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INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA, EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DO

MARANHÃO

DATA: 31/01/2019; SÃO LUÍS-MA

DISCENTE: Ana Elisabete Silveira Corrêa; Código: 2016EM0117

Docente: José Joaquim de Sousa Melo

Disciplina: Eletricidade e Magnetismo

RESUMO DESCRITIVO DISSERTATIVO

SÃO LUÍS-MA

2019
Índice

Unidades..............................................................................................................3

Introdução............................................................................................................5

Lei de Lenz..........................................................................................................6

Leis de Kirchhoff..................................................................................................7

Circuitos CC e AC................................................................................................8

Conclusão............................................................................................................9

Referências Bibliográficas
Unidades

Lei de Lenz:

Lei de Kirchhoff:
Circuitos CC e AC:
Introdução
É impossível imaginar como seria nossa vida sem a eletricidade. Ela
está presente em praticamente todos os momentos do nosso dia a dia, quando
acendemos uma lâmpada, guardamos um alimento na geladeira para
conservá-lo, ao assistirmos à TV, entre tantos outros. Portanto, precisamos
dela para viver com qualidade e conforto.
A eletricidade é definida como a parte da ciência que estuda
fenômenos que ocorrem graças à existência de cargas elétricas nos átomos
que compõem a matéria. Lembrando que os átomos são formados por prótons
(portadores de carga positiva), nêutrons, que ficam no núcleo atômico, e por
elétrons (portadores de cargas negativas) localizados ao redor do núcleo, em
uma região denominada eletrosfera.
A palavra eletricidade tem origem no termo grego eléktron, que, em
português, significa âmbar. O nome está ligado às primeiras observações e
estudos sobre os fenômenos elétricos realizados por Tales de Mileto, por volta
de 600 a.C., que foram feitos a partir do âmbar, uma resina fóssil que, ao ser
atritada, adquire a capacidade de atrair pequenos objetos. Apesar das
descobertas na área terem se iniciado na Grécia Antiga, o grande marco dos
estudos na área foi a descoberta do elétron no século XIV feita por J. J.
Thompson ao realizar a experiência com os raios catódicos.
A eletricidade até hoje permitiu ao homem realizar feitos incríveis.
Pequenos aparelhos como a Lâmpada elétrica, que permitiu a realização de
atividades noturnas, são exemplos da grande mudança que essa área
ocasionou na sociedade.
Lei de Lenz

Ao fazer essas observações Lenz concluiu que o sentido da corrente


é o oposto da variação do campo magnético que lhe deu origem. Sendo assim,
Lenz formulou uma lei que ficou conhecida como a Lei de Lenz e pode ser
enunciada da seguinte forma: A corrente induzida em um circuito aparece
sempre com um sentido tal que o campo magnético que ele cria tende a
contrariar a variação do fluxo magnético através da espira.

A lei de Lenz permite indicar o sentido da corrente induzida, quando


um ímã se aproxima de uma espira, surge uma corrente induzida sobre ele, a
mesma faz surgir um campo magnético cujo sentido pode ser determinado pela
regra de Ampere. Ao aplicar essa regra verifica-se que o campo magnético tem
sentido oposto ao campo magnético do ímã, mas ao afastarmos o ímã da
bobina percebe-se que a corrente induzida surge em sentido contrário à
situação anterior e ao utilizar novamente a regra de Ampere é possível
perceber que o campo magnético criado pela corrente induzida tem o mesmo
sentido do campo magnético do ímã.

A relação que dá a força eletromotriz induzida numa espira devido à


variação do fluxo magnético é conhecida como Lei de Faraday-Lenz:

A indução eletromagnética possui várias aplicações práticas. A


geração de corrente alternada, o funcionamento de motores elétricos, de
transformadores e de alguns exames médicos são explicados através desse
fenômeno. É importante ressaltar que não é a presença de campo magnético
nas proximidades de um condutor que gera uma corrente elétrica induzida, mas
sim a variação do fluxo de campo magnético nesse condutor. Assim, é
necessário que uma ou várias grandezas que definem o fluxo variem. Uma
variação do valor do campo magnético, da área do condutor imersa nesse
campo ou da inclinação do condutor em relação ao campo é necessária para o
surgimento da corrente induzida.
Leis de Kirchhoff:

Formuladas em 1845, estas leis são baseadas no Princípio de


Conservação da Carga Elétrica e no fato de que o potencial elétrico tem o valor
original após qualquer percurso em uma trajetória fechada (sistema não-
dissipativo). As Leis de Kirchhoff são empregadas em circuitos elétricos mais
complexos, como por exemplo circuitos com mais de uma fonte de resistores estando
em série ou em paralelo. Para estuda-las vamos definir o que são Nós e Malhas, onde
o nó é um ponto onde três (ou mais) condutores são ligados e a malha é qualquer
caminho condutor fechado.

Primeira lei de Kirchhoff (lei dos nós)

Em qualquer nó, a soma das correntes que o deixam é igual a soma


das correntes que chegam até ele. A Lei é uma consequência da conservação
da carga total existente no circuito. Isto é uma confirmação de que não há
acumulação de cargas nos nós. Está lei é chamada de Lei dos Nós, pois em
um circuito elétrico é comum existir um ponto comum entre três ou mais
condutores, este ponto é chamado de nó e afirma que a soma das intensidades
das correntes que chegam a um nó é igual à soma das intensidades das
correntes que dele saem(i1 = i2 + i3).

Segunda lei de Kirchhoff (lei das malhas)


A soma algébrica das forças eletromotrizes (f.e.m) em qualquer malha é igual a
soma algébrica das quedas de potencial ou dos produtos iR contidos na malha.
A soma algébrica da d.d.p (Diferença de Potencial Elétrico) em um percurso
fechado é nula.

De acordo com o enunciado:

Observação: Neste caso . As leis de Kirchhoff são baseadas no


eletromagnetismo e só são válidas quando o tamanho da oscilação
eletromagnética é muito maior que as dimensões do circuito.
Características do circuito em série O circuito em série apresenta três
características importantes:
1. Fornece apenas um caminho para a circulação da corrente elétrica;
2. A intensidade da corrente é a mesma ao longo de todo o circuito em série;
3. O funcionamento de qualquer um dos consumidores depende do
funcionamento dos consumidores restantes.
Circuitos CC e AC

A corrente contínua, abreviada pela sigla “CC” ou do termo em


inglês Direct Current (DC), é todo tipo de corrente que, quando percorrida
em um circuito, não altera seu sentido de circulação. Portanto, todo circuito
CC possui polaridade positiva (+) e negativa (-). Não importa se a corrente
varia de intensidade ou qual tipo de onda ela assume (pulsante). Para saber
se ela é continua, apenas levamos em conta se ela mudou ou não de
sentido, ou seja, passou de positivo para negativo e vice-versa.

Isso porque a inversão da polaridade do circuito e consequente


inversão no sentido do fluxo de corrente pode acarretar diversos danos às
cargas conectadas ao circuito de corrente contínua. No universo da energia
solar e dos sistemas solares fotovoltaicos, existe uma transição entre a
corrente alternada e contínua. A corrente CC aparece no módulo fotovoltaico
durante o processo de transformação da irradiação solar em energia elétrica,
essa energia gerada permanece em corrente contínua até passar pelo inversor
interativo, que a transforma em corrente alternada.
A corrente alternada possui essa nomenclatura, pois como o próprio
nome já diz, altera o seu sentido de circulação dentro do circuito,
periodicamente. Os tipos mais comuns de corrente alternada são as ondas
senoidais e quadradas, que variam suas intensidades de um máximo positivo
(+) a um máximo negativo (-) dentro de um intervalo de tempo. Dessa forma,
uma das variáveis mais importantes que caracterizam uma onda senoidal é a
frequência.
Representada pela letra f e medida em Hertz (Hz), em homenagem
ao pesquisador Heinrich Rudolf Hertz, é a responsável por mensurar quantas
vezes essa onda senoidal alternou, ou seja, inverteu sua intensidade de um
valor +A para um valor -A dentro de um intervalo de tempo.
Convencionalmente, tratamos esse intervalo de tempo por 1 segundo. Então, a
quantidade de vezes que essa onda alterna seu ciclo de ‘positivo para negativo’
durante 1 segundo, será o valor de sua frequência. Portanto, quanto mais
tempo a onda alternada leva para completar um período ou um ciclo, menor é a
sua frequência. Em contra partida, quanto maior a frequência de uma onda,
menos tempo ela leva para completar um ciclo.
Conclusão

Tais afirmações nos conduzem a conclusão de que não é possível


produzir energia elétrica sem que seja realizado um trabalho. Isto é bastante
evidente, pois pra mudar o movimento de uma carga elétrica situada em um
condutor, cada uma delas tem de receber um impulso, proveniente de uma
força aplicada.
Desta forma, mais uma vez fica evidente que grandezas como
quantidade de movimento e energia se conservam em todos os processos
ocorridos em sistemas isolados na natureza. Apoiado nestas informações
muitos cientistas buscaram soluções visando uma otimização no
aproveitamento das formas de energia, especialmente buscando minimizar as
perdas. Desta forma, desenvolveram-se cada vez mais os métodos de
produção de energia, e ainda criaram-se outros mais eficientes.
Referências Bibliográficas

 TORRES, Carlos Magno; NICOLAU, Gilberto Ferraro; PENTEADO, Paulo César;


SOARES, Paulo Toledo. Física Ciência e Tecnologia. Volume único. Editora Moderna
(2001).
 https://www.mundociencia.com.br/fisica/leis-de-kirchhoff/
 https://www.ebah.com.br/content/ABAAAfEo4AB/circuitos-eletricos-cc-ca
 Livro Halliday, 4ª edição. Arquivado em: Eletricidade