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GABARITO

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO


RESIDÊNCIA SAÚDE 2018

PROVA DISCURSIVA
NUTRIÇÃO CLÍNICA (301)
QUESTÃO 01)

a) Indivíduos comuns: homens – 10 a 25%; mulheres – 18 a 30%.

b)
 Adiponectina – modula a regulação da glicose e o catabolismo de ácidos graxos. Ajuda a resposta
insulínica, intensificando o metabolismo. As concentrações desse hormônio estão inversamente
correlacionadas com o IMC. Atua em distúrbios metabólicos como diabetes tipo II, obesidade e
arterioesclerose. Suas concentrações caem após a cirurgia de desvio gástrico por até seis meses;
 Leptina – correlaciona-se ao percentual de gordura corporal. É um sinal primário de depósito de
energia; na obesidade, perde a capacidade de inibir o consumo de energia ou aumentar o gasto
energético. Contribui para a plenitude em longo prazo, através da estimulação dos depósitos de
energia de todo o corpo. Mulheres apresentam níveis mais elevados de leptina no soro do que
homens;
 Resistina – expressa, principalmente, nos adipócitos; antagoniza a ação da insulina;
 Visfatina – é secretada pelo tecido adiposo visceral que tem efeito semelhante à insulina; as
concentrações plasmáticas aumentam com o incremento da adiposidade e resistência à insulina.
 IL6 e TNF-a – ambas são hormônios intestinais. São citocinas secretadas pelo tecido adiposo, que
participam de eventos metabólicos; prejudicam os sinais de insulina no músculo e no fígado. As
concentrações são proporcionais à adiposidade.

c) Deve ser mantido por aproximadamente seis meses para redução de 10% do peso corporal. A perda
de peso constante durante período mais longo favorece a redução de estoque de gordura, limita a
perda de tecidos vitais e evita o declínio acentuado na taxa metabólica de repouso que acompanha a
redução de peso rápida.

QUESTÃO 02)

a) A síndrome de Sjogren pode levar aos sintomas apresentados por ser uma infiltração linfocitária das
glândulas exócrinas, principalmente as glândulas salivares e lacrimais, que levam a secura da boca
(xerostomia) e dos olhos (xeroftalmia). Essa diminuição na produção de saliva e a perda da proteção
advinda da presença dela (e das substâncias protetoras, normalmente presentes nela) resulta em
dificuldade para mastigar e engolir, com consequente diminuição da ingestão de diversos nutrientes
que podem levar a queilite (rachaduras nos cantos dos lábios) e glossite (inflamação na língua), além
de propiciar maior multiplicação bacteriana que resulta em cáries dentárias e inflamação.

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GABARITO
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESIDÊNCIA SAÚDE 2018

PROVA DISCURSIVA
NUTRIÇÃO CLÍNICA (301)
b)
Os objetivos do tratamento dietético em pacientes com síndrome de Sjögren são: aliviar os sintomas e
reduzir o desconforto ao comer.
Manejo da xerostomia e do processo de mastigação deglutição:
 Incluir estratégias para reduzir o risco de cárie dentária, como enxágue frequente com água, escovação e
uso de fluoretos tópicos, ou gomas de mascar sem açúcar, ou pastilhas de xilitol;
 Reduzir ou eliminar os alimentos açucarados da dieta a fim de minimizar as cáries. Se forem
consumidos alimentos ou bebidas açucaradas, deve-se escovar os dentes e enxaguá-los com água
imediatamente;
 Utilizar doces adoçados artificialmente e de sabor azedo forte, ou produtos como glicerina limão e balas de
pilocarpina sem açúcar e de sabores cítricos, para estímulo salivar e alívio da dificuldade de ingestão;
 Prescrever o uso de saliva artificial;
 Beber água com gotas de limão ou efervescentes com sabores cítricos, ou chupar uvas azedas
geladas ou balas sem açúcar;
 Utilizar alimentos prontos para comer, uma vez que a deglutição é problemática;
 Ingerir alimentos úmidos, tais como sopas e cozidos; adicionar molhos para tornar o alimento mais
fácil de ser consumido;
 Evitar condições extremas de temperatura;
 Realizar imersão ou cozimento de determinados alimentos por mais tempo, a fim de torná-los mais macios;
 Picar e cortar carnes e frutas para torná-las menores;
 Limitar o consumo de frutas cítricas, alimentos irritantes e condimentos;
 Aumentar o consumo de líquidos durante e entre todas as refeições e lanches, para manter a umidade
da cavidade oral;
 Evitar alimentos mastigáveis como carnes, farelos (biscoitos, bolos, arroz), alimentos secos (biscoitos)
e viscosos (pasta de amendoim).

c) As vitaminas que devem ser prescritas são B2 (riboflavina), B3 (niacina), B6 (piridoxina), B9 (ácido
fólico) e B12 (cobalamina).

QUESTÃO 03)

a) Magreza e baixa estatura.

b)
 Magreza;
 Anemia ferropriva;
 Depleção de vitamina D – valor sérico inferior a 20µg/ml;
 Baixa ingestão alimentar (<65% das necessidades em cinco dias);
 Desidratação – taquicardia e turgor extremamente diminuído;
 Mucosite.

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NUTRIÇÃO CLÍNICA (301)
c)
 A mucosite grave (Grau IV) cursa comumente com sangramento e, tendo em vista a extensão do
acometimento, desaconselha-se o uso da via oral (p.461, 505). O uso de cateter oro ou naso
gástrico/entérico seria contra-indicado pelo grau de mucosite observado;
 A nutrição enteral nos casos oncológicos é recomendada quando o paciente ingerir menos do que
75% das necessidades nutricionais por até cinco dias corridos;
 A gastrostomia neste caso mostra-se segura e eficiente para melhorar o estado nutricional e apresenta
menor frequência de complicações relacionadas ao procedimento.

d)
 Glutamina
Restaura a função das células natural killer;
Melhora o metabolismo proteico;
Aumenta a seletividade dos quimioterápicos;
Aumenta a síntese de glutationa celular, protegendo do stress oxidativo.

 Arginina
Modula resposta imune;
Reduz a incidência de metástase;
Diminui a tumorigenicidade dos carcinógenos.

 Ácidos ômega-3
Diminui a perda de peso;
Inibe a produção de TNF-α, IL-6 e IL-1β.

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