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I

Hugo Barbosa Ferreira

REDES DE PLANEJAMENTO
Metodologia e Prática
com PERT/CPM e MS Project

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II

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Capa: Hugo Barbosa Ferreira


Diagramação: Mylene Abreu
Revisão:III/2005

Várias Marcas Registradas aparecem no conteúdo deste trabalho


literário. O Editor declara estar utilizando tais nomes apenas para
fins editoriais, em benefício exclusivo do proprietário da Marca
Registrada, sem intenção de infringir as regras de sua utilização.

FICHA CATALOGRÁFICA

Ferreira, Hugo Barbosa


Redes de Planejamento; Metodologia e prática com
PERT/CPM e MS Project
Salvador: Real e Dados, 2005.

Gerenciamento de projetos com PERT/CPM em


microcomputadores

Email do autor: hugobarbosa@uol.com.br


III

Dedicatória

À minha esposa, Izabel, pelo apoio


incondicional. Minhas filhas Catharina e
Mariana. Sempre a alegria e a
determinação para conquistar com
realismo e honestidade todos os nossos
sonhos pequenos e grandes.
IV

Agradecimentos

Meus irmãos, Amadeu, Sílvia e Lúcio, ao


amigo Alexinaldo Esteves.
Também quero agradecer à minha mãe
e ao meu amigo e pai, Rosalvo Ferreira
(em memória) por tudo o que sou e
pelo que ainda está por vir.
Ao amigo Paulo Roldão, aos colegas e
amigos, Felipe, Ivaldo e Amarante!
Muita paz.
A todos que direta ou indiretamente
contribuíram para a realização deste
trabalho.

Especialmente à Real e Dados por


acreditar neste trabalho.
V

Sumário

Apresentação, IX

1. Definições importantes, 10
1.1. Projetos, 10
1.2. Como vive um projeto, 10
1.3. Gerenciamento de projetos, 12
1.4. Gerente de projetos, 13
1.5. Círculo de planejamento, 14
2. Técnicas de gerenciamento, 15
2.1. Gráfico de Gantt, 15
2.2. Critical Path Method, CPM, 15
2.3. Program Evaluation and Review Technique, PERT, 16
2.4. Rede PERT/CPM ou Rede de Planejamento, 17
2.5. Características principais das redes PERT/CPM, 18
2.6. EAP – Estrutura Analítica de Projetos, 18
2.7. Quadro de seqüenciação, 20
2.8. Cálculo de datas do projeto, 22
2.8.1. Datas mais cedo de eventos, 22
2.8.2. Datas mais tarde de eventos, 23
2.9. Cálculo do caminho crítico, 25
2.9.1. Folga de eventos – definição, 25
2.9.2. Evento crítico – definição, 25
2.9.3. Atividade crítica – definição, 25
2.9.4. Caminho crítico – definição, 26
2.9.5. Determinação do caminho crítico, 26
2.9.6. Folgas de atividades – definições, 29
2.9.7. Folga total de atividade, 30
2.9.8. Folga livre de atividade, 31
2.9.9. Folga dependente de atividade, 32
2.9.10. Folga independente, 32
3. Conceitos primários, 33
4. Project – conhecendo o software, 37
4.1. A área de trabalho, 37
4.2. A barra de modos, 38
4.3. Tabela – área central, 38
4.4. Gráfico de Gantt, 39
4.5. Barra de título, 39
4.6. Botões de controle, 39
4.7. A barra de menus, 40
VI

4.8. A barra de ferramentas padrão, 40


4.9. A barra de ferramentas formatação, 40
4.10. Ajuda do MS Project, 40
4.11. Menus – visão geral, 41
5. Ponto de partida, 58
5.1. Configurações iniciais, 58
6. Elementos de projeto, 70
6.1. Elementos de entrada de dados, 70
6.2. Elementos de saída de dados, 71
6.3. Construindo tabelas, 73
6.3.1. Disponibilizando tabelas para outros projetos, 75
6.3.2. Construindo outras tabelas, 77
6.4. Construindo modos de exibição (elementos de projeto), 86
7. Metodologia para Elaboração de Redes de Planejamento, 91
7.1. Objetivo, 91
7.2. Metodologia parte I - estática, 92
7.2.1. Qual o regime de trabalho (Calendário) do projeto?, 93
7.2.2. Quando começar (data início do projeto)?, 93
7.2.3. O que fazer e em que hierarquia (escopo do projeto)?, 95
7.3. Metodologia parte II – Dinâmica, 96
7.3.1. A que tempo (durações)?, 96
7.3.2. Em que seqüência (vínculos)?, 96
7.3.3. Com o que e com quem (recursos)?, 97
7.4. Conclusão sobre a metodologia, 99
8. Construção de redes no MS Project, 99
8.1. Projeto exemplo I, 99
8.1.1. Definindo o calendário do projeto, 100
8.1.2. Quando começar (data início do projeto)?, 103
8.1.3. O que fazer e em que hierarquia (escopo)?, 104
8.1.4. A que tempo (durações)?, 106
8.1.5. Em que seqüência (vínculos)?, 107
8.1.6. Formatação de relatórios, 110
8.1.7. Como verificar o fechamento de uma grande rede, 122
8.1.8. Elaboração de filtros, 123
8.1.9. Com o que e com quem (recursos)?, 129
8.1.10. A planilha de recursos, 130
8.1.11. Entendendo as colunas da planilha de recursos, 130
8.1.12. Cadastrando recursos, 135
8.1.13. Conjunto de recursos ou pool de recursos, 136
8.1.14. Alocando ou atribuindo recursos ao projeto, 137
9. nivelando recursos, 145
9.1. Definições, 145
9.2. Prioridades e nivelamento de recursos, 147
VII

9.3. Configurando para o nivelamento, 148


9.4. Resultados do nivelamento de recursos, 151
9.5. Nivelando recursos dentro das “margens de atraso”, 152
9.6. Repensando o nivelamento de recursos, 154
9.7. Comentários importantes sobre nivelamento, 156
10. Curvas de avanço físico, 157
10.1. Curva de trabalho acumulado versos tempo, 157
10.2. Curva de percentual concluído versos tempo, 162
11. Acompanhamento e controle, 164
11.1. Diretrizes básicas de acompanhamento e controle, 164
11.1.1. Objetivo, 164
11.1.2. A quem se destina, 165
11.1.3. A Central de Planejamento, 165
11.1.4. Organograma de acompanhamento e controle, 166
11.1.5. Cronograma de atualizações, 166
11.1.6. Comentários gerais, 167
11.1.7. Conclusão, 167
11.1.8. Comentários sobre as diretrizes básicas, 167
12. Emitindo programações de serviços, 168
12.1. Preparando filtros para as programações, 168
12.2. Detalhes sobre a caixa de diálogo “definição de filtros”, 171
12.3. Preparando o modo “Programações de Serviços”, 173
13. Atualizando a rede de planejamento, 177
14. Reprogramando tarefas, 179
15. Exercício propostos, 182
15.1. Projeto exemplo 2, 182
15.2. Objetivo, 182
15.3. Trocador de calor – equipamento estático, 183
15.3.1. Construindo a rede de planejamento, 184
15.3.2. Nivelando recursos para o projeto exemplo 2., 187
15.3.3. Salvando a linha de base para o projeto exemplo 2, 187
16. Trabalhando com custos, 187
16.1. Entendendo a tabela custo, 189
16.2. Taxas de recursos, 191
17. Exercícios propostos sobre o projeto exemplo 2., 192
17.1. Aceleração de projetos., 192
18. Projeto exemplo 3, 196
18.1. Objetivo, 196
18.2. Substituição de chumbadores da bomba B-9500, 196
18.3. Construindo a rede de planejamento, 198
18.4. Nivelando recursos para o projeto exemplo 3, 201
18.5. Salvando a linha de base para o projeto exemplo 3, 201
18.6. Exercícios propostos sobre o projeto exemplo 3, 201
19. Consolidando projetos, 201
VIII

19.1. Estabelecendo precedência entre tarefas de projetos


diferentes, 204
19.2. Exibindo o caminho crítico de um projeto mestre -
consolidado, 205
19.3. Diferença entre um arquivo consolidado e um projeto mestre,
205
19.4. Salvando alterações em um projeto mestre e subprojetos,
206
19.5. Recursos de arquivos diferentes quando consolidados, 206
19.6. Formatações em um projeto mestre e arquivos consolidados,
206
19.7. Consolidar arquivos em uma janela para imprimi-los, 207
20. Comentários finais, 208
21. Bibliografia, 210
IX

Apresentação

Este trabalho apresenta fundamentos para a elaboração


de redes PERT/CPM ou simplesmente redes de planejamento,
de forma coerente, lógica e sem complicações, através de uma
metodologia agradavelmente simples e dinâmica que
chamaremos aqui de “Metodologia para Elaboração de Redes
de Planejamento”.
Vale lembrar que, como se trata do processamento da
técnica PERT/CPM através de software, como pré-requisito, é
necessário algum conhecimento em aplicativos da Microsoft®.
Aliás, para a elaboração das redes aqui apresentadas, será
utilizado o MS Project®.
Para o esclarecimento e adequada compreensão dos
objetivos aqui almejados, algumas contribuições foram tiradas
da bibliografia citada no final do livro. Por vezes, recorremos
também aos arquivos de ajuda do aplicativo, reescrevendo a
informação de modo a proporcionar um maior entendimento
de detalhes demasiadamente técnicos.

O Autor.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
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1. DEFINIÇÕES IMPORTANTES
1.1. PROJETOS
Existem diversas ferramentas sofisticadas que podem ser
aplicadas ao gerenciamento de projetos. Para entendê-las, é
necessário ter o conhecimento dos conceitos básicos de Projetos.
Suas definições, funcionamento e suas principais características.
Segundo Helio e Francisco Constat de Figueiredo, Projeto “é um
conjunto de tarefas inter-relacionadas objetivando alcançar uma
meta temporal pré-determinada”.
Sob uma visão sistêmica, um projeto pode ser definido como
uma seqüência de atividades ou eventos com início e fim
previamente definidos, dirigidos por pessoas que se destinam a
alcançar um dado objetivo dentro de parâmetros de segurança,
saúde e meio ambiente, custo, tempo, recursos e qualidade.
“É caracterizado por ser finito e complexo, não repetitivo e não
homogêneo, e por considerar além de prazo e preço, também o
desempenho técnico (performance) e o risco como seus termos de
referência”.
Por outro lado, projetos são organismos vivos e complexos que
nascem, se desenvolvem interagindo com o meio, envelhecem, são
aposentados ou desmantelam (morrem) para dar lugar a novos
organismos.

1.2. COMO VIVE UM PROJETO


A vida de um projeto, visto aqui como empreendimento, é composta de
estágios bem definidos e que se entrelaçam ao longo de sua execução,
partindo-se da primordial identificação da necessidade ou da simples
“vontade” de fazer acontecer a sua implementação.
Advém dessa necessidade de implementação, e naturalmente em
sincronia, os estudos de viabilidade técnica e econômica e o planejamento
preliminar, estágios fundamentais que alicerçam o desenvolvimento dos
próximos estágios.
De modo geral, podemos dizer que o estágio de viabilidade técnica e
econômica busca definir os planos preliminares de implantação, estimativas
de custos, possibilidades de financiamento, além de projetos básicos de
engenharia, entre outros fatores, que forneçam suficientes subsídios aos
proprietários quando da tomada de decisão pelas melhores alternativas a
serem adotadas.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
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O estágio de planejamento, como apoio fundamental ao estudo da


viabilidade técnica e econômica, compõe-se da administração e do
tratamento, de forma sistêmica, das informações multidisciplinares que irão
acompanhar todo o projeto (empreendimento), desde sua implementação até
seu “desmantelamento”.
O planejamento se fará presente e atuante em todos os outros estágios,
sendo responsável pela implementação das diretrizes e ferramentas de
gerenciamento, cronogramas executivos, análise e correção de desvios de
andamento físico e financeiro.
É comum se dizer que “o planejador é o primeiro a chegar à obra e o
último a sair dela”!
O estágio de implementação do projeto, também conhecido como
engenharização, se caracteriza pelo detalhamento (ao nível executivo) dos
projetos preliminares. Nesse estágio são definidos os recursos (materiais,
máquinas e pessoas) necessários à construção em si, o regime ou ritmo de
trabalho que deverá ser utilizado pelos profissionais de planejamento no
cálculo de datas e nivelamento dos recursos a serem alocados efetivamente.
Com apoio do planejamento (suas técnicas e todo poder de previsão) na
fase de engenharização do projeto se busca também a consecução de
simulações mais precisas sobre as determinações de prazos e dos recursos
a serem contratados durante a materialização de cada estágio seguinte.
Entrelaça-se ao estágio da implementação, ou como se costuma dizer à
engenharização, o estágio de suprimentação onde predomina a aquisição dos
materiais, dos equipamentos e das contratações de pessoas necessárias à
construção do projeto. É importante salientar que a suprimentação deve
seguir, enquanto elemento fundamental de apoio, o que fora planejado,
devendo observar, inclusive e primordialmente, a qualidade requerida na
engenharização e a manutenção dos prazos estabelecidos nas redes de
planejamento ou redes PERT/CPM.
Atingido um dado momento da suprimentação e ainda que não tenha
sido totalmente concluída a engenharização, inicia-se o estágio da construção
que dará finalmente “corpo” ao projeto, conforme o modelo previamente
definido e planejado, concretizando-se as montagens dos equipamentos e
materiais adquiridos e com as pessoas contratadas no estágio de
suprimentação.
Pré-operação e testes é o estágio caracterizado pelo início do
funcionamento das partes do projeto, o que não se dá de forma totalitária,
mas gradativa.
O planejamento, por ocasião da fase de pré-operação e testes, se ocupa
principalmente do fechamento dos relatórios finais do projeto e da
consolidação dos procedimentos adotados durante a construção. Esses
procedimentos serão de fundamental importância para o planejamento da
manutenção diária.
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Utilização ou operação é o estágio de funcionamento efetivo do projeto,


concluídos os necessários testes pré-operacionais.
Inicia-se então todo o processo de produção ou utilização do projeto,
tendo-se a necessidade de manutenção planejada para que sejam atendidos
satisfatoriamente os objetivos dos proprietários ou acionistas.
O desmantelamento (não confundir com a desmobilização do recurso
tal) é o último estágio do projeto, o final de sua vida útil ou quando o mesmo
deixa de ser viável. A disposição de um projeto, entretanto, deve seguir
rígidos critérios que prezem por não agredir ao homem, à comunidade ou ao
meio ambiente. Sendo assim, não basta abandoná-lo simplesmente.

Fig. 1 - Fases de um projeto (empreendimento)

1.3. GERENCIAMENTO DE PROJETOS


A entidade “Projeto”, ainda que adequadamente definida, necessita do
que lhe impulsione, dê forma e guie, racionalmente, no sentido de que sejam
alcançados os objetivos. Trata-se do Gerenciamento de Projetos, o “motor”
de toda essa complexa rede de acontecimentos inter-relacionados. Daí a
necessidade da contratação estruturada de uma equipe de coordenação (ou
gerenciamento), de planejamento e de controle, a consolidação de matrizes
de responsabilidade e de risco que darão origem aos primeiros planos de
metas para a implementação do projeto e que nortearão todo o processo de
sua construção.
Com o avanço das tecnologias, hoje, como ferramenta dinâmica do
gerenciamento, destaca-se a construção de sistemas de informações que
incluem a utilização da Intranet e/ou Internet, o que torna possível a
democratização e disseminação da informação, além do acompanhamento e
controle “on-line”, contribuindo assim para uma maior participação dos
intervenientes do projeto, corroborando, portanto, com o termo “Gestão
Participativa”. Além disso, os sistemas dinâmicos através da WEB (Intranet
e/ou Internet) buscam estabelecer mecanismos fundamentais de análise
qualitativa e de tomadas de decisão. Fácil entender porque esses sistemas
promovem a consolidação do controle, isto é, a constatação do que deu certo
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
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e a correção dos desvios no processo de construção, o histórico, os bancos


de dados que irão fundamentar o futuro.
Na vanguarda dessa abordagem via Intranet, podemos citar o sistema
de administração, planejamento e controle de paradas para manutenção
®
petroquímica, “PG.Net ”, desenhado e construído a quatro mãos com Paulo
Roldão (especialista em manutenção) em 1999 e consolidado a partir de 2002
no pólo de Camaçari.
®
À época de sua implantação, o “PG.Net ” foi um grande e prazeroso
desafio que se contrapôs a uma filosofia extremamente burocrática, a falta de
interesse no compartilhamento das informações, no interesse voluntário em
ocultar essas informações e a resistência febril a mudanças.
Nesse ambiente de falta de unidade da equipe de planejamento, da
inexistência de padronização das metodologias de trabalho, surgiram as
“quebras de paradigmas”, um exercício incansável, gradual e contínuo de
desenvolvimento gerencial.
Segundo o Professor Peter Druker, “...mudanças e instabilidades são
oportunidades. Podem ser vistas como ameaças e dificuldades para muitos –
mas todas precisam ser exploradas como oportunidade – para fazer algo
diferente, novo e, acima de tudo, fazer algo melhor, mais estruturado,
produtivo e lucrativo”.

1.4. GERENTE DE PROJETOS


Por conclusão, a finalidade fundamental do gerenciamento é dar os
subsídios necessários ao Gerente de Projetos para que este possa tomar as
medidas cabíveis à correção dos desvios que geralmente ocorrem durante o
acompanhamento, já que todo projeto tem a tendência natural de desviar-se
do planejamento inicial.
O Gerente de Projetos (ou de planejamento) é, portanto, o responsável
pelo monitoramento das interfaces e da execução das atividades planejadas,
pela mobilização das pessoas e demais recursos (materiais e equipamentos)
necessários ao cumprimento do(s) objetivo(s) do empreendimento.
Por outro lado, pretender seguir tempestuosamente todas as tarefas
mostradas no detalhamento pode demonstrar uma rigidez desnecessária. Até
porque não deve ser esse o único objetivo do gerente de planejamento. Mais
importante é ter o projeto sob rígido controle e, dessa forma, tomar
conhecimento antecipado dos problemas reais a fim de que seja alcançado o
sucesso final através da tomada de decisões corretivas.
As técnicas de gerenciamento e os softwares empregados, por si sós
não determinam a probabilidade de sucesso do empreendimento, apenas
facilitam (e como facilitam!) a aplicação dos métodos. Entretanto, o que vai
pesar nos resultados é o perfil gerencial da empresa. Irá por água abaixo
quase toda a significância do excelente currículo do gerente de projetos
quando faltar à alta administração do negócio, uma sólida estrutura
participativa e dinâmica, prevalecendo o regime burocrático e autoritário.
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De modo geral, o Gerente de Planejamento deve ter autonomia e


autoridade suficientes para reprogramar tarefas em andamento, alterar o
período de trabalho acelerando ou retardando o andamento do projeto,
comprar, contratar recursos e sub-empreitar os serviços necessários para
que seja alcançado com sucesso o objetivo final do projeto, prestando conta
periodicamente sobre suas decisões e de sues liderados. Deve promover de
forma transparente a unidade e sinergia da equipe com o projeto, buscando a
participação de todos na administração e no controle sistêmico e preditivo de
problemas operacionais futuros.
Cabe ressaltar a utilização cada vez maior de ferramentas avançadas
em gerenciamento de projetos. Entre outros fatores, isso se deve ao fato da
diminuição gradativa dos custos com softwares e hardwares (ainda precisam
baixar muito!) necessários ao processamento das redes e elaboração de
sistemas integrados de planejamento e controle. Além do mais, com a
globalização da economia, as empresas se viram obrigadas a investir cada
vez mais em qualidade e metodologia administrativa.

1.5. CÍRCULO DE PLANEJAMENTO


A figura abaixo mostra o funcionamento dos sistemas de gerenciamento
como um CÍRCULO DE PLANEJAMENTO, dividindo-se todo o processo em
etapas que se entrelaçam apesar de estarem especificamente definidas. No
“Planejar”, estimamos os prazos, recursos, os custos e os detalhamentos
necessários à execução do empreendimento; na “Execução”, construímos
objetivamente todos os passos definidos no planejamento; no “Controle”, se
comparam todas as tarefas realizadas com o previsto, identificando-se os
possíveis desvios decorrentes da “Execução”; na etapa “Corrigir”, são
tomadas as medidas efetivas com o objetivo de retomar os rumos planejados
ou de adequar o projeto a possíveis mudanças de escopo identificadas; na
CONSOLIDAÇÃO, buscamos nas “correções” efetuadas, o estabelecimento
de procedimentos, de padrões que possam dar subsídio mais sólido à ação
de PLANEJAR COM EFICIÊNCIA.

Fig. 2 – Círculo de Planejamento


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2. TÉCNICAS DE GERENCIAMENTO
2.1. GRÁFICO DE GANTT
Criada em 1918 pelo engenheiro industrial Henry Gantt, o gráfico de
Gantt, ou simplesmente Cronograma de Barras, é uma das ferramentas mais
difundidas mundialmente. As barras horizontais representam as atividades
em uma escala de tempo. Quanto maior a barra, maior será a duração de
uma atividade. As divisões verticais representam as unidades de tempo.

Figura 3 – Gráfico de Gantt

No cronograma de barras (figura 3) é notável a excelente comunicação


visual proporcionada e é justamente esta a razão de seu uso generalizado,
embora a ferramenta não mostre claramente, o que constitui uma significativa
desvantagem, a interdependência ou vínculo entre as atividades, ainda que
sejam usadas as setas indicadoras das ligações.

Mais sofisticados e flexíveis, os cronogramas de barras mantêm a


importância de sua comunicação e, por isso mesmo, aumentam
sobremaneira a visualização do planejamento errado, tanto para o operário
que executa quanto para o cliente que, sabedor das técnicas de elaboração,
não encontra dificuldades para ler no relatório impresso o uso inadequado
das ferramentas de planejamento. Assim, seja cuidadoso e procure não
informar datas impossíveis de serem cumpridas, chutadas ou marteladas
(como dizem).

2.2. CRITICAL PATH METHOD (CPM)


Criada na década de 50 pela Cia. Dupont de Nemours para o cálculo de
prazos em projetos de introdução de produtos químicos, esta técnica recebeu
inicialmente a denominação de Kelley-Walkers. Em 1957, a Remington Rand
Division, da Sperry Rand Corporation, converteu a técnica CPM para o
processamento em computadores Univac. Surgia então o primeiro aplicativo
comercial processador de redes de planejamento.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
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Fazendo referência ao caminho crítico como fator determinante do prazo


total do projeto, a técnica CPM dava início a uma nova fase conceitual em
gerenciamento de projetos.

CPM – Representação Gráfica - O método francês é representado por


uma rede de blocos composta por setas orientadas que indicam os vínculos e
retângulos (ou blocos) em que são descritas as atividades do projeto. As
durações são normalmente colocadas dentro dos retângulos (figura 4).

Início Fim

A C

B D

Figura 4 – Rede de blocos (CPM)

Neste método, há a necessidade de se introduzir (de modo explícito) as


atividades início e fim do projeto.

2.3. PROGRAM EVALUATION AND REVIEW


TECHNIQUE (PERT)
Em 1957 a equipe de projetos espaciais da Marinha Americana
contratou a empresa de consultoria Bozz, Allen & Hamilton International, para
desenvolver um sistema de planejamento e controle na construção de um
foguete. O programa foi intitulado de Projeto Polaris.
Por se mostrar muito extenso e como era fundamental o cumprimento
dos prazos estabelecidos, em 1958, foi desenvolvida uma ferramenta de
gerenciamento denominada posteriormente de PERT, Técnica de Avaliação e
Revisão de Projetos (ou programas), do inglês, “Program Evaluation and
Review Technique”. É semelhante ao CPM (Critical Path Method), mas são
calculadas as datas pessimistas, prováveis e otimistas dando tratamento
probabilístico às durações.
Cerca de 10.000 empresas (entre contratantes, contratadas e sub-
contratadas) tinham que ser coordenadas e alinhadas em uma só linguagem.
Com a implementação do método, foi reduzido de cinco para três anos o
prazo do empreendimento.
PERT – Representação Gráfica - A representação gráfica do sistema
PERT é composta por setas orientadas que representam as atividades e
círculos que representam os eventos ou nós (figura 5).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
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Figura 5 – PERT. Representação gráfica

Atividades não são eventos! Uma atividade é, por exemplo, almoçar. Um


evento é início de almoçar ou fim do almoço. Portanto, nas duas horas de
almoço, o evento inicial é zero e o evento final se determina ao término da
segunda hora da atividade (figura 6).

Figura 6 – Rede PERT

2.4. REDE PERT/CPM OU REDE DE PLANEJAMENTO

À representação gráfica de um projeto (figura 7), dá-se o nome de rede


onde as atividades são apresentadas em suas interdependências e durações,
com o objetivo de analisar prazos, riscos, recursos, custos e otimização de
calendários.
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27

19

F 16
3 19
9 E 13 G 19 I

0 9 0 13 17 0
C 2 19
0 25 27
A 2 B 5 D 13 Tarefa fantasma13 H 19 J 25 K

0 2 5 7 13 19 21 25 27
0 0 0 6 0 0 4 0 0

Tarefa crítica

Figura 7 – Rede PERT em escala. Representação gráfica

Cabe notar que, no modo americano de representação gráfica de uma


rede PERT, as atividades Início e Término do projeto são implícitas e ficam
subentendidas nos eventos que iniciam e terminam a rede de planejamento.
Dessa forma, quando da montagem de redes em aplicativos (Project, p.
ex.) ou softwares de planejamento, iniciaremos sempre um projeto com a
atividade principal ou título (a atividade “Máster”), seguida da atividade Início
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
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e terminaremos sempre com a atividade denominada Término do projeto ou


Término da rede de planejamento. Chamaremos as atividades Início e
Término de atividades “marco” e como são apenas figurativas (não
consomem nem tempo e nem recurso) terão duração igual a zero.

2.5. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DAS REDES


PERT/CPM
Segundo Cukierman, “as redes PERT/CPM abordam o projeto de um
ponto de vista sistêmico, já que fornecem uma visão de totalidade devido à
necessidade de se estabelecer interdependência entre todas as atividades.
Além disso, ressaltam as entradas, o processo ou o desenvolvimento das
ações de acordo com as relações de correspondência entre elas e as saídas
– resultado final desejado. Conduzem ainda à montagem de todo um
esquema de feedback, através do estabelecimento de um sistema de
comunicações, que abasteça e permita à administração – gerência do projeto
– decidir, em função dos dados e informações que convergem de diversos
setores, sobre o andamento do projeto”. Ainda segundo Cukierman, “as redes
PERT/CPM dão ênfase aos objetivos, visam à otimização política da
performance, do prazo, do preço e do risco (indicadores presentes em
qualquer projeto), são uma ferramenta interdisciplinar e de comunicação e
estabelecem de forma clara as relações entre clientes e fornecedores”.

2.6. EAP - ESTRUTURA ANALÍTICA DE PROJETOS


Também chamada de WBS (Work Breakdown Structure), a EAP é a
forma hierárquica de representação das atividades que se desejam controlar
em um empreendimento. A formatação da EAP, muito semelhante aos
organogramas de empresas, é dividida em níveis, sub-níveis e assim por
diante até corresponder ao tamanho de camadas ou níveis controláveis. O
menor nível deve representar parte de um pacote de atividades dentro de
toda a estrutura.
Darci Prado (UFMG, 1988) trata a EAP como EDP – estrutura de
decomposição de projetos – ou ainda PBS (do inglês “projects breakdown
structure”) no estudo do PERT/Custo, em que a cada quadro da EDP dá-se o
nome de código de serviço ou “charge number”.
Na figura 8 abaixo, o nível "1" representa o projeto como a "matriz" de
um programa. As atividades 1.1, 1.2 e 1.3 são atividades sumárias e
pertencem ao nível 2 da EAP. Note que a atividade 1.1.1, apesar de ser
subordinada à sumária 1.1, não é uma executiva, mas uma sumária
pertencente ao nível 3 da EAP.
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Hugo Barbosa Ferreira 19

Tarefa 1 – Título do projeto


Sumária 1 – nível 1

Tarefa Tarefa Tarefa


Sumária 1.1 Sumária 1.2 Sumária 1.3
Nível 2 Nível 2 Nível 2

Tarefa Tarefa Tarefa Tarefa


Sumária 1.1.1 Executiva 1.1.2 Executiva 1.2.1 Executiva 1.3.1
Nível 3 Nível 3 Nível 3 Nível 3

Tarefa Tarefa Tarefa


Executiva 1.1.1.1 Executiva 1.2.2 Executiva 1.3.2
Nível 4 Nível 3 Nível 3

Figura 8 – EAP – Estrutura Analítica de Projetos (EDT)

O MS Project trata a EAP como Estrutura de Divisão de Trabalho (EDT).


Não dispõe da ferramenta gráfica diretamente, mas de outros recursos para
permitir a hierarquização das atividades. Experimente acessar o menu
Ferramentas - Opções - Modos de exibição e ative a caixa "exibir o número
da estrutura de tópicos" no canto inferior esquerdo do formulário.
Entretanto, o aplicativo WBS Chart Pro® tem a função de importar a
rede elaborada no MS Project e "desenhar" a EAP (WBS). É possível também
modificar o arquivo a partir do WBS Chart Pro, formatar campos, caixas
(boxes) e exportar uma imagem jpg.
Veja versão de avaliação no CD-Rom que acompanha este trabalho.
A figura 9 mostra o desenho da EAP de um pequeno projeto de
manutenção petroquímica elaborado no WBS Chart Pro®.

Figura 9 – WBS Chart Pro®

O número de tarefas do empreendimento (ou projeto), a sua


complexibilidade, e filosofia de plano de ataque, dentre outros fatores,
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Hugo Barbosa Ferreira 20

determinam o número de níveis da EAP. Use o bom senso ao elaborar uma


estrutura de tópicos. É possível, no MS Project, criar um número grande de
níveis para a Estrutura Analítica do Projeto. Entretanto, um detalhamento
excessivo pode inviabilizar totalmente o acompanhamento do cronograma.
Procure limitar o número máximo de níveis em sua rede a menos, é claro, que
você disponha de recursos suficientes para o controle de todas as atividades.

2.7. QUADRO DE SEQUENCIAÇÃO


Também podemos analisar a interdependência (análise da execução do
projeto) entre as atividades, através da elaboração de um quadro de
precedências ou de seqüenciação constituído de três colunas como segue:

Atividade Imediatamente Atividade Imediatamente


Atividade
Antes Depois
- A D
A;B;C D -
- B E;C;D
B E -
B C D

Na coluna Atividade, são listadas todas as atividades do projeto em


qualquer ordem. Na coluna à esquerda (Atividade Imediatamente Antes), são
listadas as atividades que liberam aquelas da coluna central. Na coluna da
direita (Atividade Imediatamente Depois), são listadas as atividades que são
liberadas por aquelas da coluna central.
Para todo projeto perguntamos sempre o que fazer. No quadro acima,
além da resposta a essa pergunta, há claramente a indicação de como fazer,
isto é, em que sequência. O projeto inicia em “A” e “B”, já que não existe
atividade alguma imediatamente antes, e termina em “E” e “D”, já que não
existe atividade imediatamente depois.
Tomando como base o quadro de seqüenciação anterior, podemos
traçar a rede de flechas.

B C D
10 15 20 25

Rede ou Diagrama PERT

A atividade A, parte do evento 10 e libera a atividade D no evento 20; D


libera o evento final 25; a atividade B, também parte do evento 10 (início) e
libera C no evento 15; a atividade C também libera D no evento 20; a
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atividade E depende de B e vai para o fim no evento 25 (Término do


projeto).
Convém, para a obtenção de uma maior produtividade, inserir tarefas,
no momento da criação do projeto, de maneira mais ou menos cronológica da
ordem de execução prática. Assim, podemos acrescentar que, de modo
geral, detalhamento de projetos é a parte da Ciência da Administração
que procura conciliar o conhecimento do profissional técnico em
planejamento com o profissional técnico da execução.

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 1

Dado o projeto X representado no quadro de seqüenciação abaixo,


elabore o diagrama de flechas e o diagrama de blocos correspondentes.

Atividade Imediatamente Atividade Imediatamente


Atividade
Antes Depois
- A D
A D -
- C F
C F -
- B E
B E -

Solução

a) Diagrama de flechas

A 20 D

10 B E
30 50

C 40 F

Flechas
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b) Diagrama de blocos

Início Fim

A D

B E

C F

Diagrama de blocos

É importante ressaltar que a aplicação dos modelos PERT e CPM em


separado é totalmente superada. Daí o surgimento do termo PERT/CPM.

2.8. CÁLCULO DE DATAS DO PROJETO


Após a estimativa dos valores para as durações de todas as atividades
do projeto, é necessário calcular as datas de início e término durante a
execução do mesmo.
Neste nosso trabalho, utilizaremos apenas redes de flechas, o que
consideramos o bastante para um adequado entendimento posterior das
possibilidades da utilização do MS Project 2000 no cálculo de redes de
planejamento.

2.8.1. DATAS MAIS CEDO DE EVENTOS


A

6
C D
B
10 15 20 25
5 2
4
E

Na rede acima, a unidade de tempo adotada é horas úteis.

1) O evento 10, dá partida ao projeto (início) e assume a data 0 (zero)


como referência temporal.Por convenção, representamos da seguinte forma:

2) A atividade B tem 4 horas de duração e o evento 15 está


10
ligado ao seu término. Então, o evento 15 apenas ocorrerá ao
0
término da quarta hora da atividade B.
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Note que o valor 4 foi obtido da soma da data 0 (zero) do


15 evento 10 mais a duração 4 da atividade B: 0+4=4
4 3) A atividade A tem duração igual de 6 horas, mas o evento
20 terá data mais cedo igual a 9, isto é, a soma da data 4 do
20 evento 15 mais a duração 5 da atividade C. Equivale dizer que o
evento 20 deverá ocorrer, no mínimo, 5 horas (duração de C)
9 depois do evento 15 que, por sua vez, ocorre ao término da quarta
hora do evento 10. Logo, 4+5=9. E não 0+6=6.
25
4) O evento 25 está amarrado ao término das atividades E e
12 D. A atividade E tem 8 horas de duração e a D tem apenas 2
horas. A data mais cedo do evento 20 é 9. Assim, 9+2=11. Por
outro lado, a data mais cedo do evento 15 é 4 e 4+8=12. Então, a data mais
cedo do evento 25 será 12 e não 11.

Segundo a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – “data


mais cedo do evento (Te) é a menor data em que o evento pode ocorrer,
desde que as atividades anteriores se desenvolvam em suas durações
previstas”.

2.8.2. DATAS MAIS TARDE DE EVENTOS


A data mais tarde de cada evento é calculada a partir de uma data mais
tarde imposta ao fim do projeto. Essa data imposta deverá ser ainda maior ou
igual à data mais cedo do evento final do projeto.
12
1) Digamos que a data mais tarde imposta ao evento final (25)
25
do nosso projeto seja 12. Portanto, igual à data mais cedo do
evento 25.
10
2) Para que a data 12 do evento 25 não seja prejudicada e
20 sabendo que a atividade D tem duração de 2 horas, a data mais
tarde em que o evento 20 deve ocorrer é 12-2=10. A data mais
tarde do evento 20 é igual a 10.
4
3) De forma análoga, para que a data mais tarde 12 do evento
15
fim do projeto não seja prejudicada e sabendo que a duração da
atividade E é 8 horas, a data mais tarde do evento 15 é 12-8=4. Se
por outro lado dizemos que a data mais tarde em que o evento 15 deve
ocorrer é 10 (data mais tarde do evento 20) menos 5 (duração da atividade
C), temos como resultado “5”. Acontece que 5+8=13, sendo 8 a duração da
atividade E, o que prejudica a data mais tarde do projeto (12).
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4) Para que a data mais tarde do evento 20 (10) não seja


0 prejudicada, a data mais tarde em que o evento 10 deve ocorrer é
10-6=4. Entretanto, para que a data mais tarde do evento 15 não
10 seja prejudicada, a data mais tarde em que o evento 10 deve
ocorrer é 4-4=0. Prevalece esta última porque, do contrário,
somando-se a data mais tarde do evento 10 à duração da atividade B temos
4+4=8, o que é prejudicial à data mais tarde do evento 15 (4).

A rede abaixo mostra as datas mais cedo e mais tarde de cada evento
do projeto.
A

0 6 4 10 12
C D
B
10 15 20 25
5 2
4
0 4 E 9 12

Note que a data mais tarde em que o evento início do projeto (10) deve
ocorrer é 0 (zero), ou seja, igual à data mais cedo. Assim, sempre que a data
mais cedo do evento fim for igual à data mais tarde do evento fim, o mesmo
ocorrerá com as data mais cedo e mais tarde do evento início, isto é, serão
também iguais.

Segundo a ABNT, “data mais tarde do evento (Tt ) é a maior data em


que o evento pode ocorrer, sem atrasar a conclusão do empreendimento”.

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 2

Dado o projeto Y abaixo, calcule as datas mais cedo e mais tarde para
todos os eventos.
A

10 15

B D F
10 20 30 50
5 5 4

C E
40
4 8
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Solução

1 10 6 11 15

B D F
10 20 30 50
5 5 4

0 5 10 14

C E
40
4 8

2.9. CÁLCULO DO CAMINHO CRÍTICO

2.9.1. FOLGA DE EVENTOS - DEFINIÇÃO


A ABNT estabelece que folga de evento “é a disponibilidade de tempo
medida pela diferença entre as datas mais tarde e mais cedo de um evento”.
Graficamente:
Tti

i f = Tti – Tei onde i é evento genérico

Tei

2.9.2. EVENTO CRÍTICO - DEFINIÇÃO


Dizemos que um evento é crítico quando apresenta a menor folga de
evento. Quando a data mais tarde de um evento (Tti) é igual à data mais cedo
(Tei), temos um caso limite onde a folga de evento (f) é igual a zero (0).

2.9.3. ATIVIDADE CRÍTICA - DEFINIÇÃO


Dizemos que uma atividade é crítica quanto (ABNT) “é compreendida
entre eventos críticos e corresponde à maior duração entre eles, limitada
pelos valores de data mais cedo de início e fim. É a atividade de menor folga
em um projeto”.
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2.9.4. CAMINHO CRÍTICO - DEFINIÇÃO


Ainda segundo a ABNT, caminho crítico “é todo caminho de maior
duração em um projeto, compondo-se, não necessariamente, de uma
seqüência de atividades críticas”.
Também nessa norma é definido o caminho semi-crítico como “aquele
cuja duração mais se aproxima daquela do caminho crítico”.
Logo, partindo do evento início do projeto até o evento fim, o caminho
crítico é aquele de maior duração e qualquer outro trajeto entre o início e o
fim é, portanto, menor do que o caminho crítico.
É importante calcularmos o caminho crítico de um projeto. Como as
atividades críticas possuem a menor folga, qualquer atraso em seu término
poderá implicar no não cumprimento do prazo final do empreendimento.
Vale dizer que qualquer atraso em uma atividade crítica que possui folga
igual a zero, provocará um atraso de igual valor no prazo final do projeto.

2.9.5. DETERMINAÇÃO DO CAMINHO CRÍTICO


Primeiro, devemos identificar todos os eventos críticos do projeto,
isto é, aqueles que possuem a menor folga permissível para o projeto.
Lembre-se que a menor folga permissível do projeto é calculada no evento
final e é obtida subtraindo-se da data mais tarde (permissível) a data mais
cedo (possível).
A

1 10 6 11 15

B D F
10 20 30 50
5 5 4

0 5 10 14

7
C E
40
4 8

Assim, considerando a rede do exercício anterior, vem:

Evento 50 => f=Tti-Tei = 15-14 = 1 [folga permissível do evento final (50)


e, portanto, do projeto];
Evento 30 => f=Tti-Tei = 11-10 = 1;
Evento 20 => f=Tti-Tei = 6-5 = 1;
Evento 40 => f=Tti-Tei = 7-4 = 3;
Evento 10 => f=Tti-Tei = 1-0 = 1.
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Identificamos então que os eventos 10, 20, 30 e 50 têm a


15
(1) menor folga em toda a rede. São eventos críticos. A figura ao
50
lado mostra a representação gráfica. O valor obtido é escrito
próximo ao círculo do evento (1).
14

Em seguida, podemos identificar todas as atividades críticas do projeto


que deverão atender as seguintes condições:

a) a atividade, necessariamente, deve estar entre dois eventos críticos;


b) a diferença entre a data mais cedo do evento fim e a data mais cedo
do evento início deve ser igual à duração da atividade em questão.

Identificados todos os eventos críticos e todas as atividades críticas do


projeto, pode ser finalmente traçado o caminho crítico da rede, adicionando-
se um círculo aos eventos críticos e aumentando a espessura das setas
orientadas representativas das atividades críticas. É usual, inclusive, pintar as
atividades e eventos críticos na cor vermelha. A figura abaixo mostra a rede
do exercício anterior com o caminho crítico calculado e identificado.
A

1 10 6 11 15
(1) (1) (1) (1)
B D F
10 20 30 50
5 5 4

0 5 10 14

7
(3)
C E
40
4 8

Da rede acima, podemos concluir que as atividades A, B, D e F (10-30,


10-20, 20-30 e 30-40) pertencem ao caminho crítico do projeto. Podemos
concluir também que a soma das durações das atividades A e F é igual à
duração prevista para o projeto (14), o mesmo acontecendo com a soma das
durações das atividades B, D e F. Note ainda que o projeto possui dois
caminhos críticos: A – F ou B-D-F.
E se a duração da atividade C fosse 6 e não 4? Siga os procedimentos
para o cálculo do caminho crítico e perceba que o projeto inteiro se tona
crítico.Se a duração da atividade A fosse 6 e não 10, ela sairia do caminho
crítico, mesmo estando entre dois eventos críticos porque não seria satisfeita
a segunda condição, isto é, a diferença entre as datas mais cedo dos eventos
fim e início não seria igual à duração da atividade A, 10-0=10 onde 10 ≠ 6.

Agora tente você a seguinte simulação: a tarefa “F” libera o evento fim,
mas depende da “E” e a data mais tarde do evento 50 é 16. Quantos e quais
ou qual é o caminho crítico do projeto?
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Ora, todas as simulações possíveis podem e devem ser efetuadas antes


mesmo de ser iniciado um empreendimento. É justamente essa possibilidade
que faz dos processadores de redes PERT/CPM (em particular o MS Project),
não apenas simples fazedores de cronogramas coloridos, mas poderosas
ferramentas no auxílio à gerência de projetos.

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 3

Dado o projeto Z representado no quadro de seqüenciação abaixo,


elabore o diagrama de flechas, calcule e represente o caminho crítico da
rede.

Durações: A=20, B=50, C=20, D=30, E=20, F=60, G=30, H=30. Data mais tarde do projeto
é igual à data mais cedo e a data mais cedo do evento início do projeto é igual a zero (0).

Atividade Atividade Imediatamente


Atividade
Imediatamente Antes Depois
- A D; E; F
- B G
- C H
A D G
A E H
A F -
B; D G -
C; E H -

Solução
50
(0)
B
30 G
50
30
D 50
0 20 30 80
(0) (0)
A (0) F
10 20 50
20 60
E
0 20 80
20 50
(10)
C H
40
20 30

40

Eventos críticos: 10, 20, 30 e 50.


Atividades críticas: A, B, D, F e G.
Data mais cedo do projeto: 80.
Data mais tarde: 80.
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Folga: zero (0)


Caminhos críticos: BG, ADG e AF.

2.9.6. FOLGAS DE ATIVIDADES - DEFINIÇÕES


Segundo a ABNT, folga de atividade “é a disponibilidade de tempo que
a atividade pode utilizar, além de sua duração prevista, sem prejudicar a
duração preestabelecida para o projeto”.

Seja a atividade M representada abaixo.

Tti Ttj
M
i j
D
Tei Tej

Uma atividade com duração D, tem o evento início i e o evento fim j.


Folga de atividade é a diferença entre disponibilidade de tempo menos a
necessidade do mesmo.
Então vem:
- a disponibilidade de tempo (∆t) entre i e j pode ser medida pela
diferença entre as datas fim e as datas início;

∆t = Tj – Ti

- existem quatro datas para uma atividade, isto é, duas em cada


evento;
- a necessidade de tempo da atividade de i até j é sua própria
duração D.

Do exposto, podemos concluir que a expressão geral da folga de


atividade considerando-se o tempo como atributo é:

F = (Tj-Ti) - D

Como existem quatro datas para uma atividade, também concluímos


que existem quatro valores diferentes para folga de atividade.
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2.9.7. FOLGA TOTAL DE ATIVIDADE


Ainda segundo a ABNT, folga total (FT) “é a disponibilidade de tempo
que a atividade pode utilizar de forma que, iniciada na data mais cedo do seu
evento início, tenha sua conclusão na data mais tarde do seu evento fim”.

Considerando a atividade B representada na rede abaixo, temos:

D = 4; Tei = 3 e Tti = 6; Tej = 9 e Ttj = 10.


A folga total será obtida da fórmula FT = (Ttj – Tci) – D ⇒ FT = (10 – 3) –
4=3

1 (1) 6 (3) 10(1)


A B
10 20 40
3 4
0 3 9

4 (1)
C D
30
3 6
3

A folga total da atividade D é FT = 10 – 3 – 6 = 1; da atividade C é FT =


4 – 0 – 3 = 1.
Finalmente, a folga total da atividade A é FT = 6 – 0 – 3 = 3.

Note que as menores folgas calculadas pertencem às atividades que


compõem o caminho crítico CD ou 10-20 e 20-30.

Ainda considerando a atividade B do diagrama, sua folga total (FT) pode


ser representada da seguinte forma:
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Importante: no MS Project, o termo Folga Total foi traduzido


erroneamente para o português como margem de atraso total. Ora,
folga não tem relação com atraso. Atraso é muitas vezes “prejuízo”.
Não tente justificar esse erro de tradução. Apenas se policie para, sempre
que ler no aplicativo “margem de atraso total”, entender como “folga total”.

2.9.8. FOLGA LIVRE DE ATIVIDADE


A ABNT estabelece que folga livre (FL) “é a disponibilidade de tempo,
além da duração prevista, que a atividade pode utilizar, supondo-se que
comece em sua data mais cedo do seu evento início e termine na data mais
cedo do seu evento fim”.
Vale dizer que folga livre é igual ao que restou, após a conclusão da
atividade, até a data mais cedo do seu evento fim.

FL = (Tej – Tei) – D ou FL = Tej – (Tei + D)

Considerando ainda a atividade B do diagrama exposto, vem:

FL = 9 – 3 – 4 = 2

EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 4

Dado o projeto W representado no diagrama de flechas abaixo, calcule a


folga total (FT) e a folga livre (FL) para todas as atividades.
50
(0)
B
30 G
50
30
D 50
0 20 30 80
(0) (0)
A (0) F
10 20 50
20 60
20
0 20 E 80
50
(10)
C H
40
20 30

40
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Solução

Atividade Folga Total (FT) Folga Livre (FL)


A 0 0
B 0 0
C 30 20
D 0 0
E 10 0
F 0 0
G 0 0
H 10 10

2.9.9. FOLGA DEPENDENTE DE ATIVIDADE


A ABNT estabelece que folga dependente (FD) “é a disponibilidade de
tempo, além da duração prevista, que a atividade pode utilizar, supondo-se
que comece em sua data mais tarde do seu evento início e termine na data
mais tarde do seu evento fim”.

FD = (Ttj – Tti) – D ou FD = Ttj – (Tti + D)

Considerando ainda a atividade B do diagrama exposto, vem:

FD = 10 – 6 – 4 = 0

2.9.10. FOLGA INDEPENDENTE


A ABNT estabelece que folga independente (FI) “é a disponibilidade de
tempo, além da duração prevista, que a atividade pode utilizar, supondo-se
que comece em sua data mais tarde do seu evento início e termine na data
mais cedo do seu evento fim”.

FI = (Tej – Tti) – D ou FD = Tej – (Tti + D)

Considerando ainda a atividade B do diagrama exposto, vem:


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FI = 9 – 6 – 4 = -1

Assumindo um valor negativo, a folga independente FI indica que a


atividade “B”, para ser terminada na data 9, deverá ter duração de 3 e não 4,
isto é, deverá ser acelerada em uma unidade.
Conclui-se que uma folga positiva indica a permissibilidade de atraso da
atividade, sem prejuízo do prazo final do projeto. Uma folga negativa, indica a
necessidade de aceleração da atividade.

3. CONCEITOS PRIMÁRIOS
Atividades

As atividades são passos necessários à execução do projeto. Possuem


atributos como duração, tipo de ligação (link), folga, lag e restrição.

Tipos de Atividades

Atividades sumárias ou resumo: representam o resultado da soma de


outras atividades em um ou mais níveis abaixo.
Atividades executivas: fazem parte de um conjunto de atividades
subordinadas a uma sumária.
Atividades predecessoras: aquelas que liberam a execução de
atividades adiante.
Atividades sucessoras: acontecem após a conclusão das
predecessoras.
Atividades críticas: aquelas que têm a menor folga total admitida para
o projeto.
Atividades não críticas: atividades que possuem folga total maior que
zero ou maior que a menor folga total admitida para o projeto.
Atividades marco: são atividades que não consomem tempo e nem
recurso. Não produzem coisa alguma e servem unicamente para destacar um
momento relevante no projeto.
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Recursos

São os elementos físicos indispensáveis à execução de um projeto.


Existem três tipos de recursos:

• material consumível ou empreiteiro – cimento, areia, tubos sub-


empreiteiro de pintura;

• mão-de-obra – engenheiro, técnico, pedreiro, servente;

• equipamento – retroescavadeira, compactador, betoneira.

Em que categoria se encaixam os “softwares”? Não é um material


palpável, não é um equipamento e nem tão pouco mão-de-obra! Então,
quando você se deparar com uma atividade do tipo “Aquisição de softwares”
(e “softwares” custam dinheiro), no Project, cadastre-os como materiais que
terão custo por uso. Veremos isso mais adiante.

Duração de Atividades

A duração de uma atividade é estimada na fase de planejamento do


projeto e pode ser em minutos, horas, dias, semanas, etc. Origina-se de
estimativas de Hh (Homem-hora) elaboradas por técnicos ou de informações
históricas colhidas de atividades semelhantes.

Lag

Intervalo de tempo entre duas atividades sem a geração de custos por


não consumir qualquer recurso. Um lag geralmente foge às interferências do
gerente do projeto.

Caminho Crítico

Seqüência das atividades chamadas críticas que têm entre todas as


outras a menor folga total (FT) no projeto. O caminho crítico tem a maior
duração na rede.

Interdependência

Em redes de planejamento, uma atividade sempre depende do início do


projeto ou de uma atividade predecessora. Por conseguinte, uma atividade
sempre libera outra (a sucessora) ou o fim do empreendimento.
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Tipos de vínculo

Figura 10 Figura 11

Vínculo simples – tipo TI, de término para início. A atividade B


depende da conclusão da atividade A para ser iniciada. Por exemplo: não se
pode iniciar o lançamento do concreto para o pilar se a forma não estiver
pronta. A figura 10 mostra este tipo de vínculo, mais comum, utilizado como
padrão pelo MS Project.

Vínculo simples com lag – tipo TI+t, de término para início mais um
tempo “t”. Por exemplo: a desforma do pilar depende de sua concretagem
mais dois dias.

A figura 11 mostra um vínculo simples com lag: a atividade B depende


da conclusão da atividade A mais um tempo “t” para ser iniciada.

Convém notar que este lag tanto pode ser positivo como negativo. Pode
ser informado em percentual, em um período dentro do calendário do projeto
ou em um tempo decorrido: hora decorrida (hd), dia decorrido (dd), semana
decorrida (sd), etc. Uma duração decorrida não obedece a qualquer
calendário, não considera sábados, domingos ou feriados.

Figura 12 Figura 13

Vínculo início-início – tipo II (figura 12), isto é, de início para início. A


atividade B depende do início da atividade A para ser iniciada. Por exemplo:
pode ser iniciado o lançamento do concreto para o bloco de fundação B-1 ao
mesmo tempo em que concreto do bloco B-2 (atividades paralelas).
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Vínculo início-início com lag – tipo II+t (figura 13): a atividade B


depende do início da atividade A mais um tempo “t” para ser iniciada. Por
exemplo: só pode ser iniciado o lançamento do concreto para o bloco de
fundação B-1 duas horas depois de ter sido iniciado o concreto do bloco B-2.

Vínculo término-término – tipo TT, isto é, de término para término. A


atividade B depende do fim da atividade A para ser concluída (figura 14). Por
exemplo: o término dos testes na unidade fabril como um todo depende do
término dos testes da subestação.

Figura 14 Figura 15

Vínculo TT com lag – tipo TT+t (figura 15): a atividade B depende do fim da
atividade A mais um tempo “t” para ser concluída. Por exemplo: os testes da
unidade fabril como um todo só terminam dois dias após o término dos testes
da subestação.

Figura 16 - Vínculo IT – não usual

Vínculo início-término – tipo IT, isto é, de início para término. O


término da tarefa D depende do início da tarefa C (figura 16).
Esse tipo de vínculo não é usual porque costuma causar grande
confusão no gráfico de Gantt. Note na figura ao lado, a diferença entre as
datas de término apresentadas na tabela e no gráfico. Respectivamente
19/05 e 17/05. A solução proposta para a rede ao lado é vincular a atividade
C também à tarefa de ID igual a 7, isto é, C também libera o término do
projeto.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 37

4. PROJECT – CONHECENDO O SOFTWARE


Ao clicar duplamente no ícone, o Project irá iniciar apresentando uma
tela ajuda. Você pode desabilitar essa tela desmarcando a opção no canto
inferior esquerdo (figura 17).

Figura 17– Tela inicial de ajuda

4.1. A ÁREA DE TRABALHO


Tenho certeza que não vamos ter muita dificuldade. As ferramentas do
Project, seus menus e a própria planilha são bastante semelhantes às do
Microsoft Word e do Excel. Claro, pertencem à mesma família MS Office
Professional.

Figura 18 – Área de trabalho de Project 2000


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 38

Quando é iniciado, o Project abre, como padrão, um arquivo em branco


denominado Projeto1. Se você for usar o Projeto1 salve-o com um nome
relacionado ao seu trabalho. Ao ser criado um novo arquivo de projeto, uma
nova janela será aberta dentro do Programa, o Projeto2 e assim por diante.

4.2. A BARRA DE MODOS


Exibida no lado esquerdo da área de trabalho, a barra de modos fornece
uma maneira prática de alterar o modo de exibição do projeto clicando nos
ícones. Para ocultar ou exibir a Barra de Modos acesse o menu Exibir –
Barra de Modos.

4.3. TABELA – ÁREA CENTRAL


Mostra as informações (em linhas e colunas) sobre as atividades do
projeto. Nas linhas lemos as informações das atividades ou recursos. Nas
colunas podemos ler as informações específicas como nome, duração e
datas. Uma tabela controla um grupo de colunas (figura 19).

Figura 19 – Área central de trabalho do Project 2000


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 39

4.4. GRÁFICO DE GANTT


Exibido no lado direito da área de trabalho do Project 2000, o gráfico de
Gantt mostra as durações das atividades em uma escala de tempo. A posição
relativa das barras mostra a seqüência na qual as atividades foram
programadas para serem realizadas (figura 20).

Figura 20 – Gráfico de Gantt

4.5. BARRA DE TÍTULO


Na barra de título (figura 21) são apresentados o nome do aplicativo e o
nome do projeto ativo. Clicando duplamente sobre uma barra de título, a
janela do programa ou do arquivo pode ser maximizada ou restaurada. Para
mover uma janela usando a barra de título, clique sobre ela arraste para o
local desejado.

Figura 21 – Barra de títulos

4.6. BOTÕES DE CONTROLE

Os botões de controle são apresentados em dois níveis:


do aplicativo e do arquivo ou projeto em uso. São usados
para maximizar – a janela ocupa toda a área da tela -,
minimizar – fecha a janela sem sair do aplicativo -, restaurar
– a janela pode ocupar apenas parte da tela. O botão com um
“X” fecha janelas ativas, inclusive o aplicativo.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 40

4.7. A BARRA DE MENUS


Os menus e submenus do MS Project exibidos na Barra de Menus
(figura 22) são projetados para adequar-se ao elemento/ambiente
selecionado. Assim, são mostrados os comandos possíveis e inibidos ou
substituídos aqueles que não puderem ser executados no momento.

Figura 22 – Barra de menus

4.8. A BARRA DE FERRAMENTAS PADRÃO


A Barra de Ferramentas Padrão do Project (figura 23) segue o padrão
dos aplicativos da Microsoft que compõem a família Office Professional,
diferindo apenas em alguns controles como vínculo de atividades,
propriedade da atividade, etc.

Figura 23 – Barra de ferramentas padrão

4.9. A BARRA DE FERRAMENTAS FORMATAÇÃO


Também segue o padrão dos aplicativos da Microsoft (fig. 24) com
alguns comandos específicos.

Figura 24 – Barra de ferramentas de formatação

4.10. AJUDA DO MS PROJECT 2000


Quando necessário, você poderá acessar a ajuda do MS Project 2000
através do menu Ajuda – Conteúdo e Índices.
Na ficha de Conteúdo, você encontra as informações
agrupadas por áreas. Clique duplamente no assunto
desejado para exibir a ajuda sobre ele.
A ficha Índice apresenta os assuntos da ajuda em
ordem alfabética. Digite uma palavra contida no
assunto desejado e tecle Enter. De outra forma, é só
dar um duplo clique no assunto exibido na caixa
inferior do formulário.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 41

Acessando a ficha Localizar, o programa irá compilar um banco de


dados de ajuda. Então, basta digitar uma palavra ou um conjunto de palavras
sobre o assunto desejado e pressionar Enter.
Outra forma de acessar a ajuda do MS Project é pressionar a tecla F1
ou clicar sobre o ícone de interrogação na barra de ferramentas. Ao ser
apresentado o assistente (figura ao lado), digite sua dúvida e clique em
Pesquisar.

4.11. MENUS – VISÃO GERAL


O MENU ARQUIVO

No menu Arquivo (figura 25), vamos encontrar os comandos


semelhantes aos que já conhecemos de outros programas da família Office:
Novo; Abrir; Fechar; Salvar; etc.

Figura 25 – Menu Arquivo

Um comando que pode se mostrar bastante prático, principalmente


quando se deseja distribuir dados do projeto para usuários que não tenham o
Project instalado, é Salvar como página da Web...
Acesse o menu Arquivo – Salvar como página da Web... Na tela
Salvar como (figura 26), escolha uma pasta de destino, digite um nome para
seu arquivo e clique no botão Salvar. O arquivo será salvo no formato html.

Figura 26 – Salvar como página da Web


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Hugo Barbosa Ferreira 42

Ao clicar no botão Salvar, será aberta a tela Exportar mapeamento


(figura 27). Nessa tela, escolha Informações padrão sobre a tarefa e clique
no botão Salvar.

Figura 27 – Exportar mapeamento

O arquivo salvo poderá ser aberto em qualquer computador que tenha o


Internet Explorer, Netscape ou qualquer outro navegador WEB.

Através do comando Salvar como, você também pode


transformar um projeto elaborado no Project 2000 no formato anterior
do Project 98. O inverso não é verdadeiro! É claro que algumas
características específicas do Project 2000, como o tratamento de recursos
materiais, por exemplo, serão definitivamente perdidas na conversão.

Salvar área de trabalho

Salva uma lista de projetos abertos, o tamanho da janela e a sua


posição na tela em um arquivo de área de trabalho, para que a tela tenha a
mesma aparência na próxima vez que você abrir o arquivo e a área de
trabalho. A extensão dos arquivos de área de trabalho é mpw.

Arquivo - Propriedades

Exibe informações e estatísticas sobre o arquivo do Microsoft Project.

Destinatário da mensagem (menu Arquivo, submenu Enviar para)

Envia uma cópia do projeto ativo em forma de anexo para um endereço


de correio eletrônico. Se você tiver anexado uma lista de circulação, o
comando será alterado para Próximo destinatário da lista de circulação, que
também permite que você envie o projeto para a próxima pessoa da lista de
circulação.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 43

Destinatário da lista de circulação (menu Arquivo, submenu Enviar


para)

Envia uma cópia do projeto ativo para a próxima pessoa na lista de


circulação e permite que você edite a lista. Se você tiver anexado uma lista de
circulação ao projeto ativo, o comando será alterado para outro destinatário
da circulação, que permite que você edite a lista de circulação ou adicione
uma nova.

O MENU EDITAR

Clique no menu Editar (figura 28). A lista de comandos desse menu é


simples de ser entendida porque não é muito diferente daquelas
apresentadas em outros aplicativos como o Word, por exemplo.

Figura 28 – Menu editar

Abaixo (menu Editar, submenu Preencher)

Copia o conteúdo da primeira linha de uma seleção para os campos


selecionados abaixo dessa linha.

O comando preencher, abaixo, acima, à esquerda ou à direita será


usado para agilizar a digitação.
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O comando Vincular tarefas (Ctrl F2) será utilizado de forma


semelhante, lincando, isto é, interligando as tarefas em seqüência abaixo do
cursor. Selecione abaixo, pressione “Ctrl F2” e pronto. As tarefas
estabelecem interligações do tipo padrão “TI” (término para início). Se o seu
teclado estiver com defeito, utilize o mouse, mas é mais provável que
aconteça o inverso.

O comando Dividir tarefa é realmente interessante. Em determinados


casos, o trabalho em uma atividade é interrompido. Por exemplo, a
terraplanagem de uma área do projeto foi paralisada porque o operador de
uma das máquinas foi demitido e uma nova contratação só se dará daqui a
um mês. Podemos, então, dividir a atividade para indicar o período em que o
trabalho não estará sendo realizado.

Se você souber que haverá interrupções em uma atividade, poderá


dividi-la durante a sua criação. Caso a interrupção aconteça após o início de
uma atividade, você poderá dividi-la e usar a divisão para mostrar quando o
trabalho continuará na parte restante.

Para dividir uma tarefa, faça o seguinte:

1) Clique no botão Dividir tarefa na barra de ferramentas padrão (figura


29).

Figura 29 – Dividindo tarefas

2) Em seguida, posicione o ponteiro do mouse sobre a barra da tarefa a


ser dividida no Gantt (figura 30) e arraste para a direita até o ponto de divisão
desejado (figura 31).

Figura 30 – Dividindo tarefas


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Figura 31 – Dividindo tarefas

O comando “Localizar” você utiliza quando quer encontrar uma


atividade entre as centenas do projeto. Também podem ser localizados
recursos e outros elementos. Ao acessar o Editar - Localizar, é aberta uma
caixa de diálogo (figura 32) onde você pode estabelecer seus critérios de
localização.

Figura 32 – Localizar

Editar vínculos – a vinculação e incorporação de objetos (OLE, Object


Linking and Embedding), consiste em estabelecer uma conexão entre
programas para que as informações, como um gráfico ou texto, em um
documento hospedeiro possam ser atualizadas sempre que houver
alterações nas informações do documento de origem.
Ao quebrar o vínculo de um objeto (um gráfico do Excel, por exemplo),
as informações permanecem no seu arquivo de projeto (hospedeiro) como
uma figura estática. Essa figura estática não mantém vínculos ao arquivo de
origem e, portanto, não pode ser editada. O cancelamento do vínculo de um
objeto pode ser útil caso você não pretenda alterar o objeto ou deseje enviar
o arquivo de projeto para alguém que talvez não tenha acesso ao arquivo ou
programa de origem.
O comando Vínculos não está disponível em uma anotação de
atribuição, tarefa ou recurso. No entanto, você pode copiar o objeto
selecionado e, em seguida, usar o comando Colar especial (disponível
quando você clica o botão direito do mouse na caixa Anotações) para colar o
objeto como uma figura estática.
O comando “Ir para...” (F5 ou Ctrl Y) não é novidade e é provável que
você utilize muito quando estiver revisando ou mesmo atualizando a sua rede
no Project 2000. Por exemplo, o cursor se encontra na atividade 2 e você
precisa ir rapidamente até a 120. Ao invés de usar barra de rolagem, use a
tecla F5 e digite 120 na caixa de diálogo.
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Hugo Barbosa Ferreira 46

Em geral, no Microsoft Project, você pode abrir o programa de origem de


um objeto para editá-lo clicando duas vezes no objeto. No entanto, um objeto
pode ter outra ação associada a ele. Por exemplo, um objeto de som ou vídeo
pode estar associado a uma ação de reprodução. Ao clicar duas vezes em
um objeto desse tipo, você executará a ação principal ou padrão desse
objeto, como reproduzir o som ou videoclipe.

O MENU EXIBIR

O menu Exibir (figura 33) é um dos mais utilizados tanto na elaboração


de um projeto quanto na fase de atualização e controle. O modo padrão de
visualização é o Gráfico de Gantt – onde se vê a tabela de edição à esquerda
e o cronograma à direita.

Figura 33 – Menu exibir

O submenu Exibir - Calendário exibe o calendário do projeto que você


está utilizando. É uma forma interessante de apresentar o cronograma onde
as atividades são apresentadas dentro dos quadros de datas. Em projetos
pequenos, talvez você queira imprimir este tipo de exibição bastante
comunicativo. Em grandes empreendimentos, entretanto, é provável que o
tempo de impressão, o custo com papel entre outros fatores deponha contra
a utilização do modo Calendário.
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O Gantt de Controle exibe uma tabela bastante sugestiva que poderá


ser utilizada na fase de atualização e controle do projeto quando serão
informados os percentuais de avanço físico além das datas de início e
término reais das atividades.
O Gráfico PERT mostra o diagrama de blocos ou fluxo de projeto no
modo francês. É necessário que você arrume antes de mandar para a
impressora. Isso pode levar horas e até dias, de acordo com o número de
atividades de seu empreendimento.
Os modos Gráfico de recursos, Planilha de recursos e Uso do
Recurso, exibem, respectivamente, o gráfico, uma lista e uma tabela dos
recursos que você cadastrou para serem utilizados no projeto.
Tabela (tabela de edição) é um submenu bastante usado em todas as
fases do projeto. O modo padrão é Entrada onde são apresentadas as
colunas número (ID), nome da atividade, duração, início e término (previstos),
predecessoras e nomes dos recursos.

Figura 34 – Menu Tabela

Existem outras tabelas disponíveis e você poderá editar todas elas ou


fazer suas próprias tabelas deixando, inclusive, gravadas para outros
projetos. Isso pode ser um pouco trabalhoso no início, mas é altamente
recomendável já que o tempo que se economiza em futuras sessões é
compensador.
O submenu Mais tabelas... (figura 34) mostra todas as outras opções de
visua-lização que a equipe do MS Project 2000 preparou para você.
Em Exibir Relatórios..., existem diversos relatórios que podem servir de
base para a formatação de outros mais específicos. Alguns deles podem ser
editados ou personalizados. São realmente relatórios interessantes. Como
são pré-formatados, infelizmente e definitivamente você não poderá modificá-
los.

O MENU INSERIR
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O menu “Inserir” (figura 35) nos permite, entre outras ações, a inclusão
de atividades recorrentes. Em alguns projetos existem atividades que não
acontecem todo o tempo, mas em períodos distintos. É o caso de relatórios
semanais, mensais ou mesmo trimestrais.

Figura 35 – Menu inserir

O comando Inserir Projeto nos permite a criação de projetos


consolidados. Por exemplo: a construção de 10 prédios de apartamentos
pode gerar 10 redes de planejamento que, consolidadas geram um Projeto
mestre. Ao ser modificada uma das redes de origem, a rede Mestre também
será alterada.
Pode-se também inserir um desenho ou objeto (no Gantt), novas
atividades (tecla Insert), colunas e Hyperlink. Hyperlink é uma parte de um
texto (por exemplo) distinguida por uma cor, que contém um vínculo a outro
arquivo ou local. Quando você clica em um Hyperlink, o navegador da Web
pesquisa e exibe o documento associado.
Uma possibilidade interessante seria criar um arquivo de projeto e nele
inserir os hyperlinks vinculados a todos os seus projetos na rede. Assim, com
um simples clique você abre o arquivo desejado economizando tempo.

O MENU FORMATAR

Figura 36 – Menu formatar


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Hugo Barbosa Ferreira 49

O menu Formatar (figura 36) apresenta os comandos de formatação


dos quais podemos destacar:

• Barra... – formata o modo de apresentação da barra específica da


atividade onde está posicionado o cursor no gráfico de Gantt;
• Escala de tempo...– formata o modo como será exibida a escala de
tempo no gráfico de Gantt;
• Linhas de grade...– cores e traçados de linhas e colunas tanto da
tabela quanto do Gantt;
• Assistente de gráficos de Gantt...- abre um assistente para guiá-lo a
uma formatação rápida do gráfico de Gantt;
• Estilos de texto...– determina o modo como serão apresentadas as
fontes de atividades críticas, sumárias, marcos, etc.;
• Estilos de barra... – formata o modo como serão apresentadas as
barras no gráfico de Gantt;
• Detalhes - os detalhes de um formulário consistem de colunas,
objetos ou anotações. Cada coluna exibe um campo de informações
diferente, por exemplo, Nome do recurso e Unidades. Para exibir tipos
diferentes de informações de recursos num formulário, aponte para Detalhes
no menu Formatar e em seguida clique nos detalhes que você deseja.
• Layout...– formata a espessura das barras no gráfico de Gantt,
oculta ou exibe as interdependências entre atividades;

O MENU FERRAMENTAS

Vamos conhecer o menu Ferramentas (figura 37), comum a tantos


programas, mas específico em cada um deles.

Figura 37 – Menu ferramentas


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O primeiro comando, Ortografia, é o conhecido corretor ortográfico. Do


mesmo modo como ocorre no Word, você usa o Auto Correção para corrigir
os erros mais comuns.

Em um futuro próximo (talvez) você esteja trabalhando com o Project


atualizando e controlando seu projeto via Internet ou Intranet (Project Server).
Neste ponto é que o submenu Grupo de trabalho será utilizado. Por
exemplo, você poderia mandar uma mensagem de alerta para todo o grupo
de trabalho a respeito de uma atividade crítica ou ainda cobrar a atualização
das atividades sob responsabilidade de uma equipe. Veja na figura 38 as
opções da submenu Grupo de trabalho.

Figura 38 - Grupo de trabalho

O comando Vínculo entre projetos abre uma caixa com as


informações sobre os vínculos entre seus projetos originais que compõem a
Rede Mestre.

O comando Alterar o período de trabalho é usado para a edição e


criação de calendários do projeto.

O submenu Recursos é usado quando vamos atribuir um recurso a uma


atividade ou criar um grupo de recursos para ser compartilhado por vários
projetos. Um grupo de recursos é também chamado de Pool.

O comando Redistribuição de recursos (leia-se Nivelamento de


recursos).

A figura 39 mostra a tela de nivelamento (traduzido erradamente como


“redistribuição de recursos”) do Project 2000. Quando você aloca recursos
para suas atividades, é natural que alguns deles fiquem superalocados não
sendo suficientes para que os serviços terminem no prazo estabelecido.
Então, é necessário que seja feito o nivelamento de recursos. O que o
nivelador faz é atrasar atividades que podem ser atrasadas, isto é, que têm
margem de atraso (folga), para que outras atividades sejam adiantadas.
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Figura 39 – Nivelamento de recursos

Como o nivelador apenas funciona em projetos ativos, se você estiver


usando um projeto que utiliza um grupo de recursos (Pool), todos os outros
arquivos que compartilham o grupo devem ser ativados (abertos). É
necessário que seja entendido o modo como funcionam os niveladores de
recursos nos programas de gerenciamento de projetos.

O comando Controle abre opções para você reprogramar seu projeto e


outras relativas às linhas de base, que são usadas quando chegamos ao final
da fase de elaboração do detalhamento e queremos estabelecer o arquivo de
projeto como programação inicial ou linha de base.

Quando escolhemos Atualizar atividades, apenas as atividades


selecionadas deverão sofrer atualização. A opção Atualizar projeto, atualiza
o projeto inteiro seguindo a orientação do usuário com relação a datas e
percentuais de avanço físico. Veja figura 40.

Figura 40 – Atualizar projeto


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Linhas de andamento (figura 41) - para criar uma representação visual


do andamento do seu projeto, é possível exibir as linhas de andamento no
gráfico de Gantt.

Para uma determinada data de avaliação, o Project 2000 desenha uma


linha conectando atividades em andamento, criando assim, um gráfico de
Gantt com pontas direcionadas para a esquerda quando os serviços
estiverem atrasados em relação à agenda e direcionadas para a direita
quando o trabalho estiver adiantado. A distância da ponta à linha vertical
indica, na data de avaliação, o quanto a atividade está antecipada ou
atrasada em relação à agenda.

Podem ser exibidas várias linhas de andamento para datas diferentes no


projeto e alterar a forma de apresentação.

É possível, também, exibir linhas de andamento em relação ao seu


planejamento real ou a um plano previsto gravado.

Figura 41 – Linhas de andamento

Linhas de base - após a conclusão do detalhamento e antes de


começar a executá-lo, você deverá estar pronto para definir uma linha de
base para que seja possível, posteriormente, comparar as datas, horas e
custos reais com a linha de base ou programação inicial. Assim, estaremos
verificando em que ponto o projeto variou em relação ao plano original.
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O que é uma linha de base?


Uma linha de base é um conjunto de estimativas-chave originais sobre
o projeto. Esse conjunto consiste nas estimativas originais sobre tarefas,
recursos, atribuições e custos inseridos no plano do projeto.
Por que devo criar uma linha de base?
A linha de base é essencial para controlar o andamento. As estimativas
originais que ela contém são pontos de referência permanentes, com base
nos quais você poderá comparar as informações atualizadas sobre tarefas,
recursos, atribuições e custos inseridos no plano do projeto durante sua
execução, incluindo as informações reais registradas. Alguns exemplos
dessas informações são as durações reais das tarefas, os custos dos
recursos divididos em fases e o trabalho concluído em uma atribuição.
Se você criar uma linha de base, poderá controlar o andamento exibindo
as variações entre as estimativas da linha de base e os dados agendados.
Por exemplo, se você estimar o custo de uma tarefa em R$50,00, mas
registrar um custo agendado de R$60,00, a variação de custo será de
R$10,00. Monitorando as variações regularmente, você poderá tomar
medidas para garantir que o projeto não se afaste de suas estimativas
originais. No entanto, observe que você só poderá exibir as variações dos
itens para os quais inseriu estimativas da linha de base. Por exemplo, se você
não inserir os custos dos recursos antes de salvar uma linha de base, não
poderá exibir as variações de custo dos recursos.

Quais as informações sobre as tarefas são salvas em uma linha de


base?

• Datas de início e de término


• Durações
• Trabalho
• Custos
• Tarefas divididas
• Trabalho dividido em fases
• Custos divididos em fases

Quais as informações sobre os recursos são salvas em uma linha


de base?

• Trabalho
• Custos
• Trabalho dividido em fases
• Custos divididos em fases

Quais as informações sobre as atribuições são salvas em uma linha


de base?

• Datas de início e de término


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• Trabalho
• Custos
• Trabalho dividido em fases
• Custos divididos em fases

O que o MS Project faz com os dados da linha de base?

Quando você salva uma linha de base, o Microsoft Project salva os


dados dessa linha como parte do arquivo do projeto. A linha de base não é
um arquivo separado. Por exemplo, quando você salva uma linha de base, o
Project copia as informações dos campos Início e Término para os campos
Início da linha de base e Término da linha de base. Você pode modificar os
dados da linha de base para acomodar as alterações efetuadas no projeto,
como, por exemplo, a combinação, adição e exclusão de tarefas. Também
pode remover todos os dados limpando a linha de base, se, por exemplo, o
projeto tiver terminado e você desejar usar o plano do projeto como modelo
para um projeto futuro.

Quando devo criar uma linha de base?

Teoricamente, você deve criar uma linha de base após concluir e ajustar
o plano do projeto. Como a linha de base fornece pontos de referência com
base nos quais você compara o andamento real do projeto, ela deve incluir
suas melhores estimativas para a duração das tarefas, as datas de início e de
término, os custos e outras variáveis do projeto que você deseja monitorar.

Informações da linha de base que constantemente diferem dos dados


atuais indicam que o seu plano original não é preciso. Normalmente, essa
diferença ocorrerá se o escopo ou a natureza do projeto tiver sido alterada.
Você poderá modificar ou refazer a linha de base a qualquer momento
durante o projeto, se os investidores do projeto concordarem que a diferença
justifica isso.

Quando não devo criar uma linha de base?

Embora a criação de uma linha de base torne seu projeto o mais útil
possível, permitindo que você compare as informações agendadas com as
informações da linha de base, em determinadas situações ela não será muito
útil. Por exemplo, talvez você não tenha motivo nem tempo para comparar o
plano agendado com o plano da linha de base. O número de tarefas do
projeto poderá ser tão pequeno que você poderá controlar o seu andamento
sem qualquer ajuda. Ou, ainda, a duração do projeto poderá ser tão curta que
talvez você tenha pouco tempo ou necessidade de controlar as tarefas.

Qual a diferença entre um plano da linha de base e um plano


provisório?
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Uma linha de base é o conjunto de estimativas originais sobre datas de


início e de término, durações, trabalho e custos que você salva depois de
concluir e ajustar o plano do projeto, mas antes de o projeto iniciar. Ela é o
principal ponto de referência com base no qual você avalia as alterações
efetuadas no projeto. Além disso, ela salva cerca de vinte informações,
incluindo informações divididas em fases e totais referentes a tarefas,
recursos e atribuições. Um plano provisório é um conjunto de dados atuais
sobre o projeto que você salva após ele ser iniciado e compara com a linha
de base para avaliar o andamento do projeto. O plano provisório salva apenas
duas informações, as datas de início e de término atuais das tarefas. Você
poderá salvar até dez planos provisórios.

Após salvar um plano provisório, você poderá exibir as datas de


início e de término do plano inserindo seus campos em um modo de
exibição de planilha de tarefas. Por exemplo, se tiver salvo três
planos provisórios, você poderá exibir as datas salvas no terceiro plano
inserindo os campos Início3 e Término3 no modo de exibição Planilha de
tarefas.

O submenu Macros

A figura 42 mostra o quadro exibido


quando acessamos o comando Macros no
menu Ferramentas. Podemos, então, editar
Figura 42 – Submenu macros macros existentes, gravar macros novas ou
criar novos módulos a partir do Editor do Visual
Basic. É possível, inclusive, atribuir teclas de atalho como Ctrl+W para a
execução de macros.
O comando Organizador abre um quadro que irá permitir a troca de
relatórios, tabelas, modos de exibição, filtros, calendários e outros entre o seu
arquivo de projeto e o Global.mpt que é o local onde o MS Project 2000 grava
as informações de pré-definições. Trataremos desse assunto mais adiante.
O comando Personalizar – muito utilizado em programas como Excel e
Word, este comando oferece a possibilidade de ser criada uma barra de
ferramentas totalmente personalizada, por exemplo. É possível, também,
modificar a aparência de formulários, editar campos em tabelas e planilhas de
recursos além de alterar a ordem de mensagens para o grupo de trabalho.
O comando Opções (figura 43) – este comando deve ser acessado
sempre que você estiver iniciando um novo projeto porque é através dele que
dizemos ao Project a maneira como ele irá funcionar em nosso planejamento.
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Figura 43 – Opções de inicialização

Todas as fichas do menu Opções são de fundamental importância


porque é a partir delas que se determinam as configurações iniciais de
escopo geral e de escopo específico de um projeto. Trataremos de todas as
fichas mais adiante, quando discutiremos sobre as configurações iniciais
do Project 2000.

O MENU PROJETO

A figura 44 mostra o menu Projeto que pode ser acessado assim que se
dá início a um novo projeto.

Figura 44 – Menu projeto

O comando Informações sobre o projeto abre um quadro para serem


inseridos os dados de inicialização como a data início, o calendário a ser
utilizado e o tipo de agendamento (de início para término ou de término para
início).
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É também através do menu Projeto - Classificar que escolhemos o


melhor modo de classificação das atividades na tabela. Podemos classificar
por ID (número da atividade), por custo, por prioridade, etc.
O submenu Filtro para é igualmente importante principalmente quando
temos a necessidade de retornar apenas determinadas atividades. Por
exemplo: poderíamos filtrar apenas as atividades sob responsabilidade de
determinado recurso e emitir um relatório de programação de serviços.
Uma novidade realmente interessante em relação a versões
anteriores do MS Project 2000 é a inclusão da ferramenta Auto
filtro. Experimente clicar no ícone à direita da barra de
ferramentas.
O comando Estrutura de tópicos abre um quadro que permite
subordinar ou promover atividades, exibir ou ocultar sub-atividades, mostrar
todas as atividades, etc. É mais provável, entretanto, que você prefira usar os
botões contidos na barra de ferramentas de Formatação ou mesmo as teclas
de atalho Alt + Shift + setas para a direita ou esquerda para criar sua
estrutura de tópicos ou Estrutura Analítica de Projetos (EAP).

O MENU JANELA

Este menu (figura 45) não é muito diferente aos já conhecidos em


programas como Word e Excel. Distingue-se pelo comando Dividir que exibe
um formulário bastante utilizado na revisão da rede PERT, principalmente
quando o projeto atinge um número elevado de atividades.

Figura 45 – Menu janela

No formulário de divisão você tem condições de visualizar, de uma só


vez, a atividade selecionada, suas predecessoras e sucessoras, o tipo de
ligação, a duração e outras informações importantes. Quando o número de
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 58

atividades exceder a 100, certamente, ao revisar seu projeto, você vai optar
por este comando ao invés de “pescar” a linha divisória, naquele canto
minúsculo inferior direito da tela.

5. PONTO DE PARTIDA
Agora estamos prontos para preparar a entrada de dados no Project
2000. Vamos trabalhar com vários projetos executivos sobre os quais talvez
você não conheça profundamente, mas uma das principais vantagens da
ferramenta PERT/CPM é justamente a não obrigatoriedade do conhecimento
absoluto das fases do projeto por parte de quem está montando a rede. É
sempre mais aconselhável que o planejamento seja elaborado em conjunto
com o executante. Assim, quem executa entra com o conhecimento das
etapas construtivas e você com toda a técnica que permite ao primeiro um
estudo avançado dos calendários e recursos de que dispõe, das datas de
início e término desejadas segundo a inter-relação entre atividades, dos
custos previstos e do melhor caminho a ser seguido.

5.1. CONFIGURAÇÕES INICIAIS


Para obter melhores resultados do aplicativo, é extremamente
recomendável que se alterem algumas configurações padrão. Tais
configurações estão disponíveis no menu Ferramentas - Opções (figura 46).

Figura 46 – Ficha Modo de Exibição

Ficha Modo de Exibição


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 59

Apresenta os parâmetros de escopo geral, isto é, valem para todos os


arquivos abertos ou não, e de escopo local, que valem apenas para o arquivo
ativo no momento da configuração.

Na ficha Modo de Exibição (figura 46), configure:

a) Modo de exibição padrão – escopo geral. Determina o Modo de


Exibição inicial quando se iniciam novos projetos. O padrão, Gráfico de Gantt,
é o mais aconselhável;
b) Formato de data – escopo geral. Depende do nível de controle
determinado pela gerência do projeto ou da necessidade específica em um
relatório. Escolha na caixa de listagem o formato 31/1/00 12:33;
c) Barra de status – escopo geral. Mostra a barra de status no rodapé
do aplicativo com informações padrão do Windows. Mantenha essa opção
ativada;
d) Barras de rolagem – escopo geral. Mostra as barras de rolagem
vertical e horizontal, necessárias à navegação entre visualizações do
aplicativo. Mantenha ativada a opção;
e) Indicadores de vínculos OLE – escopo geral. Mostra um triângulo
indicador de ligação dinâmica no canto inferior direito da célula. Por exemplo,
quando você copia uma informação de uma planilha no Excel e cola com
vínculo em uma célula da planilha do Project (figura 47). Mantenha ativada;

Figura 47 – Indicadores de vínculos OLE

f) Janela na barra de tarefas – escopo geral. É adicionado um botão na


barra de tarefas do Windows para cada arquivo aberto do MS Project 2000.
Se preferir, desative essa opção para economizar espaço na barra de tarefas
(figura 48);

Figura 48 - Janela na barra de tarefas

g) Barra de entrada – escopo geral. Mostra a barra de edição para


inclusão, edição ou exclusão de informações. Você poderá escolher também
editar diretamente na célula. Convém deixar ativada a barra de entrada (figura
49);
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 60

Figura 49 - Barra de entrada

h) Dicas de tela do projeto – escopo geral. Quando você posiciona o


ponteiro do mouse sobre uma coluna, uma barra de tarefa no Gantt, etc,
mostra um link para uma dica. Mantenha ativada a opção (figura 50);

Figura 50 - Dicas de tela do projeto

i) Mostrar sucessores externos – escopo local. Mostra tarefas


sucessoras externas, contidas em um outro arquivo de projeto. Mantenha
ativada essa opção;
j) Mostrar predecessores externos – escopo local, mostra tarefas
predecessoras externas, contidas em um outro arquivo de projeto. Mantenha
ativada essa opção;
k) Mostrar a caixa de diálogo “Vínculos entre projetos” ao abrir –
escopo local. Mostra uma caixa de diálogo Vínculos entre projetos quando o
arquivo é aberto e contém vínculos externos. Na caixa, é indicado também se
houve alguma alteração na tarefa externa. Manter ativada também essa caixa
de opção. Figura 51;

Figura 51 – Vínculos entre projetos

l) Aceitar novos dados externos automaticamente – escopo local.


Estará disponível apenas quando a opção anterior não está ativada;
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 61

m) Símbolo – escopo local. Permite especificar o símbolo monetário a


ser aplicado ao projeto. Serve para dar maior flexibilidade ao aplicativo, já que
as Configurações Regionais do Windows não devem ser alteradas;

n) Posicionamento – escopo local. Especifica a posição do símbolo


monetário em relação ao valor;

o) Casas decimais – escopo local. Determina o número de casas


decimais dos valores de custos a serem apresentados;

p) Recuar nome – escopo local. Permite uma melhor visualização da


estrutura de tópicos ou estrutura de divisão de trabalho, recuando tarefas de
nível mais baixo em relação às de nível mais alto. É importante manter essa
opção ativada;

q) Mostrar tarefas de resumo – escopo local. Quando desativada, essa


opção esconde as tarefas de resumo no Gráfico de Gantt, o que não é
aconselhável. Mantenha ativada;

r) Mostrar número da estrutura de tópicos – escopo local. Permite


mostrar o número da estrutura de divisão de trabalho (EDT). Refere-se aos
modos de exibição e é altamente recomendável principalmente na
administração de grandes projetos;

s) Tarefa de resumo do projeto – escopo geral. Mostra a descrição de


uma tarefa de resumo que é inserida através do menu Arquivo -
Propriedades. Caso você não tenha digitado uma descrição. O nome do
arquivo eletrônico será retornado. Não ative essa opção;
t) Mostrar símbolo da estrutura de tópicos – escopo local. Exibe um
sinal de + ao lado de uma atividade sumário fechada ou um sinal de – ao lado
de uma atividade executiva, permitindo fechar ou abrir o detalhamento do
projeto (figura 52). Mantenha ativada a opção.

Figura 52 – Símbolo da estrutura de tópicos

Ficha Geral
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 62

Apresenta parâmetros de escopo geral que são aplicados a todos os


arquivos, independente de estarem abertos, e de escopo local, aplicados
apenas ao arquivo aberto e ativo no momento da configuração (figura 53).

Figura 53 – Ficha Geral

Na ficha Geral, configure:

a) Exibir “Ajuda” na inicialização – escopo geral. Abre a janela de


Ajuda toda vez que você iniciar uma nova seção do Project 2000. Não
aconselhável manter essa opção ativada;
b) Ativar AutoFiltro para novos projetos – escopo geral. Ativa um
autofiltro para cada coluna da tabela (figura 54). É muito útil quando da
manipulação de consultas em um projeto grande, mas você deve preferir
ativar o autofiltro através da barra de ferramentas de formatação. É
aconselhável manter essa opção desativada.

Figura 54 - Autofiltro

c) Abrir último arquivo ao inicializar – escopo geral. Abre o último


arquivo utilizado em uma seção anterior do aplicativo. Recomendável apenas
quando o trabalho está concentrado em um único projeto. Desative essa
opção.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 63

d) Lista de arquivos usados recentemente: N entradas – escopo


geral. Especifica quantos nomes de arquivos irão aparecer na lista de últimos
abertos, parte inferior do menu Arquivo. Aceite o número 4 como sugestão;
e) Solicitar informações ao criar novos projetos – escopo geral. Ao
ser acionado o comando Novo, através do menu Arquivo ou do botão
específico, mostra o formulário Informações sobre o projeto (figura 55).
Mantenha ativada a opção;

Figura 55 – Informações sobre o projeto

f) Nome do usuário – escopo geral. Permite digitar um nome de usuário


para todos os projetos. Inicialmente, é apresentado o nome do usuário
cadastrado quando da instalação do aplicativo;
g) Conselhos do “Assistente de planejamento” – escopo geral. Ativa
ou desativa o assistente do Project 2000, que tem o objetivo de acompanhar
o usuário na utilização do aplicativo, fornecendo dicas para tarefas
simplificáveis. Mantenha essa opção desativada. O assistente, apesar da boa
intenção, acaba atrapalhando mais do que ajudando;

Figura 56 – Assistente de planejamento


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 64

h) Conselhos sobre como usar o Microsoft Project – escopo geral.


Emite orientações a respeito da utilização mais produtiva do aplicativo. Veja
exemplo na figura 56;
i) Conselhos sobre agendamento – escopo geral. Monitora e emite
orientações sobre operações de planejamento quando ocorrem erros ou
imprecisões nos cálculos de agendamento de tarefa ou recursos. Mantenha
essa opção ativada;

j) Conselhos sobre erros – escopo geral, mostra orientações para a


resolução de erros genéricos (figura 57). Mantenha ativada;

Figura 57 – Conselhos sobre erros

k) Adicionar novos recursos e tarefas automaticamente – escopo


local. Quando ativada, essa opção faz com que novos recursos sejam
adicionados automaticamente ao serem digitados na coluna Nomes de
recursos da tabela (figura 58). Todos os valores padrão serão aplicados ao
novo recurso entrado. Mantenha essa opção desativada;

Figura 58 - Adicionando novos recursos automaticamente

l) Taxa padrão – escopo local. Define um valor padrão para a hora


normal do recurso entrado. Mantenha R$0,00, já que muito dificilmente
teremos o mesmo valor para vários recursos;
m) Taxa padrão de horas extras – escopo local. Semelhante ao item
anterior, para o valor da hora extra;
n) Definir como padrão – esse botão valida as três opções
apresentadas acima para todos os novos projetos.

Ficha Editar

Apresenta parâmetros de escopo geral, que são aplicados a todos os


arquivos, independente de estarem abertos, e de escopo local, aplicados
apenas ao arquivo aberto no momento da configuração e interferem
diretamente em operações de edição de dados.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 65

Figura 59 – Ficha Editar

Na ficha Editar, configure:

a) Permitir arrastar e soltar células – escopo geral. Permite a


operação de arrastar e soltar com o mouse, facilitando a seqüência de
comando Editar :: Recortar + Editar :: Colar. Mantenha ativada a opção;
b) Solicitar a atualização de vínculos automáticos – escopo geral.
Permite a apresentação de uma caixa de diálogo para a conformação de
atualizações de vínculos dinâmicos DDE, intercâmbio dinâmico de dados e
OLE, tecnologia de integração de programas, quando da abertura do arquivo
cliente. Manter essa opção ativada;
c) Mover seleção após ENTER – escopo geral. Faz com que o cursor
seja deslocado para a célula abaixo da corrente depois de pressionada a
tecla <Enter>. Mantenha ativada a opção;
d) Editar diretamente na célula – escopo geral. Permite editar dados
diretamente na célula (não disponível na versão anterior). Caso desativada
essa opção, só será possível editar o conteúdo de uma célula através da
barra de edição;
e) Opções de modo de exibição para unidades de tempo em
“Projeto N” – escopo local. Determina o formato do rótulo de unidades de
tempo para o projeto ativo no momento da configuração. Escolha “min” para
minutos, “h” para horas, “d” para dias, “s” para semanas, “m” para mês e “a”
para ano;
f) Definir como padrão – valida as seis opções do grupo como padrão
para todos os novos projetos;
g) Aparência do hyperlink em “projeto N” – escopo local. Especifica o
formato dos endereços de hyperlinks do projeto. Aceite o padrão;
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 66

h) Definir como padrão – valida as opções do grupo como padrão para


todos os novos projetos.

Ficha Calendário

Permite configurar os parâmetros de calendário que afetam diretamente


cálculos envolvendo duração de tarefas e alocação de recursos. As
configurações da ficha calendário são de escopo local, valem apenas para o
arquivo ativo no momento da configuração. Figura 60.

Figura 60 – Ficha Calendário

Na ficha Calendário, configure:

a) A semana inicia no (a) – indica o dia de início da semana que irá


aparecer na escala de tempo do gráfico de Gantt e no formulário apresentado
no caminho Ferramentas - Alterar o período de trabalho. Escolha domingo;
b) O ano fiscal inicia em – indica o mês de início do ano fiscal que irá
aparecer sob o rótulo do ano na escala de tempo do gráfico de Gantt (figura
61). Escolha janeiro;

Figura 61 – Ano fiscal

Ficha Agenda
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Hugo Barbosa Ferreira 67

Permite configurar os parâmetros de programação de tarefas e recursos


embasados na seqüenciação, duração provável e real, alocação de recursos
e cálculo de caminhos críticos. Parte desses parâmetros é de escopo geral –
afetam todos os arquivos, abertos ou não – e parte é de escopo local –
afetam apenas o arquivo aberto e ativo no momento da configuração. Figura
62.

Figura 62 – Ficha Agenda

Na ficha Agenda, configure:

a) Mostrar mensagens de agendamento – escopo geral. Mantenha


essa opção ativada para obter mensagens de retorno de erros de
planejamento provocados por seqüenciação inadequada, alocação de
recursos, falhas na elaboração da Estrutura de Divisão de Trabalho (EDT);
b) Mostrar unidades de atribuição como – escopo geral. Define a
unidade de atribuição quando da alocação de recursos em tarefas. Escolha a
opção Decimal, mais indicada;

Figura 63 - Mostrar unidades de atribuição como

c) Novas tarefas – escopo local. Define a data início para tarefas novas
inseridas no projeto, sendo Iniciar na data de início do projeto a mais
indicada;
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 68

Figura 64 - Novas tarefas iniciam na data início do projeto

d) A duração é inserida em – escopo local. Especifica a unidade de


tempo a ser utilizada em tarefas do projeto ativo. Depende do nível de
controle determinado pela gerência do projeto. Pode ser definida em minutos,
horas, dia, semana ou mês. Escolha a opção hora;

e) O trabalho é inserido em – escopo local. Determina a unidade de


tempo padrão para a quantidade de tempo de alocação de um recurso.
Escolha hora;

f) Tipo de tarefa padrão – escopo local. Determina se uma tarefa nova,


por padrão, será do tipo Duração fixa, Trabalho fixo ou Unidades fixas.
Escolha Duração fixa.

Figura 65 - tipo de tarefa padrão

Tipo de tarefa Duração fixa.

A quantidade de recursos alocados para


a tarefa não interfere em sua duração.

Por exemplo: seja a tarefa “A” (figura ao


lado) com duração de 8h. Para esta tarefa foi
alocado um recurso. Ao ser aumentado esse Tarefa A (Dur=8h
número de recurso para dois, a duração
determinada permanece a mesma.

Tipo de tarefa Unidades fixas.


Ao ser corrigida a duração de uma
tarefa, a quantidade de recursos (Unidades) Tarefa A (Dur=8h)
permanecerá a mesma.
Ainda tomando como exemplo a tarefa "A", com um recurso e duração
de 8 horas, se for diminuída a duração para 4 horas, não será corrigida a
unidade de recurso para dois.
Tipo de tarefa Trabalho fixo.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 69

Ao ser corrigida a duração de uma tarefa, a quantidade de horas de


trabalho (Hh) não será alterada. A quantidade de recursos será corrigida
proporcionalmente à variação da duração da tarefa.

g) As novas tarefas são controladas pelo empenho – escopo local.


Determina se uma tarefa nova, por padrão, será do tipo Controlada pelo
empenho;

Tarefa Controlada pelo empenho.

Especifica que o Project mantém o trabalho total da tarefa no seu valor


atual. A duração de uma tarefa diminui ou aumenta à medida que os recursos
são adicionados ou removidos da mesma, enquanto a quantidade de
empenho necessária para concluir a tarefa permanece inalterada. Mais
aplicável a tarefas do tipo Unidades fixas. Assim, preferindo escolher por
padrão o tipo de tarefas Duração fixa (item “f”), desative essa opção.

h) AutoVincular tarefas inseridas ou movidas – escopo local. Vincula


novamente as tarefas quando você as recorta, move ou insere. Se você
desmarcar esta caixa de seleção, o Microsoft Project não criará quaisquer
dependências entre tarefas quando você recortar, mover ou inserir tarefas.
Isso é aplicável somente a relações entre tarefas adjacentes de término-a-
início (TI);

i) Dividir tarefas em andamento – escopo local. Permite visualizar a


paralisação e posterior retomada da execução de uma tarefa na fase de
acompanhamento e controle do projeto (figura 66). Mantenha ativada essa
opção;

Figura 66 - Divisão de tarefa

k) Mostrar que as tarefas têm duração estimada – escopo local. Exibe


"?" (figura 66) após a unidade de duração de qualquer tarefa inserida no
projeto. Para deixar de ser estimada, basta editar a duração da tarefa ou
desmarcar a caixa de seleção. Mantenha ativada essa opção;
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 70

Se você quiser que uma tarefa tenha duração estimada ou se


você tiver dúvida, mesmo que momentaneamente, a respeito da
duração de uma tarefa, basta acrescentar um ponto de interrogação
logo após a duração digitada.
l) Definir como padrão – valida as opções acima para todos os novos
projetos.

6. ELEMENTOS DE PROJETO
São onze os tipos de elementos de um projeto. Todos eles estão
disponíveis através do menu Ferramentas – Organizador (figura 67).

Figura 67 – Elementos de projeto

Em nosso trabalho, iremos considerar, para posterior utilização em uma


Metodologia para Elaboração de Redes de Planejamento, os elementos
de projetos classificados da forma como segue.

6.1. ELEMENTOS DE ENTRADA DE DADOS


São modos de exibição que possibilitam a entrada de dados no sistema
como descrição das tarefas, durações, interligações, etc.
Esses modos de exibição serão compostos sempre por uma tela,
Gráfico de Gantt, uma tabela, a nossa variável, um grupo, Nenhum grupo e
um filtro que, a princípio, será Todas as tarefas.

ELEMENTO DE ENTRADA DE DADOS 01


Modo de
Tipo: Título: CADASTRO DE PROJETOS
exibição
Elementos da composição
Tabela
Tela Grupo Filtro
(variável)
Gráfico de Cadastro de Nenhum Todas as
Gantt projetos grupo tarefas

ELEMENTO DE ENTRADA DE DADOS 02


Tipo Modo de
Título: ALOCAÇÃO DE RECURSOS
: exibição
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 71

Elementos da composição
Tabela
Tela Grupo Filtro
(variável)
Gráfico de Alocação de Nenhum Todas as
Gantt recursos grupo tarefas

ELEMENTO DE ENTRADA DE DADOS 03


Modo de
Tipo: Título: Planilha de recursos (*)
exibição
Elementos da composição
Tabela
Tela Grupo Filtro
(Padrão)
Gráfico de Entrada (de Nenhum Todos os
Gantt recursos) grupo recursos

(*) O modo de exibição Planilha de recursos é padrão do Project e está disponível no


menu Exibir.

ELEMENTO DE ENTRADA DE DADOS 04


Modo de
Tipo: Título: ATUALIZAR (**)
exibição
Elementos da composição
Tabela
Tela Grupo Filtro
(variável)
Gráfico de Nenhum Todas as
Atualizar
Gantt grupo tarefas

(**) Elemento de saída e de entrada de dados: quando emitimos o relatório para


atualização física (no campo) e quando recebemos esse relatório para retoalimentação do
sistema (ou rede).

Os quatro ELEMENTOS DE ENTRADA DE DADOS, com exceção do


terceiro elemento (Planilha de recursos) serão elaborados a partir de uma
variável (a Tabela) e três outros elementos – Tela, Grupo e Filtro – que
serão sempre os mesmos.

6.2. ELEMENTOS DE SAÍDA DE DADOS


São modos de exibição que possibilitam a saída de dados do sistema
para o campo. Relatórios gerenciais, de custos econômicos, de atualizações,
programações de serviços, relatórios de análise de redes e muitos outros são
exemplos de elementos de saída de dados.

ELEMENTO DE SAÍDA DE DADOS 01


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 72

Modo de
Tipo: Título: ATUALIZAR
exibição
Elementos da composição
Tabela
Tela Grupo Filtro
(variável)
Gráfico de Nenhum Todas as
Atualizar
Gantt grupo tarefas

ELEMENTO DE SAÍDA DE DADOS 02


Modo de
Tipo: Título: CRONOGRAMA INTEGRADO
exibição
Elementos da composição
Tabela
Tela Grupo Filtro
(variável)
Gráfico de Cronograma Nenhum Todas as
Gantt integrado grupo tarefas

ELEMENTO DE SAÍDA DE DADOS 03


Modo de RELATÓRIO DE ANÁLISE
Tipo: Título:
exibição COM A LINHA DE BASE
Elementos da composição
Tabela
Tela Grupo Filtro
(variável)
Gráfico de Análise com Nenhum Todas as
Gantt a LB grupo tarefas

ELEMENTO DE SAÍDA DE DADOS 04


Modo de
Tipo: Título: CUSTOS ECONÔMICOS
exibição
Elementos da composição
Tabela
Tela Grupo Filtro
(variável)
Gráfico de Custos Nenhum Todas as
Gantt econômicos grupo tarefas

Os quatro ELEMENTOS DE SAÍDA DE DADOS serão elaborados a


partir de uma variável (a Tabela) e três outros elementos – Tela, Grupo e
Filtro – que serão sempre os mesmos.

A princípio, não iremos utilizar mais do que os oito elementos


apresentados. É claro que é possível construir diversos outros
elementos de projeto, de acordo com as necessidades específicas de
cada Gerente ou ainda de cada empreendimento. Entretanto, de acordo com
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 73

a prática observada, quanto mais se amplia o número de visualizações


personalizadas, maior é a necessidade da mobilização de técnicos para
controlar e interagir durante a execução do projeto.
É comum, por exemplo, em empreendimentos multidisciplinares e
complexos como Paradas para Manutenção Petroquímica, a construção de
programações de serviços. Essas, por sua vez, podem ser dividas por
empresa executante, por encarregado de equipes, por área de supervisão,
etc. Mais adiante daremos um exemplo de como elaborar programações de
serviços com a utilização de filtros em modos de exibição.
Como vimos, um modo de exibição (elemento de projeto) é composto
de Tela, Tabela, Grupo e Filtro.
No processo de construção dos modos de exibição, a Tela será sempre
a mesma: Gráfico de Gantt; o Grupo será sempre: Nenhum Grupo; o Filtro
será sempre: Todas as tarefas. Então, temos a Tabela como a única variável
que deve ser construída e que possibilitará a elaboração dos elementos de
entrada e de saída de dados, necessários à aplicação da Metodologia
Básica para Elaboração de Redes de Planejamento.

6.3. CONSTRUÍNDO TABELAS


Para fazer tabelas e modos de
exibição, utilizaremos o menu Exibir.
Vamos elaborar uma tabela para
cadastro de projetos que contenha os
campos necessários para inclusão de
tarefas, duração da tarefa, monitoramento
da duração da linha de base, início (também
chamado de início meta ou previsto), término
(também chamado de término meta ou
previsto), tarefas predecessoras e tarefas
sucessoras.
1) Acesse o caminho Exibir –Tabela -
Mais tabelas...
2) No formulário de Criação e edição
de tabelas, clique no botão Nova e
Figura 68 – Elaboração de no formulário de Definição de
tabela em Projeto X, no campo
Nome, digite o nome da tabela CADASTRO DE PROJETOS.
Selecione a caixa de opção (à direita do campo Nome) Mostrar no
menu e mantenha também selecionada, na parte inferior esquerda
do formulário, a opção Bloquear a primeira coluna que será a
coluna do ID, seqüencial de tarefas, 1, 2, 3, etc.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 74

Figura 69 – Elaboração de tabelas

3) Abra a caixa de listagem na coluna Nome do campo e escolha Id.


Será a primeira coluna (bloqueada) da tabela "CADASTRO DE
PROJETOS". Abra a caixa de listagem novamente e escolha o
campo Indicadores. Você pode abrir a caixa de listagem e digitar a
primeira ou as primeiras letras do campo desejado. Digite por
exemplo "N" para localizar o campo "Nome" (nome da tarefa).

4) Para alinhar os dados adequadamente à esquerda, digite Esquerda


na barra de edição do formulário. Não escolha a opção À Esquerda
disponível na caixa de listagem. Clique no campo Nome, disponível
na caixa de listagem, para selecioná-lo.

5) Digite o título "DLB" para o campo Duração da linha de base


escolhido. Escolha o campo Início. Escolha o campo Término.
Escolha o campo Predecessoras. Escolha o campo Sucessoras.

6) Clique no botão "OK" para confirmar a elaboração da tabela. Na


tabela CADASTRO DE PROJETOS, é muito importante a
visualização de ambas as colunas "Predecessoras e Sucessoras".

Certifique-se de que a tabela CADASTRO DE PROJETOS esteja


selecionada e clique no botão "Aplicar". Se desejar, posicione o ponteiro do
mouse sobre cada coluna, na "barra de colunas", para obter ajuda.

Você ainda precisa ajustar a largura de cada coluna na tabela


individualmente. Posicione o ponteiro do mouse entre duas colunas e arraste
para a esquerda ou direita como fazemos no Excel. Você também pode dar
um duplo clique na coluna e clicar no botão "Melhor ajuste".

Posicione o ponteiro do mouse sobre a barra de divisão vertical (entre o


Gantt e a tabela) e arraste para a direita, fechando o gráfico de Gantt
completamente. Para visualizar novamente o gráfico de Gantt, posicione o
ponteiro do mouse sobre a barra de divisão vertical e arraste para a
esquerda.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 75

Considerações finais: digite os nomes de suas tabelas em letras


maiúsculas. Assim, você poderá distinguir mais facilmente entre suas tabelas,
as tabelas padrão do Project; ao digitar descrições de tarefas, procure
abreviar o máximo possível para facilitar a formatação de relatórios; cada
tabela deverá fazer parte de um ou mais modos de exibição.
Veja abaixo a tabela CADASTRO DE PROJETOS construída (figura 70).

Figura 70 – Tabela CADASTRO DE PROJETOS

6.3.1. DISPONIBILIZANDO TABELAS PARA


OUTROS PROJETOS
Agora que você já sabe elaborar uma tabela (elemento de projeto), é
altamente recomendável que ela seja disponibilizada também para outros
projetos. Esse processo é muito simples e é feito através da “gravação”
desse elemento de projeto em um arquivo chamado Global.mpt.

1) Para disponibilizar a tabela criada CADASTRO DE PROJETOS


também para outros projetos, acesse o menu Ferramentas –
Organizador (figuras 71 e 72).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 76

Figura 71 – Ferramentas - Organizador

Figura 72 - Organizador

Na parte superior do Organizador encontram-se todos os tipos


(categorias) dos elementos de projeto.

À direita do formulário, encontram-se listados os modos de exibição,


relatórios, módulos, formulários personalizados, tabelas, filtros, calendários,
barras de ferramentas, mapas de importação/exportação, campos
personalizados e grupos disponíveis no arquivo aberto e que podem ser
copiados, renomeados e excluídos.

À esquerda do formulário, encontram-se listados todos os elementos já


gravados no arquivo Global.mpt e que podem ser copiados para o arquivo
aberto, renomeados e excluídos.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 77

É aconselhável que você não edite, não mude o nome e não


exclua nenhum dos elementos de projeto gravados como padrão no
Global.mpt. Vale reforçar que, para possibilitar a fácil diferenciação entre o
que é padrão e o que é personalizado, digite os nomes de seus elementos em
letras maiúsculas, já que o padrão está todo em letras minúsculas (figura 73).

Figura 73 – O formulário Organizador

As caixas de listagem, abaixo, à esquerda e à direita do formulário,


possibilitam a seleção de um arquivo para ver os modos de exibição,
relatórios, módulos, formulários personalizados, tabelas, filtros, calendários,
barras de ferramentas ou mapas que ele contém. Você pode copiar itens de
outro projeto (ou do arquivo global) e renomear ou excluir itens.

2) Clique na tabela CADASTRO DE PROJETOS do seu arquivo e em


seguida clique no botão copiar (figura 73). Certifique que o arquivo
Global.mpt esteja selecionado na caixa de listagem da esquerda e
que o seu arquivo esteja selecionado na caixa da direita.
3) Para fechar o formulário, clique no “x” contido na barra superior
(figura 74).

Figura 74 – Fechando o formulário Organizador

6.3.2. CONSTRUINDO OUTRAS TABELAS


A seguir, disponibilizamos as outras tabelas que deverão ser construídas
para a montagem dos modos de exibição dos elementos de entrada e de
saída de dados.
Para construir as tabelas, siga os mesmos passos que usamos para a
construção da tabela CADASTRO DE PROJETOS.

A TABELA ALOCAÇÃO DE RECURSOS


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 78

Para construir uma tabela a partir de uma tabela existente, acesse


o menu Exibir – Tebela – Mais tabelas... (figura 75), selecione uma
tebela existente, CADASTRO DE PROJETOS (por exemplo) e clique no
botão Copiar.

Fihura 75 – Copiando tabelas

Ao clicar no botão Copiar, será gerada uma nova cópia da tabela


existente. Altere o nome da tabela para ALOCAÇÃO DE RECURSOS,
mantenha a opção Mostrar no menu – à direita do formulário – ativada,
mantenha também a opção Bloquer a primeira coluna – lado inferior
esquerdo do formulário – ativada, remova ou altere as linhas que não se
adequam à nova tabela e inclua as novas linhas necessárias.

Tabela: ALOCAÇÃO DE RECURSOS (ENTRADA DE


DADOS)
Nome do Alinhar Alinhar
Largura Título
campo dados título
Nenhum
ID Direita 3 Centralizar
(*)
Indicadores Direita 4 Nenhum Centralizar
Nome Esquerda 35 Nenhum Centralizar
Duração Direita 5 Dur Centralizar
Duração da
Direita 5 DLB Centralizar
linha de base
Início Direita 13 Nenhum Centralizar
Término Direita 13 Nenhum Centralizar
Nomes de
Direita 18 Nenhum Centralizar
recursos
(*)Se você não digitar nenhum título, será assumido o nome do campo.
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Hugo Barbosa Ferreira 79

Figura 76 – Tabela ALOCAÇÃO DE RECURSOS

A TABELA ATUALIZAR

Utilizando o mesmo processo da construção da tabela anterior, construa


a tabela ATUALIZAR.

Tabela: ATUALIZAR (ENTRADA E SAÍDA DE DADOS)


Nome do Alinhar Alinhar
Largura Título
campo dados título
ID Direita 3 Nenhum Centralizar
Indicadores Direita 4 Nenhum Centralizar
Nome Esquerda 35 Nenhum Centralizar
Duração Direita 5 Dur Centralizar
Duração da
Direita 5 DLB Centralizar
linha de base
% concluída Direita 10 %C Centralizar
Início Direita 13 Nenhum Centralizar
Término Direita 13 Nenhum Centralizar
Início real Direita 10 Nenhum Centralizar
Término real Direita 10 Nenhum Centralizar

As larguras das colunas devem se adequar ao tipo de dados a ser


exibido na tabela. Aconselha-se que você faça essa adequação após a
construção da tabela, clicando duplamente em cada coluna e clicando no
botão Melhor ajuste (figura 77) ou posicione o ponteiro do mouse entre
colunas para ajustar o tamanho da coluna esquerda.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 80

Vale lembrar que, no momento


da construção da tabela, é muito
importante economizar espaço na
coluna dos títulos, abreviando sempre
que possível.
A coluna Duração da linha de
base será importante quando da
atualização do projeto, principalmente
Figura 77 – Definição de colunas se foram alocados recursos e o tipo
de tarefa padrão é Duração fixa.
Nesse caso, para adequar a alocação do recurso atribuído a uma tarefa aos
novos prazos reais informados, o MS Project irá modificar as durações meta
(previstas). Fazemos o monitoramento dessas alterações (que podem não
ser condizentes com a prática) através da coluna Duração da linha de base.
Veremos esse tópico adiante com mais detalhes.

Figura 78 – Tabela ATUALIZAR

Concluídas todas as tabelas que irão compor os elementos de


ENTRADA DE DADOS, exceto a tabela de recurso Entrada, deveremos
proceder da mesma forma para efetuarmos a construção das outras tabelas
que irão compor os elemento de SAÍDA DE DADOS. São elas: Cronograma
Integrado; Relatório de Análise com a Linha de Base e Custos Econômicos.
Como vimos, outras tabelas e elementos de projetos podem ser criados,
dependendo da especificidade de cada projeto. Nesse trabalho, iremos
construir apenas aquelas que irão lhe proporcionar uma base sólida para o
aprendizado dos fundamentos do MS Project em todas as suas extenções.
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Hugo Barbosa Ferreira 81

A TABELA CRONOGRAMA INTEGRADO

Utilizando o mesmo processo da construção das tabelas anteriores,


construa a tabela CRONOGRAMA INTEGRADO.

Tabela: CRONOGRAMA INTEGRADO (SAÍDA DE DADOS)


Alinhar Alinhar
Nome do campo Largura Título
dados título
ID Direita 3 Nenhum Centralizar
Indicadores Direita 4 Nenhum Centralizar
Nome Esquerda 35 Nenhum Centralizar
Duração Direita 5 Dur Centralizar
Início Direita 13 Nenhum Centralizar
Término Direita 13 Nenhum Centralizar

A tabela CRONOGRAMA INTEGRADO (figuras 79 e 80) deverá compor


o elemento de projeto de mesmo nome. Esse elemento de saída de dados é
gerencial e não terá maiores funções para a equipe de acompanhamento (no
campo). Será composto da tabela (à esquerda do relatório) e do gráfico de
Gantt (à direita do relatório).

O objetivo básico do CRONOGRAMA INTEGRADO será informar,


graficamente, as generalidades do empreendimentos. Isto é, quando inicia,
quando termina, qual o caminho crítico e quais as durações principais
previstas.

Figura 79 – Tabela CRONOGRAMA INTEGRADO


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Hugo Barbosa Ferreira 82

Figura 80 – Cronograma integrado Gantt – PERT/CPM

A TABELA RELATÓRIO DE ANÁLISE COM A LINHA DE BASE

Utilizando o mesmo processo da construção das tabelas anteriores,


construa a tabela RELATÓRIO DE ANÁLISE COM A LINHA DE BASE.

Tabela: RELATÓRIO DE ANÁLISE COM A LINHA DE BASE (SAÍDA


DE DADOS)
Alinhar Alinhar
Nome do campo Largura Título
dados título
ID Direita 3 Nenhum Centralizar
Indicadores Direita 4 Nenhum Centralizar
Nome Esquerda 35 Nenhum Centralizar
Duração Direita 5 Dur Centralizar
Duração da linha
Direita 5 DLB Centralizar
de base
Início Direita 13 Nenhum Centralizar
Término Direita 14 Nenhum Centralizar
Início da linha de
Direita 14 Início LB Centralizar
base
Término da linha Término
Direita 14 Centralizar
de base LB
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Hugo Barbosa Ferreira 83

Figura 81 – Tabela RELATÓRIO DE ANÁLISE COM A LINHA DE BASE

Como funciona mesmo a linha de base?


Vamos considerar o seguinte projeto que contém uma tarefa “A”.

Tabela I – Tarefa A sem a linha de base


Início Término Início Término
ID Nome Dur DLB Início Término
real real LB LB
40 A 8h ? 20/12 20/12

A Tabela I acima mostra os seis principais tipos de datas e os dois


principais tipos de durações a serem considerados.
A tarefa A, independente de suas interfaces, foi planejada para
acontecer em 8 horas (um dia de trabalho), tendo o seu início em 20/12 e,
obedecida a sua duração meta, seu término na mesma data 20/12.
Ainda não salvamos uma linha de base.

Tabela II – Informando datas de início e de término reais para a


tarefa A
Início Término Início Término
ID Nome Dur DLB Início Término
real real LB LB
40 A 8h ? 20/12 20/12
40 A 8h ? 21/12 21/12 21/12

Atualizar a tarefa A significa informar as datas de início e de término


reais. Ocultamos no exemplo a coluna de percentual concluído por não ser
importante no momento.
Digamos agora que, contrariando o que fora planejado, a tarefa A não
teve início de fato na data prevista (ou meta), mas em 21/12 (início real). De
posse dessa informação, o aplicativo “consulta” a duração meta (8h) e
recalcula a nova data de término prevista, sobrescrevendo as datas de início
e de término previstas anteriormente.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 84

Neste momento você não sabe mais (ou não se lembra) das datas de
início e de término antes da atualização. Tabela II, fonte tachada (20/12). A
segunda linha da tabela mostra como você estaria visualizando a tarefa A em
seu projeto após a atualização.

Digamos ainda que o término da tarefa A, contrariando mais uma vez o


planejamento inicial, se deu em 22/12. De posse da nova informação, o
aplicativo “consulta” a data de início e recalcula a nova duração concluindo a
tarefa (Tabela III, linha 3).

Tabela III – Recalculando a duração da tarefa A


Início Términ Início Término
ID Nome Dur DLB Início Término
real o real LB LB
40 A 8h ? 20/12 20/12
40 A 8h ? 21/12 21/12 21/12
40 A 16h ? 21/12 22/12 21/12 22/12

Ao final da tarefa pergunta-se:

• qual a data de início previsto (ou meta) da tarefa?


• qual a data de término prevista?
• houve algum desvio no planejamento?

Você não saberia responder, pois as informações foram atualizadas, isto


é, sobrescritas, não existem mais!

Tabela IV – A linha de base salva para a tarefa A


Nom DL Início Término Início Término
ID Dur Início Término
e B real real LB LB
40 A 8h ? 20/12 20/12
40 A 8h ? 21/12 21/12 21/12
40 A 16h 8h 21/12 22/12 21/12 22/12 20/12 20/12

Então, o que vem a ser a LINHA DE BASE? Nada menos do que uma
fotografia do seu planejamento inicial, antes da atualização ou inclusão das
informações reais obtidas da execução efetiva da tarefa no empreendimento.

Analisando a tarefa A através da Tabela IV, linha 3, vem:

• a data de início prevista (ou meta) da tarefa era 20/12;


• a data de término prevista era 20/12;
• o desvio entre a data de início prevista e a data de início real foi
de 8h;
• a tarefa teve um desvio de 8h em sua duração estimada.

A TABELA CUSTOS ECONÔMICOS


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Hugo Barbosa Ferreira 85

Para a construção da tabela CUSTOS ECONÔMICOS, iremos utilizar


uma cópia da tabel Custo existente.
Acesse o menu Exibir – Tabela – Mais tabelas..., escolha a tabela
Custo(quadro esquerdo do formulário) e clique no botão copiar (figura 82).

Figura 82 – Copiando a tabela Custo

Substitua o nome Cu&sto por CUSTOS ECONÔMICOS, mantenha


ativada a opção Mostrar no menu, mantenha também ativada a opção
Bloquear a primeira coluna e clique no botão OK (figura 83).
Lembre-se de copiar todas as tabelas personalizadas para o arquivo
Global.mpt através do Organizador (menu Ferramentas – Organizador).

Figura 83 – A tabela CUSTOS ECONÔMICOS


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Softwares processadores de redes de planejamento não se destinam em


sua essência a emitir orçamento financeiro (regime de caixa), mas
orçamento econômico (regime de competência). O orçamento econômico
(simplista) é a idéia geral, fundamental do valor que estará sendo assumido
em todo o empreendimento ou em partes dele. O orçamento financeiro
representa a idéia mais detalhista do fluxo de caixa. De modo geral, cabe ao
gerente de projetos (como uma de suas atribuições primárias) estimar o custo
do empreendimento de forma econômica, cabendo por outro lado, à área
financeira a responsabilidade de decidir pela melhor forma de como se dará o
pagamento das parcelas de fornecimento.

6.4. CONSTRUINDO MODOS DE EXIBIÇÃO


(ELEMENTOS DE PROJETO)
Agora que todas as nossas variáveis (as tabelas) foram construídas,
passaremos à construção dos modos de exibição (elementos de entrada e de
saída de dados) que irão dar suporte à aplicação da metodologia.

O MODO DE EXIBIÇÃO CADASTRO DE PROJETOS

Construímos modos de exibição através do menu Exibir – Mais modos


de exibição... (figura 84).

Figura 84 – Exibir – Mais modos de exibição...

Clique no comando Mais modos de exibição... do menu Exibir.


No formulário Mais modos de exibição (figura 85), clique no botão
Novo (lado superior direito).
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Hugo Barbosa Ferreira 87

Em seguida, no formulário Definir novo modo de exibição (figura 86),


mantenha ativada a opção Modo de exibição único e clique no botão OK.

Um Modo de exibição combinado é uma combinação de dois


modos de exibição existentes. Por exemplo, você pode exibir um
Gráfico de Gantt no painel superior do modo de exibição e um Formulário
de tarefas no painel inferior.

Figura 85 – Mais modos de exibição

Figura 86 – Definição de novo modo de exibição

No formulário Definição do modo de exibição em Treinamento.mpp,


no campo Nome digite o nome do modo de exibição CADASTRO DE
PROJETOS, em letras maiúsculas.
Abra a caixa de listagem Tela e escolha a opção Gráfico de Gantt.
Abra também a caixa de listagem Tabela e escolha a tabela criada
anteriormente CADASTRO DE PROJETOS.
Na caixa Grupo, escolha a opção Nenhum grupo.
Escolha a opção Todas as tarefas na caixa de listagem Filtro.
Clique na opção Mostrar no menu (lado inferior esquerdo do formulário)
e mantenha desativada a opção Realçar filtro (figura 87).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 88

Figura 87 – Definição do modo de exibição para o arquivo

O MODO DE EXIBIÇÃO ALOCAÇÃO DE RECURSOS

Utilizando o mesmo processo da construção do modo de exibição


anterior, construa o modo ALOCAÇÃO DE RECURSOS.

Esse elemento de entrada de dados permitirá alocar recursos em um


projeto de forma mais rápida e prática, contribuindo para um melhor
desempenho e diminuindo sensivelmente a possibilidade de erros durante a
digitação dos dados.

Acesse o menu Exibir – Mais modos de exibição..., clique no botão


Novo, mantenha ativada a opção Modo de exibição único, clique no botão
OK e defina as opções do seu novo modo de exibição como mostra a figura
88 abaixo.

Figura 88 – Modo de exibição ALOCAÇÃO DE RECURSOS


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
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Clique no botão OK para finalizar, clique no botão Organizador (figura


89) para copiar o seu novo modo de exibição para o Global.mpt. Se preferir,
você pode acessar o Organizador através do menu Ferramentas –
Organizador, como vimos.

Figura 89 – Acesso ao Organizador

O MODO DE EXIBIÇÃO ATUALIZAR

Utilizando o mesmo processo da construção do modo de exibição


anterior, construa o modo ATUALIZAR.
Esse elemento de entrada e de saída de dados permitirá a emissão de
relatórios de atualização ou (quando combinado com filtros específicos)
programações periódicas de serviços que deverão ser retornadas do campo
para o planejamento com o objetivo de retroalimentar o sistema.
Acesse o menu Exibir – Mais modos de exibição..., clique no botão
Novo, mantenha ativada a opção Modo de exibição único, clique no botão
OK e defina as opções do seu novo modo de exibição como mostra a figura
90 abaixo.

Figura 90 – Modo de exibição ATUALIZAR

O MODO DE EXIBIÇÃO CRONOGRAMA INTEGRADO


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
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Utilizando o mesmo processo da construção dos modos de exibição


anteriores, construa o modo CRONOGRAMA INTEGRADO definindo as
opções do seu novo modo de exibição como mostra a figura 91 abaixo.

Figura 91 – Modo de exibição CRONOGRAMA INTEGRADO

Copie também o seu novo modo de exibição para o Global.mpt.

O MODO RELATÓRIO DE ANÁLISE COM ALINHA DE BASE

Utilizando o mesmo processo da construção dos modos de exibição


anteriores, construa o modo RELATÓRIO DE ANÁLISE COM ALINHA DE
BASE definindo as opções do seu novo modo de exibição como mostra a
figura 92 abaixo.

Figura 92 – Modos de exibição RELATÓRIO DE ANÁLISE COM A LINHA DE BASE

O MODO DE EXIBIÇÃO CUSTOS ECONÔMICOS


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
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Utilizando o mesmo processo da construção dos modos de exibição


anteriores, construa o modo CUSTOS ECONÔMICOS definindo as opções do
seu novo modo de exibição como mostra a figura 93 abaixo.

Figura 93 – Modo de exibição CUSTOS ECONÔMICOS

CUIDADO! Quando trabalhamos com modos de exibição,


devemos estar atentos para a possibilidade de mudar as tabelas que
fazem parte de sua composição através do menu Exibir-Tabelas. Estando,
por exemplo, no modo CADASTRO DE PROJETOS, ao acessar o menu
Exibir – Tabelas e escolhendo a tabela Entrada, você estaria mudando o
modo de exibição. Isso é totalmente desaconselhável. Logo, uma vez
definidos os modos de exibição, em tese, não teremos mais a necessidade de
acessar as tabelas, mas sim os modos através do menu Exibir.

7. METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DE REDES


DE PLANEJAMENTO
7.1. OBJETIVO
(1)”
Na aplicação das técnicas de planejamento, é fundamental que sejam
levados em consideração os fatores humanos envolvidos no processo de
detalhamento, revisão, acompanhamento e controle, permitindo-lhes por meio
do aprendizado e da transmissão de ordens em linguagem clara, maior
autonomia e entendimento das tarefas a executar”.
Em planejamento (enquanto disciplina da Ciência da Administração) os
fracassos mais comuns são atribuídos à ausência de planos formais,
abandono prematuro do plano elaborado, falta de confiança no plano, plano
elaborado simplesmente para atender ao cliente, visão de curto prazo do
___________________________________________________
planejador
(1) Carle/ou doLimmer
Vicente gerente de projetos,
/ Planejamento, modismo,
Orçamentação etc. As
e Controle de causas
Projetos edesses
Obras /
Editora LTC / Rio de Janeiro / 1996 / Págs. 4 e 5.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 92

fracassos geralmente são oriundas do desconhecimento das técnicas de


planejamento ou do mau uso delas.
Para que sejam obtidos os resultados desejados, é necessário conhecer
também os critérios de aplicação de cada técnica, o uso conjugado das
técnicas e o conhecimento dessas técnicas por todos os envolvidos.
Entretanto, o conhecimento das técnicas, isoladamente, não basta. É
necessário também que se estabeleça a filosofia do gerenciamento e que se
determinem as funções do planejamento:

• o planejamento do processo de planejamento em si;


• o detalhamento básico do projeto;
• o planejamento para fins de controle;
• o nível de detalhamento do plano;
• objetivos e estratégias do projeto;
• ciclo de vida evolutivo do planejamento do projeto.

Assim, a metodologia de que trata esse trabalho, visa estabelecer,


primordialmente, uma filosofia disciplinadora que possibilite ao planejador,
antes mesmo do gerente de projetos, a aplicação adequada das técnicas
durante todo o processo de detalhamento e também por ocasião do
acompanhamento e do controle.

7.2. METODOLOGIA PARTE I - ESTÁTICA


7.2.1. QUAL O REGIME DE TRABALHO
(CALENDÁRIO) DO PROJETO?
Para todo recurso (material, equipamento ou gente) ou para toda tarefa
(no caso da inexistência de alocação de recursos), deve ser associado um
calendário ou regime de trabalho. Todo calendário deve indicar os dias úteis,
os feriados e/ou os horários de trabalho não padrão.
Antes de iniciar um projeto, em casa ou na empresa onde trabalha ou
presta consultoria, estabeleça primeiro os calendários padrão a serem
utilizados no detalhamento. Em muitas empresas, notadamente naquelas de
médio e grande portes, um calendário administrativo padrão é estabelecido já
no início do ano fiscal.
A construção de calendários no MS Project é extremamente simples. A
sua manutenção, não é tão simples assim, pois depende muito da percepção
meticulosa de sua aplicação caso a caso, durante o detalhamento do projeto
e mesmo na fase de acompanhamento e controle. Por exemplo, você pode,
em determinado ponto do processo, se deparar com a indecisão entre alterar
o período de trabalho para o projeto todo (calendário do projeto), criar um
calendário específico para um recurso, mudar o tipo padrão de atividade (de
duração fixa para unidades fixas) para atender a um determinado prazo ou
ainda criar um calendário específico para uma tarefa.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 93

Através do menu Ferramentas – Alterar o período de trabalho, podem


ser construídos diferentes regimes de trabalho para o projeto, recurso ou
tarefa. Mais adiante teremos o “passo a passo” da criação de calendários.

7.2.2. QUANDO COMEÇAR (DATA INÍCIO DO


PROJETO)?
Ao iniciar um novo projeto (Arquivo – Novo) será aberto o formulário de
Informações sobre o Projeto.mpp (figura 94), disponível também através do
menu Projeto – Informações sobre o projeto...

Figura 94 – Formulário de informações fundamentais sobre o projeto

Este formulário é fundamental, já que define alguns parâmetros básicos


sem os quais não faria sentido qualquer cálculo ou informação sobre o
projeto.

A caixa de calendário Data de início.

Define a data de início da primeira tarefa do


projeto (figura 95).
Ao abrir a caixa de calendário, clique nas
setas para esquerda ou para a direita para navegar
entre os meses do ano e em seguida clique na data
Figura 95 – Calendário desejada. Nesse campo é possível também digitar
a data e a hora de início do seu projeto.
Caso a data de início do projeto não seja conhecida, a princípio, digite a
data atual ou a primeira data útil do ano. Isso é muito comum quando
estamos calculando com ênfase apenas na duração do projeto, sendo
irrelevantes no momento as datas de início ou de término.

A caixa de calendário Data de término.


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 94

Semelhante a caixa Data de início, só estará disponível se for escolhida


a opção Agendar a partir de – Data de término do projeto na caixa de
listagem Agendar a partir de.

A caixa de listagem Agendar a partir de.

Permite determinar se o seu projeto será calculado do início para o


término (quando conhecemos a data de início e queremos calcular a data de
término prevista para o projeto) ou do término para o início (menos usual).

A caixa de calendário Data Atual.

É a data corrente do sistema, essencial para a visualização de consultas


e na fase de acompanhamento do projeto.

A caixa de calendário Data de Status.

Especifica a data de status. O MS Project usa a data de status para


efetuar cálculos de valor acumulado, identificar a data de conclusão na caixa
de diálogo Atualizar projeto e inserir linhas de andamento.
Se você definir a data de status como NA, o Project usará a data atual
como a data de status.

A caixa de listagem Calendário.

Lista todos os calendários disponíveis para o projeto. Caso estejam


sendo utilizados vários calendários de recursos ou tarefas, o calendário do
projeto será aquele de maior recorrência ou carga horária. Isto é, se um
recurso (ou tarefa) não estiver utilizando um calendário próprio, obedecerá ao
calendário do projeto.

O campo Prioridade.

Valor padrão para todas as tarefas. Varia de 1 a 1000 e poderá servir


como critério de desempate por ocasião do nivelamento de recursos.

A informação Agendar a partir de não tem qualquer influência


na duração do projeto. Todo projeto que seja calculado da data de
início para o término ou do término para início terá a mesma duração.
Logo, o caminho crítico também será o mesmo. Em determinadas situações,
poderá ser imposta pelas circunstâncias uma data de término para o projeto.
Não significa que você deva calcular a rede de planejamento do término
para o início. É mais aconselhável que o projeto seja agendado do início
para o término e, no caso de não ser atendida a data final no momento em
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 95

que se determinam todos os parâmetros de nivelamento, podem ser


acionadas algumas técnicas de aceleração ou retardo do projeto.

O botão Estatísticas.

Dá acesso ao formulário (somente leitura) Estatísticas do projeto


(figura 96).

Figura 96 – Estatísticas do projeto

As informações contidas neste formulário fazem referência ao arquivo


eletrônico gravado fisicamente em disco. Só estarão disponíveis após a
primeira gravação.

7.2.3. O QUE FAZER E EM QUE HIERARQUIA


(ESCOPO DO PROJETO)?
Nesse momento da elaboração de uma rede de planejamento, você
deve se concentrar apenas no escopo. O que fazer? Quais as tarefas que
irão compor a rede PERT/CPM? Qual a hierarquia (EDT ou EAP) entre elas?

Não cabe nesse passo a discussão sobre o tempo (duração) de uma


tarefa e nem sobre a inter-relação entre elas. Concentre-se apenas na “lista
de serviços”, nas tarefas macro (sumárias) e em suas executivas.

Utilizaremos o elemento de projetos CADASTRO DE PROJETOS para a


inclusão de tarefas nesse passo da metodologia.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 96

A discussão sobre o escopo de todos os serviços deve ser feita


entre os envolvidos no empreendimento. A lista de serviços não
precisa ser emitida necessariamente a partir do Project. Você pode
elaborar uma planilha no Excel, por exemplo, e distribuir a lista para
comentários. Não é relevante, portanto, nesse instante, estimar as durações,
a interdependência ou a ordem cronológica das tarefas. O importante é que
se descubra, fundamentalmente, o que fazer e não a que tempo.

7.3. METODOLOGIA PARTE II - DINÂMICA

7.3.1. A QUE TEMPO (DURAÇÕES)?


Definidos os parâmetros fundamentais do projeto como a forma de
agendamento, a data meta ou prevista de início, o calendário base e após
haver consolidado a primeira revisão do escopo, inclusive a Estrutura
Analítica do Projeto (hierarquia), passamos a estimar as durações para
todas as tarefas executivas e/ou marcos (extremos ou internos). Não serão
estimadas durações para atividades sumárias. Elas serão a soma das
durações e interdependências de suas executivas.

Existem duas formas primárias de estimativas de durações:

• através da experiência adquirida (ou histórico);


• através de índices ou tabelas de composição.

Os índices mais conhecidos são encontrados na TCPO –


Tabela de Composições para Orçamento – da Editora PINI –
http://www.piniweb.com. Também disponível em CD-Rom. Preço:
R$276,00 até maio de 2005.

7.3.2. EM QUE SEQÊNCIA (VÍNCULOS)?


Com a Estrutura Analítica formatada, todo o escopo consolidado em sua
primeira revisão, pode-se proceder a interligação entre as tarefas do projeto.
Não faremos relação de precedência entre tarefas sumárias, mas apenas
entre executivas e/ou marcos (extremos ou internos) sabendo-se que:

• se uma tarefa não depende de “nada”, depende do início, isto é,


da tarefa Início do projeto;
• se uma tarefa não libera “nada”, libera o término, isto é, a tarefa
Término do projeto.

Dizemos que são marcos extremos as tarefas obrigatórias Início


do projeto e Término do projeto. Todas as demais tarefas que não
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 97

consumam tempo ou recurso (duração zero) serão chamadas simplesmente


de marcos internos.

7.3.3. COM O QUE E COM QUEM (RECURSOS)?


Mesmo antes da alocação de recursos (o que faremos utilizando o
elemento de projeto construído ALOCAÇÃO DE RECURSOS), com o
detalhamento consolidado em sua primeira revisão, convém salvar uma linha
de base.

Em linhas gerais, é possível que, principalmente em projetos pequenos,


não seja relevante a alocação de recursos. Mas afinal, o que é um projeto
pequeno? Que critérios podem ser estabelecidos para determinar se um
projeto é pequeno, médio ou grande?

Uma parada para manutenção em fábricas petroquímicas tem duração


em torno de 15 a 30 dias, mas pode consumir milhares de tarefas em um
sistema complexo, multidisciplinar e a um custo que pode chegar a alguns
milhões de dólares. Um edifício de apartamentos de 13 andares, geralmente
atinge entre 800 até 3000 tarefas ou mais. Muito menos do que uma parada
para manutenção petroquímica, mas com uma duração de aproximadamente
18 meses.

Como ambos os projetos citados têm durações e número de tarefas


demasiadamente distintas, que critério será adotado para determinar se um
ou outro é grande?

Então, é de fato relevante determinar o tamanho de um projeto visando


decidir pela alocação de recursos?

Por outro lado, é extremamente recomendável que se proceda


(não obstante a duração, o custo ou o número de atividades) uma
avaliação criteriosa da importância de um projeto em relação ao
contexto estudado: qual o impacto sócio-cultural e econômico e qual a
influência que irá causar o seu sucesso ou insucesso no meio-ambiente, na
comunidade e na organização.

Assim, consideramos que a relevância da alocação de recursos em um


projeto é proporcional á importância do mesmo, avaliada dentro de todo um
sistema que considere a manutenção sustentável das relações fundamentais
entre o capital, o trabalho, o meio-ambiente e a comunidade.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 98

Tabela de resumo da Metodologia Básica para Elaboração de Redes


de Planejamento

Tópico Objetivo Elemento de projeto


PARTE I - ESTÁTICA
I.1 Construção dos Calendário
Qual o regime de calendários a serem Menu Ferramentas –
trabalho (calendário) do utilizados no projeto Alterar o período de
projeto? ativo e/ou em outros trabalho
projetos
I.2 Determinar os Formulário do menu
Quando começar (data parâmetros Projeto –
início do projeto)? fundamentais do Informações sobre
projeto como a data o projeto
de início, a forma de
agendamento, o
calendário base a ser
utilizado e a
prioridade padrão
para novas tarefas.
I.3 Determinar e discutir Cadastro de Projetos
O que fazer e em que todas as tarefas do Modo de exibição
hierarquia (escopo)? projeto (mesmo que construído a partir da
em uma primeira tabela de mesmo
revisão) construindo a nome.
estrutura de divisão
de trabalho (EDT) ou
hierarquia.
PARTE II – DINÂMICA
II.1 Estimar todas as Cadastro de Projetos
A que tempo (durações)? durações das tarefas Modo de exibição
marco e executivas construído a partir da
do projeto. tabela de mesmo
nome.
II.2 Efetuar a relação de Cadastro de Projetos
Em que seqüência precedência entre as Modo de exibição
(interdependência)? atividades marco e/ou construído a partir da
executivas do projeto. tabela de mesmo
nome.
II.3 Alocar os recursos Cadastro de Projetos
Com o que e com quem materiais, máquinas, Modo de exibição
(recursos)? equipamentos ou construído a partir da
gente às tarefas tabela de mesmo
executivas do projeto. nome.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 99

7.4. CONCLUSÃO SOBRE A METODOLOGIA


Vale ressaltar que a METODOLOGIA apresentada é uma sugestão que
tem como objetivo principal, proporcionar ao planejador o máximo de
desempenho na construção do detalhamento de redes de planejamento com
a utilização da técnica PERT/CPM no MS Project.
Fundamenta-se no sucesso obtido da prática de mais de oito anos
(desde 1997) de utilização em diversos projetos voltados para a construção
civil, manutenção petroquímica, análise de sistemas (implantação de
sistemas de informação), administração de obras públicas, consultoria e
gerenciamento de obras para saneamento além da própria formação de
profissionais liberais para o setor de planejamento executivo.

Algumas vantagens da utilização da metodologia:


• maior rapidez na construção do detalhamento;
• diminuição da ocorrência de erros por esquecimento ou falha de
digitação no decorrer do detalhamento;
• maior precisão das informações retornadas;
• maior rapidez no acompanhamento e controle;
• melhor qualidade e transparência das informações passadas ao
gerente de projetos;
• melhor compreensão dos resultados obtidos;
• maior facilidade na análise dos desvios de agendamento;
• uniformização da linguagem entre os planejadores do projeto;
• economia de tempo e dinheiro.

8. CONSTRUÇÃO DE REDES NO MS PROJECT


8.1. PROJETO EXEMPLO I
Localização no CD: ...\Projetos\projeto_exemplo1_00.mpp.

Seja o Projeto I, apresentado anteriormente no exercício de fixação 3,


onde são críticas as tarefas A, B, D, F e G, como mostra a rede PERT abaixo.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 100

8.1.1. DEFININDO O CALENDÁRIO DO PROJETO


Inicie o MS Project 2000 e, no formulário Informações sobre o projeto,
clique no botão Cancelar.
Salve o novo projeto com o nome projeto_exemplo1_00.mpp. Não é
necessário digitar a extensão do arquivo.
Passo a passo para construir um novo calendário administrativo para o
projeto.

1) Acesse o menu Ferramentas – Alterar o período de trabalho.

Figura 97 – Iniciando um calendário

2) Clique No botão Novo (figura 98).


3) Clique na opção Criar novo calendário base e, no campo Nome,
digite ADMINISTRATIVO.

Figura 98 – Formulário Criar novo calendário base


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 101

4) No formulário Alterar período de trabalho, clique no “S” de


segunda feira e arraste até o “S” de sexta feira para selecionar os
dias, as semanas e os meses dos anos. Em seguida, selecione a
opção Período de trabalho não padrão e digite o regime de
trabalho, 08:00 às 12:00 e de 13:00 às 17:00 (figura 99).

Figura 99 – Calendário administrativo

5) Definido o regime de trabalho, clique no botão OK para confirmar as


alterações.
6) Para definir os feriados e dias de folga, acesse novamente o menu
Ferramentas – Alterar o período de trabalho, no formulário Alterar
período de trabalho (figura 100), abra a caixa de listagem Para e
escolha o calendário ADMINISTRATIVO.

Figura 100 – Escolhendo um calendário


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 102

7) Utilizando a barra de rolagem vertical, posicione o calendário até o


mês Janeiro, clique no dia primeiro e selecione a opção Período de
folga no lado superior direito do formulário (figura 101).

Figura 101 – Definindo um feriado para o calendário base

Para fazer seleções alternadas, clique no dia, ou na coluna da semana


mantendo a tecla Ctrl pressionada.
Utilizando a barra de rolagem vertical para navegar entre os meses do
ano, defina todos os dias de folga e feriados.
8) Após a construção do novo calendário base, acesse o menu
Ferramentas – Opções (figura 102), clique na ficha Calendário e
configure:

Figura 102 – Ficha Calendário

• A semana inicia em – domingo;


• O ano fiscal inicia em – Janeiro;
• Hora de início padrão – 08:00;
• Hora de término padrão – 17:00;
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 103

• Horas por dia – 8,00;


• Horas por semana – 40,00;
• Dias por mês – 20.

9) Clique no botão Definir como padrão.

É muito importante, para que sejam evitados conflitos de


agendamento, que a hora início do projeto informada no menu Projeto
– informações sobre o projeto, a hora início informada no calendário
base e a hora de início padrão informada no menu Ferramentas – Opções –
Calendário, sejam iguais.

8.1.2. QUANDO COMEÇAR (DATA INÍCIO DO


PROJETO)?
Construído o calendário base, nessa segunda etapa da parte I (estática)
da metodologia, podemos determinar os parâmetros fundamentais do projeto
como a data de início, a forma de agendamento, o calendário base a ser
utilizado e a prioridade padrão para novas tarefas.

Passo a passo para a definição dos parâmetros fundamentais do


projeto.

1) Acesse o menu Projeto – Informações sobre o projeto.

Figura 103 – Informações sobre o projeto exemplo

2) No formulário Informações sobre o projeto (figura 103), no campo


Data de início, digite a data início prevista. No campo Agendar a
partir de mantenha selecionada a opção Data início do projeto.
Abra a caixa de listagem Calendário e escolha o calendário
construído ADMINISTRATIVO. Mantenha o nível de prioridade para
novas tarefas em 500 e clique no botão OK.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 104

8.1.3. O QUE FAZER E EM QUE HIERARQUIA


(ESCOPO)?
Passo a passo para digitar as tarefas do projeto, formatando também a
EDT – Estrutura de Divisão de Trabalho. Utilizaremos o elemento de projeto
construído CADASTRO DE PROJETOS.

1) Acesse o menu Exibir – CADASTRO DE PROJETOS.


2) Na coluna Nome da tarefa, na primeira linha, digite o título do
projeto, PROJETO 1, em letras maiúsculas.
3) Na segunda linha, digite a tarefa marco inicial Início do projeto, em
letras minúsculas.
4) Mantenha o cursor sobre a tarefa Início do projeto e clique no
botão Recuo para a direita para rebaixar o marco um nível em
relação ao título do projeto (tarefa máster).

O botão Recuo para a direita (seta verde


para a direita) rebaixa as atividades. O botão
Recuo para a esquerda (seta verde para a
esquerda) promove atividades.
Amantes do teclado: para rebaixar atividades
através do teclado, utilize as combinações de
teclas Alt + Shift + seta para a direita. Para promover atividades através do
teclado, utilize as combinações de teclas Alt + Shift + seta para a esquerda.
Ao rebaixar a tarefa 2 (Início do projeto) ao nível dois da estrutura de
tópicos, a tarefa título é automaticamente formatada como negrito. Por
padrão, todas as tarefas sumárias no projeto são formatadas dessa forma.
Note também que foi incluído um símbolo negativo à esquerda da tarefa
sumária PROJETO 1. Clicando no sinal negativo, todas as tarefas abaixo
desse nível serão escondidas e o símbolo passará para positivo.

Figura 104 – Rebaixando atividades


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 105

5) Digite também todas as tarefas que compõem o escopo dos


serviços, A, B, C, D, E, F, G, H e o marco extremo (tarefa
obrigatória) Término do projeto, como mostrado na figura 105.

Figura 105 – Concluindo a digitação das tarefas

Até aqui, não nos preocupamos com as durações ou a precedência.


Nosso foco é o escopo dos serviços representado pelas atividades do
projeto.
Como o nosso exemplo tem poucas atividades, podemos perceber
claramente os únicos dois níveis do projeto. O nível 1, contendo a tarefa título
e o nível 2 contendo as demais. Em projetos mais extensos, é muito
recomendável exibir o símbolo da estrutura de tópicos, o que veremos a
seguir.

6) Para exibir o símbolo da estrutura de tópicos, acesse o menu


Ferramentas – Opções. Clique na ficha Modo de exibição e ative
a opção Mostrar número da estrutura de tópicos (figura 106).

Figura 106 – Mostrar número da estrutura de tópicos

Ao salvar seu projeto pela primeira vez, será apresentado um formulário


perguntando se você deseja salvar com ou sem uma linha de base. Salve
sem uma linha de base. Se preferir, desative esse formulário clicando na
opção Não informar novamente no lado inferior esquerdo (figura 107).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 106

Figura 107 Assistente de planejamento – salvar linha de base

8.1.4. A QUE TEMPO (DURAÇÕES)?


Na segunda parte da metodologia (dinâmica), no tópico primeiro,
passamos a estimar as durações das atividades marco e executivas do
projeto.

Passo a passo para estimar as durações das tarefas marco e


executivas.

1) Identifique as tarefas marco do projeto e, na coluna de durações


(Dur) digite o valor zero.
2) Utilizando um dos métodos básicos para estimativa de duração de
tarefas (discutido anteriormente), digite todas as durações para as
tarefas do seu projeto (figura 108), lembrando que não será
necessário estimar durações para as tarefas sumárias (no exemplo
há apenas a primeira) que serão sempre o resultado da soma das
durações de suas executivas e também da relação de precedência
entre elas.

Figura 108 – Durações das tarefas do projeto 1

8.1.5. EM QUE SEQUÊNCIA (VÍNCULOS)?


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 107

Lembrando sempre que se uma tarefa “não depende de nada”, depende


do início e que se uma tarefa “não libera nada”, libera o término do projeto e
ainda que não será necessário efetuar relação de precedência entre
atividades sumárias, vem:

TABELA DE PRECEDÊNCIAS – PROJETO EXEMPLO I


Predecessoras Tarefas Sucessoras
2 3 (A) 6;7;8
2 4 (B) 9
2 5 (C) 10
3 6 (D) 9
3 7 (E) 10
3 8 (F) 11
4;6 9 (G) 11
5;7 10 (H) 11

Para digitar as predecessoras e sucessoras das tarefas, utilize o número


ID de cada uma delas. A tarefa A de ID igual a 3 depende do início. Então
depende da tarefa de ID igual a 2. Leia-se: a 3 depende da 2.
Caso uma tarefa dependa de ou libere duas ou mais tarefas, utilize o
ponto e vírgula como separador.
A figura 109 mostra as precedências entre todas as tarefas do projeto.

Figura 109 – Relação de precedência do projeto exemplo I

No momento em que é concluído o processo de interligação das tarefas


do projeto, na certeza de que todas as tarefas possuem predecessoras e
sucessoras, com exceção da tarefa Início do projeto que por definição, não
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 108

tem predecessora e da tarefa Término do projeto que também por definição,


não tem sucessora, pode ser formatado o caminho crítico da rede de
planejamento.

Passo a passo da formatação do caminho crítico do projeto.

1. Acesse o menu Formatar – Estilos de texto (figura 110).

Figura 110 – Menu Formatar – Estilos de texto

2. No formulário Estilos de texto (figura 111), configure.

Figura 111 – Formulário Estilos de texto

• Na caixa de listagem Alterar item, escolha Tarefas críticas.


• Em Estilos de texto, caixa central, escolha Negrito itálico.
• Ative a caixa de opção Sublinhado.
• Clique no botão OK após certificar-se de que escolheu Tarefas
críticas no campo Alterar item.

O caminho crítico do projeto será apresentado como mostra a figura 112


abaixo.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 109

Figura 112 – Caminho crítico formatado

Por convenção, a cor vermelha é a mais adequada à formatação


do caminho crítico do projeto. Assim, evite a todo custo utilizar o recurso
de formatação de fontes no MS Project (menu Formatar – Fonte).

Assim que você fecha a rede e antes mesmo de iniciar a fase de


alocação de recursos, convém salvar uma linha de base e emitir um
CRONOGRAMA INTEGRADO GANTT – PERT/CPM (elemento de projeto
construído através da tabela de mesmo nome).
A emissão desse relatório é fundamental para dar prosseguimento a
possíveis comentários, necessários ao processo de formação de uma
linguagem clara e única que deve ser assumida por todos os envolvidos no
empreendimento.

Para salvar uma linha de base para o seu projeto:

1. Acesse o menu Ferramentas – Controle – Salvar linha de


2. No formulário Salvar linha de base (figura 112), mantenha
ativadas as opções Salvar linha de base e Projeto inteiro e
em seguida clique no botão OK para confirmar.

Serão salvas as seguintes informações na linha de base do projeto:

• Datas de início e de término


• Durações
• Trabalho
• Custos
• Tarefas divididas
• Trabalho dividido em fases
• Custos divididos em fases

Não significa que será a última linha de base salva. É possível que
após a emissão do CRONOGRAMA INTEGRADO, diversos
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 110

comentários valiosos sejam agregados ao plano, o que provavelmente


implicará na adequação, limpeza ou salvamento de uma nova linha de base.

8.1.6. FORMATAÇÃO DE RELATÓRIOS


Passo a passo para a formatação do relatório CRONOGRAMA
INTEGRADO GANTT-PERT/CPM.

1. Acesse o menu Exibir – CRONOGRAMA INTEGRADO.

Figura 113 – Menu Exibir – CRONOGRAMA INTEGRADO

2. Acesse também o menu Ferramentas – Opções – Modo de


exibição e ative a opção Mostrar o número da estrutura de
tópicos, lado inferior esquerdo do formulário.

3. Formate o caminho crítico a ser apresentado na tabela acessando o


menu Formatar – Estilos de texto, como vimos anteriormente.

4. Clique na barra de divisão vertical e arraste para a esquerda para


que seja apresentado também o Gráfico de Gantt (figura 114).

Figura 114 – Barra de divisão vertical

5. Por padrão, no gráfico de Gantt apresentado, não é formatado o


caminho crítico. Para formatar o caminho crítico no gráfico de Gantt,
usaremos o Assistente de gráfico de Gantt, disponível no menu
Formatar – Assistente de gráfico de Gantt, figura 115.

Figura 115 – Menu Formatar – Assistente de gráfico de Gantt


6. Aceite as boas vindas do assistente clicando no botão Avançar
(figura 116).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 111

Figura 116 – Tela de boas vindas do Assistente de gráfico de Gantt

7. Na etapa dois do assistente (figura 117), clique na opção Caminho


crítico e em seguida no botão Avançar para passar à próxima
etapa.

Figura 117 –Assistente de gráfico de Gantt – Etapa 2

8. Na etapa nove do assistente (figura 118), clique na opção Nenhuma


e em seguida clique no botão Avançar.

Figura 118 –Assistente de gráfico de Gantt – Etapa 9


O Assistente de gráfico de Gantt passará da etapa 2 para a etapa
3, 4, 5, 6, 7 e 8, caso você escolha a opção Gráfico de Gantt
personalizado (figura 117). De forma semelhante, o assistente irá passar da
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 112

etapa 9 diretamente à etapa 13, a menos que você escolha, na etapa 9 (figura
118), a opção Informações sobre tarefas personalizadas.

9. Na etapa treze do assistente (figura 119), mantenha ativada a opção


Sim respondendo à pergunta Deseja mostrar linhas de vínculo
entre tarefas dependentes? Clique no botão Avançar para passar
à próxima etapa.

Figura 119 –Assistente de gráfico de Gantt – Etapa 13

10. Nas etapas 14 e 15, após fornecer todas as informações para o


assistente, clique no botão Formatar ou clique no botão Voltar
(figura 120) se preferir fazer alguma alteração.

Figura 120 –Assistente de gráfico de Gantt – Etapa 14

11. Para finalizar a formatação, clique no botão Sair do assistente


(figura 121).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 113

Figura 121 –Assistente de gráfico de Gantt – Etapa 15

12. Formate também as barras do gráfico de Gantt acessando o menu


Formatar – Estilos de barra (figura 122).

Figura 122 – Menu Formatar – Estilos de barra

É possível também acessar o formulário para formatação das


barras do Gantt clicando duplamente na área livre do gráfico à direita
da tabela.
No formulário Estilos de barra, mantenha somente as barras de Tarefa,
Tarefa crítica, Andamento, Etapa, Resumo, e Divisão como mostra a
figura 123.

Figura 123 – Formatação de barras

No CRONOGRAMA INTEGRADO GANTT-PERT/CPM é


importante que sejam apresentadas apenas as principais barras,
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 114

evitando-se a “poluição” do gráfico que deverá manter a sua característica


fundamental de comunicação.

O foco aqui não é um “cronograma colorido”, mas uma ferramenta de


comunicação visual que represente graficamente o projeto e sua principal
meta temporal estabelecida.

13. Formatação da escala de tempo. Acesse também o menu Formatar


– Escala de tempo (figura 124).

Figura 124 – Menu Formatar – Escala de tempo

É possível também acessar o menu Formatar – Escala de


tempo clicando duplamente na escala de tempo sobre o gráfico de
Gantt.

Formate a escala de tempo como mostra a figura 125.

Figura 125 – Formatação da escala de tempo

No formulário Escala de tempo, na ficha de mesmo nome, a Escala


principal é apresentada na parte superior do gráfico de Gantt. A Escala

Escala superior
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 115

secundária é apresentada na parte inferior. Essa escala é a única que pode


ser ocultada.

Escala inferior

Para ocultar a escala secundária, na caixa de listagem Unidades,


escolha Nenhuma.
Para diminuir o espaçamento vertical da escala de tempo, caso não
esteja cabendo no papel, diminua o percentual de tamanho.
Você também pode diminuir o comprimento das barras do gráfico
aumentando a contagem das unidades das escalas principal e secundária.

14. Formatação das linhas de grade. Acesse o menu Formatar –


Linhas de grade (figura 126).

Figura 126 – Menu Formatar – Linhas de grade

No formulário de formatação das linhas de grade (figura 126) na caixa


de listagem Tipo, escolha o terceiro tipo de linha para todas as linhas até
Colunas da planilha. Escolha também na caixa de listagem Cor, a cor preta.
A partir da linha Título vertical, normalmente não há necessidade de
formatação de linhas.

Figura 126 – Formulário de formatação das linhas de grade

A figura 127 mostra como fica o Cronograma Integrado na tela.


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 116

Figura 127 – Cronograma Integrado Gantt-PERT/CPM – Apresentação na tela

15. Preparando o cronograma para impressão.

Falta então configurar página para o relatório a ser impresso. Acesse o


menu Arquivo – Configurar página (figura 128).

Figura 128 – Menu Arquivo – Configurar página

No formulário Configurar página, na ficha Página, efetue as


configurações como mostra a figura 129 abaixo.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 117

Figura 129 – Configurar página – ficha Página

Existe a possibilidade de Ajustar a escala da página em valor


percentual. Esse recurso não é recomendável, já que a fonte oito (já
bastante pequena) é o mínimo que se pode admitir em um relatório de
planejamento onde se busca fazer compreender (e ver) as informações
sobre o projeto.

Na ficha Margens aumente a margem superior para 2cm e mantenha as


demais em 1,27cm. Mantenha também a opção Cada página (em Bordas)
ativada (figura 130).

Figura 130 – Configurar página – ficha Margens

Na ficha Cabeçalho, digite na caixa de texto da região central o título


do projeto até um limite de 5 linhas e formate a fonte para o tamanho 10,
estilo negrito.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 118

Caixa de texto

Visualização
rápida
Formatar fonte
fonte Inserir imagem

Figura 130 – Configurar página – ficha Cabeçalho (Central)

Ainda na ficha Cabeçalho, à direita digite REVISÃO “0” (figura 131).

Figura 131 – Configurar página – ficha Cabeçalho (Direita)

Na ficha À esquerda do cabeçalho, clique no ícone Inserir imagem


para adicionar um logotipo ao relatório CRONOGRAMA INTEGRADO (figura
132).

Figura 132 – Configurar página – ficha Cabeçalho (Esquerda)

São admitidos diversos formatos de imagens nessa área. Os


mais recomendados (por não interferirem muito no tamanho físico do
arquivo) são .gif e .jpg (imagens tipo mosaico, isto é, não vetoriais).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 119

Nunca insira imagem no formato .bmp do Windows. Esse formato pode


aumentar o tamanho de seu arquivo de uns poucos Kb para muitos Mb e
mesmo que você remova a imagem, não é sempre que o problema é
solucionado. Também não vai funcionar se você inserir uma imagem grande e
depois redimensioná-la no campo. O seu tamanho em bytes continuará o
mesmo.

No rodapé do relatório, na ficha central digite Planejamento e Controle


de Projetos na primeira linha. Na segunda linha, digite Projeto: e
clique no ícone projeto.

O resultado obtido será (figura 133):

• Planejamento e Controle de Projetos


• Projeto: projeto_exemplo_00

Figura 133 – Configurar página – ficha Rodapé (Central)

Na ficha À direita, digite Folha, dê um espaço e clique no ícone


“sustenido”. Digite a palavra de, dê um novo espaço e clique no
ícone “duplo sustenido”.

O resultado obtido será: Folha &[Página] de &[Páginas], isto é, Folha


1 de 1, ou Folha 1 de 20, etc. Você também pode digitar os parâmetros
diretamente na caixa de texto.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 120

Figura 134 – Configurar página – ficha Rodapé (Direita)

Na ficha Esquerda do rodapé, digite Emissão: e clique no ícone Data


(figura 135).

Figura 135 – Configurar página – ficha Rodapé (Esquerda)

Na ficha Legenda, mantenha ativa a opção Cada página e digite o valor


zero no campo Largura.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 121

Figura 137 – Configurar página – ficha Legenda

Na ficha Modo de exibição, ative apenas as opções Imprimir todas as


colunas da planilha, Imprimir anotações (se você deseja que anotações
inseridas em tarefas sejam impressas) e Ajustar a escala de tempo ao final
da página. Clique no botão OK para confirmar as alterações.

Figura 138 – Configurar página – ficha Modo de exibição

Para visualizar o CRONOGRAMA INTEGRADO, clique no ícone


Visualizar impressão disponível na barra de ferramentas padrão (figura
139).

Figura 139 – Visualizar impressão

A figura 140 mostra o cronograma integrado formatado e pronto para ser


impresso.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 122

Figura 140 – Visualização do Cronograma Integrado

8.1.7. COMO VERIFICAR O FECHAMENTO DE UMA


GRANDE REDE
Em nosso Projeto Exemplo I, contendo apenas 11 tarefas, é fácil
verificar “na tela” as condições fundamentais para que uma rede de
planejamento esteja fechada:

a) todas as tarefas executivas têm que ter uma ou mais


predecessoras e, inclusive, uma ou mais sucessoras;
b) a tarefa Início do projeto (ou Início da rede de
planejamento), por definição, não tem predecessora;
c) a tarefa Término do projeto (ou Término da rede de
planejamento), por definição, não tem sucessora;
d) não pode haver nenhuma relação de precedência entre as
tarefas sumárias (ou resumo) do projeto.

No Projeto Exemplo I, todas as condições acima foram satisfeitas.


Dizemos então que a rede de planejamento está fechada e que o cálculo do
caminho crítico está correto.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 123

Entretanto, em redes com um número tal de tarefas que torne difícil a


visualização do projeto inteiro no monitor – vamos imaginar um projeto com
três mil atividades, por exemplo – faz-se necessário utilizar um modo de
exibição com um filtro de verificação que retorne todas as tarefas para as
quais não tenhamos estabelecido uma relação de precedência, isto é, a
coluna de predecessoras ou a coluna de sucessoras está vazia.
Não se trata de um elemento de entrada ou de saída de dados, mas de
uma ferramenta de verificação.

ELEMENTO DE VERIFICAÇÃO DO FECHAMENTO DA REDE 01


Modo de VERIFICAR O FECHAMENTO DA
Tipo: Título:
exibição REDE
Elementos da composição
Tabela
Tela Grupo Filtro
(variável)
Cadastro de Nenhum Verifica o
Gráfico de Gantt
projetos grupo fechamento

Dos elementos da composição do modo de exibição, temos a tabela,


Cadastro de projetos e precisamos elaborar o filtro Verifica o fechamento.

8.1.8. ELABORAÇÃO DE FILTROS


É muito importante o entendimento da utilização de filtros no MS Project.
Durante a elaboração do seu projeto e fundamentalmente na fase de
acompanhamento e controle, você poderá sentir a necessidade de elaborar
diversos filtros e verá nessa ferramenta um modo prático e seguro de
selecionar informações para interagir com o usuário final, seja ele de uma
hierarquia superior ou mesmo pertencente ao "chão de fábrica", o executante.

Alguns filtros importantes que podem ser elaborados:


ü Verifica o fechamento - para verificar rapidamente o fechamento de
grandes redes de planejamento;
ü Programação da carpintaria - para retornar todas as tarefas dos
recursos de carpintaria;
ü Programação da instrumentação - para retornar as tarefas de
instrumentação;
ü Programação por recurso no período - para retornar caixas de diálogo
que perguntem o recurso e o período da programação dos serviços;
ü Programação por fornecedor ou contratado;
ü Tarefas pendentes;
ü Iniciadas, mas não concluídas; etc.
Para elaborar o filtro Verifica o fechamento.
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Hugo Barbosa Ferreira 124

a) Clique no menu Projeto :: Filtro para :: Mais filtros...

Figura 141 – Menu Projeto :: Filtro para :: mais filtros

b) Clique no botão "Novo"...

Figura 142 – Painel “Mais filtros”

c) No campo "Nome", digite o nome do filtro; selecione a opção


"Mostrar no menu" e também a opção "Mostrar linhas de
resumo relacionadas".

Figura 143 – Definição de filtro

d) Na primeira linha do painel principal, abra a caixa de listagem


na coluna "Nome do campo" e escolha "Predecessoras".
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 125

Figura 144 – Escolhendo um campo na definição de filtro

e) Na coluna "Teste", escolha a condição "é igual a". Não digite


ou escolha nada na coluna "Valor(es)". Ela deverá
permanecer "vazia", isto é, queremos pesquisar entre todas
as trefas, apenas aquelas para as quais o campo
"Predecessoras" não contém um valor.

Figura 145 – Escolhendo um teste na definição de filtro

f) Na segunda linha do painel, na coluna "E/ou", escolha a


condição "Ou".
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 126

Figura 146 – Escolhendo uma condição na definição de filtro

g) Ainda na segunda linha, na coluna "Nome do campo",


escolha da lista de opções o campo "Sucessoras".

Figura 147 – Escolhendo o campo de Sucessoras na definição do filtro


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Hugo Barbosa Ferreira 127

h) Na coluna "Teste", como fizemos para o campo de


"Predecessoras", escolha a condição "é igual a", também
para o campo de "Sucessoras". Mantenha a coluna de
"Valor(es)" vazia e clique no botão "OK".

Figura 148 – Testando a coluna de Sucessoras na definição de filtro

i) Para testar o novo filtro, abra a caixa de listagem de filtros na


barra de ferramentas de formatação (lado esquerdo do ícone
de "autofiltro") e clique no filtro "Verifica o fechamento".

Figura 149 – Testando o novo filtro para verificar o fechamento da rede

Concluído o filtro, elabore o modo de exibição que contenha a


tabela Cadastro de projetos e também o filtro Verifica o fechamento.
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Hugo Barbosa Ferreira 128

Assim, você poderá acessar essa ferramenta de verificação através do menu


Exibir.

j) Se sua rede estiver "fechada", deverão ser retornadas


apenas as atividades sumárias e os marcos "Início do
projeto" e "término do projeto".

Figura 150 – Filtro Verifica o fechamento

k) Caso alguma tarefa esteja "abrindo a rede", ela será


retornada permitindo que você a identifique rapidamente e
corrija a relação de precedência. No caso abaixo, a tarefa
executiva "C" está abrindo a rede por não estabelecer uma
relação de precedência com sua "predecessora".
Lembre-se: se uma tarefa não depende de nenhuma outra,
depende do início. Se não libera nenhuma outra, libera o
término do projeto.

Figura 151 – Filtro Verifica o fechamento com tarefa abrindo a rede

Para retornar ao filtro "TODAS AS TAREFAS" pressione F3.


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 129

Concluído e testado o novo filtro, é importante que seja disponibilizado


também para outros projetos através do Organizador (figura 152).

Figura 152 – Acessando o Organizador

8.1.9. COM O QUE E COM QUEM (RECURSOS)?


São três os tipos de recursos normalmente considerados em
gerenciamento de projetos:

a) Recursos materiais;
b) Equipamentos (trabalho); e
c) Pessoas (trabalho).

Tabela de exemplos de recursos


Materiais Equipamentos Pessoas/Profissionais
Cimento Motoniveladora Mecânico
Areia Caminhão Caldeireiro
Brita Computador Carpinteiro
Tubos e conexões Trator Pedreiro
Bloco Empilhadeira Armador
Grama Compressor Instrumentista

Alguns recursos como carro-de-mão, engenheiro, administrador,


móveis, etc., em muitos casos e a depender da visão do gerente de
projetos, não são alocados, sequer cadastrados para efeito de cálculo e
nivelamento. São considerados “por fora” e inseridos dentro de uma
composição de custos fixos, de administração ou ainda em despesas
indiretas.
Vale ressaltar que, em um contexto mais amplo de gerenciamento, o
foco na administração de recursos deve ser, na maioria dos projetos, o
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 130

executante final. Aquele profissional, equipamento ou material que se deseja


contratar ou controlar, mas não se tem uma idéia clara da quantidade. Daí a
necessidade do cálculo e nivelamento. O que vale dizer:

a) Quem vai fazer?


b) Com o que será feito?
c) Quantos serão necessários?
d) Quando serão utilizados?

8.1.10. A PLANILHA DE RECURSOS


Existem diversas maneiras no aplicativo que possibilitam o
cadastramento de recursos materiais, equipamentos ou pessoas. Entretanto,
inclusive visando uma melhor aplicação da Metodologia Básica para
Elaboração de Redes de Planejamento, a maneira mais adequada para se
cadastrar recursos em um projeto no Microsoft Project 2000, é através da
Planilha de recursos, acessível na Barra de modos ou no menu Exibir –
Planilha de recursos.

8.1.11. ENTENDENDO AS COLUNAS DA PLANILHA


DE RECURSOS

Figura 153 – Planilha de recursos

A coluna ID – o campo Identificação contém o número de identificação


atribuído automaticamente pelo Microsoft Project a cada recurso. A
identificação indica a posição de um recurso em relação a outros recursos.
À medida que você adiciona recursos, o Microsoft Project atribui
automaticamente o próximo número na seqüência de recursos, conforme
listado. Esse número passa a ser a identificação do recurso.
Exemplo: se você inserir três recursos em seqüência, as identificações
dos recursos serão 1, 2 e 3. Caso você insira um novo recurso entre os
recursos 2 e 3, o recurso inserido passará a ser o recurso 3 e o recurso 3
anterior passará a ser o recurso 4.
Quando você insere, move ou exclui um recurso, o Microsoft Project
atualiza automaticamente os números de identificação para que eles sempre
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 131

mostrem a ordem de recursos atual. Após excluir ou mover recursos, se


desejar retornar os recursos à sua ordem original, use o campo Id exclusiva
em vez do campo Identificação.

A coluna Indicadores – exibe ícones que fornecem diferentes tipos de


informação sobre uma atribuição. Um indicador de delimitação mostra que a
atribuição tem uma delimitação de trabalho diferente da delimitação uniforme
padrão aplicada. Um ícone de anotação indica que há uma anotação de
atribuição anexada. Os ícones de grupo de trabalho indicam que a
mensagem de atribuição ou de status da equipe foi enviada.
O Microsoft Project adiciona o ícone apropriado ao campo Indicadores
quando certas condições são atendidas no projeto. Por exemplo, quando
você insere uma anotação para a atribuição, o Microsoft Project adiciona o
ícone da anotação ao campo Indicadores.
Quando você apontar para um ícone no campo Indicadores, uma dica
fornecerá mais informações sobre o ícone e as condições da atribuição.

A coluna Tipo - fornece opções de tipo de recurso. As opções são


Trabalho e Material. Os Recursos de trabalho são pessoas e equipamentos.
Os Recursos materiais são suprimentos de consumo, como aço, concreto ou
terra.

Rótulo do material - contém a unidade de medida inserida para um


recurso material, por exemplo, toneladas, caixas ou metros cúbicos. Esse
rótulo é usado junto com as unidades de atribuição do recurso material, por
exemplo, 8 T ou 22 pç.
O campo Rótulo do material está disponível apenas para recursos do
tipo material.

Iniciais - mostra a abreviação do nome de um recurso. O padrão para o


campo Iniciais é a primeira letra do nome do recurso.

Grupo – contém o nome do grupo ao qual o recurso de uma atribuição


pertence. O conteúdo do campo Grupo de recursos para atribuições equivale
ao campo Grupo dos recursos.
Melhores usos: adicione o campo Grupo de recursos à parte de planilha
do modo de exibição Uso da tarefa quando desejar exibir, classificar, filtrar ou
editar recursos por grupo de recursos. O campo de atribuição Grupo de
recursos só estará disponível no modo de exibição Uso da tarefa.
Exemplo: em seu projeto, você tem três grupos de recursos:
Encanadores, Construção e Gerência. Você deseja analisar todas as
atribuições do grupo Construção. No modo de exibição Uso da tarefa, aplique
um filtro para mostrar somente as atribuições dos recursos que pertencem ao
grupo Construção. As atribuições dos recursos nos outros grupos não são
exibidas.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 132

Unidades máximas - há dois tipos de unidades no Microsoft Project:


unidades máximas e unidades de atribuição. Quando você quiser especificar
o quanto um recurso de trabalho está disponível para trabalhar em um
projeto, especifique as unidades máximas na planilha de recursos. Por outro
lado, quando desejar especificar o quanto um recurso de trabalho está
especificado para uma determinada atribuição, determine unidades de
atribuição. Especifique também unidades de atribuição para recursos
materiais para indicar a quantidade de material que está sendo usada na
atribuição.
O campo Unidades máximas não está disponível para os recursos
materiais, pois eles não estão associados a calendários ou outros indicadores
de disponibilidade. A quantidade de material usada depende da atribuição
específica para a qual o material está atribuído e é definido com as unidades
de atribuição.

Figura 154 – Planilha de recursos

Taxa padrão - mostra a taxa de pagamento referente ao trabalho


normal, sem horas extras, realizado por um recurso. É adicionado à Planilha
de recursos para inserir diretamente as taxas de pagamento referentes ao
trabalho normal de um recurso. Toda vez que o recurso reporta o trabalho
real, os custos do trabalho são calculados multiplicando-se o trabalho real
pelo valor do campo Taxa padrão.
Exemplo: a taxa padrão de Manoel é de R$ 10,00 por hora. Para
certificar-se de que esse custo seja calculado com precisão quando Manoel
for usado no projeto, insira 10/h no campo Taxa padrão. Se você não digitar a
barra diagonal e a unidade de tempo, será usada a unidade de tempo em
horas.
É possível inserir taxas padrão variáveis na caixa de diálogo
Informações sobre o recurso. Você pode ter diferentes taxas padrão para
diferentes tarefas usando as várias tabelas de taxas de custo. Isso será útil se
o recurso tiver diferentes taxas para diferentes tipos de tarefas. Você também
pode especificar diferentes taxas padrão para diferentes períodos de tempo.
Isso será útil quando um recurso estiver agendado para um aumento efetivo
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 133

em uma data específica. Quando você especifica várias taxas variáveis, a


taxa exibida no campo Taxa refere-se ao período de tempo atual.

Taxa de hora extra - preparar para calcular custos de horas extras. Por
padrão, o Microsoft Project calcula o trabalho necessário para concluir uma
tarefa usando a taxa padrão de cada recurso atribuído. Ele só calcula o custo
de horas de trabalho adicionais usando as taxas de horas extras inseridas
depois que você especifica essas horas como trabalho de horas extras.

1. No menu Exibir, clique em Uso da tarefa.


2. No menu Exibir, aponte para Tabela e clique em Trabalho.
3. Clique em qualquer lugar do campo Trabalho.
4. No menu Inserir, clique em Coluna.
5. Na caixa Nome do campo, clique em Trabalho de horas extras
e, em seguida, clique OK.
6. Clique no campo Trabalho de horas extras da atribuição de
recurso para a qual deseja inserir o trabalho de horas extras.

Pressione TAB para mover-se para o campo se ele não estiver visível.
Se as atribuições de recursos estiverem ocultas, clique no símbolo de
estrutura de tópicos da tarefa para exibi-las.

7. No campo Trabalho de horas extras, digite a quantidade de


trabalho de horas extras para a atribuição de recurso.

8. Para inserir o trabalho de horas extras para as atribuições de


recursos adicionais, repita as etapas 6 a 7.

Importante: a quantidade de trabalho de horas extras especificada não é


adicionada à quantidade de trabalho da tarefa porque o trabalho sempre
representa a quantidade total de trabalho. O trabalho de horas extras
representa simplesmente a parte da quantidade total de trabalho que deve ser
considerada e classificada como trabalho de horas extras. Quando você
inserir o trabalho de horas extras, a duração da tarefa será reduzida.
Exemplo: se estiver agendado que uma pessoa trabalhará quarenta
horas, o que inclui oito horas de trabalho regular e duas horas de trabalho de
horas extras por dia, você deve atribuir dez horas de trabalho por dia e
designar duas horas desse total como trabalho de horas extras e não oito
horas de trabalho e mais duas horas de trabalho de horas extras por dia.
Além disso, o trabalho será feito em quatro dias e não em cinco.

Custo/uso – para um recurso de trabalho (pessoas e equipamentos), o


campo Custo por uso mostra o custo que se acumula toda vez que um
recurso é usado. Ele é adicionado toda vez que uma unidade de recurso de
trabalho é atribuída a uma tarefa. Ele não varia com o tempo que você usa o
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 134

recurso. Para um recurso material, o campo Custo por uso mostra o custo
que se acumula uma vez, independentemente do número de unidades.
Exemplo: toda vez que você usa um determinado serviço de transporte,
é cobrada uma taxa de entrega fixa de R$ 10,00. Insira R$ 10,00 como o
valor do custo por uso. Essa taxa será aplicada toda vez que um serviço for
utilizado.
No mesmo projeto, há uma taxa de armazenamento fixa de R$ 350,00
associada ao uso de tijolos, um recurso material. Insira R$ 350,00 como o
valor do custo por uso. Essa taxa só será aplicada uma vez.
Você pode variar o custo por uso ao longo do tempo. Na tabela de taxas
de custo da caixa de diálogo Informações sobre o recurso, insira uma data e
uma nova taxa de custo que deverá entrar em vigor em uma data específica.

Acumular - fornece opções sobre como e quando os custos padrão e de


horas extras do recurso deverão ser cobrados ou acumulados no custo de
uma tarefa. As opções são:

a) Início;
b) Fim;
c) Rateado (padrão).

Se você selecionar a opção Início, os custos serão contraídos assim que


a tarefa iniciar, conforme indicado por uma data inserida no campo Início real.
Caso você selecione a opção Fim, os custos só serão contraídos quando o
trabalho restante for zero. Se você selecionar a opção Rateado, os custos se
acumularão quando o trabalho for agendado para ocorrer e quando o trabalho
real for reportado, e serão calculados multiplicando-se os custos unitários
pelo trabalho.
Exemplo: um dos recursos do projeto é um consultor cujos honorários
por hora são pagos após a conclusão das tarefas atribuídas. No campo
Acumular do modo Planilha de recursos, selecione a opção Fim. À medida
que cada tarefa atribuída ao consultor é marcada como concluída, seus
honorários são cobrados para a tarefa.
Importante: por padrão, o campo Acumular está disponível no modo
Planilha de recursos. Você também pode definir a acumulação de custos na
caixa de diálogo Informações sobre o recurso na guia Custos.
Independentemente da definição no campo Acumular, qualquer custo por uso
de um recurso será sempre acumulado no início de uma tarefa.

Calendário base - indica o calendário base de um recurso. A lista inclui


os três calendários internos, bem como qualquer calendário base novo que
você tenha criado na caixa de diálogo Alterar período de trabalho. Os
calendários internos são:

a) 24 horas;
b) Turno da noite;
c) Padrão.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 135

É usado para determinar a capacidade e disponibilidade geral do recurso


para o trabalho.
Exemplo: além de usar o calendário Padrão para os recursos que
trabalham quarenta horas por semana, de segunda-feira a sexta-feira, de
8:00 às 17:00 h, você também configura um calendário Manhãs para
determinados recursos de meio período que trabalham vinte horas por
semana, de 8:00 a 12:00 h.
A agenda de Silvio baseia-se no calendário Manhãs do ano passado,
mas Silvio acabou de se tornar um funcionário que trabalha em período
integral. Adicione o campo Calendário base ao modo de exibição Planilha de
recursos e altere o campo de "Manhãs" para "Padrão".
Importante: o calendário base padrão é o calendário Padrão. Você
também pode definir o calendário base para um recurso na caixa de diálogo
Informações sobre o recurso. No modo de exibição Planilha de recursos,
selecione o recurso e clique em Informações sobre o recurso. Clique na guia
Período de trabalho. Na caixa Calendário base, clique no nome do calendário
que você deseja.
Código - contém qualquer código, abreviação ou número que você
deseja inserir como parte das informações sobre um recurso.
Use o campo Código em uma planilha de recursos quando desejar
exibir, filtrar, classificar ou editar qualquer código especial que poderá ser
usado para identificar informações sobre o recurso.
Exemplo: você usa os códigos de centro de custos e deseja atribuir
esses códigos aos recursos apropriados. Na Planilha de recursos, filtre os
recursos para mostrar somente os recursos atribuídos a um determinado
centro de custos.

8.1.12. CADASTRANDO RECURSOS


Macete importante!
Ao cadastrar um recurso no modo Planilha de recursos, vamos
digitar as iniciais na coluna Nome do recurso e o nome desse recurso
na coluna Iniciais. Isso será importante para facilitar a alocação ou atribuição
do recurso para tarefas.

Figura 155 – Nome do recurso x Iniciais


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 136

No modo Planilha de recursos, acessível através do menu Exibir ::


Planilha de recursos, efetue o cadastramento como mostra a figura 156 .

Figura 156 – Planilha de recursos

Quando cadastramos recursos em uma planilha, estamos estimando,


ainda que aleatoriamente, a equipe que irá desenvolver todos os trabalhos no
projeto, os materiais e os equipamentos que serão utilizados. Entretanto,
quando você cadastra um recurso não significa dizer que ele, nesse
momento, estará sendo utilizado. É necessário alocar, dispor os recursos às
tarefas.
Assim, os recursos cadastrados na Planilha de recursos são apenas a
idéia do que será consumido e por quem ao longo do tempo.

8.1.13. CONJUNTO DE RECURSOS OU POOL DE


RECURSOS
Consiste em criar um projeto vazio, sem qualquer tarefa, mas apenas
uma Planilha de recursos contendo todos os recursos que possam ser
compartilhados com vários projetos.
A figura 157 mostra o arquivo pool_recursos.mpp como um conjunto
de recursos compartilhados com os demais arquivos projeto_01.mpp,
projeto_02.mpp e o projeto_03.mpp.

Figura 157 – Pool de recursos


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 137

O uso de um conjunto de recursos permite agendar o trabalho dos


recursos nos projetos, identificar conflitos entre as atribuições em
diferentes projetos e ver como o tempo de um recurso será usado em vários
projetos.

Se você tiver pessoas ou equipamentos que trabalhem em tarefas em


vários arquivos de projeto, é possível que deseje usar o conjunto de recursos
para centralizar as informações sobre recursos como, por exemplo, o nome
do recurso, o calendário usado, as unidades de recursos e as tabelas de
taxas de custo, facilitando a administração.

Cada projeto que use recursos de um conjunto ou pool de recursos será


denominado arquivo de compartilhamento. Você poderá usar qualquer outro
arquivo de projeto existente como um conjunto de recursos, mas é
recomendável criar um novo arquivo de projeto (pool_de_recursos.mpp,
p.ex.) apenas para informações sobre recursos para facilitar o gerenciamento
de informações sobre recursos e as atribuições de tarefas entre os arquivos
de compartilhamento e o conjunto de recursos.

8.1.14. ALOCANDO OU ATRIBUINDO RECURSOS


AO PROJETO
Clique no menu Exibir :: ALOCAÇÃO DE RECURSOS para acessar o
elemento de entrada de dados para o projeto, ALOCAÇÃO DE RECURSOS,
construído anteriormente.

Na Coluna Nomes de recursos, na linha 3, tarefa “A”, digite


GRP[100];JAR;AJD[2].

Você estará alocando 100 metros quadrados de grama em placa, 1


jardineiro em tempo integral (20h) e 2 ajudantes também em tempo integral à
tarefa “A”. Note que não foi necessário digitar todo o nome do recurso, mas
apenas suas iniciais; a quantidade é sempre digitada entre colchetes e é
usado o “ponto e vírgula” como separador.

Figura 158 – Alocando recursos


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 138

Aloque também recursos para as demais tarefas do projeto como


mostrado na figura 159.

Figura 159 – Recursos do projeto exemplo 1

Concluída essa etapa, é necessário analisar cada recurso


individualmente, procurando por possíveis superalocações.

Superalocação é o resultado da atribuição a um recurso de mais tarefas


do que ele pode realizar no período de trabalho disponível. O Microsoft
Project determina quais recursos estão superalocados, com base nos valores
de trabalho e de duração das tarefas atribuídas, no número máximo de
unidades disponíveis para o recurso e no calendário usado por ele.
Subalocação ocorre quando atribuímos um recurso para trabalhar
menos horas do que ele tem disponível no projeto.
Para ver os recursos superalocados em seu projeto (se houver), acesse
o menu Exibir :: Planilha de recursos (figura 160).

Figura 160 – Exibindo a planilha de recursos


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 139

Na planilha de recursos, note que o Ajudante está superalocado. O


Project retorna toda a linha em vermelho e na coluna “indicadores” retorna
o sinal de alerta (figura 161).

Figura 161 – Exibindo recursos

Ao posicionar o mouse sobre o sinal de alerta na coluna “indicadores”,


será fornecida uma informação adicional sobre o ícone apresentado (figura
162).

Figura 162 – Informações sobre o ícone ou sinal de alerta

Saber que um determinado recurso está superalocado não basta. É


preciso conhecer as suas unidades de pico dentro da escala de tempo.

Acesse o menu Exibir :: Gráfico de recursos. Utilize a barra de


rolagem de recursos até o recurso superalocado, em nosso caso o Ajudante.
O gráfico abaixo (figura 163) mostra uma linha central de disponibilidade (4
unidades) e picos de 6 e 8 ajudantes ao longo do tempo.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 140

Figura 163 – Gráfico de recursos

O gráfico do recurso “ajudante” apresentado mostra, na primeira


semana do projeto, uma necessidade além da disponibilidade, isto é, são
necessários de seis a oito ajudantes para a execução de uma ou mais tarefas
quando dispomos apenas de quatro (linha de disponibilidade).

Significa dizer que o recurso está superalocado, fazendo-se necessário


o nivelamento manual ou via software. Esse assunto será abordado no
módulo 5.

Para visualizar os detalhes da superalocação, acesse o menu Exibir ::


Uso do recurso (figura 164).
Este modo de exibição (elemento de projeto) é composto pela tela “Uso
do recurso”, pela tabela “Uso”, pelo grupo “Nenhum grupo” e pelo filtro “Todos
os recursos”. Permite analisar, do lado esquerdo, cada recurso e as tarefas
para as quais ele foi atribuído, com quantas horas de trabalho (Homem.hora
acumulado) o recurso participa em cada tarefa e, do lado direito, na escala de
tempo, o total de horas trabalhadas diariamente em cada tarefa.
Nota-se que o recurso “ajudante” está alocado para trabalhar na quarta
feira, 16 horas para a tarefa “F”. Como o calendário é de oito horas por dia,
dois ajudantes estarão trabalhando naquele dia na tarefa “F”, o mesmo
acontecendo para as tarefas “G” e “H”. Então, se dois ajudantes são
programados para trabalhar nas tarefas “F”, “G” e “H”, na mesma quarta feira,
os quatro recursos disponibilizados não são o suficiente.
Nesse momento, pode-se optar pela contratação de mais dois recursos,
pela revisão da metodologia executiva do projeto, pelo alongamento do prazo
do projeto como um todo, pela ampliação do calendário do projeto, do recurso
ou ainda do calendário da tarefa.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 141

São decisões que dependem, fundamentalmente, do seu domínio do


escopo, de sua autonomia gerencial o do bom senso.

Figura 164 – Modo de exibição “Uso do recurso”

Nesse modo de exibição, cabe ressaltar a facilidade com que


identificamos o dia e a tarefa em que está ocorrendo a superalocação,
o que possibilita maior agilidade na solução do problema.
Além disso, você poderá usar o modo de exibição Uso do recurso para:

• Inserir e editar informações sobre as atribuições de tarefas de


um recurso como, por exemplo, custo, alocação e
disponibilidade de trabalho.
• Ver quais dos recursos estão superalocados e a porcentagem
de superalocação.
• Distribuir as atribuições entre os recursos de maneira mais
uniforme.
• Verificar quantas horas cada recurso está agendado para
trabalhar.
• Ver a porcentagem de capacidade agendada de cada recurso.
• Determinar quanto tempo cada recurso tem disponível para
atribuições de trabalho adicional.
• Verificar quantas horas cada recurso está agendado para
trabalhar em tarefas específicas.
• Analisar os custos do recurso em uma tarefa específica.
• Variar a quantidade de trabalho que uma pessoa gasta em uma
tarefa definindo delimitações do trabalho.

Para ajustar o modo de exibição Uso do recurso às suas necessidades,


você poderá personalizá-lo ou criar uma versão nova e personalizada.
Quando você salvar o projeto, o modo de exibição personalizado será salvo
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 142

com o arquivo do projeto. Ao personalizar o modo de exibição Uso do


recurso, você poderá:

• Exibir diferentes informações sobre os recursos.


• Exibir informações em diferentes escalas de tempo.
• Formatar informações específicas para chamar a atenção sobre
elas. Por exemplo, você poderá colocar um recurso importante
em negrito.
• Formatar uma categoria de informação para distinguir esse tipo
de informação de todos os outros. Por exemplo, você poderá
colocar todos os recursos superalocados em itálico e aumentar
o tamanho de todos os títulos de colunas.
• Alterar as unidades de tempo mostradas para exibir o projeto no
nível de detalhe necessário.
• Exibir informações sobre uso relativas a um período de tempo
específico.
• Alterar as linhas horizontais e verticais, denominadas linhas de
grade para melhorar a legibilidade ou a clareza do modo de
exibição Uso do recurso. Por exemplo, você poderá especificar
diferentes padronagens e cores para as linhas de grade de
coluna e linha.
• Criar um modo de exibição combinado para o modo de exibição
Uso do recurso, a fim de exibir informações adicionais sobre os
recursos mostrados nesse modo ou sobre as tarefas às quais
eles estão atribuídos.

Outro importante modo de exibição (elemento de projeto) é o “Uso da


tarefa” (figura 165), acessível a partir do menu Exibir :: Uso da tarefa.

Figura 165 – Modo de exibição “Uso da tarefa”


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 143

O modo de exibição “Uso da tarefa” exibe as tarefas do projeto com os


recursos atribuídos agrupados abaixo delas. É possível também usar o modo
de exibição “Uso da tarefa” para:

• Atribuir pessoas e outros recursos às tarefas.


• Inserir e editar informações sobre tarefas e recursos, como, por
exemplo, trabalho, datas de início e de término, custo, alocação
de trabalho e disponibilidade de trabalho.
• Distribuir as alocações de tarefas de maneira mais uniforme
entre os recursos.
• Verificar quantas horas cada recurso está agendado para
trabalhar em tarefas específicas.
• Variar a quantidade de trabalho que uma pessoa gasta em uma
tarefa definindo delimitações do trabalho.
• Dividir uma tarefa para que a sua segunda parte seja iniciada
em uma data posterior.

Para ajustar o modo de exibição Uso da tarefa às suas necessidades,


você poderá personalizá-lo ou criar uma versão nova e personalizada.
Quando você salvar o projeto, o modo de exibição personalizado será salvo
com o arquivo do projeto. Ao personalizar o modo de exibição “Uso da tarefa”,
você poderá:

• Exibir diferentes informações sobre as tarefas.


• Formatar informações específicas para chamar a atenção sobre
elas. Por exemplo, você poderá colocar uma tarefa importante
em negrito.
• Formatar uma categoria de informação para distinguir esse tipo
de informação de todos os outros. Por exemplo, você poderá
colocar todas as tarefas do caminho crítico em itálico e
aumentar o tamanho de todos os títulos de colunas.
• Alterar as unidades de tempo mostradas para exibir o projeto no
nível de detalhe necessário.
• Exibir informações sobre uso relativas a um período de tempo
específico.
• Alterar as linhas horizontais e verticais, denominadas
defGridlines (definição de linhas de grade) para melhorar a
legibilidade ou a clareza do modo de exibição Uso da tarefa. Por
exemplo, você poderá especificar diferentes padronagens e
cores para as linhas de grade de linha e coluna.
• Criar um modo de exibição combinado para o modo de exibição
Uso da tarefa, a fim de exibir informações adicionais sobre as
tarefas mostradas nesse modo ou sobre os recursos aos quais
elas estão atribuídas.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 144

Alguns relatórios pré-formatados a respeito do uso de recursos e do uso


de tarefas, podem ser visualizados a partir do menu Exibir :: Relatórios
(figura 166).

Figura 166 – Relatórios pré-formatados

Uma desvantagem desses relatórios (pré-formatados) é que não


são muito flexíveis e não permitem com facilidade sua
personalização, o que de fato nos impulsiona à elaboração de nossos
próprios relatórios a partir de modos de exibição – cada modo de exibição é
um potencial relatório (elemento de saída de dados).

Acesse o menu Exibir :: Relatórios, clique na opção Carga de trabalho


e clique no botão Selecionar (figura 167).

Figura 167 – Seleção de relatórios


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 145

Clique no relatório Uso da tarefa e em seguida clique no botão


Selecionar (figura 168).

Figura 168 – Seleção do relatório “Uso da tarefa”

O relatório Uso da tarefa será retornado (figura 169).

Figura 169 – Relatório pré-formatado “Uso da tarefa”

9. NIVELANDO RECURSOS
9.1. DEFINIÇÕES
Nivelamento de recursos é uma solução para quando se tem muito
trabalho atribuído a recursos, conhecida como superalocação de recursos.
Um modo de fazer o nivelamento é atrasar uma tarefa até que o recurso
atribuído tenha tempo para trabalhar nela.
Outro método é dividir uma tarefa, de forma que parte dela esteja
concluída no prazo final planejado e o resto seja concluído posteriormente,
quando o recurso atribuído tiver tempo (nivelamento manual).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 146

Você pode redistribuir (nivelar) os recursos manualmente ou deixar que


o Microsoft Project o faça para você (nivelamento via software). O nivelador
do Microsoft Project examina os seguintes fatores para determinar quais
tarefas devem ser atrasadas ou divididas:

• Identificação da tarefa – campo Id;


• Tempo de margem de atraso disponível - aliás folga total
permitida para o projeto;
• Prioridade da tarefa – pode ser definida a partir do menu Projeto
:: Informações sobre a tarefa (figura 170) ou a partir de um
clique duplo em qualquer célula da tarefa. É uma indicação da
disponibilidade e importância de uma tarefa para nivelamento
(isto é, resolução de conflitos de recurso ou superalocações
atrasando e dividindo determinadas tarefas). As tarefas com
prioridade mais baixa são atrasadas ou divididas primeiro. Você
também pode classificar tarefas baseadas na prioridade;

Figura 170 – Informações sobre a tarefa (prioridade)

• Dependência entre tarefas;


• Restrições da tarefa – do tipo “Deve iniciar em”, “Deve terminar
em” Projeto :: Informações sobre a tarefa (figura 171).

Figura 171 – Restrições da tarefa

• Datas de agendamento;
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 147

Quando o Microsoft Project redistribui, ou melhor, nivela recursos, as


atribuições dos recursos e as informações sobre as tarefas não são
alteradas. Ele somente atrasa ou divide tarefas.

Quando você nivela recursos, você pode observar os fatores relevantes


e ajustar a tarefa ou recurso para solucionar superalocações. Por exemplo,
você pode adiar uma tarefa ou atribuir recursos adicionais.

Os métodos que você escolher para reduzir superalocações dependem


das limitações de seu projeto como orçamento, disponibilidade de recursos,
data de término e flexibilidade no agendamento de tarefas.

9.2. O QUE PRIORIDADES TÊM HAVER COM O


NIVELAMENTO DE RECURSOS?
Há dois tipos de prioridades que você pode definir para controlar a
ordem na qual o Microsoft Project nivela tarefas para recursos superalocados:
prioridades da tarefa e do projeto.

As prioridades variam de 0 a 1000, sendo 1000 a maior prioridade e 0 a


menor. Esse intervalo abrangente permite uma maior flexibilidade no
nivelamento. A prioridade de tarefa padrão é 500.

Defina prioridades de tarefa quando você desejar definir prioridades


sobre tarefas específicas para controlar como elas são redistribuídas em
relação umas a outras. A maior prioridade, 1000, tem o efeito de "Não
redistribuir", significando que o Microsoft Project nunca irá atrasar ou dividir
essa tarefa ao redistribuir, nem irá remover os atrasos ou divisões de
redistribuição existentes.

Defina prioridades de projeto quando você desejar definir prioridades em


projetos específicos em um plano de vários projetos, o que significa
compartilhar recursos entre projetos diferentes. As prioridades no nível do
projeto controlam como as tarefas no projeto são redistribuídas em relação a
outros projetos e tarefas em um plano de vários projetos. A prioridade mais
alta, 1000, tem o efeito de "Não redistribuir", significando que o Microsoft
Project nunca dividirá ou atrasará as tarefas neste projeto durante a
redistribuição, nem removerá os atrasos ou divisões de redistribuição.

Não há sobreposição de prioridades entre projetos. Por exemplo, se o


projeto “A” tiver a prioridade de 500 e o projeto “B” tiver a prioridade de 400,
as tarefas no projeto “A” sempre terão uma prioridade maior para
redistribuição do que as do projeto “B”. Dessa forma, uma tarefa de prioridade
1000 no projeto “B” terá uma prioridade menor do que uma tarefa de
prioridade 0 no projeto “A”.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 148

9.3. CONFIGURANDO PARA O NIVELAMENTO


Acesse o menu Ferramentas :: Redistribuição de recursos (figura
173).

Figura 173 – Redistribuição de recursos

As tarefas que serão atrasadas ou divididas dependerão da ordem de


redistribuição escolhida na caixa de diálogo Redistribuição de recursos:
Padrão, Somente identificação ou Prioridade.

Com a ordem de redistribuição padrão, o Microsoft Project examina


dependências predecessoras, tempo da margem de atraso ou folga total
permitida, datas, restrições e prioridades.
Quando se escolhe redistribuir por identificação, o Microsoft Project
simplesmente desce pela lista de tarefas em ordem por identificação de
tarefa.
Quando se escolhe redistribuir por Prioridade e Padrão, o Microsoft
Project examina primeiro quaisquer prioridades de tarefa e, em seguida,
examina os fatores padrão.

Dois tipos de atraso podem ser adicionados à sua agenda: atraso da


atribuição e atraso da redistribuição. O atraso da atribuição indica quanto
tempo um recurso atribuído deve esperar após a data de início da tarefa
antes de iniciar trabalho na atribuição. Você pode adicionar atraso da
atribuição para resolver superalocações de recurso.

O Microsoft Project adiciona atraso da redistribuição à agenda como


resultado da redistribuição. Você também pode inserir atraso da
redistribuição para adiar uma tarefa manualmente. Vale ressaltar que se
você inserir seu próprio atraso da redistribuição, esse valor é desmarcado
quando você clicar no botão Limpar redistribuição ou Redistribuir agora na
caixa de diálogo Redistribuição do recurso (figura 174).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 149

Figura 174 – Caixa de diálogo “Redistribuição de recursos”

Na caixa de diálogo Redistribuição de recursos, configure:

a) Redistribuição de cálculos - Atrasa ou divide tarefas ou


atribuições automática ou manualmente para eliminar conflitos
de recursos. A opção Automática faz com que haja
redistribuição sempre que você fizer alterações na agenda. A
opção Manual redistribui sempre que você clicar em Redistribuir
agora. A configuração padrão instalada é Manual, mais
recomendada.
b) Procurar superalocações - Especifica o intervalo de tempo no
qual o Microsoft Project procura superalocações antes de
efetuar cálculos de nivelamento. As tarefas são consideradas
como superalocadas e serão redistribuídas se o trabalho total
atribuído ultrapassar as horas totais de trabalho do intervalo de
tempo selecionado. Por exemplo, se um recurso tiver duas
tarefas de quatro horas com início agendado para as 08:00 no
mesmo dia e você optar por procurar superalocações a cada
hora, uma tarefa será atrasada quatro horas, para que não haja
superalocação em cada hora do dia de trabalho. No entanto, se
você optar por procurar superalocações diariamente, as tarefas
agendadas não excederão a quantidade de trabalho que o
recurso pode executar em um dia e não serão redistribuídas. A
configuração padrão instalada é Diariamente, entretanto,
convém escolher a opção que esteja de acordo com o nível de
controle exigido pela gerência do projeto, em nosso caso hora a
hora.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 150

c) Limpar os valores de redistribuição antes de redistribuir -


Remove os atrasos e as divisões criadas por distribuições de
recursos anteriores, antes de tentar a distribuição. Mantenha
desmarcada essa opção.
d) Intervalo de redistribuição para - Especifica as tarefas que
devem ser redistribuídas. Você pode redistribuir todas as tarefas
em um projeto ou somente as tarefas que estão agendadas
durante um período de tempo específico. Mantenha marcada a
opção Redistribuir o projeto inteiro.
e) Ordem de redistribuição – Especifica a ordem de
redistribuição para o projeto. Mantenha a opção Padrão.
f) Redistribuir somente dentro das margens de atraso
permitidas – Uma vez marcada, essa opção especifica que
você não deseja que a redistribuição atrase a data de término
do projeto. O Microsoft Project tentará resolver somente as
superalocações de recursos que possam ser solucionadas sem
alterar a data geral de término do projeto. Se selecionar esta
opção, talvez ainda haja superalocações no projeto, mesmo
depois da redistribuição. Mantenha esta caixa de seleção
desmarcada.
g) A redistribuição pode ajustar atribuições individuais de uma
tarefa - Permite a redistribuição de um recurso
independentemente do fato de outros recursos estarem
trabalhando na mesma tarefa. Por exemplo, se seis recursos
estiverem atribuídos à tarefa e um estiver superalocado, a
redistribuição poderá atrasar e dividir a atribuição do recurso
superalocado, em vez de atrasar toda a tarefa. Mantenha esta
caixa de seleção marcada.
h) A redistribuição pode criar divisão de trabalho restante -
Permite que a redistribuição interrompa tarefas criando divisões
no trabalho restante de tarefas ou atribuições de recursos.
Mantenha esta caixa de seleção marcada.
i) O botão Limpar redistribuição - Remove o atraso da
redistribuição e quaisquer divisões criadas pela redistribuição.
j) O botão redistribuir agora - Inicia a redistribuição de recursos
atrasando ou dividindo tarefas ou atribuições para eliminar
conflitos de recursos. Se você estiver redistribuindo em um
modo de exibição de recurso, “Planilha de recursos”, por
exemplo, a caixa de diálogo Redistribuir será exibida (figura
175).

Figura 175 – Caixa de diálogo “Redistribuir”


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 151

k) O botão “OK” - Grava as alterações especificadas na caixa de


diálogo Redistribuição de recursos.
É importante observar que a redistribuição (ou o nivelamento):
• não reatribui tarefas;
• não reatribui unidades e;
• não redistribui recursos materiais, somente pessoas e
equipamentos.
Definidas todas as configurações da caixa de diálogo “Redistribuição de
recursos”, clique no botão Redistribuir agora.
O recurso ajudante será nivelado e, como foi mantida desmarcada a
opção Redistribuir somente dentro das margens de atraso permitidas,
todo o projeto será atrasado visto que a tarefa “F”, da qual o recurso citado
participa, pertence ao caminho crítico, isto é, possui folga total igual a zero.

9.4. RESULTADOS DO NIVELAMENTO DE


RECURSOS
Quando o Microsoft Project nivela um recurso superalocado, certas
tarefas atribuídas a esse recurso são divididas ou atrasadas. As tarefas
divididas ou atrasadas são, então, agendadas para quando o recurso tiver
tempo para trabalhar nelas. Essas alterações na agenda são baseadas nos
seguintes fatores:
• Folga total (ou margem de atraso total) permitida para o projeto;
• Na disponibilidade do recurso pelos calendários de períodos de
trabalho e unidades;
• Nas unidades de atribuição dos recursos;
• Na duração da tarefa;
• Nas restrições da tarefa.
Você pode ver os resultados da redistribuição no Gantt de
redistribuição (figura 176), que mostra graficamente os valores antes da
redistribuição comparados com valores após a redistribuição, incluindo os
atrasos e divisões das tarefas adicionadas mais recentemente.

Figura 176 – Gantt de redistribuição


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 152

Após o nivelamento de recursos, podemos também analisar as datas do


projeto através do modo de exibição personalizado RELATÓRIO DE
ANÁLISE COM A LINHA DE BASE.
Para o projeto exemplo 1, notamos que o término do empreendimento
passou de 31/01/03, 17 horas para 05/02/03, às 12 horas (figura 177).

Figura 177 – Análise com a linha de base

É possível, entretanto, que esse atraso não seja conveniente. Por uma
questão de orçamento ou mesmo outra questão menos técnica, o prazo
estabelecido inicialmente deve ser mantido, o que nos obriga a repensar a
rede de planejamento.

9.5. NIVELANDO SOMENTE DENTRO DAS


“MARGENS DE ATRASO PERMITIDAS”
Como vimos anteriormente, na caixa de diálogo Redistribuição de
recursos, acessível a partir do menu Ferramentas :: Redistribuição de
recursos (figura 174), podemos marcar a opção Redistribuir somente
dentro das margens de atraso permitidas, fazendo com que o nivelamento
ocorra apenas em tarefas que tenham folga e que, por isso mesmo, possam
ser atrasadas ou divididas.

Para “limpar” os resultados da redistribuição ou nivelamento de


recursos, acesse o menu Ferramentas :: Redistribuição de recursos e
clique no botão Limpar redistribuição.

Todas as condições originais serão retornadas, permitindo que façamos


uma segunda tentativa no sentido de que sejam nivelados todos os recursos
superalocados, mas sem que haja prejuízo no prazo final do projeto.

Voltamos, então, ao menu Ferramentas :: Redistribuição de recursos


e marcamos a caixa de opção Redistribuir somente dentro das margens
de atraso permitidas (figura 178).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 153

Figura 178 – Nova redistribuição

Em seguida, clicamos no botão Redistribuir agora para que o Microsoft


Project tente resolver as superalocações com base em tarefas que possam
ser atrasadas ou divididas, ou seja, aquelas que tenham folga total suficiente.

Caso não haja condição ideal para o nivelamento via software, marcada
a opção de só nivelar dentro das folgas totais permitidas para o projeto, serão
retornadas mensagens de agendamento informando o nome do recurso, o dia
e a hora em que está ocorrendo a superalocação.

Nesse momento, você poderá ignorar cada mensagem individualmente,


ignorar todas as mensagens finalizando a etapa de redistribuição ou parar o
nivelamento naquele ponto (figura 179).

Figura 179 – Mensagem de agendamento

Clicando continuamente no botão Ignorar, no caso do nosso projeto


exemplo 1, percebemos que o Microsoft Project não pode resolver a
superalocação para o recurso ajudante nos dias 23, 24, 27 e 28.

A partir das mensagens de agendamento e também com o auxílio dos


modos de exibição de recursos como a Planilha de recursos, Uso do recurso
e Uso da tarefa, além de um domínio adequado do escopo contratado,
podemos simular diversas situações de nivelamento, o que nos permitirá
tomar decisões mais acertadas a respeito da contratação e alocação de todos
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 154

os recursos necessários, da otimização de calendários e, em última instância,


da própria viabilidade do empreendimento.

De fato, essa potente capacidade de simulação, de previsão


calculada das probabilidades futuras de um projeto, em todos os seus
aspectos, faz dos softwares processadores de redes PERT/CPM,
diferentes de aplicativos de planejamento que não contemplam a aplicação
da técnica de modo claro e científico.

Aliás, é muito importante que sejam adequadamente entendidas as


possibilidades, capacidades e objetivos de cada software individualmente: a
que se destinam, qual o seu custo x benefício, o custo de implantação, o
custo da manutenção, das atualizações, qual a qualidade do suporte técnico e
a bibliografia disponível no mercado, entre outros diversos fatores.

9.6. REPENSANDO O NIVELAMENTO DE RECURSOS


Para o nosso projeto_exemplo_01_00.mpp, optamos pela seguinte
solução:

a) Salvamos o projeto como projeto_exemplo_01_01.mpp;


b) Modificamos o calendário do projeto, permitindo trabalho nos dias 25
e 26 de janeiro, sábado e domingo, das 08:00 às 12:00 e das 13:00
às 16:00 horas (figura 180);
c) Ampliamos o número do recurso “ajudante” de 4 para 6;

Figura 180 – Modificação do calendário do projeto

d) Desmarcamos a opção Redistribuir somente dentro das margens


de atraso permitidas, permitindo dessa forma o atraso do projeto;
e) Executamos novo nivelamento.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 155

Figura 181 – Resultados do novo nivelamento

Dessa forma, obtivemos alguns dos seguintes resultados (figura 181):

a) A data de término prevista passou de 31/01, 17:00 horas para


03/02, 15:00, supondo que isso tenha sido permitido pela
gerência do projeto;
b) A tarefa “F” foi atrasada em sete horas; e
c) A tarefa “H” foi movida e adiantada em três horas.

Para fazer suas próprias simulações, abra o


projeto_exemplo_01_00.mpp, salve com outro nome e siga os
passos descritos anteriormente. Você poderia, por exemplo, optar
por diminuir um pouco a duração da tarefa “F” ou ainda, ampliar todo o
calendário do projeto e não apenas os dias 25 e 26.

Para visualizar o Gantt de redistribuição, acesse o menu Exibir :: Mais


modos de exibição.

Após novo nivelamento – com base nas decisões tomadas – o gráfico


dos recursos “jardineiro” e “ajudante” são apresentados como mostram as
figuras 182 e 183 abaixo.

Figura 182 – Novo gráfico do recurso jardineiro após o nivelamento


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 156

Figura 183 – Novo gráfico do recurso ajudante após o nivelamento

Com base nos gráficos dos recursos apresentados, o que você


faria para que o projeto terminasse no mês de janeiro?

9.7. COMENTÁRIOS IMPORTANTES SOBRE


NIVELAMENTO
Quando você usa a redistribuição, o Microsoft Project verifica um
recurso de cada vez. Se um recurso estiver superalocado, ele procurará pelas
tarefas que estão ocasionando a superalocação e identificará quais dessas
tarefas podem ser adiadas. O Microsoft Project não adiará as tarefas que:

Tiverem uma restrição do tipo Deve iniciar em ou Deve terminar em.


Tiverem uma restrição do tipo O mais tarde possível, se este projeto
for agendado a partir da data de início.
Tiverem uma restrição do tipo O mais breve possível, se este projeto
for agendado a partir da data de término.
Tiverem a prioridade 1000, que significa Não redistribuir.
Tiverem uma data de início real. No entanto, enquanto a caixa de
seleção A redistribuição pode criar divisões no trabalho restante estiver
marcada, qualquer trabalho restante poderá ser dividido para redistribuição
(ou nivelamento).

Após determinar quais tarefas podem ser adiadas, o Microsoft Project


escolherá a tarefa que será adiada com base em suas dependências com
outras tarefas, sua data de início, sua prioridade e suas restrições.

Para analisar as alterações efetuadas pela redistribuição nas tarefas, no


menu Exibir, clique em Mais modos de exibição. Clique em Gantt de
redistribuição e, em seguida, clique em Aplicar. Analise suas tarefas no
modo de exibição Gantt de redistribuição para ver os resultados da
redistribuição e qual o atraso que ela adicionou às tarefas.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 157

Normalmente, quando você adia uma tarefa, usando a redistribuição de


recursos ou adicionando um atraso manualmente, se você clicar em Limpar
redistribuição na caixa de diálogo Redistribuição de recursos, esse atraso
será removido. No entanto, suponha que uma tarefa seja dividida ou adiada
como resultado da redistribuição e que ela seja definida posteriormente com a
prioridade 1000 (Não redistribuir). Se você clicar em Limpar redistribuição na
caixa de diálogo Redistribuição de recursos, a divisão ou o atraso da
redistribuição não será removido.

10. CURVAS DE AVANÇO FÍSICO


10.1. CURVA DE TRABALHO ACUMULADO VERSOS
TEMPO
Quando traçamos uma curva do avanço físico previsto utilizando as
durações das tarefas para o cálculo de seus pesos, estamos fazendo do
modo “estatístico”, pois o que define de fato o peso de tarefas é tão somente
o Hh (homem.hora) necessário para a execução das mesmas.
Sendo assim, não existe um recurso no Project que o habilite ao traçado
de curvas “S” utilizando as durações das tarefas. Daí o uso das tabelas pré-
definidas ou calculadas.
Para que o aplicativo lhe retorne dados suficientes de modo que seja
possível elaborar uma curva de avanço, é necessário efetuar a alocação de
recursos para o projeto.
Só então teremos: recurso x duração = trabalho.
Ou ainda: 2 homens x 8 horas = 16 horas de trabalho ou 16Hh.
Alocados os recursos para o seu projeto, acesse o menu Exibir ::
Barras de ferramentas :: Análise (figura 184).

Figura 184 – Exibindo a barra de ferramentas “Análise”

Na barra de ferramentas “Análise”, clique no meu Analisar dados de


escala de tempo no Excel.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 158

Figura 185 – Barra de ferramentas “Análise”

Será iniciado o Assistente que irá lhe permitir exportar do Project para o
Excel os dados necessários ao traçado das curvas de avanço físico do
trabalho acumulado previsto x realizado.

Iniciado o assistente (figura 186), você deve escolher entre exportar


dados para todo o projeto ou apenas para tarefas selecionadas. Mantenha
selecionada a opção “Projeto inteiro”.

Feita a escolha na primeira etapa, clique no botão Avançar.

Figura 186 – Assistente para análise, etapa 1

Na segunda etapa do assistente para análise de dados da escala de


tempo, figura 187, remova “Trabalho” dos “Campos a serem exportados”, e
adicione “Trabalho acumulado”.

Poderíamos escolher os campos Trabalho acumulado – curva de avanço


físico previsto e Trabalho real – curva de avanço físico real. De modo prático,
entretanto, é aconselhável que seja utilizado apenas o campo Trabalho
acumulado. Os dados referentes ao trabalho real podem ser adicionados no
decorrer do acompanhamento e controle do projeto. Caso contrário, a toda
atualização seria necessário repetir todo o processo.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 159

Figura 187 – Assistente para análise, etapa 2

Após adicionar o campo “Trabalho acumulado”, figura 188, clique no


botão “Avançar”.

Figura 188 – Assistente para análise, etapa 2, “Trabalho acumulado”

A terceira etapa (figura 189), consiste em escolher o intervalo de datas e


a unidade a ser utilizada pelo assistente no traçado da curva. Escolha da
unidade “Dias” e clique no botão avançar.
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Hugo Barbosa Ferreira 160

Figura 189 – Assistente para análise, etapa 3

Na quarta etapa (figura 190), mantenha selecionada a opção “Sim” para


que os dados do trabalho acumulado, obtidos da alocação de recursos, sejam
exportados para o Excel, possibilitando a formatação do gráfico de “trabalho
versos tempo”.

Figura 190 – Assistente para análise, etapa 4

Finalmente na quinta etapa (figura 191), é mostrado um formulário com


informações adicionais de suporte e, é claro, um alerta sobre a demora do
processo relacionada às suas configurações de hardware.

Clique no botão Exportar dados para finalizar o assistente.


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 161

Figura 191 – Finalizando o processo de exportação de dados

Ao término do processo de exportação, o Excel estará aberto com uma


nova pasta contendo as planilhas “Gráf. dados escala de tempo” e “Dados de
escala de tempo”, figura 192.

Figura 192 – Gráfico exportado com os dados de trabalho acumulado

É aconselhável que você formate o gráfico exportado para o Excel com


o objetivo de aprimorar sua comunicação visual.

Normalmente, a curva de trabalho versos tempo é melhor apresentada


em 2D. Além disso, convém acrescentar a seqüência “Trabalho acumulado
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 162

real” que será alimentada a partir das atualizações no decorrer dos trabalhos
em seu projeto (figura 193).

Figura 193 – Gráfico de trabalho acumulado – formatação sugerida

10.2. CURVA DE PERCENTUAL CONCLUÍDO


VERSOS TEMPO (CURVA “S”)
Outro modo de representar graficamente o projeto é através de uma
curva “S”, tabela pré-definida (figura 194), que utiliza os valores do percentual
concluído versos tempo ao invés do trabalho acumulado.

Figura 194 – Curva “S” de 60%


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 163

Para montar uma curva “S” do seu projeto, você precisa calcular o
período de execução planejado (previsto). Para o projeto exemplo 1, vem:

31 de janeiro (data fim), menos 21 de janeiro (data início)e mais 1, é


igual a 11, isto é, 31 – 21 + 1 = 11.

Assim, temos um período de 11 dias correspondente à curva 11 na


tabela (valores previstos):

0,50 2,10 5,50 11,80 23,20 40,40 59,10 76,60 89,80 97,30 100,00

No Cd-rom, clique na pasta “Excel” e abra o arquivo “curva s de 60.xls”


contendo a curva do projeto exemplo 1, figura 195.

Figura 195 – Gráfico da curva “S” de 60% com 11 períodos

Note que foi acrescentada a seqüência “Realizado” que será alimentada


a partir dos dados do percentual concluído total do seu projeto, quando das
atualizações ao longo da execução do trabalhos.

Também no cd-rom, na pasta do Excel, disponibilizamos o arquivo


monta_curvas_s.xls, uma gentil colaboração da AMPLAC, Serviços Técnicos,
amplac@atarde.com.br, de Alvaro Povoas.

Como o arquivo é repleto de macros, você terá que ativá-las (figura 196)
para desfrutar de toda sua utilidade.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 164

Figura 196 – Ativando macros

Notas:

1) O arquivo foi analisado com o Norto Antivírus 2002 (atualizado). Não


foi detectado nenhum vírus.

2) Norton Antivírus é um produto da Symantec.

Após o nivelamento de recursos e emissão das curvas de avanço físico


que sejam mais adequadas ao projeto, podemos preparar o arquivo para a
emissão das programações de serviços.

11. ACOMPANHAMENTO E CONTROLE


11.1. DIRETRIZES BÁSICAS DE
ACOMPANHAMENTO E CONTROLE

11.1.1. OBJETIVO
• Estabelecer os parâmetros para o acompanhamento e o
controle da execução de todos os serviços detalhados nas redes
de planejamento;

• Determinar as responsabilidades individuais da equipe de


acompanhamento e controle do empreendimento e da equipe
que fará parte da Central de Planejamento;

• Estabelecer as rotinas ligadas a todo sistema de


retroalimentação das redes de planejamento;
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 165

• Fornecer subsídio a treinamentos da equipe de


acompanhamento e controle, visando o cumprimento dos
critérios estabelecidos.

11.1.2. A QUEM SE DESTINA


Este procedimento, critérios de acompanhamento e controle, é
destinado a toda equipe que, contratada para esse fim, irá efetivamente
compreender, acompanhar, criticar e registrar diariamente, de acordo com a
periodicidade estabelecida, todas as informações de escopo realizado,
necessárias aos cálculos dos possíveis desvios durante a execução dos
serviços do empreendimento PROJETO EXEMPLO 1.

Nota 1: os cálculos citados acima, serão a ferramenta fundamental para o(s)


Gerente(s) do empreendimento quando da tomada de decisões corretivas de
prazos, nivelamento recursos, adequação de calendários, etc.

11.1.3. A CENTRAL DE PLANEJAMENTO


Local definido pela gerência do empreendimento onde ocorrerão os
trabalhos de planejamento executivo, cálculos de cronogramas (redes de
planejamento), análise de caminhos críticos e controles diversos. Na Central
de Planejamento serão emitidas todas as programações de serviços,
invalidando dessa forma, quaisquer outras fontes de emissão desse tipo de
relatório. Com ênfase: não será válida qualquer programação de serviço que
não tenha sido gerada e aprovada pelos gestores da Central de
Planejamento.

Determina, inclusive, este procedimento que:

a) todo e qualquer cronograma e/ou programação de serviço, que


faça referência ao empreendimento PROJETO EXEMPLO 1, é
de inteira e única responsabilidade da Central de Planejamento
através de seus gestores;
b) não poderão ser calculados e/ou divulgados os cronogramas
(redes PERT/CPM) do empreendimento, no período de
execução dos serviços de parada, por outra empresa, setor ,
divisão, etc., que não tenha sido autorizada, formalmente, pela
Central de Planejamento;
c) todas as programações de serviços serão disponibilizadas aos
supervisores e/ou responsáveis, em horários e datas
estabelecidos neste procedimento;
d) a Central de Planejamento também irá funcionar como central de
comunicação, mediando intervenientes, integrantes e parceiros.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 166

11.1.4. ORGANOGRAMA DE ACOMPANHAMENTO E


CONTROLE

Figura 197 – Organograma de acompanhamento e controle

11.1.5. CRONOGRAMA DE ATUALIZAÇÕES


Será feita uma atualização no horário estabelecido no Cronograma de
Atualizações.

Figura 198 – Cronograma de atualizações do projeto


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 167

Serão emitidos pela Central de Planejamento, após todas as análises


necessárias, inclusive do caminho crítico do projeto, reprogramadas as
tarefas não iniciadas, todas as programações de serviço, por executante,
conforme definição prévia, Relatório Gerencial de Análise com a Linha de
Base e o Cronograma Integrado Gantt-PERT/CPM – com a formatação do
caminho crítico.

11.1.6. COMENTÁRIOS GERAIS


Todas as programações de serviços a serem disponibilizadas na Central
de Planejamento para os executantes e/ou usuários, serão no formato PDF.

O aplicativo padrão utilizado para o processamento das redes de


planejamento é o Project 2000 da Microsoft.

O formato de datas a ser utilizado nos relatórios de atualizações


(programações de serviço) será dd/mm e hh/min. O formato do percentual é
xxx%.

11.1.7. CONCLUSÃO
Em mais uma oportunidade, a implantação da Central de Planejamento,
sucesso obtido em outros eventos de mesmo porte e até superior, é para nós
uma certeza de interação, facilidade de comunicação, sinergia e domínio total
do escopo, buscando alcançar os objetivos definidos, sob sólidos parâmetros
de tempo, recursos, qualidade, economia e segurança.

11.1.8. COMENTÁRIOS SOBRE AS DIRETRIZES


BÁSICAS DE ACOMPANHAMENTO E CONTROLE
É de fundamental importância para qualquer projeto, estabelecer de
forma clara e transparente as Diretrizes Básicas de Acompanhamento e
Controle.
O exemplo aqui disponibilizado busca tão somente embasar o
profissional de planejamento com algum argumento que lhe permita um
controle organizado de todas as fases do projeto.

O importante é que sejam cumpridas, com determinação, as


instruções das diretrizes básicas. Aliás, não se pode pensar em
qualidade sem procedimentos, sem comprometimento de todos os
envolvidos no empreendimento.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 168

12. EMITINDO PROGRAMAÇÕES DE SERVIÇOS

12.1. PREPARANDO O FILTRO PARA AS


PROGRAMAÇÕES
Em nosso projeto exemplo 1, vamos elaborar programações de serviços
para recursos específicos e em uma região determinada temporal.
Então, precisamos de um filtro que solicite do usuário a região de datas
e o nome específico do recurso para o qual se deseja emitir a programação
de serviços.
Para elaborar o filtro das programações:

a) Acesse o menu Projeto :: Filtro para :: Mais filtros (figura 199);

Figura 199 – Acesso a “Mais filtros”

b) Na caixa de diálogo “Mais filtros”, selecione o filtro “Intervalo de


datas” e clique no botão “Copiar” (figura 200);

Figura 200 – Caixa de diálogo “Mais filtros”


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 169

Figura 201 – Caixa de diálogo “Definição de filtro”

c) Na caixa de diálogo “Definição de filtro” (figura 201), no campo


“Nome”, digite o nome do filtro “PROGRAMAÇÃO DE SERVIÇOS
POR RECURSO”;
d) Mantenha a caixa de opção “Mostrar no menu” selecionada;

Figura 202 – Caixa de seleção “Nome do campo”

e) Abra a caixa de seleção “Nome do campo” e escolha “Nomes de


recursos” (figura 202);

f) Abra a caixa de seleção “Teste” e escolha “Contém” (figura 203);


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Hugo Barbosa Ferreira 170

Figura 203 – Caixa de seleção “Teste”

g) Clique na caixa de seleção “Valor(es), na linha 3, clique na barra de


edição e digite “Informe as iniciais do recurso:”?. Note que a
interrogação fica fora das aspas (figura 204);

Figura 204 – Caixa de seleção “Valor(es)”

h) Mantenha selecionada a caixa de seleção “Mostrar linhas de resumo


relacionadas” e clique no botão “OK”.
Como vimos no módulo 3, convém copiar o novo filtro para o Global.mpt.

12.2. DETALHES SOBRE A CAIXA DE DIÁLOGO


DEFINIÇÃO DE FILTRO
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Hugo Barbosa Ferreira 171

Use esta caixa de diálogo para criar ou alterar um filtro personalizado.

A partir da caixa de diálogo “Definição de filtro” você pode definir os


critérios, incluindo o campo, o teste e o valor, aos quais as tarefas ou os
recursos devem atender para serem exibidos ou realçados pelo filtro e alterar
o conjunto de filtros exibido no submenu Filtro para.

Detalhes - Os detalhes a seguir referem-se à tabela de definição de


filtro, que é usada para definir os critérios aos quais as tarefas ou os recursos
devem atender para serem exibidos ou realçados.

E/ou - Se o filtro contiver mais de uma linha de critério, insira um


operador para cada linha. Se você não incluir um operador, o Microsoft
Project usará o operador E.

Nome do campo - Insira o campo cujo conteúdo você deseja testar. O


Microsoft Project verificará o conteúdo desse campo para todas as tarefas ou
recursos do modo de exibição atual. Se o conteúdo do campo passar no teste
especificado, a tarefa ou o recurso será exibido ou realçado.

Teste - Digite um teste ou clique em um teste da lista. O Microsoft


Project usará o teste para comparar o(s) valor(es) digitado(s) na caixa
Valor(es) com as informações do campo de cada tarefa ou recurso. Ele o
informará se um teste não for válido para o campo selecionado. Escolha um
dos seguintes testes:

É igual a - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo campo contém


um valor exatamente igual ao valor especificado. O campo poderá não conter
nenhum outro valor além do valor correspondente. Por exemplo, se você
filtrar um modo de exibição de tarefa para mostrar as tarefas cujo campo
Nome do recurso é igual a "João Couto", o Microsoft Project exibirá todas as
tarefas às quais somente "João Couto" esteja atribuído. Ele não exibirá as
tarefas às quais "João Couto (Supervisor)" esteja atribuído nem as tarefas às
quais "João Couto" e vários outros recursos estejam atribuídos.

É diferente de - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo campo


contém um valor diferente do valor especificado.

É maior que - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo campo


contém um valor maior que o valor especificado.

É maior ou igual a - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo


campo contém um valor maior ou igual ao valor especificado.

É menor que - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo campo


contém um valor menor que o valor especificado.
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Hugo Barbosa Ferreira 172

É menor ou igual a - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo


campo contém um valor menor ou igual ao valor especificado.

Está contido em - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo


campo contém um valor dentro do intervalo especificado pelos dois valores.

Não está contido em - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo


campo contém um valor fora do intervalo especificado pelos dois valores.

Contém - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo campo contém


o valor. Por exemplo, se você filtrar as tarefas cujo campo Nome contém
"desenvolv", o Microsoft Project exibirá "Desenvolver documentação" bem
como "Pedir à equipe de desenvolvimento para analisar as especificações".

Não contém - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo campo não


contém o valor.

Contém exatamente - Exibe ou realça as tarefas ou os recursos cujo


campo contém uma tarefa ou um recurso que corresponde exatamente ao
valor. Este teste é diferente de é igual a porque contém exatamente pode ser
aplicado a campos como Nomes de recursos ou Predecessoras, que podem
listar diversos valores de uma só vez. Por exemplo, suponha que você crie o
filtro: Nomes de recursos :: contém exatamente João. Agora suponha que
haja um recurso chamado João, atribuído à Tarefa 1, um recurso João Couto
atribuído à Tarefa 2, e os recursos João e João Couto atribuídos à Tarefa 3.
As Tarefas 1 e 3 atenderiam aos critérios do teste contém exatamente. Se
você criasse o filtro: Nomes de recursos :: é igual a João, somente a Tarefa 1
atenderia aos critérios.

Valor(es) - Insira os números, as datas ou o texto com base nos quais o


conteúdo do campo deve ser testado. Você também pode clicar em um
campo da lista para comparar o seu conteúdo com o do campo especificado
na coluna Nome do campo.

Os valores devem corresponder ao tipo de campo com base no qual


estão sendo testados. Por exemplo, se tiver selecionado Custo como o nome
do campo, você não poderá usar Data de término no campo Valor(es).
Quando forem inseridos valores inadequados nesse campo, o Microsoft
Project exibirá uma mensagem quando você tentar fechar a caixa de diálogo.

Para indicar um intervalo para o teste está contido em ou não está


contido em, separe os valores com o caractere separador de lista. Por
exemplo, se tiver selecionado está contido em para a coluna Teste, você
poderá localizar as tarefas que se encontram em um intervalo de datas
digitando 21/1/03, 03/01/03.

Você pode usar caracteres curinga como parte do valor no teste é igual
a ou é diferente de. Os caracteres curinga ponto de interrogação (?) e
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Hugo Barbosa Ferreira 173

asterisco (*) podem aparecer em qualquer parte do texto. Por exemplo, todos
os valores a seguir são válidos: Instalar*relógio????-401*
Se desejar filtrar usando um caractere reservado como um caractere
curinga, digite um acento circunflexo (^) na frente do caractere. Por exemplo,
para filtrar as tarefas que incluem um asterisco em seu nome, digite ^*.
Para criar um filtro interativo, digite uma mensagem entre aspas,
seguida de um ponto de interrogação (?). Por exemplo, "Inserir data:"?
Quando você aplicar esse filtro, será exibida uma caixa de diálogo com a
mensagem digitada. Use essa caixa de diálogo para inserir o valor ou o
intervalo de valores que deverá ser testado com base no campo especificado
na coluna Nome do campo.
Para criar um filtro calculado, digite um nome de campo entre colchetes
([ ]) ou clique em um nome de campo da lista. Quando você aplicar o filtro, o
Microsoft Project comparará o valor do campo especificado com o do campo
especificado na coluna Nome do campo.

Observação: você não pode usar caracteres curinga ao especificar um


filtro calculado.

Nos campos de data, se desejar filtrar os campos que não contêm


nenhuma data, você poderá digitar NA no campo Valor(es). Nos campos de
número e de moeda, para filtrar os campos que não contêm nenhum número,
insira 0. Se desejar filtrar os campos de texto que não contêm texto, deixe o
campo Valor(es) em branco.

COMENTÁRIOS

Você pode criar critérios agrupados para um filtro. Em vez de filtros para
um texto filtrado, você pode criar um grupo de critérios de filtro em uma linha,
colocar o operador E ou Ou na segunda linha e criar o segundo grupo de
critérios de filtro na terceira linha. As informações referentes ao primeiro
critério serão filtradas e as informações referentes ao segundo critério serão
filtradas de modo independente. Depois, os dois conjuntos de informações
serão inter-relacionados com o operador E ou Ou.

12.3. PREPARANDO O MODO PROGRAMAÇÕES DE


SERVIÇOS
Como vimos, um modo de exibição (elemento de projeto) é construído a
partir de outros elementos:

1) Tela – normalmente o gráfico de Gantt;


2) Tabela – vamos utilizar a tabela ATUALIZAÇÕES;
3) Grupo – não vamos utilizar nenhum grupo;
4) Filtro – vamos utilizar o filtro construído PROGRAMAÇÕES DE
SERVIÇOS POR RECURSO.
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Hugo Barbosa Ferreira 174

Figura 205 – Modo de exibição PROGRAMAÇÃO DE SERVIÇOS

Para construir o modo de exibição PROGRAMAÇÕES DE SERVIÇOS


POR RECURSO, ACESSE O MENU Exibir :: Mais modos de exibição,
mantenha selecionada a caixa Modo de exibição único e clique no botão
OK. Construa o novo modo de exibição como mostrado na figura 205, clique
no botão OK e disponibilize também para outros projetos através do
Organizador.

Para testar o novo modo de exibição, acesse o menu Exibir ::


PROGRAMAÇÕES DE SERVIÇOS POR RECURSO (figura 206).

Figura 206 – Testando o novo modo PROGRAMAÇÃO DE SERVIÇOS

Na caixa de diálogo “Mostrar as tarefas que iniciam ou terminam após:”,


digite 21/01/03 e clique no botão OK (figura 207).
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Hugo Barbosa Ferreira 175

Figura 207 – Informado a data de início da programação

Supondo uma programação de serviços com um universo de 48 horas


para o recurso Ajudante (AJD), na caixa de diálogo “E antes de”, digite
22/01/03 e clique no botão OK (figura 208).

Figura 208 – Informado a data de término da programação

Na caixa de diálogo “Informe as iniciais do recurso”, digite ajd e clique no


botão OK (figura 209).

Figura 209 – informando as iniciais do recurso

Serão retornadas todas as tarefas que iniciam em 21/01/03 das quais o


recurso Ajudante participa.

É claro que essa é uma das maneiras utilizadas para emitir


programações de serviços. Você poderia, por exemplo, incluir em sua
tabela CADASTRO DE PROJETOS uma coluna de texto (texto 1, texto 2,
etc.) para digitar os nomes dos supervisores dos serviços, os nomes das
empresas, dos operadores responsáveis pelas áreas a serem manutenidas
ou os nomes dos técnicos responsáveis pelo acompanhamento. Dessa
forma, o seu filtro iria pesquisar na coluna de texto a informação específica
para lhe retornar a programação desejada de modo bastante flexível.

A figura 210 mostra a programação de serviços para o recurso Ajudante,


no período compreendido entre 21 de janeiro até 22 de janeiro de 2003.
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Hugo Barbosa Ferreira 176

Figura 210 – A programação de serviços para o recurso Ajudante

Como vimos no módulo 4, acesse o menu Arquivo :: Configurar


página e configure as margens, cabeçalho e rodapé do relatório para
impressão da programação de serviços (figura 211).

Figura 211 – Formatação da programação de serviços

Acesse novamente o menu Exibir :: PROGRAMAÇÕES DE SERVIÇOS


POR RECURSO, digite o período compreendido entre 02/02/03 e 03/02/03 e
digite também as iniciais do recurso ajudante, ajd.
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Apenas a tarefa “F” será retornada porque inicia em 25/1/03 08:00h, mas
termina 3/2/03 15:00h.

13. ATUALIZANDO A REDE DE PLANEJAMENTO


Emitidas todas as programações de serviços, de acordo com os horários
estabelecidos nas Diretrizes Básicas de Acompanhamento e Controle do
Empreendimento, será necessário que se façam as atualizações das tarefas
executadas no projeto (figura 212).

Essas atualizações, do percentual concluído, início real e término real de


cada tarefa, serão a base fundamental da retroalimentação do sistema, o que
de fato irá possibilitar a tomada de decisões corretivas dos possíveis desvios
no andamento do projeto.

Figura 212 – Atualizando o projeto

Ainda dando ênfase ao cumprimento do que determinam as Diretrizes


Básicas de Acompanhamento e Controle, é preciso educar os técnicos
responsáveis pela coleta de dados no campo, no momento das atualizações,
com respeito aos formatos do percentual concluído e das datas de início real
e término real de cada tarefa.

Temos observado, em alguns empreendimentos importantes,


retornos como “OK” ou “CO” (concluído), o que gera dúvidas para
quem digita os dados no aplicativo. Na falta de informação mais coerente, os
técnicos de análise das redes PERT/CPM se vêem obrigados a aceitar as
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 178

datas previstas como realizadas. Acontece que isso, na maioria das vezes,
não condiz com a verdade. Assim, cresce a possibilidade da ocorrência de
erros graves nas informações apresentadas quando se desejam comparar o
que se planejou com o que foi executado.

Além disso, essa negligência com os importantes critérios estabelecidos


nas Diretrizes Básicas de Acompanhamento e Controle, normalmente
mascaram a curva de avanço físico do empreendimento, esconde da
gerência do projeto fatos importantes a respeito do desempenho de equipes
e/ou parceiros contratados, denotam uma total falta de compromisso com a
qualidade da informação e, por extensão, com todo o trabalho desenvolvido
no planejamento visando alcançar o sucesso dos objetivos definidos.

Em última análise, não basta o domínio do escopo, mas também o


comprometimento incondicional de cada participante do projeto com o que
determinam as Diretrizes Básicas de Acompanhamento e Controle. Somente
dessa forma o sistema pode funcionar adequadamente, proporcionando os
benefícios almejados. Do contrário, só se pode esperar o descrédito total do
planejamento.

Após atualizar as tarefas "A" e "B", com os dados fornecidos na figura


212, na coluna indicadores, note a inclusão do ícone marcador de tarefa
concluída. Ao estacionar o ponteiro do mouse sobre esse ícone, é mostrada a
legenda explicativa Esta tarefa foi concluída em... (figura 213).

Figura 213 – Atualização do projeto

Notamos ainda que a tarefa "A" não foi executada como planejado. O
início previsto passou de 20/01, 08:00h, para 21/01, 09:00h. Também o
término foi atrasado e a sua duração passou de 17 para 20h. Ver arquivo
projeto_exemplo1_03.mpp, na pasta project do seu CD-rom. A atividade
"B" teve início em sua data programada.

14. REPROGRAMANDO TAREFAS


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 179

No decorrer do projeto, muito provavelmente, algumas tarefas tendem a


não iniciar da data prevista. Identificados tais problemas, você pode usar
várias estratégias para gerenciar datas de seu projeto. Por exemplo, você
pode simplesmente alterar a duração de uma tarefa para que ela volte a estar
no prazo final, ou você pode, na impossibilidade disso, ajustar outros fatores
que afetem a agenda, como dependências, restrições e recursos.

Outro fator importante no acompanhamento e controle, é a


reprogramação de tarefas que não iniciaram até a data de atualização.

Ainda considerando o projeto_exemplo1_03.mpp, figura 213, suponha


que estamos em 23/01/03, no final de expediente, 16:00h.

Precisamos atualizar (reprogramar) o projeto e emitir novas


programações de serviços para a manhã do dia seguinte, atrasando tarefas
que estavam programadas para iniciar "hoje" (23/01/03) e não aconteceram.
Acesse o menu Ferramentas :: Controle :: Atualizar projeto... (figura
214).

Figura 214 – Acessando a caixa de diálogo de atualização


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 180

Na caixa de diálogo Atualizar projeto, selecione a opção Reagendar


trabalho não concluído para iniciar após, abra a caixa de calendário (à
direita) e escolha a data 24/01/03, 08:00h. Mantenha a opção Projeto inteiro
selecionada e clique no botão OK (figura.

Figura 215 – A caixa de diálogo Atualizar projeto

A seguinte mensagem deverá ser retornada: "O recurso está atribuído


fora das datas originais da tarefa 4, B, do projeto projeto_exemplo1_03. A
duração fixa dessa tarefa será alterada para acomodar a atribuição do
recurso" (figura 216).

Figura 216 – Mensagem de alteração da duração fixa

Anote o número da tarefa (4), clique no botão OK da caixa de


mensagem, e verifique a mudança na duração fixa de 50 para 82 horas.
Acontece que esse aumento vertiginoso na duração da tarefa, normalmente
não nos é interessante, principalmente se estivermos gerenciado um projeto
de parada para manutenção química ou petroquímica.

A maneira mais comum para a resolução desse problema é alterarmos a


duração diretamente na coluna "Dur" (duração), com base na informação
contida na coluna "DLB" (duração da linha de base). Porém, isso nem sempre
é possível. Quando você torna a digitar a duração original, outros conflitos de
agendamento de recursos são causados, na mesma tarefa e/ou em outras
tarefas.

Se isso ocorrer, selecione a tarefa e acesse o menu Projeto ::


Informações sobre a tarefa, abra a caixa de listagem Tipo de tarefa e mude
de Duração fixa para Unidades fixas (figura 217).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 181

Figura 217 – Mudando o tipo de tarefa

Comentários sobre a Caixa de diálogo Atualizar projeto

Use esta caixa de diálogo para atualizar a porcentagem de conclusão


das tarefas ou para reagendar o trabalho não concluído em uma tarefa
selecionada ou em todas as tarefas do projeto.

A partir da Caixa de diálogo Atualizar projeto você pode:

a) Atualizar as informações sobre o andamento (percentual concluído)


de algumas ou de todas as tarefas do projeto.
b) Reagendar o trabalho não concluído para iniciar após uma data
especificada.
c) Atualizar ou reagendar o trabalho do projeto inteiro ou de tarefas
selecionadas.

Atualizar trabalho como concluído até - Clique nesta opção para


atualizar o trabalho que realmente ocorreu. Insira a data até a qual você está
atualizando a agenda. Quando você clicar nesta opção, o Project tratará as
datas agendadas como datas reais e definirá o campo % concluída para
refletir isso.
Para as tarefas selecionadas, as datas de início e de término agendadas
serão comparadas com a data até a qual você está atualizando a agenda.
Se a data de início agendada for posterior à data inserida nesta caixa de
diálogo, a tarefa será considerada como não iniciada e será definida como
0% concluída. Se a data de término agendada for anterior à data inserida, a
tarefa será considerada concluída e definida como 100% concluída. Se a data
de início agendada for anterior à data inserida e a data de término agendada
for posterior à data inserida, a tarefa será considerada em andamento. O
Microsoft Project calculará a porcentagem de conclusão.
Quando você atualiza as datas das tarefas, o Microsoft Project atualiza o
campo % concluída. Você poderá fazer com que ele calcule a porcentagem
aproximada da tarefa que foi concluída a partir da data inserida nesta caixa
de diálogo. Outra opção é fazer com que ele deixe a porcentagem de
conclusão definida como zero, se a tarefa estiver em andamento ou definida
como 100, se ela tiver sido concluída. O Microsoft Project também definirá a
data de início real, que indica que a tarefa está em andamento.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 182

Reagendar o trabalho não concluído para iniciar depois - Clique


nesta opção para que o Microsoft Project reagende o trabalho ainda não
realizado. O Project reagendará o trabalho inserindo uma nova data para ele.
Se uma tarefa não tiver iniciado até a data especificada, ela terá sido adiada.
O Microsoft Project reagendará o trabalho, definindo a data de início
agendada como a data especificada e aplicando a restrição Não iniciar antes
de. Se a tarefa estiver em andamento, mas atrasada, o Microsoft Project
agendará a duração restante para iniciar na data especificada.
Quando você reagenda as tarefas com esta opção, o Microsoft Project
define os campos Parar e Continuar. A data do último andamento reportado
será colocada no campo Parar, e a data especificada para reagendamento
será colocada no campo Continuar.
Você pode definir uma opção para especificar se deseja que as tarefas
em andamento sejam divididas. No menu Ferramentas, clique em Opções e,
em seguida, clique na guia Agenda. Certifique-se de que a caixa de opção
Dividir as tarefas em andamento esteja marcada. Isso permitirá que o
Microsoft Project reagende o trabalho não concluído com a caixa de diálogo
Atualizar projeto. A caixa de opção Dividir as tarefas em andamento
estará marcada por padrão.

Após reprogramar as tarefas do seu empreendimento, repita todo


o processo de emissão das programações de serviço, emissão dos
relatórios gerenciais como o CRONOGRAMA INTEGRADO GANTT-
PERT/CPM, relatório de análise com a linha de base, atualização e emissão
das curvas de avanço físico e, fundamentalmente, reuna a equipe de gestão
do projeto para a discussão em torno do caminho crítico (que sofre diversas
mudanças de direcionamento no decorrer das atualizações), das falhas de
execução e das medidas corretivas necessárias ao sucesso de todos os
objetivos planejados.

15. EXERCÍCIOS PROPOSTOS


15.1. PROJETO EXEMPLO 2

15.2. OBJETIVO
Elaborar o planejamento para a manutenção de um equipamento
estático em uma planta petroquímica.
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Hugo Barbosa Ferreira 183

15.3. TROCADOR DE CALOR – EQUIPAMENTO


ESTÁTICO
A operação de troca térmica é efetuada em equipamentos denominados
genericamente de trocadores de calor (figura 218). Esta operação é bastante
geral e vamos nos restringir à troca térmica entre dois fluidos, excluindo,
portanto, troca térmica com fogo direto.

Principais funções.

Permutador - efetua função dupla, aquecendo um fluído frio mediante


um fluído quente, que se resfria.

Resfriador - resfria líquidos ou gases mediante água.

Aquecedor - fornece calor sensível a um líquido ou gás, mediante a


condensação de vapor de água ou de um líquido térmico.

Figura 218 – Trocador de calor

Figura 219 – Desenho de um trocador de calor


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Hugo Barbosa Ferreira 184

Os Trocadores de calor têm suas principais aplicações em: refinarias;


processos químicos; sistemas hidráulicos; sistemas pneumáticos; motores
marítimos; máquinas injetoras e sopradoras; prensas hidráulicas; etc.

Fontes bibliográficas:
http://www.cabano.com.br
http://www.chs-coolers.com.br

15.3.1. CONSTRUÍNDO A REDE DE


PLANEJAMENTO
Localização no Cd-rom: ...projetos\projeto_exemplo2_00.mpp.

Crie um projeto novo através do menu Arquivo :: Novo, acesse o menu


Projeto :: Informações sobre o projeto e digite as informações como
mostrado na figura 220.

Figura 220 – Informações sobre o projeto exemplo 2

Em seguida acesse o menu Exibir :: Cadastro de projetos e digite


todas as tarefas, formate a EAP (ou EDT), as durações [(exceto DLB)
Duração da linha de base] e a seqüenciação (figura 221).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 185

Figura 221 – Digitando o novo projeto

Em seguida, acesse o menu Exibir :: Planilha de recursos e digite os


recursos como mostra a figura 222, inclusive os valores para Taxa padrão e
Taxa h. Extra, além do calendário ADMINISTRATIVO.

Figura 222 – Planilha de recursos

Com todos os recursos cadastrados na planilha de recursos, acesse o


menu Exibir :: Alocação de recursos e aloque todos os recursos de acordo
com a figura 223.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 186

Figura 223 – Alocação de recursos para o projeto exemplo 2

Note que para todos os modos de exibição de tarefas foi formatado o


caminho crítico.
Note também que quase todas as tarefas do projeto pertencem ao
caminho crítico. Isso é natural em projetos pequenos e sem paralelismo entre
as tarefas, isto é, não sem ligações com “lag” negativo, ligações do tipo II
(início – início) ou TT (término – término).
Não significa dizer que, se atrasarmos a tarefa 18 (Recompor pintura do
equipamento) ou a tarefa 19 (Desmontar andaime), será atrasada também a
liberação do equipamento para operação! Nesse caso específico, as tarefas
fim do projeto (18 e 19) atrasam o empreendimento como um todo; mas
afinal, o que imediatamente importa é a data da tarefa 23, “Liberar para
operação”.
Caso você não queira que as tarefas 18 e 19 sejam representadas como
críticas, apesar de pertencerem ao caminho crítico do projeto, selecione a
tarefa, clique duplamente sobre ela ou acesse o menu Projeto ::
Informações sobre a tarefa e marque a caixa de opção Marcar tarefa como
etapa (figura 224).

Essa caixa especifica se você deseja que a tarefa seja uma


etapa. As etapas estão marcadas como losangos na parte de gráfico
do modo de exibição Gráfico de Gantt. Você também pode marcar uma tarefa
como uma etapa inserindo uma duração 0.
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Hugo Barbosa Ferreira 187

Figura 224 – Marcar tarefa como etapa

15.3.2. NIVELANDO RECURSOS PARA O PROJETO


EXEMPLO 2.
Concluído todo o processo de cadastro do projeto e alocação de
recursos, acesse o menu Ferramentas :: Redistribuição de recursos e,
mantendo selecionada a caixa de opção Redistribuir somente dentro das
margens de atraso permitidas, faça o nivelamento clicando no botão
Redistribuir agora.

15.3.3. SALVANDO A LINHA DE BASE PARA O


PROJETO EXEMPLO 2
Finalmente, acesse o menu Ferramentas :: Controle :: Salvar linha de
base para salvar uma linha de base para o projeto exemplo 2.

16. TRABALHANDO COM CUSTOS


Entre as diversas formas de atribuição de custos ao projeto, a mais
comum é a que toma por base as taxas de horas normais e de horas extras
dos recursos alocados. Dessa forma, o Project calcula o custo de cada
atividade, multiplicado o valor da hora pela duração definida para a mesma
atividade.

É possível também incorporar custos fixos, juntamente com todos os


custos baseados em taxas (horas normais e/ou horas extras) para calcular o
custo total de uma atividade.

Os custos fixos são atribuídos diretamente no campo Custo fixo da


tabela Custo, mas é somado apenas no cálculo do custo total, isto é, o custo
fixo de uma tarefa resumo (sumária) não é a soma dos custos de suas
executivas constituintes. Você pode, inclusive, na inconveniência de atribuir
custo para uma tarefa executiva, digitá-lo diretamente na sumária.

O custo total das atividades de um projeto é obtido da soma dos custos


provenientes da alocação dos recursos com os custos fixos de cada
atividade.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 188

Os custos de materiais são calculados a partir dos campos Taxa padrão


e Custo/Uso (leia: custo por uso), da planilha de recursos. A Taxa padrão
faz referência ao custo de cada unidade de material, enquanto o Custo/Uso é
aquele atribuído de uma só vez na tarefa, independentemente da quantidade.

Devemos observar, entretanto, que não é objetivo do software


processador de redes PERT/CPM elaborar orçamentos de regime
financeiro, fluxo de caixa, ainda que este recurso conste de sua arquitetura,
mas o orçamento econômico, regime de competência.

Assim, é possível ter uma idéia global do custo de um projeto (ou


mesmo de parte dele) em um determinado momento da escala de tempo. Por
outro lado, o fluxo de caixa obtido das informações incorporadas no aplicativo,
não pode ser comparado ao que se pode extrair de programas financeiros,
bastante específicos, que incluem, entre outros recursos, transferência
bancária, cadastro de fornecedores e produtos, atualização automática de
insumos, etc.

Como vimos no módulo 3, podemos construir o modo de exibição


CUSTOS ECONÔMICOS para o projeto exemplo 2. Após a construção desse
modo de exibição (elemento de saída de dados), acesse o menu Exibir ::
Custos econômicos (figura 225).

Figura 225 – Modo de exibição “CUSTOS ECONÔMICOS”

16.1. ENTENDENDO A TABELA CUSTO


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 189

Por padrão, a tabela Custo para tarefas é constituída de colunas


contendo os campos a seguir:

Id - o campo Identificação contém o número de identificação atribuído


automaticamente pelo Microsoft Project a cada tarefa quando você a adiciona
ao projeto. A identificação indica a posição de uma tarefa em relação a outras
tarefas.

Nome da tarefa – contém o nome da tarefa.

Custo fixo - mostra qualquer despesa da tarefa que não esteja


associada ao custo de um recurso.

Acumulação de custo fixo - fornece opções sobre como e quando os


custos fixos deverão ser cobrados ou acumulados no custo de uma tarefa. As
opções são: início, rateado ou fim.

Custo total - mostra o custo total agendado ou projetado para uma


tarefa, com base nos custos já incorridos do trabalho realizado por todos os
recursos atribuídos à tarefa, bem como nos custos planejados para o trabalho
restante da atribuição. Ele também é denominado estimativa ao término
(EAT).

Linha de base - mostra o custo total planejado de uma tarefa. O custo


da linha de base também é denominado orçamento ao término (OAT).

Como é calculado - o custo da linha de base é calculado como a soma


dos custos planejados de todos os recursos atribuídos acrescida a quaisquer
custos fixos associados à tarefa. Isso equivale ao conteúdo do campo Custo
quando a linha de base é salva. Assim, Custo da linha de base = (Trabalho *
Taxa padrão) + (Trabalho de horas extras * Taxa de horas extras) + Custo por
uso do recurso + Custo fixo da tarefa.

Se você editar o conteúdo do campo Custo da linha de base, isso não


afetará os cálculos dos custos da linha de base da tarefa nem os custos da
linha de base da tarefa divididos em fases. Se você salvar outra linha de base
após editar os custos da linha de base, as edições serão sobrescritas pelos
valores da nova linha de base.

O custo da linha de base não será alterado após ter sido salvo, mesmo
se os valores de trabalho forem alterados.

Variação - mostra a diferença entre o custo da linha de base e o custo


total de uma tarefa. O custo total é a estimativa atual de custos com base nos
custos reais e restantes.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 190

Como é calculado – o Microsoft Project calcula a variação de custo da


seguinte maneira: Variação de Custo = Custo – Custo da linha de base.

Se a variação de custo for negativa, o custo da tarefa estará abaixo do


valor da linha de base ou previsto. Se for positiva, o custo estará acima do
orçamento. Quando a tarefa estiver concluída, esse campo mostrará a
diferença entre os custos da linha de base e os custos reais.

Real - o campo Custo real mostra os custos incorridos do trabalho já


realizado por todos os recursos em uma tarefa, juntamente com quaisquer
outros custos registrados a ela associados. Você poderá inserir todos os
custos reais ou deixar que o Microsoft os calcule.

Como é calculado - até que o trabalho real seja informado em uma


tarefa, o campo Custo real conterá R$ 0,00. Você poderá deixar que o
Microsoft Project calcule todos os custos reais quando o trabalho real for
reportado por cada recurso atribuído à tarefa. Esse é o custo do trabalho real
mais quaisquer custos fixos da tarefa até a data. A maneira e o momento em
que os custos reais são calculados dependem das configurações de Taxa
padrão, Taxa de horas extras, Custo por uso e Acumulação de custos na
caixa de diálogo Informações sobre o recurso.

Custo real = (Trabalho real * Taxa padrão) + (Trabalho real de horas


extras * Taxa de horas extras) +
Custos por uso do recurso + Custo fixo da tarefa

Você poderá especificar se deseja inserir os custos reais ou se o


Microsoft Project deve calculá-los automaticamente. No menu Ferramentas,
clique em Opções e, em seguida, clique na guia Cálculo. Marque ou
desmarque a caixa de seleção O Microsoft Project sempre calcula os
custos reais. Se selecionar essa opção, quaisquer custos reais que você já
tenha inserido serão limpos. Por padrão, essa opção estará selecionada. Se
você optar por inserir os custos reais, o Microsoft Project não calculará
quaisquer valores de custos reais. No entanto, ele continuará a calcular os
outros custos dos valores do trabalho restante. Se você preferir que o
Microsoft Project calcule os custos reais, não insira quaisquer custos reais até
que a tarefa esteja 100% concluída.

Restante - mostra a despesa agendada restante de uma tarefa, a qual


será incorrida durante a conclusão do trabalho agendado restante por todos
os recursos atribuídos à tarefa.

16.2. TAXAS DE RECURSOS


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 191

Usando as tabelas de taxas de custo, você pode atribuir diferentes taxas


ao recurso selecionado em diversas tabelas de taxas. Especificamente, cada
guia constitui uma tabela de taxas diferente, que pode ser usada para taxas e
tarefas distintas.
Em cada uma das cinco tabelas de taxas (A, B, C, D e E), você pode
definir até cinco taxas diferentes para o recurso selecionado, além das datas
efetivas. Esse procedimento poderá ser usado para ajudar a lidar com os
aumentos ao longo do tempo. Os detalhes a seguir referem-se às tabelas de
taxas de custo de recursos.

Data efetiva - data em que a taxa padrão, a taxa de horas extras e o


custo por uso especificados nesta linha deverão entrar em vigor.
Taxa padrão - taxa horária que deverá ser acumulada para o trabalho
normal, ou período contínuo, deste recurso.
Taxa de horas extras - taxa horária que deverá ser acumulada para o
trabalho de horas extras deste recurso.
Custo por uso - quantidade definida que deverá ser acumulada sempre
que este recurso for usado, independentemente da quantidade de trabalho
realizada.

Em qualquer modo de exibição de recurso (Planilha de recursos, Uso do


recurso ou Gráfico de recursos), clique no nome do recurso, clique no recurso
e, em seguida, clique no menu Projeto :: Informações sobre o recurso.
Clique na guia Custos (figura 226).

Figura 226 – Informações sobre o recurso

Outro modo de alterar as tabelas de taxas de custos de recursos é


através do modo Uso do recurso.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 192

Você deve inserir a coluna Tabela de taxa de custo através do menu


Inserir :: Coluna, e alterar a letra da tabela para cada recurso em cada
atividade da qual ele participa (figura 227).

Figura 227 – Alterando a tabela de taxas

17. EXERCÍCIOS PROPOSTOS SOBRE O PEOJETO


EXEMPLO 2.

17.1. ACELERAÇÃO DE PROJETOS.


Existem diversas maneiras de aceleração de projetos, entre as quais
podemos citar:

a) Aceleração com redução das durações estimadas das tarefas que


compõem o caminho crítico;
b) Aceleração com base na ampliação do regime de trabalho;
c) Antecipação da data de início do projeto;
d) Revisão das interligações entre tarefas, promovendo, na medida
do possível, mais paralelismo, ligações do tipo II, início para início;
e) Ampliação da equipe de trabalho, principalmente em tarefas
pertencentes ao caminho crítico, com o objetivo de redução das
durações estimadas.

Em nosso projeto exemplo 2, vamos exercitar a opção “b”, até porque a


maioria das tarefas planejadas pertence ao caminho crítico.

Abra o projeto_exemplo2_00.mpp e salve como


projeto_exemplo2_01.mpp.

No projeto_exemplo2_01.mpp, acesse o menu Ferramentas :: Alterar


o período de trabalho, use a barra de rolagem vertical para ir até o mês de
outubro de 2003, selecione os dias 4 e 5 (sábado e domingo), clique na opção
Período de trabalho não padrão e em seguida mude o horário de trabalho
para 08:00 – 12:00, 13:00 – 16:00 (figura 228).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 193

Figura 228 – Alterando o período de trabalho

Clique no botão OK e verifique o resultado (figura 229).

Figura 229 – Aceleração com base na ampliação do regime de trabalho


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 194

Com essa ação, conseguimos antecipar o projeto de 13/10/03, 16h, para


09/10/03, 17h. A má notícia é que, com isso, aumentamos o custo do projeto,
já que os recursos Hidrojato, Inspetor de equipamentos, Caldeireiro e
Operador, estão trabalhando em um final de semana, dias 4 e 5 de outubro
de 2003 (figura 230).

Figura 230 – Recursos dos dias 4 e 5/10/03

Para consolidar essa informação, acesse o menu Exibir :: Planilha de


recursos, clique duplamente no recurso IE (Inspetor de equipamentos),
clique na ficha Custos, na tabela padrão A, na segunda linha, abra a caixa
de calendário e clique na seta para a direita ou esquerda para acessar o
mês de outubro de 2003, no dia quatro, data em que entrará em vigor uma
nova taxa padrão. Em seguida, na coluna Taxa padrão, digite o novo valor
de R$60,00. Na terceira linha, repita a operação para o dia 06/10/03, 08:00h e
retorne o valor de R$30,00 (figura 231).

Figura 231 – Inserindo valores diferenciados para recursos


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 195

Repita também a operação para os demais recursos, conforme a tabela


a seguir, lembrando sempre que no dia 06/10/03, volta a vigorar a taxa
padrão determinada para dias normais.

Taxas padrão para os recursos nos dias 4 e 6/10/03


Taxa Taxa
padrão a padrão a
Recurso
partir do partir do
dia 4 (R$) dia 6 (R$)
Operador 70,00 35,00
Caldeireiro 48,00 24,00
Inspetor de equipamentos 60,00 30,00
Hidrojato 10.000Psi 160,00 80,00

Após adicionar as taxas padrão dos recursos para os dias 4 e 5 de


outubro de 2003, acesse o menu Exibir :: Custos econômicos e analise a
variação causada nos custos das tarefas 11 a 14 (figura 232).

Figura 232 – Variação dos custos do projeto

Após a aceleração do projeto com base na ampliação do regime de


trabalho, acesse o menu Exibir :: Cadastro de projetos.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 196

Notamos também que as tarefas 14 e 16 (testes hidrostáticos) são


tarefas que, uma vez iniciadas, não devem ser interrompidas.
Assim, mude a duração delas de 4h para 4hd, onde hd significa hora
decorrida. Um bom exemplo desse tipo de tarefa é a cura do concreto na
Construção Civil.

Figura 233 – Inserindo hora decorrida

Com isso, muda-se o caminho crítico e o projeto é antecipado em 2


horas, passando de 9/10/03, 17h, para 9/10/03, 15h (figura 233).

18. PROJETO EXEMPLO 3

18.1. OBJETIVO
Elaborar o planejamento executivo multidisciplinar para a manutenção
de um equipamento em uma planta petroquímica.

18.2. SUBSTITUIÇÃO DE CHUMBADORES DA


BOMBA B-9500
Situação hipotética: remover instrumentos para manutenção preditiva,
desacoplar o conjunto motor-bomba, remover a bomba B-9500 (figura 234)
da base, enviar equipamento para manutenção preventiva, remover a base
metálica condenada ou skid (figura 235), demolir a base de concreto
conforme projeto para remoção dos chumbadores, recuperar chumbadores
metálicos, efetuar manutenção preventiva geral na bomba e instrumentos,
instalar chumbadores recuperados e concretar base, instalar novo skid ou
base metálica, grautear* skid e instalar bomba B-9500 na base, acoplar
conjunto e checar alinhamento bomba-motor, instalar instrumentos após
manutenção, energizar, testar e liberar para operação.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 197

Figura 234 – Bomba de uma torre de refrigeração

Figura 235 – Base metálica

Figura 236 – Demolição da base civil e remoção dos chumbadores


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 198

GRAUT - DEFINIÇÃO

GRAUT é uma emulsão de homopolímeros modificados que confere


plasticidade e impermeabilidade aos agregados de cimento em geral ou a
misturas de cimentos especiais, promovendo a aderência em superfícies de
difícil fixação sujeitas à vibração ou trepidação.
É recomendado para o empastamento do cimento impermeabilizante,
conferindo maior plasticidade e pegajosidade à massa pronta, além de
aumentar também sua aderência e flexibilidade após a cura.

Fonte: http://www.texsa.com.br/plastopGraut.htm

18.3. CONSTRUINDO A REDE DE PLANEJAMENTO


Localização no Cd-rom: ...projetos\projeto_exemplo3_00.mpp.

Crie um projeto novo através do menu Arquivo :: Novo, acesse o menu


Projeto :: Informações sobre o projeto e digite as informações como
mostrado na figura 237.

Figura 237 – Informações sobre o projeto_exemplo3.mpp

Em seguida acesse o menu Exibir :: Cadastro de projetos e digite


todas as tarefas, formate a EAP (ou EDT), as durações [(exceto DLB)
Duração da linha de base] e a seqüenciação (figura 239).

Se preferir, abra o arquivo existente, projeto_exemplo2_00.mpp,


por exemplo, e salve como “projeto_exemplo3_00.mpp”. Dessa forma,
todas as tabelas, modos de exibição, configurações e formatações, feitas
para o primeiro arquivo, serão preservadas economizando bastante tempo.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 199

Por outro lado, essa manobra não é recomendada se o arquivo que será
salvo como outro projeto já contiver dados realizados.
Nesse caso, seria mais prudente criar um novo arquivo e copiar as
tabelas, filtros, módulos, etc, do global.mpt, através do organizador.
Outra dica importante é criar um projeto padrão com todos os
elementos de entrada e de saída de dados, comumente utilizados pela equipe
de planejamento e controle, acessar o menu Arquivo :: Salvar como, abrir a
caixa de listagem Salvar como tipo e escolher Modelo (figura 238).

Figura 238 – Salvando um modelo

Figura 239 – rede do projeto exemplo 3


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 200

Em seguida, acesse o menu Exibir :: Planilha de recursos e digite os


recursos como mostra a figura 240, inclusive os valores para Taxa padrão e
Taxa h. Extra, além do calendário ADMINISTRATIVO.

Figura 240 – Planilha de recursos

Com todos os recursos cadastrados na planilha de recursos, acesse o


menu Exibir :: Alocação de recursos e aloque todos os recursos de acordo
com a figura 241.

Figura 241 – Alocação de recursos para o projeto exemplo 3


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 201

18.4. NIVELANDO RECURSOS PARA O PROJETO


EXEMPLO 3
Concluído todo o processo de cadastro do projeto e alocação de
recursos, acesse o menu Ferramentas :: Redistribuição de recursos e,
mantendo selecionada a caixa de opção Redistribuir somente dentro das
margens de atraso permitidas, faça o nivelamento clicando no botão
Redistribuir agora.

18.5. SALVANDO A LINHA DE BASE PARA O


PROJETO EXEMPLO 3
Finalmente, acesse o menu Ferramentas :: Controle :: Salvar linha de
base para salvar uma linha de base para o projeto exemplo 3.

18.6. EXERCÍCIOS PROPOSTOS PARA O PROJETO


EXEMPLO 3

19. CONSOLIDANDO PROJETOS


A consolidação de projetos é um dos recursos mais poderosos do MS
Project e é extremamente útil quando necessitamos analisar vários
empreendimentos em um contexto sistêmico, caso por exemplo de paradas
para manutenção petroquímica.

Vamos considerar os nossos projetos 2 e 3, manutenção de um trocador


de calor e de uma bomba, equipamentos em uma mesma planta industrial e
em uma parada para manutenção.
Consolidar ambos os projetos em um só (mestre), nos permitirá
simulações, a visualização mais ampla dos objetivos do empreendimento,
uma melhor administração dos recursos e otimização dos calendários
adotados, entre outras muitas facilidades.
Abra ambos os arquivos projeto_exemplo2_02.mpp e
projeto_exemplo3_02.mpp. Salve-os como projeto_exemplo2_03.mpp e
projeto_exemplo3_03.mpp, respectivamente.
Acesse o menu Arquivo :: Novo, acesse o modo de exibição Cadastro
de Projetos e digite as atividades como mostra a figura 242.

Figura 242 – Criando o projeto mestre.mpp


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 202

Posicione o cursor após a tarefa 2, Início da parada, acesse o menu


Inserir :: Projeto (figura 243) e adicione o arquivo
projeto_exemplo2_03.mpp, salvo anteriormente.

Figura 243 – O menu Inserir :: Projeto

O projeto_exemplo2_03.mpp é inserido no mestre (figura 244).

Figura 244 – Novo projeto inserido no projeto mestre

Ao inserir um projeto, a tarefa mostrada vem com a descrição ou título


que você determinou para esse projeto inserido, através do formulário
Propriedades de... nome do projeto. Se você não digitar nenhuma
descrição no campo Título (figura 245), o nome do arquivo eletrônico será
retornado.

Figura 245 – Propriedades do projeto

O formulário Propriedades de... nome do projeto (figura 245) é


acessado através do menu Arquivo :: Propriedades.
Para mudar a descrição do projeto inserido no mestre, com a tarefa 3
selecionada, acesse o menu Projeto :: Informações sobre a tarefa (ou
clique duplamente na tarefa 3) para acessar o formulário Informações sobre
o projeto inserido (figura 246).
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 203

No campo Nome, digite P-504 (TROCA DOR DE CALOR) LIMPEZA C/


HIDROJATO.

Figura 246 – Informações sobre o projeto

Após inserir o projeto_exemplo2_03.mpp, insira também o


projeto_exemplo3_03.mpp e mude o nome (título) do segundo projeto
inserido para BOMBA B-9500 - SUBST. BESE METÁLICA.

Figura 247 – Títulos dos projetos inseridos

Salve o projeto mestre.mpp. Será mostrada a caixa de diálogo de


salvamento do projeto mestre (figura 248) perguntando se você deseja salvar
as alterações também para os projetos inseridos. Clique no botão Sim para
tudo.

Figura 248 – Salvando o projeto mestre.mpp


Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 204

19.1. ESTABELECENDO PRECEDÊNCIA ENTRE


TAREFAS DE PROJETOS DIFERENTES
Após consolidar os projetos 2 e 3, abra suas tarefas clicando no símbolo
da estrutura de tópicos, à esquerda das tarefas de resumo (figura 249).

Figura 249 – Símbolo da estrutura de tópicos

No gráfico de Gantt, clique e mantenha pressionado o botão esquerdo


do mouse sobre a barra da tarefa 4 (Desenergizar motor e bloquear gaveta)
do projeto 3 e arraste até a barra da tarefa 5 (Bloquear sistema / liberar para
manutenção) do projeto 2 (figura 250).

Figura 250 – Interligação de tarefas entre projetos

Será criada uma ligação do tipo Término – Início.


Repita a operação também para as tarefas 33 (Liberar para operação)
do projeto 3 e 23 (Testar recomposição) do projeto 2.

Ao abrir um projeto que contém tarefas predecessoras e/ou


sucessoras externas, note que uma tarefa predecessora externa é
adicionada ao projeto que possui a tarefa sucessora, e uma atividade
sucessora externa é adicionada ao projeto que contém a atividade
predecessora - normalmente essas atividades inseridas são exibidas na cor
cinza.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 205

Uma tarefa externa não pode ser editada diretamente no projeto em que
ela está inserida. Para editá-la, acesse o arquivo de origem ou dê um clique
duplo na tarefa.
Para excluir uma relação entre tarefas de projetos diferentes, clique
duplamente na seta que liga as atividades para acessar a caixa Dependência
entre tarefas, e clique no botão Excluir.

Figura 251 – Caixa de diálogo Dependência entre tarefas

19.2. EXIBINDO O CAMINHO CRÍTICO DE UM


PROJETO MESTRE - CONSOLIDADO
No Project 98, os caminhos críticos eram apresentados para cada
projeto inserido, individualmente. No Project 2000, você já conta com a
capacidade de cálculo e exibição de um único caminho crítico envolvendo
tarefas de todos os projetos que fazem parte da consolidação.

No projeto mestre, para exibir o caminho crítico calculado, acesse o


menu Ferramentas :: Opções, clique na ficha Cálculo, e marque a opção
Os projetos inseridos são calculados como tarefas de resumo (figura
252). Clique no botão OK.

Figura 252 – Opção de exibição do caminho crítico para o projeto mestre

19.3. DIFERENÇA ENTRE UM ARQUIVO


CONSOLIDADO E UM PROJETO MESTRE.
O Microsoft Project 2000 não trata os arquivos consolidados e os
projetos mestres e subprojetos de forma diferente. De modo geral, um projeto
consolidado é chamado de projeto mestre quando é usado para mostrar uma
hierarquia entre vários projetos relacionados.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 206

Os projetos inseridos são normalmente chamados de subprojetos


porque podem estar subordinados ao projeto mestre ou a outros subprojetos
na estrutura global do projeto. O projeto mestre pode conter tarefas
individuais e subprojetos, ou pode ser simplesmente um depósito de vários
arquivos. No entanto, os projetos não precisam estar relacionados para
serem consolidados em um único arquivo.

19.4. SALVANDO ALTERAÇÕES EM UM PROJETO


MESTRE E SUBPROJETOS
Se você estiver trabalhando no arquivo consolidado e alterar
informações em um subprojeto, quando salvar o projeto mestre, as alterações
serão salvas nos arquivos de origem dos subprojetos por padrão. No entanto,
se não precisar mais manter o arquivo de origem e o subprojeto
sincronizados, você poderá desvincular o subprojeto do seu arquivo de
origem. Dessa forma, se forem feitas alterações no subprojeto ou no seu
arquivo de origem, o outro arquivo permanecerá inalterado.

19.5. RECURSOS DE ARQUIVOS DIFERENTES


QUANDO CONSOLIDADOS
Depois que você consolida arquivos, os recursos em cada arquivo
permanecem separados, da mesma forma que as tarefas em um subprojeto
permanecem dentro do subprojeto. Você pode alterar as informações do
recurso no projeto mestre e as alterações serão replicadas no arquivo de
origem do subprojeto.
Você pode exibir todos os recursos no projeto mestre e nos subprojetos
no modo de exibição Planilha de recursos, mas não pode atribuir um
recurso a um projeto diferente do subprojeto de origem. Se os mesmos
recursos forem usados em vários subprojetos, você verá nomes de recurso
duplicados porque os recursos não estão combinados.
No entanto, se desejar atribuir os recursos em diferentes subprojetos e
solucionar nomes de recurso duplicados, você poderá combiná-los em um
conjunto ou pool de recursos e disponibilizá-los para os outros arquivos.

19.6. FORMATAÇÕES NO PROJETO MESTRE E


ARQUIVOS CONSOLIDADOS.
Somente as informações do projeto são consolidadas com os
subprojetos, não a formatação. Qualquer formatação direta que você tenha
aplicado à categoria de tarefas de resumo ou barras de Gantt, ou a tarefas de
resumo individuais ou barras de Gantt em um subprojeto não aparece no
projeto mestre.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 207

Essas informações estão armazenadas dentro de cada arquivo e devem


ser aplicadas separadamente ao projeto mestre. As barras de tarefas e o
texto dos subprojetos são formatados da mesma forma que a categoria de
tarefas de resumo dentro do projeto mestre.

19.7. CONSOLIDAR ARQUIVOS EM UMA JANELA


PARA IMPRIMI-LOS
Para imprimir ou reportar dados de vários arquivos, você pode combinar
rapidamente vários projetos em uma única janela. O Microsoft Project 2000
cria um arquivo consolidado a partir dos projetos que você combina e, se
você desejar, poderá salvar esse arquivo para usá-lo no futuro. É possível
classificar, filtrar ou agrupar as tarefas ou recursos dos projetos combinados
e também Imprimir um modo de exibição ou criar um relatório do arquivo
consolidado.

1) Abra os arquivos que deseja ver combinados em uma janela;


2) No menu Janela, clique em Nova janela;
3) Na lista Projetos, clique no arquivo que deseja exibir em primeiro
lugar quando combinar projetos;
4) Pressione CTRL e clique no nome do próximo arquivo que deseja
listar no projeto combinado;
5) Repita a etapa 4 até que todos os arquivos que você deseja
combinar estejam selecionados;
6) Na caixa Modo de exibição, clique no modo de exibição em que
deseja que os arquivos sejam mostrados e, em seguida, clique em
OK;
7) Os projetos serão consolidados em um novo arquivo na ordem em
que você os selecionou.

Para usar esse arquivo consolidado novamente, no menu


Arquivo, clique em Salvar como. Digite um novo nome para o
arquivo consolidado no campo Nome do arquivo.

Se tiver vários arquivos para serem consolidados, poderá consolidá-los


ao mesmo tempo. No menu Inserir, clique em Projeto. Selecione todos os
arquivos que você deseja consolidar na ordem em que deseja que apareçam
no arquivo consolidado e clique em Inserir.
Redes de Planejamento - Metodologia e Prática com PERT/CPM e MS Project
Hugo Barbosa Ferreira 208

20. COMENTÁRIOS FINAIS


A implantação do método PERT/CPM com a utilização da informática
como lastro, tem se mostrado um processo recheado de desafios e quebra de
paradigmas.

Interfere diretamente nas culturas conservadoras do ambiente de


trabalho, requerendo dos administradores do negócio, seja ele de qualquer
tamanho, esforço vertical (de cima para baixo) na tomada de decisões que
muitas vezes passa por uma reciclagem da equipe.

Quanto custa a implantação? Pela importância do processo para a


sobrevivência da empresa, investe-se considerável soma em treinamentos
específicos e paralelos. Certamente, todo esse dinheiro e tempo retornam em
forma de eficiência e ganho.

É importante que se diga: profissionais de planejamento, para estarem


inseridos no contexto que se deseja, gerenciamento de projetos, precisam
antes de tudo gostar do que fazem e ter conhecimento de causa. Um
profissional de planejamento é também um poço de humildade para aprender
e ensinar continuamente, prazerosamente, produtivamente com os processos
de mudança por que o mundo inteiro passa todos os dias.

Portanto, leia! Leia muito sobre o assunto tratado aqui, entre em grupos
de discussão, forme seus próprios conceitos, ensine o que aprendeu e “se
não souber, pergunte”.
Redes de Planejamento
Metodologia e Prática com
PERT/CPM e MS Project

Hugo Barbosa Ferreira


21. BIBLIOGRAFIA
Amarante, Alexsandro – Soluções em MS Project com VBA e MS
Access – Práticas de Gerenciamento, Planejamento e Controle. Rio de
Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda., 2004.

Vicente, Carl Limmer – Planejamento, Orçamentação e Controle de


Projetos e Obras. Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora
S.A., 1996.

Hirschfed, Henrique – Planejando com PERT/CPM – Método Manual e


por Computadores Eletrônicos – São Paulo: Editora Atlas, 1969.

Vargas, Ricardo Viana – Microsoft Project 2002: Professional e Server –


Rio de Janeiro: Brasport Livros e Multimídia Ltda., 2002.

Vargas, Ricardo Viana – Microsoft Project 2000: transformando projetos


em resultados de negócios – Rio de Janeiro: Brasport Livros e Multimídia
Ltda., 2000.

Prado, Darci – Administração de Projetos com PERT/CPM – Belo


Horizonte: Editora UFMG, 1988.

Figueiredo, Francisco Constant de e Figueiredo, Helio Carlos Maciel –


Dominando Gerenciamento de Projetos com MS Project 2000 – Rio de
Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda., 2001.

Figueiredo, Francisco Constant de e Figueiredo, Helio Carlos Maciel –


MS Project 98: Utilização na Gerência de Projetos – Rio de Janeiro: Editora
Infobook S.A., 1999.

Cukierman, Zigmundo Salomão – Planejamento para o Futuro – O


Modelo PERT/CPM Aplicado a Projetos. Rio de Janeiro: Editora Qualitymark
Ltda., 1998.
SOBRE O AUTOR

Especialista em planejamento com PERT/CPM e MS Project, Hugo


Barbosa Ferreira é Técnico em Edificações pela então Escola Técnica
Federal da Bahia (ETFBA), hoje CEFET, e vem cursando Sistemas de
Informações na Universidade FIB em Salvador.
Com 18 anos de trabalho na área de planejamento, tem desenvolvido
atividades relacionadas a planejamento executivo de engenharia de projetos,
obras civis, manutenção e montagem eletromecânica, fiscalização técnica,
orçamentação e controle físico-financeiro de empreendimentos.
Agregando valor e qualidade aos projetos de que participa ou coordena,
também desenvolve aplicações avançadas em MS Access para gestão de
arquivo técnico, logística, materiais, suprimentos e pessoal, elaborando e
implantando sistemas integrados de gerenciamento (em ASP e HTML) via
Intranet/Internet.
Desde 1999, estuda e desenvolve métodos e novas tecnologias de
planejamento de paradas para manutenção em plantas petroquímicas no pólo
de Camaçari, com mais de vinte empreendimentos (pequenas, médias e
grandes paradas) executados, com reconhecido sucesso em um dos maiores
grupos industriais da América Latina.
Desde agosto de 1997 ministra o curso de “Gerenciamento de Projetos
com PERT/CPM e MS Project”, sob um enfoque claro e sólido das
ferramentas avançadas para administração de empreendimentos. Até esta
data, já são mais de 600 alunos treinados.