Você está na página 1de 77

CENTRO PAULA SOUZA

FATEC OURINHOS
CURSO DE ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS

Lucas Teodoro dos Santos

PROPOSTA DE SISTEMA PARA O MONITORAMENTO DE


AMBIENTE DO DATA CENTER DA FATEC OURINHOS

OURINHOS (SP)
2016
LUCAS TEODORO DOS SANTOS

PROPOSTA DE SISTEMA PARA O MONITORAMENTO DE


AMBIENTE DO DATA CENTER DA FATEC OURINHOS

Trabalho de Graduação apresentado a


Faculdade de Tecnologia de Ourinhos
para conclusão do Curso de Análise e
Desenvolvimento de Sistemas.

Orientador: Robson Carlos Soares


Leite

OURINHOS (SP)
2016
AGRADECIMENTOS

Gostaria de agradecer primeiramente a Deus por tudo e principalmente por


colocar as pessoas certas no meu caminho. Sendo uma delas o Professor
Robson Leite, que abraçou minha ideia e me ajudou, se dedicou e deu muita
atenção na realização deste trabalho.
Agradeço muito aos meus pais que me ensinaram e mostraram o caminho dos
estudos. Estendo o agradecimento a todos os familiares que são muito
importantes em minha vida. Deixo também um agradecimento especial à
Lorrayne Nascimento.
Por fim, mas não menos importante, agradeço a todos amigos de trabalho que
me ajudaram muito nessa jornada, desde de incentivos até a compreensão em
momentos que precisei me ausentar por conta desta formação.
Resumo

Data Center são locais de grande importância para as organizações, pois ali
estão depositadas suas informações, que auxiliam na administração, e guiam
novos negócios. Por tal criticidade tais locais devem ser seguros, pois
qualquer dano, tanto físico como lógico nos centros significa grandes prejuízos.
O presente trabalho desenvolveu um sistema web de monitoramento para
oferecer certo nível de segurança física para o Data Center da Faculdade de
tecnologia de Ourinhos. O referido sistema possibilita a consulta de valores de
temperatura, umidade, emite alerta aos usuários e possibilita uma atuação de
correção, em situações críticas, como, aumento de temperatura e umidade,
queda de energia, detecção de fumaça e detecção de presença em horários
indevidos. Para tanto, é usada a plataforma Arduino, uma plataforma, que
possibilita o desenvolvimento de sistemas interativos por intermédio de um
microcontrolador. Em conjunto com Arduino são usados sensores e Shields.

Palavras-chave: Data Center, Monitoramento, Arduino, Sensores, Shields


Abstract

Data Center are places of great importance for the organizations, because they
are deposited their information, that aid in the administration, and guide new
businesses. By such criticality such places must be safe, because any damage,
both physical and logical in the centers means great damage. The present work
developed a web monitoring system to offer a certain level of physical security
for the Data Center of Ourinhos Technology Faculty. This system allows the
consultation of temperature values, humidity, alerts users and enables
corrective action in critical situations, such as temperature and humidity
increase, power outage, smoke detection and presence detection at
inappropriate times. For that, the Arduino platform is used, a platform that
allows the development of interactive systems through a microcontroller. In
conjunction with Arduino sensors and shields are used.

Keywords: Data Center, Monitoring, Arduino, Sensors, Shields


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Arduino UNO .............................................................................................. 16


Figura 2 – Análise do Arduino por blocos. ................................................................ 17
Figura 3 – Fonte alimentação. .................................................................................... 18
Figura 4 – Pinos de alimentação. ...............................................................................19
Figura 5 – CPU..............................................................................................................19
Figura 6 – Atemega 328 .............................................................................................. 20
Figura 7 – Formato sinal digital ..................................................................................21
Figura 8 – Entrada e saídas digitais ..........................................................................21
Figura 9 – Teste entrada e saída digital....................................................................22
Figura 10 – Formato sinal analógico .........................................................................22
Figura 11 – Entradas Analógicas ...............................................................................23
Figura 12 – Conversor Serial-USB ............................................................................24
Figura 13 – IDE Arduino .............................................................................................. 25
Figura 14 – Arduino modelo Mega com Ethernet Shield........................................31
Figura 15 – Shield RTC ............................................................................................... 32
Figura 16 – Shield Rele ............................................................................................... 32
Figura 17 – Central do sistema de monitoramento .................................................33
Figura 18 – Display LCD.............................................................................................. 33
Figura 19 – DTH11 .......................................................................................................34
Figura 20 – Sensor de gás MQ-2 inflamável e fumaça .........................................34
Figura 21 – Sensor de tensão AC 127/220V............................................................ 35
Figura 22 – Sensor de preseça ..................................................................................36
Figura 23 – Sistema implantado de forma provisória no Data Center .................37
Figura 24 – Gráfico temperatura e umidade ............................................................ 39
Figura 25 – Gráfico temperatura do dia 18/10/16.................................................... 40
Figura 26 – E-mail de alerta ........................................................................................ 40
Figura 27 – Diagrama de Caso de Uso .....................................................................48
Figura 28 – Diagrama de Atividade acesso ao sistema .........................................53
Figura 29 – Diagrama de Atividade inserir usuário. ................................................54
Figura 30 – Diagrama de Atividade consultar usuário............................................55
Figura 31 – Diagrama de Atividade editar usuário ..................................................56
Figura 32 – Diagrama de Atividade excluir usuário ................................................57
Figura 33 – Diagrama de Atividade configuarar, temperatura, umidade
máxima ........................................................................................................................... 58
Figura 34 – Diagrama de Atividade configuarar alarme de presença ..................58
Figura 35 – Diagrama de Atividade leitura de sensores ........................................59
Figura 36 – Diagrama de Atividade e-mail de situação normalizada ...................60
Figura 37 – Diagrama de Atividade detectar presença ..........................................61
Figura 38 – Diagrama de Atividade e-mail diário de temperatura ........................ 62
Figura 39 – Diagrama de Atividade e-mail diário de umidade .............................. 62
Figura 40 – Diagrama de Atividade gerar relatório de temperatura ..................... 63
Figura 41 – Diagrama de Atividade gerar relatório de umidade ........................... 64
Figura 42 – Diagrama de Atividade gerar relatório envio de alertas .................... 65
Figura 43 – Diagrama de Entidade e Relacionamento ...........................................66
Figura 44 – Diagrama de Classes..............................................................................67
Figura 45 – Diagrama elétrico da central ..................................................................68
Figura 46 – Tela de login ............................................................................................ 69
Figura 47 – Tela inicial .................................................................................................70
Figura 48 – Tela inserir usuários ................................................................................71
Figura 49 – Tela consultar usuários ..........................................................................72
Figura 50 – Tela configurações ..................................................................................73
Quadro 1 – Fluxo básico e alternativo do Caso de Uso ........................................49
LISTA DE SIGLAS

ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas


AC: Corrente Alternada

A/D: Analógico - Digital

ANSI: American National Standards Institute

BICSI: Building Industry Consulting Service Internationa

CPD: Centro de Processamentos de Dados

CPF: Cadastro de Pessoa Física


CPU: Central Processing Unit
CSS: Cascading Style Sheets
DHT11: Digital Humidity and Temperature
FATEC: Faculdade de Tecnologia
FTDI: Future Technology Devices International,

HTML: HyperText Markup Language

IAP: Interruptor Automático de Presença

IDE: Ambiente de Desenvolvimento Integrado

IP: Internet Protocol

ISO: Organização Internacional de Normalização

LCD: Liquid Crystal Display

LDR: Light Dependent Resistor

LED: Light Emitting Diode

MTBF: Mean Time Between Failures

MTTR: Mean Time To Repair

RAM: Random Access Memory

RG: Registro Geral

RTC: Real Time Clock

SGSI: Sistema de Gestão da Segurança da Informação


SMT: Surface Mount Tecnhology

TCP: Transmission Control Protocol

TI: Tecnologia da Informação

UML: Unfied Modeling Luanguage

USB: Universal Serial Bus

XML: eXtensible Markup Language


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................... 9

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................ 12

2.1 Data Center ...................................................................................... 12

2.2 Segurança Física Data Center .......................................................... 13

2.3 Automação ........................................................................................ 15

2.4 Arduino .............................................................................................. 16

2.4.1 Hardware ........................................................................................... 17

2.4.1.1 Fontes de Alimentação ...................................................................... 18

2.4.1.2 CPU ................................................................................................... 19

2.4.1.3 Entradas e Saídas digitais ................................................................. 20

2.4.1.4 Entradas Analógicas.......................................................................... 22

2.4.1.5 Conversor Serial - USB ..................................................................... 23

2.4.2 Software ............................................................................................ 24

2.5 Sensores e Atuadores ....................................................................... 25

2.6 Trabalhos Correlatos ......................................................................... 26

2.4 Monitoramento de temperatura em sala SMT utilizando Arduino ..... 26

2.5 Sistema web para monitoramento de sensores de temperatura e


umidade ........................................................................................................... 27

3 MATERIAIS E PROCEDIMENTOS .................................................. 28

3.1 Modelo Prototipagem........................................................................ 28

3.2 Levantamento de Requisitos ............................................................ 28

3.3 Escolha das variáveis para monitoramento ...................................... 28

3.4 Desenvolvimento do Projeto ............................................................. 29

3.5 Montagem do Protótipo com Arduino ............................................... 30

3.5.1 Central .............................................................................................. 30

3.5.2 Sensores do Protótipo ...................................................................... 33


3.5.2.1 Sensor de Umidade e Temperatura DHT11 ..................................... 34

3.5.2.2 Sensor de Gás MQ-2 Inflamável e Fumaça .................................... 34

3.5.2.3 Sensor de Tensão AC 127/220V ...................................................... 35

3.5.2.4 Sensor de Presença ......................................................................... 36

3.6 Implantação do SIstema ................................................................... 36

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ....................................................... 39

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................. 42

6 REFERÊNCIAS ................................................................................ 43

APÊNDICES A – Requistos do Sistema ....................................................... 45

APÊNDICES B – Diagrama de Caso de Uso ................................................. 48

APÊNDICES C – Discrição dos Casos de Uso ............................................. 49

APÊNDICES D – Diagrama de Atividades .................................................... 53

APÊNDICES E – Modelo Relacional.............................................................. 66

APÊNDICES F – Discrição de Classes ......................................................... 67

APÊNDICES G – Diagrama Elétrico da Central ............................................ 68

APÊNDICES H – Telas do Sistema ................................................................ 69

ANEXO A – Autorização FATEC Ourinhos ................................................... 74


9

1 INTRODUÇÃO

A informação tem sido muito importante para as organizações, visto


que se trata de algo fundamental para a descoberta e introdução de novas
tecnologias, exploração das oportunidades de investimento, para que a
organização tenha sucesso. Essas informações nas empresas estão
centralizadas nos Data Center, que fazem com que sejam considerados uma
área bastante sensível.
Na FATEC de Ourinhos não é diferente. Muitas informações da
universidade ali então depositadas para o uso dos alunos e profissionais. Já
que esses lugares possuem toda a informação, é necessário que exista uma
segurança tanto física como lógica.
Este trabalho propõe uma solução para um dos aspectos da Segurança
da Informação no que tange à segurança física do Data Center da FATEC
Ourinhos, conforme orienta o Objetivo de Controle A.9. – Segurança física e do
ambiente, de acordo com a ISO 27002. Mais especificamente, propõe uma
solução que permita que os usuários do sistema possam acompanhar as
mediadas de temperatura, umidade, e receber alertas de risco se a
temperatura ou umidade estiver alta, se for detectado fumaça, queda de
energia ou presença em horários indevidos e também proporcionar uma
possibilidade de atuação para correção desses casos de criticidade, como
exposto no item Objetivo desse material.
Na Revisão Bibliográfica expõem-se os estudos feitos a respeito da
automação de ambientes e do dispositivo Arduino que se usou para
viabilização do estudo. Segue-se com a exposição das ferramentas e
procedimentos para o desenvolvimento, tais como a escolha de sensores,
integração de módulos, instalação e testes. Tais testes forneceram dados que
foram demonstrados e discutidos no capítulo seguinte do trabalho, mostrando o
comportamento específico do ambiente do Data Center da Fatec Ourinhos.
Tais considerações permitiram concluir com entendimento de que o
monitoramento do ambiente foi alcançado.
O estudo foi concebido de forma que outros trabalhos possam evoluir a
partir deste, permitindo a atuação remota no controle do ambiente.
10

Problema

A Faculdade de Tecnologia de Ourinhos possui várias redes


convergindo em seu Data Center. Seus equipamentos fornecem serviços
utilizados por alunos, professores e funcionários.
Não há um sistema de monitoramento de infraestrutura desse centro.
Isso evidencia um ponto de vulnerabilidade.

Hipótese

É possível usar um sistema web que mostre as informações


necessárias e envia os alertas via e-mail em situações de risco e que acione
chaves eletrônicas (reles) para uma possível atuação de correção. Para coletar
essas informações, pode-se usar um módulo que se comunica com o sistema.
Esse módulo é composto por sensores que fazem a leituras das seguintes
grandezas descritas no problema.

Objetivo Geral

Desenvolver um protótipo de sistema web que daqui para a frente será


chamado simplesmente por sistema, que possibilite ao usuário visualizar as
informações sobre os valores de temperatura e umidade, energia elétrica e
fumaça com alertas aos usuários sobre temperatura alta, umidade alta, falta de
energia, existência de fumaça e presença no Data Center em horários
indevidos oferecendo a possibilidade de atuação de correção através de
chaves eletrônicas (reles).

Objetivos Específicos

 Tratamento de uma vulnerabilidade quanto à segurança da informação


no aspecto físico do Data Center Fatec Ourinhos
 Possibilitar o registro de temperatura e umidade.
 Possibilitar a atuação de correção ou alarme em caso de criticidade do
ambiente.
11

 Fornecer informação dos valores de pico e média de temperatura e


umidade para os profissionais do Data Center.

Justificativa

Constatado a vulnerabilidade do Data Center da Faculdade de


Tecnologia de Ourinhos, com este estudo a faculdade poderá ter seu ambiente
monitorado com seus profissionais tendo informações disponíveis
remotamente.
Com este material ainda, os profissionais que ali atuam deixarão de ter
a responsabilidade de detectar quando o ambiente apresenta uma situação
crítica, repassando toda a responsabilidade para o sistema, que alerta os
usuários e proporciona a possibilidade de atuar para solucionar o problema.
12

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Este capítulo apresenta os principais embasamentos teóricos para o


entendimento e desenvolvimento do projeto.

2.1 Data Center

Segundo Zucchi & Amâncio (2013) Data Center é o sucessor dos


centros de processamento de dados dos anos 70 e 80. O Centro de
Processamentos de Dados – CPD, diz respeito a um ambiente planejado para
alocar máquinas com grande poder de processamento, armazena todas as
informações da organização e também todos os componentes de rede, como
swtich, roteadores e outros. Tais ambientes são muitos organizados, protegidos
e controlados, visto que a informação é o bem mais precioso de qualquer
organização.
Utilizado muitas vezes somente para se referir ao espaço onde se
encontram instalados os equipamentos de TI (Tecnologia da Informação), este
local engloba a infraestrutura como um todo, deste modo, um Data Center
possui basicamente os seguintes sistemas: sala de computadores; distribuição
elétrica e nobreak; segurança e controle; detecção de supressão de incêndio e
automação do edifício (FRIGO, 2015).
O emprego destes locais tem como principal objetivo garantir a alta
taxa de disponibilidade de sistemas cruciais para a organização. Desta forma, o
seu projeto de construção deve ser exaustivamente pensado e planeado,
devido ao seu alto grau de complexidade, e a execução recomenda-se que
seja rigidamente controlada, fazendo assim com os índices de insucesso sejam
mínimos (MARQUES, 2013).
Existem algumas normas para a infraestrutura de um Data Center,
como a ANSI/BICSI-002; a TUV Rheinland e CANSI/TIA 942
(Telecommunications Infraestructure Standard for Data Center – Infraestrutura
de Telecomunicações para Data Center). Deste modo, dada sua natureza
crítica de operação, esse ambiente possui suas principais características,
13

sendo estas a confiabilidade, a disponibilidade e a redundância, sendo estes os


principais índices para classificá-lo.
A confiabilidade diz respeito à capacidade de um item de desempenhar
uma função requerida sob condições especificadas, durante um dado período
de tempo, ou seja, pode ser compreendida como a probabilidade de um
sistema não apresentar falhas durante o tempo de duração específico. Tal
característica depende da métrica MTBF (Mean Time Between Failures –
Tempo médio entre falhas), a qual representa a média de tempo decorrido
entre uma falha e sua próxima; valendo ressaltar que tal índice não é uma
previsão de quando o dispositivo irá apresentar falhas ou de sua vida
operacional.
Já a disponibilidade trata do percentual de horas que o
sistema/dispositivo está em operação em relação ao tempo em que ele deve
estar operando, ou seja, é a probabilidade do sistema estar operando
adequadamente quando solicitado. A disponibilidade é calculada a partir do
MTTR (Mean Time To Repair – Tempo Médio de Reparo), que se refere ao
tempo previsto para recuperação do sistema após o acontecimento de uma
falha, podendo ser inclusos ainda o tempo para diagnóstico do problema em
questão, a chegada de um assistente técnico para executar tal reparo, a
solicitação e recebimento de peças para substituição quando necessária e o
próprio reparo em si.
Sendo ainda uma característica destes locais, a redundância pode ser
compreendida como a duplicidade de partes, módulos, componentes ou
sistemas, que tem como finalidade evitar o tempo de parada de um site devido
a falhas técnicas, falhas humanas e manutenções preventivas ou corretivas.

2.2 Segurança Física Data Center

A preocupação com a segurança física teve início dos anos 70, devido
a um ato de vandalismo por parte dos estudantes da Alemanha que culpavam
o processo de informatização como principal motivo do desemprego. No Brasil
esse conceito se consolidou a partir dos anos 90, pela Associação Brasileira de
Normas Técnicas - ABNT.
14

Como a segurança física destes ambientes recaem sobre a segurança


da informação, deve-se seguir o modelo proposto pela ISO 27001, que visa
manter e melhorar o Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI).
A segurança física pode ser dividida em três aspectos, Localização,
Infraestrutura e Acesso Físico. A localização deve ser feita em área livre de
fatores de risco. Sendo adequado que esta esteja longe de depósitos de
materiais combustíveis, locais sujeitos a manifestações populares, atentados e
greves, em terrenos abaixo do nível de rios, lagos, represo, entre outros
(CÔRREA, 2014).
Outro aspecto é o que diz respeito à infraestrutura, ou seja, o local
onde o Data Center deve ser instalado, visto que são necessárias algumas
infraestruturas básicas como: fornecimento de energia, serviços de
comunicação, infraestrutura viária e outros serviços de apoio. Deste modo,
deve-se analisar a estrutura física do ambiente, uma vez que se faz necessário
o uso de pisos especiais, paredes e tetos, cabeamento, climatização, sistema
gerador de energia, proteção contra descargas elétricas, proteção contra
fatores ambientais e incêndios e infraestrutura hidráulica (CÔRREA, 2014).
Por fim o Acesso Físico, o qual tem como principal objetivo controlar o
acesso a este ambiente, uma vez que se trata de um ambiente fechado e de
extrema importância às empresas, visto que muitos de seus dados estão
armazenados no local, devendo seu acesso ser limitado e permitido somente a
pessoas autorizadas (CÔRREA, 2014).
Para um bom funcionamento do ambiente é necessário que haja um
bom planejamento para a construção, levando em consideração todas as
particularidades que o sistema deve ter, no entanto, não basta que o
planejamento seja realizado de forma adequada, vale ressaltar a importância
de uma implantação que siga à risca tudo o que foi planejado, e
posteriormente, que haja monitoramento frequente, a fim de que tudo funcione
dentro do esperado.
Devido a sua extrema importância, a disponibilidade do Data Center
deve ser garantida; deste modo, os projetos de tecnologias da informação
costumam incorporar soluções de recuperação de catástrofe, garantindo assim
que os sistemas e as informações permaneçam acessíveis em casos de
15

eventos adversos prejudicarem suas operações. Tais soluções podem amparar


metodologias que partem desde uma simples redundância de sistemas de
climatização e elétrico, até soluções de armazenamento proprietárias que
espelham atualizações de disco em subsistemas de arquivos remotos em um
ou mais Data Centers espalhados, o que chamamos de espelhamento.
Além de garantir a disponibilidade, esses locais devem ser áreas de
segurança restrita, contendo cofres com proteção eletromagnética, física e
contrafogo. A fim de que o ambiente esteja protegido contra incêndios, os
requisitos de proteção contra este devem seguir, inicialmente, a legislação
local, sendo capaz de detectar o incidente, contendo sensores de fumaça, calor
e fogo; além disso, deve ter a capacidade de suprimir o fogo, utilizando
sprinklers, os quais são sistemas com água ou gases inertes não inflamáveis,
que são liberados assim que se percebem sinais de incêndio.

2.3 Automação

Segundo Aguirre et al (2007), automação é considerada qualquer


sistema apoiado em computadores com objetivo de substituir tarefas de
trabalho humano e/ou que visem rápidas e econômicas soluções para as
indústrias e serviços modernos.
A automação é um conjunto de serviços proporcionados por sistemas
tecnológicos integrados para satisfazer necessidades básicas de segurança,
comunicação, gestão de energia entre outros. A automatização da segurança
permite que rotinas de seguranças sejam executadas automaticamente, sem a
necessidade de interferência humana. Com isso, os profissionais da área
podem dedicar-se mais aos seus projetos.
Sistemas de segurança automatizados são compostos por câmeras,
sensores, atuadores, com uma gama de componentes voltados a oferecer a
devida segurança aos usuários. Um dos viabilizadores para a automação é o
uso de microcontroladores, que são usados como o componente de tomada de
decisão desses sistemas. Uma plataforma microcontrolada, muito usada para
automação é o Arduino, que será descrita nos próximos subcapítulos.
16

2.4 Arduino

Um dos problemas quando se desejam fazer projetos com


microcontroladores é a dificuldade em realizar prototipações. Para tais
trabalhos, se exige um alto nível de conhecimento e habilidade no assunto.
Conforme Alves & Goulart (2014), em 2005 na Itália surgiu o conceito Arduino,
com o objetivo de criar um dispositivo que fosse utilizado em projetos/
protótipos de uma forma mais fácil do que outros sistemas disponíveis no
mercado.
Arduino é uma plataforma de desenvolvimento criada com o objetivo de
ser usada para desenvolver sistemas interativos, sendo sua plataforma open-
source, ou seja, pode ser usado por todos sem a necessidade de pagamentos
de direitos autorais. O Arduino tem vários modelos, como Arduino UNO,
Arduino Mega, Arduino Leonardo, entre outras. Por ser uma plataforma de
desenvolvimento, o Arduino diminui a complexidade na montagem do
experimento. A figura 1 ilustra um modelo da plataforma de desenvolvimento
do Arduino, em específico, o Arduino UNO.

Figura 1. Arduino UNO.

Fonte: Acervo ROBOTECH SHOP (2016).

McRoberts (2011), autor de “Arduino Básico”, define o Arduino com as


seguintes palavras:

Em termos práticos, um Arduino é um pequeno computador


que você pode programar para processar entradas e saídas
17

entre o dispositivo e os componentes externos conectados a


ele. O Arduino é o que chamamos de plataforma de
computação física ou embarcada, ou seja, um sistema que
pode interagir com o seu ambiente por meio de hardware e
software. ” (MCROBERTS, 2011, p. 22).

Desta forma, o Arduino tem a intenção de facilitar o uso para aqueles


que não têm o domínio da eletrônica e que com pouco tempo de estudo
possam ser capazes de realizar projetos interessantes, podendo ao fim destes
compartilhá-los. O Arduino tem duas divisões básicas, sendo está o Hardware
e Software, as quais serão descritas nos subtítulos a seguir.

2.4.1 Hardware

O Hardware do Arduino é simples, composto de componentes básicos


de eletrônica. O esquema de montagem da placa é disponibilizado pelo
fabricante, sendo possível então a confecção da placa. Para a análise do
Hardware do Arduino, ele será divido por blocos como e apresentado na figura
2.

Figura 2. Análise do Arduino por blocos.

Fonte: Adaptado de ROBOTECH SHOP (2016).

Nos próximos subcapítulos, cada bloco apontado na figura 9 serão


apresentados.
18

2.4.1.1 Fontes de Alimentação

A fonte de Alimentação fornece toda a energia necessária para o


funcionamento do Arduino. A entrada de energia pode ser feita pelo Conector
Jack 4, admitindo uma tensão de entrada de 7V a 12v. Ou a alimentação ainda
poder ser realizada pelo Pino de Alimentação Vin, obedecendo ao mesmo
range de 7V a 12V e por fim pode-se usar também o cabo USB (Universal
Serial Bus) para alimentação. Na figura 3, é apresentado o bloco de
alimentação do Arduino.

Figura 3. Fonte de alimentação.

Fonte: Adaptado de ROBOTECH SHOP (2016).

A função da fonte de alimentação é receber a tensão de entrada, que


varia entre 7V e 12V e regula-la para o valor de 5V e 3.3V, que são as tensões
de trabalho do microcontrolador. A fonte regula as tensões de 5V e 3.3V que
são disponibilizadas nos pinos de alimentação, como é ilustrado na figura 4.
19

Figura 4. Pinos de alimentação.

Fonte: Adaptado de ROBOTECH SHOP (2016).

Esses pinos são fornecidos para facilitar na criação de protótipos,


quando se deseja fazer projetos rápidos e pequenos. Deve-se atentar ao fato
de que esses pinos fornecem uma corrente muito baixa.

2.4.1.2 CPU

Segundo Deintel (2009), a CPU (Central Processing Unit) é o


coordenador do computador; ela é responsável pela supervisão do
funcionamento das outras seções. A CPU de uma plataforma Arduino é um
microcontrolador. Na figura 5 é apresentada a CPU do Arduino.

Figura 5. CPU.

Fonte: Adaptado de ROBOTECH SHOP (2016).


20

A CPU de uma plataforma Arduino é um microcontrolador, sendo este


comparado com um microcomputador, pois internamente possui memória
RAM, memória Flash (onde são armazenados os programas), uma unidade de
processamento aritmética e dispositivos I/O (Entrada e Saída). Tudo isso
acoplado em um só chip.
A plataforma Arduino utiliza microcontroladores ATMega. Geralmente
os mais comuns são ATMega8, ATMega162 e ATMega328, esses modelos
diferem na quantidade de memória de programa (Memória Flash) e na
configuração dos módulos I/Os (Entradas e Saídas) disponíveis. Na figura 6, é
apresentado um ATMega328.

Figura 6. Atemega 328 .

Fonte: FELIPEFLOP (2016).

O microcontrolador ATMega328 possui uma Memória Flash de 32K,


memória RAM de 2K, frequência máxima de operação de 20MHz, 23 pinos de
I/O(das quais 6 podem ser PWM) e 6 entradas analógicas.

2.4.1.3 Entradas e Saídas digitais

Os pinos digitais podem ser programados para servir como entrada ou


saída digital. Essas entradas e saídas trabalham com os sinais digitais da
eletrônica, que de acordo com Bezerra (2008), são sinais que só trabalham
com valores descritos no tempo e na amplitude, ou seja, tal sinal trabalha
21

somente com valores de pulsos inteiros em um determinado intervalo de


tempo. Sinais digitais são especialmente úteis para representar estados de
uma grandeza: existe ou não existe, maior ou menor que, ligada ou desligada.
A figura 7 exemplifica o formato de um sinal digital.

Figura 7. Formato sinal digital.

Fonte: ATHOS ELETRONICS (2016).

Os circuitos com sinais digitais são muitos usados devido à


confiabilidade no sinal, devido a maior imunidade a ruídos elétricos. Desta
maneira, o Arduino lê ou envia um sinal 0 ou 1. A figura 8 indica o local no qual
encontram-se localizados os pinos de entrada e saída digital na plataforma
Arduino.

Figura 8. Entradas e saídas digitais.

Fonte: Adaptado de ROBOTECH SHOP (2016).

Para entender o funcionamento das entradas e saídas digitais, deve-


se analisar analise a figura 9. Nesta é apresentado um Arduino que foi
programado, para quando o botão (um botão liga/desliga) for pressionado, ele
22

fará uma leitura da sua entrada digital e vai verificar que existe um sinal de 5V
ou seja, um sinal 1. O Arduino então enviará um sinal 1(5V) para a saída
digital, assim acendendo um LED que é um componente que emite luz.

Figura 9. Teste entrada e saída digital.

Fonte: Autor.

Com esse circuito apresentado na figura 9 é possível entender o


funcionamento das entradas e saídas digitais do Arduino.

2.4.1.4 Entradas Analógicas

No Arduino existem entradas analógicas, que trabalham com os sinais


analógicos da eletrônica que, conforme Bezerra (2008), são sinais contínuos e
variam em função do tempo. Isso quer dizer que em um gráfico de um sinal
analógico, pode-se encontrar qualquer valor em um determinado período de
tempo. Sinais analógicos são usados para representar grandezas reais, que
podem assumir infinitos valores variantes no tempo entre dois limites, como
pressão e temperatura. O sinal analógico é apresentado na figura 10.

Figura 10. Formato sinal analógico.

Fonte: ATHOS ELETRONICS (2016).


23

Os sinais analógicos são muito utilizados em amplificadores de áudio,


saída de sensores, mas, ao contrário do sinal digital, possuí uma imunidade
reduzida contra ruídos elétricos. O sinal analógico pode também ser convertido
em sinal digital através dos conversores A/D (Analógico/Digital). A figura 11
apresenta as entradas analógicas do Arduino.

Figura 11. Entradas analógicas.

Fonte: Adaptado de ROBOTECH SHOP (2016).

Nestas entradas analógicas existe um conversor AD (Analógico/Digital)


de 10 Bits que transforma os valores de tensão compreendido de 0V a 5V em
números inteiro de 0 a 1024.
Com as entradas analógicas é possível utilizar sensores que convertem
alguma grandeza física em um valor de tensão que depois é lido pela entrada
analógica.

2.4.1.5 Conversor Serial – USB

A comunicação do Arduino com o computador é feita através do


conector USB, como e mostrado na figura 12.
24

Figura 12. Entradas analógicas.

Fonte: Adaptado de ROBOTECH SHOP (2016).

O conector USB passa por conversor USB serial, que faz uso do
Circuito integrado FTDI – Future Tecnhnology Device International, o qual se
refere a uma empresa escocesa criadora de dispositivos semicondutores
especializadas em tecnologia USB, para converter do protocolo USB para o
protocolo Serial, que é o padrão dos microcontroladores usados pelo Arduino.
Com a comunicação estabelecida com o computador, é possível fazer a
programação do Arduino.

2.4.2 Software

Os computadores não reconhecem a linguagem natural do ser


humano, então é usada linguagem de programação, que é um conjunto de
regras sintáticas e semânticas usadas para definir um programa de computador
(GOTARDO, 2015).
Para escrever as instruções para Arduino, ou seja, desenvolver o
algoritmo é usado como referência a linguagem de programação C++, que
mantém sua sintaxe clássica.
Os algoritmos do Arduino são desenvolvidos em uma IDE (Ambiente de
Desenvolvimento Integrado) próprias. O IDE do Arduino, apresentado na figura
13, é um software que transforma o algoritmo em linguagem de máquina e
carrega esse código na memória do Arduino.
25

Figura 13. IDE Arduino.

Fonte: Autor.

Os Programas do Arduino são armazenados permanentemente na


memória de programa podendo ser alterado quando necessário. Este software
contém as instruções da tarefa a ser executada, como por exemplo, um
software para piscar um LED, ou um software para medir a temperatura do
ambiente e mostrar em um display.

2.5 Sensores e Atuadores

Segundo Banzi & Shiloh (2015), os sensores e atuadores são


componentes eletrônicos que permitem que um equipamento eletrônico interaja
com mundo. O sensor, quando é inserido em um meio ambiente, transforma
alguma grandeza física deste ambiente como temperatura ou presença de
objetos em sinais elétricos que são interpretados por um microcontrolador.
Fazendo uma analogia, os seres humanos usam o olho para captar luz. Na
eletrônica, usa-se um componente chamado LDR (light-dependent resistor)
26

também conhecido como fotoresistor, ele é capaz de medir a quantidade de luz


e transformar isso em sinais elétricos. Existem vários tipos de sensores, como
por exemplo, de temperatura, humidade, distância, fim de curso entre muitos
outros.
Após os sensores fazerem uma leitura sobre o ambiente externo,
mandam esses sinais para o microcontrolador, que então os interpreta e toma
uma decisão, decide como agir, então realizando uma ação, que é
responsabilidade dos atuadores. Os atuadores são dispositivos destinados a
realizar uma ação; retomando a analogia, os seres humanos têm os braços
como atuadores. Alguns exemplos de atuadores são motores, pistões
pneumáticos, válvulas elétricas, entre outros.
Conclui-se que os sensores fazem leituras enviam para o
microcontrolador, que analisa como agir e comanda o atuador para realizar
uma determinada ação.

2.6 Trabalhos Correlatos

Nesta seção são apresentados os trabalhos que mantém semelhança


com o presente estudo. Esta seção é importante para descobrir até onde os
estudos sobre o assunto avançaram e se já existe uma solução para o
problema proposto.

2.6.1 Monitoramento de temperatura em sala SMT utilizando Arduino.

De acordo com Brito, Junior e Nogueira (2013), este projeto teve como
objetivo monitorar a temperatura de uma sala de SMT (Surface-Mount
Technology), possibilitando assim, informar ao responsável do departamento
em uma respectiva empresa, qual a temperatura ambiente da sala. O projeto
fez o uso de um Arduino e um Ethernet Shild. A proposta do projeto é manter
maior qualidade dos serviços das máquinas na sala SMT, que contém
microcomponente para montagem de pendrives, tablets e celulares.
Este projeto, se comparado com o projeto de monitoramento de Data
Center, tem a mesma preocupação de monitorar uma sala crítica, que requer
27

certo nível de segurança. Tal projeto contempla somente o monitoramento de


temperatura e um alerta sonoro ao usuário em situações de aumento de
temperatura.

2.6.2 Sistema web para monitoramento de sensores de temperatura e


umidade

Segundo Cantú (2013) o sistema web para monitoramento de sensores


de temperatura e umidade foi desenvolvido utilizando o framework Django em
linguagem Python para comunicação com sensores usando a plataforma
Arduino e fornece essas informações aos usuários do sistema. Diferentemente
do sistema de monitoramento de Data Center proposto, este somente coleta
informações de temperatura e umidade e não realiza nenhuma atuação e não
alerta o usuário sobre nenhuma situação crítica. O intuito deste projeto
exemplifica o uso da tecnologia Arduino.
28

3 MATERIAS E PROCEDIMENTOS

Neste capítulo serão descritos os materiais, métodos e ferramentas


utilizadas para o desenvolvimento do sistema.

3.1 Modelo Prototipagem

O projeto foi desenvolvido utilizando o modelo de prototipagem.


Segundo Pressman (2010), na prototipagem primeiramente são definidos os
objetivos gerais do software, delineando por meio das necessidades
conhecidas as áreas que necessitam de mais definições.
Este modelo de software se adequa a esse projeto, pois quando se
utiliza um protótipo é desenvolvido uma versão inicial do sistema de software,
que é usada para mostrar os conceitos, experimentar opções do projeto,
diagnosticar problemas e suas possíveis soluções.
No trabalho construiu-se um protótipo que foi implantado e avaliado
pelo desenvolvedor e o usuário; o retorno obtido será utilizado para ajustar o
sistema às necessidades reais dos usuários.

3.2 Levantamento de Requisitos

Como o sistema visa atender a necessidade da FATEC Ourinhos, foi


feito um levantamento com o coordenador da central de Rede da FATEC
Ourinhos, no qual foram apontadas as necessidades pertinentes ao
monitoramento do Data Center. Esses requisitos foram levantados por meio de
reuniões, em que ocorreu um registro de ideias para resultar nos requisitos que
são descritos no Apêndice A.

3.3 Escolha das variáveis para monitoramento.

O sistema faz o monitoramento de fatores ambienteis que são


considerados de extrema importância para o perfeito funcionamento dos Data
Center. Um dos fatores e a energia elétrica, que proporciona o funcionamento
29

de todo o Datam Center, e sua ausência causam grandes prejuízos. Outro fator
é temperatura, que requer um cuidado, pois o seu aumento pode causar danos
aos equipamentos presente no referido lugar, o cuidado com a umidade tem o
mesmo intuito da temperatura, com o seu aumento os equipamentos também
podem ser danificados. Outro fator monitorado são os focos de incêndio, com o
uso de sensores de fumaça. Um incêndio em um Data Center representa o
maior prejuízo dentre esses fatores já citados. Também é monitorar o acesso
físico ao local em horários indevidos, podendo assim evitar que pessoas
acessem este local sem que administrador do data center não saiba.

3.4 Desenvolvimento do Projeto

Este sistema é dividido em duas partes, sendo estas o sistema web e o


Arduino. O Arduino é ler e verificar os sensores, enquanto o sistema web faz a
interação com o usuário.
A comunicação entre o Arduino é o sistema web é feita via rede,
fazendo o uso do Protocolo TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet
Protocol) que segundo Forouzan (2010), é um protocolo constituído por várias
camadas e outros protocolos e permite que dois ou mais hosts se comuniquem
em uma rede.
Para elaborar a parte web, foi necessário o aprofundamento na
linguagem PHP (Hypertext Preprocessor), que conforme Dall’Oglio (2015) é
uma linguagem usada para criação de páginas de Internet dinâmicas; é uma
linguagem interpretada, que atua ao lado do servidor e pode ser embutida no
HTML (HyperText Markup Language).
Também foi necessário o uso do CSS (Cascading Style Sheets) que é
uma "folha de estilo" composta por camadas e utilizada para definir a aparência
em páginas de internet, que usam linguagem de marcações como HTML, XML,
entre outras. Para facilitar o uso do CSS, foi utilizado o Bootstrap que é um
framework front-end, que ajuda e facilita na criação de layouts.
A base de dados onde foram armazenados todos os valores dos
sensores, configurações e dados dos usuários é MySQL. Finalizando a parte
web, foi usado o JavaScript que, segundo Silva (2010), é uma linguagem de
30

script usada em muitas páginas web para torná-las mais interativas e atraentes
aos usuários.
Para o Arduino foi necessário estudar mais sobre sua linguagem, que é
baseada em C++, e comunicações utilizando o protocolo TCP/IP que é o
método fundamental para comunicação entre as duas partes do sistema.
Para desenvolver os diagramas contidos nos apêndices, foi utilizado o
software Eagle, que é uma ferramenta para o desenvolvimento de circuitos e
placas eletrônicas. Para os diagramas UML (Unified Modeling Language) que é
uma Linguagem Unificada de Modelagem, que define uma serie de artefatos
que ajuda na tarefa de modelar e documentar software orientados a objetos foi
usado o software StarUML.

3.5 Montagem do Protótipo com Arduino.

O protótipo com Arduino é constituído por uma central de sensores.


Nos próximos subcapítulos serão descritos os componentes desse protótipo.

3.5.1 Central

A central é constituída por circuitos eletrônicos, por um Arduino modelo


Mega que realiza a leitura dos sensores e faz os tratamentos e envia as
informações para o sistema web e 3 Shields, que são Shield Ethernet, Shield
RTC (Real Time Clock) e Shield Rele. Shield é mais um dos fatores que
aumentam a popularidade da plataforma Arduino. As Shields são placas que se
juntam ao Arduino, expandindo assim suas capacidades. Existem vários tipos
de Shields, como por exemplo, display de LCD, sensores, módulos rele entre
outros. Com a expansão das funcionalidades usando esses módulos, o Arduino
possibilita uma infinidade de aplicação de maneira simples e rápida. Umas das
Shields da central é uma Ethernet Shield que é apresentada na figura 14.
31

Figura 14. Arduino modelo MEGA com Ethernet Shield.

Fonte: FELIPEFLOP (2016).

Com o uso da Ethernet Shield é possível conecta-lo a uma rede


ethernet atribuindo um endereço IP (Internet Protocol), e realizar a
comunicação com outros Hosts. Esse módulo é o responsável pela
comunicação entre o Arduino e o sistema web. A comunicação entre as partes
feita através de dois métodos. Um dos métodos é via requisições por parte do
Arduino, para um arquivo PHP controlador que pega os dados enviados pelo
Arduino e executa as ações, como armazenar os valores dos sensores no
banco de dados ou enviar os alertas. O outro meio é via socket que é uma
porta de um canal de comunicação, que permite, aplicações se comunicarem
estando no mesmo ou em outros hosts via rede.
Outra Shield usada é a RTC (Real Time Clock), que é nada mais que
um relógio, que traz a funcionalidade de tempo para os projetos com Arduino. A
figura 15 apresenta a o módulo RTC.
32

Figura 15. Shield RTC.

Fonte: FELIPEFLOP (2016).

Esse componente permitiu que fosse possível contar tempo,


funcionalidade muito útil no projeto, visto que em certos comandos é
necessária a contagem de tempo. A outra Shield é a de Rele que é
apresentada na figura 16.

Figura 16. Shield Rele.

Fonte: BUILDBOT (2016).

Esse módulo funciona como um interruptor eletrônico possibilitando o


acionamento de várias cargas elétricas. A central possui 5 Shields dessas para
ser acionada quando houver aumento de temperatura ou umidade, queda de
energia ou fumaça, e presença em horários indevidos. Com uso desse Shield
vai ser possível realizar alguma atuação, como ligar uma sirene, uma
discadora, um ventilador auxiliar, ou desumidificador, o seu uso será de acordo
ao gosto dos profissionais do Data Center. A figura 17 apresenta como ficou a
montagem final da central do protótipo.
33

Figura 17. Central do sistema de monitoramento.

Fonte: Autor.

É importante dizer que existe outro componente que faz parte da


central é o display LCD, apresentado na figura 18.

Figura 18. Display LCD.

Fonte: Autor.

Esse display fica na parte externa da central, para disponibilizar de


forma rápida as informações de temperatura e umidade atual. O esquema de
ligações elétricas desta central se encontra no apêndice.

3.5.2 Sensores do Protótipo

O protótipo com o Arduino é composto por sensor de temperatura e


umidade, sensor de tensão, sensores de fumaça e sensor de presença que
serão descritos nos próximos subcapítulos.
34

3.5.2.1 Sensor de Umidade e Temperatura DHT11

O DHT11 (Digital Humidity Teperature) apresentado na figura 19 é um


sensor de temperatura e umidade, comumente usados em projetos com
Arduino.

Figura 19. DHT11.

Fonte: FELIPEFLOP (2016).

Este sensor permite medidas de temperatura entre 0 a 50 Celsius e


uma umidade entre 20 a 90%. O DTH11 faz as leituras de tais grandezas e as
envia valores de tensão para o microcontrolador que faz o uso de uma
biblioteca para converter esses valores de tensão em Temperatura e Umidade.

3.5.2.2 Sensor de Gás MQ-2 Inflamável e Fumaça

O sensor apresentado na figura 20 é usado para detectar concentração


de gases combustíveis e fumaça no ar, este projeto faz o uso de 4 desses,
para uma maior eficiência na detecção.

Figura 20. Sensor de gás MQ-2 inflamável e fumaça.

Fonte: FELIPEFLOP (2016).


35

Quando existe a presença de gases e fumaça no ambiente o


microcontrolador recebe um sinal de nível 1(5V). E quando está em estado
normal o microcontrolador recebe sinal 0(0v). Outra alternativa e usar a saída
analógica do sensor. A sensibilidade da detecção de gases e fumaça e
ajustado através de um potenciômetro.

3.5.2.3 Sensor de Tensão AC 127/220V

Este sensor é um modulo eletrônico que mede a tensão AC (Corrente


Alternada) conectado a ele, variando entre 127V e 220V, com ele verificamos
se existe energia elétrica ou se houve uma queda. A figura 21 apresenta o
Sensor de Tensão AC 127/220V.

Figura 21. Sensor de tensão AC 127/220V.

Fonte: FELIPEFLOP (2016).

Sua função é detectar se um determinado circuito possui tensão ou


não. Este módulo envia para o microcontrolador um sinal analógico, que varia
de 0V a 5V, dependendo da tensão aplicada nos terminais de medição.

3.5.2.4 Sensor de Presença

O sensor de presença ou de IAP (Interruptor Automático de presença)


que é apresentado na figura 20 como também é chamado é um sensor que
detecta a presença de movimentos em um raio de atuação ajustável.
36

Figura 22. Sensor de presença.

Fonte: DISTRICAM (2016).

Se o sensor detectar movimento ele irá mandar um sinal 1 (5V) para o


microcontrolador, depois de um tempo já determinado, o sensor retorna a fazer
a leitura e caso não tenha mais a presença de movimentos no ambiente, ele
envia um sinal 0(0v) e se ainda existir reenvia o sinal 1.

3.6 Implantação do Sistema

O passo mais importante após fazer o desenvolvimento e montagem


do sistema foi realizar a implantação do mesmo no Data Center da Fatec
Ourinhos. O sistema foi implantado no dia 15/10/16, devido a ideia de criar um
protótipo e consolidá-lo para depois fazer uma implementação definitiva, foi
feito então uma instalação provisória que é apresentada na figura 23. Com o
protótipo instalado foi possível estabelecer novos requisitos do sistema,
diagnosticar problemas e implementar soluções para os mesmos.
37

Figura 23. Sistema implantado de forma provisória no Data Center.

Fonte: Autor.

A figura 23 mostra os componentes do protótipo:


1- Sensor de Presença;
2- Sensor de Temperatura e Umidade;
3- Sensor de Fumaça;
4- Display LCD;
5- Central;
6- Notebook.

O sensor de Tensão AC não aparece na imagem porque ele está


conectado à tomada para fazer a leitura de quando houver a queda de tensão.
Após realizar a implantação do sistema, foi disponibilizado o acesso
para os funcionários do Data Center da FATEC Ourinhos. Com o acesso, foi
possível que os usuários apresentassem dúvidas, sugestões e problemas.
Esse processo de feedback é muito importante, visto que por meio dele é feita
a construção do sistema de acordo com o gosto dos funcionários do Data
Center.
38

Foi necessário o uso de um notebook (item 6) para hospedar o sistema


web e também instalar todos os serviços necessários. A intenção de notebook
é permitir qualquer modificação durante o monitoramento, para ajustar o
sistema. Esse componente não deve fazer parte da implantação do sistema
definitivo. O Arduino será ligado em qualquer ponto de rede e o sistema web,
hospedado em um servidor da mesma rede, precisando apenas configurar os
endereços para as comunicações.
Com a implantação, surgiram novas ideias para acrescentar nos
requisitos e melhores formas de desenvolvimento, como adicionar mais
sensores para detectar fumaça, tempo para armazenar os valores dos
sensores e qual a melhor disposição para implantação dos sensores. Os
funcionários do Data Center foram muito importantes e prestativos neste
momento. Vale acrescentar que esta instalação é provisória apenas para o
desenvolvimento, e na conclusão, quando se trata de trabalhos futuros, será
citada a implantação definitiva.
39

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Após a implantação do sistema foi possível registrar os valores dos


sensores em condições normais de operação do Data Center. A figura 24
mostra os valores de temperatura e umidade registradas em um determinado
período após a implantação do sistema.

Figura 24. Gráfico temperatura e umidade.

Registros de Temperatura e Umidade


30

25

20

15

10

Temperatura Umidade

Fonte: Autor.

É possível observar que os registros têm uma variação muito baixa. A


partir desses valores pode-se tomar como temperatura média o valor 18ºC e a
umidade relativa do ar por volta de 23%. Estes valores serviram de base para
configurar qual o valor de temperatura e umidade máxima. Foi configurado
como temperatura máxima o valor de 25ºC e de umidade o valor de 50%. A
partir deste momento, o sistema poderá efetivamente monitorar o ambiente,
alertando os usuários se os valores ultrapassarem os valores parametrizados.
A figura 25 mostra um período de registros do dia 18/10/16.
40

Figura 25. Gráfico temperatura do dia 18/10/16.

Temperatura dia 18/10/16


30

25

20

15

10

0
13:57:37
14:25:37
14:28:37
14:29:37
14:32:05
14:32:37
14:33:37
14:34:37
14:37:37
14:38:37
14:46:37
14:56:37
14:57:37
15:20:37
15:35:37
15:36:37
15:55:37
15:57:37
16:22:37
16:24:38
16:25:37
16:26:37
16:33:37
16:34:38
16:38:37
17:01:37
17:02:37
17:17:37
17:59:38
Temperatura

Fonte: Autor.

Pode-se observar que o valor da temperatura, no período apresentado


pela figura 25 ultrapassou a temperatura máxima (25ºC), em alguns períodos
então gerou uma serie de alarmes via e-mail até normalizar, como se pode
observar na figura 26.

Figura 26. E-mails de alerta.

Fonte: Autor.

Ao perceber este alerta com a informação disponível, pode-se entrar


em contato com o Data Center. Esse contato resultou na obtenção da
informação que o ar estava desligado devido necessidade de se trabalhar no
41

interior do ambiente, que quando está com o equipamento de refrigeração


ligado, fica muito frio. Os funcionários tomaram ciência e disseram que, logo
após os trabalhos, ele seria ligado novamente. Após ligar o ar condicionado, a
temperatura voltou ao normal e o sistema enviou uma mensagem de situação
normalizada. Pode se constatar então que o sistema atingiu um de seus
objetivos, que era monitorar a temperatura do ambiente.
Até o enceramento deste trabalho as outras grandezas físicas não
apresentaram nenhuma condição anormal, exceto quando foram criadas
situações para realizar testes. Foram realizados testes de simulação de
fumaça, retirada do sensor de energia da rede elétrica, simulando uma queda
de energia e liga-se o alarme de detecção de presença e se movimenta no
ambiente. Com esses testes foi possível observar o comportamento do
sistema, que apresentou o esperado, tendo apenas uma instabilidade no envio
dos alertas via e-mail.
Uma das grandes dúvidas do projeto era saber qual o intervalo ideal de
envio das informações dos sensores para o sistema armazenar. Após a
implantação, a problemática foi dividia com os funcionários do Data Center, que
colaboraram com sugestões sobre enviar valores somente quando houvesse
variação em relação as últimas medidas, o que foi analisado anteriormente.
42

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foi possível observar nos resultados que os registros dos valores dos
sensores foram efetuados, como, por exemplo, os registros de temperatura e
umidade. Com o objetivo de registrar os valores dos sensores alcançados
podemos dar o mesmo status ao objetivo de possibilitar uma atuação e alertar
em caso de criticidade. Foi apresentada uma ocorrência em que o sistema
cumpriu a função de alertar os usuários. A atuação de correção pôde ser
executada por funcionários do ambiente monitorado, e foram disponibilizados 5
pontos para acesso, atuando mediante reles.
Os funcionários do Data Center foram beneficiados com informações
sobre o ambiente, os valores médios e picos de temperatura e umidade e
também por perderem a responsabilidade de detectar situações críticas que
agora com a comprovação da eficiência do monitoramento fica a cargo do
sistema.
O sistema foi doado à Fatec Ourinhos que ganha com isso uma
possível solução para o problema de vulnerabilidade quanto à segurança física
do seu Data Center, já que não possuía nenhum equipamento para
monitoramento. O equipamento apresentou resultados que o tornam uma boa
solução para o problema da instituição.
Este trabalho permitiu, num primeiro momento registrar os valores dos
sensores e alertar os usuários em caso de criticidade. Com esse conteúdo, é
possível trabalhos futuros, aprimorando uma atuação de correção por parte do
sistema, sem dependência nenhuma de seus usuários, adicionar novos
sensores ao sistema, fazer análise com os dados obtidos, detalhes esses que
são a limitação deste sistema e que podem ser agregados para uma melhor
solução do problema.
43

6 REFERÊNCIAS
AGUIRRE, L. A, et al. Enciclopédia de automática: controle e automação.
Volume I. São Paulo: Blucher, 2007.

ALVES, R. J.; GOULART, V. S. Desenvolvimento de aplicativos para


dispositivos móveis com reconhecimento de voz em português. 2014. 57
f. Trabalho de Graduação. Faculdade de Tecnologia, Universidade de Brasília.
Brasília – DF.

ATHOS ELETRONICS. Athos Eletronics. Disponível em: <


http://athoselectronics.info/diferenca-eletronica-analogica-digital/>. Acesso em:
18 out. 2016.

BANZI, M.; SHILOH, M. Primeiros Passos com o Arduino. 2ª ed. São Paulo
– SP: Novatec Editora Ltda, 2015.

BEZERRA, R. M. Sinais. Fundação CEFET. Salvador – BA, 2008. Disponível


em: <http://www2.ufba.br/~romildo/downloads/ifba/sinais.pdf>. Acesso em: 05 out.
2016.

BRITO, A. R.; JUNIOR, C. M. S.; NOGUEIRA, R. C. Monitoramento de


temperatura em sala SMT utilizando Arduino. Universidade de São
Francisco. Itatiba – SP, 2013. Disponível em:
<http://lyceumonline.usf.edu.br/salavirtual/documentos/2451.pdf>. Acesso em:
19 out. 2016.

CANTÚ, D. Sistema web para monitoramento de sensores de temperatura


e umidade. Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Pato Branco – PR,
2013. Disponível em:
<http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/1468/1/PB_COADS_2013_
1_05.pdf>. Acesso em: 07 set 2016.

CÔRREA, P. C. P. Metodologia numérica de otimização de data centers


por análise de CFD. Projeto de Graduação – Faculdade de Tecnologia.
Departamento de Engenharia Mecânica - Universidade de Brasília. Brasília –
DF, 2014. Disponível em:
<http://bdm.unb.br/bitstream/10483/10183/1/2014_PauloCezarPereiraCorrea.p
df>. Acesso em: 19 out. 2016.

DALL’OGLIO, P. PHP Programando com Orientação a Objetos. 3ª ed. São


Paulo – SP: Novatec Editora Ltda, 2015.

DEINTEL, P. J.; DEITEL, H. M. Como programar. 8 ed. São Paulo: Bookman,


2009.

DISTRICAM. Districam Segurança Eletrônica. Disponível em:


<http://www.districam.com.br>. Acesso em: 05 out. 2016.
44

FILIPEFLOP. FILIPEFLOP COMPONENTES ELETRÔNICOS EIRELI.


Disponível em: <http://www.filipeflop.coml>. Acesso em: 27 set. 2016.

FRIGO, A. B. G. Infraestrutura de data center e suas tendências com foco


em eficiência energética. Universidade Estadual Paulista – UNESP,
Guaratinguetá – SP, 2015. Disponível em:
<http://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/139220/000864819.pdf?seq
uence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 03 out. 2016.

FOROUZAN, B. A. Protocolo TCP/IP. 3ª ed. Porto Alegre - RS: AMGH, 2010.

GOTARDO, R. G. Linguagem de Programação. 1ª ed. Rio de Janeiro – RJ:


SESES, 2015.

MARQUES, M. R. Estudo de caso: gerenciamento de um projeto de


datacenter com as boas práticas do Project Management Institute (PMI).
Universidade Tecnológica federal do Paraná -Departamento de Eletrônica
Especialização em Teleinformática e Redes de Computadores. Curitiba – PR,
2013. Disponível em:
<http://repositorio.roca.utfpr.edu.br:8080/jspui/bitstream/1/3245/1/CT_TELEINF
O_2012_1_10.pdf>. Acesso em: 03 out. 2016.

MCROBERTS, M. Arduino Básico. São Paulo: Novatec Editora Ltda, 2011.

PRESSMAN, Roger S. Engenharia de Software. Porto Alegre: AMGH, 2010.

ROBOTECH SHOP. Robotech Shop. Disponível em: <


http://robotechshop.com/>. Acesso em: 07 ago. 2016.

SILVA, M. S. JavaScript Guia do Programador. São Paulo: Novatec Editora


Ltda, 2010.

ZUCCHI, W. L.; AMÂNCIO, A. B. Construindo um Data Center. Revista USP.


n. 97, p. 43-58. São Paulo-SP, Março/Abril/Maio 2013. Disponível em:
<http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/61684/64573>. Acesso em: 28
ago. 2016.
45

APÊNDICE A- Requisitos do Sistema


Este capítulo apresenta detalhadamente todos os requisitos
necessários, para o funcionamento do sistema.

RF01- Gerenciar Usuários.

1.1. Esta função permite que os usuários sejam incluídos, alterados,


excluídos e pesquisados.
1.2. Para a inserção serão informados dados como: nome, RG, CPF, sexo,
telefone, data de nascimento, data de cadastro, e-mail, usuário, senha e
permissão de acesso.

RF02- Configurar Temperatura, Umidade e Presença.

2.1. O sistema deve perimir que sejam configurados os valores máximos de


temperatura e umidade.
2.2. Para configurar os valores de temperatura e umidade, serão informados
os valores máximos permitido de cada grandeza.
2.3. O sistema deve permitir que a detecção de presença sem seguir os
horários previamente definidos seja habilitada ou desabilitada.

RF03- Medir Temperatura.

3.1. O sistema deve medir a temperatura do ambiente.


3.2. Armazenar em uma base de dados.
3.3. Mostrar essa medida na tela do sistema e no display LCD.
3.4. Se a temperatura estiver acima do valor máximo o sistema deve enviar
uma mensagem de alerta aos usuários cadastrados e ligar um rele.
3.5. Assim que a temperatura for normalizada o sistema envia novamente
um e-mail informando a normalização do valor da umidade e desliga o
rele.

RF04- Medir Umidade.

4.1. O sistema deve medir a umidade do ambiente.


4.2. Armazenar em uma base de dados.
46

4.3. Mostrar essa medida na tela do sistema e no display LCD.


4.4. Se a umidade estiver acima do valor máximo o sistema deve enviar uma
mensagem de alerta aos usuários cadastrados e ligar um rele.
4.5. Assim que a umidade for normalizada o sistema envia novamente um e-
mail informando a normalização do valor da umidade e desliga o rele.

RF05- Detectar queda de energia.

5.1. O sistema deve detectar a queda de energia que alimenta o Data


Center.
5.2. Enviar um e-mail para os usuários cadastrados e ligar um rele.
5.3. Assim que a energia for restabelecida o sistema envia novamente um e-
mail informando a restauração no fornecimento de energia e desliga o
rele.

RF06- Detectar fumaça no ambiente.

6.1. O sistema deve detectar fumaça no Data Center.


6.2. Enviar um e-mail para os usuários cadastrados e ligar um rele.
6.3. Assim que não houver fumaça no Data Center o sistema envia
novamente um e-mail informando a ausência de fumaça e desliga o rele.

RF07- Detectar Presença.

7.1. O sistema deve detectar presença em horários indevidos (previamente


definido, durante o desenvolvimento do projeto) no Data Center.
7.2. Enviar um e-mail para os usuários cadastrados e acionar um rele.

RF08- E-mail diário com valor de temperatura.

8.1. O sistema deve enviar um e-mail diário informando os valores de


temperatura registrados naquele dia.
8.2. Este e-mail vai conter a data os horários e valores registrados.

RF09- E-mail diário com valor de Umidade.

9.1. O sistema deve enviar um e-mail diário informando os valores de


umidade registra dos naquele dia.
47

9.2. Este e-mail vai conter a data os horários e valores registrados.

RF10- Relatório de Temperatura.

10.1. O sistema deve gerar um relatório dos valores de Temperatura


10.2. O usuário deve informar o período das amostras.
10.3. No relatório deve conter data, horário e temperatura.

RF11- Relatório de Umidade.

11.1. O sistema deve gerar um relatório dos valores de Umidade.


11.2. O usuário deve informar o período das amostras.
11.3. No relatório deve conter data, horário, ambiente e umidade.

RF12- Relatório de envio de alertas.

12.1. O sistema deve gerar um relatório das vezes que foi enviado o alerta via
e-mail.
12.2. O usuário deve informar o período de interesse e qual o tipo de alerta.
12.3. No relatório deve conter a data, motivo, horário que foi enviado o e-mail
e quem são usuários que receberam.
48

APÊNDICE B - Diagrama de Caso de Uso


A figura 27 apresenta o diagrama de caso de uso.

Figura 27- Diagrama de Caso de Uso.


49

APÊNDICE C - Descrição dos Casos de Uso


O Quadro 1 apresenta os fluxos básicos e alternativos dos casos de
uso.

Quadro 1- Fluxo básico e alternativo do Caso de Uso.


Caso de Uso Descrição Atores Fluxo Básico Fluxo Alternativo
Acesso ao Autenticar o Usuário 1. Usuário: Informa 1.1. Usuário:
sistema. Usuário para Login e Senha Informa Login e
permitir o acesso 2. Sistema: Verifica Senha
ao sistema e login e senha e 2.1. Sistema:
mostrar as permite acesso e Verifica login e
informações de exibe as senha e não
temperatura, informações. permite acesso
umidade, energia
e fumaça.
Inserir O Administrador Administrador 1. Administrador: O 1.1. Usuário logado
Usuários. insere um novo usuário informa os não é
Usuário. dados do usuário administrador.
como: nome, CPF, 2.1. Os dados
sexo, telefone, data informados são
de nascimento, inválidos.
login, senha,
permissão e e-mail.
2. Sistema: Valida os
dados e armazena
os dados do novo
usuário.
Consultar O Administrador Administrador 1. Administrador: 1.1. Usuário logado
Usuários. consulta os Informa o nome do não é
usuários usuário. administrador.
cadastrados. 2. Sistema: retorna
todos os usuários
com nome
semelhante.
Editar O Administrador Administrador 1. Administrador: 1.1. Usuário logado
Usuários. consulta e edita Informa o nome do não é
os dados do usuário. administrador.
usuário 2. Sistema: retorna 2.1. Os dados
cadastrado. todos os usuários informados são
com nome inválidos.
semelhante.
3. Administrador:
Editas os dados
necessários.
4. Sistema: Valida os
dados e atualiza os
dados do usuário.
Excluir O Administrador Administrador 1. Administrador: 1.1. Usuário logado
Usuários. consulta e exclui Informa o nome do não é
o usuário usuário. administrador.
cadastrado. 2. Sistema: retorna
todos os usuários
com nome
semelhante.
3. Administrador:
seleciona usuário a
50

ser excluído.
4. Sistema: Exclui o
usuário.
Configurar O Administrador Administrador 1. Administrador: 1.1. Usuário logado
Temperatura, informa a Arduino Informa os valores te não é
Umidade temperatura e temperatura e administrador.
Máxima. umidade máxima. umidade máxima.
2. Sistema: Armazena 2.1. Arduino não
os valores no banco está
de dados e envia conectado, e o
para o Arduino. sistema emite
3. Arduino: Armazena uma
os valores mensagem de
informados na erro.
memória.
Configurar O Administrador Administrador 1. Administrador: 1.1. Usuário logado
Alarme de liga ou desliga a Arduino Liga ou desliga a não é
Presença. detecção de detecção de administrador.
presença. Exceto presença.
nos horários já 2. Sistema: Armazena 2.1. Arduino não
previamente o valor enviado para está
definidos. o Arduino. conectado, e o
3. Arduino: Armazena sistema emite
o valor informados. uma
mensagem de
erro.
Leitura dos O Arduino faz a * Inerente ao 1. Arduino: faz a 1.1. Arduino: Se a
Sensores. leitura e sistema leitura dos sensores temperatura ou
verificação dos e verifica os valores, a umidade ou a
sensores de se tudo está correto, tensão elétrica
temperatura, envia para o ou a fumaça
umidade, tensão sistema. O envio estiver fora dos
elétrica e para o sistema valores ideias é
Fumaça. acontece de1 em 1 enviado uma
minuto. requisição para
2. Sistema: Armazena o sistema
os valores. enviar um e-
mail de alerta.
Os e-mails são
enviados de 4
em 4 minutos.
Exceto o de
fumaça que
tem um tempo
mais curto
devido a
criticidade.
1.2. Sistema:
Recebe a
requisição e
envia um alerta
via e-mail para
todos os
usuários com
permissão de
“alertas” e
“administrador”
e armazena o
alerta enviado.
E-mail de O Arduino após Usuário 1. Arduino: Após
51

situação enviar um alerta, enviar um alerta de


Normalizada verifica se a temperatura alta ou
situação voltou a umidade alta ou
normal e envia
queda de energia
um e-mail
avisando que ou fumaça, o
está todo Arduino verifica
normalizado. para ver ser a
situação voltou ao
normal e faz uma
requisição para o
sistema enviar um
e-mail de situação
normalizada.
2. Sistema: Recebe a
requisição e envia
uma mensagem via
e-mail para todos os
usuários com
permissão de
“alertas” e
“administrador” e
armazena o alerta
enviado.
Detectar O Arduino * Inerente ao 3. Arduino: detecta
Presença. detecta presença sistema presença no Data
no Data Center e Center e faz uma
envia uma alerta requisição para o
via e-mail. sistema enviar um
e-mail de alerta.
4. Sistema: Recebe a
requisição e envia
um alerta via e-mail
para todos os
usuários com
permissão de
“alertas” e
“administrador”.
Armazena o alerta
enviado.
E-mail diário O sistema envia Sistema 1. SO: Informa que
de um e-mail diário operacional são 10 horas
Temperatura. para o (SO) 2. Sistema: Seleciona
administrador, os registros de
referente aos temperatura do dia
registros de corrente e envia o
temperatura do e-mail para o
dia corrente no Administrador.
Data Center.
E-mail diário O sistema envia Sistema 1. SO: Informa que
de Umidade. um e-mail diário operacional são 10 horas
para o (SO) 2. Sistema: Seleciona
administrador, os registros de
referente aos umidade do dia
registros de corrente e envia o
umidade do dia e-mail para o
corrente no Data Administrador.
Center.
Gerar O usuário gera o Administrador 1. Administrador: 2.1. Usuário logado
52

Relatório de relatório com os Informa o período não é


Temperatura. valores de de interesse. administrador.
temperatura. 2. Sistema: Retorna
os valores de
temperatura que
foram registradas
no período
informado.
Gerar O usuário gera o Administrador 1. Administrador: 2.1. Usuário logado
Relatório de relatório com os Informa o período não é
Umidade. valores de de interesse. administrador.
umidade. 2. Sistema: Retorna
os valores de
umidade que foram
registradas no
período informado.
Gerar O usuário gera o Administrador 1. Administrador: 1.1. Usuário logado
Relatório relatório dos Informa o período não é
envio de alertas enviados de interesse e o tipo administrador.
alertas. de alerta.
2. Sistema: Retorna
os alertas que foram
registrados no
período informado.
53

APÊNDICE D - Diagrama de atividades


Esta seção apresenta os diagramas de atividades de cada caso de
uso.

Acesso ao Sistema

Figura 28- Diagrama de Atividade acesso ao sistema.


54

Inserir Usuários

Figura 29- Diagrama de Atividade inserir usuários.


55

Consultar Usuários

Figura 30- Diagrama de Atividade consultar usuários.


56

Editar Usuários

Figura 31- Diagrama de Atividade editar usuários.


57

Excluir Usuários

Figura 32- Diagrama de Atividade excluir usuários.


58

Configurar Temperatura, Umidade Máxima

Figura 33- Diagrama de Atividade configurar temperatura, umidade máxima.

Configurar Alarme de Presença

Figura 34- Diagrama de Atividade configurar alarme de presença.


59

Leitura dos Sensores

Figura 35- Diagrama de atividade leitura dos sensores.


60

E-mail de Situação Normalizada

Figura 36- Diagrama de Atividade e-mail de situação normalizada.


61

Detectar Presença

Figura 37- Diagrama de Atividade detectar presença.


62

E-mail Diário de Temperatura

Figura 38- Diagrama de Atividade e-mail diário de temperatura.

E-mail Diário de Umidade

Figura 39- Diagrama de Atividade e-mail diário de umidade.


63

Gerar Relatório de Temperatura

Figura 40- Diagrama de Atividade gerar relatório de temperatura.


64

Gerar Relatório de Umidade

Figura 41- Diagrama de Atividade gerar relatório de umidade.


65

Gerar Relatório Envio de Alertas

Figura 42- Diagrama de Atividade gerar relatório envio de alertas.

.
66

APÊNDICE E MODELO RELACIONAL

Figura 43- Diagrama Relacional.


67

APÊNDICE F - Diagrama de Classes.

Figura 44- Diagrama de Classes.


68

APÊNDICE G – Diagrama Elétrico da Central

Figura 45- Diagrama de elétrico da central.


69

APÊNDICE H - Telas do Sistema


Tela Login

Figura 46- Tela de login.


70

Tela Inicial

Figura 47- Tela inicial.


71

Tela Inserir Usuário

Figura 48- Tela inserir usuário.


72

Tela Consultar Usuário

Figura 49- Tela consultar usuário.


73

Tela Configurações

Figura 50- Tela configurações.


74