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DIR

'
JOSÉ CAIRO JR.

Cu'l.So de
DIREITO
DO TRABALHO
DIREITO INDIVIDUAL ECOLETIVO DO TRABALHO

'!CONFORME

~CPC1
13! edição 1revista, atualizada e ampliada

2017

1f);I fasPODNM
EDITORA
www.editorajuspodivm.com.br
EDITORA
fasPODIVM
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Rua Mato Grosso, 175 - Pltuba, CEP: 41830-151 - Salvador- Bahia


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Dh1gramaçio: Linotec Fotocomposição e Fotolito Ltda. (www./inoter:.com.br)

Capa (Adapraçiia): Ana Caquetti

Cl36c Cairo Jr., José


Curso de direito do trabalho / José Cairo Jr. - 13. ed. rev. e atual. - Salvador: Ed.
JusPodivm, 2017.
1.392 p.

Bibliografia.
ISBN 978-85-442-1342-1.

1. Direito do trabalho.1. Trtulo.

coo 342.6

Todos os direitos desta edição reservados à EdiçõesJusPODIVM.


!ô terminantemente proibida a reproduçao total ou parcial desta obra, por qualquer meio ou processo, sem a
expressa autorização do autor e da EdiçõesJusPODIVM. A violação dos direitos autorais caracteriza crime descrito
na legislação em vigor, sem prejuizo das sanções dvis cabíveis.
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Dedico esta obra


aos meus queridos irmãos,
Bíra e Nayra.
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NOTA DE ATUALIZAÇÃO
:À 13ª EDIÇÃO

Alrerações efcrivadas na legislação trabalhista e na jurisprudência do TST no segundo


semestre de 2016 motivaram a atualização desta obra, que chega à sua décima terceira edição.
No âmbito norn1ativo, as modificações mais importantes decorreram da edição da Lei
nº 13.313, de 14.07.2016, que permitiu o uso do FGTS como garantia de créditos consig-
nados; da Lei nº 13.352, de 27.10.2016, que regulamentou a celebração do contrato de
parceria entre profissionais que. prestam serviços em salões de beleza e os empresários que
administram essa espécie de negócio; da MP nº 761, que alterou o Programa de Proteção
ao Emprego - PPE; e da MP nº 763, que alterou a Lei do FGTS.
No âmbito jurisprudencial, decisões importantes proferidas pelo STF, algumas delas com
repercussáo geral reconhecida, indicam que o TST terá que adaptar seus verbetes à nova
tendência da Corte Constitucional ao considerar a força normativa das convenções e acordos
coletivos de trabalho, inclusive para restringir direitos trabalhistas previstos na legislaçáo
estat;il. Assim, em diversas passagens desta obra há referência ao novo posicionamento do
STF, a exemplo daquele inserido no RE nº 590415, que reconheceu a validade de cláusula
de renú~cia em plano de demissáo voluntária.
Nessa mesma seara, o TST fez o primeiro julgamento submetido à sistemática do recurso
repetitivo (IR 849-83.2013.5.03.0138), cuja tese fixada tem efeito vinculante e implicará
em alterações 110 posicionamento adotado pelo Tribunal, constante da Súmula nº 124, para
redefluir como divisor-hora dos bancários 180 e 220, conforme a jornada for de 6 ou 8
horas diárias. Também foi alterada a redação da.Súmula nº 191 do TST.
Diversos acórdãos transcritos nas edições anteriores foram substituídos por outros mais
recentes para permitir ao leitor ter ciência do entendimento dos tribunais trabalhistas em
relação a temas que ainda náo foram objeto de súmulas ou orientações jurisprudenciais do
TST.
O mesmo procedimento foi usado no que diz respeito às questões de concurso público
para Magistratura do Trabalho, inclusive discursivas e de outros concursos, inseridas tanto
no corpo do texto quanto no final de cada capítulo. A substituição de algumas perguntas
mais antigas contribui para identificar os assuntos· que são considerados mais importantes
pelas bancas de concursos públicos, o que possibilita aos candidatos direcionarem seus
estudos com mais eficiência.
10 CURSO DE DIREITO DO TRABALHO-JoséCoiroJr.

No que diz respeito à doutrina, fora.gi acrescidos novos tópicos ao conteúdo da obra,
como a análise das diversas consequências jurídicas do acidente do trabalho e comentários
sobre a lei do salão-parceiro, que regulamenta a relação de trabalho dos profissionais que
prestam serviços para salão de beleza.
Por fim, os infurmativos do TST furam atualizados até o número 149, de 21 de novembro
de 2016.

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Conheço José Cairo Júnior há mais de guinze anos.

Ingressamos juntos na Adn1inis1ração Pública Federal, con10 servidores concursados da


Justiça do Trabalho da 5ª Regiáo, no início de 1992.

Quis o destino que fôssemo~ aprovados, novan1ente, no mesmo Concurso Público para
o cargo de Juiz do Trabalho Substituto, tomando posse em 10/07/1995.
Oriundos de cidades diferentes, a transcendência universal nos reuniu, novamente, em
2004, como Juízes Titular e Auxiliar da Vara do Trabalho de Eunápolis, onde empreendemos
um exaustivo trabalho de dinamização dos serviços judiciários, com o alcance de números
impressionantes de volume processual é celeridade da prestação jurisdicional.

Assin1 sendo, não tenho a menor dúvida de que posso testemunhar pessoalmente sobre
a capacidade de trabalho e dinamismo do autor na atividade profissional judicante.

Por outro lado, no âmbito acadêmico, nossos caminhos igualmente já se cruzaram em


diversas oportunidades.
Tive a honra de participar da banca examinadora - composta ainda pelos Professores
Doutores Eduardo Rabenhorst Ramalho e Raymundo Juliano do Rego Feitosa, da Facul-
dade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco - da sua brilhante dissertação de
Mestrado, "O Acidente do Trabalho e a Responsabilidade Civil do Empregador", transformada
em obra de sucesso, já em terceira edição.

Participei de cursos de pós-graduação sob sua coordenação, bem como de congressos


científicos por ele organizados.

Fui prefaciador de dois de seus livros anteriores, um dos quais gerou a presente obra.

Assim, também na área do magistério lato sensu, sinto-me autorizado a depor sobre o
talento do autor.

'1. Juiz Titular da 11 Vara do Trabalho de Salvador/BA (Tribunal Regional do Trabalho da Quinta Região). Professor
Titular de Direito Civil e Direito Processual do Trabalho da UNIFACS - Universidade Salvador. Professor {licen-
ciado) do Programa de Pós-Graduação em Direito da UCSAL- Universidade Católica de Salvador. Professor
Adjunto da Faculdade de Direito da UFBA - Universidade Federal da Bahia. Professor da Pós-Graduação em
Direito (Mestrado e Doutorado) da UFBA. Coordenador do Curso de Especialização em Direito e Processo do
Trabalho do JusPodivm/BA. Mestre e Doutor em Direito do Trab<'llho pela Pontiflcia Universidade Católica de São
Paulo. Especialista em Direito Civil pela Ft..1ndação Faculdade de Direito da Bahia. Membro da Academia Nacional
de Direito do Trabalho e da Academia-dé letras Jurfdicas da Bahia. ·
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CairoJr.

E é neste duplo enfoque de juiz e jurista que afirmo que este prezado amigo alcança,
agora, o ápice da sua produção intelectual.
O presente "Curso de Direito do Trabalho" reúne o conteúdo de duas obras anteriores de
sua lavra, a saber, os volumes I (relações individuais de emprego e trabalho) e II (relações co!e~vas
de trabalho) da coleção Direito do Trabalho, devidamente ampliada, atualizada e revisada.
Trata-se de obr<l de fôlego, que serve tanto p;tra o estudo do Direito do Trabalho aos
alunos de graduação e pôs-graduaçáo, quanto para os concursandos do t'v1inisrério Público LISTA D
e Ivlagistratura Trabalhista (u1na v.;:,z que observou a Resolução Administrativa nº 907/2002
do l'ST e a Resolução nº 67, de 27.09.2007, do Conselho Superior do l\1inistério Público do
Trabalho, que fixarn o progran1a dos referidos concursos, em âmbito nacional).
O texto, porém, não foi simplesmente reunido, mas, sim, profundamente revisto e atua-
C..u'ÍTULO
lízado, com acréscimos significativos, seja pela inserçáo de nov2s disciplinas normativas,
INTROD
seja pela atualização da jurisprudência citada, com aprofundamento dos comentários feitos.
1. Prope
Ademais, novos temas foram tratados, dando um ânimo de completude à obra, que se torna 1.1.
uma das mais completas do país no gênero. 1.2.
1.3.
Vale registrar que, em todos os temas abordados, há indicação e citáçáo das Súmulas a eles
1.4.
relacionadas, tanto do Tribunal Superior do T~·abalho quanto do Supremo Tribunal Federal,
além de referências a decisões de outros Tribunais que compõem a orgànizaçáo judiciária
brasileira, o que facilita a compreensão sistematizada da matéria. 1.5.
l .6.
Por tais predicados objetivos, bem como pelo já registrado privilégio de fazer parte da 1.7.
história pessoal do autor (tanto nos momentos alegres, quanto dramáticos), jamais poderia 1.8.
me furtar a redigir estas rápidas linhas e de indicar pessoalmente o livro, não somente aos
meus alunos de graduação, pós-graduação e cursos preparatórios para a área laboral, mas
também a todo e qualquer profissional que queira conhecer uma doutrina viva, escrita por
alguém que, diuturnamente, a aplica com diligência e equidade.
É com este sentimento que redijo estas linhas.
Que este prefácio seja, portanto, a renovação do meu testemunho pessoal de apreço,
respeito e amizade a José Cairo Júnior, wn autor que honra a magistratura trabalhista e
que consolida definitivamente o seu nome na doutrina juslaboral brasileira. 1.9.
Salvador, junho de 2007.
2. Fonte
2.1.
2.2.

2.3.
igo alcança,

anteriores de
ações co!e~vas SUMÁRIO
e revisada.
Trabalho aos
rério Público LISTA DE SIGLAS ....................................................................................................................... .. 41
nº 907/2002
o Público do
PARTE!
DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO
visto e atua-
C..u'ÍTULO I
normativas,
INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO .......................................................................... . 45
tários feitos.
1. Propedêutica .. 45
que se torna 1.1. Conceito de Direito do Trabalho ... 46
1.2. Denominação 47
úmulas a eles 1.3. Características .................................. . 48
1.4. Divisão. 48
unal Federal, A. Direito individua! do trabalho 48
áo judiciária B. Direito coletivo do trabalho .................................................................................... . 49
1.5. Naturez:Í.jurídica ................................................................................................................... . 49
l .6. Funções.... .. ........................................................................................................................... . 51
zer parte da 1.7. Autonomia ............................................................................................................................. . 52
mais poderia 1.8. Relações do direito do trabalho com os demais ramos do direito ...................... v······················ 53
somente aos A. Direito civil .................................................................................................................... . 53
laboral, mas B. Direito empresarial .......................................................................................................... . 54
, escrita por C. Direito penal ................... ,............................................................................................... . 54
D. Direito administrativo ....................................................................... ,............................. . 55
E. Direito constitucional ...................................................................................................... . 55
F. Direito tributário ............................................................................................................ .. 59
G. Direito previdenciário.............................................................................................•......... 59
l de apreço, H. Direito do consumidor .................................................................................................... . 60
rabalhista e I. Direito processual ............................................................................................................ . 60
1.9. Fundamentos e formação históric:a do direito do trabalho ....................................................... . 61
A
Europa ............................................................................................................................ . 61
B. Brasil ............................................................................................................................... . 63
2. Fontes formais do direito do trabalho ............................................................................................... . 65
2.1. Conceito ................................................................................................................................. . 65
2.2. Oassiflcaçáo ...........................................................................................•................................. 66
A Fontes estatais ou heterônomas ..........................................................•.............................. 67
- Lei. ............ ,................................................................................................................ . 70
-
Convençáo da Organização Internacional do Trabalho................................................ 72
-
Regulamento estatal ...........................................•....•......................•.•.......•...•.............. 75
-
Sentença Normativa.................................................................................................... 75
B. Fontes profissionais ou autônomas ........................... ;....................................................... 76
- Convenção e acordo coletivo de trabalho ......... ;........................................................... 76
- Regulamento de empresa ............................ :~............................................................... 79
- Contrato individual de trabalho.................................................................................. 80
2.3. Hierarquia............................................................................................................................... 82
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CairoJr.

3. Interpretação ................................................................................................................................... . 84
3.1. Hermenêutica ............................................................................................ . I I.2.
86
3.2. Métodos básicos de exegese ........................................................................... . I 1.3.
86
A. Método literal, gramatical ou filol6gico ...................................... . 86
1 I.4. G
B. Método tdeológico ..................... . 87 CAPiTUW I
e. r-.1étodo sistemático 87 RE1AÇÁO
D. l\1éwdo evolutivo .. ....................................................................... ! 88
l. Esuuru
E. !>Iérodo hi<:tÓrico ... 89
1.1.
4. lncegr:i\·:"10 do direirn do tr:tbalho .. 89 1.2. N
4.1. Jurisprudência .. 91
2. Reb.çóe
4.2. An~logia ..........
2.1. C
4.3. Usos e costumes .. 96
2.2. T
4.4. Equidade .. "8 2.3. T
4.5. Princípios gerais do Direito do Trabalho 99 2.4. T
4.6. Princípio da proteção ... .. ................................... .. lOl 2.5. T
A. ln dubW pro operaria ................................................. .. !OI A
B. Aplicação da regra mais favorável. 102 B
Teoria do cong!obamento .. 103 2.6. E
- Teoria da acumulaçá<;> .. 103 A
- Teoria do conglobamento orgânico ou por instituto .. 104 B
e. .Aplicação da Condição mais benéfica ..... 105 e
4.7. Princípio da irrenunciabilidade ...... 105 D
4.8. Princípio da continuidade...... .. .................................. .. 106 E
4.9. Princípio da primazia da realidade... .. .............. . 106 F
4.10. Princípio da substituição automática das cláusulas nulas .... . !07 G
4.l l. Princípio da razoabilidade ..................................... , ........................ .. 108 2.7. C
4.12. Princípio da boa-fé ................................................................................................................. . 108 A
4.13. Princípio da isonomia e da não discriminação .............................................................. . llO B
4.14. Prindpios constitucionais do Direito do Trabalho ................................................................... . l!4 C
4.15. Direito comparado ................................................................................................................. . l!6 D
5. Aplicação do direito do trabalho....................................................................................................... . II7 2.8. T
5.1. Vigência das normas trabalhistas ............................................................................................ .. II7 2.9. M
A. No tempo ...................................................................................................................... .. II7 2.10. P
B. No espaço ....................................................................................................................... .. 119 A
5.2. Revogação ............................................................................................................. , ............... .. 120 B
5.3. Irretroatividade ...................................................................................................................... .. 121 C
5.4. Direito adquirido ................................................................................................................... .. 122 D
6. Indisponibilidade no direito individual do trabalho .......................................................................... . 122 3. Admiss
6.1. Renúncia................................................................................................................................ .. 123 3.1. C
6.2. Trans'açá.o no Direito do Trabalho .......................................................................................... . !26 A
7. Flexibilização..................................................................................................................................... . 127 B
8. Conflitos de inceresses e suas formas de solução.................................................................................. l3l C
8.1. Jurisdiçáo ................................................................................................................................ . 132 D
E
8. 2. Medlaç>o ................................................................................................................................ . 133
8.3. Arl>iu.gem............................................................................................................................... 3.2. R
133
8.4. Comissões de c.oncilíação prévia ............................................................................................. .. 4. Trabalh
136
9. Quadro sinóptico ............................................................................................................................. .. 139
4.1. C
1O. Informativos do TST sobre a matéria ................................................................................................ . 4.2. C
142
4.3. O
11. Questóes .......................................................................................................................................... .. 153
A
I l. I. Questões objetivas ................................................................................................................... . 153
B
SUMÁRIO
"
......... . 84
I I.2. Questões discursivas ............................................................................................................... .. 159
86
I 1.3. Gabariro das questões objetivas ............................................................................................... . 159
86
86
1 I.4. Gabarito das questões discursivas ........................................................... :: ............................... . 162
87 CAPiTUW II
87 RE1AÇÁO DE TRABALHO E DE EMPREGO .............................................................................. . 165
........ ! 88
l. Esuurura da rdação empregatícia .. 165
89
1.1. Elementos Componc:ntes ................. . 165
89 1.2. Nature·t.< jurídica ... !68
91
2. Reb.çóes de trabalho.. .. ................................... .. 170
2.1. Competénda dl Justiça do Trabalho 171
96
2.2. Trabalho autônomo .. .. 176
"8 2.3. Trabalho eventual ...................................... .. 177
99 2.4. Trabalho temporário . .. ................. .. 178
lOl 2.5. Trabalho avulso ... 180
!OI A. Trabalhador avulso portuário 181
102 B. Avulso náo porruário .. . 184
103 2.6. Estágio.. .. ........... .. 187
103 A. Conceito de estágio. .. ................... . 187
104 B. Espécies de estágio.... ........................ .................. .. ................ .. 187
105 e. Requisitos de validade do contrito de estágio ................... . ........................................ . 188
105 D. Principais obrigações ............................................................................... .. 188
106 E. Diferenças entre a lei anterior e a lei atual de estágio ........................................... .. 188
106 F. Nulidade do contrato de estágio .......................................... ,........................................... . 190
!07 G. Estágio jurídico ............................................................................................................... . 192
108 2.7. Cooperativas d.e mão-de-obra .................................................................................................. . 193
........ . 108 A. Previsão legal ................·................................................................................................... . 193
llO B. Conceito, características e espéeíes ................................................................................... . 194
........ . l!4 C. PrindpiOs e valores que regem a cooperativa ................................................................... .. 195
....... . l!6 D. Princípio da11rimazia da realidade ................................................................................... . 195
........ . II7 2.8. Trabalho voluntário ................................................................................................................. . 198
...... .. II7 2.9. Médico-residente .................................................................................................................... . 200
...... .. II7 2.10. Profissionais de salão de beleza ................................................................................................ . 201
....... .. 119 A. Requisitos de validade do contrato e cláusulas obrigatórias .............................................. . 201
...... .. 120 B.- Características do contrato .............................................................................................. . 202
....... .. 121 C. Vedações .......................................................................................................................... . 202
....... .. 122 D. Aplicação do princípio da primazia da realidade ............ ; ................................................. . 202
....... . 122 3. Admissão e registro do empregado .................................................................................................... . 203
...... .. 123 3.1. CTPS ...................................................................................................................................... . 203
....... . !26 A. Conteúdo das anotações .................................................................................................. . 204
....... . 127 B. Prazo para anotação ......................................................................................................... . 205
......... l3l C. Prova ............................................................................................................................... . 205
....... . 132 D. Omissão do empregador .....................................- ........................................................... . 205
....... . E. Co~trato a prazo d.e trabalhador rural ............................................................................. ,. 206
133
......... 3.2. Registro ........................................................................................... :...................................... . 207
133
...... .. 136
4. Trabalho escravo e degradante ........................................................................................................... . 208
...... .. 139
4.1. Conceito e denominações ........................................................................................................ 208

....... .
4.2. Características ........................................................................................................................ .. 209
142
4.3. O combate ao trabalho escravo ............................................................................................... . 2!0
...... .. 153
A.. No plano internacional ...• ::::::~:~ ........................................................................................ , 210
....... . 153
B. No âmbito interno ....; ........ ; ........................................................................................... .. 210
CURSO DE DIREITO DOTRABALHO-JoséCairoJr.

4.4. Efeitos da constatação do trabalho escravo ...................................................................... ,....... . 212 B.


A.. Órbita penal ................................................ ,................................................................... . 212 C.
B.Órbita trabalhista ............................................................................................................ . 213 D.
e.Órbita administrativa ........... .. 214 4. Caracteri
5. Quadro sínóptico 216 4.l. Tí
6. Informativos do TST sobre a matéria .. 2!8 4.2. Ex
7. Quesróes- .. 221 43. Co
7.1. Questões objetivas .. 221 4.4. On
7.2. Quest6es discursivas .... 225 4.5.
7.3. Gabariro das questões objeti\':JS .. 225 4.6. Pe
7.4. Gabarito das questões discunivas .. 227 5. Conteúd
5. L Cl
CAPÍTULO III
5.2. Cl
CO~'TRATO DE E~!PREGQ ................................•..................•.•...............•...............•......•.......•..... 229
5.3. Cl
1. Denominação . 229
5.4. Cl
2. Conceito ... 230
6. Elemento
3. t--.1odalidades de conrrato de trabalho 231
6.1. Ag
3.1. Contrarn de trabalho expresso e tácito .. 23!
A.
3.2. Por prazo indeterminado ...... 232
3.3. B.
Por prazo determinado 232
Forma. ......... .. 233 C.
Características...... .............................. .. ............................ . 233 6.2. Ob
- Prazo .................. .. 234 6.3. Fo
Prorrogação ............................................................................................................... . 234 7. Elemento
Renovação ................................................................................................................. .. 234 7.l. Te
- Extinção antecipada.................................................................................................... . 234 7.2. Co
Estabilidade ............................................................................................ ;.................. .. 236 7.3. En
- Efeitos ......................................................................................................................... . 236 8. Formas d
A.. C-Ontrato por prazo determinado conforme a CLT_ .......................................................... . 237 8.1. Nu
B. Contrato de experíência e período de experiência ........................................................... .. 238 8.2. ' Nu
e. Contrato por obra certa ................................................................................................... . 239 8.3. Di
D. Contrato com cláusula de rescisão antecipada .................................................................. . 240 8.4. Efe
E. C-Ontrato de trabalho da Lei nº 9.601/98 ......................................................................... . 24! A.
F. Contrato de trabalho temporário .................................................................·..............: ..... . 242 B.
Formalização do contrato temporário ......................................................................... . 242 e.
Prazo e prorrogação .................................................................................................... . 243 8.5. Tra
Direitos trabalhistas .................................................................................................... . 243 9. Efeitru do
Características ........................................................................................................... . 244 9. l. Dir
Vedações....................................................................... . 244 A
G. Outros contratos de rrabalho por prazo determinado ...................................................... .. 245 B.
3.4. Contrato de trabalho por equipe ............................................................................................. . 246 C.
3.5. Contrato de emprego e contratos afins .................................................................................... . 247 9.2. Dir
A. Locação de serviços - prestação de serviços ..................................................................... .. 248 A
B. Empreitada....................................................................................................................... . 249 B.
e. Representação comercial .................................................................................................. . 250 C.
D. Mandato ......................................................................................................................... . 251 D.
E. Sociedade ........................................................................................................................ . 252 9.3. Os
R P=eria. ....................•...............•....................•...........,.......................................•......•....... 252 A
3.6. Pré~contrataçóes ...................................................................................................................... . 253 B.
A.. Requisitos para configuração ........................................................................................... . 254 C.
SUMÁRIO 11

,....... . 212 B. Efeitos ............... _,_ ......... . 254


........ . 212 C. Direitos decorrenres.. ........... . 255
........ . 213 D. Hipótese de perdas e danos ...... .. 256
214 4. Caracterização e classificação do contrato de emprego ... 258
216 4.l. Típíco. ....... -_........ 258
2!8 4.2. Execução sucessiva .........................................•,.......................................................................... . 258
221 43. Comutativo .............-- .. . 258
221 4.4. Oneroso .. 259
225 4.5. 259
225 4.6. Personalíssimo ......... ,,_...... . 260
227 5. Conteúdo do conrrato de emp.rq;o .. 26!
5. L Cláusulas convencion:ris .... 26!
5.2. Cláusulas normatÍ\'as ._ ..... . 261
..•..... 229
5.3. Cláusulas táciras ........- ....... . 262
229
5.4. Cláusula de não concorrência .. 263
230
6. Elementos essenciais do contrato de trabalho .. 263
231
6.1. Agenre capaz ... 264
23!
232 A. Capacidade do mhafuador 264
B. Capacidade do empregador .... 265
232
233 C. Capacidade e legitimidade do empregado estrangeiro ... 265
233 6.2. Objeto lícito, possíve!,dactminado ou detenninável ...................... .. 267
234 6.3. Forma prescrita ou nãodcfusa em lei .................................................................................. . 268
....... . 234 7. Elementos acidentais do contrarodeemprego .................................................................................. . 270
...... .. 234 7.l. Termo .............., ............_..................... .................................................................. 270
....... . 234 7.2. Condição .....................- ..._. .................................................................................................. . 270
...... .. 236 7.3. Encargo ................................................................................................................................. . 27!
....... . 236 8. Formas de invalídad.e do contrato de emprego ..................................................................... . 271
....... . 237 8.1. Nulidade total do contato de trabalho . .. ................................................................... .. 27!
...... .. 238 8.2. ' Nulidade parcial do contrato de trabalho..... ................... .. ....................................... . 272
....... . 239 8.3. Dissimulação de contraro ~emprego....... ...................... .. ......................................... . 272
....... . 240 8.4. Efeitos dadedaraçáo de nulidade ........................................................................................... . 273
....... . 24! A. Efeitos da nulidade quanto à forma ................................................................................. . 273
.: ..... . 242 B. Efeitos da nulidade quanto ao objeto ............................................................................... . 278
....... . 242 e. Efeitos da nulidade quanto à capacidade do sujeito.......................................................... . 279
....... . 243 8.5. Trabalho ilícito e trabalho proibido .................................................................................... . 279
....... . 243 9. Efeitru do contrato de emprego: dicetos e conexos ............................................................................. . 279
....... . 244 9. l. Direitos, deveres e obrigações do empregador. ....................................................................... . 280
244 A Obrigações do empregador .............................................................................................. . 280
...... .. 245 B. Deveres do empregado.r .................................................................................................. . 28!
...... . 246 C. Direitos do empregador................................................................................................... . 281
....... . 247 9.2. Direitos, deveres e obtjgaçõesdo empregado ........................................................................... . 28!
..... .. 248 A Obrigações do empregado ............................................................................................... . 281
...... . 249 B. Deveres do empregado.-................................................................................................ .. 282
...... . 250 C. Direitos do emp~o .:.................................................................................................. . 283
...... . 251 D. Direitos conexos do conttato de trabalho: invenção do ~pregado ................................. .. 283
...... . 252 9.3. Os poderes do empregador .•..- .....................................,.. ...~ ..................................................... . 286
....... 252 A Poder de organização e·ngu]arnentaçáo ........................................................................... . 287
...... . 253 B. Poder de controle ou de 6sca1ização ................................................................................. . 288
...... . 254 C. Poder disciplinar...........- ............................................................................................... . 289
CURSO DE [}IREITO DO TRABALHO-José Coiro Jr.

5.13.
10. Quadro sinóptico ...................................... ··: ................................................................ . 291
5.14.
11. Informativos do TST sobre a matéria ............................................................................. . 295
5.15.
12. Questões .......................................................................................................................... . 299
5.16.
12.1. Questões objetivas ............................................................................................ .. 299
5.17.
12.2. Questões discursivas ................ . 306
5.18.
12.3. G01bariw das questões objetivas .. 306
5.19.
12.4. Gabarito das que;;cões discursivas ... 30;;: 5.20.
5.21.
CAríTuw IV
EMPREGADO ...........................•...........•................•.................•...•................•...........•...... 311 6. ';(-:i.ba
7. i\Lie s
1. Conceito <: denomi1;açóes .. 311
8. Empre
2. Llracteri.-:ação .. 312
8.1.
2.1. Pes~alidade 312
8.2.
2.2. Onerosidade ... 313
2.3. Náo evenrualídade 313
2.4. Subordinação .................... .. 315
8.3.
A. Conceito. 315
8.4.
B. Natureza jurídica .. 316
8.5.
e. Espécies 316
8.6.
2.5. Sistema de indícios 319
9. Trabal
A. Alteridade ....... .. 320
9 .1.
B. Ex:dusividade .............. . 321
9.2.
C. Dependência tecnológica................... . ........................ . 321
10. Trabal
D. Continuidade .......................................................................................... . 321
10.1.
3. Altos empregados ............................................................................................. . 322
10.2.
3.1. Conceito ................................................................................................................. . 322
3.2. Proteçáo legal ................................................................................................. .. 323
3.3. Trabalhadores intelectuais ......................................................................... . 323
3.4. Funções de confiança ......................................................................................... . 323
3.5. Diretores e sócios ........................................................................................................ .. 324
11. Mulhe
4. Aprendiz ............................................................................................................................ . 325 11.1.
4.1. Cone.eito .................................................................................................................... .. 326
4.2. Características .............................................................................................................. . 326
4.3. Obrigatoriedade de contratação .............................................................................. .. 328
4.4. Extinção do contrato de aprendizagem ............................................................................... . 328
5. Empregado doméstico ....................................................................................................................... . 330
5.1. Caracterização ............................................................................................................ . 331
5.2. Empregado doméstico e diarista ................................................................................ . 331
5.3. Aplicabiüdade da CLT e direitos trabalhistas ......................................................... .. 332
5.4. Contrato por prazo determinado .............................................................................. .. 332
5.5. Carteira de Trabalho e Previdência Social ................................................................... .. 334 11.2.
5.6. Jornada de trabalho ................................................................................................... .. 334 12. Portad
5.7. Repouso semanal remunerado .................................................................................................. 339 12.1.
5.8. Férias ....................................................................................................................... . 339 12.2.
A. Férias em contrato por tempo integral ............................................................................ .. 340
12.3.
B. Férias em contrato por tempo parcial.............................................................................. .. 340
13. Teletr
5.9. Descontos salariais ................................................................................................................. .. 341 13.1.
5.10. Vale-transporte....................................................................................................................... .. 342 13.2.
5.11. Lkença e estabilidade gestante ............................................................................................... .. 342 13.3.
5.12. FGTS ..................................................................................................................................... . 343
5.13. Aviso prévio ............................................................................................................................ . 344
291
5.14. Seguro-desemprego ................................................................................................................. . 345
295
5.15. Justa causa e rescisão indireta do contrato de trabalho ............................................................. . 346
299
5.16. Salário-fanúlia ........................ .. 348
299
5.17. Prescrição ........................ . 348
306
5.18. Simples doméstico .. 348
306
5.19. Fiscalização e aumaçáo pelo l\.1inistério do 'frabalho e Emprego ... 349
30;;: 5.20. Incenrivo à form.a!iz:ição do connaro de trabalho doméstico .. 349
5.21. R..:sumo dos dirciws trabalhisus dos domésiicos .. 350
311 6. ';(-:i.balho J. domicílio .. 352
7. i\Lie soda! .. 353
311
312
8. Empregado público .. 358
8.1. Conceifo .. 358
312
8.2. Regime c~ktista e regime esratudrio .... 358
313
A. Conversão do regime celerisra para o estan1tário .. .. 358
313
B. Regime dos agentes comunitários de saúde.. . .............. .. 359
315
8.3. Fornw.Jidade para contratação. 359
315 361
8.4. Direitos dos empregados públicos ........
316
8.5. fürnbilidadc no mviço públioo .. ................................. . 362
316 363
8.6. Empregado público e empregado de empresa pública ou de economia mista .. .
319 365
9. Trabalho do indígena ........... .
320
9 .1.A capacidade do indígena ...... 365
321
9.2. Validade do contrato de trabalho celebrado com o indígena ....... .. 365
321 367
10. Trabalho da criança e do adolescente ............................................................................. .
321 367
10.1. Proteção no plano internacional- Trabalho Infantil ............................................................. ..
322 368
10.2. Proteção no plano interno ...................................................................................................... .
322 368
A. Trabalho proibido para a criança e para o adolescente.. ....................................... ..
323 369
B. Conseqti.~ncias do trabalho proibido ............................................................... .
323 370
C. Autorização especial para o trabalho ............................................................ ..
323 D. Di«it°'' pcouli,,-id>dô do t"brubdo' ,dolôoonC< ...................................................... . 371
. .. 324 372
11. Mulher empregada ............................................................................................................................ .
325 11.1. Proteção legal ........................................................................................................................ .. 372
.. 326 372
A Proteção à mulher............................................................................................................ .
.. . 326 373
Intervalo especíal ........................................................................................................ .
328 Repouso semanal remunerado ...................................................................... .. 375
........ . 328 Métodos e local de trabalho ....................................................................................... .. 376
............. . 330 Esforço físico .............................................................................................................. . 376
. 331 Matritnônio e gravidez ............................................................................................... . 376
331
B. Pmcção à m>tomid>do ................................................................................................... . 377
332 378
Condições de trabalho especiais antes do parto .......................................................... ..
332 Condições espedais de trabalho após o parto ............................................................. .. 378
.. 334 11.2. Discriminação ........................................................................................................................ .. 382
.. 334 12. Portador de necessidades especiais ...........................................: ......................................................... . 385
............... 339 12.1. Conceito ................................................................................................................................. . 385
339 12.2. Sistema de cotas para portadores de necessidades especiais ...................................................... . 385
............. .. 340 386
12.3. Contrato de aprendizagem com portadores de necessidades especiais ...................................... .
............. .. 340 388
13. Teletrabalhador ................................................................................................................................. .
............. .. 341 13.1. Conceito e denominações de teletrabalho................................................................................ . 389
............. .. 342 13.2. Natureza jurídica da relação de teJ_ç:trabalho ...... .., .................................................................... . 390
............. .. 342 13.3. Elementos do teletrabalho ......;................................................................................................. . 390
............. . 343
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CairoJr.

A Utilização das novas tecnologias ........................................ . 390 6.4. Falê


B. Local da prestação de serviços.... .. ............................................. .. 391 6.5. Suc
14. Profissões regulamentadas .......... .. ................ . 391 7. Consórcio
14.l. Atleta profissional. 391 8. Empregad
A. Requisitos do contrato de trabalho................. .. ................. .. 391 8.1. Hor
B. Cláusula penal - clausula inderüratóriJ. desportiva ... 392 8.2. Inte
C. Direito de arena ... 392 8.3. Avi
D. Atleta profission.1! de furebol. 393 8.4. S2!á
14.2. l'rofc.~or .. 395 8.5. Ai:i
A. Remuneração .... 395 8.6. Leg
B. Jornada de trab~Jho .. 395 8.7. Cen
C. Repouso semanal remunerado .. 395 9. Cartório n
D. Férias indenizada~ .. 396 l O. Terceirizaç
14.3. Músico ... 396 10.l. Fun
A. Contrato de trab:i!ho e nota contratual .. 097 A.
B. Jornada normal de uabalho ... 398 B.
C. Horas extras . 398 C.
14.4. Perro!eiro ........ 398 10.2. Con
14.5. Aeronauta ..... .. 399 A.
14.6. Portuário ...... . 400 B.
A. Jornada de trabalho·. 401 10.3. Esp
B. Adicional de risco .. 401 A.
14.7. Jornalista ....................... .. 402 B.
I 4.8. Vendedor viajante ......................... . 403 C.
14.9. Motorista .................... . 404 D.
14.10.0utras profissões regulamentadas ............................ . 405 10.4. Efe
15. Quadro sinóptico .................................. . 406 A.
16. Informativos do TST sobre a matéria ............. . 413 B.
17. Questões ....................................................................................................................................... .. 418 C.
17.1. Questões objetivas .................................................................................................................. . 418 D,_
17.2. Questões discursivas .............................................................................................................. . 422 E.
17 .3. Gabarito das questões objetivas ............................................................................................. . 422 11. Quadro si
17 .4. Gabarito das questões discursivas ............................................................................................ . 424 12. Informatjv
13. Questões .
CU'troLO V 13.1. Ques
EMPREGADOR .............................................................................................................................. . 427
13.2. Que
1. Conceito e denominações ................................................................................................................. . 427 13.3. Gab
2. Caracterizaçáo ................................................................................................................................... . 428 13.4. Gab
3. Empresa, estabelecimento e responsabilidade dos sócios .................................................................... . 428
3.1. Distinção entre empresa e estabelecimento .............................................................................. . 429 CAPtruwVI
3.2. Responsabilidade do sócio ....................................................................................................... . 429 REMUNERA
4. Empresa pública e sociedade de economia mista ............................................................................... . 431 l. Salário ......
5. Grupo econômico ............................................................................................................................. . 433 1.1. Con
5.1. Conceito ............., ................................................................................................................... . 433 1.2. Den
5.2. Outros efeitos decorrentes da solidariedade ...................... : .. ··································· ................. . 433 1.3. Cara
5.3. Espécies de grupos econômicos ............................................................................................... . 435 A.
6. Sucessão de empregadores ................................................................................................................. . 436 B.
6.1. Responsabilidade do sucedido ................................................................................................. . 438 C.
6.2. Sucessão pardal ....................................................... : ............................................................... . 438 D.
6.3. Cláusula de náo responsabilização ........................................................................................... . 439 E.
SUMÁRIO 21

390 6.4. Falência e sucessão ................................ . 439


391 6.5. Sucessão na Administração Pública......................... ............................. . 440
391 7. Consórcio de empregadores ............................ .. 441
391 8. Empregador rural ............................. .. 443
391 8.1. Horário noturno e adiciona! noturno .. 444
392 8.2. Intervalo inuajornada. 444
392 8.3. Aviso-prévio .. 445
393 8.4. S2!ário in ntltum .. 445
395 8.5. Ai:ividad~ indusrrial cm esrnbdecimenw agrárL.l .. 446
395 8.6. Leg!sbção aplid.vd ~Lei n" 5.339/73 .. 447
395 8.7. Centram de safi:a e de curto prazo .. 450
395 9. Cartório não oficializado .... 454
396 l O. Terceirizaçáo 455
396 10.l. Fund:l!nenros da responsabilidade .. 456
097 A. Despersoniflcaçáo do empregador. 456
398 B. Responsabilidade indireta.. ........................... . 457
398 C. Proteçáo legal e jurisprudenciaL .. 457
398 10.2. Conceito..... . ....................................... . 459
399 A. Contrato de facção ............... . 459
400 B. Efeitos do contrato de facção.. ................................... .. ................ .. 460
401 10.3. Espécies.................. .................. .................... .. ................................. . 460
401 A. Terceirizaçáo lícita....... ......... ........... .. ................................. . 460
402 B. Tercelrização ilícita.............. .................................................. . 462
403 C. Construção Civil ............................................................................................................ . 463
404 D. Terceirização na administração pública. .. ................................................................... . 463
405 10.4. Efeitos da terceirização ........ . .............................................................. . 468
406 A. Terceirização ilícita..... .................. ..................... ..................................... . 468
413 B. Terceirização lícita ....................... . 468
...... .. 418 C. Tomadores sucessivos ..................... . 468
....... . 418 D,_ Tomadores simultâneos ................ . 468
....... . 422 E. Falência da empresa de trabalho temporário ................................................................... . 469
....... . 422 11. Quadro sinóptico.................................................. .. ..................................................................... . 472
....... . 424 12. Informatjvos do TST sobre a matéria ................................................................................................ . 475
13. Questões ........................................................................................................................................... 481
427
13.1. Questões objetivas .................................................................................................................... . 481
....... .
13.2. Questões discursivas.................................... .. ..................... , ...................................... . 484
....... . 427 13.3. Gabarito das questões objetivas ................ . 485
....... . 428 13.4. Gabarito das questões discursivas 486
....... . 428
....... . 429 CAPtruwVI
....... . 429 REMUNERAÇÃO E SALÁRIO ....................................................................................................... . 491
....... . 431 l. Salário ................................................................................................................................................ . 491
....... . 433 1.1. Conceito ................................................................................................................................. . 492
....... . 433 1.2. Denominações ........................................................................................................................ . 492
....... . 433 1.3. Características ......................................................................................................................... . 493
....... . 435 A. Caráter forfotário ............................................................................................................. . 493
....... . 436 B. Caráter alimentar ......................................................;...................................................... . 493
....... . 438 C. Crédito superprivilegiado .................•..•............... :-...•..•................................•.....•.............. 494
....... . 438 D. P6s-numerário ou pós-serviço .................................................................... ;..................... . 494
....... . 439 E. Determinação unilateral com llmitaçáo da autonomia da vontade .................................... 495
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO -José CoiroJr.

F. Persistência ou continuidade ....................................................................................... . 495 5.2. G


G. Periodicidade ........................... :~ ...................................................................................... . 495 A
1.4. Distinção entre remuneração e salário ..................................................................................... . 496 B
1.5. Gorjetas........................... .......................... ................ .. ............. . 497 C
A. Espécies de gorjeta.... .. ...................... · · .................. . 497 5.3. P
B. Anotaçóes na CTPS... .. ................ .. 497 5.4. A
e. Gorjeta e ou nas verbas trab:tlhistas .. 497 6. Parcelas
1.6. Guehas .... G l. A
1. Limlre;; qu.iruiutivos do salário .... G.2. D
2.1. Pi~.o sab.rlal. 6.3. SJ
2.2. Túo salarial. .... G.4. Pa
2.3. Salário mínimo .. .":01 A
A. Conceito . 501 B.
B. Caracrerísticas. 502 C.
Nacionalidade ... 502 6.5. Sa
Reajustamemos periódicos.... 502 6.6. Sto
Desvinculação ...... . 503 A.
C. Meio de pagamento .... . 503 B.
D. Salário mínimo proporciona! .... 504 C.
2.4. Salário profissional .... 505 D.
2.5. Piso da categoria profissional- salário normativo ... 507 6.7. Sa
3. Fonnas de aferição do salário .................. . 507 7. Salário in
3.1. Salário por unidade de tempo .... . 508 7.1. Al
3.2. Salário por tarefa ou peça..................................................... . ............... . 508 7.2. H
3.3. Salário por comissão e a cláusula star dei credere ................. ........................... . 509 7.3. Ve
A. Cláusula star del credere... .... .... ..... ...... .. .... ...... .. .. ......... ·· ....................... . 509 7.4. Tr
B. Composição salarial ..................... . 510 A..
3.4. Tempo do pagamento .......................... . ................. .. 511 B.
3.5. Dos meios de pagamento em pecúnia .............. . ................. . 511 e.
3.6. Lugar do pagamento ....................................................... · .............................. . 512 D
3.7. Prova do pagamento ........................................................................ . 512 7.5. Va
4. Composição do salário ................................................................................................................ . 514 8. Proteção
4.1. Salário complessivo ................................................................................................. . 514 8.l. Pr
5. Modalidades de salário ......................................................................................................... . 515 A..
5.1. .Adicionais ......................................................................................................................... .. 515 B.
A. Adicional de hora extra ................................................................................................ . 517
B. Adicional noturno ..................................................................................................... . 518
C. Adicional d.e insalubridade, periculosidade e penosidade............................................... . 519
Insalubridade.............................................................................................................. . 521 C.
Periculosidade ................................................................................................ . 523 D
Risco de roubo e outras espécies de violência 6sica ..................................................... . 524 8.2. Pr
Trabalho com uso de motocicleta ............................................................................... . 525 8.3. Pr
Inflamáveis ................................................................................................................. . 526 9. Equipara
Eletricitário ............................................................................................................... . 526 9.1. O
Radiações ionizantes e substâncias radioativas ............................................................ . 527 A.
Penosidade ................................................................................................................. . 529 B.
D. Adicional por tempo de serviço ...................................................................... ;................ . 529 9.2. Tr
E. Adicional de transferência ............................................................................................... .. 530 9.3. M
F. Adicional por acúmulo de função .................................................................................... .. 531 9.4. M
SUMÁRIO 2l

...... . 495 5.2. Grariflcaçóes ............................................................................................. : ............................. . 531


........... . 495 A. Gratificação de natal - 13° salário ................................................................................... . 532
........... . 496 B. Gratificação de função comissionada ......................... ;..................................................... . 533
.......... . 497 C. Gratificação por tempo de serviço................................................................................... . 534
........ . 497 5.3. Prêmios ......... 535
497 5.4. Abonos. 535
497 6. Parcelas não salariais .. 537
G l. Ajuda de custo .. 538
G.2. Diárias ... 538
6.3. SJl:irlo-farní!ia .. 540
G.4. Participação nos lucros e no fan1ramenrn da empresa 540
.":01 A. Parricipação nos luct·os ou resulrndos ... 541
501 B. Abono do PIS .. 542
502 C. Abono do PASEP .. 543
502 6.5. Salário-educa.ção .... 544
502 6.6. Stock options .... .. .................... . 544
503 A. Preço da emissão da ação 545
503 B. Período de carência .... 545
504 C. Prazo para o exercício da opção ..... 546
505 D. Natureza jurídica .. 546
507 6.7. Salário-maternidade 546
507 7. Salário in natura e utilidades não salariais 547
508 7.1. Alimentação .... . 549
508 7.2. Habitação ........ . 551
509 7.3. Vestuário .............................................................................................................................. . 551
. 509 7.4. Transporte............................................................................................................................ . 552
510 A.. Natureza jurídica........ .......................... ......................... .. ...................... . 552
511 B. Contribllição do empregado ............................................................................................ . 553
511 e. Ônus da pro',fa ...................................................................... :.......................................... . 553
512 D. Quantidade .................................................................................................................... .. 553
512 7.5. Vale-Cultura .......................................................................................................................... . 554
..... . 514 8. Proteção ao salário ......................................................................................._...................................... . 555
514 8.l. Proteção contra atos do empregador........................................................................................ . 555
. 515 A.. Irredutibilidade salarial .................................................................................................... . 556
..... .. 515 B. Descontos salariais .......................................................................................................... .. 558
....... . 517 Descontos legais ........................................................................................................ .. 558
..... . 518 Descontos de prejuízos .............................................................................................. .. 559
........ . 519 Desco.ntos convencionados ......................................................................................... . 559
........... . 521 C. Truck system .................................................................................................................. .. 561
523 D. Retenção salarial .............................................................................................................. . 562
........... . 524 8.2. Proteção contra atos de terc.eiros ........................................................................................... ,.. 562
........... . 525 8.3. Proteção contra atos do próprio empregado ............................................................................ . 563
........... . 526 9. Equiparação salarial..................................................................................................................... :.... .. 564
........... . 526 9.1. O Princípio d.a igualdade salarial ............................................................................................. . 565
........... . 527 A. Requisitos para reronhccirnento da isonomia salarial ....................................................... . 566
........... . 529 B. Isonomia salarial no serviço público................................................................................. . 566
........... . 529 9.2. Trabalho de igual valor ........................................................................................................... .. 567
........... .. 530 9.3. Mesmo empregador .................. .r.:.-.::: ...................................................................................... . 567
.......... .. 531 9.4. Mesma localidade............... ;: .................................................................................................. .. 568
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO-José CairoJr.

9.5. Tempo de serviço inferior a dois anos ...................................................................................... . 568 A.


9.6. Simultaneidade ...................................................................................................................... .. 569 B.
9.7. Inexistência de plano de cargos e salários ................................................................................ . 569 C.
9.8. Enquadramento...... .. ........................................................... . 574 D.
9.9. Acúmulo e mudança de função ... 575 6.2. Advo
l O. Quadro sinóptico 576 6.3. Telef
11. Informadvos do TST sobre a matéria ... 581 6.4. Digi
12. Quesi:õi» .. 594 6.5. Moto
12.1. Questões ObjetivJs .. 594 A.
12.2. Quesrôes discuni\·J.s .. 60! B.
12.3. Gabarirn das questões objetivas .. 60\
12.4. Gabariw das questões discursivas .. 609

CAPÍTULO VII
DURAÇÃO DO TRABALHO .......•.............•......••........................................•......•.•..•..........•............ 611 C.
1. Fundamentos e objerivos ... 611
2. Jornada de trabalho e horário de uabalho .... 612
2.1. Trabalho em regime de tempo parcial .. 614 D.
2.2. Registro de horário de trabalho ........ .. 615
2.3. Registro eletrônico de ponto - REP ... . 615
3. Trabalho extraordinário ...... . 617 E.
3.l. Acordo de prorrogação...... .. ................................. . 617 6.6. Outr
3.2. Necessidade imperiosa de serviços........ .. ........................ . 618 7. Jornada no
3.3. Proibições e limitações da jornada extraordinária............................................................ .. 619 7.1. Adic
3.4. Acordo de compensação de horas ........................................................................................... .. 621 7.2. Hor
A. Acordo individual .. .'....................................................................................................... . 621 7.3. Jorn
B. Jornada de 12 x 36 ...... .................................................................... .. 622 7.4. Trab
C. Semana espanhola e semana inglesa ................................................................................ . 623 7.5. Horá
3.5. Banco de horas ....................................................................................................................... . 624 7.6. Efeit
3.6. Horas in itinere ..................................................................................................................... . 627 8. Repousos..
3.7. Horas de sobreaviso ................................................................................................................ . 630 8.1. Inter
3.8. Horas de prontidão ................................................................................................................. . 632 8.2. Inter
3.9. Trabalho em regime de revezamento ....................................................................................... . 633 A.
A. Concessão de intervalos inrrajornada ............................................................................... . 634 B.
B. Intervalo inrerjornada e repouso semanal remunerado ..................................................... . 634 e.
C. Divisor-hora .................................................................................................................... . 635 8.3. Inter
O. Revezamento em atividades petrolíferas ........................................................................... . 635 8.4. Efeit
4. Empregados excluídos do direito às horas extras ........................ :...................................................... .. 637 8.5. Repo
4.1. Trabalho externo .................................................................................................................... .. 637 A.
4.2. Cargo de gestão ...................................................................................................................... .. 639 B.
5. Valor das horas extras ....................................................................................................................... .. 641
5.1. Divisor de horas ..................................................................................................................... .. 642 -
5.2. Salário fixo e variável .............................................................................................................. .. 644 C.
5.3. Efeito reflexo do labor extraordinário ...................................................................................... . 644
A. Horas extras e repouso semanal remunerado ................................................................... .. 645
B. Horas extras e 13° salário........................... :..................................................................... . 647
C. Horas extras e ferias ......................................................................................................... . 647
D. Rt:flexo das _horas extras sobre o FGTS ............................................................................ . 647 9. Descanso a
6. Jornadas especiais de trabalho....................................................... :................................................... .. 648 9.1. Perío
6.1. Bancário .................................................................................................................................. . 648 9.2. Perío
SUMÁRIO 2S

........ . 568 A. Divisor ................................................................................................................. . 649


....... .. 569 B. Base de cálculo ............................................................................................................... .. 650
........ . 569 C. Bancário por equiparação ........................................................................................... .. 652
574 D. Pré-contratação de horas extras................. ................................... . 653
575 6.2. Advogado. .. .............. .. 656
576 6.3. Telefonista .................................. 1.. 657
581 6.4. Digitador .. 658
594 6.5. Motorista .. 659
594 A. Aplicabilidade subjetiva da Lei nº 13.103/ 15 .. 660
60! B. Principai'i institutos .. 660
60\ Jornada de trabalho e horário de trabalho ... 660
609 Horas exrras ......................... . 661
Tempo de direção ........................... . 661
Tempo de espera. 661
.......... 611 C. Regras para as viagens de aré sete dias .. 661
611 Intervalo intrajornada ................ . 661
612 Intervalo interjornada .. 662
614 D. Regras para as viagens de mais sete dias 662
615 Repouso semanal remunerado........... .. ............... .. 662
615 Não encra no cômputo da jornada de trabalho ......... . 662
617 E. Regras para o transporte de passageiros... .. ................................................ . 662
617 6.6.Outros profissionais....................................... ........................................................ . 663
618 7. Jornada noturna dó trabalhador urbano.................... .. ..................................................... . 664
.. 619 7.1. Adicional noturno ................................................................................................................. .. 665
........ .. 621 7.2. Hora fleta noturna ................................................................................................................. .. 666
......... . 621 7.3. Jornada mista .............................................................................................................. ;........... . 666
........ .. 622 7.4. Trabalho noturno do adolescente ............................................................................................ . 667
......... . 623 7.5. Horário noturno do trabalhador rural ............................................................................... : .... .. 667
......... . 624 7.6. Efeitos do trabalho noturno .................... .'.............................................................................. .. 668
......... . 627 8. Repousos........................................................................................................................................... . 669
......... . 630 8.1. Intervalo intrajomada ............................................................................................................ .. 669
......... . 632 8.2. Intervalos intrajornada especiais .............................................................................................. . 673
......... . 633 A. Intervalo do digitador ...................................................................................................... . 673
......... . 634 B. Intervalo da mulher e do adolescente em caso de jornada extraordinária .......................... . 673
......... . 634 e. Intervalo do trabalhador em clmaras frigorfficas ............................................................. .. 674
......... . 635 8.3. Intervalo int~rjornada •.•..•.•..................................•..•..........•- .................................................. . 675
......... . 635 8.4. Efeitos da não concessão dos intervalos .................................................................................. .. 676
........ .. 637 8.5. Repouso semanal remunerado ................................................................................................ .. 678
........ .. 637 A. Feriados ........................................................................................................................... . 679
........ .. 639 B. Legalidade do labor em domingos e feriados ............................ : ....................................... . 679
........ .. 641 Dontlngos ................................................................................................................. .. 680
........ .. 642 - Feriados ...................................................................................................................... . 680
........ .. 644 C. Valor do repouso ..............................................................................;.............................. . 681
......... . 644 Salário variável. .......................................................................................................... .. 682
........ .. 645 Salário pago por unidade de tempo ............................................................................ . 682
......... . 647 Salário do repouso trabalhado...•.••..•...•..•..................._.•...............•...•..................•......... 683
......... . 647 Reflexo de outras verbas sobre o repouso ..........;·····.................................................... . 684
......... . 647 9. Descanso anual remunerado -férias .................................................................................................. . 686
........ .. 648 9.1. Período aquisitivo .................................................................................................................. .. 687
......... . 648 9.2. Período concessivo ........................................................................... ;...................................... . 687
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José Cairolr.

9.3.Período de gozo............. ,.......................................................................................................... 687


A. Relação entre &!tas injustifkad~ e o período de gozo de férias ....... _................................. 688
B. Perda do goro de férias ..•...... ,........................................................................................... 688 D
C. Licença acidentária e maternidade......................................................................... 689 E.
D. Divisão do período de goro de férias.. .... ........... 690 2. Suspensã
9.4. Período de gozo no regime de tempo parcial... 691 2.l. C
9.5. Pagamento 692 2.2. C
9.6. Abono de f~rias .. 6').; 2.3. D
9.7. Aviso-prévio de férias 2.4. C
9.8. Firbs coletivas .. A
9.9. Efeitos na extinção contratual .. B.
9.10. Prescrição ..... . 699 C
10. Quadrosinóprico ... . 700 D
11. Informativos do TST sobre a matéria .. 705 E.
12. Questócs .................................. .. 713 F
12.1. Questóes objetivas 713 2.5. Ca
12.2. Quesróes discursivas .... 726 A.
12.3. Gabarito das questóes objetivas ..... . 726 B.
12.4. Gabarito das questóes discursivas .. 732 C.
D
C\PiTUl.O VIII E.
ALTERAÇÃO, SUSPENSÁO, INTERRUPÇÃO E EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. 733 E
1. Alterações do contrato de trabalho .................................................................................................... . 734 2.6. Si
1.1. Espécies de alteração contratual ................................................................................... ,........... . 734 A.
A. Alteração objetiva e subjetiva ....................................................................................... .. 734 B.
B. Alteração individual e coletiva ......................................................................................... . 735 C.
e. Alteração unilateral e bilateral .......................................................................................... . 735 D
1.2. Alteração ilícita do contrato de trabalho .................................................................................. . E.
736
A. Alterações legais ............................................................................................................... . 736 R
B. Alterações no âmbito dos contratos firmados pela administração pública......................... . 737 G.
1.3. Efeitos da alreraçáo ilícita ........................................................................................................ . H
737
2.7. Ef
A. Prescriçáo total ................................................................................................................ . 738
A.
B. Prescrição parcial .............................................................................................................. 739
B.
1.4. Ius variandi do empregador e o ius resistentiae do empregado ................................................ .. 740
C.
A. Pacta sunt servanda. ......................................................................................................... . 741
D
B. Cláusula rebus sic stantibus ............................................................................................. . 741
3. Cessação
1.5. Cláusulas substanciais do contrato de trabalho ....................................................................... .. 742
3.1. Ca
A. Remoçá.o ......................................................................................................................... . 743
A.
B. Reversão ......................................................................................................................... .. 743
B.
C. Promoção e rebaixamento............................................................................................. .. 744
C.
D. Alteração no horário de trabalho..................................................................................... .. 746 3.2. Re
E. Redução de remuneraçáo ................................................................................................. . 747 A.
1.6. Transferência do local de trabalho ........................................................................................... . 748 B.
A. Conceito e delimitação ..................................................................................................... . 748 C.
B. Legalidade da transferência .............................................................................................. . 749 D.
C. Exceções ................................................................................ ,......................................... . 749 3.3. Ap
Função de confiança ................................................................................................... . 749 A..
Cláusula de transferência implícita no contrato de trabalho ........................................ . 750 B.
Cláusula explícita de transferência no contrato de trabalho ........................................ .. 750 e.
Fechamento do estabelecimento ................................................................................. . 751 D.
SUMÁRIO 27

............. 687 Caso fortuito e força maior ....................................................................................... . 751


.............. 688 Real necessidade de serviço ................................................ ,........................... .. 751
............. 688 D. Transferência definitiva e provisória .............. .. 752
.. 689 E. Adicional de transferência. 752
. ........... 690 2. Suspensão e interrupção do contrato de trabalho 755
691 2.l. Conceito....... .. ................................... .. 755
692 2.2. Car.1.cteriiaç.'i.o ... 755
6').; 2.3. Dis[inções ... 756
2.4. Casos de interrupç:io do conrrnro de u.tbalho .. 756
A. Falc1s ao serviço ... 756
B. Lockour .. 758
699 C. Incapacidade pua o nabalho por :ué 15 dbs. 759
700 D. .1\-'kmbro de comi~s:io de conciliaçio pn'.,·ia ..... . 759
705 E. Ou nas c:iusas de interrupç:io ... . ............................ . 760
713 F Fakas abonadas X faltas justificadas . 761
713 2.5. Causas de suspensão do contrato de trabalho ................... . 762
726 A. Suspensão disciplinar do empregado ... 762
726 B. Aposentadoria por invalidez... . .. ............... .. 763
732 C. Incapacidade por tempo superior a quinze dias .. .. 764
D. Eleição para o cargo de diretor.... ....................... . 764
E. Mulher em situação de violência·doméstica ou familiar .. 765
BALHO. 733 E Outros casos de suspensão ....... 765
........... . 734 2.6. Situações especiais .. 766
........... . 734 A. Participação em movimento grevista. . ................................................ . 766
....... .. 734 B. Acidente do trabalho - doença ocupacional ...................................................... . 766
........... . 735 C. Plano de saúde.. .. .................................................................... . 768
........... . 735 D. Serviço_ militar obrigatório e outros encargos públicos ..................................................... . 769
........... . 736 E. Suspensão para qualificação profissional ......................................................................... . 771
........... . 736 R Llcença~inaternidade ...................................................................................................... . 773
........... . 737 G. Afastamento µe dirigente sindical .................................................................................... . 775
........... . 737 H. Contrato por prazo determinado ..................................................................................... . 776
2.7. Efeitos da suspensão e da interrupção do contrato de trabalho ................................................ . 777
........... . 738
............
A. Impossibilidade de extinçáo do contrato de trabalho ..................................................... .. 777
739
B. Garantias quando do retorno ao serviço........................................................................... . 779
.......... .. 740
........... . 741
C. Férias ............................................................................................................................... . 779
D. Prescrição ..................................................................................................................... .. 780
........... . 741
3. Cessação do contrato de emprego ...................................................................................................... . 781
.......... .. 742
3.1. Causas e classificação ....................................................................................................... . 781
........... . 743
A. Extinção normal do contrato de trabalho ......................................................................... . 781
.......... .. 743
B. Distrato .......................................................................................................................... . 782
.......... .. 744
C. Outras causas de extinçáo do contrato de trabalho ...................................... . 782
.......... .. 746 3.2. Rescisão unilateral: resiliçáo contratual .................................................................... .. 783
........... . 747 A. Despedida do empregado ....................................."........................................................... . 784
........... . 748 B. Natureza jurídica da despedida do empregado ................................................................. . 784
........... . 748 C. Limites para o exercício ................................................................................................... . 785
........... . 749 D. Demissão do empregado .................................................................................................. . 785
........... . 749 3.3. Aposentadoria ........................................................................................................................ .. 786
........... . 749 A.. Conceito ......................................................................................................................... . 787
........... . 750 B. Denominação .................................................................................................................. . 787
.......... .. 750 e. Espécies ......................... ~ .•. ,,--;-::::~ ...............~ ...................................................................... . 787
.......... . 751 D. _Aposentadoria como caUsa extintiva do contrato de trabalho .......................................... .. 787
CURSO DE DIREITO DOTRABALHO-JoséCairoJr.

3.4. Força maior............................................................................................................................ . 790


3.5. Falência, recuperação judicial e extrajudicial .....................•............................................. 791
3.6. Factum prinâpis .................. . 792
3.7. l\1orte 793
3.8. Despedida por justa causa .. 794 C.
3.9. Exceçâo do contrato n.io cumprido .. 795 D.
3. J O. Vínculo de confiança. 79G E.
3.1 l. Pr::>sur .Jl'toS e requisitos p.u:i apli<<tçiu da jusrn c:ius:i .. 796 F.
A. Tipicid;,d~... 797 C.
B. Autoria e materialid;;de .. 797 H.
C. Nexo de causalidade ..... 798 4.4. l\1u
D. Imediatidade. 798 A.
E. Proporcionalidade .. 798 B.
799 C.
3.12. Espécies ..
A. Ato de improbid:J.de .. soo D.
B. Incontinência de conduta e mau procedimento .. 800 4.5. A''Í
C. Negociação habitual ... 801 4.6. J\1
D. Condenação criminal. 801 4.7. Pro
E. Desídía .. 802 A.
E Embriaguez habitual ou em serviço ............... . 802 B.
G. Violaçáo de segredo ................. . 803 C.
H. Ato de indisciplina e de insubordinação 803 4.8. Pre
I. Abandono de serviço ....................... . 803 A.
J. Ato lesivo da honra ou da boa fuma............ ....................... ....................................... . 804 B.
L. Ofensas ffsicas ........ ;.................... . 804 e.
M. Prática constante de jogos de azar .................................................................... . 805 D.
N. Justas causas especiais ...................................................................................................... . 806 E.
3.13. Efeitos da alegação de prática de falta ....................... _ ............................................................ . 807 F.
3.14. Efeitos da sentença crime no processo do trabalho .................................................................. . 808 G.
3.15. Despedida indireta ................................................................................................................. . 809 H.
.A. Exigir serviço superior às forças do empregado ................................................................ . 810 I.
B. Trabalho proibido e contrário aos bons costumes............................................................. . 811 J.
e.
InadimplemUltO contratual ............................................................................................. . 812 4.9. De
D. Tratamento com rigor excessivo........... ................................................ . 813 4.10. De
E. Ato lesivo à honra............................................... ................... .................................. .. 814 A.
R Perigo manifesto de mal considerável ............................................................................... . 815 B.
G. Ofensas fisicas ................................................................................................................ . 815
3.16. Culpa recíproca .................................................................................................................... . 815
3.17. Falta grave............................................................................................................................... . 817
3.18. Extinção do contrato de trabalho do adolescente ..................................................................... . 817 4.ll. De
3.19. Dispensa coletiva .................................................................................................................... . 817 4.12. De
4. Obrigaçóes decorrentes da cessação do contrato de emprego ............................................................. . 819 4.13. De
4.1. Indenização por tempo de serviço ............................. '. ............................................................. . 820 4.14. Cu
A. Valor ....................................... '. ....................................................................................... . 820 4.15. Fim
B. Vantagens e desvantagens .......................... : ..................................................................... . 821 4.16. Apo
4.2. Indenização adicional. ............................................................................................................. . 821 4.17. Fal
4.3. Aviso-prévio ............................................................................................................................. 822 4.18. For
A. Conceito ......................................................................................................................... . 822 5. Quadro si
B. Aviso-prévio proporcional................................................................................................ . 823. 6, Informativ
SUMÁRIO 29

........ . 790 Proporcionalidade do tempo inferior a um ano... 825


791 Deraissáo do empregado........................... .. 827
792 Empregados domésticos ...... . 827
793 - Redução da jornada de tiabalho .. 828
794 C. Aviso-prévio do empregado ........... . 828
795 D. Narureza jurídica .. "'I"' 828
79G E. Obrig;içóes derivad:i..'i do conrrato de nabalho .. 829
796 F. Jornad:i reduzida .. 831
797 C. Efrims do aviso-prévio .. 831
797 H. V:tlor do aviso-Frévio indeni7~1do .. 852
798 4.4. l\1ulra do art. 477 da Conso!idaçiio das Leis do Trabalho .... 833
798 A. Contagem do prazo .... 834
798 B. Falência e recuperação judici:il 834
799 C. Pagamento p:i.rcial .. 834
soo D. Empregado doméstico ..... 834
800 4.5. A''ÍSo-prévio ~cumprido em casa" ... 836
801 4.6. J\1ulta do an. 467 da Consolidaçio das Leis do Trabalho ... 836
801 4.7. Procedimentos e direitos concernentes à cessaç:í.o do contrato .................. . 836
802 A. Homo!ogaçáo do ato de extinção contratual .. 837
802 B. Quitação de parcelas trabalhistas .. 837
803 C. Eficácia liberatória 837
803 4.8. Prescrição. . ................ . 838
803 A. Prazo prescricional fixado pela CF/88 e CLT 839
........ . 804 B. Termo inicial ...... . 839
804 e. Aspectos processuais ................................... . 840
805 D. A prescriçáo do Código Civil ...................... . 841
........ . 806 E. FGTS ...................................................................... .. 842
........ . 807 F. Interrupção e suspensáo da prescrição ......... . 843
........ . 808 G. Incapazes .................................................... . 845
........ . 809 H. Dano moral .................................................... . 845
........ . 810 I. Acidente do trabalho e doença ocupacional................... .. .......................................... . 846
........ . 811 J. Súmulas e Orientaçóes Jurisprudenciais do TST e prescrição.... ................................... . 847
........ . 812 4.9. Decadência...................................................................... .......................................... . 849
........ . 813 4.10. Despedida sem justa causa ..................................................................................................... . 852
....... .. 814 A. Parcelas resdsórias .......................................................................................................... . 852
........ . 815 B. Seguro desemprego ................................................................................................. . 853
........ . 815 Requisitos para concessão .......................... . 854
........ . 815 - Suspensão do pagarriento e cancelamento .................................................................. . 856
........ . 817 - Situaçóes especiais ..................................................... . 857
........ . 817 4.ll. Demissão ............................................................................................................................... . 858
........ . 817 4.12. Despedida por justa <:'lusa.......................... .. ..................................................... 859
........ . 819 4.13. Despedida indireta................................................................ ............................................ 859
........ . 820 4.14. Culpa reciproca........................................................................................................................ 860
........ . 820 4.15. Fim do contrato por prazo determinado................................................................................... 861
........ . 821 4.16. Aposentadoria ...................................................................... ~................................................... 862
........ . 821 4.17. Falência, recuperação judicial e extrajudicial ....................... '...................................................... 862
......... 822 4.18. Força maior............................................................... ::............................................................. 863
........ . 822 5. Quadro sinóptico............................................................................................................................... 864
........ . 823. 6, Informativos do TST sobre a matéria................................................................................................. 873
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CairoJr.

7. Questões .................................................... ~...................................................................................... . 885


7.1. Questões objetivas ................................................................................................................... . 885
7.2. Questões discursivas ................................................................................................................ . 901
7.3. Gabarito das questões objetivas....... ................... ............................................................... . 901
7.4. Gabarito das questões discursivas .................. . 908
CAPíTUl.() IX
FGTS E ESTABILIDADE ............... . 911
1. FGTS. 911
1.1. Hisrórico do FGTS .. 91 l
1.2. Concd[o e caract<::rísticas ..................... . 913
A. Conceirn. 91J
B. Finalid<l.des .. 913
e. Ónus da prova ............................... .. 914
1.3. Trabaihadores pr.:itegidos e situações especiais .......................................................... . 914
A. Empregado doméstico ............................. . 914
B. Diretores não empregados. 915
C. Servidor público ... 916 4. Teoria
D. En1pregados rurais ... 916 5. Renún
1.4. Natureza jurídica......................... . 916 6. Homo
I.5. Hipóteses para movimentação da conta vinculada 918 7. Despe
I.6. 11ulta de 40o/o .. no 8. Efeitos
1.7. Opção retroativa .............................................. . 921 8.1.
1.8. Retratação da opção .............................................................................................. . 922 8.2.
1.9. Valor do depósito - base de cálculo - atualiz.aÇão monetária ..................................... . 922 8.3.
l.10. Prescrição ........................................................................................................... , .... . 925 8.4.
1.1 l. Lei Complementar nº 110/0 l ... ..................... . 926 8.5.
l .12. Adrninistração, gestão e operação do FGTS 928 8.6.
8.7.
A. Conselho curador do FGTS .... 928
9. Exclus
B. Gestão da aplicação do FGTS ................................................................................... . 929
9.1.
C. Operação do FGTS ............................. . ........................... . 929
9.2.
D. Estabilidade no emprego................................................. . ............................. . 930
9.3.
1.13 FGTS do Doméstico ......................................................................................................... . 930
10. Oáusu
2. Estabilidade e garantias provis6rias de emprego ........................................................................... . 931
11. Quadr
2.1. Introdução .............................................................................................................................. . 931
12. Inform
2.2. Antecedentes históricos ..................................................................•........................................ 932
13. Questõ
2.3. Concriro 'donominaçó0> ........................................................................................ . 932
13.1.
2.4. Fundamentos .......................................................................................................................... . 933
2.5. 13.2.
Caracterização ....................................................................................................................... . 933
2.6. 13.3.
Distinções... .................... ........................... .............................................. . 934
2.7. Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho ..................................... . 13.4.
935
2.8. Estabilidade e função de confiança .......................................................................................... . 936 CAPfTIJI..O X
1
3. Formas de estabilidade ...................................................................................................................... . 937 ·SEGURA
3.1. Estabilidade definitiva ......................•..•.............................................................•.......: ............. . 938
1. Meio .
A. Estabilidade da Consolidação das Leis do Trabalho .......................................................... . 938
1.1.
B. &<abilidade do ""'ido, público cdct~ta ......................................................................... . 938
1.2.
3.2. Estabilidade provisória ............................................................................................................ . 941
1.3.
A. Dirigente sindical ............................................................................................................ . 941
B. Membro da CIPA ............................................................................................................ . 944 2. Pericu
2.1.
e. Empregada gestante ........................................................................................................ . 945
SUMÁRIO l1

............. . 885 Responsabilidade objetiva ..........................................................•................................. 946


............. . Contrato por prazo determinado e estabilidade gestante .•............................................... 947
885
lrrenundabilidade ....................................................................................................... . 948
............. . 901
............ . 901
Aborto não criminoso e natimorto ............................................................................. . 948
Morte da mãe durante o período de estabilidade ................................................ . 948
908
Programa "empresa cidadã" .................. ..................................... . 949
D. Empregado acidentado.. ............................................... . 949
911 E. Outras estabilidades provisória~.... ..................... .. 950
911 fvfembro do Consc!ho Nacional de Previdência Socü! - CNPS ... 950
91 l t..íctnbro d0 Conselho Curador do FGTS .. 950
913 Diretores de cooperarivas.. .. .............................................. . 951
91J l-Aembro de comissão de conciliaçáo prévia ................................................. . 951
913 Estabilidade prevista por ínstrumenros normativos .. 952
914 Empregados de empresas que adairem ao PSE ................................. . 952
.. 914 Portador do vírus HIV .... 953
914 Portador de necessidades especiais 957
915 Estabilidade eleitoral ... 958
916 4. Teoria da nulidade da despedida arbitrária 960
916 5. Renúncia à estabilidade ...... . 960
916 6. Homologação ......................... . 962
918 7. Despedida de empregado estável ....... ...................................... . 963
no 8. Efeitos da dispensa arbitrária ou sem justa causa... ................................... .. 963
921 8.1. Readmissão....................... ................. . .................................. . 964
922 8.2. Reintegração···············································································'······-····-································ 964
922 8.3. Indenizações rescis6rias .......................................................................................................... . 964
925 8.4. Fechamento da empresa e do estabelecimento ......................................................................... . 965
926 8.5. Força maior............................................................................................................................. . 966
8.6. Despedida opstativa ... ·-··········································································································· 966
928
8.7. Prescrição da pretensão de reintegração .................................................................................... 967
928
9. Exclusão do direito à estabilidade ...................................................................................................... . 967
...... . 929
9.1. Aviso~prévio concedido ........................................................................................................... . 967
....... . 929
9.2. Contrato por prazo detenninado ..............................•......•.................•.....................•................ 968
......... . 930
9.3. Extinção da empresa .............................................•..................•..........•..............•..................... 970
..... . 930
10. Oáusula de permanência. ..........................................................................................................•........ 970
..... . 931
11. Quadro Sinóptico .............................................................................................................................. . 972
........... . 931
12. Informativos do TST sobre a matéria ................•.....•.•....................................•..................................• 976
............ 932
13. Questões .............•...........................................................................................•.........•.......................• 980
932
........... .
13.1. Questões objetivas ............................•..................•.......................•....•...•.•....•.....•...................... 980
933
13.2. Questões discursivas ................................................................................................................ . 986
........... . 933
934 13.3. Gabarito das questões objetivas ...................................................................................•.........•.. 987
13.4. Gabarito das questões discursivas ..•..•..•..•.•............................................................................... 989
935
........... . 936 CAPfTIJI..O X
1
........... . 937 ·SEGURANÇA. HIGIENE E MEDICINA DO TRABALHO .......................................................... .. 993
........... . 938
1. Meio .ambiente do trabalho ...........................................•..•..•.•.••.......•.........•.....•....•.......................•.... 993
........... . 938
1.1. Proteçáo legal ao meio ambiente .......................•...•......•..•.•..•••.•.•..•...............••.•.•..................... 993
.......... . 938
1.2. Proteção legal ao meio ambiente do trabalho .................... :..................•.................................... 994
.......... . 941
1.3. Normas regulamentadoras ....................................................................................................... . 997
.......... . 941
.......... . 944 2. Periculosidade e insalubridade .............':.'~·-···············~~-·-····················································-················· 998
2.1. Legalidade estrita ..•...........1 ; ••• -• ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 999
.......... . 945
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- JoséCairolr.

2.2. Perícia ......................................................................................... . 1000 9. Assédio m


2.3. Adicional de periculosidade e de insalubridade .... . 1001 9.1. Prev
A. Adicional de insalubridade.................. . 1002 9.2. Con
B. Adicional de periculosidade .. 1003 9.3. Esp
Risco de roubo e outras espécies de violência física .. 1004 9.4. Ass
- Trabalho com uso de morociclera . 1005 9.5. Dan
- Infhm:íveis ... 1005 9/í. Cas
Elerricidrio. 1006 o
10. ,.\ódente d
R:idiaçóes ioniz:i.ntts e substâncias ndioativ:i.s .. 1006
10.1. Con
2.4. Natureza jurídica... 1009 10.2. Doe
2.5. Eliminação da insalubridade e da periculosídade .. 1010
10.3. Res
3. Tobalho do ado!escenre e da mulher em !oca! insalubre .. 1010 A.
4. Órgãos internos de prevenção de acidentes do uabalho e doenças ocupaciorrais 1011
B.
4.1. ClPA... 1012
10.4. Aci
4.2. SESMT .. 1013
10.5. Inde
5. Equipamentos de proteçáo individual. 1014
A.
6. l\ledidas preventivas....... ................................... .. 1015
B.
7. Descumprimento das normas de proteção à saúde e segurança do trabalho 1016
C.
8. Quadro sinóptico..... . .......................................................... . 1018
D.
9. Informativos do TST sobre a matéria. .......................... . 1020
10.6. Pres
1O. Quesróes ... ..................... . ... .... ... . ......... ...............•.............. 1022
A.
10.1. Questóes objetivas............. . ....................•........... 1022
B.
10.2. Questóes discursivas.................................................... ................................................. . 1024
11. Quadro si
10.3. Gabarito das questões objetivas .............................................................................................. . 1024
12. Informativ
10.4. Gabarito das questões discursivas ............................................................................................ . 1025
13. Questões .
CAriTULO XI 13.l Que
DIREITOS TRABALHISTAS INESPECÍFICOS - RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPRE- 13.2. Que
GADOR ................................................................................:.......................................................... . 1027 13.3. Gab
1. Generalidades .................................................................................................................................... . 1027 13.4. Gab
2. Natureza da responsabilidade civíl do empregador............................................................................. . 1028
2.1. Contratual.x aquiliana. ............................................................................................................ . 1028 CAPfruw XII
2.2. Responsabilidade subjetiva x objetiva ........................................................................................ 1028 FISCALIZAÇ
3. Conceit:o ........................................................................................................................................... . 1029 1. Generalida
4. Ação ou omissão ofensiva .......................................................................... : ..........................•.•..•........ 1030 2. Fiscalizaçã
5. Espécies de dano moral ..................................................................................................................... . 1030 2.1. Livr
5.1.
5.2.
Dano moral puro .................................................................................................................... .
Dano moral füico e estético ......................... .. ..................................... .
1030
1031 1

2.2. Auto
2.3. Insp
5.3. Dano moral coletivo .............................................................................................................. . 1031 A.
6. Dano moral e mero dissabor, aborrecimento ou transtorno ............................................................... .
7. Indenizaçáo e prescrição .................................................................................................................... .
7.1.
7.2.
Indenizaçáo por danos morais ................................................................................................. .
Prescrição da pretensáo relativa ao dano moral···········:····· ....................................................... .
8. Casuística e jurisprudência ................................................................................................................ .
8.1. Reconhecimento do dano moral na rdaçáo de emprego ......................................................... .
1032
1033
1033
1035
1036
1036
i 4. Imposição
B.
C.
3. Autuação ..

5. Inscrição e
6. Quadro sin
8.2. Não con.11.guração d.o dmo moral ............................................................................................ . 1040 7. lnfurmativ
8.3. Revista pessoal ................................................................................................... ;.................... . 1040 8. Questões ..
8.4. Alegação de justa causa.....................................................................: ...................................... . 1043 8.1. Ques
8.5. Questões processuais ............................................................................................................... . 1044 8.2. Gab
SUMÁRIO 33

1000 9. Assédio moral... 1047


1001 9.1. Previsão legal ......................................... . 1047
1002 9.2. Conceito, denominaçóes e características .............................. . 1048
1003 9.3. Espécies.. . ............................. . 1053
1004 9.4. Assédio sexual ..... 1053
1005 9.5. Danos e outras consc'quências 1053
1005 9/í. Casuística e jurisprudência .. 1054
1006 o
10. ,.\ódente do cralnlho ...•.................................................... "•····································· 1055
1006
10.1. Conccii:o .. 1055
1009 10.2. Doença ocupacional.. 1056
1010
10.3. Responsabilidade civil do empregador .. 1057
1010 A. Responsabilidade objetiva e subjetiva .. 1057
1011
B. Concausa!dade .. 1058
1012
10.4. Acidente de trajeto ... 1058
1013
10.5. Indenização .... 1059
1014
A. Indenização por danos materiais 1059
1015
B. Indenização por danos morais.... .............................................. . 1061
1016
C. Cumulação de indenizaçóes ......................................................... . 1062
. 1018
D. Compensaçáo de indenizaçóes 1063
1020
10.6. Prescrição ............................................................ .. 1065
1022
A. Suspensão do prazo prescricional ............................................................ . 1065
........ 1022
B. Ternío inicial do prazo prescricional............ ............................. . 1066
....... .1024
11. Quadro sinóptico .............................................................................................................................. . 1069
...... . 1024
12. Informativos do TST sobre a matéria ................................................................................................ . 1071
...... . 1025
13. Questões ......................................................................................................................................... . 1082
13.l Questões objetivas............................................... ........................... . 1082
RE- 13.2. Questões discursivas ............................................................................................................... . 1083
...... . 1027 13.3. Gabarito das questões objetivas ............................................................................................... . 1084
...... . 1027 13.4. Gabarito das questões discursivas ............................................................................................ . 1084
...... . 1028
...... . 1028 CAPfruw XII
........ 1028 FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO .................................................................................................. 1087
...... . 1029 1. Generalidades ................................................................................................................................... . 1087
....... 1030 2. Fiscalização ....... :............................................................................................................................... . 1087
...... . 1030 2.1. Livro de inspeção do trabalho .................................... .............................................. . 1088
...... . 1030
...... . 1031 1

2.2. Autoridades competentes ................................................
2.3. Inspeção.. . ........................ ......................... ....................
.. ............................................ .
. ............................. .
1088
1089
...... . 1031 A. Critério da dupla visita............................................. ........................ . 1089
...... .
...... .
...... .
...... .
..... .
..... .
1032
1033
1033
1035
1036
1036
i B.
C.
Procedirnenro especial de ação fiscal ............................................................................... ..
Inspeção no âm~ito do empregador doméstico ................................................................ .
3. Autuação ........................................................................................................................................... .
4. Imposição das multas ........................................................................................................................ . 1091
5. Inscrição e cobrança .......................................................................................................................... . 1091
6. Quadro sinóptico .............................................................................................................................. .
1089
1090
1090

1092
..... . 1040 7. lnfurmativos do TST sobre a matéria ................................................................................................. 1093
..... . 1040 8. 1093
Questões ............................................................................. :. ............................................................ .
..... . 1043 8.1. Questões objetivas ................................................................................................................... . 1093
..... . 1044 8.2. Gabarito das questóes objetivas ............................................................................................... . 1094
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO-José CairoJr.

7. Princíp
CAPtruw XIII 7.1.
DIREITOS E INTERESSES TRANSINDMDUAIS ••.•.•.••.••.•..••••.•••••.••.•••••.•••••••••••••••.••.••••••••••••.••• 1095
7.2.
1. Considerações iniciais ........................................................................................................·................ 1095
7.3.
2. Diplomas legais............................................ ........................................................................ 1096
7.4.
2.1. Ação Civil Pública................. ......................... 1096
8. Auton
2.2. Código de Defesa do Consumidor.. 1097
8.l.
3. Direitos e interesses nu:raindividuais no Oireii:o do Trabalho .. 1097
8.2.
3. l. A tutela co!etivJ. dos direitos na Ju-,riça do Trabalho. 1098
8.3.
A. Competénci.1 .. 1098
3.4.
B. Legitimidade. 1099
8.5.
C. Sentença .... 1099
9- Os con
3.2. Direitos e intercs$cS difusos .... 1100
1101
9. 1.
3.3. Direirns e interesses coleüvos stricrn senstL.
10. li.1ecan
3.4. Direitos individuais homogêneos .. 1102
10.1.
3.5. Dano moral coletivo ..... 1103
10.2.
1104
4. Quadro sinóptico .. 10.3. A
5. Informativos do TST sobre a matéria. 1105
10.4.
1106
6. Questões. 10.5. J
1106
6.l. Questões objetivas ....
6.2. Questões discursivas ..
1107
6.3. Gabarito das questões objetivas ..... . 1107
6.4. Gabarito das questões discursivas ... . 1107

PARTE li
DIREITO COLETIVO DO TRABALHO
11. Fontes
CAPirowl 11. l.
INTRODUÇÃO AO DIREITO COLETIVO DO TRABALHO ..................................................... . 1111
11.2.
1. Conceito ................................................... . 1111
11.3.
2. Denominação ................................................................................................................................... . .1112
11.4.
3. Aspectos históricos ............................................................................................................................ . 1114
12. O prob
3.1. Na Europa .............................................................................................................................. . 1115
JII5 13. Quadr
A. Fase da proibição ............................................................................................................. .
1116 14. Inform
B. Fase da tolerância ............................................................................................................ .
1116 15. Questõ
C. Fase da pennissáo legal .................................................................................................... .
1117 15.l.
3.2. No Brasil.. ........•.......................•...............•.•...............................•..•............................•.•.•.........
1117 15.2.
A. Fase embrionária ....•..............................•............................................•.....................•......
1118 15.3.
B. Fase da ingerência estatal ...............................•..........................•.......................................
15.4.
e. Fase de liberdade limitada ................................................................................................ . 1119
3.3. Evoluçáo constitucional nacional............................................................................................. 1120
CArírow I
A. Carta de 1824 .................................................................................................................. 1120 ORGANIZ
B. Constituição Federal de 1891........................................................................................... 1120
1. Estrutu
C. Constituição Federal de 1934........................................................................................... 1120
'2. Associa
D. Constituição Federal de 1937 ..........................................................•.............. :.................
1121
3. Sindia
E. Constituição Federal de 1946........................................................................................... 1121
3.1.
F. Constituição Federal de 1967/69 .......................... ;........................................................... 1122
3.2.
G. Constituição Federal de 1988 ...........................................................................................1122
3.3.
4. Conteúdo........................................................................................................................................... 1122
3.4.
5. Função ...........................................................................................•................................. ~................. 1123
3.5.
6. Natureza jurídica................................................................................................................................ 1123
SUMÁRIO 35

7. Princípios do Direito Coletivo do Trabalho ........................................... ····•·•··•'········· 1124


7.1. Liberdade sindical .............. . 1124
•••••••.••• 1095
7.2. Interveniência sindical. 1125
............. 1095
7.3. Autonomia coletiva 1126
......... 1096
7.4. Força normativa 1127
.......... 1096
8. Autonomia 1129
1097
8.l. Autonomi,t legl!.. . 1129
1097
8.2. Autonomia jurisdicional .......................... .. 1130
1098
8.3. Autonomia ciendflcl .. 1130
1098
3.4. Aulon.1mia diJ.üic,1 .. 1131
1099
8.5. Conduo;ôes .. 1131
1099
9- Os conflitos coletivos de trabalho .. 1132
1100
1101
9. 1. Espécit's de conflitos coletivos .. 1132
10. li.1ecanismos para solução dos conflitos co!etiYo> de trabalho ... 1133
1102
10.1. Negociação coletiva - Aurncomposiçio .. 1133
1103
10.2. 11edfaçáo .. 1134
1104
10.3. Arbitragem .. 1135
1105
10.4. Greve-Autodefesa ... 1136
1106
10.5. Jurisdição .. 1137
1106
1107 A. Espécies ... 1137
1107 B. Natureza jurídica da sentença normativa. 1138
1107 e. Efeitos da EC nº 45/2004 ..................... . 1138
D. Legitimação e coinpetência ... 1139
E. Acordo no dissídio coletivo .. 1139
E Exclusão dos servidores públicos ................ . 1139
G.
Coisa julgada ....................................... . 1140
11. Fontes do Direito Coletivo do Trabalho ............. . 1141
11. l. Fonte constirucionaL ......... . 1142
........... . 1111
11.2. Fonte infraconstitucional ............................... . 1143
1111
11.3. Fonte internadoÍlal. ...................................................... . ............................... . 1144
............ . .1112
11.4. Fontejurisprudenda!............ . ............................ ................... . .................... . 1145
............ . 1114
12. O problema das fontes normativas e dos princípios jurídicos .................................... . 1146
............ . 1115
13. Quadro sinóptico ......................................................................... . 1147
............ . JII5
14. Informativos do TST sobre a matéria............................................ ................. . 1149
............. . 1116
15. Questões.................................................... . ............................................................... . 1151
............. . 1116
15.l. Questões objetivas ................................................................ , .................................... . 1151
.•.•......... 1117
15.2. Questões discursivas................... ................. ................................... . 1151
......•...... 1117
1118 15.3. Gabarito das questões objetivas............................... . ................................. . 1152
..............
1119 15.4. Gabarito das questões discursivas .............................................................................. . !152
............. .
............. 1120
CArírow II
.............. 1120 ORGANIZAÇÃO SINDICAL ........................................................................................................... 1153
.............. 1120
1. Estrutura sindical .•............................................................................................................................ !153
.............. 1120
'2. Associação profissional e patronal ...................................................................................................... . !154
.............. 1121
3. Sindiarn ......................................................................................................................................... . 1155
.............. 1121
3.1. Conceito ......................................................................................................... . 1155
.............. 1122
3.2. Características ......................................................................................................................... . 1156
.............. 1122
3.3. Denonllnaçáo ......................................................................................................................... . 1157
.............. 1122
3.4. Natureza jurídica........•............ ,-~.-.-.-........................................................................................ . 1158
.............. 1123
3.5. Sistemas sindica.is - modalidades e critérios de estruturação sindical .•....................................... 1158
.............. 1123
0L__________:C~U~R~S~O~D~E~D~l~R~El~TO:C:D~O-T~R~A~B~A~LH_Oc_-~Jo~'~'~C~ol~m~J~<. _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __

3.6. Enquadramento sindical no Brasil............................ . ............................................... . 1159 17. Informa


1162 18. Questõe
3.7. Constituição do sindicato - registro.
1163 18.1. Q
3.8. Órgãos do sindicato............. ··················
1164 18.2. Q
3.9. Administraçáo dos sindicatos ..
1165 18.3. G
3.10. Funçóes ...
1165 l 8.4. G
A. Função reivindicativa ....
1 1166
B. Função negocí:iL. .
1166 CAPfrt'LO II
e. Fun<;JO insdtucional.
J 167 LIBERDAI
D. Funçáo políríca ..
E. Funçáo a.',sistenci.1.l.. . 1167 l. Liberd.id
1168 1.1. L
3.11. Represenrnrivid,1de dos sindica(os ...... .
4. FeJerações e confoderaçóes sindic.:,ús ...
1169 1.2. L
1171 1.3. L
5. Centnis sindicais ..
6. Organizaçóc; sindicais internaciooais ..
1173 1.4. L
TrJba!hador filiado - direitos e de•·ercs ..
1174 Conven
1175 3. lvioddo
8. Natureza jurídica do sindicato ...
9. Repn:senrantes dos trabalhadores na empresa .... 1175 4. Conceit
1176 4. l. C
10. Sindicalização no serviço público ..
1177 4.2. C
11. Sindicalismo rural .
1177 4.3. E
12. Prerrogativas das entidades sindicais
12. l. Representação e substituição processual..
1178 4.4. D
A. Adicional de insalubridade e de periculosidade .. 1179 4.5. A
B. Desistência da ação pelo substituído. 1l80 5. Óbices p
C. Honorários advocadcios ........... .
1181 5.1. U
1182 5.2. B
12.2. Comissão de conciliação prévia intersindical ...... .
1182 5.3. E
12.3. Negociação coletiva ................................... .
12.4. Celebraçáo de acordos e convenções coletivas ........................ . 1183 5.4. Im
1183 5.5. P
12.5. Instauração de dissídio coletivo ............ .
1184 6. Quadro
12.6. Ação de cumprimento ......... .
1185 7. Informa
12.7. Homologação de rescisão contratual ............. .
12.8. Homologação de pedido de demissão ..... .
1187 8. Questõ'e
12.9. Arrecadação do imposto sindical ........................... . 1l87 8.1. Q
12.10. Deflagração de greve....... .............................. . 1188 8.2. Q
1189 8.3. G
13. Sustentação financeira ......................................... .
1189
13.l. Contribuição confederativa .. 8.4. G
13.2. Contribuição assistencial. 1190
13.3. Imposto sindical .................... . 1190 CAPíTULO IV
A. Natureza jurídica..... .................. ................. . ll91 NEGOCIAÇ
B. Recolhimento.......... ............................. . .................................... . 1191 1. Negocia
e.Fato gerador...................................... ···················· .................... . 1192 1.1. Co
D. Divisão da arrecadação.. . ............... . 1193 A.
14. Limitações ao reconhecimento da plena liberdade sindical .............................................................. . 1194 B.
l 5. Garantias sindicais ............. .. .... ... .. .. ..... .. .. . ........................................................................... . 1194 1.2. Fu
15.1. Estabilidade do dirigente sindical ............................ , ..... :..•....................................................... 1195 A
A. Comunicação ...............................................,.································································· 1196 B.
B. Quantidade de dirigentes......................... :................•....................................................... 1196 C.
e. Dirigentes de associação e delegados sindicais ...... ,.......................................................... . 1196 1.3. Ca
15.2. Inquérito para apuração de falta grave ..................................................................................... . 1197 A.
15.3. Inamovibilidade do dirigente ~indicai ............ :..........................•......................•........................ 1197 B.
16. Quadro sinóptico .............................................................................................................................. . 1199 C.
SUMÁRIO
_ _ _ _ __
"
......... . 1159 17. Informativos do TST sobre a matéria ............................................................................... ,..... , ..•....... 1202
1162 18. Questões ............................................................................................................................ . 1205
1163 18.1. Questões objetivas...... .............................................•............... 1205
1164 18.2. Questões discursivas ..... . 1209
1165 18.3. Gabarito das questões objetivas. 1109
1165 l 8.4. Gabarito das questóes discursivas ............... . 1'210
1166
1166 CAPfrt'LO III
J 167 LIBERDAI)E SINDICAL .............................................................................................................. . 1113
1167 l. Liberd.ide síndi..:al .. 121.3
1168 1.1. Liben.'.:idé d2 constituição ... 1214
1169 1.2. Liberdade de organizaçáo .. 1215
1171 1.3. Liberdade de administração 1216
1173 1.4. Liberdade de associação, permanê:11cia e desfiliaçâo ............................ ,......... .. 1216
1174 Convenção n" 87 da OIT. .............................. . 12 L8
1175 3. lvioddo sindical brasileiro .. 1219
1175 4. Conceito de categoria económica e profissional .. 1219
1176 4. l. Caregorias conexas e similares ....................................... . 1220
1177 4.2. Categoria profissional diferenciada 1220
1177 4.3. Empregados de entidades sindicais 1222
1178 4.4. Dissociação de categorias ......... . lill
1179 4.5. Agregação de entidades sindicais ............................ . 1224
1l80 5. Óbices para o reconhecimento pleno da liberdade sindical .... . 1225
1181 5.1. Unicidade sindical........................ . 1225
1182 5.2. Base territorial mínima....................................................................... . 1227
1182 5.3. Engessamento das categorias profissionais e econômicas ..................................... . 1227
1183 5.4. Imposto sindical .•............................ 1227
1183 5.5. Poder normativo da Justiça do Trabalho. 1228
1184 6. Quadro sinóptico ..................................... . 1230
1185 7. Informativos do TST sobre a matéria ........ . 1232
1187 8. Questõ'es ...................................... . 1233
1l87 8.1. Questóes objetivas ................................................................................................................... . 1233
1188 8.2. Questões discursivas ............................................................................................................... . 1235
1189 8.3. Gabarito das questões objetivas ...................•....•........•............................................................. 1236
1189
8.4. Gabarito ~as questões discursivas ...... ,..............·........................................................................ . 1237
1190
1190 CAPíTULO IV
.......... . ll91 NEGOCIAÇÁO COLETIVA•.••...•............•..•.•.••••.•••.•..•.•.•••......••••.••.•.•••...••...•••.•••••.............•...•.••••••.• 1239
........... . 1191 1. Negociação coletiva .......................................................................................................................... . 1239
. 1192 1.1. Conceito e natureza jurídica....................................................................... . 1240
1193 A. Conceito ............................................. , ........................................... . 1240
.......... . 1194 B. Natureza jurídisi ............................................................................................................. . 1240
.......... . 1194 1.2. Funções..........................................................................•.............................................. 1240
............ 1195 A Função protetiva.............................................................................................................. . 1241
··········· 1196 B. Função compositiva......................................................................................................... . 124:.I
............ 1196 C. Função flexibiliza.dora ...................................................................................................... . 1241
.......... . 1196 1.3. Características .................................................................... :..................................................... . 1241
........... . 1197 A. Autonomia ....................................................... :: ........................................................•..... 1241
............ 1197 B. Bilateralidade ..........................................................•...............•.......•................................. 1241
........... . 1199 C. Transacionalidade ..................................•.•.............•..•••.......................................•......... 1241
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José Cairolr.
"
1.4. Classificaçáo ............................................................................................................................ . 1243 6.5.
A Quanto à existência de regras Para a negociação...........................................................•... 1243 6.6.
B. Quanto à periodicidade da negociação..................... ..... _. ............................. . 1243 7. Hierarq
1.5. Requisitos de validade.... . . ..................... . 1243 7.1.
1.6. Data-base.................. . ............. . 1244 A
l.7. Níveis de negociação... ....................... . 1244
LS. Negociação coletiva na a<lmirüstraçâo pública .. . 1245
1.9. Prindpios d&. negociação '-'<1lt:"ti\'<\.. 1:?~6 7.1.
-\. PrincípiD da obris:uori<:da::ie cb n-.:gociação cokti\·;1 .. 1246 8. ConY~n
B. Princípio Ja aurnnonii:t colefr:a .. 1246 '1. Acordo
C. Principio da coopern\·jo .. 12-+7 1O. Efeirns
D. Princípio d" bo.a~fé objetiva . 12-47 1 0.1.
E. Princípio da preservaçáo dos ínreresses comuns 1247' l 0.2.
E Princípio da paz social. .. 1247 10.3. D
l .J O. Normativa imernacional .. 1247 10.4. R
1.11. Limiraçóes da negociação coletiva .. 1249 11. Quadro
2. Diálogo social 1250 12. Inform
3. Representadvidade .... . 1251 13. Questó
4. Quadro sinóptico .. . 1251 13.l. Q
5. Informarh·os do TST sobre a matéria ...................... . 12_"í3 13.2. Q
6. Questóes .. 1254 13.3. G
6.1. Questões objerivas ...... . 1254 13.4. G
6.2. Questões discursivas .... 1255
6.3. Gabarito das questões objetivas 1255 CAPfTuwV
6.4. Gabarito das questóes discursivas .... 1255 GREVE ....
1. Consid
CAPíTuwV 2. A greve
INSTRUMENTOS NORMATIVOS NEGOCIADOS...................................................................... 1259 3. A greve
1. Considerações gerais ..... 1259 3.1. N
2. Conceito .. 1260 3.2. N
3. Denominação . . ............... . 1261 4. Concei
4. Natureza jurídica dos instrumentos normativos....... .................... . 1261 5. Espécie
5. Requisitos de validade.............................. .................... .. ............... . 1262 6. Requisi
5.1. Capacidade dos sujeitos.............. .............................. .. ................ . 1263 6.1. T
5.2. Objeto lícito....................................... . ....................................................... . 1264 6.2. A
5.3. Forma prescrita ou náo defesa em lei ............................................................... . 1264 6.3. A
5.4. Assembleia geral............... .. ............................................................................... . 1265 7. Direito
5.5. Com,údo do' inmummto' nmm><ivM............... ........................................ ..................... 1266 8. Abuso
A. Cláusulas normativas......... ................................................ ............................. 1267 9. Efeiros
B. Cláusulas obrigacionais .......... .. 1267 9.1. S
e.
Cláusulas instrumentais .......... .. 1268 9.2. R
5.6. Depósito, registro e arquivamento............................................................................................ 1268 10. Julgam
A. Depósito.......................................................................................................................... 1268 , 11. Greve e
B. Registro ..........................................................................................................·.................. 1269 12. Greve n
e. Arquivamento.................................................................................................................. 1269 13. Lockou
6. Características.................................................................................................................................... 1269 14. Quadr
6.1. Vigência no tempo~ provisoriedade ou remporalidade ............................................................ 1270 15. Inform
6.2. lncorporaçáo das cláusulas ao contrato de emprego (ultrarividade ou aderência)...................... 1270 16. Questõ
6.3. Abstratividade.............................................................................................................. 1273 16.1.
6.4. Generalidade............................................................................................................................ 1273 16.2. Q
SUMÁRIO
"
.............. . 1243 6.5. Vigência espacial Hmitada ............,. ......................................................................................... . 1274
..........•... 1243 6.6. Normas profissionais e os empregados públicos....................................................................... . 1274
............. . 1243 7. Hierarquia dos instrumentos normativos negociados ........................................................................ . 1275
............ . 1243 7.1. Princípio da aplicação da norma mais favorável................... ................... .................... . 1275
1244 A. Teoria do conglobamento. 1276
1244 B. Teoria da acumulação .... 1276
1245 C.i Teoria do coCTg!oban1ento orgânico ou por instituto .. 1277
1:?~6 7.1. Pr~\'alênci;;_ do negocüdo sobre o legisbdo .. 1278
1246 8. ConY~nç:ío col<'!iva de tr.ab:i.lho .. 1280
1246 '1. Acordo coletÍYo de trabalho .. 1281
12-+7 1O. Efeirns das dáusul;is ... 1282
12-47 1 0.1. Prorrog:i.ç:ío .. 1282
1247' l 0.2. Rn·isáo ... 1282
1247 10.3. Denúncia ... 1282
1247 10.4. Revogação 1283
1249 11. Quadro sinópdco .. 1284
1250 12. Informativos do TST sobre a matéria ... 1287
1251 13. Questóes .. 1291
1251 13.l. Questões objetivas 1291
12_"í3 13.2. Questões discursivas. 1294
1254 13.3. Gabarito das guestões objetivas. 1294
1254 13.4. Gabarito das guestões discursivas .. 1296
1255
1255 CAPfTuwVl
1255 GREVE .......................................•.......•..................................................•...........................•............... 1297
1. Considerações gerais ......................................................................................................................... . 1297
2. A greve no contexto global ............................................................................................... .. 1298
............. 1259 3. A greve no direito brasileiro.................... ................. ................................................... . 1299
1259 3.1. No plano constitucional ........................................................................................................ . 1299
1260 3.2. No plano infracÓnstitudonal .................................................................................................. .. 1299
1261 4. Conceito ........................................................................................................................................... . 1300
1261 5. Espécies de greve ............................................................................................................................... . 1301
............ . 1262 6. Requisitos de legalidade .................................................................................................................... . 1302
... . 1263 6.1. Tentativa de autocomposiçáo ............................................................................................... .. 1302
... . 1264 6.2. Autorização da assembleia-geral.............................................................................................. .. 1302
1264 6.3. Aviso prévio de greve ............................................................ ,.................................................. . 1303
..... . 1265 7. Direitos dos grevistas ........................................................................................................................ .. 1303
............. 1266 8. Abuso do direito de greve .................................................................................................................. . 1304
............. 1267 9. Efeirosdagreve ................................................................................................................................. . 1305
1267 9.1. Sobre o contrato de trabalho ................................................................................................... . 1305
1268 9.2. Responsabilidade pelos atos praticados .................................................................................... . 1306
............. 1268 10. Julgamento de legalidade da greve ........................................: ............................................................. 1306
............. 1268 , 11. Greve em serviços essenciais .............................................................................................................. . 1306
.............. 1269 12. Greve no serviço público .................................................................................................................. .. 1308
............. 1269 13. Lockout............................................................................................................................................. .. 1309
............. 1269 14. Quadro sin6ptico ............................................................................................................................. . 1312
............. 1270 15. Informativos do TST sobre a matéria ............................................................................................... .. 1314
............. 1270 16. Questões ........................................................... · ......................................................... . 1317
. 1273 16.1. Questões objetivas............... ,... :::~............................................................................................ . 1317
............. 1273 16.2. Questões discursivas ......... :...................................................................................................... . 1318
CURSO DE DIREITO DOTRABALHO-JoséCairolr.

16.3. Gabarito das questões objetivas............ ................................................ ................ 1318


16A. Gabarito das questões discursivas......................................... ......................... 1319

PARTE III
ANEXOS
Oj'S DASDH. ........................................................................................................... 1323
S(n--.1uLAS DO TST ................................................ . 1343
BI BLIOC RAFlA ..... " ................................................ . 13Sl ACP
ALCA
ADI
AIDS
CF
C!PA
CLT
CNRT
CP
CPC
CREA
CREMEB
CTN
DJ
DJE
DJU
EC
ECA
EPI
FAT
FNT
FSPS
FUNAI
INSS
LACP
LER/DORT
UDB
FGTS
MERCOSUL
MP
MPT
MTE
MTb
NAFTA
1318
. 1319

LISTA DE SIGLAS
1323
1343
13Sl ACP Ação Civil Pública
ALCA Área de Livre Comércio d2s Américas
ADI Ação Direta de Inconstitucionalidade
AIDS Síndrome da !munodeficiência Adquirida
CF Constituição Federal
C!PA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
CLT Consolidação das Leis do Trabalho
CNRT Conselho Nacional de Relações de Trabalho
CP Código Penal
CPC Código de Processo Civil
CREA Conselho Regiona! de Engenharia e Arquitetura
CREMEB Conselho Regiona! de Medicina do Brasil
CTN Código Tributário Nacional
DJ Diário da Justiça
DJE Diário da Justiça Eletrônico
DJU Diário Judiciário da União
EC Emenda Constitucional
ECA Estatuto da Criança e do Adolescente
EPI Equipamento de Proteção Individual
FAT Fundo de Amparo ao Trabalhador
FNT Fórum Nacional do Trabalho
FSPS Fundo Solidário de Promoção Sindical
FUNAI Fundação Nacional do Índio
INSS Instituto Nacional de Seguridade Social
LACP Lei de Ação Civil Pública
LER/DORT Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomuscufares Relacionados ao Trabalho
UDB lei de Introdução ao Direito Brasileiro
FGTS Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
MERCOSUL Mercado Comum do Cone Sul
MP Medida Provisória
MPT Ministério Público do Trabalho
MTE Ministério do Trabalho e Emprego
MTb Ministério do Trabalho
NAFTA Acordo do livre Comércio da América do Norte
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO -José CairoJr.

NCST Nova Central Sindical dos Trabalhadores


NR Norma Regulamentadora
OGMO Órgão de Gestão de Mão~de~Obra
OJ Orientação Jurisprudendal
OJT Orientação Jurisprudencial Transitória
OIT Organiração Internacional do Trabalho
ONU Organização das Nações Unidas
PASEP Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público
Projeto de Emenda Constitucional
PIB Produto Interno Bruto
PIS Programa de Integração Social
PL Projeto de Lei
PRL Participação nos Lucros e Resultados

RE Recurso Extraordinário
RO Recurso Ordinário
RODC Recurso Ordinário em Dissídio Coletivo
RR Recurso de Revista
SDI Secção de Dissídios Individuais
SDC Secção de Dissídios Coletivos
SRT Secretaria de Relações de Trabalho
STJ Superior Tribuna! de Justiça
SSST Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho
STF Supremo Tribunal Federal
TJ Tribuna! de Justiça
TRF Tribuna! Regiona! Federal
TST Tribunal Superior do Trabalho
TRT Tribunal Regiona! do Trabalho
UGT União Geral dos Trabalhadores
PARTE I

DIREITO INDIVIDUAL
, DO TRABALHO

..----·
Sumário• 1.
Direito lndiv
Relações do
D. Direito ad
dor; 1.9. Fun
trabalho: 2.1
Hierarquia -
lógico; B. Mé
do trabalho:
Trabalho: 4.6
primazia da
4.12. Princíp
do Trabalho;
tempo; 8. No
vidua! do tra
suas formas
sinóptico-1
11.3. Gabari

A esp
as relaçóe
outra e so
Direito d
Assim
e, mais pre
cação e de
O term
instrumen
torturar os
torturar al
A próp
leitura do.
teu pão, a
Gênesis 3:
CAPÍTULO 1

INTRODUÇÃO AO
DIREITO DO TRABALHO

Sumário• 1. Propedêutica: 1.1. Conceito de Direito do Trabalho; 1.2. Denominação; 1.3. Características; 1.4. Divisão: A
Direito lndividu?I do trabcllho; B. Direito coletivo do trabalho; 1.5. Natureza jurídica; 1.6. Funções; L 7. Autonomia; 1.8.
Relações do direito do trabalho com os demais ramos do direito: A. Direito civil; B. Direito empresarial; C. Direito penal;
D. Direito administrativo; L Olrelto constitucional; F. Díreito tributário; G. Direito previdenciário; H. Direito do consumi-
dor; 1.9. Fundamentos e formação histôrica do direito do trabalho: A. Europa; B. Brasil- 2. Fontes formais do djrelto do
trabalho: 2.1. Conceito; 2-2. Classificação: A. Fontes estatais ou heterônomas; 8. Fontes profissionais ou autônomas; 2.3.
Hierarquia - 3. Interpretação: 3.1. Hermenêutica; 3.2. Métodos básicos de exegese; A. Método literal, gramatical ou filo-
lógico; B. Método teleológico; C. Método sistemático; O. Método evolutivo; E. Método histórico-4. Integração do direito
do trabalho: 4.1. Jurisprudência; 4.2. Analogia; 4.3. Usos e costumes; 4.4. Equidade; 4.5. Princípios gerais do Direito do
Trabalho: 4.6. Princípio da proteção; 4.7. Prindpio da irrenunciabilrdade; 4.8. Princípio da continuidade; 4.9. Principio da
primazia da realidade; 4.10. Prfncípio da substituição automática das cláusulas nulas; 4.11. Princípio da razoabilidade;
4.12. Princípio da boa-fé; 4.13. Principio da isonomia e da não discrlmínação; 4.14. Princípios constitucionais do Direito
do Trabalho; 4.15. Direito comparado - 5. Aplicação do direito do trabalho: 5.1. Vigência das normas trabalhistas; A. No
tempo; 8. No espaço; 5.2. Revogação; 5.3. Irretroatividade; 5.4. Direito adquirido - 6. lndisponibilidade no direito indi-
vidua! do trabalho: 6.1. Renúncla; 6.2. Transação no Direito do Trabalho - 7. Flexibilização - 8. Conflitos de interesses e
suas formas de solução; 8.1. Jurisdição; 8.2. Mediação; 8.3. Arbitragem; 8.4. Comissões de conciliação prévia - 9. Quadro
sinóptico-10. Informativos do TST sobre a matéria-11. Questões. 11.1. Questões objetivas; 11.2. Questões discursivas;
11.3. Gabarito das questões objetivas; 11.4. Gabarito das questões discursivas.

A especialização do Direito que se faz necessária para estabelecer regras incidentes sobre
as relaçóes sociais, mormente aquelas nas quais uma pessoa presta serviços em benefício de
outra e sob a sua dependência, em troca de uma retribuiçáo, recebeu a denominação de
Direito do Trabalho.
Assim, o substrato fático desse ramo do Direito é a relação de trabalho subordinada
e, mais precisamente, do próprio trabalho. Há necessidade, portanto, de proceder à identifi-
cação e descrição de suas características.
O termo trabalho expressa uma ideia de sofrimento, já que deriva do latim tripalíum,
instrumento consistente Cm um tripé formado por três estacas fincadas no chão, utilizado para
torturar os escravos nas sociedades primitivas. Desse modo, trabalhar (tripaliare) significava
torturar alguém com o tripalíum.
A própria Bíblia faz uma rdação entre o trabalho e o castigo, conforme se observa da
leitura do. trecho que fala da expulsão de Adão ckf paraíso: "No suor do rosto comerás o
teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.
Gênesis 3:19".
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CairoJr.

Etimologicamente, trabalho constitui a ação humana por meio da qual há o desprendi- -Por is
mento da energia de uma pessoa dirigida a um determinado fim. gador, poi
.atores soc
Também o termo trabalho pode ser entendido como: aplicação da atividade; serviço;
esforço; fadiga; ação ou resultado da ação de um esforço. 1 Atual
Trabalho,
No âmbiro da filosofia, Maria Lúcia Aranha e 1-1aria Helena Martins asseveram que: algumas
O r1.1ba!ho humano é a açiio dirigida por finalicl:ides conscientes, a n:sposta ao> desJfios da dinünui a
1nturc·!.J, n:i luta pela sobrevivéncia. Ao rcprod;nir réc11icas qw: O!.ttros hunK:ns j~ usar;:m da glob;\l
t ,1'1 inv,•nrar ourras novas, J ação humar:a se torn:i fonre de ideias e a0 mesrnü tempo uma

cxperii:ncia propriamenre dita. 2 Na há


Historicarnente, porén1, o conceito de trabalho relaciona-se, intin1an1ente, con1 a tuíli- lhadores
que prest
zlçâo da forçl do trabalhador con1 o objetivo de perceber uma retribuição, para prover a sua
manutenção e de sua famI1ia. Quando a energia pessoal é usada se1n essa finalidade, haverá caracreriz
simplesmente uma arividade humana e não um trabalho humano. O pri
Conclui-se, assim, que todo trabalho humano representa uma atividade humana) dado, no
mas nein toda atividade humana pode ser considerada con10 trabalho, a exei;nplo das Por tn
atividades desportivas, recreativas etc. Carta Ma
e julgar t
1.1. Conceito de Direito do Trabalho derivados

O Direito do Trabalho é o· ramo do Direito composto por regras e princípios, sistema-


ticameüte ordenados, que regulam a relação de trabalho subordinada entre empregado e 1.2. D
empregador, acompanhado de sanções para a hipótese de descumprimento dos seus comandos. A exp
O Direito Laboral, como regra de conduta, observado pelo seu aspecto objetivo, tem doutrina
como meta principal a prevenção de conflitos derivados do confronto entre capital e trabalho Alemanh
para com isso preservar a vida em sociedade e a consequente paz social. na Espan
Amauri Mascaro Nascimento, ao apresentar urna definição mista, ou seja, subjetiv~; e Direito S
objetiva, argumenta que: Cesar
Direito do Trabalho é o ramo da ciência do direito que tem por objeto as normas jurídicas porque "a
que disciplinam as rdaçóes de trabalho subordinado, determinam os seus sujeitos e as orga- trabalhad
nizações destinadas à proteção desse trabalho, em sua estrutura e atividade.3 que "univ
Na verdade, visto sob a teoria clássica, que deu origem ao Direito Laboral, esse ramo da e por isso
ciência jurídica preocupa-se, unicamente, com a relação de emprego subordinada. Escapa Critic
ao seu âmbito, portanto, as demais relações de trabalho, como a prestação de serviços autô- Direito s
nomos (desenvolvidas principalmente pelos profissionais liberais, como advogados, médicos, único ram
dentistas, engenheiros, dentre outros), relações derivadas do contrato de empreitada, de a dois ram
parceria agropecuária etc.
'-,da Assist

1. Novo dicionário da lfngua Portuguesa. 3. ed. São Paulo: Egeria.


4. CF/88
2. ARANHA, Maria Lúcia Arruda;e MARTINS, Maria Helena Plr.es. Filosofando: introdução à fi/osofio. São Paulo: abran
Moderna, 1992. p. 4.
do Di
3. NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso dé direito do trabalho: história e teor!a geral do direito do trabalho:
5. CESAR
relações Individuais e coletivas do trabalho. 19. ed. São Paulo: Saraiva, 2004. p. 176.
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

desprendi- -Por isso é de grande importância a delimitação dos conceitos de empregado e empre-
gador, pois o Direito do Trabalho clássico restringe-se a fixar regras de condutas para esses
.atores sociais.
de; serviço;
Atualmente, cresce o movimento no sentido de ampliar o raio de atuação do Direito do
Trabalho, para abranger as demais.relações de trabalho, ou seja, aquelas relações envolvendo
eram que: algumas espécies de trab.;Jhadores nã-o subordinados. Isso porque, a cada dia que passa,
s da dinünui a quantidade de úabalhadores qualificados como en1pregados, devido ao fenôn1eno
r;:m da glob;\lizaçáo e, consequenteo1ente, da flçxibilizaçáo das norn1as trabalhistas.
uma
Na háli:.J., por exen1plo, uma significativa parcela da legislaçáo laboral atinge os traba-
on1 a tuíli- lhadores definidos como parassubordinados, categoria representada por aquelas pessoas
que prestain serviços en1 favor de outra, sem o elevado grau de subordinação jurí<lica que
prover a sua
ade, haverá caracreriza a relação en1pregatícia tradicional, mas não totalmente independentes.
O prin1eiro passo para ampliar o aludído raio de incidência do Direíro Laboral já foi
e humana) dado, no Brasil, na seara da competência jurisdicional.
xei;nplo das Por tneio da Emenda Constitucional nº 45/2004, que alterou a redação do att. 114 da
Carta Magna 4 , alargou-se a competência da Justiça do Trabalho brasileira para processar
e julgar todo e qualquer litígio envolvendo a relação de trabalho e náo somente aqueles
derivados da relação de emprego.

os, sistema-
mpregado e 1.2. Denominação
comandos. A expressão Direito do Trabalho é a mais utilizada e consagrada pela legislação,
jetivo, tem doutrina e jurisprudência de vários países para designar esse ramo da ciência jurídica. Na
e trabalho Alemanha, utiliza-Se o termo Arbeítsrecht; Diritto Dei Lavoro, na Itália; Derecho dei Trabajo,
na Espanha e Droit du, Travail, França. Mas também são utilizadas outras designações como
subjetiv~; e Direito Social, Direito Operárío, Direito Industrial, Direito Corporativo e Direito Laboral.

Cesarino Júnior defende a utilizaçáo da denominação Direito Social, dentre outros motivos,
cas porque "a expressão 'social', pela sua amplitude, abrange todos os aspectos da proteção ao
ga- trabalhador e aos seus dependentes". O referido autor ainda leva em consideração o fato de
que "universalmente se reconhece ao novo direito a flnali4ade de resolver a 'questão social'
e ramo da e por isso sempre se chamaram as suas leis de 'leis sociais'" 5•
da. Escapa Critica-se a designação de Direito Social, tendo em vista que, em última análise, todo
viços autô- Direito seria social. Assim, não seria possível a utilização dessa expressão para designar um
s, médicos, único ramo do Direito. O termo Direito Social também pode ser usado para fazer referência
reitada, de a dois ramos específicos do Direito, quais sejam, o p_róprio Direito do Trabalho e o Direito
'-,da Assistência e da Previdência Social.

4. CF/88. Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: 1- as ações oriundas da relação de trabalho,
o. São Paulo: abrangidos os entes de direito público externo e da admintstração pública direta e indireta da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios. ____.--··
do trabalho:
5. CESARINO JR., Antônio Ferreira. Dfreita Sacia/. São Paulo: LTr, 1980. p. 35.
CURSO DE DIRE1TO DO TRABALHO -José CairoJr.

As expressões Direito Operário e DireitO Industrial ~estringem. por demais, o campo de Existe
aplicação desse ramo do Direito, pois fazem referência a uma espécie de atividade econômica que dirige,
ou profissional exercidas, respectivamente, pelo empregado e pelo empregador. caracteriza
da celebraç
Já a expressão Direito Laboral é empregada como sinônimo de Direito do Trabalho. Por
tado do seu
fim, a designaçáo Direi[o Corpor;_i,tivo sugere a idda de que esse ramo do Direüo regularia as
relações havidas n1s Cf:'rporações ,·~e oficio que, em remora época, er;1n1 atreladas ao Estado. O Dire
conjunto d
Arnaldo Süssdünd demonc:tra apreço expr;:sso pda denontinaç5i) "Direiro do 'frabalho",
vidual1nen
ao rcssal[ar a sua uliliz:açáo por diversos Aurores d-: renome irncrnacional, indusive, pda
de suas de
()fT - Organiz:iç·ão Internacional do Trabalho e por diversas consrituições. 6
8. Dir
1.3. Características Ao lad
Além das características cotnuns aos demais ramos da ciência jurídica, o Direito do existem as
Trabalho possui traços peculiares que o destaca dos demais. É denornin
Dessa forma, pode-se dizer que o Direito Laboral caracteriza-se pela proteção excessiva os interesse
considerad
à pessoa do elnpregado, que é considerado como hipossuficiente, com vistas a atingir os
é, ji.tstame
seus objetivos principais, que é a obtenção de melhores condiçóes de trabalho e a pacificaçáo
social, seja pela via legislativa estatal, seja por intern1édio das negociações c;oletivas de trabalho. O Dir
que institu
O Direito do Trabalho confere um tratamento desigual entre os representantes do capital
representa
e do trabalho. O trabalhador sempre é considerado elemento frágil da relaçáo laboral e o
(sindicato
empregador o hiperssuficiente. Para compensar essa hipossuficiência no plano. fático (plano
de traçar d
material), a Lei concede ao empregado várias prerrogativas (plano jurídico), inclusive com
limitação do direito de disposição dos seus direitos. De aco
composto
Essa proteção ao trabalhador, em algumas oportunidades, acaba por impriinir efeito
reunid?s, p
contrário ao pretendido. Isso ocorre porque o legislador nacional não se preocupa com a
manutenção ou garantia do emprego, mas táo-somente com os direitos subjetivos daí decor-
1.5. Nà
rentes, circunstância que provoca grande rotatividade de máo de obra.
A ques
debates. O
1.4. Divisão
discussões
O Direito Material do Trabalho é dividido em dois grandes grupos, a saber: Direito
'est quod ad
Individual do Trabalho e Direito Coletivo do Trabalho. Existem autores7 que ainda
decompõem o Direito do Trabalho em: Direito Internacional do Trabalho, Direito Admi- Por nat
nistrativo do Trabalho, Direito Penal do Trabalho e Direito Previdenciário. acima menc
ramo do D
por cada E
A. Direito individual do trabalho
Em qu
De forma geral, o Direito regulamenta relações intersubjetivas. Por uma questão de divisão resse públic
e sístematizaçáo da ciência do direito, cada um dos seus ramos cuida de determinada espécie do Direito.
de relação intersubjetiva.

8. A segun.d
6. SÜSSEKlND, Arnaldo, et all. Instituições de direito do trabalho.19. ed. atual. São Paulo: LTr, 2000. p. 112-113. 9. CESARlNO
7. Nesse sentido: GOMES, Orlando; GOTTSCHALK, tlson·. Curso de direita do trabalho. 9. ed. Rio de Janeiro: 10. Migue! R
Forense, 1984. p. 16. Saraiva: S
cap.I • INTRODUÇÃOAODIREITOOOTRABALHO

o campo de Existe uma relação específica que se estabelece entre o prestador de serviços e outra pessoa
econômica que dirige, assalaria e aproveita do resultado da força de trabalho do obreiro. Essa relação é
caracterizada pelo estado de subordinaçáo jurídica ao qual o operário fica submetido em razão
da celebraçáo de um contrato de trabalho. O empregado transfere para o empregador o resul-
abalho. Por
tado do seu esforço flsico e mental. Essa relaçáo é regulada pelo Direito Individual do Trabalho.
regularia as
ao Estado. O Direito IndiYidual do Trabalho é, portanto, o ramo do Direito Privado fonnado pelo
conjunto de r<.".gras e princípios que regulain a relação entre empregado e empregador indi-
'frabalho",
vidual1nente considerados, além de conter sanções para a hipótese do descumprimento
usive, pda
de suas detcrnlinações.

8. Direito coletivo do trabalho


Ao lado das relações individuais que se processam entre trabalhadores e empregadores,
Direito do existem as relações colerivas de trabalho que se efetivam entre os entes coletivos do trabalho.
É denorninada de relação coletiva, porque o ente coletivo (geralmente o sindicato) representa
o excessiva os interesses de determinado grupo de pessoas, quais sejam, os empregados e os empregadores,
considerados em conjunco e náo individualmente. O objeto do Direito Coletivo do Trabalho
a atingir os
é, ji.tstamente, essas relações coletivas.
pacificaçáo
de trabalho. O Direito Coletivo do Trabalho é, dessa forma, o ramo integrante do Direito privado
que institui regras e princípios destinados a regulamentar a atividade dos entes coletivos
s do capital
representativos dos empregados (sindicato da categoria profissional) e dos empregadores
laboral e o
(sindicato da categoria econômica), com o objetivo de evitar o surgimento de conflitos e
ático (plano
de traçar diretrizes para a fixação de normas profissionais pelos próprios interessados.8
clusive com
De acordo com as palavras de Cesarino Júnior, Direito Coletivo do Trabalho é aquele
composto por "leis sociais que consideram os empregados e empregadores coletivamente
riinir efeito
reunid?s, principalmente na forma de entidades sindicais".9
cupa com a
s daí decor-
1.5. Nàtureza jurídica
A questão da natureza jurídica do Direito do Trabalho provoca, até hoje, calorosos
debates. Observe-se que a própria dicotolr!-ia do Direito, _em público e _privado, já é fonte de
discussões calorosas após a definição apresenta~a por Ulpiano, segundo a qual publicum ius
er: Direito
'est quod ad statuin rei romanae spectato, privatum quod ad singulorum itilitatem.
que ainda
eito Admi- Por natureza jurídica do Direito do Trabalho entende-se a sua inserção em um dos grupos
acima mencionados. É importante salientar, contudo, que a natureza jurídica de determinado
ramo do Direito varia de acordo com a época e com a organização do poder político adotado
por cada Estado.
Em que pese o Direito do Trabalho ser formado, em sua maioria, por normas dé inte-
o de divisão resse público, tal característica não implica reconhecer o caráter público do referido ramo
ada espécie do Direito. 10

8. A segun.da parte desta obra trata, especificamente, do Direito Coletivo do Trabalho.


p. 112-113. 9. CESARlNO JÚNIOR, Antônio Ferreira. Direito soâal. São PautÓ; LTr, 1980. p. sz.
io de Janeiro: 10. Migue! Reale classifica como público, o Direito do Trabalho (REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. 22 ed.
Saraiva: São Paulo, 1995. p. 345/346).
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO -José Cairolr.

A tese de reconhecer o caráter público no Direito do Trabalho não resiste a uma análise
mais profunda. O Direito de Família, ·Por exemplo, apesar de ser norteado por diversas regras
de ordem pública, jamais perdeu o seu caráter de Direito privado.
Amauri Mascaro atribui à divisão do Direito em público e privado a um critério mera~ F
mente ideológico e assevera que o Direito do Trabalho pertence a este último:
r--~~---
Se admitirmos a validade metodológica da distinção entre direlro público e privado, o diieito
(") CESARIN
do <oba!ho seria nmo do direito privado, porque não vincula cidadão ao Esrado; n:gula
Í!Hercssr;s imediatos dos parüculares; ê p!uricêntrico, emanando de fontes in(ernacionais, (**)GUSMÃO
nrarais e njo esrarnis; cn1to a convenção coleriva do n.;.ba!ho como o conn aio individual (*~ .. ) SÜSSEK
do rrab ..<lho não se desvincularam do âmbito do direito privado. 11 Filho. 19. ed

Na verdade, a divisão do Direito em público e privado varia de acordo com o ponto de Não se
vista do jurista. Para uns, Direito público é aquele que cuida da relaçáo entre panicul.ares e que estabe
o Estado investido do ius únperii. Para OU(fOS, Direito público é aquele formado por normas cumprir de
do Trabalh
de ordem pública.
reverte em
Ao aderir à primeira teoria, é forçoso concluir que o Direito do Trabalho é ramo do do Trabalh
Direito privado, pois cuida da relação entre particulares, qual seja, relação entre o empre-
gado e o empregador.
r---ATENÇÃ
Direito do
Essa é a corrente doutrinária dominante, defendida por Maurício Godinho Delgado, o Direito d
Gustavo Filipe Barbosa Garcia, Vólia Bomfim, Sérgio Pinto, Luciano lvfartinez, Amauri ·---
Mascaro, dentre outros: 1.6. Fun
Apesar de sua natureza privada, é um direito regulamentado por lei, isto é, com cláusulas
legais mínimas, porém isto não o descaracteriza como de natureza privada. Ora, alguns Em qu
outros ramos do Direito também têm cláusulas mínimas estipuladas por lei, deffionstrando a denomina
um dirigismo estatal, uma intervenção do Estado nas relações particulares e privadas: direito são sistema
do consumidor, direito de família, planos médicos, seguros etc.'2
Se o D
Saliente-se que ainda existem outras correntes que afastam a classificação tradicionaJ do primordial
Direito, incluindo o Direito do Trabalho em uma terceira categoria: direito social, direito Exi
misto ou direito unitário. pau
con
zaçã
as q
Há no ordenamento jurídico normas que visam estabelecer o equl!íbrio sodal, No âm
pela proteção aos economicamente fracos. Assim, a ideia que a expressão
. O?sàrlÍ'lo lúnl01< -se que sua
uDireito Social" nos evoca é a de um complexo de normas tendentes à proteção
dos economicamente débeis (Cesarino Jr).* trabalhado
O direito é misto quando tutela Interesses privado e público, ou, então, quando condições d
é constituído por normas e princípios de direito público e de direito'prlvado ou, homem pel
.Pa_ulo go1:1ra~,,,d~_ ainda, de direito nacional e de direito internacional. [...] Norteado pelo interesse
., -.- Gusmão,. -
.-,-,11 ·;;--;
social, apesar de se destinar a reger as relações entre patrões e empregados Essa es
oriundas de contrato de trabalho, o direito do trabalho não pode ser incluldo
eih uma po
no direito privado, mas sim no direito misto {Paulo Dourado· de Gusmão).••
de comand

13. NASCIME
11. NASCIMENTO, Amaurl Mascaro. Curso de direito do trabalho: história e teoria geral do direito do trabalho:
relações
relações individuais e coletivas do trabalho. 19. ed. São Paulo: Saraiva, 2004. p. 227.
14. A teoria d
12. CASSAR, Vólía Bomfim. Direito do trabalho. 2 ed. Niterói: lmpetus, 2008. p. 11.
Ferreira.
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

a uma análise
iversas regras

Embora possuindÕ instituições e regras de díreito .público e dispositivos de


critério mera~ Evaristo de Moraes
Filho, Égon Gottschalk
caráter privado, deveria ser entendido e aplicado de conformidade com a uni-
e Arnaldo Süssekind
dade e.Tia nada dos princípios doutrinários que o fundamentam e das diretrizes
r--~~---------'-º-'_;"_ndas dos respectivos sistemas legais (Arnaldo Süsseklnd).***
diieito
(") CESARINO JR., Antônio Ferreira. Dlreito:-sockd. São Paulo: LTr, 1980. p 41.
n:gula
onais, (**)GUSMÃO, Paulo Dourado dP. lntrodução ao estudo do direito. 27 e::!. Forense: Rjo de Ja:le:ro, 2000. p 193 e p. 196.
vidual (*~ .. ) SÜSSEK11.!D, Arn;;!,ci,), et alL Instituições de Direito do Trabalho. por: Arnaldo Süssekind e João de Limv Teixeira
Filho. 19. ed. São Paulo: LTr, 20CO. P. 126
·~~~~~~~~~~~~~~~~~~~--'

m o ponto de Não se pode esquecer, por fim, que a legislação laboral é constituída por dispositivos
panicul.ares e que estabelecem so.nçõcs de cunho adtninistrativo. Assim, quando o empregador deixa de
o por normas cumprir determinado co:nando da nonna trabalhista e o órgáo de fiscalizaçáo do Ministério
do Trabalho e En1prcgo detecta essa oniissáo, pode lhe ser imputada uma inulta que não se
reverte em favor do trabalhador, mas sim do Estado. Visto sob esse prisma, ai sim, o Direito
o é ramo do do Trabalho tambérn pode ser classificado como ramo do Direito público.
tre o empre- r-------------------------------,
ATENÇÃO! Embora exista esse frutífero debate doutrlnárlo sobre qual seria a natureza jurídica do
Direito do Trabalho, para efeito de concurso públícotem prevalecido o entendimento no sentido de que
ho Delgado, o Direito do Trabalho possui natureza jurl_dica de Direito privado.
nez, Amauri ·-------------------------~-----·
1.6. Funções
usulas
lguns Em qualquer grupo social existem regras de conduta. Ao conjunto dessas regras atribui-se
rando a denominação de Direito, também formado por princípios que, juntamente com as prüneiras,
ireito são sistematicamente_ organizados.
Se o Direito constitui pressuposto para a vida em sociedade, infere-se que sua função
adicionaJ do primordial é prevenir e ;olucionar os conflitos entre os membros de um grupo social:
ocial, direito Existe o Direito porque o homem procura ordenar a sua coexistência com outros homens
pautando-a por meio de determinadas normas por ele dispostas no sentido de evitar um
conflito de interesses e realizar um ideal de justiça. O Direito é um instrumento de reali-
zação da paz e da ordem social, mas também se destina a cumprir outras finalidades, entre
as quais o bem individual e o progresso da humanidade. 13
qul!íbrio sodal, No âmbito do Direito Laboral, poi: suas características G,ue lhe são peculiares, observa-
ue a expressão
ntes à proteção -se que sua função primeira é evitar o eterno conflito entre os detentores do capital e os
trabalhadores. Pretende-se chegar a esse objetivo por meio do estabelecimento de melhores
então, quando condições de trabalho para os empregados, com a eliminação ou redução da exploração do
eito'prlvado ou, homem pelo homem .
o pelo interesse
e empregados Essa espécie de trabalhador também é denominada de hipossuficiente, porque se encontra
de ser incluldo
eih uma posição de inferioridade, no plano fático, em face do empregador, que detém o poder
Gusmão).••
de comando e direção da sua atividade (hiperssuficiente).14

13. NASCIMENTO, Amaurl Mascaro. Curso de direito do trabalho: história e teoria geral do direito do trabalho:
ito do trabalho:
relações individuais e coletivas do trabalho. 19. ~d. São Paulo: Saraiva, 2004. p: 221. ,
14. A teoria da hipossuficiência é expllcada cdfiídetalhes, no-Brasil, porCesarlno Júnior. (CESARlNO JÚNIOR, António
Ferreira. Direito social. São Paulo: LTt, 1980. p. 44).
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO -José Cairo Jr.

Não menos importante, entretanto, são as demais funções do Direito Laboral, qJe estão Exemplo d
previstas, inclusive, no preâmbulo da Constituição da Organização Internacional do Trabalho, (Magistratu
quais sejam as de promover: {A) Para qu
suficien
a) a paz social permanente; próprias
b) as condições de liberdade e digni(::ade do trabalhador; reprodu
doutriná
e) a igualdade de condiçô'.'s. (13) Acerca d
mento d
1.7. Autonomia (C) Segundo
do traba
O Direito do Trabalho adquiriu st1itus de autonomia após o reconhecin1ento e conso- o direito
lidação da existência de regras, princípios e institutos próprios que o diferenciava dos abrange
dernais ranios do Direito, o que ocorreu com a ediçáo, em vários países, de códigos e dentário
consolidações do trabalho e outros diplomas legais similares. público
(D) Destaca
Originou-se do Direito Civil, mais precisamente da parte que regulava as locaçõ~s _de efetuada
serviços. Após o advento da questão social, o Direito do Tr~ba~h~ destaco;-~e do Direito ou méto
Comum, em face da sua incompatibilidade com alguns os pnnc1p1?s deste ultimo. interpre
interpre
O Direito Civil refletia, basicamente, os princípios derivados' do liberalismo, como a adquirid
autonomia da vontade privada. Já as normas que regulamentavam a' relação de trabalho (E) Nos sist
sofriam sérias restrições no que diz respeito ao mencionado instituto. caso bra
tivo des
Por conta disso, surgiu, progressivamente, um corpo de leis mais ou ~e?~s hoi:iog.êneas
criadora
que propiciou a solidificação do Direito Laboral, formado por regras, pnnc1p1os e institutos como, p
peculiares. Em alguns paíse~, esse conglomerado de normas jurídicas ensejou a codificação arquivad
e, em outros, como o Bras1·1, uma cansol"d • de 1ets.
1 açao . JS pedidos

O resumo histórico relatado revela a existência de uma autonomia legislativa do Direito


do Trabalho. Contudo, para o reconhecimento da autonomia de um ramo do Direito é
necessário a conjugação de outros fatores, como a autonomia científica, didática e judicial. 1.8. Rel
A autonomia científica também se encontra presente nesse ramo específico do Direito. Apesa
Com efeito, vários doutrinadores preocupam-se com o estudo do Direito do Tr~bal~o e
influência
produzem obras científicas com esse conteúdo e furmam, atualmente, um acervo cons1deravel.
do Direito
A autonomia didática é constatada por meio da presença de uma cadeira específica nos
cursos de Graduação em Direito, para qual são dedicados dois ou três semestres para o estudo
do Direito do Trabalho e, em alguns casos, para o Direito Coletivo do Trabalho. A. Dir
Por fim, a autonomia judiciária serve para confirmar a total independência do Direito do O Dire
Trabalho, com a existência de uma Justiça Especializada na solução dos conflitos trabalhistas, ramos do D
pelo menos em alguns países, como é o caso do Brasil, com a competência definida pelo art. arcabouço
114 da Constituição Federal de 1988.16 . • à fixação d
específico
15. A Consolidação das Leis do Trabalho -CLTfoi aprovada pelo Decreto-Lei n!! 5.452, de 12 de maio de 1943 e entrou samente do
em vigor seis meses depois. Uma consolidação ele leis constitui o estágio intermediário entre uma compilação de
leis e a codificação. Consti
16. CF/88. Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: 1- as aç'fies oriundas da relação de trabalho, outros, as
abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados,
c_ontratos e
do Distrito Federal e dos Municípios.
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

al, qJe estão Exemplo de questão sobre o tema


do Trabalho, (Magistratura do Trabalho/TRT - 21:!! - 2010) Assinale a opção INCORRETA:
{A) Para que uma disciplina jurídica adquira efetiva autonomia são necessárias três condições: domínio
suficientemente vasto {ou campo temático vasto e específico), doutrinas homogêneas (ou teorias
próprias ao mesmo ramo jurídico investigado) e método próprio {metodologia própria de construção e
reprodução da estrutura e dinâmica do ramo jurídico enfocado). O Direito do Trabalho possui autonomia
doutrinária, legislativa, didática e jurisdicional.
(13) Acerca da natureza jurídica do Direito do Trabalho, prepondera atualmente a sua classiflcaçâo no seg·
mento do Direito Privado.
(C) Segundo a doutrina, em sentido amplo, a área juríaica trabalhista pode ser dividida em: direito material
do trabalho e direito público do trabalho. O direito material do trabalho compreende dois segmentos:
nto e conso- o direito individua! do trabalho e o direito coletivo do trabalho, enquanto o direito público do trabalho
enciava dos abrange: direito processual do trabalho; direito administrativo do trabalho e direito previdenciário e aci~
de códigos e dentário do trabalho. Écontrovertida a inclusão do direito penal do trabalho como segmento do direito
público do trabalho.
(D) Destacam-se três tipofogias de interpretação do Direito: segundo o critério da origem da interpretação
locaçõ~s _de efetuada; segundo o critério dos resultados do processo interpretativo e segundo o critério dos meios
e do Direito ou métodos utilizados no processo de interpretação jurídica. A tipologia segundo o critér'1oda origem da
mo. interpretação aponta três tipos de interpretação: autêntica, jurísprudendal e doutrinária. Exemplo de
interpretação autêntica é o decreto regulamentador de lei, com aptidão, indusive, para suprimir direito
mo, como a adquirido.
de trabalho (E) Nos sistemas jurídicos romano-germânico, principalmente nas vertentes de tradição latina, como é o
caso brasl!e'iro, há resistência teórica a se conferir teor jurígeno (criador de Direito) ao papel interpreta-
tivo desempenhado pelos Tribunais. Entretanto, a despeito disso é insustentável negar-se a dimensão
hoi:iog.êneas
criadora do direito inserida em inúmeras súmulas de jurisprudência dos tribunais superiores brasileiros,
s e institutos como, por exemplo, a Súmula 268 do TST, que trata da interrupção da prescrição da ação trabalhista
a codificação arquivada {"A ação trabalhista, ainda que arquivada, interrompe a prescrição somente em relação aos
pedidos idênticos").
Resposta: D.
va do Direito
do Direito é
ca e judicial. 1.8. Relações do direito do trabalho com os demais ramos do direito
o do Direito. Apesar da notória autonomia que o Direito do Trabalho desfruta, não se pode negar a
o Tr~bal~o e
influência que recebe dos demais ramos, mesmo porque todos não passam de especialidades
cons1deravel.
do Direito em geral.
specífica nos
para o estudo
ho. A. Direito civil
do Direito do O Direito Civil é um dos ramos que mais se aproxima do Direito Laboral. Ambos são
trabalhistas, ramos do Direito Privado e toda a sua teoria geral, além de outros institutos, fazem parte do
nida pelo art. arcabouço do Direito do Trabalho. mesmo porque a CLT não contém um tópico destinado
à fixação de normas relativas à Teoria Geral do Direito do Trabalho. Na verdade, esse ramo
específico da ciência do Direito cuida do estudo de um contrato em particular, mais preci-
de 1943 e entrou samente do contrato de trabalho.
a compilação de
Constituem pressupostos para o conhecimento e aplicação do Direito do Trabalho, dentre
ção de trabalho, outros, as regras e princípios relativos à pessoa, bens, fatos jurídicos lato sensu, obrigações,
ão, dos Estados,
c_ontratos etc., que são encontrados no Direito Civil.
54 CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- JoséCalroJr.

Como ressalta Pedro Romano Martinez, para o estudo do Direito do Trabalho é indis- D. Dire
pensável o conhecimento do Direito da~ Obrigações: O Dire
Sendo um ramo do Direito Privado, pressupõe a aplicação de princípios e de regras de tratam das
Direito Civil, sempre que não se tenham estabelecido regimes com especificidades. Não é, de inserção
deste modo, concebfrcl o estudo do Direito do Trabalho desacompanhado, em particular,
a regulação
do Direiro das Obrigações; a visão inrerdisciplinar será, pois, essencial. 17
de un1 cont
condu(a, n1
B. Direito empresarial
Desse n
iv1~s1no após a unificação legislativa do Direito dos Con'traros e das Obrigações Civis e
público e o
Comerciais en1 um único Diplorna Legal, por meio do Código Civil de 2002, que revogou a
aplicam-se
parte prin1eira do Código Co1ncrcial (Lei nº 556/1850), o Direito Con1ercial ainda 111:::tntérn
regulação d
a sua car:icrerística de r;uno autôno1no da ciência jurídica e fornece subsídios legais e prin- no serviço
cipiológicos para o Direito do Trabalho, sob a nova denominação de Direito Empresarial. dos preceito
Percebe-se essa influência, por exemplo, no conteúdo da Lei n° 11.101, de 09 de feve- Art.
reiro de 2005, que revogou o Decreto-Lei nº 7.661/45, que trata da recuperação judicial, conc
extrajudicial e falência do en1presárío e da sociedade e1npresária. Essa regra é de grande dade
em c
importância para o Direito do Trabalho, mormente no que diz respeito à classificação dos
créditos, com privilégio do crédito trabalhista até o limite de 150 salários mínimosl8, e a Art.
IV,
sucessão de empregadores.
lei e

C. Direito penal Em ou
Com efeito
Entre o empregado e o empregador existe uma relação de subordinação._ É o empregador em forma d
quem dirige a atividade do trabalhador, no exercício do seu poder diretivo, do qual deriva o subjetivo ao
poder disciplinar. Atos de insubordinação do empregado podem ser punidos,19 por meio das próprio Est
sanções de advertência, suspensão e até mesmo despedida por justa causa.
Assim,
Assim, os institutos do Direito Penal são valiosos quando se pretende apurar a prática previsão leg
de falta grave pdo empregado, ato que enseja a ruptura do contrato de trabalho sem ônus Em tais cas
financeiro para o empregador. de dívida. 21
O intérprete e aplicador do Direito do Trabalho podem utilizar os conceitos de autoria,
materialidáde, nexo de causalidade, gravidade, culpa e proporcionalidade na aplicação da E. Dire
pena, dentre outros.
A parti
Observe-se, que a Consolidação das Leis do Trabalho, em diversos dispositivos, tipifica a tuições de d
prática de crimes _específicos no âmbito laboral, conforme se vê do teor do caput do seu art. 49: Direito Soc
Art. 49. Para os efeitos da emissáo, substituição ou anotação de Carteiras de Trabalho e Atualm
Previdência Social, considerar-se-á crime de falsidade, com as penalidades previstas no artigo
4a ciência j
299 do Código Penal.
limita apen

17. MARTINEZ, Pedro Romano. Direito do trabalho. 3. ed. lisboa: Pedro Ferreira Editor; 1998. p. 81.
18. lei n!! 11.101, de 09.02.2005. Art. 83. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem: 1- os 20. CF/88. A
créditos derivados da legJslação do trabalho, limitados a 150 {cento e cinquenta) salários-mínimos por credor, e XII, XIII, X
os decorrentes de acidentes de trabalhq. · quando a
19. A utilização da expressão punição só é possível graças à aceitação da teoria instituciona!ista da relação de 21. CF/88. A
emprego. trativas I
Cap.I • INTRODUÇÃOAODIREITODOTRABALHO

alho é indis- D. Direito administrativo


O Direito Administrativo e o Direito do Trabalho praticamente se confundem quando
as de tratam das relações do Estado com os seus servidores20 • Se a referida fel"açáo deriva de um ato
ão é, de inserção do servidor no âmbito da administração públicà, regido por um estatuto próprio,
ular,
a regulação deve ser efetivada pelo Direito Administrativo. Caso contrário, se for originária
de un1 contrato de emprego público, cabe ;~o Direito do Trabalho estabelecer as normas de
condu(a, n1as de forn1a similar àquela tratada pe!o Direito Administrativo.
Desse n1odo, exisrem oç servidores públicos, gênero do qual são espécies o en1pregado
ções Civis e
público e o servidor público stricf'o si:11su ou funcionário público. Em relação ao prin1eiro,
ue revogou a
aplicam-se as regras contidas no l)ireito do Toabalho e, quanto ao segundo, segue-se a
nda 111:::tntérn
regulação do Direito Ad1ninistoativo. São con1uns, entretanto, as regras relativas ao ingresso
egais e prin- no serviço público, aos direitos básicos dos servidores públicos etc., como se pode observar
mpresarial.
dos preceitos Constitucionais abaixo transcritos:
09 de feve- Art. 37, II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em
ção judicial, concurso público de provas ou de provas e rfrulos, de acordo com a na[ureza e a complexi-
é de grande dade do cargo ou emprego, na forina prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo
em comissáo declarado em lei de livre nomeaçáo e exoneração.
ificação dos
imosl8, e a Art. 39. § 3°, Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no artigo 7°,
IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, X\'l, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a
lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.

Em outras questões, o Direito Adrriinistrativo auxilia, errt muito, o Direito Laboral.


Com efeito, a lei define o conteúdo mínimo do contrato de trabalho, que se incorpora a ele
empregador em forma de cláusulas. Mas o desrespeito ao regramento estatal não gera apenas o direito
ual deriva o subjetivo ao empregado de postular o seu implemento (efeito contratual), mas também ao
or meio das próprio Estado de cobrar multas administrativas (efeito administrativo).
Assim, tais multas a'ssumem o caráter de penalidade pecuniária, mas encontram sua
ar a prática previsão legal na Consolidação das Leis do Trabalho e na legislação extravagante trabalhista.
o sem ônus Em tais casos, a competência é da Justiça do Trabalho para processar a execução essa espécie
de dívida. 21
de autoria,
plicação da E. Direito constitucional
A partir do surgimento da constituição do México (1917) e de Weimar (1919), as consti-
os, tipifica a tuições de diversos países, inclusive a do Brasil (1934), passaram a dedicar especial atenção ao
seu art. 49: Direito Social, com a salvaguarda dos direitos básicos dos trabalhadores em capítulo próprio.
ho e Atualmente, do Direito Constitucional extraem-se as regras basilares dos demais ramos
tigo
4a ciência jurídica, inclusive para o Direito do Trabalho, pois a Constituição Federal não se
limita apenas a definir competência e atribuir poderes.

ordem: 1- os 20. CF/88. Art. 39. § 32. Aplica*se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no artigo 711, VII, VIII, IX,
s por credor, e XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXll e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão
quando a natureza do cargo o exigir.
da relação de 21. CF/88. Art. 114. Compete à Justiça do Tragalho processar.e julgar: VII - as ações relativas às penalidades adminis-
trativas Impostas aos empregadores.pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José Cairolr.

No Brasil, o conteúdo mínimo do pacto laboral encontra~se praticamente definido XX


pelos incisos do art. 7_0 , da Constituição Federal de 1988, sem falar nas regras sobre segu
Direito Coletivo do Trabalho, constantes dos seus arts. 8° a 11: XX
Art. 7° São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria form
de sua condição social: XX
I - rdaç3o de cmpres;o r:·ote;id.: cor;ua dc:sr:>didJ arb'.tdtia ou sern justa cau5a, nos termos
XX
de ki cvmpiemenr:ir, que preveri in,1<:niz<\Ç~'' compenç:i_róri1, d~ntre ourrns direitos;
de i
I[ ~ seguro-do:sen1prcg0, em casD de desemprego inYo!untário;
XX
III - fundo de g:irantia do rt:mpo dt: st:rviço;
XX
[V - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas neces-
XX
sidades ~-irais básicas e às de sua famíHa con1 moradi.:i., alimentação, educação, saúde, lazer,
ni·i
vestuário, higiene, tra'lsporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem
o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; XX
cion
V~ piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
a ex
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
XX
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que perc;ebem remuneração por
variável;
XX
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no v~lor da aposen- trab
tadoria;
XX
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; prof
X - proteção do salário fl.ª forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; XX
qua
XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e,- excepcional-
qua
mente, participação na gestão da empresa, conforme definido em leí;

XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos XX:
eo
termos da lei;
Pàr
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro
prev
semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou
convenção coletiva de trabalho;
XX
obs
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de reveza- deco
mento, salvo negociação coletiva;
IX,
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; Art.
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento
1-
à do normal; o re
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o na o
salário normal;
II -
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento tativ
e vinte dias; pelo
Mun
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados .em lei;
III -
XX - proteçáo do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos especlflcos, nos
inclu
termos da lei;
IV -
XXI - aviso prévio pf?porcional ao tempo de 'serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos
será
termos da lei;
resp
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

te definido XXII -_redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e
egras sobre segurança;

XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na


oria forma da lei;

XXIV - aposentadoria;
mos
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes de$de o nascimento até 5 (cinco) anos
de idade: em creches e pré-e5coLu;
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;
XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;
eces-
XXVI!I ~seguro conrra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a inde-
azer,
ni·iação a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;
vem
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescri-
cional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após
a extinção do contrato de trabalho;

XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão


ação por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do


sen- trabalhador portador de deficiência;

XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os


profissionais respectivos;

XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de


qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de
onal-
quatorze anos;

nos
XX:XIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente
e o trabalhador avulso.

Pàrágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos


atro
previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII,
o ou
XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XX.XIII e, atendidas as condições estabdecidas em lei e
observada a simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias,
eza- decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III,
IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social.
Art. 8° É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
ento
1 - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado
o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção
ue o na organização sindical;

II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, represen-


ento tativa de categoria prOflssional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida
pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um
Município;

III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e_ interesses coletivos ou individuais da categoria,
nos
inclusive em questões judiciais ou administrativas;

IV - a assembleia geral fixará a contribuiÇão qu.e, cm se tratando de categoria profissional,


nos
será descontad.a em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical
respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei;
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CairoJr.

V - ninguém será obrigado a filiar-si:. ou a manter-se filiado a sindicato; IV. É assegu


que seus
VI - é obrigat6ria a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;
v. Para diri
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais; Justiça d
VIII - é vedada a dispensa do en1pregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a Está cor
cargo de direçáo ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após
(A) Ili elV.
o fin;{J do mandato, salvo se comaer falta grave nos termos da ló. !
(B) !I e Ili.
Parágrafo único. As disposiçói:s deste artigo aplicam-se J oq.~:1lfrr2çio d<:' sindicaw.1 runi'
e de colónia> de peocadores, at:::ndidas as condições que " ki c~rnbd~ca. (C) 1e IV.
{D) li e V.
An. 9" É assegurndn o dirdto de greve, competindo al).<. H'.lb.11li:!Jore,, d..:-cidir sobre a opor-
tunidade de exercê-lo e sobre os interesses q~e devam ror meio Jd,_. defonder. {E) 1e V.

§ 1° -A !ei definirâ os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o ar~odimento das


rn:,:essídades inadiáveis da comunidade.
§ 2° - Os abusos cometidos sujeiram os responsáveis às penlS da lei. F. Dir
Art. 10. É assegurada a participaçáo dos trabalhado1es e empregadores nos colegiados dos Algum
órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de contribuiçã
discussão e ddiberaçáo. ' Tempo de
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um Programa
representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto
com os empregadores. Empre
da Consol
Da mesma forma, valiosos princípios constitucionais também são utilizados pdo Direito
fato de ser
Laboral, como o princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1°, III); dos valores sociais
do trabalho (art. ] 0 , III, e art. 170); da igualdade (arts. 3°, IV, e 5°, l); da legalidade (art. Observ
5°, II); da liberdade de trabalho (art. 5°, XIII); da preservação da intimidade (art. 5°, X) faro gerad
etc. No âmbito da relação laboral, são conhecidos como "direitos trabalhistas inespecíficos". câmbio de
das hipóte
Exemplos de questões sobre o tema
(TRT 1- Juiz do Trabalho Substituto li região/2016) Em relação exclusivamente à Constituição Federal,
no que diz respeito aos direitos dos empregados, considere:
G. Dir
1. jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. O Dir
li. proteção do mercado de trabalho da mulher. conquistar
lll. adicional para exercício de atividades penosas. consolidaç
IV. assistência gratuita aos dependentes de até 5 anos de idade em creche e pré-escola.
trabalho, m
Não tem aplicação imediata o que consta APENAS em
este estives
(A) l,lle!V.
{B} Ili e IV. Forma
(C) IV. empregado
(D) lle Ili. formados
(E) Ili.
Previdenci
Resposta: C

(TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto 2! região/2014) Em relação à Constituição de 1988, observe as pro-
posições abaixo e responda a alternativa que contenha proposituras corretas: 22. Lei Com
mente f
1. Ficam abolidas as corporações de ofícios, juízes, escrivães e mestres.
ria em r
li. Proibição de trabalho a menores de 14 anos e de trabalho noturno a menores de 16 anos. 23. Para o e
Ili. O aposentado filiado a um sindicato item direito a votar e ser votado nas eleições sindicais. tua! inc
Cap. I • .INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

IV. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em
que seus interesses profissionais ou preVidenciários sejam objeto de discussão e deliberação.
v. Para dirimir questões entre empregados e empregadores, regidas pela legislação social, fica instituída a
; Justiça do Trabalho.
ura a Está correta a alternativa:
após
(A) Ili elV.
(B) !I e Ili.
runi'
(C) 1e IV.
{D) li e V.
opor-
{E) 1e V.
Resposta: A
o das

F. Direito tributário
s dos Algumas obrigações do empregador, derivadas do contrato de trabalho, têm natureza de
o de contribuição social ou (riburária, como é o caso do recolhin1enro do Fundo de Garantia do
' Tempo de Serviço - FGTS e contribuições para o Programa de Inregraçáo Social -PIS/
e um Programa de Forn1açáo do Patrimônio do Servidor Público-PASEP. 22
ireto
Empregado e empregador são devedores da contribuição sindical prevista pelo art. 578
da Consolidação das Leis do Trabalho, mais conhecida como i.mposto sindical, pelo simples
pdo Direito
fato de ser integrante de uma categoria profissional ou econômica. 23
lores sociais
alidade (art. Observe-se, ainda, que o pagamento ou crédito das parcelas de natureza salarial constitui
(art. 5°, X) faro gerador para o recolhimento do imposto de renda. Desse modo, é necessário o inter-
específicos". câmbio de informações entre o Direito do Trabalho e o Direito Tributário para a definição
das hipóteses e detalhes, da incidência do tributo mencionado.

uição Federal,
G. Direito previdenciário
O Direito Previdenciário fazia parte do Direito do Trabalho, donde se destacou após
conquistar a sua autonomia. A preocupação dos trabalhadores, logo após o surgimento e
consolidação do Direito Laboral, não foi só com a aquisição de melhores condições de
trabalho, mas também com a manutençáo de uma fonte de renda para o operário quando
este estivesse incapacitado, temporária ou definitivamente, para o trabalho.
Formaram-se, inicialmente, as caixas de assistência, com contribuições de patrões e
empregados. Com o passar dos tempos, firmaram-se seguros privados posteriormente tr~ns­
formados em contribuições sociais obrigatórias, o que deu ensejo ao surgimento do Direito
Previdenciário.
Resposta: C

bserve as pro-
22. Lei Complementar n2 7/70. Art. 10. As obrigações das empresas, decorrentes desta lei, são de caráter exclusiva-
mente fiscal, não gerando direitos de natureza trabalhista nem Incidência de qualquer contribuição previdenciá·
ria em relação a quaisquer prestações devidas, por lei ou por sentença judicial, ao empregado.
a
23. Para o empregado, o referido tributo eqtrlVá'fe um dia de serviço e para o empregador representa um p'ercen·
s. tua! incidente sobre o seu capital social (art 580 da CLT).
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José Cairo Jr.

Desse modo, os operadores de ambos os ramos do Direito citados necessitam conhecer O D


e aplicar os dispositivos e princípios que tratam, por exemplo, do acidente do trabalho, das partes, do
doenças ocupacionais, das causas de incapacidade para o trabalho, bem como de noções sobre regra de
empregado, empregador, segurado, beneficiário etc. No c
Saliente-se que a incapacidade laboral decorrente dei doença ocupacional ou acidente do que aplic
rrabalho nrovoca a susnensáo especial do contrato do trabalho, n1as n1an[én1 a obrigaçdo sual Civi
de o etnPn.:gador c0nri~1uJ.r ,;fcn~2;1do os dcpósi•os do FG"rS dur;inte o períoJo, alé~ de
conferir t.:stabilidade ao en1preg:ldo por d Jzc 1neses após o r:.:torno au s-.::rviço.
1
1.9. F
Alguns benefícios previdenciários .sáo pagos diretan1ente pelo empregador, como O D
o salário-família e o salário-maternidade. A con1pcnsação se faz po~reriormente con1 os hurnano
valores devidos pela empresa, a tíudo de contribuição previdenciária, à st:guridade social. Ness
Além disso, a exemplo do que ocorre con1 o imposto de renda, a contribuição social incide religiosos
sobre rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer tÍtulo, durante o mês, destinados pois fa_ci
a retribuir o trabalho, conforme preceitua o art. 28, 1, da Lei nº 8.212/91.
A. E
H. Direito do consumidor
O D
O Direito do Consumidor tem sua essência no Direito do Trabalho. Isso porque tanto séculos X
o empregado quanto o consumidor são hipossuficientes, pois, no plano fático, encontram-se em todas
em posição de inferioridade em relação ao empregador e ao fornecedor, respectivamente. mente, o
A atuação do Direito do Consumidor e do Direito do Trabalho é no sentido de criar concomi
uma desigualdade jurídica para compensar a desigualdade fática, equilibrando, ao final, a
Com
relação. Nesse passo, vários dispositivos existentes no Código de Defesa do Consumidor
como ob
(Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990) são utilizados, subsidiariamente, pelo Direito do
Trabalho, tendo em vista aquele ser um diploma bem mais moderno do que a CLT. Já q
Até bem pouco tempo - antes da vigência do Código Civil de 2002 - o aplicador do de trabal
Direito do Trabalho utilizava-se dos subsídios do CDC no que se referia à desconsideração produção
da personalidade jurídica, constante do art. 28. 24 Já a defesa da coletividade em juízo, dentre serviços
elas a dos trabalhadores, pode ter como fundamento os preceitos contidos no seu art. 81, Em
parágrafo único do CDC, quando se tratar de interesses e direitos difusos, coletivos e
tente ent
individuais homogêneos.
confundi

/. Direito processual A co
O Direito Material do Trabalho é constituído de princípios e regras de condutas que nheiros e
objetivam prevenir conflitos. Contudo, se os indivíduos deixam de cumprir o comando uma nece
normativo ou há uma dificuldade na sua interpretação, surge o conflito de interesses carac- nheiros e
terizado pela pretensão resistida, ou mais precisamente, uma lide. do seu tr

Dentre as diversas·furmas de solução dos conflitos, encontra-se a Jurisdição, que é exer- Com
cida pelo Estado, por meio do direito de ação, e !11aterializa-se por meio do processo judicial. liberdade
possibilita
24. coe. Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do con- Por c
sumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilfdto ou violação dos estatutos
ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de insolvência,
como aco
encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. tória dos
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREílO DO TRABALHO

itam conhecer O Direito Processual é formado, portanto, por comandos que regulam as atividades das
trabalho, das partes, dos interessados e do próprio Estado-Juiz no processo, com vistas a dar efetividade à
e noções sobre regra de direito material que incide sobre o caso concreto.
No caso da relação de emprego, a tutela jurisdicional é prestada pela Justiça do Trabalho,
u acidente do que aplica as regras do Direito Processual do Trabalho e, subsidiariamente, do Direito Proces-
n1 a obrigaçdo sual Civil, Lei de Execução Fiscal, CDC etc.
íoJo, alé~ de
1.9. Fundamentos e formação histórica do direito do trabalho
gador, como O Direito não surge do nada. 1\s regras jurídicas originam-se da necessidade do ser
mente con1 os hurnano viver e1n sociedade e reflere, no ten1po e no espaço, a cultura de cada povo.
dade social. Nesse ponto reside a importância de se conhecer os fatos sociais, econômicos, políticos,
o social incide religiosos etc., que provocaran1 o nascin1ento do Direito ou de uma de suas especialidades,
ês, destinados pois fa_ciliran1 a sua compreensão, interpretação e aplicação.

A. Europa
O Direito do Trabalho surge com o advento da primeira Revolução Industrial, entre os
porque tanto séculos XVIII e XIX. Saliente-se, entretanto, que as relações de trabalho sempre existiram
encontram-se em todas as sociedades e em todas as épocas, Contudo, conforme foi comentado anterior-
ctivamente. mente, o Direito Laboral tem como objeto a relação de trabalho subordinada, que apareceu
ntido de criar concomitantemente com o referido evento histórico.
do, ao final, a
Com efeito, o escravo não era considerado sujeito de direitos, ao contrário, era tratado
Consumidor
como objeto. Inclusive, poderia até ser comercializado pelo seu proprietário.
elo Direito do
a CLT. Já q servo devia obediência ao senhor feudal, mas não em decorrência de um contrato
aplicador do de trabalho, mas sim de um estado de su'bmissão, pois, em troca da cessão de parte de sua
sconsideração produção' agrícola ou pecuária, recebia a proteção do senhorio. A execução da prestação de
m juízo, dentre serviços por parte do servo, portanto, náo estava subordinada ao poder do senhor feudal.
o seu art. 81, Em um estágio posterior apareceram as corporações de ofício. Apesar da relação exis-
s, coletivos e
tente entre os m~stres e os companheiros assem.elhar à rdaçáo de emprego, com ela náo se
confundia.
A corporação de ofício era formada pelo mestre que comandava o trabalho dos compa-
condutas que nheiros e dos aprendizes. Mas, nesse caso específico, os interesses eram convergentes. Havia
r o comando uma necessidade comum de produzir mercadorias, que eram feitas pelos aprendizes, compa-
eresses carac- nheiros e -pelo mestre, ou seja, os primeiros não conferia_m ao último a propriedade do fruto
do seu trabalho, como ocorre com a relação empregatícia.

o, que é exer- Com o advento da Revolução Fran=a (1789), passaram a prevalecer as ideias de igualdade,
cesso judicial. liberdade e fraternidade. Era reconhecida a liberdade do cidadão, frente ao Estado, o que lhe
possibilitava exercer seus direitos da forma que lhe fusse mais interessante (Estado Liberal).
trimento do con- Por conta disso, o princípio da autonomia da vontade foi elevado à categoria de dogma,
ão dos estatutos
o de insolvência,
como aconteceu também com a máxima latina pacta sunt servanda, ou seja, a força obriga-
tória dos contratos.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO-José Cairolr.

A questão social surgiu, exatamente, em virtude da falta de intervenção do Estado Liberal não deve ser
nas rdações entre patrões e empregados: foi_responsáv
Diversos camponeses foram atraídos para trabalhar nas fábricas em volta dos centros Em 194
urbanos, o que gerou um contingente de mão de obra considerável. Essas unidades Í.1.bris erain anexo, docu
movimentadas pelas máquinas a vapor, que introduziram a produção en1 série de n1ercadorias e para a De
e gerou a decad~ncia da atividade artesanal proveniente das corporações <lc ofício. 1948 pela A
Coino o objerivo da burguesia, detentora do capital, era táo son1ente 3 obtenção de Esse: Dip
lucro, não havia qualquer preocupação con1 a rcnu1neraç5.o e as Jcn1:ú_c_ condíçôc:. nüninus dadc, confo
de trabJ.!ho dos oped.rios, que eran1 considerados con10 1nais un1 Jos _t-3.rores de produçfou, Art.
regulados pela lei da ofCrra e da procura. t:iriv<
discr
O trabalhador era inserido dcnffO da linha de produção. Logo, não polleria sofrer qua!-
reinu
quer paralisação na atividade fabril. Assin1, eran1 exigidas extensas j0rnadas de trabalho en1 con1
condições sub-hun1anas, que ünplicavan1 fadiga n1enral e inuscular e aumenra·,:ain o nún1ero
Em 198
de acidentes do traba!ho, nluitos deles fatais.
da OIT, foi
Tambén1 não ha\'ia qualquer distinção entre o trabalho da criança, do adolescepte ou da Trabalho e s
mulher, apesar de detere1n características biológicas especiais. Muito pelo contrário, preferia-se
a mão de obra dos n1enores de 18 anos e das mulheres por ser mais barata, o que aun1entava
B. Bras
os lucros dos empresários.
O Direi
Todas esses aspectos levaram à eclosão da questão social25, com a criação das associações vidas pelas e
e, posteriormente, dos sindicatos que defendiam a melhoria das ::ondições de trabalho nas de alguns m
fábricas.
Observe
A luta foi incessante e obteve êxito com a edição de normas que estabeleceram limites centros urb
ao princípio da autonomia da vontade e ao direito de contratar, desde que prejudicial ao forma contu
trabalhador. As primeiras leis tratavam da redução da jornada de trabalho, da proibição do da eclosão d
trabalho dos menores de 18 anos e das mulheres em locais insalubres, da fixação de um salário momento an
mínimo etc., o que, aos poucos, acabou por formar um estatuto mínimo, ou standard legal,
que passava a aderir automaticamente a todo contrato de trabalho. Na déc
movimentos
O Estado passou, progressivamente, de liberal para social, com intervenção progressiva na tente uma s
ordem econômica e social. Os grandes marcos dessa modificação foram a promulgação da para a auton
Constituição Mexicana (1917) e a de Weimar (1919), na Alemanha, quando, pela primeira
vez, foram introduzidos dispositivos que tratavam da ordem social em urna Constituição. Com
Já existi
nais e atribu
isso, inaugurou-se a era do constitucionalismo social, para dar maior garantia aos direitos
dos trabalhadores, em face da dificuldade legislativa de modificar uma regra dessa natureza. ções da Org
O méri
O tratado de Versalhes, assinado pela Alemanha e pelos países aliados em 1919, logo
arcabouço l
após o final da I Guerra Mundial, foi um dos primeiros documentos históricos que asse-
guraram direitos específicos aos trabalhadores ao consagrar o princípio de que o trabalho
do Trabalh
o ,dia 01 de
Lavo_ro da I
25. A expressão questão social não havia sido formulada antes do século XIX, quando os efeitos do capitalismo e observados
as condições da infraestrutura social se fizeram sentir com muita Intensidade, acentuando-se um amplo empo-
brecimento dos trabalhadores, inclusive dos artesãos, pela insuficiência competitiva em relação à indústria que
florescia. {NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de direito do trabalho: história e teoria geral do direito do 26. A Carta D
trabalho: relações individuais e coletivas do trabalho. 19. ed. São Paulo: Saraiva, 2004. p. 9). sistemas
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

stado Liberal não deve ser considerado apenas como mercadoria (art. 467, 1). Além disso, o referido tratado
foi_responsável pela formalização da criação da Organização Internacional do Trabalho - OIT.
dos centros Em 1944, a OIT incorporou a Convençáo1Ía Filadélfia à sua Consdtuiçáo, em forma de
s Í.1.bris erain anexo, documento que serviu de inspiração para a confecção da Carta das Nações Unidas
n1ercadorias e para a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em· 10 de dezembro de
io. 1948 pela Assembleia Geral das Nações Unidas.
obtenção de Esse: Diploma legal internacional consagrou e assegurou o direito ao trabalho com dígni-
c:. nüninus dadc, conforme dispõe o seu are 23:
e produçfou, Art. 25. Toda a pt:;;soa tem direito ao trabalho, à li\Te escolha do uahalho, a condições equi-
t:iriv<1s e satisfatória.~ de !nbtlho e à proteçáo contra o desemprego. 2. Todos têm din:iw, sen1
discrin1inaçáo algun1a, a salário igual por trabalho igual. 3. Quem tr:ibalha tem direito a uma
sofrer qua!-
reinuneraçáo equiradva e satisfinória, que lhe permirn e à sua família uma existência compatível
trabalho en1 con1 a digniJade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de pr-0teçáo soda!.
in o nún1ero
Em 1988, corno forma de reafirmar os princípios contidos nas Convençóe:; Fundamentais
da OIT, foi editada a Declaração da OIT sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no
scepte ou da Trabalho e seu Seguimento.
o, preferia-se
aun1entava
B. Brasil
O Direito do Trabalho, no Brasil, não nasceu diretamente das reivindicações sociais promo-
associações vidas pelas entidades representativas dos trabalhadores, em que p~se ter havido a de.fla~ração
rabalho nas de alguns movimentos isolados, derivados da luta de classes patrocinada por alguns s1ndicatos.
Observe-se que esse novo ramo do Direito surgiu da concentração proletária nos grandes
eram limites centros urbanos, deÇorrente da Revoluçáo Industrial, que só foi deflagrada neste _País, de
ejudicial ao forma contundente, no início do século XX. Essa circunstância foi responsável pelo atraso
proibição do da eclosão da questão soçial no plano interno, mesmo porque não poderia ocorrer em um
e um salário momento anterior, pois havia a utilização da mão de obra escrava.
ndard legal,
Na década de trinta do século XX. o éntáo presidente Getúlio Vargas antecipou-se aos
movimentos dos trabalhadores e acrescentou ao frágil ordenamento jurídioo trabalhista exis-
gressiva na tente uma série de medidas legislativas, de caráter nitidamente populista, que contribuíram
mulgação da para a autonomia do Direito do Trabalho no Brasil.
ela primeira
uição. Com
Já existiam leis esparsas que regulamentavam relações de déterminadas categorias proftssio-
nais e atribuíam alguns direitos aos trabalhadores, de forma geral, além de algumas Conven-
aos direitos
sa natureza. ções da Organização Internacional do Trabalho ratificadas pelo Brasil.
O mérito de Getúlio Vargas é atribuído ao fato de sistematizar e estruturar todo esse
m 1919, logo
arcabouço legislativo em um único Diploma Legal representado p~la Consolidaç:~ das Leis
s que asse-
e o trabalho
do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n• 5.452, de 01 de ma10 de 1943 (em vigor desde
o ,dia 01 de novembro desse mesmo ano). Inspirou-se nas diretrizes contidas na Carta Del
Lavo_ro da Itália, 26 o documento que reunia os princípios corporativistas que deveriam ser
capitalismo e observados pela referida nação.
amplo empo-
à indústria que
do direito do 26. A Carta Dei Lavoro foi aprovada pelo gran_de-conselho fascista, em 21.04.1927, e serviu de inspirações para outros
sistemas políticos corportativistas.
CURSO OE DIREITO 00 TRABALHO- José Cairolr.

No âmbito Constitucional, o Direito do Trabalho somente consolidou-se a partir da {D) Apenas


promulgação da Carta Magna de 193427• A primeira Constituição Federal, a de 1824, (E) !, lle 111
não continha nenhum dispositivo que regulamentasse as relações sociais do trabalho.
Constata-se semelhante omissáo na primeira Constituição Republicana (1891). Só havia uma
(FCC • :uiz .
mençáo à possibilidade de qualquer pessoa reunir-se livremente e sem armas, o que legalizou 12voluçao h1
1.
a atuação dos sindicatos no País. ' AC Cons.~~
curpor"'ll
1\s consriruiçóes posteriores, de 1937, 1946 e 1967, n1anciveran1, -cff1. IinhJs gerais, os ointissa~·
"' . ~1
principais direitos dos trabalhadores contidos na carta de 1934, con1 pequenas n1odificações anterior
necessárias para atender ao seu caráter democrático ou autoritário. li. A- transfo
çao esta
Saliente-se que durante o período do regi1ne milit;:ir, de 1964 a 1985, a in1plemenraçáo de regra
cada vez n1ais crescente de conquistas sociais trabalhistas foi estabilizada en1 nome da adoçáv li;. Ar Co~sti
de uma polírica econômica de caráter intervencionista, principaln1ente por meio do Plano de g es~ista
balh1stas
Ação Econômica do Governo (PAEG).
IV. O marco
Por fim, foi promulgada a atual Carta }.,fagna, em 05.10.88, que ampliou, sensivelmente, o Federal d
favorece
leque de garantias constitucionais ao trabalhador subordinado, além de valorizar o regramento
V. A "C~rta
das relaç:óes coletivas de trabalho. Entretanto, em decorrência do fenômeno da globalização Brast!, r7p
foram introduzidos alguns dispositivos tanto na CF/88 quanto na legislação infraconstítucional out:o a 1n
com vistas a flexibilizar as regras trabalhistas, principalmente a possibilidade de redução salarial Esta corr
(A) li, IV e V.
e a compensação da jornada de trabalho. (B) 1, 11 elV.
(C) 1e li.
Exemplos de questões sobre o tema
(D) I, Ili e IV.
(TRT 4 - Juiz do Trabalho Substituto 4! região/2016} Considere as assertivas abaixo sobre a formação (E) 111 eV.
histórica do Direito do Trabalho.
1. Getúlio Vargas não inaugura a legislação social no BrasíJ, pois, antes de ele assumir o poder, já havia nor-
mas esparsas de proteção ao trabalho, mas é a partir da década de 1930que o Direito do Trabalho passa (Ma~ist,ratur
seguida, ,a alt
a ser estruturado no país.
U. Com o Golpe de 1964, a evolução do Direito do Trabalho foi refreada, em benefício de medidas de eco- l. "O.Direito
nomia pura, notadamente financeiras, com vistas a resultados de curto prazo. se mstaur
NETO, J~s
UI. A globalização da economia, cuja efetfVação nos moldes atuais se dá por volta dos anos 2000, acarreta
LTR Legrsl
uma acentuada tendência à universalização e padronização das regras de proteçao ao trabalho, com
balho ~e d
participação marcante da Organização Internacional do Trabqlho.
se ap01ava
Quais são corretas?
(A) Apenas 1
(B) Apenas li
(C) Apenasm 2. FONT

27. O art. 121, § l!l, da CF de 1937 garantia aos trabalhadores: a) proibição de diferença de salário para um mesmo . Fon.tes d
trabalho, por motivo de idade, sexo, nacionalidade ou estado civil; b) salário mínimo, capaz de satisfazer, con· e~ungwr ª~s
forme as condições de cada região, às necessidades normais do trabalhador; c) trabalho diário não excedente de vista que sao
oito horas, reduzíveis, mas só prorrogáveis nos casos previstos em lei; d) proibição de trabalho a menores de 14
anos; de trabalho noturno a menores de 16 e em in~ústrias insalubres, a menores de 18 anos e a mulheres; e)
repouso hebdomadário, de preferência aos domingos; f) férias anuais remuneradas; g) indenização ao trabalha- 2.1. Conc
dor dispensado sem justa causa; h) assistência médica e sanitária ao trabalhador e à gestante, assegurando a esta
descanso antes e depois do parto, sem prejuízo do salário e do emprego, e instituição de previdência, mediante
contribuição igual da União, do empregador e do empregado, a favor da velhlce, da invalidez, da maternidade e En~endem
nos casos de acidentes de trabalho ou de morte; 1) regulamentação do exercício de todas as profissões; j) reco- excep~to~m
nhecimento das convenções coletivas de trabalho.
que dão orig
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

e a partir da {D) Apenas ! e li


l, a de 1824, (E) !, lle 111
do trabalho.
Resposta: D
Só havia uma
(FCC • :uiz .dº. T.rabaJho Substituto 1~ região/2014) Considere as assertivas abaixo sobre a formação e a
que legalizou 12voluçao h1stonca do Direito do Trabalho:
1.
' AC Cons.~~:~içf;·~ b:as.ileira d~ 1~46 ex?r_esso~ o intervencionismo e:;tatal com características do sistema
curpor"'llVO, 1ust1tu1ndo o sindicato urnco, vmculado ao Estado e pr0ibindo a gc ·t
hJs gerais, os ointissa~·al . · , . . eve, vis a como recurso
"' . ~1 e nocivo a economia nac:Jnal e restringindo direitos trab::ilhístas previstos nas constituições
n1odificações anteriores.
A- transformaçJo do Estado, Liber.:il de plena liberdade contratual em Estºdo Neol·b
li.
1 '"' 1 era 1·1sra
·
com ·interven-
çao estata r.:; orde~ economica e social, se constitui em aspecto político importante para 0 surgimento
1plemenraçáo de regras de p1oteçao ao trabalho.
me da adoçáv li;. Ar Co~stituição de "v:'eimar" _::ditada na Alemanha em 1919, embora tenha apresentado um texto pro·
o do Plano de g es~ista para a sua epoca, nao representou urna grande conquista no campo dos direitos sociais e tca·
balh1stas.
IV. O marco da ins.erção constitu:ional de normas de Direito do Trabalho ocorreu com a Constitui ão
nsivelmente, o Federal do Brasil ~e 1934, culmmando com a valorização do direito coletivo e introdução de regras ~ue
favorecem o caminho da normatização autônoma na Constituição de 1988.
o regramento
V. A "C~rta Dei Lavoro", editada na Itália em 1927, foi base dos sistemas políticos corporativist~s, inclusive no
a globalização Brast!, r7p.r~s:ntando de um l~do a tut~la .dos assalariados por melo de ampla legislação paternalista, e de
constítucional out:o a 1n1b1çao do desenvolvimento smd1cal pelo forte dirigismo exercido sobre 0 movimento sindical.
dução salarial Esta correto o que se afirma APENAS em
(A) li, IV e V.
(B) 1, 11 elV.
(C) 1e li.
(D) I, Ili e IV.
bre a formação (E) 111 eV.

Resposta: A
er, já havia nor-
Trabalho passa (Ma~ist,ratura do Trabalho/ TRT - 21ª - 2010 - ADAPTADA) leia as assertivas abaixo e assinale em
seguida, ,a alternativa correta: '

medidas de eco- l. "O.Direito do Trabalho nasceu no !inal do século XIX corno forma de absorver os conflitos sociais que ora
se mstaur~vam em f~ce das tensoes provocadas pela (primeira) revolução industria![...]" (DALLEGRAVE
NETO, J~se ~ffonso. Novos contornos da refação de emprego diante dos avanços tecnológicos', Revista
2000, acarreta
LTR Legrslaçao do Trabalho. Ano 67, n. OS. São Paulo: LTr, maio de 2003). O surgimento do direito do tra-
trabalho, com
balho ~e deu, portanto, numa época de flexibilidade das relações entre trabalhador e empregador que
se ap01avam nuf{la linha de produção conforme a demanda; '

Resposta: Alternativa errada

2. FONTES FORMAIS DO DIREITO DO TRABALHO

para um mesmo . Fon.tes do Direi~o todos ~queles furores que contribuem para gerar, modificar ou
:ã?
satisfazer, con· e~ungwr ª~s norm~ JUrtd1cas, quais sejam, as regras e os princípios. A depender do ponto de
ão excedente de vista que sao analisadas, as fontes do direito são classificadas em formais e materiais.
menores de 14
e a mulheres; e)
ção ao trabalha- 2.1. Conceito
egurando a esta
ência, mediante
maternidade e En~endem-se como fontes formais do Direito as m~festaçóes provenientes do Estado e,
fissões; j) reco- excep~to~men~, emanadas da própria sociedade, reconhecidas por esse mesmo Direito,
que dão origem as normas e aos princípios que regulamentam a vida em sociedade.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO -José CairoJr. ------

São denominadas de formais para s~ contrapor às fontes materiais do Direito, assim consi- A ana
derados os fatos políticos, históricos (socialismo, trabalhismo, liberalismo), sociais, econômicos são classifi
(planos econômicos), religiosos (dogmas religiosos, feriados) etc., que provocam o surgimento de uma ev
das leis, decretos etc. A dou
Seg>_tindo essa linha de raciocínio, até mesmo os fatos jurídicos processuais, mais preci- tanto, no
s~unenr.:: a_; de(isóes judiciais poden1 ser classificados corno f;:;ilre m:i.teri::i.l do direito no inclusive,
mornc:nto en1 q".e serve 1u de inspiração para n1udanças legisla.ci,·as, o qu~ revela a cxísr(ncia de :icordo
d<..: un1 p1:<1cesso auropoi~tico no Direito."' Existu
quer elas c
2.2. Classificação Nesse
Pda teoria monista, há apenas um centro de posirivação da norma jurídica, ou seja, H,
sonienre o Estado tem o poder de ditar normas de comportainen(O. A teoria pluralis(a nega pe
de
essa exclusividade e admite que normas jurídicas podem nascer em oucras searas da sociedade.
Assiin, o Direito do Trabalho serve de exemplo para fundamentar a prevalência da teoria Atualn
plurarísta, pois esse micro-ordenamento jurídico é formado por normas de orige,m estatal e união das
profissional, como será analisado a seguir. ben1 como
fonte inter
As fontes formais do Direito do Trabalho classifican1-se en1 dois grandes grupos: fontes
do consen
estatais ou heterônomas e fontes profissionais, conhecidas também como autônomas.
No primeiro grupo estão incluídas a Constituição, os princípios, a lei, o decreto, a sente~ça Por ex
normativa etc., ou seja, atos emanados do Poder Público, derivados do Poder Execunvo, 180 países
Legislativo ou Judiciário. Observe-se que no âmbito do Direito do Trabalho, a competência pelo fato d
30
para legislar é da União, conforme determina o art. 22, 129 , da Carta Major vigente. primento
sanções de
Fazem parte do segundo grupo, qual seja, das fontes formais profissionais ou autônomas,
a convenção coletiva, o acordo coletivo de trabalho, o regulamento da empresa e o contrato
individual de trabalho. Nesse último grupo, os próprios interessados criam a regra de conP.uta, A. Fo
mas agem dessa forma por assim estarem autorizados pelo ordenamento jurídico estatal. A Con
A convenção e o acordo coletivo de trabalho possuem as mesmas características da Legum, Ca
norma estatal. São gerais e abstratas, mas com eficácia limitada no tempo, no espaço e em indivíduo
relação aos seus destinatários. Não se confunde com o contrato individual de trabalho, que produzir a
tem como escopo regular uma relação intersubjetiva concreta. Na Co
incluídos,
No regulamento de empresa, o empregador, no exercício do seu poder diretivo, edita
e Garantia
regras que irão reger a relação empregatícia dos seus trabalhadores, por meio de um estatuto
próprio, sistematicamente organizado. Individualmente, empregado e empregador também do Direito
podem ajustar condições de trabalho mais favoráveis ao hipossuficiente, que se incorporam inseridos n
ao contrato individual de trabalho.
31. CLT. Art
28. Foi 0 que ocorreu, por exemplo, com o direito às horas in itinere, reconhecido inicialmente por meio da jurispru· decidirã
dênda e depois incorporado à CLT. de direi
29. CF/88. Art. 22: Compete privativamente à União legislar sobre: 1- direito civil, comercial, penal, processual, elei- rado, m
toral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho. 32. GUSMÃ
30. TST. 501-1. OJ N!l 100. Salário. Reajuste. Entes Públicos. Inserida Em 30.05.97 (título alterado e inserido disposi- 33. Constitu

L
tivo). Os reajustes salariais previstos em legislação federal devem ser observados pelos Estados-membros, suas trabalha
Autarquias e Fundações Públicas nas relações contratuais trabalhistas que mantiverem com seus empregados. social; C
-----------'~•p_._I_•_INT_R_O_D_U_,.ÇÃ_OAODlREIT"_O:cD:cD:cTc.RA_BA_L_H0_ _ _ _ _ _ _ _ _[67]

, assim consi- A analogia, os usos e costumes e os princípios gerais, no ordenamento jurídico nacional,
s, econômicos são classificados. como fontes subsidiárias do direito, pois têm a função de prover a integração
o surgimento de uma eventuál lacuna na lei. ,
A doutrina e a jurisprudência são formas de manifestação do intérprete do direito. En(re-
s, mais preci- tanto, no Direito do Trabalho, a jurisprudência assume papel de relevo. É considerada)
do direito no inclusive, con10 fonte de intcgr:1çán do direito laboral na hipótese de haver vazio 1cgisbtivo, 1

a a cxísr(ncia de :icordo con1 o disposto no art. 8° da CLT. 51


Existun autores que ainda dassifican1 as fontes forn1ais do direiro em intcrn:is e extcrn,1s,
quer elas c111anern do ordcnan1ento jurídico nacional ou provenha1n de ó1gãos supranacion:tis.
Nesse sentido leciona Paulo Dourado de Gusn1áo:
dica, ou seja, H,i fontes do direito que estáo adma do Estado, ou seja, fontes supra-esratais do direito inJ;;-
luralis(a nega pendenres do consenrimento do Estado, como por exemplo, os <:ostun1es intenllcionais, e f..intcs
dependentes desse consentin1ento, como os tratados e convenções internacionais. 3 ~
da sociedade.
ncia da teoria Atualn1ente, con1 o fenómeno da globalização, aliado à facilidade de con1unicação, a
ge,m estatal e união das nações em blocos comerciais (ALCA, NAFTA, MERCOSUL, Uniáo Europeia),
ben1 como a atuação da ONU - Organização das Nações Unidas, cresce a importância da
fonte internacional do Direito, principalinente daquelas que independem da manifestação
rupos: fontes
do consentitnento interno do país.
autônomas.
to, a sente~ça Por exemplo, as Resoluções da ONU, organismo que conta com a presença de tnais de
er Execunvo, 180 países, exercem um grau mui(o elevado de coercibilidade. Tal circunstância decorre não
a competência pelo fato dessa normativa se sobrepor à soberania do Estado e sim porque o seu descum-
30
igente. primento pode significar isolamento em face aos demais países do globo e a imposição de
sanções de diversas- naturezas.
u autônomas,
a e o contrato
ra de conP.uta, A. Fontes estatais ou heterônomas
ico estatal. A Constituição é a lei máxima de um país. Também é denominada de Carta Política, Lex
acterísticas da Legum, Carta Maior, Carta Magna etc. Além de conter dispositivos que regulam a vida do
o espaço e em indivíduo em sociedade, contém regras que definem como os poderes constituídos deverão
trabalho, que produzir as normas de grau inferior.
Na Constituição Federal em vigor, os preceitos de Direito do Trabalho encontram-se
incluídos, principalmente, no Capítulo II - Dos Direitos Sociais, do Título II - Dos Direitos
diretivo, edita
e Garantias Fundamentais. Representou um grande avanço essa nova localização sistemática
e um estatuto
gador também do Direito Laboral, pois, nas Constituições anteriores, os dispositivos dessa ordem estavam
se incorporam inseridos no Título que tratava da Ordem Econômica e Social. 33

31. CLT. Art. 82. As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais,
r meio da jurispru· decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e normas gerais
de direito, principalmente do direito do trabalho e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito compa-
l, processual, elei- rado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.
32. GUSMÃO, Paulo Dourado de. Introdução ao estudo do direito 27. ed. rev. Rio de Janeiro: Forense, 2000. p. 133.
e inserido disposi- 33. Constituição Federal de 1967. TÍTULO lll. Da _Ordem Econômica e Soda!. Art. 158 - A Constituição assegt1ra aos

L
os-membros, suas trabalhadores os seguintes direitos, alémâe·outros quê, nos termos da lei, visem à melhoria de sua condição
eus empregados. social; Constituição Federal de 1946,·tfTULO V. Da Ordem Econômica e Social. Art. 157-A legislação do trabalho
A previsão constitucional dos direitos individuais dos trabalhadores é bastante extensa.
Abrange34 incisos no art. 7°, da atual Carta Magna.
Pela sua importância, transcreve-se, na integra, o conteúdo do mencionado disposítivo
constirucional:
Art. 7". Slo Ji1citoJ dos uab;,\h-J.chn:s urbJ;nos e ru:;iis, akm de otnros que visem à m~lb(>ril
de ~u:i. c0n,L;:i1) sociJ.l:

1- id:l~~lo de empo·eg'-i pror<:~id.t comr:, de$pcdiJa arbitdria on sem íw;t:1 c:u1:.;_l, fl•lS rnni h

Je lti complcmuu:u. gne pren:r:i indenizaç."10 co1npens<ltÚri,1, dentre ouU"o~ dir-~ico;;

II - seguro-de:;emprego, em CJso de des~mprego involuntário;

rn - fundo de gar::intia do tempo de serviço;


IV - sa!:irio míniino, fixado em le;í, nadonJ.lmente unificado, capaz de atender a suas neces-
sidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alirncntaçâo, educação, saúde, L11.er,
vestuário, higiene, transporte e previdência social, corn reajusces periódicos que lhe pre~çn em
o poder aquisirivo, sendo vedada sua vincu!J.ç5-o plra qualquer Hm;

V - piso salarial proporcional à extens5-o e à complexidade do rrabalho;

VI - irredutibilidade do salárío, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;

VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os gue percebem remuneração
variável; ·
X
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneraçáo integral ou no valor da aposen~ p
tadoria;
X
IX - remuneraçáo do trábalho noturno superior à do diurno; t
X - proteçáo do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dol~sa; X
p
XI - participaçáo nos lucros, ou resultados, desvinc_ulada da remuneraçáo, e, excepcional-
mente, participaçáo na gestão da empresa, conforme definido em lei; X
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos q
q
termos da lei;
XIII - duração do trabalho norma! náo superior a oito horas diárias e quarenta e quatro X
semanais, facultada a compensação de horários e a reduçáo da jornada, mediante acordo ou e
convenção coletiva de trabalho;
P
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de reveza-
p
mento, salvo negociação coletiva;
X
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; o
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento d
à do normal; IX

XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o Os ar
salário normal;
precisame
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento trabalhad
e vinte dias; empregad

Se, po
e a da previdência social obedecerão nos seguintes preceitós, além de outros que visem a melhoria da condição
dos trabalhadores; Constituição Federal de 1937. DA ORDEM ECONÔMICA. Art. 137 - A legislação do trabalho d: dir~t~s
observará, além de outros, os seguintes preceitos; Constituição Federal de-1934. TÍTULO IV. Da Ordem Econô- lei ord1na
mica e Social. Art. 121- A lei promoverá o amparo da produção e estabelecerá as condições do trabalho, na ao ~uprem
cidade e nos campos, tendo em vista a proteção social do trabalhador e os interesses econômicos do Pafs.
decisão co
cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

stante extensa. XIX - .licença-paternidade, nos termos fixados em lei;


XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos
termos da lei;
ado disposítivo
XXI - aviso prévio prnporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos
termos da lei;
~lb(>ril
XXII - reduçáo dos ri~-:os inacnres ao trah:i!ho, por meio de normas de saúde, higiene e
.',·ogur,ll'Ça;
rnni h

;
XXIll - adicion,11 d~ rcmu1KrJçáo p:n JS .'.lti' idaJes penosa~. insJ!ubrt:s ou pcrigo>as, n,1
rórnia dJ lei;

XXI\' - 3posentadori,i;

XXV - assht~ncia graruÍ[J aos fllhos e depenJ.;ntes desde o nascimento até 5 (cinco) anos
d" iJ;1dc em crech<:"S e pré-escolas;
s neces-
e, L11.er, XX\'1 - reconhccimenm das conYeriçóes e acordos cokriYos de trabalho;
e~çn em
XXVII - prott:çáo em face da aumn13çáo, na forma da lei;
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a inde-
nizaçio a que este está obrig:J.do, quando incorrer em do!o ou culpa;
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relaçóes de tf.'.lba!ho, com prazo prescri-
cional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após
neração
a extinção do contrato de trabalho;

XXX - p~oibição de diferença de salários, de exercício de funçóes e de critério de admissão


aposen~
por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XX.XI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissáo do
trabalhador portador de deficiência;

XXXII - proibição de distinçáo entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os


profissionais respectivos;
pcional-
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de
nda nos qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de
qtiatorze anos;

quatro XX.XIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente
ordo ou e o trabalhador avulso.

Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos


reveza-
previ.tos nos indsos IV, VI, VII, Vlll, X, Xlll, XV, XVI, XVII, XVlll, XIX, XXI, XXII,
XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em leí e
observada a simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias,
r cento decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III,
IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social.

que o Os artigos 8°, 9°, 10 e 11 da CF/88 tratam das relações coletivas de trabalho, mais
precisamente da associa0o profissional ou sindical, do direito de greve, da participação dos
e cento trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos e do representante dos
empregados no âmbito da empresa.

Se, por um lado, foi aplaudida a iniciativa do legislador constituinte, que ampliou o leque
horia da condição
ação do trabalho d: dir~t~s. sociais dos trabalhadores e dificultou a sua supressão por meio de uma simples
Da Ordem Econô- lei ord1nana, teve a desvantagem de permitir que 'álguns processos judiciais cheguem até
s do trabalho, na ao ~upremo Tribun~l Federal, pela via do recurso extraordinário, que é admitido quando a
cos do Pafs.
decisão contraria dispositivo constitucional.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José Cairo)r.

Além desses preceitos de natureza~trabalhista em sentido estrito, que fixam um estatuto e) d


legal mínimo de direitos laborais e que se transformam em obrigações do empregador no
d) d
momento da formação do contrato de trabalho, a Constituição Federal de 1988 contém
preceitos que orientam o legislador, na produçáo de normas infraconsütucionais, e o Poder As m
Executivo, na sua execução. não conv
Lor:o no prçán1l)l,.lo, o legislador constituinte fez constar e-orno uin dos objerivos do sentido ar
Estado l\:;i,'.ldro a d-::t"e'i1_e observ0ncia dos direitos socíais._1;
OM
' o Bra:;il consrirui-sc corn•)
JJ cn1 5:'-1 :inigl) prin1eiro, a atual Cana J\-[agna estabdcce que
U
un1 Es:;i~i.1 [)crno.:rático de Direito e te1n corno utn dos seus fundan1entos u v;:.lc-r 5(p_:i_;;j
s
-do tr'.'tb;'.Ih,, agregado l li\'re iniciJ.ri\·a, 3'; al~n1 de estabelecer corno ITI>:LL c1n seu are 170, o n
plenu t:F;r ;- !:,'J cotn ~~ va!urizaç.to dv trabali1G:
,.\..n. 170. A ordem econõmica, fundaJJ na va!ori2:i.ção do rrab:l.lho humano e na !iYrt: As le
i:1i~·iarÍ\:l., tem por fim assegurar a wdos exisrênci:i. dign:i., conforme os dir;c111cs Ja justiÇJ. eficácia li
sncí:lL observados os seguinres princípios: VIII - busca do pleno emprego. como a L
O arr. 193 da CF/88 preconiza que "a ordern social ce1n con10 base o pritnado do rrabalho, As le
e con10 objt::tivo o ben1-esrar e a justiça sociais". ' do Poder
Constii:uições flexíveis admiten1 sua alceraçáo sem qualquer procedirnento legislativo
O de
especial. Já as Constituições rígidas, a exemplo da brasileira, estabelecen1 linütes e requisitos
seu conte
necessários para a sua n1odifkaçáo. Por meio do exercício do Poder constituinte derivado,
representado pelas denominadas Emendas Constitucionais, pode-se alterar os comandos do Congr
constitucionais, salvo em relação às cláusulas pétreas que são imutáveis. 36 O es
das Leis
Lei reunião d
Logo abaixo da Constituição Federal posicionam-se as leis na pirâmide representativa do
A CL
ordenamento jurídico. O termo "lei" é aqui empregado em sentido estrito, já que também é
pelo entã
utilizado como sinônimo de norma jurídica, o que compreenderia as figuras da Constituição,
Arnaldo
do decreto, da portaria etc.
coube a p
Assim, a lei constitui uma norma de conduta escrita de caráter imperativo, geral, abstrato
e permanente, derivada do exercício do Poder Estatal e dotada de coercibilidade. Após
President
As leis em espécie são classificadas em:
Cidade d
a) complementares;
Apesa
b) ordinárias;
da CLT
jurídico b
34. Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado
Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-
-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e J,7.MENDE
sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem internacional, com a Solução pacífica das rev. e a
controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil. 38. CF/88.
35. CF/88. Art. 12. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do 39. Na vigê
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: IV .... os valores sociais que di
do trabalho e da livre iniciativa. ças Arm
36. CF/88. Art. 60. § 4!!. Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: 1- a forma federa- do Pod
tiva de Estado; li - o voto direto, secreto, universal e periódico; Ili - a separação dos Poderes; 1V - os direitos e 40. CF/88.
garantías individuais. ao Con
Cap.I • INTRODUÇÃOAODIREITODOTRABALHO

m um estatuto e) delegadas; e
mpregador no
d) decreto legislativo.
1988 contém
ais, e o Poder As medidas provisórias, previstas pelo art. 62 da Constituição Federal de 1988, enquanto
não convertidas, também possuem força de lei. Todas as formas de· manifestação da lei em
objerivos do sentido arnp!o ocupam a n1esma posição hierárquica no ordenamento jurídico.

O M;inual de Reúaçáo Legal define lei ordinária como:


rirui-sc corn•)
Um Jtc' normatlYo primário contém, em regra, normas ger:tis e ahsrr:.1.ras. Embora as ]_,;,;
v;:.lc-r 5(p_:i_;;j
sej:i.111 definidas, normal:nenrc, pela ge:iernlid:ide e a\::suaçio ("lei material"), est<J.S comem,
eu are 170, o nio raramern:c, normas singulares ("lei formal" ou "ato normativo de efeiws concrc:t0s")_>-

a !iYrt: As leis comp!en1enrares objerivam conferir eficácia plena aos preceitos constitucionais de
ustiÇJ. eficácia li1nitada que, pela importância da matéria, necessitam de um quorun1 privilegiado,-'-S
como a Lei Complementar nº 150/15, que trara do trabalho doméstico.
o do rrabalho, As leis delegadas3ôl são ediradas pelo Presidente da República, com expressa autorização
' do Poder Legislativo, por meio de resolução do Congresso Nacional.40
to legislativo
O decreto-legislativo tem a mesma natureza jurídica da lei ordiná~ia e difere apenas no
s e requisitos
seu conteúdo, posto ter como objeto a regulamentação das matérias de exdusi\'a con1perência
nte derivado,
os comandos do Congresso Nacional, previstas no arr. 49 da atual Constit~ição Federal.

O estatuto básico legal do trabalhador brasileiro é denominado de Consolidação


das Leis do Trabalho ou simpl_esmente de CLT. Esse Diploma legal formou-se a partir da
reunião de diversàs normas que regulamentavam as relaçóes sociais de trabalho.
esentativa do
A CLT criada a partir do trabalho dê consolidação feito por uma comissão instituída
ue também é
pelo então Ministro d~ Trabalho, Alexandre Marcondes Filho. Formavam essa comissão
Constituição,
Arnaldo Lopes Süssekind, Segadas Viana, Dorval Lacerda e Luís Rego Monteiro a quem
coube a presidência.
eral, abstrato
e. Após concluir os trabalhos, foi editado o mencionado Decreto-lei nº 5.452, assinado pelo
Presidente da República, Getúlio Vargas, em 01 de maio de 1943, no Estádio São Januário,
Cidade do Rio de Janeiro. Todavia, o termo inicial da vigência só ocorreu em 10.11.1943.

Apesar de ser classificada como Consolidaçáo e não como Código, diversos capírulos
da CLT foram formados por dispositivos originais, ou seja, não existiam no ordenamento
jurídico brasileiro até então. Na parte que trata do Direito Coletivo, esse diploma legal seguiu
tituir um Estado
gurança, o bem-
rna, pluralista e J,7.MENDES, Gilmar Ferreira; FORSTERJÚNIOR, Nestor José. Manual de redação da Presidência do República 2. ed.
ução pacífica das rev. e atual. Brasília: Presidência da República, 2002. p. 101.
iva do Brasil. 38. CF/88. Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.
Municípios e do 39. Na vigência da atual Carta Maior foram editadas apenas duas leis delegadas, as de nll 12, de 7 de agosto de 1992,
s valores sociais que dispõe sobre a instituição de Gratificação de Atividade Militar para os servidores militares federais das For-
ças Armadas; e de nll 13, de 27 de agosto de 1992, que institui Gratificações de Atividade para os servidores civis
a forma federa- do Poder Executivo. ---·· .
V - os direitos e 40. CF/88. Art. 68. As leis delegadas ser~o-elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação
ao Congresso Nacional.
r::;1 CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José Cairo Jr.
L'.'...J_~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~-

a ideologia do regime corporativista italiano. Dai, muitos estudiosos afirmam que a CLT foi O Con
da OIT, r
influenciada pela Carta Dei Lavoro.
programas
Existem outras leis esparsas, assitn representadas por aquelas normas que não estão reunidas lhadores e
en 1 urn n1esrno diploma legal, de extren1a i1nportância para o Direito do Trabalho, corno De for
ª" Leis nº: 8.036(90, qne tr:na <lo Fundo de GarantiJ. do "fe111po de Serviço; 5.889/73, que ções e Reco
rtgubn1cnla o trabalho rurJ!; 605/49, que rrat:. do dt:scanso sen1an::d rernunerado; 4.090/62.
A c{;n
qL;e institui a oraríficacão dl.'. naral, tan1bém deno1ninada de 13° salário; 6.019/74, lei do
trabalhador tei~porário; 6.35"±!76, lei do ad-cta p:ofissional de futebol; 6.615/78, do radi:i.lisr:i;
cada un1 d
en1prc:gado
7.102/83, que dispõe sobre o trabalho dos vigilanres; 7.783/89, que regulament:i. o direito dL na cidade
greve; 7.998/90; sobre o progr;i_n1a de seguro-dcsen1prego etc.
Os obj
Exe111plo de questão sob1·e o tenui a) dis
{TRT 15 -Juiz do Trabalho Substituto 15ª região/ 2013) A CLT faz 70 (setenta} anos neste ano. Sobre este b) ado
documento, que integra o patrimônio jurídico nacional, é correto dizer:
(A) trata-se do Decreto-lei n. 5.452, que, em 1943, inaugura as leis do trabalho no Brasil; c) apr
por seus E
(B) dentre 05 membros que compunham a Comissão, criada em 1942 e que foi responsável pela elaboraçao
da CLT, figuravam os juristas Arnaldo Lopes Süssekind, Dorval de Lacerda, José ~e Segadas Vianna, Dé li o Cabe à
Maranhão e Mozart. Victor Russomano; nacional d
(C) foi uma cópia da Carta dei Lavoro, a qual se editou na Itália, em 1927; das condiç
(D) regulou, desde a data de sua vigência, dentre outros direitos, a nacionalização do trabalho, a carteira de tões que te
trabalho, a denominada estabilidade decenal, o 13º Salário e o descanso semana! remunerado; internacion
(E) teve sua assinatura comemoÍada junto a uma multidão que lotou, em urna grande festa, o Estádio São Geral ou p
Januário, do C!ub de Regatas Vasco da Gama, no lQ de maio de 1943, tendo entriido em vigor em 10 de
É da O
novembro do mesmo ano.
supranacio
Resposta: E
Os pronun
de Conven
Convenção da Organização Internacional do Trabalho A OIT
não está ba
O Brasil é membro fundador da Organização Internacional do Trabalho - OIT, agência
especializada da Organização das Nações Unidas, criada em 1919 pelo Tratado de Versa- No cas
lhes. Trata-se de uma entidade tripartite, formada por r~presentantes dos empregados (um submeter o
delegado), dos empregadores (um delegado) e dos resp~ctivos governos (dois delegados) dos ou seja, par
Estados-membros que a integram. -membro. d
a sua adoçã
A Organização Internacional do Trabalho tem como escopo alcançar a paz mundial de
A O~T
forma permanente, baseada na justiça social, com a fixação de melhores condições de trabalho,
posterior d
diminuição do desemprego, proteção contra as enfermidades e acidentes do trabalho, dentre ritárias e as
outros objetivos.
No Bra
A OIT é composta por três órgãos: mendação
de decreto
a) Conselho de Administração;
b) Assembleia Geral (conferência internacional do trabalho); e
41. Dez dos
c) Oficina (Burc;au) Internacional do Trabalho (secretaria). {Alemanh
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO
~~~-

e a CLT foi O Conselho de Administração, gerido por um Diretor Geral, é o órgão executivo
da OIT, responsável pela elaboração e controle de execução das suas políticas e dos seus
programas. Esse conselho é constituído por 28 representantes dos governos, 14 dos traba-
ão reunidas lhadores e 14 dos empregadores, totalizando 56 integrantes.41
alho, corno De forma indireta, a aruaçáo da OIT, principaln1ente por meio da formulação de Conven-
889/73, que ções e Recornendações, contribui p:irJ. a unifonnização da kgis!açiio laboral en1 rodo o mundo.
; 4.090/62.
A c{;nfcrência Interna-ciDn2.l dü 'frabatho é forn1ada por quatro representantes de
9/74, lei do
cada un1 dos Esrados-n1en1bros, sendo dois representantes do governo, um representante dos
o radi:i.lisr:i;
en1prc:gados e outro dos ernpregadores. Rea!iza~se, pelo rnenos unia vez por ano (ordinária),
o direito dL na cidade de Genebra e funciona nos inoldes de un1a asseinbleia geral.
Os objetivos principais da referida Conferência, são;
a) discutir temas diversos do trabalho;
o. Sobre este b) adotar e revisar normas intern:i.cionais do trabalho;
c) aprovar as políricas gerais e o programa de trabalho e orçamento da OIT, financiado
por seus Estados-Membros. ·
la elaboraçao
Vianna, Dé li o Cabe à Oficina Internacional do Trabalho, também conhecida como Buerau Inter-
nacional do Trabalho, compilar e distribuir todas as informações sobre a regulamentação
das condições de vida e trabalho dos obreiros, principalmente no que diz respeito às ques~
a carteira de tões que tenham que se submeter à Conferência com vistas à transformação em Convênios
ado; internacionais, bem como a realização de pesquisas especiais determinadas pe!a Assembleia
o Estádio São Geral ou pelo Conselho de Administração.
igor em 10 de
É da Organização Internacional do Trabalho que emanam os principais atos normativos
supranacionais relativos ao Direito do Trabalho, quando da realização das suas Conferências.
Resposta: E
Os pronunciamentos da Organização Internacional do Trabalho formalizam-se por meio
de Convenções ou Recomendações, classificados como tratados internacionais multilaterais.
A OIT aprova uma recomendação quando a discussão sobre determinada questão ainda
não está bastante amadurecida e funciona, no plano interno, como simples sugestão legislativa.
IT, agência
o de Versa- No caso das Convenções, cada País-membro dispõe de, no máximo, dezojto meses para
egados (um submeter o textó respectivo à autoridade competente, para que produza efeitos internamente,
egados) dos ou seja, para que se efetive a ratificação da Convenção. Na hípótese de não aprovação, o país-
-membro. deverá comunicar à Organização Internacional do Trabalho o motivo que impede
a sua adoção no âmbito interno.
mundial de
A O~T já editou 189 Convenções, mas algumas foram suspensas por conta da aprovação
de trabalho,
posterior de outras que tratavam do mesmo tema. São 8 Convenções fundamentais, 4 prio-
lho, dentre ritárias e as demais subdivididas em 16 categorias. ·
No Brasil, a autoridade competente para imprimir eficácia interna à Convenção ou Reco-
mendação da Organização Internacional do Trabalho é o Congresso Nacional, por meio
de decreto legislativo, conforme preceitua o art. 49, I,_da Carta Maior:

41. Dez dos postos governamentais são ocupados permanentemente pelos países de maior Importância industrial
{Alemanha, Brasil, éhina, Estados Unidos da América, França, Índia, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia).
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO-José CairoJr.

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I - resolver definitivamente Re


sobre os tratados, acordos ou atos intérnacionais que acarretem encargos ou compromissos
gravosos ao patrimônio nacional. O dec
escopo im
Como a ratificação é un1 ato complexo, depende, para a sua plena eficácia, da promul-
mais deta
gação, que se opera por meio da edição de um decreto expedido pelo Chefe do Pode-r
de nature
Executivo.
1
1
sua exped
Ne<;çe p;isso, as Convc·nçóes d::i Organização Intctnacional do Trabalho, rarirlcadas pdo
() dec
Brasil, ad<:rcn1 ao ordcnaincnto jurídico nacional em po;;içdo eq_uival.:·nte i. dJ. lt:i ordinári:1.
no1neaç3.o
ou d;; {::f'f;:.c;,{c;. C0DiâU.; -~ivn:tl.~ 2
quan[O po
O quadro a seguir revela as principais inforn1ações sobre as Convençóc:s d? OIT ra(ifi- a generali
cadas pelo Brasil:,
As po
âmbito de
No âm
in1portânc
o !\1inisté
nl! 87, que trata da liberdade sindical cionadas c
destinadas
~·L~~~~·•~~-Q~~~~,L~n~~~n~~ A efet
~~--~==-·~~=~·~=~=m~ 08 de jun
~~mmm=rn~~m~=~m~~~~
m~m~~~m~~~~~~~~-m~ NR's, disp
174, 176, 178, 182 e 185. (NR-5); E
("')As seguintes Convenções foram denunciadas pelo Brasil: 3, 4, 5, 7, 41, 52, 58, 91, 96, 101, 1Ó7, 108, 110 e 158. Ambienta
Perigosas
Sobre a eficácia das Convençóes editadas pela OIT nos Países-membros, aplicam-se três
institutos:
a) Reclamação;
Sen
No ex
b) Queixa; e
conflitos c
c) Denúncia. um ato or
A reclamafáo é o instrumento por meio do qual as entidades sindicais, patronais ou pois é for
profissionais, comunicam à Oficina Internacional do Trabalho que o Estado-membro ao Como
qual pertencem não adotou as medidas necessárias para o cumprimento de uma Convenção. negociaçã
Já a queixa é feita por um membro, perante a Oficina Internacional do Trabalho, no eficácia l
sentido de informar que outro Estado não tomou as providências visando implementar satis- do art. 86
fatoriamente uma Convenção que ambos tenham ratificado.
'-~3.CF/88. A
Por fim, a denúncia consiste no ato pdo qual o Estado-membro informa à OIT que não
leis, be
tem mais interesse na vigência de uma Convenção anteriormente ratificada. 44. CLT. Ar
balho:
especia
42. Dependendo do conteúdo das referidas Convenções, adquirirão status de emenda constitucional, por força do 45. CLT. Ar
quanto disposto no art. SE, § 3!1, da CF de 1988. "Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos este Ca
que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos res- - medi
pectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais". lição ou
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

mente Regulamento estatal


issos
O decreto é ato normativo de competência do Chefe do Poder E:i:;:ecutivo, que tem como
escopo implementar um comando genérico tontido na lei, por meio de uma regulamentação
da promul-
mais detalhada, na forma prevista pelO art. 84, IV, da CF de 1988.43 Dessa forma, o decreto
fe do Pode-r
de natureza regulamentar deve estar sempre de acordo con1 a norma legal que autorizou a
sua expedição, sem apresentar inovações legislativas.
rlcadas pdo
() decreto tem por obje(o tanro qucstóes individuais, con10 ocorre cotn o decreto de
:i ordinári:1.
no1neaç3.o, exoneração, aposene1doria etc., nesse caso considerado con10 decreto aucôno1no,
quan[O pode ser destinado a regulan1entar a lei. Nesse úki1no caso n:111 corno c1racrerísric<i.s
OIT ra(ifi- a generalidade e a abs(racividade.

As portarias são instruções expedidas pelos auxiliares do Chefe do Poder Executivo, no


âmbito de sua respectiva compei.:ência, destinadas a executar lei, decretos e regula111enros.
No âmbito do Direiro do 1'rabalho, as portarias ministeriais exercem função de elevada
in1portância. Os artigos 155, I44 e 200 45 da Consolidação das Leis do Trabalho autorizarn
o !\1inistério do Trabalho e Emprego a expedir ato normativo para tratar de questões rela-
cionadas com a medicina, segurança e higiene do trabalho, assim consideradas as normas
destinadas à proteção da vida e da saúde do trabalhador.
~~n~~ A efetivação desse comando legal operou-se por meio da Portaria do MTh nº 3.214, de
~=m~ 08 de junho de 1978, que aprovou as Normas Regulamentadoras, mais conhecidas como
~~~
-m~ NR's, dispondo principalmente sobre: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA
(NR-5); Equipamentos de Proteção Individual (NR-6); Exames Médicos (NR-7); Riscos
, 110 e 158. Ambientais (NR-9); Atividades ·e Operações Insalubres (NR-15); Atividades e Operações
Perigosas (NR-16); ~Ergonomia (NR-17).
icam-se três

Sentença Normativa
No exercício do Poder Normativo da Justiça do Trabalho, os Tribunais solucionam os
conflitos coletivos por meio de sentenças normativas. Essa espécie de sentença, apesar de ser
um ato originário do Poder Judiciário, tem o condão de criar novas condições de trabalho,
atronais ou pois é formada por um conteúdo normativo, como o próprio nome sugere.
membro ao Como a sentença normativa substitui a atuação dos ~indicatos quando, por meio da
Convenção. negociação coletiva, não conseguem celebrar uma convenção ou acordo colecivo, ela tem
abalho, no eficácia limitada no tempo (máximo de 4 anos), conforme determina o parágrafo único
mentar satis- do art. 868 da CLT:

'-~3.CF/88. Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: IV- sancior\ar, promulgar e fazer publicar as
IT que não
leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.
44. CLT. Art. 155. Incumbe ao órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do tra-
balho: 1- estabelecer, nos limites de sua competência, normas sobre a aplicação dos preceitos deste Capítulo,
especialmente os referidos no artigo 200.
, por força do 45. CLT. Art. 200. Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposições complementares às normas de que trata
eitos humanos este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: 1
votos dos res- - medidas de prevenção de acidentes .e-os·eqúipamentos de proteção Individual em obras de construção; demo·
lição ou reparos;
76 CURSO DE DIREITO DOTRABALHO-JosêCairoJr.

Art. 868. Parágrafo único - O Tribunal fixará a data em que a decisão deve entrar em A con
execução, bem como o prazo de sua vigência, o qual não poderá ser superior a 4 (quatro) anos.
denomina
Essa fonte do Direito do Trabalho teve sua importância diminuídas com a promulgação da pelo art. 7
EC nº 45/2004, que condicionou o exercício da jurisdição normativa da Justiça do 1'rabalho outro:S que
ao co1nu111 acordo dos litigantes. 46 e acordos
Segundo prccccknre nonnaÚ\'O nº 120 do TST "a sentença norn1ativa vigora, dt:sde seu Os in
rermo inicial até qu::: senrcnça nonnadva, convenção coletiva de trab;t!ho OLt :icorJo co!eti\"O por isso qw
de tr<1b::dho superveniente produza sua n~vogação, expressa ou tácilJ., respeirado, por~m, o -I~idavia,
pra?o n1áxin10 legal de quatro anos de vigéncia". generalida
Frise-se, por fin1, que un1 conflito coletivo de natureza econômica pode ser solucionado teses expre
por n1eio da arbitragcn1, conforme permissivo contido no art. 114, § 2°, da Conscituiçfio flexibilizaç
Federal de 1988. A opç;:o por via resulta em laudo arbitral coletivo, que tein a mes111a
Corno
natureza jurídica da sentença normativa.
o are 614,
Exemplo de questão sobre o tenia rivos nego
{TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto 2~ região/2014) A sentença normativa é um tipo de fonte formal
A juri
heterônoma do Direito do Trabalho; a respeito desta fonte, aponte a alternativa correta:
(A) O Tribuna! fixará data em que a decisão deve entrar em vigor, bem como o prazo de sua vigência, o qual O
não poderá ser superior a 4 (quatro) anos. AD
(B) O Tribunal não fixará prazo de vigência, que ficará a cargo dos proponentes. IN
{C) O Tribunal fixará data em que a decisão deverá entrar em vigor, bem como o prazo de sua vigênda, o qual má
não poderá ser superior a 2 (dois) anos. qu
(D) O Tribunal fixará apenas o prazo de sua vigênda, que será obrigatoriamente de 3 (três) anos. do
(E) O Tribunal fixará a data em qu~ a decisão deve entrar em vigor, bem como o prazo de sua vigênda, o qual
não poderá ser superior a 3 (três) anos; A títu
Resposta: A de férias se
meno;r, de
B. Fontes profissionais ou autônomas
Entret
Convenção e acordo coletivo de trabalho coletiva de
A convenção e o acordo coletivo de trabalho constituem o traço característico do Direito meio d~ s
do Trabalho que o diferencia dos demais ramos do Direito. Os próprios interessados, repre-
Esse é
sentantes de empregados e de empregadores, regulamentam a sua respectiva atividade profis-
sional e econômica, por meio da instituição de regras de conduta de caráter geral e abstrato. SÚ
TI
Esses instrumentos normativos representam o resúltado da negociação coletiva, forma Tr
mais usual e recomendada para a solução dos conflitos coletivos de trabalho. 27
con
Quando à negociação coletiva processa-se entre sindicatos representativos de um grupo neg
de trabalhadores de um lado e de um grupo de empregadores, do outro, origina-se uma
convenção coletiva de trabalho. Na hipótese do grupo de trabalhadores, representados pelo Agora,
sindicato da sua categoria profissional, negociar diretamente com uma ou mais empresas, o direito (s
surgirá um acordo coletivo de trabalho. pode afast
Regist
46. No mesmo sentido a OJT n!l 6, da SOl-1, do TST: ADICIONAL DE PRODUTIVIDADE. DECISÃO NORMATIVA. VIG~N­ em 14.10.2
CIA. LIMITAÇÃO. Inserida em 19.10.00. O adicional de produtividade previsto na decisão normativa, proferida
Trabalho q
nos autos do Dlssldio Coletivo n!l DC·TST 6/79, tem sua eficácia limitada à vigência do respectivo instrumento
normativo. Tribunal a
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

r em A convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho são espécies do gênero


anos.
denominado de instrumentos normativos negociados de trabalho. São previstos e garantidos
mulgação da pelo art. 7°, XXVI, da CF/88: "São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de
do 1'rabalho outro:S que visem à melhoria de sua condição social: XXVI - reconhecimento das convenções
e acordos coletivos de trabalho".
a, dt:sde seu Os instn1n1c1nos norn1advos negociados nasccn1 da mesma fo:cn1a que os contratos,
rJo co!eti\"O por isso qw.:, cn1 alguns paí,es, rcc:bern a denoo1inaç:ío de cnntratos coletivos de trab<llho.
o, por~m, o -I~idavia, n:i sua essência, possuen1 natureza de norn1a jurídica, pela sua abstratividadc e
generalidade, em face do seu objeti\·o de criar novas condições de trabalho, salvo nas hipó-
solucionado teses expressan1ente previstas pela Constituição Federal, que permite, excepcionalmente, a
Conscituiçfio flexibilização de alguns direitos trabalhiscas.
in a mes111a
Corno possLti vig2ncia lirnitada no espaço e no teinpo (dois anos no máximo, segundo dispõe
o are 614, § 3°, da CL1'), as regras de conduta escabelecidas nos aludidos instrumentos nonna-
rivos negociados não aderein, de for1na definitiva, aos contratos individuais de trabalha
fonte formal
A jurisprudêncía pacificou-se após a edição da OJ nº 322, da SDI-1 do 1'ST:
gência, o qual O] n• 322. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULA DE TERMO
ADITIVO PRORROGANDO O ACORDO PARA PRAZO INDETERMINADO.
INVÁLIDA. DJ 09.12.2003. Nos termos do art. 614, § 3'>, da CLT, é de 2 anos o prazo
igênda, o qual máximo de vigência dos acordos e das convenções coletivas. Assim sendo, é inválida, naquilo
que ultrapassa o prazo total de 2 anos, a cláusula de termo aditivo que prorroga a vigência
os. do instrumento coletivo originário por prazo indeterminado.
gênda, o qual
A título de exemplo, se em uma convenção coletiva ficou ajustado que o período de gozo
Resposta: A de férias seria de 40 dias (direito objetivo), na data-base seguinte pode ser estipulado um prazo
meno;r, desde que observado o mínimo fixado pela norma estatal (trinta dias).

Entretanto, se determinado direito (objetivo) foi estabelecido por acordo ou convenção


coletiva de trabalho, ele vigora até a nova negociação e não podem ser suprimidos por
o do Direito meio d~ sentença normativa
ados, repre-
Esse é posicionamento do TST estampado na Súmula nº 277:
dade profis- '
e abstrato. SÚMULA N• 277. CONVENÇÁO COLETIVA DE TRABALHO OU ACORDO COLE-
TIVO DE TRABALHO. EFICÁCIA. ULTRATIVIDADE redaçáo alterada na sessão do
tiva, forma Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012) - Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e
27.09.2012. As cláusulas normativas dos acordos coletivos ou convenções coletivas integram os
contratos individuais de trabalho e somente poderão ser modificadas ou suprimidas mediante
um grupo negociaçáo coletiva de trabalho.
ina-se uma
ntados pelo Agora, se durante a Vigência do instrumento normativo negoci.ado o trabalhador adquiriu
s empresas, o direito (subjetivo) mais vantajoso ali estabelecido, a vigência de nova regra profissional não
pode afastar o seu respectivo exercício.
Registre-se que o STF, por decisão monocrática do Ministro Gilmar Mendes proferida
ATIVA. VIG~N­ em 14.10.2016, determinou a suspensão de todas as demandas que tramitam na Justiça do
iva, proferida
Trabalho que tratem da ultratividade das normas coletivas, até que o Plenário do referido
o instrumento
Tribunal aprecie a matéria nos a_utos da Medida Cautelar na Arguíção de Descumprimento
78 CURSO DE DIREITO DO TRABALHO -José Ca/roJr.

de Preceito Fundamental nº 323. A referida decisão cita duas outras já proferidas (RE 590.415 Reg
e RE 895.759), que se fundamentam ·ria' necessidade de se reconhecer a eficácia dos instru-
mentos normativos negociados, ainda que estabeleçam condições de trabalho inferiores aquelas Celebr
definidas pela legislação estatal. de pagar s

O prazo n1áximo de dois anos, previsto pelo mencionado art. 614, § 3°, da CLT, pode ser O emp
desconsiderado quando o instru1~1ento 1:ê>rn1atiYo negociado esr3bek:cer melhores condições de pois repres
trabalho do que: a convenç:ío ou acordo Coktivo anterior, pda Hflic&çáo do pri«1cípio prorcti•'o. dirigida pe
Tal posicíonarnento, contudo, é r-r&inoritiri0, tanr0 na jurisprudi::1çia quanto na doutrina. Desse
Nesse senriJo é a <leci>ão a seguir transcrita: discipl.i.r::
t::
estabelecer
ACORDO COLETIVO DE TRAB,\LHO. PRAZO DE \'IGf:NCL\. CI!':CO AN(.)S.
VALIDADE. GARANTIA DE E11PREGO. NORJ\1A BENÉFICA. SUPREÃ1ACIA 0() condições
PRINCÍPIO TUITJVO DO D!RE!TO DO TRAB.'\l.HO. NA.O-INCIDÊNCIA DA Ao con
ORLENTAÇÁO JURISPRUDENCIAL N° 322 DA SBDI-I DO TST. Acordo coletivo de
no regulam
trabalho por meio do qual o sindicara da categoria profissional firma com a empresa garanria
incorpora
de emprego para os seus empregados, com prazo de vigência de cinco anos en1 troca de \anta-
grns salariais, reveste-se de validade, ante o que dispõe o anigo /ô, XXVI, da Constiruiçáo Posteri
da República, que consagra o direito dos trabalhadores ao rcconhecímento da> con1;ençócS
contratos
e dos acordos coletivos de trabalho. A norma constitucional nada disciplina acerca de prazo
de vigência dos instrumentos coletivos, de forma que não existe nenhuma incompatibilid.'.l.de TS
verdcal do s<:u regramcnto com o disposto no§ 3° do arrigo 614 da CLT, no sentido de nio def
se permitir estipular duração de convenção ou acordo coletivo de uab::i.{ho por prazo superior raç
a dois anos. Interpretação literal do preceito consolidado levará à conclusão de ser vedado, do
em qualquer círcunstância, firmar norma convencional com prazo de vigência superior a
dois anos. Procedendo-se, todavia, à interpretação da norma pelo método lógico-sistemárico, Maurí
considerada no conjunto da legislação do trabalho (v.g. artigos 9° e 468 da CLT), de; natureza das fontes
protecionista, infere-se do disposto no artigo 614, § 3CJ, da CLT que a restrição para a avença dominante
de instrumento normativo com prazo de duração superior a dois anos é imperativa somente ao regulam
quando resultar em prejuízo ao trabalhador, ante a supremacia do princípio tutelar orientador
regulamen
do Direito do Trabalho sobre preceito legal isoladamente considerado. Não se olvide, ainda,
que o juiz aplicará a lei atendendo aos fins sociais a que da se dirige e às exigências do bem cláusulas d
comum (artigo 5° da Lei de Introdução ao Código Civil). Ao aplicador da lei, portanto, cabe
Não h
lançar mão do método interpretativo lógico-sistemático e teleológico, para encontrar o sentido
da norma que realize os fins sociais por ela objetivados. Na hipótese vertente, não incide 0 possui toda
disposto na Orientação Jurisprudendal nCJ 322 da SBDl-l do TST, na medida em que tal a imperativ
jurisprudência assenta-se em precedentes que enfrentam o exame de hipóteses nas quais os os disposi
prazos de vigência das normas coletivas foram prorrogados por tempo indeterminado, de na a form
forma prejudicial aos obreiros, razão pela qual furam tidas como inválidas em face do preceito
contido no artigo 614, § 3°, da CLT e do ordenamento jurídico juslaboral. Recurso de revista O TST
conhecido e provido,47 288. Pelo
O esquema a seguir contém as duas espécies de contrato coletivo de trabalho, com suas normas vig
respectivas características: mais pelas
_em vigor d

48. PROMO
APENAS
positiva
consent
CONHEC
DEJT 01

l
47. TST. l!T. RR n2 1248/2002-043-12-00. Rei. Min. Lélio Sentes Corrêa. OJU 30.11.2007. 49. DELGAD
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

RE 590.415 Regulamento de empresa


dos instru-
ores aquelas Celebrado o contrato individual de trabalho, o empregador assume a obrigação principal
de pagar salário e o empregado de prestar serviços sob o comando e direção do primeiro.

LT, pode ser O empregador passa a deter o pode~ de comando e direção da atividade do empregado,
ondições de pois representa, en1 última análise, um dos fatores da produção empresarial, que é toda ela
io prorcti•'o. dirigida pelo en1pregador.
doutrina. Desse poder d.ireri.vn derivan1 o poder org:tni.z:::.ciona.t reguhin1enrar, fiscali;.ador
discipl.i.r::.-:ir. No exercício do seu poder regul:uncnrar, o ernpregador tem a faculdade de
t::
estabelecer um esratuto geral válido para todos os seus e1npregados, desde que não ín1ponha
(.)S.
0()
condições de trabalho n1ais desfavoráveis.
DA Ao contrário do que se verifica com os instrun1enros normativos negociados de trabalho,
o de
no regulamento de empresa as condições mais favoráveis aos empregados nele estabelecidas
nria
incorporam~se definitivamente aos contratos de trabalho em vigor.
nta-
çáo Posterior alteração, en1 prejuízo para os empregados, só terá validade etn relação aos
çócS
contratos de trabalho celebrados após o início de sua vigência. 48
azo
l.de TST. SÚ~IULA N°51.1 -As cláusulas regulamentares, que revoguem ou alterem vantagens
nio deferidas anteriormente, só atingirão os trabalhadores admitidos após a revogação ou ake~
rior ração do regulamento. II - Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa, a opção
ado, do empregado por un1 deles tem efeito jurídico de renúncia às regras do sistema do outro.
or a
ico, Maurício Godinho Delgado classifica o regulamento de empresa como figura especial
eza das fontes do Direito do Trabalho. Argumenta, o referido autor, que a jurisprudência
nça dominante (Súmulas nº 51 e 288 do TST) nega o caráter de fonte normativa autônoma
ente ao regulamento effipresarial, diante de sua origem unilateral. Assim, "os dispositivos do
dor
regulamento empresário ingressam nos contratos individuais empregatícios como se fossem
da,
em cláusulas desses contratós".49
abe
Não há como aderir a essa tese. Primeiro, porque o conteúdo do regulamento da empresa
ido
e0 possui todas as características da norma. assim consideradas a abstratividade, a generalidade e
tal a imperatividade, apesar de sua maior limitação especial e subjetiva. Segundo, porque todos
os os dispositivos de qualquer norma jurídica trabalhista aderem ao contrato de trabalho
de na a forma de cláusulas contratuais, e não apenas o regulamento empresarial.
eito
sta O TST, por meio da Resolução nº 207, de 12.04.2016, alterou a redação da Súmula nº
288. Pelo novo entendimento, a complementação da aposentadoria passa a ser regida pelas
, com suas normas vigentes na data da implementação dos requisitos para obtenção do benefício e não
mais pelas regras da data da admissão. Porém, só se aplica esse entendimento após a entrada
_em vigor das Leis Complementares nºs 108 e 109 de.29.05.2001.

48. PROMOÇÃO POR MERECIMENTO- PREVISÃO EM PCCS- REGULAMENTO POSTERIOR- SUPRESSÃO-APLICAÇÃO


APENAS EM RELAÇÃO AOS NOVOS CONTRATOS OE TRABALHO- SÚMULA N!i! 51 DO TST - O art. 468.da CLT, que
positiva principio ínslto à proteção do trabalhador, veda a alteração contratual prejudicial, ainda que por mútuo
consentimento, mormente em se tratando de regulamento de empresa ou equivalente. RECURSO ORDINÁRIO
CONHECIDO E IMPROV100. (TRT 07! R. RO 146700-80.2009.5.07.0010. 1! T. Rei. José Antônio Parente da Silva.
DEJT 01.10.2010). ..-

l
49. DELGADO, Maurício Godinho. Curso ·de direito do trabalho. 10 ed. São Paulo: ltr editora, 2011. p. 165/166.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José Cairolr.

TST. SÚMULA No 288. COMPLEMENTAÇÃO DOS PROVENTOS DA APOSEN· I, Parte Esp


TADORIA. (nova redação para o Item 1 e acrescidos os itens III e IV em decorrência do
que os indi
julgamento do processo TST-E-ED-RR-235-20.2010.5.20.0006 pelo Tribunal Pleno em
12.04.2016). Res. 207/2016, DEJT divulgado em 18, 19 e 20.04.2016. I - A complemen- do Código
tação dos proventos de aposentadoria, institufda, regulamentada e paga di(etarnente pdo flxadas nes
empr~gador, sem vínculo com as entidades de previdência priva&:;. fechada, é regida pelas
normas em vig,Jr na d;it;l de admi'.i~áo do empregado, resnlvad:1s as altcraçó:.:s que forem (
1
contr
nuis benéfi~·as fon. 468 eh CLT); li - N.'. hipéiu:s;:; de C':"e:-;i'ir,:rKi:1 de doi' n:~:uL-1n1 .. mn:; a kz,i:daç;ín
,;~- pLi.n'.<'; de p;et·idóLi.t .:o•npieme:1rn.r, i11·:i::nd<lo> f":!o emprer.~"Lr on por enricL!Je d<: t:Hnhéin, C
prcvidênci01 privada, a op;·ão do benefki5.rio por um ddes tem eC;ito jurídi-:o J::: rentln..:L.
aprenrl izac~;
às regra·, do ourro; lll - Apó"\ a entrada tm ,·it;or das Leis Compkmcnt:ues n.''> 108 e Hl9
de 29/5(2001, rescr-.s<.:-á a complemtntaçJo dos proventos de a~1l'·.;::nr:idor;:>. pela.-; normas Desse n
vigentes na data da implemenração dos reguisitos para obrenção do benefício, ress:i.lv1dos
cckbr~,r diY
o direi10 adquirido do participante que anteriormente implemenr:ua os requisitos p,ua o
benefício e o direiro acurnuhdo do empregado que até então não preenchera tais requisitos. rerira a qua
IV - O entendimento da primeira p:ute do item III aplica-se aos processos em curso no
Tribunal Superior do Trabalho em que, em 12/4/2016, ainda não haja sido proferida decisâo
A segu
de mérito por suas Turmas e Seções.

Ressalte-se, por fin1, que o STF em 2013, manifestou-se no sentido de reconhecer a incom-
petência da Justiça do Trabalho para apreciar e julgar pleitos dessa natureza, em decisão proferida
em sede de recurso extraordinário com repercussão geral. O referido Tribunal ainda modulou
os efeitos da decisão para reconhecer a competência da Justiça do Trabalhista em re!açáo às FONTES DO
demandas dessa espécie que tenham sido sentenciadas acé o dia 20.02.2013 (RE 586453). DIREITO DO
TRABALHO

Contrato individua/ de trabalho


Tecnicamente, não se pode classificar o contrato como fonte. do direito. Assim como
ocorre com o ato ilícito, com o abuso de direito e tom a declaração unilateral de vontade,
0 contrato constitui fonte de obrigações e não de direito. É, em sua essência, lei entre as Exemplo ,d
partes que o celebram.
(TRT 2-Juiz d
O contrato, contudo, é desprovido das características de generalidade e abstrati- Direito do Tr
vidade, pois visa regular uma futura relação entre indivíduos deter.minados.· Diante 1. O princíp
de uma situação concreta, o contrato de trabalho não pode contrariar os direitos mínimos tática prá
estabelecidos pelas demais fontes de Direito Laboral. li. Os regula
uma vez q
Kelsen, todavia, náo pensava dessa forma, pois designava o contrato de norma individual: UI. Não há pr
Num contrato as partes contratantes acordam em que devem conduzir-se de determinada pre de ma
maneira, uma em face da outra. Este dever-ser é o sentido subjetivo do ato jurídico~negocial. mesmo em
Mas também é o seu sentido objetivo. Quer dizer: este ato é um fato produtor de Direito se IV. A primazi
e na medida em que a ordem jurídica confere a tal fato esta qualidade; e ela confere-lhe esta expressam
qualidade tornando a prática do fato jurídico-negocia!, juntamente com a conduta contrária balho pod
ao negócio jurídko, pressuposto de uma sanção civil.5° disposiçõe
autoridad
O ordenamento juiídico pátrio prevê a exist~ncia de contratos nominados e inominados.
V. No Direito
Nominados ou típicoS são aqueles ajustes que se encontram previamente delineados pela legis-
tiva e são e
lação, como os contratos descritos no Título VI - Da.s Várias Espécies de Contratos, Livro

51. CLT. Art. 4


50. KELSEN, Hans. Teoria pura do direito. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p. 284. emprego.
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

EN· I, Parte Especial do Código Civil. Os pactos atípicos ou inominados derivam da liberdade
do
que os indivíduos têm de contratar, conforme se observa da permissão contida no art. 425
em
men- do Código Civil: "É lícito às partes estipular contratos atípicos, observadas as normas gerais
pdo flxadas neste Código".
elas
rem (
1
contr;:tto de trabalho é típico, pois a Consolidação das Leis do Trabalho (art. 442)51 e
mn:; a kz,i:daç;ín esparsa do trabalbo ddi1nita .s<::Hs requisiros, conteúdo e efeitos, alérn d'.: ddint::1r,
e d<: t:Hnhéin, C(intr:uos de trabalho espcci~iiS, co:-no o contrato de tra.balho don1éstico, rural, de
..:L.
aprenrl izac~;;in, ten1por:ário, de safra etc.
Hl9
mas Desse n1odo, ainda que na sua fonna atÍpica, por meio da qual os contratantes podem
1dos
cckbr~,r diYcrsas espécies de ajustes, o con[rato te1n seus pilares definidos pela lei, o que lhe
ua o
tos. rerira a qualidade de fonte direta de direitos.
no
A seguir, o resumo com a classificação das fontes do Direito do T'rabalho:
isâo
. Fatos sociais

{..
Fontes Fatos religiosos
er a incom-
Matérias Fatos econômicos
ão proferida
Fatos políticos
da modulou
Constituição
m re!açáo às FONTES DO lei
{
Fontes
86453). DIREITO DO
TRABALHO estatais Decreto
Fontes Sentença normativa
Formais Convenção coletiva
Fontes Acordo coletivo
ssim como
Profissionais
{ Regulamento
Contrato de trabalho
de vontade,
lei entre as Exemplo ,de questão sobre o tema
(TRT 2-Juiz do Trabalho Substituto 2ª região/2016) Analise as proposituras em relação à Teoria Geral do
e abstrati- Direito do Trabalho e responda.
os.· Diante 1. O princípio da intangibilídade contratual subjetiva determina ao Juiz do Trabalho privilegiar a situação
os mínimos tática prática em confronto com documentos ou do·. rótulo conferido à relação jurídica material.
li. Os regulamento$ empJesariais não podem ser considerados como fontes formais do Direito do Trabalho
uma vez que não conferem à regra jurídica o caráter de direito positivo.
individual: UI. Não há previsão expressa no texto consolidado no sentido de que a Justiça do Trabalho decidirá sem·
ada pre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre 0 interesse público, até
ial. mesmo em razão do "princípio tutelar" que norteia o Direito do Trabalho.
o se IV. A primazia dos preceitos de ordem pública na formação do conteúdo do contrato de trabalho está
esta expressamente enunciada pela legislação brasileira, ao dispor a CLT que as relações contratuais de tra-
ária balho podem ser objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às
disposições de proteção ao trabalho, aos contratos coletivos que fhes sejam aplicáveis e ás decisões das
autoridades competentes.
nominados.
V. No Direito do Trabalho são exemplos de fontes heterônomas a Constituição Federal e a Sentença Norma-
s pela legis-
tiva e são exemplos de fontes autônomas a Convenção Coletiva de Trabalho e Acordo Coletivo de Trabalho.
atos, Livro

51. CLT. Art. 442. Contr~to individual de trabalho é o acordo, tácito ou expresso, correspondente à refação de
emprego.
CURSO DE DIREITO DOTRABALHO-JoséCa/roJr.

Estão corretas apenas as assertivas: O con


(A) l,lle!V. vontade dO
(B) li ev. um conteú
(C) Ili, IV e V. que se inc
(D) IVeV. Se nada fo
(E) 1, !li e lV. vínculo en
o trabalho
(Mag1str~Juu1 d0 Traba!i';,;:J Ti~T - ;~;: - rcn1uncrad
seguida, a a!te(nativa correta: jornad::i -:x
ll. a criação do Direito, inclusive d:J Direito do Trabalho, advém de dois processo~: o heterônomo e o
autônomo, que, por sínal, correspondem, respectivamente, a dois seguimentos diversos, o do c!iamado De igu
Direito necessário, e o -do Direito volcintário. Na heteronomla, as normas pertencem ao Direito voluntá- haja din1in
rio e se situam numa esfera de liberdade na qual os que querem obrigar-se com reciprocidade podem é substituí
fazê-lo livremente. O segundo processo estabelece um conjunto de preceitos obrigatórios, impostos
pela vontade do Estado, independentemente de qualquer emissão volitiva dos contratantes, e se aplica Salient
indistintamente a todos os que se encontrarem na situação fática prevista em lei; foi apresen
Resposta: Alternativa errada diversas, m
Dispõe
2.3, Hierarquia Art
Nos demais ramos do Direito a hierarquia das normas jurídicas é representada grafi- ind
do
camente por uma pirâmide, cujo ápice é ocupado pela Constituição. Na base da referida
per
figura representativa encontram-se os contratos e as manifestações unilaterais de vontade, de m
para aqueles que admitem os ajustes individuais como fonte do Direito.
Par
Segue-se uma ordem lógica de normas, conforme o ensinamento de Kelsen, a de grau repr
inferior encontra seu fundamento de validade e eficácia na norma de grau superior: tido

O fundamento de validade de uma norma apenas pode ser a validade de uma outra norma. Conclu
Uma norma que representa o fundamento de validade de uma outra norma é figurativamente se aplica na
designada como norma superior, por confronto com uma norma que é, em relação a ela, a superior o
norma inferior. 52
normas _est
Assim, estariam dispostos em ordem decrescente de importância a Constituição Federal, (convençáo
as leis (complementares, ordinárias e delegadas, além das Medidas Provisórias), os atos regu-
lamentadores do Poder Executivo (decreto, portaria etc.) e os negócios jurídicos.
Já no Direito do Trabalho essa ordem pode ser desconsiderada, pois se aplica ao caso
concreto a norma que seja mais favorável ao empregado, sem importar a sua posição
hierárquica no ordenamento jurídico.53
Não é caso de ineficácia geral da norma de grau superior. Simplesmente, a regra clássica
da hierarquia das leis que compõem determinado ordenamento jurídico deixa de incidir em
determinada hipótese fática, diante da existência de outra norma que imprima tratamento
diferenciado e mais benéfico ao operário. Em última análise, representa o princípio da apli-
cação da regra mais favorável, que norteia o Direito Laboral e que será estudado mais adiante.

54. TST. Súm


52. KELSEN, Hans. Teoria pura do direito. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p. 215. POLÍTICA
53. A norma mais favorável é explicada pelas teorias do conglobamento e da acumulação, que serão objeto do item PRUDENC
7.1, capítulo V, parte li, desta obra. frente à l
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

O contrato de trabalho é consensual, ou seja, produz efeitos pda simples manifestação de


vontade dOs contratantes. Ocorie que, ainda que celebrado de forma verbal ou tácita, haverá
um conteúdo mínimo formado pelas regras existentes nas normas protecionistas trabalhistas,
que se incorporam ao contrato de trabalho em forma de cláusulas contratuais obrigatórias.
Se nada for ajustado expressan1ente entre en1pregado e en1pregador, qUando da formação do
vínculo en1pregatício, ainda assin1 CS(C úlcimo terá a obrigação de, por exeinplo, remunerar
o trabalho con1 quantia náo inferior ao salário mfnin10, conceder o gozo de férias anuais
rcn1uncradas, efetiYar os dcpó~ito~ do FGTS na conta vinculada do en1pregado, rc1nunerar a
jornad::i -:xuaordinári::i d-: trabalho con1 valor náo inferior a 50~-'Ó da hora nonna! etc.
terônomo e o
o do c!iamado De igual forma, se há ajuste individual expresso entre patrão e operário, de forn1a que
Direito voluntá- haja din1inuição dos direitos garantidos pela legislação estatal, tal pacto perde sua eficácia e
cidade podem é substituído pelo que dispõe o estatuto mínimo legal.
rios, impostos
tes, e se aplica Saliente-se que uma nonna de nível superior, segundo a classificação tradicional que já
foi apresentada, pode vedar que a norma de nível inferior estabeleça condições de trab;:lho
ernativa errada diversas, mesmo que sejam 1nais benéficas para os trabalhadores.
Dispõe, nesse sentido, o art. 623 da CLT:
Art. 623. Será nula de pleno direito disposição de Convenção ou Acordo que, direta ou
entada grafi- indireta1neme, contrarie proibiçáo ou norma disciplinadora da política econômico-financeira
do Governo ou concernente à política salarial vigente, não produzindo quaisquer efeitos
da referida
perante autoridades e repartições públicas, inclusive para fins de ri;visão de preços e tarifas
de vontade, de mercadorias e serviços.

Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, a nulidade será declarada, de ofício ou mediante
n, a de grau representação, pelo Ministro do Trabalho, ou pela Justiça do Trabalho em processo subme-
rior: tido ao seu julg~mento. {Redação dada ao artigo pelo Decreto-Lei nº 229, de 28.02.1967).54

rma. Conclui-se, assim, que essa hierarquia móvel das normas no Direito do Trabalho somente
mente se aplica nas hipóteses effi que inexistam regras proibitivas expressas em normas de nível
ela, a superior ou de ordem pública. Caso haja norma proibitiva, prevalece em primeiro lugar as
normas _estatais (constituição, leis, sentença normativa etc.) e, depois, as normas profissionais
ção Federal, (convençáo coletiva e acordo coletivo de trabalho).
os atos regu-
.
ica ao caso
sua posição
Consti- Norma
tuição
egra clássica """'
favorável
e incidir em
Norma menos
a tratamento Contratos favorável ao trabalhador
ípio da apli-
mais adiante.

54. TST. Súmula N!i! 375. REAJUSTES SALARIAIS PREVISTOS EM NORMA COLETIVA. PREVAL~NCIA DA LEGISLAÇÃO OE
POLÍTICA SALARIAL. {CONVERSÃO DA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL N!i! 69 DA SDl·l E DA ORIENTAÇÃO JURIS-
objeto do item PRUDENCIAL N!i! 40 DA 5Dl·2). Os reajustéSSálarlais preV1stos em norma coletiva de trabalho não prevalecem
frente à legislação superveniente de pOlítica salarial.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CairoJr.

Exemplos de questões sobre o tema


Com
(TRT 15 _ Juii do Trabalho Substituto 15~ região/ 2013)Aplicando a técnica do Direito do Trabalho para sofrer div
a solução de antinomias, é correto dizer: _ . , . _
(A) a 1 inova prevalece sobre a lei anterior, alterando ás bases obrigacionais das rel_a_çoes 1ur1d1cas em vigor A int
pa~a o-fim, inclusive, de produzír efeitos jurídicos retroativos, atingindo fatos Jª consumados, quando rneio da
mais benéficos ao trabalhador; . n1~todos d
r ""e· "Co"Sti~ui"ào as normas trab;:ilhistas consto;nt0s de Trat?.do~ e Convenç5es lnternac10- n;íu pode
(B) con.orme pr'-'" " " e .,. • d · ·d- - ·nt·--rno
· · d a que menos· b-ene'ficas aos tr.,,bal:l:--do,-,::·s
rici1s,am '-' "-· · ·.'.: cuando integra
_ as ao .orden:irnento
"'. JUfl 1c-::i 1 <:: 1 ' -,
por intermédío de ratificação, substítuem as cond1ço-es de tr;ib-ilho pre2x1stent<::s, Par~
· favorav
(C) sen do mais · el ao trabalhad-or, a condição de trabalho fixada
... contratualmente prevalece sobre a ta-;:lo. con
previsão normativa legal, mesmo que esta sej<i de natureza pro1b1t1va; .
A
(D) aplicando-se 0 pn:ce\to da ultratividade condicionada, recentemente acatado por Sumula do ~s~. a_s
e:-
dáusu!as normativas dos acordos coletivos ou convenções c~le_tivas integram-se aos co~tr~tos m iv1- d.
duais de trabalho e somente poderão ser modíficadas ou supnm1das por sentença normat1Va,
(E) conforme previsto na CLT, as normas estipuladas em acordo co\etívo~ ainda ~ue sob o argumento d~ Obser
serem mais · espec1'f.tc as , n-a 0 pr"valecem
"' sobre as normas de convençao coletiva, resolvendo-se o con sentido lat
flito pelo princípio da norma mais favorável.
espécies d
Resposta: E ções unila
podcn1 ser
·
{Magistratura d o Tra b a Ih o - TRT 8ª R - 2011) Na observância
. da dassificaçã9
. das fontes formais do
ORRETA·
direito do trabalho, da hierarquia normativo-trabalhista, assinale a alternativa C · , . O Cód
' · em
(A) A hierarquia normativa e, ng1da · fl ex1ve,
' 1 d e mo do q ue, a partir da Constituição
. da Republica,
. a norma jurídicos,
jurídica tem seu fundamento de validade na norma hierarq~icament: superior e a~s1m, por exemp 1o, intenção n
não se concebe que um regulamento normativo possa agredir o conteudo de uma leJ.
(B) Um acordo coletivo de trabalho, na consideração de que, celebra d_? entre ~m sindicato profissional e uma Socorre
determinada empresa, não pode prevalecer sobre uma convençao c~leti~a por~uanto esta, ~ abranger interessado,
· pro1·1sston
categorias · aiº"' econômica, contém normas de maior extensao e mtenstdade nonnat1va.
, . . . tação adm
(C) A título de fonte subsidiária, na ausência de previsão lega[ ou contratual, a nota ca:acte.nst1ca ~o ~1r~~ta.:o lativo, enca
trabalho, em consonância com o texto celetizado, é a referência à analogia e aos pnndp1osgera1s e 1re1 o.
de outra no
{D) Traço marcante de originalidade do direito.do trabalho, sob o prisma da hierarquia das suas normas
jurídicas vem a ser o princípio da norma mais favorável ao trabalhador. Quand
·' • · d an orma ma·15 favorável , não haverá como se fazer prevalecer dispositivo do que aqu
1
{E) Peoprmc1p10 · -· de
b fei,'fainda
que de interesse público, sobre cláusula de convenção coletiva de trabalho que Seja mais __ene rca ao extensiva
hipossuficiente. restritiva. P
Resposta: Alternativa D restrição do
Assim,
rais57, as nor
da reserva le
O Direito considerado como regra de conduta, exterioriza-se por meio de signos, ou Na inte
melhor, por u:U sistema de signos. A principal forma de expressão do Direito efetiva-se. pe~a cípio protet
linguagem, escrita ou articulada e, em uns poucos casos, por outros símbolos, como os s1na1s maior profu
de trânsito, gráficos, ·gestos etc. deve-se opta

Signo é aquilo que está no lugar de uma coisa qu~ visa repres~ntar. A linguage~ é
55. Código Clv
constituída por um sistema de signos arbitrários, mas socialmente aceitos e, por conta disso, adotar a in
representa algo que existe no plano real. Pode ~orrer, entreta~to,. que o re~eptor da mens~em 56. Código Civ
faça uma interpretação da representação ~iversa daquela feita pelo emissor em relaç~ ao 57. Lei n2 9.61
objeto representado. · 58. CPP. Art. 3
mento dos
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

Como o Direito exprime-se, principalmente, por meio da linguagem, ele também pode
o Trabalho para sofrer diversas interpretações, a depender dos termos que são utilizados.
, . _
1d1cas em vigor A interpretação do Direito, portanto, procura solucionar essa possível ambiguidade, por
mados, quando rneio da extraçáo do verdadeiro sentido da regra de conduta. Assim, utilizam-se diversos
. n1~todos de t;'\egcsr: para ddirnitar o alcance da regra jurídica, pois, pela sua nar:ureza genérica,
ç5es lnternac10- n;íu pode tc:Úar cL.::- casos específicos.
·d- - ·nt·--rno
Ufl 1c-::i 1 <:: 1 ' -,
Par~ :i.uxiliar essa c:uefa do int~rprere, t:xi.sren1 norn1as que insrituc:n1 regras de intcrpre-
evalece sobre a ta-;:lo. conto aqucb consrantc do an. 6°, da Lei nº S.069/90 (EC,'\):
An. 6°. S:i. intap>etay~íu desTJ. Ló levar-se-:'io cm conrn os fins sociais a que ela se dirige, as
mula do ~s~. a_s e:-:igú\ciJ.s d:J bern comum, o~ direiros e deveres individuai\ e c0L:rivos, e a condi.;io peculiar
o~tr~tos m iv1- d.l criança e do adolescente como pesso..1s em desenvo!virne11w.
t1Va,
argumento d~ Observe-se, entretanto, que o Direito não se manifesta, somente, por n1eio da lei em
endo-se o con sentido lato, apes:i.r de constituir a sua principal forma de expressão. lnclue1n-se, assim, con10
espécies de expressJ.o do Direito as decisões judiciais, as súmulas, os contratos 55, as declara-
Resposta: E ções unilaterais de vontade etc., que produzem efeitos no plano jurídico e, por conta disso,
podcn1 ser objeto de interpretação.
tes formais do
, . O Código Civil, por exen1plo, contém norma de interpretação relativamente aos negócios
ublica, a norma jurídicos, conforme se observa do art. 112: "Nas declarações de vontade se atenderá mais à
, por exemp 1o, intenção nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem".

fissional e uma Socorre-se da interpretação não só o magistrado (interpretação judicial), mas qualquer outro
sta, ~ abranger interessado, no sentido exato do Direito, como, por exemplo, a administraçáo pública (interpre-
nnat1va.. . tação administrativa), advogados e também os próprios indivíduos. Até mesmo o Poder Legis-
ca ~o ~1r~~ta.:o lativo, encarregado de criar as normas estatais, pode, eventualmente, interpretá-las, pela edição
era1s e 1re1 o.
de outra norma da mesma natureza. Nesse caso, a interpretação é denominada de autêntica
s suas normas
Quando da utilização das técnicas de interpretação obtém-se um alcance mais abrangente
vo do que aquele que aparentemente consta da norma, diz-se que se trata de urna interpretação
-· de
b fei,'fainda
ais __ene rca ao extensiva Caso contrário, se o alcance aparente da norma é reduzido, a interpretação será
restritiva. Pode ocorrer, também, de o processo interpretativo não implicar ampliação ou
ta: Alternativa D restrição do comapdo gramatical da norma, o que se denomina de interpretação declarativa
Assim, são interpretados restritivamente, o contrato de fiança56, contrato de direitos auco-
rais57, as normas proibitivas, as normas sancionadoras e as normas penais, em face do princípio
da reserva legal etc. Já de furma extensiva interpreta-se, por exemplo, a lei processual penal58 ,
e signos, ou Na interpretação do Direito do Trabalho deve-se observar, em todo o caso, o prin-
fetiva-se. pe~a cípio protetivo, do qual deriva a regra do in dubio pro operario, adiante será estudado com
mo os s1na1s maior profundidade. Caso haja dúvida sobre o verdadeiro alcance da norma trabalhista,
deve-se optar por aquela que mais beneficie o empregado.

linguage~ é
55. Código Clvil. Art. 423. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou Contraditórias, dever-se-á
conta disso, adotar a interpretação mais favorável ao aderente.
a mens~em 56. Código Civil. Art 819. Afiança dar-se-á por escrito, e não admite i~terpretação extensiva.
m relaç~ ao 57. Lei n2 9.610/98. Art. 4~: Interpretam-se restritivamente os negócios jurídicos sobre os direitos autorafs.
· 58. CPP. Art. 32: A lei pro_cessual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suple-
mento dos princípios gerais de direito.
CURSO DE DIREITO DOTRABALHO-JoséCairoJr.

Não existe dispositivo expresso qu~ preveja a aplicação dessa regra, que é parte inte- Apesar
grante do mencionado princípio basilar do Direito Laboral. Todavia, o Código de Defes_a interpretaç
do Consumidor contém preceito que trata da interpretação das cláusulas contratuais e que Nacional:
pode ser utilizado, por analogia, no Direito do Trabalho, conforme preceitua o seu art. 47:
Art
''As cláusulas contratuais serão inrerpr-::tadas de 1naneira mais favorável ao consurnidor". ou
de o

Parj_ ilu
A hen11cnêutica jurídica é a clência que (en1 corno escopo a extração do verdadeiro apresenta-se
sentido do Direüo. ficado de re
Para Carlos l\·faxinliliano, a hcrn1en2:utica jurídica "ten1 por objeto o csrudo e a sisternari~ TRA
zaçáo dos proce.)SOS aplicáyeis para deren11inar o senüdo e o alcance das expressôes do Direito".';') tu:iç
em
De plano, verifica-se que náo se confunden1 os conceitos de inrerpret:içáo e de hern1e- inco
nêutica. A prln1eira consis[e na aplicaçio pr<í.tica da segunda. A técnica da interpretação do pon
Direito uriliza-se dos métodos cientifican1enre sisret11arizados pela hermenêutica jurídica para fins
retirar da nonna (bem como dos den1ais n1eios por rneio dos quais o Direito manifesta-se) táve
térm
o seu sentido, da forma mais clara possível. '
desc
co1n
nos
3.2. Métodos básicos de exegese
quis
Para conseguir extrair o sentido e alcance correto da norma jurídica, o intérprete utiliza por
diversos métodos básicos de exegese. Desse modo, o intérprete do Direito pode recorrer aos trans
métodos gramatical, sistemático, histórico, teleológico, evolutivo etc.
Saliente-se, todavia, que a melhor interpretação é obtida pela conjugação dos vários 8. Mét
métodos mencionados, o que exclui a possibilidade de determinar um método perfeito para Pelo mé
dissecar e descobrir o sentido e o alcance de uma norma jurídica. mens legis
realmente d
A. Método literal, gramatical ou filológico Existem
O método de interpretação denominado de literal, gramatical ou filológico retira da pretação tel
norma seu exato sentido, pela análise dos seus elementos gramaticais, ou seja, dos seus vocá- declarações
bulos. Geralmente, é o primeiro método utilizado pelo intérprete para descobrir qual o real literal da lin
sentido da norma.
Já houve
No Direito Antigo, na Grécia e em Roma, deu origem ao brocardo latino in claris cessat - e não a in
intetpretatio (se a lei for clara, não há falar-se em interpretação), em face do exacerbado valor fonte de ond
que era atribuído às palavras. constituído
Entretanto, é quase que unânime o reconhecimento de ser o método mais frágil de
interpretação, pelo menos quando utilizado de forma isolada. Com efeito, o método grama- C, Méto
tical de interpretação só revela o comando aparente da regra jurídica, sem pesquisar as
suas razões primeiras. Além disso, esse método enfrenta diversas dificuldades, dentre elas, a Como v
ambiguidade dos termos gramaticais, representada pelo fato de uma mesma palavra poder quer dizer q
ter mais de um sentido. dentro de u

59. MAXIMILIANO, Carlos. Hermenêutica e aplicação do direito. 18. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2000. p. 1. 60. TRT 2l! R. R
é parte inte- Apesar da constatação acima citada, determinados dispositivos legais somente admitem a
o de Defes_a interpretação literal, conforme se- observa da regra contida no art. 111 do Código Tributário
atuais e que Nacional:
seu art. 47:
Art. 111. Interpreta-se literalmente a !egislaçáo tributária que disponha sobre: I - suspensáo
urnidor". ou exclusão do crédito tributário; II - outorga de isenção; IH - dispensa do cumprimento
de obrigaçóes tributáriJ.s ace.~sórias, (grifou-se).

Parj_ ilustrar a pobreza do n1étod0 de exegese líteral na seara do Direito do 'frabalho,


verdadeiro apresenta-se a decisáo a seguir tran.scrita, que i~terpretou o termo "domicílio" con1 o signi-
ficado de residência, rennos técnicos cujos conceitos s:lo disrintos:
a sisternari~ TRANSFERÊNCIA - Conceinnç~o. O term0 domicílio, do ponto de visra d~ sua concd-
do Direito".';') tu:içio tÇçnico-jurídka, que exip.' a presença do elemenro subjeüvo de seu titular, consisrcnie
em sua vontade ínrerior {ânimo) de ali se insra!ar, permanecer e manter sua residência, foi
e de hern1e- incorret:unente utílizado no caput do artigo 469 da CLT. Sua conotação exata deve corres·
pretação do ponder à de residência simplesmente. Cons~derada expressão objetiva que mais se adapta aos
urídica para fins almejados pelo legislador na eirada norma e designaria, simplesmente, um local habi-
manifesta-se) tável. Até um quarto de hotd, para onde o trabalhador transferido pudesse se dirigir após o
término de seu dia de trabalho e lá usufruir, como bem lhe aprouvesse, de seu período de
'
descanso en[fe as jornadas diárias. Ademais, existe evidente oposição entre a provisoriedade
co1no elemento característico da transferência e a definitividade que configura o domicílio,
nos tern1os do artigo 30 do Código Cívil. Resta evidente, assim, que se legislador trabalhista
quisesse realmente ter se referido ao termo domici1ío em sua perfeita conotaçáo jurídica,
prete utiliza por cerco não haveria de, concomirantemente, exigir provisoriedade para configuração da
recorrer aos transferência. 60

dos vários 8. Método teleológico


erfeito para Pelo método teleológico, procura-se-descobrir a verdadeira intenção da lei ou da
mens legis e não soment~ o seu comando aparente, no sentido de procurar saber o que a lei
realmente deseja.
Existem Diplomas Legais que preveem, expressamente, a urilização do método de inter-
co retira da pretação teleológica, como ocorre, por exemplo, com o art. 112 do Código Civil: "Nas
s seus vocá- declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao sentido
qual o real literal da linguagem".
Já houve época em que o objetivo era encontrar a intenção do legislador- mens legislatoris
claris cessat - e não a intenção da lei. A dificuldade _prática de alcançar esse escopo é patente quando a
erbado valor fonte de onde emana a lei é coletiva, no caso, quando a norma provém do Poder Legislativo,
constituído por diversos representantes do povo.
is frágil de
odo grama- C, Método sistem6tico
esquisar as
entre elas, a Como visto, o Direito é composto de regras e princípios logicamente sistematizados. Isso
lavra poder quer dizer que determinada regra jurídica aplicável a um caso concreto encontra-se inserida
dentro de um sistema jurídico ou de um ordenameitto jurídico.

.-----····
0. p. 1. 60. TRT 2l! R. RO n~ 20010227940. lOl! T•. Rel! Jufza Rllma Aparecida Hemetério. OOESP 14.05.2002.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CairoJr.

Feita essa constatação, é dever do intérprete verificar a posição da norma de conduta E. Mét
dentro do sistema ou subsistema ao qual pertence, para identificar as diretrizes e princípios Como m
que norteiam o ramo ou especificação desse Direito, procedimento que corresponde à inter- política, rel
pretaçáo sistemática da regra jurídica.
r\lt'.·m di
~(t;;se passo, dois dispositivos legais gr:Hn<.ticalmente semelhantes podem ser interpretados con1p 1:..'\:ida
tk t(1nna di\-ersa. caso esrejan1 inseridos un Diplon1as Legais distintos. con10 por exen1plo,
c1u.~::' p\ ln:;
urn di~çivsírivo conu::nual inscridc; n0 C,"f.3.ígo Ci,,i! e outro sc1ne!hanre constante da Conso- venhc:ir ;i i
lidaç;ío <las Leis do Trabalho. rncntoircs cu
() método siste1nático de íntcrpretaçáo visa, ponanro, e;.'itar a análise isolada da regra
E.....-cnt/1!0 d
jurídica. 61
{FCC - h1iz do
clar;:;s que pa
D. Método evolutivo de sua ap!ica
Uma d:is características da lei é a sua perenidade. Ordinariamente, a norma jurídica é uma conexdo
inserindo a n
editada e passa a vigorar até que outra a revogue. Por conta dessa característica (permanência),
(A) sistemáti
os efeitos da norn1a prolongam-se no tempo que, por sua própria natureza, opera transfor-
(B) lógíca.
n1aç6es nas relações sociais, que são objeto das regras jurídicas. (C) extensiva
Apesar de ser constatada alterações nas referidas relações sociais, não se faz necessário {D) teleológic
efetivar constantes mudanças na lei, pois sáo dotadas de caráter de generalidade, que permite {E) restritiva.
sua adaptaçáo à nova situação, mesmo porque o processo legislativo é lento e não conseguiria
acompanhar a velocidade das alterações ocorridas nas referidas relações sociais.
Há decisões que, expres~amente, contemplam esse n1étodo de interpretação da norma
jurídica:
&#0@
O orde
RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO TOMADOR DE SERVIÇOS. SÚMULA
de interesse
N° 331, IV, DO TST. A jurisprudência do C. TST, consubstanciada na Súmula nº 331, IV,
quando estabeleceu a responsabilidade subsidiária do tomador de serviços, visou resguardar Contudo" o
os direitos do trabalhador, em face do crescente fenômeno da terceirizaçáo, constituindo - se todas as hip
numa interpretação evolutiva dos artigos 9° e 455 da CLT. Assim, havendo comprovação
de que houve nítida terceirização dos serviços do recorrente, tem-se que este se benefici9u da Na falt
mão-de-obra do reclamante, auferindo lucros, o que justifica a sua condenação subsidiária· utilizar das
(grifou-se). 62 gerai~ ~o d
Desse modo, o operador do Direito deverá interpretar a norma de acordo com a do Dtre1to
realidade atual e não com base nos fatos sociais, econômicos, políticos, religiosos etc. que reserva legal
deram ensejo à sua formação. de colmata
Daí resu
lacuna e ved
61. RECURSO DE REVISTA - INTEGRAÇÃO DAS DIÁRIAS - BASE DE CÁLCULO DOS SO% PARA A CARACTERIZAÇÃO DA ciona o art.
NATUREZA SALARIAL - A jurisprudência dominante nesta Corte Superior tem entendido que a expressão salário
percebido pelo empregado, constante do art. 457, § 21l, da CLT; deve ser interpretada à luz do disposto no parágrafo
12 do mesmo dispositivo, que estabelece a integração ao salário das diárias para viagens pagas pelo empregador.
A partir dessa interpret_ação sistemática da lei, conclui~se que, para a aferição do pl'!rcentual d_as diárias pagas a
fim de definir sua natureza salarial, deve-se levar em consideração o salário básico ou nominal do empregado, ou
seja, a contraprestação do trabalhador sem acréscimo algum, e não a suà remuneração mensal. Recurso de revista
provido. (TST. RR 1031/2004-012-04-41.5. Rei. Min. Mauricio Godinho Delgado. DEJT 03.12.2010).
62. TRT 10! R. RO 1041200901710007 DF 01041-2009-017-10-00-7. 11 T. Rei. Des. Pedro Luis Vicentin Foltran: DEJT 63. CP. Art. 11l.
19.01.2010. de 1988. A
de conduta E. Método histórico
e princípios Como mencionado no item anterior, a lei origina-se de uma necessidade social, econômica,
nde à inter- política, religiosa etc. Tais fatores constituem a fonte material do Direito.
r\lt'.·m disso, a norma, para entrar em »igor, passa por todo um processo leo-islativo de extrema
terpretados con1p 1:..'\:idade. Por n' cio da uti!izaç.5-o do n1~rodo hisrórico, o inrérprere p~ocura descobrir a~
or exen1plo,
c1u.~::' p\ ln:;.;i.r;1~_ tl:~ l~i'. bctn cun.10 i n\·esti;;·.',r rorlo o proces~o le;isl:itivo que <1 originou, ao
da Conso- venhc:ir ;i i\·d:~,,::ao 1nicu! do proJetri de lei, as emcndJ.s aprescnc:.tdas, os discursns dos parla-
rncntoircs cu:1rr,1 e :l f.1,cor, e, evenrualn1ente, a n1ensag;:n1 de Vê:[O do ChefC do Poder Executivo.
da da regra
E.....-cnt/1!0 de questâo sobre o te111a
{FCC - h1iz do Trabalho Substituto 15ª região/2015) As normas jurídicas requerem interpretação, por maís
clar;:;s que pareçam, sendo que cabe ao julgador estabelecer sua exata extensão e defínir a possibilidade
de sua ap!icaç5o a cada caso concreto. Quando o Intérprete se utiliza do método buscando estabelecer
a jurídica é uma conexdo entre os diversos textos normatívos, considerando o sistema normativo como um todo e
inserindo a norma estudada, para conjuntamente verificar seu sentido, trata~se da interpretação
rmanência),
(A) sistemática.
ra transfor-
(B) lógíca.
(C) extensiva.
z necessário {D) teleológica.
que permite {E) restritiva.
conseguiria Resposta: A

o da norma &#0@;ffü!J.$·r·*·füMH·'·'·i'd3,fü!#·
O ordenamento jurídico positivo é constituído de forma a solucionar qualquer conflito
ULA
de interesses. A norma jurídica é geral e abstrata, sob a forma de uma situação hipotética.
, IV,
rdar Contudo" o legislador, no exercício de sua função legiferante, não teci condições de prever
- se todas as hipóteses que podem se concretizar no plano fático.
ação
9u da Na falta de lei específica que regule a matéria objeto do conflito, o aplicador deverá
iária· utilizar das fontes integrativas do Direito, como a analogia, os costumes, os princípios
gerai~ ~o direito, a equidade, o direito comparado etc., salvo em relação à aplicação
ordo com a do Dtre1to Penal, que ~xi_ge a prévia tipificação legal do crime, por meio dos princípios da
sos etc. que reserva legal e da antenondade (nullum crimen sine lege).63 Esse procedimento é denominado
de colmatação das lacunas legais.
Daí resulta o princípio da completude do ordenamento jurídico, que não comporta
lacuna e veda ao Juiz deixar de decidir com fundamento na omissão legal, conforme prele-
TERIZAÇÃO DA ciona o art. 140 do novo CPC.
pressão salário
to no parágrafo
lo empregador.
diárias pagas a
empregado, ou
curso de revista

n Foltran: DEJT 63. CP. Art. 11l. Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévla comi nação legal.Constituição Federal
de 1988. Art. S1l. XXXJX- não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia comi nação legal.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CairoJr.

Ar
oti
e o
Art. 126. O juiz não se exime de Art. 140. O juiz não se exime de Art. 82. As autoridades administrativas ain
sentenciar ou despachar alegando decidir sob a alegação de lacuna e a Justiça do Trabalho, na falta de dis- qu
lacuna ou obscuridade da lel. No jul- ou obscuridade do ordenamento posições legais ou contratuais, decidirão, ún
gamento da !ide caber-lhe-á aplicar jurídico. Parágrafo único_ O juiz só conforme o caso, pela jurisprud~ncia, por
for
as no,·mas !<cgais; não as havendo, d2cidirá por equidade nos casos· ana!ogia,porequ:dadeecutrosprincípi05
recorrerá à anabgh, aos costume5 e norma~ gc:rnis de direito, principz:f·
e aos prin;;ipios gera:s de di·eito.
()bser
meme do direito do trab:ilho, e, ai:id::i, d•_ 1.
aco:do com os u~os e costvmê'S, o dire>t-J hipürcse d
corr:p::rado, mas S·?mpre de maneira q~e utHh
nenhum interesse d2 classe ou particular 1
prevaieça sobre o ir;teresse público. I na interpr
Art. 852-1. § 12 O juízo adotará em cada Posccr
caso a decisão qu;:· reputar mais justa e
equânirne, atendendo aos fíns sociais pios, norm
da lei e as exigências do bem comum.
O esq
Aplicabilidade do CPC ao processo Aplica-se a regra contida no caput do art. 140 do novo CPC ao processo do tra- con1 a CLT
do trabalho balho, uma vez que não é incompatível com o preceito contido no art. 8!! da CLT.
mais genér
Quanto ao mandamento contido no parágrafo único, a norma celetfsta é
mais abrangente (art. 8!! e art. 852-1, § 1º, pois admite a utilização da equi-
dade ainda que não esteja prevista em lei.
Diferença entre o novo CPC e o de O novo CPC:
1973 Não menciona que o juiz não pode deixar de despachar alegando lacuna na lei.
Também não faz referencia à analogia, aos costumes e aos princípios gerais
do direito como método de integração.
Em compensação, permite ao juiz usar da equidade, desde que haja previsão
expressa nesse sentido.

Em caso de lacuna na norma, a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, art.


4o, autoriza a utilização da analogia, dos costumes e dos princípios gerais do direito para 4.1. Jur
preenchê-la.64 Como
do vazio le
A Lei nº 5.172/66, que institui o Código Tributário Nacional elege, em seu art. 108 65, dos dispos
a analogia, os princípios gerais de direito tributário, os princípios gerais de direito público
e a equidade, sucessivamente, como alternativas para solucionar o problema do vazio legal. Em alg
da alteraçã
O Código de Defesa do Consumidor, Lei nº 8.078/90, art. 7°, dispóe acerca da matéria
da seguinte forma: Exemp
de não se
Art. 7º. Os direitos previstos neste Código não excluem outros decorrentes de tratados ou
convençóes internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de
a cinco mi
regulamentos expedidos pelas autoridades adminisrrativas competentes, bem como dos que Esse p
derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e equidade.
da Seção E
A Consolidação das Leis do Trabalho possui regra expressa sobre a integração do Direito :-[rabalho,
do Trabalho, conforme se observa do disposto no seu art. 8°: SÚ
QU
197
64. Decreto-Lei nll 4.657/42. Art. 42. Quando a lei for omissa, o juiz decidirá ocaso de acordo com a analogia, os cos-
tumes e os principias gerais de direito.
65. Lei nll 5.172/66. Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação
tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada: 1-a analogia; li-os princípios gerais de direito tributário; 66, Idêntico
Ili- os principias gerais de direito público; IV- a equidade. grantes
Cap. I • !NTRODÜÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

Art. 8°. As autoridades adminisrrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais


oti contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade
e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho e,
administrativas ainda, de acordo com os usos e costumes,.. o direito comparado, mas sempre de maneira
na falta de dis- que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. Parágrafo
tuais, decidirão, único. O direím comum sed. fonte subsidiária do direito do trabalho, naquilo em que não
isprud~ncia, por
for incomp.uívd com os princípios fundamentais deste.
utrosprincípi05
eito, principz:f·
()bserve-sc que, ao contrário do que a::ontece com os den1ais ran1os ll.J Direiro, na
ilho, e, ai:id::i, d•_ 1.
tvmê'S, o dire>t-J hipürcse de bcuna na legislaç:lo rrahalbistJ., a sua integraçã0 &::.oi feita, .Pfi:neiran1cnte)
de maneira q~e utHh.;lçáo da. jurisprudência, circunsr;lncia que revela a ÍI11pord.ncia d.:sse inscituro
sse ou particular 1
esse público. I na interpretaçáo e aplicaçáo do Direito Laboral.
dotará em cada Posccriorn1enre, se for o caso, o intérprete pode recorrer à -;tn:.:.logi.a, equidade, p.d.ncí-
tar mais justa e
aos fíns sociais pios, normas gerais de direito} usos e costumes, e direito compgrado, de forn1a sucessiva.
bem comum.
O esque1na a seguir contén1 as fontes integrativas do Direito do Trabalho, de acordo
processo do tra- con1 a CLT, que sugere a utiliz.açáo do 1nétodo indutivo, ou seja, do mais específico para o
no art. 8!! da CLT.
mais genérico:
rma celetfsta é
ização da equi-
• Jurisprudência
Analogia

FONTES INTEGRATIVAS Equidade


do lacuna na lei.
DO DIREITO DO Princípios gerais do Direito do Trabalho
rincípios gerais TRABALHO Princípios gerais do direito
Usos e costumes
ue haja previsão
• Direito comparado

rasileiro, art.
direito para 4.1. Jurisprudência
Como dito, a jurispfudência exerce um papel de grande importância no preenchimento
do vazio legislativo trabalhista, para eliminar as dúvidas existentes em relação à interpretação
eu art. 108 65, dos dispositivos legais.
reito público
vazio legal. Em alguns casos, a jurisprudência inspira o legislador de forma a constituir fato propulsor
da alteração legislativa para se adaptar à interpretação conferida pelos Tribunais.
ca da matéria
Exemplo disso, na seara trabalhista, aconteceu com a criação jurisprudencial no sentido
de não se considerar no cômputo da jornada de trabalho a variação de horário equivalente
os ou
ia, de
a cinco minutos.66
s que Esse posicionamento consolidou-se por meio da Orientação Jurisprudencial de nº 23,
da Seção Especializada em Dissídios Individuais nº 1 (SEDl-1), do Tribunal Superior do
ão do Direito :-[rabalho, transformada, posteriormente, na Súmula n--o 366:
SÚMULA N• 366, CARTAO DE PONTO. REGISTRO. HORAS EXTRAS, MINUTOS
QUE ANTECEDEM E SUCEDEM A JORNADA DE TRABALHO. (nova <<dação)· Ros.
197/2015 -DEJT divulgado em 14, 15 e 18.05.2015. Não serão descontadas nem computadas
analogia, os cos-

icar a legislação
ireito tributário; 66, Idêntico fenômeno também foi observadó;;~-q~e diz reSpelto ao reconhecimento das horas in itinere com~ inte-
grantes da jornada de trabalho, pela'Súmula n2 90 do TST, de 10.11.78e, posteriormente, pela lei nº 10.243/01.

1
_J
~ CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José Ca/rolr.
~.~~~~~--~C-~~~ ~~~·~~~-

como jornada extraordinária as variações de horário do registro de ponto náo excedentes A Lei n
de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. Se ultrapassado esse nº 9.784/9
limite, será considerada como extra a totalidade do tempo que exceder a jornada normal, pois vinculante
configurado tempo à disposiç:ío do empregador, n:ío importando as atividades desenvolvidas
pdo empro:gado ao longo do tempo residual (troca de uniforme, lanche, higiene pessoal, etc). Un1a ve
vincula tod
Con10 c:xemp!o d~1 in1portáncia, para o [)ircito do Trabalho, da jurisprudência donlinante, e inJin~ra J
c:\,'i"'.Oe' a Lei nº 10.243/01 que inrroJu?.iu o radgrafo 1'', ao art. 58 da Con:.olidaçJo d?.S Lei~
<lo l~rabalho, con1 a seguinte ro.:daçáo: ,-\ propo
1naJos qul'.
Art. 58. § l". t-:;Jo sedo descomad.1; nem computJd:,~ como jc>rn.:da extr.wrdin:íri<l a~
d,) "f'rabalh
variaçóc:; de horário no registro de ponto não excedentes de cinco mlnutos, oboerv;·tdo o
!im:re mâximo de dez minutos di:írio.~. Os opz
As normas jurídicas, por serem gerais e abstratas, não conseguen1 antever todas as siruaçóts lvfinistério
que poden1 acontecer no plano f:í.tico. A adaptação da norma a cada caso concreto efetiva-se do 1"rabalh
pda aplicação do Direüo feita pelos órgãos do Poder Judiciário. Apesar
conhecime
A reunião de decisóes que se pronunciam en1 un1 determinado sencido é que se dcnornina
dade do rec
de jurisprudência. A jurisprudência pode ser notória) reiterativa ou dominante quando
tação diver
boa parte das decisões que a compõem adota o idêntico entendimento.
do 'frabalh
Já a súmula representa o resumo de toda a jurisprudência de um tribunal, quando as O qua
questões muito debatidas já se encontram, de certa forma, pacificadas. Para cada assunto,
Órgãos do
o Tribunal cria um texto que representa o extrato do seu posicionamento sobre a matéria e
que é denominado de enunciado ou ementa de súmula.
Com efeito, uma das funções dos tribunais superiores é de uniformizar a sua juris-
prudência ou de tribunais inferiores, o que se perfaz principalmente por intermédio da
edição de Súmulas.67 ·

O Tribunal Superior do Trabalho edita, ainda, as chamadas Orientações Jurispruden-


ciais, ou simplesmente OJ's, que representam o posicionamento jurídico predominante das
suas Seções Especializadas em Dissídios Individuais I e II (SEDI-I e SEDI-11). ,
Até a promulgação da Emenda Constitucional nº 45, denominada de Emenda de Reforma
do Poder Judiciário, inexistia no ordenamento jurídico pátrio o instituto da súmula vinculante.
A referida Emenda Constitucional nº 45 incluiu o ;µ-t. 103-A na Carta Política de 1988,
com a seguinte redação: O quad
da jurispru
Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de oficio ou por provocação, mediante decisão
de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre a matéria, aprovar súmula que, a
partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgáos
do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e
municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na fonT!a estabelecida em lei.

67. No STF a edição, revisão e cancelamento de Súmulas encontram-se disciplinados pela Resolução n!! 388/08.
Dispõe em seu art. 12: Recebendo proposta de edição, revisão ou cancelamento de súmula, vinculante ou não, a
Secretaria Judiciária a registrará e autuará, publicando edital no sítio do Tribunal e no Diário da Justiça Eletrônico,
para dênda e manifesfação de interessados no prazo de 5 (cinco) dias, encaminhando a seguir os autos à Comis-
são de Jurisprudência, para apreciação dos lntegranles, no prazo sucessivo de 5 (cinco) dias, quanto à adequação
formal da proposta.
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO
~-

ntes A Lei nº 11.417/06, regulamentou o aludido dispositivo constitucional e alterou a Lei


esse nº 9.784/99, ao disciplinar a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula
pois vinculante pelo Supremo Tribunal Federal.
idas
etc). Un1a vez apro\·ada, por no n1Ínimo 2/3 dos integrantes do STF,a súmula dessa natureza
vincula todos os órgiios d{: Poder Judiciário, be1n como a administração pública direta
donlinante, e inJin~ra Jos ui-:; níveis {n1unicipal, estadu1l e federal).
çJo d?.S Lei~
,-\ propo.·-.t,t dl· <:"di\<io, !'<:\·is;l,1 ou c1nc(_bn1ento de Sún1ubs podcr;Í ser fdra pdos ].;-t;i[i-
1naJos qul'. CG:l\tJ.1n do an. 3° d;\ rcferid:t Lei nº ll/Íl7/06, ic1dnsivc pdo 1"ribunal Superior
<l a~
d,) "f'rabalho ..: pelos "fr!bunais Regionais do 1·r:ibalbo.
do o
Os opz:radurt'.'s do Direito do Trabalho, dentre eles os advogados, juízes e n1embros do
as siruaçóts lvfinistério Público do 'frahalho uülízan1, corriqueiran1ente, das Sún1ulas do Tribunal Superior
to efetiva-se do 1"rabalho para fundarncnrar suas petições, decisões e pareceres.
Apesar de n.í.o pvssuíre111 efeito vinculante, as mencionadas súmulas influencian1 no
conhecimento do .recurso de revista. Com efeito, constitui um dos requisitos de admissibili-
e dcnornina
dade do recurso de revista a circunstância da decisão do Tribunal Regional conferir interpre-
nte quando
tação diversa daquela que consta da Sún1ula de jurisprudência unifonne do Tribunal Superior
do 'frabalho, confonne preleciona o art. 896, "a", da Consolidação das Leis do Trabalho.
quando as O quadro a seguir relaciona as diversas espécies de verbetes jurisprudenciais com os
ada assunto,
Órgãos do TST dos quais se originam:
a matéria e

a sua juris-
Orientações
ermédio da Tribunal Pleno
jurisprudendais do Pleno
Orientações Subseção l - Especializada
jurisprudendals da SD!-1 em Dissldios Individuais
rispruden-
minante das Orientações Subseção ll - Especializada
jurisprudenciais da SDl-2 em Dissídios Individuais
Orientações jurisprudenclais Subseção 1- Especializada
de Reforma transitórias da SDl-1 em Dissídios Individuais
vinculante. Precedentes Seção- Especializada
'normativos da soe em Dissídios Coletivos
ca de 1988,
O quadro a seguir revela o posicionamento da doutrina no que diz respeito à classificação
da jurisprudência como fonte ou como meio de integração do direito:
cisão
ue, a A jurisprudência pode ser fonte do Direito do Trabalho, se a análise for além da teoria
gáos _clássica, para quem o juiz apenas e um escravo da lei, não podendo criar normas
ual e para ordenar a sociedade.*
ei. Essas orientações Jurfsprudenciais - e dezenas de outras-, embora não filiadas ao
p~in~fpio es~to da reserva legal (se interpretado rigidamente esse principio, é claro),
tem inquestionável força jurfdica (e jurigena}. Note-se que no Direito do Trabalho
ção n!! 388/08. a própria legislação já cuidou de enfatiJar a jurisprudência como fonte normativa
lante ou não, a - ao menos supletiva, é verdade (9rt. 8, CLT). Não obstante seu papel vá além de
tiça Eletrônico, simples fonte subsidiária do Direito, houve, de qualquer modo, neste ramo jurídico,
autos à Comis- um acolhimento expresso- ainda que parcial - de tese dassiflcatória proposta pela
o à adequação vertente moderna.**
94 CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José CniroJr.

A jurisprudênda~não pode ser fonte do Direito do Trabalho, visto que ela apenas
enquanto
indica o caminho e não vincula o magistrado.*** aplicador
As súmulas no Direito do trabalho não são fontes como a lei, devido a impossibilidade siva é um
de seu efeito vinculante, porém admite-se que as súmulas têm um poder de coação, meios qu
próprio das normas jurídicas.****
(*)NASCIMENTO, Amauri. Curso de Direito do Traba!ho. 24 ed. São Paulo: Saraiva, 2009. j Em r
(**) O~LGADO, Maurício Godinho- Curso de Direito do Trabalho. 13 cd. 530 Paulo: 'tr, 201'1. 1 constiruc
{u~) M.LRTINS, Sérgio Pinto. Dir2•to do Trdbalho. 21 ed. São Pc;\;I:>: Atlas, 2004. e lamenraç
(*u*) Lf:\TE, Rnberto Basiloni. Direito Sumular do Trabalho. 1:1: ü.vso de Direito do trab3iho or~ fad·son ChJvo !
disposüi,
! de Aze1."€do. São Paulo: LTr, 2001. ---~------- ,,. 1
Cont
4.2. f..;,.na!ogia da analog
com o re
A lei, em sentido la.to, tenta prever a ocorrência de firas sociais que são considerados
relevantes para o Direito, para definir con10 os indivíduos deverão se cornporrar na hipótese O
e
de sua concretização.
d
Seda un1a [arefa árdua, senão impossível, para o legislador encaixar, na lei, rodas as Jo
ocorrências futuras passíveis de acontecer no plano fático. Para atenuar os efeitos dessa difi- s
culdade ou mes1no impossibilidade, o órgão produtor cria a norma da forma mãis abrangente Exist
e abstrata possível, e confere ao intérprete e ao aplicador do Direito a rarefa de subsumir o dispositiv
fato concreto à norma abstrata e genérica.
haverá an
Contudo, em algumas situações sequer existe uma norma genérica para ser aplicada a um
Em a
caso concreto específico, Nessa hipótese de vazio legislativo específico, pode o "'-plicador do
ser utiliza
Direito recorrer a wna regra jurídica que trata, abstratamente, de um fato jurídico semelhante
primeiras
e aplicá-la à situação fárica que se encontra desprovida de regramento específico.
legal para
Assim, é possível recorrer à analogia, desde que o dispositivo legal emprestado tenha se
Segu
originado com a mesma razão de ser das regras que compõem sistema jurídico aplicável à
hipótese carente de norma específica para sua regulação. N
m
Desse modo, a busca por dispositivos legais que tratam de fatos semelhantes pode ser d
feita dentro do mesmo ramo do Direito ou pode ser requisitado de um subsistema jurídico t
diverso, desde que possuam uma mesma causa formadora. Em v
Sabe-se, por exemplo, que o Direito do Consumidor, cujo diploma legal básico é represen- que houv
tado pdo Código de Defesa do Consumidor - CDC, teve como fato propulsor a hipossufi- do Direit
ciência do consumidor. As normas que regulam a relação de consumo protegem o conswnidor, Tributári
com o objetivo de equilibrar a desigualdade existente no plano fático, da mesma forma como o
Direito do Trabalho protege o empregado, que se encontra submetido ao poder de direção do Exemplo
empregador. Por isso, em determinadas situaçóes nas quais inexiste norma trabalhista espeáflca, {TRT 2 - J
o aplicador do Direito fica autorizado a recorrer da analogia das regras existentes no CDC, ,exegese e
por possuírem a mesma razão de ser das normas trabalhistas, com a aplicação do brocardo !.' O siste
tendo
ubi eadem est ratio, ibi ide ius, ou, no vernáculo, "a mesma razão, autoriza o mesmo Direito". procur
Não se pode confundir, todavia, a analogia com a interpretação extensiva. Como do Tra
foi visto, a interpretação da regra jurídica pode declarar, restringir ou ampliar o seu sentido
aparente, o que pode resultar em uma interpretaçáo declarativa, restritiva ou extensiva, respec- 68. STF. M
tivamente. Assim, a interpretação extensiva resulta da atividade do intérprete do Direito, 69. MAXIM
Cap.I • JNTRODUÇÃOAODIREITOOOTRABALHO Fl
o que ela apenas
enquanto que a analogia apresenta-se como recurso a ser utilizado de forma ddiberada pelo
aplicador do Direito, quando a lei é omissa no caso particular. Assim, a interpretação exten-
a impossibilidade siva é um dos possíveis resultados do processp interpretativo, enquanto a analogia é um dos
poder de coação, meios que se utiliza para obter esse mesmo resultado.

j Em regra, a utilização da analogia é vedada para dar eficácia plena a um dispositivo


1 constirucional de eficácia contida. Nesse caso, a norma constirucional depende de uma regu-
e lamenraçâo específica, que não pode ser feitJ pelo aplicador por meio do recurso a outro
fad·son ChJvo !
disposüi,·o constitucional que já se encontra regutunenrado.
. 1
ContuJo, por 1neio do mandado de injunção é possível preencher essJ. lacuna com o uso
da analogia, <lc acordo com os postulados da tese concretísta, a exemplo do que ocorreu
com o reco!1hecin1ento do direito de greve aos servidores públicos:
considerados
ar na hipótese O Tribunal, por maioria, nos termos do voro do Relai:or, conheceu do mandado de injunção
e propôs a soluç.áo para a on1issão legislariva com a aplicação da Lei nº 7.783, de 28 de junho
de 1989, no que couber, vencidos, parcialmente, os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski,
a lei, rodas as Joaquim Barbosa e Marco Aurélio, que limitavam a decisáo à categoria representada pdo
tos dessa difi- sindicato e estabeleciam condiçóes específicas para o exercício das paralisaçóes. 6 ~
ãis abrangente Existem duas espécies de analogia: a analogia iurís e a analogia legis. Quando não existe
de subsumir o dispositivo específico e o legislador recÓrre a uma regra que trata de um caso semelhante,
haverá analogia legal ou legís-
aplicada a um
Em algumas hipóteses, contudo, o intérprete não encontra sequer um preceito legal para
o "'-plicador do
ser utilizado de forma análoga. Nesses casos, deve-se recorrer aos princípios gerais e razões
co semelhante
primeiras que norteiam determinado segmento do Direito, de forma a extrair um comando
co.
legal para ser aplic;ido ao caso concreto, procedimento denominado de analogia iurís.
stado tenha se
Segundo Carlos Maximiliano, verifica-se a ocorrência da analogia iuris quando:
co aplicável à
Não existe regra e~plícita, nem caso análogo; reconstrói-se a norma pela combinação de
muitas outras, que constituem visível aplicação de um princípio geral, embora não expresso,
ntes pode ser dabora~se preceito completamente novo, ou um instituto inteiro, segundo os princípios de
stema jurídico todo o sistema em vigor. 69

Em várias passagens legislativas permite-se, expressamente, o recurso à analogia, sempre


co é represen- que houver lacunas na lei, conforme se observa do art. 4°, da Lei de Introdução às normas
r a hipossufi- do Direito Brasileiro; art. 8°, da Consolidação das Leis do Trabalho; art. 108, I, do Código
o conswnidor, Tributário Nacional; e art. 7°, do Código de Defesa do Consumidor.
forma como o
de direção do Exemplo1 de questões sobre o tema
ista espeáflca, {TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto li região/2016) Considere as assertivas seguintes a respeito da
tes no CDC, ,exegese e eficácia das normas jurídicas trabalhistas e dos princípios do Direito do Trabalho e responda.
do brocardo !.' O sistema interpretativo teleológico propugna por uma interpretação conforme a finalidade da norma,
tendo por objetivo adaptar a finalidade da norma as exigências sociais vigentes para que o intérprete
smo Direito". procure a rotio do preceito para determinar o seu sentido, sendo bastante utilizada no campo do Direito
nsiva. Como do Trabalho.
o seu sentido
nsiva, respec- 68. STF. MI n2 712. Rei. Min. Eros Grau. DJU J_l,.10.2009.
e do Direito, 69. MAXIMILIANO, Car!o.s. Hermenêutica e aplicaç6o do direito· 18. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2000. p. 210.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José.=C=a=;ro=J='·:___ _ _ _ _ _ _ _ _ __

li. É considerado exemplo de interpretação extensiva o que ocorre com a figura da hora ?e sobreaviso
de forma q
que prevista para 0 ferroviário passou a incidir para o e!etridtário por força de entendimento sumu~
lado do TST.
sem menc
!IL É considerada construção analógica jurisprudencial a incidência sobre os atos da autoridade do Distrito Poder Judi
Federal do tipo legal do factum principis com previsão normativa contida na CLT. e Tribunai
,_ -~p•o
'"'e pr,,,1.-,
IV. e on f o,,,, , d"'-"'.,,.,
,,,1_..,rl>ncia
.. - contratu::il as c!::í:usulas normativas dos acordos coletivos ou convcn-
jurispruden
çDes co!t·tivas d<~ trabalho integram os contratos individuôis d~ trabalho e somente podcr3o ser rvi.cdifi-
O Br;is
c;duç ou su;_1rirn.'d2s rn2di-::iit~ negociação c::iiEOtiva de trab;;!ho.
v. r.· 5 ,-:ntenç;, ~urmJtiva i:r·oft:r:da em díssidio coletívo vigorará a partir do dh imediJto ao termo fin::il _de
fonte do I)
vigência de acordo, convenção ou sentcnçõ normativa, qu;:indo ajuizudo o dissíd[o no prazo de 60 dias
omissa no
;cr,teriores ao respectivo termo final.
Os cosr
Estão corretas apenas as proposições:
ler;en1 são
(A) !, \!e V.
no orden::u
(B) !, Ili e IV.
diretrizes c
{C) !, IV e V.
(D) li, Ili e !V. Exisrem
{E) li, l!l e V. Cód
Resposta: C prJz

(TRT 2-Juiz do Trabalho Substituto 2~ região/2014) O processo a~al_ógico é o pr~cediment~ comparativo Cód
entre figuras ou categorias componentes de espécies distintas, objetivando o efeito normativo sobre caso ~se-á
concreto. Aponte a alternativa que faça a comparação correta: qual
(A) Entre 0 doméstico e o secretário particular exercendo trabalho em residência. Cód
(B) Entre 0 salário do médico empregado de clínica privada e a remuneração do médico em trabalho autô- algu
nomo. . segu
(C) Entre a figura do empregado gerente em qualquer empresa e o do bancário no exE>rddo de direção ou cont
gerência.
E tamb
(D) Entre o autônomo e o empregado avulso.
(E) Entre a hora de sobreaviso do ferroviário e a hora de sobreaviso do eletrk - •110. Con
·:,,_,posta: E 'do T
jurisp
princ
4.3. Usos e costumes comp
sobre
O Direito, na maioria das sociedades modernas, é eminentemente escrito. Contudo, não se
pode negar o caráter normativo de regras náo escritas, derivadas da prática de fatos humanos Cons
constantes, que sáo passadas de geração em geração, definidoras de condutas e impregnadas comp
ou ou
de coercibilidade, denominadas de costumes jurídicos.
habitu
alcoól
O Direito, no mundo ocidental, quanto a sua origem, é dividido em dois grandes sistemas.
O sistema filiado ao Direito europeu continental, de origem romano-germânica, e o sistema Lei n
filiado ao Direito anglo-saxão. Estão incluídos, no último grupo, o Reino Unido, Estados duraçá
alimen
Unidos da América e Canadá (exceto em relação a Quebec), dentre outros países, cuja base
duraçã
do Direito é formada pelos usos e costumes reconhecidos pelas Cortes Judiciais, também horas
denominado de common /aw. Os demais países do continente europeu e do mundo ocidental
adotaram o civil law, assim considerando aq~ele Direito codificado, cuja fonte principal e Por fim,
que são aplica
imediata é a lei.
os prindpios
Registre-se, também, que os países filiados ao common law, pou_co a .pouco: estão .sist~ma­
tizando as decisões reiteradas dos seus tribunais- e mesmo apresent~ndo in~çoes legislativas, 70, A Inglaterra,
_ _ _ _ __ Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

a ?e sobreaviso
de forma que a tradição dos costumes progressivamente vai perdendo espaço para a lei.7º Isso
dimento sumu~
sem mencionar que os usos e costumes só sáo reconhecidos quando passam pelo crivo do
ade do Distrito Poder Judiciário. São fontes mediaras do direito, pois dependem da manifestação dos Juízes
e Tribunais, por meio de sentenças e acórdãos, respectivamente, formando os precedentes
vos ou convcn-
jurisprudenciais.
cr3o ser rvi.cdifi- 1
O Br;isil, apc>sar de ter <tderido ao sisterna do civil !1111 adn1ite os usos e costun1cs cor110
1•

fonte do I)irt:!to, n1as .'>tHn,:nte nas hipóteses cn1 que a lei p<::rn1icir expressan1cnte ou for
o termo fin::il _de
razo de 60 dias
omissa no tratarnenr() de dcrcrn1in:i_da questão.

Os cosrun1es pod-..:n1 ser conua 1(-gr:nt, secu11durn legern e praeter legc1n. Os costun1es contra
ler;en1 são aqueles tiue conrrari,101 as disposições legais e, por esse n1otivo, n;ío são aceitos
no orden::uncnto jurídico pátrio. Secundurn legen1 são os costun1es que acornpanham as
diretrizes constar.te'.\ dJ;; 1H1rm::ls estatais escrítas, que lhe fazem referência expressa.

Exisrem disposiçóes legais pern1itindo a utilização do costume secundum legeni:


Código Civil. :\n. 569. O locatário é obrigado; II - a pagar pontualmente o aluguel nos
Resposta: C prJzos ajustados, e, ern falta de ajuste, segundo o cosrume do lugar;

t~ comparativo Código Civil. Art. 596. Não se tendo estipulado, nem chegado a acordo as partes, fixar-
tivo sobre caso ~se-á por arbitramento a n:tribuiçáo, segundo o costume do lugar, o tempo de serviço e sua
qualidade.

Código Comercial. Art. 673. Suscitando-se dúvida sobre a inteligência de algumJ ou


trabalho autô- algumas das condiçóes e cláusulas da apólice, a sua decisão será determinada pd ..
seguintes: 3 - o costume geral observado em casos idênticos na praça onde se cei< ., ·'
o de direção ou contrato, prevalecerá a qualquer significação diversa que as palavras possam ter em uso vulgar.

E também regras específicas do Direito do Trabalho:


Consolidaçáo das Leis do Trabalho. Art. 8°. As autoridades administrativas e a Justiça
·:,,_,posta: E 'do Trabalho, na falta de disposiçóes legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela
jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito,
principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito
comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça
sobre o interesse público (grifou-se).
ntudo, não se
tos humanos Consolidação das Leis do Trabalho. Art. 4_58. Além do pagamento em dinheiro,
mpregnadas compreende'm-se no salário, para todos os efeitos legais, a alimentação, habitaçáo, vestuário
ou ourras prestações in natura que a empresa. por força do contrato ou do costume, fornecer
habitualmente ao empregado, Em caso algum será permitido o pagamento com bebidas
alcoólicas ou drogas nocivas (grifou-se).
des sistemas.
, e o sistema Lei nº 5.889/73 (Lei do Trabalho Rural) Art. 5°. Em qualquer trabalho contínuo, de
ido, Estados duraçáo superior a seis horas, será obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou
alimentação, observad~s os usos e costumes da região, não se computando este intervalo na
es, cuja base
duração do trabalho. Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze
ais, também horas consecutivas para descanso (grifou-se).
do ocidental
e principal e Por fim, os coscumes praeter legem servem para completar as lacunas legais, uma vez
que são aplicados na hipótese de vazio legislativo, assim como ocorre com a analogia e com
os prindpios gerais do direito.
stão .sist~ma­
legislativas, 70, A Inglaterra, por exemplo, desde 1999 já possui um Código de Processo Civil.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José CairoJr.

Na prática trabalhista não se tem, observado a utilização do costume praeter legem.7 1 do Trabalh
Mais comum é' o uso do costume autorizado pela própria norma laboral (secundum legem), quando o r
conforme se vê da decisão a seguir transcrita:
Sobre o
INTERVALO INTRAJORNADA - TRABALHADOR RURAL - APLICABILIDADE Juiz adotar
DO ARTIGO 71, § 4°, DA CLT -A legislação que regulamenta o u:ibalho rural eso.belece
a obti~;;i,toriedade da cuncess5.o <le intervalo inrrajnrnadd d.:, 1:.0 míninw, unn hor:t p:ira o
sociais da l
tr:1b:ilhu comínuo mperior a sei> h'.Jf'Vi, observado'> V-.;_u~( 1 S e e11-;nun·:s da r(,i,ir. Lin. 5°, Regra i
Decr<:'tO 7 3.626/74). c~bO O:nl que, n;in obseri·ad:i c0rrcr:1me1:h'. n ir,tcc;:ih ;ijtt~:.H.10, ou
<lD Rito Su1
rne~ni:.i qualquer outro, d<".correJHC d.: um cosrnme u "u,1l 21 r·<;;i:), VH!Í~'rr.1-ô e --1a!:-e!-:i.:e a lei
qli'-' ampJra o tr:ibal!·,:1do1· rural, há qui: ser consider:l.cfa :l. apl:-:~ç.() Jo df',posrn nri ·~ 4" do que r.:putar
:inigo 71 da CLT, considerando-se a !urmonia emre :i_s wnrn,1s e <l equiparaçJo dos uaba- con1un1".
t!udürcs urbanos e rurais, determinada no anígo 7° da C')'~'cinií;_,:;io FeJeraL Prececl.:nres
d<i C. SOL Recurso de en1bargos conhecido e pruYido.-" Jâ o no
por equidad
Pode-se dizer que há pontos de contato entre o Dir.::iro do -rrabalho e o sistema do convnon
!tiw, em face da importância das Súmulas e das Orientações Jurisprudenciais emanadas
do Tribunal Superior do 1fabalho, en1 que pese não decorr~rem da verificação dos usos e 4.5. Prin
costumes dirctan1ente pelo Juiz, mas siin da mera interprcrnção legal. O Dire
A lei deve ser conhecida por todos e, principalmente, por aquele encarregado de solucionar orienta o op
os conflitos, ou seja, o Juiz. Dessa forn1a, ao postular etn juízo, a parte não necessita fazer meio de in
prova do teor e da vigência da leí. quando no
presente em
Tal não ocorre em relação aos costumes, que devem ser provados pela parte a quen1
os aproveita, conforme preleciona o art. 376 do novo CPC. Em alg
estabelecer n
,_ :~:1íU?i:.ô'~!K~tí't~9Y~:~-9~~J~~!tP_J;êSM~~*r em termos c
-~:' CNovb'cpc;!-_:_~
considerado
Art. 337. A parte, que alegar direito Art. 376. A parte que a!egar direito Sem similar
municipal, estadual, estrangeiro ou municipal, estadual, estrangeiro ou Desse m
consuetudinário, provar-lhe-á o teor e consuetudinário provar-lhe-á o teor e
a vigência, se assim o determinar o juiz. a vigência, se assim o juiz determinar.
tação, integ
estreita rel
Aplicabilidade do CPC ao processo do Aplica-se essa regra ao processo do trabalho diante da ausênda total de
trabalho preceito que regule essa matéria na CLT, além de não contrariar qualquer derivam da
dos seus princípios.
Alguns
Diferença entre o novo CPCe ode 1973 A redação dos dois dispositivos é quase idêntica.
nados de pri
laedere), pro
4.4. Equidade própria torp
Entende-se por equidade a disposição de agir com justiça. É saber a justa medida de Inclusiv
todas as coisas. Dessa forma, a equidade guarda estreita relação com o sentimento de justiça ser utilizado
e depende de um critério subjetivo para a sua aplicação, mas que tem como escopo principal
abrandar o rigor e formalismo da lei. Para co
s':\rio proced
Em algumas situações, a utilização da equidade como forma de integrar a lacuna deixada
pela lei é por ela própria determinada. Como visto no item anterior, a Consolidação das Leis A força
Direito Civi
o que já foi
71. O dia de terça-feira de carnaval, no Brasil, é considerado feriado pelo costume ou por lei local, e não por uma

L
norma estatal federal. Portanto, o eventual labor em tal dia deve ser remunerado em dobro. O traço
72. TST. E-ED-RR 10/2005-120-15-00.9. Rei. Min. Atoysio Corrêa da Veiga. DEJT 26.11.2010. ao empregad
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

aeter legem.7 1 do Trabalho permite que o intérprete utilize a equidade somente quando a lei for omissa e
undum legem), quando o recurso à jurisprudência e à analogia for ineficaz.
Sobre os Juizados Cíveis e Criminais, o ·art. 6°, da Lei 9.099/1995 determina que: "o
DADE Juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo aos fins
belece
p:ira o
sociais da lei e às exigências do bem comum".
in. 5°, Regra idêntica foi introduzid;i na Consolidação das Leis do Trabalho, por meio da Lei
.10, ou
<lD Rito Su1n::i.ríssin1-o (9.957/2000): "r\rt. 852-I. § 1°. () juÍ7,0 adorar;) en1 c:i.da caso a decisio
:e a lei
4" do que r.:putar inais justa e equinin1e, atendendo aos fins sociais da lei e as exigências do bcn1
uaba- con1un1".
l.:nres
Jâ o novo CPC crata do ten1a no parágrafo único do seu art. 140: "O juiz só decidirá
por equidade nos casos previstos e1n lei".
ma do convnon
is emanadas
o dos usos e 4.5. Princípios gerais do Direito do Trabalho
O Direito é con1posto por regras e princípios. Por principio entende-se tudo aquilo que
de solucionar orienta o operador do Direito na sua atividade interpretativa, além de ser classificado como
ecessita fazer meio de integração das eventuais lacunas legais. Serve, também, para guiar o legislador
quando no exercício da sua função de legiferar, faro que leva o princípio a ser um elemento
presente em todo o sistema jurídico do qual faz parte.
arte a quen1
Em alguns casos, o princípio jurídico assume as feições da própria regra jurídica ao
estabelecer normas de conduta a serem observadas pelas pessoas (princípio-regra). Nesse caso,
em termos comparadvo, o princípio seria mais abstrato e genérico do que a regra jurídica e seria
considerado como fon~e primária do Direito e não como meio de integração das lacunas legais.
Desse modo, os princípios jurídicos atuam tanto na origem formal quanto na interpre-
tação, integração e apli~açáo do direito, circunstância que leva à conclusão de que há uma
estreita relação entre os princípios e as fontes materiais do Direito, pois os primeiros
sênda total de
rariar qualquer derivam da natureza que o Direito ou cada um dos seus ramos possui.
Alguns princípios são aplicados a qualquer ramo do direito e, por conta disso, são denomi-
nados de princípios gerais do direito, como a proibição de causar prejuízo a alguém (neminem
laedere), proibição do enriquecimento sem causa, presunção de boa fé, proibição de arguir a
própria torpeza em benefício próprio, força obrigatória dos contratos etc.
a medida de Inclusive, o citado art. 8° da CLT faz referência expressa a tais princípios, que devem
nto de justiça ser utilizados nos casos em que a regra jurídica trabalhista for omissa (função integrativa)
opo principal
Para conhecer os princípios que norteiam determinada especialização do Direito é neces-
s':\rio proceder à análise histórica do seu surgimento. -
cuna deixada
ação das Leis A força motriz da criação do Direito do Trabalho, que promoveu a sua separação do
Direito Civil, foi a questão social surgida com a Revolução Francesa e a Revolução Industrial,
o que já foi analisado anteriormente.
, e não por uma
O traço diferenciador desse novo ~o.do Di~eito fui o tratamento desigual que dispensou

L ao empregado, para compensar uma desigualdade existente no plano fático.


CURSO DE DIREITO OOTRABALHO-JoséCairoJr.

Pela regra do Direito Civil, todos são iguais perante a lei e devem ser trat:dos ~e forma
igualitária por ela. Isso não ocorre no Direito Laboral. Reco~h~ce-se que Ana~ ex1s.te ~~1a
igualdade entre empregados e empregadores, e1n face da supenondade ec.onomica e JUndJCa
desres últirnos ein relaçio aos pri1neiros. Para equilibrar a relação havida entre os atores
so..::i,üs, 0 Direito do Trabalho procur;i proteger o e1npregado contra o desejo insaciável de
lu,:ru do en1prer:iric).
Fica Cicií id,.;ntificar, '..-nr:,o, o princípio basilar d::>sS\'.'. noYo' ran1\ 1 do Din:üo. É n prin-
Exe1npln
cípiü da proteção ao hipossuficiente na rdaçáo fiirica capital vcrsf/s tr:1lxdho, do qual d~rivan1
os den1ais princípios que nondam o Dircüo Labora!. (TRT 23 - J
d2s fundJn
O quadro a St'.guir ilusua a logística do princípio protttivo; sido cor:iµr
supostos ex
Plano fâtiço INCORRETA
(A) Se~und
enuncia
ficando
{B) O sistem
princípi
inspiraç
fatos e
Inclusive, esse princípio também encontra-se positivado no ordenamento jurídico pátrio, (C) São fun
pretaçã
conforme se observa do conteúdo do art. 444 da CLT:
(D) O princ
Art. 444. As relações contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulação das
sobre a
partes interessadas em rudo quanto não contravenha às disposições de p_roreçáo ao trabalho,
{E) As açõe
aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autondades competentes.
do prin
Américo Plá Rodriguez identifica, basicamente, a existência de sete princípios que
norteiam o Direito do Trabalho, a saber: ·
4.6. Pr
a) princípio da proteção;
O pri
b) princípio da irrenunciabilidade dos direitos;
dos princí
c) princípio da continuidade da relação de emprego; de protege
d) princípio da primazia da realidade; comando e
Sua ausên
e) princípio da razoabilidade;
O prin
f) princípio da boa-fé; e aplicação
g) princípio da não discriminação.
O primeiro princípio da proteção é aplicado por intermédio das regras: do in dubio pro A. ln d
73
operaria, da aplicação da norma mais favorável e da condição mais benéfica. Como
A expressão mn~mônica PICNIC auxilia na memorização dos princípios e regras mais linguagem
relevantes para o Dii;eito do Trabalho: Quand
relação à m
pretação ·q
73. PLÁ RODRfGUÉS, Américo. Princípios de dii'eito do trabalho Trad. Wagner D. Giglio. 3. ed. atual. São Paulo: lTr,
ou do in d
2000. p.61. do in dubi
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO
Fl
os ~e forma rotetivo
~ ex1s.te ~~1a n dubio pro operaria
ca e JUndJCa ondição mais benéfica
tre os atores orma mais favorável
insaciável de rre'lunciabilidade
001' nuid2de

o. É n prin-
Exe1npln rlc t]IU!ttii.o sobre o fcnur
qual d~rivan1
(TRT 23 - Juiz do Trzbaiho Sub~tituto 23~ região/ 2014) Segundo Miguel Reale, os princípios "são 'verda·
d2s fundJntes', de urn sistema de c::mhecirnento, como tais admitidas, por serem evidentes ou por terem
sido cor:iµrovadas, mas também por motivos de ordem prática de caráter operacional, isto é, como pres-
supostos exigidos pelas nen:ssidadcs da pesquisa e da praxis'. Acerca dos princípios, assinale a alternativa
INCORRETA:
(A) Se~undo Norberto Bobbio, os príncíplos apresentam natureza normativa, não se tratando de meros
enunciados formais, tanto que se pode constatar que dos princípios são extraídas outras normas, signi·
ficando que aqueles têm a mesma natureza;
{B) O sistema jurídico contém norm:os como um gênero, do qual são espécies os princípios e as regras. Os
princípios apresentam certo grau de abstração e generalidade superior ao das regras já que servem de
inspiração para estas e de sustentação para todo o sistema jurídico, ao passo que, as regras regulam os
fatos e atos nela previstos;
rídico pátrio, (C) São funções dos princípios no sistema jurídico: integração do ordenamento, aco!matando lacunas; inter~
pretação, orieíltando quanto ao sentido e alcance da norma e inspiração ao legislador;
(D) O princípio da proteção, no Direito do Trabalho, possui três vertentes, sendo elas: prir:1-i;·:! ·ia realidade
ão das
sobre a forma, boa-fé objetiva e in dúbio pro mísero;
balho,
{E) As ações afirmativas ou discriminações positivas são meios lícitos para se alcançar a acepção substancial
entes.
do princípio da igualdade.
rincípios que Resposta: D

4.6. Princípio da proteção


O princípio da proteção, também denominado de tuitivo, é considerado o princípio
dos princípios do Direito do Trabalho. Como explicado no item anterior, havia necessidade
de proteger o empregado contra os atos do empregador, enquanto estivesse sob o poder de
comando e direçáo deste último. Esse princípio constitui a própria essência do Direito Laboral.
Sua ausência implicaria não reconhecer a autonomia desse ramo do Direito.
O princípio em comento manifesta-se pelas ideias do in dubio pro operaria, da regra da
aplicação da norma mais favorável e da regra da condição mais benéfica.

in dubio pro A. ln dubio pro operaria


Como foi analisado anteriormente, o Direito manifesta-se, principalmente, por meio da
e regras mais linguagem que, por sua vez, não enseja uma única interpretação.
Quando da realização do processo interpretativo der ensejo a resultados divergentes em
relação à mesma norma a ser aplicada a um caso concretó, será dada preferência àquela inter-
pretação ·que mais favoreça ao empregado. Essa é, portanto, a regra do in dubio pro operaria
al. São Paulo: lTr,
ou do in dubio pro misero, que representa uma adaptação à regra existente no Direito Penal
do in dubio pro reu.
102 CURSO DE DIREITO DOTRABAlHO-JoséCairoJr.

O Código do Trabalho do Equadoi é expresso nesse sentido: trabalho?


Art. 7'>. Aplicação faYorável ao trabalhador. Em caso de dúvida sobre o alcance das d.ispo- em conju
siçóes legais, regulamentares ou contratuaís em matéria laboral, os funcionários judiciais e
adnlinistr:itivos as ap!icaráo no sentido mais favorável aos trabalhadores.
Há, b
a saber: a
Na seara do Direito não trabalhista, quando há duas nonnas possívós de seren1 aplicadas ou por in
ao mesn10 caso concreto, dcven1 ser u[iliza<las detcnninadas regras p:>..r,1 a su01 esc-,Jha, con10
por e.x<:nrplo, a da lei n:1ais recente, a da lei hi'.'C1.rquiG1n1ente st:;~erior, a da nonna n1ais
CSf1ecífica, proct:di1uento e.:sc que náo pode s.:r confundido corn a :1pl:~aç5.o da regra do in Te
duúi,1 pro nú.sera no Dir~ico do Trabalho. Para
Por fim, note-se que a regra ora exanün~lda déve ser aplicada no ~1n1bin1 do Direito tv1are- trabalho
rial do Trabalho e ja1nais no que se refere ao Direito Processual Laboral, n0 qual as p;irres Dura
devem rnerecer traramenro ison0n1ico, segundo 1nandan1ento constiu1cional. Se o Juiz, depois direito ou
de produzida a prova processual, ainda tiver dúvidas, deverá julgar de acordo con1 as regras ciação. Ta
de distribuição do ônus da prova) e não COi!l a aplicação do iu dubio pro operarlo. 74 instrume
A teo
B. Aplicação da regra mais favorável sindicais,
trabalho
Pelo princípio da aplicação da regra mais favorável, deve ser utilizada, no caso concreto,
a norma qu.e atribua direitos mais vantajosos para o empregado. 75 Dessa forma, se uma Exeuiplo
norma de grau inferior contiver dispositivo que atribua direitos e1n maior intensidade para
(Magistrat
o empregado, esta vai ter preferência sobre aquela de grau superior que não tenha oferecido
instrument
maiores vantagens ao trabalhador. sua totalid
Se a atual Constituição Federal prevê que a hora extraordinária será"acrescida de um Calsing, DJ
(A) teoria d
percentual equivalente a 50o/o sobre a hora normal e a lei ordinária ou mesmo uma convenção
(B) teoria d
coletiva de trabalho eleva esse percentual para 100%, a preferência será desta última norma.
(C) teoria d
Representa regra de aplicação universal e é preconizada pela Organização Internacional {D) teoria d
do Trabalho, na sua Constituição, art. 19, item 8: {E) teoria d
Art. 19. 8. Em nenhum caso poderá considerar~se que a adoção de um convênio ou de uma
recomendaçáo pela Conferência, ou a ratificação de um convênio por qualquer Membro,
prejudicará qualquer lei, sentença, costume ou acordo que garanta aos trabalhadores condições Teo
mais favoráveis que as que figurem no convênio ou na recomendação.
Para t
A inconstitucionalidade ou ilegalidade da norma somente se verifica, no Direito do
disposiçõ
Trabalho, quando a norma de grau inferior excluir ou diminuir os direitos sociais previstos na
norma de grau superior ou quando esta última for de natureza proibitiva ou de ordem pública. O TS
princípio
Como aferir se as melhores condições estão no acordo ou na convenção coletiva de
e não isol
AG
74. PRINCÍPIO IN DUBIO PRO OPERAR/O- NÃO APLICAÇÃO EM MATÉRIA PROBATÓRIA-A cada uma das partes cabe
CO
a prova do que alega em juízo, independentemente de ser a parte reclamante ou a parte reclamada, conforme LA
inteligência dos arts. 818 da CLT e 333, 1, do CPC. Neste sentido, o princípio in dublo pro operario não socorre ao PA
reclamante que não forneceu ao jufzo elementos probatórios relativos ao direito de perceber horas extras em TE
decorrência da supressão do intervalo intrajornada (TRT 3] R. RO 969/2009-074-03-00.7. ReJ. Oes. José Migue! D
de Campos. OEJT 19.01.2010). op

l
75. Essa determinação assume, também, a forma de regra constitucional e lnfraconstitucional, conforme se observa re
da redação do art. 79., caput, da CF/88 e art. 620 da CLT. se
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

trabalho? Seriam as condições de determinada cláusula ou as melhores condições observadas


d.ispo- em conjunto?
iais e
Há, basicamente, três correntes distintas que apresentam respostas a esse questionamento,
a saber: a teoria do conglobamento, teoria da acumulação e teoria do conglobamento orgânico
en1 aplicadas ou por instin1to, que serão analisadas a seguir.
sc-,Jha, con10
nonna n1ais
a regra do in
Teoria do cong!oban1ento
Para a teori;i do conglobamento ou da incindibilidade, as n1clhores condições de
Direito tv1are- trabalho devc-n1 ser 1naii5adas de fonna conjunta.
ual as p;irres Durante as negociações, o sindícato da categoria profissional abre mão de dctern1inado
Juiz, depois direito ou :tdmite a sua redução para obter uma vantagem n1aior em outro seror da nego-
n1 as regras ciação. Tal circunst:lncia inviabilizaria a an<ilise isolada de cadtl cláusula constante do
perarlo. 74 instrumento normativo negociado.
A teoria do cong!oban1ento deriva do princípio da autonomia da vontade das entidades
sindicais, pois possibilita aos sindicatos negociarem, de forma global, novas condições de
trabalho para os integrantes da categoria profissional respectiva.
so concreto,
rma, se uma Exeuiplo de questão sobre o te1Pa
nsidade para
(Magistratura do Trabalho - TRT 21ª - 2010) De acordo com essa teoria, "não se mesclam cláusulas de
ha oferecido
instrumentos coletivos diferentes, devendo prevalecer o acordo co!eti~o como norma mais favorável, em
sua totalidade" (Tribunal Superior do Trabalho, RR~130000-70.2005.5.03.0013, Rei. Min. Maria de Assis
scida de um Calsing, DJ-e 12.3.2010). Estamos falando da:
(A) teoria da norma mais favorável;
a convenção
(B) teoria da adequação setorial negociada;
tima norma.
(C) teoria do conglobamento;
nternacional {D) teoria da prevalência d~ acordo coletivo;
{E) teoria da vontade negocial heterônoma.
uma Resposta: C
mbro,
ções Teoria da acumulação
Para teoria da acumulação devem ser extraídas, de cada instrumento normativo, as
Direito do
disposições mais favoráveis para os trabalhadores e aplicá-las ao caso concreto.
previstos na
em pública. O TST adota a teoria do conglObamento, sob diversos fundamentos, inclusive o do
princípio da unicidade das normas coletivas, que devem ser interpretadas em seu conjunto
coletiva de
e não isoladamente.
AGRAVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA INEXISTÊNCIA DE
das partes cabe
CONTRARIEDADE ÀS SÚMULAS 5I E 288 DO TST-CONFLITO ENTRE REGU-
ada, conforme LAMENTOS EMPRESARIAIS IMPOSSiBILIDADE DE APLICAÇÃO APENAS DA
não socorre ao PARTE MAIS VANTAJOSA DE CADA NORMAAPLICAÇAO, POR ANALOGIA, DA
oras extras em TEORIA DO CONGLOBAMENTO - NÃO DEMONSTRAÇÃO DO DESACERTO
es. José Migue! DO DESPACHO AGRAVADO. 4. Com efeito, conforme destacado na decisão agravada, a
opção do empregado por um dos regulamentos tem o efeito jurídíco de renúncia integral às

l
rme se observa regras estabelecidas no outro; à--hü. do- item II -da Súmula 51 do TST. Por conseguinte, não
seria possível dar guarida à iese do Empregado, o qual defende a aplicação de uma espécie
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José Cairolr.

de teoria da acumulação rechaçada pela jurisprudência reiterada desta Corte quando se trata (D) teoria d
de compor conflitos entre normas coletivas-, ao pretender a aplicação da parte que reputa (E) teoria d
mais vantajosa de cada urr. dos regulamentos. Consoante ressaltou ú Regional, ao aplicar,
por analogia, a teoria do Conglobamento acolhida pelo entendimento pacífico do TST para
soke~ conflitos entre normas cnletivas ·-, pri>·ilegia-se um regramento, no seu todo, por ser
m.i.is \·anujom, em deuimenw d.: oun0. A a['triçáo h:i de ser procediJ;1 no conjunto dos
C. Ap
r<:gr:i.mc111.·,>> (Jll ce>nfron<J. e nJn a~tigo por anigo, corno -;ugt:-rido pelo rc:::orreni:<:. As'linL
Con1
L:ns;t de cunt:.:ri;;r o aluJi,lu \crb<:ie sumubr (Súnllila 5i do TST), o TRT g:ir~nriu-ihc
condição
pkn;; ohwn<1ncia.-"
trabalho
RECURSO DE REVISTA - PRINCÍPIO DA NOR.i\!A ./1.-!AIS FAVORÁVEL -
verifica-se
CONVENÇ.VJ COLETIVA DE TRABALHO - PREVALÊ:-JCIA SOBRE O ACORDO
COLETIVO - TEORlA DO Cüi-.JGLOBA~íENTO. Nos rermos d o an. 620 d::i. CI:f, as prevista n
no;-rnas est::i.b:.:kcidas em convc·nçio co!eti,,·a, quando Olais favorávci5, prevalectrâo sobre as 1\ Sú
e~tipuladas em acordo coleri':o. Na apuração d;J. nonna mais vantajosa, de•ce ser (1bscrvado
todo o conteltdo dos insrrun)enros cokrlvos cotejados, segundo a teoria do congloba1:i.ento. S
Recurso de revista não conhecido (grifou-s<:). 7; E
o
o
Teoria do conglobamento orgânico ou por instituto
As co
Para os defensores da teoria do conglobamento orgânico ou por instituto, a incidência
de trabal
da regra mais f.tvorável efetiva-se por meio da análise de cada matéria ou cada instituto jurí-
ambiente
dico na sua integridade, no âmbito de um determinado instrumento normativo negociado.
Assin1, devem prevalecer todas as cláusulas que tratem de salário, jornada de trabalho, Perce
férias etc. à norma

Exemplos de questões sobre o tema O res


e o da co
(TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto 2ª região/ 2013) Quanto às teorias que dizem respeito à interpreta-
ção das normas jurídicas trabalhistas, destaca-se a do conglobamento, que consiste em:
(A) Fracionamento do conteúdo dos textos normativos, retirando-se os preceitos e institutos singulares de
cada um que se destaquem por seu sentido mais favorável ao trabalhador.
Conflito en
(B) Apreender globalmente cada conjunto normativo, considerado o mesmo universo temático. vamente c
{C) Pirâmide normativa construída de modo plástico e variável,. elegendo o seu vértice domiilante a norma empregado
que mais se aproxime do caráter teleológico do ramo justrabafhista.
(D) Conciliação da eventual contradição entre as regras heterônomas estatais e as regras autônomas priva- r - ,- ~'
das coletivas, prevalecendo aquela que disciplinar a questão de modo mais benéfico. •.. ATENÇ
I _ m~is ,ben
(E) Nenhuma das anteriores. 1 lh1sta, qu
Resposta: B
·---
(Magistratura do Trabalho - TRT 2li! - 2010) De acordo com essa teoria, "não se mesclam cláusulas de
instrumentos coletivos diferentes, devendo prevalecer o acordo coletivo como norma mais favorável, em
sua totalidade" (Tribunal Superior do Trabalho, RR-130000-70.2005.5.03.0013, Rei. Min. Maria de Assis
4.7. Pr
Calslng, DJ-e 12.3.2010). Estamos falando da: Pelo p
(A) teoria da norma mais favorável; tolhida a
{B) teoria da adequação setorial negociada; titular e q
(C) teoria do conglobamento;
A lei p

j
sentido de
76. TST. A-AIRR-188941-30.2007.5.04.0202. 7ª T. Rei. Juíza Conv. Maria Dorallce Novaes.DEJT 12.03.2010.
77. TST. RR-131500-40.2006.5.01.0031.1ª T. Rei. Min. Luiz Philippe Vieira de Me!lo Filho. OEJT0.2.12.2011. ou na exe
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

rata (D) teoria da prevalência do acordo coletivo;


puta (E) teoria da vontade negocial heterônoma.
car, Resposta: C
para
ser
dos
C. Aplicação da condição mais benéfica
linL
Con10 regrJ da aplicação dd condição n1a;s benéfica, entende-se que prevalece aqucl:t
-ihc
condição mais vantajosa para o einpreg:ido, desde que estej<! prevista no próprio contrato de
trabalho ou decorrcn[c da própri,, e;,·.:cuç:ío do trabalho (cláusula rácirn.), Nesse último caso,
L -
verifica-se que o empregador oferece ~u11a condição de trabalho mais proveitosa do que aquela
DO
f, as
prevista nas normas autôno1n:Js ou ht.:(etôno1nas, que deve prevalecer sobre essas últimas.
e as 1\ Súmula nº 202 do 1"S"r agasalha esse princípio:
vado
nto. SÚ1-fULA N° 202. GRATIFICAÇÃO POR TE~fPO DE SER\'IÇO. COMPENSAÇÃO.
Existin.do, ao mesn10 tempo, gutifi.cação por te1npo de serviço outorgada pelo empregador e
outra da. mesma natureza prevista em acordo coletivo, convenção coleriva ou sentença normadva,
o empregado tem direito a rec<:ber, exclusivamente, a que ihe seja mais benéfica.

As condições de trabalho nada inais são do que as cláusulas que integram o contrato
a incidência
de trabalho, ou seja, aquelas relativas ao horário de trabalho, repousos, remuneração, meio
stituto jurí-
ambiente de trabalho etc.
negociado.
de trabalho, Percebe-se, portanto, que essa regra guarda profunda semelhança com aqueh referente
à norma mais favorável.

O resumo a seguir revela a diferença entre o princípio da aplicação da regra mais favorável
e o da condição mais benéfica:
à interpreta-

singulares de
Conflito entre dispositivos de normas jurídlcas abstrati- Conflito entre dispositivo de norma jurídica e uma con-
o. vamente consideradas, aplicando-se a mais favorável ao dição de trabalho, prevalecendo esta última se for mais
ante a norma empregado {regra x regra) benéfica ao empregado (regra x condição de trabalho)

nomas priva- r - ,- ~'3":'';\.~A_,!;,'.'/':<~'· 0-"";'.'.'.~'.r::;".f.,~,/7\~',c".T' ~- ,T:\0,_t".1'.1)~r;:"i~.:~s.~'0,7°'.'C"~j,~~~·~·,:;J,°'.F: "'


•.. ATENÇ.ÃO! Conhecer, as· diferenças,'entre' os·subprincfpiçs-da-1'reg~á tnàt.S-·faVofáVe1~;é::dá 1ê,~1Í~i~o
I _ m~is ,ben~fica~»,~ exttern.a~_nt~ /_mport_af1te para evitár-equ(vocos ta~\ona;pr~~1Çif_.t;,t&a,d~~la,~~'~:
1 lh1sta, quanto em questões de concurso público, ' ,"·;,;,.·,,+''" >,: )\, < -~~' ,-,';Jt• cif' ·'',_',~:-. -
Resposta: B
·----------------------~----~-~-·
cláusulas de
avorável, em
aria de Assis
4.7. Princípio da ir.renunciabilidade
Pelo princípio da irrenunciabilidade, que adiante será estudado mais detidamente, fica
tolhida a possibilidade de o empregado despojar-se do direito subjetivo trabalhista do qual é
titular e que pode ser exercido em face do empregador_

A lei presume o vício na manifestação da vontadé' do empregado quando se manifesta no

j
sentido de renunciar determinado direito trabalhista, desde que isso ocorra na formação
2010.
2011. ou na execução do contrato de trabalho.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José CalroJr.

É uma presunção iure et de iure, uma vez que náo se admite prova em contrário. Por consenti
exemplo, se o empregado, ao ser contratádo, firma um documento aceitando perceber como trabalho
remuneração quantia inferior ao salário mínimo, o referido ajuste não produzirá qualquer cípio da
efeito em face do princípio da irrenunciabilidade dos direitos trabalhistas, mesmo que aquela do que f
tenha sido a real intenção do operário.

.--------------------------------,
ATENÇÃO! O princípio da irrenunciabilOdade, também denomin;;do de principio dJ. indi:s:;:·onibllidade
Nâo
registro d
ou príndp'.o da índerrogabilidade, foi positivado pelo artigo 9!o! da CLT, ao dispor qu2: ''s,~r-'.ci<J rui8s de Em a
pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a ap!;ç~J;ão dc,s p;ecei· folha d-e
tos contidos na presente cJnso!idação."

·-------------------------------· recusa, e
àquela q
prin1azia
4.8. Princípio da continuidade
A jur
O contr:uo de rrabalho, ordinariamente, é celebrado por tempo indeterminado. Só em R
casos excepcionais adtnite-se o ajuste de um contrato de trabalho a tern10. Por conra dessa d
circunstância, presu1ne-se que a intenção dos contratantes e principalnlcnte do en1pregado d
é de protr,úr indefinidamente, no ren1po, a execução do pacto laboral. AJie-se a isso o o
fato do en1pregado ser o hipossuficiente da relação en1pregatícia, que necessita do produto f
o
do seu trabalho, fonte de renda própria e para sua família.
Deve
Daí deriva o princípio da continuidade da relação de emprego, que serve de norte para a
formalid
interpretação dos dispositivos trabalhistas e da prova produzida em juízo, mormente no que
regra, nã
diz respeito à espécie de contrato celebrado, se a termo ou por prazo indeterminado, e em
relação ao motivo da sua extinção, sem ou com justa causa. ser desco
ao empre
Na Argentina, a Lei que regula o regime laboral (n° 20.744/76) consagra, expressamente, o contrá
esse princípio:
Em
Art. 10 - Conservação do contrato. Em caso de dúvida, as situações devem resolver-se em
favor da continuidade ou subsistência do contrato. Superior
S
No Brasil, a Súmula nº 212 do Tribunal Superior do Trabalho reconhece a aplicação do
n
princípio em análise: "
SÚMULAN° 212. DESPEDIMENTO. ÔNUS DA PROVA. O ônus de provar o término
do contrato de trabalho, quando negados a prestaçáo de serviço e o despedimento, é do
Conc
empregJ.dot, pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção o confli
favorável ao empregado.

Dessa forma, presume-se que o contrato de trabalho foi ajustado por prazo indeterminado 4.10. P
sempre quando as partes náo dispuserem expressamente em sentido contrário e com suporte
O co
nas exceções previstas em lei, a exemplo do contrato temporário regido pela Lei nº 6.019/74.
, a ele, im
No mesmo diapasão, presume-se que a iniciativa do rompimento do pacto laboral é do para o e
empregador e não do operário, que depende do salário para sobreviver.
Qua
belecem
4.9. Princípio da primazia da realidade consider
O contrato de trabalho é classificado como contrato-realidade. Primeiro, porque ele é
consensual, pois a sua eficácia náo depende de qualquer formalidade, bastando apenas o 78. TRT 1
Cap.I • INTRODUÇÃOAODIREITODOTRABALHO
·~~~~~~~~~-~~~~~~~~~~~~-
_8
ontrário. Por consentimento das partes. Segundo, porque a solenidade só é exigida quando o contrato de
rceber como trabalho for especial e assim dispuser a lei que o regula. Dessas circunstâncias deriva o prin-
irá qualquer cípio da primazia da realidade, no sentido de prevalecer a realidade dos fatos em detrimento
o que aquela do que ficou registrado nos instrumentos formais de sua consdtuiçáo.
Nâo é raro constar detcrn1inadas obrigações no instrumento contratual de b_bot ou o
----,
;:·onibllidade
registro de fatos e1n qualquer outro docun1ento que náo corresponde1n à realidade fárica .
.ci<J rui8s
de Em algumas siruações, por exemplo, o crnprcg:ido registra a sua jo~·nada de trab:i.lho na
dc,s p;ecei· folha d-e frequC:ncia, por iinposição do ernprega.dor e com receio de ser despedido no caso de.:

----· recusa, enquanto que, no dia-a-dia, sub1nerc-se a u1na jornada de rrab;:ilho diYcrsa e superior
àquela que ele prórrio consignou nos coruroles de jornada. Nesse caso, pelo princípio da
prin1azia da realidad:::, irá prevalecer a realidade fática,
A jurisprudênci:i_ donünante trilha esse caminho:
ado. Só em REGISTRO FORJ\1AL DO CARGO DE CONFIANÇA~ Náo é suficiente para o deslinde
conra dessa da conrrovérsiJ. a mera anoo.çáo nos regisuos da redamad1 do cargo de confiança. No Direii:o
en1pregado do Trabalho, mais do que em qualquer outro ramo do ordenamenrn jurídico, prepondera
e-se a isso o o princípio d:1 primazia da realidade, pouco importando o nome jurídico ou a qualificação
do produto formal auibuída a determinado documenro quando, na verdade, os fatos reais desafiarc1n
ou esriverem a cDlocar em xeque as artificiosas formalidades ..78

Deve-se observar, entretanto, que a prevalência da primazia da realidade sobre a


norte para a
formalidade depende de prova. A simples alegação do empregado postulando em juízo, em
ente no que
regra, não gera .presunção de veracidade do fato. Se existe documento nos autos, este deverá
nado, e em
ser desconstiruído pelos diversos meios de prova disponíveis, cujo ônus caberá, geralmente,
ao empregado, na condição de autor ou réu no processo trabalhista, salvo se a lei determinar
pressamente, o contrário ou no caso de incidência de presunção.
Em matéria de registro de contrato de trabalho na CTPS do trabalhador, o Tribunal
e em
Superior do Trabalho já se manifestou a respeito por meio da Súmula n° 12:
SÚMULA N° 12. CARTEIRA PROFISSIONAL. As anotaçóes apostas pelD empregador
aplicação do
na carteira profissiDnal do empregado náo geram presunção "juris et de jure", mas apenas
"juris tantum". (RA 28/1969, DO-GB 21.08.1969)
mino
é do
Concluí-se, por fim, que o princípio da primazia da realidade tem como função solucionar
nção o conflito entre uma condição fática de trabalho e a sua respectiva documentação.

eterminado 4.10. Princípio da substituição automática das cláusulas nulas


om suporte
O conteúdo do contrato de trabalho é constituído por disposições legais que se incorporam
nº 6.019/74.
, a ele, implícita ou explicitamente, sob a forma de cláusulas obrigacionais determinadas, tanto
aboral é do para o empregado quanto para o empregador.
Quando por vontade unilateral do empregador ou mesmo por acordo de vontades esta-
belecem-se cláusulas que ofendem o estatuto mínimo de proteção ao trabalhador, estas são
consideradas nulas de pleno direito (are. 9° da CLT).
orque ele é
o apenas o 78. TRT 10! R. RO 144200~45.2009.5.10 ..0014. Rei. Juiz Grijalbo Fernandes Coutinho.. DEJT 21.01.2011.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - Josê CairoJr.

Todavia, o reconhecimento da referida nulidade não implica vazio obrigacional, porque, Para A
nesse caso, há uma substituição automática da cláusula convencional por uma cláusula -fé-lealdad
equivalente prevista no ordenamento jurídico. determina
Desse 1n0do, se é ajustada, por exerr1plo, un1a jornada de trabalho de sessenta horas
O alud
seo1J.n:1is, a nulidade dec;sa cLíusula in1póe a substüuiçio automáüca pela cláusula de jornada
d-: trab,:dho sen1an::d de qu;i.renra e qu:rrro horas sen1anais prC\"ista na kgis!açio laboral. Co
pc~
pL
4.11. Princípio da raz.oabilidade a c
ne
O princípio da razoabilidade n:lo é exclusivo do Direito do Trabalho. Na verdad.::, é
princípio gec1l do Direiro. Esse princípi~) decorre da ação direcionada pela razão, ou seja, da
LJcsse
rJcif1nalidade, En1 face do seu grande conteúdo de subjetividade, torna-se árdua a tarefa de
esrivesêe o
definir os seus limites.
subjerivo.
Conrudo, serve para afastar o reconhecimento de situações fádcas extremas, absurdas e
inaceitáveis pelo senso con1um do hon1em médio. Não se pode admitir, por exen1plo, que: a) A juri
em determinada cn1presa todos os empregados tenham pedido demissão; b) um empregado RE
tenha ficado sem receber salário por n1ais de dez anos sem possuir outra fonte de renda; e) ~!
a jornada de trabalho do operário seja de 22 (vinte e duas) horas por d Li et(. -r,;~ ~legações CÍ
contrariam o princípio da razoabilidade. res
Pla
Uriliza-se o princípio da razoabilidade, geralmente, para afastar pretensóe" d,.· cinpregados \'a
ou empregadores que fogem dos lifilites da natureza humana, como se observa da decisão a alg
em
seguir transcrita:
Ba
HORAS EXTRAS E TRABALHO EM DOMINGOS. Por ausentes os registros de horários
presume-se como verdadeira a jornada alegada na inicial desde que não h.-1;J 'iu.1!,i'~ r ;-~·:in_ O prin
em sentido contrário e com observância do princípio. de razoabilidade. 7 ~ com a inte
gens indev
4.12. Princípio da boa-fé Deve-s
O princípio da boa-fé norteia não somente o Direito do Trabalho, mas todo e qualquer Civil, com
Direito que se dedique, principalmente, à regulação das obrigações, sejam elas derivadas dos interpreta
negócios jurídicos, do ato ilícito ou do abuso de direito, como ocorre com o Direito Civil, faro do co
Direito Comercial e Direito Administrativo etc. transforma

Tem aplicação prática de forma mais incisiva nos contratos, no qual se exige a colaboração A supr
mútua e que conta, inclusive, com acolhimento expresso no art. 422 do Código Civil: "Os uma vez q
contratanres são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, de forma c
os princípios de probidade e boa-fé". cláusula es
quando fo
Em qualquer caso, todavia, exige-se sempre que o indivíduo aja imbuído pela boa-fé na
prática do ato jurídico1 inclusive em relação ao cumprimento das obrigações contratuais. Assim,
coparticipa
O princípio da boa-fé (hona fides) tem comç pressuposto a existência de uma obrigação alguns mes
e de um direito correlatos, dentro de uma relação jurídica, e deriva da máxima romana
neminem laedere, ou seja, da intenção de não lesar ninguém.
80. PlÁ ROD
Paulo: LT
79. TRT 4! R. RO 1439320105040812 RS 0000143-93.2010.5.04.0812. 2! T. Rei. Vania Mattos. DEJT 16.06.2011. 81. TST. RR 1
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

al, porque, Para Américo Plá Rodriguez, existem duas espécies de boa-fé. A boa-fé-crença e a boa-
ma cláusula -fé-lealdade. Essa última é que deve vigorar no Direito do Trabalho, uma vez que se exige
determinado comportamento e não apenas uma simples convicção.
senta horas
O aludido Autor uruguaio afirn1a que a boa-fé-lealdade faz referência à:
de jornada
laboral. Conduta da pessoa que considera culll!'rir r::>:i!mc.:nre '·orn o sn1 dever. Pre~supóe uma
pc~içi0 de hvncsti<laJç e hnnr.iJ,~z r;,, <.:om::;cio juríd!Lo, porqu1nt0 con1C:rn implícita;;.
pL:n,1 cuns.ci~ncÍ;1 d:> n.io eng,1nar, n:io f'rc;udic:u. rlem c1nsJr &:n<.is. ;,his ainda: implica
a con;icç:iv de que as transaçóe s:io cumprid.;s normalrr:ente, sem trapaças, sem abusos
neu1 desvinuamenc,1s.t'-<
verdad.::, é
ou seja, da
LJcsse n1odo, o dc\'edor da obrigaç5.o d<:ve agir da n1csn1a forrna que se conduziria se
a tarefa de
esrivesêe ocupando a posíçâo inversa, ou seja, a posição de credor ou de titular de un1 direito
subjerivo.
absurdas e
plo, que: a) A jurisprudência trabalhista manifesra-se sobre esse princípio:
empregado RECURSO DE REVISTA - BANCO DO BRASIL - PAI-50 - PLANO DE AFASTA-
de renda; e) ~!ENTO INCENTIVADO E PLANO DE ESTÍMULO AO AFASTAMENTO - PRIN-
~ ~legações CÍPIO DA BOA FÉ OBJETIVA E VÍCIO DE CONSENTIMENTO-O Banco do Brasil
ressentiu-se de agir com a necessária boa-fé objeríva ao divulgar a informaçáo de que o
Plano de Incentivo à Aposemadoria, PAI-50, seria a última oportunidade de obtenção de
cinpregados \'antageni decorrentes de plano de desligamento, sem futura proposta semelhante, pois, após
a decisão a alguns meses. implantou novo p!ano mais vantajoso que o anterior, prejudicando, assim, o
empregado, que foi induzido a aderir ao primeiro plano, pela falsa premissa Sll'-'
Banco. Precedentes desta Corte. Recurso de revista conhecido e parcialmente f''<::~~-~,,,
rios
·:in_ O princípio da boa-fé objetiva (boa-fé lealdade) retira a eficácia tanto dos atos praticados
com a intenção de prejudicar outra pessoa, com a utilização de meios ardis para obter vanta-
gens indevidas, quanto daqueles atos em desacordo com o padrão do bonus pater fomiliae.
Deve-se observar, também, que os institutos relacionados com a boa-fé objetiva do Direito
e qualquer Civil, como supressio, surreCtio, venire contra factum proprium e tu quoque merecem
rivadas dos interpretação de acordo com os princípios do Direito do Trabalho, principalmente pelo
reito Civil, faro do contrato de trabalho possuir um conteúdo mínimo legal e as condições de trabalho
transformarem-se em cláusulas contratuais.

olaboração A supressios por exemplo, tem maior amplitude no âmbito do contrato de trabalho,
Civil: "Os uma vez que, em caso de previsão contratual de uma obrigação objeto de inadimplemento
a execução, de forma continuada ou substituída por uma condição de trabalho correlata e legítima, a
cláusula escrita perde sua vigência diante da aplicação do princípio da primazia da realidade,
quando for mais benéfica para o empregado.
a boa-fé na
ratuais. Assim, se há previsão contratual de desconto na remuneração do empregado a título de
coparticipação no vale transporte e o empregador deixa de efetivar esse desconto durante
obrigação alguns meses, essa cláusula contratual perde sua eficácia.
a romana

80. PlÁ RODRIGUÉS, Américo. Princípios de direito do trabaiÍio. Tradução de Wagner O. Giglio. 3. ed. atual. São
Paulo: LTr, 2000. p. 425.
06.2011. 81. TST. RR 1352/2005·471·01·40.4. Rei. Mln. Maurlcio Godinho Delgado. OEJT 17.12.2010.
no CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José CairoJr.

Sobre a aplicação do venire contra factum proprium, manifestou-se o TST, conforme disc
que
decisão a seguir transcrita: ..
no e
DIFERENÇAS SALARIAIS. OFERTA DE EMPREGO COM A DIVULGAÇÃO DO Existem
SALÁRIO NA H-TPRENSA. Os artigos 113, 421 e 423 do Códígo Civil dispõem que os
dirami:~ da bç~1-fé objeri\'a e da função social do çonnaro devem ser ob~ervados ern todas as fases
e qualquer
co:1tnrnais. Nesse a5pecto, a boa-f~ objetiva repudia o i:cnire contra fi1au.r11 proprium, dc:tenni- especiaiss~
t:,,nJo q:.H: o,- aws devam ser executados cm h~nmoni..i com a obrigJ.çJn amcriormenrc assur!1it.:lJ relação d-:
.1 r,1,de IJ:Í{J frusrrnr as exru:rnti'"JS d~'i p.inc.'i. Deo.;J form:i, se a n:d.1nuda ru!};~ott ofÇrca
Arr
i:lc <.:on1 a inJicH;á\1, inçbfr.~, d~ faixa sa!.i.rtaL ficou YÍncaLtJ.t à propc,ra eforn~i<l~.
<'-!!lj'll'f'.'J
de
i:_:;~:r:mJ.o o dirdm dv çmpre_ç.HJO à r"'n,:ep.;á,J dv s-<Liriv anunóJ.du. ;:
co.-,
ress
XX
4.13. Principio da isonomia E da não discrhninação
Arr
O trabalhador não pode sofrer qualquer tipo de discriminação subjetiva, seja em razão da
I_
cor, raça, credo, idade, sexo ou opinião, tanto no mon1ento da sua admissão quanto durante
dim
a execução do contrato de trabalho.
II _
O princípio da não discriminação deriva do princípio da isonomia ou da igualdidc, mais
a) i
amplo, que considera rodos iguais perante a lei. Nesse caso específico, o princípio da não
discriminaçáo e da isonomia dizem respeito ao reconhecimento de direitos entre os próprios b)
de
empregados e não da relação destes com o empregador.
pri
A Constituição Federal de 1988 acolheu o principio da isonomia e da não discriminação
Pen
de forma expressa, em seu art. 7°, XXX: "proibição de diferença de salários, de exercício de
Pa
funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil". Recepcionou-
-se, também, o disposto no art. 461 da Consolidação das Leis do Trabalho, que estabelece I-
critérios objetivos para o reconhecimento de trabalho de igual valor: II
Art. 461. Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empre- III
gador, na mesma localidade, corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade pú
ou idade. § 1°. Trabalho de igual valor, para os fins deste capítulo, será o que for feito com Di
igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre pessoas cuja diferença de tempo
de serviço não fur superior a dois anos. Ar
os
Dessa forma, para a avaliação da igualdade de trabalho que proporciona salário isonô- ne
mico, é necessário estar presente a identidade de função, a identidade de empregador, igual I_
produtividade, a mesma perfeição técnica e a diferença de tempo de serviço não superior a em
dois anos.
II
A CLT ainda contém regra geral que trata do fenômeno da não discriminação, represen- A
tado pelo art. 3°, parágrafo único: "Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à al
condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual". I
O TST manifesta-se expressamente sobre a discriminação em sua Súmula 'nº 443: p

SÚMULA N• 443. DISPENSA DlSCRrMINATÓRIA. PRESUNÇÃO. EMPREGADO II


PORTADOR DE DOENÇA GRAVE. ESTIGMA OU PRECONCEITO. DIREITO À ri
REINTEGRAÇÃO- Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012. PresulJle-se
83. Decret
82. TST. RR59800-45.2005.S.18.000S. 2!T. Rei. Min.José Roberto Freire Pimenta. OEJT 12.11.2010. 84. Decret
Cap_. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

T, conforme discriminatória a despedida de empregado ponador do vírus HIV ou de outra doença grave
que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração
no emprego.
DO Existem, também, normas específicas d~ Direito do Trabalho que visam exclui~ toda
e os
e qualquer forma de discriminação do trabalho da _mulher .' ~o p~rtador de nece~s1d.ades
83
fases
enni- especiaiss~ e outras práricas discrinünatórias, para efeitos adn11ss1on~us ou de perm~nenoa da
1it.:lJ relação d-: en1prcgo, definidas pela Lei nº 9.029195. ·
fÇrca
Arr. lº É proibicL: J. ailoç:i,1 de qualquu pdt~ca discriminn,)ria e lir~:iuti1·a .p;<ra efeiro
i<l~.
de acesso à rehç5o de uab:ilho. ou de ~ua nnnure;nção, por morivo de sexo, origem, r.l':):.l,
co.-, est;tdo ci>·il, situação familür, defici2ncia, rcabilira~·áo profis.~ionai, idJ.J-:, enrrc º'.;tr~'·
ressalvadas, nesse caso. as hipóres<"~ de proreç-âo à criança e ao adole"cen~-: pre"ist;i.1 no 111c1so
XXXlll do an. 7° da Constituição Federal.
Arr. 2" Consrituern crime as seguintes pciricas discriminatórias:
em razão da
I _a exigência de tesce, exame. perícia, laudo, an:srado, declaração ou qualquer outro proce-
nto durante
dimento relativo à esterilização ou a estado de gravidez;
II _ a adoção de quaisquer medidas, de iniciativa do empregador, que configurem;
ldidc, mais
a) induçáo ou instigamento à esterilização genérica;
pio da não
os próprios b) promoção do controle de narn!idade, assim náo considerado, o of~rec~m~n:o de ,ser.'1iços e
de aconselhamento Oll planejamento familiar, realizados atraves de 1nsntu1çoes publicas ou
privadas, submeddas às normas do Sistema Único de Saúde (SUS'..
criminação
Pena: detenção de um a dois anos e multa.
exercício de
Parágrafo único. São sujeitos ativos dos ctimes a que se refere este artigo:
ecepcionou-
e estabelece I - a pessoa ftsica empregadora;
II _ 0 represen~ante legal do empregador, como definido na legislação trabalhista;
pre- III _ 0 dirigente, di~ero ou por delegação, de órgãos públicos e entidades das administrações
dade públicas direta, indireta e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
com Distrito Federal e dos Municípios.
mpo
Art. 30 Sem prejuízo do prescrito no att. 2º desta Lei e nos di~fo~irivos_ legai~ que ti~ificam
os crimes resultantes de preconceito de etnia, raça, cor ou defic1enc1a, as 1nfraçoes ao disposto
ário isonô- nesta Lei são passíveis das seguintes cominações:
ador, igual I _ multa administrativa de dez vezes o valor do maior salário pago pelo empregador, elevado
superior a em cinquenta por cento em caso de reincidência;
II _proibição de obtet empréstimo ou financiamento junto a instituições financeiras oficiais.
o, represen- Art. 40 O rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório, nos moldes desta Lei,
mprego e à além do direito à reparação pelo dano moral, faculta ao empregado optar entre:

I _ a reintegração com ressarcimento integral de todo Õ período de afas~ament~, median·t~


º 443: pagamento das remun~rações devidas, corrigidas monetariamente e acresadas de JUros legais,

DO II _ a percepção, em dobro, da remuneração do período de afastamento, corrigida moneta-


OÀ riamente e acrescida dos juros legais.
e-se
83. Decreto 0 2 4.316, de 30.07.2002, DOU _lb-07:2002 e Consolidação das Leis do Trabalho. Art. 373~A.
84. Decreto n!! 3.956, de 08.10.2001, DOU 09.10.2001.
CURSO DE DIREITO DOTRABALHO-JoséCairoJr.

Inclusive, a CLT foi alterada pela Lei nº 11.644/03, para acrescentar o art. 442-A, que Quais são cor
obstou o empregador de exigir do candidato ao emprego tempo de experiência prévia por (A) Apenas 1
período superior a seis meses no mesmo tipo de atividade. (B) Apenas li
(C) Apenas !11
Ern relaçáo à nlulher, a CLT dispóe de un1 c1pítulo próprio (Capírulo III - Da proteção (D) Apenas f
do rrab:ilho da mulher, do Título III) que regnlarnenta a relação de trabalho na qual o einpre- (E) 1, li e Ili
l}J.Jn sej;i do sexo fen1inino, por nk:io do qual estabelece uma pror<::çáo especial a mulher,
int:h1síve com norrr.as relativas à náo di.scri1nin;ição (analisa-se esta n1aréria na f\u-tt !.
(TRT 2 - Juiz
Capíru!o ]\', in:-m 11 <lcsra obra). as proposiçõ
Por fim, en1 relaçdo às regras de proteção ao portador de necessidades especiais, ren1ere- jurisprudênci
-s.;: 0 leitor ao ite1n 12, Capítulo I\', P:ine 1, onde é feita u111a análise mais profunda dc:ssa !. É g:ir0ntid
de função
remática.
cer na fun
Exe111plos de questões sobre o tenut 1!. Adispens
trato por
(TRT 4 - Juiz do Trabalho Substituto 4ª região/2016) Considere as assertivas abaixo sobre discriminação indc:term
e isonomia. beneficiá
l. O princípio da não discriminação é princípio de proteção, denegatório de conduta que se considera gra-
li!. É proibida
vemente censurável, pelo qual se proíbe introduzir diferenciações por razões não admissíveis. Já o prin-
trabalho,
cípio da isonomia é mais amplo que o princípio da não discriminação, na medida em cp1e busca igualizar
deficiênci
o tratamento jurídico a pessoas ou situações que tenham relevante ponto de coritat.:; e~,-,i·?- -,,
ção à cria
11. É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efe1to de acesso a relaç~o de
lV, Permite-s
trabalho; ou de sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situarÃo familiar,
deficiência, reabilitação profissional, idade, dentre outros, ressalvadas, nesse caso, a5 h,prn;;-e.t:'s u~ pro- V. E discrim
teção à criança e ao adolescente previstas no art. 7o, inc. XXXlll, da Constituição Federal de 1988. outra doe
m. Em caso de rompimento da reÍação de trabalho por ato discriminatório, nos moldes da Lei no 9.029/1995, tegração
o empregado poderá pleitear somente o direito à reparação pelo dano moral e a reintegn1<:h;- ;om res- Responda
sarcimento integral de todo o período de afastamento, mediante pagamento das remu.-h;:ãr,.oes devi- (A) Somente
das, corrigidas monetariamente e acrescidas de juros legais.
(B) somente
Quais são corretas?
(C) Somente
(A) Apenas 1
(B) Apenas li (D) Somente
(C) Apenas Ili (E) Somente
(D) Apenas 1e li
(E) l,llelll
(FCC ~Juiz do
Resposta: D
sido objeto de
{TRT 4- Juiz do Trabalho Substituto 41! região/2016) Considere as assertivas abaixo sobre discriminação 1. É proibida
e isonomia. emprego,
1. O princípio da não discriminação é princfpío de proteção, denegatório de conduta que se considera gra- idade, ress
vemente censurável, pelo qual se proíbe introduzir diferenciações por razões não admissíveis. Já o prin- da Constit
cípio da isonomia é mais amplo que o princípio da não discriminação, na medida em que busca igualizar li. Constitui
o tratamento jurídico a pessoas ou situações que tenham relevante ponto de contato entre si. procedime
li. É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitat_iva para efeito de acesso à relação de Ili. São sujeito
trabalho, ou de sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, empregad
deficiência, reabilitação profissional, idade, dentre outros, ressalvadas, nesse caso, as hipóteses de pro- gente, dire
teção à criança e ao ad~lescente previstas no art. 7o~ inc. XXXIH, da Constituição Federal de 1988. reta e fund
Ili. Em caso de rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório, nos moldes da Lei no 9.029/1995, IV. O rompim
o empregado poderá pleitear somente o direito à reparaçãà pelo dano moral e a reintegração com res- à reparaçã
sarcimento integral de todo o período de ~fastamente, mediante pagamento das remunerações deyi-
todo o per
das, corrigidas monetariamente e acrescidas de juros legais. monetaria
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

442-A, que Quais são corretas?


prévia por (A) Apenas 1
(B) Apenas li
(C) Apenas !11
Da proteção (D) Apenas f e li
al o einpre- (E) 1, li e Ili
a mulher, Resposta: O
na f\u-tt !.
(TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto 2~ regi.ão/2016) Com rc:lação à discriminaçSo do trab~lhador analise
as proposições, n>nforrne as disposições constitucionai::, a let;is~aç.ão trabalhista antidiscriminatória e a
ais, ren1ere- jurisprudência sumubda do Tribunal Superior do Trabalho:
unda dc:ssa !. É g:ir0ntido à empregada, durante a gravidez, sem prejuízo do salário e demais direitos, a transferência
de função, quando as condições de saúde o exigir, porém, qu;:;ndo retornar ao trabalho deverá permane-
cer na função atual.
1!. Adispensa de pessoa com deficiência ou de beneficiário reabilitado da Previdência Social ao final de con-
trato por prazo determinado de mais de 90 (noventa) dias e a dispensa imotivada em contrato por prazo
iscriminação indc:terminado somente poderão ocorrer após a conuatação de outro trabalhador com deficiência ou
beneficiário reabilitado da Previdência Social.
onsidera gra-
li!. É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e límitativa para efeito de acesso à relação de
eis. Já o prin-
trabalho, ou de sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar,
usca igualizar
deficiência, reabilitação profissional, idade, entre outros, ressalvadas, nesse caso, as hipóteses de prote-
- -,,
ção à criança e ac adolescente previstas no inciso XXXll! do art. 7º da Constituição Federal.
a relaç~o de
lV, Permite-se a distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos.
rÃo familiar,
;-e.t:'s u~ pro- V. E discriminatória, como presunção absoluta, a despedida de empregado portador do víru~ 1--1;\' :)u de
1988. outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado tem direi~o .> rein-
9.029/1995, tegração no emprego.
<:h;- ;om res- Responda:
;:ãr,.oes devi- (A) Somente as proposições I, li e Ili estão corretas.
(B) somente as proposições 1, IV e V estão incorretas.
(C) Somente as proposições li, ti! e V estão corretas.
(D) Somente as proposições!!, IV e V estão incorretas,
(E) Somente as proposições li, Ili e IV estão corretas.
Resposta: 8

(FCC ~Juiz do Trabalho Substituto 241.1 região/2015} Relativamente à díscriminação no emprego, que tem
Resposta: D
sido objeto de intenso debate doutrinário e jurisprudencia! na seara do Direito do Trabalho, considere:
scriminação 1. É proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de
emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou
onsidera gra- idade, ressalvadas, neste caso, as hipóteses de proteção ao menor previstas no iílciso XXXlll do artigo 7'
is. Já o prin- da Constituição Federal.
sca igualizar li. Constitui crime a exigência de teste, exame, perícia, laudo, atestado, declaração ou qualquer outro
si. procedimento relativo à esterilização ou a estado de gravidez.
à relação de Ili. São sujeitos ativos dos crimes _pela prática discriminatória, a que se refere esta questão, a pessoa física
ção familiar, empregadora; o representante legal do empregador, como definido na legislação trabalhista; o diri-
eses de pro- gente, direto ou por delegação, de órgãos públicos e entidades das administrações públicas direta, indi-
1988. reta e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estaçlos, do Distrito Federal e dos MY.,nicfpios.
9.029/1995, IV. O rompimento da relação de trabalho por ato discriminat.ório, nos moldes da legislação, além do direito
ção com res- à reparação pelo dano moral, a empregada tem direito a reintegração com ressarcimento integral de
rações deyi-
todo o período de afastamento, mediante pagamento das remunerações devidas em dobro corrigidas
monetariamente, acrescidas dos juros legais.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José Coirolr.

Está correto o que consta APENAS em Com e


(A) lell. tal, sendo q
(B) !l e H!. em condiçõ
(C) til e !V.
(D) 1e !V.
De aco
(E) \, 11 e li!. deve ter pro
Rr:sposto: E
contratuais
Exi.-;ccn
4.14. Princípios constitucionais do Direita do Trabalho Alén1 daque
Laboral, a
A Constituiçáo é a norma fundamental de u1n País. Da an~lise do conjuruo dos dispo- donde pode
sitivos constitucionais é possível extrair os princípios que regem não só todo o ordenamento
a) prin
jurídico, nu_s aqueles que são válidos para cada uin dos rarnos do Direito.
b) prin
Con10 exemplo dos princípios gerais que são aplicáveis ao Direito Laboral, podem ser
citados aqueles derivados dos seguintes enunciados con3titucionais: e) prin

a) a dignidade da pessoa humana (art. 1°, III); d} prin

b) os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa (arr. 1°, I\'); d) prin

c) a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa e) prin


(art. 170); f) prin
d) rodos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, (art. 5°, caput); Exemplos d
e) é lívre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão (art. 5°, XIII); {FCC" Juiz do
material do T
f) é plena a liberdade de associação para fins lícitos (art. 5°, XVII); e
1. O princípi
g) busca do pleno emprego (art. 170, VIII). as partes
probidad
Observe-se que os princípios constitucionais que defluem dos dispositivos citados servem, de trabalh
antes de tudo, para orientar o legislador no desempenho de sua função primordial, qual seja, H. O prif!cÍp
a de criar normas, bem como para o Poder Executivo, a quem cabe executá-las. significa a
sua inserç
Assim, por exemplo, o legislador, quando da produção de leis, deverá observar o princípio IH. O princíp
da liberdade de associação e do exercício de qualquer profissão; o princípio da valorização instituto d
do trabalho e assim por diante. IV. O principi
nos últim
O Poder Executivo, por sua vez, no desenvolvimento de suas atividades deverá instituir e trabalhist
sustentar políticas de criação e manutenção do pleno emprego, atentando-se, também, para o Está corre
princípio da igualdade. Note-se, porém, que a igualdade preconizada pelo art. 5° da Cons- (A) lell.
tituição Federal, apesar de formal, é atingida por meio da igualdade material, na medida (~) 1,11 e Ili.
em que dispensa tratamento legal diferenciado para os desiguais (empregado e empregador) (C)· 1, Ili e IV.
(O) li e IV.
em seu art. 7°, o que constitui o pilar básico do Direito laboral.
(E) li, llle IV.
O princípio da dignidade da pessoa humana é de vital importância para a manutenção
da Justiça Social e para equilibrar os desajustes existentes na relação entre capital e trabalho.
Representa a conquista dos povos no sentido de conferir um conteúdo perman~nte ao Direito
e descartar a possibilidade de considerá-lo, apenas, em seu aspecto formal. 85. SÜSSEKIN
cap.1 • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

Com efeito, o empregado; antes de tudo, é um ser humano e deve· ser respeitado como
tal, sendo que a utilização desse princípio é de grande valia para eliminar o trabalho exercido
em condições degradantes, bem como em condições análogas à de escravo.
De acordo com Arnaldo Süssekind: "a dignidade do trabalhador, con10 ser humano,
deve ter profunda ressonância na interpretação e aplicação das normas legais e das condiçóes
Rr:sposto: E
contratuais de rrabalho".85
Exi.-;ccn1, tan1bém, os princípios constüucionais específicos para o Direito du Trabalho.
Alén1 daqueles princípios que fê)ram citados acima, que guarda111 estreita rdaçiio corno Direito
Laboral, a CF/SS enumera, e.1n seu art. 7°, os direitos fundamentais do tr:ib:dhador,
uo dos dispo- donde podem ser extraídos os princlpios constitucionais do Direito do 1·rabalho. S:ío eles:
ordenamento
a) princípio da irredutibilidade salarial;
b) princípio da igualdade salarial (XXX);
l, podem ser
e) princípio da proteção do me1·cado de trabalho da mulher (XX);
d} princípio da proteção do trabalho do n1enor (XXXII);
d) princípio da proteção à saúde do trabalhador (XXII);

vre iniciativa e) princípio do reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho (XXVI); e
f) princípio da não discriminação (XXX).
5°, caput); Exemplos de questões sobre o tenta
I); {FCC" Juiz do Trpbalho Substituto 24~ região/2015) Levando-se em consideração os princípios do Direito
material do Trabalho, considere:
1. O princípio da boa-fé'subjetiva, amplamente aplicado no direito individua! do trabalho, pressupõe que
as partes contratantes devem seguir um modelo de conduta ética, com lealdade, honestidade, retidão e
probidade não apenas na celebração, como no curso, no término e mesmo após a extinção do contrato
ados servem, de trabalho.
al, qual seja, H. O prif!cÍpio da norma mais favorável é parte integrante do princípio protetor e sua tríplice vertente e
. significa aplicar, em cada caso, a norma jurídica mais favorável ao trabalhador, independentemente de
sua inserção na escala hierárquica das fontes do direito.
ar o princípio IH. O princípio da continuidade da relação de emprego outorga a necessária fundamentação teóríca ao
a valorização instituto da flexibilização, da intermediação de mão de obra legal e da sucessão de empregadores.
IV. O principio da condição mais benéfica também é parte integrante do princípio protetor trabalhista e
nos últimos anos vem sofrendo influências da flexibilização em face da rigidez que prevalece nas regras
erá instituir e trabalhistas.
mbém, para o Está correto o que se i:ifirma APENAS em
5° da Cons- (A) lell.
, na medida (~) 1,11 e Ili.
empregador) (C)· 1, Ili e IV.
(O) li e IV.
(E) li, llle IV.
manutenção Resposta: D
al e trabalho.
te ao Direito ...--·.
85. SÜSSEKIND, Arnaldo. Direito eonstitu-cional do trabalho. Rio de Janeiro: Renovar, 1999. p. 58.
CURSO DE DIREITO 00 TRABALHO - José CoiroJr.

(FCC ~Juiz do Trabalho Substituto 1ssi região/2015) Em relação aos princípios do Direito do Trabalho,
considere: . _
no Brasil,
Após a promulgação da constituição Federal de 1988 não há mais .ra~ã~ para a velha d_1scussao sobre nela introd
!. a posição dos princípios entre as fontes do direito, porquanto os pnnc1p1os fundamentais passam a ser
fontes normativas primárias do nosso sistema.
Assim,
o · 442 da CLT ao estatuir que "contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, da respecti
art.
U. c-Off<"·º!~or. ~
den-.ea,
, :elºç'o
"
0 ,,,_, ern·~re,..u"-,nsculp"'~ 0 princípio d;i pri;'T'-.1zi2 da re;;ilidade, ao- passo que
!--'· "' ' ' · , -
o art.
d
di~sídio qu
7-, ir;;isc >'.X-X d:: CF, ao profoir ;i discrimin3çdo em rratéria de sa!órios, exercício de f.Jnçoe~ e critcrios e
'-'-

.aCm:ssâo, consagra o princípio da razoabiiidade. , .


Nesse
• nd·imento consolidado do TST' o ônus dt, provar o termino do. contrato l"rabalho d
lll. De acor d o com erice·· - trabalho,
. , de d ~ ·.
quar.do negõJdos a prestaç?o de serviço e o despcdimento,.e_Co empreg.3dor, pois o pnnc1pm a ,_ont1 Código do
nuldade da relação de emprego é consagrado pela Const1tu1çao Federal. Lei Orgâni
Está correto o que consta APENAS em (26.08.97),
(A) 1. (Lei nº 7/2
(B) 1e li.
(C) 11 elll.
(D) le Ili.
(E) Ili.
Resposta: D Em face
{TRT 3 _Juiz do Trabalho Substituto 3~ região/2.014) São princípios do Direito do Trabalho, EXCETO: da aplicaçáo
{A) Princípio da razoabilidade. Inicialm
{B) Princípio da irrenunciabilidade.
Para isso, uti
(C) Princípio da boa-fé.
jurídico e, p
(O) Princípio da autonomia individual da vontade. direito).
(E) Princípio da continuidade.
Resposta: D Para a c
·
(Mag1straturad0Tra ba Ih o- TRT 23ª- _ 2010) Sobre os prindpios inerentes ao Direito do Trabalho, assinale o que se efe
a alternativa incorreta. . . . .
revogada po
{A) A ondições mais benéficas conquistadas pelos trabalhadores, seja de modo md1v1dual ou coletivo, sem-
s caderem aos contratos individuais de trabalho e não podem ser suprimidas depois de implementadas.
5.1. Vigê
(B) ~:rincípio da norma mais favorável tem aplicação quando duas normas disciplinam o ~esmo_ass_unto.
{C) Em face do prindpio da continuidade da relação de emprego, presume-se que o empregado nao toma a Por eficá
iniciativa de romper o vínculo. . . , . no sentido d
{D) A primazia da realidade é princípio de elevada importância quando se discute a natureza 1urid1ca da
relação de trabalho. . . . . . A seguir,
{E) A partir do princípio protetor o direito do trabalho procura igualar partes materialmente des1gua1s.
Resposta: A A. Note

4.15. Direito comparado A norma


e cinco dias
O aplicador do Direito Laboral encontra-se expressamente autorizado, por m~io ~o
sentido contrá
preceito contido no árt. 8º da CLT, a recorrer ao.Direito comparado, -~uan~do a leg1slaçao Brasileiro - L
'tria náo oferecer solução para determinado çonflito de interesses. A uttl1zaçao desse proce-
pa
dimento pode ser muito útil, uma vez que a legislação laborald ' 0C1"dentats
, . os pat_ses · integrantes
· Em face d
do civil law é bastante semelhante, principalmente na Amenca Latina. retire a eficá

Ora, as relações sociais modificam-se e modernizam-se com grande velocidade, de forma


86. Decreto-Lei
tal que 0 processo legislativo, lento por natureza, .não consegue acompanh~. Esse problema, cinco dias de
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

o do Trabalho,
. _
no Brasil, ainda é maior, tendo em vista que a CLT foi aprovada em 1943 e as alterações
_1scussao sobre nela introduzidas não modificaram a sua estrutura fundamental.
s passam a ser
Assim, o recurso aos códigos do trabalho mais modernos de Países vizinhos, acompanhada
o ou expresso, da respectiva legislação esparsa, pode ser um mecanismo eficaz para encontrar a solução para
passo que
· , -
o art.
d
di~sídio que não tenha1n previsão no ordenamento jurídico nacional.
e~ e critcrios e
Nesse pa;1,.so, cita-se a Lei Federal de) Traba!h') d(; !viéx!co (01.04.1970), o Códit;o do
to, de l"rabalho de El Salvador (23.06.72), Lei do Conrrato de T'raba!ho da Argenrina (13.05.76),
- trabalho,
d ~ ·.
c1pm a ,_ont1 Código do Trabalho Par~1.gu:ú (29.10.1993), Códig0 do l~rahalho da Nicarágua (28.10.1994),
Lei Orgânica do Trabalho da Venezuela (10.06.1997), Código do Trabalho do Equador
(26.08.97), Código do Trabalho do Chile (31.07.2002) e o Código do Trabalho de Portugal
(Lei nº 7/2009).

Resposta: D Em face da generalidade e abstratividade da norma, é necessário utilizar o procedimento


, EXCETO: da aplicaçáo do Direito para adaptá-la ao caso concreto.

Inicialmente, o operário do Direito deve identificar o fato e submetê-lo à previsão legal.


Para isso, utiliza do processo de interpretação para definir o sentido e o alcance do regramento
jurídico e, posteriormente, procede à incidência sobre o fato ou relação social (aplicação do
direito).

Resposta: D Para a correta aplicação, deve-se indagar sobre a capacidade da norma produzir efeitos,
balho, assinale o que se efetiva pela verificação da sua vigência no tempo e no espaço, já que pode ter sido
.
revogada por outra de idêntico grau hierárquico.
coletivo, sem-
mplementadas.
5.1. Vigência das normas trabalhistas
smo_ass_unto.
ado nao toma a Por eficácia da norma entende-se como a sua capacidade de produzir efeitos jurídicos,
. , . no sentido de vincular as pessoas que se enquadtem na hipótese nela contida.
eza 1urid1ca da
. . A seguir, a questão da eficácia será analisada no plano temporal e territorial.
des1gua1s.
Resposta: A A. Notempo

A norma trabalhista de origem estatal entra em vigor em território nacional quarenta


e cinco dias após a data de sua publicação no diário oficial, salvo expressa disposição em
por m~io ~o
sentido contrário, conform~ preleciona o are. 1°, da Lei de Introdução às normas do Direito
a leg1slaçao Brasileiro - LIDB."
desse proce-
·
s integrantes Em face do seu caráter de perenidade, em regra, permanece em vigor até que outra lhe
retire a eficácia, parcial ou total, de forma express~ ou tácita.

de, de forma
86. Decreto-Lei nll 4.657/42. Art. 12. Salvo disposição contrária, a- lei começa a vigorar em todo o país quarenta e
se problema, cinco dias depois de oficialmente publicada.
CURSO OE DIREITO DO TRABALHO- José CalroJr.

Saliente-se que, pelo princípio da n9rma mais benéfica, aplica-se à situação fática aquela (A) As cond
regra que atribua melhores condiçõeS de trabalho para o empregado. Isso não quer dizer vigoram
que a norma perde sua eficácia. Simplesmente, deixa de ser utilizada em determinado caso (B) As cond
concreto, mas continua produzindo efeitos diante do seu caráter geral e abstrato. dua!, com
(C) Somente
Tal não ocorre con1 as convenções e os acordos coletivos de trabalho. Esses instrumentos
de todo
norn1ati\'OS negociados têr:1 snrr vigência liali.tada no tc.:n1po de dois anos no n1á>::in10,
(D) /\:,:cláus
por cxprcSS3. detenninJção legal, conforn1;,; se observa do art. 61,Í, § 3° da Consolid::,yâo Jas
du.1is d,2
Leis do 1'r:abalho.g- trabalho
Decorrido o pr:lZO esi::~bdecido no próprio insrrun1enro normarivo negociado, que n5o (E) /'\s con:f
poderá ser superior àquele fixado peia lei, passa a vigorar a conYençáo ou acordo coletivo contrato
subsequente, ato jurídico decorrente d\.". ncgociaçáo coletiva entre sindicato de en1prega<los ç;orque l
e de en1pregadores, no prin1eiro caso, e de sindicato da categoria profissional e en1presa, na
segunda hipótese.
Malogradas as tentativas de negociação, faculta-se a provocação do Poder Judici:írio, por
B. No
mútuo consentimento, que solucionará o dissídio coletivo por meio da prolaçáo de un1a
sentença normatiYa, que possui mesma natureza de um instrumento norn1ativo de .trabalho. ss Como
Feitas estas considerações, as condições de trabalho estabelecidas por meio de um instru~ estatal trab
menta normativo negociado vigoram até que uma nova convençáo ou acordo coletivo
Se a no
os substitua, diante da sua limitação cemporal, e não podenl. ser substituídas por outras
torial dos s
menos benéficas por meio de sentença normativa. 89
coletivo de
Nesse sentido é a posição do Tribunal Superior do Trabalho constante de sua Súmula nº 277:
No cas
SÚMULA No 277. CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO OU ACORDO COLE-
TIVO DE TRABALHO. EFICÁCIA. ULTRATIVIDADE redação alterada na sessão do laboram no
Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012) ~ Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e Em reg
27.09.2012 As cláusulas normativas dos acordos coletivos ou convenções coletivas integram os
contratos individuais de trabalho e somente poderáo ser modificadas ou suprimidas mediante de emprego
negociação coletiva. de trabalho,,º art. 198 do

Registre-se que o STF, por decisão monocrática do Ministro Gilmar Mendes proferida Essa no
em 14.10.2016, determinou a suspensão de todas as demandas que tramitam na Justiça do 9°, da Lei d
Trabalho que tratem da ultratividade das normas coletivas, até que o Plenário do referido Contud
Tribunal aprecie a matéria nos autos da Medida Cautelar na Arguíção de Descumprimento contra~ado
de Preceito Fundamental nº 323. montagens,
previstos p
.Exentplo de questão sobre o tema
para o emp
(TRT 2- Juiz do Trabalho Substituto 2i! região/ 2013) Em relação às normas coletivas e a sua ultratividade,
é possível afirmar.Aponte a alternativa correta: A Lei n
aplicação e

87. CLT. Art. 614. §3t. Não será permitido estipular duração de Convenção ou Acordo superior a 2 {dois) anos.
88. Após a promulgação da EC nl! 45/04, a instauração do Dissídio Coletivo passou a exigir o comum acordo das par-
tes, conforme se observa da redação do§ 29, art. 114 da CF/88. "Recusando-se qualquer das partes à negociação
coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econô-
mica; podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mini mas legais de proteção ao
trabalho, bem como as convencionadas anteriormente". (grifou-se}.
89. Em caso de dissfdio coletivo, a sentença normativa deverá observar as condições de trabalho mínimas estabelecidas 91. Decreto n!
em convenção ou acordo coletivo de trabalho, conforme disposto no supracitado§ 21!, parte final, art.114 da CF/88. do trabalh
90. Sobre essa exceção, consultar o item 6.2, capítulo V, parte 11, desta obra. 92. LIOB. Art.

\
L
cap.) • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

o fática aquela (A) As condições de trabalho alcançadas por força de sentença normativa, convenção ou acordos coletivos
ão quer dizer vigoram no prazo assinado, não integrando, de forma definitíva, os contratos individuais de trabalho.
erminado caso (B) As condições de trabalho estabelecidas em norma coletiva, podem ser modificadas elo contrato indivi-
ato. dua!, com base na autonomia da vontade, ainda que mais favoráveis ao empregado.
(C) Somente o que for convencionado em contrato coletivo válído para as categorias profissional e patrona!
instrumentos
de todo o país, não pode mais ser alterado por acordo individual de trabalho.
no n1á>::in10,
(D) /\:,:cláusulas normativas dos acotdos coletivos ou convenções coletivas integram os contratos indiví·
solid::,yâo Jas
du.1is d,2 tr<Jbalho e somente p:idcrão ser modificadas ou suprimíd:is mediante negociação coletiv2 de
trabalho.
iado, que n5o (E) /'\s con:f.;ôes de trabalho alcançadas por força de convenção coletiva irotegram de forma definitiva 0
cordo coletivo contrato de trabalho, por serem referent2s à toda categoria, o que não ocorre com os acordos coL:-tivns
e en1prega<los ç;orque levam em conta apenas e tão somente uma empresa.
e en1presa, na Resposta: D

udici:írio, por
B. No espaço
laçáo de un1a
de .trabalho. ss Como a competência para legislar sobre o Direito do ·rrabalho pertence à União, a norma
de um instru~ estatal trabalhista ten1 eficácia en1 todo o território nacional.
ordo coletivo
Se a norn1a laboral é de origem não estatal, seu limite espacial corresponde à base terri-
as por outras
torial dos sujeitos coletivos que firmarem a convenção coletiva de trabalho ou 0 acordo
coletivo de trabalho.
úmula nº 277:
No caso do regulamento da empresa, suas regras só se aplicam aos empregados que
COLE-
são do laboram no âmbito dos seus estabelecimentos.
5, 26 e Em regra, o local da prestação dos serviços é que define a norma a ser aplicada à relação
ram os
ediante de emprego, ou seja, segue-se o princípio da !ex locí. executione contrai:ti, conforme dispõe o
art. 198 do Código de Bustarnante, ratificado pelo Brasil.9 1

ndes proferida Essa norma específica prevalece em detrimento do preceito genérico constante do art.
na Justiça do 9°, da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro.92
o do referido Contudo, a Lei nº 7.064/82, de caráter específico, regula a hipótese do trabalhador
cumprimento contra~ado no Brasil para laborar no exterior em atividades de engenharia, projetos e obras,
montagens, gerenciamento e congêneres. Essa norma garante aos trabalhadores os direitos
previstos pela legislação nacional, salvo se a legislação estrangeira for mais benéfica
para o empregado.
a ultratividade,
A Lei n° 11.962/09 alterou a redação do art. 1° da citada norma, para determinar a sua
aplicação em qualquer espécie de atividade empresarial.

{dois) anos.
m acordo das par-
rtes à negociação
natureza econô-
is de proteção ao

mas estabelecidas 91. Decreto n!il 18.871, de 13.08.1929. Art. 198. É territorial a legislação sobre acidentes do trabalho e proteção soda!
art.114 da CF/88. do trabalhador" -~---·· ··
92. LIOB. Art. 9 9 • Para qualificar e reger as-Obrigações, aplicar-se-á a lei do pais em que se constituírem.

\
L
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO - José Cairolr.

A incompatibilidade relativa entre o ordenamento jurídico interno e o Código de Busta- 5.3. Irre
mante, levou 0 TST a cancelar a Súmula nº 207, em sessão plenária ocorrida no dia
Ordinar
16.04.2012. futuras a pa
E:1.:en1plo de questiio sobre o tenta Desse m
(IRT ~3- Jvi: do Trabalho Substituto 231 rt:glão/ 2014) Ronaldo é cuiabzno, empregado da Construtora perfeito e a
sc_:r, Fror~tr::r 2 r, S/l:;,., co;n sede em Cuíabd e foi ccintratado p;'.lra prestar scr·;1iç0~ corno engenheiro no H:iiti, ort. 5°, XXX
onde: perma1:oceu per cinco meses, findos 0$ quaís retornou par;_i Cuiab<l, vindo então a S·~r dispensado
irnot!vada;r,ente. Por entender não terem sido pagos todos os direitos no decorrer do contrato de tra- O direit
t-zdho, ingressou com ação trabalhista em Cuiabá, a qual você irá an~>lisar. Acerca dessas informações, entende-se a
as-::inale a alternativa CORRETA, com base na jurisprudência domin2nte de TST:
anterior. Exi
(A) Ap;ica-se ao caso a !ei do Haiti, ante o Princípio lex Loci Executiones;
efeiros de fo
(5) Pode t<r.nto ser aplicada a lei brasileira quanto a haitiana, pois atualmente tem-se adotado o Princípio da
Norma Mais Favorável com aplicação da Teoria do Conglobamento por lnstitutos; formados po
(C) A lei aplicável é a brasileira por se tratar de trabalhador e empregador brasileiros; eles. Nesse ú
{D) Aplica-se o princípio da territorialidade, previsto no Código de Bustamante;
(E) Pode tanto ser aplicada a lei brasileira quanto a haitiana, desde que a norma seja a mais favorável, com
Já a coi
a aplicação da Teoria da Acumulação. de recurso,
Resposta: B

5.2. Revogação
Art. 467. De
Ocorre a revogação quando uma lei posterior assim o dispuse: de form: expressa, ~uando julgada mater
tratar da mesma matéria de forma diversa ou quando for com ela 1ncompauvel, procedimento torna imutáve
sentença, nã
denominado de revogação .tácita.
recurso ordin
Cumpre registrar, contudo, que não haverá revogação quando a lei posterior for de dinário.
, . de 1orma
natureza genérica e a anterior regui ar a mater1a ' espect'fí1ca) ou vice-versa.
. 93

Quando a revogação é total, emprega-se o termo ah-rogação, caso contrário, se i revo-


gação for apenas parcial, a hipótese será de derrogação. Aplicabilidade
cesso do tra'b
A revogação só ocorre entre normas de idêntica categoria. Se um .decreto trata de forma
Diferença ent
diversa a mesma matéria da qual se dedica uma determinada lei, haverá vício de ilegalidade. o de 1973
Se a lei contraria dispositivos constitucionais, não produzirá qualquer efeito, 4i<\nte da sua
inconstitucionalidade, que poderá ser declarada incidentalmente, pelo controle difuso da
constitucionalidade, ou de forma direta, por intermédio da Ação Direta de Inconstitucio- A exceç
nalidade -ADI. CLT no seu
Se a ordem legal preexistente é modificada por uma nova ordem constitucional, não Art.
se poderá falar em revogação da lei pela Constituição. Na verdade, o que ocorrerá é a não decla
tidas
recepção da legislação ordinária pela novel Carta Magna.
No que se refere ao Direito do Trabalho, é possível que uma norma de nível hierárquico Admite-
inferior regulamente de forma distinta a matéria semelha.nte da qual trata uma norma hierar- pelo art. 2°,
quicamente superio~, desde que atribua melhores ·condições de trabalho para o empregado, recer o agen
com a aplicação da regra da norma mais favoráVel. transitada em

94. CF/88. Art.


93. Lel de Introdução às normas do Direito Brasileiro. Art. 22. § 22. A lei nova, que estabeleça disposições gérais ou 95. Decreto-Le
especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lel anterior. feito, o dir
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

go de Busta- 5.3. Irretroatividade


rrida no dia
Ordinariamente, a lei não tem efeitos retroativos. Passa a reger as situações presentes e
futuras a partir da data em que entra em vigor.
Desse modo, a nova lei náo poderá prejudicar o direito adquirido, o ato jurídico
da Construtora perfeito e a coisa julgada. Essa assertiva consritui princípio constitucional ag'.lsalha,)o pelo
nheiro no H:iiti, ort. 5°, XXXVI, da CF/88, 9 ~ bem corno pelo an:. 6° da LIDB.9 ;
S·~r dispensado
ontrato de tra- O direito adquirido será analisado em separado no iren1 seguinte. Por ato jurídico perfeito
s informações, entende-se aquele en1 que rodos os seus elementos já tenhan1 se concreri"!.ado sob a égide da lei
anterior. Existem atos jurídicos unitário.:;, que corr1preendem un1 só fato isob<lo aptu a produzir
efeiros de fonna in1ediata. Entretanto, há atos jurl<licos complexos, assin1 considerados aqueles
o o Princípio da
formados por uma série de fatos que produzem efeiros, apenas, após a concretização de todos
eles. Nesse último caso, a lei nova regula os efeitos do ato que não tenha se cornpletado.

favorável, com Já a coisa julgada representa a decisão judicial da qual não caiba mais qualquer espécie
de recurso, conforme regulação contida no art. 502 do novo CPC.
Resposta: B

Art. 467. Denomina-se coisa Art. 502. Denomina-se coisa Art. 836. Évedado aos órgãos da Justiça do Traba-
ressa, ~uando julgada material a eficácia, que julgada material a autoridade lho conhecer de questões já decididas, excetuados
procedimento torna imutável e indiscutível a que torna imutável e indiscutível os casos expressamente previstos neste Titulo
sentença, não mais sujeita a a decisão de mérito não mais e a ação rescisória, que será admitida na forma
recurso ordinário ou extraor- sujeita a recurso. do disposto no Capítulo IV do Título !X da lei
terior for de dinário. no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de
.
ice-versa.
93 Processo Civil, sujeita ao depósito prévio de 20%
(vinte por cento) do valor da causa; salvo prova
rio, se i revo- de miserabilidade jurídica do autor.
Aplicabilidade do CPC ao pro- As regras do CPC e da CLT se complementam por serem totalmente compatíveis
cesso do tra'balho entre si.
rata de forma
Diferença entre o novo CPC e No novo CPC, utiliza-se a expressão "decisão de mérito", em substltuição à expres-
de ilegalidade. o de 1973 são "sentença" que constava no art. 467 da CLT. No mais, os dois dispositivos são
4i<\nte da sua bastante semelhante.
ole difuso da
nconstitucio- A exceção a essa regra fica por conta da coisa julgada inconstitucional, albergada pela
CLT no seu art. 884, § 5°:
tucional, não Art. 884. § 5°. Considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo
rrerá é a não declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação
tidas por incompatíveis com a Constituição Federal.

el hierárquico Admite-se a retroatividade da lei em alguns casos excepcionais, como aquele previsto
norma hierar- pelo art. 2°, parágrafo único, do Código Penal: ''A lei posterior, que de qualquer modo favo-
o empregado, recer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória
transitada em julgado".

94. CF/88. Art. 51!, XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.
osições gérais ou 95. Decreto-Lei n!! 4.657/42 {LIDB). Art. 62. A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico per-
feito, o direito adquirido e a coisa julgada.
122 CURSO DE DIREITO DO TRABALHO-José CairoJr.

Em matéria processual, o art. 1.046 do novo CPC dispõe: ''Ao entrar em vigor este de um direi
Código, suas disposiçóes se aplicarão desde logo aos processos pendentes, ficando revogada ao qual se e
a Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973".
Ocorre,
r------------------~-------~----~ seu tini!ar.
P.TEnÇÃOl Sobre ato jurídico complexo, cita-se a hipótese daquele que confere eficácia à conven-
ção da OiT no ordenamento jurídico Interno. !nicialrn0nte, é necessária a aprovação, pelo Congresso S:'io ind
rJ:v:::onaL de um decretc-kgísL:::tivo. Em seguida, o Chefe do Poder Executivo deve expedir Decreto nur:urcnç:l.
pa:-a pícmuigar a norma da Off em territórlo nadonai Esse exemp!o é cobrado- frequentemente ern l
qu,: rcveb o
concurso:; pJblicos.
:1 sncicd:1dc:

5.ll. Dlrel:o adquirido


O Direito, no seu sentido objerivo, ccrnpõe-s;; de um conjunto de n.Jrms.'> e prin-cfpic,s
qne hxa1n fúnnas de c>Jnduta intersubjetiva. Encontra-se e1n estado latente, pois não regula A irrenu
un1a situação concreta e particular, n1as tem cará(er genérico e abstrato. hilidade, i1n
Verificada a hipótese abstrata prevista na leí, e1n u1n caso concreto, cria no indivíduo do qual o in
(titular) o d irei.to subjetivo (que incorpora ao seu patrimônio jurídico) de exigii:- os efeitos é indisponív
que constam na norma respectiva. Em outras palavras, um dever ou uma obrigação a ser Percebe
observado por uma determinada pessoa, grupo de pessoas ou até todos os demais membros n1era expec
da comunidade (efeito erga omnes). falar en1 ren
Pela regra contida no art. 6°, § 2°, da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, A lei pr
consideram-se adquiridos os direitos "que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer,
Cód
como aqueles cujo começo do exercício tenha termo prefixo, ou condiçáo preestabelecida são i
inalterável, a arbícrio de outrem".
Lei
Por isso, enquanto náo se materializar todos os elementos que compõem a hipótese prevista náve
em lei, não se falará em direito (subjetivo) adquirido, mas em mera expectativa de direito. Lei
dos
De outra sorte, se o direito (subjetivo) já se encontra incorporado ao patrimônio da pessoa, pará
mas o seu exercício depende de um termo pré-fixado ou da condiçáo estabelecida que não pode
Mas, em
ser alterada pela vontade de outra pessoa, ainda assim considera-se como direito adquirido.
sua natureza
·-------------------------------.
ATENÇÃO! Há um exemplo clássico de direito adquirido no âmbito das relações trabalhistas. Trata-se J
ocorre com
do caso dos empregados que à época da promulgação da CF/88 contavam com mais de 10 anos de efe- A indisp
tivo serviço e não havia optado pelo regime do FGTS. Nessa situação, adquiriram o direito à estabilidade o titular do
no serviço, mesmo com a abolição dessa possibilidade pelo ordenamento jurídico vigente a partir de
então. despojar, co
çóes previst
~-------------------------------~
i~disponihi

Grande
sáo relativam
A norma jurídica cria situações hipotéticas que podem ocorrer no plano fático. Dessa -los, transac
circunstância decorre a natureza de generalidade e abstratividade da norma. O Direi
Verificada no plano fático a hipótese previst:l na lei, surge um titular de um direito e o gado ocupa
titular de uma obrigação, o que dá ensejo ao denominado direito subjetivo. Assim, o titular justamente p
cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

em vigor este de um direito subjetivo pode exigir determinada conduta positiva ou negativa do outro sujeito
ndo revogada ao qual se encontra vinculado.
Ocorre, entretanto, que determinados direitos subjetivos não podem ser despojados pelo
----~ seu tini!ar. Tais direitos recebern a denotninação de direitos indisponíveis.
cia à conven-
lo Congresso S:'io indi,·poní,·eis esses direitos porque o ordena1nento jurídico considera essenci-.:tl para a
pedir Decreto nur:urcnç:l.n'do eq~iilíbrio e d;i P"-Z social que o tinilar fiqt1c iinpossibilitJ.do de abdicí.-los, o
ntemente ern l
qu,: rcveb o c1r<Ír,~-'." in1pcr:ni·:o e publicista da rcgr:t. A proreçJo legal vis:i, de funn;i i111ediata,
:1 sncicd:1dc:. e de fOnua n1ediata o indivíJtt<:).
1

e prin-cfpic,s
ois não regula A irrenunciahilidade é uiua das caracrcrísricas da indisponibilidade, ao lado da lnaliena-
hilidade, i1npenhorabi!idade e inrransacionabilidade. A renúncia é um ato jurídico por meio
no indivíduo do qual o indivíduo abre n1áo de um direito do qual é titular. Diz-se que dl':tenninado direito
gii:- os efeitos é indisponível quando for irrenunciável, inalienável, i111penhoráYel etc.
rigação a ser Percebe-se, facilrnente, que para haver renúncia deve existir a certeza do direito. Se há
ais membros n1era expectativa de direito ou se o tüular não te1n certeza de sua existência, não há que se
falar en1 renúncia.
to Brasileiro, A lei prevê. expressamente os casos em que o direito é irrenúnciável:
ossa exercer,
Código Civil. Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade
eestabelecida são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.
Lei n" 9.610/98_ (Lei do Direito Autoral). Art. 27. Os direitos morais do autor são inalie-
ótese prevista náveis e irrenunciáveis.
va de direito. Lei Complementar' nº 26175. Art. 4° As importâncias creditadas nas contas individuais
dos participantes do PIS-PASEP são inalienáveis, impenhoráveis e, ressalvado o disposto nos
nio da pessoa, parágrafos deste artigo, indísponíveis por seus titulares.
que não pode
Mas, em determinadas situações, a indisponibilidade do direito subjetivo decorre não de
o adquirido.
sua natureza, porém de princípios que norteiam o ramo do Direito do qual faz parte, como
----.
stas. Trata-se J
ocorre com o Direito de Família e o Direito do Trabalho.
anos de efe- A indisponibilidade pode ser absoluta ou relativa. É absoluta a indisponibilidade quando
estabilidade o titular do direito subjetivo em momento algum ou sob qualquer circunstância pode dele se
e a partir de
despojar, como ocorre com os direitos da personalidade. Quando somente em certas situa-
çóes previstas em lei o indivíduo pode dispor do direito de que é titular, a hipótese será de
----~
i~disponihilidade relativa..

Grande parte dos direitos dos empregados previstos na legislação protecionista laboral
sáo relativamente indisponíveis. Isso porque existe a possibilidade do trabalhador renunciá-
fático. Dessa -los, transacioná-los etc.
O Direito do Trabalho tem como pilar o princípio protecionista. Nesse passo, o empre-
m direito e o gado ocupa uma posição de superio.cid-ade no plano jurídico, em relação ao empregador,
sim, o titular justamente para compensar wna desigualdade existente no plano fático em favor deste último.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO- José CairoJr.

iesse modo, a legislação laboral cria um estatuto mínimo abaixo do qual o empregado tais obrigaç
:dado estabelecer qualquer tipo de ajuste com o empregador, salvo em situações excep- ou transaçã
;5 e com a participação do seu sindicato. Há uma presunção de vício na manifestação Frise-se
•ntade do empregado quando este conYenciona con1 o patrão condições de trabalho Direito In
s bcn~ficas ~o qu.: aquelas instituídas pela norrna Esratal. th·o do 1~r
::rrnicir qu-: ~ ernrr..:g:ido, indiYidu:dincnte, F'ossa rcuunci:u :1os direitos n1Ínin10:; esra- inc;.;i~t;'JHC
(LJs p<:b ki irnplicari:i_ u próprio fin1 do Dirdro d'.) ·rrab:db), ji qu'::' a ;;_dn1i,;s2.d do
.Sobre ;
:~-,tdu cstari:i_ condicionaJ:i ll sua 1nanitCstaçárJ n::ssc senrido.
SÜ~
~i:.ts c.s.>as obsc:t\·ações, condui-se que a renúncia n:lo é pern1itida na fase de
forn1:1.çáo do
~.«ccucáo do contrato de trabalho, porque nessas oportllnidad,.:s o empregado enconco.-
SÚ~
linieli'do ao poder de con1ando e direçâo do en1pregador. Presu1ne-se, portanto, vicio <l<)
1 nifcs[ação de vontade do obreiro quando aceita reduzir ou eliminar direitos mínimos regi
ridos peb lei. SÚ
pós ;i cxtínção do contr:lto de trabalho, desaparece o estado de subordinaçãu jurídica do de
com
~gado para com o en1pregador. Assi1n, admite-se, a partir de então, a possibilidade
SÚi
núncia dos direitos derivados da execução e cessação do pacto laboral.
den
1esmo durante a execução de um contrato de trabalho, os direicos· trabalhistas perdem a op
aracterística de indisponibilidade se o empregado ajuíza uma ação e, durante o seu
Exemplo d
, os litigantes resolvem por fim ao conflito por meio de um acordo judicial.
(TRT 2--Juiz
Ia verdade, trata-se de; transação de créditos decorrentes de direitos subjetivos já cia e a transa
.-porados ao patrimônio do empregado, que é admitida pelo ordenamento jurídico denciam o ca
l, e não renúncia de direitos abstratamente considerados, como o direito ao gozo de NÃO será con
(A) lsis, imed
, direito ao 13° salário etc.
com a ce
iesse caso, o referido ajuste judicial produz os efeitos pretendidos pelas partes, uma vez cato ql(_e
lesaparece a presunção de vício na manifestação da vontade do obreiro, pela presença (8) Hércules,
de forma
iz que conduz a negociação e homologa a conciliação.
bendo re
)urra possibilidade de se obter os efeitos da renúncia é por meio da homologação da conhecim
contrataç
ssáo do empregado feito pelo sindicato de sua categoria profissional. Nesse sentido o
(C) Não have
·00 da CLT: trabalhist
Art. 500. O pedido de demissão do empregado estável s6 será válido quando feito com a (D) Ulysses, p
assistência do respectivo Sindicato e, se não o houver, perante autoridade local competente transferên
do Ministério do Trabalho e Previdência Social ou da Justiça do Trabalho. renúncia
(E) Afrodite,
:ontudo, existe uma categoria de direitos trabalhistas que sáo absolutamente indis~ mentos e
veis e consequentemente irrenunciáveis. São direitos relativos à medicina, higiene e sistema d
;ança do trabalho, pois visam preservar a vida e a saúde do trabalhador e traduzem, em
r obrigação de fazer ou não fazer do empregador. {TRT 2 - Juiz
l indisponibilidade fundamenta-se, tamb~, no fato de tais direitos originarem-se apenas envolve ques
tiva que cont
?-fito perdurar a relação de emprego· e desaparece após o seu término.
L Desistênc
)essa forma, mesmo na hipótese de ajuizamento de uma reclamação trabalhista por parte li. Acordo ce
p.pregado, em plena vigência do pacto laboral, no sentido de postular o _cumprimento de tado no ju
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

empregado tais obrigações relacionadas com o meio ambiente do trabalho, jamais poderá haver renúncia
ações excep- ou transação em face de sua indisponibilidade absoluta.
anifestação Frise-se, por fin1, que a questão relativa a irrenunciabilidade é afeta diretamente ao
de trabalho Direito Individual do Trabalho e náo atinge os direitos que fazem parte do Direito Colc-
th·o do 1~raba!ho e do Direito Processual do 1"rabalho, nos qu;i.is o princípio protctivo é
Ínin10:; esra- inc;.;i~t;'JHC ou rnitigado,
;_dn1i,;s2.d do
.Sobre ;, .cnúnci::i, o 1~ST 111anif~sta-se por n1eio d;Js scguint<::s vcrb..:rcs, entr,: ouuc~:

SÜ~fl LA N° 51. II - Havendo J cnexi>tênci::t ..L <loi~ regubm;;:nto; d :J. cmpk~::i.. a opçJ1i
1

de forn1:1.çáo do çmpreg::i.Jo por um deL:s tem efeito jurídico de renúncia às ret:ras do sistem:i. d.') ourru.
do enconco.-
SÚ~fULA N" 243. Exceto n:i. hipótese de prt>visão connatu::tl ou legal expressa, a opçJo
rtanto, vicio funcionário público pelo regime nahalhista i111plic:i. a renúnci::t dos direitos in~n~rr<-:s ::i.o
<l<)
os mínimos regime est:i.turário.
SÚi\lULA N° 276. O direito ao aviso pr~vio é irrenunciável pelo empregado. O pedido
u jurídica do de dispensa de cumprimemo não exime o en1preg,idor de p:i.g::tr o respectiYo v:i.!or, sako
comprovação de haver o prestador dos serviços obtido novo emprego.
ossibilidade
SÚi'.1ULA N° 288. II - Na hipótese de coexistência de dois regulamentos de planos de prcvi-
.
dencia complementar, instituídos pelo empregador ou por entidade de previdCncia privad:i.,
stas perdem a opção do beneficiário por um deles tem efeito jurídico de renúncia às reglas do ouno.
urante o seu
Exemplo de questão sobre o tema
al.
(TRT 2--Juiz do Trabalho Substituto 2ª região/2016) No campo da indisponibilidade de direitos a renún-
ubjetivos já cia e a transação são atos jurídicos que não se confundem, embora os limites que lhe são impostos evi-
nto jurídico denciam o caráter protetor do Direito do Trabalho. Nesta seara, analisando os casos propostos a renúncia
ao gozo de NÃO será considerada válida:
(A) lsis, imediatamente após retornar de afastamento médico decorrente de acidente do trabalho sofrido,
com a cessação do benefício previdenciário, pede espontaneamente sua demls-são e, perante o sindi-
es, uma vez cato ql(_e a representa, assina documento renunciando à estabilidade no emprego de que era detentora.
ela presença (8) Hércules, advogado trabalhista experiente, é contratado para trabalhar em cará-ter intuitu personae,
de forma subordinada e não eventual no departamento jurídíco da empresa Ajax Minérios S/A, rece-
bendo remuneração mensal fixa, mas se recusa a ser registrado como empregado, afirmando que tem
ologação da conhecimento suficiente para exercer sua autonomia de vontade, escolhendo o regime jurídico de sua
contratação.
se sentido o
(C) Não havendo p~evisão contratual ou legal expressa, a opção de Thor, funcionário públi-co, pelo regime
trabalhista implica a renúncia dos direitos inerentes ao regime estatutário.
om a (D) Ulysses, presidente do sindicato profissional com base territorial em Santos, soli-cita ao empregador
tente transferência para Manaus, que está fora da base territorial, situação esta que corresponde a uma
renúncia tácita à estabilidade do qual era detentor.
(E) Afrodite, empregada antiga da empresa Deuses do Olimpo Construções Ltda., que possui dois regula-
mente indis~ mentos empresariais em vigência, opta por aderir ao regulamento mais novo, renunciando às regras do
a, higiene e sistema do outro,
aduzem, em Resposta: B
{TRT 2 - Juiz do Trabalho Substituto 2! região/ 2013) O principio da proteção dos direitos trabalhistas
m-se apenas envolve questão sobre a renúncia e transação. Observe as proposições abaixo e ao final aponte a alterna-
tiva que contenha proposituras de renúncia: ·
L Desistência do cargo sindical para o qual o empregado roía eleito dirigente sindical.
sta por parte li. Acordo celebrado, em fase de execução, para recebimento de quantia desejada embofa crédito habili-
mprimento de tado no juízo falime"ntar.
~"~~~~~~~~-c_u_R_s_o_D_E_D_l_RE_IT_O~DO~T_R_A_BA_L~H_O~--J~o~,,~c~o~•~o~k~"~~~~~~~~~~~-

Ili. Pedido de demissão de empregado estável. CR


IV. Negociação coletiva da entidade sindical Para a redução de jornada de trabalho. IMP
V. Acordo para a rescisão do contrato mediante pagamento de uma indenização. susc
Está correta a alternativa: aP
(A)! e li. \'erifica
{B) 1e V.
n1:.:1Hc Yáli<
(C} li e !V.
p-:l:; r)1:-cir
(O) IH 2 V.
(E) 1e i!J.
tcL;_! cL1-s
Rcspostç: E
:i....:c~i-...\o coL
co1-r1 repcrc

]'Ia ref
A U
Pda transaç3o, os indivíduos gue se encontran1 propensos a entrar e1n conflito ou já se
volu
acham nessa situação, fazem concessões recíprocas para, no primeiro caso preveni~lo e, no de
segundo, para extingui-lo. exp
cele
O Código Civil trata da transação em seu art. 840, o que possibilita, aos% interessados,
a prevenção e extinção de litígios por n1eio de concessões inúruas. ' Assirn,

Percebe-se que se trata de negócio jurídico bilateral e oneroso, pois traz vantagens econü-
S1~F sobre
micas para ambas as partes. Caso contrário, a hipótese seria de renúncia. garantido a

Pelo mcsn10 fundamento atribuído à impossibilidade relativa da renúncia, não se admite,


Exeuiplo d
no Direito do Trabalho, a transação de direitos na fase de formação e durante a execução
do contrato de trabalho, ao contrário da renúncia, inexiste na transação a certeza do direito (Magistratu
por parte do seu pretenso titular. afirmar que:
(A) A renúnc
A transação pode ser judicial ou extrajudicial. É judicial quando já existe processo em pacificam
curso e implica sua extinção com a resolução do mérito. No processo do trabalho, manifesta- (B) As Comi
-se por meio da conciliaçáo97 que pode, eventualmente, envolver também a renúncia. buscar a
houver C
Já a transação extrajudicial opera-se sem a intervenção do Poder Judiciário e deve especi-
sua cate
ficar, expressamente, as obrigações que pretende extinguir. Em relação aos direitos laborais, (C) A transa
só tem validade se for efetivada após a extinção do contrato de trabalho com a intervenção concessõ
das comissões de conciliação prévia, caso existente, ou por meio da homologação da rescisão (D) A provo
contratual pelo sindicato da categoria profissional, sem qualquer ressalva. o fluxo d
tentativa
Sobre a transação extrajudicial já se manifestou o Tribunal Superior do Trabalho por
solução.
intermédio das Orientações Jurisprudenciais n°270 e 356, da SDI-1: (E) A relaçã
OJ N• 270. PROGRAMA DE INCENTIVO À DEMISSÃO VOLUNTÁRIA TRAN- balho, n
SAÇÃO EXTRAJUDICIAL PARCELAS ORIUNDAS DO EXTINTO CONTRATO consubs
DE TRABALHO. EFEITOS. Inserida em 27.09.02. A transação extrajudicial que importa
rescisão do contrato de trabalho ante a adesio do empregado a plano de demissão voluntária
implica quitação exdusivamente das parcelas e valores constantes do recibo.

OJ N° 356. PROGRAMA DE INCENTIVO À DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV).


Não é
relações en
96. Código Civil. Art. 840: t lícito aos interessados prevenirem ou terminarem o litígio mediante concessões mútuas.

l
Sempre qu
97. CLT. Art 764. Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre
sujeitos à conciliação. relutância
"~~~~~~~~~~~-

CRÉDITOS TRABALHISTAS RECONHECIDOS EM JUÍZO" COMPENSAÇÃO.


IMPOSSIBILIDADE. Os créditos tipicamente trabalhistas reconhecidos em juízo não são
suscedveis de compensação com a indenização paga em decorrência de adesão do trabalhador
a Programa de Incentivo à Demissão Vo!unrária (PDV).

\'erifica-se, portanto, que o instrumento de transação extrajudicial, mesn10 que formal-


n1:.:1Hc Yáli<lo, só ten1 eficácia liberarória em relação aos valores con1provadamenc:' percebidos
p-:l:; r)1:-circ. Por CPHt:t disso. n;~n ger,;_ efí-cáci<1 liheratària g.:'r.'\l e nem n-ie<>n\o a quít:'•,>'Ív
tcL;_! cL1-s ~·erb:t:> nele C'Jnsignad~s. s::i_!vo se houve:· autorização prévi;i ern co:n·cnç;io ou
Rcspostç: E
:i....:c~i-...\o coL.::li','ü d" trabalho (nesse.:. scndJo a decls:ío <lo Sl-F proferida no RE nn 590i15,
co1-r1 repcrcussã,) gera! dcdar;id:i.).

]'Ia referida decisão do STF ficou cons::-.grada a seguincc t~se:


A UJ[]SJ.çáo extr:ijndicial que impona resds5.o do comraro de trabalho, em razão de :ick<lo
flito ou já se
volund.ri::i. do empregado a pbno de dispensa incentivada, enseja quirJçáo ampla e irre~Trita
veni~lo e, no de rodas as paredas objeto do coouato de emprego, caso essa coodiçio tenha c:onsrado
expies;::;mente do acordo coletivo que apro\•ou o plano, bem como dos demais insnurnentos
celebrados com o emprtgado"
interessados,
' Assirn, 0 TST deve alterar o texto da OJ nº 270 para se adaptar ao entendimento do

agens econü-
S1~F sobre a negociJ.çáo coletiva dos din~itos trabalhistas, ainda que abaixo do mínimo legal
garantido aos trabalhadores.

o se admite,
Exeuiplo de questáo sobre o te111a
e a execução
za do direito (Magistratura do Trabalho/ TRT - 8~ - 2011) Conforme o ordenamento jurídico-trabalhista, é CORRETO
afirmar que:
(A) A renúncia, não obstante 0 princípio da indisponibilidade dos direitos trabalhistas, é instituto ampla e
processo em pacificamente admitido na normatividade juslaboralista.
o, manifesta- (B) As Comissões de Conciliação Prévia, como meio alternativo à pacificação dos conflitos, têm atribuição de
úncia. buscar a via conciliatóri~ nos dissídios individuais, competindo ao trabalhador, nas localidades em que
houver Comissão de Empresa e Comissão Sindical, naturalmente optar por esta última, se pertencente a
deve especi-
sua categoria profissional.
tos laborais, (C) A transação é ato jurídico bilateral, ou mesmo pluri!ateral, através do qual as partes se dispõem a fazer
intervenção concessões recíprocas quanto às questões fáticas ou jurídicas sobre as quais paire a certeza ou a dúvida.
o da rescisão (D) A provocação da Comissão de Conciliação Prévia por parte do trabalhador tem o efeito de interromper
o fluxo do prazo prescricional da ação trabalhista, que, deste modo, reinicia inteiramente a partir da
tentativa de conciliação ou após esgotado o prazo de dez dias de que dispõe a Comissão para tentar a
rabalho por
solução.
(E) A relação de trabalho e a relação de emprego constituem espécies de relação jurídica. A relação de tra-
AN- balho, no entanto, tem caráter genérico, de modo a abranger todas as relações cuja prestação essencial
ATO consubstancie-se no labor humano, tal qual ocorre na relação de emprego.
porta Resposta: E.
tária

DV).
Não é difícil constatar que atualmente encontra-se instalada uma crise no sistema das
relações entre empregado e empregador. Todavia, não é a primeira vez que esse fato ocorre.
essões mútuas.
Sempre que há transformações na f9rma- como. o trabalho humano é prestado, verifica-se a

l
o serão sempre
relutância dos interessados e da.própria sociedade em assimilá-las.
CURSO OE DIREITO DO TRABALHO - José Cairolr.

Na Antiguidade, o trabalho era considerado uma atividade indigna, tanto que Aristóteles desse sexo. A
afirmou que, para conseguir cultura, era necessário ser rico e ocioso e que isso não seria de trabalho.
possível sem a escravidão. Ningué
Coube à Revolucio Francesa dar início ao processo de elin1inação da cscravi<l:io e foi empres:í.rio
r:..:s ons;isc: por esp:,iÍha1! na n1aioria dos países do inundo, o st>nrin1enu.i de repúdio a c;ssa consiste, po
2 d,_\S rrab'.llha
F1rnn de s11<t-i~~:J.o pessoaí dt) escravo.
J)e Er:-u, a c<tinç5-0 do reL;irne dt: escraviJ,ío n:ío foi obra de bc1evol2ncla dos go\\.'tn,1Gf<:'S. Esse fen
A das~~ c1piralistà necessitava d.: um n1ercado consu1nidor en1 n1ass:1, o ljllC seria in1po:::::ívd lxnízado de
d~ ser cb[:do con1 a inanutenção do regirne :u:terior. pretende co
por intermé
A abolicão da escravatura, pri1ndra aiter::i.ção rJ.dical na relação de trabalho, in1p!icou o
nascin1erno,de un1a nova d-asse social, que recebeu a denonünação <le proletariado. Hoje, no
O Esrado, nessa fase, adorou corno kma a igualdade e a liberdade, en1 todas as rdações, de desburoc
inclusive a de trabalho, co1n J. consagr::i.çáo do princípio da autonornia da vontade. Em outras médio da pa
pala\Tas, e~t<l\'an 1 !iYres, patróes e empregados, para fixarem as cláusulas dos conffato'.i de normas trab
principalme
trabalho.
Acontece que, de livre, a negociação entre empregadores e empregados não tinha nada. No Bra
Como poderia haver liberdade se o empregado encontrava-se submetido à vontade do patrão, sessenta co
em face da sua condição de miserabilidade, tendo o trabalho como única fonte de renda? tituição ao s
Para conseguir um emprego, o trabalhador assinaria até o seu próprio arestado de óbito. da Lei nº 6.
de empresas
A exploração do labor humano; à época do liberalismo, foi tão intensa, que a manutenção
da saúde e da própria vida dos trabalhadores tornou-se insustentável, o que obrigou os empre- A flexib
sários a procurar modificar essa situação para não sucumbir diante da possível inexistência que em algu
de consumidores dos seus próprios produtos ou serviços. riores àquele
Para se ter uma ideia, naquele momento histórico, a jornada média de trabalho variava Esse Pe
entre 12 e 16 horas, aplicável, inclusive, para menores de 18 anos e mulheres, o que acarretava Federal, com
fadiga físico-mental e propiciava a ocorrência de acidentes de trabalho e doenças, profissionais. disposto em
Uma nova realidade surgia. Era necessário regulamentar e fiscalizar a relação de émprego, a oito horas
para evitar os abusos cometidos pelos detentores do capital. Chegou-se à conclusão que não redução da
havia possibilidade de instituir a liberdade contratual, quando os contratantes não estivessem
Os Trib
em "pé de igualdade".
lência ou nã
A mudança não foi aceita com passividade. Houve reações contrárias e muita luta por negociação n
parte dos empregadores, detentores do poder econômico. Prevaleceu o entendimento de que, empresa for
para compensar uma desigualdade fática e real, seria necessário instituir uma desigualdade justificado,
jurídica. Surgiu, então, o Direito do Trabalho, como meio de fortalecer o empregado, parte
Em outr
economicamente mais fraca da relação empregatíc~a.
da lei foi afu
A proteção ao trabalhador poderia ser vista com.O uma solução para os problemas que se Acordo hom
verificaram quando da adoção do regime liberal. A proteção em excesso, todavia, provocou Inserida em
efeito inverso àquele pretendido. Um exemplo muito simples e atual pode ser citado para
ilustrar a situação: a proteção ao trabalho da mulher, por meio da instituição de estabilidade Não se a
e licença-gestante, dentre outros direitos, restringiu o mercado de trabalho para as pesso~s ele é menos
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

e Aristóteles desse sexo. A proteção excessiva, nesse caso, afastou uma parte das trabalhadoras do mercado
o não seria de trabalho.
Ninguém tem dúvida de que o excesso de direitos gera o desemprego, porque priva o
avi<l:io e foi empres:í.rio de criar noYos postos de trabalho, dentro do seu quadro de pessoal. O problema
púdio a c;ssa consiste, ponanto, em encontrar a justa medida entre o proYeito económico e os interesses
d,_\S rrab'.llhadores. Esse é o desafio que o Direito do Trabalho agora cflfrenta.

go\\.'tn,1Gf<:'S. Esse fenón1eno, consubstanc:i8do n1 terceira mudança radical no regirne de rrabalh 0 , foi
a in1po:::::ívd lxnízado de flexíhiliz~çáo, dec9rrente da realidade política atua! do neoliberalisn1u, que
pretende conferir efeitos: plenos à autonomia da vontade privada de patrões e empregados,
por intermédio de atos praticados por si próprios ou representados pela entidade sindical.
in1p!icou o
do. Hoje, no\'os esforços s:ío necessários para eliminar o excesso de direitos, mas como forn1a
as rdações, de desburocratizar a relação de emprego, sem que se voke àquela situação anterior, por inrer-
. Em outras médio da participação efetiva do sindicato na elaboração e fiscalização do cumprimento-das
conffato'.i de normas trabalhistas e com a observância de determinadas condições mínimas de trabalho,
principalmente aquelas que dizem respeito à higiene, medicina e segurança do trabalho.

tinha nada. No Brasil, constata-se que esse processo de flexibilização iniciou-se na década de
de do patrão, sessenta com a introdução do sistema alternativo do FGTS (da Lei nº 5.107/66), em subs-
te de renda? tituição ao sistema da CLT de estabilidade no emprego e, posteriormente, com a introdução
de óbito. da Lei nº 6.019/74 que permitiu a contratação de trabalhadores temporários, por intermédio
de empresas de prestação de serviços.
manutenção
ou os empre- A flexibilização também produziu reflexos no Direito Coletivo do Trabalho, ao permitir
inexistência que em alguns casos os sindicatos possam negociar condições de trabalho em padrões infe-
riores àqueles estabelecidos pela legislação.
alho variava Esse Permissivo encontra-se insculpido em algumas passagens da atual Constituição
ue acarretava Federal, como aquele constante do art. 7°, inciso VI: "irredutibilidade do salário, salvo o
profissionais. disposto em convenção ou acordo coletivo" e XIII: "duração do trabalho normal não superior
de émprego, a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a
usão que não redução da jornada, J:11ediante acordo ou convenÇão coletiva de trabalho".
o estivessem
Os Tribunais Trabalhistas têm se manifestado em diversos casos concretos sobre a preva-
lência ou não das normas· negociadas sobre as normas estatais, como no caso em que houve
uita luta por negociação no sentido de afastar a incidência do aviso-prévio quando os empregados de uma
ento de que, empresa forem aproveitados por outra da mesma atividade. Ora, nesse caso o ajuste seria
desigualdade justificado, pois o objetivo do instituto do pré-aviso foi alcançado de forma satisfatória.
egado, parte
Em outras situações, a prevalência do instrumento normativo negociado em detrimento
da lei foi afutada, conforme se vê da OJ nº 31 da SDC do TST: "Estabilidade do acidentado.
lemas que se Acordo homologado. Prevalência. Impossibilidade. Violaç_áo do art. 118 da Lei nº 8.213/91.
ia, provocou Inserida em 19.08.1998".
r citado para
estabilidade Não se admite, em regra, a prevalência de acordo sobre legislação vigente, quando
ra as pesso~s ele é menos benéficO do que a própria lei, porquanto o caráter imperativo dessa última
CURSO OE DIREITO DO TRABALHO-José CairoJr.

restringe o campo de atuação da vontade das partes, salvo quando a própria lei dispuser em "Ha
juri
sentido contrário. ~ do
Dada a importância dessa questão, tanto no âmbito do Direito Individual quanto no reco
Direito Coletivo do Trabalho, alguns autores, a exen1plo de l\1aurício Godinho Delgado, Entreta
elevaran1-na à condição de princípio do Direito Coletivo do Tfabalho, com a deno1ninaç5.o redação da
de princf;::io d:}_ ade\!Il3Çâo :.etorial negoci:LfÍ<t.% S(';
En 1 Ctce 1..b_ <tp!ic;}Ç:Í') d<:sse princípio, as norn1as oriutHb:: d:i 1n:lnifcstaç:;_o de vont.1,_k: CA
214/
das entiJ.tdc-:; coh~dvas trabalhisc1s poderio pre\·al..:cer diante das norni:is csc1tais do Dirciro
ln,id
do '[rabatho. Para i.s~o é necessário, na opinião do n1cncion~1do Autor, que salvaguardc1n um CJk
padráo ck direitos trJ..balhisras superior ao previsto na lcgislaç;Jo heterônon1a estatal; ou, no l11<: 0
máxüno, 150.:.s:;,_n1 flexib~Hz.ar tão son1ente .i:queies direitos is.bcrals de indisponibi.Udade
Ressalte
relath'a, con10 ocorre com a compensação ou prorrogação da jornada de trabalho.
de desregula
Seri:un inderrogáveis, ainda que medianre insrrumenros coletivos negociados, os direitos da relação
gerados pelas norn1as de saúde e segurança no meio ambiente de trabalho e o dever de e do einpre
anotação d:• CTPS dos obreiros. Exe1nplo de
Note-se que 0 S1'F ptoferiu decisão com repercussão geral declarada, que contraria o (FCC - Juiz do
enrendi1nento predotninante do TST. Trata-se do RE nº 590415, com a seguinte e1nenta: trabalhistas,
(A) o Direito
DIREITO DO TRABALHO. ACORDO COLETIVO. PLANO DE DISPENSA INCEN- negociaç
TIVADA. VALIDADE E EFEITOS. 7. Provirnenro do recurso extraordinário. Afirmação, zamento
em repercussão geral, da seguinte tese: "'A transação extrajudicial que importa rescisão do superiore
contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa quinto dia
incenüvada, enseja quiraçâo ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do 5ontrato de {B) desregula
emprego, caso essa condiçâo tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou legais, co
o plano, ben1 como dos demais instrumentos celebrados com o empregado". entretant
{C) f!exibillza
No mesmo sentido a decisão monocrática do Min. Teori Zavascki, proferida em
na Consti
13.09.2016, nos autos do RE nº 895759: partes e a
[...] O acórdão recorrido não se encontra em conformidade com a rattO adotada no julgamento (D) as fórmul
do RE 590.415, no qual esta Corte conferiu especial relevância ao princípio da autonomia da histórico
vonrade no âmbito do direito coletivo do trabalho. Ainda que o acordo coletivo de trabalho entre as n
tenha afastado direito assegurado aos trabalhadores pela CLT, concedeu-lhe outras vanta- com isto,
gens com vistas a compensar essa supressão. Ademais, a validade da votação da Assembleia {E) flexibiliza
Geral que deliberou pela celebração do acordo coletivo de trabalho não foi rechaçada nesta ou da amp
demanda, razão pela qual se deve presumir legítima a manifestação de vontade proferida tal ou por
pela entidade sindical. Registre-se que a própria Constituição Federal admite que as normas
coletivas de trabalho disponham sobre salário (art. 7°, VI) e jornada de trabalho (art. 7°,
XIII e XIV), inclusive reduzindo temporariamente remuneração e fixando jornada diversa
da constitucionalmente estabelecida. Não se constata, por outro lado, que o acordo coletivo
em questão tenha extrapolado os limites da razoabilidade, uma vez que, embora tenha a: ,CONF
limitado direito legalmente previsto, concedeu outras vantagens em seu lugar, por meio
de manifestação de vontade válida da entidade sindical. 4. Registre-se que o requisito da A funçã
repercussão geral está atendido em face do que prescreve o art. 543-A, § 3°, do CPC/1973: tese que rep
a sua soluçã
98. A primeira referência feita a este princípio constou de artigo do Ministro Mauricio Godinho' Delgado, intitulado O confl
"Princfpios do Direito do Trabalho", Jornal Trabalhista, Brasl!ia: Centro de Assessoria Trabalhista, ano Xl, n9 535, ou, em algu
12.12.1994, p. 1202/ 1.208.
Cap. I • JNTRODUÇÂO AO DIREITO DO TRABALHO

dispuser em "Haverá repercussão geral sempre que o recurso impugnar decisão contrária a súmula ou
jurisprudência dominante do Tribunal". 5. Diante do exposto, com base no art. 557, § 1º-A,
do CPC/1973, dou provimento ao recurso extraordinár_io para afastar a condenação da
quanto no recorrente ao pagamento das horas in itinerr e dos respectivos reflexos salariais.
ho Delgado, Entretanto, o 'rST parece ignorar o posicionamento do STF quando aprovou a nova
eno1ninaç5.o redação da Sún1ula nº 191, na parte final do seu iten1 II:
S(';\:'._:L:\ !\"·-' 191. /DICJONAL DE PERJCULOSIDADE. INCIDÊNCIA. hASE DE
de vont.1,_k: CALCl.'LO k.i;._~('.:ld:; a p.trk fin.1! d,t antiga r;.,bçáo t: insuidos os in.~ns li e lll) ~ Res.
214/~;'\'.i). D~~JT dinti.;.k~'' ~-m 30.11.2016 ; _ 01 e 02.12.2016. [J - ( l ;idfcion,>I dt: r1.c:;,:u~
s do Dirciro
ln,id.1d-.: dn crnrlff;ado dt:"rricitirio, ccnrrar;i,L> sob a égidé d.i Lei n" 7 .369/ i9R"5 _deY<:: ser
uardc1n um CJk"1hJo '"lnt; a t0L1lid;~Jt das parcehs Jc natun::za sabri:t!. i">ião é \·;ilid>t r.orma coh~ti\·a
tatal; ou, no l11<: 0 íi~.11re J qual so; d<::rerrniru a lncidCnda do refaido :ldidonai sobre o !;alário bf.üco.
onibi.Udade
Ressalte-se, por fín1, que a flexibilização não se confunde con1 o fcnôt11-..:no denon1inado
ho.
de desregula.n1enta.ç:áo, que representa o afastamento total do Estado da normatização
, os direitos da relação àe en1prego, que ficaria a cargo dos próprios interessados, ou seja, do empregado
o dever de e do einpregador, por 1neio do conrraro individual de trabalho.
Exe1nplo de questão sobre o tenza
contraria o (FCC - Juiz do Trabalho Substituto 15i! região/Z015) No tocante à flexibilização e à desregulamentação
te e1nenta: trabalhistas,
(A) o Direito do Trabalho vem reconhecendo, em regra, as normas flexibilizadas como meio de privilegiar a
EN- negociação coletiva, citando, como exemplos, a extensão da jornada dos turnos ininterruptos de reve-
ação, zamento para oito horas diárias, a diminuição do intervalo intrajornada para meia hora para jornadas
o do superiores a seis horas e o alargamento do prazo legal permitido para pagamento de salários após 0
ensa quinto dia útil do mês.
o de {B) desregulamentação, também chamada de desregulação trabalhista, ocorre por meio de iniciativas
ovou legais, com o intuito de abrandar as leis trabalhistas e criar novas formas jurídicas de labor, mantendo-se,
entretanto, o intervencionismo e o protecionismo das leis juslaboralistas.
{C) f!exibillzação autônoma trabalhista se realiza através de negociação coletiva e encontra limites somente
roferida em
e
na Constituição Federal nas leis trabalhistas nacionais, tendo em vista a autonomia da vontade das
partes e a participação do sindicato profissional na negociação.
mento (D) as fórmulas de flexibilização e de desregulamentação trabalhistas, na verdade surgiram no atual período
ia da histórico em que vive o Brasil, como forma de fomentar o emprego formal, buscando maior aproximação
balho entre as novas relações laborais e as antigas leis trabalhistas que regem os contratos de emprego, sem,
anta- com isto, Precarizar as condições de trabalho.
mbleia {E) flexibilização trabalhista é a possibilidade jurídica de diminuição da imperatividade das leis trabalhistas
nesta ou da amplitude de seus efeitos, em conformidade com autorizaçãO fixada por norma heterônoma esta-
erida tal ou por norma coletiva negociada.
rmas Resposta: E
t. 7°,
versa
etivo
enha a: ,CONFCÍTOS DE INTERESSES E SUAS FORMAS DE SOLUÇÃO ' .
meio
to da A função primordial do Direito é prevenir conflitos. A norma jurídica institui uma hip6-
1973: tese que representa uma situação fática possível de ser concretizada e apresenta, previamente,
a sua solução.
gado, intitulado O conflito surge quando o indivíduo ignora o comando geral e abstrato contido na norma
, ano Xl, n9 535, ou, em alguns casos, quando esta ~tima.-não é clara e enseja interpretações divergentes entre si.
CURSO DE DIREITO DO TRABALHO -José Cairolr.

O Estado detém o "Poder" da Jurisdição, porque todos os jurisdicionados estão a ela


Prime
submetidos e obrigados a cumprir suas decisões, e, ao mesmo tempo, detém também o da ·
conv1v
"Dever" de prestar a tlttela jurisdicional, quando provocado.
Segundo,
Acontece que o Estado não desempenha esse Poder/Dever de forma satisfatória. Não forma de
sio fornecidas, ao Poder JudicU,-io, ferramentas adequad;is (recursos humanos e n1ateri,üs)
p;;.r:J. cut1ip:in:(,ntn efr:~i;·o d.1 cit~,d3. :>~i-.,idade. Talvez isso ocorr~t por conta do Judiciário ser
o único Poder d:1 1<q)líb1i..::a náo po!itico, un1a ve?~ que seu:, in~egr~111tcs não s3o csc0Hiid1)S
8.2. M
peL) vo;:o. Assi1n, não h:n·eria interesse em prestigiar essa táo in1pon:1nre funç3.o púb!ic;L
1
~:i in
Percebe~se, desse 1nodo, que existçn1 dHas forn1as para a soluçio dos conflitos: a autô- so;uçao p
noma e a heterônon1a. É au[Ônoma 2. forn1a. de solução dos conflitos quando ela ocorre e a acomod
efetiva-se:: somente con1 a pan:icipaç:io dos indivíduos, cujos interesses são divergi.:ntcs, como
~ D~fere
é 0 caso da autotutela e da autoco1nposiçáo. Já a heterocomposiçáo aconrcce qaando u1n
nao sao o
terceiro é chamado para por fiin à divergência e é representada pela tnediaçáo,~ 9 arbitragen1
e jurisdição. A legi
Diante da aplicação do princípio da proteção e da irrenunciabilidade, não se reconhece soluçáo do
a eficácia jurídica plena para a solução dos conflitos individuais do trabalho por meio da órgão do M
autotutela e da autocornposiçáo. too As demais formas de solução dos conflitos, classificadas É o ca
como heterônomas, serão analisadas a seguir.
Ar
O caráter autárquico do Direito do Trabalho equivale à sua natureza de ordem pública me
(cogente). Assim, há de se reconhecer a limitação da autocomposição como forma de solução na
de conflitos trabalhistas, pois ela exige como requisito objetivo a disponibilidade do direito. eE

També
8.1. Jurisdição gados nos
Nas sociedades primitivas, bem como na época da justiça privada, era o próprio ofendido Art
quem criava e defendia o seu direito. em
1-
O Estado moderno retirou do particular a possibilidade dele próprio fazer "justiça com
as próprias mãos", forma de composição de conflitos denominada de autotutela, na qual ~ E, m~is
prevalece a "lei do mais forte". çoes coleuv
do Trabalh
Atraiu para si essa função que hoje é denominada de jurisdição e sub-rogou-~e- n6s di~eitos
1
do ofendido. Dessa forma, na hipótese de o indivíduo defender pessoalmente um interesse . Nos di
em conflito, salvo algumas exceções previstas expressamente em lei, praticará o crime de meio das co
exercício arbitrário das próprias razões, tipificado pelo art. 345 do Código Penal:
Exerclcio arbitrário das próprias razões. Art. 345. Fazer justiça pelas próprias mãos, 1 8.3. Arb
para satisfazer pretensão, embora legírima, salvo quando a lei o permite: Pena~ detenção,
de 15 (quinze) dias a 1 (um) mês, ou multa, além da pena correspondente à violência. Por in:e
Enrretanto, como foi dito no item anterior, Q Estado não está preparado para solucionar, uma soluçao
judicial em
sozinho, todos os co11flitos derivados da aplicação e interpretaçáp do Direito que impõe aos
cidadãos. Existia p
no CP.C de
postenorme
99. Há autores, a exemplo de Bezerra leite, que classifica a mediação como forma autônoma de solução de confHtos adoção, qua
(Curso de direito processual do trabalho. s: ed. São Paulo: ltr, 2010. p. 111). 1
no seu proce
100. Sobre a autocomposição, consultar o item 6 (lndiSponibilidade no Direito do Trabalho) deste capítulo,
de coisa julg
Cap. I • INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO

s estão a ela
Primeiro, porque a vida em sociedade, a cada dia que passa, fica mais complex
m também o da · ~ . . . , . aesurge,
conv1venc1a entre os 1nd1v1~uos, diversas relações que necessitam ser reguladas pelo Direito.
Segundo, porque com o surgimento do conflito os envolvidos relutam em recorrer a outra
fatória. Não forma de solução que não seja o exercício da Jurisdição pelo Estado.
e n1ateri,üs)
udiciário ser
o csc0Hiid1)S
8.2. Mediação
o púb!ic;L
1
~:i ineJiaç5.o, os ii;di.':íd~1os en1 conflito non1eiam Lima terceira pessoa, que oferece un1a
itos: a autô- so;uçao paraª controvcrsta. E um método extrajudicial de soluçáo de desavença des(inado
ela ocorre e a acomodar os interesses in(ersubjetivos conflitantes.
i.:ntcs, como
~ D~fere d~ arbitragem. e da jurisdição porque as partes, cujos interesses são divergentes,
qaando u1n
nao sao obrigadas a aceitar a solução oferecida.
arbitragen1
A legislação nacional prevê, expressamente, a utilização da mediação como meio de
se reconhece soluçáo dos conflitos coletivos, na qual deve funcionar, ordinariamente, como mediador 0
por meio da órgão do Ministério do Trabalho e Emprego. '
classificadas É o caso do art 11 da Lei nº 10.192/01, que instituiu o Plano Real:
Art. 11. Frustrada a negociação entre as partes, promovida diretamente ou através de
dem pública mediador, poderá ser ajuizada a ação de dissídio coletivo. § 1° O mediador será desig-
a de solução nado de comum acordo pel~s partes ou, a pedido destas, pelo Ministério do Trabalho
e do direito. e Emprego, na forma da regulamentação de que trata o § 5° deste artigo. (grifou-se).

Também há preceito expresso na Lei n° 10.101/00, que trata da participação dos empre-
gados nos lucros e resultados da empresa:
rio ofendido Art•. 4<>. Caso a negociação visando à participação nos lucros ou resultados da empresa resulte
em impasse, as partes poderão utilizar-se dos seguintes mecanismos de solução do litígio:
1 - mediação· (grifuu-se).
"justiça com
ela, na qual ~ E, m~is especificamente, ~Decreto nº 1.572/95, que dispõe sobre mediação nas negocia-
çoes coleuvas de trabalho, devidamente regulamentado pela Portaria nº 817/95, do Ministério
do Trabalho e Emprego. ·
- n6s di~eitos
1
um interesse