Você está na página 1de 10

fls.

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

Autos n.º 0106297-64.2013.8.20.0124


Ação Ação Penal - Procedimento Ordinário/PROC
Réu Francisco Canindé Pereira Júnior e outro

SENTENÇA

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
Vistos.

Trata-se de ação penal movida pelo Ministério Público em face de Francisco


Canindé Pereira Júnior e de Danniny Deivson Bezerra da Silva, imputando-lhes a prática do
crime de roubo majorado pelo emprego de arma e pelo concurso de agentes (duas vezes), e,
apenas em relação ao segundo denunciado, também o crime de receptação simples, em
concurso material.

Segundo a Denúncia, em 10 de outubro de 2010, por volta das 21h, os réus


teriam se dirigido ao restaurante Cariri Yong Xiang, situado na Av. Maria Lacerda
Montenegro, em Nova Parnamirim, e lá realizado um roubo, mediante emprego de arma de
fogo para ameaçar as vítimas. Dessa ação teria resultado a subtração de R$ 500,00

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.
(quinhentos reais) em espécie e um anel, uma corrente com pingente e um anel aparador,
todos feitos de ouro, pertencentes a Vania Rosa Alves Silva de Almeida, dona do
estabelecimento, além de objetos e valores de clientes que estavam no dito restaurante. Os
dois denunciados teriam adentrado e participado efetivamente do roubo.

Ainda a peça acusatória aduz que no dia 16 de outubro de 2013 (depois a


data foi corrigida para 15), por volta das 08:30h, os réus teriam se dirigido à Av. dos
Eucaliptos e subtraído uma corrente, uma pulseira e um pingente em forma de crucifixo,
todos de ouro, além de um relógio, pertencentes a Maria Aguiar Barreto Soares, idosa com
62 anos de idade. Aqui, apenas o réu Francisco Canindé teria praticado o núcleo do tipo,
enquanto o co-réu Danniny teria ficado no carro dando cobertura e facilitando a fuga.

Diz ainda a exordial que, nesse mesmo dia (15/10/2013), o réu Danniny foi
preso em flagrante de posse de um veículo (Hyundai HB 20, branco, de placas OJT 1831)
produto de crime.

A Denúncia foi recebida em 07/11/2013 (fl. 147).

Os réus foram citados e apresentaram Defesa Escrita, sem nada alegar que
ensejasse a extinção prematura do processo.

Encerra a instrução, com a oitiva das duas vítimas, das testemunhas


arroladas pela acusação e pelas defesas, e com os interrogatórios de ambos os réus, os autos
foram com vistas às partes para alegações finais. O Ministério Público pugnou pela total
procedência da Denúncia. A defesa do réu Danniny pediu sua absolvição nos dois roubos, por
falta de provas para a condenação, e a condenação pelo crime de receptação, com a atenuante
da confissão. A defesa do réu Francisco Canindé requereu sua absolvição dos dois roubos por
falta de provas.

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br
fls. 2

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

Vieram-me os autos conclusos. É o que entendo de rigor. Decido.

1) ROUBO OCORRIDO NO DIA 10 DE OUTUBRO:

A materialidade está demonstrada no Auto de Exibição e Apreensão (fl. 15)


e no depoimento da vítima (fl. 06).

A comprovação da autoria também está evidente nos autos.

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
Em seu depoimento em juízo (CD do Termo de Audiência de fl. 273), a
vítima Vânia Rosa Alves Silva de Almeida disse, com bastante segurança, que, no dia 10 de
outubro de 2013, por volta das 21h, estava em seu estabelecimento, onde também se
achavam algo em torno de 30 clientes, quando chegaram dois rapazes e anunciaram o
assalto, e ela (vítima) estava no caixa. Disse também que eles não estavam com os rostos
escondidos, e que um deles, o mais claro, estava armado. Disse, ainda, que eles levaram
dinheiro (quinhentos reais) e joias, além de pertences dos clientes, e que ambos saíram a pé,
dobraram a esquina e não foram mais vistos. A vítima, então, afirmou que, logo em seguida
fechou o restaurante e foi à delegacia fazer o B.O.

Também nesse mesmo depoimento, a vítima reafirmou que reconheceu


sem dúvida alguma os dois denunciados como os autores dos roubos, confirmando, assim,

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.
integralmente o depoimento prestado na delegacia (fl. 06).

O réu Daniny disse em juízo (CD do Termo de Audiência de fl. 310) que não
se recordava onde estava ou o que estava fazendo na noite do dia 10 de outubro de 2013, mas
negou qualquer participação no roubo.

O réu Francisco Canindé, por sua vez, também negou sua participação no
roubo descrito na Denúncia, e disse que estava na escola onde estuda, cuja aula teria
terminado às 21h, e depois teria ficado conversando com uma amiga, de nome Wigfrancy
(CD do Termo de Audiência de fl. 310).

A testemunha Wigfrancy, em depoimento em juízo (CD do Termo de


Audiência de fl. 310), disse ter estado com o réu Francisco Canindé na noite do dia 10 de
outubro de 2013, onde assistiram às duas aulas daquele dia e, após o término, por volta das
21h, ainda ficaram fumando juntos na frente da escola, por uns quarenta minutos, até a
chegada do namorado daquela, ocasião em que se despediram e cada um foi para seus
respectivos carros.

Como se sabe, para que uma ação penal seja movida contra alguém é
necessário, além da materialidade, também indícios da autoria. Para que uma prisão seja
decretada ou mantida é preciso que esses indícios sejam suficientes. E para que haja uma
sentença condenatória, já não bastam indícios, ainda que suficientes, o juiz deve ter a certeza
da autoria.

Essa certeza, entretanto, contenta-se com aquela extraída das provas dos
autos. A busca da verdade real, princípio basilar do processo penal, portanto, é obtida por
meio da livre apreciação das provas do processo, onde, na dúvida, outro princípio deve

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br
fls. 3

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

prevalecer e determinar o julgamento: o do in dubio pro reo.

Mas a dúvida somente estará caracterizada quando não houver certeza


alguma por parte do julgador. Ou seja, quando não houver prova da existência do fato
criminoso (art. 386, II, do CPP) ou de ter o réu concorrido para a infração penal (art. 386, V),
ou quando essa prova, embora existente, não seja suficiente para a condenação (art. 386,
VII).

No presente caso, a materialidade existiu, pois o depoimento da vítima é


seguro e coerente nesse sentido, embora não tenham sido encontrados os objetos subtraídos,

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
tanto que não houve qualquer alegação de ausência de materialidade por parte da defesa ou
do Ministério Público enquanto fiscal da lei.

É sabido que a jurisprudência está já há algum tempo pacificada no sentido


de que, nos crimes patrimoniais, a palavra da vítima tem peso preponderante sobre a do
acusado, inclusive para demonstrar as majorantes, sobretudo se coerente com as demais
provas produzidas:

"(...) A 3ª Seção desta Corte, no julgamento do EREsp n. 961.863/RS, ocorrido em


13.12.10, firmou compreensão no sentido de que a incidência da causa de aumento contida
no art. 157, § 2º, I, do Código Penal, prescinde de apreensão e perícia da arma, quando
comprovados, por outros meios de prova, tais como a palavra da vítima ou mesmo pelo

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.
depoimento de testemunhas, a efetiva utilização do artefato para a intimidação do
ofendido. (...)"
(STJ, 5ª Turma – HC 243865/SP, Rel. Min. Regina Helena Costa, j. 05/11/2013).

"(...) Para a caracterização do concurso de agentes é suficiente a concorrência de duas ou


mais pessoas na execução do crime, circunstância evidenciada no caso, vez que a vítima
afirmou que havia dois integrantes na prática delitiva. (Precedentes). (...)"
(STJ, 6ª Turma – HC 200209/RJ, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, j. 15/08/2013).

No caso em análise, temos a palavra da vítima, culpando os dois réus, e a do


réu e sua testemunha, inocentando um deles. A ocorrência do fato criminoso não é discutida.
Também não se trata de ausência de provas de terem os réus concorrido para a infração
penal, pois se tem a prova da palavra da vítima. É bem verdade que esta prova poderia não
ser suficiente para a condenação, se confrontada com a do réu e seu álibi, a testemunha
Wigfrancy, onde o julgador teria que absolver pelo benefício da dúvida, mas não creio ser a
hipótese em apreço.

Nesse diapasão, confrontando-se as provas colhidas, é de se valorar com


maior peso o depoimento da vítima Vânia, acima transcrito de forma indireta, vez que seguro
e coerente no sentido de que ambos os réus subtraíram objetos pertencentes à mesma e a
clientes que estavam no restaurante, mediante emprego de arma de fogo, e reconhecendo os
denunciados questionar.

É que algumas imperfeições enfraquecem a prova trazida pela defesa. Em


primeiro lugar, o réu Francisco Canindé Jr. disse, na delegacia (fl. 08), que estava na casa da
namorada no momento do crime (por volta das 21h), enquanto que, em Juízo, mudou a
versão, dizendo que estava na escola, e somente depois, como de costume, é que teria ido à

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br
fls. 4

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

casa da namorada. Mas a própria testemunha Wigfrancy disse que ficou conversando e
fumando com o acusado até umas 21:40h, donde se conclui que o acusado teria condições de
ter respondido ao delegado que estava na escola no momento do crime, e não na casa da
namorada, onde só chegou praticamente uma hora após a hora do crime.

Outro problema diz respeito ao fato de o réu Francisco Canindé Jr. não ter
lembrado das aulas que assistiu no dia do crime. Se é verdade que no primeiro mês de aula é
possível que não se decore o horário das aulas, depois de um tempo esse horário passa a ser
memorizado quase que automaticamente, sobretudo sendo somente duas aulas por dia e
especialmente em um dia que se tornou diferenciado, pela acusação feita. Se a memória falha

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
em dias não importantes, normalmente não ocorre em dias em que se está sendo acusado de
algo grave. O detalhe que corrobora a imperfeição é que a testemunha Wigfrancy também
não se lembrou da disciplina ministrada na última aula, mas apenas na primeira, embora,
como ela mesma declarou, fosse uma boa observadora (já que se lembrou com exatidão da
roupa usada pelo acusado, mas não a sua), sendo provável e possível que tenham saído antes
de acabar a aula ou esta tenha findado mais cedo.

Devido a essas incongruências dos depoimentos do réu Francisco Canindé


Jr. e de seu álibi, não há que se falar em in dubio pro reo e pela aplicação da absolvição por
falta de provas suficientes para a condenação, pois a palavra da vítima, segura e sem titubear,
reconhecendo os réus como os autores do roubo, é apta a ensejar a condenação dos
denunciados, ainda que não haja nenhuma outra prova contra os mesmos.

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.
Assim, entendo que os réus Danniny e Francisco Canindé Jr. praticaram o
roubo descrito na Denúncia, no dia 10 de outubro de 2014, no restaurante Cariri Yong Xiang,
de propriedade da vítima Vânia, conforme reconhecimento feito por esta, mediante emprego
de arma.

É de se ressaltar, por fim, que não há nos autos registro de que a vítima
conhecesse o réu anteriormente e que contra ele tivesse qualquer rixa, a ponto de lhe imputar
falsamente um delito.

2) ROUBO OCORRIDO NO DIA 15 DE OUTUBRO:

A materialidade está demonstrada no Auto de Exibição e Apreensão (fl. 15)


e no depoimento da vítima (fl. 07).

A comprovação da autoria também está evidente nos autos.

A vítima Maria Aguiar Barreto Soares disse, em Juízo, que se encaminhava


para seu carro, estacionado na garagem de seu apartamento, quando um rapaz apareceu,
empunhando uma arma de fogo, e anunciou o assalto, colocando o cano da arma em sua
cabeça e, de forma extremamente violenta, a ameaçava e a agredia, inclusive dando-lhe dois
tapas nas suas costas que a fez ficar com dores por dois dias, dizendo tratar-se de assalto e e
querendo seus bens. Disse, ainda, neste mesmo depoimento, que o réu conseguiu subtrair
um crucifixo de ouro, que era da mãe da vítima, uma pulseira e um relógio, e que entrou no
carro onde outra pessoa dirigia, mas que ela não conseguiu identificar. Afirmou que
reconheceu o réu Francisco Canindé Jr., sem dúvida alguma, como o autor do roubo, pois o
mesmo estava de capacete, mas inclinado acima da cabeça, deixando o rosto descoberto.

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br
fls. 5

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

O filho da vítima, Antônio Renan Soares Aguiar, disse, em Juízo, que estava
no térreo de seu condomínio, quando ouviu uma gritaria e logo reconheceu a voz de sua mãe.
Dirigiu-se ao local de onde vinha o grito e viu sua mãe sendo chacoalhada pelo assaltante,
ocasião em que abriu o portão e ficou a um ou dois metros de distância do assaltante, que lhe
ameaçou de morte empunhando uma arma de fogo em sua direção. Disse que conseguiu ver
bem o rosto do assaltante, pois ele estava de capacete, mas este estava meio sacado, inclinado
em cima da cabeça, deixando seu rosto descoberto. Após o ato delitivo, viu quando o
assaltante entrou em um carro pela porta do carona e saíram em disparada, dando, porém,
para anotar a placa. Afirmou ter reconhecido o réu Francisco Canindé Jr sem sombra de

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
dúvidas, mas não identificou quem estava dentro do veículo, dirigindo, e que era um HB 20
branco, de placas OJT 1831.

Inquiridos em juízo, os réus alegaram inocência. Danniny disse que tinha


ido a uma oficina no Alecrim deixar o carro de seu pai, e que, apenas na tarde deste mesmo
dia, comprou o carro utilizado no roubo, sem nada saber do assalto, apenas que era um carro
de estouro. O réu Francisco Canindé alegou que estava em casa, dormindo, no momento do
crime, ocorrido por volta das 08:30h da manhã, inclusive arrolando álib i.

Em juízo, a testemunha Elizama de Oliveira, diarista, disse que compareceu


à residência do réu Francisco Canindé, no dia 15 de outubro de 2013, por volta das 07:30h, e
o viu dormindo, e que este somente acordou por volta das 14h. Chegou a afirmar que, por

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.
volta das 08:30h o réu Francisco Canindé Jr. estava dormindo.

A situação se assemelha ao caso do crime do dia 10 de outubro. Agora,


temos a palavra da vítima e de uma testemunha ocular, o filho desta, em que ambos, com
muita segurança e convicção, reconheceram o réu Francisco Canindé como o autor do roubo,
tanto na Delegacia, horas após o crime, quanto em Juízo, enquanto, por outro lado, temos a
declaração do réu alegando que estava dormindo em casa no momento do crime, versão
confirmada pela diarista Elizama.

A distância entre absolver o réu por falta de provas e sua condenação pela
preponderância do depoimento da vítima, confirmada pelo de seu filho, é muito pequena.
Entretanto, também aqui algumas incoerências fazem com que me posicione para
reconhecer a participação e culpa do réu também neste delito.

Senão, vejamos.

Enquanto a testemunha Elizama disse que, ao entrar na residência do réu


na manhã do dia do crime, viu o acusado deitado na rede na área e que o mesmo só veio a
acordar após as 14h, o réu afirmou, em juízo, que nesse dia dormiu no sofá, na sala, e que
acordou por volta do meio dia.

Além disso, o fato de a testemunha Elizama ter visto o réu dormindo


quando chegou na casa deste, por volta das 07:30h, não implica em concluir que a mesma
tenha se mantido visualizando o mesmo o tempo todo em que estava trabalhando no local,
até por que, como diarista que era, precisava fazer o serviço para o qual foi contratada, não se
podendo dizer com certeza que o réu ficou o tempo todo dentro da residência.

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br
fls. 6

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

Até por que o local do fato (Avenida dos Eucaliptos) é relativamente perto
do local da residência do réu Francisco Canindé (Rua Mahatma Gandhi), ambos em Nova
Parnamirim, podendo o acusado ir e voltar sem ser percebido.

Entendo, portanto, que, haja vista a relevância da palavra da vítima,


corroborada pelo reconhecimento feito por seu filho, não há dúvidas acerca da participação
do réu Francisco Canindé Pereira Júnior no crime de roubo do dia 15 de outubro de 2013 no
estacionamento do condomínio da vítima Maria Aguiar.

Quanto ao réu Danniny, nenhuma prova foi apresentada contra o mesmo,

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
razão pela qual impossível sua condenação.

É de se ressaltar, por fim, que não há nos autos registro de que a vítima e
seu filho conhecessem o réu anteriormente e que contra ele tivesse qualquer rixa, a ponto de
lhe imputar falsamente um delito.

3) CRIME DE RECEPTAÇÃO:

O próprio réu Danniny reconhece e confessa em juízo que adquiriu um


"carro de estouro", ou seja, que está ou poderia vir a estar com busca e apreensão.

Vender carro que sabidamente não pode ser vendido é crime. É estelionato

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.
contra a empresa financiadora.

Assim, comprar carro sabendo que é "de estouro", é crime de receptação.


Tal conduta foi confessada pelo réu Danniny.

Desta forma, não há o que se discutir acerca de sua responsabilização penal


por tal delito.

Pelo exposto, julgo parcialmente procedente a pretensão punitiva estatal e,


em consequência, CONDENO o réu Francisco Canindé Pereira Júnior nas penas do art. 157,
§ 2º, I e II, do Código Penal, duas vezes, em concurso material de crimes, bem como
CONDENO o réu Danniny Deivson Bezerra da Silva, nas penas do artigo 157, § 2º, I e II,
Código Penal, em concurso material com o crime do art. 180, caput, também do Código
Penal. E, em consequência, ABSOLVO o réu Danniny Deivson Bezerra da Silva da prática do
crime de roubo ocorrido no dia 15 de outubro de 2013, com fulcro no art. 386, V, do CP.

Em observância às diretrizes dos artigos 59 e 68 do Código Penal, passo a


dosar-lhe a pena:

I - FRANCISCO CANINDÉ PEREIRA JÚNIOR:

1) ROUBO OCORRIDO NO DIA 10 DE OUTUBRO:

Culpabilidade: favorável, sendo considerada o grau de reprovação da


conduta, é compatível com o crime de roubo majorado; antecedentes: são favoráveis, vez
que não há nos autos notícia de outro feito criminal em seu desfavor; conduta social:
favorável; testemunhas arroladas pela defesa afirmaram em juízo que o referido réu tem boa

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br
fls. 7

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

conduta social; personalidade: sendo considerada o conjunto de caracteres de uma pessoa,


parte herdada, parte adquirida, como a raiva, a angústia, a apatia, e não havendo, apenas
com a leitura dos autos, aferir tais caracteres da pessoa do condenado, entendo favorável,
tendo em vista não haver evidências de ter personalidade incompatível com os valores
comuns adotados pela sociedade; motivos do crime: não foi aferido, mas provavelmente a
busca do lucro fácil, o que considero desfavorável; circunstâncias: considerando a definição
de que as "circunstâncias do crime são aqueles elementos meramente acessórios, que não
integram o crime, mas influem sobre sua gravidade, deixando inalterada sua essência1”,
considero favorável; a consequência desfavorável, já que a vítima não foi restituída dos bens
subtraídos; comportamento da vítima: a vítima não contribuiu para a prática do delito,

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
sendo, portanto, circunstância desfavorável.

Atendendo aos requisitos acima, fixo a pena-base em 04 (quatro) anos de


reclusão, no mínimo legal, haja vista as circunstâncias terem sido em sua maioria favoráveis
ao acusado. Ausentes circunstâncias agravantes. Reconheço a atenuante da menoridade (art.
65, I, do CP), mas deixo de aplica-la pelo fato de a pena base estar no mínimo legal (Súmula
231 do STJ). Reconheço as majorantes do concurso de pessoas e do emprego da arma, pelo
que aumento a pena em 3/8 (três oitavos) (justificativa: o legislador estabeleceu as diversas
situações que devem agravar a pena, e quem incorre em mais de uma dessas situações
viola a lei com mais gravidade do que aquele que incorre em apenas uma), perfazendo a
pena de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão. Ausentes causas de diminuição.

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.
Quanto à pena de multa, pelos mesmos fundamentos acima explicitados e
considerando a situação econômica do réu, fixo-a no mínimo legal, importando em 10 dias-
multa, correspondendo o dia-multa a um trigésimo do salário mínimo vigente à época do
fato, a qual deverá ser paga nos termos do artigo 50 do CP, devidamente atualizado, quando
da execução, na forma do artigo 49 e parágrafos, do Código Penal.

2) ROUBO OCORRIDO NO DIA 15 DE OUTUBRO:

Culpabilidade: desfavorável, sendo considerada o grau de reprovação da


conduta, não é compatível com o crime de roubo majorado, já que, segundo a vítima, o réu se
excedeu e muito na violência empregada no ato, desnecessária, pois já havia a grave ameaça
exercida com emprego de arma de fogo; antecedentes: são favoráveis, vez que não há nos
autos notícia de outro feito criminal em seu desfavor; conduta social: favorável;
testemunhas arroladas pela defesa afirmaram em juízo que o referido réu tem boa conduta
social; personalidade: sendo considerada o conjunto de caracteres de uma pessoa, parte
herdada, parte adquirida, como a raiva, a angústia, a apatia, e não havendo, apenas com a
leitura dos autos, aferir tais caracteres da pessoa do condenado, entendo favorável, tendo em
vista não haver evidências de ter personalidade incompatível com os valores comuns
adotados pela sociedade; motivos do crime: não foi aferido, mas provavelmente a busca do
lucro fácil, o que considero desfavorável; circunstâncias: considerando a definição de que as
"circunstâncias do crime são aqueles elementos meramente acessórios, que não integram o
crime, mas influem sobre sua gravidade, deixando inalterada sua essência”, considero
favorável; a consequência desfavorável, já que a vítima não foi restituída dos bens
subtraídos; comportamento da vítima: a vítima não contribuiu para a prática do delito,
sendo, portanto, circunstância desfavorável.

1 COSTA JÚNIOR, Paulo José da. Direito Penal: curso completo. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2000. p. 164.

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br
fls. 8

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

Atendendo aos requisitos acima, fixo a pena-base em 04 (quatro) anos e


06 (seis) meses de reclusão, acima do mínimo legal, haja vista as circunstâncias terem sido
em sua maioria desfavoráveis ao acusado. Reconheço a circunstância agravante da prática do
crime contra maior de sessenta anos (art. 61, II, h, do CP), e elevo a pena para 04 anos e 09
meses. Reconheço a atenuante da menoridade (art. 65, I, do CP) e reduzo a pena em 03
meses, resultando na pena de 04 anos e 06 meses. Reconheço as majorantes do concurso de
pessoas e do emprego da arma, pelo que aumento a pena em 3/8 (três oitavos) (justificativa:
o legislador estabeleceu as diversas situações que devem agravar a pena, e quem incorre
em mais de uma dessas situações viola a lei com mais gravidade do que aquele que incorre
em apenas uma), perfazendo a pena de 06 (seis) anos e 02 (dois) meses de reclusão.

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
Ausentes causas de diminuição.

Quanto à pena de multa, pelos mesmos fundamentos acima explicitados e


considerando a situação econômica do réu, fixo-a no mínimo legal, importando em 10 dias-
multa, correspondendo o dia-multa a um trigésimo do salário mínimo vigente à época do
fato, a qual deverá ser paga nos termos do artigo 50 do CP, devidamente atualizado, quando
da execução, na forma do artigo 49 e parágrafos, do Código Penal.

CONCURSO MATERIAL ENTRE OS DOIS CRIMES DE ROUBO E


PENA DEFINITIVA: nos termos do artigo 69 do CP, que determina a soma das duas
penas para encontrar a pena definitiva, tem-se a pena de 05 anos e 06 meses do primeiro
roubo, mais 06 anos e 02 meses do segundo, o que perfaz a pena total e definitiva de 11

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.
(onze) anos e 08 (oito) meses de reclusão, que deverá ser cumprida inicialmente no
regime FECHADO, já considerando que o mesmo se encontra preso há 10 meses, restando
cumprir a pena de dez anos e 10 meses de reclusão.

II - DANNINY DEIVSON BEZERRA DA SILVA:

1) ROUBO OCORRIDO NO DIA 10 DE OUTUBRO:

Culpabilidade: favorável, sendo considerada o grau de reprovação da


conduta, é compatível com o crime de roubo majorado; antecedentes: são favoráveis, vez
que não há nos autos notícia de outro feito criminal transitado em julgado em seu desfavor;
conduta social: favorável; testemunhas arroladas pela defesa afirmaram em juízo que o
referido réu tem boa conduta social; personalidade: sendo considerada o conjunto de
caracteres de uma pessoa, parte herdada, parte adquirida, como a raiva, a angústia, a apatia,
e não havendo, apenas com a leitura dos autos, aferir tais caracteres da pessoa do
condenado, entendo favorável, tendo em vista não haver evidências de ter personalidade
incompatível com os valores comuns adotados pela sociedade; motivos do crime: não foi
aferido, mas provavelmente a busca do lucro fácil, o que considero desfavorável;
circunstâncias: considerando a definição de que as "circunstâncias do crime são aqueles
elementos meramente acessórios, que não integram o crime, mas influem sobre sua
gravidade, deixando inalterada sua essência”, considero favorável; a consequência
desfavorável, já que a vítima não foi restituída dos bens subtraídos; comportamento da
vítima: a vítima não contribuiu para a prática do delito, sendo, portanto, circunstância
desfavorável.

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br
fls. 9

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

Atendendo aos requisitos acima, fixo a pena-base em 04 (quatro) anos de


reclusão, no mínimo legal, haja vista as circunstâncias terem sido em sua maioria favoráveis
ao acusado. Ausentes circunstâncias agravantes e atenuantes. Reconheço as majorantes do
concurso de pessoas e do emprego da arma, pelo que aumento a pena em 3/8 (três oitavos)
(justificativa: o legislador estabeleceu as diversas situações que devem agravar a pena, e
quem incorre em mais de uma dessas situações viola a lei com mais gravidade do que
aquele que incorre em apenas uma), perfazendo a pena de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses
de reclusão. Ausentes causas de diminuição da pena.

2) RECEPTAÇÃO:

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
Culpabilidade: favorável, sendo considerada o grau de reprovação da
conduta, é compatível com o crime de roubo majorado; antecedentes: são favoráveis, vez
que não há nos autos notícia de outro feito criminal transitado em julgado em seu desfavor;
conduta social: favorável; testemunhas arroladas pela defesa afirmaram em juízo que o
referido réu tem boa conduta social; personalidade: sendo considerada o conjunto de
caracteres de uma pessoa, parte herdada, parte adquirida, como a raiva, a angústia, a apatia,
e não havendo, apenas com a leitura dos autos, aferir tais caracteres da pessoa do
condenado, entendo favorável, tendo em vista não haver evidências de ter personalidade
incompatível com os valores comuns adotados pela sociedade; motivos do crime: não foi
aferido, mas provavelmente a busca do lucro fácil, o que considero desfavorável;
circunstâncias: considerando a definição de que as "circunstâncias do crime são aqueles

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.
elementos meramente acessórios, que não integram o crime, mas influem sobre sua
gravidade, deixando inalterada sua essência”, considero favorável; a consequência
desfavorável, já que receptado foi utilizado na prática do roubo; comportamento da vítima: a
vítima não contribuiu para a prática do delito, sendo, portanto, circunstância desfavorável.

Atendendo aos requisitos acima, fixo a pena-base em 01 (um) ano de


reclusão, no mínimo legal, haja vista as circunstâncias terem sido em sua maioria favoráveis
ao acusado. Ausentes circunstâncias agravantes e atenuantes, bem como causas de aumento
e de diminuição, pelo que torno a pena total e definitiva de 01 (um) ano de reclusão.

CONCURSO MATERIAL ENTRE OS CRIMES DE ROUBO E


RECEPTAÇÃO: nos termos do artigo 69 do CP, que determina a soma das duas penas para
encontrar a pena definitiva, tem-se a pena de 05 anos e 06 meses do roubo, mais 01 ano da
receptação, o que perfaz a pena total e definitiva de 06 (seis) anos e 06 (seis) meses
de reclusão, que deverá ser cumprida inicialmente no regime semiaberto, já
considerando que o mesmo se encontra preso há 10 meses, restando cumprir a pena de cinco
anos e 08 meses de reclusão.

Quanto à pena de multa, pelos mesmos fundamentos acima explicitados e


considerando a situação econômica do réu, fixo-a no mínimo legal, importando em 10 dias-
multa, correspondendo o dia-multa a um trigésimo do salário mínimo vigente à época do
fato, a qual deverá ser paga nos termos do artigo 50 do CP, devidamente atualizado, quando
da execução, na forma do artigo 49 e parágrafos, do Código Penal.

Quanto à fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados pela
infração, considerando os prejuízos sofridos pelas vítimas, deixo de arbitrar, por não ter
havido oportunidade para o contraditório e a ampla defesa acerca desse assunto.

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br
fls. 10

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE


Juízo de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim
Av. Brig. Everaldo Breves, 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br

No que tange ao direito de recorrer em liberdade, entendo que ainda estão


presentes os requisitos da prisão preventiva, razão pela qual devem os réus, ora condenados,
continuarem presos preventivamente, até o trânsito em julgado ou até que iniciem o
cumprimento da pena.

Publique-se. Registre-se. Cientifique-se, pessoalmente, o Ministério


Público. Intimem-se o réu, pessoalmente, e seu defensor. Transitada em julgado, lance-se o
nome do réu no Rol dos Culpados; oficie-se à Corregedoria de Justiça deste Estado, bem
como ao Egrégio Tribunal Regional Eleitoral para os fins do art. 15, inciso III, da
Constituição Federal, encaminhe-se o Boletim individual do condenado, devidamente

Se impresso, para conferência acesse o site http://esaj.tjrn.jus.br/esaj, informe o processo 0106297-64.2013.8.20.0124 e o código 1DD509.
preenchido, ao Setor de Estatísticas do ITEP/RN e enviem-se os autos ao Juízo da Execução
competente; intime-se a vítima; oficie-se ao SINIC.

Custas pelos condenados.

Cumpra-se, com as cautelas legais.

Parnamirim/RN, 16 de julho de 2014.

Manuela de Alexandria Fernandes Barbosa


Juíza de Direito

Este documento foi assinado digitalmente por MANUELA DE ALEXANDRIA FERNANDES BARBOSA.

Endereço: Av. Brigadeiro Everaldo Breves, Nº 154, Centro - CEP 59140-200, Fone: 3645-6069, Parnamirim-RN - E-mail: pwm2cri@tjrn.jus.br