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ALLEGRATTI, Sonia M. M.. Escola Híbrida: aprendizes imersivos. Revista Cet, vol.

01, nº
02, abril/2012. Disponível em: <https://revistacontemporaneidadeeducacaoetecnologia02.
files.wordpress.com/2012/05/edutechi_puc20121.pdf>. Acesso em 20 set. de 2018.

Vivemos na pós-modernidade e, nesse sentido, temos uma missão de indicar o caminho


que as tecnologias da informação e comunicação (TIC) e as ferramentas digitais podem
proporcionar no ensino-aprendizagem, dessa forma, pode ser alinhada para além da diversão,
distração e interação social. Assim, o educador deve adaptar-se ao novo formato cultural e
educacional atual, pois nesse tempo torna-se obsoleto quem não se vale desses aparatos para
uma melhor aprendizagem.
De acordo com Allegratti (2012, p. 103) escola seria a chamada escola híbrida e essa
pode ser entendida como “aquela que se encontra em um espaço físico determinado e se
expande”. Essa expansão inicia-se a partir do mundo virtual, bem como dos seus aparatos
tecnológicos integrar o ambiente de ensino-aprendizagem na escola. Também pode ser
entendida como a que quebra com paradigma do ensino tradicional na qual apenas o professor
era o detentor do conhecimento, vale-se de alguns recursos didáticos como “livro didático
impresso, projeção de slides (power point), com conteúdos prontos e um roteiro fixo”.
Por utilizar-se de diversos tipos informações e de inúmeros conhecimentos, esse modelo
escolar, torna-se uma “escola viva”, pois esses conteúdos são difundidos com mais rapidez e
proporcionam discussões mais amplas em sala e, também aproximam docentes e discentes.
Possibilitam ainda um ensino-aprendizagem com mais eficácia e com uma real integração entre
os estudantes e o saber. Contudo, como ressalta Allegratti (2012, p. 104) temos que pensar em
como empregaremos e quais metodologias usaremos para o uso eficaz dessas TICs e termos
assim uma boa “Tecnologia para a aprendizagem e conhecimento (TAC)”. Nessa direção, os
docentes devem romper com o ciclo anterior dos anos 80 e 90 que pouco se valeram das “mídias
audiovisuais e a introdução das TIC”.
Esse novo formato educacional, trazido por essa escola híbrida, vem para agregar e não
romper com o ensino, visto que temos a possibilidade de aplicar os mesmos conteúdos dos
livros em outros formatos, a exemplo de aplicativos e páginas nas quais podemos criar tirinhas,
charges, bilhetes etc.. Produções que outrora ficava presa aos cadernos, livros, cartazes entre
outros.
Com esses avanços tecnológicos, como o da internet e dos aparelhos que a utilizam,
cada dia mais temos a necessidade de conhecer e até dominá-los, para depois usar no contexto
de sala de aula. Dessa forma, atrairemos nossos educandos tão acostumados com as TICs, uma
vez que eles estão inseridos nesse universo do ciberespaço. Se a escola direção, educadores,
pais e até mesmo os estudantes se engajarem em usar essas ferramentas, para além da diversão,
faremos com que a vejam com um novo olhar, talvez como uma gratificante forma de aquisição
de conhecimento.
Cabe a nós educadores, ressaltar o equilíbrio no uso dessas tecnologias e das pesquisas
e exercermos o nosso papel de tutores, pesquisadores e mediadores dos conhecimentos e
conteúdos. Nessa perspectiva, ajudaremos nosso discente a empoderar-se com eficácia de uma
das melhores armas da atualidade, as TICs, para combater o desinteresse e evasão escolar que
ainda estão altos. Essa não é uma “tarefa nada fácil de ser realizada,
sobretudo porque a cultura escolar pauta-se mais na ideia que o professor ‘dá aula’ do que o
professor ‘faz a aula’, claro, com os alunos” (ALLEGRATTI, 2012, p. 105).
Mas para que exista esse modelo educacional híbrido deverá haver uma ação conjunta
de Estado, agentes da educação e sociedade que possibilitem uma boa conexão a internet e
aparelhos que tanto professores como alunos possam recorrer. Uma solução para as ferramentas
digitais seria uso de tablets e celulares dos próprios alunos, porém para as outras são precisos
projetos educacionais, parcerias e empenho desses setores para uma boa concretização.
Para que exista uma escola híbrida imersa na apredizagem, necessitamos de apoio e se
estivermos munidos disso poderemos usar as TICs em nosso favor e contaremos com seus
melhores “dominadores” – os alunos, visto que são nascidos nesse universo digital. Fica notório
que, numa geração tão tecnológica, é impossível fugir das aulas com interação das ferramentas
digitais, além disso, percebemos que o não uso só fará crescer o alarmante número de
desinteresse que já é grande no ambiente escolar. Então, o melhor é integra-las para não dividir
e diminuir o rendimento do ensino. Pois, sabemos que nossos estudantes usam celulares e
tablets muitas das vezes na hora da aula.