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Universidade Federal de Santa Catarina

Centro de Filosofia e Ciências Humanas


Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social

SEGREDO DE JUSTIÇA:
DOCUMENTO DE INSPIRAÇÃO ETNOGRÁFICA ATRAVÉS DE UM
PRIMEIRO CONTATO COM O JUIZADO ESPECIAL DE VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA CONTRA A MULHER NA CIDADE DE FLORIANÓPOLIS

Trabalho final apresentado para a disciplina de


Métodos e Técnicas de Pesquisa em Antropologia
I, sob a coordenação do Professor Dr. Alberto
Groisman, do curso de Doutorado em Antropologia
Social, Programa de Pós-graduação em
Antropologia Social. Universidade Federal de
Santa Catarina. Aluna: Ísis de Jesus Garcia.

Florianópolis, Maio de 2011.


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I. Introdução

Este trabalho segue os temas abordados na disciplina “Métodos e


Técnicas de Pesquisa em Antropologia I, através de um documento de
inspiração etnográfica (DIEs), bem como a partir da discussão dos textos
analisados no decorrer do semestre. Assim, a partir de meu DIEs, a intenção
inicial era verificar de que forma o poder judiciário tem recepcionado as
alterações legais advindas da lei 11.340, de 2006, conhecida como Lei Maria
da Penha (LMP).

A LMP tipifica como crime a violência doméstica contra a mulher,


garante a vitima uma série de medidas de proteção, bem como possui sanções
mais duras contra o agressor. Meu objetivo principal era analisar o processo de
(re) formulação das estruturas jurídico-estatais (Lei 11.340/2006, chamada de
lei Maria da Penha), no cerne dos conflitos familiares e domésticos,
especialmente contra as mulheres em Florianópolis. Para tanto, acredito ser
necessário presenciar as audiências ocorridas no Juizado de Violência
doméstica contra a mulher.

Ao lado das modificações ocasionadas pela lei, atenta-se, também, para


o fato do aumento da intervenção do poder judiciário na vida social. O
fenômeno comumente chamado de jurisdicionalização.1 Nesta abordagem,
pretendo compreender as múltiplas perspectivas que ocorrem nas audiências
dos chamados juizados de violência contra a mulher, que foram criados após a
promulgação da LMP. A pesquisa justifica-se pela sua importância social e
complexidade, já que envolve vários fatores como, por exemplo, o aumento da
intervenção do poder judiciário nas relações privadas, a busca por
reconhecimento social através destas instituições pelas mulheres e pelos
homens2 que sofrem agressões, bem como as consequências destas sanções
penais para a vida familiar.

1
Em relação à judiciarização Denise Duarte Bruno (2006) realizou interessante tese intitulada:
“Jurisdicionalização, racionalização e carisma. As demandas de regulação das relações
familiares ao poder judiciário gaúcho.”
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Segundo o artigo 1º da LMP (2006): “[...] cria mecanismos para coibir e prevenir a violência
doméstica e familiar contra a mulher [...]” (grifei). Contudo esta lei já foi aplicada para casos em
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II. Juizado de Violência Doméstica contra a Mulher

O chamado Juizado de Violência doméstica e familiar contra a mulher foi


criado de acordo com a orientação da Lei Maria da Penha (LMP). Ele funciona
em um edifício antigo no centro da capital de Santa Catarina, localizado na Rua
Anita Garibaldi, n.º 365. A nova Vara iniciou suas atividades no ano de 2011, já
com 2.049 (dois mil e quarenta e nove) processos, advindos da 3.ª Vara
Criminal da Capital, que até então atendia as demandas oriundas da LMP.

Já que meu objetivo era assistir as audiências, verifiquei previamente a


pauta no site do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (www.tj.sc.gov.br). Lá
estão previstas as próximas audiências, o horário, o rito processual da
demanda, o nome do réu e de seu advogado, conforme o exemplo abaixo.
Diariamente ocorrem, em média, cinco audiências.

Juizado de Violência Doméstica contra a Mulher

30/05/2011 às 13:30 Segredo de Justiça / Ação Penal - Ordinário

Tipo: Instrução e Julgamento

Violência Doméstica contra a Réu preso : M. A. C.


Mulher
Advogado : Carlos dos Santos Júnior

023.11.006740-4 (0006740-76.2011.824.0023) / Inquérito


30/05/2011 às 13:45
Policial

Tipo: Ratificação
Fonte: WWW.tj.sc.gov.br

Em uma tarde do mês de abril dirigi-me até o respectivo Juizado; ao


chegar ao local, encontrei na recepção um guarda militar sentado à esquerda e
uma recepcionista, a sua direita. Dirigi-me até eles e me informei a respeito
das audiências que iriam ocorrer naquela tarde. Fui informada que não poderia
assisti-las, pois a Juíza não permite que estranhos assistam. Mesmo assim,
insisti, alegando que eu era estudante e que precisava participar das
audiências.

que o homem estava na situação de agredido. Ver, por exemplo, processo n.º 1074 de 2008 do
juizado especial criminal unificado de Cuiabá, no qual o juiz aplicou a referida lei por analogia
para proteger o homem, autor da ação, que estava sofrendo agressões físicas, psicológicas e
financeiras por parte da sua ex-mulher.
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Tendo em vista os objetivos de minha pesquisa – analisar a aplicação da


Lei Maria da Penha –, é extremamente importante que eu possa entrar neste
campo chamado poder judiciário, visando ao estudo do cotidiano, da dimensão
vivencial dos fenômenos sociais, dos chamados “imponderáveis da vida real”.
Para tanto, é necessário a utilização de uma metodologia própria, segundo
Malinowski,

[...] Em certos tipos de pesquisa científica – especialmente o que se


costuma chamar de ‘levantamento de dados’, ou survey – é possível
apresentar, por assim dizer, um excelente esqueleto da constituição
tribal, mas ao qual faltam carne e sangue.
[...]
Vivendo na aldeia, sem quaisquer responsabilidades que não a de
observar a vida nativa, o etnógrafo vê os costumes, cerimônias,
transações, etc., muitas e muitas vezes, obtém exemplos de crenças,
tais como os nativos realmente as vivem. Então, a carne e o sangue
da vida nativa real preenchem o esqueleto vazio das construções
abstratas. (MALINOWSKI, 1978, p. 27-29)

Somente através de uma observação participante, de uma vivência


direta naquele contexto, é possível apreender os significados que envolvem a
jurisdicionalização das relações sociais das mulheres que buscam a efetivação
de seus direitos a partir do juizado de violência doméstica. Roy Wagner (2010)
propõe um construtivismo para a antropologia. Assim, o trabalho no campo é
um procedimento adequado para um exercício construtivo e criativo, já que os
dados etnográficos não existem.

Aqui está o ponto central do pensamento do autor (ROY WAGNER,


2010), o fato de que visualizamos as diferenças culturais sempre a partir da
“relação”. Esta ocorre na maioria das vezes “no campo”, já que é neste
momento que o pesquisador experiência outra cultura. Assim, através de sua
inserção no campo, o antropólogo inventa a cultura por meio das diferenças
que se contrapõem a sua forma de perceber e agir no mundo. Nesse sentido,
estar lá e vivenciar as experiências das mulheres atendidas pela LMP é
fundamental para minha pesquisa.

No entanto, meu primeiro acesso ao prédio havia sido negado. Insisti,


argumentando que o local era público e tive a permissão para subir. Chegando
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ao andar em que as audiências ocorrem, um corredor muito limpo com quatro


portas, a primeira da esquerda era a sala de audiências. Como a porta estava
aberta, entrei. Uma sala bem ampla, com uma mesa,
mesa, na qual estavam
sentados, à esquerda, o suposto réu e seu advogado e a direita não havia
ninguém. Em uma espécie de andar acima, outra mesa, onde se encontrava a
Juíza, o exemplo abaixo ilustra como é a sala de audiência. É possível
perceber que o local aonde senta a juíza fica acima das partes – autor e réu da
ação. Percebi que estava atrapalhando alguma coisa e sai.

Logo, veio a assistente da Juíza, perguntar o que eu queria. Falei que


gostaria de assistir as audiências, pois era estudante. É comum
comum os alunos de
direito terem que assistir audiências, faz parte de uma exigência da maioria das
Universidades.

A assistente
e da Juíza disse-me que não era permitido participar das
audiências e mostrou-me
me um cartaz, colocado na porta, que antes estava
aberta
a e agora se encontrava fechada, no qual estava escrito “É
expressamente proibida à entrada de pessoas estranhas, tendo em vista o
segredo de justiça”.

Argumentei que nem todos os processos estão sob segredos de justiça,


e que, portanto algumas audiências poderiam ser assistidas. Ela disse-me
“Não”. Insisti, dizendo que os processos são públicos. “Não”. Aleguei que
poderíamos perguntar para as partes (autora
(autora e réu da ação) se elas autorizar-
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me-iam a assistir: “Não”. E por fim, sem muitos argumentos a assistente da


Juíza falou: “Aqui, quem manda é a Juíza, e ponto. Ela é a autoridade máxima
e não quer que ninguém assista, não esta entendendo?”

A regra dos atos processuais é que eles são públicos, previsão


encontrada na Constituição Federal, artigo 5.º, além dos artigos 155 e 444 do
Código de Processo Civil. A exceção é o segredo. O segredo de justiça visa o
sigilo dos atos processuais ou investigações policiais, conforme a decisão do
juiz. Ocorrerá apenas em casos excepcionais, nos quais há matéria que
envolva a intimidade das pessoas, entre outros. É importante salientar que não
há consenso nos tribunais superiores em relação ao segredo de justiça.

Viveiros de Castro (2002) tenta extrair as implicações teóricas do fato de


que a antropologia não apenas estuda relações, mas que o conhecimento
produzido é ele próprio uma relação. Para o autor os procedimentos
característicos da disciplina são conceitualmente da mesma ordem que os
procedimentos investigados. Dessa forma, critica a ideia de que cada cultura
ou sociedade possui uma solução especifica para um problema geral, através
de uma forma universal (o conceito antropológico), com um conteúdo particular
(as concepções nativas). Viveiros de Castro (2002) irá dizer que os problemas
eles mesmos são radicalmente diversos, e que o antropólogo não sabe de
antemão quais são eles. Nesse sentido, para que eu possa apreender os
significados da jurisdicionalização das relações sociais é imprescindível que eu
mantenha uma relação direta com os sujeitos envolvidos na aplicação da LMP.
Além disso, é importante que eu não tenha hipóteses prévias em relação a sua
funcionalidade. Teoricamente e legalmente eu sei o que é “Segredo de
Justiça”, no entanto, a partir deste meu contato com o juizado de violência
doméstica, cabe indagar: o que é “Segredo de justiça” para aqueles sujeitos do
Juizado Especial de Violência Doméstica contra a mulher em Florianópolis?

Como posso questionar as singularidades locais? Como antropóloga


discorro sobre um discurso de Outro, ou seja, reflito a partir de práticas de
sentido de um nativo, sendo essencial que seja estabelecida uma relação com
ele. Dessa forma, o conhecimento antropológico ocorre por meio de uma
relação recíproca, entre o pesquisador e o nativo. (VIVEIROS DE CASTRO,
2002)
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Diante da minha não autorização para participar das audiências,


agradeci a atenção da assistente da juíza e desci as escadas. Dirige-me até o
cartório, ou seja, o local onde os processos ficam armazenados. Ele está
localizado no andar abaixo ao da sala das audiências. Saliento que o Juizado
de Violência Doméstica é bem diferente dos Foros que já estive, limpo,
tranquilo e sem ninguém. Não encontrei uma pessoa enquanto descia as
escadas. No cartório essa diferença se repetiu, não havia ninguém.
Geralmente, os fóruns são lugares barulhentos e com muitas pessoas
circulando.

O cartório fica em uma sala bem ampla, com uma espécie de balcão em
toda a sua extensão, que serve para separar o público dos servidores que lá
trabalham. Um estagiário atendia ao balcão. Pude perceber que havia
equipamentos, como, por exemplo, computadores novos pelo chão. Uma
sensação de que as coisas ainda estavam sendo organizadas. Lembre-se que
este juizado foi inaugurado no início deste ano de 2011.

Dirige-me até o estagiário que atendia ao balcão e lhe informei que eu


era estudante e que estava pesquisando a LMP, e que para tanto gostaria de
analisar alguns processos. Como segunda alternativa, caso não pudesse
assistir às audiências, poderia trabalhar com os processos judiciais.

A “Chefe” do cartório, assim que o rapaz a chamou, veio falar comigo.


Expliquei para ela tudo o que eu já havia falado. Esta Senhora disse-me que
não poderia me mostrar os processos, tendo em vista se tratarem de “segredo
de justiça”. No entanto, argumentei, novamente, dizendo que nem todos os
processos estão sobre o segredo de justiça. Novamente, a questão: “O que é
Segredo de Justiça?”

Para fazer uma etnografia do Poder Judiciário deverei investigar o


campo de análise sem pensar em um problema prévio geral, mas sabendo que
pode haver um problema, mas ele será sempre particular. É nesse sentido que
a arte da antropologia é a “arte de determinar os problemas postos por cada
cultura, não a de achar soluções para os problemas postos pela nossa”. (GELL,
1999, apud VIVEIROS DE CASTRO, 2002)
O que a antropologia estuda, portanto, é uma relação na qual esta
vinculada diretamente. Descrever o problema do outro faz-me colocá-lo na
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condição de sujeito? Segundo Viveiros de Castro (2002), o Outro não é um


objeto, “[...] ele é tomado como um sujeito outro, como uma figura Outrem que,
antes de ser sujeito ou objeto, é a expressão de um mundo possível.”
Para Deleuze (2006), Outrem é uma condição de todo e qualquer objeto
e de todo sujeito; é uma estrutura logicamente anterior às posições de ‘eu’ e de
‘outro’. Segundo Deleuze,

[...] Que Outrem, propriamente falando, não seja ninguém, nem você,
nem eu, significa que ele é uma estrutura, estrutura que se encontra
efetuada somente por termos variáveis nos diferentes mundos de
percepção – eu para você no seu, você para mim no meu. Nem
mesmo basta ver em outrem uma estrutura particular ou específica do
mundo perceptivo em geral; de fato, é uma estrutura que funda e
assegura todo o funcionamento deste mundo em seu conjunto. É que
as noções necessárias à descrição deste mundo – forma-fundo,
perfis-unidade de objeto, profundidade-comprimento, horizonte-foco
etc. – permaneceriam vazias e inaplicáveis se Outrem não
estivesse aí, exprimindo mundos possíveis, onde aquilo que (para
nós) esta no fundo encontra-se, ao mesmo tempo, pré-percebido ou
subpercebido como uma forma possível, onde aquilo que é
profundidade encontra-se como um comprimento possível etc. [...]

Ao ingressar no Juizado de Violência doméstica contra a mulher, eu já


possuía uma série de informações a respeito daqueles nativos, bem como
conceitos prévios; no entanto somente em campo que a relação pode ser
constituída e Outrem surge. A partir da relação os problemas nativos são
colocados e dessa forma pude refletir a respeito de um conceito que até então
não havia me chamado a atenção, ou seja, o chamado “Segredo de Justiça”.
Em outras palavras, a divergência entre o que é segredo de justiça deve
produzir uma mútua implicação, bem como uma alteração dos discursos em
jogo, já que, parafraseando Viveiros de Castro (2002), “não se trata de chegar
ao consenso, mas ao conceito”.
No entanto, eu precisava de mais informações a respeito do Segredo de
Justiça. Ao perguntar para a “Chefe de Cartório”, qual seria a diferença entre
processos que possuem o rito processual sob o Segredo de Justiça e aqueles
que não estão em segredo? A resposta que obtive é que todos os processos
que estão sob o rito da LMP estavam previamente em segredo de justiça.
Solicitei os processos que não estavam, portanto, sob segredo de justiça. A
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resposta que obtive: “Bem, tudo bem, mas eu teria que separar para você. E
agora eu não estou com tempo para fazer isso”.

Insisti dizendo que era muito importante, que eu poderia esperar ela
separar os processos. Todavia, ela disse-me que naquele dia não poderia fazer
aquilo para mim, mas resolveu me dar uma sugestão: “Olha vou te dizer uma
coisa, por que tu não pesquisa outra coisa. Pois esta cidade é tão pequena, já
é um constrangimento as mulheres virem aqui, passam pelo olhar da juíza e
mais de uma pessoa que elas não conhecem, depois amanhã elas ainda
podem te encontrar na rua... Mas outra sugestão: tu podes ir até a delegacia,
pois lá não há segredo de justiça, lá eles terão que te deixar assistir”.

Para a servidora pública a minha presença no juizado seria prejudicial


para as mulheres atendidas, no entanto na delegacia não haveria problema.
Para Anthony Seeger (1980, p. 25)

[...] toda pesquisa de campo é, até certo ponto, uma violação da


sociedade que é estudada, pois os antropólogos, às vezes, têm de
fazer perguntas difíceis e desagradáveis. [...] Um pesquisador pode
causar outras privações à comunidade, [...] ao insistir em obter
respostas claras sobre assuntos em que a ambiguidade é preferível.
[...].

Não é relevante o local que eu faça minha pesquisa de campo, tanto no


juizado quanto na delegacia poderei estar causando certas privações ou
constrangimentos para aquelas mulheres que estão sendo atendidas pela LMP.
No entanto, para a responsável do Cartório eu estarei acarretando uma
violação apenas no Juizado, na delegacia isso não ocorreria.

Considerações Finais

A partir de meu documento de inspiração etnográfica, meu objetivo


inicial era analisar a atuação do juizado de violência doméstica, na cidade de
Florianópolis. A atividade referente à pesquisa de campo privilegiaria a
participação nas audiências das demandas do Juizado. No entanto, frente a
minha impossibilidade em assisti-las gostaria de problematizar, futuramente, o
que é: “Segredo de Justiça”.
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Estar em campo, mesmo que rapidamente, possibilitou-me apreender e


exercitar a alteridade. Além disso, muitas novas indagações surgiram a
respeito do Poder Judiciário.

Compreendi melhor o que quer dizer “presente etnográfico”, ou seja, a


etnografia compõe um relato coerente e global, muito embora tenha captado
significados, através de relações aos pedaços.

Referências

BRUNO, Denise Duarte. Jurisdicionalização, racionalização e carisma. As


demandas de regulação das relações familiares ao poder judiciário gaúcho.
2006. 174 f. Tese (Doutorado) – Curso de Sociologia, UFRGS, Rio Grande do
Sul, 2006.

DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. Tradução: Luiz Orlandi e Roberto


Machado. 2. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2006.

MALINOWSKI, Bronislaw. Argonautas do Pacífico Ocidental. Um relato do


empreendimento e da aventura dos nativos nos arquipélagos da Nova Guiné
Melanésia. São Paulo: Abril Cultural, 2ºed., 1978.

SEEGER, Anthony. Pesquisa de campo: uma criança no mundo. Os Índios e


Nós: estudos sobre sociedades tribais brasileiras. Rio: Campus, 25-40.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. O nativo relativo. Mana. 2002, vol. 8, n.1, p.


113-148.

WAGNER, Roy. A Invenção da Cultura. São Paulo: Cosac Naify. 11-24. 2010.

Direitos Humanos, Memórias e Políticas de


Reconhecimento