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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET

Disciplina: Química Geral II Professor: Arnaud Victor dos Santos

AULA PRÁTICA: Determinação Experimental do Volume Molar do Gás


Hidrogênio nas CNTP

OBJETIVO: Demonstrar que 1 mol de gás ideal nas CNTP ocupa 22,4 L.

FUNTAMENTOS TEÓRICOS

As CNTP (Condições Normais de Temperatura e Pressão) correspondem a uma pressão de 1


atmosfera (760mmHg) e uma temperatura de 0 ºC (273 K).
Experimentalmente, é possível chegar ao valor de 22,41 L; volume ocupado por 1 mol de gás
ideal, através do volume de gás hidrogênio coletado em certas condições de temperatura e pressão,
transformando-o depois no volume que corresponderia às CNTP:

PCNTPVCNTP = PexpVexp
TCNTP Texp

Onde: PCNTP = Pressão (1 atm = 760 mmHg);


VCNTP = Volume ocupado por 1 mol de gás ideal nas CNTP (22,41 L);
TCNTP = Temperatura (0 ºC = 273 K);
Pexp = Pressão experimental exercida pelo gás;
Vexp = Volume ocupado pelo gás;
Texp = Temperatura experimental.

A experiência utiliza a reação de um metal (magnésio) capaz de deslocar o hidrogênio de um


ácido (ácido clorídrico) produzindo gás H2 que é coletado num recipiente com água.
A temperatura de gás é obtida com um termômetro, o volume do gás é medido numa proveta e
sua pressão obtida pela Lei de Dalton das Pressões Parciais (o gás H 2 coletado está misturado com o
vapor da água).

PARTE EXPERIMENTAL

1. Material:
Suporte de ferro, Garra metálica, Bastão de vidro, Béquer de 50 e 250 mL, Fio de linha,
Papel de filtro, Proveta graduada de 50 mL, Tubo de ensaio, Régua.

2. Reagentes:
Ácido clorídrico P.A., Fita de magnésio e Água destilada.
Procedimento:
a) Montar a aparelhagem conforme o desenho abaixo e explicações dos itens posteriores.

b) Anotar a massa da fita de magnésio. Em seguida, amarrar um fio de linha de


aproximadamente 15 cm na fita (dobrar a fita ao meio para facilitar).
c) Colocar cerca de 60 mL de água destilada no béquer de 250 mL.
d) Escolher um tubo de ensaio longo e colocar 20 gotas de HCl concentrado. Adicionar
água destilada, lentamente e sem agitar, até encher completamente o tubo de ensaio.
e) Introduzir a fita de magnésio no tubo de ensaio e, imediatamente, colocar um pequeno
pedaço de papel de filtro para tampar a boca do tubo.
f) Inverter e introduzir o tubo de ensaio no interior do béquer, até encostar-se ao fundo.
Logo após, prender o tubo de ensaio com a garra metálica e o suporte (conforme o
desenho).
g) Esperar até a completa reação do magnésio com a solução ácida. Após o término da
reação, marcar com uma caneta (ou fita adesiva) o volume coletado do gás no tubo.
h) Medir com uma régua a altura da coluna de água do interior do tubo de ensaio a partir da
superfície de água no copo.
i) Retirar o tubo do béquer, encher com água até a marca feita e medir na proveta o volume
líquido correspondente. Este volume equivale ao volume do gás coletado na experiência.
j) Medir a temperatura na hora da experiência, a pressão barométrica local e anotar a
pressão de vapor da água tabelada. Anotar os dados e fazer os cálculos.

DADOS
Massa da fita de magnésio g
Altura da coluna de água no tubo mm
Volume de gás coletado L
Temperatura ambiente K
Pressão barométrica local mmHg
Pressão de vapor de água na temperatura da experiência mmHg
INFORMAÇÕES BÁSICAS

a) PCNTPVCNTP = PExpVExp
TCNTP TExp

b) T(K) = T (ºC) + 273

c) CNTP 1 atm (760 mmHg) e 0 ºC (273 K)

d) Patmoférica = Pvapor de água + PH2coletado + PalturaH2Otubo

e) PalturaH2Otubo = h(mm) ρ(H2O)


ρ(Hg)

OBSERVAÇÕES

1. Todas as soluções, após a diluição, podem ser descartadas na pia;


2. As substâncias sólidas serão depositadas num recipiente especifico para coleta de resíduos
sólidos inorgânicos.

BIBLIOGRAFIA

1. Química Geral Superior: Masterton – Slowinski


2. Química Geral: Brady – Humiston
3. Princípios de Química: Atkins
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Disciplina: Química Geral II Professor: Arnaud Victor dos Santos

QUESTIONÁRIO

1) Cite três fontes de erro na experiência realizada.


2) Amarra-se o fio de linha na fita de magnésio para que e por quê?
3) A fita de magnésio amarrada ao fio de linha em contato com o ácido quando se coloca o papel de filtro,
emborcando o tubo de ensaio dentro do béquer entra ar por causa do fio?
4) Equacione a reação entre o magnésio metálico e a solução de ácido clorídrico, ajustando os coeficientes.
Que tipo de reação ocorreu?
5) Quais as formas simples de reconhecer na prática uma reação química?
6) O que aconteceu com o magnésio e com o H+?
7) Calcule:
a) PH2; %ERRO = Volume Teórico – Volume Experimental x 100
b) Nº de mols de H2; Volume Teórico
c) Nº de mols de Mg;
d) Volume molar do H2 nas CNTP;
e) Erro (%)

8) Qual a reação química envolvida no processo? Como ela se classifica? Faça uma pesquisa e discorra sobre
este tipo de reação.
9) Cite três propriedades físicas do hidrogênio. Como se deveria proceder para identificar a presença deste
gás no tubo de ensaio?
10) Por que devemos lixar a fita de magnésio antes de realizarmos a experiência?
11) Qual a diferença entre pressão barométrica e a pressão atmosférica?
TABELA: Pressão de Vapor da Água

Temperatura (ºC) Pressão (mmHg)


18 15,5
19 16,4
20 17,5
21 18,6
22 19,8
23 21,0
24 22,3
25 23,8
26 25,2
27 26,7
28 28,3
29 30,0
30 31,8
35 42,2
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET

Disciplina: Química Geral II Professor: Arnaud Victor dos Santos

AULA PRÁTICA: Reconhecer e Observar Processos Exotérmicos e Endotérmicos

PARTE EXPERIMENTAL

1. Materiais e Reagentes de Uso Geral

1.1 Materiais
Béquer de 100 mL e 500 mL, Termômetro de -10 a 100ºC, Cronômetro, Tubos de
Ensaio, Espátula e Pissete.
1.2 Regentes
Alvejante doméstico (solução de hipoclorito de sódio), Solução de sulfito de sódio 0,5M,
Tiocianato de amônio, Hidróxido de bário.

2. Procedimento

Parte 1
2.1 Colocar 25 mL de alvejante doméstico em um béquer de 100 mL. Medir com o auxílio
de um termômetro, a temperatura dessa solução e anotar o valor.
2.2 Adicionar, no mesmo béquer, 25 mL de uma solução 0,5 M de sulfito de sódio. Anotar a
temperatura.
2.3 Colocar 25 mL de água destilada em um béquer de 100 mL. Medir com o auxílio de um
termômetro a temperatura e anotar o valor encontrado.
2.4 Adicionar agora, ao mesmo béquer que se encontra com água, 25 mL de etilenoglicol.
Anotar a temperatura.
2.5 Em um béquer de 25 mL coloque 3 mL de ácido sulfúrico e 10 mL de água destilada.
Anotar a temperatura de equilíbrio.
2.6 Em um tubo de ensaio, adicionar uma espátula cheia de tiocianato de amônio e duas
espátulas cheias de hidróxido de bário.
2.7 Agitar bastante e, então, rapidamente colocar um termômetro dentro do tubo e observar
o que acontece com a temperatura.

Parte 2
2.8 Coloque 300 mL (~ 300 g) de água em um béquer e leve para uma fonte de aquecimento.
2.9 Com um termômetro, meça a temperatura da água.
2.10 Ligue a fonte de aquecimento e com um relógio marque o tempo necessário até a
água entrar em ebulição, figura a seguir.
Figura a) Medindo a temperatura ambiente da água
b) Medindo o tempo para a água entrar em ebulição

3. Discussão
Parte 1
3.1 Construa uma tabela como esta abaixo, para ajudar você a coletar os dados:

REAGENTES TEMPERATURA (ºC)


NaOCl
NaOCl + Na2SO3
H2O
Etilenoglicol + H2O
H2SO4 + H2O
NH4SCN
Ba(OH)2 + NH4SCN

1.2 A partir dos dados coletados, pesquise os seguintes itens:


1.2.1 Descreva a equação química para cada reação.
1.2.2 Essas reações são exotérmicas ou endotérmicas? Por quê?
1.2.3 Qual foi a diferença das reações (NaOCl + Na 2SO3, Etilenoglicol + H2O e H2SO4 +
H2O) para a reação realizada no item 2.6?
1.2.4 O que se pode dizer das energias dos reagentes e dos produtos dessa reação
comparada com a anterior?

Parte 2
1.3 Substitua os dados, da massa, calor específico da água, tempo inicial e tempo final
obtidos na equação, q = m.c.T, e encontre a quantidade de energia envolvida, q.
1.4 Calcule o calor envolvido para o tempo, em minutos, obtido nessa experiência (q’ = q/t).
1.5 Por que o alumínio aquece mais rapidamente que a água, levando em consideração que
ambas tem a mesma massa?
1.6 Baseando-se no texto dado e na experiência realizada, dê um exemplo que diferencie
calor e temperatura?

BIBLIOGRAFIA

1. Química Geral Superior: Masterton – Slowinski.


2. Química Geral: Brady – Humiston.
3. Princípios de Química: Atkins.
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Disciplina: Química Geral II Professor: Arnaud Victor dos Santos

AULA PRÁTICA: Verificação Experimental da Lei de Hess

OBJETIVO

Medir o calor dos processos exotérmicos à pressão constante, a fim de verificar a validade da Lei de
Hess.

FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Alguns fenômenos físicos ou químicos ocorrem com absorção ou liberação de calor. Esta
quantidade líquida de calor liberado ou absorvido durante a reação química é o CALOR DE
REAÇÃO, um calor latente que corresponde à diferença entre a energia potencial das ligações
interatômicas existentes nas moléculas dos produtos e reagentes.
Quando uma reação ocorre à pressão constante, o fluxo de calor associado com esta reação está
diretamente relacionado a uma importante propriedade da substância envolvida, conhecida como
CONTEÚDO CALÓRICO OU ENTALPIA (H). Para qualquer reação que se processe à pressão
constante, o fluxo de calor é exatamente igual à diferença entre a entalpia dos produtos e a dos
reagentes.

qP = Hprod. - Hreag. = ΔH

A entalpia é uma função de estado do sistema. Sua magnitude depende apenas do estão da
substância e não da sua história.
Aplicando este conceito às reações químicas temos a Lei de Hess. Ela estabelece que “a
variação da entalpia para qualquer reação depende somente da natureza dos reagentes e dos
produtos”. Isto é, se uma reação pode ser a soma de duas ou mais reações, ΔH para a reação global
é a soma das variações de entalpia de cada uma destas reações.

qP = m x C x ΔT

Onde: qP é a quantidade de calor expressa em calorias ou joules;


m é a massa total da solução em gramas;
C é o calor específico da solução (cal gº-1 C-1 ou J gº-1 C-1);
ΔT é a variação da temperatura da solução (ºC ou K).
PARTE EXPERIMENTAL

1. Material e Reagente de Uso Geral


1.1Materiais
Balança Semi-analítica, Termômetro com escala de -10 ºC a 100 ºC, béquer de 250 mL,
Erlenmeyer de 250 mL, Proveta graduada de 50 mL e 100 mL.
1.2Reagentes
Hidróxido de sódio (NaOH) sólido, Ácido clorídrico 1 mol L -1, Hidróxido de sódio 1
mol L-1 e água destilada.

2. Procedimento

A – Dissolução do NaOH sólido na água


2.1Medir a massa do erlenmeyer limpo e seco, anotar.
2.2 Com uma proveta, medir 100 mL de água e colocar no erlenmeyer.
2.3 Medir a temperatura da água e anotar (T 1).
2.4 Pesar em um vidro de relógio cerca de 4,00 g de hidróxido de sódio sólido com
aproximação de 0,01 g.
2.5 Colocar o hidróxido de sódio na água contida no erlenmeyer. Agitar lentamente a
solução com o termômetro até total dissolução. Acompanhar a elevação da
temperatura. Anotar a temperatura máxima atingida (T 2 ).

B - Reação de HCl(aq) com NaOH sólido


2.6 Medir a massa do erlenmeyer limpo e seco, anotar.
2.7 Com uma proveta, medir 100 mL de ácido clorídrico 1 mol L -1 e colocar no
erlenmeyer.
2.8 Medir, com o termômetro, a temperatura do ácido clorídrico (T 3).
2.9 Pesar em um vidro de relógio cerca de 4,00 g de hidróxido de sódio sólido com
aproximação de 0,01 g.
2.10 Colocar o hidróxido de sódio pesado no ácido clorídrico contido no erlenmeyer.
Agitar, lentamente, a solução com o termômetro até a dissolução do hidróxido de
sódio. Acompanhar a elevação da temperatura. Anotar a temperatura máxima
atingida (T 4).

C - Reação do HCl(aq) com NaOH(aq)


2.11 Pesar o erlenmeyer limpo e seco, anotar a massa.
2.12 Colocar no erlenmeyer 50,0 mL de ácido clorídrico 1 mol L -1. Meça a temperatura
de equilíbrio com o ambiente e anote-a (T 5).
2.13 Com auxílio de uma proveta meça 50 mL de hidróxido de sódio 1 mol L -1 e, no
momento em que tiver em equilíbrio com o ambiente, adicione cuidadosamente
ao erlenmeyer com ácido clorídrico.
2.14 Agitar, lentamente, a solução resultante com o termômetro. Acompanhar a
elevação da temperatura. Anotar a temperatura máxima atingida (T 6).
DADOS

Nesta experiência você utilizará um Erlenmeyer como calorímetro e determinará a variação de


temperatura na reação química. Para calcular o calor liberada na reação, em calorias, aplique as
seguintes equações:

ΔH1 = q1 + qvidro ; onde: q 1 = calor do processo e q vidro = calor absorvido pelo erlenmeyer

Da mesma forma, se tem ΔH2 = q2 + qvidro e ΔH3 = q3 + qvidro

qP = m x c x ΔT;
Para todos processos considere: cH2O = 1 cal g-1 C-1 e cvidro = 0,2 cal g-1 C-1

Lembrando que o calor liberado pela reação química é absorvido pela solução (q 1), (q2) e (q3) e pelo
material de que é feito o Erlenmeyer (qvidro).

Para se expressar o resultado em cal mol-1 ou J mol-1 é necessário que seja dividido pelo número de
mols do reagente (NaOH).

Este experimento envolve a determinação do calor de reação das seguintes reações:

2. NaOH(s) + H2O(l)  NaOH(aq) + H2O(l) ΔH1 =

3. NaOH(s) + HCl(aq)  NaCl(aq) + H2O(l) ΔH2 =

4. NaOH(aq) + HCl(aq)  NaCl(aq) + H2O(l) ΔH3 =

A validade da Lei de Hess será determinada medindo o calor envolvido nas reações (1), (2) e (3)
relacionando-as da seguinte forma:

ΔH2 = ΔH1 + ΔH3


OBS: Os erros devem ser calculados comparando:

1 - ΔH2 experimental com ΔH2 teórico (literatura);


2 - (ΔH1 + ΔH3)experimental com ΔH2 teórico (literatura);
3 - (ΔH1 + ΔH3)experimental com ΔH2 experimental

E(%) = (Vexp. - Vteór.) x 100 / Vteór. , onde Vexp. = valor experimental e Vteór. = valor literatura

BIBLIOGRAFIA

1. Masterton & Slowinski – Química Geral Superior (p. 47).


2. Brady – Química Geral (p. 312).
Questões para refletir e discutir com os colegas

i- Os sistemas A, B, C são abertos, fechados ou isolados? E que importância tem isto


para o experimento em questão?

ii- Quando comparado com as soluções, HCl(aq) e NaCl(aq) por exemplo, o


calorímetro (erlemeyer) possui baixa condutividade térmica. Esse tipo de erro pode
está inserido nos resultados experimentais? Explique.

iii- Para o caso em que não se têm a pressão constante no sistema, podemos obter
diretamente o ΔH?

iv- Cite duas causas de erro no experimento realizado por vocês.

v- Demonstre a Lei de Hess através do equacionamento das equações químicas.

vi- Não se esperaria que a dissolução de um sólido absorvesse calor? Como se


explica o efeito exotérmico na dissolução do NaOH sólido?

vii- Explique por que:


a) As soluções resultantes da Parte B e da Parte C podem ser descartadas na pia.
b) O mesmo procedimento não pode ser feito com a solução resultante da Parte A.
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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET

Disciplina: Química Geral II Professor: Arnaud Victor dos Santos

AULA PRÁTICA: Estudo dos Fatores que Influenciam na Velocidade das Reações

OBJETIVO

Verificar experimentalmente a influência da concentração dos reagentes, temperatura e catalisador


sobre a velocidade de uma reação através da medida do tempo de reação em sistemas homogênios.

FUNDAMENTOS TEÓRICOS

A velocidade de uma reação, isto é a rapidez com que certa quantidade de reagentes
transforma-se em produtos; depende da natureza e da concentração dos regentes, da temperatura, do
uso de catalisadores adequados e do grau de divisão das partículas dos reagentes. A concentração
dos reagentes influencia a velocidade da reação e a expressão que os relaciona é denominada
EQUAÇÃO DE VELOCIDADE DA REAÇÃO, que não pode ser determinada a partir da reação
global, mas apenas experimentalmente.

Para a reação genérica: aA + bB  cC + dD

Velocidade da reação = K[A]x[B]y


Onde: K é a constante de velocidade a uma dada temperatura;
[A], [B] são as concentrações dos reagentes em mol L-1;
x e y é a ordem em relação a cada um dos reagentes (determinada a partir das medidas
experimentais de velocidades).

A ordem global de reação é a soma dos expoentes das concentrações na equação de


velocidade. A maioria das reações não ocorre numa etapa simples (como descrita pela equação
global), mas sim numa série de etapas que constituem o MECANISMO DA REAÇÃO.
Um aumento de temperatura aumenta a fração de moléculas com energia superior à
ENERGIA DE ATIVAÇÃO (Ea), para que as colisões entre moléculas reagentes sejam efetivas na
formação dos produtos. O catalisador é uma substância que pode provocar alterações na velocidade
de reação, mantendo-se inalterado no final do processo. Este torna possível um novo mecanismo de
reação com uma energia de ativação menor.
SISTEMA A SER ESTUDADO

Soluções aquosas de tiossulfato de sódio e ácido sulfúrico reagem segundo a equação:

Na2S2O3 + H2SO4  Na2SO4 + H2O + SO2 + S

O resultado desta reação é a formação de enxofre insolúvel como um dos produtos, que
aparece como uma turvação esbranquiçada. Variando-se a concentração dos reagentes, pode-se
verificar sua influência sobre a velocidade de reação medindo o tempo entre o início da reação
(mistura das soluções) e o surgimento da turvação.
Para a mesma reação acima, varia-se a temperatura utilizando banho-maria. Mede-se o tempo
de reação a 30 ºC, 40 ºC e 50 °C.
Verifica-se a influência do catalisador realizando a reação entre o tiocianato férrico e
tiossulfato de sódio:
2Fe(SCN)3 + 2Na2S2O3  2Fe(SCN)2 + 2NaSCN + Na2S4O6

Onde observará a reação sem e com o catalisador. Mede-se o tempo decorrido desde a mistura
dos reagentes (solução avermelhada) até o desaparecimento da cor (solução incolor).

PARTE EXPERIMENTAL

1. Materiais
Bastão de vidro, Béquer de 250 mL, Bureta, Cronômetro, Suporte de ferro, Garras,
Termômetro, Tubos de ensaio.

2. Reagentes
Ácido sulfúrico, Sulfato de cobre (II), Tiocianato férrico, Tiossulfato de sódio.

3. Procedimento

3.1 Influência da Concentração dos Reagentes na Velocidade da Reação

Seja a reação a seguir: Na2S2O3 + H2SO4  Na2SO4 + H2O + SO2 + S

3.1.1 Influência da concentração do tiossulfato de sódio

a) Colocar em 4 tubos de ensaio as quantidades descritas na Tabela abaixo:

TUBO Na2S2O3 0,1 mol L-1 H2O TOTAL


1 2,0 mL 4,0 mL 6,0 mL
2 3,0 mL 3,0 mL 6,0 mL
3 4,0 mL 2,0 mL 6,0 mL
4 6,0 mL 0,0 mL 6,0 mL
b) Em outros 4 tubos colocar H2SO4 0,2 mol L-1 (6,0 mL em cada tubo).
c) Verter um tubo de H2SO4 no tubo nº 1 de Na2S2O3 e, imediatamente, cronometrar o tempo
da mistura das soluções até que a turvação, causada pelo enxofre coloidal formado; não
permita a visualização da marca.
Obs.: Fazer uma marca com lápis/caneta num papel branco e colocá-la sob o tubo. O
término da contagem do tempo é definido pelo desaparecimento da marca colocada embaixo
do tubo.
d) Repetir o mesmo procedimento (item c) para os tubos 2, 3 e 4 de Na 2S2O3. Medir os tempos
anotando-os no Quadro 1 (folhas de resultados).

3.1.2 Influência da concentração do ácido sulfúrico

a) Colocar em 4 tubos de ensaio as quantidades descritas na Tabela abaixo:

TUBO H2SO4 0,2mol/L H2O TOTAL


1 2,0 mL 4,0 mL 6,0 mL
2 3,0 mL 3,0 mL 6,0 mL
3 4,0 mL 2,0 mL 6,0 mL
4 6,0 mL 0,0 mL 6,0 mL

b) Em outros 4 tubos colocar Na2S2O3 0,1mol L-1 (6,0 mL em cada tubo).


c) Verter um tubo de Na2S2O3 0,1mol L-1 no tubo nº 1 de H2SO4 e, imediatamente, cronometrar
o tempo da mistura das soluções até que a turvação, causada pelo enxofre coloidal formado,
não permita a visualização da marca.
d) Repetir o mesmo procedimento para os tubos 2, 3 e 4. Medir os tempos, anotando-os no
Quadro 2.

3.2 Influência da Temperatura na Velocidade da Reação

a) Rotular três tubos de ensaio com os números 1, 2 e 3.


b) Colocar 4,0 mL de Na2S2O3 0,1 mol L-1 em cada um desses tubos.
c) Em outros três tubos colocar H2SO4 0,2 mol L-1 (4,0 mL em cada tubo).
d) Colocar os 6 tubos num béquer de 400 mL com água (banho-maria) e aquecer até 30 ºC,
utilizando um termômetro dentro no béquer para medir a temperatura (sem encostar o
termômetro no fundo do béquer no momento da leitura).
e) Verter um dos tubos de H2SO4 no tubo nº 1 de Na2S2O3 e, imediatamente, cronometrar o
tempo até a turvação completa.
Obs.: Mesmo procedimento adotado nos itens 3.1.1 c e 3.1.2 c.
f) Anotar a temperatura e o tempo de reação no Quadro 3 (folha de resultados).
g) Repetir o mesmo procedimento para as temperaturas de 40 ºC e 50 ºC com os tubos 2 e 3
respectivamente. Anotar no Quadro 3.
3.3 Influência do Catalisador na Velocidade da Reação

Seja a reação: 2Fe(SCN)3 + 2Na2S2O3  2Fe(SCN)2 + 2NaSCN + Na2S4O6


a) Em dois tubos de ensaio colocar a solução de Na2S2O3 (5,0 mL em cada tubo).
b) Em outros dois tubos, colocar a solução alaranjada de Fe(SCN)3 (5,0 mL em cada tubo).
c) Verter um tubo de Fe(SCN)3 em um tubo de Na2S2O3 e, imediatamente, cronometrar o tempo,
desde a mistura das soluções até o desaparecimento da cor. Anotar o tempo no Quadro 4
(folha de resultados).
d) Adicionar 2 gotas de CuSO4 no tubo 2 de Na2S2O3.
e) Verter o outro tubo de Fe(SCN)3 no tubo cotendo Na2S2O3 e CuSO4 e cronometrar o tempo,
desde a mistura das soluções até o desparecimento da cor. Anotar o tempo no Quadro 4
(folha de resultados).

BIBLIOGRAFIA

1. MORAES, R.; RAMOS, M. G. – Experiências e Projetos de Química. São Paulo: Saraiva S.


A. Livreiros Editores, 1976.
2.CHEMICAL EDUCATION MATERIAL STUDY. Química uma Ciência Experimental. São
Paulo: Edart Livraria Editora Ltda, 1973. V.2.
3. RUSSEL, J. B. – Química Geral. São Paulo: Editora Mc Graw-Hill do Brasil Ltda, 1982.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET

Disciplina: Química Geral II Professor: Arnaud Victor dos Santos

AULA PRÁTICA: Decomposição Catalítica de Peróxido de Hidrogênio

FUNDAMENTOS TEÓRICOS

O princípio da experiência consiste em observar o efeito de diversas substâncias e materiais,


tais como sólidos inorgânicos, substâncias inorgânicas em solução, etc.; sobre a decomposição do
peróxido de hidrogênio em meio aquoso.
A decomposição do peróxido de hidrogênio ocorre de acordo com a seguinte equação
química:

2H2O2 2H2O + O2
A velocidade dessa reação pode ser facilmente avaliada pela intensidade de desprendimento
de oxigênio.
Cabe ressaltar que oxidantes fortes reagem com peróxido de hidrogênio produzindo oxigênio,
por exemplo:

2H2O2 + Cl2 2HCl + O2


Neste caso, não se trata de uma reação catalisada, mais sim de uma reação estequiométrica, já
que o cloro é consumido pela reação.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Materiais e Reagentes de Uso Geral


Tubos de ensaio (06), Estante para tubos de ensaio (04), Espátula (01), Pipeta, Conta-gotas,
Lamparina, Solução de peróxido de hidrogênio 1:5, Solução de peróxido de hidrogênio 1:2.

2. Reagentes Específicos

GRUPO B

GRUPO A Substância Concentração


Substância Solução de hidróxido de sódio (NaOH) 1,0g/100 mL
Dióxido de manganês (MnO2) Solução de ácido sulfúrico (H2SO4) 1:10 (100 mL)
Dióxido de chumbo (PbO2) Solução de permanganato de potássio (KMnO4) 2,0g/100 mL
Dióxido de estanho (SnO2) Solução de dicromato de potássio (K2Cr2O7) 5,0g/100 mL
Óxido de alumínio (Al3O2) Solução de sulfato de cobre (CuSO4.5H2O) 5,0g/100 mL
Óxido de ferro (III) (Fe2O3) Solução de iodeto de potássio (KI) 5,0g/100 mL

GRUPO C
Polpa raspada ou picada de: mamão, manga, maracujá, laranja, maçã, tomate, etc.
Fermento
Pedaço de carne
Pedaço de fígado

3. Procedimento

Parte A

1) Prepare cinco tubos de ensaio secos em um estante e rotule cada tubo com o nome
químico do respectivo sólido a ser utilizado das substâncias do Grupo A;
2) Em cada tubo de ensaio, coloque alguns miligramas do sólido correspondente;
3) Adicione a cada um dos tubos, 2 a 3 mL da solução de peróxido de hidrogênio 1:5;
4) Descreva os efeitos observados após a adição do peróxido de hidrogênio.

Parte B

1) Prepare seis tubos de ensaio lavados em uma estante adequada e rotule cada tubo com a
fórmula ou nome químico da respectiva solução a ser utilizada;
a) Hidróxido de sódio;
b) Ácido sulfúrico + iodeto de potássio;
c) Ácido sulfúrico + permanganato de potássio;
d) Ácido sulfúrico + dicromato de potássio;
e) Ácido sulfúrico + sulfato de cobre.

2) Coloque 2 a 3 mL da solução de peróxido de hidrogênio 1:5 em cada um dos tubos;


3) Em cada tubo, adicione algumas gotas da solução correspondente, agite rapidamente e,
em seguida, deixe os tubos em repouso;
4) Descreva os efeitos obervados.

Parte C

1) Selecione seis dos materiais do Grupo C;


2) Prepare doze tubos de ensaio lavados em uma estante e rotule cada par de tubos com o
mesmo nome do material a ser utilizado;
3) Coloque em cada per de tubos, uma pequena amostra de cada par, e esfrie em seguida à
temperatura ambiente;
4) Acrescente 2 a 3 mL de água a cada um dos tubos e agite;
5) Aqueça brevemente até a fervura uma amostra de cada par, e esfrie em seguida à
temperatura ambiente;
6) Adicione algumas gotas da solução de peróxido de hidrogênio 1:2 em todos os tubos,
agite brevemente e, em seguida, deixe os tubos em repouso;
7) Observe o desprendimento de bolhas de oxigênio nas diversas amostras durante 10
minutos.
OBSERVAÇÕES

1. Todas as substâncias, após a diluição, podem ser descartadas na pia;


2. As substâncias sólidas serão depositadas num recipiente específico para coleta de resíduos sólidos
inorgânicos.

DISCUSSÕES

1) Quais das substâncias pesquisadas catalisam a decomposição do peróxido de hidrogênio?


2) Alguma das substâncias sólidas sofreu mudança visível?
3) Indique as substâncias que exibem apenas efeito catalítico sobre a decomposição do
peróxido de hidrogênio sem sofrer alterações visíveis.
4) Indique as substâncias que sofreram mudanças visíveis, sendo consumidas pela reação com
peróxido de hidrogênio.
5) Compare a atividade enzimática dos diversos materiais sobre a decomposição de peróxido
de hidrogênio, colocando os materiais em ordem de sua atividade.
6) Qual o efeito do aquecimento sobre a atividade enzimática? Qual razão do efeito
observado?

BIBLIOGRAFIA

1. Química Geral Superior: Masterton – Slowinski.


2. Química Geral: Brady – Humiston.
3. Princípios de Química: Atkins.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB


DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET

Disciplina: Química Geral II Professor: Arnaud Victor dos Santos

AULA PRÁTICA: Equilíbrio Químico

OBJETIVO

Estudar fatores que modificam o estado de equilíbrio de uma reação química, verificando
experimentalmente a influência da concentração dos reagentes e produtos e da temperatura, sobre o
seguinte sistema:

Co2+(aq) + 4Cl-(aq) CoCl42-(aq)


Cor rosa Cor azul

FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Um sistema do tipo REAGENTES PRODUTOS está em equilíbrio quando a


velocidade de formação de produtos é igual a velocidade de formação dos reagentes. Este equilíbrio
é dinâmico e pode ser modificado por alterações nas condições de realização da reação química.
O princípio geral que rege os deslocamentos dos estados de equilíbrio é chamado PRINCÍPIO
DE LE CHATELIER que diz: quando um fator externo age sobre um sistema em equilíbrio, ele se
desloca, procurando minimizar a ação do fator aplicado e atingir um novo estado de equilíbrio.

SISTEMA A SER ESTUDADO

Você fará um estudo dos estados de equilíbrio químico e de fatores que modificam estes equilíbrios
para o sistema abaixo, observando as alterações de cor que ocorrerão e relacionando-as com as
concentrações de reagentes e produtos formados.

Co2+(aq) + 4Cl-(aq) CoCl42-(aq)


Cor rosa Cor azul

PARTE EXPERIMENTAL

1. Material
Bastão de vidro, béquer de 400 mL, Bureta de 25 mL, Suporte de ferro, Garras, Tela de
amianto e Tubos de ensaio.

2. Reagentes
Ácido clorídrico concentrado P.A., Solução de nitrato de cobalto II 0,25 mol L -1, Água
destilada, Gelo, Cloreto de sódio sólido, Nitrato de cobalto II sólido e Solução de nitrato de
prata 0,1mol/L.
3. Procedimento

A) Coloque em 4 tubos de ensaio as quantidade descritas na Tabela a seguir. Homogenize


utilizando um bastão de vidro.

TUBO Co(NO3)2 0,25 mol L-1 HCl 12 mol L-1 H2O destilada TOTAL
1 2,5 mL 0 5,0 mL 7,5 mL
2 2,5 mL 3,0 mL 2,0 mL 7,5 mL
3 2,5 mL 3,5 mL 1,5 mL 7,5 mL
4 2,5 mL 5,0 mL 0,0 mL 7,5 mL

B) Utilizando o tubo 3 e divida seu conteúdo em três porções aproximadamente iguais:


1. Aqueça a 1ª porção num béquer contendo água da torneira.
2. Resfrie a 2ª porção num béquer contendo água com gelo.
3. Mantenha a 3ª porção à temperatura ambiente como padrão de comparação.
4. Aqueça a 2ª porção e resfrie a 1ª porção.

Obs.: Verificar as alterações de cor que ocorrerão e registre.

C) Pegue o tubo de número 2 e divida a solução em quatro porções aproximadamente


iguais:
1. Adicione cristais de Co(NO3)2 à primeira porção, agitando até dissolver.
2. Adicione cristais de NaCl à 2ª porção e agite até dissolver.
3. Adicione gotas de AgNO3 à 3ª porção, agitando.

Obs.: Lembre que o íon Ag+ reage segundo a equação Ag+(aq) + Cl-(aq) AgCl(s)

4. Mantenha a 4ª porção como padrão de comparação.

BIBLIOGRAFIA

4. MORAES, R.; RAMOS, M. G. – Experiências e Projetos de Química. São Paulo: Saraiva S.


A. Livreiros Editores, 1976.
5. CHEMICAL EDUCATION MATERIAL STUDY. Química uma Ciência Experimental. São
Paulo: Edart Livraria Editora Ltda, 1973. V.2.
6.RUSSEL, J. B. – Química Geral. São Paulo: Editora Mc Graw-Hill do Brasil Ltda, 1982.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET

Disciplina: Química Geral II Professor: Arnaud Victor dos Santos

AULA PRÁTICA: EQULÍBRIO QUÍMICO – FOLHA DE RESPOSTAS

PROCEDIMENTO A

1) Registre a cor obtida em cada sistema em equilíbrio.


TUBO 1: ____________________________ TUBO 2: __________________________
TUBO 3: ____________________________ TUBO 4: __________________________

2) O que causa variação na cor em cada tubo de ensaio (1, 2, 3 e 4)?

3) Isto justifica que esta reação é reversível?

4) As quantidades de reagentes e produtos em cada uma das transformações (1, 2, 3 e 4) é a mesma? Estes
sistemas representam equilíbrios químicos?

5) Para dar prosseguimento ao estudo da influência da temperatura e da concentração de reagentes e


produtos, qual dos quatro tubos você utilizaria? Justifique sua resposta.

PROCEDIMENTO B

6) Registre sua observações quanto às alterações de cor ocorridas no desenvolvimento do Procedimento B:


1ª porção: _______________________________________________________________________
2ª porção: _______________________________________________________________________

7) Qual o fator que está modificando o equilíbrio químico?

8) Qual a influência deste fator sobre esse estado de equilíbrio químico?

9) Como este fator influencia o desenvolvimento de reações endotérmicas e exotérmicas?

PROCEDIMENTO C

10) Registre suas observações quanto às alterações de cor ocorridas no desenvolvimento do Procedimento C:
1ª porção: _______________________________________________________________________
2ª porção: _______________________________________________________________________
3ª porção: _______________________________________________________________________

11) Qual o fator que está modificando o equilíbrio químico em cada uma das situações abaixo? Em que
sentido ocorreu o deslocamento?
1ª porção: _______________________________________________________________________
2ª porção: _______________________________________________________________________
3ª porção: _______________________________________________________________________

12) Faça uma generalização sobre como estes fatores influenciam sobre um estado de equilíbrio.
QUESTIONÁRIO

1) Uma transformação reversível pode ser descrita por uma expressão matemática. Esta é
representada como o quociente entra a concentração molar dos produtos e reagentes, cada uma
elevada a uma potência que é igual ao coeficiente estequiométrico e é chamada de CONSTANTE
DE EQULÍBRIO (Keq). Escreva a constante de equilíbrio para a transformação que você estudou
nesta aula.

2) De que depende o valor da constante de equilíbrio?

3) Se você estudasse outra reação química, a constante de equilíbrio teria o mesmo valor?
Justifique.
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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA – DCET

Disciplina: Química Geral II Professor: Arnaud Victor dos Santos

AULA PRÁTICA: Deslocamento de Equilíbrio Químico

OBJETIVO

Nesta atividade, em particular, estudaremos o equilíbrio de uma solução aquosa de amônia no qual
se procurará deslocar o equilíbrio químico a partir da alteração de alguns fatores, e desta forma
pode-se verificar se as mudanças propostas e seus efeitos estão de acordo com o Princípio de Lê
Chatelier.

FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Quando uma reação reversível, a velocidade da reação direta é igual à da inversa, dizemos
que foi atingido o equilíbrio químico.

Quando alteramos uma dessas velocidades, o sistema reage e atinge uma nova situação de
equilíbrio. Dizemos, então, que o equilíbrio foi deslocado. Quando, num sistema em equilíbrio,
aumentamos a velocidade da reação direta, o sistema atinge nova situação de equilíbrio com maior
quantidade de produtos. Dizemos que o equilíbrio foi deslocado no sentido da formação dos
produtos ou para a direita.
Se, aumentarmos a velocidade da reação inversa, o sistema atinge nova situação de equilíbrio
com maior quantidade de reagentes. Dizemos que o equilíbrio foi deslocado no sentido da formação
dos reagentes ou para a esquerda.
O sentido do deslocamento é regido pelo Princípio de Lê Chatelier, ou seja: Quando uma
ação (alteração da concentração, pressão ou temperatura) é realizada num sistema em equilíbrio,
este se desloca no sentido de anular tal ação.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Materiais
Bastão de vidro, Tubos de ensaio, Suporte para tubos de ensaio, Copinhos de isopor, Pipeta e
Pissete.

2. Reagentes
Água destilada (temperatura ambiente, gelada e quente), Solução de cloreto de amônio
(NH4Cl), Solução de cloreto de magnésio (MgCl2), Solução de cloreto de sódio (NaCl),
Solução de fenolftaleína, Solução de amônia (amoníaco, NH4OH).
3. Procedimento
3.1 Prepare um banho de gelo colocando pedaços (cubos) de gelo no copo de isopor.
3.2 Enumere os 6 tubos de ensaio e apoie-os no suporte. Deixe o tubo 6 no banho de gelo no
copinho de isopor e o tubo 4 no centro do suporte para controle.
3.3 Em cada tubo coloque apenas uma gota de amoníaco e uma gota de fenolftaleína.
3.4 Nos tubos 4, 5 e 6 coloque água até ¾ do seu volume e tampe-os.
3.5 Adicione as soluções nos tubos abaixo relacionados, até metade do volume dos mesmos.
Tampe-os e apoie-os no suporte para tubos de ensaio.

TUBO AÇÃO
1 Solução de NH4Cl
2 Solução de MgCl2
3 Solução de NaCl

3.6 Coloque a solução no tubo 5 em um banho quente. Para isso, coloque-o no copinho de
isopor e adicione água fervendo até aproximadamente metade de seu volume.
3.7 Compare a coloração das soluções nos tubos 1, 2 e 3 com a obtida no tubo 4 e preencha
a Tabela abaixo.

COLORAÇÃO DESLOCAMENTO
TUBO AÇÃO (+ claro / + escuro) (direita / esquerda)
1 Solução de NH4Cl
2 Solução de MgCl2
3 Solução de NaCl

3.8 Explique cada possível deslocamento de equilíbrio nas celas 1, 2 e 3 utilizando o


Princípio de Lê Chatelier.
Obs.: O MgCl2 pode se combinar com o OH- formando Mg(OH)2 considerada uma base
insolúvel.
3.9 Compare a coloração das soluções nos tubos 5 e 6 e responda: a ionização da amônia
(NH3) é endotérmica ou exotérmica? Justifique.

BIBLIOGRAFIA

4. Química Geral Superior: Masterton – Slowinski.


5. Química Geral: Brady – Humiston.
6. Princípios de Química: Atkins.