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INTRODUÇÃ O

Chegamos à última aula da Escola de Aprendizes do Evangelho, uma convivência


de quase três anos que muito acrescentou a todos nós. Ficaremos ainda unidos
durante o estudo de “O Livro dos Espiŕ itos”, depois teremos o perio ́ do de três
meses que chamamos de Perio ́ do Probatório, sem o estim
́ ulo do dirigente.

Momento bastante oportuno para refletirmos sobre a continuidade e firmeza de


nossa iniciação espiritual, que teve a Escola, apenas como ponto de partida afim
de fazermos nossa opção de ingresso na FDJ, com muita clareza e consciência.

O primeiro sentimento pode ser de receio ou de perda quando pensamos em


nossa vida, sem a orientação do dirigente, sem a cobertura espiritual do mentor
da Escola...

Todos nós temos, no decorrer da vida, momentos importantes, até mesmo graves
em que se decidem as grandes linhas de nosso futuro espiritual.

Essas horas surgem de maneiras diversas e, muitas vezes, o espiŕ ito fica
vacilante, sem saber que decisão tomar ou para onde ir.

Mas é preciso calma e serenidade a fim de resgatarmos e praticarmos os


recursos vivenciados nesta Escola, que são verdadeiras colunas de sustentação
para nossa vida, verdadeiras “Tabua de Salvação” nos momentos difić eis.

Hoje o nosso espiŕ ito encontra-se mais rico, fortalecido, portanto com capacidade
de optar pelo bem, de dar testemunho em exemplos ações e atitudes fraternas e
de exercer a prerrogativa do livre arbit́ rio. Hoje podemos conduzir nossas vidas e
daqueles que estão conosco. Hoje estamos preparados para fazer a diferença no
meio social, minimizando o sofrimento alheio. Pois estamos preparados para
deixarmos de ser conduzidos e passarmos a ser condutores. Colaborando
ativamente na seara de Jesus.

Os textos abaixo tem o objetivo de reforçar a necessidade que temos em


utilizarmos o nosso potencial, hoje desenvolvido, a bem da Humanidade.

PROCEDIMENTOS COMO DISCÍPULO

“Como o livre-arbit́ rio é sagrado, na vida todos temos que escolher o caminho, a
posição, a conduta, todos temos que optar, cedo ou tarde, pela verdade ou pelo
erro, assumir responsabilidade pelo cumprimento do que foi escolhido”. (Edgard
Armond)

O que o Plano Espiritual espera de todos nós, discip ́ ulos, trabalhadores e


dirigentes, no que respeita à difusão dos ensinamentos de Jesus?

Em termos de compreensão e de unidade de execução, é o que espera de nós.


Para se manter inalterável a estrutura e os planos do esforço visando atingir as
finalidades básicas, com perfeição, segurança e em tempo breve?
As finalidades e os programas que devemos cumprir não comportam dúvidas
interpretativas ou executivas, porque são simples, claros e justos e se baseiam no
Evangelho, que todos nós respeitamos e nos esforçamos por efetivar em nossa
vida in
́ tima e social, restan- do unicamente que os executores se integrem nele,
devotem-se aos testemunhos com coragem, de coração aberto e disposição firme
de vencer a sagrada tarefa.

Na atual desorientação do mundo, os valores maiores estão com aqueles que,


sem alarde e humildemente,seguem seus rumos,sem temores,porque seus
passos são acompanha- dos de perto pelo amor do Divino Mestre contando, além
disso, com o apoio paciente, valioso e incondicional dos companheiros do Plano
Maior integrados na mesma causa.

E para isso não é necessário estar o executor atormentando-se e realimentando-


se com sugestões de força e de coragem, porque como força que emana do
próprio Espiŕ ito esclarecido e esperançoso da mais ampla evolução espiritual.

(Fonte:“Verdades e Conceitos II”- Edgard Armond- Ed. Aliança)

O DEVER DE COOPERAÇÃ O

́ ulo é cooperar na evangelização.


O dever do discip

Nossa colaboração será meritória e sempre crescente, porque dia a dia cresce o
número de irmãos nossos necessitados de auxiĺ io e de esclarecimento espiritual.

Determinada a meta e indicado o rumo, só resta ao discip ́ ulo seguir por ele sem
vacilações ou desvios, até que a tarefa seja cumprida em plenitude.

Este é o trabalho que engrandece e o torna merecedor da confiança do Divino


Mestre, o trabalho que constrói e assegura a ascensão espiritual, em espiŕ ito e
verdade, para o seu Reino Eterno

(Fonte:semeadura III ou Lendo e aprendendo;Edgard Armond; Aliança; item 74)

SALVAÇÃ O PELAS OBRAS

Não há salvação somente pela fé, mas sim pelas obras, para edificar estas no
campo individual ou coletivo, é que a fé se toma indispensável ou, pelo menos, a
convicção firme e consciente nas atividades realizadoras.

A salvação apenas pela fé ou pela graça, amplamente ensinada ao povo por
algumas correntes cristãs, atenta contra a justiça de Deus e sua misericordiosa
paternidade, porque seria o privilégio de uns sobre os outros.

O Homem é ele mesmo, autor e espelho de seus próprios atos e valimentos, que
são o produto de esforços anteriores, de sofrimentos e experiências anteriores, e
assim a justiça divina não encontra repercussão, no Homem.
Cada um é o construtor de suas próprias virtudes ou defeitos, cada um por si
mesmo, de acordo com as próprias obras. E desta forma se compreende e se
diferencia a justiça de Deus da dos Homens.

(Fonte: “Semeadura I” - Edgard Armond - item 15)

EVANGELHO E DINAMISMO

“Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nos templos que


encontrava, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades
que assediavam o povo”. (Mateus, cap.9, vers.35).

Com Cristo, não vemos a idéia de repouso improdutivo como preparação para o
céu. em ocasião alguma o encontramos fora de ação.

Quando se dirige ao monte ou ao deserto, a fim de orar, renova as energias para


poder consagrar-se mais intensamente, à atividade.

Certamente, para exaltar os méritos do Reino de Deus, afirma-se invariavelmente


pronto a servir.

Atencioso, presta assistência à sogra de Pedro e visita, afetuosamente, a casa de


Levi, o publicano, que lhe oferece um banquete.

Não impõe condições para o desempenho da missão de bondade que o retém ao


lado das criaturas.

Não usa roupagens especiais para entender-se com Maria de Magdala, nem se
enclausura em preconceitos de religião ou de raça para deixar de atender aos
doentes infelizes.

Seja onde for, sem subestimar os valores do Céu, ajuda, esclarece, ampara e
salva. Com o Evangelho instituiu-se entre os Homens o culto da verdadeira
fraternidade.

(Fonte: Roteiro;médium: Francisco Candido Xavier;Espírito: Emmanuel; capitulo


20 )
1) Com base no texto “Procedimentos como Discip
́ ulos” comente as afirmativas:

 “As finalidades e os programas que devemos cumprir não comportam


dúvidas”.
 “E para esses não é necessário estar o executor atormentando-se e
realimentando-se de força e de coragem”.

2) Responda: Por que a salvação pela fé atenta contra a justiça e misericórdia de
Deus?

̃ individual e estudo das instruções. (15 minutos)


Reflexao

Reflexão: Com o Cristo, não vemos a idéia de repouso improdutivo como


preparação para o Céu” “ Em ocasião alguma o encontramos fora de ação”.
Refletindo sobre essas afirmações comente como pensa servir a Jesus, junto a
famiĺ ia, a si próprio e à sociedade e consigo mesmo, ao término da Escola.
De que maneira pretende testemunhar o aprendizado adquirido na Escola?

Estudo da 55a. Instrução: O frio da incompreensão. - Só o auto conhecimento nos


conduz ao verdadeiro amor? Explique a relação entre um e outro?