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5.

Tensões térmicas
São tensões resultantes da variação de temperatura de um corpo. Estas
podem levar à fratura ou a uma deformação plástica do material (deformação
irreversível)
5.1. Tensões resultantes da restrição a expansão e contração térmica
Considerando uma barra sólida homogênea e isotrópica sendo esta
aquecida ou resfriada de forma uniforme. Dessa forma, não serão impostos
gradientes de temperatura, consequentemente, na expansão ou contração, a
barra não sofrerá tensão. Se o movimento axial da barra for restringido, haverá
então uma tensão térmica produzida na barra. O valor da tensão resultante
nessa variação de temperatura pode ser calculado como:

 Tensão térmica
 E – Módulo de elasticidade
 1 – Coeficiente linear de expansão térmica
5.2. Tensões resultantes de gradientes de temperatura
Corpos sólidos submetidos à resfriamento ou aquecimento, dependem
de três parâmetros para a distribuição interna de temperatura, são eles:
tamanho e forma do material, condutividade térmica e taxa de variação da
temperatura.
Tensões térmica são geradas em um corpo como resultado de
gradientes de temperatura. Estes são causados, quando o corpo é submetido à
aquecimento ou resfriamento de forma rápida. Isso ocorre porque, a parte
exterior varia de temperatura mais rapidamente do que a parte inferior.
5.3. Choque térmico de materiais frágeis
Em polímeros e metais dúcteis, o alívio das tensões térmicas pode
ocorrer através de deformação plástica. As cerâmicas, no entanto, são pouco
dúcteis, ou seja, mais frágeis podendo ser fraturadas devido à essas tensões.
O resfriamento de matérias frágeis tem uma maior probabilidade de causar
choque térmico devido as tensões induzidas serem de tração.
A capacidade de um material resistir a esse tipo de falha é denominada
de resistência ao choque térmico. Para uma cerâmica, essa capacidade
depende da variação da temperatura e as capacidades mecânicas e térmicas
das mesmas.