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FONOAUDIOLOGIA E TRANSGENITALIZAÇÃO: A VOZ NO PROCESSO DE

REELABORAÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL DO TRANSEXUAL

Lorena Badaró Drumond


Fonoaudióloga
Mestranda em Psicologia - UFES
lorenabadaro@yahoo.com.br

1. Introdução
Nos consultórios de Fonoaudiologia é crescente a demanda de transexuais,
principalmente masculinos*, em busca da adequação da voz ao gênero pretendido por eles.
Segundo Silveira (2006), transexual é o indivíduo que tem convicção de não pertencer
ao seu sexo biológico. Rejeita o próprio corpo e suas características genitais por desenvolver
uma identidade de gênero relativa ao sexo oposto ao seu.
O tema da homossexualidade será abordado a partir do olhar da Fonoaudiologia, mais
restrito à questão da saúde, e da Psicologia, no sentido da construção social.
Através da revisão de literatura, a presente pesquisa se propôs buscar compreender o
papel que a voz ocupa na construção da identidade social dos transexuais masculinos e em
que se baseiam as demandas apresentadas por esse público não só na clínica fonoaudiológica
mas também em relação à estética corporal.

2. Olhar Fonoaudiológico do corpo e da voz na transexualidade


O indivíduo transexual caracteriza-se por apresentar incompatibilidade entre sexo e
gênero (SILVEIRA, 2006). São como mulheres em corpos biológicos de homens.
Muitos† transexuais submetem-se a tratamentos hormonais e a cirurgias para adequar
seu corpo biológico à identidade feminina. Baseiam-se em uma regra sócio-cultural que
segrega características femininas e masculinas.
Em 1997 o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou experimentalmente a
realização da cirurgia de transgenitalização no Brasil. Trata-se de um procedimento para a
mudança do sexo. A opção pela cirurgia é criteriosa, baseada em “diagnóstico” realizado por
uma equipe multiprofissional. Esse diagnóstico é realizado a partir da constatação da presença
de desconforto com o sexo anatômico natural, desejo de eliminar os genitais, de perder as
características primárias e secundárias do próprio sexo para ganhar as do sexo oposto, da
permanência desses distúrbios de forma contínua e consistente por, no mínimo, dois anos e da
ausência de outros transtornos mentais (CFM, 1997). Essa resolução foi revogada em
2002 (CFM, 2002).
Silveira (2006) aponta relevância para a cirurgia de transgenitalização por
compatibilizar sexo e gênero, auxiliando na confirmação social da identidade do transexual.
Além da mudança de sexo podem ser realizadas outras cirurgias como rinoplastia,
mamoplastia e cirurgia na laringe (ATHAYDE, 2001).
Baseado nas resoluções do CFM, o Ministério da Saúde (MS) passou a custear as
cirurgias e definiu diretrizes para o processo transexualizador pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) através da Portaria nº 1.707/ 2008.
A Portaria nº 457/2008 do MS estabelece os procedimentos para tratamento hormonal,
cirúrgico e acompanhamento terapêutico. As cirurgias cobertas pelo SUS são a do aparelho
geniturinário e a cirurgia na laringe. O acompanhamento proposto deve ser realizado por uma

*
O presente estudo trata apenas do transexual masculino (homens que se sentem como mulheres internamente).

Emprego dos artigos masculinos com referência aos transexuais masculinos por uma questão de concordância
nominal.
equipe multiprofissional composta por médico psiquiatra, endocrinologista, psicólogo e
assistente social.
A divulgação das legislações contribuiu para o início de vários serviços especializados
voltados aos transexuais. Dentre as possibilidades de tratamentos encontradas no Brasil, as
clínicas fonoaudiológicas têm recebido cada vez mais transexuais na tentativa de modificarem
a voz. O fonoaudiólogo é o profissional responsável pelo aperfeiçoamento dos padrões da fala
e da voz (BRASIL, 1981). A voz, além de ser resultado de uma função neurofisiológica inata,
também carrega parte da personalidade do indivíduo, “revelando aspectos relacionados a seu
estado psicoemocional e transmitindo um significado além do conteúdo do discurso que
acompanha” (DRUMOND; GAMA, 2006, p. 50).
A voz assume papel importante na identificação dos gêneros principalmente após a
puberdade. A partir da muda vocal, na adolescência, a ação hormonal ocasiona alterações no
aparelho fonador que resultam em qualidades vocais distintas entre os sexos (BEHLAU,
2001). Esse dado coincide com o período em que os transexuais iniciam as buscas pelas
transformações corporais (ARÁN; ZAIDHAFT; MURTA, 2008).
Homens possuem laringe maior, trato vocal e pregas vocais mais longas, o que produz
voz com freqüência mais baixa que nas mulheres, dando a sensação auditiva de tom grave. A
freqüência fundamental da voz é citada como um dos itens responsáveis pela diferenciação
entre o padrão vocal masculino e feminino (VASCONCELLOS; GUSMÃO, 2001).
Apesar dos parâmetros que as distinguem estarem em estudo, qualquer ouvinte é capaz
de julgar uma “voz de mulher” ou uma “voz de homem”. Possuímos um padrão de voz que
reflete a identidade masculina e feminina. Para o transexual, a voz é mais um aspecto a ser
modificado e adaptado ao gênero.
Nos poucos estudos realizados no Brasil sobre o assunto observamos que as
intervenções cirúrgicas realizadas na laringe não garantem isoladamente uma voz identificada
como feminina (BERGEL, 1999; VASCONCELLOS; GUSMÃO, 2001).
Günzburger (1995), Bergel (1999) e Vasconcellos e Gusmão (2001) afirmam que as
características vocais dos transexuais masculinos são resistentes a mudanças convincentes
apenas com a ingestão de hormônios femininos, embora sejam importantes para a
feminilização do corpo.
Günzburger (1995) considera a intervenção cirúrgica como um suplemento para a
fonoterapia, que deve estar contida no processo de reabilitação dos transexuais. Além disso,
Vasconcellos e Gusmão (2001) retratam que microcirurgias laríngeas apresentam riscos e nem
sempre apresentam resultados positivos. Para Bergel (1999) a fonoterapia é uma conduta
importante para orientação. Para a voz se tornar mais feminina cita ser necessário modificar
os parâmetros de entonação, de ressonância, de elevação da freqüência fundamental, o
vocabulário, a gramática, o enunciado e os gestos durante a fala.
Para Günzburger (1995) não só os fatores biológicos, mas os padrões culturais, a
pressão social e os meios de comunicação de massa influenciam nas imagens vocais de
determinados grupos de pessoas. Verificou que os indivíduos são capazes de adotar
intuitivamente uma série de características vocais femininas. Bergel (1999) afirma que
esforços espontâneos nem sempre são suficientes para caracterizar o gênero escolhido.
Vasconcellos e Gusmão (2001) apresentam o caso clínico de três transexuais em que a
elevação da freqüência fundamental não foi suficiente para tornar a voz feminina, sendo
necessário um trabalho com a modulação. Entretanto, discordam da idéia de Bergel (1999)
quanto às mudanças no conteúdo semântico e de comportamento corporal. Acreditam que os
transexuais já desenvolvem esses parâmetros por sentirem-se mulheres desde muito jovens.
A Fonoaudiologia é uma profissão ainda recente no Brasil e foram encontrados poucos
estudos científicos com o público transexual desenvolvidos pela área. Ainda assim, identifica-
se a importância da fonoterapia para a adequação da voz e da fala dos transexuais. Ressalta-se
que a Portaria nº 457/2008 do MS não inclui fonoaudiólogos na equipe multiprofissional,
mesmo com a cirurgia na laringe sendo coberta pelo SUS. Daí pode-se inferir o
desconhecimento do trabalho realizado por esses profissionais e de sua aplicabilidade.
Historicamente, características físicas, psicológicas e sociais foram eleitas como
definidoras das diferenças de gênero. Essas “marcas” identitárias expressas no corpo do
indivíduo servirão para classificá-lo. Preocupados com essa classificação, os transexuais
submetem-se a várias intervenções para se sentirem fisicamente como mulheres e serem
identificados como tais. O corpo e a voz tornam-se o reflexo do que carregam internamente.

3. O homem não nasce pronto!


Para compreendermos a demanda dos transexuais partimos de um olhar em que o
homem não pode ser tratado como um ser puramente biológico. Ele se constrói e elabora seus
julgamentos porque se encontra inserido em uma cultura. Ele é produto da natureza social, e o
que o torna homem é a sua relação com a sociedade e com a cultura (LEONTIEV, 2004).
A ontogênese humana proposta por Leontiev (2004) diz que o homem atual já nasce
com as propriedades biológicas que permitem sua sobrevivência. O que passa a reger sua
evolução são as leis sócio-históricas. Para o autor as aptidões e os caracteres que distanciam o
homem dos outros animais não podem ser transmitidos hereditariamente, pois são adquiridos
ao longo da vida através da apropriação dos resultados da atividade cognitiva e da cultura
criada pelas gerações precedentes. Tal apropriação é mediada pelas relações entre os
indivíduos em um processo educativo, de transmissão de experiências sociais. “Cada
indivíduo aprende a ser um homem” (LEONTIEV, 2004, p. 285).

4. A construção social dos gêneros


Uma vez que o homem não nasce pronto, logo não nascemos homens ou mulheres,
mas nos tornamos como tais (BEAUVOIR, 1980). Ainda na gestação o gênero da criança é
fixado ao seu sexo. Nascemos em uma cultura que distingue roupas, brinquedos,
comportamentos, maneiras de andar, de falar que caracterizam o feminino ou o masculino.
Silveira (2006) diz que a família e a sociedade se comportam de acordo com os seus valores,
dando a direção do que é masculino e feminino.
As diferenças e as desigualdades entre homens e mulheres, hetero e homossexuais
foram construindo-se historicamente. Na sociedade ocidental, há uma valorização do homem
e do masculino. Mulheres e homossexuais têm lugar restrito na política, na economia, no
mercado de trabalho. Algumas teorias são usadas para justificar a categorização dos gêneros e
a hierarquização social entre eles.
A perspectiva Biológica, por exemplo, lança mão das diferenciações
anatomofisiológicas entre machos e fêmeas para fundamentar a história de valorização do
homem. Assim, o fato de ser biologicamente mais frágil, dotada de menos força muscular e
capacidade respiratória e de instabilidades emocionais decorrentes das variações hormonais,
acaba por conferir à mulher uma situação de inferioridade em relação ao homem
(BEAUVOIR, 1980).
Na perspectiva marxista pode-se inferir que as desigualdades entre homens e
mulheres são um reflexo do surgimento da divisão social do trabalho, em função da criação de
novos instrumentos. A expansão da agricultura demandou a força do trabalho de homens para
operar instrumentos mais pesados (BEAUVOIR, 1980; MEYER, 2003); e a presença das
mulheres dentro das fábricas no período industrial não promoveu a valorização social das
mesmas.
O movimento feminista defende que tais teorias, isoladamente, não explicam as
desigualdades em questão. O argumento é que o modo como as características femininas e
masculinas são distinguidas e valorizadas em uma cultura em determinado momento histórico
é que vai constituir o que será definido e vivido como tal (MEYER, 2003). Foi com o
movimento feminista o termo gênero passou a ser utilizado no intuito de complementar a
noção de sexo, distinguindo-se dela (MEYER, 2003). Gênero seria a construção social do
sexo. Refere-se aos comportamentos, às atitudes que a cultura imprime ao corpo sexuado. Ou
seja, uma forma de nomear o que já era observado na realidade ocidental.
Ressaltamos que sexo é uma manifestação biológica, enquanto gênero e sexualidade
tratam-se de construções culturais. Conforme Silveira (2006), natureza e cultura compõem o
processo de construção social da identidade de gênero.

5. A construção social da sexualidade


Não há comprovações acerca das origens da homossexualidade na história, mas desde
a Roma Antiga e ainda no início da sociedade moderna já acontecia o homoerotismo
masculino (ADELMAN, 2000). O comportamento sexual, porém, não era tomado como
marcador da identidade. Não existiam conceitos acerca da sexualidade.
O termo sexualidade é relativamente recente, surgido no século XIX. Até o século
XVIII, o sexo era apenas umas das várias características que distinguiam o homem da mulher.
No final do século XIX, apropriando a ideologia burguesa de limites de liberdade e de
dominação do homem sobre a mulher, o discurso médico-científico em voga passa a construir
idéias sobre padrões normais e patológicos (LEITE JÚNIOR, 2008). Surge um discurso
marcador de diferenças morais entre os comportamentos masculinos e femininos que, aliado
ao pensamento cristão, valoriza a família nuclear composta pelo pai-homem e pela mãe-
mulher. Aí os homens são naturalmente atraídos por mulheres e as práticas sexuais têm
finalidade de procriação. Afastar-se desse padrão significa um desvio. Inicia-se a “produção”
da homossexualidade.
A sexualidade passa a atribuir identidade, como se definisse a essência do indivíduo a
partir do sexo (ADELMAN, 2000; LEITE JÚNIOR, 2008). Esse comportamento que não
obedece a “função natural” da prática sexual passa a ser moralmente “diferente” do “normal”
e, portanto, patológico. Daí em diante houve grande preocupação em se “diagnosticar” as
origens ou possíveis causas da homossexualidade, que precisava ser tratada.
Como a comunicação é condição necessária para a transmissão cultural (LEONTIEV,
2004) e tem na linguagem seu veículo, é compreensível que essa visão preconceituosa acerca
dos homossexuais exista ainda no século XXI, pois a linguagem carrega o discurso ideológico
dominante em seu interior (FIORIN, 2007). Por isso a exclusão moral e social está presente
na vida dos homossexuais, demonstrando a postura de negação da alteridade dessa categoria
(SOUZA, 2008). Assim, é possível compreender um pouco mais a crescente demanda dos
transexuais por alterações corporais e vocais que os aproxime do gênero feminino.

6. A pluralidade sexual
No Brasil, o movimento homossexual surgiu na década de 70 composto basicamente
pelas categorias gays e lésbicas e, posteriormente, pelas travestis, transexuais e bissexuais.
Em 1999 a sigla GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) passou a ser usada para
denominar o sujeito político do movimento. O termo transgênero foi uma tendência mundial
para agrupar travestis e transexuais, que se diferenciam por assumirem uma postura de
mudança de gênero e não apenas de orientação sexual (FRANÇA, 2006).
Dentro da idéia de homossexualidade destacamos os transexuais justamente pela
marcante busca pela identidade de gênero. No presente estudo nota-se que essa busca se dá a
partir de uma construção social dos atributos físicos e vocais entendidos como femininos.
Dentro da categoria trans os transexuais se diferem das travestis e das drag-queens
pois, além de assumirem a identidade feminina, recorrem à transgenitalização devido a
insatisfação com seus órgãos sexuais, dentre outras modificações (BENEDETTI, 2006;
SILVEIRA, 2006; ARÁN; ZAIDHAFT; MURTA, 2008). Valorizam as intervenções em seus
corpos e em sua voz para revelarem externamente aquilo que julgam ser internamente.
Nem sempre a busca pela transgenitalização tem como objetivo principal a satisfação
na vida sexual (ATHAYDE, 2001; ARÁN; ZAIDHAFT; MURTA, 2008). A maior demanda
pela cirurgia parte da necessidade de adequar o corpo ao gênero. “O que se destaca é o desejo
de obter uma identidade feminina e não necessariamente de ter relações sexuais” (ARÁN;
ZAIDHAFT; MURTA, 2008, p. 75).
A construção da identidade social é um processo contínuo dentro de uma complexa
dinâmica entre o encontro e a valorização da diferença, tendo como pano de fundo as relações
de alteridade – o encontro com o outro (SAWAIA, 2001; SOUZA, 2005, 2008). O nome, o
trabalho, o corpo, a voz, as preferências de lazer, as relações afetivas, cada detalhe servirá
para a afinidade ou o distanciamento entre as pessoas. É o olhar do Outro que dá o sentimento
de pertença ou não a determinado grupo social. Conforme Souza (2005), o “sentir-se
identificado” é uma das características fundamentais do processo identitário.
A busca pela transformação do corpo e da voz para “se tornar” mulher reflete,
portanto, o intuito do transexual de sentir-se reconhecido e aceito como tal
(VASCONCELLOS; GUSMÃO, 2001). O corpo acaba por funcionar como um suporte onde
a identidade se expressa.
Inferimos que tudo o que está impresso internamente no sujeito passou pela
apropriação de significados construídos pela sociedade. A realidade social se projeta e se
reproduz nos elementos que compõem a identidade transexual (SILVEIRA, 2006). Portanto
externar essa identidade invisível é conhecer e dar sentido ao que se entende por feminino e
masculino.
Voltamos à relação dialética do homem com sua cultura. Ao passo em que as
características culturais têm sua gênese no homem, o homem tem a gênese de seus valores,
moralidades, verdades, civilidades e crenças na própria cultura.

7. Considerações finais
No Brasil existem poucas pesquisas envolvendo voz e transexualidade. O transexual
procura modelar seu corpo e adequar sua voz para se identificar e ser identificado como
elemento integrante de um grupo/categoria social. Todas as modificações às quais recorrem
demonstra uma reafirmação de uma norma heterossexual já enraizada na cultura ocidental.
Quando buscam características que os identifiquem como mulheres e femininas, estão
assumindo a polarização entre os gêneros que vem sendo construída historicamente.
Compreende-se que gênero e estética de gênero são produtos culturais continuamente
apropriados e reforçados pelos próprios indivíduos.
Conclui-se que identidade sexual e de gênero são produtos de uma relação dialética
entre o homem e sua cultura e que a voz contribui de forma relevante no processo de
construção social da identidade dos transexuais. Tendo em vista que a transgenitalização já é
realizada no Brasil via SUS, incluindo a cirurgia para feminilização vocal, e que compete ao
fonoaudiólogo tratar e aperfeiçoar a comunicação humana, torna-se importante a presença
desse profissional na equipe de acompanhamento ao longo do processo de redesignação
sexual, bem como o desenvolvimento de mais pesquisas na área.

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