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Fluxos migratórios

Daniel Dalpiaz Francine Machado Alex Sandro da Silva Lucia Raquel Arce Smykaluk Tutor Externo Josué Alves do Nascimento Junior

Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Licenciatura em Geografia (GED0216) Prática do Módulo VI

13/12/17

RESUMO

Este artigo tem como objetivo demonstrar os vários fluxos migratórios que aconteceram e ainda acontecem no Brasil e no mundo. O artigo abordara o destino daquela fatia da população mundial, que resolve sair de seu local de origem atrás de novas oportunidades de vida. A busca por estas novas oportunidades são desencadeadas por diversos fatores como: guerras, perseguições religiosas, crises econômicas, seca, busca por trabalho. Na atualidade a crise de imigração na Europa, que acontece pela entrada de imigrantes ilegais vindos da África e do leste Europeu, causa enormes problemas para a União Europeia. Além disso, a proposta de construção de um muro que separe o Estados Unidos do México para evitar a entrada de imigrantes ilegais no país. Será abordada a vinda de imigrantes que formaram a população brasileira e como, mais tarde, esta migrou internamente no nosso país.

Palavras-chave: imigrantes; fluxos migratórios; crise de imigração.

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INTRODUÇÃO

Os fluxos migratórios, são movimentos populacionais de deslocamento entre

países ou regiões. Estes movimentos acontecem desde o surgimento do homem, que

naqueles tempos migrava para outras regiões em busca de alimento para sobreviver. Com

o passar dos anos a situação que vivemos no mundo atual é diferente, porém as pessoas

ainda migram para sobreviver.

O principal motivo de fluxos migratórios é a busca por melhores empregos e uma

perspectiva de vida que traga uma estabilidade econômica para a família, porém existem

diversos fatores causadores de migrações: em consequência de desastres ambientais,

guerras, perseguições políticas, étnicas ou culturais.

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Os principais destinos da migração internacional são os países industrializados, entre eles estão: Estados Unidos da América(EUA), Canadá, Japão, Austrália e as nações da União Europeia. Os Estados Unidos possuem cerca de 39 milhões de imigrantes, se tornando o maior receptor de pessoas no mundo. O número total de imigrantes em todo o planeta está próximo de alcançar 200 milhões de indivíduos.

O Brasil é considerado um país de imigrantes, pois sua população é composta por descendentes de imigrantes vindos principalmente da Europa. Estes que chegaram em maior quantidade a partir do século XVIII para colonizar estas terras. A principal marca da imigração para o nosso país é a cultura, que incorporamos de diversos países como:

açorianos, suíços, alemães, italianos, japoneses, franceses, ingleses, gregos, nórdicos, poloneses, russos, judeus, sírio-libaneses, coreanos e outros.

2 FLUXOS MIGRATÓRIOS PELO MUNDO

A maior parte dos fluxos populacionais ou migratórios, entre países, que acontecem atualmente em sua maioria estão ligados ao fator econômico. No ano de 2009, o relatório realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apontava que cerca de 195 milhões de pessoas moravam fora do seu pais de origem, somando um total de 3% da população mundial. Porem diversos fatores são considerados

causadores destes fluxos, entre eles estão: desastres ambientais, guerras, perseguições políticas, étnicas ou culturais. Estes deslocamentos populacionais podem ser classificados como:

Os movimentos populacionais podem ser classificados em voluntário, quando

o movimento é livre, espontâneo; forçado, como nos casos de escravidão, de perseguição étnica, religiosa, política ou alguma catástrofe natural; e

controlado, quando o Estado controla numérica ou ideologicamente a entrada

e saída de migrantes. (COLOMBO ,2013).

Freitas (2017) expressa que os fluxos migratórios também podem ser caracterizados como fluxos de atração ou repulsão, a primeira acontece quando as pessoas saem de países onde não há boas condições de vida e de trabalho, são atraídas à países desenvolvidos, como Estados Unidos, países da Europa e Japão, a segunda são migrações onde o indivíduo deixa seu país devido a problemas políticos, perseguições, guerras, entre outros.

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Sendo o fator econômico a principal causa de migrações, a busca por um trabalho que traga uma renda melhor é o principal fator das correntes migratórias que emergem de Latino-Americanos, Africanos e Asiáticos em direção aos EUA, Europa e Japão. A Europa é o maior receptor de imigrantes, em seguida temos a Ásia e a América do Norte. Em relação a países, os EUA é aquele que recebe o maior número de imigrantes.

Por ser o país que mais recebe imigrantes os Estados Unidos sofre uma transformação estrutural, populacional e social de grande proporção. Os estudos realizados pelos órgãos competentes do pais revelam que a cada ano cerca de 1,2 milhão de imigrantes chegam ao território norte-americano. A atual população do EUA tem aproximadamente 10% do total de imigrantes, número muito alto. (Freitas, 2017)

Estimativas apontam para 11 milhões de imigrantes vivendo de maneira ilegal no país, estes trabalham na construção civil ou como garçons em restaurantes, vagas empregos que dificilmente são ocupadas por americanos. A maior parte destes indivíduos vive de maneira discreta, longe de problemas com a justiça, apenas recebendo um salário muito melhor do qual recebia em seu país de origem e tendo assim uma vida muito melhor. Muitos enviam parte do dinheiro recebido para os familiares no pais de origem, incrementando desta maneira a economia daquele país. Desta maneira, “Segundo a ONU, em 2008, eles repartiram cerca de 251 bilhões de dólares, com a intenção de ajudar suas famílias ou realizar poupança que lhes permitisse regressar no futuro”

(COLOMBO,2013).

O atual presidente dos EUA, Donald Trump, propôs construir um muro ao longo da fronteira com o México, visando acabar com a imigração ilegal de mexicanos aos Estados Unidos. Porém muitos dos imigrantes que vivem ilegalmente naquele país nem sequer são das Américas. Depois de México, Guatemala, El Salvador e Honduras, a maioria das pessoas ilegais são chineses (aproximadamente 268 mil), seguido da Índia (267mil) e Coreia do Sul (198 mil).

Com relação a problemas causados por imigrantes ilegais no s Estados Unidos, Yee(2017) estabelece que:

Trump

ilegalmente nos EUA são “estupradores” e “assassinos”. Essas pessoas

entram

disse

em ocasiões anteriores que

os

mexicanos que

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existem, mas não são maioria. O Instituto de Políticas Migratórias estimou em cerca de 820 mil - de um total de 11 milhões de pessoas - o número de indivíduos condenados por algum crime. Além disso, 300 mil - menos de 3% dos 11 milhões - cometeram algum tipo de violação.

Mesmo ao observar estes números, Donald Trump firmou que irá continuar com o processo de deportação daqueles imigrantes que tiverem histórico de crimes graves.

A Europa é o destino mais procurado por imigrantes de todo o mundo. Vindos em

busca de melhores condições de vida, ou apenas para fugir da morte em países assolados por guerras civis. Esse sem dúvida é um dos fatores de fluxos migratórios mais cruéis, e segundo Marinucci (2005): “O drama dos refugiados e refugiadas é sem dúvida um dos

desafios mais urgentes da conjuntura internacional.”

A política de imigração da União Europeia(UE) lida com a imigração regular e a

migração irregular. Em relação à migração regular, a UE prega as condições para as entradas legais e de residência. Os Estados-Membros tem o direito de definir o número de pessoas oriundas de outros países em busca de emprego.

A UE está lidando com a maior crise de imigrantes refugiados desde o fim da II

Guerra Mundial. Somente no ano de 2016, 362.753 pessoas entraram nos países do bloco através do Mediterrâneo e cerca de 5.022 morreram ao tentar fazer a travessia. Os

números desta crise são expostos desta maneira:

Nos últimos anos, milhões de pessoas chegaram à Europa: fogem de conflitos, terrorismo ou de perseguições nos seus países. Dos 1,2 milhões de pedidos de asilo que os países da UE receberam em 2016, mais de um quarto foram feitos por pessoas oriundas da Síria, um país devastado pela guerra. Os cidadãos oriundos do Afeganistão e do Iraque ocupam o segundo e terceiro lugar, respetivamente. Em todos estes países, as populações civis enfrentam ameaças de grupos insurgentes extremistas (PARLAMENTO EUROPEU, 2017).

Diversas ações foram postas em pratica pela União Europeia para diminuir os impactos causados por essa crise de imigração. O Parlamento Europeu pediu o reforço dos controles de fronteiras e uma maior capacidade dos Estados-Membros para rastrear as pessoas que entram na Europa. Foi criada a Guarda Europeia de Fronteiras e Costeira para reforçar a segurança mas fronteiras. O Parlamento pediu mais fundos para programas que promovam oportunidades aos refugiados, como empregos e educação e os deputados também incentivaram pequenos empresários e criar incentivos para contratar imigrantes.

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3 MIGRAÇÃO PARA O BRASIL

Várias formas deram a origem ao processo histórico da migração brasileira, onde o imigrante que veio dos países setentrional foi visualizado de diferentes maneiras pelo Estado e pela sociedade brasileira. No período colonial, só era aceita a imigração de escravos africanos. No período imperial o governo deu estímulos a imigração destinada à colonização e a substituição da “imigração forçada para a estimulada”.

Sendo estes imigrantes qualificados para atender demandas de serviços urbanos, principalmente devido a modernização da economia brasileira. No final do século XVIII, após a sociedade introduzir a máquina como instrumento de trabalho, deu ênfase a propriedade privada, e necessitava de uma mão de obra mais qualificada sendo este novo fluxo migratório, dos países centrais para periferia, tendo convívio com tal tecnologia.

A partir do final do século XVIII iniciou-se um deslocamento fantástico de pessoas, da Europa e do Oriente que ultrapassou a mais de 60 milhões, que aportaram na América. Esses povos trouxeram novas línguas, tradições culturais e religiões diferentes (açorianos, suíços, alemães, italianos, franceses, ingleses, nórdicos, poloneses, russos, judeus, sírios-libaneses, japoneses, gregos, coreanos e outros(Zamberlam, 2004 p45).

Estas migrações continentais “estimuladas” após a Revolução Industrial para abertura de novos mercados consumidores e fornecimento de matéria prima para os centros Europa é necessário salientar que, inicialmente tiveram apoio de governo dos países de origem e do Brasil, sendo após retirado este estimulo do Estado e repassado ao setor privado.

Por volta de 1850 houve duas circunstâncias que vieram a favorecer a transformação de migrantes dirigidos ao Brasil, para o trabalho que passou de migração africana forçada, para migração europeia de força de trabalho livre. Os motivos foram a dificuldade de conseguir escravos pois tinham numericamente diminuído e possuíam melhores defesas e, forçando os barqueiros a se adentrarem pelo Rio Congo, ao centro do continente para buscar cativos, aqui denominados "anjicos" e "macuás. Outro ponto que influenciou esta mudança foi o aumento de população da Europa. Esse excedente populacional com uma produção agrícola e industrial inadequada, favoreceram a emigração europeia.

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No Brasil houve um interesse tardio neste modelo de migração que se deve à mudança de um sistema econômico escravocrata, para um sistema capitalista de produção que teve início com o fortalecimento da lavoura cafeeira.

Após séculos de “migração forçada” africana visando à mão-de-obra escrava, no Brasil, os europeus formaram o terceiro grande contingente de migrantes que marcaram nossa história., sendo assim chamados de “braços livres para a lavoura”, pois as autoridades e lideranças da sociedade brasileira entendiam que deveria ser adotada estratégias para torna a população nacional mais branca com o alicerce populacional europeu.

Na verdade, os imigrantes do final do século XIX e início do XX vieram substituir os trabalhadores escravos negros principalmente nas fazendas dos cafeicultores e foram tratados inúmeras vezes à veladas formas de servidão, sendo submetidos a trabalhos exaustivos onde sua mão-de-obra tinha pouco valor agregado e os produtos que utilizavam eram superfaturados criando uma situação de dependência financeira além de maus tratos tendo que seguir uma rota de uma agricultura itinerante, sendo exceção feita aos colonos do Sul, que vieram para povoamento e garantir as fronteiras contra possíveis invasões .

Em 1859, a Prússia promulgou o chamado rescrito de Heydt, proibindo a propaganda em favor da imigração para o Brasil, devido aos maus tratos sofridos pelos colonos alemães na província de São Paulo. Este rescrito teve efeito desfavorável sobre os possíveis emigrantes na Prússia, e de 1871 em diante, em toda a Alemanha. O decreto só foi revogado em 1896, e mesmo assim apenas em relação aos três Estados meridionais do Brasil.( LEVY,1974 pag. 51)

Após meados do século XIX houve um grande fluxo de imigrantes europeus, sendo no início deste os portugueses o mais expressivo seguidos pelos alemães, que devido ao rescrito de Hevdt, teve seu fluxo reduzido drasticamente. De 1890 o maior fluxo de imigrantes era os italianos seguido pelos portugueses, já os alemães caíram de 12% do total no início deste processo migratório para 2% devido ao exposto anteriormente e percebesse um aumento do fluxo de espanhóis imigrado ao nosso território. O Rio Grande do Sul concede incentivos para vida de italianos ao estado criando diversos núcleos de colonização, o que favorece o aumento de emigrantes

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italianos nesta região. Como no caso de alemães também vimos a redução expressiva de italianos em 1904 vindo para o Brasil, pois quando aqui chegavam sendo o maior fluxo para São Paulo, estes eram submetidos a condições degradantes e explorados pelos

senhores cafeicultores, sem que o governo brasileiro tomasse alguma atitude para coibi

esta situação caótica. Segundo (LEVY 1974)

promulgado na Itália o decreto Prinetti em 1902 proibindo a imigração gratuita para o

Brasil, devido às más condições a que seus emigrantes

, vimos claramente que o Estado

no final desse período é

justamente

brasileiro era bem conivente as mazelas dos senhores donos do poder econômico, situação vista pelos países que forneceram população para povoamento de nossa nação.

4 MIGRAÇÃO SOBRE O TERRITÓRIO BRASILEIRO

As migrações internas sobre o território brasileiro tiveram seu primeiro fluxo significativo no século XVI, quando os nordestinos que eram criadores de gado no litoral, seguiram rumo para o Sertão, localizado no interior da região e de clima semiárido. Nessa época surgiram várias zonas de criação de gado ao longo do rio São Francisco, onde na época o povo habitava as suas proximidades, por isso ficou conhecido como "rio dos currais". Mais tarde se tornou uma importante via de interligação entre o Nordeste e o Sudeste, também ficou conhecido como "rio da unidade nacional".

A atividade de criação de gado tinha a estratégia de abastecer a Zona da Mata, área onde era fixada a produção de cana-de-açúcar. Era utilizado sal para a conservação de carnes em mantas, que deu origem a um importante alimento na região, a carne-seca, que de geral é de baixa qualidade. A carne de melhor qualidade é a carne-de-sol, que é pouco salgada e exposta ao sol para desidratar.

Com o passar dos anos, nos séculos XVII e XVIII para ser mais preciso, paulistas e nordestinos migraram para as regiões mineradoras, onde se localizam os atuais Estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Mato Grosso.

O Centro-Sul do Brasil passou a ter muita importância, em função da necessidade de se produzir alimentos e de animais de carga, outras atividades econômicas impulsionaram o desenvolvimento e o povoamento de territórios próximos, que desde o início da colonização foram influenciados pela riqueza.

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No século XIX, com a queda do ouro houve mudança nos interesses migratórios, muitas pessoas de direcionaram para os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde nessas regiões crescia a cultura cafeeira, a partir de então tem se início os eixos migratórios.

4.1 Migração do Nordeste para a Amazônia

Na segunda metade do século XIX, deu-se a expansão da exploração do látex das seringueiras, em relação à crescente demanda externa, fez com que a Amazonas efetuasse um surto econômico, esse surto se deu o nome de Ciclo da Borracha, e teve grandes implicações para o Brasil.

Houve muitas imigrações em direção a Amazônia tanto nacional quanto estrangeira, uma região que migrou para a Amazônia foi o povo nordestino que se viram forçados a fazer isso diante da situação que estavam vivendo. A seca que abateu diversos estados do Nordeste, acabando com quase todo o rebanho da região.

De 1877 a 1880 começaram as imigrações em direção a Amazônia, calculou-se que cerca de 300 mil nordestinos teriam vindo do Nordeste entre 1870 e 1920. Seus principais Estados de origem eram Ceara, Maranhão, Rio Grande do Norte e em seguida outros Estados.

Muitos desses imigrantes vieram a falecer por conta das epidemias, e outras doenças adquiridas nos seringais por conta do isolamento e das condições ruins em que viviam.

4.2 Migração Nordeste ao Centro-sul

No século XX em sua primeira metade, pelo rio São Francisco e por via Rio-Bahia começaram a passar aqueles que ficaram conhecidos como "paus-de-arara" devido a precariedade em que se locomoviam, esses imigrantes iam em direção ao sul, atingindo muitas vezes mais de 200 mil imigrantes anualmente.

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Primeiramente foram em direção para o Oeste Paulista, para trabalhar assim nas culturas de café e algodão, depois da Segunda Guerra Mundial houve um desenvolvimento industrial o que atraiu vários imigrantes vindos do Nordeste para grandes cidades da região. Aumentou o movimento de imigrantes entre Nordeste e Sudeste principalmente para São Paulo.

Assim o fluxo de imigrantes era constante vindo do Nordeste, principalmente da Bahia e do norte de Minas Gerais em direção a São Paulo. Essa leva de migrações originada de diversos problemas sócias de regiões subdesenvolvidas e marcados pela pobreza.

A presença do povo Nordestino em São Paulo é um espelho humano e social que

alavanca as desigualdades sociais regionais, mas esse fato só ganha em importância a

partir dos anos 50.

Na época São Paulo era vista como a "locomotiva do país" onde havia trabalho e progresso, muitos brasileiros principalmente aqueles das regiões mais pobres do país migraram em direção a São Paulo por causa desse lema. Bom de certo modo o trabalho não faltava, porém, mas a cidade não tinha infraestrutura para receber tanta mão-de-obra.

Já nos anos 60 o povo Nordestino continuou a chega em São Paulo, nos anos 70

eles se tornaram a principal mão-de-obra na construção civil, foram eles os responsáveis pela construção do metrô.

A partir dos anos 80 a migração Nordestina diminui muito, o grande mito de que:

"São Paulo é a cidade que mais cresce no mundo" como cita Renan Bardine em seu texto Migrações internas no Brasil. Já não era o suficiente, além desse fato a economia brasileira teve sua queda e isso fez com que afetasse a construção civil.

O espaço geográfico da capital de São Paulo alterou-se com a migração das últimas décadas, aumentou-se para as periferias em rápido e desenfreado crescimento, isso parece ter tornado São Paulo uma cidade onde a pobreza é que mais cresce.

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4.3 Migração Região Sul, Centro Oeste e Nordeste

Até o decênio de 1970, a migração interna tinha como principais destinos o Sul e

o Sudeste do Brasil e, em especial o Sudeste pelo fato deles fornecerem mais

oportunidades de emprego devido a industrialização desenvolvida dos decênios passados.

Após a década de 1970, devido ao enfartamento no mercado de trabalho da região Sudeste, aconteceu vários fluxos migratórios no mercado brasileiro.

Com a expansão agrícola e melhores investimentos em infraestrutura possibilitou e expandiu ainda mais o fluxo migratório para a Região Centro Oeste. Com o passar das décadas a Região sofreu várias transformações com efeitos consideráveis tanto na sua estrutura produtiva como na ocupacional. Os estímulos governamentais no decênio de 1970 para a ocupação da Região refletiu em grandes movimentos migratórios e produções agropecuários na Região de Centro-Oeste.

Outro importante fator que estimulou a migração para a Região Centro-Oeste foi

a construção de Brasília, que foi uma outra forma de política pública para o

preenchimento da parte Oeste do território brasileiro. A migração para a formação de Brasília, logo se deu início com a sua construção. Entre 1960 e 1970, a população de Brasília quase se quadruplicou, recebeu um fluxo migratório de quase 30 mil pessoas por ano.

O Centro-Oeste recebe migrantes de todo o Brasil, em principal os mineiros, maranhenses, baianos e paulistas no estado de Goiás, mineiros e paulistas no Distrito Federal, sulistas no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Em 1980 moravam no Centro-Oeste cerca de 2.359.793 brasileiros naturais de outras regiões (um aumento de 288% em referência ao ano de 1960). Os maiores fluxos são do Sudeste e do Nordeste. Atualmente aproximadamente 30% da população que mora no Centro-Oeste é composta de imigrantes.

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5 MIGRAÇÃO INTERNA NO BRASIL A PARTIR DO ANO 2000

Migração é o ato da população deslocar-se espacialmente, ou seja, troca de país, estado, região, município ou até de domicílio. As migrações podem ser desencadeadas por fatores religiosos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos e ambientais.

A migração interna corresponde ao deslocamento de pessoas dentro de um mesmo país, e sendo assim pode ser entre regiões, estados e municípios. Essa mudança não provoca modificações no número total de habitantes de um país, porém, altera as regiões envolvidas nesse processo. Assim entre 1995 e 2000, 3,4 milhões de pessoas trocaram a região onde nasceram por outra. Já entre 2005 e 2010, esse número baixou para 3 milhões.

Essa mudança toda foi causada pelo êxodo rural, ou seja, a migração do campo para a cidade, com a mecanização da agricultura ficou difícil continuar vivendo no campo. Mas na última década a migração interna vem caindo, pois muitas pessoas estão voltando, para suas cidades muitos estados do Norte, Nordeste vem se modernizando ou seja uma industrialização mais moderna, as pessoas voltam para trabalhar em suas cidades natal e também devido ao inchaço das grandes cidades, a falta de emprego ,moradia, e segurança ou seja uma melhor qualidade de vida.

Por esses motivos famílias inteiras estão voltando para seu lugar de origem principalmente os nordestinos, ainda de acordo com o TAVARES (2001) apesar da continuidade dos fluxos migratórios inter-regionais, o volume das migrações entre as regiões brasileiras tem diminuído nos últimos anos.

Sabemos que mudar não é fácil, quando mudamos levamos junto nossa cultura, estilo de vida que muitas das vezes não é bem visto ou aceito na cidade nova, com isso há um choque entre culturas muito diferentes pode implicar o isolamento dos migrantes, que se fecham em guetos, para se manter, firmes em sua identidade ou se proteger de preconceitos.

A distribuição espacial da população brasileira é a soma de vários resultados como as de taxas de natalidade principalmente, de movimentos migratórios Segundo Francisco (2017), esses movimentos neste meio século têm sido resultado de dois

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processos concomitantes e aparentemente contraditórios: a abertura sucessiva de novas fronteiras e a concentração progressiva da população total num determinado núcleo da região central do país.

Com isso podemos dizer que as pessoas voltam para suas cidades, levando na bagagem a decepção de não ter conquistado o que era desejado, pensando que poderia ter sido diferente voltam para casa com o pensamento de que tudo vai melhorar.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os fluxos migratórios são processos naturais, que acontecem desde a existência do ser humano. A busca por uma vida que traga melhores condições é o principal fator deste deslocamento.

Assim concluímos que as migrações no Brasil e no Mundo, vem da decorrência de vários fatores, principalmente famílias deixando seu lugar de origem para conquistar uma vida melhor, ao fugir de guerras civis ou econômicas, perseguições políticas, étnicas ou culturais.

Muitas pessoas vivem de maneira ilegal em alguns países no mundo, como nos Estados Unidos, onde milhões de pessoas vivem ilegalmente e passam várias dificuldades. Já no Brasil foram várias as formas que deram a origem ao processo histórico da migração brasileira, onde os imigrantes vieram de diversas partes do país, principalmente os nordestinos devido à grande expansão do cultivo do café, e com isso a região sudeste foi se desenvolvendo com a construção civil.

Mas a migração no território brasileiro vem diminuindo nas ultimas décadas, famílias inteiras estão voltando para suas cidades, muitas delas não conseguiram o que queriam que era arrumar um emprego, uma moradia digna uma vida melhor. Algumas vivem na rua sem emprego a mercê da sorte, em sua volta violência, falta de saneamento básico, saúde, alimentação e moradia.

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REFERÊNCIAS

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