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ÍNDICE ANALÍTICO

VOLUME 3

1. VÁLVULAS 183

1.1. INTRODUÇÃO 184


1.2. UMA BREVE HISTÓRIA DA INDÚSTRIA DE VÁLVULAS 184
1.3. A INDÚSTRIA DA VÁLVULA 186
1.4. TIPOS DE VÁLVULAS 186
1.5. FUNÇÕES 186
1.6. ESPECIFICAÇÃO 186
1.7. SISTEMA CONSTRUTIVO DAS VÁLVULAS 187
1.8. CLASSES DE PRESSÃO 196
1.9. CONCEITOS SOBRE TIPOS DE VÁLVULAS 197
1.10. FABRICANTES DE VÁLVULAS 198

2. VÁLVULAS DE GAVETA 202

2.1. INTRODUÇÃO 203


2.2. APLICAÇÃO 203
2.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 203
2.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 203
2.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE GAVETA 203
2.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 204
2.7. SISTEMAS DE VEDAÇÃO 209
2.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 209
2.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 211
2.10. CLASSES DE PRESSÃO 213
2.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 213
2.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 215
2.13. TABELAS TÉCNICAS 216
2.14. FABRICANTES 221

3. VÁLVULAS DE ESFERA 222

3.1. INTRODUÇÃO 223


3.2. APLICAÇÃO 223
3.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 223
3.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 223
3.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE ESFERA 223
3.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 224
3.7. SISTEMAS DE VEDAÇÃO DA SEDE 227
3.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 227
3.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 228
3.10. CLASSES DE PRESSÃO 228
3.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 229
3.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 230
3.13. TABELAS TÉCNICAS 231
3.14. FABRICANTES 234

I
4. VÁLVULAS DE MACHO 235

4.1. INTRODUÇÃO 236


4.2. APLICAÇÃO 236
4.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 236
4.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 236
4.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE MACHO 236
4.6. MEIOS DE LIGAÇÃO 237
4.7. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS 237
4.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 237
4.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 237
4.10. CLASSES DE PRESSÃO 237
4.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 237
4.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 239
4.13. TABELAS TÉCNICAS 240
4.14. FABRICANTES 243

5. VÁLVULAS DE GUILHOTINA 244

5.1. INTRODUÇÃO 245


5.2. APLICAÇÃO 245
5.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 245
5.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 245
5.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE GUILHOTINA 245
5.6. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 246
5.7. MEIOS DE LIGAÇÃO 246
5.8. CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS 246
5.9. CLASSES DE PRESSÃO 246
5.10. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 246
5.11. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 247
5.12. TABELAS TÉCNICAS 248
5.13. FABRICANTES 250

6. VÁLVULAS DE GLOBO 251

6.1. INTRODUÇÃO 252


6.2. APLICAÇÃO 252
6.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 252
6.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 253
6.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE GLOBO 253
6.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 254
6.7. SISTEMAS DE VEDAÇÃO 259
6.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 259
6.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 260
6.10. CLASSES DE PRESSÃO 261
6.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 262
6.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 265
6.13. TABELAS TÉCNICAS 266
6.14. FABRICANTES DE VÁLVULAS GLOBO 271
6.15. FABRICANTES DE VÁLVULAS DE AGULHA 271

7. VÁLVULAS BORBOLETA 272

7.1. INTRODUÇÃO 273


7.2. APLICAÇÃO 273
7.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 273
7.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 273

II
7.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA BORBOLETA 274
7.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 274
7.7. SISTEMAS DE VEDAÇÃO 275
7.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 275
7.9. MATERIAIS CONSTRUTIVOS DAS VÁLVULAS 277
7.10. CLASSES DE PRESSÃO 279
7.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 279
7.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 281
7.13. TABELAS TÉCNICAS 282
7.14. FABRICANTES 284

8. VÁLVULAS DIAFRAGMA 285

8.1. INTRODUÇÃO 286


8.2. APLICAÇÃO 286
8.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 286
8.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 287
8.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DIAFRAGMA 287
8.6. MATERIAIS CONSTRUTIVOS 288
8.7. MEIOS DE LIGAÇÃO 289
8.8. FORMATO DO CORPO 289
8.9. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 290
8.10. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 290
8.11. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 292
8.12. TABELAS TÉCNICAS 293
8.13. FABRICANTES 295

9. VÁLVULAS DE MANGOTE 296

9.1. INTRODUÇÃO 297


9.2. APLICAÇÃO 297
9.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 297
9.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 297
9.5. IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE MANGOTE 297
9.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 298
9.7. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 299
9.8. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 300
9.9. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 302
9.10. TABELAS TÉCNICAS 303
9.11. FABRICANTES 305

10. VÁLVULAS DE RETENÇÃO 306

10.1. INTRODUÇÃO 307


10.2. APLICAÇÃO 307
10.3. O EMPREGO DO BY-PASS 308
10.4. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO DISCO INTEGRAL 308
10.5. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO FLAP 309
10.6. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO PORTINHOLA SIMPLES 310
10.7. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO PISTÃO 311
10.8. VÁLVULA DE RETENÇÃO VERTICAL TIPO DISCO 312
10.9. VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO DISCO DUPLO OU DUPLEX 313
10.10. VÁLVULA DE RETENÇÃO DE PÉ 314
10.11. EXEMPLO DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DE VÁLVULA DE RETENÇÃO 315
10.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 317
10.13. TABELAS TÉCNICAS 318
10.14. FABRICANTES 323

III
11. VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO 324

11.1. INTRODUÇÃO 325


11.2. APLICAÇÃO 325
11.3. PRINCIPAIS VANTAGENS 325
11.4. PRINCIPAIS DESVANTAGENS 325
11.5.IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO 326
11.6. SISTEMA CONSTRUTIVO 326
11.7. MATERIAIS CONSTRUTIVOS 327
11.8. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS 327
11.9. INSTALAÇÃO DAS VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO 327
11.10. ACESSÓRIOS PARA AS VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO AUTO -OPERADAS 328
11.11. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 329
11.12. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 331
11.13. TABELAS TÉCNICAS 333
11.14. FABRICANTES DE VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO 335
11.15. FABRICANTES DE VÁLVULAS DE CONTROLE AUTO-OPERADAS 335

12. VÁLVULAS DE SEGURANÇA E ALÍVIO 336

12.1. INTRODUÇÃO 337


12.2. APLICAÇÃO 337
12.3.IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES DE UMA VÁLVULA DE SEGURANÇA E ALÍVIO 337
12.4. INSTALAÇÃO 338
12.5. SISTEMA CONSTRUTIVO 338
12.6. EXEMPLOS DE ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA 329
12.7. EXEMPLO DE FOLHA DE DADOS 331
12.8. TABELAS TÉCNICAS 333
12.9. FABRICANTES 335

13. ACESSÓRIOS 344

13.1. INTRODUÇÃO 345


13.2. APLICAÇÃO 345
13.3. FILTROS 345
13.4. VISORES DE FLUXO 347
13.5. VENTOSAS 347
13.6. SEPARADOR DE UMIDADE 348
13.7. PURGADORES 349
13.8. MANÔMETROS 350
13.9. TERMÔMETROS 351

14. GLOSSÁRIO 353

15. BIBLIOGRAFIA 359

16. REFERÊNCIA BILBLIOGRÁFICA 359

IV
VÁLVULAS
1. VÁLVULAS

1.1. Introdução:
Válvula é um acessório que raramente percebemos o seu funcionamento e,
normalmente, ignoramos a sua importância. Sem os sistemas modernos de válvulas,
não haveria água pura e fresca em abundância nos grandes centros, o refino e
distribuição de produtos petrolíferos seriam muito lentos e não existiria aquecimento
automático nas casas.
Por definição, uma válvula é um acessório destinado a bloquear, restabelecer,
controlar ou interromper o fluxo de uma tubulação. As válvulas de hoje podem, além
de controlar o fluxo, controlar o nível, o volume, a pressão, a temperatura e a direção
dos líquidos e gases nas tubulações. Essas válvulas, por meio da automação,
podem ligar e desligar, regular, modular ou isolar.
Seu diâmetro pode variar de menos de uma polegada até maiores que 72
polegadas.
Podem ser fabricadas em linhas de produção, em bronze fundido, muito simples e
disponível em qualquer loja de ferramentas ou até ser o produto de um projeto de
precisão, com um sistema de controle altamente sofisticado, fabricada de uma liga
exótica de metal para serviço em um reator nuclear.
As válvulas podem controlar fluidos de todos os tipos, do gás mais fino a produtos
químicos altamente corrosivos, vapores superaquecidos, abrasivos, gases tóxicos e
materiais radioativos.
Podem suportar temperaturas criogênicas à de moldagem de metais, e pressões
desde altos vácuos até pressões altíssimas.

1.2. Uma breve história da indústria de válvulas:


Ninguém sabe quando a idéia da válvula nasceu. Entretanto, os romanos são
reconhecidos como os inventores de sofisticados sistemas de controle de água
daquela época. Sua fundição era avançada o suficiente para construir sistemas para
suprir água em dois prédios diferentes, para o qual eles desenvolveram a válvula
macho e há também evidências que de os romanos usaram válvulas tipo portinhola
para prevenir o contra-fluxo.
Por séculos, não houve avanços no projeto de válvulas. Porém, no Renascimento, o
artista e inventor Leonardo da Vinci desenvolveu canais, projetos de irrigação e
outros grandes sistemas hidráulicos, os quais incluíram válvulas para serem
utilizadas nestes projetos. Muitos de seus rascunhos técnicos existem ainda hoje.
A história moderna da indústria de válvulas acontece paralela à revolução industrial,
que começou em 1705 quando Thomas Newcomen inventou o primeiro sistema
industrial a vapor. Devido às pressões do vapor que tinham que ser contidas e
reguladas, as válvulas adquiriram uma nova importância.
O sistema a vapor de Newcomen foi aperfeiçoado por James Watt e outros
inventores, projetistas e fabricantes também ajudaram no aperfeiçoamento das
válvulas para estes sistemas a vapor. Os interesses, entretanto, estava no projeto
como um todo, e o fabricante de válvulas como um produto separado não estava
comprometido numa larga escala por diversos anos.
Então em 1842, a cidade de Nova York construiu um sistema de águas para trazer
água para a cidade de uma distância de 56,3km.
Este simples projeto demonstrou as vantagens do sistema municipal de água e criou
uma grande demanda por válvulas, tubulações e instalações, assim como outras

184
cidades seguiram a liderança de Nova York em um curto tempo, diversas fábricas
foram estabelecidas para produzir seus produtos.
Eles se tornaram os principais usuários de válvulas indústrias como têxteis, papel e
celulose, química, alimentícias, farmacêutica e energia elétrica.
Mais tarde, a indústria do petróleo nasceu, e com ela, a demanda para válvulas de
alta performance que pudessem suportar as grandes pressões de óleo e gás vindas
dos poços para a superfície. Assim como as condições e requerimentos se tornaram
mais solicitadas, os fabricantes responderam com melhoras contínuas de
engenharia, em materiais e modelos de válvulas.
As primeiras válvulas foram a globo e a de retenção. Em 1920 surgiu o primeiro tipo
de válvula rotativa que podia ser aberta ou fechada por um simples giro de 90º de
um volante. As válvulas tipo plug tiveram um grande uso nas indústrias químicas e
de gás. Durante a Segunda Guerra Mundial, um oficial do exército Britânico inventou
a válvula tipo diafragma, sem vazamento, e resistente à corrosão que era
caracterizada por um disco de borracha engastado entre o corpo e o castelo. Esta
válvula se tornou muito popular na Europa. A Segunda Guerra Mundial apresentou
um desafio especial para a indústria da válvula. A Marinha dos Estados Unidos
descobriu que devido aos impactos das bombas perto dos navios criaram
rachaduras nas válvulas a bordo. Centenas de válvulas tiveram que ser substituídas
por válvulas resistentes ao impacto. E de novo, a indústria respondeu com novas
fundições e fábricas espalhadas por todo o país para suprir a demanda.
Grandes passos foram dados no desenvolvimento de materiais também. Antes as
válvulas eram comumente feitas de bronze, ferro e aço, até novas ligas serem
produzidas, assim como o titânio e o aço inox. Após a guerra, o desenvolvimento de
materiais sintéticos, como o Teflon®, que era quimicamente destinado para
praticamente qualquer serviço e ainda mais provido de capacidade de selar e vedar
deu novos ímpetos para as válvulas rotativas. Também, a válvula de fechamento
rápido, de quarto de volta, tipo borboleta se tornou popular. Até então, as válvulas
borboletas estavam limitadas a serviços de regulagem por não apresentar uma boa
estanqueidade. Os materiais sintéticos chegariam para dar um novo nível de
performance a essas válvulas.
Entre 1950 e 1960, o aumento de tamanho e sofisticação dos processos das
plantas, combinados com aumento de custo de mão de obra, resultou numa
crescente necessidade de sistemas automatizados de válvulas. As operações de
válvulas quarto de volta eram facilmente efetuadas eletricamente, hidraulicamente
ou pneumaticamente. Hoje, as válvulas em localizações distantes, por exemplo, a
tubulação de óleo no Alaska é controlada automaticamente e à distância.
Energia nuclear e combustível sintético fornece um desafio para a indústria de
válvula. Eles requerem válvulas que sejam fabricadas com normas de alta
performance e estrito controle de qualidade.
Válvulas gaveta, esfera, globo e retenção continuam a preencher as necessidades
tradicionais do mercado. Novas tecnologias de aplicação também fazem uso destas
válvulas assim como algumas válvulas de fechamento rápido.
A indústria de válvulas de hoje está orientada ao mercado e sensível às
necessidades de mudança de seus clientes, criando válvulas que podem suportar
pressões maiores que 20.000 psi e temperaturas acima de 815 graus Celsius.

1.3. A indústria da válvula:


Equipamentos de alta tecnologia são requeridos para testes sísmicos, criogênicos,
fogo, ruído e corrosão. Máquinas de controle numérico computadorizado são

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encontradas na maioria das plantas, ainda com equipamentos de CAD e CAM.
Microscópios para procura de elétrons são utilizados para resolver muitos problemas
metalúrgicos.
O investimento em mão de obra e material é grande assim como os equipamentos.
As empresas de válvulas investem fortemente em materiais de pesquisa, em novos
conceitos em projetos, na automação de produtos e em custo efetivo de re-projetos.
Enquanto algumas fábricas compram seus materiais fundidos, algumas operam suas
próprias fundições e forjarias para projetar, desenvolver e produzir os fundidos e
forjados que serão utilizados como componentes de suas válvulas.
Os materiais fundidos e os componentes devem ser fabricados em todos os
materiais que a empresa oferece em sua linha. E estão incluídos latão, bronze, ferro,
aço, aço inoxidável e outras ligas especiais. Amplamente usados estão o PTFE
(teflon®) e outros fluorcarbonetos e elastômeros para assentamentos e vedação das
válvulas. Há poucos anos, surgiram válvulas feitas totalmente de plásticos para uso
em aplicações especiais.
Entre os maiores mercados, a indústria de válvulas atende empresas do setor de
química, petroquímica, produção de petróleo, energia, água e esgoto, farmacêutica,
alimentícia e outras indústrias de processo.

1.4.Tipos de válvulas:
Existe uma grande variedade de válvulas, e, em cada tipo, existem diversos
subtipos, cuja escolha depende não apenas da natureza da operação a realizar, mas
também das propriedades físicas e químicas do fluido considerado, da pressão e da
temperatura a que se achará submetido, e da forma de acionamento pretendida.

1.5. Funções:
Para selecionar uma válvula é importante, primeiramente, estabelecer a sua função
e o que se espera dela. A própria avaliação dessa função irá influir na escolha da
válvula mais adequada. As válvulas são, normalmente, empregadas em duas
funções básicas de bloquear e restabelecer o fluxo e regulagem desse fluxo. Outras
funções podem ser consideradas, como a prevenção de contra fluxo, controles
diversos e segurança.

1.6. Especificação:
Existem vários fatores que precisamos considerar antes da escolha da melhor
válvula. Segue alguns dos itens necessários: temperatura e pressão do fluido e suas
propriedades, vazão, diâmetro da tubulação, modo de acionamento da válvula,
sistema de deslocamento da válvula, tipo de extremidade, material de construção,
classe de pressão, entre outras.

1.7. Sistema construtivo das válvulas.

Quanto ao meio de ligação dos extremos.


As válvulas podem ter as suas extremidades com os mais variados meios de
ligação.

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Extremidades roscadas:
As válvulas com os extremos roscados são
empregadas onde se deseja a facilidade da
montagem e desmontagem ou ainda onde a solda se
torna difícil ou em muitos casos impossíveis.
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos
diâmetros fabricadas em bronze, que são
especialmente indicadas para as instalações
residenciais e prediais e para as instalações
industriais de pequena responsabilidade como em
serviços de baixa pressão e temperaturas ambientes e
para fluidos não perigosos.
Válvulas de ferro fundido ou de aço forjado para altas
pressões e temperaturas também são fabricadas com
seus extremos roscados.
Encontramos no mercado dois tipos rosca para as
válvulas, a rosca segundo a norma americana ASME /
ANSI B1.20.1 (NPT) e a rosca segundo a norma
brasileira NBR 6414 (BSP).

Extremidades do tipo encaixe e solda (soquetadas):


As válvulas com os extremos do tipo encaixe e solda
são empregadas primordialmente em instalações
industriais de responsabilidade e onde se deseja uma
estanqueidade perfeita e ainda facilidade e rapidez na
montagem.
São indicadas para serviços com altas pressões e
temperaturas.
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos
diâmetros fabricadas em aço carbono forjado ou aço
inox forjado.
Este tipo de ligação é normalizado pela norma
americana ASME / ANSI B16.11

Extremidades do tipo wafer:


São válvulas de corpo curto para serem instaladas
entre flanges ou ainda em fundo de tanques e
reatores.
São válvulas leves e compactas e com seus extremos
para instalação entre flanges conforme as normas
ASME/ANSI ou DIN.

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Extremidades com sodas de topo:
As válvulas com os extremos do tipo para solda de
topo são empregadas em instalações industriais de
grande responsabilidade e onde se deseja uma
estanqueidade perfeita. São indicadas para serviços
com altas pressões e temperaturas e para fluidos
perigosos.
Normalmente empregadas em válvulas de médios e
grandes diâmetros fabricadas em aço carbono
fundido ou aço inox fundido.
Também empregado em válvulas de pequenos
diâmetros onde não se pode empregar a solda de
encaixe.
Este tipo de ligação é normalizado pela norma
americana ASME / ANSI B16.25

Extremidades flangeadas:
As válvulas com os extremos flangeados são
empregadas nos mais diversos serviços industriais
desde os mais simples aos mais perigosos para as
mais variadas classes de pressão e temperatura.
Na fabricação de válvulas flangeadas são
empregados os mais diversos materiais como o
bronze, latão, alumínio, aços fundidos, aços forjados,
ferros fundidos e ainda outros mais sofisticados e
exóticos para aplicações especiais.
Este tipo de ligação é normalizado pelas normas
americanas ASME / ANSI B16.1, B16.5 e B16.24 e
pelas normas alemãs DIN.

Extremidades com bolsas:


As válvulas com os extremos com bolsas e junta
elástica são empregadas principalmente para as
válvulas fabricadas de materiais de difícil soldagem e
para a facilidade de montagem e desmontagem.
Empregadas principalmente em serviços de hidráulica
e saneamento ambiental e também em serviços de
irrigação.
Este tipo de ligação é normalizado pela norma
brasileira NBR 7674

Quanto aos materiais:


As válvulas devem ser fabricadas de materiais que resistam à pressão e à
temperatura do serviço a que se destinam.

188
Corpo e tampa:
Para o corpo são empregados os mais diversos tipos
de materiais como o bronze fundido, alumínio, aços
carbono forjado ou fundido, aços inox forjados ou
fundidos, ferros fundidos e ainda outros mais
sofisticados e exóticos para aplicações especiais.
Na especificação do corpo de uma válvula deve ser
escolhido, de preferência o mesmo material do tubo
ou um material compatível com o material do tubo a
que se destina.

Internos:
Pode ser do mesmo material do corpo para as
válvulas mais simples ou ainda ser de material
compatível com o serviço a que se destinam pois
devem resistir à pressão, temperatura e as altas
velocidades decorrentes da operação de abertura e
fechamento.
Algumas válvulas necessitam de um elastômero para
sua completa estanqueidade.

Quanto ao meio de ligação entre o corpo e a tampa:

Rosca interna
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a
tampa das válvulas mais simples e empregado em
válvulas de bronze para serviços em instalações
residenciais, prediais, comerciais ou ainda em
serviços industriais de baixa responsabilidade.
Nas instalações industriais seu emprego fica restrito
aos serviços de baixa pressão e baixas temperaturas.
Este sistema é empregado em válvulas de pequenos
diâmetros, no máximo até 4 polegadas.

Rosca externa:
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a
tampa das válvulas mais simples e empregado em
válvulas de bronze para serviços em instalações
industriais de pequena responsabilidade.
Nas instalações industriais seu emprego fica restrito
aos serviços de baixa pressão e baixas temperaturas
para serviços de água, óleo e gás.
Este sistema é empregado em válvulas de pequenos
diâmetros, no máximo até 4 polegadas.

189
Rosca do tipo porca-união:
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a tampa
das válvulas empregadas em instalações industriais de
média ou alta responsabilidade.
Esse tipo de ligação entre o corpo e a tampa se faz em
válvulas de bronze fundido para médias e altas pressões
e para serviços de criogenia e serviços com temperaturas
moderadas.
Nas válvulas de aço forjado é empregado para médias e
altas pressões em temperaturas médias e altas.
Este sistema é empregado em válvulas de pequenos
diâmetros, no máximo até 4 polegadas

Flangeado ou aparafusado:
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a tampa
das válvulas empregadas em instalações industriais de
média ou alta responsabilidade por ser um sistema de alta
confiabilidade.
Este sistema é empregado em todas as válvulas com
diâmetro superior a 4 polegadas e também encontrado
em válvulas de pequenos diâmetros, para altas pressões
e temperaturas.

Soldado:
É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a tampa das válvulas
empregadas em instalações industriais de alto risco por ser um sistema de
completa confiabilidade.
Este sistema é empregado em válvulas de quaisquer diâmetros para garantir a
estanqueidade total entre o corpo e a tampa.
Usado em sistemas de energia nuclear dentre outros.

Por meio de grampo U:


É o sistema usado para a ligação entre o corpo e a tampa das
válvulas empregadas em instalações industriais onde se
deseja a facilidade e a rapidez de montagem e desmontagem
do corpo e tampa. Este sistema é empregado em válvulas de
pequenos diâmetros.

Quanto ao tipo de haste e do volante:

Haste e volante fixos com rosca interna.


A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante
transmite à haste um movimento de rotação que por meio de
uma rosca a haste proporciona à cunha um movimento de
translação, possibilitando a abertura e o fechamento da
válvula.
É o tipo mais simples e empregado no sistema construtivo das
válvulas que normalmente são fabricadas em bronze para uso
em instalações residenciais e prediais e em válvulas industriais
empregadas em serviços de baixa responsabilidade.

190
Haste e volante ascendentes com rosca interna.
A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do
volante confere à haste o movimento de rotação e de
translação. A cunha é encaixada na haste e
conseqüentemente também recebe o movimento de
translação que permite a abertura e o fechamento da
válvula. Esse tipo construtivo é usual nas válvulas
industriais empregadas em serviços de pequena
responsabilidade em baixas e médias pressões e baixas
temperaturas. Empregado também nos sistemas de
hidráulica e saneamento.
A vantagem em relação ao sistema anterior é a
possibilidade de se saber, visualmente, se a válvula está
aberta ou fechada.

Haste ascendente com rosca externa e volante fixo.


Neste modelo o volante é fixo ao castelo e recebe apenas
movimento de rotação e este movimento de rotação
transmite à haste apenas movimento de translação.
A cunha é encaixada na haste e conseqüentemente
também recebe o movimento de translação o que permite
a abertura e o fechamento da válvula.
São válvulas empregadas em instalações industriais de
grande responsabilidade, para altas pressões e
temperaturas.
Uma das vantagens em relação aos sistemas anteriores é
o fato da rosca da haste ser externa, não entra em
contato com o fluido, e a outra vantagem é a facilidade de
se saber se a válvula está aberta, fechada ou semi-
aberta.
As desvantagens são as dimensões externas e alto custo
em relação aos modelos anteriores.

Quanto ao sistema de vedação:

Vedação do corpo.
Entre o corpo e a tampa deve existir uma junta de vedação
para promover a estanqueidade desta junção.
A junta a ser empregada depende principalmente da
responsabilidade do serviço a que a válvula se destina,
podendo variar desde um simples elastômero a um anel
metálico.
Para as válvulas empregadas em serviços de baixas
pressões e temperaturas é, geralmente, empregado a
junta de PTFE, para serviços de média responsabilidade
são empregadas as juntas espiraladas e para serviços de
responsabilidade são empregadas as juntas do tipo anel
(ring joint) em aço.

191
Vedação da haste:
Este sistema de vedação, também conhecido como
“engaxetamento da haste”, se processa por meio de
gaxetas dispostas em torno da haste e apertadas ou
ajustadas por meio de prisioneiros e aperta gaxetas.
As gaxetas são geralmente de anéis de PTFE,
aramida grafitada ou de grafite.
É o sistema que garante a vedação da haste,
impedindo que o vazamento do fluido pela haste.
Uma das razões que impede a instalação de válvulas
em linhas horizontais com o volante voltado para
baixo são, justamente, os inconvenientes provocados
por pequenos vazamentos da haste.
Um dispositivo cônico existente na haste pode tornar a
válvula reengaxetavel sob pressão.

Quanto ao acionamento das válvulas:


É o dispositivo que transmite força à haste para dar movimento ao obturador. Uma
das formas de acionamento, talvez a mais comum, é o volante mas o acionamento
pode ainda ser executado por meio de alavanca, por meios automáticos, elétricos ou
pneumáticos.

Volante com acionamento direto.


O movimento de rotação do volante é transmitido
diretamente para a haste, isto é, o volante está
diretamente ligado à haste que pode ser ascendente
ou não.

Volante com redutor de engrenagens.


O movimento de rotação do volante não é transmitido
indiretamente para a haste, isto é, o volante está
ligado a um sistema de engrenagens e este é que
transmite o movimento à haste.
Este sistema é empregado para diminuir o torque que
deve ser dado ao volante em serviços de altas
pressões ou ainda para se diminuir o tempo de
fechamento para se minimizar a possibilidade do
golpe de aríete.

Por meio de corrente.


Este tipo de acionamento é empregado quando a
válvula está instalada em posição acima do operador
e este tem dificuldades em acessar o volante. Neste
caso o volante comum é substituído por outro próprio
para uso com corrente. A válvula poderá ser de haste
ascendente ou não.

192
Por meio de chave T.
Este tipo de acionamento é usado principalmente quando
as válvulas são instaladas abaixo da superfície de
operação, em tubulações enterradas no solo ou ainda sob
a laje de operação em estações de tratamento, estações
elevatórias, usinas, etc.
Neste caso a haste deverá ter a cabeça com quadrado
próprio para chave T.
Muito empregado nas redes de abastecimento público de
água potável.

Por meio de haste com prolongamento.


Em algumas edificações a válvula poderá estar situada em
uma elevação bem abaixo daquela onde se realiza a
operação de todo o sistema.
É o caso das válvulas dos sistemas de esvaziamento em
usinas hidrelétricas ou outras válvulas em fundos de poços.
Neste caso é aconselhado o uso de um prolongamento na
haste da válvula e dependendo do comprimento deste
prolongamento é normal o uso de mancais intermediários
para guiar a haste. Em média se usa um mancal
intermediário para cada 3,0m de haste.

Por meio de pedestais de manobras.


Os pedestais de manobra são acionamentos que por sua
natureza, robustos e ajustados ao piso, são empregados
na manobra de válvulas e adufas instaladas sob
passarelas e lajes nas casas de bombas, barragens e
usinas.
Proporcionam uma instalação segura e firme, com
acabamento perfeito entre a laje e o poço.
O acionamento da haste poderá ser por meio de volante de
ação direta ou por meio de redução de engrenagem.
São instalados em conjunto com as hastes de
prolongamento e podem ter um mecanismo de indicação
de abertura da válvula.

Acionamento pneumático.
Neste caso o acionamento da válvula deixa de ser manual
e passa a ser chamado de “acionamento pneumático”. O
acionamento (volante / alavanca) é substituído por um
dispositivo, pistão ou diafragma, que funciona com a
pressão de entrada e saída de ar comprimido. O
suprimento do ar comprimido pode ser manual ou
automatizado.
Essas válvulas podem ter a função de bloqueio ou ainda de
regulagem e modulação do fluxo.

193
Acionamento elétrico.
Neste caso o acionamento da válvula deixa de ser manual
e passa a ser chamado de “acionamento elétrico”. O
acionamento (volante / alavanca) é substituído por um
motor elétrico, que pode ser de acionamento direto ou por
meio de redutores. A ligação elétrica pode ser manual ou
automatizada.
Essas válvulas podem ter a função de bloqueio ou ainda de
regulagem e modulação do fluxo.

Acionamento automático.
O acionamento das válvulas automáticas se processa sem
a interferência do operador, é a ação do próprio fluido que
faz com que a válvula seja acionada.
Neste tipo de acionamento podemos incluir as válvulas
unidirecionais, conhecidas como válvulas de retenção, as
válvulas reguladoras de pressão e as válvulas de
segurança e alívio.

Acionamento com válvula de contorno (by pass).


Este tipo de acionamento, com válvula de contorno ou
“by pass” é usado sempre que se tem um diferencial
de pressão muito alto entre montante e jusante da
válvula. A finalidade do by pass é a equalização das
pressões de montante e jusante com o objetivo de
diminuir a pressão no obturador e com isso a
conseqüente diminuição da força de atrito entre as
partes móveis, facilitando a operação de abertura e
poupando os internos das válvulas.
A válvula de contorno pode ser uma válvula gaveta ou
uma válvula globo, dependendo das condições de
operação mas o material da válvula de by pass deve
ser no mínimo igual ao da válvula principal.
Os pontos de by pass podem ser roscados ou
soldados.

Materiais construtivos:

Bronze fundido – ASTM B62


O bronze fundido é empregado na construção do corpo e castelo das válvulas de
pequenos e médios diâmetros para serviços de pequena responsabilidade para
serviços de água, óleo ou gás (WOG).
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas e o flange.
As roscas são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ANSI/ASME B1.20.1 (NPT).
Os flanges poderão ter as dimensões conforme a norma ASME/ANSI B16.24 com
faces planas.
O bronze fundido também é empregado na construção dos internos nas válvulas de
corpo em ferro fundido.

194
Latão laminado.
O latão laminado ASTM B124 é empregado na construção da haste das válvulas de
corpo e castelo de bronze.
O latão laminado ASTM B16 é empregado na construção de hastes das válvulas de
corpo e castelo de ferro fundido.

Ferro fundido.
O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo e
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas.
O ferro fundido cinzento ASTM A126/A é empregado na construção do corpo e
castelo das válvulas de pequenos diâmetros, do tipo grampo, com extremidades
roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
O ferro fundido dúctil NBR 7663 (ISO 2531) é empregado na construção do corpo e
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces com ressalto.

Aço carbono fundido.


O aço carbono fundido ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo e
interno das válvulas de médio e grandes diâmetros com extremidades flangeadas
conforme ASME/ANSI B16.5, com face plana ou com ressalto ou ainda com pontas
para solda de topo conforme ASME/ANSI B16.25.

Aço inox fundido.


O aço inox fundido ASTM A351/CF8 ou ASTM A351/CF8M é empregado na
construção do corpo e interno das válvulas de pequenos e grandes diâmetros com
extremidades flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5 com face com ressalto ou
ainda com pontas para solda de topo ASME/ANSI B16.25.

Aço carbono forjado.


O aço carbono forjado ASTM A105 é empregado na construção do corpo e internos
das válvulas de pequenos diâmetros com extremidades roscadas conforme NBR
6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT), extremidades para solda de encaixe
(SW) conforme ASME/ANSI B16.11 ou ainda flangeadas conforme ASME/ANSI
B16.5 com face com ressalto.

Aço inox forjado.


O aço inox forjado ASTM A182 Gr. F304 ou ASTM A182 Gr. F316 é empregado na
construção do corpo e castelo das válvulas de pequenos diâmetros com
extremidades roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT) ou
extremidades para solda de encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11.

PTFE (Teflon).
O PTFE é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas características
químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente, sua principal
limitação é a temperatura que pode variar entre -30 oC e 140oC.

195
Fibras de aramida.
As fibras de aramida são mais conhecidas pelo seu nome comercial, Kevlar marca
registrada da empresa Dupont, um tipo de fibra derivada de uma poliamida
aromática. Duas formas principais de fibras aramidas são produzidas: Kevlar 49
utilizado como carga para reforço em plásticos e elastômeros e o Kevlar 29 para
outros usos. Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são
produzidas com fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite.

Carbono.
Um dos materiais mais novos usados na vedação das válvulas é o grafoil, material a
base de carbono e comercializado na forma de fitas. É um material de enorme
resistência química e resiste a altas temperaturas, que podem variar de -240 oC a
3000oC.

1.8. Classes de pressão:


As válvulas são classificadas por classes de pressão.

Pressão Nominal:
Designação simbólica para fins de referência.

Pressão de trabalho:
É a pressão máxima admissível para cada valor da temperatura de trabalho onde se
considera o binômio “pressão x temperatura” conforme estabelecido na norma
ASME/ANSI B16.34

Pressão de trabalho para válvulas padrão ASME/ANSI


Conforme ASME/ANSI B16.34
2
Pressão de trabalho sem choques (kgf/cm )
Temperatura
Material do corpo Cl. Cl. Cl.
Cl. 125# Cl.150#
ºC 300# 600# 800#
-30 a 66 - 20,0 52,0 104,1 -
ASTM A216 WCB 454 - 7,4 18,6 37,6 -
-30 a 66 - - - - 140,6
ASTM A105 454 - - - - 56,3
ASTM A126 -30 a 66 14,1 - - - -
2” a 12” 232 8,8 - - - -
ASTM A126 -30 a 66 10,6 - - - -
14”a 16” 177 8,8 - - - -
ASTM A126 -30 a 66 10,6 - - - -
18”a 20” 177 7,0 - - - -

Pressão de teste hidrostático


Conforme ASME/ANSI B16.5 – Válvulas de aço carbono fundido
2
Pressão de teste (kgf/cm )
Classe
Corpo Sede / Vedação
150 31,6 22,1
300 79,1 57,3
600 156,4 114,6

196
Conforme API 602 – Válvulas de aço carbono forjado
2
Pressão de teste (kgf/cm )
Classe
Corpo Sede / Vedação
800 210,9 143,4

Conforme API 595 – Válvulas de ferro fundido


2
Pressão de teste (kgf/cm )
Classe
Diâmetro Corpo Sede / Vedação
2”a 12” 24,6 15,8
125
14”a 20” 18,6 12,3

1.9. Conceituações sobre os tipos de válvulas

Válvula de bloqueio:
São as que predominantemente trabalham em condições de abertura e fechamento
(ON/OFF) total da passagem do fluido. Sua operação pode ocorrer manualmente,
por dispositivos elétricos, pneumáticos ou hidráulicos.

Válvula de regulagem:
São as que apresentam a capacidade de modulação do fluxo. A sua operação é
manual por meio de volante ou alavanca.

Válvula de controle:
São as que apresentam a capacidade inerente da modulação das características do
fluxo como a vazão, pressão ou temperatura automaticamente, sem a intervenção
manual. Algumas delas são idênticas às válvulas de bloqueio mas internamente
concebidas para modulação. As suas características são pré-estabelecidas para
cada aplicação.

Válvula auto-operada:
São as que apresentam um elemento sensor integrado internamente ao corpo da
válvula. São diversos tipos construtivos específicos para cada finalidade.

Válvula unidirecional:
São as que apresentam a capacidade de impedir o refluxo do fluido. São
consideradas como válvulas auto-operadas pois sua operação ocorre pela ação
direta do fluido.

197
AÇÃO SOBRE AS VÁLVULAS

PASSAGEM PLENA
FLUIDOS DENSOS

SOBRE PRESSÃO
BAIXA PRESSÃO

REGULAGEM DE
PREVENÇÃO DE

PREVENÇÃO DE
VÁLVULAS

ACIONAMENTO

CONTROLE DE

FREQÜENTES
DIFERENCIAL

REGULAGEM
OPERAÇÕES
BLOQUEIO

PRECISÃO
PRESSÃO

REFLUXO
RÁPIDO
x CONFIGURAÇÃO NORMAL
o CERTAS CONFIGURAÇÕES

AGULHA x x
ANGULAR x x x
BORBOLETA x x x x x x x
CONTROLE o x x o o x
DIAFRAGMA o o x o o o
ESFERA x x x x x o o
GAVETA o x x x
GLOBO x x x
GUILHOTINA o x x x x
MACHO x x x x o x
MANGOTE x x x x x
OBLÍQUA x x x
RETENÇÃO x
REDUTORA DE PRESSÃO x
SEGURANÇA E/OU ALÍVIO x
SOLENOIDE x x x x x x
TERMOSTÁTICA x x x x x

1.10. Fabricantes de Válvulas.

Ascoval Industria e Comércio Ltda


Rod. Pres. Castelo Branco, km 20
06465-300 - Barueri – SP
Página: www.ascoval.com.br

Asvotec Termoindustrial Ltda


Rod. Cônego Cyriaco Scaranelo Pires km 01
13190-000 - Monte Mor – SP
Página: www.asvotec.com.br

Brava Válvulas e Conexões Ltda.


Rua Antonio Felamingo, 959
13279-452 – Valinhos – SP
Página: www.brava.ind.br

Ciwal Acessórios Industriais Ltda


Rua 3° Sargento João Soares de Faria, 220/254
02179-020 - São Paulo – SP
Página: www.ciwal.com.br

198
DECA
Unidade Industrial da Divisão Deca
Jundiaí – SP
Página: http://www.deca.com.br/

Detroit Plásticos e Metais Ltda


Av. Antonio Piranga, 2788
09942-000 - Diadema – SP
Página: www.detroit.ind.br

Dresser Industria e Comércio Ltda – Divisão Válvulas


Rua Senador Vergueiro, 433
09521-320 - São Caetano do Sul – SP
Página: www.dresser.com

Durcon Equipamentos Industriais Ltda


Av. Pedro Celestino Leite Penteado, 500
07760-000 - Cajamar – SP
Página: www.durcon-vice.com.br

Foxwall Indústria e Comércio de Válvulas de Controle Ltda


Rua Comendador Jaroslav Simonek, 120
06711-260 - Cotia – SP
Página: www.foxwall.com

Glynwed Ltda (Friatec Rheinhütte)


Av. Manoel Inácio Peixoto, 2150
36771-000 - Cataguases – MG
Página: www.friatec.com.br

Hiter Indústria e Comércio de Controle Termo-hidráulicos Ltda


Rua Capitão Francisco Teixeira Nogueira, 233
05037-030 - São Paulo – SP
Página: www.hiter.com.br

Indumetal Indústria de Máquinas e Metalurgia Ltda


Via Industrial, 370
13600-970 - Araras – SP
Página: www.indumetal.com.br

Interativa Indústria Comércio e Representações Ltda


Rua Prof. Ruy Telles Miranda, 97
18085-760 - Sorocaba – SP
Página: www.interativa.ind.br

IVC S. A. Indústria de Válvulas e Controles


Al. Arapoema, 300
06460-080 - São Paulo – SP
Página: www.ivc.com.br

199
Lupatech S. A. (Valmicro)
Rua Dalton Lahn dos Reis, 201
95112-090 - Caxias do Sul – RS
Página: www.valmicro.com.br

Mercantil e Industrial Aflon Artefatos Plásticos e Metálicos Ltda


Via Anchieta, 554
04246-000 - São Paulo – SP
Página: www.aflonindustrial.com.br

Metalúrgica Brusantin Ltda


Rua João Franco de Oliveira, 310
13422-160 - Piracicaba – SP
Página: www.brusantin.com.br

Metalúrgica Ipê Ltda


Rua Rodolfo Anselmo, 385
12321-510 - Jacareí – SP
Página: www.mipel.com.br

Metalúrgica Nova Americana S. A.


Rua Dom Pedro II, 1432
13466-000 - Americana – SP
Página: www.mna.com.br

Metalúrgica Scai Ltda


Rua João Cavalheiro Salem, 310
07243-580 - Guarulhos – SP
Página: www.scai.com.br

Niagara S. A. Comércio e Indústria


Rua Antonio de Oliveira, 986
04718-050 - São Paulo – SP
Página: www.niagara.com.br

Omel Bombas e Compressores Ltda


Rua Sílvio Manfredi, 201
07241-000 - Guarulhos – SP
Página: www.omel.com.br

Parker Hannifin Indústria e Comércio Ltda


Av. Lucas Nogueira Garcez, 2181
12325-900 - Jacareí – SP
Página: www.parker.com.br

RTS Indústria e Comércio de Válvulas Ltda


Rua Endres, 51
07043-000 - Guarulhos – SP
Página: www.rtsvalvulas.com.br

200
Spirax Sarco Indústria e Comércio Ltda
Av. Manoel Lajes do Chão, 268
06705-050 - Cotia – SP
Página: www.spiraxsarco.com.br

Tecval S. A. Válvulas Industriais


Av. Benedito Germano de Araújo, 100
18560-000 - Iperó – SP
Página: www.tecval.ind.br

Tyco Valves & Controls Brasil Ltda


Av. Antonio Bardela, 3000
18085-270 - Sorocaba – SP
Página: www.tycovalves-la.com

Valeq Válvulas e Equipamentos Industriais Ltda


Rua Raimundo Brito de Oliveira, 68
26022-820 - Nova Iguaçu – RJ
Página: www.valeq.com.br

Valloy Industria e Comércio de Válvulas e Acessórios Ltda


Rua Macedônia, 355
07223-200 - Guarulhos – SP
Página: www.valloy.com.br

Valvugás Indústria Metalúrgica Ltda


Av. Luis Rink, 736
06286-000 - Osasco - SP
Página: www.valvugas.com.br

Válvulas Crosby Indústria e Comércio Ltda


Rua Capitão Francisco Teixeira Nogueira, 197
05037-030 - São Paulo – SP
Página: www.crosby.com.br

W. Burger Válvulas de Segurança e Alívio Ltda


Rua Gurupi, 54/54ª
04764-060 - São Paulo – SP
Página: www.wburger.com.br

Weir do Brasil Ltda


Rua João Ventura Batista, 622
02054-100 - São Paulo – SP
Página: www.weir.co.uk

Worcester Controls do Brasil Ltda


Rua Tocantins, 128
09580-130 - São Caetano do Sul - SP
Página: www.worcester.com.br

201
VÁLVULAS DE GAVETA
2. VÁLVULAS DE GAVETA

2.1. Introdução:
É a válvula de bloqueio que até pouco tempo representava a maioria das válvulas
instaladas mas que a partir do final da década de 80 passou a perder espaço para
outras válvulas mais modernas, mais eficientes e de menor custo.
Sua principal característica é a baixa perda de carga devido à pequena obstrução do
fluxo quando totalmente abertas.

2.2. Aplicação:
São empregadas como válvulas de bloqueio (on/off) em serviços de água, óleo ou
gás (WOG) para fluidos sem sólidos em suspensão ou com poucos sólidos. Também
não devem ser empregadas onde os fluidos transportados venham a se solidificar no
interior das válvulas que é o caso de resinas, tintas e vernizes.

2.3. Principais vantagens:


Entre as principais vantagens no emprego das válvulas de gaveta, pode-se
enumerar a passagem livre quando totalmente abertas, a ótima estanqueidade, a
grande diversidade de diâmetros, a variedade dos meios de ligação, aplicação em
larga gama de pressão e temperatura, além de permitir o fluxo nos dois sentidos e
ter uma fácil manutenção.

2.4. Principais desvantagens:


Entre as principais desvantagens no emprego das válvulas de gaveta, podemos
enumerar que não são indicadas em operações freqüentes, não devem ser usadas
para regulagem de fluxo, as grandes dimensões externas e o custo elevado de
alguns modelos.

2.5. Identificação das partes de uma válvula de gaveta.

203
2.6. Sistema construtivo.

Quanto ao meio de ligação.


Rosca BSP ou NPT
Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros.

ROSCADA SOQUETADA SOLDA DE TOPO FLANGEADA COM BOLSAS

Solda do tipo encaixe (soquete)


Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros onde se deseja
estanqueidade absoluta nas ligações.

Solda de topo
Empregadas em qualquer diâmetro onde se deseja estanqueidade absoluta.
Empregada principalmente em serviços de altas pressões e temperaturas.

Extremidades flangeadas
Fabricadas em qualquer diâmetro e empregadas onde se deseja a facilidade de
montagem e desmontagem.

Extremidades com bolsas e junta elástica


Empregadas em médios e grandes diâmetros para linhas em ferro fundido.

Quanto aos materiais.


Corpo e castelo:
Deve, de preferência, ser do mesmo material dos tubos em que as válvulas forem
instaladas ou ainda de material compatível com o material dos tubos.

Internos:
Podem ser do mesmo material do corpo e ainda devem ser de material compatível
com o serviço a que se destinam pois devem ser resistentes à pressão, temperatura
e altas velocidades decorrentes da operação de abertura e fechamento da válvula.

Quanto ao meio de ligação entre corpo e castelo.


Rosca interna
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e
temperatura ambiente. Geralmente fabricadas de bronze e empregadas em uso
doméstico.

204
Rosca externa
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e
temperatura ambiente. Geralmente fabricadas de bronze e empregadas em serviços
de pequena responsabilidade.

Rosca do tipo porca-união


Empregado em válvulas industriais de pequenos diâmetros e usadas em serviços de
média e alta pressão e temperatura.

Flangeado ou aparafusado:.
Empregado em válvulas industriais dos mais variados diâmetros para todas as
classes de pressão para serviços de maior responsabilidade.

Soldado.
Empregado em válvulas industriais dos mais variados diâmetros para altas pressões
e temperaturas.

Fixas por meio de grampo tipo “U”


Empregado em válvulas industriais de pequenos diâmetros em serviços onde se
necessita limpezas periódicas e constantes.

ROSCA INTERNA ROSCA EXTERNA TIPO PORCA-UNIÃO

Quanto ao tipo de haste e do volante


Haste e volante fixos com rosca interna:
A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante transmite à haste
apenas o movimento de rotação e por meio de uma rosca a haste transmite à cunha
o movimento de translação o que possibilita a abertura e o fechamento da válvula.
O sistema é empregado em válvulas de pequenos diâmetros, geralmente de bronze,
para uso doméstico e em serviços de pequena responsabilidade.
Uma das desvantagens do sistema é a impossibilidade de se saber, visualmente, se
uma válvula está aberta ou fechada e a outra grande desvantagem é o frequente
contato do fluido com as roscas da haste e da cunha.
As principais vantagens são as menores dimensões externas e o preço em relação a
outros modelos dessa mesma válvula.

205
HASTE E VOLANTE ASCENDENTE - ROSCA EXTERNA TAMPA FIXA POR MEIO DE GRAMPO

HASTE E VOLANTE ASCENDENTE - ROSCA INTERNA HASTE E VOLANTE ASCENDENTE - ROSCA INTERNA

Haste e volante ascendentes com rosca interna


A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante confere à haste os
movimentos de rotação e de translação. A cunha é encaixada na haste e
conseqüentemente também recebe o movimento translação o que permite a
abertura e fechamento da válvula.
Estas válvulas são empregadas em serviços de uso industrial de pequena
responsabilidade em baixas temperaturas e baixas pressões.
Uma das vantagens em relação ao sistema anterior é a possibilidade de se saber,
visualmente, se uma determinada válvula está aberta ou fechada e as principais
desvantagens são as dimensões externas e a rosca interna da haste que mantém
contato com o fluido.

Haste ascendente com rosca externa e volante fixo


Neste modelo o volante é fixo ao castelo e recebe apenas movimento de rotação e
este movimento de rotação do volante transmite à haste somente o movimento de
translação.
A cunha é encaixada na haste e consequentemente também recebe o movimento de
translação o que permite a abertura e o fechamento da válvula.
São válvulas empregadas em serviços industriais de grande responsabilidade, para
as mais variadas combinações de pressão e temperatura.

206
Uma das vantagens em relação aos sistemas anteriores é de que a rosca da
haste sendo externa, não entra em contato com o fluido e a outra vantagem é a
possibilidade de se saber, visualmente, se a válvula está aberta, fechada ou semi-
aberta.
As principais desvantagens são as dimensões externas e o alto custo em relação
aos outros modelos desta mesma válvula.

HASTE ASCENDENTE, VOLANTE FIXO HASTE ASCENDENTE, VOLANTE FIXO


ROSCA INTERNA ROSCA INTERNA

Quanto à construção da cunha.


Cunha sólida:
Construída de uma peça sólida e recomendada para fluidos com algumas
impurezas, fluidos densos, para vapor e para condensado.

Cunha flexível:
Composta de dois discos justapostos unidos internamente por ressaltos circulares.
Este tipo de cunha absorve movimentos de dilatação e contração do corpo.
É recomendada para água, óleo ou gás (WOG) para todas as temperaturas.

Cunha dupla.
A cunha é formada de dois discos paralelos e independentes dentro dos quais se
desloca um dispositivo de expansão que impõem aos mesmos movimentos de ajuste
à sede acarretando a vedação.
São empregados em serviços de água, óleo ou gás (WOG) para temperatura
ambiente e baixas pressões. Devem ser instaladas na posição vertical.

Quanto à manutenção das gaxetas.


Certas válvulas podem ser re-engaxetadas sob pressão, em serviço, desde que
totalmente abertas. Esta facilidade é importante, principalmente para a industria, pois
evita paradas no sistema para uma simples manutenção de engaxetamento da
haste.

207
Quanto ao anel-sede.
A sede é a região do corpo da válvula que se ajusta à cunha para proporcionar a
vedação.

Anel-sede usinada:
São as mais comuns e empregadas em válvulas de pequenos diâmetros, geralmente
de bronze.

Anel-sede roscada:
São de fácil substituição, geralmente executados de material diferente do material do
corpo e são empregados quando existe a presença de fluidos agressivos e devem
ser construídos com materiais compatíveis com o fluido a ser transportados e sua
agressividade.

ANÉIS USINADOS ANÉIS ROSCADOS

Anel-sede prensado:
São empregados para fluidos agressivos mas a sua substituição não é tão fácil
quanto as roscadas. Quanto ao material empregado também deve atender as
exigências da agressividade do fluido transportado.

Anel-sede prensado e soldado:


Semelhante ao modelo anterior porém soldados ao corpo da válvula.
Recomendados para serviços de responsabilidade em tubulações de altas pressões
e temperaturas.

ANÉIS PRENSADOS ANÉIS PRENSADOS E SOLDADOS

208
2.7. Sistemas de vedação.

Vedação do corpo:
Entre o corpo e o castelo existe uma junta que é o elemento de vedação e a
estanqueidade se processa pelo aperto dessa junta ente o corpo e o castelo.

Vedação da haste.
Este sistema de vedação é conhecido como “engaxetamento da haste” e se
processa por meio de gaxetas enroladas na haste e apertadas por meio de um
dispositivo denominado preme-gaxetas.

2.8. Acionamento das válvulas.


É o dispositivo que transmite força à haste para dar movimento ao obturador.
Uma das formas de acionamento, talvez a mais comum, é o volante que pode ser
ligado diretamente à haste ou ainda transmitir essa força por meio de engrenagens.

Acionamento direto.
Por meio de volante fixo à haste.
Sistema usado em válvulas de uso doméstico e em válvulas industriais empregadas
em serviços de pequena responsabilidade, para todos os diâmetros, é o meio mais
comum de acionamento.
Neste caso podemos ter o volante e a haste fixos, usados principalmente em
válvulas de uso domiciliar ou ainda o volante e a haste ascendentes, sistema que é
usado em válvulas industriais e de saneamento, em serviços de baixa pressão e
temperatura ambiente.

VOLANTE FIXO NA HASTE VOLANTE FIXO NA HASTE

Por meio de volante fixo ao castelo.


Sistema usado em válvulas industriais de maior responsabilidade, neste caso o
volante é fixo e a haste é ascendente, este sistema é conhecido pela sigla OS&Y
(Outside screw and yoke). Note que neste sistema de acionamento a haste não
possui movimento de rotação, apenas o movimento de translação.

209
Por meio de volante e engrenagens.
Este tipo de acionamento é empregado sempre que se deseja diminuir a força de
acionamento do volante ou ainda quando se deseja aumentar o tempo de abertura e
fechamento das válvulas.
O acionamento pode ser por meio de engrenagens paralelas, cônicas ou um sistema
combinado.

VOLANTE FIXO NA TAMPA ENGRENAGENS DE REDUÇÃO

Por meio de corrente


Este tipo de acionamento é empregado quando a válvula está instalada em posição
acima do operador e este tem dificuldades em acessar o volante. Neste caso o
volante comum é substituído por outro próprio para uso com corrente.

Acionamento por chave “T”


Este tipo de acionamento é usado principalmente quando as válvulas são instaladas
abaixo da superfície. Neste caso a haste deverá ter a cabeça com quadrado próprio
para chave T.

CABEÇOTE PARA CHAVE T


CORRENTE CHAVE T
OU HASTE

210
Acionamento com válvula de contorno (by pass).

Este tipo de acionamento, com válvula de contorno ou “by pass” é usado sempre
que se tem um diferencial de pressão muito alto entre montante e jusante da válvula.
A finalidade do by pass é a equalização das pressões de montante e jusante com o
objetivo de diminuir a pressão na cunha e com isso a consequente diminuição da
força de atrito entre cunha e anel sede facilitando a operação de abertura e
poupando os internos das válvulas.
A válvula de contorno pode ser uma gaveta ou uma globo, dependendo das
condições de operação mas o material da válvula de by pass deve ser no mínimo
igual ao da válvula principal.
Os pontos de by pass podem ser roscados ou soldados e devem obedecer os locais
estabelecidos.

COM BY-PASS COM BY-PASS PONTOS PARA BY-PASS

2.9. Materiais construtivos das válvulas.

Bronze fundido – ASTM B62


O bronze fundido é empregado na construção do corpo e castelo das válvulas de
pequenos e médios diâmetros para serviços de pequena responsabilidade (WOG).
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas e o flange.
As roscas são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Os flanges poderão ter as dimensões conforme a norma ASME/ANSI B16.24 com
faces planas.
O bronze fundido também é empregado na construção da cunha e da sede nas
válvulas de corpo em ferro fundido.

Latão laminado.
O latão laminado ASTM B124 é empregado na construção da haste das válvulas de
corpo e castelo de bronze.
O latão laminado ASTM B16 é empregado na construção de hastes das válvulas de
corpo e castelo de ferro fundido.

211
Ferro fundido.
O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo e
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas.
O ferro fundido cinzento ASTM A126/A é empregado na construção do corpo e
castelo das válvulas de pequenos diâmetros, do tipo grampo, com extremidades
roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
O ferro fundido dúctil NBR 7663 (ISO 2531) é empregado na construção do corpo e
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces com ressalto.

Aço carbono fundido.


O aço carbono fundido ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo,
castelo e cunha das válvulas de médio e grandes diâmetros com extremidades
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5, com face plana ou com ressalto ou ainda
com pontas para solda de topo conforme ASME/ANSI B16.25.

Aço inox fundido.


O aço inox fundido ASTM A351 CF8 ou ASTM A351 CF8M é empregado na
construção do corpo, castelo e cunha das válvulas de pequenos e grandes
diâmetros com extremidades flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5 com face com
ressalto ou ainda com pontas para solda de topo ASME/ANSI B16.25.

Aço carbono forjado.


O aço carbono forjado ASTM A105 é empregado na construção do corpo e castelo
das válvulas de pequenos diâmetros com extremidades roscadas conforme
NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT), extremidades para solda de
encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11 ou ainda flangeadas conforme
ASME/ANSI B16.5 com face com ressalto.

Aço inox forjado.


O aço inox forjado ASTM A182/F304 ou ASTM A182/F316 é empregado na
construção do corpo e castelo das válvulas de pequenos diâmetros com
extremidades roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT) ou
extremidades para solda de encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11.

PTFE (Teflon).
O PTFE é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas características
químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente, sua principal
limitação é a temperatura que deve variar entre -20 oC e 140oC.

Fibras de aramida.
As fibras de aramida são mais conhecidas pelo seu nome comercial, Kevlar marca
registrada da empresa Dupont, um tipo de fibra derivada de uma poliamida
aromática. Duas formas principais de fibras aramidas são produzidas: Kevlar 49
utilizado como carga para reforço em plásticos e elastômeros e o Kevlar 29 para
outros usos. Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são
produzidas com fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite.

212
Carbono.
Um dos materiais mais novos usados na vedação das válvulas é o grafoil, material a
base de carbono e comercializado na forma de fitas. É um material de enorme
resistência química e resiste a altas temperaturas, que podem variar de -240 oC a
3000oC.

2.10. Classes de pressão.


As válvulas são classificadas por classes de pressão.

Pressão Nominal.
Designação simbólica para fins de referência.

Pressão de Trabalho.
É a pressão máxima admissível para cada valor da temperatura de trabalho onde se
considera o binômio pressão x temperatura conforme norma ANSI B16.34.

2.11. Exemplos de especificação técnica de válvulas de gaveta.

Fluido: água potável


Instalação: aparente
Pressão de serviço: baixa
Temperatura: ambiente

Válvula gaveta, corpo e castelo de bronze fundido


ASTM B62, classe 125#, castelo roscado ao corpo, haste
fixa com rosca interna, cunha inteiriça cônica deslizante,
volante de alumínio e extremidades roscadas conforme
ABNT NBR 6414 (BSP).
Ref. Ciwal fig. 16

Fluido: água industrial


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula gaveta, corpo e castelo de bronze fundido


ASTM B62, classe 150#, castelo roscado ao corpo, haste
ascendente com rosca interna reengaxetável em serviço,
cunha inteiriça cônica, volante de alumínio e extremidades
roscadas conforme ANSI/ASME B1.20.1(NPT).
Ref. Ciwal fig. 30

213
Fluido: vapor saturado
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 39,6 kgf/cm2
Temperatura: 250 ºC

Válvula gaveta, corpo e castelo de aço carbono forjado


ASTM A105, classe 800#, castelo em arco, aparafusado
ao corpo, haste ascendente com rosca externa (OSY),
volante fixo, reengaxetável em serviço, cunha sólida de
aço inox ASTM A217 CA15, haste de aço inox forjado
ASTM A182 F6a, gaxetas de amianto grafitado, volante
de ferro nodular e extremidades com encaixe para solda
conforme ANSI 16.11.
Ref. Ciwal fig. 52

214
2.12. Exemplo de folha de dados.
FOLHA DE DADOS:
FD-001 VÁLVULA DE GAVETA VGA-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

Válvula de Gaveta Especificação Proposta Notas


01 CORPO / CASTELO
02
CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS

CLASSE DE PRESSÃO
03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06 VOLANTE
07 ACIONAMENTO HASTE
08 ROSCA
09 PASSAGEM
10 CUNHA
11 CASTELO
12 PREME-GAXETA
13
14
15
16 CORPO E CASTELO
17 HASTE
18 INTERNOS ANEL SEDE
19 CUNHA
20 GAXETA
21 JUNTA
VEDAÇÃO
22
MATERIAIS

PARAFUSO
CORPO / CASTELO
23 PORCA
24 CORPO
25 PREME-GAXETA PARAFUSO
26 PORCA
27 BUCHA DE ACIONAMENTO
28 PORCA DO VOLANTE
29 VOLANTE
30 CONTRA-VEDAÇÃO
31 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
32
ACES.

33
34
35
36 FLUIDO
37 VAZÃO
FLUIDO

38 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
39 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
40 DENSIDADE
41 VISCOSIDADE
42 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
43
NORMAS

44 MEDIDA FACE A FACE


45 EXTREMIDADES
46 TESTE
47
48 REFERÊNCIA:
49
GERAL

50
51
52
53
54
NOTAS

55
56
57
Folha
/

215
2.13. Tabelas Técnicas.

VÁLVULA GAVETA MATERIAIS

MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62


CLASSE: 150 LIBRAS CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62
MODELO: HASTE ASCENDENTE
: HASTE NÃO ASCENDENTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16

FABRICANTES: ACEPAM CUNHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62


MIPEL PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62
CIWAL
HASTE LATÃO LAMINADO ASTM B16
GAXETA TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI HASTE ASCENDENTE NÃO ASCENDENTE
VAPOR SATURADO 10,5 150
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 21,0 300

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 31,6 450
VEDAÇÃO 21,0 300

ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO
ROSCA BSP

HASTE ASCENDENTE
1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”
DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A 48 50 54 60 73 81 87 98 114 125 149
B 116 116 113 142 169 196 231 273 316 372 472
B1 124 124 127 164 197 230 273 328 385 452 580
V 54 58 58 68 78 87 97 117 136 153 184

HASTE NÃO ASCENDENTE


1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”
DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A - - 42 46 55 57 58 64 86 96 112
B - - 90 103 115 148 158 188 240 260 340
V - - 54 58 68 78 87 97 136 136 153

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
3. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C)

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

216
VÁLVULA GAVETA MATERIAIS

MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62


CLASSE: 150 LIBRAS CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62
MODELO: HASTE ASCENDENTE
: HASTE NÃO ASCENDENTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16

FABRICANTES: ACEPAM CUNHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62


MIPEL PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62
CIWAL
HASTE LATÃO LAMINADO ASTM B16
GAXETA TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI HASTE ASCENDENTE NÃO ASCENDENTE
VAPOR SATURADO 10,5 150
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 15,8 225

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 31,6 450
VEDAÇÃO 21,0 300

FLANGE
MEIO DE LIGAÇÃO
ANSI B16.24

HASTE ASCENDENTE
1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”
DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A - - 78 83 86 98 111 140 165 190 216
B - - 113 142 169 196 231 273 316 372 472
B1 - - 127 164 197 230 273 328 385 452 580
V - - 58 68 78 87 97 117 136 153 184

HASTE NÃO ASCENDENTE


1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”
DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A - - 78 83 86 98 111 140 165 190 216
B - - 105 120 140 173 184 216 271 283 340
V - - 58 68 87 97 117 136 153 184 184

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
3. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C)

217
VÁLVULA GAVETA MATERIAIS

MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62


CLASSE: 300 LIBRAS CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62
MODELO: HASTE ASCENDENTE
: HASTE NÃO ASCENDENTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16

FABRICANTES: ACEPAM CUNHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62


MIPEL PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62
CIWAL
GAXETA TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI HASTE ASCENDENTE NÃO ASCENDENTE
VAPOR SATURADO 10,5 150
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 21,0 300

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 31,6 450
VEDAÇÃO 21,0 300

ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO
ROSCA BSP

HASTE ASCENDENTE
1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”
DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A 54 56 64 75 84 94 102 118 140 152 -
B 119 119 105 142 160 195 228 280 360 370 -
B1 127 127 127 165 190 230 270 330 430 450 -
V 58 58 68 78 87 97 117 136 153 184 -

HASTE NÃO ASCENDENTE


1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”
DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A 59 62 70 78 97 106 116 130 148 159 -
B 100 102 105 125 145 165 195 235 270 305 -
V 58 58 68 78 87 97 117 136 153 184 -

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
3. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C)

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES

218
VÁLVULA GAVETA MATERIAIS BÁSICOS
CORPO AÇO FORJADO
MATERIAL: AÇO FUNDIDO
CLASSE: 800 LIBRAS CASTELO AÇO FORJADO
MODELO: HASTE ASCENDENTE
PREME GAXETA AÇO FORJADO

FABRICANTES: ACEPAM CUNHA AÇO INOX FORJADO


CIWAL PREME GAXETA AÇO FORJADO
BRAVA

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
TEMPERATURA AMBIENTE 140,6 2000
454,5°C 56,25 800

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 210,9 3000
VEDAÇÃO 143,4 2040

PADRÃO DE FABRICAÇÃO
CONSTRUÇÃO API 602
TESTE DE INSPEÇÃO API 598
ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP
ENCAIXE E SOLDA

1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”


DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A 70 70 70 86 102
B 156 152 162 194 213
B1 162 162 176 210 235
V 92 92 102 121 146

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA ALTAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

219
VÁLVULA GAVETA MATERIAIS BÁSICOS
CORPO AÇO FUNDIDO
MATERIAL: AÇO FUNDIDO
CLASSE: 150 LIBRAS CASTELO AÇO FUNDIDO
MODELO: HASTE ASCENDENTE
PREME GAXETA AÇO FUNDIDO

FABRICANTES: ACEPAM CUNHA AÇO FUNDIDO


CIWAL PREME GAXETA AÇO FUNDIDO

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
TEMPERATURA AMBIENTE 20,4 285
430,0°C 10,5 150

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 31,6 450
VEDAÇÃO 22,1 315

PADRÃO DE FABRICAÇÃO
FACE A FACE ASME/ANSI B16.10
FLANGES ASME/ANSI B16.5
PONTA PARA SOLDA ASME/ANSI B16.25

1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 6” 8” 10” 12” 14” 16”


DN
40 50 65 80 100 150 200 250 300 350 400
A 165 178 190 203 229 267 292 330 356 381 406
B 280 345 384 431 507 701 858 1018 1202 1282 1422
B1 320 400 454 511 612 861 1073 1284 1522 1640 1422
V 153 180 180 208 265 360 406 470 510 570 1824

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS E MÉDIAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

220
2.14. Fabricantes

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Asvotec x
Brussantin x x x
Ciwal x x x x x x
CMC x x x x x
Deca x
Dox x x x x x
Friatec x x x x x
Grofe x
Incoval x x x
Indumetal x x x x x x
IVC Vanasa x x x x x
Mipel x
Niagara x x x x
Nova Americana x x x x x x x x
Scai x x x x
Tecval x x x x x x
Valcont x x x x x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

221
VÁLVULAS DE ESFERA
3. VÁLVULAS DE ESFERA

3.1. Introdução:
É a válvula de bloqueio que até pouco tempo representava a minoria das válvulas
instaladas mas que à partir do final da década de 80 passou a ganhar o espaço
perdido pelas válvulas de gaveta, por serem mais eficientes e de menor custo.
Sua principal característica é a mínima perda de carga para os modelos de
passagem plena e a baixa perda de carga para os outros modelos devido à pequena
obstrução do fluxo quando totalmente abertas.
Podemos dizer que a válvula de esfera representa uma evolução da válvula de
macho.

3.2. Aplicação:
São empregadas como válvulas de bloqueio (on/off) em serviços de água, óleo ou
gás (WOG) para fluidos sem sólidos em suspensão. São usadas principalmente em
linhas de ar comprimido, ácidos e álcalis.

3.3. Principais vantagens:


Entre as principais vantagens no emprego das válvulas de esfera, podemos
enumerar a passagem livre quando totalmente abertas, a estanqueidade perfeita,
uma razoável diversidade de diâmetros, a variedade dos meios de ligação, o fato do
fluido não entrar em contato com os internos, indicadas para operações freqüentes,
abertura e fechamento rápido, ampla gama de pressões, o baixo custo para os
modelos com esferas micro-fundidas além de permitir o fluxo nos dois sentidos.

3.4. Principais desvantagens:


Entre as principais desvantagens no emprego das válvulas de esfera, podemos
enumerar que não devem ser usadas para regulagem de fluxo, por usar material
resiliente na vedação da sede limita a gama de temperatura e o custo elevado de
alguns modelos com esferas forjadas.

3.5. Identificação das partes de uma válvula de esfera.

223
3.6. Sistema construtivo:

Quanto ao meio de ligação.

Rosca BSP ou NPT .


Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros.

Solda do tipo encaixe (soquete).


Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros onde se deseja
estanqueidade absoluta nas ligações.

ROSCADA SOQUETADA

Extremidades flangeadas.
Fabricadas em qualquer diâmetro e empregadas onde se deseja a facilidade de
montagem e desmontagem.

Para montagem entre flanges.


Empregadas em médios e grandes diâmetros para economia de espaço e muito
utilizadas como válvulas e fundo de tanque e de reatores.

FLANGEADA WAFER

Com niples para solda de topo.


Empregadas em pequenos diâmetros para facilidade de soldagem e alinhamento
com a tubulação.

224
Com pontas para solda de topo.
Empregadas em todos os diâmetros onde se deseja a facilidade de soldagem e a
continuidade proporcionada pela solda de topo.

NIPLES PARA SOLDA DE TOPO PARA SOLDA DE TOPO

Quanto aos materiais.

Corpo:
Deve, de preferência, ser do mesmo material dos tubos em que as válvulas forem
instaladas ou ainda de material compatível com o material dos tubos.

Esfera e haste:
Normalmente construídas de aço inox mas em alguns modelos simples podem ser
construídas de latão.

Modelo construtivo do corpo.

Monobloco.
Válvulas de concepção simples, empregadas em pequenos diâmetros. O corpo é
inteiriço e a montagem da esfera se faz por uma das pontas e o aperto dos anéis
sobre a esfera se dá pelo aperto de uma bucha roscada ou de encaixe.

Corpo bipartido.
O corpo da válvula é constituído de duas partes que são aparafusados entre si.

MONOBLOCO CORPO BIPARTIDO

Corpo tripartido.
O corpo é constituído de três partes, a central onde são alojadas a esfera e as duas
extremidades. As três partes são unidas por meio de parafusos.

225
Side entry.
Neste método construtivo, sem emendas visíveis quando montadas, é utilizado em
fluidos de maior responsabilidade.

CORPO TRIPARTIDO SIDE ENTRY

Tipo de posicionamento da esfera:

Esfera flutuante.
A esfera se apoia somente no anel sede.

Esfera guiada.
A esfera é guiada por meio de eixo e mancal. Utilizada normalmente para altas
pressões.

ESFERA FLUTUANTE ESFERA GUIADA

Tipo de passagem da esfera:

Passagem plena.
Neste modelo a esfera tem um furo de diâmetro igual ao diâmetro nominal da
válvula. Indicada quando se deseja a mínima perda de carga.

Passagem reduzida.
Neste modelo a esfera tem um diâmetro inferior ao diâmetro nominal da válvula e
consequentemente uma passagem de diâmetro inferior ao diâmetro do tubo onde
está instalada. Indicada onde não se tem importância a perda de carga localizada na
válvula e onde se deseja economia pois custam menos que os modelos de
passagem plena. Esse tipo necessita de um torque menor em sua operação.

226
Passagem do tipo Venturi.
É uma válvula de passagem reduzida porém existe um redução contínua desde a
extremidade até o anel sede. Empregada onde se deseja a economia aliada a baixa
perda de carga.

PASSAGEM PLENA PASSAGEM REDUZIDA PASSAGEM VENTURI

3.7. Sistema de vedação da sede:

Elastômeros:
Empregado para fazer a vedação da sede de apoio da esfera esses materiais devem
resistir a pressão e temperatura do fluido. Os principais elastômeros empregados
são o neoprene e a buna-n cuja máxima temperatura não deve exceder a 80 ºC.

PTFE puro (teflon)


Empregado onde se tem uma temperatura mais elevada. O teflon é o material mais
empregado na vedação das sedes por ser praticamente inerte à maioria dos ácidos
e álcalis. O teflon pode ser empregado de –30 a 140ºC.

PTFE + carga:
Material constituído basicamente da resina de teflon impregnada com outros
materiais tais como carbono, fibra de vidro ou molibdênio. O teflon com a carga pode
resistir a temperaturas de até 160ºC.

Metálico – fire-safe:
Constituído de material metálico mais material resiliente que bloqueia a esfera
mesmo após a queima do material resiliente. Empregada em serviços com produtos
inflamáveis.

3.8. Acionamento das válvulas.

Alavanca.
Sistema usado para válvulas de pequenos e médios diâmetros.

Volante.
Usado em válvulas de pequeno diâmetro, recomendado até o diâmetro de 1”.

Volante com redutor de engrenagens.


Sistema usado para se reduzir torque de operação em serviços de grandes
diâmetros e altas pressões, para reduzir o torque na operação. Pode ser usado,
para altas pressões, à partir do diâmetro de 3”.

227
ACIONAMENTO POR ALAVANCA ACIONAMENTO POR VOLANTE ACIONAMENTO POR REDUTOR

3.9. Materiais construtivos das válvulas.

Bronze fundido – ASTM B62


O bronze fundido é empregado na construção do corpo e tampa válvulas de
pequenos diâmetros para serviços de pequena responsabilidade (WOG).
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas. As roscas
são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).

Latão laminado.
O latão laminado ASTM B124 é empregado na construção da esfera e da haste das
válvulas de corpo e tampa de bronze.

Aço carbono fundido.


O aço carbono fundido ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo e
tampa.

Aço inox fundido.


O aço inox fundido ASTM A351/CF8 ou ASTM A351/CF8M é empregado na
construção do corpo e tampa.

Aço inox forjado.


O aço inox forjado ASTM A182/F304 ou ASTM A182/F316 é empregado na
construção da esfera e haste.

PTFE (Teflon).
O PTFE é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas características
químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente, sua principal
limitação é a temperatura que deve variar entre -20 oC e 140oC.

Fibras de aramida.
As fibras de aramida são mais conhecidas pelo seu nome comercial, Kevlar marca
registrada da empresa Dupont, um tipo de fibra derivada de uma poliamida
aromática. Duas formas principais de fibras aramidas são produzidas: Kevlar 49
utilizado como carga para reforço em plásticos e elastômeros e o Kevlar 29 para
outros usos. Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são
produzidas com fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite.

3.10. Classes de pressão.


As válvulas são classificadas por classes de pressão.

228
Pressão Nominal: Designação simbólica para fins de referência.
Pressão de Trabalho: É a pressão máxima admissível para cada valor da
temperatura de trabalho onde se considera o binômio pressão x temperatura
conforme norma ASME/ANSI B16.34.
Como a válvula de esfera depende de um elastômero para vedação da sede, a
temperatura máxima de trabalho fica limitado à temperatura de trabalho deste
elastômero.

11. Exemplos de especificação técnica.

Fluido: ar comprimido
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 3,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula esfera, classe 150#, passagem plena, corpo e


tampa de bronze fundido ASTM B62, esfera de latão,
modelo monobloco, acionamento por meio de alavanca,
vedação em teflon, extremidades roscadas conforme
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Ref. Worcester série Mite

Fluido: água industrial


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula esfera, classe 300#, passagem plena, corpo e


tampa de aço carbono fundido ASTM A216/WCB, esfera
de inox tipo 304, modelo tripartido, acionamento por meio
de alavanca, extremidades roscadas conforme
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Ref. Valmicro linha 833

Fluido: vapor saturado


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 3,8 kgf/cm2
Temperatura: 150 ºC

Válvula esfera, classe 150#, passagem reduzida, corpo e


tampa de aço carbono fundido ASTM A216/WCB, esfera
de aço inox tipo 304, modelo tripartido, acionamento por
meio de alavanca, extremidades flangeadas
ASME/ANSI B16.5-150#FR.
Ref. Valmicro linha 832

229
3.12. Exemplo de folha de dados.

FOLHA DE DADOS
FD-002 VÁLVULA DE ESFERA VES-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

VÁLVULA DE ESFERA ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS


01 CORPO / TAMPA
02 CLASSE DE PRESSÃO
CARACTERÍST. CONSTRUTIVAS

03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06 NÚMERO DE VIAS
07 ALAVANCA
ACIONAMENTO
08 REDUTOR
09 PASSAGEM
10 MODELO (ESFERA)
11 FIRE-SAFE
12 HASTE
13 PREME-GAXETA
14
15
16 CORPO / TAMPA
17 HASTE
18 INTERNOS VEDAÇÃO
19 ESFERA
20 JUNTA
VEDAÇÃO
21 PARAFUSO
MATERIAIS

CORPO / TAMPA
22 PORCA
23 GAXETA
24 CORPO
25 PREME-GAXETA PARAFUSO
26 PORCA
27
28
29
30 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
31
ACES.

32
33
34
35 FLUIDO
36 VAZÃO
FLUIDO

37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
39 DENSIDADE
40 VISCOSIDADE
41 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
42 CONSTRUÇÃO
43 MEDIDA FACE A FACE
NORMAS

44 EXTREMIDADES
45 TESTE DO CORPO
46 TESTE DA SEDE
47
48
49
GERAL

REFERÊNCIA
50
51
52
53
NOTAS

54
55
56
57
FOLHA
/

230
3.13. Tabelas Técnicas.

VÁLVULA DE ESFERA MATERIAIS

MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO LATÃO


CLASSE: 150 LIBRAS TAMPÃO LATÃO
MODELO: MONOBLOCO
PASSAGEM: PLENA HASTE LATÃO

FABRICANTES: DECA ALAVANCA AÇO CARBONO


NIAGARA GAXETA TEFLON
WORCESTER
SEDE TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
VAPOR SATURADO 3,5 50
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 34,5 500

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO
ISO 5208
VEDAÇÃO

ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO
ROSCA BSP

1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”


DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A 64 64 64 70 92
B 56 56 56 58 69
C 108 108 108 108 142
D 33 33 33 35 48
E 32 32 32 36 46
F 10 10 10 13 19

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL.
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
4. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C) – USAR TEFLON REFORÇADO

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

231
VÁLVULA DE ESFERA MATERIAIS
MATRIAL: AÇO FORJADO CORPO AÇO FUNDIDO
CLASSE: 300 LIBRAS
MODELO: TRIPARTIDO EXTREMIDADES AÇO FUNDIDO
PASSAGEM: PLENA
HASTE INOX

FABRICANTES: NIAGARA ALAVANCA AÇO CARBONO


WORCESTER GAXETA TEFLON
SEDE TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
VAPOR SATURADO 3,5 50
ÁGUA, ÓLEO E GÁS
34,5 500
(AMBIENTE)

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO
ISO 5208
VEDAÇÃO

ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA BSP
ENCAIXE/SOLDA

1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”


DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A 65 65 65 71 94 106 116 127 - - -
B 46 46 46 48 62 67 79 84 - - -
C 113 113 113 113 146 146 178 178 - - -

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL.
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
4. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C) – USAR TEFLON REFORÇADO

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

232
VÁLVULA DE ESFERA MATERIAIS

MATERIAL: AÇO FORJADO CORPO AÇO FUNDIDO


CLASSE: 300 LIBRAS EXTREMIDADES AÇO FUNDIDO
MODELO: TRIPARTIDO
PASSAGEM: PLENA HASTE INOX

FABRICANTES: NIAGARA ALAVANCA AÇO CARBONO


WORCESTER GAXETA TEFLON
SEDE TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA, ÓLEO E GÁS
20,0 285
(AMBIENTE)

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 31,6 450
VEDAÇÃO 22,0 315

MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA

2” 2.1/2” 3” 4” 6” 8” 10” 12”


DN
50 65 80 100 150 200 250 300
L 178 191 203 229 267 292 330 356
D 152 178 191 229 279 343 406 483
H 110 128 140 172 217 289 340 390
B 15,8 17,5 19,1 23,9 25,4 28,4 30,2 31,8

PADRÃO DE FABRICAÇÃO
FACE A FACE ASME/ANSI B16.10
FLANGES ASME/ANSI B16.5

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL.
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
4. VAPOR SATURADO ATÉ 10,5 kgf/cm2 (185 °C) – USAR TEFLON REFORÇADO

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

233
3.14. Fabricantes

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Ciwal x x x x x x
Dox x x x x x x
Hiter x x x
Incoval x x
Indumetal x x x x x
IVC Vanasa x x x
Macotec x x x x x
Mipel x x
Nova Americana x x x x x x x x
Neles x x
Niagara x x x
Scai x x x x x x
Spirax Sarco x x x
Tag x x x x
Tecval x x x x x x
Valcont x x x x x
Valmicro x x x x
Valtec x x
Worcester x x x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

234
VÁLVULAS DE MACHO
4. VÁLVULA DE MACHO

4.1. Introdução:
É o tipo de válvula cujo obturador é um macho paralelo ou cônico que gira em torno
da sua haste de modo a alinhar a sua abertura com as aberturas do corpo.
Com apenas um quarto de volta se faz a abertura ou o fechamento da válvula e o
fluxo é sempre suave e ininterrupto.
A passagem pode ser integral ou reduzida e os machos podem ser lubrificados ou
não e quando não lubrificados os machos podem incorporar dispositivos destinados
a reduzir o atrito entre as partes móveis, com o macho revestido com teflon e pode
ainda ser do tipo fire-safe.
Nas válvulas com machos lubrificados o lubrificante deve ser não solúvel no fluido
circulante e este tipo de válvula, com macho lubrificado, tem seu emprego destinado
ao manuseio de óleos, produtos graxos muito densos, refino de petróleo sob
altíssimas pressões, até 6000 psi e temperaturas entre -30 e 300 °C.
Existem válvulas de macho com duas, três ou até quatro vias.

4.2. Aplicação:
São empregadas como válvulas de bloqueio (on/off) em serviços de água, óleo ou
gás (WOG) para fluidos com ou sem sólidos em suspensão.
São usadas principalmente em linhas de ácidos, álcalis e produtos petrolíferos nas
instalações industriais.

4.3. Principais vantagens:


Entre as principais vantagens podemos citar a baixa perda de carga, fluxo
ininterrupto nos dois sentidos, construção simples e robusta, fechamento rápido e,
em alguns tipos de construção, proteção da superfície de vedação.

4.4. Principais desvantagens:


Entre as principais desvantagens podemos citar o peso elevado devido à robustez e
a falta de estanqueidade de alguns modelos.

4.5. Identificação das partes de uma Válvula de Macho:

236
4.6. Materiais construtivos:
Na fabricação das válvulas de macho são geralmente empregados o bronze, o ferro
fundido ou o aço fundido.

4.7. Meios de Ligação:


As válvulas de macho em bronze são fabricadas com extremidades roscadas tipo
BSP ou NPT, as de ferro fundido podem ser roscadas BSP ou NPT ou ainda
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.1 ou segundo as normas DIN e as de aço
fundido são as válvulas de maior diâmetro e são flangeadas conforme ASME/ANSI
B16.5 ou segundo as normas DIN. Também podem ser encontradas válvulas com as
extremidades para solda de topo conforme a norma ASME/ANSI B16.25.

4.8. Características construtivas:


O sistema de vedação entre o corpo e o obturador (plug ou macho) pode ser do tipo
metal-metal, metal-metal com lubrificação ou ainda com o macho inteiramente
revestido de teflon. Quanto ao obturador pode ser de passagem plena ou reduzida
ou ainda ser do tipo fire-safe.

4.9. Acionamento das válvulas:


O acionamento das válvulas de pequenos diâmetros é feito por meio de alavanca, as
de diâmetros maiores são por meio de volante de ação direta ou ainda com volante
com engrenagem de redução.

4.10. Classes de pressão:


As válvulas de macho são fabricadas segundo as classes de pressão de 150 a 1500
PSI, nos diâmetros de 1/2” a 24” ou maiores, sob encomenda.

4.11. Exemplos de especificação técnica.


Fluido: Óleo diesel
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 1,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula macho, classe 125#, passagem plena, corpo e


tampa de bronze fundido ASTM B62, tampa roscada no
corpo, extremidades roscadas conforme
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Ref. Ciwal fig. 64

Fluido: Óleo diesel


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 3,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula macho, classe 125#, passagem plena, corpo e


tampa de bronze fundido ASTM B62, tampa aparafusada
no corpo, extremidades roscadas conforme ASME/ANSI
B1.20.1 (NPT).
Ref. Ciwal fig. 64

237
Fluido: Resina
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 2,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula macho, classe 125#, passagem plena, corpo e


tampa de ferro fundido ASTM A126, tampa aparafusada
no corpo, extremidades flangeadas conforme
ASME/ANSI B16.1
Ref. Ciwal fig. 287

Fluido: Resina fenólica


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 4,0 kgf/cm2
Temperatura: 120 °C

Válvula macho de três vias, passagem em L, classe


125#, corpo e tampa de ferro fundido ASTM A126, tampa
aparafusada no corpo, extremidades flangeadas
conforme norma ASME/ANSI B16.1
Ref. Ciwal fig. 245

238
4.12. Exemplo de folha de dados.

FOLHA DE DADOS
FD-003 VÁLVULA DE MACHO VMA-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

VÁLVULA DE MACHO ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS


01 CORPO / TAMPA
02 CLASSE DE PRESSÃO
CARACTERÍST. CONSTRUTIVAS

03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06 NÚMERO DE VIAS
07 ALAVANCA
ACIONAMENTO
08 REDUTOR
09 PASSAGEM
10 MODELO
11 FIRE-SAFE
12 LUBIFICAÇÃO
13 PREME-GAXETA
14 BUCHA DE PTFE
15
16 CORPO / TAMPA
17 VEDAÇÃO
18 INTERNOS MACHO
19 GAXETA
20 JUNTA
VEDAÇÃO
21 PARAFUSO
MATERIAIS

CORPO / TAMPA
22 PORCA
23 GAXETA
24 CORPO
25 PREME-GAXETA PARAFUSO
26 PORCA
27
28
29
30 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
31
ACES.

32
33
34
35 FLUIDO
36 VAZÃO
FLUIDO

37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
39 DENSIDADE
40 VISCOSIDADE
41 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
42 CONSTRUÇÃO
43 MEDIDA FACE A FACE
NORMAS

44 EXTREMIDADES
45 TESTE DO CORPO
46 TESTE DA SEDE
47
48
49
GERAL

REFERÊNCIA
50
51
52
53
NOTAS

54
55
56
57
FOLHA
/

239
4.13. Tabelas técnicas.

MATERIAIS
VÁLVULA DE MACHO
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO BRONZE ASTM B62
CLASSE: 150 LIBRAS MACHO BRONZE ASTM B62
TAMPA BRONZE ASTM B62

FABRICANTES: ACEPAM GAXETA TEFLON


DOX PREME-GAXETA BRONZE ASTM B62
MIPEL
NIAGARA

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 14,0 200
VAPOR SATURADO 10,5 150
2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 31,6 450
VEDAÇÃO 21 300

ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO
ROSCA BSP

1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”


DN
6 10 15 20 25 32 40 50 65 80 100
A - - 55 62 75 83 100 122 158 196 -
B - - 60 68 80 93 102 115 160 200 -

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA OU ÓLEO PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL.
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

240
MATERIAIS
VÁLVULA DE MACHO
MATERIAL: FERRO FUNDIDO CORPO F. FUNDIDO ASTM A126/A
CLASSE: 125 LIBRAS MACHO F. FUNDIDO ASTM A126/A
TAMPA F. FUNDIDO ASTM A126/A

FABRICANTES: GAXETA TEFLON


CIWAL PREME-GAXETA F. FUNDIDO ASTM A126/A
DOX
NOVA AMERICANA

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 14,0 200
VAPOR SATURADO 8,8 125
2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 24,6 350
VEDAÇÃO 14,1 200

MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA

1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 5” 6”


DN
15 20 25 32 40 50 65 80 100 125 150
L 92 100 105 117 130 165 190 216 280 305 330
D 89 99 108 118 127 152 178 191 229 254 279
H 80 85 90 95 135 146 190 200 220 250 270
B 11,1 11,1 11,1 12,7 14,2 15,8 17,5 19,1 23,9 23,9 25,4

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA OU ÓLEO PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL.
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

241
MATERIAIS
VÁLVULA DE MACHO
MATERIAL: FERRO FUNDIDO CORPO F. FUNDIDO ASTM A126/A
CLASSE: 125 LIBRAS MACHO F. FUNDIDO ASTM A126/A
TAMPA F. FUNDIDO ASTM A126/A

FABRICANTES: GAXETA TEFLON


ACEPAM PREME-GAXETA F. FUNDIDO ASTM A126/A
DOX
MIPEL

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 14,0 200
VAPOR SATURADO 8,8 125
2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 24,6 350
VEDAÇÃO 14,1 200

MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA

1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 5” 6”


DN
15 20 25 32 40 50 65 80 100 125 150
L - - 146 178 210 210 230 254 298 - -
D - - 108 127 152 152 178 191 229 - -
H - - 132 140 160 160 172 195 240 - -
B - 11,1 14,2 15,8 15,8 17,5 19,1 23,9 - -

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA OU ÓLEO PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL.
3. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

242
4.14. Fabricantes

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Dox x x x
Macotec x x x x
Mipel x
Nova Americana x x x x x x x x
Valtec x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

243
VÁLVULAS DE
GUILHOTINA
5. VÁLVULA GULHOTINA

5.1. Introdução:
É o tipo de válvula normalmente empregada para trabalhos com líquidos ou
gazes contendo alta porcentagem de sólidos, polpas, pastas e fluidos muito
densos.
A válvula guilhotina não é indicada em serviços onde se necessita a
estanqueidade total.
Sua forma construtiva é semelhante às válvulas de gaveta, diferindo
basicamente no obturador que se caracteriza por ser uma lâmina que desliza
entre sedes paralelas promovendo a abertura e o fechamento.
As válvulas guilhotina também são conhecidas como válvula faca.

5.2. Aplicação:
São empregadas como válvulas de bloqueio (on/off) em serviços de água, óleo
ou gás (WOG) para fluidos com grade quantidade de sólidos em suspensão.
São usadas principalmente em linhas de polpas das indústrias de papel e
celulose e em linhas de produtos muito densos nas instalações industriais.

5.3. Principais vantagens:


Entre as principais vantagens podemos citar a baixa perda de carga, fluxo
ininterrupto nos dois sentidos, construção simples e extremamente curta,
ocupando pequeno espaço na instalação.

5.4. Principais desvantagens:


Sua principal desvantagem é a não ter uma estanqueidade total.

5.5. Identificação das partes de uma Válvula de Guilhotina:

245
5.6. Materiais construtivos:
Na fabricação das válvulas de guilhotina são geralmente empregados o aço
fundido e o ferro fundido.

5.7. Meios de Ligação:


As válvulas de guilhotina são normalmente fabricadas do tipo wafer para
montagem entre flanges ASME/ANSI ou DIN, do tipo lug, e raramente com
extremidades flangeadas.

5.8. Características construtivas:


O sistema de vedação entre o corpo e o obturador (guilhotina ou faca) pode ser
do tipo metal-metal, metal-elastômero.
Quanto ao obturador pode ser de passagem plena ou reduzida.

5.9. Acionamento:
O acionamento das válvulas de pequenos diâmetros é feito por meio de volante
de ação direta ou ainda com volante com engrenagem de redução.

5.10. Classes de pressão:


As válvulas de guilhotina são fabricadas segundo as classes de pressão de
125PSI e a 150 PSI, nos diâmetros de 2” a 24” ou maiores, sob encomenda.

5.11. Exemplos de especificação técnica.

Fluido: Massa de papel


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 1,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula guilhotina, classe 125#, passagem plena,


corpo de ferro fundido ASTM A126/B, guilhotina de inox
AISI 304, vedação em EPDM, volante de ferro fundido,
para montagem entre flanges ASME/ANSI B16.5-150#FR.
Ref. Niagara fig. 728

Fluido: Pixe
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 3,0 kgf/cm2
Temperatura: 180 °C

Válvula guilhotina, classe 150#, passagem plena,


corpo de aço fundido ASTM A216/WCB, guilhotina de inox
AISI 304, vedação do tipo metal/metal, volante de ferro
fundido, para montagem entre flanges
ASME/ANSI B16.5-150#FR.
Ref. Durcon-Vice

246
5.12. Exemplo de folha de dados.

FOLHA DE DADOS
FD-004 VÁLVULA DE GUILHOTINA GUI-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

VÁLVULA DE GUILHOTINA ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS


01 CORPO / TAMPA
02 CLASSE DE PRESSÃO
CARACTERÍST. CONSTRUTIVAS

03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06
07 VOLANTE
ACIONAMENTO
08 REDUTOR
09 PASSAGEM
10 MODELO
11 PREME-GAXETA
12 BUCHA DE PTFE
13
14
15
16 CORPO / TAMPA
17 VEDAÇÃO
18 INTERNOS GUILHOTINA
19 GAXETA
20 JUNTA
VEDAÇÃO
21 PARAFUSO
MATERIAIS

CORPO / TAMPA
22 PORCA
23 GAXETA
24 CORPO
25 PREME-GAXETA PARAFUSO
26 PORCA
27
28
29
30 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
31
ACES.

32
33
34
35 FLUIDO
36 VAZÃO
FLUIDO

37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
39 DENSIDADE
40 VISCOSIDADE
41 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
42 CONSTRUÇÃO
43 MEDIDA FACE A FACE
NORMAS

44 EXTREMIDADES
45 TESTE DO CORPO
46 TESTE DA SEDE
47
48
49
GERAL

REFERÊNCIA
50
51
52
53
NOTAS

54
55
56
57
FOLHA
/

247
5.13. Tabelas técnicas.

MATERIAIS
VÁLVULA DE GULHOTINA
MATERIAL: FERRO FUNDIDO CORPO FERRO FUNDIDO
CLASSE: 125 LIBRAS GUILHOTINA AÇO INOX
TAMPA FERRO FUNDIDO

FABRICANTES: DOX GAXETA TEFLON


NIAGARA PREME-GAXETA FERRO FUNDIDO
OMEL
SEDE NEOPRENE

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 4,2 60

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO
VEDAÇÃO

MEIO DE LIGAÇÃO WAFER

3” 4” 5” 6” 8” 10” 12” 14” 16” 18” 20”


DN
80 100 125 150 200 250 300 350 400 450 500
D 138 158 188 212 268 320 370 430 482 - -
L 62 64 66 68 70 76 80 96 100 - -
H 462 502 600 640 788 890 1005 1140 1210 - -

APLICAÇÕES:
1. MASSA DE PAPEL E OUTROS FLUIDOS DENSOS EM BAIXAS PRESSÕES.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

248
MATERIAIS
VÁLVULA DE GULHOTINA
MATERIAL: AÇO FUNDIDO CORPO AÇO FUNDIDO
CLASSE: 150 LIBRAS GUILHOTINA AÇO INOX
TAMPA AÇO FUNDIDO

FABRICANTES: GAXETA TEFLON


DOX
DURCON VICE PREME-GAXETA AÇO FUNDIDO
SEDE VITON / EPDM

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 10,5 150

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO
API 598
VEDAÇÃO

PADRÃO DE FABRICAÇÃO
ANSI B16.10
CONSTRUÇÃO
MSS SP81
TESTES API 598

2” 3” 4” 6” 8” 10” 12” 14” 16” 18” 20” 24”


DN
50 80 100 150 200 250 300 350 400 450 500 600
A 76 95 114 139 171 203 241 266 298 317 349 406
B 317 362 397 521 648 742 867 986 1109 1219 1330 1532
B1 372 443 503 678 856 1008 1178 1329 1503 1664 1826 2129
C 254 254 254 254 305 406 406 508 508 508 508 508
D 48 51 51 57 70 70 76 76 89 89 114 114
E 14,3 14,3 17,5 16 20,6 23,8 25,4 23,8 27,0 27,0 30,2 33,3

APLICAÇÕES:
1. MASSA DE PAPEL E OUTROS FLUIDOS DENSOS.

249
5.14. Fabricantes

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Dox x x x x
Durcon Vice x x x x x
Omel x x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

250
Válvulas Globo
6. VÁLVULAS GLOBO

6.1 - Introdução
Válvulas globo têm esse nome universalizado devido à forma globular concebida
inicialmente no projeto de seu corpo. Também conhecida como registro de pressão,
assim como a de agulha, presta-se a regular vazão e bloquear o fluxo de fluidos em
uma tubulação. Existem desde as válvulas domésticas (a maioria das válvulas de
lavatórios, chuveiros e pias são válvulas de globo, com a vedação sendo chamada
de “carrapeta”), até válvulas com cerca de DN 300 (12”) ou até mesmo DN 400 (16”).
Seu funcionamento para abrir ou fechar é feito manualmente por um volante fixo à
extremidade da haste e quando girada, promoverá um movimento de translação em
sentido ascendente ou descendente do obturador acoplado à outra extremidade da
haste que atuará na sede localizada no corpo da válvula, abrindo, fechando ou
regulando a passagem do fluxo.
Existem quatro versões deste tipo de válvula, todas elas com características comuns
quanto ao funcionamento, mas com projetos de disposição do corpo de forma tal
que as diferenciam, proporcionando assim melhores opções aos projetistas e
instaladores em montagens de tubulações.

VÁLVULA GLOBO

6.2. Aplicação.
São empregadas como válvulas de regulagem bem como válvulas de bloqueio
(on/off) em serviços de água, óleo ou gás (WOG) para fluidos sem sólidos em
suspensão. Também não devem ser empregadas onde os fluidos transportados
venham a se solidificar no interior das válvulas que é o caso de resinas, tintas e
vernizes.

6.3. Principais vantagens.


Entre as principais vantagens no emprego das válvulas globo, pode-se enumerar o
controle parcial do fluxo, acionamento mais rápido que as válvulas de gaveta,
perfeita estanqueidade, a variedade dos meios de ligação, aplicação em larga gama
de pressão e temperatura e ter uma fácil manutenção. Podem ser instaladas para
operações freqüentes.

252
6.4. Principais desvantagens.
Entre as principais desvantagens no emprego das válvulas de globo, pode-se
enumerar que não admitem fluxo nos dois sentidos e a perda de carga excessiva
nos modelos com passagem em “S”.

VÁLVULA GLOBO – DETALHES DA FORMA DE BLOQUEIO E PASSAGEM EM “S”

6.5. Identificação das partes de uma válvula globo.

253
6.6. Sistema construtivo.

Quanto à forma construtiva

GLOBO GLOBO ANGULAR GLOBO OBLÍQUA

Válvula Globo.
Conhecida simplesmente pelo nome de válvula globo, tem as extremidades de
entrada e saída coaxiais e a haste perpendicular à direção do fluxo, admitindo fluxo
pela extremidade de entrada (sempre determinada por uma seta indicativa de fluxo),
que ao adentrar a câmara inferior fará uma curva de 90º em relação ao seu eixo,
ultrapassando a região de passagem onde está localizada a sede, envolvendo a
câmara superior onde se localiza o obturador saindo pela extremidade oposta,
sendo novamente desviada a 90º, percorrendo um caminho em forma de “S”.
São válvulas com elevada perda de carga.

Válvula Globo Angular


Mais conhecido como válvula angular, diferencia-se da válvula globo convencional
apenas na configuração do corpo, onde as extremidades de entrada e saída estão
dispostas a 90º entre si. Este arranjo possibilita duas vantagens interessantes que
devem ser levadas em conta pelos projetistas, pois neste caso a perda de carga é
menos acentuada em relação às válvulas globo retas, como também propicia
diminuição do número de conexões na instalação.

Válvula Globo Oblíqua


Esta válvula possui as mesmas características de funcionamento das válvulas globo
do tipo convencional, inclusive com as extremidades de entrada e saída coaxiais,
porém todo o conjunto que engloba o mecanismo de abertura e fechamento e,
conseqüentemente, a região de vedação, ficam numa posição oblíqua, a 45° em
relação ao eixo de entrada e saída, o que possibilitará desta forma o uso de menor
espaço (altura) em uma instalação. Possibilita ainda uma perda de carga compatível
com as válvulas angulares. A válvula globo oblíqua é também conhecida como
válvula tipo “Y” ou ainda como válvula globo de passagem reta.

254
Válvula de globo tipo ponta de agulha
Também conhecida simplesmente por “válvula de agulha”, ou ainda como “globo
ponta de agulha” são as válvulas destinadas à regulagem precisa de vazão.
A válvula de agulha é uma variação das válvulas globo e portanto de funcionamento
idêntico. Ela difere basicamente no seu elemento de vedação (obturador) que se
caracteriza pelo seu formato cônico extremamente agudo, normalmente constituído
na própria extremidade da haste que promove os movimentos de abertura,
fechamento e principalmente regulagens.
Este tipo de válvula tem o orifício de passagem bastante reduzido em relação à
bitola da válvula para que se possa obter uma maior precisão nas regulagens de
vazão.
As válvulas de agulha são indicadas para serem utilizadas em aparelhos de
instrumentação de ar comprimido, gases e líquidos homogêneos em geral com baixa
viscosidade.

Quanto ao meio de ligação.

ROSCADA SOQUETADA SOLDA DE TOPO FLANGEADA BOLSAS

Rosca BSP ou NPT .


Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros.

Solda do tipo encaixe (soquete).


Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros onde se deseja
estanqueidade absoluta nas ligações.

255
Solda de topo.
Empregadas em qualquer diâmetro onde se deseja estanqueidade absoluta.
Empregada principalmente em serviços de altas pressões e temperaturas.

Extremidades flangeadas.
Fabricadas em qualquer diâmetro e empregadas onde se deseja a facilidade de
montagem e desmontagem.

Extremidades com bolsas e junta elástica.


Empregadas em médios e grandes diâmetros para linhas em ferro fundido.

Quanto aos materiais.


Corpo e castelo.
Deve, de preferência, ser do mesmo material dos tubos em que as válvulas forem
instaladas ou ainda de material compatível com o material dos tubos.

Internos.
Podem ser do mesmo material do corpo e ainda devem ser de material compatível
com o serviço a que se destinam pois devem ser resistentes à pressão, temperatura
e as altas velocidades decorrentes da operação de abertura, regulagem e
fechamento da válvula.

Quanto ao meio de ligação entre corpo e castelo.

ROSCA INTERNA ROSCA EXTERNA PORCA-UNIÃO APARAFUSADO

Rosca interna.
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e
temperatura ambiente. Geralmente fabricadas de bronze e empregadas em uso
doméstico.

Rosca externa.
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e
temperatura ambiente. Geralmente fabricadas de bronze e empregadas em serviços
de pequena responsabilidade.

Rosca do tipo porca-união.


Empregado em válvulas industriais de pequenos diâmetros e usadas em serviços de
média e alta pressão e temperatura.

256
Flangeado ou aparafusado.
Empregado em válvulas industriais dos mais variados diâmetros para todas as
classes de pressão para serviços de maior responsabilidade.

Soldado.
Empregado em válvulas industriais dos mais variados diâmetros para altas pressões
e temperaturas em serviços de grande responsabilidade.

Quanto ao tipo de haste e do volante.

ASCENDENTE COM ROSCA EXTERNA ASCENDENTE COM ROSCA INTERNA

Haste e volante ascendentes com rosca interna.


A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante confere à haste os
movimentos de rotação e de translação. A cunha é encaixada na haste e
conseqüentemente também recebe o movimento translação o que permite a
abertura, regulagem e fechamento da válvula.
Essas válvulas são empregadas em serviços de uso industrial de pequena
responsabilidade em baixas temperaturas e baixas pressões.

Haste e volante ascendentes com rosca externa.


A haste é fixa ao volante e o movimento de rotação do volante confere à haste os
movimentos de rotação e de translação. A cunha é encaixada na haste e
conseqüentemente também recebe o movimento translação o que permite a
abertura, regulagem e fechamento da válvula.
Essas válvulas são empregadas em serviços de uso industrial de responsabilidade
em todas as faixas de pressão e temperatura.

Quanto à manutenção das gaxetas.


Certas válvulas podem ser re-engaxetadas sob pressão, em serviço, desde que
totalmente abertas. Esta facilidade é importante, principalmente para a industria, pois
evita paradas no sistema para uma simples manutenção de engaxetamento da
haste.

257
Quanto ao anel-sede.
O anel-sede é a região do corpo da válvula que se ajusta ao disco (obturador) para
proporcionar a vedação. Pode ser do tipo integral, executada no próprio corpo da
válvula ou do tipo postiça, geralmente de material diferente do corpo da válvula.

Usinados.
São as mais comuns e empregadas em válvulas de pequenos diâmetros, geralmente
de bronze e são chamados sede integral pois são executados no próprio corpo da
válvula.

Roscados.
São de fácil substituição, geralmente executados de material diferente do material do
corpo e são empregados quando existe a presença de fluidos agressivos e devem
ser construídos com materiais compatíveis com o fluido a ser transportados e sua
agressividade.

Prensados.
São empregados para fluidos agressivos mas a sua substituição não é tão fácil
quanto as roscadas. Quanto ao material empregado também deve atender as
exigências da agressividade do fluido transportado.

Obturadores (disco).
Em válvulas globo convencional, angular ou oblíqua, podem ser utilizados vários
tipos de obturadores para as mais diferentes características de fluidos, de pressão e
temperatura. Eles podem ter formas construtivas diversas para melhor atender uma
condição mais específica de trabalho e para cada geometria do disco se tem um tipo
de regulagem.
Os tipos mais usuais são apresentados abaixo.

DISCO CÔNICO DISCO TIPO PLUG


Disco cônico.
São constituídos em latão forjado para válvulas de pequeno porte e de bronze para
as maiores, têm uma configuração em forma de tronco de cone na região de contato
com o anél-sede, com ângulo de aproximadamente 45º. Indicados para operar com
fluidos no estado líquido, homogêneos, livres de impurezas que possam causar
sedimentações, pois tanto o bronze como o latão são materiais macios e em
condições adversas sofrerão sérios danos na região de vedação.

Disco cônico tipo “plug”.


Estes discos também possuem configuração na forma de tronco de cone na região
de contato com a sede, porém com ângulo de aproximadamente 20º. Estes discos,
face um menor ângulo, apresentam uma melhor performance em serviços de
regulagens e/ou estrangulamento e, por serem construídos com material de maior

258
resistência mecânica, geralmente em inox, oferecem maior resistência às impurezas
contidas nos fluídos, como também a desgastes provocados por erosão, sobretudo
em escoamento de fluido em velocidade mais elevada.

DISCO PLANO NÃO METÁLICO DISCO PARA VÁLVULA DE AGULHA

Disco plano não metálico.


Este tipo de disco tem a sua superfície de vedação sempre em contato com uma
sede plana, sendo construídos a partir de materiais resilientes que permitem
vedações estanques, mesmo em contato com fluidos com pequenas impurezas
sólidas, protegendo desta forma a integridade da sede da válvula destes possíveis
corpos estranhos. Quando necessário, os discos podem ser facilmente substituídos,
aumentando de forma significativa a vida útil da válvula.
Na construção destes tipos de disco pode ser utilizado elastômeros ou PTFE
(teflon®), com ampla vantagem para os discos de PTFE devido sua compatibilidade
com a grande diversificação de fluidos, em temperaturas que podem variar de -20ºC
até cerca de 140ºC.

Disco para válvulas de agulha


É o tipo de obturador usado exclusivamente em válvulas agulha, que de acordo com
a sua geometria extremamente aguda proporciona uma adequada regulagem de
vazão. Para complementar a facilidade de regulagem se utiliza nas hastes uma
rosca de passo pequeno, o que aumenta o tempo de abertura e fechamento da
válvula para uma maior precisão na regulagem de vazão do fluido.

6.7. Sistemas de vedação.

Vedação do corpo:
Entre o corpo e o castelo existe uma junta que é o elemento de vedação e a
estanqueidade se processa pelo aperto dessa junta ente o corpo e o castelo.

Vedação da haste.
Este sistema de vedação é conhecido como “engaxetamento da haste” e se
processa por meio de gaxetas enroladas na haste e apertadas por meio de um
dispositivo denominado preme-gaxetas.

6.8. Acionamento das válvulas.


É o dispositivo que transmite força à haste para dar movimento ao obturador.
Uma das formas de acionamento, talvez a mais comum, é o volante que pode ser
ligado diretamente à haste. Por motivos construtivos as válvulas globo não oferecem
resistência à abertura ou ao fechamento.

259
Acionamento direto.
O acionamento direto por meio de volante fixo à haste é o sistema usado em
válvulas de uso doméstico e industrial para todos os diâmetros, é o meio mais
comum de acionamento.
A haste pode ser fabricada com rosca interna para os serviços de menor
responsabilidade como as válvulas domiciliares e as válvulas destinadas aos
serviços de saneamento, as hastes com rosca externa são destinadas aos serviços
de maior responsabilidade.

6.9. Materiais construtivos das válvulas.

Bronze fundido – ASTM B62


O bronze fundido é empregado na construção do corpo e castelo das válvulas de
pequenos e médios diâmetros para serviços de pequena responsabilidade (WOG).
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas e o flange.
As roscas são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Os flanges poderão ter as dimensões conforme a norma ASME/ANSI B16.24 com
faces planas.
O bronze fundido também é empregado na construção do disco e da sede nas
válvulas de corpo em ferro fundido.

Latão laminado.
O latão laminado ASTM B124 é empregado na construção da haste das válvulas de
corpo e castelo de bronze.
O latão laminado ASTM B16 é empregado na construção de hastes das válvulas de
corpo e castelo de ferro fundido.

Ferro fundido.
O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo e
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas.
O ferro fundido dúctil NBR 7663 (ISO 2531) é empregado na construção do corpo e
castelo das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces com ressalto.

Aço carbono fundido.


O aço carbono fundido ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo,
castelo e disco das válvulas de médio e grandes diâmetros com extremidades
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5, com face plana ou com ressalto ou ainda
com pontas para solda de topo conforme ASME/ANSI B16.25.

Aço inox fundido.


O aço inox fundido ASTM A351 CF8 ou ASTM A351 CF8M é empregado na
construção do corpo, castelo e disco das válvulas de pequenos e grandes diâmetros
com extremidades flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5 com face com ressalto
ou ainda com pontas para solda de topo ASME/ANSI B16.25.

260
Aço carbono forjado.
O aço carbono forjado ASTM A105 é empregado na construção do corpo e castelo
das válvulas de pequenos diâmetros com extremidades roscadas conforme
NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT), extremidades para solda de
encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11 ou ainda flangeadas conforme
ASME/ANSI B16.5 com face com ressalto.

Aço inox forjado.


O aço inox forjado ASTM A182/F304 ou ASTM A182/F316 é empregado na
construção do corpo e castelo das válvulas de pequenos diâmetros com
extremidades roscadas conforme NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT) ou
extremidades para solda de encaixe (SW) conforme ASME/ANSI B16.11.

PTFE (Teflon).
O PTFE é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas características
químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente, sua principal
limitação é a temperatura que deve variar entre -20 oC e 140oC.

Fibras de aramida (Kevlar).


As fibras de aramida são mais conhecidas pelo seu nome comercial, Kevlar marca
registrada da empresa Dupont, um tipo de fibra derivada de uma poliamida
aromática. Duas formas principais de fibras aramidas são produzidas: Kevlar 49
utilizado como carga para reforço em plásticos e elastômeros e o Kevlar 29 para
outros usos. Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são
produzidas com fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite.

Carbono.
Um dos materiais mais novos usados na vedação das válvulas é o grafoil, material a
base de carbono e comercializado na forma de fitas. É um material de enorme
resistência química e resiste a altas temperaturas, que podem variar de -240 oC a
3000oC.

6.10. Classes de pressão.


As válvulas são classificadas por classes de pressão.

Pressão Nominal.
Designação simbólica para fins de referência.

Pressão de Trabalho.
É a pressão máxima admissível para cada valor da temperatura de trabalho onde se
considera o binômio pressão x temperatura conforme norma ANSI B16.34.

261
6.11. Exemplos de especificação técnica.
Fluido: água potável
Instalação: aparente
Pressão de serviço: baixa
Temperatura: ambiente

Válvula globo, corpo e castelo de bronze fundido


ASTM B62, classe 125#, castelo roscado ao corpo, haste
ascendente com rosca interna, reengaxetavel em serviço,
volante de alumínio e extremidades roscadas conforme
ABNT NBR 6414 (BSP).
Ref. Ciwal fig. 114

Fluido: água industrial


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula globo, corpo e castelo de bronze fundido


ASTM B62, classe 150#, castelo roscado ao corpo, haste
ascendente com rosca interna reengaxetável em serviço,
disco cônico de bronze ASTM B62, volante de alumínio
anodizado e extremidades roscadas conforme
ASME/ANSI B1.20.1(NPT).
Ref. Ciwal fig. 12

Fluido: vapor saturado


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 39,6 kgf/cm2
Temperatura: 250 ºC

Válvula globo, classe 800#, corpo e castelo de aço


carbono forjado ASTM A105, castelo em arco,
aparafusado ao corpo, haste ascendente com rosca
externa, volante fixo na haste, reengaxetável em serviço,
disco de aço inox ASTM A217 CA15, haste de aço inox
forjado ASTM A182 F6a, gaxetas de fibras de aramida
com PTFE e grafite, volante de ferro nodular e
extremidades com encaixe para solda conforme
ASME/ANSI 16.11.
Ref. Ciwal fig. 53 / Brava

262
Fluido: água industrial
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula globo de passagem reta (tipo Y), classe 150#,


corpo e castelo de bronze fundido ASTM B62, castelo
roscado ao corpo, haste ascendente com rosca interna,
reengaxetável em serviço, disco cônico de bronze ASTM
B62, volante de alumínio e extremidades roscadas
conforme ASME/ANSI B1.20.1(NPT).
Ref. Ciwal fig. 37 / Mipel fig. 023

Fluido: água industrial


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula globo tipo angular, classe 150#, corpo e castelo


de bronze fundido ASTM B62, castelo roscado ao corpo,
haste ascendente com rosca interna reengaxetável em
serviço, disco cônico de bronze ASTM B62, volante de
alumínio e extremidades roscadas conforme
ASME/ANSI B1.20.1(NPT).
Ref. Ciwal fig. 70

Fluido: ar comprimido
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula globo tipo agulha, classe 150#, corpo e castelo de


bronze fundido ASTM B62, castelo roscado ao corpo,
haste ascendente com rosca interna reengaxetável em
serviço, disco tipo agulha de bronze ASTM B62, sede
postiça de latão laminado ASTM B16, volante de alumínio
anodizado e extremidades roscadas conforme
ASME/ANSI B1.20.1(NPT).
Ref. Mipel

263
Fluido: água quente
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 20,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula globo, classe 300#, corpo e castelo de aço


fundido ASTM B216/WCB, castelo aparafusado ao corpo,
haste ascendente com rosca externa, reengaxetável em
serviço, disco cônico e anel sede de aço inox, volante de
ferro nodular, dimensões conforme a norma
ASME/ANSI B16.10 e extremidades flangeadas conforme
ASME/ANSI B16.5-300# FR.
Ref. Ciwal fig. 214

264
6.12. Exemplos de folhas de dados.
FOLHA DE DADOS:
FD-008 VÁLVULA GLOBO VGL-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

Válvula Globo Especificação Proposta Notas


01 TIPO
02
CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS

CORPO / CASTELO
03 CLASSE DE PRESSÃO
04 EXTREMIDADES
05 FACE
FLANGE
06 ACABAMENTO
07 VOLANTE
08 ACIONAMENTO HASTE
09 ROSCA
10 PASSAGEM
11 OBTURADOR
12 CASTELO
13 PREME-GAXETA
14 GAXETA
15
16 CORPO E CASTELO
17 HASTE
INTERNOS
18 VEDAÇÃO
19 OBTURADOR
20 GAXETA
21 JUNTA
VEDAÇÃO
22
MATERIAIS

PARAFUSO
CORPO / CASTELO
23 PORCA
24 CORPO
25 PREME-GAXETA PARAFUSO
26 PORCA
27 BUCHA DE ACIONAMENTO
28 PORCA DO VOLANTE
29 VOLANTE
30 CONTRA-VEDAÇÃO
31
32 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
ACES.

33
34
35
36 FLUIDO
37 VAZÃO
FLUIDO

38 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
39 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
40 DENSIDADE
41 VISCOSIDADE
42 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
43
NORMAS

44 MEDIDAS FACE A FACE


45 EXTREMIDADES
46 TESTES
47
48 REFERÊNCIA
49
GERAL

50
51
52
53
54
NOTAS

55
56
57
Folha
/

265
6.13. Tabelas Técnicas.

VÁLVULA GLOBO MATERIAIS

MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62


CLASSE: 150 LIBRAS CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62
MODELO: HASTE ASCENDENTE
: VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16

FABRICANTES: ACEPAM DISCO BR. FUND. ASTM B62 / TEFLON


MIPEL PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62
CIWAL
HASTE LATÃO LAMINADO ASTM B124
GAXETA TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
VAPOR SATURADO 8,8 125
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 14,1 200

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 21,0 300
VEDAÇÃO 14,1 200

ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO
ROSCA BSP

1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2”


DN
6 10 15 20 25 32 40 50
FACE A FACE 44 46 58 68 80 92 100 120
CENTRO A TOPO 70 75 90 108 122 130 150 166
∅ VOLANTE 50 50 55 65 70 80 90 100

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
3. VAPOR SATURADO ATÉ 8,8 kgf/cm2 (178 °C)

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

266
VÁLVULA GLOBO DE PASSAGEM RETA MATERIAIS

MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62


CLASSE: 150 LIBRAS CASTELO BRONZE FUNDIDO ASTM B62
MODELO: HASTE ASCENDENTE
: VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA LATÃO LAMINADO ASTM B16

FABRICANTES: ACEPAM DISCO BRONZE FUNDIDO ASTM B62


MIPEL PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62
CIWAL
HASTE LATÃO LAMINADO ASTM B124
GAXETA TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
VAPOR SATURADO 10,5 150
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 21,0 300

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 31,6 450
VEDAÇÃO 21,0 300

ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO
ROSCA BSP

1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2”


DN
6 10 15 20 25 32 40 50
FACE A FACE 54 54 75 80 95 110 130 150
CENTRO A TOPO 100 100 112 130 147 163 184 216
∅ VOLANTE 55 55 65 70 80 90 100 120

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
3. VAPOR SATURADO ATÉ 8,8 kgf/cm2 (178 °C)

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

267
VÁLVULA GLOBO MATERIAIS

MATERIAL: AÇO FORJADO CORPO AÇO FORJADO ASTM A105


CLASSE: 800 LIBRAS CASTELO AÇO FORJADO ASTM A105
MODELO: HASTE ASCENDENTE
: VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA AÇO FORJADO ASTM A105

FABRICANTES: BRAVA DISCO AÇO FORJADO ASTM A217


CIWAL PORCA PREME GAXETA BRONZE FUNDIDO ASTM B62
HASTE AÇO INOX ASTM A182/F6a
GAXETA ARAMIDA E TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
VAPOR SATURADO 56,3 800
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 140,6 2000

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 210,0 3000
VEDAÇÃO 66,1 2200

ENCAIXE/SOLDA
MEIO DE LIGAÇÃO ROSCA NPT
ROSCA BSP

NORMA DE FABRICAÇÃO BS 2995

1/4” 3/8” 1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2”


DN
6 10 15 20 25 32 40 50
FACE A FACE 70 70 70 86 102 140 140 158
CENTRO A TOPO 156 156 156 162 210 310 310 330
∅ VOLANTE 92 92 92 92 130 185 185 185

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA ALTAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
3. VAPOR SATURADO ATÉ 56,3 kgf/cm2 (178 °C)

268
VÁLVULA GLOBO MATERIAIS

MATERIAL: AÇO FUNDIDO CORPO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB


CLASSE: 150 LIBRAS CASTELO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
MODELO: HASTE ASCENDENTE
: VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
DISCO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
FABRICANTES: CIWAL PREME GAXETA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
ANEL SEDE AÇO FORJADO ASTM A217
HASTE AÇO INOX ASTM A182/F6a
GAXETA ARAMIDA E TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
VAPOR SATURADO 21,0 300
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 20,0 285

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 15,8 450
VEDAÇÃO 22,0 315

FLANGE
MEIO DE LIGAÇÃO ANSI B16.5
DIN

ASME/ANSI
NORMA DE FABRICAÇÃO
B16.10

1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 6” 8” 10” 12” 14” 16”


DN
40 50 65 80 100 150 200 250 300 350 400
L 165 203 216 241 292 406 495 622 699 - -
H 275 306 337 360 428 535 640 809 910 - -
V 160 180 180 200 240 300 400 500 560 - -
P(kg) 10 18 24 30 49 88 147 273 412 - -

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA MÉDIAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
3. VAPOR SATURADO ATÉ 21,0 kgf/cm2 (297 °C)

269
VÁLVULA GLOBO ANGULAR MATERIAIS

MATERIAL: AÇO FUNDIDO CORPO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB


CLASSE: 150 LIBRAS CASTELO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
MODELO: HASTE ASCENDENTE
: VOLANTE FIXO NA HASTE PREME GAXETA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
DISCO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
FABRICANTES: CIWAL PREME GAXETA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
ANEL SEDE AÇO FORJADO ASTM A217
HASTE AÇO INOX ASTM A182/F6a
GAXETA ARAMIDA E TEFLON

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
VAPOR SATURADO 21,0 300
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 20,0 285

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 15,8 450
VEDAÇÃO 22,0 315

FLANGE
MEIO DE LIGAÇÃO ANSI B16.5
DIN

ASME/ANSI
NORMA DE FABRICAÇÃO
B16.10

1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 6” 8” 10” 12” 14” 16”


DN
40 50 65 80 100 150 200 250 300 350 400
L 84 102 108 121 146 279 343 - - - -
H 282 302 332 200 240 300 400 - - - -
V 160 180 180 200 240 300 400 - - - -
P(kg) 12 18 25 30 45 85 140 - - - -

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA MÉDIAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.
3. VAPOR SATURADO ATÉ 21,0 kgf/cm2 (297 °C)

270
6.14. Fabricantes de Válvulas Globo

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Aerre x x x
Brava x x
Brussantin x
Ciwal x x x x x
Deca x
Dox x x x x x
Eicasa x x x x x
Friatec x x
Grofe x
Incoval x x x x
Indumetal x x x x x x
IVC Vanasa x x x x x
Mipel x x
Niagara x x x x x
Nova Americana x x x x x x x x
Scai x x x x x
Spirax Sarco x x
Tecval x x x x x x
Valcont x x x x x x
Valtec x x
Valvugás x x x x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

15. Fabricantes de Válvulas Agulha

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Ciwal x x x
Dox x x x
Eicasa x x x
Grofe x
Mipel x
Niagara x x x x
Tecval x x x x x x x
Valcont x x x x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

271
Válvula Borboleta
7. VÁLVULA BORBOLETA

7.1. Introdução:
A válvula borboleta, uma das mais antigas, recebe esse nome em função da
aparência se seu oburador, tem por função a regulagem e o bloqueio do fluxo em
uma tubulação e pode trabalhar em várias posições de fechamento parcial.
O fechamento da válvula é feito pela rotação de uma peça circular, chamada disco,
em torno de um eixo perpendicular à direção de escoamento do fluido.
Quase todas as válvulas de borboleta têm anéis de sede em elastômeros, com quais
se consegue uma excelente vedação.

7.2. Aplicação:
As válvulas de borboleta foram originalmente concebidas como válvulas de
regulagem, mas devido ao aprimoramento da sede pode também trabalhar como
válvulas de bloqueio.
É utilizada principalmente em sistemas de adução e de distribuição de água bruta ou
tratada, e em estações de tratamento de água e de esgotos e ainda é utilizada na
indústria química, petroquímica, farmacêutica e alimentícia.
Podem ser usadas em serviços de alta corrosão pois existem válvulas com
revestimento anticorrosivo tanto no corpo como na haste e no disco de fechamento.
São utilizadas em tubulações contendo líquidos, gases, inclusive líquidos sujos ou
contendo sólidos em suspensão, bem como para serviços corrosivos.

7.3. Principais vantagens:


As vantagens de uma válvula borboleta são muitas, como a facilidade de montagem,
construção compacta, robusta e leve ocupando pequeno espaço, excelentes
características de escoamento com alta capacidade de vazão, baixo custo e boa
performance como válvula de regulagem e de controle.

7.4. Principais desvantagens:


A válvula não deve ser instalada muito próxima a outras válvulas, acessórios ou
conexões pois sua performance poderá ser afetada.
Depois de determinado tempo de operação podem apresentar vazamentos
decorrentes do desgaste natural das partes internas.

273
7.5. Identificação das partes de uma válvula borboleta:

7.6. Sistema Construtivo

Instalação
Pode ser instalada enterrada ou aérea em tubulações horizontais ou verticais e,
quando enterradas, devem ser instaladas em câmara de manobra.

Modelo do corpo.
Corpo inteiriço / haste e disco aparafusado.
O corpo é fabricado em uma única peça e, disco e haste são duas peças distintas
que serão unidas por meio de parafusos.

Corpo bipartido / haste e disco em peça única.


O corpo é fabricado em duas partes e, disco e haste constituem uma única peça.

Posição da haste do disco:


A válvula é usualmente instalada de forma que a haste do disco fique na posição
horizontal, a posição mais recomendada. Quando se fizer necessário à instalação da
válvula com a haste na posição vertical, convém que o mecanismo fique na parte
superior da válvula. A posição da haste na vertical e mecanismo na parte inferior é
totalmente desaconselhável. Nas válvulas com grandes diâmetros (DN≥1200), a
haste na posição horizontal é a única solução possível.

Posição do mecanismo de redução:


Nas válvulas que trabalham com a haste do disco na horizontal, o mecanismo de
redução pode ser montado, em qualquer uma das quatro posições mostradas na
figura a seguir:

274
Meios de ligação.
Wafer.
Modelo de válvula que para a sua instalação são
utilizados dois flanges e a válvula é apertado entre esses
dois flanges por meio de parafusos.

Lug.
Modelo muito semelhante às válvulas do tipo wafer mas
apresentando uma orelha para cada parafuso. Essas
orelhas são dotadas de furos com roscas, das mesmas
características dos flanges a que se destinam, onde são
roscados parafusos estojos para a fixação na tubulação.
A vantagem em relação ao modelo wafer é a
independência proporcionada entre os trechos de
montante e jusante com a praticidade do corpo curto das
wafers.

Flangeada.
Modelo usado principalmente para válvulas de grandes diâmetros onde se deseja a
praticidade e a confiabilidade das ligações flangeadas.

WAFER LUG FLANGEADA

7.7. Sistema de vedação.

Vedação da haste.
Este sistema de vedação é conhecido como “engaxetamento da haste” e se
processa por meio de gaxetas enroladas na haste e apertadas por meio de um
dispositivo denominado preme-gaxetas.

7.8. Acionamento das válvulas:


A seleção do tipo de acionamento depende da aplicação e das condições de serviço
a que se destinam.

275
PNEUMÁTICO MANUAL

Um atuador manual emprega alavancas, engrenagens ou volantes para facilitar a


movimentação enquanto que um atuador automático tem uma fonte de energia
externa para fornecer a força e o movimento para operar a válvula remota ou
automaticamente.
Atuadores alimentados são uma necessidade nas válvulas em tubulações
localizadas em áreas distantes. São muito utilizados em válvulas freqüentemente
operadas ou moduladas. Válvulas que são particularmente grandes seriam
impossíveis ou impraticáveis de operar manualmente simplesmente pelo próprio
requerimento do torque de abertura da válvula. Algumas válvulas estão em locais
extremamente hostis ou tóxicos o qual impede a operação manual. Adicionalmente,
como uma característica de segurança, alguns tipos de atuadores alimentados
podem ser solicitados para uma rápida operação da válvula em caso de emergência.

Acionamento manual.

Por meio de volante.


Acionamento utilizável principalmente nos casos de instalações aéreas ou em
câmaras de manobra.

Por meio de chave T.


A chave T e a haste de prolongamento são utilizadas somente nas válvulas
borboleta sob re-aterro direto ou instaladas em câmaras de manobra com a haste de
operação na posição vertical.

Por meio de pedestal de manobra.


O volante sobre pedestal de manobra é o acionamento aplicável a válvulas
borboletas instaladas sob galerias com a haste de operação na posição vertical.

276
Com volante Com chave T Com volante sobre pedestal

Acionamento Hidráulico ou Pneumático


Os atuadores hidráulicos e pneumáticos são simples aparelhos com o mínimo de
partes mecânicas utilizados em válvulas lineares ou quarto de volta. Uma pressão
suficiente de ar ou fluido atua num pistão para fornecer impulso num movimento
linear para uma válvula do tipo globo ou gaveta, por exemplo. Alternativamente, o
impulso pode ser mecanicamente convertido em um movimento rotativo para operar
uma válvula quarto de volta. A maioria dos atuadores operados por fluídos pode ser
suprida com características a prova de falha para fechar ou abrir a válvula em meio
de circunstâncias de emergência.
Os cilindros para o acionamento hidráulico ou pneumático são montados
diretamente sobre as válvulas.

Acionamento Elétrico
O atuador elétrico tem um motor que fornece o torque para operar a válvula.
Atuadores elétricos são freqüentemente usados em válvulas que usam sistemas de
acionamento por meio da rotação da haste, como as gavetas ou globos. Com adição
de uma caixa de engrenagem de quarto de volta, os motores podem ser utilizados
numa válvula esfera, macho ou qualquer outra de acionamento rápido, do tipo quarto
de volta.

7.9. Materiais construtivos das válvulas

Corpo de ferro fundido.


O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo das
válvulas de pequenos e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o flange
com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas ou para instalações
do tipo “wafer”.

Corpo de aço carbono.


O aço carbono ASTM A216/WCB é empregado na construção do corpo das válvulas
de pequenos e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o flange com
dimensões conforme ASME/ANSI B16.5, com faces planas ou com ressalto ou para
instalações do tipo “wafer”.

277
Corpo de aço inox.
O aço inox do tipo 304 (ASTM A351/CF8) ou 316 (ASTM A351/CF8M) é empregado
na construção do corpo das válvulas de pequenos e grandes diâmetros e o meio de
ligação utilizado é o flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.5, com faces
planas ou com ressalto ou para instalações do tipo “wafer”.

Corpo de alumínio.
O alumínio é um material raramente empregado na construção das válvulas de
borboleta.

Disco de aço carbono.


O aço carbono é um material que pode ser empregado na construção do disco das
válvulas de pequenos e grandes diâmetros.

Disco de aço inox.


O aço inox do tipo 304 (ASTM A351/CF8) ou 316 (ASTM A351/CF8M) é o material
mais empregado na construção do disco das válvulas de pequenos e grandes
diâmetros.

Acionamento.
Normalmente o acionamento manual, por meio de alavanca ou por meio de volante,
é fabricado em ferro fundido nodular.

Gaxetas:
O PTFE (Teflon) é o material mais usado na vedação das válvulas e por suas
características químicas não requer lubrificação e é quimicamente muito resistente,
sua principal limitação é a temperatura que deve variar entre -20 oC e 140oC.
Atualmente, após a proibição do amianto, as principais gaxetas são produzidas com
fibras de aramida envolvida com PTFE e grafite.

Anel de vedação.
O anel de vedação das válvulas de borboleta é executado com um elastômero e
promove a vedação entre o corpo e o disco. O quadro abaixo apresenta as
características dos principais materiais utilizados na fabricação dos anéis de
vedação.
PROPRIEDADES DOS ELASTÔMEROS
DEFORMAÇÃO POR

ENVELHECIMENTO
RESISTÊNCIA AO

RESISTÊNCIA À
TEMPERATURA

ABSORÇÃO DE
COMPRESSÃO
RASGAMENTO

RESISTÊNCIA
ATMOSFERA
DIAFRAGMA

POR CALOR
DENSIDADE

LIMITES DE

OXIDAÇÃO

DE OZONA
ELÉTRICO
ISOLANTE
ABRASÃO

À CHAMA
DUREZA
SORE A

(g/cm )

ÁGUA
3

(°C)

VITON 60-90 1,8 -20 a 140 REG BOM REG. BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO
BORRACHA
40-95 1 -20 a 80 REG REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM
NATURAL
HYCAR 40-95 1 -20 a 80 REG. REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM
NEOPRENE 40-95 1,23 -20 a 90 BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM
HYPALON 50-90 1,18 -20 a 100 REG. BOM REG. ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM
BUTIL 40-90 0,92 -20 a 120 BOM REG. REG. BOM BOM ÓTIMO BOM BOM ÓTIMO
EPDM 40-90 0,86 -20 a 130 REG. BOM BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM
PTFE 55-65 2,18 -20 a 140 ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM

278
7.10. Classes de pressão.
As válvulas são classificadas por classes de pressão.
Pressão Nominal: Designação simbólica para fins de referência.
Pressão de Trabalho: É a pressão máxima admissível para cada valor da
temperatura de trabalho onde se considera o binômio pressão x temperatura
conforme norma ANSI B16.34.

7.11. Exemplos de especificação técnica.

Fluido: água potável


Instalação: aparente
Pressão de serviço: baixa
Temperatura: ambiente

Válvula borboleta, corpo em ferro fundido cinzento ASTM


A126/B, classe 125#, disco em aço inox
ASTM A351/CF8M, haste em aço inox ASTM A182/F6,
sede em Buna-N, acionamento por meio de alavanca com
placa de travamento em 10 posições, tipo wafer, para
instalação entre flanges ASME/ANSI B16.5#150#FR.
Ref. Keystone Pioneira (F-1) / Ciwal fig. 1

Fluido: água industrial


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula borboleta, corpo em ferro fundido nodular ASTM


A536-65-45-12, classe 150#, disco em aço inox
ASTM A351/CF8M, haste em aço inox ASTM A182/F6,
sede em Buna-N, acionamento por meio de volante com
redutor tipo rosca sem fim , tipo wafer, para instalação
entre flanges ASME/ANSI B16.5-150# FR.
Ref. Keystone / Ciwal fig. 1

Fluido: água industrial


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula borboleta, corpo em ferro fundido nodular ASTM


A536-65-45-12, classe 150#, disco em aço inox
ASTM A351/CF8M, haste em aço inox ASTM A182/F6,
sede em neoprene, acionamento por meio de alavanca,
tipo lug, para instalação entre flanges conforme norma
ASME/ANSI B16.5-150# FR.
Ref. Keystone

279
Fluido: água bruta
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula borboleta, corpo em ferro fundido nodular ASTM


A536-65-45-12, classe 150#, disco em aço inox
ASTM A351/CF8M, haste em aço inox ASTM A182/F6,
sede em neoprene, acionamento por meio volante com
redutor tipo rosca sem fim, extremidades flangeadas
conforme norma ASME/ANSI B16.5-150# FR.
Ref. Hiter

280
7.12. Exemplo de folha de dados.

FOLHA DE DADOS:
FD-007 VÁLVULA BORBOLETA VBO-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

Válvula Borboleta Especificação Proposta Notas


01 CORPO
02
CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS

CLASSE DE PRESSÃO
03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06 ALAVANCA
07 ACIONAMENTO VOLANTE
08 REDUTOR
09 REVESTIMENTO DO CORPO
10 INDICADOR DE POSIÇÃO
11
12
13
14
15
16 CORPO
17 HASTE
18 INTERNOS VEDAÇÃO
19 DISCO
20
21 CORPO
22
MATERIAIS

PREME-GAXETA PARAFUSO
23 PORCA
24
25
26
27
28
29
30
31 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
32
ACES.

33
34
35
36 FLUIDO
37 VAZÃO
FLUIDO

38 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
39 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
40 DENSIDADE
41 VISCOSIDADE
42 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
43
NORMAS

44 MEDIDA FACE A FACE


45 EXTREMIDADES
46 TESTE
47
48 REFERÊNCIA:
49
GERAL

50
51
52
53
54
NOTAS

55
56
57
Folha
/

281
7.13. Tabelas Técnicas.

VÁLVULA BORBOLETA MATERIAIS

MATERIAL: FERRO FUNDIDO CINZENTO CORPO FERRO FUNDIDO ASTM A126/B


CLASSE: 150 LIBRAS DISCO AÇO INOX ASTM A351/CF8M
MODELO: WAFER
: ALAVANCA HASTE AÇO INOX ASTM A182/F6

FABRICANTES: KEYSTONE SEDE BUNA-N


INTERATIVA GAXETA TEFLON
BUCHA (PREME-GAXETA) PLÁSTICO
PARAFUSOS TIPO AISI 316

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 10,5 150

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO
VEDAÇÃO

MEIO DE LIGAÇÃO WAFER


PADRÃO DE FABRICAÇÃO API 609
CLASSE 150#

1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 5” 6” 8” 10” 12”


DN 125
40 50 65 80 100 150 200 250 300
A 270 270 270 270 270 270 270 270 470 470
B 214 235 252 269 302 331 357 425 460 530
C 82 100 110 125 156 180 210 270 330 378
ESP 38,0 40,0 42,0 44,0 46,0 48,0 50,0 60,0 65,0 75,0
kg 4,0 4,2 4,5 5,0 6,0 7,7 9,5 16,5 22,8 36,0

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

282
VÁLVULA BORBOLETA MATERIAIS

MATERIAL: FERRO FUNDIDO NODULAR CORPO FERRO F. ASTM A536/65-45-12


CLASSE: 150 LIBRAS DISCO AÇO INOX ASTM A351/CF8M
MODELO: LUG
: ALAVANCA HASTE AISI 420

FABRICANTES: KEYSTONE SEDE BUNA-N


INTERATIVA GAXETA TEFLON
BUCHA (PREME-GAXETA) PLÁSTICO
PARAFUSOS TIPO AISI 316

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 10,5 150

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO
VEDAÇÃO

MEIO DE LIGAÇÃO WAFER


PADRÃO DE FABRICAÇÃO API 609
CLASSE 150#

1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 5” 6” 8”
DN 125
40 50 65 80 100 150 200
A 270 270 270 270 270 270 270 470
B 214 235 252 269 302 331 357 425
C 82 100 110 125 156 180 210 270
ESP 38,0 40,0 42,0 44,0 46,0 48,0 50,0 60,0
kg 4,0 4,2 4,5 5,0 6,0 7,7 9,5 16,5

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO OU GÁS PARA BAIXAS PRESSÕES.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS E SEM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

283
7.14. Fabricantes

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Asvotec x
Brusantin x x
Ciwal x x x
CMC x x
Dox x x
Friatec x x x x
Hiter x x x
Incoval x x
Indumetal x x x x
IVC Vanasa x x x x x
Neles x x
Niagara x x x x
RTS x x x x x x x
Valcont x x x x x
Valtec x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

284
VÁLVULAS DIAFRAGMA
8. VÁLVULA DE DIAFRÁGMA

8.1. Introdução
Este tipo de válvula tem origem de seu nome ligada a um componente que realiza a
sua vedação: o diafragma. Trata-se de uma peça moldada e prensada feita de
borracha ou plástico.
De construção bastante simples estas válvulas se compõem de três unidades: corpo,
diafragma e tampa. Dispensam qualquer tipo de engaxetamento da haste. São de
fácil manutenção e normalmente dimensionadas para trabalho contínuo por longos
períodos, com uma condição mínima de manutenção.
A geometria de seu corpo representa um perfil angular permitindo receber vários
tipos de revestimentos, tais como: borracha, ebonite, vidro, teflon, etc.
Além disso, o mecanismo de acionamento é completamente isolado do fluido que
passa em seu corpo, evitando assim elementos como juntas e gaxetas.

8.2. Aplicação
A válvula diafragma suporta fluidos corrosivos, abrasivos, erosivos e podem também
ser aplicada para controle de gases industriais e processamento de fluidos com
partículas sólidas, como pastas e lamas.
Possibilitam respostas rápidas e regulagens e/ou bloqueio de fluidos em sistemas de
controle nas indústrias químicas e petroquímicas, de mineração, farmacêuticas,
alimentícias, bebidas, usinas de açúcar e álcool, saneamento básico, tratamento de
efluentes, siderúrgicas, cimento, tintas e vernizes, papel e celulose, fertilizantes, etc.

8.3. Principais vantagens


As principais vantagens da válvula diafragma são:
Estanqueidade absoluta, mesmo que haja pedaços de sólidos na válvula, pois o
diafragma flexível se fecha em torno dos sólidos.
O acionamento pode manual ou por atuadores.
Isolamento total do mecanismo em relação ao fluido, o que proporciona vida uma
prolongada.
Fluxo contínuo e nos dois sentidos.
Baixa perda de carga devido às pequenas obstruções internas.
Instalação em qualquer posição.
Limitação automática de fechamento evitando torque demasiado no diafragma.
Ausência de engaxetamento na haste, de extrema importância no transporte de
gases.
Versatilidade e facilidade para o revestimento do corpo.
Possui vida útil longa.
Manutenção simples, sem a necessidade de retirada da válvula da linha. Basta
retirar os quatro parafusos superiores do corpo e remover o castelo. O diafragma

286
poder ser facilmente retirado e assim, substituído. Isto ocasiona menor tempo de
interrupção dos processos.

8.4. Principal desvantagem.


Pressão e temperatura de trabalho limitada ao elastômero do diafragma.

8.5. Identificação das partes de uma válvula diafragma

287
Castelo ou tampa
Consiste em conjunto contendo o mecanismo de acionamento da válvula composto
de: volante, haste, compressor e tampa. Este conjunto, através do compressor,
comprime o diafragma contra a sede da válvula para realizar a vedação.

Diafragma
Peça de borracha prensada que é acoplada no compressor. O diafragma garante o
isolamento total da válvula e realiza a vedação. Foram desenvolvidos vários tipos de
diafragmas construídos em borrachas prensadas ou materiais plásticos.

Corpo:
Fabricado normalmente em material fundido e, de acordo com o fluido, poderá
receber um revestimento interno.

8.6. Materiais construtivos:


Corpo e tampa:
Encontramos válvulas de diafragma fabricadas de bronze, alumínio, ferro fundido,
aço carbono fundido e de aço inox fundido.

Diafragma:
O diafragma pode ser fabricado de neoprene, viton, borracha natural, hycar,
hypalon, butil, EPDM e PTFE (teflon®).

PROPRIEDADES DOS ELASTÔMEROS


DEFORMAÇÃO POR

ENVELHECIMENTO
RESISTÊNCIA AO

ATMOSFERA DE
RESISTÊNCIA À
TEMPERATURA

ABSORÇÃO DE
COMPRESSÃO
RASGAMENTO

RESISTÊNCIA
DIAFRAGMA

POR CALOR
DENSIDADE

LIMITES DE

OXIDAÇÃO
ELÉTRICO
ISOLANTE
ABRASÃO

À CHAMA
SHORE A
DUREZA

OZONA
(g/cm )

ÁGUA
3

(°C)

VITON 60-90 1,8 -20 a 140 REG BOM REG. BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO
BORRACHA
40-95 1 -20 a 80 REG REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM
NATURAL
HYCAR 40-95 1 -20 a 80 REG. REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM
NEOPRENE 40-95 1,23 -20 a 90 BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM
HYPALON 50-90 1,18 -20 a 100 REG. BOM REG. ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM
BUTIL 40-90 0,92 -20 a 120 BOM REG. REG. BOM BOM ÓTIMO BOM BOM ÓTIMO
EPDM 40-90 0,86 -20 a 130 REG. BOM BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM
PTFE 55-65 2,18 -20 a 140 ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM

Revestimento do corpo:
O corpo pode ter um revestimento interno conforme a necessidade do serviço a que
se destina. Os principais produtos para revestimento são: ebonite, ebonite grafitado,
borracha natural, neoprene, clorobutil, vidro, hypalon e o chumbo.

288
Exemplos de revestimentos:

Revestimento interno de vidro:


Resistente a ácido e álcalis.
É excelente para álcalis em qualquer concentração e na temperatura ambiente.
Pode ser usado para álcalis até 100 °C com ph≤12.

Revestimento com ebonite:


Usada para ácidos em geral em especial para derivados de cloro, ácidos clorídricos,
salmoura, soda cáustica, fluidos abrasivos e serviços de tratamento de água.

Revestimento com chumbo:


Usada especialmente para o ácido sulfúrico em baixas concentrações na
temperatura ambiente.

8.7. Meios de Ligação:


As válvulas de diafragma em bronze são fabricadas com extremidades roscadas tipo
BSP ou NPT, as de ferro fundido podem ser roscadas BSP ou NPT ou ainda
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.1 ou segundo as normas DIN e as de aço
fundido são as válvulas de maior diâmetro e são flangeadas conforme
ASME/ANSI B16.5 ou segundo as normas DIN. Existem ainda a possibilidade de se
encontrar válvulas com as extremidades do tipo encaixe e solda.

8.8. Formato do corpo:

Corpo com perfil angular (Modelo A)


É a construção mais usada no mercado, sendo
utilizada no controle de quase todos os tipos de
fluidos: ácidos, álcalis, gases, água, etc.
A desvantagem deste modelo é a
impossibilidade da drenagem total de linhas
horizontais quando a válvula é instalada na
posição vertical.

Corpo com perfil reto (Modelo R)


É uma construção menos freqüente no
mercado, sendo mais indicada para líquidos
com sólidos em suspensão.
A vantagem deste modelo é a possibilidade de
drenagem total de linhas horizontais e a baixa
perda de carga quando comparada com o
modelo angular.

289
8.9. Acionamento das válvulas

Manual:
A forma de acionamento mais comum é com o volante ou ainda por meio de
alavanca, do tipo fechamento rápido (1/4 de volta através). O volante é o dispositivo
que transmite força à haste para dar movimento ao compressor.

Pneumático:
Através de ar comprimido realiza-se a abertura ou fechamento da válvula.

Eletropneumático:
Através de atuação elétrica de solenóide e suprimento de ar comprimido, a válvula
realiza as operações de abertura e fechamento.

8.10. Exemplos de especificações técnicas


Fluido: ácido clorídico
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 125 psi
Temperatura: 50º C
Válvula diafragma de acionamento manual,
corpo e tampa em ferro fundido cinzento
ASTM A126/B, revestimento interno em
ebonite, corpo angular, diafragma de
neoprene, extremidade flangeada conforme
ASME/ANSI B16.1-125#FP.
Ref.: Fukumaru – Modelo A.

Fluido: gasolina
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 125 lb/pol2
Temperatura: 20º C
Válvula diafragma de acionamento manual,
tipo angular, corpo em ferro fundido,
diafragma em Hycar, extremidade roscada
conforme NBR 6414 (BSP).
Ref.: Ciwall – Tipo Saunders.

290
Fluido: hipoclorito
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 14 kg/cm2
Temperatura: 30º C

Válvula de diafragma, corpo do tipo angular,


com acionamento pneumático, corpo e
tampa em aço inox AISI 304, volante em
Ferro nodular, diafragma em Hypalon,
extremidades flangeadas conforme norma
ASME/ANSI B16.5-150#FR.
Ref.: Hiter.

Fluido: Tratamento de efluentes


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 8 bar
Temperatura: 20º C

Válvula de diafragma de acionamento


manual, corpo angular em ferro fundido
revestido com borracha natural, diafragma
em borracha natural, volante de ferro
nodular, extremidade roscada conforme
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Ref.: Vallair mod. SG-2000

291
8.11. Exemplo de folha de dados.

FOLHA DE DADOS
FD-005
VÁLVULA DIAFRAGMA VDF-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

VÁLVULA DIAFRAGMA ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS


01 CORPO / TAMPA
02 CLASSE DE PRESSÃO
CARACTERÍST. CONSTRUTIVAS

03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06 NÚMERO DE VIAS
07 VOLANTE
ACIONAMENTO
08 ALAVANCA
09
10 MODELO
11 HASTE
12 PREME-GAXETA
13
14
15
16 CORPO/TAMPA
17 HASTE
18 INTERNOS VEDAÇÃO
19 ESFERA
20 JUNTA
VEDAÇÃO
21 PARAFUSO
MATERIAIS

CORPO/TAMPA
22 PORCA
23 DIAFRAGMA
24 REVESTIMENTO INTERNO
25
26
27
28
29
30 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
31
32
ACES

33
34
35 FLUIDO
36 VAZÃO
FLUIDO

37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
39 DENSIDADE
40 VISCOSIDADE
41 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
42 CONSTRUÇÃO
43 MEDIDA FACE A FACE
NORMAS

44 EXTREMIDADES
45 TESTE DO CORPO
46 TESTE DA SEDE
47
48 REFERÊNCIA
49
GERAL

50
51
52
53
54
NOTAS

55
56
57
FOLHA
/

292
8.12. Tabelas técnicas.

MATERIAIS
VÁLVULA DE DIAFRAGMA
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO BRONZE ASTM B62
CLASSE: 150 LIBRAS TAMPA BRONZE ASTM B62
VOLANTE FERRO NODULAR

FABRICANTES: VALLAIR DIAFRAGMA NEOPRENE


OMEL
CIWAL

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 5,0 80

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 5,0 80
VEDAÇÃO 5,0 80

ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO
ROSCA BSP

1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”


DN
15 20 25 32 40 50 65 80 100
A 57 70 82 - 117 140 164 197 -
D 66 83 110 - 140 165 203 254 -
E 75 77 91 - 124 161 165 192 -
E1 81 83 99 - 139 181 184 212 -

APLICAÇÕES:
1. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

293
MATERIAIS
VÁLVULA DE DIAFRAGMA
MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO FERRO FUND. ASTM A126/B
CLASSE: 150 LIBRAS TAMPA FERRO FUND. ASTM A126/B
VOLANTE FERRO NODULAR

FABRICANTES: VALLAIR DIAFRAGMA NEOPRENE


OMEL
CIWAL

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 5,0 80

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 5,0 80
VEDAÇÃO 5,0 80

MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA

1/2” 3/4” 1” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 6” 8” 10”


DN
15 20 25 40 50 65 80 100 150 200 250
A 57 70 82 117 140 164 197 311 410 410 610
B 71 73 81 113 146 167 172 206 302 395 482
B1 74 77 88 128 166 189 197 239 352 462 565
C 102 118 127 159 191 216 254 305 406 521 635

APLICAÇÕES:
1. PRODUTOS QUÍMICOS EM GERAL.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

294
8.13. Fabricantes

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Alfa Laval x x x x x
Ciwal x x x x
Hiter x x x x
Omel x x x
Vallair x x x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

295
VÁLVULAS
DE MANGOTE
9. VÁLVULA DE MANGOTE

9.1. Introdução
É um tipo de válvula de concepção muito simples e basicamente, é constituída por
dois componentes, uma peça tubular de borracha, o mangote, e o mecanismo de
estrangulamento que atua externamente ao mangote, bloqueando ou regulando o
fluxo.
A principal característica da válvula de mangote é a mesma passagem do fluxo
totalmente livre e proporciona uma estanqueidade total, mesmo em fluidos com
sólidos em suspensão com as polpas, lamas e toda gama de fluidos com sólidos em
suspensão. Somente o mangote entra em contato com o fluido, o acionamento e o
corpo da válvula são totalmente externos.

9.2. Aplicação
As válvulas de mangote encontram uma vasta aplicação em praticamente qualquer
campo industrial, particularmente em sistemas em que características do fluido
transportado tornem a aplicação de válvulas comuns inviável. Sendo assim ideais
para operar com fluidos incomuns, tais como: líquidos abrasivos ou corrosivos, e
com grandes quantidades de sólidos em suspensão, lamas, polpas, minérios,
esgotos industriais e sanitários, manuseio de pós secos, etc.

9.3. Principais vantagens


Como principais vantagens no emprego desse tipo de válvula, podemos citar a fácil
manutenção e longa durabilidade, a passagem plena e a baixa perda de carga, fluxo
nos dois sentidos, o fechamento com total estanqueidade mesmo sobre corpos
sólidos e instalação simples.

9.4. Principais desvantagens.


Não é indicado o uso em fluidos sob altas pressões ou temperaturas, não podem
ajustar o fluxo com precisão e devem ser instaladas alinhadas e bem fixadas aos
flanges, para evitar torções em seu corpo com prejuízo do desempenho e da vida
útil. Para as válvulas mais baratas, em ferro fundido, e principalmente para os
modelos fechados, uma séria desvantagem é o peso, devido à robustez, e quando
instaladas em linhas de plásticos, deve-se dar especial atenção aos suportes, pois
na maioria dos casos deve-se ter suportes especiais para as válvulas.

9.5. Identificação das partes de uma válvula de mangote

297
Estrangulador
Elemento que comprime o mangote, para efetuar o fechamento da válvula. O
estrangulador pode ser acionado por sistema manual ou sistema automático.

Volante
Dispositivo que transmite força ao estrangulador, possibilitando o fechamento e a
abertura da válvula.

Mangote
Normalmente fabricado em borracha prensada, podendo ser utilizado em vários tipos
de borrachas ou plásticos.

9.6. Sistema construtivo

Quanto ao meio de ligação


Normalmente flangeadas, fabricadas desde 1/4” até 12”, podendo ser encontradas
sob encomenda até 24”.

Quanto ao formato do corpo

fig. (01) fig. (02)

Aberto.
São aquelas em que o mangote fica exposto. A finalidade básica para esse tipo é
o baixo peso.

Fechado.
São aquelas em que o mangote fica em um invólucro metálico, corpo em ferro
fundido bipartido. Este tipo é indicado para os pequenos diâmetros.

298
Quanto ao material

Corpo
O material mais comum é ferro fundido cinzento ASTM B126/B que é empregado
na fabricação do corpo das válvulas abertas e fechadas.
O alumínio é empregado sempre que se deseja um baixo peso dessas válvulas.

Mangote

Fabricado de elastômeros (borrachas ou plásticos)


que permitem o fechamento total mesmo com
resíduos e o retorno a sua forma inicial quando aberta.
Indicamos abaixo os principais materiais utilizados na
fabricação de mangotes, com seu respectivo limite de
temperatura e fabricante.

PROPRIEDADES DOS ELASTÔMEROS


DEFORMAÇÃO POR

ENVELHECIMENTO
RESISTÊNCIA AO

RESISTÊNCIA À
TEMPERATURA

ABSORÇÃO DE
COMPRESSÃO
RASGAMENTO

RESISTÊNCIA
ATMOSFERA
DIAFRAGMA

POR CALOR
DENSIDADE

LIMITES DE

OXIDAÇÃO

DE OZONA
ELÉTRICO
ISOLANTE
ABRASÃO

À CHAMA
DUREZA
SORE A

(g/cm )

ÁGUA
3

(°C)

VITON 60-90 1,8 -20 a 140 REG BOM REG. BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO
BORRACHA
40-95 1 -20 a 80 REG REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM
NATURAL
HYCAR 40-95 1 -20 a 80 REG. REG. BOM RUIM BOM BOM REG. BOM RUIM
NEOPRENE 40-95 1,23 -20 a 90 BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM BOM
HYPALON 50-90 1,18 -20 a 100 REG. BOM REG. ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM ÓTIMO BOM
BUTIL 40-90 0,92 -20 a 120 BOM REG. REG. BOM BOM ÓTIMO BOM BOM ÓTIMO
EPDM 40-90 0,86 -20 a 130 REG. BOM BOM ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM
PTFE 55-65 2,18 -20 a 140 ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO ÓTIMO RUIM

9.7. Acionamento das válvulas

299
Operação manual.
O sistema de operação manual empregado no acionamento das válvulas de
mangote é o volante de ação direta para a maioria das válvulas ou por meio de
volante com redutor, mas podendo ser encontradas as válvulas de fechamento
rápido, acionadas por meio de alavancas.

Operação automática.
Os atuadores mais empregados para o acionamento automático das válvulas
de mangote são o atuador pneumático, o hidráulico e o elétrico.

Pressão de Acionamento
A pressão de ar ou líquido a ser aplicada na válvula para obter seu fechamento
total e à prova de vazamentos é de aproximadamente 2.5/3.0 kg/cm 2 acima da
pressão da linha em que a válvula está montada. Para assegurar a máxima
vida ao elemento tubular da válvula, o máximo cuidado deve ser tomado para
nunca usar pressão acima daquela necessária para o fechamento completo.

9.8. Exemplos de especificações técnicas

Fluido: Polpa de celulose


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 3,0 kg/cm2
Temperatura: 70º C (max.)

Válvula mangote, acionamento pneumático,


corpo em ferro fundido cinzento
ASTM A126/B, mangote em borracha natural,
com extremidades flangeadas ASME/ANSI
B16.1-125#FR.
Ref. Omel

Fluido: Esgoto industrial


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 5,0 kgf/cm2
Temperatura: 95º C (max.)

Válvula mangote de acionamento manual por


meio de alavanca, fechamento rápido, corpo
fechado em ferro fundido cinzento
ASTM A126/B, mangote em teflon,
extremidades flangeadas conforme
ASME/ANSI B16.1-125#FR.
Ref.: Omel

300
Fluido: Polpa de minério
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 2,5 kg/cm2
Temperatura: 30º C

Válvula mangote com acionamento manual,


corpo aberto, em ferro fundido cinzento ASTM
A126/B, mangote em neoprene extremidades
flangeadas conforme norma
ASME/ANSI B16.1-125#FP..
Ref.: Omel

301
9.9. Exemplo de Folha de Dados

FOLHA DE DADOS
FD-006
VÁLVULA MANGOTE VMG-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

VÁLVULA MANGOTE ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS


01 CORPO / TAMPA
02 CLASSE DE PRESSÃO
CARACTERÍST. CONSTRUTIVAS

03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06 MODELO
07 VOLANTE
ACIONAMENTO
08 ALAVANCA
09 ESTRANGULADOR
10
11
12
13
14
15
16 CORPO
17 MANGOTE
18 ESTRANGULADOR
19
20 PARAFUSO
21 PORCA
MATERIAIS

22
23
24
25
26
27
28
29
30 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
31
ACES.

32
33
34
35 FLUIDO
36 VAZÃO
FLUIDO

37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
39 DENSIDADE
40 VISCOSIDADE
41 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
42 CONSTRUÇÃO
43 MEDIDA FACE A FACE
NORMAS

44 EXTREMIDADES
45 TESTE DO CORPO
46 TESTE DO MANGOTE
47
48 REFERÊNCIAS
49
GERAL

50
51
52
53
54
NOTAS

55
56
57
FOLHA
/

302
9.10. Tabelas técnicas.

MATERIAIS
VÁLVULA DE MANGOTE
MATERIAL: FERRO FUNDIDO CORPO FERRO FUND. ASTM A126/B
CLASSE: 125 LIBRAS ESTRANGULADOR FERRO FUND. ASTM A126/B
VOLANTE FERRO NODULAR

FABRICANTES: OMEL MANGOTE NEOPRENE


ENVIROTECH

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE)

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
MANGOTE DE NEOPRENE

MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA

1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 5” 6” 8”


DN 15 20 25 32 40 50 65 80 100 125 150 200
A 108 125 148 163 190 223 250 277 351 387 462 572
B 80 100 120 130 140 150 170 190 216 247 277 410
C 92 106 122 142 152 180 201 223 303 376 420 510
Kg 2,0 3,0 4,5 5,5 8,0 12,0 15,5 24,0 43,0 60,0 88,0 125,0

APLICAÇÕES:
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

303
MATERIAIS
VÁLVULA DE MANGOTE
MATERIAL: FERRO FUNDIDO CORPO FERRO FUND. ASTM A126/B
CLASSE: 125 LIBRAS ESTRANGULADOR FERRO FUND. ASTM A126/B
VOLANTE FERRO NODULAR

FABRICANTES: OMEL MANGOTE BORRACHA NATURAL


ENVIROTECH

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE)

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
MANGOTE

MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA

3” 4” 5” 6” 8” 10” 12” 14”


DN 80 100 125 150 200 250 300 350
A 336 406 491 570 673 793 896 987
B 305 355 408 508 620 620 800 800
C 132 170 196 235 270 310 350 400
D 315 418 526 630 657 820 976 1200
Kg 29 50 90 136 178 260 376 490

APLICAÇÕES:
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

304
9.11. Fabricantes

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
EnviroTech x x
Omel x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

305
Válvulas de
Retenção
10. VÁLVULA DE RETENÇÃO

10.1. Introdução
As válvulas de retenção caracterizam-se pela auto-operação proporcionada pelas
diferenças de pressão entre montante e jusante exercidas pelo fluido em
conseqüência do próprio fluxo, não havendo necessidade da atuação do operador.

10.2. Aplicação.
As válvulas de retenção são denominadas de “válvulas unidirecionais” e são
instaladas com a finalidade de evitar a inversão no sentido do fluxo, o refluxo.
Quando ocorre a interrupção no fornecimento de energia das bombas e,
conseqüentemente ocorre a parada do escoamento, as válvulas de retenção se
fecham impedindo o refluxo e retendo a coluna do fluido na tubulação. Como função
secundária, são importantes para a manutenção da coluna de líquido durante a
paralisação e fundamentais também para se evitar que a sobre-pressão causada por
golpes de aríete resultantes da parada brusca do escoamento chegue às bombas.

VÁLVULA DE RETENÇÃO, TIPO FLAP CIRCULAR

CORTE ESQUEMÁTICO DE UMA VÁLVULA DE RETENÇÃO

307
10.3. O emprego do "by-pass".
O chamado by-pass é uma passagem externa contornando a válvula, permitindo a
passagem paralela do fluído em relação à válvula. Esse dispositivo pode equipar
determinadas válvulas de retenção, trazendo como vantagens permitir o fluxo do
fluído para a parte da tubulação isolada pela válvula, o que facilita os trabalhos de
manutenção ou ainda proporcionar a escorva das bombas. No caso da válvula de
retenção não dispor de by-pass, se necessário deve ser executado na própria
tubulação, ligando montante e jusante da tubulação.

DESENHO ESQUEMÁTICO DE UMA VÁLVULA DE RETENÇÃO COM BY-PASS

10.4. Válvulas de Retenção tipo Disco Integral.

VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO DISCO INTEGRAL

Aplicação:
As válvulas de retenção, tipo disco integral, são aplicáveis em líquidos e gases.
Caracterizam-se por reduzido tempo de fechamento, baixa perda de carga quando
comparada aos outros modelos, longa durabilidade e baixo custo de manutenção.

308
Identificação das partes de uma válvula de retenção tipo disco integral:

Materiais construtivos.
Classe 125# - Corpo em ferro fundido cinzento, internos em bronze e mola em aço
ligado.
Classes 150# e 300# - Corpo em aço fundido, internos em inox e mola em aço
ligado.

Meios de ligação.
As válvulas de retenção tipo disco integral são apresentadas com as extremidades
flangeadas ou roscadas.

By-pass.
As válvulas de retenção tipo disco integral não apresentam “by-pass”.

Instalação.
As válvulas de retenção tipo disco integral podem ser instaladas em qualquer
posição, mesmo em tubulações verticais ou inclinadas com o fluxo descendente. O
corpo das válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo e havendo necessidade
de by-pass este deverá ser executado na própria tubulação.

10.5. Válvulas de Retenção Tipo Flap

Aplicação.
As válvulas de retenção tipo flap são próprias para aplicação em líquidos sob
pressão atmosférica, em sistemas de drenagem ou ainda nos sistemas de
esgotamento.
Caracterizam-se por sua robustez, elevada perda de carga e pela sua longa
durabilidade e baixo custo de manutenção.

Materiais construtivos.
Classes PN 10 e PN 16 - Corpo e portinhola em ferro fundido dúctil, e internos em
bronze, mola em aço inox e vedação por meio de um elastômero, geralmente
Buna-N.

Meios de ligação.
As válvulas de retenção tipo disco integral são apresentadas com as extremidades
flangeadas ou do tipo wafer, sendo mais comum as do tipo flangeada.

309
Identificação das partes de uma válvula de retenção tipo flap.

1 - CORPO

2 - PORTINHOLA

3 - ANEL DE VEDAÇÃO

4 - EIXO DA PORTINHOLA

5 - MOLA

6 - BUJÃO DO RETENTOR

7 - ARRUELAS DE ENCOSTO

VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO FLAP OU PORTINHOLA BASCULANTE

By-pass.
As válvulas de retenção tipo disco integral não apresentam “by-pass”.

Instalação.
As válvulas de retenção tipo flap ou portinhola basculante devem ser instaladas em
tubulações horizontais e devem ser montadas conforme corte abaixo. Existe um
modelo próprio para ser instalado no final de linhas que pode ser flangeada ou
chumbada nas paredes de concreto. O corpo das válvulas sempre apresenta a
indicação do fluxo e havendo necessidade de by-pass este deverá ser executado na
própria tubulação.

INSTALAÇÃO DE UMA VÁLVULA DE RETENÇÃO TIPO FLAP

10.6. Válvula de Retenção Tipo Portinhola Simples.

Aplicação.
As válvulas de retenção tipo portinhola simples são próprias para aplicação em
líquidos homogêneos sob pressão, em tubulações industriais de líquidos e gazes,
sistemas de água e caracterizam-se por sua robustez, elevada perda de carga e
pela sua longa durabilidade e baixo custo de manutenção.

310
Meios de ligação.
As válvulas de retenção tipo portinhola simples são apresentadas com as
extremidades roscadas, soquetadas, para solda de topo ou ainda flangeadas.

Materiais construtivos.
Bronze fundido - utilizado para as válvulas das classes 125# com extremidades
roscadas.
Aço forjado - utilizado para as válvulas das classes 150#, 300# e 600# com
extremidades roscadas, soquetadas, para solda de topo ou flangeadas.
Aço fundido - utilizado para as válvulas das classes 150#, 300# e 600# com
extremidades para solda de topo ou flangeadas.

Identificação das partes de uma válvula de retenção portinhosa simples.

By-pass.
As válvulas de retenção tipo portinhola simples podem ser providas de “by-pass”.

Instalação.
As válvulas de retenção tipo portinhola simples podem ser instaladas em tubulações
horizontais e devem ser montadas conforme corte acima ou ainda em tubulações
verticais com o fluxo ascendente. O corpo das válvulas sempre apresenta a
indicação do fluxo.

10.7. Válvula de Retenção tipo Pistão.

Aplicação.
As válvulas de retenção tipo pistão são próprias para aplicação em serviços com
fluidos homogêneos sob alta pressão, em tubulações industriais de líquidos e gazes,
e caracterizam-se por elevada perda de carga, pela robustez do modelo e pela sua
longa durabilidade aliado ao baixo custo de manutenção.

311
Meios de ligação.
As válvulas de retenção tipo pistão são apresentadas com as extremidades
roscadas, com encaixe para solda, para solda de topo ou ainda flangeadas.

Materiais construtivos.
Bronze fundido - utilizado para as válvulas das classes 125# com extremidades
roscadas.
Aço forjado - utilizado para as válvulas das classes 150#, 300# e 600# com
extremidades roscadas, soquetadas, para solda de topo ou flangeadas.
Aço fundido - utilizado para as válvulas das classes 150#, 300# e 600# com
extremidades para solda de topo ou flangeadas.

Identificação das partes de uma válvula de retenção tipo pistão.

By-pass.
As válvulas de retenção tipo pistão podem apresentar “by-pass”. O corpo das
válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo e havendo necessidade de by-pass
este poderá ser executado na própria tubulação ou nos pontos indicados no corpo
da válvula.

Instalação.
As válvulas de retenção tipo pistão devem ser instaladas apenas em tubulações
horizontais na posição indicada acima. O corpo das válvulas sempre apresenta a
indicação do fluxo.

10.8. Válvula de Retenção Vertical tipo Disco.

Aplicação.
As válvulas de retenção vertical tipo disco são próprias para aplicação em fluidos
homogêneos sob pressão, em tubulações industriais e prediais de líquidos e gazes e
caracterizam-se por elevada perda de carga, pela sua longa durabilidade e baixo
custo de manutenção.

Meios de ligação.
As válvulas de retenção vertical tipo disco são apresentadas com as extremidades
roscadas.

312
Materiais construtivos.
Bronze fundido - utilizado para as válvulas da classe 125# com extremidades
roscadas.

By-pass.
As válvulas de retenção vertical tipo disco não apresentam “by-pass”. O corpo das
válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo e havendo necessidade de by-pass
este deverá ser executado na própria tubulação.

Identificação das partes de uma válvula de retenção vertical tipo disco.

Instalação.
As válvulas de retenção vertical tipo disco devem ser instaladas apenas em
tubulações verticais com fluxo ascendente. O corpo das válvulas sempre apresenta
a indicação do fluxo.

10.9. Válvula de Retenção tipo Disco Duplo ou Duplex.

Aplicação.
As válvulas de retenção tipo disco duplo ou duplex são próprias para aplicação em
líquidos homogêneos sob pressão, em tubulações industriais e prediais de líquidos e
gazes, sistemas de água e caracterizam-se por pequena perda de carga comparada
com os outros modelos, pela sua longa durabilidade e baixo custo de manutenção e
por ser um modelo bem compacto e bem mais econômico que as similares de
portinhola simples.

Meios de ligação.
As válvulas de retenção tipo disco duplo são apresentadas com as extremidades
flangeadas mas a mais comum é a do tipo wafer.

Materiais construtivos.
Bronze fundido - utilizado para as válvulas da classe 125# com extremidades do tipo
wafer.
Ferro fundido cinzento - utilizado para as válvulas da classe 125# com extremidades
do tipo wafer.
Ferro fundido nodular - utilizado para as válvulas da classe 150# e 300# com
extremidades do tipo wafer ou flangeadas.

313
Aço carbono fundido - utilizado para as válvulas da classe 150# e 300# com
extremidades do tipo wafer ou flangeadas.
Aço inox fundido - utilizado para as válvulas da classe 150# e 300# com
extremidades do tipo wafer ou flangeadas.

Identificação das partes de uma válvula de retenção duplex.

By-pass.
As válvulas de retenção vertical tipo disco não apresentam “by-pass”. O corpo das
válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo e havendo necessidade de by-pass
este deverá ser executado na própria tubulação.

Instalação.
As válvulas de retenção tipo disco duplo ou duplex podem ser instaladas em
tubulações horizontais e em tubulações verticais com fluxo ascendente. O corpo das
válvulas sempre apresenta a indicação do fluxo.

10.10. Válvula de Retenção de Pé.

Aplicação.
As válvulas de retenção de pé ou simplesmente chamadas de válvulas de fundo de
poço, tem por finalidade garantir a escorva de bombas de sucção. Normalmente são
apresentadas conjugadas com um crivo ou ralo.

Meios de ligação.
As válvulas de retenção de pé são apresentadas com as extremidades roscadas ou
flangeadas.

Materiais construtivos.
Bronze fundido - utilizado para as válvulas com extremidades roscadas.
Ferro fundido cinzento - utilizado para as válvulas com extremidades do tipo wafer
ou roscadas.
Ferro fundido nodular - utilizado para as válvulas com extremidades do tipo wafer ou
flangeadas.

314
Identificação das partes de uma válvula de pé.

Instalação.
As válvulas de retenção de pé devem ser instaladas nas tubulações de sucção dos
sistemas de bombeamento.

10.11. Exemplos de especificação técnica de válvulas de retenção.


Fluido: água potável
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 5,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula de retenção vertical tipo disco, classe 125#,


corpo e disco de bronze fundido ASTM B62, fecho
cônico com guia e extremidades roscadas conforme
ABNT NBR 6414 (BSP).
Ref. Niagara fig. 341

Fluido: ar comprimido
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 25,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Válvula de retenção tipo pistão, classe 300#, corpo de


aço fundido ASTM A216 / WCB, internos em aço
inoxidável, tampa aparafusada, dimensões conforme
ASME/ANSI B16.10 e extremidades flangeadas
conforme ASME/ANSI B16.5-300#FR.
Ref. Ciwal fig. 216

Fluido: água potável


Instalação: fundo de poço
Pressão de serviço: baixa
Temperatura: ambiente

Válvula de retenção de pé, corpo, grelha e internos de


ferro fundido com disco de neoprene e extremidade
roscada conforme NBR 6414 (BSP).
Ref. Niagara fig. 282

315
Fluido: vapor
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 40 kgf/cm2
Temperatura: 250 °C

Válvula de retenção do tipo portinhola simples, classe


300#, corpo em aço carbono ASTM A216 / WCB,
internos em inox, tampa aparafusada, dimensões
conforme ASME/ANSI B16.10 e extremidades
flangeadas conforme ASME/ANSI B16.5-300#FR.
Ref. Niagara fig. 282

Fluido: água de resfriamento


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10 kgf/cm2
Temperatura: 20 °C

Válvula de retenção do tipo dupla portinhola, classe


125#, corpo e disco em ferro fundido ASTM A126/B,
eixo e molas em inox, vedação em neoprene,
dimensões e construção conforme API 594,
extremidades para montagem entre flanges conforme
ASME/ANSI B16.5-150#FR.
Ref. Niagara série 80 - Fig. 80

Fluido: água selagem


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 18 kgf/cm2
Temperatura: 30 °C

Válvula de retenção do tipo dupla portinhola, classe


150#, corpo e disco em aço fundido ASTM A216/WCB,
eixo e molas em inox, vedação em Buna-N, dimensões
e construção conforme API 594, extremidades para
montagem entre flanges ASME/ANSI B16.5-150#FR.
Ref. Niagara série 80 - Fig. 80

Fluido: vapor saturado


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 15 kgf/cm2
Temperatura: 200 °C

Válvula de retenção do tipo dupla portinhola, classe


150#, corpo e disco em aço fundido ASTM A216/WCB,
eixo e molas em inox, vedação metal/metal, dimensões
e construção conforme API 594, extremidades para
montagem entre flanges ASME/ANSI B16.5-150#FR.
Ref. Niagara série 80 - Fig. 80

316
10.12. Exemplo de folha de dados.

FOLHA DE DADOS:
FD-009 VÁLVULA DE RETENÇÃO VRE-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

Válvula de Retenção Especificação Proposta Notas


01 TIPO
02
CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS

CLASSE DE PRESSÃO
03 EXTREMIDADES
04
05
06 FACE
FLANGE
07 ACABAMENTO
08
09 TIPO
10 TAMPA PARAFUSO
11 JUNTA
12
13
14
15
16 CORPO / TAMPA
17 DISCO
18 EIXO
INTERNOS
19 MOLA
20 VEDAÇÃO
21 PARAFUSO
22
MATERIAIS

CORPO / TAMPA PORCA


23 JUNTA
24
25
26
27
28
29
30
31 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
32
ACES.

33
34
35
36 FLUIDO
37 VAZÃO
FLUIDO

38 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
39 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
40 DENSIDADE
41 VISCOSIDADE
42 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
43 DIMENSÕES
NORMAS

44 CONSTRUÇÃO
45 EXTREMIDADES
46 TESTE
47
48 REFERÊNCIA:
49
GERAL

50
51
52
53
54
NOTAS

55
56
57
Folha
/

317
10.13. Tabelas Técnicas.

VÁLVULA DE PÉ COM CRIVO MATERIAIS

MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62


GRELHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62
PARAFUSOS AÇO GALVANIZADO

FABRICANTES: NIAGARA VEDAÇÃO BUNA-N


MIPEL

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E ÓLEO (AMBIENTE) 4,1 60

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO
VEDAÇÃO

ROSCA NPT
MEIO DE LIGAÇÃO
ROSCA BSP

1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 5” 6”


DN
15 20 25 32 40 50 65 80 100 125 160
A 82 82 94 120 120 128 152 182 238 335 365
B 90 90 100 128 128 160 186 215 270 355 375
kg 0,5 0,5 0,6 1,0 1,0 1,8 2,6 4,0 8,1 19,5 22,9

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO E OUTROS LÍQUIDOS.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

318
VÁLVULA DE PÉ COM CRIVO MATERIAIS

MATERIAL: FERRO FUNDIDO CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62


GRELHA BRONZE FUNDIDO ASTM B62
PARAFUSOS AÇO GALVANIZADO

FABRICANTES: NIAGARA VEDAÇÃO BUNA-N

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA, ÓLEO (AMBIENTE) 8,6 125

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO
VEDAÇÃO

FLANGE ANSI
MEIO DE LIGAÇÃO
FLANGE DIN

3” 4” 5” 6” 8” 10” 12” 14”


DN
80 100 125 160 200 250 300 350
A 165 203 216 267 356 457 508 508
kg 7,0 11,0 14,0 20,0 49,0 95,0 149,0 196,0

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO E OUTROS LÍQUIDOS.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

319
VÁLVULA RETENÇÃO TIPO PORTINHOLA MATERIAIS

MATERIAL: BRONZE FUNDIDO CORPO BRONZE FUNDIDO ASTM B62


CLASSE: 125# TAMPA BRONZE FUNDIDO ASTM B62
DISCO BRONZE FUNDIDO ASTM B62
CIWAL BRAÇO BRONZE FUNDIDO ASTM B62
FABRICANTES:
NIAGARA
MIPEL VEDAÇÃO TEFLON OU NEOPRENE
ACEPAM

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 14,1 200
VAPOR 8,8 125

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 21,1 300
VEDAÇÃO 14,1 200

ROSCA BSP
MEIO DE LIGAÇÃO
ROSCA NPT

1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4”


DN
15 20 25 32 40 50 65 80 100
A 66 70 82 96 108 128 160 170 220
B 45 48 59 63 54 84 99 112 134
kg 0,36 0,43 0,65 1,20 1,33 2,00 3,45 4,20 7,60

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO E OUTROS LÍQUIDOS.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

320
VÁLVULA RETENÇÃO TIPO PORTINHOLA MATERIAIS

MATERIAL: AÇO FUNDIDO CORPO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB


CLASSE: 150# TAMPA AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
DISCO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
CIWAL BRAÇO AÇO FUNDIDO ASTM A216/WCB
FABRICANTES:
NIAGARA
MIPEL ANEL SEDE AÇO LIGADO ASTM A217/CA15
ACEPAM VEDAÇÃO TEFLON OU NEOPRENE

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 20,0 285
VAPOR A 297 °C 10,5 150

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 31,7 450
VEDAÇÃO 221 315

B16.5-150#FR
MEIO DE LIGAÇÃO
DIN

1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 5” 6” 8” 10” 12” 14”


DN
40 50 65 80 100 125 160 200 250 300 350
A 165 203 216 241 292 330 356 495 622 699 787
B 104 120 137 146 176 191 210 256 344 405 483
kg 11,0 13,0 18,0 24,0 39,0 58,0 67,0 120,0 221,0 301,0 446,0

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO E GÁS.

321
VÁLVULA RETENÇÃO DUPLEX MATERIAIS
o o
MATERIAL: AÇO FUNDIDO CORPO F F ASTM A536 GR. 65T
CLASSE: 150# DISCO
o o
F F ASTM A536 GR. 65T
o o
BRAÇO F F ASTM A536 GR. 65T

FABRICANTES: CIWAL SEDE (VEDAÇÃO) NEOPRENE


NIAGARA

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA, ÓLEO E GÁS (AMBIENTE) 20,0 285
VAPOR A 297 °C 10,5 150

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI
CORPO 31,7 450
VEDAÇÃO 221 315

B16.5-150#FR
MEIO DE LIGAÇÃO WAFER
DIN

2” 2.1/2” 3” 4” 5” 6” 8” 10” 12” 14” 16”


DN
50 65 80 100 125 160 200 250 300 350 400
D 102 121 133 171 - 219 276 337 406 448 511
L 60 67 73 73 - 98 127 146 181 184 190
kg 2,8 4,5 4,8 6,3 - 13,1 23,1 40,0 66,2 84,0 107,1

PARAFUSO ESTOJO
o
N 4 4 4 8 - 8 8 12 12 12 16
 5/8” 5/8” 5/8” 5/8” - 3/4” 3/4” 7/8” 7/8” 1” 1”
L 138 152 164 164 - 195 231 262 297 313 325

APLICAÇÕES:
1. ÁGUA, ÓLEO E GÁS.

OBS.: PARAFUSOS, PORCAS E ARRUELAS NÃO ACOMPANHAM A VÁLVULA, DEVENDO SER REQUISITADOS.

322
10.14. Fabricantes

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Alfa Laval x x
Asvotec x
Brusantin x
Ciwal x x x x x x
CMC x x x x x
Eicasa x x x
Grofe x x
Incoval x x x x
Indumetal x x x x x x x
IVC Vanasa x x x x x
Macotec x x
Mipel x
Niagara x x x x x x
Nova Americana x x x x x x x
RTS x x x x x x x
Scai x x x x x x
Tecval x x x x x x
Valcont x x x x
Valvugás x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

323
VÁLVULA REDUTORA
DE PRESSÃO
11. VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO

11.1. Introdução.
São válvulas destinadas a manter constante a pressão a jusante do ponto da
instalação, uma pressão menor que a de montante, dentro de uma faixa de pressão
pré-estabelecida. São conhecidas como válvulas reguladoras de pressão.

11.2. Aplicação.
São aplicadas sempre que se quer manter ou reduzir a pressão de uma tubulação e,
desta maneira, manter controle sobre pressão, vazão, níveis de água, sistemas de
bombeamento e outras aplicações em sistemas industriais e de condução e
distribuição de água e também redes de abastecimento para sistemas de irrigação.

11.3. Principais vantagens.


A vantagem é a regulação da pressão do fluido para que se possa fazer a aplicação
na pressão mais conveniente e podendo ser empregada em qualquer tipo de fluido e
ser fabricada com diferentes matérias.

11.4. Principais desvantagens.


A maior desvantagem é o custo final pois uma válvula redutora de pressão sempre
requer a instalação de uma estação redutora de pressão. Além disso requerem uma
manutenção constante

325
11.5. Identificação das partes de uma válvula redutora de pressão.

Válvula redutora de pressão e ação direta.

Válvula de controle auto operada (tipo Bermad®).

11.6. Sistema construtivo.

Quanto ao meio de ligação

Roscada.
Para as válvulas de bronze ou de ferro fundido tanto para os modelos de ação direta
como as do tipo de controle auto operada.

Flangeada.
Para as válvulas de bronze, ferro fundido ou aço fundido, tanto para os modelos de
ação direta como para as de controle auto operadas.

326
11.7. Materiais construtivos.

Bronze fundido – ASTM B62


O bronze fundido é empregado na construção do corpo e da tampa das válvulas de
pequenos e médios diâmetros para as válvulas de ação direta e para as válvulas
redutoras auto-operadas.
Os meios de ligação empregados nas válvulas de bronze são as roscas e o flange.
As roscas são conforme as normas NBR 6414 (BSP) ou ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Os flanges poderão ter as dimensões conforme a norma ASME/ANSI B16.24 com
faces planas.

Ferro fundido.
O ferro fundido cinzento ASTM A126/B é empregado na construção do corpo e
tampa das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces planas.
O ferro fundido dúctil NBR 7663 (ISO 2531) é empregado na construção do corpo e
tampa das válvulas de médios e grandes diâmetros e o meio de ligação utilizado é o
flange com dimensões conforme ASME/ANSI B16.1, com faces com ressalto.

Latão laminado.
O latão laminado é empregado para a construção do plug e do disco espaçador.

Elastômeros.
Neoprene reforçado com nylon é empregado na construção do diafragma.
Buna-N é empregado na vedação da junção do corpo com a tampa e no anel de
vedação do obturador.

11.8. Acionamento das válvulas


Todas essas válvulas são de acionamento automático.

11.9. Instalação das válvulas.

Válvulas de ação direta.

327
Válvulas redutoras auto-operadas.

instalação de uma válvula.

Instalação de duas válvulas em série.

11.10. Acessórios para as válvulas redutoras auto-operadas.

Disco V-Port.

Este acessório é eficaz na eliminação de problemas


como cavitação e formação de ondas de choque. A
maioria das válvulas encontradas no mercado não
pode oferecer esta característica, uma vez que
apresentam a haste duplamente guiada, com a guia
inferior diretamente no caminho do escoamento.

BAIXA VAZÃO MÉDIA VAZÃO ALTA VAZÃO

328
Piloto redutor de pressão.
O “piloto” desempenha todas as principais funções
de um circuito de controle de duas vias. É uma
válvula de ação direta ativada por um diafragma
sensível à pressão que tende a equilibrar-se com
uma mola de tensão pré-determinada.
O piloto de pressão está normalmente aberto e tende
a fechar com o aumento de pressão a jusante. O
piloto sente a pressão diretamente, entretanto, um
sensor remoto externo pode ser instalado como
opcional. Uma válvula agulha interna atua como
restritora de escoamento a montante e como
reguladora da velocidade de fechamento

Fecho mecânico.
Este acessório, instalado no lugar do plug da tampa, permite fechamento
manual a ajustes de vazão independente do circuito externo de controle.

Indicador de Abertura.
Instalado no lugar do plug da tampa, permite a visualização da abertura e
possibilita a automação de sistemas (telemetria). Uma importante característica
é a sua alta resistência a vazamentos devido ao sistema de guia que permite a
haste do indicador girar independente da haste da válvula e ainda compensar
desvios com auto-centralização.

Filtro Especial.
Geralmente utilizado para água bruta.

11.11. Exemplos de especificações técnicas

Fluido: Ar comprimido
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kg/cm2
Pressão de saída: 4,0 kg/cm2
Temperatura: 80º C (max.)

Válvula redutora de pressão, de ação direta,


corpo de bronze fundido, mola de aço
carbono temperado, diafragma de neoprene
reforçado com nylon, disco de bronze,
vedação de borracha especial, extremidades
roscadas conforme NBR 6414 (BSP).
Ref. Niagara Fig. 152-B

329
Fluido: Água potável
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 9,0 a 12,0 kg/cm2
Pressão de saída: 3,0 kg/cm2
Temperatura: 30º C (max.)

Válvula redutora de pressão auto-operada,


classe 125#, corpo e tampa de ferro fundido
nodular, diafragma de neoprene reforçado
com nylon, vedação em Buna-N,
extremidades flangeadas conforme a norma
ASME/ANSI B16.1-125#FP.
Ref. Bárbara-Bermad série 700

Fluido: Água bruta


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 8,0 a 11,0 kg/cm2
Pressão de saída: 5,0 kg/cm2
Temperatura: 30º C (max.)

Válvula redutora de pressão auto-operada,


classe 150#, corpo e tampa de ferro fundido
nodular, diafragma de neoprene reforçado
com nylon, vedação em Buna-N, equipada
com piloto redutor de pressão, piloto para
alívio de pressão, fecho mecânico, indicador
de abertura e filtro especial, extremidades
flangeadas conforme a norma ISO 2531
Classe PN 10.
Ref. Bárbara-Bermad série 700

330
11.12. Exemplo de Folha de Dados.

FOLHA DE DADOS
FD-010
VÁLVULA REDUTORA DE AÇÃO DIRETA VRP-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS


01 CORPO / TAMPA
02 PRESSÃO DE ENTRADA
CARACTERÍST. CONSTRUTIVAS

03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16 CORPO/TAMPA
17 PARAFUSO DE AJUSTE
18 CONTRA-PORCA
19 MOLA
20 DIAFRAGMA
21 DISCO
MATERIAIS

22 VEDAÇÃO DO DISCO
23 GARFO
24
25
26
27
28
29
30 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
31
ACES.

32
33
34
35 FLUIDO
36 VAZÃO
FLUIDO

37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
39 DENSIDADE
40 VISCOSIDADE
41 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
42 CONSTRUÇÃO
43 MEDIDA FACE A FACE
NORMAS

44 EXTREMIDADES
45 TESTE DO CORPO
46 TESTE DO DIAFRAGMA
47
48 REFERÊNCIAS
49
GERAL

50
51
52
53
54
NOTAS

55
56
57
FOLHA
/

331
FOLHA DE DADOS
FD-011
VÁLVULA REDUTORA AUTO-OPERADA VRP-02

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS


01 CORPO / TAMPA
02 CLASSE DE PRESSÃO
CARACTERÍST. CONSTRUTIVAS

03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06 ENTRADA
PRESSÃO
07 SAÍDA
08 DISCO V-PORT
09 PILOTO REDUTOR DE PRESSÃO
10 PILOTO PARA ALÍVIO DE PRESSÃO
11 FECHO MECÂNICO
12 INDICADOR DE ABERTURA
13 FILTRO
14 CHAVE DE FIM DE CURSO
15
16 CORPO/TAMPA
17 PLUG DA TAMPA
18 ANEL O’RING DO PLUG
19 PARAFUSO DA TAMPA
20 DIAFRAGMA
21 DISCO ESPAÇADOR
MATERIAIS

22 DISCO DO DIAFRAGMA
23 HASTE
24 BUCHA
25 DISCO
26 VEDAÇÃO
27
28
29
30 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
31
ACES.

32
33
34
35 FLUIDO
36 VAZÃO
FLUIDO

37 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
38 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
39 DENSIDADE
40 VISCOSIDADE
41 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
42 CONSTRUÇÃO
43 MEDIDA FACE A FACE
NORMAS

44 EXTREMIDADES
45 TESTE DO CORPO
46 TESTE DO DIAFRAGMA
47
48 REFERÊNCIAS
49
GERAL

50
51
52
53
54
NOTAS

55
56
57
FOLHA
/

332
11.13. Tabelas técnicas.

MATERIAIS
VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO
MATERIAL: FERRO FUNDIDO CORPO FERRO FUND. ASTM A126/B
CLASSE: 125 LIBRAS TAMPA FERRO FUND. ASTM A126/B
MOLA AÇO CARB. TEMPERADO

FABRICANTES: NIAGARA DIAFRAGMA NEOPRENE COM NYLON


VEDAÇÃO BORRACHA

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ENTRADA 10,5 150
DE 0,35 5
SAÍDA REGULÁVEL
A 6,3 90
2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI

MEIO DE LIGAÇÃO ROSCADA

1/2” 3/4” 1” 1.1/4” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 5” 6” 8”


DN 15 20 25 32 40 50 65 80 100 125 150 200
L 90 120 144 162 176 200 192 230 - - - -
D 110 138 168 190 208 230 240 292 - - - -
H1 50 72 80 93 100 120 130 160 - - - -
H2 130 188 225 242 270 320 390 440 - - - -
Kg 1,9 4,2 7,1 9,6 11,6 17,5 23,0 36,0 - - - -

APLICAÇÕES:
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

333
MATERIAIS
VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO
MATERIAL: FERRO FUNDIDO CORPO FERRO FUNDIDO DÚCTIL
CLASSE: PN10 TAMPA FERRO FUNDIDO DÚCTIL
MOLA AÇO CARB. TEMPERADO

FABRICANTES: NIAGARA DIAFRAGMA NEOPRENE COM NYLON


VEDAÇÃO BORRACHA

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ENTRADA 10,5 150
DE
SAÍDA REGULÁVEL
A
2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI

MEIO DE LIGAÇÃO FLANGEADA

2” 2.1/2” 3” 4” 6” 8” 10” 12” 14” 16” 18” 20”


DN 50 65 80 100 150 200 250 300 350 400 450 500
A 78 89 100 112 140 170 203 240 263 300 330 357
L 205 205 250 320 415 500 605 725 733 990 1000 1100
H 235 249 305 380 500 580 720 820 843 1095 1123 1150
W 155 178 163 200 320 390 480 550 550 700 740 740
Kg 10,6 13,0 22,0 37,0 75,0 125,0 217,0 370,0 381,0 846,0 945,0 962,0

APLICAÇÕES:
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

OBSERVAÇÃO:
1. EXISTEM PEQUENAS DIFERENÇAS NAS DIMENSÕES PARA OS DIVERSOS FABRICANTES.

334
11.14. Fabricantes de Válvulas Redutoras de Pressão

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
ASCA x x x
EICASA x x x x
GROFE x
HITER x x x
INCOVAL x x
IVC VANASA x x x x
SPIRAX SARCO x x x
VALTEK x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

11.15. Fabricantes de Válvulas de Controle Auto-operadas

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
BERMAD x
VALLOY x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

335
VÁLVULAS DE
SEGURANÇA e ALÍVIO
12. VÁLVULA DE SEGURANÇA E ALÍVIO

12.1. Introdução
São válvulas que têm por finalidade a proteção pessoal e a proteção de linhas
e equipamentos. É uma válvula de auto-operação, usando a energia do próprio
fluido para a sua operação, abertura ou fechamento.

Válvula de Segurança.
Dispositivo automático de alívio de pressão, atuada pela pressão estática na
entrada do obturador e caracterizada pela abertura instantânea e isso ocorre
quando o fluido é um vapor ou gás.

Válvula de Alívio.
Dispositivo automático de alívio de pressão, atuada pela pressão estática na
entrada do obturador e caracterizada pela abertura lenta à medida que a
pressão aumenta acima da pressão de ajuste, o que ocorre com o trabalho
com líquidos.

Válvula de Segurança e Alívio.


É denominada válvula de segurança e alívio aquela que trabalha com líquidos
e gases.

12.2. Aplicação.
São usadas na proteção de tubulações e equipamentos contra sobre-pressão
e, conseqüentemente na proteção das vidas humanas.

12.3. Identificação das partes de uma válvula de Segurança e Alívio

337
12.4. Instalação.

Devem ser instaladas diretamente ligadas aos pontos a serem


protegidos e entre a tubulação e a entrada válvula de segurança
/ alívio não pode nada que possa impedir o fluxo, não pode
haver uma válvula de bloqueio para manutenção e nem mesmo
uma figura oito. A passagem deve estar completamente livre
entre a tubulação a ser protegida e a válvula de segurança /
alívio. O tubo de saída da válvula, o alívio, deverá descarregar
em uma área segura e completamente livre.
Para ar comprimido, vapor e gases inertes o ponto de descarga
pode ser a atmosfera, em um ponto acima do local mais alto da
edificação, seguro para a presença de pessoas.
Para líquidos esse ponto poderá ser o próprio tanque que
contém o fluido ou ainda um tanque destinado especialmente
para esse fim.

12.5. Sistema construtivo.


As válvulas de segurança e alívio geralmente têm a forma angular e o bocal de
entrada é, em geral, um pouco menor que o bocal de saída, normalmente um
diâmetro abaixo.

Quanto ao meio de ligação.

Rosca BSP ou NPT.


Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros.

Solda do tipo encaixe (soquete)


Normalmente empregadas em válvulas de pequenos diâmetros onde se deseja
estanqueidade absoluta nas ligações.

Extremidades flangeadas
Fabricadas em qualquer diâmetro e empregadas onde se deseja a facilidade de
montagem e desmontagem.

Quanto ao meio de ligação entre corpo e castelo.


Roscada.
Sistema empregado em válvulas de pequenos diâmetros em baixas pressões e
temperatura ambiente.

Flangeado ou aparafusado:.
Empregado em válvulas dos mais variados diâmetros para todas as classes de
pressão para serviços de maior responsabilidade.

Quanto ao tipo do castelo.


A tampa ou castelo poderá ser aberto expondo a parte interna, mola e haste,
ou ainda fechado.

Castelo com alavanca.


O castelo poderá ser provido de uma alavanca para teste.

338
12.6. Exemplos de especificações técnicas

Fluido: Água
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 12,0 kg/cm2
Pressão de abertura: 13,0 kg/cm2
Temperatura: 35º C (max.)
Local da instalação: Tubulação
Vazão: 5,0 l/s

Válvula de alívio, classe 150#, tipo angular,


castelo fechado, sem alavanca, corpo e
castelo em aço fundido, castelo roscado ao
corpo, mola em inox, extremidades com rosca
fêmea conforme ASME/ANSI B1.20.1 (NPT)
Ref. W. Burger mod. WB-2700

Fluido: Vapor saturado


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 16,0 kg/cm2
Pressão de abertura: 17,0 kg/cm2
Temperatura: 206º C (max.)
Local da instalação: Caldeira
Vazão: 2000 kg/h

Válvula de segurança, classe 300#, tipo


angular, castelo aberto, com alavanca, corpo
e castelo em aço fundido, castelo
aparafusado ao corpo, mola em inox,
extremidades com flanges conforme
ASME/ANSI B16.5-300#FR
Ref. W. Burger mod. WB-2500-V1

Fluido: Ar comprimido
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 16,0 kg/cm2
Pressão de abertura: 17,0 kg/cm2
Temperatura: 40º C (max.)
Local da instalação: Tanque pulmão
Vazão: 60,0 Nm3/mim

Válvula de segurança, classe 150#, tipo


angular, castelo aberto, com alavanca, corpo
e castelo em aço fundido, castelo
aparafusado ao corpo, mola em inox,
extremidades com flanges conforme
ASME/ANSI B16.5-150#FR
Ref. W. Burger mod. WB-2500-V1

339
12.7. Exemplo de Folha de Dados

FOLHA DE DADOS
FD-012
VÁLVULA SEGURANÇA / ALÍVIO VSA-01

1. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ANEXADO À RESPECTIVA REQUISIÇÃO DE MATERIAL.


2. O PROPONENTE DEVE PREENCHER A COLUNA “PROPOSTA”.

VÁLVULA SEGURANÇA / ALÍVIO ESPECIFICAÇÃO PROPOSTA NOTAS


01 CORPO / TAMPA
02 CLASSE DE PRESSÃO
CARACTERÍST. CONSTRUTIVAS

03 EXTREMIDADES
04 FACE
FLANGE
05 ACABAMENTO
06 TIPO / MODELO
07 TIPO DE CASTELO
08
09 ALAVANCA
10
11
12
13
14
15
16 CORPO
17 CASTELO
18 MOLA
19 DISCO
20 VEDAÇÃO
21 HASTE
MATERIAIS

22 PARAFUSO
23 PORCA
24
25
26
27
28
29
30 PLACA DE IDENTIFICAÇÃO
31 FLUIDO
32 VAZÃO
33 PRESSÃO DE OPERAÇÃO
34 PRESSÃO DE ABERTURA
FLUIDO

35 TEMPERATURA DE OPERAÇÃO
36 DENSIDADE
37 VISCOSIDADE
38
39
40
41 SÓLIDOS EM SUSPENSÃO
42 CONSTRUÇÃO
43 MEDIDA FACE A FACE
NORMAS

44 EXTREMIDADES
45 TESTE DO CORPO
46
47
48 REFERÊNCIAS
49
GERAL

50
51
52
53
54
NOTAS

55
56
57
FOLHA
/

340
12.8. Tabelas técnicas.

MATERIAIS
VÁLVULA DE SEGURANÇA E ALIVIO
MATERIAL: AÇO CARBONO CORPO AÇO ASTM A234/WCB
CLASSE: 150 LIBRAS TAMPA AÇO ASTM A234/WCB
DISCO AÇO INOX

FABRICANTES: W. BURGER SUPORTE DO DISCO AÇO INOX


CORNERSOL MOLA AÇO CARBONO
PRISIONEIROS AÇO LIGADO

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E GÁS

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI

FLANGEADA
MEIO DE LIGAÇÃO
ANSI B16.5

DIMENSÕES API 526


TESTES API 527

1” 1.1/2” 1.1/2” 2” 2.1/2” 3” 4” 6”


DN x x x x x x x x
2” 2” 2.1/2” 3” 4” 4” 6” 8”
L 114 132 132 152 171 178 210 241
H 502 543 543 625 650 765 892 1038
H1 98 138 138 138 170 189 241 264

APLICAÇÕES:
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

341
VÁLVULA DE SEGURANÇA E ALIVIO MATERIAIS
MATERIAL: AÇO CARBONO
CLASSE: 150 LIBRAS CORPO AÇO ASTM A234/WCB
TAMPA AÇO ASTM A234/WCB
DISCO AÇO INOX

FABRICANTES: W. BURGER SUPORTE DO DISCO AÇO INOX


CORNERSOL MOLA AÇO CARBONO
PRISIONEIROS AÇO LIGADO

2
PRESSÃO DE TRABALHO Kgf/cm PSI
ÁGUA E GÁS

2
PRESSÃO DE TESTE Kgf/cm PSI

FLANGEADA
MEIO DE LIGAÇÃO
ANSI B16.5

DIMENSÕES API 526


TESTES API 527

1/2” 1/2” 1/2” 3/4” 3/4” 1” 1”


DN x x x x x x x
1/2” 3/4” 1” 3/4” 1” 1” 1.1/2”
L 43 43 43 51 51 51 51
H 175 175 175 183 183 183 183
H1 51 51 51 71 71 71 79

APLICAÇÕES:
1. PRODUTOS COM SÓLIDOS EM GERAL.
2. SERVIÇOS COM FLUIDOS HOMOGÊNEOS OU COM SÓLIDOS EM SUSPENSÃO.

342
12.9. Fabricantes

MATERIAIS
FABRICANTE
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
AERRE x x x x x
ASCA x x x
CORNERSOL x x
CROSBY x x x
DOX x x x
EICASA x x
GROFE x
MIPEL x
SPIRAX SARCO x x
W. BURGER x x x x x x

(1) AÇO FORJADO (6) FERRO FUNDIDO CINZENTO


(2) AÇO FUNDIDO (7) FERRO NODULAR
(3) AÇO INOXIDÁVEL (8) LATÃO
(4) ALUMÍNIO (9) OUTROS
(5) BRONZE

343
ACESSÓRIOS
13. ACESSÓRIOS

13.1. Introdução
Acessórios são peças destinadas a dar qualidade ao fluxo e segurança à tubulação.

13.2. Aplicação:
São empregados com as mais diversas finalidades nas instalações hidráulicas e
industriais, tais como, filtragem, retirada do condensado em tubulações de gazes,
entrada e saída de ar das tubulações de líquidos, medição de temperatura e pressão
e totalização de vazão e outros.

13.3.Filtros.
Acessório destinado a garantir a qualidade do fluido quanto à quantidade e diâmetro
máximo dos sólidos em suspensão e podem ser classificados em filtros permanentes
e temporários.
Basicamente existem dois tipos de filtros permanentes o tipo “Y” e os de cesto e
também dois modelos de filtros temporários, os cônicos e os planos.

Filtros permanentes tipo Y.

Instalação.
Devem ser instalados em linhas horizontais com o filtro voltado para baixo ou
inclinados, no máximo, a 45°. Também podem ser instalados em linhas verticais com
o fluxo descendente.

Fluido: água
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 3,0 kgf/cm2
Temperatura: ambiente

Filtro tipo Y, classe 150#, corpo de bronze


fundido ASTM A62, elemento filtrante em
malha de inox para retenção de sólidos de
0,15mm (Mash 100), bujão para limpeza,
extremidades roscadas conforme
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Ref. Ciwal fig. 49 e Sfay série 25

Fluido: água
Instalação: aparente
Pressão de serviço: 10,0 kgf/cm2
Temperatura: 90 °C

Filtro tipo Y, classe 125#, corpo de ferro


fundido ASTM A126/B, elemento filtrante
em chapa de inox para retenção de
sólidos de 1/32” (Mash 20), bujão para
limpeza, extremidades roscadas conforme
ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Ref. Niagara fig. 977 e Sfay série 52

345
Filtros permanentes tipo Cesto.

Instalação.
Devem ser instalados em linhas horizontais com o filtro voltado para baixo. Os filtros
tipo cesto devem substituir os filtros do tipo y sempre que se fizer necessário uma
limpeza freqüente do elemento filtrante.

Fluido: óleo diesel


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 2,0 kgf/cm2
Temperatura: 30 °C

Filtro tipo cesto simplex, classe 150#, corpo e tampa de


aço fundido ASTM A216/WCB, elemento filtrante em
chapa de inox para retenção de sólidos de 1/64” (Mash
40), bujão para drenagem, extremidades flangeadas
conforme ASME/ANSI B16.5-150#FR.
Ref. Niagara fig. 995 e Sfay série 45

Fluido: água bruta


Instalação: aparente
Pressão de serviço: 1,0 kgf/cm2
Temperatura: 30 °C

Filtro tipo cesto duplex, classe 125#, corpo e tampa de


ferro fundido ASTM A126/B, elemento filtrante em chapa
de inox para retenção de sólidos de 1/16” (Mash 10),
bujão para drenagem, válvula de desvio do tipo macho
em ferro fundido, extremidades flangeadas conforme
ASME/ANSI B16.1-125#FP.
Ref. Sfay série 22

Filtros temporários.

Instalação.
São instalados para proteger equipamentos e posteriormente serem removidos,
geralmente após a pré-partida ou após manutenções. São fabricados em chapa de
aço carbono ou inox e instalados entre flanges, tipo wafer.

TIPO PLANO TIPO CÔNICO TIPO CESTO

346
Tabela dos elementos filtrantes.

TABELA DOS ELEMENTOS FILTRANTES


Mash 325 250 200 150 100 80 60 40 20 16 10 8 7
mm 0,043 0,061 0,073 0,104 0,152 0,178 0,229 0,397 0,794 1,191 1,588 1,984 3,175
Pol. - - - - - - - 1/64 1/32 3/64 1/16 5/64 1/8
Micron 43 61 73 104 152 178 229 397 794 1191 1588 1984 3175
Tipo MALHA DE AÇO INOX CHAPA PERFURADA

13.4. Visores de fluxo.

Instalação.
Podem ser instalados em linhas horizontais ou verticais e têm por finalidade a
confirmação visual da presença de fluxo em uma determinada linha.
Existem modelos para líquidos e para gases com palheta ou roda aletada, tipo
ventoinha, para indicar a presença de fluxo.

Visor de fluxo para líquidos, classe 150#, modelo reto,


corpo em bronze fundido ASTM B62, visor em vidro
temperado transparente, extremidades roscadas
conforme ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Ref. Niagara fig. 139

Visor de fluxo para líquidos, classe 150#, modelo reto,


corpo em aço carbono fundido ASTM A216 / WCB, visor
em vidro temperado transparente de ambos os lados,
extremidades flangeadas conforme
ASME/ANSI B16.5-150#FR.
Ref. Niagara fig. 137-R

13.5. Ventosas.

Instalação.
Devem ser instalados nos pontos altos das linhas com a finalidade de expelir o ar
deslocado pelo líquido durante o enchimento da tubulação, expelir automaticamente
o ar acumulado durante a operação e admitir ar durante o processo de
esvaziamento da tubulação, bem como manter a pressão de esvaziamento dentro
dos limites previstos em projeto, evitando o colapso e protegendo a tubulação.
Existem dois modelos de ventosa, o primeiro denominado de “ventosa simples”, que
tem como função expelir continuamente o ar acumulado durante a operação da
linha. O segundo denominado de “ventosa de tríplice função” que tem como funções:
expelir continuamente o ar acumulado durante a operação, expelir o ar deslocado
durante o enchimento da linha e admitir ar durante o esvaziamento da linha.
Na instalação se requer uma válvula de bloqueio entre a ventosa e a linha, para
manutenção.

347
Ventosa de simples, PN 10, corpo e tampa
em ferro fundido, flutuador em EPDM, tampa
aparafusada no corpo, parafusos em aço
carbono galvanizado, niple de descarga em
latão, extremidade com flange conforme ISO
2531 / PN 10.
Ref. Saint Gobain mod. VSF10

Ventosa de tríplice função, PN 10, corpo e


tampa em ferro fundido, flutuador maior em
alumínio e flutuador menor em EPDM,
tampas aparafusadas no corpo, parafusos
em aço carbono galvanizado, niple de
descarga em latão, extremidade com flange
conforme ISO 2531 / PN 10.
Ref. Saint Gobain mod. VTF10

13.6. Separadores de umidade.


Devem ser instalados nas linhas horizontais contendo gazes onde se deseja
remover a umidade contida em forma de gotículas em suspensão.
A construção do separador se baseia na passagem do fluido gasoso por uma
chicana onde as gotículas de liquido, por sua inércia, deverão ficar retidas e
formando gotas maiores que serão encaminhadas para um ponto de drenagem ou
purga.

Separador de umidade horizontal, classe


125#, corpo em ferro fundido cinzento
ASTM A126/B, extremidades flangeadas
conforme ASME/ANSI B16.1-125#FP.
Ref. Sarco mod. SPH

Separador de umidade vertical, classe


125#, corpo em ferro fundido cinzento
ASTM A126/B, extremidades roscadas
conforme ASME/ANSI B1.20.1 (NPT).
Ref. Sarco mod. SPV

348
13.7. Purgadores.
São acessórios destinados a eliminar automaticamente o fluido condensado em
linhas de gases e vapores. Para se ter idéia da quantidade de condensado, por
exemplo, um compressor de 3,0 Nm 3/min nas condições ambientais de 25 °C e 75%
de umidade relativa a 7,0 kgf/cm2, produzirá 60 litros de condensado por dia. No
mercado encontramos vários tipos de purgadores mas os mais comuns são o
purgador de bóia, o de balde invertido, os termodinâmicos e os eletrônicos.

Instalação.
Em oposição às ventosas devem ser instalados preferencialmente nos pontos baixos
das linhas, no final dos trechos horizontais onde se tem uma elevação da tubulação,
no final das linhas e nos longos trechos horizontais. De um modo geral, em linhas de
ar comprimido, deve-se instalar um purgador a cada 40,0m de tubulação.

Purgadores de bóia.
Recomendados para os sistemas de
vapor , de ar comprimido e outros gases
onde não se tem a presença de óleo
dissolvido no condensado.
Existem vários modelos de purgadores
de bóia.
Ref. Sarco PARA VAPOR PARA AR COMPRIMIDO

Purgadores de Balde invertido.

Recomendados para os sistemas de


vapor , de ar comprimido e outros gases
onde se tem a presença de óleo
dissolvido no condensado.
Existem dois modelos de purgadores de
balde invertido, um normal e outro de alta
capacidade.
Ref. Sarco

NORMAL ALTA CAPACIDADE

Purgadores termodinâmicos.

Recomendados para os sistemas de


vapor saturado, têm um funcionamento
muito simples, compacto e robusto sem
necessidade de manutenção constante.
Ref. Sarco modelo TD 52, TDS 52
TD 52 TDS 52 (COM FILTRO)

349
Purgador eletrônico.
Recomendados para os sistemas de ar comprimido, para
condensado com ou sem a presença de óleo, têm a instalação
e o funcionamento muito simples, sem necessidade de
manutenção constante. Funciona por meio de uma válvula
solenóide de ação direta, conjugado a dois temporizadores, o
primeiro controla a abertura, que pode ser ajustado para a
duração de 0,5 a 10s, e o segundo controla a freqüência das
aberturas, que pode ser ajustada de 30s a 45min.
Ref. Sarco modelo EDT 1

13.8. Manômetros.
São acessórios destinados a medir a pressão em tubulações e equipamentos e o
sistema sensor pode ser do tipo bourdon para serviços gerais ou do tipo fole para
serviços de baixas pressões em aplicações de alta precisão.
Podem ser de montagem local ou em painéis e existem várias escalas padronizadas.
Os manômetros podem apresentar diversos diâmetros de mostradores.

Manômetro para uso industrial com elemento elástico do tipo


bourdon em aço inox AISI 316, para montagem local, caixa de
alumínio polido, mostrador de 114mm com escala 0-10
kgf/cm2, conexão inferior de 1/2” NPT.
Ref. Willy Ashcroft mod. BBIN

Acessórios para manômetros.

Selo de diafragma.

Isola o sensor de pressão dos eventuais efeitos causados por


corrosão, partículas sólidas, cristalização, alta viscosidade,
congelamento entre outros.

Amortecedor de pulsação.
Para linha de pressão pulsante pois estabiliza o ponteiro do
manômetro e evita o desgaste do mecanismo interno.
Existem modelos com esfera interna e outros com disco
interno.

Tubo sifão.

Promove a queda da temperatura do fluido em aplicações de


medição de vapor e demais com alta temperatura.
Os dois modelos existentes no mercado são o tubo trombeta e
o tubo sifão.

350
Extensão capilar.
Usado para instalação remota do
manômetro ou instalação em painéis ou
ainda para o distanciamento entre o selo
diafragma e o acoplamento do
manômetro.
Tubo capilar, diâmetro do orifício de
1,8mm, em inox com conectores em inox
com rosca 1/4” ou 1/2” com rosca NPT
ou BSP. O comprimento do tubo capilar
pode variar de 1,5m a 30,0m.
Ref. Willy

Válvula de esfera.
Válvulas de esfera, tipo monobloco, de latão forjado, com três
vias.
Essas válvulas de esfera, próprias para manômetros, quando
fechadas, dão escape à pressão retida no manômetro.
Ref. Worcester

13.9. Termômetros.
São acessórios destinados a medir a temperatura em tubulações e equipamentos e
o sistema sensor pode ser do tipo “par bi-metálico”, os mais usuais, ou atuado a gás.
Podem ser de montagem local ou em painéis e existem várias escalas padronizadas.
Os termômetros podem apresentar diversos diâmetros de mostradores.

Termômetro, do tipo par bi-metálico, caixa de aço


carbono estampado, acabamento em epóxi preto,
diâmetro de 100mm, escala de 0-100 °C, mostrador de
alumínio com fundo branco e marcação em preto, para
montagem local, saída lateral, comprimento da haste de
64mm, com conexão de ∅1/2” NPT.
Ref. Willy

Termômetro atuado a gás, caixa de aço carbono


estampado, acabamento em epóxi preto, diâmetro de
114mm, escala de 0-200 °C, mostrador de alumínio com
fundo branco e marcação em preto, para montagem
remota, em painel, saída lateral, comprimento da haste
de 64mm, capiar com comprimento de 3,0m, com
conexão de ∅1/2” NPT.
Ref. Willy

351
Acessórios para termômetros.

Poço para termômetro.


O poço para termômetro tem por objetivo a proteção do termômetro, evitando a
deformação da haste causada pelo fluxo na tubulação, preserva a haste contra a
corrosão e erosão causada pela ação química e física do fluido. Possibilita a
manutenção do termômetro com a linha em operação.

Poço para termômetro, usinado em aço inox,


rosca externa de 3/4” NPT e rosca interna de
1/2” NPT para instalação de termômetro do
tipo par bi-metálico com haste de 100mm e
diâmetro de 1/4”, em tubulação sem isolante
térmico.
Ref. Willy

Poço para termômetro, usinado em aço inox,


rosca externa de 3/4” NPT e rosca interna de
1/2” NPT para instalação de termômetro do
tipo par bi-metálico com haste de 230mm e
diâmetro de 1/4”, em tubulação com isolante
térmico de espessura de 75mm.
Ref. Willy

352
14. GLOSSÁRIO

A
lto-Forno (Blast Furnace) Forno onde elementos sólidos como minério de ferro, coque
e fundentes são combinados em alta pressão com um sopro de ar quente, reduzindo
continuamente o minério de ferro em ferro líquido.

Anodo (Anode) Eletrodo no qual ocorrem reações de oxidação. No anodo há uma tendência
em aumentar o número de íons do metal em solução, a massa do anodo também tende a
diminuir (corrosão).

Anodo de sacrifício Recobrimento ou peça soldada que vai corroendo, protegendo o aço dos
agentes corrosivos atmosféricos.

Austêmpera Tratamento isotérmico composto de aquecimento até a temperatura de


austenitização, permanência nesta temperatura até completa equalização, resfriamento rápido
até a faixa de formação da bainita, permanência nesta temperatura até completa
transformação. Utiliza-se para peças que necessitam de alta tenacidade (efeito-mola).

Austenita (Austenite) Fase do aço cúbica de face centrada (CFC), com boa resistência
mecânica, apreciável tenacidade, não magnética, com solubilidade máxima de carbono de 2%.

Austenitização Transformação da estrutura da matriz existente em estrutura austenítica


através de aquecimento. Pode ser parcial (aquecimento dentro da faixa de transformação) ou
completa (aquecimento acima da faixa de transformação).

B
oretação Tratamento termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com
boro. Utiliza-se para peças que necessitam de alta resistência à abrasão.

Brasagem (Brazing) Junção de duas partes metálicas pela fusão de um outro metal com ponto
de fusão mais baixo, esta técnica é chamada de solda forte.

C
ementação (Cementing; Cementation; Carburizing; Casehardening) Tratamento
termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com carbono, por
difusão.Utiliza-se para peças que necessitem de alta dureza superficial, alta resistência
à fadiga de contato e submetidas a cargas superficiais elevadas.

Cementita (Fe3C) (Cementite; Carbide Carbon; Cementite Carbide; Iron Carbide)


Carboneto de Ferro (Fe3C). Fase muito dura e quebradiça, de estrutura ortorrômbica.

Cianetação Carbonitretação realizada em meio líquido.

Cisalhamento Modo de deformação em que a tensão aplicada é paralela à superfície sobre a


qual se aplica.

Coalescimento Tratamento térmico de recozimento com a finalidade de se obterem os


carbonetos sob forma esferoidal. Usualmente é caracterizado por permanência em temperatura
ligeiramente superior ou inferior ao ponto A1 ou oscilação em torno de A1 e resfriamento lento.
Também denominado esferoidização. Utiliza-se para produtos que necessitem de dureza
baixíssima para poderem ser deformadas plasticamente.

Conformabilidade Propriedade do material que se deforma com facilidade, podendo tomar


diversas formas segundo as cargas submetidas.

Coque (Coke) Carvão tratado ao forno para a evacuação dos elementos voláteis. Basicamente
carbono puro, é um dos elementos da combustão do alto-forno.

353
D
eformação (Deformation; Distortion) Alteração do comprimento por unidade de
comprimento inicial.

Deformação a frio (Cold Forming; Cold Straining) Deformação abaixo da temperatura de


recristalização.

Deformação a quente Deformação acima da temperatura de recristalização.

Deformação Elástica (Elastic Strain; Elastic Deformation) Regime de deformação onde não
ocorre mudança dimensional permanente, isto é, com o fim do carregamento, o material volta
ao estado inicial.

Deformação Plástica (Plastic Deformation; Cold-work) Regime de deformação onde ocorre


mudança dimensional permanente, ocorre depois que estão excedidos os limites de
deformação elástica.

Descarbonetação (Decarburization) Redução do teor de carbono em toda a extensão ou


parte do material. Utiliza-se para produtos que necessitem de baixa permeabilidade magnética.
Pode ser superficial ou total.

Diagrama de Equilíbrio (Phase Diagram) Apresentação gráfica das relações das fases com a
composição e os fatores ambientes. Também conhecido como "Diagrama de Fases".

Dureza (Hardness) Resistência à penetração, ou risco, que um material apresenta. Existem


diferentes escalas, para diferentes ensaios de dureza (Rockwell, Brinell, Vickers, Meyer, Shore
A, Shore D, etc.).

Dutilidade (Ductility) Propriedade do material de sofrer deformação permanente sem romper.

E
lasticidade Tensão máxima que ainda provoca deformação elástica.

Endurecimento por Envelhecimento (Age Hardening) Processo de Envelhecimento que


aumenta a dureza e a resistência e costuma baixar a dutilidade. Este processo usualmente
acompanha a solubilização, o trabalho a frio ou o resfriamento rápido. Também conhecido
como endurecimento por precipitação.

Escória Rejeito da redução de minério de ferro, trata-se basicamente de óxidos e outras


impurezas.

Extrusão Operação de conformação provocada pela passagem do material empurrado através


de uma matriz.

F
adiga Tendência à ruptura sob carga inferior ao limite de resistência à tração, quando o
material é sujeito a ciclos repetidos de tensões.

Ferrita Fase do ferro com estrutura cúbica de corpo centrado (CCC), com boa ductilidade.

Ferro Gusa Produto do alto-forno que será posteriormente refinado na aciaria ou que pode ser
vendido tal qual.

Fluência Fenômeno pelo qual os metais e ligas tendem a sofrer deformações plásticas,
quando submetidos por longos períodos a tensões constantes, porém inferiores ao limite de
resistência normal do material. Normalmente ocorre a altas temperaturas.

354
Forjamento (Forging) Processo de fabricação descrito por deformação mecânica de um metal
aquecido através de martelamento ou prensagem.

Fundente Agente limpador de ferro, reagente que carrega a escória para o topo, permitindo
purificar o ferro.

Fundição (Casting) Processo de vazamento de um material na fase líquida em um molde.

G
alvanização Recobrimento de aço com uma fina camada de zinco para aumentar a
resistência à corrosão.

Grafita Forma mais comum do carbono, tem estrutura lamelar.

Grãos (Grain) Cristal individual de mesma orientação de rede cristalina num agregado
policristalino.

I
mpureza Qualquer substância metálica ou não, estranha à composição específica dos
metais e ligas, que aparece geralmente como consequência do processo de fabricação.

L
aminação Processo de deformação plástica dos metais no qual o material passa entre
rolos, com altas tensões compressivas devido à ação de prensagem dos rolos, e com
tensões cisalhantes superficiais resultante da fricção entre os rolos e o metal.

Laminação a Frio Etapa final do processo de laminação que tem por objetivo o acabamento do
metal, no qual o mesmo, inicialmente recebido da laminação a quente como chapa grossa, tem
sua espessura reduzida para valores bem menores, normalmente à temperatura ambiente.

Laminação a Quente Etapa inicial do processo de laminação no qual o material é aquecido a


uma temperatura elevada (no caso de aços inicia entre 1100 e 1300 ºC e termina entre 700 e
900 ºC, porém no caso de não-ferrosos estas temperaturas normalmente são bem mais baixas)
para que seja realizado o chamado desbaste dos lingotes ou placas fundidas.

Laminado a Frio Produto resultante da laminação à temperatura ambiente, sob a forma de


chapas finas, fitas e folhas finas, de esmerado acabamento superficial, com propriedades
mecânicas melhoradas e rigoroso controle dimensional. A diferença entre chapa e folha é dada
pela espessura do produto, pois de um modo geral o termo chapa fina aplica-se a produtos
com espessura superior a 1/4 de polegada (6,35 mm aproximadamente), sendo as folhas e
fitas os produtos com espessura inferior a este limite. A diferença entre folha e tira é dada pela
largura do produto: quando inferior a 24 polegadas (609,6 mm) denomina-se tira e acima desse
valor define-se como folha.

Laminado a quente Produto resultante do processo de laminação em alta temperatura do


lingote ou placa fundida e que resulta na produção de chapa grossa, vergalhão, barra, tubo ou
perfil, que são os chamados laminados a quente, destinados à laminação a frio, etapa seguinte
do processo de fabricação.

Latão Liga de cobre e zinco.

Liga Metálica Material contendo dois ou mais elementos metálicos.

Limite de Escoamento Resistência máxima a deformação elástica.

Limite de Fadiga Tensão máxima cíclica que pode ser aplicada num material de modo que ele
resista sem romper a um número infinito de ciclos.

Limite de Resistência Tensão máxima suportada sem rompimento da peça ou corpo de prova.

355
Lingote Produto bruto resultante da solidificação do metal líqüido em molde metálico,
geralmente destinado a posterior conformação plástica.

Lixiviação Processo de extração de metal de um minério com o uso de solventes.

M
aleabilidade Propriedade que permite a conformação de uma liga metálica por
deformação.

Maleabilização Tratamento térmico aplicado ao ferro branco, em que o elemento carbono


passa a grafita, na forma arredondada, ou é eliminado. Ambos os fenômenos podem ocorrer
simultaneamente. O elemento carbono também pode estar presente em fase ou fases oriundas
da transformação da austenita (como por exemplo a perlita).

Martêmpera Tratamento térmico isotérmico composto de austenitização seguida de


resfriamento brusco até temperatura ligeiramente acima da faixa de formação de martensita,
visando a equalizar a temperatura do material e ao resfriamento adequado até a temperatura
ambiente. Utiliza-se para peças propensas a sofrerem empenamentos e que necessitam das
mesmas propriedades alcançáveis pelo têmpera seguida de revenimento.

Martensita Fase metaestável que corresponde a uma solução sólida supersaturada de


carbono em ferro. É uma fase extremamente dura.

Meios de Resfriamento Os meios de resfriamento usados no tratamento térmico do aço são o


ambiente do forno, ar e meios líquidos.

Minério Mineral comercialmente explorável no estado puro ou como fonte de outro elemento.

Módulo de Elasticidade (Young Modulus; Modulus of Elasticity) No regime elástico,


coeficiente de proporcionalidade entre a tensão e a deformação percentual.

Módulo de Rigidez No regime elástico, coeficiente de proporcionalidade entre a tensão


cisalhante e a deformação angular.

N
itretação Tratamento termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com
nitrogênio. Utiliza-se para peças que necessitam de alta resistência á fadiga de contato,
alta resistência ao atrito adesivo e submetidas a cargas superficiais baixas.

P
assivação Aderência de uma camada de óxidos na superfície do material, protegendo-o
da corrosão.

Perlita Microestrutura eutetóide da liga ferro-carbono constituída de ferrita e cementita, com


teor global de carbono de 0,8%.

Perlitização Tratamento térmico de transformação de austenita em perlita. Termo largamente


usado em tratamento de ferro fundidos. Utiliza-se para peças de ferro fundido que necessitem
de maior dureza do que a obtida após a fundição.

Pitting chamamos de pitting ou corrosão alveolar a formação de pequenas cavidades no aço


inox que podem chegar a perfurar a peça.

Plasticidade Capacidade de um material de se deformar inelasticamente isto é definitivamente.


Existem dois tipos de deformação a elástica e a plástica. Na deformação elástica, o material
retorna as suas dimensões de origem após o fim do carregamento, na deformação plástica o
material assume novas dimensões.

356
Polimento sanitário É o padrão de acabamento com rugosidade inferior a 1,0 micra que se
aplica aos aços inox para uso em serviços chamados sanitários.

Propriedades mecânicas Propriedades de um material que revelam as reações elásticas e


inelásticas à aplicação de forças, tensões e deformações.

R
ecobrimento Processo de deposição e cobertura de um material com outro que confira
as propriedades superficiais requeridas, como, por exemplo, resistência à corrosão.

Recozimento Termo genérico que indica um tratamento térmico composto de aquecimento


controlado até uma determinada temperatura, permanência nessa temperatura durante um
certo intervalo de tempo e resfriamento regulado. O recozimento altera microestrura e
propriedades do material.

Recristalização Nucleação e crescimento de novos grãos, geralmente equiaxiais e isentos de


tensão, a partir de uma matriz deformada plasticamente. Utiliza-se para peças deformadas
plasticamente a frio, com a finalidade de reduzirem ao seus limites de escoamento e de
resistência.

Resiliência Capacidade do material absorver e devolver energia sem deformação permanente.

Revenido Ou Revenimento. Tratamento térmico que elimina a maior parte dos inconvenientes
provocados pela têmpera. Remove tensões internas, corrige dureza excessiva e fragilidade,
aumentando a dutilidade e tenacidade do material.

Revenimento Tratamento térmico de uma peça temperada ou normalizada, caracterizado por


reaquecimento abaixo da zona crítica e resfriamento adequado, visando a ajustar as
propriedades mecânicas.Utiliza-se para peças recém-temperadas, com a finalidade de
reduzirem-se as tensões produzidas durante a têmpera.

Rigidez Propriedade de resitir à deformação elástica.

S
ensitização: chamamos de sensitização dos aços inox, à formação de carbonetos
complexos de cromo, resultante da combinação do cromo com o carbono livre.
Este fenômeno ocorre em altas temperaturas, entre 400°C e 850°C, sendo máximo por
volta de 650°C. O aço sensitizado fica vulnerável à corrosão inter-granular.

T
arugo Produto semi-acabado longilíneo de seção geométrica simples para posterior
processamento.

Têmpera Tratamento térmico que consiste no resfriamento rápido do material, de uma


temperatura superior à sua temperatura crítica em meio de resfriamento específico.

Tenacidade Capacidade de um material tem para absorver energia, no campo plástico.

Tensões Residuais (Residual stress) Tensões provenientes de deformação térmicas ou


mecânicas não uniforme, presentes em um corpo livre de esforços externos ou gradientes
térmicos.

Torneamento Processo de usinagem de metais no qual a peça é rotacionada em um torno, à


medida em que é submetida à ação de uma ferramenta cortante.

357
Tratamento térmico Operação ou conjunto de operações realizadas no estado sólido que
compreendem aquecimento, permanência em determinadas temperaturas e resfriamento,
realizados com a finalidade de conferir ao material determinadas características.

Tratamento termoquímico Conjunto de operações realizadas no estado sólido que


compreendem modificações na composição química da superfície da peça, em condições de
temperatura e meio adequados.

Trefilação Conformação a frio de material passando por uma matriz com redução de área da
seção.

358
15. BIBLIOGRAFIA:

TELLES, Pedro Carlos Silva. Materiais para Equipamentos de Processo. 4ª


ed. Rio de Janeiro. Interciência, 1989. 244p

TELLES, Pedro Carlos Silva. Tubulações Industriais. 4ª ed. Rio de Janeiro.


Livros Técnicos e Científicos, 1976. 471p

TELLES, Pedro Carlos Silva; BARROS, Darcy G. Paula. Tabelas e Gráficos.


1ª ed. Rio de Janeiro. Interciência, 1976. 145p

16. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

MORIYAMA, Alberto et al. Tabelas Dimensionais. 1ª ed. São Paulo. Edgard


Blucher, 1978. 216p

SILVA, Remi Benedito. Tubulações. 2ª ed. São Paulo. Grêmio Politécnico,


1972. 195p

TELLES, Pedro Carlos Silva. Materiais para Equipamentos de Processo. 4ª


ed. Rio de Janeiro. Interciência, 1989. 244p

TELLES, Pedro Carlos Silva. Tubulações Industriais. 4ª ed. Rio de Janeiro.


Livros Técnicos e Científicos, 1976. 471p

TELLES, Pedro Carlos Silva; BARROS, Darcy G. Paula. Tabelas e Gráficos.


1ª ed. Rio de Janeiro. Interciência, 1976. 145p

MIPEL; Metalúrgica Ipê SA. Manual para Seleção, Instalação, Uso e


Manutenção de Válvulas de Bronze . Manual. Jacareí, 42p

ABIMAQ-SINDMAQ; Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e


Equipamentos. Guia de Compras. Catálogo. São Paulo. 2003. 24p

ABIMAQ-SINDMAQ; Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e


Equipamentos. Válvulas Industriais Brasileiras. Catálogo. São Paulo. 6ª Ed.
123p

ACEPAM; Acepam Acessórios para Máquinas Ltda. Válvulas Industriais.


Catálogo. Rio de Janeiro. 132p

ARAMFARPA; Aramfarpa Industria de Válvulas e Equipamentos


Hidromecânicos Ltda. Válvulas Aramfarpa. Catálogo. Guarulhos. 1980. 94p

BARBARÁ; Companhia Metalúrgica Bárbara – Divisão Cornersol. Válvulas de


Retenção Wafer. Catálogo. Rio de Janeiro. 1982. 23p

359
BARBARÁ; Companhia Metalúrgica Bárbara – Divisão Cornersol. Válvulas
Borboleta. Catálogo. Rio de Janeiro. 1982. 20p

BARBARÁ; Companhia Metalúrgica Bárbara – Divisão Cornersol. Válvulas


Macho. Catálogo. Rio de Janeiro. 1982. 27p

BARBARÁ; Companhia Metalúrgica Bárbara – Divisão Cornersol. Válvulas


Industriais. Catálogo. Rio de Janeiro. 1975. 120p

BARBARÁ; Companhia Metalúrgica Bárbara. Canalizações Pressão.


Catálogo. Rio de Janeiro. 1989. 72p

BARBARÁ; Companhia Metalúrgica Bárbara. Canalizações Pressão.


Catálogo. Rio de Janeiro. 1987. 304p

BARBARÁ; Companhia Metalúrgica Bárbara. Catálogo 1998. Catálogo. Rio de


Janeiro. 1998. 367p

BARBARÁ; Companhia Metalúrgica Bárbara. Válvulas de Controle Série 700


- Bermad. Catálogo. Rio de Janeiro. 1995. 40p

BRAVA; Brava Válvulas e Conexões Ltda. Válvulas em Aço Forjado,


Conexões e Flanges em Aço Forjado e Aços Liga para Alta Pressão.
Catálogo. São Paulo. 1997. 32p

CIVA; Civa – Comércio e Indústria de Válvulas Ltda. Civa Válvulas. Catálogo.


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