Você está na página 1de 13

Curso de Nutrição Esportiva

Os principais tópicos do Curso de Nutrição Esportiva são:

Unidade 1 – Nutrição Esportiva: conceito e importância

 A nutrição esportiva e a importância do profissional


 Como o nutricionista se relaciona com o educador físico
 Nutrição e bioquímica esportiva

Unidade 2 – Bioquímica dos alimentos aplicada ao esporte

 A água e suas funções


 Bioquímica das Proteínas
 As enzimas: conceito e funções
 Bioquímica dos carboidratos
 Vitaminas: como atuam e para que servem?
 Bioquímica dos lipídeos

Unidade 3 – Suplementação: como adequá-la às atividades físicas

 Os lipídeos e a suplementação
 Proteínas e Suplementação
 Alguns exemplos de suplementos
 Proteínas e Atividades Físicas
 Whey Protein: por que este suplemento é tão valorizado?

Unidade 4 – Alimentação adequada para cada tipo de treino

 Alimentos que otimizam o processo de emagrecimento


 Alimentos indicados para hipertrofia
 Alimentos que ajudam a definir músculos e secar a gordura
 Alimentação para maratonistas e corredores

Unidade 5 – Metabolismo dos macronutrientes

 Proteínas: entendendo seu funcionamento


 Carboidratos: processos metabólicos
 Lipídeos: como o corpo sintetiza as gorduras
 O mecanismo da glicose: índice glicêmico e sua atuação
 Conteúdo Extra
 Conclusão

https://www.cursos24horas.com.br/cursos/nutricao-esportiva/?utm_source=yahoo&utm_medium=yahoonutriesportiva1
Unidade 1 – Nutrição Esportiva: conceito e importância

1.1 – A nutrição esportiva e a importância do profissional


A nutrição esportiva
Nutrição e Esporte são áreas que se complementam e é difícil pensar em
um sem abordar o outro. Muitas vezes, uma alimentação equilibrada não é
suficiente para deixar o indivíduo saudável sem um exercício físico adequado. E
para um atleta, é de extrema importância priorizar uma alimentação que trará,
além de rendimento, uma boa saúde.
Mesmo sabendo da importância de trabalhar os dois temas de forma
conjunta, surgem as perguntas: Qual a melhor forma de abordar a alimentação
no esporte? Como posso melhorar o desempenho esportivo do meu cliente
através do acompanhamento nutricional?
A Nutrição hoje está muito presente nas mídias e quase todo mundo acha
que que domina os conteúdos da área, não é mesmo? Quem nunca trombou com
aquele amigo ou amiga que deu uma dica da dieta “milagrosa” que viu em algum
lugar? Além disso, por ser uma ciência ”nova”, muitas vezes nós profissionais nos
deparamos com muitas mudanças de conceitos e temos que aprender a lidar com
tal fato. Recebo diariamente no meu consultório pessoas com ideias já pré-
formadas sobre o que é interessante ou não introduzir na alimentação.
O mercado relacionado ao esporte e atividade física está cada vez mais forte
no Brasil e, antes mesmo de ajustes necessários à dieta, os indivíduos já estão
fazendo uso de diversos suplementos alimentares. Na minha opinião, este é um
dos maiores desafios do nutricionista hoje em relação ao auxílio à prática
esportiva: fazer com que a pessoa entenda que, mais importante do que o uso
de qualquer suplemento, é ajustar primeiramente a alimentação, pois é muito
comum identificarmos algumas falhas na maneira como essa pessoa se alimenta.
A importância do profissional
A preocupação com a saúde e bem-estar vem aumentando, assim como o
interesse pela prática de exercícios físicos. Segundo o Ministério da Saúde, a
prática de exercício físico e o consumo de hortaliças e frutas aumentaram nos
últimos anos. A nutrição esportiva vem ganhando mais espaço na mídia, e as
preocupações com desempenho esportivo vem crescendo entre os atletas
amadores.
O nutricionista esportivo atua na melhora do rendimento e treinamento,
ajudando na recuperação de lesões, manutenção e controle do peso e
composição corporal. O profissional de nutrição esportiva especializado é capaz
de entender as modalidades e seus aspectos fisiológicos, e adequar alimentação
e suplementação para cada caso.
Sengundo o Conselho Federal de Nutricionistas, são atribuições do
nutricionista esportivo prestar assistência e treinamento especializado em
alimentação e nutriçãož , e prescrever suplementos nutricionais necessários a
complementação da dieta, solicitando exames laboratoriais necessários ao
acompanhamento dietético.
Em muitos casos, as necessidades nutricionais dos praticantes de atividade
física podem ser alcançadas somente com um planejamento alimentar adequado,
mas a suplementação esportiva é capaz de melhorar o rendimento e recuperação
dos treinos. A suplementação pode ser imprescindível em algumas modalidades,
principalmente aquelas com a carga de treinamento intenso, desgaste físico e
muscular elevados, e alto nível de desidratação. Os nutrientes oferecidos pré,
pós e durante o exercício físico são capazes de fornecer energia, potencializar o
tempo do atleta, melhorar a recuperação muscular, repor macro e
micronutrientes, e evitar lesões.
O Nutricionista Esportivo apresenta papel fundamental para melhorar saúde
e desempenho dos praticantes de atividade física e atletas.
1.2 – Como o nutricionista se relaciona com o educador físico
Educação física e nutrição esportiva: saiba tudo sobre essa relação

Educação física e nutrição esportiva são coisas diferentes, mas andam lado
a lado na rotina de muitos profissionais. Essa relação, aliás, é decisiva para
pessoas que desejam viver com mais qualidade de vida sintam menos estresse
e sejam mais produtivas em suas rotinas
Pensando nisso, preparamos este post para que você entenda como essa
relação funciona e como ela pode ser útil para a sua futura carreira. Que tal
conhecer alguns detalhes? Se você tem interesse por estas áreas e deseja saber
mais a respeito, leia o texto até o final!
Educação física e nutrição esportiva: qual é a relação entre elas?
Felizmente, grande parte das pessoas já entendeu que fazer educação
física não tem a ver apenas com praticar esportes e fazer academia regularmente.
Afinal, trata-se de um campo de conhecimento muito grande, repleto de
áreas de estudo e diferentes possibilidades de atuação.
Entre essas alternativas, o profissional de educação física pode precisar
lidar com a nutrição esportiva em maior ou menor frequência — tudo depende
da atividade escolhida.
De qualquer modo, compreender os conceitos básicos da nutrição voltada
aos esportes tende a ser muito interessante, já que uma pessoa que se formou
na área deve entender bastante sobre a prática de exercícios físicos. Ainda parece
complexo?
Como elas se unem?
Uma vida saudável requer a prática regular de atividades físicas aliada a
uma alimentação equilibrada. Atletas profissionais de alto rendimento, por
exemplo, precisam seguir uma dieta específica, respeitando os horários das
refeições e ingerindo os nutrientes certos antes e depois dos treinos.
Dessa forma, nutrição esportiva e educação física formam uma dupla
poderosa que pode ajudar as pessoas a atingirem variados objetivos.
Como isso acontece na prática?
Imagine-se na seguinte situação: você resolveu perder alguns quilinhos.
Para isso, escuta de seu personal trainer que deve fazer a mesma série de
exercícios 3 vezes por dia, todos os dias da semana. Será que você conseguirá o
que deseja caso tenha uma alimentação composta apenas por alimentos
gordurosos e ricos em açúcar?
Você pode até conseguir, mas vai demorar muito mais tempo do que levaria
se, além da prática física, seguisse um cardápio nutritivo à risca. Também é
válido dizer que seu desempenho nos treinos ficaria comprometido pela falta de
nutrientes necessários.
Ou seja, ambos os aspectos estão muito relacionados, porque interferem
um no outro e são igualmente importantes para que o corpo humano funcione
plenamente.
Qual a diferença entre educação física e nutrição esportiva?
A nutrição esportiva é um ramo da graduação de nutrição, ao passo que a
educação física é outro curso, completamente distinto. Existem algumas
faculdades, porém, que incluem a nutrição esportiva em sua grade curricular de
educação física.
Nesses casos, os alunos têm a oportunidade de aprender aspectos
ligados à nutrição que podem ser aplicados pelo profissional de educação física.
A ideia é se aprofundar em temas nutricionais voltados exclusivamente à prática
esportiva:
 Quais alimentos ingerir antes e depois do treino;
 Diferentes modalidades esportivas exigem alimentos distintos;
 Como fazer um uso consciente da suplementação alimentar;
 Quais são as necessidades do corpo enquanto nos exercitamos.
Estas questões são apenas alguns exemplos de como a nutrição é abordada
na graduação de educação física. Há, ainda, outras disciplinas que estão bastante
relacionadas à nutrição:
 Fisiologia do Exercício;
 Motricidade Humana;
 Fisiologia;
 Esportes;
 Biofísica.
O que essas diferenças significam na prática?
Em termos resumidos, pode-se dizer que são campos de estudo com
consideráveis diferenças entre si, mas que podem se beneficiar muito um do
outro. Um nutricionista que entenda sobre a prática de atividades físicas pode
dar melhores encaminhamentos aos seus pacientes, ao passo que um personal
trainer que entenda de nutrição pode otimizar os resultados de seus clientes.
As diferenças teóricas são muitas, assim como os perfis profissionais de
cada área. No entanto, é fato que a troca de conhecimentos entre ambas tende
a ser muito benéfica para todos os envolvidos.
Como nutrição esportiva e educação física podem se ajudar?
De variadas maneiras, mas tudo depende, é claro, da área de atuação que
você escolhe. Caso opte pela licenciatura em educação física, por exemplo,
poderá ajudar seus alunos com dicas de alimentação, instruindo-os a ingerir
macronutrientes adequados para a prática de atividades físicas.
Se você escolher trabalhar em academias, terá um bom subsídio teórico
para auxiliar alunos na busca pela hipertrofia. Caso se torne um treinador
esportivo, o conhecimento ajudará a desenvolver treinos que dão mais resultados
e fazem com que sua equipe tenha melhores rendimentos.
Enfim, são muitas as possibilidades, já que o acesso à informação fez com
que muitas pessoas procurassem recomendações de saúde e bem-estar para ter
mais qualidade de vida.
No entanto, as informações que encontramos por aí nem sempre estão
corretas, não é mesmo? Sendo assim, cresce a relevância do profissional que
reúne variadas competências e, de fato, consegue ajudar as pessoas a viver
melhor. Lembre-se que a prática regular de atividades físicas é boa para:
 Aumentar a autoestima;
 Controlar o peso;
 Fortalecer os ossos e os músculos;
 Melhorar a função cardiovascular;
 Elevar a produtividade e a capacidade de concentração no trabalho;
 Aprimorar a função respiratória;
 Ter um sono melhor;
 Combater a depressão e outras doenças.
Qual a importância da união entre essas áreas?
Caso as atividades físicas não estejam acompanhadas de uma alimentação
saudável, esses benefícios podem diminuir drasticamente. Portanto,
um profissional de educação física completo precisa dominar alguns
conceitos básicos da nutrição esportiva, sabendo aplicá-los às necessidades
impostas por sua profissão.
Essa noção também pode ser aplicada a nutricionistas que desejam
trabalhar especificamente com atletas amadores ou profissionais, já que também
será preciso compreender sobre a fisiologia do exercício, a prática esportiva e
outros tópicos inerentes ao estudo de educação física.
Se você se interessa por estudar alguma dessas áreas, dê preferência
aos cursos que levam essa relação em conta. Assim, você terá uma formação
completa e será um profissional versátil, capaz de atender a essa demanda
tão crescente no mercado de trabalho.
Enfim, educação física e nutrição esportiva têm muito em comum. Não
por acaso, quem compreende melhor essa associação está mais próximo de
traçar uma carreira de sucesso. Por isso, capriche nos estudos e pense no seu
futuro com cuidado!
1.3 – Nutrição e bioquímica esportiva
Uma dieta adequada ajuda a otimizar o rendimento esportivo dos atletas
que visam bons resultados a nível de competição. Nos níveis mais altos de
competição esportiva, essa intervenção nutricional pode ser a diferença entre
ganhar e perder. Portanto, a dieta deve se adequar à modalidade esportiva e às
características de cada indivíduo, respeitando o seu posicionamento na equipe, a
eficiência de seus movimentos, as exigências dos treinos, a programação de
viagens, somada a uma possível falta de conhecimentos sobre nutrição que
podem levar-lo a realizar uma alimentação e nutrição deficiente.
Uma dieta balanceada visa proporcionar ao atleta:
 Redução da fadiga;
 Redução de lesões;
 Otimização dos depósitos de energia;
 Evitar danos ao funcionamento normal do corpo;
 Melhorar o desempenho;
 Diminuir os efeitos pós-exercícios
 Reposição de eletrólitos.
Assim,o gasto energético na atividade física deve ser incluído no cálculo das
necessidades energéticas, que levam em consideração também o metabolismo
basal e a termogênese dos alimentos. Dependendo da intensidade e duração do
treino a ingestão calórica necessária pode aumentar consideravelmente. As
necessidades devem ser estimadas levando-se em consideração a modalidade
praticada, duração e intensidade do treino.
Os macronutrientes devem estar em equilíbrio. Os carboidratos, o principal
substrato energético do nosso organismo, devem contribuir com 60% - 70% das
calorias totais. Sempre devem ser preferidas as opções integrais. Apesar das
necessidades protéicas estarem aumentadas durante a atividade física, essa
necessidade é facilmente suprida através de uma alimentação equilibrada. Os
lipídios devem completar o valor calórico diário, sem ultrapassar os 30%
recomendados nos guias de prevenção de doenças cardiovasculares. Deve-se
ainda equilibrar a ingestão dos diferentes tipos de ácidos graxos.
O hábito de ingerir líquidos antes, durante e após a atividade deve ser
introduzido e estimulado durante o treinamento, sempre em garrafas individuais
e com válvulas.
Os horários das refeições e a seleção dos alimentos devem respeitar a
disponibilidade do atleta.
Aí vão algumas sugestões de alimentação que são encontradas no
sitehttp://www.scf.unifesp.br/artigos/artigo_nutricao_exercicio_fisico.htm:
"QUANDO E O QUE COMER ANTES DO TREINO”
A refeição que precede o treino deve:
 Permitir que o estômago esteja relativamente vazio antes do início da
atividade
 Prevenir ou minimizar alterações gastrintestinais
 Ajudar a prevenir a sensação de fome
 Ajudar a prevenir a sensação de fadiga
 Garantir o fornecimento adequado de energia (carboidratos)
 Contribuir para um estado de hidratação adequado.
Em geral, uma alimentação sólida pode ser ingerida 3 - 4 horas antes da
atividade, o que permite o esvaziamento gástrico quase total, ao mesmo tempo
em que diminui a sensação de fome. Recomenda-se a seleção de uma refeição
de fácil digestibilidade, com predominância de carboidratos e menor proporção
de proteínas e gorduras.
Devem ser evitados:
 Alimentos que causem flatulência, aumento da acidez estomacal, azia,
como por exemplo, leguminosas, alguns tipos de hortaliças, alimentos
muito fibrosos e muito condimentados
 Volume de alimentos que possa estimular a movimentação intestinal
(peristaltismo) durante a atividade;
 Alimentos com alta concentração de açúcar que podem retardar o
esvaziamento gástrico ou criar um efeito osmótico reverso, aumentando o
conteúdo de fluido do estômago e provocando náuseas e câimbras. Altas
doses de frutose podem provocar diarréia;
 Alimentos e preparações desconhecidas;
 Alimentos que, por experiência individual de cada atleta, já tenham
provocado algum mal estar ou alteração gástrica;
 Refeições líquidas, preparadas a partir de fórmulas à base de carboidratos,
podem substituir refeições sólidas pré-atividade. Em algumas situações
pode ser uma opção mais vantajosa em relação à praticidade (menor
tempo de preparo).Cuidados especiais devem ser tomados em relação à
hidratação.
DURANTE A ATIVIDADE:

Manter a hidratação constante. Deixar a garrafinha próxima e habituar-se a


ingerir água sempre que possível. A utilização de bebidas acrescidas de
carboidratos deve acontecer em eventos de longa duração ou alta intensidade ou
caso o atleta participe de mais de um tipo de atividade.
APÓS A ATIVIDADE:

Principais objetivos: hidratação e recuperação dos estoques de energia.


Imediatamente após o exercício, a enzima glicogênio-sintetase é ativada pela
depleção dos estoques de glicogênio e é importante iniciar a reposição de
carboidratos com o objetivo de repor esta reserva. É interessante ingerir uma
fonte de carboidratos, que pode ser adicionado à água.
HIDRATAÇÃO

O principal objetivo da hidratação durante a atividade física é evitar que


ocorra desequilíbrio hidroeletrolítico e as conseqüências da hipertermia. A água
perdida durante a transpiração pode resultar em desidratação, levando à
deterioração da capacidade de executar exercício e prejuízo à saúde.

A ingestão de cerca de 2 litros de líquidos diariamente é recomendada como


hábito alimentar adequado para qualquer indivíduo. O atleta deve ter especial
atenção à sua hidratação.

Atletas devem iniciar sua participação em competições com estado ótimo


de hidratação. Para isso recomenda-se a ingestão normal de líquidos durante o
dia, a ingestão de 500 ml 2 horas antes e de 250 a 500 ml 15 a 30 minutos antes
do exercício.

Durante o evento é recomendada a ingestão de líquidos a cada 15 - 20


minutos, na quantidade de 180 - 250 ml, numa tentativa de repor as perdas que
ocorrem através da sudorese. Infelizmente, fatores tais como, diminuição da
percepção da sede, pouco acesso às bebidas de hidratação, podem afetar
negativamente o estado de hidratação do atleta.
Para atividades de longa duração ou de alta intensidade recomenda-se a adição
de carboidratos, na proporção de 5 - 10% às bebidas, tanto antes como durante
o evento, que podem ser na forma de sacarose, glicose, frutose e maltodextrina.
Não se recomenda a utilização de bebidas contendo apenas frutose, que podem
causar distúrbios gastrintestinais. A oferta de carboidratos ajuda na manutenção
da glicemia e retardar o início da fadiga.

A adição de sódio à bebida de hidratação só é recomendada para provas


com duração superior a 4 horas, com o objetivo de prevenir a hiponatremia.
A bebida de hidratação deve permitir um rápido esvaziamento gástrico e rápida
absorção intestinal. Para isso, devem ser observados: volume ingerido,
temperatura, osmolaridade e composição de carboidratos.

Bebidas alcoólicas, bebidas gaseificadas, chá preto, chá mate e café e sucos
de frutas concentrados não são recomendados para a hidratação durante a
atividade física por provocarem alguns efeitos indesejados.

Após a competição, o atleta deve receber líquidos à vontade, de preferência


acrescidos de carboidratos (1 - 2 g/kg), repondo as perdas hídricas e iniciando a
reposição dos estoques de glicogênio.

É importante que o atleta se habitue ao seu esquema de hidratação durante


o período de treinamento para evitar transtornos durante a competição."

ADENDO
1) https://www.iespe.com.br/blog/como-a-nutricao-esportiva-pode-melhorar-o-
desempenho-do-atleta/

Quais os principais erros alimentares cometidos no esporte?

É preciso ter consciência de que, além de introduzir uma nova


alimentação, será preciso consertar alguns equívocos para que o
acompanhamento desse atleta ou praticante de atividade física tenha
os resultados esperados.

Vamos a um exemplo clássico: recebo com bastante frequência


pessoas consumindo WheyProtein após o treino de resistência. Já se é
sabido que o WheyProtein é um suplemento riquíssimo em leucina e
insulinotrópico (ou seja, que faz estimulo ao hormônio insulina). Tanto
a leucina quanto o aumento de insulina são capazes de estimular uma
via importantíssima para a síntese proteína (mTOR), além de fornecer
substrato (proteína) para que isso aconteça. Contudo, de nada adianta
um estímulo à síntese proteica pós-treino se os ajustes de
macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios) e micronutrientes
(vitaminas e minerais) de todo o dia não forem feitos. Isso não significa
que os alimentos ou suplementos escolhidos são prejudiciais, mas que
o seu uso sem o acompanhamento e dose devidos não vai produzir o
efeito desejado e ainda pode ser prejudicial à saúde.

De acordo com a minha experiência trabalhando com Nutrição


Esportiva, os três hábitos alimentares mais comuns no meio
são:
1º) Uso de suplementos alimentares de maneira não orientada ou
orientados por profissionais não capacitados para tal, sem ajustar
primeiro a alimentação.
2º) Supervalorização do consumo de proteína por praticantes de
treinamento resistido (musculação). Nesse caso, uma boa distribuição
energética ajustando proteína, carboidrato e gordura de acordo com o
peso de cada indivíduo são muito mais eficazes.
3º) Consumo exagerado de carboidratos, muitas vezes de qualidade
ruim, por praticantes de endurance e pouca valorização do consumo
proteico pelos mesmos.
E essa alimentação incorreta prejudica muito o atleta, que passa a ter
dificuldade para alcançar seu objetivo, com queda de rendimento e
pouca recuperação após a sessão de treino.

Diante do consumo incorreto de alimentos e suplementos e da


importância da Nutrição nesses casos, é comum que o profissional da
área se pergunte: “quais esportes e/ou atividades físicas requerem um
maior cuidado por minha parte?”. E a resposta é mais simples do que
se pensa: todas!

A variedade de exercícios físicos na atualidade é realmente grande,


sendo que alguns ganham mais repercussão na mídia e outros
possuem práticas tão específicas que requerem um trabalho
diferenciado de acompanhamento. Mas, apesar de não haver problema
nenhum em se especializar no auxílio a um tipo de exercício que te
interessa ou que está em voga, é muito importante ter em mente que
toda atividade exige um grande cuidado. A diferença vai estar na
maneira em que será abordado cada caso, considerando sempre o que
o cliente precisa em termos de performance e o que será mais saudável
no seu dia-a-dia. É por isso que, entender como funciona a
bioenergética dos tipos de atividades é de extrema importância para
uma abordagem em Nutrição Esportiva e torna mais fácil a conduta
diante da grande gama de atividades praticadas.
Como a Nutrição Esportiva pode melhorar o desempenho do
atleta?

Até agora já sabemos que o trabalho da Nutrição auxilia o atleta e o


praticante de exercícios na criação de uma rotina mais saudável e
eficiente. Mas quais são os reais efeitos então de uma alimentação
correta nesses casos?

Bom, em termos de resposta física à mudança alimentar, o


acompanhamento nutricional é capaz de melhorar a formação de
energia, aumentando o rendimento e, principalmente, ajudando na
recuperação muscular e dos estoques de energia para que o
atleta possa cumprir as sessões de treino sem prejuízos de
desempenho e de saúde.

Por meio do acompanhamento nutricional, o atleta e/ou praticante de


atividade física não é somente capaz de apenas manter um bom estado
nutricional, com peso, percentual de gordura e massa muscular ideais.
Com uma boa alimentação, ele passa a conservar um estado ótimo de
macro, micronutrientes e compostos bioativos, que são de extrema
importância para: uma boa formação de energia (melhora da função
mitocondrial); um ótimo funcionamento de sistemas de defesa,
melhorando a imunidade; combate ao estresse oxidativo (gerado
naturalmente pela atividade, mas que não deve estar em excesso!) e
da inflamação, o que reduz em muito os riscos de lesões musculares e
articulares; melhorar a produção hormonal; e corrigir desequilíbrios
intestinais.
Enfim, com um acompanhamento nutricional, ele não melhora somente
a performance, como também todo o seu estado de saúde! Coisa boa,
não?

Há aproximadamente quatro meses, recebi no consultório o atual


Campeão Brasileiro de Mountain Bike. Ele me procurou, pois estava
5kg acima do peso com que havia competido no final do ano passado
e sentia que estava prejudicando o rendimento. O que o atleta não
sabia era que não era somente o peso que estava dificultando o bom
rendimento nos treinos. Apesar de já ter passado por diversos
profissionais, ele continuava cometendo os erros que encontro na
maioria dos atletas de endurance (esportes de baixa ou média
intensidade e de longa duração): tinha um consumo excessivo de
carboidratos de péssima qualidade (comia no café da manhã pão
branco com creme de avelã cheio de açúcar, caprichava no açúcar do
café e comia macarrão branco com frequência), consumia pouca
proteína e as únicas coisas que estavam ajustadas eram as
suplementações (valorização do suplemento e desvalorização de
alimento).
Logo de cara, propus para que retirasse da alimentação praticamente
todos os carboidratos simples, deixando-os apenas em momentos
específicos (intra e pós-treino). Retiramos os alimentos
industrializados e fizemos um ajuste de macronutrientes. Com 15 dias,
ele já havia sentido melhora no controle da frequência cardíaca nos
treinos e na recuperação e com apenas dois meses, o peso já era o
desejado. Hoje, ele continua conseguindo ótimas colocações nas
provas que compete, mas a grande diferença é que agora se recupera
rapidamente das provas nos finais de semana e consegue manter o
rendimento ao longo da semana de treino.

A especialização em Nutrição Esportiva

A nutrição esportiva é uma especialidade que cresce a cada dia no


Brasil. Cada vez mais, não só atletas, como também praticantes de
atividade física descobrem o quanto ela pode trazer de benefícios ao
seu desempenho e à sua saúde. Isso torna o mercado da nutrição
esportiva uma área de extrema valorização e procura.

E um atendimento que englobe as individualidades do indivíduo


(necessidades energéticas, funcionamento de sistemas digestivo,
hormonal, dentre outras) é de extrema importância para o sucesso
nessa área.

Nem sempre é fácil saber qual especialização seguir e qual a melhor


maneira de se estabelecer no ramo. Mas é normal ter dúvidas e foram
elas que me direcionaram para fazer hoje aquilo que realmente gosto,
que é trabalhar como nutricionista na área de esporte.

Aos 17 anos, tive que decidir qual profissão escolher, tarefa difícil para
todo adolescente, não é? E confesso que a Nutrição nunca foi um curso
que me chamou a atenção. Na verdade, nunca havia sequer me
passado pela cabeça fazer Nutrição. Sempre fui apaixonada por esporte,
mas não me via trabalhando como profissional de Educação Física. No
dilema entre fazer Educação Física ou não, o curso de Nutrição abriu
na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e daí vi a possibilidade
de trabalhar com esporte. Até quase o último ano de faculdade, eu
ainda não tinha certeza se era realmente essa área que eu queria como
minha profissão, pois me questionava muito sobre conceitos vistos na
faculdade e não estava satisfeita.

Decidi então que faria dois cursos: terminaria a Nutrição, mas faria
Educação Física. Precisei de apenas um semestre na Educação Física
para descobrir que não era a minha praia e decidi fazer uma
especialização em Nutrição Esportiva. Foi amor à primeira vista! Hoje
tenho certeza de que não seria feliz em outra área e amo ajudar e
mudar a vida das pessoas com o meu trabalho. E além de atuar aliando
as duas temáticas, agora coordeno um curso de pós-graduação
em Nutrição Clínica e Desportiva.
A capacitação para atuar nessa área não é simples, requer muito
estudo, entendimento e bom senso, para que a Nutrição ganhe cada
vez mais esse mercado de maneira ética e concreta. Mas posso dizer
com certeza: se especializar é a melhor forma de ter embasamento
científico e segurança para trabalhar com esse público que exige muita
dedicação e conhecimento para ser bem atendido.

Você também pode gostar