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1 ML 1 ¦Ü--J
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Não temaes, 6 pequenino rebanho, pois
•que foi do agrado do vosso Pae dar—vos o
MIi I íP1
Comtanto que Christo em toda; as rna
neiras seja annunciado. . . nisto me alegro-
T?

seu Reino. e ainda me alegrarei.


«S". Lucas. XII: j2. .S". Pauto aos Fil, I.- /?
Vol. XXI. N. 6 S Paulo, 21 de Março de 1885 Anno 5$000
srrnvn^vr-A-iaio cionalidndes os governos;têm de conservar mas só assim se poderia fazer juizo acertniif.
relações amigáveis entre si por meio de agen- acerca d.- gente desta qualidade.
1JAC.
tes diplomáticos que olham para seus interes- A Ilha de Fernando ile Noronha povond.ti
O senso commum npplicado á moral 41
A victima da humanidade .- ses dependentes dás coninjunicaçõcs de parle a de criminosos não apresentaria uma.-.cena tão-
42
A morte de Christo e o véo do templo.-- parte. Não convém procurar benefícios espe- revoltante como a reunião dos niisanthropa*-
Frederico o grande e o genernl Schmettau 43 ciaes, para si, mas tentar remediar o estado
O temor de Deus contrastado com o te- que nem se comentam comsigo.iiein se receuv
de ambas as partes ligadas, e contribuir para ciliam com os oulros. Comtudo, seria a dis-
mor natural 43
Uma consciência accusadora. o bem estar de todos que cooperam 110 posição mais acertada de njuntal-osc deixa!-
44
Gordon Pachíí 44 adiantamento geral. Nem ha de fazer por os brigar entre si para ver se verificava-se o
Feira de porcos n'um templo 44 conta própria qualquer membro da sociedade axioma—"similia similibus carantur".
A união d.-i Igreja de Christo 45 o que pode prejudicar seus companheiros,
Olhem mu moleiro santo! Existem duas manifestações op'po.->tas, as
*, O rei do Wuitemberg 46 seja qual for a organisação, particular ou -pu—
46 quaes uppoem-se ao desenvolvimento social
Umapagina da historia 46 blica. entre o povo, sendo uma a turbulenta já des-
; Casamento civil •¦_ 47 Si nos lembrássemos sempre de ..*ompartir cripta, e outra pacifica, que car-icterisa-se-
HÜin.quadro da natureza 77 nossos
-jBòaTióticia.
47 planos de interesse commum com I pela indiffereiiça suprema quanto aos outros.
jÁ punição —ta 4S nossos visinlios e de cuidar em ajudal-os tanto Esta ultima é uma estupefacção das íaculda-
TíGultós Evangélicos
4S quanto estivesse ao nossojjalcance, a coadju- des, que não responde a qualquer reclamo»
Anjíuncio 48 vação de cada partê_.Ji.qi«ia de aiigmentar o da sociedade e deixa todos os elementos
s&v T* [resultado pro-
'F^-",-v*.¦¦¦¦;•-«. - total sem' prejuízo para o indivi- gressivos em reunião. -
Alei-™°ral»'cu!ca ficada pessoa que Sendo certo que quem entra u'umu casa erra
JSflIWMHBtl
¦Ja> r-.,:r...- --í-v WVãnÚMW<l\áU°-
...,.'*A2& <u ama seu 1 visinho
visi: como a sjj-mesmo.
que lavra incêndio para acordar um dormi--
S. Pautou 21 dc Março de sSSj. Aquelles que se apaiitam desta regra e nhoco, corre perigo de queimar-se, convém»
j
i procedem de modo dittertmtc, não só fazem | pelo menos gritar de longe para vêr se pode-
0 senso comnnim applicado á ! mal aos outros como tambem
prejudicam-se
1 altraliir sua attenção afim de que elle se sal-
a si mesmos ao passo que sua inllueuciu nociva ; ve, assim receia perder o trabalho e fazer es-
moral j 1
se estende aos mais e contamina toda a so- forço em proveito de quem discuida de si e •.]<>
í
(Conclusão) ciedade, interesse geral da raça humana.

Pondo de parte esta doutrina, procuremos. () míío gênio serve pard infelicitar seu pos- Si tivesse voz poderosa e autuiisada
par...»
a verdadeira lei que governa 110 congresso ! suidor e intristece as pesspas com quena se as- 1 impedir as machinas que veiu dos impruden-
! sócia, quer 110 circulo doméstico, les, que intrometlem-se em tudo, e estimular
geral dos entes intelligentes e temos ded quer nas
cobrir no principio do bem e do mal o dever relações sociaes, e assim lieam implicados os abatimentos que provém da apathia do es-
do homem a respeito de si e de seus seme- todos com quem vem a ter contado o indi- pirito, procuraria ergue-la com o lim de reme-
lhantes; e reconhecel-o como fundamento viduo mal disposto. Si fosse possivel fazer diai- estas p!i íses tristes d 1 sociedade.
valido de nossas relações sociaes. o tal queixoso enxerga- em seu tempera- O homem de brio não tem desculpa por di-
Logo que um homem deixa de apreciar nieiilo desordenado os defeitos (pie aquelles zer qne não é o guarda d*.* seu irmão, e qu»-
esta phase de sua existência na sociedade, a que o rodeiam descobrem ..'elle, deveria nao toma a si a responsabilidade d ¦¦: males
altracção de gravidade que une todas as partes leval-o a mudar seu procedimento ; porem que o rodeiam,
perde-se, e os elementos vão perturbando a em vez disso anda desorientado comsigo mes- No meu modo de pensar, cabe a cuia 11.11 o
ordem e o metliodo que deve reinar no uni- mo a tal ponto que não quer olhar-se no es- dever de acudirás fraquezas dos oulro-..
qunn-
verso. Cada um tem seu logar e seu dever pelho para saber a verdade. A crassa inépcia to esteja ao seu alcance, <¦ de influir
para o
quanto aos mais, e precisa comportar-se com do quereloso leva-o :i pensar que merece bem de todos com quem eaírelem relaçõ».---
critério para o bem publico. attenção, que não lhe despendem c que é [ sociaes.
Reconhecendo suas obrigações mutuas en- o alvo de pedradas que náo lhe são atiradas. Sendo assim, ninguém vive só para si, e to-
tre si e sua responsabilidade pessoal, os lio- Não é preciso provocal-o para que se zangue, dos os entes liuni-inos
dependem um do outro
mens de bem devem cooperar em tudo que enem é preciso mostrar indiferença para que
por tal fórma .pie é indispensável a boa fé en-
pertence A sociedade para assegurarem um elle entenda que tratam-no de reslo. IVrmane- tre si
para promoverem o bem estar c!e todos»
resultado feliz. ce em sua mente uma desalleição chronica os membros da comniunidade.
A -dependência mutua deve estabelecer a
j O mísero que procura seu próprio inleresst.
confiança reciproca entre as pessoas relacio-' ° :l praticar qualquer desforra contra .os pes em ajuntar dinheiro,
' não gosa felicidade era
nadas na sociedade humana. Ninguém pode o0!ls clue ° tratam com a fnaior benevolência, nada, e a sorte mais
triste que sahe a uma
viver isolado dos outros, nem deve desconfiar ! Esta disposto a todo .oj momento a reagir é a de ter seus colres cheios de ouro,
creatura
um indivíduo de outro em seguir suas respe quando ninguém o ofíencjp e prompto a collo- se.n aproveitai-.,
em suas próprias necessida-
ctivas carreiras ou profissões para ganhar a car-se nos acontecimentos como victima do des. o amor ao dinheiro,
| segundo as Escri-
vida. Promover a felicidade entre todos, eis o marty rio.
j;' i pturas Sagradas, é a origem de todo o mal -.
fim próprio das associações feitas pelos bene- Uma comniunidade inteira composta de j e realmente este dito veriftca-se mi experien-
volos e caritativos do mundo, e para assegu- ! taes individuos apresentaria um espectaculo
o ! cia do ricos avarentos, os quaes
rar a priJspendade dos povos das varias na- « mais doloroso
que é possivel imaginar-se ; ! tar de sua abundância.
42 IMPRENSA EVANGÉLICA Vol. XXI

(1 pobre trabalhador que ganha o seu pão desarmou a hostilidade- dos gratuitos desafiei- I presta um ao outro em suas empresas, quer
de- clia uni clia com d suor de seu rosto, e que , coados. j grandes quer pequenas.
clüaafriH-La os pequenos rendimentos em sup- jr* par;l uotar tambem em taes condições í Ninguém pôde alcançar um resultado salis
lactorio em qualquer ramo da industria indt-
prir sua casa com as cuitsas necessárias, e re- qUe a peSsoa reconciliada torna a ser o amigo
parle cum seus visinhos ,, frueto de suas eco-j çit.\ e devotado. O praser de chamar benevo- pendente dos mais, e o indivíduo mais dotado
,,- imias. (jcc-upa uma posição invejável em cm- lentemente as aliciç"es caridosas de um indi- I de conhecimentos apropriados á sua profis-
paração cnm o milionário que passa mal quan-, vj,|,m afastado de nós por motivos frivolos j são. precisa recorrer a cada passo aos servi -
t,, á sua própria pessoa e deixa de repartir | niuilo mais do que compensa a amarga satis- ços physicos dos humildes serventes e opera-
seus lucros com os companheiros da vida. ] fai;ão de vingar-se sobre a dita pessoa compa- rios para apromptar o que é necessário afim
r.irece que os soHrimeiitos dos menos favore- ; lavras duras ou actos olfensivos : é o caso de de levar ao cabo seus planos de melhorar a
cidos na sociedade humana dispõem-nos nnr ! dizer-se : ,,A caridade encobre a multidão dos sorte.
piamente a alliviar os mais nas mesmas cir- Não inculco a doutrina de procurar a maior
peccados.,,
cumstancias, e assim cada um tem sua recom- felicidade do maior numero dos indivíduos da
As JJscripluras S!lJ,radas nos ensinam q*.e
l"*'15"'- devemos perdoar não só até sete vezes áquel- nossa raça pelo lado da conveniência, porém

(1 motivo de fazer bem não deve ser a ,iclé„ |c (|UL. I1(Jh 0(re„de, mas até setenta vezes sete, insisto que o sumnuun bonum „ de cada pes-
de recompensa no sentido sórdido de rerel» r soa é fazer sua paz eterna para com Deus
{ c cl|Ste „ (,U(, custar devemos supportar todas
o- qui prn qno-, porém sim um principio I ;ls injustiças, porque afinal ficaremos compeir pela fé em seu Filho imigeiiito, Jesus Christo
ex iltado de promover o interesse e bem estar |SadnS |H;Ia ale.rria resultante do reconheci" e por obediência a seus mandamentos nos,
do-, mais, sem olhar para seus actos recipro- menlo próprio do olfensor e pela satisfação actos de sua vida, quanto for possivel, con-
cos, e mesmo sabendo (|ue nossa bondade e feita á re.:tidão do propósito demonstrado forme suas forças limitadas pelas leis da sua
natureza.
,-,.-idade deixam de ser devidamente avalia- pelos factos.
O ponto culminante deste principio divino
d is pelo recipiente favorecido. Aquelle cpie
A graça de perdoar as offensas, sem solici- é não só resultado em firmar o indivíduo no
,,iosluma-sc em suas relações a apreciar cor-
lução e sem esperar remuneração alguma, in- caminho certo, como tambem em influir em
nn tamenle o comportamento alheio, ha de
os mais hem intencionados nem clica noi,resa de alma, e apesar de não appa- tudo sobre elle o espirito da cooperação para
notar que
recer desculpa sufiidente da parle do offeu- cpie todos sigam ,, mesmo trilho e ajudem
sempre agradam aos que procuram servir, e
muitas vezes encontram in- sor é magnânimo olhar com toda a benevo um aos outros no cumprimento de seus de.
que seus favores
lencia e contemplação ás circumstancias que veres recíprocos na sociedade.
diuerença si não despeito.
podem influir na condueta do indivíduo que Não se faz cousa alguma com o fim sim-
Nem por isso o indivíduo hemfazejo ha de atira injurias á vida
privada. Sendo seu pro- plesmeiite de alcançar benefícios para outros,
se afastar de seu dever para com a pessoa a cedimeuto em
unem se liga pelos , elevados
, • ,
sentimentos i , ,
cio - , , prejuizo do principio ,, moral ou como tambem não se pôde fazer mal para
, ,, ,
.,;...:, e ,.?
dircilo .......1...1.. IC,.- embora seja seus
da verdade. ! da virtude publica o cnso fica col locado em I que venha o bem, porém praticamos um acto
terreno diverso, e a contestação directa e im- | virtuoso por natureza justo e verdadeiro,
esforços mal acceitos e mal retribuídos, ainda mediata cabe a
o bem es I trazendo naturalmente vantagem para os ou-
corajosamente presta auxilio em boa fé a quem tar da sociedadequalquer que presa
e respeita sua posição entre , tros associados comnosco.
o maltratou. Parece que tal procedimento os homens
de bem. ; A virtude por si só merece acolhimento no
vem unicanienle de unia inlluencia Divina so- ! coração daquelle que se chama christão, e a
bre a erealura, cuja intelligencia e confiança A difla,nação publica deve ser desmentida
prompta e decididamente com toda energia, e ! unica questão que se levanta vem a ser quan-
não se regulam pelos sentimentos depravados
de tal forma o diHauiador tome a lição I to á oceasião opportuna para ser exercida.
do mundo. Não deve ser considerado uuiaclo que
no futuro: visto não haver duvida a respeito do dever
o indesceiidente ,,u de submissão, mas uma para guia-lo quanto mais severo !
lôr o castigo tanlo melhor o serviço de acceitar e pôr em pratica o que é confor-
demonstração de generosidade e considera- prestado
ao bem publico. me com a lei moral.
ção para com as fraquezas dos companheiros Assim praticamos a virtude como nosso
nos lenlames e duras provações da vida ler- A caridade pessoal não tem logar quando se
tratados : dever moral, sendo em regra geral por ella
real, que ennolirece seu caracter e que o exal- delictos públicos, Neste caso cumpre
! a felicidade pessoal e a prosperi-
ta ua apreciação dos justos e honestos entre , aos membros da sociedade manter e defender ; promovida
dade social.
os homens. a honra e virtude, que devem regular nossas
Aquelle que pede bênçãos sobre seu iniini-, ilações no mundo, t'.\I I.IVRI-: PENSADOR.
go e que procura beneficiar aos que o amaldi. t) corpo e a alma, associados com a capaci-
çoani, colloca-se acima de toda a malevoleu j dade de raciocinar sobre seu destino, caracte-
cia da vingança e merece a emulação dos es.! risani o ente humano, como diflérentc da cria-
'
pintos puros e elevados. Não me refiro aos cão baixado mundo, e constituem a base da
vingativos que tratam bem aos malfeitores no ! sua responsabilidade para os actos que* prati- (ls dois artigos
I que em seguida damos e os
intuito de ,-ijiititar brazas sobre as cabeças, ou I ca um homem para comsigo e para com os quaes publicamos com autorisação de seu
faze-los arrepender-se de te-los maltratado, outros da sua raça. A diflérença enlre um ani- autor, são da obra—.*/ Vida dc Jesus, es-
mas sim dos mansos e humildes niartvres que mal qualquer e a creatura humana dotada de cripta pelo tíevdm. Sr. Miguel G. Torres,
a qual está para chegar ao Brazil.
nutrem em seus corações a bondade corajosa intelligencia para dirigir sua condueta é tão
de sympathisar com as faltas dos que os ro- clara, (pie esperamos sempre um bom com-
A VICTIMA [IA HUMANIDADE
.deiam, de maneira que operam em sua nature- portamento por parte desta nas circiimslan-
i>
,:t desejo de remediar os males provenientes cias que a rodeiam, conforme sua elevação na
da constituição má dos outros. escala da creação. A revelação nos colloca n'um mundo
repleto de maravilhas no meio das quaes
O resultado dos esforços para corrigir os vi-, LT'11 bruto vive de conformidade com as leis
vemos o Creador, depois de haver
ciados não é sempre feliz, mas ainda sendo j de seu organismo physico com instinetos pro-
nutrir-se e reproduzir-se, sem considerado todas as cousas, declarar
mallogrados em alguns casos, nem por isso ] Pr'OS para çui- ser tudo bom. Santo e feliz o homem,
eleve deixar-nos sem a esperança de realisar dar nas relações sociaes, porém vemos na as- ;
bons fructos de nossas diligencias na maioria | sociação dos brutos, que ajuntam-se em ban. ,
a coroa radiante d- creação, foi posto
dos mal dispostos, e pelo menos restar-nos-ha I dos, algumas regras de protecção mutua, que em um jardim plantado pelas mãos do
a consciência da boa vontade para elidirei- i indicam mais consideração entre si do que , Senhor. No gozo da mais intima com-
tal-os. E' para admirar o quanto alcança uma I observamos da parte dos membros da socie-' munhão com Deus, tudo em torno dei-
abnegação própria a favor de outro que nos j dade humana,quando esquecem-se de sua de- i le offerecia-lhe mil motivos de ventura.
tem oftendido injustamente, e cada um deverá pendência mutua. • Como uma prova de sua dependência,
ter notado no curso de sua vida oceasiões em j Olhamos para todas as classes da socieda- í só uma restricção foi-lhe imposta, a
que inimizades infundadas têm sido dissipa- I de e descobrimos os laços que ligam os ele- | qual fazia lembrar-lhe quê, nâo obstante^r
'
das por um comportamento de sua parte, que mentos entre si, proveniente do auxilio que ser senhor de tudo, existia, todavia, in-

_t -r-- , a-1. 'Z. t -SJ


M ARCO 21 IMPRENSA EVANGÉLICA 4:5

fmitamente acima delle, um ser a quem Jesus Christo tem efiectuado essa ex- quem vós, senhor, não podereis deposi-
cm tar mais a menor confiança.»
devia uma submissão plena de amor c | piação para o mundo—offcrcccndo-se
reconhecimento. Qual astro brilhante sacrificio pelo peccado. Frederico, cjue a principio conservou-
despenhatido-se das alturas de sua Quem xelle crê tem a vida eterna. se silencioso, perguntou cm um tom
que amigável :
«doria, submergira no espaço infinito,
«Dizeí-me então Schmettau, qua! é
deixando após si um rastro pai lido de sua
.rrandeza, o homem, 110 dia de sua pro- realmente a vossa fé ?..
va, cahiu do estado em que foi creado,
A morte de Christo e o véo do «Iiu creio, respondeu o general, nu
contra Deus. Essa queda im- remissão de todos os meus peccados
peccando templo por meio do sangue de Christo—Creio
mensa e completa deu ao Senhor ocea-
sião de exhibir as riquezas inexhauri- em uma divina cjue conhe-
mali- O tempo em que Jesus morreu era a j ce até o providencia numero dos cabellos de minha
veis da sua sabedoria ; e assim da
hora do sacrificio da tarde. cabeça—e em uma vida eterna gloriosa .
cia de Satanaz e da condemnação do No santuário o sacerdote offerecia o e bemdita depois da morte...
homem surgiu uma manifestação nova incenso. CXpovo orava fora.
e ma'is gloriosa do amor divino. ! i«E vós credes realmente n'isso c.un
Contíguo ao lugar santo estava o san-
j plena confiança ?..
Apenas o homem peccou, o Senhor to dos santos. Um véo oceultava dos I «Sim, senhor ! creio realmente e com
olhos de todos esse lugar, onde só o
annunciou ao mundo o Libertador uni- 1 toda a confiança.»
pontífice entrava uma vez por anuo. Ao Então o rei, bastante conimovido,
co e eterno. Guardada na arca do povo, j
os seus Ora- Jesus render o espirito, esse véo, por | apertou a mão ile Schmettau e disse-
ao qual o Creador confiara mão mysteriosa,rasgára-se de cima para i lhe :
culos. essa promessa augmenta de cia- baixo. O lugar santíssimo, até ahi invi- ! ((Schmettau, sois um homem feli:: !..
"assim devassado.
ridad_¦ á medida que apropinqua-se o dia sivel a todos, ficou ' Caminharam por algum tempo jun-
e se espalha i Era um facto extraordinário ! tos, conservantlo-se o rei pensativo ; e
do seu cumprimento, pela
O santo dos santos symbolisava o
terra cotiio a Expectação de todos os Céu e a rotura do seu véo, nessa hora < desse dia em diante Frederico o grande
respeitou sempre a religião do «general
povos. 1 em que o pontífice estava para suspen- Schme'tau.
Com a conscienciosidade do peccado, de-lo afim de entrar no lugar santissi-
elevou-se na alma do homem o senti- mo, proclamava ao mundo ter Jesus pe-
mento da expiação. O homem, ente mo- loseu sacrificio,franqueado o Céo e que
ral, sente-se responsável pelos seus actos. um caminho novo e accessivel a todos, 0 temor de Deus contrastado com
Si elle pratica o mal que devia evitar para chegar-se a Deus, estava aberto.
ou deixa de fazer o bem, reconhece-se o temor natural
peccador e arrepende-se. Porém entre
todos os povos c em todos os lugares O temor de Deus, o temor de Jesus
testemunha-se, ao lado do arrependi- Frederico o grande e o general como manifestando o poder de Deus,
mento, a necessidade da expiação. EI que que encheu o espirito do.s discipulos
o arrependimento uão basta para satisja-
Schmettau quando viram o vento e o mar obede-
zer a falta.; c que para reparar-se deve-se curem a voz do Senhor, é mui differente
O exercito atravessava a.s montanhas
soffrer. Verdade consignada cm todos de Silesia. A marcha era tediosa. () pio do sentimento que elle reprovou nestas
os códigos, nós a vemos escripta, tam- «Porepie temeis, homens de
general Schmettau caminhava ao lado palavras:
bem, com sangue na historia da huma- fé ?»
do rei que, em sua contrariedade, vin- pouca temor
nidade. Esses sentimentos naturaes e da religião de .Schmettau, ca-
Um procede de falta fé ; o ou-
á luz gava-se tro origina-se do brotar da fé.
positivos se elevam.se esclarecem coando delia e fazendo allusões redicu- o temor dclles mesmos,
da crença de Deus, de um Deus justo las. O vez O primeiro é
a creatura sob a general por mais de uma temor de morte, temor que tem tor-
e santo. E' então que
quiz filiar, mas Frederico não lhe dava
conscienciosidade do seu peccado e o lugar. Afinal, o rei calou-se por um mo- mento ; o segundo é o santo temor do
sentimento desse Deus que dã a cada mento e Schmettau tomando a palavra, grande poder de Deus, um sentimento
um segundo as suas obras, na necessi- cie sua magestade e uma convicção inti-
promptamente e com firmeza disse : e Mestre é na
dade de se reconciliar com o Ser supre- —«Vossa magestade é muito mais ar- ma de que seu Senhor
mo a quem tem offendido, em seu de- muito mais verdade Deus : este temor bane o pri-
giito de que eu e tambem
sespero exclama: Que offerecerei eu sábio. Alem d'isso vós, senhor, sois meu meiro.
ao Senhor que seja digno delle ? En- rei—qualquer contestação, portanto, en- fesus, acalmando a tempestade do
curvarei o ante o Deus excelso ? mar da Galiléa, instruiu seus discípulos
joelho tre nós será em todos os respeitos,
Offerecer-lhe-ei, por ventura, holocaus- ! desigual; sem embargo vós não po- e altamente fortaleceu-lhes a fé. Hoje
tos ou novilhos de um anno? Póde-se deis tirar a minha fé. E si o meu rei em dia, elle ainda procede desse modo
acaso applacar o Senhor, sacrificando- um dia o conseguir, vós, senhor, não para com o seu povo. Jesus, o nosso
lhe mil carneiros ou muitos milhares de só me fareis um
grande mal, mas tam- tu querido Amigo, dissipa nosso temor na-
bodes gordos ? Porventura sacrificar- ral das grandes provas e dos grandes
\ bem a vós... revelando-nos que seu poder
lhe-ei pela minha maldade, meu filho ' Frederico o grande sentiu-se contra-
trabalhos,
meu ,para salvar é maior do que seu poder
primogênito, o frueto de ventre, riado com essas
palavras e um tanto
de minha alma ? Dahi es- ';¦ para destruir. Porém, ah ! quantas ve-
pelo pecado irado e descontente disse :
ses ritos, essas penitencias, esses sacrifi- zes não terá elle necessidade de repetir-
| «Eu sorTreria si vos fizesse perder a nos : «Porque temeis, homens de
cios que nos fazem estremecer, recuar ! fé ! pouca
horrorisados; mas atravez dos quaes o Que quereis dizer, M. Schmettau ?» fe ? »
! .(Vossa magestade crê que possue em
crente enxerga a necessidade intima e mim um bom official e eu espero que "Nada temam ! Jesus Christo
imperiosa do sacrificio do Calvário. 'Stá aoi leme a governar ;
não estaes, senhor, enganado ; porém
uma Elle o melhor trilho sabe
Deus tem provido a victima para o sa- tirai-me a fé e eu não passarei de Atravez do fundo mar.
crificio da humanidade—sen filho Uni- ! creatura digna de lastima, de uma cana Para o porto,
crcnilo. ' j agitada pelo vento, de uma pessoa em Onde vamos descançar. ..
¦-1- IMPRENSAI EVANGÉLICA ãVot.-'XXl

A IMPRENSA EVANGÉLICA— quero. Esta noite o senhor contou a to- I cias idéas e conquistas que carecterisam
da a congregação um facto que, ha pou- o nosso século.
1884 — p-abüca-se ao primeiro cos dias, deu-se comigo.
Physionomia curiosa a. sua ! Soldado
e terceiro sabbados de cada mez. —A vós, meu amigo, vos aconteceu
e viajante, engenheiro e theologo, ad-
me mistrador e santo, elle
¦— Acompanha um supplemento isso ? E vós pensais que alguém jiercorreu o
contou ? inundo com a sua espada que nunca
_2.ee sal. em forma de folheto, con- —Sim, sim, aconteceu ; nâo o nego.
jiuliu, e com sua Biblia de que nunca
-tendo _xa sermão, tratado ou rè- Mas eusei, o^que lhe .hei de respon- descreu, -eaeni; que ,achou soluções, e
der. soluções felizes sempre nos azares dè
¦¦vista-im-nortanite.— —.- Sem dizer nada piais, uni tantoattoni- áita, vida aeçidentada ; e,
quandolo ptí-T
Tò7fui"ÍnJscai^ rnhal covarde c homicida varou o peito
O casto da assignatura e de=jdo-a-no lugar em que vem a historia !'que'as balas de tantos povos tinham
¦„„-,-, __ , . j que tinha contado á classe bíblica, a puz '
5$000. Toaa a correspondência:^ maosdomeu interlocutor. A.prin-. respeitado, elle jiôde com desvaneci-
mento encarar a sua existência votada
-deve ser dirigida ã caixa do Cor- j cipio elle não sabia a que propósito eu j inteira á causado bem, e olhar com
| se-
I lhe offeiceia aquelle livro; elle estava o futuro, que o seu fim
Teioirr. 14. S. Paulo. giirança jiara
j-ardeiido de raiva; porém,-quando seus trágico vemapTessar.qüebrandõ o èhcãn-
i olhos cahiram sobre a pagina e leu a to que condemna ás trevas aqueila re-
i historia, sua raiva mudou-se cm pro inhospita do contiuente negro.
funda emoção. Com difficuldade jiodia gião
Üíl-r consciência aceusadora segurar no livro e com uma voz entre-
'cun ', cortada choro..disse-me que o mes-
t. r,i ministro evancrelio, allemão nio facto pelo tinha-se dado com elle.
-.leu-se -sc a;í seguinte historia que elle con- Nascido na Inglaterra, Charles Geor-
Aproveitei a ojiportunidade jiara of- Gordon começou a sua vida publica
ta. deste modo : ferecer aquelle coração o Evangelho e s e rvi n do, nage
O lugar em c]iieeu L-vaiigclisTiva ..era Deus abençõou-me. g W erra da Cri m éa. E m seg u i -
•anui freguezia cujo da tomou jiarte na commissão'dè limites
povo vivia sehi lei, Aquelle-.que-fez do vento e do- fogo
era imhiorale alienado dpEvaiigelho. seusaministrOse serviu-se cio cantar de comja Rússia íiaAsiã.enaexpediçãoTcon-
Uinn forte inimizade que afinal levan- um traPekim. Entrando para o serviço-d, >
tou-sc contra a Bíblia e contra mim que to S.gallo jiara chamar ao arrependi men- chinez, fez em 1851 uma via-,
Pedro, tinha, em dois casos, se governo
a pregava, foi o jirimeiro signal de vida servido dos gem atravez das jirovincias do NE cio
jiios da codorniz como de império, atè o
•dessa gente, depois de estar entre elles passo de Kalg.nh e a
•por algum temjio e quando cu me acha- um instrumento seu. Assim o Senhor, grande muralha.logarespor ondeos uni-
cujo nome é Admirável, ajudou-me.
va sem esperança. Não desanimei : jio- Esse homem não sahiu do meu cos europeus quetinham até então anda-
réiíi continuei a pregar a Palavra de sem termo-nos ajoelhado e orado quarto do eram missionários,e apresentou
papel
jun- j
Deus. Alem do serviço usual dos doiiiin- tos. jiroemineiite na derrota dos Taiping.
g'-'*s. abri uma classe bíblica que tinha lu- liste foi o primeiro caso de conver- Mai.s tarde jiassou ao serviço do go-
gar em um dos dias da semana. Pela ben- são na minha freguezia a que seguiu-se , verno egypcio, e foi nomeado gover-
ção de lleus, tornou-se um meio [iode- um como clia de Pentecoste, sob o
roxo jiara chamar aquellas almas ao ar- jio- nador do Sudan, que organisou e onde
der do Esjiirito-Saiitc, nos corações cie : angariou um prestigio legendário. De-
leiiendimcnto. muitos. : jiois clc chsjiensado deste serviço, o rei
Uma tarde, durante a classe d.i Bi- ¦ da Bélgica chamou-o
lili,, que cu sempre costumava a ani- para jiol-o á frente
da Associação africana; mas quando elle
,iiiar, contando unia ou duas, .auedoctas i ia tomar jiosse deste cargo, 0 governo
religiosas, narrei-a.- historia dc .um ho- Gordoii Pacliá I inglez exigiu os setis serviços no Sudan
tnem que, atravessando unia tarde um 1 E' ahi que acaba de ser covardemente-
campo, com teiição de commetter um -\ noticia da morte de Gordon, dejiois assassinado o batalhador destimidor{cz
I
peccadoem umaívilla ...próxima,- ouviu ! de tantos mezes de resistência desespe j myStíCO . .,.£'.. .a''::T--a.,a.a;a
-,-* -a:,--- ¦¦¦"-.
os gritos regulares e rejietidos desunia rada, quando estava próximoo soecorro
codorniz que jiarecia [icrguntar-lhc : • ejue lhe enviava o governo de seu jiaiz,
• Onde vás ? Onde vás? De tal modo ¦ jiroduz jirofunda imjiressão no mundo
isso o tocou que, reconhecendo o seu ! civilisado
Feira de porcos n'um Templo
jieccado, voltou intimamente arrejien- ' Naturalmente a iiiijiressão c maior na
dido. Inglaterra, que mirava-se orgulhosa ,< Um jornal flamengo, Le Keine Ga-
O serviço acabou ás horas do costu- I n'este filho heróico; mas em toda a zcie, refere o seguinte estupendo caso :
ore. Eu voltei immediatamente jiara jiarte onde existe a consciência da diffe-
minha casa ; mas apenas havia entrado, rença entre a civilisação eo jihanatismo, —« Todos os annos, pelo Santo Anto-
• ouvi que alguém, que me tinha segui- entre o heroísmo e a força bruta, entre nio, os habitantes de Brashet matam os
do, subia as escadas ajiressadamente e os falsos jirestigios em que se envolvem seus jiorcos e offerecem as cabeças ao
•pirando duro. Bateu na cura, conduzindo-as á egreja.
jiorta do meu o.s Mahdis, e a luz clara em que se
quarto, e antes de responder: Entre, um transfiguram os homens puros, ano- O cura benze-as e logo em seguida o
liomem da freguezia, que havia sido ticia echoa,triste e lugubre, despertando saehristão vende- as em leilão em pleno
Sempre" um inveterado inimigo do Evan- os mais profundos sentimentos de pezar templO. :- -.- .aaaaá,
gelho, entrou. Com um semblante car- e de indignação. Este anno a venda rendeu 200 francos-;
xancudo ajiproximou-sc de mim e per- Em Khartum, segregado do niundo todos os flamengos de duas léguas em
guíitou-me: civilisado, cercado de traidores ou ine-j redondo acham grande prazer em comer
»
Quem lhe contou aqueila minha his- ptos, assoberbado por negras hordas I cabeça de porco benta.
toria, sr. padre ? Eu quero saber. que se adensavam, è, repelidas, vinham'"' Bons"ratões são os taes curas !)> r
Admirado, disse-lhe: mais fortes investir contra elle, Charles ;
—Que quereis dizer, meu amigo ? Gordon era mais que um campeão in- j (Da-ActualidadeJ)
—O senhor sabe muito bem o
que glez; era o campeão dos progressos,!
Março 21: lIMPRENSA: ;E\M«3EEIGA: ^5:

A união da Igreja de Christo e dos meios


| união augmental-a, que são necessários nhum corpo poderá jamais existir e
para fomental-a e conser- funecionar.
Pelo Rev. Dr. J. Cross, Capellão In-! val-a. I O homem, esse compêndio de mara-
glez em S. Paulo Christo ora para que todos os seus j vilhas todas da creação, essa obra pia
membros sejam um, mas de que modo? « do Altíssimo, não poderia desenvolver
Para que elles sejam todos um, .( Como tu Pai o es em mim, e eu cm ti, as faculdades, cumprira sua missão na
como tu Pai o és em mim, e eu em | ordem que lhe foi assignalada pela na-
em ti, para que tambem elles se- para que tambem elles sejam um
.7 jam um em nós, e creia o mim- nós.» í tureza, exercendo as suas potências, se.,
;...'..-. do que tu me eiiviaste; : Tr-T-rrl-T- E7-T7E-que;éspcciêrrcle7ün-iaoJ.existe.:7cnt.re nãpiexistisse nelle um.principio de vida,
i.. "T':7:' .:-zzzz::z.zzzs:)àA(>z'xxiij.iizz: -
oÃPadre;e7q:Filho ?-Uniãot armais inti-» j' ã união, que se chama--alma.- Nos ani-
-c-hristaos, a.fervorosa eexcel--: :ma, união de ihàturcza, de geração, cie maes inferiores ao homem tambem ha-
Tal foi,
lente oração, que dos lábios cio nosso .filiação, de cõmníimicãçãò de bens, de via-se de notar cm vez da actividade
',
Divino Redemptor desprendèu-se já na ' -''-graça e de virtudes. que se observa no reino animal e dos
véspera do dia grandioso" em" que" ia Tale a união -que liga oFilho eom o | bellos resultados com que aformoseam
uma das mais encantadoras e úteis sec-
consummar o seu immenso sacrifício e I Pai; e esta é a união que Christo pede
remir o gênero humano. | para a sua Igreja, união a mais intima, ções da creação, uma inércia, apathia e
" (t Para tambemelles fealdade,-se-Ihefaltasse-um espirito -vi-
A sublimidad(f déstãTupplicá dõ^Uíii- jamais perfeita, que
'«enito de Deus ao seu Eterno Padre, a i sejam um em nós... vificador e unitivo. Nas plantas, nos
da occasiao em Elle I Sendo todos os membros unidoi des- astros, em todo o creado, è este princi-
solemnidade que ' os governa, rege e en-
.dirigiu a sua voz ao throno do Al- ta maneira com o Padre e com o Filho, pio de união que
e o alvo da sua fervoro- ! sel-o-hão tambem entre si. feita.
tissimo
Desta união dos membros da Igreja O que seria de uma nação sem mo-
sa oração causam na alma de todo
seriamente reflectir so- christã com o seu chefe, Christo narcha, uma republica sem presidente,
o christão, que Jesus
outra união um exercito sem general, um navio
bre este passo da vida do nosso Salva- ! e seu Pai celestial, resulta
uma viva, e indelével im- importantíssima, é tambem essen- sem piloto, ciufim uma sociedade qual-
dor, profunda que
sem chefe dirija c una todos
pressãò.7 j ciai ao bem estar, augmento e conser- querscus membrosque ? E o que seria feito
ha ,vespera até da sua vação da Igreja, c véiii a-ser a união os
Cohio? Jesus
membros, uns coni dalgreja de Christo se lhe faltasse a
paixão e morte, longe de.preoccupar-se müttiá de todos os união ? E está união donde poderá pro-
com os terríveis tormentos e agonias os outros, por meio da caridade fiater-
nos seus ulti- christão. vir senão de seu próprio cabeça e mes-
que ia passar, sem cuidar na e amor
tre? E', portanto, uma missão divina
mos transes, c sem temer o cruento sa- E' impossível, christãos, cjue dous ou uma união
da raça des- sobrenatural, sobrehumana,
crificio que para redempção mais. indivíduos estejam unidos com uma união
valida era mister offerecer ao seu Eter- Deus, que é o amor e n'Ellc permane- que atravez dos séculos,
c socegado, nem tempos, nem edades, nem costu-
no Padre, Jesus tranquillo çam, e não amem uns aos outros ao mes, nem nações, nem povos, nem eou-
¦enche-se de fervor, anima-se com ardor mesmo tempo. Quem ama a Deus, ne-
alguma poderá destruil-a ou ani-
sobrehtimano, e occupa-se dos seus cessarianiente deve amar a imagem e sa
apóstolos, que bem cedo iam abando- semelhança de Deus, em que se refle- quilai-a.
nal-o, todos sem excepção? Jesus in- ctem a bondade, o poder e o amor do Sempre venerada, sempre acatada, se
em algum tempo diminuísse com res-
teressa-se pelo numero dos crentes que mesmo Deus.
.obedientes á voz do Evangelho segui- í peito a alguma fracção desse corpo
Este amor naturalmente presuppõe e mystico da Igreja de Christo desappa-
riam as suas doutrinas e pisadas, muitos nasce da semelhança e concórdia mu-
e só deixaria atraz de si rastros
dos quaes, porém, infiéis e ingratos, tua na doutrina Pura do Evangelho, na receria,
-quátís ovejhas desgarradas, andariam Fè illibada de Christo.s na Esperança da sua existência nas paginas da histo-
do.divinp aprisco, e offenderiam ao ria è na memória dos homens, como
fora inabalável das promessas divinas e no aconteceu a tantas outras- sociedades e;
seu Deus.iCreadòr e Redemptor ? amor intenso e ardente de Deus e do corporações.
.. El por_tpdos estes, sem distincção, próximo. Mas será possivel uma uniãoi-íta^ei!^-
;qrieXjesus"ora;c
por estes .que forma- Esta mutua,cqtno.já vos disse, tre os christãos e o Padre e o Filho,
vanv-esse corpo mystico, sobX a guia e união
é essencial; porque para manter e con- (]úal existe entre estas mesmas Pèssòãs
còmmando de si próprio,, essa socieda-
sociedade ou sêr, além Divinas ? Não, christãos. A união que
de, da qual Elle é o cabeça, a que cha- servar qualquer
é essa do principio unitivo e vivificante, é mis- se opera mysticamente entre os mem-
mamos Igreja de Christo, por
ter que os membros e as partes da so- bros da Igreja de Christo e seu chefe
. assemblêá espiritual de fieis que Elle
e fervorosas ao ciedade ou ser estejam unidos uns com Jesus, Salvador nosso e o Padre, é a
com vozes altas pede
seu Eterno Padre, que a conserve uni- outros. união de graça e de presença e intimi-
entre si: «Para O que aconteceria a um exercito in- dade espiritual ; união de obdiencia á
da intimamente que
no campo da batalha? A lei divina e conformidade com a vonta-
elles sejam todos um, como tu Pai o és disciplinado
em mim, e eu em ti, tambem derrota seria infallivel. de do Altíssimo e suas inscrutaveis
para que disposições ; união de espirito de Chris-
elles sejam um em nós: e creia o mun- Qual seria a sorte de um navio des-
do que tu me enviaste. » mantelado e cujos costados estão-se to que respira em todas as nossas ac-
mais de perto que nos
.,.:.- Já que. a união é. u m... elemento tão abrindo em agua no meio d'uma pro- ções, seguindo o
luzidos exemplos do
importante, antes, é ofacto essencial da cella terrível? O naufrágio inevitável. fôr» possivel os
. existência da ^Igreja, vejamos em que O mesmo aconteceria á uma socieda- nosso Divino Mestre ;_união de fé, es-
é a união inti-
ellaconsiste, e como sehade fomentar, de qualquer e á Igreja de Christo, que perança e caridade. Tal
«Para é uma sociedade universal de todos os ma que deve reinar entre os ehristãos e
. augmentar- e conservar. que
a o seu Redemptor e Creador, e por con-
elles sejam todos um, como tu Pai o és christãos, que reconhecem Christo
tambem seu Chefe, e a elle escolheram para seqüência tambem entre si mesmos.
em mim, e eu em ti, para que por
» élles séjatn um -em nós: e creia o mun- seu Capitão e Mestre, a Quem juraram Tal é o elemento que augmenta e
do que tu me enviaste.» As obediência, fidelidade e lealdade. conserva este grande edifício fundado
palavrasdo
Divino Redemptor não dão logar para O character essencial de qualquer so- entre o firme rochedo, Christo Jesus,
. duvidar da" essência e natureza desta ciedade é a união. Sem a união ne- contra o qual batem as vagas furiosas e
dli IMPRENSA EVANGÉLICA Março 21
"Wurtemherg
temjicstuosns dos assaltos dos seus ini- 0 rei de , pelo fundamento da preoccupação di-
migos, mas «as portas cio Inferno nâo ., estremeço de ser reputado
,, . , „r vina;eme
« Espalhou-se que o rei do Wurtern- i depositário e distribuidor
jirevalecerão contra elle». (S. Math. dos bens do
XVI :- 18.) berg se convertera ao catholicismo. Lm céo_ do oracil]o viyo Jc sub]jJz
Façamos jiois votos aos céos para j Padre evangélico dingiu-se-lhe, interro-1 decretos L'
gando-o a este respeito. Fu
que esta união tão importante e neces- j O rc, respondeu com uma carta ao Con- vil mnrhl
mortal* limii,
"'ditado 1 as -c ,,,
faculdades
síria se estabeleça entre todos o.s mem-í SIStono' .
Façamos \i declarando solemnemente, que é do ^'J"1 meu se,, ctng.do a minha existen-
bros da Igreja de Christo. ¦ e conservar_se..-i partidário fiel do rito lu-! cia, fatigado pelo peso das enfermidades
aÇarnos
esforços por estarmos unidos com Deus ther;mo evangeIi»co.
|¦ j inseparáveis da minha espécie, èú oue
por obediência, graça e virtude, e com 0 rei accrescenta s uma , nâo perceber nada
os nossos semelhantes por affecto ! sosl da sua corte pertence á religião ca- dos limites da minha que esteja fóra
segundo o.s I | vista : eu què na
e amor fraterno, jireceitos tholica., da do futuro, nem ainda
de Christo. I do posso prever
Mantenhamos o luminoso facho da (Da Actualidadc.) ; que pôde sueceder dentro de dous
Fé semjire em todo o seu brilho c cia- j segundos, como poderei figurar o simu-
rão, sem contaminal-a ou obscurcccl-a. I lacro da divindade ? Como poderei eu
Lancemos mão da firme e segura anco- I' mentir aos homens e á face do céo, que
Uma pagina da historia reprova o engano! Como me hei dc
ra da Ksjierança nas infidliveis jiiomes- dar a conhecer aos homens como or-
sas dc Christo, e no seu eterno galar- ,
Papa, Ci.i-:mi-tnti-; xiv , gão da divindade ? Eu não conheço este
dão. Alimentemos nos nossos jieitos as
chammas ardentes de caridade fervoro- j grande Ser senão como todos os hu-
,. r ¦ Si ha um sêr moralmente jiacientc ] manos, '' jielo beneficio ^'"~'u UL de munia
minln exis-px-ic
jiara com •Deus, e amor fraterno
sa para . . r,.„ „, ¦ , .
,-,' • \ e• „ desginçado
para
jiara ,- sou 'eu. Arro-itencia;
na l-.urojia . e admirado contemnlo
t-*-""-'-"q-'io a1 nom
com o.s nossos irmãos cm lesus Chris-, r , • ,- . pom-
,1 ¦ jado ao fundo ,, de , um elaustro pela vio-1 posah magnificência
a
to. Assim unidos nesta breve ¦, 'uercirn- • 1
lencta e crueldade de meus iiarentes,, em , ^"t.outaiLdeste vasto->nivpr^,v
uniu ^itivcrso
,• 1 que esta espargido
» '
nação,
íaç seremos um dia unidos nn gloria me tenho i.„ visto
..:„,._ forçado,
,.. debaixo
., , _., dos ., p
eterna e mansão dos justos, com o nos- ferrolhos d'esta E' necessário que vos jiersuadaes,.
so sublime Pastor, Christo Jesus ; reu- prisão, a trazer ás cos- meus amigos, de que um
tas esta capa de hypocritas e abjtirar a jiapa é um ser
nidos todos num mesmo rebanho, sem natureza e a minha passivo, subordinado ao ascendente do-
espécie. collegio de cardeaes; que estes são os
a mínima desavença ou desunião, una- Algumas apparencias de talento, jie-
nimemeiite concordes, cuiiijirindo-.se netrandoas que nos criam e os que nos destroem :
paredes de meu calabouço |
plenamente o.s desejos c a jietição do claustral, me annunc.aram ao mundo e parecendo tudVdominar sobre a terra
Divino Reclciiijitor: «Para estamos debaixo do jugo deste coro'-
nosso que as cortes clc Roma : a doçura e clemen- jl
elles sejam todos um.» activo, sob as decisões implacáveis da
ca dentei, caracter, minha tngenuida- > sua vingança
de, minha fortuna e, ainda mais, meu rido e seus interesses quando se# orgulho é fe-
offendidos"
desinteresse, ganharam o.s suffragios do Tt , ,• •
cardeal Üstali, que, durante avaccan-, Pm T™ Pub.,lco c «'dolo do
Olhem um moleiro santo! C!\tUÇ!.do.; P0,'L'm*»0 recinto mys-
cia da cadeira pontifica, alcançou para fV" •
« O ingênuo e crédulo juivo c, lainbcm, mim no conclave maioria de votos e fui tcn°so (l° \atlc.ano. este PaPa que tem
a seu turno, jiajia—fiz santos. () voto é chamado á jiurjiura sobre o throno da as ciiaves do ceo em uma das mãos e
livre. com a outra despede os raios das ex-
egreja. Todo mundo sabe que recusei
Como nas ultimas ciei ções houve dc-- acceitar um logar tão incomjiativel com ciiminunhões, não é mai.s do que um
jmtados jior accumulução, o ],,,vo quiz os meus sentimentos e gostos instrumento dócil do collegio de car-
do mesmo modo ler o seu santinho jior musas e jiara as deaes.
accumulação. Não se importou de dis- jirazeres jiacificos, cedendo só
ás instâncias mais obrigatórias. As rendas do listado, os latrocínios e
jiensar o ritual romano. Quando têm Criei jiara mim illusões sobre as chi- monopólios sacrilegos, levantados 'nos-
vontade de um santo, não estão a jiedi-lo
ao Vaticano. Ajioiado. meras do logar que oecupo, não espe- Paizes catholicos, depositam-se nos the-
Mas vamos ao caso : rando augmentar o numero dos desgra- SOUI'<,s da egreja e em seguida dividem-
Chegou ha dias a Sanlins, mettido çados, porém fazer a sua felicidade; e; sc no collegio de cardeaes, do mesmo
num caixão cie chumbo, o cadáver de esta é a consideração que determinou a "_10do que os ladrões de estrada divi-
uni moleiro que falleceu eni braga, com minha acecitação, junto ao jilano ejue dem o frueto de suas rapinas;
cheiro de santidade. A liunilia mandou- havia concebido clc abater ou deitar porém
deixa-se ao jiontifice uma
lhe fazer uni caixão de vidro c levou-o terra a linguagem da superstição e jior quantia fixa
de annual para sustentar o fausto da corte
jiara 11111a egreja onde o fanatismo estu- abolir o culto da idolatria. c jiagar ás milícias empregadas na sus-
pido o venera. » Sob o olhar taciturno dc meu Argos; tentação do poder executivo e da ty-
Km outro numero do mesmo jornal en-
coiitramos : rodeado de apóstolos do horror, sacer- rannia. Um papa é, como todos os reis„
,< Km additamento á noticia do ajijiare- dotes da mentira, não tenho podido, uma sombra sustentada pela facção dos
cimento, em Sanlins, de 11111 cadáver de ate agora, mais que suspirar 110 fundo , grandes es ; um idolo que levantam estes-
moleiro com grande cheiro de sanlida- do meu coração, jielo momento da re- Para castigar a estupidez do vulgo, ao
de, comniunicam-nos d'Alijó o seguinte : forma salutar. abrigo ou ao favor desta magia. Os-
K' jirodigioso o numero de devotos a Sustento com dó a autoridade faus- : grandes embusteiros enganam os povos
adorar o santinho, c os seus milagres— I tosa que fatiga a simplicidade da minha ' opprimindo-os debaixo do sceptro de
excedem tudo quando a velha milagreira vida; me envergonho de apresentar-me ferro de uma divindade mortal.
canta—pois que rapidamente—dá vista. em Roma, na Itália e na
Europa; me; Vede aqui, meus amigos, a ma-*-
aos cegos, toma sãos os aleijados e dá san- envergonho
dos inecnsos que a escravi- gia deste sombrio talisman
dc a lodos os doentes. E então o jiovinho
dão supersticiosa vem a turibular a! j cadeia o que en-
desfaz-se em esmolas ! I meus pes, de ser tido na terra ' gênero humano na noite das
O nioleirinho já recebeu quantia que por idolo preoecupações e o adormece no sonho-
anda pelos seus 3:000^000 (fortes). vivente e receber as homenagens que do erro.
Está a vida para os santos.« offendem ao Ser Supremo ; de susten- Clemente XIV, segundo a historia^
tar sobre a terra a ignorância e preoc- deixou no orbe catholico um nome jde,
(Da Aclualidadc.) cupações; de passar na opinião
publica saudosissima memória.


Vol. XXI IMPRENSA EVANGÉLICA 47

Casamento civil í tes encher de agua seis talhas de pedra, nuvens da noite, deixa ver aos nossos
'
que serviam ás purificações de que usa- olhos maravilhados, esses espaços inlini-
(E. Taunay) vam os Judeus, cada uma de dous ou tos, profundos, niysteriosos, onde ainda
tres almudes, e, com delicadeza de in- alguma estrella retardataria brilha palli-
Poder-se-ha separar, entre pessoas , dole elevadíssima, mandou-as levar, não damente apagando-se pouco a pouco
diante do resplandor crescente do dia.
Ijaptisadas, o sacramento (assim chama- ao noivo, porém sim ao convidado de Immenso «í esse cântico de alegria,
do) do matrimônio ; maior importância, chamado Arquitri- como
immenso 6 o Creador a sobe.
Eis um ponto de duvida; e aindajclino, o qual gabou em altas vozes a em cheiro agradável, esse quem espontâneo
.que a elucidação desta questão, de al- excellencia do vinho, agradecendo I
a fi- | louvor de suas creaturas. Ií todas essas
\
cada meramente thcologicn, nào per- j neza do dono da casa por tel-o guarda- maravilhas derramadas com tanta profu-
tença ao Estado, que nada tem que ver: do para aquella occasiao. , são diante ile nossos olhos, são, desse
com ella, não dçixa, comtudo, de ser Quem fizera o milagre, manteve ab- I Deus misericordioso, os menores dos
interessante discutil-a. soluto silencio, nem disse palavra em ! dons prodigalisados a seus filhos, pois
Citámos já as palavras, dignas de¦¦ relação ao facto do matrimônio e feste- | que, immenso na bondade, deu-nos esse
muita meditação, do grande S. Thomaz, Joa que assistiu. Pae aniantissimo o Salvador do inundo,
o qual reconheceu no matrimônio tres | Parece até que, como mestre, arruda- [ o Christo Senhor. F a mais favorecida de
suas creaturas, feita íí sua imagem penna-
feições particulares, subordinadas uma j va o momento em que as suas senten- ! neceria fria,
inerte, diante de tão sublime
á lei natural, outra á lei civil, a terceira ças e até gestos haviam de ter a maxi- j
lamor? Não, não, minha alma: estremece
á lei da egreja, isto é, o amor impulsio- ma importância na religião que estava de júbilo, e em
| gratos accentos entoa um
nando dous entes a se unirem, o Estado fundando, servindo-lhe dc pedras angu- 1 hymno ao teu Creador.
intervindo nesta união a bem de magros lares—« Ainda não é chegada a minha
interesses civis futuros, e a religião di- hora. » Fntôa, ú minha alma.
gnificando-a pela virtude sactamantal, Aquella transformação da agua em l'm hymno ao Senhor,
¦que, segundo os padres do 4" concilio vinho, além de mera graciosidade do Cm hvmno de gloria
de Carthago em 398, além de Tertúlia- divino convidado, sempre cheio de be- Ao teu Creador !
no e S. Cyrillo, Nosso Senhor Jesus- nevolencia c amor para com os homens A luz que te aclara
•Christo lhe incutiu, sanetificando-o e e de contemplação até pelos seus foi-
F' d'Flle emanada :
destinando-lhe graça especial guedos e prazeres, muito embora a fun E a tua linguagem
Quer a doutrina sã e orthodoxa que !! da e eterna tristeza cjue lhe ia 11'alma Por elle inspirada.
isto se houvesse dado por occasiao das immaculada, foi um modo de assigna-
.bodas em Cana de Galiléa, conforme lar n'aquella região o seu poder sobre-
nos conta S. João no capitulo Il.desde o ; natural. Campanha, fevereiro do 18S5.
•verso 1 até ao it do seu Evangelho. « 11. Vers.—Por este milagre, deu Je-
Entretanto, em toda essa passagem na- , sus começo aos seus em Cana de Ga-
»da nos refere o Apóstolo que indique lilé
.innovação nas ceremonias a que assis- Boa noticia
ttia, ou cunho peculiar que o Redemp-
tor julgou dever imprimir-lhes. Um ma^nilico movimento missionário
Figurou alli na qualidade de simples Um pariro da natureza dá-se actualmente na Inglaterra.
convidado, encontrando-se nesse ban- Dous estudantes de Cambridge, aos
Temi es visto algum dia a quaes a vida universitária promettiaamais
quete por acaso, como do.s textos se
deprehende, com a sua mãe, que elle scena que offerece o nascer do sol ? Fs- brilhante carreira, os srs. Studde Stanley
.tratou um tanto asperamente, (1) como pectaculo todos os dias apresentado aos Smith, tinham-se decidido, depois das
nossos olhos, e, entretanto, sempre novo, pregações de Moody a renunciar & gloria
aconteceu aliás em outras oceasiões,
sempre variado nos seus múltiplos aspec- humana para se oecuparem com a «mais
tão desprendido andava o seu espirito tos.
das affeições e cousas terrestres que o coraç-i0 Que doces emoções não enchem o necessária» isto £*, para irem annunciar a
•.tocavam individualmente, tendo do admirador matutino das gran- I salvação aos que morrem aos milhares
que j des obras do Creador! Vede o grande I «sem Deus e sem esperança... Um pouco
pairar sobre a humanidade inteira e j luminar, surgindo preguiçoso por' detraz j mais tarde, á chamada do ardente e ve-
abrangel-a no mais remoto futuro desses montes verdejantes, fazendo res- 1 nerado missionário evangélico Hudson-
Essas bodas de Cana, tão preconisa-' plandecer bem longe os campos orvalha- Taylor, tendo elles escolhido a China
das pelo pretendido fausto, tão ideaüsa- ! dos de tênues gottas, como lindos bri- 1 para theatro de sua actividade missiona-
das pelo luxo e imaginação do pincel i lhantes espalhados profusamente sobre i ria, resolveram anles de partir para seu
•dos mestres venezianos, não se avanta- i um tllPete <le esmeralda. Que alegria en- destino, pregar uma missão no meio de
eslj:,llha ^natureza ! que anima- j seus antigos camaradas de Cambridge.
ve- ! íh_° fertiio
jaram, segundo nos conta a historia
ridica, pela abundância; pois, refere S ção! que harmonia cheia de vida nos mil i Fsta missão ultrapassou as suas mais bel-
-•'___ *? f-io viminncj r*li«i*» rir* \n ri-i mie nu

sons confusos deste grande concerto, on- j las esperanças : o.s estudantes vieram em
João, desde logo escasseou o vinho. de o mais humilde representante da crea- !' grande numero escutar os dous amigos
« 3. Vers.—E faltando o vinho, a
Mãe de Jesus lhe disse: Elles não têm em ção exprime, a seu modo, sua satisfacção que elles tinham, desde muito tempo,
contemplar de novo aluzbemdicta do aprendido a amar e a respeitar como ser-
¦vinho. dia ! vos de Jesus-Christo. O resultado final
" 4. Vers.—E Jesus lhe respondeu:— Vede a andorinha, como fende ligeira das reuniões, as quaes duraram alguns
Mulher, que me vai a mim e a ti n'isso? e graciosa o ar, traçando, caprichosa, mil dias, foi que 50 moços approximadamen-
(Ainda não é chegada a minha hora. » curvas, dando mil voltas, incansável em te se offereceram para as missões longin-
E ella, na sublime humildade femini- procurar o alimento aos seus ávidos filho- quas, e que a maior parte delles já obti-
na, aconselhou aos que serviam ao Fi- tes. A abelha, susurrando, vôa de flor em veram para esse fim a plena autorisação
lho: flor, visitando cuidadosamente os cálices de seus paes.
«5. Vers.—Fazei tudo o que Elle ainda humidos, e sorvendo com delicias o Foi um bello espectaculo, acerescenta
¦Pos disser ». doce sueco ahi oceulto. uma testemunha ocular,—quando, ao ter-
Os habitantes do ar, todo afadigados minar-se a ultima reunião, convidou-se
Então Jesus Christo fez pelos serven- voam ligeiros, unindo seus doces accen- os
que desejavam consagrar-se inteira-
tos ao grande despertar da natureza. mente ao serviço de Deus, a demorarem-
(1) Nota. Discordemos da escpressSo.
N. daR. Uma fresca brisa, espalhando as ultimas se para uma reunião de orações finaes, o
-18 IMPRENSA EVANGÉLICA Vol. x>«
impecilios da matéria ; é privac*
ver agrupar-se em roda do estrado 40 elle uma punição, quando mesmo não dos
moços pelo menos, dentre os quaes va- negue que a merece ? para sempre, de concorrer na as.sen
rios'conhecidos pela sua distincção pes- E' um principio de eterna verdade, bléa dos justos, para a gloria de Deus
soai ou litteraria. que toda a acçao tem uma reacção e Mas para onde irá o mísero banido
Os srs. Studd e Smith não ficaram uma repercussão. Na reacção e na re- da presença de Deus? Deus é quem
n'issi. só; como nfio partiam para a China l percussão das acções dos homens está sabe. O homem só pôde dar um nome
sinão em Janeiro, foram para a Escossia \ a sua punição neste mundo. a esse logar de expiação ; seja esse lo-
com o fim de fazer alli a mesma chamada As acções de uns são reações para gar qual fôr chamou-lhe Inferno. O
aos estudantes da universidade de Glas-
outros quando estes atacam o direito ; que é certo é que o castigo não consis-
cow, de Alberdeen, etc. e soubemos ago- í'¦
a consciência mesmo é uma reacção ; as te cm não ser visto nem ouvido por
ra mesmo que acharam lá ainda mais
sympathia do que na Inglaterra. reacções remotas são repercussões, e a Deus ; está em nào vel-o nem ouvil-o.
' si- consciência, depois do acto consumiria- Deus vê tudo e ouve tudo; até aos con-
Ouando veremos nós um despertar '.
miíhante, e dons proporcionados para ' do, converte-se em remorso, isto é, per- demnados.
sustentarem os missionários ou evange- de o caracter de conselheiro, e toma o
listas que offerecem suas vidas á grande , de censor. F. L. F.
obra do Mestre ? Oh ! e censor terrível !
Será quando nós, christãos, tivermos Lembremo-nos que é o próprio Deus
I
orado mais, orado muito. 1 esse censor de todos os momentos, de
O despertar do espirito missionário que todos os logares e de todos os homens! djsultos j§VM(gelkas
assignalamos na Inglaterra, não veiu de Pôde a creatura ser tão infeliz que ¦
outro modo. F', nós o sabemos, a respos- Paulo—Capitai.—Rua Vinte Qn.i-
da terra á paz de sua S. tro
ta ás orações ardentes, numerosas e per- prefira as cousas de .Maio.
severa n tes. alma ; poderá talvez conseguir, á força Lorena.
de trabalho, não digo fazer calar a cons- Cruzeiro.
( Do Signal). ciência e o remorso : elles fatiarão sem- Uhatuba—Rua d S. Salvador ;.
: pre; mas continuar a viver desregrada- 1 Campinas—Rua Lusitana.
mente, apezar das instâncias desses í Mogy-mirim.
: dous amigos da alma. ! Penha.
O redactor-gereule do Ratliemeiit, lb- Poderá fazer afastar de si a justiçados |Sorocaba.
lha catholica romana de iMontauban, na outros homens ; mas elle tem dc mor- « Rio-Claro—Rua de S. João 93.
I'"rança, que tinha recebido nas suas co- rer : então será feito delle ? S. Carlos no Pinhal — Rua cia
lumnas uma indigna calumnia contra os ! - A cada que injustiça que praticou neste Matta 13.
estudantes da faculdade de theologia pro- i mundo subiu um lamento, i
mr. queixu- Pirassunum.a—Rua da Imperatriz, 11.1
testante de Montauban, foi por este facto | Brotas.
aceusado por ditlámação perante o jury, ¦ me, uma prece ao Sêr Supremo. Deus S Dous-Correcos.
e foi condemnado a um anno de prisão, lhe perguntará, pois : «O que fizeste de Botucatu'.
mil francos de muita e ás despezas. teu irmão ?» , Araraquara—Rua 7 de Setembro
Deus sem duvida vae punil-o ! Qual Corte—Travessa da Barreira 15.
( Do Signal). será essa punição ? Tremo dc o pensar ! ,, —Travessa das Partilhas 44.
Deve ser terrível ! Rio de Janeiro—Campos.
Deus nada faz que não tenha o cunho Nictherov.—Rua do Visconde delta-
da grandeza ! borahy 41
A punirão Padre nosso, perdoae-lhe, porque cllc Bahia—S. Salvador—Rua nova de
não soube o cjue fez! S. Pedro 22.
«Não, i Cachoeira—Rua de Baixo 12.
Deus, por cumulo dc bondade, ad- ; o tempo do perdão elle o dei—
verte ao homem neste mundo, da boa | xou passar; elle não devia vir crimine.-
: Pernambuco—Recife—Rua do Im-
ou má qualidade das acções que o mes- so ante mim. Elle soube o que fez; eu ;; Rua perador 71, 1'.' andar.
estreita do Rosário 4, 1" andar.
mo homem pretende fazer. Quem é es- o aconselhei sempre pela voz da cons- Rua Imperial 173. Estrada Nova.
se homem tão desgraçado que não sen- j ciência ; eu o reprehendi constantemen- Govana—Rua Augusta.
te dentro em si um conselheiro que lhe i te pela voz do remorso ; eu lhe »ipre- Nazareth.
diz em segredo —« fazeou abstem-tc ... sentei o meu Filho pregado na cruz Parah.yba—C a pi t a l.
Este conselheiro existe, e o homem lhe . para salval-o ; a tudo foi surdo, a tudo Alagoas—Pão d'assucar.
tem dado um nome—Consciência. Mas foi cego : pois surdo e cúgo seja para QuEtlRANCULO.
o que é, ou quem é essa consciência f . sempre ! Que se arrede da minha pre- Minas-Geraes—C a l n a s.
E' a voz de Deus. sença ! Mas que lhe fique a consciência S. Bartholomeu, Caiio Verde.
Por toda a redondeza da terra espa- e o remorso para que lhe recordem per- Campanha.
lhados, os homens, a toda a hora, a todo petuamente o que perdeu !
o instante do dia e da noute, cada um
'
O cego e surdo que conheceu as
cie per si, c todos ao mesmo tempo, delicias deste mundo enganoso, e que
Mí{mmrio
como que ouvem proferir, ao seu ouvi- hoje não pódc entrar nos salões, onde
do, uma voz amiga que lhe diz : «amo-te se acha reunido quanto ha de luzido e Agencia da Sociedade
e por amar-te te advirto que não faças ; harmonioso que outr'ora lhe fazia os
tal, pois que ha perigo para ti no que | encantos da vida ; que julgue da gran- Biblica Britânica
pretendes fazer... J deza do supplicio daquelle que, tendo Escripturas Sagradas em diversas
Oh ! este meio dc communicar-sc j chegado ao reino da verdade, tendo vis- línguas e em portuguez, edição segun-
com os homens, é digno de um Ser ! to em toda a sua clareza, em todo o do a Vulgata, pelo padre Antônio Pe-
Omnipotente. Esta vigilância de todos I esplendor o Creador dos mundos, do- reira de Figueiredo. Rua Sete de Se—
os momentos é digna de um amor infi- I minando esses mesmos mundos até o tembro, n. 71, Rio de Janeiro. 'It
nito. I infinito, abrangidos por um só golpe de AGENTE NO BRAZIL
E o homem que a esta voz divina | vista tão vasto como o universo, cujas João M. G.t Santos.
responde, orgulhoso—eu quero, espera I leis simples e geraes se manifestam a
jtão ser punido! duvida que haja para I um só rasgo da intelligencia libertada

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