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Aula 03

Conhecimentos Gerais I p/ SEE-BA (Todas as Especialidades de Professor)

Professor: Greisi Goulart

01643415522 - Esdras Pereira


Conhecimentos Gerais I para SEE-BA
Todas as especialidades de professor
Prof.ª Greisi Goulart
Aula 03

APRESENTAÇÃO DO TEMA

AULA 03

Os fundamentos de uma escola inclusiva.

Seja bem-vindo (a) à Aula 03 do Curso de Conhecimentos


Pedagógicos para SEE-BA, especialmente dedicado às diversas
especialidades do cargo de Professor Padrão P – Grau IA.

Não deixe de acompanhar as novidades no canal do


aluno, por meio das nossas respostas no fórum de dúvidas e
dos nossos possíveis recados gerais com dicas
complementares, até a data da prova.

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Aula 03

APRESENTAÇÃO DA AULA 03

Assim como ocorrerá com as demais aulas deste curso, esta aula possui
um formato predominantemente teórico, conceitual e analítico.

A aula 03 abordará o seguintes item constante no tópico “Conhecimentos


Gerais – Educação Brasileira: temas educacionais e pedagógicos”, que serão
exigidos para o cargo de Professor Padrão P – Grau IA:

“Os fundamentos de uma escola inclusiva”.


Organizamos esta aula de forma esquemática, com alguns tópicos de
destaque (itens e conceitos que consideramos mais relevantes) de modo a
facilitar o entendimento do assunto. Claro que, os temas que serão cobrados
na prova, da forma que foram elencados no Edital, são um tanto abstratos e
muito abrangentes, permitindo que a banca exija muitos conteúdos
relacionados.

Assim, seria impossível termos a pretensão de esgotar os temas


relacionados a este item, neste sentido, focaremos nos temas cuja intuição
indica como necessários à resolução das possíveis questões da prova
discursiva vindoura.

No estudo desta aula, é necessário que você mantenha a “mente aberta”,


pois entraremos num conteúdo teórico associado às ciências sociais e
humanas, onde nem sempre existem conceitos únicos, nem respostas únicas
aos problemas apresentados.

“Não importa o quão devagar você vá,


desde que não pare”
Confúcio

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IMPORTANTE: Este curso não se trata de um curso integralmente


desenvolvido em videoaulas, pelo contrário, as videoaulas que poderão vir a
ser disponibilizadas servem como complemento às aulas escritas.

Observação importante: Além das aulas em PDF,


estaremos disponível para retirar dúvidas dos alunos
matriculados, por meio do fórum virtual, e, sempre que
entender necessário, disponibilizaremos materiais extras
aos matriculados, visando contribuir neste processo de
preparação para a prova.

Observação importante II: este curso é protegido por


direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98,
que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos
autorais e dá outras providências.

Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei


e prejudicam os professores que elaboram os cursos.
Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos
honestamente através do site Estratégia Concursos.

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Os fundamentos de uma
escola inclusiva.

Educação inclusiva: fundamentos,


conceitos e princípios

De acordo com a publicação Orientações para implementação da


política de educação especial na perspectiva da educação inclusiva, do
MEC (2015):

O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política,


cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito
de todos os estudantes de estarem juntos, aprendendo e
participando, sem nenhum tipo de discriminação. A educação
inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na
concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença
como valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de
equidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da
produção da exclusão dentro e fora da escola. Ao reconhecer que as
dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a
necessidade de confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas
para superá-las, a educação inclusiva assume espaço central no debate
acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na superação
da lógica da exclusão. A partir dos referenciais para a construção de
sistemas educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes
especiais passa a ser repensada, implicando uma mudança estrutural e
cultural da escola para que todos os estudantes tenham suas
especificidades atendidas.

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Ok, mas o que é equidade formal?

Primeiro temos que entender o que é equidade:

Equidade refere-se a busca pela justiça por meio do tratamento de


cada sujeito de direito de acordo com suas particularidades. Está
relacionada à igualdade, porém, não é uma “igualdade” aplicada de
qualquer maneira. Diz respeito ao tratamento dos iguais de forma igual e
dos diferentes de forma diferente, de acordo e na medida de suas
especificidades, de modo que a justiça prevaleça.

Palavras-chaves para equidade: igualde e justiça.

Quando falamos em formal, estamos nos referindo ao como uma


norma jurídica deve ser aplicada. Veja que os movimentos mundiais e as
normas visam explicar como devemos tornar a escola inclusiva. Já a
equidade material se refere ao que deve ser feito.

Equidade material: o que queremos?

Equidade formal: como temos que agir, quais são os meios para
atingirmos nossa finalidade.

Voltando...

Existem diversos princípios que subsidiam os ideais da educação


inclusiva, um dos principais é a igualdade de oportunidade para
crianças, jovens e adultos. Além deste, podemos citar os princípios, da
autonomia, da equiparação de oportunidades, da independência e da
rejeição zero.

Para reflexão, vamos ver alguns trechos da Declaração de


Salamanca. Mas, perceba que o conceito e os princípios de educação
inclusiva vêm evoluindo e são bastante amplos, tendo, inclusive, amparo
em várias normas.

Na DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, de 1994, que trata de


Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas
Especiais, temos que:

3.O princípio que orienta esta Estrutura é o de que escolas


deveriam acomodar todas as crianças independentemente de suas
condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou
outras. Aquelas deveriam incluir crianças deficientes e super-dotadas,
crianças de rua e que trabalham, crianças de origem remota ou de

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população nômade, crianças pertencentes a minorias linguísticas, étnicas


ou culturais, e crianças de outros grupos desavantajados ou
marginalizados. Tais condições geram uma variedade de diferentes
desafios aos sistemas escolares (...)

Para a Declaração, a educação integrada e a reabilitação comunitária


tem como princípios: a inclusão, a integração e a participação.

Outro princípio citado pela Declaração é o regulador, que deve ser o


de providenciar a mesma educação a todas as crianças, e também prover
assistência adicional e apoio às crianças que assim o requeiram.

A Declaração de Salamanca acredita que deve haver igualdade de


oportunidade para crianças, jovens e adultos e que:

• toda criança tem direito fundamental à educação, e deve ser


dada a oportunidade de atingir e manter o nível adequado de
aprendizagem,

• toda criança possui características, interesses, habilidades e


necessidades de aprendizagem que são únicas,

• sistemas educacionais deveriam ser designados e programas


educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar
em conta a vasta diversidade de tais características e
necessidades,

• aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter


acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma
Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer a tais
necessidades,

• escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva


constituem os meios mais eficazes de combater atitudes
discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras,
construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para
todos; além disso, tais escolas proveem uma educação efetiva à
maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância,
o custo da eficácia de todo o sistema educacional.

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Escola inclusiva: fundamentos legais

Vamos agora aos fundamentos legais. Separamos os principais


dispositivos que tratam do assunto e que, acreditamos, devam ser o foco
da Banca. Mas, como vocês verão, há uma base normativa vasta e
bastante interessante para a promoção da inclusão. Infelizmente, nem
sempre conseguimos constatar esses dispositivos na prática em nossas
escolas e municípios.

Antes das normas, vale uma dica:

A pirâmide acima é a Pirâmide de Kelsen. Trouxemos ela apenas para


lembrarmos de como as normas devem ser interpretadas (talvez você já
tenha visto o assunto em alguma aula de legislação). As normas que estão
no topo da pirâmide tem uma importância maior do que as que estão

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abaixo. Assim, caso a norma de baixo contradiga a que se enquadra na


especificação acima da pirâmide, devemos considerar a norma acima.

Portanto, como as normas sobre inclusão são muitas, preocupe-se


primeiramente com as leis apresentadas a seguir e, depois, com os
decretos e resolução. Pois, se você for para a prova conhecendo bem as
normas gerais, muitas vezes você consegue responder algo sobre uma
norma específica. Por exemplo: caso a questão afirme “de acordo com a
resolução X...”, mas, caso você não conheça a resolução X, mas conheça a
lei e se o que for apresentado contradizer algo que a lei, ou outra norma
de hierarquia superior, afirme, você poderia considerar a questão errada.
Claro que o ideal é ir para a prova conhecendo todo o conteúdo, mas
como, muitas vezes, isso é impossível, temos que ter estratégia!

Voltando...

LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015


A Lei nº 13.146/2015 é também conhecida como Estatuto da
Pessoa com Deficiência. Ela institui a inclusão da pessoa com
deficiência nos mais variados âmbitos da sociedade. Como o nosso foco é
a inclusão na educação, vamos nos prender ao Capítulo IV, do Título II,
que trata diretamente do direito à educação.

DO DIREITO À EDUCAÇÃO

Art. 27. A educação constitui direito da pessoa com deficiência, asse-


gurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendi-
zado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvi-
mento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelec-
tuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de
aprendizagem.

Parágrafo único. É dever do Estado, da família, da comunidade es-


colar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa
com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negli-
gência e discriminação.

Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, im-


plementar, incentivar, acompanhar e avaliar:

Cabe não só ao poder público como também às instituições privadas,


de qualquer nível e modalidade de ensino, assegurar, criar, desenvolver,
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implementar, incentivar, acompanhar e avaliar o disposto nos incisos se-


guintes, com exceção dos que destacamos com uma marcação em verme-
lho. Cabe frisar que é vedada a cobrança de valores adicionais de qual-
quer natureza nas mensalidades, anuidades e matrículas dessas institui-
ções, no cumprimento dessas determinações.

I - sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades,


bem como o aprendizado ao longo de toda a vida;

II - aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir


condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio
da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as bar-
reiras e promovam a inclusão plena;

III - projeto pedagógico que institucionalize o atendimen-


to educacional especializado, assim como os demais serviços e
adaptações razoáveis, para atender às características dos estudantes
com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condi-
ções de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autono-
mia;

Perceba: este inciso deixa claro que o projeto político-pedagógico precisa


institucionalizar, firmar na unidade escolar o atendimento educacional es-
pecializado, assim, como outras adaptações convenientes para atender às
características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno aces-
so ao currículo em condições de igualdade.

IV - oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na


modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas
e classes bilíngues e em escolas inclusivas;

V - adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambientes que


maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes com
deficiência, favorecendo o acesso, a permanência, a participação e a
aprendizagem em instituições de ensino;

VI - pesquisas voltadas para o desenvolvimento de novos métodos e


técnicas pedagógicas, de materiais didáticos, de equipamentos e de
recursos de tecnologia assistiva;

VII - planejamento de estudo de caso, de elaboração de plano de


atendimento educacional especializado, de organização de recur-
sos e serviços de acessibilidade e de disponibilização e usabilidade
pedagógica de recursos de tecnologia assistiva;

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VIII - participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas


diversas instâncias de atuação da comunidade escolar;

IX - adoção de medidas de apoio que favoreçam o desenvolvimento dos


aspectos linguísticos, culturais, vocacionais e profissionais, levando-se em
conta o talento, a criatividade, as habilidades e os interesses do estudante
com deficiência;

X - adoção de práticas pedagógicas inclusivas pelos programas de for-


mação inicial e continuada de professores e oferta de formação continua-
da para o atendimento educacional especializado;

XI - formação e disponibilização de professores para o atendimen-


to educacional especializado, de tradutores e intérpretes da Libras,
de guias intérpretes e de profissionais de apoio;

XII - oferta de ensino da Libras, do Sistema Braille e de uso de recur-


sos de tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais
dos estudantes, promovendo sua autonomia e participação;

XIII - acesso à educação superior e à educação profissional e tec-


nológica em igualdade de oportunidades e condições com as demais pes-
soas;

XIV - inclusão em conteúdos curriculares, em cursos de nível superior e de


educação profissional técnica e tecnológica, de temas relacionados à pes-
soa com deficiência nos respectivos campos de conhecimento;

XV - acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jo-


gos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema
escolar;

XVI - acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da educa-


ção e demais integrantes da comunidade escolar às edificações, aos
ambientes e às atividades concernentes a todas as modalidades, eta-
pas e níveis de ensino;

XVII - oferta de profissionais de apoio escolar;

XVIII - articulação intersetorial na implementação de políticas pú-


blicas.

§ 1o (...)

§ 2o Na disponibilização de tradutores e intérpretes da Libras a que se re-


fere o inciso XI do caput deste artigo, deve-se observar o seguinte:

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I - os tradutores e intérpretes da Libras atuantes na educação básica de-


vem, no mínimo, possuir ensino médio completo e certificado de proficiên-
cia na Libras

II - os tradutores e intérpretes da Libras, quando direcionados à tarefa de


interpretar nas salas de aula dos cursos de graduação e pós-graduação,
devem possuir nível superior, com habilitação, prioritariamente, em Tra-
dução e Interpretação em Libras.

Art. 29. (VETADO).

Art. 30. Nos processos seletivos para ingresso e permanência nos cursos
oferecidos pelas instituições de ensino superior e de educação profissional
e tecnológica, públicas e privadas, devem ser adotadas as seguintes medi-
das:

I - atendimento preferencial à pessoa com deficiência nas depen-


dências das Instituições de Ensino Superior (IES) e nos serviços;

II - disponibilização de formulário de inscrição de exames com campos es-


pecíficos para que o candidato com deficiência informe os recursos
de acessibilidade e de tecnologia assistiva necessários para sua parti-
cipação;

III - disponibilização de provas em formatos acessíveis para atendi-


mento às necessidades específicas do candidato com deficiência;

IV - disponibilização de recursos de acessibilidade e de tecnologia


assistiva adequados, previamente solicitados e escolhidos pelo candida-
to com deficiência;

V - dilação de tempo, conforme demanda apresentada pelo candidato


com deficiência, tanto na realização de exame para seleção quanto nas
atividades acadêmicas, mediante prévia solicitação e comprovação da ne-
cessidade;

VI - adoção de critérios de avaliação das provas escritas, discursivas ou


de redação que considerem a singularidade linguística da pessoa
com deficiência, no domínio da modalidade escrita da língua portugue-
sa;

VII - tradução completa do edital e de suas retificações em Libras.

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LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996


A Lei nº 9.394/1996 você já conhece! Trata-se da Lei de Diretrizes
e Bases da Educação (LDB). A LDB traz um capítulo (V) sobre a
educação especial, no qual iremos nos prender por conta da relação direta
com a aula de hoje. Vamos ver o que a LDB fala sobre a educação
especial:

DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a
modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede
regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdota-
ção.

§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado,


na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educa-
ção especial.

§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou ser-


viços especializados, sempre que, em função das condições específi-
cas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns
de ensino regular.

§ 3º A oferta de educação especial, dever constitucional do Estado, tem


início na faixa etária de zero a seis anos, durante a educação infantil.

Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com deficiên-


cia, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super-
dotação:

I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organiza-


ção específicos, para atender às suas necessidades;

II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir


o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude
de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o pro-
grama escolar para os superdotados;

III - professores com especialização adequada em nível médio ou su-


perior, para atendimento especializado, bem como professores do
ensino regular capacitados para a integração desses educandos
nas classes comuns;

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IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integra-


ção na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não
revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo, mediante arti-
culação com os órgãos oficiais afins, bem como para aqueles que apre-
sentam uma habilidade superior nas áreas artística, intelectual ou psico-
motora;

V - acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suple-


mentares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.

Art. 59-A. O poder público deverá instituir cadastro nacional de


alunos com altas habilidades ou superdotação matriculados na
educação básica e na educação superior, a fim de fomentar a execução
de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento pleno das poten-
cialidades desse alunado.

Parágrafo único. A identificação precoce de alunos com altas habilidades


ou superdotação, os critérios e procedimentos para inclusão no cadastro
referido no caput deste artigo, as entidades responsáveis pelo cadastra-
mento, os mecanismos de acesso aos dados do cadastro e as políticas de
desenvolvimento das potencialidades do alunado de que trata o caput se-
rão definidos em regulamento.

Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino estabelecerão crité-


rios de caracterização das instituições privadas sem fins lucrativos, espe-
cializadas e com atuação exclusiva em educação especial, para fins de
apoio técnico e financeiro pelo Poder Público.

Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa prefe-


rencial, a ampliação do atendimento aos educandos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdota-
ção na própria rede pública regular de ensino, independentemente
do apoio às instituições previstas neste artigo (instituições privadas
sem fins lucrativos).

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DECRETO Nº 7.611, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2011


O Decreto nº 7.611/2011 dispõe sobre a educação especial, o
atendimento educacional especializado e dá outras providências.
Vamos ver os principais artigos.

Art. 1o O dever do Estado com a educação das pessoas público-al-


vo da educação especial será efetivado de acordo com as seguintes di-
retrizes:

I - garantia de um sistema educacional inclusivo em todos os níveis,


sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades;

II - aprendizado ao longo de toda a vida;

III - não exclusão do sistema educacional geral sob alegação de defici-


ência;

IV - garantia de ensino fundamental gratuito e compulsório, asseguradas


adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais;

V - oferta de apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral,


com vistas a facilitar sua efetiva educação;

VI - adoção de medidas de apoio individualizadas e efetivas, em ambien-


tes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com
a meta de inclusão plena;

VII - oferta de educação especial preferencialmente na rede regular


de ensino; e

VIII - apoio técnico e financeiro pelo Poder Público às instituições


privadas sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclu-
siva em educação especial.

§ 1o Para fins deste Decreto, considera-se público-alvo da educação es-


pecial as pessoas com deficiência, com transtornos globais do desenvolvi-
mento e com altas habilidades ou superdotação.

§ 2o No caso dos estudantes surdos e com deficiência auditiva serão ob-


servadas as diretrizes e princípios dispostos no Decreto no 5.626, de 22
de dezembro de 2005.

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Art. 2o A educação especial deve garantir os serviços de apoio espe-


cializado voltado a eliminar as barreiras que possam obstruir o
processo de escolarização de estudantes com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades
ou superdotação.

§ 1º Para fins deste Decreto, os serviços de que trata o caput serão de-
nominados atendimento educacional especializado , compre-
endido como o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e peda-
gógicos organizados institucional e continuamente, prestado das seguin-
tes formas:

I - complementar à formação dos estudantes com deficiência, transtornos


globais do desenvolvimento, como apoio permanente e limitado no tempo
e na frequência dos estudantes às salas de recursos multifuncionais; ou

II - suplementar à formação de estudantes com altas habilidades ou su-


perdotação.

Portanto...

Atendimento educacional especializado: serviços de apoio especiali-


zado voltados para eliminar as barreiras que possam obstruir o processo
de escolarização de estudantes com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, compreendendo o
conjunto de atividades, de recursos de acessibilidade e pedagógicos orga-
nizados institucional e continuamente, prestados de forma complementar
à formação dos estudantes ou de forma suplementar.

§ 2o O atendimento educacional especializado deve integrar a pro-


posta pedagógica da escola, envolver a participação da família para
garantir pleno acesso e participação dos estudantes, atender às necessi-
dades específicas das pessoas público-alvo da educação especial, e ser
realizado em articulação com as demais políticas públicas.

Art. 3o São objetivos do atendimento educacional especializado:

I - prover condições de acesso, participação e aprendizagem no


ensino regular e garantir serviços de apoio especializados de acor-
do com as necessidades individuais dos estudantes;

II - garantir a transversalidade das ações da educação especial no


ensino regular;

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III - fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagó-


gicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendi-
zagem; e

IV - assegurar condições para a continuidade de estudos nos de-


mais níveis, etapas e modalidades de ensino.

Art. 4o O Poder Público estimulará o acesso ao atendimento educacional


especializado de forma complementar ou suplementar ao ensino regular,
assegurando a dupla matrícula nos termos do art. 9º-A do Decreto no
6.253, de 13 de novembro de 2007.

Art. 5o A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas


públicos de ensino dos Estados, Municípios e Distrito Federal, e a insti-
tuições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lu-
crativos, com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento edu-
cacional especializado aos estudantes com deficiência, transtornos glo-
bais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, matricula-
dos na rede pública de ensino regular.

§ 1o As instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins


lucrativos de que trata o caput devem ter atuação na educação especial e
serem conveniadas com o Poder Executivo do ente federativo competen-
te.

§ 2o O apoio técnico e financeiro de que trata o caput contemplará as


seguintes ações:

I - aprimoramento do atendimento educacional especializado já


ofertado;

II - implantação de salas de recursos multifuncionais;

III - formação continuada de professores, inclusive para o desenvolvi-


mento da educação bilíngue para estudantes surdos ou com deficiência
auditiva e do ensino do Braile para estudantes cegos ou com baixa visão;

IV - formação de gestores, educadores e demais profissionais da


escola para a educação na perspectiva da educação inclusiva, particular-
mente na aprendizagem, na participação e na criação de vínculos inter-
pessoais;

V - adequação arquitetônica de prédios escolares para acessibili-


dade;

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VI - elaboração, produção e distribuição de recursos educacionais


para a acessibilidade; e

VII - estruturação de núcleos de acessibilidade nas instituições fe-


derais de educação superior.

§ 3o As salas de recursos multifuncionais são ambientes dotados de equi-


pamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para a oferta
do atendimento educacional especializado.

§ 4o A produção e a distribuição de recursos educacionais para a acessi-


bilidade e aprendizagem incluem materiais didáticos e paradidáticos em
Braille, áudio e Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, laptops com sinteti-
zador de voz, softwares para comunicação alternativa e outras ajudas
técnicas que possibilitam o acesso ao currículo.

§ 5o Os núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação


superior visam eliminar barreiras físicas, de comunicação e de informação
que restringem a participação e o desenvolvimento acadêmico e social de
estudantes com deficiência.

Art. 6o O Ministério da Educação disciplinará os requisitos, as condições


de participação e os procedimentos para apresentação de demandas para
apoio técnico e financeiro direcionado ao atendimento educacional espe-
cializado.

Art. 7o O Ministério da Educação realizará o acompanhamento e o moni-


toramento do acesso à escola por parte dos beneficiários do benefício de
prestação continuada, em colaboração com o Ministério da Saúde, o Mi-
nistério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República.

Art. 8o O Decreto no 6.253, de 2007, passa a vigorar com as seguintes


alterações:

“Art. 9º-A. Para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB, será ad-
mitida a dupla matrícula dos estudantes da educação regular da rede pú-
blica que recebem atendimento educacional especializado.

§ 1o A dupla matrícula implica o cômputo do estudante tanto na educa-


ção regular da rede pública, quanto no atendimento educacional especiali-
zado.

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§ 2o O atendimento educacional especializado aos estudantes da rede


pública de ensino regular poderá ser oferecido pelos sistemas públicos de
ensino ou por instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem
fins lucrativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas
com o Poder Executivo competente, sem prejuízo do disposto no art. 14.”
(NR)

“Art. 14. Admitir-se-á, para efeito da distribuição dos recursos do FUN-


DEB, o cômputo das matrículas efetivadas na educação especial oferecida
por instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lu-
crativos, com atuação exclusiva na educação especial, conveniadas com o
Poder Executivo competente.

§ 1o Serão consideradas, para a educação especial, as matrículas na rede


regular de ensino, em classes comuns ou em classes especiais de escolas
regulares, e em escolas especiais ou especializadas.

(...)

Art. 9o As despesas decorrentes da execução das disposições constantes


deste Decreto correrão por conta das dotações próprias consignadas ao
Ministério da Educação.

(...)

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DECRETO Nº 6.949, DE 25 DE AGOSTO DE 2009


O Decreto nº 6.949/2009 promulga a Convenção Internacional
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo
Facultativo, ambos assinados em Nova York, em 30 de março de 2007.
Embora o Decreto não trate apenas da inclusão no âmbito educacional,
nós vamos focar no artigo 24 da norma, que é voltado para a educação.
Vamos lá!

EDUCAÇÃO

1.Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiên-


cia à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base
na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema
educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado
ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:

a) O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de


dignidade e auto-estima, além do fortalecimento do respeito pelos direi-
tos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana;

b) O máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos ta-


lentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de
suas habilidades físicas e intelectuais;

c) A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma socieda-


de livre.

2.Para a realização desse direito, os Estados Partes assegurarão que:

a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educa-


cional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência
não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensi-
no secundário, sob alegação de deficiência;

b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino primário in-


clusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário, em igual-
dade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vi-
vem;

c) Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais se-


jam providenciadas;

d) As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do


sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;

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e) Medidas de apoio individualizadas e efetivas sejam adotadas em ambi-


entes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de
acordo com a meta de inclusão plena.

3.Os Estados Partes assegurarão às pessoas com deficiência a possibili-


dade de adquirir as competências práticas e sociais necessárias de
modo a facilitar às pessoas com deficiência sua plena e igual parti-
cipação no sistema de ensino e na vida em comunidade. Para tanto,
os Estados Partes tomarão medidas apropriadas, incluindo:

a) Facilitação do aprendizado do braille, escrita alternativa, modos,


meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e ha-
bilidades de orientação e mobilidade, além de facilitação do apoio e
aconselhamento de pares;

b) Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da


identidade lingüística da comunidade surda;

c) Garantia de que a educação de pessoas, em particular crianças ce-


gas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos
e meios de comunicação mais adequados ao indivíduo e em ambien-
tes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e so-
cial.

4.A fim de contribuir para o exercício desse direito, os Estados Partes to-
marão medidas apropriadas para empregar professores, inclusive pro-
fessores com deficiência, habilitados para o ensino da língua de si-
nais e/ou do braille, e para capacitar profissionais e equipes atuan-
tes em todos os níveis de ensino. Essa capacitação incorporará a consci-
entização da deficiência e a utilização de modos, meios e formatos
apropriados de comunicação aumentativa e alternativa, e técnicas
e materiais pedagógicos, como apoios para pessoas com deficiência.

5.Os Estados Partes assegurarão que as pessoas com deficiência possam


ter acesso ao ensino superior em geral, treinamento profissional de
acordo com sua vocação, educação para adultos e formação conti-
nuada, sem discriminação e em igualdade de condições. Para tanto, os
Estados Partes assegurarão a provisão de adaptações razoáveis para
pessoas com deficiência.

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RESOLUÇÃO Nº 4, DE 13 DE JULHO DE 2010

A Resolução n° 4/2010 você também já conhece, pois se refere às


Diretrizes Curriculares Nacionais, mas, embora ela tenha um cunho
mais operacional, é uma resolução bem importante e cobrada nas provas.
Então, vamos ver a Seção II do Capítulo II do Título VI, que trata
especificamente sobre a educação especial, que servirá para introduzir
nosso próximo tema da aula, que será justamente “adaptações
curriculares” para a inclusão.

EDUCAÇÃO ESPECIAL

Art. 29. A Educação Especial, como modalidade transversal a todos os ní-


veis, etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação
regular, devendo ser prevista no projeto político-pedagógico
da unidade escolar.

Veja: o projeto político-pedagógico, documento importante da escola,


deve prever a educação especial, como modalidade transversal a todos
os níveis.

§ 1º Os sistemas de ensino devem matricular os estudantes com de-


ficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilida-
des/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Aten-
dimento Educacional Especializado (AEE), complementar ou suple-
mentar à escolarização, ofertado em salas de recursos multifuncionais ou
em centros de AEE da rede pública ou de instituições comunitárias, con-
fessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.

§ 2º Os sistemas e as escolas devem criar condições para que o profes-


sor da classe comum possa explorar as potencialidades de todos os
estudantes, adotando uma pedagogia dialógica, interativa, interdis-
ciplinar e inclusiva e, na interface, o professor do AEE deve identificar
habilidades e necessidades dos estudantes, organizar e orientar sobre os
serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade para a participação e
aprendizagem dos estudantes.

§ 3º Na organização desta modalidade, os sistemas de ensino devem ob-


servar as seguintes orientações fundamentais:

I - o pleno acesso e a efetiva participação dos estudantes no ensi-


no regular;
II - a oferta do atendimento educacional especializado;
III - a formação de professores para o AEE e para o desenvolvi-
mento de práticas educacionais inclusivas;

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IV - a participação da comunidade escolar;


V - a acessibilidade arquitetônica, nas comunicações e informa-
ções, nos mobiliários e equipamentos e nos transportes;
VI - a articulação das políticas públicas intersetoriais.

Como você pôde constatar, há um grande aparato legal para a


garantia da inclusão educacional. Além das Normas acima, há outras de
cunho bastante operacionais. Há, ainda, outras normas que falam sobre
questões mais específicas, como a Lei nº 12.764/2012, que institui a
Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do
Espectro Autista. Porém, pelo descrito no Edital, acreditamos que a Banca
deverá se prender nos normativos mais importantes, que são os que
foram desenvolvidos nesta aula.

Políticas Públicas

A Diretoria de Políticas de Educação Especial – DPEE da Secretaria de


Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão coordena várias
políticas públicas voltadas para a inclusão. De acordo com o site do Ministério da
Educação - MEC, temos as políticas:

-Programa Escola Acessível


-Transporte Escolar Acessível
-Salas de Recursos Multifuncionais
-Formação Continuada de Professores na Educação Especial
-BPC na Escola
-Acessibilidade à Educação Superior
-Livro Acessível
-Centro de Formação e Recursos (CAP, CAS e NAAHS)
-Comissão Brasileira do Braille
-Principais Indicadores da Educação de Pessoas com Deficiência

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Vamos ver em mais detalhes as principais.

Para a sua prova o mais importante é entender a ideia principal da


política, ok?! Então, ao menos em um primeiro momento, preocupe-se com
isso...

Programa Escola Acessível


Objetivo: Promover condições de acessibilidade ao ambiente físico, aos
recursos didáticos e pedagógicos e à comunicação e informação nas
escolas públicas de ensino regular.

Ações:

-O Programa disponibiliza recursos, por meio do Programa Dinheiro


Direto na Escola - PDDE, às escolas contempladas pelo Programa
Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais. No âmbito deste
programa são financiáveis as seguintes ações:
-Adequação arquitetônica: rampas, sanitários, vias de acesso,
instalação de corrimão e de sinalização visual, tátil e sonora;
-Aquisição de cadeiras de rodas, recursos de tecnologia assistiva,
bebedouros e mobiliários acessíveis;

Como acessar: As escolas contempladas, conforme relação anual


publicada em Resolução FNDE/PDDE – Escola Acessível, efetivam cadastro
no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do
Ministério da Educação - SIMEC, onde inserem o plano de atendimento
contendo o planejamento de utilização dos recursos.

Programa Implantação de Salas de

Recursos Multifuncionais
Objetivo: Apoiar a organização e a oferta do Atendimento Educacional
Especializado – AEE, prestado de forma complementar ou suplementar
aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento,

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altas habilidades/superdotação matriculados em classes comuns do


ensino regular, assegurando-lhes condições de acesso, participação e
aprendizagem.

Ações: Programa disponibiliza às escolas públicas de ensino regular,


conjunto de equipamentos de informática, mobiliários, materiais
pedagógicos e de acessibilidade para a organização do espaço de
atendimento educacional especializado. Cabe ao sistema de ensino, a
seguinte contrapartida: disponibilização de espaço físico para implantação
dos equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos de
acessibilidade, bem como, do professor para atuar no AEE.

Como acessar: A Secretaria de Educação apresenta a demanda no Plano


de Ações Articuladas - PAR e indica as escolas a serem contempladas por
meio do Sistema de Gestão Tecnológica – SIGETEC.

Programa de Formação Continuada de

Professores em Educação Especial


Objetivo: Apoiar a formação continuada de professores para atuar nas
salas de recursos multifuncionais e em classes comuns do ensino regular,
em parceria com Instituições Públicas de Educação Superior – IPES.

Ação:

- Ofertar cursos no nível de aperfeiçoamento e especialização, na


modalidade à distância, por meio da Universidade Aberta do Brasil –
UAB e na modalidade presencial e semipresencial pela Rede Nacional
de Formação Continuada de Professores na Educação Básica –
RENAFOR.

Como acessar: As escolas apresentam por meio do sistema PDE


Interativo (link), a demanda de formação para as Secretarias Estaduais de
Educação – SEDUC e Secretarias Municipais de Educação - SEMED que a
validam e encaminham ao Fórum Estadual Permanente de Apoio à
Formação Docente. O Fórum elabora o Plano Estratégico de Formação

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docente e o encaminha ao Comitê Gestor da Rede Nacional de Formação/


MEC, responsável pela sua aprovação e apoio financeiro.

Programa BPC na Escola - Acompanhamento e


Monitoramento do Acesso e Permanência na Escola dos
Beneficiários do Benefício da Prestação Continuada da
Assistência Social
Objetivo: Monitorar o acesso e permanência na escola dos Beneficiários
do Benefício da Prestação Continuada - BPC com deficiência, na faixa
etária de 0 a 18 anos, por meio de ações articuladas, entre as áreas da
educação, assistência social, direitos humanos e saúde.

Ações:
-Pareamento anual entre os dados do EducaCenso e do cadastro
administrativo do BPC DATAPREV do Ministério da Previdência
Social/MPS e;
-Identificação das barreiras que impedem o acesso das pessoas com
deficiência, beneficiárias do BPC, à escola.
Como acessar: Estados, Municípios e Distrito Federal poderão aderir ao
Programa, mediante preenchimento do Termo de Adesão constante no
endereço eletrônico: http://aplicacoes.mds.gov.br/bpcnaescola. A
realização desse procedimento é efetuada exclusivamente pelo
representante legal da unidade da federação.

Projeto Livro Acessível


Objetivo: Promover a acessibilidade, no âmbito do Programa Nacional
Livro Didático – PNLD e Programa Nacional da Biblioteca Escolar - PNBE,
assegurando aos estudantes com deficiência visual matriculados em
escolas públicas da educação básica, livros em formatos acessíveis. O
programa é implementado por meio de parceria entre SECADI, FNDE, IBC
e Secretarias de Educação, às quais se vinculam os CAP - Centro de Apoio
Pedagógico a Pessoas com Deficiência Visual e os NAPPB – Núcleo
Pedagógico de Produção Braille.

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Ações:
-Desenvolvimento de Tecnologia Assistiva de leitores digitais acessíveis
para o Programa Nacional do Livro Didático - PNLD. Atualmente o
Sistema utilizado é o formato Mecdaisy, que possibilita acessar o texto
por meio de áudio, caracter ampliado e diversas funcionalidades de
navegação pela estrutura do livro;
-Realização de seminários de formação dos profissionais envolvidos na
produção de material didático acessível em formato digital e em
braille;
-Disponibilização da Plataforma Acervo Digital Acessível – ADA,
ambiente virtual destinado a postagem de materiais voltados à
produção de materiais em braille pelos CAP e NAPPB;
Como acessar: As Secretarias de Educação às quais se vinculam os
centros públicos de produção de material didático acessível, apresentam
por meio do PAR, plano de trabalho, a fim de obter apoio financeiro do
MEC, ao custeio da produção.
Como adquirir o livro em formato acessível para o aluno com Deficiência
visual pelo PNLD?
O aluno deve estar cadastrado no censo escolar (INEP) além disso, é
importante que o professor marque no Guia do Livro Didático o tipo de
acessibilidade requerida pelo aluno com Deficiência Visual no título do
livro escolhido.

Atendimento Educacional Especializado


do estado da Bahia

Hei! Preste atenção, porque agora vamos falar especificamente do


Atendimento Especializado no estado da Bahia.

Fonte: SEE-BA

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Atendimento Educacional Especializado


São propósitos do Atendimento Educacional Especializado (AEE)
identificar, elaborar e organizar os recursos pedagógicos e de
acessibilidade que venham a eliminar as barreiras para a plena
participação dos estudantes em atividades desenvolvidas nos ambientes
educativos, considerando as suas necessidades específicas. As atividades
desenvolvidas no Atendimento Educacional Especializado diferenciam-se
daquelas realizadas na sala de aula comum e não são substitutivas à
escolarização. Este atendimento complementa e/ou suplementa a
formação dos estudantes com vistas à autonomia e independência na
escola e fora dela.

Salas de Recursos Multifuncionais


É o espaço organizado em escolas da rede pública de ensino que
atende, além dos estudantes da própria instituição, aos estudantes das
escolas do entorno. As salas de Recursos Multifuncionais destinam-se ao
atendimento de todas as deficiências, contemplando as suas
especificidades.

Centros de Educação Especial


Promovem a identificação, o encaminhamento e o acompanhamento
do atendimento ofertado aos alunos com deficiência, transtorno global do
desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação, possibilitando sua
inserção efetiva no processo de escolarização desde o ensino fundamental
até o ensino superior e disseminando conhecimentos sobre a educação
especial nos sistemas educacionais e nas comunidades escolares, de toda
a rede de educação básica do estado da Bahia.

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Educação inclusiva: práticas escolares

Adaptações curriculares para a educação inclusiva


De acordo com a DECLARAÇÃO DE SALAMANCA:

26. O currículo deveria ser adaptado às necessidades das


crianças, e não vice-versa. Escolas deveriam, portanto, prover
oportunidades curriculares que sejam apropriadas a criança com
habilidades e interesses diferentes.

De acordo com o documento “A escola” da MEC (2004) a proposta


pedagógica cabe apontar a importância das flexibilizações curriculares
para viabilizar o processo de inclusão. As adequações curriculares devem
ser facilitadoras da inclusão e, por isso, devem ser pensadas a partir
do contexto grupal em que se insere determinado aluno.

As adequações se referem a um contexto e não à criança, ao


particular ponto de encontro que ocorre em sala de aula, que convergem
a criança, sua história, o professor, sua experiência, a instituição escolar,
o plano curricular, as regulamentações, as expectativas dos pais, entre
outros.

Dessa forma, as flexibilizações curriculares devem ser estruturadas a


partir de cada situação particular e não como propostas universais, válidas
para qualquer contexto escolar. As adequações feitas por um determinado
professor para um grupo específico de alunos só são válidas para esse
grupo e para esse momento.

Na medida em que são pensadas a partir do contexto e não apenas a


partir de um determinado aluno, entende-se que todas as crianças podem
se beneficiar com a implantação de uma adequação curricular, a qual
funciona como instrumento para implementar uma prática educativa para
a diversidade.

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Assim, o ideal é que as adequações curriculares produzam


modificações que possam ser aproveitadas por todas as crianças de um
grupo ou pela maior quantidade delas.

O documento do MEC ainda destaca que além de não serem


generalizáveis, as adequações curriculares devem responder a uma
construção do professor em interação com o coletivo de professores da
escola e outros profissionais das áreas da educação e da saúde.

As adaptações no currículo podem ser das mais variadas. O


importante é que a escola deve buscar garantir a inclusão do aluno com
necessidades especiais no processo de ensino e aprendizagem. Por isso, a
adaptação requer diagnóstico e pode variar consideravelmente de uma
escola para outra.

Alguns componentes que costumam ser adaptados nas práticas


escolares, apenas como exemplo, para que você entenda melhor a
flexibilização ou adaptação curricular:

LINGUAGEM: leitura e escrita;

ESTRATÉGIAS: uso de metodologias adequadas às necessidades dos alu-


nos, inclusive com uma abordagem avaliativa diferenciada;

NÍVEL APROPRIADO: estabelecendo o que é adequado para ser cobrado


em cada ciclo, de acordo com o diagnóstico elaborado.

Cabe destacar que, o documento “A Educação Especial na Perspectiva


da Inclusão Escolar”, de 2010, afirma que

“A ideia do currículo adaptado está associada à exclusão na inclusão


dos alunos que não conseguem acompanhar o progresso dos demais
colegas na aprendizagem. Currículos adaptados e ensino adaptado
negam a aprendizagem diferenciada e individualizada. O ensino esco-
lar é coletivo e deve ser o mesmo para todos, a partir de um único
currículo. É o aluno que se adapta ao currículo, quando se admitem e
se valorizam as diversas formas e os diferentes níveis de conheci-
mento de cada um. A aprovação e a certificação por terminalidade es-
pecífica, como propõe a LDBEN/1996, não faz sentido, quando se en-
tende que a aprendizagem é diferenciada de aluno para aluno (…)”

Porém, entendemos que o documento está se referindo a adaptações


para um único aluno ou para um pequeno grupo. Como o trecho destaca
“o ensino escolar é coletivo e deve ser o mesmo para todos, a partir de
um único currículo”.

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O próprio documento afirma:

“Ao contrário do que se pensa e se faz, as práticas escolares inclusi-


vas não implicam um ensino adaptado para alguns alunos, mas sim
um ensino diferente para todos, em que os alunos tenham condi-
ções de aprender, segundo suas próprias capacidades, sem discrimi-
nações e adaptações.”

Escolas inclusivas e o papel do professor

Segundo a DECLARAÇÃO DE SALAMANCA:

Principio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as


crianças devem aprender juntas, sempre que possível,
independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas
possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às
necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os
estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de
qualidade à todos através de um currículo apropriado, arranjos
organizacionais, estratégias de ensino, uso de recurso e parceria
com as comunidades. Na verdade, deveria existir uma continuidade de
serviços e apoio proporcional ao contínuo de necessidades especiais
encontradas dentro da escola.

Dentro das escolas inclusivas, crianças com necessidades


educacionais especiais deveriam receber qualquer suporte extra
requerido para assegurar uma educação efetiva. Educação inclusiva
é o modo mais eficaz para construção de solidariedade entre
crianças com necessidades educacionais especiais e seus colegas. O
encaminhamento de crianças a escolas especiais ou a classes especiais ou
a sessões especiais dentro da escola em caráter permanente deveriam
constituir exceções, a ser recomendado somente naqueles casos
infrequentes onde fique claramente demonstrado que a educação na
classe regular seja incapaz de atender às necessidades educacionais ou
sociais da criança ou quando sejam requisitados em nome do bem-estar
da criança ou de outras crianças.

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Outras respostas às necessidades educacionais especiais que


devem ser dadas pela escola, segundo o documento “a escola” do
MEC (2004):

• Disponibilidade de professor ou instrutor da língua de sinais, para o


ensino de alunos surdos.
• Disponibilidade de professor de braille para favorecer o ensino de
alunos cegos.
• Disponibilidade de equipamentos e materiais especiais para o ensi-
no de alunos cegos (reglete, sorobã, livro didático em braille, máqui-
na de datilografia em braille, computador, softwares especializados
para deficiência visual, tais como leitores de tela.
• Disponibilidade de equipamentos e materiais especiais para o ensi-
no de alunos com baixa visão (lupa, livros didáticos com letras am-
pliadas, etc).
• Disponibilidade de equipamento de informática e de softwares edu-
cacionais, para o ensino de alunos com dificuldade de comunicação
oral.
• Disponibilidade de outros recursos didáticos para o ensino de alunos
com dificuldade de comunicação oral (dicionários da língua brasileira
de sinais -
LBS e outros).
• Disponibilidade de equipamento de informática e de softwares edu-
cacionais para o ensino de alunos com dificuldades de aprendizagem.
• Disponibilidade de mobiliário adaptado para os alunos com dificul-
dades motoras.

A escola que pretende ser inclusiva deve se planejar


para gradativamente implementar as adequações necessárias,
para garantir o acesso de alunos com necessidades educacionais
especiais à aprendizagem e ao conhecimento.

O papel do professor, de modo geral, é atuar como facilitador da


aprendizagem, integrador e motivador. Para isso, fundamental que
conheça sua turma, e prepare seu planejamento de forma adequada
para lidar com as características de sua classe. A capacitação constante,
para melhor lidar com as crianças e adolescentes com necessidades
especiais, também é importante.

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Já o papel do professor especializado, nesse sentido, se dá por


meio da parceria com o professor da escola regular, de modo a
atender as necessidades e potencialidades peculiares de cada educando
no ensino regular.

Cabe destacar que, de acordo com o MEC (2004) todo professor


necessita de suporte técnico-científico, como interlocutor em um processo
de reflexão crítica sobre a prática cotidiana de ensino.

O acesso a esse suporte precisa ser garantido pela escola, evitando


assim, que dependa da iniciativa particular e pessoal do professor.

O suporte para o professor do ensino regular que recebe alunos com


necessidades educacionais especiais, em sua sala de aula, deve ser
ministrado pela Coordenação Pedagógica (ou equipe técnica, quando
contar com uma), a qual deve ter conhecimento dos conteúdos
curriculares, dos métodos de ensino, dos recursos didático-pedagógicos e
estimular a criatividade do professor.

A Coordenação Pedagógica deve ser ativa e participante no cotidiano


da sala de aula, da escola e das relações com a comunidade.

Outra fonte importante de suporte para o professor do ensino regular


é o assessoramento de uma equipe interdisciplinar, que deverá contribuir
com seus conhecimentos sobre recursos e métodos para o ensino de
alunos com necessidades educacionais especiais.

“Educação não transforma o mundo.

Educação muda pessoas.

Pessoas transformam o mundo”.


Paulo Freire

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Pessoal, trouxemos questões de várias bancas, para explorarmos bastante


o conteúdo. Lembre-se: as questões e seus comentários aprofundam e com-
plementam os conhecimentos vistos na aula. Além disso, aproveitaremos
para revisar assuntos estudados em aulas anteriores. Por isso, resolva as
questões e leia os comentários.

IBADE 2016 – TÉCNICO EDUCACIONAL – CUIDADOR – SEDUC-RO

1) A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fun-


damentado na concepção de direitos humanos, que avança em
relação à ideia de equidade formal ao contextualizar a produção
da exclusão dentro e fora da escola e que tem como valores inse-
paráveis:

a) deficiência e eficiência.

b) igualdade e diferença.

c) exclusão e inclusão.

d) direitos e deveres.

e) normalidade e deficiência.

Resposta: B. Logo no início da aula, vimos que “a educação inclusiva constitui


um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos,
que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis, e que avança
em relação à ideia de equidade formal ao contextualizar as circunstâncias
históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola”.

BIG ADVICE 2017 – PROFESSOR PEB I – EDUCAÇÃO ESPECIAL – PRE-


FEITURA DE MARTINÓPOLIS -SP

2) A noção de necessidades educacionais especiais entrou em


evidência a partir das discussões do chamado “movimento pela
inclusão” e dos reflexos provocados pela Conferência Mundial so-
bre Educação Especial, realizada em Salamanca, na Espanha, em
1994. Nesse evento, foi elaborado um documento mundialmente
significativo denominado “Declaração de Salamanca” e na qual

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foram levantados aspectos inovadores para a reforma de políticas


e sistemas educacionais.

De acordo com a declaração:

I. O conceito de “necessidades educacionais especiais” passará a


incluir, além das crianças portadoras de deficiências, aquelas que
estejam experimentando dificuldades temporárias ou permanen-
tes na escola, as que estejam repetindo continuamente os anos
escolares, as que sejam forçadas a trabalhar, as que vivem nas
ruas, as que vivem em condições de extrema pobreza ou que se-
jam desnutridas, as que sejam vítimas de guerra ou conflitos ar-
mados, as que sofrem de abusos contínuos, ou as que simples-
mente estão fora da escola, por qualquer motivo que seja.”

II. A Declaração de Salamanca estabeleceu uma nova concepção,


extremamente abrangente, de “necessidades educacionais espe-
ciais” que provoca a secessão dos dois tipos de ensino, o regular
e o especial, na medida em que esta nova definição implica que
todos possuem ou podem possuir, temporária ou permanente-
mente, “necessidades educacionais especiais”.

III. Dessa forma, orienta para a existência de um sistema único,


que seja capaz de prover educação para todos os alunos, por
mais especial que este possa ser ou estar.

IV. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados


com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de
1996, orientam a respeito de estratégias para a educação de alu-
nos com necessidades especiais. Para isso, estabeleceu um mate-
rial didático-pedagógico intitulado “Adaptações Curriculares” que
insere-se na concepção da escola inclusiva defendida na Declara-
ção de Salamanca.

Assinale a alternativa correta:

a) Apenas a I.

b) I, II e IV.

c) I, III e IV.

d) Todas estão corretas.

e) N.D.A.

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Resposta: C. A afirmação I, III e IV estão corretas. Quanto ao item II, ele erra
ao falar na secessão de dois sistemas de ensino. Isso levaria a exclusão, e não
a inclusão como busca a Declaração de Salamanca e as políticas públicas
voltadas para a educação especial.

FUNIVERSA 2015 – ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA – PEDAGO-


GIA – UEG

3) O caráter político e pedagógico do PPP leva a considerar a fun-


ção social da escola. A respeito desse tema, é correto afirmar que

a) o PPP se reduz a uma somatória de planos, sugestões, trans-


posições ou cópias de projetos elaborados em outras realidades
escolares.

b) o PPP jamais servirá para reforçar, manter, reproduzir formas


de dominação e de exclusão social, pois sempre se constrói na
perspectiva da emancipação.

c) é o compromisso do PPP com os interesses reais e coletivos da


escola que materializa seu caráter político e pedagógico.

d) o PPP não vai interferir no currículo e nas práticas pedagógi-


cas adotadas em sala de aula por se tratar de um projeto de cu-
nho político.

e) os PPPs das escolas públicas, pelo fato de pertencerem a um


sistema organizado, são pensados coletivamente pelo próprio sis-
tema.

Resposta: C. O Projeto Político-Pedagógico de uma escola é o instrumento


teórico-metodológico, definidor das relações da escola com a comunidade a
quem vai atender. É nele que se estabelece a ponte entre a política
educacional do município e a população, por meio da definição dos
princípios, dos objetivos educacionais, do método de ação e das práticas.
Pessoal, embora esta questão não esteja diretamente relacionada ao tema,
deixei-a para que possamos fazer uma reflexão. Acontece que, na
construção e implantação do PPP, temos que ter uma preocupação especial
com a responsabilidade social da escola e a inclusão está diretamente
relacionada com esse papel da escola. A escola deve oferecer espaço e
possibilidade de desenvolvimento para todos de forma igual, igual no
sentido de igualdade equitativa, sendo que a equidade deve ponderar e
contemplar, além da igualde, a justiça.

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FEITURA DE MARTINÓPOLIS -SP

4) Quanto à Educação Inclusiva, estaria correto afirmar, exceto:

a) A educação inclusiva requer mudança de antigos para novos


paradigmas. E é a partir da compreensão de inúmeros aspectos
ligados aos conceitos de igualdade e de diferença, é que se pode
investir em seres humanos melhores e mais fraternos.

b) Nesse modelo de educação é preciso criar alternativas técnico-


pedagógicas, psicopedagógicas e sociais que possam contribuir
para o processo de aprendizagem de todas as crianças.

c) Na educação inclusiva não se espera que a escola se integre ao


aluno, mas que este se transforme de maneira a se inserir na es-
cola.

d) O conceito de educação inclusiva se refere ao acesso à escola


de todos os alunos, indistintamente, independentemente, do fato
de apresentarem dificuldades e ou deficiências.

e) N.D.A.

Resposta: C. A opção “c” está errada, pois, no que se refere à educação inclu-
siva, não se espera que o aluno se adapte a escola, mas sim, que esta esteja
pronta para receber todos os alunos, apesar de suas diferenças.

CESGRANRIO 2016 – PEDAGOGO – UNIRIO

5) Um dos grandes desafios da educação inclusiva é desenvolver


na escola a prática de currículos adaptados que possam atender
às diferenças na aprendizagem significativa, à qual se chega pela
interação (sistematizada e dirigida) do sujeito com o objeto.

A aprendizagem significativa supõe

a) valorização dos conhecimentos prévios dos alunos e adequado


trabalho de incorporação dos novos conhecimentos.

b) seleção de livros didáticos e confecção de materiais ilustrati-


vos dos temas.

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c) exclusividade no uso da memorização e da repetição dos te-


mas.

d) avaliação única com análise e comentários do professor.

e) análise dos resultados obtidos e reforço nos temas que apre-


sentem maior dificuldade.

Resposta: A. Aprendizagem significativa é o conceito central da teoria


da aprendizagem de David Ausubel. A aprendizagem significativa requer
que os novos conhecimentos relacionem-se com os conhecimentos prévios do
aluno. Ausubel conceitua esse conhecimento prévio como "conceito subsun-
çor". Os subsunçores são estruturas de conhecimento específicos com abran-
gências diferenciadas, de acordo com a frequência com que a aprendizagem
significativa acontece em conjunto com um dado subsunçor. Assim, a aprendi-
zagem significativa ocorre quando uma nova informação apoia-se em conceitos
relevantes (subsunçores) que já existiam na estrutura cognitiva do sujeito.

IDHTEC 2016 – PEDAGOGO – PREFEITURA DE ITAQUITINGA – PE

6) Ao objetivar a inclusão social, a educação escolar deve estar


fundamentada, EXCETO:

a) Homogeneidade

b) Diversidade

c) Pluralidade

d) Sustentabilidade

e) Cidadania

Resposta: A. A inclusão social deve estar fundamentada na diversidade, plura-


lidade, sustentabilidade, cidadania, porém não na homogeneidade (regularida-
de, isonomia, formado por porções de mesmo âmbito ou natureza).

FUNCAB 2016 – PEDAGOGO – EMSERH

7) A Escola Inclusiva é uma tendência internacional do final do


século XX. O principal desafio da escola é:

a) desenvolver uma pedagogia centrada na criança, capaz de


educar todas, sem discriminação, respeitando suas diferenças.

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b) dar conta da diversidade das crianças oferecendo respostas


adequadas às suas características e necessidades, solicitando
apoio de instituições e especialistas somente quando a família
exigir.

c) fortalecer uma sociedade democrática, justa e economicamen-


te ativa.

d) garantir às crianças com necessidades especiais uma convi-


vência participativa com outras crianças com as mesmas necessi-
dades especiais.

e) desenvolver o princípio da integração previsto na Declaração


Municipal.

Resposta: A. A “b” está errada por afirmar que o apoio a instituições especiali-
zadas só deve ser solicitado quando a família exigir; quanto à “c”, fortalecer
uma sociedade economicamente ativa não é um dos principais desafios de uma
escola inclusiva; quanto à “d”, as crianças com necessidades especiais devem
conviver com todos na escola, e não somente com crianças com as mesmas
necessidades; a “e”, embora seja importante desenvolver princípios de inte-
gração, limitar-se a princípios de integração previstos em uma Declaração Mu-
nicipal está longe de ser o principal desafio da escola inclusiva.

FCC 2015 – PEDAGOGO – DPE-SP

8) A presença do preconceito em relação às pessoas com defici-


ência, muitas vezes existente na escola, só faz aumentar sua si-
tuação de desvantagem criada por essa atitude, assim como,
acentuar seu sentimento de incapacidade. No entanto, muitas ve-
zes não é uma situação de preconceito somente, mas a falta de
convívio com os diferentes.

Uma das medidas necessárias para que se minimize esta situação


é a concretização das determinações contidas na LDB, como

a) a garantia de professores com especialização adequada para


esse atendimento, bem como professores do ensino regular capa-
citados para a integração desses educandos nas classes comuns.

b) o trabalho de aconselhamento, por parte dos orientadores


educacionais e/ou psicólogos, aos alunos que apresentarem com-

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portamentos agressivos ou discriminatórios aos alunos com defi-


ciência.

c) a realização de palestras e dinâmicas de grupo para a redução


de comportamentos indesejáveis junto aos alunos com deficiên-
cia.

d) a elaboração e execução de proposta pedagógica e organiza-


ção curricular voltadas especificamente aos alunos com deficiên-
cia.

e) a redução do número de alunos das classes em que existir pelo


menos dois alunos com deficiência ou colocação de professor au-
xiliar para que o aluno receba a atenção devida.

Resposta: A. Para responder esta questão, o candidato tinha que conhecer


mesmo a LDB. Vimos na aula que o inciso III do artigo 59 da referida Lei nos
dia que “Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com defi-
ciência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super-
dotação: (…) III - professores com especialização adequada em nível médio ou
superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino re-
gular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns;”,
por isso, a letra “a” é a nossa resposta. Veja que as ações citadas nas alterna-
tivas “b” e “c” são válidas para a inclusão, porém elas não são citadas pela Lei,
não atendendo, portanto, ao comando da questão. Ah! Eu sei que você já sabe,
mas: a LDB é fundamental para qualquer concurso da área educacional.

NUCEPE 2015 – PROFESSOR – SEDUC-PI

9) O processo de inclusão escolar pode prever como uma das me-


todologias a individualização do ensino, através de planos especí-
ficos de aprendizagem para o aluno. No entanto, deve-se evitar

a) fazer um currículo individual paralelo para alguns alunos. Caso


isto aconteça, estes alunos ficam à margem do grupo, pois as tro-
cas significativas feitas em uma sala de aula necessariamen-
te acontecem em torno dos objetos de aprendizagem.

b) levar em conta a diversidade, pois em uma sala de aula as


aprendizagens necessariamente acontecem em torno dos objetos
de aprendizagem que são pensados para todos os alunos.

c) as flexibilizações curriculares no processo de inclusão educati-


va, pois é necessário pensá-las para um grupo de alunos e as di-

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versidades que o compõem, e não para alguns alunos toma-


dos isoladamente.

d) atender as outras diversidades que aparecem cotidianamente


na comunidade. Deve-se atender individualmente quem realmen-
te precisa, ou seja, os alunos com deficiências.

e) trabalhar os temas com todos os alunos da turma, pois alguns


alunos, com determinados problemas, não precisam alcançar ob-
jetivos de natureza acadêmica, e sim de natureza funcional.

Resposta: A. Quando falamos em adaptações curriculares, estamos nos refe-


rindo a pequenas adaptações em um currículo para todo um grupo de alunos
com sua diversidade, ou seja, para a classe, e não para um só aluno ou para
um pequeno grupo com características similares. Essas adaptações devem fa-
cilitar a inclusão e a aprendizagem de todos na escola. Quando limitamos as
adaptações a um aluno, ou a um pequeno grupo, estamos favorecendo a ex-
clusão.

FCC 2003 – PROFESSOR – EDUCAÇÃO FÍSICA – SEED-SE

10) Segundo Maria Teresa Mantoan, a adesão à inclusão exige


dos educadores a compreensão de que os alunos são diferentes
uns dos outros e que os ambientes inclusivos devem concorrer
para estimular os alunos, em geral, a se comportarem

a) disciplinadamente, para que se possa desenvolver atividades


iguais para todos os alunos.

b) naturalmente, para que o professor possa atender individual-


mente todas as dificuldades dos alunos.

c) passivamente, para que o professor possa desenvolver seu


planejamento de aula.

d) espontaneamente, diante das dificuldades cognitivas, sem a


preocupação constante de produção de conhecimento.

e) ativamente, diante dos desafios do meio escolar, abandonando


os estereótipos, os condicionamentos, as dependências.

Resposta: E. Para Maria Tereza Mantoan, os ambientes escolares devem desa-


fiar os alunos para uma participação ativa. Veja o posicionamento da autora:

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“Como não me canso de dizer, ensinar atendendo às diferenças dos alunos,


mas sem diferenciar o ensino para cada um, depende, entre outras condições,
de se abandonar um ensino transmissivo e de se adotar uma pedagogia ativa,
dialógica, interativa, integradora, que se contrapõe a toda e qualquer visão
unidirecional, de transferência unitária, individualizada e hierárquica do saber”
(2003, p.38).

BIG ADVICE 2017 – PROFESSORS PEB I – EDUCAÇÃO ESPECIAL – PRE-


FEITURA DE MARTINÓPOLIS – SP

11) Encontre a única alternativa incorreta:

a) Incluir é mais do que criar condições para os deficientes, é um


desafio que implica em mudança da escola como um todo.

b) Essa nova visão inclusiva de trabalho visa construir uma rotina


da massificação dos programas prontos das classes especiais nas
escolas que continuarão a existir.

c) No processo de integração escolar o aluno participa das ativi-


dades escolares na sala de aula do ensino regular e também do
ensino de escolas especiais.

d) A escola precisa de transformação para receber qualquer tipo


de aluno, mesmo aqueles com deficiência.

e) N.D.A.

Resposta: B. A letra “B” está muito errada. Quando falamos de PPP, falamos da
importância de a escola adequar o currículo ao seu contexto, ideia que vai con-
tra a utilização de programas prontos. Essa ressalva vale também para a edu-
cação especial. O programa deve estar adequado às necessidades dos alunos
de cada escola, não sendo recomendada a utilização (e muito menos a massifi-
cação) de programas prontos. A “a” está correta porque não é só a aula que
tem que ser adaptada, mas, na escola, os espaços físicos precisam ser adapta-
dos, as outras crianças devem ser educadas para que também promovam a in-
clusão dos colegas, etc. Quanto à “C”, normalmente é assim que funciona, a
depender da necessidade apresentada pelo educando. A “D” está perfeita, pois
a escola precisa ser um espaço para todos. Quanto à “E” (N.D.A. - nenhuma
das anteriores), melhor deixar pra lá... acabou deixando a questão mal redigi-
da e confusa.

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FCM 2016 – TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – IF-SUDESTE-MG

12) A escola inclusiva é aquela que

I- atua em coletividade, prezando o indivíduo, reconhecendo sua


identidade e subjetividade.

II- está preparada para receber os alunos, tendo a garantia da


acessibilidade física, metodológica, comunicacional e tecnológica.

III-tem o poder de acabar com as mazelas sociais, com a produ-


ção das desigualdades sociais.

IV-defende a inserção de alunos com deficiência com comprome-


timentos mais severos para o ato de socialização.

São corretas as afirmativas

a) I e II.

b) I e III.

c) II e III.

d) III e IV.

e) I, II, III e IV.

Resposta: A. As duas primeiras assertivas estão corretas e vale a releitura.


Perceba que a segunda fala que a escola inclusiva atua coletivamente, porém
prezando pelo indivíduo, ou seja, reconhecendo a individualidade de cada um,
suas necessidades, mas, ao mesmo tempo, trabalhando com o grupo de aluno.
Observo inda que essa tenção com as características de cada um, mas atuação
grupal vale para a atuação docente de um modo geral. A assertiva “III” traz
uma competência que foge à capacidade da escola. Embora a escola, de um
modo geral, possa difundir valores que ajudem no combate à mazelas sociais,
ela, por si (a própria escola), não tem o poder de fazer isso. Já a assertiva “IV”
erra ao falar que a escola de inclusão tem que defender a inserção de alunos
com deficiência com comprometimentos mais severos para o ato de socializa-
ção, pois isso poderia ser prejudicial para o aluno com esses comprometimen-
tos.

IDH-TEC 2016 – PEDAGOGO – PREFEITURA DE ITAQUITINGA -PE

13) Ao objetivar a inclusão social, a educação escolar deve estar


fundamentada, EXCETO:

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a) Homogeneidade

b) Diversidade

c) Pluralidade

d) Sustentabilidade

e) Cidadania

Resposta: A. A “a” é a incorreta, pois a escola deve ser heterogênea, garantin-


do um espaço para todos. A questão é tranquila, mas sei que pode gerar dúvi-
das para alguns, já que falamos que o currículo deve ser pensado para o gru-
po, assim como as aulas, etc. Por conta disso, algum candidato pode estar
pensando assim “Ué?! Ma, para promover a inclusão a gente não tem que tra-
balhar de forma homogênea?”. Não exatamente! Veja, temos que trabalhar co-
letivamente, olhando para o grupo, mas levando em consideração as especifici-
dades de cada um e, inclusive, isso pode levar a necessidade de uma interven-
ção diferenciada com algum aluno em determinados momentos. Mas, indepen-
dentemente disso, esse fundamento diz mesmo respeito a garantia de espaço
para todos, incluindo os alunos portadores de necessidades especiais. Ah! Veja
que são fundamentos importantes da escola inclusiva: a diversidade, a plurali-
dade, a sustentabilidade, a cidadania e a heterogeneidade.

FEPESE 2016 – AUXILIAR DE SALA – PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS


-SC

14) Analise o texto abaixo:

A educacao inclusiva constitui um paradigma educacional funda-


mentado na concepcao de direitos humanos, que conjuga ....
(1).... como valores ....(2).... , e que avanca em relacao a ideia de
equidade formal ao contextualizar as circunstancias historicas da
producao da exclusao dentro e fora da escola.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas nu-


meradas do texto.

a) (1) semelhança e diferença • (2) morais

b) (1) igualdade e fraternidade • (2) afetivos

c) (1) aparência e igualdade • (2) indissociáveis

d) (1) igualdade e diferenca • (2) indissociaveis

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e) (1) justiça e semelhança • (2) morais

Resposta: D. Esta é para relembrarmos. Logo no início da aula, vimos que “a


educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na
concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como
valores indissociáveis, e que avança em relação à ideia de equidade formal ao
contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e
fora da escola”.

FUNCAB 2016 – PEDAGOGO – EMSERH

15) O atendimento educacional especializado deve integrar a pro-


posta pedagógica da escola, envolver a participação da família
para garantir pleno acesso e participação dos estudantes, aten-
der às necessidades específicas das pessoas público‐alvo da
educação especial, e ser realizado em articulação com as demais
políticas públicas. Sobre os objetivos do atendimento educacional
especializado, analise as afirmativas a seguir.

I. Prover condições de acesso, participação e aprendizagem no


ensino regular e garantir serviços de apoio especializados de
acordo com as necessidades individuais dos estudantes.

II. Garantir a transversalidade das ações da educação especial no


ensino regular.

III. Fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagó-


gicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendi-
zagem.

IV. Não há necessidade de assegurar condições para a continui-


dade de estudos nos demais níveis, etapas e modalidades de en-
sino, isso porque os alunos com deficiência não necessitam pros-
seguir na formação.

Estão corretas as afirmativas

a) I, II, III e IV.

b) I e II, apenas.

c) III e IV, apenas.

d) I, II e III, apenas.

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Resposta: D. As assertivas “I” e “II” estão corretas e de acordo com a LDB.


Quanto a assertiva “II”, a LDB apresenta que “Art. 4º O dever do Estado com
educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: III - atendi-
mento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação,
transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede
regular de ensino;”. Além disso, e que garante que a assertiva está correta é o
fato de a Lei exigir a transversalidade para as ações pedagógicas da Educação
Básica. Naturalmente, ao exigir para as escolas de educação básica, abarca as
escolas inclusivas e os alunos com necessidades especiais. Vejamos: “Art. 26.
Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio
devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de
ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida
pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e
dos educandos. (...) § 7o A integralização curricular poderá incluir, a critério
dos sistemas de ensino, projetos e pesquisas envolvendo os temas transversais
de que trata o caput. (…) § 9o Conteúdos relativos aos direitos humanos e à
prevenção de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente se-
rão incluídos, como temas transversais, nos currículos escolares de que trata
o caput deste artigo, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de
1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), observada a produção e distribui-
ção de material didático adequado.” A assertiva “III” também está correta, pois
o atendimento educacional especializado tem como um de seus objetivos fo-
mentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos, visando a des-
truição de barreiras no processo de ensino-aprendizagem. Já a “IV” está total-
mente errada, pois devem ser ofertadas aso alunos com deficiência as mesmas
oportunidades de continuidade oferecidas aos alunos que não têm uma neces-
sidade especial. Cabe lembrarmos, ainda, nesse caso, do conceito de equidade,
ou seja, devem ser ofertadas oportunidades iguais, porém, que podem, até,
ser “facilitada”, por uma questão de justiça.

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Seguem as questões vistas nesta aula, sem os comentários.

Hora de praticar!

IBADE 2016 – TÉCNICO EDUCACIONAL – CUIDADOR – SEDUC-RO

1) A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fun-


damentado na concepção de direitos humanos, que avança em
relação à ideia de equidade formal ao contextualizar a produção
da exclusão dentro e fora da escola e que tem como valores inse-
paráveis:

a) deficiência e eficiência.

b) igualdade e diferença.

c) exclusão e inclusão.

d) direitos e deveres.

e) normalidade e deficiência.

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2) A noção de necessidades educacionais especiais entrou em


evidência a partir das discussões do chamado “movimento pela
inclusão” e dos reflexos provocados pela Conferência Mundial so-
bre Educação Especial, realizada em Salamanca, na Espanha, em
1994. Nesse evento, foi elaborado um documento mundialmente
significativo denominado “Declaração de Salamanca” e na qual
foram levantados aspectos inovadores para a reforma de políticas
e sistemas educacionais.

De acordo com a declaração:

I. O conceito de “necessidades educacionais especiais” passará a


incluir, além das crianças portadoras de deficiências, aquelas que
estejam experimentando dificuldades temporárias ou permanen-

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tes na escola, as que estejam repetindo continuamente os anos


escolares, as que sejam forçadas a trabalhar, as que vivem nas
ruas, as que vivem em condições de extrema pobreza ou que se-
jam desnutridas, as que sejam vítimas de guerra ou conflitos ar-
mados, as que sofrem de abusos contínuos, ou as que simples-
mente estão fora da escola, por qualquer motivo que seja.”

II. A Declaração de Salamanca estabeleceu uma nova concepção,


extremamente abrangente, de “necessidades educacionais espe-
ciais” que provoca a secessão dos dois tipos de ensino, o regular
e o especial, na medida em que esta nova definição implica que
todos possuem ou podem possuir, temporária ou permanente-
mente, “necessidades educacionais especiais”.

III. Dessa forma, orienta para a existência de um sistema único,


que seja capaz de prover educação para todos os alunos, por
mais especial que este possa ser ou estar.

IV. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados


com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de
1996, orientam a respeito de estratégias para a educação de alu-
nos com necessidades especiais. Para isso, estabeleceu um mate-
rial didático-pedagógico intitulado “Adaptações Curriculares” que
insere-se na concepção da escola inclusiva defendida na Declara-
ção de Salamanca.

Assinale a alternativa correta:

a) Apenas a I.

b) I, II e IV.

c) I, III e IV.

d) Todas estão corretas.

e) N.D.A.

FUNIVERSA 2015 – ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA – PEDAGO-


GIA – UEG

3) O caráter político e pedagógico do PPP leva a considerar a fun-


ção social da escola. A respeito desse tema, é correto afirmar que

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a) o PPP se reduz a uma somatória de planos, sugestões, trans-


posições ou cópias de projetos elaborados em outras realidades
escolares.

b) o PPP jamais servirá para reforçar, manter, reproduzir formas


de dominação e de exclusão social, pois sempre se constrói na
perspectiva da emancipação.

c) é o compromisso do PPP com os interesses reais e coletivos da


escola que materializa seu caráter político e pedagógico.

d) o PPP não vai interferir no currículo e nas práticas pedagógi-


cas adotadas em sala de aula por se tratar de um projeto de cu-
nho político.

e) os PPPs das escolas públicas, pelo fato de pertencerem a um


sistema organizado, são pensados coletivamente pelo próprio sis-
tema.

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4) Quanto à Educação Inclusiva, estaria correto afirmar, exceto:

a) A educação inclusiva requer mudança de antigos para novos


paradigmas. E é a partir da compreensão de inúmeros aspectos
ligados aos conceitos de igualdade e de diferença, é que se pode
investir em seres humanos melhores e mais fraternos.

b) Nesse modelo de educação é preciso criar alternativas técnico-


pedagógicas, psicopedagógicas e sociais que possam contribuir
para o processo de aprendizagem de todas as crianças.

c) Na educação inclusiva não se espera que a escola se integre ao


aluno, mas que este se transforme de maneira a se inserir na es-
cola.

d) O conceito de educação inclusiva se refere ao acesso à escola


de todos os alunos, indistintamente, independentemente, do fato
de apresentarem dificuldades e ou deficiências.

e) N.D.A.

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CESGRANRIO 2016 – PEDAGOGO – UNIRIO

5) Um dos grandes desafios da educação inclusiva é desenvolver


na escola a prática de currículos adaptados que possam atender
às diferenças na aprendizagem significativa, à qual se chega pela
interação (sistematizada e dirigida) do sujeito com o objeto.

A aprendizagem significativa supõe

a) valorização dos conhecimentos prévios dos alunos e adequado


trabalho de incorporação dos novos conhecimentos.

b) seleção de livros didáticos e confecção de materiais ilustrati-


vos dos temas.

c) exclusividade no uso da memorização e da repetição dos te-


mas.

d) avaliação única com análise e comentários do professor.

e) análise dos resultados obtidos e reforço nos temas que apre-


sentem maior dificuldade.

IDHTEC 2016 – PEDAGOGO – PREFEITURA DE ITAQUITINGA – PE

6) Ao objetivar a inclusão social, a educação escolar deve estar


fundamentada, EXCETO:

a) Homogeneidade

b) Diversidade

c) Pluralidade

d) Sustentabilidade

e) Cidadania

FUNCAB 2016 – PEDAGOGO – EMSERH

7) A Escola Inclusiva é uma tendência internacional do final do


século XX. O principal desafio da escola é:

a) desenvolver uma pedagogia centrada na criança, capaz de


educar todas, sem discriminação, respeitando suas diferenças.

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b) dar conta da diversidade das crianças oferecendo respostas


adequadas às suas características e necessidades, solicitando
apoio de instituições e especialistas somente quando a família
exigir.

c) fortalecer uma sociedade democrática, justa e economicamen-


te ativa.

d) garantir às crianças com necessidades especiais uma convi-


vência participativa com outras crianças com as mesmas necessi-
dades especiais.

e) desenvolver o princípio da integração previsto na Declaração


Municipal.

FCC 2015 – PEDAGOGO – DPE-SP

8) A presença do preconceito em relação às pessoas com defici-


ência, muitas vezes existente na escola, só faz aumentar sua si-
tuação de desvantagem criada por essa atitude, assim como,
acentuar seu sentimento de incapacidade. No entanto, muitas ve-
zes não é uma situação de preconceito somente, mas a falta de
convívio com os diferentes.

Uma das medidas necessárias para que se minimize esta situação


é a concretização das determinações contidas na LDB, como

a) a garantia de professores com especialização adequada para


esse atendimento, bem como professores do ensino regular capa-
citados para a integração desses educandos nas classes comuns.

b) o trabalho de aconselhamento, por parte dos orientadores


educacionais e/ou psicólogos, aos alunos que apresentarem com-
portamentos agressivos ou discriminatórios aos alunos com defi-
ciência.

c) a realização de palestras e dinâmicas de grupo para a redução


de comportamentos indesejáveis junto aos alunos com deficiên-
cia.

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d) a elaboração e execução de proposta pedagógica e organiza-


ção curricular voltadas especificamente aos alunos com deficiên-
cia.

e) a redução do número de alunos das classes em que existir pelo


menos dois alunos com deficiência ou colocação de professor au-
xiliar para que o aluno receba a atenção devida.

NUCEPE 2015 – PROFESSOR – SEDUC-PI

9) O processo de inclusão escolar pode prever como uma das me-


todologias a individualização do ensino, através de planos especí-
ficos de aprendizagem para o aluno. No entanto, deve-se evitar

a) fazer um currículo individual paralelo para alguns alunos. Caso


isto aconteça, estes alunos ficam à margem do grupo, pois as tro-
cas significativas feitas em uma sala de aula necessariamen-
te acontecem em torno dos objetos de aprendizagem.

b) levar em conta a diversidade, pois em uma sala de aula as


aprendizagens necessariamente acontecem em torno dos objetos
de aprendizagem que são pensados para todos os alunos.

c) as flexibilizações curriculares no processo de inclusão educati-


va, pois é necessário pensá-las para um grupo de alunos e as di-
versidades que o compõem, e não para alguns alunos toma-
dos isoladamente.

d) atender as outras diversidades que aparecem cotidianamente


na comunidade. Deve-se atender individualmente quem realmen-
te precisa, ou seja, os alunos com deficiências.

e) trabalhar os temas com todos os alunos da turma, pois alguns


alunos, com determinados problemas, não precisam alcançar ob-
jetivos de natureza acadêmica, e sim de natureza funcional.

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FCC 2003 – PROFESSOR – EDUCAÇÃO FÍSICA – SEED-SE

10) Segundo Maria Teresa Mantoan, a adesão à inclusão exige


dos educadores a compreensão de que os alunos são diferentes
uns dos outros e que os ambientes inclusivos devem concorrer
para estimular os alunos, em geral, a se comportarem

a) disciplinadamente, para que se possa desenvolver atividades


iguais para todos os alunos.

b) naturalmente, para que o professor possa atender individual-


mente todas as dificuldades dos alunos.

c) passivamente, para que o professor possa desenvolver seu


planejamento de aula.

d) espontaneamente, diante das dificuldades cognitivas, sem a


preocupação constante de produção de conhecimento.

e) ativamente, diante dos desafios do meio escolar, abandonando


os estereótipos, os condicionamentos, as dependências.

BIG ADVICE 2017 – PROFESSORS PEB I – EDUCAÇÃO ESPECIAL – PRE-


FEITURA DE MARTINÓPOLIS – SP

11) Encontre a única alternativa incorreta:

a) Incluir é mais do que criar condições para os deficientes, é um


desafio que implica em mudança da escola como um todo.

b) Essa nova visão inclusiva de trabalho visa construir uma rotina


da massificação dos programas prontos das classes especiais nas
escolas que continuarão a existir.

c) No processo de integração escolar o aluno participa das ativi-


dades escolares na sala de aula do ensino regular e também do
ensino de escolas especiais.

d) A escola precisa de transformação para receber qualquer tipo


de aluno, mesmo aqueles com deficiência.

e) N.D.A.

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FCM 2016 – TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS – IF-SUDESTE-MG

12) A escola inclusiva é aquela que

I- atua em coletividade, prezando o indivíduo, reconhecendo sua


identidade e subjetividade.

II- está preparada para receber os alunos, tendo a garantia da


acessibilidade física, metodológica, comunicacional e tecnológica.

III-tem o poder de acabar com as mazelas sociais, com a produ-


ção das desigualdades sociais.

IV-defende a inserção de alunos com deficiência com comprome-


timentos mais severos para o ato de socialização.

São corretas as afirmativas

a) I e II.

b) I e III.

c) II e III.

d) III e IV.

e) I, II, III e IV.

IDH-TEC 2016 – PEDAGOGO – PREFEITURA DE ITAQUITINGA -PE

13) Ao objetivar a inclusão social, a educação escolar deve estar


fundamentada, EXCETO:

a) Homogeneidade

b) Diversidade

c) Pluralidade

d) Sustentabilidade

e) Cidadania

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FEPESE 2016 – AUXILIAR DE SALA – PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS


-SC

14) Analise o texto abaixo:

A educacao inclusiva constitui um paradigma educacional funda-


mentado na concepcao de direitos humanos, que conjuga ....
(1).... como valores ....(2).... , e que avanca em relacao a ideia de
equidade formal ao contextualizar as circunstancias historicas da
producao da exclusao dentro e fora da escola.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas nu-


==b9388==

meradas do texto.

a) (1) semelhança e diferença • (2) morais

b) (1) igualdade e fraternidade • (2) afetivos

c) (1) aparência e igualdade • (2) indissociáveis

d) (1) igualdade e diferenca • (2) indissociaveis

e) (1) justiça e semelhança • (2) morais

FUNCAB 2016 – PEDAGOGO – EMSERH

15) O atendimento educacional especializado deve integrar a pro-


posta pedagógica da escola, envolver a participação da família
para garantir pleno acesso e participação dos estudantes, aten-
der às necessidades específicas das pessoas público‐alvo da
educação especial, e ser realizado em articulação com as demais
políticas públicas. Sobre os objetivos do atendimento educacional
especializado, analise as afirmativas a seguir.

I. Prover condições de acesso, participação e aprendizagem no


ensino regular e garantir serviços de apoio especializados de
acordo com as necessidades individuais dos estudantes.

II. Garantir a transversalidade das ações da educação especial no


ensino regular.

III. Fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagó-


gicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendi-
zagem.

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IV. Não há necessidade de assegurar condições para a continui-


dade de estudos nos demais níveis, etapas e modalidades de en-
sino, isso porque os alunos com deficiência não necessitam pros-
seguir na formação.

Estão corretas as afirmativas

a) I, II, III e IV.

b) I e II, apenas.

c) III e IV, apenas.

d) I, II e III, apenas.

1–B

2–C

3–C

4–C

5–A

6–A

7–A

8–A

9–A

10 – E

11 – B

12 – A

13 – A

14 – D

15 – D

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Principais Referências

http://portal.mec.gov.br/index.php?
option=com_docman&view=download&alias=17237-secadi-documento-
subsidiario-2015&Itemid=30192

http://planalto.gov.br (Leis e decretos)

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aescola.pdf

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf

LIBÂNEO, José Carlos. ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA: teoria e prática.


Goiânia: Ed. Alternativa, 2004.

https://www.significados.com.br/

MANTOAN. Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar : o que é? por quê? como
fazer? São Paulo : Moderna, 2003.

http://escolas.educacao.ba.gov.br/atendimentoeduespecial

Aguardo-lhe na próxima aula.


Bons estudos!

Em caso de dúvidas:

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