Você está na página 1de 61

DIREITO ADMINISTRATIVO I PROFESSOR ALEXANDRE MEDEIROS

RESUMO ESQUEMÁTICO

PONTOS DE DIREITO ADMINISTRATIVO (ALEXANDRE)

1. Introdução ao Direito Administrativo. 1.1 Origem, natureza jurídica e objeto do Direito Administrativo. 1.2 Conceito. Os diferentes critérios adotados para a conceituação do Direito Administrativo. 1.3 Fontes do Direito Administrativo. 1.4 Sistemas administrativos: sistema inglês, sistema francês e sistema adotado no Brasil. 2 Administração Pública. 2.1 Estado, Governo e Administração Pública 2.2 Administração Pública em sentido objetivo e em sentido subjetivo. Conceito de administração pública sob os aspectos orgânico, formal e material. 2.3 Administração Pública em sentido amplo e em sentido estrito. 2.4 Dispositivos constitucionais pertinentes. 3 Regime jurídico-administrativo. 3.1 Conceito. 3.2 Conteúdo: supremacia do interesse público sobre o privado e indisponibilidade, pela Administração, dos interesses púbicos. 3.3 Princípios expressos e implícitos da Administração Pública. 4 Organização administrativa. 4.1 Centralização, descentralização, concentração e desconcentração. 4.2 Administração direta. 4.2.1 Conceito. 4.3 Órgão público:

conceito; teorias sobre as relações do Estado com os agentes públicos; características; e classificação. 4.4 Administração indireta. 4.4.1 Conceito. 4.4.2 Autarquias. 4.4.2.1 Agências reguladoras. 4.4.2.2 Agências executivas. 4.4.3 Fundações públicas. 4.4.4 Empresas públicas. 4.4.5 Sociedades de economia mista. 4.5 Entidades paraestatais e terceiro setor. 4.5.1 Serviços sociais autônomos. 4.5.2 Entidades de apoio. 4.5.3 Organizações sociais (Lei 9.637/98). 4.5.4 Organizações da sociedade civil de interesse público (Lei 9.790/99). 4.5.5 Marco regulatório do terceiro setor: Lei 13.019/2014. 4.6 Consórcios públicos. Lei nº 11.107/2005 e Decreto nº 6.017/2007. 5 Atos administrativos. 5.1 Conceito. 5.2 Fatos da administração: atos da administração e atos administrativos. 5.3 Requisitos ou elementos. 5.4 Teoria dos motivos determinantes.

5.5 Mérito do ato administrativo, discricionariedade. Vinculação. 5.6 Atributos. 5.7

Classificação. Atos administrativos simples, complexos e compostos. Atos administrativos unilaterais, bilaterais e multilaterais. Atos administrativos gerais e individuais. Atos administrativos vinculados e discricionários. Ato administrativo inexistente. 5.8 Atos administrativos em espécie. 5.9 Extinção do ato administrativo.

5.9.1 Cassação, contraposição e caducidade. 5.9.2 Revogação. 5.9.3 Anulação. 5.9.3.1 Vícios do ato administrativo. 5.9.3.2 Teoria das nulidades no Direito Administrativo. 5.9.3.3 Atos administrativos nulos e anuláveis. 5.10 Convalidação. 5.11 Prescrição e Decadência administrativa. Preclusão. 5.12 Parecer: responsabilidade do emissor do parecer. 5.13 O silêncio no direito administrativo. 6 Licitações. 6.1. Fundamentos constitucionais. 6.2 Conceito. 6.3 Objeto e finalidade. 6.4 Destinatários. 6.5 Princípios. 6.6 Obrigatoriedade. 6.7 Contratação direta: dispensa e inexigibilidade. 6.8 Vedações.

eletrônico. Decreto 5.450/05. 6.11 Tipos. 6.12 Procedimento. 6.13 Anulação, invalidação, revogação, desistência. 6.14 Sanções administrativas. 6.15 Recursos. 6.16 Sistema de Registro de Preços. Decreto nº 7.892/2013. 6.17 Regime Diferenciado de Contratações públicas: Lei nº 12.462/2011. 6.18 Aquisições públicas: ME e EPP. Lei Complementar nº 123/06. 6.19 Decreto nº 6.170/2007. Portaria Interministerial CGU/MF/MP nº 507/2011 e suas alterações. 7 Contratos administrativos. 7.1 Conceito. 7.2 Características. Peculiaridades. 7.3 Formalização e duração. Vigência. 7.4 Garantia contratual. 7.5 Alterações contratuais. Alteração do objeto. Prorrogação do prazo de vigência e de execução. 7.6 Execução. Fiscalização. Controle. 7.6.1 Responsabilidade 7.6.2 Aspectos orçamentários e financeiros da execução do contrato. Equilíbrio econômico-financeiro. 7.7 Inexecução. 7.8 Extinção. Rescisão. 7.9 Espécies. Contrato de gestão. 7.10 Convênios e instrumentos congêneres. 7.11 Cláusulas necessárias. 8 Responsabilidade civil do Estado. 8.1 Evolução histórica. 8.2 Teorias subjetivas e objetivas da responsabilidade patrimonial do Estado. 8.3 Responsabilidade civil do Estado no direito brasileiro. 8.3.1 Responsabilidade por ato comissivo do Estado. 8.3.2 Responsabilidade por omissão do Estado. 8.4 Requisitos para a demonstração da responsabilidade do Estado. 8.5 Causas excludentes e atenuantes da responsabilidade do Estado. 8.6 Reparação do dano. 8.7 Direito de regresso. 8.8 Responsabilidade primária e subsidiária. 8.9 Responsabilidade do Estado por atos legislativos. 8.10 Responsabilidade do Estado por atos judiciais.

1. Introdução ao Direito Administrativo. 1.1 Origem, natureza jurídica e objeto do Direito Administrativo. 1.2 Conceito. Os diferentes critérios adotados para a conceituação do Direito Administrativo. 1.3 Fontes do Direito Administrativo. 1.4 Sistemas administrativos: sistema inglês, sistema francês e sistema adotado no Brasil.

FUNÇÕES ESTATAIS

FUNÇÕES ESTATAIS

TÍPICA

ATÍPICA

LEGISLATIVA

JURISIDICIONAL

Poder Executivo

(ex.: medida provisória)

Poder Judiciário

(ex.: regimento interno)

Poder Legislativo

(ex. lei, emenda à CF)

Poder Judiciário

(ex.: sentença, acórdão)

Poder Executivo

(ex.: decisões

administrativas)

Poder Legislativo

(ex.: impeachment)

ADMINISTRATIVA

Poder Executivo

(ex.: serviços públicos)

Poder Legislativo

(ex.: concurso público)

Poder Judiciário

(ex.: licitação)

* Quadro extraído da obra do Prof. Leandro Bortoleto (Direito Administrativo Para Concursos de Analista. Salvador: JusPodivm, 2012)

 

OBJETO DO DIREITO ADMINISTRATIVO

 

o

Direito Administrativo era compreendido como

1. Escola legalista, exegética, empírica ou caótica

sinônimo de direito positivo; ele se esgotaria nas leis e regulamentos administrativos. Não se dava ênfase ao estudo dos princípios.

2.

Direito

administrativo

e

ampliou-se o objeto de estudo do Direito Administrativo, procurando-se fixar os princípios informativos de seus institutos, mas aliando-se a isto o estudo da Ciência da Administração (atividade social), que envolve matéria de política administrativa e não matéria jurídica propriamente dita.

ciência da administração

 

objeto do Direito Administrativo reduz-se às

matérias de natureza jurídica. A sua construção doutrinária passou a ser feita de forma muito mais sistemática e científica com a preocupação de definir os seus institutos específicos e princípios informativos.

o

3.

Critério técnico-científico

de

estudo

do

direito

administrativo

CONCEITO DE DIREITO ADMINISTRATIVO

 

Escola do serviço público

o direito público se resumiria às regras de organização e gestão do serviço público

 

o

Dir.

Adm.

seria

o

conjunto

do

Critério do Poder Executivo

princípios

jurídicos

que

disciplinam

a

organização

e

a

atividade

do

Poder

Executivo

 

Critério das relações jurídicas

considera o Dir. Adm. como o conjunto de normas que regem as relações entre a Administração e os administrados

 

o

Dir. Adm. compreende normas que

disciplinam a atividade concreta do

Critério teleológico

Estado para consecução de fins de utilidade pública

 

o

Dir. Adm. teria por objeto as atividades

Critério negativo ou residual

desenvolvidas para a consecução dos fins estatais, excluídas a legislação e a jurisdição ou somente esta

Critério da distinção entre atividade jurídica e social do Estado

entende que o Dir. Adm. é o ramo do direito público interno que regula a atividade jurídica não contenciosa do Estado e a constituição dos órgãos e meios de sua ação em geral

Critério da administração pública

Dir. Adm. é o conjunto de princípios que regem a Administração Pública

FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO

 

PRIMÁRIA

-

Lei: a norma posta pelo Estado, por

meio

de

um

processo

formal de

elaboração.

 
 

-

Doutrina:

a

lição

dos

mestres

e

estudiosos

do

direito.

É

fonte

não

formal.

 

-

Jurisprudência: a interpretação da lei

dada pelos tribunais (decisões judiciais).

Não tem força vinculante, salvo a Súmula Vinculante.

-

Costumes: comportamento reiterado

SECUNDÁRIAS

com a noção de conformidade com o Direito. Não se admite no Brasil o costume contra legem. Possui dois elementos: 1. objetivo (repetição de condutas); 2. subjetivo (convicção de sua obrigatoriedade). Exemplo de direito costumeiro é a “fila”.

(derivadas)

OBS.: Alguns autores elencam os princípios gerais do direito como fontes derivadas.

2. Administração Pública. 2.1 Estado, Governo e Administração Pública 2.2 Administração Pública em sentido objetivo e em sentido subjetivo. Conceito de administração pública sob os aspectos orgânico, formal e material. 2.3 Administração Pública em sentido amplo e em sentido estrito. 2.4 Dispositivos constitucionais pertinentes.

 

ESTADO

 

Povo (elemento humano)

 

Elementos

Território (base física)

Governo soberano (elemento condutor)

 
 

Executivo

 

Poderes

Legislativo

Judiciário

OBS.:

O

princípio

da

separação

dos

poderes

não

é

absoluto.

 

GOVERNO X ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

GOVERNO

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Expressão política de comando, de iniciativa, de fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente. Responsável pela condução política dos negócios públicos.

Aparelhamento do Estado preordenado à realização de seus serviços, visando à satisfação das necessidades coletivas. É o instrumental de que dispõe o Estado para pôr em prática as opções políticas do Governo. Tem poder de decisão, mas somente na área de suas atribuições e nos limites legais de sua competência executiva.

Pratica atos de governo; atos de Soberania.

Pratica, tão-somente, atos de execução. São os chamados atos administrativos.

Atividade política e discricionária.

Atividade neutra, normalmente vinculada à lei ou à norma técnica.

Condutaindependente.

Conduta hierarquizada.

Responsabilidade constitucional e política.

Responsabilidade técnica/profissional e legal pela execução.

SENTIDOS DA EXPRESSÃO “ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA”

amplo

- órgãos governamentais (Governo)

SENTIDO SUBJETIVO (quem exerce a função adm.)

 

órgãos e entidades administrativas (Adm. Pub. em sentido estrito e próprio)

-

 

- pessoas jurídicas (entidades)

estrito

(aqueles que

- órgãos administrativos

 
 

exercem a

 

função adm.)

- agentes públicos

   

- função política

SENTIDO

amplo

OBJETIVO

- função administrativa/governo

(a própria

   

.

Serviço público

função adm.)

estrito

- função/atividade

.

Fomento

administrativa

.

Intervenção

.

Poder de polílica

3. Regime jurídico-administrativo. 3.1 Conceito. 3.2 Conteúdo: supremacia do interesse público sobre o privado e indisponibilidade, pela Administração, dos interesses púbicos. 3.3 Princípios expressos e implícitos da Administração Pública.

REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO

PEDRAS DE TOQUE

OU PEDRAS ANGULARES

CARACTERÍSTICA. PRESENÇA DE:

Princípio da supremacia do interesse público sobre o privado

Princípio da indisponibilidade do interesse público

Prerrogativas

Sujeições (ou restrições)

PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

 
 

Legalidade

 

Impessoalidade

EXPRESSOS

Moralidade

LIMPE

(CF, art. 37, caput)

Publicidade

Eficiência

 

•Supremacia do Interesse Público

•Autotutela

•Indisponibilidade

RECONHECIDOS

•Continuidade dos Serviços Públicos

•Segurança Jurídica (Proteção à Confiança)

•Precaução

Razoabilidade

Proporcionalidade

4. Organização administrativa. 4.1 Centralização, descentralização, concentração e desconcentração. 4.2 Administração direta. 4.2.1 Conceito. 4.3 Órgão público:

conceito; teorias sobre as relações do Estado com os agentes públicos; características; e classificação.

DESCENTRALIZAÇÃO

 

DESCONCENTRAÇÃO

 

Ocorre a chamada descentralização administrativa quando o Estado (União, DF, estados ou municípios) desempenha algumas de suas funções por meio de outras pessoas jurídicas (entidades). A descentralização pressupõe duas pessoas jurídicas distintas: o Estado e a entidade que executará o serviço, por ter recebido do Estado essa atribuição, sendo assim uma distribuição externa de competência, sem hierarquia entre as entidades envolvidas.

A

desconcentração

é

simples

técnica

administrativa e é utilizada tanto na Administração Direta, como na Indireta.

Consiste em uma distribuição interna de competências dentro de uma mesma pessoa jurídica, por meios dos diversos órgãos que compõem a estrutura interna da entidade, preservando-se o liame unificador da hierarquia.

DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

POR OUTORGA

(POR SERVIÇO, FUNCIONAL

OU TÉCNICA)

poder

público (União, Estados ou Municípios) cria uma pessoa jurídica de direito público ou privado e a ela atribui a

de

É a

que

se

verifica

quando

o

titularidade

determinado serviço público.

É feita por lei (CF, art. 37, XIX)

(TITULARIDADE + EXECUÇÃO)

e

a

execução

POR DELEGAÇÃO

(OU COLABORAÇÃO)

DESCENTRALIZAÇÃO TERRITORIAL

(OU GEOGRÁFICA)

É a que se verifica quando se transfere, unicamente, a execução de determinado serviço público a pessoa jurídica de direito privado, previamente existente, conservando o poder público a titularidade do serviço.

ou ato

administrativo unilateral.

(SÓ A EXECUÇÃO)

É

feita por

meio de contrato

Ocorre com a criação de territórios federais (CF, art. 18, § 2º)

DICA

DES

DES

NCENTRAÇÃODES DES RALIZAÇÃO

RALIZAÇÃODES DES NCENTRAÇÃO

CO CRIAÇÃO DE ÓRGÃOS

CENT CRIAÇÃO DE ENTIDADES

 

ÓRGÃO PÚBLICO: TEORIAS

 

o

agente público funcionaria como o mandatário da

TEORIA DO MANDATO

pessoa jurídica. Crítica: quem iria outorgar o mandato se

o

Estado não tem vontade própria?

 

o

agente público seria o representante legal da pessoa

TEORIA DA

jurídica estatal. Crítica: a pessoa jurídica estatal não pode ser equiparada a um incapaz (tutelado/curatelado),

REPRESENTAÇÃO

que precisa de representação legal.

 

o

órgão é parte da pessoa jurídica estatal. Em termos

TEORIA DO ÓRGÃO

jurídicos, o órgão é a própria pessoa jurídica da qual ele faz parte. Esta teoria substitui a ideia de representação pela de imputação. O órgão faz o elo entre a pessoa jurídica e o agente público. O que o agente faz, é o que o

Estado quer ou faz.

(ADOTADA

ATUALMENTE)

ÓRGÃO PÚBLICO: CLASSIFICAÇÃO

a) centrais: exercem atuação em todo um território, seja nacional, estadual ou municipal (exs.: Ministérios e Secretarias estaduais e municipais)

QUANTO À ESFERA DE

AÇÃO

b) locais: atuam sobre uma parte do território (exs.:

Delegacias Regionais da Receita Federal, Delegacias de Polícia e Postos de Saúde)

 

a)

independentes: são os derivados da Constituição (ex.:

Presidência, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Ministério Público, Órgãos do Poder Judiciário, Tribunais de Contas)

QUANTO À SUA POSIÇÃO ESTATAL OU HIERARQUIA

b)

autônomos: são órgãos com autonomia técnica e

financeira (ex.: Ministérios, Secretarias de Estado,

Secretarias do Município, Advocacia Geral da União-AGU)

 

c)

superiores: são os órgãos de direção, mas sem

autonomia técnica (ex.: Coordenadorias, Gabinetes, Secretarias-Gerais, Departamentos)

d)

subalternos: são órgãos de execução, desenvolvem

atividades materiais (ex.: portarias, zeladorias, seções de

expediente)

 

a)

simples (unitários): são os que não tem outros órgãos

agregados à sua estrutura (ex.: Delegacias e Escolas

QUANTO À ESTRUTURA

Públicas)

b)

compostos: são os que têm outros órgãos agregados à

sua estrutura, para funções complementares ou especializadas (ex.: Ministérios e Secretarias)

 

a)

singulares (unipessoais): são órgãos de um só titular

QUANTO À COMPOSIÇÃO OU ATUAÇÃO FUNCIONAL

(ex.: Presidência da República, Governadorias,

Prefeituras)

b)

colegiados (pluripessoais ou coletivos): são os

 

compostos por dois ou mais titulares (ex.: Conselhos de

Contribuintes e Tribunais)

4.4 Administração indireta. 4.4.1 Conceito. 4.4.2 Autarquias. 4.4.2.1 Agências reguladoras. 4.4.2.2 Agências executivas. 4.4.3 Fundações públicas. 4.4.4 Empresas públicas. 4.4.5 Sociedades de economia mista.

ADMINISTRAÇÃO

PÚBLICA

BRASILEIRA

DIRETA/

CENTRALI-

ZADA

(entidades

políticas)

União

Estados

Distrito Federal

Municípios

INDIRETA/

DESCEN-

TRALIZADA

(entidades

administrativas)

Autarquias (exs.: Inss, Bacen, Ufba, CVM)
Fundações Públicas (exs.: Funai, Funasa)

Empresas Públicas (exs.: CEF, ECT, Casa da Moeda, Serpro)

• Sociedades de Economia Mista (exs.: BB, Petrobras)
• Sociedades de Economia Mista (exs.: BB, Petrobras)

Sociedades de Economia Mista (exs.: BB, Petrobras)

   

AUTARQUIA

 

FUNDAÇÃO

 

EMPRESA

 

SOC. ECON.

 

PÚBLICA

PÚBLICA

MISTA

 

São pessoas jurí- dicas de direito público, dotadas de capital exclu- sivamente pú- blico, com ca- pacidade admi- nistrativa e cria- das para a exercerem ativi- dades típicas do estado (não tem cap. polít./ não podem editar leis)

É

uma pessoa jurí-

São pessoas jurídi- cas de direito pri- vado compostas por capital exclu- sivamente público, criadas para a prestação de ser- viços públicos ou exploração de ati- vidades econômi- cas e podem as- sumir a forma de qualquer modali- dade empresarial

Pessoa

dica composta por um patrimô- nio público per- sonalizado, desti- nado pelo seu fundador para uma finalidade específica. Pode ser de direito público ou privado (ambas integram a Ad- ministração Pú- blica)

jurídica de

direito

privado cri-

ada para

prestação de

serviço

DEFINIÇÃO

público ou

exploração de

atividade

econômica,

com capital

misto e

exclusiva-

 

mente na forma de S/A.

 

-

auto-

-

auto-administra-

-

auto-administra-

-

auto-

administração

ção

ção

administra-

-capac.

- capac. financeira

-capac. financeira

ção

CARACTERÍSTICAS

financeira

- patrimônio pró-

patrimônio pró- prio

-

-capac.

-

patrimônio

prio

financeira

próprio

 

-

patrimônio

próprio

 

Não há hierarquia e subordinação, só controle da legalidade

Não há hierarquia

Não há hierarquia

Não há

e

subordinação,

e subordinação, só controle da legali- dade

hierarquia e

CONTROLE

só controle da legalidade

subordinação,

só controle

   

da legalidade

 

Lei especifica

Lei específica autoriza sua cria- ção, que se efetiva com re- gistro dos atos constitutivos. P/ parte da dou- trina, se for de dir. pub. a lei específica cria e,

Lei específica autoriza sua cria- ção que se efetiva com registro dos atos constitutivos

Lei específica

para criar

autoriza sua

criação que

se efetiva

CRIAÇÃO E

com registro

EXTINÇÃO

 

dos atos

constitutivos

   

se privada,

   

apenas autoriza

sua criação

 

Tem:

Fund. Púb. tem

Não tem: art. 173, §2º e art. 150, §3º da CF (silêncio da CF se exerce ser- viço público. P/ o STF tem.)

Não tem: art. 173, §2º e art. 150, §3º da CF (silêncio da CF se exerce serviço público. P/ o STF tem.)

Art. 150, §2º, CF

-

- art. 150, §2º, CF e art. 183, NCPC

PRIVILÉGIO

-

art. 183, NCPC

Fund. Priv. não tem

 

INCRA, SUSEP,

FUNAI, IBGE, FIOCRUZ, CAPES, IPEA, CNPQ.

BNDS, Radiobrás, Caixa Econômica Federal-CEF, ECT (Correios)

Banco do Brasil S/A, Petrobrás, Sa- besp, Banespa, CESP (Centrais Eletr. de SP).

BACEN, INSS,

EXEMPLOS

IBAMA, DNER,

CVM, EMBRA-

 

TUR, INMETRO.

 
 

EMPRESA PÚBLICA x SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

 

EMPRESA PÚBLICA

SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

critério distintivo

1.

FORMAÇÃO OU

100 % público (oriundo de entidades da Adm. Pública)

Público (majoritariamente) + privado

COMPOSIÇÃO DO

CAPITAL

   

2.

MODELO OU

Qualquer forma admitida em direito, inclusive S/A

Sempre S/A

FORMA DE

ORGANIZAÇÃO

 

EMPRESARIAL

3.

FORO PARA

Justiça Federal

Justiça Estadual*

JULGAMENTO DAS EMPRESAS ESTATAIS FEDERAIS

* OBS.: Conforme a Súmula 517-STF, “As sociedades de economia mista só tem foro na justiça federal, quando a união intervém como assistente ou opoente”. Por sua vez, a decisão acerca do cabimento ou não da presença da União no processo compete à Justiça Federal, conforme a Súmula 150-STJ: “Compete à Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas”.

AGÊNCIA REGULADORA X AGÊNCIA EXECUTIVA

AGÊNCIA REGULADORA X AGÊNCIA EXECUTIVA

AGÊNCIA REGULADORA

AGÊNCIA EXECUTIVA

No

Brasil

foram

todas

criadas

como

É apenas uma qualificação que se atribui a uma autarquia ou a uma fundação pública já existentes

autarquias

especiais

(ou

em

regime

especial)

 

Nasce como agência reguladora

 

A autarquia ou fundação deve se submeter a um Plano Estratégico de Reestruturação e Desenvolvimento Institucional (PERDI) e celebrar como o Ministério supervisor um contrato de gestão. Após, a qualificação se fará por decreto presidencial.

Exemplos: ANA, ANP, ANATEL, ANEEL, ANAC, ANVISA, ANS

Exemplos: INMETRO, ANS

4.5 Entidades paraestatais e terceiro setor. 4.5.1 Serviços sociais autônomos. 4.5.2 Entidades de apoio. 4.5.3 Organizações sociais (Lei 9.637/98). 4.5.4 Organizações da sociedade civil de interesse público (Lei 9.790/99). 4.5.5 Marco regulatório do terceiro setor: Lei 13.019/2014. 4.6 Consórcios públicos. Lei nº 11.107/2005 e Decreto nº 6.017/2007.

OSCIP X OS

OSCIP

OS

1. o objetivo é muito amplo,

 

abrangendo até benemerência social;

2. não há traspasse de servidores públicos;

3. a atribuição do qualificativo de oscipé ato vinculado;

4. vínculo com o Estado por meio do TERMO DE PARCERIA;

5. atua ao lado do Estado, realmente cooperando com este; exerce atividade de natureza privada.

1. o objetivo é restrito às hipóteses previstas taxativamente na lei;

2. o quadro diretivo é composto por agentes públicos;

3. a atribuição do qualificativo de os é ato discricionário;

4. vínculo com Estado por meio do CONTRATO DE GESTÃO;

5. tende a absorver a atividade pública. presta serviço público de natureza social.

5 Atos administrativos. 5.1 Conceito. 5.2 Fatos da administração: atos da administração e atos administrativos. 5.3 Requisitos ou elementos. 5.4 Teoria dos motivos determinantes. 5.5 Mérito do ato administrativo, discricionariedade. Vinculação. 5.6 Atributos.

ATOS ADMINISTRATIVOS

FATOS ADMINISTRATIVOS

Podem ser anulados e revogados, dentro

Não podem ser anulados nem revogados.

dos limites do Direito.

 

Gozam de presunção de legitimidade.

Não gozam.

Possuem atributos e requisitos.

Não possuem.

O tema da vontade é relevante para sua análise.

O tema da vontade é incabível em sua análise.

ATOS DA ADMINISTRAÇÃO X ATOS ADMINISTRATIVOS

ATOS DA ADMINISTRAÇÃO

Atos regidos pelo Direito Privado (Direito Comum). Exs.:

locação, doação, cheque, compra e venda, financiamento.

Atos materiais (fatos administrativos). Exs.: demolição, apreensão, cirurgia feita por um médico público, aula de um professor público.

Atos políticos ou governamentais (Dir. Constitucional). Exs.:

sanção, veto, promulgação, indulto, declaração de guerra ou paz pelo Presidente, intervenção.

Atos administrativos.

 

ATO ADMINISTRATIVO

CONCEITO

declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes como, por exemplo, um concessionário de serviço público), no exercício de prerrogativas públicas, manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei, a título de lhe dar cumprimento, sujeito a controle de legitimidade por órgão jurisdicional” (Celso Antônio Bandeira de Mello)

 

REQUISITOS OU ELEMENTOS DE VALIDADE

REQUISITO

NATUREZA

CARACTERÍSTICAS

COMPETÊNCIA

Vinculado

éo poder, resultante da lei, que dá ao agente administrativo a capacidade de praticar o ato administrativo. Admite delegação e avocação.

FINALIDADE

Vinculado

é o interesse público que o ato visa atender.

FORMA

Vinculado

é a maneira regrada (escrita em lei) de como o ato deve ser praticado; É o revestimento externo do ato.

 

Vinculado

ou

é a situação de direito ou de fato que autoriza ou exige a prática do ato administrativo; é o porquê do ato.

MOTIVO

Discricionário

 

Vinculado

ou

é o conteúdo do ato; é a própria alteração na ordem jurídica; é aquilo de que o ato dispõe, trata.

OBJETO

Discricionário

TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES

Quando a Administração indica os motivos que a levaram a praticar o ato, este somente será válido se os motivos forem verdadeiros. Assim, de acordo com a teoria dos motivos determinantes, a situação fática que determinou e justificou a prática de ato administrativo passa a integrar a sua validade. Aplica-se para atos vinculados e discricionários. Exemplos:

• Caso da exoneração ad nutum, para a qual a lei não define o motivo: se a Administração praticar esse ato alegando que o fez por falta de verba e depois nomear outro funcionário para a mesma vaga, o ato será nulo por vício quanto ao motivo. (Maria Sylvia Zanella Di Pietro)

• Caso da revogação de um ato de permissão de uso, sob alegação de que a mesma se tomou incompatível com a destinação do bem público objeto de permissão; se a Administração, a seguir, permitir o uso do mesmo bem a terceira pessoa, ficará demonstrado que o ato de revogação foi ilegal por vício quanto ao motivo.(Maria Sylvia Zanella Di Pietro)

• Caso do servidor que requer suas férias para determinado mês: pode o chefe da repartição indeferi-las sem deixar expresso no ato o motivo; se, todavia, indefere o pedido sob a alegação de que há falta de pessoal na repartição, e o interessado prova que, ao contrário, há excesso, o ato estará viciado no motivo. Vale dizer: terá havido incompatibilidade entre o motivo expresso no ato e a realidade fática; esta não se coaduna com o motivo determinante. (José dos Santos Carvalho Filho)

DICA: MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO

M É R I T O

Filho) DICA: MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO M É R I T O (motivo + objeto) DICA:

(motivo + objeto)

DICA: ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO

DICA: ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO

P

A

I

Presunção de legitimidade e veracidade

Autoexecutoriedade

Imperatividade

+

 

T

Tipicidade

I

O

5.7 Classificação. Atos administrativos simples, complexos e compostos. Atos administrativos unilaterais, bilaterais e multilaterais. Atos administrativos gerais e individuais. Atos administrativos vinculados e discricionários. Ato administrativo inexistente. 5.8 Atos administrativos em espécie.

 

CLASSIFICAÇÃO

QUANTO À/AO/AOS:

ATO:

 

1.Geral ou regulamentar

1. DESTINATÁRIOS

2. Individual ou especial

 

2. Interno

2. ALCANCE

3. Externo

 

1. De império ou de autoridade

3. OBJETO (PRER-

2. De gestão

ROGATIVAS)

3. De expediente

 

1. Vinculado ou regrado

4. REGRAMENTO

2. Discricionário

5. FORMAÇÃO DO ATO

1. Simples

(FORMAÇÃO DA VONTADE)

2. Complexo

3. Composto

 

1. Constitutivo

2. Extintivo (desconstitutivo)

6. CONTEÚDO

3. Declaratório

4. Alienativo

5. Modificativo

6. Abdicativo

 

1. Válido

7. EFICÁCIA

2. Nulo

3. Inexistente

 

1. Perfeito

8. EXEQUIBILIDADE

2. Imperfeito

3. Pendente

4. Consumado

 

1. Irrevogável

9. RETRATABILIDADE

2. Revogável

3. Suspensível

10.

MODO DE

1. Autoexecutório

EXECUÇÃO

2. Não autoexecutório

 

1. Principal

11.

OBJETIVO VISADO

2. Complementar

PELA ADMINISTRAÇÃO

3. Preparatório (intermediário)

4. Ato-condição

5. Ato de jurisdição

 

1. Constitutivo

12. EFEITOS

2. Desconstitutivo

3. De constatação

13. FUNÇÃO DA

1. Ato administrativo propriamente dito e puro

VONTADE

2. Mero ato administrativo

 

ESPÉCIES DE ATOS ADMINISTRATIVOS (HELY LOPES MEIRELLES)

 

ATOS

Decretos

Instruções

Resoluções

NORMATIVOS

Regulamentos

Normativas

Deliberações

Regimentos

 

Instruções

Portarias

Ofícios

ATOS

Circulares

Ordens de

Despachos

ORDINATÓRIOS

Avisos

Serviço

(administrativos ou

Provimentos

normativos)

 

Licença

Admissão

Renúncia

Autorização

Visto

Protocolo

ATOS NEGOCIAIS

Permissão

Homologação

Administrativo

Aprovação

Dispensa

ATOS

Certidões

Pareceres

Apostilas

ENUNCIATIVOS

Atestados

(normativos ou

técnicos)

ATOS PUNITIVOS

Multa

Interdição de

Destruição de

atividade

coisas

ESPÉCIES DE ATOS ADMINISTRATIVOS (MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO)

QUANTO AO

CONTEÚDO

Autorização

Licença

Admissão

Permissão

Atos administrativos negociais

Aprovação

Homologação

Atos de controle

QUANTO À

FORMA

Parecer

Visto

Atos enunciativos

Decreto

Portaria

Resolução

Circular

Despacho

Alvará

5.9 Extinção do ato administrativo. 5.9.1 Cassação, contraposição e caducidade. 5.9.2 Revogação. 5.9.3 Anulação. 5.9.3.1 Vícios do ato administrativo. 5.9.3.2 Teoria das nulidades no Direito Administrativo. 5.9.3.3 Atos administrativos nulos e anuláveis. 5.10 Convalidação. 5.11 Prescrição e Decadência administrativa. Preclusão. 5.12 Parecer: responsabilidade do emissor do parecer. 5.13 O silêncio no direito administrativo.

EXTINÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO

 

pelo esgotamento do conteúdo jurídico. Ex.: gozo de férias

cumprimentode seus efeitos

pela execução material. Ex.: demolição de uma casa.

pelo implemento de condição resolutiva ou termo final

desaparecimentodo sujeito ou do objeto

Ex.: a morte de um permissionário de uso de bem público

 

revogação, em que a retirada se dá por razões de oportunidade e conveniência

invalidação, por razões de ilegalidade

cassação, em que a retirada se dá “porque o destinatário descumpriu condições que deveriam permanecer atendidas a fim de poder continuar desfrutando da situação jurídica”

retirada

caducidade, em que a retirada se deu “porque sobreveio norma jurídica que tomou inadmissível a situação antes permitida pelo direito e outorgada pelo ato precedente”

contraposição, em que a retirada se dá “porque foi emitido ato com fundamento em competência diversa que gerou o ato anterior, mas cujos efeitos

 

são contrapostos aos daqueles”

 

renúncia

extinguem-se os efeitos do ato porque o próprio beneficiário abriu mão de uma vantagem de que desfrutava

 

ANULAÇÃO X REVOGAÇÃO X CONVALIDAÇÃO

 
 

Fundamento?

 

Quem pode?

Efeitos?

Anulação

Ilegalidade do ato

- Administração

Em regra,extunc (pois o

- Judiciário (5º,

ato já nasceu ilegal)

XXXV)

Revogação

Razões de conveniência e oportunidade/mérito (o ato é válido, porém, não é mais conveniente)

-

Administração

Ex nunc (os efeitos gerados até o momento da revogação são válidos)

Convalidação transformação de ato anulável em válido. Só pode recair sobre a competência (não exclusiva) e a forma (não essencial). Assim, como a anulação, possui efeitos extunc.

SILÊNCIO

O silêncio só produzirá efeitos positivos se a lei assim determinar.

6 Licitações. 6.1. Fundamentos constitucionais. 6.2 Conceito. 6.3 Objeto e finalidade.

6.4 Destinatários. 6.5 Princípios. 6.6 Obrigatoriedade. 6.7 Contratação direta:

dispensa e inexigibilidade. 6.8 Vedações. 6.9 Modalidades. Lei nº 8.666/1993. Lei nº 10.520/02. 6.10 Pregão presencial e eletrônico. Decreto 5.450/05. 6.11 Tipos. 6.12

Procedimento. 6.13 Anulação, invalidação, revogação, desistência. 6.14 Sanções administrativas. 6.15 Recursos. 6.16 Sistema de Registro de Preços. Decreto nº

7.892/2013. 6.17 Regime Diferenciado de Contratações públicas: Lei nº 12.462/2011.

6.18 Aquisições públicas: ME e EPP. Lei Complementar nº 123/06. 6.19 Decreto nº

6.170/2007. Portaria Interministerial CGU/MF/MP nº 507/2011 e suas alterações.

LICITAÇÃO

CONCEITO

FINALIDADES

o procedimento administrativo mediante o qual a Administração Pública seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse(Hely Lopes Meirelles)

garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável (art. 3º, caput, da Lei 8.666/93)

PRINCÍPIOS

legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos(art. 3º, caput, da Lei 8.666/93)

OBJETO

 

As obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações, concessões, permissões e locações (art. 2º, caput, da Lei 8.666/93)

SUJEITOS

além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios (art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.666/93)

OBRIGADOS

A LICITAR

 

DISPENSA x INEXIGILIDADE

DISPENSA

 

a) dispensável cabe análise discricionária do

- competição viável

administrador (art. 24, da Lei 8.666/94)

- rol taxativo, enumerativo,

b) dispensada não cabe análise discricionária do

administrador. A dispensa é vinculada (alienações de bens móveis e imóveis art. 17, incs. I e II, da Lei

8.666/93)

exaustivo

 

ou

“numerusclausus”

 

INEXIGIBILIDADE

 

Art. 25

-

competição inviável

Ausência de pressupostos da licitação, seja lógico, jurídico ou fático.

-

rol

exemplificativo

ou

“numerusapertus”

   

MODALIDES COMUNS DE LICITAÇÃO: CONCORRÊNCIA, TOMADA DE PREÇOS E CONVITE

MODALIDADE

p/ OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA

p/ COMPRAS E OUTROS SERVIÇOS

CONCORRÊNCIA

Acima de R$

Acima de R$ 650.000,00

1.500.000,00

TOMADA DE PREÇOS

Acima de R$ 150.000,00 até 1.500.000,00

Acima de R$ 80.000,00 até R$ 650.000,00

CONVITE

Até R$ 150.000,00

Até R$ 80.000,00

OBS.: Art. 23: § 8 o No caso de consórcios públicos, aplicar-se-á o dobro dos valores mencionados no caput deste artigo quando formado por até 3 (três) entes da Federação, e o triplo, quando formado por maior número.

 

MODALIDADES ESPECIAIS: LEILÃO, CONCURSO E PREGÃO.

 
   

inservíveis

Venda

de

bens

móveis

legalmente

apreendidos

ou

(limitado

ao

valor

de

R$

“penhorados”

650.000,00)

 

LEILÃO

adquiridos por força de execução judicial (Celso Antônio B. de Mello)

Venda

de

bens

imóveis

cuja

procedimento judicial

 

aquisição haja derivado de

 

(lembre que neste caso poderá ser utilizada a concorrência)

dação em pagamento

 

CONCURSO

modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.

 

PREGÃO (LEI 10.520/02)

 

CABIMENTO

Para aquisição de bens e serviços comuns

 
 

É

vedada a exigência de:

 

I - garantia de proposta;

II - aquisição do edital pelos licitantes, como condição para participação no certame; e

 

VEDAÇÕES

 

III - pagamento de taxas e emolumentos, salvo os referentes

a

fornecimento do edital, que não serão superiores ao custo de

 

sua reprodução gráfica, e aos custos de utilização de recursos de tecnologia da informação, quando for o caso.

 

-

o prazo fixado para a apresentação das propostas, contado a

partir da publicação do aviso, não será inferior a 8 (oito) dias

   

úteis;

-

no curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os

das ofertas com preços até 10% (dez por cento)superiores àquela poderão fazer novos lances verbais e sucessivos, até a

proclamação do vencedor;

PROCEDIMENTO

não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições definidas no inciso anterior, poderão os autores das melhores propostas, até o máximo de 3 (três), oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços oferecidos

(alguns tópicos)

-

para julgamento e classificação das propostas, será adotado o

critério de menor preço, observados os prazos máximos para fornecimento, as especificações técnicas e parâmetros mínimos de desempenho e qualidade definidos no edital;

VALIDADE

DAS

60 (sessenta) dias, se outro não estiver fixado no edital

PROPOSTAS

RECURSO

declarado o vencedor, qualquer licitante poderá manifestar imediata e motivadamente a intenção de recorrer, quando lhe será concedido o prazo de 3 (três) dias para apresentação das razões do recurso, ficando os demais licitantes desde logo intimados para apresentar contrarrazões em igual número de dias, que começarão a correr do término do prazo do recorrente, sendo-lhes assegurada vista imediata dos autos

 

ANULAÇÃO E REVOGAÇÃO

ANULAÇÃO

por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado. A anulação do procedimento licitatório por motivo de ilegalidade não gera obrigação de indenizar, ressalvado dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados, contanto que não lhe seja imputável, promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa.A nulidade do procedimento licitatório induz à do contrato

REVOGAÇÃO

por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado

OBS.: No caso de desfazimento do processo licitatório, fica assegurado o contraditório e a ampla defesa.

7 Contratos administrativos. 7.1 Conceito. 7.2 Características. Peculiaridades. 7.3 Formalização E duração. Vigência. 7.4 Garantia contratual. 7.5 Alterações contratuais. Alteração do objeto. Prorrogação do prazo de vigência e de execução.

7.6 Execução. Fiscalização. Controle. 7.6.1 Responsabilidade. 7.6.2 Aspectos

orçamentários e financeiros da execução do contrato. Equilíbrio econômico-

financeiro. 7.7 Inexecução. 7.8 Extinção. Rescisão. 7.9 Espécies. Contrato de gestão.

7.10 Convênios e instrumentos congêneres. 7.11 Cláusulas necessárias.

 

CONTRATO ADMINISTRATIVO

CONCEITO

“todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares, em que haja um acordo de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas, seja qual for a denominação utilizada” (art. 2º, parágrafo único, da Lei 8.666/93)

 

1) presença da Administração Pública como Poder Público

2) finalidade pública

3) obediência à forma prescrita em lei

4) procedimento legal

CARACTERÍSTICAS

5) natureza de contrato de adesão

6) natureza intuitu personae

7) presença de cláusulas exorbitantes (de prerrogativa ou de privilégio)

8) mutabilidade

PECULIARIDADES.CLÁUSULAS EXORBITANTES

 

HELY LOPES MEIRELLES

MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO

Alteração e rescisão unilateral

Exigência de garantia

 

Equilíbrio financeiro

Alteração unilateral

Reajustamento de preços e tarifas

Rescisão unilateral

Exceção de contrato não cumprido

Fiscalização

Controle do contrato

Aplicação de penalidades

 

Aplicação das Penalidades Contratuais

Anulação

Retomada do objeto

 

Restrições

ao

uso

da

exceptio

non

adimpleticontractus

 
 

DURAÇÃO DOS CONTRATOS

 

REGRA GERAL

adstrita àvigência dos respectivos créditos orçamentários

 
   

-

projetos

cujos

produtos

estejam

contemplados

nas

metas

estabelecidas no Plano Plurianual

 

prestação de serviços a serem executados de forma contínua, limitada a sessenta meses

-

 

-

aluguel

de

equipamentos

e

à

utilização

de

programas

de

EXCEÇÕES

informática até 48 (quarenta e oito) meses após o início da

vigência do contrato

 

hipóteses previstas nos incisos IX, XIX, XXVIII e XXXI do art. 24, cujos contratos poderão ter vigência por até 120 meses

-

 

ALTERAÇÃO CONTRATUAL

 
 

QUALITATIVA - quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos.

UNILATERAL

QUANTITATIVA - quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos em Lei (25%).

 

a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;

 

b) quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço, bem como do modo de fornecimento, em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários;

c) quando necessária a modificação da forma de pagamento

 

POR ACORDO

d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da administração para a justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento, objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato, na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis, ou previsíveis porém de consequências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso fortuito ou fato do príncipe, configurando álea econômica

extraordinária e extracontratual.

extraordinária e extracontratual.

INEXECUÇÃO CONTRATUAL

FATO DO

PRÍNCIPE

FATO DA

ADMINISTRAÇÃO

Também denominada “álea administrativa”,é a medida de ordem geral, praticada pela própria Administração Pública, não relacionada diretamente com o contrato, mas que nele repercute, provocando desequilíbrio econômico-financeiro em detrimento do contratado (Maria Sylvia Zanella Di Pietro)

Caracterizado por um ato geral do Poder Público, tal como a proibição de importar determinado produto, só reflexamente desequilibra a economia do contrato ou impede sua plena execução. Por isso não se confunde com o fato da Administração, que incide direta e especificamente sobre o contrato” (Hely Lopes Meirelles).

É toda ação ou omissão do Poder Público que, incidindo direta e especificamente sobre o contrato, retarda ou impede a sua execução. É falta contratual cometida pela Administração.

EXTINÇÃO DO

PRORROGAÇÃO DO CONTRATO

PRORROGAÇÃO DOS PRAZOS

 

CONTRATO

término do vínculo obrigacional existente entre a Administração e o particular contratado pela:

prolongamento da vigência do contrato além do prazo inicial;

somente

a

pror-

rogação

dos

prazos

de

início,

de

etapas

de

 

execução, de conclusão ou

com

o

mesmo con-

tratado;

de

entrega

do

objeto

do

conclusão do objeto do contrato;

nas mesmas condições anteriores;

contrato;

disciplinada nos §§ 1.º e 2.º do art. 57.

término de seu prazo de duração;

feita mediante termo aditivo;

anulação (arts. 49, §2.º e 59); ou

independente de nova licitação;

 

rescisão do contrato (arts. 77 a 80)

disciplinado no art. 57, incs. I, II, IV e V.

8 Responsabilidade civil do Estado. 8.1 Evolução histórica. 8.2 Teorias subjetivas e objetivas da responsabilidade patrimonial do Estado. 8.3 Responsabilidade civil do Estado no direito brasileiro. 8.3.1 Responsabilidade por ato comissivo do Estado. 8.3.2 Responsabilidade por omissão do Estado. 8.4 Requisitos para a demonstração da responsabilidade do Estado. 8.5 Causas excludentes e atenuantes da responsabilidade do Estado. 8.6 Reparação do dano. 8.7 Direito de regresso. 8.8 Responsabilidade primária e subsidiária. 8.9 Responsabilidade do Estado por atos legislativos. 8.10 Responsabilidade do Estado por atos judiciais.

 

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO

FUNDAMENTO GERAL

 

CF, art. 37, § 6º: “As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.”

ELEMENTOS

DA

1. Conduta; 2. Nexo de causalidade; 3. Resultado (Dano).

RESPONSABILIDADE

 

Em regra, responsabilidade objetiva, com base na Teoria do Risco Administrativo (admite excludentes: caso fortuito, força maior, culpa exclusiva da vítima).

TEORIA

ADOTADA

NO

BRASIL

Para danos decorrentes de conduta omissiva, a responsabilidade, em regra, será subjetiva, com base na teoria da culpa do serviço (anônima, especial ou administrativa)

 

Sendo o Estado condenado, ele deve (princípio da indisponibilidade) ajuizar ação regressiva (ou de

DIREITO DE REGRESSO

regresso) contra o agente causador do dano. Este, por sua vez, só poderá ser condenado em caso de dolo ou culpa (responsabilidade sempre subjetiva do agente).

RESPONSABILIDADE POR ATOS LEGISLATIVOS E JUDICIAIS

Algumas questões afirmam que o Estado não responde por atos do legislativo e do judiciário, o que é errado. O Estado não responde, em regra. Excepcionalmente, pode haver esta responsabilidade (exs.: nos casos de erro judiciário e prisão além do tempo fixado na sentença CF, art. 5º, LXXV, lei inconstitucional e lei de efeito concreto).

RESPONSABILIDADE DAS PESSOAS JURÍDICAS DE

é objetiva tanto em relação aos usuários do serviço, como em relação aos terceiros não-usuários.

DIREITO

PRIVADO

PRESTADORAS

DE

SERVIÇO

PÚBLICO

(EX.:

CONCESSIONÁRIAS)

 

ALGUNS ASPECTOS PARA A REPARAÇÃO DO DANO

DENUNCIAÇÃO

O STJ “possui entendimento consolidado no sentido deque, nasações indenizatórias fundadas na responsabilidade civilobjetiva doEstado, não é obrigatória a denunciação da lide aoagente causador do suposto dano.” (AgInt no AREsp 913.670/BA, j.

01/09/2016)

DA LIDE

 

As ações indenizatórias contra a Fazenda Pública prescrevem no prazo de 5 anos, conforme o Decreto 20.910/32 (STJ).

-

-

Do mesmo modo, “É prescritível a ação de reparação de danos à

PRESCRIÇÃO

Fazenda Pública decorrente de ilícito civil.”(STF, RE 669069, j. 03/02/2016). Este entendimento não se aplica aos danos causados ao erário decorrentes da prática de ilícito penal ou de improbidade administrativa.

DIREITO ADMINISTRATIVO II

PROFESSOR LEANDRO BORTOLETO

RESUMO ESQUEMÁTICO

Quadros esquemáticos elaborados pelos professores englobando os pontos das disciplinas. Esse material é especialmente destinado para memorização e revisão.

PONTOS DE DIREITO ADMINISTRATIVO

9 Controle da Administração Pública. 9.1 Conceito.9.2 Tipos e formas de controle. Classificação. 9.2.1 Conforme a origem. 9.2.1.1 Controle interno e externo. 9.2.2 Conforme o momento a ser exercido. 9.2.3 Conforme a amplitude. 9.3 Controle administrativo. 9.3.1 Recursos administrativos. 9.3.1.1 Representação administrativa

9.3.1.2 Reclamação administrativa. 9.3.1.3 Pedido de reconsideração. 9.3.1.4 Recurso hierárquico próprio e impróprio. 9.3.1.5 Revisão. 9.4 Controle legislativo. 9.4.1 Controle político. 9.4.1.2 Controle financeiro. Controle da atividade financeira do

Estado: espécies e sistemas. 9.4.1.2.1 Controle pelos tribunais de contas. 9.4.1.2.1.1 Tribunal de Contas da União (TCU). 9.4.1.2.1.1.1 Atribuições. 9.4.1.2.1.1.2 Entendimentos com caráter normativo exarados pelo TCU. 9.5 Controle judicial. 9.5.1 Sistemas de controle jurisdicional da administração pública: contencioso administrativo e sistema da jurisdição una. 9.5.2 Controle jurisdicional da administração pública no direito brasileiro. 9.5.2.1 Mandado de segurança individual.

10 Poderes e deveres da Administração Pública: 10.1 Poderes administrativos. 10.1.1

Poder hierárquico. 10.1.2 Poder disciplinar. 10.1.3 Poder regulamentar. 10.1.4 Poder de polícia. 10.1.4.1 Polícia judiciária e polícia administrativa. 10.1.4.2 Liberdades públicas e poder de polícia. 10.1.4.3 Principais setores de atuação da polícia administrativa. 10.2 Deveres. 10.2.1 Dever de agir. 10.2.2 Dever de eficiência. 10.2.3 Dever de probidade. 10.2.4 Dever de prestação de contas. 10.3 Uso e abuso do poder.

11 Serviços públicos. 11.1 Conceito. 11.2 Caracteres jurídicos. 11.3 Classificação.

Garantias. 11.4 Usuário do serviço público. 11.5 Regulamentação. Princípios. Remuneração. 11.6 Competência para prestação do serviço público. 11.7 Formas de prestação e meios de execução. 11.7.1 Serviço público centralizado e descentralizado

11.8 Delegação. 11.8.1 Concessão. Lei nº 8.987/95. 11.8.1.1 Extinção da concessão de serviço público e reversão dos bens. 11.8.1.2 Parceria Público-Privada. Lei nº 11.079/2004. 11.9.2 Permissão. 11.10.3 Autorização. 12 Agentes públicos. 12.1

Conceito. 12.1.1 Agente de fato. 12.2 Classificação. 12.3 Cargo, emprego e função públicos. 12.4 Provimento. 12.5 Vacância. 12.6 Regimes funcionais. 12.6.1 Regime jurídico único. 12.7 Disposições constitucionais aplicáveis. 12.7.1 Ingresso. 12.7.2 Provimento efetivo e provimento em comissão. 12.8 Sistema remuneratório. 12.9 Acumulação. 12.10 Direitos sociais do servidor público. 12.10.1 Direito de greve. 12.11 Estabilidade. 12.11.1 Efetividade, estabilidade e vitaliciedade. 12.12 Regime próprio de previdência social. 13. Servidores públicos federais: Lei nº 8.112/1990 e Lei nº 11.416/06. 13.1 Lei nº 8.112/90. 13.1.1 Das disposições preliminares. 13.1.2 Do Provimento, Vacância, Remoção, Redistribuição e Substituição. 13.1.3 Dos Direitos e Vantagens: Do Vencimento e da Remuneração, Das Vantagens, Das Indenizações, Das Férias, Das Licenças, Dos Afastamentos, Das Concessões, Do tempo de Serviço e Do Direito de Petição. 13.1.4 Do Regime Disciplinar: Dos Deveres, Das Proibições, Da Acumulação, Das Responsabilidades e Das Penalidades. 13.1.5 Do Processo Administrativo Disciplinar: Disposições Gerais, Do Afastamento Preventivo e Do Processo Disciplinar. 13.1.6 Da Seguridade do Servidor: Disposições Gerais, Dos Benefícios e Da Assistência à Saúde. 13.2 Carreiras do Poder Judiciário da União.

13.2.1 Lei nº 11.416/2006. 14 Improbidade administrativa. 14.1 Conceito. 14.2

Fundamento constitucional. 14.3 Lei nº 8.429/1992. 15 Processo administrativo. 15.1 Lei nº 9.784/1999. 15.2 Disposições doutrinárias aplicáveis. 16 Bens públicos. 16.1 Conceito de bens públicos. 16.2 Classificação. 16.2.1 Domínio público. 16.3 Regime jurídico. Caracteres jurídicos. 16.3.1 Administração, aquisição, alienação, imprescritibilidade, impenhorabilidade e não oneração dos bens públicos. 16.4 Afetação e desafetação. 16.5 Uso dos bens públicos por particular. 16.5.1 Autorização de uso. 16.5.2 Permissão de uso. 16.5.3 Concessão de uso. 16.5.4 Concessão de direito real de uso. 16.5.5 Cessão de uso. 16.5.6 Ocupação. 16.5.7 Aforamento. 16.5.8

Concessão de domínio pleno. 16.6 Proteção e defesa de bens de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. 16.7 Espécies de bens públicos. 16.7.1 Domínio público terrestre: evolução do regime jurídico das terras públicas (urbanas e

rurais) no Brasil. 16.7.2 Terras devolutas. 16.7.3 Vias públicas, cemitérios públicos e portos. 17 Intervenção do Estado na propriedade. 17.1 Conceito. 17.2 Fundamento. 17.3 Modalidades. 17.3.1 Limitação administrativa. 17.3.2 Servidão administrativa.

17.3.3

Ocupação temporária. 17.3.4 Requisição administrativa. 17.3.5 Tombamento.

17.3.6

Desapropriação.

9 Controle da Administração Pública. 9.1 Conceito. 9.2 Tipos e formas de controle. Classificação. 9.2.1 Conforme a origem. 9.2.1.1 Controle interno e externo. 9.2.2 Conforme o momento a ser exercido. 9.2.3 Conforme a amplitude. 9.3 Controle administrativo. 9.3.1 Recursos administrativos. 9.3.1.1 Representação administrativa

9.3.1.2 Reclamação administrativa. 9.3.1.3 Pedido de reconsideração. 9.3.1.4 Recurso hierárquico próprio e impróprio. 9.3.1.5 Revisão. 9.4 Controle legislativo. 9.4.1 Controle político. 9.4.1.2 Controle financeiro. Controle da atividade financeira do

Estado: espécies e sistemas. 9.4.1.2.1 Controle pelos tribunais de contas. 9.4.1.2.1.1 Tribunal de Contas da União (TCU). 9.4.1.2.1.1.1 Atribuições. 9.4.1.2.1.1.2 Entendimentos com caráter normativo exarados pelo TCU. 9.5 Controle judicial. 9.5.1 Sistemas de controle jurisdicional da administração pública: contencioso administrativo e sistema da jurisdição una. 9.5.2 Controle jurisdicional da administração pública no direito brasileiro. 9.5.2.1 Mandado de segurança individual.

CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE CONTROLE DA ADMINISTRAÇAO PÚBLICA

Quanto à origem

Quanto ao momento

Quanto ao aspecto controlado

Quanto à amplitude

Quanto à iniciativa

Quanto ao controlador

interno

externo

prévio

concomitante

posterior

legalidade

mérito

hierárquico

finalístico

de ofício

provocado

• administrativo

• legislativo

• judicial

CONTROLE ADMINISTRATIVO

- Feito pela própria Administração Pública

- Decorre do poder de autotutela

- Controle de legalidade e mérito

 

representação administrativa

RECURSO ADMINISTRATIVO (modalidades)

reclamação administrativa

pedido de reconsideração

 

recurso hierárquico (próprio e impróprio)

revisão

- Feito pelo Poder Legislativo

 

- Controle externo

CONTROLE POLÍTICO

   

CONTROLE FINANCEIRO

 

Fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas

Controle interno

Controle externo

 

Cabe ao Congresso Nacional (área federal), auxiliado pelo TCU.

TCU

Competência: art. 71, CF

- Controle de legalidade e de mérito - Exemplos:

 

Exemplos:

sustação de atos praticados pelo Poder

• “sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal” (inciso X).

Executivo

exorbitando

o

poder

regulamentar

CPI

Cada

um

dos

 

convocação de autoridades

 

Poderes

deve

§ 1º No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional, que

pedido escrito de informações

 

manter

sistema

 

de

controle

interno

solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.

§ 2º Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.

- § 3º As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo

SISTEMAS DE CONTROLE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS

Sistema do contencioso administrativo ou sistema francês

Sistema de jurisdição única ou sistema inglês

- Unidade de jurisdição. - Controle dos atos administrativos, de forma definitiva, é feito pelo Poder Judiciário. Adotado no Brasil

- Dualidade de jurisdições: comum e administrativa - Controle dos atos administrativos é realizado, apenas, pelos tribunais administrativos

CONTROLE JUDICIAL

CONTROLE JUDICIAL - Feito pela Poder Judiciário, no exercício da função jurisdicional - Controle de legalidade

- Feito pela Poder Judiciário, no exercício da função jurisdicional

- Controle de legalidade e externo

- Atos políticos e atos interna corporis: se causarem lesão a direitos individuais ou coletivos podem ser objeto de controle

- Meios de controle: habeas corpus, habeas data, mandado de injunção, mandado de segurança, ação popular, ação civil pública

habeas corpus, habeas data , mandado de injunção, mandado de segurança, ação popular, ação civil pública

10 Poderes e deveres da Administração Pública: 10.1 Poderes administrativos. 10.1.1 Poder hierárquico. 10.1.2 Poder disciplinar. 10.1.3 Poder regulamentar. 10.1.4 Poder de polícia. 10.1.4.1 Polícia judiciária e polícia administrativa. 10.1.4.2 Liberdades públicas e poder de polícia. 10.1.4.3 Principais setores de atuação da polícia administrativa. 10.2 Deveres. 10.2.1 Dever de agir. 10.2.2 Dever de eficiência. 10.2.3 Dever de probidade. 10.2.4 Dever de prestação de contas. 10.3 Uso e abuso do poder.

DEVERES ADMINISTRATIVOS

Dever de agir

Se há possibilidade de concretização do interesse público, a atuação administrativa é obrigatória

Dever de eficiência

Atuação célere, eficiente e apta para satisfazer interesse público

Dever de probidade

Atuação conforme ética e honestidade.

Dever de prestar contas

Transparência. Publicidade.

PODERES ADMINISTRATIVOS

Poder vinculado

Agente público deve praticar os atos conforme os elementos e requisitos estabelecidos em lei

Poder discricionário

Escolha, dentre as opções legais, diante do caso concreto, conforme conveniência e oportunidade

 

em face do interesse público

Poder hierárquico

Distribuir e escalonar funções. Relação de coordenação e subordinação. Hierarquia. Avocar, delegar, ordenar, controlar, corrigir e aplicar sanções.

Poder disciplinar

Apuração de infrações e aplicação de penalidades.

Poder regulamentar

Regulamento executivo ou de execução: explicar, detalhar a lei para sua execução Regulamento autônomo: art. 84, VI, CF. Presidente da República tem competência para dispor, mediante decreto, sobre a administração federal, desde que não implique aumento de despesa, não faça a criação ou extinção de órgão público e nem a extinção de cargo público provido (por decreto, pode extinguir cargo vago)

 

- Prerrogativa de impor condições, restrições ao

Poder de polícia

exercício de um direito ou liberdade individual em prol do interesse público Poder de polícia originário: exercido pelas pessoas políticas (administração direta) Poder de polícia delegado: exercido pelas pessoas administrativas (administração indireta)

-

Atributos: discricionariedade (em regra; pode ser

vinculado), autoexecutoriedade, coercibilidade.

-

Limite: próprio interesse público. Razoabilidade.

ABUSO DE PODER

Forma comissiva ou omissiva

Excesso de poder

Desvio de poder

Atua fora dos limites da competência

Atua dentro dos limites da competência, mas com finalidade diversa daquela com que deveria atuar

11 Serviços públicos. 11.1 Conceito. 11.2 Caracteres jurídicos. 11.3 Classificação. Garantias. 11.4 Usuário do serviço público. 11.5 Regulamentação. Princípios. Remuneração. 11.6 Competência para prestação do serviço público. 11.7 Formas de prestação e meios de execução. 11.7.1 Serviço público centralizado e descentralizado

11.8 Delegação. 11.8.1 Concessão. Lei nº 8.987/95. 11.8.1.1 Extinção da concessão de serviço público e reversão dos bens. 11.8.1.2 Parceria Público-Privada. Lei nº 11.079/2004. 11.9.2 Permissão. 11.10.3 Autorização.

CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Quanto à essencialidade

serviço público propriamente dito

serviço de utilidade pública

 

serviço próprio

Quanto à adequação

serviço impróprio

 

serviço administrativo

Quanto à finalidade

serviço industrial

 

serviço uti universi

Quanto aos destinatários

serviço uti singuli

SERVIÇOS PÚBLICOS

SERVIÇOS PÚBLICOS

SERVIÇOS PÚBLICOS Continuidade do serviço público Modicidade das tarifas Generalidade ou igualdade dos usuários

Continuidade do serviço público

Modicidade das tarifas

Generalidade ou igualdade dos usuários

Mutabilidade

PRINCÍPIOS

serviço público não pode parar

tarifas módicas, razoáveis

Usuários, na mesma situação, devem receber o mesmo tratamento

Administração pode alterar, unilateralmente, regime de execução do serviço público

FORMAS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO

Administração direta

Centralização

Descentralização

Outorga (descentralização legal)

Delegação (descentralização negocial ou contratual)

Concessão

Permissão

Autorização
Autorização

Autorização

 

Concessão comum

 

Concessão especial (Parceria Público-Privada - PPP)

 

Lei nº 8.987/95

 

Lei nº 11.079/04

-Concessão de serviço público (art. 2º, II):

-

Concessão patrocinada (art. 2º, §1º):

delegação de sua prestação, feita pelo poder

concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.

Concessão administrativa (art. 2º, §2º):

concedente, mediante licitação, na modalidade

de

concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio

de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado; -Concessão de serviço público precedida da execução de obra pública (art. 2º, III): a construção, total ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público, delegada pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica

ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta

-

contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.

Art. 2º,§3º: Não constitui parceria público-priva a concessão comum, assim entendida a concess de serviços públicos ou de obras públicas de q trata a Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 199 quando não envolver contraprestação pecuniár do parceiro público ao parceiro privado.

e

risco, de forma que o investimento da

concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado;

REVERSÃO

- não é forma de extinção da concessão, mas é consequência dela, pois consiste na transferência dos bens do concessionários afetados ao serviço para o poder concedente, no final da concessão.

EXTINÇÃO DA CONCESSÃO

advento do termo contratual

encampação ou resgate;

caducidade ou decadência

rescisão

anulação

falência ou extinção da concessionária de serviço público.

ENCAMPAÇÃO X CADUCIDADE

ENCAMPAÇÃO OU RESGATE

 

CADUCIDADE OU DECADÊNCIA

 

-

Poder público retoma o serviço, dentro do prazo da concessão, por motivo de interesse público.

-

Poder público retoma o serviço, dentro do prazo da concessão, por motivo de inadimplência da concessionária

Procedimento: a) Administração concede prazo

-

- Deve haver lei autorizativa

- Após o pagamento de indenização

para concessionária sanar falha; b) Não sanou, instaura-se processo administrativo para a devida apuração; c) Constatada a inadimplência, caducidade será declarada por decreto

VEDADA A CELEBRAÇÃO DE PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA (PPP)

- cujo valor do contrato seja inferior a R$ 20.000.000,00;

- cujo período de prestação do serviço seja inferior a cinco anos; ou

- que tenha como objeto único o fornecimento de mão de obra, o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra pública.

PERMISSÃO

Art. 2º, IV (Lei nº 8.987/95): permissão de serviço público é a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.

12 Agentes públicos. 12.1 Conceito. 12.1.1 Agente de fato. 12.2 Classificação. 12.3 Cargo, emprego e função públicos. 12.4 Provimento. 12.5 Vacância. 12.6 Regimes funcionais. 12.6.1 Regime jurídico único. 12.7 Disposições constitucionais aplicáveis. 12.7.1 Ingresso. 12.7.2 Provimento efetivo e provimento em comissão.

AGENTES PÚBLICOS

CLASSIFICAÇÃO

Hely Lopes Meirelles

Maria Sylvia Zanella Di Pietro

Agentes políticos

Agentes políticos

Agentes administrativos

Servidores públicos

Empregados públicos

Servidores Públicos

Servidores temporários

Servidores estatutários

Empregados públicos

Servidores temporários

Agentes honoríficos

Militares

Agentes delegados

Particulares em colaboração com o Poder Público

Por delegação do Poder Público

Por

designação

requisição,

nomeação

ou

Gestores de negócios

Agentes credenciados

REGIME JURÍDICO ÚNICO

STF (ADI 2135): foi deferida medida liminar para suspender a eficácia do art. 39, caput, da Constituição, por vício formal na aprovação da Emenda nº 19/98, com efeitos ex nunc, “subsistindo a legislação editada nos termos da emenda declarada suspensa”, mantendo-se, “assim, o então vigente caput do art. 39, que tratava do regime

jurídico único, incompatível com a figura do emprego público”.

 

CONCURSO PÚBLICO

 

Regra: realização para provimento de cargo efetivo

 
 

-

Contratação

temporária:

necessidade

temporária

e

excepcional

interesse público

 

Exceção:

Cargo em comissão: existência de lei declarando de livre nomeação e exoneração; atribuições de direção, de chefia e de assessoramento

-

não realização

Pode ser ocupado por ocupante de cargo efetivo (lei definirá casos, condições e percentuais) e por não ocupante. Função de confiança: só ocupante de cargo efetivo

-

Agentes públicos de saúde e agentes de combate a endemias

Prazo de validade: até 2 anos, prorrogável, uma vez, por igual período

 

Pode ser de provas ou de provas e títulos: natureza e complexidade do cargo

 

Reserva de vagas para deficientes: lei definirá percentual

 

CONCURSO PÚBLICO

(STF)

Súmula 684: “É inconstitucional o veto não motivado à participação de candidato a concurso público”.

Súmula Vinculante 43: “É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido”.

Súmula Vinculante 44: “Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato

a cargo público”.

Direito à nomeação

Tese de repercussão geral (RE 837.311)

“O surgimento de novas vagas ou a abertura de novo concurso para o mesmo cargo, durante o prazo de validade do certame anterior, não gera automaticamente o direito à nomeação dos candidatos aprovados fora das vagas previstas no edital, ressalvadas as hipóteses de preterição arbitrária e imotivada por parte da administração, caracterizada por comportamento tácito ou expresso do Poder Público capaz de revelar a inequívoca necessidade de nomeação do aprovado

durante o período de validade do certame, a ser demonstrada de forma cabal pelo candidato. Assim, o direito subjetivo à nomeação do candidato aprovado em concurso público exsurge nas seguintes

hipóteses:

I Quando a aprovação ocorrer dentro do número de vagas dentro do edital;

II Quando houver preterição na nomeação por não observância da ordem de classificação;

III Quando surgirem novas vagas, ou for aberto novo concurso durante a validade do certame

anterior, e ocorrer a preterição de candidatos de forma arbitrária e imotivada por parte da

administração nos termos acima”

CARGO EM COMISSÃO

- Lei deve declarar o cargo como de livre nomeação e exoneração

- Somente pode existir para atribuições de direção, chefia e assessoramento

Súmula Vinculante 13: “A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral

ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma

pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e

indireta em qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,

compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.

CARGO EM COMISSÃO X FUNÇÃO DE CONFIANÇA

Cargo em comissão

Função de confiança

Pode ser ocupado por servidor de carreira e

por quem não possui vínculo (ocupante exclusivamente de cargo em comissão).

Lei estabelecerá condições e percentuais

mínimos reservados para servidor de carreira

Somente pode ser exercida por servidores ocupantes de cargo efetivo

12.8 Sistema remuneratório. 12.9 Acumulação. 12.10 Direitos sociais do servidor público. 12.10.1 Direito de greve. 12.11 Estabilidade. 12.11.1 Efetividade, estabilidade e vitaliciedade. 12.12 Regime próprio de previdência social.

SISTEMA REMUNERATÓRIO

- Art. 37, X, CF: a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39

somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices;

- Súmula vinculante 37: “Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.

- Súmula vinculante 42: “É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores

estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária.

-

Súmula vinculante 55: “O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos.

Súmula 679 STF: “A fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode ser objeto de convenção coletiva.

-

 

Limites remuneratórios

 

Mínimo

-

Remuneração não pode ser menor do que o valor do salário mínimo.

Súmula Vinculante 16: “Os artigos 7º, IV, e 39, § 3º (redação da EC 19/1998), da Constituição, referem-se ao total da remuneração percebida pelo servidor público”.

-

 

Máximo

-

Parcelas de caráter indenizatório previstas em lei não incidem no teto

Teto : subsídio de ministro do STF

 
 

- Estados

- Estados

Poder Executivo: subsídio do Governador

Subtetos

Subtetos

Poder Legislativo: subsidio do Deputado Estadual

Poder Judiciário: subsídio do Desembargador do TJ

 

- Municípios:

subsídio do Prefeito

ACUMULAÇÃO DE CARGOS, EMPREGOS E FUNÇÕES PÚBLICAS

REGRA: Vedada a acumulação remunerada

EXCEÇÕES (se houver compatibilidade de horários):

- dois cargos de professor

- um cargo de professor com outro técnico ou científico

- dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas

A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público (art. 37, XVII)

DIREITOS SOCIAIS DO SERVIDOR PÚBLICO

- salário mínimo;

- garantia de salário nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável;

- décimo terceiro;