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Impulsionados

Pelo Amor
1ª Edição

Relatos de Restauração Sexual

Closet Full - Por uma Sexualidade sem Culpa


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lização e distribuição. Nossa intenção ao lançar o materi-
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tor é responsável pelo conteúdo de seu material que não
expressam necessariamente as ideias da Equipe Closet
Full. Caso deseje maiores informações ou conhecer ou-
tros materiais, escreva para:

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Agradecimentos

A Deus, em primeiro lugar, o Autor e Consumador da nossa


Fé. Para Ele seja toda glória e honra. Deus, o personagem prin-
cipal, não só de cada relato, mas deste trabalho.

A cada autor que além de acreditar neste projeto, dedicou o seu


tempo e coragem para tornar possível este trabalho, o nosso
muito obrigado por aceitar não só o convite, mas o desafio.

Um agradecimento especial para Dionísio, Paulo e Marcus por


cederem seus talentos para este projeto.

Ao Juliano Son e Livres para Adorar por permitirem a utiliza-


ção da letra da canção “Vai Valer a Pena”.

EQUIPE CLOSET FULL

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Sumário

Introdução.................................................................................................................................04

Cláudio......................................................................................................................................05

Marcus.......................................................................................................................................10

Thiago........................................................................................................................................16

Eduardo.....................................................................................................................................21

Vanessa......................................................................................................................................25

Félix............................................................................................................................................36

Anderson...................................................................................................................................44

Leonardo...................................................................................................................................50

Saulo...........................................................................................................................................54

Gabriela.....................................................................................................................................66

Conclusão..................................................................................................................................69

Vai Valer a Pena........................................................................................................................72

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Introdução

O objetivo deste material não é apresentar a homossexualidade como boa ou ruim,


muito menos entrar no mérito de causa e efeito homossexual.

Este material foi realizado respeitando tanto quem vive na prática homossexual como
quem optou por abandonar, escrevendo assim uma nova história.

Está é uma versão revisada da 1ª Edição lançada em 2011.

Cada autor é responsável pelo conteúdo de seus relatos e mensagens, que foram entre-
gues entre o período de novembro/2010 e janeiro/2011.

Boa Leitura.

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A história da minha vida é uma mistura de sofri-
mento e dor, aliada a grandes mudanças e alegria inten-
sa. Desde a minha infância até o dia de hoje eu tenho ex-
perimentado grandes transformações, que me permitem

Cláudio dizer que a vida é maravilhosa e deve ser vivida com pra-
zer e gozo.

Eu experimentei o sofrimento bem cedo na minha


vida. Ainda aos 7 ou 8 anos de idade fui introduzido às
experiências sexuais com garotos da minha vizinhança.
Um desses meninos tinha uns 17 anos e outros dois eram
aproximadamente dois anos mais velhos que eu.

O rapaz de 17 anos me atraía para os fundos da


sua casa e mostrava-me um pênis de borracha. Com o
passar do tempo, ele passou a mostrar o próprio pênis e
pedia que eu o masturbasse. Isso desenvolveu em mim
uma forte e irresistível atração pelo mesmo sexo.

Com os outros dois meninos as "brincadeiras se-


xuais" eram mais intensas e chegavam a níveis mais práti-
cos. Essas brincadeiras se estenderam até que eu comple-
tasse 10 anos de idade, ocasião em que mudei para outro
bairro e fiquei livre do assédio e abusos daqueles dois ga-
rotos.

O novo bairro em que fui morar era povoado com


muitos meninos menores de idade e que passavam o dia
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(e parte da noite) na rua, longe dos olhos mossexuais e à masturbação compulsiva.
dos seus pais ou irmãos mais velhos. Ainda aos 19 anos, conheci um rapaz de
Nessa vizinhança, conheci e experimen- 25 com o qual dormi uma única noite, o
tei níveis de envolvimento sexual ainda que foi suficiente para que a partir disso
mais intensos e frequentes. Todas as tar- eu me entregasse completamente ao com-
des e noites havia "brincadeiras" entre os portamento homossexual e assumisse o
garotos. A faixa etária da meninada era estilo de vida gay.
de 8 a 18 anos.
Seguiram-se anos de casos, encon-
Até os 16 anos eu sentia muito tros e aventuras que acabaram por criar
prazer com as brincadeiras sexuais que em mim uma forte convicção: eu era gay
fazia com os colegas da minha idade. e devia me acostumar com a idéia e o
Tudo parecia tão natural e previsível. Eu modo de viver da comunidade homosse-
não sentia nenhum remorso ou vergo- xual!
nha, afinal, todos os meninos faziam ou
Apesar de tudo isso, aos 22 anos
já haviam feito o mesmo. Não havia moti-
eu questionei o que eu havia vivido des-
vo para traumas, complexos e dilemas...
de a infância e comecei a indagar por res-
Só diversão.
postas quanto às origens dos meus senti-
Apesar disso, entre os 16 e 19 mentos e desejos. Eu não duvidava da in-
anos, dei-me conta de que tudo aquilo já tensidade dos meus desejos e sentia-me
estava fazendo parte do meu próprio jei- confortável com o prazer que os atos e
to de ser, sentir, pensar e agir. Comecei a afetos homossexuais me proporciona-
entender que o desejo sexual por garotos vam. A única dúvida que persistia em
estava completamente impregnado em minha mente estava relacionada ao fato
mim e não estava associado apenas a de não saber o porquê disso acontecer co-
brincadeiras com os outros meninos. migo. Eu não lamentava o fato, mas que-
Tudo isso trouxe a mim uma constatação ria saber a finalidade, o propósito de ha-
inequívoca: eu era "diferente"! ver nascido homem, porém com uma
mente e um desejo sexual voltado para
Entre 16 e 19 anos permaneci celi-
os outros homens. Na verdade, eu queria
batário, porém, entregue às fantasias ho-

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mesmo era saber se Deus existia e se real- me propus a seguir os ensinos contidos
mente estava por trás de tudo isso! na Bíblia, caso Jesus realmente mudasse
minha forma de pensar, andar e falar. Eu
Mesmo tendo aquele tipo de dúvi-
tinha uma mente inquieta, a qual estava
da, eu não buscava por nenhuma respos-
constantemente fixada em homens e
ta em Deus ou na religião. Ao mesmo
sexo. Meu andar já estava ligeiramente
tempo, eu lia quase tudo que aparecesse
afetado e os que passavam por mim per-
em minha frente e que estivesse relacio-
cebiam claramente que eu tinha trejeitos
nado ao tema da homossexualidade.
femininos. Minha voz deixava claro o
Apesar de não estar à procura de tipo de desejo sexual que existia em
uma resposta em Deus, na noite do dia mim.
30 de março de 1997, sem que eu estives-
Aquela noite de verão foi o início
se planejando nenhuma mudança em mi-
de uma jornada emocionante. Comecei
nha vida, acabei por ouvir "por acaso"
imediatamente a estudar a Bíblia e a pro-
uma mensagem de um pastor evangéli-
curar conhecer cada vez mais a vontade
co, na qual ele fazia um desafio para que
de Deus expressa nas Escrituras e me
os presentes buscassem conhecer uma
apaixonei ao compreender o grande
tal "vontade de Deus". Segundo aquele
amor que o Criador tem por suas criatu-
pastor, essa seria a única forma para que
ras.
um homem soubesse o quanto o seu com-
portamento agrada ou desagrada o seu O meu relacionamento com o
Criador. Deus apresentado pela Bíblia supriu to-
das as minhas necessidades intelectuais,
Achei o argumento do pastor li-
emocionais e afetivas. Passei a me sentir
geiramente lógico e aceitei o desafio de
um homem completo e, conforme eu co-
conhecer aquela tal "vontade de Deus".
nhecia mais do amor de Deus por cada
Ainda assim, deixei claro ao próprio
um de nós, sentia-me mais forte, confian-
Deus (caso ele existisse) que eu NÃO
te e decidido a seguir a Verdade por toda
acreditava em nada que os crentes dizi-
a minha vida.
am e que eu achava a igreja um poço de
hipocrisia e enganação. Apesar disso eu

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Já se passaram mais de dez anos renças, às vezes não as compreendemos.
e durante todo esse tempo não houve re- Ainda assim, o amor que há em nós tem
caídas ou indecisões. Eu compreendi que vencido todas as nossas divergências e
a atração pelo mesmo sexo decorre de nos faz entender que Deus é amor e está
um erro na nossa percepção psicossexual ao lado dos que se esforçam para manter
e que resulta em um comportamento ina- os votos nupciais. Nosso lar é cheio de
dequado à nossa estrutura física e emoci- amor e paz e temos a certeza de que não
onal. Também entendi que não é possí- seremos abalados por nada nessa vida,
vel realizar-se completamente em uma pois estamos alicerçados numa rocha
relação com alguém do mesmo sexo. Há que não se deixa abalar.
sérias restrições e conseqüências biológi-
O fato de experimentarmos e ven-
cas, psicológicas e sociais inerentes à ho-
cermos as dificuldades em nosso casa-
mossexualidade. Compreendi que é anti-
mento nos dá ainda mais certeza de que
natural e contraproducente entregar-se a
o meu passado não desempenha ne-
uma disposição mental homoerótica e
nhum papel no meu presente, exceto na
aos relacionamentos homoafetivos.
condição de ferramenta para testemunho
Casei-me há seis anos e tenho e aconselhamento para aqueles que dese-
uma esposa maravilhosa, que enche a mi- jam se livrar da homossexualidade.
nha vida de significado, alegria e prazer.
Há dois anos comecei a pesquisar
Sinto-me completamente realizado ao
o que de fato aconteceu em minha mente
lado da minha companheira que, além
e que me levou a uma mudança tão radi-
de ser maravilhosamente bela, demons-
cal. Fiz descobertas fantásticas sobre o
tra uma fé inabalável no nosso Deus, o
funcionamento da mente e o comporta-
Criador dos Céus e da Terra. A fé que
mento humano. Atualmente, comparti-
vejo em minha esposa reforça aquela que
lho com outros homens a minha experi-
há em mim mesmo, na qual eu vejo que
ência e as pesquisas que realizo sobre
tudo que Deus faz durará eternamente!
esse tema. Compreendi que Deus fez o
Nosso casamento tem as mesmas homem de um modo magnífico e deu a
dificuldades de todos os casais que se cada um de nós uma mente para ser usa-
mantêm unidos nessa Terra. Temos dife- da adequadamente. Hoje sei que não im-
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porta o quanto tenhamos sofrido por des-
conhecermos o plano de Deus para nos-
sa, podemos recomeçar a jornada e esta-
belecer uma sólida caminhada rumo a
uma vida plena, com prazer e propósi-
tos.

Muitos homens já se beneficiaram


do meu testemunho e do aconselhamen-
to que lhes ofereço. Há maridos que es-
tão reestruturando seus casamentos e ra-
pazes que estão vivendo felizes com su-
as namoradas, livres do tormento que a
atração pelo mesmo sexo lhes causava e
aptos a sonharem com um matrimônio
tradicional, em que homem e mulher se
unem para gerar filhos e ser uma família.

Aceite o desafio e conheça o que


pode mudar sua vida radicalmente: a
Verdade!

Um cordial abraço.

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Já ouvi muitos relatos de pessoas que se envolve-
ram na homossexualidade e que resolveram contar sobre
sua superação. Já ouvi casos de pessoas que afirmaram
não terem passado por um processo de transformação,

Marcus mas vivenciaram uma mudança instantânea. O fato é


que, desde que comecei a procurar informações sobre
este assunto, muitas histórias apareceram – histórias inte-
ressantes, com grandes vitórias e algumas nem um pou-
co bem sucedidas. Identifiquei-me com alguns relatos,
mas alguns pontos importantes presentes em minha vida
nunca foram relatados. Dessa forma considerei oportuno
escrever um pouco sobre minha caminhada com Deus.

Nasci num lar cristão. Meu pai era evangelista e


sempre trabalhou ativamente na igreja. Minha mãe tam-
bém sempre esteve à frente de alguns trabalhos. Cresci,
então, aprendendo a viver em Cristo, ouvindo a Palavra
de Deus e me envolvendo nas atividades da igreja. Esta-
va entrando na adolescência quando meu pai foi consa-
grado a pastor. Achei muito interessante isso no início,
até porque ele sempre fez o trabalho de um pastor, mes-
mo quando era evangelista. Depois de um tempo, come-
cei a não gostar tanto da idéia – quem é filho de pastor
sabe que as coisas não são tão fáceis para nós. Hoje, no
entanto, glorifico a Deus por ter sido criado em uma fa-
mília como a minha e por ter sido filho de pastor, pois
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tudo isso faz parte da minha constitui- Certo dia, minha mãe e minha cu-
ção como parte integrante do Corpo de nhada estavam conversando e de repen-
Cristo. te começaram a falar sobre sexo. No
meio da conversa, surgiu alguma referên-
Eu e meu pai tínhamos uma gran-
cia à masturbação e minha mãe falou
de diferença de idade. Como ele tinha
que era pecado, pois o homem ficava
um trabalho secular e a igreja para pasto-
pensando em alguma mulher para sentir
rear, seu tempo em casa era bastante es-
prazer. Aquelas palavras ficaram ecoan-
casso. Assim, tivemos um relacionamen-
do em minha mente, num misto de te-
to bem distante. Tive uma infância tran-
mor, confusão e decepção pelo fato de
qüila, mas já me sentia diferente dos de-
algo tão bom e aparentemente tão inocen-
mais garotos. Não sabia o que seria essa
te ser pecado.
diferença, mas eu não me via como sen-
do igual a eles. Fui crescendo e na escola, Pouco tempo depois, vem à mi-
por vezes, ouvia alguns insultos dos cole- nha mente um pensamento: “Um ho-
gas, pelo fato de não jogar futebol como mem se masturbar pensando em uma
eles e por andar muito com as meninas mulher é pecado; e se ele pensar em ou-
da classe. De certa forma, tudo isso me tro homem será isso pecado também?”.
incomodava, embora eu não soubesse o Após esse pensamento, veio a ideia de
que havia de errado comigo. experimentar essa nova “modalidade” e
ver se o prazer seria o mesmo. Percebi
Chegou então à puberdade e,
que isso também trazia uma satisfação e
com ela, várias descobertas, incluindo a
então comecei a me estimular freqüente-
masturbação. Lembro-me de que já ouvi-
mente dessa forma, ou seja, pensando
ra meus colegas falarem sobre essa práti-
em homens.
ca e um dia, por curiosidade, comecei a
me masturbar. Sempre pensando nas mi- Na época eu não tinha noção do
nhas colegas, fui descobrindo o prazer que estava fazendo comigo mesmo e das
que vinha desse ato, imaginando como conseqüências desse padrão de pensa-
seria uma relação sexual com as mulhe- mento. Deixei então de pensar nas mi-
res. Até esse momento, não pensava nos nhas amigas e imaginava algumas intimi-
garotos. dades com meus colegas. Em minhas fan-
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tasias, nunca imaginava uma relação se- por que aquilo os prendia tanto, visto
xual; eu não tinha noção de como seria que das poucas vezes que eu vi não me
isso. Melhor dizendo, não passava pela senti preso a esse pecado. Apenas olhei
minha cabeça que um homem poderia como se olha um catálogo de produtos.
fazer sexo com outro homem. Parece es- Por todos esses aconselhamentos e pelo
tranho dizer, mas durante toda minha meu comportamento e envolvimento na
adolescência essa prática era acompanha- igreja eu era visto como um rapaz exem-
da de certa ingenuidade no que se refere plar e de muita confiança. Todos olha-
ao sexo. Somente muito tempo depois vam para mim como um modelo a ser se-
fui perceber que, em todos aqueles anos guido, mas somente eu e Deus sabíamos
alimentando tais fantasias, foi-se constru- o tanto que eu sofria por sentir atração
indo um padrão de pensamento e meu por outros homens.
corpo foi sendo condicionando a respon-
Nesse meio tempo, tentei por di-
der a esses estímulos até que não conse-
versas vezes deixar o vício da masturba-
guia mais me excitar pensando em uma
ção – sim, eu era viciado nisso. Depois
mulher.
de muitas tentativas, aos 21 anos Deus
E assim foram os anos se passan- me libertou dessa prática. Fiquei vários
do e já nem tinha curiosidade em relação anos sem me masturbar, mas ainda ha-
ao corpo de uma mulher. Tive alguns via muitos sinais de impureza sexual em
poucos contatos com pornografia, quan- minha vida. Para mim, no entanto, tudo
do trabalhava em uma loja e vi algumas isso já era um grande avanço, uma vez
revistas Playboy. Mas eu sempre tinha que estava livre da masturbação. O que
um medo muito grande de pecar; então eu não compreendia era que a pureza se-
via as revistas rapidamente, mas nada xual envolve outras renúncias e que “pe-
daquilo entrava em meu coração. quenos” sinais de impureza podem levar
ao vício sexual.
Durante muitos anos, meus cole-
gas na igreja me procuravam para falar Somente fui ter um envolvimento
sobre as dificuldades que enfrentavam com pornografia bem mais tarde, por vol-
em relação à pornografia e eu sempre os ta dos 25 ou 26 anos, quando vi um link
aconselhava. Não entendia, no entanto, na internet e surgiu uma curiosidade
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que me levou a acessar um site pornográ- mente a esse pecado. Certo dia, resolvi
fico. Na verdade eu sabia que aquele ver fotos de homens. Comecei vendo ape-
link levaria a uma página de conteúdo nas fotos sensuais e até que me vi assis-
adulto, mas eu fiquei curioso para ver tindo a vídeos de sexo gay. Estava espiri-
quem seria aquela mulher. Para minha tualmente frio e não conseguia abando-
surpresa, pela primeira vez a pornogra- nar aquele pecado. Foi necessário muito
fia iria me prender. Fiquei extremamente quebrantamento para que eu abandonas-
excitado ao ver aquela mulher e ao mes- se esse vício. Depois disso, esse passou a
mo tempo confuso e feliz por saber que ser um pecado que sempre me assediava
sentia prazer diante da nudez feminina. e por vezes eu me rendia a curtos mo-
Em meio àquela confusão/excitação, pro- mentos de prazer para, então, me arre-
curei outros sites com outras mulheres. pender e me quebrantar novamente.

Inicialmente, eu via apenas fotos. A jornada para a restauração sexu-


Com o tempo comecei a ver vídeos de al é árdua e quando caminhamos sozi-
sexo e de repente me vi viciado em mas- nhos, o fardo parece mais pesado. Duran-
turbação – que era algo que já havia ven- te muitos anos eu lutei sozinho, até que
cido – e pornografia. Foram muitas lutas, um dia, assistindo a um programa na
muito choro para me libertar de tudo TV, vi uma entrevista de um pessoal que
isso. Nessa época eu era muito amigo de desenvolvia um trabalho interessante em
um pastor com quem pude me abrir so- que abordavam todas as questões que en-
bre esse problema (pornografia e mastur- volvem a pureza sexual. Resolvi procu-
bação apenas; não falei sobre a atração rar nas redes sociais algum grupo ou co-
por homens). Aprendi muito nesse perío- munidade que discutisse sobre restaura-
do e pude ver e entender o que meus co- ção sexual e encontrei algumas pessoas
legas passavam. Vi que não era tão sim- que passavam pela mesma luta que eu.
ples assim. Que somente saber os versí- Conheci diversos irmãos que estão em
culos certos e saber que era pecado não processo de transformação e que me aju-
me afastava de tais atos. daram a entender muitos aspectos envol-
vidos nessa caminhada.
Depois desse envolvimento, de
tempos em tempos eu me via preso nova-
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Pude me abrir com várias pessoas vêm os demais relacionamentos. As cu-
e, principalmente, trazer à luz algo que ras emocionais não se dão na reclusão e
estava escondido dentro de mim. Nesses sim nas relações saudáveis com homens
relacionamentos, temos encontrado cura e com mulheres.
e identificado questões emocionais a se-
Aprendi quem em Cristo está o
rem trabalhadas.
verdadeiro modelo de masculinidade
Hoje, ao olhar para trás, vejo o que deve ser perseguido por todos os ho-
quanto Deus me guardou em toda a mi- mens que estão no caminho da santida-
nha vida de uma maneira especial. Até de.
chegar à vida adulta, eu praticamente
Com todas as pessoas com quem
não tive nenhum contato com homosse-
conversei, todos os relatos que ouvi e a
xuais (não que eu soubesse). Costumo di-
cada dia que passa, tenho plena convic-
zer que Deus me deixou “ilhado”, total-
ção do que eu quero e do que eu não que-
mente afastado desse meio.
ro para mim. Tenho uma convicção que é
Aprendi que estamos em uma jor- maior do que qualquer tentação ou dese-
nada e que, em Cristo, há restauração jo que eu possa sentir.
para a sexualidade.
Aprendi que o padrão de pureza
Aprendi que Cristo e o Espírito sexual de Deus é muito elevado, mas
Santo estão trabalhando em minha vida que isso não é motivo para não buscá-lo.
e que o objetivo final é que eu me torne Pelo contrário, deve-se confiar apenas na
mais parecido com Jesus. Nesse processo graça e na misericórdia de Cristo. Mes-
em que Deus me molda à imagem de seu mo com toda minha impureza, sei que a
filho, a sexualidade representa apenas obra redentora de Cristo é suficiente.
um aspecto que está sendo transforma-
Aprendi que não é por que eu
do. Há outras áreas em que Deus está tra-
nunca me envolvi sexualmente que eu
balhando e não posso me esquecer disso.
sou puro ou especial, mas que é por cau-
Aprendi que relacionamento com sa do sacrifício completo de Cristo que
Deus é a chave para a restauração da eu sou aceito por Deus.
identidade e que, em segundo lugar,
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Aprendi que ser homem é muito você é. Somente Deus pode te dizer so-
bom, mas melhor ainda é ser um homem bre sua verdadeira identidade. E essa
segundo o coração de Deus. identidade você somente conhecerá
quando você conhecer a Deus. À medida
Aprendi que em Cristo somos li-
que você conhecer a Deus e a sua Pala-
vres para escolher o que fazemos com
vra, então você conhecerá a si mesmo.
nossos desejos impróprios.
Você é amado por Deus. Ele cami-
Aprendi a me importar com o dia
nha com você nessa jornada. Por isso:
de HOJE. HOJE eu quero ser santo.
NUNCA PARE DE LUTAR!
HOJE eu quero ser puro.

Aprendi que quando Cristo é a


resposta para meus anseios, então tudo
termina bem.

Aprendi que não importam as di-


ficuldades ou tempestades; CRISTO é
quem “nos leva ao porto desejado” (Sal-
mos 107: 30)

Com este breve relato, quero enco-


rajar a todos que lutam contra sentimen-
tos por pessoas do mesmo sexo. Se você
nunca se envolveu, agradeça a Cristo
por te guardar e saiba que você não preci-
sa experimentar o estilo de vida gay
para ter certeza de que não nasceu para
isso. Saiba que Deus te ama, entende e
sabe quem você é; portanto, não importa
o que os outros dizem, nem o que os
seus sentimentos querem dizer a você.
Suas tentações não determinam quem

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Sábado à noite e eu aqui escrevendo a minha his-
tória. Se fosse num passado não muito distante seria
uma oportunidade para me aventurar num bate-papo da
internet ou então acessar pornografia.

Thiago Estranho começar assim, não é? Mas quis fugir do


comum ao detalhar a minha experiência pra você. Na ver-
dade, espero que compartilhá-la possa ajudar em algo.

Vamos lá: Chamo-me Thiago, atualmente com 23


anos (estou escrevendo em 11/12/2010), solteiro, vir-
gem, cristão, um cara normal. Assim como muitos, en-
frento problemas na área da sexualidade, entre os tais: ví-
cio sexual, impureza e desejos homossexuais. Espera...
Mas eu disse que sou virgem, como posso ser um vicia-
do sexual? Calma, irei explicar mais à frente.

Nasci num lar composto por pai, mãe e cinco fi-


lhos, sendo eu o mais novo e o único homem. Minha
mãe, quando nasci, já era cristã e o meu pai, apesar de co-
nhecer o Evangelho, não tinha nenhum vínculo com a
igreja. Por certo, sempre meu pai foi ausente na minha
criação e entendo que, por não haver um referencial mas-
culino para me espelhar, acabei desenvolvendo atração
por pessoas do mesmo sexo. Minha mãe, pela ausência
do meu pai, por um lado tentou suprir essa falta, pois eu
não posso reclamar de amor, carinho e aceitação da parte

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dela e de minhas irmãs. Por ser o único eu gostava de homens. Na infância tive o
homem e o filho mais novo, minha mãe meu primeiro contato com material por-
sempre foi muito zelosa comigo, me pro- nográfico, pois quando ia com meus cole-
tegendo e me prendendo também. Lem- gas a uma quadra de esportes na escola
bro que eu não ficava muito na rua e do bairro, os adultos mostravam para
sempre, sempre, informava aonde ia, nós tal material. Outra vez fui surpreen-
com quem e etc. dido pela mãe de um amigo enquanto eu
e ele víamos uma revista na casa de um
Minha infância foi normal: come-
outro, sendo que era um quadrinho eróti-
cei a estudar com cinco anos, pois já sa-
co. Morri de vergonha, mas continuava
bia ler e escrever (de acordo com a ida-
pensando nisso.
de, né?). Na escola eu não me sentia dife-
rente dos demais e à medida que ia me Na 4ª série, com 10 anos, eu gosta-
destacando, com o passar dos anos, al- va muito de uma menina, que não me
guns meninos acabavam por colocar ape- deu bola. Mudei de escola e na 5ª série é
lidos pejorativos e de conotação sexual quando começa a puberdade para a mai-
em mim, do tipo: “fresco, viadinho” e oria, época de conhecer as meninas, de
etc. Não brincava muito na rua e ficava ficar, enfim... Acontece que as meninas
boa parte do tempo com as minhas ir- não queriam me conhecer, tão pouco fi-
mãs, cujos comportamentos eu observa- car comigo. Continuava sendo o mais in-
va, e desenhava principalmente vestidos teligente da sala, mas inacessível pras
de noiva e sereia. Mas logo depois, pas- meninas, exceto as feinhas que me queri-
sei a ir para a rua, onde brincava com os am, mas eu, orgulhoso, não queria. No
demais meninos normalmente. Nunca caminho da escola havia uma banca de
fui exatamente igual a eles, sempre tinha revistas e eu ficava olhando as capas das
algo diferente, mas eu buscava interagir revistas – todas pornográficas. Morria de
e sempre fui bem aceito. vontade de comprar uma, mas temia,
pois o que minha mãe pensaria caso en-
Na escola comecei a observar as
contrasse? Ao caminhar pelo bairro, às
meninas; achava algumas bonitas, fazia
vezes eu encontrava materiais pornográ-
aqueles corações com iniciais... Coisas co-
ficos e levava pra casa, onde, após ver, jo-
muns. Não me passava pela cabeça que
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gava fora, me sentindo culpado e o mais me chamavam a atenção. Quando elas
indigno entre os homens. apareciam sozinhas, não era legal.

Entre 11 e 12 anos, minha mãe me Com o isolamento, me dedicava


proibiu de pular o muro da escola para aos estudos e sempre me destaquei; com
jogar bola e, com isso, fui ficando em isso começava novamente a onda de fala-
casa. Não mantinha mais aquele contato rem algo acerca de mim, que eu não pe-
com os outros rapazes, exceto na hora da gava ninguém, que não gostava de mu-
aula. Na escola ainda continuava ainda lher e assim por diante. Isso me entriste-
sendo o nerd, o primeiro em notas, mas cia, mas ficava quieto. Aprendi que era
o último em relacionamentos. Tinha al- só fingir que não era comigo... Passa-
guns colegas, mas não eram amigos e co- vam-se os anos e o desejo por mulheres
meçava a sofrer com a solidão e por me foi sumindo, inversamente proporcional
sentir diferente, quiçá rejeitado. Em casa ao desejo por homens. Não pensava em
começava-se a perguntar se eu já tinha namorar e casar com um cara, mas ao
beijado na boca, falava-se sobre os ou- ver as revistas, o sexo entre homens e
tros meninos que já estavam ficando e eu mulheres me era muito interessante, vin-
sempre falava que já tinha. Para o pesso- do depois o sexo bissexual e, por último,
al da escola falava que já tinha beijado o sexo gay.
na igreja e na igreja e em casa, falava que
Não há como não mencionar o
tinha beijado na escola.
problema que enfrento com a pornogra-
Hormônios a mil, tive uma puber- fia, aliás, vício. Foi me acompanhando
dade meio que precoce comparada com desde a puberdade e me aprisionando
a dos vizinhos de mesma idade. Mas também. Pois bem, sem aceitação, sem
com quem falar sobre isso? O único adul- amigos e sem relações saudáveis, meu es-
to com quem eu tinha mais contato era cape era a pornografia. Primeiro as revis-
meu pai! Os desejos sexuais começaram tas, depois filmes e, por fim, a internet.
a aparecer, e o meu único acesso a porno-
Eu não tinha nem ficado com
grafia se restringia àquela famosa sessão
uma menina, muito menos com um ho-
de filmes numa rede de TV aberta, mas
mem, afinal, eu ainda era cristão. Por
eu comecei a notar que as mulheres não
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conta da pornografia eu cheguei a rou- ja. Disse mais, que eu era homossexual e
bar uma revista numa banca no centro que não tinha pra onde fugir, estava es-
da minha cidade, roubei algumas dos tampado na minha cara isso e que não
meus colegas no meu primeiro emprego conseguiria lutar, pois ele mesmo não
e aluguei filmes na conta da minha irmã. conseguiu. Caso eu quisesse, ele poderia
Mas, uma hora isso perdeu a graça, foi arrumar uma pessoa para me iniciar na
quando conheci os chats. vida gay e daí eu poderia seguir minha
vida.
Inicialmente entrava, fazia hora
com os gays e ia tocando a minha vida. Fiquei muito mal com a descober-
O lance era entrar, seduzir e depois dizer ta sobre o cara e também pelo que me
que eu não era o da foto, que não ia rolar propôs. Senti o peso e as conseqüências
porque eu não podia fazer isso, que não dos meus atos. Mas apesar disso, eu con-
era gay e etc. Por esse motivo, eu só tecla- tinuei entrando nos chats, fazendo víti-
va com pessoas de fora do Espírito San- mas, me arrependendo e vendo porno-
to. Mas, um belo dia adicionei um cara grafia. Era um ciclo vicioso.
da minha cidade e ele sugeriu um encon-
Praticamente sendo um Dom
tro. Marcamos no shopping; fui lá, mas
Juan virtual, o tempo foi passado e gra-
como eu não era o da foto, vi a cara do
ças a Deus conheci um amigo, também
sujeito e liguei dizendo que não dava
pela internet, com o qual desabafei e abri
pra eu ir; ele sacou a mentira e disse que
o jogo. Ele me ajudou a ver meu proble-
poderíamos nos ver outro dia. Expliquei
ma, me indicou ajuda e me direcionou
a situação, pedi desculpas e marquei no-
para um relacionamento com Deus. A
vamente. Fui ao encontro dele e levei um
partir daí me batizei e me dediquei mais
cd para “reparar” meu erro. Fui a uma
a Obra de Deus. Ótimo? Não! Eu acabei
loja pagar uma fatura, depois fomos a ou-
fugindo dos meus desejos executando ta-
tra loja e me despedi, sem nenhum conta-
refas na igreja. Eu fazia de tudo, de deco-
to. Ele entrou no MSN e me disse que
ração a programação de cultos e até mes-
era grato pelo cd, pois o fez lembrar do
mo pregações. Mesmo assim, a visita a
tempo que era líder de jovens, mas que,
chats e sites pornô não cessavam, pelo
não suportou as tentações e saiu da igre-
contrário, o que me trazia culpa, vergo-
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nha e raramente arrependimento, apesar junto e etc., mas eu sou responsável pe-
do remorso. las minhas escolhas e elas me trazem con-
seqüências. A homossexualidade não
Mais um tempo se passou e come-
gera vida. Só uma pessoa é o Caminho,
cei a fazer aconselhamento cristão com
Verdade e Vida. E a Bíblia é bem clara
uma conselheira. Contei-lhe toda a mi-
quando diz que é pra escolhermos a
nha história, fizemos algumas tarefas
Vida (Deuteronômio 30:19)
que me ajudaram muito. Hoje reconheço
a importância dela e da intervenção de Sei que Deus tem o melhor pra
Deus através dessa pessoa na minha mim e entendo que pornografia, relacio-
vida. Passei a entender o que acontece, o namento gay e impureza sexual, além do
que aconteceu e o que pode acontecer, vício, não se comparam com o que Ele
que vai variar de acordo com meu posici- tem e quer pra mim. As lutas são cons-
onamento. tantes, diárias e há momentos que penso
que não vou conseguir, mas lembro de
Tive acesso a materiais muito
uma das falas da minha conselheira:
bons que me fizeram saber que muitos
“Ventos fortes vêm, mas também vão.
passam pelo mesmo, sendo que alguns
Não se esqueça.”
conseguiram renunciar à homossexuali-
dade, tendo vivido-a por um tempo ou Mas se eu confio no Homem a
não. Descobri que Deus me ama indepen- quem o vento e o mar obedeceram, quan-
dente do que eu faça, e que, à medida do o vento forte vier, o que eu preciso fa-
que sou obediente à Sua Palavra, me tor- zer?
no o mais parecido com Jesus e isso não
Se eu pude escrever este relato
tem preço. Aliás, vale a pena pagar o pre-
para que você o lesse, não é mérito meu,
ço.
mas sim da Graça de Deus, através de Je-
Hoje, continuo não tendo beijado sus. Se você teve a oportunidade de ler e
nenhuma garota e também nenhum garo- escolher o que fará daqui por diante com
to. Não tive oportunidades? Lógico que sua vida e escolhas, é também pela Gra-
tive. Não tive vontade? Digo que muito ça de Deus.
mais de fazer sexo do que beijar, dormir
Renda-se a ela! Deus te abençoe!
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Quando me convidaram para escrever um relato
sobre o que tinha acontecido em minha vida para este
projeto, não sabia por onde começar. Li alguns dos rela-
tos dos garotos que enviaram o texto para a publicação e

Eduardo entrei em desespero. Minha história é diferente das de-


les. Algo mais simples e ao mesmo tempo mais comple-
xo. Tentei escrever de uma forma que consiga ajudar
aqueles que lerem, espero que consiga. Antes de come-
çar, já peço desculpas pelas expressões que sei que terei
de usar, porém retratam a realidade.

Sempre fui tímido e extrovertido ao mesmo tem-


po. Tímido com mulheres, mas extrovertido com todos.
Para conseguir um relacionamento é algo extremamente
difícil, mas para conquistar um amigo (a), consigo com
facilidade. E, acredito eu, foi este o meu problema.

Minha timidez com o sexo foi crescendo. Com 18


anos não tinha nem sequer beijado ninguém. Não via re-
vistas pornográficas, não assistia a filmes deste tipo e
nem acessava a internet com esse intuito. Tentava inves-
tir em mulheres, mas elas não caíam nos meus desajeita-
dos galanteios.

Na internet conseguia me soltar mais. Conhecia


muitas pessoas e, dentre elas, algumas que conquista-
vam pela internet. Certo dia meu amigo falou que na

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sala de sexo de um portal de internet ele Não sabia que ele ia chegar a fa-
conseguia se “divertir” com mulheres. zer o ato. Porém ele se masturbou para
Resolvi arriscar e lá fui eu. mim, com a “desculpa” de me ensinar o
que fazer. Eu, do outro lado, fiquei total-
Sempre recatado e tímido, não sa-
mente abismado com o que ele estava fa-
bia por onde começar. Tentei algumas ve-
zendo, sem acreditar que ele faria algo
zes, cheguei a adicionar as meninas, mas
assim. Fiquei em choque. Desliguei o
não conseguia dar andamento à conver-
MSN e por um bom tempo não procurei
sa, pois ficava tímido de ficar mais a von-
mais, afinal fiquei com receio do que ti-
tade na web para me masturbar enquan-
nha acontecido, já que eu havia ficado ex-
to eu as observava.
citado ao assisti-lo.
Resolvi conversar com os homens
A partir deste momento me sur-
daquela mesma sala, para ver como eles
giu uma dúvida: todos os homens fazi-
tinham coragem disso. Precisava de um
am esse tipo de coisa? Comentei com um
amigo para falar que isso era normal ou
amigo e juntos ficamos abobados pensan-
algo assim. Porém não podia contar a
do no fato. Decidimos adicionar alguns
ninguém o que estava acontecendo e os
amigos em comum em um MSN falso,
homens da sala não me respondiam. E
com nome de mulher, para ver se conse-
aí, de forma idiota, me surgiu uma idéia:
guíamos fazer as pessoas ligaram a web-
entrar na sala gay, pois lá os caras me res-
cam. Não queríamos ver nossos amigos
ponderiam, porque eles têm interesse em
se masturbando, mas sim ver até onde
conversar com homens.
eles chegavam.
Encontrei um cara simpático que
Em casa, sozinho, coloquei o pla-
me falou sobre as experiências dele. Fa-
no em prática e três amigos adicionados,
lou-me que era para ficar tranqüilo que
os três caíram na brincadeira. No mesmo
daria tudo certo. Ele pediu meu MSN
dia, passei a ficar com receio do que ti-
para continuarmos a conversa e por lá
nha ocorrido, sentindo-me mal.
ele passou a dar em cima de mim. Sob o
pretexto de me ensinar a me soltar, ele li- Neste tempo o mesmo rapaz do
gou a webcam dele. E eu aceitei. chat apareceu no MSN e perguntou

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como eu estava. Contei o que havia ocor- perguntava quem era eu e sentia nojo de
rido, com o envolvimento virtual de mim mesmo.
meus amigos, e ele disse que isso era
Tentei me convencer de que era
mais normal que eu imaginava. Sobre eu
algo normal, que todo mundo fazia e
ter ficado excitado, ele me afirmou que
não tinha nada de errado eu querer me
isso era normal e não queria dizer que
sentir amado pelas pessoas. Eu não tinha
eu era gay por sentir algo por outro ho-
namorada, não conseguia nem sequer
mem, apenas estava curtindo o momen-
beijar uma menina e sentia os hormônios
to.
à flor da pele.
Naquele dia, liguei a webcam
Com a ajuda do “amigo do chat”
com ele. No momento me senti descon-
passei a acreditar cada vez mais que isso
fortável, depois gostei e por fim me entre-
era algo normal e que não tinha nada er-
guei. Assim que terminei, me senti o pior
rado comigo, já que eu não era gay. Afi-
ser da face da terra. Desliguei o MSN e
nal de constas, pensava em beijar um
demorei semanas para voltar a acessar.
cara e sentia nojo. Convidaram-me por
Daí em diante sempre acessava o diversas vezes para encontros reais, mas
bate papo e conversava com o pessoal na nunca aceitei.
sala gay. Quando dava por mim, já esta-
Além do meu MSN como ho-
va na webcam com alguém e me sentin-
mem, ainda tinha o MSN falso como mu-
do mal ao terminar.
lher. Então eu conseguia ver tanto os
Com o tempo eu percebi que o gays quanto os heterossexuais na web-
que me fazia mal era me envolver de- cam. O desafio era o mais empolgante.
mais com rapazes. Então passei a simu- Conseguir convencer um homem a ligar
lar algumas coisas, me exibindo na web- a câmera e se mostrar, mesmo sem ver o
cam e desligando em seguida. Eu via, outro lado, era demais. Mas mesmo as-
gostava, ficava animado e não me sentia sim me sentia estranho e ruim. Sabia que
mal. Depois da exibição, ia para o banhei- aquele não era eu e que não queria isso
ro e terminava sozinho o “serviço”. Por para o meu futuro.
muitas vezes me olhava no espelho, me

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Prometi a Deus que pararia com mente aquilo que eu disse que jamais fa-
isso e pedi Sua ajuda. Consegui me desfa- ria – eu não conseguiria.
zer do MSN de mulher e prometi que ja-
Certa noite, após mais uma que-
mais voltaria a fazer. E Graças a Ele nun-
bra de promessa a mim mesmo sobre pa-
ca mais voltei. Quanto ao meu outro
rar, fiquei pensando e refletindo e pedi
MSN, até pouco tempo ainda persistia.
que me ajudasse a parar no dia seguinte,
Ao buscar ajuda – na verdade a pois estava me tornando algo que eu não
ajuda veio até mim como um anjo envia- queria. Apenas entrava na internet para
do por Deus no bate papo – recebi diver- isso, pensava o dia inteiro nisso e espera-
sos materiais sobre religião falando so- va a hora para conseguir fazer. No dia se-
bre estes assuntos. Interessei-me e me guinte, ao pedir ajuda, eu entrei no
aprofundei na maioria deles. Não concor- MSN, recebi diversos convites para ligar
dei com aqueles que falaram que isso a webcam, mas, inexplicavelmente, não
iria me lançar no fogo do inferno e me fa- os aceitei e não me senti tentado a fazê-
zer pagar pelo resto da vida, ou que era lo. Após tudo isso minha vida melhorou.
a manifestação do demônio em meu cor- Sinto-me livre como jamais fui desde
po, porque pedia ajuda a Deus e Ele sa- que comecei com essa história, através
bia que eu estava tentando. Não tinha de uma brincadeira inocente que tomou
medo dEle me julgar, pois sabia que Ele conta de minha vida. Graças a Deus.
me entenderia.
Espero que você que esteja lendo
Com força e muita dificuldade, tenha força de vontade e conte com a aju-
confesso, consegui aos poucos ir saindo da dEle, pois sei que irá conseguir. Por
desse meio. Minha vida melhorou muito pior que pareça a sua situação agora, não
quando parei de entrar com essa finalida- desanime e sempre confie, pois um dia
de no MSN. Se não fosse a força dos céus tudo isso irá terminar; seu sofrimento irá
que me ajudaram e a paciência também passar e você poderá se livrar de tudo
– já que eu mesmo impunha dias para eu que o aflige.
parar, prometia a mim mesmo que não
iria mais ligar e me traía, fazendo exata-

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Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará.

Salmos 37:5

Entre novembro e dezembro de 2007 aproximada-


mente, eu estava em casa, era madrugada e eu estava
Vanessa sem sono, estava desempregada. Minha mãe e meu pa-
drasto, a quem considero como pai, estavam para se sepa-
rar e o ambiente dentro de casa estava péssimo. Desde os
meus 17 anos eu morava sozinha, mas justamente naque-
la época (já com 22 anos) eu estava na casa dos meus
pais, acompanhando diariamente um cenário infernal de
brigas e ofensas que os dois estavam travando.

Com meus 19 anos, no trabalho eu fiz amizade


com um rapaz gay; justamente nesse período eu comecei
a identificar algo que eu de certa forma já tinha percebi-
do antes em mim, mas negava: os impulsos homosse-
xuais. Dessa vez, por mais que eu não quisesse enxergar,
a cada dia que passava ficava mais claro que eu estava
apaixonada por uma garota. Eu não queria assumir esse
sentimento, não porque eu me preocupasse com a peca-
minosidade disso, até porque eu não sabia que a prática
da homossexualidade é pecaminosa. Não conhecia a pala-
vra do Senhor, não freqüentava igreja; a única coisa que
eu fazia era orar a Deus todas as noites, desde criança, e
na época em que esses conflitos afloraram, eu orei muito

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ao Senhor para que ele tirasse de mim que ele estava enganado, eu investi em
tais sentimentos. mais um engano e fiquei com um ho-
mem. O meu amigo me sondou e com o
Na minha força, comecei a sair
tempo viu que foi uma atitude de deses-
com as minhas amigas e sempre que apa-
pero; novamente me convidou para ir a
recia uma oportunidade de ficar com um
essa balada e eu neguei o convite porque
garoto eu ficava e depois voltava para
decidi ficar sozinha com o meu conflito.
casa me sentindo prostituída. Tentei me
envolver mais intimamente com homens Pouco tempo depois, Carlos, um
nessa época, o que piorou minha situa- amigo gay da pessoa por quem eu me
ção; a tentativa de relações sexuais com apaixonara, veio morar na mesma cida-
homem para afirmar a minha feminilida- de; até ele se instalar, foi preciso que fi-
de foi um fracasso. Eu estava cansada, casse uns dias morando na mesma casa
triste, perdida e muito deprimida, come- em que eu e a minha amiga morávamos
cei a me afastar das pessoas, a me isolar, (ela dividia apartamento comigo). Com
até que um dia resolvi desabafar com o o tempo e a presença do Carlos, a minha
meu colega gay do trabalho, o que eu es- resistência aos convites para as baladas
tava passando. Ele me acolheu, falou dos GLS diminuíram e aos poucos eu passei
conflitos que ele enfrentou e disse que eu a frequentar esses ambientes e a me acos-
precisava experimentar ficar com uma tumar com eles. No inicio eu só saia, dan-
mulher para saber o que eu sentia. Ele co- çava, conversava, ria e voltava para casa.
meçou a insistir para que fôssemos a Pablo e Carlos começaram a me cobrar,
uma balada GLS. Então eu fui; a princí- querendo saber quando eu iria ficar com
pio odiei o lugar e não me senti à vonta- uma mulher. Eu os enrolava, arrumava
de, mas a disposição do meu amigo em desculpas e saía sem dar resposta; na ver-
me “ajudar” era tremenda e ele não desis- dade eu já não estava tão resistente a bei-
tiu; levou-me a outro lugar e eu gostei jar uma mulher, pois frequentando esses
da música, o ambiente era mais leve, ha- lugares, quando menos se espera passa-
via vários casais heterossexuais e naque- se a ver isso como algo normal, e o dese-
la noite eu conheci um homem e não deu jo reprimido vai tomando uma propor-
outra: para afirmar para o meu amigo ção cada vez maior na medida em que se

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vê diante dos olhos aquilo que se tem ginava que Ele me levava para escola
vontade de fazer. (porque eu tinha que ir sozinha) e Ele ia
comigo; eu fazia todo percurso falando
Certa noite eu cedi à pressão dos
com Ele. Recapitulei cada momento e
meus amigos e fiquei com uma garota;
cada sensação que essa intimidade com
depois de ter ficado, acreditei ser esse o
Deus trazia e o que isso gerava em mim;
caminho que eu passaria a trilhar. Pouco
lembrei-me das orações intensas que fiz
tempo depois namorei e me apaixonei
para esquecer o sentimento que eu tinha
profundamente por uma garota. Todas
pela minha amiga e notei que depois dis-
as noites eu agradecia a Deus, porque
so a intimidade foi se perdendo, acabou
acreditava que tudo que eu estava viven-
se tornando algo mecânico, e em alguns
do na época era fruto das minhas ora-
momentos nem se quer era realizado.
ções, das petições que eu fazia, já que eu
tinha esquecido a minha amiga e agora Ao fazer essa análise, eu senti
estava vivendo um sentimento em que que precisava voltar para perto de Deus.
havia “reciprocidade”. Três meses de- Creio que era o Espírito Santo; eu estava
pois, quando esse namoro terminou por na sala, saí de lá, fui para o meu quarto e
eu ter sido traída, pensei em voltar atrás quando me ajoelhei para orar senti mui-
e me envolver com homens, mas meus to medo, senti uma opressão espiritual
amigos me convenceram a não fazer terrível e comecei a orar de olhos aber-
isso. Então arrumei outra namorada. tos. Aos poucos, à medida que eu abria o
meu coração para Deus, os meus olhos
No final do ano de 2007 eu enfren-
se fechavam, eu chorava e sentia um alí-
tava o desemprego e a baixa auto-estima
vio enorme. Pedi perdão por ter me afas-
por não conseguir encontrar algo que
tado e disse que dali em diante eu volta-
atendesse às minhas expectativas. Certo
ria a orar todos os dias e que se fosse pre-
dia, desempregada, triste, com a família
ciso eu freqüentaria uma igreja. Disse
desestruturada, comecei a refletir e então
para Deus que eu não sabia o que fazer
me perguntei: “onde foi que essa bagun-
quanto a isso, porque existem tantas reli-
ça começou? Quando essa falta de paz
giões; então pedi que Ele me levasse
tomou conta mim?” E então lembrei que
àquela que me levasse a Ele; que Ele não
quando criança eu orava ao Senhor, ima-
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desistisse de mim e, se por acaso alguns no trabalho, recebi aumento de salário e
dias depois vacilasse, que se Ele insistis- fui promovida; minha mãe e meu padras-
se em mim e na minha família e eu entre- to não voltaram, mas os dois passaram a
garia a minha vida para Ele. Naquele mo- buscar a Deus. Deus tocou no meu cora-
mento eu estava entregando a minha a ção para buscar encontrar o meu pai bio-
Ele e pedi que Ele me orientasse e assim lógico e eu sentia que o Senhor me pedia
Ele fez. para procurá-lo para liberar o perdão
para ele. Mas eu não tinha a menor idéia
Poucos dias depois visitei uma
de onde procurá-lo, pois não tinha conta-
amiga e ela me disse que tinha se conver-
to com nenhum parente dele. Um dia o
tido. Ela tinha um brilho no olhar, estava
irmão de minha mãe disse que havia en-
muito feliz, falou comigo sobre Jesus e
contrado uma pessoa da família do meu
me convidou para ir à igreja e lá ela me
pai. Entrei em contato com ela e pedi o
apresentou a uma garota que sabia de
telefone dele. Tanto ele quanto os outros
uma oportunidade de emprego temporá-
familiares ficaram surpresos e muito feli-
rio. Graças a Deus consegui essa vaga; os
zes por termos conversado e por estar-
meus pais se separaram e a minha mãe
mos nos encontrando. Naquele ano pas-
não tinha renda o suficiente para susten-
samos juntos o Natal e assim as coisas es-
tar a si mesma e a minha irmã. A nossa
tavam acontecendo, não pelo meu esfor-
casa foi vendida e como estava em cons-
ço, mas pela mão poderosa do Senhor,
trução, o dinheiro foi dividido entre a mi-
não pelo meu merecimento, mas por Sua
nha mãe e o meu padrasto; a quantia não
abundância em misericórdia.
foi suficiente para cada um adquirir a
sua casa. Então eu a minha mãe e a mi- Os problemas financeiros cessa-
nha irmã fomos morar em dois cômodos. ram, minha família estava buscando a
Deus e cada dia que passava eu me sen-
Depois disso, veio um tempo de
tia mais feliz com o meu namoro, até es-
muitas providências e milagres do Se-
cutar que isso é pecado. Eu não podia
nhor. Experiências maravilhosas com
acreditar; no meu entendimento, pecado
Deus começaram a fazer parte da minha
seria imoralidade sexual e eu não via o
vida e a gerar em mim um amor maior
que eu fazia como imoral. Nessa época,
pelo Senhor. Comecei a me desenvolver
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eu já tinha até cortado as relações sexu- Pude ver, também, que eu não
ais com a garota que eu namorava. Então amava, que o sentimento que eu tinha se
pedi que Deus me revelasse, que Ele me chamava paixão e não amor; por mais in-
convencesse, e eu largaria a homossexua- tenso que fosse, não era amor e sim uma
lidade. Lembro-me de que comecei a ler paixão, então procurei o significado de
o livro de Romanos e, ao chegar ao versí- paixão:
culo 24 do primeiro capítulo, que diz:
Significado 1: Sentimento excessi-
“Por isso, Deus entregou tais homens à
vo; afeto violento; entusiasmo; cólera;
imundícia, pelas concupiscências de seu
grande mágoa; vício dominador; alucina-
próprio coração, para desonrarem o seu
ção.
corpo entre si”, me lembrei da palavra
que diz em Jeremias 17:9 – “Enganoso é Significado 2: Movimento violen-
o coração, mais do que todas as coisas, e to, impetuoso, do ser para o que ele dese-
perverso, quem o conhecerá?”. No versí- ja. Atração muito viva que se sente por
culo 25 de Romanos 1 diz: “Pois eles mu- alguma coisa. Objeto dessa afeição. Pre-
daram a verdade de Deus em mentira”, disposição para ou contra. Arrebatamen-
então ficou claro: a homossexualidade é to, cólera. Afeição muito forte, aflição da
um engano do meu coração, existem de- alma.
sejos imundos no meu coração criados Esses conceitos são encontrados
através das circunstâncias e da leitura em qualquer dicionário secular e estão
que eu faço de tais circunstâncias. Certas de acordo com a palavra do Senhor. Ana-
experiências de vida e as interpretações lisando, lendo e entendendo cada pala-
que fazemos delas dão origem aos trau- vra citada nesses significados eu vi que
mas e a uma diversidade de problemas era exatamente isso que eu sentia; fui em
na nossa área emocional. Como diz a pa- 1 Coríntios 13 e li que o amor é o dom su-
lavra, o coração é enganoso, portanto os premo. Analisei cada palavra que Paulo
nossos traumas, as nossas necessidades, cita em relação ao amor e vi que eu preci-
são satisfeitas através da mentira, do en- sava aprender a amar
gano, quando na verdade só Deus pode
Como eu tinha me comprometido
curar nossos traumas e suprir nossas ne-
com Deus a abandonar a homossexuali-
cessidades.
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dade quando descobrisse a verdade, as- bia que do contrário iríamos terminar, e
sim eu fiz, ou melhor, tentei fazer: no dia assim eu fui “levando”.
seguinte fui visitar a garota que eu namo-
Dentro de poucos meses eu me ba-
rava. Aos olhos carnais o nosso relaciona-
tizei e estava em paz com Deus, afinal,
mento estava indo muito bem, os meus
no meu entendimento eu não estava pra-
sentimentos por ela estavam mais inten-
ticando a homossexualidade. Pouco tem-
sos do que antes, estávamos há quase
po depois essa situação começou a gerar
três anos juntas, fazíamos planos, tínha-
em mim alguns sentimentos; vi que eu
mos sonhos e naquele dia eu vi que preci-
estava vivendo uma dependência emoci-
sava abrir mão de tudo isso, eu não sabia
onal e que esse estilo de vida não era sa-
o que dizer pra ela, não queria que ela fi-
dio. Deus começou a falar comigo e me
casse com raiva da igreja, da Palavra ou
disse que aquilo era pouco, que Ele tinha
de Deus.
mais para a minha vida, só que eu preci-
Deus estava me dando a oportu- sava dar liberdade para o Espírito Santo
nidade de amar realmente aquela vida e trabalhar em mim.
por amor à minha vida e à vida dela, pre-
Mais uma vez através do primeiro
cisávamos nos separar para vivermos
capítulo de Romanos, entendi que a mi-
dentro dos propósitos que Deus estabele-
nha mente estava cativa a uma disposi-
ceu. Então conversei com ela e disse que
ção mental reprovável por Deus, mas
não me sentia mais à vontade me relacio-
Deus queria me dar uma mente nova,
nando com ela daquela forma.
um novo coração, para que eu pudesse
Após questionar se tudo era por experimentar dos seus bons e vivos pen-
causa da igreja, ela propôs que apenas samentos e sentimentos e, quem sabe
continuássemos juntas, sem sexo, sem na- um dia, provar da alegria de ser mãe, de
moro, ao que eu respondi que, se não gerar uma vida, construir uma família,
agüentássemos, eu iria terminar. Assim amar e ser amada com liberdade em
ficamos juntas sem ter nada e ela me aju- Deus. Então decidi dar espaço para Deus
dava, não me tentava e dizia que não trabalhar e resolvi terminar com a garota
queria que acontecesse algo porque sa- que eu namorava. Foi um período difícil,
pois ela não entendia o que teríamos que
30
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terminar, uma vez que já não tínhamos mação e a libertação, e não via nada
envolvimento físico. novo na área emocional; pelo contrário,
eu me sentia cada vez pior.
Esse tempo foi terrível porque eu
tinha fortes sentimentos por ela. Fiquei Comecei a perder o prazer de es-
mal, tinha dores de cabeça muito fortes, tar na igreja, mas mesmo assim continu-
enjôo, chorava o dia todo, escondida pe- ei indo, não perdia um culto e não conse-
los cantos para ninguém ver, enquanto guia me imaginar voltando aos velhos
trabalhava; algumas vezes passei tanto hábitos. Eu já conhecia a Deus e não po-
mal que fui para o hospital. Nunca me vi deria retroceder e fingir que nada tinha
tão vulnerável, nas minhas orações eu acontecido na minha vida. Depois de
agradecia a Deus por todas as vitórias, muito questionar a Deus sobre os moti-
por todas as conquistas, mas dizia: “Pai, vos pelos quais Ele permitiu que eu pas-
olha pra mim, olho pro meu estado, do sasse por tudo isso, pude começar a en-
jeito que eu estou, eu não vou ter condi- tender o que a Palavra nos diz em Isaías
ções de sustentar as tuas bênçãos na mi- 55: 8-9:
nha vida, eu estou sem ânimo, sem dis-
“Porque os meus pensamen-
posição para trabalhar”. Eu tinha pesade-
tos não são os vossos pensa-
los terríveis à noite, não estava conse-
mentos, nem os vossos cami-
guindo me alimentar, estava fraca, depri-
nhos, os meus caminhos, diz
mida e, aos poucos, comecei a ficar chate-
o Senhor, porque, assim como
ada com Deus. Eu não entendia, eu já ti-
os céus são mais altos do que
nha terminado o namoro, feito cura e li-
a terra, assim são os meus ca-
bertação, orava, jejuava e os sentimentos
minhos mais altos do que os
homossexuais estavam cada vez mais vi-
vossos caminhos, e os meus
vos dentro de mim e apesar de todo es-
pensamentos, mais altos do
forço que eu fazia, eu me sentia mais dis-
que os vossos pensamentos.”
tante de Deus. Cria que Deus podia re-
verter aquela situação, mas não entendia Os meus pensamentos e o meu en-
porque Ele não agia. Eu já tinha feito tendimento em relação à manifestação
tudo para poder experimentar a transfor- das obras de Deus em minha vida eram

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extremamente limitados. Hoje, depois de ir dormir. Disse que estava cansada da
provar da manifestação das obras mara- viagem e naquela noite tive um sonho.
vilhosas de Deus e de diversas experiên- Sonhei que eu via Jesus de costas orando
cias íntimas com o Senhor, eu sincera- e eu estava do lado dele orando também;
mente agradeço a Ele pela minha tendên- de repente, ele parou de orar, me abra-
cia homossexual. Por muito tempo me çou e falou no meu ouvido: “você está
prostrei diante dessa tendência, mas atra- perdoada!”. Eu acordei no meio da noite
vés dela aprendi a me prostrar aos pés com a sensação de ter recebido um abra-
do Senhor e vivo na prática o que o após- ço, aquela sensação e o sonho me leva-
tolo Paulo diz: “A minha graça te basta, ram às nuvens, maravilhada.
porque o poder se aperfeiçoa na fraque-
Quando voltei de viagem, minha
za. De boa vontade, pois, mais me gloria-
ex-namorada passou a me cobrar uma
rei nas fraquezas, para que sobre mim re-
posição quanto a voltarmos a namorar.
pouse o poder de Cristo.”.
Eu tentei resistir, mas infelizmente aca-
Depois de muito ter aprendido bei cedendo e combinamos que voltaría-
com o Senhor e sua Palavra, veio a pri- mos a namorar como antes, sem contato
meira queda. Um dia em que eu ia viajar, físico. A sensação que eu tinha é que esse
comecei a sentir mal e não consegui falar dilema não teria fim. Aquele relaciona-
com minha mãe. Então entrei em contato mento não me fazia bem e também não
com minha ex-namorada, que me com- fazia bem para ela, mas eu não conse-
prou remédios e me levou para sua casa. guia terminar. Então eu passei a traba-
Naquela noite, recebendo toda aquela lhar a minha fé em Deus e a visar à mu-
atenção e carinho, não resisti e me envol- dança daquela situação; passei a orar
vi com ela. Logo que me recuperei, fui vi- mais e a não lutar na minha força, não
ajar e estava sob acusação, me perguntan- criar situações no meio físico para a nos-
do como eu tivera coragem para fazer sa separação através de desentendimen-
tais coisas, uma vez que eu conhecia a Pa- tos, mas sim, a criar situações no mundo
lavra de Deus. espiritual.

Quando cheguei à minha cidade Certo dia eu disse ao Senhor: “Pai,


natal, fui ver meus parentes e quis logo eu reconheço que estou cativa nessa situ-
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ação, mas assim como o Senhor tirou o as situações que instigaram em mim os
teu povo que estava debaixo do jugo de desejos homossexuais. Senti-me atraída
escravidão do Egito, o Senhor há de me por umas garotas, me apaixonei por ou-
libertar, porque aquele povo não tinha tras, mas a cada luta superada eu me sen-
condições de sair daquela terra sozinho, tia mais forte e mais próxima de Deus,
assim como eu não tenho condições de porque a Palavra diz:
sair dessa situação sozinha. O máximo
“Por isso, não desanimamos;
que consigo fazer eu já o fiz, que é evitar
pelo contrário, mesmo que o
contato físico, mas evitar os meus senti-
nosso homem exterior se cor-
mentos é impossível pra mim, no entan-
rompa, contudo, o nosso ho-
to é possível com a sua ajuda.”. E come-
mem interior se renova de dia
cei a clamar a Deus para que ele fizesse
em dia. Porque a nossa leve a
um milagre para nos afastarmos, come-
momentânea tribulação pro-
cei a crer que aconteceria algo, mais cedo
duz para nós eterno peso de
ou mais tarde, e que seria pela mão de
glória, acima de toda compara-
Deus. E assim aconteceu.
ção, não atentando nós nas coi-
Pouco tempo depois ela precisou sas que se vêem, mas nas coi-
voltar a morar na cidade natal dela e as- sas que se não vêem; porque as
sim nos afastamos. Ela tentou me conven- que se vêem são temporais, e
cer a namorar a distância, mas eu vi que as que se não vêem são eter-
tudo que estava acontecendo era o mila- nas.” (2 Coríntios 4: 16-18)
gre por que eu tanto clamava para nos
Então eu vi que, buscando a Deus,
afastar. A distância auxiliou muito no
esses sentimentos não permaneciam e na
processo e aos poucos eu consegui esque-
minha busca para me libertar de tais de-
cê-la e a sentir a sensação de liberdade
sejos eu adquiria mais conhecimento do
que eu tanto esperava. “Se, pois, o Filho
propósito de Deus para a minha vida e
vos libertar, verdadeiramente sereis li-
passava a ter experiências tão maravilho-
vres.” (João 8:36)
sas e enriquecedoras com Deus que, de
Depois do término desse namoro, fato, eram acima de toda comparação ao
mesmo firme com Deus, passei por vári-
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sofrimento momentâneo por que eu esta- tregue a Deus e Ele de fato é o mais habi-
va passava. litado para dirigí-la.

Hoje eu sei o que são as obras de Sou muito feliz e não me sinto en-
Deus sendo manifestas em minha vida e rustida, as coisas velhas se passaram e o
vejo o quanto valeu e vale a pena cada meu desejo é a cada dia que passa pro-
esforço para resistir ao pecado. Hoje eu var mais da novidade de vida que o Se-
conheço mais da minha natureza, mais nhor tem para mim. Eu nunca imaginei
de Deus e conheço os desejos imundos que poderia ser tão feliz em toda a mi-
que em alguns momentos levo no cora- nha vida, ainda mais abdicando de algo
ção. Mas esses desejos não me afastam que eu tinha como essencial para a mi-
de Deus, pelo contrário me aproximam nha felicidade. Realmente somos limita-
ainda mais Dele, porque fica evidente o dos e não temos noção do tamanho e da
quanto eu sou necessitada do Senhor beleza do amor de Deus por nós e da
para ser transformada diariamente. Hoje obra maravilhosa que Ele tem para as
me sinto atraída por homens, sentimento nossas vidas. Hoje faço das palavras de
que antes eu não tinha, tenho o desejo de Jó as minhas:
um dia me casar, ter filhos, construir
Então respondeu Jó ao Senhor:
uma família e me sinto liberta da homos-
Bem sei que tudo podes, e ne-
sexualidade, porque hoje eu entendo o
nhum dos teus planos pode
que é liberdade. Cristo nos chama para
ser frustrado. Quem é aquele
sermos livres e, se somos livres, temos li-
como disseste, que sem conhe-
berdade para escolhermos em qual cami-
cimento encobre o conselho?
nho queremos andar. Ser livre é maravi-
Na verdade, falei do que não
lhoso e eu agradeço a Deus por essa
entendia; coisas maravilhosas
oportunidade de provar dessa liberdade
demais para mim, coisas que
e da abundância de vida que Ele nos con-
eu não conhecia. Escuta-me,
cede, de provar de sentimentos de valor,
pois, havias dito, e eu falarei;
de emoções e relacionamentos edifican-
eu te perguntarei e tu me ensi-
tes e de descansar nas delícias das suas
narás. Eu te conhecia só de ou-
promessas porque a minha vida está en-
vir, mas agora os meus olhos
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te vêem. Por isso, me abomino
e me arrependo no pó e na cin-
za”. Jó 42: 01-06

Que Deus abençoe a todos e os for-


taleça para continuarem lutando a fim
de conhecerem a Deus não apenas de ou-
vir, mas de contemplar com os seus
olhos e com o seu coração a beleza da
santidade do Senhor se manifestando em
suas próprias vidas, em nome de Jesus!

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Já quando era criança, eu sabia que tinha "algo es-
tranho" ao ficar vendo revistas pornôs com coleguinhas
de classe. Eu sabia que esse “algo estranho” era que eu
gostava de garotos e não de garotas.

Félix Quando era adolescente me converti, por influên-


cia da minha família, mas nunca tive a homossexualida-
de como um problema, encarava isso de uma maneira
bem tranqüila.Tive uma vida de adolescente comum, ti-
nha minhas escapulidas sexuais mesmo sendo menor de
idade e isto sem contar a pornografia.

A questão sexual nunca tinha me incomodado até


então. Mas depois de um tempo na igreja onde desempe-
nhava várias funções, um dia o pastor me chamou e dis-
se que estava sendo incomodado por Deus para me dizer
algo, por mais que isso não tivesse muito sentido.

Ele me contou a história dele e seu envolvimento


quando criança com homossexualidade (apesar dele nun-
ca ter praticado por ter nascido em lar cristão) e como su-
perou isso. De imediato, acabei ignorando. Não ia me
abrir com meu pastor porque tinha medo de perder mi-
nhas funções e coisas assim, mas após um período de
conversa e confiança, resolvi me abrir.

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Ele é um cara adorável e sei que confuso e, ao procurar o meu pastor, des-
fez o melhor que pode por mim, mas ele cobri que ele não tinha uma resposta
não tinha muita informação na época e para todas essas ideologias.
me prometeu uma transformação em
Resolvi aderir à teologia inclusiva
que eu acreditei e aceitei. Depois de um
e caminhar em paz com Deus e com mi-
tempo ele já não sabia o que fazer comi-
nha sexualidade; acabei arrumando um
go, já que as coisas não estavam funcio-
namorado na época e seguíamos bem.
nando como o esperado. Então me enca-
minhou para grupos de auxílio cristão Estudando um pouco mais a teo-
aos gays, onde me ensinaram a ter paci- logia inclusiva de uma maneira imparci-
ência e esperar que os sentimentos pas- al, comecei a ver algumas “coisas estra-
sassem. nhas”, parecia que nem tudo fazia senti-
do, nem tudo era apenas um lindo arco-
Gosto muito do pastor em ques-
íris. Achava tudo muito fantástico e que-
tão, agradeço suas orações e a semente
ria muito que fosse real, seria perfeito
que ele plantou no meu coração, assim
pra mim. Mas vi que havia mais algu-
como o carinho e ensinamento que rece-
mas coisas a serem consideradas além de
bi onde fui procurar ajuda; porém, isso
Helminiak e seus belos estudos. Comecei
não estava resolvendo muita coisa na
a conhecer outros escritores e textos e,
época.
com ajuda de tradutores online, dava
Nesse tempo, tínhamos conversas pra ler algumas coisas, já que no Brasil
e fazíamos orações diárias, assim como nem havia tanta coisa na época.
confissão pecados e outras práticas e nes-
Enfim, vi algumas divergências
sa mesma época tive acesso a um livro
em sua teologia e não consegui aceitar
de Helminiak, que acabei levando e en-
como algo firme. Vale a pena ressaltar
tregando ao meu pastor.
que isso era uma visão minha já que ti-
Foi a primeira vez que tinha ouvi- nha largado a igreja na época que come-
do falar em “teologia inclusiva” e igrejas cei a namorar. Não engoli a teologia in-
cristãs dirigidas e direcionadas ao públi- clusiva e acabei me afastando da igreja.
co gay. É claro que isso me deixou muito

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Eu tinha quase 18 anos, a idade já vida legal e nem grandes experiências
é confusa por natureza e, com tudo isso com Deus, visto que nem seu amor incon-
na cabeça, acabei me afundando aos pou- dicional eu aceitava. Acabei me envol-
cos. Não me sentia amado e nem aceito vendo com ocultismo, a começar por
por Deus; então, continuei tentando mu- Wicca, Satanismo e terminando em Sata-
dar de todas as maneiras possíveis e ima- nismo Moderno, do qual participei por
gináveis. Não obtendo resultado, che- um curto período. Graças a Deus tudo
guei até a tentativas de suicídio, já que isso não durou muito tempo. Foi um mo-
eu realmente me odiava com todas as for- mento mesmo apenas para me afastar de
ças. vez de Deus.

Será que Deus queria isso? Claro Para quem conhece o Satanismo,
que não. É por isso defendo tanto o amor sabe que o Satanismo Moderno é muito
de Deus; sei o quão ruim é não se sentir próximo do ateísmo. Assim sendo, para
amado por Deus por uma questão sexu- manter as aparências, me identificava
al. como ateu, filosofia que acabei aceitando
um tempo depois. Realmente não acredi-
Caí em depressão, larguei traba-
tava em Deus, “matei Deus” em mim e
lho e escola. Fiquei um tempo preso em
assim resolvi minha vida sexual e meu
meu quarto, já não tinha mais amigos e
sentimento de culpa.
nem familiares; contei pra minha família,
e meu irmão, que era pastor, na época, Nos anos seguintes experimentei
começou uma campanha de exorcismo e a homossexualidade de uma maneira
outras práticas que também não fizeram maior, mantive bons relacionamentos es-
muito efeito. Na época eu pensava: “já táveis, o que me levou a sair de casa
que Deus virou as costas pra mim por- para construir algo ao lado do meu na-
que eu sou gay, irei virar as costas pra morado na época. Em geral, as pessoas
Ele também e seguir minha vida.”. associam homossexualidade à promiscui-
dade, drogas, doenças e orgias e esse
A maneira que achei para resol-
lado realmente existe (assim como na he-
ver o sentimento de culpa foi “matar
terossexualidade), mas não foi a vida
Deus” dentro de mim; não tinha uma
pela qual optei.
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Eu vivi o que chamam hoje de Apesar de não crer em Deus na
“homoafetividade”, tive bons namora- época, tinha um lado místico que simpa-
dos e estava bem e feliz com esses relaci- tizava com algumas ideologias, apesar
onamentos. Se eu falar que amei todos de não acreditar e nem praticar nada.
os meus parceiros, estarei mentindo, mas
Esse “Algo” começou a ficar cada
tive sim ótimos relacionamentos basea-
dia mais forte, então eu achei que só po-
dos em amor e alguns desses namoros se
deria ser algo espiritual, um convite, al-
tornaram grandes amizades.
guma coisa assim. Resolvi conferir se era
Nesse tempo minha vida melho- mesmo algo espiritual. Não fiz nenhuma
rou muito. Estava com uma vida financei- oração ou algo do gênero, apenas soltei
ra estável, em paz comigo mesmo, com ao vento algo parecido com isso: “Não
família e amigos, não tinha nenhum mo- sei o que está acontecendo, mas se for
tivo para querer ou pensar em uma mu- um convite espiritual, então pare, e eu
dança; parecia mesmo que toda aquela irei responder esse convite.”.
fase confusa tinha ficado para trás.
Deu certo. Comecei a não mais
Certo dia, comecei a ser incomo- ser “incomodado” e tinha uma promessa
dado por algo que só mais tarde fui des- a cumprir, procurar algum plano espiritu-
cobrir que era Deus. Eu ouvia algo me di- al. Não sabia o que fazer, por mais que
zendo que “estava na hora" e tinha um fosse adepto de diversas filosofias sem
sentimento muito forte como se eu real- acreditar verdadeiramente em nenhuma;
mente estivesse “perdendo algo”, não sei então resolvi ir numa igreja cristã, pelo
explicar muito bem. Era como se lembrar menos era o que mais fazia sentido.
de que tem algo para fazer, mas não se
Ao chegar à igreja, não pretendia
lembrar exatamente do quê. Algo estava
fazer orações e muito menos prestar aten-
realmente me incomodando, mas não de
ção; estava indo apenas pra me livrar dis-
uma forma ruim, porém insistente. Che-
so, porém, foi incrível o derramar do
guei inclusive a ouvir este “Está na
amor de Deus sobre a minha vida. Na-
hora” de uma maneira muito clara. Para
quele dia que ainda está na memória, re-
muitos, ouvir vozes é loucura, mas pra
cebi o amor de Deus de uma maneira
mim foi o começo de uma nova história.
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muito forte e incondicional. Resolvi que cia um rato, agia e vivia como um rato, e
iria novamente caminhar com Deus, pois Deus me dizia que eu era um pássaro
ele me amava independente de qualquer que aprendeu a ser rato, mas que Ele ti-
coisa. nha asas para que eu pudesse voar, Ele
queria me ensinar a ser um pássaro.”
A principio, arrumei encrenca
com meu namorado, morávamos juntos Logo associei a ilustração com mi-
há alguns anos na época e partilhávamos nha sexualidade, apesar de ser muito cé-
de uma boa relação com base em amor e tico em relação a uma mudança, afinal
fidelidade. Ele acabou indo visitar a igre- de contas já tinha tentado de tudo, com
ja, rendeu-se a Cristo e começamos uma todas minhas forças e nada tinha dado
caminhada com Deus; fazíamos algumas certo. Acabei deixando essa ideia sobre
coisas juntos, como, por exemplo, orar, mudança de lado e segui em frente.
ler a Bíblia, assistir aos cultos, participar
Conforme ia me aproximando de
de eventos na igreja e etc.
Deus fui conhecendo mais sobre Ele, ex-
Estava bem comigo, estava bem perimentando mais do Seu Amor. Estava
com Deus, estava bem com o meu parcei- cada vez mais apaixonado por Deus e
ro, não queria abrir mão disso, não que- queria responder a esse amor com uma
ria nenhum tipo de sofrimento, não que- vida santa, não só em questão sexual, eu
ria abrir mão de nada, simplesmente esta- queria realmente uma vida em santida-
va bem e confortável assim. Então Deus de. Optei mais uma vez em dizer não
foi restaurando várias coisas na minha para a homossexualidade e, com muito
vida e deixando a sexualidade guardada. sofrimento e dor, acabei me separando.
Não me sentia incomodado com minha Apesar de ter tido algumas idas e voltas,
sexualidade como anteriormente, visto fui me firmando e sustentando a minha
que sabia do amor incondicional de posição.
Deus por mim.
Retomei estudos, o domínio de
Um dia tive a seguinte visão: “Ha- vontades, fui buscar ajuda e participar
via um ninho com vários ratos e um pás- de atividades relacionadas com o tema.
saro no meio deles, mas o pássaro pare- Caí novamente em depressão e mais

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uma vez o pensamento de suicídio esta- Resolvi estudar um pouco me-
va em minha mente. Diante do fracasso, lhor a teologia inclusiva, afinal, não é
vi que estava muito infeliz e sabia que simplesmente porque igrejas ou pessoas
isso não era o que Deus queria pra mim, dizem que algo é verdadeiro que deve-
ou, se era, pelo menos não deveria ser da- mos aceitar como tal. Não gosto de ser
quela maneira. manipulado, prefiro pensar por mim,
prefiro ter as minhas próprias conclu-
Nesse meio tempo fui aconselha-
sões.
do a me afastar de todos os meus amigos
gays, uma pena porque acabei perdendo Mais uma vez encontrei uma ma-
contato de verdade com algumas pesso- nipulação de informações para benefício
as. O que eu tinha esquecido é que não próprio, o que me fez voltar mais uma
tinha outros amigos, senão aqueles. Por vez para o mesmo lugar: a necessidade
causa disso fiquei muito carente, o sexo de mudança. Tentei uma troca com
sem compromisso se tornou uma ótima Deus, por mais que não considerasse
válvula de escape. isso uma barganha. Eu deixaria o pecado
em troca de uma mudança de vida, coisa
Costumo dizer que tive uma boa
que não aconteceu, pois eu larguei o pe-
vida e não tive problemas com homosse-
cado, mas não obtive uma mudança. Es-
xualidade, os problemas vieram depois,
tava frustrado, decepcionado com Deus,
quando optei por dizer não.
parecia que o Deus Fiel tinha quebrado a
Fui a uma igreja inclusiva em SP sua aliança comigo, fiz a minha parte, es-
na companhia de um rapaz que conheci tava dizendo não para a homossexualida-
na igreja que frequentava e fiquei seria- de com todas as minhas forças, mas não
mente confuso no dia; não fazia sentido. via mudanças.
Era outra realidade que pra mim parecia
Pensei mais uma vez em largar
boa. Resolvi aderi, então, à teologia inclu-
tudo isso, largar minha vida com Deus,
siva (mais uma vez), mesmo sem mudar
afinal era muito “bem resolvido” antes
de igreja, já que não tinha problemas
de toda essa loucura e confusão, mas des-
onde congregava.
sa vez era diferente. Eu tinha experimen-
tado do Seu Amor, sabia que Ele me ama-
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va e o quanto isso era bom, não conse- go e com minha autoimagem, entre di-
guia mais ignorar tão grande Amor. Não versas outras coisas.
queria abandonar Deus. Eu O amava,
Houve um tempo que na área se-
mas mesmo assim como não via "espe-
xual era apenas Eu e Deus no Divã, e ga-
rança” para mim. Grande dilema!
ranto que aprendi muito com isso.
Resolvi então não me preocupar
Depois de um tempo, sem uma
mais com mudança. O Amor de Deus
explicação que eu possa dar, começou a
me completava de verdade, ainda que
despertar em mim um interesse físico
fosse ficar só pelo resto da vida. Tudo
por mulheres, coisa que não tinha e nem
bem, não me importava mais a mudan-
imaginava ter. Comecei a perceber algu-
ça, mas viver com Ele. Essa realidade mu-
mas diferenças na maneira de me relacio-
dou meu foco e me deu uma nova moti-
nar e viver. Ao mesmo tempo, fui resol-
vação e uma nova atitude, já não me pre-
vendo meus problemas com pornogra-
ocupava mais com o meu futuro; estava
fia, apesar da vontade na época, já não
bem em um presente com Deus.
via mais a necessidade de praticar, e aos
Acabei desistindo de buscar mu- poucos foram passando o vício e a vonta-
danças e optei pelo celibato, nesse perío- de.
do aprendi as virtudes de ser solteiro.
Como estava resolvendo meu
Fui fazendo novas amizades e aprenden-
lado afetivo e físico por mulheres, come-
do novas formas de estar de bem comigo
cei a achar que o celibato já não era mais
mesmo. O que eu esperava de mim? Mor-
a única opção pra mim. Apesar de ter re-
rer velho e solteiro com desejos homosse-
solvido o problemas com quedas, ainda
xuais controlados e muito feliz.
não estava muito seguro e preferi não
Mas muita coisa começou a mu- me envolver, não era justo machucar al-
dar, Deus foi tratando de diversas áreas guém. Não me achava pronto e não me
na minha vida. Foi trabalhando meu rela- sentia capaz de satisfazer uma compa-
cionamento com Ele, com família e ami- nheira.
gos, comigo mesmo, estar em paz comi-
Fui trabalhando os buracos na mi-
nha masculinidade e aos poucos vendo
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grandes mudanças. Para fechar a histó-
ria, hoje (final de 2010) estou me prepa-
rando para o casamento com uma garota
que amo muito e me completa. Não que-
ro com esse relato passar a impressão
que restauração sexual é algo lindo, fácil
e maravilhoso, mas sim que é algo possí-
vel e acessível.

Não quero com esse relato incenti-


var pessoas a tal prática e nem manipu-
lar ideias; que cada um resolva a sua situ-
ação sexual com Deus, o Criador da sexu-
alidade.

Muitos criticam meu futuro,


como se fosse incerto e costumo dizer
que quem tem medo do futuro, não está
bem resolvido no presente e não apren-
deu com os erros do passado. Não me
preocupo com a incerteza do futuro, sei
que nada me separa do Seu Amor.

Cada pessoa tem sua história,


tem sua vida, essa é um pedaço da mi-
nha e, até aqui, valeu muito a pena dizer
sim para o chamado de Deus.

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Era uma vez um casal que planejou ter uma crian-
ça, e esse seria o primeiro sobrinho, o primeiro neto, o
primeiro orgulho da família, mas acontecimentos mudari-
am a rota dessa história. Seria esse o começo de uma his-

Anderson tória de ficção, mas disso só tem o “era uma vez”.

Nasci nessa família com grande ligação religiosa,


fui criado para ter fé, para considerar a Deus e ao próxi-
mo, porém até certo ponto sozinho, já que era filho úni-
co. Convivi bastante com adultos, meu pai trabalhava
muito e minha mãe me levava para todos os lugares,
mas lembro que um fato em si mudou drasticamente a
maneira que eu encararia a vida. Aos 4 para 5 anos de
idade mais ou menos, fui convidado por um familiar,
não muito mais velho que eu, para uma “brincadeira”
num lugar, só soube do que se tratava quando cheguei a
esse lugar. Fui violado digamos assim, sem requintes de
violência, aquela “brincadeira” pareceu ser algo interes-
sante de se acontecer, era algo novo. Ele me pediu segre-
do sobre o assunto, mas sem ameaças. Aquela “brincadei-
ra” se repetiu inúmeras vezes, até que outras crianças
também eram iniciadas naquilo ali. Depois daquele dia,
nunca mais vi os meninos da mesma forma, chegando
até mesmo em alguns momentos rejeitar ter nascido ho-
mem, pois se eu fosse menina, poderia ter aquele senti-
mento naturalmente. Parece definitivo falar que uma cri-

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ança de 5 anos pensasse dessa forma, sofrimento, isso durou mais de dois
mas era o que eu tenho memória plena anos. Depois houve outro garoto e mais
de como era o meu pensamento naquela outro.
época.
Nesse pano de fundo, meus pais
Um dia, minha mãe e tia, me cha- falavam em divórcio, tudo aquilo era
maram para conversar, pois havia um aterrorizador para mim, então com a fé
surto de crianças abusadas naquela épo- que tinha aprendido e até ensinava ou-
ca, e temerosas, resolveram me alertar tras crianças num curso daquela linha de
para que não deixasse que alguém fizes- fé, fazia orações para que eles não se di-
se algo que era feio, descabido e fora de vorciassem, pois eu seria a única criança
propósito. Enquanto falavam, vi que a sem os pais juntos já que todo mundo do
tal “brincadeira” era algo errado, e me meu círculo de amizades tinha os dois
calei, não disse nada a ambas sobre o pais. Não adiantou nada, eles se divorcia-
fato de já estar passando por aquela situ- ram e nossas dificuldades financeiras co-
ação, afinal era errado e também o meu meçaram, pois meu pai tinha outra famí-
segredo particular. lia. Eu, minha mãe e meu irmão mais
novo agora estávamos sós. Uma tristeza
Os anos foram passando, e essas
imensa tomou conta de mim e desejava
experiências sexuais duraram até os 10
morrer todos os dias. Todo dia acordar
para 11 anos quando as mudanças do
era um sofrimento anunciado, me xinga-
meu corpo aconteceram, e o sentimento
va em frente ao espelho, odiava tudo em
de que aquilo deveria parar aumentando
mim, a morte realmente seria a solução
e que Deus poderia me castigar por aqui-
para as minhas angústias. Até que conhe-
lo tudo como havia aprendido. Porém,
ci realmente aquele que eu tinha ouvido
as fantasias com outros garotos e roman-
falar, mas era uma figura apagada pra
tizações sempre permaneciam. Apaixo-
mim, Jesus. Ganhei uma nova vida, a
nei-me por uma menina na escola que es-
vontade de morrer desapareceu, a atra-
tudava, era um namorico de adolescen-
ção pelo mesmo sexo ficou ali soterrada,
tes, que não deu muito certo. Logo me vi
nem lembrava que existia isso. Tinha ago-
apaixonado por um garoto da minha
ra uma turma na igreja, mais ou menos a
sala, foi um martírio, dias de choro, de
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minha idade, agora sim tinha chegado do aquele sentimento, mas o que eu que-
ao meu lugar, em contato direto com o ria naquele momento era colocá-lo para
Criador do Universo. As guerras interio- fora. Começou a peregrinação das bus-
res, as angústias, estavam enfim sendo cas de um relacionamento estável, tran-
submetidas ao espelho de Deus, me en- qüilo e fiel. Afinal eu tinha preceitos cris-
xerguei realmente na imagem que ele me tãos e não queria sexo por sexo, apesar
mostrou. de poucas vezes ter me submetido a isso.
Eu queria algo mais, e por que não?
Mas, tudo que não é encarado,
não desaparece, uma hora vem à tona e A balada não era o ponto princi-
com mais intensidade ainda. Comecei a pal, era só um lugar para ver pessoas
ser rondado e sondado pela serpente que de semelhantes só o mesmo senti-
igual à Eva, tinha certezas como ela, mas mento, fora isso via uma euforia no ar
a proposta da serpente pareceu bem inte- travestida de alegria. Alegria mesmo era
ressante, e as certezas de Deus em mim, ali com Deus, na igreja, que vinha do in-
não eram tão certas assim. Reencontrei terior, aquilo tudo ali era euforia, mas es-
uma pessoa que fez parte da minha in- tar ali era até interessante. O mundo vir-
fância na igreja, fiquei sabendo de coisas tual era um lugar até certo ponto seguro
que pareciam surreais. Lugares, relacio- para conhecer pessoas, mais do que em
namento entre pessoas do mesmo sexo baladas. Horas e horas de buscas, de con-
que eram totalmente fora das minhas até versas, de seleções, de namoros virtuais,
então fantasias, fora de tudo que eu co- de encontros reais. Algumas surpresas,
nhecia. Um mundo realmente novo, o outras decepções. O namoro não passava
mundo GLS. de tentativas, logo as reais intenções das
pessoas apareciam.
Não demorou muito para que eu
fizesse a escolha de me dar a chance de Passado um tempo, em meio a
viver um relacionamento com outro ho- essa busca do príncipe encantado, recebi
mem. Já que tinha orado, jejuado, feito uma boa proposta de emprego, pois
campanhas e eu achava que tudo aquilo Deus permanecia o mesmo apesar de eu
já tinha finalizado, vi que realmente era não. Então parei com toda aquela práti-
algo que poderia viver, não tinha escolhi- ca, digamos que para honrar o que Deus
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estava me dando. Fiquei dois anos sem to que tinha. Sentei com o Senhor e per-
ir às baladas, sem me envolver com al- guntei o que estava errado. Não sabia
guém, mas tudo de novo somente soter- gostar diferente, sentir diferente, mas o
rado, nada encarado. Minha vida espiri- que eu sabia sobre a palavra de Deus no
tual parecia ir muito bem, sempre gostei quesito homossexualidade era bem cla-
de ler a palavra de Deus (Bíblia), passar ro. Deus me mostrou por que aqueles re-
horas lendo e meditando. Ia aos cultos, lacionamentos não davam certo, era que
parecia tudo muito bem mesmo. Até que o lugar que eu queria colocar alguém, já
um dia, me senti carente, e voltei a en- tinha alguém ali há alguns anos. Era o lu-
trar nos chats com a desculpa, que já ti- gar de Jesus Cristo.
nha passado tanto tempo, e o ciclo de
Eu tinha muitas saudades da pre-
pessoas passaram por ali, será que não
sença de Deus, não conseguia orar estan-
tem alguém de verdade para mim?
do naquela situação, naquela prática. Já
A resposta não demorou muito. tinha ouvido tantas coisas sobre homos-
Conheci um rapaz que era de outro esta- sexualidade, acreditado em tantas coisas,
do então seria inviável algum relaciona- no abracadabra evangélico. Eu queria mi-
mento, apesar de acreditar que existia al- nha alegria intensa de volta. Queria meu
gum tipo de namoro virtual (aliás, acredi- relacionamento íntimo com Jesus de vol-
tei várias vezes nisso). Mas um dia, che- ta. Mas como fazer diferente? Como sen-
gou um rapaz. Eu não estava tão dispos- tir diferente? Contar a alguém não era
to assim, já que já vinha machucado de- uma opção, já tinha visto desastres acon-
mais para tentar. Não acreditava mais no tecerem dentro e fora da igreja por al-
que diziam, e tinha levantado barricadas guém mencionar a atração pelo mesmo
para me proteger de um novo relaciona- sexo.
mento. Mas ele disse a coisa certa na
Parei e conversei com Deus sobre
hora certa. Encontramo-nos, parecia
tudo. Foi a primeira vez que ao invés de
tudo perfeito, até a página dois. Uma trai-
pedir para tirar um sentimento, falei
ção atingiu ali e tudo que era uma certe-
com ele sobre tudo aquilo ali de uma for-
za naquele relacionamento caiu. Naufra-
ma nova, sem aquele palavrório que eu
gou mais uma vez o pseudo envolvimen-
sempre usava e achava que estava tendo
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uma comunicação com Deus. “Eu não sei diferente. Não foi uma situação fácil, con-
sentir de outra forma Jesus, eu não sei enxer- fortável, mas me trouxe imenso prazer.
gar de outra forma, tu sabes mais do que qual- Muitas vezes eu tive que me contrariar,
quer um, mas me ensina como eu posso sair para fazer do jeito de Deus, que é o me-
disso, como enxergar do seu jeito, pois do lhor.
meu jeito não dá mais”.
O marco da minha jornada de
Pensei e senti que agora eu tinha transformação (prefiro usar esse termo
que cortar o que alimentava ou favorecia que cura, pois não é uma doença) foi que
essa situação. Limpei minha conta do Deus me mostrou um texto que eu já ti-
MSN e outra em uma rede social para nha lido, mas não tinha percebido o teor
que eu começasse agora do jeito de dele, que fez tanto significado para mim.
Deus. Livrar-me da masturbação e porno-
“nem tampouco diga o eunu-
grafia foi um desafio. Não era viciado,
co: Eis que sou uma árvore
mas era algo recorrente, um tema estava
seca. Porque assim diz o SE-
ligado a outro. Até que comecei a traba-
NHOR a respeito dos eunucos,
lhar em Deus qual era a raiz da situação
que guardam os meus sába-
que levava à masturbação. Comecei a en-
dos, e escolhem aquilo em que
xergar como ridículo ter que olhar um
eu me agrado, e abraçam a mi-
cara na tela do computador ou na página
nha aliança: Também lhes da-
da revista que não estava nem aí para
rei na minha casa e dentro dos
mim e eu o desejando muito e ele não sa-
meus muros um lugar e um
bia da minha existência. Fora que sabia
nome, melhor do que o de fi-
como eram feitos alguns daqueles ví-
lhos e filhas; um nome eterno
deos, as montagens e mentiras por de-
darei a cada um deles, que nun-
trás de tudo. Aquilo não mostrava uma
ca se apagará.” Isaías 56:3-5
relação verdadeira entre duas pessoas,
mas apenas a expressão do instinto. Rela- Sei que eunuco não é sinônimo
ção sexual não era aquilo. de homossexual, mas ele também algu-
mas vezes não tinha escolha, outros esco-
Destruí o que eu conhecia de
lheram para ele o que passaria a viver
Deus para reconstruir de um jeito novo,
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dali pra frente. Mas esse texto foi um bál-
samo no meu interior que marcou o co-
meço da minha jornada de transforma-
ção.

Aprendi que era um caminho,


uma jornada a ser seguida e não um pas-
se de mágica. Não me preocupando com
o tamanho do caminho, nem com o tem-
po, mas me preocupando sim que jamais
falte a ligação que eu reconstruí com Je-
sus Cristo.

Agora as rédeas voltaram para as


minhas mãos, e comecei a ter o que Deus
idealizou ali na criação e planejou para o
ser humano, o domínio sobre as coisas.
Não era mais dominado por um senti-
mento, mas agora podia fazer escolhas
conscientes, sabendo de todas as implica-
ções, e a melhor escolha tem sido andar
como Jesus tem me direcionado.

Todo dia é um novo dia, todo dia


é dia de escolhas, todo dia é dia de enxer-
gar diferente. De ser transformado como
filho, como amigo, como servo de Deus,
como profissional. Transformação tem
impacto brutal nas características básicas
do ser humano. Agora sim, tenho uma
sexualidade sadia e sem culpa pela ótica
de Jesus.

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"O relato a seguir não expressa nenhum tipo de
preconceito ou discriminação. Respeito a opinião e as es-
colhas de cada ser humano e o que estarei narrando,
transmite aquilo que eu sentia, o que eu vivia e a situa-

Leonardo ção em que me encontrava."

O passado deixou em meu ser profundas marcas


e tristes lembranças. Um passado que quando lembro me
faz sentir nojo, mal estar e confesso que chego a ficar de-
cepcionado comigo mesmo.

Fui aprisionado no horrível mundo da homosse-


xualidade e posso dizer que para mim essa prática foi
uma horrível escravidão que me entristeceu, machucou,
humilhou e atormentou. Afinal, acho que todos os indiví-
duos envolvidos com a homossexualidade ficam sem a
certeza de nada, num estado de medo e solidão.

O homossexual é discriminado e rejeitado tanto


pela sociedade como pelos familiares. Ele é desrespeita-
do, sofre violência e sempre é vitima do preconceito.

Meu tormento começou após ter sofrido um abu-


so sexual pelo meu próprio primo quando eu tinha ape-
nas 10 anos e ele, bem mais velho do que eu, com seus 18
anos. Ele que era um verme, um monstro que, enquanto
meus pais trabalhavam, ficava dentro de minha casa des-

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truindo minha vida e roubando meus so- do eu sentia que tinha algo de errado co-
nhos e identidade. migo. Eu não era verdadeiramente feliz.
O absurdo era tanto que muitas noites
Passei três anos sendo abusado
transava com meus próprios primos até
por esse monstro e minhas noites eram
menores do que eu. Quando a noite pas-
de tormento, de humilhações, noites de
sava e chegava o amanhecer, vinha a tris-
trevas sem fim. Eu era ainda pequeno,
teza em meu coração e uma acusação gi-
minha cabeça ficava confusa, revoltado,
gante tomava minha mente.
com dor e nojo. Aquela situação foi aos
poucos me destruindo e roubando mi- Certo dia, com uma tremenda ilu-
nha identidade; quando dei por conta, já são em minha mente, conheci um rapaz
estava tento desejos alucinados por sexo que me convenceu a usar drogas. Perden-
com prostitutas, homossexuais, homens do totalmente a cabeça, eu resolvi sair de
etc. Era algo horrível! casa e morar com ele. Fiquei totalmente
perdido e não sabia o que estava fazen-
Minha identidade e sonhos havi-
do, mas para mim tudo era normal. Eu
am sido roubados e logo com 16 anos já
via minha família sofrendo com tudo
me considerava homossexual, freqüenta-
isso e minha mãe, evangélica, não dei-
va boates, baladas e motéis. Acorrentado
xou de orar por mim. Ela me aconselha-
e algemado pela lascívia, pelas orgias,
va, mas eu estava cego, acreditando que
pelo sexo compulsivo, pela homossexua-
era amor e achando que estava me diver-
lidade, pela prostituição. Minha vida era
tindo; passava por cima de tudo e de to-
vivida na autodestruição, minha vida
dos para estar envolvido nesse mundo,
era regada de muito sexo... sexo...
até que cheguei aos 18 anos e foi quando
sexo...bebida e música.
numa noite me bateu uma vontade dife-
Vivia uma vida de engano, sem- rente.
pre no meio de centenas de pessoas e tra-
Quando já não mais tinha espe-
zendo dentro de mim um enorme vazio,
rança, envergonhado e cansado de escon-
uma imensa solidão. Comecei casos sé-
der da minha família aquela situação,
rios com até três pessoas de uma vez e
tentei suicídio, mas algo foi mais forte.
dizia estar namorando sério, mas no fun-
Tinha uma vida financeira razoável, mas
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tinha uma vida sentimental e amorosa foi que surgiu uma luz no fundo do tú-
destruída. Até que um dia resolvi mu- nel. Descobri algo que estava dentro de
dar, dar um basta naquela situação; já mim, que era um elemento de grande po-
cansado de enganar a mim mesmo e aos der, que mudaria minha vida e todo meu
meus amigos e familiares, tomei uma ati- ser: a fé.
tude.
Através da fé alcancei a restaura-
Tentei diversos tipos de ajuda, psi- ção, a libertação e a transformação. Mu-
cólogos, terapias individual e em gru- dei de volta para a casa de minha famí-
pos. Comecei a buscar ajuda em Deus e a lia, terminei o que eu chamava de relacio-
visitar uma igreja que ficava próxima a namento e comecei a reconstruir minha
casa em que eu morava com uma pessoa vida e saí de lá do fundo do poço onde
que supostamente eu amava. Visitava a não tinha nada e não era ninguém. Ape-
igreja e todos, mesmo sabendo de que nas minha família, que nunca me aban-
mundo eu era, me receberam com muito donou, acreditava em mim e o que me
carinho. Isto foi muito importante para importava era a atenção daqueles a
mim porque eu pensava que ninguém se quem magoei tanto.
importava comigo.
Houve muito sofrimento e perse-
Comecei a me interessar por um guição porque muitos não aceitavam mi-
grupo de oração onde todos pregavam nha decisão de mudar e me humilha-
muito sobre libertação e eu ainda ímpio, vam. Mas hoje estou casado com uma
duvidava de tudo que era falado, mas serva de Deus que amo muito, que me
algo no fundo me fazia frequentar todos deu muito apoio e muita ajuda. Uma pes-
os dias de culto, mesmo não acreditando soa que Deus colocou em meu caminho,
que algo em mim iria mudar. uma mulher a quem posso dizer, com to-
das as letras, que amo de verdade.
Com o passar do tempo as coisas
foram piorando cada vez mais e comecei Tenho um filho que é a razão de
a clamar por socorro e misericórdia. De- meu viver, tenho minha profissão, casa,
pois comecei a acreditar nas promessas carro etc. Muitos sonhos que eu vi perdi-
de Deus que eram ditas na igreja e então dos foram resgatados e concretizados.

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Hoje tenho minha verdadeira identida-
de, um homem verdadeiro. Feliz.

Agradeço muito a Deus e agrade-


ço muito àqueles que entenderam minha
situação e acreditaram na minha a mu-
dança.

Jesus Cristo mudou meu viver e


continua mudando o viver de pessoas
que, assim como eu, dão crédito à pala-
vra dEle.

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"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do
que uma espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e
do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensa-
mentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta
diante dEle; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos
Saulo daquele com quem temos de tratar."

Hebreus 4:12-13

Todo ser humano precisa de Deus, até mesmo


aquele que se diz ateu, que muitas vezes tenta provar
através da ciência como o homem surgiu, proclamando
para o mundo que Deus não tem nada a ver com isto.
Em certos momentos da vida, esses que se dizem incré-
dulos olham para o céu e procuram por Ele. Como é ma-
ravilhoso e agradável saber que existe um Deus que fez
todas as coisas, que deixou a sua Palavra para podermos
hoje viver pela fé.

Jesus bateu à minha porta através da Palavra de


Deus, fez-me um convite para recebê-lo como único Se-
nhor e Salvador, o caminho certo que leva a Deus, e, atra-
vés do livre arbítrio, pude escolher entre continuar no en-
gano em que vivia ou acertar minha vida através das ver-
dades que se encontram na sua Palavra que está na Bí-
blia, que liberta, que modela nosso caráter e nos coloca
em um caminho reto.

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"E conhecereis a verdade e Deus. É de grande importância lembrar
a verdade vos libertará.” que Deus nos promete vida abundante
João 8:32 através de Jesus.

Claro que aceitei Jesus em minha Durante minha infância sentia fal-
vida e passei a ter todas as promessas ta do meu pai. Não que ele estivesse lon-
que Ele tem para mim. Esse ato de acei- ge ou morto, ele estava vivo e perto. Ten-
tar Jesus como único caminho que leva a to lembrar-me de um abraço, de um bei-
Deus, como meu Senhor e Salvador, não jo, de ter sido carregado no colo por ele,
tirou de minha vida as dificuldades. Atra- de sentir sua presença paterna, em que
vés da sua Palavra e do Espírito Santo, pudesse ter um referencial de comporta-
tenho armas para lutar contra os proble- mento masculino para me espelhar, e
mas e aflições que surgem pela frente. não lembro. Lembro-me de uma novela
Irei compartilhar com você como eu vi- que tinha uma música tema chamada
via, mas também irei compartilhar do "Pai", e na abertura diária desta novela
mais importante, da vitória que tenho al- aparecia um quebra-cabeça sendo monta-
cançado a cada dia, do homem que ver- do e no final da montagem surgia a figu-
dadeiramente sou, da certeza de onde ra de um menino caminhando em um
vim e para onde irei. parque de mãos dadas com seu pai. Deta-
lhe importante: a figura do pai não foi
Nasci em Contagem, no Estado
preenchida, estava em branco, era assim
de Minas Gerais. Minha infância foi tími-
que eu me sentia.
da, introvertida e insegura. Imagine o
que as situações da vida podem fazer em Por ser tímido e introvertido, não
uma criança com essas características. conseguindo me comunicar com as ou-
Procure visualizar como o inimigo pode tras crianças, escutei muitas palavras de
agir nessa criança tão vulnerável às men- maldição. Quantas palavras que entriste-
tiras do mundo. Lembrando que “o la- ceram meu coração, quantas atitudes er-
drão não vem senão a roubar, a matar e a radas para comigo. Por não gostar de jo-
destruir”. Pais, esse ladrão está matando, gar bola, de corrida de Fórmula 1, escu-
roubando e destruindo, por causa da nos- tei muitos comentários maldosos, que
sa falta de conhecimento da Palavra de por mais que ignorasse, ficaram guarda-
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dos comigo. Muitas vezes, ao fazer algo base do mundo é a família, fundamenta-
errado, ou ter um comportamento tími- da na palavra de Deus. A distância que o
do, fui chamado de "chorão, débil men- homem vem tendo de Deus está abrindo
tal, veado, bicha, mulherzinha". Fui até brechas para o desequilíbrio da família,
mesmo vestido de menina, por uma pes- trazendo dificuldades nos relacionamen-
soa próxima da minha família. Não en- tos, separação e falta de comunicação en-
tendo o porquê deste ato, mas lembro- tre pais e filhos, levando a um desvio de
me exatamente da situação em que ela comportamento.
me fez passar, e as pessoas que viram
Eu não sabia lidar com as intimi-
esta cena riam e faziam seus comentári-
dades que surgiam no namoro, e uma na-
os. Quando descobri do que realmente
morada vendo que eu não queria acari-
estavam comentando a meu respeito,
ciá-la de modo mais íntimo disse ao meu
algo se quebrou dentro de mim. Há po-
ouvido: "às vezes acho que você não é ho-
der em nossas palavras; se não sair ben-
mem". O que já havia sido quebrado na
ção de sua boca, cale-se, porque uma pa-
infância veio a se quebrar ainda mais. De-
lavra maldita pode mudar o rumo de
cidi ficar sozinho e enfrentar a vergonha
uma vida.
de não saber namorar e me expressar.
Morei em Belo Horizonte até os Em casa não havia diálogo. Aos 20 anos
14 anos de idade. Devido ao desemprego de idade, conheci um amigo que mais tar-
de meu pai, viemos para Curitiba. Aqui de se declarou homossexual e, devido ao
voltei à rotina de estudos e a refazer o cír- seu comportamento de risco, era porta-
culo de colegas, o que para um tímido é dor do vírus HIV. Conheci então, através
muito difícil. Tive minha primeira namo- de seus convites, as práticas homosse-
rada, e com este namoro surgiram questi- xuais. Aquelas palavras de maldição que
onamentos. Como não tive um pai próxi- escutei na infância e na adolescência cau-
mo para me espelhar em seu comporta- saram um efeito neste momento da mi-
mento masculino, por falta de informa- nha vida, em que meus caminhos fica-
ção sexual, por falta de estrutura na co- ram tortos através de minhas atitudes.
municação familiar, eu não levava esses Escolhi uma estrada que parecia fácil,
relacionamentos amorosos adiante. A que mais tarde quase me levou à morte

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espiritual, sendo que para a física faltou supriu as necessidades do meu coração,
pouco também. da minha alma.

Passei 12 anos na prática da ho- Saí da casa de meus pais para vi-
mossexualidade, sem contar os anos de- ver com um rapaz, um "amigo". Ali fi-
corridos da infância até a adolescência, quei por quase cinco anos. A Palavra de
em que pensava que era diferente, que Deus nos diz em Gênesis 2:24: "Portanto
algo estava errado comigo. Pensei que deixará o homem a seu pai e sua mãe, e
havia descoberto a verdade, e que tudo se apegará à sua mulher e ambos serão
que havia escutado de maldição se resol- uma só carne." Mas não foi o que fiz. Dei-
via naquele mundo que descobri. Conhe- xei meus pais para viver com outro ho-
ci pessoas de bom coração, mas para mem como se fosse com mulher. Simples-
Deus não basta ser bom. Passei a ter ami- mente ignorei mais uma promessa de
gos e amigas homossexuais, conviver Deus para minha vida, porque dei crédi-
com efeminados, travestis, Drag Que- to a uma mentira, achando que havia nas-
en´s, muita festa, muita risada, muita ma- cido assim, que não tinha culpa, que mor-
quiagem. Quando a cortina se fechava, o reria assim. Este era mais um dos infini-
vazio e a insatisfação daquela vida, por tos relacionamentos homossexuais que
mais agitada que fosse, aparecia por trás viria a ter. Mas pela misericórdia de
dos bastidores. A palavra família se resu- Deus para comigo, conheci sua verdade
miu em duas pessoas apenas: "eu e ele", e fui colocado sobre uma Rocha firme e
"ele e eu", bem longe do que podemos segura. Jesus é fiel!
chamar de família. Comecei a frequentar
"Tirou-me de um lago horrí-
bares, boates e ter relacionamentos ho-
vel de um charco de lodo,
mossexuais; demonstrava para as pesso-
pôs os meus pés sobre uma
as que era um comportamento normal e
rocha e firmou os meus pas-
aceitável, pois assim eu viveria melhor,
sos." Salmo 40:2
que era a resposta para tudo que sentia
até então. Passei a atender as minhas ne- Quantas vezes! Quantas vezes fe-
cessidades físicas e emocionais desta for- chei as portas para Jesus. Eu sabia que
ma, mesmo assim, essa descoberta não minha vida homossexual não era aceitá-

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vel diante de Deus, tanto que não lia os Saiba que alguém que está na prá-
textos bíblicos que falavam do pecado tica da homossexualidade terá um mo-
em que vivia e raramente quando os lia, mento na sua vida em que questionará
era somente para criticá-los, dizendo que se o que vive está correto, terá um mo-
a Bíblia precisava de uma revisão, mas mento de insatisfação e neste momento
eu não, que foi escrita por homens. Des- aquela palavra evangelística que você
ta forma tentava justificar minha prática lançou surtirá efeito e esta pessoa se lem-
homossexual com as necessidades e dese- brará que existe um caminho verdadeiro,
jos que sentia. Agindo assim eu na verda- lembrará de Jesus.
de estava dizendo para Deus que eu diri-
Falo isto porque todos os rapazes
gia minha vida.
com quem estive alimentam no seu ínti-
Mas Jesus insistiu educadamente, mo, bem lá no "esconderijo" do coração,
continuou batendo; eu estava perdido, o desejo de um dia terem uma vida dife-
cego, andando por meus próprios cami- rente, fora das práticas homossexuais.
nhos e decisões, dono da minha vida. Ti- Eles podem dizer que são felizes, mas de-
nha dentro da minha carteira um docu- sejam secretamente ter uma oportunida-
mento chamado identidade, mas no cora- de para mudar. Podem bater o pé e ne-
ção não havia identidade nenhuma. Lá gar com suas atitudes e palavras, mas no
no fundo da minha alma, escondido de coração desejam mudança. A pessoa que
todos, eu pensava: “Ah! Se eu pudesse está na prática da homossexualidade
deixar esta prática que limita minha (seja efeminado, travesti, Drag Queen,
vida”. transformista, michê) pode alterar este
caminho amando Jesus e tomando uma
Nesses 12 anos que passei na ho-
posição definida do tipo: "Não quero vi-
mossexualidade, foram poucos os mo-
ver praticando a homossexualidade, en-
mentos em que me senti seguro. Pelo
tão não quero mais". Quando tomei essa
contrário, vivia na insegurança e na bus-
decisão, depois de um tempo, percebi
ca de amor, que jamais encontraria nos
que eu não continuei homossexual. Sabe
rapazes com quem estive; eles não pode-
por quê? Porque a minha essência sem-
riam preencher o vazio do meu coração,
homem nenhum poderia.
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pre foi heterossexual, e esta essência sur- da comunhão com meus irmãos em Cris-
giu naturalmente. to. Mudança radical.

Saí da casa daquele rapaz, com Voltei para casa de minha mãe,
quem vivi por quase cinco anos, não su- meu pai já havia morrido. Entrei em de-
portei tanta incerteza, tanta mentira e in- pressão, passei um ano em depressão,
fidelidade. Nesta casa em que morava emagreci muito, lutando contra solidão e
com ele, sempre havia mudança, ora ha- angústia. Neste momento Deus moveu
via uma parede, ora havia uma janela pessoas para serem usadas em minha res-
nesta parede, uma porta, derrubava-se tauração de vida. Encontrei o verdadeiro
outra parede. Volta e meia a casa recebia amor, e o nome dele é Jesus. Recebi um
uma mudança em pouco espaço de tem- convite de um colega de trabalho, que
po; posso compreender hoje que estas via o meu desespero, para ir até sua casa
mudanças refletiam a insatisfação não participar de uma reunião e nem pergun-
com a casa em que vivíamos, mas uma tei do que se tratava, se era disso ou da-
insatisfação interior de nós mesmos. Ha- quilo, simplesmente precisava de ajuda.
via uma necessidade de "trocar" objetos,
Busquei no início livrar-me da de-
móveis, e também pessoas. Ou aceitava
pressão e angústia, mas Deus já estava
viver com ele e a sujeira que estava en-
movendo tudo para me receber e restau-
trando mais uma vez no relacionamento
rar todas as áreas da minha vida. Lá, co-
ou saía. Mas, como sair se estava preso
nheci pessoas de uma igreja evangélica,
àquela vida? Enfim foram 12 anos na prá-
que me receberam com muito amor, um
tica da homossexualidade. Sabia que pre-
amor sem preconceitos e isto eu preciso
cisava mudar, mas não sabia como. Pude
dizer com todas as letras: não enfrentei
então perceber que realmente havia uma
nenhum tipo de preconceito da parte de-
inversão na minha forma de amar. Eu
les. Eu sim, fui cheio de barreiras, arma-
precisava não só mudar radicalmente,
do, e com preconceito. Passei a ter ami-
mas manter-me nesta mudança, e isto en-
gos cristãos e reconheci que precisava de
contrei nas verdades que estão na Bíblia
amizades sadias.
com a ajuda do Espírito Santo de Deus e

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Nessa igreja tive apoio de todos. Uma vez aceitei um convite de
O Pastor me recebeu com amor e cari- um antigo amigo; o risco de regredir foi
nho, vale também falar aqui da importân- altíssimo. Fui a um lugar que já havia fre-
cia que o grupo de jovens teve neste mo- quentado e, pela primeira vez, pude per-
mento. Foi necessário criar uma nova ro- ceber como eu havia vivido. Aquele bar
tina e compromissos para minha vida parecia um açougue, onde bastava olhar
mais importantes do que os compromis- para o lado e tinha um pedaço de carne
sos anteriores. Notei que a pessoa que para se relacionar comigo. Pude perce-
mais teria que lutar pela minha mudan- ber como todas aquelas pessoas busca-
ça de comportamento seria eu mesmo. vam se identificar com alguém, como
Procurei manter-me sempre próximo dos procuravam no outro o que faltou recebe-
amigos que ali arranjei e esforcei-me ao rem do pai e da mãe. Aqui eu poderia ter
máximo para ignorar as propostas que conhecido mais um amor, e ter voltado a
meus antigos amigos faziam. Precisava praticar a homossexualidade, mas esta-
entender tudo que tinha vivido até en- ria deixando para trás todas as promes-
tão, o que me levou a praticar a homosse- sas que Jesus tem para mim. Estaria dei-
xualidade e através do Evangelho de xando para trás os rios de águas cristali-
Cristo acertar meus caminhos, pois ele nas que experimentei na presença de Je-
endireita os caminhos tortos. Eu ainda sus.
questionava Deus. "Deus, se eu deixar a
Durante muito tempo continuei
homossexualidade, vou sofrer muito.
recebendo ligações maldosas, relutei
Como lidar com meus sentimentos e
para não aceitar os convites para ir a ba-
emoções, meus desejos e vontades?". E
res e boates para homossexuais. Mas nes-
na sua Palavra encontrava as respostas
te momento Deus providenciou uma mu-
para tudo.
dança em meu viver. Ele olhou para
"Não temas pois sou contigo, mim, não gostou do que viu, e começou
não te assombres porque sou o a trabalhar na minha volta. Da depres-
teu Deus, eu te esforço, eu te aju- são, que já durava um ano, Deus me li-
do e te sustento com a destra da bertou. Estava em uma rodovia –BR 116
minha justiça." Isaías 41:10 – comprei um maço de cigarros e dirigin-

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do meu carro comecei a clamar ao Se- bertou do cativeiro no qual me encontra-
nhor: "Senhor Deus, em nome do seu Fi- va. Hoje sou livre e sirvo a um Deus que
lho Jesus, eu levanto um clamor a ti, muda o caminho errado e incerto de
quando olho para trás não gosto do que uma prostituta, de um dependente quí-
vejo, não quero mais viver na homosse- mico, adúltero, mentiroso, homossexual,
xualidade, mas quando olho para o dia travesti, ladrão, idólatra e de quem Ele
de hoje, não suportando mais esta angús- quiser, e Ele quer que todos se salvem.
tia, esta tristeza, eu não vejo saída. Ouça Aquele que perder a sua vida por amor a
o meu clamor, mostra o caminho para mi- Jesus vai encontrá-la. Lembremo-nos
nha libertação. Eu desejo viver contigo, que Ele é o nosso Senhor, devemos nos
me ajude". E Ele ouviu meu clamor, não curvar diante dEle. Ele nos dá o livre ar-
tive mais depressão. Meus caminhos esta- bítrio para escolher entre a vida e a mor-
vam sendo endireitados. Afastei-me de te.
tudo e de todos do meio antigo, precisa-
Hoje falo da verdade que desco-
va buscar alimento para sobreviver e, de-
bri através da Palavra de Deus, verdade
pois de estar firmado na Rocha, levar
que me libertou e me tornou livre de
este alimento para os que ficaram. O que
toda confusão que envolvia minha vida.
antes era escuridão em minha vida pas-
Para você que se acha livre, que faz o
sou a ser luz.
que quer, cuidado, você está mais preso
"para que ao nome de Jesus se do que possa imaginar. A minha liberda-
dobre todo o joelho dos que es- de enquanto na homossexualidade aca-
tão nos céus, e na terra, e debai- bou se tornando minha prisão. Há espe-
xo da terra. E toda língua con- rança para quem está nesta prática e de-
fesse que Jesus Cristo é o Se- seja sair. Não é uma vitória fácil, mas é
nhor, para glória de Deus Pai" possível. Enquanto não reconhecermos
Filipenses 2:10-11 que estamos vivendo na escuridão, não
teremos como conhecer o verdadeiro e
Entendi que conheceria a verda-
valioso brilho que vem da luz, que vem
de, e, se iria conhecer a verdade, o que
de Jesus. Em vez de se arrependerem de
eu vivia era mentira, era falso, ilusão, ar-
seus erros, muitos estão desejosos de ver
madilha do inimigo. Esta verdade me li-
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que sua conduta errada, seu pecado, seja mo que não falava do pecado em que vi-
tirado da categoria de pecado. Desta for- víamos, claro. Só líamos o que nos era
ma a morte e ressurreição de Jesus não conveniente, é mais fácil. É mais fácil di-
teriam servido de nada. Precisamos zer que a Bíblia precisa ser revista do
amar estas pessoas, mas não o erro que que mudar. Assim como é mais fácil se-
estão praticando. guir uma igreja que aceita o erro, onde
não precisa haver mudança.
O pecado é condenado, enquanto
ao pecador são oferecidos perdão e recon- Por um tempo lembrava-me das
ciliação. Nossas igrejas devem estar pre- festas, do falso brilho, muita risada, gen-
paradas para ajudar pessoas que quei- te bonita em suas roupas de marca, barri-
ram deixar esta prática. Digo pessoas pre- ga cheia de comida e um espírito vazio,
paradas porque estão querendo expulsar mas ao raiar do dia... ao raiar do dia, o
demônios de homossexuais sendo que falso brilho começava a se apagar e aí
nem todos estão possessos, cada caso é sim, vinha o vazio daquela vida. Não,
um caso a ser analisado e tratado, muitas não aceito mais isto em minha vida, hoje
vezes tratando as feridas da alma. a luz que brilha em meu coração vem de
Jesus. Descobri que Deus me amava,
A luz da Palavra de Deus trouxe
mas não o erro que eu cometia. Ao mes-
a verdade, caindo toda mentira. O vazio
mo tempo em que Ele me dizia para
que havia em meu coração foi preenchi-
abandonar a homossexualidade, Ele tam-
do pelo amor de Deus. Hoje falo da ver-
bém dizia para que não temesse mal al-
dade que encontrei na palavra de Deus.
gum. Deus não condenaria esta prática
Conforme ia aprendendo a viver com Je-
sem antes oferecer uma saída. A saída
sus, as mentiras iam sendo descobertas.
está na sua Palavra, que é viva e eficaz, e
Posicionei-me com todas as armas ofere-
no amor de Jesus. Através do Espírito
cidas na sua Palavra para resistir às im-
Santo fui convencido do erro em que vi-
posições do mundo.
via. Somente o Espírito Santo pode nos
Eu e o rapaz que vivia comigo tí- convencer do erro, da justiça e do juízo.
nhamos uma Bíblia aberta na cabeceira Compreendi e aceitei como verdade tex-
da cama de casal, aberta em algum Sal- tos na Bíblia que até então eu não aceita-

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va como tal. Sabia que os textos estavam alma, e passei a amar Jesus de todo o co-
ali, mas achava que era somente para ração, de toda minha alma e de todo o
aquela época. Então fui convencido pelo entendimento.
Espírito Santo de Deus. Basta olhar para
Você pode se perguntar: mas e os
o meu corpo masculino e perceber tudo
desejos e vontades que sentia, que nasci
o que nele há.
assim e não tinha jeito? Com o passar do
As leis que hoje existem em paí- tempo, já fora da homossexualidade, a
ses liberais, que asseguram o relaciona- minha essência heterossexual, que nunca
mento homossexual, cirurgias para troca perdi, começou a vir à tona, naturalmen-
de órgão genital, seguro de vida, podem te. Fiz um propósito com Deus, em mi-
aliviar o preconceito a sua volta, facilitar nhas orações eu pedia para que Ele me
o seu dia-a-dia, mas não podem assegu- desse a certeza da minha heterossexuali-
rar e te proteger do vazio que fica dentro dade, e Ele me deu esta certeza, sabe
de você. como? Reencontrei uma moça que há
tempos não via, e neste reencontro a sur-
Há poder na Palavra de Deus, po-
presa, ela havia se convertido ao Senhor
der que pode transformar vidas, desde
Jesus também. Houve um interesse de
que aceitem a verdade. Buscando cura
ambas as partes em se conhecer melhor.
para as feridas da alma e transformação
Fizemos uma viagem para a cidade de
no seu caráter, desabituando-se desta
Florianópolis, em Santa Catarina. Lá fica-
vida de confusão e vivendo da maneira
mos hospedados na casa de familiares e
correta como prega Jesus. Você já se per-
irmãos em Cristo, e dentro da direção de
guntou: Como deixar de ser drogado? Pa-
Deus houve a confirmação do meu pro-
rando de se drogar! Como deixar de ser
pósito. Você pode se perguntar: “Mas
prostituta? Parando de se prostituir!
como, o que aconteceu? Que exemplo de
Como deixar de ser mentiroso? Parando
relacionamento cristão é esse?” Deus é
de mentir. Uma prostituta quando deixa
perfeito em tudo o que faz. Estávamos
de se prostituir não continua prostituta.
conversando, já era tarde da noite, e
Quando deixei as práticas homossexuais
adormecemos. Senti um leve toque em
não continuei homossexual, deixei tratar
meu pé, era a mão dela que repousou ali,
do meu caráter, mente, emoções, corpo e
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no meu pé. Através deste toque sutil, sen- entrar num processo, dificultavam mi-
ti em meu corpo a confirmação de Deus nha caminhada como cristão. Quando
em minha vida mais uma vez. Uma lágri- aceitei a Cristo em minha vida tive a con-
ma de felicidade escorreu pelo meu rosto vicção de que estava salvo, mas também
e glorifiquei a Deus. Então percebi que sabia que precisaria tratar as feridas que
basta permanecer no caminho de Jesus estavam na minha alma. Deus também
que tudo mais Ele fará. Os planos e os so- nos oferece saúde emocional. Paz é o que
nhos de Deus para nós jamais se frustra- sinto hoje. Realmente a vontade de Deus
rão. para os que o amam é boa, perfeita e
agradável. Casei-me porque não queria
No início da minha caminhada
viver só, mas não é o casamento que irá
com Jesus, eu duvidava que pudesse dei-
dizer que uma pessoa deixou a homosse-
xar as práticas homossexuais. Minha
xualidade.
mente estava impregnada, acostumada,
habituada com a condição homossexual Hoje sou livre para falar da liber-
em que me encontrava. Ao permitir o tra- tação que a Palavra de Deus trouxe para
balhar do Espírito Santo de Deus em mi- minha vida. Livre para dizer: a luta conti-
nha vida, pude ver mudanças em minha nua, no mundo terei aflições, mas tam-
forma de pensar e comecei a entender bém tenho a verdade de Deus no meu co-
meu real papel masculino. ração para prosseguir a caminhada. An-
tes eu era espírita, acendia vela, místico,
Agradeço a Deus por ter usado
praticante da homossexualidade, viven-
pessoas em minha caminhada de restau-
do em bares e boates, coração em carne
ração para que pudesse me relacionar
moída. Hoje, lavado e remido pelo San-
adequadamente com uma mulher. Não
gue derramado na cruz, Sangue que me
há necessidade alguma de fazer o que eu
deixou branco como a neve, como a bran-
fazia. A vida que levo com minha esposa
ca lã e me fez acreditar nas promessas de
é gratificante em todos os sentidos. Te-
Deus para minha vida.
nho alcançado saúde emocional e atra-
vés disto tenho me tornado um homem Muitos me chamam de louco, por
melhor, um cristão melhor. As feridas na ir contra o padrão deste mundo. Mas
alma que carreguei por cinco anos, após Deus escolhe as coisas loucas deste mun-
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do para confundir as sábias. Escolhe os
pequenos para confundir os grandes.
Faz aquele que se deleita em sua própria
sabedoria parecer ignorante.

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Somos todos modernos! Eu sou moderna! Pensa-
va eu isso.

Bem, deixa eu me apresentar: meu nome é Gabrie-


la, tenho 24 anos, sendo que desde os seis últimos, tenho
Gabriela vivido de maneira diferente. Para resumir, sou daquelas
que se acha toda moderninha, gosta de livros, artes e rou-
pas modernas. Idéias também!

Cresci com uma enorme aceitação às idéias livres


e não convencionais. Nunca gostei de títulos, nem rótu-
los, nem estereótipos (apesar de no princípio aceitar o de
“moderninha”). Sexo para mim era liberdade, prazer to-
tal, não importava como; sendo bom não importava mes-
mo como o faziam. Confesso que nunca me arrisquei em
grandes empreitadas sexuais, mas sexo era tudo! Duran-
te minha pré-adolescência tive minha primeira experiên-
cia homossexual. Única. Anos mais tarde assumi uma
vida totalmente heterossexual e cheia de fetiches. Um de-
les era a pornografia virtual que me prendeu por anos e
anos em uma gaiola sexual irreal e vazia. Estranho para
uma menina, né? Mas nunca me importei com isso.

Mesmo após minha entrega total a Jesus Cristo,


me metia em semanas regadas a todo tipo de pornogra-
fia;, eu ia à igreja em busca de um alimento que preen-
chesse a alma, que me deixasse satisfeita por muito tem-
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po, mas ainda não tinha conseguido en- lado o sentimento de não merecer tê-Lo
contrar. Embora o sentimento de vazio em minha vida, passei a amá-Lo tanto
que me levava a querer sempre mais da- que fazer algo contrário ao que Ele que-
quele prazer permanecesse, me sentia in- ria me magoava também. E a cada dia
comodada, pois toda vez que ia nova- me percebia mais amada e mais confian-
mente ao computador aquela paz que es- te para conhecer quem eu realmente era
tava sentindo me abandonava. e o que realmente queria. Entendi que
minha busca desenfreada por prazer se
Depois de algum tempo passei a
resumia em uma fome muito grande de
perceber inúmeras demonstrações do
Deus e de ajudar outras pessoas. De re-
amor de Deus, pois por mais que eu me
pente, aquela pessoa tão fria que se im-
enfiasse naquela podridão, ele sempre
portava apenas consigo mesma, passou
me proporcionava coisas boas e me acei-
a olhar para quem estava à sua volta não
tava mesmo numa condição “ruim”
mais como objetos, mas como PESSOAS.
como aquela. Mais à frente comecei a per-
ceber que aquele tipo de prática não era Quantas vezes você quis obter so-
apenas um pecado, mas era um insulto a mente sexo e percebeu que ficou frustra-
outro ser humano. Comecei a compreen- do por que se sentiu vazio, usado, um ob-
der o quão terrível era submeter o outro jeto? Eu me senti assim várias vezes, mas
perversamente à satisfação de meus dese- posso hoje dizer que continuo muito mo-
jos e aos desejos daqueles que pratica- derninha. Amo a Cristo e, sigo sua pala-
vam o sexo exposto naqueles vídeos. Co- vra, mas também AMO SEXO e sei que
mecei a imaginar e a sentir Deus como ele foi um presente de Deus para me
um pai que planeja com muito carinho unir ao meu parceiro eterno e fazer de
ter uma filha, e quando acontece, a vê de- mim uma pessoa feliz. Não tenho medo
cidindo por seus próprios caminhos se de dizer que entendi através do que o
direcionando a práticas que não a consi- meu Criador disse, que a melhor manei-
deram como uma pessoa, mas como um ra de se viver é tendo o sexo como uma
simples objeto de prazer. troca com quem se ama a ponto de assu-
mir um compromisso eterno.
Na realidade, quando assumi um
compromisso com Deus deixando de
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Espero que todos possam um dia
perceber da mesma maneira que eu!

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Nosso objetivo em realizar este ousado projeto
não é dizer quem está certo, quem teve a melhor conquis-
ta ou a maior vitória.

Dez pessoas, dez relatos, mas todos com um pon-


Conclusão to em comum. Se isso não te levar a refletir no Grande
Amor, teremos perdido nossos esforços e fracassado em
nosso alvo.

Com Deus, não se muda para ser aceito, não se


muda para ser amado. Ele, com Seu infinito amor, nos
amou primeiro.

Ilude-se quem pensa em conquistar este Amor


com boas ações, e se engana quem acha que pode perdê-
lo.

Ele simplesmente é o que é.

Como traduzir em palavras um Amor sem limi-


tes, que não vê barreiras ou diferenças? Para Ele, somos
todos iguais, sem classes, gêneros ou qualidades. Todos
iguais.

O assunto de restauração sexual geralmente tem


duas visões erradas. Uma ligada ao “ódio divino” que só
aceita e ama pessoas santas e uma outra que nos indica
um amor inclusivo, esquecendo que inclusão também é
correção. Deus corrige a quem ama.
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Qual então o ponto de equilíbrio rer, encontram forças para dizer: “Eu
desses dois extremos? Em Mateus cap. quero este tesouro! Por Ele se for preciso,
13:44-46, Jesus nos conta o seguinte: morro.”

“Também o reino dos céus é O “tesouro do campo”, que é Seu


semelhante a um tesouro es- Amor, nos motiva e dá força para vender-
condido num campo, que um mos tudo o que temos. Mais ainda, nos
homem achou e escondeu; e, impulsiona a negar e renunciar o que for
pelo gozo dele, vai, vende preciso para estarmos com Ele.
tudo quanto tem, e compra
“Todas as riquezas e prazeres des-
aquele campo. Outrossim, o
se mundo, não são nada, comparado ao
reino dos céus é semelhante
Seu Amor.” – Isso é achar um tesouro no
ao homem, negociante, que
campo. Não é apenas saber que o tesou-
busca boas pérolas; E, encon-
ro existe, mas ser impulsionado a abrir
trando uma pérola de grande
mão de tudo se preciso for para tê-Lo.
valor, foi, vendeu tudo quan-
to tinha, e comprou-a.” Para quem encontrou o real tesou-
ro, santidade não é uma opressão, uma
Muitas pessoas resumem o “reino
obrigação ou um fardo pesado, mas uma
dos céus” a uma morada celestial pós-
força que nos impulsiona a estar mais
morte. Mas “Eis que é chegado o reino
perto dEle.
dos céus” Mt 10:7, aqui, agora, na Terra,
o reino de Deus está acessível a todos. Por isso somos “IMPULSIONA-
Isso é Graça, isso é Amor. Ele estende o DOS PELO AMOR”.
seu reino a nós que não o merecemos. Aqui temos histórias de pessoas
O que motiva alguém a renunciar que mudaram não para conseguir um te-
a sua sexualidade? Achar um grande te- souro, mas mudaram porque o encontra-
souro. Esse mesmo tesouro que motiva ram.
pessoas espalhadas pelo mundo que, Se você ainda não encontrou esse
mesmo sendo perseguidas, correndo ris- tesouro, saiba que ele está disponível
co de serem presas, ou até mesmo mor- para você. Deus ama você e não há nada

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que O faça desistir de amá-lo. Basta você
aceitar Seu Amor.

Se você já encontrou o verdadeiro


tesouro e está em uma caminhada de res-
tauração sexual, esperamos que tenha en-
contrado neste material ainda mais força
e ânimo.

Se você também foi impulsionado


pelo Amor de Deus e escreveu uma nova
história, gostaríamos muito de conhecer
e publicá-la em nossos próximos volu-
mes.

Que diariamente possamos viver


e espalhar o Seu Amor. Deus te Abençoe.

EQUIPE CLOSET FULL

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Vai Valer a Pena
Livres para Adorar

Desenho: Dionisio Alves

Não compreendo os Teus caminhos E ao redor de cada esquina

Mas Te darei a minha canção Em cima de cada montanha

Doces palavras Te darei Eu não procuro por coroas

Me sustentas em minha dor Ou pelas águas das fontes


E isso me leva mais perto de Ti Desesperado eu te busco
Mais perto dos Teus caminhos Frenético acredito
E ao redor de cada esquina, em cima de Que a visão da tua face
cada montanha É tudo, tudo, tudo o que eu preciso
Eu não procuro por coroas, ou pelas águas
das fontes E o grande dia haverá de chegar
Quando eu e você, nos encontraremos
Desesperado eu Te busco com Ele, naquele dia
Frenético acredito E eu e você, cantaremos em uma só voz a
Que a visão da Tua face Ele

É tudo o que eu preciso, eu Te direi


Senhor valeu a pena
Que vai valer a pena
Senhor valeu a pena
Vai valer a pena
Senhor valeu, valeu, valeu, valeu
Vai valer a pena, mesmo

Eu haverei de cantar ao meu Senhor


Não compreendo os teus caminhos
Quando o grande dia chegar
Mas te darei a minha canção
Quando o grande dia chegar, e ele vem
Doces palavras te darei, te darei, te darei
Quando o grande dia chegar
Me sustentas em minha dor
Eu cantarei, eu cantarei, eu cantarei,
E isso me leva mais perto de Ti
JESUS, sim, sim, sim
Mais perto dos Teus caminhos
Jesus, valeu, valeu...

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