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AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E P.E.

I – PÂMELA AZEVEDO

I.DO QUE SE TRATA A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PEDAGÓGICA?

QUANDO SE FALA EM AVALIAÇÃO É MUITO COMUM VIR A MENTE A IMAGEM DE


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ALGUÉM SENTADO EM UMA CARTEIRA ESCOLAR, COM LÁPIS, BORRACHA, PAPEL E
AQUELA EXPRESSÃO DE TENSÃO NO ROSTO. NÃO! A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA NÃO TEM
NEM PODERIA TER PRETENSÃO DE CAUSAR TAMANHO TEMOR. DIFERENTEMENTE DOS
MODELOS DA AVALIAÇÃO SOMATIVA, EM QUE SE REALIZA UM BALANÇO GERAL DOS
CONCEITOS E HABILIDADES CONSTRUÍDAS, VISANDO CLASSIFICAR POTENCIALIDADES DE
AVANÇO DENTRO DE UM GRUPO, OU DA AVALIAÇÃO FORMATIVA QUE VISA
RECONSIDERAR PRÁTICAS DOCENTES E ORIENTAR NOVAS INVESTIDAS DE
APRENDIZAGEM. A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA SE MOSTRA SINGULAR, PRIMEIRAMENTE
PELO PERÍODO EM QUE SE REALIZA, SENDO NO INÍCIO DO PROCESSO, OU SEJA, É ELA QUE
PERMITE QUE SE INTERPRETE O UNIVERSO DO ALUNO.

ESTE MODELO DE AVALIAÇÃO TEM POR OBJETIVO UMA


INVESTIGAÇÃO DAS HABILIDADES e COMPETÊNCIAS consolidadas até

o presente momento.

De acordo com seu defensor, Ives De La Taille O PROFESSOR DEVE SER CAPAZ
DE CHEGAR A MATRIZ DO ERRO, INTERPRETANDO A PRODUÇÃO DO ALUNO.

INTERPRETAR NÃO É TÃO FÁCIL QUANTO CORRIGIR UMA PROVA, SÃO AÇÕES MUITO
DIFERENTES NÃO SÓ NA FORMA DE EXECUÇÃO, MAS TAMBÉM NO TIPO DE REFLEXÃO QUE
AS ENVOLVE.

PÂMELA AZEVEDO
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E P.E.I – PÂMELA AZEVEDO

 No ato de CORRIGIR, basta QUANTIFICAR erros e acertos, dando


os erros por conhecimentos não adquiridos, e quanto aos acertos?
Pressupomos que o indivíduo domina tal competência. Ou seja, é
uma análise demasiadamente rasa quando compreendemos que
um aprendiz é um ser integral, composto por inúmeras possibilidades de competências e
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diferentes caminhos para chegar onde está. Se um aluno de quinto ano responde
corretamente uma questão acerca de multiplicação, significa que ele decorou a tabuada
ou que realmente compreende o princípio lógico da multiplicação? E quando um aluno
erra uma questão específica, será que ele realmente não tem conhecimento sobre aquele
assunto específico? Ou será que lhe faltam outras ferramentas inerentes ao bom
desempenho na situação teórica apresentada pelo professor?

Atuando a algum tempo deparei-me com algumas situações que cabem


perfeitamente como exemplo; uma menina no segundo ano do ensino fundamental, ou
seja período de alfabetização. Quando fui procurada pela professora responsável a
mesma colocou a situação de uma criança com notas muito baixas, em todas as matérias,
já próximo ao fim de um semestre letivo, e tendo realizado processos de recuperação
sem sucesso, o caminho poderia vir a ser uma retenção da criança no segundo ano da
alfabetização. No entanto conversando com a
criança era perceptível que dominava com
clareza conhecimentos relacionados ao corpo,
saúde, moradia, alimentos, noção de tempo,
quantificação e todos os demais conceitos
trabalhados com uma turma de segundo ano.
Então qual era a causa das notas baixas?

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A criança apesar de realizar a leitura de palavras e frases verbalmente encontrava


sérias dificuldades para interpretar o sentido dos enunciados, assim como para identificar
sentido em informações implícitas. Não se tratava da falta de um conhecimento teórico,
mas sim do raso desenvolvimento de uma COMPETÊNCIA.

OU SEJA, A INTEGRAÇÃO E A COORDENAÇÃO DE UM CONJUNTO DE


CONHECIMENTOS. INABILIDADE QUE PODE E DEVE SER PERCEBIDA NA PRIMEIRA
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA, POSSIBILITANDO INTERVENÇÕES EM TEMPO HÁBIL.

 Interpretar vai além da simples QUANTIFICAÇÃO, trata-se de uma ANÁLISE QUALITATIVA


DO SER HUMANO INTEGRAL, ou seja além do levantamento de conhecimentos intelectuais é
preciso analisar habilidades, competências, comportamentos que favorecem e
desfavorecem a aprendizagem, contexto social e cultural, além de questões
interpessoais. Veja, em uma turma de educação infantil, ou em uma turma de último ano
de ensino médio, apesar de contextos totalmente diferentes em suas especificidades
pedagógicas, de currículo modelo de avaliação e expectativas comportamentais, há algo
que é inerente a ambos, o COMPORTAMENTO HUMANO.

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Quando falo de comportamento humano convido você a pensar naquele indivíduo


que tem potencial para liderança, se comunica com clareza, e induz o grupo de acordo
com seu posicionamento. Este indivíduo pode ter papel fundamental nos processos de
ensino aprendizagem ao longo de um período letivo, já que o aprendiz não é um objeto
de armazenamento de informações, mas sim um ser social, extremamente influenciado
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pelas suas relações interpessoais. Este aprendiz com POSTURA DE LÍDER poderá ser
encontrado em todas as faixas etárias, em todos os turnos, em todos os ciclos, e ele pode
e deve ser identificado na avaliação diagnóstica, pois este grupo de indivíduos pode
influenciar o grupo para comportamentos que favorecem ou desfavorecem a
aprendizagem e a harmonia na turma, e a percepção do professor para este indivíduo
pode ser o diferencial na tomada de parceria com o grupo. Este é só um exemplo de
personalidade, mas é importante que o professor se atente ainda para outros perfis de
destaque.

Como alunos INTROVERTIDOS, que terão dificuldades em atividades em grupo ou para


falar em público, alunos APÁTICOS que terão pouco interesse e, portanto, baixo
rendimento, alunos com características DESAFIADORAS, os típicos “do contra” que acabam
gerando brigas e desentendimentos. Quando o professor é capaz de no início de um
processo perceber PROBLEMÁTICAS COMPORTAMENTAIS, e se empenha em pensar ESTRATÉGIAS
DESCONTRUTORAS de comportamentos que desfavorecem o ambiente fértil para a
aprendizagem, este terá uma probabilidade infinitamente maior de obter êxito em suas
METAS.

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II. QUAIS SÃO OS 4 ERROS MAIS COMUNS?

É MUITO COMUM PROFESSORES COMETEREM ALGUNS ERROS AO REALIZAR A


AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA, E PARA CADA UM DESTES ERROS HÁ UMA CONSEQUÊNCIA,
SEJA DE CURTO OU LONGO PRAZO. DENTRE OS MAIS COMUNS ESTÃO:

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 atribuir Á avaliação diagnóstica o valor de prova classificatória.
A ideia da CLASSIFICAÇÃO em dois grupo: melhores e piores - é embutida na mente
dos seres humanos desde muito cedo, e a sensação de competição é quase um instinto
para a maioria. Ainda que não seja dito diretamente muitos professores tendem a agir na
avaliação diagnóstica, de forma a dar a entender aos alunos que estão realizando uma
PROVA CLASSIFICATÓRIA. Alguns com objetivo de estimular o interesse e a dedicação, ainda
que a intenção seja boa a consequência acaba não sendo. Além da sensação de ser
avaliado gerar uma tensão desnecessária, a possibilidade de fracasso já no início do ano
proporciona um sentimento de incapacidade nos alunos com maiores dificuldades.

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O PROFESSOR PRECISA COMPREENDER SEU PAPEL NA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA,


QUE É DE INVESTIGADOR E NÃO DE CLASSIFICADOR. QUANDO O PROFESSOR CONSEGUE
REALMENTE ASSUMIR ESTE PAPEL OS ALUNOS, INDEPENDENTE DA FAIXA ETÁRIA,
SENTIRÃO QUE TEM ESPAÇO PARA EXPOR SUAS FRAGILIDADES, E QUE ENCONTRARÃO NO
PROFESSOR UM APOIADOR, ALGUÉM QUE OS AJUDARÁ A ENCONTRAR O CAMINHO DO
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APRENDER A APRENDER, RESPEITANDO SUAS LIMITAÇÕES SEM DEIXAR DE INCENTIVAR
SEU CRESCIMENTO. É ESSA RELAÇÃO DE CONFIANÇA QUE PODE SER CONSTRUÍDA DESDE
OS PRIMEIROS ENCONTROS COM A TURMA, E A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA TEM PAPEL
PRIMORDIAL NESTA CONSTRUÇÃO. PROCESSO ATRAVÉS DO QUAL O ALUNO PODE
REDESCOBRIR O PRAZER DAS DESCOBERTAS, E ABRIR SE PARA ESTE TRAJETO.

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 Partir do princípio de que todos encontram se dentro do esperado para a


faixa etária.
Partir do pressuposto de que todos os
Vamos fazer uma avaliação simples.
Todos irão subir na árvore. alunos estão em mesmo nível de
desenvolvimento pode parecer otimista,
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mas exclui o fato de que cada membro do
grupo vem de contextos sociais diferentes,
diferentes estruturas familiares,
desenvolvimento biológico, e que cada um
destes estímulos (internos e externos) agem de forma que cada indivíduo é único.

Ainda que não existam crianças com necessidades educacionais especiais em uma
determinada turma, ainda assim não haverá uma linha única capaz de delimitar o nível
de desenvolvimento do grupo. É primordial que o professor possa como foi dito no tópico
anterior, compreender seu papel de investigador e tratar o NÃO SABER, não como um falha
proposital do aluno, ainda que este tenha comportamentos que desfavoreçam a
aprendizagem os seres humanos tem diferentes potencialidades e fragilidades e o NÃO

SABER é sempre uma pista, um indício de outra coisa. Um indício de uma família com
estruturas sociais que não proporcionam um ambiente de aprendizagem em casa, e este
pode ser um aluno que necessite de um suporte maior da escola a nível afetiva, ou um
indício de um possível transtorno de aprendizagem, sendo necessária intervenção de
outros profissionais?

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O MAIS IMPORTANTE É DESCONSTRUIR A FALSA IDEIA DE QUE EXISTE UMA TURMA


NIVELADA EM POTENCIAL, NÃO HÁ, O QUE SEMPRE VAI HAVER SÃO GRUPOS
HETEROGÊNEOS, COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS DIFERENCIADAS, PRINCIPALMENTE
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POR QUE CADA UM TEM POTENCIALIDADES DIFERENTES, E AS POTENCIALIDADES POR


MAIS DIFERENTES QUE SEJAM PRECISAM SER VALORIZADAS NA AVALIAÇÃO
DIAGNÓSTICA. UMA ALUNA DE ENSINO MÉDIO, COM NOTAS BAIXAS NAS DISCIPLINAS
EXATAS VEIO POSTERIORMENTE A SER UMA GRANDE FISIOTERAPEUTA, PALESTRANTE DA
ÁREA, PROFESSOR UNIVERSITÁRIO E ESCRITOR, UM PROFISSIONAL INOVADOR EM SUA
ÁREA DE ATUAÇÃO.

NADA DIMINUI O VALOR DO CONHECIMENTO POR ÁREA, MAS NADA, NENHUMA


INABILIDADE TEÓRICA, PODE POR SI SÓ DIMINUIR O VALOR DO POTENCIAL DE UM

INDIVÍDUO, COMPREENDER ISTO, E TER ESTA COMPREENSÃO POR FUNDAMENTO DE

PRÁTICAS, ISTO SIM É SER INCLUSIVO.

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 observar apenas o conhecimento terórico.


Ao valorizar em uma avaliação diagnóstica apenas o âmbito teórico, o professor
perde a oportunidade de avaliar habilidades importantes para o processo de
aprendizagem. Além do fato de que questões objetivas podem ser o equivalente a “falsos
positivos” já que um chute também pode levar a uma resposta certa sem que o estudante
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realmente domine a competência em questão.

Vale ressaltar ainda que conhecimentos teóricos podem ser meramente


memorizados, um aluno pode decorar fielmente datas históricas importantes, nomes e
fatos marcantes, sem, no entanto, compreender a relação causa consequência envolvida
nos acontecimentos históricos, ou mesmo sem ser capaz de refletir acerca das
problemáticas sociais que perpassam tais datas. Assim como pode reproduzir frases
inteiras de conceitos físicos, ou químicos, ou geográficos sem ter a competência inerente
a situações práticas que exijam tais conhecimentos. As habilidades construídas com base
no não saber, são quase sempre estratégias muito bem elaboradas de fuga, que tentem
a ser cada vez mais bem desenvolvidas se o ciclo da sensação de incapacidade não for
quebrado.

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A AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA, NO INÍCIO DE UM PERÍODO PERMITE QUE NOVOS


VÍNCULOS SEJAM CONSTRUÍDOS, NÃO SÓ A PERSONAGEM “PROFESSOR” QUE PODE TER
TOMADO NO IMAGINÁRIO DO ALUNO O PAPEL DE LEGISLADOR DO CONHECIMENTO, E
NESSE PONTO PODE SE REVELAR UM PARCEIRO DE NOVAS DESCOBERTAS, AO SE
MOSTRAR EMPÁTICO AQUILO QUE FALTA NO APRENDIZ. E ASSIM PERMITIR QUE O
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APRENDIZ VALORIZE SUAS CAPACIDADES, E SE VEJA COMO ALGUÉM QUE NÃO PRECISA
FUGIR DOS DESAFIOS.

 observar apenas as fragilidades e não as potencialidades.


É frequente em relatórios pedagógicos de sondagem, que são enviados pela escola
acerca de um aluno com necessidades educacionais especiais, observações apenas sobre
as dificuldades dos alunos, tudo aquilo que não conseguem realizar, no entanto perceber
potencialidades é tão ou mais importante do que perceber as fragilidades. Pois é através
das habilidades já adquiridas, e dos interesses do indivíduo que vamos traçar estratégias
de investimento nas áreas defasadas para a faixa etária. Um aluno que encontrava
dificuldades para reaver informações dadas através de textos e aulas expositivas
encontrou caminho nos esquemas visuais, pois tinha grande facilidade para desenho e
uma inteligência viso espacial destacada. E através dessa estratégia teve destaque em
todas as áreas de conhecimento. Vindo depois a trabalhar com arquitetura e
planejamento de ambientes. Mas como um professor poderia traçar um plano de ação
nesta linha sem dar atenção ao menino que ficava desatento as aulas, desenhando nos
cadernos?

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Existem múltiplas formas de inteligências, e quando compreendemos isso já foi dada


a largada para um processo eficaz de inclusão. No entanto nosso sistema educacional
tradicional tende a dar foco apenas a um pequeno grupo, ao grupo que é utilizado em
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avaliações classificatórias de vestibular e concursos. Não podemos nos esquecer que este
não é nem poderia ser o único caminho possível a um aprendiz, principalmente na época
dinâmica em que nos encontramos onde é cada vez mais exigido competências
integradas no mercado de trabalho, e não conhecimentos estáticos. O mercado de
trabalho autônomo e o empreendedorismo cresce juntamente com os jovens que se
desenvolvem com competências e habilidades voltadas para essa sociedade do
dinamismo, em que além dos conhecimentos teóricos por área de atuação é preciso
desenvolver potencialidades sociais, linguísticas, visuo espaciais, cenestésicas, inter e
intrapessoais, naturalísticas entre tantas outras que tem sua importância na sociedade,
mas são por vezes esquecidas
em sala de aula, e precisam ser
incentivadas e utilizadas como
caminho para investidas de
novos saberes.

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III. COMO ELABORA UM AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA EFICAZ?

Uma vez ultrapassados os erros mais comuns que citamos no ponto anterior, e
partindo da perspectiva de que a avaliação diagnóstica trata-se claramente de uma
investigação, seguimos nossa trajetória, e o primeiro passa não poderia ser outro, se não: 12

1. DELIMITAR O OBJETO A SER INVESTIGADO


Este seria o primeiro ponto em qualquer processo de pesquisa, identificar, de forma
clara o objeto de pesquisa, é essa identificação que nos oferece a informação mais
importante; nosso objetivo. E como poderia não citar a conhecida passagem do clássico
Alice no País das maravilhas, quando a pequena Alice pergunta ao gato por qual caminho
deve seguir. E como sendo o diálogo mais sensato da odisseia de Alice, ele dá uma
resposta certeira; - Se não sabe para onde ir, qualquer caminho serve.

E ele não tem toda razão? Uma das perguntas


que recebo com maior frequência na página, são
pedidos de atividades de sondagem diagnóstica,
mas saber qual o objetivo da sondagem antecede a
elaboração da atividade, A pergunta chave então é

QUEM ESTOU INVESTIGANDO?

Pode parecer uma pergunta boba, mas não é...


Não basta saber que estou investigando uma
turma de segundo ano do Ensino Fundamental, é preciso saber exatamente o que se
espera de uma turma que chega ao segundo ano do ensino fundamental. Essa é só a
primeira das reflexões que o professor precisara se fazer, e aqui a solução é simples.

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O ministério da Educação Oferece os critérios de avaliação de


cada fim de ciclo no documento BASE NACIONAL COMUM
CURRICULAR -

a. Conhecimentos
b. Habilidades e Competências
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c. Comportamentos

2. TRAÇAR UM PLANO DE AÇÃO


Organizar propostas por grupos de competências
Registrar com clareza
Saber exatamente o que planeja avaliar – Quais os critérios?

IV. QUAIS CRITÉRIOS DEVEM SER OBSERVADOS ALÉM DO DOMÍNIO


INTELECTUAL DE CONTEÚDOS?

EDUCAÇÃO INFANTIL

ENSINO FUNDAMENTAL I

ENSINO FUNDAMENTAL II

ENSINO MÉDIO

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 Eliminar conteúdos, objetivos e critérios de avaliação, definidos para o grupo de referência


do aluno, em razão de suas deficiências ou limitações pessoais. A supressão desses
conteúdos e objetivos da programação educacional regular não deve causar prejuízos para
a sua escolarização e promoção acadêmica. Deve considerar rigorosamente o significado
dos conteúdos.

ASPECTOS RELEVANTES QUE DEVEM SER CONSIDERADOS NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO


CURRICULAR: 19

Aplicar a avaliação diagnóstica que é composta por várias sondagens (escrita,


textual, matemática e PSICOMOTORA) e as observações das habilidades (atencionais,
sociais e comportamentais);
Seguir o mesmo tema abordado no conteúdo, mas ao solicitar o registro, peça que
execute de maneira menos ou mais elaborada, mediante as habilidades do aprendente
identificadas na aplicação da avaliação diagnóstica;
Quando a atividade for utilizada, através do material didático da escola (livro ou
apostila), e a respectiva atividade em seu enunciado constar mais de uma situação de
aprendizagem, selecione apenas uma que o aprendente consiga executar;
Adaptação curricular e avaliação diagnóstica são individualizadas e a inclusão
consequentemente personalizada;
Ou seja, tudo irá depender do diagnóstico que consta no relatório do aprendente,
do nível de comprometimento e da avaliação diagnóstica aplicada pelo educador para
que possa identificar os conhecimentos prévios do mesmo e com base nessas
informações adaptar o conteúdo, lembrando que tema abordado será o mesmo e o que
muda é a maneira como será aplicada, como será solicitada, o registro e a atenção
individualizada ao aprendente para que possa compreender melhor.
MODELO DE ROTEIRO DE ELABORAÇÃO DO PEI E OU PDI.

Nome completo do aluno, data de nascimento, diagnóstico e a data do último laudo,


nome e especialidade do Profissional responsável pelo diagnóstico;
Análise da avaliação diagnóstica (Habilidades em raciocínio lógico matemático,
habilidades atencionais, habilidades psicomotoras, hipótese de escrita e leitura):
Expectativas de Aprendizagem (geral) e o período previsto ( bimestral ou trimestral ):
Objetivos por cada área de conhecimento (disciplina e ou eixo da educação infantil):

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Ações adaptativas por cada área de conhecimento (disciplina e ou eixo da educação


infantil), se haverá necessidade do uso de comunicação alternativa, tecnologia assistiva,
etc…:
Recursos avaliativos:
Dados obtidos, através da família e da equipe que acompanha o caso (Exemplos:
focos de interesse, rotina de atendimento, uso de medicação, restrição alimentar, 20
condição alérgica, etc..):
Observações que considerar necessária:
O IDEAL É MANTER A TROCA E TRANSPARÊNCIA NO DECORRER DO PROCESSO ENSINO
APRENDIZAGEM, SENDO ASSIM SUGERE – SE DISPONIBILIZAR UMA VIA PARA FAMÍLIA E
DEMAIS PROFISSIONAIS QUE ACOMPANHAM O APRENDENTE.

DIVERSOS RECURSOS AVALIATIVOS QUE DEVERÁ SER SELECIONADO CONFORME AS


NECESSIDADES DE CADA APRENDENTE, LEMBRANDO QUE TODOS TEM O DIREITO DE
SEREM AVALIADOS COM QUALIDADE:

*Formativa – aplicada na rotina escolar, conforme o calendário da respectiva instituição;


*Adaptada ou diferenciada – quando o aluno laudado necessita de algumas modificações
na qualidade das questões, na elaboração e no conteúdo, além da necessidade de ser
aplicada individualmente;
*Separada – quando o aluno por questões neurológicas ou emocionais (principalmente
para os casos de ansiedade que necessitam ser os primeiros a entregar independente de
ter terminado) necessita ser retirado da sala para aplicar a prova individualmente, mas
não necessariamente implique na alteração da estrutura ou conteúdo;
*Diagnóstica – visa oferecer subsídios para conhecer o momento que cada educando se
encontra no processo de aprendizagem, com isso deve ser aplicado periodicamente
algumas sondagens que fazem parte da avaliação diagnóstica, como por exemplo:
 sondagem de palavras;
 sondagem de leitura;
 sondagem psicomotora;
 sondagem textual;
 sondagem matemática de cálculos e interpretativa;
Observações acompanhadas de registro no que se refere as habilidades sociais,
habilidades atencionais e comportamentais.
*Oral – o professor será o escriba e o leitor, enquanto o aluno laudado, responde
oralmente para que o professor registre na íntegra a resposta.

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