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09/03/2019 Untitled document - Google Docs

Um estranho no ninho

Um Estranho no Ninho

Direção: Miloš Forman

Adaptação do romance de Ken Kesey

Principais atores: Jack Nicholson, Danny DeVito, Christopher Lloyd e Louise Fletcher

Ano de lançamento: 1975

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Nicholson e os internos

Um dos melhores filmes já produzidos na história do cinema, sem qualquer efeito especial, contém
uma grande carga de humanismo, solidariedade e outros sentimentos mais profundos de todo ser
humano, como o ódio, vingança e a inconformidade.

Jack Nicholson faz o papel de um malandro que após ser preso, se finge de louco para ir para um
hospital psiquiátrico e assim esquivar-se a uma porção de trabalhos forçados na prisão. Lá ele começa
a ficar inconformado com o tratamento aos internos e começa a influenciá-los, iniciando assim uma
batalha contra a cruel e sádica enfermeira protagonizada por Louise Fletcher, além de incentivar os
internos a se rebelarem contra funcionários e direção do hospital.

Jack Nicholson e Will Sampson

Com atuação comovente e vigorosa, Nicholson representa acima de tudo a inconformidade perante a
desumanidade do sistema psiquiátrico e a solidariedade ao próximo.

O filme, considerado um clássico, venceu o Oscar nas categorias de melhor filme, melhor ator (Jack
Nicholson), melhor atriz (Louise Fletcher), melhor diretor (Milos Forman) e melhor roteiro adaptado,
além de ter sido Indicado nas categorias de melhor ator coadjuvante (Brad Dourif), melhor fotografia,
melhor edição e melhor trilha sonora.

Louise Fletcher e Jack Nicholson

Além disso, venceu em várias categorias de mais outros 7 concursos ao redor do mundo, incluindo o
Globo de Ouro.

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Fonte parcial: http://wikipedia.org/

Onde encontrar: http://www.buscape.com.br/

Allan Poe – O corvo


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O Corvo – Edgar Allan Poe

O Corvo (The raven)

Autor: Edgar Allan Poe

1845

Poema notável por sua musicalidade, língua estilizada e atmosfera sobrenatural provenientes tanto da
exatidão métrica, permeada de rimas internas e jogos fonéticos, quanto do talento singular de Poe,
escritor americano, e um dos maiores expoentes da literatura.

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Numa sombria madrugada, enquanto eu meditava, fraco e cansado, sobre um estranho e curioso
volume de folclore esquecido; enquanto cochilava, já quase dormindo, de repente ouvi um ruído. O

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som de alguém levemente batendo, batendo na porta do meu quarto. “Uma visita,” disse a mim
mesmo, “está batendo na porta do meu quarto – É só isto e nada mais.”

Ah, que eu bem disso me lembro, foi no triste mês de dezembro, e que cada distinta brasa ao morrer,
lançava sua alma sobre o chão. Eu ansiava pela manhã. Buscava encontrar nos livros, em vão, o fim
da minha dor – dor pela ausente Leonor – pela donzela radiante e rara que chamam os anjos de
Leonor – cujo nome aqui não se ouvirá nunca mais.

E o sedoso, triste e incerto sussurro de cada cortina púrpura me emocionava, me enchia de um terror
fantástico que eu nunca havia antes sentido. E buscando atenuar as batidas do meu coração, eu só
repetia: “É apenas uma visita que pede entrada na porta do meu quarto – Uma visita tardia pede
entrada na porta do meu quarto; – É só isto, só isto, e nada mais.”

Mas depois minha alma ficou mais forte, e não mais hesitando falei: “Senhor”, disse, “ou Senhora, vos
imploro sincero vosso perdão. Mas o fato é que eu dormia, quando tão gentilmente chegastes
batendo; e tão suavemente chegastes batendo, batendo na porta do meu quarto, que eu não estava
certo de vos ter ouvido”. Depois, abri a porta do quarto. Nada. Só havia noite e nada mais.

Encarei as profundezas daquelas trevas, e permaneci pensando, temendo, duvidando, sonhando


sonhos mortal algum ousara antes sonhar. Mas o silêncio era inquebrável, e a paz era imóvel e
profunda; e a única palavra dita foi a palavra sussurrada, “Leonor!”. Fui eu quem a disse, e um eco
murmurou de volta a palavra “Leonor!”. Somente isto e nada mais.

De volta, ao quarto me volvendo, toda minh’alma dentro de mim ardendo, outra vez ouvi uma batida
um pouco mais forte que a anterior. “Certamente,” disse eu, “certamente tem alguma coisa na minha
janela! Vamos ver o que está nela, para resolver este mistério. Possa meu coração parar por um
instante, para que este mistério eu possa explorar. Deve ser o vento e nada mais!”

Abri toda a janela. E então, com uma piscadela, lá entrou esvoaçante um nobre Corvo dos santos dias
de tempos ancestrais. Não pediu nenhuma licença; por nenhum minuto parou ou ficou; mas com jeito
de lorde ou dama, pousou sobre a porta do meu quarto. Sobre um busto de Palas empoleirou-se sobre
a porta do meu quarto. Pousou, sentou, e nada mais.

Depois essa ave negra, seduzindo meu triste semblante, acabou por me fazer sorrir, pelo sério e
severo decoro da expressão por ela mostrada. “Embora seja raspada e aparada a tua crista,” disse eu,
“tu, covarde não és nada. Ó velho e macabro Corvo vagando pela orla das trevas! Dize-me qual é teu
nobre nome na orla das trevas infernais!”.

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

Muito eu admirei esta ave infausta por ouvir um discurso tão atenta, apesar de sua resposta de pouco
sentido, que pouca relevância sustenta. Pois não podemos deixar de concordar, que ser humano
algum vivente, fora alguma vez abençoado com a vista de uma ave sobre a porta do seu quarto; ave
ou besta sobre um busto esculpido, sobre a porta do seu quarto, tendo um nome como “Nunca mais.”

Mas o corvo, sentado sozinho no busto plácido, disse apenas aquela única palavra, como se naquela
única palavra sua alma se derramasse. Depois, ele nada mais falou, nem uma pena ele moveu, até
que eu pouco mais que murmurei: “Outros amigos têm me deixado. Amanhã ele irá me deixar, como
minhas esperanças têm me deixado.”

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Então a ave disse “Nunca mais.”

Impressionado pelo silêncio quebrado por resposta tão precisa, “Sem dúvida,” disse eu, “o que ele diz
são só palavras que guardou; que aprendeu de algum dono infeliz perseguido pela Desgraça sem
perdão. Ela o seguiu com pressa e com tanta pressa até que sua canção ganhou um refrão; até ecoar
os lamentos da sua Esperança que tinha como refrão a frase melancólica ‘Nunca – nunca mais.’ ”

Mas o Corvo ainda seduzia minha alma triste e me fazia sorrir. Logo uma cadeira acolchoada empurrei
diante de ave, busto e porta. Depois, deitado sobre o veludo que afundava, eu me entreguei a
interligar fantasia a fantasia, pensando no que esta agourenta ave de outrora, no que esta hostil,
infausta, horrenda, sinistra e agourenta ave de outrora quis dizer, ao gritar, “Nunca mais.”

Concentrado me sentei para isto adivinhar, mas sem uma sílaba expressar à ave cujos olhos ígneos no
centro do meu peito estavam a queimar. Isto e mais eu sentei a especular, com minha cabeça
descansada a reclinar, no roxo forro de veludo da cadeira que a luz da lâmpada contemplava, mas
cujo roxo forro de veludo que a lâmpada estava a contemplar ela não iria mais apertar, ah, nunca
mais!

Então, me pareceu o ar ficar mais denso, perfumado por invisível incensário, agitado por Serafim
cujas pegadas ressoavam no chão macio. “Maldito,” eu gritei, “teu Deus te guiou e por estes anjos te
enviou. Descansa! Descansa e apaga o pesar de tuas memórias de Leonor. Bebe, oh bebe este bom
nepenthes e esquece a minha perdida Leonor!”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta!” disse eu, “coisa do mal! – profeta ainda, se ave ou diabo! – Tenhas sido enviado pelo
Tentador, tenhas vindo com a tempestade; desolado porém indomável, nesta terra deserta encantado,
neste lar pelo Horror assombrado, dize-me sincero, eu imploro. Há ou não – há ou não bálsamo em
Gileade? – dize-me – dize-me, eu imploro!”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Profeta!” disse eu, “coisa do mal! – profeta ainda, se ave ou diabo! Pelo Céu que sobre nós se inclina,
pelo Deus que ambos adoramos, dize a esta alma de mágoa carregada que, antes do distante Éden,
ela abraçará aquela santa donzela que os anjos chamam de Leonor; que abraçará aquela rara e
radiante donzela que os anjos chamam Leonor.”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

“Que essa palavra nos aparte, ave ou inimiga!” eu gritei, levantando – “Volta para a tua tempestade e
para a orla das trevas infernais! Não deixa pena alguma como lembrança dessa mentira que tua alma
aqui falou! Deixa minha solidão inteira! – sai já desse busto sobre minha porta! Tira teu bico do meu
coração, e tira tua sombra da minha porta!”

E o Corvo disse: “Nunca mais.”

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“Nunca mais”

E o Corvo, sem sequer se bulir, se senta imóvel, se senta ainda, sobre o pálido busto de Palas que há
sobre a porta do meu quarto. E seus olhos têm toda a dor dos olhos de um demônio que sonha; e a
luz da lâmpada que o ilumina, projeta a sua sombra sobre o chão. E minh’alma, daquela sombra que
jaz a flutuar no chão, levantar-se-á – nunca mais!

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Tradução: Elder da Rocha

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Blade Runner

Blade Runner – O caçador de andróides


Ano de lançamento: 1982
Direção: Ridley Scott
Atores: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, Daryl Hannah
Baseado no livro Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dick
Trilha sonora: Vangelis

O filme descreve um futuro em que uma grande corporação inicia a colonização espacial, criando
seres geneticamente alterados, o replicantes, que são mais forte e ágeis que o ser humano e
com o mesmo potencial de inteligência, além de mais agressivos e sem estabilidade emocional.
Os replicantes são utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas e seu
período de vida se limita a 4 anos.

Harrison Ford como Deckard

Seu comportamento e sua aparência física são as mesmas que de um ser humano, dificultando
dessa forma a sua real identificação.
Policiais daqui da Terra de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runners, têm ordem
para atirar para matar replicantes dissidentes que aqui se encontram. Tal ato não é chamado de
remoção.
Em 2019, na cidade de Los Angeles, quando cinco replicantes dissidentes vem para cá com o
intuito de localizar seu criador para forçá-lo a aumentar seus períodos de vida, um ex-Blade
Runner Deckard (Harrison Ford), conhecido como “expert” no assunto, é encarregado de
caçá-los, porém acaba se envolvendo emocionalmente com uma replicante, gerando um grande
impasse à história.

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Ao visitar Tyrell, o criador dos replicantes, Deckard conhece sua jovem assistente Rachael, que
também é uma replicante munida com todas as memórias de uma sobrinha de Tyrell, e apoiada
nisso não consegue acreditar que é uma replicante. A cena em que ela é submetida a um teste é
uma das mais comoventes do filme.
O filme tem um fundo com questão filosófica sutil, um a um os replicantes são caçados, e ao
longo do filme parecem adquirir características humanas, enquanto os verdadeiros humanos que
os caçam parecem adquirir, cada vez mais, características desumanas. Ao fim, as questões que
afligem os replicantes acabam se tornando as mesmas que afligem os humanos.

Airship em ação

A trilha sonora composta por Vangelis cai maravilhosamente bem de acordo com o clima do
filme, criando nostalgia, futurismo e fantasia.
As imagens futuristas que aparecem filme são impressionantes, feitas com perfeição
(considerando também que foram feitas em 1982).
O filme ganhou Oscar de melhor direção de arte e melhores efeitos visuais, além de outros
prêmios de melhor figurino, melhor fotografia e melhor trilha sonora.
“Blade runner blues”: http://www.youtube.com/watch?v=RScZrvTebeA
“Tears in the rain”: http://www.youtube.com/watch?v=VupxqjTGAyk
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Expresso para o inferno

Expresso para o inferno

Direção: Andrei Konchalovsky

Roteiro: Akira Kurosawa

Atores principais: Jon Voight, Eric Roberts, Rebecca DeMornay

Ano de lançamento: 1985

O filme começa com uma frase de Shakespeare: “Nenhuma fera é tão cruel que não conheça algum
toque de piedade. Mas eu não conheço nenhuma piedade, e portanto não sou uma fera” (No beast so
fierce but knows some touch of pielty. But I know none, and therefore am no beast) – Ricardo III –
William Shakespeare.

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Outra versão de capa

Em certa hora há o diálogo: “Você é um animal!”. E a resposta: “Não, pior… sou um Humano! Ambos
somos escória… vencer… perder… Qual é a diferença?”

Expresso para o inferno foi o primeiro grande filme de ação que vi e que me impressionou pela tensão
que há do começo ao fim.

Dois fugitivos de um presídio se escondem em um vagão de trem. Ele começa a andar e o maquinista
sofre um ataque cardíaco, deixando os dois fugitivos desesperados a bordo do trem desgovernado e
em altíssima velocidade, cortando uma região deserta em meio à neve das montanhas do Alaska,
rumo a morte quase certa.

Obstinado em sua busca pela liberdade a qualquer custo, um dos fugitivos tenta de todas as formas
frear o trem. Em meio a tudo isso, os dois se desentendem, o diretor do presídio persegue eles e os
funcionários da base de controle do trem, desesperados tentam uma solução para que ele não se
choque, aumentando ainda mais a tensão do filme.

Jon Voight !

Uma idéia original e inteligente do mestre Akira Kurosawa com direção segura e excelentes atuações
de Jon Voight e Eric Roberts. Aliás, este é um dos poucos filmes em que Voight atua como “vilão”, e
está simplesmente arrasador. O final figura uma surpresa totalmente inesperada, que foge aos

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padrões das histórias tradicionais dos filme de ação. Realista, calculista e sóbrio, não há espaço para
maquilagens que mascaram a verdade.

Ação !

Comparado com a natureza onde o filme foi rodado e o “gigante de metal”, o homem se torna
insignificante. Enfim, está aí mais que um excelente filme ! Emocionante !

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