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Curso Profissional

Técnico Administrativo

Recursos Humanos e Legislação Laboral

RHLL

“MÓDULO 26”
UFCD 8534

Sistema de Segurança Social

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Curso Profissional
Técnico Administrativo

UFCD 8534 - Sistema de segurança social


Unidade/Módulo 26
Carga horária - 25 horas
.
Objetivos:

 Caraterizar o sistema de segurança social em Portugal.


 Caraterizar os regimes de relação jurídica de vinculação e contributiva.
 Interpretar a documentação obrigatória do sistema social.

Conteúdos

1. Segurança social em Portugal


1.1. Direito à segurança social
1.2. Princípios básicos
1.3. Regime geral contributivo do Sistema Previdencial
1.4. Regime geral dos trabalhadores por conta de outrem

2. Relação jurídica de vinculação:


 Regime e documentação obrigatória

3. Relação jurídica contributiva:


 Regime e documentação obrigatória

4. Folha de contribuições

5. Incidência contributiva

6. Isenções

7. Taxas contributivas

8. Trabalhadores integrados em categorias ou situações


específicas

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Índice
1. Segurança social em Portugal ................................................................................................................... 4
1.1. Direito à segurança social ................................................................................................................. 4
1.2. Princípios básicos .............................................................................................................................. 5
1.3. Regime geral contributivo do Sistema Previdencial ........................................................................ 8
1.4. Regime geral dos trabalhadores por conta de outrem ................................................................... 9
2. Relação jurídica de vinculação - Regime e documentação obrigatória ................................................ 10
3. Relação jurídica contributiva - Regime e documentação obrigatória................................................... 13
4. Folha de contribuições............................................................................................................................ 15
5. Incidência contributiva ........................................................................................................................... 16
6. Isenções ................................................................................................................................................... 17
7. Taxas contributivas ................................................................................................................................. 19
8. Trabalhadores integrados em categorias ou situações específicas ...................................................... 21
Trabalhadores do serviço doméstico ........................................................................................... 21
Praticantes desportivos profissionais .......................................................................................... 22
Bibliografia..................................................................................................................................................... 25

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1. Segurança social em Portugal

1.1. Direito à segurança social

A Segurança Social é um sistema que pretende assegurar direitos básicos dos cidadãos e
a igualdade de oportunidades, bem como, promover o bem-estar e a coesão social para
todos os cidadãos portugueses ou estrangeiros que exerçam atividade profissional ou
residam no território.
A lei de bases gerais do sistema de Segurança Social (Lei n.º 4/2007, de 16 de janeiro)
define as bases gerais em que assenta o sistema, bem como as iniciativas particulares de
fins análogos.

Quem tem direito à Segurança Social?

A Constituição da República fixou os princípios e os objetivos fundamentais da Segurança


Social no artigo 63.º…

TODOS TÊM DIREITO À SEGURANÇA SOCIAL

Constituição da República Portuguesa


ARTIGO 63.º

SEGURANÇA SOCIAL E SOLIDARIEDADE

1. Todos têm direito à segurança social.

2. Incumbe ao Estado organizar, coordenar e subsidiar um sistema de segurança social unificado e descentralizado, com a participação das associações sindicais, de
outras organizações representativas dos trabalhadores e de associações representativas dos demais beneficiários.

3. O sistema de segurança social protege os cidadãos na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandade, bem como no desemprego e em todas as outras situações de
falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho.

4. Todo o tempo de trabalho contribui, nos termos da lei, para o cálculo das pensões de velhice e invalidez, independentemente do sector de atividade em que tiver sido
prestado.

5. O Estado apoia e fiscaliza, nos termos da lei, a atividade e o funcionamento das instituições particulares de solidariedade social e de outras de reconhecido interesse
público sem carácter lucrativo, com vista à prossecução de objetivos de solidariedade social consignados, nomeadamente, neste artigo, na alínea b) do n.º 2 do artigo
67.º, no artigo 69.º, na alínea e) do n.º 1 do artigo 70.º e nos artigos 71.º e 72.º.

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Rotunda Primeiro de Maio 160


4440-452 Valongo

Centro Distrital do Porto


Rua António Patrício, n.º 262
4199-001 Porto

Objetivos:
São objetivos prioritários do sistema de Segurança Social:

 Garantir a concretização do direito à Segurança Social;

 Promover a melhoria sustentada das condições e dos níveis de


proteção social e o reforço da respetiva equidade;

 Promover a eficácia do sistema e a eficiência da sua gestão.

1.2. Princípios básicos

Os princípios gerais do sistema são:

 Princípio da universalidade: consiste no acesso a todas as pessoas à proteção social


assegurada pelo sistema, nos termos definidos por lei.

 Princípio da igualdade: consiste na não discriminação dos beneficiários,


designadamente em razão do sexo e da nacionalidade, sem prejuízo, quanto a esta, de
condições de residência e de reciprocidade.

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 Princípio da solidariedade: consiste na responsabilidade coletiva das pessoas entre si


na realização das finalidades do sistema e envolve o concurso do Estado no seu
financiamento, nos termos definidos pela Lei n.º 4/2007, de 16 de janeiro.

o Este princípio, da Solidariedade, concretiza-se em 3 planos

 Nacional, através da transferência de recursos entre os cidadãos, de


forma a permitir a todos uma efetiva igualdade de oportunidades e a
garantia de rendimentos sociais mínimos para os mais desfavorecidos

 Laboral, através do funcionamento de mecanismos redistributivos no


âmbito da proteção de base profissional

 Intergeracional, através da combinação de métodos de financiamento


em regime de repartição e de capitalização.

 Princípio da equidade social: consiste no tratamento igual de situações iguais e no


tratamento diferenciado de situações desiguais.

 Princípio da diferenciação positiva: consiste na flexibilização e modulação das


prestações em função dos rendimentos, das eventualidades sociais e de outros fatores,
nomeadamente de natureza familiar, social, laboral e demográfica.

 Princípio da subsidiariedade: assenta no reconhecimento do papel essencial das


pessoas, das famílias e de outras instituições não públicas na prossecução dos objetivos
da Segurança Social, designadamente no desenvolvimento da ação social.

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 Princípio da inserção social: caracteriza-se pela natureza ativa, preventiva e


personalizada das ações desenvolvidas no âmbito do sistema, com vista a eliminar as
causas de marginalização e exclusão social e a promover a dignificação humana.

 Princípio da coesão intergeracional: implica um ajustado equilíbrio e equidade


geracionais na assunção das responsabilidades do sistema.

 Princípio do primado da responsabilidade pública: consiste no dever do Estado de


criar as condições necessárias à efetivação do direito à Segurança Social e de organizar,
coordenar e subsidiar o sistema de Segurança Social.

 Princípio da complementaridade: consiste na articulação das várias formas de


proteção social públicas, sociais, cooperativas, mutualistas e privadas com o objetivo de
melhorar a cobertura das situações abrangidas e promover a partilha das
responsabilidades nos diferentes patamares da proteção social.

 Princípio da unidade: pressupõe uma atuação articulada dos diferentes sistemas,


subsistemas e regimes de Segurança Social no sentido da sua harmonização e
complementaridade.

 Princípio da descentralização: manifesta-se pela autonomia das instituições, tendo


em vista uma maior aproximação às populações, no quadro da organização e
planeamento do sistema e das normas e orientações de âmbito nacional, bem como das
funções de supervisão e fiscalização das autoridades públicas.

 Princípio da participação: envolve a responsabilização dos interessados na definição,


no planeamento e gestão do sistema e no acompanhamento e avaliação do seu
funcionamento.

 Princípio da eficácia: consiste na concessão oportuna das prestações legalmente


previstas, para uma adequada prevenção e reparação das eventualidades e promoção de
condições dignas de vida.

 Princípio da tutela dos direitos adquiridos e dos direitos em formação: visa


assegurar o respeito por esses direitos, nos termos definidos pela Lei n.º 4/2007, de 16
de janeiro.

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 Princípio da garantia judiciária: assegura aos


interessados o acesso aos tribunais, em tempo útil, para
fazer valer o seu direito às prestações.

 Princípio da informação: consiste na divulgação a todas as pessoas, quer dos seus


direitos e deveres, quer da sua situação perante o sistema e no seu atendimento
personalizado.

1.3. Regime geral contributivo do Sistema Previdencial

Código dos Regimes Contributivos:


 Lei n.º 110/2009, de 16 de setembro, com posteriores
alterações.

O Código dos Regimes Contributivos, regula os regimes abrangidos pelo sistema previdencial
aplicáveis aos trabalhadores por conta de outrem ou em situação legalmente equiparada para
efeitos de segurança social, aos trabalhadores independentes, bem como o regime de inscrição
facultativa.

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Artigo 9.º
Enquadramento
1 - O enquadramento é o ato administrativo pelo qual a instituição de segurança social competente reconhece, numa
situação de facto, a existência dos requisitos materiais legalmente definidos para ser abrangido por um regime de
segurança social.
2 - Sempre que ocorra em relação à mesma pessoa mais de um enquadramento estes são efetuados por referência ao
mesmo NISS.

1.4. Regime geral dos trabalhadores por conta de outrem

Artigo 5.º

Regime geral dos trabalhadores por conta de outrem

O regime geral dos trabalhadores por conta de outrem compreende:

a) O regime aplicável à generalidade dos trabalhadores por conta de outrem;

b) O regime aplicável aos trabalhadores integrados em categorias ou situações específicas;

c) O regime aplicável às situações equiparadas a trabalho por conta de outrem.

Artigo 8.º
Inscrição
1 - A inscrição é o ato administrativo pelo qual se efetiva a vinculação ao sistema previdencial da segurança social.

2 - A inscrição confere:
a) A qualidade de beneficiário às pessoas singulares que preenchem as condições de enquadramento no
âmbito pessoal de um dos regimes abrangidos pelo sistema previdencial;
b) A qualidade de contribuinte às pessoas singulares ou coletivas que sejam entidades empregadoras.

3 - A inscrição dos beneficiários é obrigatória e vitalícia permanecendo independentemente dos regimes em cujo âmbito
o indivíduo se enquadre.
4 - A inscrição das entidades empregadoras é obrigatória, única e definitiva.

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2. Relação jurídica de vinculação - Regime e documentação obrigatória

Artigo 6.º

Relação jurídica de vinculação

1 - A relação jurídica de vinculação é a ligação estabelecida entre as pessoas singulares ou coletivas e o sistema

2 - A vinculação ao sistema previdencial de segurança social efetiva-se através da inscrição na instituição de segurança
social competente.

3 - A inscrição pressupõe a identificação do interessado no sistema de segurança social através de um número de


identificação na segurança social (NISS).

Artigo 7.º
Objeto da relação jurídica de vinculação
A relação jurídica de vinculação tem por objeto a determinação dos titulares do direito à proteção social do sistema
previdencial da segurança social, bem como dos sujeitos das obrigações.

A INSCRIÇÃO DAS PESSOAS COLETIVAS NA SEGURANÇA SOCIAL É OBRIGATÓRIA E É


FEITA OFICIOSAMENTE:

 Através dos elementos remetidos pela administração fiscal na data da:


o Participação de início do exercício de atividade
o Constituição nos casos de regime especial de constituição imediata de sociedades e
associações, constituição online de sociedades ou criação imediata de representações
permanentes de entidades estrangeiras
o Comunicação pelos serviços de registo das entidades empregadoras inscritas no regime
comercial e que constem no ficheiro central de pessoas coletivas, no caso de entidades não
sujeitas a registo comercial obrigatório.
 Com a admissão do primeiro trabalhador, no caso das pessoas singulares que beneficiam da
atividade profissional de terceiros, prestada em regime de contrato de trabalho
 Com base em ações de inspeção ou de fiscalização (no caso de entidades irregularmente
constituídas que tenham trabalhadores ao seu serviço).

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3. Relação jurídica contributiva - Regime e documentação obrigatória

Artigo 10.º
Relação jurídica contributiva

1 - A relação jurídica contributiva consubstancia-se no vínculo de natureza obrigacional que liga ao sistema previdencial:
a) Os trabalhadores e as respetivas entidades empregadoras;
b) Os trabalhadores independentes e quando aplicável as pessoas coletivas e as pessoas singulares com
atividade empresarial que com eles contratam;
c) Os beneficiários do regime de seguro social voluntário.
2 - A relação jurídica contributiva mantém-se mesmo nos casos em que normas especiais determinem a dispensa
temporária, total ou parcial, ou a redução do pagamento de contribuições.

 A admissão de novos trabalhadores:

o Nas 24 horas anteriores ao início de produção de efeitos do contrato de trabalho

 Durante as 24 horas seguintes ao início da atividade, quando por razões excecionais


(fundamentadas) a comunicação não possa ser feita naquele prazo apenas para
Contratos de muito curta duração ou Prestação de trabalho por turnos.

 A comunicação deve ser feita online no serviço Segurança Social Direta.

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4. Folha de contribuições

A entidade empregador é obrigada a:

 Entregar a declaração de remunerações (DR), através da Internet no serviço Segurança


Social Direta.

 Se não for utilizado este meio considera-se que a DR não foi entregue.

 A entrega da DR é feita do dia 1 ao dia 10 do mês seguinte àquele a que diga respeito.

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5. Incidência contributiva
A remuneração ilíquida é constituída pelos valores respeitantes a todas as prestações devidas como
contrapartida de trabalho, designadamente:

 Remuneração base, em dinheiro ou em espécie


 Diuturnidades e outros valores fixados em função da antiguidade
 Comissões, bónus e outras prestações de natureza análoga
 Prémios de rendimento, produtividade, assiduidade, cobrança, condução, economia e outros análogos
com caráter regular
 Remuneração pela prestação de trabalho suplementar
 Remuneração por trabalho noturno
 Remuneração correspondente ao período de férias
 Subsídios de Natal, de férias, de Páscoa e outros de natureza análoga
 Subsídios por penosidade, perigo ou outras condições especiais de prestação de trabalho
 Subsídios de compensação por isenção de horário de trabalho ou situações equiparadas
 Subsídios de refeição atribuídos em dinheiro ou em títulos (1)
 Subsídios de residência, de renda de casa e outros de natureza análoga, com caráter regular
 Valores devidos a título de despesas de representação pré-determinados e dos quais não tenham sido
prestadas contas até ao fim do exercício
 Gratificações devidas por contrato, ainda que condicionadas aos bons serviços do trabalhador e as de
caráter regular
 Ajudas de custo, abonos de viagem, despesas de transporte e outras equivalentes, na parte em que
excedam os limites legais ou quando não sejam cumpridas as regras de atribuição aos servidores do
Estado (2)
 Abonos para falhas (1) (2)
 Despesas resultantes da utilização pessoal, pelo trabalhador, de viatura automóvel que gere encargos
para a entidade empregadora
 Despesas de transporte, suportadas pela entidade empregadora para custear as deslocações em
benefício dos trabalhadores, desde que estas não resultem da utilização de transporte disponibilizado
pela entidade empregadora ou excedam o valor do passe social ou a utilização de transportes coletivos
 Retribuições a cujo recebimento os trabalhadores não tenham direito em consequência de sanção
disciplinar (1)
 Compensação por cessação do contrato de trabalho por acordo apenas nas situações com direito a
prestações de desemprego (1) (2)
 Importâncias auferidas pela utilização de automóvel próprio em serviço da entidade empregadora (1) (2)
 O valor mensal atribuído pela entidade patronal ao trabalhador em "vales de transportes públicos
coletivos" (1) (2)
 E ainda, todas as prestações em dinheiro ou em espécie atribuídas ao trabalhador, direta ou
indiretamente como contrapartida da prestação do trabalho, com caráter regular (a sua atribuição constitui
direito do trabalhador por se encontrar pré-estabelecida segundo critérios de objetividade e por forma a
que este possa contar com o seu recebimento, independentemente da frequência da concessão).

___________________________________

(1)
Prestações sujeitas a incidência contributiva, nos termos previstos no Código do Imposto sobre os Rendimentos de Pessoas Singulares
(IRS).

(2)
O limite legal pode ser acrescido até 50% se o acréscimo resultar da aplicação de instrumento de regulação coletiva de trabalho.

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Não integram a base de incidência contributiva:

 Valores compensatórios pela não concessão de férias ou de dias de folga


 Importâncias atribuídas a título de complemento de prestações do regime geral de Segurança Social
 Subsídios concedidos a trabalhadores para compensação de encargos familiares (frequência de creches,
jardins de infância, estabelecimentos de educação, lares de idosos e outros serviços ou estabelecimentos
de apoio social)
 Subsídios eventuais para pagamento de despesas com assistência médica e medicamentosa do
trabalhador e seus familiares
 Subsídios de férias, de Natal e outros análogos relativos a bases de incidência convencionais
 Valores das refeições tomadas pelos trabalhadores em refeitórios das respetivas entidades
empregadoras
 Indemnização devida por força de declaração judicial da ilicitude do despedimento
 Compensação por cessação do contrato de trabalho por despedimento coletivo, extinção do posto de
trabalho, não concessão de aviso prévio, caducidade e resolução por parte do trabalhador
 Indemnização por cessação, antes de findo o prazo convencional, do contrato de trabalho a prazo
 Descontos concedidos aos trabalhadores na aquisição de ações da própria entidade empregadora ou de
sociedades dos grupos empresariais da entidade empregadora.

6. Isenções

As entidades empregadoras podem beneficiar da:

 Isenção do pagamento de contribuições, se celebrarem contrato de trabalho sem termo com:


o Desempregados de muito longa duração
o Trabalhadores ao seu serviço já vinculados por contrato de trabalho a termo
o Reclusos em regime aberto.

 Redução da taxa contributiva, se celebrarem contrato de trabalho sem termo com:


o Jovens à procura do 1.º emprego e desempregados de longa duração
o Trabalhadores ao seu serviço já vinculados por contrato de trabalho a termo
o Reclusos em regime aberto.

As entidades empregadoras podem beneficiar da isenção do pagamento de contribuições na parte que lhes
respeita, se celebrarem contrato de trabalho sem termo com:

 Desempregados de muito longa duração


 Trabalhadores ao seu serviço já vinculados por contrato de trabalho a termo
 Reclusos em regime aberto.

Consideram-se desempregados de muito longa duração as pessoas que à data da celebração do contrato de
trabalho tenham idade igual ou superior a 45 anos e se encontrem inscritas no centro de emprego há 25
meses ou mais.

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Estão incluídos os trabalhadores nas condições atrás indicadas que, anteriormente à celebração de contrato
de trabalho sem termo, tenham:

 Celebrado contrato de trabalho por tempo indeterminado que tenha cessado durante o período
experimental
 Frequentado estágio profissional
 Estado inseridos em programas ocupacionais
 Celebrado contrato de trabalho a termo ou exercido trabalho independente por período inferior a 6 meses,
cuja duração conjunta não ultrapasse 12 meses.

Condições exigidas à entidade empregadora

A entidade empregadora tem direito à isenção se, cumulativamente, reunir as seguintes condições:

 Esteja regularmente constituída e devidamente registada


 Tenha a situação contributiva e tributária regularizada perante a Segurança Social e a Autoridade
Tributária e Aduaneira
 Não tenha atraso no pagamento das retribuições
 Celebre com o trabalhador contrato de trabalho sem termo, a tempo inteiro ou parcial
 Tenha ao seu serviço, no mês do requerimento, um número total de trabalhadores superior à média dos
trabalhadores registados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Não têm direito à isenção do pagamento de contribuições as entidades empregadoras que tenham
trabalhadores abrangidos por:

 Esquemas contributivos com taxas inferiores à da generalidade dos trabalhadores por conta de outrem,
com exceção das entidades cuja redução de taxa resulte do facto de serem pessoas coletivas sem fins
lucrativos ou por pertencerem a setores considerados economicamente débeis
 Bases de incidência fixadas em valores inferiores à remuneração real ou remunerações convencionais.

Duração do período de isenção

Contratação de:

 Desempregados de muito longa duração e trabalhadores já vinculados à entidade empregadora: isenção


até 3 anos
 Reclusos em regime aberto: isenção até 36 meses.

Se o contrato de trabalho sem termo resultar da conversão de um anterior contrato de trabalho a termo,
pelo qual a entidade empregadora estava a beneficiar de redução da taxa contributiva, a conjugação
das duas medidas de incentivo não pode ultrapassar os 36 meses.

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7. Taxas contributivas

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8. Trabalhadores integrados em categorias ou situações específicas

Trabalhadores do serviço doméstico

Trabalhador para prestar, de forma remunerada e com caráter regular, atividades destinadas à satisfação das
necessidades próprias ou específicas do agregado familiar, ou equiparado, nomeadamente:

 Confeção de refeições
 Lavagem e tratamento de roupas
 Limpeza e arrumo de casa
 Vigilância e assistência a crianças, pessoas idosas e doentes
 Tratamento de animais domésticos
 Execução de serviços de jardinagem
 Execução de serviços de costura
 Outras atividades consagradas pelos usos e costumes
 Coordenação e supervisão de tarefas externas do tipo das mencionadas neste número
 Execução de tarefas externas relacionadas com as anteriores.

Quais as obrigações do empregador e do trabalhador?

Deveres da entidade empregadora

 Fazer a inscrição/enquadramento do trabalhador dentro do prazo


 A entidade empregadora tem de inscrever o trabalhador ou comunicar a sua admissão à
Segurança Social, para ser enquadrado como trabalhador do serviço doméstico, nas vinte e
quatro horas anteriores ao início da atividade.
 A entidade empregadora é obrigada a declarar à Segurança Social que o trabalhador exerce,
com carácter de regularidade e sob a sua direção e autoridade, mediante retribuição, a
profissão de serviço doméstico e que inexiste vínculo familiar com o trabalhador.
 Pagar as contribuições para a Segurança Social

O valor que a entidade empregadora vai pagar à Segurança Social, depende da remuneração
declarada (horária, diária e mensal), conforme a tabela seguinte:

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Base de incidência (Serviço doméstico)

 A base de incidência é calculada com base na remuneração declarada (horária, diária e mensal):

Remuneração convencional

Horária (IASx12):(52x40) 2,43 €

Diária IAS:30 14,04 €

Mensal IAS (2017) 421,32 €

*NOTA: A base de incidência contributiva dos trabalhadores com contrato mensal, considerada para efeitos de cálculo da
remuneração diária, exclusiva para casos de ausência de trabalho efetivo durante o mês, é, em 2017, 1 x IAS 421,32€

Praticantes desportivos profissionais

Base de incidência (Praticantes desportivos)

 A base de incidência contributiva corresponde a um quinto do valor da sua remuneração efetiva com
o limite mínimo igual ao valor do indexante dos apoios sociais - IAS (421,32 €).

Pode ser considerada como base de incidência contributiva (facultativa) a remuneração mensal
efetiva do trabalhador, mediante acordo entre o trabalhador e a entidade empregadora, celebrado por
escrito no início do contrato de trabalho para durar por toda a sua vigência, desde que seja superior
ao valor do IAS (421,32 €).

Neste caso, as entidades empregadoras devem remeter à instituição de Segurança Social
competente cópia do acordo celebrado.

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Considera-se remuneração mensal efetiva as prestações pecuniárias ou em espécie estabelecidas no


contrato:

 Integram o valor das remunerações os montantes pagos a título de prémios de assinatura de contrato,
os quais são parcelados por cada um dos meses da sua duração, e os atribuídos por força de regulamento
interno do clube ou de contrato em vigor

 Não integra o conceito de remuneração mensal efetiva as importâncias despendidas pela entidade
empregadora, a favor do trabalhador, na constituição de seguros de doença, de acidentes pessoais e de
seguros de vida que garantam exclusivamente o risco de morte, invalidez ou reforma por velhice, no
último caso desde que o benefício seja garantido após os 55 anos de idade, desde que não garantam o
pagamento e este se não verifique nomeadamente por resgate ou adiantamento de qualquer capital em
vida durante os primeiros 5 anos.

Taxas contributivas

Entidade
Trabalhador Global
Empregadora

22,3% 11% 33,3%

A entidade empregadora é responsável por descontar do salário do


trabalhador a parte que é paga pelo trabalhador e entregá-la, junto
com o valor pago pela própria entidade empregadora, à Segurança
Social.

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Bibliografia

Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social

Segurança Social - http://www.seg-social.pt

Imagens recolhidas na internet

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