser feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo. Enquanto
uma pessoa telefona, outra sinaliza o local e assim por diante. Assim, ganha-se tempo para o atendimento, fazer a sinalização e
garantir a segurança no local.
a iMporTância de sinalizar o local
Os acidentes acontecem nas ruas e estradas, impedindo ou dificultando a passagem normal dos outros veículos. Por isso, esteja
certo de que situações de perigo vão ocorrer (novos acidentes ou atropelamentos), se Você demorar muito ou não sinalizar o local
de forma adequada. Algumas regras são fundamentais para Você fazer a sinalização do acidente:
 InIcIe a sInalIzação em um ponto em que os motorIstas aInda não possam ver o acIdente
Não adianta ver o acidente quando já não há tempo suficiente para parar ou diminuir a velocidade. No caso de vias de fluxo
rápido, com veículos ou obstáculos na pista, é preciso alertar os motoristas antes que eles percebam o acidente. Assim, vai dar
tempo para reduzir a velocidade, concentrar a atenção e desviar. Então, não se esqueça de que a sinalização deve começar
antes do local do acidente ser visível. Nem é preciso dizer que a sinalização deve ser feita antes da visualização nos dois sentidos
(ida e volta), nos casos em que o acidente interferir no tráfego das duas mãos de direção.
 demarque todo o desvIo do tráfego até o acIdente
Não é só a sinalização que deve se iniciar bem antes do acidente. É necessário que todo o trecho, do início da sinalização até
o acidente, seja demarcado, indicando quando houver desvio de direção. Se isso não puder ser feito de forma completa, faça o
melhor que puder, aguardando as equipes de socorro, que deverão completar a sinalização e os desvios.
 mantenha o tráfego fluIndo
Outro objetivo importante na sinalização é manter a fluidez do tráfego, isto é, apesar do afunilamento provocado pelo acidente,
deve sempre ser mantida uma via segura para os veículos passarem.
Faça isso por duas razões: se ocorrer uma parada no tráfego, o congestionamento, ao surgir repentinamente, pode provocar novas
colisões. Além disso, não se esqueça que, com o trânsito parado, as viaturas de socorro vão demorar mais a chegar.
Para manter o tráfego fluindo, tome as seguintes providências:
X Mantenha, dentro do possível, as vias livres para o tráfego fluir;
X Coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para cuidarem da fluidez;
X Não permita que curiosos parem na via destinada ao tráfego.
 sInalIze no local do acIdente
Ao passarem pelo acidente, todos ficam curiosos e querem ver o que ocorreu, diminuindo a marcha ou até parando. Para evitar
isso, alguém deve ficar sinalizando no local do acidente, para manter o tráfego fluindo e garantir a segurança.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 31

Que MaTeriais podeM ser uTilizados na sinalização?


Existem muitos materiais fabricados especialmente para sinalização, mas, na hora do acidente, Você provavelmente terá apenas o
triângulo de segurança à mão, já que ele é um dos itens obrigatórios de todos os veículos. Use o seu triângulo e os dos motoristas
que estiverem no local. Não se preocupe, pois com a chegada das viaturas de socorro os triângulos poderão ser substituídos por
equipamentos mais adequados e devolvidos a seus donos.
Outros itens que forem encontrados nas imediações também podem ser usados, como galhos de árvore, cavaletes de obra, latas,
pedaços de madeira, pedaços de tecido, plásticos, etc.
À noite ou sob neblina, a sinalização deve ser feita com materiais luminosos. Lanternas, pisca-alerta e faróis dos veículos devem
sempre ser utilizados.
O importante é lembrar que tudo o que for usado para sinalização deve ser de fácil visualização e não pode oferecer risco,
transformando-se em verdadeira armadilha para os passantes e outros motoristas.
O emprego de pessoas sinalizando é bastante eficiente, porém é sempre arriscado. Ao se colocar pessoas na sinalização, é
necessário tomar alguns cuidados:
X Suas roupas devem ser coloridas e contrastar com o terreno;
X As pessoas devem ficar na lateral da pista, sempre de frente para o fluxo dos veículos;
X Devem ficar o tempo todo agitando um pano colorido para alertar os motoristas;
X Prestar muita atenção e estar sempre preparadas para o caso de surgir algum veículo desgovernado;
X As pessoas nunca devem ficar logo depois de uma curva ou em outro local perigoso. Elas têm que ser vistas, de longe, pelos
motoristas.
onde deve ficar o início da sinalização?
Como Você já viu, a sinalização deve ser iniciada para ser visível aos motoristas de outros veículos antes que eles vejam o acidente.
Não adianta falar em metros, é melhor falar em passos, que podem ser medidos em qualquer situação. Cada passo bem longo
(ou largo) de um adulto corresponde a aproximadamente um metro.
As distâncias para o início da sinalização são calculadas com base no espaço necessário para o veículo parar após iniciar a
frenagem, mais o tempo de reação do motorista. Assim, quanto maior a velocidade, maior deve ser a distância para iniciar a
sinalização. Na prática, a recomendação é seguir a tabela abaixo, onde o número de passos longos corresponde à velocidade
máxima permitida no local.
32 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

disTância do acidenTe para início da sinalização

Velocidade máxima Distância para início da sinalização Distância para início da sinalização
Via
permitida (pista seca) (sob chuva, neblina, fumaça, à noite)
Vias locais 40 km/h 40 passos longos 80 passos longos
Avenidas 60 km/h 60 passos longos 120 passos longos
Vias de fluxo rápido 80 km/h 80 passos longos 160 passos longos
Rodovias 100 km/h 100 passos longos 200 passos longos
Não se esqueça que os passos devem ser longos e dados por um adulto. Se não puder, peça a outra pessoa para medir a distância.
Como se vê na tabela acima, existem casos nas quais as distâncias devem ser dobradas, como à noite, sob chuva, neblina, fumaça.
À noite, além de aumentar a distância, a sinalização deve ser feita com materiais luminosos.
Há ainda outros casos que comprometem a visibilidade do acidente, como curvas e lombadas. Veja como proceder nesses casos:
 curvas e loMBadas
Quando Você estiver contando os passos e encontrar uma curva, pare a contagem. Caminhe até o final da curva e então reco-
mece a contar a partir do zero. Faça a mesma coisa quando o acidente ocorrer no topo de uma elevação, sem visibilidade para
os veículos que estão subindo.

coMo idenTificar riscos para garanTir Mais segurança?


O maior objetivo deste capítulo é dar orientações para que, numa situação de acidente, Você possa tomar providências que:
1. Evitem agravamento do acidente, tais como novas colisões, atropelamentos ou incêndios;
2. Garantam que as vítimas não terão suas lesões agravadas por uma demora no socorro ou uma remoção mal feita.
Sempre, além das providências já vistas (como acionar o Socorro, sinalizar o acidente e assumir o controle da situação), Você deve
também observar os itens complementares de segurança, tendo em mente as seguintes questões:
X Eu estou seguro?
X Minha família e os passageiros de meu veículo estão seguros?
X As vítimas estão seguras?
X Outras pessoas podem se ferir?
X O acidente pode tomar maiores proporções?
Para isso, é preciso evitar os riscos que surgem em cada acidente, agindo rapidamente para evitá-los.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 33

Quais são os riscos Mais coMuns e Quais são os cuidados iniciais?


É só acontecer um acidente que podem ocorrer várias situações de risco. As principais são:
X Novas colisões; X Cabos de eletricidade;
X Atropelamentos; X Óleo e obstáculos na pista;
X Incêndio; X Vazamento de produtos perigosos;
X Explosão; X Doenças infectocontagiosas.
1. Novas colisões
Você já viu como sinalizar adequadamente o local do acidente. Seguindo as instruções, fica bem reduzida a possibilidade de novas
colisões. Porém, imprevistos acontecem. Por isso, nunca é demais usar simultaneamente mais de um procedimento, aumentando
ainda mais a segurança.
2. Atropelamentos
Adote as mesmas providências empregadas para evitar novas colisões. Mantenha o fluxo de veículos na pista livre. Oriente para
que curiosos não parem na área de fluxo e que pedestres não fiquem caminhando na via.
Isole o local do acidente e evite a presença de curiosos. Faça isso, sempre solicitando auxílio e distribuindo tarefas entre as pessoas
que querem ajudar, mesmo que precisem ser orientadas para isso.
3. Incêndio
Sempre existe o risco de incêndio. E ele aumenta bastante quando ocorre vazamento de combustível. Nesses casos é importante
adotar os seguintes procedimentos:
X Afaste os curiosos;
X Se for fácil e seguro, desligue o motor do veículo acidentado;
X Oriente para que não fumem no local;
X Pegue o extintor de seu veículo e deixe-o pronto para uso, a uma distância segura do local de risco;
X Se houver risco elevado de incêndio, principalmente com vítimas presas nas ferragens, peça aos outros motoristas que deixem
seus extintores prontos para uso, a uma distância segura do local de risco, até a chegada do socorro.
Há dois tipos de extintor para uso em veículo: o BC, destinado a apagar fogo em combustível e em sistemas elétricos, e o ABC, que
também apaga o fogo em componentes de tapeçaria, painéis, bancos e carroçaria. O extintor BC deverá ser substituído pelo ABC,
a partir de 2005, assim que expirar a validade do cilindro (Resolução no 157, Contran*). Verifique o tipo do extintor e a validade
do cilindro. Saiba sempre onde ele está em seu veículo. Normalmente, seu lugar é próximo ao motorista para facilitar a utilização.
Dependendo do veículo, ele pode estar fixado no banco, sob as pernas do motorista, na lateral, próximo aos pedais, na lateral do
banco ou sob o painel do lado do passageiro. Localize o extintor e assinale sua posição no espaço reservado no final deste
capítulo. Verifique também como é que se faz para tirá-lo; não deixe para ver isso numa emergência. O extintor nunca deve ser
guardado no porta-malas ou em outro lugar de difícil acesso. Mantenha sempre seu extintor carregado e com a pressão adequada.
34 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
Troque a carga ou substitua conforme a regulamentação de trânsito e também sempre que o ponteiro do medidor de pressão
estiver na área vermelha. Para usar seu extintor, siga as seguintes instruções:
X Mantenha o extintor em pé, na posição vertical; X Faça movimentos em forma de leque, cobrindo toda a área
X Quebre o lacre e acione o gatilho; em chamas;
X Dirija o jato para a base das chamas, e não para o meio X Não jogue o conteúdo aos poucos. Para um melhor resulta-
do fogo; do, empregue grandes quantidades de produto, se possível
com o uso de vários extintores ao mesmo tempo.
4. Explosão
Se o acidente envolver algum caminhão de combustível, gás ou outro material inflamável, que esteja vazando ou já em chamas,
a via deve ser totalmente interditada, conforme as distâncias recomendadas, e todo o local evacuado.
5. Cabos de eletricidade
Nas colisões com postes, é muito comum que cabos elétricos se rompam e fiquem energizados, na pista ou mesmo sobre os
veículos. Alguns desses cabos são de alta voltagem, e podem causar mortes. Jamais tenha contato com esses cabos, mesmo
que ache que eles não estão energizados.
No interior dos veículos as pessoas estão seguras, desde que os pneus estejam intactos e não haja nenhum contato com o chão. Se
o cabo estiver sobre o veículo, as pessoas podem ser eletrocutadas ao tocar o solo. Isso já não ocorre se permanecerem no interior
do veículo, que está isolado pelos pneus. Outro risco é do cabo chicotear próximo a um vazamento de combustível, pois a faísca
produzida pode causar um incêndio. Mesmo não havendo esses riscos, não mexa nos cabos, apenas isole o local e afaste os curiosos.
Caso exista qualquer dos riscos citados ou alguém eletrocutado, use um cano longo de plástico ou uma madeira seca e, num movi-
mento brusco, afaste o cabo. Não faça isso com bambu, metal ou madeira molhada. E nunca imagine que o cabo já está desligado.
6. Óleo e obstáculos na pista
Os fragmentos dos veículos acidentados devem ser removidos da pista onde haja trânsito de veículos. Se possível, jogue terra ou
areia sobre o óleo derramado. Normalmente isso é feito depois, pelas equipes de socorro, mas se Você tiver segurança para se
adiantar, pode evitar mais riscos no local.
7. Vazamento de produtos perigosos
Interdite totalmente a pista e evacue a área, quando veículos que transportam produtos perigosos estiverem envolvidos no
acidente e existir algum vazamento. Faça a sinalização como foi descrito.
8. Doenças infectocontagiosas
Hoje, as doenças infectocontagiosas são uma realidade. Evite qualquer contato com o sangue ou secreções das vítimas. Tenha
sempre no veículo um par de luvas de borracha para tais situações. Podem ser luvas de procedimentos usadas pelos profissionais
ou simples luvas de borracha de uso doméstico.
9. Limpeza da pista
Encerrado o atendimento e não havendo equipes especializadas no local, retire da pista a sinalização de advertência do acidente
e outros objetos que possam representar riscos ao trânsito de veículos.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 35

iniciando o socorro às víTiMas


o Que é possível fazer? as liMiTações no aTendiMenTo às víTiMas
Você não é um profissional de resgate e por isso deve se limitar a fazer o mínimo necessário em favor da vítima até a chegada
do socorro. Infelizmente, vão existir algumas situações em que o socorro, mesmo chegando rapidamente e com equipamentos e
profissionais treinados, pouco poderá fazer pela vítima. Você, mesmo com toda a boa-vontade, também pode vir a enfrentar uma
situação em que seja necessário mais que sua solidariedade. Mesmo nessas situações difíceis, não se espera que Você faça algo
para o qual não está preparado ou treinado.
fazendo conTaTo coM a víTiMa
Depois de garantido pelo menos o básico em segurança e feita a solicitação do socorro, é o momento em que Você pode iniciar
contato com a vítima. Se a janela estiver aberta, fale com a vítima sem abrir a porta. Se for abrir a porta, faça-o com muito
cuidado para não movimentar a vítima. Você pode pedir a algum ocupante do veículo para destravar as portas, caso necessário.
Ao iniciar seu contato com a vítima, faça tudo sempre com base em quatro atitudes: informe, ouça, aceite e seja solidário.
Informe à vítima o que Você está fazendo para ajudá-la e, com certeza, ela vai ser mais receptiva a seus cuidados.
Ouça e aceite suas queixas e a sua expressão de ansiedade, respondendo às perguntas com calma e de forma apaziguadora.
Não minta e não dê informações que causem impacto ou estimulem a discussão sobre a culpa no acidente.
Seja solidário e permaneça junto à vítima em um local onde ela possa ver Você, sem que isso coloque em risco sua segurança.
Algumas vítimas de acidente podem tornar-se agressivas, não permitindo acesso ou auxílio. Tente a ajuda de familiares ou conhe-
cidos dela, se houver algum, mas se a situação colocar Você em risco, afaste-se.
cinTos de segurança e a respiração
Veja se o cinto de segurança está dificultando a respiração da vítima. Nesse caso, e só nesse caso, Você deve soltá-lo, sem
movimentar o corpo da vítima.
iMpedindo MoviMenTos da caBeça
É procedimento importante e fácil de ser aplicado, mesmo em vítimas de atropelamento. Segure a cabeça da vítima, pressionando
a região das orelhas, impedindo a movimentação da cabeça. Se a vítima estiver de bruços ou de lado, procure alguém treinado
para avaliar se ela necessita ser virada e como fazê-lo, antes de o socorro chegar. Em geral ela só deve ser virada se não estiver
respirando. Se estiver de bruços e respirando, sustente a cabeça nessa posição e aguarde o socorro chegar.
Se a vítima estiver sentada no carro, mantenha a cabeça na posição encontrada. Como na situação anterior, ela pode ser movi-
mentada se não estiver respirando, mas a ajuda de alguém com treinamento prático é necessária.
36 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

víTiMa inconscienTe
Ao tentar manter contato com a vítima, faça perguntas simples e diretas, tais como:
— Você está bem? Qual é seu nome? O que aconteceu? Você sabe onde está?
O objetivo dessas perguntas é apenas identificar a consciência da vítima. Ela pode responder bem e naturalmente a suas perguntas,
e isso é um bom sinal, mas pode estar confusa ou mesmo nada responder.
Se ela não der nenhuma resposta, demonstrando estar inconsciente ou desmaiada, mesmo depois de Você chamá-la em voz alta,
ligue novamente para o serviço de socorro, complemente as informações e siga as orientações que receber. Além disso, indague
entre as pessoas que estão no local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa situação. Em um acidente, a movimentação
de vítima inconsciente e mesmo a identificação de uma parada respiratória ou cardíaca exigem treinamento prático específico.
conTrolando uMa heMorragia exTerna
São diversas as técnicas para conter uma hemorragia externa. Algumas são simples e outras complexas, e estas só devem ser
aplicadas por profissionais. A mais simples, que qualquer pessoa pode realizar, é a compressão do ferimento, diretamente sobre
ele, com gaze ou pano limpo. Você pode necessitar de luvas para sua proteção, para não se contaminar. Naturalmente Você deve
cuidar só das lesões facilmente visíveis que continuam sangrando e daquelas que podem ser cuidadas sem a movimentação da
vítima. Só aja em lesões e hemorragias se Você se sentir seguro para isso.
escolha uM local seguro para as víTiMas
Muitas das pessoas envolvidas no acidente já podem ter saído sozinhas do veículo, e também podem estar desorientadas e trau-
matizadas com o acontecido. É importante que Você localize um local sem riscos e junte essas pessoas nele. Isso irá facilitar muito
o atendimento e o controle da situação, quando chegar a equipe de socorro.
proTeção conTra frio, sol e chuva
Você já deve ter ouvido que aquecer uma vítima é um procedimento que impede o agravamento de seu estado. É verdade, mas
aquecer uma vítima não é elevar sua temperatura, mas, sim, protegê-la, para que ela não perca o calor de seu próprio corpo.
Ela também não pode ficar exposta ao sol. Por isso, proteja-a do sol, da chuva e do frio, utilizando qualquer peça de vestimenta
disponível. Em dias frios ou chuvosos as pessoas andam com os vidros dos veículos fechados, muitas vezes sem agasalho. Após
o acidente ficam expostas e precisam ser protegidas do tempo, que pode agravar sua situação.

o Que não se deve fazer coM uMa víTiMa de acidenTe

não MoviMenTe. não Tire o capaceTe de uM MoTociclisTa.

não faça TorniQueTes. não dê nada para BeBer.


Manual Básico de segurança no TrânsiTo 37
Você só quer ajudar, mas muitos são os procedimentos que podem agravar a situação da vítima. Os mais comuns e que Você
deve evitar são:
X Movimentar a vítima.
X Retirar capacetes de motociclistas.
X Aplicar torniquetes para estancar hemorragias.
X Dar algo para a vítima tomar.

não MoviMenTe a víTiMa


A movimentação da vítima pode causar piora de uma lesão na coluna ou em uma fratura de braço ou perna.
A movimentação da cabeça ou do tronco da vítima que sofreu um acidente com impacto que deforma ou amassa veículos, ou num
atropelamento, pode agravar muito uma lesão de coluna. Num acidente pode haver uma fratura ou deslocamento de uma vértebra da
coluna, por onde passa a medula espinhal. É ela que transporta todo o comando nervoso do corpo, que sai do cérebro e atinge o tronco,
os braços e as pernas. Movimentando a vítima nessa situação, Você pode deslocar ainda mais a vértebra lesada e danificar a medula,
causando paralisia dos membros ou ainda da respiração, o que com certeza vai provocar danos muito maiores, talvez irreversíveis.
No caso dos membros fraturados, a movimentação pode causar agravamento das lesões internas no ponto de fratura, provocando
o rompimento de vasos sanguíneos ou lesões nos nervos, levando a graves complicações.
Assim, a movimentação de uma vítima só deve ser realizada antes da chegada de uma equipe de socorro se houver perigos
imediatos, tais como incêndio, perigo do veículo cair, ou seja, desde que esteja presente algum risco incontrolável.
Não havendo risco imediato, não movimente a vítima.
Até mesmo no caso de vítimas que saem andando do acidente, é melhor que não se movimentem e aguardem o socorro chegar
para uma melhor avaliação. Aconselhe-as a aguardar sentadas no veículo, ou em outro lugar seguro.
não Tire o capaceTe de uM MoTociclisTa
Retirar o capacete de um motociclista que se acidenta é uma ação de alto risco. A atitude será de maior risco ainda se ele estiver
inconsciente. A simples retirada do capacete pode movimentar intensamente a cabeça e agravar lesões existentes no pescoço ou
no crânio. Aguarde a equipe de socorro ou pessoas habilitadas para que eles realizem essa ação.
não apliQue TorniQueTes
O torniquete não deve ser realizado para estancar hemorragias externas. Atualmente esse procedimento é feito só por profissionais
treinados e, mesmo assim, em caráter de exceção; quase nunca é aconselhado.
38 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

não dê nada para a víTiMa ingerir


Nada deve ser dado para ingerir a uma vítima de acidente que possa ter lesões internas ou fraturas e que, certamente, será
transportada para um hospital. Nem mesmo água. Se o socorro já foi chamado, aguarde os profissionais, que vão decidir sobre
a conveniência ou não. O motivo é que a ingestão de qualquer substância pode interferir de forma negativa nos procedimentos
hospitalares. Por exemplo, se a vítima for submetida a cirurgia, o estômago com água ou alimentos é fator que aumenta o risco
no atendimento hospitalar.
Como exceção, há os casos de pessoas cardíacas que fazem uso de alguns medicamentos em situações de emergência, geralmente
aplicados embaixo da língua. Não os impeça de fazer uso desses medicamentos, se for rotina para eles.

priMeiros socorros: a iMporTância de uM curso práTico


Você estudou este capítulo e já sabe quais são as primeiras ações a serem tomadas num acidente. Mesmo assim, é importante
fazer um Curso Prático de Primeiros Socorros?
Um treinamento em Primeiros Socorros vai ser sempre de grande utilidade em qualquer momento de sua vida, seja em casa, no
trabalho ou no lazer. Podem ser muitas e variadas as situações em que seu conhecimento pode levar a uma ação imediata e garantir a
sobrevida de uma vítima. Isso, tanto em casos de acidente como em situações de emergência que não envolvem trauma ou ferimentos.
Atuar em Primeiros Socorros requer o domínio de habilidades que só podem ser adquiridas em treinamentos práticos, como a
compressão torácica externa, conhecida como massagem cardíaca, apenas para citar um exemplo.
Outras técnicas de socorro são diferentes para casos de trauma e emergências sem trauma, como, por exemplo, a abertura das
vias aéreas para que a vítima respire, ou ainda a necessidade e a forma de se movimentar uma vítima, etc. Essas diferenças
implicam procedimentos distintos, e as técnicas devem ser adquiridas em treinamento sob supervisão de um instrutor qualificado.
Outras habilidades a serem desenvolvidas em treinamento são as maneiras de se utilizar os materiais (tais como talas, bandagens
triangulares, máscaras para realizar a respiração), como atuar em áreas com material contaminado, quando e quais materiais
podem ser utilizados para imobilizar a coluna cervical (pescoço), etc. São muitas as situações que podem ser aprendidas em um
curso prático. Mesmo assim, nenhum treinamento em Primeiros Socorros dá a qualquer pessoa a condição de substituir comple-
tamente um sistema profissional de socorro.

resuMo
X Por que um motorista deve conhecer noções de Primeiros Socorros relacionados a acidentes de trânsito?
Para reduzir alguns riscos e prestar auxílio inicial em um acidente de trânsito.
X Para que Você possa auxiliar uma vítima em um acidente de trânsito, é necessário:
Ter o espírito de solidariedade e os conhecimentos básicos sobre o que fazer e o que não fazer nessas situações.
X Se após um acidente de trânsito Você adotar corretamente algumas ações iniciais mínimas de socorro, espera-se que:
Os riscos de ampliação do acidente fiquem reduzidos.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 39
X Uma boa sequência no atendimento ou auxílio inicial em caso de acidente é:
1. recobrar a calma; 2. garantir a segurança inicial, mesmo parcial; 3. pedir socorro.
X Considerando a sequência das ações que devem ser realizadas em um acidente antes da chegada dos profissionais de socorro,
pode-se afirmar:
Podemos passar para a ação seguinte e depois retornar para ações anteriores para completá-las, melhorá-las
ou revisá-las.
X Respirar profundamente algumas vezes, observar seu corpo em busca de ferimentos e confortar os ocupantes do seu veículo
são providências que devem ser tomadas para:
Recobrar a calma.
X Você pode assumir a liderança das ações após um acidente automobilístico:
Sentindo-se em condições, até a chegada do profissional do socorro.
X Você sabe quais as providências iniciais que devem ser tomadas em um acidente. As maneiras abaixo são as mais adequadas
na tentativa de assumir a liderança:
Sempre motivar todos, elogiando e agradecendo cada ação bem-sucedida.
X Na maioria das regiões do Brasil, os telefones dos Bombeiros, SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Polícia
Militar são: Bombeiros: 193; SAMU: 192 e Polícia Militar: 190.
X Por que devemos sinalizar o local de um acidente?
Para alertar os outros motoristas sobre a existência de um perigo, antes mesmo de que tenham visto o acidente.
X Em um acidente com vítimas, quando possível, devemos manter o tráfego fluindo por vários motivos. Para a vítima, o motivo
mais importante é:
Possibilitar a chegada mais rápida da equipe de socorro.
X Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma avenida com velocidade máxima permitida de 60 quilômetros por
hora, em caso de acidente?
60 passos largos ou 60 metros.
X Qual a distância correta para iniciar a sinalização em uma rua com velocidade máxima permitida de 40 quilômetros por
hora, em caso de acidente?
40 passos largos ou 40 metros.
X Você está medindo a distância para sinalizar o local de um acidente, mas existe uma curva antes de completar a medida
necessária. O que Você deve fazer?
Iniciar novamente a contagem a partir da curva.
X Em relação às condições adotadas durante o dia, a distância para sinalizar o local de um acidente à noite ou sob chuva deve ser:
Dobrada, com a utilização de dispositivos luminosos.
40 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
X Ao utilizar o extintor de incêndio de um veículo, o jato de seu conteúdo deve ser:
Dirigido para a base das chamas, com movimentos horizontais em forma de leque.
X O extintor de incêndio do veículo deve ser recarregado sempre que:
O ponteiro estiver no vermelho ou se já venceu o prazo de validade.
X O extintor de incêndio do veículo sempre deve estar posicionado:
Em local de fácil acesso para o motorista, sem que ele precise sair do veículo.
X Sempre que auxiliar vítimas que estejam sangrando, é aconselhável:
Utilizar uma luva de borracha ou similar.
X Quais são os aspectos que Você deve ter em mente ao fazer contato com a vítima?
Informar, ouvir, aceitar e ser solidário.
X Em que situação e como Você deve soltar o cinto de segurança de uma vítima que sofreu um acidente?
Quando o cinto de segurança dificultar a respiração; soltá-lo sem movimentar o corpo da vítima.
X Segurar a cabeça da vítima, pressionando a região das orelhas é procedimento para:
Impedir que a vítima movimente a cabeça.
X O que Você pode fazer para controlar uma hemorragia externa de um ferimento?
Uma compressão no local do ferimento com gaze ou pano limpo.
X Qual é o procedimento inicial mais adequado, se Você não estiver treinado e encontrar uma vítima inconsciente (desmaiada)
após um acidente de trânsito?
Ligar novamente para o serviço de emergência, se a ligação já tiver sido feita, completar as informações e depois
indagar entre as pessoas que estão no local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa situação.
X Que atitude Você deve tomar quando uma vítima sai andando após um acidente?
Aconselhá-la a parar de se movimentar e aguardar o socorro em local seguro.
X As lesões da coluna vertebral são algumas das principais consequências dos acidentes de trânsito. O que fazer para não agravá-las?
Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profissional.
X Em qual situação devemos retirar uma vítima do veículo, antes da chegada do socorro profissional?
Quando houver perigo imediato de incêndio ou outros riscos evidentes.
X Quanto ao uso de torniquete, podemos afirmar que:
É utilizado apenas por profissionais e, mesmo assim, em caráter de exceção.
X Como proceder diante de um motociclista acidentado?
Não retirar o capacete, porque movimentar a cabeça pode agravar uma lesão da coluna.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 41
X Por que é importante ter algum treinamento em Primeiros Socorros?
Porque são diversas as situações em que uma ação imediata e por vezes simples pode melhorar a chance de
sobrevida de uma vítima ou evitar que ela fique com graves sequelas1.
X Por que é importante frequentar um curso prático para aprender Primeiros Socorros?
Porque muitas técnicas precisam ser praticadas na presença de um instrutor para que seja possível realizar as
ações de socorro de forma correta.
X “Um curso prático de Primeiros Socorros deve ser ministrado por um instrutor qualificado.” Com essa afirmação se quer dizer que:
Um instrutor qualificado está preparado para ensinar técnicas atuais e corretas de Primeiros Socorros.

anoTações
Anote abaixo os telefones dos serviços de emergência de sua cidade, dos locais que visita regularmente, do seu local de trabalho,
das estradas que costuma utilizar e outros que julgar importantes para Você.
Local Nome do serviço Telefone
Na minha cidade
No meu trabalho
Outra cidade
Outra cidade
Rodovias/Estradas
Rodovias/Estradas
Outros locais
Outros locais
Outros telefones importantes

! Este texto está disponível no site www.denatran.gov.br, item Material Educativo.

(1) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
42 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

conceiTos e definições legais


6

ACOSTAMENTO — parte da via diferenciada da pista de rolamento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em
caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim.
AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO — pessoa, civil ou policial militar, credenciada pela autoridade de trânsito para o
exercício das atividades de fiscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento.
AUTOMÓVEL — veículo automotor destinado ao transporte de passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor.
AUTORIDADE DE TRÂNSITO — dirigente máximo de órgão ou entidade executivo integrante do Sistema Nacional de Trânsito
ou pessoa por ele expressamente credenciada.
BALANÇO TRASEIRO — distância entre o plano vertical, passando pelos centros das rodas traseiras extremas e o ponto mais
recuado do veículo, considerando-se todos os elementos rigidamente fixados ao mesmo.
BICICLETA — veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motocicleta,
motoneta e ciclomotor.
BICICLETÁRIO — local, na via ou fora dela, destinado ao estacionamento de bicicletas.
BONDE — veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos.
BORDO DA PISTA — margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da
via destinada à circulação de veículos.
CALÇADA — parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao
trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.
CAMINHÃO-TRATOR — veículo automotor destinado a tracionar ou arrastar outro.
CAMINHONETE — veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto total (PBT) de três mil e quinhentos quilogramas.
CAMIONETA — veículo misto destinado a transporte de passageiros e carga no mesmo compartimento.
CANTEIRO CENTRAL — obstáculo físico construído como separador de duas pistas de rolamento, eventualmente substituído
por marcas viárias (canteiro fictício).
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 43

CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO (CMT) — máximo peso que a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado pelo
fabricante, baseado em condições sobre suas limitações de geração e multiplicação de momento de força e resistência dos
elementos que compõem a transmissão.
CARREATA — deslocamento em fila na via de veículos automotores em sinal de regozijo, de reivindicação, de protesto cívico
ou de uma classe.
CARRO DE MÃO — veículo de propulsão humana utilizado no transporte de pequenas cargas.
CARROÇA — veículo de tração animal destinado ao transporte de carga.
CATADIÓPTRICO — dispositivo de reflexão e refração de luz utilizado na sinalização de vias e veículos (“olho de gato”).
CHARRETE — veículo de tração animal destinado ao transporte de pessoas.
CICLO — veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana.
CICLOFAIXA — parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
CICLOMOTOR — veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda
a cinquenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja velocidade máxima de fabricação não exceda a cinquenta
quilômetros por hora.
CICLOVIA — pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.
CONVERSÃO — movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, de mudança da direção original do veículo.
CRUZAMENTO — interseção de duas vias em nível.
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA — qualquer elemento que tenha a função específica de proporcionar maior segurança ao
usuário da via, alertando-o sobre situações de perigo que possam colocar em risco sua integridade física e dos demais usuários
da via ou danificar seriamente o veículo.
ESTACIONAMENTO — imobilização de veículos por tempo superior ao necessário para embarque ou desembarque de passageiros.
ESTRADA — via rural não pavimentada.
FAIXAS DE DOMÍNIO — superfície lindeira às vias rurais, delimitada por lei específica e sob responsabilidade do órgão ou
entidade de trânsito competente com circunscrição sobre a via.
FAIXAS DE TRÂNSITO — qualquer uma das áreas longitudinais em que a pista pode ser subdividida, sinalizada ou não por
marcas viárias longitudinais, que tenham uma largura suficiente para permitir a circulação de veículos automotores.
44 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

FISCALIZAÇÃO — ato de controlar o cumprimento das normas estabelecidas na legislação de trânsito, por meio do poder
polícia administrativa de trânsito, no âmbito de circunscrição dos órgãos e entidades executivos de trânsito e de acordo com as
competências definidas no Código.
FOCO DE PEDESTRES — indicação luminosa de permissão ou impedimento de locomoção na faixa apropriada.
FREIO DE ESTACIONAMENTO — dispositivo destinado a manter o veículo imóvel na ausência do condutor ou, no caso de
um reboque, se este se encontra desengatado.
FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR — dispositivo destinado a diminuir a marcha do veículo no caso de falha do freio de serviço.
FREIO DE SERVIÇO — dispositivo destinado a provocar a diminuição da marcha do veículo ou pará-lo.
GESTOS DE AGENTES — movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos agentes de autoridades de
trânsito nas vias, para orientar, indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres ou emitir ordens, sobrepondo-se ou
completando outra sinalização ou norma constante deste Código.
GESTOS DE CONDUTORES — movimentos convencionais de braço, adotados exclusivamente pelos condutores, para orientar
ou indicar que vão efetuar uma manobra de mudança de direção, redução brusca de velocidade ou parada.
ILHA — obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destinado à ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção.
INFRAÇÃO — inobservância a qualquer preceito da legislação de trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do
Conselho Nacional de Trânsito e a regulamentação estabelecida pelo órgão ou entidade executiva do trânsito.
INTERSEÇÃO — todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos,
entroncamentos ou bifurcações.
INTERRUPÇÃO DE MARCHA — imobilização do veículo para atender circunstância momentânea do trânsito.
LICENCIAMENTO — procedimento anual, relativo a obrigações do proprietário de veículo, comprovado por meio de documento
específico (Certificado de Licenciamento Anual).
LOGRADOURO PÚBLICO — espaço livre destinado pela municipalidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos,
ou à circulação de pedestres, tais como calçada, parques, áreas de lazer, calçadões.
LOTAÇÃO — carga útil máxima, incluindo condutor e passageiros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas para os
veículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos de passageiros.
LOTE LINDEIRO — aquele situado ao longo das vias urbanas ou rurais e que com elas se limita.
LUZ ALTA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via até uma grande distância do veículo.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 45

LUZ BAIXA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodo
injustificáveis aos condutores e outros usuários da via que venham em sentido contrário.
LUZ DE FREIO — luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via, que se encontram atrás do veículo, que o
condutor está aplicando o freio de serviço.
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) — luz do veículo destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor
tem o propósito de mudar de direção para a direita ou para a esquerda.
LUZ DE MARCHA A RÉ — luz do veículo destinada a iluminar atrás do veículo e advertir aos demais usuários da via que o
veículo está efetuando ou a ponto de efetuar uma manobra de marcha a ré.
LUZ DE NEBLINA — luz do veículo destinada a aumentar a iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens de pó.
LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) — luz do veículo destinada a indicar a presença e a largura do veículo.
MANOBRA — movimento executado pelo condutor para alterar a posição em que o veículo está no momento em relação à via.
MARCAS VIÁRIAS — conjunto de sinais constituídos de linhas, marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas,
apostos ao pavimento da via.
MICRO-ÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para até vinte passageiros.
MOTOCICLETA — veículo automotor de duas rodas, com ou sem side-car, dirigido por condutor em posição montada.
MOTONETA — veículo automotor de duas rodas, dirigido por condutor em posição sentada.
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) — veículo automotor cuja carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, escritório,
comércio ou finalidades análogas.
NOITE — período do dia compreendido entre o pôr do sol e o nascer do sol.
ÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de
adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte número menor.
OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA — imobilização do veículo, pelo tempo estritamente necessário ao carregamento ou
descarregamento de animais ou carga, na forma disciplinada pelo órgão ou entidade executivo de trânsito competente com
circunscrição sobre a via.
OPERAÇÃO DE TRÂNSITO — monitoramento técnico baseado nos conceitos de engenharia de tráfego, das condições de
fluidez, de estacionamento e parada na via, de forma a reduzir as interferências, tais como veículos quebrados, acidentados,
estacionados irregularmente atrapalhando o trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos pedestres e condutores.
46 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

PARADA — imobilização do veículo com a finalidade e pelo tempo estritamente necessário para efetuar embarque ou desem-
barque de passageiros.
PASSAGEM DE NÍVEL — todo o cruzamento de nível entre uma via e uma linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.
PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO — movimento de passagem à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido,
em menor velocidade, mas em faixas distintas da via.
PASSAGEM SUBTERRÂNEA — obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestres
ou veículos.
PASSARELA — obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível aéreo, e ao uso de pedestres.
PASSEIO — parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador,
livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
PATRULHAMENTO — função exercida pela Polícia Rodoviária Federal com o objetivo de garantir obediência às normas de
trânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes.
PERÍMETRO URBANO — limite entre área urbana e área rural.
PESO BRUTO TOTAL (PBT) — peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO (PBTC) — peso máximo transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão-trator
mais seu semirreboque ou do caminhão mais o seu reboque ou reboques.
PISCA-ALERTA — luz intermitente do veículo, utilizada em caráter de advertência, destinada a indicar aos demais usuários da
via que o veículo está imobilizado ou em situação de emergência.
PISTA — parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identificada por elementos separadores ou por
diferenças de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.
PLACAS — elementos colocados na posição vertical, fixados ao lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de caráter
permanente e, eventualmente, variáveis, mediante símbolos ou legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas como sinais de trânsito.
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO — função exercida pelas Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimir
atos relacionados com a segurança pública e de garantir obediência às normas relativas à segurança de trânsito, assegurando
a livre circulação e evitando acidentes.
PONTE — obra de construção civil destinada a ligar margens opostas de uma superfície líquida qualquer.
REBOQUE — veículo destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 47

REFÚGIO — parte da via, devidamente sinalizada e protegida, destinada ao uso de pedestres durante a travessia da mesma.
REGULAMENTAÇÃO DA VIA — implantação de sinalização de regulamentação pelo órgão ou entidade competente com
circunscrição sobre a via, definindo, entre outros, sentido de direção, tipo de estacionamento, horários e dias.
RENACH — Registro Nacional de Condutores Habilitados.
RENAVAM — Registro Nacional de Veículos Automotores.
RETORNO — movimento de inversão total de sentido da direção original de veículos.
RODOVIA — via rural pavimentada.
SEMIRREBOQUE — veículo de um ou mais eixos que se apoia na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação.
SINAIS DE TRÂNSITO — elementos de sinalização viária que se utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de controle
luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e pedestres.
SINALIZAÇÃO — conjunto de sinais de trânsito e dispositivos de segurança colocados na via pública com o objetivo de garantir
sua utilização adequada, possibilitando melhor fluidez no trânsito e maior segurança dos veículos e pedestres que nela circulam.
SONS POR APITO — sinais sonoros, emitidos exclusivamente pelos agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientar
ou indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres, sobrepondo-se ou completando sinalização existente no local ou
norma estabelecida neste Código.
TARA — peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas e acessórios,
da roda sobressalente, do exterior de incêndio e do fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.
TRAILER — reboque ou semirreboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel
ou camioneta, utilizado em geral em atividades turísticas como alojamento, ou para atividades comerciais.
TRÂNSITO — movimentação e imobilização de veículos, pessoas e animais nas vias terrestres.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS — passagem de um veículo de uma faixa demarcada para outra.
TRATOR — veículo automotor construído para realizar trabalho agrícola, de construção e pavimentação e tracionar outros
veículos e equipamentos.
ULTRAPASSAGEM — movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade
e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem.
UTILITÁRIO — veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada.
VEÍCULO ARTICULADO — combinação de veículos acoplados, sendo um deles automotor.
48 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

VEÍCULO AUTOMOTOR — todo veículo a motor de propulsão que circule por seus próprios meios, e que serve normalmente
para o transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária de veículos utilizados para transporte de pessoas e coisas.
O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico).
VEÍCULO DE CARGA — veículo destinado ao transporte de carga, podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor.
VEÍCULO DE COLEÇÃO — aquele que, mesmo tendo sido fabricado há mais de trinta anos, conserva suas características
originais de fabricação e possui valor histórico próprio.
VEÍCULO CONJUGADO — combinação de veículos, sendo o primeiro um veículo automotor e os demais reboques ou equi-
pamentos de trabalho agrícola, construção, terraplenagem ou pavimentação.
VEÍCULO DE GRANDE PORTE — veículo automotor destinado ao transporte de carga com peso bruto total (PBT) máximo
superior a dez mil quilogramas e de passageiros, superior a vinte passageiros.
VEÍCULO DE PASSAGEIROS — veículo destinado ao transporte de pessoas e suas bagagens.
VEÍCULO MISTO — veículo automotor destinado ao transporte simultâneo de carga e passageiro.
VIA — superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e
canteiro central.
VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO — aquela caracterizada por acessos especiais com o trânsito livre, sem interseções em nível, sem
acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.
VIA ARTERIAL — aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos
lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.
VIA COLETORA — aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito
rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.
VIA LOCAL — aquela caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas.
VIA RURAL — estradas e rodovias.
VIA URBANA — ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares aberto à circulação pública, situadas na área urbana, caracte-
rizadas principalmente por possuírem imóveis edificados ao longo de sua extensão.
VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES — vias ou conjunto de vias destinadas à circulação prioritária de pedestres.
VIADUTO — obra de construção civil destinada a transpor uma depressão de terreno ou servir de passagem superior.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 49

sinalização
7
sinalização verTical
De acordo com sua função,
a sinalização vertical pode
parada dê a senTido proiBido proiBido proiBido proiBido proiBido esTacionaMenTo
ser de regulamentação, de oBrigaTória preferência proiBido virar à virar à reTornar reTornar esTacionar regulaMenTado

advertência ou de indicação. esquerda direiTa à esquerda à direiTa

X placas de
regulaMenTação
As placas de regulamentação proiBido
parar e
proiBido
ulTrapassar
proiBido Mudar
de faixa ou
proiBido Mudar
de faixa ou pisTa
proiBido
TrânsiTo de
proiBido
TrânsiTo
proiBido
TrânsiTo de
proiBido
TrânsiTo de
proiBido
TrânsiTo de

têm por finalidade informar esTacionar pisTa de TrânsiTo


da esquerda
de TrânsiTo da
direiTa para
caMinhões de veículos
auToMoTores
veículos de
Tração aniMal
BicicleTas TraTores e
Máquinas de

os usuários sobre condições, para a direiTa a esquerda oBras

proibições, obrigações ou
restrições no uso da via. Suas
mensagens são imperativas e
o desrespeito a elas constitui peso BruTo alTura largura peso MáxiMo coMpriMenTo proiBido acionar alfândega uso conserve-se
infração. São elas: ToTal MáxiMo
perMiTido
MáxiMa
perMiTida
MáxiMa
perMiTida
perMiTido
por eixo
MáxiMo
perMiTido
Buzina ou sinal
sonoro
oBrigaTório
de correnTes
à direiTa

senTido de passageM vire à vire à siga eM frenTe sigaeM frenTe siga ÔniBus, caMinhões e duplo proiBido
circulação da oBrigaTória esquerda direiTa ou à esquerda ou à direiTa eM frenTe veículos de grande porTe senTido de TrânsiTo de
via/pisTa ManTenhaM-se à direiTa circulação pedesTres

veículos veículos
leves pesados

fiscalização
eleTrÔnica
pedesTre,ande pedesTre, ande circulação senTido de circulação ciclisTa, ciclisTa, ciclisTas à pedesTres proiBido
pela esquerda pela direiTa exclusiva circulação na exclusiva de TransiTe à TransiTe à esquerda, à esquerda, TrânsiTo de
de ÔniBus roTaTória BicicleTas esquerda direiTa pedesTres ciclisTas à MoTocicleTas,
à direiTa direiTa MoToneTas e
cicloMoTores

proiBido circulação TrânsiTo


TrânsiTo de exclusiva de proiBido a
ÔniBus caMinhão carros de Mão
50 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

X inforMações
coMpleMenTares
às placas de
regulaMenTação
Sinais de regulamentação po-
dem ter informações comple-
mentares (tais como período
de validade, características
e uso do veículo, condições
de estacionamento). Alguns
exemplos:
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 51

X placas de adverTência
A sinalização de advertência
tem por finalidade alertar os
usuários da via sobre condi- curva acenTuada
à esquerda
curva acenTuada
à direiTa
curva à
esquerda
curva
direiTa
à pisTasinuosa
à esquerda
pisTasinuosa
à direiTa
curva acenTuada
eM “s” à esquerda
curva acenTuada
eM “s” à direiTa
curva eM
“s”
ções potencialmente perigo- à esquerda

sas, indicando sua natureza.


São as placas seguintes:
curva eM “s” cruzaMenTo via laTeral via laTeral inTerseção Bifurcação enTroncaMenTo enTroncaMenTo junções sucessivas
à direiTa de vias à esquerda à direiTa eM “T” eM “Y” oBlíquo oBlíquo conTrárias,
à esquerda à direiTa priMeira à esquerda

junções sucessivas inTerseção confluência confluência seMáforo parada oBrigaTória Bonde pisTa saliência
ou depressão declive aclive
conTrárias, eM círculo à esquerda à direiTa à frenTe à frenTe irregular loMBada acenTuado acenTuado
priMeira à direiTa

esTreiTaMenTo de esTreiTaMenTo de esTreiTaMenTo de alargaMenTo alargaMenTo de ponTe esTreiTa ponTe Móvel oBras Mão dupla senTido único senTido duplo área coM
pisTa ao cenTro pisTa à esquerda pisTa à direiTa de pisTa à pisTa à direiTa adianTe desMoronaMenTo
esquerda

pisTa projeção de TrânsiTo de passageM sinalizada TrânsiTo TrânsiTo de TraTores TrânsiTo de passageM sinalizada área escolar passageM sinalizada crianças aniMais
escorregadia cascalho ciclisTas de ciclisTas coMparTilhado por ou Maquinaria pedesTres de pedesTres de escolares
ciclisTas e pedesTres agrícola

aniMais alTura largura liMiTada passageM de nível passageM de nível cruz de início de fiM de pisTa dividida aeroporTo venTo laTeral rua
selvagens liMiTada seM Barreira coM Barreira sanTo andré pisTa dupla pisTa dupla seM saída

peso BruTo pesoliMiTado coMpriMenTo


ToTal liMiTado por eixo liMiTado
52 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

X sinalização especial ÔniBus


de adverTência
Sinais empregados nas situ-
ações em que não é possível
a utilização das placas de
advertência. Referem-se à
sinalização especial de fai-
xas ou pistas exclusivas de
ônibus; sinalização especial
para pedestres; e sinalização
especial para rodovias, estra-
das e vias de trânsito rápido.
Alguns exemplos:

rodovias, esTradas e vias de TrânsiTo rápido pedesTres


Manual Básico de segurança no TrânsiTo 53

X inforMações
coMpleMenTares
de adverTência
Placas de advertência podem
ter informações complemen-
tares. Alguns exemplos:

(*) Cruzamento rodoferroviário.


54 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

X placas de indicação idenTificação


As placas de indicação têm por finalidade
indicar as vias e locais de interesse, bem
como orientar os condutores de veículos
quanto a percursos, destinos, distâncias e
serviços auxiliares, podendo também ter
como função a educação do usuário. Suas
mensagens possuem caráter informativo ou
educativo.
São placas de identificação de rodovias e
estradas (Pan-Americana, federais e estadu-
ais); de municípios; de regiões de interesse
de tráfego e logradouros; de pontes, via-
dutos, túneis e passarelas; de identificação
quilométrica; de limite de municípios, divisa
de estados, fronteira e perímetro urbano; e
de pedágio.
Há ainda placas de orientação de destino
(placas indicativas de sentido ou direção;
placas indicativas de distância; e placas
diagramadas). Há também placas educativas
e placas de serviços auxiliares, estas podendo
ser placas para condutores e placas para
pedestres.
Finalmente, há placas que indicam atrativos
turísticos (naturais, históricos e culturais,
locais para prática de esportes, áreas de
recreação e locais para atividades de inte-
resse turístico). As placas podem indicar, de
maneira geral, o atrativo turístico, o sentido
de direção do atrativo turístico e a distância
do atrativo turístico. Alguns exemplos:
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 55
orienTação educaTivas

aTraTivos TurísTicos

identificação sentido de atrativo turístico


serviços auxiliares

Para condutores

distância de atrativo turístico

Para Pedestres
56 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

sinalização horizonTal linhas de divisão de fluxos oposTos


exemPlos de aPlicação
Sinalização viária que utiliza SimpleS contínua
ultrapaSSagem permitida para oS doiS SentidoS
linhas, marcações, símbolos e
legendas, pintados ou apos-
tos sobre o pavimento das SimpleS Seccionada
vias. Sua função é organizar o
fluxo de veículos e pedestres; ultrapaSSagem permitida Somente no Sentido B
controlar e orientar os deslo-
camentos; e complementar dupla contínua
os sinais verticais de regu-
lamentação, advertência ou ultrapaSSagem proiBida para oS doiS SentidoS
indicação. Alguns exemplos: dupla contínua / Seccionada
X Marcas longiTudinais
(separaM e ordenaM as
correnTes de Tráfego) ultrapaSSagem proiBida para oS doiS SentidoS
dupla Seccionada

linhas de divisão de fluxo de MesMo senTido linha de Bordo (deliMiTa a parTe da pisTa
desTinada ao deslocaMenTo de veículos)
contínua
exemPlo de aPlicação contínua

Seccionada
exemPlo de aPlicação
piSta única – duplo Sentido de circulação

proiBida a ultrapaSSagem e a tranSpoSição de faixa entre a-B-c


permitida a ultrapaSSagem e a tranSpoSição de faixa entre d-e-f
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 57

X Marcas Transversais linhas de esTíMulo à redução de velocidade


(ordenaM os deslocaMenTos fronTais dos veículos)

linha de reTenção (local liMiTe onde deve parar o veículo)

exemPlo de aPlicação antecedendo um obstáculo transversal

exemPlo de aPlicação
faixas de Travessias de pedesTres
ZeBrada paralela

linha de “dê a preferência”


(local liMiTe onde deve parar o veículo)

exemPlo de aPlicação exemPlos de aPlicação


58 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
Marcação de cruzaMenTos rodocicloviários Marcação de exemPlo de aPlicação
(Travessia de ciclisTas) área de confliTo
(não parar e
CRUZAMENTO EM ÂNGULO RETO CRUZAMENTO OBLÍQUO esTacionar veículos)

exemPlo de aPlicação

Marcação de área de cruzaMenTo coM faixa exclusiva


Branco: fluxo
amarelo: contrafluxo

exemPlo de aPlicação
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 59

X Marcas de canalização separação de fluxo de Tráfego


(direcionaM a circulação de veículos) do MesMo senTido

separação de fluxo de
Tráfego de senTidos oposTos

exemPlos de aPlicação
ordenação de movimentoS em trevoS com alçaS
e faixaS de aceleração/deSaceleração

exemPlo de aPlicação

ilhaS de canaliZação e refúgio para pedeStreS

ordenação de movimentoS em retornoS com faixa adicional para o movimento


60 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

X Marcas de deliMiTação linha de indicação de proiBição de exemPlo de aPlicação


e conTrole de esTacionaMenTo e/ou parada
esTacionaMenTo e/ou
parada (para áreas
onde é proiBido ou
regulaMenTado o
esTacionaMenTo e a
parada de veículos)

Marca deliMiTadora de parada de veículos específicos

Sarjeta

guia

exemPlos de aPlicação

marca delimitadora para parada de ôniBuS em faixa de trânSito marca delimitadora para parada de ôniBuS em faixa de eStacionamento
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 61

exemPlos de aPlicação
marca delimitadora para parada de ôniBuS marca delimitadora para parada de ôniBuS em faixa de trânSito
feita em reentrância da calçada com avanço de calçada na faixa de eStacionamento

X Marca deliMiTadora de esTacionaMenTo regulaMenTado

Marca deliMiTadora de esTacionaMenTo regulaMenTado


paralelo ao meio-fio: linha SimpleS contínua ou tracejada em ângulo: linha contínua
62 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

exemPlos de aPlicação
eStacionamento paralelo ao meio-fio eStacionamento em ângulo

marca com delimitação da vaga

eStacionamento em áreaS iSoladaS

marca Sem delimitação da vaga


Manual Básico de segurança no TrânsiTo 63

X inscrições no paviMenTo indicativo de


movimento em curva
indicativo de mudança (uSo em Situação de
seTas direcionais oBrigatória de faixa curva acentuada)

exemPlos de aPlicação síMBolos

(cruZamento (via, piSta (área/local (local de


rodoferroviário) ou faixa de ServiçoS eStacionamento
de trânSito de Saúde) de veículoS que
de uSo de tranSportam ou
Sejam conduZidoS
cicliStaS)
por peSSoaS
portadoraS de
deficiência fíSica)

legendas
64 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

disposiTivos auxiliares Balizadores de ponTes, viaduTos, Túneis, elemento refletivo


Barreiras e defensas
Elementos aplicados ao pavimento
da via, junto a ela, ou nos obstáculos amarelo refletivo
próximos, de forma a tornar mais
eficiente e segura a operação da via.
São constituídos de materiais, formas
e cores diversos, dotados ou não de
refletividade, com as funções de incre-
mentar a percepção da sinalização, do
alinhamento da via ou de obstáculos
à circulação; reduzir a velocidade
praticada; oferecer proteção aos usu- Tachas e Tachões
ários; alertar os condutores quanto (conTêM unidades refleTivas)
a situações de perigo potencial ou exemPlo de aPlicação
que requeiram maior atenção. Os tachaS
dispositivos auxiliares são agrupados,
de acordo com suas funções, em
delimitadores; de canalização; de
sinalização de alerta; de alterações nas
características do pavimento; de prote- tachõeS
ção contínua; luminosos; de proteção
a áreas de pedestres e/ou ciclistas; e
de uso temporário. Alguns exemplos:
X disposiTivos deliMiTadores

cilindros deliMiTadores (conTêM unidades refleTivas)

elemento
refletivo
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 65

X disposiTivos de canalização prisMas – suBsTiTueM a guia da segregadores – segregaM pisTa


calçada (Meio-fio) quando não for para uso exclusivo de deTerMinado
possível sua consTrução iMediaTa Tipo de veículo ou pedesTre

X disposiTivos de sinalização de alerTa (oBjeTivaM Melhorar a percepção do conduTor)

Marcadores de oBsTáculos
oBStáculoS oBStáculoS oBStáculoS utiliZado na
com paSSagem com paSSagem por com paSSagem parte Superior
Só pela direita amBoS oS ladoS Só pela eSquerda do oBStáculo Marcadores de alinhaMenTo
(unidades refleTivas fixadas eM
suporTe, que alerTaM o conduTor
soBre alTeração do alinhaMenTo
horizonTal da via)

Marcadores de perigo
marcador de marcador de perigo marcador de
perigo indicando indicando que a perigo indicando
que a paSSagem paSSagem poderá Ser que a paSSagem
marcador de perigo indicando que
deverá Ser feita feita tanto pela direita deverá Ser feita
a paSSagem poderá Ser feita tanto
pela direita como pela eSquerda pela eSquerda
pela direita como pela eSquerda
66 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

X disposiTivos de proTeção para fluxo de pedesTres e ciclisTas


conTínua (TêM por
Gradis de canalização e retenção
oBjeTivo eviTar Que
veículos e/ou pedesTres
TransponhaM
deTerMinado local ou
eviTar ou dificulTar a
inTerferência de uM
gradil maleável gradil rígido
fluxo de veículos soBre
o fluxo oposTo)
disPositivos de contenção e bloqueio

grade de contenção
para fluxo veicular

defensas metálicas barreiras de concreto disPositivos antiofuscamento

SimpleS dupla SimpleS dupla


Manual Básico de segurança no TrânsiTo 67

disposiTivos luMinosos
 Balizador Móvel TaMBores
(adverTeM, educaM, orienTaM, inforMaM, regulaMenTaM) Branca refletiva

painéis eleTrÔnicos Branca


refletiva

fiTa zeBrada

painéis coM seTas luMinosas

cavaleTes

X disposiTivos de uso TeMporário (para operações de


TrânsiTo, oBras ou siTuações de eMergência ou perigo) Sentido de circulação

cone cilindro Branca


refletiva
Barreiras
Branca
refletiva

Sentido de circulação
68 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
plásTicas gradis
Branca refletiva

modulado tela pláStica


cancelas
eleMenTos luMinosos coMpleMenTares

luZ intermitente

TapuMes

faixas Bandeiras

Sentido de circulação

gradis

fixo doBrável
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 69

sinalização seMafórica para veículos


controle de fluxo
controle de acesso esPecífico
(Praças de PedáGio, balsas, etc.)
Conjunto de indicações lumi-
nosas acionadas alternada ou
intermitentemente por meio
de sistema elétrico/eletrônico, Parar
cuja função é controlar os
atenção
deslocamentos. Os sinais po-
dem ser de regulamentação ProsseGuir
ou de advertência.
X sinalização seMafórica
direção controlada controle ou faixa reversível
de regulaMenTação
(sua função é efeTuar
o conTrole do TrânsiTo
nuM cruzaMenTo ou
seção da via.)
direção livre
no amarelo, o uSo
da Seta é opcional

para pedesTres não atraveSSar

Vermelho intermitente:
indica que a fase na qual os
pedestres podem atravessar
está prestes a terminar. Os pe-
destres não podem começar a
atravessar a via, e os que te-
nham iniciado a travessia na
fase verde devem deslocar-se
o mais breve possível para o
local seguro mais próximo. atraveSSar
70 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

X sinalização seMafórica de adverTência sinalização de oBras


(sua função é adverTir a exisTência de oBsTáculo Tem como característica a utilização de sinalização vertical,
ou siTuação perigosa, devendo o conduTor reduzir horizontal, semafórica e de dispositivos e sinalização auxiliares
a velocidade e adoTar as Medidas de precaução combinados de forma que os usuários da via sejam advertidos
coMpaTíveis coM a segurança para seguir adianTe.) sobre a intervenção realizada e possam identificar seu caráter
temporário; sejam preservadas as condições de segurança e
fluidez do trânsito e de acessibilidade; os usuários sejam orien-
tados sobre caminhos alternativos; sejam isoladas as áreas de
trabalho de forma a evitar a deposição e/ou lançamento de
materiais sobre a via. Alguns exemplos:

funcionamento intermitente ou piScante alternado,


no caSo de duaS indicaçõeS luminoSaS.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 71

gesTos
X de agenTes da auToridade de TrânsiTo
(prevaleceM soBre as regras de circulação e norMas definidas por ouTros sinais de TrânsiTo). são eles:

SINAL SIGNIFICADO SINAL SIGNIFICADO


Braço Ordem de parada obri- Braço estendi- Ordem de diminuição da
levantado gatória para todos os veí- do horizontal- velocidade.
verticalmente, culos. Quando executada mente, com
com a palma em intersecções, os veícu- a palma da
da mão para los que já se encontrem mão para
a frente. nela não são obrigados baixo, fazen-
a parar. do movimen-
Ordem de parada obri- tos verticais.
Braços
estendidos gatória para todos os Braço Ordem de parada para os
horizontal- veículos que venham de estendido ho- veículos aos quais a luz é
mente, com direções que cortem or- rizontalmente, dirigida.
a palma da togonalmente* a direção agitando uma
mão para a indicada pelos braços luz vermelha
frente. estendidos, qualquer que para um
seja o sentido de seu des- determinado
locamento. veículo.
Braço Ordem de parada obri- Braço levan- Ordem de seguir.
levantado gatória para todos os tado, com
verticalmente, veículos que venham de movimento de
com a palma direções que cortem or- antebraço da
da mão para togonalmente* a direção frente para a
a frente. indicada pelo braço es- retaguarda e
tendido, qualquer que a palma da
seja o sentido de seu des- mão voltada
locamento. para trás.

(*) Ortogonal: que forma ângulos retos – Novo Aurélio, 1999 (NE).
72 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

X de conduTores crédiTos auTorais / referências legais

X Capítulo 1 — Normas Gerais de Circulação | Associação


Brasileira dos Educadores de Trânsito (Abetran), prof.
Miguel Ramirez Sosa.
X Capítulo 2 — Infração e Penalidade | Fundação Carlos
Chagas, com apoio do Departamento Nacional de
doBrar à eSquerda doBrar à direita diminuir a marcha ou parar Trânsito (Denatran).
Válidos para todos os tipos de veículos. X Capítulo 3 — Renovação da Carteira Nacional de Habilita-
ção | Fundação Carlos Chagas, com apoio do Denatran.
sinais sonoros (de agenTes da auToridade de TrânsiTo) X Capítulo 4 — Direção defensiva | Fundação Carlos Chagas,
Sinal de apito Significado Emprego com apoio do Denatran.
Liberar o trânsito em direção/ X Capítulo 5 — Noções de Primeiros Socorros no Trânsito |
Um silvo breve Seguir Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet),
sentido indicado pelo agente.
com apoio do Denatran.
Dois silvos breves Parar Indicar parada obrigatória.
X Capítulo 6 — Conceitos e Definições Legais | Código
Quando for necessário fa- de Trânsito Brasileiro (CTB), lei federal no 9.503/1997,
Diminuir a
Um silvo longo zer diminuir a marcha dos anexo I – Dos conceitos e definições.
marcha
veículos. X Capítulo 7 — Sinalização | Conselho Nacional de Trânsito
Os sinais sonoros somente devem ser utilizados em conjunto (Contran) – Resolução no 160/2004 – Aprova o Anexo II
com os gestos dos agentes. do CTB – Sinalização.
X Coordenação e edição: Associação Nacional dos Fabri-
Ver a íntegra da Resolução no 160/2004 cantes de Veículos Automotores (Anfavea).
no site do Denatran
Revisão e adaptação: Associação Brasileira dos Fabrican-
O

X
A resolução no 160/2004, do Conselho Nacio-
ÇÃ

nal de Trânsito (Contran), que aprovou o Anexo II tes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas
N

do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata da e Similares (Abraciclo).


ATE

sinalização vertical, horizontal, dispositivos auxiliares,


sinalização semafórica, sinalização de obras, gestos e Reprodução proibida por qualquer meio, incluindo fotocópia,
sinais sonoros pode ser obtida no site do Departamento gravação ou informação computadorizada sem autorização
Nacional de Trânsito (Denatran) — www.denatran.gov.br, por escrito da ABRACICLO.
ícone Legislação, Contran – Resoluções. São Paulo, Março de 2010
A E m o ç ã o d E P i l o t A r c o m S E g u r A n ç A

Você acaba de adquirir o Veículo ideal para os dias de hoje.

agora Você Vai chegar mais rapidamente, Vai mais facilmente, além de fazer muita economia.

Vai também se sentir liVre e ter emoções que só uma moto pode dar a Você.

com esse manual Você Vai desfrutar de tudo isso com muita segurança.

bem-Vindo ao maraVilhoso mundo das duas rodas.


74 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

Cuidado Atenção
N Pilotar uma motocicleta requer certos cuidados para Verifique no
garantir sua segurança. Leia atentamente todas as site www.honda.com.br/harmonianotransito
informações a seguir: as orientações para garantir a segurança na cidade,
N Não pilote a motocicleta com o capacete no suporte. na estrada e também para uso off-road (se aplicável).
O capacete pode entrar em contato com a roda traseira e
travá-la, resultando em perda de controle da motocicleta.
N Use o suporte de capacete somente durante o estaciona-
mento.

Equipamentos de Segurança Use sempre capacete regulamentado. A legislação brasileira


O capacete é um equipamento indispensável ao motociclista. prevê as condições de uso e requisitos técnicos que garantem
sua segurança.
A falta do capacete é responsável pela maior parte dos
acidentes fatais. Certifique-se da presença do selo de aprovação INMETRO em seu
capacete.
Escolha um capacete de cor clara, que se ajuste bem à sua
cabeça e prenda-o bem para que não escape na hora em Ele assegura a conformidade com a legislação.
que você precisar dele.
Roupa também é segurança.
Na cidade ou na estrada, pilote adequadamente vestido.
X Jaqueta de cor clara e viva, de tecido resistente ou couro.
X Botas ou calçado fechado.
X Luvas.
X Óculos ou viseira.
Instrua a garupa sobre a importância dos equipamentos.

O uso de óculos apropriados para proteção dos olhos é


obrigatório por legislação sempre que o capacete não
possuir viseira própria.
Consulte sempre o Código de Trânsito e as legislações do
CONTRAN.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 75

Inspeção Diária Cuidados com Alagamentos


Diariamente, antes de sair, faça uma inspeção em sua Ao trafegar em locais alagados, riachos e enchentes, evite
motocicleta. Observe: a entrada de água no motor pelo filtro de ar. Isso poderá
X Barulhos estranhos no motor; causar o efeito de calço hidráulico, o qual danificará o motor.
X Vazamentos; A entrada de água no motor causará a contaminação do
óleo lubrificante. Caso ocorra tal situação, desligue o motor
X Parafusos soltos.
imediatamente e substitua o óleo em uma concessionária
Verifique o procedimento para a inspeção no Manual do Honda para certificar-se da eliminação da água do motor
Proprietário. e execução de revisão e manutenção adequada.
Folga da Seta Seta
Folga do freio
Modificações
embreagem
dianteiro
Cuidado
Espelho Espelho A modificação ou remoção de peças originais da moto-
retrovisor retrovisor cicleta pode reduzir a segurança e infringir as leis de
trânsito. Obedeça às normas que regulamentam o uso de
Combustível equipamentos e acessórios.
Frenagem
Observe as orientações a seguir:
– Para máxima eficiência da frenagem, acione os freios
dianteiro e traseiro simultaneamente.
– Evite frenagens bruscas e reduções repentinas de marchas.
Frenagens bruscas podem dificultar o controle da motocicleta.
Luz do freio Sempre que possível, reduza a velocidade antes de entrar
Farol numa curva. Caso contrário, há o perigo de derrapagem.
Folga e – Tenha cuidado em superfícies molhadas ou de areia e terra.
lubrificação Buzina
da corrente Os pneus derrapam mais facilmente em tais superfícies e a
distância de frenagem é maior.
Pressão e – Evite o acionamento contínuo dos freios.
estado dos
pneus O acionamento contínuo dos freios, tal como em declives
Nível do óleo Folga do acentuados, pode superaquecê-los e reduzir sua eficiência.
do motor freio traseiro Utilize o freio-motor, reduzindo as marchas com a utilização
intermitente dos freios dianteiro e traseiro.
76 Manual Básico de segurança no TrânsiTo
Postura
Normal
A boa postura é necessária para BRAÇOS: relaxados, com cotovelos apontados para baixo.
que você se canse menos e ob-
OMBROS: relaxados. MÃOS: punhos abaixados em relação à mão, segurando o centro da manopla.
tenha um melhor desempenho.
JOELHOS: pressionando levemente o tanque de combustível.

PÉS: afaste a ponta dos pés (1) dos pedais de apoio (2) para
que não haja o acionamento desnecessário dos pedais do
freio e câmbio (3). Especificamente em curvas, evite manter
as pontas dos pés para fora ou abaixo dos pedais de apoio,
pois isso pode acarretar contato com o solo.

QUADRIL: junto do tanque, em posição que permita virar o guidão sem esforço nos ombros.

Curvas
Nas curvas, você deverá inclinar o corpo junto com a moto.
Quanto maior a velocidade ou menor o raio de curva, maior
deverá ser a inclinação.
Para manobras rápidas e em curvas de pequenos raios,
incline a moto mais que o corpo.
Quando necessitar de grande inclinação em curva, incline
o corpo mais que a moto.

Frenagem
Freio-motor
O freio-motor ajuda a reduzir a velocidade da motocicleta
ao soltar o acelerador. Ao enfrentar um declive acentuado,
utilize o freio-motor, reduzindo as marchas com a utilização
intermitente dos freios.
Manual Básico de segurança no TrânsiTo 77
Você é capaz de reduzir mais Pilotagem sob Chuva ou Neblina
de 50% da distância de pa- A superfície da pista fica escorregadia quando molhada,
rada se souber frear corre- reduzindo a eficiência da frenagem.
tamente.
Tenha bastante cuidado ao frear em dias chuvosos.
A motocicleta tem freios com
Se os freios ficarem molhados, acione-os enquanto pilota
acionamentos independentes,
em velocidade baixa para ajudar a secá-los.
que devem ser dosados ade-
quadamente.
Visão
Uso dos freios ATRITO Pela visão você recebe 90% 45 °
100 km

Na hora da frenagem, o peso das informações necessárias a


da motocicleta recai na roda dianteira, fazendo com que sua segurança. Portanto, esteja
o freio dianteiro seja o maior responsável pela frenagem. atento ao seguinte:
Use os dois freios simultaneamente. Mas quanto mais rá- X A velocidade diminui seu
pido você tiver que parar, utilize mais intensamente o freio campo de visão.
dianteiro, porém de forma gradativa. X Não fixe o olhar em apenas
200°
parado

Em declives, utilize também o freio motor. um ponto.


Importante: em pisos molhados e escorregadios, tome cuida- X Para aumentar seu ângulo de
do para não deixar a roda travar, evitando uma derrapagem. visão, movimente seu olhar
constantemente.
Velocidade: 50 km/h
Antes de sair, mudar de faixa ou fazer conversões, use os
retrovisores e olhe sobre os ombros para cobrir as áreas
fora do seu campo visual.
traseiro +
dianteiro
18 m Visão pelo espelho retroVisor
só dianteiro
Visão sobre os ombros
24 m
só traseiro
35 m
78 Manual Básico de segurança no TrânsiTo

Apareça USE O ADESIVO REFLETIVO NO CAPACETE.


Na maioria dos acidentes de moto envolvendo au-
tomóveis ou pedestres, estes alegam não ter visto a
motocicleta. Para se tornar visível:
X Use capacete e jaquetas de cores claras e vivas.
área sem área sem
visibilidade visibilidade

X Use farol aceso, mesmo de dia.

Use o adesivo refletivo


Sinalize: mostre suas intenções antes no capacete. Não se coloque na área sem
de mudar de direção ou parar. visibilidade do motorista.

Distância de Seguimento
Dois segundos é o tempo de que você necessita
para identificar o perigo e acionar o freio. Por isso,
mantenha uma distância segura do carro que está
a sua frente.
Comece a contar: “cinquenta e um, cinquenta e c i n q ue n t a e u m ,
c i n q ue n t a e d o i s
dois”, quando a traseira do carro passar por um 2 segundos
ponto fixo. Se, quando você terminar de contar, a
roda dianteira da moto passar pelo mesmo ponto,
você estará a uma distância segura.
Importante: em dias de chuva, esta distância deve
ser duplicada.

Cruzamentos
As estatísticas mostram que grande parte dos aci-
dentes ocorrem em cruzamentos.
As situações abaixo são as mais comuns.
Fique atento a elas: A conversão à esquerda, em ruas
de mão dupla (ver figura 4), é perigosa e deve ser
evitada sempre que for possível fazer um retorno.
CB 500X

1038
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