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A Imigração na Primeira República

O Investimento em imigração no final do século XIX estava relacionado à necessidade de


mão-de-obra para substituir o trabalho escravo após a abolição da escravidão em 1888. Nesse
período o fluxo imigratório foi intenso, entre 1889 e 1930 ingressaram no país mais de 3,5 milhões
de estrangeiros, o que corresponde a 65% do total de imigrados entre 1822 e 1960. Em sua maioria
tínhamos imigrantes pobre no campo na cidade, somados aos trabalhadores pobres brasileiros,
existia um grande problema social na República.
Logicamente essa população diversa, negra, mulata, branca, encontrou meios de sobreviver
no limite. Na cidade temos importantes vestígios na literatura naturalista de Aluísio de Azevedo,
pois a obra O cortiço foi uma visão dos imigrantes através da literatura. As diversas casinhas que se
amontoavam no Rio de Janeiro, eram moradia de pessoas de diferentes nacionalidades, e
representavam Repúblicas dentro da República, pois tinham as suas próprias regras.
As sociedades beneficientes entre os imigrantes e as redes de solidariedade entre os negros,
que se encontravam nas cidades em busca de melhores condições, foram exemplos da abertura de
caminhos alternativos às políticas públicas, já que estas inexistiam na prática, a República que
nasceu não se interessava pelos problemas relacionados a miséria que caminhava próxima da
maioria da população nesse período.