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Aerofones

Os aerofones estão divididos em 6 categorias:

- de Aresta

- de Palheta

- de Bocal

- o Órgão

- a Voz humana

- Aerofones livres

Aerofones de Aresta

Há dois tipos de embocadura de aresta:

- embocadura simples: a lâmina de ar é moldada e orientada pelos lábios do executante (ex:


flauta transversal)

- embocadura de apito: o ar é dirigido contra uma aresta, ou bisel, talhada na parede do tubo
através de um canal (porta-vento). (ex: flauta de bisel)

O termo embocadura pode ser usado em dois sentidos diferentes: no sentido em que é
chamado à parte que se aplica ao sopro onde se toca, ou no sentido, em que se fala da posição
da boca, controlo labial.

Aerofones de Palheta

As palhetas vibrantes são lâminas de um material elástico que transformam uma emissão
contínua de ar numa emissão descontínua, interrompida irregularmente.

Quanto ao som produzido existem dois tipos de palhetas:

- palhetas idiofónicas: feitas de um material duro e pesado, normalmente metal cuja sua altura
depende do comprimento e espessura. Ex: palhetas de acordeão, harmónio e gaita de beiços.

- palhetas heterofónicas: feitas de um material flexível e leve, normalmente cana, são capazes
de produzir vários sons se estiverem juntas a tubos sonoros. O comprimento do tubo é que
determina cada nota. Ex: palhetas do clarinete, oboé e saxofone.

Quando ao seu movimento podem ser:

- Livres: quando oscilam sem obstáculo para um e para outro lado da sua posição de repouso
(lâminas talhadas numa placa de metal). As palhetas livres são quase sempre idiofónicas.

- batente simples: quando vibram livremente só para um lado, batendo contra uma moldura
ou armação.
- batentes duplas: quando são um par de palhetas iguais que batem uma na outra e que estão
ligadas uma à outra pelas respetivas bases.

Aerofones de bocal

Nos aerofones de bocal são os lábios do executante que, comprimidos, vibram como palhetas
duplas, abrindo e fechando alternadamente a passagem do ar. Os lábios são acomodados
contra o bocal.

O Órgão

No órgão existem tubos de palheta e tubos de aresta, normalmente designados por tubos
palhetados e tubos flautados.

A Voz Humana

Trata-se de um aerofone especial, já que faz parte do próprio corpo do executante, em vez de
ser um objeto que foi construído.

Aerofones Livres

Nestes instrumentos o som é produzido pelo deslocamento do próprio instrumento através da


atmosfera.

Este grupo de instrumentos são representativos da prática musical ocidental, alguns são
vulgares brinquedos (ex: piões musicais). Em certas civilizações são utilizados para fins rituais.

O aerofone livre mais conhecido é o rombo.

Alguns aspetos acústicos dos Aerofones

O tubo:

A forma do corpo do instrumento (com exceção dos aerofones livres) determina a forma e
dimensões da massa de ar vibrante.

Os tubos podem ser cilíndricos (como no clarinete) ou ligeiramente cónicos. Os cónicos podem
ser divididos em dois tipos: cónicos normais, em que o tubo alarga à medida que se afasta da
embocadura (como no oboé) e cónicos invertidos, em que o tubo vai afunilando (como na
flauta de bisel).

Importância da forma do tubo:

O perfil de um tubo pode ser: fura cónica, cilíndrica, larga, estreita, etc.

O diâmetro e o comprimento de um tubo tem influência no número e qualidade dos


harmónicos que é possível obter: um tubo largo facilita a emissão dos sons graves, e um tubo
estreito ajuda na emissão de harmónicos agudos, enquanto os graves são de pior sonoridade e
difíceis de obter ou senão impossíveis.
A embocadura e a pressão do ar:

A técnica de embocadura, ou seja, o controlo dos lábios do executante, tem uma grande
importância na execução de todos os instrumentos de sopro. Um ajuste de lábios permite
assim uma margem de variação na frequência do som produzido, que nos obriga a considerar
os aerofones instrumentos de afinação semi-fixa. Como é o caso da trompa no registo grave.

Os bocais podem ser hemisféricos (em forma de taça) ou cónicos, ou ainda de uma forma
híbrida:

- bocais cónicos (ex: trompa) dão sons doces e aveludados

- bocais hemisféricos (ex: trompete) dão sons abertos e brilhantes

Madeiras e Metais

- Madeiras, com embocadura simples (de aresta) ou de apito(de bisel), ou de palheta batente,
simples ou dupla. Têm um certo número de orifícios laterais, que permitem obter vários sons
fundamentais.

- Metais, com embocadura de bocal. O principal meio de obter várias notas nestes
instrumentos é variando a embocadura e a pressão de ar, para conseguir diferentes
harmónicos.

Instrumentos Transpositores

São instrumentos em que os sons produzidos, sons reais, não correspondem Às notas que o
executante lê na partitura. Para os designar junta-se o seu nome o da tonalidade de base em
que estão afinados (ex: clarinete em sib, trompa em fá, etc.).

Há um caso particular de instrumentos transpositores: aqueles que transpõem à oitava, em


que a nota que se ouve é igual à nota que se lê, mas à oitava inferior ou superior. É o caso do
flautim (soa uma oitava acima das notas escritas) e do contrafagote (soa uma oitava abaixo).
Nestes dois casos (como o contrabaixo de cordas) como os sons produzidos são muito agudos
ou muito graves evita-se assim o uso constante de linhas suplementares.

A guitarra transpõe também à oitava como já vimos mas por razões práticas para evitar o uso
das duas claves.

Multifónicos ou Multifones

Designam-se multifónicos ou multifones dois ou mais sons produzidos simultaneamente num


instrumento de sopro. Os multifónicos começaram a ser muito usados nas madeiras.

Podem ser de dois tipos:

- Aqueles em que o som fundamental e os parciais têm a mesma intensidade

- Aqueles que apresentam diferenças de volume e de timbre entre os parciais


Aerofones II

O Sistema Boehm

Foi aplicado inicialmente à flauta, veio revolucionar a técnica e a mecânica das madeiras.
Theobald Boehm partiu do principio que era necessário um orifício para cada nota necessária
da escala cromática.

Os orifícios eram excessivamente grandes para poderem ser tapados diretamente pelos dedos.
Para resolver esse problema, Boehm concebeu peças metálicas em forma de anel e para atuar
sobre elas inventou um sistema mecânico comandado por chaves. O sistema Boehm teve
tanto êxito que inspirou os sistemas aplicados ao clarinete, oboé e saxofone.

Flauta Transversa

(flute; flûte; flöte ou querflöte; flauto)

A flauta transversa moderna é construída em 3 partes que encaixam umas nas outras. Embora
seja raro, pode também ser construída em apenas duas partes, formando o corpo e o pé uma
única peça e ficando a cabeça. O tubo mede aproximadamente 67 cm e a sua fora interior é
cilíndrica, com um diâmetro de cerca de 19mm.

Na sua grande maioria as flautas que hoje se fabricam são em metal (normalmente prata), mas
na Inglaterra, Alemanha e Europa Ocidental mantém-se uma certa tradição nas flautas em
madeira.

O mecanismo mais usado na flauta é o sistema Boehm, mas existem outros, como os sistemas
Radcliff e Rudall Carte. A flauta boehm tem 14 orificios, permitindo obter uma escala de 14
sons fundamentais entre dó 3 até aproximadamente dó6/ dó#6/ ré6.

A flauta é juntamente com o violino, o instrumento mais ágil e leve de toda a orquestra:
permite executar as passagens mais rápidas, todos os saltos de oitava, harpejos, trilos,
tremolos, etc. possibilitando grande virtuosismo quer em legato ou staccato.

A flauta existe desde a idade da pedra, sendo dos instrumentos ais antigos usados pelo
homem.

Flauta Renascentista

Tinha um tubo cilíndrico com seis orifícios para os dedos e um orifício circular muito pequeno
como embocadura. Feita de uma única peça. O Syntagma Musicum de Praetorius, indicam que
o consorte de flautas era constituído por três modelos: soprano (em lá), tenor (em ré) e baixo
(em sol), todos com extensão de duas oitavas.
Transverso (Flauta Barroca)

O som produzido era mais aveludado;

A quantidade de ar necessária era menor;

A afinação, sobretudo no extremo agudo, era mais fácil;

O tubo não tinha de ser tão longo e, por isso, os orifícios podiam estar mais próximos, ficando
os dedos numa posição mais cómoda.

A flauta era feita por vezes em marfim, mas o normal era em buxo com anéis de marfim

Jacques Hotteterre foi um compositor muito importante para este instrumento

A aplicação de novas chaves

Praticamente toda a música para flauta escrita no séc. XVIII, como Mozart, era executada na
flauta de uma chave, de excelente sonoridade, mas criava dificuldades nas dedilhações e
afinação em certas tonalidades.

Estes problemas levaram ao aparecimento de três novas chaves: para o Fá natural, o Sol
sustenido e o Si bemol. Assim aumenta-se o comprimento do tubo e juntam-se duas novas
chaves para obter o Dó sustenido e o Dó graves. Assim surge a flauta de seis chaves, que já
tem liberdade de modulação e permite tocar em qualquer tonalidade, com menos problemas
de afinação.

Flauta Boehm

No inicio do séc. XIX surgem grandes virtuosos de flauta como: Drouet, Furstenau, Nicholson e
Tulou. Nicholoson tentou melhorar e corrigir a flauta com orifícios maiores, e Boehm ouviu-o
tocar nessa flauta e mudou a flauta em todos os aspetos: perfil do tubo, numero, colocação e
tamanho dos orifícios, etc. Surgiu assim a flauta Boehm:

- os orifícios eram tão largos quanto possível

- os orifícios são praticados nos ocais acusticamente correctos independentemente de ser ou


não possível a mão humana atingi-los

- há um completo sistema de chaves para tapar todos os orifícios, em que a ação de um só


dedo pode fazer com que sejam tapados vários orifícios

- o tubo é em metal embora mais tarde se volte a usar a madeira, o que aumenta sonoridade
e a torna mais clara

O êxito desta flauta foi enorme, tendo superado todos os outros sistemas. Hoje em qualquer
parte do mundo a flauta que se usa é a flauta Boehm, quer em madeira ou metal.
Flautim

(piccolo; petite flûte; kleine flöte; flauto piccolo ou ottavino)

O flautim tem pouco menos de metade do comprimento da flauta e é o instrumento mais


agudo da orquestra. Desmonta-se em duas partes e faz-se em metal, madeira ou ainda cabeça
de metal e corpo de madeira.

Hoje todos os flautins usam o sistema Boehm, mas o seu tubo é cónico porque produz melhor
sonoridade. A musica para flautim escreve-se uma oitava a baixo do som real para evitar o uso
constante de linhas suplementares. Visto que ideia principal utilidade era para ampliar o agudo
da tessitura da flauta, nunca ouve interesse em aplicar-lhe as chaves. A sua extensão é desde
Ré4 até Dó7.

O som do flautim é estridente e muito penetrante, sobrepondo-se nitidamente a um tutti de


orquestra sinfónica em forte. O extremo agudo raramente é usado por ser difícil de tolerar
para o ouvinte e muito cansativo para o execute.

Nas orquestras sinfónicas habitualmente um dos flautistas toca flautim, já que por vezes
surgem partituras que exigem dois flautins (e até muito raramente três como no nº4 da site
Háry János de Zoltán Kodály).

Outros Modelos de Flauta

Flauta Alto

A flauta alto é maior que a flauta normal. É um instrumento transpositor em sol. Tem uma
extensão de sol2 a sol5. Embora a sua técnica seja semelhante à da flauta normal, devido ao e
exige mais ar. Obras: Daphnis et Chloë de Ravel e A Sagração da Primavera de Stravinsky,
Sinfonia Primavera de Benjamin Britten.

Flauta Baixo

Ainda mais rara que o modelo alto é a flauta baixo, em Dó, mas transpositora à oitava inferior,
portanto uma oitava abaixo da flauta normal. A sua extensão vai de Dó2 a Dó5.

A ideia de dotar a família das flautas de um modelo baixo é já antiga: foi Boehm o primeiro a
tentar realizá-la, mas sem resultado, por ser extremamente difícil a posição do instrumentista.

Repertorio

Lully foi provavelmente o primeiro compositor a usar flauta na orquestra, especificando que se
trata de flauta transversa, no ballet Le Triomphe de L’amour. Bach compôs uma Sonata a Três
(para flauta, violino e baixo continuo) da Oferenda Musical; Suite nº2 em Si menor e Concerto
Brandenburguês nº5-

Quarteto com Flauta K.285 de Mozart

Orfeu e Euridice e da Alceste de Gluck


Flauta de Bisel ou Flauta Doce

(Recorder; flûte à bec ou flûte douce; blockflöte; flauto dolce)

Se é fácil aprender a tocar uma escala na flauta de bisel em pouco tempo, convém não
esquecer o elevado grau virtuosístico e musical que pode atingir.

A flauta de bisel é um instrumento de características e sonoridades muito originais, hoje


produzido em massa devido à sua adoção nas escolas em muitos países. Das suas três
vertentes atuais: instrumento didático, popular e erudito, a ultima já praticamente não é feita
em Portugal.

O som da flauta de bisel não pode sofrer grandes alterações, uma vez que o executante não
dispõe de meios para modificar a forma ou direção da lâmina de ar, apenas a sua pressão, tal
como na flauta transversa, faz subir ou descer o som, mas no caso da flauta de bisel não é
possível corrigir estas variações de afinação.

A flauta de bisel moderna faz-se normalmente em três partes: a cabeça (embocadura em


forma de bico), o corpo intermédio, com seis orifícios na frente mais um na parte posterior
(orifício do polegar) e o pé, onde se encontra o sétimo orifício.

Constrói-se em vários tamanhos:

Soprano em Dó vai desde Dó4 – Ré 6

Contralto em Fá vai desde Fá3 – Sol 5

Tenor em Dó vai desde Dó3 – Ré 5

Baixo em Fá vai desde Fá2 – Sol 4

Apesar de haver modelos em Dó e em Fá, a música para flauta de bisel nunca está transposta,
o executante devera conhecer a dedilhação para cada nota das flautas em Dó (soprano e
tenor) e em Fá (contralto e baixo) isoladamente.

Existem também:

Sopranino em Fá vai desde Fá4 – Sol 6

Contrabaixo em Dó vai desde Dó2 – Ré4

Sub-baixo em Fá vai desde Fá1 – Sol 4

A música para sopranino, soprano, baixo e contrabaixo escreve-se uma oitava abaixo do som
real; para as duas últimas usa-se clave de fá e as outras clave de sol.
Flauta da Renascença versos Flauta do Barroco

Flauta Renascentista Flauta Barroca


Estrutura Feita de uma única peça de Feita normalmente em 3
perfil cilíndrico peças de perfil cilíndrico /
cónico invertido
Orifícios 8 + 1 largos 7 + 1 estreitos
Extensão 1 oitava + sexta M 2 oitavas + segunda M
Sonoridade Aberta, mais volume, menos Aveludada, menos volume
harmónicos mas mais flexível, mais
harmónicos
Tamanhos Muito diversificados de 15 Menos diversificados,
cm a mais de 2 m usando-se mais a flauta
contralto

A Flauta de Bisel da Renascença foi concebida mais como um instrumento de conjunto do que
solista. Foi no Barroco, durante o reinado de Luís XIV que as madeiras sofreram grandes
alterações, feitas por uma série de construtores liderados por Hotteterre. Ainda durante o séc.
XVIII a flauta de bisel cai totalmente em desuso, ganhando paralelamente em popularidade a
flauta transversa.

Repertorio:

6 Concertos para Quatro Flautas de Bisel e baixo Continuo de Johan Christian Schickhardt.

No séc. XX é que volta o interesse pela flauta de Bisel.

Outros tipos de Flauta

Siringe ou Flauta de Pã

É provavelmente o antepassado primitivo do órgão. Constituída por uma serie de tubos de


cana encostados e presos uns aos outros por ordem crescente de comprimento, de modo a
produzirem uma escala. É usada na América do Sul e na Oceânia.

Flauta de Tamborileiro

É uma pequena flauta de embocadura de apito, com três orifícios e tubo estreito, segura numa
mão, enquanto outra bate um ritmo num tamboril que transporta dependurado.

Ocarina

Flauta globular, feita de barro vidrado, em forme de corpo de ave, com um orifício para se
soprar e dez para os dedos: de um lado apenas dois, para os polegares, e do outro duas filas de
quatro orifícios.
Aerofones III

Fabrico de palhetas

Clarinetistas, oboístas e fagotistas dependem em absoluto dessas pequenas lâminas de cana


(palhetas) sem as quais o seu instrumento não produz som.

O instrumentista deve preparar a sua própria palheta, porque esta depende das suas
características e das do seu instrumento: mesmo quando ele consegue uma palheta
excecional, com o uso esta não lhe durará mais que umas duas semanas. É um trabalho
permanente e uma preocupação constante, porém quando se consegue uma boa palheta, o
instrumento é capaz de produzir uma qualidade de som extraordinária. Muitos professores
ensinam os alunos a fazer as próprias palhetas.

As palhetas são feitas de cana, e as melhores qualidades deste material vêm do Mediterrâneo,
costas do Sul de França, Espanha e Itália. A cana tem de ser de muito boa qualidade, e por isso,
existem plantações em que ela é cultivada especialmente para este fim. A cana é cortada após
dois anos de crescimento e armazenada em feixes altos, começando o processo de maturação
com uma secagem em que os feixes têm de sofrer exposição ao sol durante pelo menos três
verões.

A cana tem de apresentar uma dureza considerável: se passando com a unha do polegar ela
deixar marca é sinal de que não está suficientemente amadurecida.

O diâmetro exterior da cana deverá ser aproximadamente:

10 a 11 mm – Oboé

12 mm – Corne Inglês

23 a 25 mm – Fagote

20 a 26mm – Clarinete

Oboé

(oboé, hautbois, oboé ou hoboe, oboé)

O oboé é um tubo cónico de 57 cm feito geralmente em ébano. É construído em três partes e


tem uma extensão de duas oitavas e uma sexta (Sib2 a Sol5) e é munido de um sistema de
chaves Boehm. É desmontado em três partes.

A simples mudança das condições atmosféricas ou temperatura afeta a respiração, o oboísta


não luta com a falta de ar mas sim com o excesso de ar. Alguns músicos conseguem manter
sons durante muito tempo sem interrupção, insuflando ar através da palheta enquanto
inspiram pelo nariz. Trata-se de uma técnica usada há muito tempo em oboés folclóricos
orientais e em charamelas. Estas últimas por vezes tê m um disco na base da palheta contra o
qual o músico comprime os lábios e enche a boca de ar, dilatando as bochechas que
funcionam como um reservatório de ar. Esta técnica de respiração dá-se o nome de respiração
circular.

O melhor registo do oboé é o médio, usado pelos compositores para exprimir diferentes
estados e sentimentos: pastoral, alegre, dramático, lírico, trágico, sarcástico, etc.

A charamela é o antepassado do oboé.

Lully oi o primeiro compositor a escrever para oboé usando nos seus ballets e óperas. Nos
primeiros tempos o oboé era usado para dobrar os violinos.

Oboé Barroco

Tinha uma sonoridade bastante diferente da do oboé atual, em parte devido ao facto de as
palhetas serem maiores do que as que usam hoje.

Variantes do Oboé

Oboé de Amor

É um oboé um pouco maior, provavelmente criado em França. Apresenta algumas diferenças


em relação ao oboé comum: o tudel é mais longo e ligeiramente curvo e o pavilhão é
periforme e cavo. A extensão é desde Sol#2 a Dó#5. É um instrumento transpositor em Lá e
um dos instrumentos favoritos de Bach. Perdeu a popularidade durante o Classicismo e
Romantismo.

Oboé Baixo

Soa uma oitava abaixo do oboé. Tem o aspeto de um grande corne inglês.

Heckelfone

Introduzido pela firma alemã Heckel. É um oboé baixo com um comprimento de quase um
metro e meio, com dedilhações iguais e soa uma oitava abaixo do oboé. A sua extensão é de
Lá1 a Mi4 (escrevendo-se uma oitava acima).

Musette

Os termos musette e cornemuse designam em francês instrumentos do tipo da gaita-de-foles.

Técnicas especiais do Oboé

A exploração de novas técnicas e sonoridades no oboé deve-se sobretudo ao trabalho primeiro


do compositor e oboísta suíço Heinz Holliger, que aumentou a extensão do instrumento,
reintroduziu a respiração circular, utilizou quartos de tom, sons multifónicos, etc. Aplicou
também no oboé técnicas de embocadura de outros instrumentos.
Corne Inglês

(English Horn, cor anglais, english horn, corno inglese)

É um instrumento semelhante ao oboé de amor, mas maior (cerca de um metro de


comprimento). É transpositor em Fá, com uma extensão de Mi2 a Dó5. Normalmente segura-
se o corne inglês com um cordão à volta do pescoço, mas há músicos que preferem não usar.

Hector Berlioz – Sinfonia Fantástica

Dvorak – Sinfonia do Novo Mundo

Mahler – A canção da terra

Ravel – concerto em Sol M para piano e orquestra

Stravinsky – A Sagração da Primavera

Wagner- Tristão e Isolda

Clarinete

(clarinet, clarinete, klarinette, clarinetto)

É um aerofone de palheta simples batente que se constrói geralmente em cinco partes: a


boquilha, o barrilete, mais duas partes intermedias e o pavilhão. Faz-se quase sempre em
ébano. O tubo é cilíndrico na maioria do seu comprimento. Foi inventado por Johann Christian
Denner.

É um instrumento extraordinariamente expressivo, apresentando ao longo da sua extensão


timbres nitidamente diferentes, distinguindo-se claramente o registo grave, medio e agudo.
Assim temos:

- Na oitava grave (Mi2-Fá#1), ou registo chalumeau, som profundo e rico

- Na região média (Si3-Dó5), ou registo clarino, som mais brilhante e caloroso, mas sempre
aveludado

- Na região aguda o timbre perde a sua poesia, mas presta-se facilmente a efeitos sarcásticos

Clarinete em Sib ou em Lá?

Hoje é muito comum o uso do clarinete em Sib, embora também se use o clarinete em lá. Este
ultima é ligeiramente maior e tem uma sonoridade um pouco diferente.

Em relação ao seu uso na orquestra costuma-se escrever nas tonalidades com bemóis para o
clarinete em Sib e nas tonalidades com sustenidos para o clarinete em lá, de forma a facilitar a
leitura dos executantes.
Outros Clarinetes

Requinta

De todos os clarinetes mais pequenos que o modelo soprano o mais usado é o clarinete em
Mib, chamado requinta.

Cor de Basset

(basset horn, cor de basset, bassethorn, corno de basseto)

O cor de basset é bastante anterior ao clarinete alto e aos clarinets baixo e contrabaixo. É
transpositor em Fá.

Clarinete Alto

(alto clarinet, clarinete alto, altklarinette, clarinetto alto)

O clarinete alto (mais conhecido em Inglaterra por clarinete tenor) é hoje muito pouco usado,
quase só nas bandas. É transpositor em Mib.

Clarinete Baixo

(bass clarinet, clarinette basse, bassklarinette, clarinetto basso)

É transpositor em Sib, produzindo os seus sons uma oitava abaixo do clarinete soprano. De
todos os membros da família do clarinete (com exceção do soprano) é ele que mais intervém
com mais frequência na orquestra.

Também o clarinete baixo apresenta um registo de chalumeau e um registo de clarino.

Clarinete Contrabaixo

É um clarinete em Sib uma oitava abaixo do clarinete baixo. De todos os clarinetes sempre
feitos em madeira, este é o único quase sempre feito em metal.
Coisas que saíram no teste:

O diâmetro exterior da cana deverá ser aproximadamente:

10 a 11 mm – Oboé

12 mm – Corne Inglês

23 a 25 mm – Fagote

20 a 26mm – Clarinete

Respiração Circular

Afinação dos Clarinetes:

Requinta: Mib

Cor de Basset: Fá

Clarinete Alto: Mib

Clarinete Baixo: Sib

Clarinete Contrabaixo: Sib

Extensões dos aerofones:

Flauta transversa : Dó3 a Dó 6

Flautim: Ré4 a Dó7

Flauta Alto: Sol2 a Sol5

Flauta Baixo: Dó2 a Dó5

Oboé: Sib2 a Sol5

Oboé de Amor: Sol#2 a Dó#5

Corne Inglês: Mi2 a Dó5

Requinta: Sol2 a Dó6

Clarinete Alto: Sol1 a Sol4

Clarinete Baixo: Ré1 a Ré4

Clarinete Contrabaixo: Ré0 a Dó3

Clarinete em Sib Ré 2 a Sib 5 (a extensão n aparece no livro, mas era a que sobrava)
Repertório que saiuuuuu:

Pavana Lacrimae de John Downland

Suite de Antony Hopkins

Der flautin last-Hof de Jacob van Eyck

Meditazione supra de Edmundo Rubbra

Darius Milhaud, Sonatina

Paul Hindemith, 2 sonatas

Albert Roussel, Aria

Alban Berg, 4 peças

Max Reger, 3 sonatas

Tomaso Albinoni, Concertos Op.7 eOp.9

A flauta existe desde a Idade da Pedra, sendo dos instrumentos mais antigos usados pelo
Homem. Além disso, encontra-se em praticamente todos os povos.

- Falar do sistema Boehm e dos outros: Radcliff e Rudal Carte

- Das alterações que têm vindo a existir na flauta

- Várias fontes, entre as quais o Syntagma Musicum de Praetorius

- aplicação das novas chaves

- Vários tipos de flauta: boehm, alto, baixo, flauta de bisel ou flauta doce, siringe ou flauta de
pã, flauta de tamborileiro e ocarina.

- repertorio mais conhecido para flauta: Lully foi o primeiro compositor a escrever para flauta;
quarteto com flauta K.285 de Mozart; Concerto Brandenburguês nº5 de Bach, Tomaso
Albinoni- Concerto

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