Você está na página 1de 63

SISTEMA NERVOSSO NEUROVEGETATIVO

GENERALIDADES
INTRODUÇÃO

O sistema neurovegetativo inerva os órgãos internos e seus sobres: quase todos os tecidos
estão recobertos por uma fina rede de fibras neurovegetativas.
O sistema neurovegetativo coordena a atividade dos órgãos da nutrição e controla a vida
vegetativa comum às plantas e aos animais.
Seu papel é importante em:
✓ A manutenção das constantes biológicas.
✓ A regulação da função dos órgãos segundo as necessidades ditadas pelo ambiente.

Seu papel é manter a homeostase; é autônomo e estreitamente relacionado com o sistema nervoso
central.

Inclui dois sistemas complementares de funções diferentes:


✓ O ortossimpático.
✓ O parassimpático.

1. O SISTEMA SIMPÁTICO

Assegura a realização de prestações nas situações de urgência e de estresse.


Um trabalho muscular importante implica a estimulação do simpático.
O simpático tem várias funções:
✓ É facilitador das transmissões nervosas (centrais e neuromusculares).
✓ Freia a cicatrização dos tecidos.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

2
✓ Controla a vascularização arteriovenosa de todo o corpo, pois a oxigenação dos tecidos.
✓ Influencia a hipófise (chefe da orquestra do sistema neuroendócrino) e a pineal (relógio
biológico interno).

O ortossimpático inclui 2 partes:


1) O ORTOSSIMPÁTICO SOMÁTICO:
É a inervação difusa metamérica para a pele, os vasos e músculos de um mesmo metâmero
(ação não equilibrada pelo parassimpático).

2) O ORTOSSIMPÁTICO VISCERAL:
Sua ação está equilibrada pelo sistema parassimpático craniano ou pélvico.
O simpático está ativo em permanência: pode estar ativo em totalidade durante as reações

2. O SISTEMA PARASSIMPATICO
Favorece o metabolismo, a regeneração dos tecidos, a constituição de reservas corporais.
Modera a atividade do simpático visceral.
Está constituído anatomicamente por 3 partes:
✓ O PARASSIMPÁTICO VISCERAL constituído pelo X - nervo vago.
✓ O PARASSIMPÁTICO FACIAL incluindo os III, VII -VII bis e IX nervos cranianos.
✓ O PARASSIMPÁTICO PÉLVICO constituído pela medula espinhal sacral.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

3
Livro de Referência:
Ricard F. Tratado de osteopatía craneal. Articulación temporomandibular. Análisis y tratamiento ortodóntico.
Ed: Médica Panamericana. 2005.

Também se recomienda:
Wall NR, De La Parra M, Sorokin JM, Taniguchi H, Huang ZJ, Callaway EM. Brain-Wide Maps of Synaptic Input to
Cortical Interneurons. The Journal of Neuroscience. 2016
Neske GT, Patrick SL, Connors BW. Contributions of Diverse Excitatory and Inhibitory Neurons to Recurrent
Network Activity in Cerebral Cortex. The Journal of Neuroscience. 2015
White DW, Shoemaker JK, Raven PB. Methods and considerations for the analysis and standardization of
assessing muscle sympathetic nerve activity in humans. Autonomic neuroscience : basic & clinical. 2015
Latarjet M., Ruiz Liard A., Pró E.Anatomía Humana 4º edición. Editorial medica panamericana 2004
Rodríguez Ortiz María Dolores. Sistema nervioso autónomo / Autonomic nervous system. Editorial trillas. 2013

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

4
GÂNGLIOS ORTOSSIMPÁTICOS

O SISTEMA ORTOSSIMPÁTICO
Existem duas cadeias láterovertebrais direita e esquerda. Cada uma tem 23 gânglios
simpáticos.
Estas duas cadeias se estendem desde a base do crânio (gânglio de Ribs) até o cóccix (gânglio
impar).

A - O SISTEMA SIMPÁTICO CÉRVICO-CEFÁLICO

1) OS GÂNGLIOS CERVICAIS
O centro cérvico-mediastínico anterior está localizado contra a aponeurose pré-vertebral.
a) GÂNGLIO CERVICAL SUPERIOR

Chamado gânglio cérvico-


cefálico de HIRSCHFELD, 4 cm de
comprimento, está em contato com:

- O músculo reto anterior por trás.

- As apófises transversas de
C1-C2- C3-C4 por trás.
- As aponeuroses do
espaço maxilofaríngeo pela frente.
Inerva:
✓ As artérias carótidas
(repercussões sobre a
vascularização cerebral:
vertigens, migrâneas,
zumbidos....)
✓ A faringe (anastomose com o
IX-neervo cranial e X- nervo
vago
✓ O esôfago
✓ A laringe
✓ O coração (nervo cardíaco
superior do plexo cardíaco):
repercussões sobre as
patologias cardíacas,
hipertensão arterial

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

5
2) GÂNGLIO CERVICAL MÉDIO

Inconstante, está localizado pela frente da transversa de C6.


Inerva:
- A artéria tireóidea inferior (relação C6-tireoide).
- O coração, pelo nervo cardíaco médio (patologias cardíacas, hipertensão arterial).

3) GÂNGLIO ESTRELADO

✓ Mede 8 mm, está localizado a


frente da transversa de C7 e do
colo da 1ª costela +++.

✓ Apresenta relações com a pleura


(ligamentos costopleurais,
ligamento vértebro-costo-pleural).

Inerva:
✓ A artéria subclávia (transtornos vasculares do membro superior).
✓ O coração pelo nervo cardíaco inferior.
✓ Os brônquios e os pulmões (asma).
✓ O esôfago.
✓ Dá o nervo vertebral que sobe até C4, e cujas fibras terminam ao redor do tronco basilar:
repercussão sobre a vascularização craniana (cefaléias, vertigens).

B - O SIMPÁTICO CRANIANO

O simpático craniano está constituído por uma rede de fibras simpáticas que ascendem
através dos 3 gânglios cervicais: estas fibras estão dispostas em uma rede de malhas largas que
recobre as artérias carótidas.
Estas fibras vão formar dois plexos:
1. O plexo carotídeo externo
2. O plexo carotídeo interno
Estes dois pelxos são responsáveis pela inervação vasomotora cerebral, inervam 04 gânglios:
✓ Gânglio de RIBS
✓ Gânglio oftálmico
✓ Gânglio esfenopalatino
✓ Gânglio ótico

1) GÂNGLIO DE RIBS
Está localizado na zona do polígono de WILLIS: é o ponto de união superior das 2 cadeias
simpáticas direita e esquerda.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

6
2) GÂNGLIO OFTÁLMICO OU CILIAR
É o centro pré-visceral do olho, está localizado a 7 mm à frente do canal óptico: está
suspenso ao nervo óptico.
Recebe:
✓ Fibras vasomotoras do plexo carotídeo.
✓ Fibras iridodilatadoras do nervo oftálmico originando-se no centro cilioespinal de budge em
T2-T3 e no gânglio cervical superior.
✓ Fibras parassimpáticas iridoconstritoras do III - oculomotor.
Inervam:
• A coroide.
• A esclerótica.
• A córnea.
• A íris.

3) GÂNGLIO ESFENOPALATINO
Localizado sobre o nervo vidiano (V2), que está formado pelos nervos petrosos maiores
superficial (VII) e profundo (IX) na fossa pterigomaxilar.
✓ Está suspenso ao V2 - nervo maxilar
superior.
Tem relação com:
✓ O nervo vidiano formado pelos nervos
petrosos parassimpáticos e por um ramo
simpático nascida da carótida interna.
✓ O nervo maxilar superior.
✓ O gânglio de MECKEL (V- trigêmeo).

Inerva:
✓ A glândula lacrimal.
✓ A mucosa das fossas nasais.

4) GÂNGLIO ÓTICO
✓ Suspenso ao V3 - nervo mandibular está localizado por baixo do forame oval da asa maior do
esfenóide.
✓ Se aplica sobre a tuba auditiva (trompa de Eustáquio). Em caso de inflamação deste gânglio
podem existir sinais de otalgia ou de parotalgia.
✓ É o centro pré-visceral da glândula parótida.
✓ Tem relação com:
O petroso maior profundo com origem no IX- nervo glossofaríngeo
As fibras simpáticas do gânglio cervical superior.
Inerva:
✓ A corda do tímpano (repercussões sobre o ouvido médio).
✓ A glândula parótida (repercussão sobre o primeiro tempo da digestão).

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

7
C- GÂNGLIOS TORÁCICOS

✓ Existem 11 gânglios torácicos


localizados à frente das articulações
COSTOCORPÓREAS e por trás da FÁSCIA
ENDOTORÁCICA.

✓ Destes gânglios nascem os NERVOS


ESPLÂNCNICOS ABDOMINAIS E
TORÁCICOS:
o Os ESPLÂNCNICOS TORÁCICOS
estão formados pelos 5
primeiros gânglios torácicos.

GÂNGLIOS TORÁCICOS

✓ O NERVO ESPLÂNCNICO MAIOR nasce dos gânglios T5 a T10.

✓ Atravessa o diafragma para terminar


nos gânglios semilunares do plexo solar.
✓ NERVO ESPLÂNCNICO MENOR nasce
dos gânglios T10 a T12, atravessa o
diafragma para ir até os GÂNGLIOS
MESÉNTERICOS SUPERIORES.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

8
D - GÂNGLIOS LOMBARES
Existem 5 gânglios lombares que caminham
atrás do psoas e que mandam fibras:
Aos NERVOS ESPLÂNCNICOS PÉLVICOS que
descendem na parte anterior de L5 para formar
o NERVIO HIPOGÁSTRICO para frente da base
sacra.

E - GÂNGLIOS SACROS

Há 4 gânglios sacros que formam os NERVOS ESPLÂNCNICOS PÉLVICOS: Estes dois nervos se
unem a altura de L5 para formar o NERVIO PRÉ-SACRO, que logo se divide para ir até o PLEXO
HIPOGÁSTRICO na pelve.

Os gânglios sacros, localizados na face anterior do sacro, dentro dos forames sacrais anteriores,
recebem fibras do parassimpático pélvico medular (S2 a S4).
Suas fibras participam na formação do PLEXO PUDENDO INTERNO que inerva:
✓ Reto.
✓ Bexiga.
✓ Sistema genital.

F - GÂNGLIO ÍMPAR OU GÂNGLIO COCCÍGEO


As 2 cadeias láterovertebrais simpáticas se unem na sua parte inferior ao nível do gânglio
ímpar.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

9
Este gânglio de 3 a 4 mm de diâmetro está localizado para frente da articulação
sacrococcígea: possui uma função neuroendócrina.

Sistema ortosimpático – videos recomendados:


https://www.youtube.com/watch?v=zDT4f0TKj3k
https://youtu.be/fANkXK43xqk

LIVRO DE REFERENCIA:
Ricard F. Tratado de osteopatía craneal. Articulación temporomandibular. Análisis y tratamiento ortodóntico.
Ed: Médica Panamericana. 2005.

TambéM se recomenda:
Wall NR, De La Parra M, Sorokin JM, Taniguchi H, Huang ZJ, Callaway EM. Brain-Wide Maps of Synaptic Input to
Cortical Interneurons. The Journal of Neuroscience. 2016
Neske GT, Patrick SL, Connors BW. Contributions of Diverse Excitatory and Inhibitory Neurons to Recurrent
Network Activity in Cerebral Cortex. The Journal of Neuroscience. 2015
White DW, Shoemaker JK, Raven PB. Methods and considerations for the analysis and standardization of
assessing muscle sympathetic nerve activity in humans. Autonomic neuroscience : basic & clinical. 2015
Latarjet M., Ruiz Liard A., Pró E.Anatomía Humana 4º edición. Editorial medica panamericana 2004
Rodríguez Ortiz María Dolores. Sistema

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

10
PARASSIMPÁTICO CRANIAL

O SISTEMA PARASSIMPÁTICO CRANIAL

Certas glândulas (hipófise, epífise ou pineal) recebem uma inervação parassimpática dos
centros vizinhos. As fibras do parassimpático craniano nascem da medula espinhal ou do tronco
cerebral, e participam na constituição de certos nervos cranianos.

A - III - NERVO OCULOMOTOR

Nasce pelo núcleo pupilar, as fibras iridoconstritoras se unem ao gânglio oftálmico, logo ao
olho.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

11
B - VII - NERVO FACIAL E VII BIS NERVO INTERMEDIÁRIO DE WRISBERG

1) O NERVO FACIAL: VII

O núcleo muco-lacrimo-nasal
do VII-nervo facial (e do V-trigêmio)
inerva as glândulas lacrimais, assim
como as glândulas de muco das
fossas nasais.

As fibras fazem sinapse no gânglio


esfenopalatino
2) NERVO INTERMEDIÁRIO DE
WRISBERG ou VII BIS
O núcleo salivar superior do
VII bis inerva as glândulas salivares
sublinguais e submaxilares.

TRAJETO DO VII BIS – NERVO INTERMEDIÁRIO DE WRISBERG

VII BIS – NERVO INTERMEDIÁRIO DE WRISBERG

GÂNGLIO GENICULADO DO OUVIDO INTERNO

VII – NERVO FACIAL DENTRO DO OUVIDO INTERNO

CORDA DO TÍMPANO DENTRO DOTÍMPANO

NERVO LINGUAL

GLÂNDULAS SUBMAXILAR E SUBLINGUAL

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

12
C - IX - NERVO GLOSSOFARÍNGEO

As fibras nascidas do núcleo salivar inferior do IX inervam as glândulas parótidas depois de


haver passado pelo gânglio ótico.

D - O PARASSIMPÁTICO VISCERAL: X ou NERVO VAGO

Este nervo é ele só, antagonista principal do simpático visceral.


1) NÍVEL CRANIAL
O nervo nasce do núcleo cardio-pneumo-gastro-entérico ao nível da base do 4º ventrículo.
Sai do crânio pelo forame posterior
X – NERVO PNEUMOGÁSTRICO NO NÍVEL DO FORAME POSTERIOR

X – NERVO PNEUMOGÁSTRICO NO NÍVEL DO FORAME POSTERIOR

O NERVO VAGO
✓ RAIZ PARASSIMPÁTICA
VÍSCERAS TORÁCICAS
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

13
VÍSCERAS ABDOMINAIS
✓ RAIZ SENSITIVA + GLOSOSFARÍNGEODUCTO
AUDITIVO EXTERNO
LARINGE
✓ RAIZ MOTORA
MÚSCULOS DA LARINGE (exceto músculo cricotiroídeo)

X – NERVO PNEUMOGÁSTRICO

2) NÍVEL CERVICAL
O nervo está localizado no espaço maxilofaríngeo onde descende pela bainha vascular.
Inerva sobre seu trajeto:
• Os músculos e a mucosa da faringe.
• A laringe e a base da língua.
• A artéria carótida.

3) NÍVEL TORÁCICO
✓ Descende verticalmente e inerva:
• O coração (ramos superior/ médio/ inferior do plexo cardíaco).
• Os pulmões e os brônquios.
• O esôfago.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

14
COMPONENTE SENSITIVO DO NERVO PNEUMOGÁSTRICO

X – NERVO PNEUMOGÁSTRICO AO NÍVEL DO PESCOÇO

Os pneumogástricos se
unem para atravessar o diafragma para
dentro do abdômen

X – NERVO PNEUMOGÁSTRICO AO NÍVEL DO PESCOÇO

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

15
4) NÍVEL ABDOMINAL
O X se anastomosa com os gânglios semilunares e participa na constituição do plexo solar
inervando:
• Fígado e vesícula biliar.
• Estômago.
• Duodeno.
• Pâncreas e baço.
• Intestino delgado.
• Rins.
• O colo (exceto o reto).

COMPONENTE SENSITIVO COMPONENTE MOTOR DO


VISCERAL DO NERO PNEUMOGÁSTRICO NERVO PNEUMOGÁSTRICO

NERVOS LARÍNGEOS

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

16
COMPONENTE VISCERAL DO NERVO PNEUMOGÁSTRICO

FUNÇÃO DO PNEUMOGÁSTRICO

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

17
FUNÇÃO DO PNEUMOGÁSTRICO

Tumor dos corpos glômicos do bulbo jugular que comprime os nervos craniais IX, X e XI (vista
lateral que mostra o forame jugular interno cortado)

PARALISIA DO PNEUMOGÁSTRICO ESQUERDO

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

18
Vídeos recomendados:

Brain Anatomy for Health professionals. University of Utah.

Health sciences library

Referenciais:
Yang H-M, Yoo Y-B. Anatomy of the Facial Nerve at the Condylar Area: Measurement Study and Clinical
Implications. The Scientific World Journal. 2014

LIVRO DE REFERÊNCIA
Ricard F. Tratado de osteopatía craneal. Articulación temporomandibular. Análisis y tratamiento ortodóntico.
Ed: Médica Panamericana. 2005.

Também se recomenda:
Wall NR, De La Parra M, Sorokin JM, Taniguchi H, Huang ZJ, Callaway EM. Brain-Wide Maps of Synaptic Input to
Cortical Interneurons. The Journal of Neuroscience. 2016
Neske GT, Patrick SL, Connors BW. Contributions of Diverse Excitatory and Inhibitory Neurons to Recurrent
Network Activity in Cerebral Cortex. The Journal of Neuroscience. 2015
White DW, Shoemaker JK, Raven PB. Methods and considerations for the analysis and standardization of
assessing muscle sympathetic nerve activity in humans. Autonomic neuroscience : basic & clinical. 2015
Latarjet M., Ruiz Liard A., Pró E.Anatomía Humana 4º edición. Editorial medica panamericana 2004
Rodríguez Ortiz María Dolores. Sistema nervioso autónomo / Autonomic nervous system. Editorial trillas. 2013

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

19
CENTRO DE MANDO SUPERIOR

OS CENTROS MEDULARES NEUROVEGETATIVOS


Os centros ortossimpáticos segundo BOURRET e LOUIS nascem das protuberâncias laterais
da medula espinhal: C8 a L2: inervação difusa (centros pilomotores, sudoríparose vasomotores.
• C8 a T3: centros irio-dilatadores
• T1 a T4: centros cárdio-aceleradores
• T3 a T5: centros bronco-pulmonares
• T6 a L2: centros esplânicos(fígado, estômago, vesícula biliar, duodeno, intestinos,
rins e ureter, baço, pâncreas)
• L1 a L2: centro de contenção anorretal e vesical.
• L2 a L3: centro da ejaculação
Estes diferentes centros estão ligados à cadeia laterovertebral por ramos comunicantes

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

20
INERVAÇÃO VISCERAL ORTOSSIMPÁTICA

CENTROS DE MANDO SUPERIORES

I - AO NÍVEL CORTICAL: ZONAS AUTÔNOMAS CORTICAIS

As zonas principais são:

✓ O córtex infraorbitário e pré-frontal que


podem estar comprometidos por lesões
esfenofrontais ++.
✓ O córtex límbico.

ZONAS AUTONOMAS CORTICAIS

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

21
II- AO NÍVEL SUBCORTICAL

A - TÁLAMO
Em relação com o sistema neurovegetativo pelo feixe hipotálamo-talâmico (sensibilidade
vegetativa) chegando dos núcleos médiodorsal e paraventriculares.
O feixe anterior recebe pelo feixe de VICQ D'AZYR os influxos do hipocampo.

B - HIPOTÁLAMO
Possui uma ação neuroendócrina. Pode estar afetado por lesões da sincondrose
esfenobasilar: está fortemente influído pela técnica do CV4 via reflexa.

PAPÉIS:
É o chefe da orquestra do sistema endócrino ++. InfluÊncia todos os centros intervindo na
manutenção da constância do meio interior e na adaptação dos órgãos às necessidades do corpo.
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

22
CONTROLA:
✓ Os balanços térmicos, hídricos e eletrolíticos.
✓ O funcionamento cardiocirculatório (tensão arterial, ritmo cardíaco) e respiratório.
✓ Os metabolismos.
✓ O ritmo do sono e do despertar.
✓ A alimentação (fome-sede): o trato gastrointestinal (defecação), a micção.
✓ Os mecanismos da reprodução e da sexualidade (impulsos sexuais, libido).
✓ Tem um componente no afeto: desejo ou rechaço, medo ou cólera.

EXPERIMENTALMENTE SUA ESTIMULAÇÃO PRODUZ:

REAÇÕES TROFOTRÓPICAS:
✓ Estimulação dos processos de regeneração e metabólicos.
✓ Contração pupilar.
✓ Bradipneia e hipotensão arterial.
✓ Micção e defecação.
REAÇÕES ERGOTRÓPICAS:
✓ Aumento do rendimento do organismo em relação com as mudanças do
meio interno.
✓ Midríase.
✓ Taquipneia.
✓ Hipertensão arterial.

NOTA:
✓ O hipotálamo anterior possui uma função ortosimpática (tireotrópica)
✓ O hipotálamo posterior possui uma função parassimpática (gonodotrópica)

C- HIPÓFISE

✓ É a glândula mais importante, é o chefe da orquestra do sistema endócrino.


✓ Está vascularizada por um ramo da artéria carótida interna inervada por um ramo simpático
do plexo perivascular carotídeo e por filetes parassimpáticos nascidos do gânglio
esfenopalatino.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

23
HIPÓFISE

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

24
II - AS COMISSURAS INTER HEMISFÉRICAS

Nossos dois hemisférios cerebrais funcionam em sinergia e trocam informações graças a


circuitos específicos: as comissuras inter-hemisféricas.
Em condições normais, um dos nossos hemisférios domina o outro: somos canhotos ou
destros. É possível que por uma razão x (estresse físico ou psíquico), se produza um bloqueio destas
informações ao nível das comissuras brancas encefálicas. Haverá então aparecimento de uma
sintomatologia particular:
✓ Depressão e transtornos psíquicos.
✓ Insônia ou hipersonia.
✓ Enurese na criança.
✓ Dislexia, gagueira.
✓ Transtornos orgânicos ou dores do aparelho locomotor localizados do mesmo lado, à direita
ou à esquerda.
✓ O terreno neurovegetativo está desequilibrado, o paciente desenvolve uma enfermidade
"funcional".

A - A LATERALIDADE CORTICAL
✓ O cérebro esquerdo é o hemisfério dominante no destro: é o cérebro racional.
✓ O cérebro direito é o cérebro dominado no destro: é o cérebro emocional e afetivo.

B - AS FIBRAS DE ASSOCIAÇÃO INTER-HEMISFÉRICAS DA SUBSTÂNCIA BRANCA


O intercâmbio de informações entre os dois hemisférios cerebrais se faz pelas fibras da
substância branca cerebral, as fibras comissurais.

1) O CORPO CALLOSO
As radiações anteriores passam pelo joelho do corpo caloso, reúnem as áreas psíquicas dos
lóbulos frontais.
As radiações médias passam pelo corpo do corpo caloso, reúnem os lóbulos temporais e
parietais (áreas gnósicas e sensitivas).
As radiações posteriores passam pelo pico do corpo caloso, reúnem os lóbulos parietais e
occipitais (áreas sensoriais).

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

25
O CORPO CALOSO

2) O TRÍGONO
Conectam os dois hipocampos (emoção e comportamento): as fibras do trígono vão ao septo e
ao hipotálamo.
Veiculizam os influxos neurovegetativos que acompanham as emoções.

3) AS COMISSURAS ANTERIORES E POSTERIORES


A comissura anterior é um feixe horizontal que conecta os dois lóbulos temporais, mas
também os dois bulbos olfativos (afeto, memória, olfato).

4)O HIPOCAMPO
O rinencéfalo inclui uma parte olfativa e uma parte límbica que só possui um controle sobre
o sistema neurovegetativo.
O sistema límbico (septo, amígdala e hipocampo ++) associado ao hipotálamo determina
nosso comportamento.
PAPEL: Integração das funções sensoriais e emocionais que conecta o hipotálamo e o
hipocampo com o objetivo de produzir um comportamento neurovegetativo.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

26
III - AO NÍVEL DO TRONCO CEREBRAL

A - A FORMAÇÃO RETICULADA
É uma vasta zona de substância cinzenta localizada ao nível da base do III ventrículo. As
radiações posteriores passam, pelo pico do corpo caloso, reúnem os lóbulos parietais e occipitais
(áreas sensoriais).
PAPÉIS:
✓ É um centro cardíaco e respiratório: controla a respiração, a frequência cardíaca e a pressão
arterial.
✓ Participa no comportamento (vigília, sono, consciência).
✓ Assegura a transmissão da dor (papel de filtro).

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

27
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

28
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

29
✓ Existem duas porções:
• Descendente ativadora (adrenérgica).
• Descendente inibidora (colinérgica).

B - OS NÚCLEOS DOS NERVOS CRANIANOS


✓ Núcleo pneumo-cardio-gastro-entérico do X - nervo vago.
✓ Núcleos do IX - glossofaríngeo, do VII- nervo facial e do VII bis nervo intermediário de
WRISBERG.
✓ Núcleos do III- oculomotor.

Vídeos recomendados:

Brain Anatomy for Health professionals. University of Utah.

Health sciences library

LIVRO DE REFERÊNCIA:
François Ricard. Tratado de osteopatía craneal : análisis ortodóntico. Diagnóstico y tratamento manual de los
síndromes craneomandibulares. Panamericana 2005.

Também se recomenda:
Wall NR, De La Parra M, Sorokin JM, Taniguchi H, Huang ZJ, Callaway EM. Brain-Wide Maps of Synaptic Input to
Cortical Interneurons. The Journal of Neuroscience. 2016
Neske GT, Patrick SL, Connors BW. Contributions of Diverse Excitatory and Inhibitory Neurons to Recurrent
Network Activity in Cerebral Cortex. The Journal of Neuroscience. 2015
White DW, Shoemaker JK, Raven PB. Methods and considerations for the analysis and standardization of
assessing muscle sympathetic nerve activity in humans. Autonomic neuroscience : basic & clinical. 2015
Latarjet M., Ruiz Liard A., Pró E.Anatomía Humana 4º edición. Editorial medica panamericana 2004
Rodríguez Ortiz María Dolores. Sistema nervioso autónomo / Autonomic nervous system. Editorial trillas. 2013

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

30
SÍNDROMES NEUROVEGETATIVAS DA EXTREMIDADE CEFÁLICA
AS SÍNDROMES OCULARES COM ANOMALIAS PUPILARES
SÍNDROME DE CLAUDE-BERNARD HORNER
Inclui 3 sinais unilaterais fundamentais:
✓ Miose.
✓ Estreitamento da fissura palpebral.
✓ Enoftalmia.
Estes 3 sinais estão frequentemente associados a um incremento da temperatura e uma sudorese
homolateral.
A) Diagnóstico topográfico:
Esta síndrome devido a uma lesão das vias simpáticas iridodilatadoras provoca:
✓ Uma paralisia do plexo braquial.
✓ Uma síndrome medular.
✓ Uma síndrome de WALLEMBERG.
✓ Uma síndrome para-trigeminal de RAEDER (neuralgia do V por lesão do simpático na zona do
gânglio de GASSER).
✓ Uma síndrome do espaço retroparotídeo posterior.
B) Etiologias:
 Causas cervicais e mediastinais:
✓ Lesão do simpático cervical inferior (gânglio estrelado e raízes C8 a T2).
✓ Traumatismo (ferida, luxação de ombro, fratura da clavícula, estiramento do plexo
braquial).
✓ Repercussões ++ das fixações da 1ª costela.
✓ Síndrome de PANCOAST TOBIAS.
 Causas medulares:
✓ Tabes.
✓ Siringomielia.
✓ Lesões vasculares ou tumorais da medula espinhal.
 Causas intracranianas:
✓ Siringobulbia.
✓ Síndrome de WALLENBERG.
 Causas intraorbitárias:
✓ Irritação do simpático ocular após uma contusão do globo ocular ou por uma ferida
intraorbitária.
✓ Existem síndromes congênitas e síndromes intermitentes associadas às migranhas ou a
algias vasculares da face.
C) Semiologia:
 Miose: Resulta de uma lesão do simpático cervical (papel das lesões cervicais +++).
 Estreitamento da fissura palpebral: Resulta da paralisia dos músculos lisos de MULLER que
dobram a pálpebra superior: se traduz por uma leve queda da pálpebra superior e por uma
elevação da pálpebra inferior que fica mais evidente quando o paciente olha para cima.
 Enoftalmia:O olho está profundo dentro da órbita. Resulta de uma hipotonia dos tecidos
musculares lisos e de uma fusão da gordura orbitária.
 Outros sinais:
✓ Oculares: inconstantes.
✓ Miopia leve
✓ Transtornos da acomodação.
 Outros sinais extraoculares:

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

31
✓ Raramente vasodilatação da face e da conjuntiva que provoca uma elevação da
temperatura cutânea da face.
✓ Incremento das secreções lacrimais.

SÍNDROME DA PUPILA TÔNICA DE ADIE


A) Patogenia:
- Tabes.
- Tumores do 3º ventrículo.
- Esclerose múltipla.
- Lesões orbitárias.
- Lesões do gânglio ciliar.
- Lesões da calota peduncular.
- Lesão do aqueduto de Silvio e da parte posterior do 3º ventrículo.

B) Semiologia:
- Esta afeção unilateral em 80% dos casos afeta mais a mulher. A pupila em midríase está
deformada. O diâmetro pupilar varia de um dia ao outro sem razão.
- Há abolição do reflexo fotomotor (contração da pupila provocada ou pela projeção de um
feixe luminoso, ou pela visão de um objeto próximo) com lentidão na contração/relaxamento
pupilar.
- Quando a convergência está mantida a pupila se contrai até estar puntiforme.
- Esta síndrome inclui frequentemente uma abolição dos reflexos aquileu ou patelar assim
como uma hipotensão arterial ortostática.

SÍNDROME DE FRANÇOIS
A) Etiopatogenia:
Irritação do simpático cervical por um bócio na enfermidade de Basedow ou depois de um whiplash
(papel das lesões cervicais ++).
B) Semiologia:
É o inverso da síndrome de Claude-Bernard Horner:
- Midríase.
- Exoftalmia.
- Alargamento da fissura palpebral.
- Palidez e esfriamento da face.

AS ALGIAS CRÂNIOFACIAIS

AS ALGIAS VASCULARES CRÂNIOFACIAIS


O melhor exemplo é a migranha, o "cluster headache".
Está relacionada com um mau funcionamento neurovegetativo com predomínio simpático; se associa:
- Uma síndrome de Claude-Bernard Horner transitória do lado doloroso.
- Tonturas e vômitos.
- Mal-estar geral (frio, ereção dos pelos, palidez, suor das extremidades, taquicardia).
Na enfermidade de HORTON (arterite temporal) existe um lacrimejamento, uma conjuntivite, uma
sensação de obstrução nasal, uma sudorese local, uma hiperpulsabilidade da artéria temporal
superficial, uma rinorréia.
A tormenta neurovegetativa inclui dois tempos:
- Durante os pródromos há uma vasoconstrição intracraniana.
- Durante a crise há uma vasodilatação intra e extracraniana.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

32
SÍNDROME SIMPÁTICA PARA-TRIGEMINAL DE RAEDER
Há lesão da parede externa do seio cavernoso próxima ao gânglio de GASSER com lesão global do V-
trigêmeo. O paciente apresenta:
- Uma simpatalgia da face de tipo migranha oftálmica.
- Uma síndrome de Claude-Bernard Horner.
- Uma paralisia do VI-Abducente.
- NOTA: Importância das repercussões da sincondrose esfenobasilar e da esfenopetrosa ++.

SÍNDROME DO GÂNGLIO ESFENOPALATINO DE SLUDER


É uma neuralgia facial por irritação do gânglio esfenopalatino que complica às vezes uma sinusite
esfenoidal.
Sintomas:
- Dor da raiz do nariz e do olho.
- Dores dos dentes e do maxilar irradiando para o pescoço.
- Congestão das mucosas nasais (fluxos) e oculares (lacrimejamento) e, às vezes, com
midríases.
- NOTA: Repercussões ++ das lesões esfenomaxilares.

SÍNDROME DE CHARLIN
É a irritação do nervo nasal. Produz uma neuralgia facial na zona óculo-nasal irradiando aos seios e aos
dentes.
Existe um ponto doloroso ao nível da emergência do nervo nasal (parte interna do olho).
Esta síndrome é acompanhada de lacrimejamento e de rinorréia.
NOTA: Repercussões das lesões da órbita e da zona fronto-ungueal +++.

SÍNDROME DO NERVO VIDIANO


É uma neuralgia do nervo vidiano (importância das lesões do maxilar superior +++).

SÍNDROME DA PONTA DO PENHASCO


É a lesão da zona temporal após uma mastoidite ou de uma petrosite.
É a associação:
- De um derrame de pus pelo ouvido.
- Dores faciais paroxísticas unilaterais.
- Paralisia do VI-Abducente.
- NOTA: Repercussão das lesões temporais.

AS SÍNDROMES CRANIANAS

SÍNDROME DO ÂNGULO PONTOCEREBELOSO DE CUSHING


Esta síndrome está ocasionada por um tumor cerebral localizado no ângulo pontocerebeloso
(neurinoma do nervo acústico).
- Se associa a:
- Transtornos auditivos (surdez-hipoacusia).
- Espasmos e paresias da face.
- Uma síndrome cerebelosa do lado do tumor.
- Uma hipertensão intracraniana.
- Transtornos da deglutição.
- Uma síndrome piramidal do lado da lesão.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

33
SÍNDROME DO ÁPICE ORBITÁRIO DE ROLLET
Inclui os sintomas de uma síndrome da fissura orbital superior associados a uma lesão do nervo óptico.
- Oftalmoplegia.
- Anestesia no território do nervo óptico.
- Cegueira unilateral.

SÍNDROME DEL CRUCE CONDÍLEO- RASGADO POSTERIOR DE COLLET


Inclui uma paralisia unilateral dos 4 últimos nervos cranianos:
- IX- glossofaríngeo.
- X - vago.
- XI - acessório.
- XII- hipoglosso.
- É uma síndrome de ROLLET incluindo uma paralisia da metade da língua.

SÍNDROME DO SEIO CAVERNOSO


Esta síndrome inclui uma oftalmoplegia unilateral e uma lesão dos nervos motores do olho.
A causa mais frequente é uma lesão dos III-IV-VI nervos cranianos na parede externa do seio cavernoso.
A etiologia é variável:
- Tumor hipofisário.
- Flebite do seno cavernoso.
- Aneurisma da carótida interna dentro do seno cavernoso.
Repercussões +++ das lesões da sincondrose esfenobasilar e da tenda do cerebelo.
JEFFERSON distingue 3 variedades:
- SINDROME POSTERIOR: Lesão dos 3 ramos sensitivos do V, paralisia óculo-motora discreta.
- SINDROME MÉDIA: Oftalmoplegia total com lesão dos V1 e V2.
- SINDROME ANTERIOR: Provoca uma síndrome da fissura orbital superior.

SÍNDROME DO FORAME OCCIPITOMASTOIDEO OU SÍNDROME DE VERNET


Há paralisia dos 3 nervos que passam dentro do forame occipitomastoideo.
O paciente apresenta:
- Uma paralisia e uma anestesia unilateral do véu do paladar e da laringe.
- Uma paralisia do trapézio e do esternocleidomastoideo.
- Leves transtornos digestivos.
- NOTA: Importância das lesões CO-C1, petro-occipitais e occipitomastóidea.

SÍNDROME RETROPAROTÍDEA DE VILLARET


Esta síndrome inclui transtornos relacionados com a paralisia dos 4 últimos nervos cranianos e do
simpático cervical que pode estar comprimido no espaço retroparotídeo.
Associa uma paralisia gloso-palato-faringo-laríngea com transtornos da fonação e da deglutição.
Uma síndrome de Claude-Bernard HORNER está presente.
NOTA: Repercussões das lesões cervicais superiores, das tensões fasciais que vêm de lesões da
articulação temporomandibular e do conjunto do sistema estomatognático.

SÍNDROMES DAS FOSSAS NASAIS


As irritações cranianas podem participar em patologias das fossas nasais como sinusite e rinite
alérgicas, isto através da inervação neurovegetativa das fossas nasais: o gânglio esfenopalatino tem
um papel maior.
LIVRO DE REFERÊNCIA:
François Ricard. Tratado de osteopatía craneal : análisis ortodóntico. Diagnóstico y tratamiento
manual de los síndromes craneomandibulares. Panamericana 2005.
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

34
FISIOLOGIA DO SISTEMA NEUROVEGETATIVO

O SISTEMA NERVOSO VEGETATIVO

✓ O sistema nervoso autônomo exerce controle sobre as funções de muitos órgãos e


tecidos do organismo
✓ Junto com o sistema endócrino permite efetuar os ajustes finos necessários para a
homeostase do médio interno
✓ É constituído por fibras nervosas EFERENTES e AFERENTES
✓ Os reflexos neurovegetativos se devem a estímulos exteroceptivos (frio, calor, estresse físico
ou psíquico) ou interoceptivos.
✓ Alguns reflexos são conscientes, outros não:
• - REFLEXOS CONSCIENTES: Sensações gustativas e olfativas, reflexos gástricos e salivares,
micção, defecação.
• - REFLEXOS INSCONCIENTES: Tensão arterial, ritmo cardíaco, motricidade intestinal.

Circunstâncias de ativação:
- ORTOSSIMPÁTICO: Adapta o organismo aos estados de urgência (dor, frio, calor, emoções) de uma
maneira difusa.
- PARASSIMPÁTICO: Tem uma ação mais localizada sobre cada órgão que adapta às variações do meio
interior.

DIVISÃO SIMPÁTICA DO SNA

É a maior das divisões do SNA


Sua função é preparar o corpo para uma emergência: acelera a FC, redistribui o sangue desde o pé e intestino
até o cérebro, coração e músculo esquelético. Eleva a pressão arterial, dilata a pupila, inibe o músculo liso,
bronquial, intestino e parede vesical.
Fecha os esfíncteres. Provoca ereção pilosa e sudorese cutânea.
O SISTEMA SIMPÁTICO consiste em:
• As referências desde a medula espinhal
• Dos troncos simpáticos com gânglios
• Ramas, plexos e gânglios regionais importantes

DIVISÃO SIMPÁTICA DO SNA


FIBRAS NERVOSAS EFERENTES
A ASTA GRIS lateral da medula espinhal desde o primeiro segmento torácico até a segunda lombar possui os
corpos celulares dos neurônios de conexão simpática
OS AXONES MIELÍNICOS destas células saem da medula para dirigir-se através dos ramos comunicantes brancos
até os gânglios.

Uma vez que a fibras PREGANGLIONARES chegam ao gânglio, podem fazer 3 coisas:
1. SINAPSE NO GÂNGLIO
2. SINSPSE COM GÂNGLIO REGIÃO CERVICAL
3. NÃO FAZER SINSPSE (nervos esplênicos)
FIBRAS NERVOSAS AFERENTES
São fibras MIELÍNICAS que vão desde as vísceras através dos gânglios simpáticos sem fazer sinapse.
Dirigem-se ao n. espinhal pelos r. comunicantes brancos e chegam aos seus corpos celulares no gânglio da raiz
posterior do n. espinhal correspondente

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

35
DIVISÃO SIMPÁTICA DO SNA

Os TRONCOS SIMPÁTICOS:
✓ São dois troncos nervosos com gânglios que se estendem em toda longitude da medula espinhal
✓ No pescoço há 3. No tórax 11 ou 12. Na região lombar 4 ou 5. Na pélvis 4 ou 5
✓ Os dois troncos terminam reunidos no GÂNGLIO IMPAR.

DIVISÃO PARASSIMPÁTICA DO SNA

✓ As atividades do sistema parassimpático se dirigem para conservar e reestabelecer a energia


✓ A FC diminui, as pupilas se contraem, aumenta o peristaltismo e a atividade glandular, os esfíncteres se
abrem e se contrai a parede vesical

FIBRAS NERVOSOS EFERENTES


As células nervosas de conexão se localizam:
No TRONCO ENCEFÁLICO: nos núcleos dos pares craniais III, VII, IX e X
Nos SEGMENTOS SACROS da medula espinhal 2º, 3º e 4º.

FIBRAS NERVOSAS AFERENTES


As fibras aferentes MIELÍNICAS vão desde as visceras até os corpos delulares localizados nos gânglios sensitivos
do nervos cranisias ou no gânglios das raízes posteriores dos nervos sacros

CONTROLE ARTERIAL
✓ As ARTÉRIAS da extremidade superior têm um controle simpático T2-T*
✓ As ARTÉRIAS da extremidade inferior tem controle simpático T10-L2

Simpático Parassimpático
Acción Prepara el cuerpo para emergencias Conserva y restablece energía
Eferencia TI-L2 (3) NC III, VII, IX; S2, 3 y 4
Fibras pregangliolares Mielínicas Mielínicas
Ganglios Paravertebrales (troncos simpáticos); Pequeños ganglios cerca de las
p. ej., celíaco, mesentérico superior, visceras (p. ej., ótico, ciliar) o células
mesentérico inferior) ganglionares en plexos (p. ej.,
cardiaco, pulmonar).
Neurotransmisor dentro de los Acetilcolina Acetilcolina
ganglios
Agentes bloqueadores ganglionares Hexametonio y tetraetilamonio por Hexametonio y tetraetilamonio por
competencia con la acetilcolina competencia con la acetilcolina.
Fibras posganglionares Largas, amielínicas Cortas, amielínicas
Actvividad característica Amplia debido a muchas fibras Acción regulada con pocas fibras
posgangilonares y liberaión de posganglionares
adrenalina y noradrenalina desde la
médula suprarrenal
Neurotransmisor en terminaciones Noradrenalina en muchas Acetilcolina en todas las terminaciones
posgangilonares terminaciones y acetilcolina en pocas
terminaciones glándulas sudoríparas)
Control superior Hipotálamo Hipotálamo

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

36
COMPARAÇÃO ENTRE AS DIVISÕES SIMPÁTICA E PARASSIMPÁTICA
NEURONAS PRÉ E POSGANGLIONARES

ÓRGÃO EFEITOS DE EFEITOS DE ESTIMULAÇÃO


ESTIMULACÂO PARASIMPÁTICA

VIAS SIMPÁTICAS MEDULARES EFERENTES

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

37
ORTOSSIMPÁTICA
órgão Efeitos de estimulação Efeitos de estimulação
ortossimpática parassimpática
GLÂNDULAS
✓ Nasales
✓ LAGRIMAL Inhibición de las secreciones Estimulación de secreción copiosa
✓ PARÓTIDA SUBMAXILAR y clara que contiene muchas
✓ GÁSTRICAS enzimas
✓ PANCREÁTICAS
GLÁNDULAS SUDORÍPARAS Sudor profuso (Adrenérgico) ninguno
GLÁNDULAS APÓCRINAS Secreción espesa odorífera ninguno
CORAZÓN: Aumento de frecuencia Disminución de fuerza de latido
✓ Músculo (taquicardia) Frecuencia disminuida
✓ Coronarias Aumento de la fuerza de latido (bradicardia) Contraídas
Dilatadas
PULMONES: Contraídas Contraídos
✓ Bronquios Ligeramente contraídos Contraídos
✓ Vasos sanguíneos
ESFÍNTER Aumento de tono, contracción Disminución de tono, relajación
ESTÓMAGO, INTESTINOS Disminución del tono y del Aumento del tono y del
peristaltismo peristaltismo.
HÍGADO Liberación de glucosa ninguno

LIVRO DE REFERÊNCIA:
François Ricard. Tratado de osteopatía craneal : análisis ortodóntico. Diagnóstico y tratamiento
manual de los síndromes craneomandibulares. Panamericana 2005.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

38
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL NEUROVEGETATIVO

ANAMNESE NEUROVEGETATIVA
I - apreciação do terreno: diátese neurovegetativa:
A - A Ortossimpaticotonia.
B - A Parassimpaticotonia.
C - A Neurotonia.
D - A Espamofilia.

II - Nível metamérico:
Pontuação:
- 0-10 não há transtorno
- 10-45 transtorno possível
- 45-60 transtorno seguro

1 - NÍVEL C8-T1
SINTOMAS PONTUAÇÃO

Luz incomoda 0 1 2 3 4 5

Olhos secos 0 1 2 3 4 5

Ruídos incomodam 0 1 2 3 4 5

Sabores fortes incomodam 0 1 2 3 4 5

Cara pálida 0 1 2 3 4 5

Suar na face excessivamente (às vezes não 0 1 2 3 4 5


passa)

Nervosismo/cansaço 0 1 2 3 4 5

Lesões/ dor/ tensão/ pele de galinha em 0 1 2 3 4 5


dermatomos, miotomos, esclerotomos de
MMSS

Arritmias, taquicardia, fatiga 0 1 2 3 4 5

Nó na garganta 0 1 2 3 4 5

Sinusite, otite, faringite repetidas 0 1 2 3 4 5

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

39
2- SEGMENTOS T5-T9-10.

SINTOMAS PONTUAÇÃO

Nó no estômago 0 1 2 3 4 5

Ardor, acidez 0 1 2 3 4 5

Sabor amargo 0 1 2 3 4 5

Digestões pesadas 0 1 2 3 4 5

Transtornos 0 1 2 3 4 5
insulínicos (hipo-hiper)

Nervosismo/inquietude 0 1 2 3 4 5

Dor no abdome 0 1 2 3 4 5

Constipação/diarreia 0 1 2 3 4 5

Lesões/dores/tensão/pele 0 1 2 3 4 5
de galinha nos dermatomos,
miotomos e esclerotomos de
MMSS e T5-T9-10

REFLEXOS NEUROVEGETATIVOS DE VALOR DIAGNÓSTICO

I - o reflexo oculocardíaco: (r.o.c)


O reflexo oculocardíaco é um reflexo vagal parassimpático.
Se comprimirmos ligeiramente os globos oculares obtém-se um estímulo do Vago e em consequência
um aumento de atividade do centro cardiomoderador bulbar.
A resposta normal é uma diminuição da frequência cardíaca: R.O.C positivo.
Nos casos de vagotonia, a resposta é uma forte diminuição da frequência cardíaca:
R.O.C exagerado (já que o centro cardiomoderador é facilitado).
Nos casos de ortossimpaticotonia a resposta é:
- pouco ou nenhuma modificação de frequência: R.O.C negativo.
- aumento da frequência cardíaca: R.O.C invertido (já que o centro bulbar cardiomoderador se inibe).

II - O REFLEXO SOLAR:
O reflexo solar é um reflexo ortossimpático.
A forte compressão da região epigástrica implica um estímulo das fibras do plexo solar.
A resposta normal é um aumento da frequência cardíaca (RS positivo).

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

40
Nos casos de ortossimpaticotonia, a resposta é um forte aumento da frequência cardíaca: R.S
exagerado.
Nos casos de vagotonia a resposta é:
- nenhuma modificação de frequência: R.S estável.
- diminuição da frequência cardíaca: R.S invertido.

III - O REFLEXO DERMOGRÁFICO DE VULPIAN:


O reflexo dermográfico é a visualização na pele dos fenômenos vasomotores gerados pelo reflexo
antidrômico que põe em ação as reações histamínicas na derme.
Este reflexo se comprova praticando, com uma ponta fina, uma agulha ou uma unha, um traço na pele.
Distingue-se:

A - O DERMOGRAFISMO BRANCO:
- O traço branco banal traduz simplesmente o extravasamento sanguíneo capilar de origem mecânica
e que desaparece imediatamente depois da passagem do agente compressor.
- O traço branco diagnóstico pode tardar até 30 segundos para aparecer. Este traço aumenta em
superfície quando há insuficiência de estímulo das fibras colinérgicas da cobertura cutânea por
insuficiência de tonicidade ortossimpática ou insuficiência suprarrenal.
Traduz uma simpaticólise.

B - O DERMOGRAFISMO VERMELHO:
- O traço vermelho banal que traduz o fenômeno de vasodilatação fisiológico produzido pelo ato
irritante mecânico da unha sobre a pele e em consequência ao reflexo fisiológico antidrômico.
- O traço vermelho diagnóstico: produzido por uma ação mecânica ao limite máximo de dor.
Aparece tarde quando o traço vermelho banal começa a desaparecer e se produz uma ampliação
progressiva em forma de zona vermelha, de contornos irregulares, de um lado e do outro desta. É
a tradução clínica da reação histamínica de defesa dos nociceptores mecânicos (agulha ou unha).
- Há então excesso de estímulo das fibras colinérgicas cutâneas.
Traduz uma simpaticotonia.

IV - VASCULAR AUTONOMIC SIGNAL (V.A.S):

A - HISTÓRICO:
Foi descoberto em 1945 pelo professor LERICHE, na França, após uma intervenção cirúrgica.
B - CARACTERÍSTICAS DO V.A.S:

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

41
A) Definição:
- É um sinal vascular autônoma, inconsciente e somado às pulsações do pulso.

B) Características fisiológicas:
- O V.A.S resulta de 3 fatores:
- Uma reação vagal a um estímulo periférico sobre qualquer região cutânea. É a consequência
vasomotora obrigatória de toda modificação autônoma somática.
- Um reflexo parieto-vascular autônomo e localizado, resultante da variação da tonicidade
arterial ortossimpática com consequência direta sobre a adventícia arterial.
- Uma modificação da onda sistólica estacionária.
- Toda modificação de diâmetro dos capilares arteriais implicará automaticamente uma modificação
da resistência da parede capilar ao impulso da onda sistólica e, por conseguinte uma variação de força
da onda de refluxo.
- Esta variação da onda de refluxo que vai causar uma modificação da onda estacionária com
consequência física palpável: uma translação longitudinal desta onda estacionária.
- O V.A.S É UM REFLEXO CUTÂNEO-VASCULAR +++

C) Estímulos do V.A.S:
- O corpo humano reage aos estímulos exteriores:
- Tato +++
- Luz +++
- Cores +++
- Frequências sonoras e luminosas
- Temperatura
- Substâncias químicas
- Metais
- Vegetais
- A resposta vascular inconsciente e autônoma passa por 3 níveis:
- Um receptor: a pele
- o centro de integração: o cérebro
- a resposta reativa: o pulso.

D) Características clínicas do V.A.S:


- Este sinal dura o tempo de algumas pulsações e pode ser desencadeado em qualquer região do corpo.
- Este sinal pode ser desencadeado:
- imediatamente
- Depois de um tempo de latência de 2 a 3 pulsações.
- Pode ser positivo ou negativo:
- o V.A.S positivo se caracteriza por:
- Deslocamento da onda estacionária vascular para a mão
- um aumento de amplitude do pulso que passa a ser duro, em cúpula, pontiagudo,
fino e cortante.
- o V.A.S negativo e caracterizado por:
- Pulso dicrótico
- Deslocamento da onda estacionária vascular para p cotovelo.
- uma diminuição de amplitude do pulso que passa a ser:
- Mole, amplo e oco, parecendo liso.
- Se funde.

E) Especificidade reacional do V.A.S:


Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

42
- Todo estímulo incluso minúsculo é a causa de uma reação somática de carácter neurovegetativo.
- O V.A.S é a tradução palpatória:
- do estado do sistema neurovegetativo.
- do estado catabólico: adrenérgico e ortossimpaticotônico (curva em cúpula): V. A. S positivo.
- do estado anabólico: colinérgico e parassimpaticotônico (curva dicrótica): V.A.S. negativo.

F) Comprovação da boa situação do polegar com a lâmpada de Heine:


- Se o polegar é colocado corretamente sobre a artéria radial percebe-se normalmente:
- Para uma coloração cutânea débil:
- Um V.A.S positivo .
- Desencadeamento imediato sobre uma pulsação.
- Para uma forte coloração cutânea:
- Um V.A.S negativo .
- Desencadeamento depois de algumas pulsações
- Segue fraco enquanto durar a coloração forte

C - NO TOTAL:
- Se encontra uma coloração forte um V.A.S fortemente positivo, existe uma verdadeira hipertonia
neurovegetativa.
- Se encontra ao tato vertebral (que corresponde a um estímulo fraco equivalente a uma coloração
fraca) um V.A.S negativo, traduz a presença de uma lesão estrutural osteopática com inibição do
ortossimpático.
- Se encontra ao tato vertebral um V.A.S muito positivo, traduz uma lesão osteopática com hipertonia
do ortossimpático.

ESTUDO DAS DERMALGIAS REFLEXAS E OUTROS SINAS REFLEXOS CONJUNTIVOS

1 - Pulmão 2 - Esôfago. 3 - Pulmão 4 - Plexo cardíaco. 5 - Diafragma. 6 - Plexo solar.


7 - Fígado. 8- Vesícula biliar. 9 - Estômago. 10 - Rim. 11- Colo descendente. 12 – Colo ascendente.
13 - Intestino delgado. 14 - Plexo hipogástrico. 15 - Útero/Próstata. 16 - Bexiga.
17- Ovário. 18 - Ureter.
DERMALGIAS REFLEXAS TÓRACO-ABDOMINAIS
LIVRO DE REFERÊNCIA:
François Ricard. Tratado de osteopatía craneal : análisis ortodóntico. Diagnóstico y tratamiento
manual de los síndromes craneomandibulares. Panamericana 2005.
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

43
PATOLOGIA NEUROVEGETATIVA
CONCEITO DE ESTRESSE SEGUNDO HANS SELYE
"O estresse é uma tensão latente para lutar contra um desequilíbrio produzido por uma agressão"
- Este desequilíbrio se materializa sobre 3 planos:
- Musculoesquelético e fascial.
- Neurovegetativo.
- Neuropsíquico: o estresse pode ser experimentado por um órgão quando algo externo ou interno
varia ao seu redor; a reação ao estresse é geral, há reação das glândulas adrenérgicas.

TRÍADE DE HANSE SELYE:


- Lesão do timo.
- Estimulação das suprarrenais.
- Transtornos de estômago.

ETAPA 1: EUSTRESS
- O eustress é a reação fisiológica que neutraliza o estresse: o sistema biofeedback hipófise-suprarrenal
assegura o retorno à normalidade.

ETAPA 2: O DISTRESS REVERSÍVEL


- Produz um "choque" neurovegetativo que inclui:
- Hipotensão arterial.
- Taquicardia.
- Hipotermia.
- Transtornos metabólicos: há rapidamente neutralização do estresse, mas produção de
sintomas neurovegetativos (tríade de SELYE).

ETAPA 3: DISTRESS DIFICILMENTE REVERSÍVEL


- O sistema neurovegetativo reage além do normal.

ETAPA 4: DISTRESS IRREVERSÍVEL


- É uma fase de esgotamento, o desequilíbrio neurovegetativo está completo: há lesão orgânica real.

GENERALIDADES SOBRE AS PATOLOGIAS NEUROVEGETATIVAS


- Existem casos onde o organismo não pode compensar o estresse físico ou psicológico: a perturbação
é então duradoura.
- Este desequilíbrio pode afetar a qualquer aparelho:
- Vascular.
- Respiratório.
- Digestivo.
- Genito-urinário.
- Glandular.
- Neuromuscular e fascial.
- Há aparecimento de transtornos funcionais orgânicos sem lesão anatômica (os exames para-
clínicos são normais). Porém uma lesão funcional crônica acabará produzindo uma lesão
anatômica ++.
- Pode-se comparar o equilíbrio neurovegetativo com uma balança: sobre uma das bandejas se
encontra o simpático, sobre a outra bandeja o parassimpático.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

44
- A um estímulo do simpático visceral responderá um estímulo secundário do parassimpático para
compensar o desequilíbrio produzido, e para produzir um retorno para a homeostase.
- O desequilíbrio produzido será do tipo ortossimpático ou parassimpático apesar de que todas as
patologias funcionais tenham um ponto de início simpático: em um primeiro tempo o sistema de
biofeedback ACTH-cortisol se esgotará, logo o tônus de um dos 2 sistemas se colocará seja
demasiado forte ou demasiado fraco.
- A causa de um desequilíbrio pode ser uma hipertonia ou uma hipotonia:
- Uma clínica ortossimpática pode ter como causa uma hipertonia do simpático.
- Uma clínica parassimpática pode ter como causa uma hipertonia do parassimpático.
- O desequilíbrio produzido pode ser global ou bem localizado a um órgão.

AS CAUSAS DE ESTRESSES NEUROVEGETATIVOS


- As etiologias são múltiplas, se trata de todo o que pode representar uma agressão para o organismo.
- AS AGRESSÕES CLIMÁTICAS BRUTAIS:
- Frio, vento, umidade, calor, estresse psicológico, medo, pena, cólera: todas as emoções
podem provocar um bloqueio inter-hemisférico que desequilibra o sistema neurovegetativo a
partir do hipotálamo.
- OS TRAUMATISMOS FÍSICOS:
- Choques, quedas, acidentes de carro (whiplash).
- As disfunções somáticas:
- Vertebrais ou cranianas.
- As lesões fasciais perturbam o tecido conjuntivo das vísceras.
- As consequências de intervenções cirúrgicas.
- A intervenção ela mesma (craniana, mas, sobretudo abdominal).
- A anestesia geral ++.
- O parto ++.
- Gravidade +++: concreta um estresse permanente sobre a estrutura esquelética
(importância do fator postural).
- LESÃO OSTEOPÁTICA = DISFUNÇÃO ESTRUTURAL + DISFUNÇÃO NEUROVEGETATIVA
- Há reciprocidade entre disfunção neurovegetativa e disfunção estrutural.
- OUTROS FATORES:
- Infecções.
- Alimentação.
- Alergias.

LESÃO OSTEOPÁTICA =
DISFUNÇÃO ESTRUTURAL + DISFUNÇÃO NEUROVEGETATIVA

A LESÃO OSTEOPÁTICA NEUROVEGETATIVA

A FACILITAÇÃO NERVOSA:
- Papel da hiperexcitabilidade nervosa:
- Incremento do tônus das fibras musculares posturais.
- Aumento do tônus das fibras musculares lisas viscerais (víscero-espasmo +++).
- Angioespasmo intra-visceral e metamérico.
- Isquemia.

CAUSAS DE HIPERTONIA NEUROVEGETATIVA


CAUSAS DE ORTOSSIMPATICOTONIA:
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

45
- Disfunções vertebrais em relação com o metâmero.
- Disfunções C1-C2-C3 (vago).
- Sequelas de whiplash.

CAUSAS DE VAGOTONIA:
- Disfunções vertebrais que modificam a propagação do influxo simpático no metâmero.
- Disfunções C0-C1-C2-C3 (compressão do X).
- Lesões de flexão craniana ou lesão sacra anterior depois do parto.
- Whiplash recente.

AS DISTONIAS VEGETATIVAS GLOBAIS


- É o incremento ou a diminuição duradoura do tônus de um dos sistemas ortossimpático ou
parassimpático.
- Pede-se distinguir 2 grandes síndromes descritos por EPPINGER e HESS:
- A ortossimpaticotonia.
- A parassimpaticotonia ou vagotonia.

A ORTOSIMPATICOTONIA
- A ortossimpaticotonia pode resultar ou de uma hipertonia ortossimpática, ou de uma hipotonia
parassimpática (o simpático é então normal).
- AS CAUSAS DE ORTOSSIMPACOTONIA
- Disfunções vertebrais metaméricas.
- Psicológicas.
- Intoxicações.
- Hiperatividade hormonal (tireoides, suprarrenais, hipófise).
- Alcalose.
- Inibição parassimpática (CO-C1-C2-C3, sincondrose esfenobasilar em compressão).
- SINAIS CLÍNICOS:
- Nervosismo, ansiedade, insônia.
- Transtornos fóbicos.
- Tremor.
- Face ruborizada, pele quente e seca.
- Dermografismo: se ao raspar a pele com a unha, deixa uma faixa branca, logo vermelha.
- Midríase, diminuição da fissura palpebral, olhos saltados.
- Cavidades ORL secas (glândulas lacrimais, fossas nasais, boca).
- Constipação por atonia gastrointestinal.
- Palpitações, sufocos.
- Taquicardia, presença de uma pulsação epigástrica, pulso rápido (100 a 120
pulsações/minuto).
- Reflexo oculocardíaco: a compressão dos globos oculares provoca uma aceleração do pulso.

A PARASSIMPATICOTONIA
- A parassimpaticotonia pode resultar de uma hipertonia do parassimpático ou de uma hipotonia do
simpático (o parassimpático está normal).
- CAUSAS DE PARASSIMPATICOTONIA
-Insuficiência suprarrenal, tireóidea ou hipofisária.
- Lesão C0-C1-C2-C3 com compressão do nervo vago.
- Disfunções anteriores do sacro.
- Whiplash.
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

46
- Acidose.
- SINAIS CLÍNICOS:
- Paciente tranquilo, ansioso, tímido.
- Tendências às lipotimias.
- Hipersonia.
- Tendências aos catarros nasais e bronquiais.
- Respiração cortada por suspiros.
- Bradicardia, tensão arterial baixa, pulso lento.
- Miose, alargamento da fissura palpebral, olhos lacrimosos.
- Sudorese +++, pele gordurosa, extremidades violáceas e frias.
- Micção frequente, tendências aos transtornos genitais (dismenorreia).
- Hipersalivação.
- Hipercloridria: dores de estômago, constipação espasmódica com impulsos diarreicos.
Reflexo oculocardíaco: bradicardia e lentidão do pulso

A NEUROTONIA
- Estes pacientes apresentam a imbricação dos dois quadros clínicos: esta patologia está relacionada
com uma hiperemotividade que desequilibra o sistema neurovegetativo.
- À mínima emoção, o paciente apresenta uma coloração repentina da face e um "eritema pudico" da
parte anterior do tórax. O pulso aumenta ao mínimo esforço.
- SINAIS DE ORTOSSIMPATICOTONIA:
- Sufocos.
- Palpitações e dores pré-cordiais.
- Tremor das extremidades.
- SINAIS DE PARASSIMPATICOTONIA
- Digestão lenta com sonolência.
- Asma.

A ESPAMOFILIA
- Inclui um conjunto de sintomas funcionais cujo substrato é uma hiperexcitabilidade neuromuscular
relacionada com os estados de estresse.
- É uma inadaptação do sistema neurovegetativo aos estresses emocionais traduzindo-se em
taquicardias, sensação de opressão da garganta, vertigens, transtornos digestivos, cefaleias, angustias,
lipotimias.
- Está relacionada com:
- Um mau funcionamento do sistema límbico.
- Um mau funcionamento endócrino ou metabólico atuando sobre o cálcio ou o magnésio.
- Um mecanismo neurótico ou histérico.
- PARTICIPAÇÃO ADRENÉRGICA:
- Os estresses produzem reações neuroendócrinas do eixo hipotálamo-hipofisário, do sistema
ortossimpático e da medula suprarrenal: a hiperexcitabilidade resulta da hiperadrenergia.
- FATORES ETIOLÓGICOS:
- Fatores adquiridos:
- Esgotamento por excesso de trabalho, falta de sono, problemas familiares, conjugais,
profissionais ou existenciais aumentando de maneira duradoura o tônus:
- Ortossimpaticotonia: excesso de tônus simpático.
- Vagotonia: excesso de tônus do parassimpático (X).
- Se produz uma síndrome neurovegetativa, uma síndrome que afeta as estruturas,
uma síndrome psicológica.
- Terreno psíquico:
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

47
- Ansiedade, neurose, histeria, infância dificultosa.
- Transtornos sexuais.
- DIAGNÓSTICO
- Sinais clínicos:
- Os sinais mais constantes são:
- Astenia e ansiedade.
- Sinais de SCHVOSTEC positivo.
- Cefaleias (relacionadas na maioria dos casos com uma disfunção cervical C0-
C1, C2-C3 ou C1-C2).
- Transtornos do sono.
- Parestesias das extremidades.
- Raquialgias ++++.
- Palpitações.
- Os demais sinais são menos constantes: vertigens, sensibilidade ao frio, cólicas,
opressão torácica, tendência depressiva, sufocos, constipação, crises de tetania,
lipotimia.
- Eletromiografia: Se nota sob torniquete uma atividade espontânea de mais de 30 segundos.
Depois de tirar o torniquete, se nota una atividade repetitiva em multipletes que é significativa
se inclui mais de 20 multipletes.

LIVRO DE REFERÊNCIA:
- Ricard F. Tratado de osteopatía craneal. Articulación temporomandibular. Análisis y tratamiento ortodóntico.
Ed: Médica Panamericana. 2005.
- Selye H. Stress and disease. Science 1955;122:625-31.
- García-Conde J, Merino-Sánchez J, González-Macías J. Patología general. Semiología clínica y fisiopatología. Ed:
McGraw-Hill Interamericana. 2004.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

48
PATOLOGIAS VISCERAIS
- As patologias locais podem afetar as vísceras abdominais torácicas, os membros, esfera cefálica.
- Estas disfunções podem ser sem substrato anatômico particular, ou ao contrário podem estar em
relação com uma anomalia psicológica, congênita ou adquirida.
- Nas patologias funcionais, as disfunções vertebrais parecem ter um papel muito importante, os
reflexos patológicos que partem do corno anterior da medula fazem sinapse em um gânglio e tem
outro encaminhamento pelo corno anterior sem fazer sinapse.
DISFUNÇÕES BRONCOPULMONARES
INERVAÇÃO:
- Parassimpática: Vago.
- Ortossimpática: plexo pulmonar T2 a T5. Também participa o gânglio estrelado.
SINAIS CLÍNICOS
- Asma.
- Bronquite.
- Catarro de repetição.
- Sensação de opressão torácica.
- Dores pleurais.
- Sujeito ansioso e depressivo.
DORES REFERIDAS
- Ombro parte posterior (periartrite escapulo-umeral).
- Cervicalgias baixas C5 C6 C7.

DISFUNÇÕES VERTEBRAIS
- C6 a T3 T4.
- Liberar 1° costela se está fixada para liberar o gânglio estrelado.
DERMALGIAS REFLEXAS
- Ponto ao nível do manúbrio esternal e 2° 3° costela direita para o esterno.
TÉCNICAS RECOMENDADAS
- Liberar diafragma e costelas.
- Conjunto tórax.
- Equilíbrio funcional de cada hemi-tórax.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

49
DISFUNÇÕES CARDÍACAS
INERVAÇÃO
- Parassimpática: Vago.
- Ortossimpática: nervo cardíaco superior, que vem do gânglio cervical superior, médio do gânglio
cervical médio, e inferior do gânglio estrelado e (T1) T2 T3 T4.
SINAIS CLÍNICOS
- Taquicardia.
- Bradicardia.
- HTA ou hipotensão.
- Opressão torácica.
- Dor pré-cordial.
DOR REFERIDA
- Dorsalgia.
- Periartrite escapulo-umeral à esquerda (tendinite porção longa bíceps).
- Dor projetada, sobretudo no esforço da zona cérvicotorácica esquerda.
DIFUNÇÕES VERTEBRAIS
- C1, C2, C7 a T3.
DERMALGIAS REFLEXAS
- Ao nível peitoral esquerdo, terço interno ao nível do esterno.
- Espaço intercostal 4° 5°.
ZONA NEUROMUSCULAR
- Lado esquerdo partindo de uma T1 T2 irradiada até T10, banda oblíqua, para fora e para baixo.
TÉCNICAS RECOMENDADAS
- Equilíbrio de diafragma escapular.
- Equilíbrio de mediastino.
- Técnicas cranianas.

DISFUNÇÕES ESTOMACAIS E DUODENAIS


- A inervação é do Vago X, para o parassimpático e nervo esplâncnico torácico maior ao nível de T5, T6
e T7 para o ortossimpático.

SINAIS CLÍNICOS
- Gastrite.
- Perfil ansioso.
- Reflexo gastroesofágico.
- Epigástrio incômodo.
- Dificuldades associadas à digestão.
- Halitose.

DORES REFERIDAS
- Dorsalgias ao nível de T5 e T6.
- Cefaleias localizadas no vértice.
- Dores na parte inferior esquerda do gradil costal
- Cervicalgias em relação com o diafragma.

DISFUNÇÕES VERTEBRAIS
- Liberar grupo vertebral T4-T8 (T5 + + +).

ZONAS CONJUNTIVAS REFLEXAS


Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

50
- Parte inferior torácica alta, parte da escápula esquerda e zona torácica baixa.
- Zona da dermalgia reflexa debaixo do apêndice xifoide no epigástrio.

TÉCNICAS ACONSELHADAS
- Para a hérnia de hiato.
- Lift de estômago.
- Técnicas funcionais.
- Liberação do diafragma.
- Pontos Trigger para diminuir a dor da contratura.

DISFUNÇÕES INTESTINAIS

INERVAÇÃO
- Parassimpática: Vago até o ângulo esquerdo do colo e parassimpático pélvico
(S2?S3-S4) para o colo descendente, colo pélvico e reto.
- Ortossimpática: parte pelo esplâncnico maior e menor (T9, T10, T11 e T12) e parte pelo mesentérico
inferior (L1 e L2).

SINAIS CLÍNICOS
- Constipação, diarreias, colites; emagrecimento, aumento de peso.

CONSTIPAÇÃO
- É uma diminuição do trânsito intestinal, sem detenção de gás, nem matérias.
- Etiologia:

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

51
- Do ponto de vista orgânico pode haver: obstáculos, tumores, bridas, aderências, anomalias,
congênitas, pólipos. Alteração da motricidade, normalmente por insuficiência tireóidea ou por
tomar calmantes.
- Funcional: De origem espasmódica, o hiperperistaltismo obstaculiza a progressão do bolo
fecal, a detenção é acompanhada de uma desidratação das matérias e por isso o deslizamento
é menor.
- Sintomas:
- Dor abdominal.
- Meteorismo.
- Sonolência.
- Palpitações.
- Migranhas.
- Diagnóstico diferencial:
- Pólipos.
- Divertículos.
- Câncer.
- Hemorroidas.

COLO IRRITÁVEL
- Fisiopatologia:
- Atinge todo o tubo digestivo. O peristaltismo não está sincronizado. A concentração das fibras
musculares lisas é de frequência e intensidade variável. A hipertonia provoca uma moléstia
dolorosa, e estas alterações das fibras musculares lisas provocam alterações do trânsito com
alternância diarreia constipação.
- Há presença de muco nas fezes devido à hiperatividade de células falciformes. Encontra-se
muito frequentemente estresse nos antecedentes (depressão, afecção psicológica).
- Semiologia:
- Cronicidade dos sintomas apesar do bom estado geral observado.
- Há 3 sinais fundamentais:
- Colite espasmódica, dores abdominais associadas à constipação.
- Diarreias neurotônicas indolores, há hipersecreção de muco, água e eletrólitos.
- Alternância de diarreia e constipação. A dor abdominal abaixa ao segurar os
intestinos.
- Cefaleias. Sudorese. Ondas de calor vasomotriz. Palpitações. Náuseas. Vômitos.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
- Infecção ulcerosa.
- Diabetes.
- Intolerância medicamentosa intoxicação alimentar.
- Câncer digestivo.
- Nas patologias funcionais os exames de laboratório são normais.
DORES REFERIDAS
- Com frequência esta associada uma periartrite escapulo-umeral e uma epicondilite.
- Cefaleias fronto-occipitais ou parietoescamosa.
- Contraturas e dores do bordo interno das escapulas e no psoas.
- Contratura do quadrado lombar lombalgias e episódios de lumbago.
- Cervicalgias.
- Dolores de ATM.
- Dorsalgias baixas.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

52
DERMALGIAS REFLEXAS
- Dos bordos oblíquos que partem de S2-S4 e vão ao tronco maior pela parte posterior.
- Bordo externo dos abdominais e região umbilical.

TÉCNICAS ACONSELHADAS
- Neuromuscular.
- Neurovasculares.
- Equilíbrio funcional.
- Pontos Trigger.

DISFUNÇÕES HEPATOBILIARES
INERVAÇÃO
- Parassimpática: Vago.
- Ortossimpática: esplâncnico maior T6, T7, T8 e T9.
SÍNDROME HEPATOVESICULAR
- Etiologia:
- Hipotonia das paredes da vesícula biliar.
- Obstrução parcial das VIAS biliares.
- Espasmo de duodeno e esfíncter de Oddi.
- Semiologia:
- Sensibilidade de fígado e da vesícula biliar.
- Prurido com erupção cutânea.
- Anorexia.
- Recusa aos cigarros.
- Vômitos de bile.
- Diarreias.
- Ligeira icterícia.
- Astenotopia.
- Vertigens com visão pouco clara.
- Dor em hipocôndrio direito.
- Língua carregada e amarelada.
- Diagnóstico diferencial:
- Hepatite viral.
- Vômito quando come algo.
- Câncer de VIAS biliares.
- Cirrose.
- Intolerância medicamentosa.

SÍNDROME HEMORROIDAL
- As hemorroidas sobrevêm em um paciente fatigado, apresentando a associação de uma estenose
portal, associado a uma ptose mesentérica do sigmoide.
- Semiologia:
- Lingua pastosa.
- Náuseas.
- Alternância de diarreias e constipação.
- Estômago e intestino delicados.
- Predisposição às intolerâncias hepáticas.
DORES REFERIDAS
- Interescapular, contraturas de romboides.
- Cervicalgias baixas com contratura do trapézio direito.
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

53
- Contratura do bíceps braquial.
- Pseudo periartrite escapulo-umeral direita.
- Calcificação do manguito rotador em relação com o colédoco.
- Epicondilite em relação com o esfíncter de Oddi.
- Cefaleias e migranhas temporais e suboccipitais.
- Dores na sutura occipitomastóidea direita.
DISFUNÇÕES VERTEBRAIS
- Fígado: T8.
- Vesícula biliar T4 T9.
DERMALGIA REFLEXA
- Zona dolorosa subcostal direita, mais fígado e mais para o apêndice xifoide pela vesícula.
ZONA NEUROMUSCULAR
- Dor no tóraco-lombar direita, ponto da escápula e tóraco-lumbar.
TÉCNICAS RECOMENDADAS
- Sigmoides Lift em caso de hemorroidas.
- Bombeio fígado.
- Liberação duodeno e esfíncter Oddi.
- Diafragma.

DISFUNÇÕES RENAIS
SINAIS CLÍNICOS
- Pálpebras inferiores inflamadas.
- Cólicos nefríticos, cistites por infecção urinária que chega ao rim.
- Edemas de tornozelos bilateral.
- HTA.
- Dor da fossa lombar e região inguinal.
- Pontos reflexos e renais dolorosos ao palpar.
DORES REFERIDAS
- Psoites.
- Lombalgias tóraco-lombares.
- Cruralgias, ciáticas.
- Pseudoartrite de quadril.
- Tendinite de Aquiles.

INERVAÇÃO
- Parassimpático: Vago.
- Ortossimpático: parte torácica inferior do tronco simpático que se une ao plexo aórtico renal ao
redor da artéria renal. (T10?T11?T12?L1).
DISFUNÇÕES VERTEBRAIS
- Grupo T10 e L2 (T12 L1).
DERMALGIA REFLEXA
- Parte anterior e externa da 10° costela de ambos os lados.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

54
ZONAS NEUROMUSCULARES
- Desde T10 T12 baixam dos bordos oblíquos para os costados, para fora, posterior.
TÉCNICAS RECOMENDADAS
- Diafragma.
- Psoas.
- Técnicas renais.
- Costelas baixas.
- Beber muita água.

DISFUNÇÕES VESICAIS
INERVAÇÃO
- Parassimpática: plexo pélvico (S2-S3-S4).
- Ortossimpática: plexo vesical (T10 T11 T12) L1- L2.
SINAIS CLÍNICOS
- Cistite.
- Anuria.
- Dores suprapúbicas (baixo ventre).
DORES REFERIDAS
- Ciatalgias.
- Dores no dermatomo T12 L1 que irradia à prega inguinal e à face póstero-interna das coxas e
nádegas.
- Lombalgias.
DISFUNÇÕES VERTEBRAIS
- T10 e T11.
- L5 sacro + + +.
- Pelve menor.
DERMALGIAS REFLEXAS
- Ponto doloroso ao palpar em cima da sínfise púbica.
ZONA NEUROMUSCULAR
- Cóccix e sacro.
TÉCNICAS RECOMENDADAS
- Lift de bexiga.
- Equilíbrio do períneo. Depois de haver reequilibrado pelve.
- Técnicas por via vaginal.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

55
DISFUNÇÕES GINECOLÓGICAS
INERVAÇÃO
- Parassimpático pélvico S2-S3-S4 y ortossimpático T10 T11 T12 L1.
SINAIS CLÍNICOS
- As alterações funcionais ginecológicas são acompanhadas geralmente de cefaleias ou migranhas.
Nas congestões pélvicas o papel dos intestinos é fundamental.
AMENORREIA SECUNDÁRIA
Etiologia:
- Cirrose.
- Insuficiência tireóidea.
- Cisto ovárico.
- Disfunção hipotálamo-hipofisária.
- Desequilíbrio entre as secreções de foliculina e estrógenos.
- Causas funcionais, lesões cranianas, lombares, pelve, sacro e útero ao nível ligamentoso.
Semiologia:
- Sensação de congestão dos seios.
- Dores em mamilos associadas à dores abdominais.
- Aumento de peso.
- Cefaleias matinais.
- Alteração de humor.
- Astenia.
- Alterações digestivas.
- A chegada da menstruação faz desaparecer os sintomas.
DISMENORREIAS
Etiologia:
- Desequilíbrio entre as secreções de estrógenos e progesterona.
- Lesões uterinas.
- Espasmos uterinos com desequilíbrio do parassimpático pélvico. Causas infecciosas.
- Causas psicogênicas.
- Fixações tóraco-lombares.
- Lesões cranianas.
- Disfunções intestinais.
Semiologia:
- Dor do baixo ventre.
- Menstruações irregulares tanto em frequência como em quantidade.
- Cefaleias.
- Lombalgias.
- Dores de seios e baixo ventre.
- Náuseas.
- constipação/diarreia.

SÍNDROME MENOPÁUSICA
Mecanismo:
- Diminuição de sensibilidade nas gônadas, estímulos que provocam uma diminuição do número de
ovulações em uma primeira fase e depois um desaparecimento dos folículos que passam ao corpo
amarelo, os ovários involuem. A hipófise anterior reage subindo a secreção de FSH que é
responsável das alterações que apresenta o paciente.

Semiologia:
- Detenção da menstruação.
Sistema Nervoso Neurovegetativo
ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

56
- Ondas de calor vasomotor.
- Agulhadas.
- Vertigens.
- Aumento de peso.
- Osteoporose.
- Modificação dos caracteres sexuais secundários.
- Modificação de humor.

O tratamento médico na fase pré-menopausa, são dados estrógenos para deter a secreção de FSH.

DORES REFERIDAS
- Migranhas occipitais ou frontais.
- Hiperestesias dos seios.
- Tensão inguinal em forma de slip.
- Dores do ventre.
- Lombo sacralgia que irradiam para as nádegas e parte posterior das coxas.
- Dor na face interna dos joelhos.

DISFUNÇÕES VERTEBRAIS
- T8 - T9 ovários.
- T9 - L1 útero.
- L5 e sacro.

ZONA NEUROMUSCULAR
- Dor em banda: cintura baixa, parte alta pelve.

TÉCNICAS RECOMENDADAS
- Técnicas cranianas.
- Equilíbrio funcional do períneo.
- Liberação lombar e pelve.
- Liberação de intestinos.
- Técnicas intra-vaginais para útero e ovários.

LIVRO DE REFERÊNCIA:
- Ricard F. Tratado de osteopatía craneal. Articulación temporomandibular. Análisis y tratamiento ortodóntico.
Ed: Médica Panamericana. 2005.
- Snell RS. Neuroanatomía clínica. Ed: Lippincott W&W. 2014 (7ªed.).

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

57
TRATAMENTO NEUROVEGETATIVO
PRINCÍPIOS DE TRATAMENTO
O objetivo do tratamento é:
✓ Inibir ou estimular os sistemas ortossimpáticos ou parassimpáticos um em relação ao outro
por meio do mecanismo do sistema crâniosacral e do sistema ganglionar.
✓ Regular as influências inter-hemisféricas para estabelecer uma boa harmonização das
influências externas.
✓ Reequilibrar o eixo hipotálamo-hipofisário, o eixo principal do funcionamento
neurovegetativo.
✓ Suprimir as restrições fasciais que geram lesões estruturais e extases circulatórios que são a
causa da anoxia e anabolismo dos tecidos orgânicos.
✓ Tratar em nível local da metâmera e os órgãos em disfunções.
✓ O tratamento com um objetivo estrutural será feito tanto no nível vertebral para distúrbios
funcionais como no nível periférico.

TRATAMENTO COM OBJETIVOS NEUROVEGETATIVOS

I – EM NÍVEL CRÂNIO SACRO:


A - CORRECÇÃO DO BLOQUE INTER HEMISFÉRICO:
A manipulação de C0-C1 ou C1-C2 liberta imediatamente a passagem de influências inter-
hemisféricas.
A faixa do cérebro e a sutura sagital têm uma ação imediata sobre as influências do corpo
caloso.
B - LIBERAÇÃO DA SEB:
A compressão do SEB implica uma parassimpaticonia geral pela inibição da ortossimpático.
C - LIBERTAÇÃO DO SACRO:
O bloqueio do sacroimplica em uma ortossimpaticotonia por inibição parassimpática.
As percussões diretas do sacro provocam uma estimulação parassimpática.
D - BALANÇO DO SEB:
As lesões fisiológicas em flexão provocam parassimpaticonia geral.
As lesões fisiológicasem extensão produzem ortossimpaticotonia.
E - HAMONIZAÇÃO DO EIXO HIPOTÁLAMO-HIPOFISÁRIO:
A libertação dA SEB, o equilíbrio do cerebelo e especialmente a faixa do cérebro, o trabalho entre as
esferas anterior e posterior permitem uma boa harmonização do eixo hipofisário-hipotálamo.
F – LIBERAÇÃO DO FORAME MAGNUM E HOLE POSTERIOR RIGGED:
Os nervos parasimpáticos IX, X e XI regulam toda a atividade da tonicidade parasimpática das vísceras
toraco-abdominais.

II - A NIVEL GANGLIONAR:
As técnicas neurovegetativas são técnicas de estimulação ou inibição dos gânglios.
A - BALANÇO DO GANGLIO DE RIBES:
Em caso de parasympathotonia geral, a estimulação por percussão entre sutura coronal e vértice
(parece ter uma ação inibitória e de equilíbrio).
B - ESFENOPALATINO GANGLIO:
Inibição ou estimulação de acordo com a origem orto-orcoticotônica ou parassimpática dos distúrbios
a serem tratados.
C - GANGLIO CERVICAL SUPERIOR:

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

58
Estimulação por retrocesso de alternância nas desordens parasimpáticas funcionais das vísceras
cranianas ou nos parasympathothogens.
D - GANGLIO ESTELAR:
Estimulação nas parasympathicotomies das vísceras mediastinais e abdominais, gerais ou localizadas.
Inibição de distúrbios funcionais simpaticotônicos mediastinais e superiores, bem como de dor de
cabeça circulatória posterior.
E - TORACO-LUMBAR GANGLIOS:
Estimulação simétrica manual por percussão dos espinhosos nas inibições ortointomáticas locais ou
regionais.
Inibição simétrica por técnica de articulação em orto-histoticotonias gerais ou regionais.
Inibição dos gânglios linfáticos de L2 para problemas circulatórios do membro inferior da origem
simpaticicotônica.
F - GANGLIO IMPAR O COCCÍGEO:
Inibição por exame retal, aproveitando a correção do cóccix, em distúrbios funcionais funcionais,
pélvicos e genitais simpáticos.
Estimulação por percussão em distúrbios de origem parassimpática.

III - O NÍVEL VERTEBRAL:


Percussões na inibição ortomotriz metamerica local ou regional.
Avarias específicas para os possíveis níveis vertebrais facilitadas:
✓ C0-C1-C2 sistema vascular intracraniano.
✓ C4-C5 nervo frênico (diafragma).
✓ C5-C6 sistema vascular do membro superior, sistema cardíaco.
✓ Banglio estreito C7-D1 e 1ª costela, sistema vascular do membro superior, sistema cardíaco.
✓ D1 a D4 para o sistema cardiorrespiratório.
✓ D4 para a vasomotricidade geral do corpo.
✓ D5 a D10 para o sistema gastrointestinal
✓ D7-D8-D9 para fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas.
✓ D12 para supra-renais, rins e diafragma: centro vasomotor pélvico.
✓ L3: centro do viscero-motor pélvico.

IV - NAS PLEXES NEUROVEGETATIVAS:


Fascial balanceamento e técnicas de Sutherland no plexo nervoso em questão:
✓ Plexo cerv cervico-cefálico
✓ Plexo da tireóide.
✓ Plexo mediastinal.
✓ Plexo solar.
✓ Plexo mesentérico.
✓ Plexo hipogástrico.

TÉCNICAS PARA EFEITOS NEUROVEGETATIVOS


I - AS TÉCNICAS GERAIS:
De acordo com a polaridade neurovegetativa:
✓ CV4: parasympathotonic.
✓ Resolução alternativa do temporal: ortosimpaticotónico.
✓ Toggle-recoil C1: orthosympathotonic.

II - TÉCNICAS LOCAIS:

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

59
A - CRANIAIS:
✓ As técnicas funcionais têm uma ação de equilíbrio.
✓ As técnicas com impulso uma ação estimulante.

B - VERTEBRAIS:
✓ Trusts: ação normalizadora ortosimpática (supressão da facilitação medular).
✓ Toggle-recoïl: ação simpática.
✓ Percussões dos processos espinhosos: ação simpaticotônica.
✓ Técnicas de Artic Articulação: ação inibitória dos gânglios ortoestáticos.

TÉCNICAS:
1. Compressão do 4º ventrículo.
2. Roteamento temporário de trovoadas.
3. Toggle-recoil C1.

1. TÉCNICA DE COMPRESSÃO DO 4º VENTRICULAR


1) OBJECTIVOS E INDICAÇÕES:
✓ Hipertensão (A técnica CV4 produz uma flexão do occipital, induzindo uma diminuição da
barraca do cerebelo comprimindo as estruturas subjacentes ao quarto ventrículo e é
precisamente no chão do cerebelo com a localização do núcleo motor do X - centro nervoso
vago e inibidor de cardio).
✓ Hiperexcitabilidade.
✓ Comportamento da criança.
✓ Erro uterino ou insuficiência qualitativa e quantitativa das contrações da mulher.
✓ Enxaqueca congestiva (a técnica aumenta a vascularização geral da esfera posterior do crânio
devido à abertura do orifício posterior rasgado, drenando os seios venosos através da veia
jugular).

2) CONTRA-INDICAÇÕES:
✓ Fracturas recentes da base do crânio.
✓ Osteítis.
✓ Tumes.
✓ Epiléptica.
✓ Encefalopatia sepsis.
✓ Acidentes vasculares recentes.
✓ Hipotensão.
✓ Bradicardia.
✓ Trauma do crânio cervical e chicote recente.
✓ Parasimpaticotônica e vagotonias.
✓ Estados depressivos e depressões nervosas.
✓ Asma em crise.

3) OBJETIVOS:
✓ Aumentar a produção de endorfinas (ação analgésica geral) e aumentar a drenagem da esfera
posterior do crânio para combater o congestionamento.
✓ Estimular os centros parasimpáticos intracranianos.

4) PRINCÍPIOS:

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

60
✓ A técnica provoca um efeito reflexogênico da estimulação dos centros cranianos
parassimpáticos.
✓ Não coloque os contatos na sutura occipitomastóide.

5) TÉCNICO:
✓ Esta posição é mantida por cerca de 15 minutos, até você notar que a taxa respiratória do
paciente diminui.

2. ROTAÇÕES ALTERNATIVAS TEMPORÁRIAS


1) OBJETIVOS:
✓ Combater a parasimpatia.

2) INDICAÇÕES:
✓ Parasimpaticotonía.
✓ Fatidade.
✓ Estados agressivos.

3) CONTRA-INDICAÇÕES:
✓ Ortosimpaticotonia.
✓ Fracturas, tumores, hemorragias.

4) PRINCÍPIOS:
Execute uma flexão alternativa dos templos inclinando a barraca do cerebelo e estimulando os centros
ORTHOSIMPATHIC.

3. ATLAS TOGGLE-RECOÏL
As técnicas de Toggle-Recoïl são mais comumente usadas por quiropráticos que trabalham apenas no
eixo occipital-atlas. São técnicas utilizadas em pacientes idosos, ou quando a rotação é contra-indicada
em uma coluna cervical frágil.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

61
Esta técnica precisa de um treinamento excelente porque é necessário possuir alta velocidade para
realizá-lo.
A velocidade de execução deve ser máxima: quanto mais rápido o impulso, mais efetivo é. É necessário
o uso de uma gota cervical +++.
O objetivo da coleção é introduzir uma onda de choque no eixo do atlas, que se propaga ao longo do
rachis para o cóccix: é um excelente método para mobilizar o mecanismo do crânio sagrado.
1) OBJETIVOS DA TÉCNICA:
✓ Normalizar a disfunção somática do atlas, ou eixo.
✓ Utilize uma onda de choque que se espalha ao longo da medula espinhal para obter
seus efeitos reflexogênicos neurovegetativos ++.
✓ Normalizar a durabilidade nas inserções craniano-cervical (categoria I de Dejarnette).

2) INDICAÇÕES DE RECUPERAÇÃO:
✓ Atlas na lateralidade (processo odontoide deslocado no raio-x feito com a boca aberta, frente).
Fecundidade óssea (osteoporose).
✓ Imunidade para colocar a rotação do tecido (artéria vertebral calcificada, dor).
✓ Paciente ansiosa, com medo de manipulações, ou quem não pode relaxar, ou quem não tem
permissão para manipular.
3) CONTRA-INDICAÇÕES:
✓ São as contra-indicações absolutas das manipulações (câncer, fratura, entorse ...).
✓ Terapeuta que não sabe como fazer a técnica +++.
4) PRINCÍPIOS:
✓ Contacte-se diretamente, sem tensão prévia: o recuo de impulso é realizado não por
um movimento, mas por uma onda de choque, um rebote ++, um "colocar e pegar":
um máximo relaxamento do corpo deve ser obtido para aplicar uma máximo de
energia na execução da coleção.

5) TÉCNICO:
- 1º TIME:
Concentração e relaxamento do operador, pré-condições para o impulso recoïl.
- 2º TEMPO: CONFIGURAÇÃO E REMOÇÃO.
Composto por duas fases
✓ Revisão de impulso composta de duas fases:
✓ Fase de "colocação" por uma contração sinérgica dos pecs, dorsal e tríceps do operador
associado a um torque.
✓ Fase de "recessão" do recuo na flexão dos membros superiores por uma contração sinérgica
do bíceps superior e do trapézio: isso causa o rebote ++.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

62
Fase de energização Fase de retirada
Também podemos realizar uma técnica de remoção de togglr no nível vertebral T12-L1 para causar um
efeito no nível das glândulas supra-renais.

LIVRO DE REFERÊNCIA:
Ricard F. Tratado de osteopatía craneal. Articulación temporomandibular. Análisis y tratamiento ortodóntico. Ed:
Médica Panamericana. 2005.

Sistema Nervoso Neurovegetativo


ESCOLA DE OSTEOPATIA DE MADRID - BRASIL

63