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DOENÇA PULMONAR OBSTRUCIVA CRÔNICA - DPOC

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho foi elaborado com o propósito de demostrar as doenças do sistema


respiratório. Nele veremos o que são essas doenças, sintomas, complicações e
tratamentos. É Promover a sistematização da assistência de enfermagem junto a um
paciente com diagnóstico clínico no sistema respiratório. Para este trabalho foi realizada
uma pesquisa com objetivo de explorar o assunto e recolher informações para a
construção do mesmo. As doenças que acometem o sistema respiratório, ocupam o
posto de terceira causa de morte. A enfermagem, dentro da abordagem multidisciplinar
exigida por estas doenças, tem o papel de reforçar os cuidados quanto ao uso correto
das medicações prescritas, inclusive ensinando o uso das medicações inalatórias,
orientar aos cuidados relacionados à higiene ambiental para prevenir recidivas e
incentivar a prática supervisionada de uma atividade física aeróbica. Deste modo, o
cuidado de enfermagem poderá influenciar de maneira positiva a saúde do paciente,
ajudando a prevenir futuras complicações dessas doenças e a melhorar a sua qualidade
de vida. A seguir apresentarei algumas doenças do sistema respiratório.
2. ASMA
A asma, também conhecida como bronquite asmática, é uma doença crônica que atinge
cerca de 150 milhões de pessoas no mundo. Caracteriza-se pela inflamação das vias
respiratórias. Chamamos de "doença crônica" as patologias que se manifestam de
forma recorrente ao longo de um período superior a três meses, ou, muitas vezes, por
toda a vida do indivíduo.
2.1 SINTOMAS
Dificuldade para respirar, tanto na inalação quanto na exalação; falta de ar, dor ou
ardência no peito e chiado (sibilância). Além disso, quase sempre há tosse,
expectoração com aspecto de "clara de ovo" e produção de chiado durante a respiração,
podendo aparecer a qualquer momento do dia, mas tendem a predominar pela manhã
ou à noite. Quando se tornam especialmente intensos, de forma aguda, constituem o
que se costuma designar de “crise de asma”.
2.2 COMPLICAÇOES
As complicações da asma podem ser graves. Algumas incluem:
 Capacidade reduzida de se exercitar e tomar parte em outras atividades;
 Falta de sono devido a sintomas noturnos;
 Alterações permanentes no funcionamento dos pulmões;
 Tosse persistente;
 Dificuldade para respirar que requer ajuda na respiração (ventilação);
 Efeitos colaterais de medicações usadas para controlar a asma
 Óbito.

2.3 TRATAMENTO
Anti-inflamatório (geralmente, esteroides inalatórios) para manutenção e por
broncodilatadores (geralmente, beta-2-adrenérgicos inalatórios de efeito rápido) para as
crises. Deve procurar manter a calma, permanecer em ambientes arejados, falar pouco
e usar roupas largas, desde que não sejam de lã. E tratamentos fisioterápicos contribui
para melhorar a ventilação, auxiliar no relaxamento da musculatura respiratória,
higienizar as vias aéreas, melhorar a condição física e aprimorar a qualidade de vida
dos indivíduos acometidos.

2.4 DIAGNOSTICO DE ENFERMAGEM / PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM


D.E Padrão de respiração ineficaz relacionada com o broncoespasmo.
Ansiedade relacionada com o medo de sufocar, a dificuldade de respirar e a morte.
P.E Monitora os sinais vitais, a coloração da pele a retração e o grau de inquietação que
podem indicar hipóxia.
Incentivar o paciente a utilizar técnica de respiração adaptativa (ex: respirar com lábios
franzidos ), afim de diminuir o trabalho da respiração.

3. BRONQUITE
É uma inflamação dos brônquios, canais que conduzem o ar inalado até os alvéolos
pulmonares. Ela se instala quando os minúsculos cílios que revestem o interior dos
brônquios param de eliminar o muco presente nas vias respiratórias.
3.1 SINTOMAS
Os sintomas da bronquite, tanto aguda quanto crônica, são:
 Tosse com presença de muco
 Ronco ou chiado no peito
 Fadiga
 Dificuldade para respirar e falta de ar
 Febre e calafrios
 Desconforto no peito
3.2 COMPLICAÇÕES
Tanto a bronquite aguda quanto a crônica podem originar uma pneumonia. Se você
sofre de bronquite crônica, tem mais chances de apresentar infecções respiratórias
recorrentes. Você também pode desenvolver:
 Enfisema
 Insuficiência cardíaca no lado direito
 Hipertensão pulmonar
3.3 TRATAMENTO
Muitos casos de bronquite resolvem-se sozinhos, sem o uso de medicamentos, e os
sintomas desaparecem em cerca de duas semanas. Mas algumas vezes o médico
poderá lhe prescrever alguns remédios específicos, como:
 Antibióticos, em caso de infecção bacteriana, apesar de a maioria das bronquites
serem causadas por vírus.

 Antialérgicos, medicamentos para asma ou outras doenças pulmonares


obstrutivas crônicas (DPOC) também podem ser receitados caso o paciente
apresente alguma dessas condições.

3.4 DIAGNOSTICO DE ENFERMAGEM / PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM


D.E Limpeza ineficaz das vias respiratória, relacionada com a produção de escarro.
Ansiedade relacionada com a dispneia, dor e gravidade da condição.
P.E Incentivar a mobilização das secreções através de mobilização do paciente e,
possivelmente, hidratação, fisioterapia respiratória e tosse.
Quando prescrito, administrar broncodilatadores inalados, ou ensinar a sua
autoadministração, para reduzir o broncospasmo e aumentar a eliminação das
secreções.

4. ENFIZEMA PULMONAR
É uma doença pulmonar obstrutiva crônica que se caracteriza pela dilatação dos
alvéolos pulmonares e por diminuir a troca oxigênio/dióxido de carbono, que faz parte
da respiração normal.
4.1 SINTOMAS
Falta de ar (falta de fôlego) e aumento da frequência respiratória. Outros sintomas
incluem respiração ofegante, a princípio associada a esforços físicos e posteriormente
de forma contínua, hiperventilação e produção de muco. Tosse e chiado no peito
embora possam ocorrer não são muito frequentes. Em casos graves ou muito
avançados o ventrículo direito do coração, responsável por bombear o sangue venoso
para os pulmões, pode mostrar os efeitos de uma circulação cardiopulmonar e de um
órgão cardíaco alterado (chamado “cor pulmonale”).
4.2 COMPLICAÇÕES
Enfisemas pulmonares que cursem com ampla destruição do tecido levam à redução
do leito capilar alveolar, à hipóxia severa e à insuficiência respiratória.
Consequentemente ocorre: sobrecarga das câmaras cardíacas e insuficiência cardíaca
direita ( cor-pulmonale), policitemia, tendência ao desenvolvimento de tromboses.
Em qualquer tipo de enfisema podem desenvolver-se "bolhas" subpleurais que são
espaços aéreos dilatados e amplos, com paredes muito delgadas e que contêm ar sob
pressão. A rotura destas bolhas faz com que o ar escape ao espaço pleural
desenvolvendo-se pneumotórax hipertensivo e atelectasia.
4.3 TRATAMENTO
Aliviar os sintomas e impedir a progressão da doença. Alguns medicamentos como
Broncodilatadores, anti-inflamatórios corticosteroides, terapia com oxigênio
(suplemento de oxigênio complementar), cirurgia de redução dos pulmões, transplante
de pulmão (devido aos riscos é viável apenas para um pequeno grupo de pacientes) e
programa de exercícios físicos.

4.4 DIAGNOSTICO DE ENFERMAGEM / PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM


D.E Padrão Respiratório Ineficaz: relacionado com o aumento agudo do espaço morto
alveolar e possíveis alterações na mecânica pulmonar em consequência da embolia.
Perfusão Tecidual(Pulmonar) Ineficaz devido a diminuição da circulação sanguínea.
P.E Verificar a presença hipóxia, dispneia, cefaleia, inquietação, apreensão, palidez,
cianose, alterações do comportamento.
Monitora a resposta do paciente aos líquidos/vasopressores IV.

6. CUIDAOS DE ENFERMAGEM / ANTES, DURANTE, DEPOIS.


 Toxicidade de O2
Pode comporta-se como uma potente droga cujos efeitos deletérios podem
acometer o sistema neurológico. o paciente submetido a altas pressões pode apresentar
dor retroesternal, tosse seca, diminuição da expansão pulmonar, até chegar a síndrome
da angústia respiratória. Tendo sempre o cuidado. A fisiopatologia da toxicidade pelo
oxigênio não está completamente explicada, porém está relacionada à destruição e
diminuição do surfactante, à formação da membrana hialina revestindo os pulmões e ao
desenvolvimento de edema agudo de pulmão que não é de origem cárdica.
 Mascara de Venturi
Fluxo de oxigênio entre 5l a 15l (24% a 50%). São ideais para pacientes com DPOC
por regular a concentração de oxigênio. Libera concentração exata de oxigênio. Impede
o paciente de se alimentar ou falar. Não administrá-lo sem o redutor de pressão e o
fluxômetro.
- Colocar umidificador com água destilada até o nível indicado.
- Controlar a quantidade de litros por minutos;
- Observar se a máscara ou cateter estão bem adaptados e em bom funcionamento;
- Trocar diariamente a cânula, os umidificadores, o tubo e outros equipamentos expostos
à umidade;
- Avaliar o funcionamento do aparelho constantemente observando o volume de água
do umidificador e a quantidade de litros por minuto;
- Fazer revezamento das narinas;
- Avaliar com frequência as condições do paciente;
- Manter vias aéreas desobstruídas;
- Manter os torpedos de O2 na vertical;
- Controlar sinais vitais.
Vantagens:
 É leve e bem tolerada pelo paciente.
 Protege contra dosagens nocivas de oxigênio.
Desvantagens:
 Desloca-se facilmente.
 Dificulta a fala. Impossibilita o paciente de comer enquanto usa.
CATETER NASAL Este meio fornece uma quantidade moderada de oxigênio (20 a
28%) com um fluxo de 1 a 8 litros por minuto.

Vantagens:

 É leve e bem tolerada


 Não interfere com a fala e a alimentação.

Desvantagens:

 Quantidade incerta de oxigênio fornecida.


 Resseca a mucosa nasal, pois fornece pequena umidade.
 Pode ser irritante e incomodo com o uso prolongado.
 Fluxos rápidos podem provocar dor nos seios nasais.

DRENAGEM POSTURAL
A enfermeira deve fazer a ausculta do tórax antes de depois do procedimento;
Ensinar os membros da família que assistirão o paciente em casa; Drenar de 2 a 4 vezes
por dia antes das refeições e na hora de dormir; Oferecer cuba-rim ou escarradeira para
conforto do paciente; instruir o paciente a permanecer em cada posição por 10 a 15 min.
e a inspira lentamente pelo nariz e expirar lentamente pela boca com os lábios
semicerrados para ajudar a manter as vias respiratórias abertas de modo que as
secreções possam drenar enquanto estiver em cada posição; Quando o paciente não
pode tossir, precisa-se aspirar as secreções por meios mecânicos; depois do
procedimento, anotar a quantidade, coloração, viscosidade e caráter do escarro
expelido.
HISTÓRICO DE ENFERMAGEM, PORQUE AVALIAR:

 Nível de consciência:
E capacidade do individuo reconhecer a si mesmo e ter noção do mundo que o cerca,
interagindo com este e com o examinador, sendo o aspecto mais importante da
avaliação neurologica, e contitui para a enfermagem um ponto de partida para um
adquado diagnostico, planejamento, intervenção e avaliação.
 Tamanho do coração - verificar o PIM (desvio do coração para a esquerda
e para baixo indica crescimento ventricular esquerdo).
 Sons cardíacos – bulhas

Para saber se esta ocorrendo adequadamente a abertura e o fechamento das válvulas,


pois se apresentarem deformidade o paciente pode estar com algum tipo de patologia.
 Ritmo cardíaco: utilizar monitor cardíaco para avaliar continuamente a
frequência, ritmo e condução do coração.
 Pulsos periféricos.
Para avaliar frequência, ritmo, amplitude e regularidade, pois a desigualdade dos pulsos
pode indicar a presença de lesões anatômicas oclusivas.
 Estado da volemia – debito urinário, ingestão de líquidos, edema.
O objetivo de determinar a volemia com segurança é identificar como conduzir a
terapêutica volêmica do paciente: ofertar volume ou retirar volume. Contudo, o
diagnóstico preciso da volemia de um paciente criticamente enfermo é altamente
desafiador. A tendência atual é substituir as medidas estáticas de pré-carga por
marcadores dinâmicos, com ênfase na resposta a um desafio com volume. Além de
considerar que os pacientes devem ser reavaliados com frequência, e não uma vez por
dia, e que os mesmo instáveis podem exigir diversas modificações nos objetivos e nas
condutas hemodinâmicas ao longo de um único dia
 Ruídos intestinais – avaliação da motilidade intestinal é importante para a
eventualidade de uma trombose mesentérica.
Para indicar que o trato intestinal esta em bom funcionamento. A circulação intestinal a
qual origina-se a partir da aorta , irriga grande parte do intestino, artéria mesentérica
Quando essa artéria é estreitada, o tecido intestinal começa a sofre as consequências
da isquemia.
 Ruídos pulmonares – estertores em bases.
Acredita-se que os sons estertores ocorram quando o ar abre as vias aéreas fechadas.
A ausência ou diminuição dos sons respiratórios é sempre um achado anormal que
denuncia a necessidade de investigação. A presença de líquido, ar ou massa sólida no
espaço pleural interfer com a condução dos sons respiratórios.

6. CONCLUSAO
Concluí- se que o sistema respiratório é responsável pela troca de substâncias entre o
ar e a corrente sanguínea, e que é o conjunto de órgãos responsáveis pelas trocas
gasosas do organismo com o meio ambiente, possibilitando a respiração celular. As
trocas gasosas permitem a realização de atividades fisiológicas no organismo. A
obtenção de oxigênio é muito importante para o trabalho de todas as nossas células e
a eliminação do gás carbônico possibilita a diminuição da acidez do sangue. Para
garantir a ocorrência desses processos existe o sistema respiratório.

7. REFERENCIAS
BRUNNER & SUDDART tratado de enfermagem Decima primeira edição volume 2

BRUNNER pratica de enfermagem Sandra m. netinha volume 1

http://www.dicasgratisbrasil.com/sistema-respiratorio-humano

Lista de Doenças do Sistema Respiratório Relacionadas com o Trabalho, de acordo com


a Portaria MS Nº. 1.339/GM