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setembro/outubro 2004 nº 149

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Revista Brasileira

de Contabilidade

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A importância da auditoria interna no processo decisório das empresas

Yumara Lúcia Vasconcelos* Professor Dr.Anísio Cândido Pereira**

PALAVRAS-CHAVE: auditoria interna – responsabilidade social – demonstrações contábeis – atitude auditorial – credibilidade – riscos.

Em decorrência da elevada velocidade de transformação dos espaços, tem-se observado, na atualidade, o despertar para uma acepção mais ampla e estratégica para as funções da auditoria interna nas organizações. O presente artigo aborda conceito, características, aplicações, importância da auditoria interna, bem como a expectativa dos utentes da informação contábil gerada com sua prática. Traz ainda como recorte temático o papel e responsabilidade social do auditor interno no contexto organizacional contemporâneo. Oferece resposta às seguintes indagações: quais os riscos e potenciais fontes de erros inerentes à atividade de auditoria interna? Que variáveis determinam sua eficácia? Quais as reais atribuições de um auditor interno? Em ambientes de acentuada competitividade, torna-se imperativo de excelência o eficiente emprego das tecnologias contábeis no exercício gerencial para alcance da almejada eficácia empresarial.

*Professora e pesquisadora da Fundação Visconde de Cairu, Universidade Católica de Salvador e Universidade Federal da Bahia. E-mail: yumara@terra.com.br. Home page:

www.yumara.cjb.net.

**Professor do programa de mestrado em Controladoria e Contabilidade estratégica da FECAP e do programa de mestrado da Fundação Visconde de Cairu. E-mail: profanisio@fecap.br.

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>>>>> ConsideraçõesConsideraçõesConsideraçõesConsideraçõesConsiderações Preliminares.Preliminares.Preliminares.Preliminares.Preliminares. A importância

da auditoria interna reside na articulação de movimentos que sua implementação redunda, ou seja, em seus efeitos e impactos. Não é sua função exclusiva apontar falhas e informar ao alto escalão. Esta visão simplista dos serviços de auditoria é o maior óbice impeditivo à conquista da eficácia. Sinalizar falhas é importante na medida em que

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nos alertam para a necessidade de mudança, entretanto, a análise das mesmas falhas e o encaminhamento de solu- ções são os fatores que, realmente, dão utilidade à ação de buscar a informação. Pretensos em não esgotar o tema, este artigo delimita o seguinte âmbito: a instrumentalidade gerencial do output ou produto da auditoria interna.

O auditor é um importante apoio no processo de gestão e não os olhos desta mesma gestão.

>>>>> AuditoriaAuditoriaAuditoriaAuditoriaAuditoria Interna.Interna.Interna.Interna.Interna. Antes do século XIX, a audi-

toria interna era direcionada para a descoberta de erros e fraudes, possuindo, assim, uma ênfase punitiva. Nos dias

atuais, a auditoria interna evoluiu em sua aplicação, con- sistindo em um importante apoio para o controle e a efici- ência organizacional.

QUADRO HISTÓRICO DA EVOLUÇÃO DA AUDITORIA INTERNA

Antes do século XIX Foco na descoberta de erros e processos fraudulentos consubstanciados ou em
Antes do século XIX
Foco na descoberta de erros e
processos fraudulentos
consubstanciados ou em
andamento
Ênfase punitiva e policialesca
Século XIX
Foco na investigação acerca da
descontinuidade dos negócios
Auditoria anual de balanços
Ênfase elucidativa e não
gerencial
Década de noventa até os dias atuais
Busca de opinião confiável
Alcance mais amplo abrangendo
o complexo organizacional
como um todo
Foco voltado mais para o
controle aziendal e para o
apoio gerencial
Auditoria de qualidade
Auditoria de recursos humanos
Auditoria operacional
de sistemas informatizados
Auditoria Ambiental
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ConceitoConceitoConceitoConceitoConceito eeeee aplicaçãoaplicaçãoaplicaçãoaplicaçãoaplicação Conceito:Conceito:Conceito:Conceito:Conceito: conjunto de procedimentos de natureza téc- nica (pesquisa e revisão), que visa uma avaliação de amplo alcance por meio do acompanhamento e verificação da:

- fidedignidade, integridade da auditoria interna e

tempestividade das informações contábeis geradas na or- ganização 1 ;

- observância, por parte dos membros da organização, aos regulamentos, procedimentos e políticas;

- economicidade no acompanhamento e emprego de

recursos;

- adequação dos controles internos existentes às neces-

sidades da empresa, 2 além do assessoramento à gestão aziendal em plano diversificado. A definição de que: “A auditoria contábil é uma tecnologia que se utiliza da revisão, da pesquisa, para fins de opinião e orientação sobre situações patrimoniais de empresas e Instituições” 3 , segundo Antônio Lopes de Sá, serve de esteio a qualquer modalidade de auditoria, seja ela interna ou externa. AplicaçãoAplicaçãoAplicação:AplicaçãoAplicação a auditoria interna pode ser implementada tanto em empresas públicas como privadas, não sendo de caráter obrigatório. A questão do porte, todavia, é discutível e merece ser objeto de elaborações científi-

cas futuras, posto que surge, ineludivelmente, o ques- tionamento: os benefícios auferidos pelo exercício da auditoria interna compensam os custos? Tal indagação ganha complexidade quando levamos em considera- ção que o pequeno empresário, desobrigado de man- ter escrituração contábil, em geral, não entende as reais funções de uma auditoria, o que gera uma não receptividade à adoção de uma estrutura organizacional

com auditoria interna. Essa não receptividade, até cer- to ponto compreensível, às aplicações contábeis por parte dos gestores de pequenos negócios, entretanto, não anula a importância relativa da tecnologia em ní- vel de apoio à gestão.

É importante salientar que, apesar de estarmos nos fi-

xando na auditoria interna contábil, em plano geral, a au- ditoria interna tem ampla aplicação, não se restringindo à área contábil. Temos no rol da auditoria interna ainda:

Auditoria na Área Operacional, Auditoria de Gestão 4 , Au- ditoria de Sistemas Informatizados, Auditoria de qualida- de e Auditoria Ambiental. Na verdade, o fim maior de todas elas é salvaguardar o patrimônio da empresa, inde- pendente do tamanho e porte desta.

A necessidade da proteção patrimonial alcança todas as

empresas indistintamente.

1 Verifica ainda a completabilidade dos diversos registros.

2 A auditoria interna tem ainda a responsabilidade, em nosso entendimento, de qualificar os controles internos por meio de suas recomendações.

3 SÁ, Antônio Lopes de. Curso de Auditoria. São Paulo: Atlas, 1998.p. 21.

4 Sobre esta modalidade de auditoria interna, cumpre ressaltar a importância da informação contábil para o desempenho de suas funções, especialmente a de participar da feitura do planejamento estratégico de uma empresa.

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>>>>> QueQueQueQueQue produtosprodutosprodutosprodutosprodutos podepodepodepodepode aaaaa AuditoriaAuditoriaAuditoriaAuditoriaAuditoria InternaInternaInternaInternaInterna oferecerofereceroferecerofereceroferecer ààààà organização?organização?organização?organização?organização? Uma gestão empresarial

eficaz, em nosso entendimento, é função da combinação de 07 variáveis, a saber:

- grau de organização;

- liderança interna;

- eficácia na manutenção e criação de mecanismos de con-

trole interno ( contábeis, financeiros e operacionais);

to, já o dissemos, cuja duração e extensão varia segundo as seguintes variáveis:

- risco;

- nível de resistência;

- grau de criticidade e especialidade e

- extensão da medida corretiva/preventiva a ser implementada.

A auditoria interna evoluiu ao longo dos anos catalisada,

- alocação eficiente de recursos materiais e humanos;

- empreendedorismo e;

na acepção química que investe a expressão, pelas trans- formações do entorno ambiental 6 . Trata-se então, da especialidade contábil que, a nosso ver, mais so- freu ajustes de papéis para criação de valor em contexto gerencial. A imagem policialesca e punitiva da au- ditoria interna existente anteriormen- te, entretanto, em nosso entendimen- to tem raízes históricas. Concepção que conserva traços de existência ain- da nos dias atuais. A atividade de auditoria interna encontra-se muito vinculada ao seu caráter elucidativo, embora seja crescente sua utilização para fins preventivos. É ainda muito comum associar-se o trabalho da auditoria interna à identificação de processos fraudulentos. 7

ARAÚJO 8 coloca-nos, ilustrando a visão conservadora da auditoria, que:

I, em 1285, mencionou o termo audi-

tor, dizendo que, se as contas por ele examinadas não refletissem a realidade dos fatos, seu testemu- nho seria motivo de punição.”

A descoberta de fraude depende da oportunidade, ex-

tensão e profundidade dos exames efetuados pelo auditor em seu trabalho, portanto poderá ocorrer mesmo não sen- do este seu foco principal. As tarefas do auditor não vi- sam, particularmente, evidenciar fraudes, mas, sim, um estado de coisas num bojo muito maior e mais complexo, fato que possibilita a detecção destes desvios compor-

- eficiência da assessoria de linha. Maior parte dos desempenhos re- lativos das variáveis supracitadas são facilitadas pelo exercício da auditoria interna, na acepção que apresenta- mos neste trabalho, posto que, con- forme já acenado, fornece elemen- tos para configuração de quadros de ação em plano teórico (fundamenta- ção da estratégia em nível interno e/ ou externo). Não entendemos que a prática de auditoria interna esteja fun- damentada na dúvida meramente, mas sim à necessidade de otimizar processos e adequar posturas aos fins organizacionais determinados. A au- ditoria interna, no ambiente moder- no, não mais carrega a tônica policialesca e meramente atestatória

que, historicamente, tornava oclusa sua funcionalidade gerencial.

A auditoria interna tem caráter opinativo, mas as opini-

ões oriundas do exercício auditorial influenciam e trazem conseqüências ao processo de gestão. Trata-se de uma tecnologia de efeito. O real sentido de existir de uma tecnologia é sua utilidade contextual, fazendo alusão às relações ambientais que influenciam a geração do fenô-

meno patrimonial 5 , bem como a funcionalidade social de nossas aziendas (células sociais).

A auditoria interna é uma tecnologia contábil de impac-

A auditoria interna é uma tecnologia contábil de impac- )Eduardo ( 5 Teoria das Funções Sistemáticas.

)Eduardo (

5 Teoria das Funções Sistemáticas.

6 Mais uma vez a Teoria das Funções Sistemáticas instrumentalizando-nos ao entendimento da prática.

7 A detecção de fraudes não é o objetivo da prática auditorial interna, mas sim conseqüência da aplicação de seus procedimentos.

8 ARAÚJO, Francisco José de. Auditoria interna: o que e para quê? Revista Brasileira de Contabilidade, V.27, no. 114, Novembro/Dezembro, 1998.

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tamentais sem, contudo, tornar a fraude como a razão de existir da auditoria contábil interna. Entendemos ainda não ser função do auditor integrar comissões de inquérito, fato que tende a reduzir, substan-

cialmente, a eficácia de seu trabalho, visto ser gerador de resistências. O auditor não deve ser visto como um opositor, mas, sim, como um parceiro que visa o cresci- mento da empresa. Oportuno torna-se fazer duas considerações:

- o recurso mais efetivo de prevenção de fraudes é a

qualificação dos controles internos. Consumir-se tempo meramente para descobrir fraudes não resolve o proble- ma, posto que a demissão ou punição do fraudador não

melhora a qualidade do controle. A falha no controle per- manece;

- o auditor contábil interno não pode ser o “apagador

de incêndios”. A descoberta da fraude não é a solução, mas, sim, a evidência de um problema ainda não-resolvi-

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do 9 . A solução consiste em inibi-las, tecnicamente, por meio, por exemplo, de uma sistemática de controle inter- no eficaz . Não estamos a superdimensionar as funções da audito- ria contábil interna, mas, sim, desejamos torná-las visí- veis ao olhar do usuário potencial, por meio da explicitação de suas vantagens aplicativas. A auditoria contábil, num plano geral, não se presta, unicamente, à verificação das Demonstrações Contábeis ou da integridade da informa- ção contábil, especialmente quando tratamos de Audito- ria Interna. Nosso objetivo, neste artigo, é mostrar a utilidade do trabalho de Auditoria Interna, no qual, entre as suas atri- buições, destacamos duas: a prevenção em relação à ocor- rência de fraudes e a avaliação da qualidade dos contro- les internos, ênfase esta que não impede que a realiza- ção de outras atividades pertinentes ao assessoramento de gestão.

Figura 1: fluxo da informação auditoria.

Observação

Informações

Análise

auditoria. Observação Informações Análise Orienta as ações de gestão Recomendações Gestão

Orienta as ações de gestão Recomendações

Análise Orienta as ações de gestão Recomendações Gestão eficaz : melhoria dos padrões de desempenho O

Gestão eficaz :

melhoria dos

padrões de

desempenho

O cenário econômico moderno tem exigido respostas rápidas das organizações às mudanças mercadológicas, bem como estratégia na criação de valor para seus produ- tos. Entre as variáveis “custo” e “preço” existe um abis- mo, decorrente da capacidade apreciativa da clientela que

adquire o produto organizacional, ou seja, existe o que denominamos de “valor”. Isto posto, é incontestável o valor acrescido pelo trabalho de uma equipe direcionada ao atendimento das necessidades informativas e implementativas.

O alcance do binômio eficiência – eficácia é função da visão que os titulares da organização têm do trabalho de auditoria interna.

9 E mais: que, na maioria das vezes, precisa ser urgentemente resolvido.

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Os negócios e o mercado ganharam nos últimos tem- pos uma notável complexidade, o que deveria exigir

dos auditores internos um perfil profissional com visão além das Demonstrações Contábeis e dos controles in- ternos existentes. Passaria a ser inequívoca, então, a necessidade de uma visão operacional e de mercado apurada para melhor assessorar, especialmente em de- corrência da acirrada concorrência. É esta a realidade do auditor interno no ambiente organizacional no Bra- sil? Cabe-nos uma reflexão. Um exemplo que evidencia a importância do assessor de linha: atualmente cresce a importância da manuten- ção das marcas no mercado, evento que afeta sobre- maneira a resultabilidade das organizações posto que,

à medida que o prestígio destas decrescem (saturação

da imagem no mercado), diminuem os resultados operacionais. Fato que exige a construção imediata de uma estratégia para reversão de quadro. O auditor interno, em nosso entendimento, deve acompanhar e buscar meios para compreender esta di- nâmica e seus efeitos sobre o status econômico-finan- ceiro. Assim sendo, defendemos ser este profissional o mais apto a sinalizar os riscos potenciais à descontinuidade organizacional (anomalias

operacionais), ou seja, caberia a ele, com base em nos-

so ângulo de análise, este assessoramento diretor. Nos-

so argumento maior, repousa na seguinte premissa: o

auditor interno pode acenar com informações diretivas

e valiosas com base em seus dados históricos e

entrosamento com a empresa. Julgamos válido e emergente redimensionar-se as atri- buições do auditor interno, fazendo-as convergir para a

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A importância da auditoria interna no processo decisório das empresas

satisfação absoluta do cliente (empresa), ou seja, àque- le que remunera seus serviços. Embora esteja configu- rada a relação empresa – empregado, a organização é, inegavelmente, cliente do auditor interno. Ressalta- mos de forma categórica: o exercício da auditoria inter- na não é um commodity. Não é um serviço consumível muito menos um mero dente de engranagem. Trata-se de um potencial agregador de valor. Pode o auditor interno, por exemplo, avaliar as rela- ções organizacionais que venham a afetar o “operacional”, a compatibilidade cargo – qualificação, apontar resultados, sugerir programas de treinamentos (criteriosamente definidos), sinalizar ineficiências e in- dicar padrões e medidas de desempenhos. A auditoria interna, em nosso entendimento, é a tecnologia mais apta à receber tais atribuições porque sua aplicação fa- culta uma cobertura sistêmica do objeto sobre o qual desenvolve trabalho, a organização como um todo. Entretanto, o alcance da potencialidade do trabalho de auditoria interna encontra limites, dentre os quais a vi- são que os titulares da empresa auditada têm do produ- to da auditoria e de sua equipe. Cabe ao auditor sedimentar as bases que facultarão uma dimensão ade- quada destes, para que não sejam criadas expectativas surreais por parte da administração em relação ao output auditorial.

ProdutosProdutosProdutosProdutosProdutos dadadadada AuditoriaAuditoriaAuditoriaAuditoriaAuditoria InternaInternaInternaInternaInterna contábilcontábilcontábilcontábilcontábil Entendendo-se como produtos da Auditoria Interna Contábil os serviços que ela oferece às organizações, assumimos como pressupostos do alcance destes pro- dutos, ações como:

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FOCO

ALCANCE

Vulnerabilidade

mostrar o impacto decorrente dos desvios do comportamento patrimonial através do emprego da tecnologia analítica.

Causa - efeito

tornar visíveis as fraquezas da organização apontando-lhe a relação causuística: causa-efeito.

Regulador

promover ações reguladoras eficientes.

Caráter elucidativo

subsidiar o gestor, em linha de assessoria, ao processo de tomada de decisão.

Caráter educativo

sinalizar posturas favoráveis e desfavoráveis de forma comparativa, desta forma, catalisando atitudes facilitadoras do processo organizacional na busca pelo sucesso.

Liderança

fortalecer o estado de liderança dos gestores.

Foco construtivo

otimizar a qualidade com que as operações são realizadas.

Foco alocativo

Informar o efeito acerca do uso e alocação eficiente de recursos materiais

e

humanos para atingir-se a eficácia aziendal.

Desempenho

facilitar a construção e aferição de padrões de desempenho.

Aderência

verificar a compatibilidade das atitudes organizacionais para com as práticas estruturadas e formalizadas no regulamento interno da entidade, definidas para assegurar desempenho satisfatório e condizentes com as necessidades e filosofia da organização.

Aconselhamento

promover um assessoramento de linha que possa fundamentar sobremaneira o processo decisorial, acenando oportunidades para investimentos, ações preventivas e corretivas assim como a necessidade de criação de políticas no seio organizacional.

Estratégia e planejamento

auxiliar a confecção do planejamento e estratégias para ações em nível mercadológico e interno à organização

Criação de valor

catalisar o processo de surgimento das melhores práticas, facilitando o processo de criação de valor e manutenção dos padrões de qualidade.

Conformidade

Analisar o nível de conformidade existente entre as práticas organizacionais

a política implementada., e entre a primeira e o planejamento desenvolvido.

e

Revisão sistemática de controle operativo interno

Verificar a adequação, extensão e utilidade dos mecanismos de controle interno existentes na organização.

A Auditoria Interna consiste en- tão, conforme exposto, em uma importante tecnologia contábil de assessoramento

A Auditoria Interna consiste en-

tão, conforme exposto, em uma importante tecnologia contábil de assessoramento e apoio, uma vez que os produtos de seu trabalho influenciam a formação dos planos organizacionais. Quanto maior o porte, diversificação de produtos e complexidade da organização mai-

or a necessidade e relevo da práti- ca da Auditoria Interna em função de seu grande raio de ação no uni- verso organizacional. Urge, todavia, destacar que, a adoção de uma estrutura de or- ganização com auditoria interna no seu complexo orgânico não exclui ou anula a necessidade da auditoria externa ou independen- te posto que, as delimitações de âmbitos para elas são nítidas e inequívocas.

É oportuno enfatizar que a exis-

tência da auditoria interna à orga- nização tende a contribui para a eficácia da auditoria externa 10 , o

que ressalta mais ainda a sua con- dição de “facilitadora” dos proces- sos organizacionais. Não coadu- namos do pensamento de que cabe ao auditor independente ava- liar a competência dos auditores internos por uma questão mera- mente ética:

“É óbvio que o auditor independente deve proceder a avaliação da competência dos au- ditores internos ”

11

.

Não devemos confundir avaliação de trabalho com ava- liação de competência. Entendemos ser esta prática uma ação antinatural à interação benéfica que se espera do

relacionamento entre ambos. Sen- do, inclusive, forçoso lembrar a condição do auditor independente de “responsável solidário” em re- lação ao trabalho do auditor inter- no à medida que avalia os riscos

gerais da auditoria, dentre os quais o próprio âmbito e eficácia da au- ditoria interna. O auditor externo deve atentar para riscos de auditoria desde o planejamento até a emissão do parecer, onde sua autonomia e res- ponsabilidade é máxima. Neste pro- cesso, poderá recorrer ao auditor interno, especialmente nas fases iniciais do trabalho no qual se faz mister conhecer o mapa e fluxo de controle interno da organização, bem como sua rotina operacional. É notório que a empresa moder- na sobrevive de sua habilidade em produzir sinergias. Em verdade, a intersecção dos produtos da Audi- toria Interna e externa produz um efeito sinérgico, extremamente, positivo, visto:

- proporcionar segurança ao

trabalho desempenhado pelo au- ditor externo;

- acelerar a obtenção dos pro-

dutos da auditoria externa porque torna mais simples o trabalho (o

que gera uma maior acurácia para o processo de toma- da de decisão);

- evitar a repetição desnecessária de tarefas por parte da

Auditoria Externa;

- produzir uma maior nitidez para a informação

comunicada;

- tornar visível os problemas e entraves organizacionais.

10 Embora, saibamos que a ênfase da Auditoria interna é no fator controle e da Auditoria Externa,os saldos e Demonstrações Contábeis.

11 ARAÚJO, Francisco José de. Panorâmica do relacionamento entre a auditoria externa (ou independente) e a interna. Revista Brasileira de Contabilidade, ano XXVII, no. 110, Março/Abril,

1998.

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A auditoria assume, neste contexto, um enfoque construtivo e convergente às necessidades, não aos fins organizacionais

>>>>> DoDoDoDoDo papelpapelpapelpapelpapel dododododo auditorauditorauditorauditorauditor internointernointernointernointerno eeeee suasuasuasuasua res-res-res-res-res- ponsabilidadeponsabilidadeponsabilidadeponsabilidadeponsabilidade social:social:social:social:social: o auditor interno tem, como

qualquer outro profissional, direitos e obrigações de- correntes do exercício de sua atividade. Tem ele a obri- gação de desenvolver suas tarefas com zelo e qualidade técnica (responsabilidade funcional), atualizando-se, constantemente, para cada vez mais oferecer respostas compatíveis às necessidades organizacionais 12 ; tem o

dever da obediência às normas que regulam o exercício da profissão 13 ; tem ainda um dever moral para consigo mesmo, com a classe e a coletividade (responsabilida- des éticas e sociais). Por fim, não menos importante, tem a obrigação de manter independência em seus juízos, buscando uma visão verdadeira dos fatos anali- sados, isenta e, portanto, desprovida de interesses par- ticulares.

Figura 2: amplitude e alcance da auditoria interna. oferecer.

INDICAÇÃO DOS RISCOS NA TOMADA DE DECISÕES

RECOMENDAÇÕES

ESTRATÉGICAS

AUDITOR INTERNO
AUDITOR
INTERNO

ANÁLISES DIVERSAS, INCLUSIVE A ECONOMICOFINANCEIRA

TESTES E AVALIAÇÃO DE COTROLES INTERNOS

12 A auditoria interna é uma atividade extremamente dinâmica e variável posto que assume conformações que transformam-se segundo a estrutura organizacional operante.

13 As normas de auditoria têm a função disciplinar de controlar a qualidade das tarefas desenvolvidas pelo auditor em relação aos exames e o produto da auditoria, logo são requisitos imprescindíveis ao exercício da profissão. Diferem dos procedimentos posto que, estes têm relação direta com as ações serem praticadas. As normas em seu conteúdo trazem um tríplice aspecto: técnico – profissional e ético

> Urge, todavia, destacar que, a adoção de uma estrutura de organização com auditoria interna no seu complexo orgânico não exclui ou anula a necessidade da auditoria externa ou independente posto que, as delimitações de âmbitos para elas são nítidas e inequívocas.

posto que, as delimitações de âmbitos para elas são nítidas e inequívocas. 73 setembro/outubro 2004 nº

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IsolamentoIsolamentoIsolamentoIsolamentoIsolamento operacionaloperacionaloperacionaloperacionaloperacional ::::: fatorfatorfatorfatorfator dedededede credibilidade?credibilidade?credibilidade?credibilidade?credibilidade? O auditor interno, ao contrário do que muitos acreditam, é dotado de independência sim, todavia relativa. Independência em relação aos departamentos, mas não em relação à política

e ao sistema de crenças da organização devido a sua caracte-

rística “facilitadora”. Já a independência da opinião do auditor

externogaranteaalmejadaneutralidadeidealque,inadvertida-

mente configuramos como necessária para o exercício da au-

ditoria interna, visto não existir vínculos entre o auditor externo

e a administração. O próprio escopo de atuação de cada mo-

dalidade de auditoria dita estes estados de independência. Entendemos, todavia, que não existe neutralidade pura, porque a subjetividade decorrente do ângulo de exame do auditor em determinadas circunstâncias se faz presente. A ne- cessidade de neutralidade nos serviços de auditoria, ideal ou não, encontra bases na seguinte assertiva: toda informação apresenta um risco ligado à credibilidade e neutralidade de quem a presta. Portanto, o auditor interno também pode e deve fazer uso da “independência na formação de sua opi- nião” para proteger-se destes riscos. Ainda assim, alguns defendem a não-existência da tão abor- dada independência 14 na formação de juízo pelo auditor, em se tratando de Auditoria Interna, devido a relação EMPREGA- DOR – EMPREGADO consubstanciada. Entretanto, se olhar- mos pelo prisma da “funcionalidade”, observaremos que o assessoramento de linha perde eficácia se é tendencioso ou não-verdadeiro, posto que seu output deixa de ser elucidativo e, por conseqüência, constituir diretriz à construção de planos de ação pela administração.

>>>>> EficáciaEficáciaEficáciaEficáciaEficácia nonononono exercícioexercícioexercícioexercícioexercício dadadadada AuditoriaAuditoriaAuditoriaAuditoriaAuditoria Interna.Interna.Interna.Interna.Interna.

Para atingir-se o estado de eficácia da Auditoria Contábil Inter- na, as condições possíveis passam pela análise das seguintes

considerações:

14 Segundo muitos, independência utópica.

> A importância da auditoria interna no processo decisório das empresas

1. o auditor deve ter autonomia no planejamento dos tra-

balhos, independência técnica e científica;

2. não deve assumir responsabilidades de natureza operacional

e não envolver-se com elas, ainda que indiretamente;

3. não manter vínculos ou associação qualquer com a área

auditada;

4. promover rotatividade no universo da equipe de audito-

res em relação aos departamentos para evitar-se o risco do desgaste de imagem e coibir vínculos;

5. deve criar um ambiente onde haja sinergia do trabalho

em equipe. O trabalho de auditoria é por natureza construtivo;

6. deve o auditor manter-se alheios a conflitos de interesses

intersetoriais;

7. colocar à revisão, pela equipe de auditoria, o produto do

trabalho desta; isto com o fito de olhar o próprio output com criticidade e critério. Todo o grupo deve necessariamente co- nhecer o impacto e riscos do trabalho realizado, o que é im-

portante para identificação de eventuais incorreções, deficiên- cias e /ou imperfeições naturais de procedimento;

8. deve o auditor apresentar entrosamento com a massa

organizacional como um todo;

9. desenvolver habilidade em negociar para não conflitar,

especialmente no tocante ao entendimento da relevância dos

serviços de auditoria para o setor auditado. Os titulares da empresa precisam saber da dimensão dos serviços prestados pelo auditor para que atribuam a ele o devido valor e possam entender e apreender sua responsabilidade;

10. manter relação de confiança e respeito entre o alto es-

calão administrativo, titulares da empresa e a equipe de audi- toria. A filosofia da auditoria interna preconiza que a empresa deve ser vista como usuária do serviço de Auditoria Interna. Para tanto, abrangência, imparcialidade e independência são elementos cruciais para que os objetivos da auditoria sejam atingidos;

> A auditoria interna tem caráter opinativo, mas as opiniões oriundas do exercício auditorial influenciam e trazem conseqüências ao processo de gestão. Trata-se de uma tecnologia de efeito.

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e trazem conseqüências ao processo de gestão. Trata-se de uma tecnologia de efeito. setembro/outubro 2004 nº

11. a equipe deve ser constituída por pessoas com qualifi-

cação adequada e experiência no exercício da função, onde,

vale ressaltar, de competência exclusiva do profissional con- tador registrado no órgão de classe respectivo - Conselho Regional de Contabilidade da respectiva jurisdição (Resolu- ção CFC n o. 560/83); 15

12. não deve o auditor estribar-se em aparências ou forma,

e sim na substância dos fatos;

13. deve o auditor interno compatibilizar as expectativas

“realizáveis” e as necessidades do usuário. É recomendável ainda que, traga por meio do diálogo as expectativas da admi-

nistração para um plano de fato realizável e factível. Em geral, espera-se mais de uma auditoria interna do que está ela apare- lhada para fornecer. Ocorre que, as dimensões do trabalho de Auditoria Interna precisam ser bem entendidas pela admi- nistração;

14. ter acesso livre a todos os ambientes da organização,

contando se necessário, com assessoramento de profissionais qualificados em outras áreas para melhor entendimento de processo e procedimento. A sistemática de controle de uma organização não está confinada à área contábil;

15. mensurar o número de auditores necessários ao univer-

so aditado para que não haja massificação do serviço prestado internamente, fator que é redutor de qualidade;

16. deve o auditor ter e manter bom relacionamento

interpessoal, agindo sempre com diplomacia, paciência e an- tes de tudo, respeito. Este é o comportamento chave para eliminar-se focos potenciais de resistências;

17. construção de um novo paradigma: a função de audi-

toria não consiste em atividade de fiscalização. É preciso mu- dar o foco da auditoria bem como a visão que as pessoas têm da figura do auditor ( enfoque repressivo);

18. deve o auditor interno reportar-se ao Conselho Adminis-

trativo ou a Presidência, sem intermediários funcionais. A exis-

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A exis- > Revista Brasileira de Contabilidade tência de intermediários funcionais tende a retardar o

tência de intermediários funcionais tende a retardar o encami- nhamento da informação e, por conseqüência, a tomada de decisão correspondente. Reporte não significa subordinação porque a filosofia da relação Auditoria Interna – Conselho Admi- nistrativo é de assessoramento, ou seja, é de utilidade. Havendo subordinação teríamos perda de eficácia relativa quanto ao al- cance do output auditorial em função dos prejuízos decorrentes da inexistência de independência operacional. “Hoje é inconce-

bível que a auditoria interna se subordine ao controller (ou outro

executivo de linha da empresa) ”

uma relação auditor interno – controller tem como risco amor-

tecer o impacto das ações oriundas do exercício auditorial, po- dendo inclusive, diminuir seu raio de ação. Subordinar-se a uma chefia que lidera os objetos auditados padece de lógica;

19. não deve ser antecipado o resultado da Auditoria Inter-

na a quem quer que seja. Do contrário, as medidas corretivas perderão o timing ideal e com isso perde-se credibilidade;

20. existência de um programa de educação continuada ou

em sentido mais amplo, a gestão dos valores intelectuais do auditorinternoparaassegurarvantagemcompetitiva.Paratanto recomendamos o mapeamento de perfil para a função de auditor para que, sua plena satisfação e ascensão ocorra den- tro dos padrões de empregabilidade. 17 Cumpre destacar, a empregabilidade e empresabilidade são duas peças de um quebra-cabeças que se encaixam e cuja união traz efeitos sinérgicos. Quanto mais distantes, vale ressaltar, destas condições ideais, conjugadas ou não, maiores os riscos do auditor no exercício de sua atividade. Atenção maior deve ser dada a um dos mais perigosos riscos: a vaidade profissional. Ao tornar-se auditor, o profissional não encerra sua escala evolutiva no tocante a aprendizagem. Na verdade, tende ele a aguçar mais intensamente seus sentidos com as ex- periências no exercício de suas tarefas. A educação con-

16 De fato, a existência de

15 Havendo necessidade da cooperação de profissionais de outras especialidades, o auditor contábil interno não deve se furtar a fazê-lo.

16 ARAÚJO, Francisco José de. Auditoria interna: o que e para quê? Revista Brasileira de Contabilidade,

17 É interessante para a organização a implementação de uma política de treinamento intensiva para estes profissionais todavia, com outros auditores externos à empresa, para que o auditor interno não se isole de seu mercado profissional e possa, de forma efetiva e dinâmica, responder aos ditamos econômicos.

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tinuada é fator de excelência profissional porque aproxima o auditor de seu próprio mercado. Considerar-se sabedor

de todas as coisas é tomar uma postura isolacionista e des- provida de bom senso.

A eficácia do trabalho de Auditoria Interna depende, subs-

tancialmente, da forma como é praticada na organização, não estando, pois, estritamente ligada ao fator tecnológico.

> A importância da auditoria interna no processo decisório das empresas

É dependente ainda, conforme visto, do encaminhamento

pós-auditoria. É emergente a necessidade de repensar-se as funções da auditoria interna no entorno ambiental moder- no para que seja exposto à sociedade produtos compatíveis

e voltados para as necessidades dos usuários e especial-

mente para as exigências de mercado, para que função tão importante não sature por ineficiência.

Figura 3: caráter sinérgico do trabalho de auditoria.

EFICIÊNCIA NA

PRÁTICA DA

TECNOLOGIA

+

REFINAMENTO E PREPARO DA EQUIPE DE AUDITORES

+

ANDAMENTO PÓS AUDITORIA

FATOR CULTURA ORGANIZACIONAL

+ ANDAMENTO PÓS AUDITORIA FATOR CULTURA ORGANIZACIONAL SINERGIA DO TRABALHO EM EQUIPE EFICÁCIA AZIENDAL A maior

SINERGIA DO

TRABALHO EM

EQUIPE

EFICÁCIA

AZIENDAL

A maior e mais eficaz estratégia na imposição de respei-

to é a utilização do conhecimento. O auditor interno pre- cisa do “estado de cooperação” das pessoas e neste con- texto, a adequação da postura é de fundamental relevân- cia. O grande desafio do profissional auditor não é lidar com as fraquezas das pessoas, como alguns pensam, mas sim sustentar a credibilidade, qualidade e a utilidade de seu trabalho, no que implica minimizar riscos atentando para cada variável acima elencada.

>>>>> ConsideraçõesConsideraçõesConsideraçõesConsideraçõesConsiderações Finais.Finais.Finais.Finais.Finais. É inequívoca a funcio-

nalidade gerencial do produto oriundo do trabalho do auditor interno. Trata-se de uma tecnologia que opera so- bre as causas das quais decorrem as anomalias organizacionais, com foco orientado para a implementação de soluções corretivas e preventivas, criando desta forma, um ambiente favorável à evolução funcional da organiza- ção e das pessoas que com ela colaboram.

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Consiste em uma diretriz à busca da almejada eficá- cia, nos planos financeiro, econômico e operacional, sendo de vital importância no contexto atual para fins de sustentação dos níveis de competitividade. A capa- cidade de resposta da empresa às intempéries mercadológicas é função da visão que seus gestores têm da organização. Visão esta, cujo valor é acrescido sobremaneira pelas sugestões do assessor técnico de linha. Preliminar à tomada de decisão, faz-se mister perce- ber e entender as ineficiências da estrutura organiza- cional. Fluxos de informações extensos, emaranhados e complexos não mais atendem aos anseios do gestor, pelo contrário, enfraquecem a sistemática de controle operacional interno. Necessário torna-se, então, para estas empresas, o apoio tecnológico da auditoria inter- na, posto que responde a esta lacuna da gestão que ainda impregna muitas organizações nos dias atuais.

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de Contabilidade

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