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11/03/19

História e Cultura das Artes

Classicismo

Prof. Sidónio Oliveira

2018-2019

Períodos da História da Música

Antiguidade Clássica (até 400 D.C.)

Idade Média (400 D.C. a 1450 D.C.)

Renascimento (1450 a 1600)

Barroco (1600 a 1750)

Classicismo (1750 a 1810 [30])

Romantismo (1810 [20] e 1910)

Música do Século XX

Música do Século XXI

11/03/19

Contexto Histórico da 2ª metade do séc. XVIII

1760 – Início da Revolução Industrial em Inglaterra.

1775 – 1783 – Revolução Americana.

1778 – Inauguração do Teatro La Scala de Milão.

1781 – Kant (1724-1804) escreve a Crítica da Razão Pura.

1789 - Início da Revolução Francesa, Luís XVI é guilhotinado e Napoleão Bonaparte começa a sua ascendência que o levará a se auto proclamar imperador.

1792 – George Washington é presidente dos Estados Unidos.

1792 - Mozart é enterrado como indigente.

Contexto SOCIAL da 2ª metade do séc. XVIII

Ascensão da Burguesia e de uma numerosa classe média.

Primeiros passos do processo de popularização e generalização da arte e do ensino.

A filosofia, a ciência, a literatura, as artes plásticas e a musica começam-se a dirigir a um público mais amplo.

Escrevem-se tratados populares para colocar a cultura ao alcance de todos

Os romances e as peças de teatro começam a retratar pessoas comuns com emoções comuns.

O mecenato estava em declínio, mas cresciam as salas de concertos para um “público moderno”.

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Evolução do pensamento ao longo do séc. XVIII

O movimento clássico foi buscar inspiração à arte e à literatura do mundo antigo (Grécia clássica).

O seculo “das luzes” caracteriza-se também pelos seus ideais humanitários.

Estas ideias humanitárias foram “abraçadas” pela Maçonaria.

Crença na eficácia do conhecimento experimental aplicado.

Crença no valor dos sentimentos naturais, comuns a todos os homens.

O individuo e ́ “o ponto de partida da investigação e o critério ultimo da acção”.

A religião, a filosofia, a ciência, as artes, a educação e a ordem social – tudo devia ser avaliado em função do modo como contribuía ou não para o bem-estar do individuo.

A estética deste período defendia que a função da musica e das outras artes era imitar a natureza oferecendo aos ouvintes imagens sonoras agradáveis.

A estética musical do classicismo

A musica devia ir ao encontro do ouvinte e não o obrigar a fazer um esforço para ouvir e entender a sua estrutura.

Devia cativar (através de sons agradáveis e de uma estrutura racional) e comover, mas não surpreender demasiado (através da excessiva elaboração), e muito menos causar perplexidade. Devia evitar a complexidade.

J.J.Rousseau defendia a composição musical como “a arte de inventar melodias e de as acompanhar com harmonias apropriadas”.

À extravasão e densidade Barrocas sucedem-se a contenção e a unidade clássicas.

À artificialidade e exuberância do Barroco, sucedem-se a procura da simplicidade e da naturalidade no Classicismo.

Ao experimentalismo Barroco sucede-se a racionalização clássica.

1691 – Werckmeister, no seu livro “Valor, Uso e Abuso da Nobre Arte da Musica” afirma: “a musica e ́ uma dadiva de Deus, para ser usada em sua honra”.

1776 – Charles Burnay, no 1º volume da Historia Geral da Musica, afirma: “A musica é um luxo inocente e, em boa verdade, desnecessário à nossa existência, embora grandemente proveitosa e agradável ao ouvido”.

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A estética musical do classicismo

A musica devia ir ao encontro do ouvinte e não o obrigar a fazer um esforço para ouvir e entender a sua estrutura.

Devia cativar (através de sons agradáveis e de uma estrutura racional) e comover, mas não surpreender demasiado (através da excessiva elaboração), e muito menos causar perplexidade. Devia evitar a complexidade.

J.J.Rousseau defendia a composição musical como “a arte de inventar melodias e de as acompanhar com harmonias apropriadas”.

À extravasão e densidade Barrocas sucedem-se a contenção e a unidade clássicas.

À artificialidade e exuberância do Barroco, sucedem-se a procura da simplicidade e da naturalidade no Classicismo.

Ao experimentalismo Barroco sucede-se a racionalização clássica.

1691 – Werckmeister, no seu livro “Valor, Uso e Abuso da Nobre Arte da Musica” afirma: “a musica e ́ uma dadiva de Deus, para ser usada em sua honra”.

1776 – Charles Burnay, no 1º volume da Historia Geral da Musica, afirma: “A musica é um luxo inocente e, em boa verdade, desnecessário à nossa existência, embora grandemente proveitosa e agradável ao ouvido”.

Principais vectores da teoria e prática musicais:

Estabelecimento dos princípios da harmonia.

Aparecimento da forma-sonata.

Aparecimento da sinfonia como forma instrumental autónoma.

Emergir do piano (piano-forte).

Padronização da orquestra.

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Piano -forte Em 1709 B. Cristofori (1655 – 1731) desenvolve em Florença o primeiro mecanismo

Piano-forte

Piano -forte Em 1709 B. Cristofori (1655 – 1731) desenvolve em Florença o primeiro mecanismo semelhante

Em 1709 B. Cristofori (1655 – 1731) desenvolve em Florença o primeiro mecanismo semelhante ao Piano, ao introduzir num cravo um sistema de martelos que percutiam as cordas. Quase todos os construtores de órgãos e cravos se interessaram por este novo instrumento que evoluiu bastante depressa.

Estrutura de uma Orquestra Clássica

Estrutura de uma Orquestra Clássica

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11/03/19 6
11/03/19 6

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Os Filhos de Bach (Pré-Classicismo)

Os Filhos de Bach (Pré-Classicismo) Carl Philippe Emanuel Bach (1714 – 1788) • Deixou uma abundante

Carl Philippe Emanuel Bach (1714 – 1788)

• Deixou uma abundante produção de sonatas para Clavicórdio, depois tocadas em Piano-Forte e escreveu o “Ensaio sobre a verdadeira arte de tocar instrumentos de tecla.

Clavicórdio, depois tocadas em Piano-Forte e escreveu o “Ensaio sobre a verdadeira arte de tocar instrumentos
Clavicórdio, depois tocadas em Piano-Forte e escreveu o “Ensaio sobre a verdadeira arte de tocar instrumentos

Os Filhos de Bach (Pré-Classicismo)

Os Filhos de Bach (Pré-Classicismo) Johann Christian Bach (1735 – 1782) • Depois de ter estudado

Johann Christian Bach (1735 – 1782)

• Depois de ter estudado com o pai e com o irmão, vai para Itália onde se converte ao catolicismo. Acaba por se mudar para Londres onde se torna famoso pelos seus concertos para Piano-Forte.

se converte ao catolicismo. Acaba por se mudar para Londres onde se torna famoso pelos seus
se converte ao catolicismo. Acaba por se mudar para Londres onde se torna famoso pelos seus

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O classicismo em Portugal

João Domingos Bomtempo

(1775-1842)

O classicismo em Portugal João Domingos Bomtempo (1775-1842) Requiem em Dó menor, Op.23 "À memória de

Requiem em Dó menor, Op.23 "À memória de Camões" (c.1818)

João de Sousa Carvalho

(1745-1798)

de Camões" (c.1818) João de Sousa Carvalho (1745-1798) Andante - Toccata em Sol menor Marcos de

Andante - Toccata em Sol menor

João de Sousa Carvalho (1745-1798) Andante - Toccata em Sol menor Marcos de Portugal (1762 –

Marcos de Portugal (1762 – 1830)

João de Sousa Carvalho (1745-1798) Andante - Toccata em Sol menor Marcos de Portugal (1762 –

La Donne Cambiate

João de Sousa Carvalho (1745-1798) Andante - Toccata em Sol menor Marcos de Portugal (1762 –

Joseph Haydn (1732-1809)

Joseph Haydn (1732-1809) • Aos 6 anos muda-se para Viena onde cresce trabalhando e tendo algumas

Aos 6 anos muda-se para Viena onde cresce trabalhando e tendo algumas lições de música

Aos 29 anos entra ao serviço dos príncipes Esterhazy, ocupando o cargo de mestre capela por 30 anos

Chega a gozar de grande prestigio sendo mesmo, na altura, considerado o maior compositor vivo

Deixou uma extensa obra musical em que se destacam mais de 100 sinfonias (é por vezes chamado “Pai da Sinfonia”)

• Deixou uma extensa obra musical em que se destacam mais de 100 sinfonias (é por

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) • Nasce em Salzburgo, filho do compositor Leopold Mozart • Tem as

Nasce em Salzburgo, filho do compositor Leopold Mozart

Tem as primeiras lições de musica (piano e violino) aos 3 anos de idade

Passa a infância e a adolescência a fazer digressões pela Europa, onde é apresentado nos salões das casas nobres como menino prodígio

digressões pela Europa, onde é apresentado nos salões das casas nobres como menino prodígio Minuet em

Minuet em Sol Maior K1

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) • Aos 25 anos fixa-se em Viena, onde casa com Constança Weber

Aos 25 anos fixa-se em Viena, onde casa com Constança Weber

A partir de 1785, com grandes dificuldades económicas, dá aulas, faz concertos e compõe

Morre aos 35 anos sendo sepultado na vala comum do cemitério de S. Marcos em Viena

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Obras mais importantes de Mozart:

Música religiosa - 8 grandes missas, 10 missas breves, “as vésperas” e o Requiem

Música orquestral – 41 sinfonias e variadíssimos concertos para solista (violino, piano, flauta, clarinete, etc.)

Música para instrumento solo

Música de Câmara – 24 quartetos de cordas e variadas obras para todo o tipo de grupos de câmara – duetos, trios, etc.

de Câmara – 24 quartetos de cordas e variadas obras para todo o tipo de grupos
de Câmara – 24 quartetos de cordas e variadas obras para todo o tipo de grupos
de Câmara – 24 quartetos de cordas e variadas obras para todo o tipo de grupos

As óperas de Mozart

MOZART fez quase uma fusão entre os géneros cómico e sério

Entre as suas óperas mais ao estilo sério encontram-se:

– Il Pastore (1755), Idomeneu, rei de Creta (1781), La Clemenza di Tito (1791)

Nas óperas de estilo Buffo sobressaem:

– As Bodas de Fígaro (1786), Cosi fan Tutte (1790), D. Giovanni (1787)

Nas óperas em Alemão compôs Singspiels como:

– Bastien und Bastienne (aos 11 anos de idade), O Rapto do Serralho (1782), A Flauta Mágica (1791)

Singspiels como: – Bastien und Bastienne (aos 11 anos de idade), O Rapto do Serralho (1782),
Singspiels como: – Bastien und Bastienne (aos 11 anos de idade), O Rapto do Serralho (1782),
Singspiels como: – Bastien und Bastienne (aos 11 anos de idade), O Rapto do Serralho (1782),

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A ópera do classicismo

A ópera em Italiano:

– Continua a ser o modelo mais utilizado no período clássico sendo escrita não

Itália

colónias da América do Sul

– Continua a desenvolver-se nas duas vertentes de ópera séria e ópera buffa

mas também em Inglaterra, Portugal, Espanha, Rússia e algumas

́ em

Ópera Séria com temas históricos ou mitológicos, enfatizando os valores morais e os sentimentos nobres, mas ao contrário da ópera barroca, tem normalmente um final feliz.

Ópera Buffa com temas da vida quotidiana, mistura o elemento cómico com o sentimental

A ópera em Francês

– Em França o estilo mais divulgado e ́ o da “Opéra Comique”, com temas da vida

burguesa e campestre

– Após a revolução aparece também a “Opéra de Sauvetage” (opera de libertação), normalmente relacionada com temas de liberdade e opressão em que um dos protagonistas se encontra prisioneiro sendo libertado no final

com temas de liberdade e opressão em que um dos protagonistas se encontra prisioneiro sendo libertado

A ópera do classicismo

A ópera em Alemão – Na Alemanha continuava-se a escrever principalmente ópera em Italiano, no entanto aparecem alguns exemplos de óperas em alemão, são eles:

A “Grand-ópera” alemã é o equivalente à Ópera Séria mas cantada em alemão, normalmente com temas mitológicos

O Singspiels – o equivalente à ópera cómica, que sendo vista como o “género menor”, Mozart projectou para grandes níveis de qualidade

à ópera cómica, que sendo vista como o “género menor”, Mozart projectou para grandes níveis de

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Ludwig van Beethoven (1770 – 1827)

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827) • Nasce em Bona em 1770, nono filho em que

Nasce em Bona em 1770, nono filho em que dois eram cegos, dois eram surdos e um era atrasado mental

Recebe as primeiras lições de seu pai que esperava fazer dele um fenómeno igual ao de Mozart

Aos 22 anos muda-se definitivamente para Viena de Áustria, onde estuda com Haydn e Salieri, entre outros, e onde vive das aulas e concertos que dá

As três fases da música de Beethoven

1ª Fase – até 1802 – Fase Clássica, muito dependente da tradição vienense

Obras mais importantes desta fase:

– 1ª e 2ª Sinfonias

– 1º e 2º Concertos para Piano

– Primeiros Quartetos de Cordas e as 11 primeiras Sonatas para Piano

e 2ª Sinfonias – 1º e 2º Concertos para Piano – Primeiros Quartetos de Cordas e
e 2ª Sinfonias – 1º e 2º Concertos para Piano – Primeiros Quartetos de Cordas e
e 2ª Sinfonias – 1º e 2º Concertos para Piano – Primeiros Quartetos de Cordas e

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As três fases da música de Beethoven

2a Fase – de 1802 a 1814 – Fase do amadurecimento

Principais obras desta fase:

– Sinfonias nº 3, 5 e 6

– Quartetos de Cordas “Razumovsky”, Ópera Fidélio

– Sonata para piano op. 27 (Sonata ao Luar)

nº 3, 5 e 6 – Quartetos de Cordas “Razumovsky”, Ópera Fidélio – Sonata para piano
nº 3, 5 e 6 – Quartetos de Cordas “Razumovsky”, Ópera Fidélio – Sonata para piano
nº 3, 5 e 6 – Quartetos de Cordas “Razumovsky”, Ópera Fidélio – Sonata para piano

As três fases da música de Beethoven

3a Fase – 1814 – 1827 – Fase da transcendência (monumentalidade, densidade musical, grande liberdade formal e mensagens universais) total surdez e isolamento.

Principais obras:

– 9ª sinfonia

– Missa Solene, Sonatas nº 28 a 32

– Quartetos op. 127, 130, 131 e 135

isolamento. Principais obras: – 9ª sinfonia – Missa Solene, Sonatas nº 28 a 32 – Quartetos
isolamento. Principais obras: – 9ª sinfonia – Missa Solene, Sonatas nº 28 a 32 – Quartetos
isolamento. Principais obras: – 9ª sinfonia – Missa Solene, Sonatas nº 28 a 32 – Quartetos

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Classicismo (1750 a 1810 [30])

Contexto Histórico da 2ª metade do séc. XVIII Contexto Social da 2ª metade do séc. XVIII Evolução do pensamento ao longo do séc. XVIII A estética musical do classicismo Principais vectores da teoria e prática musicais Compositores mais influentes

Antiguidade Clássica (até 400 D.C.)

Idade Média (400 D.C. a 1450 D.C.)

Renascimento (1450 a 1600)

Barroco (1600 a 1750)

Classicismo (1750 a 1810 [30])

Romantismo (1810 [30] e 1910)

Música do Século XX

Música do Século XXI