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28/10/2016

Introdução

Dermatologia de • Maior órgão de um organismo;

Pequenos Animais • Barreira anatômica e fisiológica;

• 75 % dos atendimentos (↑ exposição);


Claudine Botelho de Abreu
Mestranda em Ciências Veterinárias - UFLA • “Espelho do organismo”.

Funções da Pele Estrutura da Pele

• Proteção; • Imunorregulação;

• Produção; • Pigmentação;

• Flexibilidade; • Secreção;

• Termorregulação; • Identificação;

• Reservatório; • Percepção.

Estrutura da Pele
→ queratinócitos (85%), melanócitos, céls. Langerhans.

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Dermatopatias

• Bacterianas;

• Fúngicas;

• Parasitárias;
Bacterianas
• Hipersensibilidades;

• Otite.

Piodermites Piodermites
• Staphylococcus pseudintermedius;

• Mais comum em cães;

• Secundárias à uma causa base.

- Parasitas; - Endocrinopatias;

- Imunossupressão; - Doenças autoimunes;

- Hipersensibilidade; - Trauma/ferida… Da superfície Superficial Profunda

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Piodermites da superfície 1. Dermatite úmida aguda

• Lesão exsudativa superaguda;


• Dermatite úmida aguda;
• Autoinduzida → pruriginoso*/doloroso;
• Intertrigo; * pulgas.

• Impetigo. • Lambe, mastiga, arranha, fricciona;

• Mais comum em cães.

1. Dermatite úmida aguda 1. Dermatite úmida aguda


 Sinais Clínicos:  Diagnóstico:

• Exsudação (pelos aglutinados); • Clínico (histórico + sinais clínicos);

• Crosta (resseca); • Citologia (imprint).

• Eritema, prurido, dor;

• Maior do que parece.

Fonte: Profa. Fabiana Monti


Fonte: Prof. Fabiana Monti

1. Dermatite úmida aguda 2. Intertrigo


 Tratamento: → Dermatite das dobras cutâneas.

• Identificar e tratar causa base; • Facial: Buldog;

• Labial: Cocker;
• Tricotomia e limpeza*;
*antisséptico: clorexidine 1% (SeptClean®) BID.
• Vulvar: vulva infantil (castração);

• Mupirocina pomada (2 o dia) ou Rifocina® BID; • Caudal: Pug;

• Prednisona: 0,5 mg/kg SID 5 dias. • Corporal: Shar Pei.

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2. Intertrigo
 Sinais Clínicos:

• Eritema e odor fétido;

• Seborreia;
• Prurido variável (lambe).

 Diagnóstico:
• Clínico;

• Citologia (durex).

2. Intertrigo 3. Impetigo
 Tratamento:
→ Dermatite pustular subcorneal.
• Peróxido de benzoíla 2,5% ou clorexidine 2%;
- lavar e secar SID 5-7 dias. • Pele glabra: inguinal, axilar e ventral;

• Corticoterapia oral (se necessário); • Cães jovens:


- parasitismo, má nutrição, más condições higiene,
• Manutenção: Epiotic®/Phisio Antiodor®/lenços. infecções virais…
- saudáveis.
• Excisão cirúrgica (definitivo).

3. Impetigo
 Sinais clínicos:

• Pápulas;

• Pústulas;

• Crostas melicérias;

• Colarinhos epidérmicos;

• Prurido variável.

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3. Impetigo Piodermite superficial


 Diagnóstico:
PÚSTULA → Foliculite bacteriana superficial.
• Clínico; rompe agulha insulina → imprint;

• Citologia. CROSTA
remove → imprint (exsudativo); • folículos pilosos;
durex (seco).
 Tratamento: • epiderme adjacente.
• Banhos: Clorexidine 2% SID 7-10 dias (local);
• Pode ter cura espontânea.

Piodermite superficial
 Sinais clínicos:

• Pápulas → pústulas → crostas melicéricas →


colarinhos epidérmicos;

• Escamas, eritema;

• Alopecia;
-“roído de traça”.

• Prurido: nenhum → intenso. Fonte: Profa. Fabiana Monti

Piodermite profunda Piodermite profunda


 Sinais clínicos:

• Alopecia, crostas, úlceras, vesículas;


• furunculose;

• Tratos fistulosos: serossanguinolento/purulento;


• celulite.
• Prurido e dor;

• Linfoadenomegalia, febre, anorexia, apatia.

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 Diagnóstico:

• Clínico;

• Citologia; (cocos)

• Histopatologia;

• Cultura (bacilo).

(bacilos)

 Tratamento: SUPERFICIAL
→ Reavaliar em 15 dias:
• Identificar e tratar causa base;
• sem lesão: tópico 15 dias;
• Antibioticoterapia sistêmica: • melhora: atb. oral 7 dias + tópico 15 dias;
- Cefalexina: 30 mg/kg BID VO; • sem melhora: terapia (?) → cult. e antib.
- Amoxicilina + clavulanato: 22 mg/kg BID VO;
- Cefovecina (Convenia®): 8mg/kg SC q. 15 dias;
PROFUNDA
• Banhos q. 4 dias (1 sem. após melhora): → 4 sem. atb. oral (mín.);
- Superficial: Clorexidine 2-4% (Cloresten®/ Hexadene®); • melhora: 2 sem. atb. oral;
- Profunda: Peróxido de benzoíla (Peroxydex®).
• sem melhora: cult. e antib.

Bull Terrier Pastor

Fúngicas
Fonte: Profa. Fabiana Monti

Foliculite e furunculose Foliculite-furunculose-celulite


sem causa definida difícil de tratar
responsiva à corticóide recidivante

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Fúngicas 1. Malasseziose
→ Mallassezia pachydermatis (levedura).
• Superficiais: malasseziose, dermatofitose, candidíase;
• Mais comum em cães;

Basset Hound, Cocker spaniel Americano,


• Subcutâneas: esporotricose;
Dachshunds, Pastor Alemão, West Highland
White, Setter Inglês

• Profundas: criptococose, histoplamose. • Localizada ou generalizada;

• Habitante natural da flora cutânea.

1. Malasseziose 1. Malasseziose
 Sinais clínicos:
• Sensibilidade/Proliferação*:

• ↑ prurido e odor desagradável;


Dermatopatia
• Alopecia, escoriações, eritema, seborreia;
* Cães: derm. atópica, seborreia O,
endocrinopatias; • Liquenificação, hiperpigmentação, hiperqueratose;
- “pele de elefante”.
* Gatos: FIV, neoplasia, acne.
• Otite concomitante.

Fonte: Prof. Fabiana Monti

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1. Malasseziose 1. Malasseziose
 Tratamento:
 Diagnóstico:
• Identificar e corrigir a causa subjacente;
• Citologia
• Banhos: clorexidine + miconazol (Cloresten®);
- q. 2 dias 2 sem. e q. 4 dias 2 sem.
SECAR!

• Itraconazol (10 mg/kg SID VO 7-14 dias):


- interrompe 7 dias → 2 dias consecutivos (3x);
- junto com alimentação.
Fonte: Prof. Fabiana Monti

2. Dermatofitoses 2. Dermatofitoses
→ Microsporum canis/ M. gypseum (comuns)  Sinais Clínicos:
→ Trichophyton mentagrophytes (raro)
• Áreas de alopecia c/ escamação;
• Gatos*, filhotes, imunossuprimidos
- Persa, Maine Coon, Yorkshire* e Jack Russel.
• Pelos quebradiços, fácil epilação;
* portadores assintomáticos.
• Eritema, pápulas, pústulas, crostas;

• Contagiosa (cão↔ gato ↔ homem) - ZOONOSE! • Cães: kérions (nódulos);

• Localizada/generalizada. • Prurido leve.

Fonte: Prof. Fabiana Monti

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2. Dermatofitoses
 Diagnóstico:

• Tricografia;

• Lâmpada de Wood;

• Cultura;
- Dermatobac®, Vetcheck®.

• Histopatologia (kérion).
Fonte: Prof. Fabiana Monti

Microsporum canis Microsporum gypseum

• aspecto algodonoso;
• aspecto arenoso;
• 6 ou + septações;
• até 6 septações;
• parede espessa.
• parede delgada.

Fonte: Prof. Fabiana Monti


Fonte: Prof. Fabiana Monti

Tricophyton mentagrophytes 2. Dermatofitoses


 Tratamento:

• Banhos: miconazol 2% q. 4 dias (Cloresten®);

• Itraconazol: 10 mg/kg SID VO 30 dias (> 3 m idade);


- depois sem. alternadas;
- até 2-3 culturas (-) semanal;
- av. hepática: antes e q. 15 dias.

• Griseofulvina: 25-50 mg/kg BID ou SID (> 1 m idade);


- hemograma q. 15 dias.
Fonte: Prof. Fabiana Monti

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2. Dermatofitoses
 Tratamento:

• Tratar contactantes:
- cultura (+): tópico + sistêmico;

- cultura (-): tópico.


Parasitárias
• Ambiental: hipoclorito de sódio + água (1:10).

1. Demodiciose 1. Demodiciose
→ Demodex canis (cães), D. cati e D. gatoi (gatos).

• Habitante natural do folículo do cão;

• Cão: mãe → filhote (contato);

• Imunossupressão (endócrinas, estresse, FIV/FeLV);

• Localizada ou generalizada.

1. Demodiciose 1. Demodiciose
 Predisposição racial:
• Bull Terrier; • Surto juvenil (< 2 anos): cio
amamentação
• Shar Pei (histopatologia); - espontâneo: genética; gestação
má nutrição
• American Staffordshire; - secundário: genética + fator verminose
• Buldogue Ingles; corticoterapia

• West Highland White Terrier; • Surto adulto (≥ 4 anos):

• Weimaraner; - secundário: genética + doença.

• Shih Tzu (prurido). imunodepressão


exaustão imunológica

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1. Demodiciose
 Sinais clínicos:

• alopecia, descamação;

• pápulas/pústulas;

• hiperceratose;

• comedões, cilindros foliculares;

• edema, eritema, exsudação…

Fonte: Prof. Fabiana Monti

1. Demodiciose
 Diagnóstico:
• Parasitológico: raspado cutâneo profundo.

1. Demodiciose 1. Demodiciose
 Tratamento:

• Identificar e tratar causa base.


(D. gatoi)
LOCALIZADA

(D. cati)
• Comedolíticos: peróxido de benzoíla 2,5%;

• Bactericida: mupirocina ou Epitezan® (periocular).

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1. Demodiciose 1. Demodiciose
 Tratamento:  Tratamento:
Ivermectina Moxidectina
GENERALIZADA 1o dia 0,1 mg/kg 0,05 mg/kg
2o dia 0,2 mg/kg 0,075 mg/kg
• Banhos: peróxido de benzoíla q. 4 dias (Peroxydex®); 3o dia 0,3 mg/kg 0,1 mg/kg
4o dia 0,4 mg/kg 0,2 mg/kg
• Ivermectina: 0,6 mg/kg SID VO (Mectimax®, Ivomec®); 5o dia 0,5 mg/kg 0,3 mg/kg
6o dia 0,6 mg/kg 0,4 mg/kg

• Moxidectina: 0,4 mg/kg SID VO (Cydectin®); • Até 3 raspados cutâneos negativos, interv. 30 dias;

• Doramectina: 0,6 mg/kg VO q. 3 dias (Dectomax®). • Tratar piodermite 2a. Esterilização.

1. Demodiciose 1. Demodiciose
 Tratamento:  Tratamento:

• Raças sensíveis:

Collie , Border Collie, Pastor de Schetland, Sheep Dog,


African Hound, Grey Hound, Australian Catle Dog.

- moxidectina VO ou tópica (Advocate®);


- amitraz (banhos) q. 7 dias.

• Filhotes < 3 meses: Advocate® q. 15 dias.

2. Escabiose 2. Escabiose
→ Sarcoptes scabiei (cães)  Sinais clínicos:
→ Notoedres cati (gatos) • Alopecia;

• Pápulas;
• Geralmente jovens;
• Crostas;
• Escavações superficiais → prurido intenso;
• Hiperceratose;
• ↑ densidade populacional (abrigos, rua); • Eritema;

• ↑ contagiosa (intra e interespécies) - ZOONOSE! • Escoriações.

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Fonte: Prof. Fabiana Monti


Fonte: Prof. Fabiana Monti

2. Escabiose 2. Escabiose
 Diagnóstico:  Diagnóstico:
• Histórico, sinais clínicos e terapêutico. • Parasitológico: raspado cutâneo superficial;
- cães: reflexo otopodal.
- cão (difícil) X gato (fácil) encontar;

- borda orelha > cotovelo > outras.

• Coproparasitológico;

• ELISA.

2. Escabiose 2. Escabiose
 Tratamento:  Tratamento:

• Ivermectina: 0,2-0,4 mg/kg VO q. 7 dias;

• Moxidectina: 0,25 mg/kg, VO q. 7 dias;

• Doramectina: 0,2mg/kg, VO q. 7 dias (G: SC dose única);

• Selamectina: q. 15 dias.;
30 dias
• Fipronil spray: q. 15 dias;
→prurido: +2 sem.
• Advocate®: q. 15 dias.

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2. Escabiose 3. Otoacaríase
 Tratamento: → Otodectes cynotis.
ZOONOSE!
• Banhos: peróxido de benzoíla q. 4 dias; • Filhotes de gatos e cães;

• Prednisona: 0,5mg kg SID VO 5 dias; • Gatos adultos portadores assintomáticos;

• Tratar contactantes e piodermite 2 a; • Orelhas: exsudato escuro, prurido, otohematoma;

• Ambiente: 4ml amitraz + 1l água, q. 7 dias, 4 sem. • Pescoço, pelve, cauda: pápulas, crostas, prurido.

3. Otoacaríase
 Diagnóstico:

• Visualização direta;

• Otoscopia;

• Microscopia.

3. Otoacaríase
 Tratamento:

• Ivermectina: 0,2-0,4 mg/kg VO q. 7 dias 4 sem.;

• Selamectina/Advocate®/Fipronil: q. 15 dias 2 adm.;


Hipersensibilidades
• Ceruminolítico SID 2-3 dias;

• Tratar otite (se necessário).

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1. Dermatite acral por lambedura 1. Dermatite acral por lambedura


→ Dermatite psicogênica.  Etiologia:

• Lambedura excessiva e compulsiva da área. • Estresse ambiental; • Demodiciose;

• Hipersensibilidade; • Hipotireoidismo;
• Membros: carpo, tarso, metacarpo/tarso;
• Trauma; • Neuropatia;
• Pequena área dermatite → ↑ lentamente;
• Corpo estranho; • Osteopatia;
• Comum em cães (raças grandes);
• Infecção; • Artrite…
• Meia idade a idosos.

1. Dermatite acral por lambedura 1. Dermatite acral por lambedura


 Sinais clínicos:
 Diagnóstico:
Lesão
• Clínico;
• Granulomatosa; • Placa ou nódulo;
• Alopécica; • Ulcerada;
• Histopatologia;

• Firme; • Fibrose; • Cultura.


• Elevada; • Hiperpigmentação;
• Espessada; • Infecção bact. 2a.
Fonte: Prof. Fabiana Monti

1. Dermatite acral por lambedura 2. DASP


 Tratamento: → Dermatite alérgica à saliva da pulga.
• Identificar e tratar causa subjacente;
• Ctenocephalides felis felis;
• Antibioticoterapia (enrofloxacina);
• Comum em cães e gatos;
• Prednisona: 0,5 mg/kg SID VO;
• Sensibilidade à proteína da saliva;
• Antidepressivos:
- fluoxetina: 1 mg/kg SID VO;
• Sazonal: meses quentes e outono.
- amitriptilina: 1-3 mg/kg BID VO.

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2. DASP 2. DASP
Sinais clínicos:

Cães

• Lombossacral e caudodorsal;

• Caudomedial da coxa; abdome e flanco;

- alopecia; - piodermite;
- eritema; - hiperpigmentação;
- escoriações; - liquenificação…

2. DASP
 Sinais clínicos:

Gatos

• Pescoço, lombossacral, caudomedial da coxa,


abdome.

• Escoriações, alopecia, crostas;

• Dermatites eosinofílicas.
Fonte: Prof. Fabiana Monti

2. DASP 2. DASP
Dermatites eosinofílicas Dermatites eosinofílicas

→ Padrões reacionais de hipersensibilidade. • Úlcera eosinofílica (indolente): lábio superior (canino).

Eosinófilos
Fonte: Prof. Fabiana Monti

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2. DASP 2. DASP
Dermatites eosinofílicas Dermatites eosinofílicas

• Placa eosinofílica: abdomen, inguinal, medial MP. • Granuloma eosinofílico: mentoniano/oral/linear.

Fonte: Prof. Fabiana Monti

2. DASP 2. DASP
Dermatites eosinofílicas  Diagnóstico:

• Dermatite miliar: pápulas crostosas. Pruriginosa. • Clínico:

- dermatite lombar;

- visualização de pulgas/excretas;

- resposta ao tratamento.

Fonte: Prof. Fabiana Monti

2. DASP 2. DASP
 Tratamento:  Tratamento:

• Nitempiram (Capstar®): VO q. 24-48h 7 dias; • Prurido: prednisona: 0,5 mg/kg SID VO 5 dias;
• Luferunon (Program®) : VO q. 30 dias; Cortavance® spray: tópico SID.

• Spinosad (Comfortis®): VO q. 30 dias; • Banhos: hipoalergênicos (Episoothe®) q. 4 dias;


• Fluralaner (Bravecto®): VO q. 3 meses;
• Tratar piodermite 2 a (se necessário);
• Fipronil + metopreno (Frontline® Plus): q. 3-4 sem;

• Selamectina (Revolution®): q. 3-4 sem… • Não há cura → controle (antiparasitário).

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2. DASP 3. Dermatite atópica


 Tratamento:
“Doença cutânea inflamatória
pruriginosa de evolução crônica
• Ambiental: amitraz (Butox®) q. 7 dias 4 sem. com base genética e, portanto,
- dliuição: 4ml + 1L água; não admite cura, apenas controle”.
Profa. Fabiana Monti

- borrifar áreas permanência do animal;


- sem contato por 24h c/ local; • ↑ comum em cães e incomum em gatos;
- usar luvas, botas, máscara.
• Adultos jovens (6 meses - 3 anos).
* Contactar empresa especializada!

3. Dermatite atópica 3. Dermatite atópica


 Raças predispostas: ceramídeos
 Etiopatogenia:
colesterol
• • ác. graxos
American Staffordshire; Labrador; • Fatores intrínsecos:
• Boston Terrier; • Lhasa Apso;
• Boxer; • Poodle; - alteração barreira epidérmica: ↓ emulsão lipídica;
• Bull Terrier; • Pug;
• Bulldog Francês; • Schnauzer;
• Fatores extrínsecos:
• Cairn Terrier; • Scottish Terrier;
• Cavalier King Charles; • Setters; - irritantes primários: químicos, físicos;
• Dálmata; • Shar Pei;
• Fox Terrier; • Shih Tzu; - alérgenos ambientais: ácaros domésticos;
• Golden Retriever; • SRD;
• Jack Russel; • West Highland White. - trofoalérgenos.

3. Dermatite atópica 3. Dermatite atópica

pele íntegra atópica

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3. Dermatite atópica 3. Dermatite atópica


Prurido

• Crônico;

• Perene;

• Primário;

• Intenso;

• Responde a corticóide.

3. Dermatite atópica

 Sinais clínicos:

• eritema; • hiperpigmentação;

• escoriações; • lignificação;

• infecções 2 a; • hiperqueratose;

• alopecia; • otite recorrente.

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3. Dermatite atópica 3. Dermatite atópica


 Diagnóstico: 5 das 8  Tratamento → Controle:
condições
• Clínico → FAVROT et al. (2010):
1 a fase
1. Início dos sinais clínicos antes dos 3 anos de idade;
2. Cão habitante de interiores residenciais;
• Educar proprietário;
3. Prurido responsivo a glicocorticóide;
4. Prurido não-lesional;
5. Extremidades de membros anteriores lesadas;
• Controlar infecções 2 a;
6. Pinas lesadas; (piodermite, malasseziose, otite, ectoparasitas).
7. Margens das orelhas não lesadas;
8. Região dorso-lombar não lesadas. • Recuperar a função de barreira.

3. Dermatite atópica 3. Dermatite atópica

• Allermyl®/Episoothe®/Dermogen®/VetriDerm®;
- banhos q. 4 dias.

• Humilac®/Hidrapet®/VetriDerm® (após banho);


- pelo úmido. Não enxaguar.

• Allerderm® spot on 1x/sem (entre banhos);

• Allerdog®/Megaderm® VO (ω6:ω3 – 10:1).

3. Dermatite atópica 3. Dermatite atópica


 Tratamento: • Exclusão dietética:

2 a fase - caseira ou comercial 8 sem;

- desafio: reintroduzir dieta anterior.


• Exclusão dietética;
Dermatite
• Controle medicamentoso. atópica 3C : 1P
responsiva C = arroz/batata/mandioca
a alimento P = coelho/peixe/pato/cordeiro

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3. Dermatite atópica 3. Dermatite atópica


• Contole medicamentoso: Imunoterapia

- Oclacitinib (Apoquel®): 0,4-0,6 mg/kg VO BID;


• Seleção de antígenos;
- Ciclosporina: 5 mg/kg VO SID (↑ custo);
• Teste intradérmico X sorológico;
- Prednisolona: 0,5 mg/kg VO SID (48, 72, 96 h);

- Hidroxizina: 2 mg/kg VO BID;


• Laboratórios: Cepav X Tecsa;

- Hidrocortisona spray (Cortavance®): 2 dias/sem. • 60-75% respondem.

Otite
→ Inflamação do epitélio do meato auditivo.

Otite • Externa;

• Média;

• Interna.

1. Otite externa 1. Otite externa

FATORES  Sinais clínicos:


Primários + Predisponentes + Perpetuantes
• prurido/dor; • hiperqueratose;
• meneios de cabeça; • hiperpigmentação;
- alérgica - anatomia Bactérias e fungos: • otohematoma; • lignificação;
- imunomediada (pendulares/pelo) - Staphylococcus sp.
- endócrina - ↑ umidade - Streptococcus sp. • secreção/odor fétido; • estenose;
- ruptura MT - alteração microflora - Pseudomonas sp.
- corpo estranho - trauma (limpeza) - Proteus sp. • eritema/edema;
- dist. glândulas - doença obstrutiva - Malassezia pachy.
(cerúmen) - imunossupressão Ácaros • úlceras;
CRÔNICOS

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1. Otite externa
 Diagnóstico:

• Clínico: anamnese + exame físico (causa subjacente);

• Otoscópico → apropriado:
- grau de inflamação; - natureza dos debris e secreção;

- ulceração; - corpos estranhos;

- estenose; - ectoparasitas;

- proliferações; - integridade MT.

1. Otite externa 1. Otite externa


 Diagnóstico: Microscopia

• Citologia (SEMPRE!): • Malassezia pachydermatis;


+ leve
• Ácaros (Otodectes cynotis); ++ moderada
- diagnóstico e definição do tratamento; +++ acentuada
- swab → rola na lâmina → cora Panóptico®/gram; • Bactérias:
- cocos: Staphylococcus, Streptococcus, Enterococcus;
- cânula otoscópio (cerume) → lâmina + óleo mineral; - bastonetes: Pseudomonas, Proteus, E. coli, Klebsiella.

- microscopia. • Céls. inflamatórias e eritrócitos (anormal).

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Fonte: MV Gabriela Pimenta

1. Otite externa

 Diagnóstico:

• Cultura e antibiograma:
Gram -
Gram + - crônica (> 1 mês);

- bastonete (infecção grave!).

• Histopatologia.

1. Otite externa 1. Otite externa


 Tratamento:  Tratamento:

• Limpeza → SID 2-3 dias (antes tratamento): • Sol. de tratamento → BID 21 dias:
- ceruminolíticos (acidificantes): Epiotic®, Vetriderm®,
Limp&Trat®, Clean-up®; Cerumin®…
corticóide + antifúngico* + antibiótico**

* miconazol 2% (manipular)/ciclopirox ;
Obs: - úlcera (Phisio Anti-odor®/soro fisiológico 0,9%);
** aguda: gentamicina (gram -), neomicina (gram +);
- dermatite atópica (Dermogen Oto®).
** crônica: cultura e antibiograma.

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1. Otite externa 1. Otite externa

 Tratamento:  Retorno:

• Atb. sistêmico → neutrófilos: • 15 dias → citologia (reavaliação);

- cefalexina, enrofloxacina, amoxicilina + clavulanato. • 21 dias → citologia (reavaliação).

• Analgésico: tramadol (2-4 mg/kg BID VO 3 dias);


→ Identificar e tratar causa subjacente!

• AIE: prednisona (0,5 mg/kg BID VO 5 dias). → Casos crônicos (MT intacta): otite média?

RESUMINDO…

Ectoparasitas? Exame direto

Sarnas? Raspado cutâneo

Bactérias? Citologia
Fungos? Cultura
Leveduras?

Hipersenbilidade?
Obrigada
pela atenção!!!
Sem diagnóstico?
Seborreia 1a?
Endocrinopatia?
Outras… Verificar tratamento
Biopsia
claudinebabreu@hotmail.com
Especialista

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