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Relion® Proteção e Controle

Série 615
Manual Técnico
ID do documento: 1MRS757783
Emitido em: 2013-04-15
Revisão: A
Versão de produto: 3.0

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desejada seja adequada e aceitável, incluindo que qualquer requisito operacional
aplicável de segurança ou outro seja atendido. Em particular, qualquer risco em
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Europeias relativa à aproximação das legislações dos Estados-Membros
respeitantes à compatibilidade electromagnética (EMC Diretriz 2004/108/CE) e
respeitantes ao material elétrico para uso dentro de determinados limites de tensão
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EN60255-26 para diretriz EMC e com as normas de produto EN 60255-1 e EN
60255027 para a seguinte diretriz de baixa tensão. O IED é projetado de acordo
com as normas internacionais da série IEC 60255.
Sumário

Sumário

Seção 1 Introdução......................................................................21
Este manual......................................................................................21
Público alvo......................................................................................21
Documentação do produto...............................................................22
Conjunto de documentação do produto......................................22
Documento com o histórico de revisões......................................23
Documentos relacionados...........................................................24
Símbolos e convenções...................................................................24
Símbolos de alertas de segurança..............................................24
Convenções dos manuais...........................................................24
Funções, códigos e símbolos......................................................25

Seção 2 Visão geral da série 615.................................................29


Visão Geral.......................................................................................29
Histórico da versão da série do produto......................................30
PCM 600 e Versão do pacote de conectividade do IED.............31
IHM Local.........................................................................................32
Display.........................................................................................32
LEDs............................................................................................33
Teclado........................................................................................33
IHM Web...........................................................................................34
Autorização.......................................................................................35
Comunicação....................................................................................36

Seção 3 Funções básicas............................................................39


Parâmetros gerais............................................................................39
Auto-supervisão................................................................................57
Falhas internas............................................................................57
Advertências................................................................................60
Controle de indicação de LED..........................................................61
Sincronização de tempo...................................................................61
Grupos de configuração de parâmetros...........................................63
Bloco de funções.........................................................................63
Funcionalidade............................................................................63
Registro de falhas.............................................................................65
Memória não volátil..........................................................................68
Entrada binária.................................................................................69
Tempo do filtro de entrada binária...............................................69
Inversão de entrada binária.........................................................70
Supressor de oscilações.............................................................70

Série 615 1
Manual Técnico
Sumário

Entradas RTD/mA ...........................................................................71


Funcionalidade............................................................................71
Princípio de operação..................................................................71
Seleção de tipo de sinal de entrada.......................................71
Seleção de formato de valor de saída....................................72
Escalonamento linear de entrada...........................................72
Supervisão da cadeia de medição.........................................73
Auto-supervisão.....................................................................73
Calibragem.............................................................................74
Supervisão do valor limite......................................................74
Supervisão de banda morta...................................................75
Temperatura RTD vs. resistência...........................................76
Conexão de entrada RTD/mA................................................77
Sinais...........................................................................................79
Configurações.............................................................................79
Bloco de funções GOOSE................................................................82
GOOSERCV_BIN - Bloco de função...........................................82
Bloco de funções....................................................................82
Funcionalidade.......................................................................83
Sinais......................................................................................83
GOOSERCV_DP bloco de funções.............................................83
Bloco de funções....................................................................83
Funcionalidade.......................................................................83
Sinais......................................................................................83
GOOSERCV_MV bloco de funções............................................84
Bloco de funções....................................................................84
Funcionalidade.......................................................................84
Sinais......................................................................................84
GOOSERCV_INT8 bloco de funções..........................................84
Bloco de funções....................................................................84
Funcionalidade.......................................................................84
Sinais......................................................................................85
GOOSERCV_INTL bloco de funções..........................................85
Bloco de funções....................................................................85
Funcionalidade.......................................................................85
Sinais......................................................................................85
GOOSERCV_CMV bloco de funções..........................................86
Bloco de funções....................................................................86
Funcionalidade.......................................................................86
Sinais......................................................................................86
GOOSERCV_ENUM floco de funções........................................87
Bloco de funções....................................................................87
Funcionalidade.......................................................................87

2 Série 615
Manual Técnico
Sumário

Sinais......................................................................................87
GOOSERCV_INT32 bloco de funções........................................87
Bloco de funções....................................................................87
Funcionalidade.......................................................................87
Sinais......................................................................................88
Blocos de função de conversão de tipo............................................88
QTY_GOOD bloqueio de funções...............................................88
Funcionalidade.......................................................................88
Sinais......................................................................................88
QTY_BAD bloco de funções........................................................89
Funcionalidade.......................................................................89
Sinais......................................................................................89
T_HEALTH bloco de funções......................................................89
Funcionalidade.......................................................................89
Sinais......................................................................................90
T_F32_INT8 bloco de funções.....................................................90
Funcionalidade.......................................................................90
Bloco de função......................................................................90
Ajustes....................................................................................90
Blocos lógicos configuráveis............................................................91
Blocos lógicos configuráveis padrão...........................................91
Bloco de funções OR.............................................................91
Bloco de funções AND...........................................................91
Bloco de funções XOR...........................................................92
Bloco de funções NOT...........................................................92
Bloco de funções MAX3.........................................................93
Bloco de funções MIN3..........................................................93
Bloco de funções R_TRIG......................................................94
Bloco de funções F_TRIG......................................................94
Bloco de funções T_POS_XX.................................................95
PTGAPC bloco de função de temporizador de pulso..................95
Bloco de funções....................................................................95
Funcionalidade.......................................................................96
Sinais......................................................................................96
Configurações........................................................................97
Dados técnicos.......................................................................98
TOFGAPC bloco de funções de atraso de tempo de
desligamento...............................................................................98
Bloco de função......................................................................98
Funcionalidade.......................................................................98
Sinais......................................................................................99
Configurações........................................................................99
Dados técnicos.....................................................................100

Série 615 3
Manual Técnico
Sumário

TONGAPC Bloco de funções de atraso de tempo de


ligamento...................................................................................100
Bloco de função....................................................................100
Funcionalidade.....................................................................100
Sinais....................................................................................101
Configurações......................................................................101
Dados técnicos.....................................................................102
SRGAPC Bloco de função set-reset..........................................102
Bloco de função....................................................................102
Funcionalidade.....................................................................102
Sinais....................................................................................103
Configurações......................................................................104
MVGAPC Bloco de funções Move.............................................104
Bloco de funções..................................................................104
Funcionalidade.....................................................................104
Sinais....................................................................................105
Bloco de funções de controle local/ remoto CONTROL............105
Bloqueio de funções.............................................................105
Funcionalidade.....................................................................105
Sinais....................................................................................106
Configurações......................................................................107
Dados monitorados..............................................................108
Restauração dos Ajustes de Fábrica..............................................109

Seção 4 Funções de proteção....................................................111


Proteção de corrente trifásica.........................................................111
Proteção de sobrecorrente trifásica não direcional
PHxPTOC..................................................................................111
Identificação.........................................................................111
Bloco de função....................................................................111
Funcionalidade.....................................................................111
Princípio de operação..........................................................112
Modos de medição...............................................................115
Características do temporizador..........................................115
Aplicação..............................................................................117
Sinais....................................................................................124
Configurações......................................................................125
Dados monitorados..............................................................128
Dados técnicos.....................................................................129
Histórico de revisão técnica.................................................130
Proteção de sobrecorrente trifásica direcional DPHxPDOC.....130
Identificação.........................................................................130
Bloco de funções..................................................................130
Funcionalidade.....................................................................131

4 Série 615
Manual Técnico
Sumário

Princípio de funcionamento .................................................131


Modos de Medição...............................................................137
Características de sobrecorrente direcional ........................137
Aplicação..............................................................................145
Sinais....................................................................................147
Configurações......................................................................149
Dados monitorados..............................................................152
Dados técnicos.....................................................................154
Histórico de revisão técnica.................................................154
Proteção térmica trifásica para alimentadores, cabos e
transformadores de distribuição T1PTTR..................................155
Identificação.........................................................................155
Bloco de função....................................................................155
Funcionalidade.....................................................................155
Princípio de operação..........................................................155
Aplicação..............................................................................158
Sinais....................................................................................159
Configurações......................................................................160
Dados monitorados..............................................................160
Dados técnicos.....................................................................161
Histórico de revisão técnica.................................................161
Proteção de sobrecarga térmica trifásica para
transformadores de potência, duas constantes de tempo
T2PTTR.....................................................................................161
Identificação.........................................................................161
Bloco de função....................................................................161
Funcionalidade.....................................................................162
Princípio de operação..........................................................162
Aplicação..............................................................................165
Sinais....................................................................................168
Configurações......................................................................168
Dados monitorados..............................................................169
Dados técnicos.....................................................................169
Histórico de revisão técnica.................................................169
Proteção contra bloqueio da carga do motor JAMPTOC..........170
Identificação.........................................................................170
Bloco de funções..................................................................170
Funcionalidade.....................................................................170
Princípio de operação..........................................................170
Aplicação..............................................................................172
Sinais....................................................................................172
Configurações......................................................................173
Dados monitorados..............................................................173
Dados técnicos.....................................................................173

Série 615 5
Manual Técnico
Sumário

Supervisão de perda de carga LOFLPTUC...............................174


Identificação.........................................................................174
Bloqueio de funções.............................................................174
Funcionalidade.....................................................................174
Princípio de funcionamento..................................................174
Aplicação..............................................................................175
Sinais....................................................................................176
Configurações......................................................................176
Dados monitorados..............................................................177
Dados técnicos.....................................................................177
Proteção de sobrecarga térmica para motores MPTTR............177
Identificação.........................................................................177
Bloco de funções..................................................................178
Funcionalidade.....................................................................178
Princípio de operação..........................................................178
Aplicação..............................................................................187
Sinais....................................................................................191
Configurações......................................................................192
Dados monitorados..............................................................193
Dados técnicos.....................................................................193
Histórico de revisão técnica.................................................193
Proteção de falha à terra................................................................194
Proteção de falha à terra não direcional EFxPTOC..................194
Identificação.........................................................................194
Bloco de funções..................................................................194
Funcionalidade.....................................................................194
Princípio de operação..........................................................194
Modos de medição...............................................................197
Características do temporizador..........................................197
Aplicação..............................................................................199
Sinais....................................................................................199
Configurações......................................................................200
Dados monitorados..............................................................203
Dados técnicos.....................................................................204
Histórico de revisão técnica.................................................205
Proteção contra falha à terra direcional DEFxPDEF.................205
Identificação.........................................................................205
Bloco de funções..................................................................205
Funcionalidade.....................................................................206
Princípio de funcionamento..................................................206
Princípios contra falhas à terra direcionais..........................211
Modos de medição...............................................................217
Características do temporizador..........................................218

6 Série 615
Manual Técnico
Sumário

Características de falha à terra direcional............................219


Aplicação..............................................................................227
Sinais....................................................................................229
Configurações......................................................................230
Dados monitorados..............................................................234
Dados técnicos.....................................................................235
Histórico de revisão técnica.................................................236
Proteção contra falha à terra transitória/intermitente
INTRPTEF.................................................................................237
Identificação.........................................................................237
Bloco de funções..................................................................237
Funcionalidade.....................................................................237
Princípio de operação..........................................................237
Aplicação..............................................................................239
Sinais....................................................................................241
Configurações......................................................................242
Dados monitorados..............................................................242
Dados técnicos.....................................................................243
Histórico de revisão técnica.................................................243
Proteção de falha à terra baseada em admitância
EFPADM....................................................................................243
Identificação.........................................................................243
Bloco de funções..................................................................243
Funcionalidade.....................................................................243
Princípio de operação..........................................................244
Características de admitância de neutro..............................257
Aplicação..............................................................................264
Sinais....................................................................................268
Configurações......................................................................269
Dados monitorados..............................................................270
Dados técnicos.....................................................................270
Proteção diferencial........................................................................271
Proteção diferencial de linha e medições relacionadas,
estágios estabilizado e instantâneo LNPLDF............................271
Identificação.........................................................................271
Bloco de funções..................................................................271
Funcionalidade.....................................................................271
Princípio de operação..........................................................272
Comissionamento.................................................................281
Aplicação..............................................................................287
Sinais....................................................................................292
Configurações......................................................................293
Dados monitorados..............................................................294
Dados técnicos.....................................................................296

Série 615 7
Manual Técnico
Sumário

Proteção diferencial estabilizada e instantânea para


transformadores de 2 enrolamentos TR2PTDF........................296
Identificação.........................................................................296
Bloco de funções..................................................................297
Funcionalidade.....................................................................297
Princípio de funcionamento..................................................297
Aplicação..............................................................................311
Conexões do TC e correção da relação de
transformação......................................................................326
Sinais....................................................................................330
Configurações......................................................................331
Dados monitorados..............................................................333
Dados técnicos.....................................................................336
Proteção de falha à terra restrita de baixa impedância
numericamente estabilizada LREFPNDF..................................336
Identificação.........................................................................336
Bloqueio de funções.............................................................336
Funcionalidade.....................................................................336
Princípio de funcionamento..................................................337
Aplicação..............................................................................341
Sinais....................................................................................344
Configurações......................................................................344
Dados monitorados..............................................................345
Dados técnicos.....................................................................345
Falha à terra restrita com base em alta impedância
HREFPDIF.................................................................................346
Identificação.........................................................................346
Bloco de funções..................................................................346
Funcionalidade.....................................................................346
Princípio de operação..........................................................346
Aplicação..............................................................................347
Recomendações para transformadores de corrente ...........350
Exemplo de ajuste................................................................354
Sinais....................................................................................357
Configurações......................................................................357
Dados monitorados..............................................................358
Dados técnicos.....................................................................358
Proteção de desbalanceamento.....................................................358
Proteção de sobrecorrente de sequência negativa
NSPTOC....................................................................................358
Identificação.........................................................................358
Bloco de funções..................................................................359
Funcionalidade.....................................................................359
Princípio de operação..........................................................359

8 Série 615
Manual Técnico
Sumário

Aplicação..............................................................................361
Sinais....................................................................................362
Configurações......................................................................362
Dados monitorados..............................................................364
Dados técnicos.....................................................................364
Histórico de revisão técnica.................................................364
Proteção de descontinuidade de fase PDNSPTOC..................365
Identificação.........................................................................365
Bloco de funções..................................................................365
Funcionalidade.....................................................................365
Princípio de operação..........................................................365
Aplicação..............................................................................367
Sinais....................................................................................368
Configurações......................................................................368
Dados monitorados..............................................................369
Dados técnicos.....................................................................369
Proteção de inversão de fase PREVPTOC...............................370
Identificação.........................................................................370
Bloco de funções..................................................................370
Funcionalidade.....................................................................370
Princípio de operação..........................................................370
Aplicação..............................................................................371
Sinais....................................................................................371
Configurações......................................................................372
Dados monitorados..............................................................372
Dados técnicos.....................................................................372
Proteção de sobrecorrente de sequência negativa para
motores MNSPTOC...................................................................373
Identificação.........................................................................373
Bloqueio de funções.............................................................373
Funcionalidade.....................................................................373
Princípio de funcionamento..................................................373
Características do temporizador..........................................375
Aplicação..............................................................................377
Sinais....................................................................................378
Configurações......................................................................378
Dados monitorados..............................................................379
Dados técnicos.....................................................................379
Proteção de tensão........................................................................380
Proteção de sobretensão trifásica PHPTOV.............................380
Identificação.........................................................................380
Bloco de função....................................................................380
Funcionalidade.....................................................................380

Série 615 9
Manual Técnico
Sumário

Princípio de operação..........................................................380
Características do temporizador..........................................384
Aplicação..............................................................................384
Sinais....................................................................................385
Configurações......................................................................386
Dados monitorados..............................................................387
Dados técnicos.....................................................................387
Proteção de subtensão trifásica PHPTUV.................................387
Identificação.........................................................................387
Bloco de função....................................................................388
Funcionalidade.....................................................................388
Princípio de operação..........................................................388
Características do temporizador..........................................392
Aplicação..............................................................................392
Sinais....................................................................................393
Configurações......................................................................394
Dados monitorados..............................................................395
Dados técnicos.....................................................................395
Proteção de sobretensão residual ROVPTOV..........................396
Identificação.........................................................................396
Bloco de função....................................................................396
Funcionalidade.....................................................................396
Princípio de operação..........................................................396
Aplicação..............................................................................398
Sinais....................................................................................398
Configurações......................................................................399
Dados monitorados..............................................................399
Dados técnicos.....................................................................399
Histórico de revisão técnica.................................................400
Proteção de sobretensão de sequência negativa NSPTOV......400
Identificação.........................................................................400
Bloco de funções..................................................................400
Funcionalidade.....................................................................400
Princípio de operação..........................................................401
Aplicação..............................................................................402
Sinais....................................................................................403
Configurações......................................................................403
Dados monitorados..............................................................403
Dados técnicos.....................................................................404
Histórico de revisão técnica.................................................404
Proteção de subtensão de sequência positiva PSPTUV...........404
Identificação.........................................................................404
Bloco de funções..................................................................405

10 Série 615
Manual Técnico
Sumário

Funcionalidade.....................................................................405
Princípio de operação..........................................................405
Aplicação..............................................................................406
Sinais....................................................................................407
Configurações......................................................................408
Dados monitorados..............................................................408
Dados técnicos.....................................................................408
Histórico de revisão técnica.................................................409
Proteção de frequência..................................................................409
Proteção de frequência FRPFRQ..............................................409
Identificação.........................................................................409
Bloco de funções..................................................................409
Funcionalidade.....................................................................410
Princípio de funcionamento..................................................410
Aplicação..............................................................................416
Sinais....................................................................................417
Configurações......................................................................417
Dados monitorados..............................................................418
Dados técnicos.....................................................................418
Redução e restauração de cargaLSHDPFRQ...........................419
Identificação.........................................................................419
Bloqueio de funções.............................................................419
Funcionalidade.....................................................................419
Princípio de funcionamento..................................................420
Aplicação..............................................................................424
Sinais....................................................................................428
Configurações......................................................................429
Dados monitorados..............................................................429
Dados técnicos.....................................................................430
Proteção do arco ARCSARC..........................................................430
Identificação..............................................................................430
Bloqueio de funções..................................................................430
Funcionalidade..........................................................................430
Princípio de funcionamento.......................................................431
Aplicação...................................................................................432
Sinais.........................................................................................436
Configurações...........................................................................437
Dados monitorados...................................................................437
Dados técnicos..........................................................................437
Supervisão de partida de motor STTPMSU...................................438
Identificação..............................................................................438
Bloco de função.........................................................................438
Funcionalidade..........................................................................438

Série 615 11
Manual Técnico
Sumário

Princípio de operação................................................................439
Aplicação...................................................................................445
Sinais.........................................................................................449
Configurações...........................................................................449
Dados monitorados...................................................................450
Dados técnicos..........................................................................451
Proteção multifunção MAPGAPC...................................................451
Identificação..............................................................................451
Bloqueio de funções..................................................................451
Funcionalidade..........................................................................451
Princípio de operação................................................................452
Aplicação...................................................................................453
Sinais.........................................................................................454
Configurações...........................................................................454
Dados monitorados...................................................................455
Dados técnicos..........................................................................455

Seção 5 Funções relacionadas à proteção................................457


Detector de inrush trifásico INRPHAR............................................457
Identificação..............................................................................457
Bloco de funções.......................................................................457
Funcionalidade..........................................................................457
Princípio de operação................................................................457
Aplicação...................................................................................459
Sinais.........................................................................................460
Configurações...........................................................................461
Dados monitorados...................................................................461
Dados técnicos..........................................................................462
Proteção de falhas do disjuntor CCBRBRF....................................462
Identificação..............................................................................462
Bloqueio de funções..................................................................462
Funcionalidade..........................................................................462
Princípio de funcionamento ......................................................463
Aplicação...................................................................................469
Sinais.........................................................................................471
Configurações...........................................................................471
Dados monitorados...................................................................472
Dados técnicos..........................................................................472
Histórico de revisão técnica.......................................................472
Master trip TRPPTRC.....................................................................472
Identificação..............................................................................472
Bloco de funções.......................................................................472
Funcionalidade..........................................................................473
Princípio de operação................................................................473

12 Série 615
Manual Técnico
Sumário

Aplicação...................................................................................474
Sinais.........................................................................................476
Configurações...........................................................................476
Dados monitorados...................................................................476
Histórico de revisão técnica.......................................................477
Transferência de sinais binários BSTGGIO...................................477
Identificação..............................................................................477
Bloco de função.........................................................................477
Funcionalidade..........................................................................477
Princípio de funcionamento.......................................................478
Aplicação...................................................................................479
Sinais.........................................................................................480
Configurações...........................................................................481
Dados técnicos..........................................................................482
Partida de emergência ESMGAPC................................................482
Identificação..............................................................................482
Bloco de funções.......................................................................482
Funcionalidade..........................................................................482
Princípio de funcionamento.......................................................483
Aplicação...................................................................................483
Sinais.........................................................................................484
Configurações...........................................................................484
Dados monitorados...................................................................485
Dados técnicos..........................................................................485

Seção 6 Funções de supervisão................................................487


Supervisão de circuito de trip TCSSCBR.......................................487
Identificação..............................................................................487
Bloco de função.........................................................................487
Funcionalidade..........................................................................487
Princípio de operação................................................................487
Aplicação...................................................................................488
Sinais.........................................................................................495
Configurações...........................................................................496
Dados monitorados...................................................................496
Supervisão de circuito de corrente CCRDIF..................................496
Identificação..............................................................................496
Bloco de função.........................................................................496
Funcionalidade..........................................................................497
Princípio de operação................................................................497
Aplicação...................................................................................499
Sinais.........................................................................................503
Configurações...........................................................................504
Dados monitorados...................................................................504

Série 615 13
Manual Técnico
Sumário

Dados técnicos..........................................................................504
Supervisão de comunicação de proteção PCSRTPC....................504
Identificação..............................................................................504
Bloco de função.........................................................................505
Funcionalidade..........................................................................505
Princípio de operação................................................................505
Aplicação...................................................................................507
Sinais.........................................................................................508
Configurações...........................................................................508
Dados monitorados...................................................................509
Histórico de revisão técnica.......................................................509
Supervisão de falha do fusível SEQRFUF.....................................509
Identificação..............................................................................509
Bloco de função.........................................................................510
Funcionalidade..........................................................................510
Princípio de operação................................................................510
Aplicação...................................................................................514
Sinais.........................................................................................515
Configurações...........................................................................515
Dados monitorados...................................................................516
Dados técnicos..........................................................................516
Contador do tempo de operação MDSOPT...................................516
Identificação..............................................................................516
Bloqueio de funções..................................................................517
Funcionalidade..........................................................................517
Princípio de funcionamento.......................................................517
Aplicação...................................................................................518
Sinais.........................................................................................519
Configurações...........................................................................519
Dados monitorados...................................................................520
Dados técnicos..........................................................................520

Seção 7 Funções de monitoramento de condição.....................521


Monitoramento de condição do disjuntor SSCBR..........................521
Identificação..............................................................................521
Bloco de função.........................................................................521
Funcionalidade..........................................................................521
Princípio de operação................................................................522
Status do disjuntor................................................................523
Monitoramento da operação do disjuntor.............................523
Tempo de percurso do contato do disjuntor.........................524
Contador de operação..........................................................525
Acúmulo de Iyt......................................................................526
Vida útil restante do disjuntor...............................................527

14 Série 615
Manual Técnico
Sumário

Indicação de mola carregada do disjuntor...........................529


Supervisão de pressão do gás.............................................529
Aplicação...................................................................................530
Sinais.........................................................................................533
Configurações...........................................................................534
Dados monitorados...................................................................536
Dados técnicos..........................................................................536
Histórico de revisão técnica.......................................................537

Seção 8 Funções de medição....................................................539


Medições básicas...........................................................................539
Funções.....................................................................................539
Funcionalidade de medição.......................................................540
Aplicações das funções de medição.........................................547
Medição de corrente trifásica CMMXU......................................548
Identificação.........................................................................548
Bloco de funções..................................................................548
Sinais....................................................................................548
Configurações......................................................................549
Dados monitorados..............................................................549
Dados técnicos.....................................................................550
Histórico de revisão técnica.................................................551
Medição de tensão trifásica VMMXU........................................551
Identificação.........................................................................551
Bloqueio de funções.............................................................551
Sinais....................................................................................551
Configurações......................................................................552
Dados monitorados..............................................................552
Dados técnicos.....................................................................553
Medição da corrente residual RESCMMXU..............................553
Identificação.........................................................................553
Bloco de funções..................................................................554
Sinais....................................................................................554
Configurações......................................................................554
Dados monitorados..............................................................555
Dados técnicos.....................................................................555
Histórico de revisão técnica.................................................555
Medição da tensão residual RESVMMXU.................................555
Identificação.........................................................................555
Bloco de funções..................................................................556
Sinais....................................................................................556
Configurações......................................................................556
Dados monitorados..............................................................557
Dados técnicos.....................................................................557

Série 615 15
Manual Técnico
Sumário

Histórico de revisão técnica.................................................557


Medição de frequência FMMXU................................................558
Identificação.........................................................................558
Bloco de funções..................................................................558
Sinais....................................................................................558
Configurações......................................................................558
Dados monitorados..............................................................559
Dados técnicos.....................................................................559
Medição da sequência de corrente CSMSQI............................559
Identificação.........................................................................559
Bloco de funções..................................................................559
Sinais....................................................................................560
Configurações......................................................................560
Dados monitorados..............................................................561
Dados técnicos.....................................................................562
Medição de sequência de tensão VSMSQI...............................562
Identificação.........................................................................562
Bloqueio de funções.............................................................562
Sinais....................................................................................562
Configurações......................................................................563
Dados monitorados..............................................................564
Dados técnicos.....................................................................565
Medição de potência e energia trifásica PEMMXU...................565
Identificação.........................................................................565
Bloco de funções..................................................................565
Sinais....................................................................................565
Configurações......................................................................566
Dados monitorados..............................................................566
Dados técnicos.....................................................................567
Registrador de distúrbios................................................................567
Funções.....................................................................................567
Entradas analógicas registradas..........................................568
Alternativas de disparo.........................................................568
Extensão de registros...........................................................569
Frequências de amostragem................................................570
Upload dos registros............................................................570
Eliminação de registros........................................................571
Modo de armazenamento....................................................572
Dados de pré-disparo e pós- disparo...................................572
Modos operacionais.............................................................572
Modo de exclusão................................................................573
Configuração.............................................................................573
Aplicação...................................................................................574

16 Série 615
Manual Técnico
Sumário

Ajustes.......................................................................................575
Dados monitorados...................................................................579
Histórico de revisão técnica.......................................................579
Indicador de posição do comutador de tap TPOSSLTC................580
Identificação..............................................................................580
Bloco de função.........................................................................580
Funcionalidade..........................................................................580
Princípio de operação................................................................580
Aplicação...................................................................................583
Sinais.........................................................................................584
Configurações...........................................................................584
Dados monitorados...................................................................585
Dados técnicos..........................................................................585
Histórico de revisão técnica.......................................................585

Seção 9 Funções de controle.....................................................587


Controle do disjuntor CBXCBR .....................................................587
Identificação..............................................................................587
Bloqueio de funções..................................................................587
Funcionalidade..........................................................................587
Princípio de funcionamento.......................................................588
Aplicação...................................................................................590
Sinais.........................................................................................591
Configurações...........................................................................592
Dados monitorados...................................................................592
Histórico de revisão técnica.......................................................593
Indicador de posição da seccionadora DCSXSWI e indicação
da chave de aterramento ESSXSWI..............................................593
Identificação..............................................................................593
Bloco de funções.......................................................................593
Funcionalidade..........................................................................593
Princípio de operação................................................................594
Aplicação...................................................................................594
Sinais.........................................................................................594
Configurações...........................................................................595
Dados monitorados...................................................................595
Verificação de energização e sincronismo SECRSYN...................596
Identificação..............................................................................596
Bloco de função.........................................................................596
Funcionalidade..........................................................................596
Princípio de operação................................................................597
Aplicação...................................................................................605
Sinais.........................................................................................607
Configurações...........................................................................608

Série 615 17
Manual Técnico
Sumário

Dados monitorados...................................................................609
Dados técnicos..........................................................................610
Religamento automático DARREC.................................................610
Identificação..............................................................................610
Bloco de função.........................................................................610
Funcionalidade..........................................................................611
Definição do sinal de proteção.............................................611
Coordenação de zona..........................................................612
Esquema mestre-escravo ...................................................612
Bloqueio de sobrecarga térmica...........................................613
Princípio de operação................................................................613
Coleta de sinal e lógica de atraso........................................614
Início da descarga................................................................618
Controlador do apontador de disparo...................................622
Controlador de religamento..................................................623
Controlador de sequência....................................................625
Controlador de coordenação de proteção............................626
Controle do disjuntor............................................................627
Contadores................................................................................629
Aplicação...................................................................................629
Início da descarga................................................................630
Sequência............................................................................632
Exemplos de configuração...................................................633
Linhas de iniciação retardada..............................................637
Início da descarga a partir do sinal de partida de
proteção...............................................................................638
Disparo rápido em mudança para falha...............................639
Sinais.........................................................................................640
Configurações...........................................................................641
Dados monitorados...................................................................644
Dados técnicos..........................................................................645
Histórico de revisão técnica.......................................................645
Controle do comutador com regulador de tensão OLATCC...........646
Identificação..............................................................................646
Bloco de funções.......................................................................646
Funcionalidade..........................................................................646
Princípio de operação................................................................647
Dispositivos de medição de tensão e corrente..........................648
Indicação de posição do comutador..........................................649
Seleção do modo de operação..................................................650
Regulagem de tensão manual...................................................651
Regulação automática da tensão de transformadores
únicos........................................................................................652

18 Série 615
Manual Técnico
Sumário

Regulação automática da tensão de transformadores


paralelos....................................................................................656
Princípio Mestre/Seguidor M/F.............................................658
Princípio de Reatância Negativa NRP.................................659
Princípio de Minimização da Corrente Circulante MCC.......661
Características do temporizador................................................664
Controle de pulso......................................................................665
Esquema de bloqueio................................................................666
Indicação de alarme..................................................................671
Aplicação...................................................................................672
Sinais.........................................................................................679
Configurações...........................................................................680
Dados monitorados...................................................................682
Dados técnicos..........................................................................684

Seção 10 Características gerais do bloco de função...................685


Características de tempo definitivo................................................685
Operação de tempo definitivo....................................................685
Características de tempo mínimo inverso definido baseado na
corrente..........................................................................................688
Curvas IDMT para proteção de sobretensão............................688
Características de tempo inverso padrão.............................690
Características de tempo inverso programadas pelo
usuário..................................................................................706
Características de tempo inverso do tipo RI e RD...............706
Reset em modos de tempo inverso...........................................709
Temporizador inverso de congelamento...................................718
Características de tempo mínimo inverso definido baseado na
tensão.............................................................................................719
Curvas IDMT para proteção de sobretensão............................719
Características de padrão de tempo inverso para
proteção de sobretensão......................................................721
Características de tempo inverso programáveis pelo
usuário para proteção de sobretensão.................................725
Saturação de curvas IDMT para proteção de
sobrecorrente.......................................................................726
Curvas IDMT para proteção de subtensão................................726
Características de padrão inverso do tempo para
proteção de subtensão.........................................................727
Características de tempo inverso programáveis pelo
usuário para proteção de subtensão....................................729
Saturação de curvas IDMT de proteção contra
subtensão.............................................................................730
Proteção e medição de frequência.................................................730
Modos de medição.........................................................................731

Série 615 19
Manual Técnico
Sumário

Medições calculadas......................................................................733

Seção 11 Requisitos para transformadores de medição.............735


Transformadores de corrente.........................................................735
Requisitos dos transformadores de corrente para proteção
contra sobrecorrente não direcional..........................................735
Classe de exatidão do transformador de corrente e fator
limite de precisão.................................................................735
Proteção de sobrecorrente não direcional...........................736
Exemplo de proteção de sobrecorrente não direcional
trifásica.................................................................................737

Seção 12 Conexões físicas do IED..............................................739


Conexões de aterramento de proteção..........................................739
Conexões binárias e analógicas.....................................................739
Conexões de comunicação............................................................740
Conexão frontal Ethernet RJ-45................................................740
Conexões traseiras de Ethernet................................................741
Conexão traseira Serial EIA-232...............................................741
Conexão traseira Serial EIA-485...............................................741
Conexão de comunicação de proteção.....................................742
Conexão óptico ST traseira de série.........................................742
Interfaces e protocolos de comunicação...................................742
Módulos de comunicação da parte traseira...............................743
Locais e conexões de jumper COM0001-COM0014............747
Locais e conexões de jumper COM0023.............................750
Locais e conexões de jumper COM0008 e COM0010.........755
Conexões e localização dos jumpers COM0033 e
COM0034.............................................................................759
Dispositivos Ethernet industriais recomendados.......................761

Seção 13 Dados técnicos.............................................................763

Seção 14 IED e testes de funcionalidade....................................771

Seção 15 Normas e regulamentos aplicáveis..............................775

Seção 16 Glossário......................................................................777

20 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 1
Introdução

Seção 1 Introdução

1.1 Este manual

O manual técnico contém as descrições da aplicação e de funcionalidade, lista os


blocos de função, diagramas lógicos, sinal de entrada e saída, parâmetros de ajuste
e dados técnicos organizados por função. O manual também pode ser utilizado
como referência técnica durante a fase de planejamento, fase de instalação e
comissão, além de durante o serviço normal.

1.2 Público alvo

Este manual está dirigido a engenheiros de sistemas e pessoal de instalação e


ativação, que usam informações técnicas durante o projeto, instalação e ativação, e
em operação normal.

O engenheiro de sistemas deve ter um conhecimento amplo de sistemas de


proteção, equipamentos de proteção, funções de proteção e da lógica funcional
configurada nos IEDs. O pessoal de instalação e ativação deve ter um
conhecimento básico no manuseio de equipamentos eletrônicos.

Série 615 21
Manual Técnico
Seção 1 1MRS757783 A
Introdução

1.3 Documentação do produto

1.3.1 Conjunto de documentação do produto

IEC07000220 V1 PT

Figura 1: A utilização pretendida dos manuais em diferentes ciclos de vida

O manual de engenharia contém instruções de como projetar os IEDs utilizando as


diferentes ferramentas em PCM600. O manual fornece instruções de como
configurar um projeto PCM600 e inserir os IEDs na estrutura do projeto. O manual
também recomenda uma sequência para a engenharia de proteção e funções de
controle, assim como para as funções LHMI e engenharia de comunicação para
IEC 61850 e outros protocolos suportados.

O manual de instalação contém instruções de como instalar o IED. O manual


fornece os procedimentos para instalações mecânicas e elétricas. Os capítulos são
organizados em ordem cronológica no qual o IED deve ser instalado.

O manual de comissionamento contém as instruções de como comissionar o IED.


Além disso, o manual também pode ser utilizado pelos engenheiros de sistema e
pessoal de manutenção para assistência durante a fase de teste. O manual fornece
os procedimentos para checagem da conexão externa, da energização do IED, do

22 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 1
Introdução

ajuste e da configuração de parâmetro, além dos ajustes de verificação pela injeção


secundária. O manual descreve o processo de teste de um IED na subestação que
não está em serviço. Os capítulos são organizados em ordem cronológica no qual o
IED deve ser comissionado.

O manual de operação contém as instruções de como operar o IED uma vez que foi
comissionado. O manual fornece instruções de monitoramento, controle e ajuste do
IED. Além disso, o manual também descreve como identificar os ruídos e como
visualizar os dados de grade de energia calculados e medidos para determinar a
causa da falha.

O manual de serviço contém instruções de serviço e manutenção IED. O manual


também fornece procedimentos para desenergizar, desativar e descartar o IED.

O manual de aplicação contém as descrições do aplicativo e diretrizes de ajuste


ordenado por função. O manual pode ser utilizado para descobrir quando e com
qual finalidade uma função de proteção típica pode ser utilizada. O manual também
pode ser utilizado no cálculo dos ajustes.

O manual técnico contém as descrições da aplicação e de funcionalidade, lista os


blocos de função, diagramas lógicos, sinal de entrada e saída, parâmetros de ajuste
e dados técnicos organizados por função. O manual também pode ser utilizado
como referência técnica durante a fase de planejamento, fase de instalação e
comissão, além de durante o serviço normal.

O manual do protocolo de comunicação descreve um protocolo de comunicação


suportado pelo IED. O manual se concentra nas implementações específicas para
vendedores.

O manual de lista de pontos descreve a percepção e as propriedades de pontos de


dados específicas para o IED. O manual deve ser utilizado junto com o manual de
protocolo de comunicação correspondente.

Alguns dos manuais ainda não estão disponíveis.

1.3.2 Documento com o histórico de revisões


Revisão/data do documento Versão da série do produto Histórico
A/2013-04-15 3.0 Traduzido da versão em inglês E
(1MRS756887)

Faça o download dos documentos mais recentes no site da ABB http://


www.abb.com/substationautomation.

Série 615 23
Manual Técnico
Seção 1 1MRS757783 A
Introdução

1.3.3 Documentos relacionados


As séries do produto - e os manuais específicos de produtos - podem ser baixados
do site da ABB http://www.abb.com/substationautomation.

1.4 Símbolos e convenções

1.4.1 Símbolos de alertas de segurança

O ícone de alerta elétrico indica a presença de um risco que poderia


resultar em choque elétrico.

O ícone de alerta indica a presença de um risco que poderia resultar


em ferimentos pessoais.

O ícone de cuidado indica informações importantes ou um alerta


relativo ao conceito discutido no texto. Ele pode indicar a presença
de um risco que poderia resultar na corrupção do software ou danos
ao equipamento ou a ativos.

O ícone de informação alerta o leitor para fatos e condições


importantes.

O ícone de dicas indica um conselho sobre, por exemplo, como


conceber seu projeto ou como usar uma determinada função.

Embora os riscos alertados estejam relacionados com ferimentos pessoais, deve ser
entendido que a operação de equipamentos danificados pode, em certas condições
operacionais, resultar em desempenho degradado do processo levando a ferimentos
pessoais ou a morte. Portanto, observe completamente todos os alertas e avisos de
cuidado.

1.4.2 Convenções dos manuais


Convenções utilizadas nos manuais IED. Uma convenção particular pode não ser
utilizada neste manual.

24 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 1
Introdução

• Abreviações e siglas neste manual são explicadas no glossário. O glossário


também contém definições de termos importantes.
• Apertar o botão de navegação LHMI na estrutura do menu é apresentado por
meio dos ícones do botão, por exemplo:
Para navegar entre as opções, utilize e .
• Os caminhos do menu HMI são apresentados em negrito, por exemplo:
Selecione no menu principal/Settings.
• As mensagens LHMIsão mostradas em fonte Courier, por exemplo:
Para salvar as alterações em memória não volátil, selecione Yes e pressione
.
• Os nomes dos parâmetros são mostrados em itálico, por exemplo:
A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração.
• Os valores de parâmetro são indicados com aspas, por exemplo:
Os valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".
• As mensagens do IED de entrada/saída e os nomes de dados monitorados são
mostrados em fonte Courier, por exemplo:
Quando a função inicia, a saída START é configurada para TRUE.

1.4.3 Funções, códigos e símbolos


Todas as funções disponíveis estão listadas na tabela. Nem todas são aplicáveis a
todas as variantes do produto.

Tabela 1: Funções inclusas nas configurações padrão


Função IEC 61850 IEC 60617 IEC-ANSI
Proteção
Proteção de sobrecorrente trifásica PHLPTOC1 3I> (1) 51P-1 (1)
não-direcional, estágio baixo
PHLPTOC2 3I> (2) 51P-1 (2)
Proteção de sobrecorrente trifásica PHHPTOC1 3I>> (1) 51P-2 (1)
não-direcional, estágio alto
PHHPTOC2 3I>> (2) 51P-2 (2)
Proteção de sobrecorrente trifásica PHIPTOC1 3I>>> (1) 50P/51P (1)
não direcional, estágio instantâneo
PHIPTOC2 3I>>> (2) 50P/51P (2)
Proteção de sobrecorrente trifásica DPHLPDOC1 3I> -> (1) 67-1 (1)
direcional, estágio baixo
DPHLPDOC2 3I> -> (2) 67-1 (2)
Proteção de sobrecorrente trifásica
DPHHPDOC1 3I>> -> 67-2
direcional, estágio alto
Proteção de falha à terra não- EFLPTOC1 Io> (1) 51N-1 (1)
-direcional, estágio baixo
EFLPTOC2 Io> (2) 51N-1 (2)
Proteção de falha à terra não- EFHPTOC1 Io>> (1) 51N-2 (1)
-direcional, estágio alto
EFHPTOC2 Io>> (2) 51N-2 (2)
Proteção de falha à terra não-
EFIPTOC1 Io>>> 50N/51N
-direcional, estágio instantâneo
Proteção de falha à terra direcional, DEFLPDEF1 Io> -> (1) 67N-1 (1)
estágio baixo
DEFLPDEF2 Io> -> (2) 67N-1 (2)
Tabela continua na próxima página

Série 615 25
Manual Técnico
Seção 1 1MRS757783 A
Introdução

Função IEC 61850 IEC 60617 IEC-ANSI


Proteção de falha à terra direcional,
DEFHPDEF1 Io>> -> 67N-2
estágio alto
Proteção de falha à terra baseada na EFPADM1 Yo> -> (1) 21YN (1)
admitância
EFPADM2 Yo> -> (2) 21YN (2)
EFPADM3 Yo> -> (3) 21YN (3)
Proteção de falha à terra transitória/
INTRPTEF1 Io> -> IEF 67NIEF
intermitente
Falha à terra (cross-country) não-
EFHPTOC1 Io>> (1) 51N-2 (1)
-direcional, utilizando Io calculado
Proteção de sobrecorrente de NSPTOC1 I2> (1) 46 (1)
sequência negativa
NSPTOC2 I2> (2) 46 (2)
Proteção de descontinuidade de fase PDNSPTOC1 I2/I1> 46PD
Proteção de sobretensão residual ROVPTOV1 Uo> (1) 59G (1)
ROVPTOV2 Uo> (2) 59G (2)
ROVPTOV3 Uo> (3) 59G (3)
Proteção de subtensão trifásica PHPTUV1 3U< (1) 27 (1)
PHPTUV2 3U< (2) 27 (2)
PHPTUV3 3U< (3) 27 (3)
Proteção de sobretensão trifásica PHPTOV1 3U> (1) 59 (1)
PHPTOV2 3U> (2) 59 (2)
PHPTOV3 3U> (3) 59 (3)
Proteção de subtensão de sequência PSPTUV1 U1< (1) 47U+ (1)
positiva
PSPTUV2 U1< (2) 47U+ (2)
Proteção de sobretensão de NSPTOV1 U2> (1) 47O- (1)
sequência negativa
NSPTOV2 U2> (2) 47O- (2)
Proteção de frequência FRPFRQ1 f>/f<,df/dt (1) 81 (1)
FRPFRQ2 f>/f<,df/dt (2) 81 (2)
FRPFRQ3 f>/f<,df/dt (3) 81 (3)
FRPFRQ4 f>/f<,df/dt (4) 81 (4)
FRPFRQ5 f>/f<,df/dt (5) 81 (5)
FRPFRQ6 f>/f<,df/dt (6) 81 (6)
Proteção térmica trifásica para
alimentadores, cabos e T1PTTR1 3Ith>F 49F
transformadores de distribuição
Proteção de sobrecarga térmica
trifásica para transformadores de T2PTTR1 3Ith>T 49T
potência, duas constantes de tempo
Proteção de sobrecorrente de MNSPTOC1 I2>M (1) 46M (1)
sequência negativa para motores
MNSPTOC2 I2>M (2) 46M (2)
Supervisão de perda de carga LOFLPTUC1 3I< 37
Proteção de rotor bloqueado de motor JAMPTOC1 Ist> 51LR
Supervisão de partida do motor STTPMSU1 Is2t n< 49,66,48,51LR
Tabela continua na próxima página

26 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 1
Introdução

Função IEC 61850 IEC 60617 IEC-ANSI


Proteção de inversão de fase PREVPTOC1 I2>> 46R
Proteção de sobrecarga térmica para
MPTTR1 3Ith>M 49M
motores
Transferência de sinal binário BSTGGIO1 BST BST
Proteção diferencial instantânea e
estabilizada para 2 transformadores TR2PTDF1 3dI>T 87T
2W
Proteção diferencial de linha e
medições relacionadas, estágios LNPLDF1 3dI>L 87L
estável e instantâneo
Proteção de falha à terra restrita de
baixa impedância numérica LREFPNDF1 dIoLo> 87NL
estabilizada
Proteção de falha à terra restrita
HREFPDIF1 dIoHi> 87NH
baseada em alta impedância
Proteção de falha de disjuntor CCBRBRF1 3I>/Io>BF 51BF/51NBF
Detector de inrush trifásico INRPHAR1 3I2f> 68
Master trip Master Trip
TRPPTRC1 94/86 (1)
(1)
Master Trip
TRPPTRC2 94/86 (2)
(2)
Proteção de arco elétrico ARCSARC1 ARC (1) 50L/50NL (1)
ARCSARC2 ARC (2) 50L/50NL (2)
ARCSARC3 ARC (3) 50L/50NL (3)

Proteção multiuso 1) MAPGAPC1 MAP (1) MAP (1)


MAPGAPC2 MAP (2) MAP (2)
MAPGAPC3 MAP (3) MAP (3)
Redução de carga e restauração LSHDPFRQ1 UFLS/R (1) 81LSH (1)
LSHDPFRQ2 UFLS/R (2) 81LSH (2)
LSHDPFRQ3 UFLS/R (3) 81LSH (3)
LSHDPFRQ4 UFLS/R (4) 81LSH (4)
LSHDPFRQ5 UFLS/R (5) 81LSH (5)
Controle
Controle do disjuntor CBXCBR1 I <-> O CB I <-> O CB
Indicação de posição do seccionador DCSXSWI1 I <-> O DC (1) I <-> O DC (1)
DCSXSWI2 I <-> O DC (2) I <-> O DC (2)
DCSXSWI3 I <-> O DC (3) I <-> O DC (3)
Indicação da chave de aterramento ESSXSWI1 I <-> O ES I <-> O ES
Início de emergência ESMGAPC1 ESTART ESTART
Religamento automático DARREC1 O -> I 79
Indicação de posição do comutador TPOSSLTC1 TPOSM 84M
Controle do comutador com
OLATCC1 COLTC 90V
regulador de tensão
Tabela continua na próxima página

Série 615 27
Manual Técnico
Seção 1 1MRS757783 A
Introdução

Função IEC 61850 IEC 60617 IEC-ANSI


Verificação de energização e
SECRSYN1 SYNC 25
sincronismo
Monitoramento de condição
Monitoramento da condição do
SSCBR1 CBCM CBCM
disjuntor
Supervisão do circuito de trip TCSSCBR1 TCS (1) TCM (1)
TCSSCBR2 TCS (2) TCM (2)
Supervisão do circuito de corrente CCRDIF1 MCS 3I MCS 3I
Supervisão de falha do fusível SEQRFUF1 FUSEF 60
Supervisão de comunicação de
PCSRTPC1 PCS PCS
proteção
Contador do tempo de execução
MDSOPT1 OPTS OPTM
para máquinas e dispositivos.
Medições
Registrador de distúrbios RDRE1 - -
Medição de corrente trifásica CMMXU1 3I 3I
CMMXU2 3I(B) 3I(B)
Medição de sequência de corrente CSMSQI1 I1, I2, Io I1, I2, Io
Medição de corrente residual RESCMMXU1 Io Em
RESCMMXU2 Io(B) In(B)
Medição de tensão trifásica VMMXU1 3U 3U
Medição de tensão residual RESVMMXU1 Uo Vn
Medição de sequência da tensão VSMSQI1 U1, U2, Uo U1, U2, Uo
Medição de potencia e energia
PEMMXU1 P, E P, E
trifásica
Medição RTD/mA XRGGIO130 X130 (RTD) X130 (RTD)
Medição de frequência FMMXU1 f f

1) A proteção multiuso é utilizada, por exemplo, em proteções relacionadas a RTD/mA

28 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 2
Visão geral da série 615

Seção 2 Visão geral da série 615

2.1 Visão Geral

A série 615 é um produto da família de IEDs projetada para proteção, controle,


medição e supervisão de subestações de concessionárias e painéis e equipamentos
industriais. O design dos IEDs foi orientado pela norma IEC 61850 para a
comunicação e interoperabilidade entre dispositivos de automação de subestações.

Os IEDs apresentam um design extraível com uma variedade de métodos de


montagem, tamanho compacto e facilidade de utilização. Dependendo do produto,
funcionalidades opcionais estão disponíveis no momento do pedido, tanto para
software quanto para hardware, como por exemplo, religamento automático e
módulo adicional de I/Os.

A série do IED auxilia uma série de protocolos de comunicação incluindo IEC


61850 com mensagem GOOSE, IEC 60870-5-103, Modbus® e DNP3.

Série 615 29
Manual Técnico
Seção 2 1MRS757783 A
Visão geral da série 615

2.1.1 Histórico da versão da série do produto


Versão da série do Histórico da série do produto
produto
1.0 Primeiro produto de 615 série REF615 liberado com configurações A-D
1.1 Novo produto: RED615

Melhorias na plataforma:

• Suporte IRIG-B
• Suporte para protocolos paralelos: IEC 61850 e Modbus
• Módulo de entrada/saída binária adicional X130 como uma opção
• Funcionalidade de intertravamento CB aprimorada
• Funcionalidade TCS aprimorada em HW
• Suporte de memória não volátil

2.0 Novos produtos:

• RET615 com configurações A-D


• REM615 com configuração C

Novas configurações

• REF615: E e F
• RED615: B e C

Melhorias na plataforma

• Suporte para série DNP3 ou TCP/IP


• Suporte para IEC 60870-5-103
• Proteção e medição de tensão
• Medição de potência e energia
• Carregamento de registrador de distúrbios via WHMI
• Supervisão de falha do fusível

30 Série 615
Manual Técnico
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Visão geral da série 615

Versão da série do Histórico da série do produto


produto
3.0 Novo produto:

• RET615 com configurações A e B

Novas configurações

• REF615 G e H
• RET615 E-H
• REM615 A e B

Adições para configurações:

• REF615 A, B, E e F
• RET615 A-D
• REM615 C
• RED615 B

Melhorias na plataforma:

• Suporte de configurabilidade de aplicação


• Suporte GOOSE analógico
• Display grande com Diagrama Unifilar
• Projeto mecânico aprimorado
• Aumento do valor máximo de registros de eventos e falhas
• Proteção e medição de frequência
• Falha à terra com base na admitância
• Entradas de sensor combi
• Proteção e medição de RTD/mA
• Verificação de energização e sincronismo
• Controle do comutador de tap com regulador de tensão
• Redução de carga e restauração
• Io/Uo mensurado/calculado selecionável
• Opção Ethernet multi-portas

2.1.2 PCM 600 e Versão do pacote de conectividade do IED


• Gerenciador de IEDs de proteção e controle PCM600 versão 2.3 ou mais recente
• Pacote de Conectividade do RED615 Ver. 3.0 ou posterior
• Pacote de Conectividade do REF615 Ver. 3.0 ou posterior
• Pacote de Conectividade do REM615 Ver. 3.0 ou posterior
• Pacote de Conectividade do RET615 Ver. 3.0 ou posterior
• Pacote de Conectividade do REU615 Ver. 3.0 ou posterior

Faça o download de pacotes de conectividade na página ABB em


http://www.abb.com/substationautomation

Série 615 31
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Visão geral da série 615

2.2 IHM Local

REF615

Overcurrent
Dir. earth-fault
Voltage protection
Phase unbalance
Thermal overload
Breaker failure
Disturb. rec. Triggered
CB condition monitoring
Supervision
Arc detected
Autoreclose shot in progr.

A070704 V3 PT

Figura 2: Exemplo da IHM Local da série 615

A IHM Local do IED contém os seguintes elementos:


• Display
• Botões
• LEDs indicadores
• Porta de Comunicação

A IHM Local é usada para ajustar, monitorar e controlar.

2.2.1 Display
A IHM Local inclui um display gráfico que suporta dois tamanhos de caracteres. O
tamanho dos caracteres depende do idioma selecionado. A quantidade de caracteres
e linhas que cabem na página depende do tamanho do caractere.

32 Série 615
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Visão geral da série 615

Tabela 2: Caracteres e linhas na página


Tamanho do caractere Linhas na página Caracteres por linha
Pequeno, monoespaçado 5 linhas 20
(6x12 pixels) 10 linhas no display grande
Grande, largura variável 4 linhas min 8
(13x14 pixels) 8 linhas no display grande

O display é dividido em quatro áreas básicas.


1 2

3 4
A070705 V2 PT

Figura 3: Layout do display

1 Cabeçalho
2 Ícone
3 Conteúdo
4 Barra de rolagem (aparece quando necessário)

2.2.2 LEDs
A IHM Local inclui três indicadores de proteção acima do display: Ready, Start e
Trip.

Há também 11 LEDs programáveis na frente da IHM Local. Os LEDs podem ser


configurados com o PCM600 e o modo de operação pode ser selecionado pela
IHM Local, IHM Web ou pelo PCM600.

2.2.3 Teclado
O teclado da IHM Local contém botões utilizados para navegar em diversos menus
ou páginas. Com os botões, você pode efetuar comandos de abertura ou
fechamento em um objeto primário, como por exemplo, um disjuntor, contator ou
um seccionador. Os botões também são usados para reconhecer alarmes, restaurar
indicações, fornecer ajuda e mudar entre os modos de controle remoto e local.

Série 615 33
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Visão geral da série 615

A071176 V1 PT

Figura 4: Teclado da IHM Local com botões de controle de objeto,


navegação e comando e porta de comunicação RJ-45

2.3 IHM Web

A IHM Web permite ao usuário acessar o IED via um navegador web. A versão de
navegador suportada é o Internet Explorer 7.0 ou mais recente.

A IHM Web é desabilitada por padrão.

A IHM Web oferece diversas funções.

• LEDs programáveis e lista de eventos


• Supervisão do sistema
• Ajuste de parâmetros
• Exibição das medidas
• Gravador de perturbações
• Diagrama fasorial
• Diagrama Unifilar

A estrutura em árvore do menu na IHM Web é quase idêntica ao da IHM Local.

34 Série 615
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A070754 V3 PT

Figura 5: Exemplo de visualização da IHM Web

A IHM Web pode ser acessado local e remotamente.

• De forma local por meio da conexão do computador do usuário ao IED via


porta de comunicação frontal.
• Remotamente via LAN/WAN.

2.4 Autorização

As categorias de usuário são pré-definidas para oLHMI e WHMI, cada um com


privilégios e senhas diferentes.

As senhas padrões podem ser alteradas com privilégio de administrador.

Autorização de usuário está desativada por definição, mas a WHMI


sempre usa autorização.

Série 615 35
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Tabela 3: Categorias de usuários pré-definidas


Nome do usuário Direitos de usuário
VIEWER Acesso apenas de leitura
OPERADOR • Selecionando o estado local ou remoto com (apenas
localmente)
• Alterando os grupos de ajustes
• Controle
• Limpando indicações

ENGENHEIRO • Alterando os ajustes


• Limpando a lista de evento
• Limpando as oscilografias
• Alterando as configurações do sistema tais como endereço de
IP, baud rate serial ou ajustes de oscilografia
• Configurando o IED para o modo de teste
• Selecionando o idioma

ADMINISTRADOR • Todos os listados acima


• Alterando a senha
• Ativação das definições de fábrica

Para autorização do usuário no PCM600,vide documentação do


PCM600.

2.5 Comunicação

O IED suporta uma série de protocolos de comunicação, incluindo: IEC 61850,


IEC 60870-5-103, Modbus® e DNP3. As informações operacionais e controles
estão disponíveis através destes protocolos. No entanto, algumas funcionalidades
de comunicação, por exemplo, comunicação horizontal entre os IEDs, só é liberada
pelo protocolo de comunicação IEC 61850.

A implementação de comunicação do IEC 61850 suporta todas as funções de


monitoramento e controle. Além disso, parâmentros de ajustes, gravações de
oscilografias e registros de faltas podem ser acessados usando o protocolo IEC
61850. Registros de oscilografia estão disponíveis para qualquer aplicação baseada
em Ethernet via FTP no formato padrão Comtrade. O IED pode enviar e receber
sinais digitais a partir de outros IEDs (chamado de comunicação horizontal),
utilizando GOOSE IEC61850-8-1 onde a classe de maior desempenho com um
tempo total de transmissão de 3 ms é suportada. Além disso, o IED suporta o envio
e recebimento de valores analógicos utilizando mensagens GOOSE. O IED cumpre
os requisitos de desempenho de GOOSE para aplicações de disparo em
subestações, conforme definido pelo padrão IEC 61850. O IED suporta
simultaneamente relatórios de eventos para até cinco clientes diferentes no
barramento de comunicação

36 Série 615
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O IED pode suportar cinco clientes simultaneamente. Se o PCM600 reservar a


conexão de um cliente, apenas quatro conexões de clientes estão disponíveis, por
exemplo, para IEC 61850 e Modbus.

Todos os conectores de comunicação, exceto o conector da porta frontal, são


colocados nos módulos de comunicação opcional O IED pode ser conectado aos
sistemas de comunicação baseados em Ethernet através do conector RJ-45 (100Base-
-TX) ou do conector de fibra óptica LC (100Base-FX).

Cliente A Cliente B

Rede

Rede

Gerenciamento de interruptores Gerenciamento de interruptores


Ethernet com suporte RSTP Ethernet com suporte RSTP

RED615 REF615 RET615 REU615 REM615

GUID-AB81C355-EF5D-4658-8AE0-01DC076E519C V1 PT

Figura 6: Solução self-healing de Ethernet em anel

A solução do anel Ethernet suporta a conexão de até trinta IEDs da


série 615. Se mais do que 30 IEDs necessitam ser conectados,
recomenda-se que a rede seja dividida em vários anéis com não
mais de 30 IEDs por anel.

Série 615 37
Manual Técnico
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Funções básicas

Seção 3 Funções básicas

3.1 Parâmetros gerais

Tabela 4: Ajustes de entrada analógica, corrente de fase


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Corrente secundária 1=0.2A 2=1A Corrente secundária avaliada
2=1A
3=5A
Corrente primária 1.0...6000.0 A 0,1 100.0 Corrente primária avaliada
Correção de amplitude A 0.900...1.100 0,001 1,000 Fator de correção de amplitude fase A
Correção de amplitude B 0.900...1.100 0,001 1,000 Fator de correção de amplitude fase B
Correção de amplitude C 0.900...1.100 0,001 1,000 Fator de correção de amplitude fase C
Corrente Nominal 39...4000 A 1 1300 Corrente Nominal de Rede (In)
Valor Secundário 1.000...50.000 mV/Hz 0,001 3.000 Proporção do valor secundário avaliado
avaliado (RSV)
Polaridade reversa 0=Falso 0=Falso Reverta a polaridade dos CTs de fase
1=Verdadeiro

Tabela 5: Ajustes de entrada analógica, corrente residual


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Corrente secundária 1=0.2A 2=1A Corrente secundária
2=1A
3=5A
Corrente primária 1.0...6000.0 A 0,1 100.0 Corrente primária
Correção de amplitude 0.900...1.100 0,001 1,000 Correção de amplitude
Polaridade reversa 0=Falso 0=Falso Reverta a polaridade do CT residual
1=Verdadeiro

Tabela 6: Ajustes de entrada analógica, tensões de fase


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tensão primária 0.100...440.000 kV 0,001 20.000 Tensão primária avaliada
Tensão secundária 60...210 V 1 100 Tensão secundária avaliada
Conexão VT 1=em estrela 2=Delta Conexão VT em estrela, delta, U12 ou
2=Delta UL1
3=U12
4=UL1
Correção de amplitude A 0.900...1.100 0,001 1,000 Correção de magnitude de fasor de
tensão da fase A de um transformador
de tensão externa
Tabela continua na próxima página

Série 615 39
Manual Técnico
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Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Correção de amplitude B 0.900...1.100 0,001 1,000 Correção de magnitude de fasor de
tensão da fase B de um transformador
de tensão externa
Correção de amplitude C 0.900...1.100 0,001 1,000 Correção de magnitude de fasor de
tensão da fase C de um transformador
de tensão externa
Proporção de divisão 1000...20000 1 10000 Proporção de divisão do sensor de tensão
Tipo de entrada de 1=trafo da tensão 1=trafo da tensão Tipo de entrada de tensão
tensão 3=sensor CVD

Tabela 7: Configurações do canal analógico, tensão residual


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tensão secundária 60...210 V 1 100 Tensão secundária
Tensão primária 0.100...440.000 kV 0,001 11.547 Tensão primária
Correção de amplitude 0.900...1.100 0,001 1,000 Correção de amplitude

Tabela 8: Sinais de entrada LED programáveis


Nome Tipo Padrão Descrição
LED programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 1 programáveis
LED programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 2 programáveis
LED programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 3 programáveis
LED 4 programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 4 programáveis
LED 5 programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 5 programáveis
LED 6 programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 6 programáveis
LED 7 programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 7 programáveis
LED 8 programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 8 programáveis
LED 9 programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 9 programáveis
LED 10 programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 10 programáveis
LED 11 programável BOOLEAN 0=Falso Status de LED 11 programáveis

40 Série 615
Manual Técnico
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Funções básicas

Tabela 9: LED configurações programáveis


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED 1
to-S 1) nto-S
1=Acompanhamen
to-F 2)
2=Com trinco 3)
3=LatchedAck-F-S
4)

Descrição LED programável Descrição LED programável


Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED 2
to-S nto-S
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED programável Descrição LED programável
Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED 3
to-S nto-S
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED programável Descrição LED programável
Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED 4
to-S nto-S
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED 4 Descrição LED programável
programável
Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED 5
to-S nto-S
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED 5 Descrição LED programável
programável
Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED 6
to-S nto-S
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED 6 Descrição LED programável
programável
Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED 7
to-S nto-S
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED 7 Descrição LED programável
programável
Tabela continua na próxima página

Série 615 41
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Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED 8
to-S nto-S
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED 8 Descrição LED programável
programável
Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED 9
to-S nto-S
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED 9 Descrição LED programável
programável
Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED
to-S nto-S 10
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED 10 Descrição LED programável
programável
Modo de alarme 0=Acompanhamen 0=Acompanhame Modo de alarme programável para LED
to-S nto-S 11
1=Acompanhamen
to-F
2=Latched-S
3=LatchedAck-F-S
Descrição LED 11 Descrição LED programável
programável

1) Modo não travado


2) Modo não travado
3) Modo não travado
4) Modo não travado

Tabela 10: Ajustes de autorização


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Acionamento local 0=Falso 1) 1=Verdadeiro Autoridade desabilitada
1=Verdadeiro 2)
Acionamento remoto 0=Falso 3) 1=Verdadeiro Autoridade desabilitada
1=Verdadeiro 4)
Viewer local 0 Ajuste senha
Operador local 0 Ajuste senha
Engenheiro local 0 Ajuste senha
Administrador local 0 Ajuste senha
Visualizador remoto 0 Ajuste senha
Tabela continua na próxima página

42 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Operador remoto 0 Ajuste senha
Engenheiro remoto 0 Ajuste senha
Administrador remoto 0 Ajuste senha

1) Autorização de acionamento está desabilitada, a senha LHMI deve ser inserida.


2) Autorização de acionamento está habilitada, não é perguntada sobre a senha LHMI
3) Autorização de acionamento está desabilitada, as ferramentas de comunicação pedem a senha para inserir o IED.
4) Autorização de acionamento está habilitada, as ferramentas de comunicação não precisam de senha para inserir o IED, exceto para
WHMI, que sempre solicita.

Tabela 11: Ajustes de entrada binária


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tensão mínima 18...176 VDC 2 18 Tensão colocada na entrada binária
Nível de oscilação de 2...50 eventos/ 1 30 Supressão de oscilação mínima de
entrada s entrada binária
Histerese de oscilação 2...50 eventos/ 1 10 Histerese de supressão de oscilação de
de entrada s entrada binária

Tabela 12: Ajustes da porta frontal Ethernet


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Endereço de IP 192.168.0.254 Endereço de IP para porta frontal (fixa)
Endereço do Mac XX-XX-XX-XX- Endereço do Mac para a porta frontal
-XX-XX

Tabela 13: Ajustes da porta traseira Ethernet


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Endereço de IP 192.168.2.10 Endereço de IP para porta(s) traseira(s)
Máscara de sub-rede 255.255.255.0 Máscara de sub-rede para porta(s)
traseira(s)
Gateway padrão 192.168.2.1 Gateway-padrão para porta(s) traseira(s)
Endereço do Mac XX-XX-XX-XX- Endereço de Mac para porta(s) traseira(s)
-XX-XX

Série 615 43
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Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Tabela 14: Ajuste geral de sistema


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Frequência nominal 1=50Hz 1=50Hz Frequência avaliada da rede
2=60Hz
Rotação de fase 1=ABC 1=ABC Ordem fase de rotação
2=ACB
Modo de bloqueio 1=Parar o 1=Parar o Comportamento para as entradas de
temporizador temporizador função de BLOQUEIO
2=Bloquear tudo
3=Bloquear a
saída OPERATE
Nome do compartimento REF6151) Nome do compartimento no sistema

Ponto IDMT Sat 10...50 I/I> 1 50 Ponto de saturação IDMT de


sobrecorrente

1) Dependendo da variante do produto

Tabela 15: Ajuste HMI


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Convenção de nome FB 1=IEC61850 1=IEC61850 Convenção de nome FB utilizado em IED
2=IEC60617
3=IEC-ANSI
Visualização-padrão 1=Medições 1=Medições Visualização-padrão LHMI
2=Menu principal
3=SLD
Intervalo de luz de fundo 1...60 min 1 3 Intervalo de luz de fundo LHMI
Modo HMI Web 1=Ativo somente 3=Desabilitado Funcionalidade HMI Web
para leitura
2=Ativo
3=Desabilitado
Intervalo HMI Web 1...60 min 1 3 Intervalo de login HMI Web
Formato do símbolo SLD 1=IEC 1=IEC Formato do símbolo de diagrama de
2=ANSI linha simples
Atraso de Autoscroll 0...30 s 1 0 Atraso de Autoscroll para visualização
de medições

Tabela 16: Ajustes IEC 60870-5-103


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Porta serial 1 0=Fora de uso 0=Fora de uso Porta COM para exemplo 1
1=COM 1
2=COM 2
Endereço 1 1...255 1 Endereço de unidade para exemplo 1
Atraso inicial 1 0...20 character 4 Atraso inicial de estrutura em
caracteres para exemplo 1
Atraso final 1 0...20 character 4 Atraso final da estrutura em caracteres
para exemplo 1
DevFunType 1 0...255 9 Tipo de Função de Dispositivo para
exemplo 1
Tabela continua na próxima página

44 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


UsrFType 1 0...255 10 Tipo de função para Estrutura de
Classe de Usuários 2 para exemplo 1
UsrInfNo 1 0...255 230 Número da Informação para Estrutura
de Classe de Usuário 2 para exemplo 1
Class1Priority 1 0=Alto Ev 0=Alto Ev Envio de dados de classe 1 com
1=Ev/DR Igual relação de prioridade entre os dados de
2=DR Alto Evento e Registro de Perturbação.
Frame1InUse 1 -1=Não está em uso 6=Estrutura Estrutura 1 de Classe2 Ativa por
0=Estrutura de privada 6 exemplo 1
usuário
1=Estrutura-padrão
1
2=Estrutura-padrão
2
3=Estrutura-padrão
3
4=Estrutura-padrão
4
5=Estrutura-padrão
5
6=Estrutura privada
6
7=Estrutura privada
7
Frame2InUse 1 -1=Não está em uso -1=Não está em Estrutura 2 de Classe2 Ativa por
0=Estrutura de uso exemplo 1
usuário
1=Estrutura-padrão
1
2=Estrutura-padrão
2
3=Estrutura-padrão
3
4=Estrutura-padrão
4
5=Estrutura-padrão
5
6=Estrutura privada
6
7=Estrutura privada
7
Frame3InUse 1 -1=Não está em uso -1=Não está em Estrutura 3 de Classe2 Ativa por
0=Estrutura de uso exemplo 1
usuário
1=Estrutura-padrão
1
2=Estrutura-padrão
2
3=Estrutura-padrão
3
4=Estrutura-padrão
4
5=Estrutura-padrão
5
6=Estrutura privada
6
7=Estrutura privada
7
Tabela continua na próxima página

Série 615 45
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Frame4InUse 1 -1=Não está em uso -1=Não está em Estrutura 4 de Classe2 Ativa por
0=Estrutura de uso exemplo 1
usuário
1=Estrutura-padrão
1
2=Estrutura-padrão
2
3=Estrutura-padrão
3
4=Estrutura-padrão
4
5=Estrutura-padrão
5
6=Estrutura privada
6
7=Estrutura privada
7
Class1OvInd 1 0=Nenhuma 2=Extremidades Indicação de excesso para exemplo 1
indicação em ascensão
1=Ambas as
extremidades
2=Extremidades em
ascensão
Class1OvFType 1 0...255 10 Tipo de função para indicação de
excesso de Classe 1 para exemplo 1
Class1OvInfNo 1 0...255 255 Número de Informação para indicação
de excesso de Classe 1 para exemplo 1
Class1OvBackOff 1 0...500 500 Redução de potência para buffer de
Classe 1 para exemplo 1
Otimizar GI 1 0=Comportamento- 0=Comportamento Otimize tráfego GI para exemplo 1
-padrão -padrão
1=Pulo espontâneo
2=Somente
sobrecarga
3=Combinado
Notificação DR 1 0=Desabilitado, 0=Desabilitado, Indicações espontâneas do Registro de
1=Habilitado Perturbação habilitadas/desabilitadas
Porta serial 2 0=Fora de uso 0=Fora de uso Porta COM para exemplo 2
1=COM 1
2=COM 2
Endereço 2 1...255 1 Endereço de unidade para exemplo 2
Atraso inicial 2 0...20 character 4 Atraso inicial de estrutura em
caracteres para exemplo 2
Atraso final 2 0...20 character 4 Atraso final da estrutura em caracteres
para exemplo 2
DevFunType 2 0...255 9 Tipo de Função de Dispositivo para
exemplo 2
UsrFType 2 0...255 10 Tipo de função para Estrutura de
Classe de Usuários 2 para exemplo 2
UsrInfNo 2 0...255 230 Número da Informação para Estrutura
de Classe de Usuário 2 para exemplo 2
Class1Priority 2 0=Alto Ev 0=Alto Ev Envio de dados de classe 1 com
1=Ev/DR Igual relação de prioridade entre os dados de
2=DR Alto Evento e Registro de Perturbação.
Tabela continua na próxima página

46 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Frame1InUse 2 -1=Não está em uso 6=Estrutura Estrutura 1 de Classe2 Ativa por
0=Estrutura de privada 6 exemplo 2
usuário
1=Estrutura-padrão
1
2=Estrutura-padrão
2
3=Estrutura-padrão
3
4=Estrutura-padrão
4
5=Estrutura-padrão
5
6=Estrutura privada
6
7=Estrutura privada
7
Frame2InUse 2 -1=Não está em uso -1=Não está em Estrutura 2 de Classe2 Ativa por
0=Estrutura de uso exemplo 2
usuário
1=Estrutura-padrão
1
2=Estrutura-padrão
2
3=Estrutura-padrão
3
4=Estrutura-padrão
4
5=Estrutura-padrão
5
6=Estrutura privada
6
7=Estrutura privada
7
Frame3InUse 2 -1=Não está em uso -1=Não está em Estrutura 3 de Classe2 Ativa por
0=Estrutura de uso exemplo 2
usuário
1=Estrutura-padrão
1
2=Estrutura-padrão
2
3=Estrutura-padrão
3
4=Estrutura-padrão
4
5=Estrutura-padrão
5
6=Estrutura privada
6
7=Estrutura privada
7
Tabela continua na próxima página

Série 615 47
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Frame4InUse 2 -1=Não está em uso -1=Não está em Estrutura 4 de Classe2 Ativa por
0=Estrutura de uso exemplo 2
usuário
1=Estrutura-padrão
1
2=Estrutura-padrão
2
3=Estrutura-padrão
3
4=Estrutura-padrão
4
5=Estrutura-padrão
5
6=Estrutura privada
6
7=Estrutura privada
7
Class1OvInd 2 0=Nenhuma 2=Extremidades Indicação de excesso para exemplo 2
indicação em ascensão
1=Ambas as
extremidades
2=Extremidades em
ascensão
Class1OvFType 2 0...255 10 Tipo de função para indicação de
excesso de Classe 1 para exemplo 2
Class1OvInfNo 2 0...255 255 Número de Informação para indicação
de excesso de Classe 1 para exemplo 2
Class1OvBackOff 2 0...500 500 Redução de potência para buffer de
Classe 1 para exemplo 2
GI Optimize 2 0=Comportamento- 0=Comportamento Otimize tráfego GI para exemplo 2
-padrão -padrão
1=Pulo espontâneo
2=Somente
sobrecarga
3=Combinado
Notificação DR 2 0=Desabilitado, 0=Desabilitado, Indicações espontâneas do Registro de
1=Habilitado Perturbação habilitadas/desabilitadas
Sobrefluxo interno 0=Falso 0=Falso Sobrefluxo interno: Ocorreu o
1=Verdadeiro sobrefluxo de nível de sistema TRUE
(somente indicação)

Tabela 17: Ajustes IEC 61850-8-1 MMS


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Modo de unidade 1=Primária 0=Nominal Modo de unidade IEC 61850-8-1
0=Nominal
2=Primária-
-Nominal

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Funções básicas

Tabela 18: Ajustes Modbus


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Porta serial 1 0=Fora de uso 0=Fora de uso Porta COM para interface serial 1
1=COM 1
2=COM 2
Paridade 1 0=Nenhuma 2=regular Paridade para interface serial 1
1=possível
2=regular
Endereço 1 1...255 1 Endereço de unidade modbus na
interface serial 1
Modo do link 1 1=RTU 1=RTU Modo do link modbus na interface serial 1
2=ASCII
Atraso inicial 1 0...20 characte 4 Iniciar o atraso da estrutura em
r character na interface serial 1
Atraso final 1 0...20 characte 3 Finalizar o atraso da estrutura em
r character na interface serial 1
Porta serial 2 0=Fora de uso 0=Fora de uso Porta COM para interface serial 2
1=COM 1
2=COM 2
Paridade 2 0=Nenhuma 2=regular Paridade para interface serial 2
1=possível
2=regular
Endereço 2 1...255 2 Endereço de unidade modbus na
interface serial 2
Modo do link 2 1=RTU 1=RTU Modo do link modbus na interface serial2
2=ASCII
Atraso inicial 2 0...20 4 Iniciar o atraso da estrutura em
character na interface serial 2
Atraso final 2 0...20 3 Finalizar o atraso da estrutura em
character na interface serial 2
MaxTCPClients 0...5 5 Número máximo de clientes TCP/IP
modbus
TCPWriteAuthority 0=Nenhum cliente 2=Todos os Escreva os ajustes autoritários para os
1=Reg. clientes clientes clientes TCP/IP modbus
2=Todos os
clientes
EventID 0=Endereço 0=Endereço Seleção de ID de evento
1=UID
TimeFormat 0=UTC 1=Local Formato do tempo para carimbos de
1=Local tempo modbus
ClientIP1 000.000.000.000 Cliente registrado modbus 1
ClientIP2 000.000.000.000 Cliente registrado modbus 2
ClientIP3 000.000.000.000 Cliente registrado modbus 3
ClientIP4 000.000.000.000 Cliente registrado modbus 4
ClientIP5 000.000.000.000 Cliente registrado modbus 5
CtlStructPWd1 **** Senha para estrutura de controle
modbus 1
CtlStructPWd2 **** Senha para estrutura de controle
modbus 2
Tabela continua na próxima página

Série 615 49
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Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


CtlStructPWd3 **** Senha para estrutura de controle
modbus 3
CtlStructPWd4 **** Senha para estrutura de controle
modbus 4
CtlStructPWd5 **** Senha para estrutura de controle
modbus 5
CtlStructPWd6 **** Senha para estrutura de controle
modbus 6
CtlStructPWd7 **** Senha para estrutura de controle
modbus 7
CtlStructPWd8 **** Senha para estrutura de controle
modbus 8

Tabela 19: Comfiguração DNP3


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Camada física DNP 1=Serial 2=TCP/IP Camada física DNP
2=TCP/IP
Endereço de unidade 1...65519 1 1 Endereço de unidade DNP
Endereço principal 1...65519 1 3 DNP principal e endereço UR
Porta serial 0=Não está em uso 0=Fora de uso Porta COM para interface serial quando
1=COM 1 a camada física for serial.
2=COM 2
Necessidade de 0...65535 min 1 30 Período para ajustar o bit de tempo
intervalo de tempo necessário IIN
Formato de tempo 0=UTC 1=Local UTC ou local. Coordenar com o principal.
1=Local
Selecione o intervalo 1...65535 seg 1 10 Intervalo de seleção de bloco de saída
CROB do relé de controle
Confirmação do link de 0=Nunca 0=Nunca Modo de confirmação de link de dados
dados 1=Somente
multiquadros
2=Sempre
TO de confirmação de 100...65535 ms 1 3.000 Intervalo de confirmação de link de dados
link de dados
Tentativa de link de 0...65535 1 3 Contagem da tentativa de link de dados
dados
Link de dados Rx para 0...255 ms 1 0 Atraso na data de entrega da transmissão
atraso Tx
Atraso de character inter 0...20 characte 1 4 Atraso de character inter para
de link de dados r mensagens em aproximação
Confirmação da camada 1=Desabilitado 1=Desabilitado Modo de confirmação da camada de
de aplicação 2=Habilitado aplicação
TO de confirmação de 100...65535 ms 1 5000 Confirmação da camada de aplicação e
aplicação intervalo UR
Fragmento da camada 256...2048 bytes 1 2048 Tamanho de fragmentação da camada
de aplicação de aplicação
SBO principal legacy 1=Desabilitado 1=Desabilitado Número de sequência SBO principal
2=Habilitado DNP Legacy habilitado
Tabela continua na próxima página

50 Série 615
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1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Objeto-padrão variável 1...2 1 1 1=BI; 2=BI com status.
01
Objeto-padrão variável 1...2 1 2 1=evento BI; 2=Evento BI com tempo.
02
Objeto-padrão variável 1...4 1 2 1=32 bit AI; 2=16 bit AI; 3=32 bit AI sem
30 flag; 4=16 bit AI sem flag.
Objeto-padrão variável 1...4 1 4 1=32 bit evento AI; 2=16 bit evento AI;
32 3=32 bit evento AI com tempo; 4=16 bit
evento AI com tempo.

Tabela 20: Ajuste da comunicação serial


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Modo de fibra 0=Nenhuma fibra 0=Nenhuma fibra Modo de fibra para COM1
2=Fibra óptica
Modo serial 1=RS485 2Wire 1=RS485 2Wire Modo serial para COM1
2=RS485 4Wire
3=RS232 sem
handshake
4=RS232 com
handshake
Atraso CTS 0...60000 0 Atraso CTS para COM1
Atraso RTS 0...60000 0 Atraso RTS para COM1
Taxa de transmissão 1=300 6=9600 Taxa de transmissão para COM1
2=600
3=1200
4=2400
5=4800
6=9600
7=19200
8=38400
9=57600
10=115200

Série 615 51
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Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Tabela 21: Ajuste de comunicação serial


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Modo de fibra 0=Nenhuma fibra 0=Nenhuma fibra Modo de fibra para COM2
2=Fibra óptica
Modo serial 1=RS485 2Wire 1=RS485 2Fio Modo serial para COM2
2=RS485 4Wire
3=RS232 sem
handshake
4=RS232 com
handshake
Atraso CTS 0...60000 0 Atraso CTS para COM2
Atraso RTS 0...60000 0 Atraso RTS para COM2
Taxa de transmissão 1=300 6=9600 Taxa de transmissão para COM2
2=600
3=1200
4=2400
5=4800
6=9600
7=19200
8=38400
9=57600
10=115200

Tabela 22: Configurações de hora


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Data 0 Data
Tempo 0 Tempo
Formato de tempo 1=24H:MM:SS:MS 1=24H:MM:SS:M Formato de tempo
2=12H:MM:SS:MS S
Formato de data 1=DD.MM.AAAA 1=DD.MM.AAAA Formato de data
2=DD/MM/AAAA
3=DD-MM-AAAA
4=MM.DD.AAAA
5=MM/DD/AAAA
6=AAAA-MM-DD
7=AAAA-DD-MM
8=AAAA/DD/MM
Contrabalanço do tempo -720...720 min 0 Contrabalanço do tempo local em
local minutos
Fonte de sincronização 0=Nenhuma 1=SNTP Fonte de sincronização de tempo
1=SNTP
2=Modbus
5=IRIG-B
8=Diferencial de
linha
9=DNP
17=IEC60870-5-10
3
IP SNTP primário 10.58.125.165 Endereço de IP para servidor primário
SNTP
IP SNTP secundário 192.168.2.165 Endereço de IP para servidor secundário
SNTP
Tabela continua na próxima página

52 Série 615
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1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


DST em tempo 02:00 Tempo de economia de luz do dia
ativado, tempo (hh:mm)
DST na data 01.05 Tempo de economia de luz do dia
ativado, data (dd.mm)
DST na data 0=Fora de uso 0=Fora de uso Tempo de economia de luz do dia ativo,
1=Seg dia da semana
2=Ter
3=Qua
4=Qui
5=Sex
6=Sáb
7=Dom
DST desativado -720...720 min 60 Tempo de economia de luz do dia
desativado, em minutos
DST desligado 02:00 Tempo de economia de luz do dia
desativado, tempo (hh:mm)
DST na data 25.09 Tempo de economia de luz do dia
desativado, data (dd.mm)
DST fora de data 0=Fora de uso 0=Fora de uso Tempo de economia de luz do dia
1=Seg desativado, dia da semana
2=Ter
3=Qua
4=Qui
5=Sex
6=Sáb
7=Dom

Tabela 23: Sinais de Saída Binários X100 PSM


Nome Tipo Padrão Descrição
X100-PO1 BOOLEAN 0=Falso Conectores 6-7
X100-PO2 BOOLEAN 0=Falso Conectores 8-9
X100-SO1 BOOLEAN 0=Falso Conectores
10c-11nc-12no
X100-SO2 BOOLEAN 0=Falso Conectores 13c-14no
X100-PO3 BOOLEAN 0=Falso Conectores
15-17/18-19
X100-PO4 BOOLEAN 0=Falso Conectores
20-22/23-24

Tabela 24: sinais de saída binários X110 BIO


Nome Tipo Padrão Descrição
X110-SO1 BOOLEAN 0=Falso Conectores
14c-15no-16nc
X110-SO2 BOOLEAN 0=Falso Conectores
17c-18no-19nc
X110-SO3 BOOLEAN 0=Falso Conectores
20c-21no-22nc
X110-SO4 BOOLEAN 0=Falso Conectores 23-24

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Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Tabela 25: sinais de entrada binários X110 BIO


Nome Tipo Descrição
X110-Input 1 BOOLEAN Conectores 1-2
X110-Input 2 BOOLEAN Conectores 3-4
X110-Input 3 BOOLEAN Conectores 5-6c
X110-Input 4 BOOLEAN Conectores 7-6c
X110-Input 5 BOOLEAN Conectores 8-9c
X110-Input 6 BOOLEAN Conectores 10-9c
X110-Input 7 BOOLEAN Conectores 11-12c
X110-Input 8 BOOLEAN Conectores 13-12c

Tabela 26: configurações de entrada binária X110 BIO


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 1-2
entrada 1
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 3-4
entrada 2
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 5-6c
entrada 3
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 7-6c
entrada 4
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 8-9c
entrada 5
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 10-9c
entrada 6
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 11-12c
entrada 7
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 13-12c
entrada 8
Inversão de entrada 0=Falso 0=Falso Conectores 1-2
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 2 0=Falso 0=Falso Conectores 3-4
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 3 0=Falso 0=Falso Conectores 5-6c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 4 0=Falso 0=Falso Conectores 7-6c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 5 0=Falso 0=Falso Conectores 8-9c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 6 0=Falso 0=Falso Conectores 10-9c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 7 0=Falso 0=Falso Conectores 11-12c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 8 0=Falso 0=Falso Conectores 13-12c
1=Verdadeiro

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Manual Técnico
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Funções básicas

Tabela 27: sinais de entrada binários X120 AIM


Nome Tipo Descrição
X120-Input 1 BOOLEAN Conectores 1-2c
X120-Input 2 BOOLEAN Conectores 3-2c
X120-Input 3 BOOLEAN Conectores 4-2c
X120-Input 4 BOOLEAN Conectores 5-6

Tabela 28: configurações de entrada binária X120 AIM


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 1-2c
entrada 1
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 3-2c
entrada 2
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 4-2c
entrada 3
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 5-6
entrada 4
Inversão de entrada 0=Falso 0=Falso Conectores 1-2c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 2 0=Falso 0=Falso Conectores 3-2c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 3 0=Falso 0=Falso Conectores 4-2c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 4 0=Falso 0=Falso Conectores 5-6
1=Verdadeiro

Tabela 29: Sinais de Saída Binários X130 BIO


Nome Tipo Padrão Descrição
X130-SO1 BOOLEAN 0=Falso Conectores
10c-11no-12nc
X130-SO2 BOOLEAN 0=Falso Conectores
13c-14no-15nc
X130-SO3 BOOLEAN 0=Falso Conectores
16c-17no-18nc

Tabela 30: sinais de entrada binários X110 BIO


Nome Tipo Descrição
X130-Input 1 BOOLEAN Conectores 1-2c
X130-Input 2 BOOLEAN Conectores 3-2c
X130-Input 3 BOOLEAN Conectores 4-5c
X130-Input 4 BOOLEAN Conectores 6-5c
X130-Input 5 BOOLEAN Conectores 7-8c
X130-Input 6 BOOLEAN Conectores 9-8c

Série 615 55
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Tabela 31: configurações de entrada binária X130 BIO


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 1-2c
entrada 1
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 3-2c
entrada 2
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 4-5c
entrada 3
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 6-5c
entrada 4
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 7-8c
entrada 5
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 9-8c
entrada 6
Inversão de entrada 0=Falso 0=Falso Conectores 1-2c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 2 0=Falso 0=Falso Conectores 3-2c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 3 0=Falso 0=Falso Conectores 4-5c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 4 0=Falso 0=Falso Conectores 6-5c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 5 0=Falso 0=Falso Conectores 7-8c
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 6 0=Falso 0=Falso Conectores 9-8c
1=Verdadeiro

Tabela 32: Sinais de Entrada Binários X130 AIM


Nome Tipo Descrição
X130-Input 1 BOOLEAN Conectores 1-2
X130-Input 2 BOOLEAN Conectores 3-4
X130-Input 3 BOOLEAN Conectores 5-6
X130-Input 4 BOOLEAN Connectores 7-8

Tabela 33: configurações de entrada binária X130 AIM


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 1-2
entrada 1
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 3-4
entrada 2
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Conectores 5-6
entrada 3
Tempo do filtro de 5...1000 ms 5 Connectores 7-8
entrada 4
Inversão de entrada 0=Falso 0=Falso Conectores 1-2
1=Verdadeiro
Tabela continua na próxima página

56 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Inversão de entrada 2 0=Falso 0=Falso Conectores 3-4
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 3 0=Falso 0=Falso Conectores 5-6
1=Verdadeiro
Inversão de entrada 4 0=Falso 0=Falso Connectores 7-8
1=Verdadeiro

3.2 Auto-supervisão

O sistema de auto-supervisão extensiva de IED supervisiona continuamente o


software e os componentes eletrônicos. Ele comanda situação de falha de tempo de
execução e informa o usuário sobre uma falha através de LHMI e através de canais
de comunicação.

Há dois tipos de indicações de falha.

• Falhas internas
• Avisos

3.2.1 Falhas internas


Quando uma falha interna no IED é detectada, a operação da proteção do IED é
desabilitada, o LED Ready verde começa a piscar e o contato de saída de auto-
-supervisão é ativado.

Indicações de falhas internas têm a maior prioridade na IHM Local.


Nenhuma das outras indicações da IHM Local pode substituir a
indicação de falha interna.

Uma indicação sobre a falha é exibida como uma mensagem na IHM local. O texto
Falha Interna com uma mensagem de texto adicional, um código, data e hora
é mostrado para indicar o tipo de falha.

Diferentes ações são tomadas dependendo da gravidade da falha. . O IED tenta


eliminar a falha, reiniciando. Após a falha ser considerada permanente, o IED
permanece no modo de falha interna. Todos os outros contatos de saída são
liberados e bloqueados para a falha interna. O IED continua a realizar testes
internos durante a situação de falha.

Se uma falha interna desaparece, o LED Ready verde para de piscar e o IED
retorna para o estado normal de serviço. A mensagem de indicação de falha
permanece no visor até ser limpa manualmente.

A saída do sinal de auto-supervisão funciona segundo o princípio de circuito


fechado. Em condições normais o relé é energizado e o contato 3-5 da entrada

Série 615 57
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Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

X100 é fechado. Se a fonte de alimentação auxiliar falhar ou uma falha interna é


detectada, o contacto 3-5 é aberto.

Condição normal Condição defeituosa

A070789 V1 PT

Figura 7: Contato de saída

O código de falha interna indica o tipo de falha interna do IED. Se uma falha
aparecer, registre o nome e código que pode ser fornecido para um serviço de
atendimento ao cliente ABB.

Tabela 34: Indicações e códigos de falha interna


Indicação de falha Código de falha Informações adicionais
Falha interna 2 Ocorreu um erro interno do sistema.
Erro no sistema
Falha interna 7 Ocorreu um erro no sistema de arquivos.
Erro no sistema de
arquivos
Falha interna 8 Teste de falha interna ativado
Teste manualmente pelo usuário.
Falha interna 10 Reset do watchdog ocorreu muitas vezes
SW erro watchdog em uma hora.
Falha interna 43 Relé(s) de saída de sinalização
Relé(s) SO, X100 defeituoso(s) no cartão localizado na
entrada X100.
Falha interna 44 Relé(s) de saída de sinalização
Relé(s) SO, X110 defeituoso(s) no cartão localizado na
entrada X110.
Falha interna 46 Relé(s) de saída de sinalização
Relé(s) SO, X130 defeituoso(s) no cartão localizado na
entrada X130.
Falha interna 53 Relé(s) de saída de potência
Relé(s) PO, X100 defeituoso(s) no cartão localizado na
entrada X100.
Falha interna 54 Relé(s) de saída de potência
Relé(s) PO, X110 defeituoso(s) no cartão localizado na
entrada X110.
Falha interna 56 Relé(s) de saída de potência
Relé(s) PO, X130 defeituoso(s) no cartão localizado na
entrada X130.
Tabela continua na próxima página

58 Série 615
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Funções básicas

Indicação de falha Código de falha Informações adicionais


Falha interna 57 Entrada do sensor de luz contra arco
Erro no sensor de luz voltáico defeituoso.
Falha interna 62 O cartão na entrada X000 é de um tipo
Erro Conf., X000 incorreto.
Falha interna 63 O cartão na entrada X100 é de um tipo
Erro Conf., X100 incorreto ou não pertence à composição
original.
Falha interna 64 O cartão na entrada X110 é de um tipo
Erro Conf., X110 incorreto, está faltando ou não pertence
à composição original.
Falha interna 65 O cartão na entrada X120 é de um tipo
Erro Conf., X120 incorreto, está faltando ou não pertence
à composição original.
Falha interna 66 O cartão na entrada X130 é de um tipo
Erro Conf., X130 incorreto, está faltando ou não pertence
à composição original.
Falha interna 72 O cartão na entrada X000 está com
Erro no Cartão, X000 defeito.
Falha interna 73 O cartão na entrada X100 está com
Erro no Cartão, X100 defeito.
Falha interna 74 O cartão na entrada X110 está com
Erro no Cartão, X110 defeito.
Falha interna 75 O cartão na entrada X120 está com
Erro no Cartão, X120 defeito.
Falha interna 76 O cartão na entrada X130 está com
Erro no Cartão, X130 defeito.
Falha interna 79 O módulo da IHM Local está com defeito.
Módulo IHM Local A indicação de falha não pode ser vista
na IHM Local durante a falha.
Falha interna 80 Erro na memória RAM no cartão da CPU.
Erro RAM
Falha interna 81 Erro na memória ROM no cartão da CPU.
Erro ROM
Falha interna 82 Erro na memória EEPROM no cartão da
Erro EEPROM CPU.
Falha interna 83 Erro no FPGA no cartão da CPU.
Erro FPGA
Falha interna 84 Erro no RTC no cartão da CPU
Erro RTC
Falha interna 96 o cartão RTD localizado na entrada X130
Erro no cartão RTD, X130 pode ter um defeito permanente. Um erro
temporário ocorreu muitas vezes dentro
de um curto período de tempo.

Para mais informações sobre indicações de falhas internas, consulte o manual de


operação.

Série 615 59
Manual Técnico
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3.2.2 Advertências
Nos casos de advertência o IED continua operando com exceção das funções de
proteção possivelmente afetadas pela falha, e o LED verde permanece aceso como
durante a operação normal

Advertências estão indicadas com o texto Advertência adicionalmente


fornecidas com o nome da advertência, um código numérico, e a data e a hora na
IHM Local. A mensagem de indicação da advertência também pode ser apurada
manualmente.

Se uma advertência aparecer, registre o nome e o código que podem ser fornecidos
para um serviço de atendimento ao cliente ABB.

Tabela 35: Indicações e Códigos das Advertências


Indicação de Advertência Código de Informações adicionais
Advertência
Advertência 10 Ocorreu um reset do watchdog.
Reset watchdog
Advertência 11 A tensão de alimentação auxiliar caiu
Queda na Tensão demais.
Auxiliar.
Advertência 20 Erro ao construir o modelo de dados IEC
Erro IEC61850 61850.
Advertência 21 Erro na comunicação Modbus.
Erro Modbus
Advertência 22 Erro na comunicação DNP3
Erro DNP3
Advertência 24 Erro no conjunto de Dados.
Erro no conjunto de dados
Advertência 25 Erro no relatório dos blocos de controle.
Erro no relatório de
controle
Advertência 26 Erro no bloco de controle GOOSE
Erro controle GOOSE
Advertência 27 Erro no arquivo de configuração SCL ou
Erro na configuração SCL algum arquivo está faltando.
Advertência 28 Muitas conexões na configuração.
Erro lógico
Advertência 29 Erro nas conexões SMT.
Erro lógico SMT
Advertência 30 Erro nas conexões GOOSE.
Erro de entrada GOOSE
Erro ACT 31 Erro nas conexões ACT
Advertência 32 Erro no recebimento da mensagem
Erro GOOSE Rx. GOOSE.
Advertência 33 Erro na configuração dos canais
Erro AFL analógicos.
Advertência 40 Uma nova composição não foi
Cartão não reconhecido. reconhecida/aceita.
Tabela continua na próxima página

60 Série 615
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Indicação de Advertência Código de Informações adicionais


Advertência
Advertência 50 Erro na comunicação de proteção.
Comunicação de
proteção.
Advertência 85 Uma luz contínua foi detectada na
Luz contínua ARC1. entrada de luz ARC 1.
Advertência 86 Uma luz contínua foi detectada na
Luz contínua ARC2. entrada de luz ARC 2.
Advertência 87 Uma luz contínua foi detectada na
Luz contínua ARC3. entrada de luz ARC 3.
Advertência 96 Um erro temporário ocorreu no cartão
Erro no cartão RTD, X130 RTD localizado na abertura X130.
Advertência 106 Erro de medição no cartão RTD
Erro medição RTD, X130 localizado na abertura X130.

Para mais informações sobre como restaurar as configurações de fábrica, consulte o


manual de operação.

3.3 Controle de indicação de LED

O IED inclui uma função de condicionamento global LEDPTRC que é usada com
os LEDs de indicação de proteção.

O controle de indicação de LED nunca deve ser usado para fins de


trip. Há uma função lógica separada de trip TRPPTRC disponível
na configuração IED.

O controle de indicação de LED é pré-configurado de tal maneira que todos os


sinais de início e operacionais gerais de função de proteção são combinados com
essa função (disponíveis como sinais de saída OUT_START e OUT_OPERATE).
Esses sinais estão sempre internamente conectados com os LEDs Start e Trip. O
LEDPTRC coleta e combina informações de fase de diferentes funções de proteção
(disponíveis como sinais de saída OUT_ST_A /_B /_C e OUT_OPR_A /_B /
_C). Também há informações de falha à terra combinada coletada de todas as
funções de falha à terra disponíveis na configuração do IED (disponíveis como
sinais de saída OUT_ST_NEUT e OUT_OPR_NEUT).

3.4 Sincronização de tempo

O IED tem um relógio interno em tempo real que pode ou funcionar livremente ou
sincronizado a partir de uma fonte externa. O relógio em tempo real é utilizado
para eventos de marcação de tempo, dados gravados e registros de distúrbio.

Série 615 61
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O IED é fornecido com um back-up de capacitor que permite que o relógio em


tempo real mantenha o horário em caso de falha da alimentação auxiliar.

O ajuste Fonte de sincronização determina o método como o relógio em tempo real


é sincronizado. Se definido como “None”, o relógio funciona livremente e os
ajustes Dados e Hora podem ser utilizados para definir o tempo manualmente.
Outros valores de ajuste ativam um protocolo de comunicação que fornece a
sincronização do tempo. Apenas uma método de sincronização pode estar ativo de
cada vez, mas SNTP fornece redundância mestra de tempo.

O IED suporta SNTP, IRIG-B, DNP3, Modbus e IEC 60870-5-103 para atualizar o
relógio em tempo real. IRIG-B com GPS fornece a melhor precisão, ±1 ms. A
precisão usando SNTP é +2...3 ms.

Quando Modbus TCP ou DNP3 em TCP/IP é utilizado,


sincronização de tempo SNTP ou IRIG-B deve ser usada para
melhor precisão de sincronização.

Quando o ajuste de IP do servidor SNTP é alterado, o IED deve ser


reinicializado para ativar o novo endereço IP. Os ajustes de IP do
servidor SNTP são normalmente definidos na fase de engenharia
por meio do arquivo SCL.

O IED pode usar um dos dois servidores SNTP, o primário ou o secundário. O


servidor primário é o principal em uso e o secundário é utilizado se o servidor
primário não puder ser conseguido. Ao usar o servidor SNTP secundário, o IED
tenta mudar de volta para o servidor primário a cada terceira tentativa de
solicitação do SNTP. Se ambos servidores SNTP estiverem offline, marcações de
tempo de eventos têm status de tempo inválidos. O tempo é solicitado do servidor
SNTP a cada 60 segundos.

A sincronização de tempo IRIG-B requer o formato IRIG-B B004/B005 de acordo


com a norma 200-04 IRIG-B. Normas IRIG-B referem-se a eles com B000/B001
com extensões IEEE-1344. O tempo de sincronização pode ser ou horário UTC ou
local. Como não é necessária reinicialização, a sincronização de tempo inicia
imediatamente após a fonte de sinc. IRIG-B é selecionada e a fonte de sinal IRIG-
-B é conectada.

A ABB testou o IRIG-B com os seguintes relógios mestres:


• Relógio Tekron TTM01 GPS com saída IRIG-B
• Meinberg TCG511 controlado por GPS167
• Datum ET6000L
• Arbiter Systems 1088B

62 Série 615
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A sincronização de tempo IRIG-B requer uma placa COM com


uma entrada IRIG-B.

Ao utilizar comunicação diferencial de linha entre IEDs RED615, mensagens de


sincronização de tempo podem ser recebidas de IED final da outra linha dentro dos
telegramas de proteção. O IED começa a sincronizar seu relógio em tempo real
com o horário dos IEDs finais remotos se a fonte de sincronização de tempo
diferencial da Linha for selecionado. Isso não afeta a sincronização de proteção
utilizada na proteção diferencial da linha ou a seleção do método de sincronização
do tempo dos IEDs finais remotos. [1]

3.5 Grupos de configuração de parâmetros

3.5.1 Bloco de funções

GUID-76F71815-D82D-4D81-BCFE-28AF2D56391A V1 PT

Figura 8: Bloco de funções

3.5.2 Funcionalidade
O IED suporta seis grupos de ajuste. Cada grupo de ajuste contém parâmetros
categorizados como ajustes de grupo dentro de funções de aplicação. O cliente
pode alterar o grupo de ajuste ativo em tempo de execução.

O grupo de ajuste ativo pode ser alterado por um parâmetro ou através de entradas
binárias, dependendo do modo selecionado com o ajuste Configuração/Grupo de
Ajuste/Modo de Operação SG.

O valor padrão de todas as entradas é FALSO, o que torna possível utilizar


somente o número exigido de entradas e deixar o restante desconectado. A seleção
de grupo de ajuste não depende das saídas SG_x_ACT.

[1] A proteção diferencial da linha está disponível apenas em RED615.

Série 615 63
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Funções básicas

Tabela 36: Modos de operação opcionais para seleção de grupo de ajuste


Modo de operação SG Descrição
Operador (Padrão) O grupo de ajuste pode ser alterado com o
ajuste Ajustes/Grupo de ajuste/Grupo de ajuste.
Modo lógica 1 O grupo de ajuste pode ser alterado com
entradas binárias (SG_1_ACT...SG_6_ACT). A
maior entrada binária TRUE define o grupo de
ajuste ativo.
Modo lógica 2 O grupo de ajuste pode ser alterado com as
entradas binárias, em que BI_SG_4 é utilizado
para selecionar grupos de ajuste 1-3 ou 4-6.
Quando a entrada binária BI_SG_4 for FALSE,
os grupos de ajuste 1-3 são selecionados com
entradas binárias BI_SG_2 e BI_SG_3. Quando
a entrada binária BI_SG_4 for TRUE, os grupos
de ajuste 4-6 são selecionados com entradas
binárias BI_SG_5 e BI_SG_6.

Por exemplo, seis grupos de ajuste podem ser controlados com três entradas
binárias. Ajuste Modo de operação SG =”Modo lógica 2” e conecta BI_SG_2 e
BI_SG_5, assim como BI_SG_3 e BI_SG_6.

Tabela 37: Modo de operação SG = “Modo lógica 1”


Entrada
BI_SG_2 BI_SG_3 BI_SG_4 BI_SG_5 BI_SG_6 Grupo ativo
FALSA FALSA FALSA FALSA FALSA 1
VERDADEIR FALSA FALSA FALSA FALSA 2
A
qualquer VERDADEIR FALSA FALSA FALSA 3
A
qualquer any VERDADEIR FALSA FALSA 4
A
qualquer qualquer qualquer VERDADEIR FALSA 5
A
qualquer qualquer qualquer qualquer VERDADEIR 6
A

Tabela 38: Modo de operação SG = “Modo lógica 2”


Entrada
BI_SG_2 BI_SG_3 BI_SG_4 BI_SG_5 BI_SG_6 Grupo ativo
FALSA FALSA FALSA qualquer qualquer 1
VERDADEIR FALSA FALSA qualquer qualquer 2
A
qualquer VERDADEIR FALSA qualquer qualquer 3
A
Tabela continua na próxima página

64 Série 615
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Entrada
BI_SG_2 BI_SG_3 BI_SG_4 BI_SG_5 BI_SG_6 Grupo ativo
qualquer qualquer VERDADEIR FALSA FALSA 4
A
qualquer qualquer VERDADEIR VERDADEIR FALSA 5
A A
qualquer qualquer VERDADEIR qualquer VERDADEIR 6
A A

O grupo de ajuste 1 pode ser copiado a qualquer outro grupo ou todos os grupos de
HMI (Grupo de cópia 1).

3.6 Registro de falhas

O IED tem a capacidade de armazenar os registros dos últimos 32 eventos de falha.


Os registros permitem ao usuário analisar recentes eventos do sistema de energia.
Cada registro de falha (FLTMSTA) é marcado com um número de falha crescente
e um timestamp que é tirado do início da falha.

O período de registro da falha começa do início do evento de qualquer função de


proteção e termina caso qualquer função de proteção termine ou o início seja
restaurado sem a operação do evento. Duração do início que tem o valor de 100%
indica que a função de proteção operou durante a falha. Caso um início seja
restaurado sem o evento de operação, a duração do início mostra o valor mais alto
de todas as funções de proteção que tenham sido iniciadas durante a falha, mas
ainda menores do que 100%.

O tipo de falha que aciona a gravação da falha é selecionada com o parâmetro de


configuração Modo de disparo. Quando “From all faults” é selecionado, todos os
tipos de falha detectadas disparam um novo registro de falha. Quando “From
operate” é selecionado, apenas as falhas que causam um evento de operação
disparam um novo registro de falha. Finalmente, quando “From only start” é
selecionado, apenas as falhas sem um evento de operação são registrados.

A falha relacionada com corrente, tensão, frequência, valores de ângulo e o grupo


de ajuste de número ativo são tomadas a partir do momento da operação do evento,
ou a partir do início da falha se apenas um evento de início ocorra durante a falha.
O valor máximo de corrente coleta o maior número de falhas de corrente durante a
falha. O modo de mensuração para a fase de corrente e os valores de corrente
residual podem ser selecionados com o parâmetro A Measurement mode setting.

A quantidade de informação em um registro de falha depende do produto e da


configuração padrão.

Série 615 65
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Tabela 39: Ajustes de grupo não-FLTMSTA


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Modo de disparo 0=De todos os 0=De todos os Modo de disparo
defeitos defeitos
1=De operação
2=Somente de
início
Um modo de medição 1=RMS 2=DFT Seleciona os correntes de fase de modo
2=DFT de medição utilizado e corrente residual
3=Pico a pico

Tabela 40: Dados monitorados FLTMSTA


Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Número de fallhas INT32 0...999999 Número do registrador
de falhas
Tempo e data Marca Falha de registro do
temporal carimbo de tempo
Duração do início da FLOAT32 0.00...100.00 % Duração máxima do
atividade início da atividade de
todos os estágios
durante a falha
Grupo de ajuste INT32 0...6 Grupo de ajuste ativo
Corrente diferencial FLOAT32 0.000...80.000 Corrente diferencial
máxima IL1 máxima de fase A
Corrente diferencial FLOAT32 0.000...80.000 Corrente diferencial
máxima IL2 máxima de fase B
Corrente diferencial FLOAT32 0.000...80.000 Corrente diferencial
máxima IL3 máxima de fase C
Corrente diferencial FLOAT32 0.000...80.000 Corrente diferencial da
IL1 fase A
Corrente diferencial FLOAT32 0.000...80.000 Corrente diferencial da
IL2 fase B
Corrente diferencial FLOAT32 0.000...80.000 Corrente diferencial de
IL3 fase C
Corrente de FLOAT32 0.000...50.000 Corrente de polarização
polarização máxima máxima fase A
IL1
Corrente de FLOAT32 0.000...50.000 Corrente de polarização
polarização máxima máxima fase B
IL2
Corrente de FLOAT32 0.000...50.000 Corrente de polarização
polarização máxima máxima fase C
IL3
Corrente de FLOAT32 0.000...50.000 Corrente de polarização
polarização IL1 de fase A
Corrente de FLOAT32 0.000...50.000 Corrente de polarização
polarização IL2 de fase B
Tabela continua na próxima página

66 Série 615
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Funções básicas

Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição


Corrente de FLOAT32 0.000...50.000 Corrente de polarização
polarização IL3 de fase C
Corrente diferencial FLOAT32 0.000...80.000 Corrente diferencial
Io residual
Corrente de FLOAT32 0.000...50.000 Corrente de polarização
polarização Io residual
Corrente máxima IL1 FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de fase A
máxima
Corrente máxima IL2 FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de fase B
máxima
Corrente máxima IL3 FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de fase C
máxima
Corrente máxima Io FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente residual
máxima
Corrente IL1B FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de fase A
Corrente I2 FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de fase B
Corrente I2 FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de fase C
Corrente Io FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente residual
Corrente Io-Calc FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente residual
calculada
Corrente Ps-Seq FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de sequência
positiva
Corrente Ng-Seq FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de sequência
negativa
Corrente máxima FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente máxima de
IL1B fase A (b)
Corrente máxima FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente máxima de
IL2B fase B (b)
Corrente máxima FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente máxima de
IL3B fase C (b)
Corrente máxima IoB FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente máxima
residual (b)
Corrente IL1B FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente máxima de
fase A (b)
Corrente IL2B FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente máxima de
fase B (b)
Corrente IL3B FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente máxima de
fase C (b)
Corrente IoB FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente residual (b)
Corrente Io-CalcB FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente residual
calculada (b)
Corrente Ps-SeqB FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de sequência
positiva (b)
Corrente Ng-SeqB FLOAT32 0.000...50.000 xIn Corrente de sequência
negativa (b)
Tensão UL1 FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão de fase A
Tensão UL2 FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão de fase B
Tabela continua na próxima página

Série 615 67
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição


Tensão UL3 FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão de fase C
Tensão U12 FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão de fase A para
fase B
Tensão U23 FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão de fase B para
fase C
Tensão U31 FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão de fase C para
fase A
Tensão Uo FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão residual
Tensão de FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão de sequência
Sequência Zero zero
Tensão de FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão de sequência
Sequência Ps positiva
Tensão Ng-Seq FLOAT32 0.000...4.000 xUn Tensão de sequência
negativa
Ângulo Uo - Io FLOAT32 -180.00...180.00 deg Tensão de ângulo
residual - corrente
residual
Ângulo U23 - IL1 FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo de tensão de
fase B para a fase C -
corrente de fase A
Ângulo U31 - IL2 FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo de tensão de
fase C para a fase A -
corrente de fase B
Ângulo U12 - IL3 FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo de tensão de
fase A para a fase B -
corrente de fase C
Nível térmico PTTR FLOAT32 0.00...99.99 Temperatura calculada
PTTR do objeto
protegido relativo ao
nível de operação
relação FLOAT32 0.00...999.99 % PDNSPTOC1 relação I2/
PDNSPTOC1 I2/I1 I1
Frequência FLOAT32 30.00...80.00 Hz Frequência
Gradiente de FLOAT32 -10.00...10.00 Hz/s Gradiente de frequência
frequência
Condutância Yo FLOAT32 -1000.00...1000. mS Condutância Yo
00
Susceptância Yo FLOAT32 -1000.00...1000. mS Susceptância Yo
00

3.7 Memória não volátil

Além dos valores de configuração, o IED pode armazenar alguns dados na


memória não volátil.

68 Série 615
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Funções básicas

• Até 512 eventos são armazenados. Os eventos armazenados são visíveis


somente em LHMI e WHMI.
• Dados registrados
• Registro de falhas (até 32)
• Demandas máximas
• Monitoramento da condição do disjuntor
• Status de LEDs de alarme e trip selados
• Bloqueio do circuito de trip
• Valores do contador

3.8 Entrada binária

3.8.1 Tempo do filtro de entrada binária


O tempo do filtro elimina ressaltos e distúrbios curtos em uma entrada binária. O
tempo do filtro é ajustado para cada entrada binária do IED.

1 2

4
5 5
GUID-13DA5833-D263-4E23-B666-CF38B1011A4B V1 PT

Figura 9: Filtragem de entrada binária

1 t0

2 t1

3 Sinal de entrada
4 Sinal de entrada filtrado
5 Tempo de filtro

No início, o sinal de entrada está no estado elevado, o estado baixo é filtrado e


nenhuma mudança no estado de entrada é detectada. O estado baixo, começando a
partir do tempo t0, excede o tempo de filtro, o que significa que a mudança no
estado de entrada é detectada e a indicação do tempo vinculado à mudança de

Série 615 69
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

entrada é t0. O estado elevado, começando a partir de t1, é detectado e a indicação


do tempo t1 é vinculado.

Crada entrada binária tem um parâmetro de tempo de filtro Filtro de entrada #,


onde # é o número da entrada binária do módulo em questão (por exemple, Filtro
de entrada 1).

Tabela 41: Valores de parâmetro do filtro de entrada


Parâmetros Valores Padrão
Tempo do filtro de entrada # 5...1000 min 5 min

3.8.2 Inversão de entrada binária


O parâmetro de Inversão de entrada # é usado para inverter uma entrada binária.

Tabela 42: Estados de entrada binária


Tensão de comando Inversão de entrada # Estado de entrada binária
Não 0 Falso (0)
Sim 0 Verdadeiro (1)
Não 1 Verdadeiro (0)
Sim 1 Falso (0)

Quando uma entrada binária é invertida, o estado da entrada é VERDADEIRO (1)


quando nenhuma tensão de comando é aplicada a seus terminais. Assim, o estado
de entrada é FALSO (0) quando uma tensão de comando é aplicada aos terminais
da entrada binária.

3.8.3 Supressor de oscilações


A supressão de oscilações é utilizada para reduzir a carga do sistema quando uma
entrada binária começa a oscilação. Uma entrada binária é considerada como
oscilante se o número de alterações de estado válidas (= número de eventos após a
filtragem) durante um segundo for equivalente ou superior ao valor de nível de
oscilação de ajuste. Durante a oscilação, a entrada binária é bloqueada (o status é
inválido) e um evento é gerado. O estado da entrada não será alterado quando for
bloqueado, ou seja, seu estado depende da condição antes do bloqueio.

A entrada binária é considerada como não oscilante se o número de alterações de


estado válidas durante um segundo for inferior ao valor de nível de oscilação de
conjunto menos o valor de histerese de oscilação de conjunto. Observe que a
histerese de oscilação deve ser definida abaixo do nível de oscilação para permitir
que a entrada seja restaurada da oscilação. Quando a entrada retorna a um estado
de não oscilação, a entrada binária é desbloqueada (o status é válido) e um evento é
gerado.

70 Série 615
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Tabela 43: Valores de parâmetros de oscilações


Parâmetro Valores Padrão
Nível de oscilação de entrada 2...50 eventos/s 30 eventos/s
Histerese de oscilação de 2...50 eventos/s 10 eventos/s
entrada

3.9 Entradas RTD/mA

3.9.1 Funcionalidade
O módulo de entrada análogo X130 (RTD) é usado para monitorar e para medir milli-
-ampere (mA), temperature (°C) e resistance (Ω). As entradas 1 e 2 são atrubuídas
para milli-ampere, enquanto que as entradas 3 a 8 são para sensores RTD. Cada
entrada pode ser linearmente escalada para várias aplicações, por exemplo,
indicação da posição do comutador de tap do transformador. Cada entrada tem
valor limite de supervisão independente e função de supervisão de banda morta,
incluindo sinais de aviso e alarme.

3.9.2 Princípio de operação


Todas as entradas do X130 (RTD) são canais independentes RTD / mA com
proteção individual, de referência e isolação óptica para cada entrada, tornando-os
galvanicamente isolados uns dos outros e do resto do módulo. No entanto, as
entradas de RTD compartilham um terra comum.

3.9.2.1 Seleção de tipo de sinal de entrada

As entradas de módulo de função aceitam sinais do tipo corrente e resistência. As


entradas 1 e 2 são utilizadas para a medição de corrente, enquanto as entradas 3 a 8
são utilizadas para medições de resistência. As entradas são configuradas para um
tipo específico de entrada pelo ajuste específico de canal Modo de entrada. O valor
padrão para todas as entradas é "Não em uso", o que significa que o canal não é
amostrado de forma alguma, e a qualidade de valor de saída é ajustada de acordo.

Tabela 44: Identificação da função


Modo de entrada Descrição
Não em uso Seleção padrão. Utilizado quando a entrada correspondente não for utilizada.
0...20 mA Seleção para entradas de corrente analógica de DC miliampere, válida para
entradas 1 e 2, na faixa de entrada de 0 – 20 mA.
Resistência Seleção para entradas de RTD, válida para entradas de 3 a 8, na faixa de
entrada de 0 – 2000 Ω.
Pt100 Seleção para entradas de RTD, válida para entradas de 3 a 8, quando o sensor
Pt250 de temperatura for utilizado. Todos os tipos de sensores selecionáveis possuem
Ni100 suas características de resistência vs. temperatura armazenadas no módulo; a
Ni120 faixa de medição padrão é de -40 – 200 °C.
Ni250
Cu10

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3.9.2.2 Seleção de formato de valor de saída

Cada saída possui ajustes de Value unit independentes que são utilizados para
selecionar a unidade para a saída de canal. O valor padrão para o ajuste Value unit
é “Dimensionless”. Os ajustes Input minimum respectivo, Input maximum e Value
maximum respectivo, Value minimum devem ser ajustados de acordo com o canal
de entrada. Os valores padrão para esses ajustes são definidos aos seus valores
máximos de ajuste respectivo.

Quando o canal for utilizado para o tipo de sensor de temperatura, defina o ajuste
Value unit para “Graus celsius”. Quando Value unit for definido para “Graus
celsius”, o escalonamento linear não será possível, porém a faixa padrão (-40…200
°C) poderá ser definida abaixo dos ajustes Value maximum e Value minimum.

Quando o canal for utilizado para sinal de DC miliampere e a aplicação exigir


escalonamento linear da faixa de entrada, defina o ajuste Value unit para
“Dimensionless”, em que a faixa de entrada pode ser linearmente escalonada com
ajustes Input minimum e Input maximum até Value minimum e Value maximum.
Quando miliampere for utilizado como uma unidade de saída, defina o ajuste Value
unit para “Ampere”. Quando Value unit for definido para “Ampere”, o
escalonamento linear não será possível, porém a faixa padrão (0…20 mA) poderá
ser definida abaixo dos ajustes Value maximum e Value minimum.

Quando o canal for utilizado para sinais de resistência e a aplicação exigir


escalonamento linear da faixa de entrada, defina o ajuste Value unit para
“Dimensionless”, em que a faixa de entrada pode ser linearmente escalonada com
ajustes Input minimum e Input maximum até Value minimum e Value maximum.
Quando a resistência for utilizada como uma unidade de saída, defina o ajuste
Value unit para “Ohm”. Quando Value unit for definido para “Ohm”, o
escalonamento linear não será possível, porém a faixa padrão (0…2000 Ω) poderá
ser definida abaixo dos ajustes Value maximum e Value minimum.

3.9.2.3 Escalonamento linear de entrada

Cada entradaRTD/mA pode ser linearmente escalada pela construção de uma


função linear de saída em relação à entrada. A curva consiste de dois pontos, onde
o eixo Y entrada mínima eentrada máxima) define o alcance máximo e o eixo X
(Valor mínimo eValor máximo) é o alcance do valor escalonado de entrada.

O escalonamento de entrada é habilitado somente quando o Modo


de entrada “0...20 mA” ou “Resistance” estiver selecionado e o
“Dimensionless” estiver sendo usado como Valor de Unidade.

72 Série 615
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Exemplo de escalonamento linear


A entrada de Milli-ampere é utilizada como informação de posição do comutador.
O sensor de informações vai de 4 mA a 20 mA, o que equivale a à posição do
comutador de -36 a 36, respectivamente.
X130-Input#
20 mA

Entrada máxima

”0..20mA”
Modo de entrada

4 mA
Enrada mínima AI_VAL#
Valor de unidade
-36 36
Valor mínimo "Dimensionless" Valor máximo
GUID-85338A5E-3D2F-4031-A598-EA8A525190D3 V1 PT

Figura 10: A entrada de Milli-ampere escalonada para dar informação de


posição do comutador.

3.9.2.4 Supervisão da cadeia de medição

Cada entrada contém funcionalidade para monitorar a cadeia de medição de


entrada. Os circuitos monitoram os canais RTD continuamente e relatam uma falha
no circuito de qualquer canal de entrada habilitado. Se o valor de entrada medido
está fora dos limites, o valor mínimo/máximo é mostrado na saída correspondente.
A qualidade da saída correspondente é configurada de acordo para indicar mal
comportamento na entrada RTD/mA.

Tabela 45: Identificação de função, limites para entradas RTD/mA


Entrada Valor limite
Temperatura RTD, alta > 200 °C
Temperatura RTD, baixa < -40 °C
corrente mA, alta > 23 mA
Resistência, alta > 2000 Ω

3.9.2.5 Auto-supervisão

Cada amostra de entrada é validada antes de ser alimentada no algoritmo de filtro.


As amostras são validadas medindo-se uma corrente de referência de ajuste interna
imediatamente após as entradas serem examinadas. Cada tipo de sensor RTD
possui corrente esperada baseada no tipo de sensor. Se a corrente compensação
medida desviar da corrente de referência acima de 20%, a amostra é descartada e a

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saída é definida como inválida. O status de medição inválida desativa assim que o
sinal de entrada medido estiver dentro da compensação de medição.

3.9.2.6 Calibragem

O módulo de entrada analógica X130 (RTD) é calibrado na fábrica. Os circuitos de


calibragem monitoram continuamente os canais de RTD e relatam uma falha nos
circuitos de qualquer canal.

3.9.2.7 Supervisão do valor limite

A função de supervisão do valor limite indica se o valor medido de AI_INST#


excede ou está abaixo dos limites definidos. Todos os canais de medição têm uma
função de supervisão de valor limite individual. O valor medido contém a
correspondente faixa de informação AI_RANGE# e tem valor na faixa de 0 a 4:

• 0: “normal”
• 1: “alto”
• 2: “baixo”
• 3: “alto-alto”
• 4: “baixo-baixo”

As mudanças na faixa de informação e os novos valores são reportados.


Y Out of Range

Valor máximo

AI_RANGE#=3

Val alto/limite alto

Hysteresis
AI_RANGE#=1
Val limite alto
AI_RANGE#=0

AI_RANGE#=0 t
Val limite baixo

AI_RANGE#=2

AI_RANGE#=4
Val baixo/limite baixo

Valor relatado

Valor mínimo

GUID-6A6033E6-22C8-415D-AABD-D0556D38C986 V1 PT

Figura 11: Supervisão do valor limite para RTD (130)

A faixa de informação de “limite alto-alto” e “limite baixo-baixo” é combinada de


todos os canais de medição para uma saída ALARM Booleano. A faixa de
informação de “limite alto” e “limite baixo” é combinada de todos os canais de
medição para uma saída WARNING Booleano.

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Tabela 46: Configurações para supervisão de valor limite de entrada análoga X130 (RTD)
Função Configurações para supervisão de valor limite
entrada análoga X130 (RTD) Fora de range Valor máximo
Limite alto-alto Val limite alto alto
Limite alto Val limite alto
Limite baixo Val limite baixo
Limite baixo-baixo Val limite baixo baixo
Fora de range Valor mínimo

Quando o valor mensurado excede a configuração Value maximum ou Value


minimum, a qualidade correspondente é estabelecida como fora de alcance e um
valor máximo ou mínimo é mostrado quando o valor medido excede a histerese
adicionada, respectivamente. A histerese é adicionada ao valor extremo do limite
de faixa para permitir que a medição exceda levemente o valor limite antes de ser
considerada fora de alcance.

3.9.2.8 Supervisão de banda morta

Cada entrada tem uma supervisão de banda morta independente. A função de


supervisão de banda morta reporta o valor mensurado de acordo com alterações
integradas ao longo de um período de tempo.

GUID-63CA9A0F-24D8-4BA8-A667-88632DF53284 V1 PT

Figura 12: Supervisão de banda morta integrada

O valor de banda morta usado no cálculo integral é configurado com o ajuste do


Valor de banda morta. O valor representa o percentual da diferença entre os limites
máximo e mínimo nas unidades de 0,001 porcento * segundos. O atraso no
relatório dos algoritmos integrados em segundos é calculado com a fórmula:

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Exemplo de supervisão de banda morta de entrada análógica X130


(RTD)
O sensor de temperatura Pt100 é usado na faixa de temperatura de 15 – 180 °C. É
usada a unidade de valor em “Graus Celsius” e os valores ajustados "Valor
mínimo" e "Valor máximo" são definidos entre 15 e 180, respectivamente.

Valor de banda morta = 7500 (7,5% da faixa total de medição 165)

AI_VAL# = AI_DB# = 85

If AI_VAL# muda para 90, o relatório de atraso é:

(180 − 15) × 7500 / 1000


t (s ) = ≈ 2, 5s
90 − 85 × 100%

Tabela 47: Configurações para supervisão de banda morta de entrada análógica X130 (RTD)
Função Configuração Máximo/mínimo (=range)
entrada analógica X130 Valor da banda morta Valor máximo / Valor mínimo
(RTD) (=20000)

Uma vez que a função pode ser utilizada em vários modos de


medição, os valores-padrão são ajustados para os extremos. Assim,
é muito importante ajustar os valores-limite corretos para adequar a
aplicação antes das atividades de supervisão de banda morta,
devidamente.

3.9.2.9 Temperatura RTD vs. resistência


Tabela 48: Temperatura vs. resistência
Temp TCR 0,00385 de platina TCR 0,00618 de níquel TCR 0,00427
°C de cobre
Pt 100 Pt 250 Ni 100 Ni 120 Ni 250 Cu 10
-40 84.27 210.675 79.1 94.92 197.75 7.49
-30 88.22 220.55 84.1 100.92 210.25 -
-20 92.16 230.4 89.3 107.16 223.25 8.263
-10 96.09 240.225 94,6 113.52 236.5 -
0 100 250 100 120 250 9.035
10 103.9 259.75 105.6 126.72 264 -
20 107.79 269.475 111.2 133.44 278 9.807
30 111.67 279.175 117.1 140.52 292.75 -
40 115.54 288.85 123 147.6 307.5 10.58
50 119.4 298.5 129.1 154.92 322.75 -
60 123.24 308.1 135.3 162.36 338.25 11.352
Tabela continua na próxima página

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Temp TCR 0,00385 de platina TCR 0,00618 de níquel TCR 0,00427


°C de cobre
Pt 100 Pt 250 Ni 100 Ni 120 Ni 250 Cu 10
70 127.07 317.675 141.7 170.04 354.25 -
80 130.89 327.225 148.3 177.96 370.75 12.124
90 134.7 336.75 154.9 185.88 387.25 -
100 138.5 346.25 161.8 194.16 404.5 12.897
120 146.06 365.15 176 211.2 440 13.669
140 153.58 383.95 190.9 229.08 477.25 14.442
150 - - 198.6 238.32 496.5 -
160 161.04 402.6 206.6 247.92 516.5 15.217
180 168.46 421.15 223.2 267.84 558 -
200 175.84 439.6 240.7 288.84 601.75 -

3.9.2.10 Conexão de entrada RTD/mA

As entradas RTD podem ser utilizadas com conexão de 2 ou 3 fios com


aterramento comum. Ao utilizar a conexão de 3 fios, é importante que todos os três
fios que estiverem conectando o sensor sejam simétricos, ou seja, os fios devem ser
do mesmo tipo e comprimento. Consequentemente, a resistência do fio será
compensada de forma automática.

Sensor resistor

GUID-BC4182F7-F701-4E09-AB3D-EFB48280F097 V1 PT

Figura 13: Três sensores de RTD/resistência conectados de acordo com a


conexão de três fios

Série 615 77
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Sensor do resistor

GUID-2702C0B0-99CF-40D0-925C-BEC0725C0E97 V1 PT

Figura 14: Três sensores de RTD/resistência conectados de acordo com a


conexão de dois fios

X130

+
Sensor 1 Curto -
Transdutor circuito
(44 Ω)
-
2
...
...
...

11

12
...
...
...

GUID-88E6BD08-06B8-4ED3-B937-4CC549697684 V1 PT

Figura 15: Conexão de fiação mA

78 Série 615
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3.9.3 Sinais
Tabela 49: Sinais de entrada analógica X130 (RTD/mA)
Nome Tipo Descrição
ALARME BOOLEAN Alarme geral
Advertência BOOLEAN Advertência geral
AI_VAL1 FLOAT32 entrada mA, Conectores 1-2, valor instantâneo
AI_VAL2 FLOAT32 entrada mA, Conectores 3-4, valor instantâneo
AI_VAL3 FLOAT32 entrada RTD, Conectores 5-6-11c, valor
instantâneo
AI_VAL4 FLOAT32 entrada RTD, Conectores 7-8-11c, valor
instantâneo
AI_VAL5 FLOAT32 entrada RTD, Conectores 9-10-11c, valor
instantâneo
AI_VAL6 FLOAT32 entrada RTD, Conectores 13-14-12c, valor
instantâneo
AI_VAL7 FLOAT32 entrada RTD, Conectores 15-16-12c, valor
instantâneo
AI_VAL8 FLOAT32 RTD input, Connectors 17-18-12c, instantaneous
value

3.9.4 Configurações
Tabela 50: Configurações de entrada RTD
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Modo de entrada 1=Não está em uso 1=Não está em Modo de entrada analógica
2=Resistência uso
10=Pt100
11=Pt250
20=Ni100
21=Ni120
22=Ni250
30=Cu10
Entrada máxima 0...2000 1 2000 Valor máximo de entrada analógica para
mA ou escala de resistência
Entrada mínima 0...2000 1 0 Valor mínimo de entrada analógica para
mA ou escala de resistência
Unidade de valor 1=Adimensional 1=Adimensional Unidade selecionada para formato do
5=Ampére valor de saída
23=Graus Celsius
30=Ohm
Valor máximo -10000.0...10000.0 10000.0 Valor máximo de saída para escala e
supervisão
Valor mínimo -10000.0...10000.0 -10000.0 Valor mínimo de saída para escala e
supervisão
Val limite alto alto -10000.0...10000.0 10000.0 Alto limite de alarme de valor de saída
para supervisão
Alto limite de valor -10000.0...10000.0 10000.0 Alto limite de advertência de valor de
saída para supervisão
Tabela continua na próxima página

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Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Baixo limite de valor -10000.0...10000.0 -10000.0 Baixo limite de advertência de valor de
saída para supervisão
Limite com valor baixo- -10000.0...10000.0 -10000.0 Baixo limite de alarme de valor de saída
-baixo para supervisão
Valor da banda morta 100...100000 1000 Valor de configuração de banda morta
para cálculo integral (porcentagem da
diferença entre o mínimo e o máximo
conforme 0,001 % s)

Tabela 51: Ajustes de entrada mA


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Modo de entrada 1=Não está em uso 1=Não está em Modo de entrada analógica
5=0..20mA uso
Entrada máxima 0...20 1 20 Valor máximo de entrada analógica para
mA ou escala de resistência
Entrada mínima 0...20 1 0 Valor mínimo de entrada analógica para
mA ou escala de resistência
Unidade de valor 1=Adimensional 1=Adimensional Unidade selecionada para formato do
5=Ampére valor de saída
23=Graus Celsius
30=Ohm
Valor máximo -10000.0...10000.0 10000.0 Valor máximo de saída para escala e
supervisão
Valor mínimo -10000.0...10000.0 -10000.0 Valor mínimo de saída para escala e
supervisão
Val limite alto alto -10000.0...10000.0 10000.0 Alto limite de alarme de valor de saída
para supervisão
Alto limite de valor -10000.0...10000.0 10000.0 Alto limite de advertência de valor de
saída para supervisão
Baixo limite de valor -10000.0...10000.0 -10000.0 Baixo limite de advertência de valor de
saída para supervisão
Limite com valor baixo- -10000.0...10000.0 -10000.0 Baixo limite de alarme de valor de saída
-baixo para supervisão
Valor da banda morta 100...100000 1000 Valor de configuração de banda morta
para cálculo integral (porcentagem da
diferença entre o mínimo e o máximo
conforme 0,001 % s)

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Tabela 52: Dados monitorados X130 (RTD/mA)


Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
AI_DB1 FLOAT32 -10000.0...10000 entrada mA, Conectores
.0 1-2, valor relatado
AI_RANGE1 Enum 0=normal entrada mA, Conectores
1=alto 1-2, faixa
2=baixo
3=alto-alto
4=baixo-baixo
AI_DB2 FLOAT32 -10000.0...10000 entrada mA, Conectores
.0 3-4, valor relatado
AI_RANGE2 Enum 0=normal entrada mA, Conectores
1=alto 3-4, faixa
2=baixo
3=alto-alto
4=baixo-baixo
AI_DB3 FLOAT32 -10000.0...10000 entrada RTD,
.0 Conectores 5-6-11c,
valor relatado
AI_RANGE3 Enum 0=normal entrada RTD,
1=alto Conectores 5-6-11c,
2=baixo faixa
3=alto-alto
4=baixo-baixo
AI_DB4 FLOAT32 -10000.0...10000 entrada RTD,
.0 Conectores 7-8-11c,
valor relatado
AI_RANGE4 Enum 0=normal entrada RTD,
1=alto Conectores 7-8-11c,
2=baixo faixa
3=alto-alto
4=baixo-baixo
AI_DB5 FLOAT32 -10000.0...10000 entrada RTD,
.0 Conectores 9-10-11c,
valor relatado
AI_RANGE5 Enum 0=normal entrada RTD,
1=alto Conectores 9-10-11c,
2=baixo faixa
3=alto-alto
4=baixo-baixo
AI_DB6 FLOAT32 -10000.0...10000 entrada RTD,
.0 Conectores 13-14-12c,
valor relatado
AI_RANGE6 Enum 0=normal entrada RTD,
1=alto Conectores 13-14-12c,
2=baixo faixa
3=alto-alto
4=baixo-baixo
AI_DB7 FLOAT32 -10000.0...10000 entrada RTD,
.0 Conectores 15-16-12c,
valor relatado
Tabela continua na próxima página

Série 615 81
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Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição


AI_RANGE7 Enum 0=normal entrada RTD,
1=alto Conectores 15-16-12c,
2=baixo faixa
3=alto-alto
4=baixo-baixo
AI_DB8 FLOAT32 -10000.0...10000 entrada RTD,
.0 Conectores 17-18-12c,
valor relatado
AI_RANGE8 Enum 0=normal entrada RTD,
1=alto Conectores 17-18-12c,
2=baixo faixa
3=alto-alto
4=baixo-baixo

3.10 Bloco de funções GOOSE

Blocos de função GOOSE são usadas para conectar dados de chegada GOOSE para
a aplicação. Eles suportam os tipops de dados BOOLEAN, Dbpos, Enum,
FLOAT32, INT8 e INT32.

Sinais comuns
O saída VÁLIDA indica que a validade de dados GOOSE recebidos, o que
significa, no caso de validade, que a comunicação GOOSE está trabalhando e
recebeu bits de dados de qualidade (caso configurado) indica um bom processo de
dados. Status inválido é causado tanto por bits de dados de má qualidade ou falha
na comunicação GOOSE. Veja o guia de engenharia IEC 61850 para detalhes.

A saída OUT passa os valores de dados recebidos GOOSE para a aplicação O valor
padrão (0) é usado se a saída VALID indicar um status inválido. A entrada IN é
definido na configuração GOOSE e pode sempre ser visto na folha SMT.

Ajustes
Os blocos de função GOOSE não têm quaisquer parâmetros disponíveis em LHMI
ou PCM600.

3.10.1 GOOSERCV_BIN - Bloco de função

3.10.1.1 Bloco de funções

GUID-44EF4D6E-7389-455C-BDE5-B127678E2CBC V1 PT

Figura 16: Bloco de funções

82 Série 615
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3.10.1.2 Funcionalidade

A função GOOSERCV_BIN é utilizada para conectar as entradas binárias GOOSE


à aplicação.

3.10.1.3 Sinais
Tabela 53: Sinais de Entrada GOOSERCV_BIN
Nome Tipo Padrão Descrição
IN BOOLEANO 0 Sinal de entrada

Tabela 54: Sinais de Entrada GOOSERCV_BIN


Nome Tipo Descrição
OUT BOOLEANO Sinal de saída
VÁLIDO BOOLEANO Sinal de saída

3.10.2 GOOSERCV_DP bloco de funções

3.10.2.1 Bloco de funções

GUID-63C0C3EE-1C0E-4F78-A06E-3E84F457FC98 V1 PT

Figura 17: Bloco de funções

3.10.2.2 Funcionalidade

A função GOOSERCV_DP é usada para conectar as entradas binárias duplas para


a aplicação.

3.10.2.3 Sinais
Tabela 55: GOOSERCV_DP Sinais de entrada
Nome Tipo Padrão Descrição
IN Dbpos 00 Sinal de entrada

Tabela 56: GOOSERCV_DP Sinais de saída


Nome Tipo Descrição
OUT (SAÍDA) Dbpos Sinal de saída
VÁLIDO BOOLEANO Sinal de saída

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3.10.3 GOOSERCV_MV bloco de funções

3.10.3.1 Bloco de funções

GUID-A59BAF25-B9F8-46EA-9831-477AC665D0F7 V1 PT

Figura 18: Bloco de funções

3.10.3.2 Funcionalidade

A função GOOSERCV_MV é utilizada para conectar os valores medidos de


entrada GOOSE para a aplicação.

3.10.3.3 Sinais
Tabela 57: Sinais de Entrada GOOSERCV_MV
Nome Tipo Padrão Descrição
IN FLOAT32 0 Sinal de entrada

Tabela 58: Sinais de Saída GOOSERCV_MV


Nome Tipo Descrição
SAÍDA FLOAT32 Sinal de saída
VALID BOOLEANO Sinal de saída

3.10.4 GOOSERCV_INT8 bloco de funções

3.10.4.1 Bloco de funções

GUID-B4E1495B-F797-4CFF-BD19-AF023EA2D3D9 V1 PT

Figura 19: Bloco de funções

3.10.4.2 Funcionalidade

A função GOOSERCV_INT8 é utilizada para conectar os valores as entradas de


números inteiros GOOSE de 8 bits para a aplicação.

84 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.10.4.3 Sinais
Tabela 59: Sinais de Entrada GOOSERCV_INT8
Nome Tipo Descrição
IN INT8 Sinal de entrada

Tabela 60: Sinais de Saída GOOSERCV_INT8


Nome Tipo Descrição
OUT (SAÍDA) INT8 Sinal de saída
VALID BOOLEANO Sinal de saída

3.10.5 GOOSERCV_INTL bloco de funções

3.10.5.1 Bloco de funções

GUID-241A36E0-1BB9-4323-989F-39668A7B1DAC V1 PT

Figura 20: Bloco de funções

3.10.5.2 Funcionalidade

A função GOOSERCV_INTL é utilizada para conectar entradas binárias duplas à


aplicação e extrair sinais binários de posição única do sinal de posição binário duplo.

O sinal de saída OP indica que a posição está aberta. O valor padrão (0) é usado se
a saída VALID indicar um status inválido.

O sinal de saída CL indica que a posição está fecchada. O valor padrão (0) é usado
se a saída VALID indicar um status inválido.

A sinal de saída OK indica que a posição não está em estado defeituoso nem
intermediário. O valor padrão (0) é usado se a saída VALID indicar um status inválido.

3.10.5.3 Sinais
Tabela 61: Sinais de Entrada GOOSERCV_MV
Nome Tipo Padrão Descrição
IN Dbpos 00 Sinal de entrada

Série 615 85
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Tabela 62: Sinais de Saída GOOSERCV_INTL


Nome Tipo Descrição
OP BOOLEANO Sinal de Saída Aberta de Posição
CL BOOLEANO Sinal de Saída Fechada de Posição
OK BOOLEANO Sinal de Saída OK de Posição
VALID BOOLEANO Sinal de saída

3.10.6 GOOSERCV_CMV bloco de funções

3.10.6.1 Bloco de funções

GUID-4C3F3A1A-F5D1-42E1-840F-6106C58CB380 V1 PT

Figura 21: Bloco de funções

3.10.6.2 Funcionalidade

A função GOOSERCV_MV é utilizada para conectar os valores medidos de


entrada GOOSE para a aplicação. As entradas MAG_IN (amplitude) e ANG_IN
(ângulo) são definidas na configuração GOOSEG(PCM600).

A saída MAG passa o valor GOOSE (amplitude) recebido para a aplicação. O valor
padrão (0) é usado se a saída VALID indicar um status inválido.

A saída ANG passa os valores de dados recebidos GOOSE para a aplicação O


valor padrão (0) é usado se a saída VALID indicar um status inválido.

3.10.6.3 Sinais
Tabela 63: Sinais de Entrada GOOSERCV_CMV
Nome Tipo Padrão Descrição
MAG_IN FLOAT32 0 Sinal de entrada
(amplitude)
ANG_IN FLOAT32 0 Sinal de entrada
(ângulo)

Tabela 64: Sinais de Saída GOOSERCV_CMV


Nome Tipo Descrição
MAG FLOAT32 Sinal de saída (amplitude)
ANG FLOAT32 Sinal de saída (ângulo)
VÁLIDO BOOLEANO Sinal de saída

86 Série 615
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1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.10.7 GOOSERCV_ENUM floco de funções

3.10.7.1 Bloco de funções

GUID-E1AE8AD3-ED99-448A-8C11-558BCA68CDC4 V1 PT

Figura 22: Bloco de funções

3.10.7.2 Funcionalidade

A função GOOSERCV_INT8 é utilizada para conectar os valores as entradas de


números inteiros GOOSE de 8 bits para a aplicação.

3.10.7.3 Sinais
Tabela 65: GOOSERCV_DP Sinais de entrada
Nome Tipo Padrão Descrição
IN Enum 0 Sinal de entrada

Tabela 66: GOOSERCV_DP Sinais de saída


Nome Tipo Descrição
OUT (SAÍDA) Enum Sinal de saída
VÁLIDO BOOLEANO Sinal de saída

3.10.8 GOOSERCV_INT32 bloco de funções

3.10.8.1 Bloco de funções

GUID-61FF1ECC-507D-4B6D-8CA5-713A59F58D5C V1 PT

Figura 23: Bloco de funções

3.10.8.2 Funcionalidade

A função de bloqueio GOOSERCV_INT32 é usada para conectar valores de


números inteiros GOOSE 32 para a aplicação.

Série 615 87
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Seção 3 1MRS757783 A
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3.10.8.3 Sinais
Tabela 67: Sinais de Entrada GOOSERCV_INT32
Nome Tipo Padrão Descrição
IN (ENTRADA) INT32 0 Sinal de entrada

Tabela 68: Sinais de Saída GOOSERCV_INT32


Nome Tipo Descrição
OUT (SAÍDA) INT32 Sinal de saída
VÁLIDO BOOLEANO Sinal de saída

3.11 Blocos de função de conversão de tipo

3.11.1 QTY_GOOD bloqueio de funções

3.11.1.1 Funcionalidade

O bloco de função QTY_GOODD avalia os bits de qualidade do sinal de entrada e


os passa como um sinal Booleano para a aplicação.

A entrada IN pode ser conectada a qualquer sinal de aplicação (saída de função


lógica, entrada binária, saída de função de aplicação ou sinal GOOSE recebido).
Devido a propagação de bit de qualidade lógico de aplicação, cada sinal (simples e
mesmo combinado) possui qualidade que pode ser avaliada.

A saída OUT indica boa qualidade do sinal de entrada. Os sinais de entrada que não
possui ajuste de bits de qualidade ou que possui somente bit de teste são ajustados
indicarão situação de boa qualidade.

3.11.1.2 Sinais
Tabela 69: Sinais de entrada QTY_GOOD
Nome Tipo Padrão Descrição
IN Qualquer 0 Sinal de entrada

Tabela 70: Sinais de saída QTY_GOOD


Nome Tipo Descrição
OUT BOOLEANO Sinal de saída

88 Série 615
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1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.11.2 QTY_BAD bloco de funções

3.11.2.1 Funcionalidade

O bloco de função QTY_BAD avalia os bits de qualidade do sinal de entrada e os


passa como um sinal Booleano para a aplicação.

A entrada IN pode ser conectada a qualquer sinal de aplicação (saída de função


lógica, entrada binária, saída de função de aplicação ou sinal GOOSE recebido).
Devido a propagação de bit de qualidade lógico de aplicação, cada sinal (simples e
mesmo combinado) possui qualidade que pode ser avaliada.

A saída OUT indica má qualidade do sinal de entrada. Os sinais de entrada que


possuem qualquer outro que não seja ajuste de bit de teste indicarão situação de má
qualidade.

3.11.2.2 Sinais
Tabela 71: Sinais de entrada QTY_BAD
Nome Tipo Padrão Descrição
IN Qualquer 0 Sinal de entrada

Tabela 72: Sinais de saída QTY_BAD


Nome Tipo Descrição
OUT BOOLEANO Sinal de saída

3.11.3 T_HEALTH bloco de funções

3.11.3.1 Funcionalidade

A função T_HEALTH avalia dados enumerados do atributo de dados "Health".


Esse bloco de função pode ser usado com GOOSE.

A entrada IN pode ser conectada ao bloco de função GOOSERCV_ENUM, que


está recebendo o atributo de dados LD0.LLN0.Health.stVal enviado por outro IED.

As saídas OK, WARNING e ALARM são extraídas do valor de entrada enumerado.


Somente uma das saídas pode estar ativa por vez. Caso o bloco de função
GOOSERCV_ENUM não receba o valor do IED enviante, o valor default (0) é
utilizado e o ALARM é ativado no bloco de função T_HEALTH.

Série 615 89
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

3.11.3.2 Sinais
Tabela 73: Sinais de entrada T_HEALTH
Nome Tipo Padrão Descrição
IN Qualquer 0 Sinal de entrada

Tabela 74: Sinais de saída T_HEALTH


Nome Tipo Descrição
OK BOOLEAN Sinal de saída
WARNING BOOLEAN Sinal de saída
ALARME BOOLEAN Sinal de saída

3.11.4 T_F32_INT8 bloco de funções

3.11.4.1 Funcionalidade

T_F32_INT8 é uma função de conversão de tipo.

A função converte valores do tipo flutuante de 32 bits em valores inteiros de 8 bits.


A operação de arredondamento está incluída. O valor de saída satura se o valor de
entrada estiver abaixo do valor mínimo ou acima do valor máximo.

3.11.4.2 Bloco de função

GUID-F0F44FBF-FB56-4BC2-B421-F1A7924E6B8C V1 PT

Figura 24: Bloco de função

3.11.4.3 Ajustes

A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de


Proteção e Controle (PCM600).

90 Série 615
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Funções básicas

3.12 Blocos lógicos configuráveis

3.12.1 Blocos lógicos configuráveis padrão

3.12.1.1 Bloco de funções OR

Funcionalidade
OR e OR6 são utilizados para formar expressões combinatórias gerais com
variáveis Booleanas.

A saída O é ativada quando no mínimo uma entrada tem o valor VERDADEIRO. O


valor padrão de todas as entradas é FALSO, o que torna possível utilizar somente o
número exigido de entradas e deixar o restante desconectado.

OR possui duas entradas e OR6 possui seis.

Bloco de funções

GUID-9D001113-8912-440D-B206-051DED17A23C V1 PT

Figura 25: Blocos de funções

Ajustes
A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de
Proteção e Controle (PCM600).

3.12.1.2 Bloco de funções AND

Funcionalidade
"AND" e "AND6" são usados para formar expressões combinatórias gerais com
variáveis Booleanas.

O valor padrão de todas as entradas é logicamente verdadeiro, o que torna possível


utilizar somente o número exigido de entradas e deixar o restante desconectado.

"AND" tem duas entradas e "AND6" tem seis entradas.

Série 615 91
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Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Bloco de funções

GUID-7592F296-60B5-4414-8E17-2F641316CA43 V1 PT

Figura 26: Blocos de funções

Ajustes
A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de
Proteção e Controle (PCM600).

3.12.1.3 Bloco de funções XOR

Funcionalidade
A função OU exclusiva é utilizada para gerar expressões combinatórias com
variáveis booleanas.

O sinal de saída é VERDADEIRO se os sinais de entrada forem diferentes e


FALSO se forem iguais.

Bloco de funções

GUID-9C247C8A-03A5-4F08-8329-F08BE7125B9A V1 PT

Figura 27: Bloco de funções

Ajustes
A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de
Proteção e Controle (PCM600).

3.12.1.4 Bloco de funções NOT

Funcionalidade
NOT é usado para gerar expressões combinatórias com variáveis Booleanas.

NOT inverte o sinal de entrada.

92 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

Bloco de funções

GUID-0D0FC187-4224-433C-9664-908168EE3626 V1 PT

Figura 28: Bloco de funções

Ajustes
A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de
Proteção e Controle (PCM600).

3.12.1.5 Bloco de funções MAX3

Funcionalidade
A função máxima MAX3 seleciona o valor máximo entre três valores análogos.

As entradas desconectadas têm valor 0.

Bloqueio de funções

GUID-5454FE1C-2947-4337-AD58-39D266E91993 V1 PT

Figura 29: Bloqueio de funções

Ajustes
A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de
Proteção e Controle (PCM600).

3.12.1.6 Bloco de funções MIN3

Funcionalidade
A função mínima MIN3 seleciona o valor mínimo entre três valores análogos.

Se o valor mínimo for contado a partir de dois sinais, conectar uma das entradas a
duas em MIN3 faz com que todas as entradas sejam conectadas.

Bloqueio de funções

GUID-40218B77-8A30-445A-977E-46CB8783490D V1 PT

Figura 30: Bloqueio de funções

Série 615 93
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Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Ajustes
A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de
Proteção e Controle (PCM600).

3.12.1.7 Bloco de funções R_TRIG

Funcionalidade
R_Trig é utilizado como um detector de borda de subida.

R_Trig detecta a transição de FALSE para TRUE na entrada CLK. Quando a borda
de subida é detectada, o elemento determina a saída como TRUE. Na rodada de
execução subsequente, a saída retorna para FALSE independentemente do estado
da entrada.

Bloco de função

GUID-3D0BBDC3-4091-4D8B-A35C-95F6289E6FD8 V1 PT

Figura 31: Bloco de função

Ajustes
A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de
Proteção e Controle (PCM600).

3.12.1.8 Bloco de funções F_TRIG

Funcionalidade
F_Trig é utilizado como um detector de borda de descida.

A função detecta a transição de TRUE para FALSE na entrada CLK. Quando a


borda de descida é detectada, o elemento determina a saída Q como TRUE. Na
rodada de execução subsequente, a saída retorna para FALSE independentemente
do estado da entrada.

Bloco de funções

GUID-B47152D2-3855-4306-8F2E-73D8FDEC4C1D V1 PT

Figura 32: Bloco de funções

Ajustes
A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de
Proteção e Controle (PCM600).

94 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.12.1.9 Bloco de funções T_POS_XX

Funcionalidade
As informações de posição do disjuntor podem ser comunicadas com as mensagem
GOOSE IEC 61850. As informações de posição são dados do tipo duplo binário
que são alimentados na entrada POS.

T_POS_CL e T_POS_OP são utilizadas para extrair as informações de status do


disjuntor. Respectivamente, T_POS_OK é utilizada para validar a posição posição
intermediária ou defeituosa do disjuntor.

Tabela 75: Referência cruzada entre a posição do disjuntor e a saída do bloco de função
Posição do disjuntor Saída do bloco de função
T_POS_CL T_POS_OP T_POS_OK
Intermediária '00' FALSA FALSA FALSA
Fechada '01' VERDADEIRA FALSA VERDADEIRA
Aberta '10' FALSA VERDADEIRA VERDADEIRA
Defeituosa '11' VERDADEIRA VERDADEIRA FALSA

Bloco de função

GUID-4548B304-1CCD-454F-B819-7BC9F404131F V1 PT

Figura 33: Blocos de função

Ajustes
A função não tem nenhum parâmetro disponível em LHMI ou Gerente de IED de
Proteção e Controle (PCM600).

3.12.2 PTGAPC bloco de função de temporizador de pulso

3.12.2.1 Bloco de funções

GUID-2AA275E8-31D4-4CFE-8BDA-A377213BBA89 V1 PT

Figura 34: Bloco de funções

Série 615 95
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

3.12.2.2 Funcionalidade

O bloco de função do temporizador de pulso PTGAPC contém oito temporizadores


independentes. A função possui um comprimento de pulso ajustável. Uma vez que
a entrada é ativada, a saída é ajustada para uma duração específica utilizando o
Tempo de atraso de pulso .

t0 t0+dt t1 t1+dt t2 t2+dt

dt=Tempo de atraso de pulso


GUID-08F451EE-5110-41D9-95ED-084D7296FA22 V1 PT

Figura 35: Operação do temporizador

3.12.2.3 Sinais
Tabela 76: Sinais de entrada PTGAPC
Nome Tipo Padrão Descrição
IN1 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 1
IN2 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 2
IN3 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 3
IN4 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 4
IN5 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 5
IN6 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 6
IN7 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 7
IN8 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 8

Tabela 77: Saídas de sinal PTGAPC


Nome Tipo Descrição
Q1 BOOLEAN Status de saída
Q2 BOOLEAN Status de saída 2
Q3 BOOLEAN Status de saída 3
Q4 BOOLEAN Status de saída 4
Q5 BOOLEAN Status de saída 5
Q6 BOOLEAN Status de saída 6
Q7 BOOLEAN Status de saída 7
Q8 BOOLEAN Status de saída 8

96 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.12.2.4 Configurações
Tabela 78: Não ajuste de grupo PTGAPC
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tempo de atraso de 0...3600000 ms 10 0 Tempo de atraso de pulso
pulso 1
Tempo de atraso de 0...3600000 ms 10 0 Tempo de atraso de pulso
pulso 2
Tempo de atraso de 0...3600000 ms 10 0 Tempo de atraso de pulso
pulso 3
Tempo de atraso de 0...3600000 ms 10 0 Tempo de atraso de pulso
pulso 4
Tempo de atraso de 0...3600000 ms 10 0 Tempo de atraso de pulso
pulso 5
Tempo de atraso de 0...3600000 ms 10 0 Tempo de atraso de pulso
pulso 6
Tempo de atraso de 0...3600000 ms 10 0 Tempo de atraso de pulso
pulso 7
Tempo de atraso de 0...3600000 ms 10 0 Tempo de atraso de pulso
pulso 8

Tabela 79: Temporizador genérico TPGAPC1...4


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tempo de 0...60000 ms 1 150 Tempo de
pulso pulso mínimo

Tabela 80: Temporizador genérico, TPSGAPC1


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tempo de 0...300 s 1 0 Tempo
pulso mínimo de
pulso,
variação em
segundos

Tabela 81: Temporizador genérico, TPMGAPC1


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Tempo de 0...300 min 1 0 Tempo
pulso mínimo de
pulso,
variação em
segundos

Série 615 97
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

3.12.2.5 Dados técnicos


Tabela 82: Dados técnicos PTGAPC
Característica Valor
Precisão de tempo operacional ±1,0% do valor de ajuste ou ±20 ms

3.12.3 TOFGAPC bloco de funções de atraso de tempo de


desligamento

3.12.3.1 Bloco de função

GUID-6BFF6180-042F-4526-BB80-D53B2458F376 V1 PT

Figura 36: Bloco de função

3.12.3.2 Funcionalidade

O bloco de função de retardo de desligamento TOFGAPC pode ser utilizado, por


exemplo, para uma saída em drop-off retardada relacionada ao sinal de entrada.
TOFGAPC contém oito temporizadores independentes. Há um retardo ajustável no
temporizador. Uma vez a entrada ativada, a saída é ativada imediatamente. Quando
a entrada é eliminada, a saída continua até que o tempo definido pelo ajuste do
Tempo de retardo de desligamento tenha terminado.

t0 t1 t1+dt t2 t3 t4 t5 t5+dt

dt=Tempo de retorno
GUID-D45492E6-5FBC-420C-B1BF-B3A1F65ADF96 V1 PT

Figura 37: Operação do temporizador

98 Série 615
Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.12.3.3 Sinais
Tabela 83: Sinais de entrada TOFGAPC
Nome Tipo Padrão Descrição
IN1 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 1
IN2 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 2
IN3 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 3
IN4 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 4
IN5 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 5
IN6 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 6
IN7 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 7
IN8 BOOLEAN 0=Falso Status de entrada 8

Tabela 84: Saídas de sinal TOFGAPC


Nome Tipo Descrição
Q1 BOOLEAN Status de saída
Q2 BOOLEAN Status de saída 2
Q3 BOOLEAN Status de saída 3
Q4 BOOLEAN Status de saída 4
Q5 BOOLEAN Status de saída 5
Q6 BOOLEAN Status de saída 6
Q7 BOOLEAN Status de saída 7
Q8 BOOLEAN Status de saída 8

3.12.3.4 Configurações
Tabela 85: Ajustes de grupo não TONGAPC
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
ajuste do atraso 1 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de desligamento
desligado
ajuste do atraso 2 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de desligamento
desligado
ajuste do atraso 3 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de desligamento
desligado
ajuste do atraso 4 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de desligamento
desligado
ajuste do atraso 5 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de desligamento
desligado
ajuste do atraso 6 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de desligamento
desligado
ajuste do atraso 7 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de desligamento
desligado
ajuste do atraso 87 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de desligamento
desligado

Série 615 99
Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

3.12.3.5 Dados técnicos


Tabela 86: Dados técnicos TOFGAPC
Característica Valor
Precisão de tempo operacional ±1,0% do valor de ajuste ou ±20 ms

3.12.4 TONGAPC Bloco de funções de atraso de tempo de


ligamento

3.12.4.1 Bloco de função

GUID-B694FC27-E6AB-40FF-B1C7-A7EB608D6866 V1 PT

Figura 38: Bloco de função

3.12.4.2 Funcionalidade

O bloco de função de retardo de ligamento TONGAPC pode ser utilizado, por


exemplo, para retardar a saída relacionada ao sinal de entrada. TONGAPC contém
oito temporizadores independentes. O temporizador tem um retardo de tempo
ajustável. Uma vez que a entrada é ativada, a saída é ativada depois que o tempo
definido pelo ajuste do Tempo de retardo de ligamento tiver terminado.

t0 t0+dt t1 t2 t3 t4 t4+dt t5

dt=Tempo de retorno
GUID-B74EE764-8B2E-4FBE-8CE7-779F6B739A11 V1 PT

Figura 39: Operação do temporizador

100 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.12.4.3 Sinais
Tabela 87: Sinais de entrada TONGAPC
me Tipo Padrão Descrição
IN1 BOOLEAN 0=Falso Entrada 1
IN2 BOOLEAN 0=Falso Entrada 2
IN3 BOOLEAN 0=Falso Entrada 3
IN4 BOOLEAN 0=Falso Entrada 4
IN5 BOOLEAN 0=Falso Entrada 5
IN6 BOOLEAN 0=Falso Entrada 6
IN7 BOOLEAN 0=Falso Entrada 7
IN8 BOOLEAN 0=Falso Entrada 8

Tabela 88: Saídas de sinal TONGAPC


Nome Tipo Descrição
Q1 BOOLEAN Saída 1
Q2 BOOLEAN Saída 2
Q3 BOOLEAN Saída 3
Q4 BOOLEAN Saída 4
Q5 BOOLEAN Saída 5
Q6 BOOLEAN Saída 6
Q7 BOOLEAN Saída 7
Q8 BOOLEAN Saída 8

3.12.4.4 Configurações
Tabela 89: Ajustes de grupo não TONGAPC
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Em tempo de atraso 1 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de ligamento
Em tempo de atraso 2 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de ligamento
Em tempo de atraso 3 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de ligamento
Em tempo de atraso 4 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de ligamento
Em tempo de atraso 5 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de ligamento
Em tempo de atraso 6 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de ligamento
Em tempo de atraso 7 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de ligamento
Em tempo de atraso 8 0...3600000 ms 10 0 Tempo de retardo de ligamento

Série 615 101


Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

3.12.4.5 Dados técnicos


Tabela 90: Dados técnicos TONGAPC
Característica Valor
Precisão de tempo operacional ±1,0% do valor de ajuste ou ±20 ms

3.12.5 SRGAPC Bloco de função set-reset

3.12.5.1 Bloco de função

GUID-93136D07-FDC4-4356-95B5-54D3B2FC9B1C V1 PT

Figura 40: Bloco de função

3.12.5.2 Funcionalidade

O bloco de função SRGAPC é um simples SR flip-flop com uma memória que


pode ser ajustada ou que pode redefinir uma saída das entradas S# ou R#,
respectivamente. O SRGAPC contém oito travas flip-flop de ajuste/reajuste em que
a entrada SET possui a maior prioridade sobre a entrada RESET. O status de cada
saída Q# é retida na memória não volátil. O reset individual para cada saída Q# está
disponível em LHMI ou através de ferramenta via comunicação.

Tabela 91: Tabela verdade para SRGAPC


S# R# Q#
0 0 01)
0 1 0
1 0 1
1 1 1

1) Manter estado/sem alteração

102 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.12.5.3 Sinais
Tabela 92: Sinais de entrada SRGAPC
Nome Tipo Padrão Descrição
S1 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q1 quando programado
R1 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q1 quando programado
S2 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q2 quando programado
R2 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q2 quando programado
S3 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q3 quando programado
R3 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q3 quando programado
S4 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q4 quando programado
R4 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q4 quando programado
S5 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q5 quando programado
R5 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q5 quando programado
S6 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q6 quando programado
R6 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q6 quando programado
S7 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q7 quando programado
R7 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q7 quando programado
S8 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q8 quando programado
R8 BOOLEAN 0=Falso Redefine a saída Q8 quando programado

Tabela 93: Sinais de saídal SRGAPC


Nome Tipo Descrição
Q1 BOOLEAN Q1 status
Q2 BOOLEAN Q2 status
Q3 BOOLEAN Q3 status
Q4 BOOLEAN Q4 status
Q5 BOOLEAN Q5 status
Q6 BOOLEAN Q6 status
Q7 BOOLEAN Q7 status
Q8 BOOLEAN Q8 status

Série 615 103


Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

3.12.5.4 Configurações
Tabela 94: Nenhum ajuste de grupo SRGAPC
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Redefine Q1 0=Cancelar 0=Cancelar Redefine a saída Q1 quando programado
1=Redefine
Redefine Q2 0=Cancelar 0=Cancelar Redefine a saída Q2 quando programado
1=Redefine
Reset Q3 0=Cancelar 0=Cancelar Redefine a saída Q3 quando programado
1=Redefine
Redefine Q4 0=Cancelar 0=Cancelar Redefine a saída Q4 quando programado
1=Redefine
Redefine Q5 0=Cancelar 0=Cancelar Redefine a saída Q5 quando programado
1=Redefine
Redefine Q6 0=Cancelar 0=Cancelar Redefine a saída Q6 quando programado
1=Redefine
Redefine Q7 0=Cancelar 0=Cancelar Redefine a saída Q7 quando programado
1=Redefine
Redefine Q8 0=Cancelar 0=Cancelar Redefine a saída Q8 quando programado
1=Redefine

3.12.6 MVGAPC Bloco de funções Move

3.12.6.1 Bloco de funções

GUID-C79D9450-8CB2-49AF-B825-B702EA2CD9F5 V1 PT

Figura 41: Bloco de funções

3.12.6.2 Funcionalidade

O bloco de função de movimento MVGAPC é usado para bits lógicos de usuário.


Cada estado de entrada é diretamente copiado para o estado de saída. Isso permite a
criação de combinação de eventos de lógicas avançadas.

104 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.12.6.3 Sinais
Tabela 95: Sinais de saída MVGAPC
Nome Tipo Descrição
Q1 BOOLEAN Q1 status
Q2 BOOLEAN Q2 status
Q3 BOOLEAN Q3 status
Q4 BOOLEAN Q4 status
Q5 BOOLEAN Q5 status
Q6 BOOLEAN Q6 status
Q7 BOOLEAN Q7 status
Q8 BOOLEAN Q8 status

3.12.7 Bloco de funções de controle local/ remoto CONTROL

3.12.7.1 Bloqueio de funções

GUID-FA386432-3AEF-468D-B25E-D1C5BDA838E3 V1 PT

Figura 42: Bloqueio de funções

3.12.7.2 Funcionalidade

O controle Local/Remoto é por padrão realizado através do botão R/L no painel


frontal. O controle através da entrada binária pode ser ligado ao configurar o valor
do parâmetro LR control para "Binary input".

O estado real do controle Local/Remoto é avaliado pelo esquema de prioridade nas


entradas de bloqueio de função. Se mais de uma entrada estiver ativa, a entrada
com a maior prioridade é selecionada.

O estado atual é refletido nas saídas de função CONTROLE. Somente uma saída
está ativa por vez.

Série 615 105


Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

Tabela 96: Tabela verdade para CONTROLE


Entrada Saída
CTRL_OFF CTRL_LOC CTRL_STA 1) CTRL_REM
VERDADE qualquer qualquer qualquer OFF = VERDADE
FALSO VERDADE qualquer qualquer LOCAL =
VERDADE
FALSO FALSO VERDADE qualquer ESTAÇÃO =
VERDADE
FALSO FALSA FALSO VERDADE REMOTO =
VERDADE
FALSO FALSA FALSA FALSO OFF = VERDADE

1) Se a autoridade da estação não está em uso, a entrada CTRL_STA é interpretada como CTRL_REM.

A verificação de autoridade da estação com base na categoria originadora de


comando pode ser ligada ao configurar o valor do parâmetro Station authority para
"Station, Remote" (A validação do originador de comando é realizada somente se o
parâmetro LR control estiver configurado para "Binary input"). A verificação de
autoridade da estação não é ligada como padrão.

3.12.7.3 Sinais
Tabela 97: Sinais de entrada CONTROLE
Nome Tipo Padrão Descrição
CTRL_OFF BOOLEANO 0 Entrada de controle
OFF (DESLIGADO)
CTRL_LOC BOOLEANO 0 Entrada de controle
Local
CTRL_STA BOOLEANO 0 Entrada de controle
Estação
CTRL_REM BOOLEANO 0 Entrada de controle
Remoto

Sinais de saída
Tabela 98: Sinais de saída CONTROLE
Nome Tipo Descrição
OFF BOOLEANO Saída de controle OFF
(DESLIGADO)
LOCAL BOOLEANO Saída de controle Local
ESTAÇÃO BOOLEANO Saída de controle Estação
REMOTO BOOLEANO Saída de controle Remoto

106 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.12.7.4 Configurações
Tabela 99: Configurações de CONTROLE
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
controle LR 1 = "tecla LR" 1 = "tecla LR" Controle LR
2 = "entrada através da
binária" tecla LR ou
entrada
binária
Autoridade de 1 = "Não 1 = "Não Uso da
estação utilizado" utilizado" categoria
2 = "Estação originadora do
Remota" comando de
controle

Série 615 107


Manual Técnico
Seção 3 1MRS757783 A
Funções básicas

3.12.7.5 Dados monitorados


Tabela 100: Dados monitorados CONTROLE
Parâmetro Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Resposta de ENUM 1 = "Selecione Última resposta
comando aberto" de comando
2 = "Selecione
fechado"
3 = "Operar
aberto"
4 = "Operar
fechado"
5 = "Direcionar
aberto"
6 = "Direcionar
fechado"
7 = "Cancelar"
8 = "Posição
atingida"
9 = "Posição
intervalo"
10 = "Somente
estado de objeto"
11 = "Objeto
direto"
12 = "Objeto
selecionado"
13 = "RL local
permitido"
14 = "RL remoto
permitido"
15 = "RL desligar"
16 = "Função
desligar"
17 = "Função
bloqueada"
18 = "Progresso
de comando"
19 = "Selecionar
intervalo"
20 = "Autoridade
faltante"
21 = "Fechar não
habilitado"
22 = "Abrir não
habilitado"
23 = "Falha
interna"
24 = "Já está
fechado"
25 = "Cliente
errado"
26 = "RL estação
permitida"
27 = "RL
mudança"
Estado LR ENUM 1= Estado LR
"DESLIGADO" monitorado para
2 = "Local" PCM
3 = "Remoto"
4 = "Estação"

108 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 3
Funções básicas

3.13 Restauração dos Ajustes de Fábrica

Em caso de perda de dados de configuração ou de qualquer outro erro de arquivo


de sistema que impeça o IED de funcionar adequadamente, o sistema de arquivo
inteiro pode ser restaurado para o estado original de fábrica. Todas as
configurações padrão e arquivos de configuração armazenados na fábrica são
restauradas. Para mais informações sobre como restaurar as configurações de
fábrica, consulte o manual de operação.

Série 615 109


Manual Técnico
110
1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

Seção 4 Funções de proteção

4.1 Proteção de corrente trifásica

4.1.1 Proteção de sobrecorrente trifásica não direcional


PHxPTOC

4.1.1.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Proteção contra sobrecorrente não PHLPTOC 3I> 51P-1
direcional trifásica - Estágio baixo
Proteção contra sobrecorrente não PHHPTOC 3I>> 51P-2
direcional trifásica - Estágio baixo
Proteção contra sobrecorrente não PHIPTOC 3I>>> 50P/51P
direcional trifásica - Estágio instantâneo

4.1.1.2 Bloco de função

A070553 V1 PT

Figura 43: Bloco de função

4.1.1.3 Funcionalidade

A proteção de sobrecorrente de tempo longo trifásica DPHxPDOC é utilizada


como proteção de curto-circuito e sobrecorrente direcional monofásica, bifásica ou
trifásica para alimentadores.

A função inicia quando a corrente excede o limite estabelecido. O tempo


operacional para PHLPTOC de estágio baixo pode ser selecionado para estar tanto
emtempo definido (TD) ou tempo mínimo definido inversoe (IDMT).A fase
instantânea PHIPTOC sempre opera com a característica TD.

Série 615 111


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

No modo TD, a função opera após um tempo predefinido de operação e reseta


quando a falha de corrente desaparece. O modo IDMT fornece características de
temporizador dependente de corrente.

A função contém uma funcionalidade de bloqueio. É possível bloquear as saídas da


função, os seus temporizadores ou a própria função, se desejado.

4.1.1.4 Princípio de operação

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de proteção de sobrecorrente trifásica não-direcional pode ser descrita


utilizando-se um diagrama de módulo. Todos os módulos no diagrama são
explicados nas próximas seções.

A070552 V1 PT

Figura 44: Diagrama de módulo funcional. I_A, I_B e I_C representam


correntes de fase.

Detector de nível
As correntes de fase medidas são comparadas no sentido de fase ao ajuste do Valor
de partida. Se o valor calculado exceder o ajuste do Valor de partida, o detector de
nível irá relatar o excedente do valor para a lógica de seleção de fase. Se a entrada
ENA_MULT estiver ativa, a configuração do Valor de partida será multiplicada
pelo ajuste do Mult. do valor de ação .

O IED não aceita a configuração do Start value ou Pickup value


Mult se o produto dessas configurações exceder a faixa de
configuração do Start value .

A multiplicação do start value normalmente termina quando a função de detecção


de inrush (INRPHAR) é conectada a entrada ENA_MULT.

112 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

A070554 V1 PT

Figura 45: Start value behavior com a entrada ENA_MULT ativada

Lógica de seleção de fase


Se os critérios de falha forem cumpridos no detector de nível, a lógica de seleção
de fase irá detectar a fase (ou fases) em que a corrente mensurada for superior à
configuração. Se a informação de fase coincidir com o Num of start phases a lógica
de seleção de fase ativará o módulo do temporizador.

Temporizador
Uma vez acionado, o temporizador ativa, por sua vez, a saída START. Dependendo
do valor da configuração do Tipo de curva operacional , as características de
tempo estarão de acordo com DT ou IDMT. Quando o temporizador operacional
tiver alcançado o valor do Tempo de atraso operacional no modo DT ou o valor
máximo definido pela curva de tempo inversa, a entrada OPERATE será ativada.

Quando a curva IDMT programável pelo usuário é selecionada, as características


de tempo operacional são definidas pelos parâmetros. Parâmetro de curva A,
Parâmetro de curva B, Parâmetro de curva C, Parâmetro de curva D e Parâmetro
de curva D.

Se houver uma situação de drop-off, ou seja, uma falha desaparecer repentinamente


antes de o atraso operacional ser excedido, o estado de redefinição do temporizador
será ativado. A funcionalidade do temporizador no estado de redefinição depende
da combinação das configurações do Tipo de curva operacional, Tipo de curva de
redefinição e Tempo de atraso de redefinição . Quando as características de DT
forem selecionadas, o temporizador de redefinição será executado até que o valor

Série 615 113


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

do Tempo de atraso de redefinição seja excedido. Quando as curvas IDMT forem


selecionadas, a configuração do do Tipo de curva de redefinição poderá ser
ajustada para "Immediate", "Def time reset" ou "Inverse reset". O tipo de curva de
redefinição "Immediate" causa uma reconfiguração imediata. Com o tipo de curva
de redefinição "Def time reset", o tempo de redefinição depende da configuração
do Tempo de atraso de reajuste . Com o tipo de curva de redefinição "Inverse
reset", o tempo de reconfiguração depende da corrente durante a situação de drop-
-off. A saída START será desativada quando o temporizador de reajuste tiver passado.

A seleção de "Inverse reset" só é suportada com ANSI ou tipos


programáveis pelo usuário das curvas operacionais de IDMT. Se
outra curva operacional for selecionada, uma redefinição imediata
acontecerá durante a situação de drop-off.

A configuração do Multiplicador de tempo é utilizada para escalonar os tempos


operacionais e de reajuste de IDMT.

O parâmetro de configuração Tempo operacional mínimo define o tempo mínimo


de funcionamento para IDMT. A configuração só é aplicável quando as curvas
IDMT são utilizadas.

A configuração do Tempo operacional mínimo deverá ser utilizada


com muito cuidado, pois o tempo operacional ocorre de acordo com
a curva IDMT, mas sempre, no mínimo, o valor da configuração do
Tempo operacional mínimo . Para mais informações, veja a seção
General function block features neste manual.

O temporizador calcula o valor de duração de partida START_DUR, que indica a


razão percentual da situação de partida e o tempo de operação definido. O valor
fica disponível através da visualização de dados monitorados.

Lógica de bloqueio
Há três modos operacionais na funcionalidade de bloqueio. Os modos operacionais
são controlados pela entrada BLOCK e a configuração global "Configuração/
Sistema/Modo de bloqueio", que seleciona o modo de bloqueio. A entrada BLOCK
pode ser controlada por uma entrada binária, uma entrada de comunicação
horizontal ou um sinal interno do programa IED. A influência da ativação do sinal
BLOCK é pré-selecionada com a configuração global Blocking mode.

O ajuste Blocking mode tem três métodos de bloqueio. No modo "Freeze timers", o
temporizador operacional é bloqueado no valor que prevalece. No modo "Block
all", a função toda é bloqueada e os temporizadores são resetados. No modo "Block
OPERATE output", a função opera normalmente, mas a saída OPERATE não é
ativada.

114 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

4.1.1.5 Modos de medição

A função opera em quatro modos de medição alternativos: "RMS", "DFT", "Pico-a-


-Pico" e "P-a-P + backup". O modo de medição é selecionado com o ajuste Modo
de medição.

Tabela 101: Modos de medição suportados por estágios PHxPTOC


Modo de medição Modos de medição suportados
PHLPTOC PHHPTOC PHIPTOC
RMS x x
DFT x x
Pico-a-Pico x x
P-a-P + backup x

Para uma descrição detalhada dos modos de medição, ver a seção


Características gerais do bloco de funções neste manual.

4.1.1.6 Características do temporizador

PHxPTOC suporta tanto as características TD quanto IDMT. O usuário pode


selecionar as características do temporizador com o Tipo de curva operacional e
Tipo de curva de reset .Quando a caracteristica TD é selecionada, é apenas afetada
pela configuração de Tempo de atraso operacional e Tempo de atraso de reset.

O IED fornece 16 curvas de características IDMT, das quais sete estão em


conformidade com a norma IEEE C37.112 e seis com a norma IEC 60255-3. Duas
curvas acompanham as características especiais da práxis ABB e são conhecidas
como RI e RD. Além disso, uma curva programável pelo usuário pode ser usada se
nenhuma das curvas-padrão forem aplicáveis. O usuário pode escolher a
característica de TD ao selecionar os valores do Tipo de curva operacional "ANSI
Def. Time" ou "IEC Def. Time". A funcionalidade é idêntica em ambos os casos.

As seguintes características, que estão em conformidade com a lista nas


especificações IEC 61850-7-4, indicam as características suportadas em diferentes
etapas:

Tabela 102: As características do temporizador suportadas em diferentes etapas


Tipo de curva operacional Suportadas por
PHLPTOC PHHPTOC
(1) ANSI Extremamente x x
Inverso
(2) ANSI Muito Inverso x
(3) ANSI Normalmente x x
Inverso
(4) ANSI Moderadamente x
Inverso
Tabela continua na próxima página

Série 615 115


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

Tipo de curva operacional Suportadas por


PHLPTOC PHHPTOC
(5) ANSI Tempo definido x x
(6) Tempo Longo x
Extremamente Inverso
(7) Tempo Longo Muito x
Inverso
(8) Tempo Longo Inverso x
(9) IEC Normal Inverso x x
(10) IEC Muito inverso x x
(11) IEC Inverso x
(12) IEC Extremamente x x
Inverso
(13) IEC Espaço curto de x
tempo inverso
(14) Tempo Longo Inverso x
da IEC
(15) IEC Tempo definido x x
(17) Programável pelo x x
usuário
(18) Tipo RI x
(19) Tipo RD x

PHIPTOC suporta apenas características de tempo definido.

Para uma descrição detalhada dos temporizadores, vide a seção


Características gerais dos blocos de função deste manual.

Tabela 103: Redefinir as características do tempo suportadas por diferentes fases.


Tipo de curva de reset Suportadas por
PHLPTOC PHHPTOC Nota
(1) Imediata x x Disponível para todas
as curvas de tempo
operacionais
(2) Reset do tempo x x Disponível para todas
definido as curvas de tempo
operacionais
(3) Reset inverso x x Disponível apenas
para ANSI e curvas
programáveis do
usuário

116 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

O parâmetro Tipo de curva de reset não se aplica a PHIPTOC ou


quando a operação TD é selecionada. O reset é definido apenas pelo
Tempo de atraso de reset .

4.1.1.7 Aplicação

PHxPTOC é utilizado em diversas aplicações no sistema de energia. As aplicações


incluem, entre outras:
• Proteção de sobrecorrente e curto-circuito seletiva de alimentadores em
sistemas de distribuição e subtransmissão
• Proteção de sobrecorrente de backup e curto-circuito de geradores e
transformadores de energia
• Proteção de sobrecorrente e curto-circuito de diversos dispositivos conectados
ao sistema de energia, por exemplo, bancos de capacitador "shunt", reatores
"shunt" e motores
• Proteção de backup geral

PHxPTOC é utilizada como proteção de curto-circuito e sobrecorrente não


direcional monofásica, bifásica ou trifásica. Geralmente, proteção de sobrecorrente
é utilizada para limpar curtos circuitos bifásico e trifásico. Portanto, o usuário pode
escolher quantas fases, no mínimo, devem ter correntes acima do nível inicial para
a função operar. Quando o número de ajustes de fase inicial é estabelecido para "1
de 3", a operação de PHxPTOC é permitida com a presença de alta corrente em
uma fase.

Quando o ajuste é "2 de 3" ou "3 de 3", falhas de fase única não são
detectadas. O ajuste "3 de 3" exige que a falha esteja presente em
todas as três fases.

Muitas aplicações exigem diversos passos utilizando diferentes níveis de início e


atrasos de tempo. PHxPTOC consiste de três estágios de proteção:
• Baixo PHLPTOC
• Alto PHHPTOC
• Instantâneo PHIPTOC.

PHLPTOC é utilizado para proteção de sobrecorrente. A função contém diversos


tipos de características de atraso de tempo. PHHPTOC e PHIPTOC são utilizadas
para esclarecimento rápido de situações de alta sobrecorrente.

Proteção de sobrecorrente de transformador


O propósito da proteção de sobrecorrente de transformador é operar como principal
proteção quando a proteção diferencial não for utilizada. Também pode ser
utilizada como proteção de backup grosseira para proteção diferencial em falhas

Série 615 117


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

dentro da zona de proteção, ou seja, falhas que ocorrem em alimentadores de


entrada e saída, na região de terminais de transformador e tampa de tanque. Isso
significa que a faixa de magnitude da corrente de falha pode ser muito ampla. A
faixa varia de 6xIn a diversas centenas de vezes In, dependendo da impedância do
transformador e da impedância da fonte da rede de alimentação. Deste ponto de
vista, fica claro que a operação deve ser tanto muito rápido quanto seletiva, o que é
geralmente atingido utilizando-se ajustes de corrente grosseiros.

O propósito é também proteger o transformador de curtos circuitos que ocorrem


fora da zona de proteção, ou seja, através de falhas. A proteção de sobrecorrente de
transformador também fornece proteção para as barras do lado LV. Neste caso, a
magnitude da corrente de falha é geralmente inferior a 12xIn dependendo do local
da falha e da impedância do transformador. Consequentemente, a proteção deve
operar o mais rápido possível levando-se em consideração as exigências de
seletividade, correntes de comutação e resistência térmica e mecânica do
transformador e alimentadores de saída.

Tradicionalmente, a proteção de sobrecorrente do transformador foi organizada


conforme mostrado na Figura 46. O estágio baixo de ajuste PHLPTOC opera de
forma seletiva em relação ao tempo tanto no transformador quanto nas falhas de
barras do lado LV. O estágio alto de ajuste PHHPTOC opera instantaneamente
fazendo uso de seletividade de corrente somente em falhas de lado HV de
transformadores. Se houver uma possibilidade de que a falha de corrente também
pode ser alimentada a partir do lado LV até o lado HV, o transformador deve
também ser equipado com proteção de sobrecorrente do lado LV. Detectores de
corrente de partida são utilizados em situações de inicialização para multiplicar o
ajuste de valor start de corrente em cada IED específico, em que a corrente de
partida pode ocorrer. A proteção de sobrecorrente e falha de disjunto baseado em
contato CCBRBRF é utilizada para confirmar o esquema de proteção em caso de mal-
-funcionamento do disjuntor.

118 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

A070978 V1 PT

Figura 46: Exemplo de proteção tradicional de sobrecorrente de


transformador seletivo de tempo

Os tempos de operação da proteção de sobrecorrente principal e backup do


esquema acima se tornam muito longas, isso se aplica especialmente nas falhas de
barramento e também nas falhas de terminal LV de transformador. A fim de
melhorar o desempenho do esquema acima, uma proteção de sobrecorrente de
múltiplos estágios com bloqueio reverso é proposta. A Figura 47 mostra essa
organização.

Proteção de sobrecorrente de barramento e transformador com


princípio de bloqueio reverso
Através da implementação de um ajuste completo de estágios de proteção de
sobrecorrente e canais de bloqueio entre os estágios de proteção dos alimentadores
de entrada, elo de barramento e alimentadores de saída, é possível acelerar a
operação da proteção de sobrecorrente no barramento e falhas do lado LV de
transformador sem prejudicar a seletividade. Além disso, o grau de segurança de
proteção de barramento é aumentada, pois há atualmente uma funcionalidade de
proteção de barramento rápida, seletiva e dedicada que é baseada no princípio de
proteção de sobrecorrente bloqueável. Os estágios seletivos de tempo adicional no
transformador HV e LV proporcionam um maior grau de segurança de proteção de
backup para o transformador, barramento e também para os alimentadores de saída.

Dependendo do estágio de sobrecorrente em questão, a seletividade do esquema na


Figura 47 é baseada na corrente operacional, tempo operacional ou bloqueios entre
os estágios de sobrecorrente sucessiva. Com canais de bloqueio, o tempo de
funcionamento da proteção pode ser drasticamente reduzido se comparado com a
proteção seletiva de tempo simples. Além da proteção de barramento, este
princípio de bloqueio é aplicável para a proteção de terminais LV de transformador

Série 615 119


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

e linhas curtas. A funcionalidade e o desempenho das proteções de sobrecorrente


propostas pode ser resumida como visto na tabela.

Tabela 104: Funcionalidade proposta de transformador numérico e proteção de sobrecorrente


de barramento. TD = tempo definido, IDMT = tempo mínimo definido inverso
Estágio O/C Car. operacional Modo de Velocidade Sensibilidade
seletividade operacional
HV/3I> TD/IDMT seletivo de tempo baixo muito alto
HV/3I>> TD bloqueável/ alto/baixo alto
seletivo de tempo
HV/3I>>> TD seletivo de muito alto baixo
corrente
LV/3I> TD/IDMT seletivo de tempo baixo muito alto
LV/3I>> TD seletivo de tempo baixo alto
LV/3I>>> TD bloqueável alto alto

Em caso de abertura do disjuntor de tie de barramento, o tempo de operação da


proteção de sobrecorrente bloqueável é de aproximadamente 100 ms (tempo de
relé). Quando o disjuntor de tie estiver fechado, isto é, os fluxos de corrente de
falta para a seção em falha do barramento de duas direções, o tempo de operação
torna-se o seguinte: primeiro a unidade de relé de tie de barramento dispara o
disjuntor de tie para acima de 100 ms, o que reduz a corrente de falta à metade.
Posteriormente, a unidade do relé do alimentador de entrada da seção do
barramento com falha dispara o disjuntor em aproximadamente 250 ms (tempo do
relé), o que se torna o tempo total de liberação total de falha nesse caso.

120 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

A070980 V2 PT

Figura 47: Funcionalidade de proteção de sobrecorrente numérica para uma


subestação de subtransmissão/distribuição típica (proteção do
alimentador não mostrado). Saída de bloqueio = sinal de saída
digital desde o início de um estágio de proteção, Entrada de
bloqueio = sinal de entrada digital para bloquear a operação de um
estágio de proteção

Os tempos de funcionamento dos estágios seletivos de tempo são muito curtos,


pois as margens de classificação entre os estágios de proteção sucessivos podem
ser mantidas curtas. Isto é principalmente devido ao princípio de medição avançado
permitindo um certo grau de saturação de TC, boa precisão operacional e tempos
de retardo curto das unidades numéricas. Assim, por exemplo, uma margem de
classificação de 150 ms no modo de operação TD pode ser utilizada, desde que o
tempo de interrupção do disjuntor seja inferior a 60 ms.

A sensibilidade e a velocidade dos estágios seletivos de corrente se tornam tão boas


quanto possível devido ao fato de que a sobrecarga transitória é praticamente zero.
Além disso, os efeitos da mudança de correntes de partida nos valores de ajuste
podem ser reduzidos utilizando a lógica IED, o que reconhece a corrente de partida
de energização de transformador e bloqueia a operação ou multiplica o ajuste de
valor inicial de corrente do estágio de sobrecorrente selecionado com um ajuste
multiplicador pré-definido.

Finalmente, um trip dependente da proteção de sobrecorrente é garantido tanto por


uma seleção adequada de ajustes quanto uma capacidade adequada dos
transformadores de medição para reproduzir a corrente de falha. Isto é importante
para manter a seletividade e também para a proteção para operar sem atrasos
adicionais. Para informações adicionais sobre modos de medição disponíveis e
exigências de transformador de corrente, vide a seção Características gerais do
bloco de função neste manual.

Série 615 121


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

Proteção de sobrecorrente de alimentador de saída radial


Os requisitos básicos para a proteção de sobrecorrente de alimentador são
sensibilidade adequada e velocidade de operação tendo em conta os níveis de
corrente de falhas mínimos e máximos juntamente com a linha protegida, requisitos
de seletividade, correntes de partida e resistência térmica e mecânica das linhas a
serem protegidas.

Em muitos casos, os requisitos acima podem ser melhores cumpridos utilizando-se


unidades de sobrecorrente de múltiplos estágios. A Figura 48 mostra um exemplo
disso. Um breve estudo de coordenação foi realizado entre os alimentadores de
entrada e saída.

O esquema de proteção é implementado com proteção de sobrecorrente numérica


trifásica, em que o está de baixo ajuste PHLPTOC opera em modo IDMT e os dois
estágios mais altos PHHPTOC e PHIPTOC, no modo DT. Além disso, a resistência
térmica dos tipos de linha ao longo do alimentador e as correntes de partida
máximas esperadas dos alimentadores são mostradas. As falhas que ocorrem
próximo à estação onde os níveis de corrente de falha são os mais altos são
rapidamente liberadas pelo estágio instantâneo, a fim de minimizar os efeitos das
falhas de curto-circuito grave. A influência da corrente de partida é levada em
consideração conectando o detector de corrente de partida à entrada multiplicadora
de valor inicial do estágio instantâneo. Desta forma, o valor inicial é multiplicado
com um ajuste pré-definido durante a situação de partida e trips indevidos podem
ser evitados.

122 Série 615


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Figura 48: Funcionalidade de proteção de sobrecorrente numérica de


múltiplos estágios

O plano de coordenação é uma ferramenta eficaz para estudar o funcionamento de


características de operação seletiva de tempo. Todos os pontos mencionados
anteriormente, necessários para definir os parâmetros de proteção de sobrecorrente,
podem ser expressos, simultaneamente, em um plano de coordenação. Na Figura
49, o plano de coordenação mostra um exemplo de características de operação no
alimentador de entrada do lado LV e no alimentador de saída radial.

Série 615 123


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Figura 49: Coordenação de exemplo de proteção de sobrecorrente numérica


de múltiplos estágios

4.1.1.8 Sinais
Tabela 105: Sinais de Entrada PHLPTOC
Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio
ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitar o sinal para o multiplicador de corrente

Tabela 106: Sinais de entrada PHHPTOC


Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio
ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitar o sinal para o multiplicador de corrente

Tabela 107: Sinais de Entrada PHIPTOC


Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio
ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitar o sinal para o multiplicador de corrente

124 Série 615


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Tabela 108: Sinais de saída PHLPTOC


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

Tabela 109: Sinais de saída PHHPTOC


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

Tabela 110: Sinais de saída PHIPTOC


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

4.1.1.9 Configurações
Tabela 111: PHLPTOC Ajustes do grupo
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 0.05...5.00 xIn 0,01 0,05 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Multiplicador de tempo 0.05...15.00 0,05 1.00 Tempo do multiplicador nas curvas IEC/
ANSI IDMT
Tabela continua na próxima página

Série 615 125


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Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Tempo de atraso 40...200000 ms 10 40 Tempo de atraso operacional
operacional
Tipo de curva 1=ANSI Ext. inv. 15=IEC Def. Seleção do tipo de curva de tempo
operacional 2=ANSI Very inv. Tempo atrasado
3=ANSI Norm. inv.
4=ANSI Mod. inv.
5=ANSI Def.
Tempo
6=L.T.E. inv.
7=L.T.V. inv.
8=L.T. inv.
9=IEC Norm. inv.
10=IEC Muito inv.
11=IEC inv.
12=IEC Ext. inv.
13=IEC S.T. inv.
14=IEC L.T. inv.
15=IEC Def.
Tempo
17=Programável
18=RI type
19=RD type
Tipo de curva de reset 1=Imediata 1=Imediata Seleção do tipo de curva de redefinição
2=Reset de tempo
definido
3=Reconfiguração
inversa

Tabela 112: PHLPTOC Nenhum ajuste do grupo


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Num of start phases 1=1 de 3 1=1 de 3 Número de fases exigidas para a
2=2 de 3 ativação de disparo
3=3 de 3
Tempo operacional 20...60000 ms 1 20 Tempo mínimo de desarme para as
mínimo curvas IDMT
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de redefinição
redefinição
Modo de medição 1=RMS 2=DFT Seleciona modo de medição utilizada
2=DFT
3=Pico a pico
Parâmetro de curva A 0.0086...120.0000 28.2000 Parâmetro A para curva programável
pelo cliente
Parâmetro de curva B 0.0000...0.7120 0.1217 Parâmetro B para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva C 0.02...2.00 2,00 Parâmetro C para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.46...30.00 29.10 Parâmetro D para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.0...1.0 1.0 Parâmetro E para curva programável de
cliente

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Tabela 113: Configurações de grupo PHHPTOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 0.10...40.00 xIn 0,01 0,10 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Multiplicador de tempo 0.05...15.00 0,05 1.00 Tempo do multiplicador nas curvas IEC/
ANSI IDMT
Tempo de atraso 40...200000 ms 10 40 Tempo de atraso operacional
operacional
Tipo de curva 1=ANSI Ext. inv. 15=IEC Def. Seleção do tipo de curva de tempo
operacional 3=ANSI Norm. inv. Tempo atrasado
5=ANSI Def.
Tempo
9=IEC Norm. inv.
10=IEC Muito inv.
12=IEC Ext. inv.
15=IEC Def.
Tempo
17=Programável
Tipo de curva de reset 1=Imediata 1=Imediata Seleção do tipo de curva de redefinição
2=Reset de tempo
definido
3=Reconfiguração
inversa

Tabela 114: Nenhum ajuste de grupo PHHPTOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Num of start phases 1=1 de 3 1=1 de 3 Número de fases exigidas para a
2=2 de 3 ativação de disparo
3=3 de 3
Tempo operacional 20...60000 ms 1 20 Tempo mínimo de desarme para as
mínimo curvas IDMT
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de redefinição
redefinição
Modo de medição 1=RMS 2=DFT Seleciona modo de medição utilizada
2=DFT
3=Pico a pico
Parâmetro de curva A 0.0086...120.0000 28.2000 Parâmetro A para curva programável
pelo cliente
Parâmetro de curva B 0.0000...0.7120 0.1217 Parâmetro B para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva C 0.02...2.00 2,00 Parâmetro C para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.46...30.00 29.10 Parâmetro D para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.0...1.0 1.0 Parâmetro E para curva programável de
cliente

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Tabela 115: Configurações de grupo PHIPTOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 1.00...40.00 xIn 0,01 1.00 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Tempo de atraso 20...200000 ms 10 20 Tempo de atraso operacional
operacional

Tabela 116: Nenhuma configuração de grupo PHIPTOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Num of start phases 1=1 de 3 1=1 de 3 Número de fases exigidas para a
2=2 de 3 ativação de disparo
3=3 de 3
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de redefinição
redefinição

4.1.1.10 Dados monitorados


Tabela 117: Dados monitorados PHLPTOC
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
PHLPTOC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

Tabela 118: Dados monitorados PHHPTOC


Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
PHHPTOC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

128 Série 615


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Tabela 119: Dados monitorados PHIPTOC


Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
PHIPTOC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

4.1.1.11 Dados técnicos

Tabela 120: PHxPTOC Dados técnicos


Característica Valor
Precisão de operação Dependendo da frequência da corrente medida:
fn ±2 Hz

PHLPTOC ±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In

PHHPTOC ±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In


e (nas correntes na faixa de 0,1…10 x In)
PHIPTOC ±5,0% do valor ajustado
(nas correntes na faixa de 10…40 x In)

Tempo inicial 1)2) Mínimo Normal Máximo


PHIPTOC:
IFalta = 2 x ajuste Valor 16 ms 19 ms 23 ms
de partida
IFalta = 10 x ajuste 11 ms 12 ms 14 ms
Valor de partida
PHHPTOC and
PHLPTOC:
IFalta = 2 x ajuste Valor 22 ms 24 ms 25 ms
de partida
Tempo de reinício < 40 ms
Razão de reinício Típico 0,96
Tempo de retardamento < 30 ms
Precisão do tempo de operação no modo de ±1,0% do valor de ajuste ou ±20 ms
tempo definido
Precisão do tempo de operação no modo de ±5,0% do valor teórico ou ±20 ms 3)
tempo inverso
Supressão de harmônicos RMS: Sem supressão
DFT: -50 dB a f = n x fn, em que n = 2, 3, 4, 5,…
Pico a pico: Sem supressão
P-para-P+backup: Sem supressão

1) Modo de medição = padrão (depende do estágio), corrente antes da falta = 0.0 x In, fn = 50 Hz,
corrente de falta em uma fase com frequência nominal injetada no ângulo de fase aleatória,
resultados com base na distribuição estatística de 1000 medições
2) Inclui o atraso do contato de saída de sinalização
3) Máximo Valor de partida = 2.5 x In, Valor de partida multiplica na faixa de 1.5 a 20

Série 615 129


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4.1.1.12 Histórico de revisão técnica


Tabela 121: PHIPTOC Históroco da revisão técnica
Revisão técnica Alteração
C Valores mínimo e padrão alterado para 20 ms
para o Tempo de atraso operacional .
Valor mínimo modificado para 1.00 x In para o
ajuste do Valor de partida .

Tabela 122: PHHPTOC Histórico da revisão técnica


Revisão técnica Alteração
C Modo de medição "P-to-P + backup" recolocado
com "Peak-to-Peak"

Tabela 123: PHLPTOC Histórico da revisão técnica


Revisão técnica Alteração
B Valores mínimo e padrão alterado para 40 ms
para a definição do Tempo de atraso
operacional .

4.1.2 Proteção de sobrecorrente trifásica direcional DPHxPDOC

4.1.2.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Proteção de sobrecorrente trifásica DPHLPDOC 3I> -> 67-1
direcional - estágio baixo
Proteção de sobrecorrente trifásica DPHHPDOC 3I>> -> 67-2
direcional - estágio alto

4.1.2.2 Bloco de funções

GUID-9EB77066-518A-4CCC-B973-7EEE31FAE4F1 V3 PT

Figura 50: Bloco de funções

130 Série 615


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4.1.2.3 Funcionalidade

A proteção de sobrecorrente trifásica DPHxPDOC é utilizada como proteção de curto-


-circuito e sobrecorrente direcional monofásica, bifásica ou trifásica para
alimentadores.

O DPHxPDOC se inicia quando o valor da corrente exceder o limite estabelecido e


o critério direcional for atingido. O tempo operacional para DPHLPDOC de estágio
baixo e o DPHHPDOC de estágio alto podem ser selecionados para estarem tanto
em tempo definido (TD) ou tempo mínimo definido inverso (IDMT).

No modo TD, a função opera após um tempo predefinido de operação e reseta


quando a falha de corrente desaparece. O modo IDMT fornece características de
temporizador dependente de corrente.

A função contém uma funcionalidade de bloqueio. É possível bloquear as saídas da


função, os seus temporizadores ou a própria função, se desejado.

4.1.2.4 Princípio de funcionamento

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de proteção de sobrecorrente direcional pode ser descrita utilizando-se


um diagrama de módulo. Todos os módulos no diagrama são explicados nas
próximas seções.

GUID-C5892F3E-09D9-462E-A963-023EFC18DDE7 V3 PT

Figura 51: Diagrama de módulo funcional

Série 615 131


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Cálculo direcional
O cálculo direcional compara os fasores de corrente com o fasor de polarização. A
quantidade de polarização adequada pode ser selecionada a partir das quantidades
de polarização diferentes, que são a tensão de sequência positiva, tensão de
sequência negativa, tensão de auto-polarização (com falha) e tensões de
polarização cruzada (tensões em boas condições). O método de polarização é
definido com a configuração Pol quantity (Quantidade de polarização) .

Tabela 124: Quantidades de polarização


Quantidade de polarização Descrição
Pos. seq. volt (Ten. seq. pos.) Tensão de sequência positiva
Neg. seq. volt. (Ten. seq. neg.) Tensão de sequência negativa
Self pol (Auto pol.) Auto-polarização
Cross pol (Pol cruzada) Polarização cruzada

A operação direcional pode ser selecionada com a configuração do Modo


direcional . O usuário pode selecionar a operação "Non-directional" (Não
direcional), "Forward" (Direta) ou "Reverse" (Inversa). Ao configurar o valor de
Permitir Não Dir em "Verdadeiro", a operação não-direcional é permitida quando
as informações direcionais forem inválidas.

O ajuste Ângulo característico é usada para mudar a característica direcional. O


valor do Ângulo característico deve ser escolhido de forma que todas as falhas na
direção operacional sejam vistas na zona operacional, e todas as falhas na direção
oposta sejam vistas na zona não operacional. O valor do Ângulo característico
depende da configuração de rede.

Operação confiável requer tanto as grandezas operacionais como de polarização


para exceder certos níveis de amplitude mínimos. O nível de amplitude mínimo
para a quantidade operacional (corrente) é estabelecido com o ajuste Min operate
current. O nível de amplitude mínimo para a quantidade de polarização (tensão) é
estabelecido com o ajuste Min operate voltage. Se o nível de amplitude da
quantidade operacional ou quantidade de polarização estiver abaixo do nível
estabelecido, as informações de direção da fase correspondente são ajustadas para
"Desconhecidas".

A validade da quantidade de polarização pode permanecer válida mesmo se a


amplitude da quantidade de polarização ficar abaixo do valor do ajuste Min operate
voltage. Nesse caso, as informações direcionais são fornecidas por uma função de
memória especial por um tempo definido com o ajuste Voltage Mem time .

DPHxPDOC é fornecido com uma função de memória para garantir uma operação
IED direcional correta no caso de um curto circuito ou uma falha à terra
caracterizada por uma tensão extremamente baixa. Na perda súbita da quantidade
de polarização, a diferença de ângulo é calculada com base em uma tensão fictícia.
A tensão fictícia é calculada usando a quantidade de polarização medida antes que
a falha ocorresse, presumindo-se que a tensão não é afetada pela falha. A função de

132 Série 615


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memória permite que a função opere até três segundos, no máximo, após uma
perda total de tensão. Esse tempo pode ser estabelecido com o ajuste Voltage Mem
time . A memória de tensão não pode ser usada para a polarização de "Tensão de
sequência negativa", pois não é possível substituir a tensão de sequência positiva
por tensão de sequência negativa sem saber o nível de assimetria de rede. Essa é a
razão pela qual o ângulo de tensão fictícia e informações de direção
correspondentes serem congeladas imediatamente para esse modo de polarização,
quando a necessidade por uma memória de tensão surge, e são mantidas
congeladas até que o tempo estipulado com Voltage Mem time passe.

O valor para Min operate voltage deve ser cuidadosamente


selecionado, visto que a precisão em níveis de sinal baixos é
muitíssimo afetada pela precisão do dispositivo de medição.

Quando a tensão de ficar abaixo da Min operate voltage em uma falha próxima, a
tensão é usada para determinar o ângulo de fase. A tensão medida é aplicada
novamente assim que a tensão aumentar além da Min operate voltage e histerese. A
tensão fictícia é também descartada se a tensão medida ficar abaixo da Min operate
voltage e histerese por mais tempo do que o Voltage Mem time ou se a corrente
falha desaparecer enquanto a tensão fictícia estiver em uso. Quando a tensão
estiver abaixo da Min operate voltage e histerese e a tensão fictícia for inutilizável,
a direção da falha não pode ser determinada. A tensão fictícia pode ser inutilizável
por duas a razões:
• A tensão fictícia é descartada após Voltage Mem time
• O ângulo de fase não pode ser medido de forma confiável antes da situação de
falha.

DPHxPDOC pode ser forçado à operação não-direcional com a entrada


NON_DIR. Quando a entrada NON_DIR estiver ativa, DPHxPDOC opera como
proteção de sobrecorrente não-direcional, independentemente do ajuste Modo
direcional .

Série 615 133


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GUID-718D61B4-DAD0-4F43-8108-86F7B44E7E2D V1 PT

Figura 52: Zonas operacionais nos níveis de magnitude mínima

Detector de nível
As correntes de fase medidas são comparadas no sentido de fase ao ajuste do Valor
de partida. Se o valor calculado exceder o ajuste do Valor de partida, o detector de
nível irá relatar o excedente do valor para a lógica de seleção de fase. Se a entrada
ENA_MULT estiver ativa, a configuração do Valor de partida será multiplicada
pelo ajuste do Mult. do valor de ação .

O IED não aceita a configuração do Start value ou Pickup value


Mult se o produto dessas configurações exceder a faixa de
configuração do Start value .

A multiplicação do start value normalmente termina quando a função de detecção


de inrush (INRPHAR) é conectada a entrada ENA_MULT.

134 Série 615


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A070554 V1 PT

Figura 53: Start value behavior com a entrada ENA_MULT ativada

Lógica de seleção de fase


Se os critérios de falha forem cumpridos no detector de nível e no cálculo
direcional, a lógica de seleção de fase irá detectar a fase (ou fases) em que a
corrente mensurada for superior à configuração. Se a informação de fase
corresponder ao ajuste Num of start phases, a lógica de seleção de fase ativa o
temporizador.

Temporizador
Uma vez acionado, o temporizador ativa, por sua vez, a saída START. Dependendo
do valor da configuração do Tipo de curva operacional , as características de
tempo estarão de acordo com DT ou IDMT. Quando o temporizador operacional
tiver alcançado o valor do Tempo de atraso operacional no modo DT ou o valor
máximo definido pela curva de tempo inversa, a entrada OPERATE será ativada.

Quando a curva IDMT programável pelo usuário é selecionada, as características


de tempo operacional são definidas pelos parâmetros. Parâmetro de curva A,
Parâmetro de curva B, Parâmetro de curva C, Parâmetro de curva D e Parâmetro
de curva D.

Se houver uma situação de drop-off, ou seja, uma falha desaparecer repentinamente


antes de o atraso operacional ser excedido, o estado de redefinição do temporizador
será ativado. A funcionalidade do temporizador no estado de redefinição depende
da combinação das configurações do Tipo de curva operacional, Tipo de curva de
redefinição e Tempo de atraso de redefinição . Quando as características de DT

Série 615 135


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forem selecionadas, o temporizador de redefinição será executado até que o valor


do Tempo de atraso de redefinição seja excedido. Quando as curvas IDMT forem
selecionadas, a configuração do do Tipo de curva de redefinição poderá ser
ajustada para "Immediate", "Def time reset" ou "Inverse reset". O tipo de curva de
redefinição "Immediate" causa uma reconfiguração imediata. Com o tipo de curva
de redefinição "Def time reset", o tempo de redefinição depende da configuração
do Tempo de atraso de reajuste . Com o tipo de curva de redefinição "Inverse
reset", o tempo de reconfiguração depende da corrente durante a situação de drop-
-off. A saída START será desativada quando o temporizador de reajuste tiver passado.

A seleção de "Inverse reset" só é suportada com ANSI ou tipos


programáveis pelo usuário das curvas operacionais de IDMT. Se
outra curva operacional for selecionada, uma redefinição imediata
acontecerá durante a situação de drop-off.

A configuração do Multiplicador de tempo é utilizada para escalonar os tempos


operacionais e de reajuste de IDMT.

O parâmetro de configuração Tempo operacional mínimo define o tempo mínimo


de funcionamento para IDMT. A configuração só é aplicável quando as curvas
IDMT são utilizadas.

A configuração do Tempo operacional mínimo deverá ser utilizada


com muito cuidado, pois o tempo operacional ocorre de acordo com
a curva IDMT, mas sempre, no mínimo, o valor da configuração do
Tempo operacional mínimo . Para mais informações, veja a seção
General function block features neste manual.

O temporizador calcula o valor de duração de partida START_DUR, que indica a


razão percentual da situação de partida e o tempo de operação definido. O valor
fica disponível através da visualização de dados monitorados.

Lógica de bloqueio
Há três modos operacionais na funcionalidade de bloqueio. Os modos operacionais
são controlados pela entrada BLOCK e a configuração global "Configuração/
Sistema/Modo de bloqueio", que seleciona o modo de bloqueio. A entrada BLOCK
pode ser controlada por uma entrada binária, uma entrada de comunicação
horizontal ou um sinal interno do programa IED. A influência da ativação do sinal
BLOCK é pré-selecionada com a configuração global Blocking mode.

O ajuste Blocking mode tem três métodos de bloqueio. No modo "Freeze timers", o
temporizador operacional é bloqueado no valor que prevalece. No modo "Block
all", a função toda é bloqueada e os temporizadores são resetados. No modo "Block
OPERATE output", a função opera normalmente, mas a saída OPERATE não é
ativada.

136 Série 615


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4.1.2.5 Modos de Medição

A função opera em três modos alternativos de medição: “RMS”, “DFT” e “Pico-a-


-Pico” . O modo de medição é selecionado com o Modo de medição .

Tabela 125: Modos de medição suportados pelo estágio DPHxPDOC


Modo de medição Modos de medição suportados
DPHLPDOC DPHHPDOC
RMS x x
DFT x x
Pico-a-Pico x x

4.1.2.6 Características de sobrecorrente direcional

Os setores direto e reverso são definidos separadamente. A área de operação direta


é limitada pelo Ângulo direto mínimo and Ângulo direto máximo . A área de
operação reversa é limitada pelo Ângulo reverso mínimo and Ângulo reverso
máximo .

Os limites do setor são sempre dados como valores de grau positivo.

Na área de operação direta, a configuração Ângulo direto máximo resultam no setor


anti-horário e o Ângulo direto mínimo resulta no setor horário correspondente,
medido a partir do Ângulo característico .

Na área de operação reversa, o ajuste Ângulo reverso máximo resultam no setor anti-
-horário e o Ângulo reverso mínimo resulta no setor horário correspondente,
medido a partir dodo Ângulo característico que foi rotacionado em 180 graus.

As características do ângulo do relê (RCA) é positiva caso a corrente de operação


atrase a grandeza de polarização e negativa caso a corrente de operação adiante a
grandeza de polarização.

Série 615 137


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GUID-CD0B7D5A-1F1A-47E6-AF2A-F6F898645640 V2 PT

Figura 54: Setores de operação configuráveis

Tabela 126: Valor de direção por fase momentânea para visualização de dados monitorados
Critério para informação de direção por fase O valor para DIR_A/_B/_C
O ÂNGULO_X não está em nenhum dos setores 0 = desconhecido
definidos, ou a direção não pode ser definida
devido à amplitude muito baixa
O ÂNGULO_X está no setor direto 1 = direto
O ÂNGULO_X está no setor reverso 2 = reverso
(O ÂNGULO_X está tanto nos setor direto 3 = ambos
quanto no sentido no reverso, isto é, quando os
setores são sobrepostos)

138 Série 615


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Tabela 127: Valor de direção por fase combinada para visualização de dados monitorados
Critério para informação de direção combinada O valor para DIREÇÃO
por fase
A informação de direção (DIR_X) para todas as 0 = desconhecido
fases é desconhecida
A informação de direção (DIR_X) para pelo 1 = direto
menos uma fase é direta, sendo que nenhuma é
reversa
A informação de direção (DIR_X) para pelo 2 = reverso
menos uma fase é reversa, sendo que nenhuma
é direta
A informação de direção (DIR_X) para alguma 3 = ambos
fase é direta e para outra fase é reversa

FAULT_DIR dá a direção detectada da falha durante situações de falha, ou seja,


quando saída de INÍCIO estiver ativa.

Auto-polarização como método de polarização


Tabela 128: Equações para o cálculo da diferença de ângulo para o método de auto-polarização
Fases Corrente Tensão Diferença de ângulo
falhas de falha de
utilizada polarizaç
ão
utilizada
A IA UA ANGLE _ A = ϕ (U A ) - ϕ ( I A ) - ϕ RCA
GUID-60308BBA-07F8-4FB4-A9E8-3850325E368C V2 PT

B IB UB ANGLE _ B = ϕ (U B ) - ϕ ( I B ) - ϕ RCA
GUID-9AF57A77-F9C6-46B7-B056-AC7542EBF449 V2 PT

C IC UC ANGLE _ C = ϕ (U C ) - ϕ ( I C ) - ϕ RCA
GUID-51FEBD95-672C-440F-A678-DD01ABB2D018 V2 PT

A-B IA - IB UAB ANGLE _ A = ϕ (U AB ) - ϕ ( I A - I B ) - ϕ RCA


GUID-7DA1116D-86C0-4D7F-AA19-DCF32C530C4C V2 PT

B-C IB - IC UBC ANGLE _ B = ϕ (U BC ) - ϕ ( I B - I C ) - ϕ RCA


GUID-3E9788CA-D2FC-4FC4-8F9E-1466F3775826 V2 PT

C-A IC - IA UCA ANGLE _ C = ϕ (U CA ) - ϕ ( I C - I A ) - ϕ RCA


GUID-EFD80F78-4B26-46B6-A5A6-CCA6B7E20C6E V2 PT

Em um caso exemplo dos fasores em uma falha à terra monofásica, onde a fase em
falha é a fase A, a diferença angular entre a grandeza de polarização U A e a
grandeza operacional IA é marcado como φ. Em um método de auto-polarização,
não há necessidade de rotacionar a grandeza de polarização.

Série 615 139


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Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

GUID-C648173C-D8BB-4F37-8634-5D4DC7D366FF V1 PT

Figura 55: Falha à terra monofásica, fase A

Em um caso exemplo de uma falha de um curto circuito de duas fases onde a falha
tenha ocorrido entre as fases B e C, a diferença de ângulo é medida entre a
grandeza de polarização UBC e a grandeza de operação IB - IC no método de auto-
-polarização

GUID-65CFEC0E-0367-44FB-A116-057DD29FEB79 V1 PT

Figura 56: Curto circuito de duas fases, curto circuito entre as fases B e C

140 Série 615


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1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

Polarização cruzada como grandeza de polarização


Tabela 129: Equações para o cálculo da diferença de ângulo para polarização cruzada
Fases Corrente Tensão de Diferença de ângulo
falhas de falha polarizaçã
utilizada o utilizada
A IA UBC
ANGLE _ A = ϕ (U BC ) - ϕ ( I A ) - ϕ RCA + 90o
GUID-4F0D1491-3679-4B1F-99F7-3704BC15EF9D V3 PT

B IB UCA
ANGLE _ B = ϕ (U CA ) - ϕ ( I B ) - ϕ RCA + 90o
GUID-F5252292-E132-41A7-9F6D-C2A3958EE6AD V3 PT

C IC UAB
ANGLE _ C = ϕ (U AB ) - ϕ ( I C ) - ϕ RCA + 90o
GUID-84D97257-BAEC-4264-9D93-EC2DF853EAE1 V3 PT

A-B IA - IB UBC -
ANGLE _ A = ϕ (U BC - U CA ) - ϕ ( I A - I B ) - ϕ RCA + 90o
UCA
GUID-AFB15C3F-B9BB-47A2-80E9-796AA1165409 V2 PT

B-C IB - IC UCA -
ANGLE _ B = ϕ (U CA - U AB ) - ϕ ( I B - I C ) - ϕ RCA + 90o
UAB
GUID-C698D9CA-9139-40F2-9097-007B6B14D053 V2 PT

C-A IC - IA UAB -
ANGLE _ C = ϕ (U AB - U BC ) - ϕ ( I C - I A ) - ϕ RCA + 90o
UBC
GUID-838ECE7D-8B1C-466F-8166-E8FE16D28AAD V2 PT

A diferença de ângulo entre a grandeza de polarização UA e a grandez operacional


IA é marcado como φ em um exemplo dos fasores em uma falha monofásica à terra
onde a fase falha é a fase A. A quantidade de polarização é rotacionada em 90
graus. Assume-se que o ângulo característico seja de ~ 0 graus.

GUID-6C7D1317-89C4-44BE-A1EB-69BC75863474 V1 PT

Figura 57: Falha à terra monofásica, fase A

Série 615 141


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Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

Em um exemplo dos fasores em uma falha de um curto circuito de duas fases onde
a falha tenha ocorrido entre as fases B e C, a diferença de ângulo é medida entre a
grandeza de polarização UAB e a grandeza de operação IB - IC marcado como φ.

GUID-C2EC2EF1-8A84-4A32-818C-6D7620EA9969 V1 PT

Figura 58: Curto circuito de duas fases, curto circuito entre as fases B e C

As equações são válidas quando a direção de rotação da rede for anti-


-horário, ou seja, ABC. Caso a direção de rotação seja reversa, 180
graus serão adicionados ao cálculo de diferença de ângulo. Isto é
feito automaticamente com um parâmetro de sistema. Rotação de
fase.

142 Série 615


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Funções de proteção

Sequência de tensão negativa como grandeza de polarização


Quando a tensão negativa for usada como grandeza polarizadora, a diferença de
ângulo entre a grandeza polarizadora e operacional é calculada por meio da mesma
fórmula para todos os tipos de falha:

ANGLE _ X = ϕ (−U 2 ) − ϕ ( I 2 ) − ϕ RCA


GUID-470263DD-C1D7-4E59-B011-24D8D35BD52A V3 PT (Equação 1)

Isto significa que a grandeza polarizadora atuante é -U2.

UA
IA
UA

IA U
2
I2

UCA UAB IC
IB
IC IB
U2
I2
UC UB
UC UBC UB

A B
GUID-027DD4B9-5844-4C46-BA9C-54784F2300D3 V2 PT

Figura 59: Fasores em uma falha à terra monofásica, fases A-N, e de duas
fases em curto-circuito, fases B e C, quando a grandeza de
polarização atuante é a sequência negativa de tensão -U2

Sequência de tensão positiva como grandeza de polarização


Tabela 130: Equações para o cálculo da diferença de ângulo para método de grandeza de
polarização de sequência positiva
Fases Corrente Tensão Diferença de ângulo
falhas de falha de
utilizada polarizaçã
o utilizada
A IA U1 ANGLE _ A = ϕ (U 1 ) − ϕ ( I A ) − ϕ RCA
GUID-4C933201-2290-4AA3-97A3-670A40CC4114 V4 PT

B IB U1
ANGLE _ B = ϕ (U 1 ) − ϕ ( I B ) − ϕ RCA − 120o
GUID-648D061C-6F5F-4372-B120-0F02B42E9809 V4 PT

C IC U1
ANGLE _ C = ϕ (U 1 ) − ϕ ( I C ) − ϕ RCA + 120o
GUID-355EF014-D8D0-467E-A952-1D1602244C9F V4 PT

Tabela continua na próxima página

Série 615 143


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Funções de proteção

Fases Corrente Tensão Diferença de ângulo


falhas de falha de
utilizada polarizaçã
o utilizada
A-B IA - IB U1
ANGLE _ A = ϕ (U 1 ) − ϕ ( I A − I B ) − ϕ RCA + 30o
GUID-B07C3B0A-358E-480F-A059-CC5F3E6839B1 V3 PT

B-C IB - IC U1
ANGLE _ B = ϕ (U 1 ) − ϕ ( I B − I C ) − ϕ RCA − 90o
GUID-4597F122-99A6-46F6-A38C-81232C985BC9 V3 PT

C-A IC - IA U1
ANGLE _ C = ϕ (U 1 ) − ϕ ( I C − I A ) − ϕ RCA + 150o
GUID-9892503C-2233-4BC5-8C54-BCF005E20A08 V3 PT

UA
IA U1
U1
UA
-90°
IA
IB - Ic
-IC
IB
IB IC
IC

UC UB
UC UB

A B
GUID-1937EA60-4285-44A7-8A7D-52D7B66FC5A6 V3 PT

Figura 60: Fasores em uma falta à terra monofásica, fase A para terra, e um
curto circuito bifásico, fases B-C, são curto circuitadas quando a
grandeza de polarização é a tensão de sequência positiva U1

Direção da rotação da rede


A direção de rotação da rede é no sentido anti-horário e definida como "ABC". Se
a direção da rede for invertida, sendo sentido horário "ACB", as equações para
calcular a diferença do ângulo devem ser mudadas. A direção de rotação da rede
deve ser definida com um parâmetro de sistema Rotação de fase. A mudança na
direção da rotação da rede afeta os métodos de polarização da tensão fase-a-fase
onde a diferença de ângulo calculada deve ser defasada 180 graus. Também,
quando os componentes de sequência são usados, os quais são, os componentes de
tensão de sequência positiva ou os componentes de tensão de sequência negativa, o
cálculo dos componentes são afetados, mas o cálculo de diferença de ângulo
permanece o mesmo. Quando as tensões fase à terra são usadas como método de
polarização, a mudança na direção da rotação da rede não tem efeito no cálculo de
direção.

144 Série 615


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Funções de proteção

A direção de rotação da rede é configurada no IEC usando o


parâmetro no menu HMI: Configuração/Sistema/Rotação de fase.
O valor padrão para o parâmetro é "ABC".

GUID-BF32C1D4-ECB5-4E96-A27A-05C637D32C86 V1 PT

Figura 61: Exemplos de direção da rotação da rede

4.1.2.7 Aplicação

O DPHxPDOC é usado como proteção de curto-circuito redes de distribuição ou


sub transmissão trifásicas operando em 50 ou 60 Hz.

Em redes radiais, IEDs de sobrecorrente de fase são frequentemente suficientes


para proteção contra curto-circuitos de linhas, transformadores e outros
equipamentos. As características de temporização de corrente devem ser escolhidas
de acordo com as práticas comuns da rede. É recomendado utilizar as mesmas
características de temporização de corrente para todas as IEDs de sobrecorrente de
rede. Isto inclui proteção contra sobrecorrente de transformadores e outros
equipamentos.

A proteção contra sobrecorrente de fase pode também ser utilizada em sistemas em


anel fechado como proteção contra curto-circuito. Devido ao fato das
configurações do sistema de proteção em sistemas em anel fechado poderem ser
complicadas, é necessário um grande número de cálculos contra falhas no circuito.
Há situações em que não há possibilidade de haver seletividade por meio de um
sistema de proteção baseado em IEDs de sobrecorrente em um sistema em anel
fechado.

Em algumas aplicações, a possibilidade de se obter a seletividade poderá aumentar


significativamente caso o DPHxPDOC seja usado. Isto também pode ser feito nas
redes de anel fechadas e nas redes radiais com geração remota conectada no
sistema dando assim alimentação de corrente de falha na direção reversa. IEDs de
sobrecorrente direcional são também utilizados para que haja um esquema de

Série 615 145


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Funções de proteção

proteção seletiva, por exemplo, no caso de linhas de distribuição paralela ou


transformadores de potência alimentados pelo mesma fonte. O DPHxPDOC
também é utilizado em alimentadores de fornecimento conectados em anel entre
subestações ou alimentadores com duas fontes de alimentação.

Linhas paralelas ou transformadores


Quando as linhas estiverem conectadas em paralelo e uma falha ocorrer em uma
dessas linhas, é prático haver um DPHxPDOC para detectar a direção da falha.
Caso contrário, há um risco que a falha em uma parte do sistema de alimentação
possa desenergizar todo o sistema conectado ao lado LV.

GUID-1A2BD0AD-B217-46F4-A6B4-6FC6E6256EB3 V2 PT

Figura 62: Proteção contra sobrecorrente de linhas paralelas usando IEDs


direcionais

O DPHxPDOC pode ser usado para aplicações de transformadores em


funcionamento paralelo. Nestas aplicações, existe a possibilidade de que a corrente
de falha também possa ser alimentada a partir do lado LV para o lado HV.
Portanto, o transformador também é equipado com uma proteção de sobrecorrente
direcional.

GUID-74662396-1BAD-4AC2-ADB6-F4A8B3341860 V2 PT

Figura 63: Proteção de sobrecorrente de transformadores em paralelo

146 Série 615


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Topologia de rede em anel fechado


A topologia de rede em anel fechado é utilizada em aplicações onde a distribuição
de eletricidade para os consumidores é assegurada no momento em que ocorre a
falha da rede. A energia é alimentada ao menos em duas direções diferentes, o que
significa que a direção da corrente pode variar. A graduação de tempo entre os
estágios em nível de rede é desafiador sem atrasos desnecessários nas
configurações de tempo. Neste caso, é prático utilizar os IEDs de sobrecorrente
direcional para se conseguir um esquema de proteção seletiva. Funções de
sobrecorrente direcional podem ser utilizadas em aplicações em anel fechado. As
setas definem a direção operacional da funcionalidade direcional. As setas duplas
definem a funcionalidade não direcional onde falhas podem ser encontradas em
ambas as direções.

GUID-276A9D62-BD74-4335-8F20-EC1731B58889 V1 PT

Figura 64: Topologia de rede em anel fechado onde linhas de alimentação


são protegidas por IEDs de sobrecorrente direcional.

4.1.2.8 Sinais
Tabela 131: Sinais de entrada DPHLPDOC
Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
Tabela continua na próxima página

Série 615 147


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Funções de proteção

Nome Tipo Padrão Descrição


I2 SIGNAL 0 Corrente de sequência de fase negativa

U_A_AB SIGNAL 0 Fase para a tensão de aterramento A ou tensão


fase a fase AB
U_B_BC SIGNAL 0 Fase para a tensão de aterramento B ou tensão
fase a fase BC
U_C_CA SIGNAL 0 Fase para a tensão de aterramento C ou tensão
fase a fase CA
U1 SIGNAL 0 Voltagem de sequência de fase positiva

U2 SIGNAL 0 Voltagem de sequência de fase negativa

Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio


ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitação do sinal para o multiplicador de
corrente
NON_DIR BOOLEAN 0=Falso Force a proteção para não-direcional

Tabela 132: Sinais de entrada DPHHPDOC


Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
I2 SIGNAL 0 Corrente de sequência de fase negativa

U_A_AB SIGNAL 0 Fase para a tensão de aterramento A ou tensão


fase a fase AB
U_B_BC SIGNAL 0 Fase para a tensão de aterramento B ou tensão
fase a fase BC
U_C_CA SIGNAL 0 Fase para a tensão de aterramento C ou tensão
fase a fase CA
U1 SIGNAL 0 Voltagem de sequência de fase positiva

U2 SIGNAL 0 Voltagem de sequência de fase negativa

Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio


ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitação do sinal para o multiplicador de
corrente
NON_DIR BOOLEAN 0=Falso Force a proteção para não-direcional

Tabela 133: Sinais de saída DPHLPDOC


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

148 Série 615


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Funções de proteção

Tabela 134: Sinais de saída DPHHPDOC


Nome Tipo Descrição
INÍCIO BOOLEAN Tempo de
OPERATE BOOLEAN Operar

4.1.2.9 Configurações
Tabela 135: Configurações de grupo DPHLPDOC
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 0.05...5.00 xIn 0,01 0,05 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Multiplicador de tempo 0.05...15.00 0,05 1.00 Tempo do multiplicador nas curvas IEC/
ANSI IDMT
Tempo de atraso 40...200000 ms 10 40 Tempo de atraso operacional
operacional
Tipo de curva 1=ANSI Ext. inv. 15=IEC Def. Seleção do tipo de curva de tempo
operacional 2=ANSI Very inv. Tempo atrasado
3=ANSI Norm. inv.
4=ANSI Mod. inv.
5=ANSI Def.
Tempo
6=L.T.E. inv.
7=L.T.V. inv.
8=L.T. inv.
9=IEC Norm. inv.
10=IEC Muito inv.
11=IEC inv.
12=IEC Ext. inv.
13=IEC S.T. inv.
14=IEC L.T. inv.
15=IEC Def.
Tempo
17=Programável
18=RI type
19=RD type
Tipo de curva de reset 1=Imediata 1=Imediata Seleção do tipo de curva de redefinição
2=Reset de tempo
definido
3=Reconfiguração
inversa
Voltage Mem time 0...3000 ms 1 40 Tempo de memória de voltagem
Modo direcional 1=Não-direcional 2=Para frente Modo direcional
2=Para frente
3=Reverso
Ângulo característico -179...180 deg 1 60 Ângulo característico
Ângulo direto máximo 0...90 deg 1 80 Ângulo de fase máximo em direção
avançada
Ângulo reverso máximo 0...90 deg 1 80 Ângulo de fase máxima em direção
inversa
Tabela continua na próxima página

Série 615 149


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Funções de proteção

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Ângulo direto mínimo 0...90 deg 1 80 Ângulo de fase mínima em direção
avançada
Ângulo reverso mínimo 0...90 deg 1 80 Ângulo de fase mínima em direção
inversa
Pol quantity -2=Pos. seq. volt. 5=Cross pol Quantidade de referência para
1=Self pol determinar a direção de uma falha
4=Neg. seq. volt.
5=Cross pol

Tabela 136: DPHLPDOC Nenhum ajuste do grupo


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Num of start phases 1=1 de 3 1=1 de 3 Número de fases exigidas para a
2=2 de 3 ativação de disparo
3=3 de 3
Tempo operacional 20...60000 ms 1 20 Tempo mínimo de desarme para as
mínimo curvas IDMT
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de redefinição
redefinição
Modo de medição 1=RMS 2=DFT Seleciona modo de medição utilizada
2=DFT
3=Pico a pico
Parâmetro de curva A 0.0086...120.0000 28.2000 Parâmetro A para curva programável
pelo cliente
Parâmetro de curva B 0.0000...0.7120 0.1217 Parâmetro B para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva C 0.02...2.00 2,00 Parâmetro C para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.46...30.00 29.10 Parâmetro D para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.0...1.0 1.0 Parâmetro E para curva programável de
cliente
Permitir não dir 0=Falso 0=Falso Permissão da ativação prot como non-
1=Verdadeiro -dir quando dir info for inválido
Corrente mínima de 0.01...1.00 xIn 0,01 0,01 Corrente mínima de operação
operação
Tensão mínima de 0.01...1.00 xUn 0,01 0,01 Tensão operacional mínima
operação

150 Série 615


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Tabela 137: Configurações de grupo DPHHPDOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 0.10...40.00 xIn 0,01 0,10 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Modo direcional 1=Não-direcional 2=Para frente Modo direcional
2=Para frente
3=Reverso
Multiplicador de tempo 0.05...15.00 0,05 1.00 Tempo do multiplicador nas curvas IEC/
ANSI IDMT
Tipo de curva 1=ANSI Ext. inv. 15=IEC Def. Seleção do tipo de curva de tempo
operacional 3=ANSI Norm. inv. Tempo atrasado
5=ANSI Def.
Tempo
9=IEC Norm. inv.
10=IEC Muito inv.
12=IEC Ext. inv.
15=IEC Def.
Tempo
17=Programável
Tipo de curva de reset 1=Imediata 1=Imediata Seleção do tipo de curva de redefinição
2=Reset de tempo
definido
3=Reconfiguração
inversa
Tempo de atraso 40...200000 ms 10 40 Tempo de atraso operacional
operacional
Ângulo característico -179...180 deg 1 60 Ângulo característico
Ângulo direto máximo 0...90 deg 1 80 Ângulo de fase máximo em direção
avançada
Ângulo reverso máximo 0...90 deg 1 80 Ângulo de fase máxima em direção
inversa
Ângulo direto mínimo 0...90 deg 1 80 Ângulo de fase mínima em direção
avançada
Ângulo reverso mínimo 0...90 deg 1 80 Ângulo de fase mínima em direção
inversa
Voltage Mem time 0...3000 ms 1 40 Tempo de memória de voltagem
Pol quantity -2=Pos. seq. volt. 5=Cross pol Quantidade de referência para
1=Self pol determinar a direção de uma falha
4=Neg. seq. volt.
5=Cross pol

Tabela 138: Nenhum grupo de ajuste DPHHPDOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de reset
reinício
Tempo operacional 20...60000 ms 1 20 Tempo mínimo de operação para as
mínimo curvas IDMT
Tabela continua na próxima página

Série 615 151


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Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Permitir não dir 0=Falso 0=Falso Permissão da ativação prot como non-
1=Verdadeiro -dir quando dir info for inválido
Modo de medição 1=RMS 2=DFT Seleciona modo de medição utilizada
2=DFT
3=Pico a pico
Corrente mínima de 0.01...1.00 xIn 0,01 0,01 Corrente mínima de operação
operação
Tensão mínima de 0.01...1.00 xUn 0,01 0,01 Tensão operacional mínima
operação
Parâmetro de curva A 0.0086...120.0000 28.2000 Parâmetro A para curva programável
pelo cliente
Parâmetro de curva B 0.0000...0.7120 0.1217 Parâmetro B para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva C 0.02...2.00 2,00 Parâmetro C para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.46...30.00 29.10 Parâmetro D para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.0...1.0 1.0 Parâmetro E para curva programável de
cliente
Num of start phases 1=1 de 3 1=1 de 3 Número de fases exigidas para a
2=2 de 3 ativação de partida
3=3 de 3

4.1.2.10 Dados monitorados


Tabela 139: Dados Monitorados DPHLPDOC
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo inicial/
tempo de operação
FAULT_DIR Enum 0=desconhecido Direção de falha
1=para frente detectada
2=para trás
3=ambos
DIREÇÃO Enum 0=desconhecido Informação de direção
1=para frente
2=para trás
3=ambos
DIR_A Enum 0=desconhecido Fase de direção A
1=para frente
2=para trás
3=ambos
DIR_B Enum 0=desconhecido Fase de direção B
1=para frente
2=para trás
3=ambos
DIR_C Enum 0=desconhecido Fase de direção C
1=para frente
2=para trás
3=ambos
ANGLE_A FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo diferencial
calculado, Fase A
Tabela continua na próxima página

152 Série 615


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1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição


ANGLE_B FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo diferencial
calculado, Fase B
ANGLE_C FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo diferencial
calculado, Fase C
DPHLPDOC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

Tabela 140: Dados monitorados DPHHPDOC


Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo inicial/
tempo de operação
FAULT_DIR Enum 0=desconhecido Direção de falha
1=para frente detectada
2=para trás
3=ambos
DIREÇÃO Enum 0=desconhecido Informação de direção
1=para frente
2=para trás
3=ambos
DIR_A Enum 0=desconhecido Fase de direção A
1=para frente
2=para trás
3=ambos
DIR_B Enum 0=desconhecido Fase de direção B
1=para frente
2=para trás
3=ambos
DIR_C Enum 0=desconhecido Fase de direção C
1=para frente
2=para trás
3=ambos
ANGLE_A FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo diferencial
calculado, Fase A
ANGLE_B FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo diferencial
calculado, Fase B
ANGLE_C FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo diferencial
calculado, Fase C
DPHHPDOC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

Série 615 153


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

4.1.2.11 Dados técnicos


Tabela 141: Dados técnicos DPHxPDOC
Característica Valor
Precisão de operação Dependendo da frequência da corrente/tensão
medida: fn ±2 Hz

DPHLPDOC Corrente:
±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In
Tensão:
±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x Un
Ângulo de fase: ±2°
DPHHPDOC Corrente:
±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In
(nas correntes na faixa de 0,1…10 x In)
±5,0% do valor ajustado
(nas correntes na faixa de 10…40 x In)
Tensão:
±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x Un
Ângulo de fase: ±2°

Tempo inicial1)2) Mínimo Típico Máximo


IFalha = 2,0 x ajuste
37 ms 40 ms 42 ms
Valor inicial
Tempo de reinício < 40 ms
Taxa de reset Típico 0,96
Tempo de retardo < 35 ms
Precisão do tempo de operação no modo de ±1.0% do valor de ajuste ou ±20 ms
tempo definido
Precisão do tempo de operação no modo de ±5,0% do valor teórico ou ±20 ms 3)
tempo inverso
Supressão de harmônicos DFT: -50 dB na f = n x fn, em que n = 2, 3, 4, 5,…

1) Modo de medição e Quantidade Pol = padrão, corrente antes da falha = 0,0 x In, tensão antes da
falha = 1,0 x Un, fn = 50 Hz, falha de corrente em uma fase com frequência nominal injetada a partir
do ângulo de fase aleatório, resultados com base na distribuição estatística de 1000 medições
2) Inclui o atraso do contato de saída de sinal
3) Valor inicial máximo = 2,5 x In, O valor inicial multiplica na faixa de 1,5 a 20

4.1.2.12 Histórico de revisão técnica


Tabela 142: Histórico de revisão técnica do DPHLPDOC
Revisão técnica Alteração
B Adicionada uma nova entradaNON_DIR

Tabela 143: Histórico de revisão técnica do DPHHPDOC


Revisão técnica Alteração
B Adicionada uma nova entradaNON_DIR

154 Série 615


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1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

4.1.3 Proteção térmica trifásica para alimentadores, cabos e


transformadores de distribuição T1PTTR

4.1.3.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Proteção térmica trifásica para T1PTTR 3lth> 49F
alimentadores, cabos e
transformadores de distribuição

4.1.3.2 Bloco de função

A070691 V2 PT

Figura 65: Bloco de função

4.1.3.3 Funcionalidade

A maior utilização de sistemas de energia mais próxima aos limites térmicos gerou
a necessidade de uma função de sobrecarga térmica também para linhas de energia.

A sobrecarga térmica é em alguns casos não detectada por outras funções de


proteção, e a introdução da função de sobrecarga térmica T1PTTR permite que o
circuito protegido opere próximo aos limites térmicos.

Um alarme de nível dá um alerta para que os operadores tomem medidas antes do


trip da linha. O alerta é baseado na função de medição trifásica atual usando um
modelo térmico de primeira ordem com perda térmica com o tempo ajustável
constante. Se o aumento da temperatura continua a função irá operar com base no
modelo térmico da linha.

A reenergização da linha após a operação de sobrecarga térmica pode ser inibida


durante o tempo de resfriamento da linha que está em andamento. O resfriamento
da linha é estimado pelo modelo térmico.

4.1.3.4 Princípio de operação

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

Série 615 155


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

A operação de proteção térmica trifásica para alimentadores, cabos e


transformadores de distribuição pode ser descrita utilizando-se um diagrama de
módulo. Todos os módulos no diagrama são explicados nas próximas seções.

I_A Seletor de Estimador de START


I_B corrente
Temperatura
máxima OPERATE
I_C Contador
térmico ALARM
ENA_MULT
BLK_CLOSE
BLK_OPR
AMB_TEMP
A070747 V3 PT

Figura 66: Diagrama de módulo funcional. I_A, I_B e I_C representam


correntes de fase.

Max current selector


O seletor de corrente máxima da função verifica de forma contínua o mais alto
valor de corrente de fase TRMS medido. O seletor reporta o mais alto valor para o
estimador de temperatura.

Estimador de temperatura
O aumento de temperatura final é calculado a partir da mais alta das correntes
trifásicas de acordo com a expressão:

2
 I 
Θ final =  ⋅ Tref
 I ref 
 
A070780 V2 PT (Equação 2)

I a maior corrente de fase


Iref configurada Referência de corrente

Tref configurada Aumento de temperatura

A temperatura ambiente é adicionada à estimativa de aumento de temperatura final,


e o valor de temperatura ambiente usado no cálculo está também disponível nos
dados monitorados como TEMP_AMB. Se a estimativa de temperatura final for
maior do que a Maximum temperatureconfigurada , a saída START é ativada.

Current reference e Temperature rise são usados na estimativa de temperatura final


juntamente com a temperatura ambiente. Sugere-se configurar esses valores para a
corrente de estado estável máximo permitido para a linha ou cabo sob operação de
emergência para algumas horas por ano. Valores de corrente com as temperaturas
de condutor correspondentes são dados em manuais de cabos. Esses valores são
dados para condições como temperaturas do solo, temperatura do ar ambiente, a
forma de disposição de cabos e resistividade térmica do solo.

156 Série 615


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1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

Thermal counter
A temperatura real no ciclo de execução atual é calculado como:

 ∆t 

(
Θn = Θn −1 + Θ final − Θn −1 ) 
⋅ 1− e τ



 
A070781 V2 PT (Equação 3)

Θn temperatura atual calculada

Θn-1 temperatura calculada em etapa de tempo prévia

Θfinal temperatura final calculada com corrente atual

Δt etapa de tempo entre cálculo de temperatura real


t constante de tempo térmica para o dispositivo protegido (linha ou cabo), constante de tempo
configurada

A temperatura real do componente protegido (linha ou cabo) é calculada por meio


da adição da temperatura ambiente à temperatura calculada, conforme mostrado
abaixo. A temperatura ambiente pode receber um valor constante ou pode ser
medida. A temperatura calculada do componente pode ser monitorada na medida
em que for exportada da função como um número real.

Quando a temperatura do componente atingir o nível de alarme configurado Alarm


value, o sinal de saída ALARM está configurado. Quando a temperatura do
componente atingir o nível de desarme configurado Maximum temperature, a saída
OPERATE é ativada. O comprimento do pulso de sinal OPERATE é fixado em 100
ms

Há também um cálculo do tempo atual para operação com a corrente atual. Esse
cálculo é somente realizado se a temperatura final for calculada para estar acima da
temperatura de operação:

 Θ final − Θoperate 
toperate = −τ ⋅ ln  
 Θ final − Θn 
 
A070782 V2 PT (Equação 4)

Causada pela função de proteção de sobrecarga térmica, pode haver um bloqueio


para reconectar o circuito desarmado após operação. A saída de bloqueio
BLK_CLOSE é ativada no mesmo momento quando a saída OPERATE é ativada e
não é restabelecida até a temperatura do dispositivo tiver resfriado abaixo do valor
configurado da configuração Reclose temperature . O valor Maximum temperature
tem de ser configurado no mínimo 2 graus acima do valor configurado de Reclose
temperature.

O tempo para liberação de travamento é calculado, ou seja, o cálculo do tempo de


resfriamento para um valor configurado. O tempo calculado pode ser resetado para
seu valor inicial (a configuração Initial temperature ) via um parâmetro de controle

Série 615 157


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Funções de proteção

que está localizado abaixo do menu clear. Isso é útil durante os testes quando a
corrente injetada secundária tiver dado um nível de temperatura falsa calculada.

 Θ final −Θlockout _ release 


tlockout _ release = −τ ⋅ ln  
 Θ final − Θn 
 

A070783 V3 PT (Equação 5)

Nesse caso, a temperatura final é igual à temperatura ambiente configurada ou


medida.

Em algumas aplicações, a corrente medida pode envolver uma quantidade de linhas


paralelas. Isso é frequentemente usado para linhas de cabos nas quais um cubículo
conecta diversos cabos paralelos. Ao configurar o Current multiplier para a
quantidade de linhas paralelas (cabos), a corrente real em uma linha é usada no
algoritmo de proteção. Para ativar essa opção, a entrada ENA_MULT tem de estar
ativada.

A temperatura ambiente pode ser medida com a medição RTD. O valor de


temperatura medida é então conectado, por exemplo, da saída AI_VAL3 da função
X130 (RTD) até a entrada AMB_TEMP de T1PTTR.

A configuração Env temperature Set é usada para definir a temperatura ambiente se


o valor de medição de temperatura ambiente não estiver conectado à entrada
AMB_TEMP. A configuração Env temperature Set é também usada quando a
medição de temperatura ambiente conectada a T1PTTR é configurada em “Sem
uso” na função X130 (RTD).

O cálculo de temperatura é iniciado a partir do valor definido com o parâmetro de


configuração Initial temperature. Isso é feito no caso do IED estar ligado, a função
estar "Off" e voltar para "On" ou restabelecer por meio do menu Clear. A
temperatura é também armazenada na memória não-volátil e restaurada no caso do
IED ser reiniciado.

A constante de tempo térmica do circuito protegido é dada em minutos com a


configuração Time constant . Veja os manuais dos fabricantes de cabos para ter
mais detalhes.

4.1.3.5 Aplicação

As linhas e cabos no sistema de potência são construídos para um certo nível


máximo corrente de carga. Se a corrente exceder esse nível, as perdas serão
maiores do que o esperado. Como consequência, a temperatura dos condutores irão
aumentar. Se a temperatura das linhas e cabos atinge valores muito altos, pode
causar um risco de danos, por exemplo, das seguintes formas:

158 Série 615


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Funções de proteção

• A curvatura de linhas aéreas pode chegar a um valor inaceitável.


• Se a temperatura dos condutores, para condutores de alumínio, por exemplo,
se torna demasiado elevada, o material será destruído.
• Em cabos a isolação pode ser danificada como consequência de
sobretemperatura, e, portanto, falhas fase a fase ou fase a terra podem ocorrer.

Em situações críticas no sistema de potência, as linhas e cabos podem ser


obrigados a ser sobrecarregados por um tempo limitado. Isto deve ser feito sem
qualquer risco para os riscos acima mencionados.

A proteção de sobrecarga térmica fornece informações que faz com que a


sobrecarga temporária de cabos e linhas seja possível. A proteção de sobrecarga
térmica estima a temperatura do condutor de forma contínua. Esta estimativa é feita
usando um modelo térmico da linha/cabo, que é baseada na medição da corrente.

Se a temperatura do objeto protegido atinge um nível de alerta definido, um sinal é


dado para o operador. Isso permite que as ações no sistema de potência a serem
feito antes temperaturas perigosas sejam atingidos. Se a temperatura continuar a
aumentar para o valor da temperatura máxima permitida, a proteção inicia um trip
da linha protegida.

4.1.3.6 Sinais
Tabela 144: Sinais de entrada T1PTTR
Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitar multiplicador de corrente
BLK_OPR BOOLEAN 0=Falso Bloqueio de sinal para saídas de operação
TEMP_AMB FLOAT32 0 A temperatura ambiente utilizada no cálculo

Tabela 145: Sinais de saída T1PTTR


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Inicio
ALARME BOOLEAN Alarme térmico
BLK_Fechar BOOLEAN Indicador de sobrecarga térmica. Para bloquear a
liberação de travamento.

Série 615 159


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Funções de proteção

4.1.3.7 Configurações
Tabela 146: Configurações de gurpo T1PTTR
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Ajuste de temperatura -50...100 °C 1 40 Temperatura ambiente utilizada quando
ambiente nenhuma medição de temperatura
externa está disponível
Multiplicador de corrente 1...5 1 1 Multiplicador de corrente quando a
função é utilizada para linhas paralelas
Referência de corrente 0.05...4.00 xIn 0,01 1.00 A corrente de carga principal ao
aumento da temperatura
Temperature rise 0.0...200.0 °C 0,1 75.0 Aumento da temperatura final acima da
temperatura ambiente
Constante de tempo 60...60000 s 1 2700 Tempo constante da linha em segundos.
Temperatura máxima 20.0...200.0 °C 0,1 90,0 Nível de temperatura par ativação
Valor de alarme 20.0...150.0 °C 0,1 80.0 Nível de temperatura para arranque
(alarme)
Temperatura de 20.0...150.0 °C 0,1 70.0 Temperatura para reiniciar o bloco
restabelecimento liberado após ativação

Tabela 147: Ajuste de grupo não T1PTTR


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Temperatura inicial -50.0...100.0 °C 0,1 0,0 Aumento da temperatura acima da
temperatura ambiente no momento da
partida

4.1.3.8 Dados monitorados


Tabela 148: Dados Monitorados T1PTTR
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
TEMP FLOAT32 -100.0...9999.9 °C Temperatura calculada
do objeto protegido
TEMP_RL FLOAT32 0.00...99.99 Temperatura calculada
do objeto protegido
relativo ao nível de
operação
T_OPERAR INT32 0...60000 s Tempo estimado para
operar em segundos
T_ENA_FECHAR INT32 0...60000 s Tempo estimado para
desativar BLK_CLOSE
T1PTTR Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

160 Série 615


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4.1.3.9 Dados técnicos


Tabela 149: Dados técnicos T1PTTR
Característica Valor
Precisão de operação Dependendo da frequência da corrente medida:
fn ±2 Hz

Medição de corrente: ±1,5% do valor ajustado


ou ±0,002 x In (na correntes na faixa de 0,01…
4,00 x In)

Precisão do tempo de operação1) ±2,0% do valor teórico ou ±0,50 s

1) Sobrecarga da corrente > 1,2 x Nível da temperatura de operação

4.1.3.10 Histórico de revisão técnica


Tabela 150: Histórico de revisão técnica de T1PTTR
Revisão técnica Alteração
C Removido do parâmetro Sensor disponível .
D Acrescentou a entrada AMB_TEMP

4.1.4 Proteção de sobrecarga térmica trifásica para


transformadores de potência, duas constantes de tempo
T2PTTR

4.1.4.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Proteção de sobrecarga térmica T2PTTR 3Ith>T 49T
trifásica para transformadores de
potência, duas constantes de tempo

4.1.4.2 Bloco de função

GUID-68AADF30-9DC7-49D5-8C77-14E774C8D1AF V2 PT

Figura 67: Bloco de função

Série 615 161


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Funções de proteção

4.1.4.3 Funcionalidade

A função de proteção de sobrecarga térmica trifásica, duas constantes de tempo


T2PTTR protege o transformador principalmente de sobrecargas de tempo curto. O
transformador está protegido contra sobrecargas de tempo longo com o detector de
temperatura do óleo incluído no seu equipamento.

O alarme dá um alerta para que os operadores a tomem medidas antes do trip do


transformador. O alerta é baseado na função de medição trifásica atual usando um
modelo térmico de duas constantes ajustáveis. Se o aumento da temperatura
continua, a função T2PTTR irá operar com base no modelo térmico da linha.

Após uma operação de sobrecarga térmica, a reenergização do transformador é


inibida durante o tempo de resfriamento do transformador. O resfriamento do
transformador é estimado com um modelo térmico.

4.1.4.4 Princípio de operação

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de proteção de sobrecarga térmica trifásica, duas constantes de tempo


para transformadores de potência pode ser descrita utilizando-se um diagrama de
módulo. Todos os módulos são explicados mas próximas seções.

I_A START
Seletor de Estimador de
I_B corrente temperatura OPERATE
I_C máxima
Contador
ALARM
térmico
BLK_CLOSE
BLOCK

AMB_TEMP
GUID-FF965F1C-6039-4A01-9A4F-B378F8356279 V2 PT

Figura 68: Diagrama de módulo funcional

Seletor de corrente máxima


O seletor de corrente máxima da função verifica de forma contínua o mais alto
valor de corrente de fase TRMS medido. O seletor reporta o mais alto valor para o
contador térmico.

Estimador de temperatura
O aumento de temperatura final é calculado a partir da mais alta das correntes
trifásicas de acordo com a expressão:

162 Série 615


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Funções de proteção

2
 I 
Θ final =  ⋅ Tref
 I ref 
 
GUID-06DE6459-E94A-4FC7-8357-CA58988CEE97 V2 PT (Equação 6)

I mais alta corrente de fase medida


Iref o valor configurado do ajuste Referência de corrente

Tref o valor configurado do ajuste Aumento de temperatura (aumento de temperatura (°C) com Iref
de corrente de estado estável

O valor de temperatura ambiente é adicionado à estimativa de aumento de


temperatura final calculada. Se o valor total de temperatura for mais alto do que o
nível de temperatura de operação estabelecida, a saída START é ativada.

O ajuste Referência de corrente é uma corrente de estado estável que dá o valor de


temperatura final de estado estável Aumento de temperatura. Dá um valor de ajuste
correspondente à potência nominal do transformador.

O ajuste Aumento de temperatura é usado quando o valor do aumento de


temperatura de referência corresponder ao valor Referência de corrente . Os
valores de temperatura com correntes de carga de transformador correspondente
são normalmente dados pelos fabricantes de transformadores.

Contador térmico
T2PTTR aplica o modelo térmico de duas constantes de tempo para medição de
temperatura. O aumento de temperatura em graus Celsius (°C) é calculado a partir
da mais elevada das correntes trifásicas de acordo com a expressão:

  
2   −  
∆t
 
2   −
∆t 
I  ⋅  1 − e τ 1  + (1 − p ) ⋅  I
∆Θ =  p *   * Tref  ⋅ Tref  ⋅ 1 − e τ 2 
  I ref       I ref    
           
GUID-27A879A9-AF94-4BC3-BAA1-501189F6DE0C V2 PT (Equação 7)

ΔΘ aumento de temperatura calculado (°C) no transformador


I corrente de fase medida com o valor TRMS mais alto
Iref o valor configurado do ajuste Referência de corrente (corrente nominal do objeto protegido)
Tref o valor configurado do ajuste Aumento de temperatura (ajuste de aumento de temperatura (°C)
com a corrente de estado estável Iref)

p o valor configurado do ajuste Fator p de ponderação (fator de ponderação para a constante de


tempo curto)
Δt etapa de tempo entre cálculo da temperatura real
t1 o valor configurado do ajuste Constante de tempo curto (o aquecimento curto / constante de
tempo de resfriamento)
t2 o valor configurado do ajuste Constante de tempo longo (o aquecimento longo / constante de
tempo de resfriamento)

Série 615 163


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Funções de proteção

O aquecimento e resfriamento após a curva térmica de constante de dois tempos é


uma característica de transformadores. As constantes térmicas de tempo do
transformador protegido são dadas em segundos com os ajustes Constante de
tempo curto e Constante de tempo longo . O ajuste Constante de tempo curto
descreve o aquecimento do transformador em relação às bobinas. O ajuste
Constante de tempo longo descreve o aquecimento do transformador em relação ao
óleo. Usando o modelo de constante de dois tempos, o IED pode seguir tanto as
mudanças rápidas como as lentas na temperatura do objeto protegido.

O ajuste Fator p de ponderação é o fator de ponderação entre Constante de tempo


curto τ1 e Constante de tempo longo τ2. Quanto mais alto o valor do ajuste Fator p
de ponderação , maior é o compartilhamento da parte íngreme da curva de
aquecimento. Quando Fator p de ponderação =1, somente Constante de tempo
curto é usada. Quando Fator p de ponderação = 0, somente Constante de tempo
longo é usada.

GUID-E040FFF4-7FE3-4736-8E5F-D96DB1F1B16B V1 PT

Figura 69: Efeito do Fator p de ponderação e a diferença entre a constante


de dois tempos e modelos de constante de um tempo

A temperatura real do transformador é calculado por meio da adição da


temperatura ambiente à temperatura calculada.

Θ = ∆Θ + Θ amb
GUID-77E49346-66D2-4CAB-A764-E81D6F382E74 V2 PT (Equação 8)

Θ temperatura no transformador (°C)


ΔΘ aumento de temperatura calculado (°C) no transformador
Θamb valor configurado do ajuste Ajuste de temperatura ambiente ou temperatura ambiente medida

164 Série 615


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Funções de proteção

A temperatura ambiente pode ser medida com a medição RTD. O valor de


temperatura medida é conectado, por exemplo, da saída AI_VAL3 da função X130
(RTD) até a entrada AMB_TEMP de T2PTTR.

A configuração Ajuste de temperatura ambiente é usada para definir a temperatura


ambiente se o valor de medição de temperatura ambiente não estiver conectado à
entrada AMB_TEMP. A configuração Ajuste de temperatura ambiente é também
usada quando a medição de temperatura ambiente conectada a T2PTTR é
configurada em “Not in use” na função X130 (RTD).

O cálculo de temperatura é iniciado a partir do valor definido com os parâmetros de


configuração Temperatura inicial e Temperatura máxima . O valor inicial é uma
porcentagem da Temperatura máxima definida pela Temperatura inicial. Isso é
feito quando o IED está ligado ou a função está desligada e volta ou restabelece por
meio do menu Clear. A temperatura é armazenada em uma memória não-volátil e
restaurada se o IED for reiniciado.

O ajuste Temperatura máxima define a temperatura máxima do transformador em


graus Celsius (°C). O valor do ajuste Temperatura máxima é normalmente dado
pelos fabricantes de transformadores. O alarme real, temperaturas operacionais e de
bloqueio para T2PTTR são dadas como um valor de porcentagem do ajuste
Temperatura máxima.

Quando a temperatura do transformador atingir o nível de alarme definido com o


ajuste Temperatura de alarme , o sinal de saída ALARM é acionado. Quando a
temperatura do transformador atingir o valor de nível de trip com o ajuste
Temperatura de operação, a saída OPERATE está ativada. A saída OPERATE é
desativada quando o valor da corrente medida fica abaixo de 10% do valor
Referência de corrente ou o valor de temperatura calculado fica abaixo da
Temperatura de operação.

Há também um cálculo do tempo atual para operação com a corrente atual.


T_OPERATE é somente calculado se a temperatura final for calculada para estar
acima da temperatura de operação: O valor fica disponível através da visualização
de dados monitorados.

Após operação, em decorrência da função de proteção de sobrecarga térmica, pode


haver um bloqueio para reconectar o circuito desarmado. A saída de travamento
BLK_CLOSE é ativada quando a temperatura do dispositivo estiver acima do valor
de ajuste de temperatura de liberação de travamento Reclose temperature. O
tempo para liberação de travamento T_ENA_CLOSE também é calculado. O valor
fica disponível através da visualização de dados monitorados.

4.1.4.5 Aplicação

Os transformadores no sistema de potência são construídos para um certo nível


máximo de corrente de carga. Se a corrente exceder esse nível, as perdas serão
maiores do que o esperado. Isso resulta em um aumento da temperatura do

Série 615 165


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Funções de proteção

transformador. Se o aumento de temperatura é muito alto, o equipamento é


danificado:
• O isolamento dentro do transformador envelhece mais rápido, que por sua vez
aumenta o risco de falhas fase-fase ou de fase-terra internos.
• A formação de possíveis pontos de calor dentro do transformador degradam a
qualidade do óleo do transformador.

Durante situações críticas em sistemas de potência, ele é obrigado a sobrecarregar


os transformadores por um tempo limitado, sem quaisquer riscos. A proteção de
sobrecarga térmica fornece informações que faz com que a sobrecarga temporária
de transformadores seja possível.

O nível de carga admissível de um transformador de potência é altamente


dependente do sistema de resfriamento do transformador. Os dois principais
princípios são:
• ONAN: O ar é naturalmente distribuído aos coolers sem ventiladores, e o óleo
circula naturalmente sem bombas.
• OFAF: Os refrigeradores têm ventiladores para forçar o ar para a refrigeração
e bombas para forçar a circulação do óleo do transformador.

A proteção tem vários conjuntos de parâmetros localizados nos grupos de


configuração, por exemplo, um para um resfriamento não forçado e um para uma
situação de arrefecimento forçado. Tanto o nível de carga permissiva de estado
parado, bem como a constante de tempo térmica são influenciados pelo sistema de
resfriamento do transformador. O grupo de ajuste ativo pode ser alterado por um
parâmetro, ou através de uma entrada binária se ela é habilitada para isso. Este
recurso pode ser usado para transformadores, onde o arrefecimento forçado é
retirado de operação ou o de refrigeração extra é ligado. Os parâmetros também
podem ser mudados quando um ventilador ou bomba não funcionam.

A proteção de sobrecarga térmica continuamente estima o conteúdo de calor


interno, ou seja, a temperatura do transformador. Esta estimativa é feita usando um
modelo térmico do transformador, que é baseada na medição da corrente.

Se o conteúdo de calor do transformador protegido atinge o nível de alarme


configurado, um sinal é dado para o operador. Isso permite que a ação que precisa
ser tomada nos sistemas de alimentação antes que a temperatura atinja um valor
alto. Se a temperatura continuar a aumentar para o valor da temperatura máxima
permitida, a proteção inicia o trip do transformador.

Após o trip, o transformador precisa esfriar em um nível de temperatura na qual


possa ser tomado em serviço novamente. O T2PTTR continua a estimar o conteúdo
de calor do transformador durante este período de arrefecimento utilizando um
conjunto de constante de tempo de resfriamento. A energização do transformador
é bloqueada até que o conteúdo de calor seja reduzido ao nível definido.

166 Série 615


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1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

A curva térmica de duas constantes de tempo é típica de um transformador. As


constantes térmicas de tempo do transformador protegido são dadas em segundos
com os ajustes Constante de tempo curto e Constante de tempo longo . Se o
fabricante não especifica qualquer outro valor, a Constante de tempo longo pode
ser ajustada para 4920 s (82 minutos) para um transformador de distribuição e
7,260 s (121 minutos) para um transformador de alimentação. A correspondente
Constante de tempo curto é de um total de 306 s (5,1 minutos) e 456 s (7,6 minutos).

Se o fabricante do transformador de potência, declarou apenas um, isto é, uma


única constante, ela pode ser convertida em duas constantes de tempo. A constante
de tempo única também é usada por si só, se o p-fator Fator de ponderação p e sua
configuração é definido como zero e o valor constante de tempo é definido como o
valor da Constante de tempo longo . A imagem térmica corresponde ao modelo de
tempo de uma constante nesse caso.

Tabela 151: Tabela de conversão entre uma e duas constantes de tempo


Constante de tempo Constante de tempo Constante de tempo Fator de ponderação p
única (min) curto (min) longo (min)
10 1,1 17 0.4
15 1.6 25 0.4
20 2.1 33 0.4
25 2.6 41 0.4
30 3.1 49 0.4
35 3.6 58 0.4
40 4.1 60 0.4
45 4.8 75 0.4
50 5.1 82 0.4
55 5.6 90 0.4
60 6.1 98 0.4
65 6.7 107 0.4
70 7.2 115 0.4
75 7.8 124 0.4

O padrão Temperatura máxima configurado é de 105 ° C. Este valor é escolhido


uma vez que mesmo que o padrão IEC 60076-7 recomende 98 ° C como
temperatura máxima admissível em longo tempo de carregamento, a norma
também afirma que um transformador pode suportar a carga de emergência para
semanas ou mesmo meses, o que pode produzir o temperatura do enrolamento de
140 ° C. Portanto, 105 ° C é um valor de temperatura máxima de segurança, para
um transformador se a Temperatura máxima não dada pelo fabricante do
transformador.

Série 615 167


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Seção 4 1MRS757783 A
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4.1.4.6 Sinais
Tabela 152: Sinais de entrada T2PTTR
Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloqueio para ativação do modo de
bloqueio
TEMP_AMB FLOAT32 0 A temperatura ambiente utilizada no cálculo

Tabela 153: Sinais de saída T2PTTR


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Inicio
ALARME BOOLEAN Alarme térmico
BLK_Fechar BOOLEAN Indicador de sobrecarga térmica. Para bloquear a
liberação de travamento.

4.1.4.7 Configurações
Tabela 154: Configurações de grupo T2PTTR
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Ajuste de temperatura -50...100 °C 1 40 Temperatura ambiente utilizada quando
ambiente nenhuma medição de temperatura
externa está disponível
Referência de corrente 0.05...4.00 xIn 0,01 1.00 A corrente de carga principal ao
aumento da temperatura
Temperature rise 0.0...200.0 °C 0,1 78.0 Aumento da temperatura final acima da
temperatura ambiente
Temperatura máxima 0.0...200.0 °C 0,1 105.0 Temperatura máxima permitida para o
tranformador
Temperatura operacional 80.0...120.0 % 0,1 100.0 Temperatura de ativação, valor em
porcentagem
Temperatura de alarme 40.0...100.0 % 0,1 90,0 Temperatura de alarme, valor em
porcentagem
Temperatura de 40.0...100.0 % 0,1 60.0 Temperatura para reiniciar o bloco
restabelecimento liberado após ativação
Constante de tempo 6...60000 s 1 450 Constante de tempo curto em segundos
curto
Constante de tempo 60...60000 s 1 7200 Constante de tempo longo em segundos
longo
Fator de ponderação p 0.00...1.00 0,01 0.40 Fator de ponderação para a constante
de tempo curto

168 Série 615


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Tabela 155: Ajuste de grupo não-T2PTTR


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Temperatura inicial 0.0...100.0 % 0,1 80.0 Temperatura inicial, valor em
porcentagem

4.1.4.8 Dados monitorados


Tabela 156: Dados monitorados T2PTTR
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
TEMP FLOAT32 -100.0...9999.9 °C Temperatura calculada
do objeto protegido
TEMP_RL FLOAT32 0.00...99.99 Temperatura calculada
do objeto protegido
relativo ao nível de
operação
T_OPERAR INT32 0...60000 s Tempo estimado para
operar em segundos
T_ENA_FECHAR INT32 0...60000 s Tempo estimado para
desativar BLK_FECHAR
em segundos
T2PTTR Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

4.1.4.9 Dados técnicos


Tabela 157: T2PTTR Dados técnicos
Característica Valor
Precisão de operação Dependendo da frequência da corrente medida:
fn ±2 Hz

Medição de corrente: ±1,5% do valor ajustado


ou ±0,002 x In (na correntes na faixa de 0,01…
4,00 x In)

Precisão do tempo de operação1) ±2,0% do valor teórico ou ±0,50 s

1) Sobrecarga da corrente > 1,2 x Nível de temperatura operacional

4.1.4.10 Histórico de revisão técnica


Tabela 158: Histórico de revisão técnica de T2PTTR
Revisão técnica Alteração
B Acrescentou a entrada AMB_TEMP

Série 615 169


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4.1.5 Proteção contra bloqueio da carga do motor JAMPTOC

4.1.5.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC ANSI/IEEE C37.2
61850 60617 número do
dispositivo
Proteção contra obstrução da carga do JAMPTOC Ist> 51LR
motor

4.1.5.2 Bloco de funções

GUID-FA5FAB32-8730-4985-B228-11B92DD9E626 V2 PT

Figura 70: Bloco de funções

4.1.5.3 Funcionalidade

A proteção de motor bloqueado JAMPTOC é usada para proteger o motor em


situações de bloqueio ou de obstrução durante o funcionamento.

Quando o motor é iniciado, uma função separada é usada para a proteção inicial e
JAMPTOC é normalmente bloqueado durante o período de partida. Quando o
motor passou pela fase de partida, JAMPTOC monitora a magnitude das correntes
de fase. A função se inicia quando a corrente medida excede o nível de torque de
colapso, isto é, acima do limite estabelecido. A característica de operação é o
tempo definitivo.

A função contém uma funcionalidade de bloqueio. É possível bloquear as saídas da


função.

4.1.5.4 Princípio de operação

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de proteção de rotor bloqueado pode ser descrita utilizando-se um


diagrama de módulo. Todos os módulos no diagrama são explicados nas próximas
seções.

170 Série 615


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GUID-93025A7F-12BE-4ACD-8BD3-C144CB73F65A V2 PT

Figura 71: Diagrama de módulo funcional

Detector de nível
As correntes de fase medidas são comparadas ao ajuste Start value. Os valores de
TRMS das correntes de fase são considerados para a detecção de nível. O módulo
temporizador é ligado se ao menos duas das correntes de fase medidas excedem o
ajuste Start value.

Temporizador
Uma vez ativado, o sinal interno START é ativado. O valor fica disponível somente
através da visualização de dados monitorados. A característica de tempo é de
acordo com DT. Quando o temporizador operacional tiver alcançado o valor
Tempo de espera operacional , a saída OPERATE é ativada.

Quando o tempo tiver passado, mas a condição de motor bloqueado ainda persistir,
a saída OPERATE permanece ativa até que os valores de corrente de fase caiam
abaixo do valor de Start, isto é, enquanto a condição de bloqueio persistir. Se
existir uma situação de drop-off enquanto o tempo de operação ainda estiver
contando, o temporizador de reset é ativado. Se o tempo de drop-off exceder o
parâmetro Tempo de atraso de reset, o temporizador de reset é ativado.

O temporizador calcula o valor de duração de início START_DUR que indica a


razão percentual da situação de início e o tempo de operação definido. O valor fica
disponível através da visualização de dados monitorados.

Lógica de bloqueio
Há três modos operacionais na funcionalidade de bloqueio. Os modos operacionais
são controlados pela entrada BLOCK e a configuração global "Configuração/
Sistema/Modo de bloqueio", que seleciona o modo de bloqueio. A entrada BLOCK
pode ser controlada por uma entrada binária, uma entrada de comunicação
horizontal ou um sinal interno do programa IED. A influência da ativação do sinal
BLOCK é pré-selecionada com a configuração global Blocking mode.

O ajuste Blocking mode tem três métodos de bloqueio. No modo "Freeze timers", o
temporizador operacional é bloqueado no valor que prevalece. No modo "Block
all", a função toda é bloqueada e os temporizadores são resetados. No modo "Block
OPERATE output", a função opera normalmente, mas a saída OPERATE não é
ativada.

Série 615 171


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4.1.5.5 Aplicação

A proteção do motor bloqueado é primariamente necessária para proteger o motor


de aumento excessivo de temperatura, pois o motor utiliza grandes correntes
durante essa fase. Essa condição causa um aumento na temperatura nos
enrolamentos do estator. Devido à baixa velocidade, a temperatura também
aumenta no rotor. O aumento da temperatura do rotor é mais crítico quando o
motor para.

Os isolamentos físicos e dielétricos do sistema se deterioram com o tempo e a


deterioração é acelerada pelo aumento da temperatura. A vida do isolamento está
relacionada com o intervalo de tempo durante o qual o isolamento é mantido a uma
certa temperatura.

Um motor de indução pára quando o valor da torque de carga excede o valor de


torque de colapso, fazendo com que a velocidade diminua a zero ou a algum ponto
de operação parado muito abaixo da velocidade indicada. Isso ocorre, por exemplo,
quando a carga aplicada no eixo é repentinamente aumentada e é maior que o
torque produzido do motor devido à falhas nos rolamentos. Essa condição
desenvolve uma corrente no motor quase que igual ao valor da corrente de rotor
bloqueado.

JAMPTOC é projetada para proteger o motor em ponto morto ou em situações de


emperramento mecânico durante o funcionamento. Para fornecer uma proteção boa
e confiável para os motores em uma situação de bloqueio, os efeitos de temperatura
no motor precisam ser mantidos dentro dos limites permitidos.

4.1.5.6 Sinais
Tabela 159: JAMPTOC - Sinais de Entrada
Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloqueio para ativação do modo de
bloqueio

Tabela 160: Sinais de saída JAMPTOC


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN Operar

172 Série 615


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4.1.5.7 Configurações
Tabela 161: Ajustes de grupos não-JAMPTOC
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Valor de partida 0.10...10.00 xIn 0,01 2,50 Valor de partida
Tempo de atraso 100...120000 ms 10 2000 Tempo de atraso operacional
operacional
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 100 Tempo de atraso de reinício
reinício

4.1.5.8 Dados monitorados


Tabela 162: Dados monitorados JAMPTOC
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
INÍCIO BOOLEAN 0=Falso INÍCIO
1=Verdadeiro
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
JAMPTOC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

4.1.5.9 Dados técnicos


Tabela 163: JAMPTOC Dados técnicos
Característica Valor
Precisão de operação Dependendo da frequência da corrente medida:
fn ±2 Hz

±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In

Tempo de reset < 40 ms


Taxa de reset Típico 0,96
Tempo de retardo < 35 ms
Precisão do tempo de operação no modo de ±1,0% do valor de ajuste ou ±20 ms
tempo definido

Série 615 173


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4.1.6 Supervisão de perda de carga LOFLPTUC

4.1.6.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Perda da supervisão de carga LOFLPTUC 3I< 37

4.1.6.2 Bloqueio de funções

GUID-B7774D44-24DB-48B1-888B-D9E3EA741F23 V1 PT

Figura 72: Bloqueio de funções

4.1.6.3 Funcionalidade

A perda de supervisão de carga LOFLPTUC é usada para detectar uma perda


repentina de carga que é considerada como condição de defeito.

LOFLPTUC começa quando a corrente é menor que o limite estabelecido. Ela


opera com as características de tempo definitivo (DT), que significa que a função
opera após um tempo predefinido de operação e se reinicia quando a falha de
corrente desaparece.

A função contém uma funcionalidade de bloqueio. É possível bloquear as saídas da


função, o temporizador definitivo ou a própria função, se desejar.

4.1.6.4 Princípio de funcionamento

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de supervisão de perda de carga pode ser descrita utilizando-se um


diagrama de módulo. Todos os módulos no diagrama são explicados nas próximas
seções.

174 Série 615


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GUID-4A6308B8-47E8-498D-A268-1386EBBBEC8F V1 PT

Figura 73: Diagrama de módulo funcional

Detector de nível 1
Este módulo compara as correntes de fase (valor RMS) com a configuração Start
value high de ajuste. Se todos os valores de corrente de fase são menores do que o
valor de Start value high , a perda de condição de carga é detectada e um sinal de
ativação é enviado para o temporizador. Este sinal é desabilitado após uma ou
várias correntes de fase terem excedido o valor de ajuste Start value high do elemento.

Detector de nível 2
Este é um módulo de detecção de corrente baixa, que monitora a condição
desenergizada do motor. Ele compara as correntes de fase (valor RMS) com a
configuração Start value low . Se quaisquer um dos valores de corrente de fase for
menor do que o valor de ajuste de Start value low, um sinal é enviado para
bloquear o funcionamento do temporizador.

Temporizador
Uma vez ativado, o temporizador ativa a saída START. A característica de tempo é
de acordo com DT. Quando o temporizador operacional tiver alcançado o ajuste de
valor pelo Tempo de espera operacional, a saída OPERATE é ativada. Se a falha
desaparecer antes do funcionamento do módulo, o temporizador de redefinição é
ativado. Se o reset do temporizador alcançar o ajuste de valor pelo Tempo de
atraso de reset, o temporizador de operação se redefine e a saída START é desativada.

O temporizador calcula o valor de duração de início START_DUR que indica a


razão percentual da situação de início e o tempo de operação definido. O valor fica
disponível através da visualização de dados monitorados.

O sinal BLOCK bloqueia a operação da função toda, e o temporizador é reconfigurado.

4.1.6.5 Aplicação

Quando um motor funciona com uma carga conectada, ele usa uma corrente igual
ao valor entre o valor sem carga e a corrente nominal do motor. A corrente de
carga mínima pode ser determinada por estudar as características da carga
conectada. Quando a corrente usada pelo motor é menor que a corrente de carga
mínima, infere-se que o motor esteja desconectado da carga ou que o mecanismo
de acoplamento tem falhas. Se o motor for permitido funcionar nessa condição,

Série 615 175


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pode agravar a falha no mecanismo de acoplagem ou danificar o manuseio pessoal


da máquina. Portanto, o motor precisa ser desconectado da fonte de energia assim
que a condição acima for detectada.

LOFLPTUC detecta a condição monitorando os valores de corrente e ajuda a


desconectar o motor da fonte de energia instantaneamente ou após um atraso de
acordo com o requerimento.

Quando um motor está em ponto morto, a corrente será zero e não e recomendado
ativar o desarme durante esse período. A corrente mínima usada pelo motor quando
é conectado à fonte de energia é a corrente sem carga, isto é, a corrente de maior
valor de início. Se a corrente usada é menor que a menor corrente de valor de
início, o motor é desconectado da fonte de energia. LOFLPTUC detecta esta
condição e interpreta que o motor está sem energia, descapacitando a função para
prevenir eventos de desarme desnecessários.

4.1.6.6 Sinais
Tabela 164: Sinais de entrada LOFLPTUC
Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Bloquear todas as saídas binárias reiniciando os
temporizadores

Tabela 165: Sinais de saída LOFLPTUC


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

4.1.6.7 Configurações
Tabela 166: Ajustes de grupo LOFLPTUC
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor inicial baixo 0.01...0.50 xIn 0,01 0,10 Ajuste da corrente/valor inicial baixo
Valor inicial alto 0.01...1.00 xIn 0,01 0.50 Ajuste da corrente/valor inicial alto
Tempo de atraso 400...600000 ms 10 2000 Tempo de atraso operacional
operacional

176 Série 615


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Tabela 167: Ajustes de grupo não-LOFLPTUC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de redefinição
reinício

4.1.6.8 Dados monitorados


Tabela 168: Dados Monitorados LOFLPTUC
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
LOFLPTUC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

4.1.6.9 Dados técnicos


Tabela 169: LOFLPTUC T Dados técnicos
Característica Valor
Precisão de operação Dependendo da frequência da corrente medida:
fn ±2 Hz

±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In

Tempo inicial Típico 300 ms


Tempo de reset < 40 ms
Taxa de reset Típico 0,96
Tempo de retardo < 35 ms
Precisão do tempo de operação no modo de ±1,0% do valor de ajuste ou ±20 ms
tempo definido

4.1.7 Proteção de sobrecarga térmica para motores MPTTR

4.1.7.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Proteção de sobrecarga térmica para MPTTR 3Ith>M 49M
motores

Série 615 177


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4.1.7.2 Bloco de funções

GUID-1EEED1E9-3A6F-4EF3-BDCC-990E648E2E72 V4 PT

Figura 74: Bloco de funções

4.1.7.3 Funcionalidade

A função de proteção de sobrecarga térmica do motor MPTTR protege os motores


elétricos de superaquecimento. MPTTR modela o comportamento térmico do
motor com base na corrente de carga mensurada e desconecta o motor quando o
teor térmico atinge 100%. As condições de sobrecarga térmica são mais
frequentemente as condições anormais encontradas em aplicações de motores
industriais. As condições de sobrecarga térmica são tipicamente o resultado do
aumento anormal da corrente de funcionamento do motor, que produz um aumento
na dissipação térmica do motor e temperatura ou reduz o resfriamento. MPTTR
evita que um motor elétrico retire corrente excessiva e superaqueça, que causa
falhas no isolamento prematura dos enrolamentos, e nos piores casos, a queima dos
motores.

4.1.7.4 Princípio de operação

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de função de proteção de sobrecarga térmica do motor pode ser


descrita utilizando-se um diagrama de módulo. Todos os módulos no diagrama são
explicados nas próximas seções.

I_A Seletor
I_B de corrente
I_C máxima
Calculadora Lógica de OPERATE
I2 de nível alarme e ALARM
térmico desarme
Calculadora BLK_RESTART

AMB_TEMP FCL
interna

START_EMERG
BLOCK
GUID-1E5F2337-DA4E-4F5B-8BEB-27353A6734DC V2 PT

Figura 75: Diagrama de módulo funcional

178 Série 615


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Funções de proteção

Seletor de corrente máxima


O seletor de corrente máxima da função verifica de forma contínua o mais alto
valor de corrente de fase TRMS medido. O seletor reporta o mais alto valor para o
estimador de temperatura.

Calculadora FLC interna


Corrente de carga plena (FLC) do motor é definida pelo fabricante em uma
temperatura ambiente de 40°C. Considerações especiais são exigidas com uma
aplicação na qual a temperatura ambiente de um motor excede ou permanece
abaixo de 40°C. Um motor operando em uma temperatura mais alta, mesmo se na
carga nominal ou abaixo dela, pode sujeitar as bobinas do motor à temperatura
excessiva similar àquela resultante da operação de sobrecarga em temperatura
ambiente normal. A potência do motor tem de estar apropriadamente reduzida para
operação em tais temperaturas ambientes altas. De forma similar, quando a
temperatura ambiente for consideravelmente inferior do que a nominal 40°C, o
motor pode estar levemente sobrecarregado. Para calcular o nível térmico, é melhor
que os valores FLC sejam escalados para temperaturas diferentes. As correntes em
escala são conhecidas como FLC interna. Uma FLC interna é calculada com base
na temperatura ambiente mostrada na tabela. O ajuste Modo de temperatura
ambiente define se os cálculos do nível térmico são baseados em FLC ou FLC interna.

Quando o valor do ajuste Modo de temperatura ambiente for ajustado no modo


"FLC Somente", nenhuma FLC interna é calculada. Em vez disso, a FLC dada na
planilha de dados do fabricante é usada. Quando o valor do ajuste Modo de
temperatura ambiente for ajustado no modo "Temp Amb Configurada", a FLC
interna é calculada com base na temperatura ambiente tida como uma entrada por
meio da configuração Ajuste de temperatura ambiente . Quando o ajuste Modo de
temperatura ambiente estiver no modo "Uso de entrada", a FLC interna é calculada
baseada nos dados de temperatura disponíveis por meio dos detectores de
temperatura de resistência (RTDs) usando a entrada AMB_TEMP.

O Ajuste de temperatura ambiente é usado:


• Se o valor de medição de temperatura ambiente não estiver conectado à
entrada AMB_TEMP em ACT.
• Quando a medição de temperatura ambiente conectada a MPTTR é
configurada em “Sem uso” na função RTD.
• No caso de erros ou funcionamento defeituoso na saída RTD

Série 615 179


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Tabela 170: Modificação de FLC interna


Temperatura ambiente Tamb FLC interna
<20°C FLC x 1,09
20 até <40°C FLC x (1,18 - Tamb x 0,09/20)

40°C FLC
>40 até 65°C FLC x (1 –[(Tamb -40)/100])

>65°C FLC x 0,75

A temperatura ambiente é usada para calcular o nível térmico e está disponível por
meio da visualização dos dados monitorados da saída TEMP_AMB. A ativação da
entrada BLOCK não afeta a saída TEMP_AMB.

Calculadora de nível térmico


O aquecimento do motor é determinado pelo valor ao quadrado da corrente de
carga. Entretanto, no caso de correntes de fase desequilibradas, a corrente de
sequência negativa também causa aquecimento adicional. Isso é levado em
consideração por meio do ajuste Fator de sequência negativa .

A carga térmica é calculada com base em diferentes situações ou operações, e


também depende do nível de corrente de fase. As equações usadas para os cálculos
de aquecimento são:

 I  2  I2  
2

θB =   + K2 × 
 k × I r  
  × 1− e
k × Ir  
−t /τ
(
× p% )
 
GUID-526B455A-67DD-46E7-813D-A64EC619F6D7 V2 PT (Equação 9)

 I  2  I2  
2

θA =   + K2 × 
 k × I r  
  × 1− e
k × Ir  
−t /τ
(
× 100% )
 
GUID-9C893D3E-7CAF-4EA6-B92D-C914288D7CFC V2 PT (Equação 10)

I Valor TRMS do máximo medido das correntes de fase


Ir corrente nominal estabelecida Corrente nominal, FLC ou FLC interna

I2 corrente de sequência negativa medida

k valor configurado do Fator de sobrecarga


K2 valor configurado do Fator de sequência negativa

p valor configurado do Fator de ponderação


t constante de tempo

A equação θB é usada quando os valores de todas as correntes de fase estiverem


abaixo do limite de sobrecarga, ou seja, k x Ir. A equação θA é usada quando o
valor de qualquer uma das correntes de fase exceder o limite de sobrecarga.

180 Série 615


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1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

Durante a condição de sobrecarga, a calculadora de nível térmico calcula o valor de


θB no segundo plano, e, quando a sobrecarga finalizar, o nível térmico é gerado de
forma linear a partir de θA até θB com uma velocidade de 1,66% por segundo. Para
o motor em paralisação, quando a corrente está abaixo do valor de 0,12 x Ir, o
resfriamento é expresso da seguinte forma:
−t
θ = θ02 ×e τ
GUID-2C640EA9-DF69-42A9-A6A8-3CD20AEC76BD V2 PT (Equação 11)

θ02 nível térmico inicial quando o resfriamento começa

GUID-A19F9DF2-2F04-401F-AE7A-6CE55F88EB1D V2 PT

Figura 76: Comportamento térmico

O fator de sobrecarga exigido e fator de efeito de aquecimento de corrente de


sequência negativa são configurados pelos valores dos ajustes Fator de sobrecarga
e Fator de seq negativa .

Para calcular com precisão a condição térmica do motor, diferentes constantes de


tempo são usadas nas equações acima. Essas constantes de tempo são empregadas
com base em diferentes condições de funcionamento do motor, como, por exemplo,
partida, normal ou parada, e são configuradas através dos ajustes Início de
constante de tempo, Constante de tempo normal e Parada de constante de tempo .
Somente uma constante de tempo é válida a cada vez.

Série 615 181


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Tabela 171: Constante de tempo e os valores de corrente de fase respectivos


Constante de tempo (tau) em uso Corrente de fase
Início de constante de tempo Qualquer corrente cujo valor esteja acima de 2,5
x Ir

Constante de tempo normal Qualquer corrente cujo valor esteja acima de


0,12 x Ir e que todas as correntes estejam
abaixo de 2,5 x Ir

Parada de constante de tempo Todas as correntes cujos valores estiverem


abaixo de 0,12 x Ir

O ajuste Fator p de ponderação determina a relação do aumento térmico das duas


curvas θA e θB.

O nível térmico na energização do IED é definido pelo ajuste Val térmica inicial .

O cálculo de temperatura é iniciado a partir do valor definido no ajuste Val térmica


inicial . Isso é feito se o IED estiver ligado ou a função estiver desligada e voltar ou
se restabelecer por meio do menu Clear.

A temperatura calculada do objeto protegido referente ao nível de operação, a saída


TEMP_RL, está disponível por meio da visualização de dados monitorados. A
ativação da entrada BLOCK não afeta a temperatura calculada.

O nível térmico no começo da condição de partida de um motor e no final da


condição da partida está disponível por meio da visualização de dados monitorados
nas saídas THERMLEV_ST e THERMLEV_END respectivamente. A ativação da
entrada BLOCK não tem nenhum efeito nessas saídas.

Lógica de alarme e trip


O módulo gera sinais de alarme, inibição de religamento e trip.

Quando o nível térmico excede o valor estabelecido no parâmetro Alarm thermal


value , a saída ALARM é ativada. Às vezes, a condição se origina quando se torna
necessário inibir o religamento de um motor, por exemplo, no caso de alguma
condição extrema de partida como um longo tempo de inicialização. Se o nível
térmico exceder o valor estabelecido no parâmetro Restart thermal val , a saída
BLK_RESTART é ativada. O tempo para a próxima partida do motor esta
disponível através da visualização dos dados monitorados na saída
T_ENARESTART. A saída T_ENARESTART estima o tempo para a desativação
BLK_RESTART considerando o motor como se estivesse parado.

Quando o sinal de partida de emergência START_EMERG é ajustado alto, o nível


térmico é ajustado para um valor abaixo do nível térmico de inibição de reinício.
Isso permite ao menos uma partida do motor, mesmo que o nível térmico tenha
excedido o nível de inibição de re-energização.

182 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

Quando o nível térmico atinge 100%, a saída OPERATE é ativada. A saída


OPERATE é desativada quando o valor da corrente medida cai abaixo de 12% da
Rated current ou se o nível térmico cai abaixo de 100%.

A ativação da entrada BLOCK bloqueia as saídas ALARM, BLK_RESTART e


OPERATE.

Série 615 183


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

Tau [s]

3840

1920

960

640

480

320

160

80

GUID-F3D1E6D3-86E9-4C0A-BD43-350003A07292 V1 PT

Figura 77: Curvas de trip quando não há carga prévia e p=20...100 %. Fator
de sobrecarga = 1,05.

184 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

Tau [s]

3840

1920

80 160 320 480 640 960

GUID-44A67C51-E35D-4335-BDBD-5CD0D3F41EF1 V1 PT

Figura 78: Curvas de trip em carga prévia 1 x FLC e p=100 %, Fator de


sobrecarga = 1,05.

Série 615 185


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Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

Tau [s]

3840

1920

960

640

480

320

80 160

GUID-5CB18A7C-54FC-4836-9049-0CE926F35ADF V1 PT

Figura 79: Curvas de trip em carga prévia 1 x FLC e p=50 %. Fator de


sobrecarga = 1,05.

186 Série 615


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Funções de proteção

4.1.7.5 Aplicação

MPTTR é projetado para limitar o nível térmico do motor para valores pré-
-determinados durante condições anormais de operação do motor . Isso evita que
haja uma falha prematura no isolamento do motor.

As condições anormais resultam em superaquecimento e incluem sobrecarga,


paradas, falha ao iniciar, alta temperatura ambiente, ventilação restrita do motor,
velocidade de operação reduzida, inicialização frequente ou emperramento,
frequência ou tensão de linha alta ou baixa, falha mecânica da carga dirigida,
instalação inadequada e desequilibrio na tensão de linha ou fase única. A proteção
de falha de isolamento pela implantação de sensores de corrente não pode detectar
algumas dessas condições, tais como ventilação restrita. De maneira semelhante, a
proteção pela detecção de temperatura sozinha pode ser inadequada em casos como
inicialização frequente ou emperramento. A proteção de sobrecarga térmica
endereça essas deficiências em boa parte ao implantar um modelo térmico de motor
com base na corrente de carga.

A carga térmica é calculada usando o valor true RMS da corrente de fase e o valor
de sequência negativa. O aquecimento do motor é determinado pelo valor ao
quadrado da corrente de carga. Entretanto, ao calcular o nível térmico, a corrente
aplicada deve ser recalculada, dependendo do valor da temperatura ambiente. Além
da corrente, a taxa na qual o motor se aquece ou resfria é governada pela constante
de tempo do motor.

Estabelecendo o fator de ponderação


Há duas curvas térmicas: uma que caracteriza as sobrecargas de curto e longo
prazo e que também é usada para desarmar e outra que é usada para monitorar a
condição térmica do motor. O valor do ajuste Fator de ponderação p determina a
proporção do aumento térmico das duas curvas.

Quando o Fator de ponderação p está em 100%, uma unidade térmica constante de


tempo única e pura é produzida e é usada para a aplicação com os cabos. Como
apresentado na Figura 80, a curva quente com o valor do Fator de ponderação p
estando em 100% somente permite um tempo de operação que é cerca de 10%
daquela sem nenhuma carga anterior. Por exemplo, quando a constante de tempo
configurado é de 640 segundos, o tempo de operação com a carga de 1 x FLC
(Corrente de Plena Carga) e fator de sobrecarga de 1,05 é somente 2 segundos,
mesmo se o motor pudesse resistir por no mínimo 5 a 6 segundos. Para permitir o
uso da capacidade total do motor, um valor menor do Fator de ponderação p deve
ser usado.

Normalmente, um valor aproximado de metade da capacidade térmica é usado


quando o motor está funcionando a plena carga. Assim, ao configurar o Fator de
ponderação p a 50 porcento, o IED notifica o uso da capacidade térmica de 45 a
50% em carga total.

Para motores de partida direta com tendências a pontos quentes, o valor do Fator
de ponderação p é tipicamente configurado em 50%, que irá adequadamente

Série 615 187


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

diferenciar entre estresse térmico de curto prazo e histórico térmico de longo prazo.
Após um período curto de estresse térmico, por exemplo a partida de um motor, o
nível térmico começa a diminuir muito rapidamente, simulando o nivelamento dos
pontos quentes. Consequentemente, a probabilidade de partidas sucessivas
permitidas aumenta.

Ao proteger os objetos sem tendências de pontos quentes, por exemplo motores


com partida a soft starter, e cabos, o valor do Fator de ponderação p é estipulado
em 100%. Com o valor do Fator de ponderação p estipulado em 100%, o nível
térmico diminui lentamente após uma condição de carga pesada. Isso faz com que a
proteção seja adequada para aplicações onde nenhum ponto quente é esperado.
Somente em casos especiais onde a proteção de sobrecarga térmica é obrigada a
seguir as características do objeto a ser protegido mais atentamente e a capacidade
térmica do objeto é muito bem conhecida, um valor entre 50 e 100% é necessário.

Para aplicações de motor onde, por exemplo, duas partidas a quente são permitidos
ao invés de três partidas frias, o valor do parâmetro Fator de ponderação p a 40%
foi provado como sendo útil. Configurar o valor do Fator de ponderação p
significativamente abaixo de 50% deve ser feito com cuidado, pois há a
possibilidade de sobrecarregar o objeto protegido conforme a unidade térmica
possa permitir muitas partidas a quente, ou o histórico térmico do motor não tenha
sido levado suficientemente em consideração.

188 Série 615


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Funções de proteção

Carga
negativa

GUID-B6F9E655-4FFC-4B06-841A-68DADE785BF2 V1 PT

Figura 80: A influência do Fator de ponderação p na carga prévia 1xFLC,


constante de tempo = 640 seg, e Fator de sobrecarga = 1.05

Série 615 189


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Funções de proteção

Configurar o fator de sobrecarga


O valor do Fator de sobrecarga define a maior carga contínua permitida. O valor
recomendado é 1,05.

Configurar o fator de sequência negativa


Durante a condição de desequilibrio, a simetria das correntes de estatores é
perturbada e uma corrente de componente de sequência negativa contra-rotacional
é configurada. Uma corrente de estator aumentada causa aquecimento adicional no
estator e um aquecimento excessivo da corrente de componente de sequência
negativa no rotor. Também, problemas mecânicos como a vibração do rotor podem
ocorrer.

A causa mais comum de distúrbio para motores trifásicos é a perda de fase


resultante de um fusível, conector ou condutor aberto. Muitas vezes, problemas
mecânicos podem ser mais graves que os efeitos de aquecimento, e portanto, uma
proteção de desequilíbrio separada é usada.

Desequilíbrios em outras cargas conectadas na mesma barra também podem afetar


o motor. Um desequilíbrio de tensão tipicamente produz de 5 a 7 vezes um maior
desequilíbrio de corrente. Como a proteção de sobrecarga térmica é baseada no
maior valor True RMS da corrente de fase, o aquecimento adicional no
enrolamento do estator é automaticamente considerado. Para modelagem térmica
mais precisa, o parâmetro de Fator de sequência negativa é usado para considerar
o efeito de aquecimento do rotor.
RR 2
Fator de seq negativa =
RR1
GUID-EA5AD510-A3CA-47FB-91F0-75D7272B654E V1 PT (Equação 12)

RR2 resistência de sequência negativa de rotor

RR1 resistência de sequência positiva de rotor

Uma estimativa conservadora para a configuração pode ser calculada:


175
Fator de seq negativa = 2
I LR
GUID-13CE37C5-295F-41D4-8159-400FA377C84C V1 PT

ILR corrente de rotor bloqueado (múltiplo da Corrente avaliada). O mesmo que a corrente de partida
no início da partida do motor.

Por exemplo, se a corrente nominal de um motor é 230 A, a corrente de partida é


5,7 x In,

190 Série 615


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Funções de proteção

175
Fator de seq negativa = = 5.4
5.7 2
GUID-DF682702-E6B1-4814-8B2E-31C28F3A03DF V1 PT

Configurar o nível de re-partida térmica


O nível bloqueio de re-partida pode ser calculado a seguir:

GUID-5B3B714D-8C58-4C5D-910D-A23852BC8B15 V1 PT (Equação 13)

Por exemplo, o tempo de partida do motor é de 11 segundos, corrente de partida 6


x corrente nominal e Início de constante de tempo é configurado para 800
segundos. Usando a curva de desarme sem nenhuma carga prévia, o tempo de
operação a 6 x a corrente nominal é de 25 segundos, uma partida de motor usa
11/25 ≈ 45% da capacidade térmica do motor. Portanto, o nível de desabilitação de
re-partida deve ser configurado abaixo de 100% - 45% = 55%, por exemplo a 50%
(100% - (45% + margem), onde a margem é de 5%).

Configurar o nível de alarme térmico


O desarmamento devido a uma grande sobrecarga é evitado reduzindo a carga do
motor em um alarme anterior.

O valor do Valor do alarme térmico é configurado a um nível que permita o uso da


capacidade térmica total do motor sem causar um desarmamento devido a um
grande tempo de sobrecarga. Geralmente, o nível de alarme prévio é configurado
em um valor de 80 a 90% do nível de desarme.

4.1.7.6 Sinais
Tabela 172: Sinais de entrada MPTTR
Nome Tipo Padrão Descrição
I_A SIGNAL 0 Corrente de fase A
I_B SINAL 0 Corrente de fase B
I_C SINAL 0 Corrente de fase C
I2 SIGNAL 0 Corrente de sequência negativa

Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloqueio para ativação do modo de


bloqueio
Início_EMERG BOOLEAN 0=Falso Sinal que indica a necessidade de início
emergencial
TEMP_AMB FLOAT32 0 A temperatura ambiente utilizada no cálculo

Série 615 191


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Funções de proteção

Tabela 173: Sinais de saída MPTTR


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN Operar
ALARME BOOLEAN Alarme térmico
BLK_RESTART BOOLEAN Indicação de sobrecarga térmica para inibição da
reiniciação

4.1.7.7 Configurações
Tabela 174: Configurações de grupo MPTTR
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Fator de sobrecarga 1.00...1.20 0,01 1,05 Fator de sobrecarga (k)
Valor do alarme térmico 50.0...100.0 % 0,1 95,0 Nível térmico acima da função ativa um
alarme
Reinicie o valor térmico 20.0...80.0 % 0,1 40,0 Nível térmico acima da função inibe o
reinício do motor
Fator de sequência 0.0...10.0 0,1 0,0 Fator de efeito de aquecimento para
negativa corrente de sequência negativa
Fator de ponderação p 20.0...100.0 % 0,1 50,0 Fator de ponderação (p)
Constante de tempo 80...4000 s 1 320 Monitore o tempo constante durante a
normal operação normal do motor
Constante de tempo de 80...4000 s 1 320 Monitore o tempo constante durante o
partida início do motor
Constante de tempo de 80...8000 s 1 500 Monitore o tempo constante durante a
parada inatividade do motor
Modo de temperatura 1=Somente FLC 1=Somente FLC Modo de medição da temperatura
ambiente 2=Use entrada ambiente
3=Ajuste da
temperatura
ambiente
Ajuste de temperatura -20.0...70.0 °C 0,1 40,0 Temperatura ambiente utilizada quando
ambiente nenhuma medição de temperatura
externa está disponível

Tabela 175: Ajuste de grupo não MPTTR


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Corrente nominal 0.30...2.00 xIn 0,01 1.00 Corrente avaliada (FLC) do motor
Val térmica inicial 0.0...100.0 % 0,1 74.0 Nível térmico inicial do motor

192 Série 615


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4.1.7.8 Dados monitorados


Tabela 176: Dados monitorados MPTTR
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
TEMP_RL FLOAT32 0.00...9.99 Temperatura calculada
do objeto protegido
relativo ao nível de
operação
THERMLEV_ST FLOAT32 0.00...9.99 Nível térmico no início
da partida do motor
THERMLEV_END FLOAT32 0.00...9.99 Nível térmico no fim da
partida do motor
T_ENARESTART INT32 0...99999 s Tempo estimado para
reiniciar o bloqueio
MPTTR Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado
Therm-Lev FLOAT32 0.00...9.99 Nível térmico do objeto
protegido (1,00 é o nível
de operação)

4.1.7.9 Dados técnicos


Tabela 177: MPTTR dados técnicos
Característica Valor
Precisão de operação Dependendo da frequência da corrente medida:
fn ±2 Hz

Medição de corrente: ±1,5% do valor ajustado


ou ±0,002 x In (na correntes na faixa de 0,01…
4,00 x In)

Precisão do tempo de operação1) ±2,0% do valor teórico ou ±0,50 s

1) Sobrecarga da corrente> 1.2 x Nível de temperatura da operação

4.1.7.10 Histórico de revisão técnica


Tabela 178: Histórico de revisão técnica de MPTTR
Revisão técnica Alteração
B Inseriu uma nova entrada AMB_TEMP.
Inseriu uma nova seleção para o parâmetro
Modo de temperatura ambiente "Use input".

Série 615 193


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4.2 Proteção de falha à terra

4.2.1 Proteção de falha à terra não direcional EFxPTOC

4.2.1.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Proteção de falha à terra não EFLPTOC Io> 51N-1
direcional - estágio baixo
Proteção de falha à terra não EFHPTOC Io>> 51N-2
direcional - estágio alto
Proteção de falha à terra não EFIPTOC Io>>> 50N/51N
direcional - estágio instantâneo

4.2.1.2 Bloco de funções

EFLPTOC EFHPTOC EFIPTOC


Io OPERATE Io OPERATE Io OPERATE
BLOCK START BLOCK START BLOCK START
ENA_MULT ENA_MULT ENA_MULT

A070432 V2 PT

Figura 81: Bloco de funções

4.2.1.3 Funcionalidade

A função de falha à terra EFxPTOC é usado como falha à terra não direcional para
alimentadores.

A função se inicia e opera quando a corrente residual excede o limite. O tempo


operacional para EFLPTOC de estágio baixo e o EFHPTOC de estágio alto podem
ser selecionados para estarem tanto em tempo definido (TD) ou tempo mínimo
definido inverso (IDMT). A fase instantânea do EFIPTOC sempre opera com a
característica TD.

No modo DT, a função opera após um tempo pré-definido de operação e é


reajustada quando a falha de corrente desaparece. O modo IDMT fornece
características de temporizador dependente de corrente.

A função contém uma funcionalidade de bloqueio. É possível bloquear as saídas da


função, os seus temporizadores ou a própria função, se desejado.

4.2.1.4 Princípio de operação

194 Série 615


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Funções de proteção

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de proteção de sobrecorrente residual não-direcional fases pode ser


descrita utilizando-se um diagrama de módulo. Todos os módulos no diagrama são
explicados nas próximas seções.

Detector Temporizador

de
nível

Lógica de
bloqueio

A070437 V3 PT

Figura 82: Diagrama de módulo funcional. Io representa a corrente residual.

Detector de nível
A grandeza de operação pode ser selecionada com o ajuste Io signal Sel. As opções
selecionáveis são "Measured Io" e "Calculated Io". A grandeza de operação é
comparada ao ajuste Valor inicial. Se o valor medido exceder o ajuste do Valor
inicial, o detector de nível envia um sinal de ativação para o módulo temporizador.
Se a entrada ENA_MULT estiver ativa, a configuração do Valor de partida será
multiplicada pelo ajuste do Mult. do valor de ação .

O IED não aceita a configuração do Start value ou Pickup value


Mult se o produto dessas configurações exceder a faixa de
configuração do Start value .

A multiplicação do start value normalmente termina quando a função de detecção


de inrush (INRPHAR) é conectada a entrada ENA_MULT.

Temporizador
Uma vez acionado, o temporizador ativa, por sua vez, a saída START. Dependendo
do valor da configuração do Tipo de curva operacional , as características de
tempo estarão de acordo com DT ou IDMT. Quando o temporizador operacional
tiver alcançado o valor do Tempo de atraso operacional no modo DT ou o valor
máximo definido pela curva de tempo inversa, a entrada OPERATE será ativada.

Quando a curva IDMT programável pelo usuário é selecionada, as características


de tempo operacional são definidas pelos parâmetros. Parâmetro de curva A,
Parâmetro de curva B, Parâmetro de curva C, Parâmetro de curva D e Parâmetro
de curva D.

Se houver uma situação de drop-off, ou seja, uma falha desaparecer repentinamente


antes de o atraso operacional ser excedido, o estado de redefinição do temporizador
será ativado. A funcionalidade do temporizador no estado de redefinição depende

Série 615 195


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Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

da combinação das configurações do Tipo de curva operacional, Tipo de curva de


redefinição e Tempo de atraso de redefinição . Quando as características de DT
forem selecionadas, o temporizador de redefinição será executado até que o valor
do Tempo de atraso de redefinição seja excedido. Quando as curvas IDMT forem
selecionadas, a configuração do do Tipo de curva de redefinição poderá ser
ajustada para "Immediate", "Def time reset" ou "Inverse reset". O tipo de curva de
redefinição "Immediate" causa uma reconfiguração imediata. Com o tipo de curva
de redefinição "Def time reset", o tempo de redefinição depende da configuração
do Tempo de atraso de reajuste . Com o tipo de curva de redefinição "Inverse
reset", o tempo de reconfiguração depende da corrente durante a situação de drop-
-off. A saída START será desativada quando o temporizador de reajuste tiver passado.

A seleção de "Inverse reset" só é suportada com ANSI ou tipos


programáveis pelo usuário das curvas operacionais de IDMT. Se
outra curva operacional for selecionada, uma redefinição imediata
acontecerá durante a situação de drop-off.

A configuração do Multiplicador de tempo é utilizada para escalonar os tempos


operacionais e de reajuste de IDMT.

O parâmetro de configuração Tempo operacional mínimo define o tempo mínimo


de funcionamento para IDMT. A configuração só é aplicável quando as curvas
IDMT são utilizadas.

A configuração do Tempo operacional mínimo deverá ser utilizada


com muito cuidado, pois o tempo operacional ocorre de acordo com
a curva IDMT, mas sempre, no mínimo, o valor da configuração do
Tempo operacional mínimo . Para mais informações, veja a seção
General function block features neste manual.

O temporizador calcula o valor de duração de partida START_DUR, que indica a


razão percentual da situação de partida e o tempo de operação definido. O valor
fica disponível através da visualização de dados monitorados.

Lógica de bloqueio
Há três modos operacionais na funcionalidade de bloqueio. Os modos operacionais
são controlados pela entrada BLOCK e a configuração global "Configuração/
Sistema/Modo de bloqueio", que seleciona o modo de bloqueio. A entrada BLOCK
pode ser controlada por uma entrada binária, uma entrada de comunicação
horizontal ou um sinal interno do programa IED. A influência da ativação do sinal
BLOCK é pré-selecionada com a configuração global Blocking mode.

O ajuste Blocking mode tem três métodos de bloqueio. No modo "Freeze timers", o
temporizador operacional é bloqueado no valor que prevalece. No modo "Block
all", a função toda é bloqueada e os temporizadores são resetados. No modo "Block
OPERATE output", a função opera normalmente, mas a saída OPERATE não é
ativada.

196 Série 615


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4.2.1.5 Modos de medição

A função opera em três modos de medição alternativos: "RMS", "DFT" e "Pico-a-


-Pico". O modo de medição é selecionado com a configuração do Modo de
medição .

Tabela 179: Modos de medição suportados pelos estágios EFxPTOC


Modo de medição Modos de medição suportados
EFLPTOC EFHPTOC EFIPTOC
RMS x x
DFT x x
Pico-a-Pico x x x

Para uma descrição detalhada dos modos de medição, ver a seção


Características gerais do bloco de funções neste manual.

4.2.1.6 Características do temporizador

EFxPTOC suporta caracteristicas TD e IDMT. O usuário pode selecionar as


características do temporizador com o Tipo de curva operacional e Tipo de curva
de reset . Quando a caracteristica TD é selecionada, é apenas afetada pela
configuração de Tempo de atraso operacional e Reset do atraso de tempo.

O IED fornece 16 curvas características IDMT, das quais sete estão em


conformidade com a norma IEEE C37.112 e seis com a norma IEC 60255-3. Duas
curvas acompanham as características especiais da práxis ABB e são conhecidas
como RI e RD. Além disso, uma curva programável pelo usuário pode ser usada se
nenhuma das curvas-padrão forem aplicáveis. O usuário pode escolher a
característica de TD ao selecionar os valores do Tipo de curva operacional "ANSI
Def. Time" ou "IEC Def. Time". A funcionalidade é idêntica em ambos os casos.

As seguintes características, que estão em conformidade com a lista nas


especificações IEC 61850-7-4, indicam as características suportadas em diferentes
etapas:

Tabela 180: As características do temporizador suportadas em diferentes etapas


Tipo de curva operacional Suportadas por
EFLPTOC EFHPTOC
(1) ANSI Extremamente x x
Inverso
(2) ANSI Muito Inverso x
(3) ANSI Normalmente x x
Inverso
(4) ANSI Moderadamente x
Inverso
(5) ANSI Tempo definido x x
Tabela continua na próxima página

Série 615 197


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Funções de proteção

Tipo de curva operacional Suportadas por


EFLPTOC EFHPTOC
(6) Tempo Longo x
Extremamente Inverso
(7) Tempo Longo Muito x
Inverso
(8) Tempo Longo Inverso x
(9) IEC Normal Inverso x x
(10) IEC Muito inverso x x
(11) IEC Inverso x
(12) IEC Extremamente x x
Inverso
(13) IEC Tempo curto inverso x
(14) IEC Tempo Longo x
Inverso
(15) IEC Tempo definido x x
(17) Curva programável do x x
usuário
(18) Tipo RI x
(19) Tipo RD x

EFIPTOC suporta apenas caracteristica de tempo definido.

Para uma descrição detalhada dos temporizadores, vide a seção


Características gerais dos blocos de função deste manual.

Tabela 181: Redefinir as características do tempo suportadas por diferentes fases.


Tipo de curva de reset Suportadas por
EFLPTOC EFHPTOC Nota
(1) Imediata x x Disponível para todas
as curvas de tempo
operacionais
(2) Reset do tempo x x Disponível para todas
definido as curvas de tempo
operacionais
(3) Reset inverso x x Disponível apenas
para ANSI e curvas
programáveis do
usuário

198 Série 615


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Funções de proteção

O parâmetro Tipo de curva de reset não se aplica a EFIPTOC ou


quando a operação TD é selecionada. O reset é definido apenas pelo
Tempo de atraso de reset .

4.2.1.7 Aplicação

EFxPTOC é projetado para proteção e neutralização de falhas à terra nas redes de


distribuição e sub-transmissão, onde o ponto de neutro é isolado ou aterrado
através de uma bobina de ressonância ou por meio de baixa resistência. Também se
aplica a redes solidamente aterradas e proteção contra falha à terra de diferentes
equipamentos ligados aos sistemas de energia, tais como banco de capacitores ou
reatores shunt e para a proteção de backup contra falha à terra de transformadores
de potência.

Muitas aplicações exigem diversos passos utilizando diferentes níveis de início e


atrasos de tempo. PHxPTOC51P/50P consiste de três estágios de proteção:
• Baixo (EFLPTOC)
• Alto (EFHPTOC)
• Instantâneo (EFIPTOC).

EFLPTOC contém diversos tipos de características de atraso de tempo. EFHPTOC


e EFIPTOC são utilizados para rápida depuração de sérias falhas à terra.

4.2.1.8 Sinais
Tabela 182: Sinais de entrada EFLPTOC
Nome Tipo Padrão Descrição de modo
Io SIGNAL 0 Corrente residual
Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio
ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitar o sinal para o multiplicador de corrente

Tabela 183: Sinais de Entrada EFHPTOC


Nome Tipo Padrão Descrição de modo
Io SIGNAL 0 Corrente residual
Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio
ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitar o sinal para o multiplicador de corrente

Tabela 184: Sinais de Entrada EFIPTOC


Nome Tipo Padrão Descrição de modo
Io SIGNAL 0 Corrente residual
Bloqueio BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio
ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitar o sinal para o multiplicador de corrente

Série 615 199


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Tabela 185: Sinais de saída EFLPTOC


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

Tabela 186: Sinais de saída EFHPTOC


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

Tabela 187: Sinais de saída EFIPTOC


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

4.2.1.9 Configurações
Tabela 188: Configurações de grupo EFLPTOC
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 0.010...5.000 xIn 0.005 0,010 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Multiplicador de tempo 0.05...15.00 0,05 1.00 Tempo do multiplicador nas curvas IEC/
ANSI IDMT
Tabela continua na próxima página

200 Série 615


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Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Tempo de atraso 40...200000 ms 10 40 Tempo de atraso operacional
operacional
Tipo de curva 1=ANSI Ext. inv. 15=IEC Def. Seleção do tipo de curva de tempo
operacional 2=ANSI Very inv. Tempo atrasado
3=ANSI Norm. inv.
4=ANSI Mod. inv.
5=ANSI Def.
Tempo
6=L.T.E. inv.
7=L.T.V. inv.
8=L.T. inv.
9=IEC Norm. inv.
10=IEC Muito inv.
11=IEC inv.
12=IEC Ext. inv.
13=IEC S.T. inv.
14=IEC L.T. inv.
15=IEC Def.
Tempo
17=Programável
18=RI type
19=RD type
Tipo de curva de reset 1=Imediata 1=Imediata Seleção do tipo de curva de redefinição
2=Reset de tempo
definido
3=Reconfiguração
inversa

Tabela 189: Nenhum ajuste de grupo EFLPTOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Tempo operacional 20...60000 ms 1 20 Tempo mínimo de desarme para as
mínimo curvas IDMT
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de redefinição
redefinição
Modo de medição 1=RMS 2=DFT Seleciona modo de medição utilizada
2=DFT
3=Pico a pico
Parâmetro de curva A 0.0086...120.0000 28.2000 Parâmetro A para curva programável
pelo cliente
Parâmetro de curva B 0.0000...0.7120 0.1217 Parâmetro B para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva C 0.02...2.00 2,00 Parâmetro C para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.46...30.00 29.10 Parâmetro D para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.0...1.0 1.0 Parâmetro E para curva programável de
cliente
Seleção do sinal Io 1= Io medido 1= Io medido Seleção para sinal Io utilizado
2= Io calculado

Série 615 201


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Tabela 190: Configuração de Grupo EFHPTOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 0.10...40.00 xIn 0,01 0,10 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Multiplicador de tempo 0.05...15.00 0,05 1.00 Tempo do multiplicador nas curvas IEC/
ANSI IDMT
Tempo de atraso 40...200000 ms 10 40 Tempo de atraso operacional
operacional
Tipo de curva 1=ANSI Ext. inv. 15=IEC Def. Seleção do tipo de curva de tempo
operacional 3=ANSI Norm. inv. Tempo atrasado
5=ANSI Def.
Tempo
9=IEC Norm. inv.
10=IEC Muito inv.
12=IEC Ext. inv.
15=IEC Def.
Tempo
17=Programável
Tipo de curva de reset 1=Imediata 1=Imediata Seleção do tipo de curva de redefinição
2=Reset de tempo
definido
3=Reconfiguração
inversa

Tabela 191: Nenhum ajuste de grupo EFHPTOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Tempo operacional 20...60000 ms 1 20 Tempo mínimo de desarme para as
mínimo curvas IDMT
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de redefinição
redefinição
Modo de medição 1=RMS 2=DFT Seleciona modo de medição utilizada
2=DFT
3=Pico a pico
Parâmetro de curva A 0.0086...120.0000 28.2000 Parâmetro A para curva programável
pelo cliente
Parâmetro de curva B 0.0000...0.7120 0.1217 Parâmetro B para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva C 0.02...2.00 2,00 Parâmetro C para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.46...30.00 29.10 Parâmetro D para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.0...1.0 1.0 Parâmetro E para curva programável de
cliente
Seleção do sinal Io 1= Io medido 1= Io medido Seleção para sinal Io utilizado
2= Io calculado

202 Série 615


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Tabela 192: Configurações de grupo EFIPTOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 1.00...40.00 xIn 0,01 1.00 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Tempo de atraso 20...200000 ms 10 20 Tempo de atraso operacional
operacional

Tabela 193: Nenhum ajuste de grupo EFIPTOC


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de reinício
reinício
Io sinal Sel 1= Io medido 1= Io medido Seleção para sinal Io utilizado
2= Io calculado

4.2.1.10 Dados monitorados


Tabela 194: Dados Monitorados EFLPTOC
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
EFLPTOC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

Tabela 195: Dados Monitorados EFHPTOC


Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
EFHPTOC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

Série 615 203


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Tabela 196: Dados Monitorados EFIPTOC


Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
EFIPTOC Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

4.2.1.11 Dados técnicos


Tabela 197: Dados técnicos EFxPTOC
Característica Valor
Precisão de operação Dependendo da frequência da corrente medida:
fn ±2 Hz

EFLPTOC ±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In

EFHPTOC ±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In


e (nas correntes na faixa de 0,1…10 x In)
EFIPTOC ±5,0% do valor ajustado
(nas correntes na faixa de 10…40 x In)

Tempo de partida 1)2) Mínimo Típico Máximo


EFIPTOC:
IFalta = 2 x ajuste Valor 16 ms 19 ms 23 ms
de partida 11 ms 12 ms 14 ms
IFalta = 10 x ajuste
Valor de partida
EFHPTOC e
EFLPTOC: 22 ms 24 ms 25 ms
IFalta = 2 x ajuste Valor
de partida
Tempo de reinício < 40 ms
Taxa de reset Típico 0,96
Tempo de retardamento < 30 ms
Precisão do tempo de operação no modo de ±1,0% do valor de ajuste ou ±20 ms
tempo definido
Precisão do tempo de operação no modo de ±5,0% do valor teórico ou ±20 ms 3)
tempo inverso
Supressão de harmônicos RMS: Sem supressão
DFT: -50 dB a f = n x fn, em que n = 2, 3, 4, 5,…
Pico a pico: Sem supressão

1) Modo de medição = padrão (depende do estágio), corrente antes da falta = 0,0 x In, fn = 50 Hz,
corrente de falta à terra com frequência nominal injetada no ângulo de fase aleatório, resultados
com base na distribuição estatística de 1000 medições
2) Inclui o atraso do contato de saída de sinalização
3) Máximo Valor de partida = 2,5 x In, Valor de partida multiplica na faixa de 1,5 a 20

204 Série 615


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4.2.1.12 Histórico de revisão técnica


Tabela 198: Histórico de revisão do EFIPTOC
Revisão técnica Alteração
B Os valores mínimo e padrão alterados para 40
ms para a definição do Tempo de atraso
operacional .
C Valores mínimo e padrão alterado para 20 ms
para a configuração Tempo de atraso
operacional .
Valor mínimo modificado para 1.00 x In para o
ajuste do Valor de partida .
D Adição de parâmetro de ajuste para a seleção
de "Uo Medido" ou "Uo Calculado"

Tabela 199: Histórico de revisão do EFHPTOC


Revisão técnica Alteração
B Valores mínimo e padrão alterado para 40 ms
para a configuração Tempo de atraso
operacional .
C Adição de parâmetro de ajuste para a seleção
de "Uo Medido" ou "Uo Calculado"

Tabela 200: Histórico de revisão do EFLPTOC


Revisão técnica Alteração
B Os valores mínimo e padrão alterados para 40
ms para a configuração Tempo de atraso
operacional .
C Valor de partida modificada para 0.005
D Adição de parâmetro de ajuste para a seleção
de "Uo Medido" ou "Uo Calculado"

4.2.2 Proteção contra falha à terra direcional DEFxPDEF

4.2.2.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Proteção de falha à terra direcional - DEFLPDEF Io>-> 67N-1
Estágio baixo
Proteção de falha à terra direcional - DEFHPDEF Io>>-> 67N-2
Estágio alto

4.2.2.2 Bloco de funções

Série 615 205


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A070433 V2 PT

Figura 83: Bloco de funções

4.2.2.3 Funcionalidade

A função de falha à terra DEFxPDEF é usada como proteção de falha à terra


direcional para alimentadores.

A função tem início e opera quando a quantidade operacional (corrente) e a


quantidade de polarização (tensão) ultrapassam os limites ajustados e o ângulo
entre elas fica no interior do setor operacional estabelecido. As características do
tempo de operação para estágio baixo (DEFLPDEF) e a estágio elevado
(DEFHPDEF) podem ser selecionadas para ser ou o tempo definido (DT), ou o
tempo mínimo inverso definido (IDMT).

No modo DT, a função opera após um tempo pré-definido de operação e é


reajustada quando a falha de corrente desaparece. O modo IDMT fornece
características de temporizador dependente de corrente.

A função contém uma funcionalidade de bloqueio. É possível bloquear as saídas da


função, os seus temporizadores ou a própria função, se desejado.

4.2.2.4 Princípio de funcionamento

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de proteção de sobrecorrente residual direcional pode ser descrita


utilizando-se um diagrama de módulo. Todos os módulos no diagrama são
explicados mas próximas seções.

206 Série 615


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A070438 V3 PT

Figura 84: Diagrama de módulo funcional. Io e Uo representam a corrente e a


tensão residuais. I2 e U2 representam os componentes de
sequência negativa para corrente e tensão.

Detector de nível
A grandeza de operação (corrente residual) pode ser selecionada com a
configuração Io signal Sel (Seleção do sinal Io). As opções selecionáveis são
"Measured Io" e "Calculated Io", respectivamente. A grandeza de polarização pode
ser selecionada com a configuração Pol signal Sel (Seleção de sinal de
polarização). As opções selecionáveis são "Measured Io", "Calculated Io" e "Neg.
seq. volt". A grandeza de operação é comparada ao ajuste do Valor de partida e a
grandeza de polarização é comparada ao ajuste do Valor de partida de tensão. Se
ambos os limites forem excedidos, o detector de nível enviará um sinal de ativação
para o módulo do temporizador. Quando a configuração Habilitar o limite de
tensão for ajustada para "False", o Valor de partida de tensão não terá efeito algum
e a detecção de nível será puramente baseada na quantidade de operações. Se a
entrada ENA_MULT estiver ativa, o ajuste do Valor de partida será multiplicada
pela configuração da Mult. do valor de ação .

Se a configuração Enable voltage limit for ajustada para "True", a


grandeza de polarização é verificada mesmo se o Modo direcional
for ajustado para "Non-directional" (não direcional) ou Allow Non
Dir ( Permitir Não Direcional) for configurado para "True". O IED
não aceita a configuração do Valor de partida ou Pickup value Mult
se o produto dessas configurações exceder a faixa de configuração
do Start value .

Normalmente, a entrada ENA_MULT está conectada à função de detecção de inrush


INRHPAR. Em caso de inrush, INRPHAR ativa a entrada ENA_MULT, que
multiplica a configuração do Start value pelo Start value Mult .

Cálculo direcional
O módulo de cálculo direcional monitora o ângulo entre a quantidade de
polarização e quantidade operacional. Dependendo da configuração Pol signal Sel,

Série 615 207


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a quantidade de polarização pode ser a tensão residual (medida ou calculada) ou a


tensão de sequência negativa. Quando o ângulo estiver no setor de operação, o
módulo envia o sinal habilitador para o módulo do temporizador.

O nível de sinal mínimo que permite a operação direcional pode ser configurado
por meio das configurações Min operate current e Min operate voltage .

Se a Pol signal Se for ajustada para "Measured Uo" ou "Calculated Uo", a corrente
residual e a tensão residual serão usadas para cálculo direcional.

Se a Pol signal Sel estiver configurada em "Neg. seq. volt", a corrente de sequência
negativa e tensão de sequência negativa são usadas para cálculo direcional.

A seguinte convenção é usada nos diagramas fasoriais representando a operação de


DEFxPDEF: A polaridade da quantidade de polarização (Uo ou U2) é revertida, ou
seja, a quantidade de polarização nos diagramas fasoriais ou é -Uo ou -U2. A
reversão é feita por meio da troca da polaridade do canal de medição de corrente
residual (veja o diagrama de conexão no manual de aplicação). De forma parecida,
a polaridade do Io e I2 calculados é trocada também.

Para definir o setor de operação, há cinco modos disponíveis por meio do ajuste
Operation mode .

Tabela 201: Modos operacionais


Modos operacionais Descrição
Ângulo de fase Os setores operacionais para avançado e
reverso são definidos com as configurações Min
forward angle, Max forward angle, Min reverse
angle e Max reverse angle.
IoSin Os setores operacionais são definidos como
"forward" quando |Io| x sin (ANGLE, ÂNGULO)
tiver valor positivo, e "reverse" quando o valor
for negativo. ANGLE é a diferença de ângulo
entre -Uo e Io.
IoCos Como modo "IoSin". Apenas o co-seno é usado
para calcular a corrente de operação.
Ângulo de fase 80 Os valores máximos de setor são congelados
em 80 graus, respectivamente. Somente Min
forward angle e Min reverse angle são
configuráveis.
Ângulo de fase 88 Os valores máximos de setor são congelados
em 88 graus. Do contrário, como modo "Ângulo
de fase 80".

A seleção de quantidade de polarização "Neg. seq. volt." está


disponível no modo de operação "Ângulo de fase".

A direcionalidade da operação pode ser selecionada com a configuração Modo


direcional . O usuário pode selecionar a operação "Non-directional", "Forward" ou
"Reverse". O critério de operação é selecionado com a configuração Operation

208 Série 615


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mode . Ao configurar Allow Non Dir (Permitir Não Direcional) para "True", a
operação não direcional será permitida quando as informações de direcionalidade
forem inválidas, ou seja, quando a magnitude da quantidade de polarização for
menor do que o valor da configuração Min operate voltage (tensão mínima de
operação) .

Se a configuração Enable voltage limit (Habilitar o limite de


tensão) for ajustado para "True" (Verdadeiro), a magnitude da
quantidade de polarização será verificada mesmo se o Modo
direcional for ajustado para "Non-directional" (Não direcional) ou
Allow Non Dir (Permitir Não Direcional) para "True".

A configuração Ângulo característico é usada no modo "Ângulo de fase" para


ajustar a operação de acordo com o método de aterramento do ponto neutro, de
forma que, em uma rede isolada, o Ângulo característico (φRCA) = -90°, e, em uma
rede compensada, φRCA = 0°. Além disso, o ângulo característico pode ser mudado
por meio do sinal de controle RCA_CTL. RCA_CTL afeta a configuração do
Ângulo característico .

A configuração do Ângulo de correção pode ser usada para melhorar a


seletividade, quando houver falta de precisão devida a transformadores de medição.
A configuração diminui o setor de operação. A correção só pode ser usda com os
modos "IoCos" ou "IoSin".

A polaridade da quantidade de polarização pode ser revertida ao ajustar a Pol


Reversal (Reversão de polaridade) em "Verdadeira", o que muda a quantidade de
polarização em 180 graus.

Para definições de diferentes características direcionais de fuga à


terra, veja a seção sobre Características de falha à terra direcional ,
neste manual.

O módulo de cálculo direcional calcula diversos valores que são apresentados nos
dados monitorados.

Série 615 209


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Tabela 202: Valores de dados monitorados


Valores de dados monitorados Descrição
FAULT_DIR A direção detectada de falha durante situações
de fuga, ou seja, quando a saída START estiver
ativa.
DIREÇÃO A saída de indicação de direção operacional
momentânea.
ANGLE Também chamado de ângulo operacional,
mostra a diferença de ângulo entre a quantidade
de polarização (Uo, U2) e quantidade
operacional (Io, I2).

ANGLE_RCA A diferença de ângulo entre o ângulo


operacional e o Characteristic angle, ou seja,
ANGLE_RCA = ANGLE – Characteristic angle.
I_OPER A corrente que é usada para detecção de falha.
Se a configuração do Operation mode for
"Phase angle", "Phase angle 80" ou "Phase
angle 88", I_OPER será a corrente residual
medida ou calculada. Se a configuração do
Operation mode for "IoSin", I_OPER será
calculado da seguinte forma: I_OPER = Io x
sin(ANGLE). Se a configuração do Operation
mode for "IoCos", I_OPER será calculado da
seguinte forma: I_OPER = Io x cos(ANGLE).

Valores de dados monitorados são acessíveis em LHMI ou por meio de ferramentas


via comunicações.

Temporizador
Uma vez acionado, o temporizador ativa, por sua vez, a saída START. Dependendo
do valor da configuração do Tipo de curva operacional , as características de
tempo estarão de acordo com DT ou IDMT. Quando o temporizador operacional
tiver alcançado o valor do Tempo de atraso operacional no modo DT ou o valor
máximo definido pela curva de tempo inversa, a entrada OPERATE será ativada.

Quando a curva IDMT programável pelo usuário é selecionada, as características


de tempo operacional são definidas pelos parâmetros. Parâmetro de curva A,
Parâmetro de curva B, Parâmetro de curva C, Parâmetro de curva D e Parâmetro
de curva D.

Se houver uma situação de drop-off, ou seja, uma falha desaparecer repentinamente


antes de o atraso operacional ser excedido, o estado de redefinição do temporizador
será ativado. A funcionalidade do temporizador no estado de redefinição depende
da combinação das configurações do Tipo de curva operacional, Tipo de curva de
redefinição e Tempo de atraso de redefinição . Quando as características de DT
forem selecionadas, o temporizador de redefinição será executado até que o valor
do Tempo de atraso de redefinição seja excedido. Quando as curvas IDMT forem
selecionadas, a configuração do do Tipo de curva de redefinição poderá ser
ajustada para "Immediate", "Def time reset" ou "Inverse reset". O tipo de curva de
redefinição "Immediate" causa uma reconfiguração imediata. Com o tipo de curva
de redefinição "Def time reset", o tempo de redefinição depende da configuração

210 Série 615


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do Tempo de atraso de reajuste . Com o tipo de curva de redefinição "Inverse


reset", o tempo de reconfiguração depende da corrente durante a situação de drop-
-off. A saída START será desativada quando o temporizador de reajuste tiver passado.

A seleção de "Inverse reset" só é suportada com ANSI ou tipos


programáveis pelo usuário das curvas operacionais de IDMT. Se
outra curva operacional for selecionada, uma redefinição imediata
acontecerá durante a situação de drop-off.

A configuração do Multiplicador de tempo é utilizada para escalonar os tempos


operacionais e de reajuste de IDMT.

O parâmetro de configuração Tempo operacional mínimo define o tempo mínimo


de funcionamento para IDMT. A configuração só é aplicável quando as curvas
IDMT são utilizadas.

A configuração do Tempo operacional mínimo deverá ser utilizada


com muito cuidado, pois o tempo operacional ocorre de acordo com
a curva IDMT, mas sempre, no mínimo, o valor da configuração do
Tempo operacional mínimo . Para mais informações, veja a seção
General function block features neste manual.

O temporizador calcula o valor de duração de partida START_DUR, que indica a


razão percentual da situação de partida e o tempo de operação definido. O valor
fica disponível através da visualização de dados monitorados.

Lógica de bloqueio
Há três modos operacionais na funcionalidade de bloqueio. Os modos operacionais
são controlados pela entrada BLOCK e a configuração global "Configuração/
Sistema/Modo de bloqueio", que seleciona o modo de bloqueio. A entrada BLOCK
pode ser controlada por uma entrada binária, uma entrada de comunicação
horizontal ou um sinal interno do programa IED. A influência da ativação do sinal
BLOCK é pré-selecionada com a configuração global Blocking mode.

O ajuste Blocking mode tem três métodos de bloqueio. No modo "Freeze timers", o
temporizador operacional é bloqueado no valor que prevalece. No modo "Block
all", a função toda é bloqueada e os temporizadores são resetados. No modo "Block
OPERATE output", a função opera normalmente, mas a saída OPERATE não é
ativada.

4.2.2.5 Princípios contra falhas à terra direcionais

Em muitos casos é difícil atingir a proteção seletiva contra falha à terra baseada
somente na grandeza da corrente residual. Para obter um esquema de proteção
seletiva contra falha à terra, é necessário levar em conta o ângulo de fase de Io. Isso
é feito através da comparação do ângulo de fase da grandeza de operação e de
polarização.

Série 615 211


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

Ângulo característico do relé


O Ângulo característico, também conhecido como Ângulo Característico do Relé
(RCA), Ângulo de Base do Relé ou Ângulo de Torque Máximo (MTA), é usado no
modo "Ângulo de Fase" para girar a característica direcional, se o ângulo esperado
de corrente com falha não coincidir com a grandeza de polarização para produzir o
torque máximo. Ou seja, RCA é o ângulo entre a linha de torque máximo e a
grandeza de polarização. Se a grandeza de polarização está em fase com a linha de
torque máximo, RCA é 0 grau. O ângulo é positivo se a corrente de operação atrasa
grandeza de polarização e negativo se ela adianta a grandeza de polarização.

Exemplo 1.

O modo do "Ângulo de Fase" é de rede selecionada, compensada (φRCA = 0 grau)

=> Ângulo característico = 0 grau

GUID-829C6CEB-19F0-4730-AC98-C5528C35A297 V2 PT

Figura 85: Definição do ângulo característico de relé, RCA = 0 grau em uma


rede compensada

Exemplo 2.

O modo do "Ângulo de Fase" é selecionado, rede solidamente aterrada (φRCA =


+60 graus)

=> Ângulo característico = +60 graus

212 Série 615


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1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

GUID-D72D678C-9C87-4830-BB85-FE00F5EA39C2 V2 PT

Figura 86: Definição do ângulo característico de relé, RCA = +60 graus em


uma rede solidamente aterrada

Exemplo 3.

O modo do "Ângulo de Fase" é selecionado, rede isolada (φRCA = -90 graus)

=> Ângulo característico = -90 graus

Série 615 213


Manual Técnico
Seção 4 1MRS757783 A
Funções de proteção

GUID-67BE307E-576A-44A9-B615-2A3B184A410D V2 PT

Figura 87: Definição de ângulo característico de relé, RCA = -90 graus em


uma rede isolada

Proteção de falha à terra direcional em uma rede neutra isolada


Em redes isoladas, não existe nenhuma conexão intencional entre o ponto neutro
do sistema e a ligação terra. A única conexão é através de capacitâncias fase-terra
(C0) de resistências de fuga e de fases (R0). Isso significa que a corrente residual é
principalmente capacitiva e tem uma defasagem de fase de –90 graus em
comparação com a tensão de polarização. Consequentemente, o ângulo
característico de relé (RCA) deve ser ajustado para -90 graus e os critérios
operacionais para "IoSin" ou "Phase angle" (ângulo de fase). A largura do setor
operacional nos critérios do ângulo de fase pode ser selecionada com as
configurações de Ângulo direto mínimo, Ângulo direto máximo, Ângulo reverso
mínimo ou Ângulo reverso máximo. A figura 88 ilustra um circuito equivalente
simplificado para uma rede não aterrada com uma falha à terra na fase C.

Para definições de diferentes características direcionais de falha à


terra, verPrincípios de falha à terra direcionais .

214 Série 615


Manual Técnico
1MRS757783 A Seção 4
Funções de proteção

A070441 V1 PT

Figura 88: Situação de falha à terra em uma rede isolada

Proteção de falha à terra direcional em uma rede compensada


Em redes compensadas, a corrente capacitiva de falha e a corrente de bobina de
ressonância indutiva compensam uma a outra. A proteção não pode ser baseada na
medição de corrente reativa, uma vez que a corrente da bobina de compensação
perturbaria a operação dos relés. Nesse caso, a seletividade é baseada na medição
do componente ativo da corrente. Muitas vezes, a grandeza desse componente é
pequena e deve ser aumentada por meio de um resistor paralelo no equipamento de
compensação. Ao medir a parte resistiva da corrente residual, o ângulo
característico de relé (RCA) deve ser ajustado para 0 grau e os critérios de
operação para "IoSin" ou "Ângulo de fase". A figura 89 ilustra um circuito
equivalente simplificado para uma rede compensada com uma falha à terra na fase
C.

A070444 V2 PT

Figura 89: Situação de falha à terra em uma rede compensada

A bobina de Petersen ou o resistor de aterramento podem ficar temporariamente


fora de operação. Para manter o esquema de proteção seletiva, é necessário
atualizar a configuração de ângulo característico adequadamente. Isso pode ser

Série 615 215


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Funções de proteção

feito com uma entrada auxiliar no relé que recebe um sinal a partir de uma chave
auxiliar do seccionador da bobina de Petersen em redes compensadas. Como
resultado, o ângulo característico é definido automaticamente para se adequar ao
método de aterramento utilizado. A entrada RCA_CTL pode ser usada para alterar
os critérios operacionais, como descrito na Tabela 203 e Tabela 204:

Tabela 203: Controle de ângulo característico de relé nos critérios operacionais de Iosin(φ) e
Iocos(φ)
Modo operacional : RCA_CTL = FALSE RCA_CTL = TRUE
Iosin Modo de funcionamento real: Modo de funcionamento real:
Iosin Iocos
Iocos Modo de funcionamento real: Modo de funcionamento real:
Iocos Iosin

Tabela 204: Controle do ângulo característico no modo de funcionamento do ângulo de fase


Ângulo RCA_CTL = FALSE RCA_CTL = TRUE
característico
configuração
-90° φRCA = -90° φRCA = 0°

0° φRCA = 0° φRCA = -90°

Uso da extensão da característica do ângulo de fase


O método tradicional de adaptação da função de proteção de falha à terra direcional
às condições de aterramento de neutro atuais é feito por meio da configuração do
Ângulo característico . Em uma rede sem aterramento, o Ângulo característico é
ajustado para -90 graus e em uma rede compensada Ângulo característico é
ajustado para 0 grau. Caso o método de aterramento da rede esteja
temporariamente alterado de compensada para não aterrada devido à desconexão
da bobina de supressão de arco, a configuração do Ângulo característico deve ser
modificada proporcionalmente. Isso pode ser feito usando os grupos de ajustes ou a
entrada RCA_CTL. Alternativamente, o setor de operação da função de proteção
contra falha à terra direcional pode ser prolongado até abranger os setores de
operação dos dois princípios de aterramento de neutro. Essa característica é válida
tanto para redes sem ligação à terra quanto para redes compensadas e não requer
qualquer modificação caso o aterramento de neutro mude temporariamente de rede
não aterrada para compensada ou vice-versa.

A extensão da característica do ângulo de fase é criada ao se inserir um valor de


cerca de 90 graus para a configuração do Ângulo direto mínimo ; um valor típico é
de 170 graus (Ângulo reverso mínimo caso o Modo direcional seja ajustado para
"Reverse"). A configuração do Ângulo direto máximo deve ser ajustada para
abranger as possíveis imprecisões de medição de transformadores de corrente e
tensão, um valor típico é 80 graus (Ângulo reverso máximo caso o Modo direcional
seja ajustado para "Reverse").

216 Série 615


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A070443 V3 PT

Figura 90: Prolongamento da área de operação em proteção de falha à terra


direcional

4.2.2.6 Modos de medição

A função opera em três modos de medição alternativos: "RMS", "DFT" e "Peak-to-


-Peak". O modo de medição é selecionado com a configuração dos Modos de
medição .

Tabela 205: Modos de medição suportados pelas etapas DEFxPDEF


Modo de medição Modos de medição suportados
DEFLPDEF DEFHPDEF
RMS x x
DFT x x
Pico-a-Pico x x

Para uma descrição detalhada dos modos de medição, ver a seção


Características gerais do bloco de funções neste manual.

Série 615 217


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4.2.2.7 Características do temporizador

DEFxPDEF suporta tanto características de DT quanto de IDMT.O usuário pode


selecionar as características do temporizador com o Tipo de curva operacional .

O IED fornece 16 curvas de características IDMT, das quais sete estão em


conformidade com a norma IEEE C37.112 e seis com a norma IEC 60255-3. Duas
curvas acompanham as características especiais da práxis ABB e são conhecidas
como RI e RD. Além disso, uma curva programável pelo usuário pode ser usada se
nenhuma das curvas-padrão forem aplicáveis. O usuário pode escolher a
característica de DT ao selecionar os valores do Tipo de curva operacional "ANSI
Def. Time" ou "IEC Def. Time". A funcionalidade é idêntica em ambos os casos.

As seguintes características, que estão em conformidade com a lista nas


especificações IEC 61850-7-4, indicam as características suportadas em diferentes
etapas:

Tabela 206: Características do temporizador suportadas em diferentes etapas


Tipo de curva operacional Suportadas por
DEFLPDEF DEFHPDEF
(1) ANSI Extremamente x x
Inverso
(2) ANSI Muito Inverso x
(3) ANSI Normalmente x x
Inverso
(4) ANSI Moderadamente x
Inverso
(5) ANSI Tempo definido x x
(6) Tempo Longo x
Extremamente Inverso
(7) Tempo Longo Muito x
Inverso
(8) Tempo Longo Inverso x
(9) IEC Normal Inverso x
(10) IEC Muito inverso x
(11) IEC Inverso x
(12) IEC Extremamente x
Inverso
(13) IEC Espaço curto de x
tempo inverso
(14) IEC Tempo Longo x
Inverso
(15) IEC Tempo definido x x
(17) Curva programável do x x
usuário
(18) Tipo RI x
(19) Tipo RD x

218 Série 615


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Para uma descrição detalhada dos temporizadores, veja a seção


Características gerais do bloco de funções deste manual.

Tabela 207: Redefinir as características do tempo suportadas por diferentes fases.


Redefinir o tipo de Suportadas por
curva DEFLPDEF DEFHPDEF Nota
(1) Imediata x x Disponível para todas
as curvas de tempo
operacionais
(2) Def time reset x x Disponível para todas
(Reconfiguração do as curvas de tempo
tempo def.) operacionais
(3) Reconfiguração x x Disponível apenas
inversa para ANSI e curvas
programáveis do
usuário

4.2.2.8 Características de falha à terra direcional

Caraterística do ângulo de fase


O critério de operação do ângulo de fase é selecionado com a configuração do
Modo operacional usando o valor "Ângulo de fase".

Quando o critério do ângulo de fase é usado, a função indica com a saída


DIRECTION se a grandeza de operação está dentro do setor de operação direto ou
reverso ou então dentro do setor não direcional.

Os setores direto e reverso são definidos separadamente. A área de operação direta


é limitada pelo Ângulo direto mínimo e Ângulo direto máximo . A área de operação
reversa é limitada pelo Ângulo reverso mínimo e Ângulo reverso máximo .

Os limites do setor são sempre dados como valores de grau positivo.

Na área de operação direta, a configuração Ângulo direto máximo fornece o setor


de sentido horário e a configuração do Ângulo avançado mínimo ,
proporcionalmente, o setor de sentido anti-horário, medido a partir do Ângulo
característico .

Na área de operação reversa, a configuração do Ângulo reverso máximo fornece o


setor em sentido horário e a configuração do Ângulo reverso mínimo ,
proporcionalmente, o setor de sentido anti-horário, medido a partir do
complemento da configuração do Ângulo característico (defasagem de fase em 180
graus).

Série 615 219


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O ângulo característico do relé (RCA) será ajustado para positivo se a corrente de


operação retardar a grandeza de polarização. Ele será ajustado para negativo, se
conduzir a grandeza de polarização.

Zona operante posterior


Ângulo posterior mínimo

Ângulo posterior mínimo

Ângulo posterior máximo

Zona não operante

Ângulo reverso máximo

Ângulo reverso mínimo

Corrente operante mínima


Zona operante anterior

GUID-92004AD5-05AA-4306-9574-9ED8D51524B4 V2 PT

Figura 91: Setores de operação configuráveis em característica de ângulo de


fase

Tabela 208: Direção de operação momentânea


Direção de falha O valor para DIREÇÃO
O ângulo entre a grandeza de polarização e a de 0 = desconhecido
operação não está em qualquer um dos setores
definidos.
O ângulo entre a grandeza de polarização e a de 1= direto
operação está no setor direto.
O ângulo entre a grandeza de polarização e a de 2 = em sentido contrário
operação está no setor reverso.
O ângulo entre a grandeza de polarização e a de 3 = ambos
operação está nos setores direto e reverso, isto
é, os setores estão sobrepostos.

Se o sinal Permitir não dir para "Falsa", a operação direcional (direta, reversa) não
será permitida quando a quantidade medida de polarização ou de operação não
forem válidas, ou seja, sua grandeza estiver abaixo dos valores mínimos

220 Série 615


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estabelecidos. Os valores mínimos podem ser definidos com as configurações Min


operate current e Min operate voltage. Em caso de baixas grandezas, as saídas
FAULT_DIR e DIRECTION são ajustadas para 0 = desconhecido, a não ser
quando a configuração Permitir não dir for "Verdadeira". Nesse caso, a função está
autorizada a operar tanto no modo direcional como no não direcional, uma vez que
a informação direcional é válida.

Critérios Iosin(φ) e Iocos(φ)


Uma abordagem mais moderna da proteção direcional é a medição de corrente
ativa ou reativa. A característica operacional da operação direcional depende do
princípio de aterramento da rede. O critério Iosin(φ) é usado em uma rede isolada,
medindo o componente reativo da corrente com falha causada pela capacitância do
aterramento. O critério Iocos(φ) é usado em uma rede compensada, medindo o
componente ativo da corrente com falha.

Os critérios de funcionamento de Iosin(φ) e Iocos(φ) são selecionados a partir da


configuração do Modo operacional utilizando os valores "IoSin" ou "IoCos",
respectivamente.

A configuração de correção de ângulo pode ser usada para melhorar a seletividade.


O ajuste diminui o setor de operação. A correção só pode ser usada com o critério
Iosin(φ) ou Iocos(φ). A entrada RCA_CTL é usada para alterar a característica de Io:

Tabela 209: Controle de ângulo característico de relé nos critérios operacionais de Iosin(φ) e
Iocos(φ)
Modo operacional: RCA_CTL = "Falso" RCA_CTL = "Verdadeiro"
IoSin Critério real de operação: Critério real de operação:
Iosin(φ) Iocos(φ)
IoCos Critério real de operação: Critério real de operação:
Iocos(φ) Iosin(φ)

Quando o critério Iosin(φ) ou Iocos(φ) é utilizado, o componente indica uma falha


do tipo a direta ou reversa através das saídas FAULT_DIR e DIRECTION, onde 1
é igual a uma falha direta e 2 é igual a uma falha reversa. A operação direcional
não é permitida (a configuração Permitir não dir é "Falsa") quando a grandeza
medida de polarização ou de operação não for válida, ou seja, sua grandeza estiver
abaixo dos valores mínimos estabelecidos. Os valores mínimos podem ser
definidos com as configurações Min operate current e Min operate voltage. Em
caso de baixas grandezas, as saídas FAULT_DIR e DIRECTION são ajustadas
para 0 = desconhecido, a não ser quando a configuração Permitir não dir for
"Verdadeira". Nesse caso, a função está autorizada a operar tanto no modo
direcional como no não direcional, uma vez que a informação direcional é válida.

A corrente calculada de Iosin(φ) ou Iocos(φ) usada na determinação de direção


pode ser lida através de dados monitorados I_OPER. O valor pode ser transmitido
diretamente a um elemento seletivo, que fornece os sinais finais de partida e operação.

Série 615 221


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Os dados monitorados I_OPER fornecem um valor absoluto da


corrente calculada.

Os seguintes exemplos mostram as características dos diferentes critérios


operacionais:

Exemplo 1.

Critério Iosin(φ) selecionado, defeito do tipo direto

=> FAULT_DIR = 1

GUID-560EFC3C-34BF-4852-BF8C-E3A2A7750275 V2 PT

Figura 92: Característica de operação de Iosin(φ) em falha direta

O setor de operação é limitado pela Correção de Ângulo, ou seja, o setor de


operação corresponde a 180 graus - 2* (Correção de Ângulo).

Exemplo 2.

Critério Iosin(φ) selecionado, defeito do tipo reverso

=> FAULT_DIR = 2

222 Série 615


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GUID-10A890BE-8C81-45B2-9299-77DD764171E1 V2 PT

Figura 93: Característica de operação de Iosin(φ) em falha reversa

Exemplo 3.

Critério Iocos(φ) selecionado, defeito do tipo direto

=> FAULT_DIR = 1

GUID-11E40C1F-6245-4532-9199-2E2F1D9B45E4 V2 PT

Figura 94: Característica de operação de Iocos(φ) em falha direta

Exemplo 4.

Série 615 223


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Critério Iocos(φ) selecionado, defeito do tipo reverso

=> FAULT_DIR = 2

grau
Zona operante
posterior

Corrente
operante
mínima

Zona não
operante

Ângulo
de correção

Zona operante
anterior locos

GUID-54ACB854-F11D-4AF2-8BDB-69E5F6C13EF1 V2 PT

Figura 95: Característica de operação de Iocos(φ) em falha reversa

Ângulo de fase 80
O ângulo de fase 80 do critério de funcionamento é selecionado com a
configuração do Modo operacional ao usar o valor "Ângulo de Fase 80".

O ângulo de fase 80 implementa a mesma funcionalidade do ângulo de fase, mas


com as seguintes diferenças:
• As configurações do Ângulo direto máximo e Ângulo reverso máximo não
podem ser definidas, mas elas têm um valor fixo de 80 graus
• Os limites do setor dos setores fixos são arredondados.

O arredondamento do setor é usado para anular os erros de medição de TC em


baixas amplitudes de correntes. Quando a amplitude da corrente cai abaixo de três
por cento da corrente nominal, o setor é reduzido para 70 graus na parte lateral de
setor fixo. Isso torna a proteção mais seletiva, o que significa que os erros de
medição do ângulo de fase não levam a uma operação indevida.

Não há nenhum arredondamento no outro lado do setor.

224 Série 615


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GUID-EFC9438D-9169-4733-9BE9-6B343F37001A V2 PT

Figura 96: Característica de operação para ângulo de fase 80

Io / % de In

10
Ângulo avançado 80 graus
9
mínimo
8
7
6
Zona operacional
4
3 3% de In
70 graus
2
Zona 1 1% de In
não
operacional
-90 -75 -60 -45 -30 -15 0 15 30 45 60 75 90
GUID-49D23ADF-4DA0-4F7A-8020-757F32928E60 V2 PT

Figura 97: Amplitude de ângulo de fase 80 (Modo direcional = Direto)

Ângulo de fase 88
O critério de operação do ângulo de fase 88 é selecionado com a configuração do
Modo operacional usando o valor "Ângulo de Fase 88".

Série 615 225


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O ângulo de fase 88 implementa a mesma funcionalidade do ângulo de fase, mas


com as seguintes diferenças:
• As configurações do Ângulo direto máximo e Ângulo reverso máximo não
podem ser definidas, mas elas têm um valor fixo de 88 graus
• Os limites do setor dos setores fixos são arredondados.

O arredondamento do setor no ângulo de fase 88 consiste de três partes:


• Se a amplitude de corrente estiver entre 1...20 por cento da corrente nominal, o
limite do setor irá aumentar de modo linear de 73 para 85 graus
• Se a amplitude de corrente estiver entre 20...100 por cento da corrente
nominal, o limite do setor irá aumentar de modo linear de 85 para 88 graus
• Se a amplitude de corrente for maior do que 100 por cento da corrente
nominal, o limite do setor será de 88 graus.

Não há nenhum arredondamento no outro lado do setor.

GUID-0F0560B7-943E-4CED-A4B8-A561BAE08956 V2 PT

Figura 98: Característica de operação para ângulo de fase 88

226 Série 615


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Io / % of In
88graus
100 100% de In
Ângulo avançado mínimo
90
80
70
Zona de Operação
50
40
30 85graus
20 20% de In
10 73graus
Zona de
1% de In
não operação
-90 -75 -60 -45 -30 -15 0 15 30 45 60 75 90
GUID-F9F1619D-E1B5-4650-A5CB-B62A7F6B0A90 V2 PT

Figura 99: Amplitude de ângulo de fase 88 (Modo direcional = Direto)

4.2.2.9 Aplicação

A proteção de falha à terra direcional (DEFxPDEF) é designada para proteção e


para eliminação de falhas à terra e para proteção de falha à terra de equipamentos
diversos conectados a sistemas de energia, tais como bancos de capacitores shunt
ou bobinas shunt, e ainda para proteção de backup de falha à terra de
transformadores de potência.

Muitas aplicações exigem várias etapas utilizando diferentes níveis de partida de


corrente e atrasos de tempo. DEFxPDEF consiste de duas fases diferentes:
• baixa (DEFLPDEF)
• alta (DEFHPDEF)

DEFLPDEF contém vários tipos de características de atraso de tempo. DEFHPDEF


é usada para eliminação rápida de falhas à terra graves.

A proteção pode ser baseada no critério do ângulo de fase com extensão do setor de
operação. Ele também pode ser baseada na medição, quer do Iosin da peça reativa
(φ), quer dos Iocos da peça ativa (φ) da corrente residual. Em redes isoladas ou em
redes com aterramento de alta impedância, a corrente de falta fase-terra é
significativamente menor do que as correntes de curto-circuito. Além disso, a
magnitude da corrente de falha é quase independente da localização da falha na rede.

A função usa os Iocos (φ) ou Iosin (φ) dos componentes da corrente residual de
acordo com o método de aterramento, onde φ é o ângulo entre a corrente residual e
a tensão residual de referência (-Uo). Em redes compensadas, o critério do ângulo
de fase com a extensão do setor de operação também pode ser usado. Quando o
ângulo RCA de sequência de relé for 0 grau, o quadrante negativo do setor de
operação pode ser prolongado com a configuração do Ângulo avançado mínimo . O

Série 615 227


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setor de operação pode ser ajustado entre 0 e -180 graus, de modo que o setor de
operação total seja de +90 a -180 graus. Em outras palavras, o setor pode ser de até
270 graus de largura. Isso permite que as configurações de proteção permaneçam a
mesma quando a bobina de ressonância é desconectada do local entre o ponto de
neutro e a ligação de terra.

O aterramento de neutro do sistema serve para proteger os funcionários e os


equipamentos e para reduzir a interferência, por exemplo, em sistemas de
telecomunicações. O aterramento de neutro estabelece desafios para sistemas de
proteção, especialmente para proteção contra falhas de aterramento.

Em redes isoladas, não existe nenhuma conexão intencional entre o ponto de neutro
do sistema e a ligação de terra. A única conexão é através de capacitâncias fase-
-terra (C0) de resistências de fuga e de fases (R0). Isso significa que a corrente
residual é principalmente capacitiva e tem uma defasagem de fase de –90 graus em
comparação com a tensão residual (-Uo). O ângulo característico é de -90 graus.

Em redes de aterramento de ressonância, a corrente capacitiva com falha e a


corrente indutiva da bobina compensam uma a outra. A proteção não pode ser
baseada na medição de corrente reativa, uma vez que a corrente da bobina de
compensação perturbaria a operação dos relés. Nesse caso, a seletividade é baseada
na medição do componente ativo da corrente. Isso significa que a corrente residual
é principalmente resistiva e tem uma defasagem de fase zero em comparação com a
tensão residual (-Uo) e o ângulo característico é 0 grau. Muitas vezes a grandeza
desse componente é pequena e deve ser aumentada por meio de um resistor
paralelo no equipamento de compensação.

Em redes onde o ponto de neutro é ligado à terra através de baixa resistência, o


ângulo característico é também de 0 grau (para o ângulo de fase).
Alternativamente, pode ser usada a operação de Iocos(φ).

Em redes solidamente aterradas, o ângulo característico é geralmente ajustado para


+60 graus para o ângulo de fase. Alternativamente, a operação Iosin(φ) pode ser
usada com uma quantidade de polarização reversa. A quantidade de polarização
pode ser rotacionada em 180 graus, ao ajustar o parâmetro Pol reversal
(Polarização reversa) para "True" (Verdadeiro) ou ao mudar a polaridade dos cabos
de medição de tensão residual. Embora a operação Iosin(φ) possa ser usada em
redes solidamente aterradas, é recomendado o ângulo de fase.

Conexão de medição de transformadores em aplicações com falha à


terra direcional
A corrente residual Io pode ser medida com um transformador de corrente com
núcleo balanceado ou a conexão residual dos sinais de corrente de fase. Se o ponto
neutro da rede é isolado ou ligado à terra com impedância elevada, recomenda-se
um transformador de corrente com núcleo balanceado para ser usado na proteção
de falha à terra. Para garantir precisão suficiente das medições de corrente residual
e, consequentemente, a seletividade do esquema, os transformadores de corrente
com núcleo balanceado devem ter relação de transformação de, no mínimo, 70:1.

228 Série 615


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Relações mais baixas de transformação, tais como 50:1 ou 50:5 não são
recomendadas.

Deve-se ficar atento para se certificar de que os transformadores de medição estão


conectados corretamente, de modo que DEFxPDEF seja capaz de detectar, sem
falhas, a direção da corrente com falha. Como a falha à terra direcional utiliza
corrente e tensão residuais (-Uo), os pólos dos transformadores de medição devem
corresponder entre si e, da mesma forma, a direção da corrente com falha. Também
o aterramento da isolação do cabo deve ser levado em consideração quando se
utilizam transformadores de corrente de núcleo balanceado. A figura seguinte
descreve como a transformadores de medição podem ser conectados ao IED.

A070697 V2 PT

Figura 100: Conexão de transformadores de medição

4.2.2.10 Sinais
Tabela 210: Sinais de Entrada DEFLPDEF
Nome Tipo Padrão Descrição de modo
Io SIGNAL 0 Corrente residual
Uo SIGNAL 0 Tensão residual
BLOCK BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio
ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitar o sinal para o multiplicador de corrente
RCA_CTL BOOLEAN 0=Falso Controle de ajuste do ângulo característico do relé

Série 615 229


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Tabela 211: DEFHPDEF - Sinais de Entrada


Nome Tipo Padrão Descrição de modo
Io SIGNAL 0 Corrente residual
Uo SIGNAL 0 Tensão residual
BLOCK BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloco para ativação do modo de bloqueio
ENA_MULT BOOLEAN 0=Falso Habilitar o sinal para o multiplicador de corrente
RCA_CTL BOOLEAN 0=Falso Controle de ajuste do ângulo característico do relé

Tabela 212: Sinais de saída DEFLPDEF


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

Tabela 213: Sinais de saída DEFHPDEF


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de

4.2.2.11 Configurações
Tabela 214: Configurações de grupo DEFLPDEF
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 0.010...5.000 xIn 0.005 0,010 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Modo direcional 1=Não-direcional 2=Para frente Modo direcional
2=Para frente
3=Reverso
Multiplicador de tempo 0.05...15.00 0,05 1.00 Tempo do multiplicador nas curvas IEC/
ANSI IDMT
Tabela continua na próxima página

230 Série 615


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Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Tipo de curva 1=ANSI Ext. inv. 15=IEC Def. Seleção do tipo de curva de tempo
operacional 2=ANSI Very inv. Tempo atrasado
3=ANSI Norm. inv.
4=ANSI Mod. inv.
5=ANSI Def.
Tempo
6=L.T.E. inv.
7=L.T.V. inv.
8=L.T. inv.
9=IEC Norm. inv.
10=IEC Muito inv.
11=IEC inv.
12=IEC Ext. inv.
13=IEC S.T. inv.
14=IEC L.T. inv.
15=IEC Def.
Tempo
17=Programável
18=RI type
19=RD type
Tipo de curva de reset 1=Imediata 1=Imediata Seleção do tipo de curva de redefinição
2=Reset de tempo
definido
3=Reconfiguração
inversa
Tempo de atraso 60...200000 ms 10 60 Tempo de atraso operacional
operacional
Modo operacional 1=Ângulo de fase 1=Ângulo de fase Critério de operação
2=IoSin
3=IoCos
4=Ângulo de fase
80
5=Ângulo de fase
88
Ângulo característico -179...180 deg 1 -90 Ângulo característico
Ângulo direto máximo 0...180 deg 1 80 Ângulo de fase máximo em direção
avançada
Ângulo reverso máximo 0...180 deg 1 80 Ângulo de fase máxima em direção
inversa
Ângulo direto mínimo 0...180 deg 1 80 Ângulo de fase mínima em direção
avançada
Ângulo reverso mínimo 0...180 deg 1 80 Ângulo de fase mínima em direção
inversa
Valor de partida de 0.010...1.000 xUn 0,001 0,010 Valor de partida de tensão
tensão
Habilitar o limite de 0=Falso 1=Verdadeiro Habilitar o limite de tensão
tensão 1=Verdadeiro

Série 615 231


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Tabela 215: DEFLPDEF Nenhum ajuste do grupo


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de reset
reinício
Tempo operacional 60...60000 ms 1 60 Tempo mínimo de operação para as
mínimo curvas IDMT
Permitir não dir 0=Falso 0=Falso Permissão da ativação prot como non-
1=Verdadeiro -dir quando dir info for inválido
Modo de medição 1=RMS 2=DFT Seleciona modo de medição utilizada
2=DFT
3=Pico a pico
Corrente mínima de 0.005...1.000 xIn 0,001 0.005 Corrente mínima de operação
operação
Tensão mínima de 0.01...1.00 xUn 0,01 0,01 Tensão operacional mínima
operação
Ângulo de correção 0.0...10.0 deg 0,1 0,0 Correção do ângulo
Reversão de polaridade 0=Falso 0=Falso Quantidade de polarização rotativa
1=Verdadeiro
Parâmetro de curva A 0.0086...120.0000 28.2000 Parâmetro A para curva programável
pelo cliente
Parâmetro de curva B 0.0000...0.7120 0.1217 Parâmetro B para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva C 0.02...2.00 2,00 Parâmetro C para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.46...30.00 29.10 Parâmetro D para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.0...1.0 1.0 Parâmetro E para curva programável de
cliente
Seleção do sinal Io 1= Io medido 1= Io medido Seleção para sinal Io utilizado
2= Io calculado
Pol signal Sel 1= Uo medido 1= Uo medido Seleção para sinal de polarização
2= Uo calculado utilizado
3=tens. seq. neg.

Tabela 216: Configurações de grupo DEFHPDEF


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Valor de partida 0.10...40.00 xIn 0,01 0,10 Valor de partida
Mult. do valor de partida 0.8...10.0 0,1 1.0 Multiplicador para programar o valor
inicial
Modo direcional 1=Não-direcional 2=Para frente Modo direcional
2=Para frente
3=Reverso
Multiplicador de tempo 0.05...15.00 0,05 1.00 Tempo do multiplicador nas curvas IEC/
ANSI IDMT
Tabela continua na próxima página

232 Série 615


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Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Tipo de curva 1=ANSI Ext. inv. 15=IEC Def. Seleção do tipo de curva de tempo
operacional 3=ANSI Norm. inv. Tempo atrasado
5=ANSI Def.
Tempo
15=IEC Def.
Tempo
17=Programável
Tipo de curva de reset 1=Imediata 1=Imediata Seleção do tipo de curva de redefinição
2=Reset de tempo
definido
3=Reconfiguração
inversa
Tempo de atraso 40...200000 ms 10 40 Tempo de atraso operacional
operacional
Modo operacional 1=Ângulo de fase 1=Ângulo de fase Critério de operação
2=IoSin
3=IoCos
4=Ângulo de fase
80
5=Ângulo de fase
88
Ângulo característico -179...180 deg 1 -90 Ângulo característico
Ângulo direto máximo 0...180 deg 1 80 Ângulo de fase máximo em direção
avançada
Ângulo reverso máximo 0...180 deg 1 80 Ângulo de fase máxima em direção
inversa
Ângulo direto mínimo 0...180 deg 1 80 Ângulo de fase mínima em direção
avançada
Ângulo reverso mínimo 0...180 deg 1 80 Ângulo de fase mínima em direção
inversa
Valor de partida de 0.010...1.000 xUn 0,001 0,010 Valor de partida de tensão
tensão
Habilitar o limite de 0=Falso 1=Verdadeiro Habilitar o limite de tensão
tensão 1=Verdadeiro

Tabela 217: DEFHPDEF Nenhum ajuste do grupo


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Tempo de atraso de 0...60000 ms 1 20 Tempo de atraso de reset
reinício
Tempo operacional 40...60000 ms 1 40 Tempo mínimo de operação para as
mínimo curvas IDMT
Permitir não dir 0=Falso 0=Falso Permissão da ativação prot como non-
1=Verdadeiro -dir quando dir info for inválido
Modo de medição 1=RMS 2=DFT Seleciona modo de medição utilizada
2=DFT
3=Pico a pico
Corrente mínima de 0.005...1.000 xIn 0,001 0.005 Corrente mínima de operação
operação
Tabela continua na próxima página

Série 615 233


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Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição


Tensão mínima de 0.01...1.00 xUn 0,01 0,01 Tensão operacional mínima
operação
Ângulo de correção 0.0...10.0 deg 0,1 0,0 Correção do ângulo
Reversão de polaridade 0=Falso 0=Falso Quantidade de polarização rotativa
1=Verdadeiro
Parâmetro de curva A 0.0086...120.0000 28.2000 Parâmetro A para curva programável
pelo cliente
Parâmetro de curva B 0.0000...0.7120 0.1217 Parâmetro B para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva C 0.02...2.00 2,00 Parâmetro C para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.46...30.00 29.10 Parâmetro D para curva programável de
cliente
Parâmetro de curva D 0.0...1.0 1.0 Parâmetro E para curva programável de
cliente
Seleção do sinal Io 1= Io medido 1= Io medido Seleção para sinal Io utilizado
2= Io calculado
Pol signal Sel 1= Uo medido 1= Uo medido Seleção para sinal de polarização
2= Uo calculado utilizado
3=tens. seq. neg.

4.2.2.12 Dados monitorados


Tabela 218: Dados Monitorados DEFLPDEF
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
FALHA_DIR Enum 0=desconhecido Direção de falha
1=para frente detectada
2=para trás
3=ambos
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
DIREÇÃO Enum 0=desconhecido Informação de direção
1=para frente
2=para trás
3=ambos
ANGLE_RCA FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo entre o ângulo
operante e o ângulo
característico
ÂNGULO FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo entre polarização
e quantidade operante
I_OPER FLOAT32 0.00...40.00 Corrente operante
calculado
DEFLPDEF Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

234 Série 615


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Tabela 219: Dados Monitorados DEFHPDEF


Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
FALHA_DIR Enum 0=desconhecido Direção de falha
1=para frente detectada
2=para trás
3=ambos
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
DIREÇÃO Enum 0=desconhecido Informação de direção
1=para frente
2=para trás
3=ambos
ANGLE_RCA FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo entre o ângulo
operante e o ângulo
característico
ÂNGULO FLOAT32 -180.00...180.00 deg Ângulo entre polarização
e quantidade operante
I_OPER FLOAT32 0.00...40.00 Corrente operante
calculado
DEFHPDEF Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

4.2.2.13 Dados técnicos


Tabela 220: Dados técnicos DEFxPDEF
Característica Valor
Precisão de operação Dependendo da frequência da corrente medida:
fn ±2 Hz

DEFLPDEF Corrente:
±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In
Tensão
±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x Un
Ângulo de fase:
±2°
DEFHPDEF Corrente:
±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x In
(nas correntes na faixa de 0,1…10 x In)
±5,0% do valor ajustado
(nas correntes na faixa de 10…40 x In)
Tensão:
±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x Un
Ângulo de fase:
±2°
Tabela continua na próxima página

Série 615 235


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Característica Valor
Tempo inicial 1)2) Mínimo Típico Máximo
DEFHPDEF
IFalta = 2 x ajuste Valor 42 ms 44 ms 46 ms
de partida
DEFLPDEF 61ms 64 ms 66 ms
IFalha = 2 x ajuste Valor
de partida
Tempo de reinício < 40 ms
Taxa de reset Típico 0,96
Tempo de retardamento < 30 ms
Precisão do tempo em funcionamento no modo ±1.0% do valor de ajuste ou ±20 ms
de tempo definido
Precisão do tempo de operação no modo de ±5,0% do valor teórico ou ±20 ms 3)
tempo inverso
Supressão de harmônicos RMS: Sem supressão
DFT: -50 dB a f = n x fn, em que n = 2, 3, 4, 5,…
Pico a pico: Sem supressão

1) Modo de medição = padrão (depende do estágio), corrente antes da falta = 0,0 x In, fn = 50 Hz,
corrente de falta à terra com frequência nominal injetada no ângulo de fase aleatório, resultados
com base na distribuição estatística de 1000 medições
2) Inclui o atraso do contato de saída de sinalização
3) Valor inicial máximo = 2,5 x In, O valor inicial multiplica na faixa de 1,5 a 20

4.2.2.14 Histórico de revisão técnica


Tabela 221: Histórico de revisão técnica de DEFHPDEF
Revisão técnica Alteração
B Valor máximo alterado para 180 graus para o
ajuste do Ângulo direto máximo .
C Adicionado um parâmetro de configuração para
o parâmetro de seleção e configuração
"Mesured Io" (Io medida) ou "Calculated Io" (Io
calculada) para a seleção para polarização
"Mesured Uo", "Calculated Uo" ou "Neg. Seq.
Volts" (tensão de sequência negativa). Tempo
de atraso operacional e Tempo operacional
mínimo alterados de 60 ms para 40 ms. Os
valores pré-definidos do setor mudaram de 88
para 80 graus.

236 Série 615


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Tabela 222: Histórico de revisão técnica de DEFLPDEF


Revisão técnica Alteração
B Valor máximo alterado para 180 graus para o
ajuste do Ângulo direto máximo .
Valor de partida modificada para 0,005
C Adicionado um parâmetro de configuração para
o parâmetro de seleção e configuração
"Mesured Io" ou "Calculated Io" para a seleção
para polarização "Mesured Uo", "Calculated Uo"
ou "Neg. Seq. Volts" (tensão de sequência
negativa). Os valores pré-definidos do setor
mudaram de 88 para 80 graus.

4.2.3 Proteção contra falha à terra transitória/intermitente


INTRPTEF

4.2.3.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Proteção de falha à terra transitória/ INTRPTEF Io> ->IEF 67NIEF
intermitente

4.2.3.2 Bloco de funções

A070663 V2 PT

Figura 101: Bloco de funções

4.2.3.3 Funcionalidade

A proteção de falha à terra de medição transiente/intermitente INTRPTEF é uma


função baseada em amostras projetadas para a proteção e limpeza de falhas à terra
permanentes e intermitentes na distribuição e sub-redes de transporte. A detecção
de falhas é feita a partir dos sinais residuais de tensão e corrente por meio do
monitoramento dos transientes com critério pré-definido.

As características do tempo de operação estão de acordo com tempo definido (TD).

A função contém uma funcionalidade de bloqueio. O bloqueio desativa todas as


saídas e redefine os temporizadores.

4.2.3.4 Princípio de operação

Série 615 237


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Funções de proteção

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de proteção transitória/intermitente de falhas à terra pode ser descrita


utilizando-se um diagrama de módulo. Todos os módulos no diagrama são
explicados nas próximas seções.

Io Lógica
Temporizador 1
OPERATE
Detector
indicação t
transitório
Uo de falha START

Temporizador 2
Detector
de BLK_EF
nível

BLOCK
A070661 V3 PT

Figura 102: Diagrama de módulo funcional. Io e Uo são representações de


corrente e tensão residual.

Detector de nível
O módulo de detector de nível é utilizado somente quando o Modo operacional é
"Transient EF". O módulo compara a tensão residual medida ao ajuste Valor de
partida de tensão. Se o valor medido exceder o ajuste do Valor de partida de
tensão, o módulo relata o excedente do valor à lógica de indicação de falhas.

Detector de transitório
O módulo detector de transitório é utilizado para detectar transitórios nos sinais de
corrente residual e de tensão residual. Existem critérios predefinidos para os sinais
Io e Uo para detectar itens transitórios e suas direções. Os itens transitórios que
atendem aos critérios são relatados à lógica de indicação de falhas separadamente
para Io e Uo.

Lógica de indicação de falha


Dependendo da configuração Operation mode, O INTRPTEF tem dois modos
independentes para detectar falhas à terra. O modo "Transient EF" é utilizado para
detectar todos os tipos de falhas à terra. O modo "Intermittent EF" é utilizado para
a detecção de falhas à terra intermitentes em redes de cabo

A proteção de falha à terra tradicional deve ser sempre utilizada em


paralelo com a função INTRPTEF.

A lógica do módulo de indicação de falha verifica se os transientes detectados


correspondem aos critérios estabelecidos pela configuração Directional mode .
Quando o valor de ajuste "Forward" é usado, significando que a falha está no cabo
de alimentação a partir do ponto de vista IED, a correspondência pode ser feita
apenas se a direção da transientes em ambos Io e Uo forem positivas ou negativas.

238 Série 615


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Quando a definição do valor "Reverse" é usado, o que significa que,


respectivamente, a falha é na rede de fundo, a correspondência é feita apenas se a
direção dos transientes não é igual (um positivo e um negativo). Se a direção não
tem nenhuma importância, o valor "não direcional" pode ser selecionado.

A direção falha detectada (FAULT_DIR) está disponível por meio da visualização


de dados monitorados no LHMI ou por meio de ferramentas via comunicações.

No modo "Transient EF", quando o início do transitório da falha é detectada e o


nível Uo excede o ajuste Voltage start value, o temporizador 1 é ativado. O
temporizador 1 é mantido ativado até que o nível Uo exceda o valor definido ou em
caso de uma queda, a duração drop-off é mais curta do que o ajuste Reset delay
time.

No modo "Intermittent EF" o temporizador 1 é ativado a partir do transiente


detectado pela primeira vez. Quando uma quantidade necessária de falhas de terra
intermitentes transientes ajustadas com o Peak counter limit são detectadas, sem a
função ser resetada (depende do tempo de queda de off-set com o Reset delay time ,
a saída START é ativada. O temporizador 1 é mantido ativado enquanto transientes
estão ocorrendo durante o tempo em queda Reset delay time

Temporizador 1
A característica de tempo é de acordo com DT. Quando o temporizador tiver
alcançado o valor ajustado por Tempo de atraso operacional e no
modo"intermitente EF" de pelo menos uma transiente é detectado durante o ciclo
de queda, a função "OPERAR" é ativada. No modo "Transiente EF" , o ajuste
"OPERAR" é ativado após operar o tempo se a tensão residual exceder o ajuste
Valor de partida de tensão. A ativação do sinal BLOCK redefine o temporizador e
desativa as saídas START e OPERATE.

O temporizador calcula o valor de duração de início START_DUR que indica a


razão percentual da situação de início e o tempo de operação definido. O valor fica
disponível através da visualização de dados monitorados.

Temporizador 2
Se a função é usada no modo direcional e um sentido oposto transitório é
detectado, a saída BLK_EF é ativada para o tempo de atraso fixo de 25 ms. Se a
saída START é ativada quando BLK_EFfor ativado, o ajuste BLK_EF é desativado.
O ajuste BLK_EF é ativado somente no modo"Intermitente EF".

A ativação do sinal BLOCK redefine o temporizador e desativa a saída BLK_EF

4.2.3.5 Aplicação

INTRPTEF é uma função de falha à terra dedicada a operar em falhas intermitentes


e permanentes que ocorram em redes de distribuição e sub-transmissão. A detecção
de falhas é feita a partir dos sinais residuais de tensão e corrente por meio do
monitoramento dos transientes com critério pré-definido. Uma vez que a função

Série 615 239


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tem um propósito dedicado aos tipos de falhas, a rápida detecção e apuração das
falhas pode ser alcançada.

Falha à terra intermitente


A falha à terra intermitente é um tipo especial de falha que é encontrada
especialmente em redes compensadas com cabos subterrâneos. Uma razão típica
para este tipo de falha é a deterioração do isolamento dos cabos, seja por esforço
mecânico ou envelhecimento do material de isolamento onde a água ou a umidade
gradualmente penetram no isolamento dos cabos. Isto eventualmente reduz a
tensão suportável do isolamento, levando a uma série de falhas de isolamento do
cabo. A falha é iniciada enquanto a tensão de fase a terra exceder o nível reduzido
de isolamento do ponto de falha e praticamente se extingue enquanto que a
corrente de falha cai para zero pela primeira vez, conforme mostrado na Figura
103. Como resultado, transientes muito curtos, ou seja, mudanças rápidas na forma
de picos de corrente residual (Io) e na tensão residual (Uo), pode ser medida
repetidamente. Normalmente, a resistência de falha, no caso de uma falha
intermitente à terra é apenas de poucos ohms .

Corrente resudual Io e tensão residual Uo


BOBINA COMP.
Iov
Re (Corrente
de falha)
K 0.1
Voltagem Residual x 10 (kV)

Alimentador Alimentador Medição


2
Corrente Residual (kA)

Entrada
0

Uo
Ictot Ioj Iov -0.1 Uo
Largura de pulso
400 - 800 s
Ponto de -0.2
UUtres R Ioj
tres f
Falha Intervalo de pulso
(Alimentador 5 - 300 ms
defeituoso)
-0.3 Valor pico
~0.1 ... 5 kA
GUID-415078AD-21B3-4103-9622-712BB88F274A V2 PT

Figura 103: Características típicas de falha à terra intermitente

Falhas à terra Transientes


Em geral, falhas à terra geram transientes em correntes e tensões. Há vários fatores
que afetam a magnitude e a frequência desses transientes, tais como o momento de
falha na onda de tensão, localização da falha, a resistência à falhas e os parâmetros
dos alimentadores e transformadores alimentadores. Na iniciação de falha, a tensão
da fase defeituosa diminui e a capacitância correspondente é descarregada para
terra (-> descarga transiente). Ao mesmo tempo, as tensões do aumento de fases
saudáveis e as capacitâncias relacionadas são carregadas (-> carga transiente).

240 Série 615


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Se a falha é naturalmente permanente (não transiente), apenas a falha inicial


transiente na e corrente e a tensão podem ser medidas, enquanto que a falha
intermitente cria transientes repetitivos.

GUID-CC4ADDEA-EE11-4011-B184-F873473EBA9F V1 PT

Figura 104: Exemplo de falha à terra transiente, incluindo a descarga e a carga


de componentes transientes, quando uma falta permanente ocorre
em uma rede de 20 kV na fase C

4.2.3.6 Sinais
Tabela 223: Sinais de Entrada INTRPTEF
Nome Tipo Padrão Descrição de modo
Io SIGNAL 0 Corrente residual
Uo SIGNAL 0 Tensão residual
BLOCK BOOLEAN 0=Falso Sinal de bloqueio para ativação do modo de
bloqueio

Tabela 224: Sinais de saída INTRPTEF


Nome Tipo Descrição
OPERATE BOOLEAN OPERATE
INÍCIO BOOLEAN Tempo de
BLK_EF BOOLEAN Bloqueie o sinal para o EF para indicar os picos
de direção oposta

Série 615 241


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4.2.3.7 Configurações
Tabela 225: Ajuste de Grupo INTRPTEF
Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Modo direcional 1=Não-direcional 2=Para frente Modo direcional, não-direcional/para
2=Para frente frente/inverso
3=Reverso
Tempo de atraso 40...1200000 ms 10 500 Tempo de atraso operacional
operacional
Valor de partida de 0.01...0.50 xUn 0,01 0,01 Valor de tensão inicial para EF transitório
tensão

Tabela 226: Ajustes de Grupo não-INTRPTEF


Parâmetro Valores (Faixa) Unidade Passo Padrão Descrição
Operação 1=ativado 1=ativado Operação off/on
5=desligado
Modo operacional 1=Intermitente EF 1=Intermitente EF Critério de operação
2=Transitório EF
Tempo de atraso de reset 0...60000 ms 1 500 Tempo de atraso de reset
o limite do contador de 2...20 2 Exigência mínima para contador de pico
pico antes de iniciar o modo IEF

4.2.3.8 Dados monitorados


Tabela 227: Dados monitorados INTRPTEF
Nome Tipo Valores (Faixa) Unidade Descrição
FALHA_DIR Enum 0=desconhecido Direção de falha
1=para frente detectada
2=para trás
3=ambos
Início_DUR FLOAT32 0.00...100.00 % Relação de tempo de
partida/tempo de
operação
INTRPTEF Enum 1=ativado Status
2=bloqueado
3=teste
4=teste/
bloqueado
5=desligado

242 Série 615


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4.2.3.9 Dados técnicos


Tabela 228: Dados técnicos INTRPTEF
Característica Valor
Precisão de operação (critério Uo com proteção Dependendo da frequência da corrente medida:
transitória) fn ±2 Hz

±1,5% do valor ajustado ou ±0,002 x Uo


Precisão de tempo operacional ±1.0% do valor de ajuste ou ±20 ms
Supressão de harmônicos DFT: -50 dB at f = n x fn, em que n = 2, 3, 4, 5

4.2.3.10 Histórico de revisão técnica


Tabela 229: Histórico de revisão técnica de INTRPTEF
Revisão técnica Alteração
B Valores mínimo e padrão alterado para 40 ms
para a definição do Tempo de atraso
operacional configuração

4.2.4 Proteção de falha à terra baseada em admitância EFPADM

4.2.4.1 Identificação
Descrição da função Identificação IEC Identificação IEC Número do
61850 60617 dispositivo ANSI/
IEEE C37.2
Proteção de falha à terra baseada em EFPADM Yo>-> 21YN
admitância

4.2.4.2 Bloco de funções

GUID-70A9F388-3588-4550-A291-CB0E74E95F6E V1 PT

Figura 105: Bloco de funções

4.2.4.3 Funcionalidade

A função de proteção de falha à terra baseada em admitância de EFPADM provê


uma função de proteção seletiva contra falha à terra para redes de alta-resistência
aterradas, não aterradas e compensadas. Pode ser aplicado para a proteção de linhas

Série 615 243


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aéreas bem como as com cabos subterrâneos. Pode ser usado como solução
alternativa às funções tradicionais de proteção residual de falhas à terra baseada em
corrente, como por exemplo o modo IoCos em DEFxPDEF. Principais vantagens
da EFPADM incluem aplicabilidade versátil, boa sensibilidade e princípios de fácil
configuração.

EFPADM é baseado na avaliação da admitância de neutro da rede, ou seja, o


quociente:
Yo = Io / −Uo
GUID-F8BBC6A4-47BB-4FCB-A2E0-87FD46073AAF V1 PT (Equação 14)

A admitância mensurada é comparada às características limites da rede, ou seja, o


quociente: As características suportadas incluem sobre-admitância, sobre-
-susceptância, sobre-condutância ou qualquer combinação das três. A
direcionalidade do critério da sobre-susceptância e da sobre-condutância podem ser
definidas como direta, reversa ou não direcional, e as linhas limite podem ser
inclinadas caso necessário na aplicação. Isto permite a otimização do formato das
características de admitância para qualquer aplicação.

EFPADM suporta dois algorítimos de cálculo para admitância. O cálculo de


admitância pode ser ajustado para incluir ou excluir os valores de pré-falta de
sequência zero da rede. Ainda, a admitância calculada é registrada no momento do
trip e pode ser monitorada para propósitos de análise pós-falta.

Para assegurar a segurança da proteção, o cálculo de admitância é supervisionado


pela condição de sobretensão residual a qual libera a proteção de admitância
durante uma condição de falha. Alternativamente, a liberação do sinal pode ser
fornecida por um sinal binário externo.

A função contém uma funcionalidade de bloqueio. É possível bloquear as saídas da


função, os seus temporizadores ou a própria função, se desejado.

4.2.4.4 Princípio de operação

A função pode ser habilitada e desabilitada com o Operação configuração. Os


valores de parâmetros correspondentes são "On" e "Off".

A operação de proteção de falha à terra baseada na admitância pode ser descrita


utilizando-se um diagrama de módulo. Todos os módulos no diagrama são
explicados nas próximas seções.

244 Série 615


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Temporizador
Io Cálculo de Características OPERATE
admitância de t
operação
Uo
neutra START

RELEASE
Lógica de
BLOCK bloqueio

GUID-BAD34871-A440-433D-8101-022E1E245A0D V1 PT

Figura 106: Diagrama de módulo funcional

Cálculo de admitância de neutro


A função pode operar em grandezas residuais mensuradas ou calculadas. A
corrente residual pode ser selecionada com a configuração Io signal Sel . As opções
selecionáveis são "Io medido" e "Io calculado". Respectivamente, a tensão residual
pode ser selecionada com a configuração Uo signal Sel . As opções selecionáveis
são "Uo medido" e "Uo calculado".

Quando a tensão residual supera o limiar estabelecido no Valor de início de tensão,


uma falha à terra é detectada e o cálculo de admitância de neutro é liberado.

Para assegurar uma precisão suficiente para as medições de Io e Uo, é necessário


que a tensão residual exceda o valor estabelecido pela Tensão mínima de operação.
Caso o modo de cálculo de admitância seja "Delta", a mudança mínima na tensão
residual devido a uma falha deve ser de 0.01 xUn para habilitar a operação. Da
mesma forma, a corrente residual deve exceder o valor definido pela Corrente
mínima de operação.

A polaridade da grandeza de polarização Uo pode ser modificada,


ou seja, rotacionada em 180 graus, ao se ajustar a Reversão de
polaridade para "True" ou modificando a polaridade dos fios de
medição de tensão residual.

Como alternativa à condição de início de sobretensão interna residual, a proteção


de admitância de neutro também pode ser liberada externamente ao se utilizar a
entradaRELEASE.

A admitância de neutro é calculada como o quociente entre os fasores da corrente


residual e da tensão residual (polaridade invertida) da frequência fundamental. A
configuração Admittance Clc mode define o modo de cálculo:

Admittance Clc mode = "Normal"

Io fault
Yo =
−Uo fault
GUID-B1E03EA1-E958-43F3-8A28-2D268138DE36 V1 PT (Equação 15)

Admittance Clc mode = "Delta"

Série 615 245


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Io fault − Io prefault ∆ Io
Yo = =
−(Uo fault − Uo prefault ) − ∆Uo
GUID-B0611FF1-46FD-4E81-A11D-4721F0AF7BF8 V1 PT (Equação 16)

Yo Admitância de neutro calculada [Siemens]


Iofalha Corrente residual durante a falha [Amperes]

Uofalha Tensão residual durante a falha [Volts]

Iopré-falha Corrente residual de pré-falha [Amperes]

Uopré-falha Tensão residual de pré-falha [Volts]

ΔIo Mudança na corrente residual devido a falha [Amperes]


ΔUo Mudança na tensão residual devido a falha [Volts]

Tradicionalmente, o cálculo de admitância é feito utilizando o modo de cálculo


"Normal", ou seja, com os valores de corrente e tensão diretamente mensurados
durante a falha. Como alternativa, ao selecionar o modo de cálculo "Delta", a
assimetria de sequência zero de pré-falta da rede pode ser removida do cálculo de
admitância. Teoricamente, isto torna o cálculo de admitância totalmente imune à
resistência de falhas, ou seja, o valor estimado de admitância não é afetado pela
resistência da falha. A utilização da modificação no Uo e Io devido a uma falha no
cálculo da admitância também suaviza os efeitos dos erros de medição do TP e TC,
portanto melhorando a precisão da medição, a sensibilidade e a seletividade da
proteção.

O modo de cálculo "Delta" é recomendado no caso de haver


necessidade de uma alta sensibilidade da proteção, caso a rede
tenha um alto grau de assimetria durante um estado sadio ou se a
medição da corrente residual for baseada em uma conexão de soma,
ou seja, uma conexão Holmgren.

O cálculo de admitância de neutro produz os seguintes valores durante as falhas


diretas e reversas:

Falha na direção reversa, ou seja, fora do alimentador protegido:

Yo = −Y Fdtot
GUID-B6E3F720-1F9F-4C11-A5DC-722838E8CCDA V1 PT (Equação 17)

I eFd
≈ −j⋅
U ph
GUID-19AA418B-9A0A-4CEE-8772-0CD3F595E63F V1 PT (Equação 18)

YFdtot Soma das admitâncias de fase-terra (YFdA, YFdB, YFdC) do alimentador protegido.

IeFd A Magnitude da corrente de falha à terra do alimentador protegido quando a resistência


de falha for de zero ohm
Uph Magnitude da tensão de fase-terra do sistema

246 Série 615


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Funções de proteção

A Equação 17 mostra que no caso de falhas externas, a admitância mensurada é


igual à admitância do alimentador protegido com um sinal negativo. A admitância
mensurada é predominantemente reativa; a pequena parte resistiva da admitância
mensurada é devida às perdas de fuga do alimentador. Teoricamente, a admitância
mensurada está localizada no terceiro quadrante do plano de admitância próximo
ao eixo im(Yo), veja a Figura 107.

O resultado da Equação 17 é válido independentemente do método


de aterramento de neutro. Em redes compensadas, o grau de
compensação não afeta o resultado. Isto permite um princípio de
ajuste direto para a proteção de admitância de neutro:
características de admitância é ajustada para cobrir o valor Yo = –
YFdtot com uma margem adequada.

Devido a imprecisões na medição da tensão e da corrente, a


pequena parte real da admitância de neutro calculada pode aparecer
como positiva, o que leva a admitância de neutro ao quarto
quadrante do plano de admitância. Isto deve ser considerado ao se
ajustar a característica de admitância.

Série 615 247


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Funções de proteção

Io
A B C
Alimentador protegido

EA
~ YFd
EB

EC
~
~ Rede de segundo plano
Rn
Uo
Lcc Falha reversa
Rcc
YBg

(IeTot - IeFd) IeFd

Im(Yo)

Re(Yo)
Falha reversa

Yo ≈ -j*IeFd/Uph

GUID-B852BF65-9C03-49F2-8FA9-E958EB37FF13 V1 PT

Figura 107: Cálculo de admitância durante uma falha reversa

RCC Resistência do resistor paralelo

LCC Indutância da bobina de compensação

Rn Resistência do resistor de aterramento de neutro

YFd Admitância de fase-terra do alimentador protegido.

YBg Admitância de fase-terra da rede de segundo plano.

Por exemplo, em uma rede compensada de 15 kV com a magnitude da corrente de


falha à terra no alimentador protegido sendo 10 A (Rf = 0 ohm), o valor teórico
para a admitância mensurada durante uma falha de terra na direção reversa, ou seja,
fora do alimentador protegido, pode ser calculado:

I eFd 10 A
Yo ≈ − j ⋅ = −j⋅ = − j ⋅ 1.15 milliSiemens
U ph 15 3kV
GUID-E2A45F20-9821-436E-94F1-F0BFCB78A1E3 V1 PT (Equação 19)

248 Série 615


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Funções de proteção

O resultado é válido apesar do método de aterramento do neutro.

Neste caso, a parte resistiva da admitância mensurada é devido à perdas por fuga
do alimentador protegido. Por serem tipicamente muito pequenas, a parte resistiva
é próxima à zero. Devido a inexatidões na mensuração da tensão e da corrente, a
pequena parte real da admitância de neutro aparente pode parecer positiva. Isto
deve ser considerado ao se ajustar a característica de admitância.

Falha na direção direta, ou seja, dentro do alimentador protegido:

Rede não aterrada:

Yo = Y Bgtot
GUID-5F1D2145-3C0F-4F8F-9E17-5B88C1822566 V1 PT (Equação 20)

I −I 
≈ j ⋅  eTot eFd 
 U 
 ph 
GUID-0B7C9BA9-B41B-4825-9C1B-F8F36640B693 V1 PT (Equação 21)

Rede compensada:

Yo = Y Bgtot + Y CC
GUID-F3810944-D0E1-4C9A-A99B-8409F4D3CF05 V1 PT (Equação 22)

I Rcc + j ⋅ ( I eTot ⋅ (1 − K ) − I eFd )



U ph
GUID-208EA80C-62B6-46E0-8A5B-DC425F0FE122 V1 PT (Equação 23)

Rede aterrada de alta-resistência:

Yo = Y Bgtot + Y Rn
GUID-F91DA4E4-F439-4BFA-AA0D-5839B1574946 V1 PT (Equação 24)

I Rn + j ⋅ ( I eTot − I eFd )

U ph
GUID-CAA0C492-20CF-406C-80AC-8301375AB454 V1 PT (Equação 25)

YBgtot Soma das admitâncias de fase-terra (YBgA, YBgB, YBgC)da rede de segundo plano.

YCC Admitância do arranjo de aterramento (bobina de compensação e resistor paralelo).

IRcc Corrente nominal do resistor paralelo

IeFd A Magnitude da corrente de falha à terra do alimentador protegido quando a resistência de


falha for de zero ohm
IeTot Magnitude da corrente de falha à terra não compensada da rede quando Rf for zero ohm

K Grau de compensação , K = 1 plena ressonância, K<1 sub-compensada, K>1 sobrecompensada


IRn Corrente nominal do aterramento do resistor de neutro

A Equação 20 mostra que no caso de falhas internas no alimentador protegido em


redes não aterradas, a admitância mensurada é igual à admitância da rede de

Série 615 249


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Funções de proteção

segundo plano. A admitância mensurada é predominantemente reativa; a pequena


parte resistiva da admitância mensurada é devida às perdas de fuga da rede de
segundo plano. Teoricamente, a admitância mensurada está localizada no primeiro
quadrante do plano de admitância, próximo ao eixo im(Yo), veja a Figura 108.

A Equação 22 mostra que no caso de falhas internas no alimentador protegido em


redes compensadas, a admitância mensurada é igual à admitância da rede de
segundo plano e a bobina incluindo o resistor paralelo. Basicamente, o grau de
compensação determina a parte imaginária da admitância mensurada, e a parte
resistiva é devido ao resistor paralelo da bobina e as perdas por fuga da rede de
segundo plano e das perdas da bobina. Teoricamente, a admitância mensurada está
localizada no quarto quadrante do plano de admitância, dependendo do grau de
compensação, veja a Figura 108.

Antes de conectar o resistor paralelo, a parte resistiva da admitância


mensurada é devido às perdas por fuga da rede de segundo plano e
às perdas da bobina. Por serem tipicamente pequenas, a parte
resistiva pode não ser suficientemente grande para assegurar a
discriminação da falha e sua direção com base na condutividade
mensurada. Isto e o valor nominal e a operação lógica do resistor
paralelo devem ser considerados ao se ajustar a característica de
admitância em redes compensadas.

A Equação 24 mostra que no caso de falhas internas no alimentador protegido em


sistemas aterrados de alta resistência, a admitância mensurada é igual à admitância
da rede de segundo plano e o resistor de aterramento de neutro. Basicamente, a
parte imaginária da admitância mensurada é devida às capacitâncias da rede de
segundo plano, e a parte resistiva é devido ao resistor de aterramento de neutro e às
perdas por fuga da rede de segundo plano. Teoricamente, a admitância mensurada
está localizada no primeiro quadrante do plano de admitância, veja a Figura 108.

250 Série 615


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Funções de proteção

Io
A B C
Alimentador Protegido
Falha
Avançada

EA
~ YFd
EB

EC
~
IeFd IeTot
~ Rede de segundo plano
Rn
Uo
Lcc
Rcc
YBg (IeTot - IeFd)

Falha avançada ,
rede aterrada de alta-resistência
Yo ≈ (IRn+j*(IeTot-IeFd))/Uph
Im(Yo)

Falha avançada,
rede não aterrada:
Yo ≈ j*(IeTot-IeFd)/Uph
Subcompensado(K<1)

Re(Yo)
Ressonância (K=1)
Falha reversa

Yo ≈ -j*IeFd/Uph
Sobrecompensado (K>1)

Falha avançada, rede não compensada:


Yo ≈ (Ircc + j*(IeTot*(1-K) - IeFd))/Uph
GUID-5DB19698-38F9-433E-954F-4EBDBA5B63BD V1 PT

Figura 108: Cálculo de admitância durante uma falha direta

Quando a rede estiver completamente compensada em redes


compensadas, teoricamente durante uma falha direta a parte
imaginária da admitância mensurada é igual à susceptância do
alimentador protegido com um sinal negativo. Esta discriminação
entre uma falha direta e reversa deve, portanto, ser baseada na parte
real da admitância mensurada, ou seja, condutância. Portanto, a

Série 615 251


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Funções de proteção

melhor seletividade é alcançada quando as rede compensada é


operada tanto no modo sub-compensado quanto sobrecompensado.

Por exemplo, em uma rede compensada de 15 kV, a magnitude da corrente de falha


à terra do alimentador protegido é de 10 A (Rf = 0 ohm) e a magnitude da rede é de
100 A (Rf = 0 ohm). Durante uma falha à terra, um resistor de 15 A é conectado
em paralelo à bobina após 1 segundo de atraso. O grau de compensação é
supercompensado, K = 1.1.

Durante falha à terra na direção direta, ou seja, dentro do alimentador protegido, o


valor teórico para a admitância mensurada após a conexão do resistor paralelo pode
ser calculado:

I Rcc + j ⋅ ( I eTot ⋅ (1 − K ) − I eFd )


Yo ≈
U ph
15 A + j ⋅ (100 A ⋅ (1 − 1.1) − 10 A)
= ≈ (1.73 − j ⋅ 2.31) milliSiemens
15kV 3
GUID-8763BA04-22DC-4B93-B52D-1E8FD44A68B9 V1 PT (Equação 26)

Antes de conectar o resistor paralelo, a parte resistiva da admitância mensurada é


devido às perdas por fuga da rede de segundo plano e às perdas da bobina. Por
serem tipicamente pequenas, a parte resistiva pode não ser suficientemente grande
para assegurar a discriminação da falha e sua direção com base na condutividade
mensurada. Isto e o valor nominal e a operação lógica do resistor paralelo devem
ser considerados ao se ajustar a característica de admitância.

Quando uma alta sensibilidade da proteção é requerida, a corrente


residual deveria ser mensurada utilizando um TC de cabo/anel
central, ou seja, o TC Ferranti. Além disto, o uso de uma entrada
sensível Io deve ser considerada. A medição de tensão residual
deve ser feita com uma conexão delta aberta dos três
transformadores de tensão de pólo único isolado.

Característica da Operação
Após a liberação do cálculo de admitância, a admitância de neutro calculada é
comparada aos limites da característica de admitância no plano de admitância. Se o
cálculo de admitância de neutroYo se mover para fora da característica, o sinal de
habilitação é enviado ao timer.

O EFPADM dá suporte a uma larga escala de características diferentes para


alcançar a máxima flexibilidade e sensibilidade em diferentes aplicações. O
formato básico da característica está selecionado com os ajustes de Modo de
operação e Modo direcional . O Modo de operação define qual critério operacional
está habilitado e o Modo direcional define se as linhas limite direta, reversa ou não
direcionais para aquele modo de operação em particular estão ativadas.

252 Série 615


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Tabela 230: Critério de operação