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Preparação para o teste de dezembro:

Novos cultos do Neolítico:


A sobrevivência dos Homens dependia da agricultura e este facto levou-os a prestar culto à
Natureza.

Associavam a fertilidade da terra à da mulher e construíam pequenas estatuetas femininas


conhecidas por deusas-mãe.

Os cultos à Natureza (à terra, ao sol, à lua…), são conhecidos por cultos agrários e eram
praticados em santuários como os que vais ver de seguida Deusa-mãe neolítica.

Arquitetura Megalítica:
As principais formas de arte do Neolítico foram as grandes construções feitas de pedra,
conhecidas por monumentos megalíticos. São formados por grandes blocos de pedra e
dividem-se em 4 tipos:

Menires

Grandes pedras colocadas verticalmente no solo, possivelmente locais de culto.

Alinhamentos

Conjunto de menires dispostos em fila. Pensa-se que seriam locais de culto ou santuários.

Cromeleques

Conjuntos de menires dispostos em círculo. Pensa-se que seriam locais de culto ou santuários

Antas ou Dólmens

Monumentos funerários para os elementos mais importantes da tribo. São formadas por
várias pedras erguidas verticalmente e cobertas por grandes lages. Podem ou não ter corredor.
No interior situa-se a câmara onde se sepultavam os mortos com as suas armas, adornos e
utensílios. Eram cobertas por terra, formando as mamoas, pequenas elevações artificiais.

As civilizações dos grandes rios:


As primeiras civilizações desenvolveram-se junto de grandes rios: Civilização Suméria, junto
aos rios Tigre e Eufrates;

Civilização Egípcia, junto ao rio Nilo;

Civilização do Vale do Indo, próximo do rio Indo;

Civilização do Rio Amarelo, junto ao rio Amarelo.


Algumas comunidades deslocaram-se para junto dos grandes rios por causa do seu regime de
cheias anuais que tornavam férteis os solos das suas margens. Inicialmente, o Homem não
sabia como controlar as cheias e por isso não se fixava nas proximidades dos rios. No entanto,
a partir do 5º milénio a.C. as populações atreveram-se a enfrentar a força dos rios e a ocupar
as suas margens.

Desbravou-se o solo, drenaram-se os pântanos, construiram-se diques para suster as águas


nos meses de cheias e construiram-se canais para irrigar os campos durante os meses de seca.
Todo este esforço foi recompensado com colheitas abundantes, sobretudo de cereais.

O aumento da produção fez com que se produzisse mais do que se consumia, o que originou a
acumulação de excedentes.

Com a acumulação de excedentes agrícolas, já não era necessário tantas pessoas se dedicarem
ao trabalho agrícola, ficando libertas para outras atividades.

Surgiram os primeiros artesãos especializados: oleiros, tecelões e, mais tarde, metalurgistas. A


metalurgia (técnica de fusão e tratamento de metal) permitiu o fabrico de instrumentos e de
armas de metal, o que mudou profundamente o modo de vida das comunidades.

As necessidades de defesa e de organização da comunidade levou ao aparecimento de


guerreiros, sacerdotes e governantes. Os chefes guerreiros, religiosos e políticos adquiriram
grande poder e autoridade e começaram a exigir aos camponeses e artesãos o pagamento de
tributos.

A sociedade passou então a estar dividida em estratos sociais: por um lado, os chefes
guerreiros, religiosos e políticos (os que dirigiam e comandavam) e, por outro lado, os
camponeses e os artesãos (os que produziam).

A acumulação de excedentes também permitiu o aparecimento de uma nova atividade


económica: o comércio, ou seja, a troca de bens (trocavam-se produtos agrícolas e artesanais).

A Sociedade Egípcia:
O Egito situa-se no nordeste de África. Fica a norte do deserto da Núbia, a este do deserto da
Líbia e a oeste do deserto Arábico. Tem ainda como limites o Mar Mediterrâneo e o Mar
Vermelho.

O território é atravessado por um grande rio: o Rio Nilo. Com as suas cheias anuais, os solos
das suas margens tornam-se bastante férteis e, por isso, propícios à agricultura.

A sociedade egípcia era estratificada e hierarquizada, ou seja, estava dividida em vários


estratos sociais, cada um com a sua importância a nível social:

Faraó:

Tinha poder sacralizado, pois era considerado deus vivo, filho do deus-Sol Amon-Ré

Concentrava em si todos os poderes: era o sumo-sacerdote, juíz supremo, chefe do exército e


administrador do Egito
Altos funcionários:

Tinham funções administrativas

Sacerdotes:

Prestavam o culto aos deuses, nos templos

Escribas:

Desempenhavam diversos cargos, como magistrados, cobradores de impostos e contabilistas,


graças aos seus conhecimentos (escrita e cálculo)

Artesãos:

Trabalhavam nas oficinas do rei, dos templos e dos nobres

Camponeses:

Cultivavam as terras do faraó, dos templos e dos nobres,


estando ainda sujeitos a pesados impostos

Escravos:

Eram prisioneiros de guerra que se ocupavam de diversos


serviços (domésticos, agrícolas, obras públicas, etc.)

Poderes do Faraó:

Tinha poder sacralizado, pois era considerado deus vivo, filho do deus-Sol Amon-Ré

Concentrava em si todos os poderes: era o sumo-sacerdote, juíz supremo, chefe do exército e


administrador do Egito

Religião Egípcia divindades e mitos:


O povo egípcio era politeísta, ou seja, acreditava em vários deuses.

Os deuses egípcios tinham várias formas: podiam ter forma humana, animal ou mista.
Representavam forças da Natureza ou qualidades humanas.

Cada cidade ou região tinha os seus próprios deuses, mas os mais importantes eram adorados
em todo o Egito. O culto a estes deuses era prestado em grandes e ricos templos.

Religião Egípcia e a Mumificação:


Os Egípcios acreditavam na vida após a morte e na reencarnação. Por isso, procedia-se à
mumificação dos corpos dos mortos de forma a preservá-los para a outra vida. Depois de
embalsamados, os corpos ficavam encerrados em sarcófagos que eram depois colocados em
túmulos juntamente com alimentos, adornos, jóias e outros objetos de uso pessoal.
No entanto, como este processo era algo dispendioso, era apenas realizado aos faraós e alguns
privilegiados. Os restantes egípcios (a maioria) eram sepultados no deserto.

A cultura e os saberes no Egipto:


Arte:

A arte egípcia está muito relacionada com a religião e ao culto dos mortos.

Arquitetura:

Construíram-se três tipos de sepulturas: as pirâmides (enormes túmulos reservados aos


faraós), as mastabas (túmulos reservados à família dos faraós e privilegiados) e os hipogeus
(túmulos escavados nas rochas, de forma a evitar roubos dos objetos lá deixados)

Os templos eram grandiosos de forma a engrandecer os deuses a que faziam culto

Escultura e pintura:

Destinavam-se sobretudo à decoração de templos e túmulos

A figura humana era representada de acordo com a lei da frontalidade: a cabeça e os pés de
perfil e o tronco de frente

A dimensão das figuras era de acordo com a sua categoria social

Escrita:

Os Egípcios inventaram uma escrita com base em centenas de símbolos a que chamamos
hieróglifos. A escrita hieroglífica era aprendida pelos escribas em escolas especiais, sendo os
únicos da sociedade que sabiam ler e escrever.

Outros saberes

Os Egípcios demonstraram desenvolvimento em alguns domínios como:

Geometria

Cálculo

Medicina

Astronomia

Contributo civilizacional dos Fenícios e dos Hebreus:


A religião monoteísta dos Hebreus

Os Hebreus eram pastores nómadas que viviam na Mesopotâmia. Deslocaram-se para a


Palestina, comandados por Abrão, e depois para o Egito, atraídos pelas suas riquezas mas onde
acabaram por ser escravizados. Abandonaram então o Egito e regressaram à Palestina – a
Terra Prometida – onde fundaram o Estado de Israel. Mais tarde, o país dividiu-se em dois
reinos: o de Israel e o de Judá. Ao longo dos tempos, os Hebreus ainda tiveram sujeitos a
outros povos, como os Assírios, os Babilónios, os Persas e os Romanos.

A originalidade dos Hebreus encontrava-se na religião, dado que acreditavam num único deus
(Javé), ou seja, era um povo monoteísta. Por terem estado ao longo dos tempos sujeitos a
muitas perseguições, esperavam a vinda de um Messias, o Salvador. A Bíblia, constituída pelo
antigo e Novo Testamento, é o livro sagrado deste povo.

Assim, a religião monoteísta constitui o principal contributo dos Hebreus para a história da
civilização.

A escrita alfabética dos Fenícios

As condições naturais da Fenícia favoreceram o aparecimento de importantes cidades junto ao


litoral. Como os recursos naturais eram insuficientes, os Fenícios dedicaram-se ao artesanato e
à vida mercantil e marítima.

Os Fenícios, como comerciantes, precisavam de uma escrita rápida e simples que facilitasse os
seus negócios. Por isso, criaram um novo sistema de escrita – o alfabeto. Este novo sistema de
escrita era composto por 22 sinais muito simples, em que cada um representava um único
som.

A escrita alfabética rapidamente se expandiu e está na origem de todos os alfabetos


ocidentais.