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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Quem sou eu


Renascimento
Contexto Religioso Sou uma admiradora da
arte Renascentista. Criei
esse blog para divulgar
Por trás daReforma Protestante minha pesquisa sobre
A Reforma Protestante começou em 1517, quando Martinho Lutero divulgou suas 95 Teses em Renascimento, fruto de um trabalho
pedido pela profº Marcela Tokiwa do
Wittenberg, Alemanha. O que levou ao movimento é mais complexo. O movimento foi
curso de Museu da ETEC Parque da
condicionado pelos fatores políticos, sociais, econômicos, morais e intelectuais. Mas, acima de
Juventude.
tudo, foi um movimento religioso liderado por homens interessados em uma reforma
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verdadeira do cristianismo.

O declínio do poder papal Arquivo.


O surgimento de monarquias nacionais nos séculos XIII a XV veio às custas do poder do
papado. Este fato é ilustrado pela luta do Papa Bonifácio VIII com o rei da França, que resultou ▼ 2011 (20)
na humilhação e morte precoce do papa em 1303. O papado subseqüentemente estava ▼ Abril (7)
localizado em Avinhão, França durante um período de aproximadamente 75 anos, conhecido na Contexto histórico
história como o Papado de Avinhão ou o Cativeiro Babilônico da igreja (1303-1377). Durante
Contexto Econômico, Político e
aquele tempo o papa foi dominado pela monarquia francesa. Esforços de restaurar o papado Social
para Roma apenas provocaram, inicialmente, uma divisão, conhecida como o Grande Cisma.
Contexto Religioso
Papas rivais alegaram legitimidade até a situação finalmente se resolver em 1417.
Acontecimentos tão escandalosos na alta liderança da Igreja Católica Romana levaram ao A Produção Renascentista
aumento de corrupção e à perda de confiança na igreja. Muitos questionaram a autoridade A Pintura Renascentista
absoluta reivindicada pelo papa. Outros clamavam cada vez mais por uma reforma da igreja
Elementos Técnicos e Formais
nos “líderes e membros”.
da Pintura Renascenti...

Corrupção moral na liderança da igreja A Literatura no Renascimento


Os anos antes da Reforma Protestante também foram marcados pela corrupção moral e o abuso
► Março (13)
de posição na igreja Católica Romana. O sacerdócio era culpado de vários abusos de
privilégios e responsabilidades, inclusive simonia (usar as próprias riquezas ou influência para
comprar uma posição eclesiástica), pluralismo (ocupar vários cargos simultaneamente) e
absentismo (a falha em residir na paróquia onde deviam administrar). A prática do celibato que
Seguidores
foi imposta pela igreja no sacerdócio muitas vezes era abusada ou ignorada, levando a conduta Seguidores (10)
imoral por parte do clero. Padres ignorantes com mentes mundanas corromperam suas posições
pela negligência e abuso de poder.
Durante o século XV, o mundanismo e a corrupção na igreja chegou ao pior. O problema da
corrupção chegou até o papado.
Entre aqueles que pediam uma reforma da igreja estava o domicianoGiralamoSavonarola Seguir
(1452-1498) de Florença, Itália. Este pregador impetuoso falou contra os morais corruptos dos
líderes da cidade e dos abusos do papado. O povo foi ganho pela causa de Savonarola em
Florença, mas devido a rivalidades religiosas e circunstâncias políticas, o movimento durou
pouco. Savonarola foi enforcado e queimado por heresia em 1498.

Primeiros movimentos religiosos da Reforma


Durante o final da Idade Média surgiram vários movimentos que desafiaram algumas das
doutrinas básicas da Igreja Católica Romana. Muitos destes movimentos foram oficialmente
condenados pela igreja como heresias e foram severamente oprimidos.
Os Albigensianos surgiram no sul da França no final do século XII e início do século XIII. Os
Albigensianos (também chamados de Catari) seguiam um dualismo rigoroso semelhante ao
antigo gnosticismo. Eles defendiam o Novo Testamento como o único padrão de autoridade —
um desafio à autoridade alegada pelo papa. A seita tornou-se o objeto de uma campanha
terrível de perseguição quando o Papa Inocêncio III lançou uma cruzada contra eles em 1204.
Um movimento conhecido como os Waldensianos provavelmente foi fundado no século XI por
Pedro Waldo. Pregadores viajantes conhecidos como os Homens Pobres de Lyons enfatizaram
o estudo e a pregação da Bíblia. Traduziram o Novo Testamento para a língua comum do povo,
rejeitaram as doutrinas católicas do sacerdócio e purgatório, e defenderam à volta às Escrituras
como a única autoridade na religião.
Na Inglaterra, João Wiclif (1324-1384), um professor bem-conhecido da Oxford, também
desafiou a autoridade do papado. Durante o Papado de Avinhão, ele argumentou que todo o
domínio legítimo vem de Deus e é caracterizado pela autoridade exercida por Cristo na terra –
não de ser servido mas sim, de servir. Durante o Grande Cisma, Wiclif ensinou que a
verdadeira igreja de Cristo, em vez de consistir em um papa e hierarquia da igreja, é um corpo
invisível dos eleitos. Ele promoveu o estudo das Escrituras sobre a tradição da igreja. E ensinou
que as Escrituras devem ser colocadas nas mãos dos eleitos, e na sua própria língua. Assim
Wiclif fez uma tradução inglesa em aproximadamente 1384.
No fim, Wiclif foi condenado por heresia, mas sua influência continuou. Seus seguidores,
chamados de lolardos espalharam seus ensinamentos como um movimento oculto na Inglaterra.
Rejeitaram a doutrina da transubstanciação, a veneração de imagens, o celibato do clero e
outras doutrinas católicas como abominações. Foram uma influência importante na Inglaterra
na véspera da Reforma Protestante.
Uma outra voz precoce clamando pela reforma foi a de João Hus (1369-1415), um pregador e
estudioso boêmio. Influenciado pelos escritos de Wiclif, Hus argumentou que a verdadeira
igreja não era a instituição como definida pelo catolicismo, mas o corpo dos eleitos sob a
liderança de Cristo. Ele insistiu que a Bíblia é a autoridade final pela qual o papa e qualquer
cristão será julgado. Hus foi queimado por heresia em 1415, aproximadamente um século antes
da resistência de Lutero em Wittenberg. O movimento Husita continuou a crescer depois da
morte do seu líder, preparando o caminho para a Reforma Protestante.

Religião, movimentos místicos e pietistas


No final da Idade Média uma forma de misticismo religioso surgiu na Alemanha. Muitos dos
místicos, como MeisterEckhart, enfatizaram temer o divino através da contemplação mística,
em vez de através de uma abordagem racional à religião.
Outros, como Gerhard Groote, ensinaram uma abordagem mais prática ao cristianismo. Groote
fundou os Irmãos da Vida Comum como um esforço de chamar seguidores a uma devoção e
santidade renovadas. Seguiram a devotio moderna, uma vida de devoção disciplinada
centralizada em meditar na vida de Cristo e seguir a mesma. A obra de mais influência desta
escola de pensamento foi A Imitação de Cristo, escrita por Thomas à Kempis. Quando não se
opuseram à igreja católica ou à hierarquia, o movimento criticava a corrupção da igreja. Seu
ênfase no relacionamento pessoal com Deus parecia minimizar o papel da função sacramental
da igreja. Escolas fundadas pelos Irmãos enfatizavam escolaridade e devoção e tornaram-se
centros para a reforma. Muitos dos líderes da Reforma Protestante foram influenciados pelos
seus ensinamentos.

O Renascimento
O Renascimento (ou Renascença) foi um movimento que constituiu a transição do mundo
medieval para o mundo moderno. Começou no século XIV na Itália como resultado de um
interesse renovado na cultura clássica ou humanística da Grécia e Roma. Estudiosos do
Renascimento estudaram antigos manuscritos recuperados de um mundo que era
decididamente mais secular e individualístico do que religioso e unido. Os artistas do período
enfatizaram a beleza da natureza e do homem. A religião no Renascimento tornou-se menos
importante conforme os homens voltaram sua atenção ao prazer do aqui e agora.
O Renascimento afetou os papas do período. Muitos dos “Papas do Renascimento”, como Júlio
II (1441-1513), eram humanistas mais interessados na cultura clássica e arte do que em
assuntos espirituais. Alguns, como Alexandre VI (1431-1503), viveram vidas notoriamente
malvadas e escandalosas. Leão X (1475-1521), o filho de Lorenzo de’Medici e papa quando
Martinho Lutero afixou as 95 Teses, uma vez disse que Deus lhe deu o papado, então ele ia
“aproveitar”.
O Renascimento contribuiu para a Reforma de outras maneiras mais positivas. A invenção da
prensa de impressão móvel por Johann Gutenberg, em aproximadamente 1456, forneceu um
meio para a divulgação de idéias. Estudiosos do Renascimento ao norte dos Alpes dividiram
muitos dos mesmos interesses – uma paixão pelas fontes antigas, uma ênfase no ser humano
como indivíduo e uma fé nas capacidades racionais da mente humana. No entanto, esses
“cristãos humanistas do norte” estavam menos interessados no passado clássico do que no
passado cristão. Eles aplicaram as técnicas e os métodos do humanismo do Renascimento no
estudo das Escrituras nas suas línguas originais, assim como o estudo dos “pais da igreja”
como Augustinho. Sua preocupação principal com os seres humanos era pelas suas almas. Sua
ênfase era étnica e religiosa em vez de estética e secular.
O resultado desta ênfase era um interesse num retorno às Escrituras e a restauração do
cristianismo primitivo. Os humanistas bíblicos apontaram os maus na igreja da sua época e
pediram uma reforma interna. Talvez quem teve mais influência foi Disidério Erasmo
(aproximadamente 1466-1536). Conhecido como o “príncipe dos humanistas”, Erasmo usou
sua ampla escolaridade para desenvolver um texto do Novo Testamento em grego, baseado em
quatro manuscritos gregos que estavam disponíveis para ele. Como a ajuda da prensa de
impressão, Erasmo publicou o texto grego do Novo Testamento em 1516. A capacidade de
estudar a Bíblia na sua língua original encorajou uma comparação mais precisa da igreja dos
seus dias com a igreja do Novo Testamento. Martinho Lutero, por exemplo, usou
imediatamente o texto grego de Erasmo. Ele logo percebeu que a interpretação da Vulgata
Latina em Mateus 4:17 de “pagar penitência” mais precisamente seria “arrepender-se”. Tal
conhecimento contribuiu para uma percepção crescente de que o sistema sacramental não era
apoiado pelas Escrituras.

Assuntos doutrinárias e autoridade religiosa


O assunto imediato que levou Lutero a afixar suas 95 propostas para debate em 1517 foi o
abuso do sistema católico romano de indulgências. A doutrina de indulgências, inicialmente
formulada no século XIII, era associada com o sacramento de penitência e a doutrina do
purgatório. Enquanto acreditava-se que o sacramento fornecia perdão dos pecado e do castigo
eterno, acreditava-se que havia uma satisfação temporal que o pecador arrependido teria que
cumprir nesta vida ou no purgatório. A indulgência era um documento que a pessoa podia
comprar por uma certa quantia de dinheiro que a livraria da punição temporal do pecado.
Acreditava-se que os méritos excedentes de Cristo e dos santos seriam guardados numa
“tesouraria de mérito” celestial da qual o papa podia tirar méritos para o benefício dos vivos.
Em 1517 o dominicano Johann Tetzel estava vendendo uma indulgência plena especial
(prometendo o perdão completo dos pecados) para conseguir dinheiro para a igreja. Metade do
dinheiro seria dada ao Arcebispo Alberto, a quem o papa havia dado uma dispensa especial
para ocupar dois cargos. O resto ajudaria a financiar o término do catedral de São Pedro em
Roma. O protesto de Lutero inicialmente era contra o que via como o abuso do sistema de
indulgências. Também era um desafio à autoridade papal que tornava tais abusos possíveis.
Depois de um tempo Lutero rejeitou todo o sistema sacramental católico romano. Mais do que
qualquer outro fator, suas conclusões surgiram de seu estudo intensivo da Bíblia. A partir de
aproximadamente 1513 até 1519 Lutero discursou sobre as Escrituras na Universidade de
Wittenberg. Ele estava convicto de que a Bíblia era a única autoridade verdadeira na religião
(sola scriptura), em oposição ao papa ou um conselho geral da igreja. Através do seu estudo
ele percebeu que muitos dos aspectos do sistema teológico da Igreja Romana não eram
baseados nas Escrituras. Lutero acreditava que havia resgatado a verdadeira essência do
cristianismo nos seus ensinamentos de que a salvação é pela graça através da fé em Cristo (sola
fide), e não através de um sistema de obras como manifestado no sistema sacramental católico.
Ele desafiou o conceito católico do sacerdócio com a declaração de que o Novo Testamento
ensinava o sacerdócio de crentes.
Enquanto muitos outros fatores se combinaram para tornar a Reforma Protestante possível,
acima de tudo era a crença dos reformadores em voltar à autoridade única da Bíblia que definiu
o movimento. A que ponto conseguiram em fazer uma verdadeira reforma pode ser julgado
pelo quanto aderiram a esse princípio.

Postado por Renascimento às 16:25

5 comentários:

Mateus Ferreira 29 de agosto de 2013 10:29

tu salvou minha vida

Responder

Unknown 5 de outubro de 2015 14:12

Foda-se

Responder

Ginna Kremm 17 de março de 2016 09:06

Obrigada pela pesquisa me ajudou muito.

Responder

Ginna Kremm 17 de março de 2016 09:06

Obrigada pela pesquisa me ajudou muito.

Responder

Unknown 22 de agosto de 2018 13:02

a pessoa pergunta uma coisa e na hora é outra

Responder

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