Você está na página 1de 3

Em toda sentença há, pelo menos, DECLARATIVIDADE.

Em toda sentença há
CONSTITUTIVIDADE, pois foi proferida. Em toda sentença há, pelo menos,
CONDENATORIEDADE, já que se deve pagar as custas do vencedor. Em toda
sentença há, pelo menos, MANDAMENTALIDADE, já que o juiz dá diversas ordens
como “publique-se”. Em toda sentença há, pelo menos, EXECUTIVIDADE, já que algo
é posto na esfera jurídica de alguém (ao mesmo tempo que algo deixa a esfera jurídica de
outrem.
A sentença é a PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. A sentença pode ser JUSTA ou
INJUSTA, sendo injusta quando aplica aquilo que não incidiu, ou deixa de aplicar o que
incidiu. Pode ser VÁLIDA ou NULA. Será nula quando faltar requisito de validade no
decurso do processo, por exemplo. Pode ser INEXISTENTE, mas esta em hipóteses
excepcionais, como sentença proferida por quem não é juiz. A prestação da sentença é
uma obrigação do Estado diante das pessoas, dado que a pretensão à tutela foi exercida.
Conforme Bulow e Adolf Wach, tal pretensão possui caráter público.
Aqui, vislumbra-se melhor o caráter público do DPC. Ademais, a pretensão tem por
fio a satisfação. No caso da ação penal privada, o TITULAR DA PRETENSÃO
MATERIAL é o Estado, mas o TITULAR DA PRETENSÃO À TUTELA JURÍDICA
é a pessoa titular da ação privada. Não é atoa que a pessoa titular da ação apenas dá o
“avante” para que o Estado prossiga contra a pessoa. O Estado é, por isso, titular de todas
as pretensões de direito material.
São fatores que se relacionam à INEXISTÊNCIA DA SENTENÇA: falta de jurisdição
civil (não-juiz), FALTA DE CAPACIDADE DE SER PARTE (como estar morto),
falta da pretensão à tutela jurídica; não existência da parte, isenções, extraterritorialidade,
e tal. Já em termos de NULIDADE, tem-se a incompetência, impedimento ou suspeição,
incapacidade processual das partes, falta de poderes dos representantes, incapacidade
postulatória.
Capítulo III – Classificação das sentenças

Este é um tema demasiadamente complexo


Capítulo IV – Tutela jurídica pelo Estado

Como o Estado proibiu a auto-defesa, precisaria ele encontrar um meio de proteger as


pessoas. Para tanto, criou uma PRETENSÃO À TUTELA JURÍDICA, que é a
promessa, a EXPECTATIVA que o Estado cria de que irá tutelar as pessoas quando estas
vierem a precisar. É para isso que o poder judiciário existe. Não se pode tentar fundir a
pretensão material à pretensão à tutela jurídica. Tem pretensão à tutela jurídica quem
foi ofendido pelo passante de rua. Por isso, a pretensão citada SEMPRE se dirige ao
Estado.
Se o réu atende ao pedido do autor, extingue-se a pretensão material e ação de direito
material, e a pretensão à tutela jurídica fica VAZIA de objeto. A finalidade do
processo é REALIZAR O DIREITO OBJETIVO. A PETIÇÃO é um ato de
COMUNICAÇÃO DE VONTADE, de desejo. Até, de COMUNICAÇÃO DE
CONHECIMENTO. É justamente essa possibilidade de levar ao Estado o conhecimento
que os leigos chamam de “direito à prestação jurisdicional”.