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GE Energy Connections

Grid Solutions

MiCOM P40 Agile


P14D

Manual Técnico
IED de Gestão do Alimentador

Versão da Plataforma de Hardware: A


Versão da Plataforma de Software: 57
Referência de Publicação: P14D-TM-PT-7
Conteúdo

Capítulo 1 Introdução 1
1 Visão geral do capítulo 3
2 Prefácio 4
2.1 Público-alvo 4
2.2 Convenções tipográficas 4
2.3 Nomenclatura 5
2.4 Conformidade 5
3 Escopo do produto 6
3.1 Opções de pedido 6
4 Recursos e funções 7
4.1 Funções de proteção 7
4.2 Funções de controle 8
4.3 Funções de medição 8
4.4 Funções de comunicação 9
5 Diagramas lógicos 10
6 Visão geral de funções 12

Capítulo 2 Informações de segurança 13


1 Visão geral do capítulo 15
2 Saúde e segurança 16
3 Símbolos 17
4 Instalação, Comissionamentoe manutenção 18
4.1 Perigos de elevação 18
4.2 Riscos elétricos 18
4.3 Requisitos UL/CSA/CUL 19
4.4 Requisitos referentes a fusíveis 19
4.5 Conexões do equipamento 20
4.6 Requisitos dos equipamentos de proteção de Classe 1 21
4.7 Lista de verificação de pré-energização 21
4.8 Circuito periférico 22
4.9 Modernização/Manutenção 22
5 Retirada de serviço e descarte 23
6 Conformidade com padrões 24
6.1 Conformidade EMC: 2004/108/EC 24
6.2 Segurança de produto: 2006/95/EC 24
6.3 Conformidade R&TTE 24
6.4 Conformidade UL/CUL 24
6.5 Conformidade com a diretriz ATEX 24

Capítulo 3 Projeto de hardware 27


1 Visão geral do capítulo 29
2 Arquitetura de hardware 30
2.1 Memória e relógio de tempo real 30
3 Construção mecânica 32
3.1 Variações da caixa 32
3.2 Painel traseiro 20TE 33
3.3 Painel traseiro 30TE 33
4 Conexões dos terminais 36
4.1 Opções de E/S 36
4.2 Configuração de hardware 1 do P14D 36
4.2.1 Bloco de terminais esquerdo 36
Conteúdo P14D

4.2.2 Bloco de terminais direito 37


4.3 Configuração de hardware 2 do P14D 38
4.3.1 Bloco de terminais esquerdo 38
4.3.2 Bloco de terminais direito 38
4.3.3 Conectividade Ethernet 39
4.4 Configuração de hardware 3 do P14D 40
4.4.1 Bloco de terminais esquerdo 40
4.4.2 Bloco de terminais direito 40
4.4.3 Bloco de terminais central 41
4.5 Configuração de hardware 4 do P14D 42
4.5.1 Bloco de terminais esquerdo 42
4.5.2 Bloco de terminais direito 42
4.5.3 Bloco de terminais central 43
4.6 Configuração de hardware 5 do P14D 44
4.6.1 Bloco de terminais esquerdo 44
4.6.2 Bloco de terminais direito 44
4.6.3 Bloco de terminais central 45
4.7 Configuração de hardware 6 do P14D 46
4.7.1 Bloco de terminais esquerdo 46
4.7.2 Bloco de terminais direito 46
4.8 Configuração de hardware 7 do P14D 47
4.8.1 Bloco de terminais esquerdo 47
4.8.2 Bloco de terminais direito 48
4.8.3 Conectividade Ethernet 48
4.9 Configuração de hardware 8 do P14D 49
4.9.1 Bloco de terminais esquerdo 49
4.9.2 Bloco de terminais direito 49
4.9.3 Bloco de terminais central 50
5 Painel frontal 51
5.1 Painel frontal do 20TE 51
5.2 Painel frontal do 30TE 52
5.3 Teclado 52
5.4 Mostrador de cristal líquido 53
5.5 Porta USB 53
5.6 LEDs de função fixa 54
5.7 Teclas de função 54
5.8 LEDs programáveis 54

Capítulo 4 Design do software 55


1 Visão geral do capítulo 57
2 Visão geral do software 58
3 Software de nível de sistema 59
3.1 Sistema operacional de tempo real 59
3.2 Software de serviços do sistema 59
3.3 Software de auto-diagnóstico 59
3.4 Autoteste na inicialização 59
3.4.1 Boot do sistema 59
3.4.2 Inicialização do software de nível do sistema 59
3.4.3 Monitoramento e inicialização do software da plataforma. 60
3.5 Autoteste contínuo 60
4 Software da plataforma 61
4.1 Armazenamento de registros 61
4.2 Banco de dados de configurações 61
4.3 Interfaces 61
5 Funções de controle e proteção 62
5.1 Aquisição de amostras 62
5.2 Rastreamento de frequência 62

ii P14D-TM-PT-7
P14D Conteúdo

5.3 Processamento Fourier de sinais 62


5.4 Lógica de Esquema Programável 63
5.5 Registro de eventos 64
5.6 Registrador de distúrbios 64
5.7 LOCALIZ.FALHA 64
5.8 Interface das teclas de função 65

Capítulo 5 Configuração 67
1 Visão geral do capítulo 69
2 Software aplicativo de configuração 70
3 Uso do painel IHM 71
3.1 Navegação pelo painel da IHM 72
3.2 Primeiros Passos 72
3.3 Tela pre. Def. 73
3.4 Navegação na tela inicial 74
3.5 Entrada de senha 76
3.6 Processamento de alarmes e registros 76
3.7 Estrutura do menu 77
3.8 Alteração das configurações 78
3.9 Acesso direto (O menu de Hotkeys) 79
3.9.1 Seleção de grupo de configuração 79
3.9.2 Entradas de controle 80
3.9.3 Controle do Disjuntor 80
3.10 Teclas de função 81
4 Configuração de data e hora 83
4.1 Compensação de fuso horário 83
4.2 Compensação de horário de verão 83
5 Seleção de grupo de configurações 85

Capítulo 6 Funções de Proteção de Corrente 87


1 Visão Geral do Capítulo 89
2 Princípios de Proteção de Sobrecorrente 90
2.1 Característica IDMT 90
2.1.1 Curvas IDMT IEC60255 91
2.1.2 Normas Europeias 92
2.1.3 Normas Norte-americanas 94
2.1.4 Diferenças entre as Normas Norte-americanas e Europeias 94
2.1.5 Curvas programáveis 95
2.2 Princípios de Implementação 95
2.2.1 Função Parar Temporizador 96
3 Proteção de sobrecorrente de fase 97
3.1 Implementação de Proteção de Sobrecorrente de Fase 97
3.2 Lógica de Sobrecorrente Não Direcional 98
3.3 Elemento direcional 99
3.3.1 Polarização Síncrona 101
3.3.2 Lógica de sobrecorrente direcional 102
3.4 Configurações de sobrecorrente de fase do modelo H 102
3.5 Notas de Aplicação 103
3.5.1 Alimentadores Paralelos 103
3.5.2 Configurações de Rede em Anel 104
3.5.3 Diretrizes de configuração 105
3.5.4 Diretrizes de Configuração (Elemento Direcional) 105
4 Elemento de Sobrecorrente Dependente de Tensão 107
4.1 Implementação de Proteção de Sobrecorrente Dependente de Tensão 107
4.1.1 Proteção de Sobrecorrente Controlada por Tensão 108

P14D-TM-PT-7 iii
Conteúdo P14D

4.1.2 Proteção de Sobrecorrente Restrita pela Tensão 108


4.2 Lógica de Sobrecorrente Dependente de Tensão 109
4.3 Notas de Aplicação 110
4.3.1 Diretrizes de configuração 110
5 Seleção de Limiar de Parâmetro de Corrente 111
6 Proteção de sobrecorrente de sequência negativa 112
6.1 Implementação da Proteção de Sobrecorrente de Sequência Negativa 112
6.2 Lógica de Sobrecorrente de Sequência Negativa Não Direcional 113
6.3 Elemento Direcional 113
6.3.1 Lógica de Sobrecorrente de Sequência Negativa Direcional 114
6.4 Notas de Aplicação 114
6.4.1 Diretrizes de Configuração (Limiar de Corrente) 114
6.4.2 Diretrizes de Configuração (Atraso) 115
6.4.3 Diretrizes de Configuração (Elemento Direcional) 115
7 Proteção de Defeito à Terra 116
7.1 Elementos de Proteção de Defeito à Terra 116
7.2 Lógica de Defeito à Terra Não Direcional 117
7.3 Curva IDG 117
7.4 Elemento Direcional 118
7.4.1 Polarização de tensão residual 119
7.4.2 Polarização de sequência negativa 121
7.5 Notas de Aplicação 122
7.5.1 Diretrizes de Configuração (Elemento Direcional) 122
7.5.2 Sistemas Aterrados por Bobina de Peterson 122
7.5.3 Diretrizes de Configuração (Redes compensadas) 125
8 Proteção de defeito à terra sensitiva 127
8.1 Implementação da Proteção SEF 127
8.2 Lógica de SEF Não Direcional 128
8.3 Curva EPATR B 128
8.4 Elemento Direcional 129
8.4.1 Característica Wattimétrica 130
8.4.2 Característica Icos phi / Isen phi 131
8.4.3 Lógica SEF direcional 133
8.5 Notas de Aplicação 134
8.5.1 Sistemas Isolados 134
8.5.2 Diretrizes de Configuração (Sistemas Isolados) 135
9 Arrq Carga Frio 137
9.1 Implementação 137
9.2 Lógica de CLP 138
9.3 Notas de Aplicação 138
9.3.1 CLP para Cargas Resistivas 138
9.3.2 CLP para Alimentadores de Motores 138
9.3.3 CLP para condições de Fecho sob Defeito 139
10 Lógica de Sobrecorrente Seletiva 140
10.1 Implementação de Lógica Seletiva 140
10.2 Diagrama Lógico de Sobrecorrente Seletiva 140
11 Seleção do Parâmetro do Temporizador 142
12 Proteção de Sobrecarga Térmica 143
12.1 Característica de constante de tempo única 143
12.2 Característica de Constante de Tempo Dupla 143
12.3 Implementação da Proteção de Sobrecarga Térmica 144
12.4 Lógica de Proteção de Sobrecarga Térmica 144
12.5 Notas de Aplicação 145
12.5.1 Diretrizes de Configuração para Característica de Constante de Tempo Dupla 145
12.5.2 Diretrizes de Configuração para Característica de Constante de Tempo Simples 146
13 Proteção de condutor quebrado 147
13.1 Implementação da Proteção de Condutor Quebrado 147

iv P14D-TM-PT-7
P14D Conteúdo

13.2 Lógica da Proteção de Condutor Quebrado 147


13.3 Notas de Aplicação 147
13.3.1 Diretrizes de configuração 147
14 Proteção de Bloqueio de Sobrecorrente 149
14.1 Implementação de Bloqueio de Sobrecorrente 149
14.2 Lógica de bloqueio de sobrecorrente 149
14.3 Lógica de Defeito à Terra Bloqueada 149
14.4 Notas de Aplicação 150
14.4.1 Esquema de Bloqueio do Barramento 150
15 Bloqueio por segunda harmónica 152
15.1 Implementação do Bloqueio de Segunda Harmónica 152
15.2 Lógica de Bloqueio de Segunda Harmónica 154
15.3 Notas de Aplicação 154
15.3.1 Diretrizes de configuração 154
16 Blindagem de carga 155
16.1 Implementação de Blindagem de Carga 155
16.2 Lógica de Blindagem de Carga 156
17 Proteção de admitância de neutro 159
17.1 Operação de admitância do neutro 159
17.2 Operação de condutância 160
17.3 Operação de susceptância 160
18 Detecção de Defeito de Alta Impedância 162
18.1 Implementação da Proteção de Defeito de Alta Impedância 162
18.1.1 Análise Fundamental 162
18.1.2 Análise das Componentes Harmónicas 163
18.1.3 Análise Direcional 164
18.1.4 Resumo 164
18.2 Lógica da Proteção de Defeito de Alta Impedância 165

Capítulo 7 Proteção de falha à terra restrita 167


1 Visão geral do capítulo 169
2 Princípios de proteção REF 170
2.1 Enrolamentos estrela aterrados por resistência 171
2.2 Enrolamentos estrela solidamente aterrados 171
2.3 Estabilidade sob falha externa 172
2.4 Tipos de falha à terra restrita 172
2.4.1 Princípio da REF de baixa impedância. 173
2.4.2 Princípio REF de alta impedância 174
3 Implantação da proteção de falha à terra restrita 177
3.1 Implementação de Proteção de Defeito à Terra Restrita 177
3.2 REF de baixa impedância 177
3.2.1 Configuração da característica de polarização 177
3.2.2 Polarização atrasada 178
3.2.3 Bias Transitorio 178
3.3 REF de alta impedância 179
3.3.1 Princípios de cálculo de REF de alta impedância 179
4 Notas de uso 180
4.1 Resistência de enrolamento estrela aterrada 180
4.2 Aplicação de proteção REF de baixa impedância 181
4.2.1 Diretrizes de Configuração para Operação Diferencial Polarizada 181
4.2.2 Proteção Diferencial Polarizada 182
4.2.3 Cálculo dos parâmetros 182
4.3 Aplicação de proteção REF de alta impedância 183
4.3.1 Modos de operação REF de alta impedância 183
4.3.2 Orientações de configuração para operação de alta impedância 184

P14D-TM-PT-7 v
Conteúdo P14D

Capítulo 8 Proteção de falha de disjuntor 189


1 Visão geral do capítulo 191
2 Proteção de Falha de Disjuntor 192
3 Implementação de Proteção de Falha de Disjuntor 193
3.1 Temporizadores de falha de disjuntor 193
3.2 Detecção de cruzamento em zero 193
4 Lógica de Proteção de Falha de Disjuntor 195
5 Subcorrente e lógica ZCD na falha de disjuntor 197
6 Lógica de Proteção SEF de Falha de Disjuntor 198
7 Lógica da Função de Proteção de Falha de Disjuntor Por Ausência de Corrente 199
8 Mapeamento do Disjuntor 200
9 Notas de uso 201
9.1 Mecanismos de Reset para Temporizadores de Falha Disj. 201
9.2 Diretrizes de Configuração (Temporizador de Falha Disj.) 201
9.3 Diretrizes de configuração (Subcorrente) 201

Capítulo 9 Requisitos do transformador de corrente 203


1 Visão geral do capítulo 205
2 Requisitos do TC 206
2.1 Proteção de sobrecorrente e de defeito à terra 206
2.1.1 Elementos direcionais 207
2.1.2 Elementos não direcionais 207
2.2 Proteção de falha à terra 207
2.2.1 Elementos direcionais 207
2.2.2 Elementos não direcionais 207
2.3 Proteção SEF (Conectado Residualmente) 208
2.3.1 Elementos direcionais 208
2.3.2 Elementos não direcionais 208
2.4 Proteção SEF (TC de núcleo balanceado) 209
2.4.1 Elementos direcionais 209
2.4.2 Elementos não direcionais 209
2.5 Proteção REF de Baixa Impedância 210
2.6 Proteção REF de Alta Impedância 210
2.7 Proteção de barramento de alta impedância 210
2.8 Uso de resistores Metrosil não lineares 211
2.9 Uso de TIs ANSI classe C 213

Capítulo 10 Funções de Proteção de Tensão e Frequência 215


1 Visão Geral do Capítulo 217
2 Proteção de subtensão 218
2.1 Implementação da Proteção de Subtensão 218
2.2 Lógica de Proteção de Subtensão 219
2.3 Nota de uso 220
2.3.1 Diretrizes para configuração de subtensão 220
3 Proteção de sobretensão 221
3.1 Implementação da Proteção de Sobretensão 221
3.2 Lógica de Proteção de Sobretensão 222
3.3 Nota de uso 223
3.3.1 Diretrizes para Configuração de Sobretensão 223
4 Taxa de Variação da Proteção de Tensão 224
4.1 Implementação da Proteção de Taxa de Variação da Tensão 224
4.2 Lógica da Taxa de Variação de Tensão 225
5 Proteção de Tensão Residual 226
5.1 Implementação da Proteção de Sobretensão Residual 226

vi P14D-TM-PT-7
P14D Conteúdo

5.2 Lógica de Sobretensão Residual 227


5.3 Nota de uso 227
5.3.1 Cálculos para Sistemas com Aterramento Sólido 227
5.3.2 Cálculos para Sistemas com Aterramento via Impedância 228
5.3.3 Cálculos para Sistemas com Aterramento via Impedância 229
6 Proteção de Sobretensão de Sequência Negativa 230
6.1 Implementação de sobretensão de sequência negativa 230
6.2 Lógica de sobretensão de sequência negativa 230
6.3 Nota de uso 230
6.3.1 Diretrizes para Configuração 230
7 Proteção de subtensão de sequência positiva 232
7.1 Implementação da subtensão de sequência positiva 232
7.2 Lógica de subtensão de sequência positiva 232
8 Proteção de sobretensão de sequência positiva 233
8.1 Implementação de sobretensão de sequência positiva 233
8.2 Lógica de sobretensão de sequência positiva 233
9 Funções de tensão de valor média móvel 234
9.1 Lógica de subtensão de média móvel 235
9.2 Lógica de sobretensão de média móvel 236
9.3 Lógica de tensão de sequência zero de média móvel 236
9.4 Lógica de tensão de sequência positiva de média móvel 237
9.5 Lógica de tensão de sequência negativa de média móvel 237
9.6 PSL de bloqueio de tensão média 237

Capítulo 11 Funções de proteção de frequência 239


1 Visão geral do capítulo 241
2 Visão Geral da Proteção de Frequência 242
2.1 Implantação da proteção de frequência 242
3 Proteção de subfrequência 244
3.1 Implantação da proteção de subfrequência 244
3.2 Lógica da Proteção de Subfrequência 244
3.3 Nota de uso 244
3.3.1 Diretrizes para Configuração 244
4 Proteção de sobrefrequência 246
4.1 Implantação da proteção de sobrefrequência 246
4.2 Lógica da Proteção de Sobrefrequência 246
4.3 Nota de uso 246
4.3.1 Diretrizes para Configuração 246
5 Proteção R.O.C.O.F independente 248
5.1 Implantação da proteção R.O.C.O.F independente 248
5.2 Lógica da proteção R.O.C.O.F independente 249
5.3 Nota de uso 249
5.3.1 Orientações de configuração 249
6 Proteção R.O.C.O.F supervisionada em frequência 251
6.1 Implantação da frequência supervisionada R.O.C.O.F 251
6.2 Lógica frequência supervisionada R.O.C.O.F 252
6.3 Nota de uso 252
6.3.1 Exemplo de R.O.C.O.F frequência supervisionada 252
6.3.2 Orientações de configuração 253
7 Proteção de Taxa média de troca de frequência 254
7.1 Implantação da proteção R.O.C.O.F. média 254
7.2 Lógica R.O.C.O.F média 255
7.3 Nota de uso 256
7.3.1 Orientações de configuração 256
8 Redução e restauração de carga 257
8.1 Implantação da restauração de carga 257

P14D-TM-PT-7 vii
Conteúdo P14D

8.2 Faixa de retenção 257


8.3 Lógica de restauração de carga 260
8.4 Nota de uso 260
8.4.1 Orientações de configuração 260

Capítulo 12 Funções de Proteção de Potência 263


1 Visão Geral do Capítulo 265
2 Proteção de sobrepotência 266
2.1 Implementação da Proteção de Sobrecarga de Potência 266
2.2 Lógica da Sobrecarga de Potência 267
2.3 Notas de Aplicação 267
2.3.1 Diretrizes para Configuração de Sobrecarga de Potência Direta 267
2.3.2 Considerações sobre Potência Inversa 267
2.3.3 Diretrizes para Configuração de Sobrecarga de Potência Inversa 268
3 Proteção de subpotência 270
3.1 Implementação da Proteção de Potência Insuficiente 270
3.2 Lógica de Potência Insuficiente 271
3.3 Notas de Aplicação 271
3.3.1 Considerações sobre Potência Direta Baixa 271
3.3.2 Diretrizes para Configuração de Potência Direta Baixa 271
4 Proteção de Potência Sensível 273
4.1 Implementação da Proteção de Potência Sensível 273
4.2 Medições de Potência Sensível 273
4.3 Lógica de Potência Sensível 274
4.4 Notas de Aplicação 274
4.4.1 Cálculos de Potência Sensível 274
4.4.2 Diretrizes para Configuração da Potência Sensível 276
5 Proteção de falha de terra direcional wattimétrica 277
5.1 Implementação WDE 278
5.2 Lógica WDE 278

Capítulo 13 Religação auto. 281


1 Visão Geral do Capítulo 283
2 Introdução à Religação Automática trifásica 284
3 Implementação 285
4 Entradas da Função Religação Automática 286
4.1 Disj. Pronto 286
4.2 Bloqueio Relig. 286
4.3 Reset Bloqueio 286
4.4 Relig.Modo Auto 286
4.5 Religação Automática Modo Linha Viva 286
4.6 Modo Telecontrol 286
4.7 Circ Vivo/Morto OK (Circuitos Vivo/Morto OK) 286
4.8 Rel. Ver. Sist. OK (Relig Verificações do Sistema) 287
4.9 DispExt. Rel. Prot. (Disparo Externo de Proteção da Religação Automática) 287
4.10 Arr.Ext.Rel.Prot (Início Externo de Proteção da Religação Automática) 287
4.11 Relig. Completo (Religação Automática Atrasada Concluída) 287
4.12 Disj em Serviço (Disjuntor em Serviço) 287
4.13 Relig.Rearranque 287
4.14 TM OK p/Arranque (Tempo Morto OK para Arranque) 287
4.15 Tempo Morto Activo 288
4.16 TesteDispRelInic (Iniciar Teste de Disparo) 288
4.17 Omit.Ciclo1 Rel. 288
4.18 Inib.Temp.Recup. (Inibir Tempo de Recuperação) 288
5 Saídas da Função Religação Automática 289

viii P14D-TM-PT-7
P14D Conteúdo

5.1 Relig.em Curso 289


5.2 Relig.em Curso 1 289
5.3 Sinais DDB do Estado do Contador de Sequência 289
5.4 Fecho c/Sucesso 289
5.5 Relig.em Serviço 289
5.6 Prot.Princ.Bloq. (Bloqueio da Proteção Principal) 289
5.7 Prot.SEF Bloq. (Bloqueio de Proteção SEF) 289
5.8 Verif.Religação 290
5.9 Tmp.Mort.e/Curso 290
5.10 Tmp.Mort.Complet (Tempo Morto Concluído) 290
5.11 Relig.Verif.Sist (Verificação de Sincronização da Relig) 290
5.12 Rel.Ver.Sist.OK (Relig Verificações do Sistema OK) 290
5.13 Fecho Automatico 290
5.14 Bloqueio Prot. (Bloqueio da Proteção) 290
5.15 Reset Alarm.Bloq (Alarme de Reset de Bloqueio) 290
5.16 Tmp.Rec.em/Curso 290
5.17 Tmp.Rec.Completo 291
6 Alarmes da Função de Religação Automática 292
6.1 Rel.Sis.Ver.Falh 292
6.2 Rel.Disj.Falha 292
6.3 Relig.Bloqueio 292
7 Operação da Religação Automática 293
7.1 Modos de Operação 293
7.1.1 Implementação com Chave Seletora de Quatro Posições 293
7.1.2 Lógica de Seleção do Modo de Operação 295
7.2 Iniciação da Religação Automática 295
7.2.1 Lógica do Sinal de Arranque 297
7.2.2 Lógica do sinal de disparo 297
7.2.3 Lógica de sinal de bloqueio 298
7.2.4 Lógica de Ciclos Excedidos 298
7.2.5 Lógica de Inicio Relig. 299
7.3 Bloqueando a Proteção Instantânea para Disparos Selecionados 299
7.4 Bloqueando a Proteção Instantânea para Bloqueios 301
7.5 Controlo de Tempo Morto 302
7.5.1 Controlo de Fecho do Disj da Religação Automática 303
7.6 Verificações do Sistema da Relig. Autom. 304
7.7 Inicialização do Temporizador de Recuperação 305
7.8 Inibição da Religação Automática 306
7.9 Bloqueio da Religação Automática 307
7.10 Coordenação de Sequência 309
7.11 Verificações do Sistema para Primeira Religação 310
8 Diretrizes para Configuração 311
8.1 Numero Ciclos 311
8.2 Configuração do Temporizador de Tempo Morto 311
8.2.1 Requisitos de estabilidade e sincronismo 311
8.2.2 Conveniência operacional 311
8.2.3 Requisitos para a Carga 312
8.2.4 Disjuntor 312
8.2.5 Tempo de Desionização do Defeito 312
8.2.6 Tempo de Reset da Proteção 313
8.3 Configuração do Temporizador de Recuperação 313

Capítulo 14 Monitorização e Controlo 315


1 Visão Geral do Capítulo 317
2 Registos 318
2.1 Tipos de Evento 318

P14D-TM-PT-7 ix
Conteúdo P14D

2.1.1 Eventos de entradas digitais 318


2.1.2 Eventos de Contato 318
2.1.3 Eventos de alarme 319
2.1.4 Eventos de Registo de Defeito 319
2.1.5 Eventos de Segurança 319
2.1.6 Eventos de Manutenção 320
2.1.7 Eventos de Protecção 321
2.1.8 Eventos de Plataforma 321
3 Registo de perturbação 322
4 Medições 323
4.1 Grandezas Medidas 323
4.1.1 Correntes Medidas e Calculadas 323
4.1.2 Tensões Medidas e Calculadas 323
4.1.3 Valores de potência e energia 323
4.1.4 Valores de Demanda 324
4.1.5 Medidas de frequência 324
4.1.6 Outras Medidas 324
4.2 Configuração de medição 325
4.3 Localizador de defeito 325
4.3.1 Exemplo de Parâmetros do Localizador de Defeito 325
4.4 Carimbo de Tempo Ampliado 325
5 Monitorização da Condição do Disjuntor 327
5.1 Notas de aplicação 327
5.1.1 Definindo os Limiares para a Corrente Interrompida Total 327
5.1.2 Definindo os limiares para o Número de Operações 327
5.1.3 Definindo os limiares para o Tempo de Operação 328
5.1.4 Definindo os Limiares para Frequência Excessiva de Defeito 328
6 Monitorização do Estado do Disjuntor 329
6.1 Lógica de Monitorização do Estado do Disj. 330
7 Controle do disjuntor 331
7.1 Controlo local usando o menu do IED 332
7.2 Controlo local usando as Teclas de Acesso Direto 332
7.3 Controlo local usando as teclas de função 333
7.4 Controlo Local usando Entradas Digitais 334
7.5 Controlo Remoto 334
7.6 Verificação de Sincronização 334
7.7 Verificação de Disj. Operacional 335
7.8 Lógica de Controlo do Disj. 335
8 Função Polo Morto 336
8.1 Lógica de Polo Morto 336
9 Verif.Sistema 337
9.1 Implementação de Verificações do Sistema 337
9.1.1 Conexões TP 337
9.1.2 Monitoramento de tensão 338
9.1.3 Verificação de Sincronização 338
9.1.4 Diagrama de vetores de verificação de sincronismo 338
9.1.5 Sistema Dividido 339
9.2 Lógica de Verificação do Sistema 340
9.3 PSL de Verificação do Sistema 341
9.4 Notas de aplicação 341
9.4.1 Controlo de Deslizamento 341
9.4.2 Uso de Verif Sincro 2 e Sistema Partido 342
9.4.3 Fecho Preventivo do Disjuntor 342
9.4.4 Correção de Tensão e Ângulo de Fase 342

Capítulo 15 SUPERVISÃO 345


1 Visão geral do capítulo 347

x P14D-TM-PT-7
P14D Conteúdo

2 Monitor de alimentação CC 348


2.1 Implantação do monitor de alimentação CC 348
2.2 Lógica de monitor de alimentação CC 349
3 Supervisão do transformador de tensão 350
3.1 Perda de uma ou duas tensões de fase 350
3.2 Queda das três tensões de fase 350
3.3 Ausência de todas as fases de tensão na Energização de linha 350
3.4 Implantação TPS 351
3.5 Lógica TPS 351
3.6 Lógica de indicação de aceleração TPS 353
4 Supervisão do transformador de corrente 354
4.1 Implantação da CTS 354
4.2 Lógica CTS 354
4.3 Notas de aplicação 355
4.3.1 Orientações de configuração 355
5 Supervisão do circuito de trip 356
5.1 Esquema 1 de supervisão de circuito de desarme 356
5.1.1 Valores de resistores 356
5.1.2 Esquema 1 PSL para TCS 357
5.2 Esquema 2 de supervisão de circuito de desarme 357
5.2.1 Valores de resistores 358
5.2.2 Esquema 2 PSL para TCS 358
5.3 Esquema 3 de supervisão de circuito de desarme 359
5.3.1 Valores de resistores 359
5.3.2 Esquema 3 PSL para TCS 360
5.4 Esquema 4 de supervisão de circuito de desarme 360
5.4.1 Valores de resistores 361
5.4.2 Esquema 4 PSL para TCS 361

Capítulo 16 Configuração da PSL e E/S digitais 363


1 Visão geral do capítulo 365
2 Configuração das entradas e saídas digitais 366
3 Esquema de lógica 367
3.1 Editor PSL 368
3.2 Esquemas PSL 369
3.3 Controle de versão do esquema PSL. 369
4 Configuração de entradas opticamente isoladas 370
5 Atribuição dos relés de saída 371
6 LEDs de função fixa 372
6.1 Lógica do LED de Disparo 372
7 Configuração de LEDs programáveis 373
8 Teclas de função 375
9 Controlo Entradas 376
10 Entradas e saídas Inter-PSL. 377

Capítulo 17 Comunicação SCADA 379


1 Visão Geral do Capítulo 381
2 Interfaces de Comunicação 382
3 Comunicação serie 383
3.1 Barramento Série Universal 383
3.2 Barramento EIA(RS)485 383
3.2.1 Requisitos de Polarização da EIA(RS)485 384
3.3 K-Bus 384
4 Comunicação padrão Ethernet 386
5 Comunicação Ethernet redundante 387

P14D-TM-PT-7 xi
Conteúdo P14D

5.1 Protocolos suportados 387


5.2 Protocolo de Redundância Paralela 387
5.3 Redundância transparente de alta disponibilidade (HSR) 388
5.3.1 Topologia HSR de multidifusão (Multicast) 388
5.3.2 Topologia HSR de difusão única (Unicast) 389
5.3.3 Uso do HSR na subestação 390
5.4 Protocolo Rapid Spanning Tree 391
5.5 Configuração do endereço IP 392
6 Visão geral dos Protocolos de Dados 393
6.1 Courier 393
6.1.1 Conexão física e camada de ligação 393
6.1.2 Base de Dados do Courier 394
6.1.3 Categorias de Configurações 394
6.1.4 Trocar Configurações 394
6.1.5 Extração de Eventos 394
6.1.6 Extração do Registo de Oscilopeturbografia 396
6.1.7 Configurações de Esquema Lógico Programável 396
6.1.8 Sincronização Horária 396
6.1.9 Configuração Courier 397
6.2 IEC 60870-5-103 398
6.2.1 Conexão física e camada de ligação 399
6.2.2 Inicialização 399
6.2.3 Sincronização horária 399
6.2.4 Eventos espontâneos 399
6.2.5 Consultas gerais (GI) 399
6.2.6 Medições cíclicas 399
6.2.7 Comandos 400
6.2.8 Modo Teste 400
6.2.9 Registros de Oscilopetrografia 400
6.2.10 Bloqueio de Comando/Monitor 400
6.2.11 Configuração IEC 60870-5-103 400
6.3 DNP3.0 402
6.3.1 Conexão física e camada de ligação 402
6.3.2 Objeto 1 Entradas binárias 402
6.3.3 Objeto 10 Saídas binárias 402
6.3.4 Objeto 20 Contadores Binários 403
6.3.5 Objeto 30 Entrada Analógica 403
6.3.6 Objeto 40 Saída Analógica 404
6.3.7 Objeto 50 Sincronização Horária 404
6.3.8 Perfil do dispositivo DNP3 404
6.3.9 Configuração DNP3 412
6.3.10 Reporte DNP3 não solicitada 414
6.4 MODBUS 414
6.4.1 Conexão física e camada de ligação 414
6.4.2 Funções do MODBUS 415
6.4.3 Códigos de Resposta 415
6.4.4 Mapeamento de Registos 415
6.4.5 Extração de eventos 416
6.4.6 Extração do registo de oscilopetrografia 417
6.4.7 Trocar Configurações 425
6.4.8 Proteção por senha 425
6.4.9 Configuração de proteção e do gravador de perturbações 425
6.4.10 Sincronização horária 426
6.4.11 Formatos de dados para Medição de Potência e Energia 427
6.4.12 Configuração MODBUS 428
6.5 IEC 61850 429
6.5.1 Benefícios da IEC 61850 430
6.5.2 Interoperabilidade da IEC 61850 430
6.5.3 O modelo de dados da IEC 61850 430

xii P14D-TM-PT-7
P14D Conteúdo

6.5.4 IEC 61850 nos IED MiCOM 431


6.5.5 Implementação do Modelo de Dados da IEC 61850 432
6.5.6 Implementação dos Serviços de Comunicação da IEC 61850 432
6.5.7 Comunicações ponto a ponto IEC 61850 (GSSE) 432
6.5.8 Mapeando mensagens GOOSE a Entradas virtuais 433
6.5.9 Funcionalidade Ethernet 433
6.5.10 Configuração IEC 61850 433
7 Modo de Leitura 435
7.1 Protocolo IEC 60870-5-103 435
7.2 Protocolo Courier 435
7.3 Protocolo IEC 61850 436
7.4 Configurações de Só Leitura 436
7.5 Sinais DDB de Só Leitura 436
8 Sincronização Horária 437
8.1 IRIG-B demodulado 437
8.1.1 Implementação de IRIG-B Demodulado 438
8.2 SNTP 438
8.3 Sincronização Horária usando os Protocolos de Comunicação 438

Capítulo 18 Segurança Cibernética 439


1 Visão geral 441
2 A necessidade de segurança cibernética 442
3 Normas 443
3.1 Conformidade NERC 443
3.1.1 CIP 002 444
3.1.2 CIP 003 444
3.1.3 CIP 004 444
3.1.4 CIP 005 444
3.1.5 CIP 006 445
3.1.6 CIP 007 445
3.1.7 CIP 008 445
3.1.8 CIP 009 445
3.2 IEEE 1686-2007 446
4 Implementação da Segurança Cibernética 447
4.1 Display compatível com NERC 447
4.2 Acesso em quatro níveis 448
4.2.1 Senhas em branco 449
4.2.2 Regras para senhas 450
4.2.3 DDBs de nível de acesso 450
4.3 Segurança de senha melhorada 450
4.3.1 Fortalecimento da senha 450
4.3.2 Validação da senha 451
4.3.3 Bloqueio de senha 451
4.4 Recuperação de senha 452
4.4.1 Recuperação de senha 452
4.4.2 Senha criptografada 453
4.5 Desactivando portas físicas 453
4.6 Desactivando portas lógicas 453
4.7 Gestão de eventos de segurança 454
4.8 Sair do sistema 456

Capítulo 19 Instalação 457


1 Visão geral do capítulo 459
2 Manuseio dos produtos 460
2.1 Recepção dos produtos 460
2.2 Desembalagem dos produtos 460

P14D-TM-PT-7 xiii
Conteúdo P14D

2.3 Armazenagem dos produtos 460


2.4 Desmontagem dos produtos 460
3 Montagem do dispositivo 461
3.1 Montagem embutida em painel 461
3.1.1 Montagem em bastidor 462
3.2 Substituição de modelos da Série K 464
3.2.1 Convenções 466
3.3 Apenas software 467
4 Cabos e conectores 468
4.1 Blocos de terminais 468
4.2 Conexões de alimentação 468
4.3 Conexão terra 469
4.4 Transformadores de corrente 469
4.5 Conexões dos transformadores de tensão 469
4.6 Conexões de watchdog 470
4.7 Conexões K-Bus e EIA(RS)485 470
4.8 Conexão IRIG-B 470
4.9 Conexões de entradas c/ isol. óptico 471
4.10 Conexões de relé de saída 471
4.11 Conexões Ethernet metálicas 471
4.12 Conexões de Ethernet por fibra 471
4.13 Conexão USB 471
5 Dimensões da caixa 472

Capítulo 20 Instruções de entrada em funcionamento 475


1 Visão geral do capítulo 477
2 Orientações gerais 478
3 Menu de testes de entrada em funcionamento 479
3.1 Célula de estado opto E/O (Estado das entradas opto-acopladas) 479
3.2 Célula de estado de relé S/O (Estado de saída de relé) 479
3.3 Célula de estado da porta de teste 479
3.4 Monitor Bit 1 para 8 células 479
3.5 Célula de modo de teste 479
3.6 Célula de padrão de teste 480
3.7 Célula de teste de contato 480
3.8 Célula de LEDs de teste 480
3.9 Célula Teste Religador 480
3.10 Células de estado de LED vermelho e verde 481
4 Entrada em funcionamento do equipamento 482
4.1 Recommended Commissioning Equipment 482
4.2 Equipamento de comissionamento essencial 482
4.3 Equipamento de teste recomendado 482
5 Verificações de produto 483
5.1 Verificações de produto com o IED desenergizado. 483
5.1.1 Inspeção visual 483
5.1.2 Isolamento 484
5.1.3 Fiação externa 484
5.1.4 Contatos watchdog 484
5.1.5 Alimentação elétrica 484
5.2 Verificações de produto com o IED energizado 485
5.2.1 Contatos watchdog 485
5.2.2 Teste do LCD 485
5.2.3 DATA E HORA 485
5.2.4 Teste LEDs 486
5.2.5 Teste de LEDs "Fora de serviço" e de alarme 486
5.2.6 Teste do LED de desarme 486

xiv P14D-TM-PT-7
P14D Conteúdo

5.2.7 Teste de LEDs programáveis pelo usuário 486


5.2.8 Testa das entradas opto-acopladas 486
5.2.9 Test de relés de saída 487
5.2.10 Teste da porta de comunicação serial RP1 487
5.2.11 Teste da porta de comunicação serial RP2 488
5.2.12 Comunicação Ethernet de teste 488
5.2.13 Teste das entradas correntes 489
5.2.14 Entradas de tensão de teste 489
6 Verificação de configuração 491
6.1 Aplicação de configurações específicas da aplicação 491
6.1.1 Transferência de configurações a partir de um arquivo de configurações. 491
6.1.2 Introdução de valores de configuração através da IHM 491
7 Verificações de temporização de segurança 493
7.1 Verificação de sobrecorrente 493
7.2 Conexão do circuito de teste 493
7.3 Execução do teste 493
7.4 Verifique o tempo de operação 493
8 Verificações sob carga 495
8.1 Confirmação das conexões atuais 495
8.2 Confirmar conexões de tensão 495
8.3 Teste direcional sob carga 496
9 Verificações finais 497

Capítulo 21 Manutenção e resolução de problemas 499


1 Visão geral do Capitulo 501
2 Manutenção 502
2.1 Testes de Manutenção 502
2.1.1 Alarmes 502
2.1.2 Optoacopladores 502
2.1.3 Relés de saída 502
2.1.4 Precisão de Medição 502
2.2 Substituição da unidade 503
2.3 Limpeza 503
3 Solução de problemas 505
3.1 Software de auto-diagnóstico 505
3.2 Erros ao Energizar 505
3.3 Mensagem ou Código de erro ao ligar 505
3.4 LED Fora de Serviço activo na energização 506
3.5 Código de Erro durante a Operação 506
3.6 Falha de operação durante os testes 507
3.6.1 Falha dos Contactos de Saída 507
3.6.2 Falha das entradas ópticas 507
3.6.3 Sinais analógicos incorrectos 507
3.7 Solução de problemas no Editor de PSL 508
3.7.1 Recuperação de Diagrama 508
3.7.2 Verificação da Versão PSL 508
3.8 Procedimento de Reparação e Modificação 508

Capítulo 22 Especificações técnicas 511


1 Visão geral do capítulo 513
2 Interfaces 514
2.1 Porta USB frontal 514
2.2 Porta serial traseira 1 514
2.3 Porta serial traseira 2 514
2.4 Porta IRIG-B 514
2.5 Cobre da porta Ethernet traseira 515

P14D-TM-PT-7 xv
Conteúdo P14D

2.6 Porta Ethernet traseira - Fibra 515


2.6.1 Características de receptor 100 Base FX 515
2.6.2 Características do transmissor 100 Base Fx 515
3 Desempenho das funções de proteção correntes 516
3.1 Proteção de sobrecorrente trifásica 516
3.1.1 Parâmetros direcionais de sobrecorrente trifásica 516
3.2 Proteção de falha à terra 516
3.2.1 Parâmetros direcionais de falha à terra 517
3.3 Proteção de falha de terra sensível 517
3.3.1 Parâmetros direcionais SEF 517
3.4 Proteção de falha à terra restrita 518
3.5 Proteção de sobrecorrente de sequência negativa 518
3.5.1 Parâmetros direcionais NPSOC 518
3.6 Falha de disjuntor e proteção de subcorrente 519
3.7 Proteção de condutor rompido 519
3.8 Proteção de sobrecarga térmica 519
3.9 Proteção de detecção de carga a frio 519
3.10 Proteção seletiva de sobrecorrente 520
3.11 Proteção de sobrecorrente dependente de tensão 520
3.12 Proteção de admitância de neutro 520
4 Desempenho das funções de proteção de tensão 521
4.1 Proteção de subtensão 521
4.2 Proteção de sobretensão 521
4.3 Proteção de sobretensão residual 521
4.4 Proteção de tensão de sequência negativa 521
4.5 Taxa de alteração da proteção de tensão 522
5 Desempenho das funções de proteção de frequência 523
5.1 Proteção de sobrefrequência 523
5.2 Proteção de subfrequência 523
5.3 Taxa de alteração supervisionada da proteção de frequência 523
5.4 Taxa de mudança independente da proteção de frequência 524
5.5 Taxa média de mudança da frequência de proteção 524
5.6 Restauração da carga 525
6 Funções de proteção de potência 526
6.1 Proteção contra sobrepotência / subpotência 526
6.2 Proteção de potência sensível 526
6.3 Proteção de falha à terra wattimétrica 526
7 Desempenho das funções de monitoramento e controle 527
7.1 Supervisão do transformador de tensão 527
7.2 Supervisão do transformador de corrente 527
7.3 Estado do disjuntor e Monitoramento de condição 527
7.4 Temporizadores PSL 527
7.5 Verificação de sincronismo 527
7.6 Monitor de alimentação CC 527
8 Medições e registro 529
8.1 Geral 529
8.2 Registros de distúrbio 529
8.3 Registros de eventos, falhas e de manutenção 529
8.4 LOCALIZ.FALHA 529
9 Conformidade com padrões 530
9.1 Conformidade EMC: 2004/108/EC 530
9.2 Segurança de produto: 2006/95/EC 530
9.3 Conformidade R&TTE 530
9.4 Conformidade UL/CUL 530
9.5 Padrão IDMT 530
10 Especificações mecânicas 531
10.1 Parâmetros físicos 531

xvi P14D-TM-PT-7
P14D Conteúdo

10.2 Proteção do gabinete 531


10.3 Robustez mecânica 531
10.4 Desempenho da embalagem de transporte 531
11 Valores nominais 532
11.1 Entradas de medição 532
11.2 Entradas do transformador de corrente 532
11.3 Entadas do transformador de tensão 532
12 Alimentação elétrica 533
12.1 Tensão de alimentação da energia auxiliar 533
12.2 Carga nominal 533
12.3 Interrupção da alimentação de energia auxiliar 533
13 Conexões entradas / saídas 534
13.1 Entradas digitais isoladas 534
13.1.1 Detecção nominal e limiares de reset 534
13.2 Contatos de saída padrão 534
13.3 Contatos de watchdog 535
13.4 Elo de curto-circuito 535
14 Condições ambientais 536
14.1 Faixa de temperatura ambiente 536
14.2 Teste de resistência à temperatura 536
14.3 Faixa de umidade ambiente 536
14.4 Ambientes corrosivos 536
15 Testes de tipo 537
15.1 Isolamento 537
15.2 Folgas e distâncias de fuga 537
15.3 Resistência (Dielétrico) a alta tensão 537
15.4 Teste de resistência de tensão de impulso 537
16 Compatibilidade eletromagnética 539
16.1 Teste de distúrbios de pulso de alta frequência de 1 MHz 539
16.2 Teste oscilatório amortecido 539
16.3 Imunidade a descarga eletroestática 539
16.4 Requisitos de ruptura e transientes elétricos rápidos 539
16.5 Capacidade de resistência a surtos 539
16.6 Teste de imunidade de surto 540
16.7 Imunidade a energia eletromagnética irradiada 540
16.8 Imunidade irradiada pelas comunicações digitais 540
16.9 Imunidade radiada por telefones de rádio 540
16.10 Imunidade a distúrbios conduzidos, induzidos por campos de frequências de rádio 540
16.11 Imunidade de campo magnético 541
16.12 Emissões conduzidas 541
16.13 Emissões irradiadas 541
16.14 Frequência de energia 541

Apêndice A Opções de Pedido 543

Apêndice B Parametros & Sinais 545

Apêndice C Diagramas de fiação 547

P14D-TM-PT-7 xvii
Conteúdo P14D

xviii P14D-TM-PT-7
Tabela de Figuras
Figura 1: Explicação sobre os diagramas lógicos 11
Figura 2: Visão geral de funções 12
Figura 3: Visão geral do projeto de hardware 30
Figura 4: Vista explodida do IED 32
Figura 5: Painel traseiro 20TE 33
Figura 6: Painel traseiro 30TE com três blocos MIDOS 34
Figura 7: Painel traseiro 30TE com dois blocos MIDOS + comunicação 34
Figura 8: Painel traseiro de 30TE com 2 blocos MIDOS + placa cega 35
Figura 9: P14D em caixa de 20TE com opção de E/S A 36
Figura 10: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S A + comunicação Ethernet 38
Figura 11: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S B 40
Figura 12: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S C 42
Figura 13: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S D 44
Figura 14: P14D em caixa de 20TE com opção de E/S E 46
Figura 15: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S E + comunicação Ethernet 47
Figura 16: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S F 49
Figura 17: Painel frontal (20TE) 51
Figura 18: Painel frontal (30TE) 52
Figura 19: Estrutura do software 58
Figura 20: Resposta de frequência (apenas indicativa) 63
Figura 21: Navegação pela IHM 72
Figura 22: Navegação na tela inicial 75
Figura 23: Curvas IDMT IEC 60255 92
Figura 24: Princípio de Implementação das Funções de Proteção 95
Figura 25: Diagrama Lógico de Sobrecorrente Não Direcional 98
Figura 26: Ângulos de desarme direcionais 101
Figura 27: Diagrama lógico de sobrecorrente direcional (Mostrada apenas a fase A) 102
Figura 28: Sistema típico de distribuição usando transformadores paralelos 103
Figura 29: Rede em anel típica com proteção de sobrecorrente associada 104
Figura 30: Modificação do nível de aceitação da corrente para proteção de sobrecorrente 108
controlada por tensão
Figura 31: Modificação do nível de aceitação de corrente para proteção de sobrecorrente 109
restrita pela tensão
Figura 32: Lógica de sobrecorrente dependente de tensão (fase A para fase B) 109
Figura 33: Selecionando o parâmetro do limiar de corrente 111
Figura 34: Lógica de Sobrecorrente de Sequência Negativa - operação não direcional 113
Figura 35: Lógica de Sobrecorrente de Sequência Negativa - operação direcional 114
Figura 36: Lógica de EF Não Direcional (estágio único) 117
Figura 37: Característica IDG 118
Tabela de Figuras P14D

Figura 38: Ângulos direcionais 120


Figura 39: Lógica de EF direcional com polarização de tensão de neutro (estágio simples) 120
Figura 40: Ângulos direcionais 121
Figura 41: *Lógica de falha à terra direcional com polarização de sequência negativa (estágio 122
único)
Figura 42: Distribuição de corrente em sistema aterrado por Bobina de Petersen 123
Figura 43: Distribuição de correntes durante uma falha da fase C para a terra 123
Figura 44: Caso teórico - sem resistência em XL ou XC 124
Figura 45: Rede de sequência zero mostrando correntes residuais 124
Figura 46: Caso prático - com resistência em XL e XC 125
Figura 47: Lógica de SEF Não Direcional 128
Figura 48: Característica EPATR B mostrada para TMS = 1,0 129
Figura 49: Tipos de controlo direcional 130
Figura 50: Componentes resistivos de corrente residual 130
Figura 51: Característica de operação para Icos 132
Figura 52: SEF direcional com polarização VN (estágio único) 133
Figura 53: Distribuição de corrente num sistema isolado com defeito na fase C 134
Figura 54: Diagramas de fasores para o sistema isolado com defeito na fase C 135
Figura 55: Posicionamento de transformadores de corrente com núcleo balanceado 136
Figura 56: Lógica de Arranque com Carga Fria 138
Figura 57: Lógica de Sobrecorrente Seletiva 140
Figura 58: Selecionando a configuração do temporizador 142
Figura 59: Diagrama lógico da proteção de sobrecarga térmica 144
Figura 60: Característica de constante de tempo térmica dupla 145
Figura 61: Lógica de condutor quebrado 147
Figura 62: Lógica de bloqueio de sobrecorrente 149
Figura 63: Lógica de Defeito à Terra Bloqueada 150
Figura 64: Esquema simples de bloqueio de barramento 150
Figura 65: Características do esquema simples de bloqueio de barramento 151
Figura 66: Lógica de Bloqueio da 2ª Harmónica 154
Figura 67: Blindagem de carga e ângulo 155
Figura 68: Lógica de Blindagem de Carga 3 fases 156
Figura 69: Lógica de Blindagem de Carga fase A 157
Figura 70: Proteção de admitância 159
Figura 71: Operação de condutância 160
Figura 72: Operação de susceptância 161
Figura 73: Lógica da Proteção HIF 165
Figura 74: Proteção REF para o lado delta 170
Figura 75: Proteção REF para o lado estrela. 170
Figura 76: Proteção REF para sistemas aterrados por resistência 171

xx P14D-TM-PT-7
P14D Tabela de Figuras

Figura 77: Proteção REF para sistema solidamente aterrado 172


Figura 78: Conexão de baixa impedância 173
Figura 79: Curva de polarização REF de rampa tripla 174
Figura 80: Princípio REF de alta impedância 175
Figura 81: Conexão REF de alta impedância 176
Figura 82: Curva de polarização REF 178
Figura 83: Enrolamento estrela, resistência aterrada 180
Figura 84: Percentagem do enrolamento protegida 181
Figura 85: Característica de REF polarizada 181
Figura 86: Princípio de REF polarizado 182
Figura 87: Proteção Hi-Z REF para um enrolamento estrela aterrado 183
Figura 88: Proteção Hi-Z REF para enrolamento delta 184
Figura 89: Proteção Hi-Z REF para configuração de autotransformador 184
Figura 90: REF de alta impedância para o enrolamento LV 185
Figura 91: Variação de K e o tempo de operação médio como função de Vk/Vs 186
Figura 92: Lógica de Proteção de Falha de Disjuntor 195
Figura 93: Subcorrente e lógica de Detecção de Cruzamento em Zero na falha de disjuntor 197
Figura 94: Lógica de Proteção SEF de Falha de Disjuntor 198
Figura 95: Lógica da Função de Proteção de Falha de Disjuntor Por Ausência de Corrente 199
Figura 96: Mapeamento do disjuntor 200
Figura 97: Subtensão - modo de disparo mono e trifásico (estágio único) 219
Figura 98: Sobretensão - modo de disparo mono e trifásico (estágio único) 222
Figura 99: Lógica de proteção da Taxa de Variação de Tensão 225
Figura 100: Lógica de Sobretensão Residual 227
Figura 101: Tensão residual para um sistema com aterramento sólido 228
Figura 102: Tensão residual para um sistema com aterramento via impedância 229
Figura 103: Lógica de sobretensão de sequência negativa 230
Figura 104: Lógica de subtensão de sequência positiva 232
Figura 105: Lógica de sobretensão de sequência positiva 233
Figura 106: Lógica de subtensão de média móvel 235
Figura 107: Lógica de sobretensão de média móvel 236
Figura 108: Lógica de tensão de sequência zero de média móvel 236
Figura 109: Lógica de tensão de sequência positiva de média móvel 237
Figura 110: Lógica de tensão de sequência negativa de média móvel 237
Figura 111: Bloqueio de proteção de tensão média 237
Figura 112: Lógica de subfrequência (estágio simples) 244
Figura 113: Lógica de sobrefrequência (estágio simples) 246
Figura 114: Segregação do sistema de energia com base nas medições de frequência 247
Figura 115: Lógica independente da taxa de mudança de frequência (estágio único) 249

P14D-TM-PT-7 xxi
Tabela de Figuras P14D

Figura 116: Lógica de taxa de mudança de frequência; frequência supervisionada (estágio 252
único)
Figura 117: Proteção de taxa de mudança de frequência por frequência supervisionada 253
Figura 118: Característica de taxa média de mudança de frequência 254
Figura 119: Lógica de taxa de mudança de frequência média (estágio único) 255
Figura 120: Restauração de carga com desvio curto na faixa de retenção. 258
Figura 121: Restauração de carga com grande desvio dentro da faixa de retenção 259
Figura 122: Lógica de restauração de carga 260
Figura 123: Lógica da Sobrecarga de Potência 267
Figura 124: Lógica de Potência Insuficiente 271
Figura 125: Diagrama da Lógica de Potência Sensível 274
Figura 126: Vetores de entrada da Potência Sensível 275
Figura 127: Diagrama lógico de proteção de falha de terra wattimétrico 279
Figura 128: Implementação com Chave Seletora de Quatro Posições 294
Figura 129: Lógica de seleção do modo de Religação Automática 295
Figura 130: Lógica do Sinal de Arranque 297
Figura 131: Lógica do sinal de disparo 297
Figura 132: Lógica de sinal de bloqueio 298
Figura 133: Lógica de Ciclos Excedidos 298
Figura 134: Lógica de Inicio Relig. 299
Figura 135: Bloqueando a Proteção Instantânea para Disparos Selecionados 300
Figura 136: Bloqueando a Proteção Instantânea para Bloqueios 302
Figura 137: Lógica de Controlo de Tempo Morto 303
Figura 138: Lógica de Controlo de Fecho do Disj da Religação Automática 304
Figura 139: Lógica da Verificação do Sistema da Relig. Autom. 305
Figura 140: Lógica do Tempo de Recuperação 306
Figura 141: Inibição da Inicialização da Relig. 307
Figura 142: Lógica Global de Bloqueio 308
Figura 143: Bloqueio para disparo de proteção quando Relig. não está disponível 309
Figura 144: Lógica de Monitorização do Estado do Disj. 330
Figura 145: Navegação no menu de Acesso Direto 333
Figura 146: PSL padrão de tecla de função 333
Figura 147: Controlo Remoto do Disjuntor 334
Figura 148: Lógica de Controlo do Disj. 335
Figura 149: Lógica de Polo Morto 336
Figura 150: Diagrama de vetor de verificação de sincronismo 339
Figura 151: Lógica de Verificação do Sistema 340
Figura 152: PSL de Verificação do Sistema 341
Figura 153: Zonas de monitor de alimentação CC 348
Figura 154: Lógica de monitor de alimentação CC 349

xxii P14D-TM-PT-7
P14D Tabela de Figuras

Figura 155: Lógica TPS 352


Figura 156: Lógica de indicação de aceleração TPS 353
Figura 157: Diagrama da lógica CTS 354
Figura 158: Esquema 1 TCS 356
Figura 159: Esquema 1 PSL para TCS 357
Figura 160: Esquema 2 TCS 358
Figura 161: Esquema 2 PSL para TCS 358
Figura 162: Esquema 3 TCS 359
Figura 163: Esquema 3 PSL para TCS 360
Figura 164: Esquema 4 TCS 360
Figura 165: Esquema 4 PSL para TCS 361
Figura 166: Interfaces do esquema de lógica 368
Figura 167: Lógica do LED de Disparo 372
Figura 168: Circuito de polarização RS485 384
Figura 169: Comunicação remota usando K-Bus 385
Figura 170: IED conectado a LANs separadas 388
Figura 171: Topologia HSR de multidifusão (Multicast) 389
Figura 172: Topologia HSR de difusão única (Unicast) 390
Figura 173: Uso do HSR na subestação 391
Figura 174: IED conectado a um circuito Ethernet redundante, estrela ou anel. 391
Figura 175: Comportamento da entrada de controlo 403
Figura 176: Seleção manual de um registo de perturbação 420
Figura 177: Seleção automática de registo de perturbação - método 1 421
Figura 178: Seleção automática de registo de perturbação - método 2 422
Figura 179: Extração do ficheiro de configuração 423
Figura 180: Extração do ficheiro de dados 424
Figura 181: Camadas de Modelos de Dados em IEC61850 431
Figura 182: Sinalização temporal por Satélite de GPS 437
Figura 183: Navegação no display inicial 448
Figura 184: Montagem dos produtos em bastidor 463
Figura 185: Inserindo a unidade na caixa 465
Figura 186: Contatos acionados por mola para curto-circuito de TCs 465
Figura 187: Bloco de terminais MiDOS 468
Figura 188: Conexão do terra à blindagem do cabo 470
Figura 189: Dimensões da caixa 20TE 472
Figura 190: Dimensões da caixa 30TE 473
Figura 191: Conexão física RP1. 487
Figura 192: Comunicação remota usando barramento K-Bus 488

P14D-TM-PT-7 xxiii
Tabela de Figuras P14D

xxiv P14D-TM-PT-7
INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1
Capítulo 1 - Introdução P14D

2 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 1 - Introdução

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


Este capítulo fornece algumas informações gerais sobre o manual técnico e uma introdução ao(s) dispositivo(s)
descrito(s) neste manual técnico.

Este capítulo contém as seguintes seções:


Visão geral do capítulo 3
Prefácio 4
Escopo do produto 6
Recursos e funções 7
Diagramas lógicos 10
Visão geral de funções 12

P14D-TM-PT-7 3
Capítulo 1 - Introdução P14D

2 PREFÁCIO
Este manual técnico fornece uma descrição funcional do P14D da GE Energy Connections, bem como um conjunto
completo de instruções para uso do dispositivo. Este manual presume que o leitor esteja familiarizado com a
engenharia de proteção e possua experiência nessa área. A descrição dos princípios e teoria limita-se aos
elementos necessários para o entendimento do produto. Para mais detalhes sobre a teoria geral de engenharia
de proteção, consulte a publicação NPAG (Guia de Aplicação de Proteção) da Alstom, disponível online ou nosso
Centro de Contato.
Este manual foi elaborado para ser o mais preciso e abrangente possível. Entretanto, não é possível garantir que
não tenha erros. Nem se pode afirmar que não possa ser aprimorado. Portanto, ficaríamos gratos se nos
comunicasse, no caso de descobrir algum erro, ou tiver alguma sugestão de melhoria. Nossa política é fornecer as
informações necessárias para ajudar na especificação, concepção, instalação, entrada em operação,
manutenção e, eventualmente, descarte, seguros deste produto. Consideramos que este manual oferece as
informações importantes, mas caso entenda que são necessárias mais informações, por favor, entre em contato
conosco.
Todas as opiniões devem ser enviadas para nosso Centro de Contato, através do seguinte site:
www.gegridsolutions.com/contact

2.1 PÚBLICO-ALVO
Este manual destina-se a todos os profissionais encarregados da instalação, entrada em funcionamento,
manutenção, solução de problemas ou operação de todos os produtos dentro da respectiva família de produtos.
Isso inclui o pessoal de instalação e entrada em funcionamento bem como os engenheiros que serão
responsáveis pela operação do produto.
Este manual é escrito em um nível que assume que os engenheiros de instalação e entrada em operação
possuem conhecimentos sobre o manuseio de equipamentos eletrônicos. Além disso, os engenheiros do sistema e
de proteção possuem conhecimento completo sobre sistemas de proteção e equipamentos correlatos.

2.2 CONVENÇÕES TIPOGRÁFICAS


As seguintes convenções tipográficas são usadas em todo este manual.
● Os nomes das teclas especiais aparecem em letra maiúscula.
Por exemplo: ENTER
● Ao se descrever aplicativos de software, itens do menu, botões, etiquetas etc., são escritos em negrito, à
medida em que aparecem na tela.
Por exemplo: Selecione Salvar no menu de arquivos.
● Nomes de arquivo e caminhos usam fonte Courier
Por exemplo: Exemplo\Arquivo.texto
● Terminologia especial é escrita com a primeira letra em maiúsculo.
Por exemplo: Falha à terra sensitiva
● Caso seja feita referência às configurações internas do IED e à base de dados de sinais, o texto do título do
grupo de menu (coluna) é escrito em itálico e letras maiúsculas.
Por exemplo: A coluna DADOS SISTEMA
● Caso seja feita referência às configurações internas do IED e à base de dados de sinais, as células de
configuração e sinais DDB (dado base digital) serão escritos em itálico negrito.
Por exemplo: A célula de Idioma na coluna DADOS SISTEMA
● Caso seja feita referência às configurações internas do IED e à base de dados de sinais, o conteúdo de uma
célula será escrito na fonte Courier.
Por exemplo: A célula de Idioma na coluna DADOS SISTEMA contém o valor Inglês

4 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 1 - Introdução

2.3 NOMENCLATURA
Devido à natureza técnica deste manual, são usados muitos termos especiais, abreviaturas e acrônimos em todo
o manual. Alguns desses termos são termos específicos do setor, bem conhecidos, enquanto outros podem ser
termos especiais específicos de um produto, usados pela GE Energy Connections. O primeiro aparecimento de um
acrônimo ou termo usado em um capítulo particular é seguido por uma explicação do termo. Além disso, existe
um glossário separado disponível no website, ou no Centro de Contato, da GE Energy Connections.
No entanto, gostaríamos de destacar as seguintes mudanças da nomenclatura:
● A palavra 'relé' não é mais usada para descrever o dispositivo em si. Ao invés disso, o dispositivo é chamado
de 'IED' (Dispositivo Eletrônico Inteligente), 'dispositivo' ou 'produto'. A palavra 'relé' é usada unicamente
para descrever componentes eletromecânicos dentro do dispositivo, por exemplo, relés de saída.
● O manual original foi todo escrito em Inglês Britânico.
● Onde, o uso do termo britânico 'Earth' é preferido em relação ao equivalente norte-americano 'Ground'. Em
Português, não existe distinção.

2.4 CONFORMIDADE
O dispositivo foi submetido a uma gama de testes extensos e processos de certificação para assegurar e
comprovar a compatibilidade com todos os mercados-alvo. Uma descrição detalhada desses critérios pode ser
encontrada no capítulo Especificações Técnica.

P14D-TM-PT-7 5
Capítulo 1 - Introdução P14D

3 ESCOPO DO PRODUTO
O IED de gestão do alimentador P14D foi concebido para proteger uma ampla gama de linhas aéreas e cabos
subterrâneos. O P14D fornece proteção integral contra sobrecorrente direcional e não direcional, sobretensão e
falha à terra, e é adequado para uso em sistemas solidamente aterrados, aterrados por impedância, aterrados
por bobinas Petersen e em sistemas isolados.
Além dos recursos de proteção, os dispositivos incluem uma completa linha de outros recursos, incluem medições
e facilidades de gravação que auxiliam o diagnóstico e a análise de falhas do sistema de energia.
O P14D pode ser usado em várias aplicações, dependendo do firmware escolhido. Existem 06 (seis) modelos
diferentes, de acordo com o firmware instalado: P14DA, P14DB, P14DG, P14DL, P14DZ, P14DH.
● P14DA é um dispositivo compacto em uma caixa 20TE
● P14DB é o dispositivo básico para aplicações gerais
● P14DG é para aplicações em geradores pequenos
● P14DL é para proteção de linha
● P14DZ é para aplicações de falha à terra de alta impedância
● P14DH inclui proteção wattimétrica direcional de falha à terra.

Todos os modelos são disponíveis uma gama de opções de entrada/saída, descritas no capítulo de projeto de
hardware e resumidas nas opções de pedido.
Uma das principais vantagens da plataforma P14D é sua compatibilidade retroativa com os produtos da série K.
Os produtos P14D foram desenhados de forma que a caixa e o leiaute das configurações de terminais do painel
traseiro são idênticos aos dos predecessores da série K e podem ser trocados sem o trabalho costumeiro
associado à troca e repasse de fiação em dispositivos. Isto permite a atualização fácil do sistema de proteção
com um impacto mínimo e um tempo de parada mínimo do alimentador. Este produto não é apenas compatível
com os produtos da série K, em termos de hardware. Ele pode ser usado como substituto direto do KMPC 130 e é
compatível não apenas no hardware, mas também em termos de opções de medição e comunicação.

3.1 OPÇÕES DE PEDIDO


Todos os modelos atuais e variantes deste produto são definidos em uma planilha interativa denominada CORTEC.
Ela está disponível no website da empresa.
Alternativamente, você pode obtê-la no Centro de Contato no endereço a seguir:
www.gegridsolutions.com/contact
Também fornecemos uma cópia estática da CORTEC nos apêndices deste documento. Entretanto, esta deve ser
usada apenas como referência pois apresenta uma imagem congelada dos dados interativos na época da
publicação deste manual.

6 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 1 - Introdução

4 RECURSOS E FUNÇÕES

4.1 FUNÇÕES DE PROTEÇÃO


Os modelos P14D oferecem as seguintes funções de proteção:
ANSI IEC 61850 Função de proteção P14DA P14DB P14DG P14DL P14DZ
37 Detecção de subcorrente (carga baixa) Sim Sim Sim Sim Sim
46 NgcPTOC Sobrecorrente de sequência negativa Sim Sim Sim Sim Sim
46BC Condutor Rompido Sim Sim Sim Sim Sim
49 ThmPTTR SOBRECARGA TÉRM. Sim Sim Sim Sim Sim
50 SOTF Chaveamento sobre falha Sim Sim Sim Sim Sim
50BF RBRF Falha de disjuntor Sim Sim Sim Sim Sim
50 OcpPTOC Proteção contra sobrecorrente de tempo definido 6 estágios 6 estágios 6 estágios 6 estágios 6 estágios
Proteção contra sobrecorrente de tempo definido
50N EfdPTOC neutro/terra 4 estágios 4 estágios 4 estágios 4 estágios 4 estágios
Medida e derivada (padrão EF TC), Derivada (SEF TC)
51 OcpPTOC Proteção contra sobrecorrente IDMT (estágios) 3 estágios 3 estágios 3 estágios 3 estágios 3 estágios
Proteção contra sobrecorrente de tempo inverso
51N EfdPTOC 2 estágios 2 estágios 2 estágios 2 estágios 2 estágios
IDMT neutro/terra
67 OcpPTOC Sobrecorrente de fase direcional Sim Sim Sim Sim Sim
67N EfdPTOC Sobrecorrente direcional de neutro Sim Sim Sim Sim Sim
Falha de terra wattimétrica Sim Sim Sim Sim Sim
Partida a frio Sim Sim Sim Sim Sim
Sup. TP TP SUPERVISÂO Sim Sim Sim Sim Sim
Sup. TC TC SUPERVISÂO Sim Sim Sim Sim Sim
64N RefPDIF Falha à terra restrita Sim Sim Sim Sim Sim
Falha à terra sensitiva (somente com SEF TC) Sim Sim Sim Sim Sim
68 Bloqueio da 2a harmônica Sim Sim Sim Sim Sim
27 VtpPhsPTUV Subtensão 3 estágios 3 estágios 3 estágios 3 estágios 3 estágios
47 Sobretensão de sequência negativa Sim Sim Sim Sim Sim
59 VtpPhsPTOV Sobretensão 3 estágios 3 estágios 3 estágios 3 estágios 3 estágios
59N VtpResPTOV Sobretensão residual 3 estágios 3 estágios 3 estágios 3 estágios 3 estágios
81O FrqPTOF Sobrefrequência Não 9 estágios 9 estágios 9 estágios 9 estágios
81U FrqPTUF Subfrequência Não 9 estágios 9 estágios 9 estágios 9 estágios
81df/dt Taxa de alteração da frequência (df/dt) Não 9 estágios 9 estágios 9 estágios 9 estágios
81V DfpPFRC Bloqueio de subtensão da proteção de frequência Não Sim Sim Sim Sim
Curvas programáveis Sim Sim Sim Sim Sim
51V Sobrecorrente controlada por tensão Sim Sim Sim Sim Sim
Sobrecorrente restrita pela tensão Não Não Sim Sim Sim
25 Verificação de sincronismo Não Não Sim Sim Sim
32 Potência direcional de fase Não Não Sim Sim Sim
Potência sensitiva Não Não Sim Sim Sim
Supervisão da invasão de carga
Não Não Não Sim Sim
(Blindagem de carga)
4 4
79 RREC Religação automática (Trifásica) Não Não Não
tentativas tentativas

P14D-TM-PT-7 7
Capítulo 1 - Introdução P14D

ANSI IEC 61850 Função de proteção P14DA P14DB P14DG P14DL P14DZ
21FL LOCALIZ.FALHA Não Não Não Sim Sim
Taxa de alteração de frequência com supervisão de
81RF DfpPFRC Não Não Não Sim Sim
frequência
Taxa média de alteração de frequência com
81RAV DfpPFRC Não Não Não Sim Sim
supervisão de frequência
81R Restauração da carga Não Não Não Sim Sim
Taxa de alteração de tensão (dV/dT) Não Não Não 4 estágios 4 estágios
Proteção de admitância do neutro Não Não Não Sim Sim
Esquema de bloqueio Sim Sim Sim Sim Sim
Curvas programáveis Sim Sim Sim Sim Sim
Falha à terra de alta impedância Não Não Não Não Sim
Monitoriz Disj. Não Não Não Não Sim
86 Contatos de saída de travamento (Latching) Sim Sim Sim Sim Sim

4.2 FUNÇÕES DE CONTROLE

Característica IEC 61850 ANSI


Diagnóstico de inicialização e automonitoramento contínuo
Textos dos menus totalmente configuráveis
Teclas de função FnkGGIO
Grupos alternativos de configuração (4)
LEDs programáveis LedGGIO
Teclas de acesso rápido programáveis
Contatos watchdog
Modo de leitura exclusiva
Segurança cibernética em conformidade com a NERC
Alocação programável de entradas e saídas digitais
Entradas de controle PloGGIO1
Esquema gráfico de lógica programável (PSL)
Controle de disjuntor, monitoramento de status e condição XCBR 52
Supervisão do circuito de bobina e desarme
Supervisão de TC (Apenas para produtos com entradas TP)
Supervisão de TP (Apenas para produtos com entradas TP)
Localizador de falha (Apenas para produtos com entradas TP) RFLO

4.3 FUNÇÕES DE MEDIÇÃO


O dispositivo oferece as seguintes funções de medição:

8 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 1 - Introdução

Função de medição Detalhes


Medições ● As correntes medidas, sequência calculadas e
(A faixa exata de medições depende do modelo do dispositivo) correntes RMS
● Tensões medidas, sequência calculada e
tensões RMS
● Quantidades de potência e energia
● Valores de demanda de pico, fixas e rolantes
● Medições de frequência
● Outras medições
Registos de distúrbios (captura da forma de onda, oscilografia)
Canais / duração de cada ou total /amostras por ciclo 9 / 10, 5 / 24

Registos de falha 10
Registros de manutenção 10
Registro de eventos / Armazenamento de eventos 2048
Gravação de data e hora das entradas ópticas Sim

4.4 FUNÇÕES DE COMUNICAÇÃO


O dispositivo oferece as seguintes funções de comunicação:
Função de comunicação Detalhes
HMI local Sim
HMI (Interface Homem-Máquina) com múltiplos idiomas Sim
(Inglês, Francês, Alemão, Italiano, Português, Espanhol,
Russo)
Porta Frontal USB
1a. porta traseira RS485 ou IRIG-B
2a. Porta traseira (opcional) RS485, IRIG-B ou Ethernet
Protocolos seriais disponíveis IEC 60870-5-103, MODBUS, Courier, DNP3
Protocolos de Ethernet disponíveis IEC 61850, DNP3 sobre Ethernet
Entradas virtuais 32
Segurança cibernética Sim
Enhanced Studio (S1 Ágil) Sim

P14D-TM-PT-7 9
Capítulo 1 - Introdução P14D

5 DIAGRAMAS LÓGICOS
Este manual técnico contém muitos diagramas lógicos que têm como objetivo auxiliar no entendimento das
funcionalidades do dispositivo. Embora este manual seja o mais específico possível para o respectivo produto, é
possível que contenha diagramas com elementos de outros produtos. Neste caso, aparecerá uma nota com a
devida explicação.
Os diagramas lógicos seguem uma convenção para os elementos usados, representada por meio de cores e
formas pré-definidas. Esta convenção é apresentada abaixo. Recomenda-se que os diagramas sejam visualizados
em cores e não em preto e branco. A versão eletrônica do manual técnico é colorida, mas a versão impressa
poderá não ser. Caso você precise de diagramas coloridos, estes poderão ser adquiridos via Centro de Contato,
informando-se o número do diagrama.

10 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 1 - Introdução

Chave:
Quantidade de
Porta AND &
energização
Sinal interno Porta OR 1

Sinal DDB Porta XOR XOR

Função interna Porta NOT


Célula de
0 lógico 0
configuração
Valor configurado Temporizador
Configuração no
hardware Pulso / Latch

Célula de medição S
Latch SR Q
R
Cálculo interno
S
Latch SR Q
Configuração ´Reset` dominante RD
derivada

Chave HMI Memorização na borda positiva

Conexão / Nó Entrada de lógica invertida


1
Interruptor Interruptor por software 2

Interruptor Multiplicador X

Filtro passa-faixa
Comparador para detecção
de valores insuficientes

Comparador para detecção


V00063 de valores excessivos

Figura 1: Explicação sobre os diagramas lógicos

P14D-TM-PT-7 11
Capítulo 1 - Introdução P14D

6 VISÃO GERAL DE FUNÇÕES

50
46 50 51
86 37 49 50BF 64N 68 79 HiZ CTS
46BC 50N 51N
SOFT

Isen

81O
81RF
59 67 81U
YN 21FL 25 27 32 47 51V 81RAV VTS
59N 67N 81R
81 df/dt
81V

I/O digital Comunicação Medições Registros de


Entradas
opto-
Saídas de
IRIG-B Ethernet RS485
USB
Registros de falhas
distúrbios
acopladas relé Local

V00001

Figura 2: Visão geral de funções

12 P14D-TM-PT-7
INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA

CAPÍTULO 2
Capítulo 2 - Informações de segurança P14D

14 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 2 - Informações de segurança

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


Este capítulo fornece informações sobre o uso seguro dos equipamentos. Os equipamentos devem ser
devidamente instalados e manuseados de forma a mantê-los em condições seguras e manter sempre os
operadores em segurança. O operador deve estar familiarizado com as informações contidas neste capítulo antes
de desembalar, instalar, colocar em serviço ou dar manutenção no equipamento.

Este capítulo contém as seguintes seções:


Visão geral do capítulo 15
Saúde e segurança 16
Símbolos 17
Instalação, Comissionamentoe manutenção 18
Retirada de serviço e descarte 23
Conformidade com padrões 24

P14D-TM-PT-7 15
Capítulo 2 - Informações de segurança P14D

2 SAÚDE E SEGURANÇA
O pessoal associado a este equipamento deve estar familiarizado com o conteúdo destas Informações de
segurança.
Quando equipamentos elétricos estão em operação, tensões perigosas estão presentes em certas partes do
equipamento. O uso incorreto do equipamento e o descumprimento das notas de advertência colocarão o
pessoal em risco.
Apenas pessoal qualificado pode trabalhar ou operar este equipamento. O termo "pessoal qualificado" refere-se a
indivíduos que:
● estão familiarizados com a instalação, comissionamento e operação do equipamento e do sistema ao qual
é conectado.
● estão familiarizados com as práticas de segurança de engenharia e têm autorização para energizar e
desenergizar os equipamentos da forma correta.
● receberam treinamento nas práticas e no uso dos equipamentos de segurança de acordo com as normas
de segurança de engenharia.
● receberam treinamento em procedimentos de emergência (primeiros socorros).

A documentação fornece instruções para a instalação, comissionamento e operação do equipamento. Entretanto,


não aborda todas as circunstâncias possíveis. Na eventualidade de dúvidas ou problemas, não tome nenhuma
ação sem a devida autorização. Contate seu escritório de vendas local e solicite as informações necessárias.

16 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 2 - Informações de segurança

3 SÍMBOLOS
Neste manual, são usados os seguintes símbolos. Estes símbolos também podem ser vistos em partes do
equipamento.

Cuidado:
Consulte a documentação do equipamento. O desconhecimento desta
documentação poderá resultar em danos ao equipamento.

Advertência:
Risco de choque elétrico

Terminal Terra. Nota: este símbolo também pode ser usado em um terminal (Terra) de um condutor de
proteção, se este terminal for parte de um bloco de terminais, ou subconjunto.

Terminal (Terra) de condutor de proteção.

Instruções sobre requisitos de descarte

Nota:
Este manual usa os termos 'Terra' ou 'aterramento', como tradução dos originais 'Earth', do inglês britânico, ou 'Ground', do
inglês norte-americano.

P14D-TM-PT-7 17
Capítulo 2 - Informações de segurança P14D

4 INSTALAÇÃO, COMISSIONAMENTOE MANUTENÇÃO

4.1 PERIGOS DE ELEVAÇÃO


Muitas lesões são causadas por:
● elevação de objetos pesados
● elevação incorreta de objetos
● movimentação de objetos pesados
● utilização repetitiva dos mesmos músculos

Planeje cuidadosamente, identifique todos os possíveis perigos e determine a melhor forma de deslocar o produto.
Identifique outras formas de movimentação da carga evitando o deslocamento manual. Para reduzir o risco de
lesões, use técnicas corretas de elevação e equipamentos de proteção pessoal.

4.2 RISCOS ELÉTRICOS

Cuidado:
Todo o pessoal envolvido na instalação, comissionamentoou manutenção deve estar
familiarizado com os procedimentos corretos de trabalho.

Cuidado:
Consulte a documentação do equipamento antes da instalação, comissionamentoou
manutenção.

Cuidado:
Sempre use o equipamento conforme especificado. O descumprimento desta regra
poderá anular o efeito da proteção fornecida pelo equipamento.

Advertência:
A remoção de painéis ou tampas do equipamento poderá expor peças perigosas
energizadas. Não toque até que a alimentação elétrica esteja desligada. Tenha cuidado
se existir um acesso desprotegido na parte de trás do equipamento.

Advertência:
Isole o equipamento antes de trabalhar nos contatos metálicos dos terminais.

Advertência:
Onde existir risco de choque eléctrico, em espaços restritos, deve ser instalada uma
barreira de segurança adequada.

Cuidado:
Desligue a energia elétrica antes da desmontagem. A desmontagem do equipamento
pode expor circuitos eletrônicos sensíveis. Tome as precauções adequadas contra
descargas de tensão eletrostáticas (ESD) para evitar danos ao equipamento.

18 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 2 - Informações de segurança

Cuidado:
NUNCA olhe diretamente para fibras ópticas ou conexões ópticas de saída. Use sempre
medidores de potência óptica para determinar o nível de sinal ou de operação.

Cuidado:
A realização de testes poderá carregar alguns capacitores com níveis de tensão
perigosos. Descarregue os capacitores envolvidos, reduzindo a tensão de seus
terminais até zero, antes de desconectar os terminais de teste.

Cuidado:
Opere o equipamento dentro dos limites elétricos e ambientais especificados.

Cuidado:
Antes da limpeza do equipamento, assegure-se de que nenhuma conexão elétrica
esteja energizada. Use um pano sem fios, umedecido em água limpa.

Nota:
Os contatos metálicos dos plugues de teste são normalmente protegidos por vaselina, que não deve ser removida.

4.3 REQUISITOS UL/CSA/CUL


As informações desta seção aplicam-se apenas a equipamentos com as etiquetas UL/CSA/CUL.

Cuidado:
Equipamentos destinados a instalação em rack ou painéis devem ser instalados sobre
a superfície plana dentro de gabinetes tipo 1, conforme definido pela Underwriters
Laboratories (UL).

Cuidado:
Para manter a conformidade com a UL e CSA/CUL, instale o equipamento usando peças
reconhecidas pela UL/CSA para: cabos, fusíveis de proteção, suportes de fusível e
disjuntores, terminais em anéis de isolamento e baterias internas sobressalentes.

4.4 REQUISITOS REFERENTES A FUSÍVEIS

Cuidado:
Nas fontes de alimentação auxiliares, devem ser usados fusíveis listados pela UL ou
CSA, quando é exigido reconhecimento UL/CSA do equipamento com relação à
proteção por fusíveis externos. O tipo de fusível de proteção listado é: fusível
temporizado classe J, com corrente nominal máxima de 15 A e um valor CC nominal
mínimo de 250 Vcc (por exemplo, o tipo AJT15).

P14D-TM-PT-7 19
Capítulo 2 - Informações de segurança P14D

Cuidado:
Quando não é exigido reconhecimento UL/CSA do equipamento, pode ser usado um
tipo de fusível de alta capacidade de ruptura (HRC) com corrente nominal máxima de
16 A e uma tensão CC nominal mínima de 250 Vcc (por exemplo do tipo Red Spot NIT ou
TIA).
Nos modelos P50, use um fusível tipo T com corrente máxima de 1A.
Nos modelos P60, use um fusível tipo T com corrente máxima de 4A.

Cuidado:
Circuitos digitais de entrada devem ser protegidos por um fusível NIT ou TIA de alta
capacidade de ruptura, de valor nominal máximo de 16 A. Por motivos de segurança,
circuitos de transformadores de corrente nunca devem ser protegidos por fusíveis.
Outros circuitos devem ter fusíveis apropriados para proteção da fiação usada.

Cuidado:
TCs NÃO devem ser protegidos por fusíveis pois a abertura elétrica desses
componentes poderá produzir voltagens letais.

4.5 CONEXÕES DO EQUIPAMENTO

Advertência:
Os terminais expostos durante a instalação, comissionamento e manutenção, podem
apresentar uma tensão perigosa a menos que o equipamento esteja eletricamente
isolado.

Cuidado:
Aperte os parafusos de fixação M4, dos conectores de blocos de terminais de serviço
pesado, com um torque nominal de 1,3 Nm.
Aperte os parafusos prisioneiros dos blocos de terminais com um torque mínimo de 0,5
Nm e um torque máximo 0,6 Nm.

Cuidado:
Use sempre terminais isolados nas conexões de tensão e corrente.

Cuidado:
Use sempre a ferramenta e o terminal correto, de acordo com a seção do condutor.

Cuidado:
Em alguns produtos, são fornecidos contatos de watchdog (auto-monitorização) para
indicar a saúde do dispositivo. Recomenda-se fortemente configurar esses contatos no
sistema de automação da subestação, para efeitos de alarme.

20 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 2 - Informações de segurança

4.6 REQUISITOS DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO DE CLASSE 1

Cuidado:
Aterre o equipamento através do PCT (Terminal Condutor de Proteção) fornecido.

Cuidado:
Não remova o PCT.

Cuidado:
O PCT é algumas vezes usado para fazer a terminação da blindagem de cabos.
Verifique sempre a integridade do PCT após adicionar ou remover as ligações de terra.

Cuidado:
Use uma porca de segurança, ou mecanismo similar, para assegurar a integridade dos
PCTs conectados por parafuso.

Cuidado:
A seção de condutor mínima recomendada para PCTs é de 2,5 mm², nos países cuja
tensão de rede é 230 V (por exemplo, Europa), e de 3,3 mm², nos países cuja tensão de
rede é 110 V (por exemplo, América do Norte). Isso poderá ser substituído por
regulamentações elétricas locais ou do país específico.
Para os produtos P60, recomendamos uma seção de condutor mínima de 6 mm². Veja a
documentação do produto, para obter detalhes.

Cuidado:
A ligação do PCT deve ter baixa indutância e ser a mais curta possível.

Cuidado:
Todas as conexões com o equipamento devem ter um potencial definido. Conexões com
fiação instalada, porém não usada, devem ser aterradas, ou conectadas a um potencial
comum agrupado.

4.7 LISTA DE VERIFICAÇÃO DE PRÉ-ENERGIZAÇÃO

Cuidado:
Verifique a tensão nominal/polaridade (etiqueta de voltagem/documentação do
equipamento).

Cuidado:
Verifique o valor nominal do circuito do TC (na etiqueta de voltagem) e a integridade
das ligações.

Cuidado:
Verifique o valor nominal do fusível de proteção ou do mini-disjuntor (MCB).

P14D-TM-PT-7 21
Capítulo 2 - Informações de segurança P14D

Cuidado:
Verifique a integridade da conexão do PCT.

Cuidado:
Verifique os valores nominais de tensão e corrente da fiação externa, assegurando que
são apropriados para a aplicação.

4.8 CIRCUITO PERIFÉRICO

Advertência:
Não abra o circuito secundário de um TC energizado, pois a alta tensão produzida pode
ser letal para o pessoal e pode danificar o isolamento. Curto-circuite o secundário do
TC de linha, antes de abrir qualquer conexão ligada à ele.

Nota:
Na maioria dos equipamentos da Alstom com conexões de terminais em anel, o bloco de terminais rosqueados da
terminação do transformador de corrente é automaticamente colocado em curto, se o módulo for removido. Portanto o
curto-circuito externo dos TCs pode não ser necessário. Consulte primeiro a documentação do equipamento e os diagramas
de fiação, para ver se isso se aplica.

Cuidado:
Componentes externos, tais como resistores ou resistores dependentes de tensão
(VDRs), podem ser um risco de choque elétrico, se tocados.

Advertência:
Tome extremo cuidado quando estiver usando blocos de teste externos e plugues de
teste, como a MMLG, MMLB e P990, pois podem ficar expostas tensões perigosas.
Assegure-se de que os elos de curto-circuito do TC estão no lugar antes de remover os
plugues de teste, de modo a evitar voltagens potencialmente letais.

4.9 MODERNIZAÇÃO/MANUTENÇÃO

Advertência:
Não introduza ou remova módulos, PCBs (Placas de Circuito Impresso) ou placas de
expansão no equipamento, com este energizado, pois isso poderá danificá-lo. Além
disso, tensões perigosas seriam expostas, colocando o pessoal em perigo.

Cuidado:
Os módulos internos e o gabinete podem ser pesados e ter bordas afiadas. Tome
cuidado ao inserir ou remover módulos do IED.

22 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 2 - Informações de segurança

5 RETIRADA DE SERVIÇO E DESCARTE

Cuidado:
Antes de retirar o equipamento de serviço, isole completamente as fontes de
alimentação do equipamento (ambos os polos de qualquer fonte cc). A entrada da
alimentação auxiliar pode ter capacitores em paralelo, que podem ainda estar
carregados. Para evitar choque elétrico, descarregue os capacitores usando os
terminais externos, antes de retirar o equipamento do serviço.

Cuidado:
Evite a incineração ou descarte em cursos de água. Descarte o equipamento de
maneira segura, responsável e ecológica e, se aplicável, de acordo com as leis do
respectivo país.

P14D-TM-PT-7 23
Capítulo 2 - Informações de segurança P14D

6 CONFORMIDADE COM PADRÕES


A conformidade com a European Commission Directive (Diretriz da Comissão Européia) referente a EMC e LVD é
por certificação própria nos padrões internacionais.

6.1 CONFORMIDADE EMC: 2004/108/EC


A conformidade com a EN60255-26:2009 foi usada para estabelecer conformidade.

6.2 SEGURANÇA DE PRODUTO: 2006/95/EC


A conformidade com a EN60255-27:2005 foi usada para estabelecer conformidade.

Classe de proteção
IEC 60255-27: 2005 Classe 1 (a menos que especificado de outra forma na documentação do equipamento). Este
equipamento exige um condutor de proteção (terra) para garantir a segurança do usuário.

Categoria de instalação
Categoria 3 de sobretensão IEC 60255-27: 2005. Equipamentos nesta categoria são testados para qualificação
com uma tensão de pico de 5kV, 1,2/50 mS, 500 Ohms, 0,5 J, entre todos os circuitos de alimentação e o terra, e
também entre circuitos independentes.

Ambiente
IEC 60255-27: 2005, IEC 60255-26:2009. O equipamento foi concebido apenas para uso interno. Caso seja
necessário seu uso ao ar livre, deve ser instalado dentro de um gabinete com o grau apropriado de proteção
contra ingresso de materiais estranhos.

6.3 CONFORMIDADE R&TTE


Equipamento terminal de rádio e telecomunicações (R&TTE) diretiva 99/5/EC.
A conformidade é demonstrada pela conformidade com a Diretiva EMC e com a diretiva de baixa tensão, para
zero volts.

6.4 CONFORMIDADE UL/CUL


Se marcado com este logo, o produto tem conformidade com os requisitos da Underwriters Laboratories (UL) do
Canadá e EUA.
O número e ID do respectivo registro UL é exibido pelo equipamento.

6.5 CONFORMIDADE COM A DIRETRIZ ATEX


Caso tenha o logotipo, o equipamento é compatível o artigo 192 da diretriz europeia 94/9/EC. É aprovado para
operação fora de áreas perigosas ATEX. Porém tem aprovação para ser conectado a motores com proteção
classificada como ATEX e equipamento de Categoria 2, com Segurança mais elevada, de modo a garantir a
operação segura em zonas com gases, 1, e áreas perigosas 2.

24 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 2 - Informações de segurança

Equipamento com este tipo de etiquetagem não é adequado, ele mesmo, a operar dentro de
atmosferas potencialmente explosivas.

A conformidade é demonstrada por um certificado de exame do tipo Órgão Notificado.

Diretriz 94/9/EC da ATEX relativa a equipamentos para atmosferas potencialmente explosivas.

P14D-TM-PT-7 25
Capítulo 2 - Informações de segurança P14D

26 P14D-TM-PT-7
PROJETO DE HARDWARE

CAPÍTULO 3
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

28 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


Este capítulo fornece informações sobre o projeto de hardware do produto.
Este capítulo contém as seguintes seções:
Visão geral do capítulo 29
Arquitetura de hardware 30
Construção mecânica 32
Conexões dos terminais 36
Painel frontal 51

P14D-TM-PT-7 29
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

2 ARQUITETURA DE HARDWARE
Os principais componentes de dispositivos que se baseiam na plataforma P40Agile são os seguintes:
● A caixa, que consiste em um painel frontal e suas respectivas conexões traseiras
● O módulo do processador principal, que consiste em uma CPU (Unidade de Processamento Central),
memória e uma interface com a IHM (Interface Homem-Máquina) do painel frontal.
● Uma placa de E/S composta por contatos de relés de saída e por entradas opto-acopladas.
● Módulos de comunicação
● Fonte de alimentação

Todos os módulos são conectados por um barramento paralelo de dados e endereços, que permite ao módulo do
processador enviar e receber informações aos(dos) demais módulos, conforme necessário. Existe também um
barramento serial separado de dados, usado para transmitir a amostragem de dados do módulo de entrada aos
processadores. Estes barramentos de dados, serial e paralelo, são mostrados como um módulo de interconexão
único na figura, que apresenta os módulos e o fluxo de informações entre eles.

Teclado Módulo de relés de Contatos dos relés de


Módulo processador

saída saída
IHM do painel

LCD
dianteiro

Módulo de entradas c /
Entradas digitais
isol . óptico
LEDs
I/O
Porta
dianteira
Correntes do sistema
TCs
de potência *
Memória
Interconexão

Memória flash para todas as Tensões do sistema de


configurações e registros TPs
potência*
Super capacitor DRAM Entradas analógicas
para o relógio de tempo
real
Módulo RS485 Comunicação RS 485
Contatos do
Sincronização de tempo
Watchdog Módulo Watchdog Módulo IRIG-B
(Opcional)
+ LED
Comunicação Ethernet
Módulo Ethernet
Alimentação (Opcional)
Módulo PSU
auxiliar Comunicações

* Nenhum TP, modelos que trabalham apenas com corrente. Nenhum TC, modelos que
trabalham apenas com voltagem.
V00200

Figura 3: Visão geral do projeto de hardware

2.1 MEMÓRIA E RELÓGIO DE TEMPO REAL


O IED contém memória flash para armazenamento das seguintes informações operacionais:
● Registros de falhas, manutenção e operação.
● Eventos
● Alarmes

30 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

● Valores de medições
● Desarmes memorizados (por latch)
● Contatos memorizados (por latch)

A memória flash é não volátil e, portanto, não requer bateria de reserva.


Um supercapacitor dedicado mantém o relógio de tempo real da placa operacional por até quatro dias, após o
desligamento da energia.

P14D-TM-PT-7 31
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

3 CONSTRUÇÃO MECÂNICA
Todos os produtos baseados na plataforma P40Agile possuem uma arquitetura de hardware comum. O hardware
compreende duas partes principais; o berço e a caixa.
O berço consiste no painel frontal que está preso a uma placa base, na qual todas as placas de hardware e os
módulos são conectados. Os produtos foram projetados de forma a que todas as placas e módulos que formam o
produto sejam encaixados no berço e não devam ser removidos ou inseridos após o produto deixar a fábrica.
A caixa compreende a parte metálica e os conectores da parte traseira, nos quais as placas do berço se
conectam.

Figura 4: Vista explodida do IED

3.1 VARIAÇÕES DA CAIXA


A linha de produtos P40 Agile é produzida em duas versões de tamanho de caixa. As dimensões de caixa para
produtos industriais normalmente seguem unidades de medida modulares baseadas nos tamanhos dos
bastidores. Que são: U para altura e TE para largura, onde:
● 1U = 1,75 pol. = 44,45 mm
● 1TE = 0,2" = 5,08 mm

Os produtos são disponíveis em versões para instalação em painel ou independente. Todos os produtos têm
nominalmente 4U de altura. O que representa 177,8 mm ou 7 polegadas.
As caixas são de aço pré-fabricado com um revestimento condutivo de alumínio e zinco. Isto fornece uma boa
ligação ao terra em todas as juntas, formando um caminho de baixa impedância para o terra, o que é essencial
para um bom desempenho na presença de ruído externo.
A largura da caixa depende do tipo de produto e das opções de hardware. Existem dois formatos diferentes de
caixa na linha de produtos descrita: 20TE e 30TE. Os produtos da linha <P40Agile> podem ser usados como
substitutos da série K e as caixas, berços, e conectores são completamente compatíveis. As dimensões da caixa e
os critérios de compatibilidade são os seguintes:
Largura da caixa
Largura da caixa (mm) Série K equivalente Produtos
(TE)
20TE 102,4 mm (4 pol.) KCGG140/142 P14N

32 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

Largura da caixa
Largura da caixa (mm) Série K equivalente Produtos
(TE)
30TE 154,2mm (6 pol.) KCEG140/142 P14N (com E/S extra), P14D

3.2 PAINEL TRASEIRO 20TE


O painel traseiro 20TE consiste em dois blocos terminais MIDOS de alto poder de corte.

Figura 5: Painel traseiro 20TE

3.3 PAINEL TRASEIRO 30TE


O painel traseiro 30TE consiste de:
● Três blocos de terminais MIDOS para contatos de alto poder de corte
● Dois blocos de terminais MIDOS para contatos de alto poder de corte e uma placa de comunicação
● Dois blocos de terminais MIDOS para contatos de alto poder de corte e um painel cego

P14D-TM-PT-7 33
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

Figura 6: Painel traseiro 30TE com três blocos MIDOS

Figura 7: Painel traseiro 30TE com dois blocos MIDOS + comunicação

34 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

Figura 8: Painel traseiro de 30TE com 2 blocos MIDOS + placa cega

P14D-TM-PT-7 35
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

4 CONEXÕES DOS TERMINAIS

4.1 OPÇÕES DE E/S

Opção de E/S
Componente Opção de E/S B Opção de E/S C Opção de E/S D Opção de E/S E Opção de E/S F
A
8 11 11 13 6
Entradas 3
(1 grupo de 3 e (2 grupos de 3 e (1 grupo de 3, 1 grupo (1 grupo de 3 e (1 grupo de 3 e 3
digitais (1 grupo de 3)
1 grupo de 5) 1 grupo de 5) de 5 e 3 individuais) 2 grupos de 5) individuais)
8 12 12 12 4 8
Relés de saída
(NA) (NA) (11 NA, 1 NF) (NA) (NA) (5 NA, 1 NF)

Nota:
As opções de E/S, C e F, são adequadas para aplicações de TCS (Supervisão de Circuito de Desarme).

4.2 CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE 1 DO P14D

1 29 30
3 4 31 RL5 RL1 32
5 WatchDog 6 33 34
7 8 35 RL6 RL2 36
9 10 37 38
11 12 39 RL7 RL3 40
13 14 41 42
PSU
15 16 43 RL8 RL4 44
17 Vcs 18 45 46
19 Va Vb 20 L4 L1
47 48
21 Vc 22 L5 L2
49 50
23 Ia 24 L6 L3
51 52
25 Ib 26 L7
53 54
27 Ic 28 L8
55 56
In
SCN

E00217

Figura 9: P14D em caixa de 20TE com opção de E/S A

4.2.1 BLOCO DE TERMINAIS ESQUERDO

Terminal Descrição
1 Terra
2 Não Usado
3+5 Watchdog, normalmente fechado
4+6 Watchdog, normalmente aberto
7 a 12 Não Usado

36 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

Terminal Descrição
13 + 14 Fonte de alimentação
15 + 16 Transformador de tensão Vcs, ou V0
17 + 18 Transformadores de tensão, VA e VB
19 + 20 Transformador de tensão VC
21 + 22 Transformador de corrente IA
23 + 24 Transformador de corrente IA
25 + 26 Transformador de corrente IC
27 + 28 Transformador de corrente IN

4.2.2 BLOCO DE TERMINAIS DIREITO

Terminal Descrição
30 + 32 Relé 1, normalmente aberto
34 + 36 Relé 2, normalmente aberto
38 + 40 Relé 3, normalmente aberto
42 + 44 Relé 4, normalmente aberto
29 + 31 Relé 5, normalmente aberto
33 + 35 Relé 6, normalmente aberto
37 + 39 Relé 7, normalmente aberto
41 + 43 Relé 8, normalmente aberto
46 + 52 Entrada opto-acoplada L1 (grupo 1)
48 + 52 Entrada opto-acoplada L2 (grupo 1)
50 + 52 Entrada opto-acoplada L3 (grupo 1)
45 + 55 Entrada opto-acoplada L4 (grupo 2)
47 + 55 Entrada opto-acoplada L5 (grupo 2)
49 + 55 Entrada opto-acoplada L6 (grupo 2)
51 + 55 Entrada opto-acoplada L7 (grupo 2)
53 + 55 Entrada opto-acoplada L8 (grupo 2)
54 + 56 EIA(RS)485 ou IRIG-B demodulado

P14D-TM-PT-7 37
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

4.3 CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE 2 DO P14D

1 29 30
3 4 31 RL5 RL1 32
WatchDog Placa
5 6 33 34
de
7 8 comunicação 35 RL6 RL2 36
9 10 Ethernet
37 38
11 12 39 RL7 RL3 40
13 14 41 42
PSU Canal único
15 16 43 RL8 RL4 44
17 Vcs 18 45 46
Va Vb 10/100Base-TX L4 L1
19 20 47 48
Vc ou L5 L2
21 22 49 50
23 Ia 24 100Base-FX L6 L3
51 52
25 Ib 26 L7
53 54
27 Ic 28 L8
55 56
In
SCN

E00221

Figura 10: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S A + comunicação Ethernet

4.3.1 BLOCO DE TERMINAIS ESQUERDO

Terminal Descrição
1 Terra
2 Não Usado
3+5 Watchdog, normalmente fechado
4+6 Watchdog, normalmente aberto
7 a 12 Não Usado
13 + 14 Fonte de alimentação
15 + 16 Transformador de tensão Vcs, ou V0
17 + 18 Transformadores de tensão, VA e VB
19 + 20 Transformador de tensão VC
21 + 22 Transformador de corrente IA
23 + 24 Transformador de corrente IA
25 + 26 Transformador de corrente IC
27 + 28 Transformador de corrente IN

4.3.2 BLOCO DE TERMINAIS DIREITO

Terminal Descrição
30 + 32 Relé 1, normalmente aberto
34 + 36 Relé 2, normalmente aberto
38 + 40 Relé 3, normalmente aberto

38 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

Terminal Descrição
42 + 44 Relé 4, normalmente aberto
29 + 31 Relé 5, normalmente aberto
33 + 35 Relé 6, normalmente aberto
37 + 39 Relé 7, normalmente aberto
41 + 43 Relé 8, normalmente aberto
46 + 52 Entrada opto-acoplada L1 (grupo 1)
48 + 52 Entrada opto-acoplada L2 (grupo 1)
50 + 52 Entrada opto-acoplada L3 (grupo 1)
45 + 55 Entrada opto-acoplada L4 (grupo 2)
47 + 55 Entrada opto-acoplada L5 (grupo 2)
49 + 55 Entrada opto-acoplada L6 (grupo 2)
51 + 55 Entrada opto-acoplada L7 (grupo 2)
53 + 55 Entrada opto-acoplada L8 (grupo 2)
54 + 56 EIA(RS)485 ou IRIG-B demodulado

4.3.3 CONECTIVIDADE ETHERNET


As conexões Ethernet estão situadas entre os blocos de terminais esquerdo e direito. Os seguintes tipos de placa
Ethernet estão disponíveis:
● Ethernet de cobre simples e canais de fibra com failover hot standby (opção 6 no dígito 7 do cortec).
● Canal de cobre Ethernet redundante duplo, suportado pelos protocolos PRP e HSR (opção E do dígito 7 do
cortec).
● Canal de fibra Ethernet redundante duplo, suportado pelos protocolos PRP e HSR (opção F no dígito 7 do
cortec).

P14D-TM-PT-7 39
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

4.4 CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE 3 DO P14D

1 57 58 29 30
3 4 59 RL9 60 31 RL5 RL1 32
5 WatchDog 6 61 62 33 34
7 8 63 RL10 64 35 RL6 RL2 36
9 10 65 66 37 38
11 12 67 RL11 68 39 RL7 RL3 40
13 14 69 70 41 42
PSU
15 16 71 RL12 72 43 RL8 RL4 44
17 Vcs 18 73 74 45 46
19 Va Vb 20 L9 L4 L1
75 76 47 48
21 Vc 22 L10 L5 L2
77 78 49 50
23 Ia 24 L11 L6 L3
79 80 51 52
25 Ib 26 L7
81 82 53 54
27 Ic 28 L8
83 84 55 56
In
SCN SCN

E00219

Figura 11: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S B

4.4.1 BLOCO DE TERMINAIS ESQUERDO

Terminal Descrição
1 Terra
2 Não Usado
3+5 Watchdog, normalmente fechado
4+6 Watchdog, normalmente aberto
7 a 12 Não Usado
13 + 14 Fonte de alimentação
15 + 16 Transformador de tensão Vcs, ou V0
17 + 18 Transformadores de tensão, VA e VB
19 + 20 Transformador de tensão VC
21 + 22 Transformador de corrente IA
23 + 24 Transformador de corrente IA
25 + 26 Transformador de corrente IC
27 + 28 Transformador de corrente IN

4.4.2 BLOCO DE TERMINAIS DIREITO

Terminal Descrição
30 + 32 Relé 1, normalmente aberto
34 + 36 Relé 2, normalmente aberto
38 + 40 Relé 3, normalmente aberto

40 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

Terminal Descrição
42 + 44 Relé 4, normalmente aberto
29 + 31 Relé 5, normalmente aberto
33 + 35 Relé 6, normalmente aberto
37 + 39 Relé 7, normalmente aberto
41 + 43 Relé 8, normalmente aberto
46 + 52 Entrada opto-acoplada L1 (grupo 1)
48 + 52 Entrada opto-acoplada L2 (grupo 1)
50 + 52 Entrada opto-acoplada L3 (grupo 1)
45 + 55 Entrada opto-acoplada L4 (grupo 2)
47 + 55 Entrada opto-acoplada L5 (grupo 2)
49 + 55 Entrada opto-acoplada L6 (grupo 2)
51 + 55 Entrada opto-acoplada L7 (grupo 2)
53 + 55 Entrada opto-acoplada L8 (grupo 2)
54 + 56 EIA(RS)485 ou IRIG-B demodulado

4.4.3 BLOCO DE TERMINAIS CENTRAL

Terminal Descrição
58 + 60 Relé 9, normalmente aberto
62 + 64 Relé 10, normalmente aberto
66 + 68 Relé 11, normalmente aberto
70 + 72 Relé 12, normalmente aberto
74 + 80 Entrada opto-acoplada L9 (grupo 3)
76 + 80 Entrada opto-acoplada L10 (grupo 3)
78 + 80 Entrada opto-acoplada L11 (grupo 3)
82 + 84 EIA(RS)485 ou IRIG-B demodulado
O resto Não Usado

P14D-TM-PT-7 41
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

4.5 CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE 4 DO P14D

1 57 58 29 30
3 4 59 RL9 60 31 RL5 RL1 32
5 WatchDog 6 61 62 33 34
7 8 63 RL10 64 35 RL6 RL2 36
9 10 65 66 37 38
11 12 67 RL11 68 39 RL7 RL3 40
13 14 69 70 41 42
PSU
15 16 71 RL12 72 43 RL8 RL4 44
17 Vcs 18 73 74 45 46
19 Va Vb 20 L9 L4 L1
75 76 47 48
21 Vc 22 L5 L2
77 78 49 50
23 Ia 24 L10 L6 L3
79 80 51 52
25 Ib 26 L7
81 82 53 54
27 Ic 28 L11 L8
83 84 55 56
In
SCN

E00220

Figura 12: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S C

4.5.1 BLOCO DE TERMINAIS ESQUERDO

Terminal Descrição
1 Terra
2 Não Usado
3+5 Watchdog, normalmente fechado
4+6 Watchdog, normalmente aberto
7 a 12 Não Usado
13 + 14 Fonte de alimentação
15 + 16 Transformador de tensão Vcs, ou V0
17 + 18 Transformadores de tensão, VA e VB
19 + 20 Transformador de tensão VC
21 + 22 Transformador de corrente IA
23 + 24 Transformador de corrente IA
25 + 26 Transformador de corrente IC
27 + 28 Transformador de corrente IN

4.5.2 BLOCO DE TERMINAIS DIREITO

Terminal Descrição
30 + 32 Relé 1, normalmente aberto
34 + 36 Relé 2, normalmente aberto
38 + 40 Relé 3, normalmente aberto

42 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

Terminal Descrição
42 + 44 Relé 4, normalmente aberto
29 + 31 Relé 5, normalmente aberto
33 + 35 Relé 6, normalmente aberto
37 + 39 Relé 7, normalmente aberto
41 + 43 Relé 8, normalmente aberto
46 + 52 Entrada opto-acoplada L1 (grupo 1)
48 + 52 Entrada opto-acoplada L2 (grupo 1)
50 + 52 Entrada opto-acoplada L3 (grupo 1)
45 + 55 Entrada opto-acoplada L4 (grupo 2)
47 + 55 Entrada opto-acoplada L5 (grupo 2)
49 + 55 Entrada opto-acoplada L6 (grupo 2)
51 + 55 Entrada opto-acoplada L7 (grupo 2)
53 + 55 Entrada opto-acoplada L8 (grupo 2)
54 + 56 EIA(RS)485 ou IRIG-B demodulado

4.5.3 BLOCO DE TERMINAIS CENTRAL

Terminal Descrição
58 + 60 Relé 9, normalmente aberto
62 + 64 Relé 10, normalmente aberto
66 + 68 Relé 11, normalmente aberto
70 + 72 Relé 12, normalmente fechado
74 + 76 Entrada opto-acoplada L9
78 + 80 Entrada opto-acoplada L10
82 + 84 Entrada opto-acoplada L11
O resto Não Usado

P14D-TM-PT-7 43
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

4.6 CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE 5 DO P14D

1 57 58 29 30
3 4 59 RL9 60 31 RL5 RL1 32
5 WatchDog 6 61 62 33 34
7 8 63 RL10 64 35 RL6 RL2 36
9 10 65 66 37 38
11 12 67 RL11 68 39 RL7 RL3 40
13 14 69 70 41 42
PSU
15 16 71 RL12 72 43 RL8 RL4 44
17 Vcs 18 73 74 45 46
19 Va Vb 20 L9 L4 L1
75 76 47 48
21 Vc 22 L10 L5 L2
77 78 49 50
23 Ia 24 L11 L6 L3
79 80 51 52
25 Ib 26 L12 L7
81 82 53 54
27 Ic 28 L13 L8
83 84 55 56
In
SCN

E00218

Figura 13: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S D

4.6.1 BLOCO DE TERMINAIS ESQUERDO

Terminal Descrição
1 Terra
2 Não Usado
3+5 Watchdog, normalmente fechado
4+6 Watchdog, normalmente aberto
7 a 12 Não Usado
13 + 14 Fonte de alimentação
15 + 16 Transformador de tensão Vcs, ou V0
17 + 18 Transformadores de tensão, VA e VB
19 + 20 Transformador de tensão VC
21 + 22 Transformador de corrente IA
23 + 24 Transformador de corrente IA
25 + 26 Transformador de corrente IC
27 + 28 Transformador de corrente IN

4.6.2 BLOCO DE TERMINAIS DIREITO

Terminal Descrição
30 + 32 Relé 1, normalmente aberto
34 + 36 Relé 2, normalmente aberto
38 + 40 Relé 3, normalmente aberto

44 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

Terminal Descrição
42 + 44 Relé 4, normalmente aberto
29 + 31 Relé 5, normalmente aberto
33 + 35 Relé 6, normalmente aberto
37 + 39 Relé 7, normalmente aberto
41 + 43 Relé 8, normalmente aberto
46 + 52 Entrada opto-acoplada L1 (grupo 1)
48 + 52 Entrada opto-acoplada L2 (grupo 1)
50 + 52 Entrada opto-acoplada L3 (grupo 1)
45 + 55 Entrada opto-acoplada L4 (grupo 2)
47 + 55 Entrada opto-acoplada L5 (grupo 2)
49 + 55 Entrada opto-acoplada L6 (grupo 2)
51 + 55 Entrada opto-acoplada L7 (grupo 2)
53 + 55 Entrada opto-acoplada L8 (grupo 2)
54 + 56 EIA(RS)485 ou IRIG-B demodulado

4.6.3 BLOCO DE TERMINAIS CENTRAL

Terminal Descrição
58 + 60 Relé 9, normalmente aberto
62 + 64 Relé 10, normalmente aberto
66 + 68 Relé 11, normalmente aberto
70 + 72 Relé 12, normalmente aberto
74 + 84 Entrada opto-acoplada L9 (grupo 5)
76 + 84 Entrada opto-acoplada L10 (grupo 5)
78 + 84 Entrada opto-acoplada L11 (grupo 5)
80 + 84 Entrada opto-acoplada L12 (grupo 5)
82 + 84 Entrada opto-acoplada L13 (grupo 5)
O resto Não Usado

P14D-TM-PT-7 45
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

4.7 CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE 6 DO P14D

1 29 30
3 4 31 RL1 32
5 WatchDog 6 33 34
7 8 35 RL2 36
9 10 37 38
11 12 39 RL3 40
13 14 41 42
PSU
15 16 43 RL4 44
17 Vcs 18 45 46
19 Va Vb 20 L1
47 48
21 Vc 22 L2
49 50
23 Ia 24 L3
51 52
25 Ib 26 53 54
27 Ic 28 55 56
In
SCN

E00270

Figura 14: P14D em caixa de 20TE com opção de E/S E

4.7.1 BLOCO DE TERMINAIS ESQUERDO

Terminal Descrição
1 Terra
2 Não Usado
3+5 Watchdog, normalmente fechado
4+6 Watchdog, normalmente aberto
7 a 12 Não Usado
13 + 14 Fonte de alimentação
15 + 16 Transformador de tensão Vcs, ou V0
17 + 18 Transformadores de tensão, VA e VB
19 + 20 Transformador de tensão VC
21 + 22 Transformador de corrente IA
23 + 24 Transformador de corrente IA
25 + 26 Transformador de corrente IC
27 + 28 Transformador de corrente IN

4.7.2 BLOCO DE TERMINAIS DIREITO

Terminal Descrição
30 + 32 Relé 1, normalmente aberto
34 + 36 Relé 2, normalmente aberto
38 + 40 Relé 3, normalmente aberto

46 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

Terminal Descrição
42 + 44 Relé 4, normalmente aberto
29 + 31 Não Usado
33 + 35 Não Usado
37 + 39 Não Usado
41 + 43 Não Usado
46 + 52 Entrada opto-acoplada L1 (grupo 1)
48 + 52 Entrada opto-acoplada L2 (grupo 1)
50 + 52 Entrada opto-acoplada L3 (grupo 1)
45 + 55 Não Usado
47 + 55 Não Usado
49 + 55 Não Usado
51 + 55 Não Usado
53 + 55 Não Usado
54 + 56 EIA(RS)485 ou IRIG-B demodulado

4.8 CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE 7 DO P14D

Placa de
comunicação
Ethernet

E00272

Figura 15: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S E + comunicação Ethernet

4.8.1 BLOCO DE TERMINAIS ESQUERDO

Terminal Descrição
1 Terra
2 Não Usado
3+5 Watchdog, normalmente fechado
4+6 Watchdog, normalmente aberto

P14D-TM-PT-7 47
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

Terminal Descrição
7 a 12 Não Usado
13 + 14 Fonte de alimentação
15 + 16 Transformador de tensão Vcs, ou V0
17 + 18 Transformadores de tensão, VA e VB
19 + 20 Transformador de tensão VC
21 + 22 Transformador de corrente IA
23 + 24 Transformador de corrente IA
25 + 26 Transformador de corrente IC
27 + 28 Transformador de corrente IN

4.8.2 BLOCO DE TERMINAIS DIREITO

Terminal Descrição
30 + 32 Relé 1, normalmente aberto
34 + 36 Relé 2, normalmente aberto
38 + 40 Relé 3, normalmente aberto
42 + 44 Relé 4, normalmente aberto
29 + 31 Não Usado
33 + 35 Não Usado
37 + 39 Não Usado
41 + 43 Não Usado
46 + 52 Entrada opto-acoplada L1 (grupo 1)
48 + 52 Entrada opto-acoplada L2 (grupo 1)
50 + 52 Entrada opto-acoplada L3 (grupo 1)
45 + 55 Não Usado
47 + 55 Não Usado
49 + 55 Não Usado
51 + 55 Não Usado
53 + 55 Não Usado
54 + 56 EIA(RS)485 ou IRIG-B demodulado

4.8.3 CONECTIVIDADE ETHERNET


As conexões Ethernet estão situadas entre os blocos de terminais esquerdo e direito. Os seguintes tipos de placa
Ethernet estão disponíveis:
● Ethernet de cobre simples e canais de fibra com failover hot standby (opção 6 no dígito 7 do cortec).
● Canal de cobre Ethernet redundante duplo, suportado pelos protocolos PRP e HSR (opção E do dígito 7 do
cortec).
● Canal de fibra Ethernet redundante duplo, suportado pelos protocolos PRP e HSR (opção F no dígito 7 do
cortec).

48 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

4.9 CONFIGURAÇÃO DE HARDWARE 8 DO P14D

1 57 58 29 30
3 4 59 RL5 60 31 RL1 32
5 WatchDog 6 61 62 33 34
7 8 63 RL6 64 35 RL2 36
9 10 65 66 37 38
11 12 67 RL7 68 39 RL3 40
13 14 69 70 41 42
PSU
15 16 71 RL8 72 43 RL4 44
17 Vcs 18 73 74 45 46
19 Va Vb 20 L4 L1
75 76 47 48
21 Vc 22 L2
77 78 49 50
23 Ia 24 L5 L3
79 80 51 52
25 Ib 26 81 82 53 54
27 Ic 28 L6
83 84 55 56
In
SCN

E00271

Figura 16: P14D em caixa de 30TE com opção de E/S F

4.9.1 BLOCO DE TERMINAIS ESQUERDO

Terminal Descrição
1 Terra
2 Não Usado
3+5 Watchdog, normalmente fechado
4+6 Watchdog, normalmente aberto
7 a 12 Não Usado
13 + 14 Fonte de alimentação
15 + 16 Transformador de tensão Vcs, ou V0
17 + 18 Transformadores de tensão, VA e VB
19 + 20 Transformador de tensão VC
21 + 22 Transformador de corrente IA
23 + 24 Transformador de corrente IA
25 + 26 Transformador de corrente IC
27 + 28 Transformador de corrente IN

4.9.2 BLOCO DE TERMINAIS DIREITO

Terminal Descrição
30 + 32 Relé 1, normalmente aberto
34 + 36 Relé 2, normalmente aberto
38 + 40 Relé 3, normalmente aberto

P14D-TM-PT-7 49
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

Terminal Descrição
42 + 44 Relé 4, normalmente aberto
29 + 31 Não Usado
33 + 35 Não Usado
37 + 39 Não Usado
41 + 43 Não Usado
46 + 52 Entrada opto-acoplada L1 (grupo 1)
48 + 52 Entrada opto-acoplada L2 (grupo 1)
50 + 52 Entrada opto-acoplada L3 (grupo 1)
45 + 55 Não Usado
47 + 55 Não Usado
49 + 55 Não Usado
51 + 55 Não Usado
53 + 55 Não Usado
54 + 56 EIA(RS)485 ou IRIG-B demodulado

4.9.3 BLOCO DE TERMINAIS CENTRAL

Terminal Descrição
58 + 60 Relé 5, normalmente aberto
62 + 64 Relé 6, normalmente aberto
66 + 68 Relé 7, normalmente aberto
70 + 72 Relé 8, normalmente fechado
74 + 76 Entrada opto-acoplada L4
78 + 80 Entrada opto-acoplada L5
82 + 84 Entrada opto-acoplada L6
O resto Não Usado

50 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

5 PAINEL FRONTAL

5.1 PAINEL FRONTAL DO 20TE

Figura 17: Painel frontal (20TE)


As figuras mostram os painéis frontais da opção 20TE.
Consiste em:
● Mostrador LCD
● Teclado
● Porta USB
● 4 x LED tricolor de função fixa
● 4 x LED tricolor programável

P14D-TM-PT-7 51
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

5.2 PAINEL FRONTAL DO 30TE

Figura 18: Painel frontal (30TE)


As figuras mostram os painéis frontais da opção 30TE.
Consiste em:
● Mostrador LCD
● Teclado
● Porta USB
● 4 x LED tricolor de função fixa
● 8 x LED tricolor programável
● 3 x tecla de função
● 3 x LED tricolor das teclas de função

5.3 TECLADO
O teclado possui as seguintes teclas:

4 teclas de seta para navegação pelos menus (Organizadas em torno


da tecla ENTER)

Uma tecla ENTER para confirmação da opção escolhida

52 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 3 - Projeto de hardware

Uma tecla CLEAR para exclusão do último comando

Uma tecla READ para visualização de blocos de texto maiores (teclas


direcionais agora usadas para navegar)

2 teclas de atalho para navegar através do mostrador padrão e para


controle dos grupos de configuração. Estas são situadas diretamente
abaixo do mostrador LCD.

5.4 MOSTRADOR DE CRISTAL LÍQUIDO


O LCD é um mostrador monocromático de alta resolução de 16 caracteres, com 3 linhas e iluminação de fundo
regulável.

5.5 PORTA USB


A porta USB está situada no painel frontal no canto esquerdo inferior, e é usada para se comunicar com um PC
conectado localmente. Ela possui duas finalidades principais:
● Transferir informações de configuração do PC para o Dispositivo e vice-versa.
● Efetuar a descarga de atualizações de firmware e edição de textos de menu.

A porta é destinada a uma ligação temporária durante testes, instalação e ativação. Não é destinada a ser usada
em comunicações SCADA permanentes. Esta porta suporta apenas o protocolo de comunicação Courier. O
Courier é um protocolo de comunicação proprietário que permite a comunicação com uma linha de
equipamentos de proteção, e entre o dispositivo e o pacote de software de suporte que executa no Windows.
Pode ser usado um cabo USB de até 5 m de comprimento para conectar a unidade a um PC.
O temporizador de inatividade para a porta frontal está definido em 15 minutos. Isto controla o tempo que a
unidade mantém o nível de acesso por senha na porta frontal. Se nenhuma mensagem for recebida na porta
frontal durante 15 minutos, qualquer nível de acesso por senha que tenha sido autorizado é cancelado.

Nota:
A porta frontal serial não suporta extração automática de registos de eventos e perturbações, embora estes dados possam
ser acessados manualmente.

Cuidado:
Quando não em uso, feche sempre a tampa da porta USB para evitar contaminação.

P14D-TM-PT-7 53
Capítulo 3 - Projeto de hardware P14D

5.6 LEDS DE FUNÇÃO FIXA


Quatro LEDs de função fixa no lado esquerdo do painel frontal indicam as seguintes condições.
● O LED Desarme (Vermelho) ACENDE quando o IED emite um sinal de desarme. Ele é apagado quando o
registo de falha associado é apagado do mostrador frontal. O LED Desarme também pode ser configurado
como self-reset.
● Alarme (Amarelo) pisca quando o IED regista um alarme. Isto pode ser ativado por um registo de falha,
evento ou registro de manutenção. O LED pisca até que os alarmes tenham sido aceitos (lidos) e, então,
muda para continuamente ACESO. Quando os alarmes são desligados, o LED muda para APAGADO.
● Fora de serviço (Amarelo) fica ACESO quando as funções do IED não estão disponíveis.
● Saudável (Verde) está ACESO quando o IED está em perfeito funcionamento, devendo ficar ACESO o tempo
todo. O LED APAGA se o autoteste da unidade mostrar que existe um erro no hardware ou software. O
estado do LED saudável é refletido no contato watchdog na parte traseira do equipamento.

5.7 TECLAS DE FUNÇÃO


As teclas de função programáveis estão disponíveis para uso personalizado em alguns modelos.
Configurações padrão de fábrica associam funções específicas a estas teclas, mas ao usar o esquema lógico
programável, as funções padrão destas teclas podem ser alteradas para atender a necessidades específicas.
Junto a estas teclas de função existem LEDs tricolores programáveis que estão associados às respectivas teclas
de função.

5.8 LEDS PROGRAMÁVEIS


O dispositivo possui alguns LEDs programáveis. Todos os LEDs programáveis da unidade são tricolores e podem
ser acesos em VERMELHO, AMARELO ou VERDE.
Na caixa de 20TE, existem quatro LEDs programáveis. Na caixa de 30TE, existem oito LEDs.

54 P14D-TM-PT-7
DESIGN DO SOFTWARE

CAPÍTULO 4
Capítulo 4 - Design do software P14D

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P14D Capítulo 4 - Design do software

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


Este capítulo descreve o design do software do IED
Este capítulo contém as seguintes seções:
Visão geral do capítulo 57
Visão geral do software 58
Software de nível de sistema 59
Software da plataforma 61
Funções de controle e proteção 62

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Capítulo 4 - Design do software P14D

2 VISÃO GERAL DO SOFTWARE


A família de produtos baseada na plataforma P40 Agile pode ser categorizada conceptualmente em vários
elementos, como descrito a seguir:
● Software de nível de sistema
● Software da plataforma
● Software de controle e proteção

Estes elementos não se distinguem para o usuário e a distinção será feita aqui meramente para fins
explanatórios.

Camada de software de proteção e controle


Tarefa de proteção

Lógica programável Processamento Algoritmos de


e de lógica fixa Fourier de sinais proteção Tarefa do localizador Tarefa do
de defeito registrador de
distúrbios

Tarefa supervisora

Registros

Configurações
de proteção e
controle
Camada de software de plataforma

Evento, falha, Interfaces de


distúrbio, registro de Banco de dados de comunicação
Função de manutenção configurações remota
amostragem

Interface do painel
Interfaces de
dianteiro
comunicação local
(LCD + Teclado)

Dados amostrados + Controle das interfaces ao teclado , Mostrador


Entradas lógicas LCD, LEDs, portas dianteiras e traseiras .
digitais Controle dos contatos de Registros de manutenção de verificação
saída e LEDs programáveis automática

Camada de software do nível de sistema


Serviços do sistema (por ex. device drivers) / Sistema operacional de tempo real / Software de autodiagnóstico

Camada de dispositivos de hardware


LEDs / LCD / Teclado / Memória / FPGA

V00300

Figura 19: Estrutura do software


O software pode ser dividido em um número de funções como ilustrado acima. Cada função é, posteriormente,
dividida em um número de tarefas separadas. Essas tarefas são executadas por um Agendador. São disparadas a
intervalos fixos ou por eventos. As tarefas se comunicam entre si, conforme necessário.

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P14D Capítulo 4 - Design do software

3 SOFTWARE DE NÍVEL DE SISTEMA

3.1 SISTEMA OPERACIONAL DE TEMPO REAL


O sistema operacional de tempo real é usado para agendar o processamento de várias tarefas. Isto garante que
são processadas no tempo disponível e na ordem de prioridades desejada. O sistema operacional também atua
no controle da comunicação entre as tarefas de software.

3.2 SOFTWARE DE SERVIÇOS DO SISTEMA


O software de serviços do sistema fornece a camada entre o hardware e a funcionalidade de mais alto nível do
software da plataforma, além do software de controle e proteção. Por exemplo, o software de serviços do sistema
fornece drivers para controle de itens como o mostrador LCD, o teclado e as portas de comunicação remota.
Também controla coisas como a reinicialização do processador e o download do código do processador para a
memória RAM, na inicialização.

3.3 SOFTWARE DE AUTO-DIAGNÓSTICO


O equipamento contém várias funcionalidades de auto-diagnóstico quando em serviço, para verificação do seu
hardware e software. Se existir um problema com o software ou hardware, o equipamento deve conseguir
detectar o problema e elaborar um relatório, na tentativa de resolver o problema irá efectuar um reboot. Neste
caso o equipamento deve estar fora de serviço durante um curto periodo, durante o qual o "Healthy Led" na face
frontal estará apagado e o contacto do Watchdog estara activo. Se o restart não solucionar o problema, a
unidade ira ficar fora de serviço permanentemente, ficando o "Healthy Led" apagado e o contacto do Watchdog
permanece activo.
Se um problema é detectado pelo auto-diagnóstico, o equipamento tenta gravar um registo de manutenção para
comunicar o tipo de problema ao utilizador.
A auto-monitorização é implementada em duas etapas: Em primeiro lugar numa verificação que é efectuada no
arranque e posteriormente um self-diagnóstico continuo, que verifica as funções criticas durante a operação.

3.4 AUTOTESTE NA INICIALIZAÇÃO


O autoteste demora poucos segundos para ser concluído, intervalo durante o qual as funções de medição,
registro, controle e proteção do IED ficam indisponíveis. Em uma inicialização e autoteste bem sucedidos, o LED
'Operacional', na frente da unidade, é aceso. Caso seja detectado um problema durante os testes de inicialização,
o dispositivo permanecerá fora de serviço até que seja colocado novamente em serviço de forma manual.
As operações efetuadas na inicialização são:
1. Boot do sistema
2. Inicialização do software do sistema
3. Monitoramento e inicialização do software da plataforma.

3.4.1 BOOT DO SISTEMA


A integridade da memória flash é verificada usando um checksum (verificação por soma), antes que o código do
programa e os dados sejam carregados na memória RAM, para execução pelo processador. Quando a carga
houver sido completada, os dados na RAM serão comparados aos presentes na memória flash, para garantir que
não ocorreram erros na transferência de dados e que são iguais. O ponto de início do código do software na RAM
é então acionado. Este é o código de inicialização do IED.

3.4.2 INICIALIZAÇÃO DO SOFTWARE DE NÍVEL DO SISTEMA


O processo de inicialização, inicializa os registradores do processador e interrupções, inicia os temporizadores de
watchdog (usado pelo hardware para determinar se o software ainda está executando), inicia o sistema

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Capítulo 4 - Design do software P14D

operacional de tempo real e cria e inicia a tarefa supervisora. No processo de inicialização o dispositivo verifica o
seguinte:
● O status do supercapacitor (usado para suportar a cópia de segurança da SRAM).
● A integridade da memória não-volátil, usada para armazenar os registros de eventos, falhas e distúrbios.
● A operação do controlador do LCD.
● A operação do watchdog

Ao término da execução do software de inicialização, a tarefa supervisora inicia o processo de inicialização do


software da plataforma.

3.4.3 MONITORAMENTO E INICIALIZAÇÃO DO SOFTWARE DA PLATAFORMA.


Quando se inicia o software da plataforma, o IED verifica o seguinte:
● A integridade dos dados mantidos na memória volátil (usando checksum).
● A operação do relógio de tempo real.
● A função IRIG-B opcional (se aplicável)
● A presença e condição da placa de entrada
● O sistema de aquisição de dados analógicos (isso é feito por amostragem da tensão de referência).

Após o término bem sucedido de todos esses testes, a unidade entra em serviço e o software aplicativo é iniciado.

3.5 AUTOTESTE CONTÍNUO


Quando o IED está em serviço, verifica continuamente a operação das partes críticas de seu hardware e software.
A verificação é realizada pelo software de serviços do sistema e os resultados são relatados para o software da
plataforma. As funções verificadas são as seguintes:
● A memória flash que contém todo o código de programa e texto de mensagens é verificada por um
checksum.
● O código e dados constantes mantidos na memória do sistema são verificados contra os dados
correspondentes da memória flash, para determinar se os dados foram corrompidos.
● A memória do sistema que contém todos os dados além do código e dados constantes é verificada com
um checksum.
● A integridade dos dados de E/S de sinal digital das entradas opto-acopladas e das bobinas dos relés de
saída é verificada pela função de aquisição de dados sempre que esta é executada.
● A operação do sistema de aquisição de dados é verificada continuamente pela função de aquisição a cada
vez que esta é executada. Isto é feito pela amostragem das tensões de referência.
● A operação da placa de Ethernet opcional é verificada pelo software na placa do processador principal. Se
a placa de Ethernet falha em responder, é emitido um alarme e o cartão é reiniciado em uma tentativa de
solucionar o problema.
● A operação da função IRIG-B opcional é verificada pelo software que lê a data e horário da placa.
No evento de uma das verificações detecta um erro em algum dos subsistemas, o software da plataforma é
notificado e tenta criar um registro de manutenção.
Se o problema for com o supercapacitor ou com a placa IRIG-B, o dispositivo continua a operação. Para
problemas detectados em qualquer outra área, o dispositivo inicia um desligamento e reinicialização, que
resultam em um intervalo de 10 segundos durante o qual a funcionalidade fica indisponível.
Um reinício deve limpar a maioria dos problemas que podem acontecer. Se, contudo, o autoteste de diagnóstico
detectar a presença do mesmo problema que provocou a reinicialização do IED, isso significa que a reinicialização
não eliminou o problema e o dispositivo se coloca a si mesmo fora de serviço permanentemente. Isto é indicado
pelo LED ‘Operacional’, na frente do dispositivo, que é apagado, e pelo contato do watchdog que vai para nível
ATIVO (ON).

60 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 4 - Design do software

4 SOFTWARE DA PLATAFORMA
O software da plataforma possui três funções principais:
● Controlar o armazenamento dos registros gerados pelo software de proteção, incluindo alarmes, eventos,
falhas e registros de manutenção.
● Armazenar e manter um banco de dados de todas as configurações na memória não volátil.
● Prover a interface interna entre a base de dados de configurações e as interfaces do usuário, usando a
interface do painel frontal e as portas de comunicação dianteira e traseira.

4.1 ARMAZENAMENTO DE REGISTROS


A função de registro é usada para armazenar todos os alarmes, eventos, falhas e registros de manutenção. Os
registros são armazenados na memória não volátil para criar um histórico do que aconteceu. O IED mantém
quatro tipos de registro armazenados segundo a lógica de fila FIFO (primeiro a entrar, primeiro a sair). São eles:
● Alarmes
● Registros de eventos
● Registros de falhas
● Registros de manutenção

Os registros são mantidos de modo que o mais antigo é sobrescrito pelo mais novo. A função de registro pode ser
iniciada a partir do software de proteção. O software de plataforma é responsável por criar um registro de
manutenção, no evento de uma falha do IED. Isto inclui erros que tenham sido detectados pelo próprio software
da plataforma, ou erros detectados pelos serviços do sistema ou pela função do software de proteção. Consulte o
capítulo sobre Monitoramento e Controle para obter mais detalhes sobre a criação de registros.

4.2 BANCO DE DADOS DE CONFIGURAÇÕES


A base de dados de configurações contém todas as configurações e dados, armazenados na memória não volátil.
O software de plataforma gerencia a base de dados de configurações e assegura que apenas uma interface com
o usuário possa alterar os dados os dados por vez. Esta restrição é necessária para evitar conflitos entre partes
diferentes do software durante uma alteração.
Alterações nas configurações de proteção e dos registros de distúrbios são, primeiro, escritas em uma memória
SRAM de localização temporária. Esta memória é, algumas vezes, chamada de 'rascunho'. Estas configurações
não são escritas na memória não volátil, imediatamente. Isto acontece porque alterações que fazem parte de um
grupo não podem ser ativadas uma a uma, mas apenas como parte de um esquema completo. Uma vez que todo
o esquema tenha sido armazenado na SRAM, o grupo de configurações poderá ser guardado na memória não
volátil, onde tais configurações se tornarão ativas.

4.3 INTERFACES
A base de dados de configurações e medições deve ser acessada a partir de todas as interfaces de modo a
permitir operações de leitura e de alteração. O software de plataforma apresenta os dados no formato apropriado
para cada uma das interfaces (mostrador LCD, teclado e todas as interfaces de comunicação).

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Capítulo 4 - Design do software P14D

5 FUNÇÕES DE CONTROLE E PROTEÇÃO


O software de controle e proteção processa todos os elementos de proteção e funções de medição. Para
conseguir isto, ele tem de se comunicar com o software de serviços do sistema, com o software da plataforma, e
também organizar suas próprias operações.
O software da tarefa de proteção possui a maior prioridade entre todas as tarefas de software da placa do
processador principal. Isto garante a resposta de proteção mais rápida possível.
O software de proteção e controle fornece uma tarefa de supervisão, que controla o início da tarefa e trata a troca
de mensagens entre a tarefa e o software da plataforma.

5.1 AQUISIÇÃO DE AMOSTRAS


Após a inicialização, a tarefa de controle e proteção aguarda até que existam amostras suficientes a serem
processadas. A aquisição de amostras na placa do processador principal é controlada pela 'função de
amostragem', chamada pelo software de serviços do sistema.
A função de amostragem coleta amostras do módulo de entrada e as armazena em um buffer FIFO de dois ciclos.
A taxa de amostragem é de 24 amostras por ciclo. Isto resulta em uma taxa de amostragem nominal de 1200
amostras por segundo, em um sistema de 50 Hz, e de 1440 amostras por segundo, em um sistema de 60 Hz.
Entretanto, a taxa de amostragem não é fixa. A função de amostragem rastreia a frequência do sistema elétrico,
conforme descrito na seção a seguir.

5.2 RASTREAMENTO DE FREQUÊNCIA


O dispositivo usa um algoritmo de rastreamento de frequência que garante que são coletadas sempre 24
amostras por ciclo, independentemente do deslocamento de frequência, dentro de uma certa faixa de frequência
(ver especificações técnicas). Caso a frequência da energia caia fora desta faixa, a taxa de amostragem, volta a
seu valor padrão de 1200 Hz para 50Hz ou 1440 Hz para 60 Hz.
O rastreamento de frequência dos sinais analógicos de entrada é obtido por um algoritmo de Fourier recursivo,
aplicado a um dos sinais de entrada. Ele detecta alterações no ângulo de fase dos sinais medidos. O valor
calculado da frequência é usado para modificar a taxa de amostragem usada pelo módulo de entrada, de modo a
se atingir uma taxa de amostragem constante por ciclo da forma de onda da energia. O valor da frequência
rastreada também é armazenado para uso pela tarefa de controle e proteção.
A função rastreia qualquer tensão ou corrente na ordem VA, VB, VC, IA, IB, IC, até 10%Vn, para tensão, e até 5%In,
para corrente.

5.3 PROCESSAMENTO FOURIER DE SINAIS


Quando a tarefa de controle e proteção é reiniciada pela função de amostragem, ela calcula os componentes
Fourier dos sinais analógicos. Embora alguns algoritmos de proteção usem alguns harmônicos derivados pelo
método Fourier (por ex., segunda harmônica para inrush de magnetização ), a maioria das funções de proteção se
baseiam nos componentes fundamentais dos sinais analógicos medidos, derivados pelo método Fourier. Os
componentes Fourier da corrente de entrada e sinais de tensão são armazenados na memória de modo que
podem ser acessados por todos os algoritmos dos elementos de proteção.
Os componentes Fourier são calculados usando um algoritmo Fourier monociclo. Este algoritmo Fourier usa
sempre as 24 amostras mais recentes do buffer de 2 ciclos.
As maiorias dos algoritmos de proteção usam a componente fundamental. Neste caso, o algoritmo Fourier extrai
a componente fundamental da frequência da energia a partir do sinal e produz sua magnitude e ângulo de fase.
Isto pode ser representado tanto em formato polar como em retangular, dependendo das funções e algoritmos
que o usam.
A função Fourier atua como um filtro, com ganho zero em CC e ganho unitário na fundamental, porém com boa
rejeição de harmônicas, em todas as frequências até à frequência de Nyquist. Frequências além desse limite de

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P14D Capítulo 4 - Design do software

Nyquist são conhecidas como frequências falsas (alias), introduzidas quando a frequência de amostragem se
torna menor do que duas vezes o componente de frequência sendo amostrado. Entretanto, as frequências falsas
são significativamente atenuadas por um filtro anti aliasing (filtro passa-baixas), que atua nos sinais analógicos
antes que sejam amostados. O ponto de corte ideal de um filtro passa-baixas anti-aliasing deveria ser
estabelecido em:
(amostras por ciclo) ´ (frequência fundamental)/2
Com 24 amostras por ciclo, este ponto seria especificamente 600 Hz, em um sistema com 50 Hz, ou 720 Hz, em
um sistema de 60 Hz.
A figura a seguir mostra a resposta de frequência nominal do filtro anti-aliasing e do filtro Fourier de um algoritmo
Fourier monociclo com 24 amostras, atuando na componente fundamental.
Amplitude

Número da amostra
[Amplitude]

Frequência de entrada
= 16 ,0 Hz

Frequência (Hz)

V00301

Figura 20: Resposta de frequência (apenas indicativa)

5.4 LÓGICA DE ESQUEMA PROGRAMÁVEL


A finalidade do Lógica de Esquema Programável (PSL) é permitir que você configure seus próprios esquemas de
proteção para suas aplicações específicas. Isto é feito com portas lógicas programáveis e temporizadores de
atraso. Para permitir grande flexibilidade, cada um dos quatro grupos de configurações pode ter sua própria PSL.
A entrada para a PSL é qualquer combinação do estado dos sinais digitais de entrada provenientes dos isoladores
ópticos na placa de entrada, das saídas dos elementos de proteção, como os disparos e desarmes de proteção e

P14D-TM-PT-7 63
Capítulo 4 - Design do software P14D

das saídas da Lógica de Esquema Programável (PSL). A Lógica de Esquema Fixo provê os esquemas de proteção
padrão. A PSL consiste de portas lógicas de software e temporizadores. As portas lógicas podem ser programadas
para efetuar uma gama de diversas funções lógicas e podem aceitar qualquer número de entradas. Os
temporizadores são usados para criar um atraso programável e/ou para condicionar as saídas lógicas, como criar
um pulso de duração fixa da saída independentemente do comprimento do pulso na entrada. As saídas da PSL
são os LEDs no painel frontal do dispositivo e os contatos de saída na traseira.
A execução da lógica PSL é determinada por eventos. A lógica é processada sempre que qualquer uma de suas
entradas muda, por exemplo, como resultado de uma mudança em um dos sinais digitais de entrada ou em uma
saída de desarme de um elemento de proteção. Além disso, somente é processada a parte da PSL que é afetada
especificamente pela entrada em que ocorreu a alteração. Isto reduz a quantidade tempo de processamento
usado pela PSL. O software de controle e proteção atualiza os temporizadores de atraso da lógica e verifica se
ocorreu alguma mudança nos sinais de entrada da PSL, toda a vez que é executada.
A PSL pode ser configurada para criar esquemas muito complexos. Em função disso, o design da PSL é criado
usando um pacote de software de PC, chamado Editor PSL. Ele é fornecido como parte do software de
configuração MiCOm S1 Agile, ou como um módulo de software autônomo.

5.5 REGISTRO DE EVENTOS


Uma mudança em qualquer sinal de entrada digital ou sinal de saída de elemento de proteção é usada para
indicar que um evento aconteceu. Quando isto acontece, a tarefa de controle e proteção envia uma mensagem à
tarefa supervisora para indicar que existe um evento disponível para ser processado; e escreve os dados do
evento em um buffer rápido controlado pela tarefa supervisora. Quando a tarefa supervisora recebe um registro
de evento, instrui o software da plataforma a criar o registro apropriado na memória não volátil (memória flash). A
operação de armazenamento do registro na SRAM é mais lenta do que o armazenamento no buffer. Isto significa
que o software de proteção não é atrasado aguardando o armazenamento dos registros pelo software de
plataforma. Entretanto, nos casos raros em que um grande número de registros é criado em um curto intervalo de
tempo, é possível que alguns sejam perdidos, se o buffer supervisor estiver cheio antes que o software da
plataforma seja capaz de criar um novo registro na SRAM. Se isto acontecer, será registrado um evento que indica
esta perda de informação.
Os registros de manutenção são criados de maneira similar, com a tarefa supervisora instruindo o software da
plataforma para armazenar um registro, quando recebe uma mensagem de registro de manutenção. Contudo, é
possível que um registro de manutenção seja disparado por um erro fatal no dispositivo, caso em que poderá não
ser possível armazenar o registro de manutenção, dependendo da natureza do problema.
Para mais informações, consulte o capítulo sobre Monitoramento e Controle.

5.6 REGISTRADOR DE DISTÚRBIOS


O registrador de distúrbios opera como uma tarefa separada da tarefa de controle e proteção. Pode registrar as
formas de onda dos canais analógicos calibrados mais os valores dos sinais digitais. O tempo de registro é
selecionável pelo usuário até um máximo de 10,5 segundos. O registrador de distúrbios recebe dados da tarefa de
controle e proteção uma vez por ciclo, e anexa os dados recebidos no registro de distúrbios até ao comprimento
requerido. Os registros de distúrbios podem ser extraídos com o uso do software aplicativo ou do sistema SCADA,
que também pode armazenar os dados no formato COMTRADE, permitindo o uso de outros pacotes para
visualização dos dados armazenados.
Para mais informações, consulte o capítulo sobre Monitoramento e Controle.

5.7 LOCALIZ.FALHA
O localizador de falhas usa 12 ciclos dos sinais de entrada analógicos para calcular a localização da falha. O
resultado é devolvido à tarefa de controle e proteção, que o inclui no registro de falha. As tensões pré-falha e pós-
falha também são incluídas no registro de falha. Quando o registro de falhas está completo, incluindo a
localização da falha, a tarefa de controle e proteção envia uma mensagem para a tarefa supervisora para criação
do registro de falha.

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P14D Capítulo 4 - Design do software

O localizador de falhas não está disponível em todos os modelos.

5.8 INTERFACE DAS TECLAS DE FUNÇÃO


As teclas de função têm interface direta com a PSL como sinais de entrada digital. Uma mudança de estado só é
reconhecida quando uma tecla é pressionada em média por mais de 200 ms. O tempo para registrar uma
mudança de estado depende se o pressionamento da tecla ocorre no início ou final de uma tarefa de proteção,
incluindo o tempo de escaneamento adicional requerido pelo hardware e software. O pressionamento de uma
tecla pode uma memorização (modo biestável) ou saída apenas no pressionamento (modo normal), dependendo
de como esta foi programada. Ela pode ser configurada para atender os requisitos de esquemas específicos de
proteção. O sinal de estado memorizado de cada tecla de função individual é registrado na memória não volátil e
lido da memória não volátil durante a energização do dispositivo, o que permite que o estado da tecla de função
seja restabelecido após a inicialização, caso a energia caia inesperadamente.

P14D-TM-PT-7 65
Capítulo 4 - Design do software P14D

66 P14D-TM-PT-7
CONFIGURAÇÃO

CAPÍTULO 5
Capítulo 5 - Configuração P14D

68 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 5 - Configuração

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


Cada produto possui parâmetros de configuração de acordo com as funções para as quais foi projetado para
executar. Contudo, existe uma metodologia comum para a configuração desses parâmetros, utilizada em toda a
série de produtos.
Uma parte da configuração das comunicações só pode ser efetuada através da IHM, e não pode ser realizada
com o software aplicativo de configuração. Este capítulo inclui instruções concisas de como configurar o
dispositivo, particularmente no que se refere à configuração das comunicações, bem como uma descrição da
metodologia comum usada para a configuração geral do dispositivo.

Este capítulo contém as seguintes seções:


Visão geral do capítulo 69
Software aplicativo de configuração 70
Uso do painel IHM 71
Configuração de data e hora 83
Seleção de grupo de configurações 85

P14D-TM-PT-7 69
Capítulo 5 - Configuração P14D

2 SOFTWARE APLICATIVO DE CONFIGURAÇÃO


Para configurar este dispositivo, será necessário usar o software aplicativo de configuração. O software de
configuração usado nesta família de IEDs é chamado de MiCOM S1 Agile. Ele consiste em uma família de
ferramentas de software, usadas para configuração e gerenciamento de IEDs.
Embora você possa alterar muitas configurações usando a IHM do painel frontal, alguns recursos não podem ser
configurados sem o software de configuração; por exemplo, o esquema de lógica programável, ou comunicações
IEC1850.
Se você ainda não possui uma cópia do software de configuração, poderá obter uma no Centro de Contato da GE
Energy Connections.
Para configurar seu produto, você precisará de um modelo de dados que corresponda a seu produto. Quando
você iniciar o software de configuração, você verá um painel que permite a execução do “Gerenciador de Modelo
de Dados”. Isto fechará as demais funcionalidades do software permitindo uma importação eficiente do modelo
de dados escolhido. Se você não tem, ou não consegue encontrar, o modelo de dados associado a seu produto,
entre em contato com o Centro de Contato da GE Energy Connections.
Quando houver carregado todos os modelos de dados de que precisa, deve reiniciar o software de configuração e
iniciar a criação de um modelo de seu sistema, utilizando o painel “System Explorer” (Explorador do Sistema).
O software é concebido para ser intuitivo, mas existe ajuda disponível em um sistema de ajuda online e também
no Guia do Usuário do Software de Configuração, P40-M&CR-SAS-UG-<Idioma>-n, onde 'Idioma' é um código de
duas letras que designa a versão do idioma do guia, e 'n' é a versão mais recente do Software de Configuração.

70 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 5 - Configuração

3 USO DO PAINEL IHM


Com a IHM você pode:
● Exibir e modificar configurações
● Ver o status dos sinais digitais de E/S
● Exibir medições
● Exibir registros de falhas
● Reiniciar indicações de falhas e alarmes

O teclado fornece acesso total à funcionalidade do dispositivo com o uso de uma gama de opções de menu. A
informação é exibida no LCD.
Teclas Descrição Função

Para mudar o nível do menu, ou alterar entre


Teclas de cursor para cima e para
configurações de uma coluna particular, ou mudar valores
baixo
de uma célula.

Para alterar a tela padrão, mudar entre títulos de colunas,


Teclas de cursor esquerda e direita
ou trocar os valores de uma célula

Tecla ENTRAR Para alterar e executar configurações

Para execução de comandos e configurações para as


Hotkeys
quais foram definidas teclas de função

Para retornar para o cabeçalho da coluna, a partir de


Tecla Cancelar
qualquer célula do menu

Tecla Ler Para leitura de mensagens de alarme

Teclas de função (não em todos os


Para execução de funções programáveis pelo usuário
modelos)

P14D-TM-PT-7 71
Capítulo 5 - Configuração P14D

Nota:
Como o mostrador LCD possui uma resolução de 16 caracteres x 3 linhas, algumas informações aparecem em um formato
mnemônico condensado.

3.1 NAVEGAÇÃO PELO PAINEL DA IHM


As teclas de cursor são usadas para se navegar pelos menus. Essas teclas têm uma função de auto-repetição,
caso pressionadas continuamente. Isto pode ser usado para acelerar tanto a configuração de valores como a
navegação de menu. Quanto mais a tecla é pressionada, mais rápida a taxa de mudança ou movimento.
O mapa de navegação mostra como navegar pelos itens de menu.

Opção padrão de Opção padrão de


exibição exibição

Mensagem de
alarme

Opções padrão de exibição


C

Coluna 00 Títulos de colunas subsequentes Última coluna


Dados do sistema

As teclas de cursor verticais


permitem a movimentação entre as As teclas de cursor
linhas de configuração horizontais permitem
a movimentação
Linha 01
Idioma C entre valores, dentro
de uma célula
Linha 01

A tecla Cancel
(Cancelar) retorna
ao cabeçalho das
Linhas Linhas
colunas
subsequentes subsequentes

V00400

Figura 21: Navegação pela IHM

3.2 PRIMEIROS PASSOS


Quando se inicia o IED pela primeira vez, ele executa o procedimento de inicialização. Após alguns segundos, ele
estacionará em um dos menus superiores. Existem dois menus neste nível:
● O menu de Alarmes, para quando existem alarmes presentes.
● O menu da tela inicial, para quando não existirem alarmes presentes.

72 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 5 - Configuração

Caso existam alarmes presentes, o LED de Alarmes amarelo piscará e a tela do menu apresentará o seguinte:

Alarmes/Falhas
Presentes
HOTKEY

Embora o dispositivo em si deva estar em estado de pleno de funcionamento quando é ligado pela primeira vez,
ainda assim deve ocorrer um alarme, por exemplo, um alarme de conexão de rede ausente, no caso de um
dispositivo com placa de rede. Neste caso, o alarme poderá ser lido pressionando-se a tecla 'Ler'.

ALARMES
NIC Falha Lig.

Se o dispositivo for instalado com um cartão Ethernet, você precisará primeiro conectar o dispositivo a uma rede
Ethernet ativa para desativar o alarme e obter a tela inicial.
Caso existam outros alarmes presentes, estes também precisarão ser desativados, antes que apareçam as
opções de menu padrão na tela inicial.

3.3 TELA PRE. DEF.


A IHM possui uma gama de opções que podem ser selecionadas como tela inicial. As opções disponíveis são:

Faixa de Conformidade com NERC


Se o dispositivo é um modelo com segurança de rede, ele exibirá uma tela inicial compatível com a NERC. Caso o
dispositivo não possua uma opção de segurança de rede, esta opção não estará disponível na tela.

ACESSO APENAS PARA


USUÁRIOS
AUTORIZADOS
HOTKEY

DATA E HORA
Por exemplo:

11:09:15
23 Nov 2011
HOTKEY

Descrição (definida pelo usuário)


Por exemplo:

Descrição
MiCOM P14NB
HOTKEY

P14D-TM-PT-7 73
Capítulo 5 - Configuração P14D

Mapa da planta (definida pelo usuário)


Por exemplo:

Ref. Instalação
MiCOM
HOTKEY

Nível Acesso
Por exemplo:

Nível de acesso
3
HOTKEY

Além do descrito acima, também existem telas para as tensões do sistema, potência, frequência, etc.,
dependendo do modelo do dispositivo.

3.4 NAVEGAÇÃO NA TELA INICIAL


O diagrama a seguir é um exemplo da navegação pela tela inicial. Neste exemplo, é apresentado um modelo de
segurança de rede. Isto é apenas um exemplo e não se aplica inteiramente a todos os modelos. As opções reais
disponíveis na tela dependem do modelo exato.
Use a teclas de cursor horizontais para navegar de uma tela a outra.

74 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 5 - Configuração

Faixa em
conformidade com
a NERC

Aviso de conformidade Aviso de conformidade


com a NERC com a NERC

Medições do
Nível de acesso sistema de corrente

Medições do
Frequência do
sistema de tensão
sistema

Medições do
Ref. da planta sistema de potência

Descrição Data e horário

V00403

Figura 22: Navegação na tela inicial


Caso o dispositivo tenha segurança de rede mas ainda não esteja configurado com a NERC (ver o capítulo sobre
segurança de rede), será exibido um aviso quando se sai da faixa "NERC compliant" (Conformidade NERC). A
mensagem de aviso será a seguinte:

DISPLAY NÂO NERC


CONFORME. OK?

Você precisará confirmar com o botão ENTRAR antes de prosseguir.

Nota:
Sempre que o IED tiver um alarme ativado, a tela inicial será substituída pelos textos Alarmes / Falhas presentes. Esta tela
inicial não pode ser substituída. Contudo, você consegue entrar na estrutura de menu a partir da tela inicial, mesmo se a tela
estiver exibindo a mensagem de Alarmes / Falhas.

P14D-TM-PT-7 75
Capítulo 5 - Configuração P14D

3.5 ENTRADA DE SENHA


Configurar a tela inicial (além da modificação de outras configurações) exige acesso nível 3. O sistema solicitará
sua senha antes de permitir a realização das alterações. A senha padrão do nível 3 é AAAA.

Colocar Senha

1. Um cursor piscante exibirá qual campo de caracteres da senha pode ser alterado. Pressione as teclas
verticais de cursor para alterar cada caractere (dica: o pressionamento da tecla "para cima" uma vez fará
aparecer um "A" maiúsculo, conforme requerido pela senha padrão de nível 3).
2. Use as teclas horizontais de cursor ("para a esquerda e "para a direita") para se mover entre os campos de
caracteres da senha.
3. Pressione a tecla ENTRAR para confirmar a senha. Caso você digite uma senha incorreta, será exibida uma
mensagem de senha inválida e depois a mensagem Colocar senha. Ao se inserir uma senha válida,
aparecerá uma mensagem indicado que a senha está correta e o nível de acesso que foi liberado. Caso
este nível seja suficiente para editar a configuração selecionada, a tela voltará para a página de
configuração para permitir a continuação da edição. Caso não tenha sido inserido o nível correto de senha,
a solicitação de senha será exibida novamente.
4. Para sair desta tela de solicitação, pressione a tecla APAGAR. Alternativamente, insira a senha através da
configuração de Senha da coluna DADOS SISTEMA. Caso o teclado fique inativo por 15 minutos, a proteção
por senha da interface com o usuário do painel frontal volta ao nível de acesso padrão.
Para reiniciar a proteção por senha para o nível padrão, selecione Senha e, depois, pressione a tecla CLEAR
(APAGAR) em vez de inserir uma senha.

Nota:
Na coluna CONFIG SEGURANÇA pode-se configurar o número máximo de tentativas, a janela de tempo na qual as tentativas
falhas são contadas e o intervalo de tempo durante o qual o usuário fica bloqueado.

3.6 PROCESSAMENTO DE ALARMES E REGISTROS


Caso existam mensagens de alarme, serão exibidas no mostrador padrão e o LED de alarme amarelo piscará. As
mensagens de alarme podem ser reiniciadas automaticamente ou memorizadas. Caso sejam memorizadas,
devem ser desativadas automaticamente.
1. Para ver as mensagens de alarme, pressione a tecla Ler. Quando todos os alarmes houverem sido
visualizados, mas não limpos, o LED de alarme muda de piscante para aceso continuamente, e é exibido o
registro de falha mais recente (caso exista um).
2. Desça pelas páginas do último registro de falha, usando as teclas de cursor. Quando todas as páginas do
registro de falha houverem sido visualizadas, aparecerá a seguinte janela.

76 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 5 - Configuração

Pressione APAGAR
para
Desativar os
alarmes

3. Para limpar todas as mensagens de alarme, pressione a tecla APAGAR. Para retornar à tela que exibe os
alarmes e falhas presentes, deixando-os ativos, pressione a tecla Ler.
4. Dependendo das configurações de senha, você poderá precisar digitar uma senha antes que as
mensagens de alarme possam se apagadas.
5. Quando as mensagens são apagadas, o LED de alarme amarelo se apaga. Caso o LED vermelho esteja
aceso, também se apagará.

Nota:
Para acelerar o procedimento, você poderá acessar o visualizador de alarmes com o uso da tecla Ler seguido do
pressionamento da tecla APAGAR. Isto leva o software diretamente para a tela de registro de falhas. Pressione a tecla
APAGAR novamente para se mover diretamente para a tela de desativação de alarmes e, então, pressione novamente a tecla
APAGAR para apagar todos os alarmes.

3.7 ESTRUTURA DO MENU


As configurações, comandos, registros e medições são armazenadas em uma base de dados local, dentro do IED.
Quando se usa uma IHM, é conveniente visualizar o sistema de navegação de menus como uma tabela. Cada
item do menu é conhecido como uma célula, que é acessada por referência a uma linha e coluna. Cada linha e
coluna recebe números hexadecimais de 2 dígitos, resultando em um endereço de célula de 4 dígitos para cada
célula na base de dados. Os grupos do menu principal são colunas alocadas alocados e os itens dentro de cada
grupo são linhas alocadas, e um item específico dentro de um grupo específico é uma célula.
Cada coluna contém todos os itens relacionados, por exemplo, todas as configurações de registros de distúrbio
ficam na mesma coluna.
Existem três tipos de células:
● Configurações: se aplicam a parâmetros que podem ser definidos em diversos valores.
● Comandos: se aplicam aos comandos que podem ser executados.
● Dados: refere-se às medições e registros a serem visualizados, que não são configuráveis.

Nota:
Algumas vezes o termo "Configuração" é usado com sentido genérico para significar todos os três tipos.

A tabela abaixo, fornece um exemplo da estrutura de menu:


DADOS SISTEMA (Col 00) VER REGISTROS (Col 01) MEDIÇÕES 1 (Col 02) …
Idioma (Linha 01) "Selecione Evento [0...n]" (Linha 01) IA Magnitude (Linha 01) …
Senha (Linha 02) Ref.Celula Menu (Linha 02) IA Ângulo Fase (Linha 02) …
Lig. Func. Sist. (Linha 03) Hora & Data (Linha 03) IB Magnitude (Linha 03) …
… … … …

É conveniente especificar todas as configurações em uma única coluna, detalhando o endereço Courier completo
em cada configuração. Portanto, a tabela acima poder ser representada como segue:

P14D-TM-PT-7 77
Capítulo 5 - Configuração P14D

Configuração Coluna Linha Descrição


DADOS SISTEMA 00 00 Definição da primeira coluna
Idioma (Linha 01) 00 01 Primeira configuração dentro da primeira coluna
Senha (Linha 02) 00 02 Segunda configuração dentro da primeira coluna
Lig. Func. Sist. (Linha 03) 00 03 Terceira configuração dentro da primeira coluna
… … …
VER REGISTOS 01 00 Definição da segunda coluna
Selecionar evento [0...n] 01 01 Primeira configuração dentro da segunda coluna
Ref.Celula Menu 01 02 Segunda configuração dentro da segunda coluna
Hora & Data 01 03 Terceira configuração dentro da segunda coluna
… … …
MEDIDAS 1 02 00 Definição da terceira coluna
IA Magnitude 02 01 Primeira configuração dentro da terceira coluna
IA Ângulo Fase 02 02 Segunda configuração dentro da terceira coluna
IB Magnitude 02 03 Terceira configuração dentro da terceira coluna
… … …

Os cabeçalhos das primeiras três colunas são comuns na maioria das linhas de produtos. Contudo, as linhas
dentro de cada um desses cabeçalhos podem diferir de acordo com o tipo de produto. Muitos dos cabeçalhos são
os mesmos para todos os produtos dentro da série. Apesar disso, não existe garantia de que os endereços serão
os mesmos para um cabeçalho de coluna específico. Portanto, você deve sempre consultar a documentação das
configurações do produto e não fazer suposições.

3.8 ALTERAÇÃO DAS CONFIGURAÇÕES


1. Na tela inicial, pressione a tecla de cursor Para baixo para exibir o cabeçalho da primeira coluna.
2. Use as teclas de cursor horizontais para selecionar o cabeçalho de coluna desejado.
3. Use as teclas de cursor verticais para ver os dados de configuração na coluna.
4. Para retornar ao cabeçalho da coluna, pressione a tecla "para cima" por aproximadamente um segundo,
ou pressione e tecla APAGAR uma vez. Só é possível se movimentar pelas colunas no nível do cabeçalho de
coluna.
5. Para retornar à tela inicial, pressione a tecla "Para cima" ou a tecla APAGAR, a partir de qualquer dos
cabeçalhos de coluna. Se você estiver usando a função de autorepetição da tecla "Para cima", não poderá
se deslocar diretamente para a tela inicial a partir de uma das células de coluna, pois a autorepetição para
no cabeçalho da coluna.
6. Para alterar o valor de uma configuração, vá para a respectiva célula no meni e pressione a tecla ENTRAR
para alterar o valor da célula. Um cursor piscante no LCD mostra que o valor pode ser alterado. Para fazer
a alteração, poderá ser solicitada sua senha.
7. Para alterar o valor, pressione as teclas de cursor Para cima e Para baixo. Se a configuração a ser alterada
é um valor binário ou uma cadeia de caracteres, selecione o bit ou caractere que deseja mudar, usando as
teclas de cursor horizontais.
8. Pressione a tecla ENTRA para confirmar o novo valor introduzido ou a tecla APAGAR para descartá-lo. A
nova configuração será descartada automaticamente, se não for confirmada em 15 segundos.

78 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 5 - Configuração

9. Para configurações do grupo de proteção e configurações de registros de distúrbios, as alterações podem


ser confirmadas antes de serem usadas. Quando todas as mudanças necessárias houverem sido inseridas,
retorne ao nível do cabeçalho de coluna e pressione a tecla "Para baixo". Antes de retornar à tela inicial,
aparecerá a seguinte janela.

Atual.Parametr?
ENTRAR ou APAGAR

10. Pressione a tecla ENTRAR para aceitar as novas configurações, ou pressione APAGAR para descartar as
novas configurações.

Nota:
Para as configurações do grupo de proteção e registro de distúrbios, se a temporização (time-out) expirar antes da
confirmação das alterações, estas serão descartadas. Contudo, as configurações de controle e suporte são atualizadas
imediatamente depois de digitadas, sem a necessidade de se confirmar na janela Confirmar configurações?.

3.9 ACESSO DIRETO (O MENU DE HOTKEYS)


Para configurações e comandos que precisam ser executados rapidamente, ou regularmente, o IED fornece um
par de teclas imediatamente abaixo do mostrador LCD. Estas teclas são chamadas de Hotkeys e podem ser
usadas para executar configurações e comandos específicos diretamente.
As funções disponíveis para acesso direto usando essas teclas são:
● Seleção de grupo de configuração
● Entradas de controle
● Funções de controle de disjuntor (CB)

A disponibilidade dessas funções é controlada pela célula Acesso direto na coluna CONFIGURAÇÃO. Existem
quatro opções: Desativado, Ativado, Disj.Controle Apenas e Hotkey Apenas.
Para a seleção de grupo de configuração e entradas de controle, esta célula deve ser definida em Ativado ou
Hotkey Apenas. Para funções de controle de disjuntor, a célula deve ser definida em Ativado ou
Disj.Controle Apenas.

3.9.1 SELEÇÃO DE GRUPO DE CONFIGURAÇÃO


Por padrão, apenas o grupo 1 de configuração é ativado. Outros grupos de configuração somente ficarão
disponíveis se forem ativados primeiro. Para ser capaz de selecionar um grupo de configurações diferente, você
precisa primeiro ativá-las primeiro na coluna CONFIGURAÇÃO.
Para acessar o menu de hotkeys da tela inicial, pressione a tecla que fica imediatamente abaixo do texto HOTKEY
no LCD. A seguinte tela aparecerá.

¬User32 STG GP®


MENU HOTKEY
EXIT

Use as teclas de cursor "para a direita" para acessar o menu GRUPO DE AJUSTES.

¬Menu Usuario01®
GRUPO AJUSTES 1
ProxGrp Selec.

P14D-TM-PT-7 79
Capítulo 5 - Configuração P14D

Selecione o grupo de configuração com ProxGrp e confirme, pressionando Selec.. Caso nenhuma das teclas de
cursor seja pressionada dentro de 20 segundos após o acionamento de uma hotkey de sub-menu, o dispositivo
voltará à tela inicial.

3.9.2 ENTRADAS DE CONTROLE


As entradas de controle são funções atribuíveis pelo usuário. Você pode usar a coluna CONFIG ENTR.CTRL para
configurar as entradas de controle para o menu de hotkeys. Para fazer isso, use a primeira célula de configuração
de Hotkey Ativada para ativar ou desativar qualquer uma das 32 entradas de controle. Você poderá definir cada
entrada de controle como memorizada ou pulsada e definir seu comando como Ligar/Desligar, Definir/
Redefinir, Entrada/Saída, ou Ativada/Desativada.
Como padrão, a hotkey é ativada para todas as 32 entradas de controle e estas são definidas como Definir/
Redefinir e são Memorizadas.
Para acessar o menu de hotkeys da tela inicial, pressione a tecla que fica imediatamente abaixo do texto HOTKEY
no LCD. A seguinte tela aparecerá.

¬User32 STG GP®


MENU HOTKEY
EXIT

Pressione a tecla de cursor direita, duas vezes, para obter a primeira entrada de controle, ou a tecla de cursor
esquerda para obter a última entrada de controle.

¬STP GP User02®
Control Entrada1
SAIR DEFINIR

Agora, você pode executar a função escolhida (Definir/Redefinir, neste caso).


Caso nenhuma das teclas de cursor seja pressionada dentro de 20 segundos após o acionamento de uma hotkey
de sub-menu, o dispositivo voltará à tela inicial.

3.9.3 CONTROLE DO DISJUNTOR


Você pode abrir e fechar o disjuntor controlado com a hotkey à direita, se ativada como descrito acima. Por
padrão, o acesso hotkey aos disjuntores fica desativado.
Se o acesso hotkey aos disjuntores houver sido habilitado, a parte inferior direita do mostrador exibirá "Aberto ou
Fechado", dependendo se o disjuntor está aberto ou fechado, respectivamente.
Por exemplo:

Ref. Instalação
MiCOM
HOTKEY FECHAR

Para fechar o disjuntor (neste caso), pressione a tecla diretamente abaixo de FECHAR. Aparecerá uma janela para
que você confirme ou cancele.

Executar
DISJ. FECHA
Cancelar
Confirmar

80 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 5 - Configuração

O capítulo Monitoramento e Controle possui informações mais detalhadas a este respeito.

3.10 TECLAS DE FUNÇÃO


A maioria dos produtos possui um número de teclas de função para funcionalidades de controle de programação
que usam o esquema de lógica programável (PSL).
Cada tecla de função possui um LED tricolor programável associado que pode ser programado para fornecer a
indicação desejada associada a uma tecla de função.
Estas teclas de função podem ser usadas para disparar qualquer função à qual sejam associadas como parte do
PSL. Os comandos de teclas de função ficam nas coluna TECLAS FUNÇÃO.
A primeira célula de cima para baixo na coluna TECLAS FUNÇÃO é a célula Estado Tcls Func. Ela contém uma
sequência de bits que representa os comandos das teclas de função. O status pode ser lido a partir desta
sequência binária.

TECLAS FUNÇÃO
Estado Tcls Func
0000000000

A próxima célula para baixo (Tecla Função 1) permite que você ative ou desative a primeira tecla de função (1). A
configuração Bloq. permite o bloqueio de uma tecla de função. Isto permite que as teclas de função configuradas
em modo Biestável e seus sinais DDB ativos em ‘alto’, sejam bloqueados em seus estados ativos, impedindo
que teclas pressionadas posteriormente desativem a função associada. O bloqueio de uma tecla de função
definida em modo normal desativa permanentemente os sinais DDB associados. Este recurso de segurança
impede que teclas pressionadas inadvertidamente ativem ou desativem funções críticas.

TECLAS FUNÇÃO
Tecla Função 1
Desbloqueado

A próxima célula para baixo (Modo Tecl.Func.1) permite que você defina a tecla de função em modo Normal ou
Biestável. No modo biestável, a saída do sinal DDB da tecla de função permanece no estado definido até que
um comando de reinício seja recebido, ativando a tecla de função no próximo pressionamento. No modo normal,
o sinal DDB da tecla de função permanece energizado enquanto a tecla é mantida pressionada e, depois, reinicia
automaticamente. Se necessário, uma largura mínima de pulso pode ser programada adicionando-se um
temporizador de pulso mínimo ao sinal de saída DDB de tecla de função.

TECLAS FUNÇÃO
Modo Tecl.Func.1
Biestável

A próxima célula para baixo (Etiq.Tecl.Func.1) permite que você altere a etiqueta associada à função. A etiqueta
padrão é Tecla Fn 1 neste caso. Para alterar esta etiqueta, você tem de pressionar a tecla ENTRAR e, então,
mudar o texto na linha inferior, caractere a caractere. Este texto é exibido quando uma tecla de função é
acessada no menu de teclas de função, ou pode ser exibido no PSL.

TECLAS FUNÇÃO
Etiq.Tecl.Func.1
Tecla Fn 1

As células subsequentes permitem que você realize o mesmo procedimento descrito acima para as demais teclas
de função.

P14D-TM-PT-7 81
Capítulo 5 - Configuração P14D

O estado das teclas de função é armazenado em memória não volátil. Se a alimentação elétrica auxiliar for
interrompida, o estado de todas as teclas de função será restaurado. O IED somente reconhece um único
pressionamento de tecla por vez e é necessário que a tecla seja pressionada durante pelo menos 200 ms para
que o pressionamento seja reconhecido. Este recurso evita pressionamentos duplos acidentais.

82 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 5 - Configuração

4 CONFIGURAÇÃO DE DATA E HORA


A configuração de data e hora normalmente será atualizada automaticamente pelo mecanismo de sincronização
de tempo da UTC (Coordenação de Tempo Universal) escolhida, quando o dispositivo está operando. Você
também pode definir a data e hora manualmente usando a célula Data/Hora da coluna DATA E HORA.

4.1 COMPENSAÇÃO DE FUSO HORÁRIO


O tempo padrão UTC usa a hora média de Greenwich como padrão. Sem compensação, a data e hora seriam
exibidas no dispositivo independente de sua localização.
Pode ser que você deseje exibir a hora local de sua localização geográfica. Você pode faze isto com as
configurações AtivarTempLocal e DesvioTempLocal.
A AtivarTempLocal possui três opções de configuração; Desativado, Fixo e Flexível.
Com Desativado, não é mantido fuso horário local. Será usada a sincronização de tempo a partir de qualquer
interface para definir o relógio principal. Todos os horários exibidos em todas as interfaces serão baseados no
relógio principal sem ajustes.
Com Fixo, é definido um ajuste de fuso horário, usando a configuração DesvioTempLocal e todas as interfaces
non-IEC 61850, que usam o protocolo Simple Network Time Protocol (SNTP), são compensadas para exibir o
horário local.
Com Flexível, é definido um ajuste de fuso horário local usando a configuração DesvioTempLocal. As
interfaces não IEC 61850, não locais, podem ser definidas ou com o fuso horário UTC ou com o fuso horário local.
As interfaces locais são sempre definidas com o fuso horário local e a interface Ethernet é sempre definida no fuso
UTC.
As interfaces onde você pode selecionar entre UTC e fuso local são as seriais, RP1, RP2, DNP sobre Ethernet (se
aplicável) e Courier em túnel (se aplicável). Isto é obtido por meio das seguintes configurações, cada uma delas
podendo ser definida como UTC ou Local.:
● Tempo Zona RP1
● Tempo Zona RP2
● Tempo Zona DNPOE
● Tempo Zona Cour.

A configuração DesvioTempLocal permite que você insira a compensação de fuso horário local de -12 a + 12
horas, em intervalos de 15 minutos.

4.2 COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO DE VERÃO


É possível compensar o horário de verão com as seguintes configurações
● DST Ativado
● Desvio DST
● Inicio DST
● Dia de InicioDST
● Mes de InicioDST
● MinutosInicioDST
● Fim DST
● Dia final DST
● Mes final DST
● MinutosFinalDST

P14D-TM-PT-7 83
Capítulo 5 - Configuração P14D

Estas configurações estão descritas na tabela DATA E HORA, no capítulo sobre configuração.

84 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 5 - Configuração

5 SELEÇÃO DE GRUPO DE CONFIGURAÇÕES


Você pode selecionar o grupo de configurações usando entradas opto-acopladas, uma seleção de menu, o menu
de hotkeys ou, em alguns modelos, teclas de função. Você escolhe o método usando a configuração de Grupo de
configurações na coluna CONFIGURAÇÃO. Existem duas possibilidades; Seleção via menu, ou seleção via PSL. Se
for escolhida a seleção via menu, você define o Grupo de configurações usando a configuração Parametros
Ativo, ou com as hotkeys. Se for escolhida a seleção via PSL, você define o Grupo de configurações com sinais
DDB, de acordo com a tabela a seguir:
SG Seleção 1X SG Seleção X1 Grupo de configurações selecionado
0 0 1
0 1 2
1 0 3
1 1 4
Cada grupo de configurações tem seu próprio PSL. Uma vez que uma configuração PSL tenha sido designada,
pode ser alocada a qualquer um dos 4 grupos de configurações. Quando descarregar ou extrair uma
configuração PSL, você será solicitado a inserir o grupo de configurações requerido para o qual ela será alocada.

P14D-TM-PT-7 85
Capítulo 5 - Configuração P14D

86 P14D-TM-PT-7
FUNÇÕES DE PROTEÇÃO DE CORRENTE

CAPÍTULO 6
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

88 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


O P14D fornece uma ampla gama de funções de proteção de corrente. Este capítulo descreve a operação destas
funções inclusive os princípios, diagramas lógicos e aplicações.
Este capítulo contém as seguintes seções:
Visão Geral do Capítulo 89
Princípios de Proteção de Sobrecorrente 90
Proteção de sobrecorrente de fase 97
Elemento de Sobrecorrente Dependente de Tensão 107
Seleção de Limiar de Parâmetro de Corrente 111
Proteção de sobrecorrente de sequência negativa 112
Proteção de Defeito à Terra 116
Proteção de defeito à terra sensitiva 127
Arrq Carga Frio 137
Lógica de Sobrecorrente Seletiva 140
Seleção do Parâmetro do Temporizador 142
Proteção de Sobrecarga Térmica 143
Proteção de condutor quebrado 147
Proteção de Bloqueio de Sobrecorrente 149
Bloqueio por segunda harmónica 152
Blindagem de carga 155
Proteção de admitância de neutro 159
Detecção de Defeito de Alta Impedância 162

P14D-TM-PT-7 89
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

2 PRINCÍPIOS DE PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE


A maioria das falhas de sistemas de potência resulta em sobrecorrente se um tipo ou de outro. É função dos
dispositivos de proteção, anteriormente conhecidos como 'relés' mas agora conhecidos como Dispositivos
Electrónicos Inteligentes (IEDs), proteger o sistema de potência de tais defeitos. O princípio geral é isolar os
defeitos o mais rápido possível para limitar o perigo e evitar correntes de defeito indesejadas fluindo pelos
sistemas, o que pode causar danos severos aos equipamentos e sistemas. Ao mesmo tempo, deseja-se desligar
apenas as partes da rede que são absolutamente necessárias, para evitar apagões desnecessários. Os
dispositivos de proteção que controlam o disparo dos disjuntores da rede são unidades electrónicas altamente
sofisticadas, proporcionando um leque de funcionalidades para cobrir os diferentes cenários de defeitos para uma
variedade de aplicações.
Os produtos descritos oferecem uma gama de funções de proteção de sobrecorrente, incluindo:
● Proteção de sobrecorrente de fase
● Proteção de sobrecorrente de defeito à terra
● Proteção de sobrecorrente de sequência negativa
● Proteção de defeito à terra sensitiva
● Proteção de defeito a terra restrita

Para garantir que os disjuntores necessários sejam disparados e que sejam disparados com o menor atraso
possível, os IEDs do esquema de proteção precisam coordenar-se entre si. Vários métodos estão disponíveis para
se obter a correta coordenação entre os IEDs num sistema. São estes:
● Por meio apenas do tempo
● Por meio apenas da corrente
● Por meio de uma combinação de tempo e corrente.
A graduação por meio da corrente só é possível onde existir uma diferença apreciável no nível de defeito entre os
dois locais onde os dispositivos estão situados. A graduação pelo tempo é usada por algumas concessionárias,
mas pode frequentemente levar a tempos excessivos de resolução de defeito em ou próximo a subestações de
origem onde o nível do defeito é o mais elevado.
Por estes motivos a característica mais comumente aplicada na coordenação de dispositivos de sobrecorrente é
do tipo IDMT (Tempo Definido Mínimo Inverso).

2.1 CARACTERÍSTICA IDMT


Existem dois requisitos básicos a considerar quando se projeta esquemas de proteção:
● Todas os defeitos devem ser solucionadas o mais rápido possível para minimizar danos aos equipamentos
● A solução do defeito deve resultar em interrupção mínima na rede de energia elétrica.

O segundo requisito estabelece que o esquema de proteção deve ser projetado de forma tal que devam disparar
apenas o(s) disjuntor(es) na zona de proteção onde o defeito ocorre.
Estes dois critérios na verdade estão em conflito, porque para satisfazer (1) aumentamos o risco de desligar partes
saudáveis da rede e para satisfazer (2) introduzimos propositadamente atrasos, o que aumenta o tempo que uma
corrente de defeito flui. Este problema é exacerbado pela natureza dos defeitos, no sentido de que os dispositivos
de proteção mais próximos da origem, onde as correntes de defeito são maiores, na verdade precisam do atraso
mais longo.
Os antigos relés eletromecânicos contrapunham-se a este problema de alguma forma devido à sua característica
natural de tempo de operação versus corrente de defeito, na qual quanto mais alta a corrente de defeito mais
curto o tempo de operação. A característica típica destes relés eletromecânicos é chamada de Tempo Definido
Mínimo Inverso ou abreviadamente IDMT.

90 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

2.1.1 CURVAS IDMT IEC60255


Existem três variantes bem conhecidas desta característica, como definido pela IEC 60255:
● Inversa
● Muito inversa
● Extremamente inversa

As equações e curvas correspondentes que governam estas características são bem conhecidas no setor de
energia.

Inversa
A curva é muito abrupta. O relé pode operar em baixos valores de corrente de defeito, mas em altas correntes de
defeito tem um tempo de operação significativo. A equação da característica inversa é a seguinte:

0.14
top = T 0.02
 I 
  −1
 Is 

Muito inversa
A curva fica em algum lugar entre inversa e extremamente inversa. A equação da característica inversa é a
seguinte.

13.5
top = T
I 
  −1
 Is 

Extremamente inversa
A curva é muito superficial. O relé não opera em valores de corrente de defeito muito baixos, mas opera
rapidamente em níveis de corrente altos.

80
top = T 2
I 
  −1
 Is 
Nas equações acima:
● top é o tempo de operação
● T é o parâmetro multiplicador de tempo
● I é a corrente medida
● Is é o parâmetro de limiar de corrente.

A relação I/Is é às vezes definida como ‘M’ or ‘PSM’ (Multiplicador de parâmetro do plugue).
Estas três curvas são mostradas a seguir:

P14D-TM-PT-7 91
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

1000.00

100.00
Tempo de operação (segundos)

10.00

Reverso padrão (Rp)

1.00
Reverso intenso (Ri)

Reverso extremo (Re)

0.10
1 10 100
E00600 Corrente (múltiplos de IS)

Figura 23: Curvas IDMT IEC 60255

2.1.2 NORMAS EUROPEIAS


A equação de Operação do IDMT IEC 60255 é:

92 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

 β 
top = T  α + L+C
 M −1 
e a equação de Reset do IDMT IEC 60255 é:

 β 
tr = T  α 
 1− M 
onde:
● top é o tempo de operação
● T é o parâmetro multiplicador de tempo
● M é a relação da corrente medida com a corrente de limiar (I/Is)
● β é uma constante, que pode ser escolhida para satisfazer a curva característica requerida
● α é uma constante, que pode ser escolhida para satisfazer a curva característica requerida
● C é uma constante para adicionar Tempo Definido (adicionadora de Tempo Definido)
● L é uma constante (normalmente usada apenas para curvas ANSI/IEEE)

Os valores de constantes para as curvas IDMT IEC são os seguintes:


Descrição da curva Constante b Constante a Constante L
IEC Normal Inversa Operação 0,14 0,02 0
IEC Normal Inversa Reset 8,2 6,45 0
IEC Muito Inversa Operação 13,5 1 0
IEC Muito Inversa Reset 50,92 2,4 0
IEC Extremamente Inversa Operação 80 2 0
IEC Extremamente Inversa Reset 44,1 3,03 0
UK Tempo Longo Inversa Operação* 120 1 0
BPN (EDF) Operação* 1000 2 0,655
UK Retificador Operação* 45900 5,6 0
FR Tempo Curto Inversa Operação 0,05 0,04 0

Característica Rápido Inversa (RI)


A curva de operação RI é representada pela seguinte equação:

 
 1 
top = K 
0.236 
 0.339 − 
 M 
onde:
● top é o tempo de operação
● K é o parâmetro Multiplicador de tempo
● M é a relação da corrente medida com a corrente de limiar (I/Is)

Nota:
* Quando se usa UK Tempo Longo Inversa, BPN, UK Retificador, FR Tempo Curto Inversa, ou RI para a característica de
Operação, DT é sempre usada para a característica de Reset.

P14D-TM-PT-7 93
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

2.1.3 NORMAS NORTE-AMERICANAS


A equação de Operação IDMT IEEE é:

 β 
top = TD  α + L+C
 M −1 
e a equação de Reset IDMT IEEE é:

 β 
tr = TD  α 
 1− M 
onde:
● top é o tempo de operação
● TD é o parâmetro de Dial de ajuste de tempo
● M é a relação da corrente medida com a corrente de limiar (I/Is)
● b é uma constante, que pode ser escolhida para satisfazer a curva característica requerida
● a é uma constante, que pode ser escolhida para satisfazer a curva característica requerida
● C é uma constante para adicionar Tempo Definido (adicionadora de Tempo Definido)
● L é uma constante (normalmente usada apenas para curvas ANSI/IEEE)

Os valores de constantes para as curvas IEEE são os seguintes:


Descrição da curva Constante b Constante a Constante L
IEEE Moderadamente Inversa Operação 0,0515 0,02 0,114
IEEE Moderadamente Inversa Reset 4,85 2 0
IEEE Muito Inversa Operação 19,61 2 0,491
IEEE Muito Inversa Reset 21,6 2 0
IEEE Extremamente Inversa Operação 28,2 2 0,1217
IEEE Extremamente Inversa Reset 29,1 2 0
CO8 US Inversa Operação 5,95 2 0,18
CO8 US Inversa Reset 5,95 2 0
CO2 US Tempo Curto Inversa Operação 0,16758 0,02 0,11858
CO2 US Tempo Curto Inversa Reset 2,261 2 0
ANSI Normalmente Inversa Operação 8,9341 2,0938 0,17966
ANSI Normalmente Inversa Reset 9 2 0
ANSI Tempo Curto Inversa Operação 0,03393 1,2969 0,2663
ANSI Tempo Curto Inversa Reset 0,5 2 0
ANSI Tempo Longo Inversa Operação 2,18592 1 5,6143
ANSI Tempo Longo Inversa Reset 15,75 2 0

Nota:
* Quando se usa UK Tempo Longo Inversa, BPN, UK Retificador, ou FR Tempo Curto Inversa para a característica de
Operação, DT é sempre usada para a característica de Reset.

2.1.4 DIFERENÇAS ENTRE AS NORMAS NORTE-AMERICANAS E EUROPEIAS


As curvas IEEE e US são definidas de forma diferente das curvas IEC/UK, em relação ao parâmetro do tempo. Um
parâmetro multiplicador de tempo (TMS) é usado para ajustar o tempo de operação para as curvas IEC, enquanto

94 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

que um parâmetro dial de ajuste de tempo é usado para as curvas IEEE/US. O menu é organizado de forma a que
se for selecionada uma curva IEC/UK, a célula I> Tempo Dial não fica visível e vice-versa para o parâmetro TMS.
Para ambos os tipos de curvas IEC e IEEE/US, está disponível um parâmetro adicionador de tempo definido, que
irá aumentar o tempo de operação das curvas pelo valor definido.

2.1.5 CURVAS PROGRAMÁVEIS


Assim como as curvas padrão definidas pelos vários países e organismos normalizadores, é possível programar
curvas personalizadas usando a Ferramenta de Curvas Programável pelo Utilizador da GE Energy Connections,
descrita no capítulo MiCOM S1 Agile. Esta é uma ferramenta amigável com a qual se pode criar curvas seja por
fórmula ou introduzindo os pontos da curva. Curvas programáveis ajudam a combinar melhor a característica de
resistência do equipamento elétrico do que curvas padrão.

2.2 PRINCÍPIOS DE IMPLEMENTAÇÃO


A linha MiCOM de produtos de proteção fornece uma gama muito ampla de funções de proteção. Não obstante a
diversa gama de funções fornecidas, existem algumas coincidências entre as formas com que muitas das funções
de proteção são implementadas. É importante descrever alguns destes princípios básicos antes de aprofundar
cada função de proteção.
Uma representação muito simples das funções de proteção é mostrada no diagrama a seguir:

Energising quantity Sinal de Arranque

IDMT/ DT
Limiar
& & & Sinal de Disparo

Inibição da função

Sinais de Bloqueio de Estágio


Parâmetros do
1 Temporizador
Parâmetros de Bloqueio de
Estágio

Voltage
Directional Check
Current

Sinais de Bloqueio do
Temporizador
1
Parâmetros de Bloqueio do
Temporizador
V00654

Figura 24: Princípio de Implementação das Funções de Proteção


Um valor elétrico pode ser uma entrada de tensão de um transformador de tensão do sistema, uma entrada de
corrente de um transformador de corrente do sistema ou outro valor derivado de um ou de ambos os anteriores.
Os valores elétricos são extraídos do sistema de potência e apresentados ao IED na forma de sinais analógicos..
Estes sinais analógicos são então convertidos em valores digitais, podendo então serem processados pelo
computador interno do IED.
No geral, um valor elétrico, seja um valor de corrente, tensão, potência, frequência, ou fase, é comparado com um
valor de limiar, que pode ser definível ou codificado fisicamente, dependendo da função. Se o valor excede (para
valores superiores) ou não atinge (para valores inferiores) o limiar, gera-se um sinal, que quando processado com
as várias funções de inibição e bloqueio torna-se o sinal de Arranque para aquela função de proteção. Este sinal
de Arranque normalmente é disponibilizado para o Esquema lógico fixo e para o Esquema lógico programável
para processamento posterior. Também passa através de uma função temporizada para gerar o sinal de Disparo.
A função temporizada pode ser uma curva IDMT ou um atraso de Tempo Definido, dependendo da função. Este
temporizador também pode ser bloqueado por sinais e parâmetros de bloqueio. O temporizador pode ser

P14D-TM-PT-7 95
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

configurado por uma gama de parâmetros para definir configurações como o tipo de curva, o Parâmetro
Multiplicador de Tempo, as constantes de IDMT, o atraso de Tempo Definido etc.
Muitas funções de proteção requerem uma decisão dependente de direção. Estas funções só podem ser
implementadas onde tanto entradas de tensão e corrente estejam disponíveis. Para estas funções é necessária
uma verificação direcional, cuja saída pode bloquear o sinal de Arranque caso a direção do defeito esteja errada.
Nos produtos MiCOM existem normalmente vários estágios independentes para cada uma das funções, e para
funções trifásicas existem normalmente estágios independentes para cada uma das três fases.
Tipicamente, nos produtos MiCOM, os estágios 1, 2 e 5 (se disponíveis) usam uma função de temporização IDMT,
enquanto que os estágios 3, 4 e 6 (se disponíveis) usam uma função de temporização de Tempo Definido. Se o
atraso de DT estiver definido como '0', a função é dita "instantânea". Em muitas instâncias, o termo 'proteção
instantânea" é usado imprecisamente para descrever estágios de proteção de Tempo Definido, mesmo quando o
estágio pode teoricamente não ser instantâneo.

2.2.1 FUNÇÃO PARAR TEMPORIZADOR


Este recurso pode ser útil em certas aplicações, tais como quando graduando com relés eletromecânicos de
sobrecorrente a montante que possuem atrasos de reset inerentes. Se o temporizador de espera for definido com
um valor diferente de zero, o reset dos temporizadores do elemento de proteção será atrasado por este período.
Isto permite que o elemento se comporte de forma semelhante a um relé eletromecânico. Se o temporizador de
espera for definido como zero, o temporizador de sobrecorrente para aquele estágio irá sofrer reset
instantaneamente assim que a corrente cair abaixo de uma percentagem especificada no parâmetro de corrente
(tipicamente 95%).
Outra situação possível em que a função temporizador de espera pode ser usada para reduzir tempos de solução
de defeitos é para defeitos intermitentes. Um exemplo disto pode ocorrer num cabo com isolamento plástico.
Nesta aplicação é possível que a energia do defeito funda e sele novamente o isolamento do cabo, extinguindo o
defeito desta maneira. Este processo repete-se criando uma sucessão de pulsos de corrente de defeito, com
duração crescente e redução dos intervalos entre pulsos até que o defeito se torne permanente.
Quando o tempo de reset é instantâneo, o dispositivo sofrerá reset repetidamente e não será capaz de disparar
até que o defeito se torne permanente. Usando a função Temporizador de espera o dispositivo irá integrar os
pulsos de corrente de defeito, reduzindo assim o tempo de solução do defeito.
A função Temporizador de Espera só está disponível para estágios com a função IDMT, e é controlada pelos
parâmetros de reset do temporizador para o estágio relevante (p.ex. I>1 tRepos, I>2 tRepos). Estas células não
estão visíveis para as curvas IEEE/US se uma característica de reset de tempo inverso tiver sido selecionada,
porque neste caso o tempo de reset está determinado pelo parâmetro do dial de ajuste de tempo (TDS).

96 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

3 PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE DE FASE


Defeitos de corrente de defeito são defeitos em que a corrente de defeito circula entre duas ou mais fases de um
sistema de potência trifásico. A corrente de defeito pode ser apenas entre os condutores das fases ou entre dois
ou mais condutores de fases e a terra. Existem três tipos de defeito de fase:
● Fase-Fase (responsável por aproximadamente 8% de todas os defeitos)
● Fase-Fase-Terra (responsável por aproximadamente 5% de todas os defeitos)
● Fase-Fase-Fase (responsável por aproximadamente 2% de todas os defeitos)

Ainda que não tão comuns quanto os defeitos à terra (linha única para a terra), os defeitos de fase são
tipicamente mais severos.
Um exemplo de um defeito de fase é quando um galho caído de uma árvore conecta duas ou mais fases de uma
linha aérea.

3.1 IMPLEMENTAÇÃO DE PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE DE FASE


A Proteção de Sobrecorrente de Fase é implementada na coluna SOBRECORRENTE de um grupo de parâmetros
relevante.
O produto fornece seis estágios de proteção de sobrecorrente trifásica com características de atraso
independentes. Todos os parâmetros se aplicam a todas as três fases, mas são independentes para cada um dos
seis estágios.
Os estágios 1, 2 e 5 fornecem opções de características de operação e reset, onde se pode selecionar entre:
● Uma gama de curvas normais de IDMT (Tempo Definido Mínimo Inverso)
● Uma gama de curvas definidas pelo utilizador
● DT (Tempo definido)

Isto é obtido usando as células


● I>(n) Função para a característica de operação de sobrecorrente
● I>(n) Reset Car. para a característica de reset de sobrecorrente
● I>(n) UtlRstCarac para a característica de reset para curvas definidas pelo utilizador

onde (n) é o número do estágio.


Os estágios com IDMT, (1,2 e 5) também fornecem uma função Temporizador de Espera (on page96). Isto é
configurado usando as células I>(n) tRepos, onde (n) é o número do estágio. Isto não se aplica para curvas
baseadas na norma IEEE.
Os estágios 3, 4 e 6 podem ter apenas características de tempo definido.

P14D-TM-PT-7 97
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

3.2 LÓGICA DE SOBRECORRENTE NÃO DIRECIONAL


IA I>1 Arranque - A

I >1 Ajuste Corr. &


& IDMT/DT I>1 Disparo A

IA 2Harm.Arranq.
&
Timer Settings
I> Bloqueio
2H Bloqueio I >1
2H 1f BLOQUEIO

IB I>1 Arranque - B

I >1 Ajuste Corr. &


& IDMT/DT I>1 Disparo B

IB 2Harm.Arranq.
&
Timer Settings
I> Bloqueio
2H Bloqueio I >1
2H 1f BLOQUEIO

IC I >1 Arranque - C

I >1 Ajuste Corr. &


& IDMT/DT I>1 Disparo C

IC 2Harm.Arranq.
&
Timer Settings 1 I>1 Arranque
I> Bloqueio
2H Bloqueio I >1
2H 1f BLOQUEIO 1 I>1 Disparo

I 2Harm.Arranq.
& Notas: Este diagrama não apresenta todos os estágios . Os outros estágios
I> Bloqueio
seguem princípios similares.
2H Bloqueio I >1 Bloqueio de AR só está disponível nos estágios 3, 4 e 6.
2H 1f BLOQUEIO

I >1 Timer Block

Prot.Princ.Bloq.
&
I > Bloqueio
RELIG. Bloq. I>3
Bloqueio de AR disponível apenas nos estágios TD
V00601

Figura 25: Diagrama Lógico de Sobrecorrente Não Direcional

Nota:
*1 Os limiares dos parâmetros são influenciados pelas funções de Tensão Dependente e Arranque com Carga Fria
*2 A função de Blindagem de Carga só está disponível para os estágios 1, 2 e 5 e em determinados modelos
*3 O bloqueio de Religação Automática só está disponível para os estágios 3, 4 e 6 e em determinados modelos
*4 Os parâmetros do temporizador são influenciados pelo Arranque com Carga Fria e Lógica Seletiva de Sobrecorrente

Os Módulos de Sobrecorrente de Fase são detectores de nível que detectam quando a amplitude da corrente
excede um limiar definido. Quando isto acontece o Módulo de Sobrecorrente de Fase em questão emite um sinal,
que é processado com alguns sinais de bloqueio para gerar o sinal de Partida. Este sinal de Partida. é processado
com outros sinais de bloqueio e aplicado ao módulo de temporizador IDMT/DT. Também é disponibilizado
diretamente ao utilizador para uso no PSL. Para cada estágio existem três Módulos de Sobrecorrente de Fase, um
para cada fase. Os três sinais de Partida. de cada uma das fases passam por uma porta OR para criar um sinal de
3-phase Start.
As saídas dos módulos de temporizador IDMT/DT são sinais de disparo usados para acionar o relé de saída de
disparo. Estes sinais de disparo também passam por uma porta OR para criar um sinal de 3-phase Trip.

98 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Os módulos de temporizador IDMT/DT podem ser bloqueados por:


● Um Bloqueio de Temporizador de Sobrecorrente de Fase (I>(n) Tempo Bloq.)
● Para modelos com a função Religação Automática, um sinal de bloqueio de Religação Automática, gerado
pelo DDB Prot.Princ.Bloq. e os parâmetros relevantes da célula I>Bloqueio. Isto só é válido para os
estágios apenas de DT

Se algum dos sinais acima estiver alto, ou for para o nível alto antes que o temporizador tenha esgotado, o
módulo temporizador IDMT/DT é inibido (sofre reset) até que o sinal de bloqueio vá para nível baixo novamente.
Existem sinais de bloqueio de temporizador de sobrecorrente de fase separados, que são independentes para
cada estágio de sobrecorrente.
O sinal de arranque pode ser bloqueado por:
● A função de bloqueio de Segunda Harmónica em cada fase ou em todas as três fases. Os bits relevantes
são definidos na célula I> Bloqueio e isto é combinado com os DDBs relevantes de bloqueio de segunda
harmónica.
● A função de Blindagem de Carga em cada fase ou em todas as três fases. Os bits relevantes são definidos
na célula I> Bloqueio 2 e isto é combinado com os DDBs relevantes de bloqueio de Blindagem de Carga.

O tipo de dado G14 é usado para o parâmetro I>Bloqueio:


Número do Bit Função I> Bloqueio
Bit 0 VTS Bloq. I>1
Bit 1 VTS Bloq. I>2
Bit 2 VTS Bloq. I>3
Bit 3 VTS Bloq. I>4
Bit 4 VTS Bloq. I>5
Bit 5 VTS Bloq. I>6
Bit 6 RELIG. Bloq. I>3
Bit 7 RELIG. Bloq. I>4
Bit 8 RELIG. Bloq. I>6
Bit 9 2H Bloqueio I>1
Bit 10 2H Bloqueio I>2
Bit 11 2H Bloqueio I>3
Bit 12 2H Bloqueio I>4
Bit 13 2H Bloqueio I>5
Bit 14 2H Bloqueio I>6
Bit 15 2H 1f BLOQUEIO
Podem ser definidos através da IHM do Painel frontal ou com o software aplicativo de configuração.
O parâmetro do limiar de Sobrecorrente de Fase pode ser influenciado pelas funções Arranque com Carga Fria
(CLP) (on page137) e Sobrecorrente Dependente de Tensão (VDep OC) (on page107), se estas funções estiverem
disponíveis e forem usadas. Da mesma forma, os parâmetros do temporizador podem ser influenciados pela
função Lógica Selectiva (on page140).

3.3 ELEMENTO DIRECIONAL


Se a corrente de falha puder fluir em ambos os sentidos em um local protegido, você precisará usar um elemento
de sobrecorrente direcional para determinar o sentido da falha. Uma vez que a direção tenha sido determinada, o
dispositivo poderá decidir se permite o desarme ou bloqueia o desarme. Para determinar o sentido de uma falha
de sobrecorrente de fase, o dispositivo deve comparar o ângulo de fase da corrente de falha com o respectivo

P14D-TM-PT-7 99
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

ângulo de uma referência conhecida. O ângulo de fase desta referência conhecida deve ser independente da fase
com falha. Tipicamente, usa-se a tensão de linha entre as outras duas fases.
Os elementos de falha de fase dos IEDs são polarizados internamente pelas tensões de quadratura fase-a-fase,
como mostrado na tabela abaixo:
Fase da proteção Corrente de operação Tensão de polarização
Fase A IA VBC
Fase B IB VCA
Fase C IC VAB

Sob condições de falha do sistema, o vetor de corrente de falha possui a tensão nominal de fase atrasada de um
ângulo que depende da relação X/R do sistema. O IED deve, portanto, operar com sensibilidade máxima para
correntes que ficam nesta região. Isto é obtido com a configuração de ângulo característico (RCA) do IED. O RCA é
o ângulo de deslocamento que deve existir entre a corrente aplicada ao IED e a tensão aplicada ao IED, para se
obter a máxima sensibilidade.
Existem duas formas de mudar a configuração dos ângulos de característica e de desarme. Isto é controlado pelo
valor da célula Dir Car. Ajuste, na coluna CONFIG SISTEM. Esta configuração fornece duas opções: Simples e
Avançada.
No modo Avançado, o ângulo característico pode ser definido independentemente em cada estágio. No estágio
1, por exemplo, este seria o valor I>I>1 Car Angulo. É possível definir ângulos característicos em qualquer lugar
dentro da faixa de – 180° a + 180°.
O ângulo de abertura da zona de desarme direta ou reversa também pode ser definido independentemente em
cada estágio. Isto permite que você defina um ângulo de desarme de menos do que 180° em cada estágio. No
estágio 1, por exemplo, você faz isso usando a configuração I>1 Disp Angulo.
No modo Simples, o ângulo só pode ser alterado globalmente para todos os estágios de sobrecorrente.
Uma verificação direcional é realizada com base nos seguintes critérios:

Direcional direta
Ð V + RCA - 90° + (180° - ângulo de desarme)/2 < Ð I < Ð V + RCA +90° - (180° - ângulo de
desarme)/2

Direcional reversa
Ð V + RCA - 90° - (180° - ângulo de desarme)/2 > Ð I > Ð V + RCA +90° + (180° - ângulo de
desarme)/2
Isto pode ser melhor visualizado no diagrama a seguir:

100 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Linha de torque
zero fase A

Ângulo
de torque

Ângulo de
desarme
avante

Ângulo de
desarme
reverso

V00747

Figura 26: Ângulos de desarme direcionais

3.3.1 POLARIZAÇÃO SÍNCRONA


Para um defeito trifásico em primeiro plano, todas as três tensões irão a zero e não haverá tensão de fase
presente. Por este motivo, o dispositivo inclui um recurso de polarização síncrona que armazena as informações
de tensão pré-defeito e continua a aplicá-las aos elementos de sobrecorrente direcional por um período de tempo
de alguns segundos. Isto assegura que os elementos de sobrecorrente direcional instantâneos ou com atraso
poderão operar, mesmo com um colapso de tensão trifásica.

P14D-TM-PT-7 101
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

3.3.2 LÓGICA DE SOBRECORRENTE DIRECIONAL

IA I>1 Partida - A

I >1 Ajuste Corr. &


IDMT/DT
& I>1 Disparo A
IA 2Harm.Partida
&
I> Bloqueio
Timer Settings
2H Bloqueio I >1
2H 1F BLOQUEIO

I 2Harm.Partida
&
I> Bloqueio
2H Bloqueio I >1 Notas: Este diagrama não apresenta todos os estágios . Os outros
estágios seguem princípios similares .
2H 1F BLOQUEIO
Este diagrama não mostra todas as fases . As demais fases
seguem princípios similares .
Blindaj.Z1 Carga A funcionalidade de bloqueio por invasão de carga só está
&
Função Blindag . disponível nos estágios 1, 2 e 5, e nos modelos direcionais
selecionados.
Trifásico (Z1)
Bloqueio de AR só está disponível nos estágios 3, 4 e 6
I> Bloqueio 2
BL.Bloqueio I >1

Bloqueio por invasão de carga disponível nos estágios 1, 2 e 5

IA
VAB
I >1 Direção

TPS Bloq.Rápido
& Directional
I> Bloqueio check
TPS Bloqueio I >1

I >1 Car Angulo

I>1 Disp Angulo

I>1 Temp Bloq .

Prot.Princ.Bloq.
&
I>Blocking
RELIG. Bloq. I>3
Bloqueio de AR disponível apenas nos estágios TD
V00743

Figura 27: Diagrama lógico de sobrecorrente direcional (Mostrada apenas a fase A)


A Supervisão de Transformador de Tensão (VTS) só pode ser usada para bloquear a operação de elementos de
sobrecorrente direcionais.
Consegue-se isso por meio da célula I>Bloqueio. Quando o respectivo bit é colocado em 1, a operação do VTS
bloqueará o estágio, se estiver direcional. Quando o bit estiver em 0, o estágio voltará a ser não direcional quando
o VTS retornar a operar.

3.4 CONFIGURAÇÕES DE SOBRECORRENTE DE FASE DO MODELO H

Nota:
Esta seção se aplica apenas ao modelo H.

102 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

No P14D modelo H, os seguintes valores de configuração do estágio 1 de sobrecorrente foram modificados:


● O valor máximo de configuração de atraso de tempo para o estágio 1, (I>1 Tempo Atraso), foi aumentado
para 8 horas (28800 segundos).
● O valor máximo de configuração de dial de tempo para o estágio 1, (I>1 Tempo Dial), foi aumentado para 8
horas (28800 segundos).
● O valor máximo de configuração de adição de tempo definido para o estágio 1, (I>1 DT Adicional), foi
aumentado para 8 horas (28800 segundos).
● O valor máximo de configuração de tempo de reset definido para o estágio 1, (I>1 DT Adder), foi
aumentado para 8 horas (28800 segundos).

3.5 NOTAS DE APLICAÇÃO

3.5.1 ALIMENTADORES PARALELOS

33 kV

R1 R2
OC/EF OC/EF

SBEF

R3 R4
DOC/DEF DOC/DEF
OC/EF OC/EF
11 kV

R5
OC/EF

Cargas

E00603

Figura 28: Sistema típico de distribuição usando transformadores paralelos


Na aplicação mostrada no diagrama, um defeito em ‘F’ poderia resultar na operação de R3 e R4 culminando na
perda de alimentação para o barramento de 11 kV. Assim, com esta configuração do sistema, é necessário aplicar
dispositivos de proteção direcional nestes locais programados para olhar para dentro dos seus respectivos
trransformadores. Estes dispositivos devem coordenar-se com os dispositivos não direcionais, R1 e R2, para
garantir uma operação discriminada durante estas condições de defeito.
Nesta aplicação, R3 e R4 podem normalmente requerer elementos de proteção de sobrecorrente não direcional
para proteger o barramento de 11 kV, além de fornecer uma função de reserva para os dispositivos de
sobrecorrente nos alimentadores de saída (R5).
Para esta aplicação, o estágio 1 da proteção de sobrecorrente R3 e R4 seria definido como não direcional e
graduado no tempo com R5, usando uma característica adequada de atraso. O estágio 2 poderia então ser
definido como direcional (olhando na direção do transformador) e também ter uma característica que fornecesse

P14D-TM-PT-7 103
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

a coordenação correta com R1 e R2. A direção para cada um dos estágios de sobrecorrente aplicáveis pode ser
definida na célula I>Direção.

Nota:
Os princípios definidos para a aplicação com transformadores paralelos são igualmente aplicáveis para alimentadores
simples que estejam a operar em paralelo.

3.5.2 CONFIGURAÇÕES DE REDE EM ANEL

Fonte

2.1s 2.1s

0.1s 0.1s
Carga

Carga
Carga 1.7s
1.7s

0.5s Carga
0.5s
Carga

1.3s 1.3s
Carga

0.9s 0.9s

E00604

Figura 29: Rede em anel típica com proteção de sobrecorrente associada


A corrente circula em ambas as direções através dos vários locais dos dispositivos, portanto são necessários
dispositivos de sobrecorrente direcional para se obter a discriminação correta.
O procedimento normal de escalonamento para dispositivos de sobrecorrente protegendo um circuito de rede em
anel é abrir o anel no ponto de abastecimento e escalonar os dispositivos primeiro no sentido horário e depois no
anti-horário. As setas mostradas nos diversos locais dos dispositivos ilustram a direção da operação à frente dos
dispositivos respectivos (ou seja, os dispositivos direcionais estão definidos para olhar para o alimentador que
estão protegendo).
O diagrama mostra parâmetros típicos de tempo (assumindo que seja usada coordenação de tempo definido),
das quais se pode ver que qualquer defeito nas interconexões entre estações são solucionadas
discriminadamente pelos dispositivos em cada extremo do alimentador.
Qualquer um dos estágios de sobrecorrente pode ser configurado como direcional e coordenado, mas tenha em
mente que as características IDMT não podem ser selecionadas em todos os estágios.

104 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

3.5.3 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO


Devem ser aplicados princípios padronizados no cálculo dos parâmetros necessários de corrente e tempo. O
exemplo explicado abaixo mostra um cálculo típico de parâmetros e descreve como os parâmetros são aplicados.
Este exemplo é para um dispositivo alimentando um quadro de distribuição de BT e faz os seguintes pressupostos:
● Relação do TI = 500/1
● Corrente a plena carga do circuito = 450 A
● Proteção mais lenta à frente = Fusível de 100 A

O parâmetro de corrente no dispositivo deve considerar tanto a máxima corrente de carga como a relação de
reset, portanto:
I> deve ser maior que: 450/0,95 = 474 A.
O dispositivo permite que os parâmetros de corrente sejam aplicados a valores do primário ou secundário. Isto é
feito definindo a célula Ajust.Parâmetros da coluna CONFIGURAÇÃO. Quando esta célula é definida como
primário, todos os valores de parâmetros de sobrecorrente de fase são escalados pela relação programada do TI,
que é encontrada na coluna RELAÇÃO TI E TT [0A].
Neste exemplo, assumindo que sejam usadas correntes do primário, a relação deve ser programada como 500/1.
O parâmetro necessário é 0,95 A em termos de corrente do secundário ou 475 A em termos do primário.
Agora precisa ser escolhida uma característica adequada de atraso. Quando se coordena com fusíveis colocados
à frente, a característica aplicada deve ser combinada com a característica do fusível. Portanto, assumindo que
seja usada a coordenação IDMT, uma característica Extremamente Inversa (EI) seria normalmente escolhida. É
encontrada na célula I>1 Função como IEC E Inversa.
Finalmente, um parâmetro multiplicador de tempo adequado (TMS) deve ser calculado e introduzido na célula I>1
TMS.

3.5.4 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO (ELEMENTO DIRECIONAL)


Os parâmetros de corrente aplicados para dispositivos de sobrecorrente direcional são dependentes da aplicação
em questão. Numa configuração de alimentador paralelo, a corrente de carga está sempre a circular na direção
de não operação. Assim, o parâmetro de corrente deve ser menor que a especificação de plena carga do circuito;
tipicamente 50% de In.

Nota:
O parâmetro mínimo que pode ser aplicado tem que ter em conta a especificação térmica do IED. Alguns dispositivos
eletromecânicos de sobrecorrente direcional possuem características para suportar continuamente apenas o dobro do
parâmetro de corrente aplicado e assim 50% da especificação era o parâmetro mínimo que poderia ser aplicado. Com os
dispositivos Px4x, a especificação contínua de corrente é 4 vezes a corrente nominal, assim é possível aplicar parâmetros
muito mais sensíveis se necessário.

É preciso observar algumas limitações dos parâmetros quando se aplica proteção de sobrecorrente direcional na
ponta de entrada de alimentadores paralelos. Estes parâmetros mínimos seguros são concebidos para assegurar
que não haja possibilidade de disparos indesejados durante a solução de um defeito na fonte. Para uma carga
linear do sistema, estes parâmetros são como segue:
● Alimentadores simples paralelos: estabelecer para 50% da corrente de carga pré-defeito
● Alimentadores com transformadores paralelos: estabelecer para 87% da corrente de carga pré-defeito

Quando as limitações de parâmetros acima são infringidas, é mais provável que uma proteção independente de
tempo emita um disparo indesejado que uma proteção dependente de tempo, durante a solução de um defeito
na fonte. Onde as limitações de parâmetros acima são infringidas sem alternativa, uma proteção segura de
defeito de fase pode ser fornecida por dispositivos que tenham lógica de disparo com 2 de 3 proteções
direcionais.

P14D-TM-PT-7 105
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Numa aplicação de rede em anel é possível que a corrente de carga flua em ambas as direções através do ponto
de transferência. Portanto, o parâmetro de corrente deve estar acima da máxima corrente de carga, como numa
aplicação padrão não direcional.
Os parâmetros requeridos de ângulo característico para dispositivos direcionais irão diferir dependendo da
aplicação exata em que eles são usados. Os parâmetros recomendados de ângulo característico são como segue:
● Alimentadores simples, ou aplicações com um ponto de aterramento (fonte de sequência zero) atrás do
local do dispositivo, devem usar um parâmetro RCA de +30°
● Alimentadores com transformadores, ou aplicações com uma fonte de sequência zero na frente do local do
dispositivo, devem usar um parâmetro RCA de +45°

Enquanto seja possível definir o RCA para ser exatamente igual ao ângulo de defeito do sistema, recomenda-se
que sejam seguidas as diretrizes acima, pois estes parâmetros fornecem desempenho e estabilidade satisfatórios
numa ampla gama de condições do sistema.

106 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

4 ELEMENTO DE SOBRECORRENTE DEPENDENTE DE TENSÃO


OS IEDs de sobrecorrente são coordenados em todo o sistema de forma se obter uma operação em cascata. Isto
significa que a falha de disparo de um disjuntor a jusante por uma condição de defeito, seja devido a defeito de
um dispositivo de proteção ou do disjuntor em si, poderia resultar no disparo do disjuntor imediatamente a
montante.
Entretanto, onde alimentadores longos são protegidos por IEDs de sobrecorrente, a detecção de defeitos remotos
de fase-fase pode mostrar-se difícil devido ao fato de que o levantamento de corrente dos elementos de
sobrecorrente de fase deve ser definido acima da máxima corrente de carga, limitando assim a sensibilidade
mínima do elemento.
Se a corrente vista por um dispositivo local para uma condição de defeito remoto estiver abaixo do seu parâmetro
de sobrecorrente, um elemento dependente de tensão pode ser usado para aumentar a sensibilidade a estes
defeitos. Como ocorrerá uma redução na tensão do sistema durante as condições de sobretensão, isto pode ser
usado para melhorar a sensibilidade da proteção da sobrecorrente reduzindo o nível de detecção.
Dispositivos de sobrecorrente dependentes de tensão são frequentemente usados em aplicações de proteção de
geradores para poder dar a sensibilidade adequada para condições de defeito em primeiro plano. A característica
de defeito desta proteção deve então coordenar com qualquer um dos dispositivos de sobrecorrente à frente que
respondam à condição de queda da corrente. Se daí em diante acontecer que o dispositivo tenha que ser aplicado
a um alimentador de saída de uma estação geradora, o uso de proteção de sobrecorrente dependente de tensão
no alimentador pode permitir melhor coordenação com o dispositivo Dependente de Tensão no gerador.

4.1 IMPLEMENTAÇÃO DE PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE DEPENDENTE DE TENSÃO


A Proteção de Sobrecorrente Dependente de Tensão (VDep OC) é implementada na coluna SOBRECORRENTE de
um grupo de parâmetros relevante, no subtítulo V DEPENDENTE O/C.
A função está disponível para os estágios 1, 2 e 5 do elemento principal de sobrecorrente. Quando VDep OC está
activado, o parâmetro do limiar de sobrecorrente é modificado quando a tensão cai abaixo de um limiar definido.
Se for selecionada a operação de sobrecorrente dependente de tensão, o elemento pode ser definido por um de
dois modos, sobrecorrente controlada por tensão ou sobrecorrente restrita pela tensão. O modo de operação é
definido na célula V Dep OC Estado de acordo com o tipo de dado G100 como segue:
O Tipo de dado G100 é uma string indexada e é usado para o parâmetro V Dep O/C Estado:
Número da String Opções V Dep O/C
0 Desactivo
1 VCO I>1
2 VCO I>2
3 VCO I>1 & I>2
4 VCO I>5
5 VCO I>1&I>2&I>5
6 VCO I>1 & I>5
7 VCO I>2 & I>5
8 VRO I>1
9 VRO I>2
10 VRO I>5
11 VRO I>1 & I>2
12 VRO I>1 & I>5
13 VRO I>2 & I>5

P14D-TM-PT-7 107
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Número da String Opções V Dep O/C


14 VRO I>1&I>2&I>5

4.1.1 PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE CONTROLADA POR TENSÃO


No modo de operação Operação Controlada por Tensão (VCO), o detector de subtensão é usado para gerar uma
alteração em degrau no parâmetro de corrente do relé, quando a tensão cai abaixo do parâmetro de tensão V
Dep.OC V<1 Set. A característica de operação do parâmetro de corrente quando o modo controlado por tensão é
selecionado é a seguinte:

Configuração
de corrente

Valor de corrente de
detecção

K x valor de detecção de
corrente

Tensão medida
Configuração de limiar de tensão
E00642

Figura 30: Modificação do nível de aceitação da corrente para proteção de sobrecorrente controlada por
tensão

4.1.2 PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE RESTRITA PELA TENSÃO


No modo Operação Restrita pela Tensão (VRO) a corrente efetiva de operação do elemento de proteção varia
continuamente conforme a tensão aplicada varia entre dois limites de tensão. Este modo de proteção é
considerado mais adequado para aplicações onde o gerador está conectado ao sistema via um transformador
gerador.
Com conexão indireta do gerador, um defeito permanente fase-fase no barramento local resultará apenas num
colapso parcial de tensão fase-fase nos terminais do gerador.
O parâmetro de corrente restrita pela tensão está relacionado com a tensão medida como segue:
● Se V for maior que V<1, o parâmetro de corrente (Ιs) = Ι>
● Se V for maior que V<2, mas menor que V<1, o parâmetro de corrente (Ιs) =
V −V < 2
KI > + ( I > − KI )
V < 1−V < 2
● Se V for menor que V<2, o parâmetro de corrente (Ιs) = K.Ι>
onde:
● Ι> = parâmetro do estágio de sobrecorrente
● Ιs = parâmetro de corrente na tensão V
● V = tensão aplicada ao elemento do relé
● V<1 = V Dep.OC V<1 Set
● V<2 = V Dep.OC V<2 Set

108 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Configuração
de corrente

I> Ajustar

KI> Ajuste

V<1 Ajuste Tensão medida


V<2 Ajuste
E00643

Figura 31: Modificação do nível de aceitação de corrente para proteção de sobrecorrente restrita pela tensão

4.2 LÓGICA DE SOBRECORRENTE DEPENDENTE DE TENSÃO


V Dep.O/C Estado
VCO I>1
&
VRO I>1 1 VCO Arranque -AB

VAB

V Dep.OC V<1 Set

I >1 Ajuste Corr.


Applied Current
× Threshold
V Dep.O/C k Set
1
VAB &

V Dep.OC V<1 Set

I >1 Ajuste Corr.

VAB &
V Dep.OC V<2 Set

I >1 Ajuste Corr.


×
V Dep.O/C k Set

VAB &
V Dep.OC V<2 Set &

VAB
Nota : Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros
V Dep.OC V<1 Set estágios seguem princípios similares .

V Dep.O/C k Set
Functional
I >1 Ajuste Corr.
Operator
VAB
V00644

Figura 32: Lógica de sobrecorrente dependente de tensão (fase A para fase B)


O parâmetro de limiar de corrente para a função de Sobrecorrente é determinado pela tensão.

P14D-TM-PT-7 109
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Se a tensão for maior que V<1 Set, o parâmetro normal de sobrecorrente I>(n) Ajuste Corr. é usado. isto aplica-se
aos modos VCO e VRO.
Se a tensão for menor que V<1 Set E estiver no modo VCO, o parâmetro de sobrecorrente I>(n) Ajuste Corr. é
multiplicado pelo fator definido por V Dep.O/C k Set.
Se a tensão for menor que V<2 Set E estiver no modo VRO, o parâmetro de sobrecorrente I>(n) Ajuste Corr. é
multiplicado pelo fator definido por V Dep.O/C k Set.
Se a tensão estiver entre V<1 Set e V<2 Set E estiver no modo VRO, o parâmetro de sobrecorrente é multiplicado
por um operador funcional para determinar o parâmetro.

4.3 NOTAS DE APLICAÇÃO

4.3.1 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO


O parâmetro V Dep.O/C k deve ser definido baixo o suficiente para permitir a operação em defeitos remotos fase-
fase, tipicamente:

IF
k=
1.2 I >
onde:
● IF = corrente mínima de defeito esperada para o defeito remoto
● I> = parâmetro de corrente de fase para o elemento ter controlo VCO

Exemplo
Se o dispositivo de sobrecorrente tiver um parâmetro de 160% In, mas a corrente mínima de defeito para a
condição de defeito remota for de apenas 80% In, então o fator necessário será dado por:

0.8
k= = 0.42
1.6 ×1.2
O limiar de tensão, parâmetro Vdep OC V< será definido abaixo da menor tensão do sistema que possa ocorrer
sob condições normais de operação, garantindo a detecção correta do defeito remoto.

110 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

5 SELEÇÃO DE LIMIAR DE PARÂMETRO DE CORRENTE


O parâmetro do limiar usado no detector de nível depende de haver uma condição Dependente de Tensão ou
uma condição de Arranque com Carga Fria. A função de Sobrecorrente seleciona o limiar de acordo com o
seguinte diagrama:

Arranque

Use o limiar calculado pela


Sim
Existe uma condição função Dependente de
Dependente de Tensão
Tensão?
Não

Sim Use o limiar de corrente


Existe uma condição de definido na coluna
Arranque com Carga ARR.CARGA FRIO
Fria?
Não

Use o limiar de corrente


definido na coluna
SOBRECORRENTE

Fim
V00646

Figura 33: Selecionando o parâmetro do limiar de corrente

P14D-TM-PT-7 111
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

6 PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE DE SEQUÊNCIA NEGATIVA


Quando se aplica proteção padrão de sobrecorrente de fase, os elementos de sobrecorrente devem ser definidos
significativamente mais altos que a máxima corrente de carga, desta forma limitando a sensibilidade dos
elementos. A maioria dos esquemas de proteção também usam um elemento de defeito à terra operando com
corrente residual, o que melhora a sensibilidade para defeitos à terra. Entretanto, podem surgir certos defeitos
que podem permanecer não detectados por estes esquemas. Nestes casos podem ser usados elementos de
Sobrecorrente de Sequência Negativa.
Qualquer condição de defeito desequilibrado irá produzir uma componente de corrente de sequência negativa.
Portanto, um elemento de sobrecorrente de sequência negativa de fase pode ser usado para defeitos fase-fase e
fase-terra. A proteção de Sobrecorrente de Sequência Negativa oferece as seguintes vantagens:
● Os elementos de sobrecorrente de sequência negativa de fase são mais sensíveis a defeitos resistivos fase-
fase, onde os elementos de sobrecorrente de fase podem não operar.
● Em certas aplicações, a corrente residual pode não ser detectada por um elemento de defeito à terra
devido à configuração do sistema. Por exemplo, um elemento de defeito à terra aplicado no lado triângulo
de um transformador triângulo-estrela é incapaz de detectar defeitos à terra do lado estrela. Entretanto, a
corrente de sequência negativa estará presente em ambos os lados do transformador para qualquer
condição de defeito, independente da configuração do transformador. Portanto, um elemento de
sobrecorrente de sequência negativa de fase pode ser usado para fornecer proteção atrasada de reserva
para qualquer defeito assimétrico não solucionado a jusante.
● Quando máquinas rotativas são protegidas por fusíveis, a perda de um fusível produz uma grande corrente
de sequência negativa. Esta é uma condição perigosa para a máquina devido ao efeito de aquecimento da
corrente de sequência negativa de fase. Um elemento de sobrecorrente de sequência negativa de fase
situado a montante poderia ser aplicado para fornecer proteção de reserva para relés dedicados de
proteção de motores.
● Pode ser suficiente simplesmente disparar um alarme para indicar a presença de correntes de sequência
negativa de fase no sistema. Os operadores podem então investigar a causa do desequilíbrio.

6.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE DE SEQUÊNCIA NEGATIVA


A Proteção de Sobrecorrente de Sequência Negativa é implementada na coluna SOBRECOR.SEQ.NEG do grupo de
parâmetros relevante.
O produto fornece quatro estágios de proteção de sobrecorrente de sequência negativa com características de
atraso independentes.
Os estágios 1 e 2 fornecem opções de características de operação e reset, onde pode selecionar entre:
● Uma gama de curvas normais de IDMT (Tempo Definido Mínimo Inverso)
● Uma gama de curvas definidas pelo utilizador
● DT (Tempo definido)

Isto é obtido usando as células


● I2>(n) Função para a característica de operação de sobrecorrente
● I2>(n) Reset Car. para a característica de reset de sobrecorrente
● I2>(n) UtlRstCarac para a característica de reset para curvas definidas pelo utilizador

onde (n) é o número do estágio.


Os estágios com IDMT, (1 e 2) também fornecem uma função Parar temporizador (on page96). Isto é configurado
usando as células I2>(n) tRepos, onde (n) é o número do estágio. Isto não se aplica para curvas baseadas na
norma IEEE.
Os estágios 3 e 4 podem ter apenas características de tempo definido.

112 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

6.2 LÓGICA DE SOBRECORRENTE DE SEQUÊNCIA NEGATIVA NÃO DIRECIONAL


I2 I 2>1 Arranque

I2 >1 Ajuste Corr &


& IDMT/DT I2>1 Disparo

CTS Bloqueio

I2 > Inibido Timer Settings

I 2Harm.Arranq.
Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios
I2> Bloqueio
& seguem princípios similares.
2H Bloqueio I 2>1

I2>1 Tempo Bloq. V00607

Figura 34: Lógica de Sobrecorrente de Sequência Negativa - operação não direcional


Para Proteção de Sobrecorrente de Sequência Negativa de Fase, o valor elétrico I2> é comparado com a tensão
limite I2>1 Ajuste Corr. Se o valor exceder este parâmetro é gerado um sinal de Arranque (I2>(n) Partida), desde
que não haja bloqueio. O comparador possui uma histerese de 5% de forma que o valor de queda é 0,95 x o limiar
de corrente definido.
A função pode ser bloqueada por um sinal de Inibição, CTS, ou bloqueio de segunda harmónica.
O sinal I2>Partida é aplicado num temporizador para gerar o sinal I2> disparo. O temporizador pode ser
bloqueado pelo sinal de bloqueio do temporizador I2> (n) Tempo Bloq..
Este diagrama e a descrição aplicam-se a cada estágio.

6.3 ELEMENTO DIRECIONAL


Onde a corrente de sequência negativa de fase pode circular em qualquer direção através de um local de IED, tais
como sistemas de rede em anel com linhas paralelas, deve-se usar controlo direcional.
A direção é obtida comparando o ângulo entre a tensão de sequência negativa de fase e a corrente de sequência
negativa de fase. Está disponível um elemento direcional para todos os estágios de sobrecorrente de sequência
negativa. Isto é encontado na célula I2> Direção para o estágio relevante. Pode ser definida como não direcional,
direcional directo ou direcional inverso.
Um parâmetro adequado para o ângulo característico (I2> Angulo Carat) é escolhido para proporcionar o melhor
desempenho. Este parâmetro deveria ser definido igual ao ângulo de fase da corrente de sequência negativa em
relação à tensão invertida de sequência negativa (–V2), para poder estar no centro da característica direcional.

P14D-TM-PT-7 113
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

6.3.1 LÓGICA DE SOBRECORRENTE DE SEQUÊNCIA NEGATIVA DIRECIONAL

I2 I2>1 Arranque

I2 >1 Ajuste Corr &


&
& IDMT/DT I2 >1 Disparo
CTS Bloqueio

I2 > Inibido
Timer Settings
I 2Harm.Arranq.

I2> Bloqueio
&
2 H Bloqueio I2>1

I2 >1 Direcional Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros
estágios seguem princípios similares .
V2

I2> V2pol Ajuste


Directional
VTS Bloq. Lento check
I2> Bloqueio
&
VTS Bloq. I2>1

I2> Angulo Carat

I2>1 Tempo Bloq.


V00608

Figura 35: Lógica de Sobrecorrente de Sequência Negativa - operação direcional


A direção é obtida comparando o ângulo entre a tensão de sequência negativa de fase e a corrente de sequência
negativa de fase. O elemento pode ser selecionado para operar tanto na direção à frente como na direção
inversa. Um parâmetro adequado de ângulo característico (I2>Angulo Carat) é escolhido para proporcionar o
melhor desempenho. Este parâmetro deveria ser definido igual ao ângulo de fase da corrente de sequência
negativa com relação à tensão invertida de sequência negativa (–V2), para poder estar no centro da característica
direcional.
Para que os elementos direcionais de sequência negativa de fase operem, o dispositivo deve detectar uma tensão
de polarização acima do limite mínimo I2>V2pol Ajuste. Este deve ser definido maior que qualquer tensão de
equilíbrio de sequência negativa de fase. Isto pode ser estabelecido durante o estágio de comissionamento
verificando as medições de sequência negativa de fase no dispositivo.
Quando o elemento é escolhido como direcional (apenas dispositivos direcionais), está disponível uma opção VTS
Bloq. Quando o bit relevante é definido como 1, a operação da Supervisão do Transformador de Potencial (VTS)
bloqueará o estágio. Quando definido como 0, o estágio irá reverter para não direcional.

6.4 NOTAS DE APLICAÇÃO

6.4.1 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO (LIMIAR DE CORRENTE)


O limiar de detecção de corrente deve ser definido mais alto que a corrente de sequência negativa de fase devido
ao desequilíbrio de carga normal máximo. Isto pode ser definido praticamente no estágio de comissionamento,
fazendo uso da função de medição para exibir a corrente de sequência negativa de fase parmanente. O
parâmetro deve estar pelo menos 20% acima deste valor.
Onde o elemento de sequência negativa de fase precisa operar para defeitos assimétricos não solucionados
específicos, um parâmetro preciso de limiar teria que ser baseado numa análise individual de defeito para aquele
sistema particular devido à complexidade envolvida. Entretanto, para garantir a operação da proteção, o
parâmetro de detecção da corrente deve ser definido aproximadamente 20% abaixo da contribuição calculada
mais baixa da corrente de defeito de sequência negativa de fase para uma condição específica de defeito remoto.

114 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

6.4.2 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO (ATRASO)


A definição correta do atraso para esta função é vital. Deve-se estar também muito ciente de que este elemento é
aplicado primariamente para proporcionar proteção de reserva para outros dispositivos de proteção ou para criar
um alarme. Teria, portanto, normalmente um atraso grande.
O atraso definido deve ser maior que o tempo de operação de qualquer outro dispositivo de proteção (no nível
mínimo de defeito) que possa responder a defeitos desbalanceados, tais como:
● Elementos de sobrecorrente de fase
● Elementos de defeito à terra
● Elementos de condutor rompido
● Elementos térmicos influenciados por sequência negativa de fase

6.4.3 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO (ELEMENTO DIRECIONAL)


Onde a corrente de sequência negativa de fase pode circular em qualquer direção através de um local de IED, tais
como sistemas de rede em anel com linhas paralelas, deve-se empregar controlo direcional do elemento.
A direção é obtida comparando o ângulo entre a tensão de sequência negativa de fase e a corrente de sequência
negativa de fase e o elemento pode ser selecionado para operar na direção directa ou inversa. Um parâmetro
adequado para o ângulo característico (I2> Angulo Carat) é escolhido para proporcionar o melhor desempenho.
Este parâmetro deveria ser definido igual ao ângulo de fase da corrente de sequência negativa com relação à
tensão invertida de sequência negativa (–V2), para poder estar no centro da característica direcional.
O ângulo que surge entre V2 e I2 sob condições de defeito é diretamente dependente da impedância de fonte de
sequência negativa do sistema. Entretanto, parâmetros típicos para o elemento são como se segue:
● Para um sistema de transmissão o RCA deve ser definido igual a –60°
● Para um sistema de distribuição o RCA deve ser definido igual a –45°

Para que os elementos direcionais de sequência negativa de fase operem, o dispositivo deve detectar uma tensão
de polarização acima do limite mínimo I2> V2pol Ajuste.. Este deve ser definido maior que qualquer tensão de
equilíbrio de sequência negativa de fase. Isto pode ser estabelecido durante o estágio de comissionamento
olhando as medições de sequência negativa de fase no dispositivo.

P14D-TM-PT-7 115
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

7 PROTEÇÃO DE DEFEITO À TERRA


Defeitos à terra são simplesmente falhas de sobrecorrente onde a corrente de defeito circula para a terra (em
oposição a circular entre fases). São o tipo mais comum de defeito. Existem alguns tipos diferentes de defeito à
terra, mas o mais comum é o defeito fase-terra. Consequentemente este é o primeiro e mais importante tipo de
defeito que os dispositivos de proteção devem cobrir.
Parâmetros típicos para IEDs de defeito à terra são por volta de 30-40% da corrente de carga plena. Se for
necessária maior sensibilidade, deve ser usado Defeito à Terra Sensitiva.
Defeitos à terra podem ser medidos diretamente pelo sistema por meio de:
● Um TI separado localizado numa conexão de terra do sistema de potência
● Um TI Toroidal separado (CBCT)
● Uma conexão residual dos TIs das três linhas, na qual os defeitos à terra possam ser calculados
matematicamente somando as três correntes de fase medidas.

Dependendo do modelo do dispositivo, este fornecerá um ou mais dos meios acima descritos para proteção de
defeito à terra.

7.1 ELEMENTOS DE PROTEÇÃO DE DEFEITO À TERRA


A proteção de defeito à terra é implementada nas colunas FALHA À TERRA 1 e FALHA À TERRA 2 do grupo de
parâmetros relevante.
Cada coluna contém um conjunto idêntico de elementos, onde a coluna FALHA À TERRA 1 (EF1) é usada para
corrente de defeito à terra medida diretamente do sistema, enquanto que a coluna FALHA À TERRA 2 (EF2) contém
células, as quais operam a partir de um valor de corrente residual calculado internamente pela soma das
correntes das três fases.
O produto fornece quatro estágios de proteção de Defeito à Terra com características de atraso independentes
para cada coluna de FALHA À TERRA.
Os estágios 1 e 2 fornecem opções de características de operação e reset, onde se pode selecionar entre:
● Uma gama de curvas normais de IDMT (Tempo Definido Mínimo Inverso)
● Uma gama de curvas definidas pelo usuário
● DT (Tempo definido)

Para a coluna EF1, isto é obtido usando as células:


● IN1>(n) Função para as características de operação de sobrecorrente
● IN1>(n) Reset Car. para a característica de reset de sobrecorrente
● IN1>(n) UtlRstCarac para a característica de reset para curvas definidas pelo utilizador

Para a coluna EF2, isto é obtido usando as células:


● IN2>(n) Função para as características de operação de sobrecorrente
● IN2>(n)Reset Car. para a característica de reset de sobrecorrente
● IN2>(n)UtlRstCarac para a característica de reset para curvas definidas pelo utilizador

onde (n) é o número do estágio.


Os estágios 1 e 2 fornecem uma função Parar temporizador (on page96). Isto é configurado usando as células
IN1>(n) tRepos para EF1 e IN2>(n) tRepos para EF2.
Os estágios 3 e 4 podem ter apenas características de tempo definido.
O fato de tanto os elementos de EF1 como os de EF2 poderem ser activados ao mesmo tempo leva a várias
vantagens nas aplicações. Por exemplo, algumas aplicações podem requerer proteção de defeito à terra

116 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

direcional para equipamentos anteriores e proteção de defeito à terra de reserva para equipamentos posteriores.
Isto pode ser obtido com um único IED, ao em vez de dois.

7.2 LÓGICA DE DEFEITO À TERRA NÃO DIRECIONAL


IN2 IN2>1 Partida

IN2 >1 Corrente &


& IDMT/DT IN2>1 Disparo

TCS Bloqueio
Não aplicável para IN1 Timer Settings

IN2> Inibido

I 2Harm.Partida Nota: Este diagrama mostra a lógica para IN 2 (Falha derivada para terra ).
A lógica de IN 1 (falha medida para terra ) segue os mesmos princípios ,
IN2> Bloqueio porém sem bloqueio CTS .
& Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem
2H Bloqueio IN>2
princípios similares.
O bloqueio de AR só está disponível nos estágios 3 e 4.
IN2>1 Tempo Bloq

Prot.Princ. Bloq.

IN2> Bloqueio
&
RELIG.Bloq. IN>3

Bloqueio de AR disponível apenas nos estágios TD V00610

Nota:
*1 Se existir uma condição de CLP, o limiar de I>(n) Ajuste Corr. é tirado da coluna ARR.CARGA FRIO
*2 O bloqueio de Religação Automática só está disponível para os estágios 3, 4 e 6 e em determinados modelos

Figura 36: Lógica de EF Não Direcional (estágio único)


A corrente de Defeito à Terra é comparada com um limiar definido (IN1>(n) Corrente) para cada estágio. Se
exceder este limiar, um sinal de Arranque é acionado, desde que não esteja bloqueado. Esta pode ser bloqueada
pela função de bloqueio de segunda harmónica ou por um sinal DDB de Inibição de Defeito à Terra.
A lógica de religação automática pode ser definida para bloquear o disparo de Defeito à Terra após um número
prescrito de tentativas (definido na coluna RELIGADOR AUTO). Isto é obtido usando o parâmetro Prot.Princ.Bloq.
Este também pode ser bloqueado pelo sinal DDB relevante IN1>(n)Tempo Bloq.
A proteção de Defeito à Terra pode seguir as mesmas características IDMT conforme descrito na seção de
Princípios de Proteção de Sobrecorrente. Consulte esta seção para detalhes das características IDMT.
O diagrama e a descrição também se aplicam ao elemento de Defeito à Terra 2 (IN2).

7.3 CURVA IDG


A curva IDG é normalmente usada para proteção atrasada de defeito à terra no mercado Sueco. Esta curva está
disponível no estágio 1 da proteção de Defeito à Terra.
A curva IDG é representada pela seguinte equação:

 I 
top = 5.8 − 1.35 log e  
 IN > Setting 
onde:
top é o tempo de operação
I é a corrente medida

P14D-TM-PT-7 117
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

IN> É um parâmetro ajustável, o qual define o ponto de partida da característica

Nota:
Embora o ponto de partida da característica seja definido pelo parâmetro "ΙN>", o real limiar de corrente é um parâmetro
diferente chamado "IDG Ιs". O parâmetro "IDG Ιs" é definido como um múltiplo de "ΙN>".

Nota:
Quando se usa uma característica de Operação IDG, DT é sempre usado com valor zero para a característica de Reset.

Um parâmetro adicional "Temp.IDG" também é usado para definir o tempo mínimo de operação em altos níveis de
corrente de defeito.

10

9
Faixa
IDG deIs configuração
Setting RangeIs IDG
8
time (seconds)

7
(segundos)

6
Tempo de operação

5
Operating

3
FaixaIDG Time Setting
de configuração Range
do tempo IDG
2

0
1 10 100
I/IN>

V00611

Figura 37: Característica IDG

7.4 ELEMENTO DIRECIONAL


Se a corrente de defeito à terra puder circular em ambas as direções num local protegido, será preciso usar um
elemento de sobrecorrente direcional para determinar a direção do defeito. Os sistemas típicos que requerem esta
proteção são alimentadores paralelos (simples e transformador) e sistemas de rede em anel, cada um deles
relativamente comum em sistemas de distribuição.
Está disponível um elemento direcional para todos os estágios de Defeito à Terra para ambas as colunas de
Defeito à Terra. São encontrados nas células do parâmetro de direção para o estágio relevante (p.ex.
IN1>1 Direção, IN2>2 Direção). Podem ser definidos como não direcional, direcional directo ou direcional inverso.
Para proteção padrão de defeito à terra, estão disponíveis duas opções para polarização; Tensão Residual ou
Sequência Negativa.

118 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

7.4.1 POLARIZAÇÃO DE TENSÃO RESIDUAL


Com proteção de falha à terra, o sinal de polarização precisa representar a condição de falha à terra. Como é
gerada uma tensão residual durante as condições de falha à terra, ela é normalmente usada para polarizar os
elementos de falha à terra direcionais. Isto é conhecido como polarização de tensão de sequência zero,
polarização de tensão residual ou polarização de tensão de deslocamento neutro (NVD).
Níveis pequenos de tensão residual podem estar presentes sob condições de sistema normais devido a
desbalanceamentos, imprecisões do TP, tolerâncias do dispositivo, etc. Por esta razão, o dispositivo inclui um limiar
configurável (IN>VNPol set), que deve ser ultrapassado para que a função DEF se torne operacional. A medição de
tensão residual fornecida pela coluna MEDIDAS 1 do menu pode ajudar na determinação do valor do limiar
requerido durante a fase de entrada em operação, uma vez que isto indicará o nível da tensão residual presente.

Nota:
A tensão residual fica nominalmente 180° fora de fase em relação à corrente residual. Consequentemente, os elementos DEF
são polarizados a partir da quantidade "-Vres". Este deslocamento de fase de 180° é introduzido automaticamente dentro do
dispositivo.

O critério direcional com a polarização de tensão residual é dado abaixo:

Direcional direta
(Ð VN + 180°) + RCA - 90° + (180° - ângulo de desarme)/2 < Ð IN < (Ð VN +180°) + RCA +90° - (180°
- ângulo de desarme)/2

Direcional reversa
(Ð VN + 180°) + RCA - 90° - (180° - ângulo de desarme)/2 > Ð IN > (Ð VN +180°) + RCA +90° + (180°
- ângulo de desarme)/2
Isto pode ser melhor visualizado no diagrama a seguir:

P14D-TM-PT-7 119
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

IN
ENTRAR

Linha de torque zero


fase A

Ângulo de
desarme
avante

VN VN

Ângulo de
torque
Ângulo de
desarme
reverso

V00748

Figura 38: Ângulos direcionais


Alguns dos modelos derivam a tensão residual internamente, a partir da entrada de tensão trifásica fornecida por
um TP de 5 membros ou de três fases únicas. Em alguns modelos (aqueles sem nenhuma função de verificação de
sincronismo), o transformador de tensão pode ser usado para medir a tensão residual VN. Isto fornece um
resultado mais preciso do que o cálculo com tensão derivada.

7.4.1.1 LÓGICA DE FALHA À TERRA DIRECIONAL COM POLARIZAÇÃO DE TENSÃO RESIDUAL

IN1> DIRECIONAL

VN

IN1> VNPol.Ajust

IN1

Limiar de baixa corrente Directional


Para a lógica EF
check
IN1>1 Car Ângulo

IN1 >1 Disp Ângul

TPS Bloq.Lento Nota: Este diagrama mostra a lógica de IN 1 (falha medida para terra ).
A lógica de IN 2 (falha medida para terra ) segue princípios similares.
IN1> Bloqueio Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem
& princípios similares.
TPS Bloq .IN>1

V00744

Figura 39: Lógica de EF direcional com polarização de tensão de neutro (estágio simples)
A Supervisão de Transformador de Tensão (VTS) bloqueia seletivamente a proteção direcional ou faz com que ela
volta a operar em modo não direcional. Quando configurada para bloquear a proteção direcional, o bloqueio VTS
é aplicado à verificação direcional, que também bloqueia de maneira eficaz as saídas de Partida.

120 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

7.4.2 POLARIZAÇÃO DE SEQUÊNCIA NEGATIVA


Em algumas aplicações, o uso de polarização de tensão residual poderá não ser possível de alcançar, ou poderá
ser problemática, no mínimo. Por exemplo, pode não estar disponível o tipo adequado de TP, ou uma aplicação de
linha paralela HV/EHV poderá apresentar problemas com acoplamento mútuo de sequência zero.
Em tais situações, o problema poderá ser resolvido com o uso de valores de Sequência de fase negativa (NPS) na
polarização. Este método determina o sentido da falha comparando a tensão NPS com a corrente NPS. O valor de
operação, entretanto, ainda é a corrente residual.
Isto pode ser usado nos elementos de falha à terra padrão medidos e derivados. Ele requer que as células
IN>V2pol set e IN>I2pol set sejam definidas com valores adequados de tensão e corrente, respectivamente.
A polarização de sequência de fase negativa não é recomendada para sistemas aterrados por impedância,
independentemente do tipo de transformador que alimenta o relé. Isto acontece devido à corrente de falha à terra
reduzida que limita o queda de tensão na impedância da fonte de sequência negativa a níveis desprezíveis. Se
esta tensão for menor do que 0,5 volts, o dispositivo irá parar de oferecer seleção de direção.
O critério direcional com a polarização de sequência negativa é dado abaixo:

Direcional direta
(Ð V2 + 180°) + RCA - 90° + (180° - ângulo de desarme)/2 < Ð I2 < (Ð V2 +180°) + RCA +90° - (180° -
ângulo de desarme)/2

Direcional reversa
(Ð V2 + 180°) + RCA - 90° - (180° - ângulo de desarme)/2 > Ð I2 > (Ð V2 +180°) + RCA +90° + (180° -
ângulo de desarme)/2
Isto pode ser melhor visualizado no diagrama a seguir:

I2

Linha de torque zero


fase A

Ângulo de
desarme
avante

V2 V2

Ângulo
de torque
Ângulo de
desarme
reverso

V00749

Figura 40: Ângulos direcionais

P14D-TM-PT-7 121
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

7.4.2.1 LÓGICA DE FALHA À TERRA DIRECIONAL COM POLARIZAÇÃO NPS

IN1> DIRECIONAL

V2

IN1 > V2 Pol.Ajust

I2

IN1> I2Pol.Ajust Directional


Para a lógica EF
check
IN1>1 Car Ângulo

IN1 >1 Disp Ângul

TPS Bloq.Lento Nota: Este diagrama mostra a lógica de IN 1 (falha medida para terra ).
A lógica de IN 2 (falha medida para terra ) segue princípios similares.
IN1> Bloqueio Este diagrama não mostra todos os estágios Os outros estágios seguem
& princípios similares.
TPS Bloq .IN>1

V00745

Figura 41: *Lógica de falha à terra direcional com polarização de sequência negativa (estágio único)
A Supervisão de Transformador de Tensão (VTS) bloqueia seletivamente a proteção direcional ou faz com que ela
volta a operar em modo não direcional. Quando configurada para bloquear a proteção direcional, o bloqueio VTS
é aplicado à verificação direcional, que também bloqueia de maneira eficaz as saídas de Partida.

7.5 NOTAS DE APLICAÇÃO

7.5.1 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO (ELEMENTO DIRECIONAL)


Com Defeitos à terra direcionais, a corrente residual sob condições de defeito permanece em um ângulo atrasado
em relação à tensão de polarização. Assim, parâmetros negativos de RCA são necessários para aplicações de DEF.
Isto é definido na célula I>Ângulo Caract no menu relevante de defeito à terra.
Recomendam-se os seguintes parâmetros de RCA:
● Sistemas aterrados por resistência: 0°
● Sistemas de distribuição (aterramento sólido): -45°
● Sistemas de transmissão (aterramento sólido): -60°

7.5.2 SISTEMAS ATERRADOS POR BOBINA DE PETERSON


Os sistemas de potência são normalmente aterrados para limitar sobretensões transientes durante defeitos por
arco e também para auxiliar na detecção e solução de defeitos à terra. O aterramento por impedância tem a
vantagem de limitar os danos ocorridos na instalação durante condições de defeito à terra e também limitar o
risco de defeito por explosão de equipamentos de manobra, o que é um perigo para as pessoas. Além disso, ele
limita os potenciais de toque e passo numa subestação ou na vizinhança de um defeito à terra.
Se for usado um dispositivo de alta impedância para aterrar o sistema, a corrente de defeito à terra será reduzida,
mas as sobretensões de equilíbrio e transientes nas fases boas podem ser muito altas. Consequentemente, o
aterramento de alta impedância é usado geralmente apenas em redes de distribuição de tensão, onde não é caro
fornecer a isolação necessária contra estas sobretensões.
Uma forma de fornecer aterramento de alta impedância é onde a reatância indutiva de aterramento é definida
como igual à reatância capacitiva total do sistema para a terra na frequência do sistema. Esta prática é
conhecida como Aterramento por Bobina de Petersen, ou Aterramento por Bobina Ressonante. Com um sistema
sintonizado corretamente, a corrente de defeito à terra em equilíbrio é zero, de forma que os defeitos à terra com
formação de arco se tornam autoextinguíveis. Este tipo de sistema pode operar com uma fase aterrada por um
longo período até que a causa do defeito seja identificado e retificado.

122 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

A figura abaixo mostra uma fonte aterrada através de uma Bobina de Petersen, com um defeito à terra aplicado
na Fase A. Nesta situação, a capacitância paralela da fase A entra em curto pelo defeito. Consequentemente, os
cálculos mostram que se a reatância da bobina de aterramento for definida corretamente, a corrente resultante
de defeito à terra em equilíbrio é zero.

se

Vetores de corrente para a falha da fase A

E00631

Figura 42: Distribuição de corrente em sistema aterrado por Bobina de Petersen


A figura abaixo mostra um sistema de distribuição radial de três alimentadores com uma fonte que está aterrada
via uma Bobina de Petersen, onde um defeito fase-terra está presente na fase C.

E00632

Figura 43: Distribuição de correntes durante uma falha da fase C para a terra
Os diagramas vetoriais associados mostrados abaixo assumem que o sistema é totalmente compensado (ou seja,
a reatância da bobina está totalmente sintonizada com a capacitância do sistema), e que a resistência da bobina
de aterramento e dos cabos do alimentador são negligíveis.

P14D-TM-PT-7 123
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

a) Correntes capacitivas e indutivas

b) Linha sem falha c) Linha com falha

E00633

Figura 44: Caso teórico - sem resistência em XL ou XC


Na figura (a), o defeito da fase C para a terra faz com que as tensões das fases saudáveis se elevem por um fator
de √3. As correntes de carregamento da fase A (Ia1, Ia2 e Ia3), adiantam-se 90° em relação à tensão resultante da
fase A; da mesma forma para as correntes de carregamento da fase B em relação à Vb resultante.
O desequilíbrio detectado por um transformador de corrente com núcleo balanceado nos alimentadores
saudáveis é uma simples soma vetorial de Ia1 e Ib1, resultando numa corrente residual atrasada de exatamente
90° em relação à tensão residual (figura (b)). Como as tensões da fases saudáveis se elevaram por um fator de √3,
as correntes de carga nestas fases são também √3 vezes maiores que os seus valores em regime estacionário.
Portanto, a amplitude da corrente residual IR1 é igual a 3 vezes o valor em regime estacionário para cada corrente
de carga de fase.
A real tensão residual usada como sinal de referência para IEDs de defeito à terra direcional tem a fase deslocada
de 180° e é mostrada como –3Vo nos diagramas vetoriais. Este deslocamento de fase é introduzido
automaticamente pelos IEDs.
No alimentador em defeito, a corrente residual é a soma da corrente de carga nas fases saudáveis (IH3) mais a
corrente de defeito (IF). O desequilíbrio resultante é, portanto, igual a IL-IH1-IH2, como mostrado abaixo.

I0F
IR0F
Alimentador defeituoso
IR0H
IR0H Alimentadores em bom estado
IL
Chave:

IH3 IH2 IH1 IR0F = Corrente residual no alimentador defeituoso


-Vo IR0H = Corrente residual no alimentador em bom estado
3XL Xco
Pode-se, portanto, ver que:-
I0F = IL - IH1 - IH2 - IH3
IR0F = IH3 + I0F
Portanto:
E00640 IR0F = IL - IH1 - IH2

Figura 45: Rede de sequência zero mostrando correntes residuais

124 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Quando se compara as correntes residuais que ocorrem nos alimentadores saudáveis e em defeito, usando a
análise acima, pode-se ver que as correntes serão semelhantes em amplitude e fase, portanto não será possível
aplicar um IED, o qual poderia proporcionar discriminação.
Entretanto, o cenário de resistência negligível na bobina ou nos cabos do alimentador é puramente teórico.
Portanto, é necessário fazer outras considerações para uma aplicação prática na qual a componente resistiva
não é mais ignorada. Esta situação pode ser mais rapidamente explicada considerando a rede de sequência zero
para esta condição de defeito.

Componente resistivo Componente resistivo no alimentador


em bobina de aterramento
(IH1 + IH2 + IH3)’
IL’ A 3Vo

a) Correntes capacitivas e
indutivas com componentes
resistivos

C B

Restricao
Operação
IL
IR1 = IH1 Linha de torque zero
para RCA em 0°

c) Linha com falha

IH1 - IH2
Operação
IR3
IR3 = IF + IH3
= IL - IH1 - IH2 Restricao
Vres = 3Vo

Linha de torque zero para RCA em 0° Vres = 3Vo


Operação
E00641

Figura 46: Caso prático - com resistência em XL e XC


Devido à presença de resistência nos alimentadores, as correntes de carga das fases saudáveis estão agora
adiantadas de menos de 90° em relação a suas respectivas tensões de fase. De modo semelhante, a resistência
presente na bobina de aterramento tem o efeito de deslocar a corrente IL para um ângulo atrasado de menos de
90°.
A corrente residual agora aparece num ângulo maior que 90° da tensão de polarização para o alimentador
saudável e menos de 90° no alimentador em defeito. Portanto, um IED direcional que tenha um parâmetro de
ângulo característico de 0° (em relação ao sinal de polarização -3Vo) poderia ser aplicado para proporcionar
discriminação. A corrente residual do alimentador saudável apareceria dentro da seção de restrição da
característica, mas a corrente residual do alimentador em defeito permaneceria na região de operação.
Em sistemas práticos, pode-se encontrar um valor de resistência inserido propositadamente em paralelo com a
bobina de aterramento. Isto tem duas finalidades, primeiro aumentar a corrente de defeito à terra para um valor
mais detectável na prática e segundo aumentar a diferença angular entre os sinais residuais para poder facilitar a
discriminação da proteção.

7.5.3 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO (REDES COMPENSADAS)


A configuração direcional deve ser tal que a direção à frente esteja a olhar para o alimentador protegido (longe do
barramento), com um RCA de 0°.

P14D-TM-PT-7 125
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Para um sistema totalmente compensado, a corrente residual detectada pelo relé no alimentador em defeito é
igual à corrente da bobina menos a soma das correntes de carga que circulam no resto do sistema. Além disso, a
soma das correntes de carga das duas fases saudáveis em cada alimentador dá uma corrente de carga total que
tem uma amplitude três vezes o valor de regime estacionário por fase. Portanto, para um sistema totalmente
compensado, a corrente desbalanceada detectada é igual a três vezes a corrente de carga por fase do circuito
em defeito. Um parâmetro típico pode, portanto, ser da ordem de 30% deste valor, ou seja, igual à corrente de
carga por fase do circuito em defeito. Na prática, os parâmetros exatos podem ser determinados no local, onde
defeitos do sistema podem ser aplicados e parâmetros adequados adotados com base em resultados práticos
obtidos.
Na maioria das situações, o sistema não será totalmente compensado e consequentemente será permitido
circular um pequeno nível de corrente de defeito em regime estacionário. A corrente residual vista pelo IED no
alimentador em defeito pode, portanto, ter um valor maior, o que enfatiza ainda mais o fato de que os parâmetros
do IED devem estar baseados em níveis práticos de corrente, sempre que possível.
O acima também vale para o parâmetro do RCA. Como foi mostrado, é necessário um parâmetro RCA nominal de
0º. No entanto, o ajuste fino deste parâmetro no local pode ser necessário para se poder obter o parâmetro ótimo
de acordo com os níveis de resistência presentes na bobina e no alimentador. A carga e o desempenho do TI
também terá um efeito sobre isto. O efeito da corrente de magnetização do TI será criar o adiantamento de fase
da corrente. Enquanto isto possa ajudar na operação de IEDs de alimentadores em defeito, poderia reduzir a
margem de estabilidade de IEDs de alimentadores saudáveis. Deve-se, portanto, chegar a um compromisso pelo
ajuste fino do RCA. Isto é ajustável em passos de 1°.

126 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

8 PROTEÇÃO DE DEFEITO À TERRA SENSITIVA


Em alguns defeitos à terra, a corrente de defeito é limitada seja por resistência intencional (como é o caso de
alguns sistemas de AT) ou por resistência não intencional (p. ex. em condições muito secas e onde o substrato é de
alta resistência, como areia ou rocha).
Para fornecer proteção nestes casos, é necessário fornecer um sistema de proteção de defeito à terra com um
parâmetro consideravelmente menor que para proteção normal de linha. Esta sensibilidade não pode ser
fornecida por TIs convencionais, portanto, a SEF seria normalmente alimentada por um transformador de corrente
toroidal (CBCT) montado em volta das três fases do cabo do alimentador. Também deve ser usado um
transformador especial de medição SEF no IED.
Com proteção SEF, podem ser usados parâmetros de até 10%.

8.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO SEF


A proteção de Defeito à Terra Sensitiva é implementada na coluna PROTECÇÃO SEF do grupo de parâmetros
relevante.
O produto fornece quatro estágios de proteção SEF com características de atraso independentes.
Os estágios 1 e 2 fornecem opções de características de operação e reset, onde se pode selecionar entre:
● Uma gama de curvas normais de IDMT (Tempo Definido Mínimo Inverso)
● Uma gama de curvas definidas pelo utilizador
● DT (Tempo definido)

Isto é obtido usando as células


● ISEF>(n) Função para a característica de operação de sobrecorrente
● ISEF>(n) Reset Car para a característica de reset de sobrecorrente
● ISEF>(n) UtlRstCarac para a característica de reset para curvas definidas pelo utilizador

onde (n) é o número do estágio.


Os estágios 1 e 2 também fornecem uma função Parar temporizador (on page96). Isto é configurado usando as
células ISEF>(n) tRepos.
Os estágios 3 e 4 podem ter apenas características de tempo definido.

P14D-TM-PT-7 127
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

8.2 LÓGICA DE SEF NÃO DIRECIONAL


ISEF ISEF>1 Arranque

ISEF>1 Corrent &


& IDMT/DT ISEF>1 Disparo
ISEF>1 Direção
Não Direcional
Timer Settings
Inibir SEF

I 2Harm.Arranq.

ISEF> Bloqueio
&
2H Bloq.ISEF>1

ISEF>1 Temp .Bloq Notas: Este diagrama não apresenta todos os estágios . Os outros estágios
seguem princípios similares.
Bloqueio de AR só está disponível nos estágios 3, 4 e 6
Prot.Princ. Bloq.

ISEF> Bloqueio
&
REL.Bloq.ISEF>3

Bloqueio de AR disponível apenas nos estágios TD


V00615

Figura 47: Lógica de SEF Não Direcional


A corrente de SEF é comparada com um limiar definido (ISEF>(n) Corrente) para cada estágio. Se exceder este
limiar, um sinal de Arranque é acionado, desde que não esteja bloqueado. Esta pode ser bloqueada pela função de
bloqueio de segunda harmónica ou por um sinal DDB de Inibição de SEF.
A lógica de religação automática pode ser definida para bloquear o disparo de SEF após um número prescrito de
tentativas (definido na coluna RELIGADOR AUTO). Isto é obtido usando o parâmetro Prot.Princ.Bloq. Este também
pode ser bloqueado pelo sinal DDB relevante ISEF>(n)Temp.Bloq.
A proteção de SEF pode seguir as mesmas características IDMT conforme descrito na seção de Princípios de
Proteção de Sobrecorrente. Consulte esta seção para detalhes das características IDMT.

8.3 CURVA EPATR B


A curva EPATR B é normalmente usada para proteção atrasada de Defeito à Terra Sensitiva em certos mercados.
Esta curva só está disponível nos estágios 1 e 2 de proteção de Defeito à Terra Sensitiva. Está baseada nos
parâmetros de corrente do primário, empregando uma relação de TI SEF de 100:1 A.
A curva EPATR_B tem 3 segmentos separados definidos em termos da corrente do primário. É definida como
segue:
Gama de Corrente do Primário Baseada numa Relação de TI de 100A:
Segmento Característica Corrente/Tempo
1A
1 ISEF = 0,5 A a 6,0 A t = 432 x TMS/ISEF 0,655 seg.
2 ISEF = 6,0 A a 200 A t = 800 x TMS/ISEF seg.
3 ISEF acima de 200 A t = 4 x TMS seg.

onde TMS (parâmetro multiplicador de tempo) pode ser de 0,025 - 1,2 em passos de 0,025.

128 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Curva EPATR

1000

100
Tempo em seg.

10

1
0.1 1 10 100 1000
Corrente no Primário A (Relação TC 100 A/1 A)

V00616

Figura 48: Característica EPATR B mostrada para TMS = 1,0

8.4 ELEMENTO DIRECIONAL


Onde a corrente de SEF pode circular em ambas as direções num local de IED, deve-se usar controlo direcional.
Existe um elemento direcional disponível para todos os estágios de sobrecorrente de SEF. Isto é encontrado na
célula ISEF>(n) Direção para o estágio relevante. Pode ser definida como não direcional, direcional directa ou
direcional inversa.
A direção é obtida usando técnicas diferentes dependendo da aplicação e da filosofia de projeto. Com relação à
figura abaixo, pode-se ver que a SEF direcional pode ser usada para:
● Sistemas com aterramento sólido
● Sistemas não aterrados (sistemas isolados)
● Sistemas compensados
● Sistemas com aterramento por resistência

O diagrama mostra qual tipo de controlo direcional que pode ser usado para qual sistema.

P14D-TM-PT-7 129
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Sistemas com Aterramento Sistemas Não Aterrados Sistemas Compensados Sistemas com aterramento
Sólido (sistemas isolados) (Bobina de Peterson ) por resistência

SEF Direcional SEF Direcional SEF Direcional SEF Direcional

TI de núcleo INsen(j) INcos(j) INcos(j)


balanceado caracteristica caracteristica caracteristica

Direcional TI de núcleo
Wattimétrica Wattimétrica
Defeito a terra
VN x IN sen(j) VN x IN cos(j)
balanceado
(potência reativa) (potência activa)
Defeito de Alta Impedância Direcional
(HIF) Defeito a terra
TI de núcleo
balanceado
Defeito de Alta Impedância
V00655 (HIF)

Figura 49: Tipos de controlo direcional


O dispositivo suporta controlo direcional padrão com núcleo balanceado, bem como características Isen(phi),
Icos(phi) e Wattimétrica.
Caso esteja usando a proteção direcional SEF, você seleciona a polarização requerida usando o valor de
configuração Opções SEF, na coluna PROTEÇÃO SEF.

8.4.1 CARACTERÍSTICA WATTIMÉTRICA


As análises mostraram que existe uma pequena diferença angular entre a corrente residual de alimentadores
saudáveis e em defeito, para defeito à terra em redes compensadas. Esta diferença angular dá origem a
componentes ativos de corrente que estão em oposição de fase.

Vres = -3Vo

Componente ativo
de corrente residual: IR3 - IH1 - IH2 Operação
Alimentador defeituoso

IL

IR1
Componente ativo
de corrente residual: Linha de torque zero Restricao
Alimentador em bom estado para RCA em 0°

Chave:

IR3 - Corrente residual em alimentador defeituoso

IR1 - Corrente residual em alimentador em bom estado

IH1 IH2 - Corrente de carga do resto do sistema

IL - Corrente através de bobina aterrada


E00617

Figura 50: Componentes resistivos de corrente residual

130 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Consequentemente, os componentes ativos da potência de sequência zero também estarão em planos


semelhantes, significando que um IED capaz de detectar potência ativa pode tomar decisões discriminatórias. Se
a componente Wattimétrica da potência de sequência zero for detectada na direção à frente, isto indicaria defeito
naquele alimentador. Se a potência for detectada na direção inversa, então o defeito deve estar num alimentador
adjacente ou na fonte.
Para operação do elemento de defeito à terra direcional, todos os três parâmetros ajustáveis devem ser
excedidos; nominalmente a corrente ISEF>, a tensão ISEF> VNpol.Ajus e a potência PN> Ajuste.
O parâmetro de potência é chamado de PN> e é calculado usando valores residuais ao invés de valores de
sequência zero. Os valores residuais são três vezes os seus valores respectivos de sequência zero e a fórmula
completa para operação é a mostrada abaixo:
O parâmetro PN> corresponde a:
VresIrescos(f - fc) = 9VoIocos(f - fc)
onde:
● f = ângulo entre a Tensão de Polarização (-Vres) e a Corrente Residual
● fc = Parâmetro do Ângulo Característico do Relé (RCA) (ISEF> Ang. Caract)
● Vres = Tensão Residual
● Ires = Corrente Residual
● Vo = Tensão de Sequência Zero
● Io = Corrente de Sequência Zero
A ação de definir o limiar de PN> em zero desactivaria efetivamente a função wattimétrica e o dispositivo operaria
como um elemento direcional de defeito à terra sensitiva básico. Entretanto, se for necessário, a opção SEF pode
ser selecionada na célula Opções SEF/REF no menu.

Nota:
O parâmetro de potência residual, PN>, é escalado pelas relações programadas de Transformador.

Um outro ponto a ser notado é que quando se seleciona um limiar de potência diferente de zero, uma pequena
alteração é feita nos limites angulares da característica direcional. Em vez de serem ±90° do RCA, são colocados
um pouco mais estreitos em ±85°.
Os critérios de verificação direcional são os seguintes:
Direcional directo: -85° < (ângulo(IN) - ângulo(VN + 180°) - RCA) < 85°
Direcional inverso: -85° > (ângulo(IN) - ângulo(VN + 180°) - RCA) > 85°

8.4.2 CARACTERÍSTICA ICOS PHI / ISEN PHI


Em algumas aplicações, a corrente residual no alimentador saudável pode-se situar imediatamente dentro do
limite de operação em seguida a uma condição de defeito. A corrente residual para o alimentador em defeito se
situa próxima do limite de operação.

P14D-TM-PT-7 131
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Icos(φ1) Alimentador
defeituoso

Tensão
de polarização

Operação φ1
avante

Icos(φ2)

Alimentador
φ2
em bom estado

Operação
reversa Operação reversa

E00618

Figura 51: Característica de operação para Icos


O diagrama ilustra o método de discriminação quando a componente real (cosf ) é considerada. Defeitos
próximos da tensão de polarização terão uma amplitude mais alta que aqueles próximos do limite de operação.
No diagrama assumimos que a amplitude da corrente é I nos alimentadores com e sem defeito.
● Para a componente ativa Icos, o critério de operação é: Icosf > Isef
● Para a componente reativa Isen, o critério de operação é: Isenf > Isef

Onde Isef é o parâmetro de corrente de defeito à terra sensitiva para o estágio em questão
Se qualquer estágio for definido como não direcional, o elemento reverte para operação normal com base na
amplitude de corrente I sem decisão direcional. Neste caso, a discriminação correta é obtida por meio de uma
característica Icos pois o alimentador em defeito terá uma grande componente ativa de corrente residual,
enquanto que o alimentador saudável terá um valor pequeno.
Para aplicações de terra isolada, é comum usar a característica Isen.
Todos os parâmetros relevantes podem ser encontrados na coluna SEF.

132 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

8.4.3 LÓGICA SEF DIRECIONAL

Opções SEF

ISEF
ISEFsin(phi) ISEF>1 Partida
ISEFcos(phi)

ISEF>1 Corrent &


&
& IDMT/DT ISEF>1 Disparo
Inibir SEF

I 2Harm.Partida
Timer Settings
ISEF> Bloqueio
&
2H Bloq.ISEF>1

ISEF>1 Direção

VN.ISEF.cos phi

PN> Ajuste &


Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros
Opções SEF estágios seguem princípios similares .
O bloqueio de AR só está disponível nos estágios 3 e 4.
Wattimétrica

VN
Directional
ISEF> VNpol Ajus check

TPS Bloq.Lento

ISEF> Bloqueio
&
TPS Bloq.ISEF>1

ISEF>1 CarAng.

ISEF>1 DispAng.

Prot.Princ.Bloq .

ISEF> Bloqueio
&
REL.Bloq.ISEF>3
Bloqueio de AR disponível apenas nos estágios TD

ISEF>1 Temp.Bloq
V00746

Figura 52: SEF direcional com polarização VN (estágio único)


A proteção de falha à terra sensitiva pode ser configurada EM/FORA DE serviço usando o sinal DDB de inibição
adequado, que pode ser enviado por uma entrada opto-acoplada ou por um comando de controle. A Supervisão
VT (VTS) bloqueia seletivamente a proteção direcional ou faz com que ela volte a operação não direcional. Quando
configurada para bloquear a proteção direcional, o bloqueio VTS é aplicado à verificação direcional, que também
bloqueia de maneira eficaz as saídas de Partida.
Os critérios de verificação direcional são dados abaixo para o elemento de falha à terra sensitivo padrão:
● Direcional direta: -90° < (ângulo(IN) - ângulo(VN + 180°) - RCA) < 90°
● Direcional reversa : -90° > (ângulo(IN) - ângulo(VN + 180°) - RCA) > 90°

Existem três possibilidade para o tipo de elemento de proteção que você pode usar na detecção de falha à terra
sensitiva:
● Um elemento de proteção de falha à terra direcional sensitivo adequado, com uma configuração de ângulo
característico (RCA) de zero graus, e com a possibilidade de ajuste fino deste limiar.
● Um elemento de proteção wattométrico de sequência zero direcional sensitivo, com uma configuração de
ângulo característico (RCA) de zero graus, e com a possibilidade de ajuste fino deste limiar.
● Um elemento de proteção de falha à terra direcional sensitivo com características Icosf e Isinf.

P14D-TM-PT-7 133
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Todos os estágios do elemento de falha à terra sensitivo podem ser definidos com 0,5% da corrente nominal.

8.5 NOTAS DE APLICAÇÃO

8.5.1 SISTEMAS ISOLADOS


Onde se usam sistemas isolados, não é possível detectar defeitos usando proteção padrão de defeitos à terra. É
possível usar um dispositivo de sobretensão residual para se obter isto, mas mesmo com este método não é
possível fazer discriminação completa. A proteção de defeito à terra totalmente discriminativa neste tipo de
sistema só pode ser obtida usando um elemento de SEF (Defeito à Terra Sensitiva). Este tipo de proteção detecta o
desequilíbrio resultante nas correntes de carga do sistema, que ocorre durante condições de defeito à terra. Para
esta aplicação deve ser usado um TI com núcleo balanceado. Isto elimina a possibilidade de correntes residuais
que possam surgir de pequenas diferenças entre TIs de linha conectados residualmente. Também permite a
aplicação de uma relação de TI muito menor, possibilitando, assim, que a sensibilidade requerida da proteção seja
obtida mais facilmente.
O diagrama seguinte mostra um sistema isolado com um defeito na fase C.

E00627

Figura 53: Distribuição de corrente num sistema isolado com defeito na fase C
Os IEDs nos alimentadores saudáveis verificam o desequilíbrio da corrente de carga para os seus próprios
alimentadores. O IED do alimentador em defeito, no entanto, verifica a corrente de carga do resto do sistema (IH1
e IH2 nesse caso). A corrente de carga do seu próprio alimentador (IH3) é cancelada.
Em relação ao diagrama vetorial associado, pode-se ver que o defeito da fase C para a terra faz com que as
tensões das fases saudáveis se elevem por um fator de √3. A corrente de carga da fase A (Ia1), está adiantada em

134 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

relação à tensão da fase A de 90°. Da mesma forma, a corrente de carga da fase B está adiantada em relação à
resultante Vb de 90°.

Vaf

Restricao
Vapf
IR1
Ib1

Operação
Ia1

Vbf

Vcpf Vbpf

Vres
(=-3Vo)

Um valor RCA além de 90° desloca o


"centro da característica" para aqui IR3 = - (IH1 + IH2)

E00628

Figura 54: Diagramas de fasores para o sistema isolado com defeito na fase C
O desequilíbrio de corrente detectado por um transformador de corrente com núcleo balanceado nos
alimentadores saudáveis é a soma vetorial de Ia1 e Ib1. Isto gera uma corrente residual adiantada em relação à
tensão de polarização (–3Vo) de 90°. Como as tensões da fases saudáveis se elevaram por um fator de √3, as
correntes de carga nestas fases são também √3 vezes maiores que seus valores em regime estacionário.
Portanto, a amplitude da corrente residual IR1 é igual a 3 vezes o valor em regime estacionário para cada corrente
de carga de fase.
Os diagramas de fasores indicam que as correntes residuais nos alimentadores saudáveis e em defeito (IR1 e IR3
respectivamente) estão em oposição de fase. Um elemento direcional poderia, portanto, ser usado para
proporcionar proteção de defeito à terra discriminativa.
Se a tensão de polarização for deslocada de +90°, a corrente residual verificada pelo relé do alimentador em
defeito estará dentro da região de operação da característica direcional e a corrente nos alimentadores saudáveis
estará na região de restrição.
Foi dito que o parâmetro do ângulo característico para o elemento SEF aplicado a sistemas isolados é +90°. Isto é
para o caso em que o IED esteja conectado de forma tal que a sua direção de circulação da corrente para
operação é a do barramento fonte em direção ao alimentador. Se a direção directa para operação fosse definida
de forma tal que fosse a do alimentador para o barramento, (o que algumas concessionárias podem padronizar),
então seria necessário um RCA de –90°.

Nota:
A discriminação pode ser fornecida sem a necessidade de controlo direcional. Isto apenas pode ser obtido, no entanto, se for
possível programar o IED acima da corrente de carga do alimentador protegido e abaixo da corrente de carga para o
restante do sistema.

8.5.2 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO (SISTEMAS ISOLADOS)


A corrente residual no alimentador em defeito é igual à soma das correntes de carga que circulam no restante do
sistema. Além disso, a soma das correntes de carga das duas fases saudáveis em cada alimentador dá uma
corrente de carga total que tem uma amplitude três vezes o valor por fase. Portanto, a corrente de desequilíbrio
total é igual a três vezes a corrente de carga por fase do restante do sistema. Um parâmetro típico pode, portanto,
ser da ordem de 30% deste valor, ou seja, igual à corrente de carga por fase do restante do sistema. Na prática, o

P14D-TM-PT-7 135
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

parâmetro necessário pode ser determinado no local, onde parâmetros adequados podem ser adotados com
base em resultados práticos obtidos.
Quando se usa um transformador com núcleo balanceado, deve-se ter cuidado com o posicionamento do TI com
relação ao aterramento da blindagem do cabo:

Prensa-cabo

Caixa de cabos

Conexão terra do
prensa-cabo/blindagem

"Incorreto"

Não Operação
SEF

"Correto"

Operação

SEF

E00614

Figura 55: Posicionamento de transformadores de corrente com núcleo balanceado


Se a blindagem do cabo estiver terminada no prensa-cabos e aterrada diretamente naquele ponto, não
aparecerá um defeito no cabo (da fase para a blindagem) para qualquer corrente desbalanceada no TI de núcleo
balanceado. Portanto, antes de aterrar, a conexão deve passar novamente através do CBCT e ser aterrada do lado
do alimentador. Isto assegura a operação correta do relé durante condições de defeito à terra.

136 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

9 ARRQ CARGA FRIO


Quando um disjuntor de alimentador é fechado para energizar a carga, os níveis de corrente que circulam por um
período de tempo após a energização podem ser bem maiores que os níveis normais da carga.
Consequentemente, os parâmetros de sobrecorrente que foram aplicados para proporcionar proteção de
sobrecorrente podem não ser adequados durante este período de energização (carga fria), pois podem iniciar
disparos indesejados do disjuntor. Este cenário pode ser evitado com a função de Arranque com Carga Fria (CLP).
A lógica de Arranque com Carga Fria (CLP) funciona de duas maneiras:
● Inibindo um ou mais estágios da proteção de sobrecorrente por uma duração definida
● Elevando os parâmetros de sobrecorrente de estágios selecionados pelo período de carga fria.

A lógica de CLP fornece, portanto, estabilidade, enquanto mantém a proteção durante o arranque.

9.1 IMPLEMENTAÇÃO
A proteção de carga fria é configurada na coluna PART. CARGA FRIO do grupo de configurações relevante.
Esta função atua de acordo com as seguintes funções de proteção:
● Todos os estágios de sobrecorrente (não direcionais e direcionais, se aplicável).
● Todos os estágios 1 de falha de terra (ambos não-direcionais e direcionais, se aplicáveis).
● Todos os estágios 2 de falha de terra (ambos não-direcionais e direcionais, se aplicáveis).

O princípio de operação é idêntico para a proteção trifásica de sobrecorrente e os primeiros estágios da proteção
de sobrecorrente de falha à terra, para EF1 e EF2.
A operação CLP ocorre quando o disjuntor permanece aberto por um tempo superior a tFrio e é fechado
subsequentemente. A operação CLP é aplicada após o intervalo tFrio e permanece por um intervalo de tempo
configurado, de tCLP, após o fechamento do disjuntor. O estado do disjuntor é fornecido ou pelos contatos
auxiliares do disjuntor ou por um dispositivo externo, via entradas lógicas. Enquanto a operação CLP está em
andamento, as configurações CLP são ativadas, após o término do atraso de tempo tCLP, os valores de
sobrecorrente normais são aplicados e as configurações CLP são desativadas.
Se desejado, em vez de se usarem limiares de corrente diferentes para o tempo de carga fria, também é possível
bloquear totalmente a operação de sobrecorrente durante este intervalo, para qualquer um dos estágios de
sobrecorrente.
A operação dependente de tensão também pode afetar as configurações de sobrecorrente. Se surgir uma
condição dependente de tensão, isto terá prioridade sobre a função CLP. Se a condição CLP predominar e a
função dependente de tensão reiniciar, o dispositivo irá operar usando as configurações CLP. Os elementos com
atraso de tempo são reiniciados em zero, caso sejam desativados durante as transições entre as configurações
normais e as configurações CLP.

P14D-TM-PT-7 137
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

9.2 LÓGICA DE CLP


Inicio CargaFrio
1 tFrio
Disj.Aberto 3F & S
Q Operaç.CargaFrio
Temp .Atr.tFrio R

1 tCLP
Disj.Fechado 3F &

Temp .Atr.tCLP

PART. CARGA FRIO


1
Ativo

Current threshold setting Applied Current


in CLP column Threshold

Timer settings in CLP


Applied Timer Settings
column

V00635

Figura 56: Lógica de Arranque com Carga Fria


O sinal de Operação do CLP indica que a lógica de CLP está em operação. Isto acontece quando CLP está activado
E CLP é iniciado seja externamente ou por uma condição de Disj. Aberto após o período de tFrio se ter esgotado. O
indicador de Operação do CLP vai para nível baixo quando CLP está desactivado ou quando o disparo esterno de
CLP é removido ou quando houver uma condição de Disj. fechado.
tFrio e tCLP são iniciados através dos sinais Disj. aberto e Disj. fechado gerados dentro do dispositivo. Estes sinais
são gerados conectando contatos auxiliares do disjuntor ou dispositivo de partida para entradas digitais do IED.
Se não houver contatos duplos de Disj. disponíveis (um para Aberto (52a) e um para Fechado (52b)) pode-se
configurar o dispositivo para ser acionado por um único contato (52a ou 52b). O dispositivo irá simplesmente
inverter um sinal para criar o outro. Esta opção está disponível usando a célula de Estado Ent.Disj. na coluna de
COMANDO DISJ. O parâmetro pode ser definido como Nenhuma, 52a, 52b ou 52a e 52b.

9.3 NOTAS DE APLICAÇÃO

9.3.1 CLP PARA CARGAS RESISTIVAS


Um exemplo típico de onde a lógica de CLP pode ser usada é para cargas resistivas de aquecimento tais como
para sistemas de ar condicionado. Cargas resistivas oferecem tipicamente menor resistência quando frias do que
quando quentes, portanto, a corrente de arranque será maior.
Para definir o CLP, é preciso selecionar Activa na opção I> estado para activar os parâmetros temporários de
corrente e tempo. Estes parâmetros devem ser escolhidos de acordo com o perfil esperado da carga. Onde não
for necessário alterar o parâmetro de um estágio particular, os parâmetros de CLP devem ser definidos no mesmo
nível que os parâmetros normais de sobrecorrente.
Pode não ser necessário alterar os parâmetros de proteção de seguida a uma curta interrupção do fornecimento.
Neste caso pode ser usado um parâmetro de temporizador de tFrio adequado.

9.3.2 CLP PARA ALIMENTADORES DE MOTORES


Em geral, alimentadores que alimentam cargas de motores são protegidos por um dispositivo dedicado de
proteção de motores. Entretanto, se alógica de CLP estiver disponível num dispositivo alimentador, isto pode ser
usado para modificar os parâmetros de sobrecorrente durante o arranque.

138 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Dependendo da amplitude e duração da corrente de arranque do motor, pode ser suficiente simplesmente
bloquear a operação dos elementos instantâneos. Se a duração do arranque for muito longa, os parâmetros
atrasados de proteção também podem precisar ser elevados. Pode ser adotada uma combinação de bloqueio e
elevação dos parâmetros de sobrecorrente. Os parâmetros de sobrecorrente em CLP neste caso devem ser
escolhidos considerando a característica de arranque do motor.
Isto pode ser útil quando a proteção instantânea de defeito à terra precisar ser aplicada ao motor. Durante
condições de arranque do motor, é provável que ocorra a operação incorreta do elemento de defeito à terra
devido à saturação assimétrica do TI. Isto deve-se ao alto nível de corrente de arranque causando saturação de
um ou mais dos TIs de linha que alimentam a proteção de sobrecorrente/defeito à terra. O desequilíbrio transiente
resultante nos valores de corrente da linha do secundário é então detectado pelo elemento de defeito à terra
residualmente conectado. Por este motivo, é normal aplicar-se um atraso nominal ao elemento ou usar a
resistência de estabilização em série.
A lógica de CLP pode ser usada para permitir que sejam aplicados tempos de operação ou parâmetros de
corrente reduzidos ao elemento de defeito à terra sob condições normais de funcionamento. Estes parâmetros
poderiam então ser elevados antes do arranque do motor, por meio da lógica.

9.3.3 CLP PARA CONDIÇÕES DE FECHO SOB DEFEITO


Em algumas aplicações de alimentadores, pode ser necessário disparo rápido se um defeito já estiver presente no
alimentador quando é energizado. Tais defeitos podem ser devidos a uma condição de defeito que não foi
removido do alimentador, ou devido a garras de terra deixadas após manutenção. Em ambos os casos, é
desejável solucionar a condição de defeito rapidamente, do que aguardar o atraso imposto pela proteção de
sobrecorrente IDMT.
A lógica de CLP pode cuidar desta situação. Os estágios selecionados de sobrecorrente/defeito à terra poderiam
ser definidos para operação instantânea por um período definido de seguida ao fecho do disjuntor (tipicamente
200 ms). Assim, seria obtida a solução instantânea da defeito para uma condição de fecho sob defeito (SOTF).

P14D-TM-PT-7 139
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

10 LÓGICA DE SOBRECORRENTE SELETIVA


Com Lógica de Sobrecorrente Seletiva pode-se usar contatos de Arranque para controlar os atrasos de IEDs
anteriores, como uma alternativa a simplesmente bloqueá-los. Isto fornece uma abordagem alternativa para se
obter tipos de esquemas de sobrecorrente não encadeados, o que pode ser mais familiar para algumas
concessionárias que esquemas de sobrecorrente bloqueados.

10.1 IMPLEMENTAÇÃO DE LÓGICA SELETIVA


A Lógica de Sobrecorrente Seletiva é implementada na coluna LÓGICA SELECTIVA do grupo de parâmetros
relevante.
A função de Lógica Seletiva funciona aumentando temporariamente os parâmetros de atraso dos elementos de
sobrecorrente escolhidos. Esta lógica é iniciada energizando a entrada digital relevante no IED anterior.
Esta função atua sob as seguintes funções de proteção:
● Sobrecorrente de fase Não Direcional/Direcional (3º, 4º e 6º estágios)
● Defeito à terra –1 Não Direcional/Direcional (3º, 4º e 6º estágios)
● Defeito à terra –2 Não Direcional/Direcional (3º, 4º e 6º estágios)
● Defeito à terra sensitiva Não Direcional/Direcional (3º, 4º e 6º estágios)

10.2 DIAGRAMA LÓGICO DE SOBRECORRENTE SELETIVA

SELECTIVE LOGIC
Applied Timer Settings
timer settings

LOGICA SELETIVA
Ativo
&
I>3 Temp Bloq .

I>3 Partida - A

Prot.Princ.Bloq. Nota: a lógica seletora se aplica apenas aos estágios TD .


& Este diagrama mostra apenas o estágio 3 .
I> Bloqueio
RELIG. Bloq. I>3
V00647

Figura 57: Lógica de Sobrecorrente Seletiva


O diagrama lógico a seguir é para sobrecorrente da fase A, mas é válido para todas as três fases para cada um
dos estágios 3, 4 e 6. O princípio de operação também é idêntico para EF1, EF2 e SEF.
Quando a função de lógica seletiva é activa a ação da entrada de bloqueio é a seguinte:

Bloqueio não aplicado


No caso de uma condição de defeito que force continuamente a saída de arranque, a função irá forçar um sinal
de disparo após o atraso normal ter se esgotado.

Bloqueio de entrada lógica aplicado


No caso de uma condição de defeito que force continuamente a saída de arranque, a função irá forçar um sinal
de disparo após o atraso da lógica seletiva ter se esgotado.

140 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Bloqueio de entrada de religação automática aplicado


No caso de uma condição de defeito que force continuamente a saída de arranque, quando um bloqueio de
religação automática é aplicado a função não irá disparar. O bloqueio de religação automática também sobrepõe
o bloqueio de entrada lógica e irá bloquear o temporizador de lógica seletiva.
Note que a função de Religação Automática gera dois sinais que bloqueiam a proteção, nominalmente;
Prot.Princ.Bloq. e Prot.SEF Bloq..
Prot.Princ.Bloq. é comum para Sobrecorrente de Fase, Defeito à Terra 1 e Defeito à Terra 2, ao passo que
Prot.SEF Bloq. é usado para proteção SEF.

P14D-TM-PT-7 141
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

11 SELEÇÃO DO PARÂMETRO DO TEMPORIZADOR


As configurações usadas do temporizador dependem de haver uma condição de Sobrecorrente Seletiva ou uma
condição de Arranque com Carga Fria. A função de Sobrecorrente seleciona a configuração de acordo com o
seguinte diagrama de fluxo:

Arranque

Use os parâmetros do
Existe uma condição de Sim temporizador calculados pela
Sobrecorrente Seletiva? função Lógica de
Sobrecorrente Seletiva

Não

Sim Use os parâmetros do


Existe uma condição de temporizador definidos na
Arranque com Carga coluna ARR.CARGA FRIO
Fria?
Não

Use os parâmetos do
temporizador definidos na
coluna SOBRECORRENTE

Fim
V00652

Figura 58: Selecionando a configuração do temporizador

142 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

12 PROTEÇÃO DE SOBRECARGA TÉRMICA


O calor gerado em um item da instalação, tal como um cabo ou um transformador, é a perda resistiva (I2Rt). A
característica térmica no tempo é, portanto, baseada no quadrado da corrente integrado ao longo do tempo. O
dispositivo automaticamente usa a maior corrente de fase como entrada para o modelo térmico.
O equipamento foi projetado para operar continuamente a uma temperatura correspondente à sua carga
nominal total, onde o calor gerado esta equilibrado com o calor dissipado. As condições de sobretemperatura
ocorrem quando se permite que correntes superiores à sua capacidade máxima circulem por um período de
tempo. É sabido que mudanças de temperatura durante o aquecimento seguem constantes de tempo
exponenciais.
O dispositivo fornece duas características que podem ser selecionadas de acordo com a aplicação; característica
de constante de tempo simples e característica de constante de tempo dupla.

12.1 CARACTERÍSTICA DE CONSTANTE DE TEMPO ÚNICA


Esta característica é usada para proteger cabos, transformadores do tipo seco e bancos de capacitores.
A característica térmica constante única é dada pela equação:

 I 2 − ( KI FLC )2 
t = −τ log  
 I 2 − I p2 
e  
onde:
● t = tempo para desarme, seguindo a aplicação da corrente de sobrecarga I
● t = constante de tempo de resfriamento e aquecimento da planta protegida
● I = maior corrente de fase
● IFLC Corrente de carga plena nominal (a configuração de desarme térmico)
● Ip = Pré-carga estacionária antes da aplicação da sobrecarga
● K = uma constante, configurável entre 1 e 1,5, com o valor padrão de 1,05 (fator k)

12.2 CARACTERÍSTICA DE CONSTANTE DE TEMPO DUPLA


Esta característica é usada para proteger transformadores imersos em óleo com arrefecimento aéreo natural
(p.ex. tipo ONAN). O modo térmico é semelhante ao da constante simples, exceto que precisam ser definidas duas
constantes de temporizador.
Para uma sobrecarga marginal, o calor fluirá dos enrolamentos para o volume do óleo isolante. Portanto, em
baixa corrente, a curva de réplica é dominada pela constante de tempo longa para o óleo. Isto fornece proteção
contra uma elevação geral na temperatura do óleo.
Para sobrecargas severas, o calor acumula-se nos enrolamentos do transformador com pouca oportunidade de
dissipação no óleo de isolamento adjacente. Portanto, em elevados níveis de corrente, a curva de réplica é
dominada pela constante de tempo curta para os enrolamentos. Isto proporciona proteção contra o
desenvolvimento de pontos quentes dentro dos enrolamentos do transformador.
No geral, a característica de constante de tempo dupla serve para proteger contra o envelhecimento do
isolamento do enrolamento e para minimizar a produção de gás por óleo superaquecido. Note, no entanto, que o
modelo térmico não compensa os efeitos da mudança na temperatura ambiente.
A característica térmica de constante de tempo dupla é dada pela equação:

P14D-TM-PT-7 143
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

( − t / τ1 ) ( −t / τ 2 )
 I 2 − ( KI FLC )2 
0.4e + 0.6e = 
 I − I p
2 2


onde:
● t1 = constante de tempo de aquecimento e arrefecimento dos enrolamentos do transformador
● t2 = constante de tempo de aquecimento e arrefecimento dos enrolamentos do transformador

12.3 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE SOBRECARGA TÉRMICA


O dispositivo incorpora uma característica térmica baseada em corrente, usando a corrente de carga RMS para
modelar o aquecimento e arrefecimento da instalação protegida. O elemento pode ser definido com os estágios
de alarme e disparo.
A Proteção de Sobrecarga Térmica é implementada na coluna SOBRECARGA TÉRM. do grupo de parâmetros
relevante.
Esta coluna contém os parâmetros para o tipo de característica, os limiares de alarme e disparo e as constantes
de tempo.

12.4 LÓGICA DE PROTEÇÃO DE SOBRECARGA TÉRMICA

IA
IB Max RMS
Thermal State
IC

Disparo Térmico
Disparo Térmico
Característica Limiar de
Desactivado Thermal desarme térmico
Simples Calculation
Dobro

Const.tempo 1

Const.tempo 2

Reset Térmico
Alarme Térmico
Alarme Térmico

V00630

Figura 59: Diagrama lógico da proteção de sobrecarga térmica


As amplitudes das correntes de entrada das três fases são comparadas e a amplitude maior é tomada como
entrada para a função de sobrecarga térmica. Se essa corrente exceder o limiar de disparo térmico emite-se uma
condição de arranque.
O sinal de Arranque é aplicado ao módulo de característica térmica escolhida, o qual tem três sinais de saída;
alarme, disparo e medida de estado térmico. As medições de estado térmico são disponibilizadas na coluna
MEDIDAS 3.
O estado térmico pode sofrer reset seja por uma entrada digital (se associada a esta função usando o esquema
lógico programável) ou o menu do painel da IHM. Esse comando de reset também é encontrado na coluna
MEDIDAS 3.

144 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

12.5 NOTAS DE APLICAÇÃO

12.5.1 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO PARA CARACTERÍSTICA DE CONSTANTE DE TEMPO


DUPLA
A maneira mais simples de resolver a equação de constante de tempo térmica dupla é expressar a corrente em
termos de tempo e usar uma folha de cálculo para calcular a corrente para uma série de tempos de operação
crescentes usando a seguinte equação e então traçar um gráfico.

0.4 I p 2 .e( − t /τ 1) + 0.6 I p 2 .e( − t /τ 2) − k 2 .I FLC 2


I=
0.4e( − t /
τ 1)
+ 0.6e( − t /τ 2) − 1

100000

Constante de tempo 1 = 5 min.


10000
Constante de tempo 2 = 120 min.
Tempo de operação (segundos)

Corrente de pré-sobrecarga = 0,9 pu


Valor térmico = 1 A
1000

100

10

1
1 10
Corrente como múltiplo do valor térmico

V00629

Figura 60: Característica de constante de tempo térmica dupla


O parâmetro de corrente é calculado como:
Disparo Térmico = Carga contínua permissível do item do transformador/relação do TI.
Para um transformador de óleo de classe 400 a 1600 kVA, as constantes de tempo aproximadas são:
● t1 = 5 minutos
● t2 = 120 minutos
Pode ser gerado um alarme ao atingir o estado térmico correspondente a uma percentagem do limiar de disparo.
Um parâmetro típico poderia ser "Alarme Térmico" = 70% da capacidade térmica.

P14D-TM-PT-7 145
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Nota:
As constantes de tempo térmicas dadas nas tabelas acima são apenas típicas. Deve-se sempre consultar o fabricante da
instalação para se obter informações precisas.

12.5.2 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO PARA CARACTERÍSTICA DE CONSTANTE DE TEMPO


SIMPLES
O tempo para o disparo varia dependendo da corrente de carga circulante antes da aplicação da sobrecarga, ou
seja, se a sobrecarga foi aplicada a quente ou a frio.
A constante de tempo térmica pode ser reescrita como:

θ − θ p 
e( − t / τ ) =  
e 
θ −1 

onde:
● θ = estado térmico = I2/K2IFLC2
● θp = estado térmico pré-defeito = Ip2/K2IFLC2

Nota: uma corrente de 105% Is (KIFLC) tem que ser aplicada por várias constantes de tempo para provocar uma
medição de estado térmico de 100%
O parâmetro de corrente é calculado como:
Disparo Térmico = Carga contínua permissível do item da instalação/relação do TI.
As tabelas a seguir mostram a constante de tempo aproximada em minutos para diferentes tensões nominais de
cabo com várias áreas de seção transversal de condutor, e para outros equipamentos da instalação.

Área (mm2) 6 - 11 kV 22 kV 33 kV 66 kV
25 – 50 10 minutos 15 minutos 40 minutos –
70 – 120 15 minutos 25 minutos 40 minutos 60 minutos
150 25 minutos 40 minutos 40 minutos 60 minutos
185 25 minutos 40 minutos 60 minutos 60 minutos
240 40 minutos 40 minutos 60 minutos 60 minutos
300 40 minutos 60 minutos 60 minutos 90 minutos

Tipo de instalação Constante de Tempo (Minutos)


Transformador tipo seco <400 kVA 40
Transformadores tipo seco de 400 –800 kVA 60 - 90
Reatores com Núcleo de Ar 40
Bancos de Condensadores 10

Linhas aéreas com seção transversal > 100 mm2 10


Linhas Aéreas 10
Barramentos 60

146 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

13 PROTEÇÃO DE CONDUTOR QUEBRADO


Um tipo de defeito desbalanceado é o defeito em 'Série' ou em 'Circuito Aberto'. Este tipo de defeito pode surgir de
condutores quebrados, entre outras coisas. Os defeitos em série não provocam um aumento da corrente de fase e
por isso não podem ser detectadas por IEDs de sobrecorrente. Entretanto, produzem um desequilíbrio que resulta
em corrente de sequência negativa de fase, o qual pode ser detectado.
É possível aplicar um elemento de sobrecorrenete de sequência negativa de fase para detectar condutores
quebrados. Entretanto, numa linha levemente carregada, a corrente de sequência negativa resultante de uma
condição de defeito em série pode estar muito próxima, ou ser menor que, o desequilíbrio de regime em plena
carga decorrente de erros de TI e desbalanceamentos de carga, tornando muito difícil a distinção. Um elemento
normal de sequência negativa não funcionaria, portanto, em baixos níveis de carga. Para superar isto, o
dispositivo incorpora um elemento especial de proteção de Condutor Quebrado.
O elemento de Condutor Quebrado mede a relação das correntes de sequência negativa para positiva de fase (I2/
I1). Esta relação é aproximadamente constante com variações na corrente de carga, tornando-o assim mais
sensível a defeitos em série que a proteção padrão de sequência negativa.

13.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE CONDUTOR QUEBRADO


A proteção de Condutor Quebrado é implementada na coluna CONDUTOR ROMPIDO do grupo de parâmetros
relevante.
Esta coluna contém os parâmetros para activar a função, para o limiar de detecção e o atraso.

13.2 LÓGICA DA PROTEÇÃO DE CONDUTOR QUEBRADO


A relação de I2/I1 é calculada e comparada com o limiar. Se o limiar for excedido, o temporizador de atraso é
iniciado. O sinal de bloqueio do CTS é usado para bloquear a operação do temporizador de atraso.

PartCond.Rompido
I2/I1

I2/I1 Ajuste & Disp. Cond.Rompid

I2

Corrente baixa

TCS Bloqueio

V00609

Figura 61: Lógica de condutor quebrado

13.3 NOTAS DE APLICAÇÃO

13.3.1 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO


Para um condutor quebrado que afete um sistema de potência aterrado num único ponto haverá uma pequena
corrente de sequência zero e a relação de I2/I1 que circulam no circuito protegido chegará perto de 100%. No
caso de um sistema de potência com aterramento múltiplo (assumindo impedâncias iguais em cada rede de
sequência), a relação I2/I1 será de 50%.

P14D-TM-PT-7 147
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Na prática, os níveis de corrente permanente de sequência negativa de fase presentes no sistema é que
governam este parâmetro mínimo. Isto pode ser determinado por um estudo do sistema ou fazendo uso das
facilidades de medição na etapa de comissionamento. Se o último método for adotado, é importante fazer as
medidas durante condições de carga máxima do sistema, para assegurar que todas as cargas monofásicas
sejam consideradas.

Nota:
Para uma operação bem sucedida é necessário um valor mínimo de 8% de corrente de sequência negativa de fase.

Uma vez que tenham sido empregados parâmetros sensíveis, pode-se esperar que o elemento irá operar para
qualquer condição desbalanceada que ocorra no sistema (por exemplo, durante um ciclo de religação automática
monofásica). Por este motivo, é necessário um atraso longo para garantir a coordenação com outros dispositivos
de proteção. Um parâmetro de atraso de 60 segundos pode ser típico.
O exemplo a seguir foi gravado por um IED durante o comissionamento:
Iplena carga = 500 A
I2 = 50 A
portanto a relação quiescente I2/I1 = 0,1
Para acomodar tolerâncias e variações de carga um parâmetro de 20% deste valor pode ser típico: Portanto
defina:
I2/I1 = 0,2
Numa aplicação de circuito duplo (linha paralela), usar um parâmetro de 40% irá garantir que a proteção de
condutor quebrado operará apenas para o circuito que foi afetado. Um parâmetro de 0,4 resulta em não
detecção para o circuito saudável paralelo.
Defina o Atraso de I2/I1 = 60 s para dar tempo adequado para a solução de defeito de curto circuito por
proteções com tempo de atraso.

148 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

14 PROTEÇÃO DE BLOQUEIO DE SOBRECORRENTE


Com esquemas de Bloqueio de Sobrecorrente, conecta-se os contatos de arranque de IEDs posteriores às
entradas de bloqueio de temporizador de IEDs anteriores. Isto permite o uso de parâmetros idênticos de corrente
e tempo em cada um dos IEDs do esquema, porque o dispositivo mais próximo à falha não recebe um sinal de
bloqueio e assim dispara discriminativamente. Esse tipo de esquema reduz o número de estágios de graduação
necessários e consequentemente os tempos de solução de defeitos.
O princípio de proteção de Bloqueio de Sobrecorrente pode ser ampliado configurando elementos de
sobrecorrente de atuação rápida nos alimentadores de entrada de uma subestação, os quais são então
configurados para serem bloqueados por contatos de arranque dos dispositivos que protegem os alimentadores
de saída. Os elementos de atuação rápida podem então disparar por uma condição de defeito no barramento,
mas são estáveis para defeitos no alimentador externo devido ao sinal de bloqueio.
Esse tipo de esquema fornece tempos de solução de defeitos muito reduzidos para defeitos de barramento do
que seria o caso com proteção convencional de sobrecorrente escalonada no tempo. A disponibilidade de
múltiplos estágios de sobrecorrente e defeito à terra nos IEDs da GE Energy Connections permite proteção
adicional de sobrecorrente escalonada no tempo para fins de reserva.

14.1 IMPLEMENTAÇÃO DE BLOQUEIO DE SOBRECORRENTE


Os esquemas de Bloqueio de Sobrecorrente são implementados usando o PSL. As saídas de arranque, disponíveis
de cada estágio dos elementos de sobrecorrente e defeito à terra (incluindo o elemento de defeito à terra
sensitiva) podem ser mapeadas para contatos de saída de relés. Estas saídas podem então ser conectadas às
entradas de bloqueio do temporizador relevante dos IEDs anteriores através de entradas digitais.

14.2 LÓGICA DE BLOQUEIO DE SOBRECORRENTE


Para facilitar a implementação de esquemas de bloqueio de sobrecorrente, o dispositivo fornece a lógica seguinte
para fornecer um sinal de Arranque de Bloqueio de Sobrecorrente I>Partida Bloq.:

Alarm. Falha Disj


&
Remover Par.I>
Ativo 1 I>Partida Bloq.

Desativado
&
I>1 Partida

I>2 Partida

I>3 Partida
1
I>4 Partida

I>5 Partida

I>6 Partida

V00648

Figura 62: Lógica de bloqueio de sobrecorrente


O sinal I>Partida Bloq. é derivado do OR lógico das saídas de arranque de sobrecorrente de fase. Esta saída é
então combinada com o sinal DDB Alarm. Falha Disj. e o parâmetro Remover Par.I> .

14.3 LÓGICA DE DEFEITO À TERRA BLOQUEADA


Para facilitar a implementação de esquemas de bloqueio de sobrecorrente, o dispositivo fornece a lógica seguinte
para fornecer um sinal de Defeito à Terra Bloqueada IN/SEF>PartBloq.:

P14D-TM-PT-7 149
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

Alarm. Falha Disj


&
Remover Par.IN>
Ativo 1 IN/ SEF>PartBloq.

Desativado
&
IN1>1 Partida

IN1>2 Partida

IN1>3 Partida

IN1>4 Partida

IN2>1 Partida

IN2>2 Partida
1
IN2>3 Partida

IN2>4 Partida

ISEF>1 Partida

ISEF>2 Partida

ISEF>3 Partida

ISEF>4 Partida

V00649

Figura 63: Lógica de Defeito à Terra Bloqueada


O sinal IN/SEF>PartBloq. é derivado do OR lógico das saídas de arranque de sobrecorrente de fase. Esta saída é
então combinada com o sinal DDB Alarm. Falha Disj. e o parâmetro Remover Par.IN>.

14.4 NOTAS DE APLICAÇÃO

14.4.1 ESQUEMA DE BLOQUEIO DO BARRAMENTO


De entrada

Elemento mais alto do bloco


IED
Desarme retroativo de falha do disjuntor

IED IED IED IED

Contato de
Desarme
partida
retroativo
de O/P de falha do
disjuntor

Alimentador 1 Alimentador 2 Alimentador 3 Alimentador 4

E00636

Figura 64: Esquema simples de bloqueio de barramento

150 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

10.0

1.0
Tempo Elemento IDMT de entrada
(segundos) Margem IDMT
Elemento IDMT do alimentador
0.1
Elemento de valor alto da entrada
0.08
Contato de partida do Tempo até ao bloqueio
alimentador
0.01
1.0 10.0 100.0

Corrente (kA)

E00637

Figura 65: Características do esquema simples de bloqueio de barramento

P14D-TM-PT-7 151
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

15 BLOQUEIO POR SEGUNDA HARMÓNICA


Quando um transformador é conectado inicialmente a uma fonte de tensão CA, pode haver um surto substancial
de corrente através do enrolamento do primário chamado de corrente de irrupção. Isto é semelhante à corrente
de irrupção apresentada por um motor elétrico que é ligado pela conexão repentina a uma fonte de potência,
embora a corrente de irrupção de um transformador seja causada por um fenômeno diferente.
Num transformador ideal, a corrente de magnetização sobe para aproximadamente o dobro do seu valor de pico
normal, gerando a FMM necessária para criar este fluxo acima do normal. Entretanto, a maioria dos
transformadores não são projetados com margem suficiente entre picos de fluxo normais e os limites de
saturação para evitar saturação numa condição como esta, e assim o núcleo quase que certamente irá saturar
durante este primeiro semiciclo da tensão. Durante a saturação, são necessárias quantias desproporcionais de
FMM para gerar o fluxo magnético. Isto significa que a corrente do enrolamento, que cria a FMM para impor o
fluxo no núcleo, poderia subir até um valor maior que seu valor de pico em regime estacionário. Além disso, se
acontecer o transformador ter alguma magnetização residual no seu núcleo no momento da conexão da fonte, o
problema pode ser exacerbado ainda mais.
Pode-se ver que a corrente de irrupção é um fenômeno de ocorrência normal e não deve ser considerado um
defeito, porque não se deseja que o dispositivo de proteção emita um comando de disparo sempre que um
transformador ou máquina seja ligado. Isto cria um problema para o dispositivo de proteção, porque deveria
sempre disparar por um defeito interna. O problema é que defeitos internos típicos de transformadores podem
produzir sobrecorrentes que não são necessariamente maiores que a corrente de irrupção. Além disso, as defeitos
tendem a manifestar-se durante a energização, devido a altas correntes de irrupção. Por esse motivo, é preciso
encontrar um mecanismo que possa distinguir entre corrente de defeito e corrente de irrupção. Por sorte, isso é
possível devido à natureza diferente das correntes respectivas. A forma de onda de uma corrente de irrupção é
rica em harmónicas, enquanto que uma corrente de defeito interno consiste apenas da fundamental. Pode-se
assim desenvolver um método restritivo baseado no teor de harmónicas da corrente de irrupção. O mecanismo
pelo qual isso é obtido é chamado de bloqueio de segunda harmónica.

15.1 IMPLEMENTAÇÃO DO BLOQUEIO DE SEGUNDA HARMÓNICA


O bloqueio de segunda harmónica pode ser aplicado aos seguintes tipos de proteção de sobrecorrente:
● Proteção de Sobrecorrente de Fase (POC)
● Proteção de Defeito à Terra (calculada e medida) (EF1 e EF2)
● Proteção de Defeito à Terra Sensitiva (SEF)
● Proteção de Sequência Negativa de Sobrecorrente de Fase (NPSOC)

O bloqueio de segunda harmónica é implementado na coluna GRUPO (n) CONFIG SISTEMA, onde (n) é o número do
grupo de parâmetros.
O bloqueio de segunda harmónica é aplicável a todos os estágios de cada um dos elementos. Para POC, o
bloqueio de 2ª harmónica pode ser aplicado a cada fase individualmente (segregado por fase), ou a todas as três
fases de uma vez (bloqueio cruzado).
A função opera identificando e medindo as correntes de irrupção presentes na energização. Isto é efectuado
comparando o valor dos componentes de segunda harmónica da corrente com o valor da componente
fundamental. Se esta relação exceder os limiares definidos, o sinal de bloqueio é gerado. O limiar é definido pelo
parâmetro 2Harm.Ajuste.
Deseja-se apenas que a função bloqueie a proteção se a componente fundamental da corrente estiver no alcance
normal. Se exceder o alcance normal, isto indica um defeito do qual se deve proteger. Por este motivo existe outro
acionamento configurável I>2Har.Inib.Blq., que quando excedido interrompe a função de bloqueio de 2ª
harmónica.
Cada elemento de proteção de sobrecorrente possui um parâmetro I>Bloqueio com o qual se define o tipo de
bloqueio. É com este parâmetro que o bloqueio de fase segregada ou trifásico é escolhido.
O tipo de dado G14 é usado para o parâmetro I>Bloqueio:

152 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Número do Bit Função I> Bloqueio


Bit 0 VTS Bloq. I>1
Bit 1 VTS Bloq. I>2
Bit 2 VTS Bloq. I>3
Bit 3 VTS Bloq. I>4
Bit 4 VTS Bloq. I>5
Bit 5 VTS Bloq. I>6
Bit 6 RELIG. Bloq. I>3
Bit 7 RELIG. Bloq. I>4
Bit 8 RELIG. Bloq. I>6
Bit 9 2H Bloqueio I>1
Bit 10 2H Bloqueio I>2
Bit 11 2H Bloqueio I>3
Bit 12 2H Bloqueio I>4
Bit 13 2H Bloqueio I>5
Bit 14 2H Bloqueio I>6
Bit 15 2H 1f BLOQUEIO

P14D-TM-PT-7 153
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

15.2 LÓGICA DE BLOQUEIO DE SEGUNDA HARMÓNICA

&
IA fundamental
& I 2 Harm.Partida
I>2Har.Inib.Blq.
1
&

& IA 2Harm.Partida

Corrente baixa (código fixo)


IB 2Harm.Partida

IA 2 nd harm / IA fund
IA 2ndHarm IC 2Harm.Partida

2Harm.Ajuste

IA fundamental

I>2Har.Inib.Blq.
&

&
Corrente baixa (código fixo)

IB 2 nd harm / IB fund
IB 2 ndHarm

2Harm.Ajuste

IC 2ndHarm

I>2Har.Inib.Blq.
&
&
Corrente baixa (código fixo)

IC 2 nd harm / IC fund
IC 2ndHarm

2Harm.Ajuste

V00626

Figura 66: Lógica de Bloqueio da 2ª Harmónica

15.3 NOTAS DE APLICAÇÃO

15.3.1 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO


Durante o período de energização, a componente de segunda harmónica da corrente de partida pode ser de até
70%. O nível da segunda harmónica pode ser diferente para cada fase, por isso está disponível o bloqueio
segregado por fase.
Se o parâmetro for muito baixo, o bloqueio de 2ª harmónica pode impedir o disparo durante alguns defeitos
internos do transformador. Se o parâmetro for muito alto, o bloqueio pode não operar para baixos níveis de
corrente de partida, o que poderia resultar em disparo indesejado do elemento de sobrecorrente durante o
período de energização. Em geral, um parâmetro de 15% a 20% está adequado.

154 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

16 BLINDAGEM DE CARGA
Blindagem de carga é um mecanismo, pelo qual os IEDs são impedidos de disparar sob condições de carga
elevada, mas saudáveis. No passado este mecanismo era usado principalmente para sistemas de transmissão e
era raramente necessário em níveis de tensão de distribuição. Nos últimos anos, no entanto, as redes de
distribuição tornaram-se sujeitas a períodos prolongados de cargas elevadas. Isto deve-se a uma série de
motivos, um dos quais é o aumento da geração distribuída. Por este motivo, tornou-se muito desejável equipar
IEDs de sobrecorrente, normalmente destinados a redes de distribuição, com a função de blindagem de carga.
As blindagens de carga funcionam medindo não apenas os níveis de corrente do sistema, mas também os de
tensão e tomando decisões de disparo com base na análise de ambas as medições. Isto é conhecido como
Medição de impedância.
Quando a corrente medida é maior que o normal, isto pode ser causado por duas coisas, um defeito ou uma
carga elevada. Se a causa for um defeito, o nível de tensão do sistema irá reduzir significativamente. No entanto,
se a causa for uma carga elevada, mas saudável, a tensão não vai cair significativamente. Portanto, medindo as
tensões e correntes do sistema o IED pode tomar uma decisão de não disparar sob condições de cargas elevadas.
O princípio da blindagem de carga é configurar um envelope de blindagem, que envolve os limites esperados de
carga no pior caso, e bloquear o disparo para qualquer impedância medida dentro desta região de blindagem.
Apenas impedâncias de defeito fora da área de carga têm permissão para provocar um disparo. È possível definir
o parâmetro de impedância e de ângulo independentemente para as regiões directa e inversa no plano Z.

Operação

Cego

Raio

Carga
Cego

Cego

Cego

Operação

V00645

Figura 67: Blindagem de carga e ângulo

16.1 IMPLEMENTAÇÃO DE BLINDAGEM DE CARGA


A função de blindagem de carga é implementada na coluna SOBRECORRENTE do grupo de parâmetros relevante,
no subtítulo BLINDAGEM CARGA.
Os parâmetros permitem definir os limites de impedância e ângulo para as direções directa e inversa, os limiares
de subtensão e de corrente de sequência negativa para bloquear a função, e o modo de operação.
Existem dois modos de operação, fase simples e três fases.

P14D-TM-PT-7 155
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

O modo de fase simples usa a impedância normal (Z) de cada fase. Quando o modo de fase simples é selecionado,
o bloqueio de sobrecorrente de fase é segregado por fase e fica dependente dos parâmetros individuais de
sobrecorrente por fase. No modo de fase simples, apenas o limiar de subtensão (Blind. V<Bloq.) pode bloquear a
função.
O modo de três fases usa a impedância de sequência positiva (Z1). O modo de três fases usa o limiar de
sobrecorrente de sequência negativa (Blind. I2>Bloq.) e o limiar de subtensão (Blind. V<Bloq.) para bloquear a
função.

16.2 LÓGICA DE BLINDAGEM DE CARGA

Z1 Angle
Aceitação
& Ciclos de
Frente Z Angulo
& Blind.Z1 Frente
Queda
Ciclos de

X
-1

Z1 Magnitude

Frente Z Imped . 1 Blindaj.Z1 Carga

Modo Blindagem
Frente
1
Ambos

Z1 Angle
Aceitação
& Ciclos de
Reversa Z Angulo -180°
& Blind.Z1 Reversa
Queda
Ciclos de

+180 °

Z1 Magnitude

Reversa Z Imped .

Modo Blindagem
Reversa
1
Ambos

V1

Blind. V<Bloq.
&

I2

Blinder I2<Block
Estado Blindag .
Ativo

Função Blindag .
Trifásico (Z1)

TPS Bloq.Lento

TCS Bloqueio

V00650

Figura 68: Lógica de Blindagem de Carga 3 fases

156 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Para a direção directa, a amplitude da impedância de sequência positiva é comparada com um valor definido, e o
ângulo da impedância de sequência positiva é comparado com dois valores que definem o alcance angular. Se os
critérios forem satisfeitos e o modo de Blindagem estiver na direção Directa ou Ambas, os sinais de blindagem
Blind.Z1 Direct e Blindaj.Z1 Carga são gerados.
Para a direção inversa, a amplitude da impedância de sequência positiva é comparada com um valor definido, e o
ângulo da impedância de sequência positiva é comparado com dois valores que definem o alcance angular. Se os
critérios forem satisfeitos e o modo de Blindagem estiver na direção Inversa ou Ambas, os sinais de blindagem
Blind.Z1 Inversa e Blindaj.Z1 Carga são gerados.

Z1 Angle
Aceitação
& Ciclos de
Frente Z Angulo
& Blind.A Frente
Queda
Ciclos de

X
-1

Z1 Magnitude

Frente Z Imped . 1 Blindaj.A Carga

Modo Blindagem
Frente
1
Ambos

Z1 Angle
Aceitação
& Ciclos de
Reversa Z Angulo -180°
& Blind.A Reversa
Queda
Ciclos de

+180 °

Z Magnitude

Reversa Z Imped .

Modo Blindagem
Reversa
1
Ambos

V1

Blind. V<Bloq.
&

Estado Blindag .
Ativo

Função Blindag .
Monofásico (Z1)

TPS Bloq.Lento

TCS Bloqueio

V00651

Figura 69: Lógica de Blindagem de Carga fase A

P14D-TM-PT-7 157
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

O diagrama mostra a lógica de Blindagem de Carga fase simples para a fase A. O mesmo princípio se aplica às
fases B e C. A lógica de Blindagem de Carga fase simples é muito semelhante à lógica de Blindagem de Carga três
fases. As diferenças principais são:
A função de fase simples não usa impedância de sequência positiva, usa medição de impedância normal.
Também não usa sobrecorrente de sequência negativa para bloquear a função.

158 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

17 PROTEÇÃO DE ADMITÂNCIA DE NEUTRO


A proteção de admitância de neutro funciona calculando a admitância de neutro a partir da corrente e da tensão
de entrada do neutro (IN/VN). A entrada de corrente do neutro é medida com um transformador de corrente de
falha à terra sensitivo ou de falha à terra, e a tensão do neutro é baseada na quantidade derivada internamente,
TN.
São fornecidos três elementos de estágio único:
● Superadmitância YN>: Não direcional, fornecendo saídas de desarme de partida e de atraso de tempo. O
desarme pode ser bloqueado por uma entrada lógica.
● Supercondutância GN>: Não direcional ou direcional, Não direcional, fornecendo saídas de desarme de
partida e de atraso de tempo. O desarme pode ser bloqueado por uma entrada lógica.
● Supersusceptância BN>: Não direcional ou direcional, fornecendo saídas de desarme de partida e de atraso
de tempo. O desarme pode ser bloqueado por uma entrada lógica.
Os elementos de superadmitância YN>, GN> e BN> irão operar desde que a tensão de Permaneça acima do nível
configurado para o tempo de operação configurado para o elemento. São bloqueados pela operação do sinal de
bloqueio VTS rápido, da função de supervisão do TP.
Os elementos de superadmitância fornecem medições de admitância, condutância e susceptância que também
aparecem no registro de falha.
Os elementos de superadmitância são capazes de iniciar o Religador automático por meio das configurações YN>,
GN> e BN> da coluna de menu RELIGADOR AUTO.

17.1 OPERAÇÃO DE ADMITÂNCIA DO NEUTRO


A proteção de admitância é não direcional. Consequentemente, o dispositivo irá operar desde que a magnitude da
admitância ultrapasse o valor configurado em YN> Set e a magnitude da tensão do neutro ultrapasse o valor
configurado no Limiar VN.

Ys

Nota: Operação
Y>Ys
Y = G + jB

Admitância:
Não-direcional

E00709

Figura 70: Proteção de admitância

P14D-TM-PT-7 159
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

17.2 OPERAÇÃO DE CONDUTÂNCIA


A proteção de condutância pode ser definida como direcional, não direcional ou direcional reversa. Portanto, o
dispositivo irá operar desde que a magnitude e os critérios direcionais sejam atendidos com relação a
condutância e a magnitude da tensão do neutro ultrapasse o valor configurado em Limiar VN. O ângulo de
correção produz a rotação da fronteira direcional da condutância por meio do ângulo de correção configurado.

B B B

Operação Operação Operação Operação


G>Gs G<-Gs G<-Gs G>Gs

Gs G -Gs G -Gs
Gs G

Condutância: Condutância: Condutância:


Direcional avante Direcional reversa Não-direcional

E00710

Figura 71: Operação de condutância

Nota:
Na operação direta, o centro da característica ocorre quando IN está em fase com VN.

Nota:
Se o ângulo de correção estiver em +30°, isto gira a fronteira de 90° - 270° a 60° - 240°. Assume-se que a direção do eixo G
indica 0°.

17.3 OPERAÇÃO DE SUSCEPTÂNCIA


A proteção de susceptância pode ser configurada como não direcional, direcional direta ou direcional reversa.
Portando, o relé irá operar desde que a magnitude e os critérios direcionais sejam atendidos para susceptância e
a magnitude da tensão do neutro ultrapasse o valor configurado para o limiar VN. O ângulo de correção provoca
a rotação da fronteira direcional de susceptância por meio do ângulo de correção configurado.

160 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

B B B
Operação Operação
B>Bs B>Bs

Bs Bs

G G G
-Bs -Bs

Operação Operação
B<-Bs B<-Bs

Susceptância: Susceptância: Susceptância:


Direcional avante Direcional reversa Não-direcional

E00711

Figura 72: Operação de susceptância

Nota:
Para operação direta, o centro de característica ocorre quando IN avança 90° em relação a VN.

Nota:
Se o ângulo de correção estiver em +30°, isto gira a fronteira de 0° - 180° a 330° - 150°. Assume-se que a direção do eixo G
indica 0°.

P14D-TM-PT-7 161
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

18 DETECÇÃO DE DEFEITO DE ALTA IMPEDÂNCIA


Um Defeito de Alta Impedância, também conhecida como Condutor Caído, acontece quando um condutor
primário faz contato elétrico indesejado com uma superfície de estrada, caminho, árvore etc., no qual devido à
alta impedância do percurso de defeito, a corrente de defeito fica restrita a um nível abaixo daquele que pode ser
confiavelmente detectado por dispositivos padrão de sobrecorrente. Mesmo em casos em que a corrente
instantânea de defeito possa exceder os limites, a duração deste transiente normalmente é tão pequena que o
IED padrão de sobrecorrente não detectará. É um problema bastante desafiante detectar estes defeitos e requer
um método especial combinando múltiplas técnicas.
Devido à natureza transiente e de alta impedância destes defeitos não é possível derivar os cálculos do defeito
pela computação de curto-circuito. A detecção de HIF repousa, portanto na detecção das assinaturas das formas
de onda da corrente e da tensão de defeito. Estas formas de onda podem ser muito diferentes de defeito para
defeito, mas frequentemente possuem características comuns tipificadas por:
● Conteúdo da terceira harmónica
● O padrão de transientes (mudança intermitente da amplitude)

Pode-se usar estes fenómenos para detectar o defeito.


Pode ser necessário estabelecer a direção do defeito. Para isso, pode-se usar medição da potência instantânea.
De onde se pode ver que existem três componentes necessários para fornecer uma função confiável de detecção
de HIF:
● Análise das componentes harmónicas (CHA)
● Análise Fundamental (FA) (com ou sem análise direcional (DIR)

18.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE DEFEITO DE ALTA IMPEDÂNCIA

18.1.1 ANÁLISE FUNDAMENTAL


A Análise Fundamental (FA) captura a característica intermitente associada a uma corrente de defeito. Geralmente
a corrente do sistema é bastante estável e isto mostra as condições da carga. Calcula-se uma média desta
corrente fazendo continuamente a média das últimas amostras, este valor é armazenado num buffer. Este valor é
continuamente comparado com o valor mais recente da corrente. Se houver um aumento súbito na corrente, o
seu valor excederá significativamente o valor médio. É esse incremento que é usado para iniciar o processo de
avaliação do defeito.
A corrente média da carga acompanha as condições da carga do sistema usando um processo de cálculo de
média. Uma discrepância entre a amplitude real e a amplitude média inicia o processo de avaliação do defeito. Se
o incremento for maior que um limiar de arranque determinado pelo parâmetro FA>Limiar Arr., a FA iniciará a
avaliação do defeito. Um limiar de Rajada Válida (BV), determinada pelo parâmetro FA>Limiar Expl., é usado para
julgar se o incremento indica condução de corrente de defeito. Contando as mudanças dos estados de BV numa
janela de tempo, um evento é emitido e é possível estabelecer se foi detectada um defeito intermitente.
A detecção de FA pode ser acionada por qualquer aumento inesperado da amplitude. Entretanto, apenas aquelas
séries prolongadas de mudanças dentro de uma janela de tempo especificada podem ser avaliadas como
Defeitos de Alta Impedância (HIF). Os critérios de classificação de defeito podem ser determinados usando a
cronologia e a contagem destas rajadas. A tabela seguinte mostra os critérios de classificação.
Estado do Contador Estado do Temporizador Resultado
Mudanças de estado de BV excedem o limite de
Dentro da janela de tempo de uma seção de FA HIF
contagem
As mudanças de estado de BV não excedem o
Dentro da janela de tempo de uma seção de FA Evento Transiente
limite de contagem, mas são mais de duas
Enquanto a amplitude da fundamental permanece acima do
Menos de duas mudanças Evento Permanente
limiar de BV dentro da janela de tempo

162 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

Estado do Contador Estado do Temporizador Resultado


Outros Ruídos

18.1.2 ANÁLISE DAS COMPONENTES HARMÓNICAS


A função de Análise das Componentes Harmónicas (CHA) monitoriza a corrente de SEF medida, compara-a com o
valor da corrente média e usa o incremento do valor amostrado para extrair a componente da 3ª harmónica.
Avaliando as diferenças de fase e amplitude entre a fundamental e a terceira harmónica é possível estabelecer
critérios que podem ajudar a determinar a presença de um Defeito de Alta Impedância.

Nota:
A CHA APENAS é aplicável a sistemas com aterramento direto ou usando resistências de baixas a médias.

Um conjunto de amostras de incrementos é obtido e usado para calcular a característica do defeito. O chamado
Estado Satisfeito (SS) é um valor que atende os critérios de indicar uma não linearidade HIF. A avaliação e
classificação do defeito são baseadas principalmente na medida da duração do Estado Satisfeito. O processo de
avaliação do defeito pode ser acionado internamente ou externamente.
Os critérios que determinam não linearidades características de defeitos de alta impedância consistem do
seguinte:
● A amplitude da fundamental estar acima de um limiar definido (parâmetro CHA>Magnitude)
● A diferença de fase entre a 3ª harmónica e a fundamental está dentro de um alcance em torno de 180°
(parâmetros CHA>Ang (180-x) e CHA>Ang (180+x))
● A relação de amplitudes entre a 3ª harmónica e a fundamental está acima de um alcance definido
(parâmetro CHA>3H% Limiar) e não acima de 90% da fundamental.
● Os requisitos acima permanecerem por um tempo significativo.

A função CHA detecta um defeito temporizando a duração do Estado Satisfeito (SS). Se esta duração for maior que
o tempo do parâmetro de HIF, um evento de HIF é informado. Se o período de tempo for mais curto, mas ainda
maior que um tempo do parâmetro Transiente, um evento de Transiente é informado.
Estado das Harmónicas Estado do Temporizador de SS Resultado
Dura pelo parâmetro de duração de HIF
Estado Satisfeito Persistente HIF estabelecida
(CHA>tDuração)
Dura pelo tempo do parâmetro de transiente
Estado Satisfeito Intermitente Evento Transiente estabelecido
(CHA>tTransitório)
Outros Ruídos

De forma semelhante à Análise Fundamental, um Evento Transiente precisa de confirmação posterior. São
ativados três temporizadores independentes assim que a função CHA inicia.
● Um temporizador de reset é usado para reiniciar todos os procedimentos de CHA.
● Um temporizador de duração de HIF é usado para medir a duração deste Estado Satisfeito para emitir a
HIF.
● Um temporizador de Transiente é usado para detectar qualquer evento transiente.

Se o Estado Satisfeito durar por toda a duração do tempo definido pelo temporizador de HIF, uma HIF é informada
e todos os procedimentos sofrem reset.
Se um Estado Satisfeito durar menos que a duração da HIF, mas ainda for maior que a duração do tempo de
Transiente, um evento de Suspeita de Transiente é informado e o processo de detecção irá avaliar outra seção. Se
qualquer requisito de HIF for satisfeito dentro do tempo de reset, uma HIF é informada e a detecção sofre reset.
Se houver mais de três eventos de Suspeita de Transiente informados dentro do tempo de reset, uma HIF é
informada.

P14D-TM-PT-7 163
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

18.1.3 ANÁLISE DIRECIONAL


O algoritmo descrito de FA não tem capacidade de detecção de direção. Pode ser usado num sistema com
capacitância limitada ou num sistema com ponto de neutro aterrado diretamente. Nesses casos, a corrente de
defeito em linhas saudáveis é limitada. Entretanto, quando um sistema é aterrado por resistência com uma
capacitância distribuída relativamente grande, o transiente gerado pelo defeito pode ser distribuído pelas linhas
saudáveis e em defeito devido à grande capacitância distribuída. Portanto, é necessário um elemento direcional
para ampliar o desempenho da FA.
A direção do transiente é obtida usando a direção da potência instantânea da componente de defeito. A potência
instantânea é calculada diretamente das amostras da componente de defeito. Em situações de Transiente, este é
um método mais preciso que usar cálculos de potência baseados em fasores.
O circuito da componente de defeito é usado para a análise. A fonte é o defeito em si. O ramo capacitivo produz a
potência reativa enquanto que o ramo da indutância absorve a potência reativa. O ramo da resistência absorve a
potência ativa. A potência ativa vem da fonte. A potência reativa da fonte equilibra o consumo total da potência
reativa pela outra parte do circuito.
Resistência no Neutro Bobina Peterson no Neutro Isolado
Linha em Defeito Linha Saudável Linha em Defeito Linha Saudável Linha em Defeito Linha Saudável
P Inv Directo Inv Directo Inv Directo
Q Directo Inv - - Directo Inv

Geralmente, a potência reativa é mais característica, uma vez que a capacitância distribuída é frequentemente
maior que a condutância distribuída. Portanto, em sistemas aterrados por resistência ou isolados, a direção da
potência reativa é usada para detecção da direção do transiente.
Em sistemas aterrados via bobina de Peterson, a direção da potência ativa é usada para detectar a direção,
porque a bobina de Peterson distorce o fluxo da potência reativa.
A saída da função de detecção de direção (DIR) são sinalizadores indicando a direção do defeito: FA DIR Directa e
FA DIR Inversa.
Estes sinalizadores são definidos se o algoritmo estiver no estágio de Arranque e os critérios forem atendidos. A
função FA usa o estado do sinalizador para determinar se é um defeito directo ou um defeito inverso. Também
pode ser estabelecido um alarme para indicar a linha em defeito. Ao contar um pulso no contador da função FA, a
FA primeiro consulta o sinalizador de direção. Apenas pulsos na direção directa (Transiente directo) são contados
para avaliação do defeito.

18.1.4 RESUMO
O tipo de solução de detecção de Defeito de Alta Impedância deve ser selecionado de acordo com as diferentes
condições de aterramento do sistema. A solução consiste em dois algoritmos principais e um algoritmo de
instalação que formam uma matriz para cobrir estas diferentes condições.
A CHA detecta situações onde existe uma harmónica de defeito à terra contínua. A CHA só deve ser usada para
sistemas com aterramento direto ou por baixa resistência.
A FA detecta defeitos intermitentes onde a corrente de defeito fica alternando entre conduzindo e não
conduzindo. Isto pode ser usado em qualquer condição de aterramento do sistema. Entretanto, um defeito
contínuo apenas será detectada como um evento permanente. A matriz de solução é a seguinte:
Sólido Resistência Bobina de Peterson Isolado
FA+DIR(Potência Activa) Aplicável Aplicável Recomendada Aplicável
FA+DIR(Potência React.) Aplicável Recomendada Não aplicável Recomendada
FA (não DIR) Recomendada Não aplicável Não aplicável Não aplicável
CHA Recomendada Recomendada Não aplicável Não aplicável
Solução Recomendada CHA+FA CHA+FA+DIR(Q) FA+DIR(P) FA+DIR(Q)

164 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente

18.2 LÓGICA DA PROTEÇÃO DE DEFEITO DE ALTA IMPEDÂNCIA

VN (derived)
Directionaliser
ISEF

Average
Amplitude
FA Decision
Transient Fault FA>Transitoria
Increment
FA Analysis
Amplitude Steady Fault FA>Estável

HIF FA>HIF
Average
Sample Array
CHA Decision 1 HIF Alarme

Increment
CHA Analysis HIF HARM.HIF
Amplitude
HiZ>tPREPARACÃO Transient Fault Harm. Transitoria

HiZ>SEF Partida

FA Settings

CHA Settings

HIF Reset Forçad Reset buffers

V00653

Figura 73: Lógica da Proteção HIF

P14D-TM-PT-7 165
Capítulo 6 - Funções de Proteção de Corrente P14D

166 P14D-TM-PT-7
PROTEÇÃO DE FALHA À TERRA RESTRITA

CAPÍTULO 7
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

168 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


O dispositivo fornece extensa funcionalidade a falhas de terra restritas. Este capítulo descreve a operação desta
funcionalidade, incluindo os princípios de operação, diagramas lógicos e aplicações.
Este capítulo contém as seguintes seções:
Visão geral do capítulo 169
Princípios de proteção REF 170
Implantação da proteção de falha à terra restrita 177
Notas de uso 180

P14D-TM-PT-7 169
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

2 PRINCÍPIOS DE PROTEÇÃO REF


Falhas entre o enrolamento e o núcleo em um transformador podem ser causadas por rompimento no
isolamento. Essas falhas podem permitir correntes de falha muito baixas, mas ainda assim precisam ser
detectadas. Se essas falhas não forem identificadas, podem ocorrer danos extremos em equipamentos muito
caros.
Frequentemente, as correntes de falha são menores do que a corrente de carga nominal. Nem sobrecorrente,
nem proteção diferencial percentual são suficientes nesse caso. Portanto, é necessário um tipo de arranjo de
proteção diferente. Este arranjo não somente precisa ser sensível, mas deve criar uma zona de proteção limitada
a cada enrolamento de transformador. A proteção de falha à terra restrita (REF) é o mecanismo de proteção usado
para proteger os conjuntos de enrolamento do transformador individual.
A figura a seguir mostra um arranjo de proteção REF para proteger o lado delta de um transformador delta-
estrela.

Carga

REF
zona de
IED proteção

V00620

Figura 74: Proteção REF para o lado delta


Os transformadores de corrente que medem as corrente em cada fase são conectados em paralelo. As correntes
das três fases são somadas para formar uma corrente diferencial, algumas vezes conhecida como corrente de
fuga. Sob condições normais de operação, a soma das correntes das três fases resulta em zero e, portanto, em
uma corrente de fuga também igual a zero. Uma falha no lado estrela também pode resultar em uma corrente de
fuga, pois a corrente de falha simplesmente circularia nos enrolamentos delta. Contudo, se um dos enrolamentos
delta desenvolver uma falha, a impedância do enrolamento falho mudará e isso resultará em uma não
correspondência entre as correntes de fase, provocando uma corrente de fuga. Se a corrente de fuga for grande o
suficiente, provocará um comando de desarme.
A figura a seguir mostra um arranjo de proteção REF para o lado estrela de um transformador delta-estrela.

REF
zona de proteção

Carga

IED

V00621

Figura 75: Proteção REF para o lado estrela.


Aqui, temos um arranjo similar de transformadores de corrente conectados em paralelo. A diferença é que
precisamos medir a corrente de sequência zero, também na linha neutra. Uma falha desbalanceada externa

170 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

provoca o fluxo de uma corrente de sequência zero através da linha neutra, resultando em correntes desiguais
entre as fases, que podem provocar o mau funcionamento da proteção. Ao se medir esta corrente de sequência
zero e colocá-la em paralelo com as outras três, as correntes são equilibradas e resultam em uma operação
estável. Agora, apenas uma falha dentro do enrolamento estrela pode criar um desequilíbrio suficiente para
causar um desarme.

2.1 ENROLAMENTOS ESTRELA ATERRADOS POR RESISTÊNCIA


A maioria dos sistemas de distribuição usam sistemas aterrados por resistência para limitar a corrente de falha.
Considere o diagrama abaixo, que apresenta uma falha de terra no enrolamento estrela de um transformador
Dyn aterrado por resistência (Dyn = delta-estrela com conexão neutra de ponto estrela).

Fonte
Corrente pu
(x carga completa)
Disparo

20% 100%
Enrolamento sem proteção

Posição de falha a partir do neutro


V00669 (Impedância de aterramento)

Figura 76: Proteção REF para sistemas aterrados por resistência


O valor da corrente de falha (IF) depende de dois fatores:
● O valor da resistência de aterramento (que torna a impedância do caminho de falha insignificante).
● A voltagem de ponto de falha (que é governada pela localização da falha).
Porquê a corrente de falha (IF) é governada pela resistência, seu valor é diretamente proporcional à localização da
falha.
Um elemento de falha à terra restrita é conectado para medir I F diretamente. Isto fornece uma proteção de falha
à terra muito sensível. A proteção diferencial geral é menos sensível, pois mede apenas a corrente HV, IS. O valor
de IS é limitado elo número de voltas do secundário em falha em relação ao número de voltas HV.

2.2 ENROLAMENTOS ESTRELA SOLIDAMENTE ATERRADOS


A maioria dos sistemas de transmissão usa sistemas aterrados solidamente. Considere o diagrama abaixo, que
apresenta uma falha de terra no enrolamento estrela de um transformador Dyn solidamente aterrado.

P14D-TM-PT-7 171
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

Fonte Corrente pu
(x carga completa)

20% 40% 60% 80% 100%

Posição de falha a partir do neutro


V00670 (Aterramento sólido)

Figura 77: Proteção REF para sistema solidamente aterrado


Neste caso, a corrente de falha IF depende de:
● A reatância de fuga do enrolamento
● A impedância do caminho de falha
● A tensão do ponto de falha (que é governado pela localização da falha).

Neste caso, o valor da corrente de falha (IF) varia com a localização da falha de uma maneira complexa.
Um elemento de falha à terra restrita é conectado para medir IF diretamente. Isto fornece uma proteção de falha
à terra muito sensível.
Para sistemas aterrados solidamente, a corrente de operação da proteção diferencial do transformador ainda é
significativa para as falhas que ocorrem na maior parte do enrolamento. Por esta razão, uma proteção REF
independente pode não ter sido considerada previamente, especialmente onde um dispositivo adicional seria
necessário. Mas, com este produto, pode ser aplicada sem custo extra.

2.3 ESTABILIDADE SOB FALHA EXTERNA


Em um mundo ideal, os TCs de cada um dos lados de um sistema protegido diferencialmente seriam idênticos
com características idênticas, para evitar a geração de correntes diferenciais. Contudo, na realidade os TCs nunca
são iguais e, portanto, uma certa quantidade de corrente diferencial é inevitável. À medida que a corrente
provocada por uma falha externa aumenta no primário, as discrepâncias introduzidas pelas diferenças entre os
TCs são ampliadas, provocando o aumento da corrente diferencial. Eventualmente, o valor da corrente diferencial
atinge o limiar da corrente de detecção, provocando o desarme do elemento. Nessas situações, o esquema
diferencial é dito ter perdido a estabilidade. Para especificar a capacidade de um esquema diferencial de coibir
desarmes devido a falhas externas, definimos um parâmetro chamado ‘Limite de estabilidade sob falhas externas’

2.4 TIPOS DE FALHA À TERRA RESTRITA


Existem dois tipos diferentes de falha à terra restrita; REF de baixa impedância (Também conhecida como REF
polarizada) e REF de alta impedância. Cada método compensa o efeito de erros de falha externa de maneira
diferente.
Na REF de baixa impedância, a corrente de falha externa é medida e usada para alterar a sensibilidade do
elemento REF de acordo, aplicando-se uma característica de polarização. Portanto, quanto mais alta a corrente
de falha externa, mais alta deve ser a corrente diferencial para que o dispositivo emita um sinal de desarme.
Frequentemente é acrescentado um componente de polarização transiente para melhorar a estabilidade durante
as falhas externas.
A proteção de baixa impedância usada é considerada menos segura do que a proteção de alta impedância. Isto
não é mais verdadeiro à medida que IEDs numéricos aplicam algoritmos sofisticados para atingir o desempenho

172 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

de esquemas de alta impedância. A seguir são apresentadas algumas vantagens de se usar REF de baixa
impedância:
● Não existe necessidade de TCs dedicados. Como resultado, o custo por TC é reduzido substancialmente.
● A fiação é mais simples pois não requer um resistor externo ou Metrosil.
● Podem ser usadas entradas de corrente de fase comum.
● Elas fornecem uma compensação de diferença de relação de TC. Podem compensar relações de TC de até
1:40, resultando em flexibilidade no projeto das subestações e em custos reduzidos.
● Algoritmos avançados tornam a proteção segura.
Com REF de alta impedância, não existe característica de polarização, e o limiar de desarme é definido em um
nível constante. Apesar disso, a técnica de diferencial de alta impedância assegura que a impedância do circuito é
suficientemente elevada para que a tensão diferencial, sob condições de falha externa, seja inferior à tensão
necessária para produzir corrente diferencial através do dispositivo. Isto garante estabilidade contra condições de
falha externa de modo que o dispositivo irá operar apenas em falhas que ocorram dentro da zona de proteção.
A proteção REF de alta impedância responde a uma tensão que atravessa os pontos de junção diferencial.
Durante falhas externas, mesmo com saturação severa de alguns dos TCs, a tensão não se eleva acima de certo
nível porque os outros TCs fornecerão um caminho de impedância mais baixa, quando comparada com a
impedância de entrada do dispositivo. Este princípio tem sido usado por mais de meio século. Algumas vantagens
do uso da REF de alta impedância, são:
● Oferece um algoritmo simples e comprovado, que é rápido, robusto e seguro.
● É menos sensível a saturação do TC.

2.4.1 PRINCÍPIO DA REF DE BAIXA IMPEDÂNCIA.


A REF de baixa impedância pode ser usada em enrolamentos delta ou estrela, em sistemas aterrados por
resistência ou solidamente aterrados. A conexão a um IED moderno é a seguinte:

Fase A
Fase A
Fase B
Fase B
Fase C
Fase C

I Fase A
I Fase A
I Fase B
I Fase B
I Fase C
I Fase C

I Neutro

IED IED

Conexão do IED em enrolamento estrela Conexão do IED em enrolamento delta com


com REF de baixa impedância REF de baixa impedância
V00679

Figura 78: Conexão de baixa impedância

2.4.1.1 CARACTERÍSTICA DE POLARIZAÇÃO DE BAIXA IMPEDÂNCIA


Normalmente, é usada uma característica de polarização de rampa tripla, como a seguir:

P14D-TM-PT-7 173
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

Corrente diferencial

Inclinação
superior

Região de operação

Inclinação
inferior

Região de restrição
Corrente mínima de operação

Primeiro ponto da curva do joelho Segundo ponto da curva do joelho


Corrente de Bias
V00677

Figura 79: Curva de polarização REF de rampa tripla


A área plana da característica é a corrente diferencial mínima requerida para provocar um desarme (corrente de
operação) em correntes de polarização baixas. Do primeiro ponto de joelho em diante, a corrente de operação
aumenta linearmente com a corrente de polarização, como mostrado pela rampa inferior da curva. Esta rampa
inferior fornece sensibilidade para falhas externas. Do segundo e terceiro ponto em diante, a corrente de
operação aumenta mais linearmente com a corrente de polarização, mas a uma taxa mais elevada. A segunda
rampa fornece estabilidade sob condições de falha.

Nota:
Em aplicações REF (Falha de terra restrita), a Compensação de corrente de polarização também é conhecida como REF de
baixa impedância.

2.4.2 PRINCÍPIO REF DE ALTA IMPEDÂNCIA


Este esquema é muito sensível e pode proteger contra os baixos níveis de corrente de falha, típicos de falhas de
enrolamento.
A proteção REF de alta impedância é baseada no princípio diferencial. Ele trabalha sobre o princípio de corrente
de circulação, como mostrado no diagrama a seguir.

174 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

TC Normal TC Saturado
Circuito
protegido

Ph-G
Zm1 Zm2
I = Is + IF
RTC1 RTC2

I IF

RL1 IS RL3

Vs RST

R
RL2 RL4

V00671

Figura 80: Princípio REF de alta impedância


Quando sujeito a falhas externas severas, o transformador de corrente de linha pode entrar em saturação
desigualmente, resultando em um desequilíbrio. Para garantir estabilidade sob tais condições, é necessária uma
série de resistores externos conectados, de modo que a maioria da corrente desbalanceada flua através do TC
saturado. Como resultado, a corrente que flui pelo dispositivo será menor do que o valor configurado, mantendo
assim a estabilidade durante as falhas externas.
Tensão através do elemento REF Vs = IF (RCT2 + RL3 + RL4)
Resistor de estabilização RST = Vs/Is –RR
Onde:
● IF = Secundário máximo através de corrente de falha externa
● RR = carga do dispositivo
● RCT = Resistência do enrolamento secundário do TC
● RL2 and RL3 = Resistências dos terminais, do dispositivo ao transformador de corrente.
● RST = Resistor de estabilização

A REF de alta impedância pode ser usada em enrolamentos delta e estrela, tanto em sistemas solidamente
aterrados como em sistemas aterrados por resistência. A conexão a um IED moderno é feita da seguinte forma:

P14D-TM-PT-7 175
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

Fase A
Fase A
Fase B
Fase B
Fase C
Fase C

I Fase A

I Fase B

I Fase C
RSTAB I Neutro

I Neutro RSTAB
IED IED

Conexão do IED em enrolamento estrela Conexão do IED em enrolamento delta com


com REF de alta impedância REF de alta impedância

V00680

Figura 81: Conexão REF de alta impedância

176 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

3 IMPLANTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE FALHA À TERRA RESTRITA

3.1 IMPLEMENTAÇÃO DE PROTEÇÃO DE DEFEITO À TERRA RESTRITA


A Proteção de Defeito à Terra Restrita é implementada na coluna DEFEIT/TERRA REST do grupo de parâmetros
relevante. É ali que as constantes e as correntes de polarização são definidas.
A proteção REF pode ser configurada para operar como um elemento polarizado ou de alta impedância.

3.2 REF DE BAIXA IMPEDÂNCIA

3.2.1 CONFIGURAÇÃO DA CARACTERÍSTICA DE POLARIZAÇÃO


A REF de baixa impedância usa uma curva de polarização para aumentar a sensibilidade e a estabilidade em
falhas externas. A corrente necessária para desarmar o IED diferencial é chamada de corrente de operação. Esta
corrente de operação é uma função da corrente diferencial e da corrente de polarização, conforme a curva de
polarização.
A corrente diferencial é definida como segue:

I diff = I A + I B + I C + K I N
( )
A corrente de polarização é como segue:

I bias =
1
2
{
max  I A , I B , I C  + K I N }
Onde:
● K = relação de TC neutro / relação de TC de linha (0,05 < K < 15)
● IN = corrente medida pelo TC neutro

A corrente de operação é calculada conforme a seguinte curva:

P14D-TM-PT-7 177
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

Idif

K2

Região de operação

K1
Região de restrição
Is1

Is1/K1 Is2 Ibias


V00678

Figura 82: Curva de polarização REF


Para definir esta curva, são fornecidos os seguintes valores:
● IREF>Is1: define o limiar de desarme mínimo
● IREF>Is2: define o ponto de joelho da corrente de polarização, a partir do qual a corrente de desarme
requerida começa a aumentar.
● IREF> k1: define a primeira rampa (normalmente ajustada para 0%)
● IREF> k2: define a segunda rampa

Nota:
Is1 e Is2 são relativas à linha do TC, que é sempre o TC de referência.

3.2.2 POLARIZAÇÃO ATRASADA


O valor de polarização usado é, de fato, atrasado um ciclo. Ele é o valor máximo dos valores de polarização
médios calculados ao longo do ciclo anterior, onde a polarização média é a corrente de polarização fundamental.
Isto significa o nível de polarização e, assim, a estabilidade a falhas externas é mantida após uma falha externa
haver sido eliminada.
O algoritmo, mostrado abaixo, é executado oito vezes a cada ciclo.
Ipolz. = Máx. [Ipolz. (n), Ipolz. (n-1), …Ipolz., (n – (K-1))]
É esta polarização atrasada que é usada no cálculo da corrente de operação.

3.2.3 BIAS TRANSITORIO


Caso ocorra um aumento repentino na medição da polarização média, é introduzida uma quantidade adicional de
polarização no cálculo de polarização. A polarização transitória oferece estabilidade sob falhas externas, onde
pode ocorrer saturação do TC.
A função de polarização transiente melhora a estabilidade do elemento diferencial durante as falhas externas e
permite o atraso de tempo na saturação do TC, provocado por correntes de falha externas e relações X/R
elevadas.

178 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

Nenhuma polarização transiente é produzida sob condições de mudança de carga, ou quando o TC sai de
saturação.

3.3 REF DE ALTA IMPEDÂNCIA


O dispositivo oferece um recurso de proteção de falha de terra restrita de alta impedância. Um resistor externo é
necessário para criar estabilidade na presença de transformadores de corrente de linha saturados. Os sinais de
supervisão do transformador de corrente não bloqueiam a proteção REF de alta impedância. A lógica apropriada
deve ser configurada no PSL para bloquear a REF de alta impedância, quando algum dos sinais acima for ativado.

3.3.1 PRINCÍPIOS DE CÁLCULO DE REF DE ALTA IMPEDÂNCIA


A corrente de operação do primário (Iop) é função da relação do transformador de corrente, da corrente de
operação do dispositivo (IREF>Is), do número de transformadores de corrente em paralelo com um elemento REF
(n) e da corrente de magnetização de cada transformador de corrente (Ie), na tensão de estabilidade (Vs). Este
relacionamento pode ser expresso de três formas:
1. A corrente de magnetização máxima do transformador de corrente para se atingir uma corrente de
operação específica no primário, com uma corrente de operação particular.

1  I op 
Ie <  − [ IREF > Is ] 
n  CT ratio 
2. O valor de configuração de corrente máximo para se atingir uma corrente de operação específica no
primário, com uma determinada corrente de magnetização no transformador de corrente.

 I op 
[ IREF > Is ] <  − nI e 
 CT ratio 
3. A corrente de operação do primário de proteção para uma corrente de operação particular, com um nível
específico de corrente de magnetização.

I op = ( CT ratio ) ([ IREF > Is ] + nI e )

Para se atingir a corrente de operação requerida no primário com os transformadores de corrente usados, você
deve selecionar um valor de corrente para o elemento de alta impedância, como mostrado no item 2 acima. Você
pode calcular o valor do resistor de estabilização (RST) do seguintes modo.

Vs I ( R + 2 RL )
Rst = = F CT
[ IREF > Is ] [ IREF > Is ]
Onde:
● RCT = a resistência do enrolamento do TC
● RL = ta resistência do terminal, do TC ao IED.

Nota:
A fórmula acima assume uma carga de relé insignificante.

Recomendamos um resistor de estabilização que seja ajustável continuamente até sua resistência nominal
máxima.

P14D-TM-PT-7 179
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

4 NOTAS DE USO

4.1 RESISTÊNCIA DE ENROLAMENTO ESTRELA ATERRADA


Considere o seguinte enrolamento estrela com a resistência aterrada abaixo.

Primário Secundário

A a

V2 V1
B b

c
C

V00681

Figura 83: Enrolamento estrela, resistência aterrada


Uma falha de terra em tal enrolamento provoca uma corrente que depende do valor da impedância de
aterramento. Esta corrente de falha à terra é proporcional à distância da falha ao ponto neutro, pois a tensão de
falha é diretamente proporcional a essa distância.
A relação de transformação entre o enrolamento primário e as voltas em curto-circuito também varia com a
posição da falha. Portanto, a corrente que flui pelos terminais do transformador é proporcional ao quadrado da
fração de enrolamento que está em curto.
O resistor de aterramento tem um valor nominal que permite a passagem de toda a corrente de carga IFLC =
V1/Ö3R
Assumindo que V1 = V2, então T2 = Ö3T1
Para uma falha distante de x PU do neutro, a corrente de falha será If = xV1/Ö3R

Portanto, a corrente de falha do secundário relacionada ao primário é Iprimário = x2.IFLC/Ö3


Se a falha for uma falha de alimentação de ponta única, a corrente do primário deveria ser maior do que 0,2 pu
(Is1 valor padrão) para que a proteção diferencial opere. Portanto, x2/Ö3 > 20%
O diagrama a seguir mostra que 41% do enrolamento está protegido pelo elemento diferencial.

180 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

X em % Idif em %
10 0,58
20 2,31
30 5,20
59% de enrolamento sem
40 9,24
proteção
50 14,43
60 20,00
70 28,29
80 36,95 41% de enrolamento sem
90 46,77 proteção
100 57,74

V00682

Figura 84: Percentagem do enrolamento protegida

4.2 APLICAÇÃO DE PROTEÇÃO REF DE BAIXA IMPEDÂNCIA

4.2.1 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO PARA OPERAÇÃO DIFERENCIAL POLARIZADA

DIFF

Operação

Restrição

BIAS

E00622

Figura 85: Característica de REF polarizada


A fórmula usada pelo dispositivo para calcular o valor necessário de polarização é a seguinte:
IBIAS = {(Valor mais alto de Ia, Ib ou Ic) + (Ineutro x Fator de Escala)}/2
Para IBIAS < Is1: Opera quando IDIFF > Is1 + K1(IBIAS)
PaPara IBIAS = Is2: Opera quando IDIFF > Is1 + K1(Is2)
Para IBIAS > Is2: Opera quando IDIFF > Is1 + K1(Is2) + K2(IBIAS-Is2)
A característica REF possui dois parâmetros de polarização. O nível de polarização K1 é aplicado para correntes
passantes até Is2, que é normalmente definida para o valor da corrente nominal do transformador. K1 deve
normalmente ser definida como 0% para dar a melhor sensibilidade para defeitos internos. Entretanto, se houver

P14D-TM-PT-7 181
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

qualquer diferença no TI em condições normais, então K1 pode ser aumentado correspondentemente para
compensar.
A polarização K2 é aplicada para correntes passantes acima de Is2 e é definida tipicamente como 150%.

4.2.2 PROTEÇÃO DIFERENCIAL POLARIZADA


Os TIs da três linhas estão conectados às entradas de TI das três fases, e o TI do neutro está conectado à entrada
de TI de EF1. Estas correntes são então usadas internamente para calcular tanto um valor de corrente de
polarização como um de diferencial for para uso pela proteção REF (Lo-Z). A vantagem deste modo de conexão é
que os TIs de linha e neutro não são conectados diferencialmente, assim o TI do neutro também pode ser usado
para acionar a proteção de EF1 para proporcionar Proteção de Defeito à Terra de Reserva. Além disso, não é
necessário nenhum componente externo tais como resistências de estabilização ou Metrosils.

Transformador de TCs de linha - Relação


potência 1000/1
Fase A
Fase B
Fase C

TC do neutro - Relação 200/1

Resistor de
aterramento
IED

Bias = (A maior de (fator de escala x )

Onde o fator de escala = TC do neutro - Relação


= 0.2 neste caso)
TCs de linha - Relação

(factor de escala x

E00623

Figura 86: Princípio de REF polarizado


Onde o TI do neutro também aciona o elemento da proteção EF1 para proporcionar proteção de Defeito à terra de
reserva, pode-se requerer que o TI do neutro tenha uma relação menor que os TIs das linhas para poder
proporcionar melhor sensibilidade de defeito à terra. Isto deve ser considerado na proteção REF, do contrário o
valor usado da corrente do neutro estará incorreto. Por este motivo, o dispositivo automaticamente escala o nível
usado da corrente do neutro no cálculo da polarização por um fator igual à relação entre os valores nominais do
primário do TI e da linha. O uso deste fator de escala é mostrado na figura, onde são dadas as fórmulas para as
correntes de polarização e diferencial.

4.2.3 CÁLCULO DOS PARÂMETROS


Considere um transformador solidamente aterrado de 90 MVA com um enrolamento estrela protegido por REF.
Assuma que os TCs possuem uma relação de 400:1.
Is1 é ajustada para 10% da corrente nominal do enrolamento:

182 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

= (0,1 x 90 x 106) / (Ö3 x 132 x 103)


= 39 A no primário
= 39/400 = 0,0975 A no secundário (aprox. 0,1 A)
Is2 é definida no valor da corrente nominal do transformador:

= 90 x 106 / (Ö3 x 132 x 103)


= 390 A no primário
= 390/400 = 0,975 A no secundário (aprox. 1 A)
Defina K1 em 0% e K2 em 150%

4.3 APLICAÇÃO DE PROTEÇÃO REF DE ALTA IMPEDÂNCIA

4.3.1 MODOS DE OPERAÇÃO REF DE ALTA IMPEDÂNCIA


Nos exemplos abaixo, os respectivos TCs de linha e TCs de medição devem ter as mesmas relações de TC e
características de magnetização similares.

TC1
A a

B b

c
C

TC TN1
TC TN2
TC TN3

TCN Rst
Varistor

V00684

Figura 87: Proteção Hi-Z REF para um enrolamento estrela aterrado

P14D-TM-PT-7 183
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

TC1
A
a

B
b

C c

TC TN 1
TC TN 2
Varistor TC TN 3
Rst

V00685

Figura 88: Proteção Hi-Z REF para enrolamento delta

TC2
a

TC1
A
b
TCN
B
c

TC TN1
Varistor
Rst

V00686

Figura 89: Proteção Hi-Z REF para configuração de autotransformador

4.3.2 ORIENTAÇÕES DE CONFIGURAÇÃO PARA OPERAÇÃO DE ALTA IMPEDÂNCIA


Este esquema é muito sensível e pode proteger contra níveis baixos de corrente de falha em sistemas aterrados
por resistência. Nesta aplicação, os valores IREF>Is devem ser escolhidos de forma a fornecer uma corrente de
operação de primário menor do que 10 a 25% do nível de falha de terra mínimo.

184 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

Este esquema também pode ser usado em um sistema solidamente aterrado. Nesta aplicação, o valor IREF>Is
deve ser escolhido para fornecer uma corrente de operação de primário entre 10% e 60% da corrente nominal do
enrolamento.
O diagrama a seguir exibe a aplicação de um elemento REF de impedância elevada para proteger o enrolamento
LV de um transformador de potência.

A 400:1
a
RTC

B b

RL
c
C

RL

RL

Transformador: Alta Z
RTC
90 MVA REF
33/132 kV
Dyn11, X = 5% RL
Cargas:
RTC = 0,5 W
RL = 0,98 W

V00687

Figura 90: REF de alta impedância para o enrolamento LV

4.3.2.1 CÁLCULO DE TENSÃO DE ESTABILIDADE


A corrente de carga completa do transformador, IFLC, é:

IFLC = (90 x 106) / (132 x 103 x Ö3) = 394 A


Para calcular a tensão de estabilidade, deve ser considerado o nível máximo de falha externa. O máximo nível de
falha externa, ignorando a impedância da fonte, IF, é:

IF = IFLC / XTX = 394 / 0,05 = 7873 A


A tensão de estabilidade requerida, VS, e considerando que um TC está saturado, é:
Vs = KIF(RCT + 2RL)
A figura a seguir pode ser usada para determinar o fator K e o tempo de operação. O fator K é válido quando:
● 5 ≤ X/R ≤ 120
E
● 0,5In ≤ I f ≤ 40In
Nós recomendamos um valor de VK/VS = 4.

P14D-TM-PT-7 185
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

0.4 0.06

(s)(s)
0.5 K average op.detime
Tempo médio (s)
oper . (s)

de oper.
0.05
0.6

op. time
0.7 0.04

Tempo médio
0.8 0.03
K

0.9 Unstable
Instável

average
0.02
1
1.1 Stable
Estável 0.01
1.2 0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16
Vk/Vs
Vk/Vs

V00688

Figura 91: Variação de K e o tempo de operação médio como função de Vk/Vs


Para obter os valores requeridos, siga o procedimento abaixo: Este exemplo assume um tempo de operação de 40
ms:
1. Começando no eixo vertical (tempo de operação médio), desenhe uma linha horizontal no ponto de 40 ms,
até que ela atinja a curva tracejada.
2. Desenhe uma linha vertical a partir do ponto de intersecção de forma a determinar o valor de Vk/Vs no eixo
x. Este valor é 3,5.
3. Agora, desenhe uma linha horizontal a partir do ponto em que a linha vertical intercepta a curva sólida, de
modo a determinar o valor de K requerido. Este valor é 0,9

Portanto, podemos concluir que os valores Vk/Vs = 3,5 e K = 0,9 produzem uma operação estável.

Com o transformador em corrente de carga plena de 394 A e uma tensão de impedância percentual de 5%, a
corrente de falha esperada é de 7873 A e a tensão de estabilização requerida Vs (considerando-se que um TC está
saturado) é:
Vs = 0,9 x 7873 x (0,5 + 2 x 0,98) / 400 = 45,5 V
A tensão de joelho dos TCs deveria ser pelo menos 4 vezes Vs, de modo a se atingir um tempo de operação médio
de 40 ms.

4.3.2.2 CÁLCULO DA CORRENTE DO PRIMÁRIO


A corrente de operação do primário deve ficar entre 10 e 60 % da corrente nominal do enrolamento.
Considerando que o valor efetivo do relé, ou a corrente de operação do primário, é aproximadamente 30% da
corrente de carga plena, o cálculo abaixo mostra que é necessário um valor menor do que 0,3 A.
Valor efetivo = 0,3IFLC / Relação do TC = 30,3 x 394 / 400 = aproximadamente 0,3 A

4.3.2.3 CÁLCULO DO RESISTOR DE ESTABILIZAÇÃO


Considerando que foi escolhido um valor efetivo de 0,1A, o valor do resistor de estabilização requerido, RST, é:

186 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita

RST = Vs / (IREF> Is1 (HV)) = 45,5 / 0,1 = 455 ohms


Para se obter um tempo de operação médio de 40 ms, Vk/Vs deve ser igual a 3,5.
A tensão do ponto de joelho é:
VK = 4Vs = 4 x 45,5 = 182 V.
Se o VK real for superior a 4 vezes Vs, então, o fator K aumenta. Neste caso, Vs deve ser recalculado.

Nota:
K pode alcançar um valor máximo de aproximadamente 1.

4.3.2.4 CÁLCULO DO TRANSFORMADOR DE CORRENTE


A corrente de operação efetiva do primário é:
IP = N(Is + nIe)
Ao rearranjar esta equação, você poderá calcular a corrente de excitação de cada um dos transformadores de
corrente na tensão de estabilização. Isto se torna:
Ie = (0,3 - 0,1) / 4 = 0,05 A
Em resumo, os transformadores de corrente usados nesta aplicação devem ter uma tensão de ponto de joelho de
182 V, ou superior (note que o máximo Vk/Vs que pode ser considerado é 16, e o fator K máximo é 1), com uma
resistência do enrolamento secundário de 0,5 ohms, ou inferior, e uma corrente de magnetização de menos de
0,05 A, sob 45,5 V.
Considerando-se uma tensão de ponto de joelho de 200 V, a tensão de pico pode ser estimada assim:
VP = 2Ö2VK(VF-VK) = 2Ö2(200)(9004-200) = 3753 V
Este valor está acima da tensão de pico de 3000 V e, portanto, é necessário um resistor não-linear.

Nota:
O valor de tensão de ponto de joelho usado na fórmula acima deve ser a tensão real obtida na curva de magnetização do TC,
e não um valor calculado.

Nota:
Podem ser usados: um resistor de estabilização, modelo Alstom No. ZB9016 756, e um varistor, modelo Alstom No. 600A/S1/
S256.

P14D-TM-PT-7 187
Capítulo 7 - Proteção de falha à terra restrita P14D

188 P14D-TM-PT-7
PROTEÇÃO DE FALHA DE DISJUNTOR

CAPÍTULO 8
Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor P14D

190 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


O dispositivo oferece a função de proteção de falha de disjuntor. Este capítulo descreve a operação desta função,
incluindo os princípios, diagramas lógicos e aplicações.
Este capítulo contém as seguintes seções:
Visão geral do capítulo 191
Proteção de Falha de Disjuntor 192
Implementação de Proteção de Falha de Disjuntor 193
Lógica de Proteção de Falha de Disjuntor 195
Subcorrente e lógica ZCD na falha de disjuntor 197
Lógica de Proteção SEF de Falha de Disjuntor 198
Lógica da Função de Proteção de Falha de Disjuntor Por Ausência de Corrente 199
Mapeamento do Disjuntor 200
Notas de uso 201

P14D-TM-PT-7 191
Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor P14D

2 PROTEÇÃO DE FALHA DE DISJUNTOR


Quando ocorre uma falha, um ou mais dispositivos de proteção irão operar e emitir um comando de disparo aos
disjuntores relevantes. A operação do disjuntor é essencial para isolar o defeito e evitar, ou ao menos limitar os
danos ao sistema de potência. Para sistemas de transmissão e subtransmissão, a solução lenta de defeitos
também pode ameaçar a estabilidade do sistema.
Por estes motivos, é prática comum instalar proteção de Falha de Disjuntor (CBF). A proteção CBF monitoriza o
disjuntor e estabelece se ele abriu dentro de um tempo razoável. Se a corrente de defeito não tiver sido
interrompida após um atraso definido da iniciação do disparo do disjuntor, a proteção CBF irá operar, fazendo
com que os disjuntores anteriores sejam disparados para garantir que o defeito seja isolado.
A operação da CBF também pode aplicar reset a todos os contatos de saída de arranque, garantindo que
qualquer bloqueio forçado na proteção anterior seja removido.

192 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor

3 IMPLEMENTAÇÃO DE PROTEÇÃO DE FALHA DE DISJUNTOR


A Proteção de Falha de Disjuntor é implementada na coluna FALHA DISJ & I< do grupo de parâmetros relevante.

3.1 TEMPORIZADORES DE FALHA DE DISJUNTOR


A proteção de falha de disjuntor incorpora dois temporizadores, F.Disj.Tempo 1 e F.Disj.Tempo 2, que permitem a
configuração nos dois cenários a seguir:
● CBF simples, onde apenas F.Disj.Tempo 1 é habilitado. Em qualquer atuação da proteção, o F.Disj. Tempo 1
é acionado e, normalmente, reseta quando o disjuntor abre para isolar a falta. Se a abertura do disjuntor
não for detectada, F.Disj.Tempo 1 encerra a temporização e fecha um contato de saída designado para a
falha do disjuntor (usando o esquema de lógica programável). Este contato é usado para desarmar os
disjuntores anteriores, geralmente dando trip em todos os alimentadores conectados na mesma seção do
barramento.
● Um esquema de retrip, mais um back-trip temporizado. Aqui, F.Disj.Tempo 1 é usado para emitir um
comando de desarme para um segundo circuito de desarme do mesmo disjuntor. Isto exige que o disjuntor
tenha bobinas de desarme duplas. Este mecanismo é conhecido como retrip. Caso o mecanismo de
desarme retrip não funcione, poderá ser emitido um sinal de back-trip, após um atraso de tempo adicional.
O back-trip F.Disj.Tempo 2, que também foi iniciado no instante da atuação inicial do elemento de
proteção.

Você pode configurar os elementos de CBF, F.Disj.Tempo 1 e F.Disj.Tempo 2 para operarem usando como gatilho
elementos de proteção dentro do dispositivo. Ou, poderá usar um trip por proteção externo designando uma das
entradas ópticas para o sinal DDB de Disp. Externo no PSL.
Você poderá rearmar a CBF a partir de uma indicação de disjuntor aberto (a partir da lógica de polo morto), ou a
partir de um reset de proteção. Nesses casos, o reset é permitido apenas se os elementos de subcorrente também
tiverem sido resetados. O mecanismo de reset é determinado pelas configurações Reset Prot.Tens. e Reset
Prot.Ext..
Essas opções de reset estão resumidas na tabela a seguir:
Início (Menu) Mecanismo de reset do Temporizador de falha de disjuntor
O mecanismo de reset é fixo (por ex. 50/51/46/21/87)
Proteção baseada em corrente
IA< opera E IB< opera E IC< opera E IN< opera
O mecanismo de reset é fixo.
Elemento sensível de falha de terra
ISEF< Opera
Existem três opções disponíveis:
● Todos os elementos I< e IN< operam
Proteção não baseada em corrente (por ex. ● Reset dos elementos de proteção E todos os elementos I< e IN<
27/59/81/32L) operam
● Disjuntor aberto (todos os 3 polos) E todos os elementos I< e IN<
operam
Existem três opções disponíveis.
● Todos os elementos I< e IN< operam
Proteção externa ● Reset de desarme externo E todos os elementos I< e IN< operam
● Disjuntor aberto (todos os 3 polos) E todos os elementos I< e IN<
operam

3.2 DETECÇÃO DE CRUZAMENTO EM ZERO


Quando ocorre uma falha e o disjuntor interrompe a corrente primária do TC, o fluxo no núcleo do TC cai a um
nível residual. Este fluxo decadente induz uma corrente CC decadente no circuito secundário do TC, conhecida
como corrente de decaimento. Quanto mais próximo o TC estiver do ponto de saturação, maior será a corrente de
decaimento.

P14D-TM-PT-7 193
Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor P14D

A constante de tempo desta corrente de decaimento depende da constante de tempo do circuito secundário do
TC e, geralmente, é grande. Caso a proteção elimine a falha, a função de falha de disjuntor deve reiniciar
rapidamente para evitar um mau-funcionamento causado pela corrente de decaimento. Para compensar isto, o
dispositivo possui um algoritmo de detecção de cruzamento em zero, que garante que os sinais de desarme
repetitivo e desarme retroativo de falha de disjuntor não são ativados enquanto há corrente de decaimento. Se
todas as amostras dentro de meio-ciclo estiverem acima ou abaixo de 0 A (10 ms em um sistema de 50 Hz), então
a detecção de cruzamento em zero será acionada, bloqueando a função de falha de disjuntor, desse ponto em
diante. O algoritmo de detecção de cruzamento em zero é usado após o disjuntor do sistema primário abrir,
garantindo que a única corrente no circuito CA secundário é a corrente de decaimento.

194 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor

4 LÓGICA DE PROTEÇÃO DE FALHA DE DISJUNTOR

Disp.Ext.3 Fases
1 S
Ent .Comando Disp Q
RD
IA< Partida 1 CBF3PhStart
&
IB< Partida 1
IC< Partida

IN< Partida

ZCD IA<

ZCD IB< &


ZCD IC<

ZCD IN<

Alarm. Falha Disj

Disp. Externo EF S
Q
RD
IN< Partida
1
ZCD IN<

Disp. Ext. SEF


1 S
CBF SEF Trip Q
RD
ISEF< Partida
1
ZCD ISEF<

CBF NonI Trip S


Q
Reset Prot.Tens. RD
&
Reset Prot . & I< 1
I< Apenas
Disj.Aberto & I<
&
Todos Polos Mort

Disp.Ext.3 Fases S
Q
RD
Reset Prot.Ext.
&
Reset Prot . & I< 1 Nota sobre os Latches SR
Todos os latches são reset dominantes e são disparados pela borda
I<Only
positiva. Caso a borda ocorra enquanto o reset está ativo ,
Disj.Aberto & I< a detecção da borda será atrasada até que o reset seja desativado .
&
Todos Polos Mort
V00634

Figura 92: Lógica de Proteção de Falha de Disjuntor


Os elementos de CBF F.Disj.1 Tempo e F.Disj.2 Tempo podem ser configurados para operar para disparos
acionados por elementos de proteção dentro do dispositivo ou via um disparo de proteção externo. O último é
obtido alocando uma das entradas digitais "Disp. Externo" usando o esquema lógico programável.
É possível aplicar reset à CBF de uma indicação de disjuntor aberto (da Lógica de Polo Morto) ou de um reset de
proteção. Nestes casos o reset só é permitido se os elementos de subcorrente também tiverem sofrido reset. As
opções de reset estão resumidas na seguinte tabela:
Iniciação (Selecionável no Menu) Mecanismo de Reset de Temporizador de Falha de Disj.
O mecanismo de reset é fixo (p.ex. 50/51/46/21/87)
Proteção baseada em corrente
IA< opera E IB< opera E IC< opera E IN< opera
O mecanismo de reset é fixo.
Elemento de Defeito à Terra Sensitiva
ISEF< Opera

P14D-TM-PT-7 195
Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor P14D

Iniciação (Selecionável no Menu) Mecanismo de Reset de Temporizador de Falha de Disj.


Estão disponíveis três opções:
● Todos os elementos I< e IN< operam
Proteção de corrente não baseada em corrrente ● Os elementos de proteção sofrem reset E todos os elementos I< e
(p.ex. 27/59/81/32L) IN< operam
● O Disj. abre (todos os 3 polos) E todos os elementos I< e IN<
operam
Estão disponíveis três opções.
● Todos os elementos I< e IN< operam
● O disparo externo sofre reset E todos os elementos I< e IN<
Proteção externa
operam
● O Disj. abre (todos os 3 polos) E todos os elementos I< e IN<
operam

Os parâmetros Remover Par.I> e Remover Par.IN> são usados para remover arranques emitidos pelos elementos
de sobrecorrente e defeito à terra respectivamente em seguida a um tempo esgotado de falha de disjuntor. O
arranque é removido quando a célula é definida como 'Activa'.

196 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor

5 SUBCORRENTE E LÓGICA ZCD NA FALHA DE DISJUNTOR

IA
IA< Partida
I< Ajust.Corrent

IB
IB< Partida
I< Ajust.Corrent

IC
IC< Partida
I< Ajust.Corrent

IN
IN< Partida
IN<Ajust.Corrent

ISEF
ISEF< Partida
ISEF<Ajust.Corr.

IA ZCD IA<

IB ZCD IB<

IC Zero Crossing Detection ZCD IC<

IN ZCD IN<

ISEF ZCD ISEF<

V00727

Figura 93: Subcorrente e lógica de Detecção de Cruzamento em Zero na falha de disjuntor

P14D-TM-PT-7 197
Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor P14D

6 LÓGICA DE PROTEÇÃO SEF DE FALHA DE DISJUNTOR

ISEF>1 Disparo

ISEF>2 Disparo
1 CBF SEF Trip-1
ISEF>3 Disparo

ISEF>4 Disparo

Flh.Disj.Dsp1SEF & CBF SEF Trip

Ent .Comando Disp

V02002

Figura 94: Lógica de Proteção SEF de Falha de Disjuntor

198 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor

7 LÓGICA DA FUNÇÃO DE PROTEÇÃO DE FALHA DE DISJUNTOR POR


AUSÊNCIA DE CORRENTE
V<1 Disparo
V<2 Disparo
V<3 Disparo
V>1 Disparo
V<2 Disparo
V>3 Disparo
VN>1 Disparo
VN>2 Disparo
VN>3 Disparo
V2> Disparo
Pot>1 Disp.3Fase
Pot>1 Disp.A
Pot>1 Disp.B
Pot>1 Disp.C
Pot>2 Disp.3Fase
Pot>2 Disp.A
Pot>2 Disp.B
Pot>2 Disp.C
Pot<1 Disp.3Fase
Pot<1 Disp.A
Pot<1 Disp.B
Pot<1 Disp.C
Pot<2 Disp.3Fase
Pot<2 Disp.A
Pot<2 Disp.B
Pot<2 Disp.C
Disp.A Sensit.P1
Disp.A Sensit. P2
Nív.1 f+t Disp.
Dsp.f+df/dt Nív1
Nív.1 df/dt+tDis
Dsp.f+df/dt Nív1
Nív.2 f+t Disp.
Dsp.f+df/dt Nív2
Nív.2 df/dt+tDis
Dsp.f+df/dt Nív2
Nív.3 f+t Disp.
Dsp.f+df/dt Nív3
Nív.3 df/dt+tDis
Dsp.f+df/dt Nív3 1
Nív.4 f+t Disp. CBF Non I Trip-1
Dsp.f+df/dt Nív4
Nív.4 df/dt+tDis
Dsp.f+df/dt Nív4
Nív.5 f+t Disp. & CBF Non I Trip
Dsp.f+df/dt Nív5
Nív.5 df/dt+tDis Ent.Comando Disp
Dsp.f+df/dt Nív5
Nív.6 f+t Disp.
Dsp.f+df/dt Nív6
Nív.6 df/dt+tDis
Dsp.f+df/dt Nív6
Nív.7 f+t Disp.
Dsp.f+df/dt Nív7
Nív.7 df/dt+tDis
Dsp.f+df/dt Nív7
Nív.8 f+t Disp.
Dsp.f+df/dt Nív8
Nív.8 df/dt+tDis
Dsp.f+df/dt Nív8
Nív.9 f+t Disp.
Dsp.f+df/dt Nív9
Nív.9 df/dt+tDis
Dsp.f+df/dt Nív9
dv/dt1 Disp.A/AB
dv/dt1 Disp.B/BC
dv/dt1 Disp.C/CA
dv/dt1 Disparo
dv/dt2 Disp.A/AB
dv/dt2 Disp.B/BC
dv/dt2 Disp.C/CA
dv/dt2 Disparo
dv/dt3 Disp.A/AB
dv/dt3 Disp.B/BC
dv/dt3 Disp.C/CA
dv/dt3 Disparo
dv/dt4 Disp.A/AB
dv/dt4 Disp.B/BC
dv/dt4 Disp.C/CA
dv/dt4 Disparo
V02003

Figura 95: Lógica da Função de Proteção de Falha de Disjuntor Por Ausência de Corrente

P14D-TM-PT-7 199
Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor P14D

8 MAPEAMENTO DO DISJUNTOR

Disj.Fechado 3F Disj. em Serviço

V02026

Figura 96: Mapeamento do disjuntor

200 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor

9 NOTAS DE USO

9.1 MECANISMOS DE RESET PARA TEMPORIZADORES DE FALHA DISJ.


É prática comum usar elementos de subcorrente com baixos limiares para indicar que os polos do disjuntor
interromperam a corrente de defeito ou da carga. Isto cobre as seguintes situações:
● Onde os contatos auxiliares do disjuntor estão defeituosos ou não são confiáveis, para indicar
definitivamente que o disjuntor atuou.
● Onde um disjuntor começou a abrir mas ficou emperrado. Isto pode resultar em formação contínua de arco
nos contatos do primário, com uma resistência adicional para arcos no caminho da corrente de defeito. Se
essa resistência limitar severamente a corrente de defeito, o elemento de proteção em iniciação pode
sofrer reset. Portanto, o reset do elemento pode não dar uma indicação confiável de que o disjuntor abriu
completamente.

Para qualquer função de proteção que necessite corrente para operar, o dispositivo usa a operação dos
elementos de subcorrente para detectar se os polos necessários do disjuntor atuaram e reiniciar os
temporizadores de Falha Disj. Entretanto, os elementos de subcorrente podem não ser métodos confiáveis de dar
reset em CBF em todas as aplicações. Por exemplo:
● Onde proteções não operadas por corrente, tais como sub/sobretensão ou sub/sobrefrequência, calculam
medidas de um transformador de potencial conectado à linha. Aqui, I< apenas fornece um método de reset
confiável se o circuito protegido tiver sempre corrente de carga fluindo. Nesse caso, detectar a queda do
elemento de proteção iniciando deve ser um método mais confiável.
● Onde proteções não operadas por corrente, tais como sub/sobretensão ou sub/sobrefrequência, calculam
medidas de um transformador de potencial conectado ao barramento. Novamente usar I< deve confiar no
alimentador estar normalmente carregado. E disparar o disjuntor pode não remover a condição de
iniciação do barramento, e por isso a queda do elemento de proteção pode não ocorrer. Nesses casos, a
posição dos contatos auxiliares do disjuntor pode ser o melhor método de reset.

9.2 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO (TEMPORIZADOR DE FALHA DISJ.)


Os exemplos seguintes consideram disparo direto de um disjuntor de 2 ciclos. Os parâmetros típicos de
temporizador a usar são:
Mecanismo de Reset de Atraso Típico para Disjuntor de 2
Atraso tBF
Falha de Disj. Ciclos
Tempo de interrupção do Disj.+ tempo de reset do elemento
Reset do elemento iniciador 50 + 50 + 10 + 50 = 160 ms
(máx.) + erro no temporizador tBF + margem de segurança
Tempo de abertura/fecho dos contatos auxiliares do Disj. (máx.)
Disj. aberto 50 + 10 + 50 = 110 ms
+ erro no temporizador tBF + margem de segurança
Tempo de interrupção do Disj.+ elemento de subcorrente (máx.)
Elementos de subcorrente 50 + 25 + 50 = 125 ms
+ margem de segurança do tempo de operação

Nota:
Todo reset de Falha Disj. envolve a operação dos elementos de subcorrente. Onde se usa reset de elementos ou reset de Disj.
aberto, o parâmetro de tempo de subcorrente ainda deve ser usado se isso for comprovadamente o pior caso.
Onde forem usados relés auxiliares de disparo, deve-se adicionar de 10-15 ms para compensar a operação do relé de
disparo.

9.3 DIRETRIZES DE CONFIGURAÇÃO (SUBCORRENTE)


Os parâmetros de subcorrente de fase (I<) devem ser definidos abaixo da corrente de carga para assegurar que a
operação de I< indique corretamente que o polo do disjuntor está aberto. Um valor típico para linha aérea ou
circuitos de cabos é de 20% de In. Valores de 5% de In são comuns para CBF de disjuntor de gerador.

P14D-TM-PT-7 201
Capítulo 8 - Proteção de falha de disjuntor P14D

A proteção SEF e os elementos padrão de subcorrente de defeito à terra devem ser definidos abaixo do parâmetro
de disparo respectivo, tipicamente como segue:
ISEF< = (ISEF> disparo)/2
IN< = (IN> disparo)/2

202 P14D-TM-PT-7
REQUISITOS DO TRANSFORMADOR DE
CORRENTE

CAPÍTULO 9
Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente P14D

204 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO

Este capítulo contém as seguintes seções:


Visão geral do capítulo 205
Requisitos do TC 206

P14D-TM-PT-7 205
Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente P14D

2 REQUISITOS DO TC
Os requisitos para o transformador de corrente se baseiam em uma corrente de falha máxima 50 vezes maior do
que a corrente nominal (In), com o dispositivo configurado para uma sobrecorrente instantânea de 25 vezes a
corrente nominal. Os requisitos do transformador de corrente são concebidos para oferecer operação a todos os
elementos de proteção.
Quando os critérios de uma aplicação específica ultrapassam isto, ou a resistência terminal ultrapassa a
resistência terminal limite, mostrada na tabela a seguir, poderá ser necessário modificar os requisitos do TC de
acordo com a fórmula das seções a seguir:
Classificação Resistência de terminal
Saída nominal Classe de precisão Fator limitado por precisão
nominal limite
1A 2,5 VA 10P 20 1,3 ohms
5A 7,5 VA 10P 20 0,11 ohms

Os índices da fórmula usados nas seções subsequentes são os seguintes:


VK = Tensão de joelho do TC requerida (volts)
If = Nível máximo de corrente de falha externa (A)
In = Corrente nominal do secundário (A)
RCT = Resistência do enrolamento secundário do transformador de corrente (ohms)
RL = Resistência de um terminal único, do relé ao transformador de corrente (ohms)
Rst = Valor do resistor de estabilização para aplicações REF (ohms)
Is = Ajuste de corrente dos elementos REF (A)
VS = Tensão de estabilidade requerida

2.1 PROTEÇÃO DE SOBRECORRENTE E DE DEFEITO À TERRA

Elementos de sobrecorrente de fase com atraso (direcional e não direcional)

I cp
VK = ( RCT + RL + R p )
2

Elementos de sobrecorrente de defeito à terra com atraso (não direcional)

I cn
VK = ( RCT + 2 RL + R p + Rn )
2

Elementos de sobrecorrente instantânea de fase (não direcional)

VK = I sp ( RCT + RL + R p )

Elementos de sobrecorrente instantânea de defeito à terra (não direcional)

VK = I sn ( RCT + 2 RL + R p + Rn )

206 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente

Elementos de sobrecorrente instantânea de fase (direcional)

I fp
VK = ( RCT + RL + R p )
2

Elementos de sobrecorrente instantânea de defeito à terra (direcional)

I fn
VK = ( RCT + 2 RL + R p + Rn)
2

2.1.1 ELEMENTOS DIRECIONAIS

Elementos temporizados de sobrecorrente de fase

I cp
VK = ( RCT + RL + R p )
2

Elementos instantâneo de sobrecorrente de fase

I fp
VK = ( RCT + RL + R p )
2

2.1.2 ELEMENTOS NÃO DIRECIONAIS

Elementos temporizados de sobrecorrente de fase

I cp
VK = ( RCT + RL + R p )
2

Elementos instantâneo de sobrecorrente de fase

VK = I sp ( RCT + RL + R p )

2.2 PROTEÇÃO DE FALHA À TERRA

2.2.1 ELEMENTOS DIRECIONAIS

Elementos instantâneo de sobrecorrente de falha à terra

I fn
VK = ( RCT + 2 RL + R p + Rn)
2

2.2.2 ELEMENTOS NÃO DIRECIONAIS

Elementos temporizados de sobrecorrente de falha à terra

I cn
VK = ( RCT + 2 RL + R p + Rn )
2

P14D-TM-PT-7 207
Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente P14D

Elementos instantâneo de sobrecorrente de falha à terra

VK = I sn ( RCT + 2 RL + R p + Rn )

2.3 PROTEÇÃO SEF (CONECTADO RESIDUALMENTE)

Proteção SEF com atraso (direcional e não direcional)

I cn
VK ≥ ( RCT + 2 RL + R p + Rn)
2

Proteção SEF instantânea (não direcional)

I sn
VK ≥ ( RCT + 2 RL + R p + Rn)
2

Proteção SEF instantânea (direcional)

I
VK ≥ ( RCT + 2 RL + R p + Rn)
fn

2.3.1 ELEMENTOS DIRECIONAIS

Proteção SEF temporizada

I cn
VK ≥ ( RCT + 2 RL + R p + Rn)
2

Proteção SEF instantânea

I
VK ≥ ( RCT + 2 RL + R p + Rn)
fn

2.3.2 ELEMENTOS NÃO DIRECIONAIS

Proteção SEF temporizada

I cn
VK ≥ ( RCT + 2 RL + R p + Rn)
2

Proteção SEF instantânea

I sn
VK ≥ ( RCT + 2 RL + R p + Rn)
2

208 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente

2.4 PROTEÇÃO SEF (TC DE NÚCLEO BALANCEADO)

Elemento com atraso (direcional e não direcional)

I cn
VK ≥ ( RCT + 2 RL + Rn)
2

Elemento instantâneo (direcional)

I
VK ≥ ( RCT + 2 RL + Rn)
fn

Elemento instantâneo (não direcional)

VK ≥ I sn ( RCT + 2 RL + Rn)

Nota:
Garanta que o erro de fase do transformador de corrente de núcleo balanceado aplicado seja menor que 90 minutos em 10%
da corrente nominal e menor que 150 minutos em 1% da corrente nominal.

2.4.1 ELEMENTOS DIRECIONAIS

Elemento instantâneo

I
VK ≥ ( RCT + 2 RL + Rn)
fn

Nota:
Assegure-se de que o erro de fase do transformador de corrente do tipo core-balance (CBCT) usado é menor do que 90
minutos a 10% da corrente nominal, e menor do que 150 minutos em 1% da corrente nominal.

2.4.2 ELEMENTOS NÃO DIRECIONAIS

Elemento temporizado

I cn
VK ≥ ( RCT + 2 RL + Rn)
2

Elemento instantâneo

VK ≥ I sn ( RCT + 2 RL + Rn)

Nota:
Assegure-se de que o erro de fase do transformador de corrente do tipo core-balance (CBCT) usado é menor do que 90
minutos a 10% da corrente nominal, e menor do que 150 minutos em 1% da corrente nominal.

P14D-TM-PT-7 209
Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente P14D

2.5 PROTEÇÃO REF DE BAIXA IMPEDÂNCIA

Para X/R < 40 e If < 15In

VK ≥ 24 I n ( RCT + 2 RL )

Para 40 < X/R < 120 e 15In < If < 40In

VK ≥ 48 I n ( RCT + 2 RL )

Nota:
Devem ser usados TIs de Classe x ou Classe 5P para aplicações de REF de baixa impedância.

2.6 PROTEÇÃO REF DE ALTA IMPEDÂNCIA


O elemento REF de alta impedância irá manter a estabilidade para defeitos passantes e opera em menos de 40
ms para defeitos internos, desde que as seguintes equações sejam atendidas:

I f ( RCT + 2 RL )
Rst =
Is

VK ≥ 4 I s Rst

Nota:
Devem ser usados TIs de Classe x para aplicações REF de alta impedância.

2.7 PROTEÇÃO DE BARRAMENTO DE ALTA IMPEDÂNCIA


O elemento da proteção de barramento de alta impedância manterá a estabilidade em falhas externas e irá
operar nas falhas internas. Você deve selecionar os Vk/Vs com base no X/R do sistema. A equação é:
Vs=K*If*(RCT+RL)

Para X/R <= 40


Vk/Vs >= 2
Tempo de operação típico = 25 ms

Para X/R > 40


Vk/Vs>=4
Tempo de operação típico = 30 ms

Nota:
K é uma constante afetada pela resposta dinâmica do dispositivo. K é sempre igual a 1.

210 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente

2.8 USO DE RESISTORES METROSIL NÃO LINEARES


Transformadores de corrente podem desenvolver picos de tensão elevados sob condições de falta interna. Os
Metrosils são usados para limitar tais pico de tensão a um valor abaixo da tensão máxima suportada
(normalmente 3 kV).
Pode-se usar a fórmula a seguir para estimar a tensão de pico transiente, que poderia ser gerada por uma falha
interna. A tensão de pico produzida durante uma falha interna é função da tensão de joelho do transformador de
corrente e da tensão que se espera ser produzida por uma falta interna, caso não ocorra a saturação do
transformador de corrente.
Vp = 2Ö(2VK(VF-VK))
Vf = I'f(RCT+2RL+RST)
onde:
● Vp = Tensão de pico desenvolvida pelo TC sob condição de falha
● Vk = Tensão de joelho do TC
● Vf = Tensão máxima que seria produzida se a saturação do TC não ocorresse
● I'f = Máxima corrente interna de falha no secundário
● RCT = Resistência do enrolamento secundário do TC
● RL = Carga máxima do ponto do TC ao relé
● RST = Resistor de estabilização do relé

Deve-se usar sempre Metrosils quando os valores calculados são superiores a 3000 V. Os Metrosils são
conectados ao londo do circuito para desviar a corrente de saída do secundário do dispositivo, prevenindo
tensões de secundário muito elevadas.
Os Metrosils são instalados externamente e têm a forma de discos anelares. Suas características de operação,
seguem a expressão:

V = CI0,25
onde:
● V = Tensão instantânea, aplicada ao Metrosil
● C = Constante do Metrosil
● I = Corrente instantânea através do Metrosil

Com uma tensão sinusoidal aplicada no Metrosil, a corrente RMS seria aproximadamente 0,52 x a corrente de
pico. Este valor de corrente pode ser calculado como segue:
4
 2VS ( RMS ) 
I RMS = 0.52  
 C 
 
onde:
● VS(RMS) = valor RMS da tensão sinusoidal aplicada no Metrosil.

Isto ocorre devido ao fato da forma de onda da corrente que passa através do Metrosil não ser sinusoidal, mas
consideravelmente distorcida.

P14D-TM-PT-7 211
Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente P14D

A característica do Metrosil deve ser tal que atenda aos seguintes requisitos:
● A corrente no Metrosil deve ser a mais baixa possível, e não superior a 30 mA RMS, no caso de
transformadores de corrente de 1 A, ou 100 mA RMS, em transformadores de corrente de 5 A.
● Na corrente máxima de secundário, o Metrosil deve limitar a tensão em 1500 V RMS ou 2120 V de pico, por
0,25 segundos. Em dispositivo de tensões mais elevadas, nem sempre é possível limitar a tensão de falha
em 1500 V rms, portanto, pode ser necessário tolerar tensões de falta mais elevadas.
As tabelas a seguir mostram os tipos típicos Metrosil que serão necessários, dependendo da corrente nominal do
relé, ajuste de tensão REF, etc.

Metrosils para dispositivos com um TC de 1A.


As unidades Metrosil com TCs de 1A foram concebidas para atender as seguintes restrições:
● A corrente do Metrosil deve ser inferior a 30 mA rms.
● Na máxima corrente de falta interna do secundário, o Metrosil deveria limitar a tensão a 1500 V rms, se
possível.

As unidades Metrosil normalmente recomendadas para uso com TCs de 1A são mostradas na tabela a seguir:
Características nominais Tipo Metrosil recomendado
Ajuste de tensão do
C b Relé monopolar Relé tripolar
dispositivo
Até 125 V RMS 450 0,25 600A/S1/S256 600A/S3/1/S802
125 a 300 V RMS 900 0,25 600A/S1/S1088 600A/S3/1/S1195

Nota:
As unidades Metrosil monopolares são, normalmente fornecidas sem suportes de instalação, a menos que solicitado pelo
cliente.

Metrosils para dispositivos com um TC de 5A.


Estas unidades Metrosil foram concebidas para atender os seguintes requisitos:
● A corrente Metrosil deve ser menor do que 100 mA rms (as correntes máximas que passam pelos
dispositivos são mostradas abaixo da descrição de seu tipo.
● Na máxima corrente de falta interna do secundário, o Metrosil deve limitar a tensão a 1500 V rms por 0,25
segundos. Nos relés de configurações mais elevadas, não é possível limitar a tensão de falha em 1500 V
rms, portanto devem ser toleradas tensões de faltas mais elevadas.
As unidades Metrosil normalmente recomendadas para uso com TCs de 5A e relés monopolares são mostradas na
tabela a seguir:
Corrente falta interna do
Tipos de Metrosil recomendados para várias configurações de tensão
secundário
Amperes RMS Até 200 V RMS 250 V RMS 275 V RMS 300 V RMS
600A/S1/S1213 600A/S1/S1214 600A/S1/S1214 600A/S1/S1223
50A C = 540/640 C = 670/800 C =670/800 C = 740/870
35 mA RMS 40 mA RMS 50 mA RMS 50 mA RMS
600A/S2/P/
600A/S2/P/S1215 600A/S2/P/S1215 600A/S2/P/S1196
S1217
100A C = 570/670 C =570/670 C =620/740
C = 470/540
75 mA RMS 100 mA RMS 100 mA RMS
70 mA RMS
600A/S3/P/
600A/S3/P/S1220 600A/S3/P/S1221 600A/S3/P/S1222
S1219
150A C = 520/620 C = 570/670 C =620/740
C = 430/500
100 mA RMS 100 mA RMS 100 mA RMS
100 mA RMS

212 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente

Em algumas situações, podem ser aceitáveis conjuntos de disco único. Solicitamos que contate a Alstom Grid para
conhecer as aplicações em detalhe.

Nota:
Os Metrosils recomendados para uso com TCs de 5A também podem ser usados com dispositivos tripolares e consistem de
unidades monopolar instaladas na mesma haste central, mas isoladas eletricamente uma da outra. Para adquirir essas
unidades, por favor, especifique "Metrosil Tipo Tripolar", seguido pela referência do tipo monopolar. Caso necessário, existem
Metrosils para configurações de tensões e corrente de faltas mais elevadas.

2.9 USO DE TIS ANSI CLASSE C


Onde se usam normas Americanas/IEEE para especificar TIs, a classe de tensão C pode ser usada para determinar
a tensão de knee point equivalente de acordo com a IEC. A fórmula de equivalência é:

VK = 1.05(C rating in volts ) + 100 RCT

P14D-TM-PT-7 213
Capítulo 9 - Requisitos do transformador de corrente P14D

214 P14D-TM-PT-7
FUNÇÕES DE PROTEÇÃO DE TENSÃO E
FREQUÊNCIA

CAPÍTULO 10
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

216 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


O P14D fornece uma ampla gama de funções de proteção de tensão e frequência. Este capítulo descreve a
operação destas funções incluindo os princípios, diagramas lógicos e aplicações.
Este capítulo contém as seguintes seções:
Visão Geral do Capítulo 217
Proteção de subtensão 218
Proteção de sobretensão 221
Taxa de Variação da Proteção de Tensão 224
Proteção de Tensão Residual 226
Proteção de Sobretensão de Sequência Negativa 230
Proteção de subtensão de sequência positiva 232
Proteção de sobretensão de sequência positiva 233
Funções de tensão de valor média móvel 234

P14D-TM-PT-7 217
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

2 PROTEÇÃO DE SUBTENSÃO
Condições de subtensão podem ocorrer num sistema de energia por varios motivos, alguns dos quais estão
indicados abaixo:
● Condições de subtensão podem estar associadas a cargas maiores, onde a tensão fornecida irá diminuir
de amplitude. Esta situação seria normalmente corrigida por equipamentos de regulação de tensão, tais
como AVRs (Reguladores Automáticos de Voltagem) ou Comutadores de Derivação sob Carga. Entretanto,
quando estes equipamentos falham em trazer a tensão do sistema para dentro dos limites permitidos, isto
deixa o sistema numa condição de subtensão, que precisa ser resolvida.
● Se os equipamentos de regulação não conseguirem restaurar a tensão normal do sistema, então é
necessário efectuar um disparo por meio de um elemento de subtensão.
● Os defeitos que ocorrem no sistema de potência resultam numa redução na tensão das fases em defeito. A
proporção pela qual a tensão decresce é dependente do tipo de defeito, do método de aterramento do
sistema e da sua localização. Consequentemente, é essencial a coordenação com outros dispositivos de
proteção baseados em corrente e tensão para se obter uma discriminação correta.
● Perda completa da tensão de barramento. Isto pode ocorrer devido a condições de defeito presentes na
entrada ou no próprio barramento, resultando em isolamento total da fonte de alimentação de entrada.
Para esta condição, pode ser necessário isolar cada um dos circuitos de saída, para que quando a tensão
de alimentação for restabelecida, a carga não esteja conectada. Portanto, pode ser necessário o disparo
automático de um alimentador na detecção de perda completa da tensão. Isto pode ser conseguido por
um elemento de subtensão trifásico.
● Onde alimentadores de saída de um barramento estejam alimentando cargas de motor de indução,
quedas excessivas na alimentação podem fazer os motores conectados parar e devem ser desligados para
quedas de tensão que durem mais que um tempo predeterminado.

2.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE SUBTENSÃO


A Proteção de Subtensão está implementada na coluna PROTEÇÃO VOLT do grupo de parâmetros relevante. Os
parâmetros de Subtensão estão contidos dentro do subtítulo SUBTENSÃO.
O produto fornece três estágios de proteção de Subtensão com características independentes de atraso no
tempo.
Os estágios 1 e 3 fornecem uma gama de características de operação, onde se pode selecionar entre:
● Uma característica IDMT
● DT (Tempo Definido)

Você define isto usando as células de Função V<1 e a Função V<3 dependendo do estágio.
A característica IDMT é definida pela seguinte fórmula:
t = K/( M-1)
onde:
● K = configuração do Multiplicador de tempo
● t = Tempo de operação em segundos
● M = Tensão medida / tensão definida do IED (V< Ajust.Tensão)

Os estágios de subtensão podem ser configurados como tensão fase-neutro ou fase-fase na célula V< Modo
Medida.
Não existe função Parar temporizador para Subtensão.
O estágio 2 pode ter apenas característica de tempo definido. Isto é definido na célula de estado V<2.

218 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

Estão incluídos três estágios para fornecer múltiplos tipos de saída, tais como estágios de alarme e disparo.
Alternativamente, podem ser necessários diferentes configurações de tempo dependendo da severidade da
queda de tensão. Por exemplo, cargas de motor serão capazes de suportar uma pequena queda de tensão por
um tempo maior que uma mais importante.
Estão disponíveis saídas para condições monofásicas ou trifásicas através da célula V<Modo Operação para
cada estágio.

2.2 LÓGICA DE PROTEÇÃO DE SUBTENSÃO


V< Modo Medida

VA V<1 PartidaA/AB
VAB
V<1 Ajust.Tensão &
& V<1 Disparo A/ AB

V<1 Tempo Atraso

V< Modo Medida

VB V<1 PartidaB/BC
VBC
V<1 Ajust.Tensão &
& V<1 Disparo B/BC

V<1 Tempo Atraso

V< Modo Medida

VC V<1 PartidaC/CA
VCA
V<1 Ajust.Tensão &
& V <1 Disparo C/ CA

V<1 Tempo Atraso


1
&
Todos Polos Mort
1 V<1 Partida
V<1 Inh Pol .Mort &
& &
Ativo

TPS Bloq.Rápido 1
&
V <1 Tempo Bloq . 1 V<1 Disparo
&
V< Modo Operação &
Qualquer Fase
Trifásico

Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios similares .
O bloqueio rápido VTS se aplica apenas nos modelos direcionais .
V00803

Figura 97: Subtensão - modo de disparo mono e trifásico (estágio único)


A função de proteção de Subtensão detecta quando a amplitude da tensão cai abaixo de um limiar definido para
um certo estágio. Se isto acontecer é gerado um sinal de Partida, significando o "Arranque da proteção". Este sinal
de Arranque pode ser bloqueado pelo sinal VTS Bloq.Rápido e um sinal Todos Polos Mort. Este sinal de Partida é
aplicado ao módulo temporizador para produzir o sinal de Disparo, o qual pode ser bloqueado pelo sinal de
bloqueio de temporizador de subtensão (V<(n) Temp Bloq). Para cada estágio, existem três módulos de detecção
de subtensão para as fases, um para cada fase. Os três sinais de Partida de cada uma destas fases são somados
para criar um sinal de Arranque trifásico (V<(n) Partida), o qual pode ser ativado quando qualquer uma das fases
arrancar (Qualquer Fase), ou quando todas as três fases arrancarem (Trifásico), dependendo do parâmetro
V<Modo Operação escolhido.

P14D-TM-PT-7 219
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

As saídas dos módulos temporizadores são os sinais de disparo, os quais são usados para acionar o relé de saída
de disparo. Estes sinais de disparo também são somados para criar um sinal de Disparo trifásico, os quais
também são controlados pelo parâmetro de V<Modo Operação.
Se algum dos sinais acima estiver baixo, ou for para nível baixo antes do temporizador ter esgotado, o módulo
temporizador é inibido (efetivamente sofre reset) até que o sinal de bloqueio vá para o nível alto.
Em alguns casos, não desejamos que o elemento de subtensão dispare; por exemplo, quando o alimentador
protegido estiver desenergizado ou o disjuntor estiver aberto, uma condição de subtensão será obviamente
detectada, mas não desejamos que a proteção seja iniciada. Para atender isso, um sinal de "Todos Polos Mortos"
bloqueia o sinal de Partida para cada fase. Isto é controlado pela célula V<Inh Pol.Mort, o qual é incluído para
cada um dos estágios. Se a célula estiver activada, o estágio relevante será bloqueado pela lógica integrada de
polo morto. Esta lógica produz uma saída quando detecta um disjuntor aberto via contatos auxiliares
alimentando entradas digitais ou detecta uma combinação de subcorrente e subtensão em qualquer uma das
fases.

2.3 NOTA DE USO

2.3.1 DIRETRIZES PARA CONFIGURAÇÃO DE SUBTENSÃO


Na maioria das aplicações, não é necessário que a proteção de subtensão opere durante as condições de defeito
à terra do sistema. se for este o caso deve selecionar medição de tensão fase-fase, uma vez que esta grandeza é
menos afetada por quedas de tensão numa única fase devido a defeitos à terra.
A definição do limiar de tensão para a proteção de subtensão deve ser feita num valor abaixo das excursões de
tensão que podem ser esperadas nas condições normais de operação do sistema. Este limiar é dependente do
sistema em questão, mas as excursões típicas de tensão para sistemas em bom funcionamento podem ser da
ordem de 10% do valor nominal.
O mesmo se aplica à configuração de tempo. O atraso de tempo necessário é dependente do tempo pelo qual o
sistema é capaz de suportar uma tensão reduzida.
Se estiverem conectadas cargas de motores, uma configuração típica de tempo é da ordem de 0,5 segundos.

220 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

3 PROTEÇÃO DE SOBRETENSÃO
As condições de sobretensão estão geralmente associadas a perda de carga, pela qual a amplitude da tensão de
alimentação aumenta. Esta situação seria normalmente corrigida por equipamentos de regulação de tensão, tais
como AVRs (Reguladores Automáticos de Voltagem) ou Comutadores de Derivação sob Carga. Entretanto, quando
estes equipamentos falham em trazer a tensão do sistema para dentro dos limites permitidos, isso deixa o
sistema numa condição de sobretensão, que precisa ser resolvida.

Nota:
Durante condições de defeito à terra num sistema de energia pode haver um aumento nas tensões da fase não afetada.
Idealmente, o sistema deve ser projetado para suportar estas sobretensões por um período de tempo definido.

3.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE SOBRETENSÃO


A Proteção de Sobretensão está implementada na coluna PROTEÇÃO VOLT do grupo de parâmetros relevante. Os
parâmetros de Sobretensão estão contidos dentro do subtítulo SOBRETENSÃO.
O produto fornece três estágios de proteção de Sobretensão com características independentes de atraso no
tempo.
Os estágios 1 e 3 fornecem uma gama de características de operação, onde se pode selecionar entre:
● Uma característica IDMT
● DT (Tempo Definido)

Você define isto usando as células de Função V>1 e a Função V>3 dependendo do estágio.
A característica IDMT é definida pela seguinte fórmula:
t = K/( M - 1)
onde:
● K = configuração do Multiplicador de tempo
● t = Tempo de operação em segundos
● M = Tensão medida / tensão definida (V> Ajust.Tensão)

Os estágios de sobretensão podem ser configurados como tensão fase-neutro ou fase-fase na célula V> Modo
Medida.
Não existe função Parar temporizador para Sobretensão.
O estágio 2 pode ter apenas característica de tempo definido. Isto é definido na célula de estado V>2.
Estão incluídos três estágios para fornecer múltiplos tipos de saída, tais como estágios de alarme e disparo.
Alternativamente, podem ser necessários diferentes configurações de tempo dependendo da severidade do
aumento de tensão.
Estão disponíveis saídas para condições monofásicas ou trifásicas através da célula V>Modo Operação para
cada estágio.

P14D-TM-PT-7 221
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

3.2 LÓGICA DE PROTEÇÃO DE SOBRETENSÃO


V> Modo Medida
V>1 PartidaA/AB
VA
VAB
V>1 Ajust.Tensão & V>1 Disparo A/ AB

V>1 Tempo Atraso

V> Modo Medida


V>1 PartidaB/BC
VB
VBC
V>1 Ajust.Tensão & V>1 Disparo B/BC

V>1 Tempo Atraso

V> Modo Medida


V>1 PartidaC/CA
VC
VCA
V>1 Ajust.Tensão & V >1 Disparo C/ CA

V>1 Tempo Atraso 1


&
1 V>1 Partida
&
&

1
&
V >1 Tempo Bloq . 1 V>1 Disparo
&
V> Modo Operação &
Qualquer Fase
Trifásico
Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios
similares.
O bloqueio rápido VTS se aplica apenas nos modelos direcionais .
V 00804

Figura 98: Sobretensão - modo de disparo mono e trifásico (estágio único)


A função de proteção de Sobretensão detecta quando a amplitude da tensão excede um limiar definido para um
certo estágio. Se isto acontecer é gerado um sinal de Partida, significando o "Arranque da proteção". Este sinal de
Arranque pode ser bloqueado pelo sinal VTS Bloq.Rápido. Este sinal de Partida é aplicado ao módulo
temporizador para produzir o sinal de Disparo, o qual pode ser bloqueado pelo sinal de bloqueio de temporizador
de sobretensão (V>(n) Temp Bloq). Para cada estágio, existem três módulos de detecção de sobretensão para as
fases, um para cada fase. Os três sinais de Partida de cada uma destas fases são somados para criar um sinal de
Arranque trifásico (V>(n) Partida), o qual pode ser ativado quando qualquer uma das fases arrancar (Qualquer
Fase), ou quando todas as três fases arrancarem (Trifásico), dependendo do parâmetro V>Modo Operação
escolhido.
As saídas dos módulos temporizadores são os sinais de disparo, os quais são usados para acionar o relé de saída
de disparo. Estes sinais de disparo também são somados para criar um sinal de Disparo trifásico, os quais
também são controlados pelo parâmetro de V>Modo Operação.
Se algum dos sinais acima estiver baixo, ou for para nível baixo antes do temporizador ter esgotado, o módulo
temporizador é inibido (efetivamente sofre reset) até que o sinal de bloqueio vá para o nível alto.

222 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

3.3 NOTA DE USO

3.3.1 DIRETRIZES PARA CONFIGURAÇÃO DE SOBRETENSÃO


A existência dos dois estágios e suas respectivas características operacionais permitem várias aplicações
possíveis:
● O Tempo Definido pode ser usado para ambos os estágios para fornecer os estágios necessários de alarme
e disparo.
● O uso da característica IDMT permite graduação do atraso de tempo de acordo com a severidade da
sobretensão. Como os parâmetros de tensão para ambos os estágios são independentes, o segundo
estágio poderia ser definido menor que o primeiro para proporcionar um estágio de alarme atrasado no
tempo.
● Se for necessário apenas um estágio de proteção de sobretensão, ou se o elemento for necessário para
fornecer apenas um alarme, o estágio remanescente pode ser desabilitado.

Este tipo de proteção deve ser coordenado com quaisquer outros dispositivos de sobretensão em outros locais do
sistema.

P14D-TM-PT-7 223
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

4 TAXA DE VARIAÇÃO DA PROTEÇÃO DE TENSÃO


Onde existem cargas muito grandes, podem ocorrer desequilíbrios, o que poderia resultar em rápido declínio na
tensão do sistema. A situação poderia ser tão má que desligar um ou dois estágios de carga provavelmente não
interromperia o rápido declínio da tensão. Em tal situação, a proteção padrão de subtensão teria que ser
complementada normalmente com proteção que responda à taxa de variação da tensão. É, portanto, necessário
um elemento , que identifique a alta taxa de queda da tensão e adapte de acordo o esquema de redução da
carga.
Tal proteção pode identificar variações de tensão ocorrendo próximo à tensão nominal, fornecendo, desta forma,
aviso antecipado de um problema de tensão em desenvolvimento. O elemento também pode ser usado como um
alarme para alertar operadores sobre variações anormalmente altas da tensão do sistema.
Proteção de Taxa de Variação de Tensão também é conhecida como proteção dv/dt.

4.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE TAXA DE VARIAÇÃO DA TENSÃO


As funções de proteção dv/dt podem ser encontradas na coluna PROTEÇÃO VOLT abaixo do subtítulo PROTEÇÃO
DV/DT. A proteção dv/dt consiste de quatro estágios independentes, que podem ser configurados seja como
fase-fase ou fase-neutro usando a célula dv/dt Modo medida.

224 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

4.2 LÓGICA DA TAXA DE VARIAÇÃO DE TENSÃO


dv/dt Mod .Medida

VA dv/dt 1 Temp.Atr.
dV/ dt Averaging dv/dt 1 PartA/AB
VAB
&
dv/dt1 Méd .Ciclo 1 DT dv /dt1 Disp.A/AB
Descartar -1
Freq. n/Encontr .

dv/dt 1 Ajuste × &

dv/dt Mod .Medida

VB dv/dt 1 Temp.Atr.
dV/ dt Averaging dv/dt 1 PartB/BC
VBC
&
dv/dt1 Méd .Ciclo 1 DT dv/dt 1 Disp.B/BC
Descartar -1
Freq. n/Encontr .

dv/dt 1 Ajuste × &

dv/dt Mod .Medida


VC dv/dt 1 Temp .Atr.
dV/ dt Averaging dv/dt 1 partC/CA
VCA
&
dv/dt1 Méd .Ciclo 1 DT dv/dt 1 Disp.C/CA
Descartar -1
Freq. n/Encontr . 1
& &
dv/dt 1 Ajuste ×
1 dv/dt1 Partida
dv/dt 1 Função &
1 &
Positivo
Ambos 1
1 &
Negativo
Desativado 1 dv/dt1 Disparo
1 &
dv/dt 1 Bloqueio &

V< Modo Operação


Qualquer Fase
Trifásico V00806

Figura 99: Lógica de proteção da Taxa de Variação de Tensão


A lógica dv/dt funciona pela diferenciação do valor RMS da tensão de entrada de cada fase, que pode ser em
relação ao neutro ou em relação à outra fase, dependendo do modo de medição selecionado. Calcula-se então a
média deste valor diferenciado durante um certo número de ciclos, determinado pelo parâmetro dv/
dt(n)Méd.Ciclo e comparando-o com um limiar (dv/dt(n)limiar) nas direções positiva e negativa. Um sinal de
arranque é gerado dependendo da direção selecionada (positiva, negativa ou ambas), definido pelo parâmetro
dv/dt(n)Função, que também pode desactivar a função com base no estágio. Cada estágio também pode ser
bloqueado pelo sinal DDB dvV/dt(n)Bloqueio. O sinal de disparo é produzido passando o sinal de Arranque através
de um temporizador de DT.
A função também gera sinais de Arranque e Disparo trifásicos, os quais podem ser definidos como Qualquer
Fase (onde qualquer uma das fases pode disparar o arranque) ou Trifásica (onde todas as três fases são
necessárias para disparar o arranque). O buffer de média sofre reset quando o estágio é desactivado ou quando
nenhuma frequência é encontrada (Sinal DDB Freq Não Encont).

P14D-TM-PT-7 225
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

5 PROTEÇÃO DE TENSÃO RESIDUAL


Num sistema de energia trifásico em bom funcionamento, a soma das tensões das três fases para a terra é
nominalmente zero, da mesma forma que a soma vetorial dos três vetores equilibrados deslocados de 120° entre
si. Entretanto, quando ocorre um defeito à terra no sistema primário, este equilíbrio é perturbado e é produzida
uma tensão residual. Esta condição causa uma elevação na tensão do neutro com relação à terra.
Consequentemente este tipo de proteção também é normalmente denominada de 'Deslocamento da Tensão do
Neutro' ou NVD abreviadamente.
Esta tensão residual pode ser calculada (a partir das tensões das fases) ou medida (a partir de um TT de medida
em delta aberto ). Os valores calculados serão usados normalmente apenas onde o modelo não suporte
funcionalidade de medição (um TT de medição dedicado). Se for usado um TT de medição para produzir uma
Tensão Residual, ele não poderá ser usado para outras funções tais como Verificação de Sincronização.
Isto permite uma forma alternativa de detecção de defeito à terra, a qual não requer nenhuma medição de
corrente. Isto pode ser particularmente vantajoso em sistemas com aterramento de alta impedância ou isolados,
onde a colocação de transformadores de corrente com núcleo equilibrado em cada alimentador pode ser ou
impraticável ou antieconômico, ou para proporcionar proteção contra defeito à terra para dispositivos sem
transformadores de corrente.

5.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE SOBRETENSÃO RESIDUAL


A Proteção de Sobretensão Residual está implementada na coluna SOBRETENS.RESID.NVD do grupo de
parâmetros relevante.
Algumas aplicações requerem mais de um estágio. Por exemplo, um sistema isolado pode requerer um estágio de
alarme e um estágio de disparo. É comum em tais casos que o sistema seja projetado para suportar as
sobretensões das fases boas associadas por um número de horas em seguida a um defeito à terra. Em tais
aplicações, é gerado um alarme logo após a condição ser detectada, o que serve para indicar a presença de um
defeito à terra no sistema. Isto dá tempo aos operadores do sistema para localizar e isolar o defeito. O segundo
estágio da proteção pode emitir um sinal de disparo se a condição de defeito persistir.
O produto fornece três estágios de proteção de Tensão Residual com características independentes de atraso no
tempo.
Os estágios 1 e 3 fornecem uma gama de características de operação, onde se pode selecionar entre:
● Uma característica IDMT
● DT (Tempo Definido)

A característica IDMT é definida pela seguinte fórmula:


t = K/( M - 1)
onde:
● K = configuração do Multiplicador de tempo
● t = Tempo de operação em segundos
● M = configuração de tensão residual calculada (VN> Ajust.Tensão)

Define isto usando as células de Função VN>1 e a Função VN>3 dependendo do estágio.
Os estágios 1 e 3 também fornecem uma função Parar Temporizador conforme descrito em Função Parar
Temporizador (on page96)
O estágio 2 pode ter apenas característica de tempo definido. Isto é definido na célula de estado VN>2.
O dispositivo calcula a tensão residual internamente a partir das entradas de tensão das três fases fornecidas seja
por um TT de 5 membros ou por três TTs monofásicos. Este tipo de projeto de TT fornece um caminho para o fluxo
residual e consequentemente permite que o dispositivo calcule a tensão residual requerida. Além disso, o ponto

226 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

central estrela do primário do TT deve estar aterrado. TTs de três membros não possuem caminho para o fluxo
residual e são, portanto, inadequados para este tipo de proteção.

5.2 LÓGICA DE SOBRETENSÃO RESIDUAL

VN>1 Partida

VN
VN>1 Ajus.Tensão &
& IDMT/DT VN>1 Disparo

TPS Bloq.Rápido

VN>1 Tempo Bloq.


V00802

Figura 100: Lógica de Sobretensão Residual


O módulo de Sobretensão Residual (VN>) é um detector de nível que detecta quando a amplitude da tensão
excede um limiar definido para cada estágio. Quando isto acontece, a saída do comparador produz um sinal de
Partida (VN>(n) Partida), o qual significa o "Arranque da proteção". Este pode ser bloqueado por um sinal VTS Bloq
Inst. Este sinal de Partida é aplicado ao módulo temporizador. A saída do módulo temporizador é o sinal VN>
(n) Disparo, que é usado para acionar o relé de saída de disparo.

5.3 NOTA DE USO

5.3.1 CÁLCULOS PARA SISTEMAS COM ATERRAMENTO SÓLIDO


Considere um defeito da fase A para a Terra num sistema radial simples.

P14D-TM-PT-7 227
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

IED

E00800

Figura 101: Tensão residual para um sistema com aterramento sólido


Como pode ser visto no diagrama acima, a tensão residual medida num sistema com aterramento sólido é
dependente apenas da relação entre impedância da fonte atrás do IED e a impedância da linha na frente do IED,
até o ponto de defeito. Para um defeito remoto distante, a relação: ZS/ZL será pequena, resultando numa tensão
residual correspondentemente pequena. Portanto, a proteção apenas opera para defeitos que ocorram até uma
certa distância do sistema. A distância máxima depende da configuração do dispositivo.

5.3.2 CÁLCULOS PARA SISTEMAS COM ATERRAMENTO VIA IMPEDÂNCIA


Considere um defeito da fase A para a Terra num sistema radial simples.

228 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

IED

E00801

Figura 102: Tensão residual para um sistema com aterramento via impedância
Um sistema com aterramento via impedância irá gerar sempre um grau relativamente grande de tensão residual,
uma vez que a impedância de fonte de sequência zero agora inclui a impedância de aterramento. Conclui-se
então que a tensão residual gerada por um defeito à terra num sistema isolado terá o valor mais alto possível (3 x
tensão fase-neutro), uma vez que a impedância de fonte de sequência zero é infinita.

5.3.3 CÁLCULOS PARA SISTEMAS COM ATERRAMENTO VIA IMPEDÂNCIA


A configuração de tensão aplicada aos elementos é dependente da amplitude da tensão residual que se espera
ocorrer durante a condição de defeito à terra. Isto por sua vez é dependente do método empregado de
aterramento do sistema.
Além disso, você deve assegurar que o parâmetro do IED seja definido acima de qualquer nível persistente de
tensão residual presente no sistema.

P14D-TM-PT-7 229
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

6 PROTEÇÃO DE SOBRETENSÃO DE SEQUÊNCIA NEGATIVA


Onde um alimentador de entrada estiver a fornecer a equipamentos de instalações rotativas, tais como um motor
de indução, é essencial que a alimentação esteja balanceada e com as fases corretas. A rotação incorreta de fase
irá resultar que os motores conectados girem na direção errada. Para aplicações sensíveis à direção, tais como
elevadores e correias transportadoras, é inaceitável deixar que isto aconteça.
Desequilíbrios na alimentação de entrada causam componentes de tensão de sequência de fase negativa. No
caso de rotação incorreta de fase, a tensão de alimentação consistiria efetivamente apenas de 100% de tensão
de sequência negativa de fase.

6.1 IMPLEMENTAÇÃO DE SOBRETENSÃO DE SEQUÊNCIA NEGATIVA


A proteção de sobretensão de sequência negativa é implementada na coluna SOBRETENS.SEQNEG do respectivo
grupo de configurações.
O dispositivo inclui um elemento de sobretensão de sequência de fase negativa. Só é possível tempo definido
Este elemento monitora a rotação e a magnitude da tensão de entrada (normalmente, a partir de um
transformador de tensão conectado ao barramento) e pode ser ligado ao contactor ou disjuntor do motor, para
evitar que o motor seja energizado enquanto existir rotação de fase incorreta.
O elemento é habilitado usando as células V2>1 Estado e V2>2 Estado.

6.2 LÓGICA DE SOBRETENSÃO DE SEQUÊNCIA NEGATIVA

V2>1 Start

V2
Start
V2>1 Ajus.Tensão & Counter
& DT V2>1 Trip

TPS Bloq.Rápido Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem
princípios similares.
V2>1 Accelerate O bloqueio rápido VTS se aplica apenas nos modelos direcionais .
V00818

Figura 103: Lógica de sobretensão de sequência negativa


O módulo de sobretensão de sequência negativa detecta quando a magnitude da tensão excede um limiar pré-
definido. Quando isto acontece, o módulo comparador de sobretensão de saída, produz um sinal Partida (por ex.,
para o estágio 1: V2>1 Partida), que significa "Início da proteção". Isto pode ser bloqueado por um sinal TPS
Bloq.Rápido. Este sinal de Partida é aplicado ao módulo temporizador DT. A saída do módulo temporizador DT é o
sinal de desarme usado para acionar o relé de saída que está desarmando.
O sinal V2>1 Acelerar acelera o tempo de operação da função, reduzindo o número de ciclos de confirmação
necessários para iniciar a função. Em 50 Hz, isto significa que o Início da proteção é reduzido em 20 ms.

6.3 NOTA DE USO

6.3.1 DIRETRIZES PARA CONFIGURAÇÃO


A preocupação primária é normalmente a detecção de rotação incorreta de fase (mais do que pequenos
desequilíbrios), portanto não é necessário um parâmetro sensível. O parâmetro deve ser mais alto que qualquer
tensão de NPS persistente, que possa estar presente devido a desequilíbrios no TT de medição, tolerâncias do
dispositivo etc.
Um parâmetro de aproximadamente 15% da tensão nominal pode ser típico.

230 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

Nota:
Níveis persistentes de tensão de NPS (V2) são exibidos na célula Magnitude de V2 da coluna MEDIÇÕES 1.

O tempo de operação do elemento é altamente dependente da aplicação. Um parâmetro típico estaria na faixa de
5 segundos.

P14D-TM-PT-7 231
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

7 PROTEÇÃO DE SUBTENSÃO DE SEQUÊNCIA POSITIVA

7.1 IMPLEMENTAÇÃO DA SUBTENSÃO DE SEQUÊNCIA POSITIVA


A proteção de subtensão de sequência positiva é implementada no cabeçalho POS SEQ U/V na coluna
PROTECAO.TENSÃO do respectivo grupo de configurações.
O produto fornece dois estágios de Proteção de subtensão de sequência positiva, com características de atraso
de tempo independentes.
O estágio 1 permite escolher algumas características de operação, entre elas:
● Uma característica IDMT
● DT (Tempo Definido)

Isto é configurado na célula V1<1 Função.


A características IDMT é definida pela fórmula a seguir:
t = K/( M-1)
onde:
● K = Valor do multiplicador de tempo
● t = Tempo de operação em segundos
● M = Tensão medida / Tensão de configuração do IED

Não existe recurso de Retenção de tempo para subtensão.


O estágio 2 pode ter apenas características de tempo definido. Isto é configurado na célula V1<2 Estado.
São incluídos dois estágios de modo a permitir múltiplos tipos de saída, tais como alarme e estágios de desarme.

7.2 LÓGICA DE SUBTENSÃO DE SEQUÊNCIA POSITIVA


V1<1 Start
V1
V1<1 Ajust.Tens. &
& V1<1 Trip

V1<1 Temp Atraso

Todos Polos Mort

V 1<1 Poledead Inh


&
Ativo
Nota : Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios similares .
VTS Blocks 1 O bloqueio rápido VTS se aplica apenas nos modelos direcionais .

Ativo
&
TPS Bloq.Rápido

V1<1 Timer Block


V00816

Figura 104: Lógica de subtensão de sequência positiva

232 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

8 PROTEÇÃO DE SOBRETENSÃO DE SEQUÊNCIA POSITIVA

8.1 IMPLEMENTAÇÃO DE SOBRETENSÃO DE SEQUÊNCIA POSITIVA


A Proteção de sobretensão de sequência positiva é implementada no cabeçalho POS SEQ O/V na coluna
PROTECAO.TENSÃO do respectivo grupo de configurações.
O produto fornece dois estágios de Proteção de sobretensão de sequência positiva, com características de atraso
de tempo independentes.
O estágio 1 permite escolher algumas características de operação, entre elas:
● Uma característica IDMT
● DT (Tempo Definido)

Isto é configurado na célula V1>1 Função.


A características IDMT é definida pela fórmula a seguir:
t = K/( M-1)
onde:
● K = Valor do multiplicador de tempo
● t = Tempo de operação em segundos
● M = Tensão medida / Tensão de ajuste do IED (V1> V<1 Ajust.Tensão)

Não existe recurso de retenção de temporizador na sobretensão de sequência positiva.


O estágio 2 pode ter apenas características de tempo definido. Isto é configurado na célula V1>2 Estado.
São incluídos dois estágios de modo a permitir múltiplos tipos de saída, tais como alarme e estágios de desarme.

8.2 LÓGICA DE SOBRETENSÃO DE SEQUÊNCIA POSITIVA


V1>1 Start
V1
V1>1 Ajust.Tens. &
& V1>1 Trip

V1>1 Temp Atraso

Todos Polos Mort

V 1>1 Poledead Inh


& Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios
Ativo
similares.
VTS Blocks 1 O bloqueio rápido VTS se aplica apenas nos modelos direcionais .

Ativo
&
TPS Bloq.Rápido

V1>1 Timer Block


V00817

Figura 105: Lógica de sobretensão de sequência positiva

P14D-TM-PT-7 233
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

9 FUNÇÕES DE TENSÃO DE VALOR MÉDIA MÓVEL


As funções de tensão de valor média móvel estão disponíveis para:
● Subtensão (Vavg<)
● Sobretensão (Vavg>)
● Tensão de sequência zero (V0avg>)
● Tensão de sequência positiva (V1Avg>)
● Tensão de sequência negativa (V2Avg>)
A tensão é amostrada a 5 Hz (uma amostra a cada 200 ms, para um sistema de 50 Hz). O período de atualização é
de 3 segundos, o que significa que são coletadas 15 amostras a cada período de atualização. A tensão média
para os 10 minutos anteriores é calculada, exibida como medições e usada como quantidades de energização
para as funções de proteção. As seguintes quantidades são fornecidas:
VA Mov Media: Tensão média RMS da fase A
VB Mov Media: Tensão média RMS da fase B
VC Mov Media: Tensão média RMS da fase C
V0 Mov Media: Magnitude de tensão média de sequência zero
V1 Mov Media: Magnitude de tensão média de sequência positiva
V2 Mov Media: Magnitude de tensão média de sequência negativa

234 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

9.1 LÓGICA DE SUBTENSÃO DE MÉDIA MÓVEL


Vmed<1 Estad. VMed <1 Part. A

VA Mov Average & VMed <1 Disp. A

Vmed <1 VoltAjust

Vmed <1 PartTempo

Vmed<1 DispTemp

Vmed<1 Estad. VMed <1 Part. B

VB Mov Average & VMed <1 Disp. B

Vmed <1 VoltAjust

Vmed <1 PartTempo

Vmed<1 DispTemp

Vmed <1 Estad. VMed <1 Part. C

VC Mov Average & VMed <1 Disp. C

Vmed <1 VoltAjust


1
Vmed <1 PartTempo &
Vmed <1 DispTemp 1 VMed <1 Part.
&
&

1
&
1 VMed <1 Disp.
&
Vmed < Modo Oper &
Qualquer Fase
Trifásico V00807

Figura 106: Lógica de subtensão de média móvel

P14D-TM-PT-7 235
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

9.2 LÓGICA DE SOBRETENSÃO DE MÉDIA MÓVEL


Vmed >1 Estad. VMed >1 Part. A

VA Mov Average & VMed >1 Disp. A

Vmed>1 VolAjust

Vmed >1 PartTemp

Vmed >1 DispTemp

Vmed >1 Estad. VMed >1 Part. B

VB Mov Average
& VMed >1 Disp. B

Vmed >1 VolAjust

Vmed >1 PartTemp

Vmed>1 DispTemp

Vmed >1 Estad. VMed >1 Part. C

VC Mov Average
& VMed >1 Disp. C

Vmed >1 VolAjust


1
Vmed >1 PartTemp &
Vmed >1 DispTemp 1 VMed >1 Part.
&
&

1
&
1 VMed >1 Disp.
&
Vmed > Oper Modo &
Qualquer Fase
Trifásico V00808

Figura 107: Lógica de sobretensão de média móvel

9.3 LÓGICA DE TENSÃO DE SEQUÊNCIA ZERO DE MÉDIA MÓVEL


V0med >1 Estad. V0 Med>1 Part.
V 0 Mov Average
& V0Med >1 Disp.
V0med>1 VolAjust

V0med >1 Atraso

V Blocking 1
Ativo
&
TPS Bloq.Rápido
V00809

Figura 108: Lógica de tensão de sequência zero de média móvel

236 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência

9.4 LÓGICA DE TENSÃO DE SEQUÊNCIA POSITIVA DE MÉDIA MÓVEL


V1Med >1 Estad. V1 Med>1 Part.
V 1 Mov Average
& V1Med >1 Disp.
V1Med>1 VolAjust

V1Med >1 Atraso


V00810
V Bloqueio 1
Ativo
&
TPS Bloq.Rápido

Figura 109: Lógica de tensão de sequência positiva de média móvel

9.5 LÓGICA DE TENSÃO DE SEQUÊNCIA NEGATIVA DE MÉDIA MÓVEL


V2Med >1 Estad. V2 Med>1 Part.

V 2 Mov Average & V2Med >1 Disp.

V2Med>1 VolAjust

V2Med>1 PartTemp

V 2avg>1 DispTemp V00811

Figura 110: Lógica de tensão de sequência negativa de média móvel

9.6 PSL DE BLOQUEIO DE TENSÃO MÉDIA


A função de proteção de tensão média não fornece bloqueio interno para uma condição VTS ou condições de Polo
morto. Para conseguir isto, você deve configurar o PSL como segue:

VMed <1 Disp.

VMed<2 Disp.

VMed >1 Disp.

VMed>2 Disp.

V0Med >1 Disp.


1
V0Med >2 Disp. & Para o esquema

V1Med >1 Disp.

V1Med >2 Disp.

V2Med >1 Disp.

V2Med >2 Disp.

TPS Bloq.Rápido

Qualq .Polo Morto

Todos Polos Mort


V00815

Figura 111: Bloqueio de proteção de tensão média

P14D-TM-PT-7 237
Capítulo 10 - Funções de Proteção de Tensão e Frequência P14D

238 P14D-TM-PT-7
FUNÇÕES DE PROTEÇÃO DE FREQUÊNCIA

CAPÍTULO 11
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

240 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


O dispositivo fornece uma variedade de funções de proteção de frequência. Este capítulo descreve a operação
destas funções, incluindo os princípios, diagramas lógicos e aplicações.
Este capítulo contém as seguintes seções:
Visão geral do capítulo 241
Visão Geral da Proteção de Frequência 242
Proteção de subfrequência 244
Proteção de sobrefrequência 246
Proteção R.O.C.O.F independente 248
Proteção R.O.C.O.F supervisionada em frequência 251
Proteção de Taxa média de troca de frequência 254
Redução e restauração de carga 257

P14D-TM-PT-7 241
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

2 VISÃO GERAL DA PROTEÇÃO DE FREQUÊNCIA


A geração e o uso da energia precisam ser bem equilibrados em qualquer rede de distribuição ou transmissão
industrial. Estas redes elétricas são entidades dinâmicas, com cargas e fornecimento variando continuamente, os
quais afetam continuamente a frequência do sistema. O aumento da carga reduz a frequência do sistema e a
geração precisa ser aumentada para manter a frequência do fornecimento. Contrariamente, a diminuição da
carga aumenta a frequência do sistema e a geração precisa ser reduzida. Flutuações bruscas na carga podem
causar mudanças rápidas na frequência, que precisam ser tratadas rapidamente.
A menos que sejam tomadas medidas corretivas em tempo apropriado, a queda da frequência pode ir além do
ponto sem volta e causar um colapso amplo da rede, o que tem consequências terríveis.
Os dispositivos de proteção capazes de detectar condições de baixa frequência são usados geralmente para
desconectar cargas sem importância para restabelecer o equilíbrio geração/carga. Entretanto, com estes
dispositivos, a ação é iniciada apenas após o evento, e esta forma de ação corretiva pode não ser efetiva o
suficiente para lidar com aumentos bruscos na carga que causem grandes quedas de frequência em tempos
muito curtos. Em tais casos, um dispositivo que possa antecipar a severidade da queda de frequência e agir para
desconectar as cargas antes que a frequência atinja níveis perigosamente baixos é muito eficaz em conter os
danos. Isto é chamado de proteção de taxa de variação instantânea de frequência.
Durante perturbações severas, a frequência do sistema oscila conforme vários geradores tentam se sincronizar
em uma frequência comum. A medição da taxa instantânea de variação de frequência pode ser enganadora
durante este tipo de perturbação. A queda de frequência precisa ser monitorizada durante um período de tempo
mais longo para tomar a decisão correta para redução de cargas. Isto é chamado de proteção de taxa de
variação média de frequência.
Normalmente os geradores são classificados para uma faixa de frequência particular. A operação fora desta faixa
pode provocar danos mecânicos nas palhetas das turbinas. A proteção contra estas contingências é necessária
quando a frequência não recupera mesmo após terem sido tomados passos de redução de carga. Este tipo de
proteção pode ser usado para alarmes para o operador ou disparo da turbina em caso de queda severa da
frequência.
Certamente uma gama de métodos é necessária para assegurar estabilidade da frequência do sistema. Os
dispositivos de frequência da GE Energy Connections fornecem vários meios de proteção:
● Proteção de subfrequência: abreviada como f+t<
● Proteção de sobrefrequência: abreviada como f+t>
● Proteção da Taxa de Variação de Frequência Independente: abreviada para R.O.C.O.F Independente, ou
df/dt+t
● Proteção da Taxa de Variação de Frequência com Supervisão de Frequência: abreviada para R.O.C.O.F com
Supervisão de Frequência, ou f+df/dt
● Proteção da Taxa de Variação de Frequência Média: abreviada para R.O.C.O.F Média, ou f+Df/Dt (note o D
maiúsculo)
● Delastre (load shedding) e restauração de carga

2.1 IMPLANTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE FREQUÊNCIA


A proteção de frequência é implantada na coluna PROT.FREQUÊNCIA do respectivo grupo de configurações.
O dispositivo inclui 9 estágios para os seguintes métodos de proteção de frequência:
● Proteção de subfrequência: abreviada como f+t<
● Proteção de sobrefrequência: abreviada como f+t>
● Proteção de taxa de mudança da frequência: abreviada como independente R.O.C.O.F, ou df/dt+t

242 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

● Proteção de taxa de mudança da frequência,: abreviada como frequência supervisionada R.O.C.O.F, ou f


+df/dt
● Proteção de taxa média de mudança da frequência: abreviada como R.O.C.O.F, ou f+Df/Dt (note o 'D'
maiúsculo)
● Redução e restauração de carga

Cada estágio pode ser desabilitado ou habilitado através da Nível (n). A proteção de frequência também pode ser
bloqueada por uma condição de subtensão, caso necessário.

P14D-TM-PT-7 243
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

3 PROTEÇÃO DE SUBFREQUÊNCIA
Uma frequência de sistema reduzida indica que a carga da rede é excessiva para a geração disponível. Essa
condição pode surgir quando um sistema interconectado se divide e a carga restante conectada a um dos
subsistemas está além da capacidade dos geradores desse subsistema específico. Plantas industriais que
dependem da rede elétrica para suprir parte de suas cargas experimentarão condições de subfrequência, quando
as linhas de entrada forem perdidas.
Muitos tipos de cargas industriais possuem tolerâncias limitadas com relação à frequência e velocidade de
operação (por ex. motores síncronos). A subfrequência sustentada possui implicações na estabilidade do sistema,
pois qualquer distúrbio subsequente poderá danificar o equipamento e até mesmo levar a quedas totais de
energia. Portanto, é essencial oferecer proteção para as condições de subfrequência.

3.1 IMPLANTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE SUBFREQUÊNCIA


As configurações a seguir são relevantes para a subfrequência:
● Est.Freq.n f+t: determina se o estágio é subfrequência, sobrefrequência ou está desabilitado.
● Ajust.Freq.n f+t: define a configuração da coleta de frequência.
● Temp.Freq.n f+t: define o atraso de tempo.

3.2 LÓGICA DA PROTEÇÃO DE SUBFREQUÊNCIA


Nív.1 f+t Par.

Freq Averaging

DT
Ajust.Freq.1 f+t & Nív.1 f+t Disp.

Nível 1
Ativo

Est.Freq.1 f+t
Sub

ADV Freq. Inibir


1
Freq. n/Encontr.

Estado V <B
Ativo
1
Min Tens . Bloq.

V00850 Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios similares .

Figura 112: Lógica de subfrequência (estágio simples)


Se a frequência estiver abaixo do parâmetro e não bloqueada o temporizador de DT é iniciado. Se a frequência
não puder ser determinada, a função é bloqueada.

3.3 NOTA DE USO

3.3.1 DIRETRIZES PARA CONFIGURAÇÃO


Para minimizar os efeitos da subfrequência, um esquema de redução de carga multiestágio pode ser usado com
as cargas da instalação priorizadas e agrupadas. Durante a condição de subfrequência, os grupos de cargas são
desconectados sequencialmente, com o grupo de maior prioridade sendo o último a ser desconectado.

244 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

A efetividade de cada grupo de redução de carga depende da proporção de deficiência de energia que ele
representa. Se o estágio de redução de carga for muito pequeno comparado com a deficiência de energia
prevalecente, então poderá não haver melhoria na frequência. Isto deve ser levado em conta ao se formar os
grupos de cargas.
Os atrasos devem ser suficientes para superar qualquer queda transiente na frequência, bem como proporcionar
tempo para que os controles de frequência no sistema respondam. Estes não podem ser excessivos, pois isso
poderia prejudicar a estabilidade do sistema. Parâmetros de atraso de 5 - 20 s são típicos.
Um exemplo de um esquema de redução de carga de quatro estágios para sistemas de 50 Hz é mostrado abaixo:
Estágio Elemento Parâmetro de Frequência (Hz) Parâmetro de Tempo (Seg.)
1 Nível 1(f+t) 49,0 20 s
2 Nível 2(f+t) 48,6 20 s
3 Nível 3(f+t) 48,2 10 s
4 Nível 4(f+t) 47,8 10 s

Os atrasos de tempo relativamente longos são destinados a fornecer tempo suficiente para que os controles do
sistema respondam. Isto funcionará bem numa situação onde a queda da frequência do sistema é lenta. Para
situações onde a queda rápida da frequência é esperada, este esquema de redução de carga deve ser
complementado por elementos de proteção de taxa de variação de frequência.

P14D-TM-PT-7 245
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

4 PROTEÇÃO DE SOBREFREQUÊNCIA
Um aumento de frequência do sistema ocorre quando a entrada mecânica de um gerador ultrapassa a saída
elétrica do mesmo. Isto pode acontecer, por exemplo, quando ocorre uma perda repentina de carga devido ao
desligamento de um alimentador da planta para um centro de carga. Sob tais condições, o regulador
normalmente responde rápido para obter um equilíbrio entre a potência mecânica e a demanda elétrica,
restaurando, assim, a frequência a seu valor normal. A proteção de sobrefrequência é necessária como uma
reserva para atender os casos onde a reação do equipamento de controle é excessivamente lenta.

4.1 IMPLANTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE SOBREFREQUÊNCIA


As configurações a seguir são relevantes para a sobrefrequência:
● Est.Freq.n f+t: determina se o estágio é subfrequência, sobrefrequência ou está desabilitado.
● Ajust.Freq.n f+t: define a configuração da coleta de frequência.
● Temp.Freq.n f+t: define o atraso de tempo.

4.2 LÓGICA DA PROTEÇÃO DE SOBREFREQUÊNCIA


Nív.1 f+t Par.

Freq Averaging

DT
Ajust.Freq.1 f+t & Nív.1 f+t Disp.

Nível 1
Ativo

Est.Freq.1 f+t
Sobre

ADV Freq. Inibir


1
Freq. n/Encontr.

Estado V <B
Ativo
1
Min Tens . Bloq.

V00851 Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios similares .

Figura 113: Lógica de sobrefrequência (estágio simples)


Se a frequência estiver acima do parâmetro e não bloqueada o temporizador de DT é iniciado e depois que este
esgotar, o disparo é produzido. Se a frequência não puder ser determinada, a função é bloqueada.

4.3 NOTA DE USO

4.3.1 DIRETRIZES PARA CONFIGURAÇÃO


Em seguida as mudanças na rede causadas por defeitos ou outros requisitos operacionais é possível que vários
subsistemas sejam formados dentro da rede de energia. É provável que estes subsistemas venham a sofrer de um
desequilíbrio de geração/carga. As "ilhas" onde a geração exceda a carga existente estarão sujeitas a condições
de sobrefrequência. Condições severas de sobrefrequência podem ser inaceitáveis para muitas cargas industriais,
uma vez que a velocidade de rotação dos motores será afetada. O elemento de sobrefrequência pode ser definido
adequadamente para detectar esta contingência.

246 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

Um exemplo de proteção de sobrefrequência de dois estágios é mostrado abaixo usando os estágios 5 e 6 dos
elementos f+t. Entretanto, os parâmetros para um sistema real irão depender da frequência máxima que o
equipamento pode tolerar por um dado período de tempo.
Estágio Elemento Parâmetro de Frequência (Hz) Parâmetro de Tempo (Seg.)
1 Nível 5(f+t) 50,5 30
2 Nível 6(f+t) 51,0 20

Os atrasos de tempo relativamente longos são destinados a fornecer tempo para que os controlos do sistema
respondam e funcionarão bem numa situação em que o aumento da frequência do sistema seja lenta.
Para situações onde o aumento rápido da frequência é esperado, o esquema de proteção acima poderia ser
complementado por elementos de proteção de taxa de variação de frequência.
No sistema mostrado abaixo, a geração no barramento de MT é dimensionada de acordo com as cargas naquele
barramento, enquanto que os geradores ligados ao barramento de AT geram energia para exportar para a
concessionária. Se as ligações à rede forem perdidas, a geração de IPP fará com que a frequência do sistema se
eleve. Esta taxa de elevação poderia ser usada para isolar o barramento de MT do sistema de AT.

À rede elétrica
Geração IPP

Barramento HV

Carga

Barramento MV

Geração local
Carga

E00857

Figura 114: Segregação do sistema de energia com base nas medições de frequência

P14D-TM-PT-7 247
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

5 PROTEÇÃO R.O.C.O.F INDEPENDENTE


Onde existirem cargas muito grandes, poderão ocorrer desequilíbrios que resultem em um rápido declínio na
frequência do sistema. Esta situação pode ser tão ruim que mesmo a remoção de um ou dois estágios de carga,
provavelmente, não impedirá o declínio rápido da frequência. Em tais situações, a proteção padrão de
subfrequência normalmente precisará ser complementada com uma proteção que responda à taxa de mudança
na frequência. Portanto, é necessário um elemento que identifica a alta taxa de declínio na frequência e adapta o
esquema de remoção de carga de acordo.
Tal proteção pode identificar variações de frequência que ocorrem perto da frequência nominal, fornecendo
portanto um aviso antecipado de um problema de frequência que está em desenvolvimento. O elemento também
pode ser usado como um alarme para avisar os operadores a respeito de variações incomumente elevadas na
frequência do sistema.

5.1 IMPLANTAÇÃO DA PROTEÇÃO R.O.C.O.F INDEPENDENTE


O dispositivo possui nove estágios de proteção independentes. Cada estágio responde tanto a condições de
queda como de elevação de frequência. Isto depende do limiar de frequência ter sido ajustado acima ou abaixo
da frequência nominal do sistema. Por exemplo, se o limiar de frequência for configurado acima da frequência
nominal, o ajuste de taxa de mudança de frequência é considerado positivo e o elemento será acionado em
condições de elevação de frequência. Se o limiar de frequência for estabelecido abaixo da frequência nominal, o
ajuste é considerado negativo e o elemento será acionado em condições de queda de frequência.
As seguintes configurações são importantes para a proteção df/dt+t:
● Estado df/dt+t (n): determina se o estágio está configurado para condições de queda ou elevação de
frequência
● Conf. df/dt+t (n): define a taxa de mudança da configuração de coleta de frequência
● Temp. df/dt+t (n): define o atraso de tempo

248 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

5.2 LÓGICA DA PROTEÇÃO R.O.C.O.F INDEPENDENTE

Frequency
V determination
df/dt Nív.1 df/ dt+tPar

& 1 Nív.1 df/dt+tDis

df /dt Ciclo Med


-1

df /dt+t 1 Ajuste X &


df/dt +t 1 Tempo

Nível 1
Ativo

Estado df / dt+t 1 1
Positivo
Ambos
1
Negativo
Desativado

Estado V <B
Ativo
1 1
Min Tens . Bloq.

Nível 1 Bloq .

ADV Freq. Inibir

Freq. n/Encontr. 1
Frequência Alta

Frequência Baixa
Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios similares .
V00852

Figura 115: Lógica independente da taxa de mudança de frequência (estágio único)

5.3 NOTA DE USO

5.3.1 ORIENTAÇÕES DE CONFIGURAÇÃO


Deve ser tomado bastante cuidado quando se configura este elemento pois não é supervisionado por uma
configuração de frequência. A configuração de um atraso de tempo ou aumento do número de ciclos de cálculo
de média df/dt aumentará a estabilidade, porém aumentará os tempos de desarme.
É provável que este elemento seja usado em conjunto com outros elementos de proteção baseados em
frequência para estabelecer um esquema que trate flutuações de frequência severas. Abaixo é apresentado um
exemplo desse tipo de esquema:
Elementos "f+t [81U/81O]" de Elementos "f+df/dt [81RF]" de taxa de mudança de frequência
frequência supervisionados em frequência
Configuração
Configuração de Configuração de Taxa de mudança da configuração de
Estágio de frequência
tempo (s) frequência (Hz) frequência (Hz/s)
(Hz)
1 49 20 49,2 1,0
2 48,6 20 48,8 1,0
3 48,2 10 48,4 1,0
4 47,8 10 48,0 1,0

P14D-TM-PT-7 249
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

Elementos "f+t [81U/81O]" de Elementos "f+df/dt [81RF]" de taxa de mudança de frequência


frequência supervisionados em frequência
Configuração
Configuração de Configuração de Taxa de mudança da configuração de
Estágio de frequência
tempo (s) frequência (Hz) frequência (Hz/s)
(Hz)
5 - - - -

Taxa de mudança de frequência


Estágio
Elementos "df/dt+t [81R]"
Taxa de mudança da configuração de frequência (Hz/s) Configuração de tempo (s)
1 - -
2 - -
3 -3,0 0,5
4 -3,0 0,5
5 -3,0 0,1

Neste esquema, o desarme dos dois últimos estágios é acelerado pelo uso do elemento de taxa de mudança de
frequência independente. Se a frequência começar a cair em uma taxa elevada (> 3 Hz/s, neste exemplo), os
estágios 3 e 4 serão removidos em torno de 48,5 Hz, com o objetivo de melhorar a estabilidade do sistema. O
estágio 5 serve como um alarme e dá aos operadores um aviso antecipado de que a situação está crítica.

250 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

6 PROTEÇÃO R.O.C.O.F SUPERVISIONADA EM FREQUÊNCIA


A proteção de taxa de mudança de frequência supervisionada em frequência trabalha de forma similar à
proteção de taxa de mudança de frequência independente. A única diferença é que, com a supervisão de
frequência, a frequência real em si é monitorada e a proteção é acionada em ambos os casos, quando a
frequência ou quando a taxa de mudança de frequência saem fora dos limites.
A proteção de taxa de mudança de frequência supervisionada em frequência também é conhecida como
proteção f+df/dt.

6.1 IMPLANTAÇÃO DA FREQUÊNCIA SUPERVISIONADA R.O.C.O.F


O dispositivo possui nove estágios de proteção independentes. Cada estágio responde tanto a condições de
queda como de elevação de frequência. Isto depende do limiar de frequência ter sido ajustado acima ou abaixo
da frequência nominal do sistema. Por exemplo, se o limiar de frequência for configurado acima da frequência
nominal, o ajuste de taxa de mudança de frequência é considerado positivo e o elemento será acionado em
condições de elevação de frequência. Se o limiar de frequência for estabelecido abaixo da frequência nominal, o
ajuste é considerado negativo e o elemento será acionado em condições de queda de frequência.
As seguintes configurações são relevantes para a proteção f+ df/dt:
● Estado f+df/dt 1: determina se o estágio está configurado para condição de queda ou elevação de
frequência
● Freq. f+df/dt 1: define o ajuste de pickup da frequência
● f+df/dt 1 df/dt: define o ajuste de pickup da taxa de mudança da frequência

O dispositivo também indicará quando uma configuração incorreta foi aplicada, caso o limiar de frequência esteja
configurado na frequência nominal do sistema. Não existe nenhuma atraso de temporização intencional
associado a este elemento, mas podem ser aplicados atrasos usando o PSL, caso seja necessário.

P14D-TM-PT-7 251
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

6.2 LÓGICA FREQUÊNCIA SUPERVISIONADA R.O.C.O.F

Frequency
V determination
df/dt

& 1 Nív.1 df/dt+tDis

df /dt Ciclo Med


-1

df/dt f +df /dt 1 X &

Frequency Frequency
V determination averaging

Méd .Freq.Ciclos
-1

Freq. f+df/dt 1 X

Nível 1
Ativo

Estado f +df/dt 1 1
Positivo
Ambos
1
Negativo
Desativado

Estado V <B
Ativo
1 1
Min Tens . Bloq.

Nível 1 Bloq .

ADV Freq. Inibir

Freq. n/Encontr. 1

Frequência Alta

Frequência Baixa

V00853 Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios similares .

Figura 116: Lógica de taxa de mudança de frequência; frequência supervisionada (estágio único)

6.3 NOTA DE USO

6.3.1 EXEMPLO DE R.O.C.O.F FREQUÊNCIA SUPERVISIONADA


No esquema de remoção de carga abaixo, assume-se que em condições de queda de frequência, o sistema pode
ser estabilizado na frequência f2, removendo-se um estágio de carga. Para taxas de decaimento lentas, isto pode
ser obtido usando o elemento de proteção de subfrequência configurado na frequência f1 com um atraso de
tempo adequado. Entretanto, se o déficit de geração for substancial, a frequência diminuirá rapidamente e é
possível que o atraso de tempo imposto pela proteção de subfrequência não permita a estabilização da
frequência. Neste caso, a chance de recuperação do sistema será melhorada desconectando-se o estágio de
carga com base em uma medição da taxa de mudança de frequência e desconsiderando-se o atraso de tempo.

252 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

Frequência

Decaimento lento

Decaimento rápido
Tempo
E00858

Figura 117: Proteção de taxa de mudança de frequência por frequência supervisionada

6.3.2 ORIENTAÇÕES DE CONFIGURAÇÃO


Recomendamos que o elemento (f+df/dt) da proteção de taxa de mudança de frequência por frequência
supervisionada seja usado em conjunto com o elemento temporizado (f+t) da proteção de frequência.
Pode-se configurar um esquema de remoção de carga de alta velocidade de quatro estágios, como mostrado
abaixo, notando-se que, em cada estágio, ambos os elementos "f+t" e "f+df/dt" estão habilitados.
Elementos "f+df/dt [81RF]" de taxa de mudança de frequência
Elementos "f+t [81U/81O]" de frequência
supervisionados em frequência
Configuração de Configuração de Configuração de Taxa de mudança da configuração de
Estágio
frequência (Hz) tempo (s) frequência (Hz) frequência (Hz/s)
1 49 20 49 1,0
2 48,6 20 48,6 1,0
3 48,2 10 48,2 1,0
4 47,8 10 47,8 1,0

Pode ser possível melhorar ainda mais a velocidade de remoção de carga, trocando a configuração de frequência
do elemento f+df/dt. Nas configurações destacadas abaixo, as configurações de frequência deste elemento
foram definidas ligeiramente acima das configurações de frequência do elemento f+t. Esta diferença acomodará
o tempo de medição e resultará no desarme dos dois elementos aproximadamente no mesmo valor de
frequência. Portanto, os cenários de declínio lento e rápido de frequência são monitorados independentemente e
são otimizados sem o sacrifício da segurança do sistema.
Elementos "f+df/dt [81RF]" de taxa de mudança de frequência
Elementos "f+t [81U/81O]" de frequência
supervisionados em frequência
Configuração de Configuração de Configuração de Taxa de mudança da configuração de
Estágio
frequência (Hz) tempo (s) frequência (Hz) frequência (Hz/s)
1 49 20 49,2 1,0
2 48,6 20 48,8 1,0
3 48,2 10 48,4 1,0
4 47,8 10 48,0 1,0

P14D-TM-PT-7 253
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

7 PROTEÇÃO DE TAXA MÉDIA DE TROCA DE FREQUÊNCIA


Devido à dinâmica complexa dos sistemas de energia elétrica, as variações de frequência em momentos de
desequilíbrio entre geração e consumo são altamente não-lineares. Oscilações de frequência ocorrerão quando o
sistema tentar compensar esse desequilíbrio, tipicamente na faixa de 0,1 Hz a 1 Hz, além da alteração básica na
frequência.
Os elementos independente e supervisionado por frequência que monitoram a taxa de mudança de frequência,
usam uma medição instantânea da taxa de mudança de frequência, com base em uma técnica de média móvel,
filtrada de 3 ciclos. Devido à natureza oscilatória das excursões de frequência, este valor instantâneo poderá ser
enganador, provocando uma operação inesperada ou instabilidade excessiva. Por esta razão, o dispositivo
também possui um elemento que monitora a tendência de longo prazo, reduzindo os efeitos da não-linearidade
do sistema.
A proteção de taxa média de mudança de frequência também é conhecida como proteção f+Df/Dt (note o "D"
maiúsculo).

7.1 IMPLANTAÇÃO DA PROTEÇÃO R.O.C.O.F. MÉDIA


Este dispositivo oferece nove estágios independentes de taxa média de mudança de proteção de frequência.
Cada estágio responde tanto a condições de queda como de elevação de frequência. Isto depende do limiar de
frequência ter sido ajustado acima ou abaixo da frequência nominal do sistema. Por exemplo, se o limiar de
frequência for configurado acima da frequência nominal, o ajuste de taxa de mudança de frequência é
considerado positivo e o elemento será acionado em condições de elevação de frequência. Se o limiar de
frequência for estabelecido abaixo da frequência nominal, o ajuste é considerado negativo e o elemento será
acionado em condições de queda de frequência.
Quando a frequência medida cruza o limiar de frequência de supervisão, é acionado um temporizador. Ao final
deste intervalo de tempo, a diferença de frequência é avaliada e, caso ultrapasse o valor d ajuste, é ativada uma
saída de desarme.

Frequência de supervisão

Inclinação verdadeira para o tempo t

E00856

Figura 118: Característica de taxa média de mudança de frequência

254 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

Após um intervalo ∆t, a operação posterior do elemento é bloqueada até que a frequência volte a um valor acima
do limiar de frequência de supervisão. Caso o elemento tenha sido acionado, o sinal de desarme DDB ficará ON
(ATIVO) até que a frequência volte a um valor acima do limiar da frequência de supervisão.
A taxa média de mudança de frequência é então medida com base na diferença de frequência, ∆f, ao longo do
intervalo de tempo de ajuste, ∆t.
As configurações a seguir são importantes para a proteção Df/Dt:
● Estado f+Df/Dt (n) : determina se o estágio está configurado para condição de queda ou elevação da
frequência.
● Freq. f+Df/Dt (n) : define a configuração de coleta de frequência.
● DFreq. f+Df/Dt (n) : define a mudança de frequência que deve ser medida em um intervalo de tempo
configurado.
● Dtemp. f+Df/Dt (n) : define o intervalo de tempo ao longo do qual a frequência é monitorada.

7.2 LÓGICA R.O.C.O.F MÉDIA

Frequency Frequency
V determination Averaging
Nív.1 df/ dt+tPar

Frequency
& 1 comparision
Nív.1 df/dt+tDis

Méd .Freq.Ciclos
-1

Freq. f+Df/Dt 1 X &


Dtemp.f+Df/Dt 1 Dtemp.f+Df/ Dt 1
Nível 1
Ativo

Estado f +Df/Dt 1 1
Positivo
Ambos
1
Negativo
Desativado

Estado V <B
Ativo
1 1
Min Tens . Bloq.

Nível 1 Bloq .

ADV Freq. Inibir

Freq. n/Encontr. 1

Frequência Alta

Frequência Baixa

V00859 Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios similares .

Figura 119: Lógica de taxa de mudança de frequência média (estágio único)

P14D-TM-PT-7 255
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

7.3 NOTA DE USO

7.3.1 ORIENTAÇÕES DE CONFIGURAÇÃO


O elemento da taxa de mudança de frequência média pode ser ajustado para medir a taxa de mudança durante
um intervalo tão curto quanto 20 ms (1 ciclo @ 50 Hz) ou relativamente longo até 2 s (100 ciclos @ 50 Hz). Com
uma configuração de tempo, Dt, próxima à extremidade inferior desta faixa, o elemento se torna similar à função
de taxa de mudança supervisionada em frequência, "f+df/dt". Com valores de Dt elevados, o elemento atua como
um monitor de tendência de frequência.
Embora o elemento possua uma faixa ampla de possibilidades de configuração, recomenda-se que o valor de Dt
seja superior a 100 ms, para assegurar a precisão do elemento.
Um esquema de remoção de carga de quatro estágios possível, usando o elemento de taxa de mudança de
frequência média, é mostrado na tabela abaixo:
Frequência Elementos "f+Df/Dt [81RAV]" da taxa de mudança de frequência
Elementos "f+t [81U/81O]" média
Configuração de (f+t) t Configuração de Configuração de dif. de
Intervalo de tempo (f
Estágio frequência (f+t) f Configuração de frequência (f+Df/Dt) frequência (f+Df/Dt) Df,
+Df/Dt) Dt, (s)
(Hz) tempo (s) f, (Hz) (Hz)
1 49 20 49 0,5 0,5
2 48,6 20 48,6 0,5 0,5
3 48,2 10 48,2 0,5 0,5
4 47,8 10 47,8 0,5 0,5

No esquema acima, as decisões mais rápidas sobre remoção de carga são tomadas monitorando a mudança de
frequência em um intervalo de 500 ms. Portanto, o desarme acontece mais lentamente do que nos esquemas
onde se emprega df/dt supervisionada por frequência, mas a diferença não é muito grande nesta configuração
Caso o atraso afete a estabilidade do sistema, o esquema pode ser melhorado aumentando-se a configuração "f"
independente. Dependendo de quanto este valor é aumentado, a frequência na qual o elemento "f+Df/Dt" irá
desarmar também aumenta, reduzindo o atraso de tempo sob flutuações de frequência mais severas. Por
exemplo, com as configurações mostradas abaixo, o primeiro estágio de remoção de carga deve disparar
aproximadamente 300 ms após 49.0 Hz serem atingidos e a uma frequência de aproximadamente 48,7 Hz.
Frequência Taxa de mudança de frequência média
Elementos "f+t [81U/81O]" Elementos "f+Df/Dt [81RAV]"
Configuração de (f+t) t Configuração de Configuração de dif. de
Intervalo de tempo
Estágio frequência (f+t) f Configuração de frequência (f+Df/Dt) frequência (f+Df/Dt) Df,
(f+Df/Dt) Dt, (s)
(Hz) tempo (s) f, (Hz) (Hz)
1 49 20 49,2 0,5 0,5 s
2 48,6 20 48,8 0,5 0,5 s
3 48,2 10 48,4 0,5 0,5 s
4 47,8 10 48,0 0,5 0,5 s

256 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

8 REDUÇÃO E RESTAURAÇÃO DE CARGA


O objetivo da redução de carga é estabilizar uma frequência de sistema em queda. À medida que o sistema se
estabiliza e a capacidade de geração aumenta, a frequência do sistema irá retornar a níveis próximos do normal,
e após um certo tempo, pode-se considerar realizar a restauração de carga no sistema em bom estado. Contudo,
a restauração de carga precisa ser realizada com cuidado e de forma sistemática de modo a não por em risco
novamente a estabilidade do sistema.
No caso de plantas industriais com geração cativa, a restauração de carga deve corresponder à capacidade de
geração disponível, pois a conexão de carga adicional a uma fonte com capacidade inadequada provocará
apenas queda na frequência e redução adicional de carga. Caso a geração na planta seja insuficiente para
atender os requisitos de demanda, a restauração de carga deve ser sincronizada com a recuperação da geração
de energia da rede elétrica.
Embora a redução de carga leve a uma melhora na frequência do sistema, as cargas desconectadas precisam ser
reconectadas quando o sistema estiver novamente estável. As cargas só devem ser restauradas se a frequência
permanecer estável por algum tempo (excursões de frequência menores podem ser ignoradas durante este
período de tempo). O número de passos para a restauração de carga é normalmente menor do que o número de
passos para reduzir os distúrbios repetitivos que ocorrem enquanto se restaura a carga.

8.1 IMPLANTAÇÃO DA RESTAURAÇÃO DE CARGA


O dispositivo usa a medição da frequência do sistema como principal critério de restauração de carga. Para cada
estágio de restauração de carga é necessário que o mesmo estágio de restauração tenha ocorrido anteriormente
e que nenhum elemento desse estágio esteja configurado para sobrefrequência ou condições de elevação de
frequência. Caso a remoção de carga não tenha ocorrido antes, a restauração de carga para o respectivo estágio
fica inativa.
O dispositivo oferece nove estágios independentes de restauração de carga. É implantado na coluna
PROT.FREQUÊNCIA do grupo de configurações relevante. As configurações a seguir são relevantes para
restauração de carga:
● Estado Restauro n: determina se o estágio está desabilitado ou habilitado.
● Freq.Restauro n: define a configuração de coleta de frequência.
● Temp.Restauro n: Intervalo de tempo para o qual a frequência medida deve ser superior à restauração do
estágio.
● Temp.Retenção: Define o valor do temporizador

8.2 FAIXA DE RETENÇÃO


A restauração de carga de um determinado estágio começa quando a frequência do sistema se eleva acima da
configuração de Freq.Restauro n do respectivo estágio e o temporizador de restauração do estágio
Temp.Restauro n é acionado. Se a frequência do sistema permanecer acima do valor de frequência associado ao
mesmo atraso de tempo, a restauração de carga do respectivo estágio será iniciada.
Infelizmente, os perfis de recuperação de frequência são altamente não lineares e seria razoavelmente comum
que a frequência do sistema caísse de forma transitória abaixo do limiar da frequência de restauração. Se o
temporizador de restauração fosse reiniciado imediatamente, sempre que ocorresse uma queda de frequência, é
provável que a restauração de carga nunca acontecesse de forma bem sucedida. Por esta razão, a proteção
possui uma "faixa de retenção". Esta faixa é uma região definida pela frequência de restauração e pela
configuração de frequência mais elevada utilizada nos elementos de remoção de carga do respectivo estágio. A
diferença entre essas duas configurações deve ser sempre superior a 0,02 Hz, pois de outro modo, será gerado
um alarme de Wrong Setting. Sempre que a frequência do sistema mergulha da faixa de retenção, a operação do
temporizador de restauração do estágio é suspensa até que a frequência se eleve acima da configuração de
frequência de restauração, ponto no qual a temporização irá ocorrer. Se a queda de frequência do sistema for
suficientemente grande para provocar o disparo ou desarme de qualquer elemento de frequência neste estágio,

P14D-TM-PT-7 257
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

por ex. se a frequência cair abaixo do limite inferior da faixa de retenção, o temporizador de restauração será
reiniciado imediatamente. Isto é demonstrado abaixo.

Sistema Freq.

Restauração
Frequência
Faixa de Retenção
Redução de carga
Frequência

Operação do relé
Disparo
Subfrequência
Elemento Desligado

Concluído
Retenção
Temporizador Desligado
Tempo menor que o
Parâmetro do
Concluído Temporizador de
Retenção
Restauração
Temporizador Desligado

Ligado
NivX Restaur Est
Desligado

Ligado
NivX Restaur Hab
Desligado
Tempo de
Queda Parcial da Frequência do Continua a Recuperação da
Levantamento do Elemento Redução de Carga por Restauração
Disparo de Subfrequência Sistema Temporizador de Frequência do Sistema
de Subfrequência Concluído
do Estágio X Recuperação Suspenso Temporizador de Restauração de
Inicia a Recuperação da Recuperação Retoma Carga do Nível X
Frequência do Sistema Inicia o
Tempo de Restauração

Hora
V00854

Figura 120: Restauração de carga com desvio curto na faixa de retenção.


Se a frequência do sistema permanecer na faixa de retenção por muito tempo, é provável que estejam ocorrendo
outros problemas de frequência no sistema, e é prudente efetuar o reset do temporizador de restauração desse
estágio. Por esta razão, tão logo se obtenha uma medição da frequência do sistema dentro da faixa de retenção,
inicializa-se o "Temporizador de retenção". Caso a frequência do sistema não saia da faixa de retenção antes que
a configuração do temporizador de retenção tenha sido excedida, o atraso de tempo de restauração de carga
desse estágio será imediatamente reiniciado.

Nota:
O temporizador de retenção possui uma configuração comum para todos os estágios de restauração de carga.

Abaixo é mostrado um exemplo do caso em que a permanência na faixa de retenção é excessiva.

258 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

Sistema Freq.

Restauração
Frequência
Faixa de Retenção
Redução de carga
Frequência

Operação do relé
Subfrequência Disparo
Elemento Desligado
Retenção Concluído
Temporizador
Desligado Tempo maior que o
Parâmetro do
Restauração Temporizador de
Temporizador Concluído Retenção

Desligado

NivX Restaur Est Ligado


Temporiza
Desligado dor de
Retenção
NivX Restaur Hab Ligado
Desligado
Levantamento do Redução de Carga Queda Parcial da Continua a
por Disparo de Frequência do Sistema Recuperação da Tempo de
Elemento de Restauração
Subfrequência Subfrequência do Temporizador de Frequência do Sistema
Estágio X Inicia a Recuperação da Recuperação Concluído
Temporizador de Restauração de
Frequência do Sistema Suspenso Recuperação Retoma
Inicia o Tempo de Carga do Nível X
Restauração

V00855 Hora

Figura 121: Restauração de carga com grande desvio dentro da faixa de retenção

P14D-TM-PT-7 259
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

8.3 LÓGICA DE RESTAURAÇÃO DE CARGA


Nív.1 f+t Disp.

Nív.1 df/dt +tDis


1
Load Restoration Cumulative
Dsp.f+df/dt Nív1 & Function Timer
Nível1 Rest.Part

Dsp.f+Df/Dt Nív1
& Nív1 Rest.Fecho
Estado Restauro1
Temp .Restauro 1
Ativo
Desativado

Estado V <B
Ativo
1 1
Min Tens . Bloq.

Nível 1 Bloq .

ADV Freq. Inibir

Freq. n/Encontr. 1
Frequência Alta

Frequência Baixa

Frequency Frequency
V determination Averaging

Méd .Freq.Ciclos
Holding function
Freq.Restauro 1

Highest Freq setting

Temp.Retencão 1

V00860 Nota : Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios similares .

Figura 122: Lógica de restauração de carga

8.4 NOTA DE USO

8.4.1 ORIENTAÇÕES DE CONFIGURAÇÃO


Abaixo é mostrado um esquema de restauração de quatro estágios e frequência única. A configuração de
frequência foi escolhida de modo que haja uma separação suficiente entre a maior frequência de remoção de
carga e a frequência de restauração, para evitar possíveis oscilações. Uma configuração de frequência mais
próxima da frequência nominal poderá ser escolhida, caso seja inaceitável uma frequência de operação de 49,3
Hz.
Configuração de frequência de
Estágio Atraso de tempo de restauração (s) Atraso de tempo de retenção (s)
restauração (Hz)
1 49,3 Hz 240 s 20 s
2 49,3 Hz 180 s 20 s
3 49,3 Hz 120 s 20 s
4 49,3 Hz 60 s 20 s

260 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência

Neste esquema, os atrasos de tempo garantem que as cargas mais críticas são reconectadas (considerando que
os estágios mais elevados estão associados a cargas mais importantes). Ao se restaurar a carga de modo
sequencial, a estabilidade do sistema normalmente é mantida. Estas configurações de tempo dependem do
sistema; valores mais altos ou mais baixos poderão ser necessários, dependendo da aplicação específica.
É possível estabelecer esquemas de restauração envolvendo frequências múltiplas. Isto permite a restauração
mais rápida das cargas, mas existe a possibilidade de operação contínua do sistema em frequências bem
distantes da frequência nominal. Um esquema típica usando duas frequências é ilustrado a seguir:
Freq. Restauração Configuração de Atraso de restauração Atraso de tempo
Estágio Atraso do tempo de retenção (s)
frequência de restauração (Hz) de restauração (s)
1 49,5 Hz 120 s 20 s
2 49,5 Hz 60 s 20 s
3 49,0 Hz 120 s 20 s
4 49,0 Hz 60 s 20 s

Este esquema também permite o uso de configurações de tempos escalonados, porém a separação de tempo
entre os estágios de restauração será função do padrão de recuperação de frequência. Restauração coordenada
no tempo só pode ser garantida para aqueles estágios com uma configuração comum de frequência de
restauração.

P14D-TM-PT-7 261
Capítulo 11 - Funções de proteção de frequência P14D

262 P14D-TM-PT-7
FUNÇÕES DE PROTEÇÃO DE POTÊNCIA

CAPÍTULO 12
Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência P14D

264 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


A proteção de potência é usada na proteção de geradores. O produto descrito fornece proteção de potência
básica para pequenos geradores distribuídos, tipicamente menores que 2 MW.

Este capítulo contém as seguintes seções:


Visão Geral do Capítulo 265
Proteção de sobrepotência 266
Proteção de subpotência 270
Proteção de Potência Sensível 273
Proteção de falha de terra direcional wattimétrica 277

P14D-TM-PT-7 265
Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência P14D

2 PROTEÇÃO DE SOBREPOTÊNCIA
Com Sobrecarga de Potência devemos considerar duas condições distintas: Sobrecarga de Potência Direta e
Inversa.
A condição de sobrecarga de potência direta ocorre quando a carga do sistema se torna excessiva. Um gerador é
projetado para fornecer uma potência específica e se tentar fornecer ao sistema uma potência maior que a sua
capacidade nominal pode ficar danificado. Por isso, a proteção contra sobrecarga de potência na direção direta
pode ser usada como uma indicação de carga excessiva. Também pode ser usada como proteção de reserva no
caso de falha dos equipamentos de regulação e controlo. Geralmente o elemento de proteção de sobrecarga de
potência é especificado acima da potência nominal máxima da máquina.
A condição de sobrecarga de potência inversa ocorre se a unidade motriz do gerador falhar. Quando isto
acontece o sistema de potência fornece energia para o gerador, fazendo com que ele atue como motor. Esta
inversão do fluxo de energia devido à perda da unidade motriz pode causar danos, é importante ser capaz de ser
detectada com um elemento de proteção de sobrecarga de potência inversa.

2.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE SOBRECARGA DE POTÊNCIA


A Proteção de Sobrecarga de Potência está implementada na coluna PROT POTÊNCIA do grupo de parâmetros
relevante, abaixo do subtítulo SOBREPOTÊNIA.
O elemento de Proteção de Sobrecarga de Potência proporciona 2 estágios de proteção direcional tanto para a
potência ativa como para a reativa. O elemento direcional pode ser configurado como direto ou inverso e pode
ativar disparo monofásico ou trifásico.
Os elementos usam como valores elétricos as medidas de potência monofásica e trifásica. Ocorre uma condição
de Início da proteção quando duas medidas consecutivas excedem o limiar do parâmetro. Ocorre uma condição
de disparo da proteção se a condição de Início permanecer presente durante o tempo de atraso definido. Isto
pode ser inibido pela lógica de TTS bloqueio lento e de polo morto se desejado.
Os temporizadores de Início e Disparo reiniciam se a potência cair abaixo do nível de rejeição ou se ocorrer uma
condição de inibição. O mecanismo de reinício é semelhante à função de sobrecorrente para uma condição de
defeito intermitente, onde a percentagem de tempo decorrido do temporizador de operação é memorizada para
um atraso do tipo set e reset. Se a condição de Início da proteção retorna antes que o temporizador de reset
tenha esgotado, o tempo de operação reinicia a partir do valor memorizado. Ao contrário, o valor memorizado vai
para zero após o tempo de reset se ter esgotado.

266 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência

2.2 LÓGICA DA SOBRECARGA DE POTÊNCIA


Potência>1 Arr.

P(A, B, or C) DT
Pot >1 1 Fase Watt & 1 & Potência >1 Disp.

Pot >1 1Fase Var


Pot>1 Temp.Atras
Pot >1 Modo
Ativo -1 X &
Reativa Pot >1 Part3Fases

P(3 phase )
DT
Pot>1 3 FasesWatt & 1 & Pot>1 Disp.3Fase

Pot >1 3 Fases Var

Pot >1 Modo Pot>1 Temp.Atras

Ativo -1 X &
Reativa

Pot>1 Direção
Frente
Reversa

Pot >1 Estado


Ativo

TPS Bloq .Lento

V00900

Figura 123: Lógica da Sobrecarga de Potência

2.3 NOTAS DE APLICAÇÃO

2.3.1 DIRETRIZES PARA CONFIGURAÇÃO DE SOBRECARGA DE POTÊNCIA DIRETA


Os limiares dos parâmetros relevantes de potência devem ser definidos com valores mais altos do que a potência
nominal em plena carga da máquina.
O modo de operação deve ser definido como Direto.
Deve ser aplicado um parâmetro de tempo de atraso (Pot>(n) Temp.Atras). Este parâmetro é dependente da
aplicação, mas tipicamente tem o valor de 5 segundos. O atraso no temporizador de reset (Pot>(n) tREPOSIÇÃO)
normalmente é definido como zero.

2.3.2 CONSIDERAÇÕES SOBRE POTÊNCIA INVERSA


Espera-se que um gerador forneça potência ao sistema conectado em operação normal. Se a unidade motriz do
gerador falha, este começa a atuar como motor (se o sistema de potência ao qual está conectado possuir outras
fontes de geração). As consequências do gerador atuar como motor e o nível de potência drenada do sistema de
potência dependerão do tipo de unidade motriz do gerador.
Na tabela seguinte são dados os níveis típicos de potência drenada e os possíveis danos pela condição motora
que podem ocorrer para vários tipos de instalação de geração.

P14D-TM-PT-7 267
Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência P14D

Unidade motriz Potência na condição motora Danos possíveis (classificação percentual)


Risco de incêndio ou explosão do combustível não
Motor Diesel 5% - 25%
queimado
O nível da condição motora depende da taxa de compressão e da rigidez da camisa do cilindro. É necessária uma
desconexão rápida para limitar a perda de potência e o risco de danos.
Com alguns conjuntos acionados por engrenagem
10% - 15% (Veio-Separado)
Turbina a Gás pode haver dano devido ao torque inverso nos
>50% (Veio-Único)
dentes da engrenagem.
A carga do compressor em máquinas de veio único leva a energia motora elevada em comparação com máquinas de veio
separado. É necessária uma rápida desconexão para limitar a perda de potência ou danos.
0,2 - >2% (Palhetas fora d'água) Pode ocorrer dano às palhetas e rotor devido a um
Turbinas Hidráulicas
>2,0% (Palhetas na água) longo período de condição motora
A potência é baixa quando as palhetas estão acima do nível da água no canal de fuga. Dispositivos de detecção de fluxo
hidráulico são normalmente os principais meios de detectar perda de propulsão. A desconexão automática é recomendada
em operação autónoma.
Pode ser infligido dano por stress térmico em
0,5% - 3% (Com condensador) palhetas de turbinas de baixa pressão quando o
Turbinas a Vapor
3% - 6% (Sem condensador) fluxo de vapor não está disponível para dissipar as
perdas devidas à resistência do ar.
Pode ocorrer dano rapidamente em turbinas sem condensador ou quando há perda de vácuo em turbinas com
condensador. A proteção de sobrecarga inversa pode ser usada como um método secundário de detecção e só deve ser
usado para gerar um alarme.

Em algumas aplicações, o nível de potência inversa no caso de falha da unidade motriz pode flutuar. É o caso para
um motor diesel em falha. Para evitar iniciação cíclica e reset do temporizador de disparo principal, foi
estabelecido um tempo de atraso de reset ajustável. Será necessário definir este atraso maior que o período para
o qual a potência inversa poderia cair abaixo do valor configurado. Este parâmetro deve ser levado em
consideração ao definir o atraso no disparo principal.

Nota:
Um atraso maior que metade do período de oscilação da potência de qualquer sistema poderia resultar na operação da
proteção de sobrecarga inversa durante as oscilações.

2.3.3 DIRETRIZES PARA CONFIGURAÇÃO DE SOBRECARGA DE POTÊNCIA INVERSA


Cada estágio de proteção de sobrecarga de potência pode ser programado para operar como um estágio de
sobrecarga de potência inversa selecionando a célula Pot>(n) Direção para Inversa.
Os limiares dos parâmetros de potência relevantes devem ser estabelecidos em menos de 50% da potência na
condição motora.
O modo de operação deve ser definido como Inverso.
A função de proteção de sobrecarga de potência inversa deve ser atrasada no tempo para evitar que sejam
dados falsos disparos ou alarmes durante as perturbações do sistema de potência ou na sincronização que se
segue.
Um parâmetro de atraso de aproximadamente 5 s seria o normalmente aplicado.
O atraso no temporizador de reset, Pot>1 tREPOSIÇÃO ou Pot>2 tREPOSIÇÃO seria normalmente zero.
Quando são usados valores maiores que zero para o atraso do reset, o valor do atraso de pick-up pode ter que ser
aumentado para assegurar que falsos disparos não resultem num evento de oscilação estável da potência.
A proteção de sobrecarga de potência inversa também pode ser usada para aplicações de falta de energia. Se o
gerador distribuído estiver conectado na rede, mas não for permitido exportar potência para a rede, é possível
usar a detecção de potência inversa para desligar o gerador. Neste caso, o valor do limiar deve ser definido num

268 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência

valor sensível, tipicamente menos de 2% da potência nominal. Também deve ser atrasado no tempo para evitar
que sejam dados falsos disparos ou alarmes durante as perturbações do sistema de potência ou na sincronização
que se segue. Um atraso típico é de 5 segundos.

P14D-TM-PT-7 269
Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência P14D

3 PROTEÇÃO DE SUBPOTÊNCIA
Embora a proteção de Potência Insuficiente seja direcional e possa ser configurada como direta ou inversa, a
aplicação mais comum é em proteção de Potência Direta Baixa.
Quando uma máquina está a produzir e o disjuntor que conecta o gerador ao sistema é disparado, a carga
elétrica do gerador é desligada. Isto poderá levar o gerador a exceder a velocidade se a potência mecânica de
entrada não for reduzida rapidamente. Grandes turboalternadores, com rotores de baixa inércia não possuem
uma tolerância alta para sobrevelocidade. O vapor contido numa turbina, após uma válvula que acabou de
fechar, pode levar rapidamente à sobrevelocidade. Para reduzir o risco de dano por sobrevelocidade pode ser
desejável intertravar o disparo do disjuntor com a entrada mecânica através de um teste de potência direta baixa.
Isto assegura que o disjuntor do gerador abre apenas após a entrada mecânica da unidade motriz ter sido
removida e a potência de saída ter sido reduzida o suficiente para que a sobrevelocidade seja improvável. Este
atraso no disparo do disjuntor pode ser aceitável para disparos de proteção não urgentes (p. ex. proteção de
defeito à terra do estator para um gerador aterrado por alta impedância). No entanto, para disparos urgentes (p.
ex. proteção diferencial de corrente do estator), este intertravamento de Potência Direta Baixa não deve ser
usado.

3.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE POTÊNCIA INSUFICIENTE


A Proteção de Potência Insuficiente está implementada na coluna PROT POTÊNCIA do grupo de parâmetros
relevante, abaixo do subtítulo SUBPOTÊNCIA.
O elemento de Proteção de Potência Insuficiente proporciona 2 estágios de proteção direcional tanto para a
potência ativa como para a reativa. O elemento direcional pode ser configurado como direto ou inverso e pode
ativar disparos monofásicos ou trifásicos.
Os elementos usam como valores elétricos as medidas de potência monofásica e trifásica. Ocorre uma condição
de arranque da proteção quando duas medidas consecutivas caem abaixo do limiar do parâmetro. Ocorre uma
condição de disparo da proteção se a condição de início permanecer presente durante o tempo de disparo
definido. Isso pode ser inibido pela lógica de TTS bloqueio lento e de polo morto se desejado.
Os temporizadores de Arranque e Disparo reiniciam se a potência exceder o nível de rejeição ou se ocorrer uma
condição de inibição. O mecanismo de reinício é semelhante à função de sobrecorrente para uma condição de
falha intermitente, onde a percentagem de tempo decorrido do temporizador de operação é memorizado para
um atraso do tipo set e reset. Se a condição de Arranque da proteção retorna antes que o temporizador de reset
tenha esgotado, o tempo de operação reinicia a partir do valor memorizado. Pelo contrário, o valor memorizado
vai para zero após o tempo de reset ter se esgotado.

270 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência

3.2 LÓGICA DE POTÊNCIA INSUFICIENTE


A Phase Watts Pot <1 PartA
A Phase VA
Pot <1 1 Fase Watt & DT
1 & Pot<1 Disp.A
Pot <1 1 Fase Var

Pot <1 Modo Pot>1 Temp. Atras

Ativo -1 X &
Reativa
Pot <1 Part3Fases

3 Phase Watts
3 Phase VA
Pot<1 3 FasesWatt & DT
1 & Pot<1 Disp.3Fase
Pot <1 3 Fases Var

Pot <1 Modo Pot>1 Temp. Atras

Ativo -1 X &
Reativa

Pot<1 Direção
Frente
Reversa

Pot <1 Estado


Ativo

Todos Polos Mort


&
V<1 Inh Pol .Mort 1
Ativo

TPS Bloq .Lento V00901

Figura 124: Lógica de Potência Insuficiente

3.3 NOTAS DE APLICAÇÃO

3.3.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE POTÊNCIA DIRETA BAIXA


A proteção de Potência Direta Baixa pode ser combinada para intertravar disparos de proteção não urgentes
usando o esquema lógico programável. Também pode ser combinada para prover um contato para
intertravamento externo de disparo manual. Para evitar alarmes e sinalizadores indesejados, um elemento de
proteção de Potência Direta Baixa pode ser desactivado quando o disjuntor é aberto pela lógica de 'Polo Morto'.
A proteção de Potência Direta Baixa também pode ser usada para proporcionar proteção de perda de carga
quando uma máquina está em condição motora. Pode ser usada, por exemplo, para proteger uma máquina que
esteja a bombear de se tornar inoperante, ou parar um motor no caso de uma falha na transmissão mecânica.
Uma aplicação típica seria para geradores de bombagem de reservatórios operando na condição motora, quando
existe a necessidade de evitar que a máquina se torne inoperante, o que pode causar danos às palhetas e ao
rotor. Durante a condição motora é típico para o IED alternar para outro grupo de parâmetros com a potência
direta baixa activa e corretamente definida, com o modo de operação da proteção definido como 'Inverso'.
Um elemento de potência direta baixa também pode ser usado para detectar uma condição de falha na rede ou
falha na malha para aplicações onde um gerador distribuído não pode exportar energia para o sistema.

3.3.2 DIRETRIZES PARA CONFIGURAÇÃO DE POTÊNCIA DIRETA BAIXA


Cada estágio de proteção de sobrecarga de potência pode ser programado para operar como um estágio de
sobrecarga de potência inversa selecionando a célula Pot<(n) Direção para Direta.

P14D-TM-PT-7 271
Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência P14D

Quando necessário para interbloqueio de aplicações não urgentes de disparo de proteção, o valor do limiar da
função de proteção de potência direta baixa deve ser menor do que 50% do nível de potência que poderia
resultar numa condição perigosa de sobrevelocidade com a perda da carga elétrica.
Quando necessária para aplicações de perda de carga, o valor do limiar da função de proteção de potência direta
baixa é dependente do sistema, no entanto, é tipicamente definido como sendo de 10 - 20% abaixo da carga
mínima. O modo de operação deve ser definido como 'Inverso' para esta aplicação.
Para fazer interbloqueamento em aplicações não urgentes o atraso associado à função de proteção de potência
direta baixa deve ser definido como zero. Entretanto, é desejável algum atraso de modo a não ser dada permissão
para um disparo elétrico não urgente no caso de flutuações de potência decorrentes do fecho abrupto da válvula/
regulador de vapor. Um atraso típico é de 2 segundos.
Para aplicações de perda de carga o atraso de pick-up é dependente da aplicação, mas normalmente é definido
como sendo maior que o tempo entre a partida do motor e o estabelecimento da carga. Quando a potência
nominal não pode ser atingida durante o arranque (por exemplo, onde o motor sofre arranque em vazio) e o
tempo de operação requerido da proteção é menor que o tempo para estabelecimento da carga, neste caso será
necessário inibir a proteção de potência durante este período. Isto pode ser feito no PSL usando a lógica AND e
um temporizador pulsado disparado com a partida do motor, para bloquear a proteção de potência durante o
tempo necessário.
Quando necessário para aplicações de falha de rede ou falta de malha onde os geradores distribuídos não podem
exportar energia para o sistema, o valor do limiar da função de proteção de potência inversa deve ser definido
num valor sensível, tipicamente < 2% da potência nominal.
A função de proteção de sobrecarga de potência direta baixa deve ser atrasada no tempo para evitar que sejam
dados falsos disparos ou alarmes durante as perturbações do sistema de potência ou na sincronização que se
segue. Tipicamente aplica-se um atraso de 5 s.
O atraso nos temporizadores de reset são normalmente definidos como zero.
Para evitar alarmes e sinalizadores indesejados, o elemento de proteção pode ser desactivado quando o disjuntor
é aberto via lógica de Polo Morto.

272 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência

4 PROTEÇÃO DE POTÊNCIA SENSÍVEL


Em algumas aplicações é necessário ter precisão muito alta quando se aplica proteção de potência. Para estas
aplicações é possível usar TIs de medição e elementos independentes de Potência Sensível.
A Proteção de Potência Sensível é um elemento de potência monofásica usando corrente e tensão da fase A.
Proporciona dois estágios independentes de proteção de Potência Direta Baixa, Potência Inversa e Sobrecarga de
Potência com bloqueio por temporização e polo morto.

Nota:
A Proteção de Potência Sensível só está disponível para modelos equipados com um transformador de SEF.

4.1 IMPLEMENTAÇÃO DA PROTEÇÃO DE POTÊNCIA SENSÍVEL


A Proteção de Potência Sensível está implementada na coluna PROT POTÊNCIA do grupo de parâmetros relevante,
abaixo do subtítulo POTÊNCIA SENSÍT. É um elemento de potência monofásica usando a corrente e a tensão da
fase A.
Existem dois estágios de proteção de Potência Sensível que podem ser selecionados independentemente como
Potência Direta Baixa, Potência Inversa e Sobrecarga de Potência.

Nota:
Quando a função de potência sensível é usada, o TI de SEF deve ser conectado à corrente da Fase A, tornando a potência
medida como ISEF x VA.

4.2 MEDIÇÕES DE POTÊNCIA SENSÍVEL


Três medições relativas à potência sensível são adicionadas à coluna Medidas, cuja visibilidade irá depender da
configuração de proteção.
● Potência Ativa Sensível da Fase A em Watts (A Fase Sen Watts)
● Potência Reativa Sensível da Fase A em VArs (A Fase Sen VARs)
● Ângulo de Potência Sensível da Fase A (A Fase Ângulo Pot)

P14D-TM-PT-7 273
Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência P14D

4.3 LÓGICA DE POTÊNCIA SENSÍVEL

Aph Sen Watts Pot.Sen.1 Arr. A

DT
Sens.P>1 Ajuste & 1 Disp.A Sensit.P 1

Aph Sen Watts Sens Pot .1 Temp.

Sens .-P>1 Ajuste &

Aph Sen Watts

Sens.P<1 Ajuste &

Fase A Sens .Pot .


Ativo

Sens.Pot .1 Func.
Nota: Este diagrama não mostra todos os estágios . Os outros estágios seguem princípios similares .
Sobre Também não mostra todas as fases . As demais fases seguem princípios similares .
Reversa
Frente Baixo
Desativado

P1 Inh Pol .Morto


Ativo 1

TPS Bloq .Lento

V00902

Figura 125: Diagrama da Lógica de Potência Sensível

4.4 NOTAS DE APLICAÇÃO

4.4.1 CÁLCULOS DE POTÊNCIA SENSÍVEL

Valores de Entrada
A potência sensível é calculada da tensão VA F-N e da corrente I da entrada sensível (conectada à fase A).
O cálculo da potência ativa com o ângulo de correção é:

PA = I ASVA cos( ϕ − θC )

Onde:
● VA = tensão da fase A
● IAS = corrente sensível da fase A
● Φ= o ângulo de IAS em relação a VA
● θC = o ângulo de correção do TI

Os cálculos dentro do dispositivo estão baseados em componentes em quadratura obtidos da análise de Fourier
dos sinais de entrada. Os valores em quadratura para VA e IAS são usados para os cálculos de potência sensível
como mostrado:

274 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência

VA = VAr + jVAi

I AS = I ASr + jI ASi

VA
VA = Fase A-N volts
IAS = corrente sensível da fase A
IASC = corrente sensível da fase a compensada
F = ângulo de IAS em relação a VA
hc = ângulo de correção do TC

IASC

hc
F IAS
V00903

Figura 126: Vetores de entrada da Potência Sensível

Correção do TI
A correção do TI gira o vetor IAS pelo ângulo de correção. Esta correção é executada antes do cálculo da potência
e pode ser obtida com o uso de uma matriz de rotação:

cos θC − sin θC 
 sin θ cos θC 
 C

A corrente sensível da fase A corrigida IASC é então:

I   I  cos θC − sin θC   I ASr cos θC − I ASi sin θC 


I ASC =  ASCr  = I AS =  ASr   =
 I ASCi   I ASi   sin θC cos θC   I ASr sin θC + I ASi cos θC 

portanto:

I ASCr = I ASr cos θC − I ASi sin θC

I ASCi = I ASr sin θC + I ASi cos θC

Estes valores serão armazenados e apenas calculados quando o parâmetro do ângulo de compensação for
alterado. Os valores armazenados podem então ser usados para calcular IASC e IASC.

Cálculo da Potência Ativa


O vetor corrigido da corrente sensível da fase A pode agora ser usado para calcular a potência ativa sensível da
Fase A PAS.
Usando a equação
*
PAS = Re VA I ASC

PAS = Re (VAr + jVAi ) ( I ASCr + jI ASCi )

P14D-TM-PT-7 275
Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência P14D

= Re (VAr + jVAi ) ( I ASCr − jI ASCi ) = Re (VAr I ASCr + VAi I ASCi ) + j (VAi I ASCrr − VAr I ASCi )

= VAr I ASCr + VAi I ASCi

4.4.2 DIRETRIZES PARA CONFIGURAÇÃO DA POTÊNCIA SENSÍVEL


Para proteção de potência direta baixa e inversa, se forem usados parâmetros maiores que 3% de Pn, os erros de
ângulo de fase de transformadores de corrente para medição adequados não irão resultar em qualquer risco de
mau funcionamento. Entretanto, se forem usados parâmetros menores que 3%, recomenda-se que a entrada de
corrente seja alimentada por um transformador de corrente de medição conectado corretamente.
A proteção de potência sensível possui uma precisão mínima de 0,5% de Pn. Usa o TI sensitivo de In para calcular
a potência ativa monofásica. Também fornece compensação de fase para remover erros introduzidos pelos
transformadores de entrada primária.

276 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência

5 PROTEÇÃO DE FALHA DE TERRA DIRECIONAL WATTIMÉTRICA

Nota:
A proteção de falha de terra wattimétrica (WDE) só está disponível no P14D modelo H.

Alguns sistemas de distribuição funcionam completamente isolados do terra. Tais sistemas são chamados de
sistemas desaterrados. A vantagem de um sistema desaterrado é que uma falha entre uma única fase e o terra
não provoca o fluxo de uma corrente de falha de terra. Isto significa que todo o sistema permanece operacional e
que a alimentação não é interrompida. O sistema deve ser concebido para suportar sobretensões estacionárias e
transientes elevados, porém, seu uso normalmente é restrito a sistemas de distribuição de baixa a média tensão.
Quando existe uma falha de terra em um sistema trifásico desaterrado, a tensão da fase em falha é reduzida ao
potencial de terra. Isto faz com que a tensão das outras duas fases se eleve, provocando uma corrente de carga
significativa entre as capacitâncias fase-a-terra. Isto poderá provocar arcos voltaicos no local da falha. Muitos
sistemas usam uma bobina de Petersen para compensar isto, eliminando, assim, o problema do arco. Esses
sistemas são chamados de redes compensadas. A rede é aterrada com um reator indutivo, onde sua reatância é
feita nominalmente igual à capacitância total do sistema ao terra. Sob esta condição, uma falha de terra
monofásica não resulta em uma corrente de falha de terra estacionária.
O uso de uma bobina de Petersen introduz grandes dificuldades quando se trata de determinar a direção da falha.
Isto acontece porque a corrente da linha em falha é a soma da corrente induzida, introduzida pela bobina de
Petersen, com a corrente capacitiva da linha, as quais têm fases opostas entre si. Caso sejam iguais em
magnitude, a corrente da linha em falha será zero. Se a corrente indutiva for maior do que a corrente capacitiva, a
direção da corrente da linha em falha parecerá ter a mesma direção daquela da linha em bom funcionamento.
Técnicas de direcionamento padrão, usadas por dispositivos de proteção de alimentação convencionais, não são
adequadas neste cenário e, portanto, precisamos de um método diferente para determinar a direção da falha.
Dois métodos comumente usados são o método da Primeira Meia Onda e o método de Potência Ativa Residual.

Método da Primeira Meia Onda


A onda transiente inicial, gerada no ponto de falha viaja em direção ao barramento, ao longo da linha em falha,
até atingir a linha em bom estado. Nas falhas diretas, os componentes de corrente e tensão de falha de alta
frequência estão em direções opostas, durante a primeira meia onda, enquanto nas falhas inversas, estão em
fase. Este fato pode ser usado para determinar a direção da falha. Este método, entretanto, está sujeito às
seguintes desvantagens:
● A duração de tempo da característica é muito curta, não sendo maior do que 3 ms, na maioria dos casos.
Por causa disto, é necessária uma frequência de amostragem muito alta (3000 Hz ou mais).
● É necessário um filtro analógico passa-altas, o que requer hardware especial.
● O método é afetado pelo ângulo de início da falha. Por exemplo, quando o ângulo de início da falha é de 0°,
não existem ondas iniciais.

Método de Potência Ativa Residual


O método de Potência Ativa Residual, algumas vezes usado para detectar uma amostra de falha, também pode,
em alguns casos, ser usado para detectar a direção da falha. Embora as correntes capacitivas possam ser
compensadas pela corrente indutiva gerada por uma bobina de Petersen, a corrente ativa (instantânea) nunca
poderá ser compensada e isto ainda é o oposto de uma linha em bom funcionamento. Este fato também pode ser
usado para detectar a direção da falha.
Para uma falha direcional direta, a potência ativa de sequência zero é a perda de potência na bobina de Petersen,
que é negativa. Para uma falha inversa, a potência ativa de sequência zero é a perda de potência na linha de
transmissão, que é positiva. Este método, entretanto, está sujeito às seguintes desvantagens:

P14D-TM-PT-7 277
Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência P14D

● A potência ativa de sequência zero será muito pequena em magnitude, no caso de uma falha direcional
inversa. Seu valor dependerá da perda de potência na linha de transmissão.
● A potência ativa de sequência zero poderá ser demasiado pequena em magnitude para ser detectada em
uma falha direcional direta. Seu valor dependerá da perda de potência na bobina de Petersen.
● São necessários TCs de alta resolução.
Devido à baixa magnitude dos valores medidos, a confiabilidade fica comprometida.
Este produto não usa as técnicas acima para estabelecimento de direção. Este produto usa uma técnica
inovadora patenteada que determina a direção de falha de terra em redes compensadas. Este método envolve o
uso da Potência Ativa Residual (RAP) juntamente com a Potência Reativa Transiente (TRP).

5.1 IMPLEMENTAÇÃO WDE


O modelo P14D oferece dois estágios de Proteção de Falha de Terra Wattimétrica (WDE). Cada estágio pode ser
ativado ou desativado com as configurações WDE>1 Função e WDE>2 Função.
O estágio 1 usa sempre a entrada de neutro do TC, mas o estágio 2 pode usar a entrada de neutro do TC ou uma
das entradas de fase do TC. Você pode selecionar qual entrada de TC será usada com a configuração WDE>2 Res
Corr.

5.2 LÓGICA WDE

278 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência

VN
RAP
IN DPA_POS
WDE>1 Ativ Pot

DPA_NEG
Invert

VN
TRP
IN Qtran_POS

WDE>1 Ativ Pot *K


Qtran_NEG
Invert

Forward
DPA_NEG_ RegPerm Direction WDE>1 Part Frent
Negative DPN
DPA_NEG Power Determination
Detection
Qtran_NEG

WDE>1 Temp Espe


Trip
WDE>1 Frt. Temp WDE>1 Disp.
Delay
WDE Inib Atrs.
IIM
Qtran_POS Positive
Power
DPA_POS Detection DPP
Inhibition
WDE>1 Inib Temp

Reverse
Direction WDE>1 Rev Start
Determination
WDE Reset

WDE Inibit.
WDE Função

V00904

Figura 127: Diagrama lógico de proteção de falha de terra wattimétrico


A potência ativa residual (RAP) é calculada e comparada com o valor configurado de limiar de potência ativa, para
gerar o sinal interno DPA_POS (potência ativa residual positiva). Ele é comparado com o inverso do limiar de
potência ativa para gerar o sinal interno DPA_NEG (potência ativa residual negativa).
Devido ao fato da impedância indutiva da bobina Peterson ser muito grande em altas frequências, os
componentes de alta frequência associados aos transientes de falha não podem ser filtrados. Portanto, podemos
direcionar a falha de terra selecionando corretamente os componentes de corrente e tensão de alta frequência.
Fazemos isso passando os sinais de tensão e corrente residual através de filtros passa-faixa. A potência reativa
transiente resultante (TRP) é calculada e comparada com um valor proporcional ao limiar de potência ativa
(K*WDE>(n) Ativ Pot), para gerar o sinal interno Qtran_POS (potência reativa transiente positiva). Ele é comparado
com o inverso deste valor para produzir o sinal interno Qtran_NEG (potência reativa transiente negativa).

P14D-TM-PT-7 279
Capítulo 12 - Funções de Proteção de Potência P14D

Os sinais acima são, então, introduzidos na lógica WDE (mostrada acima) para produzir sinais de partida direto e
reverso, e um sinal de desarme.
As configurações também estão disponíveis para três temporizadores diferentes:
WDE>1 Temp Espe, WDE>2 Temp Espe: Configurações do temporizador de retenção, estágio 1 e estágio 2.
WDE>1 Frt. Temp, WDE>2 Frt Temp: Configurações do atraso de tempo direto, estágio 1 e estágio 2.
WDE>1 Inib Temp, WDE>2 Inib Temp: Configurações do tempo de inibição, estágio 1 e estágio 2.

280 P14D-TM-PT-7
RELIGAÇÃO AUTO.

CAPÍTULO 13
Capítulo 13 - Religação auto. P14D

282 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 13 - Religação auto.

1 VISÃO GERAL DO CAPÍTULO


Alguns modelos deste produto fornecem uma função sofisticada de Religação Automática (Relig). O objetivo deste
capítulo é descrever a operação desta função incluindo os princípios, diagramas lógicos e aplicações.
Este capítulo contém as seguintes seções:
Visão Geral do Capítulo 283
Introdução à Religação Automática trifásica 284
Implementação 285
Entradas da Função Religação Automática 286
Saídas da Função Religação Automática 289
Alarmes da Função de Religação Automática 292
Operação da Religação Automática 293
Diretrizes para Configuração 311

P14D-TM-PT-7 283
Capítulo 13 - Religação auto. P14D

2 INTRODUÇÃO À RELIGAÇÃO AUTOMÁTICA TRIFÁSICA


Sabe-se que aproximadamente 80 - 90% das falhas são de natureza transiente. Isto significa que a maioria dos
defeitos são de duração curta e resolvem-se automaticamente. Um exemplo comum de um defeito transiente é a
formação de arco num isolador, que pode ser causada por raios, atrito entre condutores ou detritos trazidos pelo
vento.
Uma defeito transiente, como o arco num isolador, é um defeito resolvido automaticamente e sem danos. O arco
fará um ou mais disjuntores atuarem, mas isso também pode ter o efeito de resolver o defeito. Se o defeito se
resolve automaticamente, não reaparece quando a linha é reenergizada.
Os restantes 10 - 20% dos defeitos são semipermanentes ou permanentes. Um pequeno galho de árvore caindo
sobre a linha pode causar um defeito semipermanente. Neste caso o defeito não será removido pelo disparo
imediato do circuito, mas poderia ser dissipado até o fim durante um disparo com atraso. Defeitos permanentes
poderiam ser condutores partidos, defeitos de transformadores, defeitos em cabos ou em máquinas, que
precisam ser localizados e reparados antes que a energia possa ser restabelecida.
Na maioria dos incidentes de defeito, a linha em defeito é desligada imediatamente, sendo dado tempo para que
o arco do defeito se desionize, a religação dos disjuntores resultará na reenergização bem-sucedida da linha.
Os esquemas de religação automática são usados para religar automaticamente um disjuntor num tempo
definido após ter sido aberto pela operação de um elemento de proteção.
Em redes de distribuição AT/MT, a religação automática é aplicada principalmente a alimentadores radiais, onde
normalmente não surgem problemas de estabilidade do sistema. As principais vantagens do uso da Religação
Automática são:
● Interrupção mínima do fornecimento para o consumidor
● Redução dos custos de operação - menor quantidade de homens-hora para reparar danos e a
possibilidade de operar subestações não tripuladas.
● Com a Religação Automática, a proteção instantânea pode ser usada, o que significa defeitos de menor
duração. Isto, por sua vez, significa menos danos por defeitos e menor quantidade de defeitos
permanentes

A religação automática fornece um benefício importante em circuitos que usam proteção escalonada no tempo,
permitindo o uso de proteção instantânea para proporcionar um primeiro disparo em alta velocidade. Com o
disparo rápido, a duração do arco resultante de um defeito em linha aérea é reduzida ao mínimo. Isto diminui a
probabilidade de danos na linha, o que poderia, não sendo assim, fazer um defeito transiente transformar-se num
defeito permanente. Usar a proteção instantânea também evita o rebentamento de fusíveis de alimentadores
teed, bem como reduz a manutenção de disjuntores eliminando o aquecimento pré-arco.
Quando a proteção instantânea é usada com religação automática, o esquema é normalmente organizado para
bloquear a proteção instantânea após o primeiro disparo. Portanto, se o defeito persistir após a religação, a
proteção escalonada no tempo fornecerá disparo discriminante resultando no isolamento da seção em defeito.
No entanto, para certas aplicações, onde a maioria dos defeitos provavelmente é transiente, é prática comum
permitir mais de um disparo instantâneo antes da proteção instantânea ser bloqueada.
Alguns esquemas permitem um número de religações e disparos escalonados no tempo após o primeiro disparo
instantâneo, que pode resultar na dissipação total e resolução de defeitos semipermanentes. Esse esquema
também pode ser usado para permitir que fusíveis operem em alimentadores teed, onde a corrente de defeito é
baixa.
Ao considerar alimentadores que parcialmente são linhas aéreas e parcialmente cabos subterrâneos, qualquer
decisão de instalar religação automática deve estar sujeita a análise dos dados (conhecimento da frequência de
defeitos transientes). Isto será porque este tipo de configuração provavelmente tem uma maior proporção de
defeitos semipermanentes e permanentes do que alimentadores puramente aéreos. Neste caso, as vantagens da
religação automática são pequenas. Pode ainda ser desvantajoso, porque religar um cabo em defeito pode
provavelmente exacerbar os danos.

284 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 13 - Religação auto.

3 IMPLEMENTAÇÃO
A função de religação automática é uma opção de software selecionada quando se adquire o dispositivo, por isso
esta descrição aplica-se apenas a modelos com esta opção.
A religação automática funciona para proteção de sobrecorrente de fase (POC), defeito à terra (EF) e defeito à
terra sensitiva(SEF). Ela está implementada na coluna RELIGADOR AUTO. do grupo relevante de parâmetros. Além
dos parâmetros contidos nesta coluna, também precisará fazer algumas configurações nas células de bloqueio
das colunas de proteção relevantes.
A função de Religação Automática pode ser definida para executar um ciclo de disparo único, duplo, triplo ou
quádruplo. Seleciona isto na célula Número Ciclos na coluna RELIGADOR AUTO.. Pode iniciar também um ciclo
independente de Religação Automática para a proteção SEF, com um número diferente de ciclos, selecionado pela
célula Núm. SEF Ciclos. Os tempos mortos de cada ciclo podem ser ajustados separadamente.
Um ciclo de Religação Automática pode ser iniciado internamente pela operação de um elemento de proteção, ou
externamente por um dispositivo de proteção separado. O tempo morto inicia-se de duas formas, quando o
disjuntor tiver disparado ou quando a proteção for reiniciada. Seleciona isto usando a célula Par.Temp.Mort.ON.
No final do tempo morto relevante é gerado um sinal Disj.Fechado 3F, desde que seja seguro o disjuntor fechar.
Isto é determinado verificando se certas condições do sistema são atendidas conforme especificado na função
Verific.Sistema.
É seguro fechar o disjuntor desde que:
● apenas um lado do disjuntor esteja vivo (seja linha morta / barramento vivo ou linha viva / barramento
morto), ou
● se os lados da linha e do barramento do disjuntor estiverem vivos e as tensões do sistema estiverem
sincronizadas.

Além disso, a fonte de energia que alimenta o disjuntor (por exemplo, a mola de fecho) deve estar totalmente
carregada. Isto é indicado pela entrada DDB Disj.Pronto.
Quando o Disjuntor fechar inicia o tempo de recuperação. Se o disjuntor não disparar novamente, a função
Religação Automática reinicia no final do tempo de recuperação definido. Se a proteção operar durante o tempo
de recuperação o dispositivo ou avança para o próximo ciclo de religação, ou se todas as tentativas de religação
tiverem sido efectuadas, entra em bloqueio.
Os sinais de Estado Disj também devem estar disponíveis, assim a definição padrão para Estado Ent Disj deve ser
modificada de acordo com a aplicação. O PSL padrão requer as entradas lógicas 52A, 52B e Disj Pronto, por isso é
necessária uma definição para 52A e 52B para o Estado Ent Disj.

P14D-TM-PT-7 285
Capítulo 13 - Religação auto. P14D

4 ENTRADAS DA FUNÇÃO RELIGAÇÃO AUTOMÁTICA


A função Religação Automática possui várias entradas lógicas que podem ser mapeadas a qualquer uma das
entradas digitais ou a um ou mais sinais de saída DDB gerados pelo PSL. As funções dessas entradas estão
descritas abaixo.

4.1 DISJ. PRONTO


É necessário estabelecer se existe energia suficiente no disjuntor (acionado por mola, pressão de gás etc.) antes
que o Disj possa ser religado. Esta entrada Disj. Pronto é usada para assegurar isso antes de iniciar um comando
Disj.Fechado 3F. Se ao concluir o tempo morto a entrada Disj. Pronto estiver em nível baixo, e permanecer assim
por um período de tempo dado pelo temporizador Tempo Disj Pronto, ocorrerá o bloqueio e o disjuntor
permanecerá aberto.
A maioria dos disjuntores só é capaz de realizar um único ciclo de disparo-fecho-disparo, em cujo caso o sinal
Disj.Pronto permanecerá baixo após um ciclo de Religação Automática, resultando em bloqueio.
Este teste pode ser desactivado não alocando uma entrada ótica para o sinal Disj.Pronto, com o qual o sinal
ficará por padrão em um estado Alto.

4.2 BLOQUEIO RELIG.


A entrada Bloqueio Relig. bloqueia a função Religação Automática e força um bloqueio. Pode ser usada quando
for necessário operar a proteção sem Religação Automática. Um exemplo típico é um alimentador de
transformador, onde a Religação Automática pode ser iniciada pela proteção do alimentador, mas bloqueada pela
proteção do transformador.

4.3 RESET BLOQUEIO


A entrada Reset Bloqueio pode ser usada para reiniciar a função Religação Automática após o bloqueio. Também
reinicia qualquer alarme de Religação Automática, desde que os sinais que iniciaram o bloqueio tenham sido
removidos.

4.4 RELIG.MODO AUTO


A entrada Modo Automatico é usada para selecionar o modo de operação Automático. Neste modo, a função
Religação Automática está em uso.

4.5 RELIGAÇÃO AUTOMÁTICA MODO LINHA VIVA


A entrada Modo Linha Viva é usada para selecionar o modo de operação Linha Viva quando a Religação
Automática está fora de serviço e todos os bloqueios de proteções instantâneas pela Religação Automática estão
desativados. Este modo de operação tem precedência sobre todos os outros modos por motivos de segurança,
pois indica que o pessoal da concessão está a trabalhar próximo de equipamentos vivos.

4.6 MODO TELECONTROL


A entrada Telecontrolé usada para selecionar o modo de operação de Telecontrolo para que os modos de
operação Auto e Não Auto possam ser selecionados remotamente.

4.7 CIRC VIVO/MORTO OK (CIRCUITOS VIVO/MORTO OK)


O sinal Circuitos OK é um sinal que indica o estado das condições Linha Viva / Barramento Morto ou Barramento
Vivo / Linha Morta do sistema (Alto = OK, Baixo = Não OK). A lógica necessária pode ser criada no PSL a partir dos
sinais Linha Viva, Linha Morta, Barramento Vivo e Barramento Morto na lógica de Verificações do Sistema, ou
pode vir de uma fonte externa dependendo da aplicação.

286 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 13 - Religação auto.

4.8 REL. VER. SIST. OK (RELIG VERIFICAÇÕES DO SISTEMA)


O sinal Rel. Ver. Sist. OK pode ser mapeado da saída Ver.Sist.Desact. das verificações do sistema, para activar a
religação automática sem nenhuma verificação pelo sistema, desde que o parâmetro Verific.Sistema na coluna
CONFIGURAÇÃO esteja desactivado. Este mapeamento não é essencial, porque o parâmetro Não Verif.Sist na
coluna RELIGADOR AUTO pode ser activado para obter o mesmo efeito.
Este DDB também pode ser mapeado para uma entrada digital para permitir que o IED receba um sinal de um
dispositivo de monitorização de um sistema externo, indicando que as condições do sistema são adequadas para
fecho do Disjuntor. Isto normalmente não deve ser necessário, uma vez que o IED possui funcionalidades
abrangentes incorporadas de verificação do sistema.

4.9 DISPEXT. REL. PROT. (DISPARO EXTERNO DE PROTEÇÃO DA RELIGAÇÃO


AUTOMÁTICA)
O sinal DispExt.Rel.Prot permite o início da Religação Automática por um Disparo de um dispositivo de proteção
independente.

4.10 ARR.EXT.REL.PROT (INÍCIO EXTERNO DE PROTEÇÃO DA RELIGAÇÃO AUTOMÁTICA)


O sinal Arr.Ext.Rel.Prot permite o início da Religação Automática por um Arranque de um dispositivo de proteção
independente.

4.11 RELIG. COMPLETO (RELIGAÇÃO AUTOMÁTICA ATRASADA CONCLUÍDA)


Algumas concessionárias requerem a função Religação Automática Atrasada (Relig. Completo).
O sinal Relig.Completo pode, se necessário, ser mapeado no PSL para fornecer um pulso curto quando um
comando de Fecho Disj for dado no final do tempo morto. Se Relig.Completo for ativado durante um ciclo de
Religação automática, é feito reset na saída Relig.em Curso 1, muito embora o tempo de recuperação possa
ainda estar em andamento, e Relig.em Curso permanece ativo até o final do tempo de recuperação.
Para a maioria das aplicações, Relig.Completo pode ser ignorado (não mapeado no PSL). Nestes casos a saída
Relig.em Curso 1 opera e sofre reset em paralelo com Relig.em Curso.

4.12 DISJ EM SERVIÇO (DISJUNTOR EM SERVIÇO)


Este sinal deve estar alto até o instante da operação da proteção para que um ciclo de Religação Automática seja
iniciado. Para a maioria das aplicações, este DDB pode ser mapeado simplesmente da Disj.Fechado 3F. Um
mapeamento mais complexo de PSL pode ser programado se necessário, por exemplo onde for necessário
confirmar não apenas que o Disj está fechado, mas também que o TV da linha e/ou barramento esteja realmente
vivo até o instante da operação da proteção.

4.13 RELIG.REARRANQUE
Em algumas aplicações às vezes é necessário iniciar um ciclo de Religação Automática por meio da conexão de
um sinal externo a uma entrada digital. Isto ocorreria quando as condições normais de intertravamento não
forem todas satisfeitas, ou seja, quando o Disj estiver aberto e o alimentador associado estiver morto. Se a
entrada Relig.RePartida estiver mapeada para uma entrada digital, a ativação daquela entrada iniciará um ciclo
de Auto Religação independente do estado da entrada Disj. em Serviço, desde que as outras condições de
intertravamento ainda estejam satisfeitas.

4.14 TM OK P/ARRANQUE (TEMPO MORTO OK PARA ARRANQUE)


Este é um intertravamento extra opcional na lógica de iniciação de tempo morto. Além do Disj estar aberto e a
proteção em reset, TM OK p/Partida tem que estar definido como alto para permitir que a função de tempo
morto esteja pronta após um ciclo de Religação Automática ter iniciado. Assim que a função de tempo morto

P14D-TM-PT-7 287
Capítulo 13 - Religação auto. P14D

esteja pronta, este sinal não tem efeito - a função de tempo morto permanece pronta mesmo se o sinal for depois
para nível baixo. Um mapeamento típico no PSL para esta entrada é do sinal Linha Morta da lógica de
Verificações do Sistema. Isso permitiria que o tempo morto estivesse pronto apenas quando o alimentador
estivesse morto após o Disj ter disparado. Se este intertravamento extra da preparação do tempo morto não for
necessário, TM OK p/Partida pode não ser mapeado, e irá para um estado alto por padrão.

4.15 TEMPO MORTO ACTIVO


Este é outro intertravamento opcional na lógica de tempo morto. Este sinal tem que estar alto para permitir que o
tempo morto funcione. Se este sinal ficar baixo o tempo morto interrompe e reinicia, mas fica pronto e irá reiniciar
do zero quando este ficar alto novamente. Um mapeamento típico no PSL é da entrada Disj.Pronto ou de sinais
selecionados da lógica de Verificações de Sistema. Também pode ser mapeado para uma entrada digital para
proporcionar uma função 'suspensão' para o Disj escravo numa aplicação 'mestre/escravo' de 2 Disj. Se este
intertravamento opcional não for necessário, Temp.Mort.Activo pode não ser mapeado, e irá para um estado alto
como padrão.

4.16 TESTEDISPRELINIC (INICIAR TESTE DE DISPARO)


Se TesteDispRelInic estiver mapeado a uma entrada digital e esta entrada for ativada momentaneamente, o IED
gera uma saída de disparo do Disj via Teste Disp.Relig. O PSL padrão então mapeia isto para saída no relé de
saída de disparo e inicia um ciclo de Religação Automática.

4.17 OMIT.CICLO1 REL.


Se Omit.Ciclo1 Rel. estiver mapeado a uma entrada digital, e aquela entrada for ativada momentaneamente, a
lógica do IED fará o contador de sequência de Religação Automática incrementar 1 unidade. Isto diminuirá o
número de ciclos de religação disponíveis e bloqueia o religador.

4.18 INIB.TEMP.RECUP. (INIBIR TEMPO DE RECUPERAÇÃO)


Se Inib.Temp.Recup. estiver mapeado a uma entrada digital, e esta entrada estiver ativa no início do tempo de
recuperação, a lógica do IED fará os temporizadores de recuperação ficarem bloqueados.

288 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 13 - Religação auto.

5 SAÍDAS DA FUNÇÃO RELIGAÇÃO AUTOMÁTICA


A função Religação Automática possui várias saídas lógicas, que podem ser associadas a contatos de relé de
saída, bits de monitorização na coluna de TESTES COMISSION ou ao PSL. As funções destas saídas estão descritas
abaixo.

5.1 RELIG.EM CURSO


Este sinal está presente durante todo o ciclo de religação desde o início da proteção até o fim do tempo de
recuperação ou bloqueio.

5.2 RELIG.EM CURSO 1


Este opera juntamente com o sinal Relig.em Curso no início da Religação Automática. Se Relig.Completo não
operar, Relig.em Curso 1 permanece operado até que Relig.em Curso sofra reset ao final do ciclo. Se
Relig.Completo for para alto durante o ciclo de Religação Automática, Relig.em Curso 1 sofre reset.

5.3 SINAIS DDB DO ESTADO DO CONTADOR DE SEQUÊNCIA


Durante cada ciclo de Religação Automática um contador de sequência incrementa em 1 unidade após cada
disparo e reinicia a zero ao fim do ciclo.
● Contador Seq. = 0 quando o contador está em zero
● Contador Seq. = 1 quando o contador está em 1
● Contador Seq. = 2 quando o contador está em 2
● Contador Seq. = 3 quando o contador está em 3
● Contador Seq. = 4 quando o contador está em 4

5.4 FECHO C/SUCESSO


A saída Fecho c/Sucesso indica que um ciclo de Religação Automática foi concluído com sucesso. Um sinal de
Religação Automática bem sucedido é gerado após a proteção ter disparado o Disj e ter religado com sucesso. A
saída de Religação Automática bem sucedida sofre reset no próximo disparo do Disj ou de um dos métodos de
travamento de reset.

5.5 RELIG.EM SERVIÇO


A saída Relig.Em Serviço indica se a Religação Automática está em serviço ou não. A Religação Automática está
Em Serviço quando o dispositivo está em modo Auto e Fora de Serviço quando está nos modos Não Auto e Linha
Viva.

5.6 PROT.PRINC.BLOQ. (BLOQUEIO DA PROTEÇÃO PRINCIPAL)


O sinal Prot.Princ.Bloq. bloqueia estágios DT apenas (estágios instantâneos) dos elementos principais de proteção
de corrente. São eles I>3, I>4, I>6, IN1>3, IN1>4, IN2>3, e IN2>4. Bloqueia os estágios instantâneos para cada
disparo do ciclo de Religação Automática usando os parâmetros de Sobrecorrente e Defeito à Terra 1 e2, I>
Bloqueio, IN1> Bloqueio, IN2> Bloqueio e os parâmetros Disparo 1/2/3/4/5 Principal.

5.7 PROT.SEF BLOQ. (BLOQUEIO DE PROTEÇÃO SEF)


O sinal Prot.SEF Bloq. bloqueia estágios TM apenas (estágios instantâneos) dos elementos de proteção SEF. Que
são ISEF>3, e ISEF>4. Bloqueia estágios instantâneos de SEF para cada disparo do ciclo de Religação Automática
usando o parâmetro de PROTEÇÃO SEF ISEF> Bloqueio, e os parâmetros Disparo 1/2/3/4/5 SEF.

P14D-TM-PT-7 289
Capítulo 13 - Religação auto. P14D

5.8 VERIF.RELIGAÇÃO
A saída Verif.Religação indica que Verificações de Religações do Sistema estão em progresso.

5.9 TMP.MORT.E/CURSO
A saída Tmp.Mort.e/Curso indica que o tempo morto está em progresso. Esse sinal é definido quando
Verif.Religação está definido e a entrada AND Tempo MortoActivo está alta. Isso pode ser útil durante o
comissionamento para verificar a operação do ciclo de Religação Automática.

5.10 TMP.MORT.COMPLET (TEMPO MORTO CONCLUÍDO)


Tmp.Mort.Complet (Tempo morto concluído) opera ao final do tempo morto estabelecido, permanecendo
operado até que ou o esquema reinicie no final do tempo de recuperação ou até que ocorra outra operação da
proteção ou uma iniciação da Religação Automática. Pode ser aplicado puramente como uma indicação, ou
incluído no mapeamento do PSL para a entrada lógica Relig.Completo.

5.11 RELIG.VERIF.SIST (VERIFICAÇÃO DE SINCRONIZAÇÃO DA RELIG)


Relig.Verif.Sist indica que as verificações de sincronismo da Religação Automática foram satisfatórias. Isso
acontece quando ambos os módulos de verificação de sincronização (CS1 ou CS2) confirmam uma condição de
Em Sincronismo.

5.12 REL.VER.SIST.OK (RELIG VERIFICAÇÕES DO SISTEMA OK)


Rel.Ver.Sist.OK indica que as verificações de Sistema da Religação Automática foram satisfatórias. Isto ocorre
quando qualquer condição de verificação do sistema selecionada (verificação de sincronismo, barramento vivo/
linha morta etc.) é confirmada.

5.13 FECHO AUTOMATICO


A saída Fecho Automatico indica que a lógica da Religação Automática enviou um sinal Fecho para o Disj. Esta
saída aciona um sinal para o temporizador de controlo de pulso de fecho e permanece ativa até que o Disj tenha
fechado. Este sinal pode ser útil durante o comissionamento para verificar a operação do ciclo de Religação
Automática.

5.14 BLOQUEIO PROT. (BLOQUEIO DA PROTEÇÃO)


Bloqueio Prot. (Bloqueio da Proteção) opera se Relig.Bloqueado for disparado por operação da proteção seja
durante o período de inibição seguinte ao fecho manual do Disj ou quando o dispositivo está em modo Não auto
ou Linha Viva.

5.15 RESET ALARM.BLOQ (ALARME DE RESET DE BLOQUEIO)


Reset Alarm.Bloq opera quando o dispositivo está no modo Não auto, se o parâmetro Reset Bloqueio está
definido como Seleção Não Auto.

5.16 TMP.REC.EM/CURSO
A saída Tmp.Rec.em/Curso indica que um temporizador de recuperação está em progresso e vai cair assim que o
temporizador de recuperação sofrer reset.

290 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 13 - Religação auto.

5.17 TMP.REC.COMPLETO
Tmp.Rec.Completo opera ao final do tempo de recuperação definido e é um reset rápido. Para manter a indicação
de saída um temporizador de permanência tem que ser implementado no PSL.

P14D-TM-PT-7 291
Capítulo 13 - Religação auto. P14D

6 ALARMES DA FUNÇÃO DE RELIGAÇÃO AUTOMÁTICA


Os seguintes sinais DDB irão produzir um alarme. Eles são descritos abaixo.

6.1 REL.SIS.VER.FALH
O alarme Rel.Sis.Ver.Falh indica que as tensões do sistema não são adequadas para religação automática ao
final do tempo de verificação do sistema (parâmetro Tempo Verif.Sist), levando a uma condição de bloqueio. Este
alarme é memorizado e precisa sofrer reset manual.

6.2 REL.DISJ.FALHA
O alarme Rel.Disj.Falha indica que a entrada Disj Pronto não foi energizada ao final do Tempo Disj Pronto,
levando a uma condição de bloqueio. Este alarme é memorizado e precisa sofrer reset manual.

6.3 RELIG.BLOQUEIO
O alarme Relig.Bloqueio indica que o dispositivo está em estado de bloqueio e não serão feitas novas tentativas
de religação. Este alarme pode ser configurado para sofrer reset automaticamente (auto-reset) ou manualmente
conforme determinado pelo parâmetro Reset Bloq.por na coluna COMANDO DISJ.

292 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 13 - Religação auto.

7 OPERAÇÃO DA RELIGAÇÃO AUTOMÁTICA

7.1 MODOS DE OPERAÇÃO


A função de Religação Automática possui três modos de operação:
● Modo Auto: A Religação Automática está em serviço
● Modo Não auto: A Religação Automática está fora de serviço E as funções de proteção escolhidas estão
bloqueadas se o parâmetro Relig. não Selec. = Bloq.Prot.Inst.
● Modo Linha Viva: A Religação Automática está fora de serviço, mas as funções de proteção NÃO estão
bloqueadas, mesmo se o parâmetro Relig. não Selec. = Bloq.Prot.Inst..

Nota:
O Modo Linha Viva proporciona segurança extra para trabalhos em linha viva no alimentador protegido.

A função Religação Automática deve inicialmente ser activada na coluna CONFIGURAÇÃO. Pode então selecionar
o modo de operação de acordo com os requisitos da aplicação. O método básico de seleção é determinado pelo
parâmetro Sel.Mod.Relig. na coluna RELIGAÇÃO AUTOMÁTICA, conforme resumido na tabela seguinte:
Parâmetro de Seleção do
Descrição
Modo Relig
A seleção de modo Auto ou Não auto é determinada pela célula de comando Modo Religador na coluna
Modo de Comando
COMANDO DISJ.
A seleção de modo Auto ou Não auto é determinada por uma entrada digital mapeada para Relig Modo
Auto
Modo Ajust.Opto
Se a entrada Relig Modo Auto estiver alta, o modo de operação Auto é selecionado. Se a entrada Relig
Modo Auto estiver baixa, o modo de operação Não Auto é selecionado.
A seleção dos modos Auto ou Não auto é controlada pela entrada Telecontrol Modo. Se a entrada Modo
Telecontrol estiver alta, o parâmetro Modo Religador na coluna COMANDO DISJ é usado para selecionar o
Modo Ajust.Util.
modo de operação Auto ou Não Auto. Se a entrada Modo Telecontrol estiver baixa, ele comporta-se de
acordo com o parâmetro 'Modo Ajust.Opto'.
A seleção do modo Auto ou Não auto é determinada pelo flanco descendente de Telecontrol. Se a entrada
Telecontrol estiver alta, o modo de operação é alternado entre Auto e Não Auto pelo flanco descendente
Modo Ajust.Pulso
quando for para nível baixo. Os pulsos de Modo Auto são produzidos pelo sistema SCADA.
Se a entrada Telecontrol estiver baixa, comporta-se de acordo com o parâmetro Modo Ajust.Opto.

O Modo Linha Viva é controlado pelo Modo Relig Linha Viva. Se este estiver alto, o esquema é forçado para o
Modo Linha Viva independente dos outros sinais.

7.1.1 IMPLEMENTAÇÃO COM CHAVE SELETORA DE QUATRO POSIÇÕES


É muito comum que algumas concessionárias usem uma chave seletora de quatro posições para controlar o
modo de operação. Esta aplicação pode ser implementada usando os sinais DDB Modo Linha Viva, Relig.Modo
Auto e Modo Telecontrol. Isto é demonstrado no diagrama seguinte.

P14D-TM-PT-7 293
Capítulo 13 - Religação auto. P14D

CONFIGURAÇÕES DE MODO
INTERRUPTOR SELETOR DE 4 POSIÇÕES MODO DE COMANDO AUTO
MODO DE AJUSTE OPTO
MODE DE AJUSTE USUÁRIO

MODO DE AJUSTE DE PULSO


NÃO
AUTOMÁTICO MODOS DE OPERAÇÃO

ENTRADA LÓGICA Não Automático


TELECONTROL
TELECONTROL

ENTRADA LÓGICA AUTO


AUTO
AUTO

ENTRADA LÓGICA LINHA VIVA


LINHA VIVA
LINHA VIVA

IED

E00500

Figura 128: Implementação com Chave Seletora de Quatro Posições


A tabela requerida de verdade da lógica para esta configuração é a seguinte:
Religação Automática Modo
Posição da chave Relig.Modo Auto Modo Telecontrol
Linha Viva
Não Automático 0 0 0
Telecontrol 0 ou pulso SCADA 1 0
Auto 1 0 0
Linha Viva 0 0 1

294 P14D-TM-PT-7
P14D Capítulo 13 - Religação auto.

7.1.2 LÓGICA DE SELEÇÃO DO MODO DE OPERAÇÃO

Religador Auto.
Desativado Autoreclose disabled
Ativar
& Live Line Mode (int)
Modo Linha Viva

Sel. Mod. Relig.


Modo Ajust .Opto
&
&
Modo Ajust .Util.
& Non Auto Mode
&
Modo Ajust .Pulso
& &
&
Modo de Comando
& 1 &
1
S
Modo Religador Q Auto Mode (int)
&
Auto R
Não Operação 1
&
Não Automático

&

&

& Enable

Output pulse on
rising edge of ‘Tele’

& Enable

Output pulse on &


Modo Automatico falling edge of ‘Auto’

&

Modo Telecontrol
V00501