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Prof.

: Rafael Silva Guimarães


Redes – Cabeamento Estruturado
O conceito de Cabeamento Estruturado

O conceito de cabeamento estruturado evolui com o objetivo de criar uma


padronização para a diversidade de cabos empregados nos edifícios comerciais e
residenciais independente de suas aplicações.
Além de padronizar o cabeamento de forma a atender aos diversos
padrões de redes locais, de telefonia e outras aplicações, independente do
fabricante ou do tipo de equipamento, seu conceito agrega outros benefícios como
crescimento de forma estruturada e organizada.
Redes – Cabeamento Estruturado
Wiring Closet, Rack, Path Panel e Acessórios
Wiring Closet (armário de fiação)
Sala especialmente projetada usada para cabear uma rede de dados ou
de voz. Wiring closets servem como um ponto de junção central para o cabeamento
e o equipamento de cabeamento que são usados para interconectar dispositivos.
Redes – Cabeamento Estruturado
Rack
Utilizado para armazenar dispositivos passivos e ativos, como Path Panel,
HUB, Switch, Roteador e etc., centralizando toda a rede e protegendo os
dispositivos armazenados, também chamado de gabinete ou bracket, sendo
diferenciados em quantidade de polegadas e profundidade.
Redes – Cabeamento Estruturado
Path Panel
Painel intermediário para centralização do cabeamento horizontal
conectorizado, ficando entre os dispositivos ativos e estações (hosts) , fazendo a
conexão entre clientes e servidores.
Sua estrutura é composta por filas de pinos, parecidas com as de um
conector RJ-45, sendo os pinos são codificados com cores. Observe que existe
toda uma instrução para uma conexão perfeita, que lembra a seqüência correta de
conectorização. Ao lado oposto existem portas para conexão de cabos tipo Path
Cords, tendo é claro, o mesmo tamanho das tomadas RJ-45 existente para
conexão das estações.
Redes – Cabeamento Estruturado
Acessórios
Como acessórios podemos considerar todo o tipo de mecanismo que
compõe a estrutura de uma rede local, como guia de cabos, bandejas, régua de
tomadas, presilhas, velcros, parafusos com porca-gaiola, mangueira corrugada,
idenficadores diversos.
Redes – Cabeamento Estruturado
Ferramentas
Decapador
Como o nome representa, esta ferramenta é utilizada para cortar e/ou
decapar qualquer tipo de fio, em especial UTP, Coaxial e Fibra Óptica, possuindo
um conjunto de laminas, em que ao circular o cabo, não corta o seu núcleo, por
isso o nome de decapador.
Redes – Cabeamento Estruturado
A Medida Certa
Redes – Cabeamento Estruturado
Instalação de Conectores RJ-45 Macho
Redes – Cabeamento Estruturado
Instalação de Conectores RJ-45 Macho
Redes – Cabeamento Estruturado
Instalação de Conectores RJ-45 Macho
Redes – Cabeamento Estruturado
Ferramentas
Cravador (Push Down)
É uma ferramenta trivial para a conectorização de path panel, é acionado
por mola, permitindo que ele execute duas funções ao mesmo tempo, enquanto ele
empurra um fio entre dois pinos de metal, e também corta qualquer fio excedente.
Redes – Cabeamento Estruturado
Instalação do Conector Fêmea RJ-45 (Jack)
Redes – Cabeamento Estruturado
Instalação do Conector Fêmea RJ-45 (Jack)
Redes – Cabeamento Estruturado
Alicate
O alicate RJ possui uma matriz para 04 tipos de conectores, RJ-45/RJ-11/
RJ-10/RJ 4/4, possui uma lâmina para corte e uma outra lâmina para decapar os
cabos, possui também uma chave de fenda para destravar o alicate, seu crimp é do
tipo reto, ou seja, crimpa todos os fios de uma única vez.
Redes – Cabeamento Estruturado
O alicate RJ possui uma matriz para 04 tipos de conectores, RJ-45/RJ-11/
RJ-10/RJ 4/4, possui uma lâmina para corte e uma outra lâmina para decapar os
cabos, possui também uma chave de fenda para destravar o alicate, seu crimp é do
tipo reto, ou seja, crimpa todos os fios de uma única vez.
O alicate Coaxial possui matriz para dois tipos de cabos, RG-58 e RG-59,
proporciona com exatidão a conexão do núcleo.
O alicate de Fibra também chamado de decapador, não é utilizado para conexão,
mas para a retirada do componente que protege a fibra, chamado de acrilato, em
que a conexão pode ser feita com a técnica de fusão ou buferização, esta última
também chamada de emenda mecânica.
Redes – Cabeamento Estruturado
Identificador
Este equipamento é constituído de uma impressora, sendo pessoal ou
profissional, geralmente por transferência térmica, com boa qualidade de
impressão, com possibilidade de impressão em diversos tipos de etiqueta.
Certificador e Testador
Aparelhos cuja função é determinar a eficiência da transmissão de dados
na estrutura instalada, sendo com cabo UTP, Coaxial ou Fibra Óptica, verificando,
por exemplo, à distância do cabo, interferências ou rompimento.
Redes – Cabeamento Estruturado
Já aparelhos com a função de analisar a rede são extremamente caros,
pois verificam não somente link entre hosts, mas visualizam os dados que trafegam
na rede, entendendo cada protocolo existente, bem como velocidade e
configuração existente entre os dispositivos ativos.
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Técnicas de Cabeamento
Cabeamento Não Estruturado
A referência para este tipo de cabeamento está baseado em uma
instalação sem planejamento, onde o crescimento da rede não é levado em
considerações.
Redes – Cabeamento Estruturado
Características:
•Passagem de cabos utilizando a estrutura telefônica
•Passagem de cabos apenas para as localidades onde estejam previstas
workstation ou onde já funcionam as mesmas
•Não utiliza Patch Panel
•Geralmente, não envolve obras civis
•A cada nova workstation a ser instalada é passado novo cabo
•A cada mudança ou remanejamento de workstation são passados novos
cabos
Redes – Cabeamento Estruturado
•Duto de passagem de cabos tornam-se insuficientes em determinada fase do
crescimento da rede
•Geralmente, não tem documentação adequada
•Tem um custo inicial relativamente baixo
•Tem um custo adicional enorme durante o crescimento da rede ou
remanejamentos físicos das workstation
•Pouca flexibilidade
Redes – Cabeamento Estruturado
Vantagens:
• baixo custo inicial
• rápida implantação.
Desvantagens:

Quando adotamos este método de Engenharia de Cabling (Não


Estruturado), teremos grandes problemas com o crescimento da
rede, além de um custo adicional crescente. Sabe-se que as
mudanças de disposição física das workstations são constantes,
isto em todos os segmentos das organizações. Sendo assim,
para cada workstation remanejada, deve ser efetuado o
remanejamento do cabo utilizado ou, quando isto não é possível
(o que é mais comum), deve ser providenciado um novo cabo
até a Workstation.
Redes – Cabeamento Estruturado
Relação Custo x Benefício:
O custo inicial desta tecnologia, se comparada ao cabling estruturado, é
baixo, mas os benefícios, aparecendo somente quando a organização tem
modificações em seu layout físico. Como a maioria das empresas tem constantes
modificações, exclusões e ampliações em sua estrutura física e em suas
disposições de mobiliário, a relação custo/benefício desta técnica é muito baixa.
No ponto estrutural que deve ser considerado no cabling não estruturado,
principalmente a respeito das tubulações, que podem tornar-se insuficientes, em
determinado instante, para a inclusão de novos cabos, demandando uma
reestruturação na parte civil da empresa.
Redes – Cabeamento Estruturado
Analisemos na figura a seguir um exemplo de cabeamento não estruturado.
Redes – Cabeamento Estruturado
Cabeamento Estruturado
Comumente erros são cometidos na estruturação do cabling,
comprometendo toda a instalação, ficando fora dos padrões do IEEE, EIA/TIA e
ISO/IEC.
Características:
Este método é o mais adequado para a infra-estrutura de uma rede local.
O princípio básico deste método está na previsão adequada dos possíveis pontos
de rede na infra-estrutura física das construções.
Redes – Cabeamento Estruturado
• Provável envolvimento de obras civis
• Definição de um padrão para os usuários nos espaços físicos da empresa
• Definição clara da(s) topologia(s) da rede
• Passagem de cabos para todos os pontos possíveis de instalação
• Utilização de Patch Panels
• Documentação adequada
• Flexibilidade de crescimento
• Flexibilidade e Rapidez para remanejamentos
• Preservação dos investimentos em cabling
Redes – Cabeamento Estruturado
• Uso de hubs somente para Workstations em uso
• Uso de equipamentos e cabos nível 5 da EIA/TIA e ISO/IEC
• Desnecessário o uso de mão-de-obra especializada para mudanças ou
implantações de Workstations
• Custos envolvidos com a implantação muito mais altos que com o método
Não Estruturado
• Necessidade de um planejamento muito apurado
• Custos posteriores à implantação inicial, envolvendo apenas Hubs e cabos de
conexão WS/tomada ("PC cable" ou "Patch cord") para novas workstations.
Redes – Cabeamento Estruturado
Vantagens:
O motivo comumente alegado pelos projetistas de LANs quanto à não
adoção do cabeamento estruturado é o custo muito elevado da solução. Mas se
levarmos em conta os gastos com novos pontos e principalmente com pontos
remanejados (em torno de R$ 30,00 por ponto, apenas a mão-de-obra), verificamos
que o investimento inicial é rapidamente amortizado devido à significativa
economia. Outro aspecto muito importante a considerar está relacionado às
dificuldades na passagem de mais cabos durante o crescimento de uma rede com
cabling não estruturado.
Redes – Cabeamento Estruturado

Os dutos passam a ser insuficientes, e o pior é que ao tentarmos passar um cabo


em um duto superlotado, podemos romper cabos que estavam em funcionamento,
devido à "força" aplicada pelos técnicos de cabling. Para evitar isto, muitas
empresas vivem em "obras", sendo que o cabeamento estruturado é definitivo e
deveria ser a opção adotada. Não devemos esquecer que a infra-estrutura de
cabling é o primeiro parâmetro que sinalizará o sucesso ou não do projeto da rede
como um todo.
Entretanto, as infra-estruturas prediais não apresentam capacidade, na maioria dos
casos (mais de 90%), para a adequada implementação do cabeamento
estruturado, em nível de dutos e tubulações.
Redes – Cabeamento Estruturado
Desvantagens:
O grande problema para a implantação do método de Engenharia de
Cabling Estruturado é a falta de infra-estrutura de tubulações nas organizações, o
que muitas vezes envolve custos muito altos para os devidos acertos, inviabilizando
o cabeamento estruturado. Cabe lembrar que mesmo os mais atuais recursos,
como os pisos falsos, têm custos muito altos no Brasil. Além disto, nesta estrutura
gastamos muito mais em cabos e conectores, além dos Patch Panels, mão-de-obra
e documentação, apesar de diluirmos este custo no decorrer da utilização, devido
ao fato de não nos preocuparmos mais com custos de remanejamentos e novas
instalações.
Redes – Cabeamento Estruturado
Outro grande problema desta técnica é justamente o dimensionamento
adequado de pontos para atender a novas instalações e mudanças. Podemos
investir muito dinheiro em cabeamento estruturado e no decorrer do uso do mesmo,
o usuário desrespeitar o layout definido, solicitando instalações em locais ou
disposições não previstas, o que descaracteriza o cabeamento estruturado.
Devemos lembrar que as grandes vantagens desta técnica estão na flexibilidade e
na preservação de investimentos, devido ao fato de não mexermos mais em
tubulações e respectivos cabos após a implantação do mesmo e se isto não for
respeitado, todo o investimento foi desperdiçado e o cabling passa a ser não
estruturado.
Redes – Estudo, Instalação e Manutenção
Relação Custo x Benefício:
Na maioria das redes, esta é a solução que nos viabiliza a melhor relação
custo benefício. Apenas em situações em que as mudanças físicas na empresa são
muito esporádicas ou quando a obra civil necessária para a implantação da mesma
é muito cara, é que não obtemos a melhor relação custo/benefício nesta à solução.
Apesar de termos um custo de projeto e instalação maior nesta solução do que no
cabling não estruturado, com o decorrer do tempo, contabilizando-se os gastos que
teríamos com a solução não estruturada com mudanças e novas instalações,
verificamos uma economia em longo prazo. O maior benefício desta solução não é
a economia alongo prazo e sim a flexibilidade e facilidade de crescimento e
adequação do cabling a novas diretivas.
Redes – Estudo, Instalação e Manutenção
Entretanto, se as obras civis necessárias para a viabilização de o cabling
apresentarem grande complexidade e quantidade, os custos inviabilizam a
implementação desta técnica.
Alguns segmentos também têm problemas para a implementação desta
técnica, como por exemplo, as agências de automação bancária, as quais
sofrem obras civis em média a cada dois anos, o que então denota uma estrutura
nova de cabling a cada reforma. Para este segmento em questão, a técnica de
cabling não estruturado apresenta maiores vantagens, desde que o mesmo seja
implantado com folgas (não é estruturado, entretanto utiliza patch panels para
manobras de pontos adicionais ou "reserva").
Redes – Estudo, Instalação e Manutenção

Empresas que utilizam prédios alugados também encontram dificuldades na


implantação do cabling estruturado, visto a necessidade (na maioria dos casos) de
obras civis, o que encarece o projeto e não tem retorno rápido, sendo que a
empresa pode mudar de instalação antes de amortizarmos os investimentos
efetuados.
Em "chão de fábrica", também encontramos dificuldades na implantação do
cabling estruturado. Não podemos dizer: "suspendam este torno para que eu
possa instalar 5 pontos de rede aqui, pois um dia quem sabe...". As áreas que
utilizam redes locais dentro do ambiente fabril (como o PCP, Manutenção, etc.),
podem mudar constantemente de localização física, entretanto não podemos
implantar um cabling estruturado para atender a esta demanda.
Redes – Cabeamento Estruturado
Analisemos na figura a seguir, um exemplo de cabeamento estruturado.
Redes – Cabeamento Estruturado
Dificuldades da Engenharia de Cabling
Se a nossa mão de obra é eficiente, o ferramental adequado, o projetista
experiente e com domínio total do assunto, então o dificultador da engenharia de
cabling é único: AS INSTALAÇÕES FÍSICAS!
Ou seja, podemos nos deparar com um andar de determinado prédio, que
tem o piso de granito italiano, as paredes de mármore carrara e o teto de gesso
com acabamento feito por um decorador grego.
Redes – Cabeamento Estruturado
Para piorar a situação, este andar pertence à DIRETORIA da empresa, e
então?, vamos quebrar o piso de granito ou “pregar” uma canaleta no mármore, ou
ainda “furar” o teto de gesso?
Neste caso, a única solução (não esta sendo levado em consideração os
custos) é uma rede wireless e bem discreta!
Percebemos então que o profissional que atua na área de projetos de
cabling tem que ter, principalmente, um senso estético muito forte, além de
conhecer um pouco da área de construção civil...
Redes – Cabeamento Estruturado
Especificações de Instalação
Backbone
Existem três alternativas de conexão:
•   através de cabo óptico;
•   através de um roteador;
•   dispositivos integrados WAN/LAN.
Redes – Cabeamento Estruturado
No caso de edificações instaladas dentro de um campus, um cabo de fibra
óptica proveniente do backbone chega ao prédio em um quadro instalado
normalmente no Distribuidor Geral de Telecomunicações, e deste é estendido até a
Sala de Equipamentos. No caso de edificações externas haverá um dispositivo de
comunicação (modem, rádio, cable modem, satélite etc.) integrado ou não a um
equipamento que executa funções de bridge ou roteador.
Redes – Cabeamento Estruturado
Sala de Equipamentos
Funções:
• receber a fibra óptica do backbone;
• acomodar equipamentos de comunicação das
operadoras de Telecomunicações;
• acomodar equipamentos e componentes do
backbone (opcional);
• acomodar os equipamentos principais e outros
componentes da rede local;
• permitir acomodação e livre circulação do pessoal de
manutenção;
     • restringir o acesso a pessoas autorizadas.
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Características Técnicas:
• Localização próxima ao centro geográfico do prédio e de utilização
exclusiva;
•  Dimensões mínimas: 3,00 m x 4,00 m ou 12 m2;
•  Livre de infiltração de água;
•  Ambiente com porta e de acesso restrito;
•  Temperatura entre 18 e 24° C com umidade relativa entre 30% e 55%;
• Iluminação com no mínimo 540 lux com circuito elétrico independente;
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Características Técnicas:
• Piso composto de material antiestático;
• Alimentação elétrica direto do distribuidor principal com quadro de
proteção ;
•  Mínimo de 3 tomadas elétricas tripolares (2P+T) de 127 VAC, com aterramento;
•  Proteção da rede elétrica por disjuntor de no mínimo 20A;
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Cabeamento Tronco (Vertical)
Funções:
O cabeamento tronco, também denominado cabeamento vertical ou
cabeamento do backbone da rede local, deverá utilizar uma topologia em estrela,
isto é, cada centro de distribuição (Armário de Telecomunicações) deverá ser
interligado à Sala de Equipamento, núcleo da rede, através de um cabo exclusivo.
Dessa forma recomenda-se, na elaboração do projeto de cabeamento estruturado,
considerar essas alternativas procurando interligar os centros de distribuição de
sinais com um número suficiente de cabos, com a finalidade de construir uma rede
com alta disponibilidade, excelente desempenho e confiabilidade.
Redes – Cabeamento Estruturado

Meios de Transmissão:
O cabeamento tronco será constituído por um dos seguintes meios
de transmissão :

• Cabo de fibra óptica com no mínimo 4 fibras


multímodo 62.5/125 micrômetros em conformidade
com o padrão EIA 492-AAAA.
•  Cabo de fibra óptica com no mínimo 4 fibras
monomodo 9 micrômetros em conformidade com o
padrão EIA 492-BAAA.
•  Cabo UTP (Unshielded Twisted Pair): cabo
constituído por fios metálicos trançados aos pares,
comumente chamado de "cabo de pares trançados",
com 4 pares de fios bitola 24 AWG e impedância de
100 ohms em conformidade com o padrão TIA/EIA
568A categoria 5e.
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Armários de Telecomunicações
Funções:
A função primária dos Armários
de Telecomunicações (wiring closets) é
servir como um centro de
telecomunicações, isto é, a terminação
dos cabos do sistema de distribuição
horizontal.
Redes – Cabeamento Estruturado
A existência de um ou mais Armários de Telecomunicações em um
determinado pavimento deve-se ao fato de que os cabos no sistema de distribuição
horizontal apresentam restrições na distância máxima.
A técnica de conexão adotada isto é, a maneira como serão interligados
os componentes ativos e passivos, será a da interconexão, ou seja, os cabos
terminados em um painel de conexão (patch panel) serão interligados diretamente
aos equipamentos por um cabo de manobra (patch cord).
Redes – Cabeamento Estruturado
Salas:
Características da área:
1. localização central à área potencialmente atendida,
respeitando a restrição de distância inferior a 90 metros da
área de trabalho;
2. temperatura: 10 a 35° C e U.R. abaixo de 85% (sem
instalação de equipamento ativo) ou 18 a 24° C e
Umidade Relativa entre 30 - 55 % (com instalação de
equipamentos ativos);
3. mínimo de 3 tomadas elétricas de 127 VAC através
de circuitos dedicados;
4. ambiente com porta e acesso restrito;
5. iluminação com no mínimo 540 lux;
6. livre de infiltração de água.
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Área recomendada para os armários de telecomunicações:

Área
Área Servida Recomendada
Menor que 100 m2 Quadro externo (1)
Entre 100 e 500 m2 3,00 x 2,20 m (2)
Entre 500 e 800 m2 3,00 x 2,80 m
Maior que 800 m2 3,00 x 3,40 m
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Componentes de um sistema de cabeamento estruturado:


Redes – Cabeamento Estruturado

Área de Trabalho (ATR)


A Área de Trabalho para as redes locais é onde se
localizam as estações de trabalho, os aparelhos telefônicos e
qualquer outro dispositivo de telecomunicações operado pelo
usuário. Para efeito de dimensionamento, são instalados no
mínimo dois pontos de telecomunicações em uma área de 10
m2.
Como o comprimento máximo dos cabos na área de
trabalho é de 3 metros o correto posicionamento dos pontos de
telecomunicações deve ser avaliado. Deve-se procurar
posicionar os pontos em locais distribuídos dentro da área de
alcance dos cabos de estação.
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Interferências Eletromagnéticas
Para evitar potenciais interferências eletromagnéticas oriundas de
circuitos elétricos, motores, transformadores, ar condicionado e etc. é
objetivo primário do projeto prever uma separação mínima entre os cabos
de telecomunicações e os circuitos elétricos. Para evitar interferências
eletromagnéticas, as tubulações de telecomunicações devem cruzar
perpendicularmente as lâmpadas e cabos elétricos e devem prever
afastamento mínimo de:
• 1,20 metros de grandes motores elétricos ou transformadores;
• 30 cm de condutores e cabos utilizados em distribuição elétrica;
• 12 cm de lâmpadas fluorescentes.
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Para redução do ruído induzido oriundo de transformadores,


motores, reatores etc. deve-se adicionalmente executar os seguintes
procedimentos:
• Aumentar a separação física entre os cabos (afastamento das
tubulações);
• Os condutores dos circuitos elétricos (fase, neutro e terra) devem ser
mantidos o mais próximos entre si (trançados, enrolados em fita ou
abraçadeiras);
• Utilizar protetores de surto(filtro de linha) nos quadros elétricos;
• Utilizar, para os cabos elétricos, tubulações metálicas interligadas a
um terra eficiente;
• Não manter os cabos de telecomunicações em tubulações não-
metálicas ou com tampas abertas.
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Infra-Estrutura
A infra-estrutura representa o conjunto de componentes
necessários ao encaminhamento e passagem dos cabos, para
aplicações multimídia, em todo os pontos da edificação, assim
como os produtos necessários à instalação dos componentes
ativos do sistema que compõem uma rede local. Fazem parte
dessa classificação os seguintes materiais: eletrocalhas,
eletrodutos, caixas de passagem, gabinetes, suportes de fixação,
buchas, parafusos, etc.
Redes – Cabeamento Estruturado

A opção de piso elevado, utilizada geralmente em salas


de processamento corporativo (antigos CPD), é uma excelente
opção para locais com alterações constantes de lay-out e
imprevisibilidade.
Os eletrodutos e eletrocalhas a serem utilizados devem
obrigatoriamente ser do tipo metálico rígido, onde todo o
conjunto (eletrocalha, eletroduto e acessórios) deve ser aterrado
em um único ponto ou seja, no(s) Armário(s) de
Telecomunicações ou Sala de Equipamentos.
Redes – Cabeamento Estruturado

Orientações para projeto de infra-estrutura:


• Área de Trabalho, correspondente a 10 m2, deva ser
atendida por três cabos, embora somente dois cabos sejam
necessários de início.
•   Eletrodutos devem ser utilizados em locais com baixa
densidade de cabos, ou em prumadas verticais. Assim, são
recomendados para encaminhamento dentro das salas, a partir de
uma derivação específica da eletrocalha. Não se utiliza bitola
menor que 3/4 (2,10 mm).
•  Os cabos deverão entrar e sair das principais áreas em ângulos
de 90 graus respeitando-se o raio mínimo de curvatura dos cabos;
para cabos UTP é importante que não fiquem dobrados ou com
curvatura de 90 graus.
Redes – Cabeamento Estruturado

Orientações para projeto de infra-estrutura:


•  Os pontos de telecomunicações nas Áreas de Trabalho devem ser
instalados em locais sem obstrução, a uma altura mínima de 38 cm e
máxima de 122 cm acima do piso acabado, sendo recomendada à altura
de 122 cm. Deve-se coordenar o projeto de forma a manter as tomadas de
energia próximas aos pontos, mas mantendo um afastamento seguro.
• Deve-se dar preferência a caixas de superfície, onde serão instalados
os pontos de telecomunicações, produzidas pelos próprios fabricantes dos
espelhos e tomadas RJ45. Essas caixas costumam ser ligeiramente maior
(5x3") que os modelos nacionais (4x2") e foram desenvolvidas para evitar
raios de curvatura excessivos, bem como manter uma sobra de cabos na
caixa e capacidade para mais de uma tomada RJ45, sem prejuízo de
desempenho.
Redes – Cabeamento Estruturado

Eletrodutos
Para os eletrodutos recomenda-se o metálico rígido do tipo
"pesado". Não devem ser aceitos tubos flexíveis, devendo ser
utilizadas apenas curvas de 90 graus do tipo suave. Não são
permitidas curvas fechadas de 90 graus. A tabela abaixo apresenta
a quantidade máxima de cabos UTP que podem ser instalados em
eletrodutos.
Redes – Cabeamento Estruturado

Diâmetro do Qtde de cabos UTP


eletroduto em ou cabo óptico
polegadas (mm) duplex (1) (2)
¾" (21) 3
1" (27) 6
1 ¼" (35) 10
1 ½" (41) 15
2" (53) 20
2 ½" (63) 30
3" (78) 40
Redes – Cabeamento Estruturado

Eletrocalhas
Para as eletrocalhas recomenda-se preferencialmente as do
tipo lisa com tampa que evitam o acúmulo de sujeira. Não se
deve instalar eletrocalhas acima de aquecedores, linhas de
vapor ou incineradores. A tabela abaixo apresenta a quantidade
máxima de cabos UTP que podem ser instalados em
eletrocalhas.
Redes – Cabeamento Estruturado

Qtde de cabos UTP


Dimensão da eletrocalha ou cabo óptica
(largura x altura em mm ) duplex (1) (2)

50 x 25 25

50 x 50 40

75 x 50 60

100 x 50 80
Redes – Cabeamento Estruturado

Para a instalação de um sistema de eletrocalhas,


deve-se, obrigatoriamente, utilizar as derivações (curvas,
flanges, "Ts", desvios, cruzetas, reduções etc...) nas medidas e
funções compatíveis, como mostrado abaixo.

Curva Horizontal Cruzeta Horizontal Te Horizontal Te Vertical Descida


Redes – Cabeamento Estruturado

Para a instalação de um sistema de eletrocalhas,


deve-se, obrigatoriamente, utilizar as derivações (curvas,
flanges, "Ts", desvios, cruzetas, reduções etc...) nas medidas e
funções compatíveis, como mostrado abaixo.

Te Vert. Subida Te Vert. Descida Red. Direita Curva Vertical Redução.


Concêntrica
Redes – Cabeamento Estruturado

Mata-Junta Junção Simples Suporte Suporte Reforçado Junção


Telescópica Junção de Fundo Junção Simples
Redes – Cabeamento Estruturado

Para a fixação das eletrocalhas existem vários


dispositivos, destacando-se os ganchos suspensos e a mão
francesa, sendo à distância entre os suportes não superior a 2
metros. Caso a estação de trabalho encontre-se em área onde
existe circulação ao redor do equipamento, recomenda-se a
utilização de poste ou coluna de tomadas, conforme figura
abaixo.
Redes – Cabeamento Estruturado

Recomendações Práticas
Rede Elétrica
Apesar de existir uma regulamentação específica para
esse tópico, este documento tratará apenas de listar alguns
procedimentos mínimos recomendados na área de energia
elétrica, para assegurar qual idade e confiabilidade em uma rede
local:
Redes – Cabeamento Estruturado

• Aterramento da rede elétrica integrado em topologia


estrela incluindo os terras de telecomunicações
existentes;
•  Fio terra maior ou, no mínimo, de mesma bitola que os
fios de energia;
• Fio terra dos equipamentos com comprimento inferior a
6 metros;
• Circuito elétrico para os equipamentos de rede
exclusivos para equipamentos de informática, com
aterramento e proteção por disjuntores;
• Tomadas que obedeçam à norma NEMA 5-15P (tomada
para microcomputador);
Redes – Cabeamento Estruturado

•  Em locais onde haja alta incidência de raios recomenda-


se, como proteção primária, a utilização de protetores de
surtos, combinados ou não com tubos de gás e, como
proteção secundária, filtros de linha. Nesses casos,
um terra com excelente qualidade é
absolutamente necessário;
•  Junto aos equipamentos de rede com processadores
internos (HUBs, switches gerenciáveis, roteadores,
etc.) recomenda-se o uso de UPs estáticos (no-break) sendo
obrigatória à utilização de baterias seladas.
Redes – Cabeamento Estruturado

Instalação de Racks (Gabinetes)


Recomenda-se não instalar gabinetes com altura superior
a 12 UA (584 mm) em paredes. Tomando como referência a
parte inferior do produto, a faixa admissível para a instalação em
parede deverá estar entre 1,30 m e 1,70m acima do piso
acabado. A altura recomendada para a instalação é de 1,60 m
tendo como base o centro do produto.
Redes – Cabeamento Estruturado

Encaminhamento dos Cabos


lnspecione as tubulações antes da passagem dos cabos,
instale previamente um guia para o encaminhamento dos cabos, se
necessário, use lubrificante de cabos ou sabão neutro para auxiliar no
deslizamento.
Na passagem de cabos ópticos, utilize o elemento de tração
e/ou o kevlar para travamento do guia. Após a instalação, despreze
cerca de 1 metro do cabo óptico.
Durante o lançamento do cabo não deverá ser aplicada força
de tração excessiva. Para um cabo UTP categoria 5e, o máximo
esforço admissível deverá ser de 110 N, o que equivale,
aproximadamente, ao peso de uma massa de 10 Kg. Um esforço
excessivo poderá prejudicar o desempenho do cabo conforme figura
12.
Redes – Cabeamento Estruturado

Capa externa rompida (incorreto)


Redes – Cabeamento Estruturado

O raio de curvatura admissível de um cabo UTP categoria


5e deverá ser de, no mínimo, quatro vezes o seu diâmetro
externo ou 30 mm. Para cabos ópticos, como regra geral esse
valor é de 10 vezes o diâmetro do cabo ou não inferior a 30 mm.

( Incorreto ) ( Incorreto ) ( Correto)


Redes – Cabeamento Estruturado

Devem ser deixadas sobras de cabos após a montagem


das tomadas, para futuras intervenções de manutenção
ou reposicionamento. Essas sobras devem estar dentro
do cálculo de distância máxima do meio físico instalado.
Nos pontos de telecomunicações (tomadas das salas) 30
cm para cabos UTP e 1 metro para cabos ópticos.
Nos armários de telecomunicações: 3 metros para ambos
os cabos.
Redes – Cabeamento Estruturado

Os cabos não devem ser apertados. No caso de utilização


de cintas plásticas ou barbantes parafinados para o
enfaixamento dos cabos, não deve haver compressão excessiva
que deforme a capa externa ou tranças internas. Pregos ou
grampos não devem ser utilizados para fixação. A melhor
alternativa para a montagem e acabamento do conjunto é a
utilização de fitas com velcros.

Cabo estrangulado (incorreto) Cabo amassado (incorreto)


Redes – Cabeamento Estruturado

No caso de cabos de fibras ópticas, os mesmos não


sofrem interferências eletromagnéticas, mas cuidados referentes
ao raio de curvatura mínimo e tracionamento do cabo,
respeitando as especificações do cabo utilizado em cada caso.
Os cabos ópticos de distribuição, isto é, com 4 ou mais
fibras, devem ser terminados em quadros de distribuição óptica
(DIO) conforme a figura abaixo. Esses quadros são instalados
em paredes à altura de 1.220 mm do piso acabado ou em
armários (racks) apropriados. A partir dessas caixas ou quadros,
devem ser instalados cordões ópticos até os equipamentos.
Redes – Cabeamento Estruturado

Quadro de distribuição óptica Caixa de superfície para fibra