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Metodologias para construção de circuitos de comando

Ao se projetar comandos elétricos para sistemas automatizados, deve se analisar inicialmente a


complexidade do comando a ser projetado e, a partir desse ponto, decidir-se pela escolha do melhor
método a ser utilizado. Os principais métodos para se projetar comandos elétricos são os seguintes:

1) Intuitivo:

A forma intuitiva de construir um circuito elétrico não é um método propriamente dito, pois na
verdade o projetista constrói o comando inserindo componentes conforme a necessidade, sem
nenhum critério específico, desenvolvendo o circuito na base de tentativa e erro. Durante o
desenvolvimento, quando o projetista percebe algum problema ou erro de lógica, procura eliminá-
lo inserindo novos componentes que farão a função desejada. Para projetos mais simples de
automação este método atende perfeitamente as necessidades, sendo aplicado em muitos casos.
Quando o comando requer um nível maior de complexidade, este método pode mostrar-se
antieconômico e sujeito a erros e, portanto, não deve ser utilizado.

2) Método Cascata

Neste método é feita uma análise do comando a ser construído e desenvolvido um circuito que
possui um grupo de relês mestres que comandam outros relês de sequência. Ao se projetar um
circuito segundo este método, obtém-se segurança no funcionamento do sistema automatizado,
bem como facilidade de localização de defeitos. Como é necessário incluir o grupo de relês mestres,
o custo de construção deste tipo de circuito não é dos mais baixos, mas em vista das vantagens
apresentadas é uma metodologia de comando que pode ser utilizada sempre que o método intuitivo
mostrar-se inadequado.

3) Método Cadeia Estacionária ou Maximização de Contatos

Este método reúne as vantagens do método cascata e do método intuitivo. O circuito torna-se
extremamente simples de ser projetado e seguro também. A localização de defeitos também fica
bastante facilitada, principalmente se para cada passo for prevista uma lâmpada indicadora. Para o
eletricista de manutenção basta verificar qual lâmpada está acesa e a qual passo do ciclo ela se
refere e a partir daí, localizar com precisão o defeito do circuito. A construção da cadeia estacionária
deve ser feita seguindo-se os seguintes passos:

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1) Escreva a seqüência de funcionamento da máquina na forma algébrica, de acordo com o
diagrama trajeto-passo. Ex: A+ B+ B- A-
2) Definir qual bobina aciona o(s) cilindro(s) em cada passo e escrever abaixo da seqüência
algébrica.
3) Colocar um relê para executar cada passo. No nosso caso: K1; K2; K3; K4.
4) Acima da seqüência algébrica colocar o fim-de-curso que será acionado quando o cilindro
completar o movimento.
5) Acrescentar um relê extra no final da cadeia. Este relê terá sempre a designação K0. Para
facilitar o aprendizado chamaremos este relê de “desarme do sistema”.
6) Desenhar o esquema conforme abaixo:

ESTE RELÊ É O
RELÊ DE DESARME
S2 S4 S3 S1 DO SISTEMA
A+ B+ B- A-
Y1 Y3 Y3 Y4 Y2 Y1
K1 K2 K3 K4 K0

PARTIDA

Projetar o esquema elétrico conforme as seguintes regras:

1º) A cada passo deve ser fechado o selo utilizando-se um contato do relê que está sendo acionado
naquele passo.

2º) Na 1ª linha (linha de partida), logo abaixo do botão de acionamento deve ser colocado um
contato NF do relê K0.

3º) Em cada nova linha, deve ser colocado um contato aberto do relê que foi acionado na linha do
passo anterior, isto é, K1 habilita K2; K2 habilita K3 e assim por diante.

4º) Quando o último fim-de-curso for acionado ele deve acionar K0 e este por sua vez, derruba o
selo de K1, que por sua vez derruba o selo de K2, e assim por diante até o último relê.

Observe o circuito de comando a seguir, que foi projetado seguindo a metodologia Cadeia
Estacionária para a seqüência acima.

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S1 S2 S3 S4
A B

Y1 Y2 Y3 Y4

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PROGRAMA EM LADDER