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Matemática

Matemática
Conjuntos Numéricos e Operações I

Matemática
Ao estudar o livro, o aluno está sendo conduzido pela mão do autor. Os exercícios lhe fornecem o ensejo de
caminhar mais solto e, assim, ir ganhando independência. Para quem está convencido da importância de resolver os
exercícios deste livro, um esclarecimento: eles variam em seus graus de dificuldade. Não se desencoraje se não conseguir
resolver alguns deles. Volte a eles quando se sentir mais confiante. Matemática não se aprende passivamente; ler todos os
exercícios e resolver quantos puder é uma tarefa essencial do leitor. Vamos iniciar pela teoria dos conjuntos.

Um conjunto (ou coleção) é formado de objetos, Desta forma, o conjunto dos números naturais é dado
chamados os seus elementos. Quando um objeto qualquer por:
é um dos elementos do conjunto, dizemos que esse
elemento pertence ao conjunto. Simbolicamente, temos: N = {0, 1, 2, 3, 4, ...}

Obs.: O sistema de numeração decimal utiliza dez


X ∈ A (lê-se: X pertence ao conjunto A) algarismos para representar qualquer número e a cada
algarismo é dado um peso que depende de sua posição no
X ∉ A (lê-se: X não pertence do conjunto A) respectivo número.

Exemplo:
Obs.: Os símbolos ∈ e ∉ são utilizados para relacionar
elemento com conjunto. 2 3 5

Dois conjuntos são iguais quando possuem os 5.10º=5


mesmos elementos. Indicamos por A = B (lê-se: o conjunto 3.10 1=30
A é igual ao conjunto B). 2.10 2=200

Quando um conjunto é desprovido de elementos ou 2 centenas, 3 dezenas e 5 unidades.


recebe o nome de conjunto vazio e é representado por
{ } ou ∅. NÚMEROS PRIMOS E COMPOSTOS
O conjunto ao qual pertencem os elementos de todos
os conjuntos que fazem parte de nosso estudo é chamado É qualquer número natural não nulo e diferente da
de conjunto universo. unidade que só pode ser dividido por 1 (unidade) e por si
Dados dois conjuntos, A e B, dizemos que A é próprio. Quando um número natural não nulo e diferente
subconjunto de B se cada elemento do conjunto A é, da unidade não for primo é, então, denominado composto.
também, um elemento do conjunto B. Indicamos por:
Exemplos de números primos:
A ⊂ B (lê-se: A está contido em B)
A ⊄ B (lê-se: A não está contido em B) 2; 3; 5; 7; 11; 13; 17; 19; 23; 29; 31; 37; 41; 43; 47; 53;
B ⊃ A (lê-se: B contém A) 59; 61; 67; 71; 73; 79; 83; 89; 97; ...
B ⊃ A (lê-se: B não contém A)
Obs.: É importante lembrar que o número 1
(unidade) não é primo.
Obs.: Os símbolos ⊂, ⊃, ⊄, ⊃ são utilizados para
relacionar conjunto e conjunto. DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS
FATORES

NÚMEROS NA TURAIS
NATURAIS Um número composto qualquer pode ser
decomposto em fatores primos, utilizando-se, para tanto,
O surgimento dos números naturais se deu pela as divisões sucessivas.
necessidade da contagem para controle de bens dos seres
humanos. A noção de quantidade é da natureza de qualquer
Exemplo: 360
→ 360 2
180 2
ser racional. A quantidade é representada por símbolos 90 2
também chamados de algarismos. A cada uma dessas 45 3
quantidades é associado um símbolo que representa um 15 3
número natural. Então: 360=23.32.5 5 5
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Conjuntos Numéricos e Operações I


DIVISORES DE UM NÚMERO É possível a determinação do máximo divisor comum
de dois números naturais a partir da decomposição em
Após o número decomposto em fatores primos fatores primos.
temos que obter todos os produtos possíveis utilizando, O mdc é obtido multiplicando-se os fatores primos
para isso, o dispositivo prático abaixo: comuns com os menores expoentes.
2º.3º.5º=1 Exemplo: 36 e 24
Exemplo: 90=2.32.5
2º.31.5º=3 36=2 2.3 2
3º 2º.3 1.5 1=15
2º 5º 24=23.3
3
1 2º.3º.51=5 mdc {36;24}= 22.3=12
2º.32.5º=9
21 32 51 2º.3 2.5 1=45
MÍNIMO MÚLTIPL
MÚLTIPLO COMUM (M.M.C.)
TIPLO
Portanto, o conjunto dos divisores é:
d (90) = {1,2,3,5,6,9,10,15,18,30,45,90} Obter o mínimo múltiplo comum entre dois ou mais
números naturais consiste em determinar, a partir da
Para obtermos a quantidade de divisores de um número
intersecção entre os conjuntos dos múltiplos, o menor
basta tomarmos os expoentes dos fatores primos que
elemento, desconsiderando o zero.
compõem o número, adicionarmos uma unidade a cada
expoente e multiplicar os resultados. Exemplo: 12 e 18
m(12)= {12; 24; 36; 48; 60...}
Exemplo: 90=21.32.51 m(18)= {18; 36; 54; 72; 90...}
número de divisores= (1+1).(2+1).(1+1)=2.3.2=12 m(12) ∩ m(18)= {36; 72; ...}
divisores mmc {12; 18}= 36
NÚMEROS PRIMOS ENTRE SI É possível obter o mmc entre números naturais a
partir de decomposição simultânea em fatores primos.
Dois números são denominados primos entre si, se
o único divisor comum for a unidade.
Exemplo: 12 e 18
Exemplo: Os números 15 e 16 são primos entre si:
d(15)= {1; 3; 5; 15} 12,18 2
d(16)= {1; 2; 4; 8; 16} 6,9 2
d(15) ∩ d(16)= {1} 3,9 3
1,3 3
MÚL TIPL
MÚLTIPL OS DE UM NÚMERO
TIPLOS 1,1 Portanto, o mmc é dado pelo produto
mmc {12; 18}= 22.32=36
Múltiplo de um número natural é o produto dele por
um outro número natural. O mmc pode ainda ser obtido a partir da
decomposição em fatores primos separadamente dos
Exemplo: 5.0=0 números. O mmc será o produto de todos os fatores
5.1=5 primos, considerados uma única vez e de maior expoente.
5.2=10
5.3=15
Exemplo: 12 e 18
Portanto, o conjunto dos múltiplos é: 12= 22.3
18=2.3 2
m(s)= {0; 5; 10; 15; 20; 25; ...} mmc {12; 18}= 22.32=36
MÁXIMO DIVISOR COMUM (M.D.C
(M.D.C.. )
Obs.: O mínimo múltiplo comum entre dois
O máximo divisor comum entre dois números números naturais é igual ao quociente entre seu produto e
naturais é obtido a partir da intersecção entre os conjuntos o máximo divisor comum.
dos divisores dos dois números tomando o maior elemento a.b
do conjunto intersecção. mmc {a; b}=
mdc {a; b}
Exemplos: 36 e 24

d(36)= {1; 2; 3; 4; 6; 9; 12; 18; 36}


d(24)= {1; 2; 3; 4; 6; 8; 12; 24}
d(36) ∩ d(24)= {1; 2; 3; 4; 6; 12}
mdc {36; 24}=12
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ADIÇÃO DE NÚMEROS NA TURAIS:
NATURAIS: MUL TIPLICAÇÃO DE NÚMEROS
MULTIPLICAÇÃO
TURAIS
NATURAIS
NA
A adição de dois números naturais sempre resulta
num número natural. O símbolo “+ + ” é utilizado para A multiplicação de naturais é a operação associada a
representar a operação adição de números. adição de parcelas iguais. A multiplicação de números
naturais sempre resulta num número natural. O símbolo “..”
é utilizado para representar a multiplicação de números.
Exemplo: 2+3=5
soma
Exemplo: 3 . 5 = 15
parcelas produto
fatores

Obs.: A ordem das parcelas não altera a soma;


2+3=3+2 (propriedade comutativa). Obs.: A ordem dos fatores não altera o produto;
3.5=5+5+5=15 ou 5.3=3+3+3+3+3=15
A soma na adição de várias parcelas pode ser obtida 3.5= 5.3=15 (Propriedade Comutativa)
reunindo-se duas a duas em qualquer ordem:
1+3+5=1+(3+5)= (1+3)+5 (propriedade Distributividade em relação à operação de adição (ou
associativa). subtração):

O número zero é considerado elemento neutro da


adição, pois qualquer número adicionado com zero resulta 3. (4+7) = 3.4+3.7
para a soma o próprio número:
7+0= 0+7=7 (elemento neutro da adição) Numa expressão envolvendo multiplicação e adição
(ou subtração) deve-se primeiro multiplicar:
SUBTRAÇÃO DE NA TURAIS
NATURAIS 3+2.4 = 3+8 = 11
É a operação inversa da adição. É importante salientar
Casos particulares seja a∈ N
que a subtração entre dois números naturais nem sempre
1.a=a.1=a (elemento neutro da multiplicação)
resulta num número natural. O símbolo “--” é utilizado para
0.a=a.0=0 (anulamento do produto)
representar a subtração de números.

DIVISÃO DE NÚMEROS
Exemplo: 7 - 3=4 NA TURAIS
NATURAIS
diferença
subtraendo É a operação inversa da multiplicação. É importante
minuendo salientar que nem sempre a divisão de dois números naturais
resulta um número natural. O símbolo ”:: ” é utilizado para
representar a divisão de números.
Obs.: A subtração de dois números naturais não é
comutativa. Exemplo: 18 : 6 = 3
quociente
divisor
7-3=4 mas 3-7=-4 dividendo
logo 7-3 ≠ 3-7
Obs.: A divisão de dois números naturais não é
comutativa.
Do fato de não ocorrer a comutatividade em relação
18 : 6 ≠ 6 : 18
à subtração foi necessário a criação do conjunto dos
números inteiros.
Casos Particulares: Seja a∈e N
a:1=a pois a.1=a
a:a=1 pois 1.a=a (a≠0)
0:a=0 pois 0.a=0 (a≠0)
a:0 não existe
0:0 é indeterminado, pois qualquer número natural K
verifica a igualdade 0:0=K, pois K.0=0.
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Quando a divisão não é exata. Distributividade em relação à multiplicação e à divisão:
5:3 5 3 Seja a ∈ N, b ∈ N e n ∈ N*.
2 1
5=3.1+2 resto n n n
quociente a.b = a . b
divisor n n n

dividendo a:b = a : b

Quando o resto da divisão for nulo (igual a zero) Numa expressão númerica envolvendo potenciação
dizemos que o número é divisível. ou radiciação, multiplicação ou divisão e soma ou subtração,
POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS NATURAIS
NATURAIS deve-se resolver nesta ordem.

É o produto de fatores iguais. Seja o produto: Exemplo:

2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2 =64 a) 4 : 2+3.2+5=
=2:2+3.2+5=
6 fatores =1+6+5=12

podemos representar por: b) 23:4+3.6:2-1=


expoente =8:4+3.6:2-1=
26 = 64 potência =2+18:2-1=
base =2+9-1=
=11-1=10
A potenciação de um número natural sempre resulta
NÚMEROS INTEIROS
num número natural.
Fundamentada a idéia relativa aos números naturais,
Obs.: A potenciação não é comutativa:
surgiram algumas questões. Como representar uma
defasagem ou perda numa quantidade? Como representar
25≠52 uma diferença ou subtração?
Casos Particulares: Seja a ∈ N O conjunto dos números inteiros foi criado para
a1=a responder a estas perguntas.
a0=1 Para representar o oposto de possuir uma certa
0a=0(a≠0) quantidade vamos usar o símbolo “-” antes do número
natural.
Distributividade em relação à multiplicação e à divisão:
Seja a ∈ N, b ∈ N e n ∈ N.
(a.b)n = an.bn ADIÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
(a:b)n = an:bn

RADICIAÇÃO DE NÚMEROS A adição de dois números inteiros resulta sempre um


NATURAIS número inteiro.

É a operação inversa da potenciação. É importante 1º caso: A soma de dois números inteiros positivos é
lembrar que a radiciação de um número natural nem sempre um número inteiro positivo.
resulta num número natural. O símbolo ” ” é utilizado 5+7=12
para representar a operação de radiciação.
2º caso: A soma de dois números inteiros negativos
5
Exemplo: 243 = 3, pois 35 = 243 é um número inteiro negativo.
raiz
radicando -5+(-7)=-12
radical
índice 3º caso: A soma de um número inteiro positivo com
um número inteiro negativo pode resultar num inteiro
Obs.: Quando trabalhamos com raiz quadrada (raiz positivo ou num inteiro negativo ou ainda no zero.
de índice igual a 2) podemos omitir o índice. -5+7=2
2
5+(-7)=-2
16 = 16 =4 5+(-5)=0
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Portanto, na adição de números inteiros de sinais DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS
contrários, a soma terá o sinal correspondente ao sinal da
parcela de maior valor absoluto (número sem o sinal). Como a divisão é a operação inversa da multiplicação,
a análise de sinais feitos para o produto é a mesma para o
SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS quociente.
INTEIROS
A divisão de dois números inteiros nem sempre admite um
A subtração é a operação inversa da adição. A quociente inteiro. Por este motivo, foi criado o conjunto
subtração de dois números inteiros sempre resulta num dos números racionais.
número inteiro. Vamos estabelecer o seguinte:
O sinal positivo, quando antecede os parênteses, não Exemplo: (-4):(-2)=2
altera o sinal do número dentro do mesmo. (-4):(2)=-2
O sinal negativo, quando antecede os parênteses, (4):(2)=2
muda o sinal do número dentro do mesmo. (4):(-2)=-2

Exemplo: +7 = 7 POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS


+(-7) = -7
+(+3) = 3 É uma operação definida de maneira análoga dos
-(-7) = 7 números naturais, ou seja, com multiplicação sucessiva de
-(+7) = -7 um mesmo número.
1º Caso: Na potenciação de números inteiros, se a
base é positiva, a potência é positiva.
MUL TIPLICAÇÃO DE NÚMEROS
MULTIPLICAÇÃO
INTEIROS 23=2.2.2=8

O produto de dois números inteiros é sempre um 2º Caso: Se a base é negativa, a potência é positiva se
número inteiro. Deve-se estar atento sempre ao sinal do o expoente é par, e negativa, se o expoente é ímpar.
produto.
1º Caso: Se os dois fatores são positivos, então o (-2) 2=(-2).(-2)=4
produto é positivo. (-2)3=(-2).(-2).(-2)=-8

(+2).(+5)=2.5=10
RADICIAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
2º Caso: Se os dois fatores são de sinais contrários,
então o produto é negativo. É a operação inversa da potenciação de números
inteiros. A radiciação de números inteiros nem sempre
(+2).(-5)=2.(-5)=(-5)+(-5)=-5-5=-10 resulta num número inteiro.
(-2).(+5)=-(+2).(+5)=-(2.5)=-10
EXPRESSÕES NUMÉRICAS
3º Caso: Se os dois fatores de uma multiplicação são
negativos, então o produto será positivo. Uma expressão numérica envolvendo números
inteiros e as operações definidas para os mesmos devem
ser efetuadas (resolvidas) respeitando-se uma ordem nas
(-2).(-5)=[-(+2)].(-5)=-[2.(-5)]=-[-10]=10 operações e nos sinais gráficos (parênteses, colchetes e
chaves) utilizados para ordenar as operações. Quanto aos
CONCLUSÃO sinais gráficos, eliminam-se na seguinte ordem:

Teremos um produto positivo, caso os fatores sejam 1º) parênteses;


de mesmo sinal e um produto negativo, caso os fatores 2º) colchetes;
3º) chaves.
sejam de sinais diferentes. E quanto às operações, resolvem-se na seguinte
ordem:
+ . + = +
1º) Potenciação ou Radiciação;
+ . - = - 2º) Multiplicação ou Divisão;
3º) Adição ou Subtração.
- . + = - Exemplos:
1) 28+{13-[6-(4+1)+2]-1}=
- . - = + =28+{13-[6-5+2]-1}=
=28+{13-3-1}=
=28+9=37
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NÚMEROS IRRACIONAIS
2) {-2 2:4+[(-2+5) 2:3]}=
={-4:4+[(+3) 2:3]}= São todos os números que não possuem razão.
={-1+[9:3]}= Números que não podem ser representados na forma de
={-1+3}=2 uma fração.

3) -(-32:16)2:(8-2.3)-(-12):( 6 )2= Exemplos: π=3,1415926...


=-(-2) 2:(8-6)-(-12):6= 2=1,4142135...
=-(+4):2-(-2)= 3=1,7320508...
=-2+2=0 e=2,7182818...

4) -3.{-2+[-1+(-3)2:3]-1}= Observe a construção:


=-3.{-2+[-1+9:3]-1}=
=-3.{-2+[-1+3]-1}=
=-3.{-2+2-1}= 1
=-3.{-1}=
=3 3
2

NÚMEROS RACIONAIS
-2 - 3 -1 0 1 2 3 2
1,7320508...
Nem sempre a divisão entre dois números inteiros 1,4142135...
resulta em um número inteiro. Surgiu, então, o conjunto
dos números racionais, números que podem ser Todo número irracional não pode ser representado
representados por uma razão entre dois inteiros. por um quociente entre dois inteiros.
Intuitivamente explicamos a origem dos números racionais
a partir da divisão de um todo em várias partes. I={x≠ p
q p ∈ Z, q ∈ Z, q≠0}
2 partes
Observe, agora, o diagrama a seguir:
2 numerador
5 denominador
NZQ I
5 partes

Todo número racional é representado pelo quociente


(razão ou divisão) entre dois números inteiros.
NÚMEROS REAIS
Q={ pq p ∈ Z, q ∈ Z, q≠0}
O conjunto dos números reais é definido como união
entre os conjuntos dos números racionais e irracionais, ou
Obs.: Importante lembrar que não existe divisão por seja:
zero (denominador sempre diferente de zero) e que todo
número racional na forma decimal é sempre representado R =Q I
por uma dízima periódica ou por uma divisão exata.
É importante lembrar que associamos a cada número
1 real um ponto de uma reta.
Exemplo: =0,5 (divisão exata)
2
1 0 1 2 3...
=0,3333... (dízima periódica)
3 N
...-3 -2 -1 0 1 2 3...
Z
-3 -2 -1 0 1 2 3
Q
-p -3 -e -2 -1 0 1 2 e 3 p
I

R
N⊂Z⊂Q⊂ReI⊂R
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INTERV AL
INTERVAL OS
ALOS ou seja, números de a até b.

Intervalo aberto é um subconjunto do conjunto dos a b


números reais x, tais que:

a<x<b [a;b]={x ∈ R a≤x≤b}

ou seja, números que estão entre a e b. Intervalos infinitos são subconjuntos do conjunto dos
números reais x, tais que:
a b x≥a ou x≥a
a a a

(a;b)=]a;b[={x ∈ R a<x<b} [a;∝) (-∝;a]

Intervalo Fechado é o subconjunto do conjunto dos x>a ou x<a


números reais x, tais que: a a a

(a;∝) (-∝;a)
a≤x≤b
Obs.: no infinito o intervalo sempre é aberto.

Quando pensamos em números quaisquer e suas utilizações estamos falando sobre diversos momentos
do cotidiano de qualquer pessoa. Quando vamos a uma feira temos os preços, os pesos, quantidade de
produtos ou quando compramos um imóvel, o valor, a metragem, a quantidade de cômodos, entre outras
utilizações.

01 Sendo A={x ∈ N 3 ≤ x <10} e B= {x∈Z -4≤x≤5} d) B-A


obtenha as operações: Idem ao anterior
B-A={-4,-3,-2,-1,0,1,2}
a) A∪B
Operação de união entre A e B. Devemos
colocar todos os elementos que pertencem a 02 Considere os conjuntos A={x ∈ R 3≤ x <10}
A ou a B. e B={x∈ R -4 ≤ x ≤ 5} oper.:

A={3,4,5,6,7,8,9} a) A∪B
B={-4,-3,-2,-1,0,1,2,3,4,5} A=[3;10) B=[-4;5]
A∪B={-4,-3,-2,-1,0,1,2,3,4,5,6,7,8,9}
A∪B={x∈ Z -4 ≤ x <10} 3 10
A
b) A∩B
Operação de intersecção entre A e B. Devemos
tomar todos os elementos que pertencem -4 5
simultaneamente a A e a B. B

A∩B={3,4,5}

c) A-B -4 10
Operação de diferença entre A e B. Devemos
A∪B
tomar todos os elementos que pertencem a A,
mas não pertencem a B. A∪B=[-4;10)

A-B={6,7,8,9}

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Conjuntos Numéricos e Operações I


b) A∩B d) B-A
3 10 -4 5
A B

-4 5
B 3 10
A

3 5
A∩B -4 3
B-A

A∩B=[3;5]
B-A=[-4;3)

c) A-B 03 Determime o valor da expressão:


3 10
A 1 1 3 - 1
1+ + : =
5 3 5 15
3+5 9-1
-4 5 = 1+ : =
B 15 15
8 8
= 1+ : =
15 15
5 10 8 15
= 1+ . =
A-B 15 8

= 1+1= 2
A-B=(5;10)

01 Sendo A={x ∈ N 2≤x≤9} e B={x∈Z -3≤x<7} e) ( ) N ∩ Z =N


obtenha: f) ( ) N ∪ Z =Z
g) ( ) Z ∪ Q =N
a) A∪B h) ( ) Z ∩ Q =Z
b) A∩B i) ( ) Z ∪ Q =Q
c) A-B
d) B-A 04 Associe aos conjuntos dados na primeira
coluna seus respectivos nomes da segunda
0 2 Dados os intervalos reais A=(-4;5) e B=[-6;3) coluna.
obtenha:
(a) R =(-∞;∞) ( ) Reais não negativos
a) A∪B (b) R +=[0;∞) ( ) Reais
b) A∩B (c) R+*=(0;∞) ( ) Reais negativos
c) A-B (d) R -=(-∞;0] ( ) Reais não positivos
d) B-A
(e) R *=(-∞;0)
-
( ) Reais positivos
03 Complete com V para verdadeiro ou F para falso:
05 Some os itens corretos:
a) ( ) Z ⊂ N (01) -2∈ N (08) -1∈ R
b) ( ) N⊂ Q
c) ( ) Q ∪ I= R 3∈ R
(02) 0 =0 (16)
d) ( ) N ∩ Z =Q 2 0
1
(04) 3 ∈ I 4∈Q
3
(32)
-8∈ R
3
(64)
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06 Uma pesquisa foi realizada junto a 930 pessoas 07 Numa escola há n alunos. Sabe-se que 56 deles
a respeito da prática dos esportes futebol e vôlei. Foi lêem o jornal A, 21 lêem os jornais A e B, 106
constatado que o volei era praticado por 340 pessoas lêem apenas um dos dois jornais e 66 não lêem
e que 65 praticavam ambos os esportes. Foi o jornal B. O valor de n é:
constatado ainda que 15 pessoas não praticavam
nenhum desses esportes. O número de pessoas que a) 245 b) 137 c) 158 d) 127 e) 183
praticavam apenas futebol é:

a) 565 b) 525 c) 535 d) 510 e) 575

0 1 (OSEC-SP) Sejam A e B os seguintes subcon- 05 (UF-VIÇOSA-MG) Assinale a alternativa


juntos de R: incorreta. Dados os conjuntos:
A={x∈ R 2 ≤ x ≤ 5} A={x x é um número real}
B={x ∈ R x>4} B={x x é um número racional}
Então podemos afirmar que: C={x x é um número primo}
Então:
a) A - B ⊂ B
b) A - B ⊂ A a) C ⊂ B
c) B - A ⊂ A b) S ∈ (B∩C)
d) A - B = {x ∈ R 2 < x <4} c) B ⊂ A
e) B -A = {x ∈ R x ≥ 5} d) 6∈(A∩B∩C)
e) 7∈(A∩C)
02 (FGV-SP) Sejam os intervalos A=(-∞; 1],
B=(0;2] e C=[-1; 1]. O intervalo C∪(A∩B) é: 06 (PUC-RS) Se M=(-∞;3), N=[-1,∞) e
P=[-2; 10), então P-(M∩N) é o intervalo:
a) (-1; 1]
b) [-1; 1] a) [-2;1)
c) [0;1] b) [-2;3)
d) (0;1] c) [-1; 10 )
e) (-∞; -1] d) (-∞;-1]∪(3;∞)
e) [-2;1)∪[3; 10 )
03 (CEFET-PR) Se P={x∈ R -3 ≤ x<-2}
Q=]-2;-1] e S={x ∈ R x ≥-3} 07 (FATEC-SP) Sejam a e b números irracionais:
(P∪Q) - (Q∩S) é igual a: I) a.b é um número irracional
II) a+b é um número irracional
a) {x∈ R -3≤x≤-1 e x≠2} III) a-b pode ser um número racional, pode-se
b) {x∈ R -3≤x≤-2} concluir que:
c) {x∈ R -2≤x≤-1}
d) {x∈ R -3≤x<-2} a) as três são falsas;
e) {x∈ R -2<x≤-1} b) as três são verdadeiras;
c) somente I e III são verdadeiras;
04 (ACAFE-SC) Dados os conjuntos: d) somente a I é verdadeira;
A={x∈ N 2≤x≤5} e) somente I e II são falsas.
B={x∈ R x é ímpar e 1≤x<7}
C={x∈ R 0<x≤3} 08 (PUC-SP) Um número racional qualquer:
O conjunto-solução de (A-B) ∪ (B-C) é:
a) tem sempre um número finito de ordens (casas)
a) {1; 2} decimais;
b) {2; 4; 5} b) tem sempre um número infinito de ordens (casas)
c) {0; 1; 3; 5; 7} decimais;
d) {1; 2; 3; 4; 5} c) não pode expressar-se em forma decimal exata;
e) {0; 4; 5} d) nunca se expressa em forma de uma decimal
inexata;
e) nenhuma das anteriores.

9
Matemática

Conjuntos Numéricos e Operações I


09 (EFOA-MG) Seja R o conjunto dos números reais, 1 0 (FCC-BA) Consultadas 500 pessoas sobre as
N o conjunto dos números naturais e Q o conjunto emissoras de TV a que habitualmente
dos números racionais. Qual a afirmativa falsa? assistem, obteve-se o resultado seguinte: 2 8 0
p e s s o a s a s s i s t e m ao c a n a l A , 2 5 0 a s s i s t e m
a) Q∪N⊂R ao canal B e 70 assistem a outros canais distintos
b) Q∩ N⊂R de A e B. O número de pessoas que assistem a A
c) Q∪ N=R e não assistem a B é:
d) Q ∩ R =Q
e) Q∩ R≠∅ a) 30 b) 150
c) 180 d) 200
e) 210

(VUNESP) Numa classe de 30 alunos, 16 gostam de matemática e 20, de história. O número de alunos desta
classe que gostam de matemática e de história é:

a) exatamente 16;
b) exatamente 10;
c) no máximo 6;
d) no mínimo 6;
e) exatamente 18.

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10
Conjuntos Numéricos e Operações II

Matemática
Veremos neste capítulo as operações entre números racionais (fracionários), a potenciação e radiciação de números
reais.

ADIÇÃO DE NÚMEROS RACIONAIS A operação de subtração de números racionais é


análoga à operação de adição.
A soma de dois números racionais é sempre um
número racional. MUL TIPLICAÇÃO DE NÚMEROS
MULTIPLICAÇÃO
RACIONAIS
1º Caso: Mesmo denominador:
O produto de dois números racionais é sempre um
A fração resultante terá para numerador o valor da número racional. O produto é obtido multiplicando-se
soma dos numeradores, e para denominador, o mesmo numerador por numerador e denominador por
valor dos denominadores das parcelas. denominador.

5 2 5+2 7 Exemplo: 2 . 3 2.3 6


+ = = = =
3 3 3 3 5 7 5.7 35

2º Caso: Denominadores diferentes:

Todas as frações devem ser reduzidas a um único DIVISÃO DE NÚMEROS


denominador. Isto é feito obtendo-se o mmc entre os RACIONAIS
denominadores.
A operação de divisão de números racionais é a inversa
2 1 3
+ + =
40+12+45
=
97 da operação de multiplicação. Para dividir dois números
3 5 4 60 60 racionais, representados através de frações, repete-se a
primeira fração multiplicando-a pela fração inversa da segunda.
mmc {3; 5; 4}=60
Exemplo: 4 : 5 4 2 8
= . =
1) Colocamos um traço único de fração; 3 2 3 5 15

2) Localizamos o mmc dos denominadores como sendo


POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS
o novo denominador; RACIONAIS
3) Dividimos o novo denominador pelos A potenciação de números racionais é feita através da
denominadores antigos e, respectivamente, multiplicamos multiplicação sucessiva de um mesmo número racional.
pelos numeradores obtendo, então, os novos Na prática, a potência de uma fração é obtida a partir da
numeradores; potência do numerador e do denominador.
4) Por fim, fazemos a adição dos novos numeradores. Exemplo:
Obs.: Um número inteiro ou natural possui como 2 3 23 8
denominador, quando escrito na forma de fração, o número 1. = =
3 33 27

-4=- 4
Exemplo: -4=- 2
3
1

1
Matemática

Conjuntos Numéricos e Operações II


RADICIAÇÃO DE NÚMEROS Obs.: - Se a base é negativa e o expoente é par, então
RACIONAIS a potência é positiva;
- Se a base é negativa e o expoente é ímpar, então a
A radiciação de números racionais é a operação inversa potência é n negativa.
da potenciação. A raiz de um número racional é obtida a
partir da raiz do numerador e do denominador. CASOS P ARTICULARES
PARTICULARES

Exemplo: o
3 o
a=1 Exemplos: 2 =1
3 8 8 2
= = 2 = 13 = 1
-3
3 a = 1n (a¹0)
-n
27 3
27 a 2 8

EXPRESSÕES NUMÉRICAS PROPRIEDADES DA POTENCIAÇÃO

As expressões numéricas devem ser resolvidas de Seja m ∈ N, n ∈ N, a ∈ R e b ∈ R, temos:


maneira análoga às expressões numéricas envolvendo
números inteiros. 1) am.an=am+n Exemplos: 2 .2 =2
3 4 3+4
=27
m
a 2 5
2) =am-n
MÓDULO DE UM NÚMERO an =25-3=22
23
3) (am)n=am.n
Módulo ou valor absoluto de um número real qualquer (23)2=23.2=26
4) (a.b)n=an.bn
é a distância do mesmo ao zero, também denominado a n an (2.3)5=25.35
origem. 5) =
b bn 3 5 35
É o maior valor entre o número considerado e o seu =
5 55
oposto. Identificamos o módulo de um número x ∈ R por:
obs:
2 2
x, se x ≥ 0 1) 24 ≠ (24) , pois
x = ⎨ x, se x < 0 2 2
24 = 2(4) = 216 e (24)2 = 24.2 = 28
2) (2+3)2 ≠ 22 + 32, pois
Exemplo: a) 3 = 3 b) -7 = 7 (2+3)2 = 52 = 25 e 22+32 = 4+9 = 13
Obs.:
Propriedades do Módulo: Seja x ∈ R e a ∈ R.
RADICIAÇÃO DE UM NÚMERO
REAL
a) x ≥0
b) x = a ⇔ (x=a ou x=-a) (a>0) Definição:
c) x < a ⇔ -a < x < a (a>0)
d) x > a ⇔ x > a ou x < -a (a>0) Define-se como raiz de índice “n” de um número “a”
o número “x” tal que x expoente n é igual a a , ou seja:
POTENCIAÇÃO DE UM NÚMERO
REAL n n
a = x ⇔ x =a
raiz
– Definição:
radicando
Dado um número real “a” qualquer sendo “n” um radical
número natural, define-se por “a potência n” o produto de a índice do radical n ∈N *
por a n vezes, ou seja:
Exemplos:
a.a.a....a = an 3
27 = 3, pois 33 = 27


n vezes 1)
4
2) 81 = ±3, pois (±3)4 = 81
expoente 2
an = x potência 3) 4 = ±2, pois (±2)2 = 4
base 2
4) -9 = não é definida em R
2
Conjuntos Numéricos e Operações II

Matemática
Obs.: Nos exemplos 2 e 3 os radicais têm índices Exemplos:
pares, por isso que em cada um existem duas raízes reais
simétricas. Para não termos dupla interpretação, 1) 9 5 + 3 5 -4 5 = (9+3-4) 5 = 8 5
convenciona-se que em todo radical, cujo índice é um
número par, a raiz será positiva.
2) 5 40 - 3 10 = 5. 22.10 - 3 10=
A raiz de índice n de um número a pode ser definida
como sendo uma potência de a, onde o expoente é o =5.2. 10 - 3 10 = 10 10 - 3 10=
inverso de n, ou seja:
1 =(10-3) 10 = 7 10
n n
a=a (x ∈ N)

3) 2 300 + 3 50 - 2 243=
Exemplos:
3
1
3 3
1
3
3
3 1 =2. 102.3 +3. 52.2 - 2 92.3=
1) 8 = 8 = (2 ) = 2 = 2 = 2
1

2)
1
3=3 =3
1 =2.10 3 + 3.5 2 - 2.9 3=
1 2
2 2 2 1
3) 4 = (2 ) = 2 = 2 =2 =20 3 - 18 3 + 15 2 = 2 3 + 15 2

PROPRIEDADES DA RADICIAÇÃO

Seja m ∈ N*, n ∈ N*, a ∈ R e b ∈ R, temos: MUL TIPLICAÇÃO E DIVISÃO DE


MULTIPLICAÇÃO
R A DICA IS
Exemplos:
1º Caso: Se os radicais forem de mesmo índice aplicamos
n m m/n 5 3 3/5 as propriedades anteriores.
1) a =a 2 =2

2)
n
a.
n
b =
n
a.b
3
5.
3
7=
3 3
5.7 = 35 2º Caso: Se os radicais forem de índices diferentes, deve-
n 4
se, inicialmente, reduzi-los ao mesmo índice. Para isto, basta
a n a 2 4 2 obter o mmc entre os mesmos.
3) = =
n
b b 4
3 3
n m n.m 3 2 3.2 6
Exemplos:
4) a= a 5= 5= 5

1) 2 3 . 6 4 = 2.6. 3.4 = 12 12
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO DE
R A DICA IS 3 10000
2) : 3 10 = 3 10000:10 = 3 1000 = 3 103 =10

3) 3 52 .23 mmc {5;2} = 10


Em uma soma ou subtração de radicais pode ocorrer
que:
5 2= 10 22
2 3 = 10 35 logo,
1) todos os radicais são semelhantes entre si;

2) os radicais dados não são semelhantes a princípio, 35 2 . 2 3 = 3.10 22 . 10 35 = 310 22.35


tornando-se ao se retirar um ou mais fatores do
radicando;
PRODUTOS NOTÁVEIS
3) existem apenas alguns termos semelhantes entre si.
É possível reduzir os radicais em uma soma a um
radical apenas, desde que eles possuam o mesmo Existem produtos entre expressões algébricas que
índice e o mesmo radicando, isto é, sejam são utilizados com freqüência. Vamos citar os principais:
semelhantes.
(a+b)2 = (a+b).(a+b)=a2+2.a.b+b2
(a-b)2 = (a-b).(a-b)=a2-2.a.b+b2
(a+b).(a-b)=a2-b2

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Matemática

Conjuntos Numéricos e Operações II

Em nosso cotidiano podemos presenciar vários problemas envolvendo repetições de eventos, como por
exemplo: de quanto em quanto tempo teremos o fenômeno do eclipse, seja lunar ou solar, ou de quanto em
quanto tempo ônibus de linhas diferentes coincidem em chegar juntos ao terminal. São problemas relacionados à
teoria do mínimo múltiplo comum.
Biólogos, químicos, astrônomos e muitos outros cientistas se utilizam de números cuja representação decimal
é, no mínimo, assustadora. Por exemplo: os glóbulos vermelhos do sangue são algo em torno de 25 trilhões no
corpo humano, isto é, 25.000.000.000.000 de glóbulos ou 25.102 de glóbulos ou os físicos garantem que há
27 quintilhões de moléculas em 1cm3 de ar atmosférico, isto é, 27.1018 de moléculas. Aí está a necessidade da
teoria da potenciação. Além de existirem problemas físicos ou matemáticos que envolvem duas equações, cada
uma apresentando duas incógnitas, daí a necessidade do estudo dos sistemas entre outras aplicações para os
conteúdos referentes à teoria dos conjuntos.

01 Sendo a ∈ R, a>0, simplifique a expressão: 03

2 2 2
a 1 a 1 . a a a
+ = + = + = 13+ 7 + 2 + 4 é igual a:
a a a a

2 2 2
a a + a a (a+1) a (a+1)
= = =
a a a2 13+ 7 + 2 + 2 = 13+ 7 + 4 = 13+ 7+2 =
2 2
(a+1) a +2a+1
= =
a a
13+ 9 = 13 + 3 = 16 = 4

02 Achar o valor de cada potência:

a) (0,01)3=(1/100)3=1/1000000=0,000001= 10-6

b) 0,00000125=1,25.10 -6

c) [2 9:(2 2.2) 3] 3=[2 9:(2 3) 3]3=[2 9:2 9]3=1 3=1

d) 5.10 8.4.10 -3=5.4.10 8.10 -3=20.10 5=2.10 6

e) (1/2) -3+(1/2) -5=2 3+2 5=8+32=40

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Conjuntos Numéricos e Operações II

Matemática
01 Simplificando a expressão 9 + 2 , obtém-se: 04 A expressão 2x+2.2x-2 é igual a:
2 9
a) 2x b) 24 c) 22x
11 2 3+ 2 85
a) b) c) d) 2x -4
2
e) nda
6 2+ 3 18

05 Se p=[(2-4.35.27)2]3/4, então:

11 11 2 a) p=2 13/4 .3 19/4


d) c) b) p=2 23/4 .3 31/4
22 12
c) p=2 9/2 .3 15/2
d) p=2 33/2 .3 15/2
e) nda
02 O número 18- 8 - 2 é igual a:
0 6 O número de elementos distintos da seqüência
a) 18 b) 18 - 6 c) 0 24; 42; 4-2; (-2)4; (-2)-4 é:

a) 1 b) 2 c) 3 d) 4
d) 4 e) nda
e) nda

03 A expressão (5-5)5 é igual a: 07 Simplificando o número 2352 , vamos obter:

a) -1 b) 5-25 c) (-25) 5 a) 4 7 b) 4 21 c) 28 21
125

d) 5-10 e) nda d) 28 3 e) nda

01 (ESPCEX) Efetue a operação (10-2)3. Qual o 04 (ESSA) Calculando-se o valor da expressão:


expoente de base 10 resultante?
a a a a , obteremos:

02 (CEFET-PR) Assinale a afirmativa correta: a) a16 b) a-15 c) a-16


2 d) a -16/15 e a 15/16
a) 43 = (43)2
2 05 (UEL-PR) A expressão (1/x+1/y)-1, para x≠-y≠0,
b) 43 ≠ (43)2 é equivalente a:

c) (43)2 = 49 a) x+y b) x-1+y-1 c) xy/x+y


d) x-y/xy e) -1/x-1/y
d) (43)2 ≠ (42)3
2
3 3 2 3 2
e) 43 = 42 06 (EPCAR) Se A = -5 -62 e B= (-5) +(-6)
2 , então:
-7 (-7)
03 (UFBA) A expressão 5000 + 500 é igual a: k
A-B= onde K é igual a:
49
a) 60 2 b) 10 55 c) 50 2 +10 5
a) 250 b) 72 c) -72
d) zero e) 178
d) 50 2 +5 5 e) nda
5

EBR MATEMATICA MOD I AULA 02.pmd 5 23/3/2004, 12:03


Matemática

Conjuntos Numéricos e Operações II

07 (UFAL) A expressão 10+ 10 . 10- 10 é


igual a:

a) 0 b) 90 c) 10

d) 3 10 e) nda

(M.S. André-SP) Simplificando a expressão:

2n+4 - 2.2n obtém-se:


2.2n+3

a) 2n-1-1/8 b) 7/8 c) -2n+1

d) 1-2n e) 7/4

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Equações e Funções do 1º Grau

Matemática
Nosso estudo, neste capítulo, é o das relações do ponto de vista matemático.
Iniciamos pelo conceito de igualdade nas equações e resolução de sistemas passando então ao estudo das relações
mais importantes, que são chamadas de funções.

EQUAÇÕES DO 1º GRAU 2x = 12

Denomina-se equação do 1º grau na incógnita x, a


qualquer expressão matemática que pode ser escrita
(reduzida) na forma: 2x 12
=
2 2
a.x+b = 0
termo independente de x
incógnita
coeficiente de x (a≠0) Dividimos por 2 ambos os membros.

x = 6
Determinar a solução de uma equação significa obter,
através de propriedades ou processos algébricos, o valor
da incógnita x que verifica a igualdade.
S={6}
Exemplo:

1) 2.x - 5 =7 Incluindo um mesmo peso em ambos os lados


(membros) da balança (igualdade) chegamos ao valor de x
Fazendo uma analogia da igualdade com uma balança que satisfaz a equação e obtemos o conjunto solução.
temos que manter a igualdade, incluir uma mesma
quantidade em ambos os lados para mantermos o equilíbrio. REGRA PRÁTICA:

1) Todo número que está somando de um lado da igualdade


2x - 5 = 7
passa para o outro lado subtraindo;

2) Todo número que está subtraindo de um lado da igualdade


passa somando para o outro lado;
2x - 5 + 5 = 7 + 5
3) Todo número que está multiplicando de um lado da
igualdade passa dividindo para o outro lado;

Somamos 5 em ambos os membros. 4) Todo número que está dividindo de um lado da igualdade
passa multiplicando para o outro lado.

Obs.: Atenção ao raciocínio da balança na utilização


da regra prática.

EBR MATEMATICA MOD I AULA 03.pmd 1 23/3/2004, 12:03


Matemática

Equações e Funções do 1º Grau


1) Vamos usar a regra prática para resolver a PROCESSO DE ADIÇÃO
mesma equação:
Consiste em deixar nas duas equações os coeficientes
2x-5=7 ⇒ 2x=7+5 ⇒ 2x=12⇒ de uma mesma incógnita opostos. Desta forma, somam-
⇒ x=12/2 ⇒ x=6, logo S = {6} se membro a membro as duas equações, recaindo-se em
uma equação com uma incógnita.
2) x/3-5=-3 ⇒ x/3=-3+5 ⇒ x/3=2⇒
⇒ x=2.3 ⇒ x=6, logo S = {6} Exemplo: 2x+3y=8 multiplicado por 2
{
5x-2y=1 multiplicado por 3, obtemos
3) 5x-10=-6+3x ⇒5x-3x=-6+10⇒
⇒2x=4 ⇒ x=4/2 ⇒ x=2, logo S= {2}

No caso de frações com denominadores diferentes {4x+6y = 16


15x-6y = 3
devemos reduzi-las a um mesmo denominador utilizando
o mmc e proceder da maneira anteriormente citada. 19x = 19
x=19 = 1
4) 3x/5+1/2=x/10 mmc {5; 2; 10} = 10 19
6x+5/10=x/10
6x+5=x
Substituindo na 1ª equação
6x - x=-5
2x+3y=8
5x=-5
x=-5/5=-1, logo S={-1} 2.1+3y=8
3y=6
y=2, portanto S = {(1, 2)}
SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 1º
GRAU
FUNÇÃO DO 1º GRAU (LINEAR E
AFIM)
Resolver um sistema de duas equações do 1º grau
com duas incógnitas significa obter dois valores que Definição
verifiquem as duas equações simultaneamente, quando
substituídos nas mesmas. A solução de um sistema assim Dados dois conjuntos A e B, diremos que uma relação
constituído é, portanto, um par de valores. de A em B é uma função se, e somente se, nesta relação
Vamos citar dois processos para a obtenção da para todo x com x∈A tivermos um único y, y∈B. E a função
solução do sistema. vai ser o conjunto formado pelos pares ordenados (x,y).

f: A→B = {(x, y) / y=f(x) com x∈A e y∈B}


e y é chamado de imagem da variável x através da função f.
PROCESSO DE SUBSTITUIÇÃO
DOMÍNIO
DOMÍNIO,, CONTRA -DOMÍNIO E
CONTRA-DOMÍNIO
Consiste em isolar uma incógnita numa equação e CONJUNTO IMAGEM
substituí-la na outra equação do sistema, recaindo-se numa
equação do 1º grau.

Exemplo: A B
-2x+y=1 y=1+2x f
2x+3y=2 substituindo, temos:

2x+3.(1+2x)=2
2x+3+6x=2
8x=2-3
Conjunto Imagem
x=-1/8 Im (f)

Substituindo novamente, temos:

y=1+2.(-1/8) f:A B (função de A em B);


A (Conjunto Domínio, D (f) );
y=1-1/4⇒y=3/4, portanto S= {(-1/8, 3/4)} B (Conjunto Contra-Domínio, C D (f) );
2

EBR MATEMATICA MOD I AULA 03.pmd 2 23/3/2004, 12:03


Equações e Funções do 1º Grau

Matemática
E do subconjunto formado por todas as imagens dos VERIFICAÇÃO A TRA
ATRA VÉS DO
TRAVÉS
elementos do domínio através da função f(y=f(x)), DIAGRAMA DE VENN
chamadas de Conjunto Imagem
(Im (f));
A B
Obs.: O conjunto imagem é um subconjunto do f
Contra-Domínio (Im (f) ⊂ CID I (f));
A projeção dos pontos do gráfico de uma função sobre
o eixo das abscissas (eixo x) é o domínio da mesma;
A projeção dos pontos do gráfico sobre o eixo das
ordenadas (eixo y) é a imagem da mesma;

Quando não for definido o domínio de uma função função


real, subentende-se, por convenção, que ele seja o conjunto f: A B
de todos os números reais para os quais seja possível definir
a função.
A B

Relação
não é função

0 x
Domínio A B

y
Imagem

Relação
não é função

Verificação através do Gráfico:


y
0 x

CRESCIMENTO OU DECRESCIMENTO
DE UMA FUNÇÃO
0 x
a) Função Crescente ⇒ x1>x2 ⇒ f(x1) > f(x2)
b) Função Decrescente ⇒ x1>x2 ⇒ f(x1) < f(x2)
c) Função Constante ⇒ x1>x2 ⇒ f(x1) = f(x2)
REPRESENTA UMA FUNÇÃO
3

EBR MATEMATICA MOD I AULA 03.pmd 3 23/3/2004, 12:03


Matemática

Equações e Funções do 1º Grau


y Exemplo:

f: R → R
f (x) = 2
Tabela de Valores

x y

-2 2
0 x -1 2 Gráfico
0 2
1 2
NÃO REPRESENTA UMA FUNÇÃO 2 2

No gráfico de uma função quando traçamos retas 2


paralelas do eixo y o gráfico é cortado em apenas um ponto.
No diagrama de setas (Venn) quando é função temos
uma única seta saindo de todos os elementos.

Obs.: Numa função f: A→B, onde x∈A e y∈B, x é -2 -1 0 1 2 x


chamado de variável independente, ao passo que y é
chamada variável dependente de x (y=f(x)).

Obs.: O gráfico sempre é uma reta paralela ao eixo


y, quando o domínio é R.

FUNÇÃO DO 1º GRAU
FUNÇÃO CONST ANTE
CONSTANTE

f: A→B
f (x) = ax+b
f: A→B (a≠0)
f(x)=k, onde k é uma constante pertencente a B. Se x=0 então y=b, valor no qual o gráfico corta
o eixo y.
Se y=0 então x=x1, raiz ou zero da função.
y

y a>0

(0, b)
Função Crescente
(x1, 0)
0 x

k
y

a<0
0 x

(x1, 0)

0 x
Função Decrescente (0, b)

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Equações e Funções do 1º Grau

Matemática
Obs.: O gráfico é sempre uma reta. 02) f: R→ R
x y f(x) = -x +2
Exemplos: x y
-2 -4 -2 4
-1 -3 -1 3
01) f: R→ R
0 2
f(x) = x -2 0 -2
1 1
1 -1 2 0
y y
2 0
(-2;-4)
(2;0)
0 (1;-1) x
(0;-2) (-1;3) (0;-2)
(-1;-3) (1;1)
(-2;-4)
(2;0)
0 x

Com freqüência, estabelecemos relações que podem envolver pessoas, objetos, grandezas, etc...
Na física, quando estudamos o movimento de um móvel, estabelecemos relações entre distâncias percorridas
e o tempo gasto para percorrê-las.
Na biologia, é freqüente estudarmos o crescimento de bactérias em um determinado meio de cultura, analisando a
relação entre a variação da quantidade de bactérias em um dado intervalo de tempo.
Na geografia, relações são estabelecidas entre crescimento da população de uma dada região em determinado
período de tempo.

01 Seja a função linear representada no gráfico abaixo, 02 Resolva o sistema:


determine sua lei de formação.
y
{ 2(x+1)-3(y+2)=x
4y+4=2x-5

{ 2x+2-3y-6=x
4y+4=2x-5
(0;1)

0
(2;0)
x
{ x-3y=4
-2x+4y=-9
Isolando x na 1ª equação:
x=3y+4
(x, y) → y=ax+b Substituindo na 2ª equação:
(0, 1) → 1=a.0+b -2x+4y=-9
(2, 0) → 0=a.2+b -2(3y+4)+4y=-9
-6y-8+4y=-9
b=1 -2y=-1
2a+b=0 y=1/2
2a+1=0
Substituindo na 1ª equação:

x=3y+4
a=-1/2, logo
x=3.1/2+4
y=-1/2x+1
x=11/2, portanto
S={(11/2, 1/2)}
5

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Matemática

Equações e Funções do 1º Grau

01 A soma das duas soluções da equação: 05 Se f(x)=7x+1, então f(12) - f(9) é igual a:
x= 4 é 3
4 -3
4 -x a) -1 b) 3 c) 5
d) 7 e) nda

a) zero b) 1 c) 17 06 Seja a função linear y=ax-4. Se y=10 para x=-2, então


8
o valor de y para x=-1 é:
d) 5 e) 6
a) 3 b) 4 c) -7
d) -11 e) nda
02
{
A solução do sistema 2x-y=3
x+y=3 é: 07 A raiz da equação 2(x+1)=3.(2-x) é um número
racional:
a) x=1 , y=1
b) x=2 , y=1 a) menor que -1;
c) x=1 , y=2 b) compreendido entre -1 e 0;
d) x=1 , y=0 c) compreendido entre 0 e 1;
e) nda d) maior que 1;
e) nda.
03 O gráfico abaixo é o da reta y=ax+b, quando:
y 08 A solução da equação 2(x+3) +5. (2x-1) + 1 =5x é:
3 2 6
a) a<2
b) a<0 a) 1/2
c) a=0 b) -1/2
d) a>0 c) 2
e) a=2 0 x d) -2
e) nda
04 Uma reta tem equação 3x-y+6=0. Assinale o
ponto que pertence à reta dada:

a) (0, 6)
b) (-1; -2)
c) (-1; 3)
d) (1; 0)
e) (2; 1)

01 (UGF-RJ) A solução da equação 5(x+3)-2(x-1)=20 é: 03 (FIB-RJ) Resolva a equação:


x-2 2x-1 5x+2
a) 3 + =
3x 2 6
b) 1
c) 0 a) {-1; 3}
d) 9 b) {-1; 4}
e) nda c) {1; -4}
d) {1; 3}
02 (UFMT) O número que somado aos seus 2/3 e) nda
resulta 30 é:
04 (UEPG-PR) A função f: R→ R, tal que f(x)=ax+b,
a) ímpar; b) primo; a≠0 é representada graficamente por uma:
c) divisor de 30; d) múltiplo de 9;
e) nda. a) parábola; b) hipérbole; c) reta;
d) elipse; e) nda.
6

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Equações e Funções do 1º Grau

Matemática
05 (FMJ-RJ) A razão entre dois números é 3/8. Se a soma do 06 (FUVEST-SP) O dobro de um número mais sua terça
maior com o dobro do menor é 42, o maior deles é: parte, mais a sua quarta parte somam 31.
Determine o número:
a) 9
b) 15 07 (UFGO) Diminuindo-se 6 anos da idade de minha
c) 24 filha, obtêm-se os 3/5 de sua idade. A idade de minha
d) 30 filha, em anos, é:
e) nda
a) 10 b) 15 c) 12
d) 18 e) nda

(CATANDUVA-SP) Eu tenho o dobro da idade que você tinha quando eu tinha a idade que você tem. Quando você tiver a idade
que eu tenho a soma das nossas idades será 72 anos. A minha idade é:
a) 24 anos;
b) 32 anos;
c) 8 anos;
d) 40 anos;
e) nda.

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Equações do 2º Grau
Matemática

Estudaremos, agora, as equações do 2º grau de coeficientes reais. A resolução das equações do 2º grau tem
importância fundamental para o estudo das funções do 2º grau que veremos no próximo capítulo.

EQUAÇÕES DO 2º GRAU 1) x2-5x+6=0 a= 1


∆= b2-4.a.c b= -5
Uma equação em “x” é dita do 2º grau, quando pode ∆= (-5)2 -4.1.6 = 25 - 24 = 1 c= 6
ser escrita na forma:
x= b± ∆ ⇒ x= -(-5)± 1 ⇒
2
2a 2.1
a.x +b.x+c=0
termo independente de x
coeficiente de x x1= 5 + 1 = 6 = 3
coeficiente de x2 (a≠0) 2 2
onde x é a incógnita
x= 5 ± 1 ⇒
2
Resolver uma equação do 2º grau significa determinar,
através de processos algébricos, o valor ou valores de “x”
x2= 5 - 1 = 4 = 4
que verificam a igualdade correspondente à equação. 2 2
A partir dos coeficientes a, b e c da equação genérica
do 2º grau ax2+bx+c=0 (a¹0) é possível demonstrar a portanto S={2, 3} duas raízes reais e distintas.
existência de uma relação (estabelecida através de uma
fórmula) entre as raízes (valores de x que verificam a a =1
2) x2-4x+4=0
igualdade) e aqueles coeficientes, ou seja: ∆=b2-4.a.c b=-4
∆=(-4) 2-4.1.4=16-16=0 c=4

x= - b ± b -4.a.c
2

2.a
(Fórmula de Bhaskara) x= b± ∆ ⇒ x= -( -4)± 0 ⇒
2a 2.1

A expressão b2-4.a.c, normalmente indicada pela letra


grega ∆ (delta maiúscula), é chamada de discriminante da x1= 4 + 0 = 6 = 2
2 2
equação.
x= 4 ± 0 ⇒
Þ
Obs.: ∆= b2-4.a.c 2

1) ∆>0 ⇔ A equação possui duas raízes reais e


x2= 4 - 0 = 4 = 2
distintas. 2 2
portanto S={2} duas raízes reais e iguais (raiz dupla).
2) ∆=0 ⇔ A equação possui duas raízes reais e
iguais (ou uma raiz dupla).

3) ∆<0 ⇔ A equação não possui raízes reais.


3) x 2+x+1=0
Exemplo: a =1
∆=b2-4.a.c
∆=(1) 2-4.1.1
b=1
Aplicação da fórmula de Bhaskara para resolução
∆=-3 c =1
das equações do 2º grau:

Como o ∆<0 (discriminante é negativo) dizemos


que a equação não possui raízes reais, S=∅.

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Equações do 2º Grau

Matemática
EQU AÇÕES INCOMPLET
EQUAÇÕES AS:
INCOMPLETAS: 2) Quando o coeficiente b=0:

x2-4=0 a=1
A equação do 2º grau ax2+bx+c=0 será chamada b=0
incompleta se, e somente se, pelo menos um dos c=-4
coeficientes b ou c for nulo. O conjunto solução dessas
equações pode ser obtido sem o uso da fórmula estudada Podemos utilizar a fórmula, mas faremos de um modo
anteriormente, como veremos nos exemplos a seguir. particular.

Exemplos: x2-4=0 ⇒ x2=4 ⇒ x=± 4 ⇒ x=±2,


portanto S = {-2; +2}.
1) Quando o coeficiente c=0:

x2-2x=0 a=1
b=-2
c=0

Podemos utilizar a fórmula, mas faremos de um modo


particular.

x2-2x=0 ⇒ x(x-2)=0 ⇒
⇒ x=0 ou x-2=0 ⇒ x=2, portanto
S = {0; 2}.

A fórmula resolutiva para uma equação do 2º grau foi apresentada pela primeira vez no livro do matemático
hindu Bhaskara que nasceu no ano de 1114. O caminho seguido por Bhaskara para deduzir a fórmula consistiu
em completar um quadrado perfeito.
Dada a equação ax2+bx+c=0, a≠0, vamos multiplicar ambos os membros por 4a:

4a2x2+4abx+4ac=0

Vamos subtrair 4ac de ambos os membros:

4a2x2+4abx+4ac-4ac=0-4ac

Vamos adicionar b2 a ambos os membros:

4a2x2+4abx+b2=b2-4ac

Fatorando o 1º membro:

(2ax+b)2=b2-4ac

Indicando o 2º membro por ∆ (delta):

Se ∆ >0, teremos 2ax+b=± ∆

Isolando x do 1º membro:

x= b± ∆
2a

Obtendo, assim, a fórmula.

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Matemática

Equações do 2º Grau
01 Resolver a equação 2x2-5x+1=0. 02 Resolver a equação x2-8x+15=0.

a=2 a=1
b=-5 b=-8
c=1 c=15
∆=b 2-4ac=25-8=17 ∆=b 2-4ac=(-8)2-4.1.15=4

x1= 5+ 17 x1=5
4

x= -(-5)± 17 =5± 17 x= -(-8)± 4 =8 ± 2


2.2 4 2.1 4

x2= 5- 17 x2=3
4
S={5,3}

S= 5+ 17 , 5- 17
4 4

Resolver as equações: 05 -x 2+9=0

01 x2-6x+9=0 06 -x 2+7x-10=0

02 x2+1=0 07 -x 2+16x=0

03 x2-9x+14=0

04 x2-4x+5=0

0 1 (UFES) A equação x 2 -10x+25=0 tem as 0 3 (PUC-SP) Uma das raízes da equação


seguintes soluções no conjunto dos números 0 , 1 x 2 - 0,7x+1=0 é:
reais:
a) {0,2}
a) Somente 5
b) Somente 10
b) {0,5}
c) -5 c) 7
d) 5 e 10 d) 2
e) nda e) nda

02 (UCM-SP) As raízes da equação 2x2-10-8x=0 são: 04 (FIB-RJ) Resolva a equação:


x-2 + 2x-1 =5x+2
a) {1; 5} 3x 2 6
b) {2; 3}
c) {-1; 5} a) {-1; 3}
d) {-1; -5} a) {-1; 4}
e) nda a) {1; -4}
a) {1; -3}
a) nda

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Equações do 2º Grau

Matemática
05 (FUVEST-SP) Se x(1-x)=1/4 então: 07 ( UFSE) A equação x-3 +1 =-3 , em R, é
2 2
a) x=1 verdadeira se x2 for igual a:
b) x=1/2
c) x=0 a) 0
d) x=1/4 b) 1
e) nda c) 4
d) 1 ou 4
06 ACAFE-SC) O conjunto-solução da equação e) nda
2-x 2x
- =1 sendo x ¹-2 e x ¹ 2 é:
2+x 2-x

a) {-1/8}
b) {0}
c) {-8}
d) {-2}
e) Æ

(URCAMP-RS) Um valor de x na equação ax2-(a2+3)x+3a=0 é: (a ≠ 0)

a) 3a
b) a/3
c) -a/3
d) 3/a
e) -3/a

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Progressões Aritméticas
Matemática

É comum em nossa vida diária ordenarmos elementos de um conjunto, formando uma seqüência. Por exemplo, o
conjunto dos meses do ano, o conjunto dos dias da semana, as letras do alfabeto, o conjunto dos números naturais, etc.
Quando os elementos de um conjunto são representados na forma ordenada, caracterizando a seqüência, escrevem-
se os mesmos entre parênteses e não entre chaves.

Exemplo: A=(janeiro, fevereiro, ..., dezembro)

Note que cada elemento destes conjuntos ocupa uma determinada posição dentro da seqüência, e pode ser
representado por uma letra minúscula seguida de um índice. Este índice é um número natural e correspondente à posição
do elemento na seqüência.

a1= janeiro (primeiro termo)


a2= fevereiro (segundo termo)
. .
. .
. .

a12= dezembro (décimo segundo termo)

Seqüências, cujos elementos são números, são denominadas de seqüências numéricas. Elas podem ou não ter uma
lei de formação. Nosso interesse principal é o trabalho com dois tipos especiais de seqüências: Progressões Aritméticas
e Progressões Geométricas.

PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A.)


(P.A.) FÓRMULA DO TERMO GERAL

Definição: Esta relação permite a obtenção de qualquer termo da


É uma seqüência de números ou expressões algébricas seqüência conhecendo-se a razão e o 1º termo.
na qual cada termo, a partir do segundo, é obtido do termo a2 = a1 + r
anterior acrescentando-se uma mesma constante a3 = a2 + r = a1 + 2r
denominada razão. a4 = a3 + r = a1 + 3r
a5 = a4 + r = a1 + 4r
Exemplos: .
.
(1, 4, 7, 10, 13, ...) P.A. de razão igual a 3 .
(1, -2, -5, -8, ...) P.A. de razão igual a -3
(2, 2, 2, 2, ...) P.A. de razão igual a zero an = an-1+r = a1 + (n-1).r
(r, 3r, 5r, 7r, ...) P.A. de razão igual a 2r
an = a1 + (n-1).r (fórmula do termo geral)
CLASSIFICAÇÃO DE UMA P.A.
P.A.

– P.A. Crescente (razão positiva)


– P.A. Decrescente (razão negativa) Exemplo:
– P.A. Estacionária (razão nula)

Obs.: A razão de uma P.A. é identificada pela letra r e Calcular o 26º termo da P.A. (-4, 1, 6, ...)
é obtida fazendo-se a diferença entre um termo e seu r = 1 - (-4) = 5
antecedente, por exemplo: an = a1 + (n-1).r
a26 = a1 + (26-1).r
r = a2 - a1 (segundo termo menos primeiro a26 = -4 + 25.5
termo) a26 = 121
r = a3 - a2 (terceiro termo menos segundo
termo)
1

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Progressões Aritméticas

Matemática
PROPRIED ADES DE UMA P
PROPRIEDADES .A.
P.A. Exemplo:

1) Em qualquer P.A., todo termo, excetuando-se o primeiro Calcular a soma dos 200 primeiros números naturais
e o último, é a medida aritmética entre o antecedente e o pares.
conseqüente:
a1=0
a +a r=2
ak= k-1 k+1
2
a200=a 1+(200-1).r
a 200=0+199.2
Exemplo: a 200=398

(2, 5, 8, 11, 14, 17, ...) (a1+an).n


Sn= 2
2+8 11+5 8+14
5= 8= 11=
2 2 2 (0+398).200
Sn= 2 =39800
2) Em qualquer P.A., a soma de dois termos eqüidistantes
dos extremos é igual à soma dos extremos:

NOT AÇÃO ESPECIAL


NOTAÇÃO
ak+an-k+1=a1+an (k<n)

Nos problemas envolvendo três números em P.A.,


Exemplo: utiliza-se um artifício que permite a diminuição do número
de incógnitas. Se os números desconhecidos estão em P.A.,
(2, 5, 8, 11, 14, 17, 20) então:

a1=x-r
a2=x
a3=x+r

a2+a6=a1+a7 Exemplo:
a3+a5=a1+a7
Determine os ângulos internos de um triângulo,
3) Em qualquer P.A. em que o número de termos é ímpar, sabendo-se que estão em P.A. de razão 20º.
o termo médio é a média aritmética dos extremos:
(x-r), x, x+r)
(a +a ) Si=180º (soma dos ângulos internos do
TM= 1 n triângulo)
2
x-r+x+x+r=180º
3x=180º
Exemplo: x=60º
(60º-20º, 60º, 60º+20º) ou seja
(2, 5, 8, 11, 14, 17, 20) (40º, 60º, 80º)

TM=2+20=11
2

SOMA DOS TERMOS DE UMA P.A.


P.A.

A soma dos n primeiros termos de uma P.A. pode


ser determinada por:

(a1+an).n
Sn=
2

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Matemática

Progressões Aritméticas

Uma das muitas histórias contadas sobre a precocidade do matemático alemão Carl Friedrich Gauss
relata a sua experiência, quando ele tinha apenas 10 anos e freqüentava o terceiro ano primário, por volta
do ano 1787.
Seu professor, Buttner, propôs à turma o seguinte problema: eles deveriam calcular a soma de todos
os números inteiros, de 1 a 100.
Gauss, brilhantemente, resolveu o problema proposto em apenas alguns minutos e justificou sua
resposta da seguinte forma:

1 + 2 + 3 + 4 + ... + 50 + 51 + ... + 97 + 98 + 99 + 100

50 + 51 = 101 ; 1 + 100 = 101 ; 2 + 99 = 101 ; ...

Ele somou o primeiro número com o último, o segundo com o penúltimo, o terceiro com o
antepenúltimo e percebeu que os resultados obtidos eram iguais a 101. Observou também que os 100
números, somados dois a dois, tem-se um total de 50 somas.
Desta forma, concluiu que a resposta seria obtida, multiplicando-se o valor de cada soma (101) pelo
total de somas obtidas (50).
Então, a soma dos números inteiros de 1 a 100 foi dada por 50.101=5050. Note que a seqüência
de 1 a 100, proposta pelo professor, representa uma P.A. de razão 1.
De um modo geral, a partir deste raciocínio de Gauss, surgiu a fórmula da soma dos termos de uma
P.A.

01 Determinar a quantidade de múltiplos de 3 com dois 02 Numa P.A., o primeiro termo é 1 e a soma do n-
algarismos: ésimo termo com o número de termos é 2. A razão
dessa progressão é:
a1=12 an=99 r=3
an+n=2
an=a1+(n-1).r a1+(n-1).r+n=2
99=12+(n-1).3 1+(n-1).r+n=2
99=12+3n-3 (n-1).r=1-n
99=9+3n -(n-1)
90=3n r= (n-1) =-1
n=30, logo existem 30 múltiplos.

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Progressões Aritméticas

Matemática
0 1 N a s e q ü ê n c i a , o s v a l o r e s d e x , y, z , 05 Em uma P.A. de nove termos, a soma a1+a9 vale 20.
respectivamente ( 1 , 5 , 3 , 7 ,x, y, z,...) Então, a soma dos nove termos da progressão vale:
2 8 4 8
a) 1, 9/8, 5/4 a) 75
b) 1/4, 3/8, 5/4 b) 80
c) 5/4, 9/8, 7/4 c) 85
d) 9/4, 13/8, 11/4 d) 90
e) 11/4, 9/8, 13/4 e) 95

02 O valor de x para que (x+3, 2x+4, 4x+3) sejam 06 Os termos da equação 5+x+ ... +30=105 formam
termos consecutivos de uma P.A. é: uma P.A. Então o valor de x é:

a) -5 a) 6
b) -2 b) 15
c) 0 c) 15/2
d) 2 d) 10
e) 5 e) 5/2

03 O terceiro termo de uma P.A. é 11 e a razão é 4. A 07 A soma dos n primeiros termos de uma P.A. é n2+2n.
soma dos 20 primeiros termos é: O décimo termo dessa P.A. vale:

a) 790 a) 17
b) 800 b) 18
c) 810 c) 19
d) 820 d) 20
e) 830 e) 21

04 Três números estão em P.A. A soma destes números


é 15 e o seu produto 105. Qual a diferença entre o
maior e o menor:
a) 4
b) 5
c) 6
d) 7
e) 8

01 (UFPA) Sabendo que a seqüência (1-3x, x-2, 2x+1) é uma 03 (UFRN) O número de múltiplos de 7 entre 50 e 150
P.A., determinar o valor de x: é:

a) -2 a) 9
b) 0 b) 12
c) 2 c) 14
d) 4 d) 16
e) 6 e) 23

02 (CESGRANRIO) Em uma P.A. de 41 termos e de 04 A soma dos 10 primeiros termos de uma P.A., na
razão 9, a soma do termo do meio com o seu qual o primeiro termo é igual a razão e a3+a8=18
antecedente é igual ao último termo. Então, o termo
do meio é:

a) 369 b) 189 c) 201


d) 171 e) 180
4

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Matemática

Progressões Aritméticas
05 (PUC-RS) A soma dos n primeiros termos da 06 (FGV-SP) A soma dos 50 primeiros termos de uma
P.A.= 1 , 1+n, 2+n ,... é: P.A. na qual a6+a45=160 é:
n n2 n2
a) 3480
3n-1 b) 4000
a) c) 4200
2n
d) 4320
4+2n e) 4500
b)
n2
0 7 S e j a ( a 1, a 2, a 3, . . . , a k, . . . a 50) u m a
n+1 progressão aritmética. Se a 2 =14, a 5-a 3=18 e
c)
2 ak=239, então k é igual a:

n a) 26
d)
n+1 b) 27
c) 28
e) 1 d) 29
n2

(FUVEST-SP) Em uma Progressão Aritmética de termos positivos, os três primeiros termos são:

1-a, -a, 11-a. O quarto termo desta P.A. é:

a) 2 b) 3 c) 4 d) 5 e) 6

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Progressões Geométricas

Matemática
Vamos continuar nosso estudo sobre seqüências agora estudando as progressões geométricas.

Definição FÓRMULA DO TERMO GERAL


É uma seqüência de números ou expressões algébricas
na qual cada termo, a partir do segundo, é obtido do termo
anterior, multiplicando-se uma mesma constante Esta relação permite a obtenção de qualquer termo da
denominada razão. seqüência conhecendo-se a razão e o 1º termo.

Exemplos: a2 = a1 . q
a3 = a2 . q = a1 . q2
(1, 10, 100, 1000, ...) P.G. de razão igual a 10 a4 = a3 . q = a1 . q3
.
(1, 1/2, 1/4, 1/8, ...) P.G. de razão igual a 1/2 .
(1, -2, 4, -8, ...) P.G. de razão igual a -2 .
(a, a2, a3, a4, ...) P.G. de razão igual a a
an = an-1.q = a1 . qn-1

CLASSIFICAÇÃO DE UMA P.G. DE


P.G. an = a1 . qn-1 (fórmula do termo geral)
RAZÃO IGUAL A q
Exemplo:
P.G. CRESCENTE Calcular o 12º termo da P.G. (1/2, -1, 2, -4)
-1
1º Caso: (a1>0 e q>1) q= = -2
1
2º Caso: (a1<0 e 0<q<1) 2
an = a1 . qn-1
a12 = a1 . q12-1
P.G. DECRESCENTE a12 = 1/2.(-2)11=-1024
1º Caso: (a1<0 e q>1)
PROPRIED ADES DE UMA P
PROPRIEDADES .G.
P.G.
2º Caso: (a1>0 e 0<q<1)
1) Em uma P.G. o valor absoluto de cada termo,
excetuando-se os extremos, é a média geométrica entre
P.G. EST
ESTAA CIONÁRIA
os termos antecedentes e conseqüentes.
(q=1)
Iak I= ak-1.ak+1

P.G. OSCILANTE Exemplo:

(q<0) (-2, -4, -8, -16, ...)

I-4I = (-2).(-8)
Obs.: A razão q de uma P.G. é obtida fazendo-se o
quociente entre um termo e seu antecedente. 2) Em uma P.G., o produto de dois termos eqüidistantes
dos extremos é igual ao produto dos extremos.

a a a ak.an-k+1=a1.an (k<n)
q= 2 = 3 = 4 = ... (q≠0)
a1 a2 a3
Exemplo:

(2, 4, 8, 16, 32, 64)

a2.a5=a1.a6 a3.a4=a1.a6

EBR MATEMATICA MOD I AULA 06.pmd 1 23/3/2004, 12:03


Matemática

Progressões Geométricas
3) Em uma P.G. em que o número de termos é ímpar, o PRODUTO DOS TERMOS
valor absoluto do termo médio é a média geométrica dos
extremos: O produto dos n primeiros termos de uma P.G. pode
ser determinado por:
⏐TM⏐= a1+an
P= ± ⏐(a1.an)n⏐

Exemplo:
Obs.: O produto será positivo se o número de
(-2, -4, -8, -16, -32) termos negativos for par, ou se não existirem termos
negativos;
⏐-8⏐= (-2).(-32) O produto será negativo se o número de termos
negativos for ímpar.

SOMA DOS TERMOS DE UMA P.G.


P.G. Exemplo:

A soma dos n primeiros termos de uma P.G. pode Calcular o produto dos termos da P.G.
ser determinada por: (1, 2, 4, ..., 256) q=2/1=2
anq-a1 an=a1.qn-1
Sn = (q≠1)
q-1
256=1.2n-1
OU 28=2n-1
n-1=8
n
a1(q -1) n=9
Sn = (q≠1)
q-1
Pn= ± ⏐(a1.an)n⏐

P9= + ⏐(1256)9⏐
LIMITE DA SOMA DOS TERMOS
P9= (1256) 9

Em uma P.G. decrescente, onde o número de termos P9= (2 8 ) 9


tende ao infinito e o termo an tende a zero, é possível obter-
se o limite da soma dos infinitos termos desta P.G., através P9= 2 72 =2 36
da relação:

a NOT AÇÃO ESPECIAL


NOTAÇÃO
S∞ = 1 (n→∞; an→0)
1-q
Nos problemas que envolvem três números em P.G.,
Exemplos: utiliza-se um artifício que permite a diminuição do número
de incógnitas. Se três números desconhecidos estão em
Calcular a soma dos termos das P.Gs. P.G., então:

a1=x/q
2 a2=x
1) (1,2,4, ..., 1024) q= =2
1 a3=x.q
anq-a1
Sn =
q-1
Exemplo:
1024.2-1
Sn = =2047
2-1 Determinar três números em P.G., sabendo-se que
o produto dos mesmos é 64 e a soma é 14:
1 1 1 1/2 1
2) 1, , , , ... q= = x x
2 4 8 1 2 , x, x.q .x.x.q=64
q q
a
S∞= 1
1-q x3=64
1 1 1
S∞= = = =2
1-1/2 2-1/2 1/2 x= 3 64 =4
2

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Progressões Geométricas

Matemática
4 9 , 4, 4.q
q q=2

4 9 +4+4.q=14 q= 10±6
q 8
q= 1
4+4q-4q2=14q 2

q=10± 100-64 São duas P.Gs. possíveis: (2, 4, 8) ou (8, 4, 2).


8

No século passado, o cientista Malthus afirmou que “enquanto as populações crescem em progressão
geométrica, a produção de alimentos cresce em progressão aritmética”; causou muita polêmica e preocupação dos
estudiosos da época. Hoje sabemos que Malthus estava errado.

01 Obtenha a fração geratriz da dízima periódica 02 Sabendo-se que numa P.G. o 1º termo é 1 e o 6º
0,555... termo é 32, assinale a alternativa que
corresponde ao produto dos 6 primeiros
termos desta progres-são:

Pn= (a1.an)n

P6= (a1.a 6)6= (1.32) 6=(32) 3=(2 5) 3=2 15

01 O limite da soma dos termos de uma P.G. é 1 e o 0 3 A seqüência (2x+5, x+1, x/2, ...) com x∈ R é
primeiro termo é 2/3. O terceiro termo desta uma P.G. de termos positivos. O décimo terceiro
progressão é: termo dessa seqüência é:

a) 2/27 a) 2
b) 1/9 b) 3-10
c) -1/9 c) 3
d) 2/9 d) 3 10
e) 6 e) 3 12

02 Se em uma P.G. a soma do terceiro com o quin- 04 O número de termos da progressão (1, 3, 9, ...)
to termo vale 45 e a soma do quarto com o sexto compreendidos entre 100 e 1000 é:
vale 135, então a razão é igual a:
a) 2
a) 1 b) 4
b) 2 c) 6
c) 3 d) 8
d) 4 e) maior que 8
e) 5

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Matemática

Progressões Geométricas
0 5 Para que a P.G. (a; aq; aq 2; aq 3; ...) seja crescente 07 A soma da série geométrica
é necessário e suficiente que: 1/10 2+1/104+1/106+... é:

a) q>1 a) 1/9999
b) a<0 e 0<q<1 b) 1/9
c) a>0 c) 1/999
d) q>0 d) 1/99
e) nda e) 1/99999

06 Numa P.G. de termos positivos, o primeiro termo


é igual à razão e o segundo termo é 3. Qual é o oitavo
termo da progressão?

a) 81
b) 37
c) 27 3
d) 273
e) 333

01 (UFCE) Seja G= 3 π. 9 π .27 π ... O valor de G é: 05 (CEFET-PR) A solução da equação


2x+x/2+x/4+x/8 + ... = 6 em IR é:
a) π
b) π a) 2
c) π/2 b) 1/2
d) 1 c) 2
d) 2 2
e) 2/2
02 (UFRS) A cada balanço uma firma tem
apresentado um aumento de 10% em seu 06 (UFPA) A soma da série infinita
capital. A razão da progressão formada pelos capitais 1+1/5+1/25+1/125 +... é:
nos balanços é:
a) 6/5
a) 10 b) 7/5
b) 11/10 c) 5/4
c) 1/10 d) 2
d) 10/11 e) 125
e) 9/10
0 7 (PUC-SP) Somando-se um mesmo número a 1,
03 (CESGRANRIO) Os três primeiros termos de uma 3 e 2, nesta ordem, obtém-se uma P.G. O número
P.G. são a1= 2, a2= 3 2 e a3 = 6 2. O somado é:
quarto termo é:
a) 4/3
a) 1/ 2 b) 1 c) 8 2 b) -7/3
d) 92 e) 1/2 c) 5/3
d) 2/3
04 (UFSE) Seja uma P.G. ilimitada de razão 1/8 e cujo 2º e) nda
termo é 4. A soma dos infinitos termos dessa
progressão é:

a) 256/7
b) 128/7
c) 64/7
d) 32/7
e) 4/7

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Progressões Geométricas

Matemática
(UEPG-PR) Sabe-se que o número de bactérias em um meio de cultura duplica de hora em hora. Se, ao final da
1ª hora, existem 2 bactérias nesse meio, qual o número de bactérias ao final de 10 horas?

a) 1024 b) 5130 c) 2048 d) 2046 e) 1023

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Funções do 2º Grau ou Quadrática
Matemática

Vamos continuar o estudo das funções com as funções do 2º grau.

FUNÇÃO DO 2º GRAU OU Se y=0 então x=x1 e x=x2 raízes ou zero da função.


QUADRÁTICA Se x=0 então y=0 ponto onde a função corta o eixo y.
f: A → B
Vértice: xV= -b yV= -∆ ou yv=f(xv)
f(x)=ax2+bx+c 2a 4a
(a≠0)

∆>0 ∆=0 ∆<0

y y
y

a>0
(0, c)
(0, c)
(0, c)
x1 xv x2 yv
0
y1 x 0
yv=0 xv=x1 =x2 x 0 xv x

y y y
yv
x1 x2 xv=x1=x2 xv
0 xv x yv=0 x x
y1
(0, c)
(0, c)
a<0
(0, c)

Obs.: O gráfico sempre é uma parábola.

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Funções do 2º Grau ou Quadrática

Matemática
Exemplos: 02) f(x)=-x 2+5x-4
Igualando a zero, temos através da fórmula de
01) f(x)=x 2-5x+6 Bhaskara:
Igualando a zero, temos através da fórmula de
Bhaskara: x1=1

x2-5x+6=0
x1=2

{ x2=3
-x 2+5x-4=0
{ x2=4

Tabela de Valores Tabela de Valores


x y
x y
2 0
3 0 1 0
0 6 4 0
5/2 -1/4 0 -4
5/2 9/4

Gráfico Gráfico
y
y

(1, 0) (5/2, 9/4)


(4, 0)
0 x
(0, 6) (0, -4)
(2, 0) 5/2 (3, 0)
x
-1/4
(5/2, -1/4)

Vértice Vértice

xV =-b = -5 =5 xV =-b = -5 =5
2a 2.1 2 2a 2.(-1) 2

−∆
2
[5 -4.(-1).(-4)] 9
yV=f(xV) = 5 2 - 55 +6=25 - 25 +6= 25-50+24 =- 1 yV= -D = =
2 2 4 2 4 4 4a 4.(-1) 4

O físico, astrônomo e matemático Galileu, em 1604, utilizando um plano inclinado, observou que, durante
o movimento dos corpos em queda livre, a relação entre o tempo e a distância percorrida era dada por: para cada
valor de tempo corresponde uma distância, que equivale a 33 vezes o quadrado de t. Dizemos então que a
distância varia quadraticamente em relação ao tempo. Relação como esta representa uma função do 2º grau ou
quadrática.

EBR MATEMATICA MOD I AULA 07.pmd 2 23/3/2004, 12:03


Matemática

Funções do 2º Grau ou Quadrática

01 Determine as coordenadas do vértice das b) y=x2+2x+1


yV= -∆ =0
parábolas abaixo:
a) y=x2+1 4a
Im (f)
Im(f)={=∈{yR/y 0 y ≤ 0}
∈≤IR⎥
xV =-b = 0 =1
2
yV=f(xV) =f(0)=0 +1=1
2a 2.1
V (0,1)
y
b) y=x2-2x+1
1
xV =-b = -(-2) 2=
2
=1 yV=f(xV) =f(1)=1 -2.1+1=0 0 x
2a 2.1 2
V (1,0)
02 Ache o conjunto imagem das funções:

a) y=x2-4 yV= -∆ =-4


4a
∈ IR⎥ y ≥ - 4}
Im (f) =∈{yR/y³-4
Im(f)={

0 x

-4

01 A função quadrática y=(m 2-4)x 2-(m+2)x-1está 04 A função quadrática y=(m-3)x2-(m-2)x-1está definida


definida quando: quando:

a) m=4 a) m=±3
b) m≠4 b) m≠3
c) m≠±2 c) m=2
d) m=±2 d) m=±2
e) nda e) m=3

02 A parábola passa pelo ponto (1, 0). Então, a+b+c é 05 As coordenadas do vértice da função y=x 2-2x+1
igual a: são:

03 Se f(x)=x2+1/5, então f(2/5) é igual a: a) (-1; 4)


b) (-1; 1)
a) 3/5 c) (1; 0)
b) 9/5 d) (0; 1)
c) 9/25 e) nda
d) 6/25
e) nda

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Funções do 2º Grau ou Quadrática

Matemática
06 O gráfico da função f, de IR em IR, definida por f(x)=- 07 O gráfico da função quadrática y=x2+px+q tem uma
2x2-x, é uma parábola cujo vértice é o ponto: só intersecção com o eixo dos x. Então os valores de
p e q obedecem à relação:
a) (-1/4; 1/2)
b) (1/4; -1/2) a) q=p2/4
c) (-1/4; -1/8) b) q2=p/2
d) (1/4; 1/8) c) q≠p2/4
e) (-1/4; 1/8) d) q2=4p
e) q2=4q

01 (UNB-DF) Os valores que anulam a função 05 (PUC-SP) O gráfico da função quadrática


y=x2-5x+6 são: f(x)=x2+ax+3 passa pelo ponto P (1; 2), logo:

a) positivos; a) a=1
b) negativos; b) a=3
c) pares; c) a=-1
d) ímpares; d) a=-2
e) nda. e) nda

02 (UEL-PR) A imagem da função f: IR → IR definida por 06 (OSEC-SP) Se o gráfico da função y=ax2+bx+c


f(x) =-x2+x-2 é: (sendo a, b e c números reais) for tangente ao eixo x,
então pode-se afirmar que:
a) (-∞; -2]
b) [2; ∞) a) b2>4ac
c) (-∞; 7/4] b) b2<4ac
d) [7/4; ∞) c) b=4ac
e) (-∞; -7/4] d) 4ac=b2
e) nda
03 (PUC-BA) A parábola da equação y=2x2-3x+1 corta
o eixo das abscissas nos pontos: 07 (UFES) Sendo y=ax2+bx+c, com a≠0 e x ∈ IR,
considere ∆= b2-4ac, não havendo intersecção do
a) (0, 0) e (3, 0) gráfico de y com o eixo das abscissas, quando:
b) (0, 1) e (0, 2)
c) (0, 1) e (0, 1/2)
d) (1, 0) e (1/2, 0) a) ∆>0
e) (2, 0) e (1, 0) b) ∆<0
c) ∆≥0
04 (MACK-SP) O ponto (k; 3k) pertence à curva dada d) a intersecção não depende de ∆
por f(x) =x2-2x+k; então, k pode ser: e) nda
a) -2
b) -1
c) 2
d) 3
e) 4

(FGV-SP) O lucro de uma empresa é dado por L(x)=100(10-x)(x-2), onde x é a quantidade vendida.
Podemos afirmar que:
a) o lucro é positivo qualquer que seja o valor de x;
b) o lucro é positivo para x maior que 10;
c) o lucro é positivo para x entre 2 e 10;
d) o lucro é máximo para x igual a 10;
e) o lucro é máximo para x igual a 3.

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Matemática

Funções do 2º Grau ou Quadrática

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Matemática
Gabarito
Conjuntos Numéricos e Operações I Vestibulares
Questões de Vestibulares

Exercícios de Aplicação 01- -6


02- b
01- a) A∪B = {x ∈ Z | -3≤ x ≤ 9} 03- c
b) A∩B = {x ∈ Z | 2 ≤ x ≤ 6} 04- e
c) A-B = {x ∈ Z | 7 ≤ x ≤ 9} 05- c
d) B-A = {x ∈ Z | -3 ≤ x ≤ 1} 06- a
02- a) [-6;5) 07- d
b) (-4;3)
c) [+3;+5) Desafio
d) [-6;-4]
03- a) F Letra b
b) V
c) V
d) F Equações e Funções do 1º Grau
e) V
f) V Exercícios de Aplicação
g) F
h) V 01- c 02- b
i) V 03- b 04- c
04- ( b ) 05- d 06- a
(a) 07- c 08- a
(e)
(d) Vestibulares
Questões de Vestibulares
(c)
05- 98 (02; 32; 64) 01- b
06- e 02- d
07- c 03- e
04- c
Vestibulares
Questões de Vestibulares 05- c
06- 12
01- b 07- b
02- b
03- d Desafio
04- b
05- d Letra b
06- e
07- e
08- e
09- c Equações do 2º Grau
10- c
Exercícios de Aplicação
Desafio
01- S ={3}
Letra d 02- S =∅
03- S = {2; 7}
04- S =∅
05- S = {+3; -3}
Conjuntos Numéricos e Operações II 06- S = {2; 5}
07- S = {0; 16}
Exercícios de Aplicação
Vestibulares
Questões de Vestibulares
01- a
02- c 01- a 02- c
03- b 03- d 04- e
04- c 05- b 06- b
05- c 07- d
06- b
07- d Desafio

Letra d
1

EBR MATEMATICA MOD I GAB.pmd 1 23/3/2004, 12:03


Matemática

Gabarito
Progressões Aritméticas Funções do 2º Grau ou Quadrática
Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação

01- a 01- c
02- d 02- a
03- d 03- c
04- a 04- b
05- d 05- c
06- d 06- e
07- e 07- a

Vestibulares
Questões de Vestibulares Vestibular
Questões de Vestibular

01- c 01- a
02- b 02- e
03- c 03- d
04- 90 04- e
05- a 05- d
06- d
06- b
07- b
07- b
Desafio
Desafio
Letra c
Letra b

Progressões Geométricas
Exercícios de Aplicação

01- a
02- c
03- b
04- a
05- b
06- a
07- d

Vestibulares
Questões de Vestibulares

01- b
02- b
03- b
04- a
05- c
06- c
07- b

Desafio

Letra a

EBR MATEMATICA MOD I GAB.pmd 2 23/3/2004, 12:03


Equações Exponenciais Equações Exponenciais
Matemática

Vamos apresentar neste módulo, equações especiais, diferentes das que estamos habituados a resolver, pois agora
a incógnita aparece no expoente. São as equações exponenciais.
Resolver uma equação continua sendo encontrar os valores da incógnita que tornam a equação verdadeira. No caso
da equação exponencial, para resolvê-la, procuraremos obter sempre uma igualdade de duas potências de mesma base,
pois sabemos que, se duas potências de mesma base são iguais, então, seus expoentes também são iguais. Por exemplo,
para resolver a equação 3x = 243, podemos decompor o número 243, em fatores primos e escrevê-lo em forma de
potência, assim:
3 x = 243
3 x = 35
logo, como as potências têm bases iguais, seus expoentes também o devem ser,e portanto x = 5

Porém, como iremos trabalhar com potências, creio ser interessante relembrarmos algumas propriedades que
envolvem a potenciação. Vamos a elas:

PROPRIEDADES DE POTÊNCIAS PROPRIEDADES DA POTENCIAÇÃO


Definição: Potência de um número é o produto I) PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA
de fatores iguais a esse número. BASE
“Conserva-se a base e soma-se os expoentes.”
Sendo “a“ um número real qualquer e “n“ um número
natural, temos que:
a m ⋅ a n = a m+ n
a .4
an = 1 ⋅ a⋅4
a2 ⋅a
...3 Ex.: 42 . 46 = 42 + 6 = 48
n . fatores
II) DIVISÃO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
Ex.: 35 = 3 . 3 . 3 . 3 . 3 = 243 “Conserva-se a base e subtrai-se os expoentes.”
a → base
 am
n → expoente = am−n
onde: 
n
a =p
 p → potência
Representação: a n

Ex.: 57 : 53 = 57 - 3 = 54
CASOS PARTICULARES E III) POTÊNCIA DE UM PRODUTO
CONSEQÜÊNCIAS DA “Distribui-se a potência entre cada fator.”
DEFINIÇÃO (a ⋅ b)n = a n ⋅ bn
Ex.:
1) a 0
1) =1 ( 5 ⋅ x) 3 = 53 ⋅ x 3 = 125 ⋅ x 3
2)2)1n =1
IV) POTÊNCIA DE UM QUOCIENTE
“Faz-se o mesmo que para a propriedade anterior.”
3)3) 0 n = 0, ∀n ≠ 0

 a
1

  = n
4)4) a =a n ∀b ≠ 0
an
 b
−n 1
5) a
5) = , ∀a ≠ 0
an b

1
Equações Exponenciais

Matemática
V) POTÊNCIA DE POTÊNCIA Com base neste método, podemos identificar as
“Conserva-se a base e multiplica-se os expoentes.” equações exponenciais em 4 tipos principais.

TIPO 1
(a m )n = a m.n ax = b
Ex.: 62( ) 3 = 62.3 = 66 = 46656 Resolução: “Decomposição da a e b em fatores
primos, igualando as bases.”
VI) POTÊNCIA FRACIONÁRIA Exemplo:
“Transforma uma potência em uma raiz, ou vice-versa.”
x
8 = 64
(2 ) 3 x
= 26
m 3
2 3x = 2 6
Ex.: n
a = n am 4 = 5 4 3 = 5 64
5 3x = 6
x=2
ATENÇÃO!
TIPO 2

(a m )n ≠
a mn
a.α 2 x + b.α x + c = 0

Resolução: “Faz-se α = y ⇒ α = y ,para a


x 2x 2

obtenção de ay + by + c = 0 resolvendo então a


2

equação quadrática resultante e obtendo equações


exponenciais do Tipo 1 para encontrar x.”

Ex.: 2 2 E XERCÍCIO R ESOLVIDO :


( )3 ≠ 22 3

01 Resolva a equação 4x − 2x − 2 = 0
2 6 ≠ 28
64 ≠ 256 Resolução:

EQUAÇÕES EXPONENCIAIS x x
4 - 2 - 2 =0 ⇒ 2
2 x x
- 2 - 2 =0 ⇒ 2
2x x
- 2 - 2 =0
x 2x 2
tomando então 2 = y , temos 2 = y , logo
M ÉTODO DA R EDUÇÃO A U MA B ASE 2x x 2
2 - 2 - 2 =0 ⇒ y - y - 2 =0
COMUM
- -1 ± - 1 - 4 .1 . - 2
2

Como já observamos na Introdução deste módulo, y =


para resolvermos equações exponenciais comumente nos 2 .1
atemos à reduzir os termos da equação em questão a uma y = 2 ⇒ 2 x = 2 ⇒ x
⇒
1 ±3 =1
y =
1

base comum. Para conseguirmos isso, aplicamos


transformações convenientes baseadas nas propriedades de
2  y2 = -1 Não Serve
potências que acabamos de rever. Logo, a solução da equação é x = 1
A idéia consiste em reduzirmos as potências a uma
mesma base a (0<a≠1), igualando seus expoentes então.
TIPO 3

Equações em que nos expoentes incógnitos


figuram adições ou subtrações.
a =a ⇒ b =c
b c
0 < a ≠1
Resolução: “Utilize principalmente as propriedades de
potência I e II.”

2
Equações Exponenciais
Matemática

E XERCÍCIO R ESOLVIDO : TIPO 4

02 Resolva a equação 3 x-1 - 3


x
+3
x+1
+3
x+2
= 306 Equações onde os índices das potências estão
na forma de radicais.
Resolução:
x-1 x x+1 x+2 Resolução: “Transforma-se os radicais em potências
3 - 3 +3 +3 = 306
fracionárias através da propriedade VI.”
x
3 x x 1 x 2
1 - 3 + 3 .3 + 3 .3 = 306 E XERCÍCIO R ESOLVIDO :
3
03 Resolva a equação
x
3 x x x 82x+1 = 3 4x−1
- 3 + 3 .3 + 9 . 3 = 306
3
x x x x
Resolução: 8 2x +1 = 3 4 x −1
3 - 3 . 3 + 9 . 3 + 27 . 3
= 306 x −1
3 (2 )
3 2 x +1
=4 3
x
34 . 3 = 3 . 306 x −1

918
( )
2 6 x +3 = 2 2 3
x
3 = 2 x− 2
34 2 6 x +3 = 2 3

x x 3
3 = 27 ⇒ 3 =3 ⇒ x =3 2x − 2
6x + 3 =
Logo 3
18 x + 9 = 2 x − 2
S = {x = 3 }
18 x − 2 x = −2 − 9
16 x = −11
11
x=−
16
 11 
então, S =  x = − 
 16 

CONHECENDO MELHOR O INIMIGO.


Um tema muito debatido é a velocidade com que um país deve combater uma epidemia que se aproxima
de suas fronteiras.
O Ebóla, o Antraz, a SARS, e muitos outros problemas de saúde trazem preocupação constante a
pesquisadores do mundo todo.
Um dos métodos utilizados para o combate a grandes epidemias está em conhecer os fatores que a
envolvem, tais como o tempo que um parasita leva para se multiplicar de número, ficando então com perigo de
contaminação.
Você sabia que muitos parasitas possuem a capacidade de se reproduzirem exponencialmente?
Através da observação de colônias controladas de diversos parasitas, pesquisadores medem o tempo em
que um parasita torna-se perigoso, e com isso geram funções que determinam o tempo necessário para o
combate a uma epidemia. Vamos simular esse procedimento.
Imagine que iniciando com um único parasita, ele seja capaz de dobrar o seu número a cada 5 minutos, ou
seja, após 5 minutos já são 2 parasitas, após 10 minutos são 4, após 15 minutos, são 8 e assim por diante.
Sabendo que esse parasita torna-se perigoso quando atinge um número superior a 2048 espécimes, quando
tempo tem um cientista para combater o contágio deste parasita sem risco de contaminação?

3
Equações Exponenciais

Matemática
Solução:

0 minutos → 1 indivíduo
5
5 minutos → 2 = 2 5 indivíduos
10
10 minutos → 4 = 2 5 indivíduos
15
15 minutos → 8 = 2 5 indivíduos

.......... .......... .......... .......... .......... ....


n
n minutos → 2 5 indivíduos

logo
n n
11 n
2 5 = 2048 ⇒ 2 5 = 2 ⇒ = 11 ⇒ n = 55
5
portanto, o cientista possui 55 minutos para combater o parasita.

01 Determine o valor de x nas equações exponenciais a 4 Solucione as equação exponenciais a seguir:


004
seguir:
a) 2x=128 a) x-2 x 2x-5 2x 3x-2
5 . 25 - 5 =0

b) 1 x = 125 b) x-1 x+1 2x-3 6 5x+3


8 . 4 = 2
5
c) 9x=27 5 Determine os valores de x que satisfazem a equação
005
x x 5
2 Resolva as seguintes equações exponenciais:
002 100 . 10 = 1000

a) 9x+3x=90 6 Resolva a equação exponencial


006
b) 52x+5x+6=0
c) 4x-20.2x+64=0  2 1
x + 2 81
 x 
3 =
3 Encontre a solução das seguintes equações exponenciais:
003  1
 x+ 
 x
3
a) x-2 x x+1
5 - 5 +5 = 505
7 Resolva a equação exponencial
007
b) 3x 3x+1 3x+2 3x+3
2 +2 +2 +2 = 240 x -x
3 +3
c) 2 .4
x+2
- 5 .4
x+1
- 3 .2
2x+1 x
- 4 = 20 x -x = 2
3 - 3

4
Equações Exponenciais
Matemática

1 (FATEC) O valor de x, tal que


001 5 (MACKENZIE – SP) Se 4x = 3 e 4y = 9, então
005
x -0,2 4 -4x+2y
10 = 10 . 10 (0,125)
vale:
a) 0,05
b) -0,05 a) 1
c) 0,5 b) 2
d) -0,5 c) 3
e) 0,005 d) 4
e) 5
2 x = 8 x+1
2 (FUVEST-SP) Dado o sistema:
002  y 6 (ITA-SP) A soma das raízes reais positivas da equação:
9 = 3 y-9
006
x2 x2
pode-se dizer que x+y é igual a: 4 - 5 .2 +4 =0
a) 18
b) -21 a) 0
c) 27
d) 3
b) 2
e) -9

3 (UFSC) Encontre o valor de x na equação


003 c) - 2

5
x+1
+5
x
+5
x-1
= 775
d) 2 2

4 (UFMG) O valor de x que satisfaz a equação


004 e) 4
2 - 6 .2 = 16 é tal que:
4x 2x
1 
x-1
7 (UFSM) Sabendo que  
007 = 27 o valor
a) 1<x≤2
2 3
b) 2<x≤3 de 12 - x é:
c) 3<x≤4
d) 4<x≤5 a) -3
e) 5<x≤6 b) 2
c) 3
d) 8
e) 16

2 2
1. (IME – RJ) Suponha que a equação 8 ax +bx+c = 43x+5. 2 5x -x+8 seja válida para todo número
real x, em que a, b, e c são números reais. Então, a soma a + b + c é igual a:

a) 5/3

b) 17/3

c) 28/3

d) 12

e) -10

5
Equações Exponenciais

Matemática
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6
Logaritmos Logaritmos
Matemática

O conceito de logaritmo foi introduzido pelo matemático escocês John Napier (1550-1617) e aperfeiçoado pelo
inglês Henry Briggs (1561-1630). A descoberta dos logaritmos deveu-se sobretudo à grande necessidade de simplificar
os cálculos excessivamente trabalhosos para a época, principalmente na área da astronomia, entre outras. Através dos
logaritmos, podem-se transformar as operações de multiplicação em soma, de divisão em subtração, entre outras
transformações possíveis, facilitando sobremaneira os cálculos. Na verdade, a idéia de logaritmo é muito simples, e pode-
se dizer que o nome LOGARITMO É UMA NOVA DENOMINAÇÃO PARA EXPOENTE, conforme veremos a seguir.

Façamos o seguinte, sabemos que 52 = 25 , onde 5 é a base, 2 o expoente e 25 a potência, na linguagem dos
logaritmos, diremos que 2 é o logaritmo de 16 na base 4. Não parece simples? E realmente é simples, veja:

Nestas condições, escrevemos simbolicamente: log 25 = 2


5

Outros exemplos:
2
4 = 16 log log 4 1=
l o g416 6=22
4
3 = 81 log log 33 = 4
l o g8181=4
2
25 = 625 log log 625=2
log25625
25 = 2
0
8 =1 log log
l o 8g1 =
8 10
=0

DEFINIÇÃO Também existe um sistema de logaritmos


chamado neperiano (em homenagem a John Napier, seu
Dados os números reais b (positivo e diferente de criador), cuja base é o número irracional e = 2,7183...
1), N (positivo) e x , que satisfaçam a relação bx = N, e indicamos este logaritmo pelo símbolo ln. Assim, logeM
dizemos que x é o logaritmo de N na base b. Isto é = ln M. Esse sistema de logaritmos, também conhecido
expresso simbolicamente da seguinte forma: como sistema de logaritmos naturais, tem grande aplicação
no estudo de diversos fenômenos da natureza.
log b N = x ⇔ bx = N
Exemplos:
Neste caso, dizemos que b é a base do sistema de
a) log100 = 2 porque 102 = 100.
logaritmos, N é o logaritmando ou antilogaritmo e x é o
b) log1000 = 3 porque 103 = 1000.
logaritmo.
c) log2 = 0,3010 porque 100,3010 = 2.
Exemplos: d) log3 = 0,4771 porque 100,4771 = 3.
a) log28 = 3 porque 23 = 8. e) ln e = 1 porque e1 = e = 2,7183...
b) log41 = 0 porque 40 = 1. f) ln 7 = loge7
c) log39 = 2 porque 32 = 9.
d) log55 = 1 porque 51 = 5. Vale a pena ressaltar que, pela definição de
logaritmo, conclui-se que somente os números reais
Em matemática se convenciona que quando a base positivos possuem logaritmo. Assim, não têm sentido as
do sistema de logaritmos é igual a 10 , usamos a expressão expressões log3(-9) , log20 , etc.
logaritmo decimal e na representação simbólica
escrevemos somente log N ao invés de log 10N. Assim é
que quando escrevemos logN=x, devemos concluir pelo
que foi exposto, que 10x=N.

1
Logaritmos

Matemática
CONSEQÜÊNCIAS 3. LOGARITMO DE UMA POTENCIA
IMEDIATAS DA DEFINIÇÃO Temos a seguinte fórmula:

São de rápida demonstração as seguintes


conseqüências da definição de logaritmos:
K
log b M = K . log b M
1. O logaritmo da unidade em qualquer base é nulo, ou seja:
Exemplo: log5256 = 6.log 525
0
log b 1 = 0 porque b = 1
E XERCÍCIOS R ESOLVIDOS :
2. O logaritmo da base é sempre igual a 1, ou seja:
 A .B 2 
2
01 Simplifique a expressão logarítmica x = log 
1. 3 

1
 C 
log b b = 1 porque b = b
, sabendo que
3. Se logbM = logbN então podemos concluir que
log A = 2, log B = 5 e log C = - 1 .
M=N. Esta propriedade é muito utilizada na solução de
exercícios envolvendo equações onde aparecem logaritmos
(equações logarítmicas).
Solução:
4. Um número b elevado ao logaritmo de M na base
igual a b é igual ao logaritmando M, ou seja:  A .B 2 
2

= log 
 C 3 
2
A .B
x = 2 . log
 
3
=
log b M C
b =M
PROPRIEDADES OPERATÓRIAS
2 3
(
2 . log A . B - log C )=
DOS LOGARITMOS (
2 . log A + log B
2
- 3 . log C )
1. LOGARITMO DE UM PRODUTO x = 2 . log A + 2 . log B - 3 . log C =
( )
O logaritmo de um produto é igual a soma dos
logaritmos dos fatores, ou seja: 2 . 2 + 2 .5 - 3 . - 1
( ( ))= 30
log b ( M .N ) = log b M + log b N 02 Encontre o valor de x, sabendo que log 2 = 0,301 e
log 3 = 0,477, em x = log 720
Exemplo: log20 =log(2.10) = log2 + log10 . log 625
(Observe que como a base não foi especificada, sabemos
que ela é igual a 10.) a) 1,208
b) 1,084
c) 0,278
2. LOGARITMO DE UM QUOCIENTE d) 1
e) 2,879
O logaritmo de uma fração ordinária é igual à diferença
entre os logaritmos do numerador da fração e do
denominador, ou seja:

M 
log b   = log b M − log b N
N 
Exemplo: log0,02 = log 2/100 = log2 - log100

2
Logaritmos
Matemática

Solução:
Exemplos:
log 2 16
a) log 4 16 =
log 2 4
log720 log72.10 log72+log10
x= = = =
log625 log54 4.log5
log 5 64
b) log 8 64 =
log 5 8
log9.8 +1 log9 +log8 +1 2log3 +3log2 +1
=
10 4.(log10- log2)
=
4.(1- 0,301) EXERCÍCIO RESOLVIDO
4.log Encontre o valor de log2512510:
2
Solução:
2.0,301+3.0,477+1 3,033 10 log 5125
x= = ≅ 1,084 log 25125 = 10 . log 25125 = 10 .
4.0,699 2,796 log 5 25

como
x x 3
log 5125 = x ⇔ 5 = 125 ⇒ 5 =5 ⇒ x =3
Resposta: Letra B.
e
4. COLOGARITMO log 5 25 = y ⇔ 5
y
= 25 ⇒ 5
y 2
=5 ⇒ y =2

Chamamos de cologaritmo de um número positivo temos :


N numa base b, ao logaritmo do inverso multiplicativo de 3
10
N, também na base b. Ou seja: log 25125 = 10 . = 15
2
NUNCA É DEMAIS UTILIZARMOS...
co log b N = − log b N
01 Na resolução de problemas, é sempre muito mais
conveniente mudar um log de uma base maior para uma
Exemplo: colog10 = -log10 base menor, pois isto simplifica os cálculos.
MUDANÇA DE BASE
02 Duas conseqüências importantes da fórmula de
Às vezes, para a solução de problemas, temos a mudança de base são as seguintes:
necessidade de mudar a base de um sistema de logaritmos,
ou seja, conhecemos o logaritmo de N na base b e a)
log b N =
log N
desejamos obter o logaritmo de N numa base a . Esta log b
mudança de base, muito importante na solução de b) logba . logab = 1
exercícios, poderá ser feita de acordo com a fórmula a
seguir: Exemplos:
log N
log N =
a
b
a) log37 . log73 = 1
log a
b

Nem só de frio se treme.

A escala Richter é usada, desde 1935, para medir a intensidade de um terremoto através da fórmula
E
. log 3   , em que E é a energia liberada pelo terremoto; k, uma constante, sendo E e k
2
k
I=
3
medidas em kWh – quilowatt-hora.
Sabendo-se que, em duas cidades, X e Y, foram registrados terremotos que tiveram intensidades
3
Logaritmos

Matemática
iguais a, respectivamente, 4 e 8 na escala Richter e sendo E x a energia liberada em X e E y a energia
liberada em Y, pode-se afirmar:

A) Ey = 2Ex

B) Ey = 28Ex

C) Ey = 32Ex

D) Ey = 33Ex

E) Ey = 36Ex

Solução:

Temos que IX = 4 e IY = 8, pelo enunciado do problema.

Substituindo na fórmula do enunciado, vem

 E x  E x E 
. log 3  ⇒ 4. = log 3  ⇒ log 3 x  = 6
2 3
4=
3  k  2  k   k 
e

E y  E x E 
. log 3 
 k  ⇒ 8. 2 = log 3  ⇒ log 3 x  = 12
2 3
8=
3    k   k 
Já sabemos pela definição de logaritmos que se log b N = x então bx = N Logo,

 E x
log 3 =6⇒
E x 6
Como =3
 k  k

 E x
log 3  = 12 ⇒
E x 12
Como =3
 k  k

Dividindo membro a membro as expressões acima, ficamos com

E x
6 6
k3 E x k 3 Ex
= 12 ⇒ . = 12 ⇒ =
E x 3 k E y 3 E y
k

6-12 Ex -6 E x 1 6
3 ⇒ =3 ⇒ = 6 ⇒E y = 3 .E x
E y E y 3

Concluímos pois, que a alternativa correta é a de letra E.

Curiosidade: Sabe-se que um terremoto medindo 5 graus na escala Richter pode ser destrutivo.
Assim sendo, pelo enunciado do problema acima, a cidade Y, provavelmente foi destruída.

4
Logaritmos
Matemática

1 Calcule pela definição os seguintes logaritmos


001 5 Qual é a expressão cujo desenvolvimento logarítmico é
005
dado abaixo:
a) log21
8 a)
1
.(log a − 3 log b − 2 log c )
b) log0,2532 4

2 Calcule mais alguns logaritmos:


002 6 Sendo log2=0,301 e log3=0,477 , calcule
006
os seguintes logaritmos:
a) log813
a) log 6

b) log0,010,001 b) log 5

c) log 720
c) log0,225
7 Determine o valor de:
007
3 Calcule a soma nos seguintes casos:
003 log 3 2. log 4 3. log 5 4. log 6 5. log 7 6. log 8 7. log 9 8. log10 9
4
S = log100 0,001 + log 1, 5 − log 1, 25 0,64
9
1
S = log 3 9 − log 3 0,5 8 + log 3 100 6 0,1
27

4 Desenvolva, aplicando as propriedades de logaritmos:


004

 a.b 3 
a) log 3  

 c. a 
3 2

5
Logaritmos

Matemática
1 (UFBA) Sendo log2 = 0,301 e x = 53. 4 4000 , então
001 5 (UFAC) Determine o valor de x que satisfaz à equação
005
o logx é: log2 (x-3) + log2 (x-2) = 1.

a) 2,997 6 (UFSM) Existe um número x diferente de 10, tal que o


006
b) 3,398 dobro do seu logaritmo decimal excede de duas unidades
c) 3,633 o logaritmo decimal de x-9. Determine x.
d) 4,398
e) 5,097 0077 (PUC-SP) O logaritmo, em uma base x, do número
y = 5 + x é 2. Então x é igual a:
2 (UEFS) O produto das raízes da equação
002 2
log(x2 -7x + 14) = 2log2 é: a) 3/2
b) 4/3
a) 5 c) 2
b) 7 d) 5
c) 10 e) 5/2
d) 14
e) 35 8 (PUC-PR) Se x+y = 20 e x - y = 5 , então log(x2 - y2)
008
é igual a:
3 (UCSal) Se 12n+1=(3n+1) . 8 , então logn2 é igual a:
003
a) 100
a) -2 b) 2
b) -1 c) 25
c) 1/2 d) 12,5
d) 1 e) 1000
e) 2
Sugestão: observe que x2 - y2 = (x - y) (x + y)
4 (UEMT) O domínio da função y = log [(2x-3)/(4-x)] é:
004

a) (-3/2,4)
b) (-4,3/2)
c) (-4,2)
d) (3/2,4)
e) (3/2,10)

log b (log b a ) log a (log a b )

(UECE) Sejam a, b ∈ R, maiores do que 1. Seja x = a e


logb a log a b
y =b
Então podemos afirmar que o produto xy é igual a:

a) 0,5

b) -1

c) 1

d) -0,5

e) n.d.a.

6
Matrizes Matrizes
Matemática

Denominamos matriz real do tipo m x n (leia: m por n) a toda tabela formada por m.n números reais dispostos em
m linhas e n colunas.
 2 0 
2 5 8  - 2 0   
 5  matriz  − 1 − 1  matriz
Algumas matrizes:  1 4 10  matriz
matriz real
real 2
2xx 33 matriz real
real 22 xx 22
4 
matriz real
3 x3x2 2
   3  3 
real
 π − 3
 
Representamos matrizes através de letras maiúsculas, tais como, A, B, C, etc. Os elementos de uma matriz são
representados por letras minúsculas acompanhadas de um índice duplo que se refere à posição ocupado pelo elemento
na matriz. O primeiro número do índice representa as linhas e o segundo representa as colunas, aij.

IGUALDADE DE MATRIZES OPERAÇÕES COM MATRIZES.


Dizemos que duas matrizes A e B são iguais se ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO DE MATRIZES
todos os elementos da matriz A são iguais aos elementos
da matriz B, ou seja: Também podemos definir a subtração de matrizes
como sendo:
Se A = aij mxn
e B = bij mxn
temos : A = B ⇔ aij = bij , ∀i e ∀j
A − B = (d ij ) mxn onde d ij = aij − bij , ∀i e ∀j
Observe os exemplos abaixo:
x z 1 2 3  EXERCÍCIO RESOLVIDO:
1. Se A =   e B =   , temos A=B se
y
a b c  6 5 4  1 3  4 1
1.Sendo A =   e B =   , calcule A + B e A - B:
 2 5  −1 2
x = 1, y = 2, z = 3, a = 6, b = 5 e c = 4.
Resolução:
1 3  4 1   1 + 4 3 +1 5 4
2.Verificar se existem valores de x e y que tornam verdadeira a A + B =  + = = 
2 5   − 1 2   2 + (−1) 5 + 2   1 7 
x+ y   3 2 xy  1 3  4 1   1 − 4 3 −1   − 3 2 
  =   A − B =   − = = 
igualdade de matrizes  (x − y )2 
4
1 x− y 1  : 2 5   − 1 2   2 − (−1) 5 − 2   3 3 

x+ y =3  PROPRIEDADES

Resolução:  x + y = 3
⇒ ⇒ x = 2 e y =1
2 xy = 4
x − y =1  x − y = 1 Sejam A, B, C e 0, matrizes de ordem m x n.
(x − y )2 = 1
I.Propriedade Associativa: (A + B) + C = A + (B + C)
MATRIZ TRANSPOSTA
II.Propriedade Comutativa: A + B = B + A
III.Elemento Neutro: A + 0 = 0 + A = A
IV.Existência do Oposto: Qualquer que seja a matriz A, podemos
Definimos a transposição de matrizes como sendo: encontrar uma matriz B tal que A + B = 0. Indicamos a matriz
oposta de A por -A.

Se A = aij , então At = bij onde bij = a ji , ∀i e ∀j.


MULTIPLICAÇÃO DE UM
NÚMERO POR UMA MATRIZ
mxn nxm

O que verificamos no exemplo que segue


 3 6 10 
1.Se A =   , qual é a matriz transposta de A:
− 2 − 2 − 2 Se A = (aij ) mxn temos αA = (bij ) mxn onde bij = αaij , ∀i e ∀j.
Resolução:
3 − 2 EXERCÍCIO RESOLVIDO:
 
At =  6 − 2
10 − 2 
  3 − 1
1.Sendo A =  5 0  , calcule 6A.
 
Resolução:
 3 − 1  18 − 6 
6A = 6.  =  
0 
1  5 0   30
Matrizes

Matemática
PROPRIEDADES todas as colunas de B. Assim, o produto AB só vai existir se
numa linha de A e numa coluna de B houver a mesma
quantidade de elementos. Isto ocorre quando o número
A multiplicação de um número real por uma matriz
de colunas de A é igual ao número de linhas de B.
goza das seguintes propriedades:
Amxn . B pxq ⇒ o produto AB só existe se n = p.
I . α .( A + B ) = αA + αB
II . (α + β )A = αA + βA A matriz produto AB, se existir, terá tantas linhas
III .α .( βA) = (αβ )A quantas tivermos na matriz A e tantas colunas quantas
IV .1. A = A tivermos na matriz B.
Essas propriedades valem quaisquer sejam os
números a e b reais e quaisquer que sejam as matrizes A e Amxn . B pxq ⇒ ABmxn
B do tipo m x n.
Seja então:
MULTIPLICAÇÃO DE MATRIZES a b   p q
A =   e B =  
c d   r s
Para calcular o produto AB de duas matrizes A e B  a b   p q   ap + br aq + bs 
A.B =  .  =  
cq + ds 
iremos efetuar as multiplicações de cada linha de A por
 c d   r s   cp + dr
Seja então: 01 , calcule A.B:

01 Resolução:  4 3
1 2 5   
A =   e B =  1 3  02 Resolução:
3 1 0  2 1
 
Considere o produto A5 x 3 . Brxs = C5 x 3 e
A5 x 3 . Brxs = C5 x 3 ⇒ r = 3 e s = 3
descubra a ordem da matriz B.
Essa carne é orgânica, ou não?

 4 3
1 2 5   
A =   e B =  1 3

   2 1
 
3 1 0

 4 3
1 2 5    1.4 + 2.1 + 5.2 1.3 + 2.3 + 5.1 16 14 
A.B =  . 1 3  =   =  
    3.4 + 1.1 + 0.2 3.3 + 1.3 + 0.1 13 12 
 2 1
3 1 0

Joga-se pesticida nas plantas para eliminar insetos um herbívoro do tipo j come por mês. Esta informação
daninhos. Entretanto, parte do pesticida é absorvida pela esta representada pela matriz:
planta, que por sua vez são comidas pelos animais
herbívoros. Os pesticidas são absorvidos pelos herbívoros
que comem estas plantas. Para determinarmos a
 20 8  Planta1
herbívoro1 herbívoro2 herbívoro3

quantidade de pesticida absorvida por um herbívoro, vamos


 28 5  Planta2
12
proceder da maneira descrita a seguir.
B=
15
Suponha que temos três tipos de pesticidas e quatro
tipos de plantas. Denotando por a ij a quantidade do  30 10 Planta3
 
12
pesticida i (em miligramas) que foi absorvida pela planta j,  40 16 20 Planta4
observamos a matriz a seguir:
 20 12 8
Suponha agora, que temos três herbívoros e 2 3 4 3  28 15 15
denotemos bij como o número de plantas do tipo i que AB =  3 2 2 5  
 30 12 10
 4 1 6 4   
 40 16 20
2 3
Planta1 Planta2 Planta3 Planta4

A =  3 5 
3 4 Pesticida1

herbívoro1 herbívoro2 herbívoro3


2 2 Pesticida2

 4 4 
364 165 161 pesticida1
1 6 Pesticida3
A.B= 376 170 174 pesticida2
448 201 187 pesticida3

2
Matrizes
Matemática

O elemento (i,j) do produto A.B irá fornecer a quantidade de pesticida do tipo i que o animal do tipo j absorveu.
Por exemplo, se i=2 e j=3, o elemento (2,3) da matriz produto A.B corresponde à quantidade de pesticida 2
absorvida pelo herbívoro 3.
Encontre a quantidade de pesticida absorvida pelos herbívoros da situação acima:
Ou seja, dentre as informações obtidas podemos notar que o herbívoro 2 absorve em um mês 201 miligramas
do pesticida 3, ou ainda, que o herbívoro 1 absorve 1188 miligramas de pesticida durante um mês. Fica a pergunta
então: Essa carne é orgânica, ou não?

PROPRIEDADES MATRIZES ESPECIAIS

A multiplicação de entre matrizes goza das seguintes I. Matriz diagonal:


propriedades: A = (aij )n é matriz diagonal ⇔ a ij = 0, se i ≠ j
II. Matriz simétrica:
I. Propriedade Associativa: Considerando Amxn, Bnxp e Cpxq,
vale a igualdade (AB)C = A.(BC) A é matriz simétrica ⇔ A = At
II. Propriedade distributiva à direita: Quaisquer que sejam as III. Matriz anti-simétrica:
matrizes A e B do tipo mxn e a matriz C do tipo nxp, vale
a igualdade (A + B)C = AC + BC. A é matriz anti - simétrica ⇔ A = − At
III. Propriedade distributiva à esquerda: Quaisquer que sejam IV. Matriz Identidade: Chamamos matriz identidade
as matrizes A do tipo mxn, B e C do tipo nxp, vale a de ordem n e representamos por In à matriz
igualdade A(B + C) = AB + AC. quadrada de ordem n em que os elementos
da diagonal principal são iguais a 1 e os demais
Vale observarmos que, para o cálculo com matrizes, elementos da matriz são iguais a 0.
a propriedade comutativa normalmente não é válida e a lei V. Matriz inversa: Uma matriz quadrada de ordem n é
do cancelamento não é válida, pois é possível encontrarmos chamada de matriz inversível se existir uma matriz B tal
um produto A.B = 0, sendo A ≠ 0 e B ≠ 0. Observe o que A.B = B.A = In. Quando existe a matriz B, ela é
exemplo abaixo. chamada de matriz inversa de A e a indicamos por A-1.
 1 − 1  3 − 2   3 + (−3) (−2) + 2   0 0 
 .  =   =  
 − 2 2   3 − 2   (−6) + 6 4 + (−4)   0 0 

5 2
01 Dentre as matrizes abaixo, classifique-as em diagonais, 02 Obtenha a inversa da matriz A =  − 1 4  , caso exista.
02
01  
simétricas ou anti-simétricas:
Resolução:
   a b   1 0  5a + 2c = 1 5b + 2d = 0
1 2 3 1 10 0  0 2 0 − 3  − 1 4 . c d  =  0 1  ⇒ − a + 4c = 0 e − b + 4d = 1
5 2
A =   B =   C =   D =   E =         
3 1  1 2  0 − 10  2 0 3 0 
1 0 0  0 4 2  0 − 1 − 1 0 0 0
Resolvendo cada um dos sistemas, temos :
        5a + 2c = 1 5a + 2c = 1 5.4c + 2c = 1 20c + 2c = 1
F = 0 3 0  G = 4 0 1  H =  1 0 − 1 I =  0 0 0  ⇒ ⇒ ⇒ ⇒
0  2    0 0 0    a = 4c  a = 4c  a = 4c
 0 − 3  1 0 1 1 0  
− a + 4 c = 0

22c = 1 
1
c=
Resolução: ⇒ ⇒ 22
 a = 4c  a = 4. 1 = 2
São diagonais: C, F 
São simétricas: B, C, D, F, G, I
22 11
 
São anti-simétricas: E, H, I  b = − 5 
2d 1
5b + 2d = 0 b = −
2d b=−
 ⇒  ⇒  ⇒ 
11
− b + 4d = 1 − b + 4d = 1 − . − 2d  + 4d = 1 d = 5
5
   5   22
Logo :
 2 1
 
A −1 =  11 11 

 1 5 

 22 22 
3
Matrizes

Matemática
01 Dadas as matrizes
 1 3
 3 2 1 3  0 2  1 −1 2   2 3 1  
A =  , B =  , C =   e D =   , 05 A =   e B =  0 4 
05 Considere as matrizes 1 − 1 7   2 2
 −1 4   2 − 2 5 8 0 3 1  
calcule, se existir: A soma dos elementos da primeira linha de A. B é:

a) A+B b) B+C c) C-A a) 20 b) 21 c) 22


d) A+D e) B-C f) D-C d) 23 e) 24

 1 
 0
1
 2 
A=  1 
2
06
06 Sendo  − 0 , calcule A.At. Você pode concluir
1
 2 2 
 0 0 1

que A é inversível? Em caso afirmativo, qual é a


inversa de A?
1 2 0  −1 −1 2 
   
A = 1 3 4 e B =  0 3
02 Sendo 0 2 1 4
, calcule A + Bt:
2 − 2 
1
  

07 Se A é matriz 3x4 e B uma matriz nxm, então:


07
 3  − 1  5 
     
A =  0 , B =  2  e C =  − 2  a) Existe A + B se, e somente se, n = 4 e m = 3.
03 Se , calcule A + 2B - 3C:
 2 1  2 
      b) Existe AB se, e somente se, n = 4 e m = 3.
c) Existe AB e BA se, e somente se, n = 4 e m = 3.
d) Existem, iguais, A + B e B + A se, e somente se, A = B.
e) Existem, iguais, AB e BA se, e somente se, A = B.

04 Complete o quadro colocando o tipo m x n de cada


matriz (se existir):

Matriz A Matriz B Matriz A.B


2x3 3x4 _______
5x2 2x2 _______
3x3 3x1 _______
2x4 3x4 _______
5x3 3x5 _______
3x5 5x3 _______
1x3 3x4 _______
3x2 2x5 _______

4
Matrizes
Matemática

001
1 (FUVEST-SP) Calcular os elementos da matriz A2x3,
sabendo que aij=2i+J

02
02 (CESGRANRIO) Dada a matriz A = (aij)3x3 em que
i + j , se i ≥ j
aij =  calcule a diferença entre o p r o d u t o
0 , se i < j
dos elementos da diagonal principal e o da diagonal 05
05 (UNICAMP-SP) Considere as matrizes:
secundária. i. A = (a ij ), 3 x 4, definida por a ij = i − j.
ii. B = (b ij ), 4 x 3, definida por b ij = 2 i − j.
iii. C = (c ij ), C = AxB

O elemento c32 é:

a -7 b) -4 c) -2
d) 0 e) 2

 a a + b a + b + c   1 3 5
   
03
03 (UNI-BH - MG) Se  0 d + e d + e + f  =  0 3 5 ,
0 e + f   0 0 5 
 0

qual é o valor da expressão abc + def ?

1 0 
06 (ITA-SP) Se I 2 =   , mostre que é válida a
0 1 
igualdade I 2 .D = D.I 2 :
DICA: Utilize para este exercício uma matriz genérica de
1 + x
a b 
c
 
ordem 2 D =   .
b
M =  −1 2 − y a 
04 (IME-RJ) Sabe-se que a matriz
04 é uma
c d 
 5z 7 
 6

matriz anti-simétrica. Calcule o valor da expressão


(x + y + z).(a + b + c).

5
Matrizes

Matemática
 −3
07 (UNIOESTE - PR) Seja a = [ −3 2 x ] e b =  2  .
07
 x 

Se a.b = [17], encontre o valor de x.

a) x=2
b) x=-2
c) x= 2
d) x=0
e) não é possível calcular o valor de x.

01 (VUNESP-SP) Um fabricante de móveis faz cadeiras e mesas, cada uma das quais passa por um processo
de montagem e outro de acabamento. O tempo necessário para esse processo é dado (em horas) pela
matriz

O fabricante tem uma fábrica em Salt Lake City e outra em Chicago. As taxas por hora para cada um dos
processos são dadas (em dólares) pela matriz

Qual o significado dos elementos do produto matricial AB?

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................
6
Matemática
Determinantes Determinantes

"O trabalho com determinantes é uma maravilha, quem poderia imaginar modo mais interessante de transformarmos
grandes tabelas em simples números reais".
(Vandermounde)

DETERMINANTE DE 2ª ORDEM EXERCÍCIO RESOLVIDO:

Definimos o determinante de uma matriz quadrada 01 Encontre o determinante da matriz :


01

 a b  como sendo:  2 − 3
de 2ª Ordem A= 
c d  5 4 
 

Resolução:

a b
det A = = ad − bc 2 −3
c d det A = = 2.4 − (−3).5 = 8 + 15 = 23
5 4

Parte 1

Um mundo cheio de segredos

Com o passar dos tempos, verifica-se, cada vez mais, que é na informação que se esconde o real valor
de tudo. Sempre demonstrou ser um grande problema transmitir informações com a segurança de não cair em
mãos erradas. A matemática, através da criptografia, foi uma ferramenta encontrada como segura para a
transmissão de informações, pois consiste primariamente em se construir uma chave de tradução e um código
de transmissão que, quando recebido pelo destino, possa ser traduzido.
Utilizando-nos deste raciocínio, escrevemos algo para você através de um código, veja:

3 1 5 1 4 7 2 − 8 10 5
−3 2 5 2 −1 3 1 −2 5 −2

Você consegue traduzir o que esta escrito acima?

1
Determinantes

Matemática
Parte 2

Se você ainda não desvendou a mensagem codificada da Parte 1 do HIPERTEXTO, ou se já desvendou, confira
abaixo o que utilizamos para a codificação:

1. Numeramos o alfabeto, colocando valores de 1 a 26 para cada uma das letras;

A=1 B=2 C=3 D=4 E=5 F=6 G=7 H=8 I=9


J = 10 K = 11 L = 12 M = 13 N = 14 O = 15 P = 16 Q = 17 R = 18
S = 19 T = 20 U = 21 V = 22 W = 23 X = 24 Y = 25 Z = 26

2. Estabelecemos que cada valor para uma letra seria obtido através da resolução de um determinante de
ordem 2;

3. Construímos o número de determinantes necessário para codificar todas as letras de cada palavra;
Veja o exemplo:
PAZ
P = 16 A = 1 Z = 26
ou seja, a palavra PAZ é codificada para 16 1 26, então :
4 0 1 2 13 −1
1 4 1 3 13 1
16 1 26
P A Z
Creio que agora você consiga traduzir o que codificamos na primeira parte, vamos a ele:

3 1 5 1 4 7 2 − 8 10 5
−3 2 5 2 −1 3 1 −2 5 − 2
resolvendo os determinantes 2x2, temos:

3 1 5 1 4 7 2 − 8 10 5
−3 2 5 2 −1 3 1 −2 5 − 2
9 5 19 4 5
Convertendo os valores obtidos pelas letras respectivas:

3 1 5 1 4 7 2 − 8 10 5
−3 2 5 2 −1 3 1 −2 5 −2
9 5 19 4 5
I E S D E
Ou seja, a palavra codificada é IESDE.

DETERMINANTE DE 3ª ORDEM Seja uma matriz A de 3ª Ordem.


1. Repetimos a primeira e a segunda linha (coluna) abaixo (à
O modo prático para calcularmos o determinante direita) da matriz;
de matrizes quadradas de 3ª Ordem consiste em utilizarmos 2. Multiplicamos os três elementos da diagonal principal e
a Regra de Sarrus. Vamos a ela: os das paralelas a esta diagonal;
3. Multiplicamos os três elementos da diagonal secundária
e os das paralelas a esta diagonal e trocamos os sinais
REGRA DE SARRUS:
2
Determinantes
Matemática

destes produtos; elementos que pertenciam à sua linha e coluna e que


4. Somamos os resultados obtidos. foram retirados.
3. Multiplique o determinante da nova matriz por (-1)i+j,
Observe: sendo i e j a posição do elemento pivô.
4. O determinante a ser calculado possui o mesmo valor da
matriz inicial e possui uma ordem a menos.
a1 a2 a3 a1 a2 5. Se a ordem do determinante obtido for >3, repita os
b1 b2 b3 b1 b2 = ( a1. b2. c3 + a2. b3. c1 + a3. b1. c2 )- passos de 1 a 4 até que obtenha ordem 3, resolvendo-
o então pela Regra de Sarrus.
c1 c2 c3 c1 c2 ( a3. b2. c1 +a1. b3. c2 + a2. b1. c3 ) Obs: Caso não haja nenhum elemento 1 (um) na matriz, divida
uma fila por algum elemento de modo que apareça o
a3. b2. c 1 a2. b1. c 3 a1. b2. c 3 a3. b1. c 2 elemento1 e não se esqueça de multiplicar esse elemento
a . b . c2 a2. b3. c 1
ao resultado final do determinante.
ou ainda:
1 3

EXERCÍCIO RESOLVIDO
a1 a2 a3 4 1 3 1
4 − 4.3 1 − 3.3 4 − 1.3
b1 b2 b3 = ( a1. b2. c3 + a2. b3. c1 + a3. b1. c2 )- 4 3 1 4
= (− 1) . − 1 − 4.5 − 2 − 3.5 1 − 1.5
1+ 2

−1 5 − 2 1
c1 c2 c3 ( a3. b2. c1 +a1. b3. c2 + a2. b1. c3 ) 1 − 4.3 − 2 − 3.3 − 1 − 1.3
1 3 − 2 −1
a3. b2. c 1 a1 a2 a3 a1. b2. c 3
a1. b3. c 2 b1 b2 b3 a3. b1. c 2 −8 −8 1
a2. b1. c 3 a2. b3. c 1 = − 21 − 17 − 4

EXERCÍCIO RESOLVIDO − 11 − 11 − 4

Resolvendo agora o determinante de ordem 3 obtido


01 Encontre o determinante da matriz . pela regra de Sarrus, obtemos:
01
4 1 3 1
2 − 3 1 
−8 −8 1

5 0 − 2 
4 3 1 4
= − 21 − 17 − 4 =
 
−1 5 − 2 1
− 11 − 11 − 4
 3 1 1 
1 3 − 2 −1
Resolução: −544 − 352 + 231 − 187 + 352 + 672 = 172

2 −3 1 PROPRIEDADES DE
5 0 − 2 = 2.0.1 + ( −3).(−2).3 + 5.1.1 DETERMINANTE
3 1 1 − (1.0.3 + (−2).1.2 + (−3).5.1) = 42
As seguintes propriedades são válidas para

DETERMINANTE DE MATRIZ
determinantes de qualquer ordem.

NxN REGRA DE CHIÓ I) O determinante de uma matriz quadrada A e o da sua


matriz transposta At são iguais. det A = det At.

Podemos definir o determinante de uma matriz  2 3


A =  ⇒
1 
2 3
quadrada de ordem n, n>3, utilizando-nos de um − 2
= 2.1 + 3.(−2) = 2 − 6 = −4
−2 1
procedimento matemático denominado Regra de Chió: 2 − 2
At =  ⇒
1 
2 −2
3
= 2.1 + (−2).3 = 2 − 6 = −4
REGRA DE CHIÓ (MATRIZ DE ORDEM N)
3 1

II) O determinante de uma matriz triangular é igual ao produto


1. Escolhe-se o pivô (que precisa ser um número 1) e a
dos elementos da diagonal principal.
partir dele se exclui sua linha e coluna;
2. Subtraia de cada elemento da nova matriz o produto dos

3
Determinantes

Matemática
V) O determinante da matriz produto AB de duas matrizes
quadradas de mesma ordem, é igual ao produto dos
2 2 −1 1
0 4 1 5
= 2.4.(−1).(−3) = 24 determinantes das matrizes A e B, isto é,
0 0 −1 3 det(AB) = detA . detB.
0 0 0 −3
 2 3  −1 2   7 − 11 
O mesmo vale para a triangular superior, se utilizarmos a A =  , B =  , A.B = 13 − 22 
 − 1 4   3 − 5   
propriedade anterior. 2 3 −1 2
det( A) = = 8 + 3 = 11, det( B ) = = 5 − 6 = −1
III) Quando multiplicamos uma linha ou coluna de uma matriz
−1 4 3 −5

quadrada A por um número real k, obtemos uma matriz det( A.B ) =


7 − 11
= −154 − ( −143) = −11 = det( A). det( B )
B tal que detB = k.detA. Em particular, podemos ampliar 13 − 22

esta propriedade para det(kA) = kn.detA , onde n é a


ordem de A. VI) Quando trocamos de lugares entre si duas linhas ou duas
colunas de uma matriz quadrada, o determinante desta
matriz fica multiplicado por (-1).
4 −1
= 4.5 + 2.( −1) = 18
2 3
2 5
A =   ⇒ det( A) = 6 − 15 = −9
5 3 
multiplicando a 1a.
1ª linha por 2, teremos :

3 2
8 −2
B =   ⇒ det( B ) = 15 − 6 = 9
= 8.5 + (−2).2 = 36 = 2.18
5 
2 5
multiplicando a 2a.
2ª linha por 2, teremos : 3
8 −2 VII) Um determinante é igual a zero quando:
= 8.10 + (−2).4 = 72 = 22.18
a) Tem uma linha ou coluna formada só de zeros;
4 10
b) Tem duas linhas iguais ou duas colunas iguais;
IV) O determinante de uma matriz quadrada A pode ser c) Tem uma linha (coluna) proporcional a outra linha
decomposto na soma dos determinantes de duas (coluna);
matrizes B e C, sendo B e C iguais à matriz A exceto d) Tem uma linha (coluna) igual à soma das outras linhas
numa coluna j e tal que a coluna j de A é igual à soma da (colunas) multiplicadas cada uma por uma constante.
coluna j de B com a coluna j de C.
VIII) Um determinante não se altera quando somamos a uma
linha (ou coluna) outra linha (coluna) multiplicada por uma
constante.
1 2 a+x 1 2 a 1 2 x
3 4 b+ y = 3 4 b + 3 4 y
5 6 c+z 5 6 c 5 6 z

01 Para cada número x, considere as matrizes: 02 Resolva o determinante da abaixo:


02

A= x −1 e B =  x + 1 . 0 
 
1 2 5 −1
−1 x−1  2 1 5 3 4 = 12 + 20 +0 − (− 3 + 0 +50 ) = 32 − 47 = 15
1 0 2
Resolva o proposto a seguir:
a) O valor de x tal que det(A) = 1?
b) O valor de x tal que det(B) = 5?

4
Determinantes
Matemática

003
3 Calcule o valor do determinante: 006
6 Se A e B são matrizes de ordem 3 e det(A.B)= det (2Bt)
então:
1 2 3 −4 2
0 1 0 0 0 a) det A = 2
0 4 0 2 1 b) det A = 8 necessariamente
c) det A = 6 ou det B = 0
0 −5 5 1 4 d) det A = 8 ou det B = 0
0 1 0 −1 2 e) n.r.a. det( A − xI ) = 0

 2 1 0
  007
7 Resolva, utilizando-se da Regra de Chio, o determinante
4 Considere a matriz A =  6 − 1 . 3 
004 a seguir:
 2 0 1
 
5 −5
Calcule o determinante da inversa de A.
2 3
4 0 8 2
6 7 3 2
005
5 Dadas as matrizes −2 5 4 −3

1 0 1  1 0 0
A =  2 1 − 1 e I = 0 1 0
1 1 1  0 0 1 
resolver a equação (em IR):

01
01 (PUC-RS) De todas as matrizes de ordem 3 formadas 004
4 (UEL-PR) A soma dos determinantes
por 6 "zeros" e 3 "cincos", quantas possuem determinante indicados a seguir é igual a zero:
diferente de zero? a b − a −b
+ =0
a) 0 b) 2 c) 4 b a b a
d) 6 e) 8
a) quaisquer que sejam os valores reais de a e de b
b) se, e somente se, a = b
002
2 (UNICAMP-SP) Dizemos que uma matriz real quadrada c) se, e somente se, a = - b
A é singular se det A = 0, ou seja, se o determinante de d) se, e somente se, a = 0
A é nulo; e não singular se det A ¹ 0. Mediante esta e) se, e somente se, a = b = 1
definição, mostre que o produto de duas matrizes é uma
matriz singular se pelo menos uma delas for singular.
005
5 (UFSC-SC) Considere as matrizes
 10 
003
3 (UNITAU-SP) O valor do determinante
A =  −11 −  e B =  012 
 345 
 
 11 
a a a
a b b como produto de 3 fatores é:
e n=det(AB). Calcule 7n:
a b c
a) abc.
b) a (b+c) c.
c) a (a-b) (b-c).
d) (a+c) (a-b) c.
e) (a+b) (b+c) (a+c).
5
Determinantes

Matemática
006
6 (PUCCAMP-SP) Sejam as matrizes mostradas na figura 007
7 (UNIOESTE - PR) O valor de "a" para o qual o
a seguir. O determinante da matriz A+B.C é: determinante adiante se anula é:

0 1 1 0 1 2
A= , B= e C=
1 0 2 1 0 1

a) -4 b) -2
c) 0 d) 1
e) 5

 a 0 0 1 0 0
   
01 (FATEC-SP) Considere as matrizes reais M =  0 b 1  e I =  0 1 0  em que a ≠ 0 e a, b, c
0 0 c 0 0 1
   
formam, nesta ordem, uma progressão geométrica de razão q > 0. Sejam λ1, λ2, λ3 as raízes da equação
det( M − λI ) = 0 . Se λ1.λ 2 .λ3 = a e λ1 + λ2 + λ3 = 7a então a2+b2+c2 é igual a:

a) 21/8
b) 91/9
c) 36/9
d) 21/16
e) 91/36

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

...................................................................................................................................................................................................

6
Matemática
Sistema de EquaçõesSistema
Lineares
de Equações Lineares

Atualmente é crescente a preocupação da população com sua alimentação. Jovens e adultos procuram a prática de
atividades físicas e a adesão a um programa de reeducação alimentar, para manter um peso saudável e prevenir doenças.
Quando é construída uma dieta hipocalórica, uma das preocupações está na presença de quantidades mínimas de
alguns componentes, tais como proteínas, carboidratos e lipídios.
Observe a tabela abaixo que traz a quantidade aproximada de proteínas, carboidratos e lipídios em uma refeição
hipocalórica sugerida.

Alimentos Porção (g) Proteínas (g) Carboidratos (g) Lipídios (g)


Arroz Cozido 50 1,2 16,2 1,5
Almôndegas com molho 50 7,6 3,6 6,4
Vagem refogada 50 1,5 4,8 0,1
Total necessário almoço 18 30 15

Ao pensar em uma refeição visando perda de peso, um nutricionista recomenda que se consuma verduras cruas à
vontade, mas a quantidade de outros alimentos possuem restrições. Vamos imaginar uma refeição contendo as preparações
citadas na tabela acima. Qual a quantidade a ser consumida de cada um dos itens da tabela, obedecendo aos totais de
proteínas, carboidratos e lipídios, para uma refeição saudável?
Para podermos responder a esta pergunta e a muitas outras questões importantes, possuímos uma ferramenta
matemática muito poderosa, são os Sistemas Lineares de Equações, vamos a eles.

1. EQUAÇÕES LINEARES ou seja 3 = 3


Entretanto, a 4-upla não é a solução da
Por uma equação linear, entendemos uma expressão equação pois ou seja , que
da forma a1 x1 + a2 x2 + ... + an xn = b onde não é uma sentença verdadeira.
a1 , a2 ,..., an e são constantes reais, sendo que Podemos então definir a solução de uma equação linear
a1 , a2 ,..., an são chamados coeficientes, é o termo
independente e x1 , x2 ,..., xn são as incógnitas da equação. como sendo toda ênupla (n-
A equação x + 2 y − 4 z + w = 3 é linear, onde: upla) (seqüência de n elementos) de números
- 1, 2, - 4 e 1 são os coeficientes; , de forma que a sentença
- x, y, z e w são as incógnitas;
- 3 é o termo independente. seja verdadeira.
Quando uma equação linear possui termo independente
OBS.: Note que uma condição necessária para que igual a zero, ela é chamada de Equação Linear Homogênea.
uma equação seja linear é que possua todos os seus termos
do 1o. grau: Exemplo:
- • 3 x + 5 y − 2 z = 1 é linear;
é homogênea
- • x 2 − 2 x + 1 = 0 não é linear, e sim do 2o. grau.
não é homogênea
SOLUÇÃO DE UMA EQUAÇÃO LINEAR

Consideremos a equação x + 2 y − 4 z + w = 3 A

4-upla u = (3,2,1,0) é a solução da equação, pois

1
Sistema de Equações Lineares

Matemática
2. SISTEMAS LINEARES · xj são as incógnitas;
· bi são os termos independentes.
Todo sistema de equações formado apenas por
equações lineares é dito Sistema de Equações
SOLUÇÃO DE UM SISTEMA DE EQUAÇÕES
Lineares. Logo: LINEARES

A solução de um sistema linear é toda solução que


É um sistema linear de seja comum a todas as equações lineares envolvidas no
três Equações com três sistema.
incógnitas
Exemplo:

É um sistema linear de
duas equações e três
incógnitas

De modo geral, temos que um sistema linear de m


equações com n incógnitas é representado por: é a solução do sistema proposto.

onde:
· aij são os coeficientes;

PLANEJANDO A PRODUÇÃO:

Uma indústria química produz dois tipos diferentes de produtos: A e B. Cada um deles é processado em duas
máquinas, X e Y. Neste processo, cada uma das máquinas é utilizada durante os seguintes períodos de tempo:
1. Uma tonelada de A requer 2 horas da máquina X e 2 horas da máquina Y.
2. Uma tonelada de B requer 3 horas da máquina X e 2 horas da máquina Y.
A máquina está disponível 80 horas por semana, enquanto a máquina Y está disponível 60 horas por semana.
Como a administração da fábrica não quer manter as dispendiosas máquinas X e Y paradas, é preciso determinar
quantas toneladas de cada produto devem ser produzidas para que as máquinas sejam utilizadas de maneira ótima.
Supõe-se que a fábrica seja capaz de vender tanto quanto produza.
Para resolvermos este problema, sejam, respectivamente, a e b o número de toneladas de A e B a ser produzido.
O número de horas de utilização da máquina X, que deve ser igual a 80 horas, é dado por:
Da mesma forma, como a máquina Y será utilizada por 60 horas, temos:
Do ponto de vista matemático, nosso problema consiste em calcular valores não negativos de a e b
tais que:

Um dos métodos que já conhecemos para resolver este sistema linear é o Método da substituição, que consiste
em escolhermos uma das variáveis presentes no sistema de equações, isolá-la e então substituí-la nas demais equações.
Verifique a solução do sistema obtido acima:

2
Sistema de Equações Lineares
Matemática

Ou seja, semanalmente, utilizando as máquinas X e Y, poderão ser produzidas 10 toneladas do produto A e 20


toneladas do produto B.

Ao considerarmos o sistema linaer: EXERCÍCIO RESOLVIDO:

01 Efetue a construção da matriz completa e dos coeficientes


a11 x1 + a12 x2 + ... + a1n xn = b1
a x + a x + ... + a x = b do sistema abaixo:
 21 1 22 2

2n n 2

A = ..............................................
am1 x1 + am 2 x2 + ... + amn xn = bm

podemos associar a ele uma matriz, chamada de matriz


completa de A:

 a11 b1 
a b2 
a12 ... a1n
 21 a22 ... a2 n
 ... ... 
  3. RESOLUÇÃO DE SISTEMA
... ... ...
am1 am 2 ... amn bm 
(REGRA DE CRAMER)
onde colocamos em cada linha, ordena-damente, os
coeficientes e o termo independente de todas as equações Podemos escrever o sistema linear
lineares de A.
a11 x1 + a12 x2 + ... + a1n xn = b1
a x + a x + ... + a x = b
 21 1 22 2

2n n 2

A = ..............................................
A: am1 x1 + am 2 x2 + ... + amn xn = bm

também denominada de matriz incompleta ou matriz dos em sua forma matricial, utilizando-nos para isto da
coeficientes de A. matriz dos coeficientes

3
Sistema de Equações Lineares

Matemática
 a11 ... a1n   a11 a12 ... a1n 
a ... a2 n  a ... a2 n 
a12
 21 a22  21 a22
 ... ... ...  e de duas novas matrizes A=  ... ... ... 
   
... ...
am1 am 2 ... amn  an1 an 2 ... ann 
colunas, formadas respectivamente pelas incógnitas e pelos
termos independentes:  ... a1n 
 ... a2 n 
b1 a12

a11 x1 + a12 x2 + ... + a1n xn = b1 A1 = 


b2 a22
a x + a x + ... + a x = b  ... ... 
 21 1 22 2  
... ...
  ... ann 
2n n 2

A = ..............................................
bn an 2
am1 x1 + am 2 x2 + ... + amn xn = bm
 ... a1n 
 ... a2 n 
a11 b1

 a11 ... a1n  A2 = 


a21 b2
a ... a2 n   ... ... ... 
a12
 21  
a22 ...
 ... ... ...   an1 b n ... ann 
 
...
am1 ... amn 
 ... b1 
am 2
 ... b2 
a11 a12

 x1   b1  An = 
a21 a22
 x  b   ... ... 
 2 =  2  
... ...
 ...   ...  . , ou de forma reduzida, A.x = b .  an1 an 2 ... bn 
   
 xn  bn 
EXERCÍCIO RESOLVIDO:
REGRA DE CRAMER 01 Resolva, utilizando-se da Regra de Cramer o sistema
3x3 abaixo:
Se Ax = b é um sistema de n equações lineares
em n incógnitas tal que det( A) ≠ 0 , então o sistema tem 2 x − y + 3 z = 1 2 3

A = 1 − 1 ⇒ det( A) = 5
−1
uma única solução. Esta solução é dada por: x + 2 y − z = 0

2 x + y + 2 z = 4
2
 2 1 2 
det( A1 ) det( A2 ) det( An )
1 3
x1 = , x2 = ,..., xn =
A1 = 0 − 1 ⇒ det( A1 ) = −15
−1
det( A) det( A) det( A)
onde Aj é a matriz obtida substituindo as entradas da
2 
4 2 
jésima coluna de A pelas entradas da matriz dos termos
1

independentes. 2 3
A2 = 1 − 1 ⇒ det( A2 ) = 16
1

a11 x1 + a12 x2 + ... + a1n xn = b1


0
 2 2 
a x + a x + ... + a x = b
4

 21 1 22 2 2 1
  0 ⇒ det( A3 ) = 17
2n n 2 −1
S = .............................................. A3 = 1 2
 2 4
am1 x1 + am 2 x2 + ... + ann xn = bn
1

4
Sistema de Equações Lineares
Matemática

SISTEMA LINEAR HOMOGÊNEO Alimentos


Arroz Cozido (x)
Porção (g)
50
Proteínas (g)
1,2
Carboidratos (g)
16,2
Lipídios (g)
1,5
Almôndegas com molho (y) 50 7,6 3,6 6,4
Vagem refogada (z) 50 1,5 4,8 0,1

Um sistema de equações lineares formado por Total necessário almoço 18 30 15

equações lineares homogêneas é chamado de Sistema


Linear Homogêneo. Como desejamos descobrir a quantidade de cada
alimento que deverá ser ingeridos no almoço, obedecendo-
se às quantidades necessárias de proteína, carboidrato e
SOLUÇÃO DE UM SISTEMA LINEAR
lipídios, equacionamos da seguinte forma:
HOMOGÊNEO
1,2 x + 7,6 y + 1,5 z = 18
Se atribuirmos o valor zero (0) a cada incógnita de 
16,2 x + 3,6 y + 4,8 z = 30
um sistema linear homogêneo, sempre obteremos uma 1,5 x + 6,4 y + 0,1z = 15

sentença verdadeira, e portanto a n-upla (0, 0, 0, ..., 0) é
 1,2 7,6 1,5 
uma solução desse tipo de sistema. Essa solução é chamada
A = 16,2 3,6 4,8 ⇒ det( A) = 153,40
de solução trivial do sistema.
 1,5 6,4 0,1
Observe: Logo:
18 7,6 1,5   1,2 18 1,5 
DA =  3 3,6 4,8 ⇒ det( DA ) = 184,92 DB = 16, 2 3 4,8 ⇒ det( DB ) = 314,64
  
15 6,4 0,1  1,5 15 0,1
 1,2 7,6 18
DC = 16, 2 3,6 3  ⇒ det( DC ) = 98,64
 1,5 6,4 15
Observação: Um sistema linear homogêneo sempre
é possível, pois sempre admite 0 como solução, sendo
que se: Logo:

det( A) ≠ 0 ⇒ é SPD. x=
184,92
= 1,21 y =
314,64
= 2,05 z =
98,64
= 0,64

det( A) = 0 ⇒ é SPI.
153,40 153,40 153,40

Ou seja, a quantidade de cada alimento a ser ingerida


EXERCÍCIO RESOLVIDO:
será: 1,21 porções de arroz, 2,05 porções de almôndegas
com molho e 0,64 porções de vagem refogada.
01 Retorne agora ao problema da dieta proposto na
Bom apetite!
introdução do capítulo e resolva o sistema de equações
implícito à ele.

1 Resolva o sistema linear abaixo usando a regra de Cramer:


001 3 Resolva o sistema:
003

3x − 4 y = 1
a)  x + y + 2z = 1
x + 3y = 9 
3x + 2 y + 5 z = 2
4 x + 3 y + 7 z = 3
2 Resolva o sistema linear abaixo utilizando a regra de
002

Cramer:
mx + 2 y − z = 1

2 x − y + z = 3 4 Determine m para que o sistema 
x + 2z = 2
004
x − 3y + z = 0
 
a)  x + y + z = 6
x − y + 2z = 3 seja possível e determinado .

5
Sistema de Equações Lineares

Matemática
6 Resolva a equação matricial
006
x + 2 y − 6z = 2
  1 4 7  x   2 
5 Para que valor de b o sistema      
 x + y − 3z = b
3x − 5 y − 2 z = 6
 2 3 6  y  =  2  .
005
  5 1 − 1 z   8 
    

apresenta o valor de x = − é: 7 Resolva o sistema homogêneo abaixo:


007
2
53

(Sugestão: Utilize a Regra de Cramer apenas para a variável 2 x − y + z = 0


x e iguale seu resultado com o fornecido.) 
a) 3 x + 2 y − 4 y = 0
5 x + y − 3z = 0

01 (UECE) Seja o sistema linear


01 5 (PUC-SP) Considere o sistema linear
005

Calcule os valores de a para que o sistema seja impossível.

002
2 (FUVEST) Sejam X, Y e Z três artigos distintos que são
vendidos em certa loja. Sabe-se que: X custa tanto quanto Para que o sistema seja possível devemos ter:
Y e Z juntos; o preço de Y é a diferença entre o dobro do
de X e 50 reais; o preço de Z é a diferença entre o triplo a) k=4
do de Y e 80 reais. Nessas condições, pela compra dos b) k=3
três artigos, sendo um único exemplar de cada tipo, c) k=2
deverão ser desembolsados: d) k=1
e) k=0
a) R$ 160,00
b) R$ 150,00 6 (FUVEST) Carlos e sua irmã Andréia foram com seu
006
c.) R$ 120,00 cachorro Bidu à farmácia de seu avô. Lá encontraram
d) R$ 100,00 uma velha balança com defeito que só indicava
e) R$ 80,00 corretamente pesos superiores a 60 kg. Assim eles se
pesaram dois a dois e obtiveram as seguintes marcas:
003
3 (CESGRANRIO) Sabendo que y = 2 é solução do
1. Carlos e o cão pesam juntos 87 kg;
sistema . O valor de m é: 2. Carlos e Andréia pesam juntos 123 kg;
3. Andréia e Bidu pesam juntos 66 kg.

a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 Podemos afirmar que:

4 (FATEC) O valor de m para que o sistema linear


004 a) Cada um deles pesa menos que 60 kg.
b) Dois deles pesam mais de 60 kg.
c) Andréia é a mais pesada dos três.
d) O peso de Andréia é a média aritmética dos pesos de
seja impossível é: Carlos e de Bidu.
e) Carlos é mais pesado que Andréia e Bidu juntos.

6
Sistema de Equações Lineares
Matemática

01 (UNICAMP) Uma empresa deve enlatar uma mistura de amendoim, castanha de caju e castanha-do-pará. Sabe-se
que o quilo de amendoim custa R$5,00, o quilo da castanha de caju, R$20,00 e o quilo de castanha-do-pará, R$16,00.
Cada lata deve conter meio quilo da mistura e o custo total dos ingredientes de cada lata deve ser de R$5,75. Além disso,
a quan-tidade de castanha de caju em cada lata deve ser igual a um terço da soma das outras duas.
a) Escreva o sistema linear que representa a situação descrita acima.
b) Resolva o referido sistema, determinando as quantidades, em gramas, de cada ingrediente por lata.

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7
Análise Combinatória
Análise Combinatória

Matemática
A análise combinatória se resume ao desenvolvimento de técnicas para determinar, sem enumeração direta, o
número de resultados possíveis de um certo experimento, ou o número de elementos em certo conjunto.
Os problemas de análise combinatória diferem entre si através de fatores como a ORDEM com que os elementos
se colocam ou a NATUREZA dos elementos envolvidos.

PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM


Se algum procedimento pode ser realizado de n1 maneiras diferentes; se, seguindo este, um segundo procedimento
pode ser realizado de n2 maneiras diferentes; se ainda, segundo este segundo, um terceiro pode ser realizado de n 3
maneiras diferentes, e assim por diante; então, o número de maneiras nas quais podemos realizar os procedimentos na
ordem dada é o produto n1, n2, n3...

UMA QUESTÃO DE CONTAGEM.

Você nunca se perguntou se existem duas placas de automóveis iguais? A resposta com certeza deve ser
que não existem, já que as placas individualizam os automóveis. Porém você deve ter observado (pois ainda
encontramos automóveis assim) que as placas antigamente eram formadas por duas letras seguidas por quatro
números e que atualmente as placas são compostas por três letras seguidas de quatro números. Essa mudança
foi efetuada para que existisse um número maior de possibilidades de placas de automóveis.
Suponhamos que a placa de um carro antigo contenha duas letras distintas, seguidas por três dígitos, com
o primeiro diferente de zero. Quantas placas poderiam ser impressas?

Solução:
A primeira letra pode ser apresentada de 23 maneiras diferentes, a segunda letra pode ser apresentada
de 22 maneiras diferentes (já que a letra impressa primeiro não pode ser escolhida para a segunda letra), o
primeiro dígito de 9 maneiras e cada um dos outros dois de 10 maneiras.

Ou seja, podem ser impressas 455.400 placas distintas de carro.

NOTAÇÃO FATORIAL PERMUTAÇÕES E ARRANJOS


O produto dos inteiros positivos de 1 a n, inclusive, Um grupamento de um conjunto de n objetos, em
aparece freqüentemente em matemática e, por isso, é dada ordem, é chamado de permutação dos objetos
representado pelo símbolo especial n! (lê-se "n fatorial"): (tomados todos ao mesmo tempo). Um grupamento de
quaisquer r ≤ n destes objetos, em dada ordem, é chamado
n! = n. (n - 1).(n - 2).(n - 3). ... .3.2.1 de arranjo de n objetos, tomados r a r.

Por definição, temos que 0! = 1! = 1

1
Análise Combinatória
Matemática

Consideremos o conjunto de letras a, b, c, d. Então: COMBINAÇÕES


a) bcda, adcb e acbd são permutações das 4 letras (tomadas
todas ao mesmo tempo). Suponha que temos uma coleção de n objetos. Uma
combinação destes n objetos tomados p a p, é qualquer
b) bad, adb, cbd e bca são arranjos das 4 letras, tomadas 3 subconjunto de p elementos. Em outras palavras, uma
a 3. combinação é qualquer seleção de p dos n objetos, sem
considerar sua ordem.
c) ad, cb, da e bd são arranjos das 4 letras, tomadas 2 a 2.
Representamos uma combinação de n objetos
O número de permutações de n objetos será tomados p a p pela seguinte notação:
representado por Pn, enquanto que o número de arranjos
de n objetos, tomados p a p elementos será representado
por Anp ou An , p O número de combinações de n elementos tomados
p a p pode ser calculado por:
Podemos calcular o arranjo de n elementos tomados p a p
n!
através da seguinte fórmula: A p = Cnp =
p!( n - p)!
n!
n
(n − p )!

Logo, podemos então deduzir que o número de


permutações de n elementos podem ser calculados como
arranjos de n elementos tomados n a n, portanto:
n! n! n!
Anp = ⇒ Pn = Ann = = = n!⇒ Pn = n!
(n − p )! (n − n)! 0!

001
1 Calcule o número de anagramas que podemos formar 03 De um grupo de 8 pessoas, quantas comissões podem
com as letras da palavra SENTADO. ser formadas com 3 delas?
Cada comissão é essencialmente uma combinação das
Solução:Como a palavra SENTADO 8 pessoas, tomadas 3 a 3. Assim, podem ser formadas:
Como a palavra SENTADO
possuí
possui 7 letras
7 letras distintas,
distintas, temos :
temos: 8! 8 . 7 .6 . 5!
3
P = 7.6.5.4.3.2.1 =
P 7 7= 7 ! = 7 .6 . 5 .4 . 3 .2 .1 = C8 = = = 56
3! ( 8 - 3)! 3 .2 . 1 .5!
5040 anagramas possíveis
5040 anagramas possíveis

002
2 Quantos números de 3 algarismos podemos formar
com os números do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7}:

Solução:

Observe que se tomarmos os algarismos 1, 2 e 3,


podemos formar os seguintes números distintos :
123, 213, 321, 132, 231 e 312
Logo, a ordem com que Dispomos os algarismos
é importante , o que configura um problema de
arranjo, portanto :
7! 7.6.5.4!
A7 = = = 7.6.5 = 210
3

( 7 - 3)! 4!

2
Análise Combinatória

Matemática
01 Simplifique: a) 1692 b) 1572 c) 1520
d) 1512 e) 1392
n!
a) =
( n - 1)! 6 Doze professores, sendo 4 de matemática, 4 de geografia
006
e 4 de inglês, participam de uma reunião com o objetivo
de formar uma comissão que tenha 9 professores, sendo
3 de cada disciplina. O número de formas distintas de se
b) n +2 ! compor essa comissão é:
=
n!
a) 36 b) 108 c) 12
002
2 Se não são permitidas repetições, quantos números de d) 48 e) 64
3 dígitos podem ser formados com os algarismos 2, 3,
5, 6, 7 e 9? Quantos destes números são menores que 007
7 Nove pessoas desejam subir à cobertura de um edifício,
400? Quantos são pares? Quantos são múltiplos de 5? dispondo, para isso, de dois elevadores, um com 4
lugares e outro com 5 lugares. O número de formas de
3 De quantas maneiras um grupo de 7 pessoas pode se
003 distribuí-las nos elevadores é:
dispor em uma fila com 7 cadeiras? E ao redor de uma
mesa circular? a) 630 b) 252 c) 180
d) 378 e) 126
004
4 De quantas maneiras uma comissão formada de 3
homens e 2 mulheres pode ser escolhida dentre 7
homens e 5 mulheres?

005
5 Quantos anagramas com 4 letras distintas podemos
formar com as 10 primeiras letras do alfabeto e que
contenham 2 letras a, b e c?

1 (UFPB) Numa empresa existem 10 diretores dos quais


001 a) 664 b) 792 c) 852
6 estão sob suspeita de corrupção. Para que se analisem d) 912 e) 1044
as suspeitas, será formada uma comissão especial com
5 diretores, na qual os suspeitos não sejam maioria. O 4 (UNICAMP-SP) De quantas maneiras 3 rapazes e 2
004
número de possíveis comissões é: moças podem sentar-se em uma fila?
De quantas maneiras eles podem se sentar em uma fila
a) 66 b) 72 c) 90 se os rapazes devem ficar juntos e as meninas também?
d) 120 e) 124 De quantas maneiras eles podem se sentar em uma fila,
se somente as meninas devem sentar juntas?
2 (UFMT) Seis refrigerantes devem ser distribuídos entre
002
2 pessoas, de modo que cada pessoa receba 3 5 (UF São Carlos - SP) Considere os números de 2 a 6
005
refrigerantes. O número de formas de se fazer isso é: algarismos distintos formados utilizando-se apenas 1, 2,
4, 5, 7 e 8. Quantos destes números são ímpares e
a) 12 b) 18 c) 24 começam com um dígito par?
d) 15 e) 20
a) 375 b) 465 c) 545
3 (ITA-SP) No saguão de um teatro, há um lustre com 10
003 d) 585 e) 625
lâmpadas, todas de cores distintas entre si. Como
medida de economia de energia elétrica, o gerente desse 006
6 (UNEMAT - MT) Uma senha de uma rede de
teatro estabeleceu que só deveriam ser acesas, computadores é formada por 5 letras escolhidas entre
simultaneamente, de 4 a 7 lâmpadas, de acordo com a as 26 do alfabeto (a ordem é levada em consideração).
necessidade. Nessas condições, de quantos modos
a. Quantas senhas existem com todas as letras distintas, e
distintos podem ser acesas as lâmpadas desse lustre?
que comecem pela letra S?
3
Análise Combinatória
Matemática

b. Quantas senhas são possíveis, de modo que haja pelo 9 (FUVEST - SP) De quantas maneiras um professor pode
009
menos letras iguais? eleger um ou mais estudantes dentre um grupo de seis
elegíveis?
Observação: o resultado pode ser deixado indicado, Resolução:
não sendo necessário fazer as contas.
0 (UNICAMP - SP) Quantos sinais luminosos podem ser
110
7 (PUC - RS) Quantos números de seis algarismos distintos
007 formados com um display de 10 lâmpadas idênticas,
podemos formar usando os dígitos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, nos sabendo que os sinais devem possuir pelo menos 6
quais o 1 e o 2 nunca ocupam posições adjacentes? lâmpadas acesas?
Resolução
a) 144 b) 180 c) 240
d) 288 e) 360

8 (UFPR) Um homem tem oportunidade de jogar no


008
máximo 5 vezes na roleta. Em cada jogada ele ganha ou
perde um dólar. Começa com um dólar e parará de jogar
antes de cinco vezes, se perder todo seu dinheiro ou de
ganhar três dólares, isto é, se tiver 4 dólares.
Ache o número de maneira nas quais o jogo pode se
desenrolar.

∑ n!.(20 − n)!.x
20
20!
01 (IME - RJ) Seja f ( x ) = uma função real de variável real em que n! Indica o fatorial de
n

n= 0
n. Considere as afirmações:

i. f(1) = 2
ii. f(- 1) = 0
iii. f(- 2) = 1

Podemos concluir que:

a) Somente as afirmações I e II são verdadeiras.


b) Somente as afirmações II e III são verdadeiras.
c) Apenas a afirmação I é verdadeira.
d) Apenas a afirmação II é verdadeira;
e) Apenas a afirmação III é verdadeira.

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4
Gabarito

Matemática
EQUAÇÕES EXPONENCIAIS 03 - a ) log 100 0,001 = x ⇒ 100 x = 0,001 ⇒ 10 2 x =

10 − 3 ⇒ 2 x = −3 ⇒ x = −
3
Questões de Vestibulares 2

01- a 4 3
= y ⇒ 1,5 y = ⇒   =
y
4
9 2
log 1,5
02- c 9
03- 03 3
  ⇒ y = −2
−2

04- a
2
05- a
06- b 5
log 1, 25 0,64 = z ⇒ 1,25 z = 0,64 ⇒   =
z

07- d 4

Desafio 5 4 4


⇒  = ⇒  =   ⇒ z = −2
z −z 2
64 16
100  4  25  5  5
Letra c
então :
3 3
LOGARITMOS S = − + (− 2 )− (− 2) = −
2 2
 2
= x⇒3 9 = ⇒  3 3  =
x
1 x 1
Exercícios de Aplicação
 
b) log 3 9
27 27

01- ⇒ =− ⇒x=−
1
2x 1 3
1

= x ⇒ 2 = ⇒ 2 = 2 ⇒ x = -3
1 x
x -3
log 2
2
3
8 8 3 2 4

log 3 0,5 8 = y ⇒ 3 0,5 = 8 ⇒ 2


y
−y

1
y

y
3
=
log 0,25 32 = y ⇒ 0,25 = 32 ⇒   =
4
22 ⇒ − = ⇒ y=−
3
y 3 9
y 5
⇒ (2 - 2 ) 5 3 2 2
32 =2 ⇒-2y =5 ⇒y =-
2
0,1 = z ⇒ 3 100 = 6 0,1 ⇒ 10
2z
z

02-
log 3 100 6 3
=
x 4x 1
log 813 = x ⇒ 81 = 3 ⇒ 3 = 3 ⇒ 4 x =1 ⇒ x =
4 ⇒ =− ⇒z=−
1

6
2z 1 1
10
-3
3 6 4
y -2y
log 0,010,001 = y ⇒ 0,01 = 0,001 ⇒ 10 = 10 então :
3  9  1
−  −  +  −  = −1 + =
9 7
3 4  2  4
S =−
⇒ -2y = -3 ⇒ y =
2 2
2
z
 2 
z
log 0,2 25 = z ⇒ 0, 2 = 25 ⇒   =
 10  04-  a.b 3 
log 3   = log 3 a.b 3 − log 3 c.3 a 2 =

2
⇒ 5 -z = 5 2 ⇒ z = 2  c. a 
3 2
5
2
log 3 a + 3 log 3 b − log 3 c − log 3 a =
3
1
log 3 a + 3 log 3 b − log 3 c
3
05-
1 1
4
(
.(log a − 3 log b − 2 log c )= . log a − log b 3 − log c 2 =
4
)
1 a   a 4
1

. log 3 2  = log 3 2  = log 4 3 2


a
4  b .c   b .c  b .c

1
Gabarito
Matemática

06- Questões de Vestibulares

log 6 = log 3.2 = log 3 + log 2 = 0,477 + 0,301 = 0,778


01- a
02- c
log 5 = log
10
= log 10 − log 2 = 1 − 0,301 = 0,699 03- b
2 04- d
05- 04
06- 90
07- e
log 720 = log 72.10 = log 72 + log 10 = log 8.9 + 1 =
08- b
log 8 + log 9 + 1 = 3 log 2 + 2 log 3 + 1 =

= 3.0,301 + 2.0,477 + 1 = 0,602 + 0,954 + 1 = 2,556

07-
log3 2.log4 3.log5 4.log6 5.log7 6.log8 7.log9 8.log10 9 =

log2 log3 log4 log5 log6 log7 log8 log9


log3 log4 log5 log6 log7 log8 log9 log10
log2
= log2 = 0,301
log10
Desafio

log b (log b a) log a (log a b)

log a log b
xy = a b
.b a

Como :
log a (log b a )
log b (log b a ) log a b log a (log b a ) log a b
= = . = log a (log b a )
log b a log a a log a b 1
log a b
e
log b (log a b )
log a (log a b ) log b a log b (log a b ) log b a
= = . = log b (log a b )
log a b log b b log b a 1
log b a
temos :
(log b a)
xy = a log a .b log b (log a b)
= log b a. log a b = 1

2
Gabarito

Matemática
MATRIZES Questões de Vestibulares

01 - a11 = 2.1 + 1 = 3
Exercícios de Aplicação a12 = 2.1 + 2 = 4
3 4 5
A=  5 6 7 
01 - a13 = 2.1 + 3 = 5
 

 3 2 1 3   0 2  1 −1 2 
a21 = 2.2 + 1 = 5
A =  , B =  , C =   e D =  
      0 3 1
− 1 4 2 − 2 5 8 a22 = 2.2 + 2 = 6
 4 5 1 5  − 3 0
A + B =   , B + C =   , C − A =  
a23 = 2.2 + 3 = 7
 1 2 7 6  6 4
 1 1
A + D = não é possível , B − C =   , D − C = não é possível
 − 3 − 10  02 - a11 = 1 + 1 = 2 
a22 = 2 + 2 = 4

 1 2 0   −1 0 4  0 2 4  a33 = 3 + 3 = 6  ⇒ P = 2.4.6.0.0 = 0
      
02 - A + B t =  1 3 4  +  − 1 1 2  = 0 4 6  a13 = 0

0 2 1  2 3 − 2   2 5 − 1 
   a31 = 0

 3  − 1  5   − 14 
        03 -
03 - A + 2 B − 3C =  0  + 2 2  − 3 − 2  =  10  a =1 d +e =3⇒ d = 0
 2 1  2   −2 
       
a+b =3⇒b = 2 d +e+ f =5⇒ f = 2
a+b+c = 5⇒ c = 2 e+ f =5⇒e =3

04 - Matriz A Matriz B Matriz A.B abc + def = 1.2.2 + 0.2.3 = 4


2x3 3x4 2x4
5x2 2x2 5x2
3x3 3x1 3x1
04 - 1 + x c
2x4 3x4 Não existe 
b

5x3 3x5 5x5 Se M =  − 1 2 − y a  é anti - simétrica, então M = − M t , logo :
 5z 7 
3x5 5x3 3x3  6
1 + x = −1 − x
1x3 3x4 1x4 b = 1
3x2 2x5 3x5 1 + x c 1 + x − 1 0 
    c = 0
b
M = − M t ⇒  − 1 2 − y a  = − b 2− y 2 ⇒  ⇒
 0 3 z   c 3 z  
 
2 − y = −2 + y
a = 2
2 a

05 - 
3 z = −3 z
1 3  x = −1
 2 3 1   b = 1
 . 0 4  ⇒ S = (2.1 + 3.0 + 1.2) + (2.3 + 3.4 + 1.2) = 24 
1 − 1 7   2 2  c = 0
   ⇒ ( x + y + z )(
. a + b + c ) = (− 1 + 2 + 0)(
. 2 + 1 + 0) = 3
y = 2
a = 2

06 - a)  z = 0

 1  
 0 0   1 + 1 + 0 − 1 + 1 + 0 0 + 0 = 0 
1 1 1
 2    2 2  1 0 0

 1    
05 -
2 2 2 2 2
A.A =  − 0 . 0 =  − + + 0 + + 0 0 + 0 = 0 = 0 1 0
1 1 1 1 1 1 1
 2 2 
t

    
1  0 + 0 = 0 0 + 0 +1 0 0 1
2 2 2 2 2 2
 0 1
   
0 0 0 0+0=0
    
Como queremos o elemento c 32 , basta que calculemos o produto da terceira linha
da matriz A pela 2 coluna da matriz B, ou seja :

b) A matriz A é inversível e sua inversa é igual a sua


c32 = a31.b12 + a32 .b22 + a33 .b32 + a34 .b42

transposta.
Logo,
c32 = (3 − 1).21− 2 + (3 − 2).2 2− 2 + (3 − 3).23− 2 + (3 − 4).2 4− 2
1
07 - Alternativa correta: C, pois pela condição de existência
c32 = 2. + 1.1 + 0.2 + ( −1).4
2
do produto de matrizes temos que existe AB e BA se, e c32 = 1 + 1 + 0 − 4 = −2

somente se, n = 4 e m = 3.

3
Gabarito
Matemática

06 - 04 - 2 1 0

1 0   a b  1.a + 0.b 1.b + 0.d   a b  6 −1 3 = ?


= . = = 
 0 1   c d   0.a + 1.c 0.b + 1.d   c d 
ID
2 2 0 1

 a b   1 0   a.1 + b.0 a.0 + b.1  a b 


1
( ) ( )
A. A−1 = I 3 ⇒ det A. A−1 = 1 ⇒ det A −1 =
DI. 2 =  . = = 
det A
 c d   0 1  c.1 + d .0 c.0 + d .1  c d  Logo :
O que demonstra o que foi solicitado 2 1 0
1
6 − 1 3 = −2 ⇒ det A −1 = −( )
2
07 - a.b = 17
2 0 1

 −3 05 - 1 0 1  1 0 0 
[−3 2. x]  2  = [17] A = 2 1 − 1 e I = 0 1 0 
   
1 1 1  0 0 1 
 x 
 1 0 1  1 0 0 
 
9 + 4 + x 2  = [17 ] det( A − xI ) = 0 ⇒ det 2 1 − 1 − x 0 1 0  =
   
 1 1 1  0 0 1  
 
13 + x 2 = 17 ⇒ x 2 = 4 ⇒ x = ± 4 ⇒ x = ±2
 1 − x 1 
 
0 ⇒ det  2 1 − x − 1   = 0 ⇒
0

 1 1 − x  
 1
DETERMINANTES
⇒ Tornando 1 - x = y , temos :
Exercícios de aplicação
 y 1 
 
det  2 y − 1  = 0 ⇒ y 3 + 2 − (y − y ) =
0
Solução :
01 - a)
 1 1 y  
2
2± (−2 ) − 4.1.1

x −1 1 x=
=1 2.1
−1 x − 1
0 ⇒ y 3 = −2 ⇒ y = 3 − 2 ⇒ 1 − x = 3 − 2 ⇒ x = 1 + 3 2
2 ±0
(x − 1.) (x − 1)+ 1 = 1 x= ⇒ x =1
2
x 2 − 2 x +1 = 0
06 - det AB = det 2 B t ⇒ det A . det B = 23. det B t
b) x + 10
= 5 ⇒ x +1 = 5 ⇒ x = 4
21 ⇒ det A . det B = 23. det B ⇒
⇒ det (A ) = 23 ⇒ det (A ) = 8
02 - 2 5 −1
5 3 4 = 12 + 20 +0 − (− 3 + 0 +50 ) = 32 − 47 = 15 Resposta: Letra D
1 0 2

07 -
03 - Aplicando a Regra de Chió para reduzirmos a ordem do
Dividindo a coluna 1 por 2, teremos :
3 5 −5 3 5 −5
determinante, temos:
2 1

Resolvendo pela Regra de Sarrus


4 0 8 2 2 0 8 2
= 2.
6 7 3 2 3 7 3 2
1 2 3 −4 2 −2 5 4 −3 −1 5 4 −3
1 0 0 0
0 1 0 0 0 0 2 1 aplicando a Re gra de Chió,
4 0 2 1
0 4 0 2 1 = 1.a11 = = 1.a11 = 5 1 4 2 3 5 −5 1 3 5 −5
−5 5 1 4 −6 −2 12
0 −5 5 1 4 0 −1 2 4 0 8 2 2 0 8 2 +
11
1 0 −1 2 = 2. = 2. (−1) . −2 −12 17 =
6 7 3 2 3 7 3 2
0 1 0 −1 2 8 9 −8
−2 5 4 −3 −1 5 4 −3
= 2. (−576 − 272− 216 + 1152 +918 + 32 ) = 2.1038 = 2076
0 2 1
5 1 4 = 0 + 0 − 5 − ( 0 + 0 + 20 ) = −25
0 −1 2

4
Gabarito

Matemática
Questões de Vestibulares 04 - a b −a −b 0 0
+ =0⇒ =0⇒0=0
01 - Para que um determinante contendo 6 "zeros" e 3 "cincos" b a b a 2b 2a
seja diferente de "zero" é suficiente que possua uma da logo, para qualquer valor de a e b a soma será nula.
suas diagonais formadas pelos números "cinco". Como
um determinante de ordem 3 possuí 6 diagonais
possíveis, esta será nossa resposta. 05 -
1 0 0 1 2
   0 1 2 
. =  −1 −1 .  = −3 −5 −7 
3 4 5 
02 -

AB
 1 1   3 5 7 
0 a c d
Seja a matriz singular A= 
b
e a matriz genérica B= 
0 e f 
temosque log o
0 a   c d   a.e a. f 
. = . = 
0 b   e f   b.e b. f 
AB 0 1 2
como det ( A.B ) = det A.det B, temos : det( AB.) = −3 − 5 − 7 = 0 −21 − 30 + 30 +0 + 21 = 0
 0 a  c d    a.e a. f  
det   .  = det   
f  
3 5 7
 0 b  e   b.e b. f  
 0 a    c d    a.e a. f   ou seja, n = 0 e portanto 70 = 1.
det     .det   e f   = det  b.e b. f  
 0 b      
mas,det ( A )=0, então
  a.e a.f   0 1 1 0 1 2 0 1 1 2 2 3
det    = 0 ⇒ O produto A.B tem det ( A.B ) = 0, ou seja A.B é SINGULAR. 06 -
b.f   A +B . C =  +
  b.e
1 0 2 1 0 1 1 0 2 5 2 5
. = + =

det ( A +B . C) = 10 − 9 = 1

03 -
07 - 14 32 42
a a a −1 2 0 = 2352 + 0 − 42a − 2352 + 2688 + 0 = − 42a + 2688
a b b = abc + a 2b + a 2b − a 2b − ab 2 − a 2c = 28 a 84
para anular devemos fazer :
a b c abc + a 2b − ab 2 − a 2c = a.(a − b ).(b − c ) 2688
−42a + 2688 = 0 ⇒ a = ⇒ a = 64
42

Desafio

 a 0 0 1 0 0
   
λ1.λ2 .λ3 = a e λ1 + λ2 + λ3 = 7a
M =  0 b 1 e I = 0 1 0 a −λ
0 0 c 0 0 1
0 0
    det( M − λI ) = 0 b−λ 1
det( M − λI ) = 0 0 0 c−λ
λ1 = a

Logo, (a − λ )( . c − λ ) = 0 ⇒ λ2 = b = aq
. b − λ )(

λ3 = c = aq
2

Do enunciado :
1
a.b.c = a ∴ a.aq.aq 2 = a ∴ a 2 = (a ≠ 0)
q3
e
q = 2

a + b + c = 7a ∴ a + aq + aq = 7 a ∴ q + q − 6 = 0 ⇒ ou 2 2

q = −3 (não convém )

q = 2 ⇒ a2 =
1
8
Logo,
1 21
a 2 + b 2 + c 2 = a 2 + a 2 q 2 + a 2 q 4 = (1 + 4 + 16 ) =
8 8
5
Gabarito
Matemática

SISTEMAS DE EQUAÇÕES LINEARES Questões de Vestibulares

Exercícios de aplicação 01- a


02- e
1- x=3 y=2 03- b
2- x=9 y=12 z=9 04-
5 5 5 I. 5!
3- sistema com infinitas soluções. II. 24
4- m = 5 III. 48
6 05- d
5- b= 52 06- a) 25.24.23.22
53 b) 265-26.24.23.22
6- x=1 y=2 z=-1 07- a
7- x=y=z=0 08- 4
09- 63
10- 6 7 8 9 10
T = C 10+ C 10+ C 10+ C 10+ C 10
Questões de vestibular
Desafio
1- -1
2- e Letra b
3- b
4- m=2
5- a
6- e

{
Desafio

a) x+y+z=0,5
5x+20y+16z=5,75
x-3y+z=0

b) x=amendoim=250g
y=castanha de caju=125g
z=castanha do pará=125g

ANÁLISE COMBINATÓRIA

Exercícios de Aplicação

01- a) n
b) n2 + 3n + 2
02-
I. 120
II. 40
III. 20
03-
I. 5040
II. 720
04- 350
05- d
06- e
07- e

6
Linhas Trigonométricas
Linhas Trigonométricas

Matemática
A palavra trigonometria tem origem na Grécia da palavra trigonos (triângulo) + metrûm (medida). Etimologicamente,
significa medida de triângulos.
Foi a necessidade de relacionar distâncias com ângulos que levou astrônomos e topográfos de diversos povos,
como babilônios, gregos, árabes e hindus, a criarem a trigonometria.
Os primeiros topógrafos foram provavelmente os egípcios. As constantes inundações provocadas pelas cheias do
rio Nilo obrigaram esse povo a demarcar freqüentemente as suas terras.
Por vezes, pensa-se que a origem da Trigonometria está exclusivamente ligada à resolução de situações de medição
de terrenos ou determinação de medidas sobre a superfície da terra. No entanto, enquanto ramo do conhecimento
científico, é impossível separar a Trigonometria da Astronomia. Daí que o seu desenvolvimento como ciência exata viesse
a exigir medições e cálculos de grande precisão. É neste contexto que o astrônomo grego Hiparco de Niceia (180-125
a.C.) é considerado o fundador da Trigonometria. Foi ele quem introduziu as medidas sexagesimais em Astronomia e
elaborou a primeira tabela trigonométrica. Hiparco utilizou a trigonometria para fazer medições, prever eclipses, fazer
calendários e na navegação.
A Hiparco, seguiram-se outros no estudo e desenvolvimento da trigonometria, como por exemplo Ptolomeu.
No séc.lII, os indianos e os árabes deram nova dimensão à trigonometria ao introduzirem a trigonometria esférica.

ARCOS E ÂNGULOS RADIANO


É um arco unitário cujo comprimento é igual ao raio
da circunferência que o contém.
ARCO DE CIRCUNFERÊNCIA
É cada uma das partes em que uma circunferência é
dividida por dois de seus pontos.

Dividindo-se o comprimento da circunferência 2πR


pelo raio, determina-se o número de radianos que tem
uma volta.
1 volta =2πR 1 volta = 2π radianos
ÂNGULO CENTRAL R
Ligando os pontos A e B ao centro da circunferência
determina-se um ângulo AÔB (central), cuja medida é a
mesma do arco (AB).

GRAU
É um arco unitário equivalente a 1/360 da
circunferência.
Dividindo-se a circunferência em 360 partes iguais,
cada uma corresponderá a um arco de 1º.

Importante: 1 volta = 360º

1
Linhas Trigonométricas
Matemática

CONVERSÃO DE UNIDADES GRAUS:


Graus ↔ Radianos 1º Q

360º = 2π rad 0<α<90º


2º Q
Exemplo:
90º<α<180º
Passe para graus 3π rad/2.
Solução: 3º Q
360º – 2π rad 180º<α<270º

x – rad 4º Q
2
Regra de 3 simples. 270º<α<360º

360. = x.2π
2
3
RADIANOS:
x=180 x x=270º
2
3π 1º Q
Assim rad = 270º
2
0<α<π/2
2º Q
CIRCUNFERÊNCIA ORIENTADA
π/2<α<π
É uma circunferência cujo centro coincide com a 3º Q
origem do sistema de coordenadas cartesianas com as
seguintes condições:
π<α<3π/2
1) raio unitário (R=1); 4º Q
2) um sentido positivo de percurso (anti-horário) 3π/2<α<2π

AS LINHAS TRIGONOMÉTRICAS

As linhas trigonométricas são, na verdade, os números


seno, cosseno, tangente, cotangente, secante e
cossecante.
QUADRANTES As funções trigonométricas só serão definidas após
o aprendizado das linhas trigonométricas.
Os eixos x e y dividem a circunferência em quatro
partes iguais chamadas de quadrante. SENO

Considerando um arco AM, a ordenada do ponto M


é o seno do arco AM.

sen AM = OM1

2
Linhas Trigonométricas

Matemática
VALORES NAS TANGENTE
EXTREMIDADES NOTÁVEIS
O eixo das tangentes é uma reta perpendicular à
circunferência trigonométrica no ponto A.

sen 0º=0
sen 90º=1
sen 180º=0
sen 270º=-1 t: eixo das tangentes
sen 360º=0
DEFINIÇÃO
Logo, concluímos que:
Seja AM um arco qualquer. Prolongando-se o raio
-1 ≤ sen x ≤ 1 OM até que encontre o eixo das tangentes obtém-se um
ponto T.
Define-se como tangente do arco AM a medida
COSSENO algébrica do segmento AT.

Considerando um arco AM, a abscissa do ponto M é


o cosseno do arco AM.

cos AM = OM 2

A
tg AM =AT

VALORES

tg 0º=0
VALORES NAS tg 90º→
EXTREMIDADES NOTÁVEIS tg 180º =0
tg 270º →
cos 0º =1
tg 360º =0
cos 90º =0
cos 180º =-1 Nas extremidades B e B' não existe tangente.
cos 270º =0
cos 360º =1

Assim temos que:

-1 ≤ cos x ≤ 1 B’

3
Linhas Trigonométricas
Matemática

COTANGENTE SECANTE
O eixo das cotangentes é perpendicular à O eixo das secantes é o mesmo eixo dos cossenos.
circunferência trigonométrica no ponto B.

DEFINIÇÃO
Consideremos um arco qualquer AM. Pelo ponto
DEFINIÇÃO M, traçando-se uma tangente na circunferência, obtém-se
um ponto S, intersecção com o eixo dos cossenos.
Seja AM um arco qualquer. Prolongando-se o raio
OM até encontrar o eixo das cotangentes obtém-se um
ponto C.
Define-se como cotangente do arco AM a medida
algébrica do segmento BC .

A medida algébrica do segmento OS é a secante do


arco AM.

sec AM = OS

cotg AM = BC COSSECANTE
VALORES O eixo das cossecantes é o mesmo eixo dos senos.
cotg 0º→
cotg 90º=0º
cotg 180º→
cotg 270º=0º
cotg 360º→

Nas extremidades A e A’ não existe cotangente. DEFINIÇÃO

Consideremos um arco qualquer AM. Pelo ponto


M, traçando-se uma tangente na circunferência,
obtém-se um ponto C, intersecção com o eixo das
cossecantes.

A medida algébrica do segmento OC é a cossecante


do arco AM.
cossec AM = OC
4
Linhas Trigonométricas

Matemática
O NÚMERO π
Há mais de quatro mil anos, já era conhecido o fato de que o quociente entre o perímetro de uma circunferência
e o seu diâmetro é sempre o mesmo número, qualquer que seja a circunferência. Mas que número é este?
Os egípcios (2000 a.C.) usavam o valor 256/81, aproximadamente 3,16.
Os babilônios, quase na mesma época, usavam 25/8, aproximadamente 3,12.
O grego Arquimedes, século III a.C., obteve o valor 22/7, aproximadamente 3,14. Ele chegou a esse
resultado utlizando perímetros de polígonos regulares inscritos e circunscritos de 96 lados.
O grego Ptolomeu, 170 d.C., obteve o valor 377/120, aproximadamente 3,1416, utilizando polígonos de
720 lados.
O chinês Tsu Chiung-Chih, século V, obteve um valor entre 3,1415926 e 3,1415927. Até o século XV, essa
foi a melhor aproximação obtida.
No século XV, o árabe Al-Kashi obteve uma aproximação com 16 casas decimais.
No século XVII, o alemão Ludolph Van Ceuten obteve uma aproximação com 35 casas decimais.
No início do século XVIII (1706), William Jones indica essa constante com a letra grega π, inicial da palavra
grega periferia (π∈ρ∈ϕ∈ρ∈ια).
Em 1737, Leonard Euler consagra o uso da letra π, adotando-a em todos os seus livros.
Em 1761, Johann H. Lambert faz a primeira prova de que π tem infinitas casas decimais, não formando
período, isto é, π é irracional.
Finalmente, em 1854, π foi obtido com 500 casas decimais.
Daí em diante, π foi obtido com um número cada vez maior de casas decimais:

• 707 casas, em 1873;


• 808, em 1947;
• 100 000, em 1961;
• 1 000 000, em 1973;
• 10 000 000, em 1984;
• 200 000 000, em 1988;
• 1 000 000 000, em 1989.

40.sen90º+36 cos 0º
1 Passe para radianos 135º.
001 2 O valor de N=
002 é igual a:
-19sen 270º
Solução: 360 2πrad a) 2 b) 3
135º x

c) 4 d) 5
360.x = 2πx135

e) 6
270π
x=
360 Solução:
3π sen 90º=1, cos 0º=1, sen 270º=-1
x=
4rad Substituindo em N
N = 40 x 1 + 36 x 1

Assim 135º= -19 x (-1)
4rad N=4
76
N=
19

5
Linhas Trigonométricas
Matemática

3 Sabendo que sen x=n-2, com n real, podemos afirmar


003 Solução: -1≤ sen x ≤ 1
que: -1≤ n-2 ≤ 1

a) 4≤n≤5 b) 1≤n≤3 c) 7≤n≤9 Isolando n, temos:


d) n ≤ -2 e) n ≥7 -1+2 ≤ n ≤ 1+2
1≤ n ≤ 3

1 O arco de 60º, em radianos, equivale a:


001 5 Sendo que cos x=-n+3, com n real, então é verdade
005
que:
a) b) 2π c)
d) e) a) 2≤n≤4
π π/3

b) -3 ≤ n ≤ -2
π/4 π/6

4π c) -4 ≤ n ≤ -2
2 O arco de
002 radianos em graus equivale a: d) n≤5
3
e) n≤1
a) 30º b) 60º c) 90º
d) 240º e) 300º 6 O maior valor de N = 2-sen x é igual a:
006

16 sen90º+4 cos 0º a) 5
3 O valor de N=
003 é igual a: b) 4
-5 sen 180º
c) 3
a) 5 b) 4 c) 3 d) 2
d) 2 e) 1 e) 1

4 Sabendo que sen x=n-3, com n real, podemos dizer


004 7 O menor valor de N=-10-2cos x é igual a:
007
que:
a) -8
a) n≤7 b) -12
b) n ≤ 16 c) -10
c) 4≤n≤2 d) -7
d) -3 ≤ n ≤ 0 e) 4
e) 2≤n≤4

1
1 (FUVEST-SP) O menor valor
001 , com x real, é: 3 (F.E.E.Q-CE) É dada a expressão cosx=3m-6. Os
003
3-cosx
números reais n, de modo que existam arcos x
satisfazendo esta igualdade, são tais que:
a) 1/6
b) 1/4
a) 5/3 ≤ n ≤ 7/3
c) 1/2
b) 1/3 ≤ n ≤ 10/3
d) 1
c) -1/3 ≤ n ≤ 5/3
e) 3
d) -7/3 ≤ n ≤ 5/3
e) -1 ≤ n ≤ 1
2 (UFRS) Sendo x um número real, o menor e o maior
002
valor possíveis da expressão 42 são, 2n-1
5-2sen(10x) 4 (UNIVALE-SC) Sendo sen x=
004 e π<x<2π ,o
6
respectivamente: menor valor inteiro de n é:

a) 6 e 14 a) -3
b) -21 e 42/5 b) -2
c) -14/5 e 42/25 c) -1
d) -42 e 42 d) 0
e) -14 e -6 e) 1
6
Linhas Trigonométricas

Matemática
5 (FEI-SP) Sabendo que sen x = 2n-3, com n real,
005 7 (PUC-PR) O valor numérico da expressão
007
podemos dizer que: y = cos 4x + sen 2x + tg 2x - sec 4x, para x=π/2 rad,
é:
a) -1 ≤ n ≤ 1
b) -1/2 ≤ n ≤ 1/2 a) 0
c) 1≤n≤2 b) 1
d) -3 ≤ n ≤ 3 c) 2
e) -2/3 ≤ n ≤ 2/3 d) 3
e) 4
6 (UEPG-PR) O quadrante em que a tangente, a cotangente,
006
a secante e o cosseno são negativos é o:

a) 1º
b) 2º
c) 3º
d) 4º
e) nda

(UNB-DF) Quanto mede em radianos um arco de 2º 15’ ?

Sugestão: transforme 15’ em graus.

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7
Relações Trigonométricas
Relações Trigonométricas
Matemática

Nesta aula, vamos relacionar as linhas trigonométricas de um mesmo arco, através das relações fundamentais e das
relações derivadas.

RELAÇÃO ENTRE SENO E CONSEQÜÊNCIAS


COSSENO

Os triângulos OM2 M e OAT são semelhantes:

Aplicando Pitágoras, temos: tg x 1


sen x= cos x
12 = sen2 x + cos2 x
sen x
tg x= com cos x ≠ 0
sen2 x+ cos2 x=1 cos x

1
com a cotg x= tg x
RELAÇÃO ENTRE TANGENTE
E COTANGENTE cotg x=
cos x
com sen x ≠ 0
sen x

RELAÇÃO SECANTE E
COSSENO

Os triângulos OAT e OBC são semelhantes.

Os triângulos OM2, M e OMS são semelhantes.


1
sec x=
cos x

cotg x 1 1
= cotg x=
1 tg x tg x

A tangente e a cotangente são linhas inversas. A secante e o cosseno são linhas inversas.

1
Relações Trigonométricas

Matemática
RELAÇÃO COSSECANTE-SENO Resumo:

1) sen x + cos x =1
2 2

sen x
2) tg x =
M cos x
1
3) cotg x =
tg x
O
cos x
4) cotg x =
sen x
1
5) sec x =
cos x
1
6) cossec x =
sen x

Os triângulos OM1, M e OMc são semelhantes. 7) sec x = 1 + 1 tg x


2 2

8) cossec2 x = 1 + 1 cotg2 x

SINAIS NOS QUADRANTES


1) seno e cossec + + - -
cossec x 1 1
= ⇒ cossec x = 2) cosseno e secante + - - +
1 sen x sen x
3) tg e cotg + - + -
A cossecante e o seno são linhas trigonométricas
inversas. ARCOS NOTÁVEIS
RELAÇÕES DERIVADAS

Para facilitar a resolução de muitos exercícios,


deduziremos duas relações derivadas das fundamentais.
sen2 x + cos2 x =1 (:cos2x ≠ 0) REDUÇÃO AO 1º QUADRANTE
sen x
2

+
cos x
=
2
1 ARCOS
cos x
2
cos x
2
cos2 x
Seja α um arco do 1º Q
tg2 x + 1 = sec2 x
0 < α < 90º ou 0<α<
π
2
sec2x=1+tg2x

sen2 x + cos2 x =1 (:sen2x ≠ 0) REDUÇÃO: 2º Q → 1º Q


sen x cos x 1 AM1 + AM2 = 180°
2 2

+ =
sen2 x sen2 x sen2 x α = 180 - arco (dado)
1 + cotg2 = cossec2 x

cossec2 x = 1+cotg2x
O que falta para 180º
2
Relações Trigonométricas
Matemática

Exemplo: REDUÇÃO: 4º Q → 1º Q
120º → 1º Q
180º - 120º = 60º

REDUÇÃO: 3º Q → 1º Q

AM1 + AM4 = 360º


α= 360 - arco (dado)

O que falta para 360º

Exemplo:

330º → 1º Q
AM3 - AM1= 180º 360º - 330º = 30º
α = arco (dado) -180º

o que passa de 180º

ExempIo:
240º → 1º Q
240º - 180º = 60º

QUAL A ORIGEM DA PALAVRA SENO?

A palavra seno é fruto de um antigo erro de tradução. Para os árabes, o que hoje conhecemos por seno era jiba,
cujo significado é meia corda.
Mas os árabes costumavam escrever apenas as consoantes de uma palavra, deixando que o leitor acrescentasse
as vogais. Assim, por exemplo, o símbolo jb podia ser lido como jiba ou jaib.
Quando os europeus traduziram os trabalhos árabes, por volta de 1150, no lugar de jiba (meia corda) escreveram
jaib, que significa baía ou enseada.
Em latim, enseada é sinus, que originou a palavra seno.
Fonte: Matemática e Vida - Autores: Bongiovanni/ Vissoto/ Laureano - Editora Ática

1 Sendo cosx=12/13 (x ∈ 2º Q), calcule sen x:


001 2 Determine m ≠ 0, tal que sec x = m-1 e tgx= m .
002

Resolução: sec2 x = 1 + tg2 x


sen x + cos x =1
2 2
m2 -2m + 1 = I + m
m2 -3m = 0
sen2 x + (12/13)2 =1
m1 = 0
sen x + 144/169 =1 m2 = 3
2

sen2 x = 1- 144/169
m =3
169-144
sen x =
2

169
5
sen x =
2

13
como x ∈ 2º Q, então sen x = 5/13
3
Relações Trigonométricas

Matemática
3 Determine m para que as igualdades cossec x=2 - m e
003 cossec2 x= 1 + cotg2 x
cotg x= 1-m sejam verdadeiras. 4 - 4m + m2 = 1 + 1 - m
m2 - 3m + 2 = 0
1-m≥0⇒ m≤1 m1 = 1
m2 = 2

como m ≤ 1, então m = 1

1 Sendo sen x= 24/25 (x ∈ 2º Q), a cotg x é:


001 6 A expressão y=1+ tg x . cotg x é equivalente a:
006

a) 7/24 b) -7/24 c) 24/7 a) 2


d) -24/7 e) -2 b) sen x
c) tg x
2 Sendo cos x= -12/13 (x ∈ 3º Q), a tg x é:
002 d) cos2 x
e) cotg2 x
a) 13/12 b) -12/5 c) -5/12
d) 12/5 e) 5/12 7 A expressão y=1-sen x cos x cotg x é equivalente a:
007

3 (FUVEST-SP) Se tg x = 3/4 (x ∈ 3º Q), o valor de cos


003 a) tg2 x
x - sen x é: b) cos2 x
c) sen2 x
a) 7/5 b) -7/5 c) -2/5 d) sec2 x
d) 1/5 e) -1/5 e) cossec2 x

4 Para que as igualdades sec x= m-3 e tg x= 2-m sejam


004 8 (U.F. UBERLÂNDIA) Sejam x, e ∈ R. Se
008
verdadeiras, m deve ser igual a: -4 1
y= + - sec x , então o valor
2

3 cos x . cossec x
2 2

a) 2 ou 3 de y é:
b) 3
c) 2 a) 7
d) 4 ou 5 3
e) 1 b) -1
3
0055 O valor de m para que as igualdades tg x = m + 3 e c) -4
cotg x=
1
sejam verdadeiras é: 3
7-m d) -7
a) 1 3
b) 2 e) -1
c) 3 3
d) 4
e) 5

2
1 (UFPI) Se sen x=2/3 e x é um arco do 1º
001 2 (UFES) Sabendo que
002 e que x está no 2º
3
quadrante, então cos x é igual a:
quadrante, então o valor de tg x é:
a) 1/3
a) - 6
b) 5/9
b) - 2
c) 5/3
c) 3
d) 5/3
d) 2 3
e) nda.
4
Relações Trigonométricas
Matemática

3 (UFSC) Se cossec x = 5/4, x que pertence ao 1º


003 6 (FEEO-CE) Se
006

, então sen
quadrante, então o valor da expressão 25 . sen2 x - 9 . 2
tg2 x é: x vale:

a) 0 a) 2 2/3 b) -2 2/3 c) 3 2/2


b) 1 d) - 2/2 e) nda
c) -1
d) 2
e) nda 7 (FGV-SP) Sabe-se que sen a= 25/24 .Então, o valor de
007
1 - cos a com 3π
é:
4 (UGF-RJ) Determine a, de forma que se tenha
004 1 + cos a 2
simultaneamente sen x=1/a e cos x= a+1/a:
a) 3/4 b) 4/3 c) 3/5
5 (PUC-RS) Se tg a=1/2 e a ∈ [0, π/2[, então cos a é
005 d) 5/4 e) 1/2
igual a:
4
a) 3/2 b) 6/2 c) 6/3 8 (UFMS) Dado cos x=
008 e , calcular o valor
π
5 2
d) 2 5/5 e) 5/2
sec x - cossec x
de 1 - cotg x

(FGV-SP) A expressão é igual a:


sen x +
3 3
- cos x
sen x + cos x

a) 1
b) sen x+cos x
c) 1-sen x cos x
d) 2
e) 2/sen x

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5
Funções Trigonométricas
Funções Trigonométricas

Matemática
Nesta aula, vamos efetuar operações com arcos e estudar as funções trigonométricas.

OPERAÇÕES COM ARCOS DADO COS X


sen (a + b) ≠ sen a + sen b Conhecendo-se cos x, calcular as linhas
x
Exemplo: trigonométricas do arco .
2
Cos
x
sen (30º + 60º) ≠ sen 30º + sen 60º 2
sen 90º = 1
x 1 + cos x
1+√3
sen 30º + sen 60º = 2 2
2 2
Então, para se calcular os valores das linhas Sen x
2
trigonométricas dos arcos (a+ b) e (a -b), procede-se da
seguinte forma:
x 1 - cos x

FÓRMULAS DE ADIÇÃO
2 2

x
sen (a + b) = sen a cos b + sen b cos a x 2
2 x
cos (a + b) = cos a cos b - sen a sen b 2

tg (a + b) = tg a - tg b
tg a + tg b
1 - tg
1 a .atg. tg
- tg b b x 1 - cos x
2 1 + cos x

FÓRMULAS DE SUBTRAÇÃO
FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
sen (a - b) = sen a cos b -sen b cos a

cos (a - b) = cos a cos b + sen a sen b FUNÇÃO SENO


tg a - tg b Seja AM um arco qualquer de circunferência
1 + tg a . tg b trigonométrica.

ARCO METADE
As fórmulas do arco metade relacionam linhas
trigonométricas de um arco x com linhas trigonométricas
de um arco x .
2
sen AM = OM 1

ou

sen x = OM1

1
Funções Trigonométricas
Matemática

Chama-se função seno à função que associa a cada FUNÇÃO COSSENO


número real x (arco) o número OM1=sen x.

GRÁFICO (SENÓIDE)

Valores do seno nas extremidades notáveis

sen 0º = 0 sen 0º = 0
sen 90º = 1 sen π/2 = 1
sen 180º = 0 sen π = 0
cos x = OM 2
sen 270º = -1 sen 3π/2 = -1
sen 360º = 0 sen 2π = 0
Chama-se função cosseno a função que associa a
cada número real x (arco) o número OM2 = cos x.

GRÁFICO (COSSENÓIDE)

Valores do cosseno nas extremidades notáveis.

cos 0º = 1 cos 0º = I

cos 90º = 0 cos π/2 = 0

Observa-se, no gráfico, que a função repete os seus valores. cos 180º = -1 cos π = -1

sen π/2 = sen 5π/2 = 1 1 cos 270º = 0 cos 3π/2= 0

sen 0º = sen 2π = 0 2 cos 360º = 1 cos 2π = 1

A função que repete seus valores é chamada de periódica.

Note que no exemplo: 1

π/2+ 2π = 5π/2

Assim, a cada 2π na função repete os seus valores.

O período da função seno é 2π rad ou 360º

IMAGEM cos π/2 = cos 5π/2 = 0


cos 0º = cos 2π = 1
-1 ≤ sen x ≤ 1
Período = 2π rad ou 360º

DOMÍNIO IMAGEM
É o conjunto dos arcos para as quais existe a função -1 ≤ cos x ≤ 1
seno.

D=R

2
Funções Trigonométricas

Matemática
DOMÍNIO

Conjunto dos arcos para os quais existe cosseno.

D=R

FUNÇÃO TANGENTE

tg 0º = tg 180º = 0

Período = π rad ou 180º

tg x = AT IMAGEM
Im = R

Observação DOMÍNIO
Nas extremidades π/2 e 3π/2 não existe
tangente, logo: É o conjunto dos arcos para o qual existe a função
tangente.
x ≠ π/2 + Kπ (K ∈ Z)

Chama-se função tangente à função que associa a


cada número real x (arco) o número AT = tg x.

GRÁFICO (TANGENTÓIDE)

tg 0º= 0 tg 180º = 0
tg 90º→ tg 270º→
tg (90º - ε) = ∞ tg (270º - ε) = ∞ Arco (x) ≠ 90º + 180k
tg (90º + ε) = -∞ tg (270º + ε) = -∞
ou

Arco (x) ≠ π/2 + kπ

3
Funções Trigonométricas
Matemática

ERATÓSTENES E O PERÍMETRO DA TERRA

Eratóstenes determinou o perímetro e o raio da Terra

Como Eratóstenes mediu a terra?


Era astrônomo e mestre em Alexandria. Estudando o trajeto das caravanas de camelos, percebeu que a
cidade de Syena (hoje Assuão) ficava sobre o meridiano de Alexandria, 800Km ao sul (as unidades usadas não eram
as atuais).
De Syena chegavam intrigantes relatos de que o Sol surgia no fundo de um célebre poço, no primeiro dia de
Verão.
Eratóstenes compreendeu que Syena ficava sobre o Trópico de Câncer onde o Sol incide verticalmente no
solstício de Verão.
A idéia genial de Eratóstenes foi medir o ângulo dos raios solares com um alto obelisco de Alexandria, à
mesma hora do mesmo dia em que o Sol "aparecia" no fundo do poço de Syena, aproximadamente 7º.

001
1 Calcule sen 75º. 003
3 Se cossec x = 3/2 (x ε1º Q), calcule sen x/2.
sen (30º + 45º) = sen 30º cos 45º + sen 45º x 1 - cos x
1 2 2 3 2 2
cos 30º sen 75º =
2 2 2 3 cálculo de cos x
1 2
sen x = ; sen x =
2+ 6 cossec x 3
sen 75º = Usando sen2 x+cos2 x = 1, temos que
4

002
2 Calcule tg 15º = tg (45º - 30º) cos x =
5
3

x 1- 5
3
2
2

x 3- 5
2 6

4
Funções Trigonométricas

Matemática
001
1 Calcule sen 15º. 006
6 Sendo tg x=5/12 (x ∈ 3º Q), calcule sen x/2.

002
2 Calcule cos 15º. 007
7 Sendo cossec x=25/24 (x ∈ 2º Q), calcule tg x/2.

003
3 Calcule cos 75º. 008
8 Sendo sen a=5/13 (a ∈ 2º Q), cos b=4/5 (x ∈ 4º Q)
calcule sen (a + b).
004
4 Calcule tg 75º.

005
5 Sendo sen x=-3/5 (x ∈ 4º Q), calcule cos x/2.

001
1 (PUC-SP) Sendo 75º=45º+30º, o valor de sen 75º 004
4 (UFAL) Se cos 2x=1/2 e 3π/2<x<2π, qual é o valor
é: de sen x?

a) -1 b) -1/2 c) -1/4
a) 3
d) 1/4 e) 1/2
4
3+1
b)
2 005
5 (PUC-RJ) Se tg 3x=4, então tg 6x é igual a:
2
c) a) 8
3
b) -8/15
d)
1 c) 3/4
4 d) -3/4
6- 2 e) 5/8
e)
4
006
6 (UF-PI) Se α é a medida de um arco do 1º quadrante
002
2 (UFOP-MG) Assinale a sentença falsa: α 1
trigonométrico , então o valor do sen x é:
2 3
a) cotg2x = cossec2x - 1 2 2 4 2 2
b) tg x = sen x.sec x; x ≠ kπ + π/2 e k ≠ Z a) b) c)
9 9 3
c) sec2 x = tg2 x+1
d) sen 2x = 2.sen x.cos x d) 1 e) 3
e) cos 2x = sen2 x - cos2 x 3 9

003
3 (UNIFOR-CE) Lembrando que cos 75º = cos 07 (UF-AL) Se x e y são tais que 0 ≤ x ≤ π/2 e 0 ≤ y ≤ π/2, sen
(45º+30º), o valor de cos 2985º é igual a: y=3/5 e cos x=3/4, então cos (x-y) é igual a:

9-9 7
a) 2- 6 a) b) 9+ 7 c) 3(4+ 7 )
4 20 10 4

b) 6+ 2 d) 3(4- 7 ) e) 3(4+ 7 )
4 20 10
6- 2 (UNIFOR-CE) Dado cos 37º= 0,8, conclui-se que cos
c) 08
4 74º é:

d) 6+ 2
a) 0,30
2
b) 0,28
e) 6- 2 c) 0,26
2 d) 0,25
e) 0,22

5
Funções Trigonométricas
Matemática

(CEFET-PR) No intervalo [0, 6π], a equação trigonométrica cos 2x+2.sen2x+2=0:

a) possui três raízes reais e distintas;


b) possui duas raízes;
c) possui uma infinidade de raízes;
d) não possui raízes;
e) possui uma única raiz.

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6
Poliedros
Poliedros Convexos Convexos

Matemática
Esta aula tem por objetivo relacionar os elementos dos poliedros convexos, através do teorema de Euler.

POLIEDROS CONVEXOS POLIEDROS DE PLATÃO

Poliedro de Platão é todo poliedro convexo


DEFINIÇÃO E ELEMENTOS que tem as faces com o mesmo número de arestas, em
cada vértice concorre o mesmo número de arestas e satisfaz
Consideremos n (n ≥ 4) polígonos convexos, tais a relação de Euler.
que dois deles não estão num mesmo plano, o plano que
contém um polígono separa os outros num mesmo semi- Existem 5 classes de poliedros de Platão. Veja:
espaço e cada lado de um polígono é comum a dois
polígonos.
A intersecção dos semi-espaços formados por planos
que contêm cada polígono é a figura chamada poliedro
convexo.
Os vértices do poliedro convexo são os vértices
dos polígonos.
As arestas do poliedro convexo são os lados dos
polígonos.
As faces do poliedro convexo são os polígonos.

O p é o número de arestas que concorre num vértice.


Um poliedro convexo é regular se todas as faces são
polígonos regulares e congruentes e todos os ângulos
poliédricos são congruentes.
Todos os poliedros regulares são poliedros de
Platão.
TEOREMA DE EULER

Em todo poliedro convexo, a soma do número de


vértices com o número de faces é igual ao número de
arestas aumentado de duas unidades.

V+F=A+2

V é o número de vértices do poliedro.


F é o número de faces do poliedro.
A é o número de arestas do poliedro.

TEOREMA DA SOMA DOS ÂNGULOS

A soma das medidas dos ângulos das faces de um


poliedro convexo é igual a S= 360º .(V - 2), onde V é o
número de vértices.

S=360º.(V-2)

1
Poliedros Convexos
Matemática

Observe cada poliedro e sua planificação: DODECAEDRO REGULAR

TETRAEDRO REGULAR

4 faces triangulares
4 vértices
6 arestas
12 faces pentagonais
20 vértices
HEXAEDRO REGULAR 30 arestas
6 faces quadrangulares
8 vértices ICOSAEDRO REGULAR
12 arestas

OCTAEDRO REGULAR
8 faces triangulares 20 faces triangulares
6 vértices 12 vértices
12 arestas 30 arestas

LEONHARD EULER

Euler nasceu em Basel, Suíça. Seu pai, um pastor, queria que o fiIho seguisse os passos dele e o enviou para a
Universidade de Basel para prepará-Io para o ministério, mas geometria se tornou logo o assunto favorito dele. Pela
intercessão de Bernoulli, Euler obteve o consentimento de seu pai para mudar para a matemática. Depois de não
conseguir uma posição de físico em Basel em 1726, ele se uniu a St. Academia de Ciência de Petersburg em 1727.
Quando foram retidos capitais da academia, ele serviu como médico-tenente na marinha russa de 1727 a 1730.
Tornou-se professor de Física na academia em 1730 e professor de Matemática em 1733, quando se casou e deixou
a casa de Bernoulli. A sua reputação cresceu depois da publicação de muitos artigos e de seu livro Mechanica (1736-
37), que apresentou extensivamente pela primeira vez a dinâmica Newtoniana na forma de análise matemática.
Em 1741, Euler se juntou à Academia de Ciência de Berlim, onde ele permaneceu durante 25 anos. Em 1744
tornou-se o diretor da seção de matemática da academia. Durante sua permanência em Berlim, ele escreveu mais de
200 artigos, três livros em análise matemática e uma popularização científica, Cartas para Princesa de Alemanha (3
vols., 1768-72). Em 1755, foi eleito um membro estrangeiro da Academia de Ciência de Paris; durante sua carreira,
recebeu 12 desses prêmios bienais prestigiosos.

2
Poliedros Convexos

Matemática
001
1 Qual é o número de vértices do poliedro que tem 12 003
3 Qual é o perímetro de um dodecaedro regular de 30cm
arestas e 6 faces? de aresta?

Resolução: Resolução:
F+V=A+2 O dodecaedro tem 30 arestas
6+V=12+2 perímetro=soma de todos os lados
6+V=14 ⇒ V=8 2p=30xa=30x30

2p=900cm
002
2 O número de arestas de um poliedro é o dobro do
número de faces. Sendo 10 o número de vértices, calcule o
número de arestas.

Resolução:
A=2F F= A
2

F + V = A +2
A
+ 10 = A + 2
2
F+3=2A+4 A=16

001
1 O número de arestas de um poliedro é igual a 18 e o 004
4 Num poliedro convexo, o número de arestas é igual ao
número de faces é 8, então, o número de vértices é: número de faces mais cinco. Qual é o número de vértices
do poliedro?
a) 4
b) 6 005
5 A soma das medidas dos ângulos das faces de um poliedro
c) 8 convexo é de 1800º. Qual é o número de vértices do
d) 10 poliedro?
e) 12
006
6 Um poliedro convexo tem 4 faces triangulares. Calcule a
002
2 O número de arestas de um poliedro é o triplo do soma das medidas dos ângulos das faces do poliedro.
número de faces. Sendo 12 o número de vértices, o
número de arestas é: 007
7 Calcule a soma das medidas dos ângulos internos das
faces do poliedro convexo que tem 3 faces
a) 15 quadrangulares e 2 faces hexagonais.
b) 12
c) 10
d) 8
e) 6

003
3 O perímetro de um icosaedro regular de 4cm de arestas,
em centímetros, é:

a) 80
b) 90
c) 100
d) 120
e) 180

3
Poliedros Convexos
Matemática

001
1 (PUC-PR) Quantas arestas tem um poliedro convexo 005
5 (UFPA) Num poliedro convexo, o número de faces é 6
3 e o número de vértices é 8. Então, o número de arestas
de faces triangulares em que o número de vértices é é:
5
do número de faces?
a) 8
b) 11
a) 60 c) 12
b) 30 d) 13
c) 25 e) 14
d) 20
e) 15 006
6 (UNIRIO-RJ) Um geólogo encontrou numa de suas
explorações um cristal de rocha no formato de um
002
2 (CESGRANRIO-RJ) Considere o poliedro regular de poliedro, que satisfaz a relação de Euler, de 60 faces
faces triangulares que não possui diagonais. A soma dos triangulares. O número de vértices desse cristal é igual a:
ângulos das faces desse poliedro vale, em graus:
a) 35
a) 180 b) 34
b) 360 c) 33
c) 540 d) 32
d) 720 e) 31
e) 900
007
7 (CESESP-PE) Considere os seguintes poliedros regulares:
003
3 (PUC-SP) O número de vértices de um poliedro
convexo que possui 12 faces triangulares é: A1: tetraedo
A2: dodecaedro
a) 4 A3: icosaedro
b) 12
c) 10 Assinale, entre as seguintes alternativas, a falsa.
d) 6
e) 8 a) o poliedro A1 tem as faces triangulares
b) o poliedro A2 tem 12 faces
004
4 (ITA-SP) Se um poliedro convexo possui 20 faces e 12 c) o poliedro A3 tem faces triangulares
vértices, então o número de arestas desse poliedro é: d) o poliedro A2 tem as faces em forma de dodecaedro
e) o poliedro A3 tem 20 faces
a) 12
b) 18
c) 28
d) 30
e) 32

(UNICAMP-SP) Dado um cubo de aresta l , qual é o volume do octaedro cujos vértices são os centros das
faces do cubo?

4
Prismas
Prismas

Matemática
Nesta aula vamos desenvolver o estudo dos prismas, destacando os prismas regulares.

ELEMENTOS PRISMA REGULAR


Prisma reto é todo prisma cujas arestas laterais são
perpendiculares às bases.
Prisma regular é um prisma reto, cujas bases são
polígonos regulares.
Num prisma regular:
A altura e as arestas laterais são congruentes.
As faces laterais são retângulos.

Bases são os polígonos Se S’.

Arestas laterais são os segmentos AA , BB, ...

Arestas das bases são os lados dos polígonos S e


S’: AB, AB, ...

Altura é a distância h entre os planos que contêm as


bases. PARALELEPÍPEDO
Faces laterais são os paralelogramos AA’B’B, ... Paralelepípedo é um prisma cujas bases e faces
são paralelogramos.
SECÇÃO TRANSVERSAL Paralelepípedo retângulo ou ortoedro:
É um prisma reto cujas bases são retângulos.
Secção transversal de um prisma é o polígono Cubo:
obtido pela intersecção de um plano paralelo às bases com O cubo é o paralelepípedo retângulo de arestas e
o prisma. medidas iguais.
A secção transversal é um polígono congruente com As suas 6 faces são quadrados congruentes.
as duas bases.
Exemplos:

Secção transversal

SUPERFÍCIES DIAGONAL
SUPERFÍCIE LATERAL A medida da diagonal de um paralelepípedo
retângulo de arestas medindo a, b e c é:
É a reunião das faces laterais. A área da superficie
lateral será simbolizada por Al. ∆ BAD ⇒ d’2 = a2 + b2
∆ HDB ⇒ d2 = d’2 + c2
SUPERFÍCIE TOTAL
Substituindo-se vem:
É a reunião das faces laterais com as duas bases. d 2 = a2 + b 2 + c 2
A área da superfície total será simbolizada por At.
d= a2+b2+c2
1
Prismas
Matemática

No cubo temos: VOLUME


d= a2 +a2 +a2= 3a2 ⇒d=a 3 A medida do volume de um prisma é o produto da
medida da área da base pela medida da altura.

V=B . h

No paralelepípedo retângulo, temos:

ÁREA TOTAL
A área total de um paralelepípedo retângulo cujas V=B.h
arestas medem a, b e c é: V = a. b . c
No cubo, temos:

V=a3

ÁREAS E VOLUME DE
PRISMAS REGULARES
ÁREA LATERAL (A)
At=2ab+2ac+2bc=2(ab+ac+bc)
Al=2pB.H
A área total do cubo de aresta a é:
2pB= perímetro da base
H= altura do prisma

ÁREA TOTAL (AT)

At=2AB+Al

AB=ÁREA DA BASE

VOLUME
São quadrados de área a2:
V=AB.H
At=6a2

O estudo de áreas e volumes nos ajuda a explicar algumas situações do dia-a-dia como, por exemplo, por que
um bebê sente mais frio que um adulto. Para entender esse fato, pense em dois cubos de ferro maciço, um de aresta
3cm e o outro de aresta 6cm, ambos a uma mesma temperatura de 36º C.

2
Prismas

Matemática
Colocando-os em um ambiente de temperatura mais baixa, o cubo menor perderá calor mais rapidamente
que o maior. Na linguagem do cotidiano, dizemos que o menor se esfriará mais rapidamente que o maior. Isso
6.3
ocorre porque a razão da área total para o volume do cubo pequeno, 3 = 2 , é maior que a razão correspondente
2

3
6.62
no cubo grande, = 1, ou seja, a superfície em contato com o ambiente é relativamente maior no cubo
63
pequeno. O mesmo acontece com um bebê e um adulto. A razão da área para o volume do corpo de um bebê é
maior que a razão correspondente em um adulto; por isso, a criança tem maior dificuldade em manter o calor de
seu corpo e, portanto, sente mais frio.

Fonte: Matemática Volume Único - Autor: Manoel Paiva - Editora: Moderna

1 Calcule a área total de um cubo de arestas medindo


001 3 Calcule a área total de um prisma hexagonal
003
5cm. regular cuja aresta da base mede 4cm e a
altura mede 3cm.
Resolução:
At=6a2 Resolução:
a=5cm
At=6x52=6x25

At= 150cm2

2 Calcule a medida da diagonal de um cubo cuja aresta


002
mede 2cm. At=2AB+AL

AB= 6.l 3
2

AB= 6.4 3
2

b 4
AB=29 3 cm2
Resolução: AL=2pb.H
db=a 2 AB=6.4.3
db=2 2cm AL= 72 cm2
D2=db2+a2 AT= 2AB+AL
D2=(2 2)2+22
D2=8+4 AT=(29 3+72) cm2
D2=12 D=2 3cm

1 Calcule a área total de um cubo de arestas medindo


001 4 Uma fábrica embala 8 latas de palmito em caixas de
004
4cm. papelão cúbicas de 20 cm de lado. Para que possam ser
melhor transportadas, essas caixas são colocadas, da
2 Calcule a medida da diagonal de um cubo de arestas
002 melhor maneira possível, em caixotes de madeira de 80
medindo 6cm. cm de largura por 120 cm de comprimento por 60 cm
de altura. O número de latas de palmito em cada caixote
3 Calcule a área total de um prisma hexagonalregular de
003 é:
aresta da base igual a 6cm e altura medindo 10cm.
a) 576 b) 4608
c) 2304 d) 720
e) 144

3
Prismas
Matemática

5 Um tanque de uso industrial tem a forma de um prisma,


005 7 As medidas internas de uma caixa-d’água em forma de
007
cuja base é um trapézio isósceles. Na figura a seguir, são paralelepípedo retângulo são 1,2m, 1 m e 0,7m. Sua
dadas as dimensões do prisma em metros. O volume capacidade é de:
desse tanque em metros cúbicos é:
a) 8400 litros
b) 84 litros
c) 840 litros
d) 8,4 litros
e) n.d.a.

(1m3 = 1000 litros)

8 As dimensões de uma piscina olímpica são : 50m de


007
comprimento, 25m de largura e 3m de profundidade. O
a) 50 seu volume, em litros, é:
b) 60
c) 80 a) 3750
d) 100 b) 37 500
e) 120 c) 375 000
d) 3 750 000
6 Dois blocos de alumínio, em forma de cubo, com arestas
006 e) 37 500 000
medindo 10 cm e 6 cm, são levados juntos à fusão e,
em seguida, o alumínio é moldado como um
paralelepípedo reto-retângulo de arestas 8 cm, 8 cm e x
cm. O valor de x é:

a) 16
b) 17
c) 18
d) 19
e) 20

1 (UFOP-MG) A área total de um cubo cuja diagonal mede


001 3 (PUC-RS) Na base de um prisma triangular regular com
003
5 3 cm é: altura de 8cm está inscrito um círculo de raio 2 3 cm. O
volume desse prisma, em centímetros cúbicos, é igual a:
a) 140cm2
b) 150cm2 a) 36 3
c) 120 2cm2 b) 72 3
d) 100 3cm2 c) 144 3
e) 450cm2 d) 288 3
e) 576 6
2 (ITA-SP) Dado um prisma hexagonal regular, sabe-se
002
que sua altura mede 3 cm e que sua área lateral é o 4 (UF-ES) Uma formiga mora na superfície de um cubo de
004
dobro da área de sua base. O volume desse prisma, em aresta a. O menor caminho que ela deve seguir para ir de
cm3, é: um vértice ao vértice oposto tem comprimento:

a) 27 3 a) a 2
b) 13 2 b) a 3
c) 12 c) 3 a
d) 54 3 d) (1+ 2)a
e) 17 5 e) a 5

4
Prismas

Matemática
5 (UECE) Um prisma reto tem por base um losango cujas
005 7 (UNIFOR-CE) Um paralelepípedo retângulo é tal que a
007
diagonais medem 8 cm e 4 cm, respectivamente. Se a maior aresta mede o quádruplo da outra e esta, por sua
altura do prisma é de 6 cm, então o volume desse prisma, vez, mede o dobro da menor aresta. Se a área total
em centímetros cúbicos, é: desse paralelepípedo é 52 cm2, o seu volume é:

a) 72 a) 8 cm3
b) 86 b) 12 cm3
c) 92 c) 16 cm3
d) 96 d) 20 cm3
e) 22 cm3
6 (FMJ-SP) A base de um prisma reto e um triângulo
006
eqüilátero cujo lado mede 6 cm. Se a área lateral desse
prisma é 144 cm2 o seu volume é:

a) 24 3 cm3
b) 48 3 cm3
c) 72 3 cm3
d) 96 3 cm3
e) 112 3 cm3

(FEI-SP) As medidas das arestas de um paralepípedo retângulo são proporcionais a 2, 3 e 4. Se sua


diagonal mede 2 29 cm, seu volume em cm 3, é:

a) 24
b) 24 29
c) 116
d) 164
e) 192

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5
Pirâmides Pirâmides
Matemática

A pirâmide de Quéops é conhecida como a Grande Pirâmide do Egito. Sua base tem aproximadamennte 230m de
aresta e sua altura é de 147m.
Com os conhecimentos desta aula, é possível calcular as áreas lateral, total e o volume da pirâmide de Quéops.

DEFINIÇÃO SUPERFÍCIE TOTAL

Seja o plano α, o polígono convexo S e o ponto V É a reunião das faces laterais com a base. A área dessa
fora do plano α. Pirâmide é a reunião de todos os superfície será simbolizada por At.
segmentos com um extremo em V e outro extremo em S. Observe a planificação desta pirâmide.

ELEMENTOS

Base é o polígono S.
Vértice é o ponto V.
Arestas laterais são os segmentos VA, VB, ...
Arestas de base são os lados do polígono S, no
caso AB, BC, ...
Altura é a distância h do vértice ao plano que contém
a base da pirâmide.
Faces laterais são os triângulos VAB, VBC, ...
A área total é At = Al + Ab.

Observação:

Por abuso de linguagem, quando for citada área


será área de uma superfície.

CLASSIFICAÇÃO
QUANTO AO POLÍGONO DA BASE
SUPERFÍCIES
A pirâmide é triangular quando sua base é um triângulo.
SUPERFÍCIE LATERAL A pirâmide é quadrangular quando sua base é um
quadrado.
É a reunião das faces laterais. A área dessa Superfície A classificação depende do polígono da base.
será simbolizada por Al.

1
Pirâmides

Matemática
PIRÂMIDE REGULAR FÓRMULAS DAS PIRÂMIDES
REGULARES
Uma pirâmide é regular quando sua base é um
polígono regular e a projeção ortogonal do vértice sobre a ÁREA DA BASE (AB)
base com o centro dessa base.
• As arestas laterais são congruentes. É a área do polígono formador.
• As faces laterais são triângulos isósceles
congruentes. ÁREA LATERAL (AL)
• Apótema da pirâmide é o segmento com
extremos no vértice com o ponto médio de um lado da É a soma das áreas das faces laterais.
base. Representa-se por ap.
• Raio da base é o raio do círculo circunscrito à AL=pB.ap
base. Representa-se por R.
• Apótema da base é o apótema do polígono da pB= metade do perímetro da base
base. Representa-se por r.
ÁREA TOTAL (AT)

AT=AL+AB

VOLUME

Dado um prisma de base B e altura h, demonstra-se


que é possível decompor o prisma em 3 pirâmides de
volumes iguais.

Veja as relações métricas destes elementos da


pirâmide dada:

a) no triângulo retângulo VOA: a2l=h2+R2

b) no triângulo retângulo VOM: a2p=h2+a2 A medida do volume de uma pirâmide é a terça parte
do produto da área da superfície da base pela medida da
c) no triângulo retângulo VMB: a2l=a2p+ l 2 altura.
2

SECÇÃO TRANSVERSAL
Seja uma pirâmide V, cuja altura é H e a área da base é
S2.
Considere uma secção transversal paralela à base,
formando uma pirâmide menor de altura h e área de base
S1.
Os polígonos S1 e S2 são semelhantes, e suas áreas
estão relacionadas com suas alturas, através da relação:

S1 h
2

= 2
S2 H
B.h
V=
3

2
Pirâmides
Matemática

A pirâmide de Quéops, ao ser terminada, media 148m e


233m na aresta da base. Atualmente ela tem cerca de 136m de
altura e a aresta da base mede 230m.
De quanto diminuiu o seu volume?

1
Antes: V 1= . (233)2.146 V1=
3
1
Hoje: V 2= . (230)2.136 V2=
3
Valores aproximados: V2 - V1=

1 Calcular o volume da pirâmide quadrangular regular.


001 3 Calcular a área da superfície lateral de uma pirâmide
003
quadrangular regular, sabendo-se que o apótema da
pirâmide mede 10cm e a aresta da base mede 4cm.

Resolução:
A base:

Resolução:
l AL=pB.ap
a= AB=l2
l=2a
2
AB=62=36cm2 p B =2l ∴ pB=2.4 pB=8cm

l=2.3

A .H
V= B Al=pB.ap
3
l=6cm
36x5 Al=8x10 AL=80cm2
V=
3

V=60cm3

2 Calcular a altura de uma pirâmide quadrangular regular


002
com apótema da base igual a 4cm e apótema da pirâmide
medindo 5cm.

Resolução:
Pitágoras
25=16+h2
h2=9
h=3cm

1 Calcular o volume de uma pirâmide quadrangular regular,


001 2 Calcular a altura de uma pirâmide quadrangular regular
002
sabendo-se que o apótema da base mede 8cm e a altura com apótema da base igual a 5cm e apótema da pirâmide
mede 6cm. medindo 13cm.

3
Pirâmides

Matemática
3 Calcular a área da superfície lateral de uma pirâmide
003 6 Uma barraca de praia tem o formato de um pirâmide
006
quadrangular regular, sabendo-se que o apótema mede hexagonal regular. A base tem aresta igual a 3m, e a altura
25cm e a aresta da base mede 10cm. da pirâmide (barraca) mede 3m. Qual o volume de ar
nessa barraca?
4 A pirâmide de Quéops é conhecida como a Grande
004
Pirâmide do Egito. Sua base tem 230m de aresta e sua 7 Uma peça maciça de cristal tem o formato de um
007
altura mede 147m. Calcular o volume da pirâmide. tetraedro regular. A soma de todas as arestas da peça
mede 60cm, calcule o volume de cristal utilizado para a
5 Um enfeite de concreto tem a forma de uma pirâmide
005 produção da peça.
quadrada. Sua base tem 15cm de aresta e sua altura é
20cm. Supondo que o enfeite é maciço, qual o volume
de concreto usado para fazer o enfeite?

1 (UEL-PR) O número de vértices, arestas e faces de uma


001 17
pirâmide cuja base é um octógono é, respectivamente: a) h= a b) h= 5 a
2
a) 9, 16 e 9 c) h=
22
a d) h= 6 a
b) 9, 16 e 12 2
c) 10, 13 e 10 5
d) 10, 14 e 15 e) h= a
2
e) 12, 16 e 12
5 (UNIFOR-CE) A aresta da base de uma pirâmide regular
005
2 (UFMG) A área total de uma pirâmide regular, de altura
002 hexagonal mede 4cm. Qual é o volume dessa pirâmide,
30mm e base quadrada de lado 80mm mede, em mm2: se sua altura mede 6 3 cm2 ?

a) 44 000 a) 432cm3 b) 392cm3 c) 286cm3


b) 56 000 d) 144cm3 e) 132cm3
c) 60 000
d) 65 000 6 (UF-SE) Uma pirâmide regular de base quadrada é tal
006
e) 14 400 que o apótema da base mede 7 cm. Se o apótema da
pirâmide mede 25 cm, o seu volume, em centímetros
3 (ITA-SP) A área lateral de uma pirâmide quadrangular
003 cúbicos, é:
regular de altura 4m e de área da base 64m2 vale:
a) 586 b) 768 c) 864
a) 128m2 d) 1472 e) 1568
b) 64 2m2
c) 135m2 7 (UF-RN) A altura de uma pirâmide regular de base
007
d) 60 2m2 quadrada é o triplo do lado da base. Se o volume dessa
e) 32( 2+1)m2 pirâmide é 27 cm3, o lado da base mede:

4 (UFRS) Considere uma pirâmide regular de base


004 a) 27 cm b) 9 cm c) 3 3 cm
quadrada, construída a partir do padrão plano abaixo. d) 3 cm e) 1 cm

8 (UCSAL-BA) Uma pirâmide tem por base um hexágono


008
regular de lado 3 cm. Se sua altura é de 10 cm, seu
volume, em centímetros cúbicos, é:

a) 27 3 b) 45 3 c) 45 3
2 2
Se a altura da pirâmide é o dobro do lado da base, o valor d) 135 3 e) 270 3
de h no padrão é:

4
Pirâmides
Matemática

(PUC-SP) O imperador de uma antiga civilização mandou construir uma pirâmide que seria usada como seu túmulo. As
características dessa pirâmide são:

1ª) sua base é um quadrado com 100 m de lado;


2ª) sua altura é de 100 m.

Para construir cada parte da pirâmide equivalente a 1000 m3, os escravos, utilizados como mão-de-obra, gastavam, em
média, 54 dias. Mantida essa média, o tempo necessário para a construção da pirâmide, medido em anos de 360 dias,
foi de:

a) 40 anos;
b) 50 anos;
c) 60 anos;
d) 90 anos;
e) 150 anos.

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5
Cilindros
Cilindros

Matemática
Nesta aula, vamos desenvolver estudos sobre o corpo
redondo chamado cilindro.
Como efeito prático, vamos considerar o cilindro um Prisma Cilindro
prisma de bases circulares.

ELEMENTOS DOS CILINDROS SUPERFÍCIE TOTAL

• Bases são os círculos de centros O e O’ e raio r. É a reunião da superfície lateral com as superfícies
• Geriatrizes são os segmentos com extremos dos círculos das bases. A área dessa superfície será
nas circunferências de cada base e paralelos a OO’. simbolizada por At.
• Eixo é a reta que contém os centros O e O’.
• Altura é a distância h entre os planos determinados ÁREAS
pelas duas bases.
ÁREA LATERAL

Seja um cilindro circular reto de raio r e altura h.


A superfície lateral desenvolvida num plano é um
retângulo.

Base: 2πr

CLASSIFICAÇÃO Altura: h

CILINDRO CIRCULAR OBLÍQUO Al=2πrh

É o cilindro cujas geratrizes são oblíquas às duas bases.

CILINDRO CIRCULAR RETO ÁREA TOTAL


É o cilindro cujas geratrizes são perpendiculares às A área total é a soma da área lateral com a área das
duas bases. É também chamado cilindro de revolução. duas bases. Sendo igual a r o raio da base, a área de cada
base vale B = πr2. Logo:

At=2πrh+2πr2 ⇒ At=2πr (h+r)

SECÇÃO MERIDIANA
É a intersecção do cilindro com um plano que contém
o eixo do cilindro.
SUPERFÍCIES DO CILINDRO Num cilindro circular reto, a secção
meridiana resulta num retângulo.
SUPERFÍCIE TOTAL

É a reunião de todas as geratrizes. A área dessa


superfície será simbolizada por Al.

1
Cilindros
Matemática

CILINDRO EQÜILÁTERO VOLUME


É um cilindro circular reto cuja secção meridiana é Seja um cilindro e um prisma de bases equivalentes
um quadrado. de medida B e altura h.
O cilindro e o prisma têm a mesma medida de volume,
Note que h=g=2r V=Bh.
Para o caso do cilindro, temos:
Área lateral: Área da base: B=πr2
Al=2πr.(2r)
Al=4πr2 Altura: h

Área total: V=πr2h


At=2πr (2r+r)
At=6πr2 Cilindro eqüilátero: h=2r ⇒ V=2πr3

Introdução à escola pitagórica. Depois da escola jônica, fundada por Tales de Mileto (c. 624 - 546 a.C.), a
qual dera origem à filosofia grega, segue cronologicamente, pela ordem de antiguidade, a escola pitagórica, fundada
por Pitágoras de Samos (c. 570 - 496 a.C.).
A escola se diz pitagórica, no sentido de que foi fundada por Pitágoras, mas também se fez conhecida como
escola itálica, porque surgida na Itália.
A denominação escola itálica desde logo a localiza geograficamente e a diferencia claramente da escola
jônica. De outra parte, porém, não demorou a aparecer na própria Itália a escola eleática, ou de Elea.
Assim sendo, melhor se apresenta o nome escola pitagórica, até mesmo porque depois se difundiu para
todo o mundo helênico.
Dada a sua antiguidade, como vinda imediatamente após a escola jônica, integra-se o estudo da escola
pitagórica no contexto do tema - como pensavam os primeiros filósofos.
Imediatamente após aos pitagóricos, ainda no contexto de como pensavam os primeiros filósofos, cabe
examinar também a escola eleática, igualmente situada na Itália. Finalmente, não fogem a este contexto os primeiros
filósofos atomistas.
Numa introdução à escola pitagórica há a advertir sobre o que mais a diferenciou da escola jônica. Assim
fazendo, não somente distinguimos as duas escolas pela sua sucessão cronológica e pelo situamento geográfico,
mas também pelo seu significado interno.
O pitagorismo se destacou pelo seu racionalismo, em contraste com a moderação da escola jônica.

Pitágoras Tales

2
Cilindros

Matemática
001
1 Calcular a área lateral de um cilindro circular reto de raio 003
3 A base de um cilindro circular reto está circunscrita a um
da base igual a 2cm e altura 5cm. hexágono regular de perímetro igual a 12cm. Sabendo
que a sua altura mede o triplo do raio da base, calcule a
Resolução: área total do cilindro.
AL=2πrh
AL=2π x 2x5 Resolução:

AL=20π cm2

002
2 A área da superfície lateral de um cilindro circular reto é
24π m2. Se a altura do cilindro mede 3m, calcule o l=R
diâmetro da base do cilindro. 2π=12
6l=12 ∴ l= 2cm
Resolução: R = 2 cm
AL=2πrh
2πrh = 24π h=3R ∴ h=6cm
2π x R x 3 = 24π
R=4m AT=Al + 2B
diâmetro=2r 8m AT=2πrh + 2.πr2
AT=2π x 2 x 6 + 2π x 22

AT=24π + 8π

AT=32π cm2

001
1 Calcular a área lateral de um cilindro circular reto de raio 006
6 Um fabricante de doces vende seu produto em latas
da base igual a 5cm e altura igual a 10cm. cilíndricas ao preço de R$ 3,00 a lata. Ele deseja mudar
de embalagem, conforme as figuras, por quanto ele deverá
vender a nova lata?
002
2 A área da superfície lateral de um cilindro circular reto
mede 120π cm2. Se a altura do cilindro mede 10cm,
calcule o diâmetro da base do cilindro.

003
3 A área da base de um cilindro eqüilátero mede 36π m2.
Calcule o volume do cilindro.

004
4 Uma lata de óleo tem 8cm de diâmetro da base e 19cm
de altura. Quantos cm2 de material deve ser utilizado
para fabricar a lata de óleo?

005
5 Um bolo em forma de cilindro circular reto tem área total 007
7 (UNIFOR-CE) Fabrica-se uma embalagem de conserva
usando folha de flandres. A embalagem tem a forma de
igual a 720π cm2. Se a altura do bolo é igual a 3 do raio
5 um cilindro circular reto com altura de 10cm e raio da
da base, calcule o volume do bolo. base de 5cm. Qual é, aproximadamente, a área, em
centímetros quadrados, da folha de flandres usada em
cada embalagem? (Dado: π=3,14).

3
Cilindros
Matemática

001
1 (UFV-MG) Para se construir uma lata de base circular, 005
5 (UFPE) Um contêiner, na forma de um cilindro circular
sem tampa, com 20cm de diâmetro de base e 25cm de reto, tem altura igual a 3m e área total (área da superfície
altura, são gastos x cm2 de material. O valor de x é: lateral mais áreas da base e da tampa) igual a 20π m2.
Calcule, em metros, o raio da base deste contêiner.
a) 400π
b) 600π 006
6 (FAAP-SP) Um tanque de petróleo tem a forma de um
c) 300π cilindro circular reto, cujo volume é dado por V= πR2H.
d) 700π Sabendo que o raio da base e a altura medem 10 m,
e) 500π podemos afirmar que o volume exato desse cilindro
(em m3) é:
002
2 (UF-AM) Uma lata de cerveja tem a forma cilíndrica, com
6 cm de diâmetro e 12 cm de altura. Quantos ml de a) 1000π
cerveja cabem nessa lata? (1 cm3 = 1 ml). b) 100π
c) 1000π
a) 367,38 ml 3
b) 339,12 ml
d) 100π
c) 250,33 ml 3
d) 150,72 ml e) 200π
e) 108,57 ml
007
7 (UFPA) O reservatório “tubinho de tinta” de uma caneta
003
3 (UFGO) Para encher de água um reservatório que tem a esferográfica tem 4mm de diâmetro e 10 cm de
forma de um cilindro circular reto são necessárias 5 horas. comprimento. Se você gasta 5πmm3 de tinta por dia, a
Se o raio da base é 3m e a altura 10m, o reservatório tinta de sua esferográfica durará:
recebe água à razão de:
a) 20 dias
a) 18πm3 por hora b) 40 dias
b) 30πm3 por hora c) 50 dias
c) 6πm3 por hora d) 80 dias
d) 20πm3 por hora e) 100 dias
e) n.r.a.
008
8 (CEFET -PR) Seja um cilindro de revolução de raio da
004
4 (UFSC) Uma panela caseira tem a forma de um cilindro; base 4m e altura 8m. Conservando-se a altura e
sua altura é 15 cm e o diâmetro, 20 cm. Deve-se enchê- aumentando-se o raio da base, obtém-se um novo
Ia com cubos de gelo de 2 cm de aresta, de tal forma que cilindro cuja área lateral é igual à área total do primitivo.
não transborde ao derreter o gelo. A quantidade máxima Nestas condições, o raio da base aumentou:
de cubos de gelo necessária é, aproximadamente:
a) 0,5 m
a) 985 b) 1,0 m
b) 859 c) 1,5 m
c) 589 d) 2,0 m
d) 598 e) 2,5 m
e) 895

(ITA-SP) O raio de um cilindro de revolução mede 1,5 m. Sabe-se que a área da base do cilindro coincide com
a área da secção determinada por um plano que contém o eixo do cilindro.
Então a área total do cilindro, em metros quadrados, vale:
3π2 9π(2+π)
a) b) c)
4 4
π(2+π)

3π(π+1)
d) e)
2
π
2 2
4
Cones
Cones

Matemática
Nesta aula, vamos estudar o cone circular comparando com pirâmides.
O cone tem as características da pirâmide, observando-se que o cone tem base circular.

ELEMENTOS DO CONE SUPERFÍCIES


• Base é o círculo de centro O e raio r.
• Vértice é o ponto V.
SUPERFÍCIE LATERAL
• Geratrizes são os segmentos com extremos em
É a reunião de todas as geratrizes. A área dessa
V e num ponto da circunferência de base.
superfície será simbolizada por Al.
• Altura é a distância h do vértice V ao plano da
base.
SUPERFÍCIE TOTAL
• Eixo é a reta determinada pelo vértice V e pelo
centro O do círculo. É a reunião da superfície lateral com a superfície do
círculo da base. A área dessa superfície será simbolizada
por At.

ÁREAS
ÁREA LATERAL

Seja um cone circular reto de raio r e geratriz g. A


superfície lateral desenvolvida num plano é um setor circular.

CLASSIFICAÇÃO No setor circular, temos:

CONE CIRCULAR OBLÍQUO

É o cone de eixo oblíquo ao plano da base.

CONE CIRCULAR RETO

É o cone de eixo perpendicular ao plano da base.


É também chamado cone de revolução.
Raio de setor: g

Comprimento do arco: 2πr

1
Asetor= g.2πr
2

Al =πrg

1
Cones
Matemática

ÁREA TOTAL SECÇÃO TRANSVERSAL

A área total é a soma da área lateral com a área da Seja um cone de base contida no plano α e uma
base. secção transversal determinada pelo plano β paralelo a α.
A área da base é Ab = πr2. Logo, a área total vale: Então, valem as relações:

At = πrg + πr2 ⇒ At= πr (g+r) 1) ` d


r g´
= =
SECÇÕES
R g h

S1 r g d
2 2 2

SECÇÃO TRANSVERSAL 2) = 2= 2 = 2
S2 R g h
É a intersecção do cone com um plano paralelo à
S1 e S2 são as áreas das bases dos cones.
base. Esta secção transversal é um círculo.

SECÇÃO MERIDIANA VOLUME


É a intersecção do cone com um plano que contém o
eixo. Esta secção é um triângulo isósceles. Seja um cone e uma pirâmide de área de bases
equivalentes B e mesma altura h.
O cone e a pirâmide têm volumes iguais a V = B.h/3

Área da base: B = πr2


Altura: h πr h
2

V=
3

No cone eqüilátero: h = r 3

πr3 3
V=
3
CONE EQÜILÁTERO

É um cone cuja secção meridiana é um triângulo


eqüilátero.

g=2r

Área lateral:
Al= πr. 2r = 2πr2

Área total:
At = 2πr2 + πr2 = 3πr2

2
Cones

Matemática
P ARA QUÊ ESTUDAR GEOMETRIA?

Vê lá que atrapalhação E para haver harmonia


Disparate e confusão É preciso Geometria,
Este mundo não seria Usá-la a todo o momento.
Se um dia de repente, Para a podermos estudar
Por loucura toda a gente Iremos utilizar
Esquecesse a Geometria. Olhos, mãos e pensamento.

O carpinteiro João Geometria é uma ciência


Não podia pôr no chão Quer amor e paciência
Uma mesa que servisse. Passa de avós para netos.
E a janela coitada, Suas principais funções:
Jamais era consertada Estudar formas e dimensões
Se um vidro se partisse. De todos os objetos.

Queria a gente uma jaqueta Mas no mundo há formas tantas


Não importa azul ou preta Nos cristais e nas plantas
Mas nem curta nem comprida. Nas pessoas, nos tostões!
Sem a Geometria apostas? E nenhuma é perfeita
Vinha com mangas nas costas Pois se a gente à lupa espreita
Nunca ficava à medida. Vê que há sempre imperfeições!

O operário na construção Formas simples e perfeitas


Do telhado ao rés-do-chão Que em Geometria aproveitadas
Que fazer já não sabia. Só na idéia são vividas.
A porta nunca fechava; Não são coisas reais
A parede desabava; Mas figuras ideais
A escada não existia. Com que as coisas são parecidas.

Andaria tudo torto De António José Crespo Monteiro

E até mesmo no desporto


recolhido por Ana Patrícia Ferreira

Haveria muito azar.


No futebol, que cachola,
Não se conhecia a bola
Que se havia de chutar!

001
1 Um triângulo retângulo de catetos medindo 3cm e 4cm Aplicando Pitágoras:
gira em torno do cateto maior. Calcule a área lateral do g2=32+42
cone obtido. g2=9+16
g2=25 g=5cm
Resolução:

AL=πRg
AL=π x 3 x 5

AL= 15πcm2

3
Cones
Matemática

002
2 O diâmetro do círculo da base de um cone reto mede 003
3 Um silo para armazenamento de cereais tem a forma da
12 cm e a geratriz mede 10 cm. Qual a medida do figura abaixo.
volume do cone?

Resolução:

Qual a capacidade do silo em m3?


2R (diâmetro da base)
2R=12 R=6 cm Resolução:
A capacidade é igual a soma dos volumes dos dois

Pitágoras:
sólidos.
102=62+h2 VT=Vcilindro+Vcone
100=36+h2
h2=64 Vcilindro=Ab.h
h=8 cm
Vcilindro=πR2h
1
V= A .h Vcilindro=π 32 x 2
3 B

AB= πR2 Vcilindro=18π cm3

Abxh
V=
1
.πR2.h Vcone=
3 3
1 πR h
V= π x 62. 8 Vcone=
2

3 3
1
V= . 36 . 8 Vcone=
πx3 x4
2

3 3
36π
V= 96π cm3 Vcone=
3

Vcone= 12π cm3

Capacidade do silo
VT=18π+12π

VT=30π cm3

001
1 Um triângulo retângulo de catetos medindo 6cm e 8cm 003
3 Dois silos tem formas cilíndricas e cônicas, com mesmo
gira em torno do cateto menor. Calcule a área lateral do raio da base e mesma altura. Sabendo que o raio mede
cone obtido. 3cm e altura 4cm, qual silo tem maior capacidade?

002
2 O diâmetro do círculo da base do cone mede 16cm e a 004
4 Dois silos para armazenamento de cereais tem formas
geratriz mede 10cm. Calcule a área total e o volume do cilíndrica e cônica. Sabendo-se que os dois têm a mesma
cone. altura e que o raio do cilíndrico é a terça parte do cônico,
qual tem a maior capacidade?

4
Cones

Matemática
005
5 Uma jarra, cujo interior tem a forma geométrica de um 007
7 Para se construir uma tenda em forma de cone, usa-se
cilindro circular reto, está cheia de água. Seu conteúdo um tecido que custa R$ 10,00 o metro quadrado.
será transferido integralmente para copos, cujos interiores Sabendo-se que o diâmetro da base da tenda mede 10m
têm a forma de um cone circular reto, com raio de base e que a altura mede 12cm, quantos reais serão
igual a um terço do raio da base do cilindro e de altura necessários para construir a tenda, sem considerar o
igual à altura do cilindro. Quantos copos serão totalmente piso?
enchidos?

006
6 Uma peça de acrílico tem o formato de um cone circular
reto de 4cm de raio da base e altura 3cm. Qual o volume
de acrílico usado para produzir a peça?

001
1 (U. E. Londrina-PR) Um cone circular reto tem altura de 004
4 (PUC-RS) Num cone de revolução, a área da base é
8cm e raio da base medindo 6cm. Qual é, em 36π m2 e a área total é 96π m2. A altura do cone, em m,
centímetros quadrados, sua área lateral? é igual a:

a) 20π a) 4
b) 30π b) 6
c) 40π c) 8
d) 50π d) 10
e) 60π e) 12

002
2 (UFPA) A medida da geratriz de um cone reto de 96π 005
5 (UF-MG) Um reservatório de água tem a forma de um
cm2 de área total e 6 cm de raio da base é: cone circular reto, de eixo vertical e vértice para baixo.
Quando o nível de água atinge a metade da altura do
a) 2 cm tanque, o volume ocupado é igual a π. A capacidade do
b) 4 cm tanque é:
c) 6 cm
d) 8 cm a) 2π
e) 10 cm b) 8π/3
c) 4π
003
3 (UNIRIO-RJ) Uma tulipa de chope tem a forma cônica, d) 6π
como mostra a figura a seguir. Sabendo-se que sua e) 8π
capacidade é de 100π ml, a altura h é igual a:
006
6 (UE-CE) Um cone circular reto de altura 3 2 tem
volume igual a 18 2π cm3. O raio da base desse cone,
em centímetros, mede:

a) 2
b) 2 2
c) 3
d) 3 2

007
7 (UCSAL-BA) A base de um cone circular reto de raio 12
cm e altura 10 cm está num plano α. Um plano β, paralelo
a) 20cm a α, intercepta o cone a uma distância de 5 cm de seu
b) 16cm vértice. A intersecção do cone e do plano β é uma
c) 12cm superfície cuja área, em centímetros quadrados, é igual a:
d) 8cm
e) 4cm a) 25π b) 36π c) 40π

d) 42π e) 49π

5
Equações Exponenciais

Matemática
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3
Cones
Matemática

(PUC-SP) A altura e o raio da base de um cone circular reto medem 4cm e 15cm, respectivamente.
Aumenta-se a altura e diminui-se o raio da base desse cone, de uma mesma medida x, (x ≠ 0), para se
obter outro cone circular reto, de mesmo volume que o original. Determine x, em centímetros.

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6
Esferas
Esferas

Matemática
Há 2.200 anos, o matemático grego Eratóstenes (276-194 a. C.) calculou o perímetro de uma circunferência
máxima da Terra (Linha do Equador).
Atualmente estima-se em 40.000 km o período dessa circunferência máxima.
Através do estudo da esfera é possível resolver questões relativas ao planeta Terra.

DEFINIÇÃO ÁREA DA SUPERFÍCIE ESFÉRICA


Seja um ponto O e um segmento de medida R. Esfera Seja uma esfera de raio R. Pode-se demonstrar que a
é o conjunto de todos os pontos A do espaço, tais que a área de sua superfície esférica é:
medida do segmento OA é menor ou igual a R.
Superfície esférica é o conjunto dos pontos A tal S=4πR2
que a medida do segmento OA é igual a R.
VOLUME
Seja uma esfera de raio R. Pode-se demonstrar que
seu volume é:
4πR3
Ac=
3

SECÇÃO ÁREA DA CALOTA ESFÉRICA


A intersecção da esfera com todo plano que lhe seja AC=2πRh
secante é um círculo. Veja a relação métrica determinada
por um plano secante numa esfera:
ÁREA DA ZONA ESFÉRICA
Raio da secção: r
Distância de O a α: d AZ=2πRh
Raio da esfera: R
ÁREA DO FUSO ESFÉRICO
R2=d2+r2

πR α
2

Af=
90

Quando a secção contém o centro da esfera, o círculo


obtido é chamado círculo máximo, pois seu raio é igual
ao raio R da esfera.
Seja um círculo obtido pela secção de um plano
secante. Pólos desse círculo são os extremos do diâmetro
perpendicular ao plano desse círculo.

1
Esferas
Matemática

PLANETA TERRA

Sabendo-se que a circunferência máxima da Terra mede 40.000 km, calcule o raio da Terra.

Resolução:
2πR=40.000
40.000
R=
2 . 3,14
40.000
R=
6,28
O R é aproximadamente igual a 6370 km.

Pense agora nas seguintes questões relativas ao Planeta Terra:


qual é o seu volume e qual a área de sua superfície?
qual é a área coberta de água (em quilômetros quadrados) em sua superfície?

1 Determinar a área e o volume de uma esfera inscrita


001 2 Calcular a área total e o volume de um cubo
002
num cubo de aresta a. inscrito numa esfera de raio R.

Resolução: Resolução:

D=2R
a
2R=a ∴ R =
2 D= diagonal do cubo
Área=?
A = 4πR2 D=a 3
A = 4πx
a = 4π x a
2 2
2R
2 4 a 3=2R a=
3

A = πa2

4πR
3
2R 3
V= a=
3 3
4π . a 4π a
3 3

V= = .
3 2 3 8
πa3
V=
6
2
Esferas

Matemática
Área total Volume
AT=6a2 V= a
3

V= a .a
2
2R 3 2

AT=6.
3 2R 3 . 2R 3
2

V=
4R .3
2 3 3
AT=6.
9 4R .3 . 2R 3
2

V=
9 3
AT=8R
2

8R3. 3
V=
9

1 Uma vasilha tem forma de uma esfera de 3cm de raio.


001 6 Um ourives deixou como herança para seus 8 filhos
006
Qual o volume, em cm3, de água que cabe na vasilha? uma esfera maciça de ouro. Os herdeiros resolveram
fundir o ouro e, com ele, fazer oito esferas iguais. Cada
2 Uma certa massa de modelar custa R$ 100,00 o cm3.
002 uma dessas esferas terá um raio igual a:
Quantos reais serão necessários para modelar uma esfera
de 3cm de raio? a) 1/2 do raio da esfera original;
b) 1/3 do raio da esfera original;
3 Para revestir uma esfera de um determinado material
003 c) 1/4 do raio da esfera original;
gasta-se R$ 10,00 o cm2. Quanto se gasta para revestir d) 1/6 do raio da esfera original;
uma esfera de 6cm de raio? e) 1/8 do raio da esfera original.

4 (UF-AL) Quantos litros de ar cabem no interior de uma


004 7 Um determinado produto é embalado em forma de um
007
esfera de raio 21 cm? cilindro de raio 4cm e altura 10cm. O mesmo produto é
22 embalado em forma de uma esfera de 6cm de raio. Para
(Use: π = ) o consumidor, qual a embalagem mais vantajosa?
7

a) 38,808
b) 155,232
c) 388,08
d) 1 552,32
e) 3 880,8

5 Uma laranja perfeitamente esférica tem 12 gomos.


005
Sabendo-se que o raio da laranja mede 3cm, calcule o
volume de cada gomo em cm3.

1 (UF-AL) Um cilindro eqüilátero de altura 25 cm está


001 2 (Unifor-CE) Um cilindro reto, conforme mostra a figura
002
inscrito em uma esfera. O volume dessa esfera, em abaixo.
centímetros cúbicos, é:
Se a altura do cilindro é igual 3 do raio da esfera, a razão
2
a) 4π entre os volumes do cilindro e da esfera é, nessa ordem:
3
b) 8π a) 63 b) 13
3 128 32
c) 32π c) 21 d) 9
6 64 32
d) 32π e) 7
3 32
e) 32π
3
Esferas
Matemática

3 (UNAMA-PA) Uma laranja de 12 gomos iguais


003 5 (PUC-SP) A área de um furo esférico cujo ângulo mede
005
assemelha-se a uma esfera de raio R. A área da superfície π rad, em uma esfera de 12cm de raio, é:
total de cada gomo é: 3

a) 4πR2 a) 96πcm2
b) 3πR2 b) 69πcm2
c) 2πR2 c) 72πcm2
d) 4πR2 d) 64πcm2
3 e) n.r.a
e) 3πR2
4 6 (UFRS) Uma panela cilíndrica de 20cm de diâmetro está
006
completamente cheia de massa para doce, sem exceder
4 (CEFET-PR) A indústria de bolas de borracha Cilimbola
004 a sua altura, que é de 16cm. O número de doces, em
quer produzir embalagens cilíndricas para colocar 3 bolas formato de bolinhas de 2cm de raio, que se pode obter
com 3 cm de raio cada, conforme a figura. com toda a massa é:
A quantidade total de material utilizado para o fabrico da
embalagem, incluindo a tampa, em cm2, será de: a) 300
b) 250
c) 200
d) 150
e) 100

7 (UFES) Enche-se um tubo cilíndrico de altura h= 20 cm


007
e raio de base r= 2 m com esferas tangentes ao mesmo
e tangentes entre si. O volume interior ao cilindro e
a) 126π exterior às esferas vale:
b) 108π
c) 127π a) 102π cm3
d) 72π 3
e) 90π b) 80π cm3
3
c) 40π cm3
d) 80π cm3
e) 20π cm3

(PUC-RS) A região R da figura está limitada por três semicírculos. Se R efetua uma volta completa em torno
do eixo dos x, ela gera um sólido de volume:

a) 12π
b) 8π
c) 4π
d) 2π
e) π

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4
Gabarito

Matemática
LINHAS TRIGONOMÉTRICAS 56
08-
Exercícios de Aplicação 65
01- c 02- d Questões de Vestibulares
03- b 04- e
05- a 06- c
01- e 02- e
07- b
03- b 04- b
Questões de Vestibulares 05- b 06- b
07- e 08- b
01- b 02- a
03- a 04- b Desafio
05- c 06- b
07- a Resposta: d
Desafio
POLIEDROS CONVEXOS
Resposta:
80 radianos
π
Exercícios de Aplicação

01- e 02- a
RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
03- d 04- 7
Exercícios de Aplicação 05- 7 06- 720º
07- 2520º
01- b 02- e
03- e 04- c Questões de Vestibulares
05- b 06- a
07- c 08- d 01- d 02- d
03- e 04- d
Questões de Vestibulares 05- c 06- d
07- d
01- d 02- b
03- a 04- e Desafio
05- d 06- b
07- a 08- 15 l3
Resposta:
6
Desafio
PRISMAS
Resposta: c
Exercícios de Aplicação
FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
01- 96 cm2
Exercícios de Aplicação 02- 6 3 cm
03- (360+108 3) cm2
04- 576
6- 2 05- c
01-
4 06- d
6+ 2 07- c
02- 08- d
4

03- 6- 2 Questões de Vestibulares


4
04- 2+ 3 01- b
02- d
-3 10
05- 03- d
10
04- b
06- 5 26 05- d
26 06- c
4 07- c
07-
3
1
Gabarito
Matemática

C ONES
Desafio
Exercícios de Aplicação
Resposta: e
01- 80π cm2
PIRÂMIDES 02- 80π cm2 e 128π cm3
03- cilíndrico
Exercícios de Aplicação 04- cônico
05- 27
01- 512 cm3 06- 16π
02- 12 cm 07- R$ 2041,00
03- 500 cm3
04- 2592100m3 Questões de Vestibulares
05- 1500 cm3
01- e 02- e
06- 27 3 m3 03- c 04- c
2 05- e 06- d
07- 250 2 cm3 07- b
3
Desafio
Questões de Vestibulares
Resposta: x=5
01- a 02- e
03- b 04- a
05- d 06- e ESFERAS
07- d 08- c
Exercícios de Aplicação
Desafio
01- 113,04 cm3
Resposta: b 02- R$ 11304,00
03- R$ 4521,80
04- a
CILINDROS 05- 3π
06- a
Exercícios de Aplicação 07- esférica

01- 100π cm2 Questões de Vestibulares


02- 12 cm
03- 432π cm3 01- d 02- a
04- 184π cm2 03- d 04- a
05- 2025π cm3 05- a 06- d
06- R$ 6,00 07- b
07- 471
Desafio
Questões de Vestibulares
Resposta: b
01- b
02- b
03- a
04- c
05- 2m
06- a
07- d
08- d

Desafio

Resposta: b
2