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BIBLIOLOGIA 2

Sumário

O QUE É BIBLIOLOGIA? ............................................................................... 3

A BÍBLIA ...................................................................................................... 3

Outros nomes para Bíblia ............................................................................... 4

Os dois Testamentos da Bíblia ....................................................................... 5

PORQUE ESTUDAR A BÍBLIA?...................................................................... 6

BÍBLIA: A FONTE SUPREMA DA TEOLOGIA .................................................. 6

A AUTORIA DA BÍBLIA ................................................................................. 7

As origens da palavra de Deus ....................................................................... 8

O CÂNON DA BÍBLIA ................................................................................... 8

O Cânon do Antigo Testamento ..................................................................... 8

O Cânon do Novo Testamento ....................................................................... 9

OS LIVROS APÓCRIFOS ............................................................................. 10

O que significa apócrifo? .............................................................................. 10

Onde encontramos a palavra apócrifo na Bíblia? ......................................... 11

Autoria dos apócrifos, data e local ................................................................ 11

Os livros apócrifos aceitos pela Igreja Católica Apostólica Romana ............ 12

Problemas nos livros apócrifos ..................................................................... 13

ESCRIBAS E COPISTAS ............................................................................... 13

Versões antigas ............................................................................................ 14


BIBLIOLOGIA 3

O QUE É BIBLIOLOGIA?
Bibliologia é o estudo sistemático aplicado à Bíblia Sagrada, estudamos
a sua historicidade, sua infalibilidade, suas grandes divisões, a inspiração
das Escrituras, as teorias da inspiração, autoridade das Escrituras
Sagradas, sua credibilidade, sua genuinidade, canonicidade da Bíblia, sua
preservação, como Ela chegou até nós nos dias de hoje, os livros apócrifos,
escrita e copistas e as melhores versões e as versões mais antigas.

A Bibliologia estuda a Bíblia sob os seguintes pontos de vista:

1. Observações gerais sobre sua leitura e estudo.


2. Sua estrutura, considerando sua divisão, classificação dos livros, capítulos,
versículos, particularidades e tema central.
3. A Bíblia considerada como o Livro Divino, isto é, como a Palavra escrita de
Deus.
4. O Cânon sagrado: sua formação e transmissão até nós.
5. A preservação e tradução do texto da Bíblia. Abordando as línguas originais
e os manuscritos bíblicos.
6. Inclui ainda elementos de história geral da Bíblia, inclusive o Período
Interbíblico ou Intertestamentário, e de auxílios externos no estudo da
Bíblia: geografia bíblica, usos e costumes antigos orientais, sistemas de
medidas, pesos e moedas; cronologia bíblica geral, história das nações
antigas contemporâneas; estudos das personagens e dos livros da Bíblia, e
das dificuldades bíblicas.

A BÍBLIA
O termo Bíblia é derivado do grego biblion, que significa um rolo de
papel de pergaminho ou pequeno livro (Lc. 4.17). Biblion é derivada de
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biblos que significa a fibra interna da planta papiro, um tipo de planta, da


qual os antigos faziam material para escrever. Então Biblos chegou a
significar qualquer livro cujas folhas eram feitas dessa fibra. Depois
chegou a significar um livro, não importando qual fosse seu material.

Aproximadamente no ano 400 os escritores cristãos gregos


começaram a chamar a Bíblia de “Os livros”, o plural indicando uma série
de escritos da revelação divina. Mais tarde, no século XIII, o plural foi
mudado para o singular, concordando com a concepção de que a Bíblia é
uma expressão vocal de Deus.

Inúmeros fatores fazem da Bíblia um livro único, incomparável,


fantástico e maravilhoso. Sua formação é um destes fatores, cerca de 40
autores em aproximadamente 1600 anos escreveram sob orientação do
próprio Deus. Outros fatores são:

− Unidade: apesar dos livros contidos na bíblia serem escritos em datas


diferentes e por diversos autores há uma coesão nas ideias.
− Preservação: tanto da história de Deus como do Livro em si.
− Assunto: toda a Bíblia fala do mesmo assunto.
− Influência: é o livro de maior influência escrito até os dias de hoje.

Outros nomes para Bíblia


A Bíblia também é conhecida por Escrituras, que é um termo usado no
Novo Testamento para os livros sagrados do Antigo Testamento, que eram
considerados inspirados por Deus.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a


repreensão, para a correção e para a instrução na justiça.” 2ª Tm 3.16
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Este termo também é usado no Novo Testamento com referência a


outros trechos do Novo Testamento.

“Ele escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas


destes assuntos. Suas cartas contêm algumas coisas difíceis de entender,
as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as
demais Escrituras, para a própria destruição deles.” 2ª Pe. 3.16I

Outra forma como a Bíblia é conhecida é por Palavra de Deus, este


termo é usado em relação a ambos os testamentos em sua forma escrita
(Mt 15.6; Jo. 10.35; Hb. 4.12).

Os dois Testamentos da Bíblia


A Bíblia é composta de duas partes principais: o Antigo Testamento e
o Novo Testamento. O Antigo Testamento foi escrito pela comunidade
judaica, e por ela preservada por um milênio ou mais antes da era de
Jesus. O Novo Testamento foi composto pelos discípulos de Jesus Cristo ao
longo do primeiro século da era cristã.

A palavra utilizada para determinar os dois grandes blocos de escritos


foi “Testamento”, que seria melhor traduzida por "aliança", é a tradução
de palavras hebraicas e gregas que significam "pacto" ou "acordo"
celebrado entre duas partes (aliança). Portanto, no caso da Bíblia, temos o
contrato antigo, celebrado entre Deus e seu povo, os judeus, e o pacto
novo, celebrado entre Deus e os cristãos.
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PORQUE ESTUDAR A BÍBLIA?


O caráter da Bíblia é singular. É o livro mais traduzido, mais citado,
mais publicado e que mais influência tem exercido em toda a história da
humanidade.

Por sua vez os crentes de várias linhas doutrinárias reconhecem a


Bíblia como a única regra de Fé e Prática, ou seja, ela é a maneira pela
qual aprendemos a expressar nossa fé verdadeira em Jesus de Nazaré e
dela aprendemos as doutrinas fundamentais para uma vida dedicada a
Deus.

E a Bíblia também nos fornece instrução para a nossa vida cotidiana,


nos instruindo como viver de maneira ética e moral em sociedade, nos
fornecendo conselhos para todas as áreas de nossas vidas. Ela nos traz um
padrão comportamental que agrada a Deus.

BÍBLIA: A FONTE SUPREMA DA TEOLOGIA


Quando apresentamos a Bíblia como a suprema fonte para a Teologia,
referimos que a mesma é a materialização da revelação divina. Nossa
crença está apoiada em alguns argumentos que falam por si só a respeito
desta tão importante verdade.

1. Argumento primário: Ela revela a soberana graça de Deus.

2. Argumento da analogia: existe, por analogia da natureza, uma revelação direta de


Deus para com o homem. Sendo o homem criado à Sua imagem e semelhança, é
natural supor que o Criador sustente relação pessoal com suas criaturas racionais.
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3. Argumento da indestrutibilidade da Bíblia: Ela tem sobrevivido em circunstâncias


adversas, sendo objeto de perseguições, por isso sua sobrevivência se transforma em
algo sobrenatural.

4. Argumento da natureza da Bíblia: Ela é a revelação divina, ou seja, Ela é Palavra


de Deus, pois Ela reconhece a personalidade, unidade e trindade de Deus.

5. Argumento da influência da Bíblia: podemos encontrar sua influência nos campos


da arte, arquitetura, literatura, música, entre outros.

6. Argumento da profecia cumprida: Todas as profecias Bíblicas a respeito de Cristo,


apesar de algumas terem sido proferidas 700 anos antes de seu nascimento, tiveram
seu cumprimento integral.

7. As reivindicações da própria Escritura: a própria Bíblia expressa sua infalibilidade,


reivindicando autoridade. Encontramos essa reivindicação nas seguintes expressões:
“Disse o Senhor” (Ex. 14:1), “O Senhor é quem fala” (Is 1:2) e “Assim diz o Senhor” (Is
43:1).

A AUTORIA DA BÍBLIA
Nos 66 livros da Bíblia notamos o trabalho de aproximadamente
quarenta pessoas de diversas vocações. Ao escrever, cada escritor
manifesta o seu próprio estilo e características, porém todos escreveram
inspirados pelo Espírito Santo. Entretanto, há na Bíblia um só plano, que
de fato mostra que havia um só autor divino guiando esses escritores,
portanto, Ela é da autoria de Deus.
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As origens da palavra de Deus


1. A Origem Natural: aproximadamente 40 pessoas escreveram a Bíblia inspirados
pelo Espírito Santo.
2. A Origem Sobrenatural: Embora tantos autores, a unidade, simplicidade e
singularidade da Bíblia indicam que houve uma só mente atrás de todas, e era a
mente de Deus.

O CÂNON DA BÍBLIA
Cânon ou Escrituras canônicas é a coleção completa dos livros
divinamente inspirados, que constituem a Bíblia. Cânon é palavra grega, e
significa, literalmente, "vara reta de medir. No sentido religioso, cânon
significa aquilo que serve de norma e regra.

A Bíblia, como o cânon sagrado, é a nossa norma e regra de fé e


prática. Diz-se dos livros da Bíblia que são canônicos para diferençá-los
dos apócrifos (os livros que não receberam inspiração Divina). O emprego
do termo cânon foi primeiramente aplicado aos livros da Bíblia por
Orígenes (185-254 d.C.).

O Cânon do Antigo Testamento


O Cânon do Antigo Testamento, como o temos atualmente, ficou
completo desde o tempo de Esdras, após 445 a.C. Entre os judeus, o

− LEI: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.


− PROFETAS:
Primeiros Profetas: Josué, Juízes, Samuel, Reis.
Últimos Profetas: Isaías, Jeremias, Ezequiel e os doze Profetas Menores.
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− ESCRITOS:
Livros Poéticos: Salmos, Provérbios e Jó.
Os Cinco Rolos: Cantares, Rute, Lamentações, Eclesiastes e Ester.
Livros Históricos: Daniel, Esdras-Neemias e Crônicas.

A divisão da Bíblia com 39 livros vem da Septuaginta, através da


Vulgata Latina. A Septuaginta foi a primeira tradução das Escrituras, feita
do hebraico para o grego, cerca de 285 a.C. A ordem dos livros por
assuntos, nas nossas Bíblias, vem dessa famosa tradução.

O Cânon do Novo Testamento


Com o tempo houve a necessidade de que a mensagem do Novo
Testamento, a Nova Aliança, passasse a ter forma escrita, pois até o
momento era transmitida oralmente. Após a ascensão do Senhor Jesus, os
apóstolos pregaram por toda parte sem haver nada escrito. A Bíblia
utilizada por eles era o Antigo Testamento, com o tempo o grupo de
apóstolos diminuiu e o Evangelho espalhou-se. Surgiu então a necessidade
de perpetuar o Novo Testamento através da forma escrita, para ser
transmitido às gerações futuras, que era plano de Deus.

No ano 100 d.C. todos os livros do Novo Testamento estavam escritos.


O que demorou foi o reconhecimento canônico, isto motivado pelo
cuidado e escrúpulo das igrejas de então, que exigiam provas
concludentes da inspiração divina de cada um desses livros. Outra coisa
que motivou a demora na canonização foi o surgimento de escritos
heréticos e espúrios com pretensão de autoridade apostólica.
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No III Concílio de Cartago, em 397 d.C., foi definitivamente


reconhecido e fixado o cânon do Novo Testamento. Desde de que
começou a ser escrito até a fixação do cânon houve um amadurecimento
de 400 anos. A ordem dos 27 livros do Novo Testamento, como temos
atualmente em nossas Bíblias, vem da Vulgata, e não leva em conta a
sequência cronológica.

Dão testemunho da existência de livros do Novo Testamento, em seu


tempo, os seguintes cristãos primitivos, cujas vidas coincidiram com a dos
apóstolos ou com os discípulos destes:

− Clemente de Roma: na sua carta aos Coríntios, em 95 d.C. cita vários livros do
Novo Testamento.
− Policarpo: na sua carta aos Filipenses, cerca de 110 d.C., cita diversas cartas de
Paulo.
− Inácio: por volta de 110 d.C., cita grande número de livros em seus escritos.
− Justino Mártir: nascido no ano da morte de João, escrevendo em 140 d.C., cita
diversos livros do Novo Testamento.
− Irineu 130-200 d.C.: cita a maioria dos livros do Novo Testamento, chamando-
os "Escrituras".
− Orígenes 185-254 d.C.: homem erudito, piedoso e viajado, dedicou sua vida ao
estudo das Escrituras. Em seu tempo, os 27 livros já estavam completos; ele os
aceitou.

OS LIVROS APÓCRIFOS

O que significa apócrifo?


A palavra “apócrifo” tem origem grega: απόκρυφος, e no latim:
apocryphorum. O significado do termo é: oculto, de fora, difícil de
entender. Também conhecida como falso, suspeito, não explorado.
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Esse termo foi usado primeiramente pelo Eusébio Jerônimo (pai da


igreja cristã), no fim do século IV.

Onde encontramos a palavra apócrifo na Bíblia?


A Bíblia não utiliza essa terminologia. Entendemos que o termo foi
desenvolvido para descrever os livros ou textos que não foram inspirados
por Deus. Portanto não estão relacionados como livros sagrados.

Autoria dos apócrifos, data e local


Os livros apócrifos, foram escritos no período conhecido por período
intertestamentário ou interbíblico. Esse período durou em torno de 400
anos entre a época de Neemias até a época que o nascimento de Jesus
Cristo. O último livro do Antigo Testamento a ser escrito com inspiração
divina foi Malaquias.

Os apócrifos foram escritos na comunidade de Israel por judeus, na


região da Palestina, no período entre 433 a 5 a.C. Com exceção o livro de
2º Esdras que foi escrito em 90 d.C. Os livros apócrifos são confusos,
tendo várias versões, e as vezes continuações de autores diferentes, o que
dificulta a autenticidade do escrito.

Quanto ao surgimento dos evangelhos apócrifos, escritos agnósticos e


outras literaturas como epístolas passaram a ser escritos a partir do 1º
século da era cristã. Eles não foram escritos por nenhum discípulo direto
de Jesus ou por discípulos dos discípulos de Jesus, pois todos já haviam
morridos quando tais escritos começar a surgir.
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Estes escritos apócrifos traziam informações contraditórias


principalmente sobra a infância e milagres do cotidiano familiar desta
época, outra informação contraditória nos evangelhos apócrifos era a
suposta vida “amorosa de Jesus” (Jesus nunca se relacionou afetivamente,
pois este não foi o motivo de sua encarnação) e sua suposta poligamia
(casamento com Marta, Maria e Maria Madalena).

Os livros apócrifos aceitos pela Igreja Católica Apostólica


Romana
Nas Bíblias de edição da igreja Católica Romana, são utilizados no total
73 livros, porque essa igreja desde o Concílio de Trento, em 1546, incluiu
no cânon 7 livros apócrifos, além de 4 acréscimos ou apêndices a livros
canônicos, acrescentando, assim, ao todo, 11 escritos apócrifos.

Os 8 livros apócrifos aceitos pela Igreja Católica Apostólica Romana:

1. Tobias
2. Judite
3. Sabedoria de Salomão
4. Eclesiástico
5. Baruque
6. 1º e 2º de Macabeus
7. 6 capítulos e 10 versículos acrescentados no livro de Ester (Ester, 10:4 – 16:24)
8. 2 capítulos e 66 versículos de Daniel:
Cântico dos Três Santos Filhos (Daniel, 3:24-90)
História de Suzana (Daniel, cap. 13)
Bel e o Dragão (Daniel, cap. 14)
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Problemas nos livros apócrifos


Quando observamos as páginas dos livros apócrifos, encontramos
várias contradições aos mandamentos e leis do Senhor nosso Deus
expressas nos livros canônicos da Igreja Cristã Protestante Evangélica.

Por exemplo, em Tobias 6:4-8, nós vemos defendendo o uso de magia,


onde a fumaça do coração de um grande peixe sobre brasas expulsa maus
espíritos. Neste mesmo livro Tobias 4:11; 12:9 ensina o perdão dos
pecados através de esforços humanos e salvação por obras. Em 2º
Macabeus 12:43-44, diz a respeito à utilização de dinheiro como oferenda
pelos pecados dos mortos.

ESCRIBAS E COPISTAS
O primeiro indício histórico do ofício de copista ou escriba se deu no
Egito antigo, mas em termos religiosos pensando na difusão da Palavra de
Deus, os copistas passaram a copiar a Lei do Senhor e os Seus
mandamentos com o objetivo de que todo judeu tivesse acesso aos textos
sagrados.

Lembrando que este trabalho foi ficando minucioso e de extrema


importância ao longo do desenvolvimento da religião judaica, tornando-se
um trabalho respeitadíssimo no tempo de Jesus.

Os reis de Israel utilizaram-se deste ofício para registrarem seus


grandes feitos e suas crônicas, para que a posteridade pudesse conhecer a
grandiosidade de seus reinados.
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Sabemos que o profeta Jeremias se utilizou de um escriba chamado


Baruque para registrar as suas profecias, e Esdras que foi sacerdote pós
exilio, foi também um conhecido escriba da Lei do Senhor. Acredita-se que
o Apóstolo Pedro utilizou deste ofício também para escrever a suas cartas
as igrejas da época.

Com a invenção da impressa de Gutenberg o ofício de copista foi


substituído e com o tempo foi perdendo sua importância.

É importante pontuarmos que este trabalho, que durou séculos e


séculos de utilização e serviço, prestou um importante papel para o
desenvolvimento e preservação da Palavra de Deus.

Versões antigas
A transmissão do texto bíblico pode ser rastreada com certa clareza a
partir de fins do século II e início do século III até os tempos modernos por
meio dos grandes manuscritos. Os elos que ligam esses manuscritos ao
século I, no entanto, são uns poucos fragmentos de papiros e algumas
citações dos pais apostólicos.

Além dessas evidências, há materiais oriundos de descobertas


arqueológicas, como os papiros bíblicos ou relacionados à Bíblia, os
óstracos e as inscrições.

Os óstracos são cacos de cerâmica frequentemente utilizados como


material de escrita entre as classes mais pobres da antiguidade. Exemplo
do uso desse meio de escrita é uma cópia dos evangelhos registrados em
vinte peças de óstracos.

A larga distribuição e a grande variedade de inscrições antigas não só


atestam a existência dos textos bíblicos na época, mas também a
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importância deles. Há abundantes gravações em paredes, pilares, moedas,


monumentos e outros lugares que têm sido preservados como
testemunhas do texto do Novo Testamento.

Outra testemunha do texto do Novo Testamento que em geral tem


sido subvalorizada são os numerosos lecionários (livros usados no culto da
igreja), que continham textos selecionados para leitura, tirados da própria
Bíblia. Esses lecionários serviam de manuais, sendo usados nos cultos ao
longo de um ano.

A maior parte desses manuais teria surgido talvez entre os séculos VII
e XII, e deles sobreviveram dezenas de folhas e fragmentos de folhas. Só
cinco ou seis lecionários sobreviveram intactos, copiados em papiro.

Além dos manuscritos e da variedade de elementos que dão


testemunho do texto do Novo Testamento, o estudioso da crítica textual
dispõe de citações patrísticas das Escrituras que o ajudam na busca do
verdadeiro texto. Os pais que fizeram tais remissões e citações viveram
nos primeiros séculos da igreja.