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Resultados 4T18/2018

Campinas, 28 de março de 2019 – A CPFL Energia S.A. (B3: CPFE3 e NYSE: CPL), anuncia seu resultado
do 4T18/2018. As informações financeiras e operacionais a seguir, exceto quando indicado de outra forma,
são apresentadas em bases consolidadas e de acordo com a legislação aplicável. As comparações referem-
se ao 4T17/2017, salvo indicação contrária.

CPFL ENERGIA ANUNCIA OS RESULTADOS DE 2018

Indicadores (R$ Milhões) 4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.


Vendas na Área de Concessão - GWh 17.026 16.827 1,2% 67.213 65.576 2,5%
Mercado Cativo 11.512 11.464 0,4% 45.589 45.358 0,5%
Cliente Livre 5.513 5.363 2,8% 21.624 20.218 7,0%
Receita Operacional Bruta 10.314 11.093 -7,0% 42.626 40.053 6,4%
Receita Operacional Líquida 6.686 7.460 -10,4% 28.137 26.745 5,2%
EBITDA(1) 1.354 1.366 -0,9% 5.637 4.864 15,9%
Lucro Líquido 670 498 34,7% 2.166 1.243 74,2%
(2)
Investimentos 693 694 -0,1% 2.066 2.617 -21,0%

Notas:
(1) O EBITDA é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização, conforme Instrução CVM 527/12.
Vide cálculo no item 4.6 deste relatório;
(2) Inclui investimentos relacionados ao segmento de transmissão; de acordo com o IFRIC 15, foram registrados como “Ativo Contratual das
Transmissoras” (outros créditos). Não inclui obrigações especiais.

DESTAQUES 2018

• Aumento de 2,5% nas vendas na área de concessão, com destaque para os crescimentos das classes
residencial (+2,6%) e industrial (+2,8%);
• Crescimentos de 15,9% no EBITDA e de 74,2% no Lucro Líquido;
• Dívida líquida de R$ 16,3 bilhões e alavancagem de 3,05x Dívida Líquida/EBITDA;
• Investimentos de R$ 693 milhões no 4T18 e de R$ 2.066 milhões em 2018;
• Revisões Tarifárias: CPFL Paulista e RGE Sul, em abr/18, e RGE, em jun/18;
• Agrupamento das concessões das distribuidoras RGE e RGE Sul;
• CPFL Renováveis: (i) projetos vencedores no Leilão A-6 (ago/18) - PCH Cherobim (28,0 MW) e
Complexo Eólico Gameleira (69,3 MW); e (ii) antecipação da entrada em operação da PCH Boa Vista II
(29,9 MW), em nov/18;
• Leilões de Transmissão: CPFL Geração venceu um lote em jun/18 (CE - Investimento previsto pela
Aneel: R$ 102 MM) e dois lotes em dez/18 (SC - Invest.: R$ 366 MM e RS - Invest.: R$ 349 MM);
• OPA Mandatória da CPFL Renováveis: leilão ocorreu em 26/nov/18; State Grid (diretamente e
indiretamente) passou a deter 99,94% das ações.

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(Q&A Bilíngue) com Investidores
 Sexta-feira, 29 de março de 2019 – 11h00 (Brasília), 10h00 (ET)
55-19-3756-8458
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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

ÍNDICE

1) MENSAGEM DO PRESIDENTE ................................................................................................................... 4

2) VENDAS DE ENERGIA................................................................................................................................. 6
2.1) Vendas na Área de Concessão das Distribuidoras .................................................................................... 6
2.1.1) Participação de cada Classe nas Vendas na Área de Concessão ......................................................... 7
2.1.2) Vendas no Mercado Cativo ..................................................................................................................... 8
2.1.3) Cliente Livre (consumo dos clientes livres) ............................................................................................. 8
2.2) Capacidade Instalada da Geração ............................................................................................................. 9

3) INFORMAÇÕES SOBRE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS E CRITÉRIOS DE CONSOLIDAÇÃO DAS


DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS .............................................................................................................. 10
3.1) Consolidação da CPFL Renováveis ......................................................................................................... 12
3.2) Consolidação da RGE Sul ........................................................................................................................ 12
3.3) Apresentação do Desempenho Econômico-Financeiro ........................................................................... 12
3.4) Consolidação das Transmissoras ............................................................................................................ 12

4) DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO ............................................................................................ 13


4.1) Abertura do desempenho econômico-financeiro por segmento de negócio............................................ 13
4.2) Ativos e Passivos Financeiros Setoriais................................................................................................... 14
4.3) Receita Operacional ................................................................................................................................. 14
4.4) Custo com Energia Elétrica ...................................................................................................................... 15
4.5) Custos e Despesas Operacionais ............................................................................................................ 17
4.6) EBITDA ..................................................................................................................................................... 19
4.7) Resultado Financeiro................................................................................................................................ 20
4.8) Lucro Líquido ............................................................................................................................................ 22

5) ENDIVIDAMENTO....................................................................................................................................... 23
5.1) Dívida (IFRS) ............................................................................................................................................ 23
5.1.1) Cronograma de Amortização da Dívida em IFRS (dez/18) .................................................................. 24
5.2) Dívida no Critério dos Covenants Financeiros ......................................................................................... 25
5.2.1) Indexação e Custo da Dívida no Critério dos Covenants Financeiros.................................................. 25
5.2.2) Dívida Líquida no Critério dos Covenants Financeiros e Alavancagem ............................................... 26

6) INVESTIMENTOS ....................................................................................................................................... 26
6.1) Investimentos Realizados ........................................................................................................................ 26
6.2) Investimentos Previstos ........................................................................................................................... 27

7) DESTINAÇÃO DO RESULTADO ................................................................................................................ 28

8) MERCADO DE CAPITAIS ........................................................................................................................... 28


8.1) Desempenho das Ações .......................................................................................................................... 28
8.2) Volume Médio Diário ................................................................................................................................ 29

9) GOVERNANÇA CORPORATIVA ................................................................................................................ 30

10) ESTRUTURA SOCIETÁRIA ...................................................................................................................... 31


10.1) OPA da CPFL Renováveis ..................................................................................................................... 31
10.2) Agrupamento das Distribuidoras RGE e RGE Sul ................................................................................. 31

11) DESEMPENHO DOS SEGMENTOS DE NEGÓCIO ................................................................................ 33


11.1) Segmento de Distribuição ...................................................................................................................... 33
11.1.1) Desempenho Econômico-Financeiro .................................................................................................. 33
11.1.1.1) Ativos e Passivos Financeiros Setoriais .......................................................................................... 33
11.1.1.2) Receita Operacional ......................................................................................................................... 34
11.1.1.3) Custo com Energia Elétrica .............................................................................................................. 36

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11.1.1.4) Custos e Despesas Operacionais .................................................................................................... 38


11.1.1.5) EBITDA ............................................................................................................................................. 39
11.1.1.6) Resultado Financeiro ....................................................................................................................... 40
11.1.1.7) Lucro Líquido .................................................................................................................................... 42
11.1.2) Eventos Tarifários................................................................................................................................ 42
11.1.3) Indicadores Operacionais .................................................................................................................... 44
11.2) Segmentos de Comercialização e Serviços ........................................................................................... 45
11.2.1) Segmento de Comercialização ........................................................................................................... 45
11.2.2) Segmento de Serviços ........................................................................................................................ 46
11.3) Segmento de Geração Convencional .................................................................................................... 47
11.3.1) Desempenho Econômico-Financeiro .................................................................................................. 47
11.3.1.1) Receita Operacional ......................................................................................................................... 47
11.3.1.2) Custo com Energia Elétrica .............................................................................................................. 48
11.3.1.3) Custos e Despesas Operacionais .................................................................................................... 48
11.3.1.4) Equivalência Patrimonial .................................................................................................................. 50
11.3.1.5) EBITDA ............................................................................................................................................. 51
11.3.1.6) Resultado Financeiro ....................................................................................................................... 51
11.3.1.7) Lucro Líquido .................................................................................................................................... 53
11.4) CPFL Renováveis................................................................................................................................... 53
11.4.1) Desempenho Econômico-Financeiro .................................................................................................. 53
11.4.1.1) Receita Operacional ......................................................................................................................... 53
11.4.1.2) Custo com Energia Elétrica .............................................................................................................. 54
11.4.1.3) Custos e Despesas Operacionais .................................................................................................... 55
11.4.1.4) EBITDA ............................................................................................................................................. 56
11.4.1.5) Resultado Financeiro ....................................................................................................................... 56
11.4.1.6) Lucro Líquido .................................................................................................................................... 57
11.4.2) Status dos Projetos de Geração – 100% ............................................................................................ 57

12) ANEXOS .................................................................................................................................................... 59


12.1) Balanço Patrimonial (Ativo) – CPFL Energia ......................................................................................... 59
12.2) Balanço Patrimonial (Passivo) – CPFL Energia ..................................................................................... 60
12.3) Demonstração de Resultados – CPFL Energia ..................................................................................... 61
12.4) Fluxo de Caixa – CPFL Energia ............................................................................................................. 62
12.5) Demonstração de Resultados – Segmento de Geração Convencional................................................. 63
12.6) Demonstração de Resultados – CPFL Renováveis ............................................................................... 64
12.7) Demonstração de Resultados – Segmento de Distribuição .................................................................. 65
12.8) Desempenho Econômico-Financeiro por Distribuidora.......................................................................... 66
12.9) Vendas na Área de Concessão por Distribuidora (em GWh) ................................................................ 67
12.10) Vendas no Mercado Cativo por Distribuidora (em GWh) ..................................................................... 68
12.11) Reconciliação do indicador Dívida Líquida/EBITDA Pro Forma da CPFL Energia para fins de cálculo
dos covenants financeiros ............................................................................................................................... 69

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1) MENSAGEM DO PRESIDENTE

O grupo CPFL seguiu bastante ativo no ano de 2018, promovendo melhorias em suas operações e
gestão, bem como acompanhando os desdobramentos dos cenários político e econômico do Brasil
em seus mercados.
Os resultados do ano de 2018 refletiram o crescimento das vendas de energia em todas as classes
de consumo, a nossa disciplina na gestão de custos e despesas, bem como a queda da taxa de
juros no Brasil.
O segmento de distribuição apresentou incremento nas vendas de energia (+2,5%) em 2018. As
classes residencial, industrial e comercial registraram variações de mercado de 2,6%, 2,8% e 1,2%,
respectivamente, refletindo a lenta recuperação da atividade econômica.
A geração de caixa operacional do grupo CPFL, medida pelo EBITDA, atingiu R$ 5.643 milhões em
2018 (+16,0%), refletindo os resultados positivos de todos os segmentos de negócios. Destaque
para o segmento de distribuição, cujo EBITDA atingiu R$ 3.004 milhões em 2018 (+34,5%),
refletindo principalmente os resultados advindos da conclusão dos processos de revisão tarifária
(4º ciclo) da CPFL Paulista, RGE Sul (ambos em abril de 2018) e RGE (em junho de 2018). Além
disso, a Companhia vem promovendo revisões organizacionais com objetivo de simplificar seus
processos e estrutura, visando maior eficiência e foco aos negócios.
Seguimos trabalhando em iniciativas de valor e em nosso plano de investimentos em 2018, com
disciplina financeira, empenho e comprometimento de nossas equipes. Investimos R$ 2.066
milhões nesse período.
Dentre as iniciativas de valor, vale mencionar a participação da CPFL Geração nos seguintes leilões
de transmissão: (i) em junho de 2018, a companhia venceu o Lote 9 (subestação Maracanaú II), no
Ceará, e (ii) em dezembro de 2018, a companhia venceu os Lotes 5 (subestação Itá), em Santa
Catarina, e 11 (subestações Osório 3, Porto Alegre 1 e Vila Maria), no Rio Grande do Sul.
Também tivemos a criação CPFL Soluções, que reúne serviços e produtos antes oferecidos sob as
marcas CPFL Brasil, CPFL Serviços e CPFL Eficiência. Dessa forma, passamos a ter uma
plataforma integrada de interação com os clientes que buscam soluções para comercialização de
energia, eficiência energética, geração distribuída, infraestrutura energética e serviços de
consultoria.
Cabe ressaltar ainda que a CPFL promoveu a incorporação da distribuidora RGE (“Incorporada”)
pela RGE Sul (“Incorporadora”). O agrupamento das concessões das 2 empresas se realizou
mediante incorporação do acervo patrimonial da Incorporada pela Incorporadora em 31 de
dezembro de 2018.
Também tivemos a entrada em operação da PCH Boa Vista II (29,9 MW de capacidade instalada),
em novembro de 2018, e a participação da CPFL Renováveis no Leilão A-6 de agosto de 2018. A
companhia venceu com os seguintes projetos: (i) PCH Cherobim, com 28,0 MW de capacidade
instalada, localizada no estado do Paraná, e (ii) Complexo Eólico Gameleira, com 69,3 MW de
capacidade instalada, localizado no estado do Rio Grande do Norte.
Ainda em relação à CPFL Renováveis, tivemos a realização da OPA Mandatória da companhia em
26 de novembro. Como resultado do leilão, a State Grid adquiriu 243.771.824 ações ordinárias de
emissão da companhia, representativas de 48,39% do capital social da companhia. As ações
ordinárias foram adquiridas pelo preço de R$ 16,85, totalizando o valor de R$ 4,1 bilhões. A State
Grid e a CPFL Geração (controlada indiretamente pela State Grid) passaram a deter, em conjunto,
503.520.623 ações ordinárias de emissão da companhia, equivalente a 99,94% do capital social
total da companhia.
A estrutura de capital e a alavancagem consolidada da CPFL Energia permaneceram em níveis
adequados. A dívida líquida da Companhia alcançou 3,05 vezes o EBITDA ao final do trimestre, no
critério de medição de nossos covenants financeiros, menor do que no ano anterior. Vale ressaltar
que a redução nas taxas de juros beneficiou a Companhia.

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Finalmente, a administração da CPFL segue otimista em relação aos avanços do setor elétrico
brasileiro e continua confiante em sua plataforma de negócios, cada vez mais preparada e bem
posicionada para enfrentar os desafios e oportunidades no país.

Gustavo Estrella
Presidente da CPFL Energia

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2) VENDAS DE ENERGIA
2.1) Vendas na Área de Concessão das Distribuidoras

Vendas na Área de Concessão - GWh


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Mercado Cativo 11.512 11.464 0,4% 45.589 45.358 0,5%
Cliente Livre 5.513 5.363 2,8% 21.624 20.218 7,0%
Total 17.026 16.827 1,2% 67.213 65.576 2,5%

No 4T18, as vendas na área de concessão, realizadas por meio do segmento de distribuição,


totalizaram 17.026 GWh, um aumento de 1,2%. As vendas para o mercado cativo totalizaram 11.512
GWh no 4T18, um aumento de 0,4%. Já a quantidade de energia, em GWh, correspondente ao
consumo dos clientes livres na área de atuação das distribuidoras do grupo, faturada por meio da
Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), atingiu 5.513 GWh no 4T18, um aumento de
2,8%.
Em 2018, as vendas na área de concessão totalizaram 67.213 GWh, um aumento de 2,5%. As
vendas para o mercado cativo totalizaram 45.589 GWh em 2018, um aumento de 0,5%. Já a
quantidade de energia faturada por meio da TUSD atingiu 21.624 GWh em 2018, um aumento de
7,0%.

Vendas na Área de Concessão - GWh


4T18 4T17 Var. Part. 2018 2017 Var. Part.
Residencial 4.970 4.866 2,2% 29,2% 19.618 19.122 2,6% 29,2%
Industrial 6.371 6.316 0,9% 37,4% 25.023 24.346 2,8% 37,2%
Comercial 2.841 2.820 0,7% 16,7% 11.048 10.921 1,2% 16,4%
Outros 2.844 2.826 0,6% 16,7% 11.524 11.187 3,0% 17,1%
Total 17.026 16.827 1,2% 100,0% 67.213 65.576 2,5% 100,0%

Nota: As tabelas de vendas na área de concessão por distribuidora estão anexas a este relatório, no item 12.9.

Destacam-se no 4T18, na área de concessão:


 Classes Residencial e Comercial (29,2% e 16,7% das vendas totais, respectivamente):
aumentos de 2,2% e 0,7%, respectivamente. Destaque para a classe residencial da RGE
(+4,3%) e da CPFL Santa Cruz (+2,2%). Na Nova RGE, o efeito da temperatura contribuiu para
o crescimento do consumo.
 Classe Industrial (37,4% das vendas totais): aumento de 0,9%. Destaque para os
crescimentos na CPFL Santa Cruz (+12,5%) e Nova RGE (+3,2%).

Destacam-se no 2018, na área de concessão:


 Classes Residencial e Comercial (29,2% e 16,4% das vendas totais, respectivamente):
aumentos de 2,6% e 1,2%, respectivamente. Efeitos pontuais de temperatura elevaram o
consumo em alguns meses do ano, contribuindo para o crescimento das vendas em 2018.
 Classe Industrial (37,2% das vendas totais): aumento de 2,8%. Destaque para os
crescimentos na CPFL Piratininga (+4,0%), RGE (+3,1%) e CPFL Santa Cruz (+7,6%). Esse
resultado positivo vem do desempenho das atividades de alguns dos principais segmentos da
indústria na área de concessão da CPFL Energia (químico, veículos automotores, coque e
derivados de petróleo e metalurgia).

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2.1.1) Participação de cada Classe nas Vendas na Área de Concessão

Nota: Entre parênteses, a variação em pontos percentuais do 4T17/2017 para o 4T18/2018.

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2.1.2) Vendas no Mercado Cativo

Vendas no Mercado Cativo - GWh


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Residencial 4.970 4.866 2,2% 19.618 19.122 2,6%
Industrial 1.561 1.618 -3,5% 6.151 6.557 -6,2%
Comercial 2.217 2.244 -1,2% 8.630 8.828 -2,2%
Outros 2.763 2.736 1,0% 11.190 10.852 3,1%
Total 11.512 11.464 0,4% 45.589 45.358 0,5%
Nota: As tabelas de vendas no mercado cativo por distribuidora estão anexas a este relatório, no item 12.10.

As vendas para o mercado cativo totalizaram 11.512 GWh no 4T18, um aumento de 0,4% (48 GWh),
devido principalmente ao desempenho da classe residencial (+2,2%); o desempenho das classes
industrial (-3,5%) e comercial (-1,2%) reflete a migração de clientes para o mercado livre.
No 2018, as vendas para o mercado cativo totalizaram 45.589 GWh, um aumento de 0,5% (231
GWh), devido principalmente ao desempenho da classe residencial (+2,6%); o desempenho das
classes industrial (-6,2%) e comercial (-2,2%) também reflete a migração de clientes para o mercado
livre.

2.1.3) Cliente Livre (consumo dos clientes livres)

Cliente Livre - GWh


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Industrial 4.809 4.698 2,4% 18.872 17.789 6,1%
Comercial 624 576 8,3% 2.418 2.093 15,5%
Outros 80 90 -10,4% 334 335 -0,4%
Total 5.513 5.363 2,8% 21.624 20.218 7,0%

Cliente Livre por Distribuidora - GWh


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
CPFL Paulista 2.593 2.554 1,5% 10.027 9.504 5,5%
CPFL Piratininga 1.548 1.535 0,8% 6.255 5.809 7,7%
Nova RGE 1.205 1.133 6,3% 4.724 4.396 7,5%
CPFL Santa Cruz 168 141 18,8% 619 509 21,5%
Total 5.513 5.363 2,8% 21.624 20.218 7,0%

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2.2) Capacidade Instalada da Geração

No 4T18, a capacidade instalada da Geração do grupo CPFL Energia, considerando sua


participação em cada um dos projetos, é de 3.272 MW.

Capacidade Instalada da Geração


Total: 3.272 MW

Nota: Considera a participação da CPFL Energia na CPFL Renováveis de 51,56%.

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3) INFORMAÇÕES SOBRE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS E CRITÉRIOS DE


CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As participações societárias detidas pela CPFL Energia nas controladas e controladas em conjunto,
direta ou indiretamente, estão descritas nas tabelas a seguir. Com exceção: (i) pelas controladas
em conjunto ENERCAN, BAESA, Foz do Chapecó e EPASA, que a partir de 1º de janeiro de 2013,
deixaram de ser consolidadas e passaram a ser registradas por equivalência patrimonial, e (ii) o
investimento registrado ao custo pela controlada Paulista Lajeado na Investco S.A., as demais
entidades são consolidadas de forma integral.
Em 31 de dezembro de 2018 e de 2017, a participação de acionistas não controladores destacada
no consolidado refere-se à participação de terceiros detida nas controladas CERAN, Paulista
Lajeado e CPFL Renováveis.
Desde 1º de novembro de 2016 a CPFL Energia considera a consolidação integral da RGE Sul.

Nº de consumidores
Participação Localização Nº de Prazo da Término da
Distribuição de energia Tipo de Sociedade aproximados
Societária (Estado) municípios concessão concessão
(em milhares)

Sociedade por ações de Direta Interior de São Novembro de


Companhia Paulista de Força e Luz ("CPFL Paulista") 234 4.496 30 anos
capital aberto 100% Paulo 2027

Sociedade por ações de Direta Interior e litoral de Outubro de


Companhia Piratininga de Força e Luz ("CPFL Piratininga") 27 1.756 30 anos
capital aberto 100% São Paulo 2028

Direta e
Sociedade por ações de Interior do Rio Novembro de
RGE Sul Distribuidora de Energia S.A. ("RGE") (a) Indireta 381 2.871 30 anos
capital aberto Grande do Sul 2027
100%
Interior de São
Sociedade por ações de Direta
Companhia Jaguari de Energia ("CPFL Santa Cruz") (b) Paulo, Paraná e 45 457 30 anos Julho de 2045
capital fechado 100%
Minas Gerais

Capacidade instalada
Participação Nº usinas / tipo de
Geração de energia (fontes convencionais e renováveis) Tipo de Sociedade Localização (Estado) Participação
Societária energia Total
CPFL
Sociedade por ações de Direta
CPFL Geração de Energia S.A. ("CPFL Geração") São Paulo e Goiás 3 Hidrelétricas (c) 1.295 678
capital aberto 100%

Sociedade por ações de Indireta


CERAN - Companhia Energética Rio das Antas ("CERAN") Rio Grande do Sul 3 Hidrelétricas 360 234
capital fechado 65%

Indireta
Sociedade por ações de Santa Catarina e
Foz do Chapecó Energia S.A. ("Foz do Chapecó") 51% (d) 1 Hidrelétrica 855 436
capital fechado Rio Grande do Sul

Indireta
Sociedade por ações de
Campos Novos Energia S.A. ("ENERCAN") 48,72% Santa Catarina 1 Hidrelétrica 880 429
capital fechado

Sociedade por ações de Indireta Santa Catarina e


BAESA - Energética Barra Grande S.A. ("BAESA") 1 Hidrelétrica 690 173
capital fechado 25,01% Rio Grande do Sul

Sociedade por ações de Indireta


Centrais Elétricas da Paraíba S.A. ("EPASA") Paraíba 2 Térmelétricas 342 182
capital fechado 53,34%

Sociedade por ações de Indireta


Paulista Lajeado Energia S.A. ("Paulista Lajeado") Tocantins 1 Hidrelétrica 903 38
capital fechado 59,93% (e)

Sociedade por ações de Indireta


CPFL Energias Renováveis S.A. ("CPFL Renováveis") Vide item 11.4.2 Vide item 11.4.2 Vide item 11.4.2 Vide item 11.4.2
capital aberto 51,56%

Direta
CPFL Centrais Geradoras Ltda. ("CPFL Centrais Geradoras") Sociedade limitada São Paulo e Minas Gerais 6 CGHs 4 4
100%

Transmissão Tipo de Sociedade Atividade preponderante Participação Societária

Prestação de serviços na área de transmissão de


CPFL Transmissão Piracicaba S.A. ("CPFL Piracicaba") Sociedade por ações de capital fechado Indireta 100%
energia elétrica

Prestação de serviços na área de transmissão de


CPFL Transmissão Morro Agudo S.A. ("CPFL Morro Agudo") Sociedade por ações de capital fechado Indireta 100%
energia elétrica

Prestação de serviços na área de transmissão de


CPFL Transmissão Maracanaú S.A. ("CPFL Maracanaú") Sociedade por ações de capital fechado Indireta 100%
energia elétrica

Notas:
(a) Em 31 de dezembro de 2018, foi aprovado o agrupamento das concessões das distribuidoras RGE Sul Distribuidora de Energia S.A. (“RGE Sul”) e Rio Grande Energia S.A. (“RGE”), sendo a
RGE Sul a Incorporadora e a RGE a Incorporada;
(b) Em 31 de dezembro de 2017, foi aprovada a incorporação das controladas Companhia Luz e Força Santa Cruz, Companhia Leste Paulista de Energia, Companhia Sul Paulista de Energia e
Companhia Luz e Força de Mococa na empresa Companhia Jaguari de Energia, cujo nome fantasia passou a ser “CPFL Santa Cruz”;
(c) A CPFL Geração possui 51,54% sobre a energia assegurada e potência da UHE Serra da Mesa, cuja concessão pertence a Furnas. Os empreendimentos da UHE Cariobinha e UTE Carioba
encontram-se desativados enquanto aguardam posicionamento do Ministério das Minas e Energia sobre o encerramento antecipado de sua concessão e não constam no quadro;
(d) O empreendimento controlado em conjunto Chapecoense possui como controlada direta a Foz do Chapecó, e consolida suas demonstrações financeiras de forma integral;
(e) A Paulista Lajeado possui 7% de participação na potência instalada da Investco S.A. (5,94% de participação no capital social total).

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Participação
Comercialização de energia Tipo de Sociedade Atividade preponderante
Societária

Sociedade por ações de Direta


CPFL Comercialização Brasil S.A. ("CPFL Brasil") Comercialização de energia
capital fechado 100%

Comercialização e prestação de Indireta


Clion Assessoria e Comercialização de Energia Elétrica Ltda. ("CPFL Meridional") Sociedade Limitada
serviços de energia 100%

Sociedade por ações de Indireta


CPFL Comercialização Cone Sul S.A. ("CPFL Cone Sul") Comercialização de energia
capital fechado 100%

Direta
CPFL Planalto Ltda. ("CPFL Planalto") Sociedade Limitada Comercialização de energia
100%

Sociedade por ações de Indireta


CPFL Brasil Varejista S.A. ("CPFL Brasil Varejista") Comercialização de energia
capital fechado 100%

Participação
Prestação de serviços Tipo de Sociedade Atividade preponderante
Societária

Fabricação, comercialização,
Sociedade por ações de locação e manutenção de Direta
CPFL Serviços, Equipamentos, Industria e Comércio S.A. ("CPFL Serviços")
capital fechado equipamentos eletro-mecânicos e 100%
prestação de serviços

Prestação de serviços Direta


NECT Serviços Administrativos Ltda. ("Nect") Sociedade Limitada
administrativos 100%

Prestação de serviços Direta


CPFL Atende Centro de Contatos e Atendimento Ltda. ("CPFL Atende") Sociedade Limitada
de tele-atendimento 100%

Direta
CPFL Total Serviços Administrativos Ltda. ("CPFL Total") Sociedade Limitada Serviços de arrecadação e cobrança
100%

Sociedade por ações de Direta


CPFL Eficiência Energética S.A. ("CPFL Eficiência") Gestão em eficiência energética
capital fechado 100%

Direta
TI Nect Serviços de Informática Ltda. ("Authi") Sociedade Limitada Prestação de serviços de informática
100%

Sociedade por ações de Prestação de serviços na área de Indireta


CPFL GD S.A. ("CPFL GD")
capital fechado geração 100%

Participação
Outros Tipo de Sociedade Atividade preponderante
Societária

Direta
CPFL Jaguari de Geração de Energia Ltda. ("Jaguari Geração") Sociedade Limitada Sociedade de participação
100%

Sociedade por ações de Indireta


Chapecoense Geração S.A. ("Chapecoense") Sociedade de participação
capital fechado 51%

Sociedade por ações de Indireta


Sul Geradora Participações S.A. ("Sul Geradora") Sociedade de participação
capital fechado 99,95%

Sociedade por ações de Prestação de serviços na área de Direta


CPFL Telecom S.A. ("CPFL Telecom")
capital fechado telecomunicações 100%

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

3.1) Consolidação da CPFL Renováveis


Em 31 de dezembro de 2018, a CPFL Energia detinha participação indireta de 51,56% do capital
social da CPFL Renováveis, por meio da CPFL Geração. A CPFL Renováveis é consolidada em
todas as demonstrações financeiras da CPFL Energia desde 1º de agosto de 2011, de forma integral
(100%) linha a linha, sendo a parcela dos acionistas não-controladores destacada após o
fechamento do lucro líquido na Demonstração de Resultados, em “lucro líquido atribuído aos
acionistas não-controladores” e no Patrimônio Líquido, em linha de mesmo nome.

3.2) Consolidação da RGE Sul


Em 31 de dezembro de 2018, a CPFL Energia detinha a seguinte participação no capital social da
RGE Sul: 89,0107%, diretamente, e 10,9893%, indiretamente, por meio da CPFL Brasil. A RGE Sul
é consolidada em todas as demonstrações financeiras da CPFL Energia desde 1º de novembro de
2016, de forma integral (100%) linha a linha.

3.3) Apresentação do Desempenho Econômico-Financeiro


De acordo com a orientação da SEC (U.S. Securities and Exchange Comission) e conforme os itens
100(a) e (b) da Regulation G, com a divulgação dos resultados do 4T16/2016, a fim de evitar a
divulgação de medidas non-GAAP, passamos a não mais divulgar o desempenho econômico-
financeiro considerando a consolidação proporcional dos projetos de geração e o ajuste dos
números por itens não-recorrentes, focando a divulgação no critério do IFRS. Apenas no capítulo
5, do Endividamento, é que continuamos apresentando as informações no critério dos covenants
financeiros, considerando que a devida conciliação com os números no critério do IFRS estão
apresentadas no item 12.11 deste relatório.

3.4) Consolidação das Transmissoras


A partir do 4T17, as controladas CPFL Piracicaba e CPFL Morro Agudo são consolidadas nas
demonstrações financeiras do segmento “Geração Convencional”.

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4) DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO

DRE Consolidado - CPFL ENERGIA (R$ Milhões)


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Bruta 10.314 11.093 -7,0% 42.626 40.053 6,4%
Receita Operacional Líquida 6.686 7.460 -10,4% 28.137 26.745 5,2%
Custo com Energia Elétrica (3.885) (4.696) -17,3% (17.838) (16.902) 5,5%
Custos e Despesas Operacionais (1.943) (1.844) 5,4% (6.590) (6.822) -3,4%
Resultado do Serviço 858 920 -6,7% 3.708 3.022 22,7%
EBITDA1 1.354 1.366 -0,9% 5.637 4.864 15,9%
Resultado Financeiro (271) (290) -6,7% (1.103) (1.488) -25,9%
Lucro Antes da Tributação 681 689 -1,3% 2.940 1.847 59,2%
Lucro Líquido 670 498 34,7% 2.166 1.243 74,2%
Nota: (1) O EBITDA é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização, conforme
Instrução CVM 527/12. Vide cálculo no item 4.6 deste relatório.

4.1) Abertura do desempenho econômico-financeiro por segmento de negócio

DRE por segmento de negócio - CPFL Energia (R$ milhões)


Geração Geração Comerciali-
Distribuição Serviços Outros Eliminações Total
Convencional Renovável zação
4T18
Receita operacional líquida 5.160 285 516 963 153 - (391) 6.686
Custos e despesas operacionais (4.434) (66) (218) (948) (137) (13) 391 (5.426)
Depreciação e amortização (196) (29) (155) (1) (6) (16) - (402)
Resultado do serviço 530 190 143 14 10 (29) - 858
Equivalência patrimonial - 93 - - - - - 93
EBITDA 726 312 298 14 16 (13) - 1.354
Resultado financeiro (61) (43) (129) 0 1 (38) - (271)
Lucro (prejuízo) antes dos impostos 469 240 14 14 11 (67) - 681
Imposto de renda e contribuição social 42 (5) 93 (4) (14) (122) - (10)
Lucro (prejuízo) líquido 511 234 107 10 (3) (189) - 670

4T17
Receita operacional líquida 5.750 295 591 1.044 140 0 (360) 7.460
Custos e despesas operacionais (5.082) (80) (237) (991) (113) (11) 360 (6.153)
Depreciação e amortização (179) (30) (155) (1) (5) (16) - (387)
Resultado do serviço 489 185 199 53 21 (27) - 920
Equivalência patrimonial - 60 - - - - - 60
EBITDA 668 275 354 53 27 (11) 0 1.366
Resultado financeiro (88) (63) (124) (8) 2 (9) (0) (290)
Lucro (prejuízo) antes dos impostos 401 181 75 45 23 (36) - 689
Imposto de renda e contribuição social (64) 4 (24) (15) (6) (87) - (192)
Lucro (prejuízo) líquido 337 185 51 29 17 (123) - 498

Variação
Receita operacional líquida -10,2% -3,4% -12,7% -7,8% 9,7% -100,0% 8,6% -10,4%
Custos e despesas operacionais -12,7% -16,7% -8,1% -4,3% 21,4% 20,4% 8,6% -11,8%
Depreciação e amortização 9,5% -4,6% -0,2% -14,5% 6,0% 0,0% - 4,0%
Resultado do serviço 8,5% 2,5% -28,0% -73,7% -51,7% 8,4% - -6,7%
Equivalência patrimonial - 56,2% - - - - - 56,2%
EBITDA 8,7% 13,4% -15,8% -73,0% -40,0% 20,4% -100,0% -0,9%
Resultado financeiro -30,5% -31,7% 4,7% - -73,8% 312,7% -100,0% -6,7%
Lucro (prejuízo) antes dos impostos 16,9% 32,2% -81,6% -68,4% -53,6% 85,7% - -1,3%
Imposto de renda e contribuição social - - - -74,0% 128,9% 41,3% - -94,5%
Lucro (prejuízo) líquido 51,8% 26,4% 108,4% -65,5% - 54,3% - 34,7%

Nota: uma análise do desempenho econômico-financeiro por segmento de negócio é apresentada no capítulo 11.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

DRE por segmento de negócio - CPFL Energia (R$ milhões)


Geração Geração Comerciali-
Distribuição Serviços Outros Eliminações Total
Convencional Renovável zação
2018
Receita operacional líquida 22.467 1.144 1.936 3.496 533 - (1.441) 28.137
Custos e despesas operacionais (19.463) (207) (728) (3.400) (438) (39) 1.441 (22.834)
Depreciação e amortização (767) (116) (623) (2) (23) (63) - (1.594)
Resultado do serviço 2.237 821 586 94 73 (102) - 3.708
Equivalência patrimonial - 334 - - - - - 334
EBITDA 3.004 1.272 1.209 96 95 (39) - 5.637
Resultado financeiro (310) (248) (504) (13) (0) (27) - (1.103)
Lucro (prejuízo) antes dos impostos 1.928 907 82 81 72 (129) - 2.940
Imposto de renda e contribuição social (495) (137) 37 (28) (30) (122) - (774)
Lucro (prejuízo) líquido 1.432 770 119 53 43 (251) - 2.166

2017
Receita operacional líquida 21.077 1.190 1.959 3.414 486 1 (1.382) 26.745
Custos e despesas operacionais (18.842) (304) (737) (3.243) (398) (51) 1.382 (22.194)
Depreciação e amortização (704) (121) (617) (3) (20) (65) - (1.529)
Resultado do serviço 1.531 766 605 168 68 (115) - 3.022
Equivalência patrimonial - 312 - - - - - 312
EBITDA 2.234 1.200 1.222 171 87 (50) - 4.864
Resultado financeiro (566) (329) (511) (33) 4 (53) - (1.488)
Lucro (prejuízo) antes dos impostos 964 750 94 135 72 (168) - 1.847
Imposto de renda e contribuição social (300) (96) (74) (45) (17) (73) - (604)
Lucro (prejuízo) líquido 665 654 20 90 55 (241) - 1.243

Variação
Receita operacional líquida 6,6% -3,9% -1,2% 2,4% 9,7% -100,0% 4,2% 5,2%
Custos e despesas operacionais 3,3% -31,8% -1,3% 4,8% 9,9% -23,1% 4,2% 2,9%
Depreciação e amortização 9,0% -3,5% 1,0% -23,2% 14,0% -3,3% - 4,3%
Resultado do serviço 46,2% 7,2% -3,1% -43,9% 7,4% -11,0% - 22,7%
Equivalência patrimonial - 7,0% - - - - - 7,0%
EBITDA 34,5% 6,1% -1,1% -43,5% 8,9% -21,1% - 15,9%
Resultado financeiro -45,3% -24,4% -1,3% -60,4% - -48,6% - -25,9%
Lucro (prejuízo) antes dos impostos 99,9% 21,0% -13,1% -39,9% 0,8% -22,9% - 59,2%
Imposto de renda e contribuição social 65,3% 43,3% - -37,2% 73,8% 67,0% - 28,2%
Lucro (prejuízo) líquido 115,5% 17,7% 504,2% -41,2% -21,7% 4,3% - 74,2%

Nota: uma análise do desempenho econômico-financeiro por segmento de negócio é apresentada no capítulo 11.

4.2) Ativos e Passivos Financeiros Setoriais

No 4T18, foi contabilizado um total de passivos financeiros setoriais no montante de R$ 735


milhões, comparado a um total de ativos financeiros setoriais no montante de R$ 852 milhões no
4T17, uma variação R$ 1.586 milhões. Em 2018, foi contabilizado um total de ativos financeiros
setoriais no montante de R$ 1.208 milhões, comparado a um total de ativos financeiros setoriais
no montante de R$ 1.901 milhões em 2017, uma redução de 36,5% (R$ 693 milhões).
Em 31 de dezembro de 2018, o saldo destes ativos e passivos financeiros setoriais era positivo em
R$ 1.508 milhões, comparado a um saldo positivo de R$ 2.207 milhões em 30 de setembro de 2018
e um saldo positivo de R$ 517 milhões em 31 de dezembro de 2017.
Conforme estabelecido pela regulação aplicável, eventuais ativos ou passivos financeiros setoriais
devem ser incorporados à tarifa das distribuidoras nos seus respectivos eventos tarifários anuais.

4.3) Receita Operacional

No 4T18, a receita operacional bruta atingiu R$ 10.314 milhões, representando uma redução de
7,0% (R$ 780 milhões). As deduções da receita operacional bruta foram de R$ 3.627 milhões no
4T18, representando uma redução de 0,2% (R$ 7 milhões). A receita operacional líquida atingiu R$
6.686 milhões no 4T18, registrando uma redução de 10,4% (R$ 773 milhões).
Os principais fatores que afetaram a receita operacional líquida foram:
 Redução de receita no segmento de Distribuição, no montante de R$ 589 milhões (para maiores
detalhes, vide item 11.1.1.2);

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

 Redução de receita no segmento de Comercialização, no montante de R$ 81 milhões;


 Redução de receita no segmento de Geração Renovável, no montante de R$ 75 milhões;
 Redução de R$ 31 milhões, devido a eliminações;
 Redução de receita no segmento de Geração Convencional, no montante de R$ 10 milhões;
Parcialmente compensados por:
 Aumento de receita no segmento de Serviços, no montante de R$ 14 milhões.

Em 2018, a receita operacional bruta atingiu R$ 42.626 milhões, representando um aumento de


6,4% (R$ 2.573 milhões). As deduções da receita operacional bruta foram de R$ 14.490 milhões
em 2018, representando um aumento de 8,9% (R$ 1.181 milhões). A receita operacional líquida
atingiu R$ 28.137 milhões em 2018, registrando um aumento de 5,2% (R$ 1.392 milhões).
Os principais fatores que afetaram a receita operacional líquida foram:
 Aumento de receita no segmento de Distribuição, no montante de R$ 1.391 milhões (para
maiores detalhes, vide item 11.1.1.2);
 Aumento de receita no segmento de Comercialização, no montante de R$ 82 milhões;
 Aumento de receita no segmento de Serviços, no montante de R$ 47 milhões;
Parcialmente compensados por:
 Redução de R$ 59 milhões, devido a eliminações;
 Redução de receita no segmento de Geração Convencional, no montante de R$ 46 milhões;
 Redução de receita no segmento de Geração Renovável, no montante de R$ 23 milhões;
 Redução de receita em Outros, no montante de R$ 1 milhão.

4.4) Custo com Energia Elétrica


Custo com Energia Elétrica (R$ Milhões)
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Energia Comprada para Revenda
Energia de Itaipu Binacional 643 587 9,6% 2.668 2.351 13,5%
PROINFA 81 77 5,0% 331 293 12,8%
Energia Adquirida por meio de Leilão no Ambiente Regulado, Contratos
2.893 4.071 -28,9% 13.970 14.536 -3,9%
Bilaterais e Energia de Curto Prazo
Crédito de PIS e COFINS (317) (428) -26,1% (1.503) (1.563) -3,8%
Total 3.300 4.306 -23,4% 15.466 15.617 -1,0%

Encargos de Uso do Sistema de Transmissão e Distribuição


Encargos da Rede Básica 485 554 -12,5% 2.115 1.542 37,2%
Encargos de Transporte de Itaipu 68 63 7,5% 266 160 66,5%
Encargos de Conexão 47 32 46,7% 163 123 32,9%
Encargos de Uso do Sistema de Distribuição 14 10 43,5% 49 39 23,7%
Encargos de Serviço do Sistema - ESS 32 (229) - (106) (453) -76,6%
Encargos de Energia de Reserva - EER (0) (0) -48,6% 135 (0) -
Crédito de PIS e COFINS (60) (39) 54,9% (249) (126) 97,6%
Total 585 390 49,9% 2.372 1.284 84,7%
Custo com Energia Elétrica 3.885 4.696 -17,3% 17.838 16.902 5,5%

No 4T18, o custo com energia elétrica, composto pela compra de energia para revenda e pelos
encargos de uso dos sistemas de transmissão e distribuição, totalizou R$ 3.885 milhões, registrando
uma redução de 17,3% (R$ 811 milhões).
Os fatores que explicam essas variações seguem abaixo:

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

 O custo da energia comprada para revenda atingiu R$ 3.300 milhões no 4T18, uma redução
de 23,4% (R$ 1.006 milhões), devido aos seguintes fatores:
(i) Redução de 28,9% (R$ 1.178 milhões) no custo com energia adquirida por meio de
leilão no ambiente regulado, contratos bilaterais e energia de curto prazo, devido às
reduções de 28,2% no preço médio de compra (R$ 181,72/MWh no 4T18 vs. R$
253,02/MWh no 4T17) e de 1,1% (170 GWh) na quantidade de energia comprada;
Parcialmente compensados por:
(ii) Redução de 26,1% (R$ 112 milhões) nos créditos de PIS/Cofins (redutor de custo),
gerados a partir da compra de energia;
(iii) Aumento de 9,6% (R$ 56 milhões) no custo com energia de Itaipu, devido ao aumento
de 16,1% no preço médio de compra (R$ 229,13/MWh no 4T18 vs. R$ 197,38/MWh no
4T17), parcialmente compensado pela redução de 5,6% (167 GWh) na quantidade de
energia comprada;
(iv) Aumento de 5,0% (R$ 4 milhões) no custo com o Proinfa, devido ao aumento de 6,1%
no preço médio de compra (R$ 264,09/MWh no 4T18 vs. R$ 248,90/MWh no 4T17),
parcialmente compensado pela redução de 1,0% (3 GWh) na quantidade de energia
comprada.

 Os encargos de uso do sistema de transmissão e distribuição foram de R$ 585 milhões no


4T18, um aumento de 49,9% (R$ 195 milhões), devido aos seguintes fatores:
(i) Variação de R$ 261 milhões nos Encargos de Serviço de Sistema – ESS, passando de
uma receita de R$ 229 milhões no 4T17 para uma despesa de R$ 32 milhões no 4T18;
(ii) Aumento de 46,7% (R$ 15 milhões) nos encargos de conexão;
(iii) Aumento de 7,5% (R$ 5 milhões) nos encargos de transporte de Itaipu;
(iv) Aumento de 43,5% (R$ 4 milhões) nos encargos de uso do sistema de distribuição;
Parcialmente compensados por:
(v) Redução de 12,5% (R$ 69 milhões) nos encargos da rede básica;
(vi) Aumento de 54,9% (R$ 21 milhões) nos créditos de PIS/Cofins (redutor de custo),
gerados a partir dos encargos.

Em 2018, o custo com energia elétrica, composto pela compra de energia para revenda e pelos
encargos de uso dos sistemas de transmissão e distribuição, totalizou R$ 17.838 milhões,
registrando um aumento de 5,5% (R$ 937 milhões).
Os fatores que explicam essas variações seguem abaixo:
 O custo da energia comprada para revenda atingiu R$ 15.466 milhões em 2018, uma redução
de 1,0% (R$ 151 milhões), devido aos seguintes fatores:
(i) Redução de 3,9% (R$ 566 milhões) no custo com energia adquirida por meio de leilão
no ambiente regulado, contratos bilaterais e energia de curto prazo, devido à redução
de 5,5% (3.592 GWh) na quantidade de energia comprada, parcialmente compensada
pelo aumento de 1,7% no preço médio de compra (R$ 227,30/MWh em 2018 vs. R$
223,45/MWh em 2017);
Parcialmente compensados por:
(ii) Aumento de 13,5% (R$ 317 milhões) no custo com energia de Itaipu, devido ao aumento
de 20,3% no preço médio de compra (R$ 240,03/MWh em 2018 vs. R$ 199,58/MWh em
2017), parcialmente compensado pela redução de 5,6% (662 GWh) na quantidade de

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energia comprada;
(iii) Redução de 3,8% (R$ 60 milhões) nos créditos de PIS/Cofins (redutor de custo),
gerados a partir da compra de energia;
(iv) Aumento de 12,8% (R$ 37 milhões) no custo com o Proinfa, devido ao aumento de
15,9% no preço médio de compra (R$ 297,52/MWh em 2018 vs. R$ 256,69/MWh em
2017), parcialmente compensado pela redução de 2,7% (31 GWh) na quantidade de
energia comprada.

 Os encargos de uso do sistema de transmissão e distribuição foram de R$ 2.372 milhões em


2018, um aumento de 84,7% (R$ 1.088 milhões), devido aos seguintes fatores:
(i) Aumento de 37,2% (R$ 573 milhões) nos encargos da rede básica;
(ii) Redução de 76,6% (R$ 347 milhões) nos Encargos de Serviço de Sistema – ESS
(redutor de custo), passando de uma receita de R$ 453 milhões em 2017 para uma
receita de R$ 106 milhões em 2018;
(iii) Despesa de R$ 135 milhões em 2018, relacionada aos Encargos de Energia de Reserva
– EER;
(iv) Aumento de 66,5% (R$ 106 milhões) nos encargos de transporte de Itaipu;
(v) Aumento de 32,9% (R$ 40 milhões) nos encargos de conexão;
(vi) Aumento de 23,7% (R$ 9 milhões) nos encargos de uso do sistema de distribuição;
Parcialmente compensados por:
(vii) Aumento de 97,6% (R$ 123 milhões) nos créditos de PIS/Cofins (redutor de custo),
gerados a partir dos encargos.

4.5) Custos e Despesas Operacionais

Os custos e despesas operacionais atingiram R$ 1.943 milhões no 4T18, comparado a R$ 1.844


milhões no 4T17, um aumento de 5,4% (R$ 100 milhões). Em 2018, os custos e despesas
operacionais atingiram R$ 6.590 milhões, comparado a R$ 6.822 milhões em 2017, uma redução
de 3,4% (R$ 232 milhões).
Os fatores que explicam essas variações seguem abaixo:

PMSO

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PMSO Reportado (R$ milhões)

Variação Variação
4T18 4T17 2018 2017
R$ MM % R$ MM %

PMSO Reportado

Pessoal (380) (379) (1) 0,4% (1.414) (1.377) (37) 2,7%


Material (70) (68) (2) 3,1% (258) (250) (8) 3,2%

Serviços de Terceiros (193) (179) (14) 8,0% (692) (727) 35 -4,9%


Outros Custos/Despesas Operacionais (306) (210) (96) 45,8% (770) (753) (17) 2,2%

PDD (56) (36) (19) 53,3% (169) (155) (14) 9,1%

Despesas Legais e Judiciais (74) (66) (8) 11,6% (187) (188) 2 -0,9%

Outros (177) (107) (69) 64,4% (414) (409) (4) 1,1%

Total PMSO Reportado (950) (836) (114) 13,6% (3.134) (3.107) (27) 0,9%

O item PMSO atingiu R$ 950 milhões no 4T18, comparado a R$ 836 milhões no 4T17, um aumento
de 13,6% (R$ 114 milhões), decorrente dos seguintes fatores:
(i) Pessoal - aumento de 0,4% (R$ 1 milhão), devido principalmente aos efeitos do acordo
coletivo de trabalho;
(ii) Material - aumento de 3,1% (R$ 2 milhões), devido principalmente ao aumento na reposição
de materiais para manutenção de linhas e redes;
(iii) Serviços de terceiros - aumento de 8,0% (R$ 14 milhões), devido principalmente aos
aumentos nos serviços de manutenção de linhas, redes e subestações e nos serviços
terceirizados;
(iv) Outros custos/despesas operacionais – aumento de 45,8% (R$ 96 milhões), devido
principalmente a:
 Aumento de 278,8% (R$ 91 milhões) da perda na alienação, desativação e outros de
ativos não circulante;
 Aumento de 53,3% (R$ 19 milhões) na provisão para devedores duvidosos;
 Aumento de 11,6% (R$ 8 milhões) nas despesas legais e judiciais;
Parcialmente compensado por:
 Compensação pelo não cumprimento de indicadores técnicos (R$ 16 milhões), que a
partir de janeiro de 2018 passou a ser classificado em Outras Receitas;
 Outros efeitos (R$ 6 milhões).

Em 2018, o item PMSO atingiu R$ 3.134 milhões, comparado a R$ 3.107 milhões em 2017, um
aumento de 0,9% (R$ 27 milhões), decorrente dos seguintes fatores:
(i) Pessoal - aumento de 2,7% (R$ 37 milhões), devido principalmente aos efeitos do acordo
coletivo de trabalho;
(ii) Material - aumento de 3,2% (R$ 8 milhões), devido principalmente ao aumento na reposição
de materiais para manutenção de linhas e redes;
(iii) Serviços de terceiros - redução de 4,9% (R$ 35 milhões), devido principalmente às
reduções em outros serviços terceirizados e na manutenção de máquinas e equipamentos;
(iv) Outros custos/despesas operacionais - aumento de 2,2% (R$ 17 milhões), devido
principalmente a:

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 Aumento de 59,5% (R$ 79 milhões) da perda na alienação, desativação e outros de


ativos não circulante;
 Aumento de 9,1% (R$ 14 milhões) na provisão para devedores duvidosos;
Parcialmente compensado por:
 Compensação pelo não cumprimento de indicadores técnicos (R$ 50 milhões), que a
partir de janeiro de 2018 passou a ser classificado em Outras Receitas;
 Provisão para redução ao valor recuperável (R$ 20 milhões);
 Redução de 0,9% (R$ 2 milhões) nas despesas legais e judiciais;
 Outros efeitos (R$ 4 milhões).

Demais custos e despesas operacionais


Os demais custos e despesas operacionais atingiram R$ 994 milhões no 4T18, comparado a R$
1.008 milhões no 4T17, registrando uma redução de 1,4% (R$ 14 milhões), devido aos seguintes
fatores:
 Redução de 4,0% (R$ 24 milhões) no item Custos com Construção da Infraestrutura;
 Redução de 21,0% (R$ 6 milhões) no item Entidade de Previdência Privada, devido ao
registro dos impactos do laudo atuarial de 2018;
Parcialmente compensados por:
 Aumento de 4,3% (R$ 14 milhões) no item Depreciação e Amortização;
 Aumento de 2,9% (R$ 2 milhões) no item Amortização do Intangível da Concessão.

Em 2018, os demais custos e despesas operacionais atingiram R$ 3.456 milhões, comparado a R$


3.715 milhões em 2017, registrando uma redução de 7,0% (R$ 259 milhões), devido aos seguintes
fatores:
 Redução de 14,5% (R$ 300 milhões) no item Custos com Construção da Infraestrutura;
 Redução de 21,1% (R$ 24 milhões) no item Entidade de Previdência Privada, devido ao
registro dos impactos do laudo atuarial de 2018;
Parcialmente compensados por:
 Aumento de 5,2% (R$ 64 milhões) no item Depreciação e Amortização;
 Aumento de 0,2% (R$ 1 milhão) no item Amortização do Intangível da Concessão.

4.6) EBITDA

No 4T18, o EBITDA atingiu R$ 1.354 milhões, comparado a R$ 1.366 milhões no 4T17, registrando
uma redução de 0,9% (R$ 12 milhões). Em 2018, o EBITDA atingiu R$ 5.637 milhões, comparado
a R$ 4.864 milhões em 2017, registrando um aumento de 15,9% (R$ 773 milhões).
O EBITDA é calculado conforme a Instrução CVM 527/12 e demonstrado na tabela abaixo:

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Conciliação do EBITDA e Lucro Líquido (R$ milhões)


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.

Lucro Líquido 670 498 34,7% 2.166 1.243 74,2%

Depreciação e Amortização 403 387 1.595 1.530

Resultado Financeiro 271 290 1.103 1.488

Imposto de Renda / Contribuição Social 10 192 774 604

EBITDA 1.354 1.366 -0,9% 5.637 4.864 15,9%

4.7) Resultado Financeiro


Resultado Financeiro (R$ Milhões)
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receitas
Rendas de Aplicações Financeiras 47 74 -35,9% 223 457 -51,3%
Acréscimos e Multas Moratórias 73 62 18,6% 276 265 4,1%
Atualização de Créditos Fiscais 2 5 -53,0% 15 20 -24,5%
Atualização de Depósitos Judiciais 9 10 -3,7% 37 50 -24,6%
Atualizações Monetárias e Cambiais 19 11 78,7% 70 61 15,1%
Deságio na Aquisição de Crédito de ICMS 9 7 28,9% 34 16 106,1%
Atualização do Ativo Financeiro Setorial 36 - - 80 - -
PIS e COFINS - sobre Outras Receitas Financeiras (12) (11) 5,3% (46) (48) -4,4%
PIS e COFINS sobre JCP (39) (26) 50,1% (39) (28) 41,6%
Outros 39 41 -5,9% 113 87 29,0%
Total 184 171 7,1% 762 880 -13,4%
Despesas
Encargos de Dívidas (326) (340) -4,1% (1.329) (1.661) -20,0%
Atualizações Monetárias e Cambiais (69) (104) -33,4% (368) (540) -31,8%
(-) Juros Capitalizados 8 8 -0,1% 29 51 -43,4%
Atualização do Passivo Financeiro Setorial - (2) -100,0% - (82) -100,0%
Uso do Bem Público - UBP (4) (3) 20,1% (18) (8) 120,7%
Outros (63) (21) 198,6% (179) (127) 41,1%
Total (454) (461) -1,5% (1.865) (2.368) -21,2%
Resultado Financeiro (271) (290) -6,7% (1.103) (1.488) -25,9%

No 4T18, a despesa financeira líquida foi de R$ 271 milhões, uma redução de 6,7% (R$ 19
milhões) em comparação à despesa financeira líquida de R$ 290 milhões, registrada no 4T17.
Os itens que explicam essa variação do Resultado Financeiro são:
 Receitas Financeiras: aumento de 7,1% (R$ 12 milhões), passando de R$ 171 milhões no 4T17
para R$ 184 milhões no 4T18, devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) Atualização do ativo financeiro setorial no 4T18, no montante de R$ 36 milhões;
(ii) Aumento de 18,6% (R$ 11 milhões) em acréscimos e multas moratórias;
(iii) Aumento de 78,7% (R$ 9 milhões) nas atualizações monetárias e cambiais, devido
aos aumentos: (a) de R$ 12 milhões nas receitas de multas, juros e atualização
monetária relativas aos parcelamentos efetuados com consumidores, e (b) de R$ 4
milhões em outras atualizações monetárias e cambiais; parcialmente compensados
pelas reduções (c) de R$ 6 milhões na atualização do saldo dos subsídios tarifários,
conforme determinação da ANEEL, e (d) de R$ 1 milhão nos ganhos com o derivativo

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zero-cost collar1;
(iv) Aumento de 28,9% (R$ 2 milhões) no deságio na aquisição de crédito de ICMS;
Parcialmente compensado por:
(v) Redução de 35,9% (R$ 26 milhões) nas rendas de aplicações financeiras, devido às
reduções no CDI e no saldo médio de aplicações;
(vi) Aumento de 50,1% (R$ 13 milhões) no PIS e COFINS sobre JCP (redutor de receita);
(vii) Redução de 53,0% (R$ 3 milhões) na atualização de créditos fiscais;
(viii) Redução de 5,9% (R$ 2 milhões) em outras receitas financeiras;
(ix) Aumento de 5,3% (R$ 1 milhão) no PIS e COFINS sobre outras receitas financeiras
(redutor de receita).

 Despesas Financeiras: redução de 1,5% (R$ 7 milhões), passando de R$ 461 milhões no 4T17
para R$ 454 milhões no 4T18, devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) Redução de 33,4% (R$ 35 milhões) nas atualizações monetárias e cambiais, devido:
(a) ao efeito positivo da marcação a mercado – Lei 4.131 – efeito não caixa (R$ 21
milhões), (b) ao efeito da variação cambial de Itaipu (R$ 13 milhões), e (c) à redução dos
encargos de dívida em moeda estrangeira, com swap para CDI (R$ 1 milhão);
(ii) Redução de 4,1% (R$ 14 milhões) dos encargos de dívida em moeda local, devido à
redução do CDI;
(iii) Atualização do passivo financeiro setorial no 4T17, no montante de R$ 2 milhões
(redutor de despesa);
Parcialmente compensado por:
(iv) Aumento de 198,6% (R$ 42 milhões) em outras despesas financeiras;
(v) Aumento de 20,1% (R$ 1 milhão) nas despesas financeiras de UBP.

Em 2018, a despesa financeira líquida foi de R$ 1.103 milhões, uma redução de 25,9% (R$ 385
milhões) em comparação à despesa financeira líquida de R$ 1.488 milhões, registrada em 2017.
Os itens que explicam essa variação do Resultado Financeiro são:
 Receitas Financeiras: redução de 13,4% (R$ 118 milhões), passando de R$ 880 milhões em
2017 para R$ 762 milhões em 2018, devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) Redução de 51,3% (R$ 234 milhões) nas rendas de aplicações financeiras, devido às
reduções no CDI e no saldo médio de aplicações;
(ii) Redução de 24,6% (R$ 12 milhões) na atualização de depósitos judiciais;
(iii) Aumento de 41,6% (R$ 12 milhões) no PIS e COFINS sobre JCP (redutor de receita);
(iv) Redução de 24,5% (R$ 5 milhões) na atualização de créditos fiscais;
Parcialmente compensado por:

1Em 2015 a controlada CPFL Geração contratou operação de compra de opções de venda (put options) e venda de
opções de compra (call options) em dólar, ambas tendo a mesma instituição como contraparte, e que combinadas
caracterizam uma operação usualmente conhecida como zero-cost collar. A contratação desta operação não apresenta
caráter especulativo, tendo como objetivo minimizar eventuais impactos negativos na receita futura do empreendimento
controlado em conjunto ENERCAN, que possui contratos de venda de energia com correção anual de parte da tarifa
baseada na variação do dólar. Adicionalmente, na visão da Administração, o cenário era favorável para a contratação
deste tipo de instrumento financeiro, considerando a alta volatilidade implícita nas opções de dólar e o fato de que não
havia custo inicial para este tipo de operação.

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(v) Atualização do ativo financeiro setorial em 2018, no montante de R$ 80 milhões;


(vi) Aumento de 29,0% (R$ 25 milhões) em outras receitas financeiras;
(vii) Aumento de 106,1% (R$ 17 milhões) no deságio na aquisição de crédito de ICMS;
(viii) Aumento de 4,1% (R$ 11 milhões) em acréscimos e multas moratórias;
(ix) Aumento de 15,1% (R$ 9 milhões) nas atualizações monetárias e cambiais, devido:
(a) ao aumento de R$ 38 milhões nas receitas de multas, juros e atualização monetária
relativas aos parcelamentos efetuados com consumidores; parcialmente compensado
pelas reduções (b) de R$ 20 milhões nos ganhos com o derivativo zero-cost colar, (c) de
R$ 5 milhões em outras atualizações monetárias e cambiais, e (d) de R$ 4 milhões na
atualização do saldo dos subsídios tarifários, conforme determinação da ANEEL;
(x) Redução de 4,4% (R$ 2 milhões) no PIS e COFINS sobre outras receitas financeiras
(redutor de receita).

 Despesas Financeiras: redução de 21,2% (R$ 503 milhões), passando de R$ 2.368 milhões em
2017 para R$ 1.865 milhões em 2018, devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) Redução de 20,0% (R$ 332 milhões) dos encargos de dívida em moeda local, devido
à redução do CDI;
(ii) Redução de 31,8% (R$ 172 milhões) nas atualizações monetárias e cambiais, devido:
(a) à redução dos encargos de dívida em moeda estrangeira, com swap para CDI (R$
145 milhões), (b) ao efeito positivo da marcação a mercado – Lei 4.131 – efeito não caixa
(R$ 19 milhões), e (c) ao efeito da variação cambial de Itaipu (R$ 7 milhões);
(iii) Atualização do passivo financeiro setorial em 2017, no montante de R$ 82 milhões
(redutor de despesa);
Parcialmente compensado por:
(iv) Aumento de 41,1% (R$ 52 milhões) em outras despesas financeiras;
(v) Redução de 43,4% (R$ 22 milhões) nos juros capitalizados (redutor de despesa);
(vi) Aumento de 120,7% (R$ 10 milhões) nas despesas financeiras de UBP.

4.8) Lucro Líquido

O lucro líquido foi de R$ 670 milhões no 4T18, registrando um aumento de 34,7% (R$ 173 milhões)
se comparado ao lucro líquido de R$ 498 milhões observado no 4T17. Em 2018, o lucro líquido foi
de R$ 2.166 milhões, registrando um aumento de 74,2% (R$ 923 milhões) se comparado ao lucro
líquido de R$ 1.243 milhões observado em 2017.

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5) ENDIVIDAMENTO
5.1) Dívida (IFRS)

Nota: considera o efeito de marcação a mercado


(MTM) e gastos com captação e emissão.

Indexação Pós-Hedge – 4T17 vs. 4T18

4T17

4T18

Nota: para as dívidas atreladas à moeda estrangeira (25,6% do total no 4T18), são contratadas operações de swap, visando
a proteção do câmbio e da taxa atrelada ao contrato.

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Dívida Líquida em IFRS


IFRS |R$ Milhões 4T18 4T17 Var. %
Dívida Financeira (incluindo Hedge ) (19.752) (19.615) 0,7%
(+) Disponibilidades 1.891 3.250 -41,8%
(=) Dívida Líquida (17.860) (16.366) 9,1%

5.1.1) Cronograma de Amortização da Dívida em IFRS (dez/18)

A CPFL Energia tem amplo acesso a fontes de liquidez através de alternativas diversificadas de
funding, seja por meio de linhas de financiamento no mercado local, tais como emissões de
debêntures, BNDES e demais bancos de fomento, seja através de linhas de financiamento no
mercado externo. Esse acesso ao crédito para o grupo CPFL está atualmente reforçado pelo
suporte de sua nova estrutura acionária, que por meio da State Grid, confere ao grupo maior
robustez junto ao mercado financeiro.

Notas:
1) Considera apenas o principal da dívida e derivativos de R$ 19.706 milhões. Para se chegar ao valor da dívida
em IFRS, de R$ 19.752 milhões, faz-se a inclusão dos encargos e o efeito de marcação a mercado (MTM) e
custos com captação;
2) Curto Prazo (janeiro de 2019 – dezembro de 2019) = R$ 2.896 milhões.

A posição de caixa ao final do 4T18 possuía índice de cobertura de 0,65x das amortizações dos
próximos 12 meses, sendo suficiente para honrar todos os compromissos de amortização até o
início de 2019. O prazo médio de amortização, calculado a partir desse cronograma, é de 3,32 anos.

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Custo da Dívida Bruta1 no critério em IFRS

Nota: (1) a partir do 2T17, a CPFL Energia passou a calcular seu custo médio de dívida considerando o final do período,
para melhor refletir as variações nas taxas de juros.

5.2) Dívida no Critério dos Covenants Financeiros


5.2.1) Indexação e Custo da Dívida no Critério dos Covenants Financeiros

Indexação1 Pós-Hedge2 no Critério dos Covenants Financeiros – 4T17 vs. 4T18

4T17

4T18

1) Considerando a consolidação proporcional da CPFL Renováveis, Ceran, Enercan, Foz do Chapecó e Epasa;
2) Para as dívidas atreladas à moeda estrangeira (28,3% do total), são contratadas operações de swap, visando a
proteção do câmbio e da taxa atrelada ao contrato.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

5.2.2) Dívida Líquida no Critério dos Covenants Financeiros e Alavancagem

No 4T18, a Dívida Líquida Pro forma atingiu R$ 16.274 milhões, um aumento de 12,3% em relação
à posição de dívida líquida no final do 4T17, no montante de R$ 14.490 milhões.

Critério Covenants | R$ Milhões 4T18 4T17 Var.


Dívida Financeira (incluindo Hedge ) 1 (17.868) (17.385) 2,8%
(+) Disponibilidades 1.593 2.895 -45,0%
(=) Dívida Líquida (16.274) (14.490) 12,3%
EBITDA Proforma 2 5.343 4.531 17,9%
Dívida Líquida / EBITDA 3,05 3,20 -4,8%

1) Considera consolidação proporcional da CPFL Renováveis, Ceran, Enercan, Foz do Chapecó e Epasa;
2) EBITDA Pro forma no critério de apuração dos covenants financeiros: ajustado de acordo com as participações equivalentes da CPFL
Energia em cada uma de suas controladas, com a inclusão de ativos e passivos regulatórios e do EBITDA histórico de projetos recém-
adquiridos.

Em consonância com os critérios de cálculo dos covenants financeiros dos contratos de empréstimo
junto às instituições financeiras, a dívida líquida é ajustada de acordo com as participações
equivalentes da CPFL Energia em cada uma de suas controladas. Além disso, incluem-se no cálculo
do EBITDA Pro forma os ativos e passivos regulatórios e o EBITDA histórico de projetos recém-
adquiridos. Considerando-se que a Dívida Líquida Pro forma totalizou R$ 16.274 milhões e o
EBITDA Pro forma dos últimos 12 meses atingiu R$ 5.343 milhões, a relação Dívida Líquida /
EBITDA Pro forma ao final do 4T18 alcançou 3,05x.

6) INVESTIMENTOS
6.1) Investimentos Realizados
Investim entos (R$ Milhões)
Segm ento 4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Distribuição 617 618 -0,2% 1.770 1.883 -6,0%
Geração - Convencional 6 6 -0,8% 12 9 28,4%
Geração - Renováveis 51 55 -7,5% 225 621 -63,7%
Comercialização 1 1 -4,5% 3 3 0,0%
Serviços e Outros 1 18 13 32,9% 53 55 -3,2%
Subtotal 693 694 -0,1% 2.062 2.570 -19,8%
Transmissão 1 0 87,1% 3 46 -92,5%
Total 693 694 -0,1% 2.066 2.617 -21,0%

Nota:
1) Outros – refere-se basicamente a ativos e transações que não são relacionados a nenhum dos segmentos identificados.

No 4T18, foram realizados investimentos de R$ 693 milhões, uma redução de 0,1%, comparado ao
4T17. Já em 2018, foram realizados investimentos de R$ 2.066 milhões, uma redução de 21,0%.
Os investimentos relacionados ao segmento de transmissão, de acordo com o IFRIC 15, estão
registrados como “Ativo Contratual das Transmissoras” (outros créditos).

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

Entre os investimentos, destacamos os realizados nos seguintes segmentos:


Distribuição:
a. Ampliação e reforço do sistema elétrico;
b. Melhorias na manutenção do sistema elétrico;
c. Infraestrutura operacional;
d. Modernização dos sistemas de suporte à gestão e operação;
e. Serviços de atendimento aos clientes;
f. Programas de pesquisa e desenvolvimento;
(ii) Geração:
a. PCH Boa Vista II.

6.2) Investimentos Previstos

Em 30 de novembro de 2018, o Conselho de Administração da CPFL Energia aprovou a proposta


da Diretoria Executiva para o Orçamento Anual de 2019 e Projeções Plurianuais 2020/2023 da
Companhia, a qual foi previamente debatida com a Comissão de Orçamento e Finanças
Corporativas.

Investimentos Previstos (R$ milhões)1

Notas:
1) Moeda constante;
2) Plano de investimentos divulgado no Release de Resultados do 4T18/2018, de março de 2019;
3) Não leva em consideração as Obrigações Especiais (dentre outros itens financiados pelos consumidores);
4) Convencional + Renováveis.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

7) DESTINAÇÃO DO RESULTADO

O Estatuto Social da Companhia prevê a distribuição como dividendo de no mínimo 25% do lucro
líquido ajustado na forma da lei, aos titulares de suas ações. A proposta de destinação do lucro
líquido do exercício está demonstrada no quadro a seguir:

R$ mil
Lucro líquido do exercício - Individual 2.058.040
Realização do resultado abrangente 25.117
Ajuste de exercícios anteriores - Adoção do IFRS 9 (82.607)
Reversão de reserva estatutária - ativo financeiro da concessão 826.600
Lucro líquido base para destinação 2.827.150
Reserva legal (102.902)
Reserva estatutária - reforço de capital de giro (2.235.465)
Dividendo mínimo obrigatório (488.785)

Dividendo Mínimo Obrigatório (25%)


O Conselho de Administração propõe a distribuição de R$ 489 milhões em dividendos aos
detentores de ações ordinárias, negociadas na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (B3). O valor
proposto corresponde a R$ 0,480182232 por ação, relativo ao exercício fiscal de 2018.

Reserva Estatutária – Reforço de Capital de Giro


Para este exercício, considerando o atual cenário macro com uma incipiente retomada econômica
e, também considerando as incertezas quanto à hidrologia, a Administração da Companhia está
propondo a destinação de R$ 2.235 milhões à reserva estatutária - reforço de capital de giro.

8) MERCADO DE CAPITAIS
8.1) Desempenho das Ações

A CPFL Energia tem suas ações negociadas na B3 (Novo Mercado) e na New York Stock Exchange
(NYSE) (ADR Nível III), segmentos com os mais elevados níveis de governança corporativa.

B3 NYSE
Data CPFE3 IEE IBOV Data CPL DJBr20 Dow Jones
31/12/2018 R$ 28,85 49.266 87.887 31/12/2018 $ 14,80 22.007 23.327
30/09/2018 R$ 23,87 39.351 79.342 30/09/2018 $ 11,82 19.406 26.458
31/12/2017 R$ 19,35 39.732 76.402 31/12/2017 $ 11,50 22.690 24.719
Var. Tri 20,9% 25,2% 10,8% Var. Tri 25,2% 13,4% -11,8%
Var. 12M 49,1% 24,0% 15,0% Var. 12M 28,7% -3,0% -5,6%

Em 31 de dezembro de 2018, as ações da CPFL Energia fecharam em R$ 28,85 por ação na B3 e


US$ 14,80 por ADR na NYSE, uma valorização no trimestre de 20,9% e 25,2%, respectivamente.
Considerando a variação nos últimos 12 meses, as ações e os ADRs apresentaram uma valorização
de 49,1% na B3 e de 28,7% na NYSE.

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8.2) Volume Médio Diário

O volume médio diário de negociação no 4T18 foi de R$ 12,1 milhões, sendo R$ 10,9 milhões na
B3 e R$ 1,2 milhão na NYSE, representando uma redução de 77,5% em relação ao 4T17. O número
de negócios realizados na B3, por sua vez, reduziu 61,8%.

Nota: Considera a somatória do volume médio diário na B3 e na NYSE.

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9) GOVERNANÇA CORPORATIVA

O modelo de governança corporativa da CPFL Energia e das sociedades controladas se baseia nos
princípios da transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa.
Em 2018, a CPFL completou 14 anos da abertura de seu capital na B3 e na Bolsa de Valores de
Nova York (“NYSE”). Com mais de 100 anos de atuação no Brasil, a Companhia possui ações
listadas no Novo Mercado da B3 e ADRS Nível III da NYSE, segmentos de listagem diferenciados
que reúne empresas que aderem às melhoras práticas de governança corporativa. Todas as ações
da CPFL são ordinárias, ou seja, dão direito de voto e os acionistas tem assegurado Tag Along de
100% em caso de alienação do controle acionário.
A Administração da CPFL é formada pelo Conselho de Administração (“Conselho”), órgão de
deliberação, e pela Diretoria Estatutária, órgão executivo. O Conselho é responsável pelo
direcionamento estratégico dos negócios da holding e das empresas controladas, sendo composto
por 7 membros (sendo 2 membros independentes), cujo prazo de mandato é de 1 ano, com
possibilidade de reeleição.
O Regimento Interno do Conselho estabelece os procedimentos para a avaliação dos conselheiros,
sob a liderança do Presidente do Conselho, as principais obrigações e direitos dos conselheiros.
O Conselho constituiu 3 comitês de assessoramento (Processos de Gestão, Riscos e
Sustentabilidade, Gestão de Pessoas e Partes Relacionadas), que apoiam nas decisões e
acompanhamento de temas relevantes e estratégicos, como a gestão de pessoas e de riscos,
sustentabilidade e o acompanhamento da auditoria interna, a análise das transações com Partes
Relacionadas aos acionistas do bloco de controle e o tratamento das ocorrências registradas nos
canais de denúncia e de conduta ética.
A Diretoria Executiva é composta por 1 Diretor Presidente, 1 Diretor Presidente Adjunto e 7 Diretores
Vice-presidentes, todos com mandato de 2 anos, com possibilidade de reeleição, cuja
responsabilidade é a execução da estratégia da CPFL Energia e de suas sociedades controladas,
que são definidas pelo Conselho em linha com as diretrizes de governança corporativa. A fim de
garantir o alinhamento das práticas de governança, os Diretores Executivos ocupam posições no
Conselho de Administração das empresas que fazem parte do grupo CPFL.
A CPFL possui um Conselho Fiscal permanente, composto por 3 membros, que também exerce
atividades de Audit Committee, em atendimento às regras da Lei Sarbanes Oxley (SOX) aplicáveis
às empresas estrangeiras listadas em bolsa de valores nos Estados Unidos.
As Diretrizes e o conjunto de documentos relativos à governança corporativa estão disponíveis no
website de Relações com Investidores http://www.cpfl.com.br/ri.

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10) ESTRUTURA SOCIETÁRIA

A CPFL Energia atua como holding, participando no capital de outras sociedades. A State Grid
Corporation of China (SGCC) controla a CPFL Energia por meio de suas subsidiárias State Grid
International Development Co., Ltd, State Grid International Development Limited (SGID),
International Grid Holdings Limited, State Grid Brazil Power Participações S.A. (SGBP) e ESC
Energia S.A..

Base: 31/12/2018
Notas:
(1) RGE Sul é controlada pela CPFL Energia (89,0107%) e pela CPFL Brasil (10,9893%);
(2) CPFL Soluções = CPFL Brasil + CPFL Serviços + CPFL Eficiência;
(3) Parcela de 51,54% da disponibilidade da potência e de energia da UHE Serra da Mesa, referente ao Contrato de Suprimento de
Energia entre a CPFL Geração e Furnas.

10.1) OPA da CPFL Renováveis

A OPA Mandatória da CPFL Renováveis ocorreu em 26 de novembro de 2018. Conforme informado


no Fato Relevante e no Comunicado ao Mercado divulgados em 26 e 30 de novembro de 2018,
respectivamente, como resultado do leilão, a State Grid adquiriu 243.771.824 ações ordinárias de
emissão da companhia, representativas de 48,39% do capital social da companhia. As ações
ordinárias foram adquiridas pelo preço de R$ 16,85, totalizando o valor de R$ 4,1 bilhões. A State
Grid e a CPFL Geração (controlada indiretamente pela State Grid) passaram a deter, em conjunto,
503.520.623 ações ordinárias de emissão da companhia, equivalente a 99,94% do capital social
total da companhia.

10.2) Agrupamento das Distribuidoras RGE e RGE Sul


Em dezembro de 2018, ocorreu a incorporação da distribuidora Rio Grande Energia S.A. (“RGE” ou
“Incorporada”) pela RGE Sul Distribuidora de Energia S.A. (“RGE Sul” ou “Incorporadora”). Em 04

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

de dezembro de 2018, por meio da Resolução Autorizativa nº 7.499, foi anuído pela Agência
Nacional de Energia Elétrica – Aneel, o agrupamento das concessões das duas empresas, que se
realizou mediante incorporação do acervo patrimonial da Incorporada pela Incorporadora em 31 de
dezembro de 2018.
Como resultado do agrupamento, a RGE Sul (“Nova RGE”) passou a ser responsável pelo
fornecimento de energia elétrica de 381 municípios, localizados no Estado do Rio Grande do Sul,
atendendo à demanda de 2,9 milhões de clientes.

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11) DESEMPENHO DOS SEGMENTOS DE NEGÓCIO


11.1) Segmento de Distribuição
11.1.1) Desempenho Econômico-Financeiro

DRE Consolidado - Distribuição (R$ Milhões)


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Bruta 8.613 9.197 -6,4% 36.310 33.768 7,5%
Receita Operacional Líquida 5.160 5.750 -10,2% 22.467 21.077 6,6%
Custo com Energia Elétrica (3.104) (3.767) -17,6% (15.022) (14.147) 6,2%
Custos e Despesas Operacionais (1.526) (1.494) 2,1% (5.208) (5.399) -3,5%
Resultado do Serviço 530 489 8,5% 2.237 1.531 46,2%
(1)
EBITDA 726 668 8,7% 3.004 2.234 34,5%
Resultado Financeiro (61) (87) -30,4% (310) (566) -45,3%
Lucro Antes da Tributação 469 401 16,9% 1.928 964 99,9%
Lucro Líquido 511 337 51,8% 1.432 665 115,4%

Nota:
(1) O EBITDA (IFRS) é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização,
conforme Instrução CVM 527/12.

11.1.1.1) Ativos e Passivos Financeiros Setoriais


No 4T18, foi contabilizado um total de passivos financeiros setoriais no montante de R$ 735
milhões, uma variação de R$ 1.586 milhões na comparação com o 4T17, quando foram
contabilizados R$ 852 milhões em ativos financeiros setoriais. Em 2018, foi contabilizado um total
de ativos financeiros setoriais no montante de R$ 1.208 milhões, uma redução de 36,5% (R$ 693
milhões) na comparação com 2017, quando foram contabilizados R$ 1.901 milhões em ativos
financeiros setoriais.
Em 31 de dezembro de 2018, o saldo destes ativos e passivos financeiros setoriais era positivo em
R$ 1.508 milhões, comparado a um saldo positivo de R$ 2.207 milhões em 30 de setembro de 2018
e a um saldo positivo de R$ 517 milhões em 31 de dezembro de 2017.
Conforme estabelecido pela regulação aplicável, eventuais ativos ou passivos financeiros setoriais
devem ser incorporados à tarifa das distribuidoras nos seus respectivos eventos tarifários anuais.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

11.1.1.2) Receita Operacional


Receita Operacional (R$ Milhões)
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Bruta
Receita com Venda de Energia (Cativo + TUSD) 8.245 7.020 17,4% 30.203 26.174 15,4%
Energia Elétrica de Curto Prazo 13 193 -93,3% 781 1.723 -54,7%
Receita de Construção da Infraestrutura de Concessão 568 592 -4,0% 1.771 2.026 -12,6%
Ativo e Passivo Financeiro Setorial (734) 852 - 1.208 1.901 -36,4%
Aporte CDE - Baixa Renda e Demais Subsídios Tarifários 375 347 7,9% 1.536 1.419 8,3%
Atualização do Ativo Financeiro da Concessão 43 113 -62,3% 345 204 68,8%
Outras Receitas e Rendas 104 79 30,6% 467 321 45,2%
Total 8.613 9.197 -6,4% 36.310 33.768 7,5%
Deduções da Receita Operacional Bruta
ICMS (1.647) (1.405) 17,2% (6.090) (5.362) 13,6%
PIS e COFINS (743) (767) -3,1% (3.179) (2.889) 10,0%
Conta de Desenvolvimento Energético - CDE (1.187) (787) 50,9% (4.016) (3.186) 26,1%
Programa de P&D e Eficiência Energética (45) (51) -10,0% (203) (188) 8,1%
PROINFA (40) (39) 3,1% (152) (167) -9,0%
Bandeiras Tarifárias e Outros 216 (395) - (179) (878) -79,7%
Outros (7) (5) 26,6% (24) (21) 15,6%
Total (3.452) (3.447) 0,1% (13.843) (12.692) 9,1%
Receita Operacional Líquida 5.160 5.750 -10,2% 22.467 21.077 6,6%

No 4T18, a receita operacional bruta atingiu R$ 8.613 milhões, uma redução de 6,4% (R$ 584
milhões), devido aos seguintes fatores:
 Variação de R$ 1.586 milhões nos Ativos/Passivos Financeiros Setoriais, passando de um
ativo financeiro setorial de R$ 852 milhões no 4T17 para um passivo financeiro setorial de
R$ 735 milhões no 4T18;
 Redução de 93,3% (R$ 181 milhões) em Energia Elétrica de Curto Prazo;
 Redução de 62,3% (R$ 70 milhões) na atualização do Ativo Financeiro da Concessão;
 Redução de 4,0% (R$ 24 milhões) na Receita de Construção de Infraestrutura de
Concessão;
Parcialmente compensada por:
 Aumento de 17,4% (R$ 1.224 milhões) na receita com venda de energia (cativo + clientes
livres), em decorrência: (i) do reajuste tarifário médio positivo das distribuidoras no período
entre 4T17 e 4T18 (destaque para os aumentos médios de 16,90% na CPFL Paulista e de
22,47% na RGE Sul, em abril de 2018, de 20,58% na RGE, em junho de 2018, e de 19,25%
na CPFL Piratininga, em outubro de 2018); e (ii) do aumento de 1,2% nas vendas na área
de concessão;
 Aumento de 7,9% (R$ 28 milhões) nos subsídios tarifários (aporte de CDE);
 Aumento de 31,1% (R$ 25 milhões) em Outras Receitas e Rendas.

As deduções da receita operacional bruta foram de R$ 3.452 milhões no 4T18, representando um


aumento de 0,1% (R$ 5 milhões), devido aos seguintes fatores:
 Aumento de 50,9% (R$ 400 milhões) na CDE;
 Aumento de 17,2% (R$ 242 milhões) no ICMS;
 Aumento de 3,1% (R$ 1 milhão) no PROINFA;
 Aumento de 26,6% (R$ 1 milhão) em outras deduções da receita operacional bruta;
Parcialmente compensados pelo seguinte fator:

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

 Variação de R$ 611 milhões na contabilização das bandeiras tarifárias homologadas pela


CCEE, passando de uma despesa de R$ 395 milhões no 4T17 para uma receita de R$ 216
milhões no 4T18;
 Redução de 3,1% (R$ 24 milhões) no PIS e Cofins;
 Redução de 10,0% (R$ 5 milhões) no Programa de P&D e Eficiência Energética.

A receita operacional líquida atingiu R$ 5.160 milhões no 4T18, representando uma redução de
10,2% (R$ 589 milhões).

Em 2018, a receita operacional bruta atingiu R$ 36.310 milhões, um aumento de 7,5% (R$ 2.542
milhões), devido aos seguintes fatores:
 Aumento de 15,4% (R$ 4.029 milhões) na receita com venda de energia (cativo + clientes
livres), em decorrência: (i) do reajuste tarifário médio positivo das distribuidoras no período
entre 2017 e 2018; e (ii) do aumento de 2,5% nas vendas na área de concessão;
 Aumento de 45,3% (R$ 146 milhões) em Outras Receitas e Rendas;
 Aumento de 68,8% (R$ 141 milhões) na atualização do Ativo Financeiro da Concessão;
 Aumento de 8,3% (R$ 117 milhões) nos subsídios tarifários (aporte de CDE);
Parcialmente compensada por:
 Redução de 54,7% (R$ 942 milhões) em Energia Elétrica de Curto Prazo;
 Redução de 36,5% (R$ 693 milhões) nos Ativos/Passivos Financeiros Setoriais;
 Redução de 12,6% (R$ 256 milhões) na Receita de Construção de Infraestrutura de
Concessão.

As deduções da receita operacional bruta foram de R$ 13.843 milhões em 2018, representando um


aumento de 9,1% (R$ 1.151 milhões), devido aos seguintes fatores:
 Aumento de 26,1% (R$ 831 milhões) na CDE;
 Aumento de 13,6% (R$ 728 milhões) no ICMS;
 Aumento de 10,0% (R$ 289 milhões) no PIS e Cofins;
 Aumento de 8,1% (R$ 15 milhões) no Programa de P&D e Eficiência Energética;
 Aumento de 15,6% (R$ 3 milhões) em outras deduções da receita operacional bruta;
Parcialmente compensados pelos seguintes fatores:
 Redução de 79,7% (R$ 700 milhões) na contabilização das bandeiras tarifárias homologadas
pela CCEE;
 Redução de 9,0% (R$ 15 milhões) no PROINFA.

A receita operacional líquida atingiu R$ 22.467 milhões em 2018, representando um aumento de


6,6% (R$ 1.391 milhões).

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

11.1.1.3) Custo com Energia Elétrica


Custo com Energia Elétrica (R$ Milhões)
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Energia Comprada para Revenda
Energia de Itaipu Binacional 643 587 9,6% 2.668 2.351 13,5%
PROINFA 81 77 5,0% 331 293 12,8%
Energia Adquirida por meio de Leilão no Ambiente Regulado, Contratos
2.061 3.085 -33,2% 10.979 11.643 -5,7%
Bilaterais e Energia de Curto Prazo
Crédito de PIS e COFINS (242) (346) -30,1% (1.239) (1.318) -5,9%
Total 2.542 3.403 -25,3% 12.738 12.970 -1,8%
Encargos de Uso do Sistema de Transmissão e Distribuição
Encargos da Rede Básica 465 534 -12,9% 2.039 1.462 39,4%
Encargos de Transporte de Itaipu 68 63 7,5% 266 160 66,5%
Encargos de Conexão 45 29 54,5% 155 106 46,2%
Encargos de Uso do Sistema de Distribuição 9 5 67,1% 30 21 40,6%
Encargos de Serviço do Sistema - ESS 32 (229) - (106) (453) -76,6%
Encargos de Energia de Reserva - EER - - - 135 - -
Crédito de PIS e COFINS (57) (39) 49,1% (235) (119) 96,4%
Total 562 364 54,2% 2.284 1.177 94,1%
Custo com Energia Elétrica 3.104 3.767 -17,6% 15.022 14.147 6,2%

No 4T18, o custo com energia elétrica, composto pela compra de energia para revenda e pelos
encargos de uso dos sistemas de transmissão e distribuição, totalizou R$ 3.104 milhões,
representando uma redução de 17,6% (R$ 663 milhões):
 O custo da energia comprada para revenda atingiu R$ 2.542 milhões no 4T18, o que
representa uma redução de 25,3% (R$ 860 milhões), devido aos seguintes fatores:
(i) Redução de 33,2% (R$ 1.024 milhões) no custo com energia adquirida por meio de
leilão no ambiente regulado, contratos bilaterais e energia de curto prazo, devido à
redução de 34,6% no preço médio de compra (de R$ 303,67/MWh no 4T17 para R$
198,72 MWh no 4T18), parcialmente compensado pelo aumento de 2,1% (212 GWh) na
quantidade de energia comprada;
Parcialmente compensado por:
(ii) Redução de 30,1% (R$ 104 milhões) no crédito de PIS e Cofins (redutor de custo),
gerados a partir da compra de energia;
(iii) Aumento de 9,6% (R$ 56 milhões) no custo com energia de Itaipu, decorrente do
aumento de 16,1% no preço médio de compra (de R$ 197,38/MWh no 4T17 para R$
229,13/MWh no 4T18), parcialmente compensado pela redução de 5,6% (167 GWh) na
quantidade de energia comprada;
(iv) Aumento de 5,0% (R$ 4 milhões) no custo com o Proinfa, decorrente do aumento de
6,0% no preço médio de compra (de R$ 249,11/MWh no 4T17 para R$ 264,09/MWh no
4T18), parcialmente compensado pela redução de 0,9% (3 GWh) na quantidade de
energia comprada.

 Os encargos de uso do sistema de transmissão e distribuição atingiram R$ 562 milhões


no 4T18, o que representa um aumento de 54,2% (R$ 197 milhões), devido aos seguintes
fatores:
(i) Variação de R$ 261 milhões nos Encargos de Serviço de Sistema – ESS, passando de
uma receita de R$ 229 milhões no 4T17 para uma despesa de R$ 32 milhões no 4T18;
(ii) Aumento de 54,5% (R$ 16 milhões) nos encargos de conexão;
(iii) Aumento de 7,5% (R$ 5 milhões) nos encargos de transporte de Itaipu;
(iv) Aumento de 67,1% (R$ 3 milhões) nos encargos de uso do sistema de distribuição;

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

Parcialmente compensados por:


(v) Redução de 12,9% (R$ 69 milhões) nos encargos de rede básica;
(vi) Aumento de 49,1% (R$ 19 milhões) no crédito de PIS e Cofins (redutor de custo),
gerados a partir dos encargos.

Em 2018, o custo com energia elétrica, composto pela compra de energia para revenda e pelos
encargos de uso dos sistemas de transmissão e distribuição, totalizou R$ 15.022 milhões,
representando um aumento de 6,2% (R$ 876 milhões):
 O custo da energia comprada para revenda atingiu R$ 12.738 milhões em 2018, o que
representa uma redução de 1,8% (R$ 232 milhões), devido aos seguintes fatores:
(i) Redução de 5,7% (R$ 665 milhões) no custo com energia adquirida por meio de leilão
no ambiente regulado, contratos bilaterais e energia de curto prazo, devido à
redução de 6,6% (2.934 GWh) na quantidade de energia comprada, parcialmente
compensada pelo aumento de 0,9% no preço médio de compra (de R$ 261,23/MWh em
2017 para R$ 263,67 MWh em 2018);
Parcialmente compensado por:
(ii) Aumento de 13,5% (R$ 317 milhões) no custo com energia de Itaipu, decorrente do
aumento de 20,3% no preço médio de compra (de R$ 199,58/MWh em 2017 para R$
240,03/MWh em 2018), parcialmente compensado pela redução de 5,6% (662 GWh) na
quantidade de energia comprada;
(iii) Redução de 5,9% (R$ 78 milhões) no crédito de PIS e Cofins (redutor de custo), gerados
a partir da compra de energia;
(iv) Aumento de 12,8% (R$ 37 milhões) no custo com o Proinfa, decorrente do aumento de
15,9% no preço médio de compra (de R$ 256,70/MWh em 2017 para R$ 297,52/MWh
em 2018), parcialmente compensado pela redução de 2,7% (31 GWh) na quantidade de
energia comprada.

 Os encargos de uso do sistema de transmissão e distribuição atingiram R$ 2.284


milhões em 2018, o que representa um aumento de 94,1% (R$ 1.107 milhões), devido aos
seguintes fatores:
(i) Aumento de 39,4% (R$ 576 milhões) nos encargos de rede básica;
(ii) Redução de 76,6% (R$ 347 milhões) nos Encargos de Serviço de Sistema – ESS
(redutor de custo), passando de uma receita de R$ 453 milhões em 2017 para uma receita
de R$ 106 milhões em 2018;
(iii) Despesa de R$ 135 milhões em 2018, relacionada aos Encargos de Energia de
Reserva – EER;
(iv) Aumento de 66,5% (R$ 106 milhões) nos encargos de transporte de Itaipu;
(v) Aumento de 46,2% (R$ 49 milhões) nos encargos de conexão;
(vi) Aumento de 40,6% (R$ 9 milhões) nos encargos de uso do sistema de distribuição;
Parcialmente compensados por:
(vii) Aumento de 96,4% (R$ 115 milhões) no crédito de PIS e Cofins (redutor de custo),
gerados a partir dos encargos.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

11.1.1.4) Custos e Despesas Operacionais


Os custos e despesas operacionais atingiram R$ 1.526 milhões no 4T18, comparado a R$ 1.494
milhões no 4T17, um aumento de 2,1% (R$ 32 milhões). Em 2018, os custos e despesas
operacionais atingiram R$ 5.208 milhões, comparado a R$ 5.399 milhões em 2017, uma redução
de 3,5% (R$ 192 milhões).

Os fatores que explicam essas variações seguem abaixo:

PMSO

PMSO Reportado (R$ milhões)

Variação Variação
4T18 4T17 2018 2017
R$ MM % R$ MM %

PMSO Reportado

Pessoal (245) (251) 6 -2,4% (926) (920) (5) 0,6%

Material (46) (46) (0) 0,6% (170) (170) (1) 0,3%


Serviços de Terceiros (239) (235) (5) 2,1% (866) (853) (14) 1,6%
Outros Custos/Despesas Operacionais (209) (163) (46) 28,0% (620) (615) (5) 0,8%

PDD (50) (36) (14) 39,9% (166) (155) (11) 6,9%


Despesas Legais e Judiciais (73) (59) (14) 24,2% (180) (179) (0) 0,1%

Outros (85) (68) (17) 25,1% (274) (280) 6 -2,1%

Total PMSO Reportado (739) (695) (45) 6,4% (2.582) (2.557) (24) 1,0%

No 4T18, o PMSO atingiu R$ 739 milhões, um aumento de 6,4% (R$ 45 milhões), comparado a R$
695 milhões no 4T17.
Pessoal - redução de 2,4% (R$ 6 milhões);
Material - aumento de 0,6% (R$ 0,3 milhão);
Serviços de terceiros - aumento de 2,1% (R$ 5 milhões), devido principalmente aos aumentos nos
seguintes itens: serviços de manutenção de linhas, redes e subestações (R$ 8 milhões), serviços
terceirizados (R$ 6 milhões), recuperação de inadimplência/cobrança (R$ 2 milhões), manutenção
de hardware/software (R$ 2 milhões), leitura de medidores e uso (R$ 2 milhões) e manutenção e
conservação de edificações (R$ 2 milhões); parcialmente compensados pelas reduções em outros
serviços terceirizados (R$ 8 milhões), manutenção de máquinas e equipamentos (R$ 4 milhões),
manutenção do sistema elétrico - linhas e redes (R$ 3 milhões) e limpeza e conservação (R$ 2
milhões);
Outros custos/despesas operacionais - aumento de 28,0% (R$ 46 milhões), devido aos
aumentos nos seguintes itens: (a) compensação pelo não cumprimento de indicadores técnicos (R$
16 milhões), que a partir de janeiro de 2018 passou a ser classificado em Outras Receitas, (b)
despesas legais e judiciais (R$ 14 milhões), (c) provisão para créditos de liquidação duvidosa (R$
14 milhões) e (d) outros custos/despesas (R$ 1 milhão).

Em 2018, o PMSO atingiu R$ 2.582 milhões, um aumento de 1,0% (R$ 24 milhões), comparado a
R$ 2.557 milhões em 2017.
Pessoal - aumento de 0,6% (R$ 5 milhões), devido principalmente aos efeitos do acordo coletivo
de trabalho;

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

Material - aumento de 0,3% (R$ 1 milhão);


Serviços de terceiros - aumento de 1,6% (R$ 14 milhões), devido principalmente aos aumentos
nos seguintes itens: serviços de manutenção de linhas, redes e subestações (R$ 21 milhões),
serviços terceirizados (R$ 15 milhões), leitura de medidores e uso (R$ 9 milhões), poda de árvores
(R$ 7 milhões), auditoria e consultoria (R$ 5 milhões), manutenção de hardware/software (R$ 4
milhões) e manutenção e conservação de edificações (R$ 3 milhões); parcialmente compensados
pelas reduções em outros serviços terceirizados (R$ 32 milhões), manutenção de máquinas e
equipamentos (R$ 13 milhões) e manutenção do sistema elétrico - linhas e redes (R$ 4 milhões);
Outros custos/despesas operacionais - aumento de 0,8% (R$ 5 milhões), devido aos aumentos
nos seguintes itens: (a) perda na alienação, desativação e outros de ativos não circulantes (R$ 21
milhões), (b) outros custos/despesas (R$ 16 milhões), (c) provisão para créditos de liquidação
duvidosa (R$ 11 milhões) e (d) taxa de arrecadação (R$ 7 milhões); parcialmente compensados
pela redução na compensação pelo não cumprimento de indicadores técnicos (R$ 50 milhões), que
a partir de janeiro de 2018 passou a ser classificado em Outras Receitas.

Demais custos e despesas operacionais


No 4T18, os demais custos e despesas operacionais atingiram R$ 787 milhões, comparado a R$
800 milhões no 4T17, registrando uma redução de 1,6% (R$ 13 milhões), com as variações abaixo:
(i) Redução de 4,0% (R$ 24 milhões) no custo com construção da infraestrutura da
concessão. Esse item, que atingiu R$ 568 milhões no 4T18, não afeta o resultado, pois
tem sua contrapartida na “receita operacional”;
(ii) Redução de 21,0% (R$ 6 milhões) no item Entidade de Previdência Privada, devido ao
registro dos impactos do laudo atuarial de 2018;
Parcialmente compensados por:
(iii) Aumento de 9,9% (R$ 16 milhões) no item Depreciação e Amortização;
(iv) Aumento de 4,7% (R$ 1 milhão) no item Amortização do Intangível da Concessão.

Em 2018, os demais custos e despesas operacionais atingiram R$ 2.626 milhões, comparado a R$


2.842 milhões em 2017, registrando uma redução de 7,6% (R$ 216 milhões), com as variações
abaixo:
(v) Redução de 12,6% (R$ 256 milhões) no custo com construção da infraestrutura da
concessão. Esse item, que atingiu R$ 1.771 milhões em 2018, não afeta o resultado,
pois tem sua contrapartida na “receita operacional”;
(vi) Redução de 21,0% (R$ 23 milhões) no item Entidade de Previdência Privada, devido
ao registro dos impactos do laudo atuarial de 2018;
(vii) Redução de 2,9% (R$ 2 milhões) no item Amortização do Intangível da Concessão;
Parcialmente compensados por:
(viii) Aumento de 10,1% (R$ 65 milhões) no item Depreciação e Amortização.

11.1.1.5) EBITDA
O EBITDA totalizou R$ 726 milhões no 4T18, comparado a R$ 668 milhões no 4T17, um aumento
de 8,7% (R$ 58 milhões). Em 2018, o EBITDA totalizou R$ 3.004 milhões, comparado a R$ 2.234
milhões em 2017, um aumento de 34,5% (R$ 770 milhões).

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Conciliação do Lucro Líquido e EBITDA (R$ milhões)


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.

Lucro Líquido 511 337 51,8% 1.432 665 115,4%

Depreciação e Amortização 196 179 767 704

Resultado Financeiro 61 87 310 566

IR/CS (42) 64 495 300


EBITDA 726 668 8,7% 3.004 2.234 34,5%

11.1.1.6) Resultado Financeiro


Resultado Financeiro (R$ Milhões)
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receitas
Rendas de Aplicações Financeiras 15 28 -46,1% 74 218 -66,0%
Acréscimos e Multas Moratórias 73 61 18,8% 273 262 4,3%
Atualização de Créditos Fiscais 1 1 -7,4% 8 8 4,5%
Atualização de Depósitos Judiciais 9 9 -5,0% 36 49 -26,6%
Atualizações Monetárias e Cambiais 19 14 38,7% 69 40 71,5%
Deságio na Aquisição de Crédito de ICMS 9 7 29,0% 34 16 106,1%
Atualização do Ativo Financeiro Setorial 36 - - 80 - -
PIS e COFINS - sobre Outras Receitas Financeiras (9) (9) 9,5% (36) (36) 0,0%
Outros 9 13 -30,1% 38 41 -9,5%
Total 161 125 29,0% 575 597 -3,8%

Despesas
Encargos de Dívidas (149) (131) 13,8% (582) (623) -6,6%
Atualizações Monetárias e Cambiais (44) (69) -36,2% (227) (390) -41,9%
(-) Juros Capitalizados 6 6 -7,3% 18 21 -13,1%
Atualização do Passivo Financeiro Setorial - (2) -100,0% - (82) -100,0%
Outros (35) (18) 99,2% (93) (88) 5,6%
Total (222) (212) 4,5% (885) (1.164) -24,0%
Resultado Financeiro (61) (87) -30,4% (310) (566) -45,3%

No 4T18, o resultado financeiro líquido registrou uma despesa financeira líquida de R$ 61 milhões,
uma redução de 30,4% (R$ 27 milhões). Os itens que explicam essa variação são:
 Receita Financeira: aumento de 29,0% (R$ 36 milhões), passando de R$ 125 milhões no 4T17
para R$ 161 milhões no 4T18, devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) Atualização do ativo financeiro setorial no 4T18, no montante de R$ 36 milhões;
(ii) Aumento de 18,8% (R$ 12 milhões) nos acréscimos e multas moratórias;
(iii) Aumento de 38,7% (R$ 5 milhões) em atualizações monetárias e cambiais, devido ao
(a) aumento de R$ 12 milhões nas receitas de multas, juros e atualização monetária
relativas aos parcelamentos efetuados com consumidores; parcialmente compensado
pelas reduções (b) de R$ 6 milhões na atualização do saldo dos subsídios tarifários,
conforme determinação da Aneel, e (c) de R$ 1 milhão em outras atualizações
monetárias e cambiais;
(iv) Aumento de 29,0% (R$ 2 milhões) no deságio na aquisição de crédito de ICMS;
Parcialmente compensados por:
(v) Redução de 46,1% (R$ 13 milhões) nas rendas de aplicações financeiras, em virtude
do menor no saldo médio de aplicações e da queda do CDI;
(vi) Redução de 30,1% (R$ 4 milhões) em outras receitas financeiras;

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

(vii) Aumento de 9,5% (R$ 1 milhão) no PIS e Cofins sobre receita financeira (redutor de
receita).

 Despesa Financeira: aumento de 4,5% (R$ 10 milhões), passando de R$ 212 milhões no 4T17
para R$ 222 milhões no 4T18, devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) Aumento de 13,8% (R$ 18 milhões) nos encargos de dívidas em moeda local;
(ii) Aumento de 99,2% (R$ 17 milhões) em outras despesas financeiras;
Parcialmente compensados por:
(iii) Redução de 36,2% (R$ 25 milhões) nas atualizações monetárias e cambiais, devido:
(a) ao efeito positivo da marcação a mercado – Lei 4.131 – efeito não caixa (R$ 14
milhões); e (b) ao efeito da variação cambial de Itaipu (R$ 13 milhões); parcialmente
compensados pelo (c) aumento dos encargos de dívida em moeda estrangeira, com
swap para CDI (R$ 2 milhões);
(iv) Atualização do passivo financeiro setorial no 4T17, no montante de R$ 2 milhões
(redutor de despesa).

Em 2018, o resultado financeiro líquido registrou uma despesa financeira líquida de R$ 310 milhões,
uma redução de 45,3% (R$ 257 milhões). Os itens que explicam essa variação são:
 Receita Financeira: redução de 3,8% (R$ 23 milhões), passando de R$ 597 milhões em 2017
para R$ 575 milhões em 2018, devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) Redução de 66,0% (R$ 144 milhões) nas rendas de aplicações financeiras, em virtude
do menor no saldo médio de aplicações e da queda do CDI;
(ii) Redução de 26,6% (R$ 13 milhões) na atualização de depósitos judiciais;
(iii) Redução de 9,5% (R$ 4 milhões) em outras receitas financeiras;
Parcialmente compensados por:
(iv) Atualização do ativo financeiro setorial em 2018, no montante de R$ 80 milhões;
(v) Aumento de 71,5% (R$ 29 milhões) em atualizações monetárias e cambiais, devido
ao: (a) aumento de R$ 38 milhões nas receitas de multas, juros e atualização monetária
relativas aos parcelamentos efetuados com consumidores; parcialmente compensado
pelas reduções (b) de R$ 5 milhões em outras atualizações monetárias e cambiais, e (c)
de R$ 4 milhões na atualização do saldo dos subsídios tarifários, conforme determinação
da Aneel;
(vi) Aumento de 106,1% (R$ 17 milhões) no deságio na aquisição de crédito de ICMS;
(vii) Aumento de 4,3% (R$ 11 milhões) nos acréscimos e multas moratórias.

 Despesa Financeira: redução de 24,0% (R$ 279 milhões), passando de R$ 1.164 milhões em
2017 para R$ 885 milhões em 2018, devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) Redução de 41,9% (R$ 163 milhões) nas atualizações monetárias e cambiais, devido:
(a) à redução dos encargos de dívida em moeda estrangeira, com swap para CDI (R$
103 milhões); (b) ao efeito positivo da marcação a mercado – Lei 4.131 – efeito não caixa
(R$ 53 milhões); e (c) ao efeito da variação cambial de Itaipu (R$ 7 milhões);
(ii) Atualização do passivo financeiro setorial em 2017, no montante de R$ 82 milhões
(redutor de despesa);
(iii) Redução de 6,6% (R$ 41 milhões) nos encargos de dívidas em moeda local;

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

Parcialmente compensados por:


(iv) Aumento de 5,6% (R$ 5 milhões) em outras despesas financeiras;
(v) Redução de 13,1% (R$ 3 milhões) nos juros capitalizados (redutor de despesa).

11.1.1.7) Lucro Líquido


O Lucro Líquido totalizou R$ 511 milhões no 4T18, comparado a R$ 337 milhões no 4T17, um
aumento de 51,8% (R$ 174 milhões). Em 2018, o Lucro Líquido totalizou R$ 1.432 milhões,
comparado a R$ 665 milhões em 2017, um aumento de 115,4% (R$ 768 milhões).

11.1.2) Eventos Tarifários

Datas de referência

Datas dos Processos Tarifários


Distribuidora Data
CPFL Santa Cruz 22 de março
CPFL Paulista 8 de abril
Nova RGE 19 de junho
CPFL Piratininga 23 de Outubro

Revisões Tarifárias
Distribuidora Periodicidade Data da Próxim a Revisão Ciclo
CPFL Piratininga A cada 4 anos Outubro de 2019 5º CRTP
CPFL Santa Cruz A cada 5 anos Março de 2021 5º CRTP
CPFL Paulista A cada 5 anos Abril de 2023 5º CRTP
Nova RGE A cada 5 anos Junho de 2023 5º CRTP

Reajustes tarifários anuais ocorridos em outubro de 2018 e março de 2019

CPFL Piratininga CPFL Santa Cruz

Resolução Homologatória 2.472 2.522

Reajuste 20,01% 13,31%


Parcela A 7,07% 1,12%
Parcela B 1,76% 0,90%

Componentes Financeiros 11,18% 11,29%


Efeito para o consumidor 19,25% 13,31%
Data de entrada em vigor 23/10/2018 22/03/2019

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

Revisões tarifárias periódicas ocorridas em 2018

CPFL Paulista RGE Sul RGE

Resolução Homologatória 2.381 2.385 2.401


Reajuste 12,68% 18,44% 21,27%
Parcela A 5,53% 6,79% 6,11%
Parcela B 3,14% 4,77% 9,45%
Componentes Financeiros 4,01% 6,88% 5,71%
Efeito para o consumidor 16,90% 22,47% 20,58%
Data de entrada em vigor 08/04/2018 19/04/2018 19/06/2018

CPFL
4º Ciclo de Revisão Tarifária RGE Sul RGE
Paulista
Data abr/18 abr/18 jun/18
Base de Remuneração Bruta (A) 9.457 3.605 4.374
Taxa de Depreciação (B) 3,72% 3,87% 3,74%
QRR (C = A x B) 352 140 164
Base de Remuneração Líquida (D) 5.193 2.389 3.032
WACC antes dos impostos (E) 12,26% 12,26% 12,26%
Remuneração do Capital (F = D x E) 637 290 372
Obrigações Especiais (G) 45 5 8
EBITDA Regulatório (H = C + F + G) 1.033 435 543
OPEX = CAOM + CAIMI (I) 1.245 438 523
Parcela B (J = H + I) 2.278 872 1.066
Índice de Produtividade da Parcela B (K) 0,96% 0,98% 1,07%
Mecanismo de Incentivo à Qualidade (L) -0,17% -0,71% 0,05%
Parcela B com ajustes (M = J * (K - L) 2.260 870 1.054
Outras Receitas (N) 88 19 28
Parcela B Ajustada (O = M - N) 2.172 851 1.026
Parcela A (P) 7.785 2.653 2.816
Receita Requerida (Q = O + P) 9.957 3.504 3.842

CPFL Paulista
Em 3 de abril de 2018, a Aneel homologou o resultado da quarta Revisão Tarifária Periódica da
distribuidora CPFL Paulista. O efeito médio a ser percebido pelos consumidores é de 16,90% e os
detalhes podem ser encontrados na tabela acima.

RGE Sul
Em 17 de abril de 2018, a Aneel homologou o resultado da quarta Revisão Tarifária Periódica da
distribuidora RGE Sul. O efeito médio a ser percebido pelos consumidores é de 22,47% e os
detalhes podem ser encontrados na tabela acima.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

RGE
Em 19 de junho de 2018, a Aneel homologou o resultado da quarta Revisão Tarifária Periódica da
distribuidora RGE. O efeito médio a ser percebido pelos consumidores é de 20,58% e os detalhes
podem ser encontrados na tabela acima.

11.1.3) Indicadores Operacionais

DEC e FEC
A seguir são apresentados os resultados alcançados pelas distribuidoras nos principais indicadores
que medem a qualidade e a confiabilidade do fornecimento de energia elétrica. O DEC (Duração
Equivalente de Interrupções) mede a duração média, em horas, de interrupção por consumidor no
ano e o FEC (Frequência Equivalente de Interrupções) indica o número médio de interrupções por
consumidor no ano.
Indicadores DEC e FEC
DEC (horas) FEC (interrupções)
Distribuidora
2014 2015 2016 2017 1T18 2T18 3T18 4T18 ANEEL1 2014 2015 2016 2017 1T18 2T18 3T18 4T18 ANEEL1
CPFL Paulista 6.92 7.76 7.62 7.14 6.90 6.50 6.25 6.17 7.38 4.87 4.89 5.00 4.94 4.76 4.46 4.13 4.01 6.33
CPFL Piratininga 6.98 7.24 8.44² 6.97 6.37 5.93 6.01 5.92 6.74 4.19 4.31 3.97² 4.45 4.13 3.61 3.71 3.88 5.82
RGE 18.77 15.98 14.44 14.17 13.74 13.46 13.15 13.43 11.48 9.14 8.33 7.56 7.74 7.09 6.71 6.28 6.30 8.50
RGE Sul 17.75 19.11 19.45 15.58 15.30 15.54 15.98 15.56 10.79 8.87 8.42 9.41 7.62 7.05 6.51 6.34 5.89 8.30
CPFL Santa Cruz 6.20 5.80 5.61 5.61 6.01 8.75 5.12 5.26 4.98 4.89 5.09 7.88

Notas:
1) Limite ANEEL 2018;
2) Nas divulgações anteriores, reportamos um DEC de 6,97 e um FEC de 3,80 para a CPFL Piratininga em 2016. Este número excluía o efeito de
uma falha de transmissão da CTEEP durante uma tempestade. Porém, uma decisão da ANEEL determinou que este efeito fosse incluído nas
estatísticas de DEC e FEC, de modo que corrigimos os valores, conforme demostrado na tabela.

O ano de 2018 apresentou resultados históricos positivos, principalmente para as distribuidoras de


São Paulo e para a RGE. A CPFL Santa Cruz e RGE apresentaram o melhor resultado histórico do
DEC. A CPFL Paulista e CPFL Piratininga, apresentaram o melhor resultado de DEC desde 2010
e 2012, respectivamente. Já para o consolidado de FEC de 2018, foi o melhor resultado para todas
as empresas do grupo CPFL: CPFL Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Santa Cruz, RGE e RGE Sul.
Em relação especificamente à RGE Sul, o plano de recuperação dos indicadores técnicos
permanece incluindo podas Rural, Troncal e Urbana, tratamento das maiores reincidências
primárias, secundárias e de avarias, programação de serviços para a realização de ensaios e
manutenções em subestações e linhas de transmissão, inspeções de termovisão e ultrassom em
redes de distribuição, subestações e linhas de transmissão. Além disso, fazem parte do plano de
manutenção, melhorias e ampliações da estrutura existente, com a previsão de trocas de postes,
adequação de capacidade, modernização de subestações, e instalação de equipamentos de
telecomando e controle.
Desde 2019, as concessões da RGE e RGE Sul foram unificadas, tornando-se uma única
distribuidora para fins de apuração de indicadores técnicos.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

Perdas
Abaixo podemos visualizar como foi o desempenho das distribuidoras do grupo CPFL ao longo dos
últimos trimestres:

Perdas Acum uladas Perdas Totais


em 12 Meses 1 4T17 1T18 2T18 3T18 4T18 ANEEL
CPFL Energia 8,91% 8,82% 9,02% 8,86% 8,97% 8,30%
CPFL Paulista 8,94% 8,93% 9,10% 8,87% 9,09% 8,33%
CPFL Piratininga 7,70% 7,72% 7,87% 7,79% 7,90% 6,92%
RGE 9,01% 8,79% 9,05% 8,98% 8,95% 9,28%
RGE Sul 10,63% 10,24% 10,55% 10,58% 10,38% 8,90%
CPFL Santa Cruz 8,59% 8,65% 8,84% 8,09% 8,50% 7,59%

Notas:
1) Os valores reportados foram adequados para uma melhor comparação com as trajetórias de perdas definidas pela ANEEL.
Para CPFL Piratininga, RGE e RGE Sul, os clientes conectados na tensão A1 são expurgados da conta;

O índice de perdas consolidado da CPFL Energia foi de 8,97% no 4T18, comparado a 8,86% no
3T18, um aumento de 0,11 p.p. Se comparado ao 4T17 (8.91%), houve um aumento de 0,06 p.p.

11.2) Segmentos de Comercialização e Serviços


11.2.1) Segmento de Comercialização

DRE Consolidado - Comercialização (R$ Milhões)


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Líquida 963 1.044 -7,8% 3.496 3.414 2,4%
(1)
EBITDA 14 53 -73,0% 96 171 -43,5%
Resultado Líquido 10 29 -65,5% 53 90 -41,2%
Nota:
(1) O EBITDA é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização.

Receita Operacional
No 4T18, a receita operacional líquida atingiu R$ 963 milhões, representando uma redução de 7,8%
(R$ 81 milhões).
Em 2018, a receita operacional líquida atingiu R$ 3.496 milhões, representando um aumento de
2,4% (R$ 82 milhões).

EBITDA
No 4T18, o EBITDA foi de R$ 14 milhões, comparado a R$ 53 milhões no 4T17, uma redução de
73,0% (R$ 39 milhões).
Em 2018, o EBITDA foi de R$ 96 milhões, comparado a R$ 171 milhões em 2017, uma redução de
43,5% (R$ 74 milhões).

Lucro Líquido

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

No 4T18, o lucro líquido foi de R$ 10 milhões, comparado um lucro líquido de R$ 29 milhões no


4T17, uma redução de 65,5% (R$ 19 milhões).
Em 2018, o lucro líquido foi de R$ 53 milhões, comparado um lucro líquido de R$ 90 milhões no em
2017, uma redução de 41,2% (R$ 37 milhões).

11.2.2) Segmento de Serviços

DRE Consolidado - Serviços (R$ Milhões)


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Líquida 153 140 9,7% 533 486 9,7%
EBITDA(1) 16 27 -40,0% 95 87 8,9%
Lucro Líquido (3) 17 - 43 55 -21,7%
Nota:
(1) O EBITDA é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização.

Receita Operacional
No 4T18, a receita operacional líquida atingiu R$ 153 milhões, representando um aumento de 9,7%
(R$ 14 milhões).
Em 2018, a receita operacional líquida atingiu R$ 533 milhões, representando um aumento de 9,7%
(R$ 47 milhões).

EBITDA
No 4T18, o EBITDA foi de R$ 16 milhões, comparado a R$ 27 milhões no 4T17, uma redução de
40,0% (R$ 11 milhões).
Em 2018, o EBITDA foi de R$ 95 milhões, comparado a R$ 87 milhões em 2017, um aumento de
8,9% (R$ 8 milhões).

Lucro Líquido
No 4T18, o prejuízo líquido foi de R$ 3 milhões, comparado a um lucro líquido de R$ 17 milhões no
4T17.
Em 2018, o lucro líquido foi de R$ 43 milhões, comparado a R$ 55 milhões em 2017, uma redução
de 21,7% (R$ 12 milhões).

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

11.3) Segmento de Geração Convencional


11.3.1) Desempenho Econômico-Financeiro

DRE Consolidado - Geração Convencional (R$ Milhões)


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Bruta 316 324 -2,5% 1.276 1.303 -2,1%
Receita Operacional Líquida 285 295 -3,4% 1.144 1.190 -3,9%
Custo com Energia Elétrica (35) (49) -28,6% (102) (147) -30,5%
Custos e Despesas Operacionais (60) (61) -1,3% (221) (277) -20,2%
Resultado do Serviço 190 185 2,5% 821 766 7,2%
EBITDA 312 275 13,4% 1.272 1.200 6,1%
Resultado Financeiro (43) (63) -31,7% (248) (329) -24,4%
Lucro Antes da Tributação 240 181 32,2% 907 750 21,0%
Lucro Líquido 234 185 26,4% 770 654 17,7%

Nota:
(1) O EBITDA é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização.

11.3.1.1) Receita Operacional

Nas análises apresentadas neste relatório consideramos a migração das transmissoras CPFL
Piracicaba e CPFL Morro Agudo do segmento “Outros” para o segmento “Geração Convencional”.
No 4T18, a Receita Operacional Bruta atingiu R$ 316 milhões, uma redução de 2,5% (R$ 8
milhões). A Receita Operacional Líquida foi de R$ 285 milhões, registrando uma redução de 3,4%
(R$ 10 milhões).
Os principais fatores que afetaram a receita operacional líquida foram:
 Redução de R$ 11 milhões em outras receitas operacionais;
 Redução de 2,1% (R$ 4 milhões) no suprimento para CPFL Paulista e CPFL Piratininga;
Parcialmente compensado por:
 Aumento de 6,5% (R$ 6 milhões) na receita proveniente das usinas do Complexo do Rio
das Antas (Ceran);
 Aumento de R$ 2 milhões na receita com suprimento de energia da Jaguari Geração.

Em 2018, a Receita Operacional Bruta atingiu R$ 1.276 milhões, uma redução de 2,1% (R$ 27
milhões). A Receita Operacional Líquida foi de R$ 1.144 milhões, registrando uma redução de
3,9% (R$ 46 milhões).
Os principais fatores que contribuíram para a redução da receita operacional líquida foram:
 O efeito decorrente da consolidação das transmissoras, com a redução de R$ 45 milhões
na Receita com Construção de Infraestrutura;
 Redução de R$ 16 milhões em outras receitas operacionais;
 Redução de 2,0% (R$ 15 milhões) no suprimento para CPFL Paulista e CPFL Piratininga;
Parcialmente compensada por:
 Aumento de R$ 34 milhões na receita proveniente das usinas do Complexo do Rio das Antas
(Ceran);
 Aumento de R$ 15 milhões na receita com suprimento de energia da Jaguari Geração.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

11.3.1.2) Custo com Energia Elétrica

Nas análises apresentadas neste relatório consideramos a migração das transmissoras CPFL
Piracicaba e CPFL Morro Agudo do segmento “Outros” para o segmento “Geração Convencional”.
No 4T18, o custo com energia elétrica atingiu R$ 35 milhões, uma redução de 28,6% (R$ 14
milhões), devido principalmente aos seguintes fatores:
 Redução de 29,2% (R$ 12 milhões) no custo com Energia Comprada para Revenda, devido
principalmente à redução no preço médio de compra da energia oriunda da Baesa, aliado
ao ganho com ressarcimento do acordo do GSF;
 Redução de 25,0% (R$ 2 milhões) no custo com Encargos de Uso do Sistema de
Transmissão e Distribuição.

Em 2018, o custo com energia elétrica foi de R$ 102 milhões, uma redução de 30,5% (R$ 45
milhões), devido principalmente aos seguintes fatores:
 Redução de 36,2% (R$ 44 milhões) no custo com Energia Comprada para Revenda, devido
principalmente aos seguintes fatores:
(i) Na CPFL Geração, redução do custo com compra de energia (R$ 50 milhões),
explicado principalmente pela redução no preço médio de compra da energia oriunda
da Baesa, aliado ao ganho com ressarcimento do acordo do GSF;
(ii) Redução de R$ 9 milhões no custo com energia para as usinas do Complexo do Rio
das Antas (Ceran);
(iii) Redução de R$ 2 milhões no custo com energia da CPFL Centrais Geradoras;
Parcialmente compensados por:
(iv) Aumento de R$ 17 milhões no custo com energia da Paulista Lajeado.
 Redução de 5,0% (R$ 1 milhão) no custo com Encargos de Uso do Sistema de Transmissão
e Distribuição.

11.3.1.3) Custos e Despesas Operacionais

Nas análises apresentadas neste relatório consideramos a migração das transmissoras CPFL
Piracicaba e CPFL Morro Agudo do segmento “Outros” para o segmento “Geração Convencional”.
Os custos e despesas operacionais atingiram R$ 60 milhões no 4T18, comparados a R$ 61 milhões
no 4T17, uma redução de 1,3% (R$ 1 milhão). Em 2018, os custos e despesas operacionais
atingiram R$ 221 milhões, comparados a R$ 277 milhões no 2017, uma redução de 20,2% (R$ 56
milhões).
Os fatores que explicam essas variações seguem abaixo:

PMSO

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

PMSO (R$ milhões)


4T18 4T17 Variação 2018 2017 Variação
% %
PMSO
Pessoal 9 11 -13,3% 35 39 -10,5%
Material 1 1 23,5% 3 4 -31,8%
Serviços de Terceiros 8 7 22,0% 23 26 -14,0%
Outros Custos/Despesas Operacionais 12 12 5,2% 41 39 4,9%
Prêmio do Risco do GSF (5) 2 - 4 4 -
Outros 18 10 80,0% 37 35 5,4%

Total PMSO 31 30 2,7% 101 109 -6,7%

O item PMSO atingiu R$ 31 milhões no 4T18, registrando um aumento de 2,7%, decorrente dos
seguintes fatores:
(i) Aumento de 22,0% (R$ 1 milhão) nas despesas com Serviços de Terceiros;
(ii) Aumento de 5,2% (R$ 1 milhão) em Outros Custos/Despesas Operacionais;
(iii) Aumento de 23,5% (R$ 0,2 milhão) nas despesas com Material;
Parcialmente compensados por:
(iv) Redução de 13,3% (R$ 1 milhão) nas despesas com Pessoal.

Em 2018, o item PMSO atingiu R$ 101 milhões, comparado a R$ 109 milhões no 2017, registrando
uma redução de 6,7% (R$ 7 milhões), decorrente dos seguintes fatores:
(i) Redução de 10,5% (R$ 4 milhões) nas despesas com Pessoal;
(ii) Redução de 14,0% (R$ 4 milhões) nas despesas com Serviços de Terceiros;
(iii) Redução de 31,8% (R$ 1 milhão) nas despesas com Material;
Parcialmente compensados por:
(iv) Aumento de 4,9% (R$ 2 milhões) em Outros Custos/Despesas Operacionais.

Demais custos e despesas operacionais


Os demais custos e despesas operacionais atingiram R$ 29 milhões no 4T18, comparado a R$ 31
milhões no 4T17, registrando uma redução de 5,2% (R$ 2 milhões), explicada pelos seguintes
fatores:
(i) Redução de 5,0% (R$ 1 milhão) em Depreciação e Amortização;
(ii) Redução de 28,3% (R$ 0,1 milhão) nos Custos com Construção da Infraestrutura (CPFL
Piracicaba e CPFL Morro Agudo);
(iii) Redução de 24,9% (R$ 0,1 milhão) com Entidade de Previdência Privada.

Em 2018, os demais custos e despesas operacionais atingiram R$ 120 milhões, comparado a R$


168 milhões no 2017, registrando uma redução de 28,9% (R$ 49 milhões), explicada pelos
seguintes fatores:
(i) Redução de 96,5% (R$ 44 milhões) em Custos com Construção da Infraestrutura (CPFL
Piracicaba e CPFL Morro Agudo);

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

(ii) Redução de 3,8% (R$ 4 milhões) em Depreciação e Amortização;


(iii) Redução de 24,9% (R$ 0,5 milhão) com Entidade de Previdência Privada.

11.3.1.4) Equivalência Patrimonial

Equivalência Patrimonial (R$ Milhões)


4T18 4T17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %
Projetos
UHE Barra Grande 5 (0) 5 - 1 12 (11) -93,3%
UHE Campos Novos 31 (3) 34 - 101 86 16 18,2%
UHE Foz do Chapecó 32 26 6 21,5% 127 121 7 5,5%
UTE Epasa 26 37 (11) -29,6% 105 95 11 11,3%
Total 93 60 34 56,1% 335 313 22 7,0%

No 4T18, o resultado da Equivalência Patrimonial foi de R$ 93 milhões, comparado a R$ 60 milhões


no 4T17, um aumento de 56,1% (R$ 34 milhões).
Em 2018, o resultado da Equivalência Patrimonial foi de R$ 335 milhões, comparado a R$ 313
milhões em 2017, um aumento de 7,0% (R$ 22 milhões).

Equivalência Patrimonial (R$ Milhões)


EPASA 4T18 4T17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %

Receita Liquida 121 138 (17) -12,4% 448 421 27 6,4%


Custos/Desp. Operacionais (83) (85) 2 -2,9% (300) (276) (23) 8,4%
Depreciação e Amortizaçao (4) (6) 2 -26,9% (18) (19) 1 -3,1%
Resultado Financeiro (2) (6) 4 -71,8% (7) (11) 4 -38,4%
IR/CS (5) (8) 3 -32,6% (13) (14) 1 -9,1%
Lucro Liquido 26 37 (11) -29,6% 105 95 11 11,3%

Equivalência Patrimonial (R$ Milhões)


FOZ DO CHAPECO 4T18 4T17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %

Receita Liquida 110 110 1 0,5% 441 423 18 4,1%


Custos/Desp. Operacionais (25) (33) 8 -23,0% (98) (95) (3) 2,7%
Depreciação e Amortizaçao (13) (16) 4 -21,8% (60) (65) 5 -7,1%
Resultado Financeiro (21) (47) 26 -54,8% (90) (81) (9) 11,0%
IR/CS (17) (12) (5) 43,8% (45) (44) (1) 1,2%
Lucro Liquido 32 26 6 21,5% 127 121 7 5,5%

Equivalência Patrimonial (R$ Milhões)


BAESA 4T18 4T17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %

Receita Liquida 24 43 (18) -43,0% 80 103 (23) -22,1%


Custos/Desp. Operacionais (13) (38) 25 -66,2% (54) (67) 13 -19,4%
Depreciação e Amortizaçao (3) (3) (0) 0,0% (13) (13) 0 0,0%
Resultado Financeiro (4) (4) 0 -11,1% (12) (6) (7) 115,6%
IR/CS (0) 0 (1) - 4 (3) 7 -
Lucro Liquido 5 (0) 5 - 1 12 (11) -

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

Equivalência Patrimonial (R$ Milhões)


ENERCAN 4T18 4T17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %

Receita Liquida 78 71 7 9,8% 288 283 6 2,0%


Custos/Desp. Operacionais (23) (68) 45 -66,1% (92) (133) 41 -30,9%
Depreciação e Amortizaçao (6) (6) 0 -5,8% (24) (26) 1 -5,2%
Resultado Financeiro (5) (7) 2 -33,5% (20) 1 (21) -
IR/CS (14) 3 (16) - (32) (22) (10) 44,2%
Lucro Liquido 31 (3) 34 - 101 86 16 18,2%

11.3.1.5) EBITDA

No 4T18, o EBITDA foi de R$ 312 milhões, comparado a R$ 275 milhões no 4T17, um aumento de
13,4% (R$ 37 milhões).
Em 2018, o EBITDA foi de R$ 1.272 milhões, comparado a R$ 1.200 milhões no 2017, um aumento
de 6,1% (R$ 73 milhões).

Conciliação do Lucro Líquido e EBITDA (R$ milhões)


4T18 4T17 Var. 2.018 2.017 Var.

Lucro Líquido 234 185 26,4% 770 654 17,7%

Depreciação e Amortização 29 30 117 121


Resultado Financeiro 43 63 248 329
IR/CS 5 (4) 137 96
EBITDA 312 275 13,4% 1.272 1.200 6,1%

11.3.1.6) Resultado Financeiro


Resultado Financeiro (R$ Milhões)
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receitas
Rendas de Aplicações Financeiras 6 12 -51,6% 40 80 -50,1%
Atualização de Créditos Fiscais 0 0 248,5% 2 1 185,6%
Atualizações Monetárias e Cambiais 0 (5) - 1 19 -93,0%
Juros sobre contratos de mútuo 7 0 - 18 0 -
PIS e COFINS - sobre Outras Receitas Financeiras (1) (1) 16,8% (3) (4) -11,7%
Outros 9 9 -5,7% 18 12 45,6%
Total 21 16 28,4% 76 109 -30,1%

Despesas
Encargos de Dívidas (59) (65) -9,2% (249) (354) -29,5%
Atualizações Monetárias e Cambiais (0) (11) -95,7% (52) (71) -26,8%
Uso do Bem Público - UBP (4) (3) 20,1% (18) (8) 120,7%
Outros (1) (0) 140,2% (5) (4) 20,5%
Total (64) (80) -19,4% (324) (437) -25,8%

Resultado Financeiro (43) (63) -31,7% (248) (328) -24,4%

No 4T18, o resultado financeiro foi uma despesa líquida de R$ 43 milhões, representando uma
redução de 31,7% (R$ 20 milhões) em relação à despesa financeira líquida de R$ 63 milhões
registrada no 4T17.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

 As Receitas Financeiras passaram de R$ 16 milhões no 4T17 para R$ 21 milhões no 4T18,


um aumento de 28,4% (R$ 5 milhões), devido a:
 Receita de R$ 7 milhões no 4T18 referente a juros sobre contratos de mútuo;
 Variação de R$ 5 milhões nas atualizações monetárias e cambiais (efeito de R$ 1
milhão do derivativo zero-cost collar2 no período);
Parcialmente compensado por:
 Redução de 51,6% (R$ 6 milhões) em rendas de aplicações financeiras.
 As Despesas Financeiras passaram de R$ 80 milhões no 4T17 para R$ 64 milhões no 4T18,
uma redução de 19,4% (R$ 15 milhões), principalmente devido a:
 Redução de 95,7% (R$ 11 milhões) em atualizações monetárias e cambiais;
 Redução de 9,2% (R$ 6 milhões) em encargos de dívidas, devido principalmente à
redução do CDI;
Parcialmente compensado por:
 Aumento de 20,1% (R$ 1 milhão) nas despesas financeiras de UBP;
 Aumento de 140,2% (R$ 1 milhão) em outras despesas financeiras.

Em 2018, o resultado financeiro foi uma despesa líquida de R$ 248 milhões, representando uma
redução de 24,4% (R$ 80 milhões), em comparação à despesa financeira líquida de R$ 328 milhões
registrada no 2017.
 As Receitas Financeiras passaram de R$ 109 milhões no 2017 para R$ 76 milhões em 2018,
uma redução de 30,1% (R$ 33 milhões), devido a:
 Redução de 50,1% (R$ 40 milhões) em rendas de aplicações financeiras;
 Redução de 93,0% (R$ 18 milhões) nas atualizações monetárias e cambiais, devido
principalmente ao efeito do derivativo zero-cost colar no período (R$ 20 milhões);
Parcialmente compensado por:
 Receita de R$ 18 milhões no 2018 referente a juros sobre contratos de mútuo;
 Aumento de 45,6% (R$ 6 milhões) em outras receitas financeiras;
 Aumento de 185,6% (R$ 1 milhão) referente à Atualização de Créditos Fiscais.
 As Despesas Financeiras passaram de R$ 437 milhões em 2017 para R$ 324 milhões em
2018, uma redução de 25,8% (R$ 113 milhões), devido a:
 Redução de 29,5% (R$ 104 milhões) em encargos de dívidas, devido principalmente à
redução do CDI;
 Redução de 26,8% (R$ 19 milhões) em atualizações monetárias e cambiais;
Parcialmente compensado por:
 Aumento de 120,7% (R$ 10 milhões) nas despesas financeiras de UBP.

2Em 2015 a controlada CPFL Geração contratou operação de compra de opções de venda (put options) e venda de
opções de compra (call options) em dólar, ambas tendo a mesma instituição como contraparte, e que combinadas
caracterizam uma operação usualmente conhecida como zero-cost collar. A contratação desta operação não apresenta
caráter especulativo, tendo como objetivo minimizar eventuais impactos negativos na receita futura do empreendimento
controlado em conjunto ENERCAN, que possui contratos de venda de energia com correção anual de parte da tarifa
baseada na variação do dólar. Adicionalmente, na visão da Administração, o cenário era favorável para a contratação
deste tipo de instrumento financeiro, considerando a alta volatilidade implícita nas opções de dólar e o fato de que não
havia custo inicial para este tipo de operação.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

11.3.1.7) Lucro Líquido

No 4T18, o lucro líquido foi de R$ 234 milhões, comparado a um lucro líquido de R$ 185 milhões
no 4T17, um aumento de 26,4% (R$ 49 milhões).
Em 2018, o lucro líquido foi de R$ 770 milhões, comparado a um lucro líquido de R$ 654 milhões
no 2017, um aumento de 17,7% (R$ 116 milhões).

11.4) CPFL Renováveis


11.4.1) Desempenho Econômico-Financeiro

DRE CPFL Renováveis (R$ m ilhões)


4T18 4T17 Var. % 2018 2017 Var. %
Receita Operacional Bruta 545 625 -12,8% 2.044 2.067 -1,1%
Receita Operacional Líquida 516 591 -12,7% 1.936 1.959 -1,2%
Custo com Energia Elétrica (59) (124) -52,8% (320) (348) -8,0%
Custos e Despesas Operacionais (314) (268) 17,2% (1.030) (1.006) 2,4%
Resultado do Serviço 143 199 -28,0% 586 605 -3,1%
EBITDA (1) 298 354 -15,8% 1.209 1.222 -1,1%
Resultado Financeiro (129) (124) 4,7% (504) (511) -1,3%
Lucro antes da Tributação 14 75 -81,6% 82 94 -13,1%
Lucro Líquido 107 51 108,4% 119 20 504,5%

Nota:
(1) O EBITDA é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização.

11.4.1.1) Receita Operacional

No 4T18, a Receita Operacional Bruta atingiu R$ 545 milhões, representando uma redução de
12,8% (R$ 80 milhões). A Receita Operacional Líquida foi de R$ 516 milhões, representando uma
redução de 12,7% (R$ 75 milhões). Essas variações são explicadas principalmente pelos seguintes
fatores:

Fonte Eólica:
 Redução de R$ 34 milhões na receita das eólicas devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) baixa de R$ 11 milhões nos contratos do Proinfa, decorrente do reconhecimento de benefício
fiscal, que não se materializou; (ii) efeito positivo do ajuste anual e quadrianual dos contratos de
algumas eólicas no 4T17, que não se repetiu no 4T18 (R$ 8 milhões); (iii) ressarcimento pela
menor geração das usinas do Proinfa (R$ 8 milhões); e (iv) menor geração dos complexos
eólicos no Rio Grande do Norte (R$ 7 milhões). Tais itens foram parcialmente compensados
pelo reajuste de preço dos contratos de venda de energia no período.

Fonte PCHs e Holding:


 Redução de R$ 56 milhões na receita das PCHs e da Holding devido principalmente às
operações de hedge e swap de empresas intercompany do complexo eólico de Pedra Cheirosa
no 4T17 que aumentaram a receita e tiveram contrapartida na compra de energia e que não se

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repetiram no 4T18. Tal efeito foi parcialmente compensado pelo menor GSF das PCHs do
Proinfa e reajuste de preço dos contratos de venda de energia.

Fonte Biomassa:
 Aumento de R$ 15 milhões na receita das biomassas devido ao excedente de geração de
algumas usinas liquidadas a PLD, à estratégia de sazonalização dos contratos e ao reajuste de
preço dos contratos de venda de energia.

No 2018, a Receita Operacional Bruta atingiu R$ 2.044 milhões, representando uma redução de
1,1% (R$ 23 milhões). A Receita Operacional Líquida foi de R$ 1.936 milhões, representando
uma redução de 1,2% (R$ 23 milhões). Essas variações são explicadas principalmente pelos
seguintes fatores:

Fonte Eólica:
 Aumento de R$ 29 milhões na receita das eólicas devido principalmente aos seguintes fatores:
(i) ao efeito positivo de R$ 46 milhões do leilão de energia nova por meio do Mecanismo de
Compensação de Sobras e Déficits (MCSD), uma vez que o preço do contrato firmado no
mercado livre foi superior ao preço do contrato no mercado regulado para os oito parques eólicos
que participaram desse leilão; (ii) à entrada em operação comercial do complexo eólico Pedra
Cheirosa em junho de 2017 (R$ 29 milhões); e (iii) reajuste dos contratos de venda. Esses
efeitos foram parcialmente compensados pelos seguintes itens: (iv) menor geração dos
complexos eólicos no Rio Grande do Norte (R$ 38 milhões); (v) baixa de R$ 11 milhões nos
contratos do Proinfa, decorrente do reconhecimento de benefício fiscal, que não se materializou;
(vi) efeito positivo do ajuste anual e quadrianual dos contratos de algumas eólicas em 2017, que
não se repetiu em 2018 (R$ 9 milhões); e (vii) ressarcimento pela menor geração das usinas do
Proinfa.

Fonte PCHs e Holding:


 Redução de R$ 80 milhões na receita das PCHs e da Holding devido principalmente às
operações de swap de empresas intercompany do complexo eólico de Pedra Cheirosa em 2017
liquidadas a PLD na Holding, com contrapartida na compra de energia e que não se repetiram
em 2018. Tal efeito foi parcialmente compensado pelo menor GSF das PCHs do Proinfa e
reajuste de preço dos contratos de venda de energia.

Biomassa:
 Aumento de R$ 28 milhões na receita das biomassas devido à liquidação à PLD do excedente
da geração de algumas usinas e ao reajuste de preço dos contratos de venda de energia.

11.4.1.2) Custo com Energia Elétrica

No 4T18, o custo com energia elétrica totalizou R$ 59 milhões, representando uma redução de
52,8% (R$ 66 milhões). O custo de compra de energia totalizou R$ 34 milhões no 4T18, montante
65,9% inferior ao registrado no 4T17 (R$ 65 milhões), influenciado principalmente pelas compras
de energia para atender à exposição no mercado de curto prazo, hedge e recomposição de lastro
no 4T17 e pela menor compra de energia para atender GSF. O custo com encargos de uso de
sistema totalizou R$ 25 milhões no 4T18, redução de 1,7% em relação ao 4T17 (R$ 0,4 milhão).

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Em 2018, o custo com energia elétrica totalizou R$ 320 milhões, representando uma redução de
8,0% (R$ 28 milhões). O custo com compra de energia apresentou redução de 7,0% em relação a
2017 (R$ 17 milhões), também influenciado principalmente pelas compras de energia para atender
à exposição no mercado de curto prazo, hedge e recomposição de lastro em 2017 e pela menor
compra de energia para atender GSF. Para 2018, as compras foram majoritariamente para cobrir
exposição das eólicas do mercado livre. O custo com encargos de uso de sistema totalizou R$ 89
milhões em 2018, redução de 10,4% em relação a 2017 (R$ 10 milhões), devido principalmente ao
efeito positivo da recuperação retroativa de créditos de PIS e Cofins no 2T18, parcialmente
compensados pelo reajuste de preço dos encargos de conexões e tarifas de uso e conexão do
sistema de distribuição e transmissão.

11.4.1.3) Custos e Despesas Operacionais

Os Custos e Despesas Operacionais atingiram R$ 314 milhões no 4T18, comparado a R$ 268


milhões no 4T17, representando um aumento de 17,2% (R$ 46 milhões). Em 2018, os Custos e
Despesas Operacionais atingiram R$ 1.030 milhões, comparado a R$ 1.006 milhões em 2017, um
aumento de 2,4% (R$ 24 milhões).
Os fatores que explicam essas variações seguem abaixo:

PMSO

PMSO (R$ m ilhões)


4T18 4T17 Variação 2018 2017 Variação
R$ MM % R$ MM %
PMSO
Pessoal (26) (27) 0 -0,7% (102) (98) (4) 3,9%
Material (6) (8) 2 -28,6% (26) (25) (2) 6,9%
Serviços de Terceiros (48) (44) (5) 10,4% (169) (170) 1 -0,5%
Outros Custos/Despesas Operacionais (79) (35) (44) 128,3% (109) (96) (13) 13,5%
Prêmio do Risco do GSF (1) (1) 1 -50,0% (1) (2) 1 -50,0%
Outros (78) (33) (45) 134,7% (108) (94) (14) 15,1%
Total PMSO (159) (113) (46) 41,2% (407) (389) (18) 4,6%

O item PMSO atingiu R$ 159 milhões no 4T18, comparado a R$ 113 milhões no 4T17, um aumento
de 41,2% (R$ 46 milhões), devido principalmente aos seguintes fatores: (i) aumento nos custos com
as manutenções decorrentes dos serviços de O&M dos parques eólicos do Ceará, pois no segundo
semestre de 2017 a manutenção foi realizada por equipe própria; parcialmente compensado pela
menor compra de bagaço e cavaco de madeira para geração de biomassa e pela tomada de crédito
de PIS e Cofins no 4T18; (ii) aumento no montante de provisões para perdas e registro de baixa de
ativos no 4T18 em relação ao 4T17; a baixa e a provisão de perda de ativos de projetos são
decorrentes da incerteza de investimento; adicionalmente, ocorreram baixas de saldos de contas a
receber, em função de decreto de autofalência de fornecedor (Suzlon) e provisões para perda de
ativos no 4T17.
Em 2018, o item PMSO totalizou R$ 407 milhões, comparado a R$ 389 milhões em 2017, um
aumento de 4,6% (R$ 18 milhões), devido principalmente ao aumento no montante de provisões
para perdas e registro de baixa de ativos em 2018 em relação a 2017; a baixa e a provisão de perda
de ativos de projetos são decorrentes da incerteza de investimento; adicionalmente, ocorreram
baixas de saldos de contas a receber, em função de decreto de autofalência de fornecedor (Suzlon)
e provisões para perda de ativos em 2017; parcialmente compensados pela redução na linha de
serviços de terceiros em função de menores gastos com consultoria.

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Demais custos e despesas operacionais


Os demais custos e despesas operacionais, representados pelas contas de Depreciação e
Amortização, atingiram R$ 155 milhões no 4T18, estável em relação ao 4T17. Em 2018, os demais
custos e despesas operacionais atingiram R$ 623 milhões, comparado a R$ 617 milhões em 2017,
registrando um aumento de 1,0% (R$ 6 milhões), devido à entrada em operação do complexo eólico
Pedra Cheirosa, em junho 2017, e da PCH Boa Vista II, em novembro de 2018.

11.4.1.4) EBITDA

No 4T18, o EBITDA foi de R$ 298 milhões, comparado a R$ 354 milhões no 4T17, uma redução de
15,8% (R$ 56 milhões). Esse resultado deve-se principalmente: (i) menor receita liquida dos
parques eólicos e operações de hedge; (ii) maior volume de provisões e baixa de ativos no 4T18.
Tais itens foram parcialmente compensados pelo menor custo com compra de energia.
Em 2018, o EBITDA foi de R$ 1.209 milhões, comparado a R$ 1.222 milhões em 2017, uma redução
de 1,1% (R$ 13 milhões). Esse resultado deve-se principalmente: (i) menor receita líquida; (ii) maior
volume de provisões e baixa de ativos. Tais itens parcialmente compensados pelo menor custo com
compra de energia.

Conciliação do Lucro Líquido e EBITDA (R$ milhões)


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.

Lucro Líquido 107 51 108,4% 119 20 504,5%

Depreciação e Amortização (155) (155) (623) (617)


Resultado Financeiro (129) (124) (504) (511)

IR/CS 93 (24) 37 (74)


EBITDA 298 354 -15,8% 1.209 1.222 -1,1%

11.4.1.5) Resultado Financeiro


Resultado Financeiro (R$ Milhões)
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receitas
Rendas de Aplicações Financeiras 22 26 -16,3% 93 126 -26,2%
Acréscimos e Multas Moratórias 0 0 13,6% 0 1 -88,7%
Atualização de Depósitos Judiciais 0 0 99,1% 1 1 140,4%
Atualizações Monetárias e Cambiais 0 2 -97,2% 0 2 -85,6%
PIS e COFINS - sobre Outras Receitas Financeiras (1) (1) -42,7% (3) (5) -34,3%
Outros 15 4 320,4% 40 13 204,8%
Total 37 31 20,4% 132 138 -4,4%

Despesas
Encargos de Dívidas (108) (127) -14,6% (451) (559) -19,4%
Atualizações Monetárias e Cambiais (21) (19) 11,5% (70) (72) -1,8%
(-) Juros Capitalizados 3 2 21,9% 11 30 -64,5%
Outros (40) (11) 266,3% (125) (47) 163,7%
Total (166) (154) -7,8% (636) (649) -2,0%
Resultado Financeiro (129) (124) -4,7% (504) (511) -1,3%

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O resultado financeiro líquido registrou uma despesa financeira líquida de R$ 129 milhões no 4T18,
uma redução de 4,7% (R$ 6 milhões). Em 2018, o resultado financeiro líquido registrou uma
despesa financeira líquida de R$ 504 milhões, uma redução de 1,3% (R$ 7 milhões).
As receitas financeiras totalizaram R$ 37 milhões no 4T18, um aumento de 20,4% (R$ 6 milhões),
decorrentes principalmente da maior receita com atualização de valores a receber de liquidações
na CCEE (R$ 10,9 milhões), parcialmente compensada pela menor taxa média do CDI nos períodos
(6,40% no 4T18 vs. 7,47% no 4T17). Em 2018, as receitas financeiras totalizaram R$ 132 milhões,
uma redução de 4,4% (R$ 6 milhões), decorrentes principalmente da menor taxa média do CDI nos
períodos (6,47% em 2018 vs. 10,07% em 2017), parcialmente compensadas pela maior receita com
atualização de valores a receber na CCEE (R$ 26 milhões).
As despesas financeiras totalizaram R$ 166 milhões no 4T18, um aumento de 7,8% (R$ 12
milhões). Em 2018, as despesas financeiras totalizaram R$ 636 milhões, uma redução de 2,0% (R$
13 milhões). Essas variações são explicadas principalmente pela queda do CDI médio e da TJLP,
parcialmente compensadas pelo aumento nas despesas de dívidas de projetos, que com a entrada
em operação, deixam de ser capitalizadas e passam a impactar o resultado e atualização da
provisão do GSF.

11.4.1.6) Lucro Líquido


No 4T18, o lucro líquido foi de R$ 107 milhões, comparado ao lucro líquido de R$ 51 milhões no
4T17, um aumento de 108,4% (R$ 56 milhões). Já em 2018, o lucro líquido foi de R$ 119 milhões,
comparado ao lucro líquido de R$ 20 milhões em 2017, um aumento de 504,5% (R$ 99 milhões).
Esses desempenhos refletem principalmente o reconhecimento dos créditos tributáveis que
impactou positivamente a linha de imposto de renda e contribuição social e a melhora do resultado
financeiro, parcialmente compensados pela piora do EBITDA.

11.4.2) Status dos Projetos de Geração – 100%

Na data deste relatório, o portfólio de projetos da CPFL Renováveis (participação de 100%)


totalizava 2.133 MW de capacidade instalada em operação e 97 MW de capacidade em construção.
As usinas em operação compreendem 40 PCHs (453 MW), 45 parques eólicos (1.309 MW), 8 usinas
termelétricas a biomassa (370 MW) e 1 usina solar (1 MW). Ainda está em construção 1 PCH (28
MW) e 4 parques eólicos (69 MW).
Adicionalmente, a CPFL Renováveis possui projetos eólicos, solares e de PCHs em
desenvolvimento totalizando 2.418 MW.
A tabela abaixo ilustra o portfólio geral de ativos (participação de 100%) em operação, construção
e desenvolvimento, e sua capacidade instalada, na data deste relatório:

CPFL Renováveis - Portfólio (Participação 100%)


Em MW PCH Biom assa Eólica Solar Total
Em operação 453 370 1.309 1 2.133
Em construção 28 - 69 - 97
Em desenvolvimento 167 - 1.911 340 2.418
Total 648 370 3.289 341 4.648

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PCH Boa Vista II – Em Operação


A PCH Boa Vista II, projeto localizado no Estado de Minas Gerais, entrou em operação em
novembro de 2018, com mais de 1 ano de antecipação. A capacidade instalada é de 29,9 MW e a
garantia física é de 15,2 MWmédios. A energia foi vendida por meio de contrato de longo prazo no
leilão de energia nova (A-5) de 2015. (preço: R$ 240,47/MWh – dezembro de 2018).

PCH Lucia Cherobim


A PCH Lucia Cherobim, projeto localizado no Estado do Paraná, tem previsão de entrada em
operação em 2024. A capacidade instalada é de 28,0 MW e a garantia física é de 16,6 MWmédios.
A energia foi vendida por meio de contrato de longo prazo no leilão de energia nova (A-6) de
2018. (preço: R$ 189,95/MWh – dezembro de 2018).

Parques Eólicos do Complexo Gameleira


Os parques eólicos do Complexo Gameleira (Costa das Dunas, Figueira Branca, Farol de Touros e
Gameleira), localizados no Estado do Rio Grande do Norte, tem previsão de entrada em operação
em 2024. A capacidade instalada é de 69,3 MW e a garantia física é de 39,4 MWmédios. Parte da
energia (12,0 MWmédios) foi vendida por meio de contrato de longo prazo no leilão de energia nova
(A-6) de 2018. (preço: R$ 89,89/MWh – dezembro de 2018).

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12) ANEXOS
12.1) Balanço Patrimonial (Ativo) – CPFL Energia
(em milhares de reais)

Consolidado
ATIVO 31/12/2018 31/12/2017

CIRCULANTE
Caixa e Equivalentes de Caixa 1.891.457 3.249.642
Consumidores, Concessionárias e Permissionárias 4.547.951 4.301.283
Dividendo e Juros sobre Capital Próprio 100.182 56.145
Tributos a Compensar 411.256 395.045
Derivativos 309.484 444.029
Ativo Financeiro Setorial 1.330.981 210.834
Ativo Financeiro da Concessão - 23.736
Outros Créditos 811.005 900.498
9.402.316 9.581.212

NÃO CIRCULANTE
Consumidores, Concessionárias e Permissionárias 752.795 236.539
Coligadas, Controladas e Controladora - 8.612
Depósitos Judiciais 854.374 839.990
Tributos a Compensar 253.691 233.444
Ativo Financeiro Setorial 223.880 355.003
Derivativos 347.507 203.901
Créditos Fiscais Diferidos 956.380 943.199
Ativo Financeiro da Concessão 7.430.149 6.545.668
Investimentos ao Custo 116.654 116.654
Outros Créditos 927.440 840.192
Investimentos 980.362 1.001.550
Imobilizado 9.456.614 9.787.125
Intangível 10.509.368 10.589.824
TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 32.809.214 31.701.701

TOTAL DO ATIVO 42.211.530 41.282.912

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12.2) Balanço Patrimonial (Passivo) – CPFL Energia


(em milhares de reais)

Consolidado
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 31/12/2018 31/12/2017

CIRCULANTE
Fornecedores 2.398.085 3.296.870
Empréstimos e Financiamentos 2.446.113 3.589.607
Debêntures 917.352 1.703.073
Entidade de Previdência Privada 86.623 60.801
Taxas Regulamentares 150.656 581.600
Impostos, Taxas e Contribuições 765.438 710.303
Dividendo e Juros sobre Capital Próprio 532.608 297.744
Obrigações Estimadas com Pessoal 119.252 116.080
Derivativos 8.139 10.230
Passivo Financeiro Setorial - 40.111
Uso do Bem Público 11.570 10.965
Outras Contas a Pagar 979.296 961.306
TOTAL DO CIRCULANTE 8.415.132 11.378.688

NÃO CIRCULANTE
Fornecedores 333.036 128.438
Empréstimos e Financiamentos 8.989.846 7.402.450
Debêntures 8.023.493 7.473.454
Entidade de Previdência Privada 1.156.639 880.360
Impostos, Taxas e Contribuições 9.691 18.839
Débitos Fiscais Diferidos 1.136.227 1.249.591
Provisão para Riscos Fiscais, Cíveis e Trabalhistas 979.360 961.134
Derivativos 23.659 84.576
Passivo Financeiro Setorial 46.703 8.385
Uso do Bem Público 89.965 83.766
Outras Contas a Pagar 475.396 426.889
TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 21.264.015 18.717.881

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social 5.741.284 5.741.284
Reservas de Capital 469.257 468.014
Reserva Legal 798.090 798.090
Reserva Estatutária - Ativo Financeiro da Concessão - 826.600
Reserva Estatutária - Reforço de Capital de Giro 3.630.413 1.292.046
Resultado Abrangente Acumulado (376.294) (164.506)
Lucros Acumulados - -
10.262.749 8.961.528
Patrimônio líquido atribuído aos acionistas não controladores 2.269.634 2.224.816
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 12.532.383 11.186.344

TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 42.211.530 41.282.912

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12.3) Demonstração de Resultados – CPFL Energia


(em milhares de reais)

Consolidado
4T18 4T17 Variação 2018 2017 Variação
RECEITA OPERACIONAL
Fornecimento de Energia Elétrica 7.892.531 6.889.384 14,6% 29.021.436 25.696.996 12,9%
Suprimento de Energia Elétrica 1.308.572 1.624.659 -19,5% 5.452.488 6.146.626 -11,3%
Receita com construção de infraestrutura 568.769 592.724 -4,0% 1.772.222 2.073.423 -14,5%
Atualização do ativo financeiro da concessão 42.517 112.730 -62,3% 345.015 204.443 68,8%
Ativo e passivo financeiro setorial (734.837) 851.553 - 1.207.917 1.900.837 -36,5%
Outras Receitas Operacionais 1.235.989 1.022.363 20,9% 4.827.178 4.031.173 19,7%
10.313.541 11.093.412 -7,0% 42.626.257 40.053.498 6,4%

DEDUÇÕES DA RECEITA OPERACIONAL (3.627.219) (3.633.780) -0,2% (14.489.630) (13.308.593) 8,9%


RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 6.686.322 7.459.632 -10,4% 28.136.627 26.744.905 5,2%
CUSTO COM ENERGIA ELÉTRICA
Energia Elétrica Comprada Para Revenda (3.299.523) (4.305.813) -23,4% (15.466.265) (15.617.498) -1,0%
Encargo de Uso do Sistema de Transmissão e Distribuição (585.423) (390.449) 49,9% (2.371.901) (1.284.020) 84,7%
(3.884.946) (4.696.263) -17,3% (17.838.165) (16.901.518) 5,5%
CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS
Pessoal (380.253) (378.816) 0,4% (1.414.475) (1.377.158) 2,7%
Material (70.043) (67.966) 3,1% (258.079) (249.974) 3,2%
Serviços de Terceiros (193.190) (178.942) 8,0% (691.753) (727.152) -4,9%
Outros Custos/Despesas Operacionais (306.268) (210.061) 45,8% (769.552) (752.633) 2,2%
PDD (55.522) (36.212) 53,3% (169.259) (155.098) 9,1%
Despesas legais e judiciais (74.083) (66.370) 11,6% (186.686) (188.355) -0,9%
Outros (176.663) (107.479) 64,4% (413.607) (409.181) 1,1%
Custos com Construção de Infraestrutura (568.757) (592.707) -4,0% (1.772.162) (2.071.698) -14,5%
Entidade de Previdência Privada (22.477) (28.461) -21,0% (89.909) (113.887) -21,1%
Depreciação e Amortização (329.675) (316.061) 4,3% (1.307.207) (1.242.837) 5,2%
Amortização do Intangível da Concessão (72.736) (70.689) 2,9% (286.858) (286.215) 0,2%
(1.943.400) (1.843.704) 5,4% (6.589.995) (6.821.554) -3,4%
EBITDA1 1.353.748 1.366.242 -0,9% 5.637.308 4.863.856 15,9%

RESULTADO DO SERVIÇO 857.976 919.665 -6,7% 3.708.467 3.021.834 22,7%

RESULTADO FINANCEIRO
Receitas 183.596 171.418 7,1% 762.413 880.314 -13,4%
Despesas (454.118) (461.266) -1,5% (1.865.100) (2.367.868) -21,2%
(270.521) (289.848) -6,7% (1.102.687) (1.487.554) -25,9%

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
Equivalência Patrimonial 93.361 59.827 56,1% 334.777 312.970 7,0%
Amortização Mais Valia de Ativos (145) (145) 0,0% (579) (579) 0,0%
93.216 59.682 56,2% 334.198 312.390 7,0%

LUCRO ANTES DA TRIBUTAÇÃO 680.671 689.500 -1,3% 2.939.977 1.846.670 59,2%

Contribuição Social (6.203) (55.343) -88,8% (213.673) (168.728) 26,6%


Imposto de Renda (4.277) (136.605) -96,9% (560.310) (434.901) 28,8%
LUCRO LÍQUIDO 670.191 497.551 34,7% 2.165.995 1.243.042 74,2%
Lucro líquido atribuído aos acionistas controladores 604.816 458.578 31,9% 2.058.040 1.179.750 74,4%
Lucro líquido atribuído aos acionistas não controladores 65.375 38.974 67,7% 107.955 63.292 70,6%

Nota:
(1) O EBITDA é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização, conforme
Instrução CVM 527/12.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

12.4) Fluxo de Caixa – CPFL Energia


(em milhares de reais)

Consolidado

4T18 2018
Saldo Inicial do Caixa 3.578.838 3.249.642

Lucro Líquido Antes dos Tributos 680.670 2.939.977

Depreciação e Amortização 402.411 1.594.064


Encargos de Dívida e Atualizações Monetárias e Cambiais 225.980 1.117.742
Consumidores, Concessionárias e Permissionárias 57.066 (1.006.291)
Ativo Financeiro Setorial 811.189 (846.216)
Contas a Receber - CDE 9.220 59.196
Fornecedores (1.404.098) (848.880)
Passivo Financeiro Setorial (55.789) (64.361)
Contas a Pagar - CDE 35.240 71.779
Encargos de Dívidas e Debêntures Pagos (288.293) (1.353.339)
Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos (313.835) (816.402)
Outros (262.692) 9.419
(783.601) (2.083.289)

Total de Atividades Operacionais (102.931) 856.688

Atividades de Investimentos
Aquisições de Imobilizado e Adições de Intangível (692.579) (2.062.423)
Outros 101.734 211.735
Total de Atividades de Investimentos (590.845) (1.850.688)

Atividades de Financiamento
Captação de Empréstimos e Debêntures 1.328.256 9.610.814
Amortização de Principal de Empréstimos e Debêntures, Líquida de Derivativos (2.320.994) (9.660.830)
Dividendo e Juros sobre o Capital Próprio Pagos (8.831) (322.163)
Outros 7.964 7.994
Total de Atividades de Financiamento (993.605) (364.185)

Geração de Caixa (1.687.381) (1.358.185)

Saldo Final do Caixa - 31/12/2018 1.891.457 1.891.457

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

12.5) Demonstração de Resultados – Segmento de Geração Convencional


(em milhares de reais)

Geração Convencional
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
RECEITA OPERACIONAL
Suprimento de Energia Elétrica 301.379 297.947 1,2% 1.199.674 1.168.469 2,7%
Receita com Construção da Infraestrutura 318 443 -28,3% 1.635 47.199 -96,5%
Outras Receitas Operacionais 13.918 25.188 -44,7% 74.704 87.151 -14,3%
315.615 323.579 -2,5% 1.276.013 1.302.819 -2,1%

DEDUÇÕES DA RECEITA OPERACIONAL (30.646) (28.611) 7,1% (131.634) (112.555,73) 16,9%


RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 284.969 294.968 -3,4% 1.144.379 1.190.263 -3,9%
CUSTO COM ENERGIA ELÉTRICA
Energia Elétrica Comprada Para Revenda (29.411) (41.529) -29,2% (76.697) (120.291) -36,2%
Encargo de Uso do Sistema de Transmissão e Distribuição (5.385) (7.177) -25,0% (25.724) (27.088) -5,0%
(34.796) (48.706) -28,6% (102.421) (147.379) -30,5%
CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS
Pessoal (9.467) (10.922) -13,3% (35.366) (39.500) -10,5%
Material (854) (691) 23,5% (2.987) (4.381) -31,8%
Serviços de Terceiros (8.326) (6.824) 22,0% (22.535) (26.211) -14,0%
Outros Custos/Despesas Operacionais (12.212) (11.608) 5,2% (40.590) (38.710) 4,9%
Custo com Construção da Infraestrutura (306) (427) -28,3% (1.575) (45.474) -96,5%
Entidade de Previdência Privada (388) (517) -24,9% (1.553) (2.067) -24,9%
Depreciação e Amortização (26.263) (27.635) -5,0% (106.406) (110.588) -3,8%
Amortização do Intangível da Concessão (2.492) (2.491) 0,0% (9.966) (9.966) 0,0%
(60.308) (61.115) -1,3% (220.979) (276.896) -20,2%

EBITDA1 311.979 275.100 13,4% 1.272.128 1.199.512 6,1%

RESULTADO DO SERVIÇO 189.864 185.147 2,5% 820.979 765.988 7,2%


RESULTADO FINANCEIRO
Receitas 20.945 16.244 28,9% 75.844 108.433 -30,1%
Despesas (64.297) (79.743) -19,4% (324.121) (437.009) -25,8%
(43.352) (63.499) -31,7% (248.277) (328.576) -24,4%

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
Equivalência Patrimonial 93.361 59.827 56,1% 334.777 312.970 7,0%
Amortização Mais Valia de Ativos (145) (145) 0,0% (579) (579) 0,0%
93.216 59.682 56,2% 334.198 312.390 7,0%
LUCRO ANTES DA TRIBUTAÇÃO 239.728 181.330 32,2% 906.899 749.802 21,0%
Contribuição Social (1.840) 721 - (37.009) (26.086) 41,9%
Imposto de Renda (3.473) 3.438 - (100.079) (69.603) 43,8%

LUCRO LÍQUIDO 234.415 185.489 26,4% 769.810 654.114 17,7%

Nota:
(1) O EBITDA (IFRS) é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização,
conforme Instrução CVM 527/12.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

12.6) Demonstração de Resultados – CPFL Renováveis


(em milhares de reais)

Consolidado - Participação 100%


4T18 4T17 Var. Var. % 2018 2017 Var. Var. %
RECEITA OPERACIONAL
Fornecimento de Energia Elétrica 5.175 6.111 (936) -15,3% 21.417 41.469 (20.052) -48,4%
Suprimento de Energia Elétrica 536.725 614.448 (77.723) -12,6% 2.015.036 2.016.565 (1.529) -0,1%
Outras Receitas Operacionais 3.159 4.847 (1.688) -34,8% 7.949 9.238 (1.289) -14,0%
545.058 625.406 (80.348) -12,8% 2.044.403 2.067.273 (22.870) -1,1%

DEDUÇÕES DA RECEITA OPERACIONAL (28.975) (34.241) 5.266 -15,4% (108.084) (108.189) 104 -0,1%
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 516.084 591.165 (75.082) -12,7% 1.936.319 1.959.084 (22.765) -1,2%

CUSTO COM ENERGIA ELÉTRICA


Energia Elétrica Comprada Para Revenda (33.642) (98.771) 65.129 -65,9% (230.979) (248.339) 17.361 -7,0%
Encargo de Uso do Sistema de Transmissão e Distribuição (25.022) (25.460) 438 -1,7% (89.368) (99.690) 10.322 -10,4%
(58.664) (124.231) 65.567 -52,8% (320.346) (348.029) 27.682 -8,0%
CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS
Pessoal (26.341) (26.525) 184 -0,7% (102.269) (98.388) (3.881) 3,9%
Material (5.579) (7.809) 2.230 -28,6% (26.215) (24.524) (1.691) 6,9%
Serviços de Terceiros (48.300) (43.737) (4.563) 10,4% (169.295) (170.095) 800 -0,5%
Outros Custos/Despesas Operacionais (78.775) (34.509) (44.266) 128,3% (109.432) (96.442) (12.990) 13,5%
Depreciação e Amortização (114.803) (116.471) 1.668 -1,4% (465.459) (461.694) (3.765) 0,8%
Amortização do Intangível da Concessão (40.433) (39.017) (1.416) 3,6% (157.647) (155.323) (2.324) 1,5%
(314.231) (268.068) (46.163) 17,2% (1.030.317) (1.006.467) (23.851) 2,4%

EBITDA1 298.425 354.353 (55.929) -15,8% 1.208.761 1.221.606 (12.844) -1,1%

RESULTADO DO SERVIÇO 143.189 198.866 (55.677) -28,0% 585.655 604.589 (18.934) -3,1%

RESULTADO FINANCEIRO
Receitas 37.084 30.808 6.277 20,4% 131.694 137.765 (6.070) -4,4%
Despesas (166.410) (154.332) (12.078) 7,8% (635.820) (648.571) 12.751 -2,0%
(129.326) (123.524) (5.802) 4,7% (504.125) (510.806) 6.681 -1,3%

LUCRO ANTES DA TRIBUTAÇÃO 13.863 75.342 (61.479) -81,6% 81.530 93.782 (12.253) -13,1%

Contribuição Social 21.694 (10.665) 32.359 - 1.647 (29.055) 30.702 -


Imposto de Renda 71.263 (13.421) 84.684 - 35.629 (45.075) 80.704 -

LUCRO LÍQUIDO 106.820 51.257 55.563 108,4% 118.805 19.653 99.153 504,5%

Nota:
(1) O EBITDA (IFRS) é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização,
conforme Instrução CVM 527/12.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

12.7) Demonstração de Resultados – Segmento de Distribuição


(em milhares de reais)

Consolidado
4T18 4T17 Variação 2018 2017 Variação
RECEITA OPERACIONAL
Fornecimento de Energia Elétrica 7.375.245 6.381.135 15,6% 27.076.283 23.755.821 14,0%
Suprimento de Energia Elétrica 161.915 274.833 -41,1% 1.250.487 2.018.813 -38,1%
Receita com construção de infraestrutura 568.451 592.281 -4,0% 1.770.587 2.026.224 -12,6%
Atualização do ativo financeiro da concessão 42.517 112.730 -62,3% 345.015 204.443 68,8%
Ativo e passivo financeiro setorial (734.837) 851.553 - 1.207.917 1.900.837 -36,5%
Outras Receitas Operacionais 1.199.249 984.413 21,8% 4.660.027 3.862.214 20,7%
8.612.541 9.196.944 -6,4% 36.310.317 33.768.351 7,5%
DEDUÇÕES DA RECEITA OPERACIONAL (3.452.128) (3.447.205) 0,1% (13.842.999) (12.691.734) 9,1%
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 5.160.413 5.749.740 -10,2% 22.467.318 21.076.618 6,6%
CUSTO COM ENERGIA ELÉTRICA
Energia Elétrica Comprada Para Revenda (2.542.474) (3.402.543) -25,3% (12.738.247) (12.969.727) -1,8%
Encargo de Uso do Sistema de Transmissão e Distribuição (561.922) (364.499) 54,2% (2.284.056) (1.176.976) 94,1%
(3.104.396) (3.767.042) -17,6% (15.022.304) (14.146.703) 6,2%
CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS
Pessoal (245.253) (251.375) -2,4% (925.513) (920.343) 0,6%
Material (45.985) (45.690) 0,6% (170.223) (169.670) 0,3%
Serviços de Terceiros (239.364) (234.545) 2,1% (866.273) (852.732) 1,6%
Outros Custos/Despesas Operacionais (208.546) (162.914) 28,0% (619.831) (614.693) 0,8%
PDD (50.152) (35.857) 39,9% (165.942) (155.250) 6,9%
Despesas Legais e Judiciais (73.284) (59.017) 24,2% (179.611) (179.413) 0,1%
Outros (85.109) (68.040) 25,1% (274.278) (280.030) -2,1%
Custos com construção de infraestrutura (568.451) (592.280) -4,0% (1.770.587) (2.026.223) -12,6%
Entidade de Previdência Privada (22.089) (27.944) -21,0% (88.356) (111.820) -21,0%
Depreciação e Amortização (182.302) (165.876) 9,9% (710.265) (645.389) 10,1%
Amortização do Intangível da Concessão (14.133) (13.502) 4,7% (56.531) (58.212) -2,9%
(1.526.123) (1.494.127) 2,1% (5.207.579) (5.399.082) -3,5%

EBITDA1 726.329 667.948 8,7% 3.004.231 2.234.434 34,5%


RESULTADO DO SERVIÇO 529.894 488.570 8,5% 2.237.434 1.530.833 46,2%
RESULTADO FINANCEIRO
Receitas 161.151 124.905 29,0% 574.685 597.222 -3,8%
Despesas (222.015) (212.402) 4,5% (884.583) (1.163.689) -24,0%
Juros Sobre o Capital Próprio
(60.865) (87.496) -30,4% (309.898) (566.467) -45,3%
LUCRO ANTES DA TRIBUTAÇÃO 469.030 401.074 16,9% 1.927.537 964.366 99,9%
Contribuição Social 11.181 (17.158) - (132.166) (79.876) 65,5%
Imposto de Renda 31.080 (47.012) - (362.954) (219.634) 65,3%

LUCRO LÍQUIDO 511.291 336.903 51,8% 1.432.416 664.856 115,4%

Nota:
(1) O EBITDA (IFRS) é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização,
conforme Instrução CVM 527/12.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

12.8) Desempenho Econômico-Financeiro por Distribuidora


(em milhares de reais)

Resumo da Demonstração de Resultados por Distribuidora (R$ Mil)

CPFL PAULISTA
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Bruta 3.766.229 4.120.153 -8,6% 15.817.680 14.886.770 6,3%
Receita Operacional Líquida 2.279.888 2.580.722 -11,7% 9.892.570 9.326.596 6,1%
Custo com Energia Elétrica (1.424.800) (1.751.526) -18,7% (6.769.557) (6.453.927) 4,9%
Custos e Despesas Operacionais (587.291) (595.440) -1,4% (2.094.084) (2.248.144) -6,9%
Resultado do Serviço 267.797 233.756 14,6% 1.028.929 624.525 64,8%
EBITDA(1) 329.913 295.368 11,7% 1.287.003 860.323 49,6%
Resultado Financeiro (12.986) (35.758) -63,7% (76.911) (220.475) -65,1%
Lucro antes da Tributação 254.810 197.998 28,7% 952.019 404.050 135,6%
Lucro Líquido 205.770 162.097 26,9% 649.516 280.354 131,7%

CPFL PIRATININGA
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Bruta 1.516.438 1.764.173 -14,0% 6.446.884 6.402.060 0,7%
Receita Operacional Líquida 870.372 1.097.527 -20,7% 3.879.542 3.997.322 -2,9%
Custo com Energia Elétrica (550.150) (741.957) -25,9% (2.725.556) (2.828.403) -3,6%
Custos e Despesas Operacionais (249.635) (261.778) -4,6% (831.908) (843.472) -1,4%
Resultado do Serviço 70.587 93.792 -24,7% 322.078 325.447 -1,0%
EBITDA(1) 96.237 118.106 -18,5% 422.308 421.784 0,1%
Resultado Financeiro (8.469) (10.650) -20,5% (48.548) (100.626) -51,8%
Lucro antes da Tributação 62.118 83.142 -25,3% 273.530 224.821 21,7%
Lucro Líquido 50.551 64.172 -21,2% 182.654 152.080 20,1%

NOVA RGE
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Bruta 2.931.138 2.886.641 1,5% 12.364.980 10.905.664 13,4%
Receita Operacional Líquida 1.750.031 1.794.366 -2,5% 7.590.040 6.723.754 12,9%
Custo com Energia Elétrica (979.140) (1.112.562) -12,0% (4.852.886) (4.272.839) 13,6%
Custos e Despesas Operacionais (607.024) (541.132) 12,2% (1.979.630) (1.984.159) -0,2%
Resultado do Serviço 163.868 140.672 16,5% 757.524 466.757 62,3%
EBITDA(1) 260.783 223.155 16,9% 1.120.578 794.092 41,1%
Resultado Financeiro (37.948) (35.405) 7,2% (170.424) (219.644) -22,4%
Lucro antes da Tributação 125.920 105.267 19,6% 587.100 247.112 137,6%
Lucro Líquido 231.437 99.144 133,4% 519.055 170.123 205,1%

CPFL SANTA CRUZ


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Receita Operacional Bruta 398.737 425.977 -6,4% 1.680.773 1.573.857 6,8%
Receita Operacional Líquida 260.122 277.125 -6,1% 1.105.165 1.028.945 7,4%
Custo com Energia Elétrica (150.306) (160.997) -6,6% (674.305) (591.534) 14,0%
Custos e Despesas Operacionais (82.173) (95.778) -14,2% (301.957) (323.307) -6,6%
Resultado do Serviço 27.642 20.350 35,8% 128.904 114.105 13,0%
EBITDA(1) 39.395 31.320 25,8% 174.341 158.235 10,2%
Resultado Financeiro (1.461) (5.683) -74,3% (14.015) (25.722) -45,5%
Lucro antes da Tributação 26.181 14.668 78,5% 114.888 88.382 30,0%
Lucro Líquido 23.533 11.490 104,8% 81.191 62.299 30,3%

Nota:
(1) O EBITDA (IFRS) é calculado a partir da soma do lucro líquido, impostos, resultado financeiro e depreciação/amortização.

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

12.9) Vendas na Área de Concessão por Distribuidora (em GWh)

CPFL Paulista
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Residencial 2.458 2.424 1,4% 9.426 9.186 2,6%
Industrial 2.867 2.871 -0,1% 11.057 10.892 1,5%
Comercial 1.474 1.459 1,0% 5.596 5.515 1,5%
Outros 1.139 1.156 -1,5% 4.488 4.367 2,8%
Total 7.938 7.910 0,3% 30.568 29.960 2,0%

CPFL Piratininga
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Residencial 973 962 1,2% 3.905 3.864 1,0%
Industrial 1.616 1.637 -1,3% 6.542 6.292 4,0%
Comercial 628 628 0,0% 2.464 2.429 1,5%
Outros 327 293 11,8% 1.229 1.145 7,4%
Total 3.544 3.520 0,7% 14.140 13.730 3,0%

Nova RGE
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Residencial 1.334 1.279 4,3% 5.487 5.289 3,7%
Industrial 1.619 1.569 3,2% 6.420 6.230 3,1%
Comercial 647 642 0,9% 2.635 2.628 0,3%
Outros 1.199 1.189 0,8% 5.087 4.970 2,4%
Total 4.798 4.678 2,6% 19.629 19.117 2,7%

CPFL Santa Cruz


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Residencial 205 201 2,2% 800 782 2,3%
Industrial 269 239 12,5% 1.004 933 7,6%
Comercial 92 91 1,7% 353 349 1,0%
Outros 179 189 -5,1% 719 705 2,0%
Total 745 719 3,6% 2.876 2.769 3,9%

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

12.10) Vendas no Mercado Cativo por Distribuidora (em GWh)

CPFL Paulista
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Residencial 2.458 2.424 1,4% 9.426 9.186 2,6%
Industrial 663 699 -5,1% 2.548 2.759 -7,6%
Comercial 1.114 1.122 -0,7% 4.210 4.306 -2,2%
Outros 1.109 1.111 -0,2% 4.356 4.205 3,6%
Total 5.344 5.356 -0,2% 20.540 20.456 0,4%

CPFL Piratininga
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Residencial 973 962 1,2% 3.905 3.864 1,0%
Industrial 286 310 -7,7% 1.147 1.245 -7,9%
Comercial 453 459 -1,3% 1.774 1.816 -2,3%
Outros 284 254 12,0% 1.059 996 6,4%
Total 1.997 1.985 0,6% 7.886 7.921 -0,4%

Nova RGE
4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Residencial 1.334 1.279 4,3% 5.487 5.289 3,7%
Industrial 505 507 -0,3% 2.048 2.113 -3,1%
Comercial 563 576 -2,3% 2.315 2.373 -2,4%
Outros 1.191 1.183 0,7% 5.055 4.946 2,2%
Total 3.594 3.545 1,4% 14.905 14.721 1,3%

CPFL Santa Cruz


4T18 4T17 Var. 2018 2017 Var.
Residencial 205 201 2,2% 800 782 2,3%
Industrial 107 103 4,2% 407 439 -7,2%
Comercial 87 86 0,8% 331 333 -0,8%
Outros 179 189 -5,2% 719 705 2,0%
Total 578 578 -0,1% 2.258 2.260 -0,1%

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Resultados 4T18/2018 | 28 de março de 2019

12.11) Reconciliação do indicador Dívida Líquida/EBITDA Pro Forma da CPFL


Energia para fins de cálculo dos covenants financeiros

(em milhões de reais)

Reconciliação da Dívida Líquida Pro Forma (4T18)


Dívida Líquida - Projetos de Geração

Subsidiárias controladas majoritariamente (100%


Investidas contabilizadas por equivalência patrimonial
consolidadas)
dez/18 Total
CPFL Paulista
Ceran Subtotal Enercan Baesa Chapecoense Epasa Subtotal
Renováveis Lajeado
Dívida Bruta 423 5.559 - 5.982 521 - 1.184 186 1.891 7.873
(-) Caixa e Equivalentes de Caixa (33) (877) (6) (915) (67) (17) (184) (18) (286) (1.201)
Dívida Líquida 390 4.682 (6) 5.067 454 (17) 1.000 168 1.605 6.672
Participação CPFL (%) 65,00% 51,56% 59,93% - 48,72% 25,01% 51,00% 53,34% - -
Dívida Líquida dos Projetos 254 2.414 (3) 2.664 221 (4) 510 90 817 3.481

Reconciliação
CPFL Energia
Dívida Bruta 19.752
(-) Caixa e Equivalentes de Caixa (1.891)
Dívida Líquida (IFRS) 17.860
(-) Projetos 100% (5.067)
(+) Consolidação Proporcional 3.481
Dívida Líquida (Pro Forma) 16.274

Reconciliação do EBITDA Pro Forma (4T18 - Últimos 12 Meses)


EBITDA - Projetos de Geração
Subsidiárias controladas majoritariamente (100%
Investidas contabilizadas por equivalência patrimonial
consolidadas)
2018 Total
CPFL Paulista
Ceran Subtotal Enercan Baesa Chapecoense Epasa Subtotal
Renováveis Lajeado
Receita Operacional 333 1.936 53 2.322 592 321 864 840 2.617 4.939
Despesa Operacional (95) (728) (26) (849) (189) (214) (192) (562) (1.157) (2.006)
EBITDA 238 1.209 26 1.473 403 107 672 278 1.460 2.933
Participação CPFL (%) 65,00% 51,56% 59,93% - 48,72% 25,01% 51,00% 53,34% - -
EBITDA Proporcional 155 623 16 794 196 27 343 148 714 1.508

Reconciliação
CPFL Energia - 2018
Lucro Líquido 2.166
Amortização 1.594
Resultado Financeiro 1.103
Imposto de Renda/Contribuição Social 774
EBITDA 5.637
(-) Equivalência patrimonial (335)
(-) EBITDA - Projetos 100% (1.473)
(+) EBITDA Proporcional 1.508
EBITDA Pro Forma 5.338

Dívida Líquida / EBITDA Pro Forma 3,05x

Nota: conforme determinado para o cálculo dos covenants nos casos de aquisição de ativos pela Companhia.

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4Q18/2018 Results

Campinas, March 28, 2019 – CPFL Energia S.A. (B3: CPFE3 and NYSE: CPL), announces its 4Q18/2018
results. The financial and operational information herein, unless otherwise indicated, is presented on a
consolidated basis and is in accordance with the applicable legislation. Comparisons are relative to
4Q17/2017, unless otherwise stated.

CPFL ENERGIA ANNOUNCES ITS 2018 RESULTS

Indicators (R$ Million) 4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.


Sales within the Concession Area - GWh 17,026 16,827 1.2% 67,213 65,576 2.5%
Captive Market 11,512 11,464 0.4% 45,589 45,358 0.5%
Free Client 5,513 5,363 2.8% 21,624 20,218 7.0%
Gross Operating Revenue 10,314 11,093 -7.0% 42,626 40,053 6.4%
Net Operating Revenue 6,686 7,460 -10.4% 28,137 26,745 5.2%
EBITDA(1) 1,354 1,366 -0.9% 5,637 4,864 15.9%
Net Income 670 498 34.7% 2,166 1,243 74.2%
(2)
Investments 693 694 -0.1% 2,066 2,617 -21.0%

Notes:
(1) EBITDA is calculated from the sum of net income, taxes, financial result, depreciation/amortization, as CVM Instruction no. 527/12. See the
calculation in item 4.6 of this report;
(2) Includes investments related to the transmission segment; according to the requirements of IFRIC 15, it was recorded as “Contractual Asset of
Transmission Companies” (in other credits). Does not include special obligations.

2018 HIGHLIGHTS

• Increase of 2.5% in sales within the concession area, highlighting the growths of the residential (+2.6%)
and industrial (+2.6%) classes;
• Growth of 15.9% in EBITDA and of 74.2% in Net Income;
• Net debt of R$ 16.3 billion and leverage of 3.05x Net Debt/EBITDA;
• Investments of R$ 693 million in 4Q18 and of R$ 2,066 million in 2018;
• Tariff Revisions: CPFL Paulista and RGE Sul, in Apr/18, and RGE, in Jun/18;
• Grouping of the concessions of the distribution companies RGE and RGE Sul;
• CPFL Renováveis: (i) winning projects in the A-6 Auction (Aug-18) - Cherobim SHPP (28.0 MW) and
Gameleira Wind Complex (69.3 MW); and (ii) anticipation of commercial start-up of Boa Vista II SHPP
(29.9 MW), in Nov-18;
• Transmission Auctions: CPFL Geração won one lot in Jun-18 (CE - Investment estimated by ANEEL:
R$ 102 MM) and two lots in Dec-18 (SC - Invest.: R$ 366 MM and RS - Invest.: R$ 349 MM);
• CPFL Renováveis’ Mandatory Tender Offer: auction occurred on Nov 26, 2018; State Grid (directly and
indirectly) now holds 99.94% of the shares.

Conference Call with Simultaneous Translation into English Investor Relations


(Bilingual Q&A) Department
 Friday, March 29, 2019 – 11:00 a.m. (Brasília), 10:00 a.m. (ET)
55-19-3756-8458
 Portuguese: 55-11-3193-1001 or 55-11-2820-4001 (Brazil) ri@cpfl.com.br
 English: 1-800-492-3904 (USA) and 1-646-828-8246 (Other Countries) www.cpfl.com.br/ir
4Q18/2018 Results | March 28, 2019

INDEX

1) MESSAGE FROM THE CEO ........................................................................................................................ 4

2) ENERGY SALES ........................................................................................................................................... 6


2.1) Sales within the Distributors’ Concession Area .......................................................................................... 6
2.1.1) Sales by Segment – Concession Area .................................................................................................... 7
2.1.2) Sales to the Captive Market .................................................................................................................... 8
2.1.3) Free Clients ............................................................................................................................................. 8
2.2) Generation Installed Capacity .................................................................................................................... 9

3) INFORMATION ON INTEREST IN COMPANIES AND CRITERIA OF FINANCIAL STATEMENTS


CONSOLIDATION ........................................................................................................................................... 10
3.1) Consolidation of CPFL Renováveis Financial Statements ....................................................................... 12
3.2) Consolidation of RGE Sul Financial Statements ...................................................................................... 12
3.3) Economic-Financial Performance Presentation ....................................................................................... 12
3.4) Consolidation of Transmission Companies .............................................................................................. 12

4) ECONOMIC-FINANCIAL PERFORMANCE................................................................................................ 13
4.1) Opening of economic-financial performance by business segment ......................................................... 13
4.2) Sectoral Financial Assets and Liabilities .................................................................................................. 14
4.3) Operating Revenue .................................................................................................................................. 14
4.4) Cost of Electric Energy ............................................................................................................................. 15
4.5) Operating Costs and Expenses ................................................................................................................ 17
4.6) EBITDA ..................................................................................................................................................... 19
4.7) Financial Result ........................................................................................................................................ 20
4.8) Net Income ............................................................................................................................................... 22

5) INDEBTEDNESS......................................................................................................................................... 23
5.1) Debt (IFRS) .............................................................................................................................................. 23
5.1.1) Debt Amortization Schedule in IFRS (Dec-18) ...................................................................................... 24
5.2) Debt in Financial Covenants Criteria ........................................................................................................ 25
5.2.1) Indexation and Debt Cost in Financial Covenants Criteria.................................................................... 25
5.2.2) Net Debt in Financial Covenants Criteria and Leverage ....................................................................... 26

6) INVESTMENTS ........................................................................................................................................... 26
6.1) Actual Investments ................................................................................................................................... 26
6.2) Investments Forecasts ............................................................................................................................. 27

7) ALLOCATION OF RESULTS ...................................................................................................................... 28

8) STOCK MARKETS ...................................................................................................................................... 28


8.1) Stock Performance ................................................................................................................................... 28
8.2) Daily Average Volume .............................................................................................................................. 29

9) CORPORATE GOVERNANCE ................................................................................................................... 30

10) SHAREHOLDERS STRUCTURE ............................................................................................................. 31


10.1) CPFL Renováveis’ Tender Offer ............................................................................................................ 31
10.2) Merger of RGE and RGE Sul distribution companies ............................................................................ 31

11) PERFORMANCE OF THE BUSINESS SEGMENTS ................................................................................ 33


11.1) Distribution Segment .............................................................................................................................. 33
11.1.1) Economic-Financial Performance ....................................................................................................... 33
11.1.1.1) Sectoral Financial Assets and Liabilities .......................................................................................... 33
11.1.1.2) Operating Revenue .......................................................................................................................... 34
11.1.1.3) Cost of Electric Energy ..................................................................................................................... 36

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

11.1.1.4) Operating Costs and Expenses ........................................................................................................ 37


11.1.1.5) EBITDA ............................................................................................................................................. 39
11.1.1.6) Financial Result ................................................................................................................................ 40
11.1.1.7) Net Income ....................................................................................................................................... 42
11.1.2) Tariff Events ........................................................................................................................................ 42
11.1.3) Operating Performance of Distribution ................................................................................................ 44
11.2) Commercialization and Services Segments ........................................................................................... 45
11.2.1) Commercialization Segment ............................................................................................................... 45
11.2.2) Services Segment ............................................................................................................................... 46
11.3) Conventional Generation Segment ........................................................................................................ 47
11.3.1) Economic-Financial Performance ....................................................................................................... 47
11.3.1.1) Operating Revenue .......................................................................................................................... 47
11.3.1.2) Cost of Electric Power ...................................................................................................................... 48
11.3.1.3) Operating Costs and Expenses ........................................................................................................ 48
11.3.1.4) Equity Income ................................................................................................................................... 50
11.3.1.5) EBITDA ............................................................................................................................................. 51
11.3.1.6) Financial Result ................................................................................................................................ 51
11.3.1.7) Net Income ....................................................................................................................................... 53
11.4) CPFL Renováveis................................................................................................................................... 53
11.4.1) Economic-Financial Performance ....................................................................................................... 53
11.4.1.1) Operating Revenue .......................................................................................................................... 53
11.4.1.2) Cost of Electric Power ...................................................................................................................... 54
11.4.1.3) Operating Costs and Expenses ........................................................................................................ 55
11.4.1.4) EBITDA ............................................................................................................................................. 56
11.4.1.5) Financial Result ................................................................................................................................ 56
11.4.1.6) Net Income ....................................................................................................................................... 57
11.4.2) Status of Generation Projects – 100% Participation ........................................................................... 57

12) ATTACHMENTS........................................................................................................................................ 59
12.1) Statement of Assets – CPFL Energia..................................................................................................... 59
12.2) Statement of Liabilities – CPFL Energia ................................................................................................ 60
12.3) Income Statement – CPFL Energia........................................................................................................ 61
12.4) Cash Flow – CPFL Energia .................................................................................................................... 62
12.5) Income Statement – Conventional Generation Segment ....................................................................... 63
12.6) Income Statement – CPFL Renováveis ................................................................................................. 64
12.7) Income Statement – Distribution Segment ............................................................................................. 65
12.8) Economic-Financial Performance by Distributor .................................................................................... 66
12.9) Sales within the Concession Area by Distributor (In GWh) .................................................................... 67
12.10) Sales to the Captive Market by Distributor (in GWh) ........................................................................... 68
12.11) Reconciliation of Net Debt/EBITDA Pro Forma ratio of CPFL Energia for purposes of financial
covenants calculation ...................................................................................................................................... 69

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

1) MESSAGE FROM THE CEO

The CPFL group continued to be very active in 2018, promoting improvements in its operations and
management, as well as following the unfolding of the political and economic scenarios of Brazil in
its markets.
The 2018 results reflected the growth of energy sales in all consumption classes, our discipline in
cost and expense management, as well as the drop in interest rates in Brazil.
The distribution segment had an increase in energy sales (+2.5%) in 2018. Residential, industrial
and commercial classes registered market variations of 2.6%, 2.8% and 1.2%, respectively,
reflecting the slow recovery of economy activity.
CPFL group’s operating cash generation, measured by EBITDA, reached R$ 5,643 million in 2018
(+15.9%), reflecting the positive results of all business segments. We highlight the distribution
segment, whose EBITDA reached R$ 3,004 million in 2018 (+34.5%), mainly reflecting the results
coming from the conclusion of the tariff revision process (4th cycle) of CPFL Paulista, RGE Sul (both
in April 2018) and RGE (in June 2018). In addition, the Company is promoting organizational reviews
in order to simplify its processes and structure, aiming at greater efficiency and focus on business.
We continue working on value initiatives and in our investment plan in 2018, with financial discipline,
efforts and commitment of our teams. We invested R$ 2,066 million in this period.
Among the value initiatives, it is worth mentioning the participation of CPFL Geração in the following
transmission auctions: (i) in June 2018, the company won Lot 9 (Maracanaú II substation), in Ceará,
and (ii) in December 2018, the company won Lots 5 (Itá substation), in Santa Catarina, and 11
(Osório 3, Porto Alegre 1 and Vila Maria substations), in Rio Grande do Sul.
We also had the creation of CPFL Soluções, which brings together services and products previously
offered under the brands CPFL Brasil, CPFL Serviços and CPFL Eficiência. In this way, we have an
integrated platform for interaction with customers seeking solutions for energy trading, energy
efficiency, distributed generation, energy infrastructure and consulting services.
It should also be noted that CPFL promoted the merger of the distribution company RGE (“Merged
Company”) into RGE Sul (“Mergee Company”). The grouping of the concessions of the two
companies was carried out through the merger of the assets held by the Merged Company by the
Mergee Company on December 31, 2018.
We also had the startup of the Boa Vista II SHPP (installed capacity of 29.9 MW), in November 2018,
and the participation of CPFL Renováveis in the A-6 Auction of August 2018. The company won with
the following projects: (i) Cherobim SHPP, with 28.0 MW of installed capacity, located in Paraná
state, and (ii) Gameleira Wind Complex, with 69.3 MW of installed capacity, located in Rio Grande
do Norte state.
Still in relation to CPFL Renováveis, we had the Mandatory Tender Offer of the company on
November 26. As a result of the auction, State Grid acquired 243,771,824 common shares issued
by the company, representing 48.39% of the capital stock of the company. The common shares were
acquired at the price of R$ 16.85, totaling the amount of R$ 4.1 billion. State Grid and CPFL Geração
(indirectly controlled by State Grid) jointly held 503,520,623 common shares issued by the company,
equivalent to 99.94% of the total share capital of the company.
CPFL Energia’s capital structure and consolidated leverage remained at adequate levels. The
Company’s net debt reached 3.05 times EBITDA at the end of the quarter, under the criteria to
measure our financial covenants, lower than in the previous year. It is worth mentioning that the
reductions in interest rates benefited the Company.

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Finally, CPFL’s management remains optimistic about the advances of the Brazilian electricity sector
and remains confident in its business platform, which is increasingly prepared and well positioned to
face the challenges and opportunities in the country.

Gustavo Estrella
CEO of CPFL Energia

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2) ENERGY SALES
2.1) Sales within the Distributors’ Concession Area

Sales within the Concession Area - GWh


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Captive Market 11,512 11,464 0.4% 45,589 45,358 0.5%
Free Client 5,513 5,363 2.8% 21,624 20,218 7.0%
Total 17,026 16,827 1.2% 67,213 65,576 2.5%

In 4Q18, sales within the concession area, achieved by the distribution segment, totaled 17,026
GWh, an increase of 1.2%. Sales to the captive market totaled 11,512 GWh in 4Q18, an increase of
0.4%. The quantity of energy, in GWh, which corresponds to the consumption of free clients in the
concession area of group’s distributors, billed through the Tariff for the Usage of the Distribution
System (TUSD), reached 5,513 GWh in 4Q18, an increase of 2.8%.
In 2018, sales within the concession area totaled 67,213 GWh, an increase of 2.5%. Sales to the
captive market totaled 45,589 GWh in 2018, an increase of 0.5%. The quantity of energy billed
through TUSD reached 21,624 GWh in 2018, an increase of 7.0%.

Sales within the Concession Area - GWh


4Q18 4Q17 Var. Part. 2018 2017 Var. Part.
Residential 4,970 4,866 2.2% 29.2% 19,618 19,122 2.6% 29.2%
Industrial 6,371 6,316 0.9% 37.4% 25,023 24,346 2.8% 37.2%
Commercial 2,841 2,820 0.7% 16.7% 11,048 10,921 1.2% 16.4%
Others 2,844 2,826 0.6% 16.7% 11,524 11,187 3.0% 17.1%
Total 17,026 16,827 1.2% 100.0% 67,213 65,576 2.5% 100.0%
Note: The tables with sales within the concession area by distributor are attached to this report in item 12.9.

Noteworthy in 4Q18, in the concession area:


 Residential and commercial classes (29.2% and 16.7% of total sales, respectively):
increases of 2.2% and 0.7%, respectively. Highlights for RGE (+4.3%) and CPFL Santa Cruz
(+2.2%). In New RGE, the effect of the temperature contributed to the growth of consumption.
 Industrial class (37.4% of total sales): increase of 0.9%. Highlight for the growths in CPFL
Santa Cruz (+12.5%) and RGE (+3.2%).

Noteworthy in 2018, in the concession area:


 Residential and commercial classes (29.2% and 16.4% of total sales, respectively):
increases 2.6% and 1.2%, respectively. One-off effects of temperature increased consumption
in some months of the year, contributing to the growth of sales in 2018.
 Industrial class (37.2% of total sales): increase of 2.8%. Highlight for the growths in CPFL
Piratininga (+4.0%), RGE (+3.1%) and CPFL Santa Cruz (+7.6%). This positive result come from
the performance of the main industrial activities in the concession area of CPFL Energia
(chemicals, automotive vehicles, coke and derived petroleum products and metallurgy).

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2.1.1) Sales by Segment – Concession Area

Note: in parentheses, the variation in percentage points from 4Q17/2017 to 4Q18/2018.

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2.1.2) Sales to the Captive Market

Sales to the Captive Market - GWh


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Residential 4,970 4,866 2.2% 19,618 19,122 2.6%
Industrial 1,561 1,618 -3.5% 6,151 6,557 -6.2%
Commercial 2,217 2,244 -1.2% 8,630 8,828 -2.2%
Others 2,763 2,736 1.0% 11,190 10,852 3.1%
Total 11,512 11,464 0.4% 45,589 45,358 0.5%
Note: The tables with captive market sales by distributor are attached to this report in item 12.10.

Sales to the captive market totaled 11,512 GWh in 4Q18, an increase of 0.4% (48 GWh), mainly due
to the performance of the residential class (+2.2%); the performance of industrial (-3.5%) and
commercial (-1.2%) classes, reflects the migration of customers to the free market.
In 2018, sales to the captive market totaled 45,589 GWh, an increase of 0.5% (231 GWh), mainly
due to the performance of the residential class (+2.6%); the performance of industrial (-6.2%) and
commercial (-2.2%) classes, also reflects the migration of customers to the free market.

2.1.3) Free Clients

Free Client - GWh


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Industrial 4,809 4,698 2.4% 18,872 17,789 6.1%
Commercial 624 576 8.3% 2,418 2,093 15.5%
Others 80 90 -10.4% 334 335 -0.4%
Total 5,513 5,363 2.8% 21,624 20,218 7.0%

Free Client by Distributor - GWh


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
CPFL Paulista 2,593 2,554 1.5% 10,027 9,504 5.5%
CPFL Piratininga 1,548 1,535 0.8% 6,255 5,809 7.7%
New RGE 1,205 1,133 6.3% 4,724 4,396 7.5%
CPFL Santa Cruz 168 141 18.8% 619 509 21.5%
Total 5,513 5,363 2.8% 21,624 20,218 7.0%

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2.2) Generation Installed Capacity

In 4Q18, the Generation installed capacity of CPFL Energia group, considering the proportional
stake in each project, is of 3,272 MW.

Generation Installed Capacity


Total: 3,272 MW

Note: Take into account CPFL Energia’s 51.56% stake in CPFL Renováveis.

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3) INFORMATION ON INTEREST IN COMPANIES AND CRITERIA OF FINANCIAL


STATEMENTS CONSOLIDATION
The interests directly or indirectly held by CPFL Energia in its subsidiaries and jointly-owned entities
are described below. Except for: (i) the jointly-owned entities ENERCAN, BAESA, Foz do Chapecó
and EPASA, that, as from January 1, 2013 are no longer proportionally consolidated in the
Company’s financial statements, being their assets, liabilities and results accounted for using the
equity method of accounting, and (ii) the investment in Investco S.A. recorded at cost by the
subsidiary Paulista Lajeado, the other units are fully consolidated.
As of December 31, 2018 and 2017, the participation of non-controlling interests stated in the
consolidated statements refers to the third-party interests in the subsidiaries CERAN, Paulista
Lajeado and CPFL Renováveis.
Since November 1st, 2016 CPFL Energia is considering the full consolidation of RGE Sul.

Approximate number
Equity Number of End of the
Energy distribution Company Type Location (State) of consumers Concession term
Interest municipalities concession
(in thousands)

Direct Countryside of São November


Companhia Paulista de Força e Luz ("CPFL Paulista") Publicly-quoted corporation 234 4,496 30 years
100% Paulo 2027

Countryside and
Direct October
Companhia Piratininga de Força e Luz ("CPFL Piratininga") Publicly-quoted corporation seaside of São 27 1,756 30 years
100% 2028
Paulo
Direct and
Countryside of Rio November
RGE Sul Distribuidora de Energia S.A. ("RGE") (a) Publicly-quoted corporation Indirect 381 2,871 30 years
Grande do Sul 2027
100%
Countryside of São
Direct
Companhia Jaguari de Energia ("CPFL Santa Cruz") (b) Private corporation Paulo, Paraná and 45 457 30 years July 2045
100%
Minas Gerais

Installed capacity
Number of plants /
Energy generation (conventional and renewable sources) Company Type Equity Interest Location (State)
type of energy Total CPFL participation

Direct
CPFL Geração de Energia S.A. ("CPFL Geração") Publicly-quoted corporation São Paulo and Goiás 3 Hydroelectric (c) 1,295 678
100%

Indirect
CERAN - Companhia Energética Rio das Antas ("CERAN") Private corporation Rio Grande do Sul 3 Hydroelectric 360 234
65%
Indirect
Santa Catarina and
Foz do Chapecó Energia S.A. ("Foz do Chapecó") Private corporation 51% (d) 1 Hydroelectric 855 436
Rio Grande do Sul

Indirect
Campos Novos Energia S.A. ("ENERCAN") Private corporation Santa Catarina 1 Hydroelectric 880 429
48.72%

Indirect Santa Catarina and


BAESA - Energética Barra Grande S.A. ("BAESA") Publicly-quoted corporation 1 Hydroelectric 690 173
25.01% Rio Grande do Sul

Indirect
Centrais Elétricas da Paraíba S.A. ("EPASA") Private corporation Paraíba 2 Thermoelectric 342 182
53.34%

Indirect
Paulista Lajeado Energia S.A. ("Paulista Lajeado") Private corporation Tocantins 1 Hydroelectric 903 38
59.93% (e)

Indirect
CPFL Energias Renováveis S.A. ("CPFL Renováveis") Publicly-quoted corporation See chapter 11.4.2 See chapter 11.4.2 See chapter 11.4.2 See chapter 11.4.2
51.56%

Direct
CPFL Centrais Geradoras Ltda. ("CPFL Centrais Geradoras") Limited company São Paulo and Minas Gerais 6 MHPPs 4 4
100%

Transmission Company Type Core activity Equity Interest

CPFL Transmissão Piracicaba S.A. ("CPFL Piracicaba") Private corporation Electric energy transmission services Indirect 100%

CPFL Transmissão Morro Agudo S.A. ("CPFL Morro Agudo") Private corporation Electric energy transmission services Indirect 100%

CPFL Transmissão Maracanaú S.A. ("CPFL Maracanaú") Privately-held corporation Electric energy transmission services Indirect 100%

Notes:
(a) On December 31, 2018, was approved the grouping of the concessions of the distribution companies RGE Sul Distribuidora de Energia S.A. (“RGE Sul”) and Rio Grande Energia
S.A. (“RGE”), considering RGE Sul as the Merging Company and RGE as the Merged Company;
(b) On December 31, 2017, was approved the merger of the subsidiaries Companhia Luz e Força Santa Cruz, Companhia Leste Paulista de Energia, Companhia Sul Paulista de
Energia and Companhia Luz e Força de Mococa into Companhia Jaguari de Energia, whose fancy name became "CPFL Santa Cruz”;
(c) CPFL Geração holds 51.54% of the assured power and power of the Serra da Mesa HPP, whose concession belongs to Furnas. The Cariobinha HPP and the Carioba TPP
projects are deactivated pending the position of the Ministry of Mines and Energy on the anticipated closure of its concession and are not included in the table;
(d) The joint venture Chapecoense fully consolidates the interim financial statements of its direct subsidiary, Foz de Chapecó;
(e) Paulista Lajeado has a 7% participation in the installed power of Investco S.A. (5.94% share of its capital).

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Energy commercialization Company Type Core activity Equity Interest

Direct
CPFL Comercialização Brasil S.A. ("CPFL Brasil") Private corporation Energy commercialization
100%

Commercialization and provision of Indirect


Clion Assessoria e Comercialização de Energia Elétrica Ltda. ("CPFL Meridional") Limited company
energy services 100%

Indirect
CPFL Comercialização Cone Sul S.A. ("CPFL Cone Sul") Private corporation Energy commercialization
100%

Direct
CPFL Planalto Ltda. ("CPFL Planalto") Limited company Energy commercialization
100%

Indirect
CPFL Brasil Varejista S.A. ("CPFL Brasil Varejista") Private corporation Energy commercialization
100%

Services Company Type Core activity Equity Interest


Manufacturing, commercialization,
rental and maintenance of electro- Direct
CPFL Serviços, Equipamentos, Industria e Comércio S.A. ("CPFL Serviços") Private corporation
mechanical equipment and service 100%
provision

Direct
NECT Serviços Administrativos Ltda. ("Nect") Limited company Provision of administrative services
100%

Provision of telephone answering Direct


CPFL Atende Centro de Contatos e Atendimento Ltda. ("CPFL Atende") Limited company
services 100%

Direct
CPFL Total Serviços Administrativos Ltda. ("CPFL Total") Limited company Billing and collection services
100%

Direct
CPFL Eficiência Energética S.A. ("CPFL Eficiência") Private corporation Management in Energy Efficiency
100%

Direct
TI Nect Serviços de Informática Ltda. ("Authi") Limited company IT services
100%

Indirect
CPFL GD S.A. ("CPFL GD") Private corporation Electric energy generation services
100%

Others Company Type Core activity Equity Interest

Direct
CPFL Jaguari de Geração de Energia Ltda. ("Jaguari Geração") Limited company Venture capital company
100%

Indirect
Chapecoense Geração S.A. ("Chapecoense") Private corporation Venture capital company
51%

Indirect
Sul Geradora Participações S.A. ("Sul Geradora") Private corporation Venture capital company
99.95%

Direct
CPFL Telecom S.A. ("CPFL Telecom") Private corporation Telecommunication services
100%

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3.1) Consolidation of CPFL Renováveis Financial Statements


On December 31, 2018, CPFL Energia indirectly held 51.56% of CPFL Renováveis, through its
subsidiary CPFL Geração. CPFL Renováveis has been fully consolidated (100%, line by line), in
CPFL Energia’s financial statements since August 1, 2011, and the interest held by the non-
controlling shareholders has been mentioned bellow the net income line (in the Financial
Statements), as “Non-Controlling Shareholders’ Interest”, and in the Shareholders Equity (in the
Balance Sheet) in the line with the same name.

3.2) Consolidation of RGE Sul Financial Statements


On December 31, 2018, CPFL Energia held the following stake in the capital stock of RGE Sul:
89,0107%, directly, and 10,9893%, indirectly, through CPFL Brasil. RGE Sul has been fully
consolidated (100%, line by line), in CPFL Energia’s financial statements since November 1st, 2016.

3.3) Economic-Financial Performance Presentation


In accordance with U.S. SEC (Securities and Exchange Commission) guidelines and pursuant to
items 100(a) and (b) of Regulation G, with the disclosure of 4Q16/2016 results, in order to avoid the
disclosure of non-GAAP measures, we no longer disclose the economic-financial performance
considering the proportional consolidation of the generation projects and the adjustment of the
numbers for non-recurring items, focusing the disclosure in the IFRS criterion. Only in chapter 5, of
Indebtedness, we continue presenting the information in the financial covenants criterion,
considering that the proper reconciliation with the numbers in the IFRS criterion are presented in
item 12.11 of this report.

3.4) Consolidation of Transmission Companies


As of 4Q17, the subsidiaries CPFL Transmissão Piracicaba and CPFL Transmissão Morro Agudo
are consolidated in the financial statements of the segment "Conventional Generation".

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4) ECONOMIC-FINANCIAL PERFORMANCE

Consolidated Income Statement - CPFL ENERGIA (R$ Million)


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Gross Operating Revenue 10,314 11,093 -7.0% 42,626 40,053 6.4%
Net Operating Revenue 6,686 7,460 -10.4% 28,137 26,745 5.2%
Cost of Electric Power (3,885) (4,696) -17.3% (17,838) (16,902) 5.5%
Operating Costs & Expenses (1,943) (1,844) 5.4% (6,590) (6,822) -3.4%
EBIT 858 920 -6.7% 3,708 3,022 22.7%
EBITDA1 1,354 1,366 -0.9% 5,637 4,864 15.9%
Financial Income (Expense) (271) (290) -6.7% (1,103) (1,488) -25.9%
Income Before Taxes 681 689 -1.3% 2,940 1,847 59.2%
Net Income 670 498 34.7% 2,166 1,243 74.2%
Note: (1) EBITDA is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization, according to CVM
Instruction no. 527/12. See the calculation in item 4.6 of this report.

4.1) Opening of economic-financial performance by business segment

Income Statement by business segment - CPFL Energia (R$ million)


Conventional Renewable Commerciali-
Distribution Services Others Eliminations Total
Generation Generation zation
4Q18
Net operating revenue 5,160 285 516 963 153 - (391) 6,686
Operating costs and expenses (4,434) (66) (218) (948) (137) (13) 391 (5,426)
Depreciation e amortization (196) (29) (155) (1) (6) (16) - (402)
Income from electric energy service 530 190 143 14 10 (29) - 858
Equity accounting - 93 - - - - - 93
EBITDA 726 312 298 14 16 (13) - 1,354
Financial result (61) (43) (129) 0 1 (38) - (271)
Income (loss) before taxes 469 240 14 14 11 (67) - 681
Income tax and social contribution 42 (5) 93 (4) (14) (122) - (10)
Net income (loss) 511 234 107 10 (3) (189) - 670

4Q17
Net operating revenue 5,750 295 591 1,044 140 0 (360) 7,460
Operating costs and expenses (5,082) (80) (237) (991) (113) (11) 360 (6,153)
Depreciation e amortization (179) (30) (155) (1) (5) (16) - (387)
Income from electric energy service 489 185 199 53 21 (27) - 920
Equity accounting - 60 - - - - - 60
EBITDA 668 275 354 53 27 (11) 0 1,366
Financial result (88) (63) (124) (8) 2 (9) (0) (290)
Income (loss) before taxes 401 181 75 45 23 (36) - 689
Income tax and social contribution (64) 4 (24) (15) (6) (87) - (192)
Net income (loss) 337 185 51 29 17 (123) - 498

Variation
Net operating revenue -10.2% -3.4% -12.7% -7.8% 9.7% -100.0% 8.6% -10.4%
Operating costs and expenses -12.7% -16.7% -8.1% -4.3% 21.4% 20.4% 8.6% -11.8%
Depreciation e amortization 9.5% -4.6% -0.2% -14.5% 6.0% 0.0% - 4.0%
Income from electric energy service 8.5% 2.5% -28.0% -73.7% -51.7% 8.4% - -6.7%
Equity accounting - 56.2% - - - - - 56.2%
EBITDA 8.7% 13.4% -15.8% -73.0% -40.0% 20.4% -100.0% -0.9%
Financial result -30.5% -31.7% 4.7% - -73.8% 312.7% -100.0% -6.7%
Income (loss) before taxes 16.9% 32.2% -81.6% -68.4% -53.6% 85.7% - -1.3%
Income tax and social contribution - - - -74.0% 128.9% 41.3% - -94.5%
Net income (loss) 51.8% 26.4% 108.4% -65.5% - 54.3% - 34.7%

Note: an analysis of the economic-financial performance by business segment is presented in chapter 11.

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Income Statement by business segment - CPFL Energia (R$ million)


Conventional Renewable Commerciali-
Distribution Services Others Eliminations Total
Generation Generation zation
2018
Net operating revenue 22,467 1,144 1,936 3,496 533 - (1,441) 28,137
Operating costs and expenses (19,463) (207) (728) (3,400) (438) (39) 1,441 (22,834)
Depreciation e amortization (767) (116) (623) (2) (23) (63) - (1,594)
Income from electric energy service 2,237 821 586 94 73 (102) - 3,708
Equity accounting - 334 - - - - - 334
EBITDA 3,004 1,272 1,209 96 95 (39) - 5,637
Financial result (310) (248) (504) (13) (0) (27) - (1,103)
Income (loss) before taxes 1,928 907 82 81 72 (129) - 2,940
Income tax and social contribution (495) (137) 37 (28) (30) (122) - (774)
Net income (loss) 1,432 770 119 53 43 (251) - 2,166

2017
Net operating revenue 21,077 1,190 1,959 3,414 486 1 (1,382) 26,745
Operating costs and expenses (18,842) (304) (737) (3,243) (398) (51) 1,382 (22,194)
Depreciation e amortization (704) (121) (617) (3) (20) (65) - (1,529)
Income from electric energy service 1,531 766 605 168 68 (115) - 3,022
Equity accounting - 312 - - - - - 312
EBITDA 2,234 1,200 1,222 171 87 (50) - 4,864
Financial result (566) (329) (511) (33) 4 (53) - (1,488)
Income (loss) before taxes 964 750 94 135 72 (168) - 1,847
Income tax and social contribution (300) (96) (74) (45) (17) (73) - (604)
Net income (loss) 665 654 20 90 55 (241) - 1,243

Variation
Net operating revenue 6.6% -3.9% -1.2% 2.4% 9.7% -100.0% 4.2% 5.2%
Operating costs and expenses 3.3% -31.8% -1.3% 4.8% 9.9% -23.1% 4.2% 2.9%
Depreciation e amortization 9.0% -3.5% 1.0% -23.2% 14.0% -3.3% - 4.3%
Income from electric energy service 46.2% 7.2% -3.1% -43.9% 7.4% -11.0% - 22.7%
Equity accounting - 7.0% - - - - - 7.0%
EBITDA 34.5% 6.1% -1.1% -43.5% 8.9% -21.1% - 15.9%
Financial result -45.3% -24.4% -1.3% -60.4% - -48.6% - -25.9%
Income (loss) before taxes 99.9% 21.0% -13.1% -39.9% 0.8% -22.9% - 59.2%
Income tax and social contribution 65.3% 43.3% - -37.2% 73.8% 67.0% - 28.2%
Net income (loss) 115.5% 17.7% 504.2% -41.2% -21.7% 4.3% - 74.2%

Note: an analysis of the economic-financial performance by business segment is presented in chapter 11.

4.2) Sectoral Financial Assets and Liabilities

In 4Q18, it was accounted the total sectoral financial liabilities in the amount of R$ 735 million,
compared to the total sectoral financial assets in the amount of R$ 852 million in 4Q17, a variation
of R$ 1,586 million. In 2018, it was accounted the total sectoral financial assets in the amount of
R$ 1,208 million, compared to the total sectoral financial assets in the amount of R$ 1,901 million
in 2017, a reduction of 36.5% (R$ 693 million).
On December 31, 2018, the balance of these sectoral financial assets and liabilities was positive in
R$ 1,508 million, compared to a positive balance of R$ 2,207 million on September 30, 2018 and a
positive balance of R$ 517 million on December 31, 2017.
As established by the applicable regulation, any sectoral financial assets or liabilities shall be
included in the tariffs of the distributors in their respective annual tariff events.

4.3) Operating Revenue

In 4Q18, gross operating revenue reached R$ 10,314 million, representing a reduction of 7.0% (R$
780 million). Deductions from the gross operating revenue was of R$ 3,627 million in 4Q18,
representing a reduction of 0.2% (R$ 7 million). Net operating revenue reached R$ 6,686 million in
4Q18, registering a reduction of 10.4% (R$ 773 million).
The main factors that affected the net operating revenue were:
 Reduction of revenues in the Distribution segment, in the amount of R$ 589 million (for more
details, see item 11.1.1.2);

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

 Reduction of revenues in the Commercialization segment, in the amount of R$ 81 million;


 Reduction of revenues in the Renewable Generation segment, in the amount of R$ 75 million;
 Reduction of R$ 31 million, due to eliminations;
 Reduction of revenues in the Conventional Generation segment, in the amount of R$ 10 million;
Partially offset by:
 Increase of revenues in the Services segment, in the amount of R$ 14 million.

In 2018, gross operating revenue reached R$ 42,626 million, representing an increase of 6.4% (R$
2,573 million). Deductions from the gross operating revenue was of R$ 14,490 million in 2018,
representing an increase of 8.9% (R$ 1,181 million). Net operating revenue reached R$ 28,137
million in 2018, registering an increase of 5.2% (R$ 1,392 million).
The main factors that affected the net operating revenue were:
 Increase of revenues in the Distribution segment, in the amount of R$ 1,391 million (for more
details, see item 11.1.1.2);
 Increase of revenues in the Commercialization segment, in the amount of R$ 82 million;
 Increase of revenues in the Services segment, in the amount of R$ 47 million;
Partially offset by:
 Reduction of R$ 59 million, due to eliminations;
 Reduction of revenues in the Conventional Generation segment, in the amount of R$ 46 million;
 Reduction of revenues in the Renewable Generation segment, in the amount of R$ 23 million;
 Reduction of revenues in Others, in the amount of R$ 1 million.

4.4) Cost of Electric Energy


Cost of Electric Energy (R$ Million)
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Cost of Electric Power Purchased for Resale
Energy from Itaipu Binacional 643 587 9.6% 2,668 2,351 13.5%
PROINFA 81 77 5.0% 331 293 12.8%
Energy Purchased through Auction in the Regulated Environment,
2,893 4,071 -28.9% 13,970 14,536 -3.9%
Bilateral Contracts and Energy Purchased in the Spot Market
PIS and COFINS Tax Credit (317) (428) -26.1% (1,503) (1,563) -3.8%
Total 3,300 4,306 -23.4% 15,466 15,617 -1.0%

Charges for the Use of the Transmission and Distribution System


Basic Network Charges 485 554 -12.5% 2,115 1,542 37.2%
Itaipu Transmission Charges 68 63 7.5% 266 160 66.5%
Connection Charges 47 32 46.7% 163 123 32.9%
Charges for the Use of the Distribution System 14 10 43.5% 49 39 23.7%
System Service Usage Charges - ESS 32 (229) - (106) (453) -76.6%
Reserve Energy Charges - EER (0) (0) -48.6% 135 (0) -
PIS and COFINS Tax Credit (60) (39) 54.9% (249) (126) 97.6%
Total 585 390 49.9% 2,372 1,284 84.7%
Cost of Electric Energy 3,885 4,696 -17.3% 17,838 16,902 5.5%

In 4Q18, the cost of electric energy, comprising the purchase of electricity for resale and charges for
the use of the distribution and transmission system, amounted to R$ 3,885 million, registering a
reduction of 17.3% (R$ 811 million).
The factors that explain these variations follow below:

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 The cost of electric power purchased for resale reached R$ 3,300 million in 4Q18, a reduction
of 23.4% (R$ 1,006 million), due to the following factors:
(i) Reduction of 28.9% (R$ 1,178 million) in the cost of energy purchased through auction
in the regulated environment, bilateral contracts and energy purchased in the spot
market, due to the reductions of 28.2% in the average purchase price (R$ 181.72/MWh
in 4Q18 vs. R$ 253.02/MWh in 4Q17) and of 1.1% (170 GWh) in the volume of
purchased energy;
Partially offset by:
(ii) Reduction of 26.1% (R$ 112 million) in PIS and COFINS tax credits (cost reducer),
generated from the energy purchase;
(iii) Increase of 9.6% (R$ 56 million) in the cost of energy from Itaipu, due to the increase of
16.1% in the average purchase price (R$ 229.13/MWh in 4Q18 vs. R$ 197.38/MWh in
4Q17), partially offset by the reduction of 5.6% (167 GWh) in the volume of purchased
energy;
(iv) Increase of 5.0% (R$ 4 million) in the amount of PROINFA cost, due to the increase of
6.1% in the average purchase price (R$ 264.09/MWh in 4Q18 vs. R$ 248.90/MWh in
4Q17), partially offset by the reduction of 1.0% (3 GWh) in the volume of purchased
energy;

 Charges for the use of the transmission and distribution system reached R$ 585 million in 4Q18,
an increase of 49.9% (R$ 195 million), due to the following factors:
(i) Variation of R$ 261 million in the System Service Usage Charges – ESS, from a revenue
of R$ 229 million in 4Q17 to an expense of R$ 32 million in 4Q18;
(ii) Increase of 46.7% (R$ 15 million) in charges for connection;
(iii) Increase of 7.5% (R$ 5 million) in Itaipu transmission charges;
(iv) Increase of 43.5% (R$ 4 million) in charges for usage of the distribution system;
Partially offset by:
(v) Reduction of 12.5% (R$ 69 million) in the basic network charges;
(vi) Increase of 54.9% (R$ 21 million) in PIS and COFINS tax credits (cost reducer),
generated from the charges.

In 2018, the cost of electric energy, comprising the purchase of electricity for resale and charges for
the use of the distribution and transmission system, amounted to R$ 17,838 million, registering an
increase of 5.5% (R$ 937 million).
The factors that explain these variations follow below:
 The cost of electric power purchased for resale reached R$ 15,466 million in 2018, a reduction
of 1.0% (R$ 151 million), due to the following factors:
(i) Reduction of 3.9% (R$ 566 million) in the cost of energy purchased through auction in
the regulated environment, bilateral contracts and energy purchased in the spot market,
due to the reduction of 5.5% (3,592 GWh) in the volume of purchased energy, partially
offset by the increase of 1.7% in the average purchase price (R$ 227.30/MWh in 2018
vs. R$ 223.45/MWh in 2017);
Partially offset by:
(ii) Increase of 13.5% (R$ 317 million) in the cost of energy from Itaipu, due to the increase

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

of 20.3% in the average purchase price (R$ 240.03/MWh in 2018 vs. R$ 199.58/MWh in
2017), partially offset by the reduction of 5.6% (662 GWh) in the volume of purchased
energy;
(iii) Reduction of 3.8% (R$ 60 million) in PIS and COFINS tax credits (cost reducer),
generated from the energy purchase;
(iv) Increase of 12.8% (R$ 37 million) in the amount of PROINFA cost, due to the increase
of 15.9% in the average purchase price (R$ 297.52/MWh in 2018 vs. R$ 256.69/MWh in
2017), partially offset by the reduction of 2.7% (31 GWh) in the volume of purchased
energy.

 Charges for the use of the transmission and distribution system reached R$ 2,372 million in 2018,
an increase of 84.7% (R$ 1,088 million), due to the following factors:
(i) Increase of 37.2% (R$ 573 million) in the basic network charges;
(ii) Reduction of 76.6% (R$ 347 million) in the System Service Usage Charges – ESS (cost
reducer), from a revenue of R$ 453 million in 2017 to a revenue of R$ 106 million in
2018;
(iii) Expense of R$ 135 million in 2018, related to Reserve Energy Charges – EER;
(iv) Increase of 66.5% (R$ 106 million) in Itaipu transmission charges;
(v) Increase of 32.9% (R$ 40 million) in charges for connection;
(vi) Increase of 23.7% (R$ 9 million) in charges for usage of the distribution system;
Partially offset by:
(vii) Increase of 97.6% (R$ 123 million) in PIS and COFINS tax credits (cost reducer),
generated from the charges.

4.5) Operating Costs and Expenses

Operating costs and expenses reached R$ 1,943 million in 4Q18, compared to R$ 1,844 million in
4Q17, an increase of 5.4% (R$ 100 million). In 2018, operating costs and expenses reached R$
6,590 million, compared to R$ 6,822 million in 2017, a reduction of 3.4% (R$ 232 million).
The factors that explain these variations follow below:

PMSO

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

Reported PMSO (R$ million)

Variation Variação
4Q18 4Q17 2018 2017
R$ MM % R$ MM %

Reported PMSO

Personnel (380) (379) (1) 0.4% (1,414) (1,377) (37) 2.7%


Material (70) (68) (2) 3.1% (258) (250) (8) 3.2%

Outsourced Services (193) (179) (14) 8.0% (692) (727) 35 -4.9%


Other Operating Costs/Expenses (306) (210) (96) 45.8% (770) (753) (17) 2.2%

Allowance for doubtful accounts (56) (36) (19) 53.3% (169) (155) (14) 9.1%

Legal, judicial and indemnities expenses (74) (66) (8) 11.6% (187) (188) 2 -0.9%

Others (177) (107) (69) 64.4% (414) (409) (4) 1.1%

Total Reported PMSO (950) (836) (114) 13.6% (3,134) (3,107) (27) 0.9%

The PMSO item reached R$ 950 million in 4Q18, compared to R$ 836 million in 4Q17, an increase
of 13.6% (R$ 114 million), due to the following factors:
(i) Personnel - increase of 0.4% (R$ 1 million), mainly due to the collective bargaining
agreement – wages and benefits;
(ii) Material - increase of 3.1% (R$ 2 million), mainly due to the increase in the replacement of
material to the maintenance of lines and grid;
(iii) Outsourced services - increase of 8.0% (R$ 14 million), mainly due to the increases in
maintenance services in lines, network and substations and in outsourced services;
(iv) Other operational costs/expenses - increase of 45.8% (R$ 96 million), mainly due to:
 Increase of 278.8% (R$ 91 million) of loss on disposal, retirement and other noncurrent
assets;
 Increase of 53.3% (R$ 19 million) in allowance for doubtful account;
 Increase of 11.6% (R$ 8 million) in legal and judicial expenses;
Partially offset by:
 Compensation for non-compliance with technical indicators (R$ 16 million), which from
January 2018 onwards was classified under Other Revenues;
 Other effects (R$ 6 million).

In 2018, the PMSO item reached R$ 3,134 million, compared to R$ 3,107 million in 2017, an increase
of 0.9% (R$ 27 million), due to the following factors:
(i) Personnel - increase of 2.7% (R$ 37 million), mainly due to the collective bargaining
agreement – wages and benefits;
(ii) Material - increase of 3.2% (R$ 8 million), mainly due to the increase in the replacement of
material to the maintenance of lines and grid;
(iii) Outsourced services - reduction of 4.9% (R$ 35 million), mainly due to the reductions in
other outsourced services and in maintenance in machinery and equipment;
(iv) Other operational costs/expenses - increase of 2.2% (R$ 17 million), mainly due to:

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 Increase of 59.5% (R$ 79 million) of loss on disposal, retirement and other noncurrent
assets;
 Increase of 9.1% (R$ 14 million) in allowance for doubtful account;
Partially offset by:
 Compensation for non-compliance with technical indicators (R$ 50 million), which from
January 2018 onwards was classified under Other Revenues;
 Provision for impairment (R$ 20 million);
 Reduction of 0.9% (R$ 2 million) in legal and judicial expenses;
 Other effects (R$ 4 million).

Other operating costs and expenses


Other operating costs and expenses reached R$ 994 million in 4Q18, compared to R$ 1,008 million
in 4Q17, registering a reduction of 1.4% (R$ 14 million), due to the following factors:
 Reduction of 4.0% (R$ 24 million) in Costs of Building the Infrastructure item;
 Reduction of 21.0% (R$ 6 million) in Private Pension Fund item, due to the registration of the
impacts of the 2018 actuarial report;
Partially offset by:
 Increase of 4.3% (R$ 14 million) in Depreciation and Amortization item;
 Increase of 2.9% (R$ 2 million) in Amortization of Intangible of Concession Asset item.

In 2018, other operating costs and expenses reached R$ 3,456 million, compared to R$ 3,715 million
in 2017, registering a reduction of 7.0% (R$ 259 million), due to the following factors:
 Reduction of 14.5% (R$ 300 million) in Costs of Building the Infrastructure item;
 Reduction of 21.1% (R$ 24 million) in Private Pension Fund item, due to the registration of the
impacts of the 2018 actuarial report;
Partially offset by:
 Increase of 5.2% (R$ 64 million) in Depreciation and Amortization item;
 Increase of 0.2% (R$ 1 million) in Amortization of Intangible of Concession Asset item.

4.6) EBITDA

In 4Q18, EBITDA reached R$ 1,354 million, compared to R$ 1,366 million in 4Q17, registering a
reduction of 0.9% (R$ 12 million). In 2018, EBITDA reached R$ 5,637 million, compared to R$ 4,864
million in 2017, registering an increase of 15.9% (R$ 773 million).
EBITDA is calculated according to CVM Instruction no. 527/12 and showed in the table below:

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EBITDA and Net Income conciliation (R$ million)


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.

Net Income 670 498 34.7% 2,166 1,243 74.2%

De preciation and Amortization 403 387 1,595 1,530

Financial Result 271 290 1,103 1,488

Income Tax / Social Contribution 10 192 774 604

EBITDA 1,354 1,366 -0.9% 5,637 4,864 15.9%

4.7) Financial Result


Financial Result (R$ Million)
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Revenues
Income from Financial Investments 47 74 -35.9% 223 457 -51.3%
Additions and Late Payment Fines 73 62 18.6% 276 265 4.1%
Fiscal Credits Update 2 5 -53.0% 15 20 -24.5%
Judicial Deposits Update 9 10 -3.7% 37 50 -24.6%
Monetary and Foreign Exchange Updates 19 11 78.7% 70 61 15.1%
Discount on Purchase of ICMS Credit 9 7 28.9% 34 16 106.1%
Sectoral Financial Assets Update 36 - - 80 - -
PIS and COFINS - over Other Financial Revenues (12) (11) 5.3% (46) (48) -4.4%
PIS and COFINS over Interest on Own Capital (39) (26) 50.1% (39) (28) 41.6%
Others 39 41 -5.9% 113 87 29.0%
Total 184 171 7.1% 762 880 -13.4%
Expenses
Debt Charges (326) (340) -4.1% (1,329) (1,661) -20.0%
Monetary and Foreign Exchange Updates (69) (104) -33.4% (368) (540) -31.8%
(-) Capitalized Interest 8 8 -0.1% 29 51 -43.4%
Sectoral Financial Liabilities Update - (2) -100.0% - (82) -100.0%
Use of Public Asset (4) (3) 20.1% (18) (8) 120.7%
Others (63) (21) 198.6% (179) (127) 41.1%
Total (454) (461) -1.5% (1,865) (2,368) -21.2%
Financial Result (271) (290) -6.7% (1,103) (1,488) -25.9%

In 4Q18, net financial expense was of R$ 271 million, a reduction of 6.7% (R$ 19 million) compared
to the net financial expense of R$ 290 million reported in 4Q17.
The items explaining these variations in Financial Result are as follows:
 Financial Revenues: increase of 7.1% (R$ 12 million), from R$ 171 million in 4Q17 to R$ 184
million in 4Q18, mainly due to the following factors:
(i) Sectoral financial assets update in 4Q18, in the amount of R$ 36 million;
(ii) Increase of 18.6% (R$ 11 million) in additions and late payment fines;
(iii) Increase of 78.7% (R$ 9 million) in the monetary and foreign exchange updates, due
to the increases: (a) of R$ 12 million in revenues from fines, interest and monetary
adjustment relating to installment payments made by consumers, and (b) of R$ 4 million
in other monetary and foreign exchange updates; partially offset by the reductions (c) of
R$ 6 million in the update of the balance of tariff subsidies, as determined by ANEEL,

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and (d) of R$ 1 million in gains with the zero-cost collar derivative1;


(iv) Increase of 28.9% (R$ 2 million) in discount on the acquisition of ICMS credit;
Partially offset by:
(v) Reduction of 35.9% (R$ 26 million) in the income from financial investments, due to
the reductions in the CDI interbank rate and in the average balance of investments;
(vi) Increase of 50.1% (R$ 13 million) in PIS and COFINS over Interest on Own Capital
(revenue reducer);
(vii) Reduction of 53.0% (R$ 3 million) in fiscal credits update;
(viii) Reduction of 5.9% (R$ 2 million) in other financial revenues;
(ix) Increase of 5.3% (R$ 1 million) in PIS and COFINS over Other Financial Revenue
(revenue reducer).

 Financial Expenses: reduction of 1.5% (R$ 7 million), from R$ 461 million in 4Q17 to R$ 454
million in 4Q18, mainly due to the following factors:
(i) Reduction of 33.4% (R$ 35 million) in the monetary and foreign exchange updates,
due to: (a) the mark-to-market positive effect for financial operations under Law 4,131 –
non-cash effect (R$ 21 million), (b) the effect of Itaipu’s exchange variation (R$ 13
million), and (c) the reduction of debt charges in foreign currency, with swap to CDI
interbank rate (R$ 1 million);
(ii) Reduction of 4.1% (R$ 14 million) of debt charges in local currency, due to the
reduction in the CDI interbank rate;
(iii) Sectoral financial liabilities update in 4Q17, in the amount of R$ 2 million (expense
reducer);
Partially offset by:
(iv) Increase of 198.6% (R$ 42 million) in other financial expenses;
(v) Increase of 20.1% (R$ 1 million) in the financial expenses with the Use of Public Asset
(UBP).

In 2018, net financial expense was of R$ 1,103 million, a reduction of 25.9% (R$ 385 million)
compared to the net financial expense of R$ 1,488 million reported in 2017.
The items explaining these variations in Financial Result are as follows:
 Financial Revenues: reduction of 13.4% (R$ 118 million), from R$ 880 million in 2017 to R$ 762
million in 2018, mainly due to the following factors:
(i) Reduction of 51.3% (R$ 234 million) in the income from financial investments, due to
the reductions in the CDI interbank rate and in the average balance of investments;
(ii) Reduction of 24.6% (R$ 12 million) in judicial deposits update;
(iii) Increase of 41.6% (R$ 12 million) in PIS and COFINS over Interest on Own Capital

1
In 2015, subsidiary CPFL Geração contracted US$ denominated put and call options, involving the same financial
institution as counterpart, and which on a combined basis are characterized as an operation usually known as zero-cost
collar. The contracting of this operation does not involve any kind of speculation, inasmuch as it is aimed at minimizing any
negative impacts on future revenues of the joint venture ENERCAN, which has electric energy sale agreements with annual
restatement of part of the tariff based on the variation in the US$. In addition, according to Management’s view, the scenario
was favorable for contracting this type of financial instrument, considering the high volatility implicit in dollar options and
the fact that there was no initial cost for same.

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

(revenue reducer);
(iv) Reduction of 24.5% (R$ 5 million) in fiscal credits update;
Partially offset by:
(v) Sectoral financial assets update in 2018, in the amount of R$ 80 million;
(vi) Increase of 29.0% (R$ 25 million) in other financial revenues;
(vii) Increase of 106.1% (R$ 17 million) in discount on the acquisition of ICMS credit;
(viii) Increase of 4.1% (R$ 11 million) in additions and late payment fines;
(ix) Increase of 15.1% (R$ 9 million) in the monetary and foreign exchange updates, due
to: (a) the increase of R$ 38 million in revenues from fines, interest and monetary
adjustment relating to installment payments made by consumers; partially offset by the
reductions (b) of R$ 20 million in the gains with the zero-cost collar derivative, (c) of R$
5 million in other monetary and foreign exchange updates, and (d) of R$ 4 million in the
update of the balance of tariff subsidies, as determined by ANEEL;;
(x) Reduction of 4.4% (R$ 2 million) in PIS and COFINS over Other Financial Revenue
(revenue reducer).

 Financial Expenses: reduction of 21.2% (R$ 503 million), from R$ 2,368 million in 2017 to R$
1,865 million in 2018, mainly due to the following factors:
(i) Reduction of 20.0% (R$ 332 million) of debt charges in local currency, due to the
reduction in the CDI interbank rate;
(ii) Reduction of 31.8% (R$ 172 million) in the monetary and foreign exchange updates,
due to: (a) the reduction of debt charges in foreign currency, with swap to CDI interbank
rate (R$ 145 million), (b) the mark-to-market positive effect for financial operations under
Law 4,131 – non-cash effect (R$ 19 million), and (c) the effect of Itaipu’s exchange
variation (R$ 7 million);
(iii) Sectoral financial liabilities update in 2017, in the amount of R$ 82 million;
Partially offset by:
(iv) Increase of 41.1% (R$ 52 million) in other financial expenses;
(v) Reduction of 43.4% (R$ 22 million) in capitalized interest (expense reducer);
(vi) Increase of 120.7% (R$ 10 million) in the financial expenses with the Use of Public
Asset (UBP).

4.8) Net Income

Net income was of R$ 670 million in 4Q18, registering an increase of 34.7% (R$ 173 million) if
compared to the net income of R$ 498 million observed in 4Q17. In 2018, net income was of R$
2,166 million, registering an increase of 74.2% (R$ 923 million) if compared to the net income of R$
1,243 million observed in 2017.

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5) INDEBTEDNESS
5.1) Debt (IFRS)

Note includes the mark-to-market (MTM) effect and


borrowing costs.

Indexation after Hedge – 4Q17 vs. 4Q18

4Q17

4Q18

Note: for debt linked to foreign currency (25.6% of total in 4Q18), swap operations are contracted, aiming the protection of the

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foreign exchange and the rate linked to the contract.

Net Debt in IFRS


IFRS | R$ Million 4Q18 4Q17 Var. %
Financial Debt (including hedge) (19,752) (19,615) 0.7%
(+) Available Funds 1,891 3,250 -41.8%
(=) Net Debt (17,860) (16,366) 9.1%

5.1.1) Debt Amortization Schedule in IFRS (Dec-18)

CPFL Energia has a large market access to liquidity sources through diversified funding alternatives,
either through local market financing lines such as debenture issues, BNDES and other development
banks, or through financing lines in the foreign market. This access to credit for the CPFL group is
currently strengthened by the support of its shareholding structure, as State Grid gives greater
robustness to CPFL group in financial market.

Notes:
1) Considers only the principal of the debt of R$ 19,706 million. In order to reach the value of debt in IFRS, of R$ 19,752
million, should be included charges and the mark-to-market (MTM) effect and cost with funding;
2) Short-term (January 2019 – December 2019) = R$ 2,896 million.

The cash position at the end of 4Q18 had a coverage ratio of 0.65x the amortizations of the next 12
months, enough to honor all amortization commitments until the beginning of 2019. The average
amortization term, calculated from this schedule, is of 3.32 years.

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Gross Debt Cost1 in IFRS criteria

Note: (1) as of 2Q17, CPFL Energia started to calculate its debt average cost considering the end of the period, to
better reflect the variations on interest rates.

5.2) Debt in Financial Covenants Criteria


5.2.1) Indexation and Debt Cost in Financial Covenants Criteria

Indexation1 After Hedge2 in Financial Covenants Criteria – 4Q17 vs. 4Q18

4Q17

4Q18

1) Considering proportional consolidation of CPFL Renováveis, CERAN, ENERCAN, Foz do Chapecó and EPASA;
2) For debt linked to foreign currency (28.3% of total), swap operations are contracted, aiming the protection of the foreign
exchange and the rate linked to the contract.

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5.2.2) Net Debt in Financial Covenants Criteria and Leverage

In 4Q18 Proforma Net Debt totaled R$ 16,274 million, an increase of 12.3% compared to net debt
position at the end of 4Q17, in the amount of R$ 14,490 million.

Covenant Criteria (*) - R$ Million 4Q18 4Q17 Var.


Financial Debt (including hedge)1 (17,868) (17,385) 2.8%
(+) Available Funds 1,593 2,895 -45.0%
(=) Net Debt (16,274) (14,490) 12.3%
EBITDA Proforma2 5,343 4,531 17.9%
Net Debt / EBITDA 3.05 3.20 -4.8%

1) Considering proportional consolidation of CPFL Renováveis, CERAN, ENERCAN, Foz do Chapecó and EPASA;
2) Proforma EBITDA in the financial covenants criteria: adjusted according to equivalent participation of CPFL Energia in each of its
subsidiaries, with the inclusion of regulatory assets and liabilities and the historical EBITDA of newly acquired projects.

In line with the criteria for calculation of financial covenants of loan agreements with financial
institutions, net debt is adjusted according to the equivalent stake of CPFL Energia in each of its
subsidiaries. Also, include in the calculation of Proforma EBITDA the effects of historic EBITDA of
newly acquired projects. Considering that the Proforma Net Debt totaled R$ 16,274 million and
Proforma EBITDA in the last 12 months reached R$ 5,343 million, the ratio Proforma Net Debt /
EBITDA at the end of 4Q18 reached 3.05x.

6) INVESTMENTS
6.1) Actual Investments
Investm ents (R$ Million)
Segm ent 4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Distribution 617 618 -0.2% 1,770 1,883 -6.0%
Generation - Conventional 6 6 -0.8% 12 9 28.4%
Generation - Renew able 51 55 -7.5% 225 621 -63.7%
Commercialization 1 1 -4.5% 3 3 0.0%
Services and Others 1 18 13 32.9% 53 55 -3.2%
Subtotal 693 694 -0.1% 2,062 2,570 -19.8%
Transmission 1 0 87.1% 3 46 -92.5%
Total 693 694 -0.1% 2,066 2,617 -21.0%

Note:
1) Others – basically refer to assets and transactions that are not related to the listed segments.

In 4Q18, investments were R$ 693 million, a reduction of 0.1% compared to 4Q17. In 2018, the
investments were R$ 2,066 million, a reduction of 21.0%. Investments related to the transmission
segment, according to IFRIC 15, are recorded as “Contractual Asset of Transmission Companies”
(in other credits).

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We highlight investments made by CPFL Energia in each segment:


(i) Distribution:
a. Expansion and strengthening of the electric system;
b. Electricity system maintenance and improvements;
c. Operational infrastructure;
d. Upgrade of management and operational support systems;
e. Customer help services;
f. Research and development programs;
(ii) Generation:
a. Boa Vista II SHPP.

6.2) Investments Forecasts

On November 30, 2018, CPFL Energia’s Board of Directors approved Board of Executive Officers’
proposal for 2019 Annual Budget and 2020/2023 Multiannual Plan for the Company, which was
previously discussed by the Budget and Corporate Finance Commission.

Investments Forecasts (R$ million)1

Notes:
1) Constant currency;
2) Investment Plan released in 4Q18/2018 Earnings Release, from March 2019;
3) Disregard investments in Special Obligations (among other items financed by consumers);
4) Conventional + Renewable.

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7) ALLOCATION OF RESULTS

The Company’s Bylaws require the distribution of at least 25% of net income adjusted according to
law, as dividends to its shareholders. The proposal for allocation of net income from the fiscal year
is shown below:

Thousands of R$
Net income of the fiscal year - Individual 2,058,040
Realization of comprehensive income 25,117
Adjustments from previous years - IFRS 9 adoption (82,607)
Reversion of statutory reserve - concession financial asset 826,600
Net income base for allocation 2,827,150
Legal reserve (102,902)
Statutory reserve - working capital reinforcement (2,235,465)
Minimum mandatory dividend (488,785)

Minimum Mandatory Dividend (25%)


The Board of Directors propose the payment of R$ 489 million in dividends to holders of common
shares traded on B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (B3). This proposed amount corresponds to R$
0.480182232 per share, related to the fiscal year of 2018.

Statutory Reserve – Working Capital Reinforcement


For this fiscal year, considering the current macro scenario with an incipient economic recovery, and
also considering the uncertainties regarding hydrology, the Company’s Management is proposing
the allocation of R$ 2.235 million to the statutory reserve - working capital reinforcement.

8) STOCK MARKETS
8.1) Stock Performance

CPFL Energia is listed on both the B3 (Novo Mercado) and the New York Stock Exchange (NYSE)
(ADR Level III), segments with the highest levels of corporate governance.

B3 NYSE
Date CPFE3 (R$) IEE IBOV Date CPL (US$) DJBr20 Dow Jones
12/31/2018 R$ 28.85 49,266 87,887 12/31/2018 $ 14.80 22,007 23,327
09/30/2018 R$ 23.87 39,351 79,342 09/30/2018 $ 11.82 19,406 26,458
12/31/2017 R$ 19.35 39,732 76,402 12/31/2017 $ 11.50 22,690 24,719
QoQ 20.9% 25.2% 10.8% QoQ 25.2% 13.4% -11.8%
YoY 49.1% 24.0% 15.0% YoY 28.7% -3.0% -5.6%

On December 31, 2018, CPFL Energia’s shares closed at R$ 28.85 per share on the B3 and US$
14.80 per ADR on the NYSE, an appreciation in the quarter of 20.9% and 25.2%, respectively.

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Considering the variation in the last 12 months, the shares and ADRs presented an appreciation of
49.1% on the B3 and of 28.7% on the NYSE.

8.2) Daily Average Volume

The daily trading volume in 4Q18 averaged R$ 12.1 million, of which R$ 10.9 million on the B3 and
R$ 1.2 million on the NYSE, representing a reduction of 77.5% in relation to 4Q17. The number of
trades on the B3 decreased by 61.8%.

Note: Considers the sum of the average daily volume on the B3 and NYSE.

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9) CORPORATE GOVERNANCE

The corporate governance model adopted by CPFL Energia and its subsidiaries is based on the
principles of transparency, equity, accountability and corporate responsibility.
In 2018, CPFL marked 14 years since being listed on the B3 and the New York Stock Exchange
(“NYSE”). With more than 100 years of history in Brazil, the Company’s shares are listed on the
Novo Mercado Special Listing Segment of the B3 with Level III ADRs, a special segment for
companies that comply with corporate governance best practices. All CPFL shares are common
shares, entitling all shareholders the right to vote with 100% Tag Along rights guaranteed in case of
sale of shareholding control.
CPFL’s Management is composed of the Board of Directors (“Board”), its decision-making authority,
and the Board of Executive Officers, its executive body. The Board is responsible for defining the
strategic business direction of the holding company and subsidiaries, and is composed of 7 members
(of which 2 independent members), with terms of one year, eligible for reelection.
The Bylaws of the Board establishes the procedures for evaluating the directors, under the
leadership of the Chairman, their main duties and rights.
The Board set up three advisory committees (Management Processes, Risks and Sustainability,
People Management and Related Parties), which support the Board in its decisions and monitor
relevant and strategic themes, such as people and risk management, sustainability, the surveillance
of internal audits and analysis of transactions with Parties Related to controlling shareholders and
handling of incidents recorded through complaint hotlines and ethical conduct channels.
The Board of Executive Officers is made up of 1 Chief Executive Officer, 1 Deputy Chief of Executive
Officer and 7 Vice Presidents, with terms of two years, eligible for reelection, responsible for
executing the strategy of CPFL Energia and its subsidiaries as defined by the Board of Directors in
line with corporate governance guidelines. To ensure alignment of governance practices, Executive
Officers sit on the Boards of Directors of companies that make up the CPFL group and nominate
their respective executive officers.
CPFL has a permanent Fiscal Council, made up of 3 members, that also exercises the duties of the
Audit Committee, in line with Sarbanes-Oxley law (SOX) rulings applicable to foreign companies
listed on U.S. stock exchanges.
The guidelines and documents on corporate governance are available at the Investor Relations
website http://www.cpfl.com.br/ir.

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10) SHAREHOLDERS STRUCTURE

CPFL Energia is a holding company that owns stake in other companies. State Grid Corporation of
China (SGCC) controls CPFL Energia through its subsidiaries State Grid International Development
Co., Ltd, State Grid International Development Limited (SGID), International Grid Holdings Limited,
State Grid Brazil Power Participações S.A. (SGBP) and ESC Energia S.A.:

Reference date: 12/31/2018


Notes:
(1) RGE Sul is held by CPFL Energia (89.0107%) and CPFL Brasil (10.9893%).
(2) CPFL Soluções = CPFL Brasil + CPFL Serviços + CPFL Eficiência;
(3) 51.54% stake of the availability of power and energy of Serra da Mesa HPP, regarding the Power Purchase Agreement between CPFL
Geração and Furnas;

10.1) CPFL Renováveis’ Tender Offer


CPFL Renováveis’ Mandatory Tender Offer occurred on November 26, 2018. According to the
Material Fact and the Announcement to the Market released on November 26 and 30, 2018,
respectively, as a result of the auction, State Grid acquired 243,771,824 common shares issued by
the company, representing 48.39% of the capital stock of the company. The common shares were
acquired at the price of R$ 16.85, totaling the amount of R$ 4.1 billion. State Grid and CPFL Geração
(indirectly controlled by State Grid) jointly held 503,520,623 common shares issued by the company,
equivalent to 99.94% of the total share capital of the company.

10.2) Merger of RGE and RGE Sul distribution companies


In December 2018, CPFL promoted the merger of the distribution company Rio Grande Energia
S.A. (“RGE” or “Merged Company”) into RGE Sul Distribuidora de Energia S.A. (“RGE Sul” or

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“Merging Company”). On December 04, 2018, by means of Authorizing Resolution No. 7,499, the
grouping of the concessions of the two companies was approved by the National Electric Energy
Regulatory Agency (ANEEL), through the incorporation of the assets held by the Merged Company
by the Merging Company on December 31, 2018.
As a result of the grouping, RGE Sul (“New RGE”) became responsible for the electric power supply
of 381 municipalities, located in the State of Rio Grande do Sul, meeting the demand of 2.9 million
clients.

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11) PERFORMANCE OF THE BUSINESS SEGMENTS


11.1) Distribution Segment
11.1.1) Economic-Financial Performance

Consolidated Income Statement - Distribution (R$ Million)


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Gross Operating Revenue 8,613 9,197 -6.4% 36,310 33,768 7.5%
Net Operating Revenue 5,160 5,750 -10.2% 22,467 21,077 6.6%
Cost of Electric Power (3,104) (3,767) -17.6% (15,022) (14,147) 6.2%
Operating Costs & Expenses (1,526) (1,494) 2.1% (5,208) (5,399) -3.5%
EBIT 530 489 8.5% 2,237 1,531 46.2%
(1)
EBITDA 726 668 8.7% 3,004 2,234 34.5%
Financial Income (Expense) (61) (87) -30.4% (310) (566) -45.3%
Income Before Taxes 469 401 16.9% 1,928 964 99.9%
Net Income 511 337 51.8% 1,432 665 115.4%

Note:
(1) EBITDA (IFRS) is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization, as CVM
Instruction no. 527/12.

11.1.1.1) Sectoral Financial Assets and Liabilities


In 4Q18, total sectoral financial liabilities accounted for R$ 735 million, a variation of R$ 1,586
million if compared to 4Q17, when sectoral financial assets amounted to R$ 852 million. In 2018,
total sectoral financial assets accounted for R$ 1,208 million, a reduction of 36.5% (R$ 693 million)
if compared to 2017, when sectoral financial assets amounted to R$ 1,901 million.
On December 31, 2018, the balance of sectoral financial assets and liabilities was positive in R$
1,508 million, compared to a positive balance of R$ 2,207 million on September 30, 2018 and a
positive balance of R$ 517 million on December 31, 2017.
As established by the applicable regulation, any sectoral financial assets or liabilities shall be
included in the tariffs of the distributors in their respective annual tariff events.

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11.1.1.2) Operating Revenue


Operating Revenue (R$ Million)
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Gross Operating Revenue
Revenue with Energy Sales (Captive + TUSD) 8,245 7,020 17.4% 30,203 26,174 15.4%
Short-term Electric Energy 13 193 -93.3% 781 1,723 -54.7%
Revenue from Building the Infrastructure of the Concession 568 592 -4.0% 1,771 2,026 -12.6%
Sectoral Financial Assets and Liabilities (734) 852 - 1,208 1,901 -36.4%
CDE Resources - Low-income and Other Tariff Subsidies 375 347 7.9% 1,536 1,419 8.3%
Adjustments to the Concession's Financial Asset 43 113 -62.3% 345 204 68.8%
Other Revenues and Income 104 79 30.6% 467 321 45.2%
Total 8,613 9,197 -6.4% 36,310 33,768 7.5%
Deductions from the Gross Operating Revenue
ICMS Tax (1,647) (1,405) 17.2% (6,090) (5,362) 13.6%
PIS and COFINS Taxes (743) (767) -3.1% (3,179) (2,889) 10.0%
CDE Sector Charge (1,187) (787) 50.9% (4,016) (3,186) 26.1%
R&D and Energy Efficiency Program (45) (51) -10.0% (203) (188) 8.1%
PROINFA (40) (39) 3.1% (152) (167) -9.0%
Tariff Flags and Others 216 (395) - (179) (878) -79.7%
Others (7) (5) 26.6% (24) (21) 15.6%
Total (3,452) (3,447) 0.1% (13,843) (12,692) 9.1%
Net Operating Revenue 5,160 5,750 -10.2% 22,467 21,077 6.6%

In 4Q18, gross operating revenue amounted to R$ 8,613 million, a reduction of 6.4% (R$ 584
million), due to the following factors:
 Variation of R$ 1,586 million in the Sectoral Financial Assets/Liabilities, from a sectoral
financial asset of R$ 852 million in 4Q17 to a sectoral financial liability of R$ 735 million in
4Q18;
 Reduction of 93.3% (R$ 181 million) in Short-term Electric Energy;
 Reduction of 62.3% (R$ 70 million) in the adjustments to the Concession´s Financial Asset;
 Reduction of 4.0% (R$ 24 million) in revenue from building the infrastructure of the
concession;
Partially offset by:
 Increase of 17.4% (R$ 1,224 million) in the revenue with energy sales (captive + free clients),
due to: (i) the positive average tariff adjustment in the distribution companies for the period
between 4Q17 and 4Q18 (highlight for the average increases of 16.90% in CPFL Paulista
and 22.47% in RGE Sul, in April 2018, of 20.58% in RGE, in June 2018, and of 19.25% in
CPFL Piratininga, in October 2018); and (ii) the increase of 1.2% in the sales volume within
the concession area;
 Increase of 7.9% (R$ 28 million) in tariff subsidies (CDE resources);
 Increase of 31.1% (R$ 25 million) in Other Revenues and Income.

Deductions from the gross operating revenue were R$ 3,452 million in 4Q18, representing an
increase of 0.1% (R$ 5 million), due to the following factors:
 Increase of 50.9% (R$ 400 million) in the CDE sector charge;
 Increase of 17.2% (R$ 242 million) in ICMS tax;
 Increase of 3.1% (R$ 1 million) in the PROINFA;
 Increase of 26.6% (R$ 1 million) in other deductions from the gross operating revenue;
Partially offset by the following factor:

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 Variation of R$ 611 million in tariff flags approved by the CCEE, from an expense of R$ 395
million in 4Q17 to a revenue of R$ 216 million in 4Q18;
 Reduction of 3.1% (R$ 24 million) in PIS and COFINS taxes;
 Reduction of 10.0% (R$ 5 million) in the R&D and Energy Efficiency Program.

Net operating revenue reached R$ 5,160 million in 4Q18, representing a reduction of 10.2% (R$ 589
million).

In 2018, gross operating revenue amounted to R$ 36,310 million, an increase of 7.5% (R$ 2,542
million), due to the following factors:
 Increase of 15.4% (R$ 4,029 million) in the revenue with energy sales (captive + free clients),
due to: (i) the positive average tariff adjustment in the distribution companies for the period
between 2017 and 2018; and (ii) the increase of 2.5% in the sales volume within the
concession area;
 Increase of 45.3% (R$ 146 million) in Other Revenues and Income;
 Increase of 68.8% (R$ 141 million) in the adjustments to the Concession´s Financial Asset;
 Increase of 8.3% (R$ 117 million) in tariff subsidies (CDE resources);
Partially offset by:
 Reduction of 54.7% (R$ 942 million) in Short-term Electric Energy;
 Reduction of 36.5% (R$ 693 million) in the Sectoral Financial Assets/Liabilities;
 Reduction of 12.6% (R$ 256 million) in revenue from building the infrastructure of the
concession.

Deductions from the gross operating revenue were R$ 13,843 million in 2018, representing an
increase of 9.1% (R$ 1,151 million), due to the following factors:
 Increase of 26.1% (R$ 831 million) in the CDE sector charge;
 Increase of 13.6% (R$ 728 million) in ICMS tax;
 Increase of 10.0% (R$ 289 million) in PIS and COFINS taxes;
 Increase of 8.1% (R$ 15 million) in the R&D and Energy Efficiency Program;
 Increase of 15.6% (R$ 3 million) in other deductions from the gross operating revenue;
Partially offset by the following factors:
 Reduction of 79.7% (R$ 700 million) in tariff flags approved by the CCEE;
 Reduction of 9.0% (R$ 15 million) in the PROINFA.

Net operating revenue reached R$ 22,467 million in 2018, representing an increase of 6.6% (R$
1,391 million).

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11.1.1.3) Cost of Electric Energy


Cost of Electric Energy (R$ Million)
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Cost of Electric Power Purchased for Resale
Energy from Itaipu Binacional 643 587 9.6% 2,668 2,351 13.5%
PROINFA 81 77 5.0% 331 293 12.8%
Energy Purchased through Auction in the Regulated Environment,
2,061 3,085 -33.2% 10,979 11,643 -5.7%
Bilateral Contracts and Energy Purchased in the Spot Market
PIS and COFINS Tax Credit (242) (346) -30.1% (1,239) (1,318) -5.9%
Total 2,542 3,403 -25.3% 12,738 12,970 -1.8%
Charges for the Use of the Transmission and Distribution System
Basic Network Charges 465 534 -12.9% 2,039 1,462 39.4%
Itaipu Transmission Charges 68 63 7.5% 266 160 66.5%
Connection Charges 45 29 54.5% 155 106 46.2%
Charges for the Use of the Distribution System 9 5 67.1% 30 21 40.6%
System Service Usage Charges - ESS 32 (229) - (106) (453) -76.6%
Reserve Energy Charges - EER - - - 135 - -
PIS and COFINS Tax Credit (57) (39) 49.1% (235) (119) 96.4%
Total 562 364 54.2% 2,284 1,177 94.1%
Cost of Electric Energy 3,104 3,767 -17.6% 15,022 14,147 6.2%

In 4Q18, the cost of electric energy, comprising the purchase of electricity for resale and charges for
the use of the distribution and transmission system, amounted to R$ 3,104 million, representing a
reduction of 17.6% (R$ 663 million):
 The cost of electric power purchased for resale was R$ 2,542 million in 4Q18,
representing a reduction of 25.3% (R$ 860 million), due to the following factors:
(i) Reduction of 33.2% (R$ 1,024 million) in the cost of energy purchased through auction
in the regulated environment, bilateral contracts and energy purchased in the spot
market, due to the reduction of 34.6% in the average purchase price (from R$
303.67/MWh in 4Q17 to R$ 198.72/MWh in 4Q18), partially offset by the increase of 2.1%
(212 GWh) in the volume of purchased energy;
Partially offset by:
(ii) Reduction of 30.1% (R$ 104 million) in PIS and Cofins tax credit (cost reducer),
generated from the energy purchase;
(iii) Increase of 9.6% (R$ 56 million) in the cost of energy from Itaipu, due to the increase
of 16.1% in the average purchase price (from R$ 197.38/MWh in 4Q17 to R$ 229.13/MWh
in 4Q18), partially offset by the reduction of 5.6% (167 GWh) in the volume of purchased
energy;
(iv) Increase of 5.0% (R$ 4 million) in the cost of the Proinfa, due to the increase of 6.0% in
the average purchase price (from R$ 249.11/MWh in 4Q17 to R$ 264.09/MWh in 4Q18),
partially offset by the reduction of 0.9% (3 GWh) in the volume of purchased energy.

 Charges for the use of the transmission and distribution system reached R$ 562 million
in 4Q18, representing an increase of 54.2% (R$ 197 million), due to the following factors:
(i) Variation of R$ 261 million in the System Service Usage Charges – ESS, from a revenue
of R$ 229 million in 4Q17 to an expense of R$ 32 million in 4Q18;
(ii) Increase of 54.5% (R$ 16 million) in connection charges;
(iii) Increase of 7.5% (R$ 5 million) in the Itaipu transmission charges;
(iv) Increase of 67.1% (R$ 3 million) in the usage of the distribution system charges;
Partially offset by:

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

(v) Reduction of 12.9% (R$ 69 million) in charges for basic network;


(vi) Increase of 49.1% (R$ 19 million) in PIS and Cofins tax credit (cost reducer), generated
from the charges.

In 2018, the cost of electric energy, comprising the purchase of electricity for resale and charges for
the use of the distribution and transmission system, amounted to R$ 15,022 million, representing an
increase of 6.2% (R$ 876 million):
 The cost of electric power purchased for resale was R$ 12,738 million in 2018,
representing a reduction of 1.8% (R$ 232 million), due to the following factors:
(i) Reduction of 5.7% (R$ 665 million) in the cost of energy purchased through auction
in the regulated environment, bilateral contracts and energy purchased in the spot
market, due to the reduction of 6.6% (2,934 GWh) in the volume of purchased energy,
partially offset by the increase of 0.9% in the average purchase price (from R$
261.23/MWh in 2017 to R$ 263.67/MWh in 2018);
Partially offset by:
(ii) Increase of 13.5% (R$ 317 million) in the cost of energy from Itaipu, due to the increase
of 20.3% in the average purchase price (from R$ 199.58/MWh in 2017 to R$ 240.03/MWh
in 2018), partially offset by the reduction of 5.6% (662 GWh) in the volume of purchased
energy;
(iii) Reduction of 5.9% (R$ 78 million) in PIS and Cofins tax credit (cost reducer), generated
from the energy purchase;
(iv) Increase of 12.8% (R$ 37 million) in the cost of the Proinfa, due to the increase of 15.9%
in the average purchase price (from R$ 256.70/MWh in 2017 to R$ 297.52/MWh in 2018),
partially offset by the reduction of 2.7% (31 GWh) in the volume of purchased energy.

 Charges for the use of the transmission and distribution system reached R$ 2,284
million in 2018, representing an increase of 94.1% (R$ 1,107 million), due to the following
factors:
(i) Increase of 39.4% (R$ 576 million) in charges for basic network;
(ii) Reduction of 76.6% (R$ 347 million) in the System Service Usage Charges – ESS (cost
reducer), from a revenue of R$ 453 million in 2017 to a revenue of R$ 106 million in 2018;
(iii) Expense of R$ 135 million in 2018, related to the Energy Reserve Charges – EER;
(iv) Increase of 66.5% (R$ 106 million) in the Itaipu transmission charges;
(v) Increase of 46.2% (R$ 49 million) in connection charges;
(vi) Increase of 40.6% (R$ 9 million) in the usage of the distribution system charges;
Partially offset by:
(vii) Increase of 96.4% (R$ 115 million) in PIS and Cofins tax credit (cost reducer), generated
from the charges.

11.1.1.4) Operating Costs and Expenses


Operating costs and expenses reached R$ 1,526 million in 4Q18, compared to R$ 1,494 million in
4Q17, an increase of 2.1% (R$ 32 million). In 2018, operating costs and expenses reached R$ 5,208
million, compared to R$ 5,399 million in 2017, a reduction of 3.5% (R$ 192 million).

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The factors that explain these variations follow below:

PMSO

Reported PMSO (R$ million)

Variation Variação
4Q18 4Q17 2018 2017
R$ MM % R$ MM %

Reported PMSO

Personnel (245) (251) 6 -2.4% (926) (920) (5) 0.6%

Material (46) (46) (0) 0.6% (170) (170) (1) 0.3%

Outsourced Services (239) (235) (5) 2.1% (866) (853) (14) 1.6%
Other Operating Costs/Expenses (209) (163) (46) 28.0% (620) (615) (5) 0.8%

Allowance for doubtful accounts (50) (36) (14) 39.9% (166) (155) (11) 6.9%

Legal, judicial and indemnities expenses (73) (59) (14) 24.2% (180) (179) (0) 0.1%
Others (85) (68) (17) 25.1% (274) (280) 6 -2.1%

Total Reported PMSO (739) (695) (45) 6.4% (2,582) (2,557) (24) 1.0%

In 4Q18, PMSO reached R$ 739 million, an increase of 6.4% (R$ 45 million), compared to R$ 695
million in 4Q17.
Personnel – reduction of 2.4% (R$ 6 million);
Material – increase of 0.6% (R$ 0.3 million);
Third party services – increase of 2.1% (R$ 5 million), mainly due to the increases in the following
items: maintenance services in lines, network and substations (R$ 8 million), outsourced services
(R$ 6 million), delinquency/collection recovery (R$ 2 million), hardware/software maintenance (R$ 2
million), meter reading and use (R$ 2 million), maintenance and conservation of buildings (R$ 2
million); partially offset by the reductions in other outsourced services (R$ 8 million), maintenance in
machinery and equipment (R$ 4 million) and maintenance of the electric system – lines and network
(R$ 3 million) and cleanliness and conservation (R$ 2 million);
Other operating costs/expenses – increase of 28.0% (R$ 46 million), due to the increases in the
following items: (a) compensation for non-compliance with technical indicators (R$ 16 million), which
as from January 2018 was classified under Other Revenues, (b) legal and judicial expenses (R$ 14
million), (c) allowance for doubtful accounts (R$ 14 million) and (d) other costs/expenses (R$ 1
million).

In 2018, PMSO reached R$ 2,582 million, an increase of 1.0% (R$ 24 million), compared to R$ 2,557
million in 2017.
Personnel – increase of 0.6% (R$ 5 million), mainly due to the collective bargaining agreement –
wages and benefits;
Material – increase of 0.3% (R$ 1 million);
Third party services – increase of 1.6% (R$ 14 million), mainly due to the increases in the following
items: maintenance services in lines, network and substations (R$ 21 million), outsourced services
(R$ 15 million), meter reading and use (R$ 9 million), tree pruning (R$ 7 million), audit and consulting
(R$ 5 million), hardware/software maintenance (R$ 4 million) and maintenance and conservation of
buildings (R$ 3 million); partially offset by the reductions in other outsourced services (R$ 32 million),

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

maintenance in machinery and equipment (R$ 13 million) and maintenance of the electric system –
lines and network (R$ 4 million);
Other operating costs/expenses – increase of 0.8% (R$ 5 million), due to the increases in the
following items: (a) loss on disposal, retirement and other noncurrent assets (R$ 21 million), (b) other
costs/expenses (R$ 16 million), (c) allowance for doubtful accounts (R$ 11 million) and (d) collection
fees (R$ 7 million); partially offset by the reduction in compensation for non-compliance with
technical indicators (R$ 50 million), which as from January 2018 was classified under Other
Revenues.

Other operating costs and expenses


In 4Q18, other operating costs and expenses reached R$ 787 million, compared to R$ 800 million
in 4Q17, registering a reduction of 1.6% (R$ 13 million), with the variations below:
(i) Reduction of 4.0% (R$ 24 million) in cost of building the concession´s infrastructure.
This item, which reached R$ 568 million in 4Q18, does not affect results, since it has its
counterpart in “operating revenue”;
(ii) Reduction of 21.0% (R$ 6 million) in Private Pension Fund item, due to the registration
of the impacts of the 2018 actuarial report;
Partially offset by:
(iii) Increase of 9.9% (R$ 16 million) in Depreciation and Amortization item;
(iv) Increase of 4.7% (R$ 1 million) in Amortization of Intangible of Concession Asset item.

In 2018, other operating costs and expenses reached R$ 2,626 million, compared to R$ 2,842 million
in 2017, registering a reduction of 7.6% (R$ 216 million), with the variations below:
(v) Reduction of 12.6% (R$ 256 million) in cost of building the concession´s
infrastructure. This item, which reached R$ 1,771 million in 2018, does not affect results,
since it has its counterpart in “operating revenue”;
(vi) Reduction of 21.0% (R$ 23 million) in Private Pension Fund item, due to the registration
of the impacts of the 2018 actuarial report;
(vii) Reduction of 2.9% (R$ 2 million) in Amortization of Intangible of Concession Asset
item;
Partially offset by:
(viii) Increase of 10.1% (R$ 65 million) in Depreciation and Amortization item.

11.1.1.5) EBITDA
EBITDA totaled R$ 726 million in 4Q18, compared to R$ 668 million in 4Q17, an increase of 8.7%
(R$ 58 million). In 2018, EBITDA totaled R$ 3,004 million, compared to R$ 2,234 million in 2017, an
increase of 34.5% (R$ 770 million).

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Conciliation of Net Income and EBITDA (R$ million)


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.

Net income 511 337 51.8% 1,432 665 115.4%

Depreciation and Amortization 196 179 767 704

Financial Results 61 87 310 566

Income Tax /Social Contribution (42) 64 495 300

EBITDA 726 668 8.7% 3,004 2,234 34.5%

11.1.1.6) Financial Result


Financial Result (R$ Million)
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Revenues
Income from Financial Investments 15 28 -46.1% 74 218 -66.0%
Additions and Late Payment Fines 73 61 18.8% 273 262 4.3%
Fiscal Credits Update 1 1 -7.4% 8 8 4.5%
Judicial Deposits Update 9 9 -5.0% 36 49 -26.6%
Monetary and Foreign Exchange Updates 19 14 38.7% 69 40 71.5%
Discount on Purchase of ICMS Credit 9 7 29.0% 34 16 106.1%
Sectoral Financial Assets Update 36 - - 80 - -
PIS and COFINS - over Other Financial Revenues (9) (9) 9.5% (36) (36) 0.0%
Others 9 13 -30.1% 38 41 -9.5%
Total 161 125 29.0% 575 597 -3.8%

Expenses
Debt Charges (149) (131) 13.8% (582) (623) -6.6%
Monetary and Foreign Exchange Updates (44) (69) -36.2% (227) (390) -41.9%
(-) Capitalized Interest 6 6 -7.3% 18 21 -13.1%
Sectoral Financial Liabilities Update - (2) -100.0% - (82) -100.0%
Others (35) (18) 99.2% (93) (88) 5.6%
Total (222) (212) 4.5% (885) (1,164) -24.0%
Financial Result (61) (87) -30.4% (310) (566) -45.3%

In 4Q18, the net financial result recorded a net financial expense of R$ 61 million, a reduction of
30.4% (R$ 27 million). The items explaining these changes are as follows:
 Financial Revenue: increase of 29.0% (R$ 36 million), from R$ 125 million in 4Q17 to R$ 161
million in 4Q18, mainly due to the following factors:
(i) Sectoral financial assets update in 4Q18, in the amount of R$ 36 million;
(ii) Increase of 18.8% (R$ 12 million) in late payment interest and fines;
(iii) Increase of 38.7% (R$ 5 million) in adjustments for inflation and exchange rate
changes, due to (a) the increase of R$ 12 million in revenues from fines, interest and
monetary adjustment relating to installment payments made by consumers; partially offset
by the reductions (b) of R$ 6 million in the adjustment of the balance of tariff subsidies, as
determined by Aneel, and (c) of R$ 1 million in other adjustments for inflation and
exchange rate changes;
(iv) Increase of 29.0% (R$ 2 million) in the discount on purchase of ICMS credit;
Partially offset by:
(v) Reduction of 46.1% (R$ 13 million) in the income from financial investments, due to
the lower average balance of investments and the fall of CDI interbank rate;

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

(vi) Reduction of 30.1% (R$ 4 million) in other financial revenues;


(vii) Increase of 9.5% (R$ 1 million) in PIS and Cofins on financial revenues (revenue
reducer).

 Financial Expense: increase of 4.5% (R$ 10 million), from R$ 212 million in 4Q17 to R$ 222
million in 4Q18, mainly due to the following factors:
(i) Increase of 13.8% (R$ 18 million) in interest on debt in local currency;
(ii) Increase of 99.2% (R$ 17 million) in other financial expenses;
Partially offset by:
(iii) Reduction of 36.2% (R$ 25 million) in adjustments for inflation and exchange rate
changes, due to: (a) the mark-to-market positive effect for financial operations under Law
4,131 – non-cash effect (R$ 14 million); and (b) the effect of Itaipu’s exchange variation
(R$ 13 million); partially offset by (c) the increase of debt charges in foreign currency, with
swap to CDI interbank rate (R$ 2 million);
(iv) Sectoral financial liabilities update in 4Q17, in the amount of R$ 2 million (expense
reducer).

In 2018, the net financial result recorded a net financial expense of R$ 310 million, a reduction of
45.3% (R$ 257 million). The items explaining these changes are as follows:
 Financial Revenue: reduction of 3.8% (R$ 23 million), from R$ 597 million in 2017 to R$ 575
million in 2018, mainly due to the following factors:
(i) Reduction of 66.0% (R$ 144 million) in the income from financial investments, due to
the lower average balance of investments and the fall of CDI interbank rate;
(ii) Reduction of 26.6% (R$ 13 million) in adjustments for inflation of escrow deposits;
(iii) Reduction of 9.5% (R$ 4 million) in other financial revenues;
Partially offset by:
(iv) Sectoral financial assets update in 2018, in the amount of R$ 80 million;
(v) Increase of 71.5% (R$ 29 million) in adjustments for inflation and exchange rate
changes, due to: (a) the increase of R$ 38 million in revenues from fines, interest and
monetary adjustment relating to installment payments made by consumers; partially offset
by the reductions (b) of R$ 5 million in other adjustments for inflation and exchange rate
changes, and (c) of R$ 4 million in the adjustment of the balance of tariff subsidies, as
determined by Aneel;
(vi) Increase of 106.1% (R$ 17 million) in the discount on purchase of ICMS credit;
(vii) Increase of 4.3% (R$ 11 million) in late payment interest and fines.

 Financial Expense: reduction of 24.0% (R$ 279 million), from R$ 1,164 million in 2017 to R$ 885
million in 2018, mainly due to the following factors:
(i) Reduction of 41.9% (R$ 163 million) in adjustments for inflation and exchange rate
changes, due to: (a) the reduction of debt charges in foreign currency, with swap to CDI
interbank rate (R$ 103 million); (b) the mark-to-market positive effect for financial
operations under Law 4,131 – non-cash effect (R$ 53 million); and (c) the effect of
exchange variation in Itaipu invoices (R$ 7 million);
(ii) Sectoral financial liabilities update in 2017, in the amount of R$ 82 million (expense

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

reducer);
(iii) Reduction of 6.6% (R$ 41 million) in interest on debt in local currency;
Partially offset by:
(iv) Increase of 5.6% (R$ 5 million) in other financial expenses;
(v) Reduction of 13.1% (R$ 3 million) in capitalized interest (expense reducer).

11.1.1.7) Net Income


Net Income totaled R$ 511 million in 4Q18, compared to R$ 337 million in 4Q17, an increase of
51.8% (R$ 174 million). In 2018, Net Income totaled R$ 1,432 million, compared to R$ 665 million
in 2017, an increase of 115.4% (R$ 768 million).

11.1.2) Tariff Events

Reference dates

Tariff Process Dates


Distributor Date
CPFL Santa Cruz March 22nd
CPFL Paulista April 8th
New RGE June 19th
CPFL Piratininga October 23rd

Tariff Revision
Distributor Periodicity Next Revision Cycle
CPFL Piratininga Every 4 years October 2019 5th PTRC
CPFL Santa Cruz Every 5 years March 2021 5th PTRC
CPFL Paulista Every 5 years April 2023 5th PTRC
New RGE Every 5 years June 2023 5th PTRC

Annual tariff adjustments occurred in October 2018 and March 2019

CPFL Piratininga CPFL Santa Cruz

Ratifying Resolution 2,472 2,522

Adjustment 20.01% 13.31%

Parcel A 7.07% 1.12%

Parcel B 1.76% 0.90%

Financial Components 11.18% 11.29%

Effect on consumer billings 19.25% 13.31%

Date of entry into force 10/23/2018 03/22/2019

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

Periodic tariff reviews occurred in 2018

CPFL Paulista RGE Sul RGE

Ratifying Resolution 2,381 2,385 2,401


Adjustment 12.68% 18.44% 21.27%
Parcel A 5.53% 6.79% 6.11%
Parcel B 3.14% 4.77% 9.45%
Financial Components 4.01% 6.88% 5.71%
Effect on consumer billings 16.90% 22.47% 20.58%
Date of entry into force 04/08/2018 04/19/2018 06/19/2018

CPFL
4th Periodic Tariff Review Cycle RGE Sul RGE
Paulista
Date Apr-18 Apr-18 Jun-18
Gross Regulatory Asset Base (A) 9,457 3,605 4,374
Depreciation Rate (B) 3.72% 3.87% 3.74%
Depreciation Quota (C = A x B) 352 140 164
Net Regulatory Asset Base (D) 5,193 2,389 3,032
Pre-tax WACC (E) 12.26% 12.26% 12.26%
Cost of Capital (F = D x E) 637 290 372
Special Obligations (G) 45 5 8
Regulatory EBITDA (H = C + F + G) 1,033 435 543
OPEX = CAOM + CAIMI (I) 1,245 438 523
Parcel B (J = H + I) 2,278 872 1,066
Productivity Index Parcel B ( K ) 0.96% 0.98% 1.07%
Quality Incentive Mechanism ( L) -0.17% -0.71% 0.05%
Parcel B w ith adjusts (M = J * (K - L) 2,260 870 1,054
Other Revenues (N) 88 19 28
Adjusted Parcel B (O = M - N) 2,172 851 1,026
Parcel A (P) 7,785 2,653 2,816
Required Revenue (Q = O + P) 9,957 3,504 3,842

CPFL Paulista
On April 3, 2018, ANEEL approved the result of the fourth Periodic Tariff Review of distributor CPFL
Paulista. The average effect to be perceived by the consumers is 16.90% and details can be found
in the table above.

RGE Sul
On April 17, 2018, ANEEL approved the result of the fourth Periodic Tariff Review of distributor RGE
Sul. The average effect to be perceived by the consumers was 22.47% and details can be found in
the table above.

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

RGE
On June 19, 2018, ANEEL approved the result of the fourth Periodic Tariff Review of distributor RGE
Sul. The average effect to be perceived by the consumers was 20.58% and details can be found in
the table above.

11.1.3) Operating Performance of Distribution

SAIDI and SAIFI


Below we are presenting the results achieved by the distribution companies with regard to the main
indicators that measure the quality and reliability of their supply of electric energy. The SAIDI
(System Average Interruption Duration Index) measures the average duration, in hours, of
interruption per consumer per year. The SAIFI (System Average Interruption Frequency Index)
measures the average number of interruptions per consumer per year.

SAIDI and SAIFI Indicators


SAIDI (hours) SAIFI (interruptions)
Distributor
2014 2015 2016 2017 1Q18 2Q18 3Q18 4Q18 ANEEL1 2014 2015 2016 2017 1Q18 2Q18 3Q18 4Q18 ANEEL1
CPFL Paulista 6.92 7.76 7.62 7.14 6.90 6.50 6.25 6.17 7.38 4.87 4.89 5.00 4.94 4.76 4.46 4.13 4.01 6.33
CPFL Piratininga 6.98 7.24 8.44² 6.97 6.37 5.93 6.01 5.92 6.74 4.19 4.31 3.97² 4.45 4.13 3.61 3.71 3.88 5.82
RGE 18.77 15.98 14.44 14.17 13.74 13.46 13.15 13.43 11.48 9.14 8.33 7.56 7.74 7.09 6.71 6.28 6.30 8.50
RGE Sul 17.75 19.11 19.45 15.58 15.30 15.54 15.98 15.56 10.79 8.87 8.42 9.41 7.62 7.05 6.51 6.34 5.89 8.30
CPFL Santa Cruz 6.20 5.80 5.61 5.61 6.01 8.75 5.12 5.26 4.98 4.89 5.09 7.88

Notes:
1) 2018 Regulatory Agency (ANEEL);
2) In the previous disclosures, we reported a SAIDI of 6.97 and a SAIFI of 3.80 for CPFL Piratininga in 2016. This number excluded the effect of a
CTEEP transmission failure during a storm. However, a decision by ANEEL determined that this effect was included in the SAIDI and SAIFI
statistics, so that we corrected the values, as shown in the table.

The year of 2018 presented positive historical results, mainly for the distributors of São Paulo and
RGE. CPFL Santa Cruz and RGE presented the best historical result of SAIDI. CPFL Paulista and
CPFL Piratininga presented the best result of SAIDI since 2010 and 2012, respectively. For the
consolidated SAIFI of 2018, it was the best result for all companies in the CPFL group: CPFL
Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Santa Cruz, RGE e RGE Sul.

As regards RGE Sul specifically, the recovery plan for technical indicators remains Rural, Troncal
and Urban pruning, treatment of major primary, secondary and damage recidivism, programming of
services for testing and maintenance in substations and transmission lines, carry out termovision
and ultrasound inspections in distribution networks, substations and transmission lines. In addition,
part of the maintenance plan, improvements and extensions of the existing structure, with the
forecast of exchanges of posts, capacity adjustment, modernization of substations, and installation
of remote control and control equipment. This plan is part of a continuous improvement that is
already under development. In addition to the significant investments being made, the significant
reduction of these investments has already been observed.
Since 2019, the RGE and RGE Sul concessions have been unified, becoming a single distributor for
the purpose of calculating technical indicators.

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Losses
Find below the performance of CPFL distribution companies throughout the last quarters:

12M Accum ulated Total Losses


Losses 1 4Q17 1Q18 2Q18 3Q18 4Q18 ANEEL
CPFL Energia 8.91% 8.82% 9.02% 8.86% 8.97% 8.30%
CPFL Paulista 8.94% 8.93% 9.10% 8.87% 9.09% 8.33%
CPFL Piratininga 7.70% 7.72% 7.87% 7.79% 7.90% 6.92%
RGE 9.01% 8.79% 9.05% 8.98% 8.95% 9.28%
RGE Sul 10.63% 10.24% 10.55% 10.58% 10.38% 8.90%
CPFL Santa Cruz 8.59% 8.65% 8.84% 8.09% 8.50% 7.59%

Notes:
1) The figures above were adequate to a better comparison with the regulatory losses trajectory defined by the Regulatory
Agency (ANEEL). In CPFL Piratininga, RGE and RGE Sul, high-voltage customers were disregarded;

The consolidated losses index of CPFL Energia was of 8.97% in 4Q18, compared to 8.86% in 3Q18,
an increase of 0.11 p.p. Compared to 4Q17 (8.91%), there was an increase of 0.06 p.p.

11.2) Commercialization and Services Segments


11.2.1) Commercialization Segment

Consolidated Income Statement - Commercialization (R$ Million)


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Net Operating Revenue 963 1,044 -7.8% 3,496 3,414 2.4%
EBITDA(1) 14 53 -73.0% 96 171 -43.5%
Net Loss 10 29 -65.5% 53 90 -41.2%
Note:
(1) EBITDA is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization.

Operating Revenue
In 4Q18, net operating revenue reached R$ 963 million, representing a reduction of 7.8% (R$ 81
million).
In 2018, net operating revenue reached R$ 3,496 million, representing an increase of 2.4% (R$ 82
million).

EBITDA
In 4Q18, EBITDA totaled R$ 14 million, compared to R$ 53 million in 4Q17, a reduction of 73.0%
(R$ 39 million).
In 2018, EBITDA totaled R$ 96 million, compared to R$ 171 million in 2017, a reduction of 43.5%
(R$ 74 million).

Net Income

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In 4Q18, net income was R$ 10 million, compared to net income of R$ 29 million in 4Q17, a reduction
of 65.5% (R$ 19 million).
In 2018, net income was R$ 53 million, compared to net income of R$ 90 million in 2017, a reduction
of 41.2% (R$ 37 million).

11.2.2) Services Segment

Consolidated Income Statement - Services (R$ Million)


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Net Operating Revenue 153 140 9.7% 533 486 9.7%
EBITDA(1) 16 27 -40.0% 95 87 8.9%
Net Income (3) 17 - 43 55 -21.7%
Note:
(1) EBITDA is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization.

Operating Revenue
In 4Q18, net operating revenue reached R$ 153 million, representing an increase of 9.7% (R$ 14
million).
In 2018, net operating revenue reached R$ 533 million, representing an increase of 9.7% (R$ 47
million).

EBITDA
In 4Q18, EBITDA totaled R$ 16 million, compared to R$ 27 million in 4Q17, a reduction of 40.0%
(R$ 11 million).
In 2018, EBITDA totaled R$ 95 million, compared to R$ 87 million in 2017, an increase of 8.9% (R$
8 million).

Net Income
In 4Q18, net loss was R$ 3 million, compared to a net income of R$ 17 million in 4Q17.
In 2018, net income was R$ 43 million, compared to R$ 55 million in 2017, a reduction of 21.7% (R$
12 million).

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11.3) Conventional Generation Segment


11.3.1) Economic-Financial Performance

Consolidated Income Statement - Conventional Generation (R$ million)


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Gross Operating Revenue 316 324 -2.5% 1,276 1,303 -2.1%
Net Operating Revenue 285 295 -3.4% 1,144 1,190 -3.9%
Cost of Electric Power (35) (49) -28.6% (102) (147) -30.5%
Operating Costs & Expenses (60) (61) -1.3% (221) (277) -20.2%
EBIT 190 185 2.5% 821 766 7.2%
EBITDA 312 275 13.4% 1,272 1,200 6.1%
Financial Income (Expense) (43) (63) -31.7% (248) (329) -24.4%
Income Before Taxes 240 181 32.2% 907 750 21.0%
Net Income 234 185 26.4% 770 654 17.7%

Nota:
(1) EBITDA is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization.

11.3.1.1) Operating Revenue

In the analysis presented in this report we consider the migration of the transmission companies
CPFL Piracicaba and CPFL Morro Agudo from “Others” to “Conventional Generation” segment.
In 4Q18, Gross Operating Revenue reached R$ 316 million, a reduction of 2.5% (R$ 8 million).
Net Operating Revenue was of R$ 285 million, registering a reduction of 3.4% (R$ 10 million).
The main factors that affected the net operating revenue are:
 Reduction of R$ 11 million in other operating revenues;
 Reduction of 2.1% (R$ 4 million) in the revenue with the power supply to CPFL Paulista and
CPFL Piratininga;
Partially offset by:
 Increase of 6.5% (R$ 6 million) in the revenue from the plants of Rio das Antas Complex
(CERAN);
 Increase of R$ 2 million in the revenue with the power supply from Jaguari Geração.

In 2018, Gross Operating Revenue reached R$ 1,276 million, a reduction of 2.1% (R$ 27 million).
Net Operating Revenue was of R$ 1,144 million, registering a reduction of 3.9% (R$ 46 million).
The main factors that affected the net operating revenue are:
 The effect of the consolidation of the transmission companies, with the reduction of R$ 45
million in the Revenue from Construction of Concession Infrastructure;
 Reduction of R$ 16 million in other operating revenues;
 Reduction of 2.0% (R$ 15 million) in the revenue with the power supply to CPFL Paulista and
CPFL Piratininga;
Partially offset by:
 Increase of R$ 34 million in the revenue from the plants of Rio das Antas Complex (CERAN);
 Increase of R$ 15 million in the revenue with the power supply from Jaguari Geração.

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

11.3.1.2) Cost of Electric Power

In the analysis presented in this report we consider the migration of the transmission companies
CPFL Piracicaba and CPFL Morro Agudo from “Others” to “Conventional Generation” segment.
In 4Q18, the cost of electric power reached R$ 35 million, a reduction of 28.6% (R$ 14 million),
mainly due to the following factors:
 Reduction of 29.2% (R$ 12 million) in the cost with Electric Energy Purchased for Resale,
mainly due to the reduction in the average purchase price of the energy from BAESA,
combined with the gain with reimbursement of the GSF agreement.
 Reduction of 25.0% (R$ 2 million) in the cost with Charges for the Use of the Transmission
and Distribution System.
In 2018, the cost of electric power reached R$ 102 million, a reduction of 30.5% (R$ 45 million),
mainly due to the following factors:
 Reduction of 36.2% (R$ 44 million) in the cost with Electric Energy Purchased for Resale,
mainly due to the following factors:
(i) In CPFL Geração, reduction in the cost with the purchase of energy (R$ 50 million),
mainly due to the reduction in the average purchase price of the energy from BAESA,
combined with the gain with reimbursement of the GSF agreement;
(ii) Reduction of R$ 9 million in the cost of energy of Rio das Antas Complex (CERAN);
(iii) Reduction of R$ 2 million in the cost with energy from CPFL Centrais Geradoras;
Partially offset by:
(iv) Increase of R$ 17 million in the cost with energy from Paulista Lajeado.
 Reduction of 5.0% (R$ 1 million) in the cost with Charges for the Use of the Transmission
and Distribution System.

11.3.1.3) Operating Costs and Expenses

In the analysis presented in this report we consider the migration of the transmission companies
CPFL Piracicaba and CPFL Morro Agudo from “Others” to “Conventional Generation” segment.
Operating costs and expenses reached R$ 60 million in 4Q18, compared to R$ 61 million in 4Q17,
a reduction of 1.3% (R$ 1 million). In 2018, operating costs and expenses reached R$ 221 million,
compared to R$ 277 million in 2017, a reduction of 20.2% (R$ 56 million).
The factors that explain these variations follow below:

PMSO

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

PMSO (R$ million)


4Q18 4Q17 Variation 2018 2017 Variation
% %
PMSO
Personnel 9 11 -13.3% 35 39 -10.5%
Material 1 1 23.5% 3 4 -31.8%
Outsourced Services 8 7 22.0% 23 26 -14.0%
Other Operating Costs/Expenses 12 12 5.2% 41 39 4.9%
GSF Risk Premium (5) 2 -400.0% 4 4 -
Others 18 10 80.0% 37 35 5.4%

Total PMSO 31 30 2.7% 101 109 -6.7%

PMSO item reached R$ 31 million in 4Q18, registering an increase of 2.7%, due to the following
factors:
(i) Increase of 22.0% (R$ 1 million) in expenses with Outsourced Services;
(ii) Increase of 5.2% (R$ 1 million) in Other Operating Costs/Expenses;
(iii) Increase of 23.5% (R$ 0.2 million) in expenses with Material;
Partially offset by:
(iv) Reduction of 13.3% (R$ 1 million) in expenses with Personnel.

In 2018, PMSO item reached R$ 101 million, compared to R$ 109 million in 2017, registering a
reduction of 6.7% (R$ 7 million), due to the following factors:
(i) Reduction of 10.5% (R$ 4 million) in expenses with Personnel;
(ii) Reduction of 14.0% (R$ 4 million) in Outsourced Services;
(iii) Reduction of 31.8% (R$ 1 million) in expenses with Material;
Partially offset by:
(iv) Increase of 4.9% (R$ 2 million) in expenses with Other Operating Costs/Expenses.

Other operating costs and expenses


Other operating costs and expenses reached R$ 29 million in 4Q18, compared to R$ 31 million in
4Q17, registering a reduction of 5.2% (R$ 2 million), explained by the variations below:
(i) Reduction of 5.0% (R$ 1 million) in Depreciation and Amortization item.
(ii) Reduction of 28.3% (R$ 0.1 million) in Costs from Construction of Concession Infrastructure
(CPFL Piracicaba and CPFL Morro Agudo);
(iii) Reduction of 24.9% (R$ 0.1 million) in Private Pension Fund.

In 2018, other operating costs and expenses reached R$ 120 million, compared to R$ 168 million in
2017, registering a reduction of 28.9% (R$ 49 million), explained by the variations below:
(i) Reduction of 96.5% (R$ 44 million) in Costs from Construction of Concession Infrastructure
(CPFL Piracicaba and CPFL Morro Agudo);
(ii) Reduction of 3.8% (R$ 4 million) in Depreciation and Amortization;
(iii) Reduction of 24.9% (R$ 0.5 million) in Private Pension Fund.

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11.3.1.4) Equity Income

Equity Income (R$ Million)


4Q18 4Q17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %
Projects
Barra Grande HPP 5 (0) 5 - 1 12 (11) -93.3%
Campos Novos HPP 31 (3) 34 - 101 86 16 18.2%
Foz do Chapecó HPP 32 26 6 21.5% 127 121 7 5.5%
Epasa TPP 26 37 (11) -29.6% 105 95 11 11.3%
Total 93 60 34 56.1% 335 313 22 7.0%

In 4Q18, Equity Income result reached R$ 93 million, compared to R$ 60 million in 4Q17, an increase
of 56.1% (R$ 34 million).
In 2018, Equity Income result reached R$ 335 million, compared to R$ 313 million in 2017, an
increase of 7.0% (R$ 22 million).
Equity Income (R$ Million)
EPASA 4Q18 4Q17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %

Net Revenue 121 138 (17) -12.4% 448 421 27 6.4%


Operating Costs / Expenses (83) (85) 2 -2.9% (300) (276) (23) 8.4%
Deprec. / Amortization (4) (6) 2 -26.9% (18) (19) 1 -3.1%
Net Financial Result (2) (6) 4 -71.8% (7) (11) 4 -38.4%
Income Tax (5) (8) 3 -32.6% (13) (14) 1 -9.1%
Net Income 26 37 (11) -29.6% 105 95 11 11.3%

Equity Income (R$ Million)


FOZ DO CHAPECO 4Q18 4Q17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %

Net Revenue 110 110 1 0.5% 441 423 18 4.1%


Operating Costs / Expenses (25) (33) 8 -23.0% (98) (95) (3) 2.7%
Deprec. / Amortization (13) (16) 4 -21.8% (60) (65) 5 -7.1%
Net Financial Result (21) (47) 26 -54.8% (90) (81) (9) 11.0%
Income Tax (17) (12) (5) 43.8% (45) (44) (1) 1.2%
Net Income 32 26 6 21.5% 127 121 7 5.5%

Equity Income (R$ Million)


BAESA 4Q18 4Q17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %

Net Revenue 24 43 (18) -43.0% 80 103 (23) -22.1%


Operating Costs / Expenses (13) (38) 25 -66.2% (54) (67) 13 -19.4%
Deprec. / Amortization (3) (3) (0) 0.0% (13) (13) 0 0.0%
Net Financial Result (4) (4) 0 -11.1% (12) (6) (7) 115.6%
Income Tax (0) 0 (1) - 4 (3) 7 -
Net Income 5 (0) 5 - 1 12 (11) -

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Equity Income (R$ Million)


ENERCAN 4Q18 4Q17 Var. R$ Var. % 2018 2017 Var. R$ Var. %

Net Revenue 78 71 7 9.8% 288 283 6 2.0%


Operating Costs / Expenses (23) (68) 45 -66.1% (92) (133) 41 -30.9%
Deprec. / Amortization (6) (6) 0 -5.8% (24) (26) 1 -5.2%
Net Financial Result (5) (7) 2 -33.5% (20) 1 (21) -
Income Tax (14) 3 (16) - (32) (22) (10) 44.2%
Net Income 31 (3) 34 - 101 86 16 18.2%

11.3.1.5) EBITDA

In 4Q18, EBITDA was of R$ 312 million, compared to R$ 275 million in 4Q17, an increase of 13.4%
(R$ 37 million).
In 2018, EBITDA was of R$ 1,272 million, compared to R$ 1,200 million in 2017, an increase of
6.1% (R$ 73 million).

Conciliation of Net Income and EBITDA (R$ million)


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.

Net Income 234 185 26.4% 770 654 17.7%

Depreciation and Amortization 29 30 117 121

Financial Result 43 63 248 329

Income Tax /Social Contribution 5 (4) 137 96

EBITDA 312 275 13.4% 1,272 1,200 6.1%

11.3.1.6) Financial Result


Financial Result (R$ Million)
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Revenues
Income from Financial Investments 6 12 -51.6% 40 80 -50.1%
Adjustment for inflation of tax credits 0 0 248.5% 2 1 185.6%
Adjustment for inflation and exchange rate changes 0 (5) - 1 19 -93.0%
Interest on loan agreements 7 0 - 18 0 -
PIS and COFINS on other finance income (1) (1) 16.8% (3) (4) -11.7%
Others 9 9 -5.7% 18 12 45.6%
Total 21 16 28.4% 76 109 -30.1%

Expenses
Interest on debts (59) (65) -9.2% (249) (354) -29.5%
Adjustment for inflation and exchange rate changes (0) (11) -95.7% (52) (71) -26.8%
Use of Public Asset (4) (3) 20.1% (18) (8) 120.7%
Others (1) (0) 140.2% (5) (4) 20.5%
Total (64) (80) -19.4% (324) (437) -25.8%

Financial Result (43) (63) -31.7% (248) (328) -24.4%

In 4Q18, the financial result was a net expense of R$ 43 million, representing a reduction of 31.7%

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

(R$ 20 million), compared to net financial expenses of R$ 63 million registered in 4Q17.


 Financial Revenues moved from R$ 16 million in 4Q17 to R$ 21 million in 4Q18, an increase
of 28.4% (R$ 5 million), due to:
 Revenue of R$ 7 million in 4Q18, related to interest on loan agreements;
 Variation of R$ 5 million in monetary and foreign exchange updates (zero-cost collar
derivative2 effect of R$ 1 million in the period);
Partially offset by:
 Reduction of 51.6% (R$ 6 million) related to income from financial investments.
 Financial Expenses moved from R$ 80 million in 4Q17 to R$ 64 million in 4Q18, a reduction
of 19.4% (R$ 15 million), due to:
 Reduction of 95.7% (R$ 11 million) in monetary and foreign exchange updates;
 Reduction of 9.2% (R$ 6 million) in debt charges, mainly due to the reduction in the CDI
interbank rate;
Partially offset by:
 Increase of 20.1% (R$ 1 million) in the financial expenses with the Use of Public Asset
(UBP);
 Increase of 140.2% (R$ 1 million) in other financial expenses.

In 2018, the financial result was a net expense of R$ 248 million, representing a reduction of 24.4%
(R$ 80 million), compared to net financial expenses of R$ 328 million registered in 2017.
 Financial Revenues moved from R$ 109 million in 2017 to R$ 76 million in 2018, a reduction
of 30.1% (R$ 33 million), due to:
 Reduction of 50.1% (R$ 40 million) in income from financial investments;
 Reduction of 93.0% (R$ 18 million) in monetary and foreign exchange updates, mainly
due to the effect of the zero-cost collar derivative (R$ 20 million);
Partially offset by:
 Revenue of R$ 18 million in 2018 related to Interest on loan agreements;
 Increase of 45.6% (R$ 6 million) in other financial income;
 Increase of 185.6% (R$ 1 million) related to Fiscal Credit update.
 Financial Expenses moved from R$ 437 million in 2017 to R$ 324 million in 2018, a reduction
of 25.8% (R$ 113 million), due to:
 Reduction of 29.5% (R$ 104 million) in debt charges, mainly due to the reduction in the
CDI interbank rate;
 Reduction of 26.8% (R$ 19 million) in monetary and foreign exchange updates;
Partially offset by:
 Increase of 120.7% (R$ 10 million) in the financial expenses with the Use of Public

2
In 2015, subsidiary CPFL Geração contracted US$ denominated put and call options, involving the same financial
institution as counterpart, and which on a combined basis are characterized as an operation usually known as zero-cost
collar. The contracting of this operation does not involve any kind of speculation, inasmuch as it is aimed at minimizing any
negative impacts on future revenues of the joint venture ENERCAN, which has electric energy sale agreements with annual
restatement of part of the tariff based on the variation in the US$. In addition, according to Management’s view, the scenario
was favorable for contracting this type of financial instrument, considering the high volatility implicit in dollar options and
the fact that there was no initial cost for same.

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

Asset (UBP).

11.3.1.7) Net Income

In 4Q18, net income was of R$ 234 million, compared to a net income of R$ 185 million in 4Q17,
an increase of 26.4% (R$ 49 million).
In 2018, net income was of R$ 770 million, compared to a net income of R$ 654 million in 2017, an
increase of 17.7% (R$ 116 million).

11.4) CPFL Renováveis


11.4.1) Economic-Financial Performance

Incom e Statem ent - CPFL Renováveis ( R$ Million)


4Q18 4Q17 Var. % 2018 2017 Var. %
Gross Operating Revenue 545 625 -12.8% 2,044 2,067 -1.1%
Net Operating Revenue 516 591 -12.7% 1,936 1,959 -1.2%
Cost of Electric Pow er (59) (124) -52.8% (320) (348) -8.0%
Operating Costs & Expenses (314) (268) 17.2% (1,030) (1,006) 2.4%
EBIT 143 199 -28.0% 586 605 -3.1%
EBITDA (1) 298 354 -15.8% 1,209 1,222 -1.1%
Financial Income (Expense) (129) (124) 4.7% (504) (511) -1.3%
Income Before Taxes 14 75 -81.6% 82 94 -13.1%
Net Incom e 107 51 108.4% 119 20 504.5%

Note:
(1) EBITDA is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization.

11.4.1.1) Operating Revenue

In 4Q18, Gross Operating Revenue reached R$ 545 million, representing a reduction of 12.8% (R$
80 million). Net Operating Revenue reached R$ 516 million, representing a reduction of 12.7% (R$
75 million). These variations are mainly explained by the following factors:

Wind Source:
 Reduction of R$ 34 million in revenue from wind farms mainly due to the following factors: (i)
write-off of R$11 million in PROINFA agreements due to the recognition of the tax benefit, which
did not materialize; (ii) positive effect of the annual and quadrennial adjustment of agreements
at some wind plants in 4Q17, which did not recur in 4Q18 (R$ 8 million); (iii) reimbursement for
the lower generation of plants under PROINFA (R$ 8 million); and (iv) lower generation of wind
complexes in Rio Grande do Norte (R$ 7 million). These items were partially offset by the price
adjustment in energy sale agreements during the period.

SHPPs Source and Holding Company:


 Reduction of R$ 56 million in revenue of SHPPs and the Holding Company, mainly due to the
hedge and swap operations of intercompany of the Pedra Cheirosa wind complex in 4Q17, which
increased revenues and had a counterpart in the purchase of energy and which did not recur in

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

4Q18. This effect was partially offset by the lower GSF in the SHPPs of Proinfa and the price
adjustment in energy sale agreements.

Biomass Source:
 Increase of R$ 15 million in revenue from biomass due to the settlement of surplus generation
of some plants settled at the spot market price, the strategy of seasonal adjustment of
agreements and the price adjustment in energy sale agreements.

In 2018, Gross Operating Revenue reached R$ 2,044 million, representing a reduction of 1.1%
(R$ 23 million). Net Operating Revenue was of R$ 1,936 million, representing a reduction of 1.2%
(R$ 23 million). These variations are mainly explained by the following factors:

Wind Source:
 Increase of R$ 29 million in revenue from wind farms mainly due to the following factors: (i) the
positive effect of R$ 46 million of the new energy auction through Surplus and Deficit Offset
Mechanism (MCSD), since the contract price in the free market was higher than the contract
price in the regulated market for the eight wind farms that participated in the auction; (ii) the
commercial startup of the Pedra Cheirosa wind complex in June 2017 (R$ 29 million); and (iii)
inflation adjustment in sales agreement. These effects were partially offset by the following items:
(iv) lower generation at the wind complexes in Rio Grande do Norte (R$ 38 million); (v) write-off
of R$11 million in PROINFA agreements due to the recognition of the tax benefit, which did not
materialize; (vi) the positive effect of the annual and quadrennial adjustment of agreements at
some wind plants in 2017, which did not recur in 2018 (R$ 9 million); and (vii) reimbursement for
lower generation of plants under PROINFA.

SHPPs Source and Holding Company:


 Reduction of R$ 80 million in revenue from SHPPs and the Holding Company, mainly due to the
swap operations of intercompany of the Pedra Cheirosa wind complex in the 4Q17 settled at the
spot market price at the Holding Company, with counterpart in the purchase of energy, which
was not repeated in 2018. This effect was partially offset by the lower GSF in the SHPPs of
Proinfa and price adjustment in energy sale agreements.

Biomass Source:
 Increase of R$ 28 million in revenue from biomass due to the settlement at the spot market price
of the surplus generation at some plants and the price adjustment of energy sale agreements.

11.4.1.2) Cost of Electric Power


In 4Q18, cost of electric power totaled R$ 59 million, representing a reduction of 52.8% (R$ 66
million). Energy purchase cost totaled R$ 34 million in 4Q18, down 65.9% compared to 4Q17 (R$
65 million), influenced by energy purchases to meet the exposure in the spot market, hedge and to
rebuild guarantees in 2017 and lower energy purchase to attend GSF. For 2018, the purchases
served mostly to cover exposures of wind plants in the free market. Cost of system use fees totaled
R$ 25 million in 4Q18, reduction of 1.7% in relation to 4Q17 (R$ 0.4 million).
In 2018, cost of electric power totaled R$ 320 million, representing a reduction of 8.0% (R$ 28
million). Energy purchase cost represented a reduction of 7.0% compared to 2017 (R$ 17 million),
also influenced by energy purchases to meet the exposure in the spot market, hedge and to rebuild

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

guarantees in 2017 and lower energy purchase to attend GSF. For 2018, purchases were mostly to
cover the exposure of the wind farms in the free market. In 2018, cost of system use fees totaled R$
89 million, reduction of 10.4% compared to 2017 (R$ 10 million), chiefly due to the positive effect of
retroactive recovery of PIS and Cofins credits in 2Q18, partially offset by the price adjustments in
connection charges and the distribution and transmission system use and connection tariffs.

11.4.1.3) Operating Costs and Expenses

Operating Costs and Expenses reached R$ 314 million in 4Q18, compared to R$ 268 million in
4Q17, representing an increase of 17.2% (R$ 46 million). In 2018, Operating Costs and Expenses
reached R$ 1,030 million, compared to R$ 1,006 million in 2017, an increase of 2.4% (R$ 24 million).
The factors that explain these variations follow:

PMSO

PMSO (R$ m illion)


Variation Variation
4Q18 4Q17 2018 2017
R$ MM % R$ MM %
Reported PMSO
Personnel (26) (27) 0 -0.7% (102) (98) (4) 3.9%
Material (6) (8) 2 -28.6% (26) (25) (2) 6.9%
Outsourced Services (48) (44) (5) 10.4% (169) (170) 1 -0.5%
Other Operating Costs/Expenses (79) (35) (44) 128.3% (109) (96) (13) 13.5%
GSF Risk Premium (1) (1) 1 -50.0% (1) (2) 1 -50.0%
Others (78) (33) (45) 134.7% (108) (94) (14) 15.1%
Total PMSO (159) (113) (46) 41.2% (407) (389) (18) 4.6%

The PMSO item reached R$ 159 million in 4Q18, compared to R$ 113 million in 4Q17, an increase
of 41.2% (R$ 46 million), due to the following factors: (i) increase with the higher maintenance costs
resulting from O&M services at the wind farms in Ceará, since the maintenance work was conducted
by own employees in the second half of 2017; partially offset by the reduction in the purchase of
bagasse and wood chips for biomass generation and the use of PIS and Cofins credits in 4Q18; (ii)
increase in provisions for losses and write-off of assets in 4Q18 in relation to 4Q17; the write-off and
provision for loss of project assets is due to the uncertainty of investments; additionally, balances of
accounts receivable were written off due to the petition for voluntary bankruptcy filed by a supplier
(Suzlon) and provisions for loss of assets in 2017.
In 2018, the PMSO item totaled R$ 407 million, compared to R$ 389 million in 2017, an increase of
4.6% (R$ 18 million), mainly due to the increase in provisions for losses and write-off of assets in
2018 in relation to 2017; the write-off and provision for loss of project assets is due to the uncertainty
of investments; additionally, balances of accounts receivable were written off due to the petition for
voluntary bankruptcy filed by a supplier (Suzlon) and provisions for loss of assets in 2017; partially
offset by the reduction in third-party services due to lower consulting expenses.

Other operating costs and expenses


Other operating costs and expenses, represented by Depreciation and Amortization accounts,
reached R$ 155 million in 4Q18, stable in relation to 4Q17. In 2018, other operating costs and
expenses reached R$ 623 million, compared to R$ 617 million in 2017, registering an increase of
1.0% (R$ 6 million), due to the start-up of the Pedra Cheirosa wind farm in June 2017 and the Boa
Vista II SHP in November 2018.

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

11.4.1.4) EBITDA

In 4Q18, EBITDA was of R$ 298 million, compared to R$ 354 million in 4Q17, a reduction of 15.8%
(R$ 56 million). This result is mainly due to: (i) lower net revenue from wind farms and hedge
operations; (ii) higher volume of provisions and asset write-offs in 4Q18. These items were partially
offset by lower costs with energy purchases.
In 2018, EBITDA was of R$ 1,209 million, compared to R$ 1,222 million in 2017, a reduction of 1.1%
(R$ 13 million). This result is chiefly due to: (i) the decrease in net revenue; (ii) higher volume of
provisions and asset write-offs. These items were partially offset by lower costs with the purchase
of energy.

Conciliation of Net Income and EBITDA (R$ million)


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.

Net income 107 51 108.4% 119 20 504.5%

Amortization (155) (155) (623) (617)

Financial Results (129) (124) (504) (511)

Income Tax /Social Contribution 93 (24) 37 (74)

EBITDA 298 354 -15.8% 1,209 1,222 -1.1%

11.4.1.5) Financial Result


Financial Result (Adjusted - R$ Million)
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Revenues
Income from Financial Investments 22 26 -16.3% 93 126 -26.2%
Late payment interest and fines 0 0 13.6% 0 1 -88.7%
Judicial Deposits Update 0 0 99.1% 1 1 140.4%
Monetary and Foreign Exchange Updates 0 2 -97.2% 0 2 -85.6%
PIS and COFINS - over Other Financial Revenues (1) (1) -42.7% (3) (5) -34.3%
Others 15 4 320.4% 40 13 204.8%
Total 37 31 20.4% 132 138 -4.4%

Expenses
Debt Charges (108) (127) -14.6% (451) (559) -19.4%
Monetary and Foreign Exchange Updates (21) (19) 11.5% (70) (72) -1.8%
(-) Capitalized Interest 3 2 21.9% 11 30 -64.5%
Others (40) (11) 266.3% (125) (47) 163.7%
Total (166) (154) -7.8% (636) (649) -2.0%
- -
Financial Result (129) (124) -4.7% (504) (511) -1.3%

Net financial result registered a net financial expense of R$ 129 million in 4Q18, a reduction 4.7%
(R$ 6 million). In 2018, net financial result registered a net financial expense of R$ 504 million, a
reduction of 1.3% (R$ 7 million).
Financial revenues totaled R$ 37 million in 4Q18, an increase of 20.4% (R$ 6 million) due to higher
revenue from inflation adjustment on amounts receivable from settlements in the CCEE (R$ 10.9
million), partially offset by the lower average CDI rate in the periods (6.40% in 4Q18 vs. 7.47% in
4Q17). In 2018, financial revenues totaled R$ 132 million, a reduction of 4.4% (R$ 6 million) due to

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the reduction in the average CDI rate (6.47% in 2018 vs. 10.07% in 2017), partially offset by higher
income from inflation adjustment on receivables at CCEE (R$ 26 million).
Financial expenses totaled R$ 166 million in 4Q18, an increase of 7.8% (R$ 12 million). In 2018,
financial expenses totaled R$ 636 million, a reduction of 2.0% (R$ 13 million). These variations are
mainly due to the reduction in the average CDI rate and the TJLP rate, partially offset by the increase
in expenses with debts related projects, which, after operational startup, cease to be capitalized and
affect profit or loss, and inflation adjustment on the provision for GSF.

11.4.1.6) Net Income


In 4Q18, net income was of R$ 107 million, compared to the net income of R$ 51 million in 4Q17,
an increase of 108.4% (R$ 56 million). In 2018, the net income was of R$ 119 million, compared to
the net income of R$ 20 million in 2017, an increase of 504.5%. This performance mainly reflects
the recognition of taxable credits that had a positive impact on income tax and social contribution
and the improvement in financial result, partially offset by the reduction in EBITDA.

11.4.2) Status of Generation Projects – 100% Participation

On the date of this report, the portfolio of projects of CPFL Renováveis (100% participation) totaled
2,133 MW of operating installed capacity and 97 MW of capacity under construction. The operational
power plants comprises 40 Small Hydroelectric Power Plants – SHPPs (453 MW), 45 wind farms
(1,309 MW), 8 biomass thermoelectric power plants (370 MW) and 1 solar power plant (1 MW). Still
under construction there are 1 SHPP (28 MW) and 4 wind farms (69 MW).
Additionally, CPFL Renováveis owns wind, solar and SHPP projects under development totaling
2,418 MW.
The table below illustrates the overall portfolio of assets (100% participation) in operation,
construction and development, and its installed capacity on this date.

CPFL Renováveis - Portfolio (100% participation)


In MW SHPP Biom ass Wind Solar Total
Operating 453 370 1,309 1 2,133
Under construction 28 - 69 - 97
Under development 167 - 1,911 340 2,418
Total 648 370 3,289 341 4,648

Boa Vista II SHPP – Operating


The Boa Vista II SHPP, project located in the State of Minas Gerais, had its start-up in November
2018, with more than 1 year of anticipation. The installed capacity is of 29.9 MW and the physical
guarantee is of 15.2 average-MW. Energy was sold through a long-term contract in the 2015 A-5
new energy auction. (price: R$ 240.47/MWh – December 2018).

Lucia Cherobim SHPP


The PCH Lucia Cherobim, project located in the State of Paraná, is scheduled to have its start-up in
2024. The installed capacity is of 28.0 MW and the physical guarantee is of 16.6 average-MW.
Energy was sold through a long-term contract in the 2018 A-6 new energy auction (price: R$
189.95/MWh – December 2018).

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Wind Farms of the Gameleira Complex


The wind farms of the Gameleira Complex (Costa das Dunas, Figueira Branca, Farol de Touros e
Gameleira), located in the State of Rio Grande do Norte, is scheduled to have its start-up in 2024.
The installed capacity is of 69.3 MW and the phusical guarantee is of 39.4 average-MW. Part of the
energy (12.0 average-MW) was sold through a long-term contract it the 2018 A-6 new energy auction
(price: R$ 89.89/MWh – December 2018).

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12) ATTACHMENTS
12.1) Statement of Assets – CPFL Energia
(R$ thousands)

Consolidated
ASSETS 12/31/2018 12/31/2017

CURRENT
Cash and Cash Equivalents 1,891,457 3,249,642
Consumers, Concessionaries and Licensees 4,547,951 4,301,283
Dividend and Interest on Equity 100,182 56,145
Recoverable Taxes 411,256 395,045
Derivatives 309,484 444,029
Sectoral Financial Assets 1,330,981 210,834
Concession Financial Assets - 23,736
Other Credits 811,005 900,498
TOTAL CURRENT 9,402,316 9,581,212

NON-CURRENT
Consumers, Concessionaries and Licensees 752,795 236,539
Affiliates, Subsidiaries and Parent Company - 8,612
Judicial Deposits 854,374 839,990
Recoverable Taxes 253,691 233,444
Sectoral Financial Assets 223,880 355,003
Derivatives 347,507 203,901
Deferred Taxes 956,380 943,199
Concession Financial Assets 7,430,149 6,545,668
Investments at Cost 116,654 116,654
Other Credits 927,440 840,192
Investments 980,362 1,001,550
Property, Plant and Equipment 9,456,614 9,787,125
Intangible 10,509,368 10,589,824
TOTAL NON-CURRENT 32,809,214 31,701,701

TOTAL ASSETS 42,211,530 41,282,912

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12.2) Statement of Liabilities – CPFL Energia


(R$ thousands)

Consolidated
LIABILITIES AND SHAREHOLDERS' EQUITY 12/31/2018 12/31/2017

CURRENT
Suppliers 2,398,085 3,296,870
Loans and Financing 2,446,113 3,589,607
Debentures 917,352 1,703,073
Employee Pension Plans 86,623 60,801
Regulatory Charges 150,656 581,600
Taxes, Fees and Contributions 765,438 710,303
Dividend and Interest on Equity 532,608 297,744
Accrued Liabilities 119,252 116,080
Derivatives 8,139 10,230
Sectoral Financial Liabilities - 40,111
Public Utilities 11,570 10,965
Other Accounts Payable 979,296 961,306
TOTAL CURRENT 8,415,132 11,378,688

NON-CURRENT
Suppliers 333,036 128,438
Loans and Financing 8,989,846 7,402,450
Debentures 8,023,493 7,473,454
Employee Pension Plans 1,156,639 880,360
Taxes, Fees and Contributions 9,691 18,839
Deferred Taxes 1,136,227 1,249,591
Reserve for Tax, Civil and Labor Risks 979,360 961,134
Derivatives 23,659 84,576
Sectoral Financial Liabilities 46,703 8,385
Public Utilities 89,965 83,766
Other Accounts Payable 475,396 426,889
TOTAL NON-CURRENT 21,264,015 18,717,881

SHAREHOLDERS' EQUITY
Capital 5,741,284 5,741,284
Capital Reserve 469,257 468,014
Legal Reserve 798,090 798,090
Statutory Reserve - Concession Financial Assets - 826,600
Statutory Reserve - Strengthening of Working Capital 3,630,413 1,292,046
Other Comprehensive Income (376,294) (164,506)
Retained Earnings - -
10,262,749 8,961,528
Non-Controlling Shareholders' Interest 2,269,634 2,224,816
TOTAL SHAREHOLDERS' EQUITY 12,532,383 11,186,344

TOTAL LIABILITIES AND SHAREHOLDERS' EQUITY 42,211,530 41,282,912

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12.3) Income Statement – CPFL Energia


(R$ thousands)

Consolidated
4Q18 4Q17 Variation 2018 2017 Variation
OPERATING REVENUES
Electricity Sales to Final Customers 7,892,531 6,889,384 14.6% 29,021,436 25,696,996 12.9%
Electricity Sales to Distributors 1,308,572 1,624,659 -19.5% 5,452,488 6,146,626 -11.3%
Revenue from building the infrastructure 568,769 592,724 -4.0% 1,772,222 2,073,423 -14.5%
Update of concession's financial asset 42,517 112,730 -62.3% 345,015 204,443 68.8%
Sectorial financial assets and liabilities (734,837) 851,553 - 1,207,917 1,900,837 -36.5%
Other Operating Revenues 1,235,989 1,022,363 20.9% 4,827,178 4,031,173 19.7%
10,313,541 11,093,412 -7.0% 42,626,257 40,053,498 6.4%

DEDUCTIONS FROM OPERATING REVENUES (3,627,219) (3,633,780) -0.2% (14,489,630) (13,308,593) 8.9%
NET OPERATING REVENUES 6,686,322 7,459,632 -10.4% 28,136,627 26,744,905 5.2%
COST OF ELECTRIC ENERGY SERVICES
Electricity Purchased for Resale (3,299,523) (4,305,813) -23.4% (15,466,265) (15,617,498) -1.0%
Electricity Network Usage Charges (585,423) (390,449) 49.9% (2,371,901) (1,284,020) 84.7%
(3,884,946) (4,696,263) -17.3% (17,838,165) (16,901,518) 5.5%
OPERATING COSTS AND EXPENSES
Personnel (380,253) (378,816) 0.4% (1,414,475) (1,377,158) 2.7%
Material (70,043) (67,966) 3.1% (258,079) (249,974) 3.2%
Outsourced Services (193,190) (178,942) 8.0% (691,753) (727,152) -4.9%
Other Operating Costs/Expenses (306,268) (210,061) 45.8% (769,552) (752,633) 2.2%
Allowance for Doubtful Accounts (55,522) (36,212) 53.3% (169,259) (155,098) 9.1%
Legal and judicial expenses (74,083) (66,370) 11.6% (186,686) (188,355) -0.9%
Others (176,663) (107,479) 64.4% (413,607) (409,181) 1.1%
Cost of building the infrastructure (568,757) (592,707) -4.0% (1,772,162) (2,071,698) -14.5%
Employee Pension Plans (22,477) (28,461) -21.0% (89,909) (113,887) -21.1%
Depreciation and Amortization (329,675) (316,061) 4.3% (1,307,207) (1,242,837) 5.2%
Amortization of Concession's Intangible (72,736) (70,689) 2.9% (286,858) (286,215) 0.2%
(1,943,400) (1,843,704) 5.4% (6,589,995) (6,821,554) -3.4%
EBITDA1 1,353,748 1,366,242 -0.9% 5,637,308 4,863,856 15.9%

INCOME FROM ELECTRIC ENERGY SERVICE 857,976 919,665 -6.7% 3,708,467 3,021,834 22.7%

FINANCIAL REVENUES (EXPENSES)


Financial Revenues 183,596 171,418 7.1% 762,413 880,314 -13.4%
Financial Expenses (454,118) (461,266) -1.5% (1,865,100) (2,367,868) -21.2%
(270,521) (289,848) -6.7% (1,102,687) (1,487,554) -25.9%

EQUITY ACCOUNTING
Equity Accounting 93,361 59,827 56.1% 334,777 312,970 7.0%
Assets Surplus Value Amortization (145) (145) 0.0% (579) (579) 0.0%
93,216 59,682 56.2% 334,198 312,390 7.0%

INCOME BEFORE TAXES ON INCOME 680,671 689,500 -1.3% 2,939,977 1,846,670 59.2%

Social Contribution (6,203) (55,343) -88.8% (213,673) (168,728) 26.6%


Income Tax (4,277) (136,605) -96.9% (560,310) (434,901) 28.8%
NET INCOME 670,191 497,551 34.7% 2,165,995 1,243,042 74.2%
Controlling Shareholders' Interest 604,816 458,578 31.9% 2,058,040 1,179,750 74.4%
Non-Controlling Shareholders' Interest 65,375 38,974 67.7% 107,955 63,292 70.6%

Note:
(1) EBITDA is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization, according to CVM
Instruction no. 527/12.

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

12.4) Cash Flow – CPFL Energia


(R$ thousands)

Consolidated

4Q18 2018
Beginning Balance 3,578,838 3,249,642

Net Income Before Taxes 680,670 2,939,977

Depreciation and Amortization 402,411 1,594,064


Interest on Debts and Monetary and Foreign Exchange Restatements 225,980 1,117,742
Consumers, Concessionaries and Licensees 57,066 (1,006,291)
Sectoral Financial Assets 811,189 (846,216)
Accounts Receivable - Resources Provided by the CDE/CCEE 9,220 59,196
Suppliers (1,404,098) (848,880)
Sectoral Financial Liabilities (55,789) (64,361)
Accounts Payable - CDE 35,240 71,779
Interest on Debts and Debentures Paid (288,293) (1,353,339)
Income Tax and Social Contribution Paid (313,835) (816,402)
Others (262,692) 9,419
(783,601) (2,083,289)

Total Operating Activities (102,931) 856,688

Investment Activities
Acquisition of Property, Plant and Equipment, and Intangibles (692,579) (2,062,423)
Others 101,734 211,735
Total Investment Activities (590,845) (1,850,688)

Financing Activities
Loans and Debentures 1,328,256 9,610,814
Principal Amortization of Loans and Debentures, Net of Derivatives (2,320,994) (9,660,830)
Dividend and Interest on Equity Paid (8,831) (322,163)
Others 7,964 7,994
Total Financing Activities (993,605) (364,185)

Cash Flow Generation (1,687,381) (1,358,185)

Ending Balance - 12/31/2018 1,891,457 1,891,457

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

12.5) Income Statement – Conventional Generation Segment


(R$ thousands)

Conventional Generation
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
OPERATING REVENUE
Eletricity Sales to Distributors 301,379 297,947 1.2% 1,199,674 1,168,469 2.7%
Revenue from construction of concession infrastructure 318 443 -28.3% 1,635 47,199 -96.5%
Other Operating Revenues 13,918 25,188 -44.7% 74,704 87,151 -14.3%
315,615 323,579 -2.5% 1,276,013 1,302,819 -2.1%

DEDUCTIONS FROM OPERATING REVENUE (30,646) (28,611) 7.1% (131,634) (112,556) 16.9%
NET OPERATING REVENUE 284,969 294,968 -3.4% 1,144,379 1,190,263 -3.9%
COST OF ELETRIC ENERGY SERVICES
Eletricity Purchased for Resale (29,411) (41,529) -29.2% (76,697) (120,291) -36.2%
Eletricity Network Usage Charges (5,385) (7,177) -25.0% (25,724) (27,088) -5.0%
(34,796) (48,706) -28.6% (102,421) (147,379) -30.5%
OPERATING COSTS AND EXPENSES
Personnel (9,467) (10,922) -13.3% (35,366) (39,500) -10.5%
Material (854) (691) 23.5% (2,987) (4,381) -31.8%
Outsourced Services (8,326) (6,824) 22.0% (22,535) (26,211) -14.0%
Other Operating Costs/Expenses (12,212) (11,608) 5.2% (40,590) (38,710) 4.9%
Costs of infrastructure construction (306) (427) -28.3% (1,575) (45,474) -96.5%
Employee Pension Plans (388) (517) -24.9% (1,553) (2,067) -24.9%
Depreciation and Amortization (26,263) (27,635) -5.0% (106,406) (110,588) -3.8%
Amortization of Concession's Intangible (2,492) (2,491) 0.0% (9,966) (9,966) 0.0%
(60,308) (61,115) -1.3% (220,979) (276,896) -20.2%

EBITDA1 311,979 275,100 13.4% 1,272,128 1,199,512 6.1%

EBIT 189,864 185,147 2.5% 820,979 765,988 7.2%


FINANCIAL INCOME (EXPENSE)
Financial Income 20,945 16,244 28.9% 75,844 108,433 -30.1%
Financial Expenses (64,297) (79,743) -19.4% (324,121) (437,009) -25.8%
(43,352) (63,499) -31.7% (248,277) (328,576) -24.4%
EQUITY ACCOUNTING
Equity Accounting 93,361 59,827 56.1% 334,777 312,970 7.0%
Assets Surplus Value Amortization (145) (145) 0.0% (579) (579) 0.0%
93,216 59,682 56.2% 334,198 312,390 7.0%
INCOME BEFORE TAXES ON INCOME 239,728 181,330 32.2% 906,899 749,802 21.0%
Social Contribution (1,840) 721 - (37,009) (26,086) 41.9%
Income Tax (3,473) 3,438 - (100,079) (69,603) 43.8%

NET INCOME 234,415 185,489 26.4% 769,810 654,114 17.7%

Note:
(1) EBITDA (IFRS) is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization, as CVM
Instruction no. 527/12.

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12.6) Income Statement – CPFL Renováveis


(R$ thousands)

Consolidated - 100% Participation


4Q18 4Q17 Var. Var. % 2018 2017 Var. Var. %
OPERATING REVENUES
Eletricity Sales to Final Consumers 5,175 6,111 (936) -15.3% 21,417 41,469 (20,052) -48.4%
Eletricity Sales to Distributors 536,725 614,448 (77,723) -12.6% 2,015,036 2,016,565 (1,529) -0.1%
Other Operating Revenues 3,159 4,847 (1,688) -34.8% 7,949 9,238 (1,289) -14.0%
545,058 625,406 (80,348) -12.8% 2,044,403 2,067,273 (22,870) -1.1%

DEDUCTIONS FROM OPERATING REVENUES (28,975) (34,241) 5,266 -15.4% (108,084) (108,189) 104 -0.1%
NET OPERATING REVENUES 516,084 591,165 (75,082) -12.7% 1,936,319 1,959,084 (22,765) -1.2%

COST OF ELETRIC ENERGY SERVICES


Eletricity Purchased for Resale (33,642) (98,771) 65,129 -65.9% (230,979) (248,339) 17,361 -7.0%
Eletricity Netw ork Usage Charges (25,022) (25,460) 438 -1.7% (89,368) (99,690) 10,322 -10.4%
(58,664) (124,231) 65,567 -52.8% (320,346) (348,029) 27,682 -8.0%
OPERATING COSTS AND EXPENSES
Personnel (26,341) (26,525) 184 -0.7% (102,269) (98,388) (3,881) 3.9%
Material (5,579) (7,809) 2,230 -28.6% (26,215) (24,524) (1,691) 6.9%
Outsourced Services (48,300) (43,737) (4,563) 10.4% (169,295) (170,095) 800 -0.5%
Other Operating Costs/Expenses (78,775) (34,509) (44,266) 128.3% (109,432) (96,442) (12,990) 13.5%
Depreciation and Amortization (114,803) (116,471) 1,668 -1.4% (465,459) (461,694) (3,765) 0.8%
Amortization of Concession's Intangible (40,433) (39,017) (1,416) 3.6% (157,647) (155,323) (2,324) 1.5%
(314,231) (268,068) (46,163) 17.2% (1,030,317) (1,006,467) (23,851) 2.4%

EBITDA1 298,425 354,353 (55,929) -15.8% 1,208,761 1,221,606 (12,844) -1.1%

EBIT 143,189 198,866 (55,677) -28.0% 585,655 604,589 (18,934) -3.1%

FINANCIAL INCOME (EXPENSE)


Financial Income 37,084 30,808 6,277 20.4% 131,694 137,765 (6,070) -4.4%
Financial Expenses (166,410) (154,332) (12,078) 7.8% (635,820) (648,571) 12,751 -2.0%
(129,326) (123,524) (5,802) 4.7% (504,125) (510,806) 6,681 -1.3%

INCOME BEFORE TAXES ON INCOME 13,863 75,342 (61,479) -81.6% 81,530 93,782 (12,253) -13.1%

Social Contribution 21,694 (10,665) 32,359 - 1,647 (29,055) 30,702 -


Income Tax 71,263 (13,421) 84,684 - 35,629 (45,075) 80,704 -

NET INCOME 106,820 51,257 55,563 108.4% 118,805 19,653 99,153 504.5%

Note:
(1) EBITDA (IFRS) is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization, as CVM
Instruction no. 527/12.

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

12.7) Income Statement – Distribution Segment


(R$ thousands)

Consolidated
4Q18 4Q17 Variation 2018 2017 Variation
OPERATING REVENUE
Electricity Sales to Final Customers 7,375,245 6,381,135 15.6% 27,076,283 23,755,821 14.0%
Electricity Sales to Distributors 161,915 274,833 -41.1% 1,250,487 2,018,813 -38.1%
Revenue from building the infrastructure 568,451 592,281 -4.0% 1,770,587 2,026,224 -12.6%
Adjustments to the concession´s financial asset 42,517 112,730 -62.3% 345,015 204,443 68.8%
Sectoral financial assets and liabilities (734,837) 851,553 - 1,207,917 1,900,837 -36.5%
Other Operating Revenues 1,199,249 984,413 21.8% 4,660,027 3,862,214 20.7%
8,612,541 9,196,944 -6.4% 36,310,317 33,768,351 7.5%
DEDUCTIONS FROM OPERATING REVENUE (3,452,128) (3,447,205) 0.1% (13,842,999) (12,691,734) 9.1%
NET OPERATING REVENUE 5,160,413 5,749,740 -10.2% 22,467,318 21,076,618 6.6%
COST OF ELECTRIC ENERGY SERVICES
Electricity Purchased for Resale (2,542,474) (3,402,543) -25.3% (12,738,247) (12,969,727) -1.8%
Electricity Network Usage Charges (561,922) (364,499) 54.2% (2,284,056) (1,176,976) 94.1%
(3,104,396) (3,767,042) -17.6% (15,022,304) (14,146,703) 6.2%
OPERATING COSTS AND EXPENSES
Personnel (245,253) (251,375) -2.4% (925,513) (920,343) 0.6%
Material (45,985) (45,690) 0.6% (170,223) (169,670) 0.3%
Outsourced Services (239,364) (234,545) 2.1% (866,273) (852,732) 1.6%
Other Operating Costs/Expenses (208,546) (162,914) 28.0% (619,831) (614,693) 0.8%
Allowance for Doubtful Accounts (50,152) (35,857) 39.9% (165,942) (155,250) 6.9%
Legal and Judicial Expenses (73,284) (59,017) 24.2% (179,611) (179,413) 0.1%
Others (85,109) (68,040) 25.1% (274,278) (280,030) -2.1%
Cost of building the infrastructure (568,451) (592,280) -4.0% (1,770,587) (2,026,223) -12.6%
Employee Pension Plans (22,089) (27,944) -21.0% (88,356) (111,820) -21.0%
Depreciation and Amortization (182,302) (165,876) 9.9% (710,265) (645,389) 10.1%
Amortization of Concession's Intangible (14,133) (13,502) 4.7% (56,531) (58,212) -2.9%
(1,526,123) (1,494,127) 2.1% (5,207,579) (5,399,082) -3.5%

EBITDA1 726,329 667,948 8.7% 3,004,231 2,234,434 34.5%


EBIT 529,894 488,570 8.5% 2,237,434 1,530,833 46.2%
FINANCIAL INCOME (EXPENSE)
Financial Income 161,151 124,905 29.0% 574,685 597,222 -3.8%
Financial Expenses (222,015) (212,402) 4.5% (884,583) (1,163,689) -24.0%
Interest on Equity
(60,865) (87,496) -30.4% (309,898) (566,467) -45.3%
INCOME BEFORE TAXES ON INCOME 469,030 401,074 16.9% 1,927,537 964,366 99.9%
Social Contribution 11,181 (17,158) - (132,166) (79,876) 65.5%
Income Tax 31,080 (47,012) - (362,954) (219,634) 65.3%

NET INCOME 511,291 336,903 51.8% 1,432,416 664,856 115.4%

Note:
(1) EBITDA (IFRS) is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization, as CVM
Instruction no. 527/12.

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

12.8) Economic-Financial Performance by Distributor


(R$ thousands)

Summary of Income Statement by Distribution Company (R$ Thousands)

CPFL PAULISTA
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Gross Operating Revenue 3,766,229 4,120,153 -8.6% 15,817,680 14,886,770 6.3%
Net Operating Revenue 2,279,888 2,580,722 -11.7% 9,892,570 9,326,596 6.1%
Cost of Electric Power (1,424,800) (1,751,526) -18.7% (6,769,557) (6,453,927) 4.9%
Operating Costs & Expenses (587,291) (595,440) -1.4% (2,094,084) (2,248,144) -6.9%
EBIT 267,797 233,756 14.6% 1,028,929 624,525 64.8%
EBITDA(1) 329,913 295,368 11.7% 1,287,003 860,323 49.6%
Financial Income (Expense) (12,986) (35,758) -63.7% (76,911) (220,475) -65.1%
Income Before Taxes 254,810 197,998 28.7% 952,019 404,050 135.6%
Net Income 205,770 162,097 26.9% 649,516 280,354 131.7%

CPFL PIRATININGA
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Gross Operating Revenue 1,516,438 1,764,173 -14.0% 6,446,884 6,402,060 0.7%
Net Operating Revenue 870,372 1,097,527 -20.7% 3,879,542 3,997,322 -2.9%
Cost of Electric Power (550,150) (741,957) -25.9% (2,725,556) (2,828,403) -3.6%
Operating Costs & Expenses (249,635) (261,778) -4.6% (831,908) (843,472) -1.4%
EBIT 70,587 93,792 -24.7% 322,078 325,447 -1.0%
EBITDA(1) 96,237 118,106 -18.5% 422,308 421,784 0.1%
Financial Income (Expense) (8,469) (10,650) -20.5% (48,548) (100,626) -51.8%
Income Before Taxes 62,118 83,142 -25.3% 273,530 224,821 21.7%
Net Income 50,551 64,172 -21.2% 182,654 152,080 20.1%

RGE
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Gross Operating Revenue 2,931,138 2,886,641 1.5% 12,364,980 10,905,664 13.4%
Net Operating Revenue 1,750,031 1,794,366 -2.5% 7,590,040 6,723,754 12.9%
Cost of Electric Power (979,140) (1,112,562) -12.0% (4,852,886) (4,272,839) 13.6%
Operating Costs & Expenses (607,024) (541,132) 12.2% (1,979,630) (1,984,159) -0.2%
EBIT 163,868 140,672 16.5% 757,524 466,757 62.3%
EBITDA(1) 260,783 223,155 16.9% 1,120,578 794,092 41.1%
Financial Income (Expense) (37,948) (35,405) 7.2% (170,424) (219,644) -22.4%
Income Before Taxes 125,920 105,267 19.6% 587,100 247,112 137.6%
Net Income 231,437 99,144 133.4% 519,055 170,123 205.1%

CPFL SANTA CRUZ


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Gross Operating Revenue 398,737 425,977 -6.4% 1,680,773 1,573,857 6.8%
Net Operating Revenue 260,122 277,125 -6.1% 1,105,165 1,028,945 7.4%
Cost of Electric Power (150,306) (160,997) -6.6% (674,305) (591,534) 14.0%
Operating Costs & Expenses (82,173) (95,778) -14.2% (301,957) (323,307) -6.6%
EBIT 27,642 20,350 35.8% 128,904 114,105 13.0%
EBITDA(1) 39,395 31,320 25.8% 174,341 158,235 10.2%
Financial Income (Expense) (1,461) (5,683) -74.3% (14,015) (25,722) -45.5%
Income Before Taxes 26,181 14,668 78.5% 114,888 88,382 30.0%
Net Income 23,533 11,490 104.8% 81,191 62,299 30.3%

Note:
(1) EBITDA (IFRS) is calculated from the sum of net income, taxes, financial result and depreciation/amortization.

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

12.9) Sales within the Concession Area by Distributor (In GWh)

CPFL Paulista
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Residential 2,458 2,424 1.4% 9,426 9,186 2.6%
Industrial 2,867 2,871 -0.1% 11,057 10,892 1.5%
Commercial 1,474 1,459 1.0% 5,596 5,515 1.5%
Others 1,139 1,156 -1.5% 4,488 4,367 2.8%
Total 7,938 7,910 0.3% 30,568 29,960 2.0%

CPFL Piratininga
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Residential 973 962 1.2% 3,905 3,864 1.0%
Industrial 1,616 1,637 -1.3% 6,542 6,292 4.0%
Commercial 628 628 0.0% 2,464 2,429 1.5%
Others 327 293 11.8% 1,229 1,145 7.4%
Total 3,544 3,520 0.7% 14,140 13,730 3.0%

RGE
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Residential 1,334 1,279 4.3% 5,487 5,289 3.7%
Industrial 1,619 1,569 3.2% 6,420 6,230 3.1%
Commercial 647 642 0.9% 2,635 2,628 0.3%
Others 1,199 1,189 0.8% 5,087 4,970 2.4%
Total 4,798 4,678 2.6% 19,629 19,117 2.7%

CPFL Santa Cruz


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Residential 205 201 2.2% 800 782 2.3%
Industrial 269 239 12.5% 1,004 933 7.6%
Commercial 92 91 1.7% 353 349 1.0%
Others 179 189 -5.1% 719 705 2.0%
Total 745 719 3.6% 2,876 2,769 3.9%

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

12.10) Sales to the Captive Market by Distributor (in GWh)

CPFL Paulista
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Residential 2,458 2,424 1.4% 9,426 9,186 2.6%
Industrial 663 699 -5.1% 2,548 2,759 -7.6%
Commercial 1,114 1,122 -0.7% 4,210 4,306 -2.2%
Others 1,109 1,111 -0.2% 4,356 4,205 3.6%
Total 5,344 5,356 -0.2% 20,540 20,456 0.4%

CPFL Piratininga
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Residential 973 962 1.2% 3,905 3,864 1.0%
Industrial 286 310 -7.7% 1,147 1,245 -7.9%
Commercial 453 459 -1.3% 1,774 1,816 -2.3%
Others 284 254 12.0% 1,059 996 6.4%
Total 1,997 1,985 0.6% 7,886 7,921 -0.4%

RGE
4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Residential 1,334 1,279 4.3% 5,487 5,289 3.7%
Industrial 505 507 -0.3% 2,048 2,113 -3.1%
Commercial 563 576 -2.3% 2,315 2,373 -2.4%
Others 1,191 1,183 0.7% 5,055 4,946 2.2%
Total 3,594 3,545 1.4% 14,905 14,721 1.3%

CPFL Santa Cruz


4Q18 4Q17 Var. 2018 2017 Var.
Residential 205 201 2.2% 800 782 2.3%
Industrial 107 103 4.2% 407 439 -7.2%
Commercial 87 86 0.8% 331 333 -0.8%
Others 179 189 -5.2% 719 705 2.0%
Total 578 578 -0.1% 2,258 2,260 -0.1%

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4Q18/2018 Results | March 28, 2019

12.11) Reconciliation of Net Debt/EBITDA Pro Forma ratio of CPFL Energia for
purposes of financial covenants calculation

(R$ million)

Net Debt Pro Forma Reconciliation (4Q18)


Net debt - Generation projects

Majority-controlled subsidiaries (fully consolidated) Investees accounted for under the equity method
Dec-18 Total
CPFL Paulista
CERAN Subtotal ENERCAN BAESA Chapecoense EPASA Subtotal
Renováveis Lajeado
Borrowings and Debentures 423 5,559 - 5,982 521 - 1,184 186 1,891 7,873
(-) Cash and Cash Equivalents (33) (877) (6) (915) (67) (17) (184) (18) (286) (1,201)
Net Debt 390 4,682 (6) 5,067 454 (17) 1,000 168 1,605 6,672
CPFL Stake (%) 65.00% 51.56% 59.93% - 48.72% 25.01% 51.00% 53.34% - -
Net Debt in Generation Projects 254 2,414 (3) 2,664 221 (4) 510 90 817 3,481

Reconciliation
CPFL Energia
Gross Debt 19,752
(-) Cash and Cash Equivalents (1,891)
Net Debt (IFRS) 17,860
(-) Fully Consolidated Projects (5,067)
(+) Proportional Consolidation 3,481
Net Debt (Pro Forma) 16,274

EBITDA Pro Forma Reconciliation (4Q18 - LTM)


EBITDA - Generation Projects

Majority-controlled subsidiaries (fully consolidated) Investees accounted for under the equity method
2018 Total
CPFL Paulista
CERAN Subtotal ENERCAN BAESA Chapecoense EPASA Subtotal
Renováveis Lajeado
Net operating revenue 333 1,936 53 2,322 592 321 864 840 2,617 4,939
Operating cost and expense (95) (728) (26) (849) (189) (214) (192) (562) (1,157) (2,006)
EBITDA 238 1,209 26 1,473 403 107 672 278 1,460 2,933
CPFL stake (%) 65.00% 51.56% 59.93% - 48.72% 25.01% 51.00% 53.34% - -
Proportional EBITDA 155 623 16 794 196 27 343 148 714 1,508

Reconciliation
CPFL Energia - 2018
Net income 2,166
Amortization 1,594
Financial Results 1,103
Income Tax /Social Contribution 774
EBITDA 5,637
(-) Equity income (335)
(-) EBITDA - Fully consolidated projects (1,473)
(+) Proportional EBITDA 1,508
EBITDA Pro Forma 5,338

Net Debt / EBITDA Pro Forma 3.05x

Note: in accordance with financial covenants calculation in cases of assets acquired by the Company.

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