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LEGISLAÇÃO APLICADA À

SEGURANÇA NO TRABALHO

Professora:
Me. Mariane Helena Lopes Benedito
DIREÇÃO

Reitor Wilson de Matos Silva


Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi

NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

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Ilustração Isabela Mezzaroba Belido

C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação


a Distância; BENEDITO, Mariane Helena Lopes.

Legislação Aplicada à Segurança do Trabalho. Mariane
Helena Lopes Benedito.
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017.
32 p.
“Pós-graduação Universo - EaD”.
1. Legislação. 2. Segurança do Trabalho. 3. EaD. I. Título.

CDD - 22 ed. 363


CIP - NBR 12899 - AACR/2

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obtidas a partir do site shutterstock.com

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sumário
01 06| LEGISLAÇÃO APLICADA À SEGURANÇA DO TRABALHO

02 12| APLICAÇÃO DAS NORMAS DE DIREITO

03 17| ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (OIT)


LEGISLAÇÃO APLICADA À SEGURANÇA NO TRABALHO

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
•• Demonstrar a hierarquia das normas de saúde e segurança no trabalho.
•• Compreender como deve ser feita a interpretação da legislação.
•• Conhecer as convenções da Organização Internacional do Trabalho.

PLANO DE ESTUDO

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:


•• Legislação aplicada à Segurança do Trabalho.
•• Aplicação das normas de direito.
•• Organização Internacional do Trabalho (OIT).
INTRODUÇÃO

Inicialmente iremos tratar de alguns tópicos gerais quando falamos em Direito.


Quando se fala em hierarquia em Direito, o objetivo é compreender qual a
norma mais e a menos importante. Em outras palavras, a hierarquia aponta qual
lei devemos tomar como base para a solução do caso concreto e assim ana-
lisar, separadamente, cada um dos dados existentes no problema em análise.
Conhecida a hierarquia, passamos para a interpretação. As normas, no Direito,
possuem várias formas de interpretação, de acordo com a necessidade e a
melhor análise para o caso concreto. Em alguns casos, existirá uma integração
das normas, em que não havendo uma lei específica sobre o tema, o legisla-
dor se utilizará de outros artifícios para resolver o caso concreto, por exemplo,
a equidade e a analogia.
Visto isso, analisaremos a Organização Internacional do Trabalho. Esta é de
suma importância para as relações de emprego, pois traz recomendações e
convenções acerca de como deve funcionar o contrato de trabalho, objetivan-
do melhorar o convívio entre ambas as partes.
Por fim, verificaremos o contexto atual da legislação de saúde e segurança
no trabalho, conhecendo melhor a aplicação delas na sociedade.

introdução
6 Pós-Universo

Legislação aplicada
à segurança do trabalho
Para que possamos compreender melhor as normas relacionadas à segurança no tra-
balho, devemos primeiramente compreender as fontes existentes no próprio Direito do
Trabalho, pois é a partir dele que as normas de segurança devem ser compreendidas.
Portanto vejamos a legislação que pode ser aplicada nos casos concretos em
relação ao tema estudado, bem como a hierarquia das mesmas para que saibamos
qual a norma correta a ser aplicada. A seguir, apresento a você essas fontes, assim
como uma explanação sucinta sobre elas.
Pós-Universo 7

•• Constituição: a primeira Constituição a tratar de normas de Direito do


Trabalho foi a de 1934. As demais Constituições continuaram a versar sobre
o tema, tanto que, do art. 7º ao 11º da Norma Ápice de 1988, especificam-
-se vários direitos dos trabalhadores (GARCIA, 2011).

A Constituição Federal de 1988 é a fonte formal de hierarquia superior


no ordenamento jurídico, de grande importância, inclusive no Direito do
Trabalho, pois estabelece aspectos fundamentais desse ramo do Direito
(GARCIA, 2011).

Os principais dispositivos constitucionais sobre Direito do Trabalho encon-


tram-se no Capítulo II (“Dos direitos sociais”) de seu Título II (“Dos Direitos
e garantias fundamentais”).

•• Leis: o sistema jurídico brasileiro em vigor apresenta externa regulamen-


tação legislativa do Direito do Trabalho, diferentemente de outros países.

A Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-lei 5.452, de 1º de maio de


1943) é a principal compilação da legislação. Houve, portanto, uma reunião
de normas esparsas que culminaram na CLT. Não se trata, assim, de um
código, de algo novo, que iria instituir as normas de Direito do Trabalho,
mas de uma consolidação que vem justamente reunir a legislação esparsa
sobre o tema existente no período anterior a 1943 e suas posteriores modi-
ficações, pois um código importa a criação de um Direito novo, revogando
a legislação anterior (DELGADO, 2012). Dessa forma a CLT apenas organiza
e sistematiza a legislação esparsa já existente, tratando não só do direito
individual do trabalho, mas também do tutelar, do coletivo e até mesmo
de normas de processo do trabalho. Nele vamos encontrar também não
apenas regras pertinentes à relação entre empregado e empregador, mas
também normas sobre segurança e medicina do trabalho, sobre fiscaliza-
ção trabalhista etc. (BARROS, 2014).
8 Pós-Universo

Entretanto não é apenas a CLT que versa sobre regras de Direito do Trabalho.
Há várias leis esparsas que tratam de temas específicos, podendo ser citadas
como exemplos: Lei 605, de 5 de janeiro de 1949, que aborda o repouso
semanal remunerado e a remuneração dos feriados; Lei 4.090, de 13 de julho
de 1962, que institui a gratificação de Natal; Lei 5.859, de 11 de dezembro de
1972, que dispõe sobre o emprego doméstico; Lei 5.889, de 8 de junho de
1973, que estatui normas sobre o trabalho rural; Lei 6.019, de 3 de janeiro de
1974, que trata do trabalho temporário; Lei 7.783, de 28 de junho de 1989,
que versa sobre o direito de greve; Lei 8.036, de 11 de maio de 1990, que
dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (MARTINS, 2013).

•• Atos do Poder Executivo: primeiramente, cabe fazer menção aos


Regulamentos Presidenciais, ou seja, decretos que regulamentam certas
leis pertinentes ao Direito do Trabalho. Deve-se ressaltar que as referidas
disposições não podem alterar normas legais, nem versar sobre questões
de competência da lei propriamente, mas apenas regulamentar a sua exe-
cução (MARTINS, 2011).

Podem ser mencionados, a título de exemplificação: Decreto 27.048, de 12


de agosto de 1949, regulamenta a Lei 605/1949; Decreto 57.255, de 3 de no-
vembro de 1965, regulamenta a Lei 4.090/1962, que institui a gratificação de
Natal, com as alterações da Lei 4.749/1965; Decreto 71.885, de 9 de março
de 1973, regulamenta a Lei 5.859/1972; Decreto 73.626, de 13 de feverei-
ro de 1974, regulamenta a Lei 5.889/1973; Decreto 73.841, de 13 de março
de 1974, regulamenta a Lei 6.019/1974; Decreto 99.684, de 8 de novembro
de 1990, consolida as normas regulamentares do FGTS. (MARTINS, 2013)
Pós-Universo 9

•• Sentença Normativa: a sentença normativa constitui realmente uma das


fontes peculiares do Direito do Trabalho. Chama-se sentença normativa a
decisão dos tribunais regionais do trabalho ou do TST no julgamento dos
dissídios coletivos. O art. 114, caput, e seu § 2º da Constituição dão com-
petência à Justiça do Trabalho para estabelecer normas e condições de
trabalho. É, portanto, por meio de sentença normativa em dissídio coletivo
que serão criadas, modificadas ou extintas as normas e condições aplicáveis
ao trabalho, gerando direitos e obrigações a empregados e empregado-
res. A sentença normativa terá efeito erga omnes, valendo para todas as
pessoas integrantes da categoria econômica e profissional envolvidas no
dissídio coletivo (DELGADO, 2013).

•• Jurisprudência: a jurisprudência deve ser entendida como “a reiterada in-


terpretação conferida pelos tribunais às normas jurídicas, a partir dos casos
concretos colocados a seu exame jurisdicional” (DELGADO, 2011, p.41). A
sentença pode ser vista como a norma que regula o caso em concreto.

•• Convenções e Acordos Coletivos: esses vêm exteriorizar a autonomia


privada dos sindicatos nas negociações coletivas. Reconhece o inciso XXVI
do art. 7º da Constituição as convenções e os acordos coletivos de traba-
lho (BRASIL, 1988). As convenções coletivas, conforme o art. 611 da CLT, são
os pactos firmados entre dois ou mais sindicatos – estando de um lado o
sindicato patronal e do outro o sindicato profissional (dos trabalhadores)
– a respeito de condições de trabalho para a categoria (BRASIL, 1943). Os
acordos coletivos são os pactos celebrados entre uma ou mais de uma
empresa e o sindicato da categoria profissional a respeito de condições de
trabalho – § 1º do art. 611 da CLT (BRASIL, 1943). Assim, as regras que forem
estabelecidas em convenções e acordos coletivos serão de observância nas
categorias, sendo, portanto, uma das fontes de Direito do Trabalho.
10 Pós-Universo

•• Regulamentos de Empresa: o empregador está fixando condições de


trabalho no regulamento, disciplinando as relações entre os sujeitos do
contrato de trabalho. O regulamento de empresa vai vincular não só os
empregados atuais da empresa, como também aqueles que forem sendo
admitidos nos seus quadros. É, por conseguinte, uma fonte formal de ela-
boração de normas trabalhistas, uma forma de serem manifestadas as
normas jurídicas, de origem extraestatal, autônoma, visto que não são im-
postas por agente externo, mas organizadas pelos próprios interessados.
Geralmente, o regulamento de empresa é preparado unilateralmente pelo
empregador, mas é possível a participação do empregado na sua elabora-
ção. Evaristo de Moraes Filho (1991, p.141) ensina que, pelo fato de serem
estabelecidas condições de trabalho no regulamento, este vem a ser uma
fonte normativa do Direito do Trabalho, pois as suas cláusulas aderem ao
contrato de trabalho. Normalmente, utilizado nas empresas como Manual
do Colaborador ou Código de Ética.

O regulamento de empresa também irá explicar e orientar o empregado


acerca do modo correto de utilizar os equipamentos de proteção indivi-
dual. Ainda, deve o empregador, sempre que entregar o equipamento ao
empregado, exigir que este assine um comprovante de recebimento e com-
prometimento em utilizá-lo com o intuito de induzi-lo a usar o material.

•• Disposições Contratuais: o art. 8º da CLT faz menção expressa às disposi-


ções contratuais como fonte do Direito do Trabalho. São as determinações
inseridas no contrato de trabalho, ou seja, no acordo bilateral firmado entre
os convenentes a respeito de condições de trabalho, que irão dar origem
a direitos e deveres do empregado e do empregador (CAVALCANTE, 2012).
Determina o art. 444 da CLT que as relações contratuais de trabalho podem
ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não
contravenha às disposições de proteção ao trabalho, às convenções e aos
acordos coletivos e às decisões das autoridades competentes (BRASIL, 1943).
Pós-Universo 11

•• Usos e Costumes: os usos e costumes são uma importante fonte do Direito


do Trabalho (art. 8º da CLT). Muitas vezes, dos usos e costumes, na sua rei-
terada aplicação pela sociedade, é que se origina a norma legal. Mesmo
na empresa costumam aparecer regras que são aplicadas reiteradamente,
mas que não estão disciplinadas na lei. A gratificação é um pagamento feito
pelo empregador que tem por natureza o costume. De tanto os empre-
gadores pagarem uma gratificação natalina, ela passou a ser compulsória,
dando origem ao atual 13º salário (Lei nº 4.090/62).

O próprio contrato de trabalho não precisa ser necessariamente feito por


escrito, podendo ser regido por aquelas regras do costume, ou seja, do que
foi acordado tacitamente pelas partes (art. 443 da CLT).
12 Pós-Universo

Aplicação das normas


de direito
Ao se aplicar uma lei, o juiz busca atender aos fins sociais a que ela se dirige e às exi-
gências do bem comum. Passaremos a estudar a interpretação e a integração das
normas, compreendendo assim como se aplica uma lei ao caso concreto.

Interpretação
Quando se fala em interpretar a norma, significa compreender o que o legislador quis
dizer com a criação da norma. Quanto às fontes que interpretam a norma, elas podem
ser: autêntica, doutrinária e jurisprudencial. Em relação aos meios, eles podem ser:
gramatical, lógico, histórico e sistemático. E, por fim, os resultado podem ser: declara-
tivo, extensivo, restritivo, finalístico. Vamos analisar as várias formas de interpretação
da norma jurídica (MARTINS, 2013, p. 21-22):
Pós-Universo 13

Gramatical, literal ou filológica: é a verificação do sentido gramati-


1 cal da norma criada. Analisa-se o alcance das palavras no texto da lei.

2
Lógica: estabelece-se uma conexão entre vários textos legais a serem
interpretados e aplicados ao caso concreto.

3
Teleológica ou finalística: a interpretação da norma é dada de acordo
com o fim esperado pelo legislador.

4
Sistemática: é feita a interpretação de acordo com o sistema que a
norma está inserida, não interpretando isoladamente a lei.

5
Extensiva ou ampliativa: dá-se um sentido mais amplo à norma do
que ela normalmente teria.

6
Restritiva ou limitativa: dá-se um sentido mais restrito, limitando-se
à interpretação da norma jurídica.

Histórica: deve-se analisar a evolução histórica dos fatos, o pensamento

7 do legislador não só à época da edição da lei, mas também de acordo


com sua exposição de motivos.

Autêntica: é realizada pelo próprio órgão que criou a lei, no momento


8 em que ela declara o sentido, alcance e conteúdo por meio de norma.

9
Sociológica: constata-se a realidade e a necessidade social na
elaboração da lei e em sua aplicação
14 Pós-Universo

Portanto, no Direito, não há uma única interpretação a ser feita. Devem ser seguidos
esses métodos de interpretação mencionados.

Integração
A integração se dá quando o intérprete da lei fica autorizado a suprir as lacunas exis-
tentes na norma jurídica por meio da utilização de técnicas jurídicas, que são: analogia,
equidade e princípios gerais do direito.
A analogia é um meio de preencher as lacunas deixadas pelo legislador no
momento de criação de uma lei. Ela é praticada quando o juiz, ao analisar o caso
concreto, aplica uma lei semelhante ao caso.
A equidade é justiça e bom senso. Ela tem como significado completar a lacuna
da lei, porém é vedado julgar contra a lei.
Tanto a analogia quanto a equidade serão utilizadas exclusivamente pelo juiz
para fundamentar sua decisão quando a lei apresentar alguma lacuna.
Já os princípios gerais do direito serão analisados separadamente no decorrer
desta unidade devido a sua complexidade.

Eficácia
A eficácia pode ser conceituada como “a produção de efeitos jurídicos concretos ao
regular as relações” (MARTINS, 2013, p. 25). Compreende a aplicabilidade da norma
e verifica se ela é obedecida ou não pelas pessoas. A eficácia jurídica é a possibilida-
de de a norma ser aplicada ao caso concreto, gerando efeitos jurídicos. Essa eficácia
pode ser dividida em: no tempo e no espaço (MARTINS, 2013, p. 25).
Pós-Universo 15

Eficácia no Tempo
Significa a entrada da lei em vigor, ou seja, quando a lei passará a existir na socieda-
de. Geralmente, a lei entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da
União (DOU). Caso a lei não apresente nenhum prazo, esta começará a vigorar 45
dias depois de oficialmente publicada (MARTINS, 2013, p. 26). Com a publicação da
lei no Diário Oficial da União objetiva-se torná-la pública para toda a sociedade, não
podendo ser alegado o desconhecimento da mesma. Caso a lei não tenha uma vi-
gência temporária, ou seja, não apresente um prazo máximo em que ela existirá na
sociedade, ela só poderá deixar de existir até que outra lei a modifique ou a revogue.
A lei posterior pode revogar a anterior nas seguintes situações (MARTINS, 2013,
p. 26):

1. Expressamente declare: revogam-se as disposições em contrário, ou quando


revoga especificamente outra lei ou artigo de lei.

2. For incompatível, por exemplo, quando prescrever conduta totalmente


contrária à especificada na lei anterior.

3. Regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

Caso a lei nova estabeleça disposições gerais ou especiais iguais às já existentes, não
revoga nem modifica a lei anterior. Uma vez que a lei passou a ter vigor terá efeito
imediato e geral, respeitando sempre o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a
coisa julgada.
O ato jurídico perfeito é aquele já consumado segundo a lei vigente ao tempo
em que ela se efetuou. O direito adquirido é o que integra o patrimônio jurídico da
pessoa, por já ter implementado todas as condições para adquirir o direito, podendo
exercê-lo a qualquer momento. E, por fim, a coisa julgada é a decisão judicial que já
não cabe mais recurso, não podendo ser modificada (MARTINS, 2013).
16 Pós-Universo

Eficácia no Espaço
Já a eficácia no espaço diz respeito ao territó-
rio em que será aplicada a norma. Ela se aplica
ao Brasil, tanto para os natos como para os
estrangeiros que aqui residam (MARTINS,
2013). A eficácia no espaço também
resolverá os casos em que acontecer
alguma atitude contrária à lei, analisando
se naquele território será aplicada a lei brasilei-
ra ou uma lei estrangeira.
Por exemplo, o indivíduo A entrou na embaixada brasilei-
ra na Holanda e acabou matando o sujeito B. Nesse caso, ainda
que a embaixada esteja localizada na Holanda, será aplicada a lei
brasileira, pois o órgão oficial é brasileiro, sendo considerada uma
extensão do nosso território.

saiba mais
Em relação à eficácia, tanto no tempo quanto no espaço, temos que tomar
cuidado com os casos que podem surgir na prática. É de suma importância
que saibamos onde o contrato de trabalho foi assinado, em qual lugar que
serão resolvidas possíveis controvérsias, dentre outros aspectos.
A respeito da eficácia no tempo, sempre devemos observar o site do Planalto
a fim de confirmar se a legislação ainda está em vigor, ou seja, se ela ainda
é aplicada e possui validade.
Fonte: a autora.
Pós-Universo 17

Organização Internacional
do Trabalho (OIT)
Outro ponto importante a analisarmos é a presença e influência da OIT dentro dos
regulamentos institucionalizados no Brasil. A importância da OIT se confirma median-
te os caminhos para os quais suas convenções apontam aos países, para que estes
protejam seus trabalhadores e lhes proporcionem vida digna. Ora, mas o que quer
dizer isso? Veja, a OIT, por meio de suas conferências e convenções, estabelece parâ-
metros aceitáveis para a dignidade do trabalhador, como exemplo atual podemos
apontar a Lei 12.964/2013, mais conhecida como PEC das Domésticas, em que foram
propostos direitos que anteriormente os empregados domésticos não possuíam.
A Organização Internacional do Trabalho é composta por três órgãos: a Conferência
ou Assembleia Geral, o Conselho de Administração e a Repartição Internacional do
Trabalho.
18 Pós-Universo

A Conferência ou Assembleia Geral é o órgão deliberativo da OIT que se reunirá


no local que for indicado pelo Conselho de Administração. Ela é constituída por re-
presentantes dos Estados-membros. Realizam-se sessões, pelo menos uma vez ao
ano, nas quais comparecem as delegações de cada Estado-membro, compostas por
membros do governo, bem como por representantes dos trabalhadores e dos em-
pregadores. A Conferência traça as diretrizes básicas a serem observadas tanto pela
OIT quanto pela política social (MARTINS, 2013).
O Conselho de Administração exerce função executiva, administrando a OIT.
Também é composto por representantes de empregados, de empregadores e do
governo. É esse órgão que irá fixar a data, local e ordem do dia das reuniões da
Conferência, elegerá o Diretor-Geral da Repartição Internacional do Trabalho e insti-
tuirá comissões permanentes ou especiais. Ele também se reunirá com o Conselho
de Administração três vezes por ano em Genebra, sendo composto por 56 membros,
atualmente (MARTINS, 2013).
A secretaria da Organização Internacional do Trabalho é chamada de Repartição
Internacional do Trabalho e dedica-se a documentar e divulgar suas atividades, pu-
blicando sempre as convenções e recomendações adotadas, editando a Revista
Internacional do Trabalho e a Série Legislativa, expondo as leis trabalhistas dos
países-membros. Ela é dirigida por um Diretor-Geral nomeado pelo Conselho de
Administração, que irá repassar as instruções.
As Convenções criadas pela OIT são normas jurídicas provenientes da Conferência
da OIT, cujo objetivo é a determinação de regras gerais obrigatórias para os Estados
que as ratificam, passando a fazer parte de seu ordenamento jurídico interno. Essas
convenções são aprovadas pela Conferência Internacional por maioria de dois terços
dos delegados presentes e, para terem validade, precisam ser ratificadas pelos países
signatários.

reflita
Você acha que seria de suma importância que a Organização Internacional
do Trabalho pudesse interferir diretamente na democracia dos Estados que
fazem parte dela?
Fonte: a autora.
Pós-Universo 19

Contexto Atual da Legislação de


Saúde e Segurança no Trabalho
A legislação atual permite que o profissional em segurança do trabalho possa exercer
sua atividade, proporcionando maior segurança para os empregados e evitando que
os empregadores respondam por grandes danos sofridos.
Para tanto, o profissional em segurança do trabalho pode:

1. Investigar os acidentes ocorridos na empresa, encaminhando propostas


de melhorias: todo e qualquer acidente deve ser investigado pelo técnico
em segurança com o intuito de melhorar as condições naquele ambiente
de trabalho e evitar que outros acidentes aconteçam.

2. Identificar os fatores de risco de acidente de trabalho, doenças ocupacio-


nais, propondo melhorias ou a sua eliminação: devem ser analisados pontos
como, a maneira como atividade é desenvolvida e quais as doenças que
podem vir a surgir pela realização daquela atividade, propondo melhorias,
seja na postura, na forma de manuseio de equipamentos e ferramentas,
dentre outros.

3. Indicar, solicitar e inspecionar equipamentos individuais de proteção utiliza-


dos na área industrial: nenhuma pessoa poderá frequentar a área industrial
de uma empresa sem o equipamento necessário, colocando em risco a sua
segurança e dos demais que estão naquele ambiente.

4. Marcar perícia junto ao SUS e acompanhar o afastamento do funcionário: é


de responsabilidade do técnico em segurança o agendamento da perícia,
bem como acompanhamento do empregado no caso de afastamento, com
o intuito de evitar que o mesmo volte ao trabalho sem estar apto para tal.

5. Analisar funções de funcionários no local de trabalho: o técnico em segu-


rança deve conhecer as atividades desempenhadas pelos empregados no
local de trabalho, com o objetivo de melhorar a realização da atividade.

6. Acompanhar descarga de amônia, óleo diesel e produtos químicos.


20 Pós-Universo

7. Acompanhar e apoiar as CIPAs (eleições, reuniões, documentação e cursos).

8. Organizar e acompanhar a semana interna de prevenção de acidentes do


trabalho (SIPAT): nessa semana, devem ser ministradas aos empregados
palestras de conscientização acerca da realização de atividades e também
sobre a sua própria saúde.

9. Analisar as condições de higiene do trabalho: verificar as condições de


higiene no local onde os empregados realizam suas atividades.

10. Inspecionar procedimentos de segurança na linha de produção.

11. Acompanhar testes de EPIs e fazer contato com o departamento de compras.

12. Atualizar dados estatísticos de acidente de trabalho.

13. Controlar extintores: validades, limpeza, recarga e conservação.

14. Controlar equipamentos de emergência de segurança.

15. Fazer o levantamento de riscos ambientais.

16. Auxiliar a CIPA na elaboração e confecção dos mapas de risco.

17. Preparar documentação para laudos de aposentadorias especiais junto ao


INSS e digitar laudos.

18. Acompanhamento de perícias.

19. Atuar como instrutores em cursos de CIPA, prevenção básica, primeiros so-
corros e combate a incêndio.

20. Fazer relatórios diários das inspeções de segurança (DELWING, 2012).

Como podemos perceber, a responsabilidade do profissional de segurança é muito


grande, pois, ainda que exerça suas atividades, principalmente, pela melhoria das
condições do ambiente de trabalho, estas estão diretamente ligadas ao ser humano,
ou seja, ao trabalhador (DELWING, 2012).
Pós-Universo 21

As tendências globais e nacionais a respeito da evolução das normas de seguran-


ça e saúde no trabalho podem ser enumeradas da seguinte forma (OLIVEIRA, 1996):

1º Avanço da dignificação do trabalho, que, além de necessário para a sobre-


vivência dos indivíduos, deve também ser fonte de gratificação, gerando
oportunidade de promoção profissional e pessoal.

2º Consolidação do conceito ampliado de saúde, não se limitando apenas à


ausência de doenças, mas sim o completo bem-estar físico, mental e social.
As exigências normativas devem buscar um agradável ambiente de traba-
lho, a preocupação com a prevenção da fadiga e dos fatores estressantes
porventura existentes.

3º Adaptação do trabalho ao homem, reforçando cada vez mais os aspectos er-


gonômicos nas normas de segurança e saúde no trabalho. Isso ocorre tanto
no que se refere a máquinas, equipamentos e mobiliário, quanto à necessi-
dade de mudança nos processos de produção, nos intervalos, entre outros.

4º Direito à informação e participação dos trabalhadores, que, além de in-


fluírem nas normas de segurança e saúde no trabalho por meio de seus
representantes, têm direito de serem comunicados sobre os riscos existen-
tes nos seus ambientes de trabalho e as medidas de controle disponíveis.

5º Enfoque global do ambiente de trabalho, em que os fatores de riscos pre-


sentes não podem ser considerados como problemas isolados. Diversos
agentes ambientais potencializam-se uns com os outros quanto aos efeitos
diversos.

6º Progressividade das normas de proteção, já que o rápido desenvolvimen-


to científico e tecnológico, bem como o acúmulo de estudos sobre riscos
relacionados ao trabalho e à forma de controlá-los têm determinado uma
preocupação crescente com a necessária revisão e atualização periódica
das normas de segurança e saúde no trabalho em vigor.

7º Eliminação dos fatores de risco, com uma tendência cada vez maior de
priorizar, entre as medidas de controle, aqueles que os eliminem, princi-
palmente as de abrangência coletiva.
22 Pós-Universo

8º Redução da jornada em atividades insalubres, buscando limitar o tempo


de exposição aos agentes e condições danosas à saúde dos trabalhadores
que não forem adequadamente controladas ou eliminadas por meio das
medidas necessárias já implementadas.

9º Proteção contra trabalho monótono e repetitivo, com o estabelecimento de


regras para que as tarefas repetitivas e monótonas, que não exijam racio-
cínio criativo, mas apenas trabalho mecânico, sejam restringidas, seja com
mudanças nos processos de trabalho, proibição de pagamento sobre pro-
dução, limitação da jornada ou mesmo imposição de rodízios.

10º Responsabilização do empregador/tomador de serviço pela aplicação


das normas de segurança e saúde no trabalho, dentro do princípio de que
quem gera o risco é responsável por ele.

Assim, podemos perceber que as normas relacionadas à segurança e saúde no tra-


balho têm previsão até mesmo na Constituição Federal. Isso mostra que o tema é
de suma importância para regulamentar a relação entre empregado e empregador,
com o intuito de evitar futuros problemas.
atividades de estudo

1. Como toda área do Direito, no que diz respeito ao Direito do Trabalho, várias são as
fontes onde se pode ter conhecimento do que esse ramo protege e de como ele
deve ser aplicado à sociedade. No que diz respeito às fontes do Direito do Trabalho,
assinale a alternativa correta:

a) Como estudado, a fonte mais importante do Direito do Trabalho são os contra-


tos de trabalho.
b) A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho são fontes norteadoras do
Direito do Trabalho e devem ser observadas sempre. Tanto a convenção quanto
o acordo têm uma importância maior que o contrato de trabalho por serem apli-
cados à coletividade e não a um indivíduo específico.
c) No Direito do Trabalho, não existem jurisprudências. Somente sentenças norma-
tivas que podem ser aplicadas a casos semelhantes.
d) Os usos e costumes são previstos em lei e sempre acompanham a evolução da
sociedade. Eles surgem de acordo com a necessidade de a sociedade atualizar o
sistema jurídico.

2. As fontes, como visto em nosso estudo, são a base de todo o direito. Com elas o le-
gislador e o intérprete da norma poderão aplicar as leis existentes no caso concreto.
Para que novas normas sejam criadas e aplicadas na sociedade, o legislador sempre
irá observar os interesses da mesma, bem como os princípios existentes, que servem
como inspiração para a criação de novas leis. No que diz respeito às fontes do Direito,
assinale a alternativa correta:

a) O Direito do Trabalho brasileiro apresenta uma pequena quantidade de normas,


protegendo os empregados de forma superficial, sendo necessária a aplicação
de outras fontes para auxiliar as leis existentes.
b) Os atos do Poder Executivo podem ser divididos em: sentença normativa e
jurisprudência.
c) O regulamento de empresa são as normas criadas pela empresa, disciplinando
as relações entre os sujeitos do contrato de trabalho.
d) Os usos e costumes não são considerados como fontes importantes para o Direito
do Trabalho.
atividades de estudo

3. Para a existência do Direito, sempre devem ser observadas as fontes existentes que
dirão para a sociedade o que pode ou não ser feito, e se há ou não uma punição para
uma determinada atitude. As principais fontes do Direito são:

a) Emendas Constitucionais, Leis Complementares, Leis Delegadas e Acordos e


Convenções Coletivas de Trabalho.
b) Costumes Jurídicos, Constituição Federal, Resoluções do Congresso Nacional e
Atos do Poder Executivo.
c) Leis, Costumes Jurídicos, Jurisprudências e Doutrinas Jurídicas.
d) Leis, Sentenças Normativas, Livros de Direito e Atos do Poder Executivo.
resumo

Nesta unidade, estudamos sobre a legislação de segurança e saúde no trabalho. Inicialmente pre-
cisamos compreender a hierarquia das normas. A principal norma, em qualquer que seja a área
do Direito, é a Constituição Federal. Esta é a lei máxima e de suma importância. Por conta disso,
ela que regulamenta todo o Direito em nossa sociedade.

O contrato de trabalho é a norma que regulamentará a relação entre empregado e empregador,


mas sempre sem deixar de observar o que está previsto na Constituição Federal e nas conven-
ções coletivas de trabalho e nos acordos coletivos de trabalho.

Na sequência, vimos a interpretação da legislação. A norma pode ser interpretada de formas di-
ferentes, de acordo com a necessidade e com o intuito do legislador. Em algumas situações, há
necessidade de integração das normas. Essa integração, diferentemente da interpretação, ocorre
quando não há uma norma geral que serve de base para solucionar determinado caso concreto.

Para tanto, o legislador poderá se utilizar da equidade, da analogia, dos princípios e da própria
doutrina, analisando assim como os demais legisladores pensam sobre o assunto.

Analisamos a eficácia da lei, que seria o onde e como a lei poderá ser aplicada. Ela se divide em
duas categorias: eficácia no tempo e eficácia no espaço. A primeira examina se a lei está em vigor
ou se já foi revogada; a segunda averigua em qual local a lei poderá ser aplicada, por exemplo,
se a lei brasileira poderá ser aplicada nos Estados Unidos.

Vimos ainda como a Organização Internacional do Trabalho protege os empregados e empre-


gadores. Essa organização internacional tem como objetivo dar diretrizes para que a relação de
trabalho possa fluir da melhor forma possível, além de proteger o empregado a fim de se evitar
a exploração da classe mais fraca.

Por fim, vimos o contexto atual da legislação de saúde e segurança no trabalho, em que pudemos
observar que a Constituição Federal é a lei mais importante para regulamentar essa relação.
material complementar

Instituições de Direito Público e Privado


Autor: Sérgio Pinto Martins
Editora: Atlas

Sinopse: O autor faz a exposição didática do conceito de Direito, sua


divisão, suas fontes, seus princípios, a interpretação, integração e efi-
cácia das normas jurídicas. A parte sobre o Direito Público versa sobre
teoria do Estado, Direito Constitucional, Administrativo, Tributário, Penal,
Processual e Internacional Público. A terceira parte do livro trata do Direito Privado, dividido
em Direito Civil, Comercial e do Trabalho. No capítulo sobre o Direito Civil, são feitas referên-
cias à parte geral, direito das coisas, das sucessões, de família, das obrigações e contratos. No
capítulo relativo ao Direito Comercial, são analisados o empresário, a empresa, as sociedades
mercantis, os contratos mercantis, os títulos de crédito, a falência e a concordata e direito do
consumidor. No último capítulo são dadas noções de ética profissional..

Na Web
A jurisprudência pode ser consultada a nível nacional e estadual. Ela é muito utilizada para
ajudar a decidir os casos concretos. Para consultar as jurisprudências e conhecer um pouco
melhor o posicionamento dos desembargadores e ministros, acesse o site disponível em:
<https://www.justicafederal.gov.br>. Acesso em: 6 jul. 2015.
referências

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das-dos-empregados-sobre-pec-das-domesticas.html>. Acesso em: 16 jul. 2015.
resolução de exercícios

1. b) A convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho são fontes norteadoras do


Direito do Trabalho e devem ser observadas sempre. Tanto a convenção quanto o
acordo têm uma importância maior que o contrato de trabalho por serem aplicados
à coletividade e não a um indivíduo específico.

2. c) O regulamento de empresa são as normas criadas pela empresa, disciplinando as


relações entre os sujeitos do contrato de trabalho.

3. c) Leis, Costumes Jurídicos, Jurisprudências e Doutrinas Jurídicas.

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