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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

ESPECIALIZAÇÃO EM POLÍTICAS SOCIAIS INTEGRADAS

SÍNTESE ANALÍTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

MARCELO TEIXEIRA LIRA

TRABALHO DA DISCIPLINA: HIST. DAS POLÍTICAS SOCIAIS NO BRASIL.


TUTOR: PROF. DR. DALTON FRANCO

QUIXERAMOBIM/CE
2018
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Universidade Estácio de Sá
Especialização em Políticas Sociais Integradas

Marcelo Teixeira Lira

Síntese Analítica do planejamento estratégico

Trabalho da disciplina: Hist. das Políticas Sociais no Brasil


Tutor: Prof. Andrea Geórgia de Souza Frossard

Quixeramobim/CE
2018

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Introdução

O texto se estrutura como uma síntese analítica às disparidades existentes entre as


classes sociais no Brasil iniciadas no período colonial e dando início ao processo de exploração e mais
valia, perpassando pelo atual modelo econômico e político engendrado no país na contemporaneidade,
e as novas formas de exclusão social que tendem a se expandir cada vez mais em contra ponto dos
países desenvolvidos.

Desenvolvimento

A princípio podemos destacar que a desigualdade social é entendida pela diferença de


poder aquisitivo entre as classes econômicas de um determinado país em relação a outro. Muito embora
não seja apenas esse fator econômico que defina a desigualdade, pois logo percebemos um leque de
consequências diretamente ligadas intrinsecamente à desigualdade social, principalmente nos países
subdesenvolvidos, quando percebemos um grande contingente de pessoas vivendo na e/ou abaixo da
linha da pobreza. No entanto, podemos desmembrar a desigualdade social em diversos aspectos,
envolvendo desde a desigualdade de oportunidades no mercado de trabalho até o baixo grau de
instrução educacional.
Na América Latina, por exemplo, ainda avistamos os grandes efeitos deixados pela
exploração colonial que persistiu até o século XIX e sua posterior dependência dos países centrais, o
que inviabilizou o desenvolvimento para o atendimento de suas próprias necessidades enriquecendo
cada vez mais suas colônias. Desta forma estes países com uma população essencialmente mestiça,
composta em sua maioria de descendentes indígenas, brancos e negros escravos, o colonialismo em
alguns países, manteve por um longo período de tempo a população indígena, negra e pobre social e
politicamente excluída da sociedade, favorecendo cada vez mais suas dependências que se constituíram
em grandes potências mundiais.
No Brasil, observamos que o longo período de colonização, a profunda dependência
externa dos países desenvolvidos, a acumulação de riqueza pelas camadas mais altas da população, a
marginalização histórica de parcelas significativas da população, aliadas a práticas administrativas que
promovem o apadrinhamento político e favorecem o desvio de verbas, podem explicar a situação atual
de pobreza, desigualdade e miséria em que vive a maioria dos povos brasileiros.
No quadro de miséria e, mais especificamente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil,
que são as mais castigadas, a situação vem predominando, expondo aqueles socialmente excluídos a
uma condição de extrema pobreza e consequentemente a se concentrarem nas periferias das grandes

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cidades brasileiras, em condições subumanas de habitação, favorecendo assim a consolidação e o
crescimento exacerbado da criminalidade.
Assim sendo, é bem claro que em conjunto com o próprio desenvolvimento
econômico e a concentração de renda por uma pequena parcela populacional, cresceu também as
disparidades sociais englobando a miséria, baixos índices de escolaridades, má distribuição de renda,
insuficiência dos serviços de saúde, condições precárias de moradia, o desemprego, a fome, a
desnutrição, a mortalidade infantil, a violência, dentre muitas outras multifacetadas expressões da
questão social que ora assola nosso país.
Assim e bem evidente que entre as causas mais explicitas destacam-se: A escandalosa
gestão pública dos recursos naturais, salários mais baixos e a própria carência de empregos com registro
profissional (terceirização). Além disso, o engendramento de um modelo político capitalista, centrado
no conceito de mais valia e de consumo e a própria corrupção dos governos, também são causas para o
aumento da desigualdade entre uma classe social e outra, já que governos corruptos tendem a tornar o
“rico cada vez mais rico, e o pobre cada vez mais pobre”. Afora disso, outro problema capaz de
aumentar a desigualdade entre as classes sociais é a própria falta de investimentos em âmbito social e
cultural, onde educação e saúde pública de qualidade também são de extrema importância, porém,
infelizmente são deixados de lados em muitos países, assim como é o caso do nosso país na
contemporaneidade.

Considerações Finais

Portanto, diante desta realidade que hoje e aqui vivemos, podemos concluir que essas
desigualdades não poderiam deixar de trazer uma série de consequências, a começar com o
alastramento da miséria e a pobreza que por sua vez, são as grandes responsáveis pela concentração de
favelas, o crescimento da marginalização, expandindo cada vez mais a criminalidade. Além disso, a
desigualdade é também a principal causa da mortalidade infantil, da desnutrição e da própria fome, não
só envolvendo crianças, mais também todas as famílias carentes que não têm recursos suficientes para
manter suas necessidades básicas.
Por fim enfatizamos que a desigualdade social também intensifica cada vez mais o
crescimento das classes socialmente excluídas, lembrando que isso é um fator capaz de atrasar e muito
o progresso gradativo de uma nação em vários aspectos no que diz respeito à educação, saúde, moradia,
emprego e outros direito do cidadão, não garantidos pelos governos que tanto se comprometem no
período de campanhas eleitorais, todavia quando eleitos programam políticas públicas focalizadas onde

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não consegue solucionar a problemática da desigualdade, priorizando apenas o crescimento econômico,
deixando a sociedade em segundo plano.

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Referências Bibliográficas:

Marcelo Cortes Neri (Coord.), Miséria, Desigualdade e Estabilidade: O Segundo Real, mimeo CPS,
Fundação Getúlio Vargas, 2006, disponível em www.fgv.br/cps/pesquisas/site_ret_port/ e no site oficial
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Brasil Presidência da República. 2002. Nova política industrial, desenvolvimento e competitividade.


5. Estímulo à educação e qualificação do trabalhador.

Camargo, José Márcio e André Urani. 1996. Flexibilidade do mercado de trabalho no Brasil. Rio de
Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas.

Cardoso, Fernando Henrique e Bolivar Lamounier. 1975. Os partidos e as eleições no Brasil. Rio de
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