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Lei 9433/2005

Licitação do estado da Bahia

Professor Rodrigo Cardoso


LEI Nº 9.433 DE 01 DE MARÇO DE 2005
Dispõe sobre as licitações e contratos administrativos pertinentes a obras,
serviços, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes do Estado da
Bahia e dá outras providências.
Art. 1º - Esta Lei disciplina o regime jurídico das licitações e contratos administrativos
pertinentes a obras, serviços, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes
do Estado da Bahia, em consonância com as normas gerais estabelecidas pelas Leis
Federais nos 8.666, de 21 de junho de 1993, e 10.520, de 17 de julho de 2002, e
segundo o mandamento do art. 26 da Constituição do Estado da Bahia.
§ 1º - Aos Poderes Legislativo e Judiciário, inclusive ao Tribunal de Contas do Estado e
ao dos Municípios, bem como ao Ministério Público, aplicam-se as disposições desta
Lei.
§ 2º - Subordinam-se ao regime desta Lei os órgãos da Administração Direta do
Estado, suas autarquias e fundações públicas.
§ 4º - As sociedades de economia mista, empresas públicas e demais entidades de
direito privado controladas, direta ou indiretamente, pelo Estado da Bahia, que sejam
exploradoras de atividades econômicas, submeter-se-ão às disposições desta Lei ou
de seus regulamentos próprios até que seja editada a lei instituidora do estatuto
jurídico prevista na Constituição Federal.
DOS PRINCÍPIOS

Art. 2º - As contratações de obras e serviços, inclusive os de publicidade,


compras, alienações, concessões e locações, bem como a outorga de
permissões pela Administração Pública Estadual, serão obrigatoriamente
precedidas de licitação, ressalvados unicamente os casos previstos em lei.
Art. 3º - A licitação destina-se a garantir a observância do princípio
constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a
Administração e será processada e julgada em estrita conformidade com os
princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da
igualdade, da publicidade, da eficiência, da probidade administrativa, da
vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes
são correlatos.
§ 1º - É vedado aos agentes públicos, sob pena de responsabilidade:
I - admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação, cláusulas ou
condições que comprometam, restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo
e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou
domicílio dos licitantes, ou de qualquer outra circunstância impertinente ou
irrelevante para o objeto específico do contrato;
II - estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial, legal,
trabalhista, previdenciária ou qualquer outra, entre empresas brasileiras e
estrangeiras, inclusive quanto à moeda, modalidade e local de pagamentos,
mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais,
ressalvado o disposto no parágrafo seguinte e no art. 3º da Lei nº 8.248, de 23
de outubro de 1991.
§ 2º - Em igualdade de condições e somente como critério de desempate, será
assegurada preferência, sucessivamente, aos bens e serviços:
I - produzidos no País;
II - produzidos ou prestados por empresas brasileiras.
III - produzidos por empresas que tenham reconhecida e atestada conduta no
incentivo às políticas afirmativas de combate ao racismo e de melhorias sociais
e ambientais, na forma do regulamento (Lei nº 13.591, de 28 de novembro de
2016.)