Você está na página 1de 7

O que é uma Estação de Referência?

O posicionamento cinemático em tempo real com GNSS (RTK) é uma das técnicas de levantamento mais
utilizadas na atualidade. Esta técnica é baseada no posicionamento relativo, onde são geradas correções de posição que
permitem aprimorar os dados coletados.
Em campo, o usuário do sistema RTK utiliza dois receptores, sendo:
 um receptor GNSS base ocupando um ponto de coordenadas conhecidas;
 enquanto outro receptor GNSS móvel (o rover) é utilizado para coletar os pontos de interesse.
É este receptor instalado sobre um ponto de coordenadas conhecidas que pode ser chamado de estação de
referência. Ela envia correções para o rover, geralmente via link de rádio. Ao combinar as observações dos dois
receptores, é possível determinar as coordenadas para os pontos ocupados pelo rover.
Mas como exatamente esse processo funciona e o que pode ser feito para reduzir os erros nele? Acompanhe conosco e
descubra!

O GNSS e como funciona o sistema RTK


O Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS, da sigla em inglês) refere-se a uma constelação de satélites
que fornecem sinais do espaço, transmitindo dados de posicionamento e temporização para receptores GNSS. Os
receptores então usam esses dados para determinar a sua localização.
Todo o sistema de posicionamento é baseado na medição de quanto tempo leva para um sinal viajar de um
satélite para o receptor. O GPS é uma das constelações do sistema GNSS e é hoje um dos mais usados no mundo. Porém,
receptores GPS tradicionais, como o que você pode encontrar em seu smartphone, só poderiam determinar sua posição
com uma precisão de aproximadamente 5 metros.
O RTK é uma técnica usada para melhorar a precisão do sistema GNSS permitindo reduzir essa precisão de
metros para centímetros. Como falamos, ele utiliza um sistema de posicionamento relativo, ou seja, com a comparação da
posição de dois pontos (rover e referência) para determinar a localização quase que exata.

Os receptores do sistema RTK


Se você não precisa de um levantamento topográfico com coordenadas precisas em tempo real, basta gravar os
dados nos receptores e processá-los posteriormente, eliminando assim a necessidade de um link de transmissão de
correções. Esse método é chamado de pós-processamento.
Porém, o RTK (que no inglês significa Real Time Kinematic, ou Cinemático em Tempo Real) surgiu justamente da
necessidade de gerar correções de posicionamento em tempo real para aumentar a produtividade.

As redes de bases RTK


Em alguns países, existem redes de estações de referência que fornecem dados para usuários individuais. No caso
do Brasil, temos a RBCM, Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS.
A RBMC possui mais de 100 estações de referência espalhadas pelo país, sendo em sua maioria do modelo
Trimble NetR9, fornecida pela Santiago & Cintra. A grande vantagem é que o uso delas exclui a necessidade do usuário
possuir um receptor base.
Estes receptores que equipam as estações da RBMC são de alto desempenho e proporcionam observações de
grande confiabilidade. Cada estação da RBMC disponibiliza dados para realizar pós-processamento, e além disso,
transmitem correções em tempo real através da internet – tecnologia conhecida como NTRIP.
Você pode conferir tudo sobre a RBMC por meio do site do IBGE. Lá, você também encontrará todas as
informações das estações de referência, bem como fará download dos dados para pós-processamento.
Gostou de aprender sobre o sistema RTK e as estações de referência?
Aproveite e conheça os equipamentos da Santiago & Cintra que trabalham com essas tecnologias!
Como funciona o sistema RTK (Real Time Kinematic)?

Um GPS de navegação, como os que temos nos celulares ou usamos nos automóveis, fornecem um
posicionamento com precisão de 5 a 10 metros. Tal precisão é obtida medindo os tempos de envio do sinal e depois
calculando o tempo que ele leva para fazer a viagem de volta.

Contudo, vários fatores podem influenciar essa viagem e gerar erros. Por isso, na topografia e ou geodésia,
existem métodos de posicionamento que ajudam o sistema GPS a ter mais precisão, como é o caso do RTK, Real-time
Kinematic. Como dito anteriormente, enquanto um GPS comum de navegação fornece uma precisão de 5 a 10 metros, o
RTK reduz o erro chegando a precisão de centímetros.

Mas como funciona um sistema RTK e como ele pode ser útil para os seus projetos? Continue lendo o conteúdo e
descubra!
O que é e como funciona um RTK?
Todo o sistema de Posicionamento Global por Satélite (GNSS) baseia-se em medir quanto tempo o sinal leva para chegar
de um satélite para o receptor e determinar sua posição no planeta. Contudo, os satélites orbitam a aproximadamente
20.000 km acima da superfície da Terra.

Nesse caminho, os sinais transmitidos viajam através da atmosfera e são abrandados e perturbados, principalmente
quando passam pela ionosfera e troposfera. Por exemplo, o tempo de viagem em um dia nublado e em condições de céu
claro é diferente devido às condições da atmosfera.

Muitos fatores podem aumentar o erro no posicionamento GNSS, mas geralmente podemos assumir que essas causas
não mudam muito em uma mesma área e o sistema trabalha de forma satisfatória para nos guiar em uma viagem de
carro, por exemplo.
Mas e quando precisamos de maior precisão?
Existem algumas técnicas de posicionamento que podem proporcionar maiores precisão, dentre elas podemos citar o
posicionamento relativo e o DGPS (Differential Global Positioning System).
No posicionamento relativo são necessários dois receptores rastreando simultaneamente, sendo que um deles deve ser
instalado em um ponto de coordenadas conhecidas. Para se obter precisão milimétrica, dependendo da situação, requer
um longo período de ocupação para armazenar dados brutos e, além disso, realizar obrigatoriamente o pós-
processamento dos dados em escritório.
Já no DGPS, uma rede de bases fixas transmitem as diferenças entre as posições indicadas por satélites e suas próprias
posições, sendo que tais diferenças são utilizadas no cálculo da posição final.
Porém, existe um método de posicionamento nos permite obter alta precisão e produtividade! Tal método é chamado de
RTK (traduzido do inglês, cinemático em tempo real). Também são utilizados dois receptores, no qual um deles é
estacionário e é chamado de "estação base" (geralmente fica em um ponto de coordenadas conhecidas), o outro é o
"rover", e fica junto ao usuário executando a coleta de dados.

A estação base fica constantemente calculando correções em relação as coordenadas do ponto em que está estacionada
mede erros e tais correções são transmitidas para o rover em tempo real. A ideia é simples, mas a matemática não, por
isso utilizamos de equipamentos que fazem todos estes cálculos automaticamente.
Por que optar por um sistema RTK?
O sistema RTK é atualmente o equipamento mais procurado do mercado em função da precisão que proporciona (aprox.
2cm) e de sua produtividade. Trabalhos que antes demoravam dias para ser executados podem ser feitos em algumas
horas.
Além disso, vale ressaltar que acaba-se tempo uma redução de custos – tempo é dinheiro! Gasta-se menos tempo em
campo para realizar o levantamento e consequentemente, menos custos com equipe, alimentação, hospedagem, etc.
A Santiago & Cintra possui uma linha completa de sistemas RTKs no seu portfólio de produtos. Entre no nosso site e
descubra aquele que mais se adequa ao seu projeto!
https://www.santiagoecintra.com.br/produtos/receptores-gnss-rtk
Gostou do nosso post? Quer continuar aprendendo a como reduzir custos e aumentar a precisão dos seus trabalhos?
Então continue acompanhando nosso conteúdo. Caso tenha ficado com alguma dúvida, não hesite em compartilhá-la
conosco, no campo de comentários deste post!

Métodos de posicionamento e receptores GNSS


18/10/2017

Os receptores GNSS (Global Navigation Satellite System) são utilizados na maioria dos levantamentos topográficos
e/ou geodésicos e auxiliam para que ocorra um melhor rastreio das informações do local de interesse. É fundamental que
o engenheiro cartográfico ou agrimensor encontre o receptor ideal para suprir todas as necessidades do dia a dia do seu
trabalho, reduzindo custos e otimizando seu tempo.
Antes de falar sobre os receptores, é interessante falar a respeito de posicionamento. Posicionar um objeto significa
determinar suas coordenadas em relação a um referencial específico. Para isso, essas coordenadas precisam ser
determinadas utilizando algum tipo de informação, nesse caso, os satélites GNSS. Com esses satélites é possível obter a
localização, o tempo e a velocidade de um receptor GPS que se encontra sobre o ponto de interesse.
A seguir, saiba mais sobre os receptores GNSS e entenda porque utilizá-los em seus levantamentos. Confira!
Os métodos de posicionamento
É preciso destacar que existem pelo menos 4 tipos métodos de posicionamento via receptores GNSS que podem ser
utilizados nos levantamentos do dia a dia.
1) Posicionamento por Ponto, Absoluto ou Autônomo
*Utilização de apenas um receptor para realizar o posicionamento (código C/A);
*Posição em tempo real, porém com precisão de aprox. 10 metros;
*Método empregado para navegação com baixa precisão ou levantamentos expeditos.
2) Posicionamento por Ponto Preciso – PPP
*Utilização de apenas um receptor para aquisição dos dados (L1/L2);
*Requer longo período de ocupação do ponto de interesse;
*Proporciona posição com precisão centimétrica, porém não em tempo real;
*Necessário enviar os dados para pós-processamento em um servidor onde são realizadas uma série de correções.
http://www.ppp.ibge.gov.br/ppp.htm
3) Posicionamento Relativo
*Necessário utilização de no mínimo dois receptores (L1 ou L1/L2) rastreando simultaneamente, para realizar o
posicionamento;
*Necessidade de instalar um dos receptores em um ponto com coordenadas conhecidas;
*Dependendo da situação requer um longo período de ocupação dos pontos;
*Proporciona posicionamento com alta precisão, porém é necessário realizar o pós-processamento dos dados em
escritório;
*Não proporciona precisão em tempo real.
4) Posicionamento Relativo Cinemático em Tempo Real – RTK
*Necessário utilização de no mínimo dois receptores (L1/L2), rastreando simultaneamente, para realizar o posicionamento;
*Necessidade de instalar um dos receptores em um ponto com coordenadas conhecidas;
*Os dados coletados na estação base devem ser transmitidos para a estação móvel;
*Necessário um link de rádio ou outro tipo de comunicação (ex. internet – NTRIP) entre ambos;
*Proporciona precisão centimétrica em tempo real.
Conhecendo melhor o GPS
O Sistema de Posicionamento Global ou Global Positioning System foi desenvolvido e é mantido e operado pelo
Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Foi elaborado com o objetivo de ser o principal sistema de navegação das
forças armadas americanas.
O sistema GPS é composto por 3 segmentos: espacial, de controle e de usuário. O segmento espacial (ou segmento
aéreo) é formado por no mínimo 24 satélites (nos últimos anos, a constelação é formada por 31), que são distribuídos
uniformemente por órbitas. Já o segmento de controle é constituído por estações terrestres que enviam informações aos
satélites, controlando posição e velocidade. Enquanto o segmento de usuário é o que mais interessa neste artigo e é
nele que entram os receptores GNSS.
Os receptores, como unidade de processamento, são capazes de decodificar, em tempo real, as informações enviadas
pelos satélites, calculando a posição, possibilitando a troca de dados e disponibilizando informações para gerar mapas
detalhados.
Recomendação de receptores GNSS para topografia
Agora que a diferença entre os tipos de receptores está clara, é preciso encontrar a melhor opção para se utilizar na
topografia. Alguns aparelhos são construídos para suprir a necessidade de todo tipo de trabalho do engenheiro. Dentre
eles, destacam-se:
O receptor GNSS Trimble R8s, pois ele possui a tecnologia de rastreamento Trimble 360, que amplia o alcance do rover
GNSS em locais que antes eram inacessíveis, possibilitando a obtenção de dados com a precisão exigida pela legislação
para os principais trabalhos topográficos. Possui antena e rádio UHF totalmente integrados em uma única peça. Inclui
dois Chips GNSS Trimble Maxwell 6 com 440 canais para rastreamento de uma ampla gama de sistemas de satélite,
incluindo GPS, GLONASS e facilmente atualizável para Galileo, BeiDou e QZSS. Totalmente selado, à prova de chuva,
umidade e quedas de até 2 metros de altura. Tecnologia de transmissão de dados sem fio, Bluetooth, integrada. Taxa de
atualização de 1, 2, 5 e 10Hz selecionável pelo usuário. Fator de proteção IP67 (suporta submersão a até 1m de
profundidade) e temperatura de operação de –40°C à +65°C. Um dos destaques desse receptor é que ele é configurável,
ou seja, ele poderá ser dimensionável para as necessidades futuras, prolongado a utilização do aparelho.
Além do Trimble R8s, outro receptor que merece destaque é o GNSS SP60 da Spectra Precision, que possui antena e rádio
UHF totalmente integrados em uma única peça. Possui chip ASIC 6G de 240 canais e tecnologia patenteada Z-Blade que
fornece um ótimo desempenho utilizando todos os sistemas GNSS: GPS / GLONASS / GALILEO / BEIDOU / QZSS / SBAS.
Fator de proteção IP67, totalmente selado, 100% à prova de chuva, umidade, e à prova de quedas em concreto de até 2
metros de altura. Conta com a tecnologia de transmissão de dados sem fio Bluetooth® de longo alcance, integrada, que
proporciona a realização de levantamentos RTK com alcance de até 300 metros entre a os receptores Base e Rover. É
compatível com Trimble CenterPoint RTX, serviço de correção via satélite. Este não requer uma estação base RTK nem
cobertura celular. Configurado para receber correções CenterPoint RTX via satélite, o SP60 consegue apresentar posições
com precisão horizontal menor que 4 cm no prazo de 30 minutos ou menos após a inicialização.
Com essas informações fica mais fácil escolher o tipo de receptor ideal para utilizar no dia a dia, com a certeza de que
todas as suas necessidades estão sendo supridas e de que será possível atender a todas as expectativas dos seus
contratantes.

Comente
Envie por E-mail
Compartilhe
Coordenadasvariamcomotempo.Acostume-secomestaidéia.
Por MundoGEO | 0h00, 01 de Abril de 2001
Como os movimentos da crosta terrestre modificam as coordenadas geográficas
É fácil imaginar que coordenadas, que definem a posição espacial de pontos, feições, linhas, não se alterem com o tempo.
Esta é a percepção que temos do mundo que nos cerca. A nossa casa, ou o prédio onde moramos não se move. As ruas,
os postes, as árvores, estão sempre no mesmo local. Somos então levados a concluir que vivemos em um mundo
estacionário. Como poderiam as coordenadas variarem, a não ser que existam forças externas que provoquem algum tipo
de movimento? A nossa percepção da realidade nos leva a imaginar alguma situações onde isso ocorre. Por exemplo, é
fácil imaginar que as coordenadas de objetos em movimento se alteram: uma embarcação, uma aeronave, um automóvel,
irão ter diferentes coordenadas ao longo da trajetória percorrida. Isso é evidente.
Vamos então voltar para o nosso mundo "estacionário", no qual, baseando-se na nossa percepção da realidade,
coordenadas não variam com o tempo. A não ser que algum tipo de fenômeno tenha ocorrido, provocado ou não pela
ação humana, acarretando algum tipo de movimento naquele ponto "estacionário". Podemos citar exemplos dos mais
diversos. Extração de água subterrânea pode provocar um movimento vertical do terreno, provocando alteração na
altitude. Movimento vertical do terreno também pode ocorrer como consequência da carga provocada pelo enchimento
de uma barragem, ou por carga excessiva Provocada por edificações. Movimentos horizontais podem ocorrer devido a
deslizamentos, movimentos de terra provocados por diferentes origens. Terremotos seriam outro tipo de exemplo, porém
sem muita intensidade no Brasil.
As causas de movimentos, que provocam variação nas coordenadas de um mesmo ponto com o tempo , mencionadas
acima, são aparentes, no sentido de que estes movimentos podem, muita das vezes, serem detectados e explicados com
mais facilidade, por serem mais visíveis, ou por afetarem de forma desigual uma região limitada.
"As placas tectônicas não são estacionárias. Elas possuem um movimento relativo"
Existe uma outra forma de movimento, contudo, que provoca uma variação das coordenadas, em escala global, que passa
desapercebido pelos nossos olhos, o usualmente chamado movimento das placas tectônicas. A crosta terrestre é divida
em placas, que compreendem grandes porções oceânicas e continentais.
O Brasil se encontra contido em uma placa conhecida por placa sul-americana. Esta placa tem seu limite este na
cordilheira submarina no fundo do Oceano Atlântico situada a meio caminho entre a América do Sul e a África e limite
oeste no encontro da placa sul-america com suas vizinhas do Pacífico, encontro este que origina a cordilheira dos Andes.
A exemplo dos limites leste e oeste, os limites norte e sul também se situam além do território brasileiro. Fenômenos
como abalos sísmicos e vulcões ocorrem no limite entre as placas. Assim sendo, o Brasil se situa na parte mais estável da
placa sul-americana.
As placas tectônicas não são estacionárias. Elas possuem um movimento relativo. Modelos geofísicos estimam que a placa
sul-americana se desloca a uma velocidade aproximada de dois centímetros por ano dentro de um sistema de
coordenadas global. O fato de que o Brasil se encontra na porção estável da crosta nos leva a concluir que os pontos na
superfície se movimentam com a mesma velocidade. Nós não podemos ver e nem sentir este movimento. Mas ele existe,
e pode ser detectado pelas técnicas de posicionamento espacial, cuja precisão é maior do que o deslocamento da placa.
A consequência disto é que, sim, todas as coordenadas, dentro de um sistema de coordenadas global, se alteram com o
tempo. Em termos práticos isso significa o seguinte. Considere as estações da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo
(RBMC) Estas estações GPS encontram-se em operação contínua, fornecendo observações GPS diárias. Suas coordenadas,
contudo, foram determinadas em um sistema de coordenadas global, associadas a uma determinada época de referência
t0. Para se utilizar alguma das estações da RBMC como ponto de referência para um levantamento realizado em uma
outra época t (onde t > t0), as coordenadas da estação da RBMC devem ser atualizadas para a época t, levando-se em
consideração o intervalo de tempo entre t0 e t. As coordenadas atualizadas devem ser utilizadas como referência para o
levantamento. As coordenadas resultantes do processamento podem ser expressas na época t, ou, melhor, serem
reduzidas de volta para a época de referência t.
Este procedimento só deve ser aplicado dentro de sistema de coordenadas global, e geocêntrico. Como em um futuro
próximo, o Brasil deverá adotar um sistema de coordenadas global, e geocêntrico, este procedimento deve ser utilizado
nas operações de mais alta precisão com o GPS (Navegação e DGPS não precisam se preocupar com este procedimento.
Tão pouco, levantamentos topográficos, ou que se utilizem de coordenadas locais).
De modo que, sim, coordenadas variam com o tempo. E, a partir do momento que nos conscientizamos disso, e sabemos
que existem meios de conviver com esta variação, ela deixa de ser um problema, passando simplesmente a ser mais uma
faceta do mundo dinâmico onde vivemos.
Marcelo Carvalho dos Santos é Ph.D. em Geodésia e Engenharia Geomática pela Universidade de New Brunswick,
Canadá, onde é professor adjunto e membro do Laboratório de Pesquisa Geodésica. E-mail: msantos@unv.ca
O que é um levantamento topográfico e por que ele é importante?

O levantamento topográfico geralmente é o primeiro passo em qualquer projeto de obra ou desenvolvimento. É ele que
determina o estado do solo onde a construção tomará lugar para que sua base seja realizada de maneira correta.

Para quem lida com essa área diariamente, é fundamental dominar esse assunto. Pensando nisso, fizemos um panorama
geral sobre o levantamento topográfico e sua importância na qualidade dos projetos de construção.
O que é um levantamento topográfico?
O levantamento topográfico é o ato de localizar e mapear todas as características da superfície de um
terreno. Especificamente, o levantamento mede e mostra a forma, configuração, alívio e outras características
tridimensaionais aplicáveis do solo para criar contornos.

Os levantamentos topográficos também podem incluir objetos naturais, como árvores, grandes rochas, bem como
características artificiais, como edifícios, muros de contenção, ruas, calçadas, paisagismo e polos de serviço. O mapa
gerado pelo levantamento ainda pode incluir informações corretas de linha de limite que muitas vezes são necessárias
para contratempos.
Por que você precisa de um levantamento topográfico?
O mapa topográfico é, constantemente, a base para todos os esforços subsequentes de planejamento e design, e se não
for feito corretamente, pode causar erros, custos extras na construção e, pior ainda, acidentes graves. Uma pesquisa
topográfica fornece informações precisas para permitir que cada etapa seja feita corretamente e dentro do orçamento
inicial.

Muitos órgãos governamentais diferentes exigem que projetos de construção e desenvolvimento tenham levantamentos
topográficos como parte obrigatória do processo de construção. Esses projetos incluem novas casas, remodelações
importantes, calçadas, melhorias rodoviárias, montagem de pontes, projetos de classificação e drenagem, sistemas
sépticos, design de utilidade, construção de barragens e muito mais.

Uma vez que os levantamentos topográficos são úteis em muitos campos, eles servem para diversos propósitos, e seus
benefícios variam dependendo do tipo de projeto. Em geral, no entanto, eles podem:
Determinar as condições existentes e identificar quaisquer problemas com um site ou área natural;
Mostrar "retrocessos" de limites ou recursos de natureza para qualquer novo edifício ou projeto;
Fornecer aos engenheiros e arquitetos as informações necessárias para criar projetos corretos e adequados para os
recursos únicos da propriedade;
Indicar como novos recursos, como classificação, estruturas de construção, valas de drenagem e pontes, podem ser
construídos (se possível).
Como você pode ver, os levantamentos topográficos são extremamente úteis não apenas para engenheiros e arquitetos,
mas também para proprietários de casas, empresas, governos e construtores. A informação é valiosa e determinante para
o início de um projeto. Com os dados coletados é possível determinar se o projeto pode mesmo ser realizado e quais os
obstáculos que precisam ser superados.
Quais os métodos e equipamentos de levantamento topográfico?
Os levantamentos topográficos utilizam três métodos principais, e muitas vezes são uma combinação dos três, pois cada
meio tem uma força diferente:
Aérea: a fotogrametria é utilizada para determinar os contornos da superfície de grandes áreas, mas não podem mapear
recursos;
GPS: o GPS em tempo real (RTK) permite o mapeamento rápido de áreas abertas que não são suficientemente grandes
para justificar métodos aéreos;
Estações totais: uma equipe de campo está no local e mapeia diretamente cada recurso. Utilizado quando a cobertura da
árvore evita outras tecnologias ou quando os níveis de precisão mais altos são necessários.
O que influencia o custo de uma pesquisa topográfica?
A estimativa para uma pesquisa topográfica pode variar de acordo com diversos fatores. Os mais influentes são a forma,
relevo e tamanho da propriedade, a quantidade de árvores e a precisão necessária.
Influências menores também interferem como acessibilidade, distância, condições meteorológicas e o formato do mapa
entregue. Por exemplo, o levantamento de uma área montanhosa custará mais do que a pesquisa de terrenos planos. Da
mesma forma, um campo aberto é mais fácil de pesquisar do que uma floresta cheia de árvores.

E para otimizar os seus levantamentos topográficos, conheça os equipamentos da Santiago & Cintra e saiba porque eles
são a melhor escolha para os seus projetos!